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Ministro fica perplexo e reforça suspeita de que existe algo de podre na duplicação da BR-135

 

O ministro Tarcísio Freitas ficou perplexo com o estado da BR-135 inaugurada a menos de dois anos e que está com muitos problemas, mesmo tendo custado R$ meio bilhão

A declaração do ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, durante vistoria que fez, sexta-feira (8), no trecho da BR-135 que liga Estiva a Bacabeira e cuja duplicação foi concluída há pouco mais de dois anos reforça a suspeita de que algo de muito errado aconteceu durante a realização dessa obra, que custou mais de R$ 500 milhões e hoje, tanto a velha pista quanto a novas estão seriamente comprometidas. O ministro fez a vistoria acompanhado de deputados federais e estaduais, e de técnicos do DNIT responsáveis pelo controle e acompanhamento das obras em rodovias federais, e sua reação foi a de quem ficou escandalizado com o que viu entre Estiva e Bacabeira, principalmente no trecho que corta o Campo de Perizes. Ali, a velha pista, com mais de 50 anos sobrevive quase intacta, carecendo apenas de reparos, enquanto a nova, construída sobre uma “cordilheira” feitas com milhares e milhares de toneladas de barro e pedra, está quase intrafegável, por causa dos buracos e das deformações estruturais, “patologias” apontadas pelo ministro da Infraestrutura.

– O que vimos aqui impressiona bastante, porque é uma obra que acabou recentemente e está cheia de patologias. Vamos cobrar da empresa (Consórcio Serveng-Artepa) a reparação do trecho e também aplicar sanções que são previstas no contrato. A gente não pode, de maneira alguma, concordar ou permitir que uma empresa venha, ganhe meio bilhão de reais e entregue um pavimento nas condições que a gente viu hoje – declarou o ministro, demonstrando clara perplexidade diante do que constatou junto com deputados federais e estaduais que o acompanharam. O tom dado pelo ministro de Infraestrutura às suas palavras foi o de quem estava diante de um cenário no qual estão reunidos crimes de má gestão do ente público responsável – no caso o DNIT – e banditismo empresarial praticados sob o argumento de que é área é complicada e a União demora a pagar.

O projeto de duplicação dos 124 quilômetros da BR-135 entre São Luís e Miranda do Norte, que representam a única via terrestre que liga a ilha de São Luís ao resto do mundo, é uma reivindicação do início dos anos 80 do século passado, quando já era possível perceber sua defasagem e estrangulamento em pouco tempo. Muitos apostaram que a duplicação seria feita durante a presidência de José Sarney, na segunda metade da década de 1980, mas por razões até hoje não reveladas, o então ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares, não deu a menor importância ao projeto, provavelmente por estar totalmente envolvido com iniciativas gigantescas, como a ferrovia Norte-Sul, que até hoje não foi concluída. A duplicação dos 124 quilômetros da BR-135 entre São Luís e Miranda do Norte foi iniciada com a construção dos 24 quilômetros entre São Luís e Estiva no início do novo século, coincidentemente no período em que José Reinaldo Tavares foi governador. E só aconteceu porque, devido ao volume e a intensidade do tráfego, o trecho da BR-135 entre São Luís e Bacabeira ganhou o dramático e escandaloso apelido de “Estrada da Morte”, por conta do elevado número de acidentes com vítimas fatais.

Chama a atenção o fato de que a duplicação do trecho São Luís-Estiva aconteceu sem maiores problemas, com os atrasos de pagamento e as “dificuldades técnicas” de praxe, mas sem os sinais evidentes de má gestão, de suspeitas de desvios e de banditismo empresarial como está acontecendo. A manifestação do ministro Tarcísio Freitas deveria ecoar como um escândalo nacional. Afinal, não é todo dia que um ministro de Estado se manifesta como ele se manifestou na sexta-feira, em São Luís, referindo-se a uma obra mal realizada que dragou nada menos que meio bilhão de reais, dinheiro suficiente para se construir pelo menos dois ou mais trechos iguais, com todas as dificuldades geográficas.

Diante das palavras visivelmente indignadas do ministro da Infraestrutura, o mínimo que se pode esperar é a deflagração de uma profunda investigação acerca do que aconteceu na construção do trecho da BR-135 entre Estiva e Bacabeira, onde, vale repetir, foram enterrados meio bilhão de reais, dinheiro suficiente para cobrir duas folhas de salários dos servidores do Estado do Maranhão, por exemplo. Se esses esclarecimentos não vierem à tona, o ministro Tarcísio Freitas, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União entrarão para a lista de suspeitos, juntando-se ao DNIT, ao Consórcio Serveng-Artepa e prováveis “atravessadores”.

Vale aguardar as providências do ministro de Infraestrutura.

 

PONTOS & CONTRAPONTOS

 

Destaque

Assembleia Legislativa comemora Semana da Mulher com a ampliação da presença feminina no plenário

Cleide Coutinho, Helena Duailibe, Ana Mendonça, Detinha, Daniella Tema, Thaíza Hortegal, Andreia Rezende e Mical Damasceno: mulheres que fazem a diferença na Assembleia Legislativa, atuando efetivamente no exercício do mandato 

Na Semana da Mulher, pode-se dizer que poucos parlamentos do Brasil, incluindo as esferas municipal, estadual e federal, têm tantos motivos para comemorar o Dia Internacional da Mulher (8 de Março) como a Assembleia Legislativa do Maranhão. A começar pelo fato maior: oito mulheres eleitas em 2018 representam 20% das 42 cadeiras do parlamento estadual, mantendo uma tendência de crescimento da presença feminina na composição do plenário. Ainda não é a fatia ideal, que é de 50%, nem a satisfatória, que a legislação fixou em 30%, mas a tendência de crescimento verificada nas últimas eleições indica que o eleitorado maranhense começa, de fato, a entender que política é também coisa de mulher, que tanto quanto os homens, vivem os problemas da sociedade maranhense, às vezes com um nível de compreensão bem mais profundo. As urnas de 2018 mandaram para a Assembleia Legislativa as deputadas Cleide Coutinho (PDT), Helena Duailibe (SD), Ana do Gás (PCdoB), Detinha (PR), Daniella tema (DEM), Andreia Rezende (DEM), Thaíza Hortegal (PP) e Mical Damasceno (PTB).

Cleide Coutinho – Médica por profissão, tem larga vivência política, decorrente da condição de braço direito do marido, o também médico e líder político Humberto Coutinho, que nos últimos anos foi uma das principais referências políticas do Maranhão. Sabe tudo sobre o parlamento estadual, conhecimento que acumulou e lapidou como deputada e como presidente do Gedema. De volta à Assembleia na atual legislatura, agora com o desafio de manter o legado deixado por Humberto Coutinho, movimenta-se como uma das vozes mais destacadas da base de apoio do governador Flávio Dino, atuando principalmente como voz moderadora e conselheira. Faz parte da Mesa Diretora do Poder Legislativo.

Helena Duailibe – Uma das mulheres mais atuantes do Maranhão na atualidade, a deputada Helena Duailide atua em várias frentes. Médica por formação, atua no atendimento direto a pacientes. No campo administrativo, é uma das referências no estado em matéria de gestão na área de Saúde Pública, já tendo sido secretária municipal de Saúde (gestão João Castelo) e Secretária de Estado da Saúde (gestão José Reinaldo Tavares). No campo político, já foi vereadora de São Luís e agora inicia mandato na Assembleia Legislativa. Seu lastro a tornou presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, tendo também sido eleita para comandar a Procuradoria da Mulher, órgão do Poder Legislativo.

Deusteth Rodrigues (Detinha) – Assistente Social por formação e com dois mandatos de prefeita bem avaliada de Centro do Guilherme, a deputada Detinha chegou à Assembleia Legislativa com a responsabilidade de ter sido campeã de votos entre os deputados estaduais eleitos, tendo também o marido, Josimar de Maranhãozinho, saído das urnas como campeão de votos para deputado federal. Nos pronunciamentos que fez até agora, defendeu a parceria política que tem com o marido, certa de que a parceria e a cumplicidade dos dois pode gerar muitas ações positivas. Como ex-prefeita, mostra bom conhecimento sobre a realidade social e econômica do Maranhão.

Ana Mendonça, mais conhecida como Ana do Gás – Empresária por profissão, foi a única   das seis deputadas da legislatura passada que conseguiu se reeleger em 2018. Iniciada politicamente com foco no apoio a municípios, Ana do Gás diversificou seu raio de atuação na legislatura passada, envolvendo-se fortemente com a área social, a começar pelo apoio a famílias de baixa renda. E nesse contexto, abraçou a luta em favor da mulher, atacando problemas graves, como o feminicídio, por exemplo. Iniciou o novo mandato denunciando na tribuna a violência que atinge a mulher maranhense. Esse posicionamento levou o governador Flávio Dino a convidá-la para comandar a Secretaria de Estado da Mulher, cargo que assumiu há duas semanas.

Daniella Tema – Nutricionista por formação, dedica-se há anos à administração hospitalar – foi diretora geral do Hospital Regional de Presidente Dutra -, entrou para a política também por atuar como braço direito do marido, o prefeito de Tuntum pela quinta vez, Cleomar Tema, que presidiu a Famem. Jovem e preparada, Daniella Tema é militante política ativa, que tem foco das questões de natureza social e da defesa intransigente do municipalismo. Nos vários pronunciamentos que fez na Assembleia Legislativa, defendeu políticas públicas, propôs ajustes das ações sociais do Governo, pediu ações para melhorar a infraestrutura urbana e rodoviária do estado declarou total apoio às políticas da saúde e educação.

Andreia Rezende – Odontóloga por formação e profissão, a deputada nasceu respirando política, já que seu pai, o também médico e ex-deputado Francisco Martins, sempre foi militante político. Com os movimentos temporariamente limitados por um acidente automobilístico que sofreu junto com o marido, o ex-deputado Stênio Rezende, que também é médico, a parlamentar deixou claro que a limitação dos seus movimentos não será empecilho para sua ação política, que é focada no apoio aos municípios, principalmente os das regiões polarizada por Balsas e por Vitorino Freire, suas duas principais bases políticas e eleitorais. Tem dado seguidas demonstrações de que está determinada a realizar um mandato produtivo. Integra a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Thaíza Hortegal – Médica por formação, chegou ao parlamento estadual embalada pela trajetória do marido, o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio (PP). Logo nas suas primeiras manifestações no plenário da Assembleia Legislativa, deixou claro que não pretende cumprir um mandato formal e sem resultados práticos. Tanto que denunciou as condições das barragens do Rio Pericumã, na região de Pinheiro, e do Rio Flores, em Joselândia, e conseguiu formar uma Frente Parlamentar em defesa das barragens do Maranhão. No final da semana passada, a imprensa registrou sua atuação no Itaqui, questionando empresas a respeito da segurança na travessia dos ferry-boats para a Baixada Ocidental.

Mical Damasceno – Administradora por formação, nasceu política no seio da comunidade evangélica da Assembleia de Deus, iniciou seu mandato na tribuna da Assembleia Legislativa cantando louvor e manifestando disposição de cumprir seu mandato dentro dos postulados da sua religião. Tem ocupado a tribuna para pedir ações do Governo nas mais diferentes áreas, demonstrando que está disposta a cumprir os compromissos que assumiu com o eleitorado durante a campanha.

São oito mulheres que parecem dispostas a demonstrar que podem fazer a diferença numa atividade ainda fortemente dominada por homens.

 

Ildon Marques diz que não pretende ser candidato em Imperatriz, a não ser…

Ildon Marques, em ação no Senado, quando assumiu temporariamente

“Não pretendo, não está nos meus planos e não estou interessado”. Foi o que respondeu o ex-prefeito e empresário Ildon Marques, ao ser indagado pela Coluna, à queima roupa, sobre se estaria no páreo para a Prefeitura de Imperatriz na corrida eleitoral do ano que vem. Mas, ao mesmo tempo, deixou entrever que o vírus da política, que segundo o ex-presidente José Sarney, é indestrutível, ainda o afeta, levando-o a admitir uma única possibilidade de pensar no assunto: se a candidatura lhe for oferecida pelo partido – o seu atualmente é o PP -, com a garantia de bancar as despesas de campanha, podendo aceitar ou recusar a proposta.

Numa conversa franca, Ildon Marques sinaliza que está de bem com a vida, que as suas empresas estão enfrentando a crise sem maiores traumas, e que ele, aos 73 anos, está em paz com ele mesmo. Os insucessos recentes nas urnas parecem não fazer a menor diferença, deixando no ar a impressão de que nunca teve a política como objetivo de vida, mas apenas como uma atividade de exercitar a sua cidadania, de preferência colaborando com a sociedade. “As empresas vão bem., crescendo dentro da realidade, e eu vou cuidando da minha vida de maneira simples, sem luxo e sem afetação”, revelou, sem em nenhum momento colocar a política num plano superior.

A possibilidade de vir a ser candidato a prefeito de Imperatriz – cidade que já governou como interventor (1995, nomeado por Roseana Sarney), em razão da cassação do prefeito, discípulo de Davi Alves Silva e envolvido com o crime organizado na região, e depois duas vezes como prefeito eleito com votações consagradoras – parece remota. A começar pela determinação aparentemente irrevogável de não usar um só centavo das suas empresas para cobrir gastos de campanha, como aconteceu várias vezes. E também pelo fato de que, como homem de larga experiência e cultura sólida, certamente tem clara a noção de que, por maior que seja o seu lastro como gestor público e empresário bem sucedido, existe uma nova realidade política em curso, que ele acompanha com atenção, mas sobre a qual não emite qualquer juízo de valor.

Em resumo, o empresário Ildon Marques voltou a se impor sobre o político Ildon Marques, condicionando severamente uma eventual candidatura a prefeito de Imperatriz.

São Luís, 10 de Março de 2019.

 

Fortes em São Luís, Flávio Dino e Edivaldo Holanda Jr. terão palavra final sobre candidato governista a prefeito

 

Flávio Dino e Edivaldo Holanda Jr. terão influência decisiva na escolha do candidato governista à Prefeitura de São Luís

A escolha do candidato governista à Prefeitura de São Luís na eleição do ano que vem será o resultado de um entendimento entre o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) e o governador Flávio Dino (PCdoB), hoje os dois mais importantes eleitores da Capital. E essa escolha, além do viés político, levará em conta a capacidade gestora e empreendedora do nome a ser escolhido, como também a sua experiência e capacidade de articulação política. A movimentação registrada até agora nesse campo é fruto da ação de pré-candidatos, e não de discussões sobre o assunto entre quem realmente pode dar as cartas nesse jogo, que são o prefeito e o governador. Os dois estão cautelosos sobre o tema, avaliam que ainda é muito cedo para bater martelo sobre candidatura e nem sequer fazem previsões de quando darão, de fato, a largada para valer nesse processo.

O prefeito Edivaldo Holanda Jr. ganhou força nos últimos tempos, depois de ter superado uma série de problemas urbanos que vinham desgastando fortemente sua gestão. Muito discreto em todos os sentidos, o prefeito também acha que ainda é cedo para definir o candidato. Além disso, no que lhe diz respeito, essa escolha será compartilhada com o senador Weverton Rocha, que presidente do PDT, e com quem debate todas as decisões políticas de peso que deve tomar. Até agora, Edivaldo Holanda Jr. não fez qualquer gesto que indicasse a sua preferência por esse o por aquele nome, pois sabe que se o fizer informalmente, causará uma crise no seu partido e na aliança liderada pelo governador Flávio Dino. O prefeito, portanto, só se manifestará sobre o assunto após afinar o discurso com o governador e com o senador. Até porque sabe que um gesto precipitado ou uma escolha errada poderá comprometer seriamente o seu futuro político, que só será desenhado com a posse do seu sucessor no Palácio de la Ravardière.

O governador Flávio Dino também mantém silêncio em relação à escolha do candidato à Prefeitura de São Luís. Mas não consegue esconder que alguns movimentos não previstos – como o convite para Luis Fernando Silva deixar a Prefeitura de São José de Ribamar para assumir a Secretaria de Programas Estratégicos, por exemplo – podem relacionados com a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr., deixando rolar um eletrizante processo de especulação. Com o prestígio turbinado em São Luís, onde seu Governo tem trabalhado intensamente, e por conta das posições políticas que vem tomando no plano nacional, principalmente com vistas à eleição presidencial de 2022, Flávio Dino vive o melhor momento da sua relação com a cidade. Esse affair com a Capital e o comando que exerce sobre a aliança partidária que construiu o tornam um eleitor privilegiado, com poder de fogo para influenciar fortemente na escolha do candidato do seu campo à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr..

Tanto o prefeito quanto o governador têm plena ciência de que São Luís funciona como um grande diferencial nas disputas eleitorais majoritárias do Maranhão. Ganhar por larga margem na Capital significa, na maioria das vezes, vencer a eleição majoritária no estado, já que o perdedor, via de regra, não consegue cobrir a diferença nos demais colégios eleitorais. Daí, conquistar a simpatia e o apoio da banda maior do eleitorado da Capital é item destacado de qualquer projeto político-eleitoral visando o estado como um todo. Não surpreende, portanto, que a escolha do candidato a prefeito seja uma tarefa tão especial no campo governista.

Ontem, uma fonte de peso da Coluna observo que a escolha do candidato a ser apoiado pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. e pelo governador Flávio Dino, e com apoio dos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) encontra-se ainda num estágio “embrionário”. Isso significa dizer que o prefeito Edivaldo Holanda Jr. e o governador Flávio Dino ainda não conversaram à sério sobre assunto, o que só deverá acontecer daqui a alguns meses.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PT pode lançar candidato próprio em São Luís, mas pensa também em emplacar o vice

Márcio Jardim e Honorato Fernandes: nomes lembrados por vozes do PT para disputar a Prefeitura de São Luís

Não será surpresa se o PT vier a se movimentar n o sentido de lançar candidato próprio à Prefeitura de São Luís. O partido faz parte da aliança comandada pelo governador Flávio Dino e é aliado do prefeito Edivaldo Holanda Jr., mas internamente há vozes pregando a agremiação lance candidatos próprios na Capital e nos maiores colégios, como Imperatriz, Caxias e São José de Ribamar e Pinheiro, por exemplo. O argumento é o de que o PT não pode continuar parecendo um partido estigmatizado pela perda do poder. Deve reagir a isso participando efetivamente das eleições no maior número possível de municípios, tentando fazer o maior número possível de prefeitos e vereadores. Para essas vozes, é imperativo que o PT tenha candidato na disputa em São Luís, reafirmando assim sua condição de partido identificado com as massas urbanas. Nessas conversas informais, dois nomes surgem como prováveis pré-candidatos, o vereador  Honorato Fernandes, que comanda o partido em São Luís, e o ex-secretário Marcio Jardim. Nada impede, no entanto, que o PT venha a apoiar o candidato que for escolhido pelo governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Jr.. De preferência indicando o candidato a vice, por exemplo.

 

Rogério Cafeteira ganha uma preocupação e um desafio com o desabamento da cobertura do Castelinho

Rogério Cafeteira, depende do apoio de Flávio Dino e do suporte de Clayton Noleto para reconstruir o teto do Castelinho Noleto

O desabamento do teto do Ginásio Georgiana Pflueger, o Castelinho, causado por um temporal na tarde de quarta-feira (7), deu ao novo secretário de Estado de Esporte e Lazer, Rogério Cafeteira, uma baita preocupação e um instigante desafio. Aprovado como líder do Governo na Assembleia Legislativa durante quatro anos, e agora, como ex-deputado, convocado pelo governador Flávio Dino para comandar a pasta, Rogério Cafeteira começa sua gestão com a preocupação de ter no chão, por desabamento, a cobertura da mais importante quadra esportiva do Maranhão, parte do complexo do Castelão, e o enorme desafio de reconstruí-lo o mais rapidamente possível. A ordem expressa do governador para a reconstrução não aliviará a preocupação do secretário de Esporte e Lazer, já que ele terá de fazer arranjos para compensar a falta temporária da praça esportiva. Ao mesmo tempo, enfrentará o desafio de ter a reconstrução concluída o mais rapidamente possível. Para tanto, Rogério Cafeteira contará com o apoio decisivo do governador Flávio Dino, que numa reunião de emergência, após o desabamento, autorizou o início imediato da reconstrução, e com o suporte do colega de secretariado Clayton Noleto, da pasta da Infraestrutura, a quem cabe a execução da obra.

São Luís, 08 de Março de 2019.

Corrida para a Prefeitura de São Luís ainda não tem nomes definidos, mas a movimentação já é intensa

 

Neto Evangelista, F=Duarte Jr., Osmar Filho, Rubens Jr., Luis Fernando Silva, Adriano Sarney, Wellington do Curso e Eliziane Gama: nomes para a Prefeitura de São Luís na eleição de 2020

Faltam ainda 19 meses, ou seja, exatos 570 dias, para as eleições municipais de 2020, mas a julgar pela intensa movimentação na seara dos partidos políticos, o cenário pré-campanha já ganha formas nítidas, com o avanço de um expressivo número de aspirantes às vagas de candidato. A maior movimentação envolve a corrida para a Prefeitura de São Luís, para a qual o governador Flávio Dino (PCdoB) atua com o objetivo de encontrar um candidato que represente todas as correntes da aliança que comanda, enquanto a Oposição, principalmente o Grupo Sarney emite sinais de que já trabalha um nome, o deputado estadual Adriano Sarney (PV), e em outro campo oposicionista, o deputado federal Eduardo Braide, ainda sem partido, continua sendo a grande incógnita dessa fase da disputa. Aguarda-se também uma manifestação do senador Roberto Rocha sobre o rumo que o PSDB tomará nessa corrida.

Na Capital, o cenário ainda é impreciso, principalmente pela não definição, ainda, do candidato governista. O prefeito Edivaldo Holanda Jr. e o senador Weverton Rocha se movimentam para emplacar um nome do partido, que pode ser o presidente da Câmara Municipal, vereador Osmar Filho (PDT), tendo como alternativa uma aliança com o DEM em torno do deputado estadual Neto Evangelista. Diretamente interessado na disputa, o Palácio dos Leões trabalha efetivamente com duas opções do PCdoB, o deputado estadual Duarte Jr. e o deputado federal Rubens Jr., que assumiu recentemente a Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, podendo ainda, numa hipótese remita, lançar o deputado federal Márcio Jerry. Uma terceira via foi especulada durante o carnaval, com o ainda não confirmado convite do governador ao prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), para uma super secretaria (Programas Estratégicos), de onde poderá ser catapultado para a condição de candidato a prefeito de São Luís. Assim, pelo que está posto, o candidato governista será objeto de muita negociação, ou poderá ser o mais votado de um pool de candidatos. Por isso, até agora qualquer afirmação sobre candidatura governista será mera especulação.

No campo oposicionista, dois nomes ganham peso. O primeiro é o deputado federal Eduard Braide, apontado como candidatável desde 2016, quando foi derrotado em disputa dura pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Eduardo Braide está sem partido, faz o jogo de pré-candidato, mas como tem um projeto bem mais abrangente do que o município de São Luís, relutado em se declarar candidato irreversível, pois sabe que se fizer tal declaração não poderá voltar atrás, tem ciência também de que sua eleição não é fato consumado, e de que mais uma derrota na Capital poderá complicar seus planos futuros. Por sua vez, o deputado Adriano Sarney tem partido, é parte de um grupo partidário (PV e MDB e outros partidos menores), tem o aval dos chefes desse grupo e, pelo que declarou à Coluna há alguns dias, está entusiasmado com a ideia de ser candidato, se anunciando como pré-candidato. A ex-governadora Roseana Sarney e o ex-suplente de senador Lobão Filho também são lembrados para disputar a Prefeitura de São Luís pelo Grupo Sarney, mas fontes próximas aos dois desanimam as especulações, praticamente descartando os dois projetos.

Ainda na seara oposicionista, o PSDB tenta se recompor, estando o senador Roberto Rocha avaliando a possibilidade de fechar em torno do deputado estadual tucano Wellington do Curso – o 3º colocado do pleito de 2016 -, que ainda não se declarou pré-candidato, como também poderá apostar numa aliança, provavelmente com o Grupo Sarney, podendo indicar o candidato a vice, como o próprio senador Roberto Rocha o foi, então pelo PSB, na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Jr, em 2012. E no campo da esquerda, o PSOL e o PSTU vêm sinalizando que terão candidatos próprios no primeiro turno, mas só definirão nomes em reuniões partidárias que realizarão no segundo semestre.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Se Luis Fernando deixar Prefeitura, a guerra sucessória em São José de Ribamar terá desfecho imprevisível

Sem Luís Fernando, Prefeitura poderá ser disputada por Eudes Sampaio, Gil Cutrim e Jota Pinto

A eventual renúncia do prefeito Luis Fernando Silva (PSDB) para assumir a Secretaria de Estado de Programas Estratégicos, atendendo a convite do governador Flávio Dino, passando o cargo para o vice-prefeito Eudes Sampaio (PTB), abrirá um grande flanco na corrida sucessória em São José de Ribamar. Luis Fernando seria naturalmente candidato à reeleição com largas chances de vencer o pleito, o que desanimaria vários aspirantes a candidato. Sem ele, o candidato natural será o prefeito Eudes Sampaio, que terá seu apoio, mas enfrentará concorrência pesada. A ausência de Luiz Fernando aumentaria fortemente o poder de fogo da família Cutrim, com a possibilidade de o ex-prefeito e hoje deputado federal Gil Cutrim (PDT) tentar voltar ao comando do município com o aval do senador Weverton Rocha. Além disso, corre a informação de que, caso Luis Fernando sair mesmo, o ex-deputado Jota Pinto (??) aguardará o momento certo para lançar sua candidatura a prefeito, o que, se confirmado. O fato é que, se Luis Fernando Silva permanecer e se candidatar à reeleição, terá poucos adversários e muito provavelmente se reelegerá. Mas se deixar o cargo, o desfecho da corrida para a Prefeitura da Cidade do Padroeiro será rigorosamente imprevisível.

 

Josimar de Maranhãozinho quer sair das eleições municipais com cacife pesado para 2022

Josimar de Maranhãozinho conta com aliados fiéis, como a deputada Detinha, sua mulher

Numa conversa com jornalistas, há algumas semanas, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PR), revelou que foi campeão de votos porque foi votado em 214 municípios e que montou estrutura em mais de 100. Agora, para as eleições municiais, o parlamentar aposta seu partido poderá ter candidato em pelo menos 80 municípios, com a perspectiva de sair das urnas com pelo menos 40 prefeitos. Os números parecem ambiciosos demais para o comando de um deputado federal, mas em se tratado de Josimar de Maranhãozinho, nada parece impossível no campo político-eleitoral. Um levantamento rápido revela que ele tem hoje o controle político dos municípios de Maranhãozinho, Centro do Guilherme e Zé Doca, onde sus irmã é prefeita, além de exercer forte influência sobre pelo menos uma dezena de prefeituras, cujos titulares são aliados fiéis. Liderando hoje um deputado federal (Júnior Lourenço) e quatro deputados estaduais (Detinha, Hélio Soares, Vinícius Louro e Leonardo Sá) e exibindo um espantoso poder de articulação, Josimar de Maranhãozinho quer sair das eleições municipais com cacife para sentar na mesa de decisões para 2022.

São Luís, 06 de Março de 2019.

Se confirmada, a ida de Luis Fernando para o Governo Flávio Dino pode ter desdobramentos políticos surpreendentes

 

Luiz Fernando Silva entre Carlos Brandão e Flávio Dino: boa relação com o governador e o vice, não sendo, portanto, problema sua ida para o Governo

Poucas vezes, em tempos recentes, uma possibilidade política gerou expectativa e especulações tão intensas como o ainda suposto convite do governador Flávio Dino (PCdoB) ao prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), para que este assuma a já criada Secretaria de Estado de Programas Estratégicos, dando uma dimensão muito maior à reforma administrativa que mudou titulares de 12 pastas. Os vieses dessa ainda não confirmada iniciativa do governador são vários, e vão muito além da simples convocação de um quadro de excelência para cuidar de uma pasta destinada a turbinar a economia do Maranhão. Há quem garanta que o convite foi aceito e que Luis Fernando Silva já estaria se preparando para passar o comando da Prefeitura ao seu vice, Eudes Sampaio (PTB), para se tornar figura de proa no secretariado do Governo Flávio Dino, e com isso consolidar mais ainda a fama de bom estrategista que embala o governador na seara política.

Para começar, examinando o cenário numa ótica em que o convite foi feito e aceito, as bases desse acordo são certamente muito mais amplas e sólidas do que aparentam à primeira vista. Afinal, Luiz Fernando Silva abrirá mão do comando do 5º maior e mais importante município do Maranhão, onde tem prestígio, força e a última palavra sobre tudo, e com direito a tentar a reeleição em 2020, para se tornar um secretário sob a direção firme e indiscutível de um governador forte e bem avaliado. Aparentemente, ao aceitar o convite, Luis Fernando Silva estará dando um passo atrás, deixando de ser chefe para ser chefiado. Mas nesse jogo, as aparências costumam enganar os que não têm o cuidado de medir e pesar os mais diferentes aspectos que envolvem a equação ainda supostamente montada pelo governador.

Se pretende, de fato, dar a guinada de galvanizar o Governo com programas estratégicos nas mais diferentes áreas, o governador Flávio Dino terá batido na porta certa. Com mais de três décadas no serviço público, sempre em áreas de importância capital – foi auditor-geral do Estado, secretário de Educação, de Infraestrutura e da Casa Civil, e dois mandatos e meio de prefeito de São José de Ribamar -, Luis Fernando Silva é um quadro de ponta, dotado de rara competência e de visão macro acima da média, o que lhe dá cabedal para ocupar uma paste dessa natureza e que guarda desafios que só poucos – muito poucos mesmo – são capazes de encarar e vencer. Por esse viés, a suposta escolha do governador será um tiro no centro do alvo.

Pelo viés político, que guarda muitas sutilezas, o convite soa incomum. Afinal, a relação do prefeito ribamarense com o governador é boa, saudável, mas sem intimidade que torne o primeiro um seguidor fiel e incondicional do segundo. Aos 64 anos, com uma trajetória política e eleitoral bem-sucedida até aqui, Luis Fernando Silva está no melhor da sua capacidade de gestor, podendo coroar essa trajetória dando um banho de competência e eficiência à frente da pasta. Por outro lado, o prefeito não esconde que sonha voar mais alto, o que torna o suposto convite do governador Flávio Dino a abertura de uma enorme porta nessa direção. Vale lembrar em que 2014, enquanto foi pré-candidato a governador, tendo Flávio Dino como adversário, Luís Fernando Silva apareceu nas pesquisas como um nome capaz de, pelo menos, endurecer a disputa com o candidato do PCdoB. Daí serem absolutamente plausíveis as especulações dando conta da inclusão de candidatura majoritária no convite.

No campo político, a Prefeitura de São José de Ribamar é o fator gerador de tensão no projeto do governador de levar o prefeito para o Governo. Se deixar o cargo, Luis Fernando Silva deixará campo aberto para o ex-prefeito e atual deputado federal Gil Cutrim (PDT) investir pesado para retomar, com o apoio ostensivo do senador Weverton Rocha (PDT), o espaço político que perdeu com a volta do antigo prefeito, de quem foi vice, ao poder. Fora da Prefeitura, mesmo forte no Governo, Luis Fernando Silva correrá o risco de perder o controle da sua única e forte base eleitoral.

Nesse contexto de prós e contras, não se pode descartar que, além de viabilizar metas da Secretaria de Estado de Programas Especiais, o prefeito de São José de Ribamar poderá estar nos plenos políticos do governador para ser candidato a um mandato majoritário. Do contrário, fica no ar a seguinte indagação: o que ganhará Luis Fernando Silva além do reconhecimento de bom gestor, que já tem de sobra?

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Briga nos municípios envolverá membros da base governista e manterá o Palácio dos Leões em estado de alerta

Fábio Gentil e Cleide Coutinho: campos opostos, disouta dura e com o governador Flávio Dino no meio

O Palácio dos Leões vai acompanhar com atenção as montagens que envolverão segmentos da sua base para a disputa por prefeituras em todo o Maranhão. Há alguns casos em que o governador Flávio Dino precisará de muita habilidade e paciência para administrar as tensões.

Em Caxias, por exemplo, o governador ficará em situação delicada entre as forçar em confronto, a Situação, comandada pelo prefeito Fábio Gentil (PRB), apoiado pelo pai, o deputado Zé Gentil, e da Oposição, que tem à frente a deputada Cleide Coutinho (PDT). Outro caso acontecerá em Barra do Corda, onde dois aliados, os deputados Fernando Pessoa (SD) e Rigo Teles (PV) já estão em confronto aberto. Em Presidente Dutra estão em clima de confronto os deputados Daniella tema (DEM) e Ciro Neto (PP). Em Pinheiro, apesar dos acordos em vigor, deve haver uma disputa envolvendo o prefeito Luciano Genésio (PP), apoiado pela deputada Thaíza Hortegal (PP), e a Oposição, representada pelo deputado (PCdoB). São apenas algum exemplo que sinalizam que o “bicho vai pegar”, em muitos municípios, principalmente os que têm representantes fortes com mandatos legislativos.

 

MDB pode realizar convenção em Março para eleger nova direção, mas poderá dar mais tempo a João Alberto

João Alberto tentará acordo com Roberto Costa e Hildo Rocha

Todos os sinais indicam que o presidente do MDB, ex-governador João Alberto, vai antecipar a convenção do partido para meados de março e decidir de vez com quem ficará o comando do partido, se com o deputado estadual Roberto Costa, que mantém enfaticamente sua candidatura a presidente liderando a ala jovem do partido, ou o deputado federal Hildo Rocha, que representa a ala tradicional, liderada pela ex-governadora Roseana Sarney. João Alberto tem dito a interlocutores que vai tentar uma solução negociada para a crise que vem desgastando o MDB desde a fragorosa derrota sofrida pelo partido nas urnas em 2018. Mas não será surpresa de as duas correntes em guerra negociarem um acordo pelo qual João Alberto permaneça à frente do partido por mais alguns meses, até que seja encontrada uma solução.

São Luís, 03 de Março de 2019.

Nova Assembleia completa primeiro mês com saldo positivo: indicações, votações, debates e refregas regionais

 

Acima: Othelino Neto comanda a nova Assembleia onde têm atuado bem os novos deputados Duarte Jr.. Daniella Tema e Thaíza Hortegal. Embaixo: ZéGentil e Cleide Coutinho dão provas de maturidade política controlando diferenças

Além de expedientes formais, o Diário da Assembleia, o órgão oficial das informações do Poder Legislativo, tem circulado com recheios excepcionais desde que a 19ª Legislatura foi iniciada, no dia 3 de Fevereiro, com a composição do parlamento estadual   amplamente renovada, abrigando principalmente integrantes da nova safra de políticos do Maranhão. O recheio do Diário Oficial da Alema são indicações, por meio das quais os deputados, principalmente os marinheiros de primeira viagem, recomendam ao governador Flávio Dino (PCdoB) construir uma estrada aqui, uma escola ali, um poço artesiano acolá, uma ponte mais adiante, dando vazão a compromissos que assumiram durante a campanha eleitoral. Houve também ações bem-sucedidas, como projeto de Lei de autoria do deputado Zé Gentil (PRB), que inclui o tipo sanguíneo como informação obrigatória na Carteira de Identidade.

Esse ambiente de alinhamento, mas também de tensões, vem sendo conduzido com maestria pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), ele tem trabalhado no sentido de manter o clima de harmonia na Casa, independentemente das diferenças que se evidenciam no plenário e nos bastidores.

Os novos deputados não decepcionaram, pelo menos até aqui. Todos parecem motivados com o pontapé inicial das suas carreiras no parlamento, não apenas no que respeita ao processo legislativo em sim, mas também por um posicionamento político pessoal mais abrangente, que vai dos problemas dos longínquos municípios, passando pelos desafios do Estado e segue em frente até o panorama nacional. Neste primeiro mês, além do deslumbramento com os encantos da vida parlamentar, com a magia do prestígio e do poder que o mandato atrai, mas também houve embates duros, como a reação do jovem deputado Duarte Jr. (PCdoB) a uma provocação do tarimbado deputado César Pires (DEM) sobre supostos desvios no Governo.

Na linha dos embates, questões regionais tensas vieram à tona, causando estremecimentos que causaram tensão no plenário. O estado de guerra que movimenta a política em Barra do Corda veio à tona tendo por um motivo politicamente prosaico, a má fase do Cordino, o time de futebol que é o orgulho e o mimo dos barra-cordenses. O debate sobre a situação do clube fez emergir um duro bate-rebate entre os deputados o experimentado Rigo Teles (PV), que é o decano da Casa, com sete mandatos consecutivos, e Fernando Pessoa (SD), que atuam em campos opostos no município e na região. Os dois deputados atacaram-se com a mesma acusação de má gestão do clube, numa demonstração clara de que os dois são inconciliáveis.

Num outro viés, os três deputad0s de Caxias – Cleide Coutinho (PDT), Zé Gentil (PRB) e Adelmo Soares (PCdoB), que alimentam posições cerradas na política municipal, estão dando um raro exemplo de civilidade, mas sem que nenhum deles tenha aberto mão das suas posições no tabuleiro caxiense. Ninguém duvida de que essas diferenças se acentuarão com a aproximação das eleições municipais, no ano a que vem, com a grande disputa pelas Prefeituras.

No plano das influências de grupo, os oito médicos estão fazendo a diferença, porque sempre entram forte no debate sobre esse ou aquele problema na área da Saúde. Não estivesse cuidando bem da área, sob a responsabilidade do secretário Carlos Lula, o Governo teria dificuldades para enfrentar a pressão da chamada “Bancada de Branco”.

A boa novidade é o grande número de mulheres. No primeiro mês, todas elas se manifestaram, todas emitindo fortes sinais de que estão dispostas a ocupar, de fato, espaço amplo na política. Além das experientes Cleide Coutinho (PDT) e Helena Duailide (SD), boas surpresas pelos discursos e pelas iniciativas, caso de Daniella Tema (DEM), que vem se posicionando com bom discurso, e de Thaíza Hortegal, que além de se manifestar com clareza, propôs e conseguiu criar uma frente parlamentar de Defesa das Barragens. Depois de cantar um louvor na tribuna, Mical Damasceno (PTB) tem ocupado a tribuna para reivindicar benefícios para as suas áreas de atuação. Campeã de votos, a deputada Detinha (PR) atua discretamente, como quem ainda está estudando o terreno, mas é visível a sua importância como articuladora política, papel que também vem sendo exercido pela deputada Andreia Rezende (DEM), cuja simpatia é contagiante.

Não é possível ainda traçar um perfil mais preciso da nova Assembleia Legislativa, embora já se saiba das suas posições, por exemplo, em relação ao Governo do Estado: 36 dos 42 integram a base de apoio do governador Flávio Dino.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pergunta que já corre nos bastidores: qual será o futuro do prefeito Júlio Pinheiro?

Júlio Pinheiro ainda não tem futuro definido

Uma pergunta está sendo feira com frequência no meio político de São Luís: qual será o destino do vice-prefeito Júlio Pinheiro (PCdoB)? Até agora, nenhum gesto ou movimento foi feito no sentido de respondê-la, enquanto ele continua cumprindo o seu papel de maneira clara e eficiente, dando ao prefeito Edivaldo Holanda Jr. as condições necessárias. Professor de carreira e líder sindical da categoria, o vice-prefeito tem tido um papel importante nas negociações com os professores e outras categorias. E no que diz respeito à política, especula-se nos bastidores que ele seria uma espécie de reserva do PCdoB para disputar a vaga a ser aberta por Edivaldo Holanda Jr., caso haja algum problema na composição de uma aliança para 2020. Discreto, mas presente em todos os atos do Município e do Estado, dando a entender que está no jogo. Finalmente, comenta-se que Júlio Pinheiro está se cacifando para encarar as urnas em busca de uma cadeira na Câmara Municipal.

 

Luis Fernando Silva mergulha no silêncio diante de especulações (?) sobre sua saída da Prefeitura

Luis Fernando Silva

Em meio às especulações segundo as quais deixará a poderosa Prefeitura de São José de Ribamar para assumir a Secretaria de Projetos Estratégicos, que está sendo criada pelo governador Flávio Dino, o prefeito Luís Fernando Silva (PSDB) mergulhou no mar da discrição. O seu silêncio obstinado sugere que tal negociação está de fato em curso, estando ele cuidando de adubar terreno para que sua saída não tenha impacto maior, mas também pode ser que tudo não passaria de zumzum sem fundamento. Mas se, de ato, tal projeto estiver na mesa do governador Flávio Dino e Luiz Fernando Silva topar, será uma guinada radical na agenda política e administrativa na Cidade do Padroeiro, um movimento ousado do governador, e um passo definitivo do prefeito ribamarense. Vale aguardar.

São Luís, 02 de Fevereiro de 2019.

Com o desafio de dar sobrevida ao Grupo, Adriano Sarney se declara pré-candidato a prefeito de São Luís

 

Adriano Sarney quer encarar o desafio de representar o Grupo numa disputa em São Luís

“O Grupo Sarney tem pré-candidato à Prefeitura de São Luís. Sou  eu”.  A afirmação, feita de maneira categórica, partiu do deputado estadual Adriano Sarney (PV), ontem, no plenário da Assembleia Legislativa, numa conversa informal com o titular da Coluna e com o blogueiro Diego Emir. O parlamentar não citou nenhum outro nome, deixando no ar a impressão de que a cúpula do Grupo liderado por seu avô, o ex-presidente José Sarney (MDB), está de fato trabalhando com essa possibilidade. “E eu estou pronto para ser o candidato”, acrescentou Adriano Sarney, reconhecendo, com visível franqueza, que, se entrar mesmo na corrida ao Palácio de la Ravardière, poderá enfrentar candidatos com elevadíssimo poder de fogo político e eleitoral, como o deputado federal Eduardo Braide (sem partido) e os deputados estaduais Neto Evangelista (DEM), Duarte Jr. (PCdoB) e Wellington do Curso (PSDB), ou ainda um nome que reúna o apoio dos principais partidos da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), como o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), entre várias outras possibilidades.

Primogênito da terceira geração da linhagem política iniciada por José Sarney e único sobrevivente da família no crivo das urnas em 2018 – seu pai, Sarney Filho, não conseguiu eleger-se senador, e sua tia, Roseana Sarney, foi derrotada para o Governo do Estado -, o que lhe dá a enorme responsabilidade de mantê-la viva na seara política estadual, o deputado Adriano Sarney não esconde a consciência que tem do seu papel no contexto familiar e no seu campo político. Tanto que lidera uma bancada de três deputados sem unidade, mas sem abrir mão de fazer Oposição sem trégua ao Governo Flávio Dino, mesmo ciente de que não tem qualquer chance de sequer arranhar a bem armada muralha governista. É nesse contexto que Adriano Sarney se apresenta como pré-candidato a prefeito de São Luís.

O parlamentar do PV sabe que, em princípio, o cenário não lhe é favorável, por conta de dois fatores básicos. O primeiro é que o tabuleiro da política ludovicense está fortemente ocupado pela aliança comandada pelo governador Flávio Dino, tendo no momento o PDT como detentor do controle da máquina municipal; e o segundo é que historicamente o Grupo Sarney nunca venceu uma eleição para prefeito de São Luís, mesmo quando José Sarney foi presidente da República – naquele período a banda sarneysista sofreu duas derrotas, uma com o candidato Jaime Santana (PFL), derrotado por Gardênia Castelo (PDS), em 1985, e outra com Jackson Lago (PDT), que derrotou a Carlos Guterres (PMDB), candidato da aliança Sarney/Cafeteira, em 1988. Adriano Sarney sabe que suas chances nessa corrida são reduzidas, mas minimiza a perspectiva desfavorável com o argumento de que, independentemente do cenário pouco estimulante, é mais inteligente entrar na luta do que dela se omitir.

– É bom para mim e para o nosso grupo ser candidato a prefeito – avalia, parecendo estar movido pela máxima esportiva segundo a qual “o importante é competir”.

Ao afirmar ser pré-candidato a prefeito de São Luís, o deputado Adriano Sarney dispara uma ducha de água fria nas especulações que sugeriram uma série de nomes como potenciais pré-candidatos do Grupo Sarney. Três exemplos: a arquiteta e presidente nacional do IPHAN, Kátia Bogea – que também disse a vários interlocutores que não está interessada na disputa, preferindo continuar onde está -, o empresário e ex-suplente de senador Lobão Filho (MDB), e a própria ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que teria admitido a possibilidade de candidatar-se em conversa com aliados. Não será surpresa se a pré-candidatura de Adriano Sarney seja mais que um projeto pessoal e que a cúpula do restou do sarneysismo esteja mesmo enxergando nele o caminho para restaurar pelo menos parte do poder que já exerceu no Maranhão.

E a julgar pelo ânimo com que o parlamentar se proclama pré-candidato ao Palácio de la Ravardière, é provável que ele já esteja escalado para entrar na guerra pesada que será a disputa de 2020, a começar pelo fato de que a aliança comandada pelo governador Flávio Dino está determinada a continuar no   comando da Capital elegendo o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rildo Amaral prevê que se os aliados de Flávio Dino se juntarem, a aliança vencerá a eleição em Imperatriz

Rildo Amaral afirma estar na corrida para ser o candidato de uma aliança dinista à Prefeitura de Imperatriz

Se o governador Flávio Dino entabular um acordo que contemple seus aliados, não há dúvidas de que o candidato que for lançado por seu grupo será eleito prefeito de Imperatriz, o segundo maior e mais importante município do Maranhão, hoje controlado pelo MDB, exatamente porque as correntes aliadas de Flávio Dino não se uniram em 2016. A avaliação é do deputado estadual Rildo Amaral (SD), que aponta como pré-candidatos da aliança dinista o deputado Marco Aurélio (PCdoB), atual líder do Bloco governista na Assembleia Legislativa, o secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, e ele próprio.

Com a segurança e a autoridade de quem se elegeu três vezes vereador em Imperatriz e de lá saiu com 23 mil votos na corrida à Assembleia Legislativa, o deputado Rildo Amaral avalia que o prefeito Assis Ramos (MDB) será candidato forte à reeleição, mas não terá cacife para se reeleger se as correntes aliadas ao governador Flávio Dino se mobilizarem em torno de um candidato, que poderá ser ele próprio. Isso porque Assis Ramos irá para as urnas sem uma base de apoio forte, já que as forças ao Grupo Sarney na antiga Vila do Frei foram dizimadas nas eleições de 2018. Nem o empresário Ribinha Cunha (PSC), que ficou em quarto lugar na disputa municipal de 2016, apoiado pelo então prefeito Sebastião Madeira (PSDB) e derrotado fragorosamente em 2018 como vice na chapa de Roseana Sarney, terá ânimo para entrar na briga pela Prefeitura.

A avaliação do deputado Rildo Amaral – que responde a cada pergunta com a precisão de quem sabe exatamente o que está dizendo – parece fazer todo sentido, já que até aqui não há sinais de que o prefeito Assis Ramos tenha encantado os imperatrizenses com um Governo espetacular nem que haja uma força emergente na corrida para a Prefeitura. Isso mesmo levado em conta o fato de que o ex-prefeito Sebastião Madeira, ainda curando as feridas acusadas pelo desastre tucano em 2018, esteja saindo da inércia e começando a se movimentar para procurar o caminho das urnas de 2020.

 

Já presidente da Comissão de Saúde, Helena Duailibe assume a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa

Helena Duailibe (de branco) no ato da posse, tendo os deputados Adelmo Soares e Rigo Teles à esquerda e as deputadas Daniella Tema e Thaíza Hortegal à direita.

A Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa já tem nova titular: a deputada Helena Duailibe (Solidariedade). Ela foi eleita por unanimidade e empossada na quarta-feira (27) para comandar o órgão legislativo no biênio 2019/2020. Helena Duailibe será a segunda deputada a exercer o cargo, que foi criado em 2016 e assumido pela então deputada Valéria Macedo (PDT), que o exerceu por dois anos. Com a posse, Helena Duailibe amplia fortemente seu espaço de influência na atual legislatura, já que há duas semanas foi eleita para a presidência da movimentada e influente Comissão de Saúde da Casa.

Ao empossá-la, o presidente Othelino Neto (PCdoB) desejou êxito à deputada Helena Duailibe e assegurou que ela terá todas as condições necessárias para cumprir sua missão com desvelo, de modo a valorizar o espalho de promoção de políticas públicas de proteção da mulher. O presidente da Assembleia manifestou plena certeza de que, sob o seu comando de Helena Duailibe, o trabalho da Procuradoria continuará sendo desenvolvido de forma brilhante, a exemplo do que aconteceu com a primeira procuradora, a deputada Valéria Macedo (PDT), no biênio 2016/2018. “Conte com todo o apoio desta Presidência para que a Procuradoria da Mulher continue sendo espaço de combate a práticas tão nocivas que, infelizmente, ainda hoje assustam a sociedade brasileira”, enfatizou Othelino Neto.

Helena Duailibe disse que terá a grande responsabilidade de dar continuidade ao trabalho iniciado pela ex-deputada Valéria Macêdo. E informou que buscará alternativas junto a todos os segmentos que trabalham com a causa das mulheres, fazendo com que políticas públicas de prevenção sejam cada vez melhor implementadas, de modo a enfrentar questões dramáticas como a do feminicídio, por exemplo.

– Não podemos mais ouvir nos noticiários que pessoas foram assassinadas. Nós temos que trabalhar políticas de prevenção. Vai ser um grande desafio. Vamos procurar informar as mulheres dos seus direitos e onde elas podem buscar as ações. Este vai ser o grande elo nosso com as mulheres – acentuou Helena Duailibe.

São Luís, 28 de Fevereiro de 2019.

Marcelo Tavares, Rodrigo Lago, Rubens Jr. e Márcio Jerry formam time de articuladores políticos de Flávio Dino

 

Marcelo Tavares, Rodrigo Lago, Rubens Jr. e Márcio Jerry formam o time de articuladores políticos do Governo

A nova composição do secretariado, a ampla base na Assembleia Legislativa, a nítida vantagem nas representações no Congresso Nacional, as alianças na esmagadora maioria dos municípios e a completa desarticulação do Grupo Sarney como Oposição fazem com que o governador Flávio Dino (PCdoB) tenha uma situação política confortável no front interno, o que lhe dá condições para ampliar suas relações no plano nacional. Mas o governador, que   há muito integra no seleto clube das raposas, certamente já aprendeu que em política esse conforto não é de todo sólido e que mantê-lo requer um monitoramento permanente, evitando uma rachadura aqui, um pavio aceso ali, uma trombada acolá. Daí porque, além dele próprio, o governador mantém na sua equipe assessores com estatura e habilidade para consertar fissuras e apagar incêndios ao menor sinal de fumaça, como o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), um articulador hábil e eficiente, o novo secretário de Comunicação e Articulação Política, Rodrigo Lago, já traquejado no jogo pelo poder, o deputado federal licenciado Rubens Jr. (PCdoB), que também ajudará na seara política, e o deputado federal e presidente estadual do PCdoB Márcio Jerry, que é de longe o mais ativo e mais, autorizado porta-voz político do Governo Flávio Dino.

Licenciado do mandato de deputado estadual, Marcelo Tavares reassumiu o comando da poderosa Casa Civil, que é o elo do governador com o resto do mundo, com a tarefa de manter a aliança sem traumas, conversando com todos os representantes partidários. Marcelo Tavares vira e mexe se desloca para a Assembleia Legislativa, onde conversa com deputados da base e da Oposição para acertar os ponteiros em relação a matérias de interesse do Governo sempre que algum projeto. Agora mesmo, a julgar pelo que vêm especulando alguns blogs e jornais, Marcelo Tavares estaria com a tarefa de fazer uma interlocução entre o governador Flávio Dino e o prefeito de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva (PSDB), com o objetivo fazê-lo deixar o cargo para assumir um cargo de peso no Governo.

O advogado Rodrigo Lago foi escalado a Secretaria de Comunicação e Articulação Política para cuidar da área de Comunicação, que é de importância capital para o Governo, e também para funcionar como articulador político, fazendo a interlocução com os canais que formam a base partidária do Governo. Houve quem se surpreendeu com a escolha, sob o argumento de Rodrigo Lago é um craque em Direito Eleitoral, mas não talhado para a articulação. Ledo engano. Ao mesmo tempo em que lhe deu suporte jurídico, Rodrigo Lago foi um dos principais articuladores políticos do grande movimento que levou o Flávio Dino poder em 2014. Tanto que recebeu do governador a tarefa ajudar na tessitura da rede de apoios que consolidou a aliança vitoriosa nas urnas. Além do mais, traz no gene o DNA político dos Lago, explorado com muita competência pelo pai, o ex-deputado Aderson Lago.

Convocado para a Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o deputado federal Rubens Pereira Jr. certamente fará parte do grupo de articuladores do Governo. Cria política do ex-deputado Rubens Pereira, por muitos apontado como um craque nos bastidores, Rubens Jr. traz para o tabuleiro do jogo político estadual uma boa experiência adquirida nos seus mandatos parlamentares, principalmente o de deputado federal, ao longo do qual atuou com o um dos nomes mais destacados da bancada federal do PCdoB. Deverá receber tarefas políticas do governador Flávio Dino.

A ida para a Câmara Federal como o terceiro mais votado da bancada maranhense não tirou Márcio Jerry da linha de frente nas articulações políticas do Governo. Em Brasília, será o porta-voz do Palácio dos Leões. E mesmo estando em Brasília, além da interlocução que mantém com o governador Flávio Dino, o deputado Márcio Jerry permanece firme e inabalável no comando do braço maranhense do PCdoB. Não há dúvidas de que o agora parlamentar continuará como o principal conselheiro político do governador e participará de todas as decisões o chefe tomará nesse campo.

Esse time de dará o suporte que o governador Flávio Dino precisa para poder se movimentar com mais liberdade e desenvoltura na seara política, inclusive para construir a plataforma que precisará para entrar na corrida presidencial. Mas sem mudar um dado essencial: ele tem a última palavra.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Cleones Cunha assume comando do TRE prometendo varrer resquício que possa sugerir fraude no sistema eleitoral

Entre o governador Flávio Dino e o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto, o desembargador Cleones Cunha toma posse no comando da Justiça Eleitoral

A Justiça Eleitoral do Maranhão tem novo comando desde ontem. O desembargador Cleones Cunha é o novo presidente e o desembargador Tyrone Silva é o vice-presidente e corregedor eleitoral. A posse se deu em concorrida sessão solene com a presença do governador Flávio Dino, o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto (PCdoB) e do presidente do Poder Judiciário, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, e muitos políticos, especialmente deputados estaduais.

No seu discurso, o novo chefe maior da Justiça Eleitoral no Maranhão mandou um recado contundente aos que duvidam da eficiência e da correção da instituição:  “Aqui, defende-se o direito de escolha do povo! O exercício da democracia! A soberania popular! Defende-se a liberdade e o futuro de nosso país! Aqui, nos casos de tentativa de burla à lisura do processo eleitoral, de abuso de poder político e econômico, de propaganda eleitoral ilegal, sanamos as irregularidades porventura existentes na eleição”.
Continuando, avisou que extirpará do sistema que possa gerar uma suspeita de fraude:  “Iniciamos, há pouco, um novo ano e, agora, um novo ciclo preparatório para as próximas eleições municipais. E, justamente por ter como norte a função primordial desta justiça especializada de tornar cada vez mais ético o nosso sistema eleitoral, focarei esta gestão no aprimoramento e conclusão do processo de recadastramento biométrico, objetivando assegurar a idoneidade do cadastro eleitoral e extirpar qualquer resquício que possa existir de fraude eleitoral; e na implantação do Processo Judicial Eletrônico nas zonas eleitorais para otimizar e propiciar maior efetividade à prestação jurisdicional. Darei, assim, continuidade às implementações já iniciadas pelas gestões que me antecederam”.

É isso.

 

Novos secretários da Mulher e do Turismo têm desafios gigantescos para enfrentar

Os 12 novos secretários do Governo Flávio enfrentarão dificuldades e obstáculos a vencer nas pastas que assumiram, mas dois, em especial, Ana Mendonça, a quem foi entregue a Secretaria de Estado da Mulher, e Antônio José Bittencourt de Albuquerque Jr., que comandará a Secretaria de Estado do Turismo, terão nas suas pastas desafios gigantescos.

Ana Mendonça tem um grande desafio ao assumir a Secretaria da Mulher

Ana Mendonça, que deixou a Assembleia Legislativa para comandar uma pasta que exigirá dela sensibilidade, compreensão profunda da realidade social e econômica do Maranhão e, mais do que isso, coragem e determinação para colocar na agenda prioritária do Governo a questão da mulher sob todos os aspectos, da concepção ao feminicídio, passando pela condição socioeconômica e cultural. De origem humilde, Ana Mendonça – ou Ana do Gás, como é mais conhecida – traz na sua própria História sinais de quem teve de superar obstáculos para chegar onde chegou com a sua dignidade intacta, e por isso certamente tem uma noção muito clara do que é ser mulher na sociedade onde atua como política. Sua escolha para a pasta é, na verdade, uma oportunidade excepcional para que ela demonstre que conhece a realidade da mulher no Maranhão e que sabe o que deve ser feito para mudá-la para melhor. Num prenúncio de que caminhava para se tornar secretária, a deputada Ana Mendonça fez dois discursos abordando a questão da Mulher. Os dois com início meio e fim, sinalizando que ela chegaria lastreada no cargo. Resta aguardar a prática.

Antônio José Jr tem o desafio de dar grandeza á área de turismo

Antônio José Bittencourt de Albuquerque, advogado por formação e com forte envolvimento com a política, a exemplo do pai, o vereador e atual presidente da Câmara Municipal de Caxias Antônio José Bittencourt de Albuquerque, o Catulé, assumiu a pasta do Turismo com o desafio de explorar ao máximo o excepcional potencial turístico do Maranhão. O novo secretário que recebeu a incumbência de transformar o Turismo, que vinha sendo tratado em plano secundário como parte da pasta da Cultura, numa para de ponta e de referência, tornando-a também um pilar da base econômica do estado. Nos bastidores do Governo corre que Antônio Bittencourt de Albuquerque Jr., por muitos conhecido como Catulezinho, tem preparo de sobra para encarar um desafio dessa envergadura. É um excelente começo.

São Luís, 26 de Fevereiro de 2019.