Falta um ano para a corrida eleitoral que renovará prefeituras e câmaras e desenhará o quadro político para 2022

 

Márcio Jerry, Weverton Rocha, Roberto Rocha e Roberto Costa comandarão a corrida eleitoral ano que vem

Daqui a exatamente um ano (04/10/2020), os mais de 4,5 milhões de eleitores maranhenses irão às urnas para eleger 217 prefeitos e 2.320 vereadores, numa eleição que muitos apontam como decisiva para o futuro político do Maranhão, que será desenhado na corrida eleitoral de 2022. O processo eleitoral que começa nesta sexta-feira será diferenciado por várias situações. A primeira é que o PCdoB, que elegeu 46 prefeitos em 2016, vai brigar para se manter como partido majoritário, o mesmo acontecendo com o PSDB, que foi o segundo (29), com o PDT, que saiu das urnas com o terceiro maior número de prefeitos (28), seguido do MDB (22). Nesse contexto, vem a indagação: o PDT conseguirá se manter no comando da Prefeitura de São Luís? Qual será o desfecho da corrida às urnas em Imperatriz, Timon, Caxias e São José de Ribamar, os quatro maiores depois da Capital? São situações que, dependendo das escolhas a serem feitas pelo eleitorado, poderão influenciar forte e decisivamente o desenho político que será feito pelo mesmo eleitorado nas eleições gerais de 2022.

No cenário geral, há uma nítida corrida do PCdoB, comandado pelo deputado federal Márcio Jerry, para manter a condição de maior partido, conquistada nas eleições de 2016. Nesse contexto, o PSDB, segundo mais forte naquele ano, parece fora do páreo decido às nítidas contradições produzidas na gestão do senador Roberto Rocha e que, segundo observadores atentos, dificilmente repetirá o desempenho de 2016. Há ainda o PDT, com a intensa política de expansão colocada em prática pelo presidente estadual, o senador Weverton Rocha, que não medirá esforços para fortalecer o partido visando a corrida sucessória no Governo do Estado em 2022.  Em meio a essa disputa entre grandes partidos, o MDB se mobiliza para retomar pelo menos parte do espaço que perdeu nos últimos tempos.

Pelo que está sendo desenhado, a grande disputa da guerra eleitoral nos municípios se dará em São Luís, onde o PDT não tem nome de peso para brigar pela sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr., e o PCdoB trabalha com duas opções, o deputado federal Rubens Jr. e o deputado estadual Duarte Jr., o primeiro com forte lastro políticos e precisando se viabilizar eleitoralmente, e o segundo com força eleitoral, mas carecendo de um suporte político. Qualquer que seja o escolhido, ele enfrentará o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), o grande favorito, segundo todas as pesquisas feitas até aqui, e nomes com cacifes respeitáveis, como o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) e o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB). Também na disputa o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), o vereador-presidente Osmar Filho (PDT), o deputado estadual Yglésio Moises (PDT), o jornalista Jeisael Marx (Rede) e o deputado estadual Adriano Sarney, que se anuncia candidato do PV. O MDB procura um nome, podendo contar com o juiz José Carlos Madeira – que também conversa com o Solidariedade – e a arquiteta Kátia Bogea, ambos ainda sem partido. O fato é que Eduardo Braide ameaça a continuidade do grupo governista em São Luís.

Em Imperatriz, o prefeito Assis Ramos, que se elegeu pelo MDB, agora está no DEM e, dizem, poderá desembarcar no PSL, avisou que é candidato à reeleição, devendo enfrentar dois pe4sos pesados, o deputado Marco Aurélio (PCdoB), apoiado pelo palácio dos Leões, e o ex-prefeito Ildon Marques (PP), podendo encarar também o ex-prefeito Sebastião Madeira, o que torna aquela disputa imprevisível. Em outro clima, Caxias mais uma vez repetirá medição de forças do bem avaliado prefeito Fábio Gentil (PRB), aliado ao ex-prefeito Paulo Marinho (MDB), com o Grupo Coutinho, que tem quatro pré-candidatos, entre eles a deputada Cleide Coutinho (PDT). E em São José de Ribamar, o prefeito Eudes Sampaio (PTB) caminha livre para a reeleição, já que até agora não surgiu um nome com cacife para enfrentá-lo.

Marcadas exatamente para daqui a um ano, as eleições municipais deverão desenhar o cenário político em que se dará a grande disputa de 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Márcio Jerry diz que concluiu de Sérgio Moro com Deltan Dallagnol “fulminou” a Lava Jato

Sérgio Moro e Deltan Dallgnol afundaram a Lava Jato, segundo Márcio Jerry

“Não é o Supremo Tribunal Federal que pode ‘fulminar’ a Lava Jato. Quem a fulminou mortalmente foram os abusos e ilegalidades da dupla Sérgio Moro e Deltan Dallagnol”. O comentário, feito em tom de alerta, partiu ontem do deputado federal Márcio, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, ao avaliar o desgaste corrosivo que enfrenta a Operação Lava Jato com a revelação de abusos e parcialidade praticados pelo procurador-chefe da força-tarefa Deltan Dallagnol e pelo juiz Sérgio Moro, que atuaram em nítido conluio, conforme as mensagens reveladas pelo portal The Intercept. Márcio Jerry fez o comentário após decisão do STF de que réu terá sempre o direito de defesa após ser alvo de delação. O entendimento pode anular condenações por erros da Lava Jato. Agora, os ministros da Suprema Corte vão delimitar o alcance da sua decisão, que foi questionada por apoiadores do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). As revelações do The Intercept são tão graves e nocivas que o ministro Gilmar Mendes classificou de promiscuas. Para ele, integrantes da força-tarefa agiram como “gangsters”, que usaram prisões provisórias como “instrumento de tortura” para obter delações. Ao analisar esse contexto, o deputado Márcio Jerry concluiu: “A revelação dos abusos da Lava Jato envergonha aqueles que a defenderam cegamente. Com a desculpa de combater a corrupção cometeram ilegalidades e instrumentalizarem o Ministério Público e a Justiça Federal para fazer a maior armação política da história do Brasil”.

O deputado Márcio Jerry fala com propriedade, porque essa é a verdade que vem se impondo, apesar de algumas vozes ainda teimarem em não reconhecê-la.

 

Eduardo Braide reedita com Hilton Gonçalo parceria na campanha para Prefeitura

Eduardo Braide e Hilton Gonçalo reeditam aliança que os uniu em 2016

Não surpreendeu a anunciada aliança entre o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (sem partido) visando a eleição para a Prefeitura de São Luís. Para começar, a aliança na verdade é a reedição de uma parceria feita em 2016, quando Eduardo Braide disputou o cargo com o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Naquela corrida eleitoral, Hilton Gonçalo, então filiado ao PCdoB e ainda se apresentava como integrante do grupo liderado pelo governador Flávio Dino, contrariou a cúpula da campanha do pedetista ao declarar apoio à candidatura de Eduardo Braide, e mais do que isso, atuar como coordenador da sua campanha. Não se sabe qual foi peso real da participação de Hilton Gonçalo na votação do então candidato do PMN ao Palácio de la Ravardière, recebida pelo candidato a prefeito de São Luís, mas não há como desconhecer que ele teve papel importante na surpreendente votação de Eduardo Braide., que levou a eleição para o segundo turno e chegou a ameaçar o projeto de reeleição de Edivaldo Holanda Jr.  Mas, a julgar pelo desempenho que ele conseguiu em Santa Rita, onde teve uma votação superlativa, e pela eleição da sua mulher, Fernanda Gonçalo (PMN), na vizinha Bacabeira, Eduardo Braide o quer de novo como coordenador. E pelo visto, vai tê-lo no posto, mesmo sendo ele provavelmente candidato à reeleição em Santa Rita, tendo também de cuidar da reeleição da consorte em Bacabeira.

São Luís, 04 de Outubro de 2019.

MDB se organiza para disputar prefeituras e eleger bancadas fortes de vereador em todo o estado

Roberto Costa: comando temporário e determinação de unir o MDB antes das eleições municipais do ano que vem

Depois de passar por uma longa fase de assimilação e superação das perdas que sofreu nos últimos tempos e de ter feito uma avaliação isenta do seu papel no cenário político do Maranhão, o MDB começa a se preparar para as eleições municipais do ano que vem com o propósito de dar a volta por cima. O objetivo é recuperar pelo menos parte do espaço perdido nas eleições recentes. Um dos itens principais do seu projeto é disputar as eleições em São Luís com uma chapa forte de candidatos a vereador e, no plano majoritário, brigar pela Prefeitura lançando um candidato de peso, que no momento está entre o juiz federal José Carlos Madeira, que se aposentará em dezembro, e a arquiteta Kátia Bogea, atual presidente nacional do Iphan. O partido também vai entrar na disputa em grandes e pequenos municípios, a começar por Imperatriz, onde pretende concorrer com candidato próprio ou numa aliança em torno de um candidato forte.

No comando dessa operação está o vice-presidente do partido, deputado Roberto Costa, que aos poucos vem assumindo responsabilidades no partido, articulado com o presidente, ex-governador João Alberto, efetuando uma lenta, cuidadosa, mas   efetiva transição. No plano interno, Roberto Costa pretende atuar para juntar todas as forças do partido, de modo a definir um discurso único para que o MDB vá às urnas com uma identidade forte.

O projeto do MDB em São Luís começa com a formação de uma chapa representativa de candidatos a vereador. O partido não está em busca de medalhões que apenas buscam a soma de votos para garantir eleição. Aposta num grupo bem equilibrado de candidatos, pretendendo fazer uma campanha proporcional forte em busca de pelo menos três cadeiras na Câmara Municipal. “Queremos candidatos emedebistas, que, se eleitos, sejam vereadores emedebistas”, avisa Roberto Costa, para quem é inaceitável políticos que detêm mandatos, mas não têm qualquer traço de identidade partidária. “O MDB que estamos reorganizando é um partido com cara, com programa, com discurso e com identidade. E também com comando sério e determinado a resgatar ao máximo o espaço do partido no Maranhão”, acrescentou Roberto Costa, que se encontra no comando interino do partido e vai representa-lo neste fim de semana na convenção nacional da agremiação, em Brasília.

O passo mais ousado que o MDB pretende dar nas eleições do ano que vem é lançar um candidato diferenciado à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Avaliou muitas possibilidades e vem fechando o processo de escolha em torno de dois nomes. O primeiro é o juiz federal José Carlos Madeira, que se aposentará daqui a dois meses e nas diversas conversas que teve com comando emedebista, reafirmou sua disposição de filiar-se ao partido se receber a garantir de que terá vaga de candidato a prefeito. Filho de São Luís e respeitado como um magistrado sério, José Carlos Madeira estaria convencido de que, se eleito prefeito, poderia realizar um grande trabalho a favor de São Luís, mesmo não tendo vivência em cargo executivo. Roberto Costa garante que o MDB está de braços abertos para Antônio Carlos Madeira.

O dirigente emedebista admite também articulações no sentido de atrair a arquiteta Kátia Bogea para os quadros do partido, podendo viabilizar sua candidatura ao Palácio de la Ravardière. A atual presidente nacional do Iphan teria, em princípio, reagido negativamente à ideia de entrar na disputa, mas depois, estaria aberta a conversas sem compromissos sobre o assunto. Com visão larga sobre São Luís, principalmente sobre o Centro Histórico, onde vem trabalhando há anos em obras de restauração, e agora, comandando um grande investimento de recuperação e modernização do Centro da Capital, como a remodelação da Praça Deodoro e da Rua Grande, a experiente arquiteta estaria disposta a conversar sobre candidatura. “Para nós será uma honra. Ela será muito bem-vinda”, diz Roberto Costa, que se mostra disposto a levar esse projeto em frente.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha uniu o SD ao atacar Simplício Araújo

Roberto Rocha uniu o SD ao atacar o presidente Simplício Araújo

O senador Roberto Rocha (PSDB) conseguiu uma façanha inacreditável ao atacar, com fortes agressões verbais, o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, que é também presidente do Solidariedade no Maranhão, num entrevero protagonizado por eles em rede social por causa de diferenças sobre a produção maranhense de cerveja de mandioca. Primeiro, ao disparar contra o secretário, o senador uniu o braço maranhense do partido, contrariando a imagem de dispersão que, via de regra, marca os grupos partidários. Numa reação em cadeia, os deputados Helena Duailibe, Rildo Amaral e Fernando Pessoa, que formam a bancada do Solidariedade na Assembleia Legislativa, incorporaram o espírito partidário e saíram em defesa do presidente do partido, algo pouco comum na cena política estadual. Helena Duailibe saiu da sua habitual postura comedida e conciliadora e criticou com firmeza a atitude do senador, cobrando dele prudência e equilíbrio. Já Rildo Amaral bateu forte, sugerindo ao senador Roberto Rocha que “procure tratamento”. Fernando Pessoa também usou palavras duras contra o senador tucano. Em apoio, reforçaram a reação o deputado Yglésio Moyses (PDT) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que também foi severo com o senador. Não bastasse a reação dos deputados do SD e aliados em defesa do secretário Simplício Araújo, o senador Roberto Rocha encarou outra situação desagradável: nenhuma voz do PSDB maranhense se levantou em sua defesa. O deputado Wellington do Curso, por exemplo, que não perde oportunidade para criticar o Governo do PCdoB, fazendo seu papel de Oposição, ficou em silêncio no episódio, que causou grande mal-estar no ambiente político estadual.

 

Candidato do Rede, Jeisael Marx entra na corrida à Prefeitura como um fato novo

Jeisael Marx (d) entra no Rede e será candidato com o apoio de Fauzi Beydum

O jornalista Jeisael Marx entra definitivamente no cenário da corrida à Prefeitura de São Luís como um dos quatro aspirantes com situação partidária definida e vaga de candidato garantida. Ele de fato obteve o aval da cúpula nacional do Rede para ser   candidato à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), contando para isso com o apoio decisivo e entusiasmado do presidente da sigla no Maranhão, o cantor e compositor Fauzi Baydum, apontado inicialmente como o nome a ser lançado.

A candidatura de Jeisael Marx pelo Rede foi um lance muito bem concebido. Para começar, ele entra na disputa com a vantagem de representar um partido limpo, sem vícios, e com ideologia (centro-esquerda), doutrina (fazer política com correção, conforme prega sua criadora Marina Silva) e programa (batalhar pela preservação ambiental e brigar por melhoria das condições de vida de todos, especialmente os excluídos). E a julgar pelo discurso de Jeisael Marx como jornalista militante, os três itens se encaixam perfeitamente na sua visão como político.

Ao sair candidato pelo Rede, fugindo de partidos tradicionais e de siglas caça-níqueis, Jeisael Marx entra na disputa como o que se poderá chamar de “novo”. Com isso, ele entra com uma vantagem excepcional, que se aproveitada com inteligência política, o que ele parece ter se dobra, a julgar pelo que demonstrou até aqui.

São Luís, 03 de Outubro de 2019.

Um dos grandes da MPB e ícone da cultura maranhense, Zeca Baleiro é homenageado pela Assembleia Legislativa

 

Zeca Baleiro,ostentando as duas medalhas, entre Flávio Dino, Othelini Neto e Daniella Tema. E agradecendo a homenagem fazendo o que sabe: cantando suas músicas

Das homenagens prestadas recentemente pela Assembleia Legislativa a personalidades maranhenses com a concessão das suas duas comendas, a Medalha do Mérito Legislativo Manoel Beckman – que reconhece o homenageado pelos bons serviços prestados ao Maranhão e ao País – e a Medalha do Mérito João do Vale – que destaca as ações do homenageado no plano cultural -, poucas foram tão justas e acertadas como a dedicada ao cantor e compositor Zeca Baleiro. A primeira comenda foi concedida por iniciativa do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), a segunda partiu da deputada Daniella Tema (DEM), e ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade. A festa cultural em que se transformou a sessão especial de ontem expressou o acerto das concessões. Festejado pelos autores e seus pares, pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e por amigos, admiradores e familiares, Zeca Baleiro, um artista pouco afeito ao formalismo, não escondeu a satisfação de ser distinguido na instituição, principalmente pelo fato de que, mais do que um cantor e compositor, é reconhecido como um artista engajado e, em boa medida, um ativista político pela via cultural.

Convidado a saudá-lo, o governador Flávio Dino destacou o ato e justificou a homenagem, dando a dimensão de Zeca Baleiro, sua arte e sua postura no universo cultural do País e do Maranhão:    “A Assembleia, ao homenagear a cultura do Maranhão por intermédio destas duas referências – as medalhas Manuel Beckman e João do Vale -, presta um serviço a toda a população maranhense, porque nós sabemos que a cultura, na verdade, é sinônimo de vida. E Zeca Baleiro é um desses ícones, um desses símbolos, não só da atual geração de artistas maranhenses, mas da força da cultura do nosso Estado”. O governador falou com a autoridade de quem é seu contemporâneo e viveu as lutas políticas e culturais das quais Zeca Baleiro emergiu como um talento diferenciado no seio de uma geração de artistas como Joãozinho Ribeiro, por exemplo, e com uma postura de não-alinhamento ao poder de então.

Ao homenageá-lo, os deputados Othelino Neto e Daniella Tema sabiam que estavam destacando um artista maior, um ícone da Música Popular Brasileira de raiz maranhense. Na sua fala, o presidente foi preciso: “Estas homenagens são mais do que merecidas pela importância que Zeca Baleiro tem para a cultura do Brasil, especialmente do Maranhão”. E em seguida, a deputada assinalou: “É uma homenagem mais do que merecida em razão   dos relevantes trabalhos prestados pelo artista à cultura maranhense e ao Brasil, através da sua musicalidade e da sua poesia”. Os dois parlamentares expressaram, de maneira simples e objetiva, um sentimento que certamente domina todos os maranhenses, independentemente de cor, raça, credo, posição política e identidade cultural. Isso porque não existe, hoje, nenhum maranhense que, por mais distante que esteja do mundo da música, desconheça a existência de Zeca Baleiro, que não tenha ouvido pelo menos uma das suas centenas de composições.

Mais do que cantor e compositor, Zeca Baleiro é um militante cultural. Navega na poesia, na crônica, no teatro e, mais recentemente, surpreendeu as crianças com um musical a elas dedicado, e se mantém engajado com o incentivo a projetos de resgate social pela via da cultura. Tem posições claras na seara política, que expõe na forte crítica social contida em grande parte da sua produção musical – o disco feito em parceria com o ícone cearense Fagner é um soco no estômago suportado por uma beleza musical rara. Nesse universo, Zeca Baleiro há muito ultrapassou a fronteira dos que buscam um lugar ao sol. Sua obra, mais madura e requintada a cada disco, continua se avolumando, reforçando a sua condição artista consagrado. A homenagem de ontem na Assembleia Legislativa só reforça essa verdade indiscutível.

E foi nesse contexto que Zeca Baleiro declarou sentir-se lisonjeado com o gesto dos deputados Othelino Neto e Daniella Tema, e estendeu seus agradecimentos a toda a Assembleia Legislativa. “Sinto-me muito honrado e emocionado por esta importante homenagem aqui no Maranhão, nossa terra querida, diante de uma legião de amigos que conquistei ao longo de toda a minha vida. Sinto-me imensamente feliz e lisonjeado por essa dupla homenagem”, declarou. E foi aplaudido por parceiros de geração ali presentes, como os compositores Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho – ícones como ele -, e amigos consagrados como a compositores Patativa e Nosly Marinho e o poeta Fernando Abreu, entre outros. Não podia ser diferente.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa de julho mostrou Braide disparado na liderança da corrida à Prefeitura e Duarte Jr. em segundo

Eduardo Braide lidera corrida com ampla folga seguido por Duarte Jr.

Os números de uma pesquisa do instituto DataIlha divulgados ontem pelo blog Maramais e reproduzidos por vários outros blogs sobre quem é quem na fase de predefinição dos nomes que disputarão a Prefeitura de São Luís em 2020 chamam a atenção em alguns aspectos.

O primeiro é a liderança avassaladora do deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que vai de 61,34% a 83,79% da preferência do eleitorado, dependendo do quadro de concorrentes, indicando que, se a eleição fosse agora, ele venceria em turno único, sem maiores problemas. O segundo ponto é a posição do deputado Duarte Jr. (PCdoB) em segundo lugar, variando de 14,45% a 16,43%, dependendo do cenário, o que o torna, pelo menos até aqui, o principal adversário de Eduardo Braide. E o terceiro é a “arrancada” do deputado federal Bira do Pindaré (PSB), que desponta em terceiro lugar, com mais de oito pontos percentuais em todos os cenários em que aparece. Surpreende a posição de Jeisael Marx (Rede), que aparece em três cenário. E o último ponto é a inexplicável não-inclusão do deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), o que torna o levantamento pouco confiável, principalmente no que diz respeito às posições intermediárias, como as de Duarte Jr., Bira do Pindaré e Neto Evangelista (DEM), que chega também a 8% dependendo do cenário.

E o dado mais importante, além dos percentuais: segundo o próprio blog Maramais, a pesquisa teria sido realizada entre os dias 05 e 08 de Julho e teria ouvido 961 eleitores em 61 bairros o que significa uma defasagem de dois meses, sendo, portanto, uma informação de referência, mas que, provavelmente, não traduz a realidade do momento.

Os cenários:

Cenário 1

Eduardo Braide 61,34%, Duarte Jr. 14,45%, Bira do Pindaré 8,24%, Adriano Sarney 4,44%, Neto Evangelista 3,93%, Jeisael Marx 3,55%, Osmar Filho 2,79% e Rubens Jr. 1,27%.

Cenário 2 (Sem Jeisael Marx e Rubens Jr.)

Eduardo Braide 62,71%, Duarte Jr. 15,33%, Bira do Pindaré 8,56%, Neto Evangelista 5,36%, Adriano Sarney 4,85% e Osmar Filho 3,19%.

(Sem Osmar Filho)

Eduardo Braide 70,30%, Duarte Jr 16,43, Neto Evangelista 6,57%, Adriano Sarney 4,34% e Rubens Jr. 2,37%.

Cenário 4 (Sem Duarte Jr., Bira do Pindaré, Jeisael Mar e Osmar Filho)

Eduardo Braide 83,79%, Neto Evangelista 8,11%, Adriano Sarney 4,62% e Rubens Jr. 3,50%.

Vale aguardar um novo levantamento.

 

PT vai concluir neste mês processo de escolha dos seus dirigentes no Maranhão

Honorato Fernandes e Augusto Lobato serão confirmados no Maranhão e apoiarão são reeleitos e votarão pela reeleição de Gleisi Hoffman para presidente nacional do PT

O PT deve concluir neste mês o processo de escolha dos seus dirigentes no Maranhão. Pelos resultados ainda não oficializados do Processo de Eleição Direta (PED), os dirigentes municipais já foram escolhidos, tendo o vereador Honorato Fernandes sido confirmado no comando do partido em São Luís. Até o final deste mês, o PT realizará o processo de escolha da direção estadual, tudo indicando que o atual presidente, Augusto Lobato, continuará presidente da agremiação petista. Vencida a etapa estadual, os petistas maranhenses partirão para participar, por meio dos delegados escolhidos no PED, da eleição da direção nacional. E tudo indica que Augusto vai liderar a representação maranhense com a orientação de reeleger a agora deputada federal Gleisi Hoffmann para a presidência do partido, contra a corrente que vai tentar emplacar Fernando Haddad no comando do partido.  Em resumo, o PT maranhense vai continua sendo comandado pelo pessoal da tendência Construindo um Brasil Novo (CBN) que tem o ex-presidente Lula da Silva como líder máximo.

São Luís, 02 de Outubro de 2019.

Othelino Neto motiva interação entre Assembleia e Câmaras Municipais e amplia espaço na política estadual

 

Othelino Neto fala a vereadores do Mearim e Médio Mearim durante encontro regional realizado em Esperantinópolis

Na estrutura parlamentar brasileira, deputados federais, deputados estaduais e vereadores, ao contrário do que muitos imaginam, não mantêm uma relação direta e permanente de entrosamento e intercâmbio, atuando quase como segmentos estanques e com poucas ligações. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), pôs em marcha um projeto, ao mesmo tempo abrangente e audacioso, de estreitar o relacionamento institucional e político da Assembleia Legislativa com as Câmaras Municipais. Na semana que passou, ele se reuniu com vereadores de Imperatriz e Pinheiro, que estiveram no Palácio Manoel Beckman, e participou, em Esperantinópolis, de um encontro com dezenas de vereadores do Mearim e Médio Mearim. Ontem, na 9ª edição do podcast “Conversa com Othelino”, o chefe do Poder Legislativo destacou essa maratona de encontros, nos quais, afirma, trocou informações sobre a situação dos municípios e sobre as prerrogativas do parlamento nos seus três níveis.

– Os vereadores estão mais próximos das pessoas e vivenciam mais diretamente os seus problemas. Por seu intermédio, nós somos informados do que acontece nos municípios e podemos agir em busca de soluções, que é a nossa obrigação como representantes do povo – explicou o chefe do Poder Legislativo, em tom quase didático.

Político da nova geração e com visão aguda sobre a realidade política, social e econômica do Maranhão, que na sua opinião encontra-se em processo de transformação, o presidente da Assembleia Legislativa acredita que o estreitamento das relações institucionais de deputados estaduais e vereadores pode contribuir decisivamente para melhorar o desempenho do parlamento. Ele está convencido de que essa troca de informações levará à melhoria da ação institucional dos parlamentos estadual e municipal, por acreditar que, isolados, cumprem seus papéis, mas sem a abrangência nem a dinâmica do que uma atuação entrosada.

– Nosso objetivo é estarmos mais próximos das cidades.  Os vereadores, no seu dia a dia, estão mais próximos das pessoas do que os deputados estaduais. Quando a gente se encontra, se aproxima, troca informações, recebe reivindicações trazidas pelos vereadores, são grandes as vantagens. Primeiro porque fortalece o parlamento, que consegue mostrar a sua importância para a sociedade, e depois porque nós, a partir dessa aproximação, conseguimos ter mais informações sobre o que está acontecendo nos mais diversos municípios do Maranhão. Afinal de contas, é nas Câmaras Municipais e na Assembleia Legislativa que de fato a sociedade está mais bem representada na sua maior diversidade, com vereadores e deputados de origens política e ideológicas diferentes, crenças diferentes e posicionamentos políticos e partidários diferentes. Ou seja, o parlamento é o retrato mais fiel de um município e de um estado – assinalou o presidente.

Com iniciativas como essa, que começou a ganhar corpo com a instalação de uma sala para vereadores num dos anexos do Palácio Manoel Beckman, e com a deflagração do programa “Assembleia em Ação”, cuja abertura aconteceu em Balsas, no mês passado, o presidente Othelino Neto imprime à Assembleia Legislativa uma dinâmica mais intensa e diferenciada. Por meio dela, acentua ainda mais o caráter essencialmente político da instituição legislativa. O movimento, que já tem outras ações programadas para as próximas semanas, reforça também a posição dos deputados, que precisam construir e manter pontes com as bases que representam. O deputado Marco Aurélio (PCdoB), por exemplo, liderou o grupo de vereadores de Imperatriz na incursão pelo parlamento, enquanto a deputada Thaiza Hortegal (PP), juntamente com o prefeito Luciano Genésio (PP) acompanhou os vereadores de Pinheiro na ida ao parlamento estadual.

Ao elaborar e colocar em prática projetos como esse, que posicionam a Assembleia Legislativa num espaço institucional e político bem mais abrangente, o presidente Othelino Neto salta da política pontual e limitada para uma ação em raio bem maior. Seus movimentos ganham visibilidade mais ampla, credenciando-o para desafios políticos e eleitorais de natureza majoritária.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pedrinhas: além de Rodrigo Janot, Roseana teve conversas difíceis com Dilma Rousseff e José Eduardo Cardozo

Rodrigo Janot revela que teve conversa difícil com Roseana Sarney por causa da situação em Pedrinhas

Não surpreendeu a revelação do ex-procurador geral da República (PGR), o quase homicida Rodrigo Janot, de que travou uma conversa dura com a então governadora Roseana Sarney (MDB) em 2013, no período em que o Complexo Penitenciária de Pedrinhas estava, de fato transformado numa sucursal do inferno devido a algumas rebeliões que resultaram na morte de dezenas de detentos, alguma brutalmente degolados. Essa conversa complicada e de tom elevado ecoou nos bastidores do Palácio dos Leões e “vazou”, sem detalhes, para fora das paredes palacianas. Rodrigo Janot teria jogado duro como que responsabilizando Roseana Sarney pela barbárie ocorrida em Pedrinhas. Ela teria reagido em tom estridente e seco, primeiro contestando informações de um relatório de inspeção feita pelo Ministério Público Federal segundo as quais as condições no presídio seriam desumanas, criando as condições para rebeliões. Além disso, a governadora também teria criticado a maneira como o PGR teria entrado no assunto, como se tentasse tentando intimidá-la. O certo é que, segundo o que vazou à época, o tempo fechou na linha telefônica, a governadora falou grosso, dizendo que não aceitava ser pressionada naquele tom nem com base em informações de um relatório que ela desconhecia. O PGR respondeu em voz alta. Mas terminaram a conversa em clima mais ameno, com ela reconhecendo problemas e informando que estava trabalhando para resolvê-los. Rodrigo Janot também revelou que tentou intimidar Roseana Sarney insinuando que já teria minutado um pedido de intervenção no Maranhão por causa de Pedrinhas. Era blefe, já que ele saberia que, por mais grave que fosse a situação no complexo penitenciário, tal pedido não seria acatado pelo Supremo Tribunal Federal. É sabido ainda que naquele período a governadora Roseana Sarney teve conversas nada agradáveis com a presidente Dilma Rousseff (PT) e com o ministro da Justiça de então, José Eduardo Cardozo. No mesmo tom que mantivera com o presidente Fernando Henrique Cardoso, em março de 2002, no momento em que agentes da Polícia Federal invadiam os escritórios da Lunus, numa ação controvertida que a tirou da corrida para a Presidência da República.

 

Helena Duailibe crítica Roberto Rocha por agressões a Simplício Araújo e ninguém sai em defesa do tucano

Helena Duailibe critica Roberto Rocha por ofensas a Simplício Araújo em rede social

A agressão verbal e a ameaça de agressão física feitas pelo senador Roberto Rocha (PSDB) ao secretário de Estado de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, a quem chamou de “fdp” por conta de crítica que ele fizera ao que seria um comentário desinformado do líder tucano no Senado em relação à política tributária estadual, que teria desmotivado a implantação de uma fábrica de cervejas no Maranhão, repercutiu, ontem, na Assembleia Legislativa. O imbróglio dominou parte da sessão,  iniciando pela deputada Helena Duailibe (Solidariedade), que saiu em defesa do secretário Simplício Araújo e fez duras, mas civilizadas, críticas ao senador. O pronunciamento da deputada motivou uma série de apartes, todos favoráveis a Simplício Araújo. O que chamou a atenção foi o fato de que nenhum deputado saiu em defesa do senador Roberto Rocha, tendo o episódio demonstrado de que o tucano vive um visível processo de isolamento na política maranhense.

São Luís, 01 de Outubro de 2019.

“Setembrada”: em maratona de entrevistas, Flávio Dino avança como opção da esquerda à corrida presidencial

 

Flávio Dino fala no lançamento do “Direitos Já” ouvido por Marta Suplicy e Noam Chomsky e dezenas de cientistas e intelectuais comprometidos com a democracia

O mês de setembro de 2019 deve entrar para a crônica política maranhense e nacional também como momento em que o governador Flávio Dino (PCdoB) começou, de fato, a ser reconhecido pela grande imprensa como um nome dotado de densidade intelectual, honestidade ideológica, consistência política e lastro gerencial, credenciais indispensáveis para entrar na briga pela presidência da República em 2022. Ele viveu uma “Setembrada”, ao cumprir um intenso roteiro de entrevistas nas quais manifestou opiniões centradas e lúcidas sobre o quadro político e institucional do Brasil, criticou com segurança e equilíbrio o Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), dissecou a crise econômica e social do País e alinhavou caminhos para revolvê-la. Mostrou-se um líder pragmático e com os pés no chão ao defender a formação de uma ampla frente unindo esquerda e centro contra a direita conservadora que chegou ao poder com a eleição do ex-capitão do Exército e porta-voz convencido da extrema direita. E sempre que perguntado se é candidato a presidente, respondeu que a tarefa primeira é construir e consolidar a frente, e que, se efetuada a construção, e for chamado, estará pronto para participar.

Num cenário político animado, salvo o presidente Jair Bolsonaro, que produziu uma crise atrás da outra com as suas declarações agressivas e inacreditáveis, e o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), que faz o contraponto ao chefe da Nação, nenhum outro líder político brasileiro foi ouvido por tantos e com tanta atenção quanto o governador do Maranhão.

A “Setembrada” política de Flávio Dino (PCdoB) por uma frente de Oposição – ao contrário do movimento que, por insatisfação com a abdicação de D. Padro I, que fez tremar o Maranhão em 1831 – começou no dia 03/09, em São Paulo, ao participar do “Direitos Já – Fórum pela Democracia”, que reuniu centenas de intelectuais e militantes das mais diversas cores ideológicas e partidárias, e no qual defendeu o incremento da luta em defesa da democracia e propôs, de maneira enfática, a união de democratas para as eleições de 2020 e 2022. No dia 06 de setembro, Flávio Dino reafirmou a proposta ao sítio de notícias Poder 360, criticando também, de maneira enfática, as declarações do presidente Jair Bolsonaro no âmbito internacional, avaliando que essa postura só prejudica o relacionamento do Brasil com o mundo, podendo levar o País à condição de pária no contexto mundial.

Como uma espécie de rastilho, as posições do governador do Maranhão em defesa de um combate político articulado ao Governo conservador instalado no Brasil vão se espalhando País afora. Tanto que no dia 10 de setembro, a prestigiada colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, numa nota de forte repercussão, apontou Flávio Dino como o principal articulador de uma frente de esquerda e centro. No dia 20 de setembro, em entrevista à revista IstoÉ, o governador declarou: “É preciso construir pontes, alianças e diálogo entre essas lideranças para permitir um ambiente de unidade ampla em 2020, sobretudo em 2022. Essa tem sido minha participação. Posso participar diretamente ou não. Minha atitude é essa, se for para participar, estou à disposição”.

O ponto alto da “Setembrada” aconteceu no dia 23 de setembro, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Ali, submetido a um intenso bombardeio por jornalistas bem informados, Flávio Dino consolidou a impressão de que está credenciado para disputar a eleição presidencial contra qualquer candidato, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro. Durante duas horas, o falou sobre política, economia, gestão pública, e sobre temas politicamente complexos, como a Operação Lava Jato, por exemplo. Com respostas objetivas e propositivas, revelou-se pronto para enfrentar qualquer situação em âmbito nacional. Deixou claro que poderá ser candidato, mas que a prioridade agora é unir a esquerda e o centro numa frente ampla. E, seguida, Flávio Dino foi entrevistado no dia 26 de setembro por Mírian Leitão, da Globo News, onde reafirmou suas críticas ao Governo Bolsonaro, alertou para os riscos de uma crise institucional, defendeu mudanças no eixo econômico e pregou a formação urgente da frente reunindo esquerda e centro.

Em meio à forte repercussão das suas declarações dentro e fora do maio político, no dia 17 de setembro, o presidente nacional do PCdoB, deputado federal Orlando Silva (SP), avisou, de alto e bom som, em entrevista à rádio paulista Jovem Pan: “Vamos lançá-lo nosso candidato a presidente”. E logo após, no dia 24, o senador Jean Paul Prates (PT/RN), declarou que vê “qualidades presidenciáveis” em Flávio Dino, sendo o primeiro petista de peso a admitir a possibilidade de apoiá-lo na corrida ao Palácio do Planalto.

A “Setembrada” mostrou, com clareza, que no contexto das esquerdas, qualquer debate sobre disputa presidencial terá de passar pelo Palácio dos Leões.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sem adversários fortes, Eudes Sampaio caminha para a reeleição em São José de Ribamar

Eudes Sampaio: base de apoio e apetite pelo poder na corrida pela reeleição

Todos os sinais indicam que Eudes Sampaio (PTB) caminha para renovar o mandato na Prefeitura de São José de Ribamar. Ele tem demonstrado empenho na área administrativa, equacionando e tentando soluções para problemas graves que afetam o município, e revelado forte apetite político, postura bem diferente de quando era o discreto vice do então prefeito Luís Fernando Silva. Para começar, conta com uma invejável malha de apoio. Com ele está o comando estadual do PTB, liderado agora pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes; já tem o aval do PCdoB, que decidiu não lançar candidato próprio à prefeito; e conta com o apoio de vários partidos e tem o suporte político do ex-prefeito Luís Fernando Silva, que mesmo tendo renunciado ao cargo, mantém uma faixa expressiva de liderança entre os ribamarenses. Mesmo o PDT, onde estão seus principais adversários – o ex-prefeito e atual deputado federal Gil Cutrim, o irmão dele, deputado estadual Glaubert Cutrim, e o pai, conselheiro do TEC Edmar Cutrim -, não tem se mostrado um adversário agressivo, apesar do ódio visceral que os Cutrim nutrem hoje por Luís Fernando Silva.  Outro aspecto é que até o momento não surgiu em São José de Ribamar um adversário com musculatura suficiente para ser de fato uma ameaça à reeleição do prefeito. O que existe até agora é um ensaio de candidatura do ex-deputado Jota Pinto (Patriota), mas na avaliação de observadores, não tem cacife para enfrenta-lo de igual para igual. O fato é que, a um ano da corrida às urnas, sem adversário forte e com muita vontade de continuar no cargo, o prefeito Eudes Sampaio vai dando passos firmes para a reeleição.

 

Ausência de Dutra e movimentos de Paula da Pindoba tornam instável o ambiente político em Paço do Lumiar

Domingos Dutra na posse, tendo ao lado Paula da Pindoba, que agora está no comando de Paço do Lumiar

Uma grande interrogação domina o meio político em relação ao futuro político de Paço do Lumiar, que vive uma situação dramática de incertezas. O prefeito Domingos Dutra (PCdoB) continua hospitalizado, travando uma luta titânica contra as consequências devastadoras de um ACV sofrido há dois meses e que se complicou por conta de uma trombose no cérebro – já passou por cinco cirurgias e estaria se preparando para a sexta. Com o afastamento de Domingos Dutra, assumiu a vice-prefeita Paula da Pindoba (Solidariedade), que vai ocupando espaços à medida que se torna remota a possibilidade de uma recuperação do prefeito e do seu retorno ao cargo até outubro do ano que vem. Nesse cenário, a prefeita interina, orientada por conselheiros que aos poucos vão se instalando no município, se movimenta para desmontar a equipe e a estrutura gerencial montada por Domingos Dutra, dando ao Governo lumiense uma nova orientação. Paula da Pindoba foi uma vereadora sem experiência administrativa, que se tornou vice de Domingos Dutra num arranjo político-eleitoral destinado a juntar forças contra a investidas do ex-prefeito Gilberto Aroso (MDB) de voltar ao comando do município com o apoio do Grupo Sarney. A equação deu certo, a chapa venceu a eleição em 2016, Domingos Dutra se estabeleceu e vinha fazendo um Governo de mudanças, apesar da pressão pesada dos seus adversários. O AVC mudou tudo. No comando, Paula da Pindoba começa a ser pressionada pelos adversários de Domingos Dutra, instalando em Paço do Lumiar um clima de incerteza. Nesse ambiente, a Oposição ganha força e abre caminho para retomar espaços que perdeu quando Domingos Dutra esteve no comando. Ainda não está claro como o PCdoB vai equacionar o problema de Paço do Lumiar, hoje o sexto maior município do Maranhão, parte essencial da Região Metropolitana de São Luís e com peso eleitoral importante no contexto estadual.

São Luís, 29 de Setembro de 2019.

Pesquisa mostra que Duarte Jr. e Rubens Jr., ambos do PCdoB, são os pré-candidatos à prefeito menos rejeitados

 

Duarte Jr. e Rubens Jr. lideram a lista dos menos rejeitados

Desde que eleições no Brasil começaram a ser pautadas por pesquisas que medem intenções de voto, o item que mais incomoda ou entusiasma candidatáveis ou candidatos consolidados é a rejeição. Ao contrário dos demais itens de uma pesquisa feita para identificar as posições do eleitorado em relação a candidatos com índices crescentes, a rejeição se manifesta de maneira inversa: quanto maior for o índice de rejeição, pior para candidatos, e quanto menor for a rejeição, melhor para o candidato.

Pois bem, circula desde ontem na blogosfera e em portais de notícias do Maranhão pesquisa do respeitado instituto Econométrica mostrando a rejeição dos pré-candidatos à prefeito de São Luís, cujos percentuais são os seguintes: o deputado estadual Duarte Jr. (PCdoB) 8,2%, o deputado federal licenciado e titular da Secid Rubens Jr. (PCdoB) 10,2%, o radialista Jeisael Marx (Rede) 10,9%, o deputado estadual Dr. Yglésio (PDT) 11,8%, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) 12,2%, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) 12,5%, o militar aposentado Coronel Monteiro (PSL) 14,9%, o vereador-presidente Osmar Filho (PDT) 15,9%, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) 18%, o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) 22,5%, o ex-prefeito de São Luís Tadeu Palácio (PSL) 28,3%, e o deputado estadual Adriano Sarney (PV) 35,7%.

Como se vê, o resultado desse levantamento produziu três blocos de candidatos. O primeiro reúne os candidatáveis de menor rejeição, de 8% a 12,5% e é liderado pelo deputado Duarte Jr., que é de longe o menos rejeitado, seguido por Rubens Jr., Jeisael Marx e Dr. Yglésio, Neto Evangelista e Eduardo Braide. O segundo bloco, com percentuais de 14,9% a 18%, é formado por Coronel Monteiro, Osmar Filho e Wellington do Curso. E no terceiro bloco, com percentuais acima de 20%, estão Bira do Pindaré, Tadeu Palácio e Adriano Sarney, que aparece como duramente atingido pela maior rejeição. Mesmo levando em conta o fato de que ainda não é momento de apontar favoritos como alguma segurança, e que muitas dessas posições podem perfeitamente ser mudadas à medida que o processo eleitoral avançar. Afinal, não se está   falando ainda de candidatos propriamente ditos, mas de aspirantes a vagas de candidatos nas suas respectivas searas partidárias.

Esse quadro é revelador e nele o deputado Duarte Jr. é, de longe, o dono da situação mais confortável, o que lhe permite manter-se no jogo com cacife respeitável, enquanto o líder das pesquisas de intenção de voto feitas até aqui até aqui, Eduardo Braide é rejeitado por um contingente de quatro pontos percentuais maior do que o deputado do PCdoB. Ao mesmo tempo, chama atenção o fato de que Rubens Jr., que disputa com Duarte Jr. a vaga de candidato do PCdoB, é o segundo menos rejeitado, com dois pontos percentuais a mais. A conclusão mais interessante é que os pré-candidatos menos rejeitados são exatamente os dois nomes do PCdoB, diretamente ligados ao governador Flávio Dino.

O quadro da rejeição mostra que no PDT a situação de Dr. Yglésio é bem mais confortável do que a de Osmar Filho, o que permite supor que o seu potencial de crescimento é bem maior.  Chama a atenção ainda a expressiva rejeição do tucano Wellington do Curso, fator que sugere que ele deve fazer uma correção de rumo na sua conduta de oposicionista agressivo.

Os dados mais curiosos do cenário da rejeição encontrado pela Econométrica são os percentuais de Bira do Pindaré, Tadeu Palácio e Adriano Sarney. Bira do Pindaré sempre teve boas votações em São Luís e conta com uma militância forte e ativa, sendo surpreendente que tenha uma rejeição tão elevada. Quanto ao ex-prefeito Tadeu Palácio, a rejeição de quase três dezenas de pontos percentuais reforça a regra segundo a qual ex-prefeitos acabam politicamente estigmatizados. E quanto à elevadíssima rejeição de Adriano Sarney é, em princípio, fruto de uma soma de vários fatores, entre eles o desgaste implacável do Grupo Sarney e as posições que têm marcado a sua trajetória na Assembleia Legislativa.

Vale lembrar que esse cenário é o de um ano antes da corrida às urnas, no qual ninguém é ainda candidato para valer.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Homenageado na Assembleia Legislativa, Jefferson Portela mostra prestígio e força na Polícia

Carlos Brandão, Duarte Jr. e Ciro Neto homenageiam Jefferson Portela  no plenário da Assembleia Legislativa

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, mostrou ontem que tem o controle do Sistema de Segurança Pública dom Maranhão e de que é um dos auxiliares mais prestigiados do Governo Flávio Dino. Isso ficou demonstrado no plenário da Assembleia Legislativa, onde recebeu, em sessão especial no final da manhã, a Medalha do Mérito Legislativo Manoel Beckman, que lhe foi concedida por iniciativa do deputado Duarte Jr. (PCdoB). Poucas vezes um ato de entrega da comenda mais importante do Poder Legislativa foi tão prestigiado. Dele participaram o vice-governador Carlos Brandão (PRB), diversos secretários de Estado, entre eles Lago, de Comunicação e Articulação Política, e Simplício Araújo, de Indústria e Comércio, um grupo expressivo de deputados estaduais – uma raridade nesses eventos -, representantes da cúpula e da base da Polícia Civil, da   Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, da Polícia Federal, além de familiares e muitos amigos.

O deputado Duarte Jr. saudou sua trajetória, destacando sua competência e eficiência profissionais e sua convicção e coerência política desde os tempos de estudante. Mostrou que nos seis anos em que está à frente do Sistema de Segurança Púbica a Polícia do Maranhão foi ampliada e modernizada e que, por conta dessa situação, criada pelos investimentos feitos pelo governador Flávio Dino, vem exibindo resultados excepcionais, entre eles o de ter retirado São Luís da lista de Capitais mais violentas do País. “Secretário Jefferson Portela, o senhor é um exemplo para o Maranhão, para o País e para todos nós”, disse Duarte Jr..

Jefferson Portela agradeceu a homenagem com um discurso contundente, no qual defendeu o império da lei e da ordem, que comanda o Sistema de Segurança Pública cumprindo rigorosamente o que manda a Constituição Federal e creditou o bom desempenho da sua pasta à decisão política do Governo. Foi aplaudido de pé várias vezes.

 

Eliziane reage dura à agressão de “02” à ativista sueca e prevê que sua indicação para embaixador será barrada

Eliziane Gama criticou agressão patética de Eduardo Bolsonaro à ativista Greta Thumberg

A julgar pela reação de vários senadores, entre eles a maranhense Eliziane Gama (Cidadania) à sua agressão gratuita, estúpida e injustificada à menina sueca Greta Thumberg, que lidera o movimento mundial de jovens em defesa do planeta e que está sendo indicada ao Prêmio Nobel da Paz por criticar a letargia dos dirigentes mundiais em relação ao aquecimento global, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) pode ter dado adeus ao projeto, que alimenta com o pai, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), de ser o embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Além de não ter qualquer preparo diplomático para o cargo, de cultivar as ideias do pai, que é igualmente ignorante nessa área e de ser praticar uma subserviência patética ao presidente norte-americano Donald Trump, o já famoso “02”, como é conhecido demonstrou, com a agressão à ativista, que é respeitada no mundo inteiro, que, de fato, não está à altura de ser um representante diplomático em qualquer país ou foro do planeta.  Na avaliação da senadora Eliziane Gama, que considerou a inaceitável postura do parlamentar em relação à jovem ativista como uma demonstração cabal do seu despreparo para o cargo, a situação dele como possível indicado pelo ao Senado, onde será sabatinado, se complicou de vez. Ontem, corria nos gabinetes senatoriais que, se for mesmo encaminhada, a indicação do deputado será barrada na Câmara Alta.

São Luís, 27 de Setembro de 2019.

Edivaldo Jr. lança a 13ª FeliS, um presente para São Luís num tempo em que a intolerância rosna para a literatura

 

Em cima, Edivaldo Holanda Jr. fala no lançamento da 13ª FeliS. Embaixo, a realidade e a ficção: Benedito Buzar (AML), Edivaldo Holanda Jr.,Luis Gonzaga Coelho (PGJ) e Antônio Norberto (ALL) emolduram Aluísio Azevedo interpretado por Domingos Tourinho

O vírus da intolerância não contaminou a saúde cultural de São Luís. Vem aí a 13ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), com programação confirmada para o período de 11 a 20 de Outubro, no Multicenter Sebrae. Terá como patrono ninguém menos que o gigante literário Aluísio Azevedo, com o tema “O Brasil atemporal na obra de Aluísio Azevedo”, e como homenageadas duas personalidades importantes na vida de São Luís em tempos recentes, a professora Rosa Mochel e o fotógrafo Dreyfus Azoubel, ambos comemorando centenário de nascimento neste 2019. Pela programação, a 13ª FeliS deve divulgar pelo menos uma centena de autores maranhenses, grandes nomes das letras nacionais e os clássicos da literatura universal, como é a sua tradição. Além da feira de livros, o evento será movimentado por palestras, mesas redondas e oficinas literárias, rodas de conversa, contação de estórias, teatro, exposições, recitais entre outras atividades paralelas e complementares. Isso inclui a participação de 11 autores conhecidos nacionalmente, a começar pelo poeta maranhense Salgado Maranhão, que será acompanhado de Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Paula Pimenta, Lopito Feijó, Cristóvão Tezza, Ninfa Parreira, Sônia Rosa, Carlos Nejar, Milton Marques Júnior, Sérgio Luís e Renata Barcelos.

A 13ª FeliS foi anunciada ontem, oficialmente, pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), em ato no auditório do Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público, tendo ao lado a primeira-dama Camila Holanda, o vice-prefeito Nogueira e o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão, além de representantes de entidades literária, como o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar. Na sua fala, o prefeito fez uma defesa contundente das manifestações culturais, em especial da literatura, fortalecendo a ideia de que, mais do que um compromisso com o calendário cultural de São Luís, a FeliS é uma obrigação política e institucional com a cultura de uma cidade que respira poesia e estimula a literatura. Além da visão política e cultural mais abrangente, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. reforçou a estratégia segundo a qual um dos pontos altos da FeliS é estimular a produção literária local, abrindo espaço para novos autores divulgarem as suas obras. E além de destacar a escolha de Aluísio Azevedo como patrono e da homenagem a Rocha Mochel e a Dreyfus Azoubel, o prefeito citou como exemplo a cordelista e poetisa Goreth Pereira, ex-gari da Prefeitura de São Luís, que apoiada por ele próprio, segue carreira literária.

Ao confirmar a realização da sétima FeliS do seu período de Governo – o que amplia sua posição de maior realizador do evento desde a sua criação em 2006, na gestão Tadeu Palácio (PDT) -, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. deu uma injeção de ânimo cultural em São Luís. E o faz num momento em que a cultura no Brasil, em especial a literatura, vive ameaçada pelas sombras da intolerância, a exemplo do que aconteceu recentemente na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. O prefeito cultiva fortemente valores e princípios, mas, ao contrário da intolerância que grassa no plano federal e em alguns bolsões conservadores, tem sabido conviver com a diversidade e respeitar as diferenças. Para ele, mais do que um evento cultural, a FeliS é uma grande ação pedagógica e de inclusão social posta em prática na sua gestão, e uma experiência única para o público que participa, segundo a interpretação do secretário de Cultura, Marlon Botão.

A programação reunirá 11 convidados e cerca de 600 atividades gratuitas que contemplarão todas as idades e ocorrerão em 30 ambientes espalhados numa área de 11.500 metros quadrados. O público – inicialmente previsto de 160 mil visitantes – terá acesso a 300 editoras distribuídas em 70 estandes. A expectativa inicial é a de que pelo menos 160 pessoas visitem o evento e gastem e invistam R$ 2 milhões na compra de livros. Se confirmado, será mais um resultado espetacular. Viva a literatura!

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Na sabatina de Aras, Weverton critica ativismo do MP ao novo  PGR que trabalhe pelo equilíbrio institucional

Durante a sabatina na CCJ do Senado, Weverton Rocha (d) criticou desvios e recomendou ao Augusto Aras (e) que lute pelo equilibro entre as instituições

O senador Weverton Rocha (PDT), que lidera a bancada do PDT no Senado, deu ontem uma demonstração de que vem amadurecendo intensamente como parlamentar. Durante a sessão em que a Comissão de Constituição e Justiça da Casa sabatinou procurador da República Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) fora da lista tríplice, o líder pedetista criticou alguns desvios e recomendou ao novo chefe do Ministério Público Federal que se esforce pela construção do equilíbrio institucional no País, de modo a evitar confrontos entre as instituições que são os pilares da República e do estado democrático de direito.

– Há espaço para os diferentes, para discutirmos de forma civilizada. E está na hora de chamarmos os homens de juízo na nossa República para começarmos a colocar as coisas nos devidos lugares: os políticos fazendo política, os magistrados fazendo o que a Constituição lhe confere, assim como os membros do Ministério Público. Assim nós poderemos dar uma luz para a sociedade no meio desse túnel escuro – declarou Weverton Rocha.

O senador mostrou preocupação com o que vem sendo chamado de “ativismo”, tanto por parte de integrantes da magistratura quanto do Ministério Público, e criticou a atuação de alguns integrantes do MP que agem movidos por convicções e motivos ideológicos, referindo-se, sem fazer menção direta, aos supostos desvios ocorridos no âmbito da Operação Lava Jato, conforme revelaram as gravações divulgadas pelo sítio The Intercept.

– Não são todos, mas esses procuradores que atuam assim prejudicam o trabalho de todos os outros. Eu acredito na instituição, mas não se pode extrapolar o que está na Constituição. Quem quer ser político que abandone a magistratura ou o MP, mas não use a Justiça para fazer ativismo – criticou, avaliando ser fundamental para o Brasil que o Ministério Público atue de forma imparcial e de acordo com o que a lei determina.

Em tempo: o procurador Augusto Aras foi aprovado por 23 votos contra três na Comissão de Constituição e Justiça e, mais tarde, por larga maioria no plenário do Senado, tendo confirmada sua indicação para suceder a Raquel Dodge.

 

Marquinhos “atira” contra Wellington do Curso, mas não explica porque atropelou decisão do DEM

Em cima: Neto Evangelista é lançado candidato pelas cpupulas estadual e nacional do DEM, na presença do governador Flávio Dino, que elogiou a escolha. Em baixo: Marquinhos, do DEM, declara apoio a Osmar Filho (PDT)

O vereador Marquinhos (DEM) disparou pesado contra o deputado Wellington do Curso (PSDB), atribuindo injustamente a ele, Wellington, o comentário feito pela Coluna, sobre sua declaração de apoio ao vereador-presidente Osmar Filho (PDT) na corrida para a Prefeitura de São Luís, quando seu partido tem um pré-candidato já definido e avalizado pelas cúpulas estadual e federal, o deputado estadual Neto Evangelista, que, por sinal, preside a secção do DEM na Capital.

Independentemente das diferenças que possam haver entre Marquinhos e Neto Evangelista, o fato é que, ao declarar apoio ao pedetista Osmar Filho, o vereador democrata cometeu um claro e inequívoco atropelo à ética partidária. Afinal, até as pedras de cantaria da Praia Grande sabem que em convenção partidária realizada no dia 26 de abril, Neto Evangelista foi eleito presidente municipal do DEM e teve sua candidatura à prefeito lançada pelo presidente estadual, deputado federal Juscelino Filho, e pelo presidente nacional, Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador. Os dois destacaram, com todas as letras, que a candidatura de Neto Evangelista à prefeito de São Luís é uma estratégia nacional do partido de lançar candidato em todas as capitais, reforçando que ele terá todo o apoio da agremiação.

É nesse contexto que a declaração de apoio de Marquinhos a Osmar Filho contraria a ética partidária. Afinal, não se tem conhecimento de que o vereador tenha reunido o diretório municipal do DEM para discordar da pré-candidatura de Neto Evangelista, colocar suas razões, discutir o problema e abrir uma dissidência interna. Se isso tivesse sido feito, Marquinho, se vencedor na disputa interna, poderia levar o partido para uma aliança lícita e politicamente correta com o PDT em torno de Osmar Filho; se derrotado, ou se dobraria à vontade da maioria na agremiação ou procuraria outro pouso partidário. É assim que se faz, porque é a regra e porque é politicamente correto.

Xingar adversário sem explicar o conflito de posições dentro do partido nem justificar a dissidência praticada fica feio, confuso, e nada resolve.

São Luís, 26 de Setembro de 2019.

 

Por ato de Weverton Rocha,  Senado homenageia Terezinha Rêgo por seu trabalho pela vida

 

Terezinha Rêgo entre Luciano Leitoa, Weverton Rocha, Tânia Rêgo e Gil Cutrim: homenagem justa e oportuna a um trabalho dedicado à pesquisa em defesa da vida

Em meio a uma agenda atribulada e marcada pela polêmica e por muitas contradições, dadas as tensões políticas do momento como o adiamento da votação do projeto da Reforma da Previdência na Comissão de Constituição, por exemplo, numa reação corporativa dos senadores por causa da ação da Polícia Federal na Casa, o Senado viveu ontem um momento de sublimação ao homenagear, em sessão especial, a renomada professora, farmacêutica e fitoterapeuta maranhense Terezinha Rêgo. O ato resultou de iniciativa do senador Weverton Rocha (PDT), inspirada no fato de que a mestra e pesquisadora está completando 55 anos de trabalho intenso e produtivo na busca de medicamentos extraídos da flora maranhense. A homenagem é mais que justa, e ao fazê-la, o senador Weverton Rocha contribuiu para a coroação de uma trajetória rica sob todos os aspectos: pesquisa, descoberta, benefício à sociedade – em especial os mais pobres -, enfim, dedicação integral à causa da ciência e da vida. Além disso, Terezinha Rêgo simboliza fortemente a necessidade de preservação da flora brasileira num momento em que ela é agredida ao extremo.

A professora, farmacêutica e fitoterapia Terezinha de Jesus Almeida da Silva Rêgo não é uma cidadã qualquer. Aos 86 anos, trabalhando sem parar em busca do que há de saudável na flora maranhense, ela representa também a Universidade Federal do Maranhão, onde fundou e coordena até hoje o Herbário Ático Seabra, base da sua pesquisa e fonte de muitos medicamentos fitoterápicos repassados à baixo custo à população carente de São Luís, do Maranhão e de todo o País. Seus esforços inspiraram o Projeto Farmácia Viva-Hortos Terapêuticos, coordenado pela Secretaria de Saúde do Maranhão no atual Governo e que consiste no cultivo, conservação e utilização de plantas medicinais, sendo parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse trabalho ganhou o mundo, sendo reconhecido por todos os centros acadêmicos e de pesquisa do Brasil e por universidades e organizações de investigação científica de todos os continentes. As atividades desenvolvidas pela professora Terezinha Rêgo têm sido temas de monografias e teses acadêmicas, e objeto de exames por centros de pesquisa renomados, tendo lhe dado vários prêmios no campo acadêmico.

O senador Weverton Rocha acertou em cheio quando decidiu homenagear a fitoterapeuta maranhense na Câmara Alta. Isso porque, além de um gesto de justiça, a homenagem levou para o plenário do Senado uma personalidade cuja razão de existir é a preocupação com a ciência e com a saúde humana. E mais do que isso, ela representa o melhor exemplo de que, ao invés de ser alvo de destruição como está sendo, a riqueza vegetal nacional deve ser preservada a qualquer custo. Uma das marcas do trabalho de Terezinha Rego é exatamente o desenvolvimento de medicamentos à baixo custo e acessível às comunidades mais carentes, e isso depende da flora viva e diversificada. Entre suas descobertas mais marcantes estão o uso do princípio ativo da “cabacinha” no combate à sinusite e do xarope de urucum e da tintura de assa-peixe para doenças respiratórias.

– Reconhecer o valor do trabalho da professora Terezinha Rego é praticamente um dever de consciência de todo maranhense. Várias gerações, a minha incluída, cresceram conhecendo e admirando o trabalho desta mulher que dedicou a vida à pesquisa e ao desenvolvimento de técnicas de cultivo de plantas medicinais”, disse o senador Weverton Rocha, durante a sessão especial por ele presidida. Ele assinalou que atualmente o projeto tem 32 hortos implantados em órgãos estaduais, instituições de ensino, escolas, comunidades quilombolas e terreiros, além de 10.141 capacitações para manejo de hortos realizados no estado. E destacou: “As hortas medicinais comunitárias, que sempre foram um projeto de vida da professora Terezinha Rego, salvam vidas e garantem a cura para pessoas que teriam dificuldade de acesso aos caros medicamentos alopáticos”. O senador também elogiou a sensibilidade do governador Flávio Dino por criar o programa: “Fico honrado em ver que o meu estado já está trilhando o caminho de valorização da pesquisa e da ciência ao incluir o Projeto de Farmácia Viva no Programa de Políticas Públicas do Maranhão, numa iniciativa do governador Flávio Dino”.

Emocionada, a professora Terezinha Rêgo agradeceu em discurso lido pela filha, Tânia Rêgo, fechando um momento de grandeza no Senado da República.

Em Tempo: A presença do prefeito de Timon, Luciano Leitoa, na sessão especial se deve ao fato de ser ele presidente do PSB, partido ao qual Terezinha Rêgo é filiada e pelo qual foi candidata ao Senado em em 1998.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Othelino Neto garante manifestação pacífica e lançamento de Frente conservadora na Assembleia Legislativa

Em cima, ntre Helena Duailibe, neto Evangelista, Thaíza Hirtegal, Pastor Damasceno, Mical Damasceno, Gandra, Roberto Costa e Arnaldo Melo, Othelino Neto preside lançamento da Frente, e embaixo conversa com manifestantes

Mesmo com a agitação causada por manifestantes que foram ao Palácio Manoel Beckman protestar contra a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a controvertida Damares Alves, que preferiu ficar em Brasília e mandar representante, a Assembleia Legislativa oficializou ontem a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, iniciativa da ultraconservadora deputada Mical Damasceno (PTB). Vista por muitos como fruto de uma iniciativa conservadora, com traços ideológicos da direita ranzinza, a Frente Parlamentar é, porém, um movimento legítimo, à medida que nasceu dentro de um parlamento plural e foi aprovada por votos de direitistas, centristas e esquerdistas. Pode-se discutir democraticamente os seus fundamentos, criticar o conservadorismo dos seus valores e até mesmo a sua inclinação religiosa, à medida que está declaradamente apoiada por segmentos evangélicos. A própria deputada Mical Damasceno tem deixado muito claro nos seus discursos que, para ela e os líderes que a apoiam, que religião e política andam juntas, coisa que só tolerada numa democracia que preza pela liberdade de credo.

Nesse sentido, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), demonstra muita habilidade política. Militante de esquerda, seria perfeitamente natural que ele se esquivasse de chancelar a criação da Frente conservadora criada pela deputada Mical Damasceno, passando a tarefa para outro membro da Mesa Diretora. Mais uma vez, no entanto, o presidente contrariou a lógica, não apenas presidindo o ato, mas dando-lhe a dimensão de uma iniciativa parlamentar. Antes, contrariando o costume, foi ao encontro aos manifestantes, invocou as regras da democracia e obteve deles a garantia de que seu protesto contra a ministra, que também e um direito, seria barulhento, mas pacífico. Com muita habilidade e noção de direito, o presidente da Assembleia Legislativa demonstrou que a democracia plena abriga com segurança a convivência sempre tensa e zoadenta de contrários.

Os movimentos do presidente foram decisivos para que os manifestantes externassem sua insatisfação com a ministra ausente e a Frente da deputada Mical Damasceno fosse lançada com a devida pompa. E com a presença dos deputados Arnaldo Melo (MDB), Neto Evangelista (DEM), Roberto Costa (MDB), Zito Rolim (PDT), Helena Duailibe (SD), Felipe dos Pneus (PRTB), Daniella Tema (DEM), Thaísa Hortegal (PP), Marco Aurélio (PCdoB), Wellington do Curso (PSDB) e Dr. Yglésio (PDT), além da deputada licenciada Ana Mendonça, secretária de Estado da Mulher.

 

Astro de Ogum deixa Comissão de Ética, pode sair da base governista e acusa secretários sem nominá-los

Astro de Ogum: decisões drásticas após acusação de chantagem sexual e prisão por porte de arma

O ex-presidente e atual vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PP), falou ontem aos seus pares sobre o caso em que é acusado de participar de um esquema de chantagear jovens para obter favores sexuais e que culminou com a sua prisão por porte ilegal de arma e de dois assessores denunciados como os chantagistas. Três pontos do seu discurso chamaram a atenção. No primeiro ele anunciou o seu desligamento da Comissão de Ética da Câmara, presidida pelo vereador Afonso Manoel (??). Uma iniciativa sensata, à medida que corre o risco de ser convidado a se retirar para ser por ela investigado caso a sua situação venha a se complicar. O outro ponto é a de conversar que terá com o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) para decidir se continua ou não como integrante da base parlamentar do Governo municipal. Dificilmente o prefeito lhe dirá que não quer mais o seu voto, mas com base nos valores que defende e a acusação a Astro de Ogum seja confirmada, Edivaldo Holanda Jr. certamente ficará incomodado de ter um aliado com tal perfil na sua base de apoio. Finalmente, Astro de Ogum disse que dois secretários da prefeitura comemoraram sua prisão. Não deu nomes, e isso pegou mal. Seria melhor ter ficado calado nesse caso.

São Luís, 25 de Setembro de 2019.

Roda Viva: Flávio Dino quer esquerda unida e retomando   bandeiras como o combate à corrupção

 

Flávio Dino no Roda Viva, da TV Cultura: mostra preparo técnico e visão política larga

A esquerda tem de tentar a unidade e retomar suas bandeiras, como combater a corrupção e usar verde e amarelo. Nenhum segmento da esquerda deve impor sua visão nessa aliança.  O Brasil tem problemas, mas não está quebrado, e as soluções que estão propondo não vão resolver. O Brasil é forte, mas só avançará com um tripé: democracia plena, soberania nacional consolidada e Governos que lutem pelos direitos mais pobres. Usar a força letal da Polícia sem atacar os grandes financiadores do tráfico não é política de segurança pública. Assinaria a maioria das sentenças da Lava-Jato, mas houve abusos e distorções nas investigações e desvios em algumas sentenças. O julgamento de Lula tem de ser anulado, para que ele tenha um   julgamento justo. E a esquerda precisa atualizar o discurso, ajustar seu programa e combater o retrocesso. Candidatura (presidencial) não pode ser colocada antes do debate.

As opiniões acima, entre muitas outras sobre assuntos diversos, foram manifestadas pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ao longo das duas horas que durou o programa Roda Viva, da TV Cultura, feita ao vivo, ontem, a partir das 22 horas. Independentemente de posição político-partidária, o “embate” com jornalistas mostrou que o governador do Maranhão já é, de fato, um político maduro e está preparado para governar o Brasil, no caso de vir a se candidatar a presidente e vencer a eleição. O entrevistado não deixou pergunta sem resposta, não tergiversou em qualquer assunto, foi direto na essência dos problemas colocados e, mais do que isso, deixou claro que a candidatura presidencial não é prioridade e que, candidato ou não, continuará discutindo os problemas do País como um dever.

O programa foi aberto com a sucessão presidencial, sendo o governador apontado como um dos nomes para a disputa. Flávio Dino foi claro: qualquer projeto nessa área tem de ter a esquerda, e até o centro, unida como base. Na sua avaliação, essa frente tem de transcender o jogo político. E não há como ela se sustentar se um ou outro partido resolver impor sua visão sobre os demais. Reconheceu a força do PT e do “lulismo”, mas também admitiu a importância de Ciro Gomes (PDT) nesse campo, ainda que discorde de um ou outro pensamento ou gesto do pedetista. É fato que a esquerda perdeu bandeiras importantes, como o combate à corrupção, “e o uso do verde-amarelo”, por exemplo. “Essas bandeiras precisam ser retomadas”, declarou, lembrando que a luta contra a corrupção nasceu com a esquerda, e assinalando que “o verde e o amarelo estão sendo usados por quem está fingindo que é patriota”. E foi enfático: “A esquerda deve atualizar o discurso, ajustar o programa e combater o retrocesso”.

Sobre a situação do País, o governador foi taxativo: “O Brasil não está quebrado”. Para ele, esse discurso é falso, porque na sua   avaliação, apesar dos problemas que está enfrentando, o País “é forte, é rico”, e só precisa de um Governo”. Avaliou que o que está em curso está na contramão da História, porque não há um projeto de desenvolvimento que relacione a economia com distribuição de renda e bem-estar social. Nesse campo, apresentou uma série de argumentos, entre eles o de que, ao contrário da maioria dos Países, o Brasil tem reservas internacionais de US$ 350 bilhões, que podem perfeitamente servir de garantia para a atração de investimentos. “O que falta é gerenciamento, é Governo”, sentenciou, afirmando que, embora não torça contra, não acredita no projeto que estão tentando implantar no País.

Sobre a possibilidade de sua candidatura à presidência da República em 2022, Flávio Dino não confirmou nem descartou. Para ele, o projeto maior é a união das esquerdas e a formação de uma grande frente, incluindo o centro, já para as eleições municipais do ano que vem, que no seu entendimento “serão plebiscitárias”. A hora é de discutir o futuro do País, unir as forças e retomar as bandeiras. A sucessão presidencial fica para depois, não sendo uma prioridade agora. No que diz respeito a ele próprio, declarou que está no grande debate colocado pelo presidente Jair Bolsonaro, quando o apontou agressivamente como “o pior dos governadores de paraíba”. E avisou: “Vou continuar discutindo o Brasil”.

O fato é que, se alguém tinha dúvidas de que o governador Flávio Dino (PCdoB) já é um político maduro e está preparado para governar o Brasil, no caso de vir a se candidatar a presidente e vencer a eleição, a entrevista de ontem ao renomado programa Roda Viva, da TV Cultura, mandou-as para o espaço.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ex-casal, Thaiza Hortegal e Luciano Genésio mostram inteligência e habilidade ao manter laços políticos

Thaiza Hortegal e Luciano Genésio com André Fufuca em Brasília: ex-casal mantém parceria política inteligente com bons resultados 

A deputada estadual Thaiza Hortegal (PP) e o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio (PP), formam um bom exemplo de que é perfeitamente possível praticar uma política de resultados mesmo quando laços conjugais são desfeitos. O fim do casamento não impediu que os dois continuassem trabalhando em sintonia fina pelos interesses de Pinheiro, onde estão sua base política e eleitoral. Na semana passada, a deputada e o prefeito fizeram um périplo em Brasília para garimpar recursos para o maior e mais importante município da Baixada Ocidental Maranhense. A incursão percorreu gabinetes da Câmara Federal e do Senado, onde conversaram com representantes da bancada maranhense, a começar pelo parceiro partidário dos dois, o deputado federal André Fufuca (PP), que anunciou a destinação de mais recursos para a Saúde municipal via emendas parlamentares, cuja liberação foi assegurada pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Thaiza Hortegal e Luciano Genésio agradeceram o empenho do parlamentar, que preside o PP no Maranhão e reforçaram a parceria política e partidária já consolidada.

Thaiza Hortegal e Luciano Genésio reuniram-se também com o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), com quem também trataram de demandas da Baixada Maranhense e do Baixo Parnaíba, base política e eleitoral da parlamentar e onde o parlamentar teve uma expressiva votação. O ex-casal foi ao gabinete do deputado federal Cléber Verde (PRB), a quem agradeceram as emendas destinadas a Pinheiro. O périplo terminou com a visita dos dois ao senador Weverton Rocha (PDT), onde confirmaram a visita do senador à Pinheiro para a inauguração das primeiras obras do Programa Pró-Asfalto e Estradas Vicinais.

Coube à deputada Thaiza Hortegal explicar, com habilidade surpreendente, a incursão política do ex-casal por Brasília: “É muito importante essa união, porque, juntos, nós estamos beneficiando milhares de maranhenses. Vamos continuar trabalhando na Assembleia e na Câmara Federal, ao lado do prefeito Luciano, para garantir melhorias para as regiões”.

 

Marquinhos declara apoio a Osmar Filho num gesto público de desrespeito ao DEM

Marquinhos (DEM). entre Pedro Lucas Fernandes (PTB), Osmar Filho (PDT) e Raimundo Penha (PDT): esnobando a pré-candidatura de Neto Evangelista (DEM)

Alguma coisa está errada no conceito que muito políticos têm de partido no Maranhão. Entre vários exemplos, um, ocorrido no final da semana na Vila Luizão, chamou muito a atenção. Ali, na noite de domingo (22), durante as comemorações pelos 25 anos de fundação do bairro, diante de pelo menos três mil pessoas, a maioria jovens, o vereador Marquinhos (DEM) declarou apoio à pré-candidatura do vereador-presidente Osmar Filho (PDT) à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Nada demais, não fosse por um detalhe: o partido do vereador Marquinhos, o DEM, tem pré-candidato à prefeito de São Luís, o deputado estadual Neto Evangelista, que também é presidente da agremiação na Capital, e que foi definido como candidato pelo comando nacional do partido, segundo declarou, naquele evento partidário, o presidente nacional e prefeito de Salvador Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto.

O episódio escancara o absoluto desprezo que certos políticos têm pelas agremiações partidárias. Ao declarar apoio à pré-candidatura do colega presidente Osmar Filho, o vereador Marquinhos demonstrou que está se lixando para o DEM – pelo qual se elegeu – e para o projeto da agremiação de disputar a Prefeitura de São Luís com a candidatura do deputado Neto Evangelista. Afinal, a candidatura de Neto Evangelista é um projeto abraçado pelos comandos estadual e nacional do DEM, e isso ficou claro quando o braço do partido em São Luís partido realizou sua convenção com a presença de ACM Neto e outros líderes do DEM. Não engole a pré-candidatura de Neto Evangelista, briga contra ela dentro do partido, demonstra a insatisfação e tenta convencer seus pares de que não é a melhor escolha. Derrotado e insatisfeito, sai do partido, procura novo pouso partidário. É mais correto do ponto de vista político e mais decente do ponto de vista ético.

Com a palavra, o vereador Marquinhos, para explicar o seu escorregão ético, e o comando do DEM em São Luís, para dizer o que pensa sobre o assunto.

São Luís, 24 de Setembro 2019.