Corrida sucessória: aumenta o leque de opções que podem levar à frente o ciclo de mudanças iniciado em São Luís

 

O majestoso Palácio de la Ravardière, sede da Prefeitura de São Luís festejado pelo prefeito Edivaldo Jr. e pelo governador Flávio Dino na abertura do período natalino. Ali o futuro mandatário, que pode ser um escolhido pelos dois líderes, vai dar as cartas a partir de janeiro de 2021.

A escolha de candidatos à sucessão de Edivaldo Holanda Jr. (PDT) na Prefeitura de São Luís será uma tarefa muito complicada. Não por causa de fatores partidários nem por escassez de candidatos, mas exatamente pelo grande número de personalidades com perfil político, técnico e ético perfeitamente ajustado às exigências do cargo. Ontem, por exemplo, o presidente eleito da Câmara Municipal, vereador Osmar Filho foi apontado como uma das opções do PDT para disputar a sucessão municipal, no mesmo dia em que a senadora eleita Eliziane Gama (PPS) foi colocada na corrida sucessória municipal, dois dias depois de a atual presidente do Iphan, Kátia Bogea (sem partido), ter sido apontada como uma opção de peso para a disputa. Isso num cenário em que já pontificam o deputado federal eleito Eduardo Braide (PMN), o deputado federal eleito Bira do Pindaré (PSB), o deputado estadual eleito Duarte Jr. (PCdoB), o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (DEM), e o deputado federal Victor Mendes (MDB). Outros nomes estão sendo cogitados, de modo que o leque de opções aumenta em número e qualidade. Todos observados  com atenção pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr., que vai atuar fortemente para entregar o bastão a um aliado do campo liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

A avaliação dominante no momento é a de que a disputa pela Prefeitura de São Luís será renhida, por uma série de motivos, sendo o primeiro deles o fato de o prefeito Edivaldo Holanda Jr. ter iniciado um novo ciclo na vida da Capital do Maranhão. Para começar, representa a nova geração, que vê no Palácio de la Ravardière o grande passo para chegar ao Palácio dos Leões, que é o sonho colorido e objetivo concreto de todo político em início de carreira. Além disso, o futuro prefeito de São Luís receberá uma máquina que, depois de muitas agruras e descaminhos, vem sendo cuidada com os ajustes necessários para finalmente poder enfrentar os seus maiores desafios, entre eles investimentos pesados em saneamento básico, por exemplo. A revitalização do circuito Praça Deodoro/Rua Grande, que está transformando o Centro nervoso do comércio e serviços de São Luís, é a grande senha para um processo de mudanças que não pode parar. São desafios dessa dimensão que os interessados em disputar a sucessão municipal terão pela frente.

Quando se traz à tona nomes que vêm se destacando no cenário político e administrativo municipal, o pressuposto é que esses candidatos a candidato tenham de fato cacife para encarar tais desafios. No caso da arquiteta Kátia Bogea, o foco de uma eventual gestão sua seria, claro, a valorização do acervo arquitetônico com uma visão mais aberta de um contexto urbano. Eduardo Braide tem uma cabeça e certamente atacaria os problemas numa programação meticulosa, que é uma das suas marcas. O mesmo faria Bira do Pindaré, que já mostrou, como secretário de Ciência e Tecnologia, senso de gestão quando planejou e iniciou a montagem da rede de Iemas. Victor Mendes saberia o que fazer para tornar São Luís uma cidade ambientalmente mais saudável. Com a experiência que acumulou, Felipe Camarão poderia transformar a Capital nas áreas educacional, administrativa e turística. E a julgar pelo que realizou no Procon e no Viva Cidadão e pelo seu grau de ousadia, Duarte Jr. certamente mexeria com São Luís. É difícil prever até onde chegaria Eliziane Gama à frente da administração municipal, mas é possível imaginar que ela iria longe. E nesse cenário, muito se poderia esperar de Osmar Filho, que conhece a cidade e seus problemas com a experiência de vereador.

Esse leque de potenciais candidatos sugere que o ciclo iniciado pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. será continuado, pois todos os nomes citados certamente compreendem que o momento é de virada. E isso significa que o futuro prefeito terá de levar em frente as mudanças iniciadas, sob pena de entrar para a história como um fracasso.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia Legislativa entra no clima natalino com iluminação especial no Palácio Manoel Beckman

A bela e moderna faxada imponente do Palácio Manoel Beckman recebeu iluminação especial para o Natal, cuja  programação foi inaugurada ontem pelo presidente Othelino Neto e a presidente do Gedema Ana Paula Lobato.

A exemplo do que haviam feito o Executivo, o Judiciário e a Prefeitura de São Luís, cujas magníficas sedes – Palácio dos Leões, o Palácio Clovis Bevilácqua e o Palácio de la Ravardière – ornamentadas com a motivação natalina, tornando-se atração que já levou milhares de pessoas à Praça Pedro II, o Palácio Manoel Beckman, sede da Assembleia Legislativa, entrou segunda-feira no circuito natalino ao receber uma iluminação especial, inteiramente afinada com sua linha arquitetônica. E o clima natalino chegou de vez ontem, no início da noite, quando o presidente Othelino Neto (PCdoB) e a presidente do Gedema, Ana Paula Lobato, acompanhados de parlamentares e servidores, receberam Papai Noel, abrindo oficialmente a programação das festas natalinas no parlamento estadual.

 

Carlos Brandão ganha músculos e terá papel importante na sucessão de Flávio Dino

Carlos Brandão: vice correto terá papel importante na corrida sucessória em 2022

Engana-se quem pensa que a sucessão do governador Flávio Dino é tema de uma discussão ainda muito distante e que por isso é um tabu no meio político. Ao contrário, já se fala abertamente sobre quem será o escolhido para enfrentar as urnas em 2022 como candidato a levar à frente o processo de mudanças por ele iniciado. Na pauta das conversas informais estão o prefeito Edivaldo Holanda Jr., o senador eleito Weverton Rocha, o secretário Felipe Camarão, que integram o chamado núcleo duro que cerca o governador. Entre aliados é lembrado o deputado federal eleito Josimar Maranhãozinho (PR), e na seara oposicionista o nome mais citado é Eduardo Braide (PMN). Vozes mais atentas incluem na lista o vice-governador Carlos Brandão (PRB), um político discreto, mas que demonstrou ser bom de compromisso e ter muita competência na arte da sobrevivência política. Antes apenas uma solução para atrair o PSDB para a aliança dinista, Carlos Brandão se revelou um aliado leal, que segue rigorosamente a orientação do chefe, e que cumpre com zelo as tarefas que lhe são entregues. Com a reeleição, Carlos Brandão ganhou novo ânimo e mais músculos e caminha para ser o sucessor de Flávio Dino em Abril de 2022, quando o governador se desincompatibilizará para disputar vaga no Senado ou participar de um projeto maior, como vice ou como cabeça de chapa. A Coluna registra o que disse um político largamente experiente da base do governador Flávio Dino: “Quem está pensando em chegar ao Palácio dos Leões terá de se entender com Carlos Brandão”. Faz todo sentido.

 

São Luís, 11 de Dezembro de 2018.

Dino vai abrir novo mandato em guerra aberta contra a crise, contra Sarney e, provavelmente, contra Bolsonaro

 

Flávio Dino vai enfrentar a crise e os ataques do grupo de José Sarney e do futuro presidente Jair Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PCdoB) está concluindo o seu primeiro e bem sucedido mandato e se prepara para cumprir o segundo tendo de lutar em três frentes. A primeira foi adotar um conjunto de medidas fortes contra a crise econômica e financeira que assola o País e que afeta diretamente os estados; a segunda é a obstinada Oposição mantida pelo Grupo Sarney, que emite, dia após dia, todos os sinais de que manterá permanente o clima de guerra contra o Governo; e a terceira é um embate político direto do governador maranhense com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que começou durante a campanha eleitoral, se mantém e deve ganhar força a partir de 1º de Janeiro. Nas três frentes, Flávio Dino vem agindo de maneira franca, lastreada, determinada e sem rodeios, com ações, manifestações e posições transparentes, como deve agir um chefe de Estado da esquerda democrática diante de incertezas e riscos gerados por um Governo central de direita conservadora, com discurso agressivo em relação à esquerda, mas que até aqui é ainda uma grande incógnita.

O combate na primeira frente começou com o Pacote Anticrise, Projeto de Lei Nº 239/2018, aprovado na quarta-feira (5), por meio do qual aumentou de 25% para 28% a alíquota de ICMS sobre o preço dos combustíveis; reforçou o Fundo Maranhense de Combate à Pobreza; reduziu o valor do ICMS para milhares de pequenas empresas e ainda zerou a cobrança desse imposto para mais de 200 mil microempresas; permitiu a quitação do IPVA em atraso  sem juros nem multas no caso do pagamento à vista e com a redução de 60% do valor para as multas e juros no caso do pagamento parcelado em 12 vezes, e ainda isentando de IPVA as motos de poucas cilindradas. Duramente atacado pela Oposição sarneysista, que o acusa de prejudicar a economia do estado com aumento de impostos, o governador Flávio Dino demonstra, na mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, que a recessão econômica tem atingido drasticamente estados e municípios que não dispõem de outros mecanismos de financiamento, enquanto a União financia seus déficits de várias formas, inclusive arrecadando contribuições que não são partilhadas com estados e municípios.

Além da Oposição parlamentar, que é atuante, mas nada tem alcançado  além do discurso, os adversários do dinismo tentam, de todas as maneiras, encontrar chagas que possam comprometer a integridade e a lisura do Governo do PCdoB. No entanto, todas as denúncias feitas até agora nessa direção foram parar no arquivo morto do Ministério Público por falta de consistência. Mais recentemente, os adversários do Governo do PCdoB têm recorrido a indicadores sociais de abrangência nacional para culpá-lo por problemas que deveriam ter sido resolvidos por governos anteriores. Tem sido uma guerra quase que diária, na qual os adversários têm disparado petardos vazios na base do “vai que cola?”. Por meio de um arsenal que criou nas redes sociais, exatamente porque sabia que não teria espaço para se defender dos ataques feitos pelos canhões midiáticos do Grupo Sarney, o governador Flávio Dino tem reagido no tom certo a essas acusações, de modo que até aqui nenhuma delas progrediu.

Destroçado nas urnas e com representação reduzida nas casas legislativas, o Grupo Sarney mantém o palanque ativo, agora apostando que o governador Flávio Dino pode se dar mal no enfrentamento com o presidente Jair Bolsonaro. Há vozes na seara sarneysista reclamando do posicionamento crítico do governador em relação ao presidente eleito, deixando no ar nítida impressão de que a intenção é ver o líder maranhense em posição subalterna. Parecem não ter se dado conta ainda que Flávio Dino é um político pragmático, mas que se move por princípios lastreados por sólida base ideológica, na qual não comporta fazer concessões, principalmente a um adversário como o presidente Jair Bolsonaro, que tem enorme dificuldade de conviver com o pluralismo político e que só acredita no uso da força.

É fácil perceber que os adversários do governador Flávio Dino cometem o erro primário tentando diminuir sua importância política no contexto nacional, não se dando conta de que assim agindo, estão na verdade é turbinando sua trajetória ainda com muito chão e muitos desafios pela frente.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa de O Globo: Sarney dá nome a mais de uma centena de escolas no Maranhão

Escola pública batizada “Dr. José Sarney” alcançada pelo decreto de Flávio Dino.

O Maranhão é o estado brasileiro com o maior número de escolas e outros prédios públicos identificados com nomes de personalidades vivas, e o ex-deputado federal, ex-governador, ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (MDB) é o campeão de homenagens, com seu nome ostentado em mais de 100 escolas públicas, em todo o território estadual, o que, segundo o jornal O Globo, que realizou o levantamento, faz com que o Maranhão seja jocosamente apelidado de “Sarneylândia”. Proibida por lei federal e leis estaduais, a prática de batizar escolas públicas como nome de personalidades vivas foi ostensivamente desrespeitada no Maranhão até 2016, quando o governador  Flávio Dino (PCdoB) editou Decreto que retirou das escolas da rede estadual as homenagens a pessoas vivas, mas as escolas municipais mantiveram a prática ilegal. Em 2016, o deputado federal Hildo Rocha (MDB), um dos mais destacados políticos do Grupo Sarney na atualidade,  apresentou um Projeto de Lei na Câmara que permitiria a homenagem a personalidades vivas em todo o país, mas a proposta está parada desde então. O levantamento feito por O Globo descobriu que 14 senadores, três governadores e três ex-presidentes e grande número de personalidades vivas batizam escolas públicas no país. A proibição se dá pelo fato de que, mesmo depois da morte, a reputação de personalidades ilustres é muitas vezes revista. Com as pessoas ainda vivas, o risco de revisão é muito maior.

 

Aluísio Mendes avança para ser o homem de confiança de Bolsonaro no Maranhão

Aluízio Mendes atua como interlocutor do Podemos junto ao Governo de transição

O deputado federal Aluísio Mendes saiu terça-feira (5) de reunião dos 17 parlamentares que formarão a bancada do Podemos, seu partido, na Câmara Federal, com o chefe da transição e ministro da Casa Civil do futuro Governo, deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS), com seu espaço ampliado dentro do Governo de Jair Bolsonaro.

Durante a reunião, Aluísio Mendes foi direto ao que interessa ao Governo. Falando como uma espécie de líder:  “Para defendermos avanços e superarmos os atuais desafios precisamos unir forças e ideias, e o Podemos já está fazendo isto. Nossa bancada de deputados e senadores é uma das principais forças políticas de apoio ao Governo Bolsonaro e tem as garantias de total participação nas próximas decisões do governo”.

Aluísio Mendes e seus colegas do Podemos têm reunião agendada nos próximos dias com o presidente eleito Jair Bolsonaro, com quem já esteve, no Rio de Janeiro, integrando uma comissão da Bancada da Bala. E nos bastidores da política maranhense, Aluísio Mendes vem crescendo como opção do presidente eleito para funcionar como o seu porta-voz no Maranhão.

São Luís, 09 de Dezembro de 2018.

Bancada federal atuará como um xadrez em que senadores e deputados jogarão a favor e contra Flávio Dino e Jair Bolsonaro

 

Os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama são alinhados a Flávio Dino e farão oposição a Jair Bolsonaro, enquanto Roberto Rocha está alinhado ao prsidente eleito e faz oposiççao a Dino. Os deputados Márcio Jerry,Rubens Jr., Bira do Pindaré, Zé Carlos Araújo, Pedro Lucas e Gil Cutrim apoiam Dino e farão oposição a  Bolsonaro ; Josimar Maranhãozinho, Cléber Verde, André Fufuca, Juscelino Filho, Jr. Lourenço e Pastor Gildemeyr apoiam Flávio Dino e Jair Bolsonaro; João Marcelo, Hildo Rocha, Edilázio Jr. Marreca Filho e Eduardo Braide fazem oposição a Dino e apoiarão Bolsonaro.

Depois do impacto inicial causado pelo pronunciamento das urnas e de um período de incertezas, os senadores e deputados federais do Maranhão eleitos para o novo Congresso Nacional começam a se posicionar claramente em relação ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Essa definição é politicamente importante para o governador Flávio Dino (PCdoB), que já está atuando como uma das principais vozes da Oposição ao Governo que assumirá em Janeiro, mas ao mesmo tempo determinado a manter uma relação institucional possível com o futuro presidente, cuja legitimidade reconhece. O governador precisará, eventualmente, de uma interlocução com o Governo Federal por meio da bancada federal, e por isso é determinante que conheça o grau de relação dos parlamentares com o Palácio do Planalto e com a Esplanada dos Ministérios.

O governador Flávio Dino já conta com os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), eleitos em Outubro e que vão atuar na Oposição ao novo Governo, de acordo com a orientação dos seus partidos. Já o senador Roberto Rocha (PSDB) decidiu que atuará na base de apoio ao Governo Bolsonaro, por escolha pessoal, que deve ser avalizada pelo seu partido, cujos líderes maiores – como o senador Tasso Jereissati (CE), por exemplo -, já estão flertando abertamente com o futuro ocupante do Palácio do Planalto. Ao contrário de Weverton Rocha e de Eliziane Gama, que deverão atuar como aliados fiéis, Roberto Rocha vai continuar atuando como adversário ferrenho do governador Flávio Dino.

A bancada na Câmara Federal reúne posições diversas em relação ao governador Flávio Dino e ao presidente Jair Bolsonaro. Os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Zé Carlos Araújo (PT), Pedro Lucas Fernandes (PTB) e Gil Cutrim (PDT) são aliados declarados do Governo Flávio Dino e desembarcarão em Brasília como Oposição ao Governo Bolsonaro, havendo quem diga que em matérias pontuais, o petebista e o pedetista poderão votar com o Governo Bolsonaro.

Nesse complicado xadrez há um grupo de deputados que são aliados do Governo Flávio Dino, mas em Brasília darão apoio total ao Governo Bolsonaro, conforme vários deles já declararam. Nessa linha de ação estão os deputados Josimar Maranhãozinho (PR), Júnior Lourenço (PR), Cléber Verde (PRB), André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM) e Pastor Gildemeyr (PMN). Todos apoiam o governador Flávio Dino, mas em Brasília serão integrantes da base de apoio ao Governo Bolsonaro. A propósito, Josimar Maranhãozinho, por exemplo, que é deputado estadual e federal eleito, divulgou ontem foto em que aparece cumprimentando o presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira, quando governistas e oposicionistas se engalfinhavam na Assembleia Legislativa na votação do Pacote Anticrise proposto pelo governador Flávio Dino.

O xadrez da bancada federal comporta, finalmente, os deputados que representam a Oposição ao Governo Flávio Dino e deverão alinhar-se total ou parcialmente ao Governo Bolsonaro. É o caso, por exemplo, dos deputados emedebistas João Marcelo e Hildo Rocha, cuja bancada se reuniu nesta semana com o presidente eleito e decidiu apoiar pontualmente projetos que considerar positivos para o País, mas mantendo uma posição de independência, podendo votar contra projetos que avaliar negativos. Por sua vez, os deputados Aluízio Mendes (Podemos), Edilázio Jr. (PSD) e Marreca Filho (Patriotas) darão total apoio ao Governo Bolsonaro e farão Oposição dura ao Governador Flávio Dino. Finalmente, o deputado Eduardo Braide, que se manterá na linha de Oposição ao Governo Flávio Dino e deve apoiar o Governo Bolsonaro, podendo até deixar o PMN para assumir o comando do PSL no Maranhão.

Essa distribuição ainda não está inteiramente amarrada, podendo sofrer alterações expressivas à medida que o Governo Bolsonaro se instalar e começar a atuar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB articula saídas para evitar confronto na escolha do novo comando

Roberto Costa e Hildo Rocha podem disputar; João Alberto pode ter mandato esticado e Roseana pode conduzir a transição

Não será surpresa se o MDB chegar a um entendimento por uma de três opções que estão sendo postas à mesa de negociações para resolver a guerra que está sendo travada pelo seu comando, na qual uma corrente defende que a direção partidária seja entregue a uma liderança da nova geração do partido. A primeira é a escolha de um nome de consenso, o que no momento parece inviável dado o acirramento das posições. A segunda é um grande acordo por meio do qual a ex-governadora Roseana Sarney assumiria a liderança do partido para comandar uma transição sem guerra interna e cujo desfecho seria a escolha de um líder da nova geração para presidir a agremiação. A terceira é lançar mão a fórmula usada pela direção nacional e esticar o mandato presidencial do senador João Alberto por mais cinco meses, tempo em que a sua sucessão seria calmamente preparada.

Se nenhuma dessas propostas for aceita, o novo comando do MDB será escolhido na convenção que está marcada para o dia 14 deste mês. E se  a escolha não for consumada nesta data, uma nova convenção será realizada em janeiro, quando o novo comando emedebista será escolhido de qualquer maneira. Até aqui, são candidatos à presidência do MDB do Maranhão o deputado estadual reeleito Roberto Costa, que lidera o movimento para que a nova geração assuma o partido, e o deputado federal reeleito Hildo Rocha.

 

Kátia Bogea elevaria bastante o nível da campanha pela Prefeitura de São Luís

Kátia Bogea lembrada como opção para São Luís

A especulação segundo a qual a presidente do Iphan, Kátia Bogea, um dos principais responsáveis pela grande reforma urbana que está sendo realizada no complexo Praça Deodoro-Rua Grande, no coração de São Luís, aria inclinada a entrar na corrida sucessória em São Luís causou um certo frisson nos círculos mais fechados da política ludovicense. Por conta de alguns dados interessantes. Em primeiro, ela é uma técnica de alto nível, conhece São Luís na palma da mão e, pelos caminhos que vem trilhando, poderia colocar a Capital do Maranhão na condição correta de Cidade Patrimônio Mundial da Humanidade. Além disso, seria uma mulher na disputa, com a oportunidade de dar continuidade à participação das ex-prefeitas Gardênia Castelo e Conceição Andrade, que tiveram suas gestões sufocadas por poderosas pressões políticas. Sem fazer qualquer avaliação sobre o seu potencial político e eleitoral, é honesto dizer que a simples participação de Kátia Bogea no debate sobre o futuro de São Luís elevaria substancialmente o nível da campanha para o Palácio de la Ravardière.

São Luís, 07 de Dezembro de 2018.

 

Governo mostra força ao aprovar “Pacote Anticrise” e Assembleia fecha legislatura cumprindo seu papel como Poder

 

Flávio Dino aprovou o que propôs, Othelino Neto comandou a Assembleia com correção, Rogério Cafeteira e Rafael Leitos comandaram a bancada governista, Adriano Sarney liderou o bloco oposicionista e Eduardo Braide preferiu o muro

Ao aprovar, por larga maioria o “Pacote Anticrise” proposto pelo governador Flávio Dino (PCdoB), numa turbulenta sessão realizada nesta-quarta-feira (05), a Assembleia Legislativa, comandada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), deu uma forte demonstração de maturidade institucional e realismo político. No debate em plenário, que começou na sessão de terça-feira e alcançou temperatura máxima na de ontem, a bancada governista, largamente majoritária, agiu como Situação, atuando em bloco e aprovando o projeto governamental, enquanto a bancada adversária, de tamanho reduzido, se portou como Oposição, fazendo de tudo para brecar pelo menos parte da proposta. As duas forças parlamentares se confrontaram no ataque e na defesa do “Pacote Anticrise”, que terminou aprovado sem qualquer alteração nem susto ou mal-estar para o Palácio dos Leões, como acontece em qualquer parlamento onde o Governo tem maioria folgada. Assim, o governador Flávio Dino, que tem os pés no chão, ganhou os instrumentos para manter o equilíbrio nas contas públicas, e a Assembleia Legislativa termina o atual mandato cumprindo rigorosamente o seu papel institucional.

No embate se destacaram os deputados Rogério Cafeteira (DEM), líder do Governo, Rafael Leitoa (PDT), líder da bancada da Situação, e Marco Aurélio (PCdoB) em defesa da proposta, e os deputados Adriano Sarney (PV), Nina Melo (MDB), César Pires (PV), Max barros (PMB), Roberto Costa (MDB), Léo Cunha (PSC) ne Wellington do Curso (PSDB) pela Oposição, além do deputado Eduardo Braide (PMN). Ao final, com o apoio em massa da bancada governista presente, o governador Flávio Dino conseguiu o que planejou:  isentar de ICMS 110 micro empresas que faturam até R$ 120 por ano  e  de IPVA 75 mil motos de 110 cilindradas; reduzir o ICMS sobre os produtos da Cesta Básica, reajustando, em compensação, o ICMS sobre gasolina (de 26% para 28,5%), óleo diesel (0,5%), cerveja (de  25% para 28%) e refrigerante (de 23% para 25%) , além de não cobrar multas e juros para a quitação de IPVA atrasado se pago à vista, com redução de 60% para débitos parcelados em até 12 vezes; a alíquota de IPVA sobre veículo de locadoras será de 1%, entre outras medidas de ajuste.

Uma avaliação seca, sem levar em conta outros fatores, certamente encontra o argumento segundo o qual o Governo do Maranhão “está aumentando impostos”. Mas o Palácio dos Leões rebate mostrando que, no caso da gasolina, por exemplo, a alíquota do ICMS foi elevada de 26% para 28%, quando na maioria dos estados do Norte e do Nordeste a alíquota é superior a 30%, o que garante que o Maranhão mantenha a gasolina mais barata da região. O rebate do Governo às críticas vai além, quando deputados da Situação argumentam que as medidas são necessárias diante da perda de mais de R$ 1,5 bilhão em transferências obrigatórias da União para o Estado. Além disso, os ajustes tributários do “Pacote Anticrise” visam o enfrentamento de tempos “muito difíceis”, que estão a caminho com a troca de Governo em Brasília, conforme alegaram os líderes governistas no debate na Assembleia Legislativa.

O fato é que o governador Flávio Dino emplacou “Pacote Anticrise” integralmente, apesar do esperneio da Oposição. E com um detalhe curioso, que pesa fortemente a favor do Palácio dos Leões: o deputado Eduardo Braide (PMN), de longe a voz mais credenciada da Oposição, elogiou a maioria das medidas do Pacote, tentou modificar as que não gostou por meio de emendas, e como não obteve sucesso, preferiu não votar nem contra vem a favor do projeto como um todo, gesto que, numa interpretação rigorosa, pode ser visto como uma “aprovação tácita”.

A “guerra” travada na Assembleia Legislativa na votação do “Projeto Anticrise” mostrou três dados que devem ser levado em conta. O primeiro é que o governador Flávio Dino está concluindo seu mandato mostrando ter credibilidade administrativa e força política ao propor e conseguir a aprovação de medidas dessa natureza num momento de transição, lastreado pelo argumento de que tais ajustes não oneram a carga tributária em demasia e os recursos a serem obtidos servirão para manter as obrigações e os serviços do Estado, como educação, saúde, segurança, infraestrutura, programas sociais, etc.. O segundo é que, apesar da amarga derrota nas urnas, a Oposição Sarney tenta mostrar que está de pé. E o terceiro é sob o comando firme do presidente Othelino Neto (PCdoB), a Assembleia Legislativa está fechando a presente legislatura atuando corretamente como Poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

João Marcelo aprova decisão do MDB de apoiar medidas do Governo Bolsonaro, mas defende bancada independente

João |Marcelo: apoio a medidas de Jair Bolsonaro, mas com bancada do MDB independente

O MDB vai dar um voto de confiança ao presidente Jair Bolsonaro,  apoiando as principais medidas que ele propuser, mas não será parte formal da base governista e atuará no Congresso Nacional, principalmente na Câmara Federal, com total independência. Foi essa a decisão tomada pelo partido após a reunião da futura bancada, segunda-feira (03) com o presidente eleito Jair Bolsonaro, que pediu o apoio do partido argumentando que um dos seus objetivos será mudar a forma de relacionamento do Poder Executivo com o Congresso Nacional, acabando com o toma-lá-dá-cá. Esse resumo foi feito pelo deputado federal reeleito João Marcelo de Souza, um dos dois representantes do MDB na bancada do Maranhão na Câmara Federal.

Centrado, com os pés no chão e já com a rica experiência de um mandato sem alarde mas eficiente e produtivo, o deputado João Marcelo avalia que a posição do MDB não é a ideal, mas foi ajustada à situação política do Brasil neste momento. Há um Governo novo se instalando e um presidente eleito chamando para conversar e prometendo cumprir compromissos com o parlamento – a liberação das emendas, por exemplo -, mas sem fazer concessões no que diz respeito à indicação para cargos públicos. Na interpretação do deputado emedebista, do ponto de vista geral, tudo bem, mas existe, por exemplo, a realidade do Nordeste, onde a grande massa mais pobre da população e os seus representantes políticos, entre eles o próprio maranhense,  estão preocupados com o destino dos programas sociais, como o Bolsa Família, hoje fundamentais no combate efetivo à pobreza.

João Marcelo é partidário do apoio do MDB às medidas positivas que vierem a ser propostas pelo Governo, mas defende que o MDB se posicione firmemente em relação a matérias como a reforma da previdência, por exemplo. Acha que no caso o MDB deve atuar com independência, definindo suas posições em debate interno. Na sua visão, o apoio desenhado ao futuro Governo tem também a ver com o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter entregue um dos ministérios mais importantes, o da Cidadania, ao deputado federal emedebista Osmar Terra, vendo nisso uma demonstração de prestígio do partido.  E acredita que, apesar de todos os problemas que vem enfrentando, o MDB vai sobreviver, saindo da crise como um partido bem mais enxuto, mas com força suficiente para se manter como uma agremiação influente.

No plano político pessoal, o jovem parlamentar emedebista se mostra preparado para exercer um mandato mais eficiente do que o primeiro, que foi considerado muito positivo, tanto que foi reeleito com boa votação. Ele considera que, além de debater as questões nacionais que aterrissarão no Congresso Nacional, muito do seu mandato continuará sendo dedicado ao trabalho de garimpar benefícios para os municípios onde atua e para o estado como um todo.

 

Assalto ao BB de Bacabal mostrou que a Polícia do Maranhão está avançando em qualidade e eficiência

Jefferson Portela comanda uma grande virada na segurança pública do Maranhão

O inacreditável assalto ao Banco do Brasil de Bacabal continua rendendo notícia no Brasil e no mundo, pela ousadia e brutalidade dos bandidos, pela quantidade de dinheiro envolvida, e pela eficiência da Polícia do Maranhão, comandada pelo secretário de Estado de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela. Nenhum grande assalto feito com esse “método” – invadir a cidade, gerar pânico, bloquear acessos e explodir agência bancária – feito no País nos últimos tempos teve desfecho tão favorável ao Estado e à sociedade como o de Bacabal. Para começar, um dado crucial: dos 16 bandidos alcançados pela Polícia, seis foram mortos em confronto e uma dezena está atrás das grades. Depois, foram recuperados até agora mais de R$ 50 milhões dos supostos R$ 100 milhões retirados da Agência do Banco do Brasil. E a operação de caça ao bando continua, já que o cerco policial foi tão eficiente que as autoridades acreditam que o bando ficou desnorteado com a reação das forças de segurança do Maranhão, perderam o rumo e parte do grupo ainda pode se encontrar em território maranhense. Enfim, mesmo que metade dos bandidos e do dinheiro roubado ainda esteja vagando por aí, o fato é que o desfecho foi claramente desfavorável ao crime. E isso se deve a um forte investimento do Governo em Segurança Pública – compra de armamento e de viaturas, qualificação do pessoal e contratação de mais policiais -, tudo sob o comando direto do secretário Jefferson Portela, um ativista  político, militante de primeira linha do PCdoB, que se formou em Direito e entrou para o quadro de delegados de Polícia do Maranhão por concurso público e que vem mostrando eficiência e alcançando bons resultados como o responsável maior pela política de segurança definida pelo governador Flávio Dino.

São Luís, 06 de Dezembro de 2018.

Flávio Dino ajusta Governo contra a crise e amplia seu raio de ação no cenário político nacional

 

Flávio Dino: mantém Governo sob controle e realiza ação política no plano nacional

Na última semana, o governador Flávio Dino (PCdoB) intensificou os seus movimentos de protagonista em várias frentes, dando mais uma contundente demonstração de que sua posição no plano doméstico é consolidada, com o controle pleno do Governo e dos pilares administrativos e políticos que o sustentam, e também que está mesmo se deslocando rapidamente para o eixo político nacional. Em casa, fez nova defesa da Constituição Federal, em congresso sobre o tema, promovido pela Escola da Magistratura do Maranhão, e concluiu um complicado processo de fortalecimento do seu partido. Na frente interna, lançou fortes antídotos contra a crise que corrói as finanças do Estado. Na frente externa, acompanhou de perto a incorporação do PPL ao PCdoB, e mandou mais um recado de chefe de Estado ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), na forma de artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, no qual reafirma a necessidade de uma política diferenciada para o Nordeste, cujos governos estão posicionados contra o risco de desmonte dos programas sociais e das grandes obras.

No front doméstico, o governador adotou uma série de medidas contra a crise, todas necessárias para reduzir a inadimplência tributária e ganhar um reforço de caixa, e assim garantir que o Governo mantenha suas contas em dia, evitando que o Maranhão enverede para o desequilíbrio fiscal. Primeiro, adotou um pacote de regras para a contenção de gastos, mas com o cuidado de não permitir que o funcionamento de áreas prioritárias – como a saúde, por exemplo, seja prejudicado. Em seguida, lançou uma nova campanha para que os milhares de inadimplentes com o IPVA quitem seus débitos. E finalmente encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei ajustando a grade tributária do Maranhão, sobretudo no que diz respeito ao ICMS, atraindo empresas para resolver pendências com o Fisco estadual. Com tais providências, o Governo do Maranhão permanecerá entre os que estão com melhor equilíbrio fiscal, controlando os assoladores efeitos da crise. Além disso, desfez o factóide criado por adversários para gerar dúvida e tensão no funcionalismo quanto ao pagamento do 13º, lembrando que a primeira parcela foi paga em Julho e que a segunda será prontamente quitada na próxima semana.

No front externo, o governador fez três movimentos políticos importantes. Primeiro, ao participar de um congresso comemorativo  aos 30 anos da Constituição Cidadã, reafirmou suas posições em defesa do estado democrático de direito, alertando contra avisos de pretensão autoritária emitidos por forças que estão chegando ao comando do País. No final da semana, Flávio Dino publicou no jornal Folha de S. Paulo artigo em que sugere ao presidente eleito Jair Bolsonaro que acate as propostas contidas na carta que lhe foi encaminhada pelos governadores da região. E participou, Domingo, da consolidação do seu partido, o PCdoB, com a incorporação do Partido Pátria Livre (PPL), assegurando assim o atendimento à cláusula de barreira destinada a enxugar o quadro partidário nacional. Com a incorporação, o PCdoB mantém a condição de partido político legalmente habilitado, tendo o braço maranhense como o seu principal esteio e o governador como o seu principal líder no plano nacional.

Flávio Dino se movimenta com inteligência política, ciente de que tempos difíceis estão se desenhando no horizonte do País, certo de que serão enfrentados em duras batalhas políticas. Ao mesmo tempo, defende, de maneira intransigente, o resultado das urnas, reconhece a legitimidade politica do futuro presidente da República, com quem acha possível estabelecer um relacionamento institucional responsável e produtivo, independentemente das profundas diferenças políticas e ideológicas que os separam. Seu argumento mais forte nesse sentido é o de que o pluralismo político é um dos pilares da democracia, pois permite que um estado democrático se mantenha sólido por meio do debate aberto, do confronto das ideias e dos embates eleitorais que abrem caminho para a alternância no poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Mical Damasceno avisa que apoiará o Governo Dino, mas também será aliada do Governo Bolsonaro

Mical Damasceno com o presidente Othelino Neto (PCdoB) na sua primeira visita à Assembleia Legislativa 

A deputada estadual eleita Mical Damasceno (PTB) é o melhor exemplo de que as correntes evangélicas, que representam quase um terço da malha religiosa do Brasil, estão, de fato, empenhadas em se tornar uma força com poder de influir nas grandes decisões políticas do País, como, aliás, já é visível em relação ao presidente eleito Jair Bolsonaro. Numa esclarecedora entrevista ao radialista Geraldo Castro, da Rádio Mirante AM, a deputada eleita deixa muito claro que, tendo sido eleita na aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino, integrará a base do Governo na Assembleia Legislativa, mas, no que disser respeito ao plano nacional, militará sob a orientação do presidente Jair Bolsonaro. Mical Damasceno explica que não nasceu em grupo partidário, não tem padrinho político e que deve sua eleição exclusivamente ao eleitorado evangélico, mobilizado em seu favor pelas organizações que funcionam como braço político da Assembleia de Deus. Ou seja, a deputada estadual eleita vai atuar politicamente dentro dos postulados bíblicos, o que no campo ideológico significa que ela será uma parlamentar da direita esclarecida, mas conservadora.

 

Michel Temer confirma presença na reinauguração da Praça Deodoro e seu anfitrião será Edivaldo Holanda Jr.

Edivaldo Holanda Jr. será o anfitrião de Michel temer na inauguração da praça Deodoro, no próximo dia 18

O Palácio de la Ravardière já recebeu a confirmação de que, a menos que haja algum atropelo nos próximos dias, o presidente Michel Temer (MDB) virá mesmo a São Luís no dia 18 de Dezembro para a inauguração da magnífica obra de modernização do complexo Praça Deodoro – Rua Grande, realizada com recursos federais, garantidos pelo programa de revitalização de cidades históricas criado no Governo do presidente Lula da Silva (PT), que avançou no Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e foi corretamente mantido pelo Governo do presidente Michel Temer, apesar da crise. O prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), apoiado pelo governador Flávio Dino, foi incansável na luta para viabilizar o projeto, tendo contado com o decisivo e precioso aval da presidente do Instituto Histórico e Artístico Nacional (lPHAN), Kátia Bogéa, que coordena o programa no plano nacional. Há vozes adversárias tentando usar a condição de emedebista do presidente da República para tirar uma “casquinha” de prestígio na obra, mas ela é responsabilidade exclusiva do prefeito Edivaldo Holanda Jr., que será, de fato e de direito, o anfitrião do presidente da República.

São Luís, 04 de Dezembro de 2018.

 

Posições afinadas: chefes de Poder no Maranhão defendem a Constituição Cidadã de ameaças autoritárias

 

Flávio Dino, Othelino neto e Joaquim Figueiredo: discursos afinados em defesa da Constituição Cidadã

Governador Flávio Dino: “Não podemos querer a toda hora derrubar tudo e querer construir a casa de novo. É dever de todo brasileiro defender a nossa Constituição. Por mim, essa Constituição chega no Estatuto do Idoso.”

Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto: “Não podemos retroceder, porque nosso pensamento é voltado para avanços e mais conquistas, em busca de um Brasil melhor. Nossa Constituição é soberana e teremos de superar as dificuldades, a exemplo do que vem acontecendo no Maranhão”.

Presidente do Poder Judiciário, desembargador Joaquim Figueiredo: “Como os dispositivos constitucionais aplicáveis à Administração Pública sofreram profundas modificações, novas políticas gerenciais para a agilização da Justiça foram pensadas pelo Poder Judiciário”.

As três visões sobre a base constitucional brasileira nascida em 1988 foram manifestadas, de maneira direta e contundente, pelos três chefes de Poder maranhenses, durante o Congresso “30 Anos da Constituição Federal: desafios e perspectivas”, realizado sexta-feira (30), na sede do Poder Legislativo, uma bem sucedida inciativa da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (Esmam), apoiada pela Assembleia Legislativa e pela Associação dos Magistrados (AMMA) e a Assembleia Legislativa (Alema). O evento foi pensado como uma homenagem a Carta Magna num momento em que declarações e gestos do presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) levantaram a possibilidade de o estado democrático de direito em vigor no País, garantido pela Carta Magna, ser   colocado numa situação de risco.

Uma das vozes mais fortes contra qualquer movimento que de alguma maneira venha mexer na Carta Magna e afetar os pilares democráticos que ela sustenta, o governador Flávio Dino (PCdoB) falou sobre “A Constituição Federal de 1988 e a Governabilidade”, com uma reflexão constitucional, retrospectiva e prospectiva. “Nossa Constituição tem sobrevivido, apesar de já ter sofrido 106 emendas constitucionais, incluindo as de revisão, e enfrentado alguns testes de estresse. Sobreviveu a ideologias diferentes. Sou muito fã de nossa Constituição”, destacou o governador, que é também ex-juiz federal e professor de Direito Constitucional, defendendo a preservação e a intocabilidade das cláusulas pétreas da Carta, e prestou homenagem aos parlamentares maranhenses que, cada um ao seu tempo e ao seu modo, e de acordo com suas convicções, participaram da Assembleia Nacional Constituinte e da elaboração da Carta de 1988: “Vocês cumpriram o papel atribuído a cada um de vocês na nossa história. Parabéns pela bela obra que produziram!”.

Baseado no argumento de que “a vida institucional precisa de chão” e que, por isso, “tem que se defender a Constituição Federal de 1988”, o governador alertou para as perigosas tentativas de mudanças na carta Magna: “Não podemos querer a toda hora derrubar tudo e querer construir a casa de novo. É dever de todo brasileiro defender a nossa Constituição. Por mim, essa Constituição chega no Estatuto do Idoso”.

Na sua fala, centrada na importância da Carta Magna para lastrear a democracia brasileira, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), destacou a importância do congresso para a ampliação da consciência democrática como antídoto a eventuais pretensões autoritárias e à tentação do retrocesso: “É um momento de reflexão sobre a nossa Constituição, que devemos respeitar para que se possa manter o estado democrático de direito. Não podemos retroceder, porque nosso pensamento é voltado para avanços e mais conquistas, em busca de um Brasil melhor. Nossa Constituição é soberana e teremos de superar as dificuldades, a exemplo do que vem acontecendo no Maranhão”.

Por sua vez, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joaquim Figueiredo, se manifestou em defesa da Carta e mostrou que regras nela contidas têm sido fundamentais para que o Judiciário se tornasse mais abrangente, ágil e menos oneroso. Enfático na defesa do estado democrático de direito, o presidente do Tribunal de Justiça fez um balanço da evolução administrativa do Poder Judiciário do Maranhão, citando como exemplo a gestão financeira do presente exercício: “Em 2018, foram totalizadas 78 licitações, todas no formato eletrônico, com significativa economicidade nas licitações homologadas. O valor total estimado foi de R$ 77.363.196,36 e o valor homologado foi de R$ 52.699.636,89, gerando uma economia de aproximadamente R$ 24.663.559,47”. Para ele, uma gestão correta é também fator de estabilidade democrática.

O Congresso “30 Anos da Constituição Federal: desafios e perspectivas” reuniu dezenas de advogados, juízes, parlamentares e autoridades do Executivo e funcionou como uma trombeta de alerta contra as tentações autoritárias que vêm rondando a democracia brasileira. E nesse sentido serviu para uma revelação importante: o governador Flávio Dino, o deputado-presidente Othelino Neto e o desembargador-presidente Joaquim Figueiredo estão afinados na defesa da Carta Magna e posicionados na mesma linha contra as tentações autoritárias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Quem foram e o que fizeram depois os 18 deputados federais e os três senadores maranhenses que atuaram na elaboração da Constituição Cidadã

Deputados federais e senadores maranhenses que participaram como membros da Assembleia Nacional Constituinte e atuaram efetivamente na elaboração da Constituição Cidadã, foram homenageados na abertura e durante o Congresso “30 Anos da Constituição Federal: desafios e perspectivas”. A homenagem foi proposta pelo desembargador Lourival Serejo, vice-presidente do TJMA e presidente do evento, e pelo governador Flávio Dino, na sua palestra. A Coluna lembra a trajetória dos 18 deputados federais e dos três senadores que representaram o Maranhão na Assembleia Nacional Constituinte, que, vale registrar, foi convocada por um maranhense: o então presidente José Sarney.  Os constituintes foram os seguintes:

Deputados Federais

Albérico Filho: antes da Constituinte, foi deputado estadual. Depois, elegeu-se deputado federal várias vezes, galgando também, por duas vezes, o cargo de prefeito de Barreirinhas, que exerce no momento.

Antonio Gaspar: antes foi empresário. Exerceu apenas um mandato parlamentar, que foi o de constituinte; mas se decepcionou com a política, rompeu com a vida pública e voltou ao comando da sua empresa, o Laboratório Gaspar, onde se encontra até hoje.

Cid Carvalho (In memorian): antes, foi deputado federal três vezes e teve o mandato cassado pela ditadura, voltou à política com a anistia, elegeu-se deputado federal em 1982 e reelegeu-se para a Constituinte, e teve forte atuação na elaboração da Carta, mas acabou cassado, no início dos anos 90, como um dos chamados “Anões do Orçamento”.

Costa Ferreira: antes foi vereador de São Luís e deputado estadual; depois, exerceu vários mandatos de deputado federal, sendo um dos criadores da chamada “bancada evangélica”, e encerrando sua carreira parlamentar em 2014, quando não conseguiu se reeleger.

Davi Alves Silva (In Memorian): antes, foi apontado como um dos chefes do crime organizado na Região Tocantina, elegendo-se deputado estadual. Depois da Constituinte, reelegeu-se várias vezes deputado federal, comandou a Prefeitura de Imperatriz nos anos 90, e morreu assassinado em Davinópolis num crime de pistolagem.

Edivaldo Holanda: antes, foi vereador de São Luís e deputado estadual, elegendo-se deputado federal em 1986. Exerceu mais dois mandatos federais e voltou à Assembleia Legislativa em 2014, não se reelegendo em 2018.

Eliézer Moreira: antes foi deputado estadual e secretário de Estado; depois da Constituinte deixou a vida parlamentar decepcionado com os desdobramentos da política. Foi secretário de Cultura e da Casa Civil em Governos de Roseana Sarney e de Edison Lobão, foi interventor em Caxias, e hoje se dedica às artes e à literatura como membro da Academia Maranhense de Letras.

Enoc Vieira: antes, viveu uma longa carreira como deputado estadual, tendo sido presidente da Assembleia Legislativa. Depois da Constituinte, exerceu mais um mandato e deixou a política, mudando-se para Brasília, onde foi assessor no Congresso Nacional.

Francisco Coelho: produtor rural e pecuarista, antes da Constituinte foi deputado estadual e homem de peso no Governo Luis Rocha; exerceu vários mandatos de deputado federal e foi prefeito de Balsas; na Câmara Federal, foi um dos fundadores da chamada “bancada ruralista”.

Haroldo Sabóia: um dos políticos mais brilhantes da sua geração, foi deputado estadual duas vezes antes de chegar à Constituinte; depois, deixou o PMDB, mudou de partido várias vezes (PT, PDT e PSOL), rompeu com todos, alcançou mais um mandato de deputado federal e outro de vereador de São Luís. Continua militando na política.

Jayme Santana; economista, homem forte no Governo Pedro Neiva, seu pai, foi deputado federal várias fezes e se destacou como um dos fundadores do PSDB, cuja liderança na Câmara Federal disputou com Aécio Neves. Afastou-se da vida pública por problemas de saúde.

Joaquim Haickel: antes foi deputado estadual, chegou à Camara Federal em 1986, foi deputado federal várias vezes, voltou à Assembleia Legislativa; paralelamente, atua como empresário e tem também forte atuação na vida cultural do Maranhão, destacando-se, mais recentemente, como cineasta e documentarista, trajetória que o levou à Academia Maranhense de Letras.

José Carlos Sabóia: sociólogo e professor universitário, foi um constituinte muito atuante, com ativa militância na vida política como um dos líderes do PSB no estado. Deixou a seara político-partidária há pelo menos uma década.

José Teixeira: economista do quadro federal, destacou-se na política como secretário de Planejamento do Governo Luis Rocha, sendo em seguida eleito para a Assembleia Nacional Constituinte. Não se reelegeu, foi nomeado interventor em Caxias e depois seguiu para Brasília, onde exerceu por vários anos o cargo de diretor do Postalis, o Fundo de Pensão dos Correios.

Mauro Fecury: antes foi presidente da Novacap, em Brasília, e prefeito nomeado de São Luís duas vezes; deputado estadual, elegeu-se deputado federal constituinte, tendo repetido vários mandatos federais inclusive um de senador. Ao mesmo tempo, dividiu sua trajetória política com a montagem do Ceuma, hoje o maior complexo de ensino universitário privado do Maranhão, com ramificações em vários estados.

Onofre Correa: comerciante de Imperatriz, foi para a Constituinte como uma esperança, mas não se encontrou na vida política e voltou para a Região Tocantina para cuidar dos seus negócios.

Sarney Filho: depois da Constituinte, onde atuou com um dos primeiros parlamentares ambientalistas, exerceu mais sete mandatos de deputado federal, entremeados com duas passagens bem sucedidas pelo Ministério do Meio Ambiente. Não se elegeu senador em Outubro, mas logo em seguida foi convidado e aceitou a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal.

Vieira da Silva (In memorian): chegou com uma longa trajetória política, com vários mandatos; depois da Constituinte foi deputado federal por duas vezes, afastando-se da vida pública para cuidar do patrimônio, que incluiu a TV e a Rádio Cidade, objeto de disputa em família.

Vítor Trovão (In memorian): empresário de Coroatá, com forte presença na vida política daquela região, foi deputado estadual e deputado federal várias vezes. Depois da Constituinte foi abandonando aos poucos a vida pública.

Wagner Lago: procurador do Estado aposentado, foi deputado estadual e deputado federal várias vezes, sendo que depois da cassação do mandato do governador Jackson Lago, seu irmão, deixou o PDT e se filiou ao PPS, preferindo participar da política nos bastidores.

Senadores

João Castelo (In memorian), antes deputado federal e governador, chegou à Constituinte como senador; depois, disputou sem sucesso, duas vezes, o Governo do Estado, foi várias vezes deputado federal e fechou sua carreira como prefeito de São Luís, com lugar na história como um dos políticos mais influentes do estado no seu período.

Alexandre Costa (In memorian): com atuação forte desde os anos 50, como deputado federal várias vezes, chegou à Constituinte no segundo mandato de senador. Depois, reelegeu-se novamente senador, alcançando mais um mandato, tempo em que foi ministro de Estado de Integração Nacional no Governo de Itamar Franco. Com o seu carisma e sua franqueza, foi igualmente respeitado por aliados e adversários.

Edison Lobão: deputado federal duas vezes antes, chegou à Constituinte como senador; depois elegeu-se governador em 1990, e mais três mandatos de senador em seguida. Foi presidente do Senado e ministro de Minas e Energia nos Governo de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Não conseguiu a reeleição em 2018 e enfrenta na Justiça acusações no roldão da Lava Jato.

 

Jair Bolsonaro ainda não bateu martelo sobre quem será seu porta-voz para valer no Maranhão

Maura Jorge, Chico Carvalho, Pará Figueiredo e Aluísio Mendes: quem representará Jair Bolsonaro?

A exemplo do que está acontecendo em alguns estados, os aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão estão completamente perdidos em relação ao papel que terão no futuro Governo. A base bolsonarista no estado é formada por vários grupos, que até agora não conseguiram se entender. Os principais nomes são a ex-prefeita Maura Jorge (PSL), que foi candidata ao Governo do Estado e recebeu o então candidato Jair Bolsonaro em São Luís; o vereador por São Luís, Francisco Carvalho, presidente do PSL no Estado; o deputado estadual eleito Pará  Figueiredo (PSL) e o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos). E numa situação excepcional, o médico Allan Garcez, que surpreendeu a todos ao ser convidado e ter aceitado fazer parte do gabinete de transição.

Nos bastidores da seara política são muitas as especulações. Uma delas diz que Maura Jorge estaria de movimentando para ganhar o controle do Porto do Itaqui, isso na hipótese de o novo Governo retomar o controle do complexo portuário hoje administrado – muito bem, por sinal – pelo Governo do Estado. Em nota, porém, Maura Jorge descartou a especulação, afirmando que sua relação a com o presidente eleito é política e não está relacionada a cargos. Por sua vez, vereador Chico Carvalho procura um líder forte para entregar o comando do partido no Maranhão, tendo como opção preferencial o deputado estadual e federal eleito Eduardo Braide, na condição de ele deixar o PMN e ingressar no PSL, ao que o parlamentar tem resistido, pelo menos por enquanto.

O deputado estadual eleito Pará Figueiredo, que alguns vinham apontando como virtual chefe do PSL no Maranhão, já que se elegeu pelo partido, até agora não emitiu qualquer sinal de que esteja interessado no futuro da agremiação no Maranhão. Finalmente, o deputado federal Aluísio Mendes, que já esteve com o presidente eleito como membro da Bancada da Bala, vem se movimentando discretamente num raio próximo ao núcleo que cerca o presidente eleito.

Aguarda-se os próximos lances desse xadrez.

São Luís, 02 de Dezembro de 2018.

PCdoB vai incorporar o PPL numa grande articulação em que a participação de Flávio Dino e Márcio Jerry foi decisiva

 

Flávio Dino e Márcio Jerry: articulação decisiva para a incorporação do PPL ao PCdoB, que acontece amanhã

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Pátria Livre (PPL) entraram em contagem regressiva para uma histórica reunião a ser realizada neste Domingo, em São Paulo, na qual o segundo será incorporado ao primeiro. Com a incorporação, que resultará de um consenso construído num longo e bem articulado processo de negociação, o PCdoB ganhará musculatura partidária suficiente para ultrapassar a cláusula de barreira que estrangula pequenos partidos num processo destinado a depurar o quadro de agremiações políticas que atuam no País – são 35 partidos e mais 13 pedidos de registro no TSE. Com o novo status, o PCdoB não apenas consolidará sua existência como partido político, como terá acesso ao Fundo Partidário e direito a exibir seus programas no rádio e na TV. Nessa ampla e bem amarrada articulação, o braço maranhense do PCdoB do Maranhão, presidido pelo deputado federal eleito Márcio Jerry e liderado pelo governador Flávio Dino, tem importância decisiva,  exatamente por ser a mais bem sucedida representação do partido em toda a Federação, a começar pelo fato de ser a única sessão regional a governar um estado e de ter se tornado o maior partido maranhense em número de prefeitos e deputados estaduais. Essa será um dos maiores passos do PCdoB desde a sua fundação em 1958, a partir de uma dissidência dentro do PCB.

Resultado de um longo, intenso e ousado trabalho de militância aberta comandado pelo jornalista Márcio Jerry, sob a liderança de Flávio Dino, o PCdoB saiu da condição de partido fadado a perecer, apesar do seu histórico de lutas, e se tornou uma legenda detentora do poder pelo voto direto. Foram anos e anos de batalhas intensas, altos e baixos, conquistas e perdas, vitórias e derrotas, numa guerra sem trégua para sobreviver como fatia autêntica e pragmática de uma esquerda dividida. E mais, enfrentando um adversário poderoso, ardiloso, tarimbado e implacável como o Grupo Sarney. Sem perder sua identidade ideológica, sem abrir mão dos seus princípios doutrinários e sem desfigurar a essência da sua base programática. Em resumo: mesmo sofrendo enorme pressão de um contexto político em que a banda esquerdista que chegou ao poder no País sucumbiu num turbilhão de contradições, o PCdoB se manteve coerente e com os pés no chão, principalmente no Maranhão, onde Flávio Dino virou a mesa e chegou ao poder, contrariando a lógica. O braço maranhense é hoje a grande referência para o PCdoB em todo o País

Na outra ponta da linha, o PPL, criado em 2009 com remanescentes do MR-8, que fez frente à ditadura militar, é um partido que tem uma base ideológica de centro-esquerda e que prega o que define como nacionalismo com desenvolvimento, mesclado com o trabalhismo, um perfil bem próximo do PTB criado por Getúlio Vargas e mantido por João Goulart, que aparecem como as suas principais referências históricas. Tanto que nas eleições deste ano, o candidato do partido a presidente da República foi João Goulart Filho, herdeiro político do ex-presidente, que foi derrubado pelo golpe militar de 1964. O PPL chegou ao Maranhão pelas mãos do médico Zéluiz Lago, irmão do ex-governador Jackson Lago. Atualmente, o braço maranhense do partido é presidido pelo professor Roberto Brandão, que manteve o partido de pé e participou intensamente dos entendimentos.

Além de assegurar e fortalecer a existência do PCdoB, que permanecerá como um dos mais antigos e atuantes partidos do Brasil, a incorporação abre caminho para que outras agremiações avancem em processos de fusão, como é provável que aconteça como a Rede Sustentabilidade e o Partido Verde. Nesse contexto, a união dos dois partidos fortalecerá a liderança do governador Flávio Dino, que é um dos seus principais articuladores, juntamente com o deputado federal eleito Márcio Jerry, que comenta a incorporação: “Saudamos este momento como de grande importância para o nosso partido, presente em todo o território nacional, com atuação marcante nos movimentos sociais, no dia a dia da luta popular, no parlamento e no executivo”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia Legislativa homenageia Raimundo Carreiro, maranhense que preside o TCU

Raimundo Carreiro recebe a Medalha do Mérito Manoel Beckman do presidente  da AL, Othelino Neto, e, ao lado, posa com o autor do projeto, deputado Max Barros

Raimundo Carreiro, um maranhense de Benedito Leite que venceu os  desafiadores reentrâncias da complexa e pantanosa máquina administrativa federal e chegou ao topo como ministro e agora presidente do Tribunal de Contas da União, foi laureado ontem com a Medalha do Mérito Manoel Beckman, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Maranhão. A comenda foi concedida por Decreto Legislativo editado pelo presidente Othelino Neto (PCdoB) com base em projeto proposto pelo deputado Max Barros (PMB) e aprovado por unanimidade pela Casa.

Ao fazer a entrega da medalha, o presidente Othelino Neto lembrou que “a iniciativa do deputado Max Barros, que foi aprovada por unanimidade na Assembleia, é uma forma de fazer justiça e de reconhecer as contribuições importantes que ele tem dado ao Brasil”. Por sua vez, Max Barros justificou a iniciativa: “O ministro tem uma história de vida pessoal muito bonita. Então, eu acho que é justo que a Assembleia faça essa homenagem porque, ao mesmo tempo em que ele está sendo homenageado, também deve servir de referência para a juventude, pois é por meio do estudo, do trabalho e da ética que se conquista as coisas. Ele é um exemplo de vida”.

Raimundo Carreiro agradeceu: “É realmente uma honra extraordinária para qualquer brasileiro, qualquer maranhense, ainda mais da minha origem, receber essa homenagem. O deputado Max Barros teve essa generosidade de apresentar essa proposta para os deputados e eles aprovaram por unanimidade. Hoje, eu estou aqui para agradecer tanto à Assembleia Legislativa do Maranhão como o deputado Max Barros”, declarou o ministro em tom de gratidão.

A homenagem faz sentido. Apontado como exemplo de menino pobre que se dedicou aos estudos com afinco e conquistou a selva administrativa e política que é Brasília, onde ascendeu por concurso público, Raimundo Carreiro graduou-se na Faculdade de Direito do Centro de Ensino Unificado de Brasília (Ceub), em 1981. Foi vice-presidente do Conselho Consultivo da Anatel, funcionário do Senado Federal até sua aposentadoria como analista legislativo, em 2007. Antes, entre 1990 e 1992, fez uma meteórica carreira política como vereador em São Raimundo das Mangabeiras, onde viveu a infância, mas logo abandonou o mandato e retornou a Brasília, e ali reassumiu funções administrativas e acabou se transformando em braço direito de José Sarney (MDB), visto por muitos como seu padrinho. No Senado foi secretário-geral da Mesa a partir de 1995, nomeado por José Sarney. Também foi vereador, entre 1990 e 1992, de São Raimundo das Mangabeiras. Chegou ao TCU indicado e avalizado por José Sarney. Técnico experiente em direito público tem feito uma boa participação no TCU.

Em Tempo: Há cerca de dois anos, Raimundo Carreiro entrou na alça da mira do Ministério Público sob a suspeita de desvio de conduta fazendo concessões proibidas no cargo. Negou peremptoriamente a acusação. Há alguns meses, o STJ arquivou a denúncia por falta de provas, limpando a mancha que ameaçou sujar indelevelmente a sua túnica de ministro.

 

Edivaldo Holanda Jr. avança no cumprimento da promessa de melhorar o transporte de massa de São Luís

Edivaldo Holanda Jr. e Camila Holanda, acompanhados de Júlio Nogueira, registram a entrega com motoristas e cobradores dos novos ônibus

Menos de uma década atrás, pouca gente acreditava, sinceramente, que São Luís pudesse contar com um sistema de transporte coletivo de qualidade, que além de garantir a mobilidade diária de pelo menos 600 mil ludovicenses – trabalhadores e estudantes -, os transportasse com segurança e algum conforto. Um ato simples, realizado ontem de manhã na área de estacionamento da Praça Maria Aragão, informalmente presidido pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), aumentou ainda mais a certeza de que é possível, sim, a Capital do Maranhão tornar-se uma cidade que trata bem os usuários do transporte de massa. No ato de ontem, o prefeito entregou à população usuária mais 10 ônibus novos climatizados, destinados às linhas Santa Rosa, Turu e Calhau, e que se somarão aos 262 veículos com ar-condicionado que representam 30% dos quase 80% da frota renovada de São Luís. Foram 42 ônibus novos e climatizados colocados em operação nos últimos quatro meses. A melhoria na qualidade do transiste de massa da Capital, que alcança os quatro municípios da Ilha, é um dos mais firmes compromissos assumidos pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. nas campanhas da eleição e da reeleição, e que pela frequência das entregas, poderá ser integralmente cumprida até o dia 31 de Dezembro de 2019. No ato desta Sexta-feira, o prefeito da Capital disse: “Ao longo de quase seis anos de gestão, afirmamos, com total segurança, que o setor vive uma nova realidade, com ônibus novos circulando com ar-condicionado e outras relevantes ferramentas de controle operacional, que fazem do nosso sistema de transporte um dos melhores e mais modernos do Norte e Nordeste”. De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação do Município, a renovação da frota de ônibus da capital é parte do Programa de Reestruturação do Sistema de Transporte Público de São Luís. A base do sistema é a Central de Controle Operacional do Trânsito (CCO), que possibilita o acompanhamento direto e em tempo real de todo a malha de trânsito e transporte da cidade, além de outras medidas como a adoção do sistema de fiscalização por biometria facial, evitando assim as fraudes que prejudicavam o sistema; a bilhetagem eletrônica com recarga embarcada; o bilhete único; o cartão criança e instalação de GPS em 100% da frota.

Em Tempo: O prefeito Edivaldo Holanda Jr. estava acompanhado de auxiliares e da primeira-dama de São Luís Camila Holanda, reconhecida por amigos como o seu maior e mais forte esteio. Jovem, bonita e ciente do seu papel, Camila Holanda tem acompanhado o marido em todos os atos oficiais e informais, atitude reveladora de uma sólida e exemplar aliança.

São Luís, 30 de Novembro de 2018.

 

Flávio Dino faz nova campanha para que inadimplentes com o IPVA liquidem seus débitos

 

Flávio Dino cria mais uma oportunidade para que os milhares de donos de veículos inadimplentes com IPVA quitem  débitos e o Governo tenha um reforço de receita

O governador Flávio Dino (PCdoB) editou nesta semana Medida Provisória que abre nova janela de oportunidade para que proprietários de veículos inadimplentes resolvam suas pendências com o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o famoso IPVA, ignorado por um entre três proprietários de veículo. Com a MP, o governador autoriza até 100% de descontos de juros e multas no caso de quitação à vista e até 60% se o débito for parcelado em 12 vezes. Uma iniciativa salutar, porque dá ao contribuinte a oportunidade de sair da sempre incômoda situação de inadimplente, e ao Estado, que obtém um reforço de caixa num mês em que o Governo precisa de recursos a mais. A facilitação para a quitação de débitos com o IPVA alcança, indistintamente, todos os inadimplentes, incluindo aqueles que durante a campanha eleitoral, induzidos por oposicionistas, se fizeram de vítimas da “maldade” governista por terem tido seus veículos, e muitos leiloados, por circularem irregularmente.

Ao editar a MP do IPVA, o governador Flávio Dino mostra a regularidade tributária do seu Governo, no caso específico em relação a um imposto que pelo menos metade dos proprietários paga regularmente, muitos pagam com atraso, seja por má vontade, seja por falta de condições no prazo, e uma parcela expressiva não paga mesmo, a maioria porque simplesmente acha que não deve pagar, e ponto final. A verdade é que, de um modo geral, ninguém gosta de ser contribuinte, mesmo tendo a consciência de que sem esses recursos os serviços públicos, que todos cobram, não funcionam. Muitos inadimplentes usam o argumento de que os impostos que pagam são mal aplicados pelo Poder Público e que parte deles é desviada nos ralos da corrupção.

No caso do atual Governo, a aplicação dos recursos tributários é correta e saudável, e as evidências indicam que a corrupção não anda mesmo tendo vez no Maranhão. O governador Flávio Dino revelou-se um gestor que tem ciência absoluta da natureza dos recursos usados pelo Poder Público – de onde vêm, e para onde devem ir. Quem o conhece confidencia que ele é extremamente rigoroso na manutenção do equilíbrio entre receita e despesa, o que tem feito com que seu Governo seja reconhecido  como um dos poucos que gozam de saúde fiscal, apesar dos problemas que enfrenta com a obtenção da receita tributária, entre eles a enorme inadimplência com o IPVA, por exemplo.

Essa realidade foi completamente ignorada por adversários do governador  durante a campanha eleitoral. Numa estratégia não muito decente do ponto de vista político, acusaram o governador de tirania administrativa  por causa de um grande número de motocicletas recolhidas por falta de quitação do IPVA, e muitas delas leiloadas. Nada mais do que o cumprimento frio e seco da lei, como manda a regra. O discurso da Oposição tentou transformar inadimplentes em vítimas de “maldade”, contribuindo assim para formar a ideia de que inadimplência tributária não deve gerar consequência. Isso num estado em que, numa curiosa contradição, pelo menos metade das milhares de motocicletas que circulam no interior está irregular com o IPVA, mas a esmagadora maioria foi quitada com o revendedor. O mesmo acontece com automóveis e veículos maiores.

A nova campanha – pelo menos duas outras foram feitas – para a quitação do IPVA é uma boa medida do governador Flávio Dino, que assim busca regularizar ao máximo a crescente frota de veículos – só em São Luís são mais de 450 mil, boa arte inadimplente. E reforçar o caixa no final de um ano em que a receita do Maranhão em Fundo de Participação dos Estados (FPE) emagreceu por causa da evasão tributária causada pela crise econômica que estrangula a economia nacional. Trata-se de uma boa iniciativa, por mais amarga que seja qualquer medida de natureza tributária na visão do contribuinte.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Prisão do governador do Rio de Janeiro por corrupção fragiliza ainda mais o MDB

Fernando Pezão: governador preso por participar do esquema de corrupção montado pelo antecessor Sérgio Cabral e que  arrasou as finanças Rio de Janeiro

A Polícia Federal prendeu nesta madrugada o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (MDB), sucessor e, agora está provado, sócio do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que está preso há dois anos e condenado a quase 200 anos por diferentes e assombrosos crimes de corrupção que mergulharam  aquele estado, um dos  mais prósperos da Federação, na maior crise administrativa e financeira da sua História. A prisão de Fernando Pezão a um mês do final do seu Governo foi autorizada pelo STJ, por meio do ministro Félix Fischer, relator de um vasto elenco de denúncias contra o governador em processo com base no depoimento de delatores. O governador Luiz Fernando Pezão é acusado de receber mesada de propina do esquema montado pelo antecessor Sérgio Cabral, e de entregar o Detran para ser “loteado” por deputados estaduais integrantes do esquema, entre outros crimes de desvio de dinheiro público. A prisão de Fernando Pezão já era esperada, mas causou enorme impacto no meio político, principalmente nas fileiras do MDB, onde vários graúdos, do Rio de Janeiro e outros estados, poderão amargar o mesmo destino nas próximas semanas, ou depois de janeiro.

 

Tragédia criminosa que atingiu Bacabal deixou João Alberto indignado

João Alberto acompanha o drama de Bacabal pelos relatos dos deputados Roberto Costa e João Marcelo em reuniões com o prefeito Edvan Brandão e o secretário Jefferson Portela

A transformação de Bacabal em praça de guerra por assaltantes de banco, numa ação que resultou em quatro mortes – um inocente e três bandidos – e na fuga do bando com provavelmente R$ 100 milhões, e muitas outras consequências, deixou indignado o senador João Alberto (MDB), reconhecido por todos como uma espécie de patrono da cidade, independentemente das diferenças políticas que movem o município. A ação da polícia foi eficiente e até elogiada, mas o fato trágico faz lembrar que em 1990, quando governou o Maranhão, João Alberto transformou-se numa espécie de pesadelo da bandidagem, implacável que foi contra ela. Naquele momento, as facções do Rio de Janeiro começaram a brigar entre si e alguns bandos resolveram atuar o Nordeste. Ao chegarem ao Maranhão, encontraram pela frente um Governo determinado a varrê-las do mapa. A ação policial naquele momento foi tão dura que Imperatriz, onde bandidos circulavam à luz do dia, tornou-se o epicentro da famosa Operação Tigre, que tirou de circulação e mandou embora as várias quadrilhas que atuavam na região e no resto do estado. O senador certamente deve ter lamentado não estar no comando do Governo nesse momento. O ex-governador acompanhou o drama bacabalense pelos relatos do deputado  federal João Marcelo (MDB), seu filho, e do deputado estadual Roberto Costa, que juntamente com o prefeito eleito Edvan Brandão, acompanharam de perto as ações do secretário de Segurança, Jefferson Portela.

São Luís, 29 de Novembro de 2018.

 

Famem prepara pauta com problemas municipais para apresentar ao presidente eleito Jair Bolsonaro

 

Presidida por Cleomar Tema (de paletó e gravata vermelha), reunião da Famem elencou problemas municipais numa pauta  para ser levada a Jair Bolsonaro

Depois de uma maratona de negociações com o Governo do presidente Michel Temer (MDB), que termina no dia 31 de Dezembro e com o qual conseguiu auferir alguns ganhos, a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), num movimento articulado com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), decidiu também abrir um canal de negociação com o futuro comando do País. Os líderes municipalistas acertaram um encontro com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), a quem apresentarão uma pauta contendo uma série de problemas pendentes, principalmente nas áreas de Saúde e Educação cujas soluções dependem de recursos a serem liberados pela União. Nesta terça-feira (27), o presidente da Famem, Cleomar Tema (PSB), comandou uma ampla reunião na sede da entidade, na qual alinhavou com prefeitos de todas as regiões do Maranhão os problemas que mais afetam os municípios maranhenses. A pauta definida será levada à reunião da CNM com o futuro presidente da República.

Com a participação de prefeitos de efetiva militância municipalista, como o de Caxias, Fábio Gentil (PRB), o de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), e o de São Mateus e vice-presidente da Famem, Miltinho Aragão (PSB), a reunião comandada pelo presidente Cleomar Tema produziu uma pauta objetiva, uma vez que os itens relacionados já são do conhecimento das autoridades federais, responsáveis pela sempre complicada relação do Governo Federal com os municípios. Um dos itens-chave da pauta é o aumento de 1% no valor do bolo repassado às prefeituras via Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Projeto de Emenda à Constituição  com esse teor deve entrar na semana que vem na pauta da Câmara Federal, de modo que, se aprovado, seja votado ainda neste ano pelo Senado, para que o benefício seja implantado a partir do ano que vem, proporcionando um expressivo alívio de caixa para os municípios.

Além do reforço no FPM, a pauta que os prefeitos maranhenses levarão para a reunião com o presidente Jair Bolsonaro inclui um dos maiores gargalos das administrações municipais, a área de Saúde. As principais demandas dos prefeitos são a volta do subsídio bancado pela União para o custeio das despesas per capita, com a correção dos valores repassados aos municípios, principalmente no que diz respeito ao atendimento de  média e alta complexidade. Além disso, os municípios precisam de mais recursos  bem como o tratamento fora de domicílio, que no entendimento dos prefeitos deve ser reajustado, principalmente em relação ao atendimento de hemodiálise. Os prefeitos pedem também que as emendas parlamentares, que totalizam R$ 170 milhões/ano, sejam dedicadas integralmente à área de Saúde.

Os prefeitos que participaram da reunião convocada pela Famem incluíram na pauta a ser apresentada ao presidente eleito Jair Bolsonaro uma série de itens ligados à Educação. Um deles é uma proposta de parcelamento administrativo dos precatórios do Fundef devidos pela União aos municípios, estando os prefeitos dispostos a abrir mão de parte desses valores, dentro de um acordo pelo qual a União antecipe o pagamento dos precatórios, sob a orientação da Procuradoria Geral da União (PGU), para que as prefeituras não sofram perdas significativas. Pedirão também que o próximo Governo implante o Custo Aluno Qualidade (CAQi), uma fórmula que acreditam ser a mais adequada para bancar o sistema de ensino básico, de responsabilidade das prefeituras.

Prefeito de Tuntum no quinto mandato e presidente da Famem no terceiro, Cleomar Tema aposta na ação permanente mantida pelo  movimento municipalista, através das suas entidades representativas, para abrir canal de negociação com o futuro presidente da República, como aconteceu com o presidente Michel Temer, que abriu caminho para a solução de alguns problemas. “Criamos uma pauta municipalista que iremos levar ao futuro Governo na área da Educação, Saúde e outros assuntos de interesses dos municípios, tais como política de resíduos sólidos, por exemplo. É de extrema importância essa iniciativa, porque visa solucionar problemáticas antigas de várias cidades do nosso estado”, destacou o presidente da Famem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Depois de uma longa guerra jurídico-política e de ser transformada num inferno por bandidos, Bacabal empossa hoje novo prefeito.

Por causa do ataque à cidade por bandidos. Edivan Brandão adiou sua posse para hoje na Prefeitura

Edivan Brandão (???) assume hoje a Prefeitura de Bacabal para iniciar, se possível, uma nova era naquele que é um dos mais importantes municípios do Maranhão, mas que nos últimos tempos foi duramente atingido por descompassos políticos e administrativos que travaram um processo de desenvolvimento.

A posse do novo prefeito de Bacabal encerra – espera-se – definitivamente o maior imbróglio político e judicial que infernizou a vida de um município maranhense nos últimos tempos. Começou ainda na fase de registro da candidatura do ex-prefeito Zé Vieira (PR) para a eleição de 2016 e terminou um ano e meio depois do pleito, com a decisão da Justiça de cassar o registro da sua candidatura, empossar o presidente da Câmara Municipal e marcar nova eleição, que aconteceu no dia 28 de Outubro, juntamente com o segundo turno da eleição presidencial.

Eleito com o apoio do deputado estadual Roberto Costa (MDB), do deputado federal João Marcelo (MDB) e do senador João Alberto (MDB), numa disputa com quatro candidatos, Edivan Brandão deveria ter assumido segunda-feira (26). Mas como uma espécie de sinal macabro de que os problemas de Bacabal não acabaram, a posse foi suspensa por conta da ação de uma quadrilha que invadiu a cidade na noite de Domingo e a transformaram num inferno. Durante duas horas, um bando de criminosos incendiaram carros nas principais via de acesso, explodiram a agência do Banco do Brasil, roubaram pelo menos R$ 100 milhões, deixaram um rastro de dinheiro pela cidade, assassinaram um motoboi, e no confronto com a polícia três facínoras foram fuzilados. A ação foi tão danosa que acabou transformando cidadãos comuns em ladrões, seduzidos que foram pela facilidade que encontraram de lavar “algum” para casa diante do mar de notas espalhadas pelas ruas.

Por conta dessa tragédia urbana, que traumatizou os bacabalenses e causou perplexidade em todo o País, tendo também sido notícia nos cinco continentes, Edivan Bandão transferiu sua posse para hoje, não esperando a poeira baixar. E todos esperam que a partir do ato Bacabal volte a ser uma cidade dinâmica e importante que sempre foi.

 

Eduardo Braide confirma que está estudando propostas para mudar de partido

Eduardo Braide convite do PSL e de outro partidos

O deputado estadual e federal eleito Eduard Braide (PMN) confirma informação da Coluna de que não vai se deixar seduzir pelos convites que vem recebendo de vários partidos, a começar pelo PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele disse que está examinando cada proposta com cuidado, mas que seu projeto primeiro é permanecer no PMN caso o partido faça a fusão com o PHS, como está sendo estudado pelas direções dos dois partidos. Eduardo Braide afirmou que seu objetivo é dispor de um partido ideologicamente afinado com o que pensa – caso do PMN -, mas que lhe dê um suporte efetivo para que possa ter segurança nua disputa como a da Prefeitura de São Luís. Ele não descarta a possibilidade de ingressar no PSL, mas vai examinar outras propostas, para então decidir pela mais adequada ao seu projeto político.

São Luís, 28 de Novembro de 2018.

Seis cotados para disputar a Prefeitura de São Luís são políticos atuantes e de bom nível da nova geração

 

Eduardo Braide, Bira do Pindaré, Neto Evangelista, Duarte Jr., Felipe Camarão e Victor Mendes: nomes da nova geração com cacife para comandar São Luís

Desde que voltou a escolher seus prefeitos pelo voto direto e secreto, na histórica eleição de 1985, quando elegeu Gardênia Castelo numa intensa disputa em que o adversário foi Jaime Santana, que envolveu diretamente o então presidente da República, José Sarney, São Luís não abrigava um time de aspirantes tão grande e diversificado como o que está sendo mobilizado para o enfrentamento na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) em 2020. E com uma vantagem excepcional: todos são da nova geração e fazem parte de um contexto onde não há vaga para quem já virou sessentão. Os deputados federais eleitos Eduardo Braide (PMN) e Bira do Pindaré (PSB), o deputado estadual reeleito Neto Evangelista (DEM), o deputado estadual eleito Duarte Jr. (PCdoB), o deputado federal Victor Mendes (MDB), e o secretário de Estado da Educação Felipe Camarão são nomes de envergadura política e que nas eleições de Outubro mostraram que têm potencial eleitoral. Reúnem também boa formação técnica, o que lhes dá mais cacife ainda para entrar com chances de chegar ao Palácio de la Ravardière.

Entre esses nomes, o que parece mais viável é o deputado Eduardo Braide, pela musculatura política e pelo tamanho eleitoral adquiridos nos últimos dois anos. Sem padrinho nem grana, só com lenço e documento, foi a grande sensação da eleição de São Luís em 2016, quando ameaçou perigosamente a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Jr., e depois, também sem fanfarra, saiu das urnas como vice-campeão de votos para a Câmara Federal em 2018, depois que evitou a perigosa tentação de entrar na briga pelo Governo do Estado. Sem lastro como gestor, é bom em direito público e tem perfil de quem sabe planejar e comandar. Tem São Luís e seus problemas na cabeça.

Advogado e bancário (Caixa), o deputado Bira do Pindaré tem a vantagem de quem já reuniu experiência como militante político coerente e hoje líder partidário inconteste. Sindicalista de ponta, tendo presidido o respeitado Sindicato dos Bancários de São Luís, ganhou peso nas eleições de 2006, quando disputou o Senado e bateu até o mito Epitácio Cafeteira (PTB) em São Luís. Elegeu-se deputado estadual em 2010, reelegeu-se em 2014 e vai agora para a Câmara Federal com quase 100 mil votos. No Governo Flávio Dino, mostrou eficiência administrativa como secretário de Ciência e Tecnologia. Sabe muito sobre São Luís.

Advogado por formação, o deputado estadual Neto Evangelista entrou na política como herdeiro do ex-deputado e presidente da Assembleia Legislativa João Evangelista, mas logo mostrou personalidade e construiu o seu próprio espaço. Como secretário de desenvolvimento Social do Governo Flávio Dino, cumpriu com desenvoltura e eficiência a desafiadora tarefa de multiplicar por quatro o número de restaurantes populares. Sem perder o foco, manteve suas bases eleitorais e alcançou a reeleição num cenário de muita disputa e candidatos fortes. Conhece bem as entranhas de São Luís.

O deputado estadual eleito Duarte Jr. é, de longe, a grande novidade da política de São Luís. Advogado, pouco mais de 30 anos, professor de Direito, revelou competência administrativa ao dirigir o Procon, e  mais ainda quando lhe foi entregue também a rede Viva de prestação de serviços à comunidade. Nesse período, reuniu excelência administrativa, talento político e uma forte dose de carisma e ousadia num uso inteligente das redes sociais, nas quais tornou-se um fenômeno e saiu das urnas como o terceiro mais votado para a Assembleia Legislativa. Sabe tudo sobre São Luís.

Presença obrigatória em todas as listas e conversas sobre a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr., o advogado Felipe Camarão é considerado a maior revelação da sua geração como gestor público. No Governo Flávio Dino, foi diretor do Procon, secretário de Administração e de Cultura e hoje comanda a Secretaria de estado de Educação, sempre apontado como  “o cara” do atual Governo em matéria de gestão. Ninguém duvida que ele esteja se preparando para disputar a Prefeitura de São Luís, com o discreto, mas visível, estímulo do Palácio dos Leões. Ele próprio de mantém focado na ação do Governo, ao mesmo tempo em que aprofunda seus conhecimentos sobre os problemas e o potencial de São Luís.

Colocado no tabuleiro político da Capital pelo MDB, que acatou sua proposta de ser o representante do partido na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr., o deputado federal Victor Mendes é também um quadro de ponta. Ambientalista e por vários anos filiado ao PV, foi secretário de Estado do Meio Ambiente no Governo Roseana Sarney (MDB), tendo dedicou boa parte da sua gestão aos problemas ambientais de São Luís, o que lhe deu um lastro respeitável, que o credencia para se apresentar como aspirante a prefeito. Ao colocar-se à disposição do MDB para ser o candidato a prefeito, disse que sabe o que fazer para melhorar São Luís.

São quadros políticos de peso, cientes de que representam uma geração nova e com o desafio de dar continuidade à guinada iniciada pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. em 2013. Vale a pena acompanhar os seus movimentos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eleita na aliança governista, bancada feminina poderá ter votos divergentes em questões pontuais

Cleide Coutinho, Daniela Tema, Ana do Gás, Andreia Resende e, Thaíza Ortega alinhadas na base governista; Mical Damasceno, Detinha e Helena Duailibe: posições independentes em questões pontuais em votações na Assembleia

A bancada feminina na Assembleia Legislativa será integralmente governista. A deputada reeleita Ana do Gás (PCdoB), e as eleitas Cleide Coutinho (PDT), Daniela Tema (DEM), Andreia Resende (DEM), Helena Duailibe (SD), Detinha (PP), Thais Ortegal (PP) e Mical Damasceno (PTB) se elegeram por partidos da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. Mas há sinais de que algumas parlamentares terão atuação mais independente, sem sair da base governista. Há quem afirme, por exemplo, que a evangelica Mical Damasceno, não orará sempre de comum acordo com o Palácio dos Leões, sendo também o caso de Detinha, que segue rigorosamente a cartilha do marido, Josimar Maranhãozinho – deputado estadual e deputado federal eleito como campeão de votos Josimar, podendo se posicionar diferentemente do Governo em questões relacionadas com municípios. Também poderá ter rasgos de independência a deputada eleita Helena Duailibe, principalmente em questões ligadas à Saúde, que ela domina como poucos no Maranhão. Isso não significa que essas três parlamentares farão Oposição ao Governo, que deve contar com os seus votos nas questões essenciais.

 

Duas certezas em relação ao grupo de federais eleitos que jantou com Rodrigo Maia

Pastor Gildemeyr. Eduardi Braide, Marreca Júnior, Rodrigo Maia, Edilázio Jr. Márcio Jerry e Gil Cutrim: posições distintas na disputa pela presidência da Câmara Federal

Nenhum deputado federal eleito declarou posição em relação à Mesa da Câmara Federal. Na semana passada, os deputados federais eleitos Márcio Jerry (PCdoB), Eduardo Braide (PMN), Edilázio Lr. (PSD),  Gil Cutrim (PDT), Bira do Pindaré (PSB) e Júnior Lourenço (PR) foram recebidos em Brasília para um jantar pelo presidente e deputado federal reeleito Rodrigo Maia (DEM-RJ), que articula para renovar também o mandato presidencial. Quem falou disse que foi uma reunião “muito boa”, mas ninguém admitiu ter-se deixado seduzir pela conversa do chefe da Câmara Baixa. Isso significa dizer que as articulações estão se dando ali em três frentes, uma liderada por Rodrigo Maia, outra organizada pela Oposição e a terceira engendrada pela turma que cerca hoje o presidente eleito Jair Bolsonaro. Duas certezas podem-se ter em relação a esse grupo: uma é que Márcio Jerry, Bira do Pindaré e Gil Cutrim votarão em bloco sob a orientação do Palácio dos Leões, e a outra é que Edilázio Jr. e Pastor Gildemeyr seguirão a orientação dos porta-vozes do presidente Jair Bolsonaro.

São Luís, 27 de Novembro de 2018.