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Weverton tenta deslanchar adotando a estratégia de provocar um confronto direto com Brandão

 

Weverton Rocha usa estratégia de provocar embate com Carlos Brandão, governador e candidato à reeleição

Após ter definido a base política do seu projeto de candidatura, que tem como argamassa forças da direita identificadas com a linha política e ideológica do presidente Jair Bolsonaro (PL), e montar uma gigantesca estrutura de pré-campanha, com suporte em emissoras de rádio e TV e na blogosfera, o que vem fazendo dele um pré-candidato competitivo ao Governo do Estado, o senador Weverton Rocha (PDT) deu partida numa estratégia que pode ser bem-sucedida, mas pode também se revelar um erro de elevado teor explosivo. Ele decidiu partir para provocar o confronto com o governador Carlos Brandão (PSB), pré-candidato à reeleição e que, segundo a pesquisa mais recente, feita pela Econométrica, lidera a corrida ao Palácio dos Leões, com vantagem fora de todas as simulações com a margem de erro. Já criticou gastos pontuais com o São João, tentou transformar em escândalo o valor de verbas governamentais para eventos, provocou o governador com dados estatísticos sobre pobreza e fome, e agora está batendo forte na posição do governador Carlos Brandão em relação à redução do ICMS para baixar o preço dos combustíveis. Não se sabe se por cautela ou por não dispor mesmo de informações sobre deformações cabeludas no Governo, o senador aposta numa pauta sem nitroglicerina suficiente para causar danos à atual gestão e à imagem do governador.

Ao tentar provocar o governador Carlos Brandão para o embate verbal, o senador Weverton Rocha sinaliza que o discurso segundo o qual ele reúne as condições para fazer o “Maranhão mais feliz”, produzindo o milagre econômico com a geração de emprego e renda para os maranhenses, como se isso fosse possível com o preparo que ele se dá, não vem causando o impacto que ele esperava. Com o discurso recém adotado, o senador parece ignorar que a crise econômica, que reduziu o emprego e a renda, é um problema nacional, afeta igualmente os 27 estados e a Federação como um todo. Mais do que isso, o pré-candidato do PDT tenta empanar os avanços que o Maranhão alcançou nos últimos sete anos e meio, se destacando nacionalmente com o maior programa de segurança alimentar do país com mais de 130 restaurantes populares, com o gigantesco programa de saúde e com o desafiador programa educacional, para citar apenas três itens do Governo Flávio Dino, integralmente mantido pelo governador Carlos Brandão.

Se vai entrar nessa seara, deve lastrear-se de informações e de propostas, o que parece não ser o caso do seu discurso até aqui. Ao assumir a defesa do consumidor de combustíveis cobrando redução drástica da alíquota do ICMS, embarcando numa jogada infrutífera do presidente Jair Bolsonaro, o senador Weverton Rocha pode chegar num beco sem saída. Isso porque ele sabe que a redução no preço final será irrisória, e que isso pode causar mais estragos à receita do Estado do que gerar benefícios para donos de veículos. A discussão vai longe, mas a conta não vai demorar a chegar, e seria interessante que o senador dissesse claramente o que pose ser feito para cobrir o rombo. Interessado que está no assunto, o eleitor certamente não se sentirá contemplado se a crítica não for acompanhada de uma proposta de solução.

No momento em que propõe o confronto direto e aberto, o senador Weverton Rocha é esperto o suficiente para saber que nesse jogo “o pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Isso significa dizer que ele deve estar preparado para as rebordosas que certamente serão disparadas na sua direção tão logo ele vier a intensificar seus ataques. O governador Carlos Brandão não é um provocador. Quem o conhece sabe que ele dá volta no quarteirão para não entrar numa briga de esquina; ao mesmo tempo, tem pavio curto quando a provocação o alcança. Mas também, tem experiência política suficiente para saber quando não deve aceitar provocação. O senador Weverton Rocha certamente avaliou bem o uso dessa estratégia, podendo ter tomado algumas cautelas, certo de que colocará o governador Carlos Brandão nas cordas. Se, por outro lado, a avaliação não tiver sido cuidadosa, o resultado poderá ser desastroso para ele e para o seu projeto de poder.

A evolução dos fatos dirá em breve se o pré-candidato pedetista fez gol de placa ou se atrapalhou e fez gol contra.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

O Jornal Nacional deu destaque a dois políticos maranhenses

Weverton Rocha e Bira do Pindaré

O primeiro foi o senador Weverton Rocha, que foi livrado de uma acusação grave de desvio de conduta por decisão da desembargadora Maria das Graças ????, que considerou inválidas algumas provas usadas na denúncia feita pelo Ministério Público. Ao comentar a decisão da magistrada, o senador Weverton Rocha disse que a Justiça reconheceu sua defesa baseada no argumento de que a acusação teve natureza política. O problema o Ministério Público pode reapresentar a denúncia com novas provas. Por enquanto, o senador está livre da aporrinhação.

O outro foi o deputado federal Bira do Pindaré, líder do PSB na Câmara Federal, que juntam ente com outros líderes da Oposição, contestou a maneira como a presidência da Casa está conduzindo a tramitação de Projetos de Emendas à Constituição. Na sua fala, o parlamentar maranhense foi preciso, mostrando as aberrações e chamando atenção para o absurdo que está sendo cometido sob a presidência do deputado alagoano Arthur Lira (PP), que segue as orientações do Palácio do Planalto. Falando para o País, Bira do Pindaré mostrou segurança e serenidade.

 

Se vier a ser vice de Lahesio, Gutemberg dará volta por cima

Eduardo Braide recebendo Lahesio Bonfim sob a orientação de Gutemberg Araújo

Ganharam força nas últimas horas os rumores segundo os quais o vereador Gutemberg Araújo (PSC) pode mesmo vir a ser o escolhido para a vaga de vice na chapa a ser liderada por Lahesio Bonfim. Se a escolha for confirmada, Gutemberg Araújo dará uma enorme vota por cima. Explica-se: exercendo o sexto mandato consecutivo, ele setor uma das principais referências da Câmara Municipal, respeitado pela sua postura sempre equilibrada. Com esse respaldo, Gutemberg Araújo tentou coroar sua carreira elegendo-se presidente da Câmara Municipal. Formou um grupo de 12 vereadores e recebeu o aval do prefeito Eduardo Braide (sem partido), que o declarou seu candidato. Não deu certo. Seu projeto não se sustentou diante do furacão em que se transformou a candidatura do vereador Paulo Victor (PCdoB). Diante da situação, decidiu retirar sua candidatura, evitando uma derrota acachapante. Se vier a ser candidato a vice de Lahesio Bonfim, o respeitado vereador terá dado uma grande volta por cima.

São Luís, 06 de Julho de 2022.

 

Sem candidatos presidenciais, alguns pré-candidatos a governador perdem consistência política e eleitoral

 

Carlos Brandão, Hertz Dias, Simplício Araújo e Enilton Rodrigues têm candidatos presidenciais, enquanto Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. ainda continuam sem vínculo formal com candidatos à presidência da República

Com exceção do governador Carlos Brandão (PSB), que está total e efetivamente alinhado ao projeto de candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), de Hertz Dias, cujo partido, o PSTU tem Vera Lúcia como candidata a presidente, e de Simplício Araújo (Solidariedade) e Enilton Rodrigues (PSOL), que seguem a linha adotada por seus partidos no apoio a Lula das Silva, os demais candidatos ao Governo do Estado – Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD) – ainda não bateram martelo em relação aos candidatos que apoiarão para o Palácio do Planalto. Mesmo aparentemente distanciadas das disputas estaduais, as pré-candidaturas presidenciais são fator importante, em alguns casos determinante na guerra pelo voto cujo desfecho será em outubro. Nessas eleições, o não atrelamento de um candidato a governador a um candidato a presidente da República, além de causar má impressão, produz a imagem segundo a qual o aspirante ao Palácio dos Leões não tem lastro político sólido e, nesse sentido, passa a ser visto de maneira enviesada pelo eleitor.

Nesse contexto, a situação mais complicada é a do senador Weverton Rocha. O partido dele tem o ex-ministro Ciro Gomes como candidato a presidente, mas ele até agora não fez um só gesto nem disse uma só palavra de apoio ou contra o projeto de candidatura do líder cearense. Weverton Rocha apostou todas suas fichas numa aliança com o petista Lula da Silva com o aval do PT. O projeto foi a pique quando PT e PSB firmaram aliança em torno das candidaturas de Lula da Silva para presidente, do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo como companheiros de chapa o advogado Felipe Camarão (PT) e o ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Sem aliados na esquerda, o pedetista deixou de lado os pruridos ideológicos de centro-esquerda e se aliou à direita bolsonarista. Ele tem agido como se não tivesse candidato a presidente, mas no meio político é tido como certo que ele tem o aval do presidente Jair Bolsonaro (PL). Sua posição deve ficar mais clara durante a campanha.

Menos complexa, mas ainda confusa é a situação do pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim. Bolsonarista assumido, vinha sendo esnobado pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro. Certo de que não teria o apoio do presidente e sua turma no Maranhão, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes também passou a esnobar os bolsonaristas e seus aliados, dizendo que não quer ser candidato de Jair Bolsonaro, mas do povo do Maranhão. Em ascensão nas pesquisas, já ameaçando alcançar o senador Weverton Rocha, Lahesio Bonfim vem ganhando estatura e, segundo alguns observadores, já começa a ser olhado com simpatia por grupos da direita que não estão se sentindo seguros nem confortáveis na base de apoio do pré-candidato pedetista. No meio político já se diz que, caso Lahesio Bonfim se aproxime mesmo do segundo colocado, sua candidatura terá o apoio de boa parte das alas bolsonaristas.

O pré-candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr., vive uma situação aparentemente confortável pelo fato de o seu partido não ter um candidato a presidente da República, desobrigando-o desse compromisso de campanha. Só que, ao contrário do que aparenta, o fato de não estar atrelado a um projeto de candidatura presidencial o deixa isolado e sem um norte político visível na guerra pelo voto. Hoje, nenhuma avaliação equilibrada do cenário eleitoral identifica consistência e perspectiva de sucesso nas urnas numa candidatura sem vínculo político nacional. É provável que esse seja um dos fatores que estão “segurando” o ex-prefeito de São Luís estacionado na quarta colocação.

Pode ser que esse desenho seja alterado pelas convenções partidárias que confirmarão as candidaturas. Mas a julgar pela evolução dos fatos até aqui, parece forte a tendência de que esse quadro pode se manter até outubro, o que favorece fortemente a posição da chapa liderada pelo governador Carlos Brandão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Guerra pela Câmara Federal tem nomes fortes com base familiar

Amanda Gentil, Fernando Braide e Flávia Alves: com base familiar

A guerra pelas 18 vagas de deputado federal promete acontecer com rara intensidade, a julgar pelos nomes fortes que não na disputa. Além desse dado, ganham destaque nessa disputa nomes estreantes cujos suportes estão em bases familiares. Nesse ambiente, três nomes se destacam: Amanda Gentil (PP), Fernando Braide (PSC) e Flávia Alves (PCdoB).

Caxiense formada em tecnologia de alimentos, Amanda Gentil é pré-candidata à Câmara Federal. Neta do saudoso deputado estadual José Gentil, tem como maior trunfo o apoio do pai, o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), um dos políticos mais bem-sucedidos do Maranhão na atualidade. No meio político, Amanda Gentil é apontada como um dos nomes fortes para a Câmara Federal. Como o seu partido, ela está na base do governador Carlos Brandão.

O ludovicense Fernando Braide (PSC) ganha espaço como estreante no cenário da corrida à Câmara Federal. Filho do ex-deputado Antônio Carlos Braide, tem como trunfo o apoio do irmão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que se elegeu deputado federal em 2018 com mais de 180 mil votos, a maioria deles em São Luís. O meio político o vê como um candidato muito forte para compor a bancada federal.

Um dos nomes mais destacados da política maranhense nesse momento, o deputado estadual participará hoje de uma live em que discutirá a situação política do Maranhão ao lado da jovem advogada Flávia Alves, que está na corrida prévias à uma das cadeiras na Câmara Federal. Tem São Luís, onde nasceu e cresceu, como base da sua pré-candidatura, que na visão de observadores é um fato novo a ser levado em conta.

Vários outros nomes de base política familiar estão na corrida ao voto.

 

Corregedor eleitoral garante segurança e aposta em normalidade nas eleições

Corregedor eleitoral José Luís Almeida

Se depender dos esforços do corregedor-geral eleitoral, desembargador José Luís Almeida, que é também vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA), as eleições no Maranhão acontecerão em clima de normalidade, principalmente nos 97 municípios para os quais pediu ao Ministério da Defesa e conseguiu segurança.

“O fato de as forças federais terem sido confirmadas a determinados municípios, isso não quer dizer que os demais ficarão desprotegidos. Será uma conjugação da força federal com a estadual, que vai garantir que as eleições transcorram normalmente. Nenhuma cidade ficará desprotegida e o Estado, por meio de suas forças, está assegurando um pleito correto em que o eleitor possa exercer sua vontade”, garantiu o corregedor-eleitoral.

Magistrado reconhecido pela sua cultura jurídica e firmeza nas suas posições, o desembargador José Luís Almeida é uma garantia de que tudo será feito para que o processo será tranquilo e seguro em todos os recantos do Maranhão.

São Luís, 05 de Julho de 2022.

De volta, Brandão reassume protagonismo e agita o cenário da disputa pelo Governo do Maranhão

 

Carlos Brandão descerra a placa de inauguração da segunda etapa do Hospital da Ilha, iniciado no Governo Flávio Dino

A disputa pelo Governo do Maranhão, que transcorre ainda na fase prévia da campanha eleitoral, que só começa para valer no dia 16 de agosto, depois das convenções partidárias para a oficialização das candidaturas, ganhou intensidade nesse fim da semana, com o retorno do governador Carlos Brandão (PSB) ao estado, após seis semanas em São Paulo para tratamento de saúde. Na ausência do governador, que é pré-candidato à reeleição, o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Palácio dos Leões, assumiu o protagonismo do processo, aproveitando o espaço para fazer acordos políticos, intensificar sua corrida pelo estado e reforçar seus laços políticos e eleitorais com os segmentos do bolsonarismo no Maranhão. Junto com ele, o pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, que o vem ameaçando, segundo pesquisas. Da tarde de quinta-feira (29/06), quando avisou pelas redes sociais que havia recebido alta médica e estava se preparando para embarcar de volta ao estado, o clima no meio político mudou fortemente, produzindo a impressão de que as coisas começavam, de fato, a voltar aos seus devidos lugares, com o governador retomando a posição de pré-candidato mais forte, segundo a pesquisa Econométrica, divulgada dias antes.

Embalado pela pesquisa que confirmou sua liderança na corrida às urnas, Carlos Brandão retornou ao cenário político com a saúde recuperada e exibindo disposição para retomar imediatamente sua pré-campanha. Chegou ciente de que pode ter sofrido danos por conta da campanha de má fé por meio da qual tentaram enfraquecê-lo, e por isso está determinado a fazer os ajustes necessários no seu projeto político-eleitoral, de modo a torna-lo mais aguerrido. Para isso, avisa que vai trabalhar duro para manter o Governo no mesmo ritmo, ainda que perdendo uma boa fatia da receita de ICMS reduzido para combustíveis. Ao mesmo tempo, vai intensificar as articulações com o objetivo de fortalecer seu projeto de reeleição.

A volta por cima do governador Carlos Brandão está afetando fortemente   a pré-candidatura do senador Weverton Rocha, cuja pré-campanha tem a forma e o peso de campanha propriamente dita. O pré-candidato pedetista já usou todos os espaços de articulação que dispunha nos últimos 40 dias, tendo formado a base do seu projeto de candidatura aliando-se às forças bolsonaristas, representadas no espectro político estadual pelo senador Roberto Rocha (PTB), que busca a reeleição, e pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do PL, o braço maranhense do partido do presidente Jair Bolsonaro. Nesse contexto, pesquisas mostram Carlos Brandão avançando num compasso consistente, enquanto Weverton Rocha é mostrado repisando num mesmo patamar; e com a agravante de ter Lahesio Bonfim, pré-candidato do PSC, se aproximando para brigar pela segunda vaga num eventual segundo turno, caso a fatura não seja liquidada em turno único, como acreditam aliados do governador Carlos Brandão.

Brandonistas com os pés fincados no chão se movem com entusiasmo mais moderado e alertam que ainda não é o momento de fazer contas nem de projetar um resultado para a eleição de 2 de outubro. Preferem apostar na tendência que for desenhada em meados de agosto, quando os candidatos estiverem oficializados, as forças políticas estiverem posicionadas e a campanha para valer tiver começado de fato. Eles estão convencidos de que o governador reúne todas as condições para renovar o mandato, de que seu crescimento é consistente e de que, caso se mantenha nessa marcha, que será de agora por diante, erguerá troféu de vencedor com o cantar das urnas. “O Brandão pode até não correr, mas o que não pode mesmo é cometer erros’, disse um dos seus apoiadores mais entusiasmados.

A julgar pela disposição que exibiu desde que desembarcou de volta a São Luís, o governador avisa que vai correr, sim, atrás da reeleição. Parece dominado pela ideia de que não será justo morrer na praia depois de sete anos e meio de preparação com o aval do agora ex-governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB deve bater martelo por Lula e Brandão no Maranhão

Lula da Silva deve receber o apoio de Roseana Sarney e José Sarney no Maranhão

O braço maranhense do MDB deve declarar apoio à candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. A decisão, que vinha sendo maturada há meses, ganhou força com a decisão do comando nacional do partido de liberar as forças do partido em estados do Nordeste da obrigação partidária de apoiar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet para seguir o ex-presidente Lula da Silva (PT). A decisão da cúpula nacional do MDB caiu como um presente no braço maranhense do partido, cujo comando, liderado pela senadora Roseana Sarney e com o aval do ex-presidente José Sarney, está inclinado a apoiar o líder petista para presidente e o governador Carlos Brandão à reeleição. A posição, que ainda será tema de uma reunião da cúpula emedebista estadual, deve ser tomada e anunciada antes das convenções partidárias. Em relação ao Senado, o MDB deve sair dividido, com a banda mais conservadora apoiando o senador Roberto Rocha e a ala mais jovem e progressista se aliando à candidatura do ex-governador Flávio Dino.

 

Governador agradece os que o apoiaram durante a ausência

Flávio Dino, Paulo Velten, Felipe Camarão e Sebastião Madeira: desempenho elogiado

No seu retorno, o governador Carlos Brandão fez vários agradecimentos. O primeiro foi para o ex-governador Flávio Dino, que segurou a barra durante sua ausência. Em seguida, jogou loas e mais loas no seu companheiro de chapa, Felipe Camarão, que não deixou a peteca cair naquele período, assumindo a pré-campanha. Em relação ao Governo, elogiou fortemente o desembargador Paulo Velten pelo seu desempenho como governador interino, e o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião madeira, pelo esforço que fez para manter o ritmo da máquina administrativa. De fato, cada um fez a sua parte durante os 42 dias em que o governador Carlos brandão esteve ausente do Maranhão.

São Luís, 03 de Julho de 2022.

Brandão retorna hoje para reassumir o comando do Governo e o controle da sua pré-campanha

 

Bem disposto, Carlos brandão retorna hoje para reassumir o Governo

Se não houver algum imprevisto, e tudo indica que não haverá, o governador Carlos Brandão (PSB) retorna hoje ao Maranhão. Seu retorno se dará após 43 dias em São Paulo – 30 deles oficialmente licenciado -, onde foi submetido a uma cirurgia para a retirada de cisto no rim. De volta, o governador reassumirá em duas frentes, a administrativa, retomando o comando do Governo do Estado, e a política, retornando a pré-campanha para o Palácio dos Leões, aspirante que é à reeleição. Ele próprio fez o anúncio da alta hospitalar recebida, em mensagem divulgada ontem, no final da tarde, nas suas redes sociais, informando também que concederia entrevista logo em seguida à TV Mirante, recomendando a todos que a assistissem. A previsão feita por um dos seus assessores foi a de que o governador desembarcará em São Luís no meio da tarde, devendo seguir para o Palácio dos Leões, para reassumir formalmente o comando do Poder Executivo. Independentemente de ato formal, ele começa o dia como titular do Governo.

No plano administrativo, o governador Carlos Brandão não encontrará problemas na sua mesa de trabalho. Durante o mês em que esteve formalmente licenciado – foram três licenças de 10 dias aprovadas pela Assembleia Legislativa -, o Governo esteve sob o comando do governador interino, desembargador Paulo Velten, presidente do Poder Judiciário. Durante a trintena, o governador interino Paulo Velten manteve o controle da máquina administrativa estadual, cumpriu diariamente agenda de trabalho, na qual despachou com secretários, assinou atos, tomou decisões inadiáveis, visitou municípios, autorizando, inspecionando e inaugurando obras, tendo também ido à Brasília e a Natal, para reuniões com governadores na região. Na avaliação de governistas de alto coturno, o desembargador Paulo Velten governou efetivamente o Maranhão, atuando com ética e eficiência e em sintonia com o governador licenciado Carlos Brandão, que por sua vez manteve contatos diários com sua equipe, para se informar do andamento na máquina estatal. Isso lhe permitirá reassumir sem sobressaltos, só preocupado mesmo com a perda de receita de ICMS com a mudança na composição nos preços dos combustíveis.

No campo político, o governador Carlos Brandão reassumirá o comando da sua pré-campanha, que na sua ausência foi liderada pelo seu companheiro de chapa, Felipe Camarão (PT), pré-candidato a vice-governador, que teve o suporte do ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado. Na sua ausência, os demais pré-candidatos aproveitaram o espaço para intensificar suas pré-campanhas. Nesse período, o senador Weverton Rocha (PDT) ocupou o máximo de espaço no cenário da disputa eleitoral, tendo o pré-candidato do PSC, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim aproveitado também para reforçar seu projeto de candidatura. O esforço para ocupar o vazio de 30 dias deixado pelo governador Carlos Brandão envolveu também o pré-candidato do PSD, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr.. Na guerra pelo voto, adversários de Carlos Brandão espalharam insinuações maldosas, entre elas a de que o governador não mais retornaria ao cargo e que Felipe Camarão estava se preparando para ser o candidato a governador.

As maldades não colaram. Resistindo de um quarto do Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, disparando mensagens eventuais via internet, o governador Carlos Brandão conseguiu levar aos maranhenses a informação correta sobre seu estado de saúde, o que foi decisivo para que as campanhas de desmonte fracassassem. E o resultado foi levantado pela pesquisa Econométrica, que o mostrou com 32% das intenções de voto, sete pontos à frente do seu principal concorrente, o senador Weverton Rocha (PDT), que apareceu com 25%, seguido de Lahesio Bonfim em terceiro com 18%. Seu retorno preencherá novamente o espaço aberto na sua ausência, e dará um novo impulso à pré-campanha. Nesse cenário, os concorrentes, a começar pelo pré-candidato do PDT, conhecerão o peso político do governador maranhense.

Certo de que a partir de agora a caminhada para as urnas se tornará cada vez mais difícil, o governador Carlos Brandão disse estar pronto para o desafio. É o que dizem também os demais pré-candidatos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Judiciário teve dois presidentes na ausência de Paulo Velten

Paulo Velten, Ricardo Duailibe e Marcelino Everton: governadores

O desembargador Paulo Velten reassume hoje o comando do Poder Judiciário, depois de um mês como chefe interino do Poder Executivo. Nesse período, o Tribunal de Justiça teve dois presidentes interinos. O primeiro foi o desembargador Ricardo Duailibe, que é o 1º vice-presidente e assumiu por uns dias, mas teve de se afastar para gozar férias anteriormente programadas. No seu lugar assumiu o 2º vice-presidente da Corte, desembargador Marcelino Weverton, que cumpriu suas obrigações institucionais sem maiores problemas, salvo os que via de regra aparecem na rotina do Poder Judiciário. Vale lembrar que o cargo de 2º vice-presidente no organograma de comando do Poder Judiciário foi criado há pouco mais de dois meses, tendo sido estreado pelo desembargador Marcelino Weverton.

 

Roseana Sarney e Lobão Filho disputam campeonato de votos no MDB

Roseana Sarney e Lobão Filho: disputa informal nas urnas

Uma disputa não declarada está sendo travada dentro do MDB na corrida à Câmara Federal. Há quem aposte que a ex-governadora Roseana Sarney sairá das urnas deputada federal eleita e campeã de votos. Por outro lado, dentro e fora do partido há quem avalie que o ex-suplente de senador Lobão Filho será o mais votado do partido. Roseana Sarney é forte em todas as regiões, tanto que nas primeiras pesquisas de intenção de voto para governador ela esteve na frente, só não sendo citada quando decidiu formalmente anunciar sua pré-candidatura à Câmara Federal, onde iniciou sua bem-sucedida carreira. Já o ex-senador Lobão Filho conta com o prestígio pessoal e a força que está recebendo da esposa, Paulinha Lobão, cujo prestígio como apresentadora de TV a torna importante cabo eleitoral. Seu maior cacife, porém, é o poder de fogo político que ainda detém o seu pai, o ex-deputado federal, ex-governador, ex-senador e ex-ministro Edison Lobão, que está em campanha pela eleição do filho para a Câmara Federal, onde começou sua bem-sucedida trajetória política.

São Luís, 01 de Julho de 2022.

Weverton pode pagar preço alto por aliar-se a Josimar de Maranhãozinho e a grupos bolsonaristas

 

Weverton Rocha registrando ato a seu favor organizado por Josimar de Maranhãozinho; na foto a deputada Detinha e a prefeita de Zé Doca

A pesquisa Econométrica trouxe um pacote de notícias ruins para o pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, senador Weverton Rocha. Além da expressiva vantagem do governador Carlos Brandão (PSB), que lhe impôs uma distância de sete pontos percentuais, da sua condição estacionária em quase todas as pesquisas, e da ameaçadora sombra em que vem se transformando para ele o candidato do PSC, Lahesio Bonfim, a investigação da Econométrica revelou uma informação que pode efetivamente colocar sua pré-candidatura na rota de um desastre. O instituto perguntou aos eleitores se eles votariam num candidato apoiado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), chefe maior do partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. O resultado foi o seguinte: nada menos que 52,7% dos 1.468 entrevistados responderam que não votariam de jeito nenhum; 23,2% disseram que isso não influenciaria; 13% poderiam votar nesse candidato e apenas 4,5% disse que com certeza votariam nesse candidato. Ou seja, sólida maioria dos entrevistados, que estatisticamente pode ser vista como a maioria do eleitorado maranhense, reprova duramente a guinada do pré-candidato do PDT na direção da direita bolsonarista, da qual Josimar de Maranhãozinho é expoente maior.

Ao avaliar esse dado trazido à tona pela Econométrica, o jornalista Gilberto Leda, cujo blog responde pela contratação da Econométrica nessa medição da corrida ao Governo do Estado, chegou à conclusão de que, em vez de ajuda-lo, o apoio de Josimar de Maranhãozinho pode se transformar num fardo muito pesado para o senador Weverton Rocha. Um exame mais apurado de tal situação não deixa dúvidas de que o pré-candidato do PDT pode ter cometido um erro político com poder para embaraçar sua caminhada rumo ao Palácio dos Leões. Afinal, além de ser um dos testas-de-ferro da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho tem uma trajetória política marcada por controvérsias. Entre as nódoas que mancham sua carreira, o chefe maior do PL enfrenta a acusação, feita pelos Ministérios Públicos estadual e federal, com apuração das Polícias Civil e Federal, de ser o cabeça de um esquema de desvio de dinheiro público nas áreas da educação e da saúde, num conluio com prefeituras. O parlamentar nega, insinuando, sem muita firmeza, tratar-se de perseguição política.

Weverton Rocha não construiu essa aliança por acaso. Ele sabia exatamente com quem estava se aliando e os riscos políticos e eleitorais desse passo. Calculou que sua relação com o bolsonarismo, cujo nível ainda não está muito claro, mas ganhou forma num movimento que batizou de “Unidos pelo Maranhão”, incluindo apoio total à pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, seria o caminho para embalar o seu projeto de poder. Além da sua eleição para o Governo do Estado, esse projeto tem também como foco impedir a eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado – uma exigência do Palácio do Planalto, que vai jogar pesado pela reeleição do senador Roberto Rocha.

A pesquisa Econométrica sugere que o senador Weverton Rocha cometeu grave erro de cálculo político. Afinal, o levantamento foi feito muito depois de ele ajustar os ponteiros com Josimar de Maranhãozinho, dando-lhe o privilégio de indicar o seu companheiro de chapa, o deputado estadual Hélio Soares, um dos “graúdos” do PL no estado e sem maior expressão política nem cacife eleitoral. A contra partida será o apoio dos aliados de Josimar de Maranhãozinho – supostos 40 prefeitos, cinco deputados estaduais, quatro deputados federais, incluindo ele próprio, e uma penca de vereadores. Nos bastidores, porém, corre que parte dos prefeitos – a exemplo de Rigo Teles (PL), de Barra do Corda – decidiu apoiar o governador Carlos Brandão, enquanto outros tendem a apoiar Lahesio Bonfim. Há quem veja risco de debandada.

Político jovem, inteligente, ambicioso e forjado as entranhas do PDT maranhense, o senador Weverton Rocha certamente avaliou os prós e os contras. Os números da Econométrica indicam que ele pode ter calculado mal e pode pagar um preço político muito elevado por esse movimento.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula tem vantagem larga sobre Bolsonaro no Maranhão

Lula da Silva tem 32.9% à frente de Jair Bolsonaro no Maranhão

A menos que haja uma reviravolta espetacular, fora de todos os padrões da política, o ex-presidente Lula da Silva (PT) imporá dura derrota ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito de outubro. Confirmando o que disseram todas as pesquisas até aqui, a da Econométrica trouxe à tona a informação segundo a qual se a eleição fosse agora, Lula da Silva teria 58,4% dos votos contra 25,9% de Jair Bolsonaro, uma diferença de 32,9 pontos percentuais, que dificilmente será revertida, ainda que o presidente esboce alguma reação, o que é improvável, mesmo com preparativos de artimanhas eleitoreiras em curso em Brasília.

Como no resto do País, a disputa presidencial no Maranhão está firmemente polarizada entre o ex e o atual presidente. Atrás deles, muito longe aparece Ciro Gomes (PDT) 5,9%, seguido de Simone Tebet (MDB) com 0,8%, André Janones (Avante) com 0,6%, Felipe D`Ávila (Novo) com 0,2%, Vera Lúcia (PSTU) com 0,1% e Luciano Bivar (União Brasil) também com 0.1%. O grupo de indecisos soma 7,9%.

Lula da Silva está aliado ao governador Carlos Brandão (PSB), enquanto Jair Bolsonaro teria o apoio informal e não declarado do senador Weverton Rocha (PDT), que não declarou até agora apoio ao candidato do seu partido, Ciro Gomes, e está alinhado aos grupos bolsonaristas. O MDB do Maranhão também ainda não declarou apoio à pré-candidatura da senadora emedebista Simone Tebet.

Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu 1.468 eleitores em 55 municípios no período de 12 a 16 de junho, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o número MA-01129/2022.

 

Paulo Velten está empolgado com a experiência de comandar o Governo

Paulo Velten substitui Carlos Brandão

O governador interino Paulo Velten não esconde sua satisfação com a experiência de comandar o Poder Executivo. Ele tem dito a interlocutores que levará ao Poder Judiciário uma série de itens para experimentá-los na gestão do Tribunal de Justiça. Um deles é tentar aproximar cada vez mais a Justiça do cidadão comum. Um amigo do desembargador-presidente brincou dizendo suspeitar de que ele foi picado pela vespa da política. A mesma impressão tiveram dois políticos que o acompanharam em eventos oficiais em São Luís e no interior. O tempo vai dizer se a empolgação é momentânea ou não.

São Luís, 30 de Junho de 2022.

Econométrica: Brandão avança e Weverton permanece estacionado e ameaçado por Lahesio

 

Carlos Brandão lidera, Weverton Rocha ameaçado por Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. está ficando para trás na corrida para o Palácio dos Leões

A pesquisa Econométrica sobre a corrida para o Palácio dos Leões, divulgada ontem, trouxe informações de importância decisiva para o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, para o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, para o ex-prefeito Lahesio Bonfim, que concorre pelo PSC, e para o candidato do PSD, Edivaldo Jr. Nesse momento, segundo o levantamento realizado pelo instituto, Carlos Brandão tem 32,5% das intenções de voto, Weverton Rocha aparece com 25,1% e Lahesio Bonfim desponta com 18,2%, seguido do ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD Edivaldo Jr. com 9,4%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0.7% e Simplício Araújo (SD) com 0,3%. Uma fatia de 4,6% respondeu que votará nulo ou em branco, enquanto outros 9,3% não souberam ou não quiseram responder. Contratada pelo Blog do Gilberto Leda, a pesquisa ouviu 1.468 eleitores em 55 municípios entre 12 e 16/06. Tem margem de erro de 2,5%, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o nº MA-01129/2022.

A primeira informação decisiva e que pode representar o rumo definitivo da disputa pelo comando do Estado: o governador Carlos de Brandão rompeu a barreira do risco, alcançou 32 pontos percentuais e colocou sete pontos de vantagem sobre o senador Weverton Rocha. Com esse desempenho, alcançado no momento em que se encontra num quarto de hospital em São Paulo, recuperando-se de cirurgia no rim, enquanto os demais postulantes aproveitam sua ausência para intensificar as suas pré-campanhas, o governador Carlos Brandão deu uma mostra de que, se continuar avançando nesse ritmo, pode vislumbrar a possibilidade de liquidar a fatura em um só turno. Nas 16 pesquisas realizadas até aqui, ele foi o único que registrou crescimento, lento, mas firme, o que indica que, de volta ao Estado nos próximos dias, entrará de vez na maratona do corpo-a-corpo, com possibilidade real de manter, e até aumentar, o ritmo de crescimento na preferência do eleitorado.

A segunda informação é a de que a pesquisa trouxe péssimas notícias para o senador Weverton Rocha. Primeiro pela posição alcançada pelo governador Carlos Brandão, que parece tê-lo deixado de vez para trás. Segundo o fato de que ele não consegue sair do patamar entre 20 e 25 pontos percentuais, no qual apareceu em 14 das 17 pesquisas feitas até aqui. Sua posição começa a se tornar perigosa, uma vez que, além do distanciamento de Carlos Brandão, ela está de fato ameaçada pelo crescimento firme de Lahesio Bonfim, que agora está a apenas sete pontos percentuais de distância. Aliados de Carlos Brandão avaliam que Weverton Rocha já não representa uma ameaça grave, e apostam que, caso o governador não se reeleja no primeiro turno, poderá disputar a segunda rodada com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Weverton Rocha é um político arrojado, que acredita fortemente no seu projeto de poder, mas isso é colocado sob risco extremo quando as pesquisas o mostram estacionado. Os números da Econométrica indicam que sua aliança informal com os grupos bolsonaristas e sua proximidade com o Palácio do Planalto não turbinaram sua pré-campanha. Ao contrário, podem até estar travando sua caminhada.

A terceira informação decisiva trazida à tona pela pesquisa Econométrica confirma Lahesio Bonfim como a “terceira via”, uma vez que ele conseguiu de fato se descolar de Edivaldo Jr., que empacou na zona entre nove e 12 pontos percentuais de intenções do voto. E, mais bombástico, está se aproximando perigosamente de Weverton Rocha, reduzindo a distância entre eles a sete pontos percentuais. Cristão novo na guerra pelo comando do Estado, Lahesio Bonfim vem minando a posição do senador, que assim se vê numa situação dramática, à medida que o eleitorado está se posicionando, de modo que sobram poucos votos soltos para conquistar. Nesse ritmo, não será mais surpresa se o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes vier a se credenciar como o adversário do governador Carlos Brandão numa eventual segunda volta.

Realizada a pouco mais de 100 dias das eleições, a pesquisa Econométrica pode ter colocado a corrida sucessória nos trilhos, definindo tendências e mostrando quem de fato está no jogo pelo Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantém liderança isolada na corrida ao Senado

Flávio Dino lidera com folga sobre Roberto Rocha

A pesquisa Econométrica confirmou a liderança isolada e consistente do ex-governador Flávio Dino (PSB), com 50% das intenções de voto, enquanto o seu concorrente mais próximo, o senador Roberto Rocha (PTB), que concorre à reeleição, tem apenas 26,8%. Na sequência aparecem Pastor Bel (Agir 36) com 5,9%, Antônia Cariongo (PSOL) com 1%, e Saulo Arcangeli (PST) com 0,5%. Um contingente de 7,4% informou que votarão nulo ou em branco, e outro, formado por 8,4%, não souberam ou não quiseram responder.

Segundo a apuração do instituto Econométrica, a vantagem do ex-governador Flávio Dino sobre o senador Roberto Rocha é de 23,2 pontos percentuais. Essa distância vem se mantendo mesmo depois que o candidato do PTB passou a ser apoiado declaradamente pelo senador Weverton Rocha e seus aliados bolsonaristas em ação no Maranhão, como o chefe maior do PL bolsonarista, deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Na avaliação de muitos observadores, mesmo considerando o elevado grau de imprevisibilidade que normalmente movimenta uma corrida eleitoral, e também o fato de que faltam ainda três meses para as eleições, a impressão causada pelos números do Econométrica sugere que Roberto Rocha dificilmente reverterá essa tendência pró-Flávio Dino.

 

Um dia ruim para o senador Weverton Rocha

Ygor Lago

A terça-feira (28) não foi um dia bom para o senador Weverton Rocha, pré-candidato a governador pelo PDT. Não bastassem as duras acusações de que estaria dando apoio à ação governista contra a instalação da CPI da Educação e os números da pesquisa Econométrica, o senador foi fortemente alvejado pelos petardos verbais do médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, para quem o pré-candidato do PDT não tem credibilidade. Além de disparar contra o pedetista, Igor Lago declarou apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição.  Com o gesto, o filho de Jackson Lago se posicionou em sintonia fina com a família Lago, que fora em peso ao Palácio dos Leões declarar apoio ao governador, num claro movimento contra o presidente do PDT e o seu projeto de governar o Maranhão.

São Luís, 29 de Junho de 2022.

 

 

 

 

 

 

A pesquisa Econométrica sobre a corrida para o Palácio dos Leões, divulgada ontem, trouxe informações de importância decisiva para o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, para o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, para o ex-prefeito Lahesio Bonfim, que concorre pelo PSC, e para o candidato do PSD, Edivaldo Jr. Nesse momento, segundo o levantamento realizado pelo instituto, Carlos Brandão tem 32,5% das intenções de voto, Weverton Rocha aparece com 25,1% e Lahesio Bonfim desponta com 18,2%, seguido do ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD Edivaldo Jr. com 9,4%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0.7% e Simplício Araújo (SD) com 0,3%. Uma fatia de 4,6% respondeu que votará nulo ou em branco, enquanto outros 9,3% não souberam ou não quiseram responder. Contratada pelo Blog do Gilberto Leda, a pesquisa ouviu 1.468 eleitores em 55 municípios entre 12 e 16/06. Tem margem de erro de 2,5%, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o nº MA-01129/2022.

A primeira informação decisiva e que pode representar o rumo definitivo da disputa pelo comando do Estado: o governador Carlos de Brandão rompeu a barreira do risco, alcançou 32 pontos percentuais e colocou sete pontos de vantagem sobre o senador Weverton Rocha. Com esse desempenho, alcançado no momento em que se encontra num quarto de hospital em São Paulo, recuperando-se de cirurgia no rim, enquanto os demais postulantes aproveitam sua ausência para intensificar as suas pré-campanhas, o governador Carlos Brandão deu uma mostra de que, se continuar avançando nesse ritmo, pode vislumbrar a possibilidade de liquidar a fatura em um só turno. Nas 16 pesquisas realizadas até aqui, ele foi o único que registrou crescimento, lento, mas firme, o que indica que, de volta ao Estado nos próximos dias, entrará de vez na maratona do corpo-a-corpo, com possibilidade real de manter, e até aumentar, o ritmo de crescimento na preferência do eleitorado.

A segunda informação é a de que a pesquisa trouxe péssimas notícias para o senador Weverton Rocha. Primeiro pela posição alcançada pelo governador Carlos Brandão, que parece tê-lo deixado de vez para trás. Segundo o fato de que ele não consegue sair do patamar entre 20 e 25 pontos percentuais, no qual apareceu em 14 das 17 pesquisas feitas até aqui. Sua posição começa a se tornar perigosa, uma vez que, além do distanciamento de Carlos Brandão, ela está de fato ameaçada pelo crescimento firme de Lahesio Bonfim, que agora está a apenas sete pontos percentuais de distância. Aliados de Carlos Brandão avaliam que Weverton Rocha já não representa uma ameaça grave, e apostam que, caso o governador não se reeleja no primeiro turno, poderá disputar a segunda rodada com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Weverton Rocha é um político arrojado, que acredita fortemente no seu projeto de poder, mas isso é colocado sob risco extremo quando as pesquisas o mostram estacionado. Os números da Econométrica indicam que sua aliança informal com os grupos bolsonaristas e sua proximidade com o Palácio do Planalto não turbinaram sua pré-campanha. Ao contrário, podem até estar travando sua caminhada.

A terceira informação decisiva trazida à tona pela pesquisa Econométrica confirma Lahesio Bonfim como a “terceira via”, uma vez que ele conseguiu de fato se descolar de Edivaldo Jr., que empacou na zona entre nove e 12 pontos percentuais de intenções do voto. E, mais bombástico, está se aproximando perigosamente de Weverton Rocha, reduzindo a distância entre eles a sete pontos percentuais. Cristão novo na guerra pelo comando do Estado, Lahesio Bonfim vem minando a posição do senador, que assim se vê numa situação dramática, à medida que o eleitorado está se posicionando, de modo que sobram poucos votos soltos para conquistar. Nesse ritmo, não será mais surpresa se o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes vier a se credenciar como o adversário do governador Carlos Brandão numa eventual segunda volta.

Realizada a pouco mais de 100 dias das eleições, a pesquisa Econométrica pode ter colocado a corrida sucessória nos trilhos, definindo tendências e mostrando quem de fato está no jogo pelo Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantem liderança isolada na corrida ao Senado

A pesquisa Econométrica confirmou a liderança isolada e consistente do ex-governador Flávio Dino (PSB), com 50% das intenções de voto, enquanto o seu concorrente mais próximo, o senador Roberto Rocha (PTB), que concorre à reeleição, tem apenas 26,8%. Na sequência aparecem Pastor Bel (Agir 36) com 5,9%, Antônia Cariongo (PSOL) com 1%, e Saulo Arcangeli (PST) com 0,5%. Um contingente de 7,4% informou que votarão nulo ou em branco, e outro, formado por 8,4%, não souberam ou não quiseram responder.

Segundo a apuração do instituto Econométrica, a vantagem do ex-governador Flávio Dino sobre o senador Roberto Rocha é de 23,2 pontos percentuais. Essa distância vem se mantendo mesmo depois que o candidato do PTB passou a ser apoiado declaradamente pelo senador Weverton Rocha e seus aliados bolsonaristas em ação no Maranhão, como o chefe maior do PL bolsonarista, deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Na avaliação de muitos observadores, mesmo considerando o elevado grau de imprevisibilidade que normalmente movimenta uma corrida eleitoral, e também o fato de que faltam ainda três meses para as eleições, a impressão causada pelos números do Econométrica sugere que Roberto Rocha dificilmente reverterá essa tendência pró-Flávio Dino.

 

Um dia ruim para o senador Weverton Rocha

A terça-feira (28) não foi um dia bom para o senador Weverton Rocha, pré-candidato a governador pelo PDT. Não bastassem as duras acusações de que estaria dando apoio à ação governista contra a instalação da CPI da Educação e os números da pesquisa Econométrica, o senador foi fortemente alvejado pelos petardos verbais do médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, para quem o pré-candidato do PDT não tem credibilidade. Além de disparar contra o pedetista, Igor Lago declarou apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição.  Com o gesto, o filho de Jackson Lago se posicionou em sintonia fina com a família Lago, que fora em peso ao Palácio dos Leões declarar apoio ao governador, num claro movimento contra o presidente do PDT e o seu projeto de governar o Maranhão.

São Luís, 29 de Junho de 2022.

Homenagem ao ministro da Justiça partiu de Glalbert Cutrim, mas tem nítidas as digitais de Weverton Rocha

 

Anderson Torres exibe o diloma de cidadania entre Glaubert Cutrim, o autor da proposição, e Weverton Rocha, o inspirador da iniciativa

Se havia ainda alguma réstia de dúvida acerca da proximidade do senador Weverton Rocha (PDT) com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pequeno grupo que o cerca em Brasília, essa foi desfeita ontem com a concessão, pela Assembleia Legislativa, do título de Cidadão Maranhense ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. A concessão foi proposta pelo vice-presidente do Poder Legislativo, deputado Glalbert Cutrim (PDT), mas a iniciativa tem as cinco digitais da mão direita do senador e candidato pedetista ao Governo do Estado. A visita do ministro da Justiça ao Maranhão e os mimos com que foi recebido pelo senador Weverton Rocha e seus aliados deram bem a medida do leque de apoios que o presidente regional do PDT vem articulando para impulsionar sua caminhada na direção do Palácio dos Leões. E nesse projeto, o envolvimento da corrente bolsonarista, incentivada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, é cada vez maior e mais ostensiva. E como a política tem a máxima “uma mão lava a outra” como regra universal, ainda não está muito claro até agora o que o senador Weverton Rocha coloca na mesa como contrapartida nessa relação. Nas conversas mais fechadas corre que o presidente Jair Bolsonaro e sua turma querem a não eleição do ex-governador Flávio Dino para o Senado.

À medida que a corrida às urnas vai evoluindo fica mais claro que o senador Weverton Rocha resolveu mesmo partir para o “tudo ou nada”, à base do “vai ou racha”, inclusive deixando de lado os postulados do “socialismo moreno” concebidos por Leonel Brizola e repassados por Jackson Lago e Neiva Moreira aos seus seguidores no Maranhão. Os primeiros movimentos reveladores da sua relação com a cúpula nacional do bolsonarismo chocaram os que o conhecem como “cria política e ideológica” de Jackson Lago. Muitos mergulharam na incredulidade e só conseguiram admitir o que viam depois que a “amizade” virou “namoro” e caminha célere para o “noivado”. Ao formar uma frente com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o senador Roberto Rocha (PTB) na disputa de poder com o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, e o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, o senador Weverton Rocha deixou muito claro que não vai reconhecer obstáculos para consumar o seu projeto de poder.

Além da motivação pessoal, sua caminhada ganha impulso com o aval dos principais inimigos políticos do ex-governador Flávio Dino, como o presidente do PSC no Maranhão, deputado federal Aluísio Mendes, hoje um aliado de primeira linha do Palácio do Planalto; o presidente do PSD, deputado federal Edilázio Jr., ele também integrante da falange bolsonarista na Câmara Federal, e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido). Fora desse circuito partidário, o pré-candidato do PDT tem enfrentado muita dificuldade para se relacionar com a sociedade civil organizada – empresários, sindicalistas, profissionais liberais das mais diversas áreas, artistas, profissionais da cultura, etc. – atraindo para a base da sua pré-candidatura grupos sem ligação. Seus aliados garantem que ele tem uma forte base municipalista, havendo, por outro lado, quem garanta que não é tão forte assim.

A concessão do título de Cidadão Maranhense ao ministro da Justiça ganhou a simbologia de um marco nessa pré-campanha eleitoral e de um momento importante na biografia política do senador Weverton Rocha, ainda que formalmente a iniciativa leve a assinatura do deputado Glalbert Cutrim – que fez de bom grado – e do irmão dele, o deputado federal Gil Cutrim (Republicanos). Ao articular a iniciativa, o senador assumiu de vez a relação com os atuais ocupantes do Palácio do Planalto, classificando sua postura como “maturidade política”, e com isso avisou aos seus adversários, em especial o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, que está por inteiro na disputa, disposto a usar todo e qualquer recurso político ao seu alcance para chegar ao Palácio dos Leões. E lá morar por mais de sete anos.

Montada a estrutura política do seu projeto de poder, falta agora combinar com o eleitorado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto e Paulo Velten atuaram institucionalmente na recepção ao ministro da Justiça

Paulo Velten, Othelino Neto e Weverton Rocha  observam a entrega do título a Anderson Torres por Glalbert Cutrim

Muita gente estranhou que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) tenha presidido a sessão especial na qual foi entregue o título de Cidadão Maranhense ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e que dela tenha participado o governador interino Paulo Velten.

Para começar, Othelino Neto é o presidente do Poder Legislativo, que por força do cargo, não pode, ou pelo menos não deve adotar posição político-partidária numa situação como essa. Goste-se ou não, o delegado da PF Anderson Torres é o ministro da Justiça, e salvo algumas decisões polêmicas, a maioria delas incentivadas por seu chefe maior, vem atuando sem brilho, mas também sem muita poeira. O presidente Othelino Neto agiu como chefe de poder ao presidir a sessão na qual o deputado Glalbert Cutrim entregou o diploma ao ministro.

O caso do governador interino Paulo Velten está também plenamente justificado. Além de chefe temporário do Poder Executivo, ele é o chefe titular do Poder Judiciário, uma instituição que tem muita relação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na condição de governador interino e apartidário, fez o correto ao prestigiar a concessão ao ministro e depois recebê-lo no Palácio dos Leões numa visita informal, mas de peso simbólico.

O presidente Othelino Neto e o governador interino Paulo Velten cumpriram suas obrigações institucionais.

 

Governistas aguardam o retorno de Brandão a qualquer momento

Carlos Brandão deve receber alta a qualquer momento

Os bastidores do Governo e da política foram agitados ontem pela especulação segundo a qual o governador Carlos Brandão pode retornar esta semana, provavelmente nesta quarta-feira (30). A principal sinalização nessa direção foi dada pelo governador interino Paulo Velten, que teria planejado para hoje uma reunião com o secretariado com o objetivo de se despedir, depois de mais de um mês no comando do Poder Executivo. Uma fonte ligada ao governador Carlos Brandão disse à Coluna que nada está confirmado, mas admitiu que ele está em forma e deve receber alta a qualquer momento. Brandonistas linha-de-frente garantem que o governador vai dar o tom da pré-campanha no momento em que colocar os pés em território maranhense.

São Luís, 28 de Junho de 2022.

MDB continua sem rumo definido na corrida aos Leões e ao Senado

 

Roseana Sarney, Roberto Costa e Edison Lobão (embaixo à esquerda): rumos diferentes no mesmo partido

Em meio ao frenesi da pré-campanha para as eleições de 2022, quando a grande maioria dos partidos já se posicionou em relação às candidaturas para o Governo do Estado e para o Senado, o MDB, que ao longo de 25 dos últimos 32 anos foi, de longe, o maior e mais poderoso partido do Maranhão, iniciou e mantém até aqui um jogo político estranho, no qual suas forças atuam independentes uma das outras, passando a impressão de que não têm uma liderança que as junte e lhes dê um norte. Em relação à disputa para o Palácio dos Leões, o partido presidido pela ex-governadora Roseana Sarney faz um jogo furta-cor, ora sinalizando apoio ao projeto de reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), ora se inclinando na direção da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), e ora jogando nos dois campos ao mesmo tempo. Em relação ao Senado, é visível, de um lado, a simpatia da ala mais jovem mais descolada do partido e, de outro, a má vontade ostensiva dos chefes emedebistas em relação à pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB), preferindo apoiar o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha (PTB).

Sem condições políticas para disputar o Governo do Estado nem a vaga para o Senado depois das fragorosas derrotas em 2014 e 2018, em que pese o fato de Roseana Sarney haver liderado as primeiras pesquisas de intenção de voto para os Leões para a próxima eleição, o MDB do Maranhão passou a ser uma força cobiçada pelos principais candidatos ao Governo e ao Senado. Ciente da importância que ainda detém no cenário político estadual, o partido que agrega o que sobrou do Grupo Sarney não consegue – ou não quer mesmo? – definir uma posição. E marcha para a convenção acenando para os dois lados, mesmo sofrendo o desgaste de parecer um partido sem rumo.

Líder maior da agremiação emedebista, a ex-governadora Roseana Sarney se movimenta sem demonstrar muito interesse pela disputa majoritária, concentrando seus esforços no projeto de eleger o maior número possível de deputados federais, a começar por ela própria, e de deputados estaduais. Quer desembarcar em Brasília no ano que vem liderando três ou quatro deputados federais, o que representa muito no complexo e decisivo tabuleiro em que se transformou a Câmara Federal. Ao mesmo tempo, espera ter o controle de uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa. No mais, o interesse visível é fazer o jogo da influência em relação aos governos que emergirão das urnas e se instalarão no Palácio do Planalto e no Palácio dos Leões em janeiro do ano que vem.

Enquanto essa definição não vem, líderes do MDB se movimentam de acordo com os seus interesses. No fim de semana, por exemplo, o ex-senador Edison Lobão suspendeu a aposentadoria política e desembarcou em Açailândia, para participar de um evento de pré-campanha dos senadores Weverton Rocha e Roberto Rocha. O retorno de Edison Lobão, um dos políticos mais bem-sucedidos da história recente do Maranhão, está diretamente relacionado com a pré-candidatura do ex-suplente de senador Lobão Filho à Câmara federal pelo MDB. O deputado federal Hildo Rocha também tem participado de atos em favor da pré-candidatura do governador Carlos Brandão.

Por outro lado, a ala mais jovem do MDB, liderada pelo vice-presidente do partido, deputado estadual Roberto Costa, e que atua em sintonia com o ex-senador João Alberto, construiu uma ligação forte com o governador Carlos Brandão e com o ex-governador Flávio Dino, e vem sinalizando que será esse o seu caminho nas urnas. Roberto Costa tem trabalhado duro para costurar a unidade partidária em torno do governador Carlos Brandão, e, se possível, reunir também apoios emedebistas ao ex-governador Flávio Dino. Sua cruzada, no entanto, tem esbarrado na dura resistência da ala conservadora da agremiação, que não esquece o fato de que foi tirada do poder pelo movimento liderado por Flávio Dino, preferindo apoiar Weverton Rocha e Roberto Rocha, que se elegeram senadores desbancando candidatos emedebistas.

O meio político aguarda a definição do MDB, que pode surpreender se posicionando por uma chapa majoritária ou a liberação das suas alas para seguir os rumos que quiserem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Adversários tentam usar Camarão para desestabilizar Brandão

Felipe Camarão cumpre agenda como vice de Carlos Brandão

Granadeiros de grupos adversários têm feito de tudo para explodir o suporte político do governador Carlos Brandão, usando, principalmente, a situação de saúde dele. Depois de disseminarem petardos insinuando o seu não retorno à disputa eleitoral, agora reforçam essa linha tentando criar um clima de mal-estar entre o governador e o seu candidato a vice, Felipe Camarão (PT). O objetivo da estratégia de desgaste é fomentar a ideia de que Felipe Camarão começa a se movimentar como candidato e não como candidato a vice, pelo simples fato de ele estar representando candidato a governador nos atos de pré-campanha. O comando da pré-campanha brandonista bateu martelo e decidiu que, enquanto o governador Carlos Brandão estiver ausente, Felipe Camarão o representará em todos os eventos. Afinal, a função primordial de um vice é exatamente substituir o titular. Portanto, não faria sentido algum o companheiro de chapa do governador evitar a representação por causa das provocações adversárias.

 

Apoio das Força Armadas é tradição no processo eleitoral

A Justiça Eleitoral conseguiu força militar para garantir a segurança das eleições em 97 dos 217 municípios maranhenses. Esse procedimento é tradição em todas as eleições, e se dá por conta de tensões partidárias que via de regra ocorre em boa parte do Maranhão. Há quem esteja vendo “chifre em cabeça de burro” na iniciativa do TRE-MA, fazendo uma relação sem sentido com os arroubos da direita golpista. Nada a ver. Em todas as eleições ocorridas desde a redemocratização do País em 1986, o Exército, a Marinha e Aeronáutica atuaram efetiva e tranquilamente na segurança e na logística do processo de votação, sem qualquer envolvimento com apuração e apresentação dos resultados. E não será diferente agora, apesar das provocações antidemocráticas.

São Luís, 27 de Junho de 2022.

Apoio de Eduardo Braide injeta gás político no projeto de poder de Weverton Rocha

 

Eduardo Braide declarou apoio a Weverton Rocha 

Não causou surpresa a declaração de apoio do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido), à pré-candidatura do senador Weverton Rochas (PDT) ao Palácio dos Leões. Ele confirmou tendência construída no segundo turno da eleição para a Prefeitura da Capital em 2020, quando recebeu o apoio do chefe pedetista após a derrota do candidato dele, o deputado Neto Evangelista (DEM), no primeiro turno. O anúncio reforça expressivamente o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, que, com o apoio do prefeito Eduardo Braide, fecha o circuito da Ilha de Upaon Açu avalizado pelos prefeitos dos seus dois maiores colégios eleitorais: São Luís, com cerca de 700 mil eleitores, e São José de Ribamar, com mais de 100 mil. Falta agora saber o grau de envolvimento que o prefeito Eduardo Braide terá na pré-campanha e na campanha do senador Weverton Rocha, o que definirá com precisão o significado da expressão “meu candidato”. Mas, independentemente dessa definição, a declaração do prefeito ludovicense injetou enorme quantidade de combustível no foguete “sem ré” do senador pedetista, acirrando mais ainda a disputa com o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição.

O prefeito de São Luís não é um aliado qualquer nessa corrida ao Governo do Estado, comanda o maior e mais importante município do Maranhão, no qual uma fatia expressiva do eleitorado tende a seguir sua orientação. Sem compromisso partidário depois que deixou o Podemos, Eduardo Braide adotou a cautela e o pragmatismo de sempre para analisar cuidadosamente o cenário eleitoral de São Luís. De cara, já estava claro que ele dificilmente comporia com o governador Carlos Brandão, a começar pelo fato de ser ele o candidato apoiado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, e por ter como um dos aliados mais ativos o deputado estadual Duarte Jr. (PSB), hoje, de longe, o maior adversário político e eleitoral do prefeito de São Luís, que inclusive vem sinalizando que disputará a Prefeitura com o atual prefeito em 2024.

Nesse cenário, o pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, não tem raízes em São Luís e, até onde é possível enxergar, não guarda qualquer relação política com o prefeito de São Luís. E o ex-prefeito de dois mandatos de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., pré-candidato do PSD, faz campanha para passar quatro anos no Palácio dos Leões, mas se não der, tentará fazer nova escala no Palácio de la Ravardière no pleito municipal de daqui a dois anos. Devido às circunstâncias desse contexto, por mais distantes que estejam politicamente, apoiar o projeto de poder de Weverton Rocha é o caminho natural do prefeito Eduardo Braide.

Na hipótese da eleição do senador pedetista em outubro, e na de que o prefeito ludovicense seja reeleito em 2024, qualquer avaliação levará à conclusão de que essa relação terá prazo de validade: 2026. Se estiver no cargo, Weverton Rocha certamente tentará a reeleição; se for reeleito em 24, Eduardo Braide reunirá as condições para ser candidato a governador em 26. Se não for eleito, e na hipótese da eleição de Carlos Brandão, Weverton Rocha chegará em 2026 dividido entre encarar uma disputa com o governador de então e candidato à reeleição Felipe Camarão, e o já naquele momento ex-prefeito Eduardo Braide. Esse optar por tentar a reeleição, terá pela frente ninguém menos que o já então ex-governador Carlos Brandão. Esse conjunto de possibilidade explica em parte o empenho do senador pedetista de chegar ao Palácio dos Leões em outubro.

Mas o que vale mesmo é o cenário de agora, no qual o senador Weverton Rocha, que se mantém estacionado no patamar que vai de 20 a 25% das intenções de voto, reforça seu poder de fogo político com o aval do prefeito de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PSD procura nome de impacto para vice de Edivaldo Jr.

O comando da campanha do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., candidato a governador pelo PSD, teria iniciado consultas para definir seu companheiro de chapa. Conduzido pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Edilázio Jr., e coordenado pelo deputado estadual César Pires, o processo de consultas visaria escolher uma mulher para compor a chapa. De acordo com a fonte, nada vazou ainda sobre o assunto, embora já se saiba que a intenção dos chefes do PSD é escolher um nome que cause impacto.

 

Evento reúne profissionais da comunicação para esclarecer sobre condutas vedadas no período eleitoral

Entre Tarcísio Araújo e Alexandre Pereira, Sílvia Tereza abre a reunião de trabalho

Os sistemas de comunicação – TV, rádio, jornais, revistas e portais virtuais – dos Poderes do Estado terão de passar por reajustes de modo a darem continuidade às suas funções de disseminar informações no período de 02 de Julho a 02 de Outubro. É o caso da Assembleia Legislativa, que tem um Complexo de Comunicação e diversos canais de informação e seus profissionais que agora, por causa do período eleitoral, terão de se ajustar às regras que balizarão a área durante a campanha eleitoral. A atualização desse contexto se deu na Assembleia Legislativa nesta semana, na reunião de trabalho sobre o tema “Condutas Vedadas e Lei das Eleições”.

O evento reuniu na mesa o procurador-geral do Poder Legislativo, Tarciso Araújo, e o subprocurador geral do Estado, Alexandre Cavalcante Pereira, sob a mediação das diretora-adjunta de Comunicação, jornalista Sílvia Tereza, que definiu o evento como “extremamente importante”, por conta do objetivo de orientar os profissionais da Casa para que possam se adequar às regras da lei eleitoral, no que diz respeito às condutas vedadas ao longo dos três meses antes do pleito de outubro”, disse Silvia Tereza.

Informações importantes:

Deve haver uma distinção do que é propaganda eleitoral e matéria de cunho institucional, não sendo permitida a primeira no período vedado.

A lei se mostra muito mais rígida quanto ao uso de bens móveis e imóveis do poder público no período de campanha, que deve ser respeitado o princípio da isonomia, para que detentores de mandato que esteja no exercício do mandato não leve vantagem na disputa.

O parlamentar não pode deixar de divulgar seu trabalho, desde que suas mensagens não tenham conotação de cunho politiqueiro, deixando implícito o pedido de voto.

Matérias divulgadas pelo site institucional e as outras plataformas do Legislativo, anteriores ao período vedado, podem permanecer, desde que sejam acrescidas as datas de sua publicação.

Tarciso Araújo e Alexandre Pereira deram alguns exemplos já destacados em jurisprudências do TSE e responderam às indagações de jornalistas, radialistas e editores que participaram da reunião de trabalho. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa)

São Luís, 24 de Junho de 2022.

Entre Brandão e Lahesio, Weverton turbina pré-campanha e marca convenção para 29 de julho

 

Weverton Rocha registrando ato organizado por Josimar de Maranhãozinho; na foto a deputada Detinha e a prefeita de Zé Doca, Josinha Cunha, irmão do deputado

O senador Weverton Rocha saiu na frente e marcou para o dia 29 de julho a convenção por meio da qual o PDT, partido que preside, oficializará sua candidatura ao Governo do Estado. Sem adversário dentro da agremiação, embora lá existam vozes contrárias à sua liderança e à sua candidatura, o senador pedetista fez do anúncio um fato político, cuja mensagem intrínseca é evidente: sua candidatura é fato consumado e, pelo menos até aqui, nada o fará recuar. Tanto que ele pretende realizar sua convenção no estádio Nhozinho Santos, com o objetivo de reunir uma multidão capaz de abalar a confiança dos demais pré-candidatos. O gigantismo do projeto da convenção do PDT inclui a participação do PL, comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho e que confirmará como vice o deputado estadual Hélio Soares, e de outros partidos menores, que deverão realizar suas convenções no mesmo espaço.

Nos bastidores da corrida eleitoral circula a informação não confirmada de que o resultado da pesquisa Escutec levou o senador a tomar a decisão de radicalizar. Primeiro pelo fato de os números do levantamento apontarem o governador Carlos Brandão (PSB) na liderança, com quatro pontos percentuais à sua frente, mesmo hospitalizado em São Paulo, ausente, portanto, do corpo-a-corpo da pré-campanha. E não bastasse a posição de Carlos Brandão, a pesquisa Escutec mostrou a perigosa aproximação do candidato do PSC, Lahesio Bonfim, avançando na terceira posição.

Político jovem, ambicioso e arrojado, o senador Weverton Rocha está determinado a atropelar todas as circunstâncias adversas e ignorar vieses ideológicos para se tornar governador do Maranhão em outubro, independentemente do custo político que isso possa gerar. Seus passos até aqui confirmam plenamente a observação. Ele ignorou todos os apelos para que apoiasse o governador Carlos Brandão e se candidatasse ao Governo em 2026, mantendo a unidade da aliança construída pelo então governador Flávio Dino (PSB), base que foi decisiva para sua eleição para o Senado em 2018. Inconformado por não ter sido o escolhido, rompeu com Flávio Dino e Carlos Brandão, manteve sua pré-candidatura e se aliou à direita bolsonarista, representada pelo senador Roberto Rocha, candidato à reeleição pelo PTB, partido hoje situado na ala mais agressiva da extrema direita, e ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o PL, empório maranhense do Centrão.

Com essas alianças, o senador, que nasceu no principal viveiro da centro-esquerda, cultivada pelo seu primeiro guru, o ex-governador Jackson Lago (PDT), mergulhou fundo na direção da direita bolsonarista, gerando uma identificação que ultrapassou as fronteiras do Maranhão e foi parar em Brasília, mais precisamente no Palácio do Planalto. Ali, o presidente Jair Bolsonaro, que está usando meios pouco republicanos na busca da reeleição e sabendo que suas chances no Maranhão são quase nulas, resolveu transformar Weverton Rocha em aliado, decisão que revelou ao pedir à prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PL), que apoiasse a candidatura dele, o que foi feito prontamente. Numa espécie de curiosa coincidência, o senador Weverton Rocha até agora não deu uma única declaração a favor do ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato do seu partido, o PDT, a presidente das República. Ou seja: na sua campanha, o senador dificilmente elogiará o presidente Jair Bolsonaro, mas também dificilmente o criticará, o que, aliás, fez muito pouco nesses três anos e meio.

Ao mesmo tempo em que dá mostras de que tentará se manter próximo do governador Carlos Brandão e assim garantir presença num eventual segundo turno, o senador Weverton Rocha está, de fato, incomodado com a desenvoltura de Lahesio Bonfim, que depois de deixar o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), para trás, agora se movimenta na sua direção, e pelo visto com fôlego para continuar crescendo. Weverton Rocha sabe que poderá ter chegado no seu teto e que corre o risco de ter de travar uma guerra de vida ou morte com o pré-candidato do PSC, que, ao contrário dele, só cresce a cada pesquisa.

Lahesio Bonfim não estava na lista de dificuldades de Weverton Rocha há até pouco tempo, mas hoje ele é a principal dificuldade a ameaçá-lo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eric Silva (PDT) recebe Flávio Dino (PSB) com festa em Balsas

Acomoanhado de Othelino Neto, Flávio Dino é recebido em Balsas por Eric Silva (d)

Enquanto o senador Weverton Rocha anunciava a convenção do PDT que o ungirá candidato oficial do partido ao Governo do Estado, o prefeito Eric Silva, em Balsas, pedetista de raiz, recebia em grande estilo a visita política do ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado na chapa liderada pelo governador Carlos Brandão (PSB), acompanhado do coordenador político da sua pré-campanha, deputado Othelino Neto (PCdoB). Eric Silva, um dos políticos mais respeitados do Maranhão na atualidade pela seriedade com que atua, é apoiador linha de frente da pré-candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões, mas decidiu não embarcar na aliança do pedetista com a extrema direita expressada na pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) ao Senado, optando por apoiar, com visível entusiasmo, o projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino. A aliança eleitoral do prefeito Eric Silva com o ex-governador Flávio Dino decorre do fato de que Balsas, pela importância que tem no cenário econômico do Maranhão, foi alvo da atenção do Governo do Estado nos últimos sete anos e meio, o que fortaleceu a relação política dos dois líderes. Ao mesmo tempo, Eric Silva foi o responsável pelo desmonte do domínio político de Balsas pelo que restara do grupo criado nos anos 80 do século passado pelo então governador Luiz Rocha, o que o tornou adversário histórico do senador Roberto Rocha.

Raposa vê risco de Edivaldo Jr, perder mais terreno

Edivaldo Jr. atrás de Lahesio Bonfim, corre o risco de de ser ameaçado por Simplício Araújo

De uma raposa tarimbada ao avaliar o cenário do momento da corrida ao Palácio dos Leões: “Se não tomar cuidado, o filho do Edivaldo vai acabar tendo de enfrentar o Simplício”.

Tradução: a raposa alerta que o ex-prefeito de São Luís e candidato ao Governo do Estado pelo PSD, Edivaldo Holanda Jr., filho do experiente deputado estadual Edivaldo Holanda (PSD), parece ter mesmo perdido a corrida para o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), podendo acabar disputando a quarta posição com o suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), que na última pesquisa Escutec apareceu com 3% das intenções de voto.

Ao ser informado da avaliação, um aliado roxo de Edivaldo Jr. garantiu que ele vai virar esse jogo.

São Luís, 22 de Junho de 2022.