“Chapa” montada pelo prefeito de Codó mostra a falência da noção de partido na política brasileira

Imagem divulgada pela assessoria da Prefeitura de Codó:
Chiquinho da FC entre Juscelino Filho (PSDB), Weverton
Rocha (PDT), Orleans Brandão (MDB), Lula da Silva (PT),
André Fufuca (PP) e Francisco Nagib (MDB)

As eleições deste ano no Maranhão serão, certamente, as mais atípicas da História recente do estado no que diz respeito à relação dos candidatos, majoritários e proporcionais, com seus apoiadores, notadamente os prefeitos. O melhor e mais acabado exemplo dessa geleia geral político-partidária veio à tona ontem, por iniciativa do prefeito de Codó, Chiquinho da FC (PT), que divulgou os nomes que apoiará para a presidência da República, as duas cadeiras no Senado, governador, deputado federal e deputado estadual. A “chapa” definida por Chiquinho da FC é o que pode ser chamado de eclética, ao mesmo tempo em que se trata de um caso clássico de desprezo pela noção de partidarismo, à medida que a sua composição ignora solenemente que o PT tem candidato a governador (Felipe Camarão), a senador (Eliziane Gama) e a deputado federal e deputado estadual.

Eleito pelo PT – um caso curioso de incoerência ideológica, já que o seu perfil é nitidamente de direita -, Chiquinho da FC apresentou, claro, o presidente Lula da Silva (PT) como o seu candidato ao Palácio do Planalto, sendo esse o único caso da sua relação com o seu partido nessas eleições. Para o Senado, o prefeito de Codó declarou apoio ao projeto de reeleição do senador Weverton Rocha (PDT) e à pré-candidatura do deputado federal André Fufuca (PP). E para governador, Chiquinho da FC vai apoiar incondicional o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, confirmando acordo firmado com o governador Carlos Brandão (MDB). Em relação à Câmara Federal, o prefeito petista apoia a pré-candidatura do deputado federal Juscelino Filho (PSDB) à reeleição e a renovação do mandato do deputado estadual Francisco Nagib (MDB).

Não há que se discutir as preferências do prefeito de Codó, aqui observado apenas como um exemplo do que está acontecendo em todo o estado, ou melhor, em todo o País. A atual legislação partidárias e o poder de fogo das emendas parlamentares no Congresso Nacional liquidaram impiedosamente a noção de partidarismo, que cedeu lugar à pura e simples conveniência, destruindo o conceito de partido. Hoje, o conceito de ideologia está reduzido a dois polos – direita e esquerda –, e o conceito de partido – com ideologia, doutrina e programa – foi para os espaço, levando junto a noção de fidelidade partidária. O caso de Codó aqui destacado, é o retrato de que o ideal partidário perdeu sentido no universo político brasileiro.

E nesse contexto ocorrem as espantosas contradições. Durante esta semana, tentaram “fuzilar” o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), por ele declarar apoio ao pré-candidato do seu partido ao Senado, André Fufuca, pelo fato de o parlamentar, que preside o PP no Maranhão, haver firmado uma aliança com o pré-candidato do PSD a governador, Eduardo Braide, após afastar-se do grupo liderado por Orleans Brandão. Mas o fato de o prefeito de Codó ignorar solenemente candidato a governador e a senador do seu partido pareceu algo absolutamente normal.

O que chama a atenção é o fato de que, por maior que seja a incoerência partidária da “chapa” que ele montou, o prefeito de Codó nada fez de errado. Isso porque não há na legislação partidária nem no conjuntou de normas que regem as eleições nenhuma regra que o impeça ignorar pré-candidatos do seu partido e apoiar concorrentes de outras agremiações partidárias. Permitir ou não a infidelidade partidária passou a ser um tema de “foro íntimo” dos partidos, situação que virou tabu e que ninguém ousa sequer colocar em discussão.

Não há, portanto, como prever outro cenário para a política. Isso porque, no fim das contas, o que importa mesmo é que somos uma democracia sólida que escolhe os seus representantes pelo voto secreto e universal.

PONTO & CONTRAPONTO

Se for confirmado vice de Orleans, Edivaldo Jr. pode ajudar na campanha em São Luís

Edivaldo Jr. será vice?

Não surpreende a provável escolha do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRB) para vice na chapa liderada por Orleans brandão (MDB) ao Governo do Estado. Ele vinha se movimentando para retomar a sua bem sucedida carreira política como pré-candidato à Assembleia Legislativa, e, segundo fontes não oficiais, deve ser confirmado como o companheiro de chapa do pré-candidato emedebista.

Se vier, de fato, a ser confirmado, Orleans Brandão terá dado um tiro certeiro. Para começar, Edivaldo Holanda Jr. é um político jovem, com uma densa experiência, tendo sido vereador de São Luís, deputado federal e prefeito da Capital por dois mandatos. Conhece todas as reentrâncias da política ludovicense, o que lhe dá poder de fogo para reforçar a guerra contra o largo favoritismo do ex-prefeito Eduardo Braide na Capital, que é a sua base.

No plano político, Edivaldo Holanda Jr. é bem sucedido, apesar dos tropeços que o colocarem em situação complicada. O primeiro foi ter ignorado a candidatura do seu partido – naquele momento o PDT – na luta pela sua própria sucessão, e depois, por não ter apoiado o candidato pedetista ao Governo do Estado, Weverton Rocha, em 2022, preferindo se lançar candidato sem qualquer possibilidade de conquistar algum espaço.

A vantagem é que, além de um político ludovicense, Eduardo Holanda Jr. é limpo, sem mácula, o que lhe dá autoridade para pedir votos na Capital.  E é exatamente isso que Orleans Brandão espera do seu vice.

PT pode formar chapa pura com dois nomes para o Senado

Eliziane Gama pode ter
companheiro de chapa

O PT maranhense está tentando resolver um problemão: quem será o nome para a vaga de senador ainda aberta na chapa a ser encabeçada pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) e que já a senadora Eliziane Gama (PT) como candidata à reeleição.

O senador Weverton Rocha (PDT) foi indicado pelo comando nacional do partido, com o aval do presidente Lula da Silva (PT). Ocorre que Weverton Rocha apoia declarada e intensamente a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo, o que cria um enorme embaraço dentro das fileiras petistas, onde tem apoiadores e adversários zangados.

Dentro da agremiação há vozes defendendo uma outra pré-candidatura cujo nome seja do próprio partido, o que daria a Felipe Camarão uma chapa pura. E para essa vaga, seus defensores sugerem a indicação do professor Paulo Romão (PT), que já vinha se colocando nessa direção.

Nada há de definido, uma vez que qualquer decisão relacionada com candidaturas majoritárias tem de passar pelo crivo da direção nacional do partido e, claro, o aval do presidente Lula da Silva.

São Luís, 27 de Junho de 2026.

Brandão atua para ampliar cacife de Orleans e Esmênia trabalha para manter Braide forte em São Luís

Carlos Brandão pedala em trecho da Avenida Metropolitana
e Esmênia Miranda inaugura Praça em bairro
de São Luís acompanhada de Fernando Braide

Vai muito além da pura e simples movimentação política o embate entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), pré-candidatos que até aqui protagonizam a polarização da corrida ao Governo do Estado. A guerra pelo voto do ludovicense se dá num confronto direto entre o Palácio dos Leões, sob o comando do governador Carlos Brandão (MDB), e o Palácio de la Ravardière, agora comandado pela prefeita Esmênia Miranda (PSD). Enquanto aliados dos dois candidatos trabalham arduamente na mobilização de forças, os Governos estadual e municipal aceleram os seus instrumentos para concluir e inaugurar obras as mais diversas.

Nesse contexto, o governador Carlos Brandão acelera a máquina governista para agilizar grande obras do Governo estadual em São Luís, como o prolongamento da Avenida Litorânea e da Avenida metropolitana, já tendo entregue obras importantes, como a reforma da Praça do Sol, na Ponta D`Areia e da Avenida Litorânea, entre outras ações importantes em andamento. O próprio chefe do Poder Executivo estadual tem feito incursões na periferia da Capital, como fez recentemente no Coroadinho, onde alfinetou a administração municipal

Por sua vez, a prefeita Esmênia Miranda, após um período rápido de adaptação, vem acionando a máquina municipal em ações de rotina – operação tapa-buraco, por exemplo -, e intensificando e inaugurando pequenas, mas importantes, obras nos bairros de São Luís. Nos últimos 15 dias, ações aparentemente sem maior importância, como a inauguração de uma quadra poliesportiva na UEB 21 de Abril, para atender a 270 estudantes, e a entrega de um anfiteatro da Escola Pastor Estevam Ângelo de Souza, na Cidade Operária, atendendo a 189 crianças de 3 a 5 anos. A prefeita abriu a campanha para a vacina Pneumo 20, destinada a ampliar a proteção contra doenças como pneumonia, meningite, otite, entre outras. E reforçou a Guarda Municipal com pistolas Glock, coletes balísticos, dispositivos Taser X10, seis drones, entre outros equipamentos.

Não há dúvida, e não há como ser diferente, de que o governador Carlos Brandão faz os investimentos na Capital como programa de Governo, mas está claro que no momento o foco é fortalecer o seu pré-candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), na mais importante base política e eleitoral do adversário. Pelo menos até aqui, nas contas dos QGs das pré-candidaturas ao Governo, o “x” da equação eleitoral está no percentual de votos que o ex-prefeito Eduardo Braide receberá na Capital. O esforço do governador Carlos Brandão é no sentido de ampliar ao máximo o suporte eleitoral de Orleans Brandão, certo de que ele cobrirá a vantagem no interior. A prefeita Esmênia Miranda faz a conta inversa, atuando forte para que Eduardo Braide mantenha, e se possível amplie, o seu cacife na Capital e se desdobre para virar o jogo no interior.

Tem sido uma lula titânica. Orleans Brandão tem sido levado aos bairros pelos vereadores que o apoiam, e tem aberto canais de aproximação com empresários, entidades civis, chegando, por exemplo, aos taxistas, com quem assumiu vários compromissos. Como contrapartida, vereadores alinhados ao Palácio de la Ravardière tem pregado os avanços da administração da Capital e propagado a pré-candidatura de Eduardo Braide, facilitando a sua maratona de visitas semanais a municípios, cumprindo agenda por meio da qual pretende visitar todos os 217 municípios antes da campanha propriamente dita.

Quem vencerá essa guerra, as pesquisas indicarão em breve, sendo que a palavra final será das urnas na noite de 4 de outubro. Até aqui, aliados do governador Carlos Brandão preveem que Orleans Brandão pode, pelo menos, aumentar o seu cacife em São Luís, enquanto partidários de Eduardo Braide avaliam que ele manterá, podendo até ampliar sua vantagem na cidade que administrou por cinco anos e meio. Mas, independentemente de quem venha a vencer essa peleja, já há um beneficiário desse confronto, a população de São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Operação Afluente pode levar Josimar de Maranhãozinho a enxugar o seu projeto eleitoral

Josimar de Maranhãozinho

Piorou consideravelmente a situação do deputado federal licenciado e chefe maior do PL no Maranhão com a nova operação da Polícia Federal em endereços a ele ligados incluindo a residência em São Luís, em busca de provas para a acusação de que ele é cabeça de uma organização criminosa que desviou milhões e milhões de emendas parlamentares. A PF batizou a ação de Operação Afluente pelo fato de os desvios terem sido feitas de emendas no braço maranhense da Companhia do Vale do São Francisco – Codevasf.

Dessa vez, a investigação encontrou o elo entre Josimar de Maranhãozinho e o controvertido empresário da construção Eduardo DP, figura de proa em algumas investigações sobre desvio de emendas parlamentares no Maranhão.

A Operação Afluente foi mais longe do eu as anteriores. Agora, mais do que uma bolada em dinheiro vivo – Josimar de Maranhãozinho parece gostar de movimentar dinheiro vivo numa época em que papel moeda é algo quase obsoleto -, a PF agora apreendeu carros de luxo e nada menos que um helicóptero. A ação desta semana foi uma pancada e tanto no chefe maior do PL no Maranhão, tanto no sentido ético quanto na seara política.

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a Operação Afluente apanhou Josimar de Maranhãozinho de surpresa, pois aconteceu no momento em que ele estava articulando a participação do seu grupo na corrida eleitoral. Inelegível, pretendia garantir eleger a deputada estadual Fabiana Vilar para a Câmara Federal e a esposa, Detinha (PL), e o filho, Josimar Jr., para a Assembleia Legislativa. Nos cálculos iniciais, o seu grupo elegeria pelo menos três deputados federais e cinco deputados estaduais.

A Operação Afluente e seus desdobramentos poderão levar o chefe maior do PL no maranhão a rever o seu projeto eleitoral para este ano.

Carlos Lula será porta-voz das propostas socioambientais da Rama para as eleições

Carlos Lula: porta-voz

 O deputado estadual Carlos Lula (PSB), no momento licenciado da Assembleia Legislativa, recebeu uma tarefa tão nobre quando desafiadora. Ele foi escalado pela Reunião Ampliada da Rede Agroecológica do Maranhão (Rama) como o seu porta-voz na apresentação e encaminhamento das demandas da entidade para as eleições deste ano. A escolha do parlamentar ocorreu terça-feira (23), durante reunião da entidade, à qual compareceram dois pré-candidatos a governador: Felipe Camarão (PT) e Saulo Arcangeli (PSTU), além da candidata ao Senado Antônia Cariongo (PSOL) e do deputado estadual Júlio Mendonça (PSB).

Confirmada a escolha, dirigentes da Rema entregaram ao deputado Carlos Lula um documento que reúne propostas em quatro eixos: regularização fundiária e reforma agrária; produção e comercialização agroecológica; salvaguarda dos povos do campo, das águas e das florestas; e educação e pesquisa para os territórios.

O encontro reuniu representantes de 14 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais e agricultores familiares, cujos representantes participaram efetivamente da elaboração das propostas. As principais preocupações são a exploração criminosa de madeira e de ouro, com a devastação de florestas e a contaminação de rios e mananciais subterrâneos, e a expansão acelerada ao agronegócio em diversas regiões do estado, tendo graves problemas fundiários e o uso excessivo de agrotóxicos nas áreas plantadas.

Elaboradas com base nos quatro eixos, as propostas serão defendidas durante a campanha eleitoral. Elas serão condensadas num documento que será assinado e propagado pelo deputado Carlos Lula, que foi escolhido pelo amplo trabalho legislativo e parlamentar que tem realizado na Assembleia Legislativa em defesa das causas ambientais e sociais.

A escolha de Carlos Lula para ser o porta-voz das propostas não se deu por acaso. Ele tem um histórico de ações em defesa do meio ambiente e de causas sociais. Do seu currículo constam a Lei que reconheceu as Quebradeiras de Coco Babaçu como Patrimônio Imaterial do Maranhão, a Lei que instituiu a Política Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, a Lei que criou a Política de Proteção às Mulheres, e a Lei que tornou obrigatório o monitoramento de metais pesados em ambientes marinhos e em peixes comercializados no estado. Além disso, Carlos Lula é o autor de projeto de lei que proíbe a pulverização de agrotóxicos, que vem afetando principalmente comunidades quilombolas, que tramita na Assembleia Legislativa.

O deputado Carlos Lula aceitou a tarefa e se comprometeu em cumpri-la integralmente, em que pesem as dificuldades que terá pela frente.

São Luís, 26 de Junho de 2026.

Apoio do prefeito de Imperatriz a Fufuca e Eliziane agita a corrida aos Leões

Rildo Amaral já definido para o Senado
com André Fufuca e Eliziane Gama

O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que comanda o segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, foi colocado na linha de tiro das especulações. Sua manifestação de apoio à pré-candidatura do deputado federal André Fufuca (PP) ao Senado, depois que o ex-ministro do Esporte rompeu com a base governista e firmou aliança com o pré-candidato ao Governo do Estado Eduardo Braide (PSD), desencadeou uma forte “suspeita” de que ele estaria migrando da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) para o campo do ex-prefeito de São Luís. Ontem, alguns blogs bem informados especularam que o prefeito tocantino caminhando para mudar, especulação reforçada por um vídeo em que Rildo Amaral faz malabarismo verbal para não confirmar apoio ao pré-candidato do MDB.

O fato de reafirmar sua aliança com o deputado federal André Fufuca fez com que políticos alinhados ao Governo enxergasse nos movimentos do prefeito sinais de mudança. Uma visão estranha, já que Rildo Amaral e André Fufuca pertencem ao mesmo partido, além do fato de que o ex-ministro do Esporte apoiou incondicionalmente a candidatura do então deputado estadual Rildo Amaral à Prefeitura de Imperatriz. A relação partidária e os vínculos políticos sugerem que dificilmente esse apoio do prefeito do ex-ministro do Esporte sofrerá algum abalo.

Pelo que está posto desde o início nas articulações para as eleições de outubro, a relação política de André Fufuca com o prefeito Rildo Amaral se manterá intacta, com ou sem a aliança d do ex-ministro do Esporte com o ex-prefeito Eduardo Braide, na mesma medida em que não sofrerá um arranhão se o prefeito de Imperatriz confirmar apoio a Orleans Brandão. Vale anotar que todo mundo achou natural que Rildo Amaral declarasse apoio à senadora Eliziane Gama, mesmo sendo ela colega de chapa do pré-candidato do PT ao Governo do Estado, o vice-governador Felipe Camarão (PT). E para completar, Weverton Rocha (PDT) tem apoiadores no MDB de Orleans Brandão e na banda do PT que o apoia, e por aí vai.

Esse “fenômeno”, que alcança a esmagadora maioria dos pré-candidatos a todos os mandatos em disputa, causado pelo desprezo que os políticos brasileiros, sem exceção, nutrem pela fidelidade partidária, que é um princípio legal. Ou seja, na situação atual do Brasil no que diz respeito a partido, qualquer o prefeito pode escolher o seu candidato a qualquer coisa sem levar em conta os interesses do seu partido. Candidatos a governador estão evitando lançar candidatos ao Senado dos seus próprios partidos.

O próprio exemplo de Imperatriz é bem ilustrativo dessa realidade. Aliado desde sempre a André Fufuca, Rildo Amaral descartou apoiar o senador Weverton Rocha (PDT), que é apoiado por Orleans Brandão, e optou pela senadora Eliziane Gama (PT), que é linha de frente do projeto de candidatura de Felipe Camarão ao Governo. Outro exemplo ilustrativo: o prefeito de Timon, Rafael Brito (PSB), é partidário de primeira hora de Orleans Brandão, mas não abre mão der apoiar André Fufuca para o Senado. É também o caso do prefeito de Caxias, Gentil Neto (PP), que apoia integralmente o emedebista Orleans Brandão, mas não abre mão de apoiar André Fufuca o para o Senado. Esses casos se multiplicam Maranhão a fora.

Outro fato que não é muito evidente ainda é que nesse estágio da pré-campanha ao Governo do Estado e ao Senado os acordos firmados recentemente começam a se ajustar, com migrações de lado a lado. Enquanto vários prefeitos declararam apoio a Eduardo Braide – Santo Amaro, Barão de Grajaú e Santa Helena, por exemplo -, Orleans Brandão reuniu cerca de 70 prefeito em São Luís, no início dessa semana, para reafirmar a aliança e afinar o discurso. E ninguém duvida de que até a campanha eleitoral esses ajustes vão acontecer.

Esses ajustes vão continuar até às vésperas das eleições, reafirmando a dinâmica e a imprevisibilidade da política.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide intensifica corrida para visitar todos os municípios; Orleans faz incursões em São Luís

Eduardo Braide quer percorrer todo o Maranhão;
Orleans Brandão mergulha em São Luís

O pré-candidato do PSD ao Governo do Estado Eduardo Braide deve visitar os 217 municípios antes da convenção por meio da qual o seu partido confirmará a sua candidatura. É essa a sua programação da pré-campanha, que poderá ser cumprida até a segunda semana de agosto, quando terminará o prazo para as reuniões partidárias, para que a campanha eleitoral propriamente dita seja iniciada no dia 16 de agosto.

Nos cálculos de um aliado seu, Eduardo Braide já visitou cerca de 80 municípios desde que anunciou a sua decisão de deixar a Prefeitura de São Luís, no dia 31 de março. Sua corrida aos municípios foi iniciada na segunda-quinzena de abril e foi intensificada nos meses de maio e junho. Ele já esteve em todas as regiões.

Com as incursões pelos municípios, que faz por terra, Eduardo Braide pretende quebrar o argumento segundo o qual não conhece o Maranhão, usado principalmente pelos aliados do pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, que tem esse conhecimento como um dos principais argumentos.

Como contraponto, Orleans Brandão foi “acusado” de “não conhecer” São Luís, tendo decidido fazer intensas incursões nas mais diversas regiões da Capital. E para tanto conta com o apoio de vereadores, que reúnem apoiadores para recebê-lo.

O fato é que Eduardo Braide está decidido a chegar aos debates livre da acusação de “não conhecer” o Maranhão, assim como Orleans Brandão quer mostrar que conhece bem São Luís.

Guerreiro Júnior pode ser o primeiro magistrado a ser demitido sem direito a nada

Guerreiro Júnior: Fórum de
Imperatriz o colocou
na mira do CNJ

O desembargador Antônio Guerreiro Júnior, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, poderá ser o primeiro magistrado brasileiro a perder o emprego desde que o Supremo Tribunal Federal consolidou a regra segundo a qual membros da magistratura e do Ministério Público que forem apanhados vendendo sentenças e praticando corrupção no exercício do cargo serão demitidos sem direito a nada, pondo fim de vez na mamata por meio da qual corrupção no Poder Judiciário era “punida” com aposentadoria compulsória integral.

O futuro do desembargador, que está afastado há mais de um ano, está sendo julgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostas irregularidades na construção do Fórum de Imperatriz, que demorou 12 anos – o projeto inicial previa quatro anos –  e consumiu nada menos que R$ 147 milhões, quatro vezes mais do que o custo inicial. As investigações encontraram superfaturamento, falhas contratuais numa obra superdimensionada para as necessidades do braço do Poder Judiciário na Região Tocantina, ou seja, uma obra “faraônica”.

O desembargador Guerreiro Júnior encontra-se numa situação muito grave, a começar pelo fato de que o Relator do processo no CNJ, conselheiro João Paulo Schoucair, votou pela sua demissão, com a perda da função. No seu voto, o conselheiro-relator demonstrou estar convencido de que o desembargador Guerreiro Júnior tem reponsabilidade direta nas irregularidades. A Procuradoria Geral da República também se manifestou pela demissão do magistrado.

O julgamento foi suspenso por um pedido de vistas da conselheira Daiana Nogueira de Lira, que deve se manifestar na próxima sessão do CNJ.

São Luís, 25 de Junho de 2026.

Orleans admite que Duarte Jr. pode ser o seu vice, mas ressalva que está conversando com outros nomes

Orleans Brandão: articulando vice e
outro pré-candidato a senador

O pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, que também preside o partido no Maranhão, previu ontem que na próxima semana definirá o pré-candidato a vice-governador na sua chapa, assim como espera definir também o pré-candidato a senador na vaga ainda aberta no seu grupo, que já tem o senador Weverton Rocha (PDT) para uma das vagas. Tranquilo, e sem admitir algum tipo de dificuldade nessa articulação, Orleans Brandão disse ao portal Maranhão News98 que está conversando “com várias pessoas” para escolher o vice, confirmando que o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que se lançou pré-candidato a senador, está nesse grupo, inclusive com possibilidade de vir a ser o escolhido para o posto. “O Duarte faz parte do nosso grupo, está sempre com a gente”, observou, sem, no entanto, aponta-lo como favorito.

Está claro que Orleans Brandão não enfrenta dificuldade para encontrar um nome adequado para ser o seu companheiro de chapa. Para ele, o vice ideal deve ser de São Luís, com base sólida e ação política forte na Capital, e de preferência da Ilha como um todo. Já conversou com vários políticos com essa característica, como o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., e a deputada estadual Helena Duailibe (Republicanos), entre outros. São bons quadros, mas sem o perfil que ele considera o ideal. Ele precisa é de um parceiro com ação política forte e que possa produzir um bom resultado eleitoral.

Qualquer avaliação isenta certamente concluirá que o deputado federal Duarte Jr. se encaixa perfeitamente nesse perfil. Ele é jovem, aguerrido, politicamente hiperativo, tem um lastro eleitoral sólido na Capital, tendo também um domínio importante das redes sociais. Principal adversário político de Eduardo Braide em São Luís, com quem já disputou a Prefeitura duas vezes, ficando em segundo lugar nas duas eleições. Ao comentar a possibilidade de ele vir a ser o seu companheiro de chapa, Orleans Brandão admitiu ser possível, mas não fechou questão, uma vez que, segundo ele, outros nomes estão sendo avaliados.

– Estamos conversando com várias pessoas – declarou Orleans Brandão, prevendo que essa definição se dará até a semana que vem, podendo também ser definido o pré-candidato ao Senado para a vaga ainda aberta.

Em relação ao Senado, se a especulação sobre Duarte Jr. para vice for confirmada, Orleans Brandão trabalhará com três nomes: o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB). Não há outro nome, a não ser o próprio Duarte Jr., com cacife para entrar nessa disputa. O nome seria o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), mas ele decidiu desfazer a sua relação política com o governador Carlos Brandão e firmar uma aliança com o ex-prefeito Eduardo Braide.

Com a saída de André Fufuca, o campo ficou aberto para Pedro Lucas Fernandes, inicialmente isto como preferido. Ocorre que, embalada por pesquisas que a apontem na liderança, a deputada federal Roseana Sarney entrou no circuito avisando que deve ser candidata ao Senado. Ela confirmou a intenção no início da semana, em São Paulo, numa entrevista ao portal Metrópoles, ressalvando, porém, que só baterá martelo em julho, quando retornar para São Luís.

Nesse contexto, há uma grande expectativa em relação ao futuro da presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale. Ela tem dito que será candidata à reeleição, mas encontra-se no meio de uma ciranda de especulações, na qual se diz que ela será candidata à Câmara Federal, é apontada como provável candidata ao Senado e também como nome forte para vice do pré-candidato emedebista.

Em resumo: Orleans Brandão tem ao alcance da mão os nomes que precisa para a vaga de senador ainda aberta e para a vaga de pré-candidato a vice-governador. Só precisa fazer os ajustes de praxe para escolher e anunciar os escolhidos.

PONTO & CONTRAPONTO

Felipe Camarão aposta no apoio do PSB, mas o partido está mais próximo de Eduardo Braide

Felipe Camarão aposta no apoio do PSB

Felipe Camarão (PT) iniciou o que ele espera ser a formação de uma ampla aliança partidária para levar à frente o seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões. Nesse esforço, ele cita o PSB como um dos partidos que o apoiará.

O problema é que, até prova em contrário, o PSB está articulado com ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com quem vem conversando há meses, numa ação intermediada pelo deputado Fernando Braide (PSD), irmão do pré-candidato ao Palácio dos Leões.

A julgar por suas declarações, Felipe Camarão tem como certa a participação do PSB na aliança que unirá o PT e o PCdoB no Maranhão. Já entre aliados de Eduardo Braide corre a certeza de que o PSB fará parte da aliança partidária que será formada em torno da sua candidatura.

Atualmente, o PSB tem cinco deputados estaduais: Carlos Lula – que é o vice-presidente estadual do partido -, Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Bello e Ricardo Rios. O PSB maranhense é presidido pela senadora Ana Paula Lobato.

Não houve ainda um pronunciamento oficial do PSB em relação à aliança com Eduardo Braide, mas também não houve uma posicionamento contrário a essa tendência.

Enem: veja a nota das 15 escolas maranhenses com melhores resultados; nenhuma é da rede pública

O Ministério da Educação divulgou nesta semana os resultados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Ontem, o jornal fluminense O Globo divulgou um levantamento em que mostra as o desempenho das 15 melhores escolas de cada estado e do Distrito Federal. A nota exibida é uma média da redação com as quatro provas objetivas (Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) de todos os alunos da escola que fizeram o exame naquele ano.

No Maranhão, das 15 escolas com melhor desempenho, 10 estão em São Luís, três são de Imperatriz, uma de Balsas e uma de Timon. Nenhuma das 15 melhores escolas pertence à rede pública, o que mostra a baixa qualidade do ensino público no estado e o domínio absoluto da escola privada no acesso à Universidade.

As 15 escolas maranhenses com melhor desempenho no Enem foram as seguintes:

  1. Maple Bear São Luís – São Luís – Renascença II – Nota: 705.30
  2. Centro Educacional Montessoriano Reino Infantil – São Luís – Renascença II – Nota: 688.91
  3. Rf Ensino Médio Ltda. – São Luís – Calhau – Nota: 686.40
  4. Colégio Literato – São Luís – Turu – Nota: 685.20
  5. Colégio Dom Bosco Ltda. – São Luís – Renascença – Nota: 670.2
  6. Colégio Educallis – São Luís – Cutim Anil – Nota: 666.75
  7. Escola Santa Teresinha – Imperatriz – Centro – Nota: 663.41
  8. Colégio Dom Bosco Balsas – Balsas – Centro – Nota: 660.38
  9. Audaz Colégio Ltda. – São Luís – Calhau – Nota: 657.97
  10. D Pedro II Empreendimentos Educacionais Ltda. – São Luís – Cohama – Nota: 653.66
  11. Instituto Educacional Sul Maranhense COC – Imperatriz – Maranhão Novo – Nota: 647.94
  12. Colégio Glaucia Costa – Timon – Parque Piauí I – Nota: 643.51
  13. Escola Crescimento – São Luís – Calhau – Nota: 640.55
  14. Escola Crescimento – São Luís – Renascença – Nota: 639.64
  15. Colégio Metropolitano Aliança – Imperatriz – Mercadinho – Nota: 637.31

Em Tempo: das 50 escolas com melhor desempenho no Enem em todo o País, seis, ou seja, mais de 10%, são de Teresina, no vizinho estado do Piauí. Nenhuma do Maranhão.

São Luís, 24 de Junho de 2026.

André Fufuca, Roseana Sarney e Roberto Rocha se posicionam confirmando suas pré-candidaturas ao Senado

Em tons diferentes, André Fufuca, Roseana Sarney
e Roberto Rocha reafirmam pré-candidaturas ao Senado

Três manifestações recentes, feitas em tons diferentes, contribuíram para ajustar a compreensão de como andam as articulações para a composição das chapas de pré-candidatos ao Senado. O deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) deu ao eleitorado uma explicação sobre a sua migração do grupo partidário que apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado para firmar uma aliança com pré-candidato Eduardo Braide (PSD); Roseana Sarney, que está em São Paulo cuidando da saúde, declarou ao site Metrópoles, que está no jogo, mas que só baterá martelo quando retornar a São Luís; e o ex-senador Roberto Rocha (Novo) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado, deixando, porém, aberta a possibilidade de disputar o Governo do Estado.

Em um vídeo de dois minutos, o ex-ministro André Fufuca deu uma concisa, mas convincente, explicação para a guinada por meio da qual deixou o grupo governista e se aliou a Eduardo Braide. A mudança, conforme explicou, se deu motivada por um “crescente sentimento de transformação”. Lembrou que participou do movimento liderado por Flávio Dino e que resultou na eleição do governador Carlos Brandão, a quem agradeceu “pela parceria construímos nesse período”. E justificou a aliança cm Eduardo Braide: “Porque acredito na experiência que ele tem e nos resultados que mostrou em São Luís”.  Na sua fala, André Fufuca falou várias vezes da necessidade de transformação. Mas o foco central foi a reafirmação da sua pré-candidatura ao Senado.

O deputado federal e ex-ministro do Esporte mostrou serenidade, bom senso e muita experiência política, afastando de vez a pecha de “traidor” que algumas vozes tentaram lhe impingir. Em resumo: disse ao eleitorado que sabe o que está fazendo.  

Ainda em São Paulo, onde cuida da segunda etapa de uma luta bem sucedida contra um agressivo câncer de mama, Roseana Sarney usou muito da sua habilidade de política experiente para confirmar sua pré-candidatura, ainda que dizendo que “ainda é cedo” e só dará a martelada quando retornar a São Luís, no início de julho, daqui a pouco mais de uma semana, portanto. Tem ciência de que é líder nas pesquisas e de rejeição, sabe que tem peso decisivo dentro do seu partido, o MDB, e que sua candidatura só depende dela própria. E mandou um recado, a quem interessar possa: sabe o que quer e tem uma determinação de ferro. A tradução política das suas palavras é a de que, até aqui, ela é pré-candidata ao Senado.

Com a experiência de quatro mandatos de governadora e do gene político que carrega, Roseana Sarney não quer uma candidatura imposta nem aceita ser descartada. Ou seja, se até a convenção do MDB ela estiver na liderança, será candidata, mas se sua posição colocar sua eleição em dúvida, optará pela reeleição para a Câmara Federal.

A situação mais incerta é a de Roberto Rocha. Ele tem dito que continua pré-candidato ao Senado. Ocorre que, com a desistência de Lahesio Bonfim da pré-candidatura a governador, Roberto Rocha foi colocado – com a sua própria, mas discreta, concordância – numa situação delicada. Sem Lahesio Bonfim, o Novo e a direita bolsonarista ficou sem candidato a governador e sem um palanque para dar voz ao pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro e sua turma no estado. Tal situação tem levado o Novo a avaliar a possibilidade de levar Roberto Rocha a abrir mão na pré-candidatura ao Senado, mesmo estando ele bem situado nas pesquisas, e entrar na corrida ao Palácio dos Leões, na qual ela parece não ter a menor chance.

Nada indica que Roberto Rocha queira mesmo sair da corrida ao Senado, na qual está competindo bem, para se lançar numa aventura contra Eduardo Braide e Orleans Brandão, e ainda com Felipe Camarão (PT) no meio. A imprevisibilidade que tem marcado sua trajetória torna difícil prever seus passos.

PONTO & CONTRAPONTO

Especulações apontam Duarte Jr. para vice de Orleans

Duarte Jr., ao anunciar sua
pré-candidatura a senador,
agora é citado para vice

Motivo de preocupação dos mais diversos pré-candidatos ao Senado, a começar pelo fato de que figura entre os cinco aspirantes melhor posicionados nas pesquisas mais recentes, aí incluídos dois senadores em busca da reeleição, o deputado federal Duarte Jr. (Avante), foi arremessado, de repente, para o quadrado do tabuleiro onde se dá a busca pelo vice de Orleans Brandão (MDB).

Qualquer análise isenta certamente concluirá que ele tem o perfil adequado para companheiro de chapa do pré-candidato emedebista ao Palácio dos Leões: milita em São Luís, onde tem ampla e sólida base eleitoral, é aguerrido, é adversário de Eduardo Braide (PSD) e mostrou que o seu prestígio eleitoral vai muito além do Estreito dos Mosquitos. Ou seja, difícil encontrar alguém com esse cacife.

Não há qualquer sinal efetivo de que Duarte Jr. esteja, de fato, sendo objeto de avaliação como potencial vice de Orleans Brandão. Mas se vier a ser emplacado, poderá fazer a diferença, principalmente em relação a São Luís, que é o foco de Orleans Brandão.

Arraial da Assembleia: três noites de magia com a mais autêntica cultura popular do Maranhão

Arraial da Assembleia: três noites de magia com
o melhor da cultura popular do Maranhão

As tensões que dominam a corrida pré-eleitoral, em especial no Poder, que é o epicentro dos embates políticos em curso, nem de longe “contagiaram” os três dias em que o estacionamento do Palácio Manoel Beckman foi transformado no “Arraial da Assembleia”, um dos mais animados espaços juninos de São Luís no período de 19 a 21 de junho.

Montado com base nos principais símbolos da cultura junina do Maranhão – barracas, bandeirolas, comidas típicas e conforto para os frequentadores -, o Arraial da Assembleia foi palco dos mais tradicionais e autênticos folguedos da cultura popular do Maranhão, a começar pelo mais importante deles, o Bumba-meu-Boi, aos quais se somaram tambores de crioula, quadrilhas, cacuriás, dança portuguesa e dança do coco.

Foram três noites que misturaram sons, ritmos e movimentos, em meio a cores e muita alegria, e também de respeito ao sincretismo religioso que se manifesta em cada toada, em cada coreografia e em cada fantasia e em cada sabor da sua culinária, numa celebração mágica da cultura miscigenada que identifica os maranhenses, especialmente os ludovicenses, como uma gente singular.

O Arraial da Assembleia traduziu tudo isso na sua vasta e diversificada programação de três dias. Sob o comando da presidente Iracema Vale (MDB) e com o aval de todos os integrantes da Mesa Diretora, das lideranças e de todos os deputados, sem exceção, a festança junina realizada pelo Poder Legislativo foi sucesso pleno, consolidando a condição de tradição genuína dos festejos juninos do Maranhão. A começar pelo fato de ser gratuito, sem qualquer tipo de privilégio.

“Estamos todos muito felizes com o arraial que nós deputados da Assembleia Legislativa preparamos com muito amor, com muito carinho para todo o público. Aqui temos segurança, tranquilidade, muitas brincadeiras, muita cultura maranhense e, acima de tudo, um ambiente agradável e acessível para todas as famílias do Maranhão”, avaliou a presidente Iracema Vale.

Vale registrar o trabalho importante da Diretoria de Comunicação, que por meio da TV Assembleia e da equipe de fotografia, registrou para a posteridade imagens para as gerações futuras. O trabalho de cobertura e documentação foi realizado por mais de 100 profissionais da TV Assembleia, Rádio e Canal do Youtube, além das redes sociais e Agência de Notícias.

São Luís, 23 de Junho de 2026.

Na reta final da pré-campanha, corrida aos Leões tem Braide e Orleans na linha de frente e Camarão tentando chegar lá

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Felipe Camarão,
André Luís, Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli
entram na reta final para as convenções

A um mês do início do prazo para as convenções partidárias (20 de julho a 05 de agosto) que confirmarão as candidaturas para as eleições de outubro, o quadro de pré-candidatos ao Palácio dos Leões começa a ganhar contornos definitivos, com os aspirantes à sucessão do governador ocupando os seus espaços no tabuleiro em que medirão forças para ganhar as preferências dos 5,2 milhões de eleitores maranhense – o número oficial deve sair nos próximos dias. Nesse quadro estão confirmados Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU), podendo ainda ser aumentado com a possível entrada de Roberto Rocha (Novo). Eles estão se movimentando para chegarem às convenções com suporte necessários para se tornarem candidatos a governador.

Nesse exato momento da pré-campanha, o cenário mostrado pelas pesquisas mais recentes aponta para uma polarização nítida entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. E que, na esteira da desistência de Lahesio Bonfim (Novo), Felipe Camarão trabalha sair do patamar de um dígito para entrar na briga. Nesse ambiente, o quadro de pré-candidatos a governador foi levemente animado com o aparecimento de André Luís, apresentando-se como pré-candidato a governador pelo partido Missão, enquanto Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli permanecem estacionados até aqui. Em outro movimento, também causado pela desistência de Lahesio Bonfim, Roberto Rocha admite deixar a disputa para o Senado e se candidatar ao Governo do Estado.

Até, os grandes movimentos dessa corrida aos Leões estão sendo protagonizados por Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão.

Já com vice (Elaine Cortez – PSD) e um pré-candidato a senador (André Fufuca – PP) definidos, Eduardo Braide faz uma campanha intensa nas mais diversas regiões, mostrando que tem fôlego para se manter na disputa. Essa condição vai aos poucos se firmando com manifestações de lideranças do interior, como alguns prefeitos, vereadores e principalmente grupos de oposição, tendo reforçado o seu cacife com a aliança com o deputado federal André Fufuca, Eduardo Braide entra na reta final da pré-campanha com cacife de quem deve chegar ao segundo turno, tendo como lastro incontestável o seu prestígio em São Luís.

Com o apoio decisivo do governador Carlos Brandão e de um grande número de prefeitos, contando ainda com uma aliança partidária forte, encabeçada pelo MDB, que ele preside, Orleans Brandão caminha para ser confirmado na convenção emedebista como candidato sem contestação, com poder de fogo. Realiza uma pré-campanha intensa, principalmente em São Luís, tentando alcançar o eleitorado a partir dos prefeitos. Ainda sem pré-candidato a vice e apenas com um candidato a senador definido (Weverton Rocha – PDT), Orleans Brandão tem encontrado alguma dificuldade para definir esses nomes, com a vantagem de que o problema é o excesso e não falta de opções.

Depois de um longo período de incerteza, causado pela demora do PT se posicionar no cenário da disputa majoritária no Maranhão, Felipe Camarão começa a acertar o passo, já com a definição de um candidato ao Senado (Eliziane Gama – PT), faltando o nome para a outra vaga e a escolha do vice. Nesse momento, em que não se tem informações recentes sobre as preferências do eleitorado, a posição de Felipe Camarão na corrida aos Leões é imprecisa. Ele e seus assessores mais próximos apostam que o aval do presidente Lula da Silva (PT) vai impulsionar o seu projeto de candidatura. Sua aposta é alta.

André Luís, Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli formam um time que vai para as convenções partidárias certos de que serão candidatos a governador sem maiores chances de inverter a tendência já desenhada. Esse quadro pode ganhar alguma dinâmica se, seguindo o caminho inverso de Lahesio Bonfim, Roberto Rocha for convencido pelo Novo de desistir de disputar cadeira no Senado e entrar na corrida ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Movimentos de pré-candidatos indicam que corrida às vagas do Senado está indefinida

Roseana Sarney, Weverton Rocha, Eliziane Gama,
André Fufuca, Duarte Jr., Lahesio Bonfim e
Roberto Rocha: nenhum pode cantar vitória

Todos os indícios sugerem que a disputa pelas duas cadeiras no Senado está rigorosamente indefinida, em pese o fato de que as últimas pesquisas, que já estão defasadas, terem apontado a deputada federal Roseana Sarney (MDB) – ainda não confirmou pré-candidatura – e o senador Weverton Rocha (PDT) aparecerem como favoritos – ela com um cacife maior que o dele. Mas não há dúvida também de que o ex-senador Roberto Rocha (Novo) – se continuar candidato -, a senadora Eliziane Gama (PT) e os deputados federais André Fufuca (PP) e Duarte Jr. (Avante) estão no páreo.

Os movimentos recentes no tabuleiro da corrida majoritária sinalizaram que a disputa para as duas cadeiras no Senado tem lá seus favoritos. Mas indicaram também que esse favoritismo é frágil e pode ser revertido durante a campanha.

Roseana Sarney, por exemplo, parece entrar no teto, porque não pé uma novidade, tem rejeição muito elevada. Ao contrário, por exemplo, de Eliziane Gama, que está no auge da sua carreira política e é respeitada como um dos melhores quadros do Senado na atualidade e tem rejeição bem menor. Qualquer avaliação indica que com o aval de Lula da Silva, Eliziane Gama tem muito mais gás para avançar.

No mesmo tabuleiro, o senador Weverton Rocha começou a sua pré-campanha há mais de um ano no mesmo patamar, sem ter dado um passo além, mesmo sendo alçado à condição de escolhido para compor chapa com Orleans Brandão. No contraponto, o deputado federal André Fufuca, que representa um partido forte, foi ministro do Esporte, trem feito um trabalho diferenciado de articulação municipal e reforçou seu cacife ao se tornar o primeiro candidato a senador de Eduardo Braide.  

Nesse ambiente se move o ex-senador Roberto Rocha (Novo), com expressivo potencial eleitoral e politicamente empenhado em ser a cara da direita bolsonarista, uma aposta que pode produzir um bom resultado ou empurra-lo para o abismo político. E no contraponto aparece o deputado federal Duarte Jr., um outsider inteligente, aguerrida e que comina uma ferramenta poderosa, as redes sociais, além de exercer um mandato eficiente e produtivo, o que lhe dá ânimo e poder de fogo para apostar num bom desempenho nas urnas.

O demais nomes, pré-candidatos assumidos ou não – Pedro Lucas Fernandes (União), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Franklin Douglas (PSOL), Antônia Cariongo (PSOL) e Simplício Araújo (DC) – participarão desse processo, cada um à sua maneira.

Cenário confuso leva prefeitos a apoiar candidatos a governador e a senador de campos diferentes

Apoio de Rildo Amaral a Orleans Brandão, André
Fufuca e Eliziane Gama é um exemplo do que a
miscelânea partidária está produzindo na política

Muita gente levantou dúvida em relação ao apoio do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), depois que deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado, se aliou a Eduardo Braide (PSD).

Uma coisa nada tem a ver com a outra. Rildo Amaral já declarou apoio a Orleans Brandão, mantém bom relacionamento com o governador Carlos Brandão (MDB) e dificilmente mudará esse posicionamento. Sua posição, como a de muitos outros prefeitos, é fruto de uma miscelânea partidária que tomou conta da política brasileira.

Quase ninguém levantou a mesma dúvida quando o prefeito de Imperatriz declarou apoio à reeleição da senadora Eliziane Gama, que apoia a pré-candidatura de Felipe Camarão, não declarando apoio ao pré-candidato governista Weverton Rocha (PDT).

Muitos prefeitos maranhenses farão o mesmo: votarão em Orleans Brandão, mas não apoiarão os seus candidatos ao Senado. O de Caxias, por exemplo, Gentil Neto (PP), vai com Orleans Brandão, mas dificilmente deixará de apoiar André Fufuca para o Senado. O prefeito de Balsas, Alan da Marisol (PRD) é outro exemplo: apoia integralmente a candidatura de Orleans Brandão ao Governo, mas já declarou apoio à reeleição da senadora Eliziane Gama.

Esse quadro vai ser movimentado ainda mais depois que Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão anunciarem os nomes para as vagas de pré-candidato a senador ainda abertas.

Em Tempo: neste 21 de junho, Repórter Tempo alcança a sua 3333ª edição. É um número matematicamente bonito e simbolicamente expressivo. Essa edição representa mais um marco de afirmação da Coluna, que continuará firme e voltada exclusivamente para a Política, a História e a Cultura do Maranhão.   

São Luís, 21 de Junho de 2026.  

Roberto Rocha admite crise no Novo, e avisa que “nada está descartado” quanto a candidaturas

Roberto Rocha avalia como irresponsável
a desistência de Lahesio Bonfim

Com a desistência de Lahesio Bonfim de disputar o Governo do Estado e anunciando sua pré-candidatura ao Senado da República, o partido dele, o Novo, entrou em completo parafuso e perdeu completamente o rumo. Esse desarranjo foi interrompido ontem pelo ex-senador Roberto Rocha, também pré-candidato a senador, que numa fala reveladora da crise, tentou colocar o Novo nos eixos. No seu pronunciamento, o ex-senador foi duro com Lahesio Bonfim, classificando de irresponsável a sua atitude migratória, a começar pelo fato de que ela foi isolada, individualista e sem uma conversa prévia com a direção partidária. Roberto Rocha informou que desde então encontra-se em “reunião permanente” com a direção estadual e com a cúpula nacional do Novo, e que “tudo pode acontecer” no partido em relação à corrida ao Governo do Estado e às duas vagas no Senado.

Lahesio Bonfim justificou sua desistência de disputar o Palácio dos Leões após “ouvir a voz das ruas”, que na sua interpretação, lhe pediu para desistir da pré-candidatura “em favor do povo”. Não explicou o fato de não haver conversado com a direção partidária, a quem não comunicou também a sua decisão de disputar uma cadeira no Senado. Nas entrevista que concedeu sobre o seu movimento, ele praticamente não se referiu ao partido, dando a impressão de que estava chancelado para tomar qualquer atitude sem der satisfação a quem quer que seja. Sempre falou em seu próprio nome, como se ele próprio fosse o partido. E ponto final.

O fato real é que Lahesio Bonfim, que começou a pré-campanha para governador embalado por um amplo lastro eleitoral, posicionado atrás apenas do então prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD). Mas foi perdendo consistência na medida do crescimento do pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, que o deixou para trás ao se tornar o adversário de Eduardo Braide numa disputa polarizada. Lahesio Bonfim não sustentou a posição, foi seu lastro derreter, e antes que perdesse tudo, deu a guinada da desistência e se apresentou como candidato ao Senado.

O Novo não programou duas candidaturas ao Senado. Apostou tudo na do ex-senador Roberto Rocha que, ao contrário de Lahesio Bonfim, vem se mantendo entre os melhor posicionados nessa corrida, como Roseana Sarney (MDB), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP) e Duarte Jr. (Avante). Além de tentar chegar ao Governo, o papel de Lahesio Bonfim nesse projeto era também turbinar a pré-candidatura de Roberto Rocha e vice-versa. Mas ao migrar de pré-candidato ao Governo para pré-candidato ao Senado, ele se tornou, na prática, um concorrente de Roberto Rocha, criando uma situação insustentável dentro do partido.

Na sua fala, Roberto Rocha admitiu a crise, sinalizou o incômodo que ela está produzindo, não previu um desfecho para já, mas avisou que “tudo pode acontecer” no Novo em relação à corrida ao Palácio dos Leões e às vagas no Senado. E como não apontou qualquer exceção, deixou no ar a expectativa de que vai lançar um novo candidato a governador, que pode ser ele próprio, com Lahesio Bonfim para o Senado, embora a impressão deixada pelo seu discurso é a de que o partido pode descartar o ex-prefeito de São padro dos Crentes, sacando-o da disputa majoritária.

Nesse contexto de crise no Novo, o ex-senador Roberto Rocha vem se movimentando com habilidade, tem as cartas nas mãos e deve moldar o projeto eleitoral do partido de acordo com as suas conveniências, uma delas enquadrar devidamente o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Afinal, o Novo não quer perdê-lo.

PONTO & CONTRAPONTO

Cúpula governista articula para preencher vagas de pré-candidatos ao Senado e a vice por consenso

Roseana Sarney, Pedro Lucas e Iracema Vale:
dessa tríade podem sair o candidato ao
Senado e à vice de Orleans Brandão

Tudo indica que com a migração do deputado federal André Fufuca (PP) para o campo liderado por Eduardo Braide (PSD), a aliança governista definiu o formado da sua chapa para o Senado. Com a confirmação da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT para uma das vagas, a cúpula deve bater martelo pela pré-candidatura da deputada federal Roseana Sarney (MDB). Nesse caso, haverá um rearranjo com o União Brasil e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) vai concorrer à reeleição, que sempre foi o seu projeto nessa corrida.

É verdade que não existe uma decisão tomada, e que essa previsão pode mudar, uma vez que em política nada é definitivo numa situação como essa. Mas a ex-governadora, ex-senadora e atual deputada federal, além do lastro pessoal, conta com a ala sarneysista do MDB maranhense e com o aval da cúpula nacional do partido. E está calçada pelo mais importante: a liderança isolada na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas mais recentes.

Decido a evitar qualquer tremor dentro da aliança governista, especialmente envolvendo o MDB, a cúpula da aliança governista, a começar pelo próprio Orleans Brandão, pré-candidato a governador e presidente estadual do partido, optou pela ampla negociação interna. O objetivo é escolher o outro pré-candidato ao Senado e o pré-candidato a vice-governador numa decisão consensual.

Vale anotar que, mesmo se dizendo pré-candidata à reeleição, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), é lembrada para o Senado e para a vaga de vice.

Arraial da Assembleia se consolida como parte importante da programação junina de São Luís

Momentos da festa de abertura do Arraial da
Assembleia, liderada pela presidente Iracema Vale

O clima alegre e festivo tomou de conta da área de estacionamento do Palácio Manoel Beckman, sede do Poder Legislativo estadual nas noites de quinta-feira e ontem, primeira e segunda noite ao Arraial da Assembleia, que se consolida definitivamente como um dos itens mais importantes do calendário junino de São Luís. Instalado com todas as características do período, e sob o comando direto da presidente Iracema Vale (MDB), o Arraial da Assembleia recebeu na primeira e na segunda noite o que há de melhor da cultura popular do Maranhão: grupos de bumba-meu-boi, cacuriá, quadrilha, dança do coco e dança portuguesa, entre outras manifestações.

Comandada pela presidente Iracema Vale, a abertura oficial da programação do Arraial da Assembleia contou com a presença deputados – Antônio Pereira (MDB), Davi Brandão (MDB), Ariston Ribeiro (MDB), Glalbert Cutrim (MDB), Ana do Gás (Republicanos), Júnior Cascaria (Republicanos), Yglésio Moises (PRTB), Wellington do Curso (PSD) e Kekê Teixeira (MDB) -, dirigentes administrativos, convidados, servidores da Casa e o público em geral.

Esse ambiente alegre e festivo acontece em meio a uma intensa onda de articulações políticas e partidárias voltadas para as eleições de outubro, envolvendo praticamente todos os deputados. Nesse agitado processo, a presidente da Casa, deputada Iracema Vale, é nome de proa, podendo ser candidata à reeleição, à Câmara Federal, ao Senado, ou pode integrar a chapa encabeçada por Orleans Brandão como pré-candidata a vice-governadora.

Contagiada pelo ar festivo do Arraial da Assembleia, a presidente Iracema Vale, que fazia aniversário na quinta-feira e foi saudada pelo Boi de Axixá, abriu a festança dando as boas-vindas aos visitantes, destacando que o arraial foi planejado para ser um espaço seguro, acessível e acolhedor para todas as famílias. Ela ressaltou o compromisso da Assembleia Legislativa e do governador Carlos Brandão com a valorização da cultura popular maranhense.

– O governador Carlos Brandão é um grande incentivador da cultura maranhense, assim como nós. Aqui, na Assembleia, temos uma bancada forte de deputados que amam e valorizam a cultura. Com muito amor e carinho, estamos incentivando essa linda festa, como um presente a todas as famílias – declarou.

Com boa estrutura e forte esquema de segurança, o Arraial da Assembleia acontece até domingo (21), como é a tradição.

São Luís, 20 de Junho de 2026.

Senado: guinada de Fufuca para Braide deixa Brandão entre Pedro Lucas, Roseana e Duarte Jr.

Aliança de André Fufuca com Eduardo Braide
abriu caminho para Carlos Brandão escolher entre
Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney e Duarte Jr.

A guinada do deputado federal André Fufuca (PP) rompendo com a aliança governista encabeçada por Orleans Brandão (MDB) e se tornando pré-candidato a senador na chapa do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) impôs um amplo redesenho na definição de candidaturas à Câmara Alta. O movimento deu a Eduardo Braide a definição do primeiro pré-candidato a senador na sua chapa, permitindo que escolha o outro nome com mais tranquilidade. E, ao mesmo tempo, abriu mais espaço para o governador Carlos Brandão (MDB) articular a escolha do outro companheiro de chapa do pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões, tendo como opções os deputados federais Roseana Sarney (MDB), Pedro Lucas Fernandes (União) e Duarte Jr. (Avante). Nesse plano majoritário, o governador move suas pedras para escolher também o pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão.

Qualquer avaliação isenta sobre a guinada de André Fufuca para aliar-se a Eduardo Braide foi uma jogada madura, bem avaliada e que pode produzir bom resultado para ambos. São políticos jovens e bem posicionados, têm projeto de poder com muitos pontos em comum e estão embalados por ventos generosos soprados pelas pesquisas mais recentes. O ex-prefeito de São Luís se move com pontos percentuais que o garantem no segundo turno, se não houver decisão no primeiro turno. O ex-ministro do Esporte aparece quase sempre entre os quatro nomes com maior potencial na disputa para o Senado, estando com uma campanha estruturada e lastreada por apoio declarado em mais de uma centena de municípios, entre eles os maiores do estado, a começar por Imperatriz.

André Fufuca fez a composição com Eduardo Braide usando a inteligência política de não romper com o governador Carlos Brandão de maneira dramática, preferindo fazê-lo conversando e agradecendo o que a relação entre os dois entre os dois produziu. Isso o protegeu da pecha de traidor. Esse contexto foi muito bem traduzido pelo próprio Orleans Brandão que, exibindo serenidade política, minimizou o fato assinalando que cada um tem o direito de seguir o seu próprio rumo.

Na cúpula da aliança governista, o governador Carlos Brandão articula – “com muito cuidado”, como ele próprio tem dito -, a escolha do outro candidato ao Senado. Até prova em contrário, e isso pode acontecer, o seu trabalho está concentrado em Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney, Duarte Jr.. São fortes os sinais de que há preferência por Pedro Lucas Fernandes, político centrado e aliado de primeira hora do Governo e da pré-candidatura de Orleans Brandão. Roseana Sarney, detentora de enorme cacife político, é o contrapeso que complica a escolha, uma vez que tem o aval da ala sarneysista do MDB estadual e da cúpula nacional do partido. E Duarte Jr., jovem e ousado, que tem potencial de crescimento e movimenta-se como uma espécie de “terceira opção” dentro da aliança governista.

Nesse contexto, continua-se aventando a possibilidade de deputada-presidente Iracema Vale vir a ser escolhida para a outra vaga de pré-candidato ao Senado, ao mesmo tempo em que ganha mais corpo a sua provável “convocação” para assumir a vaga de pré-candidato a vice-governador, enquanto ela própria tem dito que o seu caminho é o da reeleição para a Assembleia Legislativa. Na terça-feira, por exemplo, liderou um grupo de pré-candidatos do MDB à Assembleia Legislativa com o pré-candidato a governador Orleans Brandão.

Ao mesmo tempo em que contribuiu para acelerar os movimentos de Eduardo Braide na busca do nome para a outra vaga de pré-candidato a senador, a guinada de André Fufuca injetou gás nas articulações do governador Carlos Brandão para escolher o nome que fará dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT), já escolhido para uma das vagas. Pedro Lucas Fernandes não faz movimentos precipitados, Roseana Sarney avisa que só tratará do assunto no seu retorno a São Luís, no final deste mês, e Duarte Jr. continua se declarando pré-candidato independente, mas dificilmente dirá “não” se o governador Carlos Brandão “convocá-lo” para o desafio.

PONTO & CONTRAPONTO

Neto Evangelista sai da briga pela vice de Orleans e avisa que vai brigar pela reeleição

Neto Evangelista anuncia
pré-candidatura à reeleição

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Neto Evangelista (MDB), não mais aspira a vaga de candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB). O ponto final nesse movimento foi colocado por ele próprio, ontem, num vídeo em que declarou, sem rodeios: “Eu serei candidato a deputado estadual. Estarei para a reeleição”.

Neto Evangelista dedicou pelo menos um mês da sua preparação para as eleições de outubro fazendo gestos para o Palácio dos Leões e para a cúpula do MDB em que manifestou interesse na vaga de candidato a vice. Chegou a declarar que estava “à disposição do grupo” para esse desafio.

Lastreado por quatro mandatos na Assembleia Legislativa e tendo São Luís como a sua principal base eleitoral – que herdou do seu pai, o deputado João Evangelista – Neto Evangelista avaliou melhor o cenário e decidiu investir todo o seu gás político no projeto de reeleição.

Assim como não respondeu ao seu movimento inicial de aspirante à vaga de vice, a cúpula do MDB também não se manifestou sobre a sua declaração de desistência. E a conclusão óbvia é a de que tanto a cúpula emedebista quando o Palácio dos Leões preferem-no como pré-candidato à reeleição.

Lahesio alimenta discurso contraditório para justificar sua saída da corrida aos Leões

Lahesio Bonfim: contradições

O ex-prefeito dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), insiste numa explicação nada convincente, por que não faz sentido algum, para sua desistência de disputar o Governo do Estado e candidatar-se ao Senado da República. Em entrevista ao UQ Podcast, ele manteve e repicou a mesma conversa: “Eu sinto que as ruas desejam uma mudança como poucas vezes neste estado. Existe uma vontade imensa de mudar. As ruas querem uma mudança, as ruas não querem uma nova oligarquia neste estado, e eu senti isso”.

O mantra do ex-pré-candidato ao Governo do Estado remete naturalmente a uma indagação: se ele “sentiu” nas ruas o desejo do povo por mudança, porque então desistiu da pré-candidatura, já que vinha se apresentando como a inovação política personificada e pregando uma arrojada proposta de mudança, rejeitando a instauração de “uma nova oligarquia” no Maranhão?

Ele tem dito e repetido que sua decisão não foi “um cálculo eleitoral” nem “pragmatismo partidário”. As duas afirmações também não fazem nenhum sentido na vida real dos políticos e dos partidos políticos. Primeiro porque não existe político que não faça cálculo eleitoral. E segundo, porque o pragmatismo é um traço essencial da personalidade de todo partido político.

É verdade que o eleitorado quer mudanças, pois esse é o processo natural da evolução política. E isso remete a uma verdade que o ex-prefeito sentiu na pele no seu período de pré-campanha e não quer admitir: o seu discurso, às vezes confuso e às vezes agressivo, não convenceu.

A prova é o fato indiscutível de que ele começou com o cacife de quem foi o segundo colocado na disputa de 2022, com 25% dos votos, deixando para trás o senador Weverton Rocha (PDT), mas viu esse lastro derreter a cada manifestação.

E se continuar navegando nessa prancha de contradições, vai enfrentar o “desejo do povo por mudança” também no seu projeto de ser senador.

São Luís, 20 de Junho de 2026.  

Gaeco desmonta esquema que desviou emendas, constrange a Câmara Municipal e bombardeia a candidatura de Beto Castro a presidente

Beto Castro chega ao IML mais distante da presidência da Câmara de São Luís

A Operação Benedict, realizada ontem em São Luís pelo Ministério Público por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), numa ação conjunta com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e com a Polícia Militar, desbaratou uma organização criminosa que teria desviado nada menos que R$ 9 milhões de emendas parlamentares em São Luís. A operação produziu duas situações bombásticas. Primeiro atingiu em cheio a Câmara Municipal, onde a suposta organização atua. E segundo, atingiu em cheio o vereador Beto Castro (Avante), em cuja residência foram encontrados R$ 715 mil em espécie, um carro de luxo e uma arma de fogo ilegal – uma pistola 11 Milímetros, de uso exclusivo das Forças Armadas, pelo que ele foi detido e depois liberado.  Foram cumpridos 17 mandados, sendo 12 de busca e apreensão e cinco de prisão.

A Operação Benedict é desdobramento de uma investigação que vem senso realizada há três anos, e apanhou também o ex-vereador Umbelino Filho, que perdeu o mandato ainda na legislatura anterior. O foco do Gaeco e da Seic é o desvio de R$ 9 milhões de emendas por uma organização que teria o vereador Beto Castro como cérebro e maior beneficiário. A movimentação de promotores e delegados em corredores e gabinetes do parlamento da Capital causou um forte constrangimento nos demais vereadores, que nada puderam fazer diante do peso da denúncia.

Além do desmonte da organização criminosa, que agia a partir de gabinetes do parlamento ludovicense, a ação do Gaeco pode ter sido um tiro certeiro, sem clemência, no projeto de candidatura do vereador Beto Castro à Câmara Municipal de São Luís, que tem o aval do atual presidente, vereador Paulo Victor (PSB). Numa movimentação iniciada ainda no ano passado, Beto Castro se lançou candidato à sucessão presidencial no que seria uma dobradinha com o presidente Paulo Victor. A eleição se daria em abril, e se Beto Castro fosse eleito, apoiaria a candidatura do presidente Paulo Victor à Assembleia Legislativa. Além desse, Beto Castro reponde a outros processos que o ligam a esquemas criminosos.

O esquema foi por água abaixo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que eleições para presidência de Casas parlamentares, a começar pelas Câmaras Municipais, só podem ser realizadas a partir de três meses antes da posse. E como a posse nos parlamentos se dá no início de fevereiro, a eleição só pode ocorrer em outubro do ano anterior. A mudança desmontou o plano do presidente Paulo Victor, que desistiu da candidatura à Alema, mas manteve a candidatura de Beto Castro à presidência da Câmara Municipal, onde ele chegou a ter o apoio de nada menos que 22 dos 31 vereadores.

Não é possível afirmar se o vereador Beto Castro vai desistir da candidatura ou será catapultado da corrida à presidência da Câmara Municipal. Mas não há qualquer dúvida de que a operação de ontem, na qual a polícia o prendeu por porte ilegal de uma arma que nenhum civil pode portar, e ainda encontrou em seu poder quase R$ 1 milhão, foi um baque inesperado e impiedoso na sua candidatura. Ontem mesmo nos bastidores do Palácio Pedro Neiva de Santana já se especulava sobre articulações para definir um novo candidato à sucessão do presidente Paulo Victor. Além disso, aliados do vereador Marquinhos Silva (União), que também concorre à presidência da Câmara, começaram a pregar a saída de Beto Castros numa tentativa de fortalecer o seu adversário.

Numa avaliação mais aberta, a situação do vereador Beto Castro constrange a Câmara Municipal como um todo, deixa o vereador-presidente Paulo Victor numa situação delicada, pode afetar a pré-candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante) ao Senado e, numa escala ampliada, causa certo incômodo à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado em São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Josimar de Maranhãozinho coloca o PL na base da pré-candidatura de André Fufuca ao Senado

André Fufuca entre Josimar de Maranhãozinho
e Detinha, que lhe declararam apoio

“André Fufuca hoje é o nosso pré-candidato ao Senado e será o nosso senador”. A declaração, feita pelo deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho, feita, no domingo, num encontro regional do PL em Governador Nunes Freire, selou o apoio do partido à pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) ao Senado. O líder maior do PL consolidou assim uma previsão feita por ele próprio há algumas semanas.

O apoio do PL, presidido no Maranhão pela deputada federal Detinha, é uma poderosa reforço ao projeto senatorial do ex-ministro do Esporte. Isso porque o PL representa um grupo política e eleitoralmente muito expressivo. São quatro deputados federais, cinco deputados estaduais, pelo menos 28 prefeitos e algumas dezenas de vereadores espalhados por diversas regiões do estado.

Esse reforço se soma a um batalhão de mais de 100 prefeitos que na semana passada declararam apoio a André Fufuca num vídeo que surpreendeu o meio político e os demais pré-candidatos ao Senado, uma vez que com a manifestação ele deu uma demonstração de que o seu projeto de disputar uma cadeira no Senado está estruturado.

A declaração de apoio do PL chega no momento em que André Fufuca aguarda o posicionamento do governador Carlos Brandão (MDB) em relação ao nome para ocupar a vaga de pré-candidato a senador numa aliança com Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.

Provavelmente avaliando que o apoio do PL pode ser um diferencial nesse processo, André Fufuca agradeceu a declaração de Josimar de Maranhãozinho: “Recebo com muita alegria, motivação e, principalmente, orgulho”.

Com Eliziane definida, Camarão abre diálogo para a outra vaga de candidato ao Senado

Felipe Camarão: vaga para
o Senado está em aberto

O vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Estado, não fechou questão ainda em relação à vaga de senador aberta na sua chapa. Uma já está definida com a senadora Eliziane Gama (PT), que além de representar o partido, tem o aval da cúpula nacional do PT e do próprio presidente Lula da Silva. A outra vaga encontra-se em aberto, em que pese o fato de o comando partidário haver indicado o senador Weverton Rocha (PDT) como seu ocupante.

Numa postagem recente, Felipe Camarão deixou claro que não abraça a indicação de Weverton Rocha, afirmando que a questão encontra-se em aberto dentro do partido. Garantiu que está conversando com vários nomes, a começar por André Fufuca (PP), que aponta como nome forte para firmar uma aliança em torno da sua pré-candidatura.

Para Felipe Camarão, que aposta no crescimento da sua pré-candidatura, principalmente depois da saída de Lahesio Bonfim (Novo), o principal critério para o preenchimento da vaga ainda aberta de pré-candidato a senador é o alinhamento do pretendente ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silve e, por via de desdobramento, à sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

O senador Weverton Rocha se encaixa na primeira parte do critério, pois apoia o presidente Lula da Silva, mas contraria no segundo, por não apoiar declaradamente Felipe Camarão, uma vez que já declarou apoio a Orleans Brandão (MDB). Já André Fufuca também é alinhado ao presidente Lula da Silva, mas ainda não se posicionou com clareza em relação a pré-candidato a governador, mas pode se posicionar com Orleans Brandão se for escolhido para a vaga aberta, ou com Felipe Camarão, se a aliança governista escolher o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União).

Felipe Camarão afirma não fazer restrições, desde que o pretendente se encaixe nesse perfil.

São Luís, 16 de Junho de 2026.

Brandão dá mais tempo para escolher vice e desatar nó górdio para definir um dos candidatos ao Senado alinhados a Orleans

Carlos Brandão vai ter de escolher entre André Fufuca,
Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney e Iracema Vale
para um das vagas de pré-candidato ao Senado

O governador Carlos Brandão (MDB) adiou para a semana que começa hoje a definição do outro pré-candidato ao Senado e do pré-candidato a vice-governador que comporão a chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB) como candidato ao Governo do Estado. A previsão do governador, anunciada sábado (6), em Peritoró, era que os nomes fossem definidos e anunciados na semana que passou, mas uma série de empecilhos o levaram a adiar a definição e o anúncio dos escolhidos. Em relação ao vice, o governador está à procura de um nome de São Luís, que seja agregador e tenha potencial eleitoral. Já no que respeita ao outro candidato a senador, existem nomes de sobra, o que exige do governador Carlos Brandão uma cuidadosa engenharia política para acomoda-los. Nesse contexto estão se movimentando os deputados federais André Fufuca (PP), Pedro Lucas Fernandes (União) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB).

A escolha do companheiro de chapa de Orleans Brandão é uma operação sem maiores problemas. Existem vários nomes com o perfil desenhado pela cúpula da aliança governista, como o deputado estadual Neto Evangelista (MDB), que se movimenta para ganhar a vaga, tendo inclusive declarado o seu interesse, e como o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., que passou oito anos no cargo e conhece a realidade política e eleitoral da Capital. A ciranda das especulações já apontou a deputada estadual Helena Duailibe (Republicanos) e a primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos. Num outro viés, o nome mais lembrado para a vaga de vice de Orleans Brandão pé a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), mas nas conversas nos bastidores corre que ser candidata a vice-governadora não está no seu leque de opções para outubro, tanto que ele tem dito que se prepara para buscar a reeleição.

O fato é que escolher o candidato a vice-governador para a chapa de Orleans Brandão não é um problema para o governador Carlos Brandão. Trata-se apenas de buscar o nome política e eleitoralmente mais adequado.

Em relação à outra vaga de pré-candidato ao Senado – uma já foi preenchida com o senador Weverton Rocha (PDT) -, o quadro é politicamente muito mais complexo. O governador tem poucas opções sobre a mesa. A primeira é entregar a vaga à federação União Progressista (União/PP), que pode indicar o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) ou o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP). E pode também optar por um nome do MDB, que tem a deputada federal Roseana Sarney como primeira opção, e a deputada-presidente Iracema Vale como alternativa forte. O problema é que são quatro nomes com peso para apenas uma vaga, e a escolha de um deles pode produzir uma situação de desconforto dentro da aliança governista.

Se mantiver a aliança com a federação União Progressista e escolher Pedro Lucas Fernandes, o ex-ministro André Fufuca, que já está em pré-campanha há mais de um ano, vai procurar outro caminho. Mas se, ao contrário, o escolhido for André Fufuca, Pedro Lucas Fernandes permanecerá buscando a reeleição, porque não era o seu projeto ser candidato a senador. A escolha de um deles repercutirá na banda sarneysista do MDB – a começar pelo próprio ex-presidente José Sarney -, que reivindica a vaga para a deputada federal Roseana Sarney, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Vai ser difícil ao MDB negar-lhe a vaga, e essa dificuldade vem se avolumando a cada conversa. Finalmente, alguns veem a possibilidade remota de um grande acordo em torno da deputada Iracema Vale.

O fato concreto é que o projeto de candidatura de Roseana Sarney, embalado pelo apoio da família e por boa parte do MDB, é o nó górdio que o governador Carlos Brandão precisa desatar para montar a chapa majoritária encabeçada por Orleans Brandão. Ele prevê que o nó será desatado durante essa semana, mas há quem avalie que isso só ocorrerá depois da festança junina.

PONTO & CONTRAPONTO

Novo busca uma saída para disputar os Leões após o vácuo aberto com a desistência de Lahesio Bonfim

Jeisael Marx, com Leonardo Arruda, pode ser
a opção do Novo para o Governo do Estado

O partido Novo entrou em crise aguda com a guinada de Lahesio Bonfim abrindo mão da candidatura a governador e se anunciando como pré-candidato ao Senado. O movimento protagonizado pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes rompeu o eixo central do projeto político e eleitoral do Novo no Maranhão, a começar pelo fato de que a desistência desmontou o palanque da direita radical e bolsonarista no Maranhão.

A reação inicial do presidente do braço maranhense do Novo foi a de que o partido poderá lançou outro candidato ao Governo ou aliar-se a outro projeto. A outra opção aos Leões seria o ex-senador Roberto Rocha, que vem pontuando bem nas pesquisas como pré-candidato assumido ao Senado. É improvável que Roberto Rocha abra mão do seu projeto senatorial para entrar numa disputa já polarizada entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), e com o vice-governador Felipe Camarão (PT) tentando se viabilizar com o poderoso aval do presidente Lula da Silva.

Na semana passada, uma luz tênue foi acesa no túnel em que o Novo foi metido com a desistência de Lahesio Bonfim, com a declaração do jornalista Jeisael Marx de que está disposto a ser o pré-candidato do Novo ao Palácio dos Leões. Com a experiência de jornalista que conhece a párea política e a de uma candidatura à Prefeitura de São Luís em 2024, Jeisael Marx pode ser a saída que o Novo precisa para manter Roberto Rocha e Lahesio Bonfim como pré-candidatos ao Senado.

IPS: oito municípios do Maranhão estão entre os 10 piores do Nordeste em qualidade de vida

O ranking IPS dos 10 piores do Nodeste

É ao mesmo tempo surpreendente e constrangedora a revelação de que, segundo o Índice de Progresso Social Brasil (IPS) 2026, nada menos oito dos dez municípios nordestinos com pior qualidade de vida estão no Maranhão. Nesse ranking denunciador apenas um município da Bahia e um de Pernambuco. Nenhum do vizinho Piauí.

Os maranhenses são Peritoró, Cajari, Marajá do Sena, Amarante do Maranhão, Fernando Falcão, São Félix de Balsas, Arame e Montes Altos.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil é definido a partir das informações de 57 indicadores colhidos em fontes públicas oficiais, e usa uma metodologia que avalia o desempenho dos municípios em necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.

Governado pelo médico Josué Pinho da Silva Jr., mais conhecido como “Doutor Jr.” (PP), Peritoró (20,7 mil habitantes) é o último da fila, o que lhe impõe a condição de ser o município com pior qualidade de vida do Maranhão, de todo o Nordeste, e que ocupa a 5.555ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros.

A situação lastimável dos oito piores municípios maranhenses coloca o Maranhão numa posição constrangedora, que alimenta o adjetivo de “pior” estado do Brasil, em que pesem os muitos esforços feitos para mudar de vez essa imagem incômoda. Ao mesmo tempo, coloca os prefeitos dessas unidades municipais na berlinda e diante do desafio de reverter essa realidade.

Nesse contexto, a revelação atinge em cheio o prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União). Ex-vereador de três mandatos em São Luís e deputado federal por cinco mandatos consecutivos, tendo entrado para a história da Câmara Federal por não haver faltado a nenhuma sessão durante essas duas décadas, Pedro Fernandes elegeu-se prefeito de Arame em 2020 e se reelegeu em 2024 com a marca de político sério e comprometido com o projeto maior de melhorar qualidade de vida do povo maranhense.

Sua reeleição se deveu ao fato de Pedro Fernandes ter sido apontado como um dos mais eficientes e corretos prefeitos do Maranhão, o que leva à indagação: por que, então, a maioria dos 20,7 mil habitantes de Arame vive numa situação tão ruim, como aponta o IPS?  A indagação vale para os prefeitos os outros sete municípios maranhenses listados pelo IPS, a começar pelo de Peritoró.

Com a palavra, os senhores prefeitos.

São Luís, 14 de Junho de 2026.