Declarações de Dória selam rompimento do PSDB com Dino e confirmam candidatura de Rocha

 

João Dória não vê PSDB junto com PCdoB e PT no Maranhão
João Dória não vê PSDB junto com PCdoB e PT no Maranhão e elogia candidatura de Roberto Rocha

O braço maranhense do PSDB não vai mesmo participar da aliança liderada pelo PCdoB; vai, sim, participar da corrida às urnas com candidato próprio ao Governo do Estado, o senador Roberto Rocha. Isso significa dizer que o PSDB do Maranhão não será comandado pelo vice-governador Carlos Brandão, mas pelo senador Roberto Rocha e pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira. Esse cenário, que já estava desenhado, foi confirmado ontem por ninguém menos que o prefeito de São Paulo, João Dória, hoje uma das vozes mais influentes do tucanato nacional, durante visita a São Luís. Ele foi claro e taxativo ao afirmar que o PSDB rompeu com a linha de centro-esquerda para assumir em definitivo o liberalismo, que é a sua verdadeira identidade. João Dória revelou que vem acompanhando a situação do PSDB no Maranhão e disse que não vê o partido caminhando com PCdoB e PT.

“Eu estou acompanhando, evidentemente eu não quero aqui emitir opiniões, nem influenciar decisões do PSDB ou da política maranhense. Aqui nós temos gente de estatura, de conhecimento, de vida, de biografia e eu respeito muito, mas eu não vejo o PSDB caminhando aqui com esquerda, com o Partido Comunista do Brasil, com o PT. Não estou desrespeitando o pensamento da esquerda, da extrema esquerda, mas esse não é o sentimento do PSDB”, disse o prefeito paulistano em entrevista ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, comandado pelo radialista Roberto Fernandes, e, mais tarde, no escritório político do senador Roberto Rocha.

As declarações do prefeito João Dória sepultaram de vez a possibilidade de o vice-governador Carlos Brandão retomar p comando do ninho dos tucanos no Maranhão e alinhá-lo novamente às forças comandadas pelo governador Flávio Dino. Pelo João Dória expôs, o PSDB vai tentar construir uma aliança partidária que dê suporte à candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Estado e abra caminho para o candidato presidencial do partido, que deve ser o governador paulista Geraldo Alckmin, no Maranhão.  “Eu tenho certeza que o senador Roberto Rocha e outras grandes lideranças do PSDB saberão compreender isso, interpretar isso, como, aliás, tem feito e acredito que uma boa frente, uma frente ampla no Maranhão possa defender essa posição e juntos marchar para oferecer uma condição e opções melhores para o estado do Maranhão”, assinalou, eliminando qualquer possibilidade de manter os tucanos na esfera das forças lideradas pelo governador Flávio Dino.

No escritório político de Roberto Rocha – de acordo com o alentado registro feito pelo sempre bem informado jornalista Aquiles Emir -, a mais nova estrela do tucanato nacional fez um discurso mais partidário, dirigido à militância, com o objetivo de injetar gás e embalar o projeto eleitoral do senador, lembrando que começou sai campanha em São Paulo com 2% das intenções de voto, concorrendo o prefeito Fernando Haddad (PT), duas ex-prefeitas, Marta Suplicy (PMDB) e Luiza Erundina (PSB) e o deputado federal mais votado do Brasil, Celso Russomano (PR), e venceu a eleição no primeiro turno com 53% dos votos. E deu a Roberto Rocha a receita para ganhar a opinião pública: “Falar a verdade, olhando no olho do eleitor”.

Diante desses fatos, ninguém duvida que o vice-governador Carlos Brandão não terá outro caminho que não de migrar para outro partido, mas cobrando um preço: a companhia de pelo menos 15 dos 29 prefeitos eleitos pelo partido em 2016. É claro que o tucanato não aceitará passivamente essa forte desidratação e deve reagir para manter os prefeitos no partido. Só que nessa peleja o peso do Palácio dos Leões deve assegurar a migração desses mandatários para partidos que integram a aliança governista, principalmente para o PDT, PSB e PTB. Essa configuração político-partidária só começará a ser desenhada após a convenção nacional do PSDB, no dia 09, com a entronização de Geraldo Alckmin no comando do tucanato e a tomada de medidas formais para definir o futuro do partido no Maranhão.

O porvir no ninho maranhense foi antecipado pelo prefeito João Dória, e suas declarações foram cuidadosamente anotadas pelo no Palácio dos Leões e no Palácio Henrique de la Rocque.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Michel Temer promete a prefeitos e senadores sancionar a MP dos royalties da mineração

Michel Temer posa com senadores e prefeitos em audiência no Palácio do Planalto
Michel Temer posa com senadores e prefeitos em audiência no Palácio do Planalto

Os municípios maranhenses afetados pelo transporte de minério de ferro, cujas populações sofrem graves consequências por respirarem o “pó de ferro”, serão beneficiados com uma fatia dos royalties gerados pela comercialização do metal. A garantia foi dada aos prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM) e aos senadores Edison Lobão (PMDB), João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSDB), na tarde de quarta-feira, no Palácio do Planalto, pelo presidente Michel Temer (PMDB). Ele comunicou ao grupo que vai sancionar a Medida Provisória  789/2017, tão logo ela seja transformada em lei pelas Casas do Congresso Nacional. A medida alcançará todos os municípios brasileiros afetados pelo transporte de minério de ferro. Participaram da reunião com o presidente da República os senadores Aécio neves (PSDB) e Antônio Anastasia (PSDB), representando os muitos municípios de Minas Gerais atingidos pelo problema, e Flexa Ribeiro (PSDB), em nome dos municípios do Pará, além dos deputados Hildo Rocha (PMDB) e Deoclídes Macedo (PDT).  A presidente do CIM, prefeita Karla Batista (PSDB), de Vila Nova dos Martírios declarou que o presidente Michel temer “confessou que estava sofrendo pressão das mineradoras para vetar a MP, mas que, atendendo ao nosso pedido, ele vai sancionar a Medida Provisória. Nós, prefeitos, conversamos com ele e explicamos a necessidade e a importância da MP 789 para os nossos municípios. Então, ele ficou sensibilizado quando ouviu os senadores e os prefeitos e decidiu enfrentar as pressões e sancionar a Lei que resultar da aprovação da MP 789/2017 pelo Congresso Nacional. Antes de chegar ao Senado, o grupo esteve na Câmara Federal, onde, acompanhado pelos deputados federais André Fufuca (PP), Weverton Rocha (PDT), Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e Juscelino Filho (DEM), foi recebido pelo presidente Rodrigo Maia (DEM), que prometeu colocar o projeto em pauta e pedir apoio para sua aprovação.

Liderada pela presidente do CIM, Karla Batista, a comitiva foi formada pelos prefeitos Sydnei Pereira (Anajatuba), Djalma Melo (Arari), Fernando Coelho (Bom Jesus das Selvas), José Gomes (Buriticupu), José Almeida de Sousa (Igarapé do Meio), Miguel Lauande (Itapecuru Mirim), Eduardo Belford (Miranda do Norte), Henrique Salgado (Pindaré Mirim), Vianey Bringel (Santa Inês), Adão Carneiro (São Francisco do Brejão), Gilsimar Ferreira Pereira (São Pedro da Água Branca), Vildimar Ricardo (Tufilândia), Didima Coelho (Vitória do Mearim) e Eliel Muniz Maciel (vice-prefeito Tufilândia).

 

Edivaldo Holanda será confirmado líder máximo do PTC no Maranhão

Edivaldo Holanda: único representante e líder máximo do PTC
Edivaldo Holanda: único representante e líder máximo do PTC no Maranhão

O deputado estadual Edivaldo Holanda será confirmado hoje como líder inconteste do Partido Trabalhista Cristão (PTC) no Maranhão. A confirmação será feita em convenção a ser realizada à tarde, no Hotel Abville, no São Francisco. Agremiação modesta, que tem apenas um deputado estadual e alguns vereadores no Maranhão, o PTC integra o grupo de partidos de viés religioso que formam a grande “bancada evangélica” no Congresso Nacional. Hoje bem menos importante, o PTC fez história no Maranhão. Primeiro porque seu único deputado federal eleito em todo o País, em 2006, foi Edivaldo Holanda Jr.; depois, em 2012, o deputado federal Edivaldo Jr. foi eleito o único prefeito do PTC em todo o País, o que o tornou uma celebridade também por esse dado. O PTC, porém, não conseguiu “segurar” o prefeito de São Luís, que por uma forte conveniência politica, viu-se obrigado a migrar para o PDT, por conta das eleições de 2016. Edivaldo Jr. saiu, mas deixou o pai, Edivaldo Holanda, eleito deputado estadual em 2014 depois de vários anos afastado, no comando do partido, transformando-o numa espécie de reserva partidária para o caso de alguma necessidade extrema. Até lá, o PTC no Maranhão continuará comandado pelo deputado Edivaldo Holanda.

 

São Luís, 30 de Novembro de 2017.

Programa mostrou que PMDB está vivo e que Michel Temer pode turbinar candidatura de Roseana Sarney

 

Michel Temer pode embalar Roseana Sarney e criar dificuldades para Flávio Dino
Michel Temer pode embalar Roseana Sarney e criar dificuldades para Flávio Dino, o favorito na disputa

Quem imaginava que o velho PMDB estava desidratado e quase morto, depois de ser o alvo maior da Operação Lava Jato e outras ações contra a corrupção na máquina pública, surpreendeu-se com o programa do partido levado ao ar na TV, em horário nobre, na noite de terça-feira. Na peça – muito bem concebida, diga-se de passagem -, o PMDB foi apresentado como a maior força política do Brasil, e como o partido que reúne as condições para enfrentar a crise e tirar o País do buraco. O programa centrou fogo nas acusações ao presidente Michel Temer, que foi apresentado como vítima de bandidos políticos e corruptos que não querem o País pacificado e avançando no desenvolvimento. E mostrou que o Governo Michel Temer estancou a recessão, domou a inflação, retomou a curva do crescimento e da geração de emprego, e assumiu o desafio de fazer reformas que outros governos não tiveram a coragem de fazer, como a do Ensino Médio e a Trabalhista, tendo também deflagrado a da Previdência, bem mais raquítica do que o projeto original, mas que pode ser aprovada ainda neste ano.

O PMDB do programa em nada pareceu com o PMDB de Eduardo Cunha, de Sérgio Cabral, de Renan Calheiros. Foi apresentado como o do seu atual presidente, o controvertido senador roraimense Romero Jucá, mas também como o partido de Marta Suplicy, oriunda de um dos lados bons do PT, ou seja, um partido sem maiores problemas, profissional e com uma carga de experiência sem igual, com faro apurado pelo poder e demonstrando que sabe o que pode fazer para continuar dando as cartas no Planalto Central. E por isso mesmo mandou um recado direto para quem interessar possa: o presidente Michel Temer não será candidato à reeleição, mas deve chegar ao segundo semestre de 2018 em paz com a opinião pública, com a economia em aceleração e com cacife para influenciar fortemente na disputa eleitoral, isso se o partido não decidir lançar um candidato para  desarrumar os projetos de poder de tucanos e petistas. E deve jogar pesado para turbinar seus candidatos a governos estaduais.

É nas turbinas do PMDB do presidente Michel Temer que o braço maranhense do partido  tentará voltar ao poder com a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney ao Governo do Estado. A cúpula do Grupo, a começar pelo ex-presidente José Sarney – o maior entusiasta do projeto -, tem noção clara de que tem pela frente uma candidatura sólida, forte e muito difícil de derrotar, a do governador Flávio Dino (PCdoB), que realiza um Governo com equilíbrio financeiro, responsabilidade fiscal e excelência administrativa. Os líderes sarneysistas sabem que a sobrevivência do Grupo depende do resultado das urnas, e por isso mesmo buscará todos os instrumentos que o PMDB apresentado no programa de terça-feira puder agregar no esforço político e eleitoral de voltar ao comando do Estado.

Nos bastidores do Grupo Sarney, há quem diga o programa do PMDB funciona como uma espécie de senha para que as forças do partido nos estados se movimentem no sentido de se preparar para a guerra eleitoral que esta a caminho. Há também quem jure de pés juntos que, quando anunciou disposição para encarar uma disputa direta com o governador Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney já havia recebido o aval do presidente Michel Temer e dos caciques pemedebistas para viabilizar sua candidatura. A pemedebista atuou nos bastidores da Câmara Federal para arquivar temporariamente as duas denúncias contra o presidente, que teve também o ex-presidente José Sarney como o mais importante aliado e conselheiro político do presidente nos momentos mais complicados enfrentados pelo mandatário pemedebista.

O programa do PMDB deve também funcionar como um recado direto ao governador Flávio Dino, alertando-o no sentido de que se prepare para enfrentar a artilharia pesada que o Grupo Sarney disparará na sua direção com o aval e o estímulo do Palácio do Planalto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lobão cumpre compromisso com a Famem e CCJ do Senado aprova aumento para FPM

Cleomar Tema e Edison Lobão na reunião da semana passada
Cleomar Tema e Edison Lobão na reunião da semana passada na CCJ do Senado

Os mais de cinco mil municípios brasileiros poderão aliviar um pouco o sufoco financeiro a partir de setembro do ano que vem. A boa nova não é ainda fato consumado, mas ganhou impulso decisivo ontem, quando a Comissão de Constituição e Justiça do Senado deu seu aval, em decisão unânime, à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Nº 29/17, que aumenta em 1% o valor dos repasses constitucionais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com a aprovação, o bolo de recursos do FPM dividido entre as prefeituras maranhenses aumentará em R$ 157 milhões.

O impulso crucial a andamento da PEC 29/17 com sua aprovação perla CCJ do Senado foi dado graças a dois maranhenses: o senador Edison Lobão (PMDB), que preside a CCJ, e o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Cleomar Tema Cunha (PSB), prefeito de Tuntum, que atuou como o principal porta-voz da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) nas negociações que levaram à colocação da matéria na pauta da Comissão. Na semana passada, durante o movimento dos prefeitos em busca de recursos em Brasília, Tema Cunha teve atuação decidida na negociação que levou o senador Edison Lobão a decidir colocar o projeto em pauta.

A PEC 29/17 tem ainda um longo caminho a percorrer, mas deve fazê-lo sem maiores problemas devido ao aval da CCJ. Primeiro será votada pelo plenário Senado, onde deverá ser aprovada sem maiores dificuldades, segundo a previsão do senador Edison Lobão. Depois, seguirá para a Câmara Federal, onde também deverá ser aprovada por esmagadora maioria, conforme a expectativa do presidente da Famem, que acompanhou a votação em Brasília.

 

Agora “vidraça”, Dutra reclama da ação de promotora que pediu sua condenação

Domingos Dutra: desconforto com a condição de "vidraça"
Domingos Dutra: anos de “pedra”  e desconforto com a condição de “vidraça”

O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), reagiu de maneira inflamada à iniciativa do Ministério Público de pedir que ele seja punido, por improbidade  administrativa, por não estar cumprindo integralmente a Lei da Transparência. Diante da repercussão da ação movida pela promotora Gabriela Brandão, Domingos Dutra reagiu com indignação, alegando que a divulgação do pedido da promotora funcionou como “uma condenação antecipada”. No seu entendimento, a divulgação da ação da promotora Gabriela Brandão “contribuiu para que oportunistas e adversários políticos aproveitassem para fazer uma condenação antecipada, sem direito a defesa”. Ele informou que o Portal da Transparência da Prefeitura de Paço do Luminar, ao contrário do que alega a acusação, “vem sendo aperfeiçoado de acordo com a Lei de Acesso à Informação”, o que tornaria a ação sem sentido.

Esteja ou não sendo injustiçado pelo Ministério Público – isso será demonstrado cedo ou tarde -, o prefeito de Paço do Lumiar tem todo o direito de contestar a acusação da promotora Gabriela Brandão. Mas soa estranho que Domingos Dutra, durante anos e anos um oposicionista implacável, que não dava aos adversários qualquer chance de defesa, ainda não tenha aprendido a conviver com a desconfortável condição de “vidraça”. Quando parlamentar de oposição, o hoje prefeito de Paço do Lumiar usou ao extremo sua imunidade parlamentar para chicotear verbalmente seus adversários, provavelmente não levando em conta a possibilidade de um dia encontrar-se no lugar deles.

Pelo seu histórico, todo ele sustentado no discurso da lisura, da coerência e do respeito à coisa pública, é improvável que o prefeito Domingos Dutra tenha cometido algum ato de improbidade que valha um pedido de condenação. Ao mesmo tempo, é difícil aceitar que uma promotora tenha tornado pública sua decisão com o objetivo político de prejudicar o prefeito de Paço do Lumiar.

São Luís, 29 de Novembro de 2017.

Ascensão de Alckmin ao comando do PSDB fortalece Rocha e deixa tucanos importantes em situação delicada

 

Carlos Brandão, Neto Evangelista, Sérgio Frota e Luis Fernando Silva
Carlos Brandão, Neto Evangelista, Sérgio Frota e Luis Fernando Silva poderão deixar o PSDB para eleições

O acordão que evitou uma guerra dentro do PSDB e mobilizou os tucanos em torno do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que além de presidente da legenda deverá ser o candidato da agremiação à Presidência da República, consolidou de vez a entrega do braço maranhense do partido ao senador Roberto Rocha e ao ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, reduzindo, portanto, praticamente a zero a possibilidade de o vice-governador Carlos Brandão retomar o controle da agremiação no estado. Com a ascensão de Geraldo Alckmin ao comando do partido, ganha força a ala definida como a direita do PSDB, que  no cenário político nacional é bem mais hostil à esquerda. Essa guinada, além de minar a pretensão que o vice-governador Carlos Brandão possa ainda estar alimentando, sepulta de vez qualquer possibilidade de uma aliança com o governador Flávio Dino (PCdoB) na corrida eleitoral, principalmente se ele mantiver seu alinhamento com o projeto presidencial do PT, seja com o ex-presidente Lula, seja com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. E nesse complicado jogo, os próximos passos dos deputados estaduais Sérgio Frota e Neto Evangelista (licenciado) e de vários prefeitos, entre eles o de maior peso político: Luis Fernando Silva, de São José de Ribamar.

Sob o controle do senador Roberto Rocha, o PSDB será território inabitável para o vice-governador Carlos Brandão, que vem estreitando laços com o governador Flávio Dino, mas sem um cacife partidário gordo pode perder a vaga na chapa para concorrer à reeleição. Para se manter no jogo, Carlos Brandão pode deixar o ninho e assumir o comando de uma legenda, o que a estas alturas do campeonato é uma operação quase impossível, à medida que praticamente rodos as representações partidárias no estado estão com partidos estão com suas situações resolvidas. Mesmo diante das evidências, Carlos Brandão vai aguardar a convenção nacional do PSDB, que será realizada no dia 11 de dezembro, para decidir o seu próximo passo.

A situação do deputado Sérgio Frota é delicada. Ligado à ala tucana comandada pelo vice-governador Carlos Brandão, o parlamentar vem dando seguidas demonstrações de que pretende administrar uma situação praticamente impossível: permanecer no PSDB, mas alinhado ao governador Flávio Dino, ignorando a candidatura do tucano Roberto Rocha ao Governo do Estado. Sérgio Frota sabe que tal situação não será admitida nem tolerada dentro do PSDB, e que o projeto maior no Maranhão é consolidar a candidatura de Roberto Rocha ao Governo do Estado, de modo que o presidenciável Geraldo Alckmin tenha um palanque que possa capilarizar sua candidatura. Nesse contexto, a menos que resolva se alinhar à candidatura do senador ao Palácio dos Leões, o presidente do Sampaio Corrêa poderá ter de mudar de partido.

Situação igualmente delicada vive o deputado estadual licenciado e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista. Tucano desde que deu os seus primeiros passos na política, Neto Evangelista também poderá ter de dar uma guinada radical na sua vida partidária. Alinhado ao governador Flávio Dino, de quem recebeu a tarefa de multiplicar o número de Restaurantes Populares no estado, Neto Evangelista tem se mantido distante do debate político, mas sabe que está chegando a hora de decidir se permanece no PSDB apoiando as candidaturas de Roberto Rocha e Geraldo Alckmin ou fica com o governador Flávio Dino procurando outro pouso partidário. Nos bastidores, a aposta corrente é a de que ele continuará na aliança com o governador.

No tabuleiro em que estão sendo mexidas as pedras do PSDB encontra-se também o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva. Saído do PMDB e dono de um cacife que o credencia a disputar qualquer cargo no Maranhão, o prefeito ribamarense – que chegou ao PSDB convidado pelo vice-governador Carlos Brandão e com o discreto aval do Palácio dos Leões – tem mantido distância do terremoto no ninho, mas deixando claro que pretende continuar apoiando o governador Flávio Dino. Mas não deixou ainda claro de permanecerá ou não tucano.

O desfecho de cada uma dessas situações será conhecido depois da convenção nacional do dia 11 de dezembro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 Weverton sairá do Batuque Brasil, sábado, como o candidato do PDT ao Senado.

Weverton Rocha: construindo base política à sua candidatura
Weverton Rocha: construindo base política à sua candidatura ao Senado

Se depender de apoio político e do suporte do seu próprio partido, o PDT, o deputado federal Weverton Rocha sairá da casa de espetáculos Batuque Brasil, na tarde de sábado, como o mais estruturado candidato entre os que estão se movimentando pelas duas vagas do Senado. Com uma desenvoltura política surpreendente, o líder pedetista reuniu, em Brasília, os presidentes estaduais do PP, deputado federal André Fufuca, do PEN, deputado federal Júnior Marreca, do PTB, deputado federal Pedro Fernandes, do PRB, deputado federal Cléber Verde, do DEM, deputado federal Juscelino Filho, do PCdoB, secretário Márcio Jerry (Articulação Política e Comunicação), e do PSB, prefeito Luciano Leitoa (Timon). Eles e seus partidos formam a base da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino. E devem, nesse contexto, apoiar os candidatos a senador que vierem a ser indicados pelo comando da aliança. Nesse contexto, ninguém duvida que Weverton Rocha será um deles. Ele não lidera preferências nas pesquisas publicadas até aqui, mas ao invés entrar de cabeça pedindo votos como um candidato sem lastro, preferiu adotar a estratégias de construir primeiro uma base política forte, para depois entrar de cabeça na corrida ao voto. Atuando como um político maduro, que conhece o caminho das pedras e procura saber exatamente onde pisar, o líder do PDT na Câmara Federal. Sem qualquer preocupação partidária, de vez que sua liderança no PDT é incontestável, ele dedica todo o seu tempo fora da Câmara Federal à construção do movimento político que embalará sua candidatura à Câmara Alta. A convenção de sábado funcionará como a largada formal da candidatura, já que, além de confirmá-lo no comando do PDT, as lideranças do partido devem homologarão o seu projeto de candidatura.

 

Assembleia homenageia chefes do Judiciário, do TRE e do Fórum de São Luís

Os homenageados
Sebastião Bonfim, Cleones Cunha, Othelino Neto, Alexandre Almeida, Tema Cunha e Raimundo Barros  na sessão solene em que os magistrados foram homenageados

Os desembargadores Cleones Cunha, presidente do Tribunal de Justiça, e Raimundo Barros, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, e o juiz Sebastião Bonfim, diretor do Fórum de São Luís, são os mais novos detentores da Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman, a maior honraria do Poder Legislativo do Maranhão, só concedida a personalidades que tenham, de fato, prestado relevantes serviços ao Maranhão nas suas áreas de atuação.

A entrega das comendas foi feita em sessão solene realizada na manhã de ontem, tendo à frente o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Na saudação que fez aos homenageados, o dirigente legislativo declarou ser uma honra para a Assembleia Legislativa laurear com a Medalha do Mérito Legislativo três  magistrados ilustres em razão dos relevantes serviços prestados por eles ao Maranhão. “É com imensa alegria que realizamos esta solenidade, neste dia histórico para esta Casa, homenageando estes três magistrados ilustres”, declarou, acrescentando que a homenagem “se estende a todos os demais magistrados e a todo o Poder Judiciário do nosso Estado”.

O presidente em exercício do Poder Legislativo deixou claro que a honraria não foi uma concessão sem lastro. Ao contrário, assinalou que os desembargadores Cleones Cunha e Raimundo Barros e do juiz Sebastião Bonfim são merecedores da Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman, devido ao trabalho que têm realizado na consolidação da instituição judiciária no exercício da magistratura.

Os deputados Rigo Teles (PV), Stênio Rezende (DEM) e Alexandre Almeida (PSD) discursaram em saudação aos homenageados, cada um destacando aspectos importantes da trajetória de cada um dos magistrados. Além das manifestações dos parlamentares, os desembargadores Cleones Cunha e Raimundo Barros e o juiz Sebastião Bonfim foram prestigiados por desembargadores, juízes, deputados, amigos e familiares.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Cleones Carvalho Cunha, falou em nome dos homenageados ressaltou a importância histórica de Manuel Beckman, patrono da Assembleia Legislativa, e fez uma homenagem especial ao presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), que se encontra em tratamento de saúde, na cidade de Caxias.

“Sentimo-nos gratificados, honrados, lisonjeados e felizes e agradecemos de forma humilde e penhoradamente esta homenagem, pelo que representa como distinção e apreço tanto a nós, quanto aos demais desembargadores e todos aqueles que fazem o Poder Judiciário em nosso Estado”, ressaltou o desembargador Cleones Cunha.

A sessão solene foi marcada pela presença de muitos convidados, entre eles o procurador geral de Justiça em exercício, Francisco das Chagas, o presidente da Associação dos Magistrados, Ângelo Santos, o presidente da Federação dos Municípios (Famem), Cleomar Tema Cunha, o defensor público-geral do Estado, Werther de Moraes, o procurador geral do Estado, Rodrigo Maia, os secretários de Estado de Governo, Antônio Nunes, e da Casa Civil, Marcelo Tavares.

São Luís, 28 de Novembro de 2017.

Gastão Vieira consolida rompimento com Grupo Sarney e entra na base de apoio de Flávio Dino

 

Gastão Vieira e Flávio Dino: aliança fortalece posição do governador
Gastão Vieira e Flávio Dino: aliança fortalece posição do governador na corrida por mais um mandato no ano que vem

 

Se havia ainda alguma dúvida sobre o rompimento do ex-ministro Gastão Vieira (PROS) com o Grupo Sarney e o seu alinhamento à aliança partidária  liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), essa foi para o espaço no final da semana, em ato político em Brejo. No evento, depois de ouvir o governador elogiar sua trajetória e saudá-lo como seu mais novo aliado, o ex-deputado federal e ex-ministro do Turismo declarou: “Tomei a decisão certa ao apoiá-lo. E é por isso que estou aqui hoje. Porque eu acredito na sua capacidade de trabalho, mas acredito muito mais no seu amor pelo Maranhão”. Com tais declarações, Gastão Vieira selou de vez sua mudança de campo político no Maranhão, dando a largada na viabilização de um projeto que tem como objetivo central fortalecer o PROS com a sua eleição para a Câmara Federal ou para o Senado, e contribuir política e eleitoralmente para a reeleição do governador Flávio Dino.

Não foi uma virada fácil. Afinal, Gastão Vieira rompeu com o Grupo ao qual pertenceu por mais de três décadas, quando se elegeu deputado estadual em 1986, para em seguida, iniciar, em 1990, iniciar uma série ininterrupta de sete mandatos de deputado federal, período que intercalou como secretário de Estado nos Governos de Edison Lobão (1991/1994) e Roseana Sarney (PMDB) – 1995/2002 e 2009/2014 -, e como ministro do Turismo no Governo Dilma Rousseff (PT). Naqueles dois períodos, foi um dos quadros mais importantes e influentes do PMDB e do chamado “núcleo duro” da então governadora Roseana Sarney. Seu afastamento do Grupo Sarney se deteriorou em 2014, quando foi candidato a senador e perdeu para o então vice-prefeito de  São Luís, Roberto Rocha (PSB), ainda aliado do governador Flávio Dino. Gastão Vieira avalia que foi abandonado e acredita que poderia ter vencido a disputa com Roberto Rocha se tivesse sido efetivamente apoiado pelo Grupo. Meses depois das eleições, ele deixou o PMDB, filiou-se ao PROS ganhou o seu controle no Maranhão e se afastou da ex-governadora e do Grupo Sarney.

Gastão Vieira tomou o rumo que qualquer político coerente com suas posições tomaria. Não fez estardalhaço, não hostilizou seus antigos aliados. Mesmo assim, tentaram impingir-lhe a pecha de traidor, mas não funcionou, a começar pelo fato de que, se teve sua carreira turbinada pelo apoio de Roseana Sarney, em contrapartida teve participação decisiva no bom desempenho administrativo dos dois primeiros Governos dela. Gastão Vieira tem consciência tranquila de que nada deve nesse encontro de contas, vendo no apoio político que recebeu a compensação pelo seu trabalho como secretário de Estado e articulador político. A saída de Gastão Vieira do Grupo Sarney se deu, portanto, dentro de um contexto em que o divórcio não foi amigável, é verdade, mas também não se deu em clima de beligerância, ou seja, o jogo está zerado.

Ao mesmo tempo, não surpreendeu sua aliança com o governador Flávio Dino. O alinhamento não se deu automaticamente, mas num processo de aproximação lento, estudado e seguro, e por isso mesmo sem o risco de rompimento traumático, como aconteceu com o senador Roberto Rocha, que saiu atirando e assumindo uma posição de adversário ferrenho do  antigo parceiro. Gastão Vieira sabe exatamente onde pode chegar e as condições que dispõe para viabilizar seus projetos, como o de chegar ao Senado da República, por exemplo. Tem plena consciência de que terá de lutar com unhas e dentes para, pelo menos, confirmar um bom cacife eleitoral para chegar à Câmara Federal, onde tem prestígio sólido, como também poderá vir a colocar sua rica experiência a serviço de um muito provável segundo Governo do PCdoB.

O fato é que qualquer avaliação sobre o movimento de Gastão Vieira conclui facilmente que ele deixa uma grande lacuna na base de Roseana Sarney e acrescenta prestígio e experiência ao lastro que sustenta e embala o governador Flávio Dino. E embora ainda sonhe com o Senado, o ex-ministro do Turismo sabe que a Câmara Federal é o seu caminho mais seguro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Poder de fogo da primeira-dama deixa Domingos Dutra na defensiva em Paço do Lumiar

Domingos Dutra e Núbia Dutra: gestão conjunta gera controvérsia e críticas da Oposição
Domingos Dutra e Núbia Dutra: gestão conjunta gera controvérsia e críticas 

Domingos Dutra está “comendo o pão que o diabo amassou” no comando da Prefeitura de Paço do Lumiar. Por conta das controvérsias causadas pela influência avassaladora da primeira-dama Núbia Dutra (PDT) no Governo, o prefeito enfrenta uma Oposição forte e implacável.

Aos olhos dos adversários, a influência da primeira-dama Núbia Dutra, que comanda uma secretaria que reúne cinco áreas, entre elas Fazenda, Administração, extrapola todos os limites do razoável, transformando a Prefeitura de Paço do Lumiar num caso especial de poder conjugal. Sem qualquer problema, o prefeito Domingos Dutra entregou a chave do cofre e as rédeas da máquina administrativa à sua mulher, uma advogada e militante política de personalidade extraforte, atitudes firmes, ousadia surpreendente e coragem ilimitada. Seus aliados dizem que ela inibe a ação de aproveitadores, enquanto seus contrários dizem que ela está afundando a gestão do marido. Cometeu ela algum crime? Não. Está ela cometendo algum desvio de recursos ou favorecendo essa prática? Até onde se sabe, não.

Dar poder de fogo à cara-metade não é uma invenção do o prefeito Domingos Dutra, embora esteja parecendo que sua escala de concessão Núbia Dutra parece não ter paralelo em tempos recentes no Maranhão. Vale lembrar alguns exemplos de mulheres e maridos que deram cartas na gestão do cônjuge.  No auge do seu poder, a primeira-dama do Estado, Gardênia Castelo, mandou, mas não chegou perto. A primeira-dama Nice Lobão teve forte influência no Governo, mas não foi tão longe. Jorge Murad mandou no Governo de Roseana Sarney, mas até hoje se discute o limite do seu poder. Talvez o poder de Núbia Dutra só seja menor do que a influência avassaladora do então deputado Ricardo Murad na gestão da prefeita Tereza Murad em Coroatá.  Mas o prefeito Domingos Dutra, que já foi um crítico ácido e intolerante do poder familiar na coisa pública, não enxerga agora incoerência nesse modelo de gestão.

Um dado favorece o prefeito Domingos Dutra: com a primeira-dama no comando das finanças e da administração, ele fica livre para tocar obras, garimpar recursos em São Luís e em Brasília, e cuidar das relações políticas. Quem conhece Paço do Lumiar reconhece que a cidade está melhorando a olhos vistos, e em todos os aspectos, a começar pela limpeza pública. Estaria assim se a primeira-dama estivesse cuidando de obras de caridade? É tema para uma boa discussão.

 

Declarações do governador e nota de médicos colocam Operação Pegadores em xeque

Comando da Polícia Federal na entrevista em que anunciou a Operação Pegadores
Comando da Polícia Federal na entrevista em que anunciou a Operação Pegadores

Em meio a uma série de controvérsias e desdobramentos paralelos, a Operação Pegadores continua como epicentro de uma grande polêmica, principalmente sobre a abrangência e a consistência da sua suspeita investigada. Mas dois pontos chamam atenção. O primeiro é o silêncio da Polícia Federal em relação à enfática cobrança do governador Flávio Dino para que a instituição policial encaminhe ao Governo a lista dos 400 “fantasmas”, que segundo a superintendente regional, Cassandra Parazi, e o delegado Wedson Cajé, estariam sem pagos pela Secretaria de Saúde.

E o segundo foi a indignada e desafiadora nota dos médicos ligados à empresa ISMC, que presta serviços em hospitais da Secretaria de Saúde em Peritoró e Alto Alegre do Maranhão. Os médicos derrubam o argumento de que seriam servidores fantasma e mostram que são, na verdade, todos sócios da empresa, num sistema de base legal criado e implantado no Governo passado e mantido pelo atual. Eles demonstram que estão devidamente cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), e que sua existência está também comprovada nos livros de ponto e nas escalas de plantão dos hospitais, sendo, portanto, do conhecimento público. Na sua nota, os médicos desmontam argumentos da investigação, mostrando que decisões da Justiça Federal derrubam o argumento central da investigação. E terminam avisando que o Conselho Regional de Medicina vai se manifestar mostrando que não há ilegalidade nos contratos das empresas que prestam serviços ao Sistema Estadual de Saúde.

Por tudo o que foi dito até aqui pelos médicos e pelo governador Flávio Dino, a Polícia Federal não como ficar em silêncio por muito tempo.

São Luís, 28 de Novembro de 2017.

Dino articula parceria China-Irã por refinaria no Maranhão e Eneva inaugura 5º campo de gás em Capinzal do Norte

 

Campo aberto pode receber nova refinaria; novo campo de gás em Capinzal do Norte
Campo aberto pode receber nova refinaria; novo campo de gás em Capinzal do Norte

Em meio a uma intensa movimentação na política partidária voltada para a corrida eleitoral que se aproxima, marcada pelo embate preliminar das forças lideradas pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e pelo Grupo Sarney, duas notícias aparentemente desinteressantes, publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, mostraram que o Maranhão tem futuro promissor e pode, de fato, ser transformado num polo de produção de gás natural de grande escala e de refino de petróleo. Primeira: com a participação direta do Governo do Estado e a mediação do Ministério de Minas e Energia, as estatais petrolíferas da China (Sinopec) e do Irã (Nioc) estão negociando uma parceria para retomar o projeto de implantação de uma refinaria de petróleo no Maranhão, mais precisamente em Bacabeira. A segunda: começa a contagem regressiva para a entrada em operação, no dia 30 deste mês, do quinto campo produtor de gás natural do Maranhão, em Capinzal do Norte, que abastecerá o complexo de produção de energia termelétrica da Eneva. São informações que contribuem fortemente para sepultar de vez o trauma imposto aos maranhenses em 2015, quando a Petrobrás anunciou o engavetamento do projeto Refinaria Premium I e praticamente todos os envolvidos no fracasso da empreitada entraram na mira da Operação Lava Jato acusados de corrupção.

As negociações entre China e Irã são frutos dos esforços que o governador Flávio Dino vem fazendo para retomar o projeto de transformar o Maranhão em polo de refino de petróleo, diferentemente do milagre prometido pela Petrobras e o Governo em janeiro de 2014, mas não realizado, de presentear os maranhenses com uma refinaria capaz de beneficiar 600 mil barris/dia, prevendo-se investimentos no valor de US$ 30 bilhões – cerca de R$ 70 bilhões. O projeto de agora, fundado em bases realistas e sem o impulso furta-cor da propaganda, prevê a implantação de um complexo com capacidade para refinar diariamente 300 mil barris de petróleo cru, sendo parte da produção destinada ao mercado chinês e a outra para atender à demanda interna. Em princípio, o projeto está orçado em US$ 7 bilhões, podendo chegar a 10 US$ bilhões em investimentos adicionais – algo em torno de R$ 35 bilhões, segundo estimativa feita por Márcio Félix, secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, ao jornal Folha de S. Paulo. Os investimentos serão bancados pela Sinopec e pela Nioc, devendo ter também participação do BNDES. Ainda de acordo com a Folha, “as negociações são capitaneadas pelo Governo do Maranhão, que já se comprometeu a transferir para os novos investidores o terreno doado à Petrobras”, em Bacabeira.

A segunda notícia já traduz uma realidade: a entrada em operação do Campo Gavião Azul, em Capinzal do Norte, cuja produção será destinada ao abastecimento do Complexo Termelétrico Parnaíba, em Santo Antônio dos Lopes, ampliando o sistema de termelétricas no estado. O empreendimento é da gigante Eneva, controlada pela Cambuhy Investimentos e pelo banco BTG Pactual, e que produz 8,4 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural em quatro campos na região, todo o volume direcionado à operação das usinas. Idealizado inicialmente pelo mega empresário Eike Batista – que não decepcionou no Maranhão -, o complexo maranhense, que produz 8,4 milhões de gás natural por dia – tudo direcionado às usinas -, é hoje o maior polo de geração térmica a gás do País, com potência de 1,4 mil megawatts (MW). Para chegar à posição atual, foram investidos R$ 9 bilhões, sendo R$ 6 bilhões na implantação das termelétricas e R$ 3 bilhões nos sistemas de extração e transporte de gás natural. Tendo entrado em operação em 2013, o atual complexo da Eneva encontra-se operando em sua capacidade máxima, por ser parte vital da produção de energia destinada a suprir a queda na produção de energia hidrelétrica, causada pela crise hídrica que vem abalando o País há alguns anos. Além disso, a Eneva prepara a ampliação da produção de energia elétrica em 360 megawatts, ativando com o gás maranhense duas turbinas já instaladas no Complexo Parnaíba.

As duas informações mostram que o Maranhão saiu da era do devaneio para ingressar numa era mais racional, com os pés no chão. A implantação da refinaria em Bacabeira está sendo negociada com China e Irã, países que conhecem essa indústria como poucos, sabem onde querem chegar e podem bancar o empreendimento. Além disso, o Brasil importou até setembro 630 mil barris de derivados por dia, fato revelador de que precisa urgentemente aumentar a sua capacidade de refino para atender a uma demanda que crescerá 20% até 2026. E nesse contexto o Maranhão tem a seu favor um governo determinado a destravar o projeto, uma localização geográfica privilegiada e a maior de todas as dádivas: o Complexo Portuário do Itaqui.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Dino insiste na liberação da lista de “fantasmas” e deixa PF em situação incômoda

Flávio Dino: mantém PFL sob pressão por lista de "fantasmas"
Flávio Dino: mantém PF sob pressão por “fantasmas”

A menos que haja uma reviravolta fulminante, o governador Flávio Dino está quebrando um paradigma na relação do Poder Executivo com a Polícia Federal no Maranhão. Indignado com aspectos da Operação Pegadores, derivada da Operação Sermão dos Peixes, que investiga supostos esquemas de desvios de recursos nas organizações civis que prestaram serviços para a Secretaria de Estado da Saúde em 2015, o governador do Maranhão tem insistido que a ação da Polícia Federal (PF) é um jogo político destinado a atacar o seu Governo para favorecer a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Com a autoridade de governador e a experiência de quem foi juiz federal por mais de uma década, o que o torna conhecedor do caminho das pedras nessa seara, o chefe do Executivo vem usando o twitter, no qual tem mais de 100 mil seguidores, para cobrar da PF a liberação da lista dos 400 fantasmas que ela diz ter identificado nas folhas de pagamento das organizações que o prestam serviços para a Secretaria de Saúde. Além de insistente, a cobrança tem sido cada vez mais dura, colocando a PF em um silêncio que já começa a se tornar constrangedor para a superintendente da instituição no Maranhão, delegada Cassandra Parazi, e o delegado Wedson Cajé, que comandaram a Operação Pegadores e deram declarações apressadas na coletiva que se seguiu à prisão de vários suspeitos. Na sua manifestação mais recente, o governador jogou pesado:

“Vejam o que está acontecendo no Maranhão: uma meia dúzia de agentes irresponsáveis se juntam com o império midiático, fundam um ´partido político` e resolvem atacar um governo sério e honrado. Uma Vergonha.

Interessante notar que o mesmo agente do caos nacional é o mesmo que conduz essa orquestração vergonhosa no Maranhão: José Sarney. Como sabemos, um exemplo de honestidade e virtudes cívicas.

Toda essa orquestração institucional e midiática visa entronizar a ´princesa da oligarquia`, no Palácio, saudosos que estão dos seus privilégios. Não conseguirão. Ainda há eleições no Brasil e no Maranhão”.

Adversários políticos, que soltaram rojões saudando a Operação Pegadores, já estão encontrando dificuldades para alimentar o tiroteio sobre o Governo, enquanto o governador fortalece sua posição a cada cobrança para que a lista dos 400 “fantasmas” lhe seja entregue.

Resta aguardar o desfecho dessa peleja, que deverá repercutir mais intensamente na campanha eleitoral.

 

Humberto Coutinho resiste e pode voltar ao trabalho; Othelino Neto mantém parlamento ativo

Humberto Coutinho luta por saúde e Othelino Neto tem sido correto
Humberto Coutinho luta por saúde e pensa voltar ao trabalho;  Othelino Neto tem sido correto na interinidade

Muito se tem especulado sobre a situação de saúde do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT). E na esteira dessa movimentação, especula-se também, apressada e precipitadamente sobre um improvável processo sucessório na Casa. Para começar, o presidente Humberto Coutinho passa, de fato, por um momento extremamente difícil de luta pela vida, e o faz em casa, em Caxias, acompanhado diuturnamente por bons médicos, e no aconchego dos seus familiares, estes liderados pela médica Cleide Coutinho, sua mulher e anjo da guarda. A situação dele difícil e complicada? É sim, mas não é desesperadora como alguns querem fazer crer. Humberto Coutinho trava uma guerra sem trégua contra um câncer e um processo infeccioso. Um impede a cura do outro, e os dois se juntam contra a resistência do presidente do Legislativo. Mas Humberto Coutinho, carinhosamente chamado de “Grandão” e família, é feito de material de primeira e não quebra com facilidade. Sua capacidade de reagir e resistir tem sido bem maior do que o poder destruidor dos males que o acometem. Tanto que seus médicos afirmam que ele vai sair dessa e voltar ao trabalho.

Por outro lado, no meio do turbilhão encontra-se o 1º vice-presidente e presidente em exercício, deputado Othelino Neto (PCdoB), um parlamentar jovem, sóbrio e equilibrado, que respeita as regras do jogo tanto no aspecto regimental quanto no campo da ética. No exercício da presidência, Othelino Neto tem se comportado de acordo com as regras e com a eficiência que o parlamento exige num momento como este. É bem articulado, sabe se conduzir, mantém postura moderada e comanda as sessões com autoridade e eficiência, como um vice-presidente que se encaixa perfeitamente na função, se credenciando para outros desafios.

Por orientação do presidente Humberto Coutinho, o presidente em exercício Othelino Neto tem mantido a Casa funcionando normalmente, como se nada estivesse acontecendo, apesar dos movimentos registrados nos bastidores. Afinal, a Assembleia Legislativa é uma instituição que não pode parar.

São Luís, 26 de Novembro de 2017.

Temer atende reivindicações de prefeitos e libera alívio financeiro para os municípios fecharem o ano

 

Tema Cunha (d) foi um dos líderes do movimento a favor dos municípios
Tema Cunha (d) foi um dos líderes do movimento a favor dos municípios em Brasília

Os prefeitos maranhenses, especialmente os de municípios pequenos e pobres, que acumulam problemas e amargam déficits, terão um final de ano mais ameno. A boa nova foi revelada ontem, em Brasília, com o anúncio de que, para atender a uma reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios, o presidente Michel Temer (PMDB) autorizou um reforço aos caixas municipais no valor de R$ 2 bilhões, dos quais R$ 83 serão destinados às Prefeituras maranhenses, que terão os recursos na conta ao longo do mês de dezembro. A decisão foi a resposta do presidente da República ao movimento articulado por lideranças municipais de todo o País, entre elas o prefeito de Tuntum e presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Cleomar Tema Cunha (PSB).

Além da liberação dos R$ 2 bilhões, que sairá do Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM), o movimento municipalista que tomou conta de Brasília desde terça-feira conseguiu outro tento tão ou mais importante no Senado, este com participação destacada do presidente da Famem, Tema Cunha. Ali, os líderes municipais conseguiram do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Edison Lobão (PMDB), se comprometesse a pautar para quarta-feira que vem (29) o exame da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Nº 29/17, que aumenta em 1% no valor anual do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A aprovação da PEC pelo Congresso Nacional garantirá mais R$ 157 milhões para as prefeituras maranhenses a partir do ano que vem.

O movimento municipalista foi além, articulando na Câmara Federal e no Senado, também com atuação destacada do presidente da Famem, condições para a aprovação da Medida Provisória nº 789/17, que muda o pagamento de royalties da mineração, instituindo a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), um fundo destinado a compensar os municípios cujos territórios são alvos de exploração mineral, incluindo cidades afetadas pela poluição decorrente do transporte de minérios, medida que beneficia diretamente as 23 cidades maranhenses que integram o Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás (COMEFC). Tema Cunha argumenta que se essa medida for efetivada, boa parte dos problemas que hoje tensionam as relações das Prefeituras alcançadas com a Vale será resolvida, um novo contexto nessa convivência que às vezes se torna extremamente difícil.

Os líderes municipalistas mobilizaram as bancadas dos seus estados discutir uma alentada pauta de itens importantes como prorrogação de pagamento de precatórios, atualização do piso do magistério, prorrogação do prazo para disposição final adequada dos resíduos sólidos (lixo), e a PEC nº 61/15, que permite que as emendas individuais impositivas sejam repassadas diretamente aos municípios por meio do FPM. Os deputados federais do Maranhão participaram dos encontros com os prefeitos assumiram compromisso de apoiá-los.

Com a experiência e a autoridade de prefeito no quinto mandato e no terceiro mandato como presidente da Famem, Tema Cunha, foi um dos principais articuladores do movimento “Não deixem os municípios afundarem”, levado a Brasília pela Confederação Nacional dos Municípios. Consultado pelos dirigentes da entidade federativa, teve participação direta na definição de todos os temas da pauta, funcionando também como um dos mais ativos interlocutores do movimento junto a ministérios e Casas do Congresso Nacional. Acompanhado de um grupo de prefeitos maranhenses, que participaram intensamente da programação, o presidente da Famem avaliou o resultado do movimento, referindo-se principalmente ao alívio financeiro que irrigará nas contas das Prefeituras em dezembro:

“Tratou-se de mais uma grande conquista. Os municípios do Maranhão, a exemplo do que acontece em todo o Brasil, enfrentam enormes dificuldades de ordem financeira. Este recurso extra virá em muito boa hora e poderá ser utilizado pelos gestores para amenizar esta grave situação de crise pela qual passamos”.

Com o seu total envolvimento com o movimento “Não deixem os municípios afundarem”, a Famem caminha para fechar um ano excepcional, no qual deixou de ser uma entidade acanhada para se tornar uma organização ativa e propositiva, funcionando como porta-voz legítima dos municípios maranhenses.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Ranking aponta Pedro Fernandes como o melhor deputado do Maranhão

Pedro Fernandes apontado co o o melhor deputado federal do Maranhão
Pedro Fernandes apontado co o o melhor deputado federal do Maranhão

Não surpreendeu que o deputado federal Pedro Fernandes (PTB) tenha sido apontado como o melhor parlamentar do Maranhão e o 24º entre os  594 integrantes do Congresso Nacional – 513 deputados federais e 81 senadores, segundo o Ranking dos Políticos, organizado pelo site www.politicos.org.br, uma organização independente que compara políticos de todo o Brasil. O estudo usa como critérios dados sobre gastos, assiduidade, fidelidade partidária e processos judiciais, bem como leva em conta a participação do parlamentar em relatorias de projetos de lei ou medidas provisórias. Trata-se, portanto, do reconhecimento de um representante político que preza pela coerência e pela decência no cumprimento dos mandatos que vem exercendo desde que se elegeu vereador de São Luís nos anos 80 do século passado.

Além da sua correção pessoal, Pedro Fernandes é um exemplo acabado do político ficha limpa que exerce seus mandatos respeitando integralmente as orientações do seu partido, no caso, o PTB. Isso não significa que ele concorde com todas as posições tomadas pelo partido, mas sua coerência o leva a seguir o que decide a maioria, ainda que se trate de uma situação que não tenha sintonia com a maioria da Opinião Pública.

O deputado petebista atua no dia a dia como um servidor público exemplar, à medida que não falta às sessões, participa de todas as reuniões das Comissões que integra e segue rigidamente as decisões tomadas pela bancada do PTB. Mantém e cumpre integralmente os compromissos que assume com as suas bases eleitorais, a começar por São Luís, para onde destina parte das suas emendas e iniciativas parlamentares. E defende suas posições e as do partido com firmeza e argumentos fortes. E integra a bancada maranhense como uma referência de coerência e retidão, já tendo sido seu coordenador.

O deputado federal Pedro Fernandes é um político muito diferente da média. E o estudo usa como critérios os dados obtidos sobre gastos, assiduidade, fidelidade partidária e processos judiciais, levando também  em conta a participação do parlamentar em relatorias de projetos de lei ou medidas provisórias. Ele foi destaque em todos os itens, superando todos os bons quadros que integram a bancada maranhense.

Não é sem razão que ele exerce o sexto mandato e reúne todas as condições para continuar em Brasília.

 

Valéria Macedo mobiliza mulheres para lutar contra a violência

Valéria Macedo (centro) reuniu mulheres no plenário da Assembleia Legislativa
Valéria Macedo (centro) reuniu mulheres no plenário da Assembleia Legislativa

O plenário da Assembleia Legislativa funcionou ontem como uma grande tribuna para o movimento “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, que encarna com exatidão e amplitude os esforços da sociedade maranhense para varrer do seu contexto um dos itens mais repudiados do leque de agressões à pessoa humana: a violência contra a mulher. Organizado pela deputada Valéria Macedo (PDT), procuradora da Mulher no Poder Legislativo e militante da causa feminina em todos os seus vieses, o evento teve a forma de sessão solene, com a presença de diversas organizações que lutam pela integridade e afirmação cidadã da mulher no Maranhão.

Anfitriã, Valéria Macedo explicou às participantes que de 25 de novembro – Dia Internacional de Não Violência contra a Mulher – a 10 de dezembro, data em que a ONU adotou a Declaração Internacional dos Direitos Humanos, vários países promovem atividades para discutir formas de combater esse tipo de violência. E assinalou que no Brasil a campanha acontece desde 2003 e dados da ONU Mulheres mostram que, apesar de vários avanços, como a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), e a tipificação do crime de feminicídio (Lei 13.104/15), o Brasil ainda ocupa o quinto lugar no número de assassinatos de mulheres no mundo.

“Estamos avançando com nossos projetos e nossa estratégia de ação para alertar e chamar toda a sociedade para combater a violência contra a mulher”, afirmou a deputada, que tem dedicado boa parte do seu mandato à militância contra os problemas na área da saúde enfrentado pelas mulheres. E com a reunião de ontem, a deputada Valéria Macedo consolidou sua militância e sua reputação de política voltada para os Direitos Humanos.

São Luís, 23 de Novembro de 2017.

Movimentos do PSB agita bastidores da disputa pela vaga de vice na chapa de Flávio Dino

 

Luciano Leitoa, Ildon Marques, Tema Cunha, Edivaldo Jr. e Zé Carlos: nomes para vice de Flávio Dino
Luciano Leitoa, Ildon Marques, Tema Cunha, Edivaldo Jr. e Zé Carlos: nomes para candidato a vice na chapa a ser formada pelo governador Flávio Dino

A perda de força política do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e os movimentos recentes do PSB reanimaram o interesse pela vaga de vice na chapa com que o governador Flávio Dino (PCdoB) concorrerá à reeleição. Depois da saída do senador Roberto Rocha, que voltou ao ninho dos tucanos para candidato a governador, os líderes do PSB passaram a investir no projeto de viabilizar um nome do partido para compor chapa com o governador. Ontem, o bem informado blog Marrapá, atiçou os bastidores políticos ao informar que o comando do PSB já estaria trabalhando duas opções: Luciano Leitoa, prefeito de Timon e presidente estadual do partido, e o ex-prefeito de Imperatriz, empresário Ildon Marques. Além desses nomes, o PSB também conta com outro peso pesado da política estadual nos tempos atuais: Cleomar Tema, prefeito de Tuntum e presidente da influente Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). Outros partidos, como o PDT e o PT têm manifestado interesse na vaga. Os pedetistas teriam como trunfo maior o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr., hoje o seu quadro mais importante, e PT teria reservado a vaga para o deputado federal José Carlos Araújo, o Zé Carlos da Caixa, que estaria interessado no projeto, desde que seja uma ação do partido.

Afora o distanciamento do deputado federal José Reinaldo Tavares, que deve migrar para o DEM e sair candidato ao Senado, o PSB é o partido mais alinhado ao governador Flávio Dino. Todos os seus movimentos são no sentido de apoiar o Governo do PCdoB, e essa postura tem tido o reconhecimento do chefe do Executivo, que retribui o alinhamento com repetidas demonstrações de prestígio. Essa relação sólida autoriza o PSB a se movimentar para ocupar a vaga de candidato a vice-governador.

Dentro do partido há uma corrente que defende a indicação do prefeito Luciano Leitoa, um político jovem, um dos mais bem sucedido da sua geração e que já foi deputado estadual e deputado federal e que se encontra no segundo mandato de prefeito, e por isso não corre o risco de sofrer desgastes se tiver de deixar a Prefeitura de Timon. Até onde se sabe, não há qualquer restrições ao seu nome. O empresário e ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques, mesmo recém chegado ao PSB, é nome de peso, principalmente por ser in dependente e por encarnar a Região Tocantina. Já Tema Cunha é prefeito de Tuntum pela quinta vez e presidente da Famem pela terceira, uma liderança em franca ascensão e com capilaridade e todas as regiões do estado. E sempre que indagado sobre o assunto, desconversa, e diz que esse é um assunto exclusivo do governador Flávio Dino. O PSB, além de membro destacado da aliança governista, dispõe, portanto, de cacife gordo para pleitear a vaga de vice.

O PDT, por sua vez, ainda não manifestou claramente seu interesse pela vaga de candidato a vice do governador Flávio Dino. Nos bastidores, porém, é corrente que o partido comandado pelo deputado federal Weverton Rocha, que deve entrar na chapa majoritária como candidato a senador, tem no bolso colete o nome do prefeito Edivaldo Jr. para colocar na mesa, se ele, o prefeito, consentir – e tudo indica que se for convocado deixa o posto de Número 1 de São Luís para encarar as urnas para se tornar o Número 2 do estado. Em outro contexto, e ao contrário dos outros partidos, o PT vem fazendo carga para emplacar o candidato a vice na chapa de Flávio Dino. E a pressão aumenta à medida que os outros partidos se posicionam e o governador Flávio Dino estreita relações com o ex-presidente Lula. O PT quer emplacar o deputado federal Zé Carlos da Caixa o companheiro de chapa do governador.

Os sinais emitidos até agora rascunham um cenário em que a vaga de candidato a vice do governador Flávio Dino está em aberto e que seu preenchimento será o resultado de muitas negociações dentro da aliança partidária por ele liderada. E nesse contexto, nenhum dos nomes relacionados pode ser descartado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ação da Famem pode garantir reforço ao caixa das Prefeituras no ano que vem

Tema Cunha e Edison Lobão ladeados por prefeitos na luta por recursos
Tema Cunha e Edison Lobão ladeados por prefeitos e deputados na CCJ do Senado

Os municípios maranhenses poderão ganhar um reforço de R$ 157 milhões em receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a partir de setembro do ano que vem. Esse reforço financeiro depende da aprovação, pelo Senado da República, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Nº 29/17, que aumenta de 24,5% para 25,5% o valor dos repasses para os municípios. A PEC será votada na quarta-feira (29) da próxima semana, segundo compromisso firmado ontem pelo presidente da CCJ, senador Edison Lobão (PMDB), com o presidente da Famem, Cleomar Tema, que foi a Brasília liderando uma caravana de prefeitos com o objetivo de agilizar a tramitação da matéria.

A PEC 29/17 garante aos municípios brasileiros, que enfrentam forte crise financeira ocasionada pela queda de recursos e das transferências constitucionais, o aumento em 1% do valor do Fundo de Participação dos Municípios, passando dos atuais 24,5% para 25,5% a partir de setembro do ano que vem. Sendo aprovada na CCJ, a PEC seguirá para apreciação do plenário do Senado, onde também deverá ter tramitação urgente. Se passar pelo crivo dos senadores, a PEC garantirá aos municípios aporte de R$ 3,7 bilhões no ano que vem. Nesse contexto, os 217 municípios maranhenses terão seus caixas reforçados com um incremento financeiro superior a R$ 157 milhões.

Articulador da ação municipalista no Senado, Cleomar Tema comemorou o resultado da investida com o acolhimento da “pressão” pelo senador Edison Lobão: “Avalio como mais um importante conquista política da municipalidade do estado do Maranhão. Recebemos do senador Lobão, presidente da CCJ, a garantia de que a PEC tramitará com urgência, uma vez que o Senado é ciente da crise financeira que se instalou nas Prefeituras. Estamos confiantes e acreditando em mais esta vitória”.

 

PSDB: extinção de Comissão foi burocrática; Rocha e Madeira terão comando

Brandão deve sair e controle fica com Roberto Rocha e Sebastião Madeira
Brandão deve sair e controle fica com Roberto Rocha e Sebastião Madeira

Foi-se tão rapidamente quanto chegara a euforia dos adversários do senador Roberto Rocha e do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, com a decisão presidente nacional interino do PSDB, Alberto Goldman, de extinguir a Comissão Interventora por eles comandada para substituir a antiga Comissão Provisória do partido no Maranhão, dirigida pelo vice-governador Carlos Brandão. Não houve, como alguns divulgaram, intervenção nem destituição dos dirigentes tucanos. O que aconteceu foi uma medida burocrática absolutamente contextualizada. Sob a presidência interina do senador Tasso Jereissati, o comando nacional do PSDB decidiu intervir no diretório do Maranhão, uma medida destinada a tirar o partido do controle do vice-governador Carlos Brandão. Foi criada uma Comissão Interventora, comandada pelo senador Roberto Rocha (presidente) e o ex-prefeito Sebastião Madeira (secretário geral), com a finalidade exclusiva de realizar uma convenção e definir um novo comando que tire o PSDB da periferia e o coloque no centro das decisões políticas no Maranhão. Ocorre que por conta da crise que mexe com os tucanos no plano nacional, Roberto Rocha e Sebastião Madeira não realizaram a convenção, preferindo aguardar novas orientações do comando central. Só que, nesse meio tempo, o presidente afastado, senador mineiro Aécio Neves usou seu poder e destituiu da presidência o senador Tasso Jereissati, e nomeou presidente interino o ex-governador paulista Alberto Goldman. O novo presidente interino entendeu que, como a convenção no Maranhão não foi realizada pela Comissão Interventora, ele perdeu sentido. Diante dessa conclusão, ele extinguiu, ficando o PSDB maranhense absolutamente acéfalo até que na orientação seja dada pela cúpula. E é absolutamente certo que o partido permanecerá sob o comando de Roberto Rocha e Sebastião Madeira, não havendo a menor chance de o PSDB do Maranhão voltar ao comando do vice-governador Carlos Brandão.

São Luís, 22 de Novembro de 2017.

Eliziane Gama afirma que é candidata ao Senado, “com a força de Deus”, e que candidatura é irreversível

 

Eliziane Gama: decisão de disputar uma cadeira no Senado
Eliziane Gama: decisão de disputar uma cadeira no Senado já como bom cacife

Coluna – Deputada Eliziane, a Senhora é mesmo candidata ao Senado?

Eliziane Gama – Sou sim. Deus já decidiu isso e está me guiando.

Coluna – É decisão irreversível ou é coisa do momento?

Eliziane Gama – É decisão irreversível. Sou candidata ao Senado, com a força de Deus.

A entrevista informal aconteceu ontem, por volta do meio-dia, no estacionamento da Assembleia Legislativa, onde a entrevistada passara boa parte da manhã participando de uma reunião sobre Conselho Tutelar. Ao contrário de outras vezes, quando o conteúdo e o ânimo das respostas causaram mais dúvidas do que certeza, as respostas de ontem foram categóricas, sem qualquer traço de vacilo. A deputada federal Eliziane Gama (PPS) é candidata a uma das vagas no Senado da República pelo Maranhão nas eleições do ano que vem. Ela abre mão de uma reeleição quase certa para a Câmara Federal para entrar numa guerra na qual medirá força política e eleitoral com concorrentes do quilate dos senadores Edison Lobão (PMDB) e (provavelmente) João Alberto (PMDB), e os deputados federais Weverton Rocha (PDT), Sarney Filho (PV) e José Reinado Tavares (PSB), para citar apenas os que se posicionaram até aqui.

Eliziane Gama entra na corrida senatorial com alguns diferenciais: é a única mulher entre os aspirantes à Câmara Alta, foi eleita deputada federal com mais de 130 mil votos, não tem padrinho e aparece nas pesquisas como o nome mais lembrado. Ou seja, reúne todas as condições para se credenciar como candidata a uma das vagas a serem preenchidas nas eleições do ano que vem. E não são condições simples, mas essenciais para quem se propõe a enfrentar as urnas em busca de um mandato majoritário. Os demais candidatos podem até reunir outras condições essenciais, mas nenhum deles até aqui entra na briga com esses diferenciais. E o atual contexto, no qual impera o chamado “politicamente correto” e onde as mulheres estão se mobilizando em verdadeiras cruzadas para ampliar sua presença no universo político, sua condição de mulher é um diferencial e tanto. Mas se não forem bem trabalhadas, essas mesmas condições que devem embalar o seu projeto senatorial podem funcionar também como calcanhares de Aquiles.

O cacife de Eliziane Gama para essa corrida tem sido em parte responsável pela indefinição do Palácio dos Leões para montar a dupla de candidatos ao Senado que integrará a chapa a ser liderada pelo governador Flávio Dino. Corre nos bastidores que a maior parte das pesquisas de acompanhamento que chegam ao conhecimento da cúpula do Governo aponta a deputada do PPS como líder na corrida senatorial, na maioria das vezes formando dupla com o deputado federal José Reinaldo Tavares. Tais informações têm balizado as observações do governador Flávio Dino, que deverá escolher seus candidatos em breve. Mas a deputada do PPS tem cacife político e eleitoral para entrar nessa briga, mesmo que venha lançar sua candidatura de maneira independente, sem vinculação com coligações.

Eliziane Gama sabe, por outro lado, não pode se encantar com o favoritismo apontado pelas pesquisas do momento. As duras lições que lhe foram passadas pelo fracasso monumental que amargou na eleição para a Prefeitura de São Luís, quando saiu da condição de favorita nas pesquisas, com aparência de imbatível, mas fez uma campanha pífia, morna, e acabou amargando um humilhante quarto lugar. Agora, se de fato está disposta a encarar a disputa em meio a candidatos fortes, a deputada do PPS tem a oportunidade de apagar a má impressão que sua participação no pleito de 2016 deixou no eleitorado da Grande São Luís, que costuma ser decisivo em eleições majoritárias.

Se estiver mesmo decidida a ser candidata ao Senado, a deputada Eliziane Gama contribuirá para o processo eleitoral no mínimo com um invejável gesto de coragem política, que na verdade revela sua saudável ousadia. E se souber conduzir sua candidatura com uma campanha inteligente, nada parecida com a apatia que a mostrou na corrida à Prefeitura da Capital, Eliziane Gama reúne todas as condições chegar ao Senado na esteira de uma eleição consagradora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Em lance cultural de ponta, Othelino Neto faz homenagem justa ao Samba maranhense

Othelino Neto: oportuna homenagem ao Samba do Maranhão
Othelino Neto: oportuna homenagem ao Samba do Maranhão

12 de Outubro, Dia Maranhense do Samba. A homenagem virou lei estadual ontem, quando o plenário da Assembleia Legislativa aprovou Projeto de Lei proposto pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), 1º vice-presidente e presidente em exercício do Poder Legislativo. A aprovação foi unânime, e revelou a atenção dos deputados estaduais para um dado cultural importante no riquíssimo universo da Música Popular Maranhense (MPM).

Para quem está fora do contexto da cultura musical do Maranhão, a iniciativa do deputado Othelino Neto de instituir, com força de lei estadual, uma data para homenagear o Samba no Maranhão, parece uma decisão graciosa, sem muita relevância. Só na aparência, porque quando se busca o Samba maranhense na sua essência, o que se encontra são jóias preciosas do cancioneiro popular, com ricas, surpreendentes e  desconcertantes variações, algumas consideradas originais, não encontradas nem na Bahia nem no Rio de Janeiro, polos culturais que disputam a condição de “berço” do Samba nacional.

Com a propriedade de quem foi a fundo na pesquisa sobre o Samba maranhense, o deputado Othelino Neto argumentou com precisão: “O Maranhão é terra dos batuques, do Tambor de Crioula, que é reconhecido nacionalmente como “avô” do Samba, terra da Turma da Mangueira, fundada na primeira metade do século passado, assim como terra dos Fuzileiros da Fuzarca de 1936, terra dos blocos tradicionais, uma forma ímpar de tocar Samba e que só existe aqui. Portanto, nada mais justo do que estabelecer um dia para comemorarmos o nosso Samba, pois se trata de um reconhecimento”.

Inspirado em fundamentos culturais incontestáveis, o autor do projeto afirma, com razão absoluta, que “fazer Samba no Maranhão não é inventar e sim apenas manter viva essa tradição”. E mostrando que não se limitou ao rico painel do gênero no universo urbano, Othelino Neto ampliou ainda mais o raio de alcance do seu projeto, foi buscar o Samba Rural, uma preciosa variação típica da Região do Munim, até hoje preservado, com um ritmo próprio, “herdado dos nossos ancestrais”.

Na fundamentação do seu projeto, o deputado Othelino Neto relacionou uma turma de sambistas que responde pelo que há de melhor no gênero:  Felipe, Leonardo, Amaral, Apolônio, Messias, Cristóvão Colombo Alô Brasil, Antônio Vieira, Lopes Bogéa, Zé Pivô, Maestro João Carlos (pai de Alcione Nazaré, a Marrom), Caboclinho, Tabaco, Bibi Silva (pai do nosso poeta, o também sambista genial César Teixeira), Sapinho, Luís de França, Patativa, Urubuzinho, Mascote e outros.

O deputado Othelino Neto foi preciso na argumentação: “Esse reconhecimento é vital em todos os sentidos, até para que as pessoas entendam que o samba também é uma manifestação do nosso Folclore, dos nossos folguedos, da nossa riqueza e diversidade cultural. Em suma, é legítimo e justo todo o apoio e incentivo ao samba maranhense para preservá-lo e fortalecê-lo cada vez mais”.

E para tornar mais completa a homenagem ao Samba maranhense, a data 12 de Outubro marca o aniversário de Cristóvão Alô Brasil, um dos mais geniais sambistas do Maranhão, uma escolha que contempla a todos os cultivadores do gênero em terras maranhenses. Valendo também a informação de que a data é feriado por conta de Nossa Senhora Aparecida e das Crianças.

 

Roberto Costa age corretamente ao buscar um desfecho para a crise que prejudica Bacabal

Roberto Costa: envolvimento politicamente correto com a crise em Bacabal
Roberto Costa: envolvido  corretamente com a crise em Bacabal

Algumas vozes têm criticado o deputado Roberto Costa (PMDB) por causa do seu envolvimento no imbróglio em que se transformou a eleição para a Prefeitura de Bacabal. Para começar, o deputado Roberto Costa saiu das urnas com mais de 18 mil votos, o que, independente de não ter vencido a eleição, lhe dá uma responsabilidade enorme em relação ao destino de Bacabal. Além do mais, o que está em jogo naquele município é a própria essência do processo eleitoral, que no caso foi inteiramente contaminado com a participação do ex-prefeito Zé Vieira (PR) de maneira ilegal segundo denunciou o Ministério Público ainda no período de registro de candidatura. A guerra judicial travada paralelamente ao processo eleitoral provou cabalmente que a decisão do Ministério Público de impugnar a candidatura de Zé Vieira estava correta, não por algum crime eleitoral – que até onde se sabe Zé Vieira não cometeu -, mas pela sua condição de político ficha suja, segundo sentenças prolatadas pela Justiça Federal. Nesse contexto, o deputado Roberto Costa não faz mais que sua obrigação permanecendo a postos, acompanhando, atuando onde for possível, enfim, contribuindo para que o imbróglio seja resolvido pela Justiça. É assim que age um político correto, comprometido com a causa pública e com as regras do jogo. Se desse as costas para a crise, não seria merecedor dos mais de 18 mil votos que recebeu dos bacabalenses. O exercício da política vai muito além dos bons momentos da vitória eleitoral. Ele inclui também o amargor das crises e a tensão das indefinições. A crise de Bacabal provoca os dois sentimentos. E eles são visíveis no deputado Roberto Costa, com a diferença de que ele é otimista quanto ao futuro.

São Luís, 21 de Novembro de 2017.

 

Dino e Lula reforçam laços para juntar forças e Roseana vai ter a sombra de Temer na corrida às urnas

 

Flávio Dino e Lula e Roseana Sarney e Michel Temer: alianças para as eleições
Flávio Dino e Lula e Roseana Sarney e Michel Temer: alianças firmadas para as eleições do ano que vem no Maranhão

A participação destacada do governador Flávio Dino no 14º Congresso do PCdoB, realizado no fim da semana passada em Brasília, e a ação política consistente e contínua do ex-presidente José Sarney (PMDB) junto ao presidente Michel Temer (PMDB) delinearam bem como as forças que se baterão no pleno nacional se movimentarão no Maranhão. A reunião do PCdoB colocou mais uma vez – e parece que agora em caráter definitivo – o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente Lula da Silva (PT) lado a lado para a guerra eleitoral. E a ação política do ex-presidente José Sarney parece que consolidou o apoio do presidente Michel Temer (PMDB) como o lastro principal do projeto por meio do qual a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) pretende disputar o Governo do Estado. Entre esses dois projetos de rolo-compressor se movimenta a candidatura do senador Roberto Rocha pelo PSDB, que deve abrir caminho para a provável candidatura tucana do atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

É cada vez mais forte a ligação política do governador Flávio Dino com o ex-presidente Lula. E a menos que haja uma reviravolta surpreendente, os dois marcharão juntos em 2018, o governador lutando pela reeleição e o ex-presidente tentando voltar ao Planalto. Apesar dos pequenos azedumes que aqui e ali estremecem as relações do PT com o PCdoB, numa ciranda que às vezes envolve também PSB e PDT, Flávio Dino tem sabido levar à frente a aliança reconstruída depois do longo casamento do PT com o PMDB. Em tempos de duro desgaste para o PT, o governador Flávio Dino tem emprestado seu prestígio numa enfática defesa de Lula. A relação indica que, mesmo que venha a ser judicialmente impedido de ser candidato, Lula entrará de cabeça na campanha de Flávio Dino, que por sua vez apoiará incondicionalmente candidato o PT, que deve ser o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

O ex-presidente José Sarney tem se movimentado com toda sua expertise na construção da ponte que está transformando o projeto eleitoral da ex-governadora Roseana Sarney na lista de prioridades do PMDB e do presidente Michel Temer na corrida eleitoral de 2018. A movimentação que resultou na escolha do delegado Fernando Segovia para o comando da Polícia Federal mostrou o grau de sintonia do ex-presidente como o atual ocupante do Palácio do Planalto. Nos bastidores de Brasília corre que, mesmo impopular, o presidente Temer aposta alto na recuperação econômica, e esteira da façanha, embalar algumas candidaturas da preferência do PMDB e dele próprio, sendo a de Roseana Sarney uma delas. Essa decisão foi tomada na euforia da derrubada da segunda denúncia contra o presidente. E foi a batida de martelo que levou a ex-governadora desembarcar em São Luís alguns dias depois como candidata assumida, indicando que se Michel Temer tivesse sido afastado ela não entraria na briga pelo Palácio dos Leões.

Tudo está sendo desenhado para que esse seja o embate central da corrida aos Leões no ano que vem. O governador Flávio Dino vem dando ênfase política cada vez maior às ações do seu Governo, cumprindo uma agenda intensa de visitas ao interior para inaugurar e anunciar obras. Sabe que, exatamente por estar fora do poder, Roseana Sarney tentará retomá-lo usando todo o seu arsenal político e midiático, como está fazendo no caso da Operação Pegadores. E nessa guerra entrarão Lula por Flávio Dino e vice versa, e os ventos do Palácio do Planalto por Roseana Sarney. A primeira aliança já está selada e dificilmente sofrerá algum revés. A segunda já é fato, mas ainda está ganhando forma nas sombras e será mostrada à medida que as notícias econômicas sejam mais alvissareiras.

Nesse contexto, observadores mais exigentes sugerem mais tempo para o embate Flávio Dino/Roseana Sarney seja definido, chamando atenção para a candidatura do senador Roberto Rocha, que nas suas avaliações, pode ganhar impulso com a candidatura presidencial do PSDB. São poucos os que apostam que ele leve a melhor, mas são muitos os que acreditam que ele pode vir a desequilibrar a disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Cleide Coutinho pede aos amigos tempo para “Grandão” possa se recuperar tranquilo

Cleide e Humberto Coutinho: a médica e esposa cuidando marido e parceiro
Cleide e Humberto Coutinho: a médica e esposa cuidando marido e parceiro

O deputado Humberto Coutinho (PDT), presidente da Assembleia Legislativa e um dos pilares da aliança que hoje governa o Maranhão, está vencendo a batalha contra um quadro infeccioso no intestino. A boa nova veio a público ontem na forma de uma nota emitida por sua inseparável esposa Cleide Coutinho. Com a autoridade de mulher e médica, Cleide Coutinho informou que o tratamento está em franca evolução, mas para que seja eficiente, é necessário que Humberto Coutinho permaneça em completa reclusão, seguindo rigidamente recomendações médicas e longe da agitação e das emoções. O comunicado faz todo sentido para quem conhece Humberto Coutinho. Médico por formação e profissão, o deputado descobriu na política a sua verdadeira vocação. E desenvolveu uma maneira singular de praticá-la: conversando, ao pé do ouvido, e assumindo parcerias e compromissos que nunca deixaram de ser cumpridos, honrando a palavra acima de tudo. Por isso dedica a maior parte do seu tempo recebendo deputados, prefeitos, vereadores e líderes os mais diversos. Cada conversa é uma história, que puxa pela emoção. E nesse momento, o que ele menos precisa é de emoção forte ou de fazer esforços prejudiciais à sua recuperação. Daí o apelo forte feito por Cleide Coutinho, a pedido da equipe médica, no sentido de que seus amigos, especialmente deputados, evitem visitá-lo. Segue a nota:

Nota pública

A equipe médica que acompanha o tratamento do Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho, solicitou que todas as visitas ao parlamentar sejam suspensas até a completa recuperação do quadro infeccioso.

De acordo com o médico, as visitas que Dr. Humberto tanto gosta de receber, provocam muita emoção ao nosso amigo, exigindo esforços que no momento não são bons para a sua recuperação.
A Dra. Cleide Coutinho e família agradecem a todos pela compreensão e assim que o ‘Grandão’ voltar ao seu pleno restabelecimento, ficará muito feliz de receber as visitas que tanto o emocionam e agradam.

Caxias, 20 de novembro de 2017

Cleide Barroso Coutinho

 

Weverton Rocha não deixa que prisão de Rosângela Curado interfira na sua corrida ao Senado

Weverton Rocha: atuação intensa na liderança do PDT na Câmara Federal
Weverton Rocha: atuação intensa na liderança do PDT na Câmara Federal

Ao contrário do que alguns previram – a Coluna inclusive -, o deputado federal Weverton Rocha (PDT) não está permitindo que a prisão de Rosângela Curado na Operação Pegadores abale o seu projeto de chegar ao Senado nas eleições do ano que vem. O líder do PDT na Câmara Federal vem cumprindo uma programação intensa de encontros regionais, como o que aconteceu em Timon, no final da semana, quando recebeu declaração de apoio do prefeito Luciano Leitoa e, com ele, o aval do PSB à sua candidatura. Rosângela Curado foi uma aposta alta e errada, mas que poderia ajudá-lo a disseminar sua candidatura na Região Tocantina, a começar por Imperatriz, onde Curado parece ter ainda uma réstia de liderança. Focado no seu projeto senatorial, Weverton Rocha mantém uma atividade política frenética, percorrendo os quatro cantos do Maranhão, para consolidar pequenas, médias e grandes bases eleitorais. O jovem líder pedetista sabe que está numa guerra de gente grande, na qual não haverá espaço para vacilação nem passo em falso. Daí o seu cuidado em não se envolver diretamente no charco descoberto pela Operação Pegadores, ainda que a ação da PF esteja sob uma forte sombra de dúvidas. Principalmente pelo fato de que, ainda que as pesquisas não o apontem como um dos favoritos, é quase unanimidade no meio político que ele tem possibilidade de chegar onde planejou.

São Luís, 20 de Novembro de 2017.