Todos os posts de Ribarmar Correa

Deputados se movimentam em Brasília e agora são 10 por Dilma, cinco pelo impeachment e três estão indecisos

 

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CONTRA O IMPEACHMENT: Weverton Rocha, Victor Mendes, Pedro Fernandes, Júnior Marreca, Zé Carlos, Alberto Filho, João Marcelo, Aluisio Mendes, Hildo Rocha e Rubens Jr.

Os últimos acontecimentos da crise política que sufoca o País, principalmente a aprovação do relatório da Comissão Especial recomendando o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), tiveram impacto importante sobre a bancada federal do Maranhão, fazendo com que os parlamentares definissem suas posições em relação ao futuro da chefe da Nação. Na semana que passou, a Coluna levantou as tendências de voto dos 18 deputados federais. Com as mudanças, o posicionamento de vários deputados também sofreu alteração, principalmente com a definição dos que estavam indecisos. Agora, o quadro é o seguinte: cinco deputados são a favor do impeachment, 10 deputados são contra, e apenas três parlamentar estão indecisos. Situação bem diferente do quadro divulgado ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, que apresentou cinco deputados a favor do impeachment, quatro deputados contra, seis indecisos e três não foram contatados pelo diário paulista.

O levantamento feito pela Coluna encontrou o seguinte quadro: a favor do impeachment: Eliziane Gama (PPS), Juscelino Filho (DEM), João Castelo (PSDB), Sarney Filho (PV) e André Fufuca (PP); contra o impeachment: Weverton Rocha (PDT), Zé Carlos (PT), Pedro Fernandes (PTB), Rubens Jr. (PCdoB), João Marcelo Souza (PMDB), Victor Mendes (PSD), Júnior Marreca (PEN), Hildo Rocha (PMDB), Aluísio Mendes (PTN) e Alberto Filho (PMDB).

No novo quadro, o grupo de apoiadores do impeachment ganhou mais um deputado, André Fufuca, que resolveu fechar com a banda do PP que rompeu com a presidente Dilma Rousseff. Fufuca chegou a informar a colegas que estava inclinado a apoiar a presidente, mas houve uma reviravolta dentro da bancada do PP, que agora está dividida, e ele já teria decidido apoiar o impeachment. Já o deputado José Reinaldo Tavares, que parecia ter rompido com o Palácio do Planalto quando o seu partido, o PSB, anunciou o apoio ao impeachment, teria ficado numa situação delicada. José Reinaldo não tem interesse numa briga com o Governo, já que no momento começa a viabilizar a implantação de uma unidade do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) em Alcântara, projeto ao qual tem se dedicado quase que integralmente. Os entendimentos com o Governo estão avançados, tanto que recentemente um passo foi dado num audiência com o comando da Aeronáutica em que algumas decisões foram tomadas no sentido de concretizar o projeto.

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A FAVOR DO IMPEACHMENT: Eliziane Gama, João Castelo, André Fufuca, Juscelino Filho e Sarney Filho

Os deputados que integram o grupo favorável ao impeachment se posicionaram com motivações diferentes. Eliziane Gama segue à risca a orientação do PPS, que juntamente com DEM e PSDB forma o trio de frente da oposição que prega a derrubada da presidente. O mesmo caso envolve o deputado Juscelino Filho, que ganhou o comando do DEM no Maranhão e não poderia ficar contra a orientação do partido, que fechou questão pelo impeachment. João Castelo também segue a cartilha do PSDB, que não aceita discussão interna e fechou questão pelo impeachment. E o deputado Sarney Filho está alinhado à posição do seu partido, o PV.

E também os que são contra o impedimento têm um caminhão de razões para salvar o Governo da presidente Dilma Rousseff. Líder da bancada do PDT na Câmara Federal e um dos seus principais articuladores, o deputado Weverton Rocha segue à risca a posição do partido tomada contra o impeachment, e trabalha para que a bancada vote em peso com a presidente. O deputado Rubens Jr. segue rigorosamente a orientação do PCdoB contra o impedimento, sendo também um dos porta-vozes do palácio do Planalto na Câmara. O deputado Zé Carlos é do PT, e ponto final. O deputado Pedro Fernandes tem posição dissidente da orientação nacional do PTB, que quer a bancadas votando em bloco contra a presidente. O deputado João Marcelo segue a dissidência do PMDB que não desembarcou e firme no apoio à chefe da Nação. O deputado Victor Mendes (PSD) segue a orientação do PSD. Júnior Marreca liberou a bancada do PEN e se posicionou contra o impeachment.

O deputado Hildo Rocha entrou na dissidência do PMDB, preferindo seguir a banda alinhada ao Palácio do Planalto. O deputado Aluísio Mendes enfrentou problemas na bancada do PTN, que lidera na Câmara, mas resolveu o impasse com a liberação do voto, tendo declarado seu voto contra o impeachment na reunião da Comissão Especial quer votou o relatório. Mesmo ligado ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), Cléber Verde vota com o Palácio do Planalto. O deputado Alberto Filho decidiu seguir a dissidência do PMDB.

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INDECISOS: José Reinaldo, Waldir Maranhão e Cléber Verde

Três membros da bancada estão em situação complicada e, por isso, podem ser colocados na “bancada” dos indecisos. O primeiro é José Reinaldo Tavares (PSB), que na lista anterior foi apontado como contrário ao impeachment não declarou voto, apesar de estar liberado para votar como bem entender. O segundo é Waldir Maranhão, 1º vice-presidente da Câmara Federal, e cujo partido, o PP, decidiu ontem à noite fechar questão a favor do impeachment, situação igual à de Cléber Verde, que estava inclinado a votar contra o impeachment, mas o seu partido, o PRB, fechou ontem questão a favor. A situação partidária pode, porém, não ser entrave para Waldir Maranhão e Cléber Verde, que poderão “peitar” suas agremiações e votar com a presidente Dilma Rousseff. Afinal, os dois controlam pelo menos cinco cargos federais no Maranhão, entre eles a superintendência regional do Incra e o comando regional do Iphan.

É claro que a dinâmica e as “razões” da política têm poder de criar situações novas de uma hora para outra. Daí não será nenhuma surpresa se algumas posições forem alteradas daqui até domingo, quando, numa sessão histórica, os 513 deputados federais decidirão o futuro do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Dino mantém denúncia de golpe no programa do PCdoB
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Dino denuncia golpe no programa do PCdoB

Perdeu feio quem imaginou que após algumas críticas – dentro e fora do Maranhão – o governador Flávio Dino seria atacado pela inibição e recuaria na tarefa de paladino em defesa da democracia e não mais denunciaria o “golpe legislativo” que, segundo ele, está em curso no Congresso Nacional para derrubar a presidente Dilma Rousseff. Em vez de recuar, o governador está é avançando na sua cruzada contra o impeachment da presidente. Ontem, Flávio Dino apareceu no espaço destinado ao seu partido, o PCdoB. Com ar descontraído, sem demonstrar qualquer traço de desgaste emocional por conta da gravidade da crise política, o governador do Maranhão repetiu o seu mantra anti-golpe em cadeia nacional de rádio e TV, numa reafirmação cabal e corajosa da sua posição política no cenário atual. Sem demonstra um só traço de tensão e dando a entender que a causa que defende levará a melhor com a derrubada do projeto de impeachment, Flávio Dino reafirmou sua crença no diálogo que, espera, seja aberto em seguida à derrota do golpe.

 

São Luís, 12 de Abril de 2016

Pesquisa mostra que, em meio à crise nacional, a disputa em São Luís será dominada por uma nova geração de políticos

 

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Eliziane lidera, com Edivaldo Jr. logo atrás e Castelo em terceiro

Em meio ao agravamento das tensões causado debate sobre o impeachment proposto contra a presidente Dilma Rousseff (PT), cujo desfecho pode ter influência decisiva nas eleições municipais de outubro, uma pesquisa do Escutec informa o cenário de agora da corrida para a Prefeitura de São Luís. Os números encontrados são surpreendentes e confirmam avaliação segundo a qual o processo de disputa na Capital seria marcado pela participação de uma novíssima geração de políticos, todos em condições de conquistar espaço político importante, ganhando ou não a cadeira principal do Palácio de la Ravardière. O prefeito Edivaldo Jr. (PDT), a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o deputado estadual Bira Pindaré (PSB), o vereador Fábio Câmara (PMDB), o deputado estadual Wellington do Curso (PP), a vereadora Rose Sales (PMB), a deputada estadual Andrea Murad (PMDB) e o deputado estadual licenciado Neto Evangelista (PSDB) são o que há de mais expressivo na política maranhense com militância em São Luís, independente dos seus posicionamentos, relações políticas e partidárias e desempenho político eleitoral – entre eles inclua-se o deputado Eduardo Braide (PMN), recém lançado candidato a prefeito. Os números surpreendem porque, à exceção do prefeito Edivaldo Jr. e de deputada Eliziane Gama, que se destacam na dianteira, quatro aspirante a prefeito da nova geração se “engalfinham” num segundo plano da pesquisa, todos em condições de crescer e fazer a diferença durante a campanha.

Não surpreendeu o embate que está sendo travado na ponta pela deputada Eliziane Gama (21,9%) e o prefeito Edivaldo Jr. (16,1%). Os dois vêm medindo forças há meses, numa peleja iniciada com a pré-candidata disparada na frente, mas que, com o passar dos dias, foi perdendo fôlego; ao mesmo tempo, o prefeito oscilou muito pouco neste período, mantendo o patamar em que se encontra hoje. Numa avaliação fria, cuidadosa e honesta, a conclusão é a de que a deputada Eliziane Gama vem perdendo terreno, sem dar sinais de que tem força política e eleitoral para reagir. Já o prefeito Edivaldo Jr. se mantém numa posição que, se não é confortável para um prefeito que briga pela reeleição, não é também desconfortável a ponto de desestimulá-lo. Os dois têm chance de chegar na frente, resta saber qual deles terá mais fôlego para acelerar o passo.

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Bira do Pindaré, Rose Sales, Fábio Câmara e Wellington do Curso segundo pelotão com chance de crescer

Mas o grande destaque da pesquisa é o segundo pelotão de pré-candidatos. Para começar, deputado Bira do Pindaré (8,1%), o 4º colocado, chega ao tabuleiro sucessório com uma vantagem mínima, mas reveladora de que ele tem potencial de crescimento, mesmo que não traduza o desempenho do candidato a senador de 2006, é um nome a ser considerado nessa disputa. Pindaré tem de construir uma base política e partidária, e isso do Cursosó lhe será possível de conseguir unir o seu partido, o PSB, em torno da sua candidatura, o que no momento é quase impossível. Também surpreende a vereadora Rose Sales (6,5%), que depois de tantos entra-e-sai partidários, com filiações partidárias equivocadas – como a entrada no PV, por exemplo, com a ilusão de que seria candidata do partido – e projetos frustrados, consegue manter seu nome na briga.

Há cerca de dois meses, a Coluna registrou que o PMDB poderia ter um candidato competitivo se lançasse o vereador Fábio Câmara para disputar a Prefeitura de São Luís. O partido abriu caminho para ele, mas ao mesmo tempo incensou a deputada Andrea Murad, que ainda não disse claramente o que pretende nessa equação.  Câmara aparece na pesquisa com 5,7% das intenções de voto. Esperava-se mais dele, mas o aumento do número de candidatos competitivos inibiu sua corrida. Isso não significa dizer que o vereador esteja impossibilitado de alcançar o primeiro pelotão, pois o PMDB, pela força e pela experiência que tem, se vier a abraçar mesmo sua candidatura, tem condições de injetar-lhe ânimo e torná-lo seu porta-voz na corrida.

Outra surpresa: o deputado Wellington do Curso (PP). De todos os números da pesquisa, o que mais chamou a atenção foram os 5,5% de intenções de voto por ele obtidos. Depois de trombar várias vezes nas suas tentativas de conquistar um mandato, o bem sucedido empresário da educação chegou à Assembleia Legislativa pelos próprios pés, pecou nos seus primeiros passos, mas encontrou na disputa pela Prefeitura de São Luís o nicho que procurava para intensificar sua ação parlamentar e aspirar, no mínimo, o reforço político da caminhada política. Assumiu a condição de mais duro crítico do prefeito Edivaldo Jr. na Assembleia Legislativa e soube usar esse movimento a seu favor.

Em meio a esse novo cenário, no qual uma nova geração de políticos, o deputado federal e ex-prefeito João Castelo (15,6%), único remanescente de uma atuante geração de políticos, ele próprio um dos mais bem sucedidos. Mesmo sem ter tido sua pré-candidatura anunciada, já que enfrenta grandes dificuldades dentro do seu partido, o PSDB, aparece em 3º lugar, com uma performance surpreendente, tecnicamente empatado com o prefeito, aparentemente com chances de brigar pela ponta. Com 0,8% das intenções de voto, João Bentivi é o único pré-candidato que parece não ter nenhuma chance de chegar a algum lugar nessa corrida.

A pesquisa veio numa boa hora para clarear o cenário pré-eleitoral, que vem sendo fortemente turvado pela crise política nacional. E com um dado importante: 15% não votaria em nenhum deles.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton falou como um político maduro contra impeachment
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Weverton: defesa enfática da presidente

Todos os deputados maranhenses que participaram da sessão que resultou na aprovação do relatório que recomenda a instalação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) votaram contra o processo. O primeiro voto foi do deputado Weverton Rocha, líder do PDT na Câmara, que se manifestou duas vezes, uma como membro da Comissão Especial e outra como líder, que falou para orientar a bancada do seu partido. Weverton fez um discurso de político maduro, firme e equilibrado. Bateu forte no relatório, criticou a oposição, defendeu o governo da presidente Dilma e avaliou que se o atual governo cair, será um desastre para as camadas mais necessitadas da população, que dependem hoje, na sua esmagadora maioria, dos programas sociais, a começar pelo Bolsa Família, que na sua avaliação está ameaçado. Ele chamou de “golpismo” o movimento pelo impeachment e manifestou convicção de que, se o Governo cair, o substituto da presidente, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), os programas sociais mais abrangentes correrão sérios riscos de extinção. Acusou a oposição de estar rasgando a Constituição e bradou, em tom de denúncia, que o processo em andamento é um golpe perpetrado contra a democracia. Por outro lado, avisou que enxerga uma mudança no cenário de crise e previu que num próximo embate eleitoral, a oposição vai perder mais uma vez.

Marreca anunciou liberação da bancada
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Marreca: discurso firme com Dilma

Líder da bancada do PEN, o deputado Júnior Marreca, fez um discurso tímido, sem muita ênfase, parecendo que não tinha muita convicção do que estava fazendo. Pessoalmente, Marreca declarou voto contra o impeachment, posição que reafirmou mais tarde, quando foi chamado como líder para orientar a sua bancada. Nos bastidores da política, muitos previram que Júnior Marreca não sustentaria sua posição, porque seria alvo de forte pressão. Os que pensavam assim erraram feio, porque o parlamentar de Itapecuru Mirim sustentou e registrou seu voto contra o impeachment, avisando que repetirá no plenário da Câmara Federal.

João Marcelo reafirmou seu voto contra o impedimento
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João Marcelo: posição firme contra o impechment

O deputado João Marcelo Souza, da bancada do PMDB, não titubeou quando manifestou seu voto contrário ao impeachment.  Ele deixou claro que em nenhum momento esteve em dúvida quanto à sua posição, explicando que desde o primeiro momento avaliou a proposta de impeachment como uma ação politicamente incorreta das oposições. Sustentam seus argumentos vários aspectos do processo, sendo o mais importante deles o fato de o relatório não demonstrar, em nenhum momento, o crime praticado pela presidente da república. Na sua concepção, impeachment sem crime caracterizado não se sustenta, e por isso acredita que o relatório que recomenda o processo será derrotado no plenário da Câmara Federal.

Aluísio Mendes não se dobrou nem à pressão doméstica
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Aluísio: pressão até em casa

O deputado Aluísio Mendes se manifestou como líder do PTN na Comissão Especial. Ele admitiu que a bancada do seu partido está dividida e que a maioria dos seus liderados é favorável ao impeachment. Quando á sua posição pessoal, Mendes lembrou que não pertencia à Comissão, mas informou que, se o relatório fosse aprovado, como o foi, na votação pelo plenário ele votará contra o impeachment. Numa franqueza quase ingênua, o líder do PTN revelou que está sofrendo fortes pressões nas ruas, de eleitores, de alguns amigos e até em casa. “Minha mulher é a favor do impeachment, me pressionada, mas a minha consciência não me deixa mudar de posição. Eu sou contra o impeachment da presidente Dilma”, declarou, avisando que a partir daquele momento, a bancada por ele liderada estava liberada para que os deputados votem de acordo com as suas consciências.

 

São Luís, 11 de Abril de 2016.

 

Dependendo dos seus partidos, pré-candidatos a prefeito de São Luís podem ganhar ou perder com o desfecho do impeachment

 

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Edivaldo Jr., Eliziane Gama, Bira do Pindaré, Sérgio Frota, Andrea Murad, Eduardo Braide, Fábio Câmara, Neto Evangelista, Rose Sales, Raimundo Pedrosa, Saulo Arcangelli e João Bentivi: ação inibida pelo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Todas as evidências emanadas do meio político indicam que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) está travando a dinâmica do calendário para as eleições municipais, principalmente no que diz respeito à movimentação dos partidos voltada para a conquista do Palácio de la Ravardière. Muito embora os pré-candidatos a prefeito da Capital estejam agindo nos bastidores para atrair aliados, tentando montar as alianças necessárias para embalar as suas candidaturas, os acontecimentos em andamento em Brasília têm feito com que os preparativos políticos para as eleições de outubro andem em marcha lenta. Os aspirantes ao gabinete principal da Prefeitura de São Luís sabem que o desfecho do processo de impeachment pode alterar expressivamente o quadro político do momento. Sabem também que a palavra final da Justiça Eleitoral em relação à ação em curso na Justiça Eleitoral contra a chapa Dilma Rousseff/Michel Temer pode mudar radicalmente o cenário político do País, com a possibilidade de uma eleição presidencial fora de época.

Nesse contexto de indefinições, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) usa a cautela extrema para não entrar na briga política que envolve o impeachment. Afinado com o seu partido, ele tem posição favorável à presidente da República, mas avalia que essa é uma guerra que deve ser travada nos plenários do Congresso Nacional e não deve envolver diretamente governantes cuja rotina é enfrentar problemas. Se a presidente for impedida, o atual prefeito de São Luís terá quebrada uma das suas bases de apoio, porque boa parte das obras que realiza vem de acordos e convênios firmados com a União. Se, por outro lado, a presidente sobreviver à guilhotina legislativa, Edivaldo Jr. não apenas manterá as pontes com a Esplanada dos Ministérios, como também consolidará, em definitivo, seu projeto de reeleição.

Até aqui principal candidata de oposição, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) vai se desdobrar para derrubar a presidente Dilma Rousseff. Feita membro da Comissão do Impeachment pelo seu partido, Eliziane se juntou ao DEM e ao PSDB na pregação pela derrubada da presidente. A situação da pré-candidata é a seguinte: se a presidente cair, o seu cacife político tende a aumentar expressivamente, certamente com reflexos positivos na corrida eleitoral. Mas se o resultado for favorável à chefe da Nação, a deputada será empurrada para o mais remoto recanto oposicionista, já que lhe faltará discurso para convencer o eleitorado de que tem condições de ser prefeita de São Luís fazendo oposição ao Palácio do Planalto, sem trânsito, portanto, nos escalões superiores do Governo Federal.

Na condição de pré-candidato a prefeito da Capital, o deputado estadual Bira do Pindaré vive uma situação incômoda em relação ao processo de impeachment. Pessoalmente, ele tem se colocado como aliado firme da presidente Dilma, alinhado integralmente à posição do governador Flávio Dino (PCdoB), tendo feito vários pronunciamentos contra o “golpe” na Assembleia Legislativa. Ocorre que o partido dele, o PSB, decidiu romper com o Governo, posicionando-se a favor do impeachment. Só que, como Pindaré, vários líderes não aceitam tal posição, o que indica um “racha” na agremiação socialista. O candidato Bira do Pindaré ganha força se a presidente superar a crise; e também sairá bem da crise se ela cair, já que seu partido estará entre os responsáveis pela derrubada.

O candidato que vier a representar o PMDB na corrida – a disputa está entre a deputada estadual Andrea Murad e o vereador Fábio Câmara – estará numa espécie de corda bamba. Se partido vier mesmo a abandonar a presidente e ela sobreviver, o candidato pemedebista murchará politicamente e será alvo da ira do PT e aliados do Governo. Se o PSDB lançar candidato a prefeito de São Luís, seja o deputado licenciado Neto Evangelista ou o deputado Sérgio Frota, ele terá diante de si a seguinte situação: a sobrevivência de Dilma Rousseff significará o inferno astral do candidato tucano; mas se ela cair, ele ganhará muita força política e até mesmo reforço eleitoral. Membro de um partido pequeno, o PMN, sem muita influência na crise, o deputado Eduardo Braide não sentirá ganho ou perda no confronto nacional. O mesmo ocorrerá com candidatos de partidos menores, como João Bentivi (PSDC), Zéluiz Lago (PPL), Raimundo Pedrosa (PSOL), Saulo Arcangelli (PST U) e Rose Sales (PMB).

Em post recente, a Coluna registrou o silêncio de prefeitos de grandes municípios maranhenses em relação à crise política nacional e ao processo de impeachment da presidente. A explicação para tal postura tem tudo a ver com a cautela dos pré-candidatos a prefeito de São Luís em relação ao mesmo tema. Ou seja, estão todos em “banho maria”, esperando o cenário clarear, o que certamente ocorrerá antes do final de abril.

 

PONTO & CONTRAPONTO
Waldir se sai bem com ou sem impeachment
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Waldir Maranhão: posição confortável

Vários leitores procuraram a Coluna para esclarecer o voto do deputado Waldir Maranhão (PP), 1º vice-presidente da Câmara Federal, favorável à presidente Dilma Rousseff na votação do impeachment. Até poucos dias, Waldir Maranhão estava incluído na relação dos que votariam a favor do impedimento. Mas recentemente, no entanto, passou a frequentar a relação dos que votarão contra o impeachment. A mudança de orientação do parlamentar é simples, e tem tudo a ver com a sua luta pela sobrevivência política. Na verdade, Waldir nunca esteve efetivamente a favor do impeachment. Ele vinha se entendendo com o Palácio do Planalto na surdina, tanto que emplacou o substituto de Kátia Bogea no comando do prestigiado braço regional do Iphan. Há informações não confirmadas de que ele estaria controlando pelo menos mais dois cargos federais no estado. Reforçou o voto contra o impeachment depois que seu partido, o PP, decidiu manter-se na base de apoio do Governo Dilma, recomendando o voto favorável à presidente. Inteligente e com faro apurado, Waldir Maranhão se deu conta de que nada tem a perder apoiando a presidente. Se o impeachment não passar, ele sairá fortalecido. Se a presidente cair, o sucessor Michel Temer precisará de uma base forte no Congresso para governar, e nesse contexto, o PP será linha de frente, com o 1º vice-presidente da Câmara Federal bem situado.

Bira depende de Rocha para ser candidato do PSB
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Bira depende de Rocha para consolidar sua candidatura

Por mais que se coloque panos quentes, não há como negar que existe uma crise dentro do braço maranhense do PSB, com três grupos medindo forças para impor seus projetos. E nesse tabuleiro complicado transita o projeto de candidatura do deputado Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís. O presidente regional do partido, Luciano Leitoa, prefeito de Timon, tem o controle do diretório regional, que divide com o deputado federal José Reinaldo Tavares. Os dois apoiam Bira do Pindaré. Só que a encrenca está exatamente no Diretório do PSB de São Luís, onde o senador Roberto Rocha e o vereador Roberto Rocha Filho dão as cartas. Bira do Pindaré tem o apoio do presidente Luciano Leitoa e do deputado José Reinaldo Tavares, mas não tem nem o apoio nem a simpatia do senador e do vereador. Para ser candidato a prefeito, Pindaré precisa convencer Roberto Rocha de que é a melhor opção para o partido, o que não será nada fácil, ainda que não seja impossível.

 

São Luís, 09 de Abril de 2016.

Lobão é alvo de várias acusações, mas sua defesa reage cobrando que sejam apresentadas provas

 

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Lobão: acusações até agora sem provas

Mais uma vez vazamento revelador de depoimentos e dados de investigação da Operação Lava Jato citam o senador Edison Lobão (PMDB) como envolvido no esquema de propina que financiou campanhas eleitorais recentes, inclusive a de 2014, agora alcançando a presidente Dilma Rousseff (PT). Lobão é sempre citado como o ministro de Minas e Energia que articulou com empreiteiras – agora é a Andrade Gutierrez – para obter dinheiro sujo, maquiado de dinheiro limpo, para financiar a campanhas eleitorais do PT e do PMDB. As citações do senador maranhense por delatores são até aqui periféricas, sem dados que as legitimem como informação correta e, mais do que isso, sem trazer dados concretos como base de comprovação. E até aqui, a defesa do senador, feita pelo renomado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, tem sido taxativa ao afirmar que as acusações não têm lastro que, portanto, não procedem.

O senador Edison Lobão foi citado nas primeiras fases da Operação Lava Jato, quando as investigações alcançaram o grande esquema de corrupção que drenou bilhões de reais da Petrobras em propina. De acordo com o que veio à tona, o chefe operação do esquema de corrupção, Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da petroleira, disse, em depoimento, que, a pedido de Lobão, então ministro de Minas e Energia, autorizara o doleiro Alberto Yousseff a entregar R$ 1 milhão para o caixa de campanha à reeleição da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Surpresa das surpresas: o doleiro Alberto Yousseff declarou, e continua mantendo a declaração, que não se recorda de ter feito tal operação. A Polícia Federal (PF) chegou a fazer uma acareação de Costa com Yousseff, mas o doleiro manteve a versão de que tal operação não aconteceu. De lá para cá, todas as ações da PF no sentido de o0bter uma prova contra Lobão deram em nada. O inquérito, no entanto, prossegue.

Meses depois, veio à tona o escândalo da usina atômica de Angra 3, cuja construção, segundo o Ministério Púbico federal (PMF), teria sido contaminada por atos de corrupção. Novamente o nome do senador apareceu na relação dos beneficiários do esquema. E mais uma vez o envolvimento do senador ficou na periferia, à base de “fulano disse que fulano falou”. Também nesse caso, nenhuma prova concreta foi levantada contra o senador pemedebista, cuja defesa insiste em excluí-lo da relação de acusados e suspeitos, usando o mais forte dos argumentos no caso que dispõe: a falta de provas.

Na semana passada, o mundo foi surpreendido pelo escândalo batizado de Panamá Papers – o vazamento de milhões de documentos de um escritório de advocacia do Panamá revelando que figuras importante do poder em todo o planeta usaram a firma para abrir empresas off-shore para esconder bilhões em paraísos fiscais, incluindo o próprio Panamá. Entre os mandatários que movimentaram milhões nessas cintas estão ditador sírio Assad, o ex-ditador líbio Muamar Kadaf e o agora primeiro ministro da Islândia, que não suportou a pressão e renunciou no início da semana. Uma das contas seria do empresário Luciano Lobão, mas o nome que aparece como suspeito é o do senador, que mais uma vez veio a público, por meio dos seus advogados, afirmar, em alto e bom tom, que nada tem a ver com a tal empresa a ele atribuída.

No meio desta semana, um novo vazamento de delações premiadas da Operação Lava Jato trouxe ao conhecimento público a informação – até agora não confirmada – segundo a qual o então ministro Edison Lobão teria acertado propina com as empreiteiras que constroem a Hidrelétrica de Belo Monte, no Norte do Pará, para ser repassada ao PT e ao PMDB na campanha de 2014. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, quem denuncia o suposto esquema é o ex-chefão da construtora Andrade Gutierrez, Otávio de Azevedo. Em relação ao senador Lobão, ele teria revelado que o então ministro teria sugerido a formação de dois grupos de empresas para disputar a obra de Belo Monte e, assim, disfarçar a propina relativa a 1% do valor da obra. Esse malabarismo estaria registrado numa suposta planilha. E como das outras vezes, a defesa de Lobão reagiu cobrando provas aos acusadores.

Até aqui, as denúncias envolvendo o senador maranhense prosperou, já que todas elas se esgotam numa teimosa falta de elementos que afirmem, de maneira inatacável, que o ex-ministro de Minas e Energia embolsou tais e tais valores por essa ou aquela via transversa da corrupção. Tanto que o Ministério Público Federal pediu duas vezes mais tempo para investigá-lo mais amiúde. Até aqui, Lobão tem sido alvo de uma pancadaria inclemente, que atura em silêncio, aguardando o desfecho que, segundo o seu advogado, confirmará a tese segundo a qual ele não tem contas a ajustar com a Justiça.

 

PONTO & CONTRAPONTO

MST de volta aos Leões I

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Dino e  Stédile (centro): governo faz parceria com MST para  alfabetização no campo

Enquanto no Paraná o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), onde o PSDB governa, está sendo tratado como transgressor da ordem social, enfrentando por isso a força policial, no Maranhão esse movimento é recebido no Palácio dos Leões pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para a definição de um acordo pelo qual Governo e MST firmam parceria para viabilização do programa de alfabetização “Sim, Eu Posso!”, oferecido pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular”, nos oito municípios mais carentes do Maranhão. A reunião aconteceu ontem de manhã, quando o governador Flávio Dino recebeu o controvertido coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, e um grupo de chefes do movimento no estado. O programa “Sim, Eu Posso!” tem por e o método educacional do célebre pedagogo Paulo Freire, que sacudiu o Brasil no início dos anos 60 ao pregar que a alfabetização é um fator de inclusão social e de libertação, principalmente quando ela é feita com base na realidade cultural, social e econômica. Na discussão, Dino e Stédile discutiram questões relacionadas com o desenvolvimento social e agrário do Maranhão. “Estamos avançando na nossa mobilização em torno da temática da alfabetização. Há um foco inicial nos 30 municípios do Plano Mais IDH. Neles será aplicado método conhecido internacionalmente, inspirado no grande educador Paulo Freire”, explicou o governador. O método de alfabetização, criado pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho de Cuba (Iplac), com base na pedagogia de Paulo Freire, visa alfabetizar em oito meses mais de 14 mil jovens, adultos e idosos em oito municípios maranhenses dos 30 que apresentam menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Repassamos uma agenda de interesse do povo maranhense. Em primeiro lugar, o programa de alfabetização de adultos, no qual nós estamos empenhados para que oito municípios do Maranhão finalmente erradiquem o analfabetismo”, observou João Pedro Stédile.

MST de volta aos Leões II
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Jackson apostou numa parceria bolivariana com Chavez

O MST volta a firmar parceria com o Governo do Estado sete anos depois de ter sido banido do Palácio dos Leões. Explica-se: no Governo Jackson Lago (PDT), que tinha um viés à esquerda, o MST participou ativamente do programa de mobilização no campo, costurando uma polêmica parceria com o regime bolivariano de Hugo Chaves, que comandava a Venezuela naquele momento, e chegou a fazer uma escala em São Luís para demonstrar aliança com o líder maranhense. João Pedro Stédile se tornou uma espécie de conselheiro especial do governador Jackson Lago, tendo forte influência nas suas decisões relacionadas com os problemas do campo. Nessa condição, ganhou trânsito livre no Governo e no Palácio dos Leões, aonde chegava sem avisar e era recebido pelo governador sem marcar audiência. Lago e Stédile se tornaram grandes amigos. Com a queda do Governo do PDT, e a posse da governadora Roseana Sarney (PMDB), em maio de 2009, Stédile e o MST sumiram do Palácio dos Leões e passaram a fazer forte oposição ao novo Governo. Agora, com a linha de esquerda do governador Flávio Dino, João Pedro Stédile e o movimento que comanda estão de volta. Com uma diferença bem acentuada: ao contrário de Jackson Lago, que se movia por um idealismo quase juvenil, Flávio Dino é um militante de esquerda com os pés firmes no chão, com plena ciência do seu papel, e assim blindado a influências.

 

São Luís, 08 de Abril de 2016.

Bancada maranhense vai dar maioria de votos contra o pedido de impeachment da presidente Dilma

 

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Weverton Rocha, Alberto Filho, João Marcelo Souza, Júnior Marreca, Rubens Jr., Cléber Verde, Zé Carlos e Hildo Rocha são ciontra o impeachment da presidente

 

A situação da presidente Dilma já esteve pior. Continua muito ruim, mas de uns dias para cá melhorou, um pouco, mas melhorou. Esse cenário é o que vem sendo desenhado por congressistas maranhenses situados nos dois polos da crise política, uns a favor do impeachment da chefe da Nação e outros contra. Nesse contexto, a bancada maranhense na Câmara Federal vem se movimentando com intensidade, o que tem permitido uma progressiva tomada de posição dos deputados. Na semana passada, contagens informais indicavam que a maioria dos deputados maranhenses votaria pelo impeachment. Numa avaliação feita ontem, a conclusão a que a Coluna chegou depois de ouvir fontes bem informadas em Brasília, foi a de que o quadro de posicionamento é o seguinte: nove deputados – o equivalente a metade da bancada – estão posicionados contra o impeachment; quatro deputados estão determinados a favor do afastamento da presidente; e cinco parlamentares estariam indecisos, sem a maioria contra a derrubada da presidente.

Contra o impeachment estariam os deputados Weverton Rocha (PDT), João Marcelo Souza (PMDB), Alberto Filho (PMDB), Júnior Marreca (PEN), Rubens Jr. (PCdoB), Zé Carlos (PT), Cléber Verde (PRB), Hildo Rocha (PMDB) e Waldir Maranhão (PP). Líder do PDT na Câmara Federal, Weverton Rocha lidera a bancada contra o impeachment e tem sido um dos principais articuladores dessa corrente. Rubens Jr. tem sido um dos governistas mais ativos contra o impeachment, seguindo a linha de ação do governador Flávio Dino (PCdoB). João Marcelo firmou posição dentro do PMDB e a defende na Comissão Especial do impeachment. Alberto Filho também se posicionou contra, apesar das pressões da oposição pemedebista. Júnior Marreca está posicionado contra o impeachment desde que os debates começaram no Congresso Nacional. Zé Carlos está na linha de frente na bancada do PT. Hildo Rocha, mesmo tendo posições críticas em relação ao Governo, firmou posição contra o impeachment. Cléber Verde já esteve no muro da indecisão, mas decidiu se posicionar contra o impedimento da presidente.

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Waldir Maranhão: contra

E, finalmente, o 1º vice-presidente da Câmara Federal, Waldir Maranhão teria decidido votar contra o impedimento, posição que foi reforçada depois que o comando do PP decidiu se manter na base de apoio do Governo.

São a favor do impeachment os deputados Sarney Filho (PV), Eliziane Gama (PPS), João Castelo (PSDB) e Juscelino Filho (DEM). Sarney Filho, que lidera a bancada do PV na Câmara Federal, não poderia contrariar a decisão tomada pelo seu partido, sob pena de ter de entregar a liderança e deixar a agremiação. Eliziane Gama abraçou a causa do seu partido, o PPS, que junto com o DEM e o PSDB forma o bloco oposicionista mais agressivo no Congresso Nacional. Mesmo tendo sido fortemente apoiado pelo primeiro Governo Dilma quando o prefeito de São Luís, João Castelo segue a orientação do PSDB. E Juscelino Filho embarcou na linha de ação do DEM depois de assumir o comando do partido no Maranhão. Todas as avaliações que a posição desse grupo é irreversível.

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Sarney Filho, Eliziane Gama, João Castelo e Juscelino Filho: pelo impeachment

Cinco deputados estariam no muro: José Reinaldo Tavares (PSB), Pedro Fernandes (PTB), Victor Mendes (PV), André Fufuca (PP) e Aluísio Mendes (PTN). José Reinaldo vinha mantendo uma oposição firme a favor do impedimento da presidente, mas diante dos últimos acontecimentos, teria decidido reexaminar o cenário e estaria em dúvida, mas inclinado a votar contra. Pedro Fernandes não é simpático à proposta de impedimento da presidente, mas estaria sendo fortemente pressionado pela cúpula do PTB para votar a favor. Victor Mendes não estaria satisfeito com a posição do PV. André Fufuca havia se posicionado a favor do impeachment, mas a decisão do PP de se manter na base do governo o fez rever sua posição. Aluísio Mendes ainda não se posicionou, mas estaria inclinado a votar contra o processo de impeachment.

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José Reinaldo, Pedro Fernandes, André Fufuca, Victor Mendes e Aluísio Mendes: ainda não decidiram

A Coluna avalia que esse quadro é o mais provável no momento, mas chama atenção para o fato de que no momento ocorre nos bastidores de Brasília uma frenética corrida de governistas, liderados pelo ex-presidente Lula, para construir uma base parlamentar para mandar a proposta de impeachment para o arquivo morto, e de oposicionistas, que fazem de tudo para viabilizar o impedimento da presidente. Daí a possibilidade de haver mudanças nos próximos dias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Delcídio se licencia de novo e João Alberto remarca depoimento no Conselho de Ética
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João Alberto abre novo prazo para Delcídio se apresentar

O senador João Alberto (PMDB) comandou ontem o item mais importante da agenda do Senado da República. Na condição de presidente, ele comandou a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, onde deveria ter se apresentado o senador Delcídio do Amaral (ex-PT e atualmente sem partido), que foi apanhado pela Operação Lava Jato acusado de tentar obstruir as investigações para esclarecer os crimes cometidos por Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. Mas Delcídio do Amaral não compareceu; encaminhou a João Alberto um ofício e um atestado médico informando que permanecerá de licença por causa de duas cirurgias a que se submeteu em São Paulo, na semana passada. João Alberto acatou o pedido de licença e remarcou a presença do “senador-bomba” para o dia 19, quando ele deverá comparecer para ser ouvido pelos seus pares. O presidente do Conselho de Ética avisou que as chances de Delcídio do Amaral se defender perante o órgão estão se esgotando.

 

Rubens Jr. consolida espaço na bancada do PCdoB
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Rubens Jr.: posição  firme no PCdoB

O deputado federal Rubens Jr. recebeu duas boas notícias do seu partido, o PCdoB. A primeira: permanece no posto de vice-líder da bancada na Câmara Federal. A segunda: vai continuar representando a agremiação na mais importante comissão da Casa, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e também terá assento nas decisivas Comissão Mista de Orçamento (CMO) e Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Numa instituição colegiada em que o rodízio é a regra, renovar mandato em comissões importantes como a CCJ é um privilégio que só os parlamentares que mais se destacam recebem das suas bancadas. “Recebi com extrema alegria as indicações pelo meu partido para compor os debates destas comissões”, assinalou Rubens Jr., que comemorou ainda mais com a twittada que recebeu do governador Flávio Dino: “Parabéns, companheiro, importantes funções para ajudar o Maranhão”. O jovem deputado tem todas as razões para estar nas alturas. Afinal, integrar a CCJ é sonho colorido de todo deputado, principalmente os que têm formação jurídica. Isso porque qualquer avaliação técnica ou politica conclui que a CCJ é comissão mais importante do parlamento. Já à CMO a análise dos projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais que serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional. Assim, como vice-líder da bancada do PCdoB e integrantes dessas comissões, o deputado Rubens Jr. está no centro de decisões da Câmara Federal.

 

Telejornal da Globo erra feio sobre nomeação de Gastão
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Gastão: escolha pessoal com o aval do PROS

O “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, cometeu ontem uma barrigada no campo da política. Informou que a nomeação do ex-deputado federal Gastão Vieira (PROS) para a presidência do Fundo Nacional da Educação teria sido fruto de indicação do ex-presidente José Sarney (PMDB). Não foi. A decisão da presidente Dilma se deu por dois motivos. O primeiro como um gesto para consolidar a sua relação com o PROS; e o segundo, por que a presidente gosta de Gastão, que foi ministro de Turismo no seu primeiro Governo. Não há informação dando conta de que o ex-presidente José Sarney esteja envolvido nesse processo. Sobram evidências de que a competência do ex-deputado e sua experiência na área tiveram peso decisivo. Até onde a Coluna se informou, o Palácio do Planalto teria consultado o governador Flávio Dino, que não pensou duas vezes e deu o seu aval para a nomeação.

 

São Luís, 07 de Abril de 2016.

 

Eduardo Braide se lança candidato a prefeito de São Luís e pode alterar o cenário da corrida eleitoral na Capital

 

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Eduardo Braide: candidato a prefeito de São Luís

A decisão do deputado Eduardo Braide (PMN) de se candidatar à Prefeitura de São Luís, anunciada ontem por ele próprio na tribuna da Assembleia Legislativa, trouxe duas boas notícias ao cenário em que já começa a ser travada a guerra eleitoral pelo comando administrativo e político da Capital do Maranhão. A primeira é a chegada de um candidato que poderá contribuir decisivamente para elevar o confronto a um patamar civilizado e politicamente correto, no qual a essência será o debate de ideias que possam resultar em ações concretas em favor da cidade que, por ser um tesouro da História, detém o título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade e é marcada por problemas desafiadores. A segunda: a pré-candidatura de Eduardo Braide é fruto de um movimento saudável da nova geração de políticos em atuação na Assembleia Legislativa, que depois de muítos anos, volta a ter papel importante e – quem sabe? – decisivo no futuro de São Luís. Na principal Casa legislativa do Maranhão se movimentam como pré-candidatos os deputados Bira Pindaré (PSB), Wellington do Curso (PP), Andrea Murad (PMDB) e Sérgio Frota (PSDB), uma situação reveladora de que essa geração está de fato disposta a protagonizar um novo momento na vida política do Maranhão.

O deputado Eduardo Braide é um quadro político diferenciado da média. Advogado e estudioso das regras que normatizam a vida institucional do Estado, Braide se destaca no plenário da Assembleia Legislativa como um “craque” em regimento, sempre atento a apontar ilegalidades e chamar a atenção para o que pode resultar em imbróglio jurídico. Além disso, tem se revelado um legislador de mão cheia, com foco em aspectos sociais relevantes, como o projeto por meio do qual criou um fundo estadual para o combate ao câncer, para citar apenas um dos vários projetos de sua autoria que se tornaram leis. Tem atuado, nessa linha, um consultor competente, um conselheiro equilibrado e um articulador acreditado num ambiente onde pontificam deputados experientes e preparados, como o presidente do Poder Legislativo, Humberto Coutinho (PDT).

Eduardo Braide entra na disputa pela Prefeitura de São Luís no momento em que se imaginava que o quadro de candidatos estava definido. Até algum tempo atrás, previa-se que a disputa caminhava para uma polarização entre o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), candidato à reeleição, e a deputada federal Eliziane Gama (PPS), apontada como favorita nas pesquisas de opinião. A dinâmica da política, no entanto, cuidou de alterar fortemente essa tendência, incluindo no campo da disputa nomes como Bira do Pindaré, Fábio Câmara ou Andrea Murad pelo PMDB, Sérgio Frota ou Neto Evangelista pelo PSDB, para citar nomes de partidos de maior expressão. Ao entrar na disputa nesse contexto, Eduardo Braide o faz com todos os atributos para ocupar um espaço expressivo no cenário, em condições, portanto, de provocar um debate mais elevado, levando o confronto eleitoral a um patamar em que não haverá vez para a política rasteira, agressiva e aventureira.

O agora pré-candidato do PMN ao Palácio de la Ravardière entra na corrida com um lastro que inclui o fato de ser filho da cidade, conhecer os seus problemas e de ter o seu mandato de deputado estadual respaldado pelos votos de 10 mil ludovicenses. Alguns certamente dirão que não é o melhor cacife do mundo, mas não há como negar que seja indicador de que sua candidatura pode se tornar viável à medida que o processo evoluir e o debate ganhar intensidade. No momento seria precipitado colocar a candidatura de Eduardo Braide no mesmo plano da do prefeito Edivaldo Jr. e da deputada federal Eliziane Gama. Mas também não há precipitação em avaliar-se que a entrada dele na corrida funciona como uma espécie de garantia que os problemas de São Luís serão discutidos pelo viés do bom senso.

Em tempo: agora são 13 pré-candidatos a prefeito de São Luís – Edivaldo Jr. (PDT), Eliziane Gama (PPS), Bira do Pindaré (PSB), Andrea Murad e Fábio Câmara (PMDB), Sérgio Frota e Neto Evangelista (PSDB), Rose Sales (PMB), Wellington do Curso (PP), João Bentivi (PTdoB), Zéluiz Lago (PSL) Raimundo Pedrosa (PSOL) e Saulo Arcangelli (PSTU).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Volta por cima: Gastão assume presidência do FNDE
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Gastão no FNDE: volta por cima

O ex-deputado federal Gastão Vieira (PROS) deu a volta por cima. Depois de deixar o Ministério do Turismo, perder a eleição para senador e deixar as fileiras do PMDB, retorna ao Governo da presidente Dilma Rousseff para presidir nada menos que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC). Ele foi nomeado terça-feira pela presidente da República e seu ato saiu publicado ontem no Diário Oficial da União. Gastão Vieira assume o FNDE no lugar de Idilvan Alencar, que era indicação do ex-ministro da Educação, Cid Gomes. O ex-ministro fora sondado para dirigir o FNDE no início de 2015. A ida de Gastão Vieira para a presidência do FNDE não está relacionada com algum acordo envolvendo os votos do PROS. Sua escolha para o cargo foi uma decisão pessoal da presidente Dilma Rousseff, que sempre viu no ex-ministro do Turismo um quadro técnico preparado e competente. Gastão se notabilizou nos seus cinco mandatos de deputado federal como um dos especialistas da Câmara Federal na área de educação, tanto que presidiu por duas vezes a Comissão de Educação e Cultura da Casa, depois de ter sido secretário de Estado da Educação. O FNDE está diretamente relacionado com tudo que diz respeito à educação no Governo Federal, com um orçamento anual superior a R$ 40 bilhões. O novo presidente diz que o FNDE deve ser parceiro dos estados e municípios brasileiros. No comando do FNDE, Gastão está determinado a prosseguir no processo de inovação no sistema de compras governamentais e na gestão de programas fundamentais em andamento como Alimentação Escolar, Livro Didático, Dinheiro Direto na Escola, Biblioteca da Escola, Transporte do Escolar, Caminho da Escola, Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil.

 

Edivaldo Holanda bate forte em Wellington do Curso
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Ddivaldo dispara contra Wellington

É cada vez mais tensa a convivência dos deputados Edivaldo Holanda (PTC) e Wellington do Curso. Com uma história parlamentar respeitável e uma capacidade discursiva que o torna um orador de peso na Assembleia Legislativa, Edivaldo Holanda vem se deixando envolver pelas provocações, cada vez mais ousadas, de Wellington do Curso, pré-candidato a prefeito de São Luís que tem usado a tribuna da Assembleia Legislativa para bater forte no prefeito Edivaldo Jr. e sua administração. Ontem, ao saudar o deputado Eduardo Braide pelo anúncio da sua candidatura, Edivaldo Holanda aproveitou o moimento para disparar palavras duras contra Wellington do Curso, sem, porém, citar-lhe o nome. Edivaldo Holanda parabenizou Eduardo Braide pela decisão de ser candidato afirmando ter certeza de que sua participação na disputa contribuirá para elevar o nível da campanha. E disparou: “… ao contrário de um certo candidato mal educado, que só faz agredir, porque tem a cabeça oca”. Wellington do Curso em princípio reagiu à pancada com ar de deboche, dando a impressão de que não se sentiu atingido pelos petardos verbais do pai do prefeito Edivaldo Jr. Mas logo ficou claro que ele acusou o golpe, sentou-se atingido, mas se manteve calado, porém deixando claro de que vai continuar batendo forte na administração municipal, prenunciando que o “bateu, levou” vai continuar.

 

 

Prefeitos de grandes municípios amargam a crise financeira, mas silenciam sobre a crise política e o impeachment

 

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Edivaldo Jr., Leo Coutinho, Luciano Leitoa, Sebastião Madeira, Josemar Sobreiro e Gil Cutrim: mantêm distância da crise política e do impeachment

O silêncio cauteloso em relação à crise que ameaça mergulhar o Brasil numa abissal capaz de sufocar as suas instituições democráticas tem sido a regra de conduta de algumas importantes lideranças políticas maranhenses, em especial os prefeitos dos maiores colégios eleitorais do estado, onde os efeitos da crise têm sido devastadores. Ao contrário do governador Flávio Dino (PCdoB), que resolveu entrar de cabeça no grande embate, líderes de municípios que, somados, representam institucional e politicamente pelo menos dois milhões de pessoas preferiram se distanciar do campo de batalha e aguardar o desfecho da guerra em curso no Congresso Nacional. Deixam no ar a impressão de que o confronto não lhes diz respeito, como que se protegendo dos estilhaços do confronto. O prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), por exemplo, se movimenta como se nada estivesse acontecendo no país. Na outra ponta da corda, o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), parece fazer de conta que seu partido não está à frente do movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff nem pela cassação do mandato presidencial pela Justiça Eleitoral. A ausência dessas lideranças, que exercem, antes de tudo, mandatos políticos, com responsabilidades administrativas, cria um vazio entre o que acontece em Brasília e a população, que tem nos seus mandatários as suas referências políticas.

O prefeito Edivaldo Jr., que institucionalmente representa mais de 1,1 milhão de pessoas, tem dedicado todo o seu tempo ao exercício do seu mandato, restringindo suas manifestações a assuntos administrativos, sem dedicar uma só palavra à crise política que ameaça desestabilizar as instituições nacionais.  Até o momento, não se tem notícia de uma só frase do dirigente ludovicense sobre a conjuntura política nacional, sobre o processo de impeachment ou sobre o avanço da crise econômica, cuja solução depende da superação da crise política. Membro do PDT, um dos partidos mais envolvidos na defesa da presidente e do governo, o prefeito de São Luís parece querer manter distância do grande debate, preferindo cuidar das suas atribuições como gestor municipal. Nos bastidores, comenta-se que Edivaldo Jr. de São Luís está firmemente alinhado ao líder do seu partido, deputado Weverton Rocha, um dos baluartes de defesa da presidente na Câmara Federal. Mas não expõe essa posição publicamente.

Na mesma linha vem agindo o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que comanda uma metrópole regional com mais de 280 mil habitantes, e é figura de proa do PSDB, partido que lidera a guerra contra a presidente Dilma e o Governo do PT. Tendo se tornado conhecido como político de retórica inflamada quando deputado federal na oposição, Madeira parece ter perdido a verve ao não encampar a campanha do seu partido contra o Governo da presidente Dilma Rousseff. Mais ainda, agora, caminhando para o fim do segundo mandato e com um futuro político incerto, Madeira não parece claramente posicionado em relação à situação de crise que sacode o País, embora não haja dúvidas de que ele segue a linha de ação do seu partido. Até o momento, não se tem conhecimento de um pronunciamento seu em relação à crise, o que certamente deve intrigar a população e, especialmente, o eleitorado da Princesa do Tocantins.

Os prefeitos de Caxias, Leo Coutinho (PSB), e Timon, Luciano Leitoa (PSB), também vêm mantendo silêncio cauteloso em relação ao que está em curso no país. A cautela de Leo Coutinho, que representa 160 cidadãos,  pode ser explicada pelo fato de ele encontrar-se ainda numa espécie de transição partidária, já que ingressou recentemente no partido. Luciano Leitoa, que fala em nome de 160 mil munícipes, ao contrário, preside o partido no Maranhão, o que é uma situação bem diferente. O PSB rompeu definitivamente os frágeis laços que mantinha com o Governo do PT depois da morte trágica de Eduardo Campos, seu líder maior. Luciano Leitoa tocou o barco socialista no Maranhão convivendo com a linha de ação do senador Roberto Rocha de “quase” alinhado ao Palácio do Planalto, a do deputado José Reinaldo Tavares, que tem posição clara a favor do impeachment, e a do deputado Bira do Pindaré, que faz pregação “contra o golpe”.

O mesmo acontece com os prefeitos de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PDT), e de Paço do Lumiar,  Josemar Sobreiro (PSDB). O caso do prefeito Gil Cutrim chama mais atenção, porque, além de líder político de um dos maiores municípios do Maranhão (150 mil habitantes), não parece seguir a linha de entendimento do seu partido em defesa da presidente Dilma e do Governo petista, pois não há registro de que já tenha se posicionado com clareza e efetividade na guerra política. O silêncio de Gil Cutrim se torna mais estranho e inexplicável pelo fato de ser ele presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), que deveria ser, neste momento, a voz política da municipalidade maranhense. Pelo menos até aqui não se sabe, com precisão, a posição do prefeito ribamarense sobre impeachment. O mesmo acontece com seu colega de Paço do Lumiar, Josemar Sobreiro, do PSDB, que não emite à população  o mais tênue sinal de que está posicionado com seu partido em relação ao pedido de afastamento da presidente da República.

Em outros tempos, uma situação como a de agora mobilizaria principalmente os prefeitos, que, como líderes formais das comunidades que dirigiam, assumiam parte do protagonismo no embate político, hoje restrito aos parlamentares federais.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Reconvertida ao comunismo ligth, Eliziane ganha assento na Comissão do Impeachment
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Eliziane: a favor do impeachment

De volta ao PPS, num processo de reconversão ao comunismo ligth, depois de experimentar e não gostar da Rede de Marina Silva, a deputada federal Eliziane Gama ganhou um “presente” da bancada do partido na Câmara Federal: foi designada para integrar a Comissão Especial do Impeachment. Eliziane tem posição definida: ela é a favor do afastamento da presidente, concordando inteiramente com a posição do seu partido, que junto com o PSDB e o DEM, forma a trinca que lidera a oposição na Câmara Federal ao Governo do PT. Com a chegada de Eliziane Gama, a Comissão Especial do Impeachment a contar com quatro deputados, o que o coloca como um dos estados da Federação com maior representação no grupo que analisa o processo de impedimento da presidente da República antes de encaminhá-lo ao plenário. Antes de Eliziane, já integravam a Comissão Especial os deputados Weverton Rocha (PDT), João Marcelo Souza (PMDB) e Júnior Marreca (PEN).

 

PL propõe redistribuição do ICMS aos municípios

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Coutinho preside reunião ao lado do prefeito Gil Cutrim; Roberto Costa faz exposição

Uma reunião comandada segunda-feira pelo presidente Humberto Coutinho (PDT), que mobilizou líderes de bancadas, pode dar um norte definitivo ao Projeto de Lei que propõe a redistribuição do ICMS aos 217 municípios maranhenses. A discussão do PL foi pedida pelo presidente da Famem e prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, que foi à Assembleia Legislativa para tratar exclusivamente do assunto. Na semana passada, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou parecer sobre o Projeto de Lei de iniciativa do Governo do Estado, que redistribuiu 25% do ICMS aos 217 municípios maranhenses. A repartição da parcela pertencente aos municípios deve privilegiar com maior percentual de verba as prefeituras que apresentarem melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O deputado Roberto Costa (PMDB) afirmou que o PL precisa ser analisado com cuidado pelo Poder Legislativo, para que alguns municípios não sejam prejudicados. O presidente da Famem destacou que o objetivo da entidade é contribuir com o debate que está acontecendo no Legislativo. “A Famem se apresenta como uma forma de agregar valores, para que dessa proposta nasçam propósito positivos e que não venham com impactos negativos para o orçamento de alguns municípios”, completou.

 

São Luís, 05 de Abril de 2016.01

Fim da “janela partidária” define o quadro de pré-candidatos à Prefeitura de São Luís

 

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Edivaldo Jr.: posição sólida; Eliziane: recomeça com o PPS

Ao assinar, no sábado (2), ficha de (re)filiação ao PPS, a deputada federal Eliziane Gama encerrou o período em que a “janela da infidelidade” esteve aberta para permitir o rearranjo partidário que permitirá, finalmente, a formação do plantel de candidatos à Prefeitura de São Luís. Não há mais, portanto, impedimento partidário para a definição de candidatos, o que abre caminho para a primeira fase da corrida eleitoral. Nesse contexto, a movimentação mirando o Palácio de la Ravardière ganha agora a normalidade partidária, o que certamente estimula maior mobilidade dos pré-candidatos. São até agora 12 pré-candidatos – Edivaldo Jr. (PDT), Eliziane Gama (PPS), Bira do Pindaré (PSB), João Castelo, Neto Evangelista e Sérgio Frota (PSDB); Andrea Murad e Fábio Câmara (PMDB), Rose Sales (PMB), Raimundo Pedrosa (PSOL), João Bentivi (PRTB)), Zéluiz Lago (PSL) -, vários dos quais terão de passar ainda por processos de alianças, o que enxugará o quadro. Mas o fato é que os candidatos efetivamente competitivos estão partidariamente definidos e se prepara, para entrar na briga para valer.

No tabuleiro da corrida eleitoral nada mudou para o prefeito Edivaldo Jr., que não perdeu tempo, definiu sua situação partidária ingressando no PDT e hoje é, de longe, o candidato com posição política e partidária mais sólida. Ele foi eleito em 2012 pelo PTC, um partido inexpressivo, que se tornou peque demais para suportar o peso do projeto de reeleição do prefeito. Com faro político apurado e uma clara noção das sutilezas que envolvem a disputa política em São Luís, o prefeito embarcou no PDT. Num lance de politico maduro, Edivaldo Jr. foi buscar na agremiação brizolista o suporte partidário e político que tem larga intimidade com o eleitorado da Capital, tanto que venceu quatro eleições para a Prefeitura nas últimas três décadas. Agora, dedica-se a fortalecer sua coligação com novos aliados.

A deputada federal Eliziane Gama percorreu o caminho mais confuso, pedregoso e movediço para definir sua situação partidária para disputar a prefeitura. De maneira surpreendente e, para muitos, incompreensível, Eliziane Gama deu um giro de 360°, saindo do PPS, filiando-se à Rede Sustentabilidade, namorando com o PSDB e, diante da conclusão de que estava caminhando para o precipício, correu de volta ao primeiro, pedindo perdão e sendo readmitida – um fato raro nesse jogo feio e politicamente incorreto de entrar e sair de partido. Mesmo sem correr nenhum risco, sua candidatura ainda enfrentará alguns pequenos problemas dentro da agremiação, já que seus líderes haviam se aliado ao prefeito Edivaldo Jr. e, agora, terão de desembarcar da aliança partidária e de alguns cargos que ocupam na máquina municipal. Agora sem o incômodo da indefinição, Eliziane Gama deve se dedicar a fortalecer a sua pré-candidatura, agora sem ter certeza se ainda é a favorita.

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Castelo, Evangelista e Frota querem uma definição do PSDB

João Castelo, Neto Evangelista e Sérgio Braga travam uma disputa não muito aguerrida dentro do PSDB pela vaga de candidato a prefeito. Só que enfrentam a posição firme do presidente estadual do partido, Carlos Brandão, que não abre mão de levar o partido para a aliança comandada pelo prefeito Edivaldo Jr., seguindo os passos do PCdoB, partido do governador Flávio Dino. É uma refrega que só vai ter um fim às véspera das convenções, em julho. Bira do Pindaré também enfrenta obstáculos dentro do PSB, onde sua candidatura não conta com a simpatia do senador Roberto Rocha, embora tenha recebido declarações simpáticas do deputado federal José Reinaldo Tavares. Bira do Pindaré está determinado a ser candidato e, de cara, conta com o apoio de boa parte do PT, que deve romper a frágil aliança que mantém com o prefeito de São Luís.

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Andrea Murad disputa vaga  do PMDB com Fábio Câmara

Uma das disputas internas mais fortes que se desenha no cenário sucessório de São Luís começa a acontecer no PMDB, onde a deputada Andrea Murad e o vereador Fábio Câmara medem forças pela vaga de candidato. Ela tem o apoio do pai, o ex-deputado Ricardo Murad, e de outros membros destacados do Grupo Sarney, como o próprio ex-presidente e a ex-governadora Roseana Sarney. Ele é apoiado por todos os pemedebistas que não fecham com Murad e não querem a deputada como candidata em São Luís. E como tudo indica que a crise nacional pode influenciar decisivamente nas definições do PMDB, a peleja dos dois pré-candidatos vai se arrastar até o desfecho do processo de impeachment.

Os demais pré-candidatos têm situação partidária definida, e por isso não entram nessa ciranda.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PROS vai apoiar candidatura de Edivaldo Jr. à reeleição
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Edivaldo Jr. e Gastão Vieira conversaram sobre aliança

O PROS vai participar da aliança liderada pelo prefeito Edivaldo Jr. na corrida para a Prefeitura de São Luís. A participação é fruto de uma longa conversa do chefe do Executivo municipal com o ex-deputado federal Gastão Vieira, que comanda o partido no Maranhão. O “flerte” vinha ocorrendo há algum tempo. Houve uma primeira conversa, que se limitou a uma espécie de sondagem de lado a lado. No final da semana passada, houve a conversa definitiva, com uma avaliação detalhada da disputa em andamento e os prováveis desfechos. O prefeito Edivaldo Jr. gostou das observações feitas por Gastão Vieira e concluiu que obter o apoio do partido agregará valor político e eleitoral à sua candidatura à reeleição. Gastão Vieira também saiu satisfeito da conversa, acreditando que o seu partido fez a boa escolha, por entender que no cenário em que se move o País, a atual gestão de São Luís se destaca como bem intencionada e com um bom trabalho realizado. A entrada do PROS na aliança comandada pelo prefeito Edivaldo Jr. será anunciada oficialmente nos próximos dias.

 

Prestação de contas do Governo já está na Assembleia Legislativa
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Cynthia Mota entrega prestação de cintas a Othelino Filho

Já se encontra na Assembleia Legislativa a prestação de cintas do Governo do Estado relativa ao exercício financeiro de 2015. O relatório foi entregue ontem à tarde pela secretária de Estado de Planejamento (Seplan), Cynthia Mota, ao presidente em exercício do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB). A secretária disse que a Prestação de Contas se refere à toda execução orçamentária do Governo no exercício passado, com a aplicação de percentuais na Saúde, Educação, pagamento de pessoal, dívidas, BNDES e toda despesa orçamentária do Estado do Maranhão. “E estamos entregando dentro do prazo previsto para hoje. Já protocolamos no Tribunal de Contas do Estado e aqui na Assembleia Legislativa”, destacou. O presidente em exercício da Alema explicou que agora a Prestação de Contas será encaminhada ao TCE, onde será dado um parecer prévio para, em seguida, retornar ao Legislativo. “Após ser apreciada pela Comissão de Orçamento, o plenário da Casa decidirá pela aprovação ou não da prestação de contas de 2015”, informou. E explicou que, como se trata de uma analise técnica demorada, não existe um prazo determinado para que o TCE encaminhe para a Assembleia o seu parecer prévio opinativo sobre a prestação de contas do governo.  Diferentemente das contas de gestão, que são de responsabilidade exclusiva do TCE, a aprovação ou reprovação da prestação de contas entregues hoje pela Seplan, é de responsabilidade do Poder Legislativo”.

 

São Luís, 04 de Abril de 2016.

 

Dino busca na história argumentos para defender a interrupção da “marcha da insensatez” que ameaça a democracia brasileira

 

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Flávio Dino se inspirou no genial livro de Barbara  Tauchman

Causou forte repercussão nos canais virtuais de informação o post do governador Flávio Dino (PCdoB)  clamando pelo fim do que ele batizou de “Marcha da Insensatez”, que no momento move as forças políticas em confronto no País, de modo a construir um saudável ambiente de diálogo, para ele a única via capaz de trazer de volta a estabilidade política, e, com ela, a retomada do processo econômico. Escreveu o governador: “Quando a Marcha da Insensatez for contida, espero que haja amplo e sereno diálogo nacional. O Brasil precisa de paz, não dessa guerra sem fim”. Dono de sólida formação acadêmica e cultural, o mandatário maranhense foi buscar inspiração em um clássico da historiografia universal moderna, “A Marcha da Insensatez: de Troia ao Vietnã”, da historiadora norte-americana Barbara W. Tuchman, para demonstrar que, historicamente, todas as vezes que a razão foi deixada de lado por força da insensatez, o resultado foi desastroso para os povos vitimados por decisões insensatas dos seus líderes. Defende o governador o uso da razão para a construção de um ambiente de paz e diálogo, sem que ninguém seja obrigado a abrir mão das suas convicções.

Por muitos considerados um dos estudos de fatos históricos mais bem elaborados dos últimos tempos, o livro de Barbara W. Tuchman, que chegou ao Brasil em meados de 1985, quando o País interrompia a marcha insensata da ditadura, mostra como líderes cegamente movidos pelos mais diversos motivos não enxergaram as evidências nem deram ouvidos a vozes sensatas e mantiveram decisões e posturas equivocadas, que resultaram em tragédias, derrocadas políticas, cismas e até extinção de impérios. E foi buscar em quatro marcos históricos as consequências da insensatez: a derrocada de Troia causada por um gigantesco cavalo de madeira ofertado por seus inimigos espartanos; as loucuras de seis papas que resultaram na divisão da Igreja Católica com o surgimento da reforma protestante; o inexplicável erro estratégico que levou a Inglaterra a perder, pela força das armas, a América do Norte, sua mais importante colônia; e, finalmente, o monumental tropeço dos Estados Unidos ao envolver-se, de maneira total e absurda, numa guerra criminosa, desumana e desigual contra uma banda do Vietnã.

Tuchman demonstra, numa espécie de crônica de severo viés analítico, que, um a um, os erros que escolheu como exemplo poderiam ter sido evitados se os governantes tivessem ouvido a voz da razão. E começa indagando: como os troianos, um povo desenvolvido da Grécia Antiga, aceitaram de presente um cavalo de madeira, doado por seus adversários, que no momento cercavam a cidade-estado com seus exércitos, com todos os sinais e evidências de que tratava-se de um ardil? Como explicar que seis papas – entre eles um depravado, um infiel, um assassino, um guerreiro, saqueador e um político equivocado – ignoraram alertas e permitiram a divisão da Igreja, então a organização mais importante e poderosa de todo o planeta? No caso da Inglaterra, até hoje não se conseguiu uma explicação plausível para que a coroa britânica dedicasse à sua riquíssima colônia norte-americana um tratamento de força, quando a elite do futuro Estados Unidos queria ser tratada como igual, permitindo assim a perda astronômica com a guerra da independência. No caso do envolvimento dos EUA na guerra do Vietnã, os analistas da superpotência batem cabeça e não conseguem entender por que, mesmo no auge da Guerra Fria, os líderes norte-americanos, a começar pelo maior deles, John Kennedy, entraram no atoleiro vietnamita tão determinados a pagar um preço histórico tão elevado.

Quando chama o momento político brasileiro de “Marcha da Insensatez”, o governador do Maranhão o interpreta como uma situação de altíssimo risco para a ordem democrática do País. Ele não vê sentido no fato de que, por maior que seja o grau de tensão, as forças em conflito não produzam um clima que lhes permita instalar uma mesa de negociações. O radicalismo, principalmente da oposição, que aposta todas as suas fichas na derrubada da presidente da República por meio de um processo de impeachment gravemente polêmico, é a causa maior da crise, exatamente pelo fato de que não faz concessões. O mesmo fator movimenta forças governista. E isso, em resumo, é insensatez, cuja marcha deve ser contida.

Nas páginas iniciais do seu estudo, Barbara W. Tuchman afirma que a insensatez é o repúdio da razão e quase sempre conduz a resultados contraproducentes. E depois de analisar os grandes fatos históricos por ela causados, a historiadora conclui que a insensatez é a loucura política, e por isso jamais deveria reger as grandes decisões. É o que sustenta o discurso do governador Flávio Dino, para quem a “marcha da insensatez” no Brasil do momento deve ser contida pelo império da razão, que no caso ganha a forma de um amplo diálogo, por meio do qual forças antagônicas travem o bom combate das ideias e, assim encontrem meios para traçar novos rumos para o Brasil e sua saudável democracia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Tensão disfarçada em Balsas
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Dino entre Rocha e Rochinha, Honaiser e Weverton em Balsas

Foi de descontração aparente o clima nas festas de inauguração do 4º Batalhão da Policia Militar e a Avenida Contorno, ontem, em Balsas. Os atos reuniram o governador Flavio Dino, o prefeito Luiz Rocha Filho (PSB), o Rochinha, o senador Roberto Rocha (PSB), o deputado federal Weverton Rocha (PDT) e Márcio Honaiser, que comanda a Secretaria Estadual de Agricultura, também filiado ao PDT. Não é segredo que ali o confronto entre o PDT e o PSB já está em curso, e pelo menos até aqui o governador Flávio Dino ficará distante da refrega política e eleitoral. Não é segredo para ninguém que o PCdoB, partido do governador, aliou-se ao PDT, em torno da candidatura do pedetista Dr. Erik, que por muito pouco não venceu a eleição em 2012. Do outro lado está o prefeito Rochinha, candidato à reeleição e deve enfrentar o mesmo adversário. Todos os observadores da política balsense avaliam que será uma disputa voto a voto, com muita pancadaria verbal. Balsas é uma cidade estratégica para os planos do senador Roberto Rocha, que perdera parte expressiva do seu poder político. Do outro lado está o deputado federal Weverton Rocha disposto a colocar o PDT na Prefeitura de Balsas, ainda que tenha de atropelar daí por que é corrente no meio político que se o governador Flávio Dino não assumir neutralidade total em relação á corrida eleitoral em Balsas, apoiará o candidato a ser apoiado por seu partido, Dr. Erik (PDT).

 

Para onde foi?
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Eliziane Gama: incerteza até o último minuto

Terminou ontem à meia-noite o prazo para mudança de partido. O caso mais emblemático é o da deputada federal Eliziane Gama. Ela deixou o PPS para ingressar na Rede Sustentabilidade, a aventura partidária de Marina Silva, à frente da qual se prepara para disputar a Prefeitura de São Luís na condição de campeã nas pesquisas entre os pré-candidatos. Havia a expectativa de que Eliziane Gama confirmaria hoje sua permanência na Rede ou retornaria aos quadros do PPS, de onde nunc a deveria ter saído, na avaliação de alguns. Até às 11h45m de ontem ainda não havia confirmação da decisão da deputada, o que pareceu com sua permanência na Rede, o que para muitos terá sido um erro monumental.

 

São Luís, 03 de Abril de 2016.

Prêmio do Sebrae para prefeitos empreendedores mostra que além de crise e escândalos há um Brasil em saudável movimento

 

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Acima: os prefeitos vencedores do Prêmio; embaixo à direita: o presidente da Fiema, Edilson Baldez, o prefeito Edivaldo Jr. e o deputado Levi Pontes (PCdoB); e à esquerda: o diretor João Martins , Iracema Vale e o secretário Marcelo Tavares

 

No momento em que o Brasil está mergulhado numa das mais graves crises econômicas da sua história, com redução drástica das suas atividades produtivas, resultando numa recessão brutal, com o fechamento de milhões de empregos, tudo isso causados desmantelos no Poder Público, é no mínimo alentador tomar conhecimento de que na última quinta-feira (31), o braço maranhense do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas entregou o Prêmio Sebrae  Prefeito Empreendedor (PSPE) a sete gestores municipais do Maranhão, selecionados entre 58 candidatos. Analisada dentro de um contexto em que a tônica é a crise, o sumiço progressivo do investimento, e, mais do que isso, a falência do Poder Público como incentivador da atividade produtiva, a entrega do PSPE é um sinal promissor de que, independente do drama sócio-econômico que agita o Brasil – com reflexos mais graves em estados como o Maranhão –, existe um País em movimento, onde o Poder Público pratica e, por via de desdobramento, fomenta uma das mais importantes alavancas do processo de desenvolvimento econômico e social: o empreendedorismo.

Os prefeitos premiados foram: Edivaldo Holanda Jr. (São Luís), com o projeto “Fomento aos Pequenos Negócios no Campo” Juscelino Oliveira e Silva (Açailândia), pelo projeto “O Avanço de Açailândia em Desburocratização em Desburocratização das MPE’s”; Cicero Neco Morares (Estreito), com o projeto “Estreito é Referência Nacional em Lei Geral”; Juran Carvalho de Souza (Presidente Dutra), com o Projeto “Quebrando Paradigmas com Inovação e Sustentabilidade”; Eric Costa (Barra do Corda), com o projeto “Humanizar o ambiente do comércio varejista no centro da cidade”; Jairo Madeira Coimbra (João Lisboa), com o projeto “Mudanças que trouxeram saúde e desenvolvimento para João Lisboa, e Iracema Cristina Lima Vale (Urbano Santos), com o projeto “Campos Agrícolas: um caminho para melhorar a vida”.

O prefeito de São Luís, por exemplo, surpreendeu ao ser premiado por um projeto que nada tem a ver com o obrismo, a mobilidade e várias outras áreas básicas da metrópole que exigem atenção permanente dos seus gestores. Edivaldo Jr. se destacou com o empreendedor por um projeto por meio do qual fomenta pequenos negócios no campo, ou seja, o prefeito empreendendo o estímulo ao empreendedorismo na zona rural da Capital, onde, via de regra, o Poder Público raramente chega. A prefeita de Urbano Santos, Iracema Vale, foi premiada porque compreendeu que, além das suas obrigações de cuidar das tarefas essenciais da administração municipais, deu um passo além ao estimular a atividade agrícola com o um projeto que criou 40 polos agrícolas  como “um caminho para melhorar a vida”. Por sua vez, o prefeito de Barra do Corda, Eric Costa, foi premiado porque decidiu, por meio de um projeto, humanizar o ambiente no centro comercial da maior cidade da região central do Maranhão.

Os três exemplos, assim como os demais, a princípio não parecem projetos excepcionais, mas se observado no contexto de uma realidade onde a falta de oportunidade campeia e as condições de vida não são das melhores, essas ações ganham importância fundamental. No caso de São Luís, qualquer estímulo à atividade econômica é bem vindo, e quando ele ganha a forma e o alcance de projeto de governo, sai do papel, chega à ponta da linha, pode até produzir um largo efeito multiplicador. Além disso, há casos como o prefeito de Estreito, Cícero Neco Morais, premiado pela terceira vez com o PSPE, agora como empreendedor ao tornar o seu município referência nacional em Lei Geral, creditando o sucesso ao Sebrae, cujo diretor-superintendente, João Martins, responsável pelo PSPE, enfatiza que a disseminação da cultura empreendedora com estímulo de políticas públicas de desenvolvimento e a difusão de ideias criativas que fomentam e apoiam os pequenos negócios nos municípios. Daí porque todos os projetos finalistas têm estes aspectos.

O prêmio do Sebrae a prefeitos empreendedores é uma prova de que nem tudo é problema e rotina conservadora nos municípios. A iniciativa entusiasma particularmente o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e do seu Conselho Deliberativo da Fiema, Edilson Baldez da Neves, para quem o PSPE explicita as boas práticas e os frutos advindos dessas iniciativas. Ele próprio um dos mais ativos empreendedores do Maranhão, atuando em diversas áreas, como construção civil e hotelaria, por exemplo, Edilson Baldez resume o ânimo da premiação de quinta-feira: “Aqui foram premiados e reconhecidos os gestores que sabem definir o que é mais favorável para os seus territórios e sua gente. Eles acreditam que o cidadão pode viver com mais dignidade, que pode trabalhar, usufruir do que ganha, investir e ainda ajudar o seu município a crescer”.

Em tempo: Nada menos que 61 projetos de 58 prefeituras com foco o empreendedorismo para a nona edição do PSPE. Desse total, 37 foram habilitados e participaram da fase de julgamento e pré-seleção executadas em fevereiro e março. Para a fase final da etapa estadual do PSPE foram selecionados 16 projetos de 13 prefeituras. Os sete prefeitos premiados estão classificados para a etapa nacional do prêmio.

 

PONTO & CONTRAPONTO

O velho PT sacode a poeira e, junto com o novo, vai à luta no Maranhão
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Monteiro e Zé Inácio: rezando o mantra contra o impeachment contra Dilma

À exemplo do que está acontecendo em todas as regiões do País, o PT maranhense resolveu sair de vez da letargia defensiva e partir para a ofensiva como protagonista da cena política que está sendo ameaçado. Por muitos considerados o mais petistas de todos os petistas, o presidente Raimundo Monteiro, que vinha aparentando fadiga e desânimo, voltou às ruas e, mais do que isso, envergou um paletó e foi para a televisão para, em alternância com o deputado Zé Inácio, representante da mais nova geração de líderes do partido, repetir o mantra que está dominando o discurso do partido nesse momento de intensa e imprevisível guerra política: “Não vai ter golpe”. Monteiro e Zé Inácio têm dito, com a maior ênfase que conseguem dar às suas palavras, que a crise atual é uma conspiração da direta contra os programas sociais e contra “as pessoas mais pobres”, alertando que os adversários do Governo da presidente Dilma Rousseff estão é incomodados com as ações que vêm alcançando os extratos menos validos da sociedade brasileira. E advertem que os movimentos sociais estão se mobilizando, que o PT vai para a briga e que a presidente Dilma não será derrubada pelo processo de impeachment. Monteiro tem pregado “contra o golpe” nas ruas, em auditórios, em programas de rádio e onde encontra um espaço para falar e alguém para ouvir. Zé Inácio cumpre a mesma peregrinação, começando pela tribuna da Assembleia Legislativa, onde tem feitos vigorosos pronunciamentos em defesa de Lula e Dilma.

 

Pedido de impeachment de Temer empurra Waldir Maranhão para o palco da História
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Waldir: no centro de decisões

A condição periclitante e quase insustentável do presidente, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvejado por nada menos que sete inquéritos no Supremo Tribunal Federal, nos quais é acusado de crimes de corrupção, o vice-presidente da Câmara federal, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), aqui e ali está sendo chamado para ser protagonista, na maioria das vezes para oficializar decisões tomadas por Cunha. Ontem, porém, ele foi indicado para examinar, a fim de acatar ou rejeitar, um pedido de impeachment do vice-presidente Michel temer, feito pelo ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, Cid Gomes, o fundador do PROS. Gomes alega que, por pertencer aos quadros do PMDB, Cunha não pode examinar o pedido, devendo transferir a tarefa para o 1º vice-presidente da Casa. Assim, mesmo salpicado pelo fato de que tem algumas pendências para resolver com a Justiça, o deputado Waldir Maranhão vai entrar para a história como o membro da Mesa da Câmara que, para o bem o para o mal, admitiu ou rejeitou um pedido de impeachment do vice-presidente da República.

 

São Luís, 01 de Abril de 2016