Governo mantém canal aberto para estabelecer relações republicanas com a Prefeitura de São Luís

 

Flávio Dino aberto a parceria; Eduardo Braide ainda não se manifestou sobre o tema

Indagado recentemente sobre como será a relação do Governo do Estado com a Prefeitura de São Luís de agora por diante com a saída de um aliado, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), e a entrada de um adversário político, o prefeito Eduardo Braide (Podemos), no Palácio de la Ravardière, o deputado federal licenciado, presidente estadual do PCdoB e atual secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, respondeu de pronto, sem um segundo de vacilo: “Isso só depende do prefeito”. E sem dar tempo para outra pergunta, esgotou o assunto completando: “O governador Flávio Dino já disse que está pronto para ter relações institucionais e republicanas com todos os prefeitos do Maranhão”. Apesar de sucinta, a resposta do novo titular da Secid revelou, com clareza solar, o posicionamento do Palácio dos Leões em relação ao novo status político da Prefeitura de São Luís, que saiu da condição de aliada importante para se tornar uma cidadela oposicionista.

Vale lembrar que, anunciado o resultado do segundo turno da disputa na Capital, com a vitória inquestionável do candidato do Podemos, o governador Flávio Dino divulgou mensagem em que saudou os 217 eleitos e anunciou que, independentemente das eventuais diferenças políticas, o Governo manterá suas portas abertas para todos os que quiserem estabelecer parcerias com a administração estadual. Poderia ter se manifestado no final do primeiro turno, quando 216 já estavam eleitos, mas fez questão de esperar pela definição da disputa em São Luís, para incluir o novo gestor, aliado ou adversário, no contexto das relações institucionais do Governo, sob o argumento de que as populações municipais, a começar pelos 1,2 milhão de ludovicenses, não podem arcar com o ônus de diferenças políticas.

Neste primeiro mês da nova ordem, não houve acenos do Palácio de la Ravardière nem do Palácio dos Leões. Ao mesmo tempo, vale registrar que nenhuma rusga veio à tona para causar mal-estar. O ambiente de distanciamento político e institucional foi alterado pelo início da vacinação, com a linha direta instalada entre os secretários estadual e municipal de Saúde, respectivamente, Carlos Lula e Joel Nunes Júnior, que dialogaram produtiva e civilizadamente. O resultado do entendimento foi que, a exemplo do que fez com muitas prefeituras, o Governo do Estado forneceu milhares de seringas, agulhas e EPIs à Prefeitura de São Luís, numa saudável relação de cooperação. O link instalado na área de Saúde confirmou o teor da mensagem do governador Flávio Dino aos prefeitos depois do segundo turno em São Luís.

Há, no meio político, certa expectativa quanto ao futuro dessa relação. Alguns acham que ela será produtiva nos próximos meses, mas com alto risco de entrar em turbulência com a aproximação da grande e decisiva disputa eleitoral do ano que vem. Ao mesmo tempo em que há vozes estimulando o prefeito Eduardo Braide a envergar o pragmatismo e dar o primeiro passo em busca de parcerias com o Governo, há também as que o estimulam a manter distância do Palácio dos Leões, preferindo tê-lo como adversário. Político que não costuma consultar “oráculos” para tomar suas próprias decisões, o prefeito Eduardo Braide se mantém aparentemente alheio a essa situação. Da sua parte, o governador Flávio Dino abriu as portas, e até onde se pode perceber, não fez qualquer gesto em sentido contrário.

É verdade que ainda é cedo, as feridas da disputa eleitoral ainda estão sarando, e a nova gestão da Capital, mesmo tendo encontrado uma máquina ajustada – em boa medida com a ajuda ao Governo -, ainda está se instalando e tentando encontrar um eixo e um ritmo. Ao mesmo tempo, o Governo estadual entra na reta final turbinado, com grande portfólio em São Luís. Cedo ou tarde o prefeito Eduardo Braide terá de se posicionar, voluntaria ou circunstancialmente, em relação à mensagem do governador Flávio Dino aos prefeitos. O secretário Márcio Jerry tem razão quando diz que a relação, se vier a ser estabelecida e o nível que ela alcançará, só depende do prefeito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Márcio Jerry e Rubens Jr. voltarão à Câmara Federal para votar em Baleia Rossi

Márcio Jerry e Rubens Jr.:apoio a Baleia Rossi

Os secretários Márcio Jerry (Cidades) e Rubens Jr. (Articulação Política) serão exonerados hoje para reassumirem amanhã suas cadeiras na Câmara Federal, hoje ocupadas pelos suplentes Gastão Vieira (PROS) e Elizabeth Gonçalo (Avante). Márcio Jerry e Rubens Jr. reassumirão momentaneamente seus mandatos para cumprir a decisão do PCdoB de que sua bancada, de sete deputados, votará integralmente no candidato do MDB à presidência da Câmara Baixa, Baleia Rossi (SP), que com o apoio do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enfrentará o deputado alagoano Arthur Lira (PP), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Além da recomendação do PCdoB no sentido de que seus deputados votem em Baleia Rossi, o candidato emedebista esteve na semana passada em São Luís, em campanha, deixando o Maranhão com a promessa de votos da maioria da bancada maranhense, tendo como dúvida apenas os três votos controlados pelo deputado Josimar de Maranhãozinho.  Além do mais, se permanecesse no mandato, Gastão Vieira poderia seguir seu partido e votar em Arthur Lira, seguindo a orientação do PROS, que abraçou o candidato bolsonarista, assim como Elizabeth Gonçalo, que poderia votar de acordo com a determinação do Avante.

Márcio Jerry e Rubens Jr. se licenciarão novamente na Terça-Feira (2), para serem renomeados secretários de Cidades e de Articulação Política.

 

Até pensadores da direita já preveem o fim do bolsonarismo nas eleições de 2022

Jair Bolsonaro: desequilíbrio a caminho da derrota

As agressões do presidente Jair Bolsonaro à Imprensa, ontem, numa reação desequilibrada à revelação de que seu governo gastou, em 2020, R$ 1,8 bilhão em alimentos, incluindo R$ 15 milhões em leite condensado, mostraram que ele começa a sentir o peso do descrédito, mesmo falando para uma plateia de aliados e puxa-sacos, entre eles o indescritível ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A fala do presidente é reveladora de que o chão em que pisa já não é tão firme e que os baixos índices de aprovação, à sua criminosa irresponsabilidade no trato da pandemia, ao insucesso na economia, fracassos associados às dezenas de pedidos de impeachment protocolados na Câmara Federal estão aumentando o seu desequilíbrio e confirmando a sua incapacidade de presidir o Brasil. Sua posição está de tal modo fragilizada que até intelectuais de direita começam a perceber que, se ele não for tirado do cargo antes, por impeachment, sua era termina no dia 31 de dezembro de 2022. Prova disso está nas linhas desse artigo, de autoria do cientista político Márcio Coimbra, coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília e ex-Diretor-Executivo do Interlegis no Senado Federal. Segue o texto:

 

Intuição vs. Estratégia: Bolsonaro fora do 2º Turno

Bolsonaro pode não chegar ao segundo turno em 2022. A previsão pode ser precipitada, dirão alguns, porém, foi o mesmo que ouvi quando disse que Bolsonaro venceria as eleições presidenciais. Estávamos em 2016. Fato é que a política tem caminhos curiosos, mas ao observar cenários e padrões de comportamento, tudo indica que o desgaste do presidente impulsionado pelos dados ruins da economia e da pandemia podem condenar seu governo e sua eventual tentativa de reeleição. É aquilo que as pesquisas mostram.

As eleições de 2018 guardavam um elemento especial, uma espécie de onda de renovação que ocorre a cada três décadas. O mesmo fenômeno havia levado ao poder Fernando Collor em 1989, Jânio Quadros em 1960 e criou as condições para a chegada de Getúlio Vargas ao poder em 1930. Em todas ocasiões houve troca de ciclo político e o estabelecimento de um novo jogo de forças que duraria cerca de três décadas.

Assim, a eleição de 2018 vem romper com a Nova República e estabelecer um novo equilíbrio de poder. Longe de liderar este processo, como fez Getúlio Vargas, Jair Bolsonaro posiciona-se apenas como o elemento disruptivo que chega para romper com as antigas estruturas, assim como foram Jânio Quadros e Fernando Collor. Sem habilidade para lidar nos andares mais altos da política, tende a ser engolido por ela.

Ao rejeitar o debate político no Congresso Nacional em seu primeiro ano e ser tragado pela pandemia no segundo ato, Bolsonaro não entregou reformas, mudanças ou realizações. Entra na terceira parte de seu mandato com um déficit que beira 1 trilhão, negando a pandemia, com taxas recordes de desemprego e sem recursos para pagar novamente o auxílio emergencial, instrumento que manteve sua popularidade estável em tempos bicudos.

Tudo indica que o presidente entrará no ano final de sua Presidência ferido politicamente, porém ainda acreditando em sua habilidade de virar o jogo. Bolsonaro é um político intuitivo, mas não um estrategista. Venceu 2018 a bordo de uma onda que não existe mais. 2022 é um jogo de estratégia, não mais de intuição. Terá ao seu lado seus fiéis seguidores, porém terá perdido o impulso que o levou até a Presidência, representando o lajavatismo, antipetismo, liberalismo e até o conservadorismo. O bolsonarismo como fenômeno chega enfraquecido em 2022.

As eleições municipais de 2020 já deram o tom do eleitorado. Se em 2016 apontava para renovação e inauguração de uma nova política, no ano passado refluiu e reencontrou-se com a realidade. Ao eleger o centro pragmático e despachar os outsiders que não ofereceram gestão da pandemia, reabilitou a política real e preparou o caminho para a retomada do poder nas eleições gerais. Uma equação na qual não cabe Bolsonaro.

Caminhamos para um pleito menos emocional e mais racional, sem rupturas ou surpresas. Assim como nos Estados Unidos, políticos conhecidos e tradicionais tendem a se impor com sua experiência e bom senso. Políticos que conhecem a máquina e sabem gerar resultados tendem a ter vantagem nas urnas. 1989 está para 2018 assim como 1994 talvez esteja para 2022.

Por tudo isso, talvez tenhamos um presidente que não chegue ao segundo turno. Comandará a máquina, mas diante de uma combalida situação econômica, é possível que não tenha fôlego para impulsionar sua candidatura. O eleitorado cansou de aventuras. Está sofrendo a dor de uma pandemia e o derretimento da economia. O país precisa de gestão e recuperação. Precisa de um líder que vá além das narrativas. O caminho está aberto para sua chegada.

São Luís, 28 de Janeiro de 2021.

Márcio Jerry avisa: Governo Dino investirá alto no último ano e irá forte para as eleições

 

Márcio Jerry: entusiasmado com as tarefas que lhe foram dadas pelo governador Flávio Dino

Os embates entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) nas eleições municipais do ano passado, principalmente em São Luís, e na eleição para o comando da Famem, há duas semanas, causando tensões e fissuras na aliança governista, foram eventos naturais num cenário em que as forças políticas se preparam para disputar a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), mas ficaram para trás. Agora que o governador trabalha para turbinar o último ano do seu Governo – que termina em Abril do ano que vem -, o clima é de brandura política, para suavizar o ambiente, com menos tensão e mais diálogo, mais entendimento. O foco é a centralidade do comando do governador Flávio Dino, que preferencialmente disputará vaga no Senado e conduzirá no seu campo o processo da sua sucessão. E quem ignorar isso estará cometendo um grave erro.

O cenário, que inclui também o aviso enfático, foi desenhado ontem pelo deputado federal licenciado Márcio Jerry, atual secretário de Cidades, presidente estadual do PCdoB e principal integrante do núcleo central do Governo estadual, em entrevista ao programa Ponto & Vírgula, na Difusora FM, comandado pelo blogueiro Leandro Miranda. O secretário assinalou que, de acordo com o seu entendimento, ao contrário do que aconteceu em 2014 e 2018, a grande disputa de 2022 não comportará um debate sobre nomes, mas sobre conteúdo. “O desafio será como manter os avanços sociais alcançados nos sete anos e meio do Governo Flávio Dino, com um número muito maior de escolas e de professores”, exemplificou o secretário. Sobre esse contexto, Márcio Jerry disse que já conversou com Weverton Rocha e com Carlos Brandão, revelando que os dois estão alinhados a esse processo.

Sem esconder sua empolgação com a tarefa de comandar a Secid, que operacionalmente é uma ponte entre o Palácio dos Leões e as Prefeituras, Márcio Jerry admite que irá atuar, também intensamente, no campo político. E não poderia ser diferente, a começar pelo fato de que a pasta que lhe foi entregue tem relação direta com as prefeituras, o que o colocará em contato permanente com prefeitos e líderes municipais, tocando obras em pelo menos uma centena de municípios. Indagado sobre se a relação republicana com municípios incluirá São Luís, agora sob o comando d prefeito Eduardo Braide (Podemos), adversário declarado do Governo, o titular da Secid foi taxativo: “Claro que sim. O Governo tem um gigantesco portfólio de obras em São Luís. O governador Flávio Dino não tem problemas de manter relações institucionais e republicanas com qualquer município. Só depende do prefeito”.

As declarações do secretário das Cidades revelaram que, independentemente da guerra contra o coronavírus, na qual o Governo do Maranhão tem sido referência para o País, o governador Flávio Dino vai dedicar os próximos 14 meses ao robustecimento das ações administrativas e às articulações políticas, tanto internamente quanto no âmbito nacional. No front interno, cuidará de fortalecer a aliança que lidera, dando ênfase às articulações para a sua sucessão, de preferência alcançando um grande entendimento em torno de um candidato. Já no plano externo, insistirá até onde for possível na formação de uma grande frente reunindo a centro-direita, o centro, o centro esquerda e a esquerda em torno de projeto para derrotar o bolsonarismo nas urnas de 22.

Conhecedor profundo e tarimbado das entranhas políticas do Maranhão, principalmente no campo em que milita com a experiência de várias eleições como coordenador, incluindo as duas de Edivaldo Holanda Jr. (2012-2016) e duas do governador Flávio Dino (2014-2018), Márcio Jerry sabe exatamente o que deve ser feito para desenhar e viabilizar um projeto político-eleitoral num ambiente carregado de incertezas como o que começa a ganhar forma no Maranhão. Ele assinala que, diferentemente de 2014 e 2018, quando a aliança se mobilizou pela eleição e pela reeleição do governador Flávio Dino, a guerra eleitoral que se aproxima será decisiva para o futuro do estado.

O principal desafio agora será encontrar o nome certo para comandar a aliança, vencer a eleição e avançar no processo de mudanças.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Especulação sugere mudança nas lideranças do Governo na Assembleia Legislativa

 Rafael Leitoa e Marco Aurélio: especulação 

As mudanças que o governador Flávio Dino fez na sua equipe, remontando o núcleo central do Governo, levaram ao surgimento de rumores de que ele poderá mudar a liderança do Governo na Assembleia Legislativa, cargo hoje ocupado pelo deputado Rafael Leitoa (PDT), e estimular rodízio na liderança do Bloco que lhe dá sustentação na Casa, exercida atualmente pelo deputado Marco Aurélio (PCdoB), que disputou a Prefeitura de Imperatriz e ficou em segundo lugar.

Mais do que uma avaliação de que está na hora de fazer essas mudanças, a troca de líderes da base parlamentar governista é uma tradição nas casas legislativas a casa dois anos. Ao mesmo tempo, vale a observação de que o deputado Rafael Leitoa é um líder governista atuante e eficiente, que vem dando conta do recado com intensa movimentação em plenário e nos bastidores do Parlamento. A mesma avaliação pode ser feita em relação ao deputado Marco Aurélio, que vem conduzindo, também com empenho e eficiência a bancada governista na Casa, inclusive elogiado pelos colegas pela maneira correta com que atua em nome do Palácio dos Leões.

É improvável que o governador Flávio Dino tenha interesse em mexer nas suas lideranças na Casa, mas as especulações trouxeram à tona o velho ditado segundo o qual onde há fumaça, há fogo.

 

Expert em bastidores do Congresso, Roseana Sarney poderia ajudar Baleia Rossi

Roberto Costa, Baleia Rossi e Roseana Sarney durante a visita ao casarão do Calhau, na semana passada

Não será surpresa se nos próximos dias a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) entrar no circuito de Brasília em apoio ao candidato do MDB à presidência da Câmara Federal, o deputado paulista Baleia Rossi. Quando esteve em São Luís, na última Sexta-Feira (22), Baleia Rossi visitou a ex-governadora, que recebeu a comitiva no casarão da família no Calhau. Na conversa, ela se colocou à disposição para ajudá-lo conversando com alguns amigos que mantem no Congresso Nacional. Nada ficou acertado, mas Baleia Rossi demonstrou satisfação com a oferta.

Se entrar em campo em apoio ao emedebista, Roseana Sarney pisará um terreno que conhece muito bem, independentemente de que lá esteja, uma vez que o jogo é sempre o mesmo. Quando assessorou o então presidente José Sarney, Roseana Sarney fez muitas pontes com o meio político de então, mantendo contato com deputados federais e senadores sempre que necessário. Como deputada federal (1991-1994), atuou fortemente nos bastidores, tendo sido a coordenadora do movimento que derrubou o então presidente Collor de Mello.  E como senadora, foi líder do Governo Lula no Congresso Nacional, articulando a base de apoio para votações. E só deixou o cargo para assumir o Governo do Estado com a cassação do governador Jackson Lago (PDT).

Não é possível saber se, convocada por Baleia Rossi, ela conseguiria bons resultados. É certo, porém, que ela conhece o caminho das pedras no Planalto Central.

São Luís, 27 de Janeiro de 2021.

Com confirmação de Capelli na Comunicação, Dino conclui remontagem do núcleo político do seu Governo

 

Rubens Jr., Márcio Jerry e Ricardo Capelli formam o núcleo político do Governo, remontado pelo governador Flávio Dino

Com a confirmação do jornalista Ricardo Capelli para a Secretaria de Comunicação, depois de convocar os deputados federais Márcio Jerry e Rubens Jr. ambos do PCdoB, para as respectivas secretarias de Cidades e Desenvolvimento Urbano e de Articulação Política, e manter o deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) na Casa Civil, o governador Flávio Dino (PCdoB) remontou o núcleo central do seu Governo. Com essa mexida, ele sinaliza, com clareza, que chegou a hora de dar mais visibilidade ao Governo e iniciar as articulações visando fortalecer a aliança partidária com a qual governa para o grande embate eleitoral de 2022. Esse núcleo trabalhará articulado, cuidando, de um lado, de abrir frentes, quebrar arestas e costurar acordos na seara política e partidária, ao mesmo tempo em que mostrará como, sob o atual Governo, o Maranhão mudou de 2015 para cá, apesar de todos os obstáculos enfrentados, e superados, incluindo a pandemia do novo coronavírus, numa guerra ainda em andamento. Márcio Jerry, Rubens Jr. e Ricardo Capelli atuarão na linha de frente, permanecendo Marcelo Tavares assessorando o governador nas relações institucionais e na movimentação palaciana.

Forjado no braço do PCdoB no movimento estudantil, tendo alcançado a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE), Ricardo Capelli tem sólida formação em Jornalismo, área na qual construiu reputação e larga experiência, especialmente na área digital, com amplo domínio no uso das redes sociais. Ao mesmo tempo, é dono de rica visão do cenário político nacional, principalmente na seara das esquerdas, segundo dizem registros da sua trajetória. A isso se soma a tarimba adquirida nos anos em que esteve no comando da Representação do Governo do Maranhão em Brasília. Esses atributos fazem com que Ricardo Capelli seja visto como o nome certo para a Secretaria de Comunicação na reta final do Governo, que se dará em meio à guerra política pela sucessão do governador Flávio Dino.

Rubens Jr. tem grande desafio no comando da pasta da articulação política. Caberá a ele cuidar para manter e, se possível, ampliar a grande aliança político-partidária articulada e mantida pelo governador Flávio Dino. São 16 legendas, num leque ideológico que vai da direita liberal à esquerda democrática, passando pelo Centrão. Flávio Dino manteve harmonizada essa base plural em torno da sua liderança até pouco tempo, quando o senador Weverton Rocha, que comanda o PDT, e o vice-governador Carlos Brandão, que tem o Republicanos como suporte, resolveram fazer os primeiros e agressivos movimentos antecipando a largada da corrida ao Palácio dos Leões. Tranquilo, afável e com a experiência de quatro mandatos parlamentares, apesar da pouca idade, Rubens Jr. recebeu a tarefa de operar como construtor e restaurador de estradas e pontes políticas, de modo a assegurar que, mesmo estremecida por alguns focos de tensão, a aliança dinista seja mantida, inclusive na corrida sucessória.

Já testado e aprovado nas áreas de comunicação e articulação política, bem como na atividade parlamentar, na qual tem sido uma voz firme de oposição ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Márcio Jerry vai outra vez atuar em duas frentes. Numa delas como secretário das Cidades, uma pasta de alcance ilimitado, por meio da qual pode, sem maiores esforços, chegar a municípios de todas as regiões do estado, tanto com obras diretas, quanto por convênios, a começar por São Luís, onde a pasta já mostrou seu potencial. Na outra frente, Márcio Jerry vai cuidar da preparação para as eleições do ano que vem do braço maranhense do PCdoB – que ele comanda e que perdeu força nas eleições municipais. Além do mais, juntamente com Rubens Jr., ele continuará assessorando diretamente em questões políticas e partidárias.

Esse núcleo funcionará como uma espécie de conselho para auxiliar o governador Flávio Dino em questões, como as decisões políticas que ele terá de tomar de agora por diante, entre elas o mandato que ele disputará e o candidato que apoiará para a sua sucessão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino faz duro alerta ao incremento da pandemia no Maranhão

Flávio Dino: ar grave e tom enfático no alerta de risco de incremento da pandemia

Os negacionistas, os céticos e os desavisados, ou ainda os esclarecidos que por conta da chegada da vacina acham que podem tudo, que teimam em desconsiderar a gravidade da pandemia e a letalidade do coronavírus, mesmo diante dos quase 220 mil brasileiros já sepultados por causa da Covid-19, precisam acordar e cair na real. Neste exato momento, o Maranhão, mesmo sendo um dos três estados que melhor vem combatendo a pandemia, corre o risco de ser alcançado por uma nova onda da virose. Essa tendência constatada com um estudo dos números recentes, que deram o seguinte alerta: a situação pode piorar. Com a honestidade que marca as informações do seu Governo, o governador Flávio Dino, após se reunir com seu staf, Domingo, gravou, em tom enfático, e divulgou a seguinte mensagem:

“Dirijo essa mensagem a toda população do Maranhão.

Neste Domingo, nós realizamos uma reunião de análise da evolução da pandemia do coronavírus. E lamentavelmente constatamos que há, nos últimos dias, uma tendência de crescimento de casos com internação hospitalar. Por isso mesmo, adotamos uma série de providências.

Em primeiro lugar, fortalecemos a diretriz de ampliação da Rede Estadual de Saúde para casos de coronavírus. Leitos exclusivos estão sendo destinados a partir desta segunda-feira. Ao mesmo tempo, intensificamos as obras que estão sendo realizadas há muitos meses no Maranhão, com várias entregas. Neste caso, vamos entregar, nos próximos dias, a ampliação de leitos de UTI na cidade de Imperatriz, a nova Policlínica de Açailândia e mais 50 leitos no Hospital Aquiles Lisboa, em São Luís.

Pedi às Prefeituras do Maranhão que também adotem, imediatamente, medidas tendentes à ampliação da rede de atendimento da população de acordo com a realidade de cada cidade. Nós também estamos recebendo neste Domingo mais algumas vacinas, oriundas do SUS, do Ministério da Saúde. Nós estamos orientando, que haja também disponibilização também para os pacientes que estão recebendo tratamento em radioterapia, quimioterapia e hemodiálise. São pacientes que podem ter um quadro mais grave de Covid, e estão compulsoriamente submetidos a uma rotina hospitalar. Daí essa diretriz que passa a integrar o Plano Estadual de Vacinação do Maranhão.

E finalmente, destaco a essencialidade das medidas preventivas. Adotamos a liberações de alta importância, a suspensão das festas de carnaval – tanto em ambientes públicos quanto privados. E vamos, nesta semana, voltar a sublinhar a impressibilidadede, a inafastabilidade do uso das máscaras em locais públicos, porque, além de proteger contra o coronavírus, ajuda a proteger contra outras gripes, de outras síndromes gripais que marcam esses períodos de chuvas no Maranhão.

Unidos, vamos vencer!  É preciso ter fé, seriedade, responsabilidade. E capacidade de se colocar no lugar do outro. Ter solidariedade, fraternidade e empatia, porque nós estamos diante de um gigantesco desafio. O maior da nossa geração. E vamos continuar nessa caminhada juntos. O Maranhão unido, vencendo o coronavírus”.

Mais claro, impossível.

 

Conversa com Baleia Rossi hoje pode posicionar a minibancada de Josimar de Maranhãozinho

O deputado Josimar de Maranhãozinho (PL) deve se reunir nesta terça-feira com seu colega Baleia Rossi (MDB-SP), para conversar sobre o rumo que sua bancada votará na disputa para a presidência da Câmara Federal. Além do seu próprio voto, o chefe maior do PL controla também os votos dos deputados Júnior Lourenço (PL) e Marreca Filho (Patriotas). Se ele se ele decidir apoiar o candidato do MDB, Baleia Rossi pode ter 12 dos 18 votos da bancada maranhense. Se optar por Arthur Lira (PP-AL), seus três votos se somarão aos seis que ele já tem, levando a disputa um empata de 9 a 9.

São Luís, 26 de Janeiro de 2021.

Grupo formado por Weverton Rocha, Othelino Neto e Juscelino Filho ganha músculos e gás para jogar forte na disputa de 2022

 

Weverton Rocha, Othelino Neto e Juscelino Filho: triúnviros de um movimento que ganha força no tabuleiro da política estadual visando a disputa pelo poder em 22

Em meio à saudável agitação causada pelo início das novas administrações municipais, notadamente a de Eduardo Braide (Podemos) em São Luís, da disputada eleição que transformou definitivamente a Famem numa organização municipalista com forte viés político, e dos ajustes feitos pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nos braços mais políticos do seu Governo, o meio partidário maranhense assiste, com redobrada atenção, o surgimento de um segmento bem definido dentro da aliança governista, formado a partir de uma bem articulada parceria do senador Weverton Rocha, que comanda o PDT no estado, com o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, e com o deputado federal Juscelino Filho, presidente estadual do DEM. O grupo entrou na contagem regressiva para as eleições de 2022 com um projeto claro: colocar o senador Weverton Rocha no gabinete principal do Palácio dos Leões ou emplacar o vice numa chapa de consenso na aliança dinista, ou ainda, numa hipótese bem mais remota e largamente improvável, indicar o candidato a senador, caso o governador Flávio Dino escolha outro caminho. No contrapeso do movimento está o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que se articula intensamente com o mesmo objetivo.

Essa corrente ganhou forma e musculatura nas eleições municipais, nas quais, mesmo tropeçando em São Luís e Codó, teve atuação forte, saindo das urnas com influência direta sobre pelo menos 30% dos prefeitos, vários vices e centenas de vereadores. Com esse cacife, o senador Weverton Rocha, o deputado Othelino Neto e o deputado federal Juscelino Filho formaram um triunvirato credenciado a sentar na távola da aliança dinista com direito a voz e voto nas principais tomadas de decisão. Com movimentos bem pensados, vêm deixando claro que seguem a liderança do governador Flávio Dino e que não lhes interessa romper com essa base, estando determinados a discutir uma proposta de consenso no grupo para 22. Ao mesmo tempo, com um discurso cuidadoso, mas direto, sinalizam que, se não houver um amplo entendimento no sentido de frear o vice-governador, estão dispostos a seguir rumo próprio, como aconteceu na eleição para a Prefeitura de São Luís.

Pelo menos até aqui, mesmo com algumas ações vivamente destoantes das do Palácio dos Leões, nada indica que o grupo já faça ou venha a fazer oposição ao Governo Flávio Dino. Ao contrário, o senador Weverton Rocha mantém alinhamento total com o Governo do Estado em tudo o que é de interesse do Maranhão em Brasília. Na mesma linha, na presidência da Assembleia Legislativa o deputado Othelino Neto tem sido um incansável articulador no sentido de que o plenário da Casa garanta aval a todas as propostas encaminhadas pelo Palácio dos Leões. Não existem muitas informações disponíveis sobre a atuação do deputado Juscelino Filho em relação ao Governo do PCdoB, mas até onde é sabido ele tem agido como um correto integrante da aliança dinista. Em resumo, os movimentos desse triunvirato estão voltados para a disputa pelo poder estadual. Tanto que o PDT e o DEM fazem parte da máquina governista e o presidente Othelino Neto mantém intacta sua posição dentro do PCdoB, mesmo com as tensões causadas pela disputa em São Luís.

Esse grupo está sendo observado por diversas óticas. Numa delas é visto como uma tentativa de minar o poder de fogo do governador Flávio Dino, o que, pelo menos até aqui não faz sentido. Em outra, os observadores enxergam uma cisão dentro da base dinista causada pelo projeto de poder do senador Weverton Rocha, o que faz sentido, uma vez que o vice-governador Carlos Brandão faz o mesmo, sem, no entanto, ser olhado como uma ameaça à estabilidade da aliança governista. A verdade, porém, é que, expressada pela nova geração e por um grande mosaico partidário e ideológico com que derrubou a velha ordem política, a gigantesca base construída pelo governador Flávio Dino começa a produzir novas vertentes, que naturalmente definirão seus rumos.

O triunvirato formado por Weverton Rocha, Othelino Neto e Juscelino Filho pode ser visto, portanto, como o primeiro e politicamente saudável rebento produzido pelo grande movimento liderado pelo Governador Flávio Dino. E pelo visto até aqui, com muito gás para disputar a corrida que começa agora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Holanda Jr. volta das férias, sai do isolamento e tenta encontrar espaço no PDT

 

Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. Othelino Neto e Osmar Filho no café da manhã que iniciou a reinclusão do ex-prefeito no grupo e no cenário político estadual

Depois de pouco mais de duas semanas de descanso da maratona que marcou os últimos meses da sua gestão, período em que mergulhou em orações e pediu a orientação de Cristo, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), saiu do isolamento e busca, agora, ocupar o espaço que acredita lhe caber no cenário político do Maranhão visando as eleições de 2022. Acertou em cheio no primeiro movimento ao procurar o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, que além de eficiente articulador, tem se revelado também um ás como apaziguador de conflitos, e que o recebeu com a atenção devida e a habilidade de uma raposa.

Edivaldo Holanda Jr. deixou o comando administrativo de São Luís com duas marcas fortes, mas conflitantes. A primeira: foi um excelente gestor e entregou ao seu sucessor uma cidade muito melhor do que a que recebeu e uma Prefeitura bem mais saudável administrativa e financeiramente do que foi oito anos atrás. A segunda: foi um fracasso como político, à medida que, mesmo do alto da sua eficiência como gestor, o que lhe conferia indiscutível autoridade política, não teve garra para preparar a sua própria sucessão, optando por um inacreditável isolamento político, e contribuindo decisivamente para que a Prefeitura de São Luís, a maior joia da coroa pedetista, fosse conquistada por um adversário.

Edivaldo Holanda Jr. saiu do cargo com forte cacife político e eleitoral na Capital, mas volta ao cenário tentando fazer o que não fez como prefeito: procurando aliados. Suas reflexões durante o rápido período de férias certamente o levaram à conclusão de que o seu potencial eleitoral na Capital não o levará muito longe se não for movido por um grupo, por um projeto coletivo. Daí o acerto em procurar o presidente Othelino Neto, que sem perda de tempo promoveu, dois dias depois, um café da manhã iniciando a reaproximação do ex-prefeito com o senador Weverton Rocha e com o PDT como um todo.

O ex-prefeito tem agora o desafio de desmanchar a imagem política furta-cor que o cobriu durante a campanha eleitoral de 2020, e de convencer seus parceiros partidários de que é um político de grupo e confiável.

 

Especuladores apontam nomes possíveis para disputar o Governo do Maranhão

Weverton Rocha, Carlos Brandão, Eliziane Gama, Othelino Neto, Felipe Camarão,  Márcio Jerry, Josimar de Maranhãozinho, Edivaldo Holanda Jr., Roberto Rocha, Roseana Sarney, Eduardo Braide e Hilton Gonçalo são nomes especulados para disputar o Palácio dos Leões na corrida eleitoral de 2022 

A Bolsa de especulações do meio político maranhense, formada por toda ordem de observadores, tem sido movimentada com o surgimento, tanto na Situação quanto na Oposição, de nomes com potencial para disputar o Governo do Estado em 2022.

No campo governista, além de Weverton Rocha (PDT) e de Carlos Brandão (Republicanos), fala-se no deputado Othelino Neto (PCdoB), no secretário de Educação Felipe Camarão (DEM), na senadora Eliziane Gama (Cidadania), no deputado federal e atual secretário de Cidades Márcio Jerry (PCdoB), no deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e no ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

No campo oposicionista, integram a lista dos candidatáveis o senador Roberto Rocha (PSDB), a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o prefeito de São Luís Eduardo Braide (Podemos), o prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Avante) – se Carlos Brandão não entrar.

A bolsa das especulações políticas certamente aumentará a lista nos próximos meses.

São Luís, 24 de Janeiro de 2021.

Baleia Rossi confirma apoio de Flávio Dino e volta para Brasília certo de que tem maioria na bancada maranhense

Baleia Rossi ouvi sugestões de Flávio Dino, conversa com Eduardo Braide e registra visita Roseana Sarney  em SL

Na incursão eleitoral que fez ontem ao Maranhão, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato a presidente da Câmara Federal apoiado pelo atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conseguiu uma situação rara no atual tabuleiro político maranhense: reuniu as grandes correntes políticas do estado em apoio à sua candidatura. Nas quatro horas da sua escala em São Luís, o emedebista aumentou seu cacife na bancada maranhense, que era de cinco votos, para nove votos, virando o jogo e ultrapassando o deputado da base bolsonarista Arthur Lira (PP-AL), que perdeu um dos sete votos que tinha. Quatro deputados – Zé Carlos (PT), Pedro Lucas (PTB), Edilázio Jr. (PSD) e Josivaldo JP (PHS) – bateram martelo por sua candidatura. O líder emedebista consolidou o apoio do governador Flávio Dino, que o recebeu muito bem no Palácio dos Leões, e confirmando os dois votos do PCdoB. O mesmo aconteceu nos encontros com o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que sinalizou apoio à sua candidatura, e na visita à ex-governadora Roseana Sarney, que integra o comando nacional do MDB.

Os dois candidatos que vieram ao Maranhão dependem agora dos três votos controlados pelo deputado Josimar de Maranhãozinho (PL) – o dele próprio, e os de Júnior Lourenço (PL) e Merreca Filho (Patriotas). Se os três forem para Baleia Rossi, o emedebista irá a 12 votos no Maranhão, firmando um placar de 12 a seis. Mas se os três votos forem dados a Arthur Lira, o bolsonarista chegará a nove votos, produzindo empate. Depois do périplo pelo Palácio dos Leões, pelo Palácio de la Ravardière e pela Península da Ponta D`Areia, Baleia Rossi embarcou ontem à noite de volta a Brasília empolgado com os resultados das suas visitas ao governador Flávio Dino (PCdoB), ao prefeito Eduardo Braide (Podemos) e à ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

A escala no Palácio dos Leões foi emblemática. Baleia Rossi estava acompanhado pelo deputado federal João Marcelo (MDB), dos três deputados estaduais do MDB – Roberto Costa, Arnaldo Melo e Socorro Waquim -, da cúpula do PCdoB, do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), entre outros representantes partidários. Ali, o governador Flavio Dino lhe confirmou o apoio do seu partido, e cobrou dele o compromisso de manter a Câmara Federal como baluarte da democracia. E sugeriu que na sua gestão sejam pautadas matérias essenciais: “Nós defendemos a produção brasileira, os produtores brasileiros, defendemos que o Brasil produza alimentos, defendemos o Meio Ambiente. Em torno dessas pautas se dá essa aliança ampla no Maranhão”, disse, enfático, o governador do Maranhão. “Apesar das diferentes visões políticas, temos a mesma visão derivada da questão da democracia, do papel da Câmara Federal e da independência entre os poderes”, acrescentou o governador.

Baleia Rossi agradeceu ao governador, pontuando: “Queremos ter uma Câmara livre, independente, para ajudar o nosso país a recuperar a sua economia e superar a pandemia. Vamos trabalhar com harmonia e diálogo. A Câmara forte significa parlamentares fortes para trabalhar em defesa do seu estado, seus municípios e do nosso país”.

No encontro com o prefeito Eduardo Braide (Podemos), no Palácio dela Ravardière, Baleia Rossi pediu apoio à sua candidatura reafirmando os compromissos de manter a Câmara Federal como uma instituição de diálogo e independência. O prefeito, por seu turno, pediu ao candidato que, se eleito, coloque em pauta dois projetos de sua autoria: um que trata de medidas que facilitarão o combate ao câncer no País, e outro para consolidar o projeto da Lei Aldir Blanc, que prevê benefícios para a área cultural. Ao agradecer a acolhida, Baleia Rossi prometeu que, se eleito, cuidará dos dois projetos. Da Prefeitura, já no início da noite, Baleia Rossi visitou a ex-governadora Roseana Sarney, de quem é amigo. Eles conversaram sobre a eleição, e Roseana Sarney, que conheceu bem os bastidores e os humores da Câmara Federal como líder do Governo Lula no Congresso Nacional, se ofereceu para ajudá-lo na articulação.

Ao deixar São Luís, por volta das 20 horas, depois de ter recebido o poio de forças da Situação e da Oposição no Maranhão, o deputado Baleia Rossi se mostrava confiante na vitória. Afinal, voou para Brasília levando na bagagem a certeza de que terá a maioria dos 18 votos da bancada do Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Josimar de Maranhãozinho tem papel decisivo no posicionamento da bancada na eleição da Câmara Federal

A pancada moral e política que recebeu na Operação Descalabro, há três semanas, na qual, por ordem judicial, a Polícia Federal invadiu endereços a ele ligados, revirou gavetas e encontrou mais de R$ 3 milhões em dinheiro vivo guardado em pacotes, que seriam frutos de um esquema de corrupção por meio de desvio de recursos de emendas federais destinados à área de Saúde, o deputado Josimar de Maranhãozinho (foto) continua ocupando espaço respeitável no cenário político estadual. Exatamente neste momento, ele está no epicentro da disputa pela presidência da Câmara Federal cujo resultado depende da decisão que ele vier a tomar.

Senhor absoluto do PL no Maranhão e recém-saído das eleições municipais com 40 prefeitos, e chefe maior de uma bancada de cinco deputados na Assembleia Legislativa, Josimar de Maranhãozinho controla uma minibancada de deputados federais, que inclui ele próprio, Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas) e Pastor Gildenemyr (PL). Como Pastor Gildenemyr já declarou seu voto a Arthur Lira, ele vai decidir o rumo dos três votos sobre o qual exerce controle total.

Se decidir votar em Baleia Rossi, o candidato do MDB, que já tem nove votos praticamente garantidos, conquistará dois terços da bancada, mas se a opção for por Arthur Lira, o candidato bolsonarista terá nove votos e a bancada irá às urnas dividida ao meio. É provável que o governador Flavio Dino interceda em favor do emedebista, mas o que definirá o rumo dos três votos será uma conversa que Josimar de Maranhãozinho terá com Baleia Rossi na semana que vem, em Brasília.

 

Polícia está no encalço dos autores de notícia falsa envolvendo o secretário Carlos Lula

Carlos Lula: alvo de notícia falsa sobre vacina

A Polícia Civil está no encalço dos bandidos que postaram uma notícia falsa dando conta de que o secretário de estado da Saúde, Carlos Lula estaria oferecendo vacina para compra na internet. O post é grosseiro, foi detectado rapidamente, tendo o secretário publicado um desmentido, evitando assim que o crime virtual ganhasse o mundo. A notícia falsa vai custar caro aos seus autores. Primeiro porque serão identificados rapidamente, e depois porque, além da cana que certamente curtirão, serão processados também por danos morais. Homem sério, advogado de profissão, e dono de uma vida irrepreensível do ponto de vista moral e ético, e que realizando um trabalho gigantesco e desafiador na Saúde estadual, o secretário Carlos Lula está indignado com o uso criminoso do seu nome e número de telefone pelos bandidos virtuais para montar a notícia falsa.  A julgar pelo que a Polícia já apurou, a identificação e prisão dos meliantes se darão em pouco tempo.

São Luís, 23 de Janeiro de 2021.

Câmara Federal: Baleia Rossi chega hoje a São Luís atrás de votos na bancada maranhense

 

Baleia Rossi (c) no lançamento d sua candidatura, apoiado por João Marcelo (d)

A exemplo do que fez há 10 dias o deputado alagoano Arthur Lira (PP), que visitou o governador em exercício Carlos Brandão (Republicanos) e o prefeito Eduardo Braide (Podemos), o deputado paulista Baleia Rossi (MDB) desembarca hoje em São Luís em busca de votos na dura e ainda indefinida disputa para a presidência da Câmara Federal. O emedebista, que preside nacionalmente o seu partido, fará o mesmo roteiro, no Palácio dos Leões se reunirá com o governador Flávio Dino (PCdoB), por volta das 16 horas, de onde seguirá para um encontro com o prefeito Eduardo Braide, no Palácio de la Ravardière, e depois para uma conversa com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), na Península. Baleia Rossi, que preside nacionalmente o MDB, vem ao Maranhão atrás dos votos indefinidos, para reverter a tendência no momento favorável ao bolsonarista Arthur Lira, na bancada maranhense.

No momento, a bancada maranhense está dividida em três grupos em relação à disputa pelo comando da Câmara Federal. Estão fechados com Arthur Lira os deputados Edilázio Jr. (PSD), Aluísio Mendes (PSC), Juscelino Filho (DEM), Gil Cutrim (PDT), André Fufuca (PP), Cléber Verde (Republicanos) e Pastor Gildenemyr (PL). Com Baleia Rossi estão João Marcelo (MDB), Hildo Rocha (MDB), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Jr. (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB). Encontram-se ainda sobre o muro os deputados Zé Carlos (PT), Pedro Lucas (PTB), Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas) e Josivaldo JP (PHS).

Candidato de um movimento articulado pelo atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), Baleia Rossi já tem o apoio declarado do PCdoB, tanto que os deputados federais Márcio Jerry e Rubens Jr., recém nomeados secretários de Cidades e Articulação Política, respectivamente, retornarão momentaneamente à Câmara Federal para honrar o compromisso do partido com o candidato emedebista. Na conversa com o governador Flávio Dino, pedirá o seu apoio no sentido de conseguir os votos dos deputados Zé Carlos, Pedro Lucas, Josimar de Maranhãozinho, Marreca Filho e Júnior Lourenço, o que, em caso positivo, lhe dará maioria na bancada maranhense. Pretende também conquistar o voto do ainda indefinido deputado Josivaldo JP, que ganhou a cadeira com a renúncia de Eduardo Braide, para assumir a Prefeitura de São Luís. Na visita a Roseana Sarney, Baleia Rossi pedirá o seu apoio para reverter o voto do deputado Edilázio Jr., que já se declarou eleitor de Arthur Lira.

Se conseguir tirar do muro o petista Zé Carlos, que resiste seguir a decisão do PT de apoiá-lo, bem como o petebista Pedro Lucas Fernandes, cujo partido, o PTB, tende a apoiar o candidato bolsonarista, Baleia Rossi sairá de São Luís empatado com Arthur Lira na bancada maranhenses, restando os três votos controlados por Josimar de Maranhãozinho. No meio político e fora dele ninguém duvida que Marreca Filho e Júnior Lourenço votarão em quem o chefe do PL determinar. Do grupo de Josimar de Maranhãozinho, somente o Pastor Gildenemyr (PL), que é o mais independente deles, por ter sua base no eleitorado evangélico, já definiu posição, tendo declarado voto a Arthur Lira.

A incursão eleitoral do deputado Baleia Rossi em São Luís não significa que a bancada venha a se definir por inteiro. O   deputado João Marcelo, que além de eleitor está na linha de frente da campanha de Baleia Rossi, acredita que o emedebista sairá de São Luís levando na bagagem a certeza de que terá maioria de votos na bancada maranhense, sem precisar o tamanho dessa maioria. Já na avaliação de um apoiador de Arthur Lira, que preferiu o anonimato, o mais provável é que, com o apoio do governador Flávio Dino, Baleia Rossi atraia os votos do petista Zé Carlos e do petebista Pedro Lucas Fernandes, zerando o jogo. No caso, ficarão soltos, por enquanto, os três votos do grupo de Josimar de Maranhãozinho e o de Josivaldo JP, que naturalmente usará o seu voto para ganhar alguma musculatura na Câmara Federal.

Vale registrar que também concorrem à sucessão do presidente Rodrigo Maia, sem qualquer chance de vitória, mas criando a possibilidade de levar a eleição para dois turnos, os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), André Janones (Avante-MG), Capitão Augusto (PL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG), Alexandre Frota (PSDB-SP) e Luiza Erundina (PSOL-SP).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Partidários de Eudes Sampaio dizem que Júlio Matos não está garantido no cargo

Júlio Matos pode cair, dizem partidário de Eudes Sampaio

Partidários do ex-prefeito Eudes Sampaio (PTB) garantem que, mesmo com a diplomação e posse de Júlio Matos (PL), a disputa para a prefeitura de São José de Ribamar ainda não chegou ao fim. Eles garantem que ele assumiu sem condições legais, por estar inelegível e que perderá o cargo em no máximo seis meses, tempo que estimam para que a contestação da sua eleição seja examinada e decidida pela Justiça Eleitoral.

Júlio Matos foi tornado inelegível há mais de oito anos e seus direitos políticos ainda estavam suspensos quando ele se candidatou a prefeito, garantido por uma decisão favorável do Tribunal de Cintas do Estado, que reviu o processo e o inocentou, ato que foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça. Seus advogados, porém, garantem que ele concorreu em situação legal, garantido por decisão judicial, e não há como reverter sua eleição, que ele venceu com vantagem incontestável.

Adversários do prefeito, por sua vez, afirmam categoricamente que ele não poderia ter concorrido e estão demonstrando isso na impugnação da sua candidatura e na ilegalidade da sua eleição. Esse grupo está convencido de que a cassação do diploma do prefeito Júlio Matos é apenas uma questão de tempo. A expectativa desses partidários é que cedo ou tarde o ex-prefeito Eudes Sampaio, que perdeu feio nas urnas, voltará ao comando da Prefeitura de São José de Ribamar, que já é o terceiro maior município do maranhão em população.

A verdade é que na Cidade do Padroeiro ninguém tem certeza de nada. Júlio Matos ganhou no voto, foi diplomado, tomou posse e tenta exercer seu o mandato sem pressões, mas sem convicção absoluta cumprirá o mandato até o fim. O mesmo acontece com Eudes Sampaio, que perdeu no voto, contestou a candidatura de Júlio matos e não tem certeza de que vencerá na Justiça.

Para um expert em legislação eleitoral, se Júlio Matos cair, o caminho provável é que a Justiça Eleitoral realize nova eleição, como aconteceu em Bacabal, onde o prefeito Zé Vieira (PR) venceu a eleição contra o deputado Roberto Costa (MDB), assumiu, mas teve seu registro contestado e cassado pela Justiça Eleitoral, tendo o presidente da Câmara, Edvan Brandão, assumiu a Prefeitura e concorreu à reeleição, ganhando mais quatro anos.

 

Yglésio Moyses denuncia médicos furando fila na vacinação contra a Covid-19

Yglésio Moyses usou o Twitter dispara contra médios que furam a fila da vacinação

Se nada tivesse realizado como deputado-presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, a iniciativa política do deputado Yglésio Moyses (PROS) de denunciar, ontem, em tem indignado, que médicos que não estão na linha de frente do combate ao coronavírus, estejam sendo imunizados em São Luís, de maneira vergonhosa, já seria suficiente para justificar o mandato. Além dos profissionais dos mais diferentes ramos da Medicina, incluindo a Odontologia, flagrados no uso do privilégio indevido, a metralhadora ética do parlamentar, que é médico e advogado, pode ter alvejado também os critérios adotados pela Prefeitura de São Luís, dentro da ordem de prioridades definida pelo Ministério da Saúde e respeitada em todo o país, apesar de alguns raros desvios.

De uma só tacada, o parlamentar atirou nos médicos incorretamente beneficiados e acertou na Secretaria Municipal de Saúde, no Conselho Regional de Medicina e no Conselho Regional de Odontologia. Em dois posts no Twitter, Yglésio Moyses acusa esses colegas seus de “furar fila”. “Sinto vergonha em ver médicos que só atendem em consultório, ex-dono de hospital, ginecologista de consultório e aposentados de hospital dando aquele velho ‘jeitinho brasileiro’. Uma verdadeira falta de respeito”, declarou, escreveu o parlamentar, sem esconder sua indignação como deputado e médico.

Até onde a Coluna alcançou, a Secretaria Municipal de Saúde preferiu ignorar a denúncia e o Conselho Regional de Medicina manteve silêncio. Apenas o Conselho Regional de Odontologia reagiu com uma nota sem eira nem beira e que foi alvo de uma dura tréplica do deputado, que chamou o presidente do CRO de incompetente e despreparado.

O deputado Yglésio Moyses deixou muito claro nas suas manifestações que vai continuar atento em relação a tudo de errado que disser respeito ao combate à pandemia do coronavírus, a começar pela vacinação.

São Luís, 22 de Janeiro de 2021.

Chegada da Coronavac alivia as tensões no Maranhão, mas não interrompe o processo político visando 2022

 

A Coronavac amenizou o clima político e garantiu relação republicana entre Flávio Dino e prefeitos, entre ele o ludovicense Eduardo Braide 

Diferentemente do que ocorre no plano nacional, onde o presidente da República, ministros e filhos andam na contramão da realidade, negando a vacina e criando problemas com a China, produtora do insumo necessário para produzir a Coronavac, e ainda tentando agora assumir a paternidade do imunizante para cuja produção nada contribuíram, no Maranhão, a corrida pela vacinação tem servido para congelar diferenças políticas em favor do bem comum. O melhor exemplo tem sido a maneira republicana com que o governador Flávio Dino (PCdoB) tem tratado adversários em comando de prefeituras, orientando sua equipe para dispensar tratamento igual a todos os prefeitos maranhenses, a começar pelo de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que hoje é um dos principais adversários políticos do Governo do PCdoB.

Desde os primeiros movimentos no sentido de preparar os municípios para atuarem com segurança e eficácia no processo de imunização, o governador Flávio Dino determinou ao Governo a distribuição do estoque de seringas e agulhas proporcionalmente entre os 217 municípios. O rateio foi feito com antecedência, tendo, logicamente, a Secretaria Estadual de Saúde destinado a maior quantidade, 26.572 doses, à Prefeitura de São Luís, para vacinar 13.286 pessoas. A garantia de que não lhe faltariam tais insumos essenciais para a vacinação permitiu que o prefeito Eduardo Braide programasse a vacinação com segurança. O aspecto operacional para a entrega desse material foi tratado entre os secretários de Saúde do Estado, Carlos Lula, e do Município, Joel Nunes Jr., num correto clima de plena cooperação, sem trapalhões pelo meio, e sem o envolvimento direto do governador e do prefeito. Tudo funcionou tão bem que o prefeito de São Luís iniciou ontem mesmo, sem atropelo, a campanha de vacinação na Capital.

Essa bem sucedida cooperação, feita no mesmo nível com todos os prefeitos maranhenses, aliados e não aliados, está na madura e sensata compreensão do governador Flávio Dino no sentido de que, quando o interesse maior da população está em jogo, as diferenças políticas têm de ser sufocadas – ao menos temporariamente. O prefeito Eduardo Braide também fez a leitura correta da situação: comandou o ato inicial da vacinação no Hospital Djalma Marques, o velho e querido Socorrão I, respeitando as regras com o cuidado de não fazer jogo político. A atuação correta e eficaz da engrenagem controlada pelo Palácio dos Leões em todos os municípios fez com que não tenha havido – pelo menos até aqui -, nenhuma manifestação discordante. Ficou claro que as lideranças políticas atuais do Maranhão estão em sintonia fina com a democracia e a modernidade.

Nenhum problema foi registrado na distribuição equitativa das 164.240 doses da Coronavac recebidas do Ministério da Saúde para garantir as duas doses a 78.223 pessoas – a segunda dose será aplicada num intervalo de três semanas, em datas a serem definidas no cartão de vacinação. Todos os municípios receberam exatamente o que tinham direito.

O bom andamento do processo de vacinação no Maranhão, com o correto entendimento institucional entre o Governo do Estado e os governos municipais não significa que as diferenças políticas momentaneamente sufocadas deixarão de existir. Por mais importante que seja a chegada da vacina contra o novo coronavírus, não dá para ignorar o fato de que daqui a 21 meses os maranhenses irão às urnas escolher o presidente da República, governador, um senador, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. E por tudo o que tem acontecido no País dentro e fora da política, todos os observadores atentos prognosticam uma disputa política e eleitoral tensa e intensa, na qual as diferenças se manifestarão de maneira inflamada.

Se não tem o poder de mudar a tendência belicosa da disputa política marcada para 2022, o clima de cooperação propiciado pela chegada da Coronavac ficará como um oportuno registro de que a imunização alivia as tenções, mas não tem o poder de interromper nem deformar o processo político, que é essencial à vida da Nação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha estuda disputar reeleição para o Senado, o Governo do Estado e a Câmara Federal

Roberto Rocha: proximidade com Jair Bolsonaro e dúvida sobre futuro nas próximas eleições

Engana-se quem pensa que o senador Roberto Rocha (PSDB) está cogitando pendurar as chuteiras da política. Uma fonte a ele ligada revelou à Coluna que o senador dificilmente tentará renovar o mandato na Câmara Alta numa disputa com o governador Flávio Dino, estando agora avaliando entrar mesmo na briga pelo Governo do Estado ou na disputa por uma cadeira na Câmara Federal. Cada vez mais ligado ao bolsonarismo, o chefe dos tucanos maranhenses tem noção clara de que suas chances são muito remotas numa eventual disputa direta com governador Flávio Dino pela vaga senatorial disponível. Se optar pelo Governo Estado, terá de enfrentar, em princípio, o então governador Carlos Brandão (Podemos) de um lado e o senador Weverton Rocha (PDT) do outro, podendo encontrar pela frente ainda a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), a senadora Eliziane Gama (Cidadania) ou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT). No caso de optar por uma cadeira na Câmara Federal, terá de disputar votos com os atuais deputados federais que buscarão a reeleição, e outros pesos pesados da política, como Chico Leitoa (PDT), Sebastião Madeira (PSDB), Othelino Neto (PCdoB) – se não entrar na disputa majoritária -, Duarte Jr. (Republicanos), Fábio Gentil (Republicanos), Carlos Lula (PCdoB) e Felipe Camarão (DEM), entre outros. Na avaliação da mesma fonte, Roberto Rocha tem pouco tempo para tomar uma decisão viável.

 

Yglésio Moises valia deixar o PROS e retornar ao PDT

O deputado Yglésio Moises (foto) admite que está em busca de um novo partido. Ele se elegeu pelo PDT, mas deixou a legenda brizolista quando tentou, sem sucesso, ser o seu candidato a prefeito de São Luís, obtendo apenas o direito de migrar para o PROS para viabilizar aquele projeto sem perder o mandato parlamentar. Sexto colocado na disputa na Capital, o parlamentar está ajustando trajetória, já tendo avaliado que não dá para continuar no PROS. Tem convite para vários partidos, entre eles o PSB e o MDB, mas admite estar inclinado a retornar ao PDT, onde diz sentir-se bem.

São Luís, 20 de Janeiro de 2021.

 

Em data histórica, vacina contra a Covid-19 chega ao Maranhão coroando a luta contra a pandemia

 

Flávio Dino ao lado de Egle Martins na contagem regressiva para a primeira dose; Egle Martins recebe a primeira dose e os cumprimentos de Flávio Dino, observada por Carlos Lula, e Fabiana Guajajara faz história ao receber a segunda dose

“É uma grandiosa conquista, um grande passo, mesmo que falte muito. Mesmo que os raios de sol ainda despontem muito tênues no horizonte, eles existem”, declarou ontem, em tom emocionado, o governador Flávio Dino (PCdoB) após testemunhar a aplicação de primeira dose da vacina Coronavac no Maranhão, recebida pela técnica em enfermagem Egle Martins, pouco depois das 20hs, marcando assim o início da campanha de imunização contra a Covid-19 no estado. As outras quatro pessoas vacinadas no evento no Palácio dos Leões foram a médica infectologista Conceição de Maria Pedroso e Silva de Azevedo, a enfermeira Sônia Maria Carvalho de Matos, o fisioterapeuta Henrique Lott Carvalho Novaes Sobrinho e a indígena da reserva Arariboia, Fabiana Guajajara.

O ato desse 18 de Janeiro foi o ápice da guerra travada contra o novo coronavírus pelo Governo do Maranhão,  A campanha foi deflagrada pelo governador Flávio Dino pouco depois de o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, desembarcar em São Luís trazendo a bordo de um jatinho as primeiras 164 mil doses do imunizante para serem distribuídas nos 217 municípios, a começar pela Capital, que deve iniciar hoje a sua campanha a contra o coronavírus aplicando as 12 mil doses que recebeu ontem à noite mesmo. A estimativa é que a vacina esteja em todas as cidades do Maranhão até amanhã (20), para serem distribuídas nas 2.124 salas de vacinação em todo o estado, sendo possível aumentar esse número para 2.500. A vacina será distribuída no Maranhão por três aviões, três helicópteros e 30 automóveis, numa corrida por ar e terra nesta terça-feira (19). O transporte por terra terá a companhia de escolta policial.

Foi um momento tomado pela emoção, não só pelo fato em si, mas por tudo o que os maranhenses, a começar pelos membros do Governo ligados à área de Saúde, passaram para que se chegasse ao caminho da superação. Usando um colete azul do SUS, o governador Flávio Dino agradeceu principalmente o pessoal do SUS, cujo trabalho salva milhões, e declarou ter “um oásis de alegria num imenso vale de lágrimas”. Visivelmente cansado e fortemente emocionado, o secretário Carlos Lula não segurou a emoção e, chorando, agradeceu os esforços feitos pelos profissionais da Saúde, “que nos permitiram chegar aqui”, acrescentando que a vacina “é um mecanismo seguro e eficaz que vai nos permitir vencer a doença”.

Os cinco vacinados externaram alegria e agradecimento. Ao entrar para a História como a primeira imunizada, a técnica em enfermagem Egle Martins declarou: “É gratificante ter a oportunidade de ajudar o próximo, que é o bem maior que temos que fazer”. A indígena Fabiana Guajajara cantou uma música no dialeto tupi em referência ao momento da imunização: “Vacinar é preciso para continuar existindo”.  A médica Conceição Pedroso declarou: “A gente vê o SUS se agigantando, mostrando que é capaz para absorver todo esse atendimento. Hoje eu tenho um respeito muito maior pelo SUS”. Já o fisioterapeuta Henrique Lott disse que “um fio de esperança veio com essa vacina, o que vem agregar ainda mais a luta que nós, profissionais da saúde, fizemos contra o coronavírus”. E a enfermeira Sônia Matos ressaltou que a vacina “é de suma importância, é a vida”.

A chegada da vacina ao Maranhão é um marco histórico que destranca os portões que vêm mantendo a vida normal sufocada pela pandemia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhão se preparou para como deveria para a fase da vacinação

Ao contrário do Governo Federal, que vem dando demonstrações diárias de despreparo e até mesmo de irresponsabilidade, o Governo do Maranhão enfrenta a pandemia com racionalidade e planejamento desde o primeiro momento. Tanto que duas semanas atrás já tinha pronto o plano estadual de vacinação, com todas as etapas definidas.

Nesta primeira etapa, serão três fases nesta etapa. Na primeira fase, serão vacinados profissionais da saúde, pessoas de 75 anos ou mais, idosos que moram em asilos, grupos em situação de rua, indígenas e ribeirinhos e quilombolas. Na segunda fase, os idosos de 60 a 74 anos. E na terceira fase, as pessoas com diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, com anemia falciforme, câncer, e com obesidade grave.

A previsão é a de que nas três fases da primeira etapa sejam imunizadas 1 milhão 750 mil pessoas, num processo ainda sem data definida para terminar. Os demais serão vacinados após essa fase, em cronograma também a ser definido em conjunto com o Ministério da Saúde.

Além criar as condições adequadas para garantir eficácia na campanha de vacinação, o Governo do Maranhão está entregando quatro milhões de seringas e agulhas para os municípios usarem na primeira fase da vacinação. “A Prefeitura de São Luís já nos pediu no domingo que entregássemos seringas, agulhas e luvas. Faremos isso para a Prefeitura de São Luís e todas aquelas que estão nos pedindo”, declarou o governador Flávio Dino.

 

Flávio Dino teve papel importante na pressão por vacinas

Embora as seis milhões de doses da vacina Coronavac distribuídas ontem para todo o País sejam, de fato, frutos dos esforços e do planejamento comandados pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem o controle do prestigioso Instituto Butantan, o governador Flávio Dino foi um dos governadores que mais se anteciparam, de maneira planejada, com o objetivo de buscar uma vacina. Ainda no ano passado, abriu negociações com o Instituto Butantan para comorar a vacina Coronavac e com a Fiocruz, tentando ali conseguir suprimentos da vacina Oxford-AstraZeneca, e ainda com autoridades russas em busca da vacina Sputnik.

Partiu do governador do Maranhão a iniciativa de pedir ao Supremo Tribunal Federal respaldo legal para que governos estaduais pudessem adquirir vacinas na hipótese de as ações do Governo Federal nesse sentido fossem – como estão sendo – lentos e marcadas por trapalhadas. A Advocacia Geral da União entrou em campo para evitar que o pedido do governador maranhense fosse acatado.

Essas e várias outras iniciativas serviram para manter o presidente da República e o ministro da Saúde sob pressão, evitando assim a acomodação de ambos.

Em Tempo: As informações da Coluna foram extraídas de material divulgado pela Assessoria de Comunicação do Governo do Estado

São Luís, 19 de Janeiro de 2021.

Atuação desastrosa do PDT em São Luís coloca em xeque o leque de vitórias recentes de Weverton contra Brandão

 

Weverton Rocha: bom desempenho no Senado, credenciado para disputar o Governo, mas com altos e baixos no comando do PDT estadual

Algumas avaliações estão tentando cravar na crônica política estadual o registro de que nas três batalhas recentes da guerra prévia pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) – as disputas para a Prefeitura de São Luís, para a presidência da Câmara Municipal e para o comando da Famem -, o senador Weverton Rocha (PDT) derrotou o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos). Sem levar em conta as diferenças e as circunstâncias de cada um desses eventos, as avaliações causam a impressão de que o senador e presidente estadual do PDT se move no tabuleiro político arrebatando os troféus de todas as disputas em que está direta ou indiretamente ligado. Nos três casos relacionados, a vantagem mais clara do senador se deu na Famem, com a reeleição do presidente Erlânio Xavier, seu operador mais fiel, numa eleição bem disputada, da qual os perdedores saíram de cabeça erguida. Na Câmara Municipal, o vereador Osmar Filho (PDT) só foi eleito de novo presidente porque o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que tinha poder de fogo para eleger o presidente, resolveu mimar o PDT costurando um consenso, retribuindo assim o apoio que dele recebeu no segundo turno. O vice-governador tentou estimular uma disputa, mas errou no cálculo.

Na disputa para a Prefeitura da Capital, o senador Weverton Rocha conduziu o PDT e a aliança dele com o DEM a um desastre monumental. Tanto que o candidato da aliança, o jovem e aguerrido deputado estadual Neto Evangelista, não conseguiu chegar ao segundo turno. O líder pedetista tentou compensar o tombo apoiando Eduardo Braide, que venceu a eleição e deu aos pedetistas a falsa sensação de vitória. Esfriados os ânimos e feitas as contas, o fato real é que um erro de cálculo do senador levou o partido criado por Jackson Lago, que estava no comando de São Luís, quase a desaparecer do mapa político da Capital, depois de quase três décadas de domínio absoluto.

Para começar, numa decisão inacreditável para muitos membros do partido, Weverton Rocha resolveu que o PDT não lançaria candidato à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr.. Com isso, abriu mão de tentar manter seu partido no comando da maior Prefeitura do Maranhão e, mais surpreendente, para tentar entregá-la ao DEM, uma força duramente combatida pelo chamado “PDT de raiz”. O erro estratégico ganhou força com o fato de o senador não haver dialogado com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que considerou a escolha “inaceitável”, se recusou a apoiá-lo e se distanciou da disputa. Sem oposição dentro do partido, Weverton Rocha consolidou o projeto de entregar a Prefeitura de São Luís ao DEM, levando o PDT a participar da sucessão municipal na condição de mero coadjuvante, ao indicar a assistente social e militante pedetista Luzimar Lopes candidata a vice.

As urnas confirmaram o desastre que foi a estratégia do comandante do PDT em São Luís: numa só tacada, o partido perdeu o poder de administrar uma máquina que alcança 1,2 milhão de ludovicenses, 700 mil deles eleitores, não conseguindo sequer a vaga de vice. Não ficou aí: só elegeu três vereadores – Osmar Filho e Raimundo Penha, reeleitos com votações menores do que em 2016, e o novato Nato Jr.. Focado na guerra sucessória estadual e certo de que a eventual eleição de Duarte Jr. fortaleceria o vice-governador Carlos Brandão, o senador não titubeou: sem levar em conta o fato de que esse movimento atingiria a malha partidária tecida pelo governador Flávio Dino, mobilizou o que restou do PDT e o colocou a serviço da candidatura de Eduardo Braide, que, até onde é sabido, não assumiu qualquer compromisso para 2022. Assim, no dia 1º de Janeiro, o PDT entregou, sem luta, sua joia mais preciosa, a Prefeitura de São Luís, ao Podemos, encerrando uma era de domínio político na Capital.

Não há algo parecido na crônica das vitórias e derrotas políticas recentes do Maranhão.

É consenso que, aos 41 anos, o senador Weverton Rocha é o político mais ativo, arrojado e bem-sucedido da sua geração no Maranhão. Comanda um partido de peso, faz um mandato senatorial produtivo nos vieses legislativo e político, e, com atuação forte, reúne todas as condições para entrar na disputa com cacife para ser o próximo governador do Maranhão. Os dois milhões de votos que recebeu para o Senado indicam essa evidência. Nessa contabilidade positiva no geral há, porém, baixas expressivas. Se de um lado saiu das eleições com 45 prefeitos e cerca de 300 vereadores, de outro sofreu perdas irreparáveis, como a máquina de São Luís – que sozinha equivale a mais da metade desses municípios conquistados -, e a importante e estratégica Prefeitura de Codó, por exemplo. Além disso, a legenda só tem hoje um deputado federal (Gil Cutrim), e só quatro dos seis deputados estaduais que elegeu em 2018.

Qualquer avaliação isenta, sem a pressão do partidarismo, certamente mostrará que, eleitoralmente, na disputa pela Prefeitura de São Luís o desempenho do lado do vice-governador Carlos Brandão foi bem melhor do que o do senador Weverton Rocha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Estudo da Fiocruz mostra que o Maranhão é o estado que melhor combate a pandemia

O Maranhão é o estado brasileiro com menor número de mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes. A informação chegou ao público por uma pesquisa realizada pela Fiocruz, a mais renomada instituição de pesquisa farmacológica do País. O estudo tem como base o cálculo aplicado pelos organismos que monitoram a doença no país. No levantamento, o Maranhão está em último lugar na escala de mortes, sendo o Rio de Janeiro colocado em primeiro lugar.

O que a pesquisa da Fiocruz mostra é o resultado da decisão política de enfrentar a pandemia como prioridade e com determinação tomada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) quando o problema começava a ganhar corpo em fevereiro do ano passado. Essa tomada de posição permitiu que o Governo do Maranhão planejasse e colocasse em prática um eficiente conjunto de ações para controlar a propagação da doença e atender com bons resultados maranhenses infeccionados, além, é claro, do engajamento dos profissionais de Saúde do Maranhão.

Grande responsável pelo bom desempenho do Maranhão no combate ao novo coronavírus, o governador Flávio Dino atribuiu a maior fatia do bom resultado à dedicação de todos os profissionais da saúde do estado e municípios, neste cenário de combate à doença. “Mais uma vez, cumprimento as equipes da Secretaria de Saúde do Estado e dos municípios e, especialmente, os nossos profissionais de saúde pelo desempenho”, disse o governador.

No Maranhão, já foram registrados 203.156 casos da doença, sendo 4.549 óbitos e mais de 489,9 mil testes realizados pelo Governo do Maranhão. A Fiocruz usou dados relativos ao final do ano passado e dos primeiros dias deste ano. Para a pesquisa foram utilizados todos os dados de óbitos notificados em 2020, com correção do atraso de notificação e previsão para a primeira semana de 2021. Essas informações justificam plenamente o fato de o Maranhão estar recebendo pacientes amazonenses infectados, num movimento de solidariedade que faz a diferença diante da situação calamitosa em que aquele estado foi mergulhado.

 

Flávio Dino reassume e foca na campanha de vacinação

Flávio Dino: foco na vacina

O governador Flávio Dino está de vota ao comando do Estado. Depois de alguns dias de férias, que gozou apesar dos tremores que movimentaram a base política do seu Governo, causados pela medição de força entre o governador em exercício Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, que tentam demarcar terreno na corrida sucessória. O governador não está indiferente a esse cenário político marcado por alguma tensão e muito “dissenãodisse”, mas o seu foco será criar as condições para o início da vacinação, que deve ocorrer durante esta semana. A julgar pelo destrambelho que vem sendo a condução do plano nacional de vacinação pelo Ministério da Saúde, é provável que o governador reforce o pedido que fez ao Supremo Tribunal Federal para autorizar os governos estaduais possam comprar as suas próprias vacinas, sem abrir mão das que estão sendo adquiridas pelo Governo Federal.

São Luís, 17 de Janeiro de 2021.

Cinco desafios que a Famem pode incorporar criando meios para ajudar os prefeitos a enfrentá-los

 

O presidente Othelino Neto entre o procurador de Justiça Eduardo Nicolau (d) e o presidente da Famem Erlânio Xavier (e) em visita que fizeram ontem ao presidente da Assembleia Legislativa, com quem conversaram sobre  o  futuro da entidade 

Hoje uma entidade corporativa no viés municipalista e com grande peso no tabuleiro político do estado, a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) tem como base de atuação a defesa dos interesses dos 217 municípios maranhenses, papel que vem desempenhando cada vez mais efetivamente, melhorando a qualidade dessa atuação a cada gestão. Sua importância como entidade municipalista e como organização com grande poder de fogo político, se explorada também nesse campo, como está sendo agora, foi mostrada com toda clareza e ênfase na eleição dos seus dirigentes, realizada Quinta-Feira (14). Reeleito, o presidente Erlânio Xavier (PDT), que é prefeito reeleito da pequena Igarapé Grande, localizada no Médio Mearim, conhece a realidade dos municípios maranhenses, principalmente os de médio e pequeno porte, que é marcada por problemas gigantescos e desafiadores, largamente agravados com a pandemia do novo coronavírus.

Não se duvida que o presidente reeleito e seus pares de diretoria, a começar pelo vice-presidente Luciano Genésio (PP), prefeito reeleito de Pinheiro, cidade-polo da Região da Baixada, têm ciência plena dos maiores problemas das áreas urbanas brasileiras na atualidade. E foi com convicção sobre essa consciência que a Coluna, ouvindo alguns observadores, elencou cinco temáticas complexas que poderão perfeitamente ser elencadas como prioridades no programa de ação da Famem na gestão que começa agora.

Combate à Covid-19 – É verdade que a Famem já vem trabalhando nessa frente desde que a pandemia eclodiu no Maranhão, realizando uma grande operação de distribuição de álcool em gel e outros insumos para os municípios. Mas agora, que a pandemia recrudesce no país, mesmo com o Maranhão estando numa situação sob controle, a entidade poderá intensificar as gestões no sentido de incentivar os prefeitos a encorajarem as populações sob suas jurisdições a se disciplinarem no sentido de que cada cidadão pratique as recomendações de ficar em casa se puder, manter o distanciamento social, lavar as mãos sempre que possível e, mais importante, usar a máscara. A Famem tem condições e poderá realizar uma campanha nesse sentido, aliada ao incentivo para que os prefeitos invistam na qualidade dos serviços hospitalares sob sua responsabilidade.

Volta às aulas – Hoje um problema planetário, que angustia governos de nações ricas e pobres, a volta às aulas é um enorme desafio nos municípios. São mais de 1 milhão de crianças aguardando o retorno às escolas numa situação de incerteza, principalmente nos pequenos municípios. É verdade que a Famem não tem poder nem mecanismos para contribuir na prática para a solução do problema, mas tem os instrumentos necessários para incentivar os municípios por meio de uma campanha inteligente de motivação. Isso com o objetivo de mostrar aos prefeitos que eles têm, de fato, uma voz que fale em nome dos municípios.

Fim dos lixões – Um dos mais graves problemas dos municípios maranhenses na atualidade é a limpeza urbana e o manejo e a gestão dos resíduos sólidos. Um levantamento feito pelo IBGE mostra que, dos 217 municípios maranhenses, somente São Luís alcançou um estágio de excelência nessa área. Os grandes municípios do interior administram o problema por meio de lixões, com maior ou menor controle sobre eles, enquanto a esmagadora maioria mantém lixões sem planejamento nem controle, o que torna a situação cada vez mais grave, à medida que se trata de um problema de saúde pública. Capital à parte, os 216 municípios maranhenses encontram-se à margem do Plano Nacional dos Resíduos Sólidos (Planares), instituído pela Lei nº 12.305/2010. A Famem poderia transformar a busca por soluções para o problema dos lixões, que são foco de doenças, numa bandeira, inclusive estimulando novos consórcios entre municípios com essa finalidade.

Pela saúde – Como prefeito de uma cidade que vive todos esses problemas, o presidente Erlânio Xavier pode levar a Famem a priorizar a bandeira do saneamento básico. O Plano Nacional de Saneamento Básico consiste no planejamento integrado do saneamento básico, considerando seus quatro componentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, coleta de lixo e manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Poucos são os municípios maranhenses que já construíram essa engrenagem urbana, o que abre caminho para Famem atuar efetivamente estimulando os prefeitos a garimpar recursos com essa finalidade.

Transparência saudável – De acordo com o mapa de controle da transparência feito pelo Ministério Público Federal (MPF), os 217 municípios maranhenses juntos estão na lanterna nacional em matéria de transparência. Numa escala de zero a 10, os municípios de Santa Catarina somados alcançam índice de 8,24, enquanto o dos municípios maranhenses somados é de 2,84, o que os coloca em último lugar, perdendo até para os de Alagoas, que detêm o penúltimo lugar com índice de 3,10. O comando da Famem pode encontrar mecanismos eficientes para incentivar os prefeitos a modernizarem as máquinas administrativas municipais, começando pela implantação de portais de transparência atualizados e acessíveis, de modo que os mais humildes dos cidadãos possam acessá-lo a cada atualização.

É quase certo que a Famem já tenha ações amplas e consistentes em cada um desses itens. A Coluna, porém, entende que as sugestões são válidas, porque os problemas estão aí mesmo a desafiar prefeito após prefeito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eliziane Gama faz bom mandato no Senado, mas está distante do cenário político estadual

Eliane Gama: bom trabalho parlamentar no Senado e distanciamento da política

Não há dúvida de que a senadora Eliziane Gama (Cidadania) exerce muito bem o seu papel de representante do Maranhão no Senado, onde atua intensamente como parlamentar e legisladora, o que lhe tem rendido amplo reconhecimento pela maneira corajosa e coerente com que tem se posicionado como voz de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Por outro lado, chama atenção o fato de a senadora se manter à margem do processo político e partidário do estado, como foi observado nas eleições municipais e na eleição na Famem, na qual, mesmo de férias, o senador Weverton Rocha (PDT) foi um dos protagonistas de proa.

Quase não há registro da participação da senadora Eliziane Gama na intensa corrida eleitoral nos municípios. Com maior ou menor intensidade, os integrantes da bancada federal marcaram presença, uns como candidatos e outros como partidários de inúmeras candidaturas. Eliziane Gama, se atuou na corrida eleitoral, o fez de maneira muito discreta, como quem não queria seu nome associado ao jogo da campanha. O seu partido, o Cidadania, que desde quando se chamava PPS sempre foi pequeno no estado, saiu das urnas de 2020 nanico, e com problemas de sobrevivência no cenário nacional. Na disputa pela Prefeitura de São Luís, a senadora se manteve distante, fazendo apenas algumas participações em atos do candidato Rubens Jr. (PCdoB) e, depois, uma declaração de apoio a Duarte Jr. (Republicanos) no segundo turno. Nada além disso. E o resultado foi que o Cidadania fez apenas um prefeito.

Na eleição da Famem ela não participou nem se manifestou, chamando a atenção de muitos observadores.

 

Aluísio Mendes assume liderança do PSC na Câmara Federal e ganha força dentro do partido

Aluísio Mendes ganha a liderança do PSC e cresce no partido

O deputado Aluízio Mendes foi eleito líder da bancada do PSC na Câmara Federal. Ele vai comandar nove colegas e será, nessa condição um dos coordenadores do Centrão, bloco formado por PL, PP, PSD, Republicanos, PROS, Podemos, PSC, Avante, Patriota, que junto têm 195 deputados. O parlamentar assume o comando do seu partido num momento delicado, com a prisão dos seus quadros mais importantes: o presidente Everaldo Pereira e o governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel estão presos sob a acusação de que lideravam um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 100 milhões dos cofres do Estado. Ao assumir a liderança do PSC na Câmara Federal, Aluísio Mendes ganha força dentro do partido, inclusive pelo fato de que conseguiu eleger sete prefeitos e uma penca de vereadores em todo o estado, entre eles o veterano Gutemberg Araújo em São Luís.

São Luís, 16 de Janeiro de 2021.

 

Aluísio Mendes