“Lista do Fachin”: Oposição ataca com dureza e agressividade, mas Flávio Dino reage com firmeza e mantém serenidade

 

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Flávio Dino manteve a serenidade. Foi atacado por Andrea Murad, Adriano Sarney e Souza Neto e defendido por Rogério Cafeteira, Bira do Pindaré e Othelino Neto

Não se discute que, à primeira vista, a “Lista do Fachin” caiu como uma bomba no Palácio dos Leões, com potencial para causar estragos em projetos em andamento para as eleições do ano que vem, mas é indiscutível  também que, passado o alvoroço inicial da sua publicação e as reações dos alcançados, os danos políticos que poderá causar no Maranhão serão bem menores do que se podia prever. Alvo mais importante da lista no âmbito estadual, o governador Flávio Dino foi duramente espancado por vozes oposicionistas, mas reagiu de maneira firme, equilibrada, técnica e sem explodir como fazem comumente os culpados sem saída. O deputado federal e ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) também não explodiu e avisou que vai desmontar a acusação durante o inquérito, o mesmo fez o ex-procurador geral do Estado no seu Governo, Ulisses Martins. Os três dificilmente serão transformados em réus, e se o forem, parece remota a possibilidade de que venham a ser julgados culpados, condenados, presos e banidos da vida pública. Poderão, no máximo sofrer danos políticos, mas é improvável que sejam politicamente guilhotinados.

O  maior impacto causado pela fatia maranhense da “Lista de Fachin” foi o seu uso político, que ecoou com mais força no plenário da Assembleia Legislativa, na forma de duros ataques – uns pragmáticos e outros passionais e agressivos – de deputados que formam, de um lado, a banda ricardista, e de outro, a representação roseanista do Grupo Sarney ao governador Flávio Dino, e a reação firme, enfática, mas nada belicosa dos porta-vozes governistas e do próprio chefe do Executivo.

Os deputados oposicionistas Andrea Murad (PMDB) e Souza Neto (PROS) – que expressam, com aplicado rigor, o pensamento do ex-deputado estadual Ricardo Murad (PMDB), que planeja cada movimento dos dois – usaram a citação de Flávio Dino como uma dádiva divina para externar o alcance da ira que cultivam em relação ao governador. Com a gana de quem se preparou escolhendo cuidadosamente os adjetivos, Andrea Murad disse, como que fazendo um desabafo, que a “Lista do Fachin” “tirou a máscara” do político Flávio Dino, revelando  “um bandido sem moral e sem ética”. E foi mais longe ao definir o governador como “corrupto barato” e “propineiro ordinário”, usando um tom que misturou ódio e prazer. Não tão carregado, mas igualmente enfático, o deputado Souza Neto usou o mesmo roteiro. Já o deputado Adriano Sarney (PV), que representa a banda roseanista do Grupo Sarney, usando a linha equilibrada do pai e do avô, atacou fortemente, dizendo que a partir da sua inclusão na na “Lista do Fachin”, o governador Flávio Dino “terá de se medir com a régua que sempre usa para medir os seus adversários”. Nenhum outro deputado sarneysista se manifestou.

A base de apoio do governador reagiu de maneira surpreendentemente sóbria: os deputados governistas contestaram a delação, negaram enfaticamente que o então deputado federal Flávio Dino tenha recebido dinheiro sujo da Odebrecht. Relataram que o alegado apoio do parlamentar a um projeto que beneficiaria a empreiteira não existiu, a começar pelo fato de que Dino foi escolhido relator da matéria, mas nunca emitiu parecer e que a proposta acabou arquivada. Destacaram que Flávio Dino não está entre os autores do tal projeto e que na relação consta o deputado federal Sarney Filho (PV). Além disso, chamaram atenção para a trajetória pessoal e política do governador, destacando a sua seriedade, sua idoneidade e sua conhecida postura contra a corrupção, que se consolidou quando exerceu a magistratura federal e se confirmou quando se tornou político profissional. E numa clara estratégia destinada a conter a gritaria, o líder governista Rogério Cafeteira e os deputados Othelino Neto (PCdoB), Marco Aurélio (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) focaram suas falas em críticas a aspectos da Operação Lava Jato e na inocência do governador, de quem exaltaram as qualidades e as ações, estocaram os adversários, mas ignoraram solenemente as agressivas cipoadas verbais da deputada Andrea Murad.

Tão surpreendente quanto os discursos dos seus defensores na Assembleia Legislativa foi o rebate do próprio governador Flávio Dino. Com serenidade espantosa para quem foi incluído numa relação formada por dezenas de potenciais criminosos políticos, escreveu numa rede social: “Se um dia houver de fato investigação sobre meu nome, vão encontrar o de sempre: uma vida limpa e honrada. Tenho consciência absolutamente tranquila de jamais ter atendido qualquer interesse da Odebrecht, nos cargos que exerci nos três Poderes. O justo propósito de investigar crimes às vezes atinge injustamente pessoas inocentes. É o meu caso”. E com a mesma postura, encarou as câmeras sem demonstrar mais ou menos emoção do que de costume, para dizer que aguarda com serenidade o desfecho do caso.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Lobão tem a situação mais difícil entre os citados na fatia maranhense da  “Lista do Fachin”, mas mantém discurso

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Edison Lobão tem a situação mais complicada dos maranhenses citados na Lista

O caso mais grave da fatia maranhense da “Lista do Fachin” é o do senador, ex-governador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB), que está citado em várias delações por diferentes denúncias, e por isso corre sério risco de sair do processo com a trajetória manchada por uma condenação. De acordo com o que foi divulgado, ele é alvo de seis acusações feitas por delatores importantes da Odebrecht, parte delas relacionadas com supostos desvios milionários na construção hidrelétricas. Foi também acusado de receber propina nos esquema de desvio montados na Petrobras e na Usina Nuclear de Angra dos Reis quando foi ministro dos Governo de Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). Lobão reagiu com a estratégia de sempre à sua inclusão na nova lista. Disse, por meio de seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, que é inocente, que as acusações são absurdas e que vai provar tudo ao longo dos inquéritos. Agora, em contato com a imprensa, declarou que só vai se manifestar quando tomar conhecimento detalhado do teor das delações, de modo a reunir as condições técnicas para se defender. Lobão tem evitado exposição excessiva, não fala sobre o assunto na tribuna e raramente concede entrevista. Tem plena consciência de que o seu caso é “oito ou oitenta”, daí usar todos os recursos de quem está numa guerra. O último e mais importante foi eleger-se presidente da poderosa e influente Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ganhando poder de fogo para preparar sua defesa com mais segurança, mesmo sabendo tratar-se apenas de uma questão de tempo, principalmente se levado em conta o fato de que só dispõe de 20 meses de mandato.

José Reynaldo mantém data para lançar sua candidatura ao Senado: 6 de maio em Tuntum

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José Reinaldo: candidatura mantida

O deputado José Reinaldo Tavares (PSB) está decidido a manter inalterada a programação de lançamento da sua candidatura ao Senado, que está marcada para o dia 6 de maio, em Tuntum, numa grande festa política liderada pelo prefeito Cleomar Tema Cunha (PSB), presidente da Famem. Tema reconhece no ex-governador a mola-mestra de tudo o que aconteceu politicamente no Maranhão desde 2006, avaliando que não fosse sua coragem e determinação, o movimento que culminou com a eleição de Jackson Lago (PDT) teria fracassado, inviabilizando os desdobramentos, como a eleição de Flávio Dino em 2014, por exemplo. O prefeito de Tuntum e muitas outras lideranças políticas maranhenses acham que José Reinaldo merece exercer mandato de senador, ou, pelo menos, ganhar as condições políticas para disputar de igual para igual com os demais candidatos no ano que vem.

São Luís, 12 de Abril de 2017.

 

“Lista de Fachin” alveja Flávio Dino, mistura Lava Jato com Operação Navalha e alcança Edison Lobão, José Reinaldo e Ulisses Martins

 

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Flávio Dino, Edison Lobão, José Reinaldo e Ulisses Martins na “Lista de Fachin”

A “Lista do Fachin”, que sacudiu o Brasil ontem, no final da tarde, ao emergir explosivamente no sítio do jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão, fez tremer as bases da República e surpreendeu o meio político maranhense ao misturar as Operações Lava jato e Navalha (2007) ao trazer quatro nomes: o governador Flávio Dino (PCdoB) o senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) – que já esperado pelo fato de já ter figurado em todas as outras listas produzidas pela Operação Lava Jato -, o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) – que, segundo informou o Estadão foi incluído por fatos ocorridos quando era governador, provavelmente os que provocaram a Operação Navalha – e o advogado Ulisses César Martins de Souza – então procurador geral do Estado no Governo de José Reinaldo Tavares.

Não são recentes os rumores de que o governador Flávio Dino seria em algum momento citado na Operação Lava Jato como beneficiário de algum esquema de financiamento de campanha. A “Lista de Fachin” dá consistência ao que já era largamente comentado no meio político. De acordo com o que foi dito até agora, um dos delatores da Odebrecht, José Carvalho Filho, tido como homem de confiança do então presidente da empreiteira, Cláudio Melo Filho, disse que Flávio Dino recebeu R$ 400 mil para a campanha eleitoral de 2010 ao Governo do Estado. O dinheiro teria sido uma espécie de “compensação” ao apoio de Dino, então deputado federal, o Projeto de Lei nº  2.279, de 2007, que vetava a aplicação no Brasil de leis estrangeiras que afetem o comércio internacional, assunto de interesse direto da Odebrecht, pois garantiria “segurança jurídica” a investimentos do grupo, como os feitos em Cubas, que estariam ameaçados por leis norte-americanas. O dinheiro teria sido pedido pelo próprio então deputado Flávio Dino, a título de ajuda para a campanha. Encaminhada pela Procuradoria Geral da República ao STF, a delação do executivo foi relatada pelo ministro-relator Edson Fachin. 

A fatia maranhense da “Lista de Fachin” causa estranheza, não pelo senador e ex-ministro Edison Lobão, que figura com destaque entre os acusados desde as primeiras trovoadas da Operação Lava Jato, denunciado que foi, de cara, pelo operador-chefe do esquema de corrupção na Petrobras, o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, e por vários outros envolvidos no esquema, incluindo delatores da Odebrechet, todos acusando-o de participar do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras quando ministro de Minas e Energia. Por meio do seu advogado, o badalado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o senador Edison Lobão reagiu à “Lista do Fachin” repudiando “mais uma vez o reiterado vazamento de informações sigilosas”, sugerindo que só se manifestará tecnicamente quando tiver acesso ao documento oficial liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). (Ocorre que menos de duas horas depois que o Estadão vazou a lista em primeira mão, o ministro-relator Edson Fachin suspendeu o sigilo sobre os seus despachos, tornando públicos os nomes e as acusações que pesam sobre cada um, invalidando qualquer argumento de “vazamento seletivo”. Com a decisão, o ministro abriu caminho para que, neste caso, tudo agora será feito às claras).

José Reinaldo Tavares, ao contrário de Edison Lobão, parece ter sido tragado por força gravitacional, já que nenhum depoimento ou delação premiada que chegou ao conhecimento público desde o início da Operação Lava Jato, em março de 2014, o citou, direta ou indiretamente. José Reinaldo governou o Maranhão de abril de 2002 a dezembro de 2006. Foi apanhado, junto com outras 45 suspeitos pela Operação Navalha, que desmontou o esquema de desvio de dinheiro público montado em 10 estados mais o Distrito Federal pela empreiteira baiana Gautama, comandada pelo empresário Zuleido Veras. Foi preso, algemado e levado para Brasília, alvejado por uma série de acusações. Nenhuma das acusações se sustentou. Tanto que pôde se candidatar sem problemas a senador em 2010, sem lograr êxito, e a deputado federal em 2014, sendo eleito com folga. Procurado ontem pela TV Mirante, José Reinaldo disse que nada tem a temer e que o processo será a oportunidade de mostrar sua inocência.

O caso do advogado Ulisses Martins, um dos mais destacados da sua geração, situa-se na órbita do deputado federal José Reinaldo, pois não foi citado em qualquer depoimentos ou delação da Operação Lava Jato. Quando estourou a Operação Navalha, o já ex-procurador-geral do Estado já havia retomado suas atividades advocatícias e se tornado conselheiro federal da OAB, condição que o livrou do alcance de um mandado de prisão. Na Operação Navalha, Ulisses Martins foi acusado de emitir pareceres referendando operações suspeitas do Governo. Sua inclusão na “Lista do Fachin”. Sempre se defendeu alegando inocência. Terá agora a oportunidade de provar o que tem dito desde que foi apontado como suspeito.

A “Lista do Fachin” certamente produziu um grande abalo no meio político maranhense, porque atinge, além do do governador Flávio Dino, alcançou dois dois  ex-governadores,  um que se desdobra para evitar o pior na Lava Jato e outro agora se movimenta para se tornar candidato ao Senado num cenário que pode sofrer mudanças se o seu projeto vier a ser prejudicado por essa situação inesperada. O destino do advogado Ulisses Martins nessa confusão monumental é absolutamente imprevisível.

Em Tempo: A primeira versão da Coluna sobre o assunto não incluiu o governador Flávio Dino porque ele não foi citado na na primeira versão da “Lista de Fachin” divulgado pelo sítio do jornal O Estado de S. Paulo, o que só ocorreu horas depois.

PONTO & CONTRAPONTO

“Lista do Fachin” será mais um obstáculo a ser vencido por José Reinaldo para disputar vaga no Senado

A “Lista do Fachin” chega em momento político especialmente delicado para o deputado federal José Reinaldo Tavares. Pré-candidato ao Senado, projeto que se tornou a essência do seu futuro político, o ex-governador enfrenta dificuldades na sua relação com o PSB, principalmente por causa da permanência no partido do senador Roberto Rocha, que mantém de pé o seu projeto de ser candidato a governador, com o qual não concorda. José Reinaldo também não tem recebido apoio do Palácio dos Leões para levar em frente a sua candidatura, obrigando-se a fazer uma pregação solitária em busca de apoio.

Nem tudo, porém, é problema para José Reinaldo. Nos últimos dias, ele tem recebido inúmeras manifestações de apoio, entre elas a do prefeito de Tuntum e presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha, que anunciou uma grande festa política na sua cidade, no dia 6 de maio, para lançar a candidatura do ex-governador à Câmara Alta. Ao mesmo tempo, pesquisas de opinião têm apontado o ex-governador como um dos nomes viáveis para essa disputa, que reúne vários nomes de peso da política estadual: Sarney Filho (PV), Weverton Rocha (PDT), Sebastião Madeira (PSDB), entre outros. Com a experiência e o prestígio político que acumulou, José Reinaldo terá de se desdobrar para vencer mais esse obstáculo. E pelo visto começou bem, ao afirmar que o processo será a oportunidade que terá para demonstrar o quanto é injusta a acusação.

Assembleia Legislativa aprova Moção de Repúdio contra presidente da República por causa da BR-135

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Eduardo Braide: moção de repúdio a Michel temer por causa da BR-135

Assembleia Legislativa disparou ontem um míssil político endereçado ao Palácio do Planalto. Nele, os deputados maranhenses firmam uma Moção de Repúdio ao presidente Michel Temer (PMDB) e seu Governo, especialmente o Ministério dos Transportes, por não darem a devida atenção à obra de duplicação da BR-135 entre o Estreito dos Mosquitos e Bacabeira – trecho batizado de “Estrada da Morte” devido às inúmeras tragédias – que deveria ser concluída no final do ano passado, mas que em previsão recente, o DNIT avisou que a conclusão só ocorrerá em meados do ano que vem. A Moção foi proposta pelo deputado Eduardo Braide (PMN)

E foi aprovada por unanimidade, sem qualquer discussão, o que significa dizer que todos os 42 parlamentares concordam com o protesto. A atitude dos deputados reflete o ânimo dos maranhenses de um modo geral, de vez que o tratamento que o Governo Central tem dado ao assunto tem certo traço de deboche. Ontem, correu nos bastidores que os deputados federais também assinarão a Moção de Repúdio, que será protocolada no Palácio do Planalto na próxima semana. Haverá um esforço extra para fazer com que o documento chegue às mãos do presidente da República, para que ele o leia e reflita sobre a indignação dos maranhenses.

São Luís,  11 de Abril de 2017.

Eduardo Braide sinaliza que pode ser candidato a deputado federal, senador ou ao Palácio dos Leões

 

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Eduardo Braide: vai tentar voar mais alto em 2018

Na fase de preparação da corrida à Prefeitura de São Luís, mais ou menos em abril do ano passado, a Coluna chamou a atenção dos seus leitores para um projeto embrionário de candidatura ao Palácio de la Ravardière anunciado timidamente pelo deputado Eduardo Braide (PMN), por enxergar nele uma possibilidade remota, mas com alguma nitidez, de dar certo. Não deu outra: de discurso em discurso, de posicionamentos em posicionamentos e de passo a passo, Eduardo Braide saiu da rabeira do processo, ultrapassou todos os demais candidatos – Wellington do Curso (PSB), Eliziane Gama (PPS), Fábio Câmara (PMDB), entre outros – e acabou no 2º turno com prefeito Edivaldo Jr. (PDT). Foi derrotado, mas saiu da disputa com mais de 240 mil votos e com o cacife de ter-se tornado um dos políticos mais importantes da sua geração, credenciado, portanto, a se habilitar para disputar cadeira na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal, no Senado e até mesmo a do gabinete principal do Palácio dos Leões. Agora, Braide desenha suas perspectivas e as suas possibilidades futura, indicando rumos em oportuna entrevista à jornalista Jacieny Dias, que, com saudável objetividade, não fez rodeios e foi direto ao assunto: “O senhor é candidato a Governador?”

Sua resposta: “Meu projeto político no momento é fazer um bom mandato de deputado estadual. Mas essa decisão eu já tomei: a de não ser candidato à reeleição como deputado estadual. São oito anos aqui na Assembleia, e acho que é um tempo razoável para que a gente parta para voos mais altos (…). Qualquer político se sente honrado em ser o chefe do Executivo do seu estado, e eu estaria mentindo se disse que não tenho esta pretensão. Mas ninguém é candidato de si mesmo. Isso depende da questão partidária, da política de alianças, do momento que iremos viver”.

Poucos políticos responderiam a tal indagação com uma argumentação tão sólida e sensata. Eduardo Braide anunciou que não mais será candidato a deputado estadual, primeiro por entender que dois mandatos são tempo suficiente encerrar essa etapa da vida política, mas em nenhum momento tratou o mandato na Assembleia Legislativa como uma coisa menor; ao contrário, disse que no momento é candidato a exercer correta e produtivamente o mandato estadual. E com mais habilidade ainda, criou um clima de curiosidade e expectativa ao informar que ainda não sabe a qual mandato concorrerá em 2018, deixando no ar que pode ser candidato a deputado federal, a senador e a Governador do Estado, sem externar qualquer ênfase que pudesse quebrar o “mistério”. Ou seja, dependendo das condições que ele relacionou como essenciais para se definir o caminho de uma disputa eleitoral, que poderá mandá-lo para Brasília ou autorizá-lo a morar durante quatro anos no endereço mais nobre de São Luís.

Com elevado nível de preparo técnico e exibindo um raro senso de posicionamento político, Eduardo Braide já demonstrou, como candidato as prefeito e como deputado estadual, que consegue enxergar as suas possibilidades, principalmente em contexto escasso de novas lideranças. Sabe, por exemplo, que, pelo menos por enquanto, o Grupo Sarney esgotou seu poder de renovação, obrigando-se a apostar na candidatura incerta da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que já governou por mais de 13 anos e não parece mais animada para entrar numa guerra de desfecho imprevisível contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que está focado no projeto de reeleição e galopa num nítido favoritismo. Sua leitura é que, mesmo levando em conta o projeto do senador Roberto Rocha (PSB), existe no cenário de 2018 espaço para uma candidatura da novíssima geração e que seja  suficientemente ousada para propor ao eleitorado uma quebra de paradigma. O parlamentar parece disposto a encarar esse desafio, desde que dispondo de condições partidárias e políticas adequadas.

Todas as evidências indicam que o deputado Eduardo Braide reúne as condições básicas e indispensáveis para construir uma trajetória política bem sucedida, como tem sido até agora, apesar da derrota para a Prefeitura de São Luís – que era previsível. Mas as mesmas evidências indicam que ele precisa se fortalecer política e partidariamente, procurando uma sigla mais consistente, que lhe dê respaldo nacional e alcance todas as faixas do eleitorado como um movimento político viável. Com essas condições, conseguirá o gás suficiente para entrar na briga pelo Palácio dos Leões, por exemplo, de igual para igual com qualquer candidato. Por outro lado, tem consciência de que seus adversários farão de tudo para lhe brecar, o que é absolutamente normal no tatame político frequentado pelos mais ousados.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton Rocha não se verga para a condição de réu e prossegue fortalecendo sua candidatura ao Senado

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Weverton Rocha (centro), Othelino Neto, Márcio Jerry, Tema Cunha, Juscelino Filho e Edivaldo Jr., mais Rubens Jr. e Valéria macedo (atrás) em evento em Barra do Corda

Perdeu feio quem apostou que ao ser tornado réu em processo instaurado no Supremo Tribunal Federal no qual responderá à acusação de desvio de recursos públicos na reforma do Ginásio Costa Rodrigues, quando secretário de Esporte e Juventude no Governo Jackson Lago (2007/2009), levaria o deputado federal Weverton Rocha (PDT) a tirar o pé do acelerador na sua corrida de candidato ao Senado nas eleições do ano que vem.

Na contramão do que muitos esperavam, o parlamentar, que preside o PDT do Maranhão e lidera a bancada do partido na Câmara Federal, não se deixou abalar, e foi mais além: intensificou seus movimentos como candidato a candidato a senador, dando uma demonstração clara de que vai usar até o limite os dois principais trunfos: tem os pés no chão e não se dobra na primeira pancada.

No final da semana, Weverton Rocha deu uma expressiva demonstração de que está politicamente inteiro e sabe o que deve fazer para evitar ao máximo sair chumascado do imbróglio judicial que o envolve. O líder do PDT reuniu em Barra do Corda um grande batalhão de líderes, prefeitos e parlamentares para demonstrar a consistência da sua candidatura. Lá estiveram ninguém menos que o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr, (PDT), o presidente da Federação dos Municípios e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema Cunha (PSB), os deputados federais Rubens Jr. (PCdoB) – recém eleito coordenador da bancada federal – e Juscelino Filho (DEM), os deputados estaduais Othelino Neto (PCdoB) e Valéria Macedo (PDT), o secretário de Comunicação e Articulação Política e presidente do PCdoB, Márcio Jerry, e o secretário de Agricultura, Márcio Honaiser (PDT).

 

Roberto Costa denuncia clima de tensão e agressão a apresentador de TV por vereador em Bacabal

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Roberto Costa denuncia clima de violência em Bacabal causado por vereador contra apresentador de TV

O repúdio indignado do deputado Roberto Costa (PMDB), feito ontem na tribuna da Assembleia Legislativa, ao fato de seguranças do vereador bacabalense César Brito terem espancado covardemente o apresentador de TV Ray Lima em frente do prédio da Câmara Municipal, deu bem a medida da tensão que domina Bacabal em meio à indefinição quanto ao desfecho da disputa pela Prefeitura Municipal. Situação agravada ainda mais pela presença do prefeito Zé Vieira (PR), que por ser ficha suja não poderia sequer ter sido candidato a prefeito.

No seu discurso, feito em tom inflamado, Roberto Costa denunciou que o vereador César Brito, conhecido como “o maior agiota de Bacabal e da região”, teria mandado seus capangas agredir o apresentador Ray Lima “porque ele noticiava algumas verdades na televisão na qual ele trabalha”, repetindo o que o mesmo grupo tentara fazer na semana, ou a realização de uma nova eleição passada com o apresentador Randyson Laércio. E anunciou que o caso será denunciado à Comissão de Direitos Humanos da OAB, e ao secretário de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, ”para que a violência praticada contra o apresentador de TV seja investigada e devidamente punida”. Roberto Costa foi enfático ao frisar que a sociedade de Bacabal não aceita e não permite mais dentro do município.

A denúncia feita ontem pelo deputado Roberto Costa e corroborada pelo deputado Souza Neto (PROS), que foi igualmente incisivo, reflete com clareza o clima de insegurança e incerteza que domina a cidade de Bacabal por conta do imbróglio em que se transformou a disputa para a Prefeitura. Ali, o prefeito Zé Vieira (PR) é ficha suja e está no cargo garantido apenas por uma liminar precária, que deve cair a qualquer momento, o que significará que ele terá de deixar o cargo. Os 100 dias que se passaram foram marcados pela incerteza em relação ao futuro, que pode ser a posse do deputado Roberto Costa no cargo de prefeito ou a realização de uma nova eleição, esta sem Zé Vieira.

Enquanto a Justiça Eleitoral não der a palavra final sobre o assunto, a cidade – uma das 10 maiores do Maranhão – permanecerá mercê de casos como a agressão ao apresentador Ray Lima.

São Luís,  10 de Abril de 2017.

 

Escolha do coordenador da bancada federal foi resultado de um confronto político entre Flávio Dino e Roseana Sarney

 

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Flávio Dino apoiou fortemente Rubens Jr., que foi eleito coordenador da bancada federal do maranhão ao derrotar João Marcelo, que foi apoiado por Roseana Sarney

O acirramento do embate político no Maranhão está contaminando todas as áreas onde se pode apontar quem é governo e quem é oposição. O reflexo mais recente dessa confrontação ocorreu na eleição do novo coordenador da bancada federal, que era baseada na perspectiva da produção de resultados, mas foi transformada numa guerra entre forças ligadas ao movimento liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e as que seguem a orientação do Grupo Sarney, mais diretamente da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). E o desfecho desse cabo de aço foi a eleição, na semana que passou, do deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), para o posto, vencendo, por 11 votos a 9, o deputado federal João Marcelo Souza (PMDB). Sem colocar em discussão a competência política e parlamentar dos dois jovens deputados, o resultado da disputa sugere uma discussão oportuna sobre a importância da coordenação da bancada federal e o risco que ela está correndo aso se transformar em mais um campo de embate entre as forças que se digladiam no tabuleiro político do Maranhão.

Para muitos, a coordenação tem pouca importância, sendo o cargo de coordenador apenas figurativo. Outros, porém, avaliam que, na verdade, se bem articulada e operada sob a motivação de um pragmatismo sensato, que enxergue o interesse comum, a coordenação pode ser, sim, um instrumento valiosíssimo de ação política na relação da bancada federal com as instâncias da própria Câmara Federal e, principalmente, com o Palácio do Planalto e a Esplanada dos Ministérios quando assuntos de importância fundamental para o Maranhão estão em jogo em Brasília. Tanto que nas últimas legislaturas, a coordenação tem sido cada vez mais disputada, exatamente porque tem aumentado a importância da interlocução nas sensíveis relações políticas que movem os espaços de poder no Planalto Central.

Até os Governos de Lula da Silva (PT), a eleição do coordenador se dava quase que por consenso, mas com o aval os deputados de oposição, o que equivalia a quase uma nomeação. Mas qual era o fator decisivo para a escolha? O poder de influência, o trânsito e o acesso do coordenador nas mais diferentes esferas do Poder Executivo. E mais: quando o tema a ser tratado era de interesse comum, os integrantes da bancada camuflavam as suas diferenças e formavam um só bloco na defesa da matéria. Havia até mesmo casos em que assuntos de interesse de um deputado fossem tratados pelo coordenador. De uns tempos para cá, as decisões consensuais da bancada federal estão rareando. Isso não significa dizer que o instrumento caminha para um colapso de perda de importância e sentido, mas não há como esconder o fato de que a “politização” da escolha coloca-o em risco.

A disputa que colocou em confronto “eleitoral” o comunista Rubens Jr. e o pemedebista João Marcelo Souza fugiu completamente à tradição que limitava o processo a uma movimentação interna da bancada, com alguma influência externa, mas nada ostensivo como ocorreu agora. Rubens Jr. foi fortemente apoiado pelo governador Flávio Dino, que mobilizou todos os seus canais para fortalecer o seu candidato, enquanto João Marcelo Souza foi turbinado, primeiro, pelo pai e guia político, o senador João Alberto (PMDB), seus braços partidários, e também pela ex-governadora Roseana Sarney que, temporariamente radicada em Brasília, usou todos os seus meios no apoio à candidatura. Os dois lados promoveram reuniões, documentos de apoio, telefonemas, enfim, todos os meios possíveis para dar suporte a cada um dos candidatos. E o resultado, que deu a vitória a Rubens Jr. por 11 contra 9 dados a João Marcelo Souza, refletiu com muita clareza que o processo de escolha foi na verdade um confronto político de grande porte entre Governo e Oposição no Maranhão.

O desfecho desse confronto produziu uma certeza: a escolha do coordenador da bancada federal do Maranhão nunca mais se dará no limite dos interesses dos deputados nas suas relações com as suas bases, e fatalmente passará a ser definida pelos interesses de Governo e Oposição. Nada de absurdo, mas sem dúvida uma mudança de costume e de sentido.

 PONTO & CONTRAPONTO

PT do Maranhão dá hoje um passo decisivo para definir seu futuro como partido político influente e de vanguarda

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Fernando Magalhães e Honorato Fernandes disputam o comando do PT de São Luís numa eleição decisiva

O PT dá hoje a largada no que chama de Processo de Eleição Direta e apelida orgulhosamente de PED. Por meio do PED, o partido definirá a composição dos seus grupos dirigentes nos municípios, para em seguida realizar a segunda etapa, que é a de escolher os manda-chuva no âmbito estadual, o que ocorrerá no final deste mês, para, finalmente, já no segundo semestre, escolher seus chefes maiores no universo nacional. Na etapa de hoje, que ocorrerá simultaneamente em dezenas de municípios, a medição de forças mais expressiva ocorrerá em São Luís, onde a peleja pelo poder se dará no embate entre duas chapas. Uma é a “Por um Maranhão mais Justo para Todos e para Lula”, liderada pelo presidente Fernando Magalhães, candidato à reeleição. A outra é “Unidade para Renovar”, capitaneada pelo vereador Honorato Fernandes.

Fernando Magalhães representa a corrente lulista e que detém o controle do partido no estado pela presidência de Raimundo Monteiro e que tem como o deputado Zé Inácio como candidato a presidente. Essa corrente segue a orientação da banda do PT comandada diretamente por Lula da Silva. Honorato Fernandes representa exatamente o oposto. Tanto que se posiciona com um discurso favorável a Lula, mas fortemente agressivo em relação à postura do partido no Maranhão, especialmente o seu braço de São Luís.

Desse processo eleitoral – municipal e estadual – sairá o PT que dará as cartas no estado pelos próximos tempos. A vitória de Fernando Magalhães em São Luís e a de Zé Inácio significará a continuidade, mas com um esforço desses dirigentes para costurar a unidade partidária, atraindo para o movimento em torno do projeto de reeleição do governador Flávio Dino e a volta de Lula e a do PT ao poder nacional. A eleição de Honorato Fernandes e, por via de desdobramento, a de Augusto Lobato no plano estadual significará uma reviravolta radical na existência do PT no Maranhão. Nada que dificulte a candidatura de Lula nem o projeto de reeleição do governador Flávio Dino, mas dentro do próprio PT, onde darão as cartas nomes como Márcio Jardim e Francisco Gonçalves, quem resistiram à aliança do PT com o PMDB no Maranhão. Nos bastidores do PT corre que, dependendo do desfecho da eleição, até Domingos Dutra, hoje prefeito de Paço do Lumiar, poderá pensar em voltar ao partido.

Time de candidatos a senador ganha vereador de São Luís

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Weverton Rocha, Lobão Filho, Clóvis Fecury, João Alberto, Sebastião Madeira, Gastão Vieira, Sarney Filho, Márlon Reis e Marquinhos estão na corrida para o Senado

Todos os fatos registrados nos últimos dias só reforçaram a previsão informal feita pela Coluna de que a disputa para as duas vagas de senador será o grande embate a ser travado na campanha eleitorado ano que vem. De um lado, o Grupo Sarney já escalpou Sarney Filho (PV), deputado federal e atual ministro do Meio Ambiente, devendo apontar outro nome competitivo, que pode ser o senador João Alberto, o suplente de senador Lobão Filho e o também suplente de senador Clóvis Fecury, todos do PMDB. O grupo do governador Flávio Dino já tem definidos os deputados federais Weverton Rocha (PDT), José Reinaldo Tavares (PSB) e agora Waldir Maranhão (PP). No meio desses dois grupos estão os projetos solitários como o do ex-juiz Márlon Reis (Rede), do ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB) e o do ex-ministro Gastão Vieira (PROS). E como se não bastasse esse contingente de pesos pesados e pesos médios, agora aparece no cenário um peso pena, o vereador Marquinhos (DEM), que desembarcou na Câmara Municipal de São Luís com o cacife de 7.489 votos, o que o colocou na sétima posição entre no ranking de votação. Em quase todas as eleições para o senado costumam aparecer “laranjas”, que registram candidatura só para fazer o serviço sujo dos candidatos de ponta, que não podem se “queimar”. Não parece ser o caso do vereador Marquinhos, que já foi testado nas urnas, tem um nome a zelar e um mandato a honrar, e não cometeria, portanto, o desatino de funcionar como porrete de terceiros. Tem todo o direito de se candidatar e disputar uma cadeira senatorial de igual para igual com os demais postulantes. Que jogue o jogo como o jogo é.

São Luís, 08 de Abril de 2017.

 

Sarney continua sendo voz influente e suas observações podem servir de conselhos para Michel Temer

 

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José Sarney: sabedoria e experiência em forma

De todas as verdades que sobrevivem no meio político brasileiro, poucos duvidam de que a mais consistente é a que aponta o ex-presidente José Sarney como um dos – ou o? – mais ativo e influente político do Brasil, mesmo já beirando os 90. O fim da sequência inacreditável de mandatos eletivos em 2015 – que poderá ser retomada nas eleições de 2018 – não o afastou do epicentro da vida política e partidária do País, ao contrário, parece tê-lo aproximado ainda mais das rodas de decisão, pois coincidiu com a chegada do PMDB ao poder. Uma prova de que Sarney está tão ativo quanto sempre foi o registro feito quinta-feira pela colunista de O Globo ????????, em nota sobre um jantar que reuniu, terça-feira, a cúpula do PMDB na residência da senadora tocantina Kátia Abreu (PMDB). De acordo com o registro, em meio a conversas sobre a situação que o Brasil vive no momento e da condução dada ao Governo pelo presidente pemedebista Michel Temer, o ex-presidente fez o seguinte comentário: “Se eu fizesse tudo o que os economistas quisessem, eu teria sido cassado”. Todos os que ouviram transformaram o comentário em conselho ao presidente Michel Temer.

O comentário do ex-presidente José Sarney foi feito a propósito da grita dos senadores contra o presidente Michel Temer. Eles avaliam que o presidente está tomando medidas muito duras e impopulares e que isso poderá prejudicar o desempenho dos candidatos do partido em todos os níveis. Concordam que para colocar a casa em ordem a receita tem de ser amarga, mas acham que em meio a essa dureza deve haver doses fortes de “ternura”, ou seja, medidas que agradem ao povão, onde está a base do eleitorado. Nesse sentido, pregam que o presidente Michel Temer não deve ouvir apenas os tecnocratas comandados por economistas, mas deve dar atenção às “ponderações” feitas por vozes aflitas do Congresso Nacional, dando uma tintura mais política ao Governo.

Atento a todos os movimentos que ocorrem em Brasília, ex-presidente José Sarney, que traz na biografia a trajetória do céu ao inferno no comando do Plano Cruzado, que levou o País à moratória, faz uma recomendação: antes de tomar qualquer decisão de envergadura, o presidente da República deve conversar com o Congresso. Isso porque ele sabe que as decisões técnicas são necessárias e eficazes, mas os resultados políticos que elas poderão produzir serão muito mais abrangentes se forem o resultado de um grande entendimento com o Congresso Nacional, a começar pelo fato de que, envolvendo Câmara dos Deputados e Senado, todos serão responsáveis pelo que vier, podendo colher os frutos dos resultados positivos e dividir os hematomas de eventuais desastres.

José Sarney conhece os dois lados da moeda. Ganhou status de semideus quando implantou o Plano Cruzado, passando à sociedade brasileira a ideia de que finalmente o País entraria nos trilhos de uma nova ordem. Mas, por se tornar refém de economistas, frequentou a calçada do inferno quando adotou o desastroso Plano Cruzado II, sem dar atenção aos alertas e sugestões feitos por vozes do Congresso e de outros segmentos da política, e cujo resultado foi que entregou o Governo ao presidente Fernando Collor de Mello, o fanfarrão alagoano que venceu a eleição batendo exatamente nos desastres ocorridos no Governo da Nova República. Quando do alto da sua experiência José Sarney recomenda a Michel Temer que converse mais com o Congresso, dita exatamente a receita que o presidente deve usar para enfrentar a crise com suporte político.

Não há quem não veja sensatez nas recomendações do velho, mas lúcido, político maranhense, que continua prestigiado e disputado como interlocutor, mesmo alvejado por incômodos revezes, como ser acusado de envolvimento num suposto esquema para minar a Operação Lava Jato.

Em Tempo: Pesquisa recente revela que nada menos que 78% dos eleitores do Amapá afirmam que votarão em José Sarney para o Senado, caso ele seja candidato nas eleições do ano que vem. Ele tem dito que já se aposentou mesmo e que não pretende se candidatar, mas quem o conhece de perto, garante que ele está se coçando.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Parece claro que Edivaldo Holanda perdeu a vontade e a paciência de continuar remando contra a maré

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Edivaldo Holanda: gesto solitário

Teve repercussão maior do que merecia o gesto do deputado Edivaldo Holanda (PTC) de se afastar do bloco que dá sustentação ao governador Flávio Dino (PCdoB) alegando a necessidade de atuar de maneira independente na Assembleia Legislativa. Apesar das explicações dadas pelo parlamentar de que se tratava de um gesto pessoal, apolítico e que só objetiva apenas maior liberdade na sua atuação legislativa, uma rede de especulação agitou o meio político, vendo na mudança anunciada por Edivaldo Holanda uma crise de largas proporções nas entranhas do Governo Flávio Dino. Essa conclusão ganhou forma com a contribuição do próprio deputado, que em suas declarações usou sempre o tom de ironia, sinalizando que está mesmo se afastando do grupo liderado pelo governador.

O fato causou impacto no Palácio de la Ravardière, onde o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), hoje apontado como o mais importante aliado do governador Flávio Dino, foi apanhado de surpresa, já que próprio Edivaldo pai informou aos jornalistas que não conversara com o filho sobre sua decisão. O prefeito de São Luís “escalou” alguns sondar o ambiente nos bastidores políticos e foi informado que a decisão do pai não causou nenhum estrago na base de sustentação do Governo nem nas relações dele, prefeito, com o governador.

Essa movimentação resgatou uma informação que parecia adormecida: Edivaldo Holanda nunca se deu bem com o governador Flávio Dino. As diferenças afloraram na campanha de 2012, quando julgou que o filho, então candidato a prefeito, estava abandonado pelo então deputado federal Flávio Dino, o mesmo acontecendo na campanha de outubro passado, quando, também pelo argumento de que o agora governador Flávio Dino não estava dando o apoio necessário ao projeto de reeleição do prefeito, gerou um forte clima de tensão nos bastidores da campanha, só controlado depois de muita conversa. Edivaldo Holanda também criticou o fato de que ficou sozinho na defesa do prefeito na Assembleia Legislativa enquanto adversários como Eduardo Braide (PMN) e Wellington do Curso (PSD) e outros nomes da oposição o bombardeavam diariamente na tribuna. Tudo isso embalou o anúncio de quarta-feira.

Alguns quiseram atribuir o afastamento ao fato de que Edivaldo Holanda descobriu recentemente que está com câncer, tudo indica que uma coisa nada tem a ver com a outra, pois o parlamentar aparenta bem estar físico e já deu demonstrações de que está encarando a doença com firmeza.

O que parece mesmo é que Edivaldo Holanda se deu conta de que não tem mais paciência nem necessidade de remar contra a correnteza. O filho está politicamente consolidado e ele tem coisa mais importante para fazer, que cuidar da saúde. E ponto final.

São Luis, 07 de Abril de 2017.

 

Denúncia e novos fatos indicam que a disputa pelas duas vagas de senador se dará numa guerra sem quartel

 

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Weverton Rocha, José Reinaldo, Waldir Maranhão, Sarney Filho, João Alberto, Lobão Filho e Clóvis Fecury: dúvidas no ar sobre a candidatura de váriios pretendentes

A pancada judicial no deputado federal Weverton Rocha (PDT), que foi transformado em réu no caso já envelhecido da reforma do Ginásio Costa Rodrigues, e a informação, a ser ainda confirmada, dando conta de que o deputado federal Waldir Maranhão estaria migrando do PP para o PTB com o objetivo de disputar a senatória mexeram com o cenário da corrida ao Senado no campo político comandado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que parecia evoluir para um desfecho nada surpreendente, tendo também o deputado federal José Reinaldo (PSB) na corrida. Na banda adversária, há rumores de que o deputado federal Sarney Filho (PV) já teria acertado os ponteiros dentro da família e na cúpula do Grupo Sarney, batendo martelo como candidato a senador, independentemente de a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) venha a ser candidata ao Palácio dos Leões, como que avisando que um projeto nada tem a ver com o outro e que ele topa fazer o teste com dois Sarney candidatos majoritários na mesma chapa. Nessa campo, depois de o empresário e suplente de senador Lobão Filho (PMDB) ter anunciado que pretende ser candidato a senador, o mesmo sinalizado pelo empresário Clóvis Fecury (PMDB), o senador João Alberto (PMDB), que vinha se mantendo indiferente, começou a se movimentar como pré-candidato.

A situação do pedetista Weverton Rocha é mais delicada no contexto dessa disputa. Tanto é verdade que ele tem se esforçado muito para minimizar o fato de ter sido denunciado e virado réu no Supremo Tribunal Federal, mantendo sua agenda cheia e intensificando contatos para consolidar o projeto. Nos bastidores correm rumores diversos, entre eles o que ele sentiu pesar-lhe sobre os ombros a denúncia do Ministério Público Federal, acatada pelo Supremo. Por mais abalado que tenha ficado, Weverton Rocha é um político arrojado, que calcula bem os seus passos e tem sabido conduzir tal situação sem dar a ela a dimensão de uma tragédia, como querem seus adversários e até mesmo alguns “aliados”. Nesse contexto, a candidatura de Waldir Maranhão aparece como uma espécie de fantasma na numa seara onde cabiam apenas a de Weverton Rocha e a do deputado federal José Reinaldo (PSB), depois da desistência do deputado Humberto Coutinho (PDT).  Conclusão óbvia: um a nuvem de incerteza resolveu sobrevoar esse campo de disputa senatorial.

Na seara oposicionista, tudo caminha para a consolidação da candidatura do deputado federal Sarney Filho, atual ministro do Meio Ambiente ao Senado, independentemente de a ex-governadora Roseana Sarney resolver encarar a disputa pelo Palácio dos Leões. Sarney Filho disse na semana passada e tem repetido a interlocutores que o seu projeto senatorial nada tem a ver com a eventual candidatura de Roseana Sarney ao Governo. Ele argumenta que não vê mais sentido permanecer na Câmara Federal depois de nove mandatos (36 anos) consecutivos, o que lhe deu experiência e estatura política para dar o passo além, já que o projeto de chegar ao Governo do Estado foi atropelado, primeiro pelo então governador Epitácio Cafeteira, e depois pelo próprio grupo.

A segunda vaga na chapa do Grupo Sarney tinha até semana passada dois aspirantes, os suplentes pemedebistas Lobão Filho e Clóvis Fecury, que até agora se manifestaram timidamente, tudo indica que motivados pelo silêncio do senador Edison Lobão (PMDB), que em guerra contra a acusação de envolvimento em esquemas de desvio investigados pela Operação Lava Jato, até agora não emitiu qualquer sinal de que pretenda concorrer a mais um mandato. Só que de uns dias para cá o senador João Alberto começou a incrementar suas atividades, contratando inclusive uma assessoria de imprensa, ao que parece com a orientação de colocá-lo no epicentro das decisões políticas do grupo e, naturalmente, avisando nas entrelinhas que a decisão de se aposentar, anunciada depois das eleições de 2014 em solidariedade a José Sarney (PMDB), está sendo arquivada. Em plena forma física aos 82 anos, o senador sinaliza estar decidido a brigar pela segunda vaga de candidato na chapa oposicionista, decidido que parece estar a renovar o mandato.

A julgar pelos fatos recentes, são óbvios os sinais de que a disputa pelo Palácio dos Leões será animada, mas as evidências maiores são as de que a corrida às duas vagas no Senado da República será decidida numa guerra sem quartel.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Edivaldo Holanda deixa bloco governista na Assembleia sinalizando crise com o Palácio dos Leões

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Edivaldo Holanda deixa a base de apoio do governador Flávio Dino

O deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC) surpreendeu ontem a Assembleia Legislativa e o meio político ao endereçar ao presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), ofício comunicando o seu desligamento do Bloco Parlamentar Unidos pelo Maranhão, a “maciça” que dá sustentação ao Governo Flávio Dino e conta agora com 22 integrantes. Oficialmente, Edivaldo Holanda nega estar em rota de colisão com o governador Flávio Dino, justificando a iniciativa apenas como a necessidade de não estar vinculado a grupos e atuar com a liberdade de dizer “sim” ou “não” a propostas encaminhadas pelo Palácio dos Leões. Oficiosamente, os bastidores produziram várias explicações, sendo a mais insistente a de que Edivaldo Holanda rompeu de vez com o Governo, após colecionar vários motivos de insatisfação no seu relacionamento político com o governador Flávio Dino.

Com a tarimba de mais de quatro décadas na militância política intensa, período em que conheceu o poder – foi o homem forte do Governo Luiz Rocha na Assembleia Legislativa – e revezes amargos, Edivaldo Holanda voltou ao Olimpo com a eleição de Edivaldo Jr. para a Prefeitura de São Luís apoiado pelo então deputado federal Flávio Dino. Mas, ao contrário do que era esperado, ele não se tornou voz de proa na gestão do jovem prefeito, preferindo voltar à Assembleia Legislativa e, de lá, tornar-se a voz para propagar e defender a administração do herdeiro, o que fez numa catilinária solitária e cansativa. E nesse período não demonstrou qualquer simpatia por tal aliança, o que estimulou os bastidores a vez por outra especular sobre rompimento, hora com o governador, hora com o prefeito.

O homem Edivaldo Holanda, atleta de academia e cuidadoso com a saúde, foi surpreendido recentemente por uma revelação dramática: está com câncer. Em meio ao burburinho alarmante que sucedeu a revelação, correu a informação de que o Palácio dos Leões teria sugerido que ele se licenciasse, ao que o pai do prefeito Edivaldo Jr. reagiu com indignação, o que teria dado origem à decisão formalizada ontem.

Numa conversa bem humorada, Repórter Tempo usou várias ciladas verbais do jornalismo para arrancar a verdade, mas, mesmo deixando no ar claros indícios de que a iniciativa foi uma reação ao Palácio dos Leões, o deputado Edivaldo Holanda não entregou o ouro, limitando-se a resumir seu ânimo numa frase enigmática: “Há forte eloquência no silêncio”.

Situação de Bacabal caminha para um desfecho; Zé Vieira pode perder mandato para que Roberto Costa assuma

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Zé Vieira deve perder o cargo e Roberto Costa pode assumir em Bacabal

O meio político volta suas atenções para Bacabal, certo de que é iminente o desfecho da guerra judicial travada em torno da eleição do prefeito Zé Vieira (PR). Na semana passada, a decisão do Superior Tribunal de Justiça confirmando que ele integra a lista negra dos ficha suja deve desembarcar no Tribunal Superior Eleitoral, que com base nessa informação, deve dar uma solução definitiva para o imbróglio em que se tornou a eleição para a Prefeitura de Bacabal. A condição de ficha suja confirmará a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de invalidar o registro da sua candidatura, invalidando assim os votos que recebeu e cassando o diploma que lhe foi entregue pela Justiça Eleitoral com base em limitar concedida pelo presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. Agora, situação é diferente, e o TSE não tem alternativa que não a de invalidar a candidatura de Zé Vieira e tirar-lhe o diploma e dar normalizar a situação, seja entregando a Prefeitura para o segundo colocado, o deputado Roberto Costa (PMDB), ou então promover nova eleição. É aguardar.

São Luís, 05 de Abril de 2017.

 

Desfecho do julgamento da chapa Dilma/Temer será decisivo para o futuro político de Roseana Sarney

 

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Roseana Sarney acompanha atentamente o julgamento de Dilma Rousseff Michel Temer

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), mais do que qualquer outro político maranhense, acompanha com atenção redobrada, o julgamento, pelo Pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa Dilma Rousseff (PT)/Michel Temer (PMDB), acusada pelo PSDB – ironicamente hoje aliado do presidente pemedebista – de ter usado dinheiro sujo de caixa dois para financiar a campanha eleitoral. Todos os indícios evidenciam que o projeto eleitoral da ex-governadora  está umbilicalmente ligado ao Governo do pemedebista, de modo que, se Temer se safar e continuar presidente, Roseana terá as condições políticas para tocar em frente o projeto de morar mais quatro anos no Palácio dos Leões. Mas se o presidente tombar juntamente com a ex-presidente Dilma, o projeto de Roseana Sarney poderá ganhar o caminho do arquivo, o que será um desastre para o Grupo Sarney, que só conta com a ex-governadora para encarar o desafio de enfrentar nas urnas o governador Flávio Dino (PCdoB). O adiamento do julgamento, ontem, por tempo indefinido, não alterou o ânimo do Grupo Sarney, que certamente se manterá em posição discreta, agindo para passar a impressão de não ter qualquer interesse na martelada da Justiça Eleitoral sobre o caso, quando a tal batida será decisiva para o seu futuro político.

A realidade, porém, é que, mais do que ninguém, Roseana Sarney está interessada no desfecho desse caso. E torce por uma solução que poupe o atual presidente, evitando assim uma hecatombe capaz de desestabilizar de vez o PMDB. A ex-governadora sabe que sua candidatura, mesmo exibindo boa musculatura política e um bom suporte de intenções de voto, não terá consistência se não estiver integrada a um projeto nacional do PMDB e reforçada por um candidato a presidente forte, de preferência o próprio Michel Temer. Essa candidatura presidencial só existirá se, primeiro, o presidente escapar da degola no TSE e, ao mesmo tempo, conseguir recolocar o País nos eixos e chamar em meados do ano que vem com a economia em franca recuperação, já tendo devolvido os empregos de pelo menos um terço dos 13 milhões de eleitores afetado pela crise nos últimos três anos. Roseana Sarney tem consciência plena de que, além do discurso que terá de elaborar para atrair o eleitorado, precisará de um discurso para o País, associado ao do candidato que vier respaldar o projeto estadual.

Se Michel Temer sair ileso do julgamento, estará habilitado para tocar o projeto de recuperar a economia do Brasil, e com direito a construir uma plataforma política e eleitoral para pleitear a renovação do mandado. Nessa hipótese – que uns consideram possível e outros não -, o Maranhão será um dos campos de batalha mais intensos da corrida eleitoral, principalmente se o candidato oposicionista for o ex-presidente Lula da Silva (PT) e estiver alinhado ao projeto de reeleição do governador Flávio Dino. Vale lembrar que nas duas eleições de Lula e nas duas de Dilma Rousseff, o Maranhão lhes deu esmagadora maioria de votos, tornando-se o mais lulista e dilmista do País em três pleitos. E nas quatro eleições, Roseana Sarney e seu grupo foram carros-chefes na propagação da chapa Dilma/Temer.

Momentaneamente suspenso por um jogo de interesses que o envolvem, o julgamento em curso em Brasília tem na ex-governadora Roseana Sarney uma interessada acompanhante. Isso se dá até pelo fato de que o Grupo Sarney não dispõe de um nome que, associado a Michel Temer ou outro eventual candidato pemedebista, ou ainda a um tucano aliançado com o PMDB, faça frente ao governador Flávio Dino, principalmente se ele estiver ombreado com Lula da Silva. Roseana Sarney, portanto, não apenas acompanha o desenrolar do embate entre acusação e defesa, mas o faz consumindo unhas, pois sabe que a derrocada do pemedebista poderá significar o arquivamento do seu projeto eleitoral e a confirmação definitiva da sua aposentadoria.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

Mais prefeitos prestaram contas neste início de gestão

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Caldas Furtado surpreso com os números

Nada menos que 185 dos 217 prefeitos maranhenses entregaram no prazo a primeira prestação trimestral de contas ao Tribunal de Contas do Estado, o mesmo acontecendo com 187 presidentes de Câmaras Municipais. De tão expressivos, os números surpreenderam o presidente da Corte, conselheiro Caldas Furtado, que considerou o fato acima das expectativas.

Vários fatores concorreram para somente prefeitos e 35 presidente de Câmaras não tenham protocolado suas prestações de contas no TCE até o início da noite de segunda-feira, quando o prazo expirou. O primeiro deles é o fato de que há uma ampliação de uma consciência legalista dos prefeitos, criada, sobretudo, pelos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal. Depois, pela chegada de uma nova safra de prefeitos, em sua maioria jovens, que não querem parecer políticos que andam à margem da lei. Há também um novo clima no Tribunal de Contas, com um presidente técnico, cumpridor das regras e disposto a fazê-lo com o maior rigor possível. E, finalmente, uma postura ativa da Federação dos Municípios Maranhenses (Famem), cujo presidente, o experiente prefeito de Tuntum Cleomar Tema Cunha, ter feito seguidos apelos para que os associados da entidade não perdessem o prazo.

O resultado dessa conjuntura foi a menor inadimplência das últimas três viradas de gestão em relação a Prefeituras. Em 2009 foram 160 e em 2013 foram 174, 11 a menos do que neste ano. “Um índice um pouco mais elevado de faltosos em anos posteriores às eleições municipais é uma realidade com a qual ainda temos de lidar”, explica o presidente do TCE, conselheiro Caldas Furtado.

O conselheiro-presidente e o presidente da Famem acreditam que ações pedagógicas desenvolvidas pelo TCE e seus parceiros serão capazes de, num médio prazo, reduzir a inadimplência em anos pós-eleitorais.

Câmara Municipal aplaude ação social de Oriana Gomes

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Oriana Gomes recebeu homenagem justa de vereadores

A juíza titular da 8ª Vara Criminal da capital, Oriana Gomes, recebeu, da Câmara Municipal de São Luís, moção de aplausos e congratulações pelo trabalho realizado no município, especialmente no bairro Cidade Olímpica. O reconhecimento à atuação da magistrada foi proposto pelo vereador Edson Gaguinho. A moção foi aprovada no dia 07 de março, e recebeu a subscrição dos vereadores Fátima Araújo, Raimundo Penha, Marcial Lima, Paulo Victor, Silvino Abreu, Francisco Chaguinhas, Estevão Aragão, Concita Pinto, Marcelo Poeta, Prof. Sá Marques, Nato Júnior, Umbelino Júnior, Afonso Manoel, Ricardo Diniz, Genival Alves, César Bombeiro e Aldir Júnior.

O autor da moção justificou a iniciativa lembrando que o Legislativo Municipal, que acompanha os importantes eventos que marcam a vida da cidade, expressa sua gratidão e reconhecimento ao brilhante trabalho jurídico e social que a magistrada tem realizado junto à comunidade da Cidade Olímpica. “Somos gratos pelas obras viabilizadas e pela atenção dedicada e esta comunidade e ao nosso município”, ressaltou Edson Guaguinho.

A juíza Oriana Gomes, que é conhecida por sua posições duras e pelas, agradeceu o reconhecimento pelo trabalho social que vem realizando em todas as unidades judiciárias onde atuou.

Em Tempo: Oriana Gomes ingressou na magistratura estadual maranhense em 1989, sendo promovida para São Luís em 1997. Atuou em varas de família, cíveis, consumidor, juizados especiais e varas criminais. É titular da 8ª Vara Criminal da capital desde 2004. A magistrada é professora aposentada do Departamento de Direito da Universidade Federal do Maranhão, onde ministrou as disciplinas de Direito Administrativo I e Direito Tributário II. Graduada em Direito e Pedagogia, Oriana Gomes foi aprovada em vários concursos públicos federais e estaduais. Antes de ingressar na magistratura foi promotora de Justiça.

São Luís, 04 de Abril de 2017.

Reação do Grupo Sarney a pesquisa que aponta aprovação de Flávio Dino sinaliza que a guerra eleitoral já começou

 

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Flávio Dino e Roseana Sarney: pesquisas pautarão disput

Poucas pesquisas de avaliação de desempenho de Governo causaram tanto frenesi no meio político maranhense quanto à realizada pelo instituto Exata e segundo a qual 60% dos maranhenses aprovam o governador Flávio Dino (PCdoB). O Palácio dos Leões e seus aliados comemoraram intensamente a informação essa manifestação da opinião pública, enquanto seus adversários deixaram a cautela de lado e partiram para a desqualificação do levantamento, que ouviu 1.400 pessoas em todas as regiões do Maranhão. As reações refletiram com precisão o estado de ânimo das forças políticas do estado no momento em que suas lideranças tentam articular definições para o embate eleitoral do ano que vem. O PCdoB e o grupo partidário que mantém como aliado enxergam na avaliação da opinião pública expressada na pesquisa o gás que o governador Flávio Dino precisa levar à frente, com certa segurança, o seu projeto de renovar o mandato por mais quatro anos. O PMDB e os partidos que certamente apoiarão uma eventual candidatura da ex-governadora pemedebista Roseana Sarney reagiram usando todos os recursos ao seu alcance para, pelo menos, minimizar o impacto da avaliação.

A banda governista tem todas as razões do mundo para transformar os 60% de aprovação do governador em motivo de festa. Começa com o fato de que nenhum dos demais governadores tem aprovação tão elevada, o que torna Flávio Dino um quadro diferenciado num contexto dominado pelos reflexos negativos da crise, tanto na sua postura como chefe de Estado como no seu desempenho como chefe de Governo. E com um detalhe a mais: o presidente da República. Michel temer (PMDB) tem a aprovação de somente 10% da população.

Como chefe de Estado, o governador do Maranhão tem se destacado por um respeito evidente à ordem institucional, não se tendo conhecimento de qualquer atitude ou gesto para afrontar os postulados básicos da democracia, ainda que ideologicamente sua visão seja, em tese, diferenciada do status quo vigente. Como chefe de Governo, Flávio Dino tem cumprido à risca as suas funções de responsável maior pelo funcionamento até aqui equilibrado da máquina pública, que no ano passado, por exemplo, realizou um Orçamento de R$ 16 bilhões, em custeio, pessoal, compromissos e investimentos. E com um detalhe: não se teve o registro de qualquer suspeita de distorção que pudesse ser caracterizada como desvio, corrupção ou coisa parecida. Mesmo levando-se em conta o fato de que lisura é obrigação, não há como não ter a atenção chamada para esse diferencial, o que em parte explica a expressiva aprovação popular.

As forças comandadas pela ex-governadora Roseana Sarney reagiram mal à elevada aprovação de Flávio Dino, mas o fizeram politicamente, dentro dos limites aceitáveis de um confronto político. Afinal, esses 60% de aprovação são um indicador seguro de que até aqui o governador está credenciado para pleitear a renovação do mandato. Política que não dá um passo sem investigar o cenário por essa via, a ex-governadora Roseana Sarney conhece melhor que ninguém o poder de fogo de indicadores levantados em pesquisa de opinião. Pode até estar estimulando seus aliados a disparar dúvidas sobre os números divulgados pelo instituto Exata, mas sabe que que essas informações têm fundamento, e que o melhor caminho é se preparar para encarar a realidade de ter de enfrentar, se for o caso, um candidato fortíssimo, com posição de favorito.

Roseana Sarney tem consciência de que tem lastro pessoal e cacife político para pleitear mais uma temporada como inquilina do Palácio dos Leões, e sabe disso exatamente porque contrata pesquisas de opinião para monitorar a si e aos adversários, o que lhe dá segurança na avaliação dos cenários possíveis da disputa. O momento para ela é crucial, exatamente por ser o período em que procura os meios políticos de viabilizar sua candidatura. Daí não surpreender a reação tão dura aos 60% de aprovação do governador Flávio Dino encontrados pelo instituto Exata.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Zé Inácio fortalece posição na briga pelo comando do PT

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Zé Inácio: candidatura consolidada na corrente de Lula

Depois de um longo período de maturação, conversas, consultas e entendimentos, o deputado Zé Inácio lançou sua candidatura à presidência do PT no Maranhão, consolidando sua posição de representante efetivo da corrente que segue a liderança do ex-presidente Lula da Silva, que hoje comanda o partido. Tendo como aliado o grupo comandado pelo atual presidente do partido, Raimundo Monteiro, Zé Inácio montou a chapa “Por um Maranhão mais justo para todos e para Lula”, o parlamentar assumiu de vez o projeto de propagar a provável candidatura presidencial do ex-presidente  no estado, associado ao movimento liderado pelo governador Flávio Dino.

Um dos mais ativos quadros da nova geração de políticos do PT, o deputado Zé Inácio é um militante incansável, que mesmo diante das adversidades que o partido vem enfrentando, mantém o discurso petista sem abrir mão de nenhum dos postulados do partido. Sua candidatura não é um projeto pessoal, mas parte de um grande projeto nacional que tem por objetivo resgatar a identidade política e ideológica do PT e levar novamente Lula da Silva ao poder.

O projeto de candidatura de Zé Inácio ganhou peso nos últimos dias, quando depois de tentar de todas as maneiras, mas sem sucesso, unificar o PT em torno de um projeto comum, ele decidiu ir para o enfrentamento com outros candidatos: Chapa Mudança- Lobato (Mudança), Paulo Romão (Lula Presidente), Francimar (CNB na Luta) e Eri Castro (Piracema Já). A eleição será no domingo, dia 9.

Associação de ex-prefeitos. Para quê?

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César Pires: apoio à associação de ex-prefeitos

Em discurso fortemente dosado de emoção e preocupação, o deputado César Pires (PEN) fez ontem uma enfática defesa do fortalecimento de uma entidade absolutamente atípica, a União Nacional dos Ex-Prefeitos (UNEP), que instalou recentemente o seu braço no Maranhão. Surpreendeu mais ainda o fato de no seu discurso o parlamentar revelou que o objetivo maior da entidade não é estimular ex-prefeitos a usar sua experiência para contribuir para o aprimoramento das gestões municipais, mas pura e simplesmente procurar mecanismos que ajudem ex-dirigentes municipais a vencer dificuldades pessoais e ganhar melhores condições de vida!

Não se discute que possa haver boas intenções por trás de uma associação dessa natureza, mas não há como não discutir sua existência. Como é possível que, diante de tantos problemas que enfrenta, a sociedade venha a se preocupar com um ex-prefeito que esteja enfrentando dificuldades? O que tem o cidadão comum, dirigentes públicos ou detentores de mandato a ver com isso? No seu discurso, o deputado César Pires não deixou claro quais meios ele sugere para que ex-prefeitos sejam amparados. O parlamentar revelou que acreditava que a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) tivesse um braço com essa preocupação. Não o tem, exatamente porque não faz nenhum sentido tê-lo.

O associativismo é geralmente corporativo, usado para defender direitos e interesses de uma categoria profissional, um segmento social carente de amparo, ou coisa parecida. Mas seu uso foi tão vulgarizado, que acabou abrindo caminho para o surgimento de entidades do tipo Associação dos Ex-deputados Estaduais do Maranhão, abrindo caminho para a recém instalada Associação Nacional dos Ex-Prefeitos, que deve abrir caminho para a associação de ex-vereadores, se esta já não existir.

Se os autores e incentivadores acham importante defender interesses de ex-prefeitos, que os defendam; mas nem ousem pensar na tentadora ideia de levar a conta para o poder público bancar.

São Luís, 04 de Abril de 2017.

Eleições: Dino firma aliança com Lula e com a esquerda; Roseana aguarda definição de Temer, PMDB e PSDB

 

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Flávio Dino e Lula da Silva se confrontarão com Michel temer e Roseana Sarney

A visita do governador Flávio Dino (PCdoB) ao ex-presidente Lula da Silva (PT), sexta-feira (31) em São Paulo, rascunhou o desenho de como serão os perfis dos principais político-partidários dos grupos no grande embate eleitoral agendado para daqui a 18 meses. Com a visita a Lula, com quem conversou sobre o cenário político brasileiro e as expectativas para o ano que vem, Flávio Dino consolidou, em caráter definitivo, sua opção por continuar militando na seara da esquerda democrática, em rigoroso contraponto ao seu provável principal adversário, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que já está posicionada ao lado do presidente Michel Temer (PMDB), com quem, revelou, tem conversado sobre o mesmo cenário, em busca de suporte para definir uma posição o mais breve possível. No âmbito da disputa majoritária, a terceira força, esta ainda imprecisa, mas em formação e tendo como referência o senador Roberto Rocha (PSB), é a única que ainda não tem o perfil alinhavado, porque o desenho depende de decisões a serem tomadas pela cúpula nacional da agremiação socialista.

O governador Flávio Dino não cogitou, em qualquer momento, romper com a sua plataforma partidária, ideológica e doutrinária, que tem o PDT e o PT como aliados preferenciais, avaliando a possibilidade de migrar para outra corrente. Sem titubear ou emitir qualquer sinal de dívida, se mantém onde sempre esteve, e cada vez mais convencido de que esse é o seu caminho, por não encontrar em outro, espaço para praticar uma visão política com viés social. Sabe que no Brasil contemporâneo as forças políticas majoritárias são de direita, algumas alcançando o centro e defendendo o liberalismo, com alguns extratos beirando a socialdemocracia, mas não além disso. A esquerda, por sua vez, tem um bom respaldo popular, mas sempre enfrentando enormes dificuldades para mobilizar numa mesma frente todos os seus segmentos, o que obriga os grupos com viabilidade política e eleitoral a buscar alianças mais à direita.

Com a reviravolta que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e o consequente rompimento do PT com o PMDB, Flávio Dino estreita agora suas relações com a corrente petista, atraindo todos os grupos do partido para a sua aliança partidária. O encontro com Lula respalda a aliança já acertada no estado e sinaliza que os dois terão um discurso afinado na campanha de 2018, seja o ex-presidente candidato ao Planalto. Se Lula estiver na luta como candidato, será o melhor dos mundos para o governador Flávio Dino. E mesmo que o ex-presidente fique fora da corrida, certamente participará ativamente da campanha discursando forte na arena virtual. Por outro lado, o governador encontrará muitas dificuldades para segurar na sua aliança partidos como PSDB, PP, PR, PRB, SD, PSC, entre outros situados á direita.

Na hipótese, viável, de que saia para o embate com o governador Flávio Dino pelo Governo do Estado, a ex-governadora Roseana Sarney pilotará uma candidatura cujo perfil partidário será predominantemente de direita, partindo, é claro, do centro representado hoje pelo miolo do PMDB, que deve se aliar preferencialmente com o PSDB, PV, PSD, PRTB, PSDC, vários partidos hoje gravitando em torno do PCdoB e, numa hipótese real, o PPS, se essa agremiação mantiver aliança com o DEM e os tucanos. Roseana tem experiência e seu grupo tem tarimba suficiente para montar uma aliança que lhe dê o bem mais precioso de uma campanha eleitoral: tempo de TV. Para ela, o ideal será se o candidato for o presidente Michel Temer em busca da reeleição, mas se isso não for possível, que seja outro pemedebista ou até mesmo um tucano, desde que a aliança seja bem amarrada nos estados.

Roseana Sarney não tem interesse entrar numa disputa desse nível sem um suporte partidário forte e um candidato presidencial apenas para marcar posição. Sabe que se entrar contra Flávio Dino e Lula da Silva, enfrentará barra pesada durante a campanha, podendo ter seu discurso minado pelo que vier a dizer o ex-presidente, por isso torce para que Lula não seja candidato.

O perfil político e partidário da terceira via do senador Roberto Rocha só poderá ser desenhado depois de resolvidas as pendências dentro do PSB.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Famem vai ao TCE e Tema Cunha alerta novos  prefeitos para que não atrasem a entrega da prestação de contas

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Tema Cunha e Caldas Furtado: preocupação com prefeitos

O novo comando da Famem deu mais um passo para tirar a entidade da letargia e transformá-la de fato numa porta-voz autorizada e atuante dos prefeitos nas suas relações com as instituições e a sociedade. Na sexta-feira (31), preocupado com a falta de experiência dos novos prefeitos, o presidente Tema Cunha foi ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para saber a quantas anda a entrega, pelas Prefeituras, da primeira prestação de contas trimestral das gestões iniciadas em janeiro.  Ali chegando, Tema Cunha recebeu do novo presidente do TCE, conselheiro Caldas Furtado, a informação de que até aquele dia, apenas 37 dos 217 prefeitos e 57 dos 217 presidentes de Câmaras haviam entregues suas prestações de contas. O próprio presidente da Corte de contas explicou que o número baixo é “tradição” faltando dois dias para o encerramento do prazo, uma vez que a esmagadora maioria dos prefeitos só entregam seus relatórios na “última hora”. Caldas Furtado informou ainda a Tema Cunha que uma equipe ficaria de plantão no final da semana, mas sabia que haveria mesmo a “tradicional” corrida nas últimas horas do prazo, que se encerra às 18 horas desta segunda-feira (03).

O presidente da Famem, que conhece bem o “fenômeno”, disparou um “alerta geral” aos seus colegas prefeitos no sentido de que agilizassem a entrega dos seus relatórios, de modo a não deixar para fazê-lo na undécima hora. Avaliou que providências do TCE no campo da informática facilitaram a entrega dos relatórios pelos prefeitos, que agora podem fazê-lo em CD ou em Pen-Drive, e não mais no calhamaço de papel de antes. Mas chamou a atenção dos prefeitos para recorram a todos os meios ao seu alcance para entregar as suas contas no prazo. Isso porque o atraso na entrega, além de criar problemas ao TCE, impõe a condição de inadimplência, o que significa encrencas graves na vida do prefeito faltoso e, por via de consequência, na sua administração, refletindo na qualidade dos serviços básicos prestados à população municipal.

“O Tribunal de Contas inovou com a prestação de contas digital, mas muitos dos nossos colegas que se elegeram pela primeira vez, podem enfrentar problemas. Nossa entidade está orientando a todos para que evitem deixar para última hora, ou mesmo que fiquem prejudicados se não entregarem essas prestações de contas”, ressaltou o líder municipalista, com a autoridade de quem já cumpriu quatro mandatos e está iniciando o quinto à frente da bem cuidada Prefeitura de Tuntum.

Chegou Página2. Seja bem vindo!

O mundo do jornalismo virtual do Maranhão ganha um novo espaço, o sítio de notícias Página2. Trata-se de uma iniciativa do experiente jornalista Jorge Vieira, um profissional de ponta na área de comunicação, que vem trilhando na vida política do Maranhão desde o início dos anos 80 do século passado, com larga e profícua passagem por O Imparcial, consolidando sua trajetória vinculado ao Jornal Pequeno, e como diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa. Um dos pioneiros da blogosfera maranhense, Jorge Vieira estabeleceu sua participação nesse universo virtual, dando agora um passo mais audacioso e abrangente na formação do que pode de se tornar um grande portal de informação do Maranhão. Inicia com os pés no chão, sem muito alarde, dentro dos limites das suas condições, mas com entusiasmo suficiente para sinalizar que oferecerá no dia a dia uma fonte de informação honesta, com notícias corretas e de interesse público, com base num jornalismo honesto e com a independência possível num mercado tão marcado por contradições. Jorge Vieira achou por bem incluir, por sua livre e espontânea vontade, um link para a Coluna Repórter Tempo em área privilegiada destinada aos blogs, sem cobrar qualquer contrapartida. O fez ciente de que a Coluna faz um jornalismo independente, com o máximo possível de isenção, comentando fatos políticos dispensando tratamento decente e civilizado às suas personagens, independentemente das suas cores partidárias, dos seus vieses políticos e dos postulados ideológicos que professem, por entender que eles são líderes porque a sociedade os fez na esteira das liberdades democráticas. Repórter Tempo agradece o gesto e torce para que Página2 cresça e se consolide como um canal de informação importante e reconhecido pelo conteúdo.

São Luís, 01 de Abril de 2017.