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Flávio Dino reage duro às notícias falsas sobre preço dos combustíveis no Maranhão: “É coisa de bandido”  

 

Flávio Dino rebate investida bolsonarista culpando-o pelo preço dos combustíveis

Alcançou o patamar do inacreditável a tentativa dos adversários do governador Flávio Dino (PSB) – em especial os militantes bolsonaristas que se refugiam na pantanosa seara das notícias falsas, também conhecidas como “fake news” – de atribuir-lhe o poder e a prática de majorar o preço dos combustíveis no Maranhão aumentando o valor da alíquota constitucional de ICMS que incide sobre combustíveis. Sem argumentos convincentes para explicar o aumento, sistemático, dos preços dos combustíveis produzidos pela Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua tropa tentam, num claro e perigoso jogo de manipulação, colocar a bomba inflacionária no colo dos governadores, tendo o chefe do Estado maranhense sido escolhido como um dos alvos preferenciais da falange bolsonarista nas redes sociais. Indignado com a investida da falange bolsonarista, o governador Flávio Dino reagiu ontem rebatendo notícia falsas, dizendo tratar-se de “coisa de bandido”.

Nos últimos dias, diante dos seguidos aumentos nos preços dos combustíveis fixados pela Petrobrás em razão das variações de preços do petróleo no mercado mundial, falangistas da extrema direita intensificaram os ataques ao governador, claramente estimulados pelo presidente da República, que vinha fazendo declarações nesse sentido. Ontem, Flávio Dino reagiu: “Criminosos estão espalhando que eu autorizei aumento de alíquota de imposto sobre gasolina no Maranhão. Isso é mentira. Coisa de bandidos. Problema de preço de combustíveis é nacional”. E logo arrematou: “Criminosos que estão mentindo sobre aumento de combustíveis no Maranhão deveriam saber que não existe “tabelamento de preços” de combustíveis. O governo do Estado não tem poder de fixar preço de combustíveis. O imposto previsto na Constituição incide sobre o preço de mercado”.

Na semana passada, além de demonstrar uma relação dos preços dos combustíveis nos estados, além da falange bolsonarista, o deputado Wellington do Curso (PSDB) fez um discurso na Assembleia Legislativa acusando erroneamente o governador Flávio Dino de aumentar o ICMS dos combustíveis. O assunto que levou também para a seara movediça a governadora Roseana Sarney (MDB), que, ao que parece desavisadamente, usou os mesmos argumentos, numa intervenção nitidamente infeliz. Isso porque, ao fazer tal crítica, a ex-governadora referendou a falsa acusações ao governador nesse caso. E por isso foi atingida por tabela pela dura reação do governador, que, no caso, está coberto de razão.

A equação que leva ao preço dos combustíveis é simples, e foi mostrada, em tom didático, pelo secretário de Esportes, Rogério Cafeteira, num contra-ataque cirúrgico e civilizado ao senador Roberto Rocha (sem partido), que entrara no tiroteio atacando duramente o governador Flávio Dino com os mesmos argumentos da falange bolsonarista: “Senador, sempre que há aumento do preço de combustíveis, 15 dias depois, a Agência Nacional do Petróleo faz a pesquisa e define o preço médio de venda para consumidor final para todos os Estados da Federação. Este preço médio, definido pela pesquisa da ANP, é publicado pela União. Por força de convênio, que já tem séculos, este preço é a base de cálculo do ICMS. Não há aumento, mas atualização da base de cálculo do imposto, para que este não seja corroído pela inflação. Então, é a gasolina que aumenta e quinze dias depois a pesquisa colhe o aumento e a base de cálculo do ICMS é atualizada. O ICMS é atualizado (consequência) pelo aumento da gasolina (causa). É assim, e não o contrário como você fala. É consequência e não causa. Sem fake news”.

Esse caso é revelador de que uma mentira repetida muitas vezes acaba ganhando cores de verdade. Todo cidadão minimamente informado sabe que o assunto é velho, já foi ressuscitado várias vezes sem que nada alterasse a equação que resulta no valor dos combustíveis nas bombas. Os governadores, Flávio Dino incluído, rebateram, em nota, ontem a notícia falsa e divulgaram o preço da gasolina em cada estado, na qual o Maranhão aparece com o menor preço em toda a Federação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Após quase três décadas, família Lobão abre mão do controle do Grupo Difusora

Willer Tomaz e Waris Moura: novos donos da TV Difusora

Formado por três emissoras de TV, que se espalham no território maranhense por meio de 140 retransmissoras, três emissoras de rádio FM, que integram 150 cidades e mais o portal de notícias MA10, o Sistema Difusora, o segundo maior e mais importante grupo de comunicação do Maranhão, não mais pertence à família Lobão, que tinha o empresário e ex-senador Lobão Filho como capitão da empresa. O grupo agora pertence ao advogado Willer Tomaz e ao jornalista e empresário Wrias Moura, conforme nota divulgada ontem pelos dois confirmando informação noticiada na edição de Domingo do Jornal Pequeno. O anúncio, feito em meio a uma forte onda de especulação sobre a propriedade do Sistema Difusora, confirma o que há tempos já era comentado sobre o destino do Grupo criado nos anos 60 do século passado pelos irmãos Raimundo e Magno.

Primeira emissora de TV aberta do Maranhão, tendo se tornado o braço maranhense da Rede Globo, a TV Difusora talvez tenha sido a empresa de comunicação que mais mudou de dono em todo o País. Nos idos de 1984, o Grupo Difusora foi venda pelos irmãos Bacelar para o empresário Chico Coelho, que encabeçou um grupo do qual fez parte também o então governador Luiz Rocha e que investiu também na comora da TV Ribamar. No final da década de 1980, o Sistema Mirante, que trouxera o SBT para o Maranhão, conseguiu uma troca inimaginável: ganhou a concessão da Rede Globo e repassou a do SBT para o Grupo Difusora. (Os donos se “vingaram” mantendo a grife “Bom Dia, Brasil”, impondo à TV Mirante a humilhante condição de única afiliada global a não ter o seu primeiro telejornal com aquele nome). No início dos anos de 1990, o Grupo Difusora foi comprado pelo então governador Epitácio Cafeteira, através do empresário William Nagem, que três anos mais tarde, em 1993, repassou o controle da emissora para a família Lobão, tendo como controlador o empresário Lobão Filho.

Agora, quase três décadas depois, Lobão Filho abre mão do controle da empresa ao repassá-lo à dupla associada Willer Tomas e Wrias Moura, atingidos por rumores segundo os quais seriam testas de ferro do senador Weverton Rocha (PDT), o que juram não ser verdade, na seguinte nota:

Sobre reportagem divulgada neste domingo no conceituado Jornal Pequeno, que vincula o Sistema Difusora ao PDT e ao senador Weverton, viemos através desta esclarecer o que segue:

  1. O Sistema Difusora pertence ao advogado Willer Tomaz e ao jornalista e empresário Wrias Moura;
  2. Sim, os dois são amigos do senador Weverton, a quem temos o maior respeito;
  3. Sim, estamos dispostos a sermos parceiros de todos aqueles que respeitarem comercial e institucionalmente o Sistema Difusora, inclusive o senador Weverton;
  4. Não temos bandeira política nem filiação partidária. Somos um veículo de comunicação cujo objetivo é levar informação e entretenimento aos cidadãos maranhenses. Somos mantidos por clientes públicos e privados, entregando, assim um serviço de comunicação de excelência há mais de 50 anos, através das nossas 3 emissoras de Televisão, 140 retransmissoras no Estado, 3 rádios Fms que chegam a mais de 150 cidades do Maranhão, além do portal de notícias portal MA10;
  5. Dialogamos com todas as vertentes políticas do Estado e não teremos nenhuma bandeira política específica, a não ser o primor pelo bom jornalismo e pela independência editorial;

Reiteramos o respeito e admiração pelo zeloso trabalho realizado pelo Jornal Pequeno e a todos que exercem o jornalismo de forma profissional no Estado do Maranhão.

Atenciosamente

Wrias Moura
Presidente Executivo Sistema Difusora

Willer Tomaz
Presidente do Conselho do Sistema Difusora

 

Em “Cadernos do Terceiro Mundo”, obra de Neiva Moreira, um rico registro sobre Paulo Freire em 1980

Paulo Freire entrevistado em 1980, na sua volta do Brasil após 15 anos de exílio, pela revista “Cadernos do Terceiro Mundo”, editada por Neiva Moreira

O Brasil maior, real, racional, consciente, democrático e sempre preocupado em avançar comemora os 100 anos de nascimento do educador e pensador pernambucano e cidadão do mundo Paulo Freire, criador genial do revolucionário método de alfabetização que leva seu nome, por meio do qual o alfabetizando também aprende a pensar e, por via de desdobramento, a refletir criticamente sobre a realidade social, econômica e cultural em que vive. Já o Brasil menor, irracional, insensível, preconceituoso e de viés fascista o vê como um risco, que ameaça o seu status quo e desdenha do centenário.

Incursionando pelos alfarrábios da sua pequena biblioteca, o autor da Coluna deu de cara, ontem, com alguns exemplares de Cadernos do Terceiro Mundo, uma revista bimestral sobre política, economia e cultura nos países desse mosaico geopolítico mergulhados em crises, golpes, ditaduras, mas também abrigando preciosos focos de resistência, ensaios revolucionários e até mesmo revoluções, editada pelo genial jornalista e político maranhense Neiva Moreira. Cadernos do Terceiro Mundo mergulhou fundo nas realidades da América Latina, Oriente Médio, África e Ásia, mostrando, em edições em português e espanhol, a rotina de golpes, contragolpes e também esforços de construção democrática em dezenas de países desses continentes.

Atraído por uma matéria de capa da edição nº 28, de Outubro/Novembro de 1980, que analisa, naquele momento, as “aberturas” nas violentas ditaduras militares que infernizavam Argentina, Chile e Uruguai, o autor da Coluna se deparou uma entrevista de Paulo Freire, que, após 15 anos de exílio, naquele momento retornava ao Brasil nas asas da anistia concedida pela já combalida ditadura militar, que começava a desabar sob a pressão das forças civis e democráticas. Concedida ao jornalista Paulo Cannabrava Filho, a entrevista é reveladora do Paulo Freira daquele momento, então com 69 anos, bem mais maduro e enriquecido por experiências como exilado e educador em diversos países, entre eles Chile, Estados Unidos, Suíça, Guiné, Cabo Verde e Granada.

Alguns dos seus ensinamentos:

“Volto ao Brasil contente por ter vivido intensamente em um momento difícil que é o tempo da distância. Mas volto ao Brasil com a humildade não demagógica, com a humildade que a própria riqueza da experiência que eu tive me deu”

“Os problemas pedagógicos são problemas políticos, que se expressam na pedagogia, no ato educativo”.

“O processo de aprendizagem me mostrou, fundamentalmente, o caráter político da educação. É (assim) toda vez que se faça, onde quer que se faça, independentemente da consciência que se tenha disso”.

“Estamos permanentemente nos fazendo, nos refazendo, na própria prática da transformação da realidade”.

“No momento em que fazemos a História, a atuação política na História, não fazemos o que queremos, mas fazemos o que é possível fazer”.

“Não se pode programar uma ação pedagógica sobre os níveis de consciência e de percepção das massas populares”.

“Numa campanha de alfabetização, se você alfabetiza o homem hoje, mas não o insere no processo econômico, político e social da Nação, dentro de um ano ele voltará a ser analfabeto”.

“Não me preocupamos métodos. O que me preocupa é a clareza política do educador”.

Em Tempo: Assim como todas as edições de Cadernos do Terceiro Mundo, a de nº 28 é um documento jornalístico de grande importância. Com um jornalismo de primeira grandeza, ela retrata a situação das ditaduras que infernizavam a Argentina, o Chile e o Uruguaia naquele momento, quando o Brasil iniciava a lenta transição para a democracia. Uma enorme e especialíssima contribuição do gigante Neiva Moreira ao jornalismo e à História, bem no nível da sua participação na vida política do País (foi um dos fundadores do PDT, junto com Leonel Brizola e Jackson Lago), em especial na do Maranhão, que representou na elite da Câmara Federal em sete mandatos.

São Luís, 21 de Setembro de 2021.

Sucessão reúne cinco candidatos, mas só Weverton, Brandão e Maranhãozinho estão dando as cartas

 

Weverton Rocha, Othelino Neto e Ana Paula Lobato Sexta-Feira no evento de Pinheiro; Carlos Brandão recebe 15 deputados em casa na noite de Sexta-Feira e Josimar de Maranhãozinho com prefeitos em sua residência; Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim e Simplício Araújo: ações modestas

A corrida ao Palácio dos Leões ganha ritmo e vai definindo os nomes que de fato estão no jogo e, portanto, em condições de chegar lá. No momento, os votos dos mais de quatro milhões de eleitores maranhenses estão sendo efetivamente disputados pelo senador Weverton Rocha (PDT), pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), pelo ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e pelo prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio (PSL). Esse time poderia incluir o suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), que mantém o discurso de pré-candidato, mas é lícito afirmar que, em que pese a sua legitimidade política e partidária, e o fato de que contribui para o debate pré-eleitoral, sua pré-candidatura não se encaixa no cenário de possibilidades em evolução. No geral, os pré-candidatos atuam ocupando espaço na expectativa da batida de martelo do governador Flávio Dino (PSB) definindo quem terá o seu apoio nessa disputa, pois sabem que sua posição será decisiva para os rumos da disputa.

No atual cenário desse contexto é visível uma “guerra” entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, que se movem com dois focos, reunindo forças políticas (parlamentares, prefeitos, ex-prefeitos e vereadores) para fortalecer seus projetos e colocar seus cacifes na mesa quando chegar o momento da decisão. O senador e o vice-governador trabalham com diversas equações, inclusive a de que, na impossibilidade do grande acordo, os dois sigam pela via do confronto direto, o que poderá polarizar a disputa, mesmo levando em conta candidaturas expressivas, como a de Josimar de Maranhãozinho e a de Edivaldo Holanda Jr.. E com o diferencial de que o vice-governador Carlos Brandão concorrerá no cargo em busca da reeleição.

Weverton Rocha faz uma pré-campanha mais aguerrida e estridente, comandando eventos políticos com participação popular, que chama de “Maranhão Mais Feliz”, já realizados em Imperatriz, São Bernardo, Presidente Dutra e Pinheiro, este ocorrido na noite de Sexta-Feira, provavelmente o maior dos quatro, mobilizado uma multidão e inúmeros prefeitos e líderes da Região. Na “Princesa da Baixada”, o pré-candidato do PDT conta com o apoio do prefeito Luciano Genésio (PP) e da vice-prefeita Ana Paula Lobato (PDT). Principal avalista político desse projeto, o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), tem participado de maneira entusiasmada, afirmando em suas falas, que esse projeto vai além do propósito pessoal do senador Weverton Rocha. Não há como ignorar o fato de que o líder pedetista faz a mais arrojada de todas as pré-campanhas.

Carlos Brandão também tem realizado eventos políticos robustos, com a participação de parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, além de cumprir uma agenda intensa representando o governador Flávio Dino em inaugurações, anúncio de obras e eventos os mais diversos. Mas até aqui, o viés mais forte da pré-campanha do vice-governador tem sido a conversa política com lideranças de todas as regiões. Dois exemplos: há duas semanas, enquanto o senador Weverton Rocha preparava seu evento em Presidente Dutra, Carlos Brandão recebia na sua residência o apoio de ninguém menos que o ex-deputado federal e pedetista de proa Julião Amin, e na Sexta-Feira, enquanto o Maranhão Mais Feliz ocorria em Pinheiro, o vice-governador recebia a visita de 15 deputados estaduais de diversos partidos, entre eles a Thaíza Hortegal (PP), ex-mulher e ex-aliada política do prefeito pinheirense Luciano Genésio.

Além da movimentação intensa de Weverton Rocha e Carlos Brandão, a corrida mais acelerada entre os demais candidatos é a de Josimar de Maranhãozinho, que há duas semanas lotou sua residência com dezenas de prefeitos aos quais comunicou que é está se afastando do governador Flávio Dino e que pré-candidato a governador e não abre.

As pré-campanhas dos dois pré-candidatos da base governista e a movimentação de Josimar de Maranhãozinho tendem a se intensificar à medida que se aproximar o momento em que o governador Flávio Dino indicará o candidato que terá seu apoio e do seu grupo. No meio político, começa a escassear os que acreditam em acordo, aumentando, na mesma proporção, os que já preveem a impossibilidade de entendimento e esperam que os dois partirão para o embate, o que terá vários desdobramentos, alguns imprevisíveis. Tais vozes também ainda acreditam que a pré-candidatura do chefe do PL é blefe.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha mantém silêncio sobre como disputará das eleições do ano que vem

Roberto Rocha: indefinição 

O senador Roberto Rocha (sem partido) vai aos poucos ganhando a forma de grande mistério da corrida eleitoral do ano que vem. A pouco mais de um ano das eleições, ele continua sem dar uma palavra sobre a sua participação, ou não, no pleito. Há quem o veja como pré-candidato a governador – para fazer dobradinha com o presidente Jair Bolsonaro, de quem é apoiador convicto – os que o enxergam como pré-candidato à reeleição para o Senado, alguns apostam que ele será candidato a deputado federal, e também uns poucos que acreditam que, por razões não políticas, ficará de fora da caça ao voto, apoiando a eventual candidatura do seu filho, o ex-vereador Roberto Rocha Jr., a deputado federal.

Para começar, é estranho que o senador, que é preparado e já controlou firmemente a sua bússola política, ainda se encontre sem partido, vivendo a curiosa situação de aguardar a escolha partidária do presidente Jair Bolsonaro, que, cada vez mais isolado politicamente, enfrenta dificuldades para encontrar um partido que lhe abra as portas. Mesmo excluindo PSB e PSDB, dos quais saiu, Roberto Rocha não teria maiores dificuldades de encontrar uma legenda adequada ao seu perfil, agora assumidamente de direita. Ficar sem partido por solidariedade ao presidente não parece uma boa estratégia.

Além da indefinição partidária, Roberto Rocha deixa no ar a impressão de que escolha partidária e definição de mandato a disputar não estão na lista das suas preocupações imediata. E a explicação dessa postura seria consequência de um drama pessoal: seu filho, Paulo Rocha, de 32 anos, estaria novamente enfrentando problemas com câncer. Um amigo da família afirma que o senador Roberto Rocha estaria muito abatido, às vezes sinalizando total desinteresse pelo seu futuro político – mais ou menos o que aconteceu em 2018, quando alcançou apenas 2% da votação para governador do Estado.

A mesma fonte acha provável que Roberto Rocha resolva sua situação até 02 de Outubro, quando termina prazo de filiação para quem pretende disputar nas eleições de 2022.

 

Bancadas do DEM e do MDB na AL estão divididas na corrida aos Leões

Andreia Rezende, Antônio Pereira, Neto Evangelista, Daniella Tema e PauloNeto:DEM dividido; MDB situação igual com Arnaldo Melo, Socorro Waquim e Roberto Costa 

As bancadas do DEM e do MDB na Assembleia Legislativa estão divididas em relação à disputa para o Governo do Estado. São tomadas de posições que fogem ao controle dos comandos partidários.

Dos cinco deputados democratas, Neto Evangelista, Andreia Rezende e Antônio Pereira já tomaram o partido do senador Weverton Rocha (PDT), enquanto os deputados Paulo Neto e Daniella Tema estão apoiando o vice-governador Carlos Brandão.

No MDB, os deputados Socorro Waquim e Arnaldo Melo estão firmes com a pré-candidatura de Carlos Brandão, enquanto o deputado Roberto Costa, que é vice-presidente do partido, está claramente inclinado para o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha.

A desenvoltura com que os parlamentares estão se posicionando pode levar a duas conclusões: ou foram liberados para fazerem suas escolhas, ou os comandos do DEM e do MDB não têm autoridades sobre eles.

São Luís, 19 de Setembro de 2021.

Candidaturas presidenciais complicam montagens dos aspirantes ao Governo no Maranhão

 

 

 

Carlos brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim: problemas com candidaturas presidenciais

É de complexa solução a equação política que envolve os pré-candidatos ao Governo do Maranhão e seus pré-candidatos a presidente da República. Os dois casos mais complicados têm como protagonistas exatamente o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que na engenharia de montagem das forças partidárias para a corrida às urnas enfrentam problemas espinhosos em relação aos candidatos presidenciais que aspiram como aliados. Outros aspirantes ao Palácio dos Leões também enfrentam o mesmo obstáculo, mas como franco-atiradores, não demonstram maior preocupação com esse aspecto essencial das chapas que tentam montar. O único pré-candidato ao Governo estadual para quem que tal item está rigorosamente definido é o senador Roberto Rocha (sem partido), que tem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na cabeça da chapa.

O senador Weverton Rocha vive uma situação de alta complexidade. Na montagem da sua base partidária, ele opera para contar com o apoio do PT, que, mesmo na linha do “entre tapas e beijos”, sempre foi aliado preferencial do PDT, o que lhe permite aspirar ter o ex-presidente Lula da Silva, pré-candidato ao Planalto, como aliado de proa da sua candidatura. Só que o seu partido tem como pré-candidato o ex-governador cearense Ciro Gomes, que tem como um dos motes de campanha atacar dura e implacavelmente o líder petista. O senador tem aliados no PT de São Luís, alguns deles já o apoiando declaradamente, mas é fato que, enquanto o PDT, ou o PT, não definirem com clareza seus candidatos presidenciais, sua relação com o PT não será também definida.

A situação do vice-governador Carlos Brandão é rigorosamente igual. Enquanto esteve no Republicanos, Carlos Brandão cultivou boas relações com o PT, a ponto de incluir o partido na sua base de apoio. Com o seu retorno ao PSDB, a boa perspectiva de uma aliança com o PT sofreu abalos. É que no geral o PT tem o PSDB como inimigo figadal e boa parte do partido ainda não perdoa o fato de os tucanos terem sido força de proa no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Carlos Brandão conseguiu o apoio do comando estadual do PT e recebeu afagos do ex-presidente Lula da Silva na sua recente passagem por São Luís. O problema é que cresce no PSDB a tendência de lançar candidato a presidente da República, podendo ser o governador de São Paulo João Doria ou o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite. É uma equação complicada, que preocupa, porém não desanima o vice-governador em relação ao PT.

Se por um lado não ter candidato ao Planalto é vantajoso por ser uma preocupação a menos, por outro pode ser um fator complicador, por sugerir fragilidade política perante o eleitorado. O item não alcança, ainda, o ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD Edivaldo Holanda Jr., cujo partido não cogita lançar candidato a presidente da República, mas ninguém duvida que o presidente nacional, Gilberto Kassab, engatará a legenda numa candidatura presidencial. A mesma situação afeta o projeto de candidatura do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, cujo partido, o PL, tem fortes vínculos com o presidente Jair Bolsonaro. Bolsonarista de proa, o prefeito de São padro dos Crentes e pré-candidato do PSL Lahesio Bonfim vive o drama inversamente por não saber se o partido, hoje comandado pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, adversário do Governo Bolsonaro, lhe dará a vaga de candidato.

Nesse complexo cenário de indefinições, a posição mais confortável nesse item é a do senador Roberto Rocha, que é bolsonarista de proa e, se não houver uma reviravolta inacreditável, será candidato a governador carregando a candidatura do presidente à reeleição como a sua principal bandeira.

Ainda é cedo para fazer afirmações sobre os casos indefinidos, mas uma situação já se pode prever: a julgar pelo que aconteceu em todas as eleições deste século no Maranhão, o PT marchará dividido, tendo ou não o ex-presidente Lula da Silva como candidato a presidente.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Câmara dos EUA impede liberação de recursos para remoção de quilombolas em Alcântara

Área do CLA pode ser ampliada para atender a clientes lançadores de foguetes em operações comerciais

O Centro de Lançamento de Alcântara foi motivo de discussão no Congresso dos Estados Unidos. E por um motivo que confirma a suspeita de que nos anexos do Acordo de Salvaguarda Tecnológica (AST), firmado pelos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, seriam incluídas garantias de que, em havendo necessidade de ampliação do complexo aeroespacial de Alcântara para atender a exigências da clientela que o alugará para lançar foguetes, comunidades quilombolas e indígenas teriam de ser removidas de lá, por bem ou na marra.

Segue o trecho da reportagem de Ana Rosa Alves sobre o assunto, publicada ontem em O Globo: “Deputados democratas da ala mais à esquerda do partido, críticos das políticas do presidente Jair Bolsonaro, se mobilizam mais uma vez para dificultar a implementação de acordos entre o Brasil e os Estados Unidos. O grupo apresentou duas emendas ao Orçamento de Defesa americano, que dizem respeito ao status de aliado preferencial extra-Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte) do Brasil e à realocação forçada de povos indígenas e quilombolas”.

E prossegue: “A menção à necessidade de realocação dos quilombolas e povos indígenas diz respeito à implementação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos, assinado durante a visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington em 2019. O acordo protege tecnologia sensível americana, a fim de viabilizar a utilização comercial da Base de Alcântara, no Maranhão, pertencente à Força Aérea Brasileira. Ao apresentarem a cláusula no Orçamento do ano passado, os democratas a justificaram alegando que a expansão da base de lançamentos em Alcântara demandaria o deslocamento dessas comunidades, argumento endossado por organizações sociais que apontam para significativos impactos socioambientais. A política ambiental de Bolsonaro e de seu impacto para as comunidades indígenas também é motivo frequente de críticas de democratas mais progressistas”.

E arremata: “Nenhum recurso federal poderá ser destinado ou gasto para que os Estados Unidos forneçam qualquer assistência ou cooperação de segurança para as forças policiais, de Defesa ou de segurança do governo do Brasil para realocar involuntariamente, incluindo por coerção ou pelo uso de força, comunidades indígenas ou quilombolas do Brasil”, diz a emenda. Medidas quase idênticas foram apresentadas no ano passado, porém não foram aprovadas: a referente às comunidades indígenas e quilombolas chegou a receber o aval da Câmara, mas não passou pelo Senado”.

Como se vê, os alertas feitos pelo deputado federal Bira do Pindaré (PSB) na época em que o AST foi assinado por Jair Bolsonaro e Donald Trump – inclusive com o apoio da Coluna, que não enxergou o que havia nas entrelinhas – sobre os riscos a que aquelas comunidades poderiam ser submetidas, faziam todo sentido.

 

PDT sofre mais uma perda importante com a saída de Ivaldo Rodrigues

Ivaldo Rodrigues: mais um líder de peso deixa o PDT

O PDT sofreu mais uma perda importante, o ex-vereador Ivaldo Rodrigues, um dos seus líderes mais destacados, com atuação forte em São Luís, tendo exercido vários mandatos na Câmara da Capital, sem, porém, ter alcançado a reeleição em 2020. O motivo da saída seriam divergências com o comandante maior do partido, senador Weverton Rocha, a exemplo do que aconteceu com outros líderes do partido, como a ex-primeira-dama Clay Lago e o vereador, deputado estadual e ex-deputado federal Julião Amin, que rompeu com a corrente, liderada por Weverton Rocha meses depois da morte do patriarca do partido, governador Jackson Lago. Ivaldo Rodrigues foi forjado sob a liderança direta de Jackson Lago nas lutas estudantis que culminaram com a greve de 1979, que incendiou São Luís durante semanas. Vereador de quatro mandatos, não alcançou a reeleição no último pleito, desfecho que debita na conta do presidente da agremiação.

São Luís, 17 de Setembro de 2021.

 

PSOL se move para sair do isolamento fazendo alianças no campo das esquerdas

 

Guilherme Boulos tenta tirar o PSOL do isolamento dialogando com Weverton Rocha

Pela primeira vez em alguns anos o PSOL, braço mais forte da esquerda radical do Maranhão, poderá sair do isolamento e partir para as urnas como parte de uma aliança envolvendo partidos de esquerda, como PSB, PT, PCdoB e Rede, e de centro esquerda, como o PDT, por exemplo. Essa possibilidade foi aberta com a expressiva participação do partido com a candidatura de Guilherme Boulos às Prefeitura de São Paulo, que recebeu o apoio de diversos segmentos de esquerda, conseguindo flexibilizar a posição até então radicalmente fechada do PSOL, a exemplo do que aconteceu com a candidatura de Franklin Douglas à Prefeitura de São Luís. O novo presidente estadual do PSOL, Enilton Rodrigues, ao contrário dos dirigentes anteriores da legenda, sinalizou abertura de conversas com aqueles segmentos partidários, abrindo a possibilidade de participar de uma composição em torno do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

Mesmo ainda tímidos e marcado por visível cautela, o movimento do PSOL maranhense no sentido de sair do isolamento para entrar no circuito da grande disputa em preparação no estado é reflexo do que está acontecendo com o partido no plano nacional como desdobramento do desempenho eleitoral do líder do partido em São Paulo, Guilherme Boulos, que na última eleição na Capital foi para o segundo turno com o prefeito Bruno Covas (PSDB), que venceu a eleição. É reflexo também da perda de lideranças importantes, como o deputado federal Marcelo Freixo, que comandou o partido no Rio de Janeiro, mas que recentemente desligou para ingressar no PSB, a exemplo do que fez o governador Flávio Dino.

Até agora, o PSOL abriu um tímido canal de diálogo com o senador Weverton Rocha. Antes disso, conversara com o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), quando ele se articulava para disputar a Prefeitura de São Luís, mas as tentativas de aliança fracassaram, como era previsto. O movimento agora em curso, que pode levar o partido a fazer parte de uma aliança na seara esquerdista na disputa pelo Governo do Maranhão foi iniciado em conversas do senador Weverton Rocha com o líder do PSOL em São Paulo, Guilherme Boulos, que deve disputar o Governo de São Paulo. Não houve definição, mas as primeiras declarações do novo presidente do PSOL maranhense, Enilton Rodrigues, que milita na mesma corrente de Guilherme Boulos dentro do partido, deixaram no ar uma brecha para alianças.

– Nossa prioridade continua sendo vacina no braço, comida no prato e fora Bolsonaro, mas temos a tarefa política de posicionar o PSOL no debate político estadual, sem sectarismo, com destaque para diálogos com PT, PDT, PCdoB, PSB, Rede e PCB – declarou o novo líder do PSOL no Maranhão.

Não se pode afirmar que o PSOL maranhense voltou a ser um braço partidário dividido, como o foi até algum tempo atrás. O professor Franklin Douglas, que já comandou o partido, resiste ao envolvimento do PSOL com outros partidos, preferindo mantê-lo num espaço em que PSTU e PCB como aliados preferenciais. Sua posição, porém, tende a se tornar minoritária – se já não for -, uma vez que é clara a tendência do PSOL nacional avançar na linha traçada por Guilherme Boulos, que mais do que nunca vai precisar de aliados na esquerda para a guerra pela prefeitura paulistana, já tendo recebido sinal amarelo do PDT, que deve apoia-lo.

O fato pé que hoje o PSOL do Maranhão encontra-se entre lançar candidato próprio ao Palácio dos Leões ou apoiar um candidato do chamado campo democrático, que pode ser o senador Weverton Rocha, em que pesem as profundas diferenças ideológicas que os distanciam. O pré-candidato pedetista tomou a dianteira, abrindo diálogo com Guilherme Boulos, que poderá ou não prosperar. O senador Weverton Rocha aposta alto nessa aliança para fortalecer o seu projeto de candidatura.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão e Weverton têm entraves a superar para aliança com PT

Carlos Brandão tem pré-candidatura de Eduardo Leite, e Weverton Rocha tem Ciro Gomes no partido

Aliados do senador Weverton Rocha registraram o encontro recente do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos nomes do PSDB para a disputa presidencial. O registro insinua que a aproximação de Carlos Brandão com líderes tucanos pode complicar a relação dele com o PT. A artimanha – inteligente, diga-se de passagem – peca por um detalhe de fundamental importância nesse jogo: o senador Weverton Rocha mantém conversas com o PT tendo o seu partido, o PDT, um pré-candidato a presidente, o ex-governador Ciro Gomes, com um discurso extremamente hostil ao pré-candidato presidencial do PT, ninguém menos que o ex-presidente Lula da Silva. Ou seja, quando o assunto é uma aliança com o PT, tanto o vice-governador quanto o senador enfrentam problemas sérios. Esses entraves podem ser superados por conversas, que interessam igualmente ao PT.

 

Ana Paula convida para evento de Weverton em Pinheiro

Ana Paula Lobato convidando para o evento de Weverton Rocha em Pinheiro

Os principais articuladores e apoiadores do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado estão em plena atividade atuando nos preparativos da 4ª edição do “Maranhão Mais Feliz”, o principal evento de pré-campanha do líder pedetista. Ontem, por exemplo, a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato, também vice-presidente do PDT na Princesa da Baixada, divulgou um vídeo convidando para o evento, que será realizado neste Sábado, no início da noite. Na sua mensagem, a vice-prefeita de Pinheiro convoca: “Vamos, juntos, discutir projetos e propostas importantes para o nosso povo, por um Maranhão Mais Feliz”. E explica que o movimento “Maranhão Mais Feliz”, idealizado pelo PDT, “tem por objetivo coletar sugestões da população em uma plataforma colaborativa, visando a construção do plano de gestão do pré-candidato ao Governo, senador Weverton, caso seja confirmado na convenção”. O senador Weverton Rocha já comandou esse movimento de pré-campanha a Imperatriz (Região Tocantina), São Bernardo (Baixo Parnaíba) e Presidente Dutra (Região dos Cocais). Os três eventos reuniram milhares de pessoas e 72 prefeitos.

São Luís, 16 de Setembro de 2021.

Magno Bacelar viveu uma trajetória empresarial e política de estridentes sucessos e retumbantes reveses

 

Magno Bacelar: uma trajetória rica, movimentada, com muitas conquistas e reveses

Morreu ontem, de infarto, aos 83 anos, o advogado e empresário, secretário de Estado da Educação, deputado estadual, deputado federal, senador da República, vice-prefeito de São Luís e prefeito de Coelho Neto Carlos Magno Duque Bacelar. Poucos homens da sua geração viveram tão intensamente, em diferentes planos, e protagonizaram tantas situações de altos e baixos. Militou fortemente na política, foi um dos principais responsáveis pelo maior empreendimento agroindustrial implantado no Maranhão nos anos 60, a Cepalma, em Coelho Neto, e revolucionou a comunicação no Maranhão com a implantação da TV Difusora e da Rádio Difusora AM. Foi uma figura destacada da vida maranhense ao longo de décadas. E terminou seus dias distante das câmeras, sem o traço da riqueza nem a marca da pobreza,

São raras as biografias como a de Magno Bacelar. Foi um dos líderes do megaprojeto Celulose e Papel do Maranhão (Cepalma), localizado em Coelho Neto, nascido em 1967 e só inaugurado em 1973 e que sacudiu o Maranhão naquela década com a capacidade de produzir toneladas de papel a cada dia. Seria também um projeto inovador, que investiria em estradas, escolas, hospital e residência para operários. Então no auge, a Sudene derramou milhões e milhões no projeto industrial idealizado pelos irmãos Raimundo e Magno Bacelar, que impressionou os maranhenses pelo gigantismo e pela possibilidade de vir a ser a base do desenvolvimento econômico do estado. Assim como seu irmão, Magno Bacelar passou a ser visto como empresário genial, empreendedor fenomenal, motivando a crença de que o espantoso empreendimento que produziria papel e celulose em Coelho Neto revolucionaria, ampla e definitivamente, a vida econômica estadual. Passados alguns anos, tempo em que Magno Bacelar e seu irmão viveram como verdadeiros Midas, o megaempreendimento faliu, produzindo o maior desastre empresarial da história econômica recente do Maranhão, gerando um escândalo monumental e um calote bilionário nas contas da Sudene e uma onda de desalento em Coelho Neto e região.

Magno Bacelar e seus irmãos Raimundo e Afonso Bacelar revolucionaram as comunicações no Maranhão com a implantação, em 1963, da TV Difusora e da Rádio Difusora AM, duas emissoras que se tornaram potências e ajudaram a colocar os maranhenses na era das comunicações. Além das novelas e dos grandes programas de auditório, a TV Difusora trouxe o mundo para os maranhenses com um Jornalismo inovador, ganhando estatura de poderosa fonte de informação e entretenimento, mudando de vez a rotina da provinciana São Luís dos anos 50, e ganhando força nos anos 60 como a primeira afiliada da Rede Globo. A Rádio Difusora AM foi igualmente inovadora, com seu influente jornalismo e sua rica grade diária de musicais, firmando-se como elo entre a Capital e o resto do Maranhão e fonte de poder. Em meados dos anos 80, a família vendeu o complexo Difusora para um grupo liderado pelo político e empresário de Balsas, Chico Coelho, ligado ao então governador Luiz Rocha, e que quatro anos mais tarde transferiu o controle para o então governador Epitácio Cafeteira, que também quatro anos depois repassou o complexo para o empresário Lobão Filho.

No campo político, Magno Bacelar foi quase tudo o que almejou, menos vereador e governador. Foi deputado estadual influente, foi deputado federal igualmente influente. Assumiu a cadeira de senador em 1991, quando Edison Lobão renunciou ao mandato para assumir o Governo do Estado.  (Vale registrar que Magno Bacelar disputou a vaga de senador em 1986 com Edison Lobão e Américo de Souza, iniciando como favorito. Foi literalmente atropelado por Américo de Souza, que entrou no páreo gastando milhões de cruzeiros com o objetivo de fragilizar a candidatura de Magno Bacelar, para e assegurar a vitória de Edison Lobão, o que acabou acontecendo. E como o País era mais sério, o suplente de senador era o imediatamente mais votado. Segundo colocado na disputa, assumiu a vaga com a saída de Edison Lobão). Após deixar o Senado, foi vice-prefeito de São Luís num dos mandatos de Jackson Lago e depois se elegeu prefeito de Coelho Neto, sua cidade natal. Sua última atuação na vida pública foi como chefe de gabinete do então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Aposentado, vivia discretamente., sempre afável e aberto a uma boa conversa.

Mais do que qualquer outro maranhense do seu tempo, Magno Bacelar viveu todo poder e prestígio que um rico industrial, um poderoso empresário da comunicação e um influente político podem viver. Mas também amargou duros reveses, que muitos não suportariam. Protagonizou uma biografia rica, que, cedo ou tarde, despertará interesse em pesquisadores.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino não acredita na postura “paz e amor” de Jair Bolsonaro

Flávio Dino não  vê Jair Bolsonaro sem confronto 

Ao contrário de muitos políticos experientes, tanto da situação quanto da oposição, o governador Flávio Dino (PSB) não acredita que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mantenha por muito tempo essa postura de “paz e amor” que adotou depois que seu projeto de golpe fracassou no dia 7 de setembro com a dura reação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. Para o governador, não há sinceridade em nenhuma frase da carta de autoria do ex-presidente Michel Temer, que o presidente assinou se desculpando e prometendo entrar nos eixos. Numa avaliação sem paixão, o governador enxerga o presidente Jair Bolsonaro como um político sem projeto econômico ou social, sem uma agenda política, sendo focado sempre no confronto, que é o meio que usa para se manter em evidência. E não vai mudar. Ou seja, vai continuar atacando, porque é esse o meio com que alimenta sua imagem política. Flávio Dino diz ter convicção de que o presidente Jair Bolsonaro mantém de pé a ideia de golpe e está tramando o próximo ataque. Faz sentido.

 

Edivaldo Jr. cumpre agenda intensa de conversa com lideranças

Edivaldo Jr. vê candidatura viável

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD a governador Edivaldo Holanda Jr. ainda não definiu sua agenda de incursões no interior para consolidar seu projeto de candidatura e se posicionar no eleitorado. Por enquanto, cumpre intensa agenda de gabinete, onde trabalha o dia inteiro recebendo lideranças de São Luís e do interior, incluindo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, líderes comunitários. Quem o conhece informa que o ex-prefeito de São Luís se encontra dominado pelo entusiasmo com as conversas que manteve até agora. Acha que seu projeto de candidatura é viável e vai ganhar volume e consistência quando ele iniciar a maratona de visitas a municípios. É esse o estado de ânimo do presidente do PSD e principal fiador do projeto, deputado federal Edilázio Jr..

São Luís, 15 de Setembro de 2021.

 

Dino já tem candidatura ao Senado como “plano A, B e C”, mas deixando margem para “plano D, E e F”

 

Flávio Dino afirma que já tem candidatura ao Senado como o seu “plano A, B e C”

O governador Flávio Dino (PSB) reafirmou que candidatar-se ao Senado é o seu “plano A, B e C”, mas acrescentou que nesse contexto deixa uma reserva de espaço para “plano D, E e F”. Essa declaração, que amplia a certeza quanto à sua participação na corrida senatorial, mesmo deixando ainda uma margem, agora bem mais reduzida e distante, para ser vice na chapa do ex-presidente Lula da Silva (PT) ou ainda permanecer no comando do Governo até o final do mandato, foi dada em entrevista concedida ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirante, na noite de Domingo (11). Na mesma entrevista, o governador previu a derrota do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tentativa de reeleição, apontou o ex-presidente Lula da Silva o nome mais consistente para a atual corrida ao Palácio do Planalto, e declarou que para essa disputa o ideal seria a construção da chamada Terceira Via.

Foi a primeira vez que o governador Flávio Dino definiu o projeto de candidatura ao Senado como plano A, B e C. Nas vezes anteriores em que abordou o assunto, respondeu que seria o caminho natural, mas condicionado a outras hipóteses, colocadas no mesmo patamar de importância, como a permanência no Governo, após o que retornaria à cátedra de Direito Constitucional na UFMA, ou entrar na corrida presidencial, como titular ou como vice de Lula da Silva. Agora, as duas últimas hipóteses foram despachadas para uma área mais distante no campo das possibilidades, o que significa dizer: mesmo que elas ainda sejam consideradas na pauta do governador, o destino das duas é parar no arquivo.

Flávio Dino tem noção muito clara de que nesse jogo, mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Ser candidato a vice numa chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula da Silva lhe dá razões para apostar numa vitória, mas também considerando uma margem para a hipótese de insucesso. Já a permanência no Governo até o final do mandato não faz o menor sentido para um político do seu quilate, no auge da sua capacidade de ação e com a visão aprimorada que construiu do Brasil e seus problemas. O argumento segundo o qual o bom jogador guarda sempre cartas importantes para usar em situações decisivas, tem lá suas razões de ser, mas se aplica muito pouco no caso do futuro político imediato do governador do Maranhão. Sua declaração ao Canal Livre.

O projeto senatorial parece sob medida para o governador Flávio Dino. Quando foi deputado federal, sua bagagem de ex-juiz federal associada à sua disposição política o tornou um parlamentar por excelência, que foi acionado várias vezes para assumir tarefas legislativas e desafiadoras, como, por exemplo, a relatoria do projeto que acabaria aprovado como Lei de Responsabilidade Fiscal, entre vários outros que atualmente compõem o ordenamento jurídico do País. E quem o acionou foi ninguém menos que o então presidente da Câmara Federal, deputado Michel Temer (MDB), que mais tarde seria eleito vice-presidente na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT).

Agora, com a visão política amadurecida pela experiência de sete anos como governador do Maranhão, liderando uma gestão vista como uma das melhores do País, em que pesem as condições adversas que enfrentou, como a hostilidade do atual Governo Federal, alimentada direta e ostensivamente pelo próprio presidente da República. Mesmo assim, vem realizando um Governo diferenciado e voltado para o social, com programas audaciosos como o “Escola Digna”, no ramo educacional, e a ampliação da rede hospitalar no campo da saúde, e ainda a implantação de uma rede de restaurantes populares em além de outros na área de infraestrutura. A eficiência no combate à pandemia do novo coronavírus arrematou a eficiência da sua gestão.

Ao consolidar o projeto de disputar o Senado, o governador Flávio Dino faz a opção que parece a mais adequada, que pode levá-lo a participar de um projeto na corrida presidencial de 26. Quem sabe?

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Descendentes libaneses têm se destacado na política maranhense

Eduardo Braide, Helena Duailibe, Ricardo Murad e Fábio Gentil: exemplos de descendentes libaneses na militância política

O jornalista e historiador Diogo Bercito acaba de lançar o livro “Brimos: Imigração sírio-libanesa no Brasil e seu caminho até a política”, no qual resgata as raízes dos principais líderes políticos brasileiros de origem sírio-libanesa, como o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, refundador do PSD e ex-prefeito de São Paulo, e Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, ex-governador de São Paulo e ex-deputado federal, por exemplo.

Se a pesquisa fosse estendida aos estados, ele encontraria no Maranhão exemplares importantes dessa linhagem, como políticos detentores de sobrenomes destacados, como Haickel, cujo destaque maior foi o deputado estadual e federal Nagib Haickel, que presidiu a Assembleia Legislativa (AL); Braide, que tem o  atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), filho de Antônio Carlos Braide, ex-deputado estadual e ex-presidente da AL Antônio Carlos Braide; Murad, com a ativa atuação do agora ex-deputado e ex-prefeito de Coroatá Ricardo Murad e sua filha, ex-deputada Andrea Murad; Duailibe, representada pela ex-vereadora e atual deputada estadual Helena Duailibe (SD); Waquim, que tem na ex-prefeita de Timon e atual deputada estadual Socorro Waquim (MDB) seu quadro mais destacado; Seba, com o ex-prefeito e ex-deputado estadual  Franklin Seba; Sabak, cujo destaque foi o ex-prefeito de Santa Inês e ex-deputado estadual Biné Sabak; Tema, cujo nome mais conhecido é Cleomar Tema, cinco vezes prefeito de Tuntum e cuja esposa, Daniella Tema, é hoje deputada estadual; Heluy, que teve como nome mais atuante a ex-vereadora e ex-deputada estadual Helena Heluy; e Gentil, que ganhou projeção com o recém falecido deputado estadual José Gentil e com seu filho, o atual prefeito reeleito de Caxias Fábio Gentil, hoje nome de peso no estado.

 

Sem pressa, MDB ainda não definiu candidato a governador

Roberto Costa e Roseana Sarney: articuladores 

O MDB ainda não bateu martelo sobre quem apoiará na corrida ao Palácio dos Leões. Seus líderes estão conversando, ainda informalmente, com o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD). O partido tem dois interlocutores, que conversam nas várias frentes, a ex-governadora Roseana Sarney, atual presidente da legenda, e o deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente e principal articulador político. Os dois não fecham portas, mas também não têm pressa, evitando assim decisão precipitada. Até porque, no núcleo duro do partido há vozes que ainda torcem para que a ex-governadora Roseana Sarney abandone o projeto de disputar uma cadeira na Câmara federal para se candidatar ao Palácio dos Leões. No MDB, por enquanto, a punica certeza é a de que o partido não criará qualquer obstáculo à candidatura do governador Flávio Dino ao Senado.

São Luís, 14 de Setembro de 2021.

Weverton faz pré-campanha com grandes eventos e vai consolidando sua candidatura ao Governo

 

Weverton Rocha com .lideranças no ato de largada em Imperatriz; com Othelino Neto, aliado e fiador político da pré-candidatura, e animação do comício de Imperatriz

Quando decidiu que seria candidato à sucessão do governador Flávio Dino (PSB), logo após assumir a cadeira no Senado, que ganhou no embalo de mais de dois milhões de votos, o senador Weverton Rocha (PDT) resolveu também que participaria das articulações para a definição de um candidato dentro da aliança liderada pelo governador, mas que sua candidatura seria inegociável. “Um projeto sem volta”, como ele próprio sentenciou no primeiro grande evento de pré-campanha, realizado em Imperatriz, no dia 14 de Agosto. Realizados com indiferença em relação à crise política que abala o País, os eventos e o volume da sua pré-campanha oficial até aqui dão bem a medida da determinação com que tenta viabilizar seu projeto de poder. Foram três eventos bem-sucedidos – em Imperatriz, São Bernardo e Presidente Dutra -, já estando anunciado e sendo preparado o de Pinheiro, na próxima Sexta-Feira (17).

Bem situado em todas as pesquisas já feitas para medir a corrida ao Palácio dos Leões, só perdendo para a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que não será candidata, o senador Weverton Rocha emite com frequência fortes sinais de que se prepara para disputar o Governo do Maranhão dentro ou fora da aliança governista. Com movimentos intensos e determinados, que reforçam o caráter de irreversibilidade da sua candidatura, o pedetista faz uma pré-campanha bem planejada, baseada no slogan “Maranhão Mais Feliz”, e lastreada por uma grande megaestrutura de palanque. Seu projeto tem o apoio da senadora Eliziane Gama, vários deputados federais e um número expressivo de deputados estaduais, destacando-se o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), o mais importante dos fiadores políticos da sua pré-candidatura, e o prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), principal articulador da sua candidatura.

A largada de Weverton Rocha se deu em Imperatriz, na Região Tocantina, em 14 de Agosto. Ali, ele realizou um grande comício de pré-campanha, no qual fez um discurso de candidato em que lançou o projeto pré-eleitoral “Maranhão Mais Feliz” e fez a declaração mais importante até aqui: “Esse projeto não tem volta”. Ou seja, com o slogan evidenciou uma estratégia ousada e um discurso com ênfase de campanha propriamente dita, enquanto que a irreversibilidade do projeto de candidatura foi apontada como o segundo ponto forte da sua fala. Os dois pontos repercutiram fortemente no meio político e fora dele. Com a mesma estrutura e o mesmo roteiro, o segundo evento da pré-campanha aconteceu uma semana depois no outro extremo do estado, em São Bernardo, na Região do Baixo Parnaíba, no dia 21 de Agosto. Como que inspirado num cuidadoso roteiro geopolítico, o terceiro evento foi realizado na região central do estado, em Presidente Dutra, no dia 04 de Setembro.

Além de anunciar seu projeto de poder ao eleitorado, os três eventos da pré-campanha do senador Weverton Rocha funcionaram como recados claros e diretos de que sua pré-candidatura não é mera ocupação de espaço político, mas a construção de uma candidatura sólida e, ao que tudo indica,  determinada. Aqueles atos reuniram nada menos que 72 prefeitos, a começar por Assis Ramos (DEM), de Imperatriz, dezenas de vereadores, vários ex-prefeitos, como o imperatrizense Ildon Marques, deputados federais e deputados estaduais – o deputado-presidente Othelino Neto participou de todos. Além de lideranças, os eventos reuniram milhares de entusiasmados apoiadores e simpatizantes.

Nessa batida bem planejada, Weverton Rocha vai se consolidando como candidato a governador em faixa própria, mesmo fazendo, ele e seu partido, parte da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino, da qual sairá um candidato e que terá um nome na disputa por ele avalizado. Esse candidato poderá ser o próprio senador, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que também cumpre uma programação de pré-campanha, ou ainda o suplente de deputado federal Simplício Araújo, que controla o SD no estado. Até aqui o senador Weverton Rocha tem se mostrado um político de resultados, que sabe onde quer chegar e investe cada minuto do seu dia na pavimentação da estrada que, espera, o levará ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PV pode embarcar na candidatura de Edivaldo Jr. ao Governo

Sarney Filho pode negociar com Edilázio Jr. ingresso do PV de Adriano Sarney no projeto de candidatura de Edivaldo Holanda Jr.

Não será surpresa se o braço maranhense do PV, controlado pelo ex-ministro Sarney Filho e deputado estadual comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, vier a se juntar ao PSD, controlado pelo deputado federal Edilázio Jr., em apoio ao projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr.. Edilázio Jr. começou na política pelas mãos de Sarney Filho, que se estabeleceu politicamente no Distrito Federal depois da derrota para o Senado em 2018, assumindo ali o cargo de secretário de Meio Ambiente do DF, sendo também uma espécie de conselheiro político do governador Ibaneis Rocha (MDB). O caminho natural de Adriano Sarney e o PV seria seguir o MDB, comandado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), mas Sarney Filho deve conversar com Edilázio Jr. e com Edivaldo Jr.. A fonte da Coluna garante que nada está decidido ainda, mas que a tendência de Sarney Filho e de Adriano Sarney será embarcar no projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís e mergulhar no interior do estado atrás de voto.

 

Josimar de Maranhãozinho e Governo negam acordo para retirada de candidatura

Manhãozinho

Não passou de notícia falsa a informação segundo a qual o Palácio dos Leões e o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL) estariam negociando cargos na máquina administrativa com o objetivo de fazer com que o parlamentar arquive o seu projeto de disputar o Governo do Estado. O parlamentar negou enfaticamente a existência de tal negociação, afirmando que ele e o seu partido estão interessados nesse tipo de acordo. Uma fonte bem situada do Governo disse a mesma coisa: o governador Flávio Dino não interesse nesse tipo de troca. O deputado Josimar de Maranhãozinho disse que, ao contrário, ele está trabalhando forte na sua candidatura ao Governo do Estado. E afirmou com igual ênfase, que declarou que a informação não é verdadeira e que estariam “Eu não tive contato com nenhuma pessoa do governo. Eu não procurei, alguns que procuraram eu não dei atenção porque não é o meu foco. A minha vontade é seguir junto com o nosso grupo porque selamos um pacto”, declarou.

São Luís, 12 de Setembro de 2021.

Brandão se alinha ao PSDB e a Dino na proposta de pedir o impeachment de Bolsonaro

  

Carlos Brandão: afinado com PSDB e com Flávio Dino em relação a Jair Bolsonaro

Em meio à cautela extrema da maioria das lideranças partidárias do Maranhão em relação à agressiva investida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos bolsonaristas de 7 de Setembro, o vice-governador Carlos Brandão abraçou a posição do seu partido, o PSDB, e declarou apoio à abertura de um processo de impeachment do chefe da Nação. Com o posicionamento, o vice-governador incorpora o discurso do governador Flávio Dino (PSB) também favorável ao impedimento do presidente, que na sua avaliação perdeu as condições de governar. Com a manifestação, Carlos Brandão, que comanda de fato o PSDB no Maranhão, se junta ao líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, num coro forte contra a marcha golpista do presidente da República, que no entendimento de boa parte dos das lideranças políticas nacionais, entre elas as lideranças maranhenses, não reúne suporte político para continuar no comando do País. Os demais dirigentes partidários da base dinista permanecem em silêncio sobre o tema, aguardando posições das cúpulas nacionais dos partidos.

“O brasileiro não pode ser penalizado por um desgoverno que desdenha da crise sanitária, se perde na economia e desrespeita a Constituição. Estamos todos juntos pelo Brasil”, escreveu o vice-governador na sua conta no Twitter.  A manifestação segue fielmente a posição da cúpula nacional do partido, com a qual fez contato antes de bater martelo sobre como se posicionaria. Sua visão crítica em relação ao presidente Jair Bolsonaro e seu governo já estava definida, restando apenas a identificação integral com a posição do PSDB em âmbito nacional.

Carlos Brandão, que assumirá o Governo em Abril do ano que vem na condição de pré-candidato à reeleição, vinha se mantendo em silêncio sobre o assunto por conta da indefinição do seu partido, o PSDB, que se apresentou dividido entre apoiadores do impeachment – entre eles o senador cearense Tasso Jereissati -, e os que discordam da medida – como o deputado federal mineiro Aécio Neves, um dos seus fundadores, e não apoiador do processo de impeachment. O presidente do partido, Bruno Araújo, porém, é favor da destituição do presidente Jair Bolsonaro e conseguiu mobilizar a maioria do partido nessa direção. Com essa orientação, o vice-governador demonstra que se encontra identificado com a linha de ação do PSDB, tendo também como referência o governador Flávio Dino.

Carlos Brandão não é um cristão-novo no PSDB. Ele já comandou o partido no Maranhão, pelo qual foi deputado federal esse elegeu vice-governador em 2014. Nas eleições municipais de 2016, elegeu 28 prefeitos, só perdendo para o PCdoB. Mesmo assim, perdeu o controle da legenda para o senador Roberto Rocha, que simplesmente desmantelou a legenda no Maranhão, a ponto de o PSDB ter elegido apenas quatro prefeitos em 2020. No Republicanos, teve papel decisivo na eleição de 25 prefeitos, muitos dos quais permanecem como seus aliados e só aguardam o momento certo para migrar para o ninho dos tucanos. O alinhamento com o PSDB na crise institucional é uma demonstração de que o vice-governador se encontra em sintonia fina com o comando partidário.

Ao se posicionar com o PSDB e com o governador Flávio Dino na crise institucional criada pelo presidente Jair Bolsonaro, o vice-governador reafirma sua relação política com os dois pilares do seu projeto de candidatura. O partido já lhe deu garantias de que apoiará seu Governo, a partir de Abril, e aval integral à sua pré-candidatura à reeleição. O governador Flávio Dino tem sido incentivador da sua caminhada pré-eleitoral, mesmo sendo o principal articulador da unidade do grupo em torno de um candidato, que pode ser o próprio Carlos Brandão ou o senador Weverton Rocha (PDT).

 

PONTO & CONTRAPONTO

Isolado e sob pressão, Bolsonaro refaz discurso e pede desculpas

Jair Bolsonaro: recuo depois de isolado

Empolgados com a opereta de 7 de Setembro, quando foram usados como massa de manobra para uma falsa demonstração de força, bolsonaristas mergulharam ontem numa cruel frustração. Depois das bravatas pronunciadas em Brasília e em São Paulo na data cívica, o presidente Jair Bolsonaro ficou de joelhos diante da reação dura e destemida do Supremo Tribunal Federal, expressada no discurso do presidente Luiz Fux, e do Tribunal Superior Eleitoral, manifestada no pronunciamento do presidente Luís Roberto Cardoso. Vendo a base do Centrão se desmanchar, as lideranças civis manifestarem indignação e a imagem do Brasil se deteriorar como nunca no cenário internacional, o presidente-aspirante-a-ditador pediu socorro a um sábio político, o ex-presidente Michel Temer (MDB), para lhe ajudar a sair da encrenca em que se meteu. O resultado foi uma “Declaração à Nação”, na qual tenta desfazer o que fez, engole as bravatas e pede desculpas ao ministro do STF Alexandre Moraes, a quem, sem razão alguma, chamara de “canalha” no dia 7 de Setembro, e aos brasileiros. Leia, na íntegra, a “meia-volta, volver!” do presidente:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

  1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.
  2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.
  3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.
  4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.
  5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.
  6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.
  7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.
  8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.
  9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.
  10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

Deus, Pátria, Família

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

Em Tempo: Desde que a Declaração à Nação foi tornada pública, milhares de bolsonaristas foram às redes sociais para dizer que foram traídos pelo “mito”, disparando contra ele muitos xingamentos.

 

Flávio Dino e Roberto Costa reabrem o Sousândrade reformado e ampliado

Flávio Dino entre Roberto Costa (camisa vinho) e Carlos Brandão na reinauguração da escola no bairro do Lira

A luz da educação reacendeu ontem no bairro do Lira, no complexo da madre Deus com a reinauguração do Colégio Sousândrade, reformada, requalificada e rebatizado como Centro Educa Mais Sousândrade, e que volta a funcionar como escola de tempo integral com capacidade para atender até mil estudantes. A reabertura da unidade escolar, uma das mais importantes da região central de São Luís, contou com a presença do governador Flávio Dino, do vice-governador Carlos Brandão, do secretário de Educação Felipe Camarão e do deputado estadual Roberto Costa (MDB).

Fechada havia meses por causa de problemas que inviabilizavam seu funcionamento, a reforma constou de serviços de melhorias nas estruturas do prédio, no revestimento, cobertura, piso, forro e pintura geral, instalações elétricas e hidráulicas, além dos banheiros com vestiários e acessíveis, entre outras intervenções. A estrutura escolar foi ampliada, contando agora com laboratórios de química, física, biologia e matemática, e passará a atender jovens que irão fazer o ensino médio em tempo integral.

 

A reforma do Sousândrade é fruto do esforço político do deputado Roberto Costa, nascido no bairro e que deve sua formação básica àquela escola. Diante da sua deterioração, o parlamentar transformou a reforma numa bandeira, que o levou ao secretário Felipe Camarão e ao governador Flávio Dino. “A restauração dessa escola significa muito para mim, pois ela faz parte da minha vida porque fui aluno aqui desde a 1º série. É muito gratificante ver, agora, o colégio todo reformado para atender a nossa comunidade”, disse Roberto Costa, que contribuiu com emendas parlamentares para assegurar a reforma

O governador Flávio Dino fez questão de presidir a reinauguração do agora Centro Educa Mais Sousândrade, destacando o fato: “Para mim é uma grande alegria entregar esta grande obra. O deputado Roberto Costa nos ajuda na Assembleia, traz reivindicações justas como essa e, agora, comemoramos os 409 anos de São Luís entregando essa escola tão importante para a cidade”.

Responsável direto pela reforma, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, também deu o crédito da reforma ao deputado Roberto Costa: “A escola só tinha 120 alunos e estava praticamente fechando, deixando a comunidade muito triste com isso. Mas o deputado Roberto Costa fez o pedido e o governador garantiu a obra”.

São Luís, 10 de Setembro de 2021.