
entram em cena na disputa pelo Senado, na qual
já estão Eliziane Gama, André Fufuca, Weverton
Rocha e Iracema Vale como nome alternativo
da situação, e Roberto Rocha na oposição
Movimentos, sussurros e especulações feitos nos últimos dias indicam que a corrida para as duas cadeiras do Maranhão no Senado pode sofrer mudanças radicais nas próximas semanas, com a entrada forte dos deputados federais Roseana Sarney (MDB), Pedro Lucas Fernandes (União) e Duarte Jr. (Avante) no tabuleiro das candidaturas, o mesmo acontecendo com a senadora Eliziane Gama (PT). Em sentido contrário, o senador Weverton Rocha (PDT) vem perdendo gás como nome preferido no grupo governista, enquanto o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) se move para manter e, se possível, ampliar o lastro que já construiu. Fora da relação de pré-candidatos, o nome da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), voltou a circular com força nessa seara. Todos esses movimento se dão em torno das pré-candidaturas de Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD) e Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado, que ainda não têm chapas definidas para o Senado.
No entorno da pré-candidatura de Orleans Brandão, cujo centro das decisões está no Palácio dos Leões, havia o projeto de chapa senatorial formada por Weverton Rocha e André Fufuca. O próprio Orleans Brandão previu essa chapa em pelo menos três entrevistas. Só que de uns dias para cá, esse projeto começou a ser revisto com o intenso reaparecimento de Roseana Sarney e Pedro Lucas Fernandes no cenário. Ela seria uma reivindicação da cúpula nacional do MDB com o aval do ex-presidente José Sarney (MDB), e estaria motivada para encarar uma disputa desse porte. Quanto a Pedro Lucas Fernandes, lançado no ano passado pelo presidente do seu partido, Antônio Rueda, teria agora o aval do governador Carlos Brandão (sem partido). Tanto que, provocado sobre o assunto, o parlamentar tem dito que o seu futuro “está nas mãos” do governador. E no meio político surgiu a especulação de que o deputado federal Duarte Jr. poderá se lançar ao Senado, seja como integrante de uma chapa, seja com uma candidatura independente.
Em conversas reservadas, nomes graúdos da aliança governista admitem tais mudanças e são unânimes em prever que, caso Roseana Sarney ou Pedro Lucas Fernandes não emplaque, o nome certo para a vaga é Iracema Vale, que no momento só admite ser candidata à reeleição, embora esteja cotada para vice, mas sempre completando suas repostas com o prudente “Deus é quem sabe”.
O fato é que na seara governista o ambiente é de indefinição em relação a quem comporá a chapa de Orleans Brandão para o Senado. Antes apontado como “o cara” desse cenário, o senador Weverton Rocha vem perdendo terreno, já não sendo visto como imexível. Ao mesmo tempo, o ex-ministro André Fufuca, mesmo tendo montado um lastro político denso, não teve até agora o seu nome cravado como candidato incontestável do grupo governista a uma das vagas. Ele já foi “incluído” na chapa de Orleans Brandão, foi apontado como eventual integrante da chapa de Felipe Camarão, e até mesmo para a chapa de Eduardo Braide. Neste exato momento, sua posição é indefinida, mas com o projeto de pé.
A entrada de Felipe Camarão na corrida aos Leões, que deve ser oficializada nesta sexta-feira (15) em ato comandado em São Luís pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, certamente mexerá ainda mais no desenho da corrida ao Senado. Começa pelo fato de que a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição e apadrinhada pelo presidente Lula da Silva, tem lugar garantido na chapa. A outra vaga ainda será preenchida, com muitos rumores de que ela poderá ser ocupada pelo ex-ministro André Fufuca. Corre ainda nos bastidores a possibilidade de o PT lançar apenas um candidato e orientar o voto em Roseana Sarney, caso ela venha a ser candidata. E por aí vai…
Fora da seara das três candidaturas, o nome forte é o do ex-senador Roberto Rocha (Novo), que aparece bem nas pesquisas, mas corre o risco de ser tragado pelos descaminhos do seu candidato a governador, Lahesio Bonfim (Novo). Por seu turno, Hilton Gonçalo (Mobiliza) segue com sua campanha solitária, com a possibilidade remota de fazer uma aliança com Eduardo Braide.
Em resumo, a corrida às duas cadeiras no Senado pode vir a ser bem mais animada e imprevisível do que o enfrentamento para o Governo do Estado.
Esse desenho é completado pelo ex-senador Roberto Rocha, que tem lastro denso, mas
PONTO & CONTRAPONTO
Lançamento de Camarão ao Governo definirá a situação do PT, mas é também risco para Lula
É grande, no meio político, a expectativa em relação ao ato por meio do qual o presidente nacional do PT, Edinho Silva, respaldado por uma Resolução da Executiva Nacional, lançará, oficialmente, nesta sexta-feira (15), a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado. O lançamento será respaldado por um vídeo em que o presidente Lula da Silva (PT) torce pela candidatura do vice-governador afirmando ser ele o melhor para o Maranhão.
A pré-candidatura de Felipe Camarão passa a impressão de que o presidente Lula da Silva e o comando nacional do PT resolveram jogar pesado e pagar para ver o desfecho de um cenário em que o ponto principal é a divisão do braço maranhense do partido, com uma banda apoiando o vice-governador, outra cerrando fileiras com Orleans Brandão (MDB), e uma terceira “em cima do muro”, pregando que Lula da Silva tenha dois palanques no Maranhão.
A decisão do PT de lançar Felipe Camarão envolve uma complicada teia situações políticas complicadas a serem resolvidas. Começa com o fato de ser uma espécie de “rompimento” político com governador Carlos Brandão, já que o partido não abraçou a pré-candidatura de Orleans Brandão, passa pela definição de candidatos ao Senado, inclui medidas para juntar as correntes em torno do vice-governador e, finalmente, criar uma situação em que os palanques de Felipe Camarão e Orleans Brandão peçam votos para a reeleição do presidente da República.
Há quem veja a iniciativa do PT como lógica, mas há também quem a veja como uma situação de risco para o presidente Lula da Silva no Maranhão. Os acontecimentos pós-lançamento darão as respostas.
Famem, MPE e TCE definem parâmetros para gastos de prefeituras com festas juninas

do MP de Contas, Douglas Silva, o procurador geral
de Justiça, Danilo Castro, a corregedora geral do MP,
Fátima Travassos, e o presidente do TCE Daniel Brandão
O procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, reuniu-se nesta terça-feira, 12, na sede da PGJ, com o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Roberto Costa, o presidente do Tribunal de Contas do Maranhão, Daniel Brandão, e o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Douglas Silva. Pelo MPMA, também participou a corregedora-geral, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro.
Acabou a farra da contratação milionárias de artistas para eventos como São João e Carnaval nos municípios maranhenses. Um grande acordo articulado pela Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Ministério Público (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) produziu uma resolução que institui limites de gastos nessa área. Os parâmetros serão definidos com base na capacidade financeira dos municípios e a regra básica é a de que os gastos não podem comprometer o funcionamento dos serviços essenciais das Prefeituras, como vinha acontecendo no estado.
Articulada pelo presidente da Famem e prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB), que colocou Prefeituras, TCE e MPE na mesma mesa e com a mesma preocupação, a medida tem como foco central afastar qualquer risco ao equilíbrio financeiro dos municípios, garantindo a transparência desses gastos, de modo que fique demonstrado que os serviços de educação, saúde, assistência social e infraestrutura não foram afetados. “Os municípios precisam desse controle. A Resolução vai permitir a realização de festas, mas a um custo compatível com as finanças de cada prefeitura”, disse Roberto Costa à Coluna.
Definida num diálogo franco e realista do presidente da Famem com o procurador geral de Justiça, Danilo Castro, e o presidente do TCE, Daniel Brandão, a Resolução, além de definir parâmetros para gastos com a contratação de artistas para as festas juninas e para o Carnaval, evitará de vez a ação de promotorias para coibir abusos nessas contratações, fazendo com que haja também exploração abusiva por parte de artistas.
Vale lembrar que é a primeira vez que a Famem sai do protecionismo puro e simples para colocar os municípios num ambiente de realismo saudável no que diz respeito a esses gastos.
São Luís, 13 de Maio de 2026.



























