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Weverton nega pré-candidatura, mas deixa claro que está se preparando para brigar pelos Leões

 

Weverton Rocha: ação política e parlamentar intensa e projeto de poder em andamento 

O senador Weverton Rocha (PDT) reafirmou ontem, em entrevista à Rádio Mirante AM, que não assumiu ser pré-candidato nem lançou candidatura ao Governo do Estrado no ano que vem, mas sinalizou com muita clareza que está trabalhando nessa direção. Ele defendeu a unidade do grupo, destacou a liderança e a correta ação política do governador Flávio Dino (PCdoB), exaltou o desempenho da bancada federal e alfinetou críticos da sua caminhada. E no que diz respeito diretamente à corrida ao Palácio dos Leões, foi enfático ao afirmar que, se vier a ser o caso, topa o desafio. E argumentou: “Nós temos os caminhos: temos partidos, temos os grupos, temos a militância e temos muita força de vontade”. E acrescentou: “Não vou escolher adversário. Tenho é de estar preparado para enfrentar qualquer time”. E amarrou sua posição com um discurso firme e enfático: “Não vou cometer o erro geracional de me omitir por conta de erros ou fragilidades que impeçam que o jogo seja jogado. Não vou fazer isso. E nosso grupo não vai permitir isso”.

Usando muita habilidade verbal para não se carimbar com o rótulo de candidato a governador, o senador, por outro lado, também não fez grande esforço para esconder o seu projeto de poder e o andamento desse projeto. Admitiu que está conversando com partidos da base e que tem ouvido declarações de apoio – além do PDT, já conta com PSB, DEM, Republicanos e Cidadania. E foi claro que se desdobra para conciliar sua ação parlamentar, que é intensa, com a agenda política, que é igualmente “puxada”, o que se explica pela sua condição de presidente regional do PDT, hoje o maior partido do Maranhão em número de prefeitos. E fez declaração de fé na militância pedetista, principalmente em São Luís: “É um exército poderoso”.

O senador Weverton Rocha foi quase didático quando explicou as circunstâncias em que se dará a disputa pelo Governo do Maranhão em 2022. Na sua avaliação, a saída do governador Flávio Dino encerra o ciclo da transição, e que o próximo Governo deve iniciar um ciclo propositivo, que começa com a manutenção e a ampliação da obra da gestão dinista. “É um novo momento”, diz, sugerindo que isso não pode desestruturar o grupo, que deve escolher o candidato por consenso. E garante: “O governador Flávio Dino não vai impor. Ele sempre atua como magistrado, sempre traz a unidade”. E sugere que a escolha do candidato do grupo seja feita com base em critérios objetivos: apoio partidário, posição em pesquisas e poder de agregação. E assinalou que se o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) reunir as condições, ele terá a humildade necessária para sentar e conversar. Deixando claro que se tais condições lhe forem favoráveis, irá para a luta sem pestanejar.

Focado no que fato lhe interessa, o senador Weverton Rocha deu duas mostras da sua habilidade. Primeiro mostrou que trabalha “de domingo a domingo, sem parar”, o que é fato a julgar pela sua recheada agenda parlamentar e sua espantosa movimentação no circuito Maranhão/Brasília. E depois dando uma demonstração do seu talento de “agregador”, ao exaltar, de maneira superlativa e sem exceção, o desempenho da bancada federal: “Fazendo justiça à nossa bancada, do Hildo Rocha (MDB) até o Zé Carlos (PT), de ponta a ponta, todos têm se dedicado de forma muito grande, muito bonita, trabalhando para ajudar o Maranhão e o Brasil. Nesse momento de dificuldade, é fácil apontar o dedo. Mas é importante lembrar que todos estão trabalhando muito, formulando muitas ações”.

Na entrevista, mesmo negando já ser pré-candidato a governador, o senador Weverton Rocha foi hábil o suficiente para mostrar que seu projeto de poder está de pé, está ganhando lastro, e que, salvo um empecilho imprevisível, sua candidatura é fato consumado a ser declarado em momento apropriado. E avisar que está trabalhando com afinco para viabilizá-la, usando os canais políticos que dispõe. Com isso, escreveu um recado em letras garrafais: seus eventuais concorrentes, a começar pelo vice-governador Carlos Brandão, que se preparem, porque a disputa vai ser dura.

Em Tempo: Enquanto o senador Weverton Rocha era entrevistado, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), acompanhado do secretário de Desenvolvimento Agrário, Rodrigo Lago, e do secretário de Desenvolvimento Social, Márcio Honaiser, e ao lado do prefeito Erick Silva (PDT), firmava um termo de cooperação para execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos municípios de Paraibano, Balsas, São Félix de Balsas, São Raimundo das Mangabeiras, Riachão, Loreto e Fortaleza dos Nogueiras. Serão aplicados R$ 442 mil na compra de alimentos produzidos por 68 agricultores da região.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Hildo Rocha acertou ao propor vinda de Comissão da Câmara para desvendar mistério da BR-135

Hildo Rocha quer saber o que acontece na obra interminável  e suspeita da BR-135

Necessária e oportuna, sob todos os aspectos, a vinda da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados ao Maranhão, proposta pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB), para investigar como foram gastos os R$ 500 milhões do contribuinte na duplicação e restaurações da BR-135 no trecho que liga o Estreito dos Mosquitos a Santa Rita, especialmente os 18 quilômetros que cortam o Campo de Perizes. Há mais de uma década, maranhenses e visitantes vêm assistindo a uma espécie de opereta rodoviária, na qual se misturam os ingredientes amargos naquele trecho da única ligação asfáltica da Ilha de São Luís com o resto do mundo. Já aconteceu de tudo: empresa que recebeu e não realizou a obra, empresa que abandonou o canteiro sem dar satisfação, obras malfeitas, asfaltamento para enganar trouxa, atrasos sistemáticos e reajustes sem conta nos valores dos contratos. Inúmeras visitas parlamentares de inspeção foram feitas, sem resultados práticos. Tudo isso já consumiu mais de R$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de reais, sendo que a situação de agora é a completa degradação do trecho.

A inciativa do deputado Hildo Rocha é oportuna e de extrema importância. Isso porque todas as evidências técnicas indicam que algo de muito errado pode ter maculado os contratos que já foram firmados para a execução da obra. Por mais que os relatórios do DNIT informe sobre dificuldades técnicas, condições adversas do solo, irresponsabilidade de empresas que não deram conta do recado, não há como justificar o que já foi gasto com o que foi realizado. A relação é flagrantemente desproporcional, ou seja: o que já foi feito não vale, nem de longe, o que já foi gasto. Alguém tem de explicar isso. E muito bem explicado. De preferência sem demora.

 

Othelino promulga lei que autoriza Dino a pagar auxílio emergencial a bares e artistas

Othelino Neto promulgou lei que garante auxílio artistas e a donos de bares e restaurantes

Virou Lei 11.426/21 a Medida Provisória por meio da qual o governador Flávio Dino concederá auxílio emergencial de R$ 1.000,00 para bares, restaurantes e lanchonetes, e de R$ 600 para artistas e outros trabalhadores da cultura. Aprovada pela Assembleia Legislativa na semana passada, a lei foi promulgada ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). “O auxílio dará um fôlego aos proprietários desses estabelecimentos comerciais, contribuindo para a manutenção dos postos de trabalho, assim como aos profissionais da cultura, que também tiveram que parar as atividades em razão das normas sanitárias”, afirmou o chefe do Legislativo, lembrando que esses segmentos foram os mais duramente atingidos pela pandemia.

São Luís, 15 de Abril de 2021.

Aras pede a Marco Aurélio que arquive ação em que Dino acusa Bolsonaro de mentir e caluniar

 

Augusto Aras pede a Marco Aurélio Mello arquivamento da ação apresentada por Flávio Dino contra Jair Bolsonaro

O procurador geral da República, Augusto Aras, pediu ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para voltar atrás na decisão de dar prosseguimento à notícia-crime apresentada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem acusa de haver mentido a seu respeito em entrevista à rádio paulista Jovem Pan, no ano passado. Augusto Aras tenta reverter o processo que já se encontra na Câmara Federal, que tem a prerrogativa de autorizar ou não o prosseguimento da ação contra o presidente da República. O procurador geral da República quer exatamente evitar que a notícia-crime seja examinada pelos deputados federais, temendo que eles autorizem o Supremo a dar segmento à notícia-crime do governador do Maranhão contra o presidente da República, que poderá se encrencar. Nos bastidores, corre a especulação de que Augusto Aras tenta, com a ação, aumentar seu cacife junto ao presidente, visando a vaga a ser aberta na Corte, em junho, com a aposentadoria do próprio ministro Marco Aurélio Mello.

Na notícia-crime que protocolou no Supremo, o governador Flávio Dino acusa o presidente Jair Bolsonaro de mentir e caluniá-lo às vésperas da visita que fez ao Maranhão durante a campanha eleitoral do ano passado. Aconteceu o seguinte: em entrevista à Jovem Pan sobre a visita ao estado, o presidente Jair Bolsonaro declarou que só visitaria São Luís e Imperatriz, e não iria até Balsas, onde participaria de um encontro de líderes evangélicos, porque o governador Flávio Dino teria proibido a Polícia estadual de compor o esquema de segurança, o que inviabilizou a agenda no município da região sul. Ao ser informado da declaração, o secretário de Segurança, Jefferson Portella, divulgou nota contradizendo a declaração presidencial e informando que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que cuida da segurança presidencial, não fez qualquer solicitação de apoio policial ao Governo do Maranhão. Mesmo diante da informação, o presidente manteve o que dissera à Jovem Pan.

O governador Flávio Dino fez então o que qualquer governante sério faria: cobrou explicações ao GSI, à Secretaria Geral da Presidência e à Casa Civil, mas nenhum desses órgãos que servem diretamente ao presidente da República se manifestou. Diante do silêncio do Palácio do Planalto e inconformado com a inverdade dita pelo presidente à Jovem Pan, que repercutiu fortemente a suposta descortesia do Governo do Maranhão, o governador Flávio Dino decidiu cobrar reparação protocolando notícia-crime contra o presidente da República na mais alta Corte do País. Ali, ao avaliar a substância da ação, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu encaminhá-la à Câmara Federal, que pode autorizar ou não o prosseguimento da reclamação do governador. Agora, provavelmente antevendo que os deputados federais possam dar sinal verde para a abertura de inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro, já que os fatos são incontestáveis, o procurador geral da República pediu ao ministro Marco Aurélio Mello que peça a bomba de volta e a mande para o arquivo morto do Supremo.

Não se sabe qual será a decisão do decano do Supremo, mas o seu posicionamento em relação ao pedido de Augusto Aras tem suas possibilidades. Primeira:  se ele atender, sufocará ali mesmo o pleito do governador do Maranhão, dando ao presidente da República o direito de mentir, fazer uma acusação leviana e sair ileso e com gás para continuar agindo assim. Segunda: se não acatar o pedido do procurador geral da República, garantirá à Câmara Federal o uso da sua prerrogativa de acatar a notícia-crime e autorizar ao Supremo a abertura de inquérito, que poderá resultar na condenação do presidente por calúnia; do contrário, mandará arquivar a notícia-crime, aceitando que o presidente tenha mentido e cometido o crime de calúnia e continuar impune.

Com a experiência de quem já foi juiz federal e com a vantagem de conhecer como funciona a Câmara Federal, o governador Flávio Dino tem plena consciência do que fez e a convicção de que, se houver isenção política, a Câmara Federal devolverá a ação ao Supremo com aval para o seu prosseguimento. O eventual arquivamento do pleito será decepcionante, mas deixará o registro de que ele, como governador e cidadão, fez a sua parte.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Servidores da Assembleia Legislativa recebem hoje metade do 13º salário

O presidente Othelino Neto reunido com o secretário Carlos Lula (Saúde) e o prefeito Adriano Freitas (DEM) tratando da reforma do Hospital Municipal de São Vicente Ferrer, um pleito da população autorizado pelo pelo governador Flávio Dino

Os servidores da Assembleia Legislativa receberão hoje a primeira parcela do 13º salário, que normalmente é paga em Junho, ou integralmente em Dezembro. A antecipação foi uma decisão do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), depois de avaliar as dificuldades financeiras que os servidores vêm enfrentando por causa da pandemia do novo coronavírus, muitos deles com perdas na família. Além de beneficiar os servidores, o pagamento antecipado de metade do 13º ajuda a economia estadual, à medida que se trata da injeção direta de expressiva quantia de reais no comércio, o que se traduz na movimentação econômica e na manutenção de empregos.

– Muitos perderam familiares, outros perderam amigos.  Nós antecipamos o 13º como uma forma de auxiliar nesse momento difícil e, claro, fazer circular mais dinheiro na cidade, para que possamos diminuir um pouco as dificuldades econômicas que o Estado todo vem enfrentando, especialmente as atividades mais atingidas – assinalou o presidente Othelino Neto, que é economista por formação e sabe avaliar tecnicamente a amplitude de uma medida como essa.
Quando decidiu pela antecipação, o presidente da Assembleia Legislativa não fixou como uma imposição. Ao contrário, ele deixou a critério de cada servidor optar por receber agora a metade do 13º ou em Dezembro. A maioria optou por receber antecipadamente.

 

Eliziane critica duramente Bolsonaro e avaliza saída de Kajuru do Cidadania

Eliziane Gama criticou armação de Jair Bolsonaro com Jorge Kajuru

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) foi firme ontem ao criticar a conversa do presidente Jair Bolsonaro com o senador goiano Jorge Kajuru, do seu partido, tramando contra a CPI da Pandemia – que será instalada hoje – criando uma crise institucional na Federação ao tentar envolver governadores e prefeitos na investigação parlamentar. A senadora declarou que o presidente ultrapassou as fronteiras das suas atribuições e se comportou como um governante sem noção de limites. Eliziane Gama ficou também impactada com as declarações do senador Kajuru e, pelo que circulou nos bastidores, concordou com a decisão da cúpula do Cidadania de pedir que ele deixe a agremiação, uma maneira elegante de expulsá-lo.

São Luís, 13 de Abril de 2021.

Depois do apoio de Eliziane e do PSB a Weverton, Dino sinaliza aval a Brandão e anima corrida aos Leões

 

Flávio Dino manifesta inclinação por Carlos brandão, mas não descarta Weverton Rocha para a sua sucessão em 22

“Tem uma alta chance, uma vez que ele é uma pessoa com a qual tenho relação política e pessoal muito antiga. Está conosco há 6 anos. Provavelmente me desincompatibilizo em abril do ano que vem e ele assume o governo. Temos outros nomes no grupo, como o senador Weverton, que também postula. Entre julho e agosto farei conversa com os 14, 15 partidos que acho que ficarão conosco. Sem dúvida o Brandão é um ótimo nome e o fato de ele estar no PSDB fortalece o pleito dele. Eles me apoiaram em 2014, tenho um reconhecimento”.

Dada em entrevista ao jornalista Guilherme Waltenberg, do portal Poder 360, a declaração do governador Flávio Dino (PCdoB) sinalizando apoio ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) à sua sucessão inflou o cacife do seu vice, e colocou um ponto de equilíbrio no debate sucessório, que nos últimos dias fora intensificado com o posicionamento da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e, logo em seguida, do PSB à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Com a manifestação, expressada em resposta a uma pergunta direta sobre o assunto, o governador jogou aberto, não bateu martelo, mas deixou muito claro que está muito próximo ao projeto do seu vice, sem, porém, descartar de vez a possibilidade de vir a apoiar o senador pedetista. Antes de dar a martelada, ouvirá os 15 partidos da sua base.

Flávio Dino tem uma série de argumentos para justificar sua inclinação pelo projeto de candidatura de Carlos Brandão. Um exemplo: em 2006, Brandão, então candidato a deputado federal, abriu mão do apoio do Grupo Coutinho, em Caxias e adjacências, em favor de Dino, que se elegeu. Em 2014, ganhou o apoio do PSDB à sua candidatura ao Governo do Estado, tendo exatamente Brandão como vice. Agora, o PSDB volta ao comando do seu vice, que depois de seis anos de total alinhamento e indiscutível fidelidade ao Governo do PCdoB, se lança candidato à sua sucessão, tornando difícil negar-lhe apoio. Todos esses recados estão implícitos na declaração dada na entrevista de Sexta-Feira (9) ao Poder 360. Ou seja, o governador dificilmente deixará de apoiar o seu vice, que em todo esse período não cometeu nenhum ato falho e se manteve no limite das prerrogativas.

A declaração certamente causou forte impacto no QG do senador Weverton Rocha e no gabinete da senadora Eliziane Gama. No chefe pedetista porque, como disse recentemente o ex-governador José Reinaldo Tavares, se mantiver sua candidatura, Weverton Rocha terá de enfrentar dois governadores, o próprio Carlos Brandão, que concorrerá no cargo à reeleição, e Flávio Dino, que sairá candidato ao Senado com o prestígio político e a força eleitoral de governador. A senadora Eliziane Gama, por sua vez, poderá se dar conta de que se precipitou ao se posicionar com Weverton Rocha com tanta antecedência, sem levar em conta a movimentação do governador Flávio Dino.

A partir de agora, as peças do tabuleiro sucessório passarão a se mover com maior frequência e mais intensidade. Politicamente mais forte depois da declaração do governador Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão deve continuar, agora com mais garra, articulando apoio ao seu projeto de candidatura entre vereadores, prefeitos, deputados estaduais e deputados federais. Weverton Rocha deve fazer o mesmo, e o fará com a vantagem de quem já conta com uma megaestrutura de rádio, TV e blogosfera trabalhando a seu favor, além de entidades corporativas, como a Famem, por exemplo, comandada pelo seu principal articulador, Erlânio Xavier (PDT). Será um embate titânico nos bastidores, envolvendo pré-candidatos, lideranças e partidários.

Por outro lado, mesmo com os dois pré-candidatos dando seguidas demonstrações de que seus projetos são irreversíveis, as piruetas que a política costuma dar recomendam que nada está definitivamente “amarrado”. Redefinições, meias-voltas ou caídas no real poderão acontecer e alterar radicalmente o cenário que está sendo desenhado até aqui.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton Rocha e Eliziane Gama manterão assinaturas pela CPI da Pandemia

Weverton Rocha e Eliziane Gama vão manter assinaturas por CPI da Covid

O senador Weverton Rocha e a senadora Eliziane Gama estão entre os 32 membros da Câmara Alta quer assinaram o pedido de instalação da CPI da Pandemia, que por ordem judicial será instalada Terça-Feira, para iniciar os trabalhos de investigação das omissões do presidente Jair Bolsonaro e o Ministério da Saúde em relação ao alastramento do novo coronavírus, causando 13 milhões de infectados e nada menos que 351 mil portos. Se depender deles dois, a CPI vai funcionar, ao contrário do que pensa o terceiro senador maranhense, Roberto Rocha (???), que pelo seu alinhamento com o não assinou o requerimento e estaria disposto a trabalhar para convencer outros senadores que assinaram a retirarem suas assinaturas. Ninguém o atendeu.

 

Aluísio Mendes assume a liderança de bloco governistas com 32 deputados federais

Aluísio Mendes vai liderar  novo bloco parlamentar

Ativo na relação com os municípios que lhe deram voto e integrante esforçado da base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal Aluísio Mendes (PSC) aumentou várias vezes o seu cacife na Câmara Federal ao ser alçado à liderança do recém-criado bloco parlamentar formado por PSC, PROS e PTB, congregando 32 deputados. Como líder, ele terá voz e voto nas principais a serem tomadas na Câmara Federal e no Congresso Nacional.

Policial federal de carreira, ajudante-de-ordem do ex-presidente José Sarney (PDB) e secretário de Segurança Pública no Governo no último Governo der Roseana Sarney (MDB) – 2011-2014 -, Aluísio ganhou notoriedade por implantar o Grupo Tático Aéreo na Polícia do Maranhão. Entrou para a política em 2014, elegendo-se deputado federal pelo PRTB. Esteve no Avante e controlou o Podemos, que cedeu para Eduardo Braide, optando por entrar e se estabilizar no PSC.

Aluísio Mendes vinha participando do colégio de líderes exercendo a liderança do PSC, e agora reforça mais ainda sua posição ao assumir o comando do novo bloco parlamentar, tendo como um dos liderados ninguém menos que o suplente no exercício do mandato Gastão Vieira (PROS).

O líder do novo bloco explica que os três partidos se juntaram por “similaridades programáticas e o desejo de assumir protagonismo nas reformas. “São três legendas que possuem muito bem claro para si mesmas a defesa do Brasil. Junto a isso, a vontade de ajudar nas reformas que o país precisa para voltar aos trilhos. Nosso compromisso é com o Brasil”, explica.

Além da “defesa do Brasil”, o bloco parlamentar tem indicado que vai também defender o Governo do presidente Jair Bolsonaro, de quem tem sido um aliado fiel.

São Luís, 11 de Abril de 2021.

Braide completa 100 dias com uma gestão firme, focada e cumprindo as primeiras metas

 

Eduardo Braide: 100 dias no comando da maior e mais desafiadora Prefeitura do Maranhão

Nos momentos finais da disputa para a Prefeitura de São Luís, em Novembro passado, quando sua vitória já estava nitidamente desenhada, o candidato Eduardo Braide (Podemos) anunciou que, se eleito, tinha pronto um “pacote” de ações para os primeiros 100 dias de governo, com o qual, ao mesmo tempo em que já colocaria em prática algumas promessas de campanha, mostraria as linhas gerais da sua gestão no comando do maior e mais importante município do Maranhão. Hoje, completado o marco inicial, pelo menos a maior parte do “pacote” foi tornado realidade, e São Luís dá sinais de estar enfrentando seus enormes problemas com uma gestão focada, que assumiu, se estabeleceu e vem avançando sem alarde. Encontra-se firme no comando de uma equipe de bom nível e bem armada, como um gestor eficiente e confiável, ainda se ajustando ao cargo desafiador, mas parecendo saber exatamente onde está e onde quer chegar. Isso tudo num ambiente contagiado pelo trauma coletivo da pandemia do novo coronavírus, que vem castigando duramente a Capital do Maranhão, abrigo de 1,2 milhão de habitantes, a maior parte dependente dos serviços da Prefeitura.

Nessas primeiras 14 semanas, o prefeito Eduardo Braide priorizou a área da Saúde, tanto que seu primeiro movimento já empossado, na manhã do dia 02/01, um sábado, foi fazer uma visita de surpresa ao Hospital Clementino Moura, o Socorrão II, e logo depois se reuniu com uma equipe técnica para alinhavar o plano municipal de vacinação, quando nada havia ainda sido definido sobre o assunto. A partir de então, mergulhou nesse segmento, agilizando reformas de centros de saúde, instalando novos centros e montando a estrutura que hoje funciona como centros de vacinação – Multicenter Sebrae, Maranhão Novo e Drive Thru na UFMA -, onde milhares de pessoas são atendidas, de acordo com a idade. Anunciou 120 leitos para tratamento da Covid, e terminou o período com o anúncio viabilizado, incluindo 10 leitos de UTI. Em resumo: independentemente da guerra ao novo coronavírus, o prefeito priorizou a saúde, como prometido.

Na mesma pisada, dedicou esforços à Educação, com o diferencial de que a área foi entregue à vice-prefeita Esmênia Miranda, que já deu seguidas demonstrações de que tem o pleno controle da situação, apesar de todos os percalços criados pela pandemia. Uma das providências foi montar um kit-alimentação escolar para as famílias dos estudantes, além das providências para cumprir o semestre letivo. Eduardo Braide também implantou o “Rapidão”, uma alteração oportuna nas rotas do transporte coletivo. A nova gestão tem focado bem nas áreas cultural, com o reforço da Fundação Municipal de Cultura, e do Turismo, com o incremento de ações para tornar São Luís mais atraente. Nesse campo, criou o auxílio emergencial para artistas.

Na área econômica, ampliou o número de empresas beneficiadas com o “Alvará Zero”, entre outras ações, e reuniu-se com stafs do Banco do Brasil e da Caixa em busca de investimentos na cidade, e abriu diálogo com a Agência Espacial Brasileira visando incluir a Capital no seu leque de parcerias. Nas áreas de serviço propriamente ditas – limpeza, fiscalização, trânsito, manutenção da malha viária, entre outras – a nova gestão tem garantido a continuidade da administração passada.

O prefeito Eduardo Braide não se fechou. Ao contrário, sem baixar a guarda e evitando tropeços, vem tentando construir pontes nos planos estadual e federal. Entraves políticos têm dificultado a costura para uma relação eficiente com o Governo do Estado, mas foi ao Palácio dos Leões para a reunião do governador Flávio Dino (PCdoB) com os prefeitos da Ilha para discutir medidas de combate à pandemia. Além disso, o secretário municipal de Saúde, Joel Jr., tem mantido relação afinada e produtiva com o secretário estadual, Carlos Lula, ambos com o aval do prefeito e do governador. No plano federal, Eduardo Braide vem acionando seus aliados na bancada federal para abrir portas na Esplanada dos Ministérios, confiante de que alcançará a bolsa de recursos da União para viabilizar projetos que está alinhavando com o auxílio de técnicos tarimbados como o secretário estadual de Infraestrutura e ex-deputado estadual Max Barros, a ex-presidente nacional do Iphan, Kátia Bogea, e  o político, empresário e agitador cultural Joaquim Haickel, entre outros.

É verdade que o prefeito Eduardo Braide recebeu do seu antecessor Edivaldo Holanda Jr. (PDT) uma máquina azeitada, financeiramente ajustada e sem bombas para desativar, o que lhe permitiu assumir o comando e dar as cartas sem interrupções nem perda de tempo. Mas é igualmente verdadeiro que, pelo que se viu nos primeiros 100 dias, o novo prefeito se instalou no Palácio de la Ravardière preparado para governar e enfrentar desafios. Até aqui justificou a eleição, ciente de que  seu futuro depende do que alcançar nesse mandato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pedro Lucas Fernandes ganha o comando do PSL no Maranhão

Pedro Lucas ingressou no PSL pelas mãos do deputado Antônio Rueda (PSL), com o aval do senador Weverton Rocha (PDT) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP)

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes definiu o seu rumo partidário dando uma guinada política de peso, depois de ter sido mandado embora do PTB: rompeu com trabalhismo e se filiou ao PSL, assumindo, incontinenti, o comando do partido no Maranhão. Como é sabido, essa legenda tem hoje duas vertentes, uma comandada pelo fundador e presidente, deputado federal Luciano Bivar (PE), e outra comanda pela turma comanda pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), que tem feito de tudo para tirar o comando do presidente Bivar. No Maranhão, elegeu apenas dois prefeitos e um deputado estadual Pará Figueiredo, que até hoje não disse a que veio.

O movimento de Pedro Lucas Fernandes tem vários desdobramentos no Maranhão, a começar pelo ingresso do pai dele, Pedro Fernandes, ex-vereador por São Luís, ex-deputado federal por cinco mandatos e atual prefeito de Arame, no partido. Além disso, sua ascensão ao comando da agremiação significa o fim do longevo domínio do vereador Chico Carvalho sobre a legenda no estado.

O desafio de Pedro Lucas Fernandes por assumir o comando do PSL tem várias faces. Primeira: o braço maranhense do PSL é modesto, tendo elegido apenas dois prefeitos, entre eles Lahesio Bonfim, de São Pedro dos Crentes, e que está em franca campanha para o Governo do Estado. Segunda: o partido só tem um deputado estadual, Pará Figueiredo, que nunca disse a que veio. E terceira e mais complexa: o PSL é bolsonarista, o que praticamente o obriga a rezar na cartilha do presidente e sua turma, havendo inclusive a possibilidade de Jair Bolsonaro retornar para os seus quatros, o que deixará Pedro Lucas Fernandes numa situação delicada no cenário político maranhense.

Chama a atenção o fato de o ingresso de Pedro Lucas Fernandes no PSL ter sido avalizado pelo senador Weverton Rocha (PDT), que teria intermediado a migração com o apoio do presidente da Câmara federal, Arthur Lira (PP).

 

Roberto Rocha fica sem partido até Jair Bolsonaro fazer a escolha

Roberto Rocha aguarda definição de Jair Bolsonaro para escolher o seu novo partido

Definitivamente fora do PSDB, cujo comando é agora do vice-governador Carlos Brandão, o senador Roberto Rocha segue sem partido. Ele aguarda a definição do presidente Jair Bolsonaro, para segui-lo ingressando no partido que ele escolher para tentar a reeleição para o Palácio do Planalto. Entre as várias especulações, uma previu que Jair Bolsonaro retornaria ao PSL, que seria entregue a Roberto Rocha no Maranhão. O ingresso do deputado federal Pedro Lucas Fernandes arquiva tal projeto. O senador Roberto Rocha teria desistido de tentar a reeleição, preferindo entrar na briga pelo Palácio dos Leões. Nesse caso., quer fazer dobradinha com o presidente Jair Bolsonaro no mesmo partido. Há quem diga que o presidente está inclinado pelo Patriotas, mas esse partido no Maranhão é domínio do deputado Josimar de Maranhãozinho (PL), representado pelo deputado federal Marreca Filho. O partido só sai dessa seara por uma negociação ampla.

São Luís, 10 de Abril de 2021.

Na luta por vacinas desde o início da pandemia, Dino questiona compra por empresas e defende o SUS

 

Flávio Dino participando da reunião com a Anvisa  sobre a compra da vacina russa

“Lembro que, se forem propriedade particular, as vacinas contra o coronavírus poderão ser requisitadas administrativamente por qualquer estado ou município, a fim de que sejam usadas pelo SUS. Em suma, me parece uma ideia ruim, em um péssimo momento, e nada resolve”. O comentário foi feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB) a propósito da discussão em andamento no Congresso Nacional sobre a polêmica proposta que autoriza empresas a comprar vacinas para atender a seus funcionários e seus familiares. O governador tem insistido na tecla de que, nas condições atuais, o correto para o Brasil é investir tudo o que puder ser investido na compra e na produção de vacinas, por entender que só a imunização dos brasileiros, associada às medidas preventivas – distanciamento social, higienização frequente das mãos e uso de máscaras – poderá resultar num combate eficaz à pandemia, que já matou mais de 341 mil brasileiros, dos quais 6,3 mil no Maranhão. Para ele, o poder público não pode abrir mão de ter o controle do Plano Nacional de Vacinação, nem permitir distorções.

Flávio Dino mantém o discurso com o qual iniciou a cruzada por vacinas ainda no ano passado, quando o Governo Federal, estimulado pelo negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não demonstrava ainda qualquer preocupação com a compra de imunizantes. Ainda no primeiro semestre de 2020, só os governadores, notadamente os do Nordeste, e o de São Paulo, João Doria (PSDB), falavam sério sobre imunização em massa. Flávio Dino estimulou a formação do Consórcio do Nordeste, definindo a compra de vacinas como prioridade. Esse posicionamento foi firmado no momento em que todos travavam uma corrida desesperada por respiradores, que passou a ser o instrumento hospitalar mais cobiçado e disputado do planeta.

De lá para cá, o governador do Maranhão manteve rigorosa coerência na guerra contra o coronavírus, notadamente no que diz respeito a vacina. No segundo semestre do ano passado, ele   já cobrava providências efetivas do Ministério da Saúde no sentido de negociar com os principais laboratórios norte-americanos, chineses, russos e indianos acordos de compra antecipada, para evitar que o Brasil ficasse para trás na tensa corrida planetária por imunizantes, o que acabou acontecendo. E percebendo que, sob o comando de um presidente negacionista e um ministro da Saúde – um general tido como especialista em logística – que não tinha a menor ideia do que estava fazendo no cargo, o governante maranhense bateu às portas do Supremo Tribunal Federal em busca de autorização para que Governos estaduais e municipais pudessem comprar vacinas, sem comprometer o Plano Nacional de Vacinação.

Para viabilizar a primeira compra de vacina, Flávio Dino anunciou uma reserva de R$ 50 milhões. Seria adquirida a Coronavc, comprada diretamente da China, ou a Sputnik V, produzida na Rússia. Além disso, o Governo do Maranhão participou da incursão do Consórcio Nordeste, que com base na legislação em vigor, comprou, em 15 de março, 37 milhões de doses da vacina russa, com investimentos de R$ 250 milhões, dependendo apenas do aval da Anvisa. Mesmo sendo produzido pelo respeitado Instituto Gamaleya e aprovado por agências reguladoras de diversos países europeus, já estando sendo aplicado em dezenas de países, entre eles a vizinha Argentina, a aquisição do imunizante russo está sendo travada por exigências descabidas da Anvisa. Essas restrições vieram à tona na terça-feira, durante reunião da cúpula da agência com governadores, causando duras reações. Na reunião virtual, o governador Flávio Dino criticou enfaticamente a postura da agência.

Em meio a toda essa movimentação, inclusive com a possibilidade de um “apagão” de vacinas no País, segundo previsão sombria feita pelo secretário estadual de Saúde e presidente do Conass, Carlos Lula, o governador do Maranhão se posiciona agora classificando de “ideia ruim” a proposta que autoriza empresas a comprar vacinas. E defende que, assim como a legislação obriga os estados e municípios que vierem a comprar imunizante a repassá-lo ao SUS, para que sejam distribuídas de acordo com os critérios do Programa Nacional de Vacinação, as vacinas eventualmente adquiridas por empresas também sejam repassadas ao SUS, inclusive por requisição de Estados e municípios.

Vista com irritação pelo Palácio do Planalto, a cruzada do governador Flávio Dino por vacina vem contribuindo expressivamente para evitar que a política federal seja um desastre maior. O movimento do presidente Jair Bolsonaro na direção de Vladimir Putin é uma evidência clara de que o governante maranhense está com a razão desde o início da guerra.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana Sarney se prepara para dar uma guinada no braço maranhense do MDB

Roberto Costa e Roseana Sarney: sintonia fina dentro do MDB

A ex-governadora Roseana Sarney está, de fato, se preparando para assumir o comando do MDB no Maranhão. Sua ascensão se dará pela via da normalidade, com a realização de convenção, provavelmente em junho, que colocará em prática o acordo pelo qual o ex-senador João Alberto deixará o comando da agremiação, depois de três décadas. O acordo doméstico do MDB se deu entre a ex-governadora, que comanda a “velha guarda” do partido, e a ala jovem, sob o comando do deputado estadual Roberto Costa. Depois de embates e de uma relação cheia de altos e baixos, as duas correntes dominantes do partido resolveram se entender e colocar as cartas na mesa, lavar o que havia de roupa suja, zerar o jogo e iniciar um novo momento no partido. E nesse entendimento, Roseana Sarney decidiu assumir o comando da legenda, tendo Roberto Costa como vice-presidente e articulador. A ex-governadora disse a um interlocutor que pretende dar uma guinada na vida do braço maranhense do MDB.

 

Pedro Lucas e Pedro Fernandes “dão um tempo” para decidir futuro dentro do PTB

Pedro Lucas e Pedro Fernandes podem deixar o PTB  de Roberto Jefferson

Uma pergunta está no ar na seara política: para que arraial partidário irão os Fernandes Ribeiro, depois de quase terem sido mandados embora do PTB? Por ter contrariado o chefão Roberto Jefferson votando pela prisão do deputado bolsonarista que ameaçou ministros do Supremo, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que era uma das estrelas da bancada do PTB, perdeu o controle do partido no Maranhão e quase foi mandado embora. Isso depois de mais de três décadas em que os Ribeiro – o ex-deputado Manoel Ribeiro e o ex-deputado federal por cinco mandatos consecutivos e atual prefeito de Arame Pedro Fernandes – terem comandado o partido no Maranhão. Há quem diga que, aconselhado por vozes experientes, Pedro Lucas estaria aguardando uma reviravolta no partido, após o que voltaria a ter o peso de antes. Há também quem garanta que Pedro Fernandes e Pedro Lucas Fernandes não terão mais vez na legenda criada por Getúlio Vargas e hoje totalmente curvada às vontades do Palácio do Planalto.

São Luís, 08 de Abril de 2021.

Weverton Rocha ganha o apoio do PSB e amplia base partidária do seu projeto de poder

 

Chico Leitoa, Weverton Rocha, Carlos Lupi, Carlos Siqueira e Luciano Leitoa acertam o apoio do PSB  à candidatura do senador ao Governo do Estado nas eleições de 22

O senador Weverton Rocha (PDT) ganhou ontem mais um reforço partidário ao seu projeto de candidatar-se à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB). Depois de ampliar sua base com o DEM e o Republicanos – que a ele se aliou depois que o vice-governador Carlos Brandão deixou o partido para se filiar ao PSDB -, o pré-candidato pedetista recebeu o apoio do presidente do PSB, Luciano Leitoa, ex-prefeito de Timon. O posicionamento do presidente da legenda socialista foi formalizado em Brasília, na sede do partido, em ato do qual participaram o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o senador Weverton Rocha, o ex-prefeito Luciano Leitoa, e o pai dele, ex-prefeito Chico Leitoa, que é filiado ao PDT. Chamou a atenção a ausência do deputado federal Bira do Pindaré, que é hoje o quadro mais importante do partido no Maranhão e preside o PSB de São Luís, e que tem mantido total alinhamento com o governador Flávio Dino.

Ao receber o apoio do PSB, o senador Weverton Rocha não apenas fortaleceu a base partidária que dará sustentação a sua candidatura ao Governo do Maranhão, que já conta também com o DEM e com o Republicanos, ganhando ainda peso e argumento para atrair outros partidos, o que lhe dará mais força política e mais instrumentos para sustentar candidatar o seu projeto de candidatura. O movimento do PSB é uma prova de que o pedetista está investindo pesado na construção de uma base partidária forte, de modo a se cacifar, já que a agremiação socialista elegeu seis prefeitos no ano passado, entre eles Dinair Veloso, de Timon, apoiada pelo presidente da agremiação, o ex-prefeito Luciano Leitoa. A isso somam-se a declaração de apoio da senadora Eliziane Gama e do Cidadania, vantagens que o partido dispõe no plano nacional.

Feitas as contas, a base partidária do senador Weverton Rocha agrega, em tese, 90 prefeitos, o que lhe dá muito gás na hora de sentar à mesa e discutir para valer quem será o candidato da aliança liderada pelo governador Flávio Dino.  Mas esse é um cenário que pode sofrer alterações, a começar pelo fato de que vários prefeitos hoje no Republicanos – como Fábio Gentil, prefeito de Caxias – poderão migrar para o PSDB, para aliar-se ao vice-governador Carlos Brandão. Mesmo assim, Weverton Rocha tem uma vantagem expressiva,

O apoio do PSB do Maranhão, avalizado pelo presidente nacional do partido, à pré-candidatura de Weverton Rocha, o presidente socialista foi cuidadoso, à medida que declarou também apoio à pré-candidatura do governador Flávio Dino ao Senado. Com a providência, o presidente Luciano Leitoa sinalizou claramente que governador, mesmo não sabendo ainda qual será o desfecho da avaliação a ser feita por Flávio Dino no final do ano, entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, quando, conforme anunciou, apontará o pré-candidato que terá o seu apoio e do seu partido. A ampliação da base partidárias é uma das estratégias do senador Weverton Rocha para chegar no momento da decisão fortemente cacifado e em condições de reivindicar a vaga de candidato da aliança dinista.

Político já tarimbado nesse jogo, o senador Weverton Rocha sabe que esse mosaico de apoios partidários declarados é apenas parte dos instrumentos indispensáveis para o embate que se aproxima e que resultará na sucessão do governador Flávio Dino.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fábio Gentil e Duarte Júnior vão deixar o Republicanos e ingressar no PSDB

Fábio Gentil e Duarte Júnior poderão migrar para o PSDB e somar com Carlos Brandão

É grande no meio político a expectativa em relação ao futuro partidário do prefeito de Caxias, Fábio Gentil, e do deputado estadual Duarte Júnior, ambos hoje no Republicanos.

Um dos principais aliados do vice-governador Carlos Brandão, o prefeito Fábio Gentil se elegeu e se reelegeu no Republicanos, tornando-se quadro de proa na legenda comandada pelo deputado federal Cléber Verde. Mesmo com a migração de Carlos Brandão para o PSDB, Fábio Gentil poderia permanecer no Republicanos. A situação, porém, mudou radicalmente quando o Republicanos recebeu a filiação do deputado federal Gil Cutrim e declarou apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Esse movimento levou o Republicanos a aliar-se com ninguém menos que a deputada Cleide Coutinho (PDT), arqui-inimiga do prefeito caxiense, abrindo a porta para que ele mude de partido. No meio político, pelo menos oito entre dez vozes apostam alto que Fábio Gentil migrará para o PSDB.

A mesma expectativa diz respeito ao rumo partidário que será tomado pelo deputado estadual Duarte Júnior, que colocou um pé fora do Republicanos depois que, por conta da saída do vice-governador Carlos Brandão, o partido declarou apoio a Weverton Rocha. Tal qual o prefeito de Caxias, o deputado Duarte Júnior tem no PDT e no senador Weverton Rocha seus maiores adversários, o que torna impraticável sua permanência no partido do deputado Cléber Verde. Há rumores de que Cléber Verde já teria disparado um recado sugerindo a Duarte Júnior que deixe o partido, e que o parlamentar, hoje o político mais forte de São Luís depois do prefeito Eduardo Braide (Podemos), teria respondido que não tem mesmo interesse em ficar. Ao formalizar o rompimento com o Republicanos, Duarte Júnior tem dois caminhos, se converter à ideologia dos tucanos ou regressar à seara do PCdoB, de onde saiu.

 

Assembleia autoriza empréstimo de R$ 180 milhões para obras de infraestrutura rodoviária

Deputados autorizaram  o empréstimo durante sessão remota por videoconferência

O programa “Maranhão Forte”, por meio do qual o Governo do Estado investe na melhoria e ampliação da infraestrutura rodoviária do estado, ganhou ontem o aval da Assembleia Legislativa para receber novos investimentos. É que o parlamento estadual aprovou o Projeto de Lei 147/2021, que autoriza o Poder Executivo a contratar empréstimo com o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 180 milhões. Os recursos serão investidos na melhoria e pavimentação da MA-211, entre os municípios de Central do Maranhão e Bequimão, e da MA-247, entre os municípios de São Luiz Gonzaga e Trizidela do Vale, e ainda em obras de conservação na MA-006, entre os municípios de Grajaú e Formosa da Serra Negra.

“A curto prazo, se destaca a geração de empregos diretos e indiretos, medida relevante no contexto atual marcado pela crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19. A longo prazo, ressaltamos o incentivo ao setor de serviços, uma vez que melhorias logísticas facilitarão o deslocamento de mercadorias e pessoa, bem como o estímulo ao setor de turismo, com a construção da ponte sobre o Rio Preguiças, no município de Barreirinhas, que é porta de entrada dos Lençóis Maranhenses”, justifica o governador Flávio Dino na mensagem encaminhada ao parlamento.

A Oposição, formada pelos deputados César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB), marcaram posição votando contra. Para tanto, usaram o argumento de que, no seu entendimento, os investimentos não foram devidamente detalhados. O argumento foi contestado pelo líder do Governo, deputado Rafael Leitoa (PDT).

São Luís, 07 de Abril de 2021.

Brandão lidera missão em São Paulo, conversa com Doria e trata sobre vacinas no Butantan

 

João Doria recebe Carlos Brandão como líder do ninho dos tucanos do Maranhão

“A expectativa é muito grande de salvar milhares de vidas”. A declaração foi dada pelo o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) após cumprir ontem uma agenda especial em São Paulo, tanto no plano institucional, como emissário do Governo do Maranhão, quanto no plano político, como recém reconvertido à condição de tucano. Na capital paulista, liderando uma comitiva integrada pelos secretários Carlos Lula (Saúde) e Rubens Jr. (Assuntos Políticos), o vice-governador do Maranhão reuniu-se com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e visitou o Instituto Butantan, onde recebeu informações importantes sobre imunização em reunião com diretor-presidente da autarquia, Dimas Covas. Com João Doria, que o recebeu como o novo líder do PSDB no Maranhão, Carlos Brandão conversou sobre pandemia, procedimentos e vacina, além de uma pitada de política. E com Dimas Covas, o vice-governador tratou de vacina e externou o interesse do governador Flávio Dino na Butanvac, o primeiro imunizante totalmente brasileiro, que será produzido em larga escala pelo instituto paulista.

Institucionalmente, a visita do vice-governador do Maranhão ao governador de São Paulo deve produzir bons resultados. Primeiro por ter sido um reforço e tanto no relacionamento dos Governos do Maranhão e de São Paulo, uma vez que o secretário Carlos Lula teve acesso a informações sobre procedimentos e projetos relacionados com a luta contra o novo coronavírus em São Paulo. Mais ainda com a visita ao Butantan, onde o secretário de Saúde do Maranhão, que preside o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) dialogou com o diretor-presidente Dimas Covas sobre a produção da Coronavac e da Butanvac, que o Governo do Maranhão tem interesse em comprar, para ampliar o leque de opções. Por sua vez, o secretário de Articulação Política reforçou a posição do governador Flávio Dino na construção ou reconstrução de pontes e na mobilização de todos os recursos humanos e materiais para o combate eficaz ao novo coronavírus.

Politicamente, Carlos Brandão saiu entusiasmado do Palácio dos Bandeirantes após a conversa com o governador João Doria, que o recebeu como líder maior do PSDB no Maranhão, manifestando a intenção de apoiar seus esforços para o crescimento e fortalecimento do partido no estado. Mas foi enfático ao esclarecer que a motivação da viagem a São Paulo não foi política, mas institucional. A missão foi estreitar as relações com o Governo de São Paulo e ampliar ao máximo o leque de informações do Governo sobre a luta contra o coronavírus naquele estado e sobre a produção de imunizantes.

“Não estou tratando disso agora. Minha preocupação é a mesma do governador Flávio Dino, que é a guerra contra a pandemia. Nós só vamos tratar de política depois que essa situação sanitária estiver totalmente controlada e pelo menos metade dos maranhenses estiver vacinada”, declarou o vice-governador. Mas, provocado sobre as duas pesquisas – Exata e Escutec – publicadas recentemente sobre corrida à sucessão do governador Flávio Dino, na qual é nome de destaque como pré-candidato ao Palácio dos Leões, aparecendo com 15%, à frente do senador Roberto Rocha (sem partido), com 12% num cenário sem a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), tendo o senador Weverton Rocha (PDT) em primeiro com 25%, resumiu todas as suas impressões com a seguinte resposta:

– Se for aquilo mesmo, eu estou muito bem.

Mesmo diante do fato de ter sido recebido como um tucano de proa pelo governador João Doria, o que deu um caráter fortemente político à sua visita a São Paulo, o vice-governador Carlos Brandão evitou fazer declarações políticas diretas, do tipo preto-no-branco, argumentando que o momento é inadequado para colocar o projeto político-eleitoral à frente do combate ao novo coronavírus. E sem esconder seu projeto político, usou toda sua experiência para dizer que não é hora de tratar do assunto.

– Ninguém, está interessado nisso agora. Nesse momento, todos nós estamos lutando para vencer o coronavírus.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Maranhãozinho tenta limpar imagem em live, mas suas declarações só aumentam dúvidas

Entre Detinha e Marreca Filho, Josimar de Maranhãozinho se diz perseguido pela PF

Em live que comandou ontem, apoiado pela deputada estadual Detinha (PL), sua mais fiel apoiadora, e pelo deputado federal Marreca Filho (Patriotas), um dos seus três escudeiros, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) tentou dar uma demonstração de que está politicamente de pé. Falou de vários assuntos, mas centrou fogo em dois: sua candidatura ao Governo do Estado e a encrenca em que está metido com a Polícia Federal, que está no seu calcanhar investigando suspeita de desvio de recursos federais da Saúde.

Sobre sua candidatura a governador, disse que ela está de pé e que não se situa no campo político e partidário liderado pelo governador Flávio Dino. Reafirmou que é pré-candidato, mas no meio político duas em três raposas – aí incluídos parlamentares e prefeitos – dizem que ele não vai a lugar algum com a tal candidatura. A aposta dominante entre os especuladores é que ele será mesmo é candidato a deputado estadual, tanto que já lançou a deputada Detinha à Câmara Federal. Isso se não tiver sua candidatura impugnada até lá.

Já no que diz respeito à Polícia Federal, o deputado voltou a afirmar que está sendo vítima de perseguição. Ele tenta vender a seguinte versão sobre os R$ 5 milhões em dinheiro vivo que a PF encontrou no seu escritório em São Luís e garante não tratar-se de dinheiro de corrupção. Não deu nome aos bois nem esclareceu o motivo de a dinheirama estar guardada em sacos de papel no seu escritório.

O fato é que, depois de surpreender com um poder de fogo impressionante, procura agora um caminho para seguir em frente, o que não está nada fácil.

 

Governo e movimentos sociais debatem por regras fundiárias mais justas no Maranhão

Flávio Dino, Chico Gonçalves e Rodrigo Lago: articulação por mais direitos ao homem do campo sobre a terra

O Governo do Maranhão promove no momento um amplo debate com movimentos sociais para definir uma plataforma de direitos para as pessoas que vivem no campo com o estabelecimento de regras e procedimentos para a regularização fundiária. O debate está sendo articulado pelo Interma e envolve diretamente o secretário dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e o secretário de Agricultura Familiar, Rodrigo Lago. Além da regularização fundiária propriamente dita, o debate inclui a definição de regras claras relacionadas com a função social da terra, a preservação de biomas e da natureza de modo geral. Para Rodrigo Lago, a perspectiva é “criar um novo marco legal das terras no Maranhão, que permita a melhora efetiva de direitos para a população do campo e da cidade”. E vai mais longe: “Nossa ideia é avançar em direitos e melhorar o marco regulatório”.

Defensor intransigente de uma política fundiária que assegure o acesso do homem do campo à terra devidamente regularizada, dentro de um conceito avançado de reforma agrária, o governador Flávio Dino tem um cuidado especial sobre o assunto. Que começa com a regra segundo a qual política agrária deve ser debatida com os movimentos sociais. Daí o fato de um debate em curso no Interma ter a participação direta do governador, dos secretários da área e de representante da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (Fetaema), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),  da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem), Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (Coapima), da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (Miqcb).

O debate em curso é, em si, um marco importante do processo de regularização fundiária no Maranhão, e deve resultar num projeto de lei a ser encaminhado à Assembleia Legislativa.

São Luís, 06 de Abril de 2021.

Enquanto sua sucessão está indefinida, Flávio Dino é apontado com largo favoritismo para o Senado

 

Flávio Dino: favoritismo absoluto na disputa para o Senado no pleito de 2022

A movimentação política, que ocorre em meio aos estragos feitos pelo novo coronavírus, vai aos poucos desenhando o perfil dos que poderão, de fato, disputar a sucessão presidencial, ao mesmo tempo que nos estados a corrida aos Governos vai ganhando forma, assim como as bases da disputa pela vaga que cada um deverá preencher no Senado. No Maranhão, com aprovação que alcança o patamar dos 63%, o governador Flávio Dino (PCdoB) vive uma situação ao mesmo tempo privilegiada e complexa. O privilégio vem do fato de ser ele, de longe, o maior líder político da atualidade no estado, e a complexidade porque pesa sobre os seus ombros a responsabilidade de comandar o processo da corrida à sua sucessão dentro da aliança que lidera, e ainda definir, de uma vez por todas, o seu próprio futuro, dividido que ainda está entre participar da corrida presidencial como candidato a presidente ou a vice, e concorrer à vaga do Maranhão no Senado.

Mesmo ainda sinalizando que poderá, agora muito remotamente, participar da corrida para o Palácio do Planalto ou para o Palácio do Jaburu, o governador do Maranhão admite com mais ênfase concorrer à cadeira de senador. Assim, participará da disputa nacional fortalecendo a candidatura presidencial que vier a apoiar dentro do estado, dedicando também suas forças à tarefa de articular a corrida ao Palácio dos Leões em favor de um aliado, e correr o Maranhão pedindo o aval dos maranhenses para representá-los no Senado da República. Em todas as rodas de conversa, esse é o projeto que mais entusiasma as bases que o apoiam e que temem desacertos, se ele tiver de se ausentar do estado para correr o País nas asas de um projeto federal.

Na semana que passou, duas pesquisas (Exata e Escutec) vieram à tona como fortes trombetas de alerta, informando que sem o seu comando direto, a aliança que construiu pode rachar numa disputa autofágica pelo Governo entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e com a sombra da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) sobre eles, reforçada pela presença do senador Roberto Rocha (sem partido), em plano inferior, mas com capacidade indiscutível de causar estragos perigosos para o grupo. Ou seja, para assegurar que o seu grupo continue no poder, o governador Flávio Dino terá de comandar o processo de perto, ele próprio, sem fazer delegações. Poderá fazê-lo como candidato a senador, o que não será possível como candidato a presidente ou a vice.

Mesmo levando em conta as surpresas que a política prega aqui e ali, é nítida a possibilidade de o governador se eleger senador em 2022. As pesquisas trouxeram todas as indicações nesse sentido. Flávio Dino como governador é aprovado por 63% da população, segundo a pesquisa Exata, e tem 45% de intenções de voto para o Senado contra 18% de Roseana Sarney e 16% de Roberto Rocha num cenário; e 52% contra 22% de Roberto Rocha num cenário sem Roseana Sarney. A pesquisa Escutec encontrou praticamente o mesmo cenário: 51% de intenções de voto contra 21% do senador Roberto Rocha.

Os números encontrados pelos dois levantamentos não deixam dúvidas de que, pelo menos até aqui, e muito provavelmente até 2022, o governador Flávio Dino não encontrará maiores dificuldades para se eleger senador. A começar pelo fato de que os nomes com maior potencial de enfrentamento, a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Roberto Rocha, dificilmente entrarão nessa disputa movidos pela quase certeza de que serão derrotados. Isso porque no Maranhão de agora não há quadros políticos com estatura e potencial eleitoral para se dar bem numa disputa desse quilate contra Flávio Dino.

Políticos experientes e pragmáticos costumam dizer que não há candidato imbatível, mas há candidato muito difícil, muito difícil mesmo, de ser batido. O governador Flávio Dino, que só comemora quando as urnas falam, encontra-se nesse patamar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Troca de comando no PSDB deixa Wellington do Curso em situação crítica

Wellington: dilema entre sair do ninho ou aderir ao Governo Flávio Dino

O deputado Wellington do Curso passa o feriadão da Semana Santa mergulhado em reflexões para resolver um dilema: permanecerá filiado ao PSDB sob o comando do vice-governador Carlos Brandão? Depois de ter sido triturado dentro do partido pelo senador Roberto Rocha, que não permitiu que ele disputasse a Prefeitura de São Luís pela legenda, Wellington do Curso agora se encontra numa espécie de sinuca de bico. É que sob o comando de Carlos Brandão, o PSDB passa automaticamente para a base de apoio do governador Flávio Dino, o que deixa Wellington do Curso numa situação extremamente desconfortável, já que ele é, na Assembleia Legislativa, um dos mais agressivos opositores do Governo do PCdoB. Wellington do Curso só tem duas alternativas: permanecer no ninho dos tucanos e aderir ao Governo ou arrumar a mala e deixar o partido. Não há terceira via.

 

Dentista prático Zeca Medeiros ocupará a vaga do jornalista Batista Matos na Câmara de São Luís

Zeca Medeiros

Um piauiense nascido em Miguel Alves, José Campos Medeiros, politicamente apelidado de Zeca Medeiros, vai ocupar a vaga aberta com a morte prematura, do vereador Batista Matos (Patriotas), vítima do novo coronavírus. Dentista prático por profissão, ganhou a vaga na condição de primeiro suplente do Patriotas, posição que conseguiu recebendo 1.749 votos. Aos 56 anos e veterano de tentativas eleitorais malsucedidas, Zeca Medeiros vai se instalar no Palácio Pedro Neiva de Santana com o desafio de substituir um militante político fortemente caracterizado pela competência e pela visão correta da política, fruto da sua formação como jornalista e do seu envolvimento com a luta comunitária por uma vida mais digna.

São Luís, 04 de Abril de 2021.