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Agora ex-juiz federal, ainda sem partido e sem dizer o que pensa, Carlos Madeira quer disputar Prefeitura de São Luís

 

Carlos Madeira: aposentadoria e projeto de candidatura, mas sem dizer o que pensa como militante político

Depois de muitas especulações, conversas reservadas, vainãovai o agora ex-juiz federal Carlos Madeira finalmente desembarcou na seara política, e pelo visto determinado a estrear mesmo como candidato a prefeito de São Luís. Conforme nota que divulgou despedindo-se da magistratura e anunciando que, em vez do pijama, está determinado a encarar o complicado, espinhoso, mas também emocionante caminho que levará às urnas da Capital em outubro do ano que vem. Ele chega às imediações do tabuleiro ainda sem partido, depois de ter conversado com o PSDB e o MDB, mas dando indicações de que poderá empunhar o estandarte do Solidariedade, uma legenda de vertente trabalhista nascida como braço da Força Sindical e que no Maranhão é comandado pelo suplente de deputado federal e secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo. Nada está fechado, podendo ele preencher e assinar ou não ficha de filiação na agremiação, ou sentar praça em outro arrarial partidário.

Não se sabe de onde o ainda magistrado Carlos Madeira tirou a ideia de entrar para a política já como candidato a prefeito de São Luís. Na sua nota, recheada de lugares comuns, não revela a motivação, mostrando-se apenas embalado pela sua trajetória de magistrado correto e eficiente, e por isso respeitado. Diz estar sempre movido pelo ideal de Justiça. Mas parece não ter se dado conta de que pretende estrear numa disputa que, pelo que está sendo desenhado, será uma das mais complicadas e renhidas dos tempos atuais, na qual estarão medindo força políticos jovens, aguerridos e até aqui bem sucedidos, como Eduardo Braide (Podemos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior ou Duarte Júnior (PCdoB), Wellington do Curso (PSDB), Bira do Pindaré (PSB), Adriano Sarney (PV), Jeisael Marx (Rede) e Yglésio Moises (sem partido), quase todos já testados nas urnas e cada um dizendo saber o que fará se chegar ao Palácio de la Ravardière.

Carlos Madeira esteve muito próximo de entrar para as fileiras do MDB, onde, em várias conversas com o ex-senador João Alberto e com o deputado estadual Roberto Costa, respectivamente presidente e vice-presidente do partido. Nessas conversas, obteve, demonstrando entusiasmo, a garantia de que seria recebido em festa no arraial emedebista e teria garantida a vaga de candidato a prefeito. Mas por razões que não foram reveladas, ele embalou a cúpula emedebista por semanas, até receber uma espécie de ultimatum para que decidisse antes do encontro de lideranças, realizado segunda-feira em São Luís. Preferiu seguir outro caminho, fechando as portas do MDB, que decidiu apostar no ousado projeto de lançar a ex-governadora Roseana Sarney. As conversas com o PSDB não prosperaram diante da candidatura assumida do deputado Wellington do Curso. Estaria conversando agora com o Novo, cujo processo de filiação é exigente e complicado.

(Vale registrar que Carlos Madeira dificilmente se sentiria à vontade no MDB. Afinal, foi ele o juiz federal que, atendendo a pedido de procuradores federais, autorizou, em março de 2002, a controversa e explosiva invasão, pela Polícia Federal, aos escritórios da empresa Lunus, pertencente a Jorge Murad e Roseana Sarney, episódio que, além de tirar da corrida presidencial, mergulhou a então governadora pemedebista no purgatório, só não transformado em inferno porque, apesar da execração pública que sofreu, ela se elegeu senadora. Anos mais tarde, os procuradores e o juiz amargaram o desmonte da denúncia, assistiram à reabilitação da pemedebista, inclusive com a devolução, cédula sobre cédula, da bolada levada da Lunus e mostrada para o mundo como fruto de corrupção).

Há dúvidas sobre se o agora ex-juiz federal esteja entrando na complexa, exigente e movediça seara político-eleitoral no momento certo e para disputar o mandato adequado. Pelos motivos elencados e outros igualmente complicados, a primeira impressão é a de que caminho natural de um quadro do seu quilate no campo do ordenamento jurídico seria uma cadeira na Câmara Federal, onde “estagiou”, por exemplo, o ex-juiz federal e hoje governador Flávio Dino (PCdoB). Mas na sua nota, Carlos Madeira não diz com clareza o que pretende como político, não emite qualquer sinal sobre o viés ideológico que o move nem focaliza campos nos quais pretende combater o “bom combate” que diz ter combatido na magistratura. Só informa que chegou para jogar o jogo. Aguarda-se os seus próximos lances.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Discurso estranho e desinformação atingem AST e minimizam importância da Base de Alcântara

Base de Alcântara: alvo de má vontade e de notícias falsas sobre acordo com os EUA

Alguma coisa anda muito errada com compreensão que muitos teimam em alimentar em relação ao Acordo de Salvaguarda Tecnológica (AST), documento em processo de validação entre o Brasil e os Estados Unidos, aprovado pelos Congressos dos dois Países e que abre caminho para o uso comercial da Base de Alcântara. Primeiro, o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), insiste em satanizar o AST com o inacreditável argumento de que o acordo coloca as comunidades quilombolas vizinhas da Base de Alcântara sob risco de “expulsão”. Agora, uma notícia falsa deu conta de que o presidente Donald Trump, depois de retaliar o aço brasileiro com sobretaxas, teria ameaçado melar o AST, não alugando a Base de Alcântara para lançar foguetes norte-americanos.

O discurso anti-AST alimentado do deputado Bira do Pindaré causa perplexidade, a começar pelo fato de que nenhuma linha do Acordo se refere a área, levanta a possibilidade de ampliação da Base ou menciona algo relacionado com a permanência das comunidades quilombolas onde elas se encontram. O AST é um documento-compromisso sobre reserva de acervo tecnológico, sobre movimentação de técnicos em caso de lançamento, sobre quem pode o quê em matéria de acesso a segredos técnicos e outras regras de comportamento com o objetivo de preservar recursos de tecnologia. Nada, nada mesmo, além disso. Se, no futuro, numa hipótese remota, contratos de aluguel da Base vierem a ser firmados e exigirem a ampliação da área e isso vier a afetar as comunidades quilombolas, aí, sim, valerá colocar o assunto em pauta e resolver o problema da melhor maneira possível. Mas não é o caso do AST. Daí não fazer sentido o discurso alimentado pelo deputado Bira do Pindaré.

Por sua vez, a “notícia” segundo a qual o presidente Trump poderá “retaliar” o Brasil não assinando o AST é um absurdo. Lançar foguetes da Base de Alcântara é um bom negócio no bilionário muito da corrida espacial. Não se trata de uma “concessão” trumpiana ao colega dele, Jair Bolsonaro. Os EUA sabem que economizarão milhões e milhões de dólares usando a Base de Alcântara, exatamente pelo fato de ser esse pedaço do Maranhão o ponto do planeta mais adequado para esse tipo de operação, pelo fato de as condições atmosféricas permitirem que um foguete lançado de lá suba mais rápido e consumindo menos combustível, que é um dos itens mais caros de um lançamento. Portanto, a Base de Alcântara é um bom negócio para o Brasil e para os EUA, queira ou não Donald Trump e Jair Bolsonaro.

Em resumo: o AST não causa qualquer ameaça a ninguém nem à soberania do Brasil.

 

Candidatura de Adriano Sarney terá peso decisivo na resposta de Roseana ao MDB

Adriano Sarney: candidatura breca projeto do MDB de lançar Roseana Sarney

A decisão do MDB de lançar a ex-governadora Roseana Sarney candidata à Prefeitura de São Luís estremeceu as bases política da Família Sarney, que parece ter abraçado o projeto de candidatura do deputado Adriano Sarney pelo PV. Nas entrevistas que concedeu falando do assunto, a ex-governadora não confirmou nem negou se aceita ser candidata, mas foi enfática ao falar da candidatura do sobrinho, a quem fez rasgados elogios, inclusive classificando-o como “um bom candidato”, por ser, segundo ela, “muito preparado”. Roseana Sarney sabe que a candidatura de Adriano Sarney é um projeto avalizado pelo pai dele, o ex-deputado federal e atual secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho (PV), contando também com a simpatia do ex-presidente José Sarney, que a princípio teria sido contra. O fato é que a candidatura de Adriano Sarney vai ter peso decisivo na resposta que a ex-governadora vai dar ao MDB nas próximas semanas. A tendência é ela dizer “não”, mas oferecendo uma alternativa para não deixar o MDB na mão.

São Luís, 06 de Dezembro de 2019.

Braide e Rocha vislumbram aliança Podemos/PSDB, mas Wellington não abre mão de candidatura

 

Eduardo Braide e Roberto Rocha pensam aspiram uma alança Podemos/PSDB, mas Wellington do Curso mantém pré-candidatura pelos tucanos

Todos os sinais indicam que o PSDB, comandado pelo senador Roberto Rocha, e o Podemos, agora liderado pelo deputado federal Eduardo Braide, projetam uma aliança nas eleições municipais do ano que vem. As evidências vieram à tona nos encontros que os dois partidos realizaram, na semana passada, e durante os quais seus dirigentes se visitaram e se movimentaram como velhos aliados. Não houve declarações a respeito de alianças, especialmente em São Luís, mas o clima entre o chefe do Podemos e o dos tucanos indicou que essa possibilidade está em aberto. O problema é que Eduardo Braide é o candidato irreversível do Podemos à Prefeitura da Capital, liderando as pesquisas feitas até aqui. Ao mesmo tempo, o deputado estadual Wellington do Curso, que vem aparecendo bem nos levantamentos, já declarou, em diversas oportunidades, que não abre mão de ser o candidato do PSDB à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). E pela evolução dos acontecimentos relacionados com a conquista do Palácio de la Ravardière nas eleições do ano que vem, se estiverem mesmo pensando numa composição do Podemos com o PSDB, Eduardo Braide e Roberto Rocha terão de fazer uma verdadeira obra de engenharia partidária para conciliar os interesses de Wellington do Curso, além dos que estão colocados sobre a mesa de cada um desses partidos.

Depois de um pongo tempo de indefinição, Eduardo Braide está com sua situação partidária totalmente resolvida. Ele saiu do PMN, mas não transferiu o controle, continuando a dar as cartas na legenda por meio do seu irmão, Fernando Braide, por ele emplacado na direção. E migrou para o Podemos, uma agremiação um pouco mais robusta, comandada nacionalmente pelo senador paranaense Álvaro Dias, cujo controle total e absoluto assumiu no estado. No Podemos, Eduardo Braide tem a garantia de controle da legenda e deverá contar com alguma estrutura e recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, reunindo assim as condições para tocar uma campanha sem maiores problemas.

O ideal para Eduardo Braide seria uma aliança com o PSDB na qual os tucanos indicassem o seu companheiro de chapa, equação que contaria com a simpatia do tucano-mor Roberto Rocha. O problema é que, montado num cacife superior a 10 pontos percentuais nas pesquisas, Wellington do Curso se coloca como pré-candidato do PSDB, descartando qualquer possibilidade de acordo que lhe tire a condição de cabeça da chapa dos tucanos na disputa em São Luís. E muito provavelmente não aceita sequer admitir a hipótese de vir a ser ele mesmo o candidato a vice na chapa liderada por Eduardo Braide. Seria uma espécie de “suicídio” político e eleitoral.

O PSDB tem um argumento forte para tentar convencer Wellington do Curso a mudar de ideia: não há qualquer evidência de que ele venha a crescer num cenário em que estarão também no páreo candidatos fortes como o deputado Neto Evangelista (DEM) – principalmente se fechar uma aliança em que o PDT indique o vice -, o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), e o candidato do PCdoB, que pode ser o deputado federal Rubens Júnior ou o deputado estadual Duarte Júnior, além de Jeisael Marx, já definido pré-candidato da Rede. Isso num cenário que poderá incluir a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Wellington do Curso, porém, vem dedicando praticamente todo o seu mandato a uma Oposição intensa e solitária ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o que lhe dá autoridade para reivindicar a vaga de candidato do PSDB ao Palácio de la Ravardière.

O fato é que Eduardo Braide e Roberto Rocha estão vivamente interessados numa aliança Podemos/PSDB em São Luís e noutros municípios. Mas no caso da Capital esse interesse esbarra exatamente no projeto do deputado Wellington do Curso, que pelo que tem dito não está mesmo disposto abrir mão da vaga de candidato do ninho dos tucanos, podendo produzir um baita impasse nos bastidores do PSDB, gerando um forte desconforto no ninho. E com a habilidade que tem demonstrado, Eduardo Braide está disposto a dar uma boiada para não entrar numa confusão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino propõe e AL aprova redução do preço do gás de cozinha e isenções para taxistas e mototaxistas

Flávio Dino propôs e a Assembleia Legislativa aprovou redução no preço do gás de cozinha

O gás de cozinha vai ficar mais barato no Maranhão. A redução do preço foi garantida ontem pela Assembleia Legislativa, que aprovou ontem, por unanimidade, em sessão extraordinária, o Projeto de Lei 594/2019, proposto pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que reúne um minipacote de benefícios com o objetivo de aliviar o peso desse e outros itens no orçamento das famílias maranhenses, principalmente as de menor renda. O PL aprovado reduz de 18% para 14% a alíquota de ICMS do Gás Liquefeito Derivado de Gás Natural, e também isenta de IPVA motos de até 200 cilindradas usadas por mototaxistas, isentando também taxistas da taxa de renovação de licenciamento de veículo e IPVA. Na mensagem que apresenta e propõe o PL à Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino (PCdoB) justifica a proposta afirmando que as medidas visam incentivar o desenvolvimento social e econômico do Estado do Maranhão.

“A presente proposição propõe alterações na Lei 7.799, de 19 de dezembro de 2002. E, dentre as medidas, consta a redução da alíquota do ICMS de 18% para 14%, nas operações internas e de importação do exterior realizadas com gás liquefeito derivado de petróleo (GLP) e com gás liquefeito derivado de gás natural (GLGNn e GLGNi)”, esclarece o governador, que deve sancionar o PL hoje. O governador justifica as mudanças no Programa Moto Legal, que tem por finalidade promover a conscientização sobre a segurança e preservação da vida no trânsito, por meio da concessão de benefícios para pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e da Taxa de Licenciamento, o Projeto de Lei amplia o benefício da remissão parcial de débitos fiscais, estabelecendo a possibilidade de redução em 50% (cinquenta por cento) também dos débitos referentes ao exercício de 2018.

O Art. 4º do PL estabelece que o Programa Moto Legal anistia de multas e juros e remissão parcial de débitos fiscais relacionados ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos automotores de duas rodas cujo valor venal seja de até R$ 10.000,00 (dez mil reais), nos seguintes termos: I – redução de 50% (cinquenta por cento) os débitos referentes ao exercício de 2017 e 2018; II – redução do valor de R$ 30,00 (trinta reais) nos débitos referentes a cada exercício anterior ao de 2017.

Para os mototaxistas, o alcance do programa Moto Legal fica limitado a um veículo por beneficiário. Serão beneficiados, ainda, os proprietários de veículos rodoviários utilizados na categoria de táxi, com capacidade para até sete passageiros, sendo motoristas profissionais autônomos ou cooperativados, com limite de um veículo por beneficiário.  (Com informações da Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa).

 

Confirmado pré-candidato, Jeisael Marx encontrou na Rede o partido certo para seu projeto

Jeisael Marx é pré-candidato da Rede com  apoio de Marina Silva e aval de Fauzi Beydoun

A pré-candidatura do jornalista Jeisael Marx à Prefeitura de São Luís pelo partido Rede Sustentabilidade, criado e liderado pela ex-petista Marina Silva, está consolidada. A definição veio ontem com declaração enfática e definitiva da líder do partido, coroando assim uma cuidadosa e eficiente articulação feita por Jeisael Marx com o aval do mais importante nome da Rede no Maranhão, o cantor e compositor Fauzi Beydoun. Jeisael Marx jogou a cartada certa quando saiu do emaranhado que enrola as siglas tradicionais com as de aluguel, procurando um partido que reúne dois fundamentos que estão na ordem do dia: ambientalismo e decência na vida pública, marcas que traduzem com perfeição Marina Silva. Como cabeça de chapa da Rede, poderá perfeitamente ajustar seu discurso, podendo fazer a diferença como candidato independente. Sabe que enfrentará candidatos fortíssimos embalados por máquinas partidárias poderosas, mas sabe também que nessa corrida haverá espaço para um discurso inteligente, propositivo e que esteja em perfeita sintonia com temas decisivos na atualidade, como a defesa do meio ambiente, por exemplo, carro-chefe da Rede criada por Marina Silva. Jeisael Marx encontrou a máquina partidária certa para viabilizar seu projeto de candidatura à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

São Luís, 04 de Dezembro de 2019.

MDB reúne lideranças, tenta retomar protagonismo e “pressiona” Roseana a se candidatar em São Luís

 

Assis Filho e Roberto Costa lançam Roseana Sarney em São Luís, ela discursou, mas não aceitou nem rejeitou o convite, afirmando somente que vai pensar no assunto

No encontro de lideranças que realizou ontem, com a presença do presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP), o braço maranhense do MDB alcançou os três objetivos que traçara: mostrar ao mundo político que está de pé e se prepara para a guerra eleitoral de 2020, pressionar a ex-governadora Roseana Sarney para que ela seja candidata à Prefeitura de São Luís, e demonstrar que está em franco processo de renovação, sob o comando do deputado Roberto Costa, hoje o seu líder mais ativo. Comandado pelo ex-senador João Alberto, o evento atraiu lideranças do partido de pelo menos uma centena de municípios, muitas delas já ensaiando candidaturas a prefeito – como Francisco Franciscano, em Imperatriz – e refirmou o apoio ao prefeito Edvan Brandão (PSC) candidato à reeleição em Bacabal. O ex-senador Edison Lobão participou do encontro e foi citado várias vezes por líderes do partido.

Dos três objetivos, o que agitou mesmo o evento emedebista, definido com o aval das cúpulas estadual e nacional, foi a tentativa de convencer a ex-governadora a entrar na briga pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Ela, porém, uma política experiente e conhecedora profunda dos humores do eleitorado da Capital, não disse “sim” nem “não”, prometeu pensar no assunto e deixou no ar a possibilidade de vir a ser candidata, gerando com isso um clima expectativa no partido.

O MDB quis e conseguiu dar uma demonstração de que é um partido forte que perdeu o poder, emagreceu e foi trucidado nas urnas, mas dispõe ainda de uma base a partir da qual poderá entrar na guerra eleitoral com possibilidade de recuperar pelo menos parte do seu cacife de outrora. E a aposta na ex-governadora Roseana Sarney se dá porque ela tem um forte lastro de obras que autoriza a pleitear a Prefeitura. Além disso, na visão de emedebistas centrados, a participação da ex-governadora na corrida eleitoral da Capital poderá estimular muitas lideranças do interior a empunhar a bandeira do partido.

O peso de Roseana Sarney dentro do MDB ficou claro quando o presidente nacional, Baleia Rossi declarou que a candidatura dela “é uma causa que une o MDB nacional e o MDB daqui”, declarou, para acrescentar:  “A gente sabe que a governadora Roseana, quatro vezes governadora, foi quem mais cuidou da capital, São Luís”. Baleia Rossi entrou na linha defendida antes pelo presidente do MDB Jovem, Assis Filho, e pelo deputado Roberto Costa, hoje o principal articulador do partido no Maranhão, juntamente com o deputado federal João Marcelo, que também defendeu enfaticamente a candidatura da ex-governadora.

Nos seus discursos, Baleia Rossi, Roberto Costa, João Marcelo e a própria Roseana Sarney bateram na tecla de que o MDB deve reforçar o seu protagonismo no cenário político maranhense. Como num roteiro previamente alinhavado, eles defenderam o fortalecimento do partido, e disserem que esse objetivo só será alcançado se as lideranças arregaçarem as mangas, mobilizarem suas bases e participarem efetivamente da guerra pelo voto nas eleições municipais do ano que vem. “O MDB do Maranhão terá todo o nosso apoio. Queremos o MDB fortalecido em todo o País”, declarou Baleia Rossi, gerando um clima de entusiasmo. Na sua fala, a ex-governadora também bateu na tecla de fortalecimento do partido, passando a impressão de que assimilou o processo de mudanças que vem sacudindo as entranhas do MDB maranhense desde o final do ano passado.

O MDB encerrou o encontro de lideranças animado para a corrida eleitoral, principalmente depois que o seu presidente nacional declarou que o fortalecimento do partido é prioridade total, conforme pregaram o presidente estadual, ex-senador João Alberto, e o vice-presidente, Roberto Costa, ambos respaldados pelas declarações da ex-governadora Roseana Sarney, reconhecida pelas lideranças como o seu quadro eleitoralmente mais forte.

Baleia Rossi recebeu Medalha proposta por Roberto Costa com aval de Othelino Neto

Em Tempo: O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), foi homenageado com a Medalha do Mérito Manoel Beckman, a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa. A concessão foi proposta pelo deputado Roberto Costa, aprovada por unanimidade e entregue ontem em ato presidido pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), na presença líderes do MDB e membros da Mesa Diretora da Casa. Othelino Neto declarou que apoiou a concessão depois de toma conhecimento de que como líder do MDB na Câmara Federal o deputado Baleia Rossi tem ajudado na liberação de emendas para o Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Homenagem: Celso Coutinho recebe Medalha Manoel Beckman proposta por Othelino Neto

Othelino Neto entrega a Medalha do Mérito Manoel Beckman a Celso Coutinho

Momentos depois de homenagear o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), a Assembleia Legislativa realizou uma sessão especial para entregar a mesma   honraria a uma das mais destacadas personalidades políticas do Maranhão nos últimos 60 anos, o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Guimarães Celso da Conceição Coutinho. A homenagem, de justiça inquestionável, foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), com o apoio do deputado Edivaldo Holanda (PTC). Celso da Conceição Coutinho se destacou na política por dois vieses muito fortes. O primeiro por ser ele um político de convicções firmes e personalidade forte. E o segundo por sua oratória ao mesmo tempo erudita e vibrante, marcada por discursos inteligentes, cultos e sempre muito bem fundamentados em argumentos filosóficos difíceis de serem contestados. Também chegou a usar sua oratória para alvejar adversários com frases, argumentos e sentenças ferinas, aqui e ali embalados por torpedos verbais implacáveis. Sua trajetória política, iniciada como militante estudantil e presidente a União Maranhense dos Estudantes Secundários, chegou ao ápice em 1984, quando, na condição de deputado estadual (Arena) e presidente da Assembleia Legislativa, comandou a sessão na qual seriam escolhidos os deputados que participariam do Colégio Eleitoral que elegeria o presidente da República. Foi uma guerra entre partidários de Mário Andreazza, apoiado pelo então senador José Sarney, ainda na Arena, e apoiadores de Paulo Maluf, que tinha o senador Alexandre Costa, também arenista. Assembleia Legislativa foi palco de uma tensa disputa. Diante do boato de que a Assembleia Legislativa seria invadida pela Polícia Militar, o presidente Censo Coutinho pediu e obteve o apoio da Polícia Federal, que mandou homens armados com metralhadoras para o Palácio Manoel Beckman, na Rua do Egito. O episódio, que ganhou repercussão nacional, terminou sem maiores problemas graças à firmeza com que Celso Coutinho encarou as pressões. Exerceu quatro mandatos de deputado e dois de prefeito de Guimarães, deixando a política precocemente. Diante de um plenário lotado de amigos – entre eles o ex-juiz federal Alberto Tavares, o ex-deputado e ex-presidente da Casa Manoel Ribeiro, e a presença dos deputados Wellington do Curso (PSDB), Mical Damasceno (PTB), Felipe dos Pneus (PRTB), Zito Rolim (PDT) e Helena Duailibe (SD), o presidente Othelino Neto justificou a homenagem: “Essa é, certamente, uma das homenagens mais merecidas entre as já propostas por esta Casa, não só pelo fato de Celso Coutinho ter sido deputado estadual e presidido, com muita competência, o Poder Legislativo, mas pela sua trajetória de dedicação a este estado. É um maranhense que nos enche de orgulho, porque sempre por onde passou deixou uma bela marca de trabalho, seriedade e dedicação”. Celso Coutinho agradeceu com um belo discurso no qual se disse honrado.

 

Memória: João Alberto e Conceição Andrade, adversários em 92 e hoje torcendo por Roseana em SL

João Alberto e Conceição Andrade: adversários em 92 e agora a favor da candidatura de Roseana Sarney em SL

Duas personalidades políticas muito diferentes, mas que são parte do mesmo grupo participaram ontem do encontro de lideranças do MDB. O ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito de Bacabal, ex-vice-governador, ex-governador e ex-senador da República e atual presidente estadual do MDB João Alberto comandou o evento e confirmou, enfaticamente, a informação – divulgada, há meses, em primeira mão por esta Coluna – de que será candidato a vereador em Bacabal, mandato com o qual, se conquistado, encerrará sua rica trajetória política. Ali também estava a ex-deputada estadual e ex-prefeita de São Luís Conceição Andrade, que na eleição municipal de 1992, como candidata do PSB apoiada pelo então prefeito Jackson Lago (PDT) e pelo então senador Epitácio Cafeteira (PTB), disputou a Prefeitura com o então ex-governador João Alberto, e venceu a eleição, rompendo em seguida com Jackson Lago e, mais tarde, migrando para o grupo político liderado por Roseana Sarney. Cada um a seu modo, João Alberto e Conceição Andrade fazem carga para que a ex-governadora encare o desafio de se candidatar à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

São Luís, 03 de Dezembro de 2019.

Fatos, gestos, avisos e 12 aspirantes mostram que a corrida para a Prefeitura de São Luís já começou para valer

 

Eduardo Braide, Bira do Pindaré, Rubens Jr., Duarte Jr., Adriano Sarney, Wellington do Curso, Neto Evangelista, Roseana Sarney, Yglésio Moises, Franklin Douglas, Saulo Arcangeli e Tadeu Palácio devem entrar na disputa

Fatos ocorridos na última semana sacudiram a seara política municipal e configuraram com clareza solar a largada da corrida para a Prefeitura de São Luís. Na quinta-feira (21/11), o PSB se reuniu e reafirmou a candidatura do deputado federal Bira do Pindaré à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT); na sexta-feira (22), o PV confirmou o projeto de candidatura do deputado estadual Adriano Sarney; no sábado (23), o presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, avisou que a escolha do candidato do seu partido – entre o deputado estadual Duarte Júnior e o deputado federal Rubens Júnior – será feita em janeiro; na segunda-feira (25), o deputado Roberto Costa anunciou que o MDB quer a ex-governadora Roseana Sarney como candidata na Capital; na sexta-feira (29), o deputado federal Eduardo Braide migrou para o Podemos e confirmou que é candidato irreversível; e neste sábado (30), durante encontro do PSDB, o deputado estadual Wellington do Curso reafirmou sua já anunciada candidatura. E na sequência, o MDB realiza encontro estadual nesta segunda-feira (02/12) vivendo a expectativa de que Roseana Sarney diga se aceita ou não ser candidata.

Recentemente, o PSOL indicou o jornalista e professor Franklin Douglas para candidato, decisão tomada também pelo PSTU em relação ao servidor público Saulo Arcangeli. E o PSL sinalizou interesse em lançar o ex-prefeito Tadeu Palácio, que demonstrou interesse na disputa.

Esses movimentos indicam, primeiro, que, mesmo ainda faltando definição no PCdoB, no PDT, que ainda não têm um nome de peso, e no DEM, que deve confirmar o deputado estadual Neto Evangelista, à corrida para a Prefeitura de São Luís já tem desenhado um cenário a partir do qual se pode refletir sobre os pesos das candidaturas e o potencial de cada candidato. Afinal, os nomes colocados no tabuleiro são todos bem conhecidos, tornando-se precipitado firmar qualquer juízo a respeito de quem será quem nessa medição de força política e eleitoral que agora começa efetivamente. E nesse contexto, cabem duas avaliações, uma incluindo a ex-governadora Roseana Sarney, e outra excluindo-a da corrida. Com ela no jogo, alguns candidatos terão suas chances eliminadas de cara; sem ela, o jogo tende a se acirrar, mesmo levando em conta o fato de que nesse momento a corrida é francamente liderada pelo candidato do Podemos, Eduardo Braide.

Num cenário sem Roseana Sarney, que é o mais provável, os pesos das candidaturas só serão mesmo definidos quando o PCdoB escolher entre Rubens Júnior e Duarte Júnior. Seja quem for, é certo que o candidato respaldado pelo Palácio dos Leões entrará na disputa com força máxima, com cacife político para ganhar rapidamente suporte eleitoral. Se for o escolhido, Duarte Júnior entrará na corrida com uma base própria de mais de 10% de intenções de votos, podendo crescer expressivamente. Se o escolhido for Rubens Júnior, entrará com força política máxima, podendo transformá-la em votos. Situação mais complicada vive o PDT, que investiu todas as suas fichas no projeto senatorial do presidente Weverton Rocha, com vistas no Governo do Estado em 2022, relegando a sucessão na Capital a plano inferior, vendo-se agora obrigado a escolher entre firmar uma aliança com o DEM em torno de Neto Evangelista, ou atrai-lo para seus quadros para lançá-lo candidato, ou ainda apoiar o candidato do PCdoB indicando o vice. Isso depois de ter descartado o deputado estadual Yglésio Moises, que está em busca de um partido e poderá dar trabalho na campanha.

O fato é que, a julgar pelo quadro de agora, que tende a se consolidar, a Prefeitura de São Luís será disputada por um time de candidatos formado por políticos bem sucedidos da nova geração, com bons níveis de preparo e com fortes lastros político e partidário. E é exatamente a estatura política e o potencial eleitoral dos candidatos que sugerem que daqui a alguns meses, às vésperas da campanha propriamente dita, o painel das intenções de voto poderá ser bem diferente do de agora para candidato, podendo produzir uma disputa intensa, com dois turnos e um desfecho justo. Será uma corrida em que não haverá espaço para outsiders, aventureiros, laranjas ou candidatos inventados de última hora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Alguns candidatos que surgiram e desistiram e outros que estão presos a indefinições

Carlos Madeira, Zé Inácio e Zé Carlos podem entrar no grupo de pré-candidatos em São Luís

Enquanto os pré-candidatos já definidos ou em fase de definição nos seus partidos se movimentam no sentido,  outros interessados na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior tentam encontrar caminhos partidários. O caso mais evidente é o do juiz federal Carlos Madeira, que deve se aposentar agora em dezembro. Ele conversou inicialmente com a cúpula do MDB, à qual manifestou interesse em se filiar ao partido e se candidatar a prefeito de São Luís. O MDB se interessou, mas logo foi surpreendido de que Carlos Madeira também teria conversado com a cúpula do Solidariedade, que também demonstrou interesse na sua filiação e na sua candidatura. Após semanas de avanços e recuos, o MDB lhe deu prazo até a semana passada para uma definição, e como nada aconteceu, o vice-presidente do partido, deputado Roberto Costa, lançou a ex-governadora Roseana Sarney. Praticamente descartado no MDB, o futuro ex-juiz também deve perder a vaga do Solidariedade, que retomou conversas com o deputado Yglésio Moises, a quem deve filiar e lançar candidato. Falou-se inúmeras vezes na arquiteta Kátia Bogea, que poderia ingressar no MDB e ser lançada candidata, mas depois de avaliar o cenário, ela preferiu continuar na presidência do Iphan, num trabalho de abrangência nacional. O também juiz federal Roberto Veloso ensaiou sua candidatura, mas logo percebeu que não teria a menor chance como bolsonarista e por ser ligado diretamente ao ministro Sérgio Moro. A situação mais curiosa até agora é a do PT, que tem bom tempo de Rádio e TV, bons nomes, mas por conta de profundas divergências internas, tem dois pré-candidatos medindo forças no arraial petista: o deputado estadual Zé Inácio e o deputado federal Zé Carlos, sem que se tenha a menor ideia de como será o desfecho desse embate intestino.

 

Em mais uma edição, Parlamento Estudantil ensina sobre democracia e representatividade

Othelino Neto e os líderes do Parlamento Estudantil emoldurados pelos deputados Neto Evangelista e Wellington do Curso à esquerda e Duarte Júnior à direita

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), instalou sexta-feira (29), o Parlamento Estudantil 2019, composto por 22 deputados-estudantes. O fez em sessão durante a qual os parlamentares aprendizes conduziram parte dos trabalhos, tendo inclusive elegido a Mesa Diretora que os comandará neste período. Fruto de uma parceria entre a Assembleia Legislativa e a Secretaria de Estado da Educação, o Parlamento estudantil não é uma mera experiência na qual seus estudantes eleitos nas escolas vivenciam o funcionamento do Poder Legislativo. O projeto é bem mais ambicioso, a começar pelo fato de que o objetivo básico é estimular que os estudantes que dele participam reflitam sobre a realidade política nacional, assimilando o processo legislativo em si, se aprofundando em princípios fundamentais como democracia representativa, cidadania, legitimidade e a função parlamentar em si.  São passados a eles conceitos básicos, como direito, dever, compromisso e respeito às regras, além de noções de organização política, partido político, eleições e responsabilidade pública. Na abertura, o presidente Othelino Neto saudou os membros do Parlamento Estudantil 2019 observando que o melhor caminho para a construção de um país melhor, por vias democráticas, é por meio da política, e que o protagonismo juvenil é fundamental nesse processo. Os deputados-estudantes Allan José (presidente), Lúcia Regina (vice-presidente) e Kaefferson Madeira (secretário) vão comandar essa edição do Parlamento Estudantil. Ao empossá-los, o presidente da Assembleia Legislativa declarou: “É muito bom ver essa turma nova já interessada em como funciona o Parlamento e qual a sua importância. Esperamos que essa experiência seja marcante para todos eles, não só por conhecerem a Assembleia e a importância do Poder Legislativo Estadual, o que aqui é produzido, além das leis, mas também para que possam ter essa visão crítica da política, para cobrarem aqueles que têm um mandato eletivo e, no momento das eleições, possam fazer as suas escolhas de forma crítica e responsável”.

São Luís, 01 de Dezembro de 2019.

Ao anular sentença da juíza de Coroatá, TRE devolve a Flávio Dino trajetória sem mancha

 

Flávio Dino, Márcio Jerry e Luis Filho: livres de condenação por decisão do TRE-MA

Fez todo sentido a reação de entusiasmo do governador Flávio Dino (PCdoB) à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) de anular, por unanimidade a sentença imposta pela juíza da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá, Anelise Reginato, condenando o chefe do Executivo por “crime eleitoral”, tornando-o por isso ficha suja e inelegível. “Continuo 100% ficha limpa”, declarou o governador, avaliando que a Justiça Eleitoral “fez justiça”, numa decisão que alcançou também o então secretário de Comunicação e Articulação Política e atual deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), e o então candidato e atual prefeito de Coroatá, Luiz Filho. A decisão do TRE mandou o processo para o arquivo morto e devolveu ao governador uma trajetória sem mácula, o que o mantém como um caso raro entre os atuais líderes do País. Adversários e críticos de Flávio Dino lembram que ele responde a outras ações na Justiça, porém, a julgar pelo teor das acusações, ele dificilmente será condenado à perda de mandato, a inelegibilidade ou coisa parecida.

Tudo começou às vésperas do início da campanha eleitoral de 2016, quando a Prefeitura de Coroatá era disputada pela então prefeita Tereza Murad (PMDB), mulher do ex-deputado estadual e ex-prefeito Ricardo Murad e candidata à reeleição, e por Luiz Filho (PCdoB), filho do ex-prefeito Luiz da Amovelar. Antes da campanha, o Governo do Estado iniciara em Coroatá obras do Programa Mais Asfalto, a exemplo do que vinha realizando em dezenas de municípios. A coligação de Tereza Murad denunciou a obra como “eleitoreira” e tentou proibir que as máquinas continuassem trabalhando na cidade, gerando um forte clima de tensão, já que o Governo do Estado não aceitou a proibição nem relacionou a obra com a corrida eleitoral. A coligação de Tereza Murad entrou na Justiça pedindo a suspensão das obras e a cassação do mandato do governador Flávio Dino e da candidatura de Luiz Filho. A tal ação ficou “adormecida” até agosto de 2018, em plena campanha eleitoral, quando a juíza Anelise Reginato simplesmente lavrou sentença condenando o governador e o secretário à inelegibilidade, e o prefeito à perda do mandato, obrigando os dois primeiros a disputar a eleição na condição sub judice.

Os três atingidos pela sentença recorreram e conseguiram sobreviver liminarmente. A decisão do TRE-MA pôs fim a uma peleja judicial visivelmente maculada pelo viés do partidarismo, que terminou com a absolvição do governador, do secretário Márcio Jerry e do prefeito Luiz Filho, exatamente porque não foi detectado qualquer traço de ilegalidade na ação governamental de restaurar o asfalto nas principais vias de Coroatá.

A anulação da sentença reforça a tese da defesa do governador Flávio Dino segundo a qual a juíza Anelise Reginato teria atuado no caso por motivação política, argumento reforçado pela proximidade que ela mantinha com os Murad em Coroatá. A magistrada sempre negou essa relação, afirmando que condenou o governador, o secretário e o prefeito com base no teor da denúncia. A defesa do governador Flávio Dino, porém, reuniu o que seriam evidências do posicionamento político da juíza, tendo sido ela inclusive acusada de reunir provas – que não é atribuição de juiz – para condenar Flávio Dino, Márcio Jerry e Luiz Filho à inelegibilidade. Essas evidências foram reforçadas com o fato de que a condenação fora aplicada em plena campanha eleitoral de 2018, quando Flávio Dino concorria à reeleição e Márcio Jerry à Câmara Federal.

A anulação da sentença devolve a Flávio Dino a rara e privilegiada condição de ex-deputado federal e governador eleito e reeleito sem uma só mancha no seu currículo, o que o torna um político diferenciado num cenário em que boa parte dos líderes regionais e nacionais enfrenta sérios problemas com a justiça, sendo que alguns encontram-se atrás das grades em consequência de gravíssimos desvios de conduta.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Juscelino Filho amplia espaço e aumenta poder de fogo na Câmara Federal

Juscelino Filho: espaço e poder de fogo na Câmara Federal

A relatoria do Projeto de Lei nº 3267/2019, que altera o Código   de Trânsito Brasileiro, reforçou a permanência do deputado federal Juscelino Filho (DEM) no epicentro dos debates em curso na Câmara Federal e, por extensão, no Congresso Nacional. Na semana passada, ele atraiu os holofotes como presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da instituição, ao anunciar as primeiras medidas para a tramitação de dois processos que pedem a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), acusado de afrontar a Constituição da República com declarações golpistas sugerindo o retorno do AI-5 “se a esquerda radicalizar” contra o Governo do pai. Juscelino Filho vem surpreendendo desde que estreou elegendo-se deputado federal em 2014 pelo pequeno PRP, e dando um salto ousado em 2017 ao assumir, após uma ampla negociação, o controle do DEM no Maranhão, tornando-se, em pouco tempo, um dos principais líderes partidários da nova geração. No comando do DEM, ampliou sistematicamente seu espaço na Câmara Federal, alcançando o que se tornou conhecido como “alto clero” da Câmara Baixa. A ocupação de espaço mais amplo se deu também pela firmeza com que tem tomado posições. Essa postura se destaca ainda mais agora, quando, como relator do PL que propõe mudanças no Código de Trânsito, no qual muda as propostas polêmicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro. Reúne todas as condições de evitar tropeços e ir bem mais longe.

 

Edilázio Jr. lança Rodrigo Brasmar candidato em Imperatriz pelo PSD

Edilázio Jr. lança Rodrigo Brasmar à Prefeitura de Imperatriz

Na estrada aberta pelo deputado Marco Aurélio (PCdoB), o primeiro a assumir de fato a condição de pré-candidato, posição que tomou respaldado pelo total apoio do seu partido, a corrida para a Prefeitura de Imperatriz ganhou ontem o segundo pré-candidato assumido. Trata-se de Rodrigo Brasmar (PSD), lançado deputado federal Edilázio Júnior, que comanda o partido no Maranhão. De acordo com o bem informado Blog da Kelly, Rodrigo Brasmar é um empresário jovem, que se estabeleceu em Imperatriz há 15 anos, atuou no ramo de limpeza pública e atualmente comanda uma empresa de eventos. A mesma fonte informa que Rodrigo Brasmar tem também o apoio do deputado federal Hildo Rocha (MDB), que toma assim posição antes de o partido se posicionar em relação à disputa pelo comando da antiga Vila do Frei. Em Imperatriz, devem ainda confirmar pré-candidaturas o prefeito Assis Ramos (DEM) e o ex-prefeito e empresário Ildon Marques (PSB).

São Luís, 30 de Novembro de 2019.

Governadores da Amazônia Legal reforçam defesa da região e consolidam Consórcio Interestadual

 

Flávio Dino (centro) entre Hélder Barbalho (e) e Valdez Goés (d) e demais chefes de Estado em ato no Palácio dos Leões; embaixo: secretários debatem meios de viabilizar as decisões dos líderes, como as comoras do Consórcio Interestadual

Os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), do Pará, Hélder Barbalho (MDB), do Amapá, Valdez Goés (PDT), do Amazonas, Wilson Lima (PSC), do Tocantins, Mauro Carlesse (DEM), do Mato Grosso, Mauri Mendes (DEM), de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), do Acre, Gladson Cameli (PP), e de Roraima, Antônio Denarium (PSL), reunidos ontem em São Luís, no 19º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, reafirmaram o compromisso proteger a biodiversidade da região e a cultura do seu povo, buscando o desenvolvimento social harmônico e economicamente moderno, por meio da execução das metas do Planejamento Estratégico 2019/2030 do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e da busca de parcerias com a comunidade internacional. Ao mesmo tempo, comprometeram-se a lutar por uma economia verde, pelo desmatamento ilegal zero, pela valorização do patrimônio ambiental e pela promoção de ações concretas de financiamento em favor dos povos da Amazônia. As posições e as decisões tomadas no evento foram elencadas na Carta de São Luís, documento final do encontro.

Comandado pelo maranhense Flávio Dino, como anfitrião, e pelo amapaense Valdez Goés, que preside o Consórcio Interestadual, o 19º Fórum teve uma dimensão bem maior do que a inicialmente prevista. Os governadores refirmaram posição firme e inabalável em defesa da região, consolidaram o posicionamento conjunto tomado no Vaticano, em outubro, durante o Sínodo da Amazônia, confirmaram apoio integral ao Acordo de Paris e reforçaram o seu apoio à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25), que acontecerá daqui a duas semanas em Madri, na Espanha. Os chefes de Estado da Amazônia Legal mantiveram integralmente suas posições, que vão na contramão da até agora confusa e improdutiva política ambiental do Governo do Brasil. E no campo das decisões colegiadas, anunciaram a primeira compra corporativa – medicamentos e materiais da área de saúde – por meio do Consórcio Interestadual, assegurando uma economia de 30%.

Um dos principais articuladores do Consórcio Interestadual da Amazônia, que se inspirou no Consórcio que hoje reúne os nove estados do Nordeste, o governador Flávio Dino prevê a parceria vai gerar benefícios sociais e econômicos. Ele tem trabalhado no sentido de fortalecer os laços institucionais e políticos nas duas regiões. Flávio Dino interpreta corretamente o sentimento existente entre os governadores amazônicos quando estimula a ideia de que os estados encontrem meios de resolver seus problemas. Isso porque em quase um ano, o Governo do presidente Jair Bolsonaro pouco fez para apoiar os estados, optando por uma linha de confronto político com viés ideológico. A sintonia entre os governadores das regiões Nordeste e Norte vem demonstrando que, se não contam integralmente com a União como deveriam contar, os estados das duas regiões têm muito a ganhar com o corporativismo saudável que praticam na forma dos consórcios.

Essa relação proporciona ainda parcerias importantes, como a que deverá ser formalmente firmada entre os Governos do Maranhão e do Tocantins, para a construção de uma ponte ligando a cidade maranhense de Carolina e a tocantina de Filadélfia, que dinamizará o turismo na região, beneficiando os dois estados. “Uma das preocupações do Consórcio Amazônia é a integração infraestrutural entre os vários Estados. Agora vamos para os passos concretos e necessários para execução do projeto. Sabemos que Carolina e as cidades da região têm uma grande importância para a economia do turismo. Tenho certeza que esse investimento ajudará no desenvolvimento da região”, frisou Flávio Dino.

O 19º Fórum de Governadores da Amazônia Legal foi muito além da reunião dos chefes de Estado. Enquanto eles se articulavam   no Palácio dos Leões, secretários de Estados e assessores graduados de todos os Estados trabalhavam numa ampla reunião paralela exatamente para dar sentido prático às decisões tomadas nas áreas de meio ambiente, segurança, infraestrutura, educação, saúde e turismo.

Na entrevista coletiva concedida pelos chefes de Estado, o governador Flávio Dino sintetizou os grandes objetivos do movimento: “Promover ações para garantir o desenvolvimento social na região e preservar as cadeias produtivas, ampliando e reforçando as ações de preservação que a Amazônia Legal já desenvolve”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Documento formaliza decisões do 19º Fórum de Governadores da região amazônica

O ponto alto do 19º Fórum de Governadores da Amazônia Legal foi a divulgação da Carta de São Luís, cuja íntegra é a que se segue:

Carta de São Luís

Os governadores dos Estados da Amazônia Legal, reunidos em São Luís, capital do Estado do Maranhão, no dia 28 de novembro de 2019, durante o 19º Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, com o propósito de discutir uma agenda para a região, apresentam nesta Carta propostas prioritárias no atual momento, especialmente considerando a realização da COP-25 na Espanha, entre os dias 02 e 13 de dezembro.

Durante encontro ocorrido na Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, no dia 28 de outubro de 2019, foi assinada a Declaração dos Governadores da Pan Amazônia sublinhando compromissos essenciais: economia verde, desmatamento ilegal zero, valorização do patrimônio ambiental e ações concretas de financiamento em favor dos povos da Amazônia. Defendemos ainda, naquela oportunidade, o cumprimento das Metas do Acordo de Paris e a consolidação da governança territorial e ambiental da Amazônia.

Em sequência às ações voltadas à concretização desses compromissos, os estados signatários desta Carta participarão do evento Amazon-Madri, nos dias 10 e 11 de dezembro, quando da realização da COP-25. Na ocasião, serão apresentadas as perspectivas e metas dos governadores da Amazônia Legal, visando ao debate com a comunidade internacional e à criação de meios para uma economia de baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs), além de debater os compromissos para as Contribuições Nacionais Determinadas (NDCs) que foram firmadas pelo Brasil, no âmbito do Acordo de Paris.

O ano de 2020 será um marco para a efetivação dos mercados de carbono, com a entrada em vigor dos principais acordos internacionais voltados ao combate das mudanças climáticas e redução de Gases de Efeito Estufa, em destaque o Acordo de Paris, cujo artigo 6º é um mecanismo essencial para a geração de recursos financeiros compatíveis com as necessidades de proteção ao meio ambiente em todo o planeta.

O Brasil é um país com enorme potencial para atrair investimentos internacionais para redução de emissões, principalmente a partir de esforços nos setores de uso da terra e florestas, por intermédio de mecanismos relacionadas aos serviços ambientais, como o REDD+ (Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal), pagamento por resultados e créditos decorrentes da manutenção e recuperação das florestas. É urgente a eliminação de barreiras que impedem a utilização destes resultados e instrumentos, mecanismos reconhecidos por estes governadores como essenciais na estratégia nacional para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Para tanto, assumimos o compromisso de fomentar um programa de redução de emissões em cooperação com outros setores da economia (indústria, transportes, energia etc.) compatíveis com a NDC e com a possibilidade de compensação via REDD+ e demais soluções, promovendo assim um mercado sem comprometer a contabilidade nacional de emissões, de forma a gerar novos investimentos para os Estados da Amazônia.

Também visando ao financiamento de ações concretas, reiteramos junto ao Governo Federal a urgência da retomada do Fundo Amazônia, de forma alinhada com os interesses da Região, como uma das principais fontes de pagamento por resultados para o fortalecimento dos Estados da Amazônia na gestão ambiental.

Considerando os compromissos assumidos pelos Governos Estaduais da Amazônia Legal, estes reconhecem e apoiam a criação do Comitê Regional para Parceria dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, no marco da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas, vinculado ao Comitê Global e ao Grupo de Trabalho do Comitê Diretivo para parcerias dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. O Comitê terá por objetivo facilitar o diálogo entre os Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais com os Estados da Amazônia Legal, visando à promoção da participação destes nos processos de consulta e na construção dos componentes indígenas nas iniciativas de pagamento por resultados.

Os Governadores reafirmam sua disposição em proteger a biodiversidade da região e a cultura de seu povo, buscando o desenvolvimento social harmônico e economicamente moderno, por meio da execução das metas do Planejamento Estratégico 2019-2030 do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal e da busca de parcerias com a comunidade internacional.

Por fim, manifestamos a nossa crença indeclinável no diálogo como caminho de solução dos problemas da Amazônia e do Brasil, sempre com respeito à Constituição e à legalidade democrática.

 

Deputados acompanham Fórum e apoiam decisões dos governadores

Ao lado de Flávio Dino, Othelino Neto participa de reunião de governadores, juntamente com o presidente do Tribunal de Justiça, Joaquim Figueiredo dos Anjos

A Assembleia Legislativa marcou presença expressiva no 19º Fórum de Governadores da Amazônia Legal. Liderados pelo presidente do Poder, deputado Othelino Neto (PCdoB), os deputados Glalbert Cutrim (PDT), vice-presidente da Alema; Zito Rolim (PDT), Daniella Tema (DEM), Rafael Leitoa (PDT), Duarte Jr. (PCdoB), Cleide Coutinho (PDT) e Mical Damasceno (PTB) acompanharam a reunião e as manifestações dos chefes de Estado, demonstrando interesse pelos problemas enfrentados atualmente pelos Governos estaduais e pelas soluções que seus líderes estão construindo por meio de ações corporativas como o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, que tem no governador Flávio Dino um dos seus principais articuladores.

Durante o evento, Othelino Neto destacou a importância da preservação do bioma e de iniciativas que busquem o desenvolvimento sustentável de suas potencialidades. Classificou de muito importante o encontro dos governadores, que debateu temas relativos ao desenvolvimento sustentável da Amazônia e as condições para o crescimento da região preservando seus recursos naturais. “A Amazônia brasileira tem o maior patrimônio ambiental do planeta. É preciso que nós encontremos alternativas econômicas, para que possamos gerar riquezas a partir da utilização racional dos recursos ambientais e da manutenção das florestas”, assinalou Othelino Neto, com a autoridade de quem iniciou sua carreira política como militante do Partido Verde e que foi secretário de Meio Ambiente no Governo José Reinaldo.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Glalbert Cutrim, assinalou que o cuidado com a preservação da Amazônia é um tema tão importante que reúne no consórcio governadores dos mais diferentes vieses políticos e partidário, como o maranhense Flávio Dino, do PCdoB, e o acreano Marcos Rocha, do PSL. “Vemos, aqui, estados governados por diferentes posições partidárias, de direita e de esquerda, mas todos lutando em prol de um benefício só, que é a preservação da Amazônia. Ficamos felizes em ver a maturidade política de todos os governadores e tenho certeza que o lucro vai ser para o povo do Brasil”, declarou o deputado Glalbert Cutrim.

São Luís, 29 de Novembro de 2019.

 

Embate entre Roberto Costa e Carlinhos Florêncio revela o grau da tensão pré-eleitoral em Bacabal

 

Roberto Costa destacou positivamente o prefeito Edvan Brandão, Carlinhos Florêncio cobrou transparência, revelando a tensão pré-eleitoral em Bacabal

A sessão de ontem da Assembleia Legislativa foi marcada por um embate entre os deputados Roberto Costa (MDB) e Carlinhos Florêncio (PCdoB), fato revelador do clima que antecede a disputa pela Prefeitura de Bacabal, a exemplo do que acontece em outros municípios do Maranhão. Roberto Costa ocupou a tribuna para destacar os resultados positivos da gestão do prefeito Edvan Brandão (PSC), como o asfaltamento da cidade, por exemplo, e foi aparteado pelo deputado Carlinhos Florêncio (PCdoB), que faz Oposição ao prefeito e contestou as informações do emedebista. Foram cerca de 15 minutos de bate-rebate, com Roberto Costa defendendo a gestão municipal e atacando o grupo liderado por Carlinhos Florêncio, que por sua vez cobrou transparência da atual administração de Bacabal. Houve momentos em que, por conta da tensão, o presidente Othelino Neto (PCdoB) fez ponderações no sentido de que os dois parlamentares mantivessem o debate em nível civilizado.

No seu discurso, Roberto Costa avaliou que o prefeito Edvan Brandão “vem transformando Bacabal”, com uma gestão voltada para a educação, a saúde e a infraestrutura. Afirmou os avanços na área da saúde “têm melhorado sensivelmente” o atendimento à faixa mais necessitada da população, com o funcionamento efetivo dos hospitais e dos postos de saúde mantidos pelo município. E assinalou que o ponto alto da atual gestão é o asfaltamento da cidade, incluindo alguns povoados. “O prefeito Edvan Brandão está transformando Bacabal numa cidade moderna”, declarou Roberto Costa no auge do seu amplo relato, acrescentando que os investimentos são feitos com recursos próprios, fruto de economia que o prefeito fez no último ano, apesar da crise que afeta o poder público municipal.

Em aparte, concedido sem qualquer restrição, o deputado Carlinhos Florêncio contestou as afirmações de Roberto Costa, afirmando que “parece que estamos falando de duas cidades diferentes”, prosseguindo com ataque, admitindo, no entanto, que asfaltamento da cidade é uma realidade. Ao rebatê-lo,  Roberto Costa disse que a situação dramática encontrada pelo prefeito Edvan Brandão foi deixada pelo grupo do deputado Carlinhos Florêncio, na gestão efêmera e tumultuada do então prefeito Zé Vieira (PP) – já falecido -, do qual Florêncio Neto, filho do deputado, era vice-prefeito. Com essa citação feita por Roberto Costa, Carlinhos Florêncio tentou elevar o tom e continuar falando, mas foi informado que não lhe seria mais dado aparte. Irritado, deixou o plenário.

O deputado Roberto Costa prosseguiu com seu pronunciamento, reafirmando a correção da administração do prefeito Edvan Brandão, observando que ele não responde a nenhuma ação movida pelo Ministério Público acusando o adversário de haver fugido ao debate.

O episódio foi revelador do clima político em Bacabal, onde o grupo liderado pelo ex-senador João Alberto, que tem forte espaço no município e na região, e está no poder com o prefeito Edvan Brandão, que é candidato à reeleição, tem como adversário o grupo que foi comandado pelo ex-prefeito Zé Vieira e que hoje tem como líder o deputado Carlinhos Florêncio, por muitos apontado como pré-candidato a prefeito.

O clima de campanha vem desde 2016, quando o deputado Roberto Costa disputou a Prefeitura com o ex-prefeito Zé Vieira, que venceu a eleição, assumiu, mas era ficha suja e teve sua candidatura contestada pelo Ministério Público. Houve uma renhida e surpreendente guerra judicial, que terminou com a cassação de Zé Vieira e a convocação, no final de 2017, de eleição para um mandato tampão de dois anos e meio. Na condição de presidente da Câmara Municipal, Edvan Brandão assumiu a Prefeitura e se candidatou para o mandato-tampão, vencendo a eleição com o apoio de Roberto Costa. A reação do deputado Carlinhos Florêncio ao discurso do deputado Roberto Costa foi, para alguns observadores, um forte indicador de que ele poderá mesmo ser o candidato da Oposição.

Roberto Costa avalia que a eleição em Bacabal – o 9º maior município maranhense, com 105 mil habitantes e polo da Região do Médio Mearim – será bem disputada, mas que o prefeito Edvan Brandão está bem avaliado pela opinião pública, com cacife para se dar bem na corrida eleitoral.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto critica ações contra programas sociais e a fala de Guedes sobre AI-5

Othelino Neto em novo podcast: críticas duras a Jair Bolsonaro e Paulo Guedes por declarações sobre AI-5

Desde que inaugurou o podcast “Conversa dom Othelino”, há cerca de 15 semanas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) vem dando seguidas demonstrações de que, além dos assuntos que dizem respeito especificamente ao Maranhão, ele está preparado para debater também os temas de interesse nacional, principalmente os que envolvem problemas que colocam em risco as instituições e o estado democrático de direito. Na última edição, divulgada ontem, ele criticou duramente as decisões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de deflagrar um processo que poderá resultar na extinção de programas sociais como o Bolsa-Família. Em seguida, bateu forte nas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que sem qualquer explicação lógica, disse que se houver protestos no País, a exemplo do que acontece no Chile, por exemplo, e essas manifestações venham a produzir quebra-quebra, “alguém” poderá pedir a reedição do AI-5, ou seja, a implantação de uma nova ditadura no Brasil. O presidente da Assembleia Legislativa classificou como “muito grave” a declaração do ministro, e disse que, se o presidente Jair Bolsonaro tivesse mesmo compromisso com a democracia, demitiria imediata e sumariamente Paulo Guedes. E chamou a atenção para a vocação golpista dos ministros mais próximos do Palácio do Planalto, e também para o fato de que o presidente Jair Bolsonaro ser um admirador de torturadores. “O Brasil não pode se calar diante dessas tentativas de intimidar o povo brasileiro. É necessário que a sociedade esteja atenta e pronta para reagir a essas ameaças”, declarou. Vale conferir o podcast.

 

Roseana Sarney aguarda reunião do MDB para dizer se será ou não candidata em São Luís

Roseana Sarney deve se manifestar sobre candidatura no encontro do MDB

A ex-governadora Roseana Sarney não se manifestou em relação à declaração do deputado Roberto Costa, vice-presidente estadual do MDB, segundo a qual o partido a quer candidata à Prefeitura de São Luís no pleito do ano que vem. Nos bastidores do Grupo Sarney, a declaração do dirigente emedebista causou forte impacto, a começar pelo fato de que foi dada três dias depois de o deputado estadual Adriano Sarney ter sido lançado candidato pelo PV, em ato com a presença do ex-deputado federal Sarney Filho. A expectativa é a de que Roseana Sarney se manifeste sobre o assunto no dia 02 (segunda-feira), no encontro estadual que o MDB realizará com a presença do presidente nacional do partido, deputado federal Baleia Rossi (SP). Nesse evento, a cúpula do MDB do Maranhão definirá as linhas de ação para as eleições municipais. Será nesse contexto que a ex-governadora dirá se topa ou não encarar as urnas da Capital na corrida para o Palácio de la Ravardière.

São Luís, 28 de Novembro de 2019.

PCdoB monta estratégia para eleger prefeitos em todo o estado, começando pelos grandes municípios

 

Marcio Jerry comanda as articulações do PCdoB para as eleições municipais

O PCdoB começa a montar uma estratégia ambiciosa de eleger prefeitos em todas as regiões do Maranhão – entre 50 e 60 dos 217, segundo objetivo traçado pelo seu presidente regional, deputado federal Márcio Jerry, para quem, o processo de definição de candidaturas começa agora. A estratégia da agremiação comunista, que é a maior força partidária da atualidade no Maranhão, foi ajustada durante a 17ª Conferência Estadual do partido, realizada na semana passada em São Luís, e prevê inicialmente articulações para definir a posição do partido nos 20 maiores municípios, a começar por São Luís, onde está sendo desenhada uma disputa dura entre Governo e Oposição. Movido por um pragmatismo realista, o PCdoB vai lançar candidatos a prefeito onde for possível, podendo também compor chapas fortes indicando candidatos a vice-prefeito. Em resumo: o partido governista vai entrar para valer o jogo sucessório municipal, disputado com força máxima onde tiver alguma chance de vencer. Em alguns desses municípios, o PCdoB jogará um jogo diferenciado, exatamente para manter ou ampliar seu espaço, mas também enfrentará pedreiras que poderão lhe criar problemas.

Em São Luís, o PCdoB terá candidato próprio (Rubens Júnior ou Duarte Júnior), podendo também participar de uma composição com o PDT, que tem sido seu parceiro preferencial, mas não tem um nome forte, ou com o PSB, que tem sido seu aliado em todas as jornadas políticas dos últimos tempos. Em São José de Ribamar, o PCdoB está diante de um xadrez complicado, podendo lançar candidato próprio, apoiar o prefeito Eudes Sampaio (PTB) por intermédio do ex-prefeito Luís Fernando Silva, ou fazer uma aliança com o ex-deputado Jota Pinto (Patriotas), que desponta como favorito. Já em Paço do Lumiar, o partido governista aguarda o retorno do prefeito Domingos Dutra, que se recupera de um grave problema de saúde, para definir um rumo.

Em Imperatriz, o partido já fechou questão em torno da candidatura do deputado Marco Aurélio (PCdoB), que irá com tudo para cima do ex-prefeito Ildon Marques (PSB), principal concorrente, mas que não é adversário do Governo. Em Timon, o terceiro maior colégio eleitoral maranhense, mesmo tendo o vice-prefeito, João Rodolfo, o PCdoB apoiará o candidato a ser lançado pelo prefeito Luciano Leitoa, que deve ser a secretária de Educação, Dinair Veloso (PSB), para enfrentar o capitão/PM Hormann Schnneyder, favorito, ainda sem partido.

No caso de Caxias, as duas maiores forças – uma liderada pelo prefeito Fábio Gentil (PRB), candidato à reeleição, e outra pela deputada Cleide Coutinho (PDT), cujo grupo ainda não escolheu candidato – são aliadas do Governo, e não havendo razão para se posicionar em um dos lados, pois só teria a perder, o PCdoB deve se manter distanciado da disputa. Já em Coroatá, o PCdoB deve investir todo o seu poder de fogo na candidatura do seu filiado, prefeito Luís da Amovelar Filho, candidato à reeleição e que enfrentará nas urnas ninguém menos que o ex-prefeito Ricardo Murad (PMN), no que muitos preveem como a mais dura e mais difícil guerra de todas as que serão travadas no processo eleitoral em todo o Maranhão. Politicamente destroçado nas eleições de 2018, Ricardo Murad jogará todas as suas fichas para voltar ao poder pela Prefeitura de Coroatá.

Em Balsas, todos os sinais apontam para o apoio do PCdoB à candidatura do Prefeito Eric Silva (PDT) à reeleição, não havendo indicativo de que o partido venha a lançar candidato próprio na cidade. O mesmo ocorrerá em Barra do Corda, onde o prefeito Eric (PCdoB) lançará um candidato do partido para enfrentar o candidato do grupo liderado pelo deputado Rigo Teles (PV), que pode, ele próprio, vir a ser o candidato. Em Bacabal, onde o prefeito Edvan Brandão (PSC) tentará a reeleição com o apoio do MDB por meio deputado Roberto Costa e do ex-senador João Alberto, o PCdoB se alinhará ao candidato a ser lançado pelo grupo liderado pelo deputado estadual Carlinhos Florêncio (PCdoB). E em Codó, o PCdoB deve apoiar a candidatura do prefeito Francisco Nagib (PDT) à reeleição, reforçando sua aliança com o PDT.

Nessa linha de ação, juntando identidade ideológica com afinidade política o PCdoB vai montando sua base de sustentação nos grandes municípios.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Escolha do vice-reitor causou surpresa dentro e fora da UFMA

Alan Kardec e Natalino durante a campanha eleitoral

Causou forte polêmica dentro e fora da UFMA a decisão do reitor Natalino Salgado de descartar o professor Alan Kardec, que foi, como ele, o mais votado na consulta para vice-reitor, e nomear o professor Marcos Fábio Belo Matos, do Curso de Comunicação de Imperatriz, para o posto de vice-reitor. Não houve ilegalidade no ato, a nomeação foi legítima, mas a decisão foi vista corretamente como uma contradição. Primeiro porque contrariou a tradição de se escolher o mais votado da lista tríplice escolhida pelo voto pela comunidade universitária, e depois porque o próprio reitor Natalino Salgado brigou pela sua nomeação fundamentado exatamente no argumento de que ele foi o mais votado na consulta. Não se discute a legitimidade do professor Belo Matos, critica-se a não escolha do professor Alan Kardec para vice-reitor. Nos bastidores, correm versões diversas sobre o assunto, a de que Natalino Salgado e Alan Kardec são desafetos, e a de que Natalino Salgado foi pressionado por Brasília para não nomear Alan Kardec por ter sido ele militante do PCdoB e por ter exercido o cargo de diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP) durante o Governo de Dilma Rousseff. Dificilmente se saberá ao certo o que aconteceu, embora o que passa é a impressão de que houve patrulhamento ideológico. O que ficou mesmo foi um clima de surpresa em uns e perplexidade em outros.

 

Nova edição do Assembleia em Ação será realizada na Região do Médio Mearim

Deputados na primeira edição do Assembleia em Ação”, realizada em Balsas

A Assembleia Legislativa dará continuidade, no dia 5 de dezembro, ao seu bem-sucedido projeto “Assembleia em Ação”, que consiste na realização de palestras e troca de informações sobre assuntos de interesse de deputados estaduais, vereadores e prefeitos. Depois de Balsas, abrangendo a região Sul, e de Timon, contemplando a região Leste, a iniciativa do presidente Othelino Neto (PCdoB) levará o evento agora ao município de Trizidela do Vale, abrangendo os 35 municípios do Médio Mearim. Ali, vereadores e prefeitos da região se reunirão com deputados no Auditório Municipal Cléber Carvalho Branco – um médico que foi deputado estadual pelo MDB e exerceu forte liderança na região de Pedreiras – se reunião para ouvir palestras sobre “Processo Legislativo”, proferidas por Bráulio Martins, diretor da Mesa da Assembleia Legislativa, e Anderson Rocha, consultor legislativo de Direito Constitucional, e sobre “Eleições de 2020”, por Antino Noleto, diretor Administrativo do parlamento estadual. Às palestras se seguem manifestações e debates, formato que produziu bons resultados nas edições realizadas até aqui. O presidente do Poder Legislativo, que faz questão de comandar cada um desses eventos fazendo a abertura e participando dos debates, demonstra entusiasmo com o projeto, a começar pelo fato de que ele proporciona a realização de debates sobre os mais diferentes problemas do estado. Avalizado pela Mesa Diretora do parlamento estadual, o programa tem superado as expectativas, crescendo a cada edição com a participação de prefeitos e vereadores.

São Luís, 27 de Novembro de 2019.

Roberto Costa anuncia: MDB quer Roseana Sarney na disputa para a Prefeitura de São Luís

 

Roberto Costa in forma que MDB quer Roseana Sarney na disputa em São Luís

O MDB quer a ex-governadora Roseana Sarney como sua candidata à Prefeitura de São Luís no ano que vem. Essa vontade do partido, já transformada em projeto, foi expressada ontem pelo seu vice-presidente regional, deputado Roberto Costa, em discurso na Assembleia Legislativa. “O partido tomou uma decisão muito clara e definitiva de apresentar o nome da ex-governadora Roseana para disputar a Prefeitura de São Luís”, anunciou Roberto Costa, acrescentando que essa posição partidária será confirmada no dia 02 de dezembro, na convenção partidária, que contará com a presença do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP). Roberto Costa explicou que a escolha de Roseana Sarney para disputar a Prefeitura de São Luís é a linha de frente de um movimento que o seu partido articula para lançar candidatos na maioria dos municípios maranhenses, a começar pelos maiores.

Na avaliação do partido, segundo o deputado Roberto Costa, as obras estruturantes realizadas por Roseana Sarney nos 13 anos em que esteve à frente do Governo lhe dão autoridade política para pleitear a Prefeitura da Capital. O líder emedebista não informou se a ex-governadora topa ser candidata, limitando-se a declarar que a posição por ele anunciada é uma decisão do partido do partido, deixando em aberto a prerrogativa dela de aceitar ou não.

– O MDB, após as eleições (2018), tem feito uma reflexão importante no sentido de avaliar o resultado das urnas, o comportamento da população em relação ao nosso sistema político. Houve mudanças importantes do eleitor, e nós precisamos buscar novamente a sintonia com a nossa população, com os nossos eleitores -, analisou o vice-presidente do MDB, dizendo acreditar – ele, pessoalmente, e o partido como um todo – que Roseana Sarney tem lastro para liderar a chapa emedebista como candidata à Prefeitura de São Luís. Assinalou que o partido avalia outros nomes para liderar o projeto eleitoral na Capital, mas ressalvou que as obras estruturantes realizadas nas gestões da ex-governadora – avenidas, viadutos, UPAs, Vivas, etc. – a colocam numa posição destacada dentro do partido.

Ao propor a candidatura da ex-governadora, Roberto Costa mostrou o quanto o MDB está determinado a conter sua desidratação política e eleitoral que vem emagrecendo o partido desde as eleições de 2014, aproveito a megaestrutura que a agremiação tem nos municípios, como um partido bem estruturado. “O MDB precisa ter novamente uma participação decisiva com a candidaturas próprias nas grandes cidades”, avaliou, afirmando que esse processo começa precisamente com o lançamento da ex-governadora Roseana Sarney para o comando da Capital. E informou que o MDB estuda lançar candidatos competitivos nos grandes municípios, numa estratégia que será consumada na reunião partidária com a presença do presidente nacional da agremiação.

O anúncio do deputado Roberto Costa foi feito quatro dias depois que o PV lançou a pré-candidatura do deputado estadual Adriano Sarney ao mesmo cargo. Roberto Costa esclareceu que uma coisa nada tem a ver com a outra, que o MDB não tem qualquer ligação com as decisões do PV e que Roseana Sarney é do MDB e não do partido controlado pelo irmão e pelo sobrinho dela. Para o deputado, que é atualmente o mais importante articulador do MDB no Maranhão e liderando um forte movimento de renovação dentro da agremiação apoiado pela ala jovem do partido, a candidatura da ex-governadora fortalecerá o MDB e elevará o nível do debate sobre os problemas da Capital.

Com a decisão, o MDB praticamente descarta outras candidaturas, como a do juiz federal Carlos Madeira, que se aposentará em dezembro, mas demorou para dar uma resposta definitiva ao partido. Resta saber como reagirá a ex-governadora Roseana Sarney, que recentemente, ao ser indagada sobre uma declaração do parlamentar emedebista sobre o assunto, respondeu com um enigmático “Nem, nem, nem”, deixando mais dúvida do que certeza no ar. É possível que agora, diante de um posicionamento do partido, ela reaja de uma maneira mais clara, ainda que seja para declinar da escolha. Ou surpreenda topando o desafio.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa acende sinal de alerta nas pontas e no centro da disputa pelo comando de São Luís

Nos extremos, Eduardo Braide e Rubens Jr. são alertados pela pesquisa Exata

A mais recente pesquisa Exata sobre a corrida sucessória em São Luís ligou sinal de alerta no centro e nas duas pontas do pelotão de aspirantes. Primeiro, apontou que o favoritismo do deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que aparece na liderança absoluta com 40% das intenções de voto, não é tão sólido quanto aparentou nos primeiros levantamentos. Segundo porque, com 1% das preferências, o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) precisa ter seu projeto turbinado. E terceiro porque no centro do pelotão pré-candidatos o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), com 12% das preferências, não está fora do páreo e mede força com o deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB) é o 3º colocado com 11% das intenções de voto. No mesmo cenário aparecem ainda o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) empatado com o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), ambos com 6%, seguidos do vereador Osmar Filho (PDT) e do deputado estadual Adriano Sarney (PV), ambos com 3%, e do deputado estadual Yglésio Moises (sem partido) alinhado com o radialista Jeisael Marx (Rede) os dois com 1%. E vale destacar que a soma de brancos, nulos e indecisos alcança 15%.

Qualquer avaliação equilibrada e isenta desse cenário concluirá que, ainda que lidere com ampla folga, Eduardo Braide já não desfruta de cacife para liquidar a fatura no 1º turno, como previram outras pesquisas – em uma delas apareceu com 65% das intenções de voto.  Agora, seu cacife é de 40%, o que já não lhe daria vitória em turno único. A perda de intenções de voto por Eduardo Braide é reflexo direto do surgimento de outros candidatos, todos eles com potencial de crescimento, o que pode comprometer seriamente o seu favoritismo. E com um dado agravante: a baixa se dá a pouco mais de 10 meses da eleição, quando a lógica política indica que esse é um momento de crescimento, e a experiência relata que quem perde pontos nesse momento dificilmente os recupera.

Na outra ponta da linha, o deputado federal Rubens Júnior, um dos nomes do PCdoB incluído na disputa, aparece com 1% das intenções de voto, repetindo performance encontrada por outros levantamentos. Secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Júnior tem consistência política, conta com o incentivo do partido e, para analistas da base governista, pode deslanchar. O problema é que a eleição está marcada para daqui a pouco mais de 10 meses, um período não muito folgado para se decidir uma candidatura num campo de batalha tão minado como o de agora. Pode ganhar musculatura se for definido candidato do Palácio dos Leões até janeiro.

 

Weverton Rocha e Juscelino Filho negociam a migração de Neto Evangelista do DEM para o PDT

Neto Evangelista pode ser liberado pelo DEM para ingressar no PDT

A corrida para a Prefeitura de São Luís pode causar uma migração partidária impensável há algumas semanas. Corre forte nos bastidores que estão avançadas negociações para que o deputado estadual Neto Evangelista deixe o DEM e ingresse nas fileiras do PDT, de modo a tornar-se candidato do partido à Prefeitura de São Luís. A articulação se dá entre o senador Weverton Rocha, chefe maior do PDT maranhense, e o deputado federal Juscelino Filho, que comanda o DEM no estado. A explicação é simples. O PDT não dispõe de um nome consistente para disputar a Prefeitura de São Luís, e o DEM tem um bom nome, mas não tem estrutura política e partidária para embalar a candidatura. Determinado a não entregar sua joia preciosa, que comanda desde 1989 – num processo só interrompido pela eleição de João Castelo (PSDB) em 2008, e pela eleição de Edivaldo Holanda Júnior em 2012, então filiado ao PTC e que mais tarde migraria para o arraial brizolista -, o PDT quer Neto Evangelista nos seus quadros, apostando que essa candidatura pode atrair aliados. A princípio, o comando do DEM refugou, mas agira, depois de várias rodadas de conversa, há sinais de que o presidente Juscelino Filho estaria disposto a liberar Neto Evangelista, livrando-o do risco de perder o mandato. Há quem diga que esse acordo será amarrado e anunciado ainda neste ano.

São Luís, 26 de Novembro de 2019.

16ª Conferência: PCdoB consolida Flávio Dino, avaliza ações do Governo e define rumos para 2020 e 2022

 

Flávio Dino, Márcio Jerry, Luciana Santos (presidente nacional) e Othelino Neto: comando do PCdoB consolidado na 16ª Conferência Estadual do partido

O braço maranhense do PCdoB, de longe o mais musculoso e influente do partido em todo o País na atualidade, com a responsabilidade de comandar os Poderes Executivo e Legislativo do Estado, realizou sexta-feira e sábado, em São Luís, a sua 16ª Conferência Estadual, por meio da qual confirmou a sólida liderança do governador Flávio Dino, agora vendo nele um potencial presidenciável para 2022. O partido reelegeu presidente o deputado federal Márcio Jerry e avisou que irá com tudo para as eleições municipais do ano que vem, com o objetivo de eleger pelo menos 60 dos 217 municípios maranhenses, a começar pelo sucessor do deputado Edivaldo Holanda Jr. (PDT) na Prefeitura de São Luís e pelo deputado Marco Aurélio em Imperatriz. Foi sua maior reunião, tendo atraído 300 delegados municipais e mais de 800 participantes.

A abertura, na noite de sexta-feira, contou com a presença de líderes de diversos partidos que formam a aliança que dá suporte ao Governo do Estado – Josimar de Maranhãozinho (PL), Gastão Vieira (PROS), Cléber Verde (Republicanos), Bira do Pindaré (PSB), entre outros -, e da presidente nacional, a vice-governadora de Pernambuco Luciana Santos, que destacou a importância do PCdoB maranhense e o tamanho do político Flávio Dino no cenário nacional. O ato de abertura foi encerrado com um denso e entusiasmado discurso do governador, que criticou o Governo do presidente Jair Bolsonaro, condenou sua política de confronto, defendeu a libertação do ex-presidente Lula e sinalizou nas entrelinhas que, se for o caso, está pronto para entrar na corrida presidencial.

No plano geral, os líderes, delegados e militantes do PCdoB avaliaram que o partido está no caminho certo no Governo do Maranhão, optando por aplicar o grosso dos recursos disponíveis em obras de infraestrutura e na construção do chamado “estado social”, com investimentos num sistema educacional forte – escola digna, escola de tempo integral e IEMAS –, numa estrutura de saúde – hospitais, clínicas especializadas e espaços de saúde e lazer – e segurança pública, com a aplicação dos recursos possíveis na estrutura policial e na humanização dos presídios. E no plano político, as lideranças do PCdoB ratificaram a bem-sucedida política de alianças mantida pelo governador Flávio Dino.

O mesmo aval foi dado à movimentação do governador no plano nacional, como a importante participação dele na defesa da liberdade do ex-presidente Lula da Silva (PT) – o governador participou da abertura da Conferência com uma camiseta com a palavra-de-ordem “Lula livre” estampada no peito. Ao mesmo tempo, sinalizando que tem o PT e outros partidos de esquerda como aliados preferenciais, o PCdoB deixou muito claro que o seu foco é para uma candidatura presidencial própria, só condicionada a uma eventual – mas improvável – candidatura de Lula da Silva em 2022. Tanto que, depois de afirmar que “aqui no Maranhão vocês fazem a diferença, vocês são o contraponto dessa onda antipovo e antinacional que se chama bolsonarismo”, a presidente nacional do PCdoB foi taxativa: “Em 2022 o PCdoB terá um candidato à presidência do Brasil”.

No seu discurso, o governador Flávio Dino mandou para o espaço a especulação de que poderia mudar de partido para disputar a eleição presidencial, enfatizando que no plano partidário o que funciona é a parceria: “Nós somos um partido que valoriza a lealdade e valorizamos tanto que a ação judicial que soltou o presidente Lula foi proposta pelo PCdoB. E, eu lembro isso porque preciso ter coragem para enfrentar aquilo que se apresenta como dominante”. E na mesma linha, como um recado direto a aliados que se fecham, acrescentou: “Precisamos ter coração e coragem para continuar a marcha da esperança com o sorriso nos lábios, nos orgulhando das nossas conquistas, dos elogios que recebemos pelo que estamos fazendo no Maranhão. Estou muito feliz, tranquilo e determinado porque, o que nós estamos fazendo no Maranhão, conseguimos fazer em todo o Brasil. Viva o PCdoB”. Foi ovacionado por líderes e militantes do partido e aplaudido pelos chefes partidários aliados   presentes.

Em resumo: na sua 16ª Conferência Estadual, o PCdoB do Maranhão deixou claro que o seu projeto de poder no estado vai muito além do Governo Flávio Dino.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Reeleito presidente do PCdoB, Márcio Jerry mantém função de principal articulador do Governo

Márcio Jerry (camisa amarela na mesa) foi reeleito por aclamação pelos delegados

O deputado federal Márcio Jerry foi reeleito presidente do PCdoB no Maranhão na 16ª Conferência Estadual. A decisão, tomada por aclamação, confirmou uma reeleição largamente anunciada, uma vez que nada havia de divergência quanto a esse ponto. Um dos mais ativos e coerentes militantes da esquerda no Maranhão, forjado nas complicadas assembleias do Movimento Estudantil, o que lhe deu experiência e habilidade para atuar como articulador dentro e fora da esquerda, Márcio Jerry se tornou a principal referência do PCdoB maranhense depois de Flávio Dino. Tanto que com a chegada ao poder em 2014, foi designado para comandar duas áreas sensíveis e de importância capital para o Governo: a comunicação e a articulação política, sem abrir mão da presidência do partido, e com a complicada tarefa de ser o principal conselheiro político do governador. Deu conta das tarefas, e sempre atuando na linha de frente da defesa do Governo, o que lhe permitiu pavimentar via política e eleitoral que o mandou para Brasília em 2018. Na Câmara Federal, Márcio Jerry vem cumprindo exatamente o roteiro anunciado na campanha: Oposição implacável ao Governo Bolsonaro, defendendo, ao mesmo tempo, um relacionamento institucional republicano entre o Palácio dos Leões e o Palácio do Planalto, ocupando cada vez mais na cúpula nacional do PCdoB. Sua reeleição se explica com o fato de que neste momento dificilmente outro nome se ajustaria ao comando do partido como o dele. Ao receber a aclamação, ele declarou:

“Continuarei me dedicando ao máximo para manter o PCdoB na rota do crescimento, da ampliação de espaço e da construção de alternativas não apenas para o Maranhão, mas também para o Brasil”.

 

Othelino Neto ganha musculatura política no comando da Alema e amplia espaço no PCdoB

Ao lado de Flávio Dino, Marcio Jerry e Luciana Santos, Othelino Neto defendeu o Governo e a ação política do PCdoB durante a 16ª Conferência Estadual do partido

A 16ª Conferência Estadual do PCdoB consolidou o deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa (Alema), como uma das lideranças mais fortes do partido. Primeiro pelo espaço que vem ocupando como militante da agremiação, e depois pelo forte trabalho de articulação que vem realizando como chefe do Poder Legislativo no sentido de manter o ambiente republicano que vem garantindo a estabilidade institucional e, com ela, a governabilidade no Maranhão, o que significa também administrar a pancadaria da Oposição contra o Governo. No seu discurso, Othelino Neto falou inicialmente como militante partidário defendendo a união das correntes de esquerda na atual conjuntura nacional, e também no estado. E defendeu o diálogo como o meio mais eficiente e republicano de construir a estabilidade política. “É preciso que nós, da esquerda, tenhamos a capacidade de conversar. Nós precisamos estar juntos para tirar o Brasil desse atual quadro político que atravessa”, declarou. E acrescentou: “Nós, do PCdoB, valorizamos muito esses momentos que nos encontramos para fazermos uma análise da conjuntura nacional e do Maranhão e, também, para um balanço do que este grupo político, liderado pelo governador Flávio Dino, vem fazendo para mudar a realidade do nosso estado”. Seu discurso, feito em tom sóbrio, mas firme, como é sua marca, foi bem recebido pelos participantes do evento. Saiu ao evento maior do que quando entrou.

São Luís, 24 de Novembro de 2019.