A 120 dias das eleições, Dino e Roseana ainda sem candidatos a presidente; Alckmin já chegou e Bolsonaro se fortalece

 

Flávio Dino e Ciro Gomes, Roseana Sarney e Henrique Meireles: indefinição; Roberto Rocha e Geraldo Alckmin e Maura Jorge e Jair Bolsonaro: situação definida
Flávio Dino e Ciro Gomes, Roseana Sarney e Henrique Meireles: indefinição; Roberto Rocha e Geraldo Alckmin e Maura Jorge e Jair Bolsonaro: situação definida

A exatos 120 dias das eleições, os dois candidatos a governador mais destacados, o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), ainda não têm um componente crucial para a corrida às urnas: os candidatos a presidente da República. Ao contrário do senador Roberto Rocha, candidato do PSDB, que já tem o presidenciável Geraldo Alckmin, da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), que abraçou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), e do candidato do PSOL, Odívio Neto, que já está em campanha por Guilherme Boulos, o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda aguardam definições dos seus partidos e campos partidários para tomar posições. O partido do governador Flávio Dino já tem a candidatura da deputada gaúcha Manuela D `Ávila, a quem ele já declarou voto, mas é um projeto muito pouco consistente para um momento político tão complexo e decisivo como esse. E o partido da ex-governadora Roseana Sarney já tem pré-candidato definido, Henrique Meireles, lançado pelo próprio presidente Michel Temer, mas que ainda não vingou dentro das fileiras pemedebistas. O deputado Eduardo Braide, (im)provável candidato do PMN, e o possível candidato do PRP, ex-deputado Ricardo Murad, a princípio não têm qualquer relação com candidatura presidencial.

Ninguém duvida o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney podem fazer suas campanhas sem vinculação com candidatos presidenciais. Mas no contexto de agudas crises econômica e política, não faz muito sentido que um candidato a governador lidere um projeto político dissociado de um projeto para o País.

O governador Flávio Dino sabe que a candidata do seu partido não irá muito longe, e como a questão é vencer as eleições, e não apenas participar, ele trabalha no sentido de mobilizar as correntes da esquerda em torno de um candidato forte. A princípio, o candidato seria o ex-presidente Lula (PT), mas a sua condenação e prisão o tornou ficha-suja e o tirou do páreo, abrindo caminho para o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT). Flávio Dino já manifestou apoio ao pedetista e agora trabalha para mobilizar os partidos de esquerda em torno do pedetista, num processo cujo desfecho é ainda imprevisível. Mas tudo indica que, ao contrário de 2014, quando não teve um nome definido ao seu lado, nesta corrida à reeleição o governador terá uma candidatura presidencial para propor aos maranhenses. E tudo indica que será mesmo pedetista Ciro Gomes.

A ex-governadora Roseana Sarney dificilmente tomará outro caminho que não incorporar ao seu projeto eleitoral a candidatura do ex-banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles, lançada pelo presidente Michel Temer. Chama atenção o fato de até agora a candidata do MDB não haver se manifestado sobre a escolha de Henrique Meireles. A atitude da emedebista pode ser interpretada como um sinal de que o ex-presidente José Sarney ou não gostou da indicação ou não está ainda convencido de que a decisão do presidente Michel Temer de lançá-lo não é o projeto ideal para o MDB. Isso porque uma candidatura presidencial é fundamental para a consolidação do seu projeto de voltar ao Palácio dos Leões. Nos bastidores do Grupo Sarney corre a versão de que, caso a candidatura de Henrique Meireles fracasse, o “Plano B” de Roseana Sarney nesse item será um acordo com o PSDB em  torno da candidatura de Geraldo Alckmin.

É verdade que ainda faltam ainda de um mês para o início, da realização das convenções e pouco mais de 60 dias para o início da campanha eleitoral efetiva, mas só um quadro de crise profunda e complexa, como a do PT e a do MDB, justifica que esses partidos ainda não tenham os seus candidatos a presidente da República definidos e em plena campanha. Enquanto isso, Maura Jorge se prepara para ser a anfitriã de Jair Bolsonaro com uma grande festa no próximo dia 14, evento que pode contribuir decisivamente para fortalecer o candidato da extrema direita, que já tem legiões de simpatizantes se formando em todo o País, inclusive no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PT mantém pressão para ocupar vaga de Eliziane na aliança dinista

Eliziane Gama tem vaga reivindicada para Márcio Jardim, pelo PT
Eliziane Gama tem vaga reivindicada para Márcio Jardim, pelo PT

O PT continua batendo pé e cobrando do governador Flávio Dino a inclusão de um nome do partido para concorrer a uma das cadeiras no Senado pela aliança situacionista. De cara, os petistas nem cogitam ocupar a vaga do deputado federal Weverton Rocha, que é bom de briga e lidera o PDT, um partido forte e que não abre mão do espaço que ocupa. O alvo, portanto, é a vaga destinada á deputada federal Eliziane Gama (PPS). Os petistas alegam que Eliziane Gama não pertence ao bloco de esquerda, uma vez que o PPS foi oposição aos Governos do PT e teve participação ativa no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ocorre que Eliziane Gama aparece como líder nas pesquisas e ganhou peso político com esse potencial eleitoral, e tirá-la da chapa seria no mínimo uma contradição política inexplicável. O comando nacional do PT já declarou que o partido vai integrar a aliança dinista, mas os chefes locais estão tentando condicionar essa aliança.

 

Ganha corpo a disputa pelas cafeeiras na Câmara Federal

Ganha corpo e volume a corrida para a Câmara Federal. Além de pesos pesados que buscam a reeleição, como Rubens Jr. (PCdoB), Hildo Rocha (MDB), André Fufuca (PP), João Marcelo (MDB) e Juscelino Filho (DEM),   por exemplo, aspirantes a primeiro mandato formam um grupo com cacife político e eleitoral nas alturas, como Márcio Jerry (PCdoB), Sebastião Madeira (PSDB), Eduardo Braide (caso não saia candidato a governador), Josimar de Maranhãozinho (PR), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Edilázio Jr. (PV), Ildon Marques (PSDB), Gastão Vieira (PROS), Gil Cutrim (PDT), entre outros, que correm para ocupar os espaços abertos por Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e José Reinaldo Tavares (PSDB), que estão na guerra pelas duas vagas no Senado. Nos bastidores, os comentários que correm é que essa é uma disputa também renhida.

São Luís, 06 de Junho de 2018.

Pesquisa Exata: Eliziane lidera, mas corrida às vagas do Senado tem tudo para ser acirrada e ter desfecho surpreendente

 

Corrida ao Senado: Eliziane lidera, seguida de Edison Lobão, Sarney Filho, Weverton Rocha, José Reinaldo tavares e Alexandre Almeida
Corrida ao Senado: pesquisa Exata revela que Eliziane lidera, seguida de Edison Lobão, Sarney Filho, Weverton Rocha, José Reinaldo tavares e Alexandre Almeida

 

Desde que os candidatos foram definidos, ficou muito claro que a disputa para as duas cadeiras no Senado nas eleições de Outubro no Maranhão reúne todos os ingredientes para ser uma das mais acirradas dos últimos tempos. A pesquisa de intenção de votos realizada pelo instituto Exata e divulgada ontem pelo Jornal Pequeno demonstrou com clareza que a guerra será renhida entre a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e o deputado federal Weverton Rocha (PDT), candidatos da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), candidatos do grupo partidário que será comandado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), podendo esse grupo sofrer fortes pressões do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB) e até mesmo do deputado Alexandre Almeida (PSDB).

Os números encontrados pelo Exata confirmam tendência apontada por outras pesquisas já divulgadas: Eliziane Gama lidera com 17%, seguida por Edison Lobão (15%), Sarney Filho (15%), Weverton Rocha (9%), José Reinaldo Tavares (8%) e Alexandre Almeida (6%). Se a eleição fosse realizada agora, haveria dois grupos vinculados pela margem de erro, que é de 3%. As duas vagas seriam disputadas voto a voto por Eliziane Gama, Edison Lobão e Sarney Filho. Pela lógica, mesmo levando em conta a margem de erro, Eliziane ficaria com uma das vagas, restando a segunda para ser definida num confronto direto e renhido entre Edison Lobão e Sarney Filho. O derrotado nesse confronto ficaria de fora juntamente com Weverton Rocha, José Reinaldo e Alexandre Almeida. E a corrida senatorial terminaria equilibrada com a eleição de um senador de cada grupo, sendo um da nova geração de políticos bem sucedidos do Maranhão, no caso Eliziane Gama, e outro de uma geração madura, que está a caminho da aposentadoria.

Mas as corridas eleitorais costumam contrariar duramente a lógica e surpreender com resultados inesperados. Na eleição senatorial de 2014, por exemplo, Gastão Vieira, apoiado pelo Palácio dos Leões, liderou por meses seguidos, mas perdeu a vaga numa virada de Roberto Rocha, apoiado por Flávio Dino. A julgar pela experiência e pela estrutura de Edison Lobão – nove eleições seguidas – e Sarney Filho – 10 eleições seguidas – jogarão pesado para tirar Eliziane Gama da ponta, ou travar uma guerra sem cartel entre si, que pode estremecer as bases da aliança sarneysista. José Reinaldo, que espera o apoio de prefeitos e já perdeu uma eleição para o Senado, irá às últimas consequências para encerrar a carreira como senador da República, enquanto Alexandre Almeida jogará o peso da sua juventude para entrar no jogo. Entre os dois grupos, Weverton Rocha, que tem se revelado hábil na política e bem sucedido no campo eleitoral, terá de livrar-se da pressão de José Reinaldo e Alexandre Almeida e atropelar Sarney Filho ou Edison Lobão para obter a segunda vaga, caso Eliziane se mantenha na cabeça.

Esse quadro de intenções de voto para a eleição senatorial pode sofrer “ajustes”, mas poderá também ser radicalmente alterado, com mudanças surpreendentes nas posições atuais e o dato que poderá garantir essa possibilidade são os 18% que responderem que votarão nulo, em branco ou em nenhum deles, e os 12% que disseram ainda não saberem em quem votarão. Eles formam na verdade uma massa de 30% de eleitores indecisos, que dependendo da movimentação dos candidatos poderão rever suas intenções e turbinar uma ou outra candidatura, o que será suficiente desmontar o quadro atual ou reforça-lo garantindo a vitória dos líderes.

Vale lembrar que, mesmo esboçando uma tendência lógica, com destaque para a permanência de Eliziane Gama na liderança, os números da pesquisa Exata rascunham um cenário ainda frágil, que poderá se movimentar intensamente com a massa de indecisos e os meses de campanha que os candidatos têm pela frente. Tudo isso garante que essa disputa animará o processo eleitoral.

Em Tempo: Contratada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa Exata foi realizada no período de 25 a 20 de Maio, ouviu 1.400 eleitores em todas as regiões do Maranhão, tem margem de erro de 3,2%, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo Nº 06478/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Comenda proposta por Othelino Neto homenageia Nascimento Morais Filho e reforça a luta pelo meio ambiente

Othelino Neto e Nascimento Morais Filho: identificação na luta pelo meio ambiente
Othelino Neto e Nascimento Morais Filho: identificação na luta pelo meio ambiente

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PC do B), propôs ontem por meio de Projeto de Decreto Legislativo, a criação da Medalha do Mérito “Nascimento Moraes Filho – Amigo do Meio Ambiente”, para homenagear, no período em que se comemora a Semana Mundial do Meio Ambiente, pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que se destacaram em ações de sustentabilidade ambiental.

O projeto propõe que a comenda ter de um lado a imagem do célebre ativista ambiental José Nascimento Moraes Filho, acompanhada da expressão “Amigo do Meio Ambiente”, e do outro lado, a imagem do Planeta Terra com uma árvore em destaque. O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972, com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente, e alertar sociedades e governos para o perigo da negligência na tarefa de cuidar do mundo em que vivemos.

A iniciativa do presidente Othelino Neto é desdobramento do faro de que sua carreira politica está entrelaçada com a sua militância como ambientalista. O hoje membro do PCdoB iniciou sua vida partidária como um dos fundadores do Partido Verde, que chegou ao Maranhão em meados dos anos 90 do século passado como parte de uma “onda verde” que se espraiou pelo mundo a partir de grupos como o Greenpeace e que ganharam forma partidária nos grandes centros europeus. Foi sua militância no PV que o aproximou ainda mais das questões ambientais maiores e o levou ao comando da Secretaria de Meio Ambiente no Governo de José Reinaldo Tavares, tendo ali realizado um trabalho consistente.

O projeto faz uma justa e oportuna a homenagem a Nascimento Moraes Filho, um dos grandes guerreiros da causa ambiental no Maranhão e no Brasil, posição que conquistou de maneira honrada, às vezes quase  solitária, declarando e alimentando uma guerra de Davi X Golias contra a instalação do complexo de produção de alumínio do Consórcio Alumar na Ilha de São Luís. Os imensos tanques de resíduos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana, por ele denunciados, estão aí mesmo para comprovar a razão da sua luta.

 

Se não se entender com a cúpula tucana, José Reinaldo poderá mesmo perder a vaga de candidato a senador

José Reinaldo está avisado por Roberto Rocha por Roberto Rocha e Sebastião Madeira: se i nsistir em Eduardo Braide perde a vaga de candidato a senador
José Reinaldo, Roberto Rocha e Sebastião Madeira: se não sentarem a crise se agravará e o primeiro pode perder vaga

Se ainda não sentaram para conversar e acertar os ponteiros, evitando assim a formação de uma situação de impasse dentro do partido, criando um imenso embaraço para o projeto presidencial da agremiação, os líderes do PSDB no Maranhão, senador Roberto Rocha, presidente e candidato ao Governo do Estado, e Sebastião Madeira, secretário geral e candidato a deputado federal, têm de sentar urgentemente com o ex-governador e candidato a senador José Reinaldo Tavares. A conversa tem de ser crua e definitiva e deve resultar num entendimento que permitam a convivência dos três como aliados empenhados, uns pelos outros, numa campanha eleitoral. Mantido esse ambiente de confronto, tudo indica que o comando do partido vetará José Rinaldo na convenção que formalizará as candidaturas do partido às eleições de Outubro. Aliados de José Reinaldo duvidam que Rocha e Madeira “tenham coragem” vetar o ex-governador, enquanto aliados dos dois dizem não ter nenhum dúvida de que se esse clima chegar até à convenção, José Reinaldo não será candidato.

São Luís, 05 de Junho de 2018.

 

Braide diz que está no páreo pelo Governo do Estado e que segue “construindo” sua candidatura

 

Eduardo Braide mantém projeto e está "construindo" candidatura
Eduardo Braide mantém projeto e está “construindo” candidatura ao Governo

“Há três tipos de candidatura: a que é imposta pelo partido, a que nasce do desejo do candidato, e aquela que emerge do sentimento popular. O meu projeto se enquadra no terceiro caso, e cabe a mim construir as condições para viabilizá-lo, discutindo com partidos, ouvindo meus familiares e conversando com o meu partido. É o que estou fazendo”. Foi assim que o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) explicou ontem à Coluna o estágio em que se encontra a sua movimentação em busca de lastro político e partidário para viabilizar o projeto de disputar o Governo do Estado em Outubro. Cauteloso e medindo cuidadosamente cada palavra, Braide se declarou “feliz” com a mais recente pesquisa do instituto Exata, que também o apontou em terceiro lugar com 6% das preferências do eleitorado, atrás apenas do governador Flávio Dino (PCdoB), com 57%, e da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 30%. E afirmou que está na corrida pelo Palácio dos Leões porque percebe na população “o interessa livrar a política do Maranhão dessa dicotomia Sarney versus Anti-Sarney”.

Na conversa direta, o deputado Eduardo Braide emite todos os sinais de que está disposto a encarar o desafio de entrar numa guerra eleitoral contra um governador forte e prestigiado e que busca a reeleição, e uma ex-governadora que também tem cacife gordo. Mas avisa que não dará passos precipitados. Continua conversando – ontem à noite mesmo, respondeu a uma ligação da Coluna por volta das 21 horas, pedindo desculpas e justificando que se encontrava numa reunião que durou três horas. “Estava conversando com partidos, avaliando a possibilidade de uma aliança, como tenho feito praticamente todos os dias”, disse.

Eduardo Braide justifica sua movimentação para viabilizar uma candidatura a governador enfatizando a tese segundo a qual esse projeto “nasceu de um sentimento popular”. Lembra que até agora não declarou  uma única vez sequer, que seja candidato a governador. “São as pessoas que me dizem que devo ser candidato, e eu estou ouvindo, conversando, avaliando”, explica o parlamentar, lembrando o fato de que, mesmo sem dito uma palavra sobre a sucessão estadual, uma pesquisa feita três meses depois da eleição para a Prefeitura de São Luís, na qual ficou em segundo lugar, o apontou como o terceiro, com 11% das preferências. “Foi uma sinalização muito forte, que eu, como político, não tenho o direito de ignorar”, assinala.

E foi nessa linha de candidato a candidato, depois de checar os números da pesquisa Exata, Eduardo Braide gravou um vídeo com a seguinte mensagem:

“A gratidão que eu tenho por ter sido lembrado em todas as pesquisas para o Governo do Estado é imensa. E é esse incentivo que me tem feito conversar com partidos e lideranças que acreditam que o Maranhão pode ser diferente. De mim, vocês sempre a transparência e a verdade. Os meus caminhos políticos são traçados ouvindo as pessoas, ouvindo a mi há família e as orientações do meu partido. E nesse caso não será diferente. Muito obrigado pelo apoio de cada um de vocês, e Deus abençoe nosso Maranhão”.

Sua mensagem, como se vê, é direta, consegue passar o que está em jogo, mas ele tem o cuidado de não fazer afirmações a respeito de candidatura.

Eduardo Braide sabe que, por ser um político jovem, com forte dose de carisma, em condições, portanto, de se tornar a “terceira via” que nem o senador Roberto Rocha nem a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos) conseguiram encarnar até aqui, tem um horizonte largo pela frente, que não se esgota nessa corrida sucessória. E é exatamente por compreender essa perspectiva que seu projeto de candidatura ao Governo do Estado agora é um grande ensaio, que poderá ou não dar certo. O que não é dito por ele categoricamente, mas que parece muito claro, é que, se vier mesmo a ser candidato, o será com seus próprios pés, construindo uma ampla base de apoio, pois não pretende ser escada para nenhum outro candidato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com José Reinaldo correndo na paralela, o PSDB continua sem unidade e em crise

Roberto Rocha: situação complicada dentro do PSDB
Roberto Rocha: situação complicada no PSDB

O PSDB continua abalado pela crise causada pela falta de unidade. O candidato do partido ao Governo do Estado, senador Roberto Rocha, intensifica suas incursões no interior do estado, buscando capilarizar sua candidatura, levando também o nome dom candidato presidencial o partido, Geraldo Alckmin. Na sua movimentação, Roberto Rocha está sendo sempre acompanhado pelo deputado estadual Alexandre Almeida, um dos candidatos do PSDB ao Senado, Por sua vez, o ex-governador José Reinaldo Tavares, candidato tucano a senador, segue em rota própria, divulgando a candidatura de Riberto Rocha, mas também defendendo a candidatura de Eduardo Braide. O bom desempenho de Eduardo Braide e o baixo alcançado por Roberto Rocha na pesquisa Exata reforçou ainda mais a tese de José Reinaldo, que começa, de fato, a minar o projeto do chefe tucano de chegar ao Palácio dos Leões. Tanto que já se especula até que o comando nacional estaria disposto a intervir no Maranhão com o objetivo de rever o quadro de candidatos majoritários do partido.

 

Roseana Sarney será auxiliada por um “núcleo duro” liderado pelo ex-presidente José Sarney

Roseana Sarney vai montar "núcleo duro" comandado por José Sarney
Roseana Sarney vai montar “núcleo duro” comandado por José Sarney

Com a candidatura definida, a ex-governadora Roseana Sarney mergulhou. Ela iniciou uma intensa agenda de reuniões visando montar a aliança partidária que liderará e definir a estratégia de campanha. A candidata emedebista formará uma equipe de ponta, que funcionará como “núcleo duro” da campanha, que terá entre outros membros o ex-presidente José Sarney (MDB), empresário Jorge Murad, o senador João Alberto, os candidatos ao Senado Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB) e o experiente jornalista Sérgio Macedo – que deve deixar a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz. Além de cuidar dos movimentos políticos da candidata, como alianças e acordos, o núcleo duro definirá um programa básico de Governo e as linhas gerais da campanha. O primeiro grande passo será a convenção partidária, que será realizada em julho em clima de largada ara a campanha.

São Luís, 04 de Junho de 2018.

Pesquisa Exata: Dino segue na liderança batendo Roseana, Braide, Maura , Rocha e Ricardo Murad juntos

Flávio Dino lidera corrida sucessória com quase o dobro das intenções de voto sobre Roseana Sarney
Pesquisa Exata dia que Flávio Dino lidera corrida sucessória com quase o dobro das intenções de voto sobre Roseana Sarney

Se a eleição para o Governo do Estado acontecesse neste Domingo, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito no 1º turno com 57% dos votos válidos. Seria seguido da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 30%, do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) com 6%, da ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos) com 3%, do senador Roberto Rocha (PSDB) com 3% e do ex-deputado Ricardo Murad (PRP) com 1%. Esse cenário foi encontrado por pesquisa realizada pelo instituto Exata, contratada pelo Jornal Pequeno e divulgado nas suas páginas na edição de hoje. O resultado confirma o franco favoritismo do governador Flávio Dino, uma tendência encontrada por todos os levantamentos feitos até agora, e mostra a ex-governadora Roseana Sarney estacionada nesse patamar. O cenário aponta Eduardo Braide como uma expectativa ainda a  ser melhor testada, Maura Jorge sem maiores possibilidades, Roberto Rocha travado e Ricardo Murad sem qualquer argumento para justificar sua candidatura. O candidato do PSOL, Odívio Neto, não pontuou.

Quando os primeiros movimentos para a corrida sucessória foram iniciados algumas vozes prognosticaram que o pleito de 2018 teria tom plebiscitário entre o dinismo e o sarneysismo. As preferências demonstradas até agora demonstram que se essa guerra sucessória tiver mesmo esse caráter, o movimento liderado pelo governador Flávio Dino reúne tidas as condições de permanecer no poder, enquanto o Grupo Sarney caminha para a aposentadoria definitiva. Flávio Dino tem a seu favor uma série de fatores que o torno uma opção politicamente avançada, enquanto Roseana Sarney parece enfrentar muitas dificuldades para se apresentar como uma tendência que expresse a modernidade.

Nesse contexto, conta a favor do governador Flávio Dino o fato de estar liderando um governo de natureza fortemente renovadora, no qual são visíveis as ações de inovação. Reforçando esse caminho com um Governo ao invés de tentar impressionar o eleitorado com duas o três obras faraônicas, investe o que pode em obras sociais, como, por exemplo, a multiplicação de restaurantes populares, e na montagem de uma ampla rede escolar de base, como o programa Escola Digna, por exemplo. E mais: Flávio Dino lidera um governo sem pecados éticos nem arranhões morais, preocupado – para muitos excessivamente – com o controle de gratos, o que lhe assegura ao Maranhão uma situação fiscal – equilíbrio entre arrecadação e gastos –  invejável entre os estados, e tudo isso sem máculas éticas. Tem, portanto, argumentos muito fortes para confirmar a tendência de favoritismo.

Enquanto isso, carregando um lastro de três mandatos e meio – três nas urnas e meio na Justiça -, a ex-governadora Roseana Sarney vem se apresentando como “mãe dos pobres”, sinal nítido de que tenta encontrar um viés populista para embalar sua candidatura. Amparada por um poderoso suporte midiático, que também tem sido acionado para, sem sucesso até aqui, desqualificar o governador e o Governo, Roseana Sarney relutou muito em assumir a candidatura, mas teve de ceder às pressões de aliados, sob o argumento incontestável de que o Grupo Sarney não tem outro nome para encarar essa corrida com alguma chance de se dar bem. Ela tem cacife próprio – seria deputada federal sem fazer esforço, e poderia chegar ao Senado na briga pelas duas vagas -, mas pelo que vem sendo posto, seu projeto de voltar a morar e trabalhar no Palácio dos Leões enfrenta obstáculos enormes. Mas mesmo assim há quem a veja com condições de reverter o cenário atual e virar o jogo.

Essas observações não significam afirmar que a fatura esteja liquidada por antecipação, pois a própria dinâmica do conceito de política alerta que isso não existe – a começar pelo fato de que as candidaturas ainda n.ao estão oficializadas e que a campanha propriamente dita só começará mesmo na segunda metade de agosto. A pesquisa Exata, como as demais já divulgadas, representa um retrato do momento. O que chama atenção nas medições feitas até agora na corrida sucessória é que a liderança do governador tem se mantido estável em patamares expressivamente superiores à metade das intenções de voto, enquanto a ex-governadora vem navegando com a mesma estabilidade, mas na faixa de 30%, ora um pouco acima, ora um pouco abaixo.

A experiência recomenda e a tradição confirma que ainda é cedo para se fazer previsões sobre o desempenho final dos candidatos. Mas os números têm desenhado uma tendência que não pode ser ignorada, claramente favorável ao projeto de reeleição do Governador do Estado.

Em Tempo: A pesquisa Exata foi realizada no período de 25 a 30 de Maio e ouviu 1.400 eleitores em tidas as regiões do estado. Tem 3,2% de margem de erro e um intervalo de confiança de 95%. Está registrada o TSE sob o protocolo Nº 06478/2018.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide continua sendo uma expectativa, que pode arquivar projeto de candidatura

Eduardo Braide: expectativa que pode ser confirmada ou  arquivada nos próximos dias
Eduardo Braide: expectativa que pode ser confirmada ou arquivada nos próximos dias

Se já vinha trabalhando no sentido de intensificar os preparativos de sua campanha para deputado federal, a pesquisa Exata certamente estimulará o deputado Eduardo Braide (PMN) a refletir profunda e definitivamente sobre o projeto de se candidatar agora ao Governo do Estado. Ele lidera o “segundo time” de candidatos com 6% das intenções de voto, o mesmo desempenho encontrado pelo levantamento feito pelo Datailha, há duas semanas. Isso quer dizer que, levando em conta a margem de erro, ele pode alcançar até 9%, mas também pode amargar a até 3% das intenções de voto. Ter seis pontos percentuais numa disputa em que estão à frente o governador do Estado com 57% e uma ex-governadora politicamente forte com 30% não estimula nenhum candidato iniciante, com horizonte amplo pela frente, a entrar numa guerra ora como bala, ora como pólvora e ora como bucha de canhão. Braide e inteligente e sagaz o suficiente para perceber que essa não é a sua vez de entrar nessa briga. É claro que lhe faz muito bem está sendo lembrado como uma boa expectativa, principalmente como o pomo de uma dura discórdia dentro do PSDB, partido forte que tem um senador como candidato a governador.  Sua habilidade vem se revelando quando ele não se joga em polêmica, não fala sobre corrida sucessória nem diz se será mesmo ou não candidato. Deve se manifestar breve sobre o assunto, e cm certeza a decisão que tomar será rigorosamente medida e pesada, como é a sua personalidade política.

 

Maura e Rocha medem força na rabeira e Murad quase não existe

Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad: medição de força nas últimas posições
Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad: medem força nas últimas posições, segundo números da Exata

Até aqui, o senador Roberto Rocha não correspondeu à expectativa de muitos que apostaram alto na sua candidatura. A pesquisa Exata o mostra com 3% das intenções de voto, mas se levada em conta a margem de erro, o candidatura tucano pode chegar a 6%, mas também pode desabar para até menos de 1%. É o caso da candidata do Podemos, Maura Jorge, que vive a mesma situação, que é a confirmação da pesquisa Datailha. Ou seja, se não reagiram logo, Roberto Rocha e Maura Jorge correm o risco de não ir a lugar algum, mesmo temo ele o suporte do PSDB e da candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, e ela o incentivo do seu partido e o embalado da candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A posição do ex-deputado Ricardo Murad dispensa comentários, já que tudo leva a crer que ele não tem condições sequer de reagir para sair da mais remota da rabeira com 1%.

 

São Luís, 03 de Junho de 2018.

Com forte lastro político e eleitoral, Eliziane Gama agenda lançamento de candidatura ao Senado

 

Eliziane Gama vai para guera pelo Senado com o apoio de Flávio Dino
Eliziane Gama: guerra pelo Senado com apoio de Flávio Dino

Se não houver qualquer atropelo, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) lançará oficialmente sua candidatura ao senado da República no dia 16 de junho, daqui a três semanas, portanto. Será candidata por uma das vagas da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) como candidato à reeleição – a outra vaga será ocupada pelo deputado federal Weverton Rocha (PDT). Eliziane Gama prepara o lançamento da sua candidatura depois de ser consolidada como dona de um suporte eleitoral surpreendente, revelado nas pesquisas feitas para medir as preferências do eleitorado, e de obter o aval de praticamente todos os 14 partidos que integram a aliança dinista. Esse passo decisivo também é dado no momento em que o PT pressiona por um espaço na chapa majoritária da coligação encabeçada pelo PCdoB, propondo que um dos seus quadros seja candidato a vice-governador na vaga hoje ocupada por Carlos Brandão ou a senador na vaga hoje ocupada pela parlamentar do PPS.  O seu projeto eleitoral tem o pleno aval do governador Flávio Dino e está lastreado pelo apoio da maioria dos partidos que integram a coligação.

A caminhada da jornalista ao patamar eleitoral majoritário como pré-candidata ao Senado da República não um passeio cheio de obstáculos, mas também não foi uma caminhada em estrada plana. Sua ascensão política é o resultado de um intenso trabalho politicamente correto e realizado em sentido linear, apesar dos tropeços que andou sofrendo no campo partidário – foi do PT, migrou para o PPS, embarcou na Rede, flertou com o DEM e até com o PSDB e voltou para o PPS.  Galgou cada degrau da sua trajetória parlamentar, aumentando sua musculatura eleitoral a cada pleito: elegeu-se deputada estadual em 2006 com pouco mais de 15 mil votos, reelegeu-se em 2010 com 37 mil e seguiu para Brasília em 2014 no embalo de nada menos que 133 mil votos. Essa votação crescente, que temperou com um excelente desempenho na Câmara Federal, lhe deu gás para liderar as intenções devoto para a Prefeitura de São Luís em 2016 e logo em seguida ser atingida por um espantoso emagrecimento que a remeteu para o quarto lugar no quadro final da disputa, com minguados 33 mil votos.

O fracasso retumbante na peleja pelo comando da Capital foi tão duro que para muitos pareceu que Eliziane Gama abandonaria o pleno federal para retornar à Assembleia Legislativa. Mas, ao contrário do que foi rascunhado, Eliziane Gama se recolheu, tratou dos hematomas e usou a dor da pancada como aprendizado, ajustou a lente do seu teodolito político e seguindo em frente. O ajuste funcionou de tal maneira que, alguns meses depois, a deputada ressurgiu no cenário politico como líder nas pesquisas que começavam a medir a tendência do eleitorado em relação aos candidatos ao Senado, pesos pesados como Edison Lobão (MDB), Sarney Filho (PV), Weverton Rocha (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSDB). O fato é que de lá para cá, mesmo sofrendo restrições partidárias aqui e pressões pela vaga ali, conseguiu se impor seu projeto como o mais viável na aliança e ganhar o aval do governador.

Já testada no campo da superação e sabendo que seu projeto, como todo projeto político-eleitoral, ainda corre riscos, Eliziane Gama tem pela frente dois grandes desafios. O primeiro é consolidar sua candidatura no grande ato agendado para o dia 16 em São Luis. E o segundo e mais difícil deles: manter-se entre os “graúdos” como dona das intenções de votos rastreadas pelas pesquisas de opinião. O primeiro desafio, se não é moleza, será provavelmente vencido sem maiores problemas. Quanto ao segundo, ninguém é capaz de prever o desfecho, mesmo considerando o fato de que a parlamentar do PPS tem cacife para vencê-lo.

Eliziane Gama sabe que o bom desfecho dependerá mais dela do que da ação dos seus adversários.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha não vai para o embate com José Reinaldo, mas referenda as declarações de Sebastião Madeira

Roberto Rocha: avaliza declarações de Sebastião Madeira sobre José Reinaldo
Roberto Rocha: avaliza declarações de Sebastião Madeira sobre José Reinaldo

Até então fora do embate direto, o presidente regional e candidato do PSDB ao Governo do Estado, o senador Roberto Rocha se posicionou sobre o bate-rebate entre o secretário geral do partido, ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira e o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, candidato a senador pela agremiação. Entrevistado por um programa de Rádio, o senador foi indagado sobre o assunto que dominou as rodas políticas durante a semana. Sua resposta foi taxativa: nenhuma retificação nas palavras de Sebastião Madeira, que é secretário geral do partido, tem larga experiência política e tem toda autoridade para se manifestar sobre questões que dizem respeito ao partido. Ou seja, Roberto Rocha referenda a manifestação contundente de do ex-prefeito a respeito dos movimentos do ex-governador, deixando claro que se o apoio ostensivo à candidatura ainda improvável do deputado Eduardo Braide (PMN) continuar, o partido vai agir com firmeza.

 

Projeto de Neto Evangelista para homenagear maranhenses bem sucedidos ganharia se incluísse homenagem póstuma a Nara Almeida

Neto Evangelista poderia homenagear também Nara Almeida, que comoveu milhões de brasileiros
Neto Evangelista poderia homenagear também Nara Almeida, que comoveu milhões de brasileiros com sua coragem

Político peso pesado da nova geração, a começar pelo fato de ter sabido cuidar e incorporar o legado do pai – o ex-deputado João Evangelista -, o deputado Neto Evangelista (DEM) teve a sacada de propor à Assembleia Legislativa a concessão da Medalha do Mérito Legislativo, a maior honraria da Assembleia Legislativa, a três maranhenses que vêm se destacando no cenário nacional: o cantor Pablo Vittar, uma espécie de mutante da atualidade; a influenciadora digital Thaynara OG e o ator Rômulo Estrela, que vem se destacando como protagonista na novela “Deus Salve o Rei”, da Rede Globo.

Tudo Bem, nada contra, Mas Neto Evangelista poderia enriquecer a sua iniciativa acrescentando a concessão de homenagem póstuma à modelo Nara Almeida, uma linda maranhense que fugiu da miséria em Monção e tornou-se uma bem sucedida divulgadora de moda no Instagram, até que,  há dois anos, descobriu que tinha um câncer agressivo no estômago. De um quarto de hospital, onde viveu mais de um ano, Nara Almeida decidiu mostrar ao mundo, com coragem extrema e dignidade plena a sua guerra contra a doença, travada no dia a dia, na qual infelizmente foi vencida, aos 33 anos, no último dia 21, com o acompanhamento comovido e solidário da esmagadora maioria dos 4,6 milhões de seguidores que atraiu durante a sua luta.

Ao homenagear postumamente Nara Almeida, a iniciativa do parlamentar democrata certamente ganhará uma dimensão muito maior.

São Luís, 01 de Junho de 2018.

Lei de Roberto Costa reconhece força cultural da Madre Deus e torna suas manifestações patrimônio imaterial do Maranhão

 

Roberto Costa imortalizou por lei manifestações como Turma do Quinto, Boizinho Barrica e Fuzileiro da Fuzarca
Roberto Costa imortalizou por lei manifestações como Turma do Quinto, Boizinho Barrica e Fuzileiro da Fuzarca

De todas as iniciativas que pretenderam, nos últimos tempos, preservar a teia que move São Luís na seara das manifestações populares, o Projeto de Lei Nº 105/2018, proposto pelo deputado Roberto Costa (MDB) e aprovado unanimemente, segunda-feira (28), pela Assembleia Legislativa, tornando-as Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Maranhão, é uma das mais arrojadas, completas e bem-vindas. A intenção e o objetivo são simples e diretos, sem floreios e vão no âmago de uma realidade concreta, que se expõe ao longo de cada ano: criar as condições legais para que se mantenham vivos manifestações carnavalescas (Turma do Quinto, Bicho Terra Fuzileiros da Fuzarca e Máquina de Descascar Alho), juninas (Bumba Boi da Madre Deus e Boizinho Barrica, Grupo Piaçaba), religiosas (São Sebastião, São João, São Pedro, São Roque, São Pantaleão), e símbolos seculares como a Casa das Minas e a Casa de Nagô, provavelmente os mais autênticos centros de religião afro existente no Maranhão.

No seu projeto, o deputado Roberto Costa dá à Madre Deus a dimensão de região cultural ao complexo de bairros ali existente, por ele batizado de “Grande Madre Deus” – Goiabal, Fonte do Bispo, Lira, Belira, Codozinho, Macaúba, entre outros menores, mas cuja pujança cultural é reflexo direto do que acontece há quase dois séculos na Madre Deus. Nascido e criado nas ruas do Lira, onde mantém suas raízes familiares e as suas referências culturais e religiosas, Roberto Costa sabe exatamente o que fez ao propor o projeto, que ganhará força definitiva de lei quando for sancionado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Vem percebendo que, por mais forte e sólido que seja, o lastro cultural corre riscos. Sua conservação instituída em lei estadual abre caminho para que muitas outras iniciativas complementares e efetivas garantam a preservação futura.

Berço de craques da música e da poesia como César Teixeira, Cristóvão Alô Brasil, Patativa, Francisco Bulcão, José Pereira Godão, Mestre Sapo e muitos outros, que embalam a Turma do Quinto, os Fuzileiros da Fuzarca, o Bicho Terra e outros grupos com sambas geniais a cada carnaval, a Madre Deus, que nasceu da boêmia de operários e pescadores e que se transformou em festas que mobilizam multidões em fevereiro, junho e dezembro, pontilhadas por manifestações religiosas ao longo do ano, com novenas, ladainhas e terços, alimenta a mais pura e completa tradução da cultura popular do Maranhão. Sua condição de celeiro pode ser constatada No barracão do Quinto, na modesta sede dos Fuzileiros, nas ações da Casa Barrica e no complexo cultural Ceprama, implantado na antiga Companhia de Fiação e Tecelagem Cânhamo, um dos símbolos do poderoso complexo de produção têxtil de São Luís e hoje o grande palco das manifestações madrelinas depois das suas ruas.

A futura Lei, se bem assimilada e praticada, pode ser um caminho de importância decisiva para o futuro do espírito cultural da Madre Deus. Isso porque é sabido que numa realidade como a do Maranhão, o braço do Estado é de importância capital para manter vivas as tradições. Mas é fundamental que a sua valorização tenha como suporte um diploma legal que lhe confira status eterno. A Lei imaginada e tornada realidade pelo deputado Roberto Costa alcança essa condição, pois oficializa o espirito cultural da “Grande Madre Deus” como um bem de todos, como o Tambor de Crioula é patrimônio imaterial do Brasil e São Luís é Patrimônio Cultural da Humanidade.

Com a iniciativa, o deputado Roberto Costa sela definitivamente a sua relação com as fortes e ímpares tradições do bairro onde nasceu, cresceu e se tornou político militante, com a incomparável personalidade cultural de São Luís e com as diferenças que dão ao Maranhão uma realidade cultural única.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

José Reinaldo muda o tom e PSDB pode acertar o passo em torno de Roberto Rocha

José Reinaldo muda rota, ouve Sebastião madeira e declara apoio a Roberto Rocha
José Reinaldo muda rota, ouve Sebastião madeira e declara apoio a Roberto Rocha

Se no primeiro momento causaram reação incomodada do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares, a bombástica declaração, publicada em primeira mão por esta Coluna, com que ex-prefeito de Imperatriz e secretário geral do PSDB do Maranhão Sebastião Madeira colocou em xeque a pré-candidatura dele ao Senado, por conta do apoio ostensivo que vinha dando ao projeto de candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Estado, alcançou, no segundo momento, o objetivo pretendido pela cúpula estadual do PSDB. Depois de externar a sua irritação, o ex-governador fez uma leitura mais atenta da situação e mudou de ânimo, passando a defender a unidade do partido em torno do candidato oficial do PSDB, senador Roberto Rocha. Com sua larga experiência política, que fez dele o grande protagonista da virada de 2006, quando comandou as forças que derrotaram Roseana Sarney (PMDB) elegendo Jackson Lago (PDT), José Reinaldo parece ter entendido que a realidade agora é outra, bem diferente, e na qual ele é personagem importante e respeitada, mas sem condições de reencarnar o protagonismo que encarnou uma década atrás, quando era governador e tinha poder de fogo para comandar uma mobilização, como de farto aconteceu. Agora, resta-lhe usar o seu prestígio para enfrentar a dificílima guerra por meio da qual pretende encerrar sua carreira como senador da República. Esse redirecionamento político pode salvar as suas relações com a cúpula do PSDB, que o quer como candidato ao Senado, mas engajado no projeto político do partido, que inclui a candidatura de Roberto Rocha ao Governo do Estado e a do ex-governador Geraldo Alckmin a presidente da República.

 

PT faz pressão para emplacar Jardim na vaga de Eliziane ao Senado

Eliziane Gama tem candatura pressionada pelo PT, que quer a vaga de candidato a senador
Eliziane Gama tem candidatura pressionada pelo PT, que quer a vaga de candidato a senador

São cada vez mais fortes os rumores de que o PT está pressionando para ter a segunda vaga de candidato a senador na aliança comandada pelo governador Flávio Dino. O partido estaria fechando questão em torno de Márcio Jardim para ocupar a vaga já entregue à deputada federal Eliziane Gama (PPS). O QG governista nada disse até agora sobre o assunto, mas a sua movimentação até aqui é no sentido de manter a deputada como a candidata do grupo. Eliziane Gama, por seu turno, vem intensificando sua pré-campanha, percorrendo todas as regiões do estado e consolidando seu projeto eleitoral no meio evangélico, onde já conta com o apoio das principais lideranças. Ex-secretário de Esportes, Márcio Jardim é a aposta que o PT faz para emplacar um candidato na chapa majoritária do governador Flávio Dino. Já Eliziane Gama, além de um mandato de deputada federal bem cumprido e lastreado por 140 mil votos em 2014, aparece nas pesquisas com um potencial de peso para entrar na briga pelo Senado. É verdade que a pressão do PT ainda não foi sentida de todo no comando político governista, mas dessa aliança acreditam que essa história ainda vai dar o que falar antes das convenções.

São Luís, 31 de Maio de 2018.

 

José Reinaldo reage a Madeira e alveja Rocha dizendo que ex-prefeito não será “tábua de salvação de tripulante de barco que está afundando”

 

José Reinaldo reage a Madeira e alveja Roberto Rocha
José Reinaldo reage a Madeira e alveja Roberto Rocha

 

Atingido fortemente pelo aviso dado publicamente pelo comando estadual do PSDB no sentido de que ele perderá a vaga de candidato a senador, caso continue a incentivar a candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares reagiu com um comunicado cuja íntegra e a seguinte:

Comunicado

Por compreender que o equilíbrio de todo e qualquer debate público é exercido, com legitimidade, somente na plena vigência da democratização do acesso à informação, utilizo este expediente para fazer esclarecimentos à população maranhense e à classe política em geral.

Desde que me posicionou a favor da candidatura do deputado estadual Eduardo Braide ao Governo do Estado, tenho sido alvo de constantes ataques sob o comando do poderio econômico e político que – em desrespeito ao papel fundamental da imprensa – usam profissionais da comunicação para mandar recados a mim, sem que o meu ponto de vista possa sequer ser manifestado.

É de conhecimento público que sempre fui um político acessível a todos, inteiramente aberto ao diálogo e jamais me furtaria à ocasião de conversar com membros de qualquer partido – ainda mais com quadros relevantes do PSDB, como Sebastião Madeira e Roberto Rocha, partido ao qual estou oficialmente filiado.

Nutro um enorme respeito pelo ex-prefeito e ex-deputado Sebastião Madeira, que neste momento, entre útil e afoito, tem sido desbragadamente usado para atender aos interesses dos mais afetados pela ameaça de uma terceira via nas eleições deste ano.

Aproveito a ocasião para fazer um registro histórico. Quando decidi criar a Frente de Libertação do Maranhão, em 2006, o saudoso Jackson Lago rebelou-se contra a estratégia de lançarmos três candidatos ao Governo. E, no auge da discordância, chegou a me acusar de ser um agente infiltrado de Sarney para implodir a Oposição. O resultado todos conhecem: Lago consagrou-se nas urnas, eleito governador do Maranhão, em uma vitória que entrou para a História.

Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que está afundando. Que a verdade e o espírito democrático possam se sobrepor às querelas e aos jogos dos que abusam do poder para me intimidar e confundir a população.

Brasília, 29 de Maio de 2018.

No texto, confuso em alguns pontos, o ex-governador José Reinaldo Tavares se diz atacado sob o comando de um tal “poderio econômico e político”, que usa profissionais da comunicação para lhe mandar recados”, sem soltar a menor pista sobre quem está falando. Mas, por outro lado,  deixa muito claro que não pretende rever sua “estratégia” de incentivar a Eduardo Braide, e menos ainda de assumir a linha de frente da candidatura do tucano Roberto Rocha. Afirma que não se furta a conversar com “figuras relevantes” do partido – Roberto Rocha e Sebastião Madeira -, assinalando ser um político “acessível a todos” e que jamais se negaria a conversar com a cúpula partidária, comandada pelo presidente e o secretário geral. Nem poderia, porque é inimaginável, em qualquer circunstância, que o quadro de um partido se furtasse a conversar com o presidente e o secretário geral do partido, que são quem realmente manda de fato no partido.

José Reinaldo centra fogo em Sebastião Madeira, a quem alega conhecer, e que, segundo ele, está sendo “desbragadamente” usado pelos mais afetados com a ameaça de uma terceira via. O ex-governador não cita nomes, mas não deixa dúvidas de que seus disparos são contra Roberto Rocha de quem não gosta, não tolera o fato de tê-lo como chefe partidário e não move uma palha para consolidar a candidatura dele ao Governo do Estado. E isso fica mais claro quando diz que Sebastião Madeira “não servirá de tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que está afundando”.

O problema é que o ex-governador entrou no PSDB imaginando que poderia dar as cartas, mas está se dando conta de que “a força” partidária está com o senador Roberto Rocha e com o ex-prefeito Sebastião Madeira. Finalmente, descobriu que a estratégia de incentivar uma candidatura fora do partido não funcionaria no mundo dos tucanos, menos ainda agora, quando, ao contrário de 2006, quando era governador e tinha poder de fato.

O comunicado não é agressivo, mas é duro e em nada minimiza a situação já criada dentro do PSDB, que segue para as eleições mergulhado numa profunda crise.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bolsonaro vem aí para confirmar aliança com Maura Jorge

Jair Bolsonaro e Maura Jorge: aliança será confirmada no dia 16 de junho
Jair Bolsonaro e Maura Jorge: aliança será confirmada no dia 16 de junho

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) será o próximo presidenciável a desembarcar em São Luís para cumprir agenda de pré-campanha, cujo item mais destacado, além da sua própria apresentação, será a confirmação da candidatura da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Podemos), que resolveu ignorar definitivamente o pré-candidato do seu partido, senador Álvaro Dias (PR). Jair Bolsonaro desembarcará em São Luís no dia 16 de Junho, para liderar um ato em que confirmará sua candidatura ao Palácio do Planalto, iniciando uma maratona que percorrerá todo o Nordeste. Ponta de lança do seu movimento no Maranhão, Maura Jorge está articulando a vinda a São Luís caravanas de todo o estado para participar do ato de pré-campanha, dando assim o passo inicial para a “capilarização” do candidato da extrema-direita. Apoiadores de Maura Jorge dizem que a manifestação pró-Bolsonaro será “um grande ato”.

 

Cinco presidenciáveis já passaram este ano por São Luís

Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Aldo Rabelo e Álvaro Dias já passaram pelo Maranhão
Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Aldo Rabelo e Álvaro Dias já passaram pelo Maranhão

Jair Bolsonaro será o sexto pré-candidato a presidente da República a visitar o Maranhão em pré-campanha. O primeiro foi justamente o senador Álvaro Dias, que foi recebido por Maura Jorge. Em seguida, esteve em São Luís o candidato do PDT, Ciro Gomes, que esteve com o governador Flávio Dino, no Palácio dos Leões. Depois dele foi a vez do candidato do PSOL, Guilherme Boulos, que foi recepcionado pelo candidato a governador Odívio Neto. Depois dele, veio Geraldo Alckmin (PSDB), que foi recepcionado com grande ato organizado pelo candidato a governador pelo partido, senador Roberto Rocha. Há duas semanas, o presidenciável visitante foi o ex-ministro Aldo Rabelo, candidato do Solidariedade, tendo sido recepcionado pelo ex-secretário de Estado da Indústria e Comércio, Simplício Araújo, candidato a deputado federal. Com exceção de Geraldo Alckmin, todos tiveram passagem discreta por São Luís, a maioria cumprindo agenda de eventos fechados.

São Luís, 29 de Maio de 2018.

 

Cúpula do PSDB avisa: se José Reinaldo continuar incentivando Eduardo Braide, perderá a vaga de candidato a senador

 

José Reinaldo está avisado por Roberto Rocha por Roberto Rocha e Sebastião Madeira: se i nsistir em Eduardo Braide perde a vaga de candidato a senador
José Reinaldo está avisado por Roberto Rocha por Roberto Rocha e Sebastião Madeira: se insistir em Eduardo Braide perde a vaga de candidato a senador pelo PSDB

A menos que aja um entendimento urgente na cúpula do ninho maranhense, uma crise de largas proporções poderá eclodir no PSDB e resultar na revisão da candidatura do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares ao Senado. O presidente estadual do partido e candidato a governador, senador Roberto Rocha, e o secretário geral e candidato a deputado federal, Sebastião Madeira, não estão mais escondendo o desconforto com a insistência com que o ex-governador continua fomentando o projeto de candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Estado, criando assim, segundo o entendimento deles, dificuldades para o candidato do partido. Roberto Rocha e Sebastião Madeira já mandaram seguidos recados a José Reinaldo com o objetivo de fazer com que ele “largue Braide de mão” e se envolva com o projeto eleitoral e político do PSDB, mas têm sido surpreendidos pela movimentação do ex-governador no sentido de viabilizar a candidatura do deputado do PMN. Nas conversas reservadas no comando do tucanato maranhense, já se fala até em rever a candidatura de José Reinaldo Tavares e entregar a vaga de candidato a senador por ele ocupada ao deputado federal Waldir Maranhão.

– Nós abrimos as portas e garantimos a entrada do ex-governador José Reinaldo no PSDB quando ele não tinha mais para onde ir. Criamos as condições para ele entrar no PSDB e ser candidato a senador. O que faz ele? Afronta a todos nós com essa história de apoiar também candidatura do deputado Eduardo Braide. Isso não é correto, o PSDB tem um candidato a governador, o senador Roberto Rocha, e é por ele que nós temos que lutar. Quem não quiser abraçar o nosso projeto, não tem problema, pode sair do partido. Mas ninguém vai continuar agindo assim, porque se isso continuar, nós vamos tirar a vaga de candidato e entregar para outro. E não haverá ninguém que mude essa decisão – disse à Coluna Sebastião Madeira, com a autoridade de secretário geral do partido e de ter sido um dos articuladores que possibilitaram a conversão do ex-governdor. Em sintonia com o presidente e candidato a governador Roberto Rocha, Sebastião Madeira avisou: “Ainda há tempo de ele concertar as coisas e evitar um problemas maior para ele mesmo”.

Essa situação começou a se desenhar quando, depois de viver semanas de incertezas, com vários partidos lhe fechando as portas, o ex-governador José Reinaldo desembarcou no PSDB, ganhou a vaga de candidato a senador, mas logo surpreendeu o mundo político ao anunciar sua desconcertante estratégia de apoiar dois candidatos a governador ao mesmo tempo, o do seu partido, Roberto Rocha, e Eduardo Braide, que ainda nem decidiu se será mesmo candidato. Suas declarações causaram fortes reações dentro do PSDB. Diante do mal-estar, José Reinado andou dando algumas declarações apaziguadoras, mas logo em seguida retomou esse movimento, gerando o clima de forte tensão que hoje move o braço maranhense do PSDB.

A julgar pelas pelo que está posto dentro do partido, o comando regional do PSDB não vai mesmo aceitar a movimentação do ex-governador José Reinaldo Tavares. Primeiro porque, mesmo que, após deixar o PSB, onde não havia mais clima para permanecer e já estava quase sendo “convidado” a se retirar, tenha contado com o aval do então governador Geraldo Alckmin (SP) e do senador Tasso Jereissati (CE), o seu futuro no PSDB dependeria do comando local. E é exatamente o que está acontecendo agora: se Roberto Rocha e Sebastião Madeira, que o acolheram no PSDB e têm controle total sobre o partido, decidirem mesmo substituir José Reinaldo por Waldir Maranhão, por exemplo, farão a mudança, e ponto final. Até porque a direção não comprará uma briga com um dos seus senadores e candidato a governador, para manter um ex-governador que, segundo a avaliação da cúpula tucana, está se movimentando na contramão da orientação do partido.

Se essa crise eclodir como está se anunciando, o maior prejudicado será o próprio ex-governador José Reinaldo Tavares, que poderá perder a única possibilidade de disputar o Senado da República.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Caxias: se eleições fossem agora, Dino teria 67% dos votos e Lobão e Weverton venceriam para o Senado

Flávio Dino teria 67% dos votos de Caxias se a eleição fosse hoje; Edison Lobão e Weverton Rocha teriam maioria para o Senado
Flávio Dino teria 67% dos votos de Caxias se a eleição fosse hoje; Edison Lobão e Weverton Rocha teriam maioria para o Senado

Pesquisas para medir as tendências do eleitorado para as eleições de Outubro vão aos poucos desenhando o cenário de possibilidades. E nesse contexto, um levantamento interessante do instituto Datailha apurou que, se eleições fossem agora, a maioria do eleitorado de Caxias, que é o terceiro maior do Maranhão, renovaria o mandato do governador Flávio Dino, que sairia das urnas reeleito em turno único com 67,58% dos votos, contra 29,05% da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), 1,68% de Maura Jorge (Podemos), 0,63% de Roberto Rocha (PSDB), 0,63% de Ricardo Murad (PRP) e 0,43% de Eduardo Braide (PMN).

Ao mesmo tempo em que os caxienses confirmariam o prestígio político e eleitoral do governador Flávio Dino na Princesa do Sertão,  transformariam a corrida ao Senado numa peleja dificílima. O senador Edison Lobão (MDB) seria reeleito com 14% dos votos, mas a segunda vaga seria alvo de uma verdadeira guerra entre os deputados federais Weverton Rocha (PDT), que seria eleito com 10,5%, batendo o deputado federal e ex-ministro Sarney Filho (PV), que teria 10,1%, uma diferença de apenas 0,4%.

A pesquisa do Datailha surpreende pelo desempenho da deputada federal Eliziane Gama (PPS), que teria 6,6%, José Reinaldo (PSDB),4,9%, e pelo rigoroso empate entre o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) 1,0%, e o ex-secretário Márcio Jardim (PT) 1,0%.

Não surpreende que o senador Edison Lobão leve a melhor numa pesquisas de intenção de voto em Caxias, já que ele tem raízes políticas e eleitorais muito fortes na Princesa do Sertão. Surpreende, sim, o fato de deputado federal Weverton Rocha leve a melhor disputando naquele município com Sarney Filho, Eliziane Gama, José Reinaldo e Alexandre Almeida.

Em Tempo: A pesquisa do Instituto Datailha ouviu 529 eleitores caxienses no período de 17 a 19 de Maio, tem margem de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o protocolo Nº 01129/2018.

 

Eliziane Gama sinaliza que vai desarquivar a Refinaria Premium durante a campanha

Eliziane Gama vai tirar o esqueleto da Refinaria Premium do armário durante a campanha eleitoral
Eliziane Gama vai tirar o esqueleto da Refinaria Premium do armário durante a campanha eleitoral deste ano

Numa reunião de pré-campanha ao Senado que realizou ontem em Codó, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) tocou num assunto delicado e que certamente será tema insistente no debate entre os candidatos ao Senado: a Refinaria Premium I prometida para o Maranhão em 2010 e que terminou se transformando no maior fiasco da história recente do estado, com a agravante de que o contribuinte viu serem enterrados mais de R$ 1 bilhão numa obra de desmatamento e algumas estruturas de concreto numa área de Bacabeira. O assunto vai render, disso ninguém duvida, porque as marcas do monumental engodo permanecem muito fortes na memória dos maranhenses. Na sua fala em Codó, Eliziane Gama – que participou da CPI da Petrobras – disse o cancelamento da construção da Premium I causou graves ao equilíbrio financeiro do País, uma vez que foram retirados os recursos já investidos por meio de uma nova peça orçamentária. Segundo ela, se no período os senadores tivessem brigado por esse recurso, talvez o Brasil não estivesse vivendo esta crise. “O Brasil com as refinarias do Maranhão e Ceará seria mais independente no refino do petróleo podendo vender combustível mais barato aqui e revender para outros países também”, destacou a pré-candidata ao Senado. Não há, portanto, qualquer dúvida de que os embates sobre o projeto arquivado será forte e intenso.

São Luís, 28 de Maio de 2018.

Com autoridade política, Flávio Dino age para conter crise causada pela greve dos caminhoneiros e diz que Governo Temer é fraco

 

Flávio Dino reúne seus auxiliares para discutir e definir medidas contra os efeitos da greve dos caminhoneiros
Flávio Dino reunido sexta-feira  seus auxiliares para discutir definir medidas contra as efeitos danosos  da greve dos caminhoneiros no Maranhão, a começar por São Luís

“Um dos (fatores causadores da crise dos caminhoneiros) mais relevantes é termos um Governo Federal ilegítimo, sem autoridade, submisso a interesses estrangeiros na gestão da Petrobras. Jogaram o país no caos e a democracia em risco”. O comentário foi feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ao se posicionar contra a tentativa do Palácio do Planalto de convencer os governadores a abrirem mão do ICMS cobrado sobre os combustíveis para resolver uma crise que o Governo do presidente Michel Temer não está conseguindo resolver. Numa ação política consciente, o chefe do Executivo estadual foi um dos articuladores da reação de um grupo de governadores da região Nordeste que se posicionaram em carta aberta recusando a proposta de mexer no ICMS e acusam o Palácio do Planalto de tentar dividir com os estados a responsabilidade por uma crise que ele criou sozinho.

Flávio Dino poderia cruzar os braços e deixar a crise e suas consequências sob a responsabilidade total de Brasília. Mas agiu com correção política e responsabilidade institucional e fez a sua parte, ajudando a evitar desdobramentos traumáticos. Em meio à crise aguda que apanhou os brasileiros de surpresa e demonstrou com clareza a fragilidade do presidente Michel Temer e sua equipe, o governador do Maranhão assumiu o comando da situação no estado, formou o seu “gabinete de crise” e tomou uma série de providências  para poupar os maranhenses de problemas mais graves. Por sua determinação direta, a Polícia Militar garantiu que já na manhã de sábado caminhões-tanque começassem a abastecer os postos de combustíveis de São Luís, evitando assim o caos do desabastecimento total, garantindo primeiro o transporte de massa e também o funcionamento das linhas de Ferry Boat Também acionou os órgãos de fiscalização e controle do Governo para monitorar preços e levar às barras da Justiça empresários aproveitadores.

Com exceção do governador João Alberto, que enfrentou hostilidade aberta e sistemática do Governo Collor de Mello em 1990, não há na história republicana registro de um governador do Maranhão que tenha se posicionado com tanta coragem e protagonismo como Oposição ao Governo de Brasília como Flávio Dino. A contrário dos seus antecessores, que via de regra se desdobraram para cair e permanecer nas graças do Palácio do Planalto, Flávio Dino tem mantido sua posição reafirmando que Michel Temer é um presidente ilegítimo, por ser, na sua definição, “fruto de um golpe”.

O governador do Maranhão tem clara a medida do seu poder de fogo quando se mantém de pé na contramão de Brasília. Além da autoridade política e da coerência ideológica, Flávio Dino tem no seu arsenal um Governo equilibrado do no campo fiscal, que não gasta mais do que tem e controla suas contas com mão de ferro, atuando rigorosamente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse equilíbrio fiscal lhe permite pagar – cerca de R$ 200 milhões por mês – o funcionalismo em dia, bancar os programas que instituiu e fazer investimentos com financiamentos só possíveis porque o Governo é adimplente. Tal situação lhe deu prestígio nacional como o maior cumpridor de promessas de campanha entre os atuais governadores. Foi esse equilíbrio que lhe permitiu fixar a terceira menor alíquota de ICMS sobre combustíveis em todo o País, só perdendo para Santa Catarina e São Paulo, o que garante que o Maranhão – a começar por São Luís – seja o estado onde o preço dos combustíveis nas bombas seja o menor em todo o território nacional.

Dentro do seu direito democrático, a Oposição ao seu Governo o ataca com a dureza possível. Mas não consegue encontrar um discurso que vá além de tentar contrariar o óbvio. Causa estranheza, por exemplo, que o suplente de senador Lobão Filho (MDB), um empresário peso pesado e muito bem informado sobre questões tributárias, declare que o governador Flávio Dino foi o que mais aumentou ICMS sobre combustíveis, quando a verdade é rigorosamente o contrário. Somadas ao seu prestígio de bom gestor e de político de posições firmes, essas investidas só contribuem para aumentar seu cacife e embalar sua corrida à reeleição.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Está chegando a hora de Eduardo Braide bater martelo sobre se será ou não candidato ao Governo

Eduardo Braide: hora de decisão
Eduardo Braide: hora de decidir para onde vai

Com a decisão a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) de entrar mesmo na corrida sucessória, o deputado Eduardo Braide (PMN) entra numa posição em que terá de definir em pouco tempo se será ou não candidato a governador. Político inteligente e hábil, Eduardo Braide sabe que a candidatura de Roseana Sarney é um obstáculo enorme ao seu projeto de candidatura. Isso porque, de acordo com todas as pesquisas recentes, ela caminha para ser o adversário natural do governador Flávio Dino, restando-lhe apenas o papel de “contribuir” para levar a decisão para remoto segundo turno. Tem plena consciência de como essa participação pode ser interpretada, independente do desfecho. De uns dias para cá, Eduardo Braide parece ter reduzido a velocidade na corrida para ser candidato a governador, parecendo que está lendo o cenário e as possibilidades com mais cuidado e refletindo seriamente em disputar uma cadeira na Câmara Federal ou a renovação do seu mandato na Assembleia Legislativa, para ajustar com tempo seu projeto de disputar a Prefeitura de São Luís em 2020.

 

Atos de Waldir Maranhão colocam dúvida as candidaturas de José Reinado e Alexandre Almeida ao Senado

Waldir Maranhão parece decidido a insistir na candidatura ao Senado
Waldir Maranhão parece decidido a insistir na candidatura ao Senado

Alguma coisa não está funcionando bem dentro do ninho dos tucanos maranhenses no que diz respeito à caminhada do deputado federal Waldir Maranhão em direção às urnas. Explica-se: mesmo já tendo o PSDB estadual, com o aval da cúpula do tucanato nacional, batido martelo quanto às candidaturas do deputado federal José Reinaldo Tavares e do deputado estadual Alexandre Almeida ao Senado, Waldir Maranhão, que desembarcou à ultima hora no ninho dos tucanos como candidato à reeleição, está percorrendo o estado se anunciando como pré—candidato a senador. Ou seja, se o partido o admite como pré-candidato a senador é porque a candidatura de José Reinaldo Tavares ou ad e Alexandre Almeida está correndo risco, ou Waldir Maranhão está querendo partir para o confronto interno e fomentar uma crise dentro do partido. Até onde se sabe, Waldir Maranhão não foi convidado para se converter ao tucanismo, entrou no partido à última hora, depois de uma conversa em que ouviu de Roberto Rocha e Sebastião Madeira que seu ingresso só seria possível se ele fosse candidato à reeleição ou a deputado estadual. Ele topou. Agora está mudando o seu discurso os seus planos. A expectativa agora é para o desfecho dessa equação mal armada.

São Luís, 27 de Maio de 2018.