Debate na TV Difusora terá Edivaldo Jr. e pode ser decisivo para Wellington do Curso, Eliziane Gama e Fábio Câmara

 

 

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Edivaldo Jr., Wellington do Curso, Eliziane Gama e Fábio Câmara: confronto decisivo hoje, na TV Difusora, em debate que pode alterar posições na reta final da corrida

Cinco situações podem resultar do debate de hoje entre Edivaldo Jr. (PDT), Wellington do Curso (PP), Eliziane Gama (PPS) e Fábio Câmara (PMDB) na TV Difusora. A primeira será a consolidação da liderança do prefeito na corrida à reeleição, situação que fortalecerá a possibilidade de desfecho em turno único. A segunda é que Wellington do Curso repita o mau desempenho do debate na TV Guará e seja atropelado por Eliziane Gama com a ajuda decisiva de Edivaldo Jr. e Fábio Câmara. A terceira é que Fábio Câmara surpreenda e ganhe alguns postos de indecisos e reverta alguns votos de quem pretende votar nulo e force a realização de um segundo turno. A quarta, que é muito remota, seria um desempenho muito ruim do prefeito que lhe tirasse votos consolidados. Mesmo assim, qualquer que seja o desfecho do embate de hoje, esse será o último passo para o confronto final, no dia 29, na TV Mirante.

O diferencial do encontro de hoje é, claro, a presença do prefeito Edivaldo Jr., o candidato a ser batido, e, numa escala bem menor, a ausência do candidato do PMN, Eduardo Braide, que surpreendeu com as suas intervenções e poderia animar o embate de hoje – ficará de fora, mas observando e se preparando para o de quinta-feira (29), na TV Mirante.

Edivaldo Jr. sabe que será o alvo preferencial de todos os candidatos, mas a essa altura já conhece o poder de fogo de todos, e certamente tem a maneira de enfrentar cada um deles. Com a experiência de quem bateu o experiente João Castelo em 2012 e está há três anos e nove meses no comando da cidade, sabe também que o debate poderá ser marcado por uma medição de força entre Wellington do Curso e Eliziane Gama, cada um com dois objetivos: forçar num segundo turno e se credenciar para ser o seu adversário na segunda volta. Nesse contexto, sem perder a atenção em relação a Fábio Câmara, que não perderá oportunidade para atiçar os ânimos entre os dois nem de disparar chumbo grosso na sua direção, Edivaldo Jr. pode ser beneficiado num embate com o pemedebista e deixar isolados os dois outros contendores.

Nos seus últimos registros no horário gratuito, Wellington do Curso investiu fortemente na estratégia de chamar Edivaldo Jr. para um debata “olhos nos olhos”, dizendo tratar-se coisa de “homem que é homem”. Sem dúvida, uma atitude ousada contra o prefeito, que tem hoje São Luis na cabeça e um conjunto de informações que o candidato do PSB não domina e que spo conhece genericamente, conforme ficou claro no debate da TV Guará. Naquele momento, certamente pressionado pelas denúncias que o alvejaram, Wellington do Curso pareceu fora de foco, não rendendo o que poderia render se não tivesse um fantasma de IPTU e outro de um terreno grilado do Ipem a assustá-lo. Pode ser que no debate de hoje ele tenha mais objetividade e explicite mais o que apresentar como proposta. Se não o fizer, poderá sair do estúdio da Difusora em terceiro lugar, e sem chance de recuperar a posição no debate da TV Mirante, no dia 29.

Eliziane Gama, ao contrário do candidato do PP, tem tudo para virar a mesa e sair da corrida pelo menos como segunda colocada, recuperando parte do prestígio que perdeu no espantoso processo de desidratação que sofreu durante a campanha eleitoral. Tem o suporte de dois mandatos de deputada estadual e meio de federal, com desempenho reconhecido até por adversários. Poderá assumir protagonismo no debate de hoje se conseguir atropelar a Wellington do Curso e se colocar frente a frente com o prefeito como a candidata que pode travar com ele um debate de nível elevado, já que ambos, movidos pela ética evangélica, não gostam de xingar adversários.

Uma expectativa está no ar em tom de indagação: o que esperar do candidato do PMDB, Fábio Câmara, que no debate da TV Guará fez um bom discurso sobre saúde e atuou como provocador? Câmara tem dito  nos bastidores que aposta alto nos debates, mas não tem sido explícito quanto a isso, dando a impressão de que tem cartas na manga, mas que também pode estar blefando. Sabe que não há tempo para apresentar propostas de governo e que seu único meio de crescer é se valendo-se dos erros dos seus adversários.  A essas alturas da corrida e das possibilidades que ainda pode vislumbrar, Fábio Câmara pensa tirar o máximo de proveito, embalado pela premissa segundo a qual o que vier a conseguir será lucro.

Pode-se esperar um debate bem mais tenso e agitado do que o do dia 22.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Só dois candidatos abriram espaço para reforço aliado
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Edivaldo Jr. e Flávio Dino: parceria lembrada sem citar nomes

Os dois candidatos a prefeito de São Luís com maiores suportes político-partidários iniciaram a semana final da campanha usando nos seus programas no horário gratuito na TV os seus trunfos. O prefeito Edivaldo Jr. finalmente falou do que vai entrar para a História como a maior conquista da sua gestão: a parceria com o Governo do Estado. Provavelmente cumprindo uma estratégia de campanha, ele não citou o nome do governador Flávio Dino (PCdoB), o seu maior aliado. Mas falou com entusiasmo da parceria o Governo estadual e exibiu imagens de obras em que aparece confraternizando com o ocupante do Palácio dos Leões. Era o que faltava para dar um desfecho mais apropriado à sua bem elaborada e avassaladora campanha.

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Geraldo Alckmin: declaração de apoio firme a Eliziane Gama 

No item “reforço político”, Eliziane Gama até agora já usou três trunfos. O primeiro foi o vice-governador Carlos Brandão, presidente do PSDB estadual e fiador da aliança que sustenta sua candidatura. Na sua fala, que está no ar desde a semana passada, Brandão alfineta Wellington do Curso alertando que dirigir uma cidade como São Luís é muito mais difícil do que tocar uma empresa. Depois, a própria Eliziane Gama exalta a figura politica do ex-prefeito João Castelo, declarando-se feliz da vida por ter recebido dele apoio à sua candidatura, superando a mágoa da campanha passada, quando ela o definiu como “Caostelo”. Finalmente, a candidata do PPS exibe agora como um grande trunfo um vídeo em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que é candidatíssimo à Presidência da República, faz declarações elogiosas à deputada federal, afirmando ser ela a melhor opção para São Luís. É provável que Eliziane ainda ponha no ar uma fala de Marina Silva, que veio a São Luís e fez com ela a travessia da Rua Grande.

Só três apresentaram e deram vez aos seus vices

Até agora, apenas três dos nove candidatos a prefeito de São Luís apresentaram seus candidatos a vice-prefeito. Eliziane Gama, que abriu espaço para o respeitado vereador José Joaquim (PSDB), que fez forte pregação em apoio à sua colega de chapa. E Fábio Câmara, que apresentou, numa lanchonete de bairro o coronel-PM ????, a quem convidou para ser vice com uma missão específica: cuidar do programa de segurança pública na sua gestão. E o terceiro foi Wellington do Curso, que cedeu espaço para o vereador Roberto Rocha Jr. (PSB).

Edivaldo Jr., Rose Sales, Eduardo Braide, Zéluiz Lago, Cláudia Durans e Valdeny Barros não apresentaram formalmente seus companheiros de chapa.

 

São Luís, 26 de Setembro de 2016.

Na reta final, Dino se movimenta para reforçar os candidatos aliados, principalmente nos maiores municípios

 

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Flávio Dino: reforço aos candidatos que integrarão a sua base politica para o seu projeto de poder

 

A corrida eleitoral para as prefeituras está na reta final e semana que começa será decisiva para a definição, pelo eleitorado, de quem comandará cada um dos 217 municípios maranhenses e, por esse caminho, desenhar o cenário político que será movimentado a partir de 1º de Janeiro do ano que vem para desembocar de novo nas urnas em 2018. O governador Flávio Dino (PCdoB) trabalha intensamente para formar uma base política expressiva e consistente, contando para isso com a eleição de um grande numero de prefeitos pelo PCdoB, PDT e outros partidos que integram o seu grupo de apoio. Nesse panorama em construção, Dino investe para ter aliados fiéis à frente dos maiores municípios, numa estratégia que valoriza também o controle em médios e pequenos municípios. São Luís, Imperatriz, Timon, Caxias, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Codó, Bacabal, Coroatá, Pinheiro e Santa Inês são municípios considerados chave para o projeto politico que o governador alimente o seu projeto de poder para os próximos tempos.

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Edivaldo Jr. é a aposta de Flávio Dino em São Luís

São Luís é o maior e mais importante item da estratégia posta em prática pelo Palácio dos Leões, e todos os indicativos, sinais e evidências apontam para a reeleição do prefeito Edivaldo Jr. (PDT) logo no primeiro turno, com pouca margem para o risco de um contratempo imprevisível. Mas, se por uma situação excepcional o resultado vier favorecer Eliziane Gama (PPS), esse desfecho será contabilizado como ganho. O clima de derrota só será admitido se der Wellington do Curso (PP), que agora segue a orientação do senador Roberto Rocha. O Palácio dos Leões também comemorará discretamente se, numa hipótese mais remota ainda, o eleito for Eduardo Braide (PMN), que, como Edivaldo Jr. e Eliziane Gama, integra a base política governista. Mas o fato é que, a menos que aconteça algo fora da lógica política e eleitoral, o comando da administração da Capital continuará com o prefeito Edivaldo Jr., que entre os candidatos, é de longe o mais fiel aliados do governador.

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Rosângela Curado corre sério risco em Imperatriz

Se a situação em São Luís está sob controle absoluto, em Imperatriz o cenário é de rigorosa incerteza. Antes líder da preferência do eleitorado, Rosângela Curado (PDT), apoiada pelos demais partidos governistas, a começar pelo PCdoB, se não foi acometida de um processo de desidratação, padece do mal da estagnação. As pesquisas mais recentes apontam para a vitória do ex-prefeito Ildon Marques (PSB) ou, numa situação de revés total, do candidato do PMDB, Assis Ramos. A situação da candidata governista é tão complicada que o secretário de Articulação Política e Comunicação Márcio Jerry, que preside o PCdoB no estado, deslocou-se para a metrópole tocantina a fim de injetar ânimo na campanha da pedetista. O próprio governador Flávio Dino deve desembarcar nesta semana em Imperatriz para, do alto dos mais de 70% de aprovação na cidade, tentar virar o jogo, que para muitos estaria perdido.

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Luciano Leitoa e Léo Coutinho: favoritos na corrida eleitoral em Timon e Caxias

O governador não teme riscos em Timon e em Caxias, dois fortins seguros da sua base de apoio. Em Timon, que é o terceiro maior município do estado, é quase certa a reeleição do prefeito Luciano Leitoa (PSB), embora algumas fontes avaliem que o deputado estadual Alexandre Almeida (PSD) pode surpreender na última hora, o que é rigorosamente improvável e só admitido como uma situação que contraria a lógica, o que é comum em política. Em Caxias, todas as sinalizações e percentuais de pesquisas remetem para a reeleição do prefeito Léo Coutinho (PSB), confirmando a estabilidade do grupo liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT). O que chama atenção nesses dois municípios os prefeitos Luciano Leitoa e Léo Coutinho pertencem ao PSB mas não seguem a cartilha do senador Roberto Rocha e são aliados firmes do governador Flávio Dino.

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Luis Fernando caminha para a consagração; Domingos Dutra corre sério risco

São José de Ribamar e Paço do Lumiar vivem situações absolutamente distintas. Na cidade do Padroeiro, o governador Flávio Dino conta com a vitória do ex-prefeito Luis Fernando Silva (PSDB), que caminha para mais uma eleição consagradora, podendo obter até 80% dos votos, segundo estimativas feitas por entendidos em corridas eleitorais, já que não terá um adversário à altura. No contrapeso, o Palácio dos Leões corre sério risco de amargar uma derrota fora das previsões que indicavam até pouco tempo a vitória do candidato do PCdoB e do governo Domingos Dutra, que está seriamente ameaçado de ser “atropelado” pelo candidato do PSC, o ex-prefeito Gilberto Aroso. Se tal situação se configurar, será uma derrota dura para o governador, que tem Dutra numa lista de futuros prefeito.

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Roberto Costa e Vianey Bringel: favoritos na corrida em Bacabal e Santa Inês

Em Bacabal, a corrida é liderada pelo deputado Roberto Costa (PMDB), um dos políticos mais importante da nova geração, que poderá se eleger sem maiores esforços se a Justiça confirmar a situação de inelegibilidade do candidato do PP, o ex-prefeito Zé Vieira. Ali, a preferência do Palácio dos Leões é pela eleição de Roberto Costa, mas o governador e seus aliados se conformariam com a eleição do ex-prefeito Zé Vieira, apesar de todos os problemas que ele acumula como ficha suja. Em Santa Inês, a situação é bem clara: o governador Flávio Dino torce pela eleição da ex-deputada Vianey Bringel, que é franca-favorita, descartando apoio ao prefeito Ribamar Alves (PSB), que caiu em desgraça depois de ter sido preso sob a acusação de ter estuprado uma estudante, um caso cheio de nuvens carregadas de controvérsias.

São exemplos de que a guerra eleitoral vai muito além das fronteiras municipais e está diretamente associada a uma teia de interesses sem começo nem fim. Nesse contexto, o governador Flávio Dino trabalha para ter ao seu lado a maioria dos prefeitos, o que lhe dará cacife para encarar as urnas em 2018 das quais pretende sair como líder consolidado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Juntando as peças

Declaração de Rodrigo Maia joga luzes sobre o Caso Lunos

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Rodrigo Maia: declaração reforça que Caso Lunus foi armação politica do PSDB

Como na montagem de um quebra-cabeça, o jornalismo vai produzindo registros que confirmam suspeitas de fatos nos quais vítimas levantaram e supostos algozes contestaram por anos e anos. Na entrevista que concedeu às Páginas Amarelas da última edição da revista Veja, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ), que sucedeu a Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, reforça a acusação, feita pelo então senador José Sarney (PMDB), segundo a qual partiu do PSDB a operação para sufocar sua pretensão de disputar a Presidência da República pelo PFL em 2002. Ao responder a pergunta se a oposição errou na relação com o PT, Maia respondeu: “Sem dúvida. Primeiro, lá em 2002, perdemos para o PT por disputas na base governista, entre o PSDB e o antigo PFL. No caso da candidatura (presidencial) de Roseana Sarney pelo PFL, muitos acharam que o governo FHC trabalhou para abatê-la”.

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Roseana Sarney e Jorge Murad foram execrados por Veja; José Serra pagou o preço de ser derrotado por Lula

Para quem não se lembra, em 2001, então governadora do Maranhão, com prestígio nacional em alta, apareceu numa pesquisa do Ibope como uma opção para a sucessão presidencial. Sua inclusão na corrida ao Palácio do Planalto, na qual Lula despontava com força e José Serra se movimentava como candidato do PSDB, causou forte impacto no meio político; mais ainda quando uma segunda pesquisa o colocou em segundo lugar, atrás apenas de Lula, mas com potencial para alcançá-lo, e até ultrapassá-lo. O PFL entrou em clima de festa e as forças conservadoras soltaram foguetes. Logo Roseana se tornou celebridade e ganhou grupos de apoio em todo o país, principalmente de mulheres. Na outra ponta, os tucanos enxergaram na política maranhense uma ameaça concreta. E não demorou para que uma série de factóides  ganhasse espaço na impressão quatrocentona de São Paulo.

Diante da onda crescente em que a governadora surfava, veio a bomba, no dia 1º de março de 2002. Numa operação surpreendente, a Polícia Federal invadiu os escritórios da empresa Lunus, pertencente ao marido da governadora, Jorge Murad, onde apreendeu documentos e computadores e confiscou cerca de R$ 1,3 milhão em espécie, cujos maços foram fotografados e imediatamente enviados às principais redações de jornais e TVs do país. Foi uma operação organizada pelo Ministério Público federal e ratificada pelo braço da Justiça federal no Maranhão com o pretexto de investigar suspeita de corrupção praticada por Roseana Sarney com recursos da Sudam. O caso foi transformado num dos maiores escândalos envolvendo um político na história recente do Brasil. Todas as suspeitas e evidências apontaram que tudo foi montado e posto em prática com o aval do Palácio do Planalto para favorecer o candidato tucano, José Serra, que acabaria punido com uma surra de recebeu de Lula nas urnas com o apoio de Roseana Sarney, que, mesmo banida da corrida presidencial e moralmente trucidada por uma implacável campanha da imprensa se elegeu senadora.

Passada uma década, período em que Roseana e o marido foram minuciosamente investigados e passaram por todo tio de constrangimento que um político sob a acusação de corrupção pode passar, nenhuma acusação contra eles foi provada, o que obrigou a Justiça a inocentá-los e devolver-lhes todo o material apreendido na Operação de 2002, incluindo a bolada milionária, que lhe foi entregue nota sobre nota, sem faltar um tostão.

FHC, José Serra e companhia sempre negaram envolvimento no Caso Lunus, mas até hoje não conseguiram apagar as evidências que deram asas às suspeitas dos Sarney. Catorze anos depois, a declaração do deputado Rodrigo Maia, cujo pai, César Maia, que na época era um dos grandões do PFL, chega para consolidar a suspeita de José Sarney de que a pré-candidata a presidente da República foi mesmo vítima de uma assombrosa trama.

 

São Luís, 24 de Setembro de 2016.

 

Desempenho em debate colocou Braide no centro da disputa e indica acirramento nos próximos embates

 

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Eduardo Braide: debate tirou-o de uma campanha modesta para o centro da disputa pela prefeitura de São Luís

O deputado Eduardo Braide viveu ontem o dia mais intenso e entusiasmado da sua trajetória como candidato do PMN à prefeitura de São Luís. De integrante do segundo pelotão de candidatos, medindo forças com Rose Sales (PPS) e Fábio Câmara (PMDB) – que atuaram bem -, ele se viu alçado ao pelotão da frente devido ao seu desempenho no debate da TV Guará, realizado entre o fim da noite de quinta-feira e o início da madrugada de sexta-feira. Durante o dia, o candidato saboreou os inúmeros telefonemas de congratulações e incentivo e incontáveis mensagens nas redes sociais apontando-o como a grande revelação da campanha até aqui, o que o catapultou para o primeiro plano da disputa pelo voto, credenciado que foi para romper o trio formado por Edivaldo Jr. (PDT) – até aqui líder isolado da corrida, com chance de vencer em turno único -, Eliziane Gama (PPS) e Wellington do Curso (PP) e formar uma quadra de futuro absolutamente imprevisível e que ganhará definição nos próximos dias com a realização de mais dois debates, o da TV Difusora (27) e o da TV Mirante (29).

A atuação de Eduardo Braide foi reforçada por três fatores bem claros. O primeiro foi o seu próprio desempenho, por meio do qual se revelou um político hábil e com excelente visão técnica, acrescida de um domínio surpreendente da complicada realidade de São Luís, que garantiu ter condições de corrigir. O segundo foi a ausência do prefeito Edivaldo Jr., que lhe permitiu dominar a cena com intervenções precisas e convincentes sempre que teve oportunidade ao longo do debate. E finalmente a fragilidade e a insegurança demonstradas por Wellington do Curso, que se deixou dominar pela tensão e não fez jus à posição de segundo colocado nas preferências do eleitorado, segundo as pesquisas feitas até aqui. O candidato do PMN aproveitou com eficiência cada segundo do tempo que lhe foi dado, enquanto o candidato do PP desperdiçou quase todos os seus espaços de intervenção.

O “fator” Eduardo Braide certamente causará uma mudança radical na postura, no conteúdo e no tom dos discursos dos candidatos, que devem se preparar muito mais para os próximos confrontos. As intervenções do candidato do PMN surpreenderam Eliziane Gama, Wellington do Curso, Fabio Câmara e Rose Sales, que provavelmente estão avaliando que não valerá a pena interpretar o papel de bons moços nos próximos encontros, concluindo que o que está em curso é uma disputa pela joia principal da seara municipal maranhense, que armazena muitos problemas, mas que é também uma poderosa fonte de poder. E por isso sua conquista não se dará jamais com a pureza de noviços, mas sim com a ação firme de políticos preparados e determinados, que sabem onde querem chegar. Nesse contexto, os próximos lances não deixarão margem para vacilações, até porque não haverá tempo físico para reverter escorregões.

Numa avaliação isenta, a lógico sugere que os próximos debates serão intensos e decisivos, a começar pelo fato de que eles terão a participação do prefeito Edivaldo Jr., em quem todos querem bater, mas que entrará no “ringue” protegido por três anos e meio de mandato, uma extensa relação de obras, um bom domínio sobre a máquina municipal e suas nuances, tudo acrescido de visível experiência acumulada, o que o torna um contendor mais atento e bom de briga, bem diferente do candidato tímido que entrou na guerra em 2012. Pelo que se ouve nos bastidores, Edivaldo Jr. irá para os dois debates também com a faca nos dentes, mas com a calma de quem está isolado na liderança não pode perder o eixo, passando ao eleitor a segurança de um líder, merecedor, portanto, de um novo mandato.

As avaliações ouvidas pela Coluna sobre o debate na TV Guará estavam amarradas por um ponto: o encontro dos candidatos mudou o cenário da campanha, mudança que pode se acentuar muito mais nos próximos embates, e com forte repercussão no desfecho da corrida às urnas. O prefeito Edivaldo Jr. e o deputado Eduardo Braide sabem disso tanto quanto Eliziane Gama, Wellington do Curso, Fábio Câmara e Rose Sales.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Teori Zavascki homenageado pelo Tribunal de Justiça
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Ao lado de Cleones Cunha e autoridades do Judiciário e do legislativo, Teori Zavaski recebe a comenda dos 200 Anos da Anildes Cruz em solenidade na sede da Justiça

O ministro Teori Zavaski,  o Supremo Tribunal Federal, o celebrado e temido relator dos processos da Operação Lava Jato, entrou ontem para a galeria dos magistrados laureados pelo Poder Judiciário do Maranhão. Ele veio a São Luís especialmente para receber a Medalha do Mérito Judiciário Cândido Mendes, que lhe foi entregue pelo desembargador Paulo Veltén em ato comandado pelo desembargador-presidente Cleones Cunha, e a Medalha Comemorativa dos 200 Anos do Tribunal de Justiça do Maranhão e que no ato lhe foi entregue pela desembargadora-corregedora Anildes Cruz. A distinção do ministro do STF foi proposta pelo desembargador Paulo Veltén e aprovada por unanimidade pelo Tribunal Pleno em novembro de 2015. Ocorrido na sala da Presidência do TJ, no Palácio Clóvis Bevilácqua, o ato atraiu a nada da magistratura estadual e federal maranhense e convidados de outros estados, como o desembargador Elton Leme, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e a desembargadora Cristina Leme,  do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

No ato, o desembargador Paulo Vélten ressaltou a trajetória jurídica do ministro e sua atuação técnica e discreta nas decisões, demonstrando harmonia entre Justiça e Direito. Ele destacou casos como a condução do processos da Operação Lava-Jato e o julgamento que reconheceu a possibilidade de início da execução de pena condenatória após a confirmação em 2º Grau. “Prestamos essa homenagem pela admiração ao grande processualista e professor, em nome do TJMA e da sociedade maranhense”, disse. O presidente do TJMA, desembargador Cleones Cunha, também frisou que a concessão da Medalha se dá como justa homenagem em reconhecimento ao trabalho do ministro.

O ministro Teori Zavascki disse que recebe a Medalha Cândido Mendes na dimensão pessoal – em honra própria e de seus familiares -, e, principalmente, institucional, pois se trata de uma homenagem prestada por juízes para um colega, o que leva a uma reflexão sobre o papel do Poder Judiciário, especialmente no momento importante vivido pelo país, em que as instituições devem se fortalecer. Ele destacou a missão constitucional conferida aos juízes, na apreciação de ameaças e lesões a direito e no papel de fazer cumprir a lei, que deve se pautar na imparcialidade e independência, não atendendo a voluntarismos e com coragem para enfrentar, inclusive a opinião pública em alguns casos.

Reviravolta em Balsas
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Chico Coelho perde candidatura; decisçao beneficia Dr. Eric em Balsas

A corrida eleitoral para a prefeitura de Balsas sofreu ontem uma espetacular reviravolta com a decisão da Justiça de inviabilizar a candidatura do ex-prefeito Chico Coelho pelo PPL. A decisão pavimentou a avenida para Dr. Eric, o candidato do PDT/PCdoB e apoiado pelo Palácio dos Leões, já que, em princípio, não terá um adversário à altura para substituí-lo. Todas as informações colhidas nos últimos dias pela Coluna indicavam que Chico Coelho caminhava para ganhar mais um mandato de prefeito de Balsas. O candidato Dr. Eric saiu na frente na preferência do eleitorado, mas à medida que foi se consolidando como candidato, Chico Coelho foi atraindo uma base de apoio que, medida pelas pesquisas, revelaram ser maior do que a do adversário. O ex-prefeito ainda pode recorrer, cassar a decisão da primeira instância e concorrer sub judice. A decisão judicial aliviou as tensões no PDT cujos líderes temiam que Chico Coelho vencesse a eleição.

 

São Luís 23 de Setembro de 2016.

 

Debate na TV Guará: prefeito não foi, candidatos estocaram Wellington do Curso, deram seus recados e ninguém saiu da linha

 

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Candidatos posicionados e o espaço reservado ao prefeito Edivaldo Jr., que decidiu não participar e foi duramente criticado pelo mediador  do debate

 

As duas horas e meia que durou o debate na TV Guará não causaram a empolgação esperada  no eleitor, mas, mesmo com a ausência anunciada do prefeito Edivaldo Jr. (PDT), foi suficiente para demonstrar o perfil real de cinco dos nove candidatos à Prefeitura de São Luís. Se não apresentaram tudo o que poderiam apresentar para mostrar ao eleitorado que estão preparados para comandar uma cidade com o perfil de São Luís, Wellington do Curso (PP), Eliziane Gama (PPS), Eduardo Braide (PMN), Rose Sales (PRB) e Fábio Câmara (PMDB) pelo menos se esforçaram. E nesse esforço, e também devido às circunstâncias, uns se saíram melhor, seja porque souberam manter a serenidade e organizar corretamente o seu discurso, seja porque outros não tiveram condições de adequar corretamente sua fala ao momento. A experiência favoreceu Eduardo Braide, Eliziane Gama e Rose Sales, que demonstraram conhecer os problemas da cidade, passando também a impressão de que podem enfrentá-los. Fábio Câmara surpreendeu com um foco interessante na saúde, enquanto Wellington do Curso fez discursos genéricos sobre todos os assuntos que lhe foram propostos. As restrições impostas pelas regras impediu que os candidatos tratassem da São Luís macro, da cidade portuária maior, do empório cultural que encanta o mundo.

Provavelmente porque sabia que seria alvo de todas as atenções e de todas as estocadas – que foram poucas, vale assinalar – e também por ser neófito nesse tipo de embate, Wellington do Curso participou do embate visivelmente pela tensão. Na ausência do prefeito Edivaldo Jr., o candidato do PP passou foi duramente provocado por Eliziane Gama sobre sua filiação ao PP, partido que, lembrou, dos 45 deputados federais que tem, 32 tem um pé na lama dos desvios. Sua resposta foi tangencial, afirmando que só responde por ele próprio, dando margem a muitas interpretações. Wellington ouviu outras provocações, como a suspeita de sonegar impostos. Suas respostas não foram taxativas. Quando tratou de temas técnicos, como educação, por exemplo, foi muito superficial, ao contrário de Eduardo Braide, Eliziane Gama e Rose Sales. E no final, repetiu o discurso de que nasceu pobre, foi abandonado pelo pai, vendeu fruta na feira, trabalhou muito e venceu na vida. É provável que menos tenso pudesse ter demonstrado ter a dimensão do que é ser prefeito de São Luís, o que teria melhorado o seu desempenho.  Fechou sua participação garantindo que está preparado para comandar a cidade.

Eliziane Gama demonstrou que conhece os problemas das áreas mais sensíveis da Prefeitura de São Luís, como educação, saúde e infraestrutura, e falou com propriedade sobre todas elas. Mostrou que estuda, que se esforça para conhecer o viés técnico e que reuniu informações que lhe permite ter uma visão pragmática de São Luís, o que lhe permite passar a ideia de que pode ser uma boa gestora. Para todas as questões levantadas ela ofereceu resposta coerente, sinalizando que tem, de fato, um plano de governo. Deu seu recado e foi firme quando declarou que se preparou para ser prefeita de São Luís.

Eduardo Braide teve um desempenho no nível que vem demonstrando na Assembleia Legislativa, onde é considerado uma das melhores referências. Mostrou domínio sobre os temas tratados no debate, apresentando solução efetiva para cada um dos problemas a eles relacionados. E mesmo tolhido pelas regras, tentou atrair Wellington do Curso para um embate direto, criticando-o por não ter apresentado projetos como deputado estadual, provocando-o de maneira ferina, mas sem ultrapassar os limites da civilidade, mas o candidato do PP preferiu não aceitar o enfretamento. No final, pediu que o eleitorado o mande para o segundo turno.

Rose Sales mostrou muito do seu reconhecido trabalho como vereadora, principalmente no campo social, que envolve educação, saúde, cultura e  mobilidade social. Lamentou o fato de não ter mais tempo na TV para mostrar suas propostas e disse que ela e seu partido, o PRB, foram vítimas de uma artimanha política, que lhe tirou tempo e fundo partidário. E foi taxativa quando afirmou que não está atrás de projeção pessoal nem de status; que mora no Cruzeiro do Anil e ali continuará morando por toda a vida. “Só quero trabalhar por minha cidade”, disse.

Fábio Câmara teve uma participação razoável no debate. Primeiro como político, procurando provocar os concorrentes para o enfrentamento. E depois demonstrando ter um bom conhecimento dos problemas de São Luís, principalmente uma área da saúde, que conheceu bem quando foi administrador da regional de São Luís da Secretaria de Estado de Saúde na gestão de Ricardo Murad. Disse que sua candidatura “nasceu no útero desta cidade, onde o poder público não vai”. E avaliou que por sua negritude se sente representante “da maioria da nossa população”.

Foi um debate comportado, sem maiores embates e sem ideias brilhantes. As limitações impostas pelas regras impediu o grande confronto político. E confirmou a avaliação segundo a qual as regras eleitorais em vigor são injustas. Deixou no eleitor o gosto de “quero bem mais”, criando, assim, a expectativa de que o próximo, com a participação do prefeito Edivaldo Jr., será bem mais quente.

PONTO & CONTRAPONTO

Ausência de prefeito foi criticada pela emissora

O prefeito Edivaldo Jr. foi duramente criticado por não ter comparecido ao debate de ontem na TV Guará. O mal-estar da direção da emissora foi demonstrado pela reação do mediador do debate de ontem, jornalista Américo Azevedo Neto, que fez duras críticas ao prefeito. Mesmo tendo sido comunicada oficialmente de que o prefeito não compareceria, a organização do debate fez questão de deixar o espaço de Edivaldo Jr., que foi usado algumas vezes pelos outros candidatos para atacá-lo. No ofício que encaminhou à TV Guará comunicando o seu não comparecimento, o prefeito disse que só participaria dos dois debates “tradicionais”, o da TV Difusora – que será realizado no dia 27 – e o da TV Mirante – que está agendado para o dia 29. Por outro lado, os candidatos que participaram não exploraram fortemente a ausência do prefeito, que saiu menos alvejado do que seus assessores imaginaram.

Pesquisa instala clima de guerra em Paço do Lumiar
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Pesquisa Escutec diz que Gilberto Aroso passou Domingos Dutra em Paço do Lumiar

Pesquisa do Escutec sobre a corrida para a Prefeitura de Paço do Lumiar divulgada ontem por O Estado do Maranhão caiu como uma bomba de alto poder destrutivo no QG de campanha do candidato do PCdoB, Domingos Dutra. De acordo com os números, o candidato do PRB, Gilberto Aroso, lidera as preferências do eleitorado com 30,7% das intenções devoto, ficando Domingos Dutra em segundo com 23,8%, seguido do prefeito Josemar Sobreiro (PSDB) com 10,7%, Inaldo Pereira (PPL) com 8,7%, Raimundo Filho (PT) com 3,3% e Moraes Maninho (PCB) com 1,5% – indecisos somaram 9,2% e “nenhum deles” 12,2%. Os números do Escutec contrariaram radicalmente pesquisas recentes segundo as quais o candidato do PCdoB, apoiado fortemente pelo palácio dos Leões, estaria liderando a corrida com alguma folga, estando por isso incluído numa lista de candidatos alinhados ao Governo cujas eleições são tidas como certas.

Mesmo levando em conta a precariedade formal da sua candidatura, que precisou ser confirmada pela Justiça, desde o início da campanha ficou bem claro que o ex-prefeito Gilberto Aroso não seria adversário fácil de ser batido. Ponta de rama de uma família que domina a cena politica em Paço do Lumiar há mais de cinco décadas, tendo nesse período eleito quarto prefeitos e vários representantes, Gilberto Aroso é lembrado pelos lumienses como tendo sido um bom prefeito, o que, somado peso político da família e sua firme aliança com o Grupo Sarney, lhe garante poder de fogo entrar na briga contra o ex-petista e hoje comunista Domingos Dutra, que também é osso duro de roer e tem base sólida no município.

Quem conhece os meandros da política lumiense garante que a pesquisa Escutec – que foi feita nos dias 17 e 18, tem margem de erro de 3,5% e está registrada no TRE sob o número 08845/2016 – pode ter captado a situação do momento, que dificilmente será mantido com a movimentação dos candidatos na reta final da campanha. Nesse contexto, Gilberto Aroso certamente jogará todo o peso do seu cacife para ampliar e consolidar a vantagem apontada na pesquisa, devendo para isso receber apoio integral dos seus aliados mais fortes. Por sua vez, Domingos Dutra usará todas as suas armas para reverter tal cenário, devendo contar para isso com a sua incansável movimentação pessoal e com o suporte do PCdoB e com o empenho pessoal do governador Flávio Dino, que considera Paço do Lumiar – o oitavo maior colégio eleitoral do Maranhão, com 66,5 mil eleitores – estratégico para o seu projeto político e aposta alto na vitória do ex-petista.

O cenário desenhado pelo Escutec sugere que a reta final da corrida pelo voto em Paço do Lumiar será de guerra sem trégua, que pode beirar ao vale-tudo.

 

São Luís, 23 de Setembro de 2016.

 

Reta final: debate da TV Guará abre hoje etapa decisiva para o desfecho da disputa pela Prefeitura de São Luís

 

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Edivaldo Jr., Wellington do Curso, Eliziane Gama, Eduardo Braide, Fábio Câmara e Rose Sales se enfrentam hoje no debate da TV Guará

Começa hoje a etapa da campanha na qual o desempenho de cada um dos candidatos à Prefeitura de São Luís será decisivo para completar a impressão do eleitor sobre eles, de modo a juntar elementos e fazer escolhas. Edivaldo Jr. (PDT), Wellington do Curso (PP), Eliziane Gama (PPS), Fábio Câmara (PMDB), Eduardo Braide (PMN) e Rose Sales (PRB) se enfrentarão em debate que será realizado às 22 horas pela TV Guará, abrindo uma série que prosseguirá no dia 27 na TV Difusora e no dia 29 na TV Mirante. Nesses programas os candidatos partirão para o tudo ou nada para convencer o eleitor das suas propostas e dos seus planos de ação. Será também a grande oportunidade para que algumas acusações, dúvidas, factoides e armações que saíram das brumas – alguns com digitais óbvias e outros nem tanto – possam ser esclarecidos. Os debates serão também oportunidades ímpares para que o eleitorado finalmente saiba com mais clareza quem são os cidadãos que estão se propondo a comandar a cidade que hora abriga mais de 1 milhão de almas ludovicenses e que ganhou projeção mundial com o título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade conferido pela Unesco, braço cultural da ONU, e que precisa proteger seus velhos casarões e  espantar definitivamente seus fantasmas agourentos.

De acordo com as últimas pesquisas, no quadro que será movimentado hoje pela TV Guará o prefeito Edivaldo Jr. está posicionado como favorito e com boa vantagem sobre o segundo colocado, Wellington do Curso, que por sua vez está bem à frente de Eliziane Gama, que fecha o pelotão da frente correndo o risco de cair para o pelotão intermediário. O segundo grupo está formado por Eduardo Braide, Fábio Câmara e Rose Sales, três quadros dispostos a mudar o quadro.  Por uma injustiça de uma legislação eleitoral cheia de imprecisões, lacunas e excessos, os três candidatos do grupo de trás – Zéluis Lago (PPL), Cláudia Durans (PSTU) e Valdeny Barros estão excluídos dos debates, privando o eleitor de compreender, por exemplo, o que significa o bordão stalinista “São Luís para os trabalhadores” sob o comando dos “conselhos populares”.

O fato é que os seis candidatos que participarão do debate na TV Guará entrarão no estúdio para tirar uma espécie de prova dos noves na qual poderão identificar quem tem mesmo cacife de levar a eleição para um segundo turno e nele enfrentar de igual para igual o prefeito Edivaldo Jr., revertendo assim a tendência de que a fatura seja liquidada em turno único. Todos sabem que não será fácil, pois o prefeito, ao contrário dos demais concorrentes, avança com uma campanha avassaladora, inteligente e organizada, não deixando espaço para questionamentos nem críticas muito fortes. Edivaldo Jr. vem convencendo o eleitorado de que fez o governo possível dentro de uma conjuntura de crise sem precedentes na história recente do Brasil, situação danosa que vem consumindo as energias do País e paciência do cidadão. Rompeu a barreira que separava o Palácio de la Ravardière do Palácio dos Leões, abrindo um tempo novo e produzido nessa relação. Mesmo com essa vantagem toda, o prefeito sabe que será o alvo preferencial e pode sofrer bombardeio cruel e implacável; sabe também que não pode cometer erros, sob pena de sofrer danos irreparáveis na boa impressão que vem causando na campanha e embicar para o imprevisível.

Wellington do Curso deve se preparar para enfrentar o célebre e cruel impasse segundo o qual se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. De um lado, o prefeito quer afastá-lo para o mais longe possível; de outro, Eliziane Gama irá para o debate com faca nos dentes, disposta a mudar o curso da campanha e se viabilizar como a adversária do prefeito num eventual segundo turno. O objetivo que move Eliziane Gama é o mesmo de Fábio Câmara, Eduardo Braide e Rose Sales, e todos avaliam que para se credenciar como adversário de Edivaldo Jr. o caminho é tirar o candidato do PP do caminho. Wellington sabe que em debates decisivos como os três que se avizinham sua posição é de extrema fragilidade, pois será alvo preferencial no fogo cruzado intenso e impiedoso que eles costumam produzir.

Para muitos, os debates serão apenas para consolidar posições, produzindo poucas mudanças a essa altura da corrida pelo voto. Para outros, porém, serão momentos decisivos, que podem mudar o curso da campanha e da história dessa corrida pela sala do trono do Palácio de la Ravardière.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

É ainda de indefinição a corrida em Coroatá
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Tereza Murad e Luis da Amovelar Filho: indefinição

Um jogo de percentuais em pesquisas diversas gerou um clima de expectativa em relação à corrida para a Prefeitura de Coroatá. Até na semana passada corria nos bastidores a informação de que a prefeita Tereza Murad (PMDB) havia alcançado uma vantagem razoável sobre o candidato Luiz da Amovelar Filho (PSB), indicando que sua reeleição estava segura. Agora, de uma hora para outra, alguns blogs começaram a publicar a informação – a ser conferida – de que o candidato apoiado pelo Governo teria virado o jogo. Difícil entender a suposta reviravolta, mas algumas vozes confiáveis confirmam que nesse momento o que está acontecendo em Coroatá é que os dois candidatos se aproximaram muito, tornando o desfecho da eleição imprevisível, embora vozes ligadas ao ex-deputado Ricardo Murad afirmam, com todas as letras, que apesar da carga que o Governo está fazendo para embalar o candidato governista, a prefeita Tereza Murad ainda teria o controle da situação. A indefinição está atraindo a atenção para Coroatá, principalmente a do Palácio dos Leões. Principalmente nos movimento do ex-deputado Ricardo Murad, que dificilmente vai entregar o ouro.

Versões pintam a corrida em Timon
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Luciano Leitos e Alexandre Almeida: duas versões

Vozes governistas que sabem das coisas disseram à Coluna que o prefeito de Timon, Luciano Leitoa (PSB) consolidou sua caminhada para a reeleição. No contraponto, vozes também confiáveis ligadas ao Grupo Sarney garantem quem a situação ali é “pau a pau”, com o deputado Alexandre Almeida (PSD) fazendo contas com certeza de que vencerá a disputa. O prefeito Luciano Leitoa vive a curiosa situação de ser apoiado pelo  governador Flávio Dino e pelo senador Roberto Rocha (PSB), o que vem lhe dando poder de fogo para intensificar sua campanha. No final da semana passada, Alexandre Almeida liderou ali uma carretada gigantesca que acabou repercutindo fora do município. Luciano Leitoa promete fazer uma maior neste fim de semana. Um conhecedor das entranhas políticas de Timon disse à Coluna que o prefeito está na frente, mas que tudo pode acontecer nos próximos dias. Quem conhece Timon pelas suas entranhas políticas prefere aguardar a abertura das urnas na noite do dia 2 de outubro.

 

São Luís, 21 de Setembro de 2016.

Tensões da campanha estremecem o plenário da AL com confronto entre Edilázio Jr., Andrea Murad e Marcos Caldas

 

 

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Marcos Caldas, Edilázio Jr. e Andrea Murad: discurso duros contra e a favor do governador Flávio Dino, que foi acusado de ameaçar adversários na camánha

As tensões políticas produzidas pela campanha eleitoral aterrissaram mais uma vez, e com força, ontem, no plenário da Assembleia Legislativa, e foram extravasadas num embate verbal duro, travado sem maiores cuidados pelos deputados oposicionistas Edilázio Jr. (PV) e Andrea Murad (PMDB) com o deputado governista Marcos Caldas (PRB). Os pomos da discórdia foram a participação do governador Flávio Dino (PCdoB) na corrida ao voto e a política de Saúde do Governo. O governador foi acusado pelo deputado verde de fazer campanha para seus aliados “ameaçando os adversários”, o que foi duramente contestado pelo governista, que afirmou que é o cidadão Flávio Dino e não o governador que está indo às comunidades apoiar seus aliados. A discussão ácida deu origem a outra na qual a deputada Andrea Murad disparou forte ataque à política de saúde do Governo, o que foi rebatido com igual veemência pelo paladino governista Marcos Caldas. Esse confronto verbal derrapou sem controle para uma espantosa troca de acusações e de ofensas entre dois deputados. O embate verbal foi tão contundente que precisou da interferência da Mesa para acalmar os ânimos e evitar que eles se repitam.

Edilázio Jr. X Marcos Caldas

O discurso que o deputado Edilázio Jr. fez nesta terça-feira ultrapassou a fronteira do rame-rame para ganhar peso de declaração de guerra. O parlamentar verde não fez uma denúncia fundada com um ou vários casos; valeu-se de episódios marcados por controvérsias e montou um ataque frontal com algumas ilustrações. Acusou o governador de ameaçar adversários e coagir eleitores ao sugerir que o Palácio dos Leões ficará de portas abertas aos prefeitos aliados do governo.

Para o parlamentar, Dino ameaça adversários e coage eleitores, ao sugerir que o Palácio dos Leões somente ficará de “portas abertas” aos prefeitos aliados do Governo e fechado para os que não rezam na cartilha governista. E referindo-se a uma declaração polêmica do governador Flávio Dino em Imperatriz, criticou: “O governador Flávio Dino falava no Maranhão em 2014 que todos os prefeitos e deputados seriam tratados de forma igualitária. Mas aí veio a realidade. Ele chegou em Imperatriz e afirmou que as portas do Palácio dos Leões só estarão abertas para a sua candidata. Ele tem de fazer campanha para seus candidatos com propostas, de compromisso, e não com ameaças”. E fechou: “O governador Flávio Dino tem de respeitar os maranhenses. Ele não pode chegar em Imperatriz, com a candidata dele patinando nos 20 pontos, e desrespeitar 80% da maior cidade da Região Tocantina. Ele tem de tratar os prefeitos e a classe política bem, e não com descaso”.

O deputado Marcos Caldas, que assumiu o mandato na vaga do titular Alexandre Almeida (PSC), chegou com disposição de ser o tacape do Governo atacando duramente seus adversários PRB garantiu: “O Governo do Maranhão não está tomando parte e nem fazendo campanha de ninguém. Quem está indo até as comunidades e até os municípios é o cidadão Flávio Dino. Tanto é que ele só vai aos finais de semana”, pois “durante a semana Flávio Dino está no Palácio despachando como todo governador. Agora, ele tem o cargo político, ele é político, tem um partido e tem os seus aliados, e como cidadão que ele está indo, não está lá ameaçando ninguém”. Caldas exaltou ainda  o que entende como uma política de igualdade posta em prática pelo governador: “Os grandes empresários do Maranhão não pagavam impostos. Tinham isenções dadas pelo Governo anterior, e o Governo Flávio Dino chegou e disse: todo mundo é igual. Se o pequeno paga imposto, o grande também vai ter de pagar”.

Andrea Murad X Marcos Caldas

A explosão de tensões aconteceu num debate entre a deputada Andrea Murad (PMDB) e o deputado Marcos Caldas (PRB). O motivo, mais uma vez, fora as críticas da parlamentar e da oposição em gral sobre a política de saúde posta em prática pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Andrea Murad bateu forte na política de Saúde do governador Flávio Dino (PCdoB), criticando sem medida o funcionamento dos novos hospitais macrorregionais, notadamente o de Santa Inês, um homem teria morrido supostamente por falta de atendimento no hospital macrorregional. “Incompetente”, “irresponsável”, “criminoso” foram adjetivos usados pela deputada no ataque ao Governo do Estado.

O primeiro rebate ao ataque de Andrea Murad foi feito pelo deputado Stênio Rezende (DEM), que é médico e explicou que, no caso, nada poderia ser feito no Hospital Macrorregional, que não atende a casos de urgência e emergência, por ser esse um atendimento que só efeito pela rede hospitalar do município.

Mas foi o deputado Marcos Caldas quem contra-atacou na direção de Andrea Murad afirmando que os problemas de Saúde do Maranhão de hoje é herança deixada pelo Governo passado, “que depois do golpe que deu em Jackson Lago, cortou os convênios com Prefeituras”. Andrea Murad menosprezou com ironia a reação de Caldas, acusando-o de não saber o que estava dizendo, “porque nem profissão tem”.

Marcos Caldas reagiu: “Não sou formado, mas tem muito formado trabalhando para mim, enquanto a senhora sempre viveu no bem bom, e não tem nem profissão, porque ninguém sabe qual é a sua profissão”. E foi em frente dizendo que a deputada é “uma princesa da oligarquia”.

Andrea Murad pediu novamente a palavra, fazendo agora um discurso muito duro contra Marcos Caldas. Disse que o deputado estava querendo se mostrar para o Governo e querendo conseguir “um brilho extra”, mas não ia conseguir por ser ele, segundo ela, “um deputado que não existe”. E prosseguiu: “Tú és baixo nível, tú não és nada. Se tú és homem, eu sou mulher!” Caldas pediu um aparte, mas Murad não atendeu: “Não dou aparte, porque tú não merece. Tú não és nada, tú és um deputado de nada”. O clima só não esquentou de vez porque o presidente da sessão, deputado Othelino Neto (PCdoB) interferiu com firmeza para conter os ânimos.

A interferência do presidente da sessão não impediu que, já nos estertores, Marcos Caldas, que foi apelidado de “Play” por Andrea Murad,  aproveitasse para romper o limite no contra-ataque: “E seu apelido é cara de cavalo”.

PONTO & CONTRAPONTO

Chico Coelho tem candidatura confirmada e ganha força eleitoral
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Volta de Chico Coelho acendeu sinal de alerta no comando da campanha de Dr. Eric, em Balsas

A disputa para a Prefeitura de Balsas pode ganhar novo rumo na reta final. São fortes os indícios de que a confirmação da candidatura do ex-prefeito Chico Coelho (PSL), que muitos apostavam que seria liquidada na Justiça Eleitoral, se tornou um risco muito grande para o favoritismo do candidato Dr. Eric (PDT), que tem o aval do PCdoB e o apoio do Palácio dos Leões. Na semana passada, quando Chico Coelho, devido a imbróglio envolvendo dois partidos, parecia não ter qualquer chance de desse manter na corrida, a expectativa das hostes governistas era a de que Dr. Eric venceria a eleição sem fazer qualquer esforço, já que o outro adversário de peso, o prefeito Luiz Rocha Filho (PSB), anunciara sua desistência de concorrer à reeleição devido a problemas de saúde. A Justiça Eleitoral, porém, deu ganho de causa a Chico Coelho, acatando o argumento de sua defesa segundo o qual ele não tinha dupla filiação partidária. A decisão judicial assegurou a participação do ex-prefeito na disputa. Fonte de Balsas informou à Coluna que Chico Coelho voltou ao cenário da disputa politicamente muito mais forte. O comando da chapa governista já teria sentido a pancada e estaria redefinindo a estratégia de campanha do candidato do PDT.

O que eles disseram

Edivaldo Jr. concedeu ontem entrevista ao JMTV 1ª Edição, que concluiu dizendo o seguinte:

“Quero pedir o seu voto no 12. No prefeito que teve coragem de enfrentar problemas que nunca tinham sido resolvidos na cidade. Prefeito que licitou o transporte, que está colocando ar-condicionado, que implantou o Bilhete Único, o Cartão Criança. A gestão que fez a Interbairros, que está construindo o Hospital da Criança. Enfim, e demais outras ações que temos desenvolvido. O prefeito que fez 1.800 ruas”.

Já Wellington do Curso prosseguiu ontem, no São Francisco, com sua programação de visita às feiras. E lá disse o seguinte:

O retrato dos mercados de nossa cidade é o mesmo. Marcado pelo abandono e descaso por parte da prefeitura. Mudaremos essa realidade, dotando esses espaços de condições adequadas de trabalho e fazendo com que eles, de fato, sejam geradores de mais emprego e renda”.

 

São Luís, 20 de Setembro de 2016

Imperatriz: avanço de Ildon Marques acende alerta vermelho no comando de campanha de Rosângela Curado

 

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Ildon Marques estaria liderando, seguido de Rosângela Curado e de Assis Ramos na corrida em Imperatriz

Uma pesquisa divulgada domingo pelo jornal O Progresso, de Imperatriz, disparou o alerta vermelho no Palácio dos Leões. Feito pelo Instituto Gauss, o levantamento apurou que, levando em conta apenas os votos válidos, o ex-prefeito Ildon Marques (PSB), apoiado pelo senador Roberto Rocha (PSB), estaria caminhando para voltar ao comando da Prefeitura de Princesa do Tocantins, deixando para trás a enfermeira Rosângela Curado (PDT), apoiada pelo PCdoB com o aval expresso e empenhado do governador Flávio Dino. Ildon Marques teria no momento 33,78% das intenções de voto contra 28,75% de Rosângela Curado, que já estaria sendo ameaçada pelo candidato do PMDB, delegado Assis Ramos, que aparece com 21,49%. A pesquisa registra também surpreendente crescimento do candidato do PSC, empresário Ribinha Cunha (13,66%), que entrou na briga com o aval do prefeito Sebastião Madeira (PSDB).  Os dois outros candidatos, Edmilson Sanchez (PPL) e Sandro Ricardo (PCB) somariam 2.37% dos votos válidos.

Os números do Gauss reforçam a previsão de vários observadores, que logo no início de agosto enxergaram inconsistência no lastro eleitoral de Rosângela Curado, observando que sua liderança nas preferências do eleitorado expressava apenas um momento, e que depois, quando a campanha tivesse começado para valer e o ex-prefeito já não precisasse brigar para confirmar a sua candidatura, o cenário mudaria. Em junho, Marques apareceu em segundo lugar, com Curado em primeiro. Mas logo em seguida, a ciranda começou a favorecer o ex-prefeito, que se revelou dono de cacife suficientemente gordo para disputar a eleição em Imperatriz com chances reais de vitória nas urnas. Nenhum dos observadores ouvidos pela Coluna desprezou a posição do pemedebista Assis Ramos, e todos avaliaram que, sozinho, Ribinha Cunha dificilmente alcançaria mais de 5% dos votos, mas com o apoio determinado do prefeito Sebastião Madeira, cujo poder de fogo político só tolos e mal informados subestimariam.

Nos momentos iniciais da campanha, ficou claro que para consolidar sua vantagem inicial e evitar a todo custo ser alcançada pelo “efeito Eliziane”, Rosângela Curado teria de virar uma “onda” – o que não aconteceu – cuja força inibiria o movimento dos demais candidatos. Ocorre que a disputa em Imperatriz está sendo travada por quatro forças difíceis de serem batidas. Se Rosângela Curado tem a aliança PDT/PCdoB e o apoio ostensivo do Palácio dos Leões, Ildon Marques tem como suporte um lastro respeitado como ex-prefeito, o apoio político do senador Roberto Rocha e um grande apoio popular; Assis Ramos briga por voto tendo como suporte o poder de fogo do PMDB e a experiência da cúpula do Grupo Sarney, a começar pelo senador João Alberto, o principal avalista da sua candidatura; e finalmente, Ribinha Cunha traz na base do seu projeto eleitoral o apoio nada desprezível do prefeito Sebastião Madeira, de longe um dos políticos mais acreditado de Imperatriz.

A notícia, portanto, não poderia ser pior para o governador Flávio Fino, por várias razões, entre elas duas em especial. A primeira: uma derrota do candidato governista em Imperatriz, o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão e polo econômico de uma das regiões mais importantes do estado, produzirá um estrago sem tamanho do projeto político do chefe do Poder Executivo e arranhará fortemente o prestígio político do Governo. A segunda: a eleição de Ildon Marques reforçará expressivamente o cacife político do senador Roberto Rocha na região e com forte repercussão em todo o estado. Isso porque as eleições municipais em curso produzirão o cenário político e as forças que dele farão parte para a grande guerra eleitoral de 2018.

Em tempo: A Coluna não tem elementos técnicos para aferir a seriedade técnica do Instituto Gauss, mas lhe dá o crédito necessário por ter sido a pesquisa publicada pelo jornal O Progresso, um dos símbolos de Imperatriz. A pesquisa entrevistou 1000 eleitores nos dias 8 e de setembro e está registrada no TRE sob o protocolo MA-04710/2012.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Diferentes maravilhas da mobilidade
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Edivaldo Jr. Wellington do Curso e Eliziane Gama (com Marina Silva): projetos diferentes para transporte de massa

Os candidatos mais destacados à Prefeitura de São Luís exibiram ontem suas impressões e projetos sobre a mobilidade na Capital. E certamente conseguiram impressionar o eleitorado posições que levaram o sistema de transporte coletivo do céu ao inferno. O prefeito Edivaldo Jr. (PDT) falou maravilhas do que está em curso e o que vem por aí para o sistema de transporte de massa, focando nas novas regras impostas pela licitação finalmente realizada e cujos benefícios vão culminar com a refrigeração de todos os ônibus que entrarem no sistema. Fábio Câmara (PMDB) apresentou um projeto para tirar o VLT do armazém e que consiste no aproveitamento da velha linha férrea da São Luís-Teresina, entre o Centro de São Luís e o Tirirical – um projeto tão bom que só precisará construir aí “uns quinhentos metros de linha férrea”. Eliziane Gama (PPS) mostrou que tem um projeto amplo e global para a mobilidade, concebido com o ex-prefeito de Curitiba, o genial e lendário Jaime Lerner, que implantou ali as bases do transporte urbano moderno do país. Antes apresentar seu plano, a candidata do PPS passou a impressão de que, apesar da licitação e dos ônibus com ar condicionado já circulando, São Luís vive no inferno nesse quesito.

A peneira para os debates

O primeiro debate entre os candidatos a prefeito será realizado nesta quinta-feira na TV Guará. A emissora optou por abrir o leque e colocar na telinha seis candidatos: Edivaldo Jr. Wellington do Curso, Eliziane Gama, Fábio Câmara, Eduardo Braide e Rose Sales, excluindo Zéluiz Lago, Claudia Durans e Valdeny Barros. Será, de longe, o debate mais aberto da temporada. Isso porque a TV Mirante decidiu convidar os cinco primeiros da lista da TV Guará, e a TV Difusora só vai abrir seu estúdio para os quatro primeiros.

 

São Luís, 19 de Setembro de 2016.

Eleições municipais devem produzir três forças políticas para disputar o poder estadual nas urnas em 2018

 

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A duas semanas das eleições municipais, no momento em que candidatos a prefeito e a vereador e os grupos que representam se digladiam no esforço para atrair as atenções de um eleitorado insatisfeito e arisco, é possível antever, com alguma segurança, que o resultado que emergirá das urnas já trará o rascunho de um novo mapa político do Maranhão. Nele, três forças – e não mais duas como antes – e alguns extratos independentes ganharão forma e espaço para iniciar novo momento político no estado. A primeira força nascerá da consolidação do movimento liderado pelo governador Flávio Dino, que tem o PCdoB como carro-chefe; a segunda será formada pelo desempenho eleitoral nas urnas de 2016 do que sobrou do Grupo Sarney em 2014, tendo como matriz o PMDB e o PV; e a terceira, ainda embrionária, mas já ganhando forma, será o movimento comandado pelo senador Roberto Rocha (PSB). Fora extratos independentes, como a ultraesquerda, por exemplo, dificilmente o mapa político a sair das urnas terá perfil diferente do rascunho a ser traçado com o peso de cada um dessas três forças.

A aposta mais alta está sendo feita pelo governador Flávio Dino e, por isso, se triunfar nas urnas, terá o troféu maior, que é o de passar a liderar uma força política gigantesca, com mais de uma centena de prefeitos, muitos deles eleitos pelo PCdoB. Foi esse objetivo que turbinou a intensa e surpreendente movimentação do seu principal lugar-tenente, o jornalista Márcio Jerry, que acumulou, com disposição invejável, rara noção de contexto e carta-branca, os postos-chaves de presidente estadual do PCdoB e secretário de Estado de Articulação Política e Comunicação. Durante os últimos 18 meses, Dino e seu principal auxiliar alinhavaram uma ampla malha partidária respeitável, dando verniz comunista a grupos de diferentes cores políticas nas mais diversas regiões do estado. Isso deu vida a uma espécie de “onda vermelha”, que só na Ilha de Upaon-açu poderá comandar Paço do Lumiar com Domingos Dutra e Raposa com Talita Laci, ambos do PCdoB, ter influência relativa em São José de Ribamar e dividir o poder em São Luís. No meio político, a expectativa é a de que o governador Flávio Dino saia das urnas, se não com “força total”, forte o suficiente para dar seguimento ao seu projeto de poder em médio prazo, num movimento que certamente incluirá o PDT, que também deve sair mais musculoso dessas eleições, principalmente se vencer em São Luís com Edivaldo Jr. e em Imperatriz com Rosângela Curado.

Como uma espécie de contrapeso nascido das entranhas do movimento liderado por Flávio Dino, ganha forma uma força comandada pelo senador Roberto Rocha, que tem o PSB, mesmo dividido, como fator de agregação. Eleito na esteira da campanha puxada por Dino, Rocha não se conformou  com o papel de chefe de um “puxadinho” do dinismo submetido ao comando de Márcio Jerry, e com ousadia e coragem desgarrou-se para seguir o seu próprio caminho. Com forte senso de oportunidade, vem emprestando seu apoio a segmentos relegados a plano secundário no grupo do governador, como o deputado estadual Wellington do Curso (PP) candidato forte à prefeito de em São Luís e em cuja chapa emplacou o vereador Roberto Rocha Jr. (PSB), e adversários figadais de Dino, como o ex-prefeito e candidato viável em Imperatriz, Ildon Marques, um empresário que embarcou no socialismo moderadíssimo do PSB. Não são muitos os que apostam que as urnas deem a Rocha uma musculatura que lhe garanta poder de fogo para enfrentar o governador e seu grupo, mas são poucos os que duvidam de que os canais que ele está abrindo nessa corrida eleitoral poderão ligá-lo a grupos de oposição ou insatisfeitos da base do governo. Com a desenvoltura que vem demonstrando, Rocha poderá atrair para o seu projeto a parceria dos mais fortes segmentos do Grupo Sarney, o que lhe dará substância política e eleitoral capaz de surpreender.  O que poucos duvidam é que o senador vai assumir o controle integral do PSB no Maranhão e será peça decisiva no xadrez a ser jogado para 2018.

A grande pergunta que se faz hoje nos bastidores políticos é: como o Grupo Sarney sairá das eleições municipais? Pelas informações que correm nos bastidores da campanha, pode estar enganado tanto quem canta que ele sairá das urnas mais estraçalhado do que em 2014, como quem aposta que emergirá fortalecido e revigorado. Ninguém, porém, duvida de que ele sairá vivo, principalmente se o deputado Roberto Costa (PMDB) ganhar a Bacabal, Filuca Mendes continue com a de Pinheiro, Magno Bacelar voltar para a de Chapadinha, Chico Coelho – se confirmar a candidatura – vença de novo em Balsas e Ildon Marques reassuma o comando de Imperatriz. Além de espaços que vier a conquistar nas urnas, o Grupo Sarney tem agora o argumento politicamente fortíssimo de que está de volta ao poder com o PMDB dando as cartas no Palácio do Planalto sob as ordens do presidente Michel Temer. Não há, portanto, como mensurar as possibilidades do Grupo nesta corrida eleitoral. Nem esquecer que os caciques do PMDB e do PV têm experiência de sobra para, mesmo numa situação adversa, acomodar as suas forças para movimentá-las no momento certo.

Em resumo: o rascunho do mapa político que será formado por três forças a partir de outubro, estas lideradas pelo governador Flávio Dino, pelo senador Roberto Rocha e pela ex-governadora Roseana Sarney, que responde pelo comando do Grupo. E são essas forças que confirmar ou refazer o desenho do mapa político do Maranhão em 2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa Escutec ajusta a guerra de percentuais
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Edivaldo Jr., Wellington do Curso e Eliziane Gama confirmados na dianteira pelo Escutec

A pesquisa Escutec publicada na edição de fim de semana de O Estado veio para colocar um pouco de ordem nessa seara onde transitam fontes de informação tão divergentes, tendo o Data M como o pomo de todas as discórdias nos bastidores da campanha. Os 35,8% de intenção de voto para o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) parece um patamar razoável e coerente, à medida que sua campanha tem grande volume, está bem organizada, apresenta um discurso coerente e faz um apelo justo por mais um mandato. Os 26,3% encontrados em favor de Wellington do Curso (PP) parecem também um percentual ajustado ao seu desempenho de quem entrou para ocupar um espaço político pensando em passos futuros e acabou no epicentro da disputa como a grande ameaça ao favorito. Não há ainda como explicar a queda livre de Eliziane Gama (PPS), por isso ainda é cedo para se justificar os seus 11,5% na pesquisa Escutec.

O dado que parece consolidado até aqui – sujeito a mudança, é claro – é que haverá uma segunda volta, como dizem os portugueses. E nela Edivaldo Jr. leva a melhor com dificuldades sobre Wellington do Curso e com larga vantagem sobre Eliziane Gama.

Os 4.6% de Eduardo Braide (PMN), os 3,5% de Fábio Câmara, os 2,9% de Rose Sales (PMB), os 0,5% de Zéluiz Lago (PPL), os 0,5% de Cláudia Durans (PSTU) e os 0,4% de Valdeny Barros (PSOL), que nenhum deles aceita, estão dentro de todas as pesquisas.

Candidatos apostam nos debates
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Eduardo Braide e Fábio Câmara apostam alto nos debates da Mirante e da Difusora

Pode ser produção não articulada de um clima pelos candidatos, mas o fato é que Edivaldo Jr., Wellington do Curso, Eliziane Gama, Fábio Câmara e Eduardo Braide estão apostando todas as suas fichas nos debates da TV Difusora no dia 27 e da TV Mirante no dia 29. Os quatro primeiros querem fazer bonito no primeiro debate, na TV Difusora, no dia 27, que não contará com a participação de Eduardo Braide. Já para os cinco, o debate do dia 29 na TV Mirante, que abriu espaço para Braide, será decisivo e pode produzir alterações no cenário atual. Eliziane Gama, por exemplo, que confia no seu desempenho discursivo, acha que pode virar o jogo e colocar Wellington do Curso. O mesmo pensa Fábio Câmara, para quem o confronto verbal entre candidatos vai expor “a verdade”. Wellington sabe que será o alvo preferencial dos demais candidatos, mas aliados seus dizem que ele está se preparando para oque der e vier. Mesmo estando convidado para participar apenas do debate da TV Mirante, Eduardo Braide é o candidato mais animado como esse encontro. Em conversas informais, vem sugerindo a eleitores que não se decidam antes do debate. Garante que a composição do segundo turno não está definida ainda. Vale a pena aguardar.

 

São Luís, 17 de Setembro de 2016.

Candidatos usam horário na TV sem abrir espaço para figurões dos partidos declarar apoio e pedir votos

 

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Roseana Sarney, Flávio Dino, Waldir Maranhão, João Castelo e Sarney Filho: até aqui fora da campanha em S

A corrida para a Prefeitura de São Luís evolui quebrando uma das regras das disputas eleitorais no âmbito dos municípios: até aqui, nenhum dos candidatos a prefeito abriu espaço para que líderes dos seus partidos ou de agremiações que integram coligações se manifestem em seu favor e peçam aos eleitores que lhe deem seus votos. Até aqui, Edivaldo Jr. (PDT), Wellington do Curso (PP), Eliziane Gama (PPS), Eduardo Braide (PMN), Fábio Câmara (PMDB), Rose Sales (PMB), Zéluiz Lago (PPL), Cláudia Durans (PSTU) e Valdeny Barros (PSOL) fazem suas campanhas sozinhos, como se não contassem com um lastro político expressado por lideranças maiores das agremiações partidárias que os apoiam. O caso mais emblemático desse aspecto da campanha eleitoral é a caminhada solitária do pemedebista Fábio Câmara, que não conta com o apoio das personalidades graúdas do PMDB maranhense, a começar pela ex-governadora Roseana Sarney. Tal realidade dá um sentido diferente a esse embate eleitoral, à medida que o eleitorado focará sua atenção apenas no candidato, não se interessando por quem está por trás dessa candidatura.

Levando em conta o fato de que o tempo de campanha agora é menor e que o uso da TV, por exemplo, é mais restrito, o fato é que até agora, fora os candidatos, nenhuma estrela de primeira grandeza do universo partidário maranhense deu as caras na telinha para pedir votos para o  candidato que apoia. Essas personagens parecem querer distância dos candidatos ou os candidatos não as querem por perto, provavelmente avaliando que tal movimento pode causar desgastes, seja para o candidato, seja para quem o defender. Não há, em tempos recentes, uma disputa eleitoral em São Luís na qual candidatos e lideranças partidárias estejam tão afastadas como a que está em curso.

O prefeito Edivaldo Jr., por exemplo, faz uma campanha acompanhado apenas de assessores e candidatos a vereador, e é a estrela solitária do seu programa de TV. Até agora, o governador Flávio Dino (PCdoB), que para muitos é o seu mentor e padrinho político, não apareceu no horário eleitoral na TV para dizer o que pensa do candidato e reforçar, por exemplo, a parceria Prefeitura/Governo do Estado, impensável em governos anteriores, mas que de dois anos para cá se tornou possível e útil. Também não apareceram, por exemplo, o deputado federal Weverton Rocha, presidente do PDT no Maranhão e líder da bancada do partido na Câmara Federal, nem o poderoso e influente Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB e secretário de Estado de Articulação Política e Comunicação.

Wellington do Curso toca a campanha como se não tivesse partido nem aliados. Ninguém da sua agremiação partidária, o PP, até agora apareceu na sua propaganda. O presidente do PP no Maranhão, deputado federal André Fufuca, está de licença e resolveu embrenhar-se no interior dando suporte para outros candidatos do partido. O controvertido deputado federal Waldir Maranhão, atual 1º vice-presidente da Câmara Federal, foi simplesmente vetado pelo candidato, sob o argumento segundo o qual, ao invés de ajudar, pode atrapalhar. Não se sabe ainda se o senador Roberto Rocha, que patrocinou politicamente a aliança PP/PSB, indicando seu filho, o vereador Roberto Rocha Jr., como vice, vai participar da campanha pedindo votos na TV, mas até agora não há sinal de que isso acontecerá. Também o deputado federal José Reinaldo Tavares, ex-governador, não é lembrado na base de sustentação do candidato.

Eliziane Gama parece caminhar sem qualquer interesse nesse tipo de apoio. Na sua coligação, ela conta com o influente deputado federal João Castelo (PSDB), ex-governador e ex-prefeito da Capital, e da ex-prefeita Gardênia Gonçalves, também do PSDB e o também tucano vice-governador Carlos Brandão, mas nenhum ganhou espaço a seu lado da TV. E também o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que é deputado federal, e o deputado estadual Adriano Sarney, dois expressivos avalistas políticos da sua candidatura por conta da aliança do PPS com o PV, provavelmente não ocuparão o horário da candidata da TV para pedir ao eleitorado que lhe dê a possibilidade de se eleger prefeita.

O candidato pemedebista Fábio Câmara é emblemático. Fora o senador João Alberto, que garantiu sua candidatura enfrentando a cúpula do PMDB e fez caminhadas com ele em bairros, Câmara não teve ainda, e provavelmente não terá nenhum figurão do PMDB na sua campanha. A estrela maior, Roseana Sarney, virou-lhe as costas e, segundo é corrente nos bastidores da corrida, está reunindo apoios para Wellington do Curso – irritado com a traição partidária, Câmara teria dito que não precisa do apoio da ex-governadora. O senador Edison Lobão e suplente Lobão Filho não só não o apoiam, como tinham clara simpatia pela candidata do PPS. É quase certo que Fábio Câmara fechará sua campanha na TV sem uma peça com o aval declarado dos líderes pemedebistas.

Os candidatos Eduardo Braide e Rose Sales não têm apoiadores graúdos e também não têm tempo para abrir-lhes espaço de apoio. Braide confia na sua competência e na sua história. Rose Sales, por sua vez, não têm grandes nomes no seu partido, mas recebeu duas importantes declarações de apoio à sua candidatura nas redes sociais, uma da ex-prefeita Conceição Andrade, e outra do ex-prefeito Tadeu Palácio. Vale anotar que, somados, os dois passaram 10 dos últimos 26 anos no comando do Palácio de la Ravardière, mas, curiosamente, não deixaram um legado político que os identifique como líderes.

Zéluis Lago é o próprio líder do seu partido. Cláudia Durans poderá abrir espaço para Marcos Silva, o líder maior do PSTU no Maranhão, ou para Zé Maria, o insubstituível chefe do partido que costuma aparecer na TV maranhense em tempos de campanha eleitoral. E, surpresa das surpresas, ontem, o candidato do PSOL, Valdeny Barros, abriu espaço para um líder sindical bradar contra os patrões e a burguesia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Data M embala caminhada de Edivaldo Jr. na Vila Cotia
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Edivaldo Jr. ontem, em momento de euforia  na Vila Cotia

No embalo da pesquisa do Data M, que o mostra com 40,7% das intenções de voto contra 25,8% de Wellington do Curso e 7,8% de Eliziane Gama, com os demais candidatos somando 8,6% e tendo ainda 17,1% de nulos e indecisos, o prefeito Edivaldo Jr. desembarcou animado ontem na Vila Cotia e áreas adjacentes, onde foi recebido em clima de festa. Com um sorriso rasgado de ponta a ponta, o mandatário que busca a reeleição relaxou a segurança e se entregou a abraços, apertos de mão e a selfies. Liderou a caminhada “Todos com Edivaldo” com disposição redobrada, como quem tem na mão a chave para garantir vitória nas urnas em turno único. Saboreando a informação segundo a qual 62% dos entrevistados disseram acreditar que ele será vitorioso nas urnas. Motivos, portanto, não lhe faltavam para que esbanjasse com confiança. Menos de 48 horas tomar conhecimento de que o Ibope encontrara uma situação caminhando para um empate técnico entre ele e o candidato do PP, ser informado pelo Data M de que o quadro é bem diferente e muito favorável deu-lhe ânimo para intensificar a corrida. Na caminhada na Vila Cotia e adjacências, o prefeito mostrou disposição para contrariar prognósticos pessimistas indicar que pode, sim, vencer a eleição no primeiro turno.

Wellington apanha em coluna de Veja

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Segundo destacado na corrida para a prefeitura de São Luís, Wellington do Curso continua sendo duramente alvejado por adversários. Ontem, çor exemplo, a coluna Radar, da revista Veja, publicou nota dando-lhe uma forte alfinetada. Misturando alho com bugalho e, por isso, gerando a suspeita de tal nota foi encomendada, a coluna informou que Wellington do Curso decidiu “esconder” o deputado Waldir Maranhão, de modo que ele não apareça na sua campanha. E acrescenta, com forte dose de veneno: “Quem conhece o candidato há mais tempo, n o entanto, diz que ele pode esconder o aliado, mas dificilmente poderá esconder o terreno grilado de 6.252 metros quadrados, localizado em área nobre de São Luís”. A nota acrescenta que Wellington do Curso está sendo processado pelo Estado, que quer o terreno de volta ao seu verdadeiro dono, o Fundo de Pensão e Aposentadoria do Maranhão. E conclui dizendo que diante do problema, o candidato do PP tenta vender o terreno or R$ 6 milhões. A nota de Veja alcançou Wellington do Curso durante uma animada visita que o candidato fez ontem à feira da Cohab, onde lembrou seu tempo de feirante, prometeu dias, melhores para quem trabalha nesta área e foi muito festejado por eleitores.

 

São Luís, 16 de Setembro de 2016.

 

 

Polarização entre Edivaldo Jr. e Wellington do Curso formata confronto entre Flávio Dino e Roberto Rocha em 2018

 

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A disputa entre Edivaldo Jr. e Wellington do Curso é prévia da pela entre Flávio Dino e Roberto Rocha nas eleições gerais marcadas para  2018 para governador e senador

As informações sobre as tendências do eleitorado em relação aos candidatos a prefeito de São Luís, trazidas pela mais recente pesquisa Ibope, dizem com clareza que a disputa majoritária na Capital está polarizada, tendo de um lado o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), com 37% das intenções de voto, e outro Wellington do Curso (PP), com 31%. Os dois somados detêm 68% das intenções de voto, restando 32% para serem distribuídos entre os seis outros candidatos e mais brancos, nulos e indecisos. Nesse cenário começa, de fato, a ser travada uma guerra política entre o governador Flávio Dino (PCdoB), patrono do prefeito, e o senador Roberto Rocha (PSB) e cunho desfecho acontecerá nas urnas de 2018. Essa polarização acontece na maioria dos grandes municípios, como é o caso de Imperatriz, para se ter apenas um exemplo, onde o embate para valer se dá entre a enfermeira Rosângela Curado (PDT), apoiada com toda força pelo governador Flávio Dino, e o empresário e deputado federal em exercício Ildon Marques (PSB), este lastreado pelo apoio assumido e determinado do senador Roberto Rocha.

Desde que Wellington do Curso recebeu o apoio do senador Roberto Rocha, e com ele a candidatura do vereador Roberto Rocha Jr. a vice-prefeito na sua chapa, o prefeito Edivaldo Jr. começou a sentir sobre os ombros um peso a mais na sua responsabilidade política em relação ao governador Flávio Dino. Já naquele momento, o prefeito pareceu ter entendido que haveria um ingrediente a mais e decisivo na disputa, e que, num plano mais abrangente, se daria entre o governador e o senador. Enquanto o prefeito do PDT e o deputado do PP se batem pelo comando da Prefeitura da Capital, o governador e o senador puxam um cabo de guerra para ver quem sairá das urnas de outubro mais cacifado para o grande embate de 2018.

Para o Palácio dos Leões, a disputa em São Luís está diretamente relacionada com as eleições gerais, e o resultado influenciará decisivamente na disputa pelo Governo do Estado – isso é demonstrado pelo esforço gigantesco de transformar o PCdoB num partido robusto. A mesma interpretação está sendo feita pelo gabinete do senador Roberto Rocha em Brasília. A reeleição do prefeito Edivaldo Jr. engordará expressivamente o cacife político e eleitoral do governador Flávio Dino, colocando o senador Roberto Rocha em situação nada confortável. Mas se, por outro lado, Wellington do Curso vier a vencer a eleição, o senador Roberto Rocha sairá das urnas fortalecido, com cacife para entrar no páreo de 2018 em condições de disputar o Governo do Estado. (O desfecho da eleição para a Prefeitura de Imperatriz produzirá o mesmo efeito, fortalecendo o governador se a eleita for Rosângela Curado (PDT) for eleita, mas embalando o senador Roberto Rocha se o vencedor nas urnas for o ex-prefeito e empresário Ildon Marques).

Por conta desse cenário, os bastidores do Governo entraram em estado de alerta máximo e devem acionar todos os recursos políticos ao seu alcance para embalar a candidatura do prefeito e distanciá-lo da ameaça agora representada nitidamente pelo candidato do PP. O problema é encontrar uma fórmula que estanque a candidatura de Wellington do Curso e, ao mesmo temo, turbine a caminhada do prefeito Edivaldo Jr.. E não será surpresa se a partir de agora o embate entre o prefeito e o deputado seja mais duro, pontual e marcado por estratégias bem engendradas. O staf de Edivaldo Jr. aposta que a reviravolta poderá ocorrer nos dois debates que marcarão o encerramento da campanha, o do dia 27 na TV Difusora e o do dia 29 na TV Mirante.

A impressão de muitos observadores atentos é que, se não houver um fato político excepcional e as posições de agora se mantiverem, o confronto eleitoral entre Edivaldo Jr. e Wellington do Curso no plano político será bem mais abrangentes do que um simples pleito por uma troca de guarda no Palácio de La Ravardière, por repercutirá – positiva ou negativamente -, com igual força, no Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAONTO

Fábio Câmara aposta nos debates
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Câmara aguarda debates na TV

O candidato do PMDB à Prefeitura de São Luís, Fábio Câmara, vem dando demonstrações de que está satisfeito com a campanha que vem fazendo na TV, na qual bate forte, mas com elegância, no prefeito Edivaldo Jr.. Além disso, está apostando todas as suas fichas nos dois debates que encerrarão a campanha. Inteligente, dono de bom discurso e bem articulado, Câmara avalia que pode mudar muitos votos no confronto verbal que terá com Edivaldo Jr., Eliziane Gama e Wellington do Curso na TV Difusora, e com os mesmos três mais o candidato Eduardo Braide (PMN), considerado por muitos um bom nome para a Prefeitura, mas que por limitação de tempo na TV restringe sua campanha ao movimento de rua.

Eliziane quer gestão voltada para a sustentabilidade
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Eliziane: compromisso com a sustentabilidade

A candidata do PPS à Prefeitura de São Luís, Eliziane Gama formalizou ontem compromisso de lutar por uma cidade sustentável se chegar ao comando do Município.  O compromisso por uma cidade mais sustentável e preocupada com as questões ambientais foi feito por Eliziane Gama. Ela repete ato que protagonizou em 2012 quando, em campanha pela Prefeitura, também assinou a carta e firmou compromisso público de adotar medidas na sua gestão em prol da sustentabilidade em São Luís. Demonstrou, assim, preocupação de garantir melhor qualidade de vida para as gerações futuras da cidade. Além de firmar pacto pelo meio ambiente, a candidata do PPS firmou um documento em que se compromete a realizar projetos pela sustentabilidade: “Nós temos projetos para, por exemplo, fortalecer e ampliar as cooperativas de coleta de resíduos sólidos. Além disso, vamos implantar a coleta seletiva de lixo, em prédios públicos e em parceria com as cooperativas de catadores”, disse. Ela reafirmou que um dos seus compromissos será a implantação do programa Câmbio Verde e promoção de campanhas de conscientização, especialmente nas escolas. Eliziane também fará a reavaliação da logística de coleta dos serviços de limpeza pública. E garantiu: “Faremos uma gestão voltada para o povo e preocupada com as futuras gerações. Uma gestão democrática e que transformará a cidade de São Luís”.

 

São Luís, 15 de Setembro de 2016.