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Sem confrontos ácidos nem revelações graves, debate da TV Mirante destacou Braide, Orleans e Camarão

Hélter Duarte, Eduardo Braide, Orleans
Brandão, Saulo Arcangeli, Felipe Camarão,
Roberto Rocha e André Luís na TV Mirante

Nenhum fato novo, nenhuma revelação e nenhuma promessa de impacto; ao mesmo tempo, algumas alfinetadas agudas, indagações incômodas, reações comedidas, e no geral um clima tenso, mas sem que os nervos tenham saído do controle. Foi assim o debate entre os candidatos ao Governo do Estado, iniciado às 22h30m de terça-feira e encerrado na madrugada desta quarta-feira, quase três horas depois. Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) tentaram vender os seus peixes num embate verbal às vezes ácido, mas sem qualquer dano moral ou ético, apesar das provocações. O mediador, jornalista Hélter Duarte, da rede Globo, não teve problemas.

O emedebista Orleans Brandão foi, de longe, o mais provocado. Primeiro a perguntar, o petista Felipe Camarão o escolheu, resumiu o seu próprio currículo – advogado, procurador federal e professor universitário e mais de uma década exercendo cargos público – e perguntou sobre sua experiência e formação. Mantendo a calma, Orleans Brandão disse ser empresário e administrador de empresas e chefe de família integrante do Governo Brandão como secretário de Assuntos Municipalistas. Felipe Camarão o acusou de inexperiência e despreparo, ao que o emedebista reagiu dizendo que o petista é “candidato laranja” de Eduardo Braide.

Outro momento de tensão partiu do candidato André Luís, que atacou perguntando a Orleans Brandão sobre dois pedidos de afastamento do governador Carlos Brandão (MDB) pela Polícia Federal por supostos desvios de dinheiro público. O emedebista reagiu afirmando nada existir contra a estatura moral e ética da sua família e usou o resto do tempo de resposta para destacar obras e programas do atual Governo. E num dos embates com Felipe Camarão, Orleans Brandão o desafiou a tornar público os seus extratos bancários dos últimos quatro anos, prometendo também revelar os seus. A briga não avançou.

Houve também várias tentativas dos candidatos de colocar Eduardo Braide contra a parede, mas o ex-prefeito de São Luís mostrou habilidade e driblou os petardos com respostas simples e diretas sobre as suas realizações na Prefeitura de São Luís. A tentativa inicial de isolá-lo não alterou o seu ânimo, que se manteve impassível, mostrando que foi para o debate preparado para responder a ataques, o que ficou claro em todos os momentos em que foi provocado.

No geral, não houve momento de impacto no debate da TV Mirante. Eduardo Braide saiu inteiro, mantendo intacto o legado como prefeito de São Luís e habilitado para o cargo de governador, reafirmando o compromisso de fazer no Maranhão o que fez nas Capital. Orleans Brandão repetiu o seu roteiro de campanha, destacando as obras do Governo Brandão, em especial os programas sociais, de cuja elaboração garante ter participado, e fechando suas intervenções com o mote “o Brandão fez muito, mas eu vou fazer muito mais”.

O petista Felipe Camarão foi o mais aguerrido do debate, ora mostrando sua experiência e seu preparo, ora disparando provocações na direção de Orleans brandão e de Eduardo Braide, e usando à vontade o seu mote maior: a relação com o presidente Lula, esforçando-se ao máximo para demonstrar a sua condição de candidato do presidente Lula da Silva (PT). Por sua vez, Roberto Rocha, cuja candidatura está garantida por um recurso ao TSE, tentou exibir conhecimentos sobre gestão pública e economia, mas foi contido pela observação de Eduardo Braide, que lembrou que, apesar dos muitos anos de vida pública, o ex-senador bolsonarista nunca exerceu um cargo executivo, não estando, portanto, credenciado para falar de gestão.

Saulo Arcangeli repetiu a performance exibida em outros debates, sabatinas e entrevistas: é um profundo conhecedor da realidade socioeconômica do Maranhão, tendo na ponta da língua informações, índices e percentuais para explicar as suas críticas, o que lhe permitiu, mais uma vez, criticar os demais candidatos, sem exceção, e reafirmar sua posição de esquerda radical, mas sem agressividade. E André Luís, que se reafirmou um radical de direita, mais uma vez deu um show de desconhecimento sobre a realidade do Maranhão, a estrutura do Estado e sobre assim como desinformação nítida sobre a realidade tributária estadual, a geografia, a sociedade e a cultura do Maranhão.

Em resumo, se não foi uma demonstração maiúscula do preparo e da competência dos candidatos ao Governo do Maranhão, o debate na TV Mirante consolidou as posições de Eduardo Braide, Orleans brandão e Felipe Camarão na corrida aos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

IP Sensus mostra cenário de empate técnico entre Orleans Brandão e Eduardo Braide

Orleans Brandão e Eduardo Braide aparecem
tecnicamente empatados, seguidos de
Felipe Camarão, Roberto Rocha,
André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Como estava rascunhado no tabuleiro da política estadual, uma nova pesquisa do instituto IP Sensus foi divulgada ontem, a seis dias das eleições, agora mostrando uma situação de empate técnico entre Orleans Brandão (MDB), que aparece com 41,1% das intenções de voto, contra 39,5% de Eduardo Braide (PSD), ambos, portanto, separados por apenas 1,6 ponto percentual, dentro da margem de erro, que é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Esses números representam já os votos válidos, que é o resultado da exclusão de indecisos e “nenhum, brancos e nulos.

Felipe Camarão mantém o terceiro lugar, agora com 11,6% das intenções de voto, entrando, portanto, na seara dos dois dígitos, registrando uma leve tendência de crescimento, mas muito distante de Orleans Brandão e Eduardo Braide. Atrás dele, o pelotão de um só dígito: Roberto Rocha (PRTB) com 5,4%, André Luís (Missão) com 0,9%, Reginaldo Lima (PCB) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,6% cada, e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,3%.

Por esses números, a disputa pelo Governo do Estado será resolvida em dois turnos, uma vez que nenhum dos candidatos reúne metade dos votos mais um, o que garantiria a eleição em turno único. Logo, se esse resultado for confirmado, Orleans Brandão e Eduardo Braide se encontrarão no próximo domingo na primeira rodada, e na segunda e decisiva rodada, marcada para o dia 25 de outubro.

Como a divulgação apenas dos votos válidos, a nova pesquisa IP Sensus priva o eleitor e os observadores de um dado crucial: o número de indecisos. Essa informação é indispensável na avaliação de qualquer pesquisa às vésperas da corrida às urnas, porque muitos indecisos costumem fazer as suas escolhas a poucos dias, às vezes no dia, da votação. E esse posicionamento pode decidir a eleição o futuro de um dos candidatos numa disputa tão polarizada como a que ocorre no Maranhão.

O cenário encontrado pelo IP Sensus é bem diferente dos outros resultados encontrados pelo instituto nas suas três últimas pesquisas. No levantamento divulgado no dia 1º de setembro, Orleans Brandão apareceu com 42,3% das intenções de voto contra 36,4% de Eduardo Braide, uma vantagem de 5,9 pontos percentuais. Na pesquisa seguinte, divulgada no dia 14/09, Orleans Brandão tinha 43% contra 36% de Eduardo Braide, vantagem de sete pontos. E na pesquisa anterior à de hoje, divulgada em 20/09, Orleans Brandão teve 43,6% e Eduardo Braide 35,7%, vantagem, portando, de 7,9 pontos. Todas as vantagens se deram fora da margem de erro, sem situação de empate técnico.

Na pesquisa divulgada ontem, a vantagem de Orleans Brandão sobre Eduardo Braide caiu drasticamente, sendo reduzida para apenas 1,6%, dentro da margem de erro. Isso significa dizer que, embora Orleans Brandão esteja numericamente à frente, estatisticamente é impossível afirmar qual a posição real dos dois, e por isso a interpretação de que existe um empate técnico.

Em Tempo: contratada pela Farol Pesquisa e Comunicação Ltda., a pesquisa IP Sensus ouviu 1.000 eleitores em 62 municípios entre os dias 23 e 27/09, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00523/2026.

IP Sensus: Roseana e Fufuca se isolam na liderança da corrida ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca lideram;
Weverton Rocha, Lahesio Bonfim,
Eliziane Gama e Hilton Gonçalo
na briga pela segunda vaga

Roseana Sarney (MDB) com 22,1% de intenções de voto, e André Fufuca (PP) com 19,5%, lideram a disputa para as duas vagas no Senado, e se as eleições fossem hoje, os dois seriam eleitos. É o que mostra a pesquisa IP Sensus divulgada ontem, segundo a qual Weverton Rocha (PDT) tem 13,1%, Lahesio Bonfim (Novo) 11,7%, Eliziane Gama (PT) 9,2%, enquanto Hilton Gonçalo (Mobiliza) aparece com 8,1%.

No segundo bloco, Simplício Araújo (DC) aparece com 3,5%, Cidônio Gonçalves (PL) com 2,3%, Raimundo Moreira (PCB) com 1%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,4% e Wilson Leite (PSTU) com 0,3%.

Em termos gerais, os números encontrados por esse levantamento são muito próximos dos da última pesquisa, divulgada no dia 20/09. E o que chama muita atenção é a distância que Roseana Sarney e André Fufuca impõem sobre os demais candidatos, num indicativo de que, se os números representarem a realidade, os dois deputados federais serão senadores a partir de janeiro.

Outros dados curiosos. O primeiro são as posições dos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos candidatos à reeleição, que correm sério risco de não renovarem os seus mandatos. O outro dado curioso é o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo tecnicamente empatado – dentro da margem de erro –  com a senadora Eliziane Gama.

Em Tempo: contratada pela empresa Farol Pesquisa e Comunicação Ltda., a pesquisa foi realizada em 62 municípios no período de 23 e 27/09, ouviu 1.000 eleitores, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00523/2026.

São Luís, 30 de Setembro de 2026.

Vox Brasil reforça favoritismo de Eduardo Braide na corrida aos Leões

Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe
Camarão no primeiro time, com Roberto
Rocha, Saulo Arcangeli, Reginaldo Lima,
André Luís e Dimas Cassimiro no segundo.

Pesquisa divulgada ontem pelo instituto Vox Brasil mostra Eduardo Braide (PSD) com 46.02% de intenções de voto na corrida ao Palácio dos Leões, tendo Orleans Brandão (MDB) em segundo com 29,69% na corrida ao Palácio dos Leões. Felipe Camarão (PT) com 7,28%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,46%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 1,41%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,99%, André Luís (Missão) com 0,84% e Dimas Casimiro (PCO) com 0,79%. Indecisos somaram 3,61%, enquanto brancos e nulos totalizaram 5,91%.

Esse levantamento consolida em definitivo que a disputa pela sucessão do governador Carlos Brandão (MDB) está polarizada entre o ex-prefeito de São Luís, que encarna a oposição, e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que representa a base governista. E se os números expressarem de fato as intenções do eleitorado, a exclusão de brancos, nulos e indecisos indica uma probabilidade, remota, mas real, de o desfecho da eleição ocorrer em um só turno.

Esse cenário ganhou consistência com a pesquisa Quaest/TV Mirante, divulgada na última sexta-feira (25), com números parecidos, e que causou forte impacto no meio político. Enquanto aliados de Eduardo Braide comemoraram de maneira estridente os números da Quaest, mas com a recomendação de não partirem para o “já ganhou”, os partidários de Orleans Brandão reagiram minimizando os percentuais com o argumento de que as suas pesquisas indicam outra tendência, essa favorável a ele.

Comandante em chefe da base governista e patrono da candidatura do candidato emedebista, o governador Carlos Brandão externou otimismo. Sem se referir à Quaest, disse, numa entrevista em Balsas, que “nós estamos um pouco à frente”, e calculou que só “precisamos de 10% para ganhar no primeiro turno”. E cantou a pedra prevendo que essa fatia – que é muito expressiva em reta final de campanha – será alcançada quando os seus aliados “saírem atrás do voto”.

O mandatário maranhense acredita numa resposta eleitoral positiva ao seu governo municipalista, com obras em todos os municípios. E aposta alto no reconhecimento do eleitorado em relação ao ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que, segundo ele próprio, “ajudou a transformar demandas em soluções”. Orleans Brandão entrou de cabeça nesse projeto formulou um discurso, que vem mantendo ao longo da campanha com o mote da continuidade.

O problema é que informações que chegam a cada hora ao eleitorado, pelas redes sociais, vêm montando um mosaico de como a corrida está evoluindo a partir de pesquisas feitas nos municípios. Aliados experientes de Eduardo Braide avaliam que ele conseguiu formar “uma onda” em parte dos grandes municípios, como Caxias, Chapadinha, Santa Inês e Pinheiro, enquanto Orleans Brandão consegue manter vantagem em Imperatriz, Codó, Timon, Açailândia e Bacabal, por exemplo. Nesse contexto, a diferença de São Luís será decisiva para resolver a disputa, seja num desfecho de turno único, seja levando a decisão para um segundo turno.

Outro dado confirmado pela pesquisa Vox Brasil, e que pesa nesse contexto, é a não decolagem do candidato petista Felipe Camarão. Havia no meio político a expectativa de que ele poderia ganhar a estatura de “terceira via”, mas a sua candidatura não ganhou o impulso esperado, mesmo com o forte e declarado apoio do presidente Lula da Silva (PT). O PT e o próprio presidente demoraram muito para confirmar a candidatura do vice-governador. O resultado modesto reflete o erro de estratégia.

Diante desse quadro, é precipitado afirmar que a eleição para governador do Maranhão está resolvida. Mas não é um salto no escuro avaliar que, com base nas pesquisas, a situação até aqui é favorável a Eduardo Braide. Sem esquecer a previsão do governador Carlos Brandão sobre a corrida atrás do voto às vésperas da eleição.

Em Tempo: a pesquisa Vox Brasil ouviu 1910 eleitores (não informou o período), tem margem de erro de 2,35 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04968/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Operação da PF: coação eleitoral e estupro podem mandar vereador e delegado para a cadeia

Gaudêncio Neto e Wlisses Alves:
suspeitos de coação eleitoral e estupro

A prisão, ontem, pela Polícia Federal, do vereador Gaudêncio Neto (PSB) e do delegado Wlisses Alves, na Operação Habeas Votum, que investiga suspeitas de coação eleitoral, estupro, ameaça e abuso de autoridade contra uma cidadã em Colinas, pode ser vista por dois vieses.

O primeiro foi o resultado de uma denúncia isolada, de uma mulher que contra um vereador que a ameaçou por fazer campanha de um candidato adversário dele, tendo o delegado como agente da violência, acusado de estupro e violência moral. Seria um caso para a Polícia Civil, mas como a violência foi causada por motivação eleitoral, o caso é da Polícia Federal, o que torna a situação dos dois bem mais complicada.

O segundo viés é o fato de que a Justiça e a Polícia Federal estão aptas a desvendar casos como esse em qualquer município. Basta que para isso haja uma denúncia consistente contra autoridade, seja ela quem for, para que o caso seja devidamente investigado. E para isso os dois

A atenção está redobrada nesses dias decisivos de campanha eleitoral, quando os ânimos estão acirrados e os nervos à flor da pele. Nada disso justifica a coação e a violência, seja ela física ou moral. Escolha eleitoral é um direito pétreo garantido pela Constituição, não havendo qualquer nível de poder capaz de muda-lo.

E é exatamente que a suspeita de coação eleitoral e violência físicas poderá levar o vereador Gaudêncio Neto e o delegado Wlisses Alves a passarem um bom tempo na cadeia, além de perderem seus empregos.     

E com um dado adicional: um alerta vermelho para que outras “autoridades” não embarquem nesse tipo de coisa.

Candidatos ao Governo se enfrentam hoje em debate da TV Mirante

Tudo pronto na TV Mirante
para debate de hoje

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha e Saulo Arcangeli estarão hoje, frente a frente, nos estúdios da TV Mirante, para o debate que muitos consideram decisivo para desfecho da corrida ao Governo do Estado.

Além da disputa pelo voto, que é o seu objetivo central e mais importante, o confronto permitirá aos candidatos a governador a última grande oportunidade de expor os seus programas e ideias para governar o Maranhão. Sabem que o eleitor os assistirá com atenção redobrada, alguns, ainda indecisos, esperando algo que o faça tomar posição.

É claro que o cenário será dominado por Eduardo Braide e Orleans Brandão, que além do confronto direto, serão alvos preferenciais de Felipe Camarão, Roberto Rocha e Saulo Arcangeli. Será esse o roteiro, sem mais nem menos.

São Luís, 29 de Setembro de 2026.

Senado: Roseana e Fufuca chegam à reta final como favoritos, mas num ambiente de forte disputa

Roseana Sarney e André Fufuca lideram; Lahesio
Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane Gama estão
no páreo; e Hilton Ginçalo, Cidônio Gonçalves,
Raimundo Mireira, Enilton Rodrigues, Wilton
Leite e Simplício Araújo sem chance na disputa

A exata ente uma semana das eleições, quando pesquisas realizadas no Maranhão desenham cenário favorável ao presidente Lula da Silva (PT) na corrida ao Palácio do Planalto, e apontam o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (MDB), como favorito ao Governo do Estado, havendo também que acredite numa virada de Orleans Brandão (MDB), a grande expectativa em relação ao pleito majoritário está concentrada na disputa ferrenha pelas duas cadeiras no Senado da República. São 11 candidatos divididos em dois blocos, um formado por Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), que estão, de fato, no páreo, e outro que reúne Hilton Gonçalo, Cidônio Gonçalves (PL), Raimundo Moreira (PCB), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU) e Simplício Araújo (DC), que não têm a menor chance de chegar lá.

A pesquisa mais recente, da Quaest/TV Mirante, divulgada na noite de sexta-feira (25), mostrou exatamente esse quadro indefinido, principalmente para a segunda vaga. Roseana Sarney, com o lastro de 14 anos no Palácio dos Leões e uma imagem bem construída que a mentem como uma das principais referências políticas do estado, navega na dianteira, praticamente isolada, com fortes indicações de que sairá das urnas com visto para residir e trabalhar em Brasília por oito anos a partir de janeiro. Como contrapeso, ela amarga uma situação de risco por conta da elevada rejeição. Além disso, há a sempre elevada imprevisibilidade em reta final de eleições.

Nesse contexto, a grande e renhida disputa está sendo travada por André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Os indicativos mais recentes, a começar pela pesquisa Quaest, André Fufuca, deputado federal e ex-ministro do Esporte, vem despontando como favorito, ainda que empatado com Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane Gama dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais. O ex-ministro, migrou da base governista para uma aliança com Eduardo Braide (PSD), representa a face jovem da política maranhense e reúne todas as credenciais para ser senador da República.

Nesse meio de campo, não se deve fechar balanço deixando de fora Lahesio Bonfim, que mantendo seu espaço na ala dos favoritos, em que pese o fato de que já algum tempo ele figura como terceiro colocado nas pesquisas. Também a senadora Eliziane Gama, que tem o apoio declarado do presidente Lula da Silva, faz um mandato de elevada qualidade parlamentar e legislativa, e que pode protagonizar uma arrancada nos próximos dias.

Nesse ambiente de disputa ferrenha pelas cadeiras no Senado, a situação mais complicada é a do senador Weverton Rocha, que liderou todas as pesquisas até maio, quando começaram a vir à tona os seus problemas com investigações por suspeita de desvio de dinheiro público, a sua estranha relação empresarial e financeira com o advogado Willer Tomáz, situações que minaram fortemente o seu cacife eleitoral, de modo que, na avaliação geral, dentro e fora da seara política, sua reeleição é rigorosamente improvável.

No outro bloco de candidatos a senador, em que pese a arrancada de Hilton Gonçalo nas últimas semanas, firmando alianças em todas as frentes, o cenário é, de fato, desfavorável para e ele e para o inacreditável Cidônio Gonçalves – que apareceu do nada como candidato de Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro tendo o impeachment de ministros da Suprema Corte como único mote de campanha. Os demais, está mais do que claro, disputam legitimamente a senatória, mas cientes de que não têm a menor chance de sucesso.

O fato é que Roseana Sarney chega à reta final como favorita para uma das vagas, mas ciente de que o jogo vai endurecer nas próximas 160 horas.

PONTO & CONTRAPONTO

Otimista: Brandão calcula que se o grupo for “atrás do voto”, Orleans vence eleição no 1º turno

Carlos Brandão em campanha, ao lado do
prefeito Chiquinho da FC e do
deputado Francisco Nagib, no sábado.

“Nós temos um grupo muito grande. Basta a gente ir atrás do voto. Quinze por cento de indecisos. Com certeza, na hora que o nosso grupo, nossos amigos, forem pro campo, a gente vai trazer pelo menos dez por cento, e vamos ganhar no primeiro turno. A minha eleição foi assim, eu estava a 15 por cento atrás, e ai começamos a trabalhar nos últimos 15 dias. Foi uma virada total. Nós estamos aí numa situação um pouco à frente do candidato, mas se a gente for pra cima, como eu estou vendo que está acontecendo no Maranhão todo, eu não tenho dúvida de que nós vamos ganhar no primeiro turno”.

Foram palavras do governador Carlos Brandão, ontem, em Balsas, ao ser indagado sobre a disputa pelo Governo do Maranhão. Pelo que respondeu, o governador está convencido de que o seu candidato, Orleans Brandão (MDB), está “um pouco à frente” do principal adversário, Eduardo Braide (PSD), e pode vencer a disputa já no 1º turno, bastando para isso, que o seu grupo, que definiu como “nossos amigos” saia a campo em busca dos 15% de indecisos, calculando que, se conseguir 10%, Orleans brandão será eleito em um só turno.

O governador justificou o seu otimismo baseado na sua própria eleição, em 2022, lembrando que um mês antes das eleições encontrava-se 15% atrás do seu adversário, o senador Weverton Rocha (PDT). Houve, de fato, uma grande mobilização, liderada por Carlos brandão e o ex-governador Flávio Dino. Com a virada, Caros Brandão se reelegeu no 1º turno e Flávio Dino se tornou senador com a maior votação dada a um candidato a senador no Maranhão até aqui.

Ciente de que o cenário dessa disputa é muito diferente do de 2022, o governador Carlos Brandão (MDB) não descansa da tarefa que ele se impôs com dois objetivos: fortalecer Orleans Brandão (MDB) na corrida à sua sucessão, e, claro, ampliar o portfólio de obras da sua gestão com o mandatário estadual. Parte do seu otimismo está no fato de que faz um governo reconhecido pelo grande volume de obras e forte atuação no campo social. E sabe que seria imbatível se estivesse na disputa para o Senado.

Jornalista monta lista de nove prováveis eleitos para a Câmara Federal

São muitas as listas de prováveis eleitos para a Câmara Federal. A mais recente foi divulgada ontem pelo competente e bem informado jornalista Diego Emir. Com os pés no chão, baseado nos lastros dos nomes e dos cacifes dos seus partidos, e sem os exageros de outras avaliações, ele relacionou nove candidatos – o que equivale à metade da bancada de 18 deputados – que, na sua avaliação, podem comprar paletós e vestidos para a posse.

São eles: Fernando Braide (PSD), deputado estadual e irmão de Eduardo Braide; Iracema Vale (MDB), deputada estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa; Othelino Neto (PSB), deputado estadual, ex-presidente da Alema e duro opositor do atual Governo estadual; Pedro Lucas Fernandes (União), presidente do partido no estado e um dos mais influentes membros da bancada maranhense; Fábio Macedo (Podemos), presidente do partido no estado; Fabiana Vilar (PL), deputada estadual e Aldir Junior (PL), vereador de São Luís, ambos figura de proa e da mais estreita confiança de Josimar de Maranhãozinho; Vinícius Ferro (MDB), ex-secretário estadual de Fazenda e membro do grupo mais próximo do governador Carlos Brandão; e Larissa DP, mulher do controvertido empresário Eduardo DP.

A Coluna endossa a previsão, acrescentando um nome: o deputado federal, ex-ministro das Comunicações e presidente estadual do PSDB Juscelino Filho.

São Luís, 27 de Setembro de 2026.

Quaest aponta favoritismo de Braide e sugere que disputa pelos Leões pode ter um só turno

Eduardo Braide lidera, seguido de
Orleans Brandão e Felipe Camarão

O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera com grande folga a corrida ao Governo do Estado, que pode terminar em um só turno. É esse o cenário mostrado pela segunda pesquisa Quaest, divulgada ontem pela TV Mirante, que a contratou. Os números são os seguintes: Eduardo Braide tem 46% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão com 27%, Felipe Camarão (PT) com 10%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, André Luís (Missão) e Reginaldo Lima (PCB) com 1% cada – Saulo Arcangeli (PSTU) e Dimas Cassimiro (PCO) não pontuaram. Indecisos somaram 9% e “nenhum, branco e nulo” 3%.

Transformados em votos válidos – excluídos indecisos e revoltados -, Eduardo Braide alcança 52,3% das intenções de voto, o que indica probabilidade de eleição já no 1º turno, com Orleans Brandão obtendo 30,7% da votação, Felipe Camarão chegando a 17% e Roberto Rocha 3,4%, além de André Luís e Reginaldo Lima, cada um com 1%.

No caso de haver 2º turno, a Quaest simulou vários cenários, sendo o principal entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, com a vitória do ex-prefeito de São Luís por 55% contra 33% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas. Num embate com Felipe Camarão, Eduardo Braide teria 66% contra 20% do petista. A Quaest também simulou uma segunda rodada entre Eduardo Braide e Roberto Rocha, e o resultado é que o ex-prefeito de São Luís teria 66% contra 10 de Roberto Rocha.

Praticamente não houve oscilação importante em relação à primeira pesquisa, realizada em agosto, que mostrou Eduardo Braide com 44% e Orleans Brandão com 25%. O diferencial do novo levantamento em relação ao outro é que Felipe Camarão, por conta da intensa campanha mostrando sua relação com o presidente Lula da Silva (PT), se descolou de Roberto Rocha e alcançou o patamar de dois dígitos, enquanto o ex-senador estacionou, provavelmente pelo fato de estar com um pé fora da disputa, por decisão unânime do TRE-MA.

O favoritismo de Eduardo Brade confirmado pela pesquisa Quaest acende de vez o sinal de alerta no comando da campanha de Orleans Brandão, especialmente no gabinete do governador Carlos Brandão, que é o patrono e tem o poder do roteiro e tem a palavra final sobre qualquer mudança de rota. Isso porque a oscilação para cima em relação à pesquisa anterior está dentro da margem de erro, podendo ter de fato acontecido ou não. É o mesmo caso do percentual do ex-prefeito de São Luís.

Os expressivos percentuais da pesquisa Quaest desembarcam no cenário da campanha pelo Palácio dos Leões num momento crucial, quando começa de fato a contagem regressiva para o início da corrida às urnas. Até lá são apenas nove dias, ou seja, pouco mais de 200 horas, durante as quais tudo pode acontecer, uma vez que o que está em jogo é o Governo do Maranhão. Isso significa orçamento anual de mais de 35 R$ bilhões, o controle absoluto sobre pelo menos quatro mil cargos comissionados e a palavra final sobre todo e qualquer investimento em qualquer área.

A corrida sucessória para o Palácio dos Leões vem sendo sacudida por pesquisas a larga liderança de Eduardo Braide, enquanto outras mostram uma situação invertida, com Orleans Brandão na liderança, produzindo comemorações de protestos de ambos ao lados. O problema é que a Quaest é uma empresa de muito prestígio nacional, algo equivalente ao antigo Ibope, e os números que divulga são tomados como referência e como balizadores da reta final da campanha, independentemente de números divergentes de outras pesquisas.

A partir de agora, o jogo vai endurecer muito mais, com os candidatos dando tudo de si, com Eduardo Braide lutando para materializar o indicativo da pesquisa, e Orleans Brandão jogando pesado para reverter essa tendência, com Felipe Camarão sonhando avançar.

Em Tempo: contratada pela TV Mirante, a pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores no período de 21 a 24 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o protocolo MA-04892/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana e Fufuca lideram, mas Lahesio, Weverton e Eliziane estão no páreo

Roseana Sarney e André Fufuca lideram, mas
Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane
Gama estão no páreo, e Hilton Gonçalo,
Cidônio Gonçalves, Raimundo Moreira
e Simplício Araújo quase sem chance

É verdade que há uma sequência de empates técnicos – dentro da margem de erro de três pontos percentuais -, mas no cenário encontrado pela pesquisa Quaest, divulgada ontem pela TV Mirante, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) com 19% das intenções de voto e o deputado federal André Fufuca (PP) com 15%, liderando a corrida para as duas vagas, mas sem ser descolar do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 12%, do senador Weverton Rocha (PDT) com 10% e até mesmo da senadora Eliziane Gama (PT) com 8%.

Os números da Quaest não sinalizam chance para o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), que aparece com 4%, mesmo não tendo tempo no Rádio e na TV, e menos ainda para o bolsonarista Cidônio Gonçalves (PL), que recebeu pífios 2%, mesmo com um grande tempo de Rádio e TV e da campanha ostensiva do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL). Raimundo madeiros (PCB) e Simplício Araújo (DC) receberam 1% cada, enquanto, para surpresa de muitos, Enilton Rodrigues (PSOL), não ter pontuado, como Wilson Leite do PSTU.

O cenário desenhado pelos números da Quaest indica com clareza que a disputa para as duas vagas no Senado está aberta, com ninguém ainda garantido. Mas indica também que dificilmente fugirá ao controle dos cinco nomes que formam o pelotão de frente.

Roseana Sarney, André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Weverton Rocha são políticos conhecidos, fortes cada um ao seu modo, e testados nas urnas. Eles conhecem os humores da urnas e sabem que um cenário como o desenhado pela Quaest nada garante nessa corrida ao Senado. E isso significa dizer que na reta final todo o esforço será pouco na reta final da campanha.

Principalmente pelo fato de que a pesquisa informou que 17% dos entrevistados estão indecisos e que 11% deles não quer conversa com nenhum dos candidatos, preferindo votar em branco ou anular o voto.

Braide inicia o sábado com carreata em Colinas, reduto maior dos Brandão

Redo de Orleans Brandão,
Colinas será visitada hoje
por Eduardo Braide

Embalado pelos números da Quaest, Eduardo Braide (PSD) começa o seu sábado de campanha em Colinas, berço político das família Brandão. A cidade foi visitada em campanha por Orleans Brandão, onde as projeções indicam que ele terá uma grande votação.

Adversários dos Brandão não preveem vitória de Eduardo Braide entre os colinenses, mas garantem que a vitória de Orleans Brandão não será tão elástica como os aliados do emedebista estão projetando.

O fato é que Eduardo Braide começa este sábado com liderando uma carreata em Colinas, onde provavelmente receberá o apoio do grupo liderado pelo deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), que vive uma situação de guerra aberta contra os Brandão.

Colinas tem presença forte nessas eleições. De um lado, o governador Carlos Brandão, colinense da gema, apoio Orleans Brandão, um colinense adotado – nasceu em São Luís -, e indicação do chefe do Governo, a vice-prefeita Valberlene Lopes se tornou 1ª suplente na chapa da senadora Roseana Sarney. Do outro lado atua o deputado federal Márcio Jerry, que lidera um grupo expressivo.

Muita gente está apostando no desfecho dessas eleições em Colinas.

São Luís, 26 de Setembro de 2026.

São Luís: IPPI aponta Braide com 75,6%, Orleans com 11,4% e Camarão com 5,6%

Eduardo Braide lidera, Orleans Brandão
é segundo Felipe Camarão
é terceiro na Capital

Na data em que começa a contagem regressiva de 10 dias para as eleições, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) tem 75,6% das intenções de voto na corrida ao Governo do Estado em São Luís, seguido do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com 11,4%, e do do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,6%. O ex-senador e ex-vice-prefeito Roberto Rocha (PRTB) parece com 1%, seguido por André Luís (Missão) com 0,8, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,7, Reginaldo Lima (PCB) com 0,3% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1% das intenções de voto. Indecisos somaram 2,8% e brancos e nulos 1,7%.

Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente sobre as tendências do eleitorado da Capital em relação disputa para governador.

Transformados em votos válidos – com a exclusão dos indecisos e nulos e brancos -, o percentual de intenções de votos para Eduardo Braide no alcança 79,2%, enquanto o de Orleans Brandão chega a 11,9% e o de Felipe Camarão a 5,9%. Os demais candidatos permanecem com os mesmos patamares, por serem muito baixos, e não são alterados com a exclusão de indecisos e nulos e brancos.

O levantamento, divulgado ontem em live comandada pelo titular do portal Café Quente, Rogério Cafeteira, reforça tendência favorável ao ex-prefeito Eduardo Braide na Capital, com a reafirmação da sua imagem de bom gestor. Esse cacife foi construído ao longo dos cinco anos em que comandou a máquina administrativa da Capital e realizou uma gestão diferenciada e cujo portfólio é largamente aprovado pela população ludovicense.

A posição do candidato Orleans Brandão chama a atenção pelo fato de ele representar a gestão do governador Carlos Brandão (MDB), que fez muitos investimentos em São Luís, nas áreas centrais e nos bairros, e tem o apoio político e eleitoral de pelo menos 25 dos 31 vereadores. O emedebista tem feito uma campanha intensa na cidade, contando com o reforço do governador Carlos Brandão, que tem ido para as ruas em animadas incursões por bairros, acompanhado de vereadores aliados.

A tendência favorável a Eduardo Braide foi desenhada em alguns levantamentos feitos antes de ele admitir renunciar ao cargo de prefeito ser candidato a governador. Em abril, quando confirmou a pré-candidatura e renunciou à Prefeitura, ele tinha 80% de aprovação e uma larga margem de intenções de voto para o Palácio dos Leões. Só que o ex-prefeito precisou se dedicar a uma maratona pelos quatro cantos do estado, para mostrar que, ao contrário do que diziam seus adversários, a sua ação política podia muito além do Estreito dos Mosquitos.

A cruzada de Eduardo Braide para visitar municípios abriu caminho para que Orleans Brandão tentar ocupar o máximo possível de espaço. Sua estratégia foi ser levado aos bairros por vereadores aliados e pelo vice-prefeito Edivaldo Jr. (MDB), acreditando que essa relação transformaria o apoio deles em votos. Nesse ambiente, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), aliada incondicional do ex-prefeito, e tem feito o contrapeso em favor do seu antecessor.

A importância da disputa entre os candidatos a governador em São Luís está o fato de que a diferença pode ter forte influência, podendo até mesmo ser determinante para o resultado geral da eleição. São Luís tem 750 mil eleitores, e se apurar 600 mil votos bons, pela tendência identificada pelo IPPI, Eduardo Braide poderá sair das urnas com 450 mil, o que lhe dará uma margem de pelo menos 350 mil votos para compensar perdas na seara municipal.

Daí a atenção e o esforço do governador Carlos Brandão para, se não virar o jogo em favor de Orleans Brandão, pelo menos diminuir a vantagem de Eduardo Braide. E o dado decisivo é que só faltam 10 dias para a corrida às urnas.   

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.000 eleitores em São Luís entre os dias 11 e 15 de setembro, tem margem de erro de 3.1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02079/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e segunda vaga é disputada por Fufuca, Eliziane e Lahesio

São Luís: Roseana Sarney lidera; André Fufuca,
Eliziane Gama e Lahesio disputam segunda
vaga, seguidos de Weverton Rocha, Cidônio
Gonçalves, Hilton Gonçalo, Raimundo
Moreira, Wilson Leite e Simplício Araújo

O quadro encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente no eleitorado de São Luís para as duas vagas no Senado indicam a situação que vem se consolidando nos diversos levantamentos feitos recentemente. De um lado, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) isolada, com 34% das intenções de voto, e de outro o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 24,5%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 24,4% e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 22,8% empatados tecnicamente dentro da margem de erro, e o senador Weverton Rocha (PDT) com 19,5%, empatado com o último, também dentro da margem de erro.

No mais, Cidônio Gonçalves (PL) aparece com 4,5%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3,9%, Raimundo Moreira (PCB) com 2,9%, e Wilson Leite (PSTU) com 2,3% tecnicamente empatados pela margem de erro, s Simplício Araújo (DC) com 1,7% das intenções de voto na Capital. Vale registrar que o candidato Enilton Rodrigues (PSOL), não pontuou.

A liderança de Roseana Sarney é explicada pelo grande prestígio que ele alcançou como governadora durante quase 14 anos, principalmente no campo cultural, com a revitalização do Centro Histórico e a conquista do título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, mas também por obras de infraestrutura como a Via Expressa e a conclusão da Quarto Centenário e a valorização da cultura popular e o resgate do Carnaval.

Chama a atenção o empate rigoroso entre o ex-ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama, um indicador provável de que o eleitor da Capital enfrente a dificuldade de escolher entre dois candidatos que não apoiam a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado.

Por outro lado, chama a atenção a perda de prestígio do senador Weverton Rocha na Capital, que sempre foi o epicentro da sua ação política, correndo o risco de ser mais uma vez menos votado do que Lahesio Bonfim, que o deixou para trás na corrida ao Governo do estado em 2022.

A disputa pela segunda vaga será resolvida na reta final da corrida às urnas.

Para especialistas, recurso de Roberto Rocha ao TSE vai dar em nada e ele está fora da corrida aos Leões

Roberto Rocha

Se analisar o recurso com base nos argumentos técnicos que levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) a indeferir o registro da sua candidatura por unanimidade (7×0), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira, confirmará a decisão e catapultará o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) da disputa para o Governo do Estado.

É essa a opinião de três advogados com experiência as lides da Justiça Eleitoral ouvidos pela Coluna.

Na avaliação deles, que têm conhecimento do caso, a decisão do TRE-MA encontra-se absolutamente amparada nos fatos que embasaram ação do partido Novo, cuja alegação principal é a de que Roberto Rocha tinha duas filiações partidárias, uma no Novo e outra no PRTB. Diante dos argumentos e dos fundamentos que lastrearam a impugnação do registro de candidatura de Roberto Rocha aos Leões, esses observadores disseram não ter dúvida de que o TSE vai confirmar os 7×0 do TRE.

Roberto Rocha sabe que a situação da candidatura dele é dramática e que a realidade nua e crua é a de que ele encontra-se fora dessa disputa. Para ele, que certamente participará de outros embates eleitorais, é interessante permanecer sob os holofotes, ainda que sem direito a espaço na propaganda eleitoral e rifado dos eventos restritos a candidatos cujos partidos têm representações no Congresso Nacional.

A sua condição de sub judice lhe dá o direito de pedir votos e se apresentar como candidato a governador, mas na opinião dos advogados ouvidos pela Coluna, Roberto Rocha sabe que, pelo menos no que diz respeito a essa eleição, o destino do seu projeto de poder é o arquivo morto da Justiça Eleitoral.

São Luís, 24 de Setembro de 2026.

IPSensus diz que Braide tem 15 pontos percentuais de vantagem sobre Orleans em São Luís

Eduardo Braide lidera a corrida
em São Luís mas pesquisa diz
que Orleans Brandão cresceu

Se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) teria 50,9% dos votos de São Luís, e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), sairia das urnas com 35,8%. Transformados em votos válidos, Eduardo Braide alcançaria 53,5% e Orleans Brandão, 37,6%. O ex-prefeito venceria na Capital com uma vantagem de 15,6%.

Nesse contexto, na votação estimulada, o vice-governador Felipe Camarão (PT) receberia 5,9%, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) seria votado por 1,6%, Saulo Arcangeli (PSTU) 0,4%, André Luís (Missão) por 0,3% e Reginaldo Lima (PCB) por 0,3%. E, curiosamente, o IPSensus não divulgou o percentual de “nenhum, brancos e nulos” nem o de indecisos.

O levantamento do IPSensus, que tem se notabilizado por mostrar Orleans Brandão na lideranças em todas as suas pesquisas, é revelador da guerra que está sendo travada pelos dois candidatos em São Luís, onde o Governo do Estado fez muitos investimentos para quebrar o impacto da bem sucedida gestão do prefeito Eduardo Braide.

Com 750 mil eleitores, que representam, grosso modo, cerca de 15% do eleitorado estadual, a Capital tem peso decisivo numa disputa acirrada ao Governo do Estado. E no caso atual, tendo um ex-prefeito bem avaliado como candidato ao Governo, esse posicionamento do eleitorado será bem mais enfático e evidente. Tanto que, antes de renunciar ao cargo de prefeito, para p qual fora reeleito em turno único em 2024, Eduardo Braide tinha aprovação superior a 80%.

Ocorre que, ciente de que uma vantagem robusta em São Luís daria a Eduardo Braide uma vantagem excepcional na soma geral dos seus votos, o governador Carlos Brandão decidiu jogar todo o peso dos investimentos do Governo na Capital e desencadear, ele próprio, uma ação política de muita força, baseado principalmente na aliança que alimenta com pelo menos 25 dos 31 vereadores ludovicenses. E numa estratégia por meio da qual enquanto Orleans Brandão está percorrendo o interior, para consolidar o apoio de prefeitos, o governador Carlos Brandão inaugura obras e faz animadas incursões pelos bairros pedindo votos para o emedebista.

Por seu turno, Eduardo Braide, que conta com seis vereadores, faz ele próprio a sua campanha em São Luís, sendo obrigado a alternar sua intensa agenda com atos no interior e na Capital. O ex-prefeito conta com o portfólio da sua gestão arrojada e tem o apoio incondicional da prefeita Esmênia Miranda (PSD), que trabalha para manter o ritmo da gestão, com um elenco alentado de investimentos garantidos pelo caixa de R$ 2 bilhões deixados pelo antecessor.

Numa disputa em que a votação de Eduardo Braide e Orleans Brandão pode ter influência decisiva no resultado geral da corrida ao Palácio dos Leões, os percentuais trazidos pelo IPSensus não são estimulantes para o ex-prefeito de São Luís, ainda que não sejam também o melhor dos mundos para Orleans Brandão. O problema é que, mesmo levando em conta o fato de que a margem de erro seja de 5,9%, os números mostram Eduardo Braide perdendo terreno e Orleans Brandão avançando na reta final da campanha, passando a impressão de que a estratégia do governador Carlos Brandão está funcionando.

A eleição será realizada daqui a 11 dias, o que faz com que a campanha entre no seu período mais agudo, com os dois candidatos polarizados usando ao máximo o seu “poder de sedução” para puxar o que resta de indefinição no eleitorado da Capital. Outras pesquisas estão a caminho   

Em Tempo: a pesquisa IPSensus foi realizada entre os dias 15 e 20 de setembro, ouviu 800 eleitores de São Luís, tem margem de erro de 5,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança é de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08259/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Bolsonaro faz motocarreata e fala a seguidores em São Luís, mas não consegue embalar Roberto Rocha

Flávio Bolsonaro, Roberto Rocha
e destaques do bolsonarismo
e de correntes do PL

O candidato do PL a presidente da República, senador Flávio Bolsonaro, fez campanha ontem em São Luís, uma das capitais onde ele provavelmente terá menos votos. Ele desembarcou no final da manhã, comandou uma motocarreata entre o aeroporto do Tirirical e o pátio da loja Havan, na avenida Daniel de La Touche, onde fez um comício para cerca de três mil aliados e apoiadores. Ele comandou um ato expressivo, mas não conseguiu unir as correntes bolsonaristas em torno de Roberto Rocha (PRTB).

Na sua fala, o candidato do PL bateu forte no presidente Lula da Silva e o Governo do PT, repetiu o mote de que vai “libertar” o Brasil, fez as críticas de sempre ao Supremo Tribunal federal, atacando especialmente o ministro Flávio Dino, e exibiu uma grande fotografia emoldurada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado, prometendo “anistia-lo” se for eleito. Fez, portanto, um discurso para bolsonarista ouvir.

Flávio Bolsonaro foi recepcionado pelo ex-senador Roberto Rocha, candidato do PRTB, sub judice, ao Governo do Estado e que é o quarto colocado nas pesquisas, e a quem declarou apoio, mas sem sensibilizar as correntes do PL.

A recepção reuniu os mais ativos bolsonaristas maranhenses: o deputado estadual Yglésio Moises (PRD), a suplente de deputada federal Mariana Carvalho (PL), a vereadora ludovicense Flávia Berthier (PL), o suplente deputado federal Allan Garcez (PL), o inacreditável candidato a senador Cidônio Gonçalves (PL), e representantes do da banda do PL liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, a deputada federal Detinha, que preside o PL no estado, a deputada estadual Fabiana Vilar e o vereador ludovicense Aldir Jr..

O que ficou muito claro: Flávio tem o apoio dessas correntes, mas o candidato dele a governador, Roberto Rocha, só conta com o minigrupo comandado pela suplente de deputada Mariana Carvalho. As demais correntes não o hostilizam, mas também não lhe dão a menor atenção. O mesmo acontece com o candidato a senador Cidônio Gonçalves, que não consegue mobilizar um naco do partido no Maranhão e depende de declarações de apoio do próprio Flávio Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Outra evidência na cúpula do bolsonarismo estadual é a guerra sem trégua travada entre a candidatas do PL à Câmara Federal Flávia Berthier e Mariana Carvalho contra a deputada estadual e candidata a deputada federal “terrivelmente evangélica” Mical Damasceno (Republicanos), que se apresenta como linha de frente do bolsonarismo.  As duas se articularam e barraram o acesso da deputada Mical Damasceno ao veículo no qual Flávio Bolsonaro comandou a motocarreata e que foi transformado em palanque em frente à Havan. O chega-prá-lá deixou Mical Damasceno indignada e acusando a responsável pelo impedimento de “querer ser a dona da direita no Maranhão”, e prometeu se vingar com ameaças bíblicas.   

Recado para candidatos: pesquisa mostra que 82% dos brasileiros não confiam no Congresso Nacional

O Congresso Nacional é alvo da
desconfiança da esmagadora
maioria dos brasileiros

Atenção deputados federais e senadores candidatos à reeleição e aspirantes a cadeiras na Câmara Federal e Senado da República: o Congresso Nacional é a instituição brasileira menos acreditada pelo povo brasileiro, despertando nele um muito elevado grau de desconfiança.

De acordo com pesquisa do Atlas/Estadão, publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, nada menos que 81% dos brasileiros não acreditam no Congresso Nacional e desconfiam de deputados federais e senadores.

A informação levantada por O Estadão coloca os atuais deputados e senadores candidatos à reeleição em situação incômoda, à medida que a maioria deles encontra-se exatamente tentando convencer os eleitores de que são merecedores de mais um voto de confiança.

Os candidatos que tentam substituir os atuais têm a vantagem de se apresentar com o discurso da mudança, mesmo estando claro que, pelo contexto político em que vivem, dificilmente farão algo melhor do que os atuais.

Os dados da pesquisa Atlas/Estadão podem também servir de referência para o eleitor ainda buscando uma definição em relação a candidatos a deputado federal e senador.

São Luís, 23 de Setembro de 2026.

Pesquisas causam impacto pela divergência de números dados a Braide e a Orleans

Eduardo Braide e Orleans Brandão: posições
profundamente divergentes nas pesquisas

O tabuleiro da sucessão estadual foi estremecido nas últimas 72 horas, a 13 dias da corrida às urnas, com os números impactantes e divergentes de duas pesquisas, uma do IPSensus, divulgada no domingo, e uma do Instituto Viva Voz, que emergiu nesta segunda-feira. Como tem acontecido com outros levantamentos, curiosamente os números só divergem em relação a Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), que se alternam na liderança, enquanto os demais candidatos alimentam divergências que raramente saem da margem de erro.

Divulgada no domingo (20), a pesquisa IPSensus trouxe o seguinte panorama da corrida ao Palácio dos Leões: Orleans Brandão com 43,6% das intenções de voto e Eduardo Braide com 35,7%, uma vantagem de 7,9 pontos percentuais em favor do emedebista.

Atrás deles aparecem Felipe Camarão (PT) com 8,1%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, André Luís (Missão) com 1,5% e Saulo Arcangeli (PSTU), com 1%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,8% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,3%. Um contingente de 2,7% afirmou que votará em branco ou nulo e outro, com 3,3%, manifestou indecisão.

Já a pesquisa do Instituto Viva Voz, divulgada nesta segunda-feira (21), trouxe números igualmente impactantes: Eduardo Braide (PSD) com 49,3% das intenções de voto, Orleans Brandão (MDB) com 26,1%, uma surpreendente vantagem de 23 pontos percentuais do candidato de oposição sobre o concorrente governista.

No segundo bloco, Felipe Camarão (PT) aparece na frente com 6,4% das intenções de voto, seguido de Roberto Rocha (PRTB) com 3,8%, André Luís (Missão) com 0,9%, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,6%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,4% e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3%. Além disso, 6.3% não souberam ou não quiseram responder, enquanto 5,9% responderam “nenhum, brancos e nulos”.

Pela enésima vez, a Coluna lembra uma regra universal segundo a qual, por diversas razões de ordem técnica e estatística, não se deve comparar pesquisas de institutos diferentes. Mas de novo coloca essa regra de lado diante das diferenças gritantes que vêm separando as pesquisas sobre a disputa pelo Governo do Maranhão, com um grupo de institutos, a começar pelo mais importante, o Quaest, contratado pela TV Mirante por orientação da Rede Globo, que mostram Eduardo Braide na liderança com vantagem que variam de 12 a 20 pontos percentuais, parte delas indicando vitória no 1º turno, e outro grupo empresas cujas pesquisas apontam Orleans Brandão à frente, com vantagens que variam de 6 a 10 pontos percentuais.

É exatamente o caso da IPSensus, que no domingo apontou Orleans Brandão na liderança com 10 pontos percentuais de vantagem, e do Instituto Viva Voz, que na segunda-feira veio à tona afirmando que Eduardo Braide tem 49,3% de intenções de voto contra 26,1%.

Essa divergência vem alimentando um cenário de incertezas com relação ao desfecho da disputa para o Governo do Estado, polarizada entre Eduardo Braide, cujos partidários festejam intensamente o seu favoritismo, e Orleans Brandão, cujos apoiadores comemoram cada pesquisa favorável como igual entusiasmo, a começar pelo governador Caros Brandão. Os cautelosos preferem aguardar os números da pesquisa Quaest, que devem ser divulgados nesta semana pela TV Mirante.

Em Tempo: a pesquisa IPSensus ouviu 1.000 eleitores no período de 14 a 18 de setembro, tem margem de erro 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02374/2026. Por sua vez, contratada pelo (?) Tribuna 98, a pesquisa do Viva Voz ouviu 1.320 eleitores – não foi informado o período da coleta –, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02471/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Confrontado por assuntos ácidos, Camarão se defende e faz ataques duros a Brandão e Orleans

Felipe Camarão enfrentou temas
ácidos na entrevista na TV Mirante

O vice-governador Felipe Camarão, candidato do PT ao Governo do Estado, voltou a acusar o governador Carlos Brandão (MDB) de tentar criar “uma oligarquia” no Maranhão com a candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), à sua sucessão. Com o discurso político mais forte entre os candidatos quer participaram série de entrevistas da TV Mirante, Felipe Camarão explicou que se afastou definitivamente do Governo, do qual foi secretário de Educação, por causa de divergências com o governador quanto à aplicação dos recursos de precatórios do Fundef. O candidato petista, que é procurador federal de carreira, também classificou de “armação” a suspeita, levantada pelo Ministério Público estadual, de que ele teria movimentado atipicamente grandes quantias. E declarou ser o único candidato a governador do Maranhão ligado ao presidente Lula da Silva (PT), reafirmando o mote de campanha “Lula lá, Camarão cá”.

As posições do vice-governador foram manifestadas durante os 30 minutos, tempo em que ele respondeu a perguntas dos bem articulados jornalistas Tayse Feques e Rodrigo Bomfim e de estudantes universitários convidados. Além de temas relacionados à gestão e ao seu programa de Governo, sobre os quais ele tratou afirmando ser o único candidato que tem um plano de Governo, Felipe Camarão foi confrontado com três questões incômodas, uma sobre o motivo que o levaram a romper com o governador Carlos Brandão, outra relacionada com suposta suspeita de desvio quando secretário de Educação – que causou a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa -, e uma terceira sobre suposta postagem de conteúdo machista contra a deputada (terrivelmente evangélica) Mical Damasceno (Republicanos).

O candidato do PT bateu forte ao responder sobre a sua saída do Governo, após apresentar o argumento sobre os precatórios do Fundef, afirmou que não participou do Governo além da área de educação, que sempre foi leal e que ao longo de três anos assumiu o Governo durante 63 dias sem cometer qualquer ato além das suas funções institucionais. E acusou o governador Carlos Brandão de tentar inviabilizar a sua candidatura: “Tentaram me comprar, me ofereceram o que vocês podem imaginar, tentaram fazer com que eu renunciasse, com que eu desistisse”. E disparou na direção de Orleans Brandão, a quem definiu como um projeto “oligárquico”.  E se definiu como “resistência”, assegurando que está “tranquilo e confiante”.

Sobre a suposta movimentação financeira “atípica”, reagiu em tom indignado, afirmando ser vítima de uma armação tramada num suposto conluio de um braço da polícia e setores do Ministério Público, já com decisões do Tribunal de Justiça e do Superior Tribunal de Justiça. “Então, obviamente, absolutamente nenhum receio, não tem nada contra a minha pessoa. Isso foi julgado, tudo falso, laudo falso, nenhuma prova, isso é absolutamente mentira.”, declarou. A mesma reação foi dirigida à denúncia de que teria sido machista e desrespeitoso com a deputada Mical Damasceno (Republicanos), classificando o caso como uma tentativa de intimidá-lo. E lembrou que os dois casos ocorreram exatamente quando ele encontrava-se sobre pressão para renunciar.

– Tentaram me comprar, mas eu não me vendi declarou.

Dimas Cassimiro: o candidato do PCO a governador que até hoje não disse a que veio

Dimas Cassimiro: imagem
única de um candidato
sem campanha

A corrida ao Palácio dos Leões vem sendo diferenciada por um dado que começa a chamar a atenção e a sugerir a indagação: por onde anda e o que de fato pretende Dimas Cassimiro, anunciado candidato do PCO, partido de extrema-esquerda, cujo chefe nacional, Rui Pimenta, é candidato a presidente da República pela quinta vez?

Ele não compareceu até agora a nenhum evento público de campanha, não concedeu entrevistas a emissoras de rádio, não compareceu a sabatinas e a debates nos canais de TV, não soltou nenhum panfleto e só é conhecido por uma fotografia, da qual todos os meios de informação se valem para mostra-lo.

No currículo que entregou à Justiça Eleitoral no processo de registro da sua candidatura, Dimas Cassimiro informa que nasceu em Teresina, no Piauí, tem 66 anos, é professor universitário e já concorreu, sem sucesso, a duas eleições: a deputado estadual em 2018 e a deputado federal em 2022.

Por conta da fragilidade estrutural do seu partido, que não tem representação no Congresso Nacional, o que o priva do Fundo Partidário e de espaço no horário eleitoral gratuito, e só conta com uma merreca do Fundo Eleitoral, a candidatura de Dimas Cassimiro só existe no papel, sem qualquer ato de visibilidade.

A mesma curiosidade é dedicada a Charlieth Viana, uma professora que até agora permanece numa situação tão discreta e inusitada como a do candidato Dimas Cassimiro.

São Luís, 22 de Setembro de 2026.

Entrevistas na TV Mirante levaram Braide e Orleans a se manifestar sobre temas politicamente explosivos

Eduardo Braide e Orleans Brandão
encararam temas explosivos nas
entrevistas à TV Mirante

De longe a melhor e mais produtiva iniciativa para mostrar o que pensam e o que pretendem os candidatos ao Governo do Estado, a série de entrevistas realizadas pela TV Mirante, dentro do telejornal JMTV, edição do meio-dia, permitiu a Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) – também foram entrevistados Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) – apresentar, de maneira resumida, mas bem objetiva, as linhas gerais dos seus planos de Governo. Eduardo Braide e Orleans Brandão certamente passariam ao largo da política se não tivessem sido provocado pelos entrevistadores. E responderam às provocações com os discursos que usaram até agora sobre os temas abordados.

Sorteado para abrir a série, na quinta-feira (16), Orleans Brandão manteve o roteiro que vem orientando suas falas, que podem se ser resumido num mote: avalia que o governador Carlos Brandão (MDB) fez muito e que ele vai continuar fazendo muito mais. Na abertura do segundo bloco de 15 minutos, o candidato do MDB foi colocado com o Caso Tech Office, com a recente declaração de Gilbson Cutrim Jr., matador do empresário João Bosco Sobrinho, envolvendo o governador Carlos Brandão e o presidente do TCE Daniel Brandão no que seria um esquema de corrupção.

A pergunta causou-lhe certo impacto, mas ele evitou reação explosiva, preferindo reclamar de que tudo isso só veio à tona agora, durante a campanha eleitoral. “A quem interessa isso agora?”, indagou, em tom incomodado. Sem perder o eixo, o candidato emedebista tratou do assunto numa única resposta: “No ano eleitoral surgem essas ilações, e elas vêm de um criminoso confesso, um assassino confesso; pior do que isso, vêm no sexto depoimento depois de quatro anos. A pergunta que fica é a quem isso interessa no ano eleitoral. É uma situação que causa indignação. É uma situação, claro, em que a gente fica muito chateado. (…) Basta você ver o programa eleitoral, as redes sociais dos outros candidatos, só têm ataques, não existe proposta para o estado do Maranhão. (…) Em um ano eleitoral, isso não passa de politicagem, ilações feitas por um criminoso (…). Enquanto os outros candidatos ficam fazendo fake News, ficam inventando mentiras, eu sigo falando desse estado que tanto amo”.

O candidato Eduardo Braide, por sua vez, foi provocado sobre dois tremas políticos, a sucessão presidencial e a sua relação com a Câmara Municipal quando prefeito de São Luís. Sobre a sucessão presidencial, ele deixou claro que não tem candidato, argumentando que prefere que os maranhenses façam essa escolha sem a sua interferência. E indagado sobre se, ao contrário do que aconteceu com a Câmara Municipal, se eleito, terá um relacionamento normal com a Assembleia Legislativa, o candidato do PSD respondeu sem vacilar: “Eu sempre estarei aberto a ter um bom diálogo e fazer parceria com aqueles que pensarem no povo maranhense. Mas nós não podemos esconder: tem pessoas que estão na política que só pensam nos seus interesses pessoais. Esses que fiquem para outro lado, eu não faço questão de ter diálogo. Eu quero ter diálogo com o povo e principalmente com aqueles políticos que querem o bem da população. Sobre a Câmara de Vereadores especificamente, e todo Maranhão acompanhou, sabe as dificuldades que a Câmara de Vereadores de São Luís nos criou para governar. Deixaram de aprovar o orçamento esse ano, fizeram uma série de projetos tentando atrapalhar a nossa gestão”.

E completou acusando o Palácio dos Leões de ser o responsável direto pelos embates que manteve com a maioria dos vereadores, afirmando que, segundo o próprio Governo, 27 dos 31 vereadores de São Luís seguiram a orientação do Governo do Estado, ou seja, do governador Carlos Brandão.

O candidato do PT, Felipe Camarão, que tem o discurso político mais forte, inclusive em relação ao Governo do Estado, será entrevistado no final da manhã desta segunda-feira, 21/09.

PONTO & CONTRAPONTO

Fórum de Imperatriz: Guerreiro Jr. colocado em disponibilidade pelo CNJ e pode perder o emprego; Bayma Araújo é absolvido

Guerreiro Jr. pode perder o
emprego; Bayma Araújo absolvido

O ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antônio Guerreiro Jr., foi afastado das suas funções, pelo Conselho Nacional de Justiça, que o considerou culpado no escândalo de má gestão de dinheiro público na construção do faraônico complexo predial que abriga o Fórum Imperatriz.

No mesmo julgamento, realizado sexta-feira (18/09), o CNJ reconheceu que o desembargador Bayma Araújo, também ex-presidente do Tribunal de Justiça e atual decano da corte, nada fez de errado, não cabendo, portanto, qualquer penalidade contra o magistrado no âmbito desse processo. Bayma Araújo sempre negou, com protestos indignados, a sua inclusão como suspeito nesse caso.

Afastado desde 2023, Guerreiro Jr. foi colocado em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de contribuição, mas sujeito à perda do emprego. O seu afastamento se deu por causa de supostos desvios na construção do Fórum de Imperatriz, que foi inicialmente orçado em R$ 25 milhões e teve as obras paralisadas quando já haviam sido gastos nada menos que R$ 75 milhões. O Tribunal de Contas do Estado identificou, por meio de auditorias, várias irregularidades, entre elas indícios de superfaturamento.

A decisão do CNJ punindo o desembargador Guerreiro Jr. será agora encaminhada à Advocacia-Geral da União, a quem cabe denunciá-lo ao Supremo Tribunal Federal, que terá a última palavra sobre a perda do emprego.

Se não for procrastinada pela AGU, o processo envolvendo o desembargador Guerreiro Jr. desembarcará na Suprema Corte exatamente no momento em que o tema da corrupção no Poder Judiciário causa uma “guerra civil” entre ministros da instituição.

Há alguns meses, segundo decisão do ministro Flávio Dino, juiz culpado de falcatrua, que antes recebia como pena máxima aposentadoria compulsória, mas preservando o salário, agora vai para casa sem nada. O processo ainda levará algum tempo, mas todos os indícios sugerem que o desembargador Guerreiro Jr. perderá o emprego.

Vale lembrar que, por razões diferentes, mais quatro desembargadores maranhenses – Nelma Sarney, Luiz Gonzaga Filho, Luiz de França Belchior e Eulálio Figueiredo – estão afastados por decisão do CNJ.

Destaque

Críticas de Lula e de petistas graúdos só reforçam que Dino atua no Supremo com independência

Crítica de Lula da Silva mostrou
a independência de Flávio Dino

Matéria divulgada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo informa que o presidente Lula da Silva (PT) e vozes graúdas do entorno do Palácio do Planalto e do PT reclamaram fortemente da posturas e das decisões domadas pelo ministro Flávio Dino na histórica e polêmica sessão do Supremo Tribunal Federal, na última terça-feira (15), por ele classificada como “show de horrores”. De acordo com o jornal, o presidente “se queixou” da atuação do ministro maranhense, criticou o pedido de vistas que interrompeu a sessão, manifestando também insatisfação com o “tom zombeteiro” que, segundo sua interpretação, foi usado pelo magistrado. Conforme a Folha, o presidente Lula da Silva teria avaliado que “a conduta de Dino não foi condizente com a gravidade do debate e das implicações para o país”. E teria feito chegar a sua insatisfação ao ministro Flávio Dino, cuja assessoria informou que esse “recado” não chegou ao magistrado.

Além do líder petista, aliados do Governo e vozes graúdas do PT também teriam criticado o ministro Flávio Dino, acusando-o de adotar um “estilo lacrador” durante a sessão. Outro classificou a atuação do ministro como “extravagante”, principalmente em relação ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Essa teria sido também a avaliação de alguns graúdos do PT.

Independentemente de qualquer desdobramento político que possa produzir, essa reação do presidente Lula da Silva e de graúdos do Governo e do PT à atuação do ex-ministro da Justiça na explosiva sessão de terça-feira dá forma a uma conclusão indiscutível: o ministro Flávio Dino tem posição ideológica clara, com viés de esquerda, mas é um magistrado independente, que conhece profundamente o seu ofício, que tem um senso de justiça baseado na Constituição em vigor no País, e tem dado seguidas demonstrações de que  não se subordina a conveniências. Isso ficou muito claro para quem assistiu à sessão da Suprema Corte no dia 15, quando colocou em xeque o “pacote de jeitinhos” para dar sentido a uma medida sem lastro.

A questão aqui não é contestar o presidente Lula da Silva. Ele tem o seu próprio ângulo para avaliar o que aconteceu no STF naquele dia. Afinal, os analistas mais conservadores e os da direita radical festejaram. Houve também observadores de alto coturno profissional que enxergaram muita coragem, lastro jurídico e coerência do ministro Flávio Fino nas firmes cobranças que fez ao presidente da Corte, e que não foram contestadas de pronto por nenhum ministro. A Questão de Ordem poderia ter sido detonada se o presidente Edson Fachin tivesse respostas para os questionamentos feitos pelo ministro Flávio Dino por intermédio do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes. Só que ele não tinha, pelo simples fato de que esses argumentos não existiam.

Bate-boca, troca de acusações e eventuais excessos verbais numa Corte que reúne o suprassumo da magistratura, dos quais se espera, e se cobra, relações civilidade, enfearam a sessão de terça-feira. Mas apesar da dureza das suas intervenções e da firmeza dos seus argumentos, o ministro Flávio Dino não agrediu a nenhum dos seus pares, a começar pelo presidente. Basta rever a sessão. E a Questão de Ordem que apresentou está rigorosamente fundamentada, uma vez não havia nem regras nem ritos para a sua realização. Se fosse realizada com jeitinhos e arranjos, estaria passível de anulação.

A verdade é que, gostem ou não os que avaliam a atuação do ministro Flávio Dino pela ótica da política, o que ficou patente foi que ele deu uma demonstração incontestável de que foi para a Suprema Corte resgatando o juiz federal correto e eficiente que foi ao longo de 12 anos sem uma mancha na toga. E levou a experiência de quem esteve do outro lado do campo como deputado federal, governador eleito e reeleito, senador e ministro da Justiça sem uma nódoa no paletó.

São Luís, 20 de Setembro de 2026.

Movimentação dos candidatos mostra Maranhão fora da rota da disputa pelo Planalto

Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo
Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury,
Renan Santos, Hertz Dias e Edmilson
Costa não incluíram Maranhão
nas suas rotas de campanha

Tudo indica que o Maranhão ficará de fora da agenda dos candidatos a presidente da República nestas eleições. A pouco mais de duas semanas para a corrida às urnas, não há sinais claros de que o presidente Lula da Silva (PT) esteja repensando a sua agenda de campanha e incluindo o Maranhão, e em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o que há até agora são rumores e especulações de que ele fará uma escala no Maranhão até o final do mês. Os demais candidatos que pontuam nas pesquisas – Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) -, não sinalizam pedir votos no estado. E os que só fazem figuração, entre eles os maranhenses Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB), nenhum cogita desembarcar no Tirirical e panfletar na Ruas Grande.

A corrida presidencial no Maranhão está resumida ao presidente Lula da Silva, que busca a reeleição numa situação inusitada, na qual o PT está rachado, com uma banda com apoiando o candidato petista a governador Felipe Camarão, e a outra enfileirada com o candidato do MDB, Orleans Brandão. O presidente fez uma escolha clara pelo petista Felipe Camarão, para quem pede votos, que devolve o apoio propagando a dobradinha “Lula lá. Camarão cá”. Por outro lado, o presidente Lula da Silva vem contando com o apoio do emedebista Orleans Brandão, arqui-inimigo político do petista Felipe Camarão, ainda que não o divulgue como aliado. Está nesse nó górdio a explicação para a não vinda do presidente Lula da Silva ao Maranhão.

Em outra situação curiosa, Ronaldo Caiado tem Eduardo Braide, do seu partido, como candidato forte – segundo pesquisas -, ao Governo do Maranhão, e que poderia ser o seu porta-voz, mas os dois passam a impressão de que não estão conectados, pois não há sequer rumores sobre uma eventual visita do ex-governador goiano ao Maranhão, mesmo tendo o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, apoiador declarado de Eduardo Braide, como candidato a vice. Preto no branco, Ronaldo Caiado nada tem a acrescentar a Eduardo Braide, ao contrário, o seu discurso de extrema-direita disfarçada de liberal só criaria problemas ao ex-prefeito de São Luís, que faz uma campanha distante do debate político-partidário.

Flávio Bolsonaro é mostrado nas pesquisas como o segundo presidenciável com potencial eleitoral no Maranhão, mas o seu partido, o PL, não tem candidato a governador no estado, o que o deixa sem um interlocutor de peso. E até um arremedo de candidato aliado, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB), foi detonado da disputa pela Justiça Eleitoral. As forças do PL no Maranhão estão divididas em tuas correntes. Uma comandada pela suplente de deputada federal tocantina Mariana Carvalho, que abraçou a candidatura de Flávio Bolsonaro e inventou a simplória candidatura do agropecuarista Cidônio Gonçalves ao Senado. E a outra é a turma comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que não morre de amores pela candidatura do 02 do bolsonarismo. Nos últimos dias, correram rumores de que o candidato do PL teria agendado visita a São Luís para antes do final do mês, mas não há porta-vozes confirmando tal agenda.

Os demais presidenciáveis não existem no Maranhão e parecem não se interessar pelos mais de cinco milhões de votos do estado. Além do horário eleitoral gratuito nacional, Augusto Cury só existe no Maranhão por conta do deputado federal Duarte Jr., que é a figura local mais forte do Avante. Romeu Zema é um caso para análise: o principal nome do seu partido, o Novo, no Maranhão é o candidato a senador Lahesio Bonfim, que não lhe dá nenhuma nesga de importância. E Renan Santos sabe que nada conseguirá no Maranhão, mesmo tendo candidato a governador pelo partido que criou, André Luís, um ilustre desconhecido da política maranhense que parece fadado ao anonimato após as eleições.

Em tempo: entre os que só fazem figuração na corrida presidencial, vale registrar que Hertz Dias esteve nesta semana em São Luís, onde fez campanha de rua junto com o Saulo Arcangeli, candidato do PSTU aos Leões, dando uma aula de unidade partidária.

PONTO & CONTRAPONTO

Avaliações sugerem que 12 candidatos à Câmara Federal têm potencial para superar os 100 mil votos

Pedro Lucas Fernandes, Juscelino Filho,
Iracema Vale, Fernando Braide, Duarte Jr.,
Fabiana Vilar, Othelino Neto, Vinícius
Ferro, Amanda Gentil, Aluísio Mendes,
Rubens Jr. e Josivaldo JP apontados
com bem votados para a Câmara Federal,

Uma aposta corre nos bastidores da corrida às urnas: quais dos candidatos a deputado federal sairá das urnas com votos suficientes para garantir quatro anos em Brasília?

Nada menos que uma dúzia de nomes forma uma relação de nomes com potencial para ultrapassar a barreira dos 100 mil votos: Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Iracema Vale (MDB), Duarte Jr. (Avante), Fernando Braide (PSD), Vinícius Ferro (MDB), Fabiana Vilar (PL), Othelino Neto (PSB), Aluísio Mendes (Republicanos), Amanda Gentil (PP), Rubens Júnior (PT) e Josivaldo JP.

Não existe ordem demais votado ou coisa parecida. Esses nomes são avaliados a partir das suas bases de apoio, das condições políticas que reúnem, dos recursos que dispõem e do volume das suas campanhas.

Alguns exemplos são visíveis. Não há como ignorar o tamanho político alcançado n os últimos tempos por Pedro Lucas Fernandes nem o espaço ocupado por Iracema Vala no tabuleiro político estadual. Assim como não é possível minimizar o poder de fogo de Juscelino Filho nem fazer de contas de que Josivaldo JP não engordou o seu cacife na Região Tocantina.  

Essa avaliação pode, no geral ou em parte, ser desmentida pelas urnas, que, aqui e ali, usam seus caprichos para desmentir prognósticos, por mais balizados que eles estejam.

Pode ser que desse grupo alguns não sejam nem eleitos, mas a julgar pelas informações que correm a respeito das suas articulações e do poder de fogo de cada um deles, tudo indica que essa dúzia faça sentido.

Eleição na Câmara marcada para o dia 1º de outubro pode ser judicializada

Pauolo Victor pode enfrentar uma ação
judicial para impedir a realização do
embate eleitoral entre Beto Castro e
Marquinhos Silva no dia 1º de outubro

Não será surpresa se uma ação judicial vier a ser proposta para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís marcada para as 9h do dia 1º de outubro. Corre nos bastidores da política o rumor de que há grupos políticos que enxergam uma manobra para garantir a eleição do vereador Beto Castro (Avante), que tem o apoio quase obstinado do presidente Paulo Victor (PSB), e como adversário o vereador Marquinhos Silva (União)

A movimentação da presidência indica claramente que essa não será uma eleição normal, parte da rotina da Câmara Municipal de São Luís, com grupos de articulando com antecedência, candidatos diversos e todo um processo de campanha. Ao contrário, as decisões do presidente Paulo Victor vêm sendo tomadas por um grupo fechado, cujos objetivos não são muito claros.

Para começar, a eleição foi inicialmente marcada para 0h01m do dia 1º de outubro, literalmente na “calada da noite”. As duras críticas, dentro e fora do Palácio Pedro Neiva de Santana, levaram o presidente Paulo Victor a rever sua estranha decisão e remarcar a votação para as 9h do mesmo dia.

O problema é que muitos perguntam o motivo para que essa eleição seja realizada três dias antes das eleições gerais, gerando uma situação política absolutamente sem sentido.

Políticos tarimbados só veem uma explicação: para eleger o vereador Beto Castro (Avante), que está enrolado em diversas suspeitas de corrupção, tendo sido preso numa operação policial recente, a eleição tem de ser realizada antes das eleições. Isso porque, segundo essa avaliação, se o ex-prefeito Eduardo Braide for eleito governador, haverá uma mudança drástica no tabuleiro da política ludovicense, tirando qualquer chance de eleição de Beto Castro.

Daí a possibilidade de uma ação judicial para suspender a eleição do dia 1º, que não é ilegal, mas é no mínimo estranha.

São Luís, 18 de Setembro de 2026.

Supremo: a polêmica sessão expôs a crise do Judiciário e permitiu a Dino dar aula sobre Justiça e magistratura

Flávio Dino defendendo anunciando o
pedido de vista na sessão de terça-feira

Não há o que discutir em relação à má impressão causada pela sessão extraordinária de terça-feira na qual o Supremo Tribunal Federal decidiria se o ministro Alexandre de Moraes seria investigado por suspeita de relação não republicana com o ex-chefão do ex-Banco Master, Daniel Vorcaro, e que foi transformada num tenso jogo de cartas marcadas, com ações articuladas de dois grupos, intenso debate processual e inesperadas cenas de pugilato verbal, num roteiro rascunhado pela nítida falta de comando. Nenhum cidadão com o mínimo de noção sobre o que seja uma corte de justiça aplaudiria o que aconteceu ao longo de horas de transmissão ao vivo para todo o País. O brasileiro comum mergulhou na perplexidade.

Se não foi a reunião dominada pela técnica e pelo formalismo judiciário, com evolução embalada pelo debate civilizado em juridiquês elevado, a polêmica sessão da Suprema Corte teve o mérito de situar o brasileiro na realidade nua e crua. Foi uma demonstração cabal e definitiva de que, a começar pela sua cúpula, a instituição judiciária brasileira está mergulhada numa crise aguda, que não será resolvida com regras emergenciais, como querem alguns dos seus membros e apoiadores externos, nem com a interferência de outros Poderes, como pregam alguns golpistas em campanha para o Senado. Para resolver os seus problemas, o Judiciário tem, primeiro, de se auto avaliar e se ajustar, e reúne condições para isso, basta que seus integrantes se desarmem e construam consensos.

Muitos “analistas de plantão” tentaram encontrar culpados e coitados, ministros do bem e ministro do mal, usando a hipocrisia como material de aferição dos comportamentos. O ministro Flávio Dino foi por muitos apontado como “causador” da tempestade que resultou no fracasso da sessão extraordinária por haver proposto a Questão de Ordem apresentada pelo ministro-decano Gilmar Mendes. Uma leitura cuidadosa do documento e uma audição atenta das suas palavras mostram, com clareza, que ele nada tem de peça protelatória. Ao contrário, o ministro Flávio Dino tentou evitar a realização de uma sessão torta, sem rito definido por conta do ineditismo do tema e cuja evolução dependeria de “jeitinhos” inaceitáveis numa corte maior.

Quando questionou a decisão do ministro-presidente Edson Fachin de “avocar” os inquéritos sob a relatoria dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, e não redistribuí-los, Flávio Dino demonstrou, com sólida argumentação jurídica, que o ministro-presidente não tinha poderes para avocar, regra varrida das normas processuais pela Constituição de 1988. Quem assistiu com atenção e sem paixão percebeu que o ministro-presidente ficou alguns segundos sem ação, como que admitindo a derrapagem. Esse e outros exemplos de distorção em procedimentos foram expostos ao longo da reunião e dos embates.

Independentemente dos casos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de favorecer o Banco Master, e o ministro André Mendonça, acusado der manobrar os inquéritos com viés político, ambos com grupos de apoiadores, ficou muito claro que não existem ministros bons e ministros maus na Suprema Corte. Ela é formada por homens, com virtudes e defeitos, portanto sujeitos à mão pesada da lei.

Visto por muitos como o coitado, o presidente Edson Fachin manobrou em vários momentos dessa crise, como ficou demonstrado nas argumentações de Flávio Dino, que manteve sua posição até formular o pedido de vista, conforme avisara no início da sessão. Outro exemplo: a ministra Cármen Lucia externou, de maneira dramática, sua “tristeza” e pediu “desculpas” aos brasileiros; só que na mesma fala ela admitiu que poderia ter contribuído para minorar a crise, que é também responsabilidade dela como integrante da Corte.

A sessão ao mesmo tempo “histórica” e “desastrada”, além de expor as vísceras da instituição, permitiu a percepção das diferenças de estatura e de conhecimento entre os ministros da Suprema Corte. Qualquer avaliação honesta e isenta apontará Flávio Dino como um ministro muito acima da média e honesto, dono de amplo e sólido conhecimento jurídico, de longa experiência na magistratura federal e de um lastro raro como deputado federal, governador eleito e reeleito, senador e ministro da Justiça, o que torna diferenciado e lhe dá uma saudável visão política das decisões judiciais, credenciais que nenhum outro ministro reúne. Se houver bons e maus ministros, Flávio Dino provavelmente estará no time dos bons, com as suas virtudes e, claro, os seus defeitos.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão faz campanha forte para minar Braide em São Luís e consolidar Orleans em Imperatriz

Carlos Brandão acompanhado por
Edivaldo Jr, faz campanha por
Orleans Brandão em São Luís

O governador Carlos Brandão (MDB) está determinado a virar o jogo na Ilha de Upaon Açu, especialmente em São Luís, onde a impressão geral é a de que o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) vencerá a corrida eleitoral com larga vantagem sobre Orleans Brandão (MDB).

Hoje, levantamentos não publicados indicam que Eduardo Braide imporá uma diferença expressiva na Capital, sairá com vantagem em São José de Ribamar, mas pode perder para Orleans Brandão em Paço do Lumiar e saírem os no meio a meio em Raposa.

O governador Carlos Brandão avalia que a eventual vitória de Eduardo Braide em São Luís e São José de Ribamar pode lhe dar lastro para compensar eventuais saldos favoráveis a Orleans Brandão no interior.

Focado na tentativa de reverter o cenário em São Luís, o governador Carlos Brandão tem feito incursões pelos grandes bairros da Capital, onde faz caminhadas, reuniões e comícios acompanhado do candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Jr. (MDB).

A mesma avaliação está sendo feita em relação a Imperatriz, onde o desfecho da disputa para o Governo é imprevisível, com governistas como Sebastião Madeira (MDB) prevendo uma vitória expressiva do candidato do MDB, enquanto o prefeito Rildo Amaral (PP) e a candidata a vice-governadora Elaine Cordeiro (PSD) apostam alto na vitória do candidato do PSD.

A aposta num grande resultado em Imperatriz é tão alta que o próprio chefe do Executivo tem desembarcado com frequência na antiga Vila do Frei.

Aparício Bandeira se desdobra para concretizar o grande pacote de obras do Governo Brandão

Aparício Bandeira comanda
a máquina da Infraestrutura

Não há dúvida de que, devido à dimensão das suas pastas e pelo volume de trabalho, alguns secretários do governador Carlos Brandão (MDB) tiveram que se desdobrar. Mas nenhum deles, com certeza, enfrentou, e continua enfrentando, carga tão pesada quanto o titular da Infraestrutura, engenheiro civil Aparício Bandeira.

De acordo com declaração do ex-secretário de Assuntos Municipalistas e candidato a governador Orleans Brandão (MDB), o atual Governo já contabiliza quase quatro mil obras físicas. O portfólio vai do prolongamento da Avenida Litorânea à pracinha de um pequeno município no interior do estado, passando por pontes, estradas, prédios escolares, e por aí vai.

Para serem viabilizados, todos esses projetos passaram pelo sinal verde do Palácio dos Leões e pelo severo crivo do secretário de Infraestrutura e da análise da grande equipe técnica que movimenta a pasta. Ali se licita, contrata, faz medições, fiscaliza, procede o acompanhamento técnico.

No comando da equipe, Aparício Bandeira se movimenta com a desenvoltura de quem conhece profundamente a engrenagem da Secretaria de Infraestrutura, como subsecretário no último Governo Roseana Sarney, e também já comandou a Prefeitura de Vitorino Freire.

Discreto, o secretário Aparício Bandeira é avesso a publicidade, se mantém distante das câmeras, preferindo usar todo o seu tempo na maratona de acompanhamento das centenas de obras sob sua responsabilidade em andamento no estado.

São Luís, 17 de Setembro de 2026.