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Roseana Sarney só confirmou candidatura depois que Michel Temer desistiu e decidiu apoiar Henrique Meirelles

 

Roseana Sarney recebeu sinal verde de José Sarney depois que Michel temer desistiu e lançou Henrique Meirelles
Roseana Sarney recebeu sinal verde de José Sarney depois que Michel temer desistiu e lançou Henrique Meirelles

O lançamento, ontem, da candidatura do ex-banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à presidência da República pelo MDB, em ato do partido comandado presidente Michel Temer, que arquivou o seu projeto de tentar a reeleição, explica a decisão da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) de confirmar sua candidatura ao Palácio dos Leões, em ato político realizado segunda-feira. A decisão da ex-governadora foi tomada depois que seu pai, o ex-presidente José Sarney (MDB), obteve a certeza de que o ex-ministro da Fazenda, e não o atual presidente, seria o nome escolhido pelo partido. Mas, se por um lado a candidatura de Henrique Meirelles pode injetar ânimo no projeto de Roseana Sarney, por outro pode criar-lhe um baita problema, já que o candidato do PSDB, senador Roberto Rocha, passará de concorrente amistoso a adversário duro, pois o presidenciável tucano Geraldo Alckmin certamente irá para o confronto aberto com o candidato pemedebista, o que certamente induzirá Roberto Rocha a endurecer o jogo com Roseana Sarney.

A ex-governadora já sabia, no final da semana passada, que o presidente Michel Temer desistiria de disputar a reeleição e que a cúpula do MDB apoiaria o projeto presidencial de Henrique Meirelles. E a explicação é simples: um dos principais conselheiros políticos do presidente Michel Temer, o ex-presidente José Sarney, ao ter certeza de que o chefe da Nação se curvaria à realidade e arquivaria o seu projeto eleitoral sem futuro, e já informado de que o ex-ministro da Fazenda seria lançado candidato, deu sinal verde para que a ex-governadora colocasse ponto final no clima de incerteza que vinha angustiando o Grupo Sarney. Foi liberada pela senha emitida pelo pai que Roseana Sarney iniciou, já quinta-feira da semana passada, uma maratona de reuniões com caciques do Grupo, numa operação que culminou com o anúncio feito na manhã do dia 21 em ato partidário realizado na mansão do Calhau.

Nas conversas que manteve com o presidente Michel Temer e com o agora presidenciável Henrique Meirelles, o ex-presidente José Sarney certamente incluiu a candidatura de Roseana Sarney no grande projeto eleitoral do MDB. Mesmo tendo-o como um trunfo para ser usado dependendo das circunstâncias, José Sarney não simpatizava nem um pouco com a ideia de ver a ex-governadora dependendo do apoio do tucano Geraldo Alckmin, que nunca nutriu um naco de simpatia pela família Sarney. Defensor de uma candidatura própria do MDB desde que Lula da Silva caiu em desgraça, levando junto qualquer possibilidade de reconstruir a relação PT/MDB, José Sarney trabalhou na surdina para viabilizar Henrique Meirelles dentro do partido, principalmente depois que ele, ainda ministro da Fazenda, reagiu fulminante a uma proposta de aliança com os tucanos na qual seria o vice de Geraldo Alckmin. Sem um nome ficha limpa, descente e respeitado entre seus caciques para apresentar à Nação, nem tendo condições de continuar como cerca de encosto do PSDB, o MDB não teve como fugir da candidatura de Henrique Meirelles – ex-banqueiro com fortes ligações com o grande capital internacional, ex-deputado federal e agora ex-ministro da Fazenda com a aureola de quem domou a crise e, dizem, com a ficha limpa.

Ao entrar na corrida pelo Palácio dos Leões no esquema da candidatura do ex-ministro da Fazenda, Roseana Sarney, que já tem sobre a mesa o gigantesco e quase inviável desafio de reverter uma rejeição elevada para tentar alcançar o governador Flávio Dino (PCdoB), aumenta o seu fardo de dificuldades com mais um desafio enorme: levar o nome de Henrique Meirelles aos mais diferentes rincões maranhenses, onde certamente quase ninguém sabe da existência dele. A fórmula é mais ou menos a que levou Fernando Henrique Cardoso: era senador, tornou-se ministro da Fazenda do Governo do presidente Itamar Franco (PMDB), fez o Plano Real, colocou as finanças do Governo nos eixos, domou a inflação e acabou eleito presidente. A diferença é que Michel Temer não é Itamar Franco nem Henrique Meirelles é Fernando Henrique.

Não será surpresa se, ao invés de um candidato cm cacife para somar e embalar a candidatura da emedebista no Maranhão a candidatura de Henrique Meirelles passe a ser um fardo um fardo a mais sobre as costas da ex-governadora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Guerra eleitoral desembarca na Assembleia Legislativa: governistas e oposicionistas fazem debate duro, mas republicano

Edilázio Jr., Marco Aurélio, Max Barros, Bira do Pindaré e César Pires: debate de bom nível
Edilázio Jr., Marco Aurélio, Max Barros, Bira do Pindaré e César Pires: debate de bom nível sobre realizações de Governos

Como estava previsto, a guerra pelo Governo do Estado desembarcou de vez na Assembleia Legislativa. O desembarque se deu ontem, 24 horas depois que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) confirmou sua candidatura e se deu na forma de um denso, amplo e tenso embate verbal entre os deputados oposicionistas Edilázio Jr. (PSD), Max Barros (PMB) e César Pires (PV) e os governistas Marco Aurélio (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB). Foi um embate duro, mas de bom nível, como há tempos não ocorria no Plenário Gervásio Santos, com uma discussão sobre a importância e a qualidade da obra dos quase 14 anos de Governo de Roseana Sarney e os três anos e meio da gestão do governador Flávio Dino (PCdoB).

A largada do debate foi dada por Edilázio Jr., que foi à tribuna comentar a confirmação da candidatura de Roseana Sarney, dizendo que ela é “o pesadelo do Governo”, acusando forças governistas de criar a versão de que a ex-governadora não seria candidata, comparou o Governo do PCdoB “com o de Maduro na Venezuela”, disse que as pesquisas que apontam a liderança do governador na corrida eleitoral “são falsas”, repetiu o bordão de que o governador pé “perseguidor” e disse estar convencido de que a emedebistas vencerá a eleição.

Ato contínuo, o deputado governista Marco Aurélio reagiu criticando o lançamento “tardio” da candidatura e “o palanque desfalcado de grandes lideranças” em que se deu.  No rebate a Edilázio Jr., Marco Aurélio: “De repente querem encontrar uma inspiração, reinventar e numa atitude pessoal dizer que vão para cima. O povo não quer mais esse projeto”. E acrescentou: “Qual foi o legado de Roseana Sarney na segurança? Cabeças rolando na penitenciária, cabeças rolando, o caos, ônibus sendo incendiados, a falta de controle, este foi o legado”.

Diante da reação do governista Marco Aurélio, o governista Max Barros entrou na ciranda com um discurso equilibrado no qual saudou a confirmação da candidatura da ex-governadora:  “Eu quero saudar o lançamento da candidatura da ex-governadora Roseana Sarney para as próximas eleições. Eu acho que é um fato importante na política maranhense e é um fato louvável e saudável”.  E defendeu as obras de Roseana Sarney centrando críticas ao atual Governo com um debate  sobre o que é e o que não é “obra estruturante”, elevando mais ainda o nível do embate:  “Obra estruturante é que abrange uma região, abrange o estado todo, e infelizmente não há, de fato não há. Duas obras que eu considero estruturantes: a Ponte do Pericumã, que realmente foi iniciada pelo Governador Flávio Dino, tem quatro anos e não está nem na metade da ponte”.

O governista Bira do Pindaré entrou no debate fazendo uma bem armada contestação às declarações de Max Barros. Começou declarando: Não tem candidatura melhor para enfrentar nesse momento do que a dela, para que a gente possa realmente fazer essa comparação do que era o Governo na sua gestão, nos seus quatro mandatos. Não foram quatro anos; foram quatro mandatos. E os três anos e meio do Governador Flávio Dino, em todas as áreas, nós vamos ter a oportunidade de comparar em todas as áreas: educação, segurança, saúde, infraestrutura, etc., tudo. No seu discurso, Bira do Pindaré argumentou que o conceito de obra estruturante vai muito além da obra civil, como ponte, estrada, etc. Para ele, implantação escolas de tempo integral e escolas técnicas como os Iemas e as escolas básicas como a Escola Digna, assim como a construção e aparelhamento de hospitais regionais são obras estruturantes, por que abrem caminho para uma nova realidade.

O deputado César Pires colocou mais ânimo no debate ao fazer rasgados elogios aos Governos de Roseana Sarney e em seguida centrar o seu longo e empolgado discurso no campo da educação fazendo criticas seguidas à polpitica educacional do atual Governo: “Reforma de escola é mediocridade de discussão como reforma. Não tem como se pensar outra forma. Os indicadores do ENEM são testemunho vivo”. E no final defendeu o debate no nível em que ele estava se dando ontem.

O embate entre governistas e oposicionistas poderia ter prosseguido, mas um estremecimento entre os deputados Edilázio Jr. e Bira do Pindaré, que trocaram insultos mesmo fora da tribuna, obrigou o presidente da sessão, deputado Zé Inácio (PT) a encerrar os trabalhos, deixando no ar a impressão de que o confronto verbal estava apenas começando, conforme previu o deputado Bira do Pindaré.

 

Edilázio Jr. e Bira do Pindaré saem da rota e quase vão às vias de fato

Edilázio Jr. e Bira do Pindaré; debate deslizou para o campo pessoal
Edilázio Jr. e Bira do Pindaré; debate deslizou para o campo pessoal

O debate duro, mas republicano e civilizado, quase foi ofuscado pelo clima de tensão criado num embate pessoal travado pelos deputados Edilázio Jr. e Bira do Pindaré. Ao criticar a ação polpitica e parlamentar do Governo, Edilázio Jr. decidiu estocar o deputado Bira do Pindaré: “Deputado Bira. Tenho certeza de que V. Ex.ª, na hora que coloca a sua consciência, deita no travesseiro e pensa quem foi o Bira do Pindaré combativo ontem e o Bira do Pindaré hoje. O Bira do Pindaré ontem que levantava a mão da esquerda e o Bira do Pindaré que covardemente não vem aqui votar e os seus colegas governistas ficam dizendo: É, deputado, está vendo aí, Bira não veio. Bira não apareceu, não quer ter desgaste”.

Em seguida, Bira do Pindaré voltou à tribuna e contra-atacou: “Quero dizer ao deputado Edilázio que eu vou ignorar as palavras ofensivas dele contra minha pessoa, porque não merece resposta, não tem moral para falar da minha pessoa. É o sujeito que a gente sabe os métodos que usa para conseguir os mandatos que tem. A gente sabe. Todo mundo sabe. Aí quer ter moral para me questionar aqui nessa tribuna? Ah pelo amor de Deus! Não tem moral”.

Edilázio Jr. pediu-lhe um aparte, mas Bira do Pindaré negou-lhe argumentando que outras vezes lhe pediu aparte não foi atendido, daí ter decidido não mais lhe conceder aparte. Edilázio Jr. o chamou de “descortês” e “mal-educado”. Quando Bira do Pindaré encerrou sua fala, Edilázio Jr. tentou falar, mas não estava inscrito. E para evitar um confronto, o deputado Zé Inácio encerrou a sessão. Edilázio Jr. começou a dirigir palavras duras para Bira do Pindaré, que reagiu no mesmo tom e partiu em sua direção, o que levou os seguranças a fazer barreira entre os dois. Houve xingamentos de parte a parte. Edilázio Jr. disse que Bira do Pindaré se safou de ser acusado pelo TCU porque foi protegido. Bira do Pindaré reagiu: “Todo  mundo aqui sabe que tú só se elege com a caneta da juíza”.

São Luís, 22 de Maio de 2018.

Roseana Sarney confirma candidatura, ataca Flávio Dino e diz que vai “para cima”

 

Entre Sarney Filho e Edison Lobão, Roseana Sarney anuncia sua candidatura a partidários na mansão do Calhau
Entre Sarney Filho e Edison Lobão, candidatos ao Senado, Roseana Sarney anuncia sua candidatura ao Governo do Estado a partidários na mansão do Calhau

Com um discurso em que prometeu “mostrar quem é a trabalhadora, guerreira, que gosta do povo”, e atacou a competência e a honestidade do governador Flávio Dino (PCdoB), afirmando que “isso não existe”, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) confirmou ontem sua candidatura ao Governo do Estado. O anúncio foi feito em ato que reuniu, na mansão do Calhau, o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV) – ambos candidatos ao Senado -, o senador João Alberto – presidente regional do PMDB –, dois deputados federais, três deputados estaduais, cerca de uma dezena de prefeitos e militantes do Grupo Sarney na Ilha de Upaon Açu. Roseana Sarney deixou no ar que está motivada por uma pesquisa – cujos números não revelou -, na qual estaria “muito bem” e que o governador Flávio Dino “tem uma rejeição muito grande”, apostando assim que a corrida ao Palácio dos Leões pode dois turnos.

O anúncio de ontem foi o desfecho de uma operação dentro do Grupo Sarney, iniciada na semana passada, para pressioná-la a assumir a candidatura, já que, segundo algumas fontes, a ex-governadora relutava. O argumento mais forte foi o de que não existe no Grupo outro nome com cacife para entrar na disputa, não lhe restando alternativa, já que um candidato fraco comprometeria o projeto do Grupo de eleger pelo menos um senador. Roseana Sarney fez uma série de consultas, inclusive ao comando nacional do PMDB e ao presidente Michel Temer, e diante de apelos e ponderações que ouviu, decidiu entrar na disputa, mesmo sabendo que enfrentará um quadro que, se não chega a ser-lhe hostil, não lhe é francamente favorável. Todas as pesquisas feitas até agora mostraram um cenário em que o governador Flávio Dino lidera com folga a preferência do eleitorado, sendo que a mais recente, do Data Ilha, publicada na semana passada, mostra o chefe do Executivo com 60% das preferências do eleitorado e ela com 27%, indicando uma tendência no sentido de que a fatura pode ser liquidada em turno único.

Roseana Sarney sabe que nas circunstâncias políticas em que o Grupo Sarney navega atualmente pesam muito as fendas de um implacável desgaste, causado primeiro pelo tempo, e depois pelo seu longo período (quase 14 anos) no comando do Estado, e que isso somado à renovação do eleitorado e à chegada de uma espécie de nova ordem política no Maranhão, ganha a forma de um gigantesco obstáculo ao seu projeto de voltar ao poder. A tímida base política que se apresentou ontem na simbólica residência do Calhau nem de longe lembrou os tempos áureos da sua força política, quando anúncios dessa importância eram feitos ginásio ou casas de festa, respaldado por legiões de prefeitos e vereadores, por metade da Assembleia Legislativa e por, pelo menos, dois terços da bancada federal. As acachapantes derrotas sofridas pelo Grupo Sarney nas eleições gerais de 2014 e nas eleições municipais de 2016 foram evidências indiscutíveis de que o Maranhão político é outro, bem diferente daquele que a elegeu em 2010 em turno único, tendo um Flávio Dino ainda verde e um Jackson Lago (PDT) extremamente fragilizado pela ação devastadora de um câncer.

Esse conjunto de fatores não significa dizer que Roseana Sarney esteja fora do cenário político. Ela tem mais de o dobro das intenções de voto do deputado e (im)provável candidato Eduardo Braide (PMN), do senador Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (Podemos) e Ricardo Murad (PMN) juntos, e está posicionada como o principal adversário do governador Flávio Dino. O problema é que, ao contrário de 2010, quando estava no cargo e teve o apoio declarado e ostensivo do então presidente Lula da Silva (PT) e da candidata a presidente Dilma Rousseff, agora ela está fora do cargo e tem com o apoiador por Michel Temer (MDB), o presidente mais impopular da história até aqui. No estado, o seu maior ponto de apoio é o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (MDB), que não tem ainda cacife para transferir prestígio e voto. E para superar esse quadro visivelmente desfavorável, ela anuncia que percorrerá todo o Maranhão em campanha: “Vocês sabem que quando eu começo uma campanha eleitoral, eu vou pra cima”.

A largada de Roseana Sarney em direção ao Palácio dos Leões parece não ter causado qualquer alteração no ânimo do governador Flávio Dino e os integrantes do seu núcleo duro. E curiosamente, só mesmo tempo em que partidários da ex-governadora festejam sua decisão, partidários do governador avaliam que ela “é o melhor adversário”.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

João Alberto desfaz rumores de tensão com Roseana Sarney

João Alberto nega tensão com Roseana Sarney pelo controle do MDB
João Alberto nega tensão com Roseana Sarney pelo controle do MDB

Ao mesmo tempo em que estava na mansão do Calhau participando, na linha de frente, do ato em que Roseana Sarney confirmava sua candidatura ao Governo do Estado, o senador João Alberto era alvo da seguinte informação: Roseana Sarney teria tentado afastá-lo da presidência do MDB. Procurado pela Coluna para esclarecer o assunto, o senador reagiu com surpresa à notícia, afirmando em seguida que nada disso acontecera e que não há qualquer problema na sua relação com a ex-governadora. “Muito pelo contrário, participei hoje do lançamento da candidatura dele, que tem meu apoio total”, declarou João Alberto, para acrescentar: “A eleição para a escolha da nova direção do partido será em agosto, e se ela quiser a presidência do partido, não qualquer problema, eu passo para ela”. João Alberto disse também que o partido está animado com a decisão da ex-governadora de se candidatar ao Governo, avaliando que os candidatos da coligação “vão crescer” durante a campanha.

 

Mobilizados pela Famem, prefeitos maranhenses vão à Brasília pressionar por melhorias

Cleomar Tema: mobilizando prefeitos para mocimento em Brasília
Cleomar Tema: mobilizando prefeitos para ação municipalista em Brasília

Pelo menos 50 prefeitos maranhenses desembarcaram ontem em Brasília. Mobilizados pela Federação de Municípios do Maranhão (Famem), comandada pelo seu presidente, o prefeito de Tuntum Cleomar Tema, cerca de 60 prefeitos maranhenses desembarcaram ontem em Brasília ontem, para participar, a partir de hoje, da XXIª Marcha à Brasília em defesa dos Municípios, que neste ano defenderá o tema “Compromissos com o Brasil” e cujo ponto alto será um ciclo de debates com os candidatos a presidente da República Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Manuela D`Ávila (PCdoB) e Henrique Meirelles (MDB). Um dos líderes municipalistas mais ativos do País na atualidade, o presidente da Famem defende a participação do maior número possível de prefeitos maranhenses na XXIª Marcha à Brasília, justificando que esses movimentos na Capital da República são de grande importância para que eles sejam devidamente informados a respeito de tudo o que diz  respeito aos Municípios no âmbito do Governo Federal. Nesse encontro, por exemplo, serão discutidos assuntos de importância decisiva para o futuro dos municípios, como os critérios para a divisão do bolo bilionário formado pelos royalties do petróleo, e o pagamento dos créditos do ISS e o aumento de 1% no bolo formado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O presidente Michel Temer participará da abertura.

São Luís, 21 de Maio de 2018.

 

Convencida pelo MDB, Roseana Sarney sinaliza candidatura e define o grupo básico de candidatos ao Palácio dos Leões

 

Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Odívio Neto formam oporimeiro time de candidatos, com Eduardo Braide, Maura Jorge, Ricardo Murad e Cláudia Durans fazem o grupo dos indefinidos
Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Odívio Neto formam o time de candidatos, com Eduardo Braide, Maura Jorge, Ricardo Murad e Cláudia Durans fazem o grupo dos indefinidos

Todos os movimentos, sinais e evidências registrados na semana passada indicam que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) bateu martelo e será mesmo candidata ao Governo do Estado. A se confirmar como fato irreversível, essa decisão dá a composição básica – mas ainda parcial – ao quadro de candidatos, abrindo caminho para a largada de fato na corrida ao Palácio dos Leões: o governador Flávio Dino (PCdoB) como candidato à reeleição, tendo como adversários Roseana Sarney, o senador Roberto Rocha (PSDB) e o professor universitário Odívio Neto (PSOL), permanecendo o deputado Eduardo Braide (PMN), a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), o ex-deputado Ricardo Murad (PRP) e a professora universitária Cláudia Durans (PSTU) como expectativas a serem confirmadas ou rifadas nas próximas semanas. Roseana Sarney ainda não declarou formalmente que vai participar da corrida eleitoral, deve fazê-lo ao longo dessa semana, após concluir o leque de consultas que vem fazendo desde que retornou dos Estados Unidos, com passagem por Brasília, segundo fontes a ela ligadas.

Com a definição, o Grupo Sarney parece ter superados diferenças internas, levando a ex-governadora a uma realidade nua e crua: ela é o único quadro com lastro para entrar nessa guerra para disputar. Qualquer outro nome dessa corrente entraria apenas para figurar. É essa a explicação para as fortes pressões a que foi submetida por aliados. A fórmula de trocar de posição com o deputado federal Sarney Filho (PV) foi recusada de pronto. Outras combinações foram avaliadas – como a candidatura do senador João Alberto (MDB), por exemplo – não prosperaram por falta de interesse.

A representante do MDB entra na disputa pelo Governo do Maranhão com um cacife de 27% das intenções de voto num cenário em que o governador Flávio Dino aparece com 60%, com perspectiva de liquidar a fatura logo no primeiro turno, segundo pesquisa recente do Data Ilha. Para ela, que em sua trajetória eleitoral experimentou altos – quando teve o controle sobre a máquina pública – e baixos – quando não tinha esse controle -, entra na corrida para as eleições de Outubro numa situação absolutamente adversa: sem o suporte do Governo estadual num cenário em que seu principal aliado é o presidente Michel Temer (MDB) mergulhado no mais completo descrédito diante da Opinião Pública. Nesse mesmo ambiente, representará um partido poderoso, é verdade, mas duramente castigado pelo descrédito provocado pelas demolidoras denúncias de corrupção que atingem os seus principais líderes, a começar pelo próprio presidente da República. Roseana irá às urnas, portanto, consciente de que o cenário, agravado por uma forte rejeição, lhe é desfavorável e que seu desafio é revertê-lo numa medição de força com um governador bem avaliado pela maioria e política e eleitoralmente forte.

Isso não significa dizer que Roseana Sarney entra na briga como uma candidata fadada apenas a compor o quadro. Seus desafios são gigantescos e vistos por muitos como insuperáveis, mesmo considerando toda a imprevisibilidade de uma guerra eleitoral. Mas em qualquer disputa majoritária, um candidato que entra com 27% tem de ser levado em conta, principalmente num processo em que pode haver um segundo turno se o mais votado não alcançar metade mais um dos votos. Se não mostra poder de fogo do favoritismo, sua candidatura pode ser um instrumento para dificultar o desfecho indicado pelas pesquisas. Sua campanha, enfim, terá de ser embalada por uma estratégia de risco elevado e sucesso improvável.

Na sua condição de favorito, lastreado numa gestão de resultados indiscutíveis e numa posição política que se reflete até no cenário nacional, o governador Flávio Dino prepara uma campanha politicamente forte, decidido que está a dar continuidade ao seu projeto de Governo e de poder. Roberto Rocha e Eduardo Braide querem ser governador, claro, mas pretendem mesmo é adubar terreno para embates futuros – Prefeitura de São Luís em 2020 e Governo do Estado em 2022. Mas eleição é eleição e tudo pode acontecer no decorrer de uma campanha eleitoral, sendo o mais comum e lógico dos desfechos a vitória do favorito, principalmente quando se trata de candidato do quilate do atual governador do Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Jr. “doma” problemas de São Luís, avança na gestão e monta cacife para 2022

Edivaldo Jr.:caminhando embalado pela vizinhança do Palácio dos Leões
Edivaldo Jr.:caminhando embalado pela boa vizinhança do Palácio dos Leões

Quando foi eleito prefeito de São Luís em 2012, na esteira de dois mandatos de vereador da Capital e “meio” de deputado federal, Edivaldo Holanda Jr. (PDT) foi por muitos apontados como excessivamente tímido e sem pulso nem preparo para encarar e resolver os imensos e desafiadores problemas da maior e mais importante cidade do Maranhão, que para aumentar ainda mais o desafio, carrega o título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Passados cinco anos, entremeados por uma reeleição com disputa animada mas de pouco risco, o prefeito de São Luís entra numa fase de prosperidade administrativa, mesmo enfrentando problemas graves e administrando as ciladas da crise. A São Luís de hoje passa a todos a certeza de que tem um Governo  sério e obstinado, com ações que vão do centro à periferia, contemplando as diferentes comunidade com programas arrojados. Um exemplo é a área de Educação, que recebeu numa condição de caos absoluto, com escolas fechadas, mas que, cinco períodos letivos depois, vive uma situação radicalmente melhorada, com reformas, climatização, fardamento e merenda escolar equilibrada e programas educacionais modernos, enfim, uma realidade muito diferente do quadro dramático registrado em fevereiro de 2013. Outro exemplo são as obras de modernização urbanas da Capital, com diversas intervenções, como a nova pracinha da Beira-Mar e o gigantesco canteiro que onde está sendo realizada a restauração da Praça Deodoro, para citar apenas um dado. A Prefeitura de São Luís tem hoje uma situação financeira absolutamente sob controle, sem qualquer folga, mas controlada o suficiente para manter em dia os salários dos servidores, as dessas e custeio e os investimentos possíveis. E com um dado excepcional em se tratando de Maranhão: a parceria rica e produtiva da Prefeitura de São Luís com o Governo do Estado, avalizada integralmente pelo governador Flávio Dino. Com essa gestão respeitável – na qual, vale registrar, não se ouve falar de bandalheira nem da ação danosa de eminências pardas -, o prefeito Edivaldo Jr. vai construindo um cacife para prosseguir de cabeça erguida no cenário político do Maranhão, com  espaço garantido no elenco de nomes que com certeza serão avaliados pelo eleitorado para comandar o Estado a partir de 2023.

 

Roberto Rocha e Roseana Sarney podem afinar discurso em a favor de Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin pode sair beneficiado com o apoio de Roberto Rocha e Roseana Sarney
Geraldo Alckmin pode ser apoiado por de Roberto Rocha e Roseana Sarney

O que eram mera especulação caminha para se tornar um fato concreto: os candidatos do PSDB, senador Roberto Rocha, e MDB, Roseana Sarney deverão traçar uma estratégia comum de campanha visando incensar candidatura presidencial do tucano Geraldo Alckmin no Maranhão. Roseana Sarney já estaria certa de que o MDB deve mesmo se coligar com os tucanos, devendo indicar o candidato a vice. Isso não significa dizer que PSDB e MDB abram mão dos seus candidatos a governador, recomendando apenas que os dois se esforcem para “vender” o candidato tucano nos mais diferentes rincões do estado. Há quem diga, no entanto, que essa “aliança” em torno do candidato presidencial amenizará o discurso de ambos, embora o senador Roberto Rocha tenha recentemente declarado que fará “de tudo” para atropelar os planos de Roseana Sarney de chegar ao segundo turno. Há quem diga que até o final de Maio esse item será discutido e amarrado por tucanos e emedebistas.

São Luís, 20 de Maio de 2018.

Com alma ateniense e disciplina espartana, PH festeja meio século de um jornalismo rico, denso, culto e inteligente

PH: meio século de profissionalismo e jornalismo de alto nível
PH: festeja meio século como profissional de um jornalismo de alto nível na imprensa do MA

Pergentino Holanda completa neste sábado 70 anos bem vividos, dos quais 50 foram inteiramente dedicados ao jornalismo de costumes, no seu caso popularizado como colunismo social. Qualquer jornalista que emplaque tal marca, independentemente do alcance da sua produção, desembarca no Olimpo de uma das profissões mais diferenciadas, ricas, glamorosas, festejadas, mas ao mesmo tempo solitárias e incompreendidas de todas as que tratam de pessoas, grupos, sociedade. PH – um codinome que virou marca – completa 18.250 dias de batente, ininterruptos, com jornada cotidiana raramente inferior a 12 horas, de Domingo a Domingo, que cumpre mesmo quando curte férias em Paris ou Nova Iorque, cidades nas quais transita com a intimidade com que se move, por exemplo, por São Luís, seu porto seguro e pelo qual nutre uma paixão que só aumenta com o passar do tempo. Com disciplina espartana e impulso jornalístico incomparável, tornou-se o cronista mais lido e mais sofisticado da imprensa maranhense em todos os tempos, fez-se o produtor lembrado pelas festas espetaculares, pelos blocos carnavalescos diferenciados e pelos animados arraiais juninos, e o observador que informou como poucos e armazenou a memória política, econômica e cultural deste meio século.

O PH que festeja hoje conquista tão espetacular em todos os sentidos é um jornalista incomum, dono de um talento excepcional, por meio do qual extrai a dimensão exata de uma informação aparentemente sem maior importância, transformando um evento social num acontecimento digno de registro e do conhecimento público. É o cronista de costumes, que consegue enxergar e traduzir a alma das pessoas e o espírito das coisas, e em cujos textos podem-se identificar facilmente traços do gênio detalhista de Balzac, da prosa sofisticada de Machado de Assis e do new journalism de Tom Wolfe, por exemplo. É o editor exigente, minucioso e criterioso, que raramente se conforma com o primeiro corte que faz numa fotografia. É o amante da beleza, que se esforça para exprimir nas suas colunas por meio de registros refinados de estética textual. É o poeta que muitas vezes transforma em versos períodos que em linguagem comum não teriam qualquer graça. É, enfim, o profissional de alma ateniense e disciplina espartana, extremamente dedicado e que é referência maior para jovens profissionais que pretendam se dedicar ao jornalismo como sacerdotes que vão traduzir o mundo pagão.

Exagero? Nem um pouco. Qualquer avaliação isenta que se fizer do jornalismo de Pergentino Holanda encontrará exatamente esse perfil, podendo certamente ampliá-lo e enxergá-lo muito maior. Nenhum exame honesto diminuirá o tamanho e a qualidade do profissional que há quase cinco décadas esculpe, com o mesmo padrão de excelência dos grandes artesãos, uma página diária no caderno Alternativo de O Estado do Maranhão, e que nos fins de semana brinda seus leitores com a PH Revista, em cujos espaços relata, em todas as formas e cores, os eventos mais badalados do Maranhão, sempre exaltando a beleza. E, via de regra,  ancorada por uma crônica que nada fica a dever aos mais talentosos cronistas do País. Consegue a proeza de conciliar essa batalha com as teclas com uma boêmia incorrigível.

PH é, de fato, um fenômeno que já ganhou a condição de mito do jornalismo maranhense, respeitado por todos da sua categoria e pelos seus contemporâneos de área, como os mitológicos cronistas cariocas Ibrahim Sued e Zózimo Barroso do Amaral, com os quais se relacionou de igual para igual e cujas obras contribuíram para o refinamento do estilo que ele próprio criou e aperfeiçoou.

Para dimensionar e entender o PH não bastam observações superficiais de uma leitura cotidiana da sua coluna. É preciso se deter nos textos, na elaboração das notas, no tom por vezes duro, às vezes irreverente e aqui e ali irônico, mas sempre com um toque de seriedade e elegância que tornam a informação confiável, indiscutível. E esse estilo refinado não é fruto apenas do talento excepcional de um redator. Tudo isso é associado ao conhecimento acumulado por um devorador voraz da literatura – prosa e poesia – universal: tem memorizadas passagens da saga romântica de Proust, trás poemas de Verlaine, Drumond e Tribuzi prontos para recitar, e guarda trechos de peças de Shakespeare na ponta da língua. É um conhecedor surpreendente de artes plásticas e acumulou um acervo invejável para os padrões maranhenses. E vez por outra embarca para Nova Iorque para a estreia de um novo musical na Broadway e retornar no dia seguinte, ou a para Milão, para encantar-se com a primeira audição da nova versão de uma ópera qualquer de Verdi, ou ainda para Londres, para comover-se com um clássico do Royal Ballet.

Dono de uma memória prodigiosa, PH transformou-se ao longo desse período num arquivo vivo, com registro presencial de fatos e momentos de importância capital para a história recente do Maranhão. Íntimo do poder político, trás guardadas na memória informações sobre fatos decisivos e que, vindos à tona, estremeceriam o tabuleiro da política maranhense por muito tempo. Amigo de empresários, conhece como poucos o roteiro de grandes negócios entabulados no estado. Produtor cultural e incentivador das artes, transita sem fronteira na elite cultural de São Luís – foi diretor do Teatro Arthur Azevedo, por exemplo – e até hoje é considerado “o mais importante eleitor da Academia Maranhense de Letras depois de José Sarney”, sem dela fazer parte.

O Pergentino Holanda que festeja hoje sua longa permanência no Olimpo da profissão é também um sobrevivente raro cuja fórmula de forma e conteúdo desfia o tempo e as novas tecnologias. É, enfim, um vencedor, que vivenciou tudo o que um jornalista do seu quilate precisa vivenciar para chegar com toda Justiça à condição de mito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MP: eleito sem concorrente, Luiz Gonzaga é nomeado por Flávio Dino para novo mandato

Flávio Dino e Luis Gonzaga Coelho: nomeação por reconhecimento
Flávio Dino e Luis Gonzaga Coelho: nomeação por reconhecimento

Num dos processos mais rápidos e mais tranquilos dos últimos tempos na instituição basilar do sistema de Justiça do Maranhão, o procurador de Justiça Luiz Gonzaga Martins Coelho foi nomeado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para um novo mandato de dois anos como procurador geral de Justiça, chefe do Ministério Público do Maranhão. Candidato único no pleito realizado no dia 14 de maio, Luiz Gonzaga foi reeleito para o biênio 2018-2020 com 318 votos, cerca de 94% do colégio eleitoral formado por procuradores de Justiça e promotores de Justiça. A nomeação aconteceu na noite de quinta-feira, 17, durante a solenidade de abertura do II Congresso de Defensores Públicos do Maranhão.

Vivenciado na batalha nas comarcas e no associativismo que move a classe, Luiz Gonzaga Martins Coelho soube conciliar as diferenças que apequenaram o Ministério Público maranhense anos atrás, quando a instituição foi mergulhada numa insana guerra de grupos. Durante seu primeiro mandato, o procurador geral de Justiça recolocou a instituição na rota na normalidade, evitando que novas tensões viessem à tona por conta de interesses políticos e pessoais. Além disso, Martins Coelho dinamizou a ação do MP, que voltou a atuar com a desenvoltura de antes, dando total apoio aos promotores e à máquina funcional que lhes dá suporte. Para tanto, contou com o eficiente trabalho da Corregedoria geral do Ministério Público, chefiada pelo procurador-corregedor Eduardo Nicolau, um dos mais experientes integrantes da instituição.

No mesmo evento em que foi nomeado, o procurador-geral de justiça recebeu do defensor público-geral do Estado do Maranhão, Werther de Moraes Lima Júnior, a Medalha Zilda Arns, concedida em reconhecimento ao seu trabalho em prol do fortalecimento da Defensoria Pública. Luiz Gonzaga Martins Coelho agradeceu a distinção e destacou o papel da Defensoria Pública, considerando-a essencial e afirmando que o MP vai continuar sendo seu parceiro.

Sobre a nomeação pelo governador Flpavio Dino, Luiz Gonzaga Coelho declarou: “Reafirmo aqui o meu compromisso com o Ministério Público e com toda a sociedade maranhense. Continuaremos trabalhando incansavelmente por cada cidadão”.

Que vá em frente.

 

Maura Jorge vai coligar o Podemos com o PRTB e o PSDC

Maura Jorge entre Márcio Coutinho e Pastor Bel
Maura Jorge entre Márcio Coutinho e Pastor Bel: aliança entre partidos

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Podemos), ganhou dois suportes para embalar a sua candidatura ao Governo do Estado: o PRTB, liderado por Márcio Coutinho – politicamente ligado ao senador Edison Lobão (MDB) e que, até onde se sabe, tentará uma vaga na Câmara Federal – e o PSDC, partido agora comandado por Pastor Bel – segundo suplente do senador Edison Lobão e que, pelo visto, vai perder a vaga  e não sebe o que fará da vida. À frente de Ricardo Murad (PRP) na corrida ao Palácio dos Leões, com 1,8% das intenções de voto, Maura Jorge mostra que está viva com as adesões, mesmo sabendo que os dois partidos quase nada representam em termos políticos e eleitorais e na composição do tempo de TV.

São Luís, 18 de Maio de 2018.

Flávio Dino avisa que o vice Carlos Brandão é candidato à reeleição e que ataques não mudarão essa posição

 

Flávio Dino não abre mão de ter Carlos Brandão como candidato à reeleição como vice-governador
Flávio Dino não abre mão de ter Carlos Brandão como candidato à reeleição  de vice

O “fogo amigo” que vem sendo disparado contra o vice-governador Carlos Brandão (PRB) nos bastidores da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), com o claro objetivo de removê-lo da condição de candidato à reeleição está sendo considerado perda de tempo por observadores de dentro e de fora desse campo político. E já levou o governador a disparar um aviso aos interessados e alimentadores desse jogo: Carlos Brandão está confirmado na chapa e não há por que substitui-lo. A pressão contra o vice-governador vem do fato de que aliados com algum poder de fogo, como o DEM e o PT, por exemplo, querem fortalecer seus cacifes ocupando espaços na chapa majoritária, e como as vagas de candidato a senador já estão preenchidas com os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), o cerco começa a ser montado em torno da vaga de candidato a vice-governador, podendo terminar com uma negociação em torno das vagas de candidato a suplente de senador.

O bombardeio mais forte e mais recente ocorreu quando diversas fontes começaram a espalhar com insistência que o vice-governador estaria inelegível por que teria assumido o cargo em período proibido pela legislação eleitoral. Examinada a questão, especialistas em Direito Eleitoral derrubaram o factóide afirmando que o vice-governador não cometeu crime eleitoral algum. Outros petardos de menor poder explosivo foram disparados, mas o Palácio dos Leões, convicto de que tudo não tem passado de armação para fragilizar o vice-governador, preferiu ignorá-lo, e quando não, desacreditá-los.

Quando bateu martelo determinando que Carlos Brandão continuará como seu companheiro de chapa, o governador Flávio Dino mandou um recado claro e direto aos seus parceiros na aliança partidária, informando que a vaga de candidato a vice-governador não entraria em qualquer negociação. Seu argumento foi simples e inquestionável: Carlos Brandão é um vice-governador telhado para o cargo, a começar pelo fato de ser discreto, operoso e, principalmente, leal ao governador e ao Governo. Durante esses três anos e meio, o governador entregou ao seu vice uma série de tarefas, como a de representá-lo em fóruns nacionais de chefes de Estado e comandar missões diplomáticas, como a que liderou na China, que culminou com o estabelecimento de relações produtivas entre o Governo do Maranhão e o Governo Chinês.

Politicamente, o vice-governador Carlos Brandão tem mantido lealdade absoluta ao governador Flávio Dino, posicionando-se como integrante de proa do seu projeto de poder. Trabalhou duro e incansavelmente para manter o PSDB na base do Governo, e não pensou duas vezes para romper com o seu líder e mentor político, o ex-governador José Reinaldo Tavares, quando este se afastou de Flávio Dino e passou a lhe fazer Oposição, por ironia agora como membro do PSDB. Quando perdeu o controle do PSDB, poderia ter permanecido no partido, mas preferiu deixar o ninho dos tucanos para se converter ao PRB, partido comandado no Maranhão pelo deputado federal Cléber Verde. Ao contrário de muitos vices, que durante seus mandatos dedicam-se a conspirar contra o titular, Carlos Brandão tem sido correto também sendo um vice que respeita cuidadosamente os limites do seu papel, não existindo, pelo menos até aqui, registro de qualquer estrapolação dessa fronteira, mesmo nas inúmeras oportunidades em que assumiu o Governo na ausência do governador.

A interlocutores próximos, o governador Flávio Dino tem confirmado que não recuará da posição de manter Carlos Brandão como seu vice e que está disposto a “comprar” essa briga, caso os interessados na vaga insistam em alimentar o jogo de minar a posição do vice-governador. E como o jogo político é implacável, exatamente por ter a sobrevivência e o fortalecimento como objetivos, não será surpresa se a pressão contra Carlos Brandao seja mantida até as convenções de julho.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Max Barros diz que além de político habilidoso, Epitácio Cafeteira foi um bom administrador

Max Barros homenageia a Epitácio Cafeteira lembrando que foi seu auxiliar
Max Barros homenageia a Epitácio Cafeteira lembrando que foi seu auxiliar

Epitácio Cafeteira foi mais que um político habilidoso. Ele foi também um bom administrador. Essa afirmação foi feita ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, pelo deputado Max Barros (PMB), em discurso com que homenageou o ex-governdor Epitácio Cafeteira, falecido no último domingo e velado no Plenário Gervásio Santos, do Palácio Manoel Beckman. Max Barros registrou que participou do Governo Cafeteira (1987-1990) como diretor-geral do DER, e centrou sua fala nas inúmeras e importantes obras realizada pelo ex-governador em São Luís, como a Avenida dos Holandeses, e em algumas regiões do estado. Seguem trechos da fala do parlamentar:

“Quero registrar a perda de um político importante para o Maranhão, que foi o ex-senador, ex-governador, ex-prefeito Epitácio Cafeteira. Um homem que militou na política desde a década de 50, que ocupou os mais diversos cargos e sempre teve uma posição, foi Governo, foi Oposição, defendendo suas posições, um político hábil. Então, eu queria registrar aqui um lado dele que talvez não seja tão destacado, o de bom administrador. Eu trabalhei com o governador Cafeteira. Fui diretor do DER. Cafeteira, além de ser um político habilidoso, também foi um grande administrador e realizou obras importantes em São Luís e em todo o Maranhão. Eu destaco aqui em São Luís obras como a Avenida dos Holandeses, que era uma MA de seis metros de largura, na época era conhecida como “Estrada da Morte” e que foi duplicada, que hoje é uma das principais artérias de São Luís.  Eu tive a oportunidade de participar de seu Governo, fui convidado pelo então secretário de Obras (hoje Infraestrutura), Aníbal Pinheiro, que foi meu colega de Engenharia e quando eu voltei do Rio de Janeiro fazendo o meu curso de cálculo estrutural, ainda com os meus vinte e poucos anos, o Aníbal me convidou para participar da Setop e depois para ser diretor do DER. Nós fizemos essa importante Avenida dos Holandeses. Cafeteira fez aqui também o Viaduto do Café, tinha poucos viadutos em São Luís. A ponte do Caratatiua era todo tempo engarrafada, então foi feita uma nova ponte, que foi a Ponte Hilton Rodrigues, batizada em homenagem ao pai de sua esposa, dona Isabel. A Avenida Litorânea, no seu primeiro trecho, que foi iniciada ainda no Governo Luís Rocha, mas o trecho que fica na frente à TV Mirante, Avenida Ana Jansen e a frente da própria Ponta d’Areia foi feita também no Governo Cafeteira. As Unidades Mistas de Saúde que foram pensadas pelo Doutor Jackson Lago, que era seu secretário de Saúde, foram construídas também no Governo Cafeteira, que tem na Cidade Operária, que tem no Coroadinho e em outros bairros de São Luís. Cafeteira também construiu várias estradas, eu destaco como a principal a que vai de São Bernardo a Pirangi, a do Baixo Parnaíba, que foi inaugurada inclusive com o então prefeito de Parnaíba e depois Governador do Estado, Mão Santa, e essa foi a última estrada que foi feita com administração direta do próprio Estado. As máquinas do Estado, os operários do Estado fizeram a São Bernardo-Pirangi, aqui destaco que eu era Diretor do DER na época e quem fazia, comandava esse trecho era o engenheiro Celso Castelo Branco, de saudosa memória, pai da atual Secretária de Cidades, a Flávia. Então foi um Governo de muitas obras, a ligação para Eugênio Barros, a ligação para Graça Aranha, várias outras obras importantes. Então, eu queria destacar que  Cafeteira, além de ser um político habilidoso, um político que tinha posição, mas que sabia também negociar, negociação de alto nível, ele também foi um bom administrador para o Maranhão, foi um bom administrador para a cidade de São Luís e também tinha a capacidade de administrar com leveza. Eu, dificilmente, vi Cafeteira agredindo alguém, ofendendo alguém. Ele tinha a verve, ele tinha umas tiradas que desorientavam, às vezes, os seus adversários. Então, ele tinha uma leveza em seu ser e na maneira de fazer política. Eu registro essa perda que o Maranhão teve de um político que realmente contribuiu para o nosso Estado, que foi o ex-governador Epitácio Cafeteira. Lamento não ter podido estar anteontem aqui para me solidarizar com a sua esposa, Dona Isabel Cafeteira, que foi uma primeira-dama exemplar, com a sua filha Janaína e seus netos e seus parentes. Mas queria fazer este registro aqui, até porque fui seu auxiliar quando ele governou o Estado do Maranhão”.

 

Eduardo Braide homenageia Bumba-Meu-Boi e transforma a Assembleia num grande arraial junino

Brincantes fazendo festa no salão de entrada do Palácio Manoel Beckman; Eduardo Eduardo homenageando líderes de "batalhões" com o presidente Othelino Neto e  Roberto Costa
Brincantes fazendo festa no salão de entrada do Palácio Manoel Beckman; Eduardo Eduardo homenageando líderes de “batalhões” com o presidente Othelino Neto e Roberto Costa

Enquanto não decide, em caráter definitivo, se será candidato a governador do Estado, a deputado federal ou à reeleição, o deputado Eduardo Braide continua gerando fatos com o claro objetivo de se cacifar politicamente, de modo a navegar numa situação eleitoralmente confortável na direção de qualquer mandato que resolva disputar. Ontem, por exemplo, por sua iniciativa, o plenário e o salão de entrada foram transformados num grande arraial junino, onde vários dos mais importantes “batalhões” de bumba-boi de São Luís, representando dos diferentes sotaques se juntaram numa grande e colorida festa. Além de festejar o Dia do Bumba-Meu-Boi. Feita em sessão solene homenagem presidida pelo próprio Eduardo Braide, como manda a tradição, a homenagem reuniu líderes de mais de uma dezena de grupos destacados do folguedo junino, representantes dos sotaques matraca, zabumba, orquestra e costa de mão, que foram saudados pelo cantor Marcos Duailibe, que interpretou o Hino do Folclore Maranhense. No seu discurso, Eduardo Braide destacou o bumba-meu-boi como a maior e mais importante manifestação do folclore maranhense e regional, já sendo destacado como patrimônio imaterial da cultura brasileira. “É uma homenagem geral para o bumba meu boi maranhense, contemplando todos os sotaques, em reconhecimento à importância do nosso folclore. É justa essa homenagem a todos que elevam o nome do nosso Estado. Quero agradecer ao presidente Othelino Neto (PCdoB) pelo apoio e aos deputados – Roberto Costa (MDB), Zé Inácio (PT), Fábio Braga (SD) e Wellington do Curso (PSDB) – aqui presentes, a exemplo do líder do governo na Assembleia, deputado Rogério Cafeteria (DEM), mostrando que a cultura une, acima das posições políticas”, garantiu Eduardo Braide cuja iniciativa foi elogiada pelos parlamentares presentes.

São Luís, 18 de Maio de 2018.

Pesquisa mostra que, somados, Roseana, Rocha, Braide, Maura e Murad não conseguem superar Dino na corrida aos Leões

 

Flávio Dino lidera a corrida, seguido de Roseana Sarney, Eduardo Braide, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad
Flávio Dino lidera a corrida para o Palácio dos Leões, seguido de Roseana Sarney, Eduardo Braide, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad

 

Os governistas comemoraram em tom equilibrado, os oposicionistas estrilaram pouco e pareceram admitir que a situação está mesmo complicada, e os “sãotomés” da vida continuaram no muro da dúvida. Mas o fato é que a pesquisa do instituto Data Ilha, divulgada na terça-feira (15), apontando vitória do governador Flávio Dino (PCdoB) em turno único, se a eleição fosse agora, embalada por 60,03% dos votos, mais de 30 pontos percentuais sobre a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 27,68%, desenhou um cenário ao mesmo tempo realista e plausível nesse momento da corrida ao Palácio dos Leões. O dado diferenciado é a vantagem consistente do deputado Eduardo Braide (PMN), com 6,87%, sobre o senador Roberto Rocha (PSDB), com 2,63%, não sendo, por outro lado, nenhuma novidade a presença da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) e do ex-deputado Ricardo Murad (PRP) na rabeira da fila, ela com 1,48% e ele com 1,18% das intenções de voto, ambos sem qualquer chance de reação. A pesquisa, é claro, não deve ser vista como um quadro definitivo, mas não será exagero ou facciosismo vê-la como a expressão de uma tendência que dificilmente será revertida nos pouco mais de 120 dias que separam os candidatos das urnas.

A liderança do governador Flávio Dino é visível e confirmada por observadores atentos e confiáveis das mais diferentes regiões do Maranhão. E é o resultado de uma construção que reúne a realização de um Governo eficiente, inovador e limpo, e de uma ação política e partidária intensa e legítima, dentro dos limites traçados pela democracia moderna. Daí ser ele visto pelo eleitorado como um líder confiável. E com uma vantagem que o está diferenciando de todos os demais aspirantes ao cargo de governador: não perdeu tempo com blábláblá, montou uma aliança com 14 partidos, definiu sua chapa majoritária e faz uma pré-campanha inteligente, sem abrir a guarda para escorregões, apesar de ser alvo de ataques ferozes partidos das mais diferentes trombetas do Grupo Sarney. Sua liderança, portanto, é sólida, muito difícil de ser minada. E confirmada por nada menos que 60,09% de aprovação do seu Governo, segundo a mesma pesquisa.

No contraponto, a pesquisa encontrou a ex-governadora Roseana Sarney num distante segundo lugar, aparentando a condição de candidato sem muitas condições para reagir e se tornar um adversário de fato preocupante. A pouco mais de quatro meses da eleição, a emedebista continua alimentando dúvida sobre se será mesmo ou não candidata: não definiu ainda as bases de uma coligação para liderar, parece depender de definições da cúpula nacional do MDB, e nas vezes que falou sobre candidatura, não deixou muito claro o seu projeto devotar ao poder. Poder ser uma estratégia para evitar desgastes com embates antecipados, mas pode ser também. E mesmo sendo uma política consolidada em quatro mandatos, no momento tem produzido apenas muitas dúvidas e alguma expectativa, principalmente no seu espectro de apoiadores. Além, a ex-governadora tem pela frente um adversário paralelo, perigoso e implacável: a maior rejeição entre os candidatos.

Em terceiro lugar na preferência do eleitorado, segundo o Data Ilha, o deputado Eduardo Braide aparece na liderança dos aspirantes que tateiam na casa de um só dígito, tendo recebido mais intenções de voto (6.87%) do que Roberto Rocha (2.63%), Maura Jorge (1,40%) e Ricardo Murad (1,18%), o que não chega a ser uma novidade. Braide tem sabido se posicionar no complicado tabuleiro da política maranhense, mostrando também habilidade em tirar proveito da bem sucedida campanha para a Prefeitura de São Luís em 2016. Sabe, porém, que a disputa para o Palácio dos Leões são outros quinhentos, pois o jogo é muito mais amplo, depende de uma base política e não existe espaço para uma aventura.

A situação mais desconfortável apontada pela pesquisa é a do senador Roberto Rocha, um candidato assumido, com suporte de uma candidatura presidencial forte e o lastro de um partido consolidado e talhado para o poder. É evidente que o candidato tucano tem condições políticas e instrumentos partidários para reagir, podendo sair-se bem num embate direto com Eduardo Braide pela liderança do segundo bloco. Mas para isso terá de se posicionar com clareza e se mostrar como parte de um projeto maior do PSDB, que começa com a candidatura de Geraldo Alckmin a presidente. Do contrário, corre o risco de se nivelar por baixo com Maura Jorge e Ricardo Murad, caso eles venham mesmo a ser candidatos.

A conclusão óbvia sugerida pelos números encontrados pelo Data Ilha é a de que o governador Flávio Dino caminha firme para a reeleição.

Em Tempo: Contratada pela TV Difusora, a pesquisa Data Ilha foi realizada nos dias 9 e 10 deste mês, ouviu 2.137 eleitores em 37 cidades e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número MA-05944/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lobão será investigado em denúncia contra senadores e garante que provará inocência

Edison Lobão garante que acusação não tem provas
Edison Lobão garante que acusação não tem provas contra ele

Não têm sido bons tempos para o senador Edison Lobão (MDB), que encara o desafio de renovar o mandato nas eleições de Outubro.  Um dia depois de levantar-se da cadeira de rodas sobre a qual se movimentou por várias semanas recuperando-se de uma fratura no fêmur, resultante de um tombo que sofrera em casa, o senador foi alcançado ontem pela notícia de que o ministro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edison Fachin, atendendo a pedido da Procuradoria Geral da República, autorizou a abertura de inquérito investigá-lo, juntamente com outros seis senadores do MDB. O objetivo da investigação é confirmar ou não a informação dada pelo ex-senador Sérgio Machado (PMDB) e pelo empresário Joesley Batista e seu empregado e parceiro de trama Ricardo Saud de que a J&F repassou ao grupo senatorial pelo menos R$ 40 milhões na campanha de 2014. De acordo com a procuradora-geral Raquel Dodge, o delator Sérgio Machado disse em delação que “soube” que os senadores, entre eles Edison Lobão, “receberiam” dinheiro da J&F. Na interpretação dos delatores, o dinheiro seria “vantagem indevida” para “manter a unidade no PMDB, já que havia, à época, risco de ruptura, com a perspectiva de integrantes do partido passarem a apoiar formalmente a campanha de Aécio Neves à Presidência da República. O repasse teria sido entregue aos senadores pemedebistas Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Vital do Rêgo (PB; hoje ministro do Tribunal de Contas da União), Eduardo Braga (AM), Valdir Raupp (RO), Roberto Requião (PR) e Edison Lobão, “dentre outros”.

O senador Edison Lobão contesta categoricamente o seu envolvimento e garante que isso ficará demonstrado ao final das investigações.

 

Assembleia aprova MP com regra para salário de professores

Plenário teve sessão movimentada, mas conduzida com firmeza pelo presidente Othelino Neto
Plenário teve sessão movimentada com a presença de professores, mas conduzida com firmeza pelo presidente Othelino Neto

A Assembleia Legislativa aprovou ontem a Medida Provisória 272/2018, por meio da qual, com base na Lei Federal 11.738, de 16 de Julho de 2008, o governador Flávio Dino fixou o vencimento-base dos professores da Educação Básica de acordo com o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para o ano de 2018, com efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2018. Na Mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador diz que a MP “reafirma o compromisso da atual gestão com a valorização dos servidores da educação, essenciais para a sociedade, como formadores das novas gerações, bem como para a melhoria do desempenho e da qualidade dos serviços prestados à população escolar do Estado do Maranhão”.

Comandada com segurança pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), a sessão foi animada. É que embalada por um grupo de professores que não seguem a orientação do Sinproessema, a Oposição  tentou de tidas as maneiras turbinar a medida com medidas que aumentariam gastos. O deputado César Pires (PV) e Eduardo Braide (PMN) apresentaram emendas alterando a MP, mas a maioria governista liquidou as duas propostas, não dando margem a qualquer alteração no conteúdo da MP, que passa agora a ter força de lei.

A Oposição jogo pesado para colocar o governador Flávio Dino numa situação desconfortável, chegando a dizer que a MP vai “diminuir” os salários dos professores. Jogo de palavra, porque acontece exatamente o contrário, tendo o líder governista Rogério Cafeteira (DEM) governista demonstrado com números que os professores do Maranhão encontram-se hoje entre os mais bem pagos do País. Tanto que depois da gritaria nas galerias, os professores foram para casa sem demonstrar muita insatisfação, ficando evidente que se tratou na verdade de uma ação política, sem maior argumentação sindical.

E o clima vai continuar assim até as eleições.

São Luís, 17 de Maio de 2018.

Disputa pelo DEM, indefinições no PSDB e jogo no PT: chegou a hora de os candidatos montarem suas alianças

 

Flávio Dino saiu na frente e montou a coligação que vai apiá-lo na corrida eleitoral
Flávio Dino saiu na frente e montou a coligação que vai apoiá-lo na corrida eleitoral

Passada a fase de definição partidária com o fechamento da janela que permitiu a troca de partido até no início de abril, começa agora, para valer, o período de montagem das coligações que serão sacramentadas nas convenções de julho e participarão das eleições de Outubro no Maranhão. Candidato assumido à reeleição, o governador Flávio Dino lidera com ampla folga, o processo, já tendo definido uma aliança comandada pelo PCdoB e que reúne nada menos que 14 agremiações. Os demais pré-candidatos começam a se movimentar na tentativa de reunir o máximo possível das duas dezenas de legendas que ainda não estão agregadas por acordos envolvendo coligações. E nesse tabuleiro partidário, que agora começa a movimentar-se com mais intensidade, ocorrem, aqui e ali, factóides que visam, sobretudo, gerar tensões e instalar insegurança nos grupos partidários já definidos. Três casos exemplares revelam esses movimentos: DEM, PSDB e PT.

Mesmo já posicionado na coligação governista, com participação no Governo e aval formal da cúpula nacional, o DEM vem sendo frequentemente alvo de especulações, todas insinuando que o partido poderá deixar a aliança dinista e integrar o grupo partidário que dará sustentação à candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Houve também quem dissesse que o DEM se aliaria ao candidato do PSDB, senador Roberto Rocha. Há cerca de pouco mais de um ano, o DEM encontrava-se esquecido numa gaveta do suplente de senador Clóvis Fecury, como um daqueles casos partidários sem qualquer futuro. Foi o deputado federal Juscelino Filho assumir o seu controle e, num rasgo de tirocínio político, aproveitar a onda de renovação que o atingia no plano nacional e transformá-lo numa força partidária respeitável, para que alguns políticos de peso – como o ex-governador José Reinaldo Tavares, por exemplo -, que dormiram no ponto, passassem a cobiçá-lo. Nada funcionou até agora. E uma declaração do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM a presidente da República, feita ontem, reafirmou a participação do partido na aliança dinista. Maia descartou ainda qualquer possibilidade de uma reviravolta que possa levar o Democratas ao arraial dos tucanos maranhenses, conforme especulava o factóide mais recente.

Em busca de aliados que injetem gás na candidatura do senador Roberto Rocha, o PSDB sabe que suas possibilidades são muito limitadas, já que a maioria dos partidos ainda “soltos”, deve tomar o rumo do MDB, para participar da aliança que sustentará a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney. Roberto Rocha só conta até agora com a possibilidade de formar uma aliança com o PRP, caso o ex-deputado Ricardo Murad arquive definitivamente sua pré-candidatura a governador, o que parece já estar acontecendo, mas o mais provável é que os tucanos façam seu voo solitariamente.

É quase certo que de todos os partidos que procuram alianças no Maranhão, a situação mais dramática seja mesmo a do PT, a começar pelo farto de que a agremiação está correndo o risco de sofrer um racha que pode liquidar vez o seu braço maranhense. Em vez de se acomodar na aliança dinista, como já está acertado, o PT está sendo sacudido por um grupo que teima em alimentar a possibilidade de o partido seguir outro rumo, que pode ser até uma campanha independente, com candidato a governador e tudo o mais. Vozes confiáveis dizem que o partido está firme com o governador Flávio Dino e que esses rumores de divisão não passam de zoada de filiados que não produzirão qualquer desdobramento. O presidente regional da agremiação lulista, Augusto Lobato, garante que o PT encontra-se firme e acomodado na aliança dinista, sem qualquer possibilidade de rever essa situação.

No mais, as candidaturas seguirão o seu curso natural, com os seus aliados possíveis.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

População demonstrou respeito pelo ex-governador Epitácio Cafeteira

Caminhão do Corpo de Bombeiros chega ao Cemitério do Gavião com o restos mortais de Epitácio Cafeteira no Cemitério do Gavião e é aplaudido
Caminhão do Corpo de Bombeiros chega ao Cemitério do Gavião com o restos mortais de Epitácio Cafeteira no Cemitério do Gavião e é respeitosamente aplaudido 

O cortejo que levou os restos mortais do ex-governador Epitácio Cafeteira ao Cemitério dos Gaviões, no coração da Madre Deus, não reuniu uma multidão, é verdade, mas foi possível perceber claramente a atitude de respeito manifestada pelas pessoas posicionadas nas calçadas por onde caminhão do Corpo de Bombeiro que os transportava passou. Muitas pessoas chegaram a aplaudi-lo discretamente, mas externando sinceramente um sentimento de perda. Foi uma demonstração inequívoca de respeito ao líder político que, mesmo quase centenário e retirado das disputas há mais de uma década – sua última eleição aconteceu em 2006, quando ele concorreu ao Senado pelo PTB e venceu, enquanto sua companheira de chapa, Roseana Sarney (PMDB), foi derrotada por Jackson Lago (PDT) na corrida ao Palácio dos Leões.

 

Marcelo Tavares desmonta boato que visava atingir ao vice Carlos Brandão

Marcelo tavares desmentiu boato de que substituiria a Carlos Brandão
Marcelo tavares desmentiu boato de que substituiria a Carlos Brandão como vice

Não funcionou o factóide que visou atingir o vice-governador Carlos Brandão (PRB) com a divulgação do boato segundo o qual o Palácio dos Leões estaria cogitando nomeá-lo para o Tribunal de Contas e substituí-lo pelo ex- chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), que se desincompatibilizou no prazo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, da qual já foi presidente. O desmonte da jogada de má fé política foi feito pelo próprio Marcelo Tavares, que veio a público não só desmentir o factóide, mas também repudiá-lo afirmando que tal equação nunca foi sequer imaginada dentro da base política do governador Flávio Dino, que também jamais levantou tal hipótese. O chute que Marcelo Tavares deu no factóide consolidou, definitivamente, a posição do vice-governador Carlos Brandão como candidato à reeleição.

 

São Luís, 15 de Maio de 2018.

 

Cafeteira: partiu, quase centenário, o político que nasceu da coragem, da ousadia, do populismo e que se transformou num mito do Maranhão

 

Cafeteira no senado: o fechamento de uma trajetória rica do mais bem sucdidos e intrigantes políticos do último século no Maranhão
Cafeteira no Senado: registros do fechamento da trajetória rica de uma das  mais bem sucedidas e intrigantes personalidades políticos do último século no Maranhão

Partiu, na tarde de Domingo, em Brasília, aos 93 anos, Epitácio Cafeteira, uma das mais destacadas, bem sucedidas e intrigantes personalidades de proa da política do Maranhão no último século. Na sua movimentação política era fácil ver o militante solitário que apostava na sua própria ação, o populista no melhor estilo dos sedutores de massa, e uma esfinge ideológica, que reunia traços da direita civilizada, do centro e da esquerda moderada. Epitácio Cafeteira foi temido pelos adversários, sempre visto com reservas pelos seus aliados eventuais e adorado pelos correligionários, que o viam com as cores do messianismo. Epitácio Cafeteira viveu uma carreira política programada, que ele traçou sozinho, sem o debate em grupo, tendo alcançado, pelos próprios méritos – um deles o de usar com perfeição sua argúcia apurada -, todos os objetivos que elencou na sua trajetória. Foi deputado federal quatro vezes, prefeito de São Luís, Governador do Maranhão e senador da República por dois mandatos. Nessa trajetória surpreendente e vitoriosa para um político com a sua personalidade, Cafeteira sofreu também derrotas amargas, sem, no entanto, ter deixado de alcançar o que programara ainda nos anos 50 do século passado.

Quando concorreu a deputado federal, tinha um objetivo muito claro: chegar à Prefeitura de São Luís. Naquele tempo, prefeito de Capital era nomeado pelo Governador do Estado e atuava como um secretário. Ao chegar à Câmara Federal, cuidou de apresentar um projeto de emenda à Constituição instituindo a escolha do prefeito de Capital pelo voto direto. Conseguiu a aprovação da Emenda, candidatou-se a prefeito de São Luís em 1965 e elegeu-se com a maior votação registrada até então. Fez uma gestão histórica, enfrentando o contrapeso de ninguém menos que o então governador José Sarney. Os dois iniciaram uma guerra que seria interrompida em 1986, quando disputou o Governo do Estado com o apoio do então presidente José Sarney, mas que foi retomada em 1990, quando rompeu com Sarney e se elegeu senador, perdeu em seguida duas eleições para o Governo do Estado. O armistício definitivo aconteceu em 2006, quando Cafeteira foi eleito senador pela última vez e com o apoio do ex-presidente e seu grupo. Exerceu o último mandato enfrentando o agravamento da sua saúde, exibindo uma surpreendente resistência ao  alcançar 93 anos.

Cafeteira foi um político autossuficiente: não acreditava na atuação de grupos, não tinha qualquer afeição por alianças e nunca demonstrou a mínima simpatia por partidos políticos. Começou sua carreira no PTB fundado por Getúlio Vargas, e se filiou ao MDB no bipartidarismo imposto pela ditatura militar. Nesse partido, que abrigou todas as tendências do centro à esquerda e se situou na Oposição ao regime de força, foi cuidadoso, mas firme, em relação à ditadura, mantendo também sua guerra contra o sarneysismo, travando ainda inúmeras batalhas internas contra Renato Archer e Cid Carvalho – ele não gostava dos dois e eles não o suportavam -, alimentando uma relação de altos e baixos também com Jackson Lago, de quem gostava pessoalmente, mas divergia no campo político. Em 1984, quando José Sarney precisou do aval do MDB maranhense para entrar no partido e disputar a eleição presidencial como vice de Tancredo Neves (MDB), Cafeteira “atropelou” Renato Archer e Cid Carvalho e fez uma negociação direta com Sarney, depois avalizada pelos dois: daria seu apoio, desde que fosse o candidato a governador em 1986. Acertou em cheio, principalmente por conta da morte de Tancredo, que fez Sarney presidente da República cumprir, como cumpriu, o acordo com Cafeteira. Da mesma maneira, planejou ser candidato a senador em 1990, tirando Sarney, agora como ex-presidente da República, da frente. O plano funcionou com perfeição, e com o apoio de Renato Archer e Cid Carvalho.

Epitácio Cafeteira foi um encantador de massas. Bastavam-lhe um palanque e um microfone. Destemido e ousado, irônico e agressivo, dizia para as camadas populares o que elas queriam ouvir, denunciava os poderosos e prometia que os pobres, “mesmo descalços, entrarão no Palácio dos Leões quando eu for governador”. Tinha forte inclinação pelo social, preferindo realizar obras e programas populares de assistência aos mais carentes a realizar ações que beneficiassem as classes mais abastadas. Suas ações como deputado federal, prefeito e governador refletiram claramente sua vocação de político voltado para as massas. Tanto que foi o primeiro candidato a governador a alcançar e ultrapassar a histórica barreira de 1 milhão de votos no Maranhão.  Ao longo da sua trajetória, conquistou simpatizantes e eleitores fiéis em todas as regiões do estado e em todas as camadas, a começar por São Luís, de longe sua maior e mais importante base política e eleitoral. Tal imagem foi esculpida lenta e cuidadosamente e se consolidou definitivamente com o envolvente jingle que usou na memorável campanha de 1986, que no refrão diz: “Cafeteira, tem a fibra de um lutador, Cafeteira é povo humilde, meu governador”.

Chama a atenção de que o estilo e o político que ele próprio criou e alimentou partiram com ele. Foram características tão fortes e tão próprias que não encontraram herdeiro nem sucessor. A visível e curiosa contradição do líder populista, adorado pela massa, mas que se mantinha distante do convívio social, preferindo o recolhimento familiar, fez dele um mito, ao mesmo tempo forte e intrigante.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Cafeteira viveu momentos de atos e baixos que foram reveladores da sua personalidade forte e incomum

Epitácio Cafeteira foi um político fortemente personalista, que dificilmente se guiava por conselho ou sugestão de terceiros, mesmo os mais próprios. Ao mesmo tempo, se deixava dominar por prazeres que o distanciavam muito da imagem populista que cultivou intensamente durante a sua trajetória. No seu Governo, realizou obras que serão eternizadas, mas também deixou marcas da sua personalidade. Alguns registros reveladores de sua personalidade:

Solitário – Na campanha eleitoral de 1986, Epitácio Cafeteira montou dois escritórios. Um deles na sua ampla e confortável residência no Sítio Leal – a lado do Filipinho -, onde recebia políticos e assessores, sempre ouvindo calado, usando sempre uma piada para encerrar a conversa. O outro escritório ele montou numa casa situada no final da rua principal do Renascença, em cujo escritório montou na parede um grande mapa do Maranhão. Ali se isolava de vez em quando, permanecendo longo tempo examinando silenciosamente o mapa, usando alfinetes coloridos para marcar pontos. Assim definiu seu roteiro de campanha e regiões onde seu Governo atuaria tão logo fosse instalado.

Promoção – Em meio à guerra que mantinha com a Oposição na Assembleia Legislativa, o governador Epitácio Cafeteira desarmou um dos principais adversários. Naquele tempo, o trânsito na Rua do Egito era de mão única na direção Centro-Ponte José Sarney, e o movimento em frente à Assembleia Legislativa era controlado por um jovem soldado PM. Certo dia, um motoqueiro resolveu subir a rua na contramão, correndo o risco de causar um acidente. Quando chegou em frente ao Palácio Manoel Beckman, foi interceptado pelo militar, que num rasgo de coragem e destreza, conseguiu atirá-lo ao chão. Muito comentado na época, o fato chegou aos ouvidos do governador, que ao saber que o motoqueiro fora da lei era parente e assessor de um deputado oposicionista, decidiu promover o PM a cabo e distingui-lo com uma medalha por bravura.

Limusine – Epitácio Cafeteira era conhecido pela sua vaidade, que, sem exageros, externava nos ternos bem talhados, nos sapatos confortáveis, pelo uso de jóias como cordões de ouro e relógios e ainda por sua paixão por automóveis. Esse último item foi a causa de uma das poucas rusgas entre o governador e o então presidente José Sarney. Moda da época, Cafeteira comprou um automóvel Opala, da GM, e mantou transformá-lo numa limusine. Decidiu extrear o mimo no dia em que o presidente Sarney chegaria a São Luís de trem, inaugurando a Ferrovia de Carajás. Sarney, que então começava a se preocupar com a sua imagem, não gostou do carrão, avaliando-o como um exagero. Cafeteira mergulhou na decepção, recolheu o veículo, que acabou vendido no Governo de Edison Lobão.

Coração duro – Decidido a marcar para sempre algumas obras importantes do seu Governo, Epitácio Cafeteira mandou desenhar a escultura de um coração, que foi uma das suas marcas de campanha. Sabia, no entanto, que cedo ou tarde um governador adversário mandaria demolir a marca. E para, pelo menos, dificultar a demolição, já que seria impossível evitá-la, determinou que essas esculturas fossem assentadas sobre uma base de concreto de pelo menos dois metros de profundidade. Quando decidiu substituir a rotatória que cruzava as avenidas Collares Moreira e Carlos Cunha, que tinha um coração no centro, pelo Viaduto do Trabalhador, a então governadora Roseana Sarney mandou demolir o coração de concreto.  Para a surpresa dos demolidores, o coração estava assentado numa base de concreto cuja demolição exigiu mais de uma semana de trabalho duro, o que chegou a causar discussões apaixonadas em mesas de bar do Projeto Reviver, a grandiosa restauração da Praia Grande, obra que consagrou definitivamente o governador Epitácio Cafeteira em São Luís.

Grandeza – As relações de Epitácio Cafeteira com José Sarney já não eram as mesmas quando o Governo da Nova República chegou ao fim. Mas Cafeteira que, para desgosto de Sarney,  enxergando problemas que logo lavariam ao rompimento da aliança no Maranhão, havia apoiado a candidatura de Fernando Collor de Mello, protagonizou um gesto de grandeza sem paralelo. Ao invés de permanecer no Palácio do Planalto ao lado do novo presidente e mostrar a todos que seria também forte no novo Governo, acompanhou o agora ex-presidente José Sarney na descida da rampa do Palácio do Planalto. Na descida até o ônibus que os aguardava, recebeu as vaias e os aplausos que supreendentemente marcaram a despedida do ex-presidente e ganharam intensidade quando José Sarney, tendo Epitácio Cafeteira ao lado, tirou do bolso um lenço branco e acenou para a multidão.

Cafeteira é reconhecido como referência por políticos de diferentes gerações

Líderes de diferentes gerações e posições reconheceram em Epitácio Cafeteira uma das maiores referências políticas do Maranhão no último século:

José Sarney (maior adversários e aliado): “Recebi comovido, aqui em Nova York, onde me encontro, a notícia da sua morte. E o meu pensamento logo elevou-se a Deus, rogando para que o acolha em sua companhia, e pedindo que console sua dedicada esposa Dona Isabel, que lhe ofereceu tanto amor, apoio e carinho nos seus momentos de sofrimento, assim como a filha Janaína e todos os seus familiares, aos quais envio o meu abraço pesaroso. O Maranhão está de luto com a morte de Cafeteira”. 

Flávio Dino (governador, que não militou com Cafeteira): “Minha homenagem ao ex-governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira. Foi também deputado federal e prefeito de São Luís. Que deus o acolha. Meu abraço solidário para toda a família. Especialmente ao líder do nosso Governo na Assembleia Legislativa, Rogério Cafeteira. Decretei luto oficial por três dias no Estado e as devidas honras ao ex-governador”.

Othelino Neto (um dos líderes da nova geração): “Neste momento de dor, a Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão se solidariza com o deputado Rogério Cafeteira, com toda a família, amigos e admiradores do ex-senador Epitácio Cafeteira, rogando a Deus que conforte a todos. Pela inestimável perda e toda a trajetória do ex-senador Epitácio Cafeteira, decreto luto oficial de três dias, a contar de hoje”.

Edivaldo Holanda Jr. (prefeito de São Luís e um dos líderes da nova geração): “Manifesto meu mais profundo sentimento de pesar pelo falecimento, neste domingo (13), do ex-governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira. Cafeteira, em sua longa trajetória pública, também exerceu os cargos de prefeito de São Luís, deputado federal e senador da República, e deixa um grande legado. Neste momento de dor, solidarizo-me com familiares e amigos, em especial com o deputado estadual Rogério Cafeteira, sobrinho do ex-governador. Por sua partida, decreto luto oficial de sete dias em São Luís”. 

São Luís, 14 de Maio de 2018.

Políticos de peso, Jerry, Tavares, Madeira, Sarney e Murad vão coordenar as campanhas eleitorais mais importantes

 

Márcio Jerry, João Alberto, Sebastião madeira e Hilton devem coordenar as camanhas de Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e, se for o caso, Eduardo Braide
Márcio Jerry, João Alberto, Sebastião Madeira e Hilton devem coordenar as campanhas de Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e, se for o caso, Eduardo Braide

O embate eleitoral que se desenha entre o governador Flávio Dino (PCdoB), a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o senador Roberto Rocha (PSDB), Odívio Neto (PSOL) e, provavelmente, Ricardo Murad (PRP) e Eduardo Braide (PMN) será também uma guerra de estrategistas, políticos tarimbados que conhecem como pouco as personagens envolvidas e os campos onde as batalhas serão travadas. Cada uma das chapas majoritárias serão lideradas, claro, pelos candidatos a governador, mas os seus movimentos serão concebidos e orientados pelos coordenadores de campanha. O governador Flávio Dino, que vem montando sua campanha de maneira clara e aberta, já decidiu que a campanha da aliança por ele liderada será coordenada pelo ex-secretário de Comunicação e Articulação Política e presidente do PCdoB, Márcio Jerry, e pelo ex-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB). A ex-governadora Roseana Sarney deverá ter sua campanha coordenada pelo irmão, empresário Fernando Sarney, pelo marido Jorge Murad, pelo senador João Alberto (MDB), ou ainda pelo ex-deputado Ricardo Murad, caso ele desista da aventura de disputar o Palácio dos Leões. Já a campanha senador Roberto Rocha terá como coordenador-mor o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, enquanto Eduardo Braide, se vier a ser candidato, terá sua campanha coordenada pelo atual prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Avante).

A escolha de Márcio Jerry e Marcelo Tavares foi baseada na lógica. Márcio Jerry é, de longe, o mais experiente e ativo quadro do “núcleo duro” liderado pelo governador Flávio Dino. Forjado no assembleísmo estudantil dos anos 80, Jerry participou ativamente de todas as eleições realizadas no Maranhão nas últimas três décadas, sendo que nas campanhas mais recentes (Flávio Dino em 2010, Edivaldo Jr. em 2012, Flávio Dino em 2014) teve papel destacado como coordenador-chefe. No comando das áreas de Comunicação e articulação política, foi – e continua sendo – o principal conselheiro e operador político do governador Flávio Dino, estando, portanto, talhado para coordenar os movimentos da aliança dinista. Marcelo Tavares, por sua vez, coordenou a reeleição de José Reinaldo Tavares (DEM) em 2002, foi um dos coordenadores da campanha de Jackson Lago (PDT) em 2006, atuou na coordenação das campanhas de Flávio Dino em 2010 e 2014, continuando a ação política como chefe da Casa Civil até um mês atrás. Discreto mas eficiente e conhecedor a fundo das filigranas políticas do Maranhão, Marcelo Tavares se consolidou como coordenador ao não acompanhar ex-governador José Reinado Tavares (PSDB), de quem foi braço direito, no rompimento com o governador Flávio Dino, preferindo permanecer no PSB e na aliança dinista. Márcio Jerry e Marcelo Tavares comandarão a aliança de 14 partidos também como candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente.

A coordenação da campanha a ser liderada pela ex-governadora Roseana Sarney será, como sempre, feita a várias mãos. O ex-presidente José Sarney será o conselheiro-mor e responsável maior pelas grandes decisões do Grupo. Operacionalmente, essa tarefa sempre foi do empresário Fernando Sarney, mas sua condição de vice-presidente da CBF e representante da entidade na Comebol e na Fifa em ano de Copa do Mundo dificilmente permitirão que ele faça as duas coisas ai mesmo tempo. As demais opções de Roseana Sarney são o senador João Alberto, presidente regional do MDB; o marido da emedebista, empresário Jorge Murad, e, numa hipótese mais remota, mas provável, o ex-deputado Ricardo Murad, caso ele desista da candidatura ao Governo pelo PRP e retorne ao seio do Grupo Sarney, que é sua base de origem. A escolha do coordenador da campanha só será feita quando Roseana Sarney tornar sua candidatura irreversível.

O ex-deputado federal por quatro mandatos e ex-prefeito de Imperatriz por dois mandatos, o médico Sebastião Madeira deve ser o coordenador geral da campanha do PSDB no Maranhão, que tem como ponta de lança a candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Estado e do presidenciável Geraldo Alckmin no Maranhão. Um dos políticos mais densos e experientes do estado na atualidade, Sebastião Madeira deve ter atuação decisiva nas Regiões Tocantina e Sul, que conhece na palma da mão, a começar por Imperatriz, o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão. Já o deputado Eduardo Braide, de vier a ser mesmo candidato, deve ter como coordenador o atual refeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Avante), que coordenou a campanha do parlamentar à prefeitura de São Luís em 2016, contrariando frontalmente a orientação do seu partido de então, o PCdoB. Candidatos como Odívio Neto, do PSOL, e Cláudia Durans (PSTU) terão coordenação coletiva, como manda a tradição nesses partidos.

Não há dúvida de que boa parte do sucesso ou do fracasso das candidaturas em disputa será creditada ou debitada na conta dos coordenadores.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Enchentes: presidente da Famem diz que o pior já passou, mas que o trabalho continua

Celomar Tema diz que o pior das enchentes já passou, mas o trabalho continua
Celomar Tema: o pior das enchentes já passou, mas o trabalho continua

“O pior já passou. Agora é a hora de reconstruir o que foi destruído”. A declaração é do presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, ao avaliar a situação dos municípios que foram duramente castigados pelas chuvas, sofrendo inundações a destruição de muitas moradias e o flagelo de pelo menos duas mil famílias em Tuntum, Pedreiras, Trizidela do Vale e outras unidades municipais menos afetadas. O presidente da Famem informa também que os municípios mais afetados, a começar por Tuntum, eu fizeram a lição de casa e decretaram Estado de Emergência dentro das regras, já começaram a receber auxílio da União, como 40 mil galões de água, centenas de cestas básicas, quites de higiene pessoal e outros benefícios.

Além disso, o governador Flávio Dino autorizou e vai entregar na próxima semana auxílio financeiro às famílias que mais sofreram danos materiais, como desabamento de residências, perda de móveis e utensílios domésticos, de modo a que possam recuperar pelo menos parte do que perderam. O valor a ser recebido por cada família atingida será definido com base na avaliação da situação de cada uma, feita por técnicos da Defesa Civil estadual com o apoio de agentes das prefeituras. Mas é bom deixar claro que só serão beneficiados com essas medidas os municípios que fizeram o “dever de casa”, decretaram estado de Emergência e os prefeitos pediram ajuda de acordo com as regras em vigor.

De acordo com o presidente da Famem, 19 municípios foram afetados, mas nem todos decretaram emergência. Mesmo assim, a Famem está atuando para apoiar os prefeitos em dificuldades com campanha para pedir apoio às famílias que foram duramente atingidas. Cleomar Tema destaca o apoio expressivo de instituições públicas, como o Tribunal de Justiça, cujos servidores fizeram donativos, e da sociedade civil, com o apoio de empresas (Potiguar e Grupo Mateus, por exemplo), que fizeram doações, e até setores artísticos, como o grupo SambaCeuma, que fez campanha por doações.

“A Famem agradece o apoio de todos, principalmente da sociedade civil, que atendeu aos apelos e apoiou os municípios afetados”, declarou o presidente da entidade municipalista ao fazer um balanço ainda parcial dos problemas casados pelas enchentes.

 

Pesquisas em andamento podem definir a candidatura de Eduardo Braide

Eduardo Braide: pesquisas serão decisivas para definir candidatura
Eduardo Braide depende de percentuais

Rumores que vêm inundando os bastidores da politica maranhense dão conta de que até o final do mês pelo menos três pesquisas para medir o momento da corrida sucessória no Maranhão estão sendo contratadas. Há quem diga que os números que estão a caminho podem balizar o futuro de algumas pré-candidaturas, sendo a mais importante nesse contexto a do deputado Eduardo Braide. Se os percentuais de intenção de voto lhes forem favoráveis, o deputado do PMN poderá confirmar sua pré-candidatura. Aliados do deputado dizem que ele jpa tem o apoio de três pequenos partidos e acreditam que se as próximas pesquisas mostrá-lo com percentual de dois dígitos é quase certo que ele avance na construção da sua candidatura ao Palácio dos Leões. É aguardar.

São Luís, 13 de Maio de 2018.