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Maranhãozinho sai do páreo, não declara apoio a Weverton e diz que grupo vai escolher o candidato

Josimar de Maranhãozinho durante live com Detinha e aliados bolsonaristas, quando anunciou a decisão

A declaração do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) de que será o seu grupo, e não ele isoladamente, quem escolherá o pré-candidato ao Governo do Estado, funcionou como uma forte pisada no freio em relação ao senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, cujos aliados, visivelmente entusiasmados, já davam o apoio como favas contadas. Com a manifestação, feita em live na noite de segunda-feira, o parlamentar admitiu pela primeira vez que está fora da corrida aos Leões, mas, ao contrário era esperado no meio político, ele não só não bateu martelo sobre o nome a ser apoiado, como também resolveu consultar o seu grupo, assegurando que o pré-candidato que terá o seu apoio será o que os aliados escolherem. Se, de fato, Josimar de Maranhãozinho abrir mão do seu poder de decisão e permitir os integrantes do seu grupo discutam as pré-candidaturas e se posicionem em relação a uma delas, pode acontecer de tudo, podendo a escolha recair sobre qualquer um dos pré-candidatos, incluindo, claro, o senador Weverton Rocha e o governador Carlos Brandão (PSB).

O que o deputado federal Josimar de Maranhãozinho chama de seu grupo é a soma de ele e mais três deputados federais, cinco deputados estaduais, 40 prefeitos que seu partido elegeu – entre eles Júlio Matos (PL), de São José de Ribamar, e Rigo Teles (PL), de Barra do Corda, por exemplo -, além de um expressivo número de vereadores. Trata-se de um grupo com peso político e eleitoral, que, se atuar unido e bem articulado, pode ter papel importante no desempenho do candidato que vier a apoiar. Tanto que no meio político é corrente a certeza de que todos os pré-candidatos querem o apoio do grupo por ele comandado, independentemente da sua condição de investigado por corrupção e outras bandalheiras, e de mais importante aliado de proa do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão.

Para escolher um dos pré-candidatos, Josimar de Maranhãozinho e seu grupo terão de resolver uma série de questões que, se não bem resolvidas, poderão melar qualquer acordo. A primeira delas é o fato de o PL por ele comandado ser o partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro buscará a reeleição, o que obriga a ele e seu grupo se alinharem automaticamente à campanha do presidente da República no Maranhão. Se esse fato vier a pesar mesmo, dificilmente o grupo chefiado pelo presidente do PL apoiará, por exemplo, o governador Carlos Brandão, que está alinhado à campanha do ex-presidente Lula (PT), nem o senador Weverton Rocha, que se encontra ainda em cima do muro em relação ao pré-candidato do seu partido, Ciro Gomes (PDT), e ao líder petista. Nesse tabuleiro de pré-candidatos, restam-lhe Edivaldo Holanda Jr., cujo partido, o PSD, ainda não se definiu na corrida presidencial; e Lahesio Bonfim (PSC), que poderia ser o chamado “caminho natural”, mas por quem Josimar de Maranhãozinho não nutre “um real” de simpatia.

Nos bastidores, todos sabem que Josimar de Maranhãozinho tem simpatia pela pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Os dois dialogam sem problemas, já conversaram diversas vezes, inclusive em meio à informação segundo a qual entre 10 e 15 dos 40 prefeitos em tese controlados pelo chefe do PL já teriam lhe comunicado que apoiarão o projeto de reeleição do chefe do Poder Executivo, que espera o apoio desse grupo. Uma eventual aliança com o senador Weverton Rocha se dará mais no campo da conveniência, uma vez que os dois não nutrem simpatia política um pelo outro, mas entre eles poderá ser firmado um acordo que inclua, por exemplo, a vaga de vice. Weverton Rocha tem incentivado seus aliados a propalarem a possível aliança, mas ele próprio tem sido cauteloso sobre o assunto. O mesmo se dá com Josimar de Maranhãozinho.

O fato é que, ao admitir que está fora do páreo e jogar para o grupo a escolha do pré-candidato, Josimar de Maranhãozinho passou uma borracha no que estava rascunhado e abriu caminho para um desenho imprevisível, que pode ligar sua turma ao PDT, ao PSB, ao PSD ou até mesmo ao PSC.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino diz que Moro “assassina o Direito”

Flávio Dino faz novas e duras críticas a decisões e declarações de Sérgio Moro sobre Lula daSilva

O ex-governador Flávio Dino (PSB), ex-juiz federal, volta e meia dá lições de Direito ao ex-juiz federal Sérgio Moro. A mais recente, em tom de “puxão de orelha”, foi “ministrada” ontem. O roteiro mais uma vez envolveu o ex-presidente e pré-candidato a presidente Lula da Silva (PT).

Irritado com questionamentos acerca do seu domicílio eleitoral, um dos itens do imbróglio em que se transformou seu início de carreira política, Sérgio Moro resolveu reagir atirando contra o ex-presidente Lula da Silva. Ele escreveu: “Ressalvo que as condenações de LL não foram anuladas por erros da primeira instância, mas, sim, por erros da última instância. A corrupção na Petrobras foi profunda e LL não foi inocentado no mérito por ninguém”. E acrescentou como que reclamando que “a candidatura de um condenado em 3 instâncias seja tratada com naturalidade”.

Flávio Dino não deixou por menos, e disparou na direção do ex-chefe da Lava Jato e ex-“menino de ouro” do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL): “É constrangedor ver um colega ex-juiz federal dedicar-se a assassinar o Direito em tweets. Falar em “inocentar no mérito?” Que maluquice é essa? E agora dizer que existem “condenações em 3 instâncias” contra Lula? E a declaração de nulidade?”

Flávio Dino fala com autoridade sobre e os tropeços jurídicos de Sérgio Moro. Eles ingressaram na magistratura federal pelo mesmo concurso, com o detalhe de que Flávio Dino foi aprovado em 1º lugar e Sérgio Moro em 16º.

Flávio Dino foi um juiz correto, sem nenhuma mancha na sua carreira. Além disso, conquistou o respeito da sua categoria, tendo se elegido presidente da Associação dos Juízes Federais, uma das entidades mais atuantes e respeitadas da magistratura brasileira. Deixou a magistratura pela porta da frente para entrar na política, elegeu-se em deputado federal em 2006, tendo sido apontado como um dos melhores quadros da Câmara Federal entre 2007 e 2010, destacado como legislador, principalmente como relator de vários projetos importantes, entre eles o da Lei da Ficha Limpa. Concorreu sem sucesso à Prefeitura de São Luís em 2008 e ao Governo do Estado em 2010, mas foi consagrado ao ser eleito governador no primeiro turno em 2014, e reeleito em 2018, também em turno único. Fez um governo marcado pela correção e pela eficiência e é favorito na disputa ao Senado.

Depois de anos sem expressão na magistratura, Sérgio Moro criou o grande filão da Lava Jato, no qual se projetou como paladino da luta contra a corrupção. Só que nessa função atropelou a lei, desrespeitou direitos, abusou do seu poder e jogou tudo por terra ao deixar a magistratura para se tornar ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, em quem o pretendeu dar um golpe para se tornar nome forte para a presidência da República. Jair Bolsonaro percebeu o jogo e criou as condições para que ele pedisse demissão. Tentou viabilizar sua candidatura a presidente, mas nenhum partido quis lhe dar a vaga. Caminha para um já visível ocaso político.

 

Macedo faz Podemos sair da “gaveta” e se tornar o partido viável

Ao centro, Fábio Macedo apresenta parte dos filiados, como Cleomar Tema e Jota Pinto à esquerda

Até três meses atrás na condição de partido com potencial para ser o grande suporte do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, no seu projeto de chegar ao Governo do Estado em oposição ao grupo atualmente no poder estadual, o Podemos deu uma guinada e apoiará a pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) ao Governo do Estado e a do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Agora comandado pelo deputado estadual Fábio Macedo, o partido foi turbinado com uma série de filiações de peso, entre elas a do ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, a do suplente de deputado federal Dr. Elizabeth, o suplente de deputado estadual Jota Pinto, o vereador Marcial Lima, ex-líder do Governo na Câmara Municipal, entre outros líderes.

Antes visto como um político sem muito futuro, devido principalmente a problemas de natureza pessoal, o deputado Fábio Macedo vem surpreendendo com o um operador político ativo, tendo conseguido transformar o Podemos num partido competitivo: “Quando recebemos o partido, já tínhamos uma representação na Câmara, mas éramos completamente desconhecidos no estado. Eu sempre digo que pegamos um partido na gaveta e, em apenas cinco dias, com todo esforço, montamos uma chapa com 42 pré-candidatos a deputado estadual e 19 pré-candidatos a deputado federal”.

Seu entusiasmo faz todo sentido.

São Luís, 18 de Maio de 2022.

Weverton opera para reforçar sua pré-candidatura com guinada radical na direção do bolsonarismo

 

Weverton Rocha durante uma das edições do “Maranhão mais feliz”, ao lado da sua esposa, Sâmia Bernardes

Na iminência de confirmar o apoio já alinhavado do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), chefe maior do partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, depois de perder vários aliados importantes, o senador Weverton Rocha (PDT) vem mantendo o mesmo ritmo inicial da sua ostensiva e intensa pré-campanha ao Governo do Estado, realizando os eventos por ele batizados de “Maranhão mais feliz”, na verdade atos políticos com formato de comício, que fecha sempre com um discurso de campanha em que afirma ter solução para todos os problemas do estado.  Além disso, o senador vem alimentando uma frenética ponte-aérea São Luís-Brasília-São Luís, para exercer o mandato, e às vezes com desvio de rota, como ontem, quando ele desembarcou em São Paulo integrando a comitiva que acompanhou o presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), aos estúdios da TV Cultura, onde concedeu entrevista ao conceituado programa Roda Viva. “Estamos aqui em São Paulo acompanhando o presidente Rodrigo Pacheco na entrevista que ele concederá daqui a pouco à TV Cultura”, postou o senador maranhense em rede social, atuando mais com um assessor do que como líder da bancada do PDT no Senado. Toda essa movimentação visa um único objetivo: fortalecer sua pré-candidatura ao Governo do Estado, começando por voltar à liderança nas pesquisas, hoje perdida para o governador Carlos Brandão (PSB), e evitar o risco de ser seriamente ameaçado pelo ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões.

O senador Weverton Rocha não admite sequer a possibilidade de rever seu projeto de candidatura. Ele e seus aliados mais próximos exibem a convicção de que sua determinação e sua estratégia o levarão ao Palácio dos Leões. E, curiosamente, esse sentimento dominante entre os seus apoiadores mais próximos foi nitidamente reforçado depois que veio à tona a informação de que, depois de perder o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e da sua colega de bancada Eliziane Gama (Cidadania), ele receberá o apoio formal de Josimar de Maranhãozinho. Por esse acordo, alinhavado com a ajuda de aliados em Brasília, a base da sua pré-candidatura será turbinada com quatro deputados federais, cinco deputados estaduais e entre 25 e 30 prefeitos, já que entre 10 e 15 dos 40 que seu partido elegeu se posicionaram como governador Carlos Brandão.

Outro item da sua estratégia, decidido ainda em fevereiro, mas só declarado no final de abril, foi o rompimento com o ex-governador Flávio Dino (PSD). “Uma coisa nosso grupo já decidiu: não votaremos no Flávio Dino”, declarou ele em Caxias, para dias depois mandar deputados estaduais integrantes do seu núcleo de comando declararem apoio à pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. A decisão surpreendeu pelas irônicas coincidências que ela reúne: o senador Weverton Rocha, eleito em 2018 com o apoio decisivo do então governador Flávio Dino, resolveu virar as costas ao agora ex-governador pré-candidato ao Senado, para aliar-se ao senador Roberto Rocha (PTB), pré-candidato à reeleição, ele também eleito com a ajuda providencial do então governador Flávio Dino em 2014. Nada parecido aconteceu na política maranhense nas últimas décadas.

Ao firmar aliança com Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha, Weverton Rocha deu uma guinada radical à direita, ligando-se, ainda que informalmente, ao braço do bolsonarismo no Maranhão. “Desafio quem prove que eu tenha votado contra trabalhadores”, brada nos seus discursos contestando rumores de acordos subterrâneos com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). E reforça sua “independência” alimentando ligação forte com a zoadenta, mas pouco influente, dissidência do PT, concentrada numa corrente petista com base em São Luís, que avaliza seu discurso já não tão enfático de apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Planalto.

O fato é que, com todos os altos e baixos e erros e acertos, o senador Weverton Rocha mantém de pé o seu projeto de candidatura, indicando que fará de tudo para que seu foguete sem marcha à ré não dê meia volta e retorne à base. Prova disso foram as edições do “Maranhão mais feliz” em São Luís Gonzaga e Pastos Bons, na semana passada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

A AgroBalsas: Brandão autoriza pavimentação da MA-006 e faz regularização fundiária

Carlos Brandão, secretários e líderes empresariais do agronegócio em ato preparatório da feira; e um dos espaço da feira, uma das 20 maiores do País.

O governador Carlos Brandão (PSB) participou ontem da festa de abertura da 18ª AgroBalsas, o maior evento do agronegócio da chamada região Matopiba e cujo foco é o desenvolvimento, a inovação, a troca de informações nacionais e internacionais e a tecnologia avançada na produção agrícola mecanizada em carga escala, como acontece na região polarizada por Balsas, no Sul do Maranhão. Na sua participação, o governador anunciou obra de pavimentação rodoviária e ações de regularização fundiária na região.

O governador Carlos Brandão estará na 18ª edição da AgroBalsas, um dos maiores eventos de agronegócio no Maranhão, que começa nesta segunda-feira (16), a partir das 19h, na Fazenda Sol Nascente. Neste ano, a AgroBalsas tem foco no desenvolvimento, inovação, transferência de informações nacionais e internacionais e tecnologia avançada. Na ocasião da agenda, Carlos Brandão autorizou a pavimentação da MA-006, no trecho que liga Tasso Fragoso a Alto Parnaíba, e assinou termo de regularização fundiária, que será o maior na história da região. E na sua fala, o governador reafirmou o seu compromisso de investir para que o Maranhão avance como um grande celeiro de produção agrícola do Brasil e do mundo.

Organizada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) com o apoio do Governo do Maranhão, a AgroBalsas é uma das 20 maiores exposições agropecuárias do País e deve gerar negócios na ordem de R$ 3 bilhões com a participação de produtores rurais, pecuaristas, empresas e organizações públicas e civis, tendo como forte o agronegócio. A exposição segue até o dia 20.

É isso aí.

 

Roberto Costa mantém tradição com a Festa das Mães em Bacabal

Roberto Costa com participantes da Festa das Mães em Bacabal

Já inscrita no calendário de eventos da cidade, devido a importância que ganhou ao longo dos últimos 10 anos, a Festa das Mães realizada pelo deputado Roberto Costa (MDB) em Bacabal vai muito além do roteiro tradicional. Tem brindes, sorteios e distribuição de mimos. Mas o que chama a atenção é o gigantismo do evento, que reúne uma multidão em verdadeiro clima de festa. Foi assim no último sábado (14), no Centro Cultural da “Princesa do Mearim”, onde uma expressiva fatia feminina dos seus 106 mil habitantes se concentrou atendendo ao convite do parlamentar. A edição desse ano teve uma programação tão rica quanto intensa. A distribuição de brindes e os sorteios de eletrodomésticos – televisores, fogões, geladeiras, liquidificadores e poupança no valor de R$ 1 mil, com transmissão direta pelas TVs locais foram embalados por orações e em seguida por artistas, como o cantor Guilherme Kalebe, de 10 anos, que fez uma homenagem especial às mães, e a cantora Taty Mel e o Dj Bigu completaram a festa animando os milhares de bacabalenses presentes ao evento. Em meio às manifestações de gratidão, o deputado Roberto Costa, que tem uma forte relação pessoal e política com Bacabal, quase não segurou a emoção: “Foi uma festa muito bonita, dois anos sem a gente ter esse abraço carinhoso das mães de Bacabal. Mas, graças a Deus, a gente conseguiu realizá-la mais um ano e reunimos uma multidão. Foi muito bom. Valeu a pena”.

São Luís, 17 de Maio de 2022.

Com chapa pronta e base política sólida, Brandão e Dino se distanciam dos concorrentes

 

Flávio Dino. Carlos brandão e Felipe Camarão têm chapa pronta e levam vantagem sobre Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho, Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias

A 18 semanas das eleições que definirão o futuro imediato do Maranhão, no contexto do destino que os brasileiros, incluindo os maranhenses, darão ao Brasil, a corrida para o Governo do Estado vai desenhando um cenário cuja versão final poderá ser a confirmação, ou não, do que é visível hoje. De um lado, a aliança partidária montada em torno da chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão (PSB|), pré-candidato à reeleição, tendo o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, e de outro, uma série de pré-candidatos a governador – senador Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (PSC), Josimar de Maranhãozinho (PL), Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) – que ainda não trabalham com a montagem de suas chapas. Com números espantosamente diferentes, as duas pesquisas mais recentes (Escutec e Exata – a primeira deu expressiva vantagem a Carlos Brandão, e a segunda mostrou um rigoroso empate técnico entre os dois) indicam que aos poucos o governador vai avançando, enquanto o senador pedetista se mantém estacionado há meses no patamar dos 20 pontos percentuais. Há sinais de que a tendência de polarização entre Carlos Brandão e Weverton Rocha pode perder consistência e tornar a situação indefinida no segundo time.

Até agora, Carlos Brandão e Flávio Dino vêm dando seguidas demonstrações de unidade e de capacidade de definir os rumos das suas pré-candidaturas. Já definiram o seu arco de alianças, já escolheram o pré-candidato a vice-governador – Felipe Camarão (PT) -, e já preencheram a vaga de candidato a primeiro suplente de senador – Ana Paula Lobato, vice-prefeita de Pinheiro (PCdoB). Atualmente, Carlos Brandão e Flávio Dino acompanham a movimentação dos seus partidos e aliados para montarem as chapas de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Além disso, já alinhavam o roteiro de campanha das chapas majoritária e proporcionais e já trabalham na organização da pré-campanha e campanha do seu aliado na corrida à Presidência da República, o ex-presidente Lula da Silva (PT). É o que se pode chamar de correta montagem de um bem construído e poderoso movimento eleitoral.

No campo oposto, com exceção do PSOL, que tem chapa majoritária definida, com Enilton Rodrigues para o Governo e Antônia Cariongo para o Senado, o que existe até agora são alguns nomes firmemente posicionados como pré-candidatos a governador, fazendo pré-campanha solitariamente. O pedetista Weverton Rocha iniciou a pré-campanha vinha exibindo boa performance, mas estancou, conforme registrado pelas pesquisas, ainda não sinalizou sobre quem será seu pré-candidato a vice, que deve sair das fileiras do PDT, formando uma improvável “chapa puro sangue”, ou de aliados como Republicanos ou PTB, já que o PDT decidiu confirmar o rompimento com Flávio Dino apoiando formalmente a pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição. Além disso, Weverton Rocha ainda corre atrás do apoio do ex-presidente Lula da Silva, ignorando o pré-candidato do seu partido na corrida presidencial, o ex-ministro Ciro Gomes, gerando um quadro no mínimo curioso.

A situação é mais indefinida no âmbito das demais pré-candidaturas. Edivaldo Holanda Jr. está focado em romper as fronteiras, ganhar espaço e criar as condições para chegar a um eventual segundo turno, o que não lhe deixou margem para pensar em vice. Ele ainda não se manifestou em relação ao Senado, mesmo tendo o presidente do seu partido, deputado federal Edilázio Jr., manifestado a intenção de apoiar o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha. É a mesma situação do pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, tudo indicando que a palavra final sobre escolha do vice será do presidente do partido e principal fiador do projeto de candidatura a governador, deputado federal Aluízio Mendes.

Em situação mais indefinida ainda estão Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo. O primeiro vê seu projeto de candidatura ao Governo do Estado afundar a cada dia sob o peso de uma gigantesca rejeição, reforçada pelas investigações da Polícia Federal que o apontam como chefe de um grande esquema de corrupção com recursos de emendas parlamentares. O segundo pela absoluta inércia da sua pré-candidatura, mesmo sendo ele um postulante quase obstinado.

O cenário definitivo estará desenhado daqui a dois meses a 10 semanas, quando chegar o período das convenções partidárias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino galvaniza movimentos populares por Lula, Brandão e ele próprio

Flávio Dino mobiliza movimentos sociais e sindicais para formar o “Time do Lula”

No ato em que reuniu o que batizou de “Time do Lula”, na noite de sexta-feira (13), apoiadores da sua candidatura, na maioria militantes de movimentos populares, sociais e sindical, o ex-governador Flávio Dino fez um discurso forte, no qual estimulou a mobilização desses segmentos em apoio às pré-candidaturas do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Planalto, do governador Carlos Brandão aos Leões e à dele própria ao Senado. Ele disse:

“Esse é um ato de lutadores e lutadoras do Maranhão. É essa mobilização aqui que decide e ganha eleição. Nós precisamos entender que o Brasil está sofrendo muito porque as pessoas estão perdendo o que conquistaram. Perderam o mais importante que é o direito de sonhar. É preciso está na rua, no bairro, no sol quente, na chuva. É preciso estar em cada igreja dizendo que quem é cristão de verdade não pode votar no Anticristo, não pode votar em quem não tem nenhum compromisso verdadeiro. Nós vamos junto e vamos vencer no Maranhão”.

Foi ovacionado.

 

Braide pode ficar sem partido até depois das eleições

Eduardo Braide: sem preocupação partidária, mais foco na gestão

Não será surpresa se o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, permanecer sem partido até depois das eleições de outubro. Para quem é obrigado a encarar e dar jeito nos problemas cabeludos que aterrissam na sua mesa de trabalho no Palácio de la Ravardière, entrar numa briga eleitoral da qual não participa diretamente, a avaliação é o de que é mais prudente evitar envolvimento. Na avaliação de uma fonte próxima do prefeito, até mesmo o quadro de pré-candidatos a governador não o estimula a entrar nessa ciranda. O governador Carlos Brandão é. apoiador do seu principal adversário, o deputado estadual Duarte Jr. (PSB); o ex-prefeito Edivaldo Jr. já é tido como seu oponente em 2024; e o senador Weverton Rocha pode vir a ser seu oponente no pleito estadual de 2026. Ou seja, tudo conspira para que o prefeito de São Luís não se envolva muito com a corrida ao voto deste ano. Nesse cenário, vinculação partidária poderá obrigá-lo a tomar posição, o que parece não ser do seu interesse, pelo menos até o início de outubro.

São Luís, 16 de Maio de 2022.

Se Bolsonaro vier a apoiar Lahesio, Maranhãozinho irá junto e não fará acordo com Weverton

 

 

Alla Garcez especula que Jair Bolsonaro deve apoiar Lahesio Bonfim e levar Josimar de Maranhãozinho junto

Os braços bolsonaristas no leque partidário maranhense, que já vinham em clima de agitação, se agitaram mais ainda, ontem, depois de o médico Allan Garcez, que aqui e ali atua como porta-voz não autorizado do Palácio do Planalto, ter especulado que o presidente Jair Bolsonaro (PL) “deve declarar apoio” à pré-candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), ao Governo do Estado. Apoiador estridente da candidatura de Jair Bolsonaro em São Luís, e que sonhou ser ministro da Saúde, mas acabou perambulando em cargos pouco relevantes daquela pasta, o dr. Allan Garcez tenta se mostrar um bolsonarista importante para viabilizar sua candidatura à Câmara Federal pelo PP. Para tanto, parece haver alinhavado uma estratégia controversa e de alto risco, como dar palpite na posição do braço maranhense do PP, comandado pelo deputado federal André Fufuca, por exemplo. Isso ficou evidente na entrevista que ele concedeu ontem ao programa Ponto Continuando, da Rádio 92.3 FM, comandado pelo jornalista Clodoaldo Corrêa e seus parceiros Rogério Silva e Glaucio Ericeira.

Faz sentido a possibilidade que ele levantou de o presidente Jair Bolsonaro declarar apoio à pré-candidatura de Lahesio Bonfim. Por vários motivos, sendo o primeiro deles o fato, cada vez mais confirmado, de o deputado federal Josimar de Maranhãozinho haver arquivado o seu projeto de disputar o Palácio dos Leões, depois de alvejado por duras denúncias de corrupção e de entrar na linha de tiro no Conselho de Ética da Câmara Federal. E depois, Lahesio Bonfim, depois de entrar e sair do PSL, do PTB, do Agir36, finalmente desembarcou no PSC, partido controlado no Maranhão pelo deputado federal Aluísio Mendes, um dos parlamentares mais próximos do presidente, tendo inclusive sido brindado com o posto de vice-líder do Governo na Câmara Baixa. Sem opções depois que o senador Roberto Rocha (PTB) decidiu tentar a reeleição e Josimar de Maranhãozinho puxou o feio de mão da sua pré-candidatura aos Leões, a tendência de Jair Bolsonaro pode ser mesmo ungir Lahesio Bonfim seu candidato a governador no Maranhão.

Se esse cenário vier a se confirmar, algumas articulações em andamento serão interrompidas e alguns acordos já alinhavados, desmanchados. É o caso, por exemplo, da aliança informal de Josimar de Maranhãozinho com o senador Weverton Rocha, pré-candidato ao PDT ao Governo do Estado, cujo anúncio estava sendo aguardado por esses dias. Isso porque dificilmente o comando nacional do PL e a turma do Palácio do Planalto permitirão que o chefe do partido do presidente da República no Maranhão apoie outro candidato que não o que ele vier a apoiar. Será mais um golpe duro no projeto de poder do senador pedetista, que parecia contar com a aliança, mesmo informal, com Josimar de Maranhãozinho, firmada em torno da pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição. E como é sabido, mesmo não sendo “bons amigos”, Lahesio Bonfim e Josimar de Maranhãozinho dificilmente resistirão um ao outro na corrida eleitoral se o presidente Jair Bolsonaro resolver o papel de cupido nessa relação.

Todas as evidências indicam a cúpula nacional do bolsonarismo está armando uma situação que, pelo menos, melhore a posição do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, onde as pesquisas apontam que ele pode sofrer uma surra histórica do líder petista Lula da Silva nas urnas. Além de investir na melhoria da sua imagem, veiculando filmetes pouco convincentes nas TVs maranhenses, Jair Bolsonaro tenta criar uma situação que de alguma maneira crie pelo menos situações embaraçosas ao ex-governador Flávio Dino (PSB), líder isolado nas intenções de voto para o Senado. Não é segredo para ninguém que o presidente não quer a eleição do ex-governador para o Senado, principalmente pelo fato de que se ambos saírem vitoriosos nas urnas, o maranhense será uma voz implacável de oposição ao seu governo.

Já as declarações do dr. Allan Garcez sobre uma improvável mudança de rota do PP, que segundo ele pode deixar a base de apoio da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, para apoiar a pré-candidatura de Lahesio Bonfim, tem todas as características de um factoide mal engendrado. O deputado federal André Fufuca, comandante do braço do PP no Maranhão, não esconde de ninguém que segue a linha partidária no plano nacional, mas no plano regional manterá o partido na aliança articulada por Flávio Dino desde 2014. Mesmo levando em conta as imprevisibilidades da política, não há qualquer evidência de que essa mudança possa acontecer. Logo, a possibilidade de o factóide do dr. Allan Garcez ganhar forma pode ser igual a zero.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia homenageia irmãos desembargadores

Da direita para a esquerda: Eduardo Nicolau, José Joaquim Figueiredo dos Anjos, Othelino Neto, José Jorge Figueiredo dos Anjos e Ângela Salazar

Os desembargadores José Joaquim Figueiredo dos Anjos, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA), e José Jorge Figueiredo dos Anjos, presidente da Escola Superior da Magistratura do Maranhão, foram laureados ontem com a Medalha do Mérito Manoel Beckman, a maior honraria da Assembleia Legislativa. A concessão foi iniciativa do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), e a entrega se deu em sessão solene, com a presenta de familiares, amigos, colegas e autoridades representativas dos três poderes. O aspecto a ser destacado é que os magistrados são irmãos, sendo que um deles, José Joaquim Figueiredo dos Anjos, é pai do deputado Pará Figueiredo (PL), que agradeceu a homenagem.

– Na verdade, esta é uma homenagem que a Assembleia presta a todo o Poder Judiciário do Maranhão em reconhecimento aos serviços prestados ao povo maranhense. É um ato que simboliza o respeito que esta Casa nutre pelo Judiciário, ao mesmo tempo, reafirma a relação harmônica entre os poderes constituídos do Estado do Maranhão. Nós temos convicção de que as instituições necessitam ser fortalecidas e que os poderes precisam estabelecer uma relação harmônica, pois quem ganha com isso é a sociedade – declarou o presidente Othelino Neto.

O desembargador José Jorge agradeceu a comenda declarando: “Ela provém do reconhecimento do Parlamento Estadual pelos longínquos serviços prestados aos maranhenses. Agradeço à Assembleia pelo reconhecimento de nosso trabalho. Esta comenda impõe a responsabilidade de ontem e de todo sempre de conduzir-me com respeito e ética, mantendo-me sempre digno de tamanha honraria”.

Já o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, que já presidiu o Poder Judiciário, expressou assim sua gratidão: “Ser agraciado com a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman muito me orgulha e é paradoxal, uma vez que todas as minhas atitudes sempre tiveram uma conotação impessoal, motivada pela defesa intransigente dos princípios constitucionais e de preceitos de caráter universal. Receber essa comenda implica dizer que estou trilhando o caminho correto. Agradeço a Assembleia a concessão dessa honraria, que me provoca orgulho e gratidão”.

 

PSOL ameniza crise, mas tensão interna continua

Enilton Rodrigues e Franklin Douglas

Há sinais de que a crise que se instalou no braço maranhense do PSOL por causa da sucessão estadual está sendo superada: a candidatura do presidente Enilton Rodrigues ao Governo do Estado está mantida e consolidada, como também a candidatura da professora Coriongo ao Senado. O fato de o partido não haver lançado candidato a presidente da República, para apoiar a candidatura do ex-presidente Lulas da Silva (PT), causou uma grande onda de insatisfação interna, principalmente por grupos mais à esquerda. No Maranhão, o movimento de reação é liderado pelo professor Franklin Douglas, para quem o PSOL é um partido com posições ideológicas e programáticas firmes, que não se adequam a projetos mais moderados. Daí defender sempre projetos próprios, sem alianças que comprometam esse perfil. Para esse grupo, o partido tinha de ter lançado candidato presidencial e candidatos a governador e a senador em todos os estados. Mesmo tendo lançado chapa majoritária no Maranhão, o PSOL foi sacudido pela insatisfação desse grupo, que não aceita qualquer relação com outras candidaturas. O clima lá já esteve mais tenso, mas a paz integral ainda não retornou.

São Luís, 14 de Maio de 2022.

Dividido ao meio, União Brasil ainda está oficialmente sem rumo no Maranhão

 

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes disputam o comando de um partido rachado em maior no estado

De todos os braços partidários em atuação no Maranhão, o que vive a situação mais complicada é o União Brasil, partido recém-nascido, fruto da fusão do DEM com o PSL. Quase todas as secionais maranhenses dos partidos têm problemas de maior ou menor gravidade, seja por alguma dissidência, seja por causa de segmentos que optaram por caminhos diferentes dos orientados pelas cúpulas partidárias, seja, enfim, por divergências quanto a candidaturas majoritárias e outros pontos sem convergência. Essas mazelas afetam, por exemplo, o PT, o PDT, o MDB, o PSOL e vários outros partidos. Nenhum dos problemas dessas agremiações se compara ao do União Brasil, cujo braço maranhense é rachado ao meio, com uma banda liderada pelo deputado federal Juscelino Filho, que tinha o controle do DEM, e outra comandada pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que controlava o PSL. Juscelino Filho apoia o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, enquanto Pedro Lucas Fernandes está alinhado à pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB).

Não há qualquer sinal de que os dois grupos venham a baixar suas guardas para tentar um entendimento sobre o cenário político estadual. E até onde é sabido, não se teve até agora notícia de como os dois parlamentares estão tratando a pré-candidatura do líder máximo da legenda, deputado Luciano Bivar, a presidente da República. E nem Juscelino Filho nem Pedro Lucas Fernandes disse uma só palavra sobre o projeto que embala o discurso do presidenciável do partido: o Imposto Único.

Eleito em 2014 pelo PRP com 83 mil votos e reeleito em 2018 pelo DEM com 97 mil, o deputado Juscelino Filho perdeu espaço partidário com a criação do União Brasil e com o seu alinhamento à pré-candidatura do senador Weverton Rocha, exatamente por não ter conseguido unir o partido em torno desse projeto. Mesmo tendo sido prestigiado pela cúpula nacional com a vice-liderança do partido e a presidência do Conselho de Ética da Câmara Federal, sua situação se complicou mais ainda quando seu principal aliado, a deputada estadual Andreia Rezende, migrou do DEM para o PSB, integrando a base da pré-candidatura de Carlos Brandão. O parlamentar tem reafirmado seu apoio a Weverton Rocha, mas sofre um o processo de isolamento dentro do partido, enfrentando inclusive dificuldade para manter prefeitos aliados nesse movimento.

Por seu turno, Pedro Lucas Fernandes, que era vereador de São Luís, se elegeu deputado federal em 2018 pelo PTB com 111 mil votos. Nos últimos três anos teve vida partidária tumultuada que o levou a romper com a cúpula do PTB, que se tornou um braço radical do bolsonarismo. Depois de algum tempo sem partido, o parlamentar se filiou ao PSL, assumindo o controle do partido no Maranhão. Essa situação permaneceu até a fusão DEM/PSL, que resultou no nascimento do União Brasil. Juntamente com seu pai, o ex-vereador e ex-deputado federal Pedro Fernandes, atual prefeito de Arame, Pedro Lucas Fernandes se alinhou ao projeto de candidatura do governador Carlos Brandão, apoiando também a candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado.

Embora seus dois líderes já tenham feito suas escolhas na corrida ao Palácio dos Leões, oficialmente o União Brasil não se posicionou sobre o tema. Uma das razões do não posicionamento partidário formal é o fato de que o braço maranhense do partido ainda não tenha um comando definido e um presidente que fale em nome do partido. Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes travam um embate duro, mas civilizado, pelo comando do partido. O desfecho dessa queda-de-braço não tem data, podendo acontecer a qualquer momento. Há quem acredite que o fato de ter ganhado a vice-liderança na Câmara Federal tirou o deputado Juscelino Filho da luta pelo comando partidário, fortalecendo a tendência de que a presidência caia nas mãos do deputado Pedro Lucas Fernandes.

Diante do posicionamento dos seus principais líderes no Maranhão, a expectativa no meio político é sobre como o partido se posicionará oficialmente em relação à disputa pelo Governo do Estado e pelo Senado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PSD quer que Edivaldo Jr. se afaste de Lahesio, ultrapasse Weverton e chegue a Brandão

Edivaldo Jr. vai jogar duro

O comando do PSD tomou uma decisão de usar todos os recursos disponíveis para levar o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. ao segundo turno da disputa para o Governo do Estado. Os chefes do partido, cujo comando maior é do deputado federal Edilázio Jr., avaliaram o cenário e chegaram à conclusão de que ele, Edivaldo Jr., tem potencial para crescer e ultrapassar o agora segundo colocado na corrida, que no momento é o senador Weverton Rocha (PDT), segundo a mais recente pesquisa do Escutec, que apontou a liderança do governador Carlos Brandão (PSB). Por essa avaliação, a corrida aos Leões dificilmente se dará em turno único. Para chegar à condição de principal adversário do governador Carlos Brandão, Edivaldo Jr. tem um desafio duplo: primeiro é se descolar de vez da ameaça que lhe faz o candidato do PSC, Lahesio Bonfim, que se mantém na fronteira dos 10% das intenções de voto, e o segundo é alcançar e ultrapassar Weverton Rocha, que pelo menos uma dezena de pesquisas encontra-se estacionado na faixa dos 20% das intenções de voto. O ex-prefeito de São Luís já está ajustando o seu discurso para esse objetivo, quando se declara um político que não gosta de brigar e que é focado no trabalho. Se ele conseguir pressionar de fato o pré-candidato pedetista, este, por sua vez, terá de partir para o contra-ataque e, ao mesmo tempo, tentar alcançar o governador Carlos Brandão, o que é um desafio bem mais complicado. O fato é que Edivaldo Jr. fará uma campanha mais contundente, tanto para se livrar de Lahesio Bonfim quanto para alcançar e ultrapassar Weverton Rocha.

 

Se Simone Tebet não for candidata, MDB do maranhão apoiará Lula da Silva

Roseana Sarney quer MDB apoiando Lula 

A ex-governadora Roseana Sarney, presidente regional do MDB, está aguardando o desenrolar das articulações para a definição do partido em relação à corrida presidencial, na qual a senadora mato-grossense Simone Tebet se movimenta para ser candidata do partido ao Palácio do Planalto. O MDB está dividido, com uma corrente defendendo o lançamento de uma candidatura própria – no caso Simone Tebet -, e a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT). Tanto Roseana Sarney quando seu pai, o ex-presidente José Sarney, apoiam a candidatura de líder petista, que no Maranhão tem também o apoio do governador Carlos Brandão, do ex-governador Flávio Dino e ainda do senador Weverton Rocha (PDT). Corre nos bastidores que, caso Simone Tebet não saia candidata ao Palácio do Planalto, o MDB maranhense deve anunciar oficialmente seu apoio ao ex-presidente Lula da Silva.

São Luís, 13 de Maio de 2022.

Carta-aberta de petistas sobre campanha de Lula gera mal-estar, enquanto Bolsonaro ocupa espaço no Maranhão

 

Flávio Dino coordena grupo que prepara a campanha de Lulas da Silva no Maranhão, mas grupo quer “um petista” 

O ex-governador Flávio Dino (PSB) foi alcançado ontem por uma carta-aberta externando o incômodo de um grupo de militantes do PT com o que dizem ser ações do líder socialista e candidato ao Senado para controlar a campanha da chapa Lula da Silva (PT) /Geraldo Alckmin (PSB) no Maranhão. Assinada por um certo “Movimento Petistas de Base”, que não dá nome aos autores nem figura entre as tradicionais correntes que convivem no partido, apesar das suas diferenças, a tal carta-aberta defende que um petista assuma o comando da campanha do ex-presidente no Maranhão e cobra a troca do pré-candidato a vice do governador Carlos Brandão (PSB), Felipe Camarão (PT), por um petista de raiz. O movimento tenta criar um caso exatamente no momento em que Flávio Dino trabalha para montar uma coordenação suprapartidária, e o presidente Jair Bolsonaro (PL) entra no cenário político maranhense no espaço do seu partido na TV falando aos maranhenses de ações do seu governo que não existiram, numa campanha ostensiva em busca da reeleição.

É verdade que todas as pesquisas feitas até agora mostraram que no Maranhão o ex-presidente Lula da Silva lidera as intenções de voto com larga vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro na avaliação de quem-é-quem na corrida presidencial. Mas é verdade também que, a exemplo do que vem fazendo em todo o País, Jair Bolsonaro está partindo para a ofensiva com uma campanha em que ele se dirige aos maranhenses fazendo afirmações que não correspondem à verdade dos fatos. O presidente negacionista agora se apresenta como defensor da vida, comprador – a contragosto – de 500 milhões de vacinas, mostrando imagens de outros estados como se fossem do Maranhão e lembrando que seu governo está pagando auxílio de R$ 400,00 a milhões de brasileiros. Uma banda minúscula do PT tentar instalar uma crise nas forças que apoiam a candidatura do ex-presidente Lula da Silva nesse momento é, no mínimo, falta de bom senso.

Os autores da carta-aberta, que, vale repetir, não se identificam, tentam minimizar o ataque ressalvando que são apoiadores das pré-candidaturas do governador Carlos Brandão à reeleição e do ex-governador Flávio Dino ao Senado, mas defendem a estranha tese de que a campanha do ex-presidente Lula da Silva no Maranhão tem de ser coordenada por um petista. Fazem questão de ignorar o fato de que o presidente do PT no Maranhão, Francimar Melo, é um dos integrantes do grupo articulado pelo ex-governador Flávio Dino para organizar a campanha da chapa Lula/Alckmin no Maranhão, assim como líderes de outros partidos, como os deputados federais Márcio Jerry, presidente do PCdoB, e Bira do Pindaré, presidente do PSB. Ou seja, a alegação de que Flávio Dino estaria “usurpando” o comando da campanha da chapa Lula/Alckmin no Maranhão não tem pé nem cabeça. Já a indicação de Felipe Camarão como vice de Carlos Brandão é assunto pacificado com o aval da esmagadora maioria do PT, incluídos aí a cúpula nacional e o próprio ex-presidente.

Preocupado em alimentar questões superadas, o “Movimento Petistas de Base” parece não dar importância ao fato de que as forças bolsonaristas – o senador Roberto Rocha (PTB), Lahesio Bonfim (PSC), os deputados federais Josimar de Maranhãozinho (PL), Aluísio Mendes (PSC), Edilázio Jr. (PSD) e Cléber Verde (Republicanos) – estão se juntando e, com a ajuda e o aval agora ostensivo do senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato a governador e que se declara apoiador do ex-presidente Lula da Silva. Essa aliança está criando ambiente propício para o presidente Jair Bolsonaro tentar fazer frente ao líder petista em território maranhense. A aliança das forças de oposição de viés bolsonarista e a campanha do PL na TV exibindo o presidente da República como um benfeitor magnânimo são partes evidentes dessa estratégia ostensiva do Palácio do Planalto para tentar reverter a tendência de surra anunciada nas urnas maranhenses no pleito de outubro.

Tudo indica que a carta-aberta do “Movimento Petistas de Base” será ignorada, mas não há dúvida de que gerou incômodo na aliança pró-Lula/Alckmin, enquanto as redes de TV exibiam o filmete ostensivo do presidente Jair Bolsonaro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão diz que Governo está em ordem e as finanças em dia

Carlos Brandão diz que Governo está em ordem 

O Governo do Maranhão não está voando exatamente em céu de brigadeiro, mas também não está enfrentando turbulências; o voo transcorre em segurança e sem riscos. Foi essa a imagem que o governador Carlos Brandão (PSB) passou ontem ao avaliar, em entrevista à TV Mirante, o seu primeiro mês de gestão. As finanças estão em ordem, o equilíbrio fiscal (receita e despesa) está sendo mantido, as contas estão em dia e os investimentos continuam no mesmo ritmo. Os serviços, principalmente nas áreas de educação, saúde, segurança pública e assistência social, seguem a todo vapor, garantindo que 500 obras se encontram no forno para serem inauguradas, estando também a metade do 13º salário dos servidores já assegurada para julho, como manda a tradição.

Ao dar essas informações, o governador Carlos Brandão revelou que, devido ao conhecimento que acumulou ao longo de sete anos, não encontrou qualquer dificuldade para assumir o comando do Governo e mantê-lo em pleno funcionamento. Foi categórico nesse assunto: “Acompanhamos a gestão Flávio Dino durante sete anos. Conhecemos todas as políticas públicas, todas as secretarias e órgãos, portanto, não houve dificuldades nesta transição. Fizemos alguns ajustes na composição de secretariado, mas o Governo segue inaugurando várias obras e mantendo os programas sociais, de desenvolvimento e de geração de empregos. Seguimos avançando”.

E amarrou convicto, sem pensar duas vezes: “Somos um governo de continuidade e avanços”.

 

Maranhãozinho deve declarar apoio a Weverton nas próximas horas

Josimar de Maranhãozinho vai levar Jair Bolsonaro para a órbita de Weverton Rocha, 

Rumores os mais diversos dão conta de que o deputado federal Josimar de Maranhãozinho deve anunciar nas próximas horas ou dias, o apoio dele e do seu grupo à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado. O movimento do chefe do PL na direção do senador pedetista será o desfecho de uma grande articulação em Brasília envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente da Câmara federal, deputado Arthur Lira (PL), e o presidente nacional do partido, o ex-deputado federal e ficha suja Valdemar Costa Neto. Os mesmos rumores dão conta de que o processo no qual é acusado de corrupção e que se encontra para avaliação no Conselho de Ética do parlamento teria muito a ver com a decisão que ele anunciar nas próximas horas. Se o martelo for mesmo batido, o senador Weverton Rocha passará a contar, além do próprio Josimar de Maranhãozinho, com os deputados federais Júnior Lourenço (PL), Pastor Gildenemyr (PL) e Marreca Jr. (Patriotas), com os deputados estaduais do Detinha, Vinícius Louro, Hélio Soares e Pará Figueiredo, além de pelo menos metade dos 40 prefeitos do partido, que já avisaram ao chefe partidário que estão com ele e o presidente Jair Bolsonaro, mas  apoiarão a pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição. Mesmo com essas defecções, Josimar de Maranhãozinho levará um cacife expressivo para embalar o projeto de poder do senador Weverton Rocha.

São Luís, 12 de Maio de 2022.

Primeira mobilização de Othelino Neto mostrou grupo forte e coeso em torno de Dino e Brandão

 

Flávio Dino e Carlos Brandão entre Othelino Neto e Ana Paula Lobato (d) e Felipe Camarão (e): afinação na reunião de apoio ao ex-governador para o Senado  

“Eu preciso do apoio de vocês”. O pedido, feito de maneira honesta, franca e direta, partiu do ex-governador Flávio Dino aos presentes da primeira reunião por sua pré-campanha ao Senado organizada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), na noite de segunda-feira (9). Além de ser a primeira mobilização, o encontro serviu também para mostrar o tamanho e o poder de fogo da base de apoio à chapa liderada pelo governador Carlos Brandão (PSB), pré-candidato à reeleição. Ao encontro compareceram a pré-candidata a primeiro suplente de senador, Ana Paula Lobato (PCdoB), o pré-candidato a vice-governador Felipe Camarão (PT), nada menos que 21 dos 42 deputados estaduais – incluindo o presidente -, seis deputados federais – um deles representado pelo pai e o outro participou virtualmente –, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e o governador Carlos Brandão (PSB), que fez questão de participar.

Interpretado por adversários do ex-governador como um apelo “dramático”, o pedido de apoio à classe política foi mais uma demonstração de que Flávio Dino é hoje um político maduro e que sabe o que faz. Quando diz que precisa do apoio de aliados, ele fala francamente, demonstrando sólida consciência de que uma candidatura ao Senado não é um projeto individual, solitário, movido pela arrogância do candidato, mas um projeto de grupo, como é uma candidatura a governador e a presidente. Muito diferente de atitudes caudilhescas de pré-candidatos que jogam seus nomes no tabuleiro achando que todos estão obrigados a apoiá-lo. Quando um ex-governador bem avaliado se lança candidato a senador e reúne aliados e lhes diz que precisa do apoio deles, ele dá uma demonstração clara de maturidade e consciência política.

O primeiro movimento do deputado Othelino Neto como coordenador político do projeto da candidatura senatorial de Flávio Dino foi certeiro, rigorosamente dentro da lógica política pré-eleitoral. Reunir 21 deputados estaduais e seis deputados federais em torno de uma pré-candidatura ao Senado não é tarefa fácil. No caso, a tarefa do coordenador foi facilitada pela importância e a estatura política do pré-candidato, o ex-governador Flávio Dino, hoje o mais destacado político em ação no Maranhão, o que lhe deu até aqui a condição de favorito, e pela qual não se deixa seduzir, mesmo com ampla vantagem sobre seu principal adversário, o senador Roberto Rocha, que busca a reeleição.

Nesse contexto, Flávio Dino tem um discurso com dois motes, o cenário político e o seu Governo. No campo político, o seu discurso é fundamentado dos princípios básicos do estado democrático de direito – com eleições livres, regulares, organização partidária e alternância no poder -, a defesa das garantias constitucionais e o repúdio implacável a qualquer gesto que possa ser interpretado como golpismo. No campo administrativo, defende exatamente as marcas do que foi o seu Governo: gestão responsável, eficiente e transparente, com o dinheiro público sendo investido na sua destinação, e sem uma única suspeita de desvio. O resultado é óbvio: em sete anos, seu Governo fez na educação, na saúde e na segurança pública do que governos somados nas três últimas décadas. Os números estão aí, é fácil comprovar.

O deputado Othelino Neto justificou o encontro: “Cada deputado estadual, que aqui está, representa milhares de maranhenses, pois foram escolhidos pelo povo do Maranhão. E nós vamos levar essa mensagem para cada canto do estado”. E deixou claro que a ação de coordenação inclui também o esforço de mobilização em torno do projeto de reeleição do governador Carlos Brandão: “O governador pode contar comigo, como um militante político, porque, sobretudo, tenho responsabilidade com o que estamos construindo desde janeiro de 2015”. Na contrapartida. O governador Carlos Brandão elogiou os primeiros resultados do trabalho do deputado Othelino Neto como coordenador político da pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado: “Othelino tem o nosso respeito e a nossa gratidão por decidir continuar conosco nesse projeto, iniciado pelo ex-governador Flávio Dino, e que pretendemos continuar desenvolvendo em prol do Maranhão”.

Para o grupo situacionista, a reunião de segunda-feira iniciou de fato a pré-campanha do ex-governador Flávio Dino ao Senado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão anuncia o “Maior São João do Brasil”

Carlos Brandão entre assessores, exibe camiseta com a marca do São João 2022

O Maranhão terá o “Maior São João do Brasil”, afirmou ontem o governador Carlos Brandão (PSB) ao anunciar a programação da mais importante festa popular do estado, que volta a ser realizada depois de dois anos suspensa por causa da pandemia do novo coronavírus. Os números apresentados pelo governador e pelos secretários de Cultura, Paulo Victor, e de Turismo, Paulo Matos, impressionam: serão 500 apresentações de bumba-boi e outros folguedos no período de 28 de maio e 31 de julho em 20 arraiais oficiais e dezenas de arraiais espalhados pelos bairros da Capital. O público evangélico também será contemplado, com o Arraial do Povo de Deus, no Parque do Rangedor, dias 1° e 2 de julho. A expectativa é a de que São Luís receba nada menos que 450 mil visitantes durante a temporada festiva, o que pode lotar a rede hoteleira durante os festejos. Além da animação popular, o Governo vai usar o programa Mais Renda para incentivar centenas de microempreendedores a aproveitarem o período junino para movimentar a microeconomia. Além disso, uma novidade em relação aos grupos contratados: o pagamento adiantado de 30% do valor do cachê.

Depois do sufoco causado pela pandemia, São Luís já vive uma festiva contagem regressiva para o início da festança junina, com intensa movimentação nas sedes dos grandes grupos de bumba-boi, como Maracanã, Maioba, Pindoba, e batalhões como os visitantes da Baixada, como o zabumba de Guimarães, e grupos especiais, como o Barrica, já consolidado como tradição. Outros folguedos são esperados, como Cacuriá, Dança do Coco, Dança Portuguesa e Quadrilha. São Luís, como sempre, virará o centro do mundo, ao som de matracas, pandeirões e clarins.

 

Crise no PSD: destempero causado pela falta de afinação

Lahesio Bonfim: crise no PSD

Nenhuma surpresa em relação ao destempero verbal do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim, em relação ao presidente do seu partido, deputado federal Aluísio Mendes. Ao tomar conhecimento de que Aluísio Mendes declarara que o PSD apoiará a pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição e que, num eventual segundo turno sem Lahesio Bonfim, apoiará o candidato contra o governador Carlos Brandão (PSD), ele foi direto no ponto central da questão: Aluísio Mendes fala em nome dele e do partido dele e não em nome de Lahesio Bonfim. E justificou sua posição com um argumento convincente: o seu foco é a sua pré-candidatura ao Governo do Estado, e não a pré-candidatura do senador Roberto Rocha nem a do governador Carlos Brandão.

É verdade que Lahesio Bonfim reagiu forte ao chefe do seu partido, ao dizer, à sua maneira, que não concorda com o que ele dissera. Mas, observada com mais cuidado, o presidente Aluísio Mendes cometeu falha grave ao posicionar o seu partido em questões melindrosas sem discuti-las com o candidato a governador da legenda. Isso porque, queira ou não o presidente do PSD, durante uma campanha, quem fala pelo partido, leva sua mensagem ao público, é o candidato a governador, o que exige, claro, a afinação de um discurso comum. Nesse sentido, ainda que tendo se manifestado de maneira destemperada, como sempre o fez, Lahesio Bonfim tem razões que amenizam sua reação. Afinal, ele é um candidato a governador, com alguma viabilidade, e com pleno direito de participar das decisões do partido sobre todas as questões relacionadas com a eleição.

Se houver inteligência política no PSC – e os movimentos do presidente Aluísio Mendes dizem que sim -, o episódio servirá para acertar os ponteiros e ajustar o discurso.

São Luís, 11 de Maio de 2022.

Aliança com Maranhãozinho dá fôlego a Weverton e o deixa com um pé no arraial bolsonarista

 

Weverton Rocha faz aliança com Josimar de Maranhãozinho

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o PL no Maranhão e controla o Patriotas e o Avante, o que o torna figura de proa do bolsonarismo em território maranhense, arquivou o seu projeto de candidatura ao Governo do Estado, para se tornar integrante da base partidária da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Palácio dos Leões. Divulgada por aliados do senador em diversos canais de comunicação, a guinada de Josimar de Maranhãozinho, se efetivada, criará algumas situações novas no cenário político estadual. A mais surpreendente delas é a ampliação da aliança, já admitida, do senador Weverton Rocha com o braço bolsonarista no Maranhão, primeiro com o declarado apoio do PDT à pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, e agora com o acerto com Josimar de Maranhãozinho, cujas condições ainda não estão muito claras, mas pode envolver a vaga de candidato a vice-governador. O acerto reforça o projeto de poder de Weverton Rocha e dá a Josimar de Maranhãozinho algum fôlego em meio ao forte desgaste que vem amargando por causa das denúncias de corrupção que o alcançaram.

Correm duas versões para a mudança de Josimar de Maranhãozinho. A primeira é que ele teria jogado a toalha pressionado pelas denúncias de corrupção que chegaram ao Conselho de Ética da Câmara Federal, que pode recomendar a perda do seu mandato, e pelos minguados percentuais de intenção de voto à sua pré-candidatura ao Governo revelados nas pesquisas sobre a corrida eleitoral. A segunda versão dá conta de que o acerto entre os chefes maiores do PDT e do PL teria sido articulado por graúdos nacionais do bolsonarismo com chefes do PDT depois que o PT e o PSB fecharam aliança no Maranhão, colocando o ex-presidente Lula da Silva no palanque do governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, e do ex-governador Flávio Dino (PSB, pré-candidato ao Senado. O tempo dirá qual delas é a verdadeira, podendo também ser a soma das duas.

Por mais que Josimar de Maranhãozinho esteja desgastado, não há dúvida de que ele tem algum peso no jogo eleitoral. Além de controlar o PL, que é o atual partido do presidente da República, o parlamentar controla também uma minibancada de deputados federais (formada por Júnior Lourenço (PL), Pastor Gildenemyr (PL) e Júnior Marreca (Patriotas), uma bancada de cinco deputados estaduais (Detinha, Hélio Soares, Vinícius Louro e Pará Figueiredo), grande parte dos 40 prefeitos que seu partido elegeu em 2020 e um expressivo número de vereadores. Um cacife político de peso, que lhe dá poder de fogo para reforçar qualquer pré-candidatura. Nos bastidores da corrida ao Palácio dos Leões, há quem diga que o poder de fogo de Josimar de Maranhãozinho já não é tão forte.

No meio político poucos duvidam de que, pelo menos à primeira vista, a aliança com Josimar de Maranhãozinho reforça política e eleitoralmente a pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Há, porém, vozes que avaliam que é preciso um tempo para que se desenhe o desfecho desse movimento do pré-candidato do PDT. Isso porque a aliança poderá sugerir o alinhamento da pré-candidatura do senador pedetista à do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, o que pode resultar e ganhos eleitorais expressivos ou criar ambiente para um verdadeiro desastre político, com grave repercussão nas urnas. Vale lembrar que numa propaganda recente, o senador pedetista disse que não lhe interessa saber quem será o presidente, pois ele, se eleito, baterá às portas do Palácio do Planalto para “defender os interesses do Maranhão”.

Antes de vir à tona algum desdobramento, o prenunciado acerto entre o senador Weverton Rocha e o deputado Josimar de Maranhão, com todos os porém e controvérsias que guarda, demonstra que o pré-candidato pedetista repõe pelo menos parte do que já perdeu em matéria de alianças, podendo significar um sinal de alerta para o QG da pré-campanha do governador Carlos Brandão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino defende encerramento da ´colaboração` dos militares ao processo eleitoral

Flávio Dino defende saída de militares de processo eleitoral

Excelente oportunidade para o TSE considerar encerrada a ´colaboração`. Afinal, o Poder Judiciário não se mete em estratégias militares, por obediência à repartição de competências constitucionais”.

Com a manifestação, o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, expressou, ontem, em suas redes sociais, o que milhões de brasileiros, patriotas de verdade, pensam a respeito da incômoda e descabida intromissão das Forças Armadas no processo eleitoral. Mais do que o fato de o Poder Judiciário não se meter em estratégias militares, e na mesma medida em que não faz nenhum sentido Exército, Marinha e Aeronáutica dar palpite sobre o sistema de sistema de votação, o que parece   óbvio é a confirmação do que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está por trás dessas iniciativas militares em relação à Justiça Eleitoral. Ele usa generais forçando a barra para criar uma nuvem de instabilidade sobre o processo eleitoral, do qual corre o sério risco de sair fragorosamente derrotado. Vale lembrar que há tempos que Flávio Dino, com a autoridade de quem já foi juiz federal, vem alertando para os movimentos do presidente com o propósito de minar a estabilidade política e criar as condições para um golpe por meio do qual as Forças Armadas rasguem mais uma vez uma Constituição democrática para instalar um regime de exceção, tendo um capitão encostado no papel de ditador. Manifestações como a do ex-governador Flávio Dino se multiplicam aos milhares país a fora, fortalecendo a consciência contra qualquer ofensa ao regime democrático sob o qual vive o Brasil.

 

Grupo do PDT se reúne para montar campanha de Ciro no Maranhão

Ciro Gomes terá campanha coordenada no Maranhão

Um grupo de “militantes de raiz” do PDT, entre eles Aziz Santos, Renato Dionísio e Miguel Pinheiro, se reuniu ontem, na sede do partido, para definir o roteiro e a programação da pré-campanha de Ciro Gomes, pré-candidato do partido a presidente da República, no Maranhão. O primeiro rascunho da programação sugere a instalação do Comitê Pró-Ciro e a realização de atividades de divulgação das propostas de Ciro Gomes em 12 regiões maranhenses, como também buscar espaço nas mídias de massa (TV, rádio e jornal), além do uso de redes sociais. Os presentes firmaram um compromisso de se dedicarem intensamente à campanha do pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, tendo como passo inicial levar o nome e a mensagem de Ciro Gomes às grandes cidades do Maranhão. A aposta no pedetista se dá pelo argumento de que ele é o único pré-candidato presidencial que tem proposta clara de modelo econômico e de governança.

Chamou a atenção o fato de que no release divulgado após a reunião não há qualquer menção à pré-candidatura do presidente do PDT, senador Weverton Rocha, ao Governo do Estado, nem uma só palavra relacionando o projeto dele à campanha de Ciro Gomes. A matéria deixou no ar a impressão de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

São Luís, 10 de Maio de 2022.

Lançamento da chapa Lula/Alckmin consolida a aliança PSB/PT com Brandão, Camarão e Dino no Maranhão

 

Ao lado de Zé Inácio, Lula da Silva confirma apoio a Carlos Brandão e Flávio Dino

O lançamento oficial da chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula da Silva (PT) tendo como vice o ex-governador de São Paulo Geraldo Alkmin (PSB), para disputar o comando do País, consolidou de vez a aliança PSB/PT no Maranhão, por meio da chapa liderada pelo governador Carlos Brandão (PSB), com a vaga de vice preenchida por Felipe Camarão (PT), e o ex-governador Flávio Dino (PSB) como candidato ao Senado. Feita com laços fortes, e baseada no princípio da lealdade, a amarração socialista/petista manda para o espaço as fagulhas de dúvida que ainda persistiam nos bastidores, espalhadas principalmente por apoiadores do pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, senador Weverton Rocha. A partir de agora, a aliança PSB/PT no Maranhão, sob o comando de Carlos Brandão e Flávio Dino, vai se movimentar oficialmente em nome da chapa Lula/Alckmin, não havendo espaço para outro porta-voz. Esse novo contexto deve encerrar de vez as tentativas do senador Weverton Rocha de ser credenciado como portador da bandeira de Lula da Silva no Maranhão.

Todos os sinais dessa consolidação foram emitidos no ato deste sábado. Carlos Brandão e Flávio Dino foram recebidos pelas cúpulas do PT e do PSB como os seus porta-vozes. Como governador candidato à reeleição, Carlos Brandão vai liderar a campanha da frente partidária nos planos majoritário e proporcional, enquanto Flávio Dino será o comandante da campanha da chapa Lula/Alckmin no estado. Ambos já estão atuando nesse sentido. O governador está dividindo seu tempo entre a agenda administrativa com a programação de pré-campanha, enquanto o ex-governador tem se reunido com líderes do PSB, PT, PCdoB e outras organizações para definir o roteiro da pré-campanha do ex-presidente no Maranhão.

Membro destacado e influente do PSB, e com amplo espaço na cúpula central do PT, Flávio Dino integra também o núcleo nacional da campanha da chapa Lula Alckmin, participando de reuniões em que são tomadas decisões importantes em relação à corrida às urnas. Tanto que entregou a coordenação política da sua pré-candidatura ao Senado para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), hoje um dos mais influentes membros do comando da aliança articulada pelo ex-governador. A unidade e a divisão de tarefas têm sido evidentes na aliança situacionista, não havendo até aqui defecções, como tem acontecido nos outros grupos envolvidos na disputa pelo comando do Estado a partir de janeiro do ano que vem.

Na sua fala no lançamento de ontem, ao ser confirmado companheiro de chapa de Lula da Silva, o ex-governador Geraldo Alckmin, conhecido por seu rigor ético e pela lisura da sua imagem pública, defendeu a lealdade como a base de uma relação política, para afirmar que, se eleitos, aconteça o que vier a acontecer, sua lealdada ao presidente será inabalável. Em outras palavras, Lula da Silva disse a mesma coisa, produzindo uma situação de segurança política na aliança PT/PSB/PCdoB.

O discurso de Lula da Silva e de Geraldo Alckmin em defesa da lealdade funcionou como argamassa para reforçar ainda a mais a já sólida relação do governador Carlos Brandão com o ex-governador Flávio Dino. Ela foi construída  dia após dia ao longo de sete anos e três meses, não havendo nesse período qualquer situação de tensão entre o governador e seu vice. Ao contrário, o que se viu foi Flávio Dino integrar Carlos Brandão ao projeto de governo, escalando-o para missões importantes dentro e fora do País. Durante os dois períodos de gestão, Carlos Brandão assumiu o comando do Governo em várias ocasiões, não praticando qualquer ato que pudesse ser classificado como oportunista, que gerasse insatisfação ou viesse a ser desfeito pelo governador titular. E foi nesse ambiente que Carlos Brandão construiu sua pré-candidatura, que recebeu o aval do seu antecessor e apoiador.

O lançamento da chapa Lula/Alckmin fecha o ciclo de preparação da aliança                PSB/PT/PCdoB/PV/Cidadania/PSDB/PP/Solidariedade, e que deve contar também com o apoio informal, mas admitido, do MDB. Um movimento político articulado para ninguém apontar defeito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Deputadas se movimentam política e partidariamente por reeleição

Ana do Gás, Andreia Rezende, Daniella, Helena Duailibe, Mical Damasceno, Socorro Waquim, Betel Gomes e Thaiza Hortgal buscarão a reeleição. Detinha tentará as Câmara Federal e Cleide Coutinho  decidiu se aposentar da vida política

As deputadas estaduais estão se movimentando com intensidade para renovar seus mandatos. Parte delas mudou de partido e outras articulam novas alianças para viabilizar seus projetos de reeleição. Ana do Gás, Andreia Rezende, Daniella, Helena Duailibe, Mical Damasceno, Sopcorro Waquim, Betel Gomes, Thaíza Hortegal, Detinha e Cleide Coutinho estão em plena atividade, a maioria em busca da reeleição.

A deputada Ana do Gás (PCdoB) busca seu terceiro mandato, depois de ter sido secretária da Mulher por mais de dois anos no Governo Flávio Dino, o que reforçou sua posição de liderança na região de Santo Antônio dos Lopes. Com base forte nas regiões de Balsas e Vitorino Freire, a deputada Andreia Rezende deixou o DEM, esnobou o União Brasil e migrou para o PSB, para apoiar o projeto de reeleição do governador Carlos Brandão e a candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado. A deputada Betel Gomes, que atua na região de Arame e se elegeu pelo nanico PRTB, resolveu buscar a reeleição pelo MDB, tornando-se um dos nomes fortes do partido comandado por Roseana Sarney.

A deputada Daniella (tirou o Tema depois que se separou do ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema), também mudou de partido, deixando o DEM e ingressando no PSB, tendo também incluído Caxias no seu raio de ação política, que tem base em Presidente Dutra e região dos Cocais. A deputada Helena Duailibe se mantém no Solidariedade e busca sua reeleição cultivando suas bases em São Luís. Mesmo enfrentando graves problemas de saúde, a deputada Thaíza Hortegal, que por ironia do destino é jovem e médica, continua no PP e vai brigar pela reeleição.

A deputada Mical Damasceno, que viveu uma tribulada situação partidária no PTB e acabou migrando para o PSD, busca a reeleição cativando o eleitorado evangélico, principalmente o de viés bolsonarista. E a experiente deputada Socorro Waquim decidiu deixar o MDB, seu partido por décadas, para ingressar no PP, pelo qual tenta viabilizar o seu projeto de reeleição.

A deputada Detinha (PL), mulher do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que se diz candidato a governador, será candidata à Câmara Federal. E a deputada Cleide Coutinho (PSB) decidiu que chegou a hora de  se aposentar.

 

Decisão de votar em Rocha e não em Dino para o Senado não é unânime dentro do PDT

Weverton Rocha: sem unanimidade no PDT

É certo que, como ele próprio declarou, o senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato a governador, e o que ele define como “nosso grupo” não votarão no ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado e deverão apoiar a pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Mas é certo também que essa não é posição unânime dentro do PDT, onde uma fatia expressiva do partido não concorda com essa decisão.

O que senador Weverton Rocha chama der “nosso grupo” dentro do PDT representa ele próprio, os deputados estaduais Glaubert Cutrim, Ciro Neto e Neto Evangelista, os vereadores de São Luís Osmar Filho (presidente da Câmara Municipal), Raimundo Penha e Umbelino Jr.. O senador pedetista conta também com o apoio de grande fatia da ativa militância pedetista de São Luís, principalmente a ala mais jovem.

Correm rumores de que o deputado estadual Márcio Honaiser, um dos organizadores linha-de-frente da pré-candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, não estaria alinhado à essa decisão. E a explicação vem do fato de que durante dois anos, o deputado Márcio Honaiser foi secretário de Desenvolvimento Social do Governo do Estado, recebendo todo o apoio do governador Flávio Dino para a expansão da rede de restaurantes populares, por exemplo, não havendo registro de qualquer rusga entre o secretário e o governador. Candidato a deputado federal, Márcio Honaiser sabe que, mesmo tendo correspondido com um trabalho de excelência à frente da pasta, ele e seu projeto eleitoral foram beneficiados pelo espaço que lhe foi dado pelo governador Flávio Dino.

Outras vozes do PDT poderão contrariar frontalmente a orientação do presidente do partido nesse quesito da pauta eleitoral.

 

 Mães

A Coluna rende homenagem às Mães, essas instituições do amor responsáveis por tudo o que somos de bom. Em especial Maria da Graça Corrêa, Mãe de Silvana, que é Mãe de Rebeca e Micaela, e de Cibele, que é Mãe de Arthur e Alice, além de Juliana, Mãe de Aurora. Mulheres lindas e fortes, leoas do bem.

São Luís, 08 de Maio de 2022.