Brandão ainda sem previsão de alta, mas mostrando disposição para voltar à guerra pelo voto

 

Carlos Brandão na entrevista à TV Mirante: boa aparência e vontade de voltar ao MA

É verdade que na interinidade do desembargador Paulo Velten o Governo está em boas mãos, que pilotada pelos experientes ex-prefeitos Sebastião Madeira (Casa Civil) e Luís Fernando Silva (Planejamento) a máquina administrativa está funcionando a todo vapor, que o ex-governador Flávio Dino (PSB) está à frente da pré-campanha, dando suporte aos movimentos do pré-candidato a vice governado Felipe Camarão (PT), que seus apoiadores estão atuando forte nas redes sociais, e que a pesquisa mais recente, do Escutec, lhe dá uma vantagem razoável sobre o segundo colocado na corrida sucessória, o senador Weverton Rocha (PDT). Mas é verdade também que, por mais que seja justificado por se tratar de um problema de saúde já resolvido na essência, a prolongada não presença governador Carlos Brandão (PSB), na cena política, em carne e osso e ao vivo e a cores está lhe impondo certa lentidão no crescimento das intenções de voto, abrindo caminho para o aceleramento da pré-campanha do candidato pedetista, e o turbinamento do “fato novo” da corrida ao Palácio dos Leões, Lahesio Bonfim, que já está ganhando o status de ameaça ao senador Weverton Rocha.

Nas declarações que deu ontem à TV Mirante, o governador Carlos Brandão mostrou-se ciente da situação e disse que está usando todos os recursos ao seu alcance – telefone e internet, por exemplo – para se manter ativo na condução do Governo no contexto da corrida eleitoral. Sua aparência manda pelos ares qualquer nhenhenhém sobre sua saúde, fortalecendo a expectativa de que sua alta se dará em pouco tempo.

No que diz respeito ao Governo, nada indica a existência de problemas que possam retardar as ações em curso. Ao contrário, todas as evidências sugerem normalidade administrativa e fiscal, com o cumprimento do vasto cronograma que lhe tem permitido entregar obras em todo o território estadual numa intensa programação semanal. Na seara fiscal, o Governo tem cumprido à risca o rigoroso equilíbrio herdado do Governo Flávio Dino, segundo o qual só faz o que pode pagar. Essa regra, mantida com mão de ferro pelo então governador Flávio Dino, ao que tudo indica, sobrevive firme como a base da gestão de Carlos Brandão. Daí a informação oficial de que o Governo estadual se encontra com suas finanças e seus compromissos rigorosamente em dia.

Já no campo político-eleitoral a equação é bem mais complexa, a começar pelo desencontro de informações a respeito do andamento das pré-campanhas. Depois de um espaço de quase um mês, o instituto Exata sacudiu o meio político com a curiosa pesquisa informando que o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, após quase um ano estacionado no patamar de 20%, dera uma arrancada repentina colocando cinco pontos percentuais à frente do governador Carlos Brandão. Três dias depois, pesquisa do instituto Escutec informou o contrário: Carlos Brandão, que registrou crescimento lento e seguro desde o primeiro levantamento, aparece com quatro pontos de vantagem sobre Weverton Rocha, que também oscilou para mais. Ontem, surgiu a informação de que o instituto Econométrica está em campo e deve divulgar sua pesquisa no dia 24, em plena festança joanina, como uma espécie de tira-teima.

A julgar pelo que tem acontecido até aqui, é lícito e lógico avaliar que, apesar da forte intensidade da sua pré-campanha, que tem estrutura e roteiro de uma campanha propriamente dita e está sendo largamente beneficiada pelo afastamento temporário de Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha perdeu a liderança da corrida para o governador. E para agravar mais ainda o cenário, o pedetista enxerga agora a ameaçadora silhueta de Lahesio Bonfim no seu retrovisor, o que o obrigará a acelerar sua corrida com dois objetivos: alcançar o governador Carlos Brandão para retomar a liderança e evitar a todo custo a aproximação do pré-candidato do PSC. Ao governador caberá acelerar ao máximo para se afastar de Weverton Rocha e não incluir o ex-prefeito de São Padro dos Crentes no seu leque de preocupações.

Pelo que demonstrou na entrevista à TV Mirante, o governador Carlos Brandão retornará de São Paulo “com sangue nos olhos e faca nos dentes”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto usa senso de responsabilidade e anula concurso com falhas de segurança e fiscalização

Othelino Neto: senso de responsabilidade

Numa decisão em que usou o senso de responsabilidade que cabe a um chefe de Poder do Estado, o presidente licenciado da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), anunciou ontem a anulação da primeira etapa do concurso para vagas de servidor da instituição parlamentar. Por meio de suas redes sociais, o deputado-presidente disse o seguinte: “Em função dos registros de falhas de execução e segurança na aplicação da prova objetiva, bem como sobre a correta interpretação sobre a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), decidi anular a primeira etapa do concurso da Assembleia Legislativa. Nosso compromisso é com a transparência e a absoluta lisura de todos e quaisquer atos de gestão do Poder Legislativo”.

Com a decisão, que tomou após consultar o corpo técnico da Casa e a Mesa Diretora, o presidente do Poder Legislativo sana, de uma só vez, um problema que poderia arranhar o prestígio da instituição. A começar pelo fato de que as “falhas de execução, fiscalização e segurança na primeira etapa objetiva” do certame foram denunciadas pelo membro do Poder Legislativo, deputado Yglésio Moises (PSB).

 

Comando do PSD pode levar Edivaldo Jr. a mudar radicalmente sua pré-campanha

Edivaldo Jr.

Até pouco tempo empolgado com o desempenho do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. na corrida ao Governo do Estado, comando do PSD começa a mostrar insatisfação e preocupação como a posição do seu representante, depois de ele ter sido ultrapassado pelo ex- Lahesio Bonfim (PSC). Os chefes do partido estariam cobrando uma campanha e um discurso mais agressivos, mas o pré-candidato quer manter a linha de pré-campanha amena, inspiradas no seu papel de bom-moço, que condena “brigas políticas” e defende o “trabalho”, mostrando-se como exemplo dessa equação politicamente correta. Só que não está funcionando. A expectativa é de uma guinada radical se as coisas continuarem como estão. Uma das medidas previstas para logo é a escolha do pré-candidato a vice, que pode dar mais movimento e intensidade à pré-campanha.

São Luís, 21 de Junho de 2022.

Lula lidera disparado no Maranhão, mas Bolsonaro é hoje um adversário mais duro do que em 2018

 

Lula da Silva lidera com folga sobre Jair Bolsonaro, que está à frente de Ciro Gomes e André Janones na  Maranhão

Se os números da pesquisa Escutec para a disputa presidencial no Maranhão, divulgados neste sábado (18), se mantiverem nos próximos 100 dias, o presidente Jair Bolsonaro (PL) levará nova surra de votos no estado, dessa vez do ex-presidente Lula da Silva (PT). Os números são os seguintes: Lula da Silva tem 57% das intenções de voto, enquanto que Jair Bolsonaro aparece com 31%, seguido de Ciro Gomes (PDT) com 9% e, surpresa das surpresas, de André Janones (Avante), que surgiu do nada, com 1%. Além dos percentuais, uma informação importante e decisiva trazida pela pesquisa: neste momento, ainda de pré-campanha, o eleitorado maranhense já está posicionado na corrida presidencial, não havendo praticamente eleitores indecisos ou que não querem votar em nenhum deles, pretendendo votar em branco ou anular o voto. E a pergunta que surge é a seguinte: esse cenário vai se manter pelos próximos 105 dias?

Para começar, a vantagem de Lula da Silva – que é um ex-presidente da República e passou mais de 500 dias preso sob acusação de corrupção não provada – é excepcional. No Maranhão, ele tem 26 pontos percentuais de vantagem sobre Jair Bolsonaro, atual presidente da República, atropelando a força do cargo mais poderoso do País. Por conta de uma série de fatores – confronto ideológico, influência dos programas sociais e histórico dos dois candidatos -, a polarização Lula/Bolsonaro no estado, como no resto do Brasil, tornou-se o epicentro da corrida ao Palácio do Planalto, produzindo um cenário no qual dificilmente haverá espaço para a chamada “terceira via”. Qualquer roda de conversa sobre o tema em território maranhense – seja entre políticos, entre amigos, em família, etc. -, o debate se dá entre lulistas e bolsonaristas, cabendo no máximo referências esporádicas sobre o potencial de Ciro Gomes, que segundo o Escutec tem seu quinhão maranhense, e agora sobre a novidade Simone Tebet (MDB), que foi ignorada na pesquisa.

Não há dúvida de que, mesmo levando em conta o fato de que foi injustiçado, vítima de uma gigantesca armação para tirá-lo da disputa de 2018, como veio a ser demonstrado nas decisões do Supremo Tribunal Federal que o tiraram da cadeia e lhe devolveram a cidadania plena e a elegibilidade, o ex-presidente Lula perdeu alguns percentuais de intenções de voto no Maranhão. Essa tímida redução do poder de fogo eleitoral decorre do fato de que o seu adversário, Jair Bolsonaro, não é mais apenas o capitão reformado e o deputado federal falastrão e pouco operoso que soube dar voz à direita mais conservadora – para quem Lula da Silva é comunista e come criancinhas – e se tornou presidente da República, chefe de uma máquina funcional excepcional, gestor de orçamento bilionário, detentor de um poder político fora do comum devido à força do cargo, exatamente por conta da massa de recursos que controla. Embora desgastado pelo desastre que é o seu governo e quase transformado em pária internacional por seu trumpismo tupiniquim, o Jair Bolsonaro de hoje é muito mais poderoso do que o de 2018, condição que usa para alimentar sua retórica e seus gestos antidemocráticos, e assim alimentar partidários das mesmas ideias.

Essa disputa cristaliza a forte posição política do ex-presidente Lula da Silva no Maranhão, onde foi presente nos seus oito anos de mandato (2002/2010), quando, por exemplo, trouxe o Bolsa Família para mais de um milhão de cadastrados, o que ampliou e consolidou sua forte base política no estado, que conta diretamente com o ex-governador Flávio Dino (PSB), com o governador Carlos Brandão (PSB) e com a senadora Eliziane Gama (Cidadania). Agora, Jair Bolsonaro tenta fazer o contrapeso com o Auxílio Brasil, criando facilidades para políticos alinhados, o que lhe permitiu formar uma base de apoio político, juntando quadros como o senador Roberto Rocha (PTB) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

Os próximos dois meses dirão se o ex-presidente Lula da Silva manterá sua vantagem excepcional mostrada agora pelo Escutec ou se Jair Bolsonaro, dilapidando os cofres da República com pacotes de bondades de última hora, diminuirá a vantagem de forma a tornar o embate eleitoral mais duro.

Em Tempo: A pesquisa foi realizada em 70 municípios do Maranhão, ouviu duas mil pessoas no período de 11 e 16 de junho, tem margem de erro de 2,19%, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05721/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantém vantagem larga sobre Rocha na corrida ao Senado

Flávio Dino lidera com folga sobre Roberto Rocha e Antônia Cariongo

O ex-governador Flávio Dino (PSB) continua com o caminho aberto em direção ao Senado da República. De acordo com a pesquisa Escutec, se a eleição fosse hoje, ele venceria a disputa com 52% dos votos contra 27% do senador Roberto Rocha (PTB) e 3% da candidata do PSOL, professora Antônia Coriongo. O levantamento informa que 7% não votariam em nenhum deles, anulariam o voto ou votariam em branco, e que 11% permanecem indecisos.

A liderança do ex-governador Flávio Dino reúne todas as evidências de ser sólida, tornando muito difícil a possibilidade de o senador Roberto Rocha reverter a tendência e virar o jogo. Numa disputa polarizada como a do Maranhão para a vaga de senador, é natural que, dependendo dos fatos e das circunstâncias que possam ocorrer durante a campanha haja alguma oscilação numérica, mas não suficientemente forte para mudar as posições. Um exemplo: na situação de agora, mesmo que os 14% migrassem integralmente para o senador Roberto Rocha, ele chegaria a 41%, 11 pontos percentuais menos que a vantagem do líder.

A posição de Flávio Dino em relação a Roberto Rocha está quase no mesmo patamar da vantagem que o ex-presidente Lula da Silva tem sobre o presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. Nesse contexto, como Flávio Dino e Lula da Silva são formalmente aliados e farão campanha juntos, a previsão lógica, mesmo com todo o elevado grau de imprevisibilidade, é que dificilmente o ex-governador Flávio Dino arquive seu plano de se instalar em Brasília pelos próximos oito anos.

 

Gutemberg pode ser mesmo o vice de Lahesio

Eduardo Braide recebendo Lahesio Bonfim sob a orientação de Gutemberg Araújo, que pode sair vice

O que foi interpretado inicialmente como uma especulação parece estar ganhando status de possibilidade real e concreta: o vereador Gutemberg Araújo (PSC) pode vir a ser o companheiro de chapa do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), ao Governo do Estado. Terceiro colocado na disputa, distanciando-se do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSC), e ganhando forma de ameaça ao senador Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim encontrou no experiente e conceituado vereador de São Luís o parceiro que precisava na tarefa de se aproximar de segmentos líderes e segmentos importantes da Capital, a começar pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido), que o recebeu afável e amistosamente na semana passada, depois de ter ele se reunido com empresários. Mesmo tendo fracassado na tentativa de presidir a Câmara Municipal, renunciando à sua candidatura diante do rolo compressor em que se tornou a candidatura do vereador Paulo Victor (PCdoB), que acabou eleito por aclamação, Gutemberg Araújo manteve sua postura respeitável, politicamente correta, de quem nasceu no berço tucano, ganhou estatura e prestígio para seguir seu próprio rumo, que pode agora ser o de companheiro de chapa do candidato a governador que veio do interior.

São Luís, 19 de Junho de 2022.

Escutec: Brandão lidera ameaçado por Weverton, que tem Lahesio como ameaça crescente

 

Carlos Brandão lidera a corrida ao Governo do Estado seguido de Weverton Rocha, Lahesio Bonfim, Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias

Pesquisa para medir a corrida ao Palácio dos Leões feita pelo instituto Escutec em 70 municípios de todas as regiões do Maranhão no período de 11 a 16 de Junho, divulgada ontem mesmo, encontrou a indicação de que se a eleição fosse agora, o governador Carlos Brandão (PSB) seria reeleito vencendo o primeiro e o segundo turno com o senador Weverton Rocha (PDT). No primeiro turno, o governador sairia das urnas com 27% e o senador com 23%, seguido de Lahesio Bonfim (PSC) com 15%, Edivaldo Holanda Jr, (PSD) com 11%, Simplício Araújo (Solidariedade) com 3%, Hertz Dias (PSTU) e Enilton Rodrigues (PSOL), ambos com 1%. Um contingente de 8% de entrevistados se dividiu entre não votar em nenhum deles, anularia o voto ou votaria em branco, enquanto que outros 11% não quiseram ou não souberam responder. Num segundo turno entre Carlos Brandão e Weverton Rocha, o governador seria reeleito com 36% contra 34%; e se a rodada final fosse com Lahesio Bonfim, Carlos Brandão venceria por 38% a 29%, e com Edivaldo Jr., seria reeleito com 39% contra 23%.

A nova pesquisa Escutec confirma com clareza a tendência revelada na pesquisa feita no final de abril e publicado no dia 1º de maio, na qual os pré-candidatos ficaram nas seguintes posições: Carlos Brandão (24%), Weverton Rocha (20%), Edivaldo Júnior (12%), Lahesio Bonfim (11%) tem 11%. Roberto Rocha (8%), Josimar de Maranhãozinho (3%), Simplício Araújo (2%), Enilton Rodrigues (1%) – Hertz Dias (PSTU) não pontuou. No segundo turno, Carlos Brandão venceria Weverton Rocha por 39% a 34%, Edivaldo Jr. por 39% a 23% e Lahesio Bonfim por 42% a 25%.

Uma regra básica na avaliação de pesquisas reza que não é possível comparar a pesquisa de um instituto com a de outro, como é o caso deste levantamento com o do instituto Exata, divulgada há três dias, por causa da diferença de método e do universo pesquisado, entre outros itens importantes. No caso dessa pesquisa Escutec, ela tem uma nítida linha de coerência com os números que encontrou no final de abril, confirmando a movimentação dos pré-candidatos, notadamente os dois que estão na frente.

Os números do Escutec refletem a lógica. O governador Carlos Brandão começou com quatro pontos percentuais de intenção de voto e avançou, lenta e firmemente, em todos os levantamentos, até ultrapassar o senador Weverton Rocha, que saíra na frente, mas estacionou no patamar dos 20% durante mais de uma dezena de pesquisas. E mesmo levando em conta o apoio que recebeu das forças bolsonaristas lideradas pelo senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição, e pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), e o afastamento temporário do governador da cena pré-eleitoral, soa estranha uma arrancada repentina do senador pedetista. E mesmo que Weverton Rocha tivesse protagonizado uma situação excepcional, dificilmente isso se refletiria numa pesquisa quase instantaneamente. Nesse contexto, é lícito avaliar, mesmo com algumas reservas, que a pesquisa Escutec é consistente.

A prova dos nove mesmo será tirada numa pesquisa a ser feita em meados de julho, depois de algum tempo em que o governador Carlos Brandão tiver retornado ao tabuleiro eleitoral, correndo o estado, fazendo corpo-a-corpo como eleitor e intensificando articulações, como vem fazendo o senador Weverton Rocha e os demais candidatos, aproveitando como podem o vazio da sua ausência temporária. Carlos Brandão tem trunfos poderosos, como o aval do ex-presidente Lula da Silva (PT) e do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), que logo entrarão no circuito pedindo votos para sua reeleição, como também a parceria do ex-governador Flávio Dino (PSB), que se mantém franco favorito para o Senado. Sem candidato a presidente – não disse até agora uma só palavra sobre Ciro Gomes (PDT) – e tendo como aliados os chefes bolsonaristas do estado, o que inibe um discurso crítico sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Weverton Rocha não dispõe de trunfos, correndo o risco de chegar na campanha propriamente dito com seu discurso esgotado.

Em Tempo: Contratada pelo portal Imirante.com, a pesquisa tem margem de erro de 2,19% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05721/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lahesio leva a melhor na disputa com Edivaldo Jr.

Lahesio Bonfim está levando a melhor contra Edivaldo Jr.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e pré-candidato do PSC ao Governo do Estado Lahesio Bonfim tem todos os motivos para soltar rojões nos arraiais junino, mesmo sendo evangélico militante. O seu desempenho nas pesquisas de intenção de votos deixando para trás o eleitoralmente bem sucedido ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD Edivaldo Holanda Jr., e ameaçando se aproximar perigosamente do senador Weverton Rocha, tem sido o ponto fora da curso numa corrida que parecia linear. O seu principal foco no momento é conquistar espaços na Capital e na Ilha de Upaon Açu, esforçando-se para livrar-se da imagem de político medíocre e sem preparo para ser governador. Seu principal adversário no momento, Edivaldo Jr. fez o caminho contrário, tentando levar ao interior o seu currículo de bom gestor, escrito nos oito anos como prefeito eleito e reeleito de São Luís. Já tendo alcançado 15% de intenção de votos num crescendo firme, Lahesio Bonfim está levando a melhor sobre Edivaldo Jr., que aparece travado no patamar entre 10 e 12 pontos percentuais, e dá sinais de que vai partir para travar uma guerra de vida ou morte com o segundo colocado, que segundo o Escutec é o senador Weverton Rocha, que deve mantê-lo agora sob o alcance de seu retrovisor.

 

Paulo Velten vai a assembleia do Consórcio Nordeste, a feira e a reunião informal com Lula

Paulo Velten na assembleia do Consórcio do Nordeste e no estande maranhense da Feira de Agricultura Familiar e Economia Solidária em Natal

Tem chamado a atenção a desenvoltura e a intensidade com que o presidente do Poder Judiciário, desembargador Paulo Velten, vem atuando como governador interino do Maranhão. Ele tem mantido a rotina palaciana, despacha com secretários e deixa claro que não se ajustará ao rótulo de interino puro e simples. Seus movimentos mais interessantes são os feitos na seara política. Tem incursionado no interior inaugurando e anunciando obras, e não se furta a abraçar crianças e a cumprimentar cidadãos e líderes políticos. Parece não se incomodar nos atos públicos, sob forte calor, nos quais discursa longamente, passando a impressão de que está identificando nesse papel. Um observador atento, que tem acompanhado sua agenda, disse à Coluna ter certeza absoluta que o desembargador Paulo Velten encontra-se equilibradamente fascinado com o poder político.

Ontem, em Natal (RN), o governador interino Paulo Velten participou da Assembleia Geral do Consórcio do Nordeste, participando efetivamente da discussão de uma pauta extensa, tendo feito, por exemplo, um dura crítica ao Projeto de Lei Complementar nº 182022, que reduz o valor do ICMS cobrado pelos estados sobre combustíveis. Visitou atento também da I Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Solidária, da qual o maranhão participou com uma delegação com 40 agricultores de 18 municípios, representados por quebradeiras de coco babaçu, indígenas, quilombolas e assentados.

E no final participou de uma reunião informal dos governadores dom o ex-presidente Lula da Silva, que está incursionando pelo Nordeste em pré-campanha.

São Luís, 17 de Junho de 2022.

Partidários de Bolsonaro ampliam espaço político no Maranhão com recursos de programas sociais

 

Roberto Rocha, Aluízio Mendes, Juscelino Filho, Cléber Verde e Josivaldo JP: bolsonaristas ocupando espaço político

Ninguém duvida de que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que levou uma surra histórica nas urnas maranhenses nos dois turnos da eleição presidencial de 2018 na disputa com o petista Fernando Haddad, corre o risco de ser surrado de novo no estado, por margem muito ampla, agora no embate direto como ex-presidente Lula da Silva (PT). Todos os sinais até agora emitidos pelo eleitorado por meio das pesquisas de opinião são indicativos de que o presidente, ao contrário do que muitos apostaram, não conquistou nem os corações nem as mentes da esmagadora maioria dos maranhenses, e isso deve ser dito pelas urnas, se nada de excepcional acontecer até o 2 de Outubro. Por outro lado, não há dúvida também de que as forças políticas maranhenses diretamente ligadas ao Governo Bolsonaro, caso do senador Roberto Rocha (PTB), assim como as que se relacionam na surdina e fingem que não o fazem, caso do senador Weverton Rocha (PDT), se movem ostensivamente para ocupar espaço político expressivo no estado nessa corrida. E para isso estão se valendo do pacote de “bondades” eleitoreiras que que o governo bolsonarista está usando no pesado jogo que o presidente pratica para viabilizar o seu projeto de reeleição.

Ontem, um dos auditórios do campus da UFMA foi palco de um evento no qual o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, comandou ontem a etapa maranhense da chamada “Jornada do Auxílio Brasil”, o benefício de R$ 400,00 com o qual o Governo Bolsonaro substitui o programa Bolsa Família criado no Governo Lula na década de 2000. Segundo o ministro da Cidadania, o Maranhão tem mais de 1 milhão de beneficiários do programa. A tal “jornada” do Auxílio Brasil no estado é uma parceria do Ministério da Cidadania com a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), comandada por ninguém menos que Erlânio Xavier, prefeito de Igarapé Grande, um dos chefes do PDT regional e homem forte da campanha do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado.

Muito fraco de público, o evento atraiu parte da “nata” do bolsonarismo estadual. Lá estiveram o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido), que na condição de oposição ao Governo de Carlos Brandão (PSB), mantém canais produtivos de acesso ao Governo Federal, e o senador Roberto Rocha, bolsonarista entusiasmado que preside o braço maranhense do PTB e é candidato à reeleição. Na ato comandado pelo ministro Ronaldo Bento estiveram também os presidentes regionais do PSC, deputado federal Aluísio Mendes, principal fiador da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo do Estado pelo seu partido, e como ele bolsonarista de proa; do União Brasil, deputado federal Juscelino Filho integrante da corrente do partido alinhada ao Palácio do Planalto e que parece desconhecer que o ex-DEM tem um candidato a presidente da República, o deputado federal por Pernambuco Luciano Bivar, que é também presidente nacional do partido; e do Republicanos, deputado federal Cléber Verde, igualmente alinhado ao Governo Bolsonaro. Os dois últimos são linha de frente do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Maranhão. E junto com eles o deputado federal Josivaldo JP (PSC).

A incursão do ministro da Cidadania, que também entregou 12 equipamentos agrícolas e 10 caminhões, é uma mostra tímida da derrama de recursos que o Governo Bolsonaro está fazendo a três meses e meio das eleições. E está evidenciado que seus aliados no estado encontram-se usando esse e outros programas sociais do Governo Federal para fortalecer seus projetos eleitorais, no caso, a reeleição. Milhões e milhões de reais têm sido derramado nos municípios em emendas parlamentares, sem que se tenha efetivamente um controle sobre esses recursos. Ontem mesmo, o senador Roberto Rocha anunciou ter conseguido recursos para a construção de uma grande ponte na Ilha de São Luís, numa demonstração de que o presidente está disposto a “quebrar” o Brasil mais do que já está “quebrado” para renovar o seu mandato e os dos seus aliados.

Com essa “burra” aberta e generosa, os bolsonaristas maranhenses vão ocupando espaços e se fortalecendo usando os fartos recursos da União.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto manda apurar denúncia de irregularidade em concurso

Othelino Neto manda aourar denuncia feita por Yglésio Moises

O presidente licenciado da Assembleia Legislativas, deputado Othelino Neto (PCdoB), não pensou duas vezes depois de ser informado da denúncia, feita pelo deputado Yglésio Moyses (PSB) de que o concurso realizado pelo Poder Legislativo para o preenchimento de vagas no seu corpo funcional estaria contaminado por irregularidades. Ele decidiu acionar o Ministério Público para que investigue a denúncia. E anunciou que tudo será colocado em pratos limpos, garantindo que, caso a suspeitas de irregularidades forem confirmadas, serão tomadas, inclusive a anulação do certame. Caso não haja irregularidades, o processo do concurso terá continuidade inclusive com a contratação dos aprovados. Não se podia esperar outra atitude do chefe do Poder Legislativo. Agora é manter a calma e aguardar o resultado da investigação, para depois decidir o que fazer.

Já em relação ao deputado Yglésio Moises há duas situações conflitantes. Informados da suspeita de irregularidade no concurso, o parlamentar agiu corretamente ao fazer a denúncia na tribuna, que é o espaço mais adequado para uma manifestação parlamentar, ainda que a informação guarde controvérsias e inconsistência. Por outro lado, o parlamentar disse colegas seus tentaram demovê-lo da decisão de fazer a denúncia, oferecendo-lhe, “indiretamente”, R$ 200 mil para que ficasse calado. Surpreendeu Yglésio Moises ter preservado as identidades dos colegas que tentaram suborná-lo. Para ser inteiramente correto, o parlamentar teria de dar nomes aos tais colegas dele.

 

Velhos conhecidos das urnas, Hertz Dias e Saulo Arcangeli serão lançados pelo PSTU

Hertz Dias e Saulo Arcangeli: de volta ao sacrifício

Hertz Dias e Saulo Arcangeli serão lançados oficialmente, amanhã, candidatos a governador do Estado e a senador, respectivamente, pelo PSTU. São dois velhos conhecidos das urnas maranhenses, que até nas últimas eleições não foram bem acolhidos pelo eleitorado. Hertz Dias foi candidato do PSTU à Prefeitura de São Luís na última eleição, e agora foi promovido candidato do partido aso Governo do Estado. Saulo Arcangeli tem uma trajetória muito mais longas e mais rica de derrotas acachapantes para governador, prefeito e senador. O lançamento será feito, os dois serão confirmados candidatos, cumprirão o calendário eleitoral como tal, mas suas candidaturas morrerão na praia. Terão, pelo menos, o mérito de participar do grande debate.

São Luís, 16 de Junho de 2022.

 

Pesquisa aponta embate decisivo entre Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. pela terceira posição

 

Lahesio Bonfim está levando a melhor na disputa com Edivaldo Jr. que pode levar a uma vaga no 2º turno

Se a surpreendente arrancada do senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, alcançando razoável vantagem sobre o governador licenciado e hospitalizado Carlos Brandão, pré-candidato do PSB à reeleição, está gerando questionamentos de natureza ética, o dado que envolve a disputa intermediária entre o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), e o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. pré-candidato do PSD, que travam uma dura guerra intermediária e cujo prêmio é o caminho aberto para disputar as primeiras posições chama a atenção pelas características dos pré-candidatos. Segundo a pesquisa Exata, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes está impondo vantagem de três pontos percentuais sobre o ex-prefeito de São Luís, causando surpresa no meio político. Lahesio Bonfim é um médico conhecido por atitudes controversas, por declarações incendiárias e que se esforça para ser visto como um outsider, ou seja, um político fora dos padrões. Edivaldo Holanda Jr., que é advogado, prima por uma imagem de político enquadrado, que vive muito discretamente, fala pouco e se esforça para se mostrar um gestor eficiente.

Provavelmente pela sua ainda curta, mas muito bem sucedida trajetória – dois mandatos de vereador de São Luís, meio mandato de deputado federal e dois mandatos de prefeito de São Luís, com votações em grande medida garantida pelo eleitorado evangélico -, todos sem um traço de rasura, Edivaldo Jr. foi convidado pelo presidente nacional do PSD, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, para ingressar no partido e ser o seu candidato ao Governo do Estado. Foi um movimento perfeito, encampado com entusiasmo pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Edilázio Jr., e seu principal articulador, o experiente deputado estadual César Pires. Passados os primeiros momentos do lançamento, o pré-candidato do PSD se deu conta de que não estava disputando a Prefeitura de São Luís, mas o Governo do Maranhão, que reúne 217 prefeituras espalhadas num território de mais de 300 mil quilômetros quadrados. Sua marcha para o interior está sendo lenta, mantendo-o na faixa dos 10% de intenção de voto.

Lahesio Bonfim faz trajetória rigorosamente inversa. Montado numa trajetória de médico do interior, demais, elegeu-se e se reelegeu prefeito de São Pedro dos Crentes, sul do estado, 4,5 mil habitantes, quase todos evangélicos. Ele diz, e alguns confirmam, que fez ali uma gestão-modelo, cujos pontos principais serão a base da sua gestão no Governo do Estado, se eleito for. Bolsonarista assumido, enfrentou percalços na busca de um partido, mas encontrou no PSC, comandado pelo deputado federal Aluísio Mendes, um pouso seguro. Ganhou fama na região e se lançou candidato num movimento do interior para a Capital, onde, agora ciceroneado pelo experiente e respeitado vereador Gutemberg Araújo (PSB), tenta se mostrar um político preparado para governar “e mudar” o Maranhão. E foi com essa estratégia que saiu de 3%, atropelou Josimar de Maranhãozinho (PL) e agora ultrapassou Edivaldo Jr., alcançando 14% nas duas pesquisas Exata mais recentes. De espírito provocador, disparou contra o senador Weverton Rocha em entrevista recente: “É um político que não tem pudor com dinheiro público, e por isso o Flávio Dino não o escolheu”.

Se os números da pesquisa Exata traduzirem a realidade, Lahesio Bonfim começa, de fato, a se credenciar para disputar uma vaga num eventual segundo turno com o governador Carlos Brandão ou com o senador Weverton Rocha. Sua movimentação – esteve semana passada com empresários e visitou ontem o prefeito Eduardo Braide (sem partido) e ainda não posicionado da corrida aos Leões – parece muito mais intensa e abrangente. Por seu turno, Edivaldo Jr., que cumpre uma agenda no interior, que não tem produzido resultados, segundo mostram as pesquisas mais recentes, nas quais ele aparece estacionado numa faixa que vaio de nove a doze pontos percentuais. Ninguém duvida de que tem potencial para virar a mesa e seguir em frente, com mais ousadia e agressividade (no bom sentido).

Se gerou uma forte expectativa em relação ao embate que será travado pelo governador Carlos Brandão com o senador Weverton Rocha pela liderança da corrida, a pesquisa Exata trouxe a informação de que Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. terão de travar um confronto “de sair faísca”, como se dizia em outros tempos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa Exata criticada por não respeitar ausência e problema de saúde de Brandão

Carlos Brandão pode ter sido prejudicado na pesquisa Exata

Uma situação de natureza ética envolvendo a pesquisa Exata, divulgada na segunda-feira (13) chamou. Ela decorre do fato de o instituto haver saído a campo exatamente no momento em que o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, encontrava-se hospitalizado em São Paulo, e nessa condição, vítima de uma boataria frenética e quase insana sobre o seu real estado de saúde. Há quem diga que houve má fé, havendo também quem resuma tudo numa “infeliz” coincidência. Entre os que viram má fé no prosseguimento da pesquisa, há os que acham que a aplicação dos questionários poderia ter sido suspensa temporariamente, e caso já estivessem respondidos, deveriam ter sido guardados. Para eles, aconteceu exatamente o que não deveria ter acontecido.

Os críticos da pesquisa argumentam que na condição de licenciado, hospitalizado e submetido a duas cirurgias, o governador Carlos Brandão ficou em óbvia desvantagem, já que a boataria chegou a espalhar que ele não seria mais candidato e que dificilmente voltaria ao cargo. Tal contexto certamente contribuiu para que a tendência mostrada das últimas pesquisas, com estagnação de Weverton Rocha e crescimento de Carlos Brandão, sofresse uma reviravolta tão ostensiva. Ficou, de fato, no ar, uma nuvem densa de carência ética nesse episódio, que está dando o que falar nos bastidores e fora deles.

 

Em ação, Othelino Neto diz que tem agenda intensa no campo político

Othelino Neto entrevistado por Juraci Filho na TV Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) retomou com todo gás a sua própria pré-campanha para renovação do mandato parlamentar e como coordenador político da pré-campanha do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Essa disposição exibida por ele próprio ontem, em entrevista ao programa Bastidores, conduzido pelo jornalista Juraci Filho na TV Assembleia. Com os pés no chão e ciente dos desafios que tem pela frente, Othelino Neto revelou: “Estamos com uma agenda intensa e o ex-governador Flávio Dino tem conversado muito com a classe política. Agora, intensificamos o movimento de visita aos municípios, levando a sua pré-campanha e ajudando a compor não só um programa de governo para a pré-candidatura à reeleição do governador Carlos Brandão, mas, também, coletando informações para a sua pré-candidatura ao Senado”.

Conhecido pela sua capacidade de analisar cenários políticos aparentemente complicados, Othelino Neto observa que no Maranhão está se reproduzindo o desenho da conjuntura pré-eleitoral em curso no País:  “Para o nosso campo, estão vindo partidos e líderes alinhados, em sua maioria, à pré-candidatura do ex-presidente Lula. Isso sinaliza muito positivamente para nós. Afinal, somos avalistas desse projeto para o estado”.

Na mesma conversa, o presidente da Assembleia Legislativa anunciou a volta, depois de dois anos suspensa, da festança junina “Arraiá do Povo”, realizada no pátio do Palácio Manoel Beckman, organizada pelo Gedema, com o objetivo de valorizar a cultura maranhense e oferecer momentos de alegria e descontração a deputados, servidores e à comunidade em geral.

São Luís, 15 de Junho de 2022.

Exata: Weverton lidera corrida ao Governo com cinco pontos à frente de Brandão

 

Weverton Rocha lidera seguido de Carlos Brandão, Lahesio Bonfim e  Edivaldo Jr.. que estão na briga, o que não é o caso de Simplício Araújo,Hertz Dias e Enilton Rodrigues, que só fazem figuração 

Se a eleição para o Governo do Maranhão fosse agora, o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, com 29% das intenções de voto, e o governador Carlos Brandão, pré-candidato do PSB à reeleição, com 24%, seriam os escalados pelo eleitorado para disputar um segundo turno. Na segunda rodada, o pedetista Weverton Rocha seria eleito governador com 43% dos votos contra 37%. Foram esses os números encontrados pela pesquisa Exata, contratada pelo jornal O Imparcial e divulgada ontem. Na disputa do 1º turno, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim, pré-candidato do PSC, teria 14%, enquanto o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Jr., pré-candidato do PSD, sairia das urnas com 11%, seguido de Simplício Araújo (Solidariedade), com 2%, Hertz Dias (PSTU) com 1% e Enilton Rodrigues não pontuou. Nenhum/Branco/Nulo somaram 6% e Não Sabe/Não Respondeu, 13%. Em relação ao 2º turno, Nenhum/Branco/Nulo somaram 11% e Não Sabe/Não Respondeu, 9%. A pesquisa Exata ouviu 1451 eleitores nas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Grande São Luís, tem margem de erro de 3,28 pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA 04453-2022.

Levando-se em conta o fato de que o instituto Exata não divulgou o período em que os questionários foram aplicados e que, se a aplicação tiver ocorrido nas últimas semanas, as respostas podem ter sido influenciadas pela onda frenética de boatos sobre a saúde do governador Carlos Brandão, os números chamam a atenção pelo salto dado pelo pré-candidato pedetista Weverton Rocha. A pesquisa Exata anterior mostrou Weverton Rocha com 22% e Carlos Brandão com 21%. De acordo com instituto, ambos cresceram, tendo o pedetista aumentado sete pontos percentuais, e o governador, quatro. E com o diferencial de que a diferença pró-Weverton Rocha, que é de quatro pontos, supera os 3,28 a margem de erro. Ou seja, se os números estiverem corretos, a vantagem do pré-candidato pedetista é sólida.

O cenário mostrado pela pesquisa Exata, ainda que possa haver alguma deformação no levantamento, sobre a disputa pelo Palácio dos Leões, acendeu o alerta vermelho no QG do governador Carlos Brandão. Quem conhece pesquisa sabe que enquanto a diferença está dentro da margem de erro, o resultado real pode ser diferente, tanto para um quanto para outro pré-candidato. É verdade que não dá ainda uma informação, mas o fato é que, segundo o levantamento feito pelo Exata, o senador Weverton Rocha abre uma pequena, mas importante vantagem, obrigando o governador Carlos Brandão a planejar e executar uma reação capaz de reverter essa reviravolta o mais rapidamente possível. E levando em conta o fato de que os números devem estimular o pré-candidato do PDT a intensificar sua pré-campanha, que tem jeito de campanha.

Finalmente, outra surpresa da pesquisa Exata: Simplício Araújo dobrou seu cacife, saltando de 1% para 2%, mantendo sua vantagem sobre Hertz Dias (PSTU), este estacionado em 1%, e sobre Enilton Rodrigues, que pela segunda vez toma conhecimento de quer o eleitorado do Maranhão não quer conversa com o PSOL

Outro dado forte levantado pela pesquisa é a vantagem que o pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim (14%), tem sobre o pré-candidato do PSD, Edivaldo Jr. (11%). Ainda se dê na fronteira da margem de erro, a diferença mostra que Lahesio Bonfim, que apareceu com 12% na última pesquisa, cresceu dois pontos percentuais, enquanto Edivaldo Jr. teve os mesmos 11%, ou seja, estacionou nesse período. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes (4.651 habitantes), deixa para trás o ex-prefeito de São Luís (1.2 milhão de habitantes), impondo-lhe uma vantagem de três pontos percentuais, quase fora da margem de erro.

Finalmente, outra surpresa da pesquisa Exata: Simplício Araújo dobrou seu cacife, saltando de 1% para 2%, mantendo sua vantagem sobre Hertz Dias (PSTU), este estacionado em 1%, e sobre Enilton Rodrigues, que pela segunda vez toma conhecimento de quer o eleitorado do Maranhão não quer conversa com o PSOL.

Se a corrida ao Governo se encontrava numa situação de calmaria, essa pesquisa Exata trouxe pólvora o suficiente para transformá-la numa guerra pelo voto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino mantém ampla liderança na corrida ao Senado

Flávio Dino tem vantagem larga sobre Roberto Rocha

A pesquisa Exata confirmou a liderança folgada do ex-governador Flávio Dino (PSB) na disputa para o Senado da República, mas registrando queda em relação à pesquisa anterior. Flávio Dino tem a preferência de 51%, enquanto que o senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição, tem 26%. A corrida senatorial permanece rigorosamente polarizada, uma vez que nenhum dos demais candidatos tem mais do que cinco pontos percentuais de intenção de votos. Pastor Bel, terceiro colocado, apareceu com 5%, seguido de Paulo Romão (PT), que tem 2% – e cuja presença na pesquisa não faz sentido, uma vez que não há possibilidade de ele vir a ser candidato -, Saulo Arcangeli (PSTU), com 1% e que mais uma vez vai para o sacrifício, e Antônia Coriongo (PSOL), com 1%. A pesquisa para senador revela que neste item o eleitorado está posicionado, restando 7% que não votariam em nenhum, poderão votar em branco ou nulo, e 7% dos que não souberam ou não quiseram responder.

Mesmo aparecendo com sete pontos percentuais a menos do que na pesquisa Exata de maio, o ex-governador Flávio Dino é, de longe, a maior expressão política dessa eleição. Ele deixou um Governo de sete anos e meio bem organizado, com a máquina mais azeitada, com impressionante quantidade de realizações nas áreas da educação, da saúde, da segurança pública, na segurança alimentar, na infraestrutura urbana e viária, enfim algum não visto nas últimas décadas no Maranhão. Embalado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos grupos mais conservadores, o senador Roberto Rocha busca a reeleição vendendo o que conseguiu viabilizar durante sete amis e meio de mandato.

 

Weverton ganha apoio de Maura Jorge e se consolida como o candidato do bolsonarismo

Maura Jorge apoia Weverton Rocha

O senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, recebeu ontem o reforço da última base bolsonarista na seara municipalista, a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PL). Em entrevista à TV Mirante, ela confirmou o que já circulava como verdade no meio político e ganhou corpo à medida que os chefes bolsonaristas maranhenses, destacadamente o senador Roberto Rocha, chefe do PTB e pré-candidato à reeleição, e o deputado Josimar de Maranhãozinho, que comanda o PL, o Avante e tem forte influência sobre o Patriotas, foram se alinhando ao pré-candidato pedetista. Com o posicionamento público de Maura Jorge, cuja definição teria atendido a uma recomendação do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Weverton Rocha assume de vez a condição de candidato das forças bolsonaristas maranhenses, ainda que mantendo o discurso de que não tem qualquer compromisso de contrapartida em relação à disputa pelo Palácio do Planalto. Alguns intérpretes desse cenário, no entanto, duvidam dessa possibilidade, a começar pelo fato de que acordos político-eleitorais não existem com mão única e só funcionam com a regra universal segundo a qual uma mão lava outra.

São Luís, 14 de Junho de 2022.

Alckmin diz que Brandão “está ótimo, corado e bem disposto” e terá “merecida, justa e consagradora” reeleição

 

Geraldo Alckmin cumprimenta Carlos Brandão e diz que o governador “está ótimo” 

Geraldo Alckmin: Estou aqui com o governador do Maranhão, o amigo Carlos Brandão. Fiquei felicíssimo de vê-lo ótimo, corado, bem disposto. Daqui a pouquinho já está de volta ao Maranhão para continuar esse belíssimo Trabalho. E tenho certeza de que terá uma merecida, justa e consagradora reeleição. Para trabalhar, trabalhar muito em benefício da nossa população. Fico muito feliz, Carlos Brandão, de vê-lo ótimo aqui”.

Carlos Brandão: “É um prazer enorme estar recebendo o nosso futuro vice-presidente da República, meu amigo de longas data, e agora no mesmo partido, o PSB. Fico feliz porque suas palavras nos dão muita energia para que a gente possa continuar conduzindo esse estado com muita harmonia, com muita seriedade, e acima de tudo olhando para as pessoas que mais precisam. Portanto, hoje foi um dia muito importante, e eu não tenho dúvida de que sua presença aqui me carregou de energia. Dá uma vontade até de sair correndo para o Maranhão. Mas em breve estarei aí com vocês. Só estou concluindo a minha recuperação, e como vocês podem ver, estou muito bem. E a presença do nosso governador Geraldo Alckmin só fortalece a nossa aliança PSB/PT. Muito obrigado”.

Geraldo Alckmin: “E trago um abraço do nosso presidente Lula. Ele queria vir aqui te abraçar, mas está com Covid. Ele pediu para que eu transmitisse o seu abraço fraterno”.

Esse diálogo, gravado ontem no Hospital da Beneficência Portuguesa em vídeo durante visita que recebeu do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), pré-candidato a vice-presidente da República na chapa do ex-presidente Lula da Silva (PT), foi divulgado pela assessoria do governador Carlos Brandão (PSB), e mostra duas situações importantes no contexto vivido no momento pelo dirigente maranhense, que convalesce na capital paulista de duas pequenas cirurgias para a retirada de cistos nos rins. Primeira: Carlos Brandão emitiu todos os sinais de que está bem, recupera-se rapidamente e que começa a preparar a bagagem para embarcar de volta ao Maranhão. Segunda: pré-candidato à reeleição, Carlos Brandão tem apoio firme e entusiasmado de Geraldo Alckmin, que é a voz mais influente dada aliança PT/PSB depois do próprio ex-presidente Lula da Silva, como sinaliza com clareza o tom das suas declarações.

Ambas as situações mostradas no vídeo terão impacto importante na corrida ao Palácio dos Leões. Primeiro porque quebra de vez a maldosa e criminosa onda de boatos disseminada no interior do Maranhão colocando em dúvida a saúde do governador Carlos Brandão, chegando mesmo a induzir as pessoas a duvidar da manutenção da sua candidatura, intensificada depois que ele, por causa de um segundo procedimento cirúrgico, pediu mais dez dias de licença. O vídeo mostra que o governador se encontra num rápido e saudável processo de recuperação e está praticamente em forma. As observações de Geraldo Alckmin, que é um médico experiente e sincero, sobre o seu estado de saúde, avalizam as imagens e a desenvoltura do governador do Maranhão, avisando que logo estará de volta a corrida às urnas.

A segunda situação reveladora do vídeo mostra que, ao contrário do que tentavam fazer crer as vozes subterrâneas que tentaram agravar o seu quadro de saúde, o governador Carlos Brandão, assim como o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, encontra-se plenamente inserido no contexto da aliança PT/PSB. A visita e as declarações de Geraldo Alckmin reforçam a convicção de que, assim como a vitória da chapa Lula/Alckmin para o comando do País, a que reúne o socialista Carlos Brandão e o petista Felipe Camarão para o Governo do Maranhão é um projeto prioritário. Isso fica evidente quando um entusiasmado Geraldo Alckmin aposta numa reeleição “merecida, justa e consagradora” de Carlos Brandão.

O registro da visita de Geraldo Alckmin a Carlos Brandão desembarcou como um dado novo na corrida ao Palácio dos Leões, que se encontrava em banho Maria, mas que certamente voltará a ganhar intensidade nos próximos dias, obrigando os pré-candidatos Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Jr. (PSB), Lahesio Bonfim (PSC), Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) a ajustarem seus ritmos em direção às urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão e Alckmin têm longa história de amizade e identidade política

As manifestações de apoio do ex-governador paulista Geraldo Alckmin ao governador Carlos Brandão não foram apenas um gesto de pragmatismo relacionado com a condição dele de pré-candidato à reeleição numa aliança com o PT em que os dois pertencem ao PSB. Elas são também frutos de uma relação de muitos anos, quando os dois conviveram como membros do PSDB. Carlos Brandão exerceu dois mandatos consecutivos de deputado federal (2007/2010-2011/2014) e quase um mandato de vice-governador (2015/2018). Essa relação durou mais de uma década, tempo em que Geraldo Alckmin foi três vezes governador de São Paulo, contando algumas vezes com o apoio do deputado federal Carlos Brandão para a solução de problemas graves de São Paulo cujas soluções naquele momento dependeram do apoio da bancada do PSDB na Câmara Federal. Ambos se afastaram quando, por pressão da cúpula nacional dos tucanos, ele teve de repassar o comando do ninho maranhense ao então senador Roberto Rocha, que disputou o Palácio dos Leões em 2018 pelo PSDB. Os dois se reencontraram agora no PSB, sendo Geraldo Alckmin como vice na chapa presidencial de Lula da Silva, e Carlos Brandão como candidato à reeleição de governador.

 

Licenciado da presidência do parlamento, Othelino Neto retoma agenda de pré-campanha em São Bento

Othelino Neto junto com Ana Paula Lobato e acompanhado de Rubens Jr. é aclamado por partidários de Luizinho Barros 

De volta ao Maranhão desde sexta-feira (10), lastreado judicialmente pelo direito de não assumir a presidência da Assembleia Legislativa durante a ausência do governador Carlos Brandão, o presidente licenciado do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), retomou sua agenda política de pré-campanha participando de um concorrido evento pré-eleitoral em São Bento, no sábado (11), organizado pelo ex-prefeito do município Luizinho Barros. Acompanhado da esposa Ana Paula Lobato (PSB), vice-prefeita de Pinheiro, e do deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), Othelino Neto foi aclamado no evento, situação reveladora do seu poder de fogo eleitoral na Baixada Maranhense.

Além da sua própria campanha à reeleição para a Assembleia Legislativa, que os observadores mais experientes enxergam como assegurada, dado o seu leque de aliança nas diferenças regiões do estado, Othelino Neto tem agendas diferenciadas. Começa com o fato de ser ele o presidente titular do parlamento estadual, função que reassumirá – está sendo substituído interinamente pelo deputado Glalbert Cutrim (PDT), 1º vice-presidente – tão logo o governador Carlos Brandão reassuma o comando do Poder Executivo. E no campo político, assumiu a coordenação política da pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado, o que o tem levado a contatos em todos recantos do Maranhão, e inserindo-o com mais abrangência no contexto político do Maranhão.

Não bastassem esses compromissos, o presidente licenciado da Assembleia Legislativa trabalha para fortalecer a candidatura de Ana Paula Lobato à 1ª suplência de senadora na chapa do ex-governador Flávio Dino, e pelo fortalecimento do PCdoB, partido no qual decidiu permanecer.

São Luís, 13 de Junho de 2022.

Brandão tem mais dez dias; Poderes, sob comandos interinos, encontram-se funcionando sem crise

 

Carlos Brandão renova licença e Paulo Velten, Glaubert Cutrim e Ricardo Duailibe continuam interinamente nos comandos do Executivo, Legislativo e Judiciário

O governador Carlos Brandão (PSB) vai permanecer por mais dez dias em São Paulo, convalescendo de duas intervenções cirúrgicas para a retirada de cistos nos rins. Com a nova licença, o desembargador, presidente do Poder Judiciário, Paulo Velten continuará à frente do Poder Executivo, e o presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), também amplia pelo mesmo período, sua licença do cargo, para evitar a inelegibilidade. Carlos Brandão já está afastado do cargo há mais de três semanas e só deve retornar ao comando do Governo do Estado após um mês, situação causada pela não prevista necessidade de submeter-se a uma “cirurgia preventiva”, como ele próprio definiu. Nenhum problema até aqui. Todos estão fazendo a sua parte, rigorosamente dentro das regras, assegurando que a máquina pública estadual maranhense se mantenha em pleno funcionamento, o que demonstra, antes de qualquer coisa, plena consciência institucional e cívica dos agentes públicos envolvidos nesse contexto.

O desembargador Paulo Velten se encaixou perfeitamente na condição de governador interino, detentor de plenos poderes, mas se movendo por um senso de medida que não lhe permite ultrapassar limites que ele certamente impôs a si próprio. Está no comando, cumpre agenda de despachos e toma decisões amadurecidas por consultas a assessores e secretários, em especial Sebastião Madeira (Casa Civil), José Reinaldo Tavares (Governo) e Luís Fernando Silva (Planejamento). Tem procurado se informar sobre as ações e os problemas do Governo, objetivando dar a colaboração possível, no alcance dos seus conhecimentos. Seus procedimentos até agora sinalizam com clareza que, na ausência do governador titular, que sabe como poucos o que é interinidade, o Poder Executivo do Maranhão encontra-se em mãos firmes, competentes e confiáveis.

A segurança passada pelo governador interino Paulo Velten tem feito com que o governador licenciado Carlos Brandão, mesmo com o desconforto de encontrar-se numa cama de hospital, enfrentando um pós-cirúrgico, se anime a realizar videoconferências com sua equipe, para se informar sobre o andamento dos compromissos do Governo e para dar orientações. Uma delas aconteceu ontem à tarde, quando Carlos Brandão conversou com sua equipe. Tudo num clima de perfeito entendimento numa situação em que o país está vivendo os primeiros momentos de uma disputa eleitoral que prenuncia fortes tensões no plano nacional, principalmente por causa da fantasia trumpiana do presidente Jair Bolsonaro (PL), que ameaça golpear a democracia se sair das urnas derrotado, como está sendo desenhado.

Esse momento de comando temporário que os Poderes do Maranhão estão vivendo colocou a disputa pelo Palácio dos Leões em marcha lenta, mas não o suficiente para interromper a corrida. Na ausência do governador Carlos Brandão, seus aliados, liderados pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, tentam intensificar a consolidação da base de apoio, conversando com prefeitos, lideranças da sociedade civil, objetivando ampliar a vantagem do governador mostrada na última pesquisa, divulgada há mais de um mês. Enquanto isso, o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Governo e principal adversário do governador Carlos Brandão até aqui, tem aproveitado o momento para recarregar as baterias, reforçar o seu time de aliados e intensificar a pré-campanha em todo o estado. Os dois pré-candidatos intermediários, Edivaldo Jr. (PSD) e Lahesio Bonfim (PSC), intensificam sua guerra particular para ver quem chegará em Weverton Rocha.

Apesar dos gigantescos problemas que ainda enfrenta no campo social e dos desafios econômicos e políticos que se anunciam – os quais, vale lembrar, foram fortemente atacados no Governo Flávio Dino -, o Maranhão vive um momento de interinidade sem qualquer traço de crise. Comandados por chefes temporários – o desembargador Paulo Velten no comando do Executivo, o desembargador Ricardo Duailibe como presidente interino do Poder Judiciário, e o deputado Glaubert Cutrim como presidente temporário do Poder Legislativo – os Poderes maranhenses encontram-se independentes, mas harmonizados, como manda a Constituição do Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto renova licença, retorna ao Maranhão e diz que sua recusa a assumir o Governo é causa justa

Othelino Neto: recusa por causa justa

Tão logo foi informado, ontem, da prorrogação, por dez dias, da licença do governador licenciado Carlos Brandão (PSB), por orientação médica, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), comunicou à Casa e ao governador interino Paulo Velten, por ofício, sua “escusa temporária por justa causa legítima”, ou seja, sua decisão de não reassumir a presidências do Poder Legislativo e, por desdobramento, não ser investido no cargo de governador interino. No mesmo ofício, Othelino Neto comunica que se encontra de volta ao território maranhense, amparado por jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que admite a “escusa temporária por justa causa legítima”.

A situação do presidente licenciado da Assembleia Legislativa é simples: no atual momento institucional do Maranhão, em que o governador Flávio Dino (PSB) renunciou e o seu vice, Carlos Brandão (PSB) assumiu, o chefe do Poder Legislativo passou automaticamente a ser o substituto legal do governador. Só que a legislação reza também que se o presidente do Poder Legislativo assumir a chefia do Poder Executivo dentro dos seis meses que antecedem as eleições, estará automaticamente inelegível para qualquer outro cargo, exceto para o de governador. Othelino Neto é pré-candidato à reeleição de deputado estadual. Para ele, portanto, não faz sentido assumir o Governo por alguns dias e interromper abruptamente sua carreira, a começar pelo fato de que não será candidato a governador e trabalha com a possibilidade real de reeleição para a Assembleia Legislativa.

Sua bem fundamentada “escusa temporária por justa causa legítima” deve lhe assegurar o direito de permanecer em território maranhense, licenciado da presidência do Poder Legislativo, sem ser obrigado a assumir o comando do Poder Executivo, que continua a ser exercido interinamente pelo presidente do Poder Judiciário, desembargador Paulo Velten, até o retorno do governador titular Carlos Brandão.

 

Gutemberg Araújo abraça projeto de candidatura de Lahesio Bonfim

Gutemberg Araújo abraça candidatura de Lahesio Bonfim

O vereador Gutemberg Araújo (PSC), que foi durante muitos anos uma referência dos tucanos na política de São Luís, decidiu abraçar a pré-candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC) ao Governo do Estado, tanto que o levou para uma conversa com empresários da Capital, na quarta-feira. Médico conceituado, Gutemberg Araújo entrou na política ainda nos anos 90, pelas mãos do então senador João Castelo, aliado a quem construiu uma sólida carreira na Câmara Municipal de São Luís. Reeleito pela quinta vez em 2020, tentou coroar a carreira com a presidência do legislativo municipal, tendo inclusive recebido o apoio declarado do prefeito Eduardo Braide (sem partido). Sua candidatura não resistiu ao furacão chamado Paulo Victor (PCdoB), e ele preferiu renunciar à candidatura para não passar pelo vexame de uma derrota. Saiu do processo ileso e mantendo a imagem de político respeitável. Ao abraçar a pré-candidatura de Lahesio Bonfim, médico como ele, o vereador Gutemberg Araújo entra num jogo importante como agente do seu partido atuando em favor do nome da legenda na disputa, mas sem o risco de derrota pessoal, já que não é candidato nessas eleições.

São Luís, 11 de Junho de 2022.

PSDB confirma candidatura de Simone Tebet (MDB) e Roseana e José Sarney terão de apoiá-la

 

Simone Tebet: confirmada candidata e já com o apoio de Eliziane Gama, aguarda o de Roseana e José Sarney

O PSDB confirmou ontem o seu apoio à candidatura da senadora mato-grossense Simone Tebet à presidência da República, consolidando a aliança com o MDB e o Cidadania. A decisão, anunciada no início da noite, em Brasília, deu forma definitiva à chamada “terceira via”, um projeto destinado a quebrar a polarização entre as candidaturas do ex-presidente Lula da Silva (PT) com a do presidente Jair Bolsonaro (PL). E como está cristalizado na pauta política, a decisão terá forte repercussão no Maranhão, começando pela posição que a ex-governadora Roseana Sarney, que preside o MDB estadual, e o ex-presidente José Sarney, presidente de honra nacional do partido, que vinham numa clara inclinação no sentido de apoiar o ex-presidente Lula da Silva. Com a definição dos três partidos aliados pela senadora Simone Tebet, Roseana Sarney e José Sarney não terão outro caminho que não de apoiar a candidata emedebista. A definição envolve também outras forças políticas maranhenses, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania), e o marido dela, Inácio Melo, que controla o braço maranhense do PSDB, que terão de se alinhar ao importante projeto de Simone Tebet na corrida presidencial. Além disso, outros casos, como o do senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, terão de se posicionar em definitivo em relação à disputa pelo Palácio do Planalto.

Muito ligados ao ex-presidente Lula da Silva, com quem estiveram alinhados entre 2002 e 2016, período em que participaram unidos de quatro eleições no Maranhão, e só se afastando com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, Roseana Sarney e José Sarney tinham a candidatura do petista como caminho quase natural se o MDB não tivesse um projeto de candidatura presidencial. A decisão de ontem muda tudo, deixando para os líderes emedebistas maranhenses apenas dois caminhos: apoiar a candidatura da senadora mato-grossense ou se afastar do MDB, que não aceitará qualquer tipo de dissidência. A expectativa é que Roseana e José Sarney declarem apoio a Simone Tebet no primeiro turno, e se ela não chegar ao segundo e a disputa final for entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro, eles apoiarão o petista. Roseana Sarney deve se manifestar a qualquer momento sobre a decisão do partido. Nesse contexto, aguarda-se também a posição dos deputados federais emedebistas João Marcelo e Hildo Rocha, que ainda não se posicionaram claramente na corrida presidencial.

Avalista de primeira hora da aliança PMDB/PSDB/Cidadania, a senadora Eliziane Gama está fechada com o projeto presidencial de Simone Tebet. Além da aliança partidária, com a qual concordou desde o início, tendo sido inclusive lembrada para a vaga de vice pelo ex-governador de São Paulo João Doria, quando ele ainda se mantinha firme como pré-candidato do PSDB, Eliziane Gama tem motivos a mais para apoiar a colega mato-grossense. Elas têm forte afinidade política, cultivam fortes laços de amizade e atuam em sintonia no Senado em relação a matérias que envolvem a questão da mulher. Foi um esforço envolvendo as duas que resultou na criação da chamada “bancada feminina” no Senado, com forte atuação das senadoras, em espacial Eliziane Gama e Simone Tebet, por exemplo, na CPI da Covid. Não há qualquer dúvida quanto ao apoio da senadora maranhense à colega mato-grossense.

A decisão do PSDB, que definiu a aliança e a candidatura de Simone Tebet, coloca automaticamente o ninho dos tucanos maranhenses na base da candidata emedebista. Um dado reforça ainda mais essa tendência: o PSDB do Maranhão encontra-se atualmente sob o comando do empresário Inácio Melo, pré-candidato a deputado estadual. Ele ganhou o controle do partido dentro desse acordão dos tucanos com o MDB e o Cidadania, depois que o PSDB do Maranhão esteve na área de influência do governador Carlos Brandão, que o deixou para ingressar no PSB. Não há qualquer dúvida de que o comando do ninho no Maranhão abraçará a candidatura de Simone Tebet, numa dobradinha com Cidadania e, provavelmente, com o MDB.

No que diz respeito aos braços maranhenses do MDB, do PSDB e do Cidadania, Simone Tebet está consolidada.

Em Tempo: a relação que liga os Sarney a Lula da Silva está registra na edição de ontem desta Coluna.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Posição de Braide gera expectativa na corrida aos Leões

Eduardo Braide 

O prefeito de São Luís Eduardo Braide (sem partido) já decidiu e anunciou que apoiará o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha (PTB). A decisão não surpreendeu, uma vez que já era esperada por conta das diferenças políticas e posições pessoais que o levaram a romper como o então governador Flávio Dino (PSB) em 2016. A expectativa agora é quanto a sua posição na disputa para o Governo do Estado, que o prefeito deve anunciar em pouco tempo.

Se a lógica funcionar nesse caso, ela indica que ele se posicionará com o senador Weverton Rocha (PDT), que o apoiou no segundo turno da disputa pela prefeitura em 2020. Além desse motivo, Eduardo Braide mantém diferenças com o governador Carlos Brandão (PSB), que apoiou o deputado estadual Duarte Jr. (PSB) contra ele em 2020. Dificilmente dará seu apoio ao ex-prefeito Edivaldo Jr. (PSD), em quem enxerga um forte concorrente na disputa de 2024, quando certamente concorrerá à reeleição. E é improvável que use sua força política apoiando a candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC).

A política, em especial as disputas eleitorais, no entanto, costumam guardar nuanças que só se revelam em momentos de decisão, o que faz com que o óbvio não prevaleça. Vale aguardar a manifestação do prefeito de São Luís.

 

Depois do bote em Weverton, Maranhãozinho dá sinais de que quer continuar na esfera federal

Josimar de Maranhãozinho pode manter Detinha na Assembleia Legislativa

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) faz zoada se anunciando pré-candidato a governador, disse que não queria mais fazer parte da bancada do Maranhão no Congresso Nacional, lançou sua mulher, a deputada estadual Detinha (PL) para substitui-lo na Câmara Federal, e chegou a dizer-se inclinado a voltar para a Assembleia Legislativa, onde chegou como campeão de votos em 2014.

Sua estratégia era “vender” o apoio de 40 prefeitos e emplacar um dos seus numa chapa majoritária. Tentou com o governador Carlos Brandão e não deu certo. E como Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim estão fora do seu “radar”, ele encontrou no senador Weverton Rocha (PDT) o candidato ideal para dar o bote. Não conversaram muito, e o resultado é conhecido: Weverton Rocha ganhou o deputado estadual Hélio Soares (PL), que individualmente pouco acrescenta política e eleitoralmente à chapa do pedetista, já que nessa seara “todo poder emana” do chefão do PL e do bolsonarismo no Maranhão.

Agora, Josimar de Maranhãozinho, com o rosto fortemente empoado por muitos gramas de maquiagem, aparece em anúncios televisivos do PL dando a entender que repensou tudo e será candidato à reeleição de deputado federal, atuando no enriquecedor mundo do orçamento secreto.

São Luís, 10 de Junho de 2022.