PSDB tem data marcada para romper com Flávio Dino e lançar Roberto Rocha candidato a governador

 

Roberto Rocha vai ser candidato do PSDB com apoio de Geraldo Alckmin e aval de Sebastião Madeira
Roberto Rocha vai ser candidato do PSDB com apoio de Geraldo Alckmin e aval de Sebastião Madeira

Os tucanos maranhenses – ou pelo menos os mais identificados com o partido – têm data e local marcados para colocar ponto final da sua aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB), assumir a condição de adversário e lançar um candidato ao Governo do Estado. Será o dia 2 de outubro, em Brasília, quando o comando do tucanato nacional se reunirá para o ato de filiação por meio da qual o senador Roberto Rocha retornará ao partido, agora condição de candidato ao Palácio dos Leões. A reunião será o grande desfecho de uma guerra interna travada pelo vice-governador Carlos Bandão, que preside o partido e o vinha mantendo na aliança liderada pelo PCdoB, e o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, que defende o partido com rumo próprio ou construa uma aliança com seus aliados no plano nacional, como o PMDB e o DEM, por exemplo. Os chefes tucanos querem fazer da filiação de Roberto Rocha um ato de grande envergadura e repercussão, uma demonstração de que pretendem dar à disputa pelo Governo do Maranhão o mesmo peso que em estados onde o PSDB tem chance de chegar ao poder.

O projeto de candidatura do senador Roberto Rocha se encaixa com precisão no projeto desenhado pelo ex-prefeito de Imperatriz e outros tucanos de proa incomodados com a relação com o PCdoB, como o grupo que era liderado pelo ex-governador Joao Castelo. A mudança de rumo coloca em suspense a posição de outra liderança de peso, como o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, que vem mantendo uma boa relação com política e institucional com o governador Flávio Dino. E contraria outras correntes tucanas, como a representada pelo deputado Sérgio Frota e a que tem como líder o deputado estadual licenciado Neto Evangelista. E pode resultar também num processo de emagrecimento da agremiação, se confirmada, como previsto, a saída do vice-governador Carlos Brandão, que poderá ser seguido por pelo menos metade dos 29 prefeitos eleitos pelo partido no pleito do ano passado.

Do ponto de vista exclusivamente político, a candidatura do senador Roberto Rocha, se vinda à tona com o aval explícito da cúpula nacional como um projeto do partido, e não como uma aventura pessoal do senador, ganhará o peso de “terceira via” na corrida sucessória maranhense, se levada em conta a possibilidade de o Grupo Sarney vier a lançar um candidato, que em princípio será a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Se por alguma razão política, eleitoral, jurídica ou de foro pessoal Roseana Sarney não entrar na briga, Roberto Rocha poderá ganhar musculatura política para assumir a condição de “segunda via”, para tornar-se o principal, adversário do governador Flávio Dino. Podendo até, numa hipótese remota, se tornar, por força de acordos entre as forças que sustentam o presidente Michel Temer, vir a ser apoiado pelo Grupo Sarney.

A se confirmar o ato marcado para o dia 2 de outubro – a data foi definida a pedido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que faz questão de estar presente -, o senador Roberto Rocha abrirá a corrida sucessória como o primeiro candidato ao Governo do Estado lançado por seu partido, o que lhe dá uma vantagem respeitável em matéria de pré-campanha. Rocha terá tempo terá tempo para articular uma rede de apoio nas mais diversas regiões, a exemplo da Região Tocantina, onde começa com dois líderes fortes em Imperatriz, os ex-prefeitos Sebastião Madeira e Ildon Marques, e na Região Sul, onde já teria o apoio declarado dos ex-prefeitos de Balsas, Francisco Coelho e Luis Rocha Filho, e em São Luís, onde há grupos remanescentes do Governo Luiz Rocha.

É claro que entre ganhar força política e partidária com o lançamento da candidatura e se turbinar eleitoralmente para entrar na briga de igual há uma distância gigantesca a ser vencida. Atualmente, nove entre dez observadores da cena política maranhense enxergam o governador Flávio Dino como franco favorito na disputa, incluindo a ex-governadora Roseana Sarney. Mas, se a última pesquisa Escutec for tecnicamente correta e politicamente honesta, o senador Roberto Rocha entra na corrida com 9,1% das intenções de voto, um cacife nada desprezível para quem entra como terceira opção entre dois gigantes da política maranhense na atualidade.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Tucanos foram pragmáticos, mas tiveram o cuidado de mostrar respeito por Carlos Brandão

Carlos Brandão: deve sair, mas leva respeito da cúpula nacional dos tucanos
Carlos Brandão: deve sair, mas leva respeito da cúpula nacional dos tucanos

Foi pragmática, de olho na corrida presidencial e na possibilidade de se fortalecer nos estados, a decisão do comando nacional do PSDB de abrir caminho para o senador Roberto Rocha se tornar o porta-bandeira do partido no Maranhão. E mais: a decisão foi tomada com cuidados extremos para não passar a impressão de que o vice-governador Carlos Brandão e seu grupo estejam sendo escorraçados da agremiação. A Coluna apurou que o vice-governador é bem visto na cúpula dos tucanos e pertence à corrente liderada pelo senador mineiro Aécio Neves, mas ganhou respeito pelo trabalho de fortalecimento que realizou e que nas eleições municipais de 2016 fez o PSDB sair das urnas com nada menos 29 prefeitos, vários vice-prefeitos e uma penca alentada de vereadores. Na ótica atual do PSDB, Carlos Brandão vem cometendo o maior dos males políticos: manter o PSDB como linha de frente na aliança liderada pelo PCdoB no Maranhão. Tal equação foi possível nas eleições de 2014 quando, por força de acordos nacionais, o PT apoiou a pemedebista Roseana Sarney contra Flávio Dino, levando o candidato comunista a declarar apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff, mas também abrir espaço para a candidatura do tucano Aécio Neves tucanos no seu projeto de poder dando a vaga de candidato à vice a Carlos Brandão. Atualmente, tal situação é inviável. Tanto que o martelo da decisão de romper a aliança com o governador Flávio Dino foi batido quando os chefes tucanos viram as imagens do comício de apoio do governador Flávio Dino ao ex-presidente Lula da Silva, no último dia 5, em frente ao Palácio dos Leões. O rompimento da aliança e a filiação e a candidatura de Roberto Rocha ao Governo não implicam o afastamento automático de Carlos Brandão da presidência e dos quadros do PSDB. Mas sem a garantia de que terá o controle do ninho no Maranhão e que será indicado para ser candidato à reeleição na chapa de Flávio Dino, Carlos Brandão dificilmente permanecerá no partido. É quase certo, portanto, que no dia 2 de outubro o senador e o vice-governador se cruzem na porta de entrada do ninho, o primeiro entrando e o seguindo saindo.

 

Torcendo pela sobrevivência de Temer, Roseana acompanha atenta os movimentos da Câmara

Roseana Sarney torce por Michel temer, mas também ganharia com Rodrigo Maia
Roseana Sarney torce por Michel temer, mas também ganharia com Rodrigo Maia

A chegada à Câmara Federal do pedido de autorização para que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) seja investigada, colocou a cúpula do Grupo Sarney em estado de alerta vermelho. Nesse contexto de tensão, no qual o ex-presidente José Sarney (PMDB) atua como conselheiro informal do presidente, a ex-governadora Roseana Sarney se volta para a Casa congressual cujos movimentos e humores conhece na palma da mão. Com a experiência de quem foi assessora especial da Presidência da República no Governo do pai, deputada federal que coordenou a captação de votos para derrubar o presidente Fernando  Collor de Mello, e senadora e líder do Governo Dilma no Congresso Nacional, Roseana faz um acompanhamento paralelo dos posicionamentos para identificar as tendências dos partidos em relação pá denúncia. Sua preocupação é óbvia: se o presidente Michel temer for afastado, muitos projetos eleitorais do PMDB entrarão em colapso, podendo o de ela própria entrar nesse desastre político. É verdade que o eventual substituto de Temer, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM) mantém laços fortes de amizade e proximidade polpitica com os Sarney, mas não é uma garantia de que o poder do Planalto embalará sua candidatura ao Governo do Estado como o fará o presidente Michel Temer, caso permaneça no cargo, como está sendo desenhado.

São Luís, 23 de Setembro de 2017.

Edivaldo Holanda: São Luís se livra de “nós” no trânsito graças à determinação de Edivaldo Jr. e à competência de Canindé Barros

 

Edivaldo Holanda elogia Edivaldo Jr., Canindé Barros e Flávio Dino pelo avança na mobilidade em São Luís
Edivaldo Holanda elogia Edivaldo Jr., Canindé Barros e Flávio Dino pelo avança na mobilidade em São Luís

Até pouco tempo sufocada por “nós” que travavam fortemente a fluência do trânsito, transformando alguns pontos cruciais em verdadeiros infernos nos momentos de fluxo mais intenso de veículos, São Luís começa a viver uma realidade mais amena e mais civilizada em matéria de trânsito, que é a base da mobilidade urbana. Esse panorama alvissareiro, construído a partir de intervenções arrojadas e inteligentes decididas pelo prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e planejadas e executadas pelo secretário de Trânsito e Transporte, Canindé Barros, foi desenhado ontem na Assembleia Legislativa pelo deputado Edivaldo Holanda (PTC). Lembrando que a mobilidade, condicionada pela equação tráfego-vias públicas – “uma  contabilidade que nunca fecha” – é um problema global, que afeta até cidades modernas e planejadas como Brasília, Edivaldo Holanda assinalou, com ênfase, que ela está sendo viabilizada em São Luís por meio de recursos simples da engenharia de trânsito e uma parceria produtiva entre Prefeitura e Governo do Estado. É assim que o prefeito Edivaldo Jr. está enfrentando “o intolerável engarrafamento de trânsito”.

Com o entusiasmo de pai e de político apaixonado pela cidade onde vive e milita, o deputado Edivaldo Holanda assinalou que São Luís está enfrentando com bons resultados os problemas que travam a mobilidade. “Muitas vezes, nós nos esquecemos dos avanços que temos tido nessa questão nos governos anteriores e agora do prefeito Edivaldo Holanda Jr.”. E indagou: “Quem não se lembra do engarrafamento da cabeceira da Barragem do Bacanga? Que inferno! Há alguns meses, ao tentar sair daqui para o Anjo da Guarda em horários de pico, ficava ali retido na cabeceira do Bacanga. Hoje você nem lembra mais de como era aquilo antes, porque o trânsito flui normalmente”.

Familiarizado com a geografia urbana de São Luís e tendo em mente o mapa de localização dos “nós”, o deputado Edivaldo Holanda relacionou com precisão cada ponto crítico de travamento de trânsito resolvido por “soluções simples, baratas e inteligentes”. Citou o trecho entre o Jaracaty e o Shopping São Luís, a Curva do 90. No Tirirical – em frente à entrada do Aeroporto -, onde a situação “era insuportável”, e outras cerca de duas dezenas de intervenções menires, mas igualmente eficientes.

“Agora estão sendo feitas algumas intervenções, uma delas no retorno do antigo Alfa, na cabeceira da Avenida Lourenço Vieira da Silva, que leva a polos importantes, como a Cidade Operária e a Cidade Olímpica, região de quase 70 bairros e que depende daquele corredor de trânsito. Ali, a rotatória está sendo substituída por sinalização horizontal, vertical, semafórica e recuperação de vias. O trânsito vai fluir através da Avenida Dois, que não tinha praticamente nenhuma utilidade. E hoje o trânsito vai fluir por aquela avenida e vai chegar próximo da UEMA. Antes que se termine aquele trabalho o trânsito já melhorou. Agora, se você chegar à Forquilha, o velho “nó” desta cidade, um incômodo eterno, a solução veio simples, rápida, com uma parceria irmã, produtiva e aplaudida por esta cidade Governo do Estado e Governo Municipal, o governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Quem trafega hoje pela Forquilha sente a mudança radical no trânsito, com a influência sobre dezenas de bairros, drenagem profunda, drenagem artificial, recuperação de avenidas, retornos de quadra, revitalização do asfalto, troca do sistema semafórico, sinalização vertical e horizontal”, mostrou Edivaldo Holanda no seu entusiasmado pronunciamento.

O deputado do PTC prosseguiu: “Vou finalizar falando da intervenção próxima ao túnel da Cohab, que vai ajudar a resolver em definitivo o problema de trânsito em todo o corredor a partir do Tirirical, passando pela   Guajajaras, entrando ali pela Jerônimo de Albuquerque, saindo na direção da São Luís Rei de França e vindo até o Centro.  Finalmente falo da região do Turu. Por determinação do prefeito Edivaldo Jr., o secretário Canindé Barros mexeu na geometria daquela região da São Luís Rei de França: General Arthur Carvalho, Rua Boa Esperança, Rua do Aririzal, Pai Inácio, Avenida Nossa Senhora da Vitória, Coronel Eurípedes Bezerra, vias que receberam um trabalho extraordinário do reordenamento do trânsito. Engenharia simples, mas inteligente e eficaz”.

Enfatizando cada afirmação, o deputado Edivaldo Holanda completou seu painel fazendo justiça à determinação do prefeito Edivaldo Jr. e ao desempenho técnico do secretário Canindé Barros, um dos maiores técnicos que São Luís já teve, homem que entende de engenharia de trânsito e que trabalha diuturnamente para fazer o melhor”.

Edivaldo Holanda fechou seu discurso com uma revelação: “São Luís integra o Projeto Nacional de Mobilidade Urbana. São 10 cidades. Isso é importante para nós sabermos que hoje a Capital integra este Projeto. Avalia que isso é fruto dos esforços e determinação do prefeito Edivaldo Jr. e do trabalho que o secretário Canindé Barros vem desenvolvendo, diuturnamente. na questão da mobilidade urbana que não passa só pelas intervenções de trânsito, mas também na recuperação de vias por meio dos programas Mais Asfalto, em parceria com o Governo do Estado, e Asfalto na Rua.

De alguma maneira, o deputado Edivaldo Holanda interpretou a boa avaliação que muitos já fazem da gestão da atual gestão de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Guerra pela mobilidade começou com a virada dada pelo Governo de José Sarney

José Sarney deu início às grandes mudanças pela mobilidade em São Luís
José Sarney deu início às grandes mudanças pela mobilidade em SL

Em tempos recentes, a luta pela mobilidade em São Luís foi iniciada na segunda metade dos anos 60 do século passado, quando o então governador José Sarney traçou e o engenheiro Haroldo Tavares planejou e executou as condições para a expansão da cidade. O resultado foi a construção dos eixos que expandiram a cidade: da Barragem do Bacanga – que deu origem à hoje Área Itaqui-Bacanga – a Avenida Kennedy, a Ponte do Caratatiua – que abriu a frente em direção ao Olho D`Água, e a Ponte José Sarney, que deu origem à cidade nova a partir do São Francisco. O segundo grande passo foi dado no Governo Nunes Freire: o Anel Viário, que desafogou o Centro e o interligou a todas as regiões da cidade, e a Ponte Bandeira Tribuzi, ambos planejados e executados por Haroldo Tavares, agora como prefeito da Capital. O governador João Castelo fez uma série de intervenções importantes para a mobilidade. O governador Luiz Rocha fincou as bases da Avenida Litorânea. O governador Epitácio Cafeteira abriu avenidas como a Holandeses e iniciou a era dos viadutos com o Viaduto do Café. O governador Edison Lobão concluiu a Avenida Litorânea e a transformou numa grande via de interligação de regiões da cidade. A governadora Roseana Sarney construiu os elevados do Trabalhador, da Cohama, da Cohab e da Avenida dos Franceses, urbanizou a Guajajaras, ampliou a Litorânea com a Avenida Ferreira Gullar e construiu a Avenida Luis Eduardo Magalhães e a  Via Expressa. O governador José Reinaldo Tavares fez a ligação da Ferreira Gullar com a Avenida Carlos Cunha e outras intervenções. O governador Flávio Dino está restaurando a malha viária da Capital com 200 quilômetros de recapeamento asfáltico.

 

Sem distrital nem distritão, deputados estaduais seguem vida normal para 2018

De um modo geral, os deputados estaduais maranhenses não lamentaram o farto de que não houve mudança no sistema eleitoral para 2018, cuja eleição será feita pelo sistema proporcional atual, com coligação partidária e tudo o mais. A representação partidária que compõe o parlamento estadual será mantida, já que a decisão da Câmara Federal de manter tudo como está para 2018 desanimou inteiramente a corrida partidária que certamente aconteceria nos próximos dias caso o Distritão tivesse sido aprovado, como também o fim das coligações. Enfim, tudo continua como antes na Casa de Manoel Bequimão.

São Luís, 21 de Setembro de 2017.

Com pauta de questões complicadas para resolver, Roseana prefere não fazer festa com número de pesquisa

 

Roseana Sarney: movimentos mais intensos, mas atenta ao futuro de Michel Temer
Roseana Sarney: reação discreta diante dos números da pesquisa Escutec, muito festejados por seus aliados

Muita gente estranhou que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) não tenha feito movimentos de comemoração dos números da pesquisa Escutec e emitidos sinais claros de que, embalada por eles, vai mesmo entrar na corrida sucessória tendo como adversário o governador Flávio Dino (PCdoB). Contrariando expectativas, a estrela maior do Grupo Sarney preferiu manter-se discreta, evitando exposição num momento político extremamente delicado no cenário nacional, no qual a cúpula do seu partido, a começar pelo presidente Michel Temer, está na linha tiro dos canhões da Justiça, e também porque tem pendências a resolver dentro do seu arraial partidário. Roseana Sarney sabe que, ao mesmo tempo em que pode funcionar como uma espécie de tábua de salvação para muitos dos seus aliados, sua candidatura ao Palácio dos Leões, embora dependendo apenas da sua vontade, é também um parto complicado por uma série de fatores intestinos.

Para começo de conversa, Roseana Sarney tem noção plena de que, ao contrário do que alguns dos seus parceiros estão prevendo, a disputa de 2018 pelo Palácio dos Leões não será um fato isolado, mas um evento situado no contexto nacional. Experiente nesse jogo, sabe que, mesmo com o trucidamento das esquerdas, o governador Flávio Dino é favorito, e numa aliança com Lula – mesmo que o ex-presidente seja impedido de se candidatar -, essa parceria pode se transformar num rolo-compressor imbatível no Maranhão.

Outro ponto a ser ajustado é que não é unânime no conjunto das suas forças a ideia de que ela seja candidata ao Governo tendo o seu irmão, o deputado federal Sarney Filho (PV), atua ministro do Meio Ambiente, como candidato ao Senado. Mesmo considerando o fato de que Sarney Filho aparece nas pesquisas liderando as preferências, muitos caciques sarneysistas temem que na evolução da campanha a banda maior do eleitorado acabe fazendo uma opção, por considerar exagero ter Sarney em dose dupla na disputa majoritária. É verdade que essa não é uma discussão que já agite as entranhas do Grupo Sarney, mas também não é exagero afirmar que ela está na pauta. Nas contas de alguns, um Sarney se dará bem na corrida majoritária, enquanto o outro será atropelado.

Sem os instrumentos de poder que sempre movimentou, dando asas e carta branca a operadores políticos e eleitorais do naipe do ex-deputado Ricardo Murad, a ex-governadora enfrentará enormes dificuldades para mover as forças do seu grupo, que sempre contaram com ajuda generosa para bancar suas campanhas. A Operação Lava Jato e outras ações que fecharam os dutos de irrigação de campanhas eleitorais no País criaram um ambiente de extrema dificuldade para os grandes grupos políticos estaduais do PMDB, entre eles o Grupo Sarney. Isso não significa dizer que essa não será uma dificuldade insuperável, mas não há com não registrá-la como um obstáculo de difícil remoção.

Roseana Sarney terá de administrar ainda questões incômodas como a definição do candidato à segunda vaga de senador que, tudo está indicando, será do senador Edison Lobão (PMDB). Mas aí vem a indagação: como ficará o senador João Alberto, que preside o PMDB n estado?  Há sinais de que, se vier a ser candidata, Roseana poderá convocar João Alberto para ser candidato a vice-governador, projeto com o qual o ex-governador simpatiza. Ainda assim, será uma costura delicada.

É verdade que, mesmo agravadas pelo furacão que atinge o PMDB e até mesmo o ex-presidente José Sarney, o principal incentivador, articulador e avalista desse projeto, nenhuma dessas situações é fator impeditivo à sua candidatura. Mas é igualmente verdadeiro que, ao assumir a candidatura, caso assim decida, a ex-governadora Roseana Sarney terá de dar solução eficiente para essas questões e, ao mesmo tempo, se preparar para enfrentar um bombardeio intenso e impiedoso. Como, aliás, costuma fazer com seus adversários.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Legislativo terá divulgação turbinada com Rádio Online, jornal e livros

Carlos Alberto Ferreira amplia o sistema de comunicação do Legislativo com apoio total do presidente Humberto Coutinho
Carlos Alberto Ferreira amplia o sistema de comunicação do Legislativo com apoio total do presidente Humberto Coutinho

Você já ouviu a Rádio Assembleia Online? Não?! Então ouça. O faça nos intervalos em que assistir à TV Assembleia, e daqui a algum tempo puder ter nas mãos um jornal mensal com informações ampliadas sobre as ações do Poder, e aprofundar essas informações “devorando” os livros sobre a trajetória, o perfil e as ações da Assembleia Legislativa. Essencial à formação crítica da cidadania, essa teia de canais é o resultado de um arrojado projeto ampliação e expansão do sistema de informação da Assembleia Legislativa, elaborado e posto em prática pela Diretoria de Comunicação, comandada por Carlos Alberto Ferreira e com o aval entusiasmado do presidente Humberto Coutinho (PDT).

A Rádio Assembleia Online é a grande vedete do pacote de novidades destinadas a enriquecer e expandir o sistema de comunicação da Assembleia Legislativa, que tem como carro-chefe a TV Assembleia e uma “máquina” de produção e disseminação de notícias pela web sobre o dia-a-dia do Parlamento estadual. E é fruto de uma inteligente engenharia que potencializa a Rádio Assembleia 96.9 FM, que até domingo passado existia por apenas duas horas diárias dentro da programação da Rádio Senado FM. Agora, a emissora online, que será a voz do Poder Legislativo maranhense, estará no ar 24 horas por dia, levará aos seus ouvintes uma rica programação de informações – noticiário e entrevistas – e muita música, valorizando sobretudo a MPB, com ênfase na música maranhense.

Outra novidade saudável é o Núcleo de Jornalismo Impresso, que produzirá um jornal mensal e uma revista trimestral. Além disso, editará, até o final deste ano, três livros com informações sobre os mais diferentes aspectos do Poder Legislativo. Atualmente, o único impresso do Poder Legislativo é o Diário da Assembleia, de conteúdo exclusivamente institucional. O Núcleo de Jornalismo Impresso rompe essa limitação a abre caminho para um registro bem mais denso e rico das atividades do Poder Legislativo.

De acordo com o está programado pela Diretoria de Comunicação primeiro jornal deve ser lançado no fim de setembro, com matérias especiais, resumo das últimas ações do Legislativo e atuação dos parlamentares. Junto com o jornal também será lançado o primeiro livro, que trará um perfil dos atuais deputados estaduais. Esse trabalho terá a coordenação da jornalista Jaqueline Heluy

“A Rádio Online possibilita uma maior abrangência na comunicação, além de ser uma ferramenta importante na publicidade das ações do parlamento estadual e na participação do cidadão, assim a interação entre o ouvinte e o Legislativo se tornará ainda mais rápida e direta”, enfatizou o diretor Carlos Alberto Ferreira, que entregou a coordenação geral desses novos instrumentos à competente jornalista Jaqueline Heluy.

Ontem, o deputado César Pires (DEM), que participou efetivamente da criação do Núcleo de Comunicação, ocupou a tribuna para saudar as novidades implantadas pela Diretoria de Comunicação. Ele parabenizou o presidente Humberto Coutinho e destacou que as novidades darão mais abrangência e eco às ações do Poder Legislativo. “É um sistema de comunicação bem liderado pelo competente Carlos Alberto, sem perder de vista outros talentos que compõem essa equipe, como Luís Pedro, Jackeline Heluy, Ellen Serra, Elda Borges e demais jornalistas e radialistas. Sou ouvinte e telespectador assíduo e tenho aprendido muito com a programação cultural que eles produzem”, destacou César Pires.

Atenção: A Rádio Assembleia Online pode ser acessada por computador, tablete ou celular, pelos sites www.radioalema.com e www.al.ma.leg.br. Nos smartphones com sistema operacional Android ou iOS, basta baixar o aplicativo da Assembleia Legislativa do Maranhão, pelo Google Play Store ou App Store. A programação também está sendo transmitida ao vivo pelo Facebook, na fanpage Rádio Assembleia Maranhão.

 

Brandão pode ganhar ou perder na conversa com a cúpula dos tucanos

Carlos Brandão ganha tempo com a crise para manter controle
Carlos Brandão: reunião decisiva

É provável que o mundo saiba hoje o desfecho da conversa do vice-governador Carlos Brandão com a cúpula nacional do PSDB, para definir quem, afinal, ficará com o controle do partido no Maranhão. O vice-governador, que o preside o ninho dos tucanos no estado, viajou levando na bagagem uma série de argumentos de peso, entre eles o de que ele é o responsável pelo crescimento substancioso do partido nas eleições municipais, saindo das urnas em segundo lugar com 29 prefeitos e uma alentada penca de vereadores, e que, ao contrário, o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, só contribuiu para desagregar o partido, e mais: o senador Roberto Rocha nada acrescentará à agremiação em matéria de poder político e eleitoral. A conversa será decisiva, e dela Carlos Brandão sairá confirmado como chefe maior do partido no Maranhão ou deixando o ninho e procurando um novo pouso partidário, o que fará acompanhado de um grande número de prefeitos. Se vencer a parada, isolará Sebastião Madeira e deixará Roberto Rocha numa sinuca de bico. Se perder, corre o risco de perder também a vaga de vice na chapa do governador Flávio Dino.

São Luís, 20 de Setembro de 2017.

Pesquisa: posição de candidatos a senador na preferência do eleitorado obedece à lógica do prestígio de cada um

 

Sarney Filho, Edison Lobão, José Reinaldo, Waldir Maranhão e Weverton Rocha: posições lógicas
Sarney Filho, Edison Lobão, José Reinaldo, Waldir Maranhão e Weverton Rocha: posições lógicas nas preferências do eleitorado maranhense

Se os números divulgados pelo instituto Escutec expressarem a realidade, os candidatos da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) às duas vagas de senador nas eleições do ano que vem – Waldir Maranhão (PTdoB) com 7% e Weverton Rocha (PDT) com 8,9% – terão de fazer uma parada e reavaliar suas estratégias. Eles estão perdendo feio para os candidatos do Grupo Sarney – Sarney Filho (PV) com 15% e Edison Lobão (PMDB) com 13% – e para o candidato independente José Reinaldo Tavares (ainda no PSB), que aparece com 10,8%. Essas informações sobre as preferências do eleitorado em relação aos nomes postos até agora para disputar as duas vagas de senador. Ainda que com alguns “porens”, os percentuais do Escutec parecem expressar a lógica, à medida que cada candidato encontra-se inserido no patamar que lhe cabe, não havendo nos percentuais, aparentemente, qualquer incoerência.

O fato de o deputado federal Sarney Filho, atual ministro do Meio Ambiente aparecer na liderança com 15% das preferências dos 2020 eleitores entrevistados pelo instituto eleitorado é perfeitamente explicado com uma avaliação, ainda que superficial, da sua trajetória. Cria de ponta do sarneysismo, inicialmente apontado como o herdeiro político de José Sarney (PMDB), Sarney Filho não fugiu à regra nem às suas origens, mas construiu uma carreira parlamentar própria e não inteiramente identificada com a linha de ação dos parlamentares do Grupo Sarney, aí incluída a própria Roseana Sarney. Ao longo de nove mandatos federais, teve leis aprovadas, presidiu as mais importantes comissões técnicas da Câmara federal – a de Orçamento e Controle, por exemplo -, fundou a Frente Parlamentar Ambientalista, votou a favor das diretas já e foi ministro do Meio Ambiente duas vezes, e nesse período não há notícias de que tenha se envolvido em falcatruas. Está, portanto, credenciado para  disputar a vaga.

A lógica que embala Sarney Filho se aplica também ao senador Edison Lobão, segundo colocado na preferência do eleitorado, mesmo sendo acusado de envolvimento com o esquema que saqueou a Petrobras e o projeto Angra III e de ter, por isso, sofrido um verdadeiro massacre da grande mídia. Lobão é um político com lastro sólido e amplo, que alcança as mais diversas regiões do estado, construído nos seus mandatos de deputado federal, senador e Governador do Estado vem avaliado. Lobão presidiu o Senado, foi ministro de Minas e Energia, e hoje, mesmo som intenso bombardeio, preside nada menos que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com a eficiência correspondente à imagem de ser uma das vozes mais influentes no PMDB, no Senado e no Congresso Nacional, acrescentando-se a isso a condição de amigo e interlocutor habitual do presidente Michel Temer (PMDB).

Terceiro melhor colocado na preferência do eleitorado, segundo o Escutec, o deputado federal José Reinaldo Tavares, tanto quanto os dois primeiros, tem cacife de sobra para pleitear uma das cadeiras senatorias. Um dos homens públicos maranhense de carreira mais rica – foi várias vezes secretario de Estado, administrou Brasília, comandou a Sudene, foi ministro dos Transportes e governou o Estado por cinco anos. Mais do que a carreira, entrou para a História política do Maranhão como o grande articulador e fiador da grande virada política que levou Jackson Lago ao Palácio dos Leões, interrompendo um ciclo de três décadas de domínio político e administrativo do Grupo Sarney. Sua posição na preferência do eleitorado é perfeitamente justificada.

A quarta posição do deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB) não é de todo um evento inexplicável. Antes de se tornar um político malvisto,  Waldir Maranhão, que é veterinário e professor universitário com sólida formação acadêmica, foi reitor da UEMA, secretário de Ciência e Tecnologia. É deputado federal no terceiro mandato, tendo presidido as Comissões de Educação e de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal, sendo também apontado como um dos especialistas da Câmara Baixa na área de educação, tanto que ganhou espaço no PP, tornando-se seu chefe supremo no Maranhão. Caiu em desgraça pelas derrapagens que cometeu quando se tornou 1º vice-presidente da Casa, mas, no contrapeso, caiu nas graças do ex-presidente Lula, que avaliza sua candidatura ao Senado com sinal verde do Palácio dos Leões.

O dado mais surpreendente da pesquisa Escutec é a quinta posição do deputado federal Weverton Rocha na preferência do eleitorado. Um dos políticos mais ativos e ousados da nova geração, Weverton foi líder estudantil, caiu nas graças do ex-governador Jackson Lago (PDT), que lhe deu não só cargo no seu governo – foi secretário de Esportes e Juventude -, mas muito prestígio político. Na mesma pisada ele encantou o comando nacional do PDT, tornando-se uma dos quadros mais ativos do partido em todo o País, desbancando brizolistas da velha geração. Como parlamentar, sua atuação na Câmara Federal surpreendeu aos próprios pedetistas, que passaram a respeitá-lo como uma liderança importante do partido, tanto que assumiu a liderança da bancada e vem tomando posições cada vez mais arrojadas em nome do PDT. Há quem veja sua candidatura a senador como precipitada agora, mas Weverton Rocha tem um projeto político ousado e focado no Palácio dos Leões já na próxima década. O que lhe falta em lastro lhe sobra em ousadia, o que é decisivo em política e isso justifica o projeto senatorial agora.

Em resumo: os cinco relacionados são qualificados e têm cacife para chegar lá. Mas vale anotar que, dada a proximidades entre os candidatos e o fato de que 42,7% dos eleitores entrevistados responderam que não têm candidato, esse cenário é absolutamente descartável. Muita água rolará ainda nos próximos 380 dias.

Em Tempo: Nada justifica a não inclusão da deputada federal Eliziane Gama (PPS). Se incluída, ele certamente estaria disputando os primeiros lugares da fila. O Escutec derrapou feio com essa imperdoável omissão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Max Barros enriquece o papel da Oposição na Assembleia elevando debate sobre Medidas Provisórias

Max Barros: oposição com firmeza e equilíbrio na Assembleia Legislativa
Max Barros: oposição com firmeza e equilíbrio na Assembleia Legislativa

O plenário da Assembleia Legislativa tem sido palco, nos últimos dias, de um debate elevado e interessante entre Oposição e Situação sobre a edição de Medidas Provisórias pelo governador Flávio Dino (PCdoB). A maioria governista se movimenta para aprovar os projetos de conversão de MPs em leis estaduais, enquanto a Oposição, que nem sempre é contra o conteúdo das MPs, atua para retardar sua aprovação por meio de uma série de artifícios regimentais – obstrução, verificação de quórum, acréscimo de conteúdo ou retirada dessa ou daquela regra de um ou outro projeto de conversão. Nesse contexto, o deputado Max Barros (PRP), que integra e lidera o Bloco Parlamentar Independente (BPI), tem se destacado como uma voz de peso na sustentação das teses oposicionistas, mas sem o ranço de tentar criar embaraços incontornáveis ao Governo. Com a experiência de quem já esteve nos dois lados – foi gerente metropolitano e secretário de Infraestrutura dos governos Roseana Sarney durante anos -, o deputado Max Barros faz uma oposição politicamente ao mesmo tempo dura e correta e tecnicamente elevada, a ponto de em certos momentos de acirramento dos ânimos ser o um dos poucos oposicionista a manter canal aberto para dialogar com as lideranças governistas. Sobre o debate em curso, Max Barros advoga a tese segundo a qual, já que Medida Provisória ganha força de lei no momento em que é assinada pelo chefe do Poder Executivo, não há porque aprová-las em regime de urgência. Para ele, seria mais coerente e produtivo que a Assembleia Legislativa tivesse mais tempo para discuti-las, inclusive fazendo consultar à sociedade em casos específicos. Lembrando que o governador Flávio Dino foi um crítico severo do uso de MPs, o líder do BPI argumenta que essa série de leis editadas por meio de MPs – entre elas a que define uma polpitica de isenção fiscal para a implantação de uma refinaria de petróleo no Maranhão – seria mais saudável se nascesse a partir de projetos de lei propostos pelo Poder Executivo. Os líderes governistas contra argumentam afirmando que a MP é um instrumento constitucionalmente legítimo e que nada impede que os projetos de conversão de MP em lei estadual sejam discutidos. Max Barros admite a legalidade, mas discorda e recomenda, com elegância oposicionista possível, que o governador interrompa ouso de MPs e contribua para o desenvolvimento do processo legislativo propondo projetos de lei.

 

Roberto Costa leva prestígio do Legislativo à posse de novo membro da Justiça Eleitoral

Roberto Costa representou o Poder Legislativo na posse do novo membro do TRE
Itaércio Silva, Roberto Costa, Anildes Cruz, Raimundo Barros e Rodrigo Maia no ato de posse do primeiro como membro efetivo do Tribunal regional Eleitoral do MA

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) ganhou novo membro efetivo, o juiz Itaércio Paulino da Silva, que foi empossado ontem em sessão solene comandada pelo presidente da Corte, desembargador Raimundo Barros, na presença da corregedora geral da Justiça, desembargadora Anildes Cruz, e do deputado estadual Roberto Costa (PMDB), que representou o Poder Legislativo por designação do presidente Humberto Coutinho (PDT).

A saudação ao juiz Itaércio Paulino da Silva foi feita pelo presidente   Raimundo Barros: “É um grande prazer dirigir a palavra a Itaércio que, nesta data, ocupa definitivamente assento nesta egrégia Corte Eleitoral. Ele sempre demonstrou muita maturidade, não somente pelo seu intelecto, mas, sobretudo, pela sua experiência profissional e equilíbrio em suas decisões. A sua aparência serena, discreta, tranquila, anuncia a inteligência desse homem que já abrilhanta a magistratura maranhense com seu conhecimento jurídico, sua notória reputação e sua grande experiência no ramo do Direito”.

Itaércio Paulino da Silva agradeceu aos pais que se esforçaram para que pudesse estudar, ensinando-lhe desde a infância o caminho do bem, formando assim seu caráter com respeito e dignidade. Também agradeceu o apoio da esposa e dos filhos que sempre estiveram presentes, torcendo pelo êxito na vida e na carreira profissional. “Tomo posse como membro efetivo na qualidade de juiz com humildade diante da grandeza da missão que me incumbirá nos próximos dois anos”, salientou o juiz Itaércio Paulino da Silva, que durante a cerimônia foi agraciado com a Medalha do Mérito Eleitoral Ministro Arthur Quadros Collares Moreira, a maior honraria da Justiça Eleitoral no Maranhão.

O deputado Roberto Costa destacou a importância da solenidade, realizada no Plenário do TRE, frisando o valor da Justiça Eleitoral como uma das instituições mais importantes do País. “O Dr. Itaércio Paulino da Silva toma posse nesta Corte Eleitoral depois de indicado por seus pares em razão de sua experiência, dedicação, trabalho dedicado e, sobretudo, de sua competência como homem que consagrou sua vida ao Direito, à Justiça e à cidadania de todos nós”, declarou Roberto Costa.

São Luís, 19 de Setembro de 2017.

Diferença gritante de números de pesquisas sobre sucessão dá impressão de que alguém tenta vender gato por lebre

 

Flávio Dino e Roseana Sarney deverão se enfrentar nas eleições do ano que vem
Flávio Dino e Roseana Sarney alvo de pesquisas com números que não batem

O meio político foi alcançado nas últimas horas peles resultados de duas pesquisas que mediram as preferências do eleitorado em relação à corrida pelo Governo do Estado. O Escutec, que diz ter ouvido 2.020 eleitores entre os dias 5 e 9 deste mês, informa que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) lidera com 36,9% das intenções de voto contra 33% do governador Flávio Dino (PCdoB), colocando também no cenário sucessório o senador Roberto Rocha (que está mudando de partido) com 9,1%, e a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) com 5%. Outro instituto, o Data Ilha, que garante ter entrevistado 2.104 eleitores em 37 cidades entre 28 e 30 de agosto, divulgou o seguinte resultado: Flávio Dino tem 52,47% das intenções de voto e Roseana Sarney com 30,51%. O primeiro resultado prevê uma disputa, voto a voto, em dois turnos, e com desfecho imprevisível. O segundo aponta um pleito em turno único – por falta de mais candidatos – e com vitória tranquila do governador.

Contratada pela Rádio Difusora AM, segundo o jornal O Estado do Maranhão, a pesquisa Escutec apresenta um cenário surpreendentemente favorável à ex-governadora Roseana Sarney, contrariando a impressão dominante de que o momento atual é inteiramente inclinado a favor ao governador Flávio Dino. Além do mais, o senador Roberto Rocha aparece com nada desprezíveis 9,1%, um percentual estimulante para quem está disposto a brigar pela cabeça. E até mesmo os 5% dados à ex-prefeita Maura Jorge não é exatamente o fim do mundo para quem começou do zero. E para complicar ainda mais o cenário para o governador Flávio Dino, num embate de segundo turno definido por esses números, é seria natural que parte expressiva dos votos de Roberto Rocha e de Maura Jorge migrem para a ex-governadora, com quem os dois têm mais afinidade política.

Mas esse cenário pode não ser uma tragédia para o governador Flávio Dino. Nesse tipo de pesquisa, um ponto fulcral é o item Rejeição, que por razões fáceis de explicar, parte dos interessados fazem de tudo para não tornar público. O Escutec certamente investigou esse item, e muito provavelmente encontrou números bem significativos, para cima e para baixo, envolvendo os dois principais candidatos. E a julgar pelos percentuais de rejeição apurados em pesquisas anteriores, esse item tende a ser desfavorável à ex-governadora Roseana Sarney e favorável ao governador Flávio Dino. A rejeição pode indicar que um candidato chegou ao seu teto e que outro tem campo para crescer. No caso da pesquisa do Escutec, a rejeição seria um dado fundamental para se fazer uma leitura correta desses percentuais.

A pesquisa do Instituto Data Ilha chama atenção para o fato de considerar apenas dois candidatos, Flávio Dino e Roseana Sarney, não levando em conta Roberto Rocha nem Maura Jorge, pré-candidatos assumidos e que devem constar em qualquer levantamento, goste ou não o contratante. Sem outros candidatos, a fatura eleitoral será naturalmente liquidada em turno único, o que dificilmente acontecerá numa disputa pelo Governo do Maranhão por falta de mais candidatos. Isso porque, além de Roberto Rocha e Maura Jorge, que parecem dispostos a levar em frente seus projetos, mesmo considerando que dificilmente chegarão onde aspiram chegar, a esquerda zangada, tipo PSTU e PSOL, e a extrema esquerda, com seu velho e surrado PCB, farão suas participações especiais no processo, podendo até juntar uma munheca de votos e causar um segundo turno.

Os dois institutos dizem também que consultaram os eleitores na forma espontânea – aquele em que se pergunta em quem gostaria de votar, sem sugerir nomes. O Escutec encontrou um resultado diversificado e animado: Roseana Sarney abre a fila com 14,9%, Flávio Dino vem em seguida com 13,3%, Roberto Rocha é terceiro com 3,2%, seguido pelo senador pemedebista João Alberto – que pode vir a ser o Pano B do Grupo Sarney se Roseana não entrar na briga – com 2,3%, Eduardo Braide (PMN) com 1,8%, Maura Jorge com 0,8% e Luis Fernando Silva (PSDB) com 0,4%.  Espontaneamente, 59% dos entrevistados pelo Escutec disseram que não sabem ou não quiseram responder. Já os entrevistados pelo Instituto Data Ilha curiosamente ignoram todos os candidatos assumidos e potenciais candidatáveis e escolheram somente o governador Flávio Dino (40%) e Roseana Sarney (20%). Nesse levantamento, 28,47% disseram que não sabem ou não quiseram responder.

Os números mostrados pelo Escutec devem ter levado a cúpula do Grupo Sarney a soltar rojões e aumentado a pressão sobre a ex-governadora Roseana Sarney, para que ela cancele a aposentadoria e tente ser governadora pela quinta vez, e ao mesmo tempo acendido sinal de alerta amarelo no birô de estrategistas do Palácio dos Leões. Os números do Data Ilha devem ter sido comemorados efusivamente pela cúpula do Governo, mas afundando as esperanças do Grupo Sarney na ainda provável candidatura de Roseana Sarney.

O problema é que, por serem tão espetacularmente diferentes, os números parecem um indicativo de que um dos institutos está tentando vender gato por lebre.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Projeto presidencial do PCdoB pode desembarcar no Maranhão com pressão sobre Flávio Dino

Flávio Dino e Lula: aliança firme para 2018
Flávio Dino e Lula: aliança firme para 2018

Uma informação divulgada pela coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, mexeu com as correntes de esquerda dentro e fora da aliança liderada pelo PT. A seguinte: diante da possibilidade cada vez mais remota de que o ex-presidente Lula da Silva venha ser candidato em 2018, devido à condenação e aos outros seis processos a que responde no âmbito da Operação Lava Jato, uma banda do PCdoB, o mais correto e fiel parceiro do PT nas guerras eleitorais, está defendendo abertamente que o partido lance um candidato a presidente da República. Esse grupo, que parece estar ganhando corpo e musculatura dentro da agremiação, manifesta a convicção de que Lula será carta fora do baralho nesta corrida eleitoral. Esse movimento pode desembarcar no Palácio dos Leões na forma de pressão para que o governador Flávio Dino participe desse processo, seja como um dos principais articuladores de uma solução para manter o partido alinhado ao PT, ou se tornando candidato a presidente por uma ampla aliança de esquerda liderada pelo PCdoB. O movimento, que é embrionário, pode ganhar força, mas dificilmente dobrará o governador, que não aceita discutir sucessão nacional que não seja o projeto de candidatura de Lula e o seu projeto de reeleição, ao qual vem se dedicando fortemente.

Othelino Neto comemora início do asfaltamento que ligará Barra do Corda a São Raimundo do Doca Bezerra

Othelino Neto registra mais uma ligação asfáltica
Othelino Neto registra mais uma ligação asfáltica no Maranhão

O deputado Othelino Neto (PCdoB) fez, ontem, na tribuna, um registro histórico: o início da pavimentação do trecho da MA-012 que liga Barra do Corda a São Raimundo do Doca Bezerra, no povoado Centro dos Ramos. O 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa relatou a seus pares que  acompanhou os primeiros serviços da obra ao lado do prefeito de Barra do Corda, Eric Costa (PCdoB), e dos secretários Márcio Jerry (Comunicação e Assuntos Políticos) e de Clayton Noleto (Infraestrutura). Visivelmente entusiasmado, Othelino Neto justificou seu estado de ânimo:  “Essa obra era uma verdadeira lenda. Quando chegava perto de campanhas, o candidato a governador, ou candidata, prometia que ia fazer, pavimentar, mas passavam as eleições e o povo ficava esperando e não acontecia nada. É mais uma das muitas lendas que havia no Maranhão, tal qual a ponte sobre o rio Novo, no município de Paulino Neves, que, muitas vezes, foi prometida, mas só agora foi feita; como a ponte do Balandro, em Bequimão, que muitos prometeram, mas foi feita mesmo pelo governador Flávio Dino”, comentou Othelino. O 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa mediu a importância da ligação asfáltica entre Barra do Corda e São Raimundo do Doca Bezerra pela reação de felicidade dos moradores de Centro dos Ramos, como sempre acontece quando populações esquecidas anos a fio são lembradas. “Hoje se iniciou a pavimentação da MA-012 e foi muito bom ter estado lá, porque aquela foi uma promessa do governador Flávio Dino na campanha, que foi reforçada quando esteve algumas vezes em Barra do Corda”, lembrou. E concluiu enfático: “Repito e enfatizo,  apesar das grandes dificuldades financeiras por que o país todo passa, o Maranhão hoje tem mais de 800 obras em andamento, só  do Programa Mais Asfalto. Então, isso é razão de muita alegria”.

São Luís, 18 de Setembro de 2017.

Mudanças no PSDB fragilizam Brandão, afastam tucanos de Dino e fortalecem projeto de candidatura de Rocha

 

Sebastião Madeira vai substituir Carlos Brandão e Roberto Rocha vai disoutar com Flpavio Dino
Mudanças radicais estão sacudindo o PSDB o braço do Maranhão: Sebastião Madeira vai substituir Carlos Brandão e Roberto Rocha vai disputar com Flávio Dino

De todos os partidos agitados pelo vendaval das mudanças preparatórias para as eleições de 2018, o braço maranhense do PSDB é, de longe, o que sofrerá as transformações mais radicais e cujos desdobramentos deverão levar ao rompimento do ninho dos tucanos com a aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e ao lançamento de candidato próprio ao Governo do Estado. Esse desfecho virá na esteira de uma série de decisões arrojadas e dramáticas que os tucanos tomarão tão logo seja concluída a troca de comando, com a virtual saída do vice-governador Carlos Brandão da presidência regional, que deverá ser assumida pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, e o retorno do senador Roberto Rocha aos quadros do partido como provável candidato a governador. O objetivo das mudanças, que já contam com o aval da cúpula nacional, é reunificar o partido e colocá-lo no campo de oposição ao Governo Flávio Dino e de combate às esquerdas.

Hoje transformado numa colcha de retalhos costurada por Carlos Brandão, o PSDB tem, de um lado, o grupo liderado pelo vice-governador, que só conta com parte dos prefeitos que o partido elegeu em 2016 e, de outro, a banda liderada por Sebastião Madeira ( o mais tucano de todos os tucanos maranhenses), que apoia a volta do senador Roberto Rocha e conta com vários grupos menores. No meio desse confronto estão nomes importantes, mas que não lideram grandes grupos, como é o caso do deputado estadual Neto Evangelista – secretário estadual de Desenvolvimento Social -, apoia a aliança com o Governo, e o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, que se relaciona bem com o governador Flávio Dino, mas é politicamente independente. Noutra ponta está o grupo que era liderado pelo ex-governador João Castelo, que não fecha inteiramente com o Governo e apoia as mudanças no partido.

Os últimos movimentos sinalizaram claramente que o vice-governador Carlos Brandão perdeu o comando do partido e está de saída do ninho. Ele era o elo que mantinha o PSDB na órbita do Governo do PCdoB, e sua saída deve resultar fim da aliança. Isso porque, sob o comando de Sebastião Madeira, o PSDB fatalmente se afastará do governador Flávio Dino e migrará para a Oposição, já que o seu projeto maior é lançar um candidato a governador afinado com a posição anti-esquerda estimulada pela cúpula nacional. Madeira tem dito e repetido que o PSDB terá candidato próprio ao Governo e, mais recentemente, vem apontando o senador Roberto Rocha como o nome que o partido lançará para enfrentar a candidatura do governador Flpavio Dino à reeleição. Rocha já formalizou sua saída do PSB, e sua volta ao ninho dos tucanos depende apenas de uma data em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin possa vir a São Luís para abonar a ficha de filiação do senador num grande ato partidário. Alckmin, que se movimenta como pré-candidato do OSDB a presidente da República, conta com Roca para ser o braço da sua candidatura no Maranhão.

A nova ordem que será instalada no PSDB colocará o deputado licenciado Neto Evangelista numa situação delicada. Ele tem até o final deste mês para decidir se permanece no partido, e nesse caso fazendo oposição ao Governo do qual ainda faz parte, ou deixar o ninho e embarcar numa agremiação alinhada ao governador Flávio Dino. À vontade pelo fato de que não tem previsão de disputar mandato eletivo em 2018, o prefeito ribamarense Luís Fernando Silva não deve entrar em bola dividida, agora, dentro do partido. E o grupo ligado ao ex-governador João Castelo, hoje liderado pela ex-prefeita Gardênia Castelo, que nunca fechou inteiramente com Carlos Brandão, vai se afinar com Sebastião Madeira e seguir a orientação do comando nacional, naturalmente reivindicando mais espaço dentro do partido.

O fato em construção é que até o final deste mês o PSDB do Maranhão será transformado por uma guinada radical. Poderá sair desse ajuste mais magro, mas pode também ser turbinado com a filiação em massa de aliados do senador Roberto Rocha e outras correntes menores que estão boiando no mar da indefinição. Essa transformação fará dele a primeira força de oposição a se posicionar efetivamente para as eleições do ano que vem com candidato definido e disposto a entrar na briga que pode envolver também a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Mais ainda: ninguém descarta a hipótese de Roberto Rocha vir a ser o candidato de uma aliança do PSDB com o PMDB, repetindo no Maranhão um acerto que provavelmente se dará o plano nacional.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Mudanças radicais estão atingindo fortemente o braço maranhense do PSB

José Reinaldo: voltando ao DEM, sua origem paertidária
José Reinaldo: pode voltar ao DEM, sua origem partidária

Na agitada ciranda de mudanças partidárias, uma das mais complicadas e tensas atingiu o PSB. Comandado no estado pelo prefeito de Timon, Luciano Leitoa, o partido recriado pelo líder pernambucano Miguel Arraes vinha se movendo dividido por uma desgastante guerra interna envolvendo o senador Roberto Rocha, que tinha o controle do partido em São Luís, e o deputado estadual Bira do Pindaré, também brigando pelo comando do partido na Capital. No meio dessa confusão intensa, o deputado federal José Reinaldo Tavares vinha tentando se manter como a principal referência da agremiação. Numa decisão radical, a direção nacional tirou do senador Roberto Rocha o controle do partido na Capital e o entregou ao deputado Bira do Pindaré, que em outra decisão radical reuniu o comando partidário e expulsou o senador, levando-o a acertar o seu retornou ao PSDB. Agora, o único foco de tensão no PSB é José Reinaldo Tavares, que está em rota de colisão com  direção nacional desde que começou a votar no Congresso Nacional contrariando as orientações daquela cúpula – apoiou o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), votou contra a autorização para investigar o presidente Michel Temer (PMDB), votou a favor da reforma trabalhista, entre outras ações na contramão do que queria o partido. Nos próximos dias, José Reinaldo deve desembarcar do PSB e ingressar no DEM ou no PSD.

 

É de forte tensão a disputa pelo comando do Poder Judiciário do Maranhão

Nelma Sarney deve enfrentar José Joaquim Figueiredo
Nelma Sarney deve enfrentar José Joaquim Figueiredo no Judiciário

É forte a movimentação nos bastidores do Tribunal de Justiça por conta da disputa pelo comando do Poder Judiciário. O clima de tensão já ganha aspectos de guerra aberta envolvendo dois candidatos a presidente, a desembargadora Nelma Sarney e o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos. Não há dúvidas de que o Colégio de Desembargadores está dividido e que nesse momento a vantagem está com Figueiredo dos Anjos. A candidatura de Nelma Sarney vem sendo duramente alvejada com o argumento segundo o qual ela responde por denúncia ao Conselho Nacional de Justiça por desvio de conduta, o que fragilizaria fortemente a sua posição entre os desembargadores. Nelma Sarney, no entanto, não abre mão da sua candidatura, por ter nesta eleição a última chance de chegar à presidência do Poder Judiciário – ela já foi corregedora geral de Justiça e vice-presidente. Na semana que passou, um forte burburinho assanhou os bastidores da Corte, motivado pela presença, no plenário, acompanhando a reunião do Pleno, do advogado goiano Eli Dourado, homem de confiança do Grupo Sarney, que comandou o processo que resultou na cassação do governador Jackson Lago em 2009. Dourado é apontado como “mestre” nesse tipo de ação, especialista em “moer” adversários. Sua o presença foi interpretada como um movimento da desembargadora Nelma Sarney avisando que está na briga e disposta a jogar pesado se o seu caminho for minado. José Joaquim Figueiredo dos Anjos já assumiu que é candidato, mas tem dado mostras de que torce por uma disputa aberta, sem ataques nem dossiês, mas também parece disposto a endurecer o jogo, se for provocado. O presidente da Corte, desembargador Cleones Cunha, vem usando a diplomacia para acalmar os ânimos, de modo que o processo sucessório no Judiciário se dê sem traumas. O problema é que há até quem veja nesse processo sucessório uma guerra entre o Palácio dos Leões e o Grupo Sarney. Os próximos dias dirão o que vem por aí. Em tempo: a eleição se dará na primeira quinzena de outubro e o desembargador Marcelo Carvalho também está apto a concorrer, mas teria decidido aguardar outro momento.

São Luís, 16 de Setembro de 2017.

Bombardeio contra cúpula do PMDB mergulha Roseana Sarney na incerteza quanto a candidatura

 

Roseana Sarney: movimentos mais intensos, mas atenta ao futuro de Michel Temer
Roseana Sarney: tiroteio da Lava Jato contra Michel Temer e cúpula nacional do PMDB pode inibir tomada de decisão sobre candidatura ao Governo do Estado

A última “flechada” disparada ontem pelo ainda procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer (PMDB) colocou o Grupo Sarney em estado de alerta máximo. Isso porque se a investigação for autorizada pela Câmara Federal e o presidente for mandado para casa, as chances de o Grupo alinhavar um projeto competitivo para as eleições do ano que vem serão drasticamente reduzidas. A até agora indefinida candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) poderá simplesmente ser arquivada antes de nascer se a cúpula do PMDB nacional vier a se desmanchar, como está se desenhando. Roseana, portanto, poderá se aposentar de vez, não participando da corrida ao voto, que já se encontra na fase de aquecimento. E se essa tendência se confirmar, o Grupo liderado pelo ex-presidente José Sarney provavelmente mergulhará numa crise sem precedentes, já que, pelo menos até aqui, não deu sinais de que tenha um “plano B”.

É rigorosamente verdadeiro que todas as perspectivas do grupo partidário liderado pelo PMDB no Maranhão estão depositadas no potencial eleitoral da ex-governadora, que vem sendo monitorado por pesquisas feitas para consumo interno. A não divulgação dos números encontrados nesses levantamentos é um indicador de que tais informações não estão sendo favoráveis. Políticos ligados ao Grupo Sarney têm sondado a ex-governadora sobre se ela será ou não candidata. Segundo seus relatos, ela tem sido evasiva, respondendo que ainda está avaliando o quadro, mas passando a impressão de que só se lançará candidata em condições de competir de igual para igual com o governador Flpavio Dino (PCdoB), candidato assumido à reeleição. Do contrário, prefere permanecer longe do embate eleitoral.

O problema é que se Roseana não entrar na disputa, os candidatos do Grupo a senador, deputado federal e deputado estadual irão para o embate sem um líder, uma referência que os estimulem. O Grupo poderá até lançar um candidato a governador – o atual suplente de senador Lobão Filho (PMDB), por exemplo -, mas ele dificilmente reunirá condições de comandar a grande chapa. A falta de uma liderança alternativa pode desagregar os seus aliados, levando-os ao “cada um por si e Deus por todos”, o que, via de regra, resulta em tragédia eleitoral, como aconteceu em 2014, quando o Grupo ficou sem uma referência capaz de mobilizar todas as suas forças e acabou destroçado nas urnas, só se salvando os candidatos com cacife próprio. Sem a ex-governadora na cabeça da chapa, a liderança do Grupo na corrida eleitoral ficará com o deputado federal Sarney Filho (PV), que terá uma luta renhida pela frente na disputa por uma cadeira no Senado.

São poucas as opções que o Grupo Sarney dispõe para lançar na disputa pelo Governo do Estado. Pode contar com Lobão Filho, que parece mais inclinado a tentar um mandato de senador, mas brigará pelo Palácio dos Leões se o Grupo firmar posição em torno da sua candidatura. Outra opção é o senador João Alberto (PMDB), que numa situação excepcional toparia ser candidato a governador para liderar as forças do Grupo nas eleições. E, numa guinada radical e politicamente viável, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) poderia ser o candidato a governador, abrindo caminho para uma nova geração, que reúne quadros como os deputados Roberto Costa (PMDB), Edilázio Jr. (PV) e Adriano Sarney (PV).

Política tarimbada e antenada, Roseana Sarney sabe o tamanho da sua responsabilidade em relação ao Grupo no qual é a principal referência. É exatamente por conta desse contexto que a ex-governadora se mantém na fronteira entre ser ou não ser candidata, apostando para que o cenário nacional se torne menos hostil ao PMDB, que corre o risco de ter sua cúpula desmontada pela Operação Lava Jato. Se isso ocorrer, será no mínimo desastroso para o partido em todo o País, a começar pelo Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Começa para valer a corrida de alguns políticos de peso para mudar de partido

Waldir Maranhão e Roberto Rocha abrem temporada de  mudança partidária
Waldir Maranhão e Roberto Rocha abrem temporada de mudança partidária

Primeiro foi o deputado federal Waldir Maranhão, que depois de uma novela dramática, na qual ele passou de chefe supremo a soldado raso do PP no Maranhão, agora se acomoda no PTdoB, para tentar renovar o mandato ou entrar na aventura de disputar cadeira no Senado. Agora é o senador Roberto Rocha, que depois de perder uma guerra feia dentro do PSB, do qual acabou expulso, faz agora o caminho de volta ao PSDB, do qual já foi presidente estadual. Os dois casos são exemplares do contexto da arrumação partidária que ainda movimentará líderes de todos os pesos na política do Maranhão. O próximo a definir seu rumo partidário será o deputado federal José Reinaldo Tavares, que deve deixar os quadros do PSB para voltar ao DEM, no qual nasceu politicamente, para agora disputar uma cadeira no Senado.  São fortes as especulações segundo as quais o vice-governador Carlos Brandão pode deixar o PSDB para assinar ficha de filiação ao PP, hoje comandado pelo deputado federal e atual 2º vice-presidente da Câmara Federal André Fufuca.  Especula-se também que o deputado federal e atual ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho poderá deixar o PV, que ajudou a fundar, para ingressar no PMDB e disputar vaga no Senado.

 

Assembleia Legislativa aprova 30 anos como idade máxima para ingressar na PM

Humberto Coutinho comandou a sessão movimentada
Humberto Coutinho comandou a sessão movimentada do parlamento estadual

A Assembleia Legislativa transformou em lei, ontem, a Medida Provisória nº 244, editada pelo governador Flávio Dino, que aumentou de 25 para 30 anos a idade máxima de acesso à Polícia Militar do Maranhão. A MP altera dispositivo da Lei nº 6.513, de 30 de novembro de 1995, que dispõe sobre o Estatuto da PM. A aprovação se deu por unanimidade numa sessão movimentada, comandada pelo presidente Humberto Coutinho (PDT) e marcada por escaramuças entre Situação e Oposição. O governador justificou a mudança argumentando a necessidade de ampliar o acesso às fileiras da Polícia Militar, “tendo em vista a realidade vivida, tanto no referente ao aumento do número de habitantes no Estado, quanto na crescente expectativa de vida da população”. O governador reforçou o argumento prevendo que “o aumento da idade máxima para o ingresso na Polícia Militar permitirá uma seleção mais rigorosa, vez que haverá maior concorrência e competitividade entre os candidatos, resultando na escolha de pessoal mais qualificado. A urgência deriva da imperatividade de estruturar e equipar os órgãos voltados à segurança pública no Maranhão, inclusive com a imediata abertura de concurso público”.

São Luís, 14 de Setembro de 2017.

Especial: Tuntum chega aos 62 anos diferenciada pela qualidade da sua gestão e pela ação política eficaz de Tema Cunha

 

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Momentos da maratona de inaugurações comandadas por Tema Cunha juntamente com o governador Flávio Dino, o deputado Humberto Coutinho e o deputado federal José Reinaldo

Duas escolas, cada uma com 12 salas e capacidade para cerca de 400 alunos, estruturadas com o que há de mais moderno em matéria de equipamentos educacionais – biblioteca, quadra poliesportiva, área de recreio, refeitório, etc. -, para assegurar aos seus frequentadores educação de tempo integral, uma revolução que começa a ganhar espaço em municípios comandados por gestão arrojadas e que enxergam muito à frente.  Foram essas escolas dois dos presentes recebidos por Tuntum, no seu aniversário de 62 anos, pois a elas se somaram outras duas unidades do programa estadual Escola Digna. Não houvesse outras inaugurações, as quatro escolas já seriam suficientes para transformar os cerca de 40 mil tuntuense numa comunidade privilegiada. Mas sob o comando do prefeito Cleomar Tema Cunha (PSB), que também preside a Federação dos Municípios do Maranhão pela terceira vez e tornou-se referência como  gestor, o aniversário de 62 anos de Tuntum, comemorado terça-feira (12), teve muito mais.

Numa festa que teve o governador Flávio Dino (PCdoB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), o vice-governador Carlos Brandão, o deputado estadual Rigo Teles (PV) e 17 prefeitos da Região como convidados especiais, Tuntum reabriu seu estádio de futebol reformado, ganhou uma ponte de concreto para interligar bairros, estradas asfaltadas, praça de elevado padrão, sistemas de abastecimento de água em comunidades distantes. E fechou a data com dois atos festivos: um embate entre o Sampaio Corrêa e a Seleção local no gramado estalando de novo do “Temão”, e logo em seguida, com milhares de tuntuenses e visitantes cantando e dançando ao ar livre, em noite enluarada, embalados pelo som da dupla sertaneja Vitor e Léo. Poucas vezes a cidade fez uma festa tão grande e animada.

O diz festivo começou sob céu azul e sol forte, mas com a temperatura quebrada pela umidade emanada de um lago artificial batizado “Balneário da Tiúba”, com um animado e colorido desfile estudantil, que percorreu ruas limpas e bem cuidadas. Nesse ambiente de cidade organizada, onde é visível a presença de uma gestão eficiente, o roteiro de inaugurações teve início às 9h, com a chegada do governador Flávio Dino e comitiva, dando-se a inauguração da nova roupagem do Estádio Dr. Tema, mais conhecido como “Temão”.

A comitiva seguiu para inaugurar a Escola de Tempo Integral Adalgisa Léda, uma maravilha bem planejada, com cara de escola do primeiro mundo e com todas as condições de estrutura e conforto, construída numa parceria da Prefeitura com o FNDE ao custo de R$ 10 milhões – a segunda, com a mesma estrutura, seria inaugurada ao longo da semana. Ali também houve entrega da chave de nova viatura política para a cidade, e também entrega de mais de três mil uniformes para os estudantes do ensino médio de Tuntum.

Diante de centenas orgulhosos tuntuenses – pais e filhos –, concentrados na quadra coberta da escola e motivados pelo que estavam recebendo, o prefeito Tema Cunha informou que aquela e a outra escola são fruto de parceria com o FNDE e que ele tinha a obrigação de aplicar cada centavo para proporcionar à juventude de Tuntum uma educação de alto padrão. “O nosso povo merece. Os nossos estudantes são o nosso futuro”, afirmou, dedicando parte do mérito à primeira-dama Daniella Cunha, sendo ovacionado pelos presentes. Antes, o deputado Humberto Coutinho, parceiro assumido da gestão Tema Cunha, dissera que se sente responsável por Tuntum, porque tem apoio dos tutuenses desde 1990. “Aqui é também minha casa”, declarou. Em seguida, o governador Flávio Dino elogiou o fato de que ali estavam sendo inauguradas quatro escolas, de valor inestimável. E assinalou que só chegou onde chegou por que teve a oportunidade de receber uma boa formação escolar. “É por isso que digo que a mudança está acontecendo no Maranhão. Essa escola é parte dessa mudança”, assinalou. Em frente à escola, situada no bairro Desembargador Cleones Cunha, o prefeito inaugurou uma praça dotada até de equipamentos de lazer para crianças.

Depois de ganhar a escola de tempo integral, a população de Tuntum assistiu a um caso de civilidade política com a inauguração de uma ponte de concreto que liga o centro a vários bairros, e que foi batizada “Ponte Hélio Araújo”, uma elogiada homenagem ao líder político e ex-prefeito Hélio Araújo, durante anos adversário duro de Tema Cunha, mas hoje pai do vice-prefeito Ricardo Araújo. Todos aprovaram a iniciativa.

A inauguração da Escola Digna Raimundo Ferreira, no povoado distante chamado Placa Violão, foi um ato marcado pela emoção. A professora Luzia, uma sertaneja que enxerga na educação a base de tudo, e os alunos Adriele e Josias agradeceram a nova escola – que substituiu uma tapera – em versos simples e comoventes. Flávio Dino e Tema Cunha foram visivelmente tocados pelo que ouviram. O governador homenageou a  professora e reafirmou que vai deixar centenas de escolas como aquela em todo o Maranhão, por entender que a educação é a alavanca mais importante da mudança. “Pela educação nós vamos transformar o Maranhão e o Brasil”, disse. Dali, a comitiva liderada pelo prefeito Tema Cunha seguiu para o povoado Cigana, onde o governador Flávio Dino inaugurou sistemas de abastecimento e outras benfeitorias.

Os tuntuense curtiram muito a festa de aniversário da sua cidade, festejando o que pareceu ser a concretização do slogan “Tempo de novas conquistas”.  Os visitantes, por sua vez, partiram vivamente impressionados com o que viram na cidade e puderam entender melhor porque Tema Cunha a comanda pela quinta vez e preside da Famem pela terceira.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bons resultados são fruto de boa gestão e parcerias políticas bem definidas e produtivas

Tema Cunha, Humberto Coutinho e Flávio Dino: parceria sólida e produtiva
Tema Cunha, Humberto Coutinho e Flávio Dino: aliança sólida e produtiva

A excelência administrativa estabelecida em Tuntum nas gestões de Cleomar Tema Cunha é, em primeiro lugar, fruto da sua obstinação para tornar a cidade um lugar onde a população possa usufruir das melhores condições possíveis. É também fruto de parcerias políticas bem ajustas, construídas numa espécie de “toma lá, dá cá” do bem, por meio das quais os agentes políticos das três esferas que recebem os votos da maioria dos tuntuense assumem o compromisso de retornar com benefícios para a coletividade. Tema Cunha mantém relação política sólida com o governador Flávio Dino, que o tem como aliado de primeira linha, já que recebeu esmagadora maioria de votos dos tuntuenses em 2006 para deputado federal e em 2014 para governador. É pessoal e politicamente irmanado com o deputado Humberto Coutinho, uma relação costurada desde 1990, quando o presidente da Assembleia Legislativa se elegeu deputado estadual pela primeira vez com boa votação recebida em Tuntum por intermédio do aliado. Caxiense, Humberto Coutinho já tem Tuntum como sua segunda casa. Tema Cunha construiu e mantém sólida e afinara relação política com o deputado e ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares. A condição maior para o fortalecimento dessas relações são os benefícios que cada um pode viabilizar para Tuntum. E tudo o que é conseguido o prefeito faz questão de informar à população quem viabilizou, seja por convênios ou por emendas parlamentares. A correção de Tema Cunha nesse aspecto é tamanha que ele batizou uma das jóias da sua gestão, o Centro de Imagens com uma dezena de especialidades – entre elas tomografia computadorizada, mamografia e ultrassonografia, por exemplo -, e deu-lhe o nome de Antonio Joaquim Araújo, médico e ex-prefeito de Codó já falecido, e que conseguiu os recursos para construir o Centro por meio de emenda parlamentar quando foi deputado federal. “Não posso trair a memória de um benfeitor de Tuntum”, justificou. Nesse sentido, o governador Flávio Dino, o deputado Humberto Coutinho e o deputado José Reinaldo formam a linha de frente dos seus aliados de proa. Esse pragmatismo bem planejado é a base do bom desempenho político Tema Cunha.

 

Em Tuntum, Flávio Dino mostrou-se um político hábil, que sabe lidar com o povo e valorizar auxiliares e aliados

Flávio Dino mostra habilidade na relação com equipe e aliados
Flávio Dino prestigia Márcio Jerry em ato de inauguração de uma Escola Digna

Quem estiver planejando enfrentar o governador Flávio Dino nas urnas, que se prepare para valer, pois terá pela frente um candidato seguro e que aprendeu a se comunicar com as massas usando um discurso simples e direto, mas recheado de informações fáceis de assimilar. O governador mostrou toda sua força terça-feira em Tuntum. Ali, foi aplaudido por onde passou, foi abraçado com entusiasmo, parou centenas de vezes para posar para fotos, abraçou admiradores e beijou criancinha. Nos seus pronunciamentos, dividiu o mérito das suas conquistas com aliados e auxiliares, fazendo questão de apresentá-los e destacar-lhes as virtudes como cidadãos e gestores públicos. Em relação ao aliado e anfitrião Tema Cunha, destacou o seu trabalho como prefeito, sua capacidade de articulação como presidente da Famem e a sua correção como aliado político. Quando falou do aliado Humberto Coutinho, destacou-lhe a grandeza política e a correção pessoal, fazendo ainda questão de homenageá-lo. Ao referir-se aos auxiliares os destacou como grandes gestores, como fez em relação aos secretários Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política), Felipe Camarão (Educação), Clayton Noleto (Infraestrutura), Jefferson Portela (Segurança), Diego Galdino (Cultura) e o vice-governador Carlos Brandão, como se eles estivessem a caminho das urnas. Cuidadoso, não extrapolou os limites da ética política, enchendo mais a bola os aliados do que murchando a dos seus adversários.  Deu seguidas demonstrações de que está absolutamente seguro do que faz como gestor e dos passos que está dando como líder de um movimento político bem mais amplo do que do que o rame-rame e que nesse contexto o secretário Marco Jerry é peça de fundamental importância. Esse conjunto de fatores, associado ao desempenho do seu Governo, faz do governador um candidato muito difícil de ser batido nas urnas.

São Luís, 13 de Setembro de 2017.