Debate no Imirante confirmou nivelamento entre candidatos e indicou que força política será decisiva

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista, Rubens Júnior, Bira do Pindaré, Yglésio Moises e Jeisael Marx são bons nomes para chegar ao Palácio de  la Ravardière

Se o eleitor indeciso assistiu ao debate de ontem à noite no portal Imirante.com, realizado em parceria com o jornal O Estado do Maranhão, com o objetivo de escolher um candidato à Prefeitura de São Luís entre os sete que dele participaram, provavelmente terá ido para a cama embalado por dúvidas. Durante três horas, Eduardo Braide (Podemos), Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moises (PROS) e Jeisael Marx (Rede) se mostraram antenados com os principais problemas da Capital, propuseram soluções factíveis e fugiram de propostas milagrosas. Ao mesmo tempo distribuíram farpas entre si, tendo Eduardo Braide sido escolhido o alvo preferencial, tendo usado muita habilidade para se defender de algumas acusações e, ao mesmo tempo, reagir com petardos, numa demonstração de que se preparou para a pancadaria, que acabou não acontecendo como era esperado. Duarte Jr. com sua ousadia, Neto Evangelista com sua habilidade política, Rubens Jr. com um discurso firme e convincente, e Bira do Pindaré com sua experiência, também trocaram estranhamentos entre si. Em meio a esses movimentos, em tons diferentes, Yglésio Moises com sua reconhecida competência e Jeisael Marx também muito articulado, assumiram posições de independência, o que ficou mais claro com ataques à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), que só foi elogiado pelo candidato do PCdoB.

Como era previsível, Saúde, saneamento e mobilidade foram as áreas dominante entre os questionamentos feitos por jornalistas, eleitores e os candidatos entre si. Nesse contexto, os candidatos apontaram problemas na política municipal de Saúde em curso. Todos os candidatos prometeram pôr fim a filas para cirurgias, acabar ou, pelo menos, reduzir tempo de espera para exames e ainda fazer parte do Sistema Municipal de Saúde funcionar 24 horas por dia,  nos sete dias da semana. Os candidatos falaram também de infraestrutura urbana, da balneabilidade das praias, da queda de braço entre Uber e taxis tradicionais, tocaram na segurança pública e nas dificuldades financeiras. Todos apresentaram soluções para velhos problemas, deixando no ar a impressão de que, seja quem for o eleito, São Luís estará em boas mãos na gestão que será iniciada no dia 1º de Janeiro do ano que vem. Mesmo de “raspão” falaram sobre cultura e turismo.

Curiosamente, nenhum candidato tocou nos problemas da cidade antiga, tradicional, detentora do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, sendo todas as preocupações expostas relacionadas com a periferia. No geral, eles demonstraram consciência dos problemas e um bom nível de preparo para enfrentá-los. Ninguém apresentou ideias revolucionárias nem mirabolantes, nem tentou enganar o eleitor com conversa fiada. Reforçaram, enfim, a impressão de que a eleição do prefeito se dará pela força da mobilização política e partidária e não por uma guerra política sem limites.

O debate ficou tenso em alguns momentos, por causa de acusações e provocações. Começou com Neto Evangelista disparando contra Eduard Braide, acusando-o de haver fracassado na gestão da Caema, ao que ele contestou elencando algumas conquistas da sua gestão, inclusive a contratação de mil servidores por concurso, tendo Bira do Pindaré rebatido afirmando que só houve concurso por causa de decisão judicial.  Eduardo Braide acusou Duarte Jr. de usar verba indenizatória da Assembleia Legislativa durante a pandemia, tendo ele reagido afirmando que Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal, acusando-o também de haver usado assessor da Assembleia Legislativa como caseiro de um sítio. O candidato do Podemos também foi acusado de ter recebido, quando deputado estadual, auxílio-moradia, “mesmo morando na Península”. Eduardo Braide chamou Duarte Jr. de “enganador”, que devolveu acusando-o de mentir. Rubens Jr. e Eduardo Braide também trocaram petardos verbais, sem, no entanto, descer o nível, que, aliás, não aconteceu em nenhum momento das três horas em que os candidatos estiveram frente a frente.

Qualquer análise isenta certamente concluirá que não houve vencedores nem vencidos no debate Imirante.com/O Estado. Os candidatos se mostraram preparados tecnicamente, diferenciados apenas por aspectos pontuais. Mais do que isso, em vez de causar estragos em reputações, a troca de farpas entre eles consolidou a impressão geral de que nenhum tem ficha suja nem rabo preso. O que é uma vantagem excepcional, e indica que a eleição do prefeito de São Luís dependerá do desempenho das forças políticas envolvidas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Debate Imirante/O Estado teve bom formato, bom tempo e boa condução

Os candidatos deram seus recados num enfrentamento sem atropelos e bem conduzido pelo mediador, jornalista Clóvis Cabalau

Muito bem organizado o debate realizado pelo Portal Imirante.com, que colocou frente a frente sete dos 10 candidatos à prefeitura de São Luís. Com um formato inteligente e um tempo generoso, assegurou aos participantes uma excelente oportunidade para expor suas ideias e propostas e também jogar o jogo político com provocações que renderam acusações, reações e estremecimentos, sem descambar para o charco da baixaria. Vale anotar ainda que o formato garantiu a todos os candidatos mesmo tempo e o mesmo grau de participação, não permitindo que houvesse ações articuladas entre candidatos. Foi conduzido com eficiência e equilíbrio e sem protagonismo pelo jornalista Clóvis Cabalau, diretor de Redação do jornal O Estado do Maranhão, que atuou mais para facilitar do que para complicar. Tudo isso permitiu que o evento transcorresse sem nenhum momento de tensão, sem qualquer fato ou gesto que indicasse quebra das regras. O resultado foi um bom debate, principalmente pelo desempenho dos candidatos.

Assembleia Legislativa encara mais um desvio de conduta do deputado Fábio Macedo

Ao mesmo tempo em que se consolida cada vez mais como uma instituição atuante, que cumpre as suas obrigações institucionais e se conserva corretamente como um espaço de debate político, a Assembleia Legislativa do Maranhão encara uma situação que causa forte desconforto aos seus integrantes e dirigentes: os desvios de conduta do deputado Fábio Macedo (PDT). Depois de causar um escândalo por embriagues num show popular em Teresina, onde chegou a ser preso e só foi liberado por interferência do presidente Othelino Neto (PCdoB), o parlamentar agora está obrigado pela Justiça a manter distância de 300 metros da sua mulher e dos seus filhos. A acusação é de violência doméstica, denunciada à Polícia pela sua cônjuge, que se diz vítima de agressões, ameaças e constrangimentos. O caso aterrissou na mesa da deputada Helena Duailibe (Solidariedade), titular da Procuradoria da Mulher na Assembleia, que divulgou ontem a seguinte nota:

A Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, com base no art. 24-A do Regimento Interno desta Casa, em face de notícias veiculadas na imprensa, envolvendo o deputado Fábio Macedo em suposto episódio de violência doméstica no âmbito familiar, vem a público manifestar o seu repúdio a todo e qualquer ato de violência física, verbal e/ou psicológica à mulher.

Informa que ao tomar conhecimento das notícias envolvendo o parlamentar, esta Procuradoria decidiu solicitar cópia do processo relacionado ao caso, que tramita na 2ª Vara Especial de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Luís, e, após isso, convidará a esposa do deputado, Lorena Melo Macedo, para trazer informações, que ainda entender necessárias, para esclarecimentos dos fatos narrados nos referidos meios de comunicação.

A Procuradoria da Mulher esclarece, ainda, que após receber o processo, ouvir a vítima e efetuar a análise dos fatos, tomará as providências cabíveis, permanecendo à disposição, tanto da esposa do deputado, quanto de toda a sociedade, no combate à violência e discriminação contra a mulher.

São Luís, 20 de outubro de 2020

Deputada Helena Duailibe

Procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa

São Luís, 21 de Outubro de 2020.

 

Candidatos mais fortes turbinam suas campanhas para a Prefeitura de São Luís

 

De cima para baixo: Eduardo Braide e a esposa na festa do Sírio de Nazaré no Cohatrac; neto Evangelista em carreata com Roberto Costa e Wellington do Curso; Duarte Júnior com Carlos brandão e Detinha e Honorato Fernandes, vice de Rubens Júnior, comanda passeata com Márcio Jerry (d)

Faltando três semanas para o fim da campanha eleitoral, todas as evidências indicam que as principais candidaturas à Prefeitura de São Luís estão ganhando corpo, reforçando a impossibilidade de um desfecho em turno único, cenário que deve ser desenhado com clareza pelas pesquisas Ibope, DataIlha e JPesquisa, que estão com pessoal em campo para medir as preferências do eleitorado. Na avaliação da maioria dos observadores, Eduardo Braide (Podemos) mantém liderança folgada, mas sem fôlego de liquidar a fatura em turno único. Por seus turnos, Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Júnior (PCdoB) têm feito intensas movimentações, sendo provável que os levantamentos que estão sendo realizados indiquem com mais clareza qual dos três está, de fato, se credenciando para ser o oponente do favorito na segunda rodada. De um modo geral, as campanhas dos quatro que estão efetivamente na disputa estão niveladas, com focos coincidentes – principalmente a Saúde – e propostas parecidas.

A julgar pelo que foi dito até agora, por mais viáveis e interessantes que sejam as propostas, a impressão que se tem é a de que não serão elas as definidoras das preferências do eleitorado. Pelo andar das carruagens na direção do Palácio de la Ravardière, parece que a força política, as alianças, os movimentos imprevistos e o volume de campanha dos candidatos serão os fatores que decidirão a parada, tanto no primeiro turno quanto no segundo.

Na liderança da corrida desde os primeiros levantamentos, Eduardo Braide tem mostrado fôlego e se esforça para consolidar o seu favoritismo dando mais volume à sua campanha de rua, que inclui caminhadas e carreatas. O problema é que, diferentemente dos seus principais adversários, ele atua só, passando ao eleitor a ideia de que não tem aliados políticos nem parceiros partidários, dando, assim, substância à crítica feita por seus adversários segundo a qual ele evita apresentá-los. É fato que, por terem outros compromissos de campanha nas diferentes regiões do estado, os seus aliados formais – o senador Roberto Rocha (PSDB) e os deputados federais Edilázio Júnior (PSD) e Aluízio Mendes (PSC) – não têm participado da sua campanha, o que pode ser também uma estratégia negociada.

Numa outra vertente, Neto Evangelista realiza uma campanha política e partidariamente aberta, reunindo em torno do seu projeto personalidades como o senador Weverton Rocha (PDT), o deputado Roberto Costa – homem forte do MDB –, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), além do deputado federal Juscelino Filho, presidente regional do DEM. Com esses apoios, neto Evangelista tem aumentado expressivamente sua campanha de rua, chamando a atenção por onde tem passado. Na mesma linha, Duarte Júnior tem contado com a companhia do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), um dos fiadores da sua candidatura, e também do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), ou da deputada Detinha (PL), os dois avalistas da base partidária da candidatura.

Mesmo em isolamento social por haver testado positivo para a Covid-19 – situação agora agravada com a internação do seu pai, Rubens Pereira, também alcançado pelo novo coronavírus -, Rubens Júnior tem aproveitado para atuar fortemente nas redes sociais, deixando sua campanha de rua sob a coordenação do candidato a vice-prefeito Honorato Fernandes (PT) e do presidente regional do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, ambos realizando caminhadas e carreatas. Os demais candidatos – Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moises (PROS), Jeisael Marx, (Rede), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio (PRTB) – têm apresentado campanhas mais tímidas.

O cenário a ser desenhado pelas pesquisas em andamento deve mexer com as posições dos quatro candidatos mais fortes, apontando a tendência que poderá se confirmar nas urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Casal Gonçalo dá sinais de que se reelegerá em Santa Rita e em Bacabeira

O casal Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo em ato de campanha em Bacabeira

Todas as pesquisas e evidências políticas indicam que Hilton Gonçalo (PMN) e Fernanda Gonçalo (PMN) serão reeleitos prefeitos de Santa Rita e Bacabeira, respectivamente. Os dois são apontados como franco favoritos, não havendo informações discordantes, a não ser alguma diferença entre um resultado e outro.

Pelo quadro que se desenha em Santa Rita – que com seus 35 mil habitantes integra o complexo metropolitano de São Luís – Hilton Gonçalo deve sair das urnas com uma maioria folgada de votos, uma vez que seu único adversário, Jucimauro Albuquerque (PCdoB), não emite sinais de que tenha fôlego para reagir e virar o jogo nem tornar a disputa um pouco mais difícil para o prefeito, que caminha para emplacar o terceiro mandato no município.

Em Bacabeira a situação é um pouco diferente. A prefeita Fernanda Gonçalo enfrenta o ex-prefeito Venâncio Filho (DEM), mais conhecido como Venancinho e que tem um naco de liderança. Fortemente apoiada pelo marido, a prefeita é apontada por observadores da região como favorita, tendência que dificilmente será revertida pelo ex-prefeito, comandou Bacabeira no desastre econômico e social causado pelo arquivamento dramático da Refinaria Premium I, que de uma hora para outra transformou uma cidade promissora quase que numa terra arrasada.

No meio político é dado como certo que, confirmada sua reeleição, Hilton Gonçalo se “mudará” para São Luís para, se for o caso, apoiar a candidatura de Eduardo Braide no segundo turno.

 

Roberto Rocha anuncia visita do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão

Roberto Rocha articula a visita d presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão no dias 29 e 30 deste mês

O senador Roberto Rocha acertou no terceiro andar do Palácio do Planalto a data e o roteiro da visita que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fará ao Maranhão. Ele desembarcará em São Luís no dia 29, seguindo para Imperatriz no dia 30, irá a São padro dos Crentes. Em São Luís, visitará as obras de revitalização da Praça João Lisboa e o conjunto de apartamentos “Jomar Moraes”, ambos financiados com recursos federais. Em Imperatriz, o presidente inspecionará dias obras: a restauração da BR-010 e construção da hidrovia no rio Tocantins. Deve passar por Açailândia e alcançar São Pedro dos Crentes, um município controlado por evangélicos e que deu a maior votação proporcional para o presidente no Maranhão. Não se sabe como será o tom político da visita, mas há quem diga que o presidente deverá, ainda que indiretamente, incensar a candidatura do ex-prefeito Sebastião Madeira à Prefeitura de Imperatriz.

São Luís, 20 de Outubro de 2020.

PCdoB e PDT se mobilizam para fortalecer Marco Aurélio em Imperatriz, onde o cenário é de indefinição

 

Marco Aurélio (centro) entre Rildo Amaral, Othelino Neto e Weverton Rocha no comício no Calçadão, um ato que reforçou o apoio partidário do candidato do PCdoB

As cúpulas do PCdoB e PDT decidiram reforçar a candidatura do deputado Marco Aurélio (PCdoB) à Prefeitura de Imperatriz, dando uma demonstração de força com um megacomício no Calçadão comercial da cidade, na noite de sexta-feira, com a participação do presidente do PDT, senador Weverton Rocha, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). O movimento de reforço a Marco Aurélio coloca a corrida eleitoral na Princesa do Tocantins em rota de decisão, uma vez que ali quatro candidatos – Marco Aurélio, o prefeito Assis Ramos (DEM), e os ex-prefeitos Ildon Marques (PP) e Sebastião Madeira (PSDB) – encontram-se muito próximos, o que, na avaliação de dois observadores que conhecem bem o jogo político tocantino, neste momento, é precipitada qualquer afirmação categórica a respeito do desfecho da disputa.

Para esses observadores, a chave para o desfecho da disputa em Imperatriz está na situação do ex-prefeito Ildon Marques. Ele tem pendências judiciais relacionadas com sua gestão na Prefeitura, foi colocado na lista negra do TCU e do TCE como inelegível. Garantido por liminares, ele caminha para as urnas entre os candidatos mais fortes. Se a inelegibilidade de Ildon Marques for confirmada pela Justiça Eleitoral, o quadro da disputa sofrerá uma reviravolta cuja intensidade e abrangência dependerá de como vão se comportar os eleitores do ex-prefeito. Se, ao contrário, a Justiça Eleitoral acatar seus argumentos e permita sua participação na eleição, ainda que liminarmente, o jogo entre os quatro ficará mais acirrado.

Dos quatro, a posição politicamente mais consistente é a do deputado Marco Aurélio, que conta com o suporte do seu partido, o PCdoB, e do apoio forte do PDT, do PSB, PT e do Solidariedade, este comandado em Imperatriz pelo deputado Rildo Amaral, seu aliado de primeira hora, e do aval entusiasmado do governador Flávio Dino (PCdoB). O prefeito Assis Ramos, por sua vez, vem fazendo uma gestão com altos e baixos, não conseguindo a liderança na corrida, mas apostando alto em uma arrancada no final da campanha. O ex-prefeito Sebastião Madeira desfruta uma posição confortável: conserva um naco expressivo do eleitorado, e segue embalado pela certeza de que será beneficiado caso Ildon Marques seja considerado inelegível. Ildon Marques, por sua vez, se mantém no jogo apostando suas fichas no aval da Justiça Eleitoral à sua candidatura.

O evento de sexta-feira em torno da candidatura de Marco Aurélio foi um sinal claro de que a aliança governista vai jogar pesado para definir a corrida sucessória de Imperatriz a favor dele. O candidato do PCdoB faz por onde: é um político jovem, preparado e inteiramente integrado ao partido e ao projeto político liderado pelo governador Flávio Dino, tanto que exerce, fortemente prestigiado, a liderança do Governo na Assembleia Legislativa, o que reforça o discurso segundo o qual terá total apoio do Governo para comandar Imperatriz. “Professor Marco Aurélio é um gigante que se constrói a cada dia no Parlamento, dedicando-se com muito empenho à cidade de Imperatriz”, afirmou, em discurso no ato de campanha de sexta-feira o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto.

Sem pesquisa recente, a corrida para a Prefeitura de Imperatriz parece, portanto, rigorosamente indefinida. Mas com o diferencial de que entre os principais vai se destacar quem mostrar mais força para alcançar a fatia dos eleitores ainda indefinidos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Espalhados em diferentes partidos, policiais militares tentam vagas na Câmara Municipal

Esmênia Miranda é um dos policiais militares candidatos

Nada menos que 17 policiais militares aposentados e da ativa estão na guerra por vagas na Câmara Municipal de São Luís. São um cabo, seis sargentos, um subtenente, dois tenentes, quatro coronéis e dois capelães, além da Tenente Esmênia Miranda (PSD), companheira de chapa  de Eduardo Braide (Podemos). Eles fazem parte de um grande movimento de abrangência nacional que estimula a participação de policiais militares no processo eleitoral com o objetivo de fortalecer a categoria. Levantamento feito pelo portal UOL encontrou nada menos que 6.754 militares – a maioria policiais militares – candidatos a prefeito e a vereador. Como os evangélicos, eles não estão articulados ideologicamente e encontram-se pulverizados em uma dezena de partidos, como o PRTB, de direita radical, que tem o vice-presidente Hamilton Mourão como guru, e até o PSTU, de extrema-esquerda.

Os candidatos à Câmara Municipal de São Luís que se identificam agregando a patente ao nome são os seguintes: Cabo Campos (Patriota); “Sargento”: Chagas (DEM), Márcio (PSTU), César (PSL), Mendes (Podemos), Claudinar (Rede) e Gean (Solidariedade); Sub-Tenente Fabiano (PRTB); “Tenente”: Assis (PTB) e Nilo Moraes (PRTB); “Capelão”: Renalcy (PMB)  e Valdenir (Patriotas) ; e “Coronel”: Ivaldo (PMN), Galdi (Novo), Flávio (PSD) e Amaro (PMN).

Vale lembrar que nas eleições de 2016 apenas o ex-policial César Bombeiro foi eleito vereador, e pelo que se comenta nos bastidores, corre o risco de não se reeleger. Em 2014, o policial civil Júnior Verde e o policial militar Cabo Campos de elegeram para a Assembleia Legislativa. Não corresponderam e foram duramente punidos nas urnas. Cabo Campos tenta uma sofrível retomada como candidato a vereador de São Luís.

 

Em contradição flagrante, candidato tucano a vereador exalta a direita

Felipe Arnon: voz da direita no PSDB

Centro, esquerda e direita são vertentes ideológicas legítimas e lícitas numa sociedade democrática. E por isso mesmo deveriam ser muito bem definidas e com seus militantes devidamente organizados dentro de partidos com ideologias, doutrinas e programas claros, de modo a não gerar confusão, principalmente nos momentos de decisão eleitoral. Na campanha em andamento em São Luís, a manifestação de um candidato a vereador Felipe Arnon, chamou a atenção. Com surpreendente entusiasmo, ele bradou, em tom de mote, que “a direita vai mostrar que tem espaço na Ilha”. Sua declaração enfática teria sido vista como politicamente normal e ideologicamente honesta, não fosse por um detalhe decisivo: ele se apresenta como candidato pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), agremiação de centro-esquerda criado por sociais-democratas liderados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quando expõe o seu viés ideológico de direita, o jovem candidato Felipe Arnon entra em confronto aberto com a linha a ideologia tucana, contrariando, agressivamente, a base ideológica e doutrinária de um partido que foi concebido para enfrentar a direita em todos os seus graus e a esquerda mais assumida e suas tribos mais radicais. Com esse discurso, ele mostra desconhecer que a social-democracia nasceu exatamente para criar um estado democrático que garantisse liberdades plenas e focasse suas ações para a criação do estado social, para assegurar ao cidadão direito a educação, saúde, cultura, lazer, trabalho e previdência, sem os controles excessivos do socialismo nem os excessos do capitalismo.

O PSDB foi concebido por FHC, José Serra, Tasso Jereissati, Geraldo Alckmin para ser, de um lado, contrapeso ao PT, e de outro, às siglas de direita, a começar pelo PFL, hoje DEM. Nele não cabe o rótulo de esquerda nem de direita.

Nesse contexto, o candidato Felipe Arnon tem todo o direito de professar suas convicções de um político de direita. Mas está claro que ele se filiou ao partido errado, como parece ser o caso do seu líder estadual, senador Roberto Rocha, que exibe uma relação cada vez mais próxima e ostensiva com a direita radical que tem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como sua principal referência.

São Luís, 18 de Outubro de 2020.

Flávio Dino avalia que verdades desmontam discurso de Jair Bolsonaro sobre corrupção

 

Flávio Dino diz que discurso de Jair Bolsonaro sobre corrupção não tem sustentação

“De um jeito inusitado, a verdade mais uma vez derrotou uma mentira de Bolsonaro. Ele sabe onde a corrupção está, sempre bem perto dele, nos círculos mais íntimos do seu transitório poder. Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”.

O comentário é do governador Flávio Dino (PCdoB), feito ontem no Twitter, à propósito da reação e dos comentários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a respeito da operação da Polícia Federal que, cumprindo mandados judiciais emitidos com base em investigações feitas pelo Ministério Público Federal de denúncias de desvio de dinheiro público destinado ao combate da Covid-19 em Roraima, e que flagrou o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do Governo no Senado e amigão do peito do presidente e de sua família, com R$ 30 mil escondidos na cueca. O presidente, que em outro momento chegou a brincar afirmando ter quase “uma união estável” com o senador roraimense, o descartou em live, afirmando que ele e sua equipe combatem a corrupção, dando a entender que a operação da PF na casa do senador Chico Rodrigo foi uma ação do seu Governo.

Ao descartar o amigão do peito, com quem quase manteve uma “união estável”, fingindo que agora despreza “esse senador aí” porque a Polícia Federal, com base em denúncias investigadas pelo MPF, descobriu que ele é corrupto, o presidente da República comete um grosseiro ataque à verdade no que diz respeito às suas relações com o agora expurgado Chico Rodrigues.

Para o presidente, o senador roraimense foi íntegro e digno da sua intimidade durante os quatro mandatos como deputado federal, período em que foi denunciado por maquiar prestações de contas da ajuda de custo bancada pela Câmara Federal, protagonizando um escândalo que ganhou manchetes em todo o País. Aos olhos de Jair Bolsonaro e seus familiares, a integridade de Chico Rodrigues não foi sequer arranhada quando a Justiça Eleitoral lhe cassou o mandato de governador de Roraima acusando-o de traquinagens na campanha eleitoral. Continuou um “político sério” quando foi escalado para relatar, no Senado, aprovando a inacreditável indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos – o Brasil foi salvo do vexame planetário depois que o presidente, diante das críticas, retirou a indicação.

Chico Rodrigues se manteve como aliado de proa na função de vice-líder do Governo no Senado, por escolha pessoal do presidente, que lhe deu trânsito livre nos Palácios do Planalto e do Alvorada, para atuar como leva-e-traz de tudo o que acontecia na Câmara Alta em relação ao presidente e sua gestão.  O senador também se manteve um “cara legal” ao empregar em seu gabinete, como assessor e ganhando R$ 22 mil por mês, o notório Léo Índio, filho da irmã da ex-mulher de Jair Bolsonaro, mãe dos seus três filhos políticos, carne e unha com Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro.

Na live de quinta-feira à noite, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre “esse senador aí” sem fazer nenhuma menção à quase “união estável” que manteve com ele até o momento em que a PF o flagrou com dinheiro na cueca. Não disse uma palavra sobre nenhum dos vários itens que os ligaram por muitos anos. Nas suas palavras, “esse senador aí” foi vice-líder do Governo por decisão do seu partido, o DEM, mas até as maravilhosas colunas do Palácio do Planalto sabem que foi uma escolha pessoal do presidente.

O governador Flávio Dino tem razão quando diz que o presidente Jair Bolsonaro sabe que a corrupção está sempre bem perto dele, “nos círculos mais íntimos do seu transitório poder”. Os indícios são muitos e fortes: grande movimentação de dinheiro vivo, sem origem declarada, pelo presidente e seus filhos, o caso da “rachadinha” protagonizado pelo atual senador Flávio Bolsonaro e seu fiel escudeiro Fabrício Queiroz, as relações com a milícia que inferniza o Rio de Janeiro, são até agora situações graves e não devidamente esclarecidas. Isso porque as versões dadas pelo presidente Jair Bolsonaro para esses imbróglios são muito frágeis e não se sustentam. Assim como sua inacreditável tentativa de insinuar que as operações da Polícia Federal são ações do seu Governo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

“Pastores”, “missionários” e “irmãos” tentam vagas de vereador em São Luís

Os evangélicos resolveram participar em número expressivo da corrida para a Câmara Municipal de São Luís. São 27 candidatos, espalhados por 17 partidos, parecendo uma estratégia para ocupar espaço nas mais diversas correntes políticas em luta pelo poder na Capital. Um levantamento feito por jornalistas independentes identificou o que pode ser uma grande articulação envolvendo todas as regiões do País, com o incentivo direto das cúpulas das organizações religiosas pentecostais, para a eleição de vereadores, de modo a reforçar o que elas já têm de representação no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.

Na corrida às 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, 14 candidatos que se identificam como “Pastor” ou “Pastora” – André (PMB), Antônio Cícero (PTB), Domingos (PMB), Fábio Leite (Podemos), João Jorge (PT), Juscelino Oliveira (PTB), Rocha (PDT), Sampaio (Avante), Diana Soares (Patriotas), Kaká (Solidariedade), Kelly (PSL), Vilcimar (Solidariedade), Zenaide (PSL) e Zenilde (DC). Quatro se assumem como “Missionário” ou “Missionária”: Amorim (Patriotas), Eridan (Republicanos), Aliana (PV), Lourdes (Podemos) e Jadna (PSC). E nada menos que oito se apresentam como “Irmão” ou “Irmã”: Rose da Farmácia (PSC), Vilanir da Vila Vitória (PL), Antônio (Republicanos), Codó (PRTB), Dijé (PMN), Francisco (PSDB), Jadson (Podemos) e Lourival (PMN).

Entre os “pastores”, o nome mais conhecido é o de Antônio Cícero, calejado militante do braço maranhense do PTB, juntamente com o saudoso jornalista Vera Cruz Marques. Antônio Cícero todas as eleições parlamentares desde a redemocratização, sem conseguir mandato. Os demais “pastores”, “missionários” e “irmãos” passam a impressão de que têm poucas chances de chegarem lá.

 

Lei proposta por Detinha e promulgada por Othelino Neto cria programa contra câncer de mama

Detinha teve lei promulgada por Othelino Neto

A partir de agora, o Maranhão conta com mais um instrumento importante no combate ao câncer de mama, doença responsável por expressivo número de morte de mulheres. Trata-se do Programa de Apoio às Mulheres com Neoplasia Mamária e Mastectomizadas, instituído pela Lei Nº 11.355/2020, aprovada pela Assembleia Legislativa e promulgada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB). O Programa foi proposto no Projeto de Lei Ordinária Nº 568/2019 pela deputada Detinha (PL) e contou com o aval do plenário, que o aprovou sem restrições após cumpridos os trâmites Legislativos.

A Lei promulgada estabelece diretrizes para o programa, que será implementado por meio de órgãos públicos de Saúde, com o objetivo de apoiar, orientar, tratar, reabilitar e reintegrar pacientes e ex-pacientes acometidas pelo câncer de mama. O Programa vai também orientar sobre a importância da reconstrução do complexo aréolo-papilar de mulheres mastectomizadas, prestar apoio social presente desde a fase do diagnóstico até a reabilitação psicossocial, e fomentar a recuperação da saúde física e emocional.

As diretrizes incluem também suporte a mulheres quando confrontadas com situações adversas, como as impostas pelo câncer de mama. Será disponibilizado local adequado para reuniões de autoajuda para mulheres em tratamento. Além disso, garantirá a realização de exames periódicos de ultrassonografia, mamografia, entre outros, cuja finalidade é a prevenção e o controle ao câncer de mama, como também acesso ao tratamento químico e radioterápico, e também ao oncologista. Além disso, o Programa fomentará a realização de campanhas destinadas à prevenção.

No ato da promulgação, o presidente Othelino Neto destacou a importância da lei: “Nós sabemos que é alto o índice de mulheres com neoplasia mamária. Daí a importância dessa lei. Trata-se de um suporte essencial e fundamental para o restabelecimento das condições de saúde dessas pacientes”.

Com a proposta transformada em Lei, a deputada Detinha, que se licenciou para dar uma oportunidade para a suplente Ducilene Belezinha (PL), acertou em cheio com a iniciativa aprovada sem restrições pela Assembleia Legislativa.

São Luís, 17 de Outubro de 2020.

Braide mantém liderança com discurso ameno, mas sabe que o roteiro pode mudar para o confronto

 

Eduardo Braide: campanha amena, que pode ter roteiro mudado

Adversário a ser batido na corrida à Prefeitura de São Luís, uma vez que vem mantendo a dianteira desde muito antes de a sua própria e as outras candidaturas terem sido formalizadas, o candidato do Podemos, Eduardo Braide, vem se esforçando para se manter na liderança usando o que tem de habilidade política. Fez expressão de paisagem diante de algumas provocações empurrando-o para o ringue, lapidou ainda mais a imagem de bom moço, que vem mostrando na campanha, e para completar, declarou, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, que, se eleito for, estará aberto ao diálogo com todas as correntes políticas em ação no Maranhão, incluindo as que formam a aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). E foi mais longe, afirmando que esse diálogo, se vier a ocorrer, poderá inclusive resultar na indicação de nomes para a equipe de um eventual governo sob seu comando, desde que o eventual indicado esteja devidamente qualificado para a função.

Com essa postura, Eduardo Braide trabalha para evitar que a campanha se transforme num confronto ácido, com denuncismo e troca de acusações. Sabe que se a corrida descambar para esse viés, ele será o alvo preferencial da pancadaria, como aconteceu em 2016, em que seus adversários o colocaram contra as cordas, conseguindo reverter a tendência que o estava desenhando como uma ameaça real ao então prefeito e candidato à reeleição Edivaldo Holanda Júnior (PDT). A estratégia que vem mantendo, admitida com clareza na entrevista, segundo reportagem publicada pelo jornal na edição de quarta-feira (14), é também parte do esforço para que a larga vantagem que desfruta seja consolidada e ele consiga liquidar a fatura em turno único, o que a maioria dos observadores vê como improvável, prevendo que a eleição será decidida em dois turnos.

Tarimbado no jogo, o candidato do Podemos tem ciência plena de que o cenário de agora é radicalmente diferente do de 2016, quando, à exceção do próprio prefeito Edivaldo Holanda Júnior – que não é afeito a confrontos diretos – os demais candidatos não tinham estatura para enfrentá-lo. No cenário de agora, sabe que Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB) e Yglésio Moises (PROS) são, como ele, jovens, com boa formação, ousados, ambiciosos e estão se desdobrando pela oportunidade de enfrentá-lo num embate direto, olho no olho. Eduardo Braide está consciente, portanto, de que se não liquidar a fatura logo no primeiro turno, entrará para o segundo com a certeza de que será desafiado, não exatamente para uma disputa, mas para um embate, com a crueza dos confrontos verbais que costumam marcar momentos decisivos de disputas eleitorais.

Político pouco dado a emoção e que costuma tomar decisões com frieza lógica, refletindo cuidadosamente sobre cada passo a ser dado, Eduardo Braide tem todos esses cenários possíveis avaliados e, pelo que se ouve nos bastidores, estaria preparado para se movimentar em todos eles. Seus assessores e conselheiros – que são poucos, pois ele costuma tomar sozinho as suas próprias decisões – estão monitorando os movimentos dos outros candidatos, que nas próximas três semanas deverão sair do cenário “paz e amor” para endurecer seus discursos. A expectativa é a de que em alguns momentos o roteiro de apresentar projetos posando de bons moços seja substituído, ainda que eventualmente, pela estratégia de um dizer o que pensa do outro, tornando a disputa menos racional e mais passional.

Eduardo Braide sabe que, se de fato vierem a ser disparados, os petardos serão, em sua maioria, dirigidos a ele. Resta saber se, em se confirmando essa previsão, ele vai segurar a onda ou partirá também para o enfrentamento.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Disputa de Belezinha com Higor Almeida distancia Magno Bacelar da reeleição em Chapadinha

Ducilene Belezinha lidera, ameaçada por Higor Almeida, e Magno Bacelar perde força na corrida em Chapadinha

Um dos municípios de grande porte conhecidos pela intensa disputa de grupos políticos consolidados, Chapadinha – 80 mil habitantes e polo da Região do Baixo Parnaíba – terá uma das eleições mais disputadas pelo comando municipal. Ali, segundo pesquisa do instituto DataM, a ex-prefeita e deputada temporária Ducilene Belezinha (PL) aparece à frente com 33,7%, seguida do bancário Higor Almeida (PSB) com 31% – situação de empate técnico -, seguidos do prefeito e candidato à reeleição Magno Bacelar (Cidadania) com 15,7%, e de outros candidatos: Aldir Jr (5,6%), Neto Pontes (1,3%), Márcia Gomes (0,7%) e Professor Janio (0,3%).

A liderança frágil, mas real, da ex-prefeita e atual deputada Ducilene Belezinha, já era esperada e ganhou força quando ela passou a fazer parte do projeto maior armado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que aposta alto na sua eleição, o que, se confirmado, lhe permitirá montar sua barraca na região. Já seu principal adversário, Higor Almeida, estreia na política como uma das apostas do PSB, partido comandado pelo deputado federal Bira do Pindaré, candidato à Prefeitura de São Luís. Sua eleição, que não está descartada fortalecerá o projeto maior do PSB no estado.

A grande surpresa em Chapadinha é a situação do prefeito Magno Bacelar (Cidadania), que comanda o município pela segunda vez, depois de ter sido, no século passado, prefeito de Aldeias Altas, quando ganhou folclórica projeção estadual como o prefeito “Nota 10”. Há tempos circula nos bastidores da política que Magno Bacelar não conseguiu imprimir sua marca de gestor eficiente, provavelmente por não mais contar com o apoio do Grupo Sarney, especialmente o então deputado federal Sarney Filho (PV), que por muito tempo lhe abriu portas em Brasília. E a julgar pelo que revela a pesquisa DataM, o prefeito dificilmente reverterá a situação e se reelegerá.

Os números indicam que a disputa em Chapadinha se dará entre Ducilene Belezinha, com o aval de Josimar de Maranhãozinho, e Higor Almeida, que tem o apoio de Bira do Pindaré

Em Tempo: O DataM ouviu 300 eleitores nos dias 03 e 04 de Outubro e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-03527/2020.

 

Wellington do Curso reforça candidatura de Neto Evangelista e deve deixar o PSDB

Wellington do Curso declarou apoio a Neto Evangelista

Impedido de levar em frente a sua candidatura à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), o deputado estadual Wellington do Curso (ainda no PSDB) anunciou seu apoio à candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM). Ele revelou que considerou dar seu apoio ao também deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), mas avaliou que Neto Evangelista está mais preparado para fazer uma boa gestão na Prefeitura de São Luís.

O anúncio tem dois aspectos positivos. O primeiro é que Wellington do Curso não deixou que seus ressentimentos por ter sido tirado da disputa, mesmo aparecendo nas pesquisas ora em segundo ora em terceiro lugar, para ter uma participação política inteligente e produtiva na corrida eleitoral, optando por apoiar um candidato viável. O segundo é que, com a decisão, Wellington do Curso coloca um ponto final no episódio da sua exclusão do quadro de candidato por uma medida de força do comando estadual do PSDB, que, movido também por pragmatismo, decidiu apoiar a candidatura de Eduardo Braide (Podemos).

A tomada de posição de Wellington do Curso pode ter desdobramentos. O primeiro é que parte do seu eleitorado é jovem e fidelizado e pode atender ao seu chamamento e fazer campanha e votar em Neto Evangelista. O segundo é que, independente do resultado da eleição na Capital, depois do pleito, Wellington do Curso deverá procurar um novo pouso partidário.

São Luís, 16 de Outubro de 2020.

Candidatos ganham reforço de lideranças na campanha de rua à Prefeitura de São Luís

 

Neto Evangelista em caminhada no Anjo da Guarda acompanhado de Weverton Rocha (camiseta preta) 

Depois da fase de articulações, do primeiro debate, da corrida às entrevistas e da fase inicial da propaganda no Rádio e na TV e das carreatas, a campanha para a Prefeitura de São Luís chegou com força às ruas. Todos os candidatos, a começar pelos politicamente mais fortes, estão realizando animadas caminhadas por bairros, no contato direto com o eleitorado. Já foram para as ruas Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Bira do Pindaré (PSB) percorrendo as reentrâncias dos bairros mais populosos, levando suas mensagens para a grande massa do eleitorado que se espalha pelas mais diversas regiões da cidade. Rubens Júnior (PCdoB) está em isolamento com Covid-19, mas sua campanha está sendo levada ao contato direto com o eleitor pelo candidato a vice, Honorato Fernandes (PT), e pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry. E agora, a campanha de rua ganha mais um ingrediente: a participação de líderes políticos importantes, como os senadores, deputados federais e estaduais e chefes partidários, que passam ao eleitor impressão de que esses candidatos estão bem respaldados.

Ontem, o candidato da aliança DEM-PDT-MDB-PSL, Neto Evangelista, “invadiu” o Anjo da Guarda à frente de uma caminhada que reuniu grande número de apoiadores, tendo ao lado a sua companheira de chapa, Luzimar Lopes (PDT), e ninguém menos que o senador Weverton Rocha, o presidente do PDT e principal avalista e articulador da candidatura do democrata. A senadora Eliziane Gama já participou de vários eventos de Rubens Júnior, entre eles a grande carreata por ele liderada no último Domingo, e já está programando participação em outras carreatas e passeatas. Ambos têm projetos políticos de curto, médio e longo prazo, de modo que sua participação na corrida à Prefeitura de São Luís é fundamental.

Para os candidatos, transitar pelos bairros em busca de votos tendo a companhia de um senador da República é uma atividade de campanha da maior importância. Esses movimentos têm sido decisivos nas eleições para a Prefeitura de São Luís, porque passa para os eleitores a impressão de que os candidatos terão apoio político para viabilizar seus planos, ao contrário dos que tentam emplacar um projeto de poder solitário, sem base política nem partidária, candidatos, portanto, ao fracasso, mesmo que venham a lograr êxito nas urnas. Em 2008, por exemplo, João Castelo usou as caminhadas como estratégia forte de campanha, realizando dezenas delas nas mais diferentes áreas da periferia da Capital, tendo conseguido eleger-se. Na campanha em curso, os postulantes à sucessão do prefeito Divaldo Holanda Júnior (PDT) apostam alto na campanha eletrônica, mas com a consciência de que o corpo-a-corpo tem importância decisiva nas disputas eleitorais.

Todas as avaliações indicam, por exemplo, que o senador Weverton Rocha é peça-chave no projeto eleitoral de Neto Evangelista. O senador é reconhecido como um ousado e eficiente articulador político, ao mesmo tempo em que tem “pós-graduação” em movimentos de rua. Sua experiência foi adquirida no comando da militância do PDT, que o acompanha desde que o líder-maior do partido, Jackson Lago, o escalou para comandar a ala jovem do partido, tarefa que abraçou de maneira ostensiva e por meio da qual galgou todos os degraus da hierarquia pedetista. Weverton Rocha participou de todas as campanhas eleitorais de, tendo obtido bons resultados em todas.

A mesma posição tem a senadora Eliziane Gama, que se consolidou política atuando nos movimentos de rua na Capital, primeiro como militante nas fileiras do PT, tendo migrado depois para o PPS, que se tornou Cidadania, onde ocupou espaço, participando do processo que que a levou à Assembleia Legislativa, à Câmara Federal e agora ao Senado. Experiente nas ações políticas de rua em São Luís, a senadora deve se integrar mais fortemente à campanha do candidato do PCdoB.

A participação desses líderes na campanha de rua poderá ser o diferencial da corrida à Prefeitura de São Luís, com desdobramentos favoráveis aos candidatos e a eles próprios.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fora da mídia eletrônica, Jeisael Marx, Hertz Dias e Sílvio Antônio ficam sem chance na disputa

Jeisael Marx, Hertz Dias e Sílvio Antônio: sem espaço na mídia eletrônica e praticamente fora da disputa

A não participação na campanha no Rádio e na TV, por conta da fragilidade dos seus partidos, selou os destinos dos candidatos Jeisael Marx (Rede), Hertz Dias (PSTU) e Sílvio Antônio (PRTB) na corrida à Prefeitura de São Luís. Só com campanha de rua eles não têm qualquer chance de reagir e atrair apoio eleitoral para, pelo menos, justificar a continuidade das suas ações nos próximos 30 dias. Mas, ao contrário do que mostra a realidade e sugere a lógica, nenhum deles cruzará os braços e arquivará seu projeto de candidatura.

Jeisael Marx, sabia que as limitações do Rede Sustentabilidade não lhe dariam as condições mínimas para embalar sua campanha. Mas, com uma visão política diferenciada, que não se encaixa nas formas tradicionais de conquistar mandatos eletivos, decidiu entrar na guerra e levar seu propósito até o final, mesmo sabendo que não teria a menor chance de alcançar a linha de frente da disputa. Vai cumprir seu roteiro de campanha até último dia, produzindo um bom exemplo de consciência política e ocupando um espaço que lhe permitirá alimentar boas perspectivas no porvir.

Representantes dos extremos ideológicos, Hertz Diaz e Sílvio Antônio também irão até o final, mas saindo dom processo como entraram: sem perspectiva alguma.

 

TCE deve se manifestar sobre decisões polêmicas

TCE: decisões beneficiando fichas sujas têm causado polêmica

Até aqui, as diversas instituições envolvidas com o processo eleitoral, a começar pela Justiça Eleitoral como um todo, vêm desempenhando suas atividades e cumprindo suas responsabilidades a contento. Nesse contexto, a única que parece estar saindo dos trilhos é o Tribunal de Contas do Estado (TCE), de onde têm saído decisões polêmicas dando a fichas sujas uma aparência de limpeza. O comando da Corte de Contas precisa se pronunciar sobre os casos envolvendo os ex-prefeitos de São José de Ribamar, Júlio Matos (PL), e de São Roberto, Jerry Adriane, fichas sujas que teriam resgatado elegibilidade sem ter direito ao benefício.

São Luís, 15 de Outubro de 2020.

Candidatos estão fazendo boas promessas para São Luís, mas não dizem com que dinheiro vão cumpri-las

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior: boas propostas, que para serem viabilizadas dependem de recursos, que a Prefeitura não dispõe 

Se permanecer assim até o final, não descambando para o pugilato baixo nível entre os candidatos, a campanha em curso para a Prefeitura de São Luís certamente entrará para os anais da política ludovicense como a mais propositiva desde a eleição de 1985, quando os prefeitos de capitais, que durante a ditadura militar foram nomeados pelo Governador do Estado, voltaram a ser escolhidos pelo voto direto e secreto. Até aqui, tanto no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV quanto fora dele, o que o eleitor tem visto são os concorrentes mostrando suas histórias e apresentando propostas para resolver problemas que, de fato, angustiam a população. Ontem, por exemplo, Rubens Júnior (PCdoB), anunciou que, se eleito, implantará o programa “Meu emprego de volta”, no qual a Prefeitura cobrirá os juros de financiamentos destinados à geração de empregos em pequenos negócios; Eduardo Braide (Podemos) assumiu compromisso de gerar empregos com a criação de uma Agência de Desenvolvimento Econômico de São Luís; Neto Evangelista (DEM) prometeu abrir restaurantes populares da Prefeitura, como também cozinhas comunitárias, enquanto Duarte Júnior prometeu investir forte para melhorar o atendimento na área de Saúde.

Por mais inteligentes e bem planejadas que sejam, as propostas apresentadas até aqui pelos candidatos a prefeito dependem de um item essencial e insubstituível, mas extremamente escasso: dinheiro. E o problema maior é que o Orçamento da Prefeitura de São Luís para o primeiro ano da nova administração, que começa no próximo dia 1º de Janeiro, está fechado e não deixará margem para muita coisa. Já aprovado pela Câmara Municipal, o Orçamento prevê uma receita de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 505 milhões, cerca de 15%, serão usados para bancar a folha de pessoal, e outros R$ 484 milhões (mais ou menos 14%) bancarão a Previdência municipal, ou seja: R$ 1 bilhão estão reservados para os dois itens.

No mais, a Saúde vai levar R$ 938 milhões, a Educação consumirá R$ 685 milhões, enquanto a área de Urbanismo vai gastar R$ 187 milhões e a de Saneamento tem previstos gastos de R$ 187 milhões. Com os seus inacreditáveis 31 membros, a Câmara Municipal precisará de nada menos que R$ 107 milhões para se bancar, o que representará repasses mensais de R$ 9 milhões por mês.

Não se duvida do propósito e da sinceridade dos candidatos, mas diante desses números e da realidade de aperto financeiro criada com a pandemia do novo coronavírus, uma pergunta não quer calar: onde o futuro prefeito pensa conseguir dinheiro para bancar projetos ousados, como a abertura de restaurantes populares bancados pelo município. O autor da proposta, Neto Evangelista foi o único candidato que avaliou que a Prefeitura de São Luís precisará de uma revisão fiscal, ou seja, de um equilíbrio necessário entre receita e despesa. Mais do que isso, precisará otimizar sua receita, o que poderá significar uma ação tributária mais intensa, que possa reduzir a sonegação e otimizar a arrecadação. Não há dúvida de que é grande a fatia de atividades econômicas que driblam o fisco e, com isso, inibem a arrecadação real.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior deu um passo expressivo na tentativa de melhorar a performance fiscal de São Luís, e tem dito que as finanças do Município estão sob controle, garantindo que deixará para o seu sucessor uma situação fiscal equilibrada. O prefeito que se prepara para sair depois de oitos anos de gestão equilibrada, tem reconhecido que a chegada do coronavírus, a suspensão das atividades econômica e os gastos não previsto travaram o crescimento da receita. O prefeito não admite, mas esse novo cenário mergulhou a realidade fiscal do município numa densa nuvem de incerteza.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Matões terá uma das disputas mais emblemáticas em todo o Maranhão nestas eleições

Ferdinando Coutinho mantém vantagem sobre Gabriel Tenório numa disputa acirrada e de desfecho imprevisível

Matões, um município de 31 mil habitantes encravado no Leste maranhense, nas vizinhanças de Caxias, a 514 quilômetros de São Luís, terá uma das eleições mais emblemáticas de todo o Maranhão. Ali, o prefeito Ferdinando Coutinho (PSB), tenta a reeleição enfrentando Gabriel Tenório (Progressistas), numa disputa dura, que coloca em confronto duas grandes forças políticas, com repercussão na região e em todo o estado. Uma pesquisa recente do instituto Qualitativa, feita nos dias 29 e 30 de Setembro, trouxe à tona o seguinte cenário: Ferdinando Coutinho com 45% das intenções de voto e Gabriel Tenório com 40,7%. O resultado confirmou tendência mostrada em levantamentos anteriores levemente favoráveis ao prefeito Ferdinando Coutinho.

O caráter emblemático da disputa em Matões está no fato de o prefeito Ferdinando Coutinho viver a condição de último baluarte do grupo político criado e liderado durante anos por Humberto Coutinho, o ex-vereador e ex-prefeito de Caxias, deputado estadual por vários mandatos e presidente da Assembleia Legislativa, falecido em janeiro de 2018, criando um enorme vácuo na base política que construiu. Ferdinando Coutinho era uma espécie de braço direito do irmão, que a ele confiava as tarefas de zelar pela manutenção do grupo, bem como a de coordenar as ações eleitorais da família e aliados. Ferdinando Coutinho foi, além de irmão, o homem de confiança de Humberto Coutinho. Ferdinando Coutinho se tornou conhecido pela firmeza com que comanda a administração municipal.

Sua eleição para prefeito de Matões, onde tem empreendimentos agropecuários, foi fruto de uma aliança com o grupo liderado pelo ex-prefeito e ex-deputado estadual Rubens Pereira. Ferdinando Coutinho foi vice da prefeita Suely Pereira, esposa de Rubens Pereira. Em 2016, candidatou-se e foi eleito, derrotando exatamente o seu atual adversário. A aliança foi mantida enquanto Humberto Coutinho viveu, mas foi desfeita pouco tempo após sua morte. Os Pereira apoiam Gabriel Tenório, que também conta com o apoio ostensivo do PDT, do PCdoB e do Progressistas, cujos líderes, a começar pelo deputado federal André Fufuca, marcaram presença na convenção que o lançou.

A eventual reeleição de Ferdinando Coutinho garantirá a sobrevivência do Grupo Coutinho, ainda que numa escala reduzida, representando também uma dura derrota para o Grupo Pereira. Se a vitória vier a ser alcançada por Gabriel Tenório, esta representará um duro golpe no já combalido Grupo Coutinho e, nesse viés, uma injeção de ânimo no Grupo Pereira. Boa parte das atenções do leste Maranhense está voltada a guerra eleitoral que está sendo travada em Matões.

Em Tempo: A pesquisa do instituto Qualitativa ouviu 400 eleitores entre os dias 29 e 30 de Setembro, tem margem de erro de 4,85%, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-03042.

 

Articulador do MDB, Roberto Costa se licencia da AL para mergulhar na campanha

Roberto Costa se licencia para se dedicar integralmente à campanha do MDB

Hoje o homem-forte do braço maranhense do MDB, encarando o desafio de tirar o partido da letargia imposta pela perda do poder e colocá-lo na realidade e se dando conta de que tem espaço para sobreviver e crescer, o deputado Roberto Costa se licenciou da Assembleia Legislativa para se dedicar integralmente da participação do partido na corrida a prefeituras e câmaras municipais. Ficará fora durante 121 dias, período em que será substituído pelo ex-deputado Léo Costa, que no momento é candidato a prefeito de Estreito pelo PL.

Responsável pelo processo de renovação que o MDB maranhense deflagrou no início de 2019, quando liderou a ala jovem para assumir os destinos do partido, Roberto Costa, que é o vice-presidente regional da agremiação, se impôs o desafio de coordenar a participação do partido nas eleições municipais. Sua tarefa – gigantesca, diga-se – articular as ações do partido em dezenas de municípios, ora com candidatos a prefeito, ora a vice-prefeito e ainda centenas de candidatos a vereador. Em São Luís, depois de muitas articulações, ele levou o MDB para a base de apoio da candidatura de Neto Evangelista, numa aliança com o DEM e o PDT. Atua forte também em Imperatriz, Caxias, Rosário e, com atenção especial, em Bacabal, onde trabalha pela reeleição do prefeito Edvan Brandão (PDT).

Com atuação política intensa e sem ranços, tentando enxergar na frente, Roberto Costa é hoje um dos mais ativos da nova geração de líderes políticos do Maranhão.

São Luís, 14 de Outubro de 2020.

Ranking do CPL: liderança do Maranhão mostra ação do Governo; posição do Rio de Janeiro confirma a corrupção  

 

Flávio Dino é o responsável pelo sucesso do Maranhão contra o novo coronavírus

O Maranhão é o estado melhor avaliado no combate ao novo coronavírus em todo o País. Tem a maior transparência nos procedimentos do Governo em todos os aspectos que envolvem as medidas adotadas, informa com maior precisão os números de infectados e de óbitos causados pela Covid-19, como também a evolução dos casos de cura, enfim, mantendo um gerenciamento eficiente de todas as ações que dizem respeito à pandemia no Maranhão, entre elas, por exemplo, a testagem, que é proporcionalmente a maior do País, levando em conta os demais estados e as suas populações. As informações estão no ranking elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CPL), uma entidade independente que desde abril vem monitorando a evolução da pandemia e avaliando o seu enfrentamento nas 27 unidades da Federação e no Distrito Federal. O relatório do CLP conclui também que o Rio de Janeiro é o estado com pior desempenho no combate ao novo coronavírus.

Radicalmente opostas, a posição do Maranhão e a do Rio de Janeiro podem ser avaliadas por dois aspectos, a responsabilidade e a competência gerencial do Poder Público no enfretamento do novo coronavírus. O Governo do Maranhão cumpriu à risca as recomendações da Organização Mundial da Saúde, adotando também medidas específicas para a realidade do estado, enquanto o Governo do Rio de Janeiro, mergulhado numa crise governamental e atolado no charco da corrupção, e ainda por falta de comando gerencial, deu um ostensivo mau exemplo para todo o País.

No Maranhão, desde o primeiro momento o governador Flávio Dino (PCdoB) atuou na vanguarda do entendimento da pandemia como uma realidade cruel e desafiadora, e que, a exemplo do que acontecia na China, na Europa, e em seguida nos Estados Unidos, assolaria sociedades desprevenidas, e que o novo coronavírus só seria combatido com eficiência com a adoção de medidas duras – isolamento social, uso de máscaras, fechamento de escolas e suspensão das atividades econômicas, sociais e culturais realizadas com aglomeração – e com a montagem de uma estrutura hospitalar capaz de atender, com eficácia médica, aos milhares de casos. Sem perder o equilíbrio fiscal o Governo do Maranhão saiu na frente na guerra por respiradores – protagonizando a cinematográfica compra e transporte de respiradores chineses, EPIs, suporte hospitalar e testes. Num esforço hercúleo, realizado com planejamento racional, baseado nas condições técnicas e financeiras disponíveis, o Governo maranhense conseguiu montar uma estrutura hospitalar capaz de assegurar atendimento aos milhares de maranhenses que procuraram socorro nas unidades de saúde nas diversas regiões do estado.

Com uma postura responsável e aguerrida, firmemente alinhado à OMS e contra a inacreditável visão primária do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua turma, o governador Flávio Dino comandou, e continua comandando, pessoal e diretamente as ações contra a pandemia, contando para isso com o trabalho bem planejado e eficiente do secretário de Saúde, Carlos Lula, e de uma grande equipe, que reuniu, além de todo o staf técnico da área de Saúde, e o suporte da Infraestrutura, da Indústria e Comércio e da Educação, entre outras, numa espécie de mutirão de esforços. Flávio Dino editou Decretos, Projetos de Lei e Medidas Provisórias, e contou com o apoio da Assembleia Legislativa para referendá-los, numa perfeita e produtiva sintonia entre os Poderes. Contou também com entendimento do Poder Judiciário, de onde saiu a decisão que resultou na decretação do Lock Dow em São Luís, medida fundamental para brecar o avanço da epidemia na Ilha de Upaon Açu.

O que aconteceu no Rio de Janeiro foi exatamente o inverso. Ali, o governador fanfarrão Wilson Witzel (PSC), movido pelo delírio de ser presidente da República, fez tudo errado. Ele e seu secretário da   área de Saúde foram pilhados desviando dinheiro público. A apuração do Ministério Público descobriu um esquema em que seriam gastos mais de R$ 800 milhões na implantação de oito hospitais de campanha, mas só dois foram instalados, tendo mais de R$ 250 milhões sido tragados pelo ralo da corrupção. O Rio de Janeiro claudicou e derrapou durante semanas para encontrar um caminho para combater a epidemia, o que só foi feito pelos esforços de autoridades intermediárias depois de muitas mortes em hospitais lotados mostrados ao País pela imprensa.

Em resumo: a posição de liderança do Maranhão no ranking da CPL é fruto de um trabalho duro, planejado com cuidado e bom senso, tendo à frente o governador do Estado nas tomadas de decisão, e do secretário de Saúde, Carlos Lula, no comando da equipe; já a posição do Rio de Janeiro em último lugar é o resultado da irresponsabilidade pública, que será punida com a cassação do governador pela via do impeachment.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Luís Fernando agita a campanha de Eudes Sampaio disparando contra Júlio Matos

Luís Fernando apoia Eudes Sampaio disparando forte em Júlio Matos

O ex-prefeito de São José de Ribamar Luís Fernando Silva entrou de cabeça na campanha do prefeito Eudes Sampaio (PTB) pela reeleição. Principal apoiador e avalista da candidatura do petebista, o ex-prefeito, que atualmente exerce o cargo de secretário estadual de Projetos Especiais, tem participado de eventos e comícios nos quais dispara chumbo grosso contra o ex-prefeito Júlio Matos (PL), que se diz candidato, mas especialistas em Direito Eleitoral afirmam que ele é ficha suja e não participará da eleição. Quando dispara contra Júlio Matos, Luís Fernando. O principal argumento de Luís Fernando Silva contra Júlio Matos é que ele se alinhou ao ex-prefeito e atual deputado federal Gil Cutrim para atacar o prefeito Eudes Sampaio. A entrada de Júlio Matos alterou expressivamente o cenário da disputa, mas tudo indica que ele está fora do páreo, à medida que a Justiça teria confirmado a sua condição de ficha suja. Seus advogados minimizam a decisão, garantindo que ele mantém a elegibilidade, em quanto outros operadores do Direito avaliam que está inelegível, fora, portanto, da corrida ao voto em São José de Ribamar. Um atento observador da cena ribamarense disse à Coluna que a entrada ostensiva de Luís Fernando Silva na campanha de Eudes Sampaio será decisiva, para cima ou para baixo.

 

Cenário de indefinição movimenta a corrida sucessória em Timon

 

Cel. Schnneyder enfrenta o forte crescimento de Socorro Waquim e Dinair Veloso

Três fontes confiáveis ouvidas pela Coluna fizeram o mesmo diagnóstico sobre a disputa pela Prefeitura de Timon: neste momento, o cenário da disputa é rigorosamente imprevisível, com o coronel/PM Schnneyder (Republicanos), a professora Dinair Veloso (PDT) e Socorro Waquim (MDB) estariam no mesmo patamar, o equivalente a um empate técnico. Mas com um diferencial, a candidata Dinar Veloso, que tem o apoio do prefeito Luciano Leitoa (PSB), e a ex-prefeita Socorro Waquim, que conta com o apoio da cúpula estadual do MDB, estão em processo de crescimento, enquanto o coronel/PM Schnneyder estaria perdendo terreno, depois de experimentar números expressivos de apoiamento. A tradução mais correta dessas informações é a de que a disputa em Timon se encontra coberta por densa nuvem da   imprevisibilidade, com os três apostando na vitória.

São Luís, 13 de Outubro de 2020.

Candidaturas à Prefeitura de São Luís embalam projetos ousados para a sucessão de Flávio Dino Flávio Dino

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha turbinam projetos para disputar a sucessão estadual em 2022

Além dos objetivos políticos de cada um dos candidatos, todos jovens tentando abrir caminho para passos mais largos, a disputa para a Prefeitura de São Luís está sendo embalada por quatro projetos de poder bem claros, todos visando o Palácio dos Leões em 2022, e pelos quais os seus comandantes estão atuando ostensivamente. Eduardo Braide (Podemos) sofre a influência do senador Roberto Rocha (PSDB), Duarte Júnior (Republicanos) está sendo embalado, de um lado pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), e de outro pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), enquanto Neto Evangelista se movimenta na linha do senador Weverton Rocha (PDT), e Rubens Júnior (PCdoB) representa a evolução do projeto maior já consolidado e liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Carlos Brandão, Josimar de Maranhãozinho e Weverton Rocha são candidatos à sucessão do governador Flávio Dino e medem forças dentro da aliança dinista, enquanto que Roberto Rocha tenta criar uma base oposicionista. Para todos é crucial a montagem agora de bases de apoio com o maior número possível de prefeitos e vereadores., e nesse contexto a Prefeitura de São Luís é um trunfo excepcional.

Líder na corrida até aqui, Eduardo Braide, que vem atuando numa linha de centro na Câmara Federal, tem como principal apoiador o senador Roberto Rocha, chefe do PSDB do Maranhão e que opera para se credenciar como porta-voz do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no estado. Por mais que Eduardo Braide adote uma postura de independência, não há como dissociar o seu projeto de conquistar a Prefeitura da Capital do projeto de Roberto Rocha de disputar o Governo do Estado em 2022 por um caminho político associado ao bolsonarismo. Esse dado do projeto eleitoral de Eduardo Braide tem sido a brecha por meio da qual vozes da situação o vêm alvejando com chumbo grosso. A leitura possível dessa relação é a de que, caso eleito, Eduardo Braide será trunfo poderoso no projeto de Roberto Rocha na sucessão estadual.

A candidatura de Duarte Júnior embala dois projetos de poder, o do vice-governador Carlos Brandão de chegar ao Palácio dos Leões em 2022, e o do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que alimenta o mesmo objetivo. Carlos Brandão foi o principal avalista do ingresso de Duarte Júnior no Republicanos e tem sido um aliado valioso do candidato no campo político, onde atua discreta e competentemente. Josimar de Maranhãozinho chegou depois, mas assumiu uma espécie de “coordenação”, esperando que se o aliado for eleito terá o comando político da Capital a seu favor na corrida ao Governo do Estado. Se vier a suceder o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), Duarte Júnior terá de fazer uma escolha difícil.

Nesse jogo de alianças envolvendo a sucessão estadual, Neto Evangelista tem posição bem definida: se eleito for e Weverton Rocha vier a ser candidato a governador, terá seu apoio incondicional. A garantia dessa aliança está na maneira determinada com que Weverton Rocha conduziu o PDT para apoiar o candidato do DEM, operando fortemente para atrair o PSL e o MDB, tendo quebrado um gelo histórico para avalizar uma aliança com a ex-governadora Roseana Sarney, algo até então impensável para um pedetista lapidado pelo ex-governador Jackson Lago. Se sair das urnas com a vitória, Neto Evangelista será um dos principais articuladores do projeto de Weverton Rocha de chegar ao Palácio dos Leões.

Se chegar ao Palácio de la Ravardière, Rubens Júnior será um dos principais suportes do projeto maior do governador Flávio Dino para 2022, que tem duas pautas fundamentais: a sucessão estadual, apoiando a candidatura de Carlos Brandão ou a de Weverton Rocha, e o futuro político do próprio governador, que poderá ser candidato a presidente da República ou a vice-presidente, ou ainda ao Senado da República. Rubens Júnior tem posição clara sobre essa equação, fazendo questão de enfatizar sua condição de integrante linha de frente do grupo político dinista. Isso significa dizer que, eleito, ele não terá dificuldades em se posicionar.

Numa escala mais abrangente, os candidatos a prefeito de São Luís rascunham projetos que vão muito além da eleição deste ano. Dentro de contexto politicamente lógico, eles avaliam que chegar à Prefeitura da Capital é passo decisivo para outro mais amplo e ousado, que é também chegar ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bem situado no cenário atual, Othelino Neto prepara base para 2022

Othelino Neto tem feito uma verdadeira maratona de visitas ao municípios e dado intenso apoio à candidatura de sua mulher, Ana Paula, a vice-prefeita de Pinheiro

Em meio à grande disputa de 2022, que começa a se desenhar nas eleições municipais deste ano, uma liderança em ascensão mergulha nas articulações para a eleição de prefeitos e vereadores nas mais diversas regiões do estado: o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa. Bem situado no quadro político estadual como chefe do Poder Legislativo eleito e reeleito, posição que o coloca como uma alternativa real no cenário que começa a ser desenhado para 2022, podendo se reeleger deputado estadual, medir forças por um mandato na Câmara Federal, sair como candidato a vice-governador, encarar a disputa da vaga de senador – no caso de o governador Flávio Dino sair para presidente ou vice – ou até mesmo tornar-se opção para o Governo, dependendo das circunstâncias do momento.

Desde que assumiu a presidência da Assembleia Legislativa em Janeiro de 2018, Othelino Neto vem ocupando espaço expressivo no tabuleiro da política estadual, fazendo movimentos com os pés no chão, com a cautela devida, sem qualquer ato ou gesto incoerente ou precipitado. Sua caminhada se dá, portanto, com a segurança de um político maduro, que conhece o tabuleiro, tem consciência dos seus limites, ao mesmo tempo em que sabe dosar sua ousadia.

O presidente da Assembleia Legislativa sabe que as eleições municipais representam o momento decisivo para os políticos que planejam objetivos mais ousados. É por isso que ele, sem comprometer as funções presidenciais no parlamento estadual, está cumprindo uma maratona ininterrupta por dezenas de municípios, levando apoio aos seus aliados que estão nas disputas por prefeituras e em busca de cadeiras de vereador. Com uma posição de neutralidade em São Luís, onde vários aliados estão na disputa, e com envolvimento direto na disputa em Pinheiro, onde sua mulher, Ana Paula Lobato (PDT), é candidata a vice-prefeita na chapa do prefeito Luciano Genésio (PP), que concorre à reeleição com larga vantagem.

Desde que começou sua intensa agenda de viagens pelo interior, apoiando aliados na corrida às prefeituras, como Marco Aurélio (PCdoB) em Imperatriz, Dr. Amilcar (PCdoB) em Barreirinhas, Lamarck (DEM) em Maracaçumé, Carlinhos Barros (PCdoB) em Vargem Grande, Geraldo Azevedo (PCdoB) em Olho D`Água das Cunhãs, Renan Damasceno (PTB) em Viana, William Pinheiro (PCdoB) em Araguanã, Zezildo Almeida (PTB) em Santa Helena, Antônio Borba (Patriotas) em Timbira, Felipe dos Pneus (Republicanos) em Santa Inês, Paulo Curió (PTB) em Turilândia, Marinaldo do Gesso (PDT) em Grajaú e Edvan Brandão (PDT) em Bacabal, entre muitos outros.

No meio político as avaliações em curso indicam que Othelino Neto sairá dessas eleições com base sólida para sentar à mesa das decisões para as eleições de 2022.

 

Com Covid-19, mas assintomático, João Alberto está isolado, mas quer voltar à campanha em Bacabal

João Alberto tem Covid-19, mas está assintomático

Alcançado pelo coronavírus, o ex-governador João Alberto (MDB) interrompeu temporariamente sua campanha para uma vaga de vereador de Bacabal. Assintomático, ele garante que nada sentiu, até agora, mas atendeu à recomendação médica de ficar em casa, em total isolamento na sua residência em São Luís. Político de tempo integral, onde independentemente de ser candidato, o ex-senador João Alberto preside o MDB estadual, e nessa condição acompanha de perto os movimentos dos candidatos emedebistas a prefeito e a vereador em todas as regiões do Maranhão. Seu foco especial é Bacabal, onde, além de disputar uma vaga na Câmara Municipal, trabalha pela reeleição do prefeito Edvan Brandão (PDT). Ele aguarda apenas o sinal verde dos médicos para seguir para Bacabal e mergulhar na campanha eleitoral.

São Luís, 11 de Outubro de 2020.

Candidatos a prefeito de São Luís causaram boa impressão na abertura da campanha no rádio e na TV

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista, Rubens Júnior, Bira do Pindaré, Yglésio Moises e Franklin Douglas: bom início de campanha no Rádio e na TV

O início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, ontem, para a etapa decisiva da disputa para a Prefeitura de São Luís foi politicamente positivo. Tanto os candidatos mais competitivos – Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB) – quanto os que lutam para entrar efetivamente na competição – Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) – causaram boa impressão, produzindo, com suas manifestações e posturas, a certeza de que a nova geração assumiu mesmo o comando político da Capital, consolidando o processo de renovação que está em curso no Maranhão. Seus programas de abertura foram bem produzidos e objetivos, sem nhenhenhém nem chororô, com roteiros bem armados e discursos cuidadosamente elaborados. Falaram de si e de São Luís, contaram, com serenidade e sem tons dramáticos, as suas histórias, falaram das suas atuações políticas e deixaram no ar a impressão de que farão uma campanha propositiva. Nenhum ultrapassou o limite da civilidade e boa política.

Com um programa de boa qualidade técnica, Eduard Braide soube dar um tom eficiente no discurso, no qual se apresentou como um político experiente e produtivo, um cidadão correto e um pai de família exemplar; disse que sabe o que deve ser feito para melhorar a cidade e prometeu “trabalhar dia e noite”. Duarte Júnior contou sua trajetória de menino pobre, que vendeu chip de telefone e atuou como palhaço em festas infantis para ajudar em casa, conseguindo formar-se em Direito e se tornar advogado e professor, chegando ao serviço público pelas mãos do governador Flávio Dino (PCdoB), de quem recebeu a tarefa de resolver os problemas do Procon e do Viva Cidadão, experiência bem-sucedida, que, espera, possa levá-lo à Prefeitura, onde pretende chegar com o mote “Bora resolver? ”.

Neto Evangelista estreou de maneira competente, com um programa bem produzido e eficiente, no qual se apresentou como filho da cidade, invocando a memória do pai, o deputado estadual João Evangelista; contou sua trajetória política e apresentou os resultados do seu trabalho como secretário de Desenvolvimento Social, onde ampliou o programa de restaurantes populares, tendo sido convincente no seu discurso. Rubens Júnior fez uma estreia forte, com um programa politicamente denso, no qual, depois de se apresentar como filho da terra e como candidato do partido do governador Flávio Dino, de quem foi secretário das Cidades, colocou no ar um dos seus trunfos principais: uma forte declaração de apoio do ex-presidente Lula, que o apresentou como um político sério e preparado para ser prefeito de São Luís.

Com tempo de 44 segundos, Bira do Pindaré seguiu a receita e se apresentou como menino pobre do interior que chegou a São Luís engatinhando e conseguiu vencer na vida formando-se em Direito e tornando-se servidor concursado da Caixa; lembrou sua trajetória política e os cargos que exerceu, como delegado regional do Trabalho e secretário de Ciência e Tecnologia. Na sequência outra boa surpresa: o programa inteligente de Yglésio Moises, que soube dar o recado nos 16 segundos a que tem direito, dando voz a dezenas de pessoas do povo, que ele pretende representar como prefeito, se chegar lá. Franklin Douglas também deu seu recado nos 18 segundos a que tem direito: defendeu o auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia.

Se os candidatos conseguirem manter o nível dos seus programas de abertura, São Luís será objeto de uma das disputas mais propositivas dos tempos recentes. Não será surpresa se houver confronto em algum momento, mas isso não será problema se a qualidade das proposições for mantida até o dia 12 de Novembro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Jeisael Marx reclama, tardiamente, por não inclusão no horário eleitoral no Rádio e na TV

Jeisael Marx: protesto em vão contra não inclusão do Rede no horário eleitoral  gratuito no Rádio e na TV 

Justo o protesto do candidato do Rede Sustentabilidade à Prefeitura de São Luís, Jeisael Marx, contra a sua não participação no horário eleitoral gratuito. Uma das boas surpresas desse momento político na Capital, empreendendo uma campanha propositiva e aguerrida, na qual critica a política convencional, praticada pelas elites, Jeisael Marx é jornalista, apresentador de TV e mantém um blog sobre com temas diversos, a começar pela política.

Por mais justo que seja, seu protesto agora não faz sentido. Seu partido não tem tempo de Rádio e TV porque não preencheu as exigências da legislação para a existência partidária. Partido criado pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, depois que rompeu com o PT, o Rede Sustentabilidade nasceu com boas chances de se tornar uma agremiação de peso, mas depois de uma série de desacertos e fracassos retumbantes nas urnas, virou uma ficção partidária, sem direito a Fundo Partidário, a Fundo Eleitoral e a tempo no horário gratuito no Rádio e na TV.

Quando decidiu se filiar do Rede para ser candidato, Jeisael Marx já sabia que seu projeto de chegar à Prefeitura de São Luís seria fortemente limitado por conta da situação partido. Reclamar agora não vale, e só pode ser explicado como uma estratégia para atrair a atenção para a sua propaganda nas redes sociais, a qual, vale observar, é feita com competência e garra. Como de resto todos os seus atos de campanha.

 

Grupo Matheus desembarca no mercado de ações atraindo R$ 4,6 bilhões

Ilson Matheus: abre capital com  uma tacada bilionária no mercado de ações

O desabamento das cinco prateleiras do Atacarejo da Curva do Noventa não teve qualquer influência no desembarque do Grupo Mateus no mercado de ações. Mesmo em meio à repercussão nacional do acidente trágico que resultou na morte de uma jovem funcionária e em ferimentos de oito pessoas, entre clientes e empregados, a Oferta Inicial de Ações feita pelo Grupo, com a expectativa de atrair R$ 4 bilhões, alcançou surpreendentes R$ 4,6 bilhões. O desempenho se deu como planejaram as corretoras – XP, Itaú, Bradesco, entre outras – e previram alguns analistas, baseados no tamanho da empresa, que faturou R$ 9 bilhões no ano passado e lucrou cerca de R$ 350 milhões.

O empresário Ilson Matheus tem todos os motivos para comemorar. Primeiro, o montante alcançado pelo seu Grupo na estreia no mercado de capitais quebrou dois recordes. O primeiro deles: foi o maior valor alcançado nos IPOs de 2020. E o segundo: foi o maior valor alcançado até hoje por uma empresa originada no Nordeste no mercado de ações. Além disso, o fato funcionou como uma “bisca na careca” do terraplanista Luciano Hang, o controvertido dono da cadeia de lojas de departamentos catarinense Havan, que tentou dar um passo maior que a perna, armando para atrair mais de R$ 9 bilhões. Mas o mercado, experiente nesse jogo, percebeu que o “véio” estava oferecendo uma “barca furada”, lhe deu as costas e seu IPO fracassou, causando grande mal-estar no meio empresarial.

Com a abertura do seu capital, o Grupo Mateus, hoje com 137 lojas, entre elas 29 atacarejos, vai se capitalizar para investir em expansão, modernização, de modo que a empresa de gestão familiar possa se tornar um grupo profissional com gestão compartilhada, o que pode torná-lo mais eficiente.

São Luís, 10 de Outubro de 2020.