Dino deve se preparar para enfrentar o chumbo grosso de uma provável aliança de Sarney com Bolsonaro

 

Flávio Dino deve enfrentar a artilharia conjunta de José Sarney e Jair Bolsonaro

Quando retornar das suas rápidas férias, na próxima semana, o governador Flávio Dino (PCdoB) terá de se preparar para um duro e longo período de lutas políticas, no qual terá de enfrentar dois adversários poderosos e implacáveis, que poderão juntar forças para minar o seu Governo e o projeto de poder. No front interno, o governador terá pela frente o ex-presidente José Sarney (MDB) e seu grupo, e no plano externo, seu embate se dará com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), diretamente ou através dos seus tentáculos em Brasília e no Maranhão. O governador tem plena ciência de que o quanto José Sarney e Jair Bolsonaro querem atropelá-lo, o primeiro porque não engole o fato de visto o seu grupo e seus dois filhos açoitados nas urnas e quer de volta o comando político do estado, e o segundo porque não digeriu a humilhante sova eleitoral que recebeu no Maranhão no primeiro e no segundo turno da corrida presidencial.

Flávio Dino sabe que José Sarney e Jair Bolsonaro poderão costurar uma aliança por debaixo do pano e juntar forças para tentar infernizar o seu governo e desmantelar sua base político-partidária. O grande confronto poderá se dar nas eleições municipais de 2020.

No discurso dele próprio, dos seus comandados e principalmente do Sistema Mirante no pós-eleitoral, José Sarney deixa muito claro que está determinado a manter o bombardeio da campanha, alimentando artilharia pesada na direção do Palácio dos Leões, inflando a importância de qualquer fato ou situação que possa arranhar a imagem do governador ou do Governo. Para manter a linha de confronto, José Sarney estaria no momento empenhado em estancar a crise que abala o braço do MDB no Maranhão, onde duas correntes medem forças para assumir comando do partido. Ele tenta segurar o grupo, argumentando que o que interessa agora é manter fogo cerrado contra o governador e sua aliança partidária. Esse ânimo foi reforçado na semana passada, quando em dois atos de posse, o dele próprio, no dia 1º, e o do ministro da Defesa, no dia seguinte, Jair Bolsonaro rasgou elogios ao ex-presidente José Sarney, para muitos sinalizando que está aberto a uma relação, que pode prosperar, apesar das brutais diferenças que os separam.

Na outra ponta, além de alimentar uma cruzada quase paranoica contra o marxismo e a esquerda – a ponto de decretar o fim de um socialismo que nunca existiu -, Jair Bolsonaro não digeriu o sapo eleitoral que as urnas do Maranhão o obrigaram a engolir. E já sinalizou, em vídeo que gravou ao lado do deputado federal reeleito Aluísio Mendes (Avante), e em outras ocasiões, que pretende “varrer o comunismo do Maranhão”, outra pretensão absolutamente sem sentido. Não se sabe ainda quem será o chefe da sua desordenada e furta-cor infantaria no Maranhão – o posto está sendo disputado diretamente pela ex-prefeita Maura Jorge e pelo médico Alan Garcez, enquanto Aluízio Mendes corre por fora. Quem vier a receber a tarefa de representar o bolsonarismo no Maranhão terá de assumir a delicada – e para muitos inglória – posição de ponta de lança contra o governador e seu Governo.

O problema, tanto para José Sarney quanto para Jair Bolsonaro, é que, mesmo com um arsenal muito menor, Flávio Dino é um combatente diferenciado, politicamente lapidado e intelectualmente consistente. Mais do que isso, o governador maranhense é um líder politicamente correto na melhor acepção da expressão tão destetada pelo novo presidente: é ético, honesto, comprometido com as causas sociais e revelou-se um gestor de mão cheia, que administra as finanças com mão de ferro e tem sido bem-sucedido na execução de programas arrojados em áreas essenciais com o saúde e educação, apesar da crise que sufoca a maioria dos estados. Ao mesmo tempo, é um político de visão larga e de posições firmes, e que vem a cada dia ganhando força como um dos mais importantes líderes da esquerda democrática no País, fazendo um duro e destemido contraponto a Jair Bolsonaro, suas ideias de extrema direita e seu projeto de poder. E o faz de maneira aberta, com declarações públicas, sem qualquer falsete.

Tanto José Sarney quanto Jair Bolsonaro sabem que Flávio Dino é um adversário difícil de atropelar, e que ações nesse sentido poderá fortalecê-lo. O ex-presidente já experimentou duas vezes o poder de fogo do governador, tendo seu grupo se dado muito mal em ambas (2014 e 2018). O presidente também sentiu nas urnas a competência política do líder maranhense, e não gostou nem um pouco. Os dois sabem que governador não vai baixar a guarda.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino fará minirreforma e não deve mexer com a composição da bancada federal

Márcio Jerry, Rubens Jr. e Bira do Pindaré querem fazer o grande combate político no plenário da Câmara Federal

Há muita zoada e poucas informações confiáveis relacionadas à futura composição do Governo do Estado e sobre eventuais mudanças na banda dinista da bancada federal. Na entrevista coletiva que concedeu no dia 1º, minutos antes de tomar posse na Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino avisou que não pretende mexer muito na sua equipe, principalmente nas pastas consideradas essenciais, nem pareceu disposto a alterar a composição da bancada federal para fazer essa ou aquela acomodação de suplente.

Parece claro que os deputados federais eleitos Márcio Jerry (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) e reeleito Rubens Jr. (PCdoB) não demonstram qualquer interesse em deixar a Câmara Federal neste momento, quando grandes debates estão previstos no confronto Situação/Oposição, para se exilarem no secretariado, dando a suplentes o privilégio de viver essa virada histórica no parlamento brasileiro. Márcio Jerry, Bira do Pindaré e Rubens Jr. não pretendem abrir mão dos seus mandatos federais para assumir secretarias. Os três somados representam quase 350 mil votos, que lhe foram dados para que eles representem esses eleitores na Câmara Federal.

Além disso, os três são quadros diferenciados, que poderão prestar bons serviços ao Governo estadual em Brasília. Márcio Jerry e Rubens Jr. são fundamentais para a bancada federal do PCdoB, enquanto Bira do Pindaré deve ter papel importante na representação do PSB.

Quanto à troca de secretários, a equipe está pronta, azeitada, com a experiência acumulada de um mandato, e por isso dificilmente o governador abrirá mão dessa vantagem por conta de acertos políticos. Uma ou outra troca de comandam em uma ou outra pasta de periferia do Governo, e nada mais. Essa será a reforma tão especulada nos bastidores do Governo. Nada além disso.

 

Braide busca partido, mas não quer controle de  caciques

Eduardo Braide convite do PSL e de vários partidos

O deputado federal eleito Eduardo Braide está vivendo uma situação complicada em relação ao seu futuro partidário. O seu partido, o PMN, não atendeu às exigências da Cláusula de Barreira nas eleições de 2018 e encontra-se na iminência de tornar-se uma agremiação fantasma. De um lado, o parlamentar, que foi o segundo mais votado, com 189 mil votos, vive uma situação aparentemente confortável à medida que praticamente todos os partidos, do centro à direita, estão tentando atraí-lo, oferecendo-lhe mundos e fundos, certos de que ele não tem páreo para a Prefeitura de São Luís em 2020. Braide, porém, resiste aos acenos sedutores, avaliando que só lhe interessa um partido do qual ele seja o comandante absoluto no Maranhão, como tem sido o PMN. Aí as ofertas se reduzem drasticamente, porque os caciques atuais não querem abrir mão do comando dos seus latifúndios partidários. Nesse contexto, o caminho mais provável será o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que está sem pé nem cabeça no Maranhão, sendo disputado por vários grupos, tendo o vereador Chico Carvalho, que o comanda há duas décadas, admitido que não tem força para segurar as pressões que vem recebendo. Eduardo Braide deve assumir seu mandato federal no dia 1º de Fevereiro no comando de nova agremiação.

São Luís, 06 de Janeiro de 2019.

 

Osmar Filho chega à presidência da Câmara de São Luís com o desafio de completar a grande transição na política ludovicense

 

Osmar Filho: discurso de posse revela político com visão larga

A julgar pelo tom e pelo tema central do seu discurso de posse, ocorrida no 1º dia do ano, o novo presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), poderá entrar para a crônica ludovicense como uma boa nova no cenário político da Capital do Maranhão. Enquanto a gestão passada, de responsabilidade do vereador Astro de Ogum (PR), apresentou como balanço conquistas do tipo “reforma do plenário”, Osmar Filho aproveitou o ato para defender mudanças imediatas no Pacto Federativo, numa demonstração inequívoca de que sua visão política vai muito além das janelas do Palácio Pedro Neiva de Santana. Com esse nível de abordagem, o novo presidente da Câmara Municipal de São Luís – que neste ano completará quatro séculos de existência, consolidada como uma das mais antigas do Brasil – dá a verdadeira dimensão que deve ter um vereador de uma cidade como São Luís, principalmente um representante da nova geração de políticos maranhenses.

– Como presidente do Legislativo de São Luís, não medirei esforços, juntamente com os demais vereadores e a classe política de nosso estado, para modificarmos este Pacto Federativo injusto que beneficia, tão somente, a União, deixando os municípios praticamente sem nenhum recurso – declarou, mostrando que sabe o que diz.

Pelo nível das suas declarações, o novo presidente da Câmara Municipal deixa no ar a boa impressão de que tem plena consciência do que São Luís representa. Parece ter plena compreensão de que, além de ser uma joia da arquitetura colonial portuguesa, que lhe valeu o título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, que é base para sua vocação turística, de dispor de um complexo portuário de ponta, de já abrigar mais de um milhão de habitantes e de ter alcançado a condição de metrópole, São Luís poderá vir a receber uma gigantesca base naval – que sediará a Terceira Frota –  e funcionar como suporte para a movimentação que cedo ou tarde acontecerá na Base Especial de Alcântara.

Ao cobrar a revisão do Pacto Federativo, o novo presidente da Câmara Municipal de São Luís se mostra um político centrado. A começar pelo fato de que, depois de décadas em que os recursos tributários ficam concentrados na União, que só transfere para estados e municípios o que a Constituição obriga – no caso FPE e FPM -, parece ter chegado a hora de uma ampla redefinição do Pacto Federativo, que deve resultar numa distribuição mais equilibrada dos recursos arrecadados no País. No momento, a rediscussão do Pacto é apenas uma reivindicação, mas ninguém duvida que uma mudança nesse cenário está a caminho, embalada por manifestações como a do novo presidente da Câmara Municipal de São Luís, a exemplo do que acontece com líderes municipalistas de diversas regiões do País.

Aos 32 anos, com uma sólida base de quem estudou Direito e já está no exercício do terceiro mandato, tendo sido o mais votado no último pleito, o vereador Osmar Filho chega à presidência do Legislativo de São Luís com o um sopro de renovação numa Casa parlamentar marcada por um incômodo conservadorismo nos últimos tempos, quando esteve sob o controle dos vereadores Chico Carvalho (PSL), Isaías Pereirinha (PSL) e Astro de Ogum (PR). Seu maior mérito será colocar um ponto final, definitivo mesmo, nesse ciclo de gestões concentradoras, sem qualquer movimento de grandeza, portanto inteiramente incompatíveis com o tamanho histórico e político da Capital do Maranhão. Apesar da pouca idade, o vereador Osmar Filho já tem acumulado um cacife de experiências, entre elas uma passagem proveitosa pela Secretaria de Governo da Prefeitura de São Luís, atendendo a convocação do prefeito Edivaldo Jr., de quem é aliado partidário e parceiro na articulação política e parlamentar.

Ao chegar no topo da vereança na Capital, Osmar Filho ocupa um lugar de destaque na geração de políticos que estão fazendo a grande transição no Maranhão, sob a liderança do governador Flávio Dino (PCdoB), como o prefeito Edivaldo Jr., Weverton Rocha (PDT),  Eliziane Gama (PPS), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Jr. (PCdoB), Duarte Jr. (PCdoB), e também de quadros que representam outras correntes políticas, como Eduardo Braide (PMN), Roberto Costa (MDB), Adriano Sarney (PV), entre tantos outros que estão desembarcando na vida política com pé direito. Osmar Filho começa seu mandato presidencial também apontado como opção do PDT para disputar a Prefeitura de São Luís.

Sua postura e seu discurso de posse indicam que o novo presidente da Câmara Municipal de São Luís reúne todas as condições para levar a instituição a um patamar superior ao que ela se encontra. E, ao contrário do que sugeriu o ex-presidente e agora 1º vice-presidente Astro de Ogum, que quer a Câmara “pacificada, em paz”, Osmar Filho tem o dever de estimular a Casa a debater em profundidade os problemas de São Luís, promovendo o saudável choque de contrários para assim produzir o novo. Daí porque não  há redundância em afirmar que ele  começa seu mandato presidencial apontado como opção do PDT para concorrer à Prefeitura de São Luís.

Em Tempo: Além do presidente Osmar Filho, integram a nova mesa Diretora da Câmara de São Luís os seguintes vereadores: Astro de Ogum (1º vice-presidente), Nato Júnior (2º vice-presidente), Josué Pinheiro (3º vice-presidente), Chico Carvalho (1º secretário), Francisco Chaguinhas (2º secretário), Beto Castro (3º secretário), Concita Pinta (4º secretário) e Afonso Manoel (5º secretário).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bolsonaro rasga elogios a Sarney pela atenção que ele deu aos militares quando presidente

Jair Bolsonaro abraça Jose Sarney, a quem elogiou em discurso a militares

Se ouviu com alivio e satisfação a referência que recebeu do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no seu discurso de posse na Câmara Federal, o ex-presidente José Sarney (MDB) ficou em estado de graça com os afagos que lhe foram dedicados pelo novo presidente ontem, na posse do ministro da Defesa. Quebrando a tradição segundo a qual presidente não participa de ato de transmissão de cargo em ministério, Jair Bolsonaro se fez presente nas posses de quatro generais. E surpreendendo ainda mais, discursou na posse do novo ministro da Defesa. E no pronunciamento, ele rasgou elogios ao ex-presidente José Sarney, lembrando o apoio que este deu às Forças Armadas no seu Governo. Segundo o novo presidente, José Sarney fez todos os esforços possíveis para garantir a estabilidade financeira dos ministérios do Exército, Marinha e Aeronáutica. Revelou que sempre ao final de cada ano, quando os caixas dos ministérios militares estavam em baixa, o então presidente José Sarney “dava um jeito” de conseguir aportes às três forças. Jair Bolsonaro revelou que obteve essas informações em longas conversas com o general Leônidas Pires, que foi ministro do Exército e chefe da Casa Militar do Governo da Nova República, escolhido pelo presidente eleito Tancredo Neves e mantido pelo presidente José Sarney.

 

Wellington do Curso ainda não decidiu se disputará a Prefeitura de São Luís nem o rumo que tomará

Wellington do Curso deve redefinir sua linha de ação parlamentar

Reeleito com uma votação muito menor do que esperava, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) tem ouvido sugestões para avaliar sua trajetória no próximo mandato. Para começar, Wellington do Curso estaria inclinado a disputar novamente a Prefeitura de São Luís, mas foi recentemente avisado pelo senador Roberto Rocha, seu chefe partidário, que a vaga de candidato do PSDB à Prefeitura em 2020 será ocupada por ele próprio. No exercício do mandato parlamentar, Wellington do Curso já se posicionou informando que continuará se opondo ao Governo Flávio Dino, mesmo que para isso pague o preço de ser rotulado de sarneysista – como, aliás, já vem sendo. Tudo indica que Wellington do Curso já começa a compreender que ave solitária não tem muito futuro em política, o que significa dizer que ele poderá tomar uma posição definitiva com relação a essa situação, que já parece incomodá-lo. Porém o parlamentar neotucano é fortemente marcado pela imprevisibilidade, o que impossibilita qualquer previsão sobre seus passos futuros.

São Luís, 03 de Janeiro de 2019.

Flávio Dino manda recado ao Planalto lembrando que o choque de contrários é que revigoram a democracia

 

Flávio Dino faz  juramento de posse para novo mandato observado por Othelino Neto

“Na democracia, todos nós vivemos num ambiente de dissenso. Os conflitos não destroem a democracia, os conflitos revigoram a democracia.  Desde que todos nós compreendamos que os dissensos, os conflitos, as controvérsias não devem impedir a existência de espaços de diálogos, de concertação, de pactuação, de atos, ações de solidariedade, para que possamos atender ao interesse público. (…) Somente os facistas acreditam na guerra, no ódio e nas armas. Os democratas acreditam no diálogo, acreditam que é diante daqueles que pensam diferente que podemos e devemos atender a objetivos mais elevados. Não sou daqueles que praticam o ódio. (…) Me espanto e me horrorizo com o ódio que jorra nos poros das redes sociais no nosso País. E creio que não devemos normalizar a barbárie, porque se nós a normalizamos, nós estaremos eternizando a busca da destruição do pensamento diferente no Brasil. Faço por isso, mais uma vez e sempre, o chamado ao diálogo democrático, porque nele creio. Meu maior adversário são os problemas do Maranhão. Eles existem às dezenas, às centenas. As minhas armas são as mesmas: coragem, disposição, seriedade, responsabilidade e compromisso (…) de amar as pessoas que me são caras, acreditar numa sociedade de iguais”.

As declarações, feitas no contexto de um discurso mais amplo, partiram do governador Flávio Dino (PCdoB) perante a Assembleia Legislativa ao tomar posse para o segundo mandato, ontem à tarde, num claro recado endereçado ao Palácio do Planalto no exato momento em que Jair Bolsonaro (PSL) era empossado na presidência da República. Na sua fala no parlamento, o governador anunciou que seu novo Governo será pautado por quatro pilares: equilíbrio fiscal rigoroso, probidade, defesa dos direitos humanos e atração de investimentos. E avisou que ele e o Governo estão preparados para enfrentar as incertezas que estão desenhadas no cenário nacional, ignorou solenemente a chegada de Jair Bolsonaro (PSL) ao poder em Brasília.

No plano interno, o governador Flávio Dino previu que os próximos tempos serão difíceis e avisou que será implacável no controle das contas públicas, reforçando também que a probidade será uma marca indiscutível, colocando ele próprio como uma referência ao afirmar que foi, é e será sempre “ficha limpíssima”. Reafirmou, de maneira contundente, o seu compromisso com os Direitos Humanos, destacando o postulado segundo o qual uma sociedade só será justa quando tratar seus cidadãos de forma igualitária. E enfatizou o quarto ponto: investimentos. Nos próximos 48 meses será incansável na busca de investimentos para fortalecer a economia do Maranhão. Além disso, aproveitou o ato de posse para assinar vários decretos, entre eles o que destina ao programa Cheque Cesta Básica todo o ICMS arrecadado sobre os produtos que a compõem, como também o Pacto pela Aprendizagem, que envolverá o Governo do Estado e os Municípios. Finalmente, anunciou uma iniciativa ousada, mas de bom senso: vai encaminhar ao ministro da Educação ofício oferecendo ajuda financeira do Governo do Estado para a conclusão das mais de 50 creches federais cujas obras estão paralisadas.

Mas o que chamou a atenção na fala do governador perante o parlamento foi o tom político do seu discurso. Não fez qualquer referência direta ao Governo que naquele exato momento se instalava em Brasília sob comando do presidente Jair Bolsonaro, com quem tem diferenças ideológicas inconciliáveis. Mas reafirmando que num ambiente democrático a convivência de contrários é possível, sinalizou disposição  para estabelecer e cultivar uma relação institucional normal e proveitosa com Brasília, dentro dos padrões assegurados pela democracia. Para isso, espera contar com o apoio da Assembleia Legislativa e da bancada federal.

No final do seu pronunciamento ao parlamento estadual, que fez demonstrando consciência de que pode – e está preparado para – enfrentar tempestades políticas, o governador Flávio Dino foi buscar inspiração nas páginas bíblicas: “Lembro o profeta Isaías, que diz que só há paz quando há justiça. Todos nós queremos viver em paz. Todos nós queremos justiça, todos nós, portanto, temos de ser profetas e promotores da justiça. Porque sem uma sociedade justa, que enfrente as perversidades e a iniquidades, não haverá paz. Mesmo entregando arma para todos os cidadãos brasileiros. Não haverá segurança, não haverá concórdia, não haverá uma sociedade pacífica. Estou aqui mais uma vez diante de vossas excelências e do povo do Maranhão com um chamado à paz e à justiça. Viva o Maranhão, Viva o Brasil”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Governador destaca vice e presidente da Assembleia como aliados-chave do seu Governo

Flávio Dino, Othelino Neto e Carlos Brandão; aliados em sintonia na seara política

Na sua fala na Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino fez questão de demonstrar que está em perfeita sintonia com o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e com o presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), dois aliados fortes com os quais espera contar os próximos quatro anos. Nas várias referências que fez a Carlos Brandão, o apontou como um vice ativo, colaborador e que tem exercido um papel importante na política de atração de investimentos, tendo se consolidado como “o cara” nessa área. Para alguns observadores, os elogios ao vice Carlos Brandão funcionaram como um aviso claro e direto de que ele poderá ter papel decisivo no processo sucessório estadual, embora tenha afirmado que pretende passar o Governo em 31 de Dezembro de 2022.

Com relação ao presidente da Assembleia Legislativa, o governador não deixou qualquer dúvida de que ele também terá participação importante e decisiva nos fatos administrativos e políticos que moverão o Governo estadual e a aliança partidária que lhe dá sustentação de agora por diante. O presidente do Legislativo foi também claro e direto ao afirmar que o parlamento não se furtará de garantir ao Poder Executivo o apoio necessário para que as propostas do Palácio dos Leões sejam democraticamente debatidas e votadas dentro de um clima de entendimento entre Situação e Oposição. “Senhor governador, conte sempre com a sensibilidade desta Assembleia Legislativa, que respeitando as diferenças e as nossas discussões, está absolutamente solidária a este novo Estado que está sendo construído desde janeiro de 2015. E haveremos de continuar trabalhando para melhorar a vida de nossos conterrâneos maranhenses”, salientou Othelino Neto, que caminha seguro para ser eleito para mais um mandato na presidência do Poder Legislativo por mais dois anos.

 

Depois de pensar duas vezes, Sarney foi à posse de Bolsonaro

Fernando Collor, José Sarney, Jair Bolsonaro e Eunício Oliveira, após o ato de posse do novo presidente no Congresso Nacional

O ex-presidente José Sarney (MDB) participou da posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. E, ao contrário do que seus aliados mais próximos temiam, foi tratado respeitosamente pelo novo presidente. José Sarney estava indeciso quanto a participar ou não, exatamente porque não tinha nenhuma garantia de que seria tratado com cordialidade. Depois de refletir bastante, decidiu encarar a realidade e atendeu ao convite que recebeu do presidente eleito e do Congresso Nacional. Só ele e o ex-presidente Fernando Collor participaram da cerimônia no Congresso Nacional, já que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) esnobou o convite, Lula da Silva (PT) está preso – e se estivesse solto certamente não iria – e a ex-presidente Dilma Rousseff, por razões, óbvias, também não compareceu. Ao contrário do que aliados pessimistas de José Sarney esperavam, Jair Bolsonaro foi cordial com ele a com Fernando Collor, citando os dois como “excelentíssimos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello” na abertura do seu discurso. O ex-presidente maranhense, que prima pelas formalidades ritualísticas que envolvem o poder, deixou o Congresso Nacional aliviado e provavelmente saudoso dos anos em que o seu jaquetão foi uma grande referência.

São Luís, 02 de Janeiro de 2019.

Flávio Dino fecha primeiro mandato com Governo aprovado, vitória nas urnas e fazendo História na política

Flávio Dino vai repetir no dia 1º de Janeiro o ato que marcou sua posse em 2015

À meia-noite desta segunda-feira (31/12/2018), o governador Flávio Dino (PCdoB) fechará o seu primeiro Governo, iniciado há exatos 1.640 dias ao longo dos quais os mais de 6,8 milhões de maranhenses espalhados nos 331 mil quilômetros quadrados do território estadual, dos grandes centros urbanos aos confins fronteiriços, viveram uma sensação de virada no rumo da sua caminhada histórica. E na tarde do dia seguinte (01/01/2019), o governador será empossado para o segundo mandato, conquistado nas urnas em Outubro, em eleição de turno único, por meio da qual 59% dos eleitores decidiram mantê-lo no comando do Estado. Ao lhe dar mais quatro anos, a esmagadora maioria dos maranhenses declarou ter aprovado o primeiro Governo, e confirmou, de maneira cristalina, a sua confiança neste maranhense de 50 anos, que abandonou a magistratura federal para dedicar-se exclusivamente à política. Sua reeleição, à frente de uma ampla aliança partidária, consumou o fim do mais longo ciclo político da História do Maranhão no último século, dominado pelo Grupo Sarney. Vai para a posse lastreado como bem-sucedido no campo administrativo e vitorioso na seara política.

Como gestor, Flávio Dino conduziu um Governo focado no social, investindo forte em Educação, Saúde e Segurança, produzindo também bons resultados em infraestrutura. Além disso, realizou uma gestão fiscal algo draconiana, mas eficiente, controlando severamente o equilíbrio entre receita e despesa, o que assegurou, por exemplo, o pagamento antecipado da folha de pessoal, que foi ampliada com a contratação de mais de dois mil novos policiais. Deu uma dimensão revolucionária à Educação com o Programa Escola Digna, com a Implantação o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e a ampliação da educação superior. Na Saúde, construiu e colocou em funcionamento uma dezena de hospitais de médio e grande porte em diferentes regiões do Maranhão. Nas demais áreas, fez uma gestão de resultados, e com a marca da transparência, que é também um dado renovador do seu Governo. Houve pontos criticados, como a gestão tributária, com o reajuste de alíquotas de ICMS em alguns casos, mas teve a inteligência de compensar o arrocho com isenções equivalentes para milhares de pequenas empresas,e de assegurar que o preço dos combustíveis no Maranhão seja menor do que em outros estados. Conseguiu transformar o Maranhão numa das boas exceções em matéria administrativa num contexto de estados mergulhados na falência.

No campo político, o governador Flávio Dino consolidou o seu projeto de poder nos últimos quatro anos desmontando o Grupo Sarney e tendo sua imagem projetada para além das fronteiras do Maranhão. Em 2014, liderou as forças que destroçaram o grupo dominante nas urnas, fazendo o mesmo nas eleições municipais de 2016, quando aliados seus, a começar pelo prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), ganharam quase 180 das 217 prefeituras maranhenses – seu partido, o PCdoB, elegeu 46. Repetiu o sucesso eleitoral em 2018, reelegendo-se em turno único com 59% dos votos válidos sobre os 30% da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e 2% do senador Roberto Rocha (PSDB), e emplacando os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Elisiane Gama (PPS) nas duas vagas para o Senado sobre o deputado federal Sarney Filho (PV) e o senador Edison Lobão (MDB). Não bastasse isso, Flávio Dino liderou a vitória acachapante do presidenciável Fernando Haddad (PT), com 75%, sobre Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão.

Nesse período, em que o Brasil mergulhou na crise econômica, foi abalado pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), pela prisão do ex-presidente Lula da Silva (PT) e pela a chegada da direita conservadora ao poder com a eleição de Jair Bolsonaro, Crítico duro do tratamento dado aos dois ex-presidente, Flávio Dino tornou-se a voz mais estridente e acreditada da esquerda moderada, tendo-se credenciado para voos políticos mais altos. Sabe que esse campo é minado por obstáculos imensos e que, tanto no plano estadual quanto no nacional, adversários ardilosos e sedentos de poder estão dispostos a tudo para barrar-lhe a caminhada de político vitoriosos. A turma que cerca o presidente Jair Bolsonaro já o tem como um adversário que preocupa. E é exatamente com essa gente que ele terá de usar todo o seu pragmatismo para construir a ponte que o permitirá a estabelecer uma relação institucional produtiva com o Palácio do Planalto.

Ao fechar o primeiro mandato e abrir o segundo no embalo das suas vitórias e dos desafios que o aguardam, o governador Flávio Dino está consolidado como um grande vencedor, com autoridade para seguir em frente defendendo seus postulados sob a guarda do pleno estado democrático de direito. E com a consciência de que, mais do que governar e exercitar a política, está fazendo História.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Governo relaciona 40 itens que formaram a base das ações do primeiro mandato de Flávio Dino

A Casa Ninar, instalada na mansão que durante décadas foi refúgio de veraneio de governadores, é uma das obras mais simbólicas do Governo Flávio Dino

Na semana que passou, a Secretaria de Estado de Comunicação e Articulação Política (Secap) divulgou um balanço com 40 itens que formam a espinha dorsal do conjunto de resultados alcançados pelo Governo Flávio Dino ao longo dos quatro anos do primeiro mandato. Trata-se de um informe conciso, mas bem fundamentado com informações, explicações e números precisos. O balanço não inclui inúmeras informações adicionais, limitando-se a enumerar informações básicas, secas, destinadas tão somente a apresentar um panorama da ação governamental ao longo das 216 semanas de Governo. Segue, na íntegra, o balanço resumido do Governo do PCdoB:

Educação – 1. 840 Escolas Dignas construídas, reconstruídas ou reformadas. Isso significa um prédio entregue a cada dois dias em todo o Maranhão.
2. 51 escolas de ensino integral. Antes não havia nenhuma. Hoje existem o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, o Centro Educa Mais, e o Núcleo de Educação Integral.
3. 26 unidades do IEMA. Pela primeira vez, o Maranhão tem ensino técnico profissionalizante de Ensino Médio. São 13 unidades plenas e 13 vocacionais.
4. 1,4 milhão de uniformes. Todos os alunos da rede estadual receberam os fardamentos em 2017 e 2018.
5. 1,2 milhão de alunos no Bolsa Escola. Foram investidos R$ 148 milhões no apoio à compra de material escolar.
6. 20 mil alfabetizados pelo Sim, Eu Posso!. O programa tem como alvo jovens, adultos e idosos das 30 cidades do Plano Mais IDH, que leva uma série de ações para melhorar a qualidade de vida nesses municípios.
7. 60 mil alunos no Aulão do Enem. As aulas ajudaram a preparar os jovens maranhenses para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio.
8. Salário de R$ 5.750,83 para os professores. É o maior valor da rede estadual em todo o Brasil para profissionais com licenciatura e jornada de 40 horas.
9. Ideb de 3,4. A nota do Ensino Médio do Estado subiu 21% entre 2013 e 2015, indo de 2,8 para 3,4. É a melhor marca da história do Maranhão.
10. 1.435 novas vagas no vestibular. Foi um aumento de 41% no ensino superior do Maranhão.

Saúde – 11. 10 novos grandes hospitais. Eles estão em Chapadinha, Imperatriz, Caxias, Balsas, Bacabal, Pinheiro, Santa Inês, Colinas (maternidade) e São Luís (Hospital de Traumatologia e Ortopedia e novo Hospital do Servidor)
12. 80 mil atendimentos do Sorrir. São dentistas e especialistas fazendo próteses, implantes e outros tratamentos.
13. 240 mil atendimentos no Mais Saúde. São mutirões nos bairros da Grande São Luís que ficam mais distantes dos hospitais.
14. 202 ambulâncias. São veículos equipados com tecnologia e que podem funcionar como semi-UTI.
15. 800 mil atendimentos da Fesma. A Força Estadual de Saúde percorre povoados isolados e distantes para fazer atendimento médico de casa em casa.
16. 25 mil atendimentos do Ninar. É um serviço inédito para crianças com problemas de neurodesenvolvimento. A antiga Casa de Veraneio virou a Casa de Apoio Ninar, para acolher as crianças e seus familiares.

Infraestrutura – 17. 3.000 quilômetros do Mais Asfalto. São pavimentações em ruas, avenidas e rodovias em todo o Maranhão.
18. 127 motoniveladoras. Elas abrem e melhoraram estradas rurais.
19. 300 Ruas Dignas. É um mutirão que já chegou a 22 cidades e no qual os próprios moradores trabalham, gerando emprego e renda.

Segurança Pública – 20. 15 mil policiais. É a maior marca da história do Maranhão.
21. 1.078 viaturas. São carros e motocicletas novos.
22. 3.700 vagas a mais nos presídios. Com os investimentos, acabou o caos em Pedrinhas.
23. 2 novas bases do CTA. O Centro Tático Aéreo agora está presente também em Imperatriz e Presidente Dutra, além de São Luís. São helicópteros para combater o crime.
24. Queda de 62% nos homicídios. A redução se refere ao período entre janeiro e novembro de 2018 na comparação com o mesmo período de 2014.

Trânsito e Mobilidade – 25. 33 mil adesões ao Moto Legal. O programa ajudou a regularizar a situação dos veículos com o pagamento reduzido do IPVA.
26. 12 milhões de passageiros no Expresso Metropolitano. O novo serviço oferece transporte com conforto e segurança na Grande Ilha e na região de Imperatriz.
27. 62 mil viagens do Travessia. É um serviço para ajudar pessoas com deficiência a ir ao médico, passear e se deslocar a diversos lugares.

Cidadania – 28. 12 milhões de refeições nos Restaurantes Populares. O número de restaurantes aumentou de 6 para 23, além de 2 Cozinhas Populares, totalizando 25 unidades de alimentação gratuita.
29. 10 vezes mais Viva/Procon. As unidades fixas do serviço subiram de 5 para 52.
30. 7.500 Cheques Minha Casa. São recursos para as famílias reformarem e ampliarem os lares.
31. 13 mil famílias com títulos de propriedade. São documentos que garantem a posse do local onde moram.

Água e Saneamento – 32. 80 pontos de esgoto retirados da Lagoa da Jansen. Isso equivale a três piscinas olímpicas de esgoto por dia.
33. 35% a mais de água para São Luís. Com a nova adutora do Italuís, houve reforço no abastecimento para a capital.
34. 250 Sistemas de Abastecimento de Água e poços. É a água encanada chegando a moradores de diversas cidades, na maioria pela primeira vez.

Trabalho e Renda – 35. 2 mil empreendedores do Mais Renda. O programa prepara trabalhadores informais para garantir renda mensal, com kits de trabalho. Já são 14 cidades alcançadas.
36. 10% a mais de empresas abertas. A comparação é entre 2018 e 2014. Mesmo com a recessão, o Maranhão expandiu a abertura.
37. R$ 1,2 bilhão de investimentos públicos no Porto do Itaqui. Isso permitiu modernizar a estrutura e gerar mais emprego e renda.

Agronegócio – 38. 17 Diques da Produção. Eles permitem que a água doce esteja à disposição o ano inteiro e também impedem que a água salgada invada os campos e estrague a produção.
39. 17 edições da Agritec. A Feira de Agricultura Familiar e Tecnologia já capacitou mais de 30 mil pequenos produtores.
40. 300 patrulhas agrícolas. São veículos para a agricultura familiar produzir mais e melhor.

 

Márcio Jerry e Rubens Jr. descartam secretarias e vão atuar na linha de frente da Câmara Federal

Márcio Jerry e Rubens Jr. vão  guerrear no front de Brasília

Tudo indica que o deputado federal eleito Márcio Jerry e o deputado federal reeleito Rubens Pereira Jr., ambos do PCdoB, vão mesmo cumprir seus mandatos em Brasília, descartando a possibilidade de se licenciarem para assumir postos-chave no primeiro escalão do Governo estadual. O argumento é simples e definitivo: no cenário político que está desenhado com a mudança no Governo da República, o Congresso Nacional é o campo no qual as grandes batalhas em defesa do Brasil e do Maranhão deverão ser travadas. Além de Márcio Jerry e Rubens Jr., o Palácio dos Leões conta com o apoio de Bira do Pindaré (PSB), Zé Carlos (PT), Gil Cutrim (PDT), Cléber Verde (PRB), Josimar Maranhãozinho (PR), André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM), Pedro Lucas Fernandes (PTB) e Júnior Lourenço (PR), que formam a maioria da bancada maranhense na Câmara Federal.

São Luís, 30 de Dezembro de 2018.

Em Tempo: Desejando a todos Boas Festas e um Feliz 2019, a Coluna folga na virada do ano e só será atualizada no dia 2 de Janeiro.

Reeleito, bem avaliado como presidente e com novo mandato alinhavado, Othelino Neto fecha 2018 como um vencedor

 

Othelino Neto: com habilidade e boa articulação político foi um dos grandes vencedores de 2018

No cenário de instabilidade que dominou fortemente o meio político em 2018, o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) foi, de longe, o que alcançou a vitória mais contundente e completa no Maranhão. Na condição de 1º vice-presidente do Poder Legislativo, ele foi alçado à presidência da Assembleia Legislativa na primeira semana de Janeiro e foi confirmado no cargo em eleição quase unânime, foi para a guerra eleitoral e dela saiu com o mandato renovado com a quarta maior votação e caminha para continuar presidente na próxima Legislatura, que será iniciada em fevereiro, quando começa o novo mandato presidencial. O presidente deve ser confirmado, a julgar pelas declarações dadas pela maioria dos deputados eleitos e reeleitos que comporão o parlamento estadual. Essa sucessão de eventos políticos e eleitorais teve o deputado Othelino Neto como destacado protagonista, que lhe deu o peso dos que chegam no topo, e o status de “raposa”.

A reviravolta provocada pela morte do então presidente Humberto Coutinho (PDT), em Janeiro de 2018, fez com que o deputado Othelino Neto, até ali um atuante membro da base do Governo, se transformasse no chefe de Poder Legislativo que, um ano após a posse, revelou-se eficiente e equilibrado e que conseguiu o respeitado e apoio até dos seus adversários.

Quem acompanha sua trajetória desde que começou como militante do movimento estudantil, e depois do Partido Verde, no início dos anos 90, então uma agremiação em processo de formação e da qual saiu para militar no PSDB, no PDT e finalmente no PCdoB, percebeu que a ascensão do economista e jornalista Othelino Neto era apenas uma questão de tempo. Organizado, bem articulado e com faro apurado, soube se colocar nas horas e nos lugares certos, como o período em que foi secretário de Estado de Meio Ambiente no Governo de José Reinaldo Tavares, e no suporte que deu aos primeiros momentos da gestão do ex-governador João Castelo (PSDB) na Prefeitura de São Luís em 2009. Desembarcou na Assembleia Legislativa com a soma dessas experiências, para se tornar um parlamentar com futuro aberto.

Bom tribuno, com discurso forte, inteligente e sempre bem fundamentado, que não desperdiça uma frase solta e com o qual defende o Governo e bate nos adversários com o mesmo vigor, o deputado Othelino Neto usou todas as suas habilidades para ocupar o espaço que domina hoje no cenário político estadual. Muitos duvidaram de que ele seria 1º vice da Casa, de que seria presidente e de que se manteria. No cargo, conseguiu separar posição partidária da ação presidencial, dedicando tratamento igualitário aos deputados, não distinguindo governista de oposicionista, o que lhe valeu rasgados elogios de membros da Oposição, como um dos mais destacados deles, o deputado Adriano Sarney (PV), que vem pregando enfaticamente sua eleição para novo mandato presidencial.  Torpedeou assim todas as dúvidas e hoje é o comandante inconteste do Poder Legislativo, reunindo as condições políticas para continuar no comando na legislatura que será iniciada no dia 1º de Fevereiro de 2019.

O segredo do político  Othelino Neto é a noção exata que ele tem da realidade na qual se movimenta e das suas possibilidades e dos seus limites. Sabe perfeitamente que o cargo que ocupa é sonho colorido de todos os deputados e tem plena consciência de que, tanto na Situação quanto na Oposição, alguns deles trabalham diuturnamente para um dia despachar no cobiçado gabinete presidencial. O presidente da Assembleia Legislativa sabe que, confirmada sua eleição para novo mandato presidencial e dependendo do seu desempenho político, sua posição ganhará importância imensurável nas decisões que vierem a ser tomadas para montar a equação sucessória do governador Flávio Dino em 2022.

O bom desempenho como presidente do Poder Legislativo, sua reeleição indiscutível e a praticamente certa eleição para novo mandato presidencial fizeram com que o deputado Othelino Neto chegasse ao final de 2018 com o um vencedor incontestável.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha estaria disposto a disputar a Prefeitura de São Luís. Será?!

Roberto Rocha ( com Wellington do Curso), poderá disputar a Prefeitura de São Luís na eleição de 2020

Se, de fato, estiver mesmo pretendendo disputar a Prefeitura de São Luís daqui a 21 meses, o senador Roberto Rocha (PSDB) jogará uma cartada que o afastará da beira do abismo em que se encontra ou resultará na colocação de uma pá de cal sobre sua carreira política. É saudável que o senador tucano se mostre já recuperado do tombo monumental que levou na sua tentativa de chegar ao Governo do Estado em Outubro deste ano. Mas não parece politicamente prudente que três meses após ele sinalize com a possibilidade de entrar na briga pela sucessão do prefeito Edivaldo Jr. (PDT), de quem foi vice e com quem está rompido. Até onde é possível observar, o senador Roberto Rocha, por berço e por experiências já vividas, sabe tudo de política, daí não parecer razoável que ele não perceba que depois das eleições deste ano, na qual o seu partido foi destroçado nas urnas, sua carreira está por um fio. A menos que tenha concebido uma estratégia que contrarie a lógica, a iniciativa do senador, se for mesmo o caso, parece surreal. Isso porque, mesmo que deixe o PSDB e atrele seu mandato ao Governo de Jair Bolsonaro (PSL), suas chances numa disputa dessas, contra um Eduardo Braide (PMN) e um Bira do Pindaré (PSB), são rigorosamente inexistentes, como parecem ser também numa disputa senatorial como governador Flávio Dino em 2022. O bom senso recomenda que o senador Roberto Rocha avalie bem seu próximo passo, sob pena de ser mandado para casa.

 

Famem ainda examina decisão judicial contra verba carnavalesca para 157 municípios

Cleomar Tema ainda não se posicionou sobre a decisão judicial que afeta 157 municípios

Repousa sobre a mesa do presidente da Famem, Cleomar Tema (PSB), a sentença do juiz Douglas Martins, da Vara de Direitos Difusos e Coletivos, que recomenda ao Palácio dos Leões a não liberação de recursos para festas carnavalescas a 157 municípios que ainda não fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito. A decisão tomada atendendo  ao pedido do Ministério Público, está baseada no argumento de que milhões de reais são gastos anualmente com assistência médica a acidentados do trânsito, principalmente motoqueiros. Para o MP, o fato de esses municípios não adotarem regras severas para o trânsito urbano leva o País a gastar milhões e milhões anualmente, deixando de investir em programas fundamentais, como o da saúde básica. Há sinais de que o Governo do Estado poderá cumprir a sentença. Resta saber como a Famem, cujo presidente, Cleomar Tema é médico e sabe tudo sobre o assunto, vai reagir.

São Luís, 29 de Dezembro de 2018.

Com forte participação no Governo Flávio Dino e eleito deputado federal, Márcio Jerry encerra 2018 como um vencedor  

 

Márcio Jerry: sucesso nas urnas é o resultado de uma trajetória de muitas batalhas e coerência

De todas as vitórias que formaram a nova bancada maranhense na Câmara Federal, a mais emblemática e que melhor traduziu o momento de transição política por que passa o Maranhão foi a conquistada pelo jornalista e militante político de tempo integral Márcio Jerry (PCdoB). Mesmo levando em conta o fato de ter concorrido na condição de presidente estadual do PCdoB e de secretário de Estado de Comunicação e Articulação Política, cargo que define bem o seu papel de mais influente membro do “núcleo de ferro” que assessora o governador Flávio Dino (PCdoB), Márcio Jerry chegou ao mandato na esteira de uma trajetória de militância sem paralelo na sua geração. Do primeiro passo na base do movimento estudantil até a confirmação da sua eleição como o terceiro mais votado (134 mil votos), Márcio Jerry trilhou um caminho difícil, pedregoso, com altos e baixos, cheio de armadilhas e desafiador. Participou, como oposicionista, de todas as guerras eleitorais que sacudiram o Maranhão dos anos 80 para cá, ocupando espaço maior a cada uma delas, até alcançar a posição de principal articulador político do movimento que levou Edivaldo Holanda Jr. à Prefeitura de São Luís em 2012 e à reeleição em 2016, e Flávio Dino ao Governo do Estado em 2014 e à reeleição em Outubro.

Vai fechar o ano como um dos políticos mais bem-sucedidos da atualidade no Maranhão, mesmo sem ter ainda assumido seu mandato.

O presidente estadual do PCdoB vem num crescendo desde 2006, quando coordenou a campanha do ex-juiz federal Flávio Dino para a Câmara Federal, participando também, naquele ano, da campanha que levou Jackson Lago (PDT) ao Palácio dos Leões. Tropeçou nas eleições municipais de 2008 e no pleito geral de 2010, mas acumulou nessas derrotas lições que bem assimiladas levaram à eleição de Edivaldo Jr. para a Prefeitura de São Luís em 2012 e à de Flávio Dino em 20141, e à reeleição do primeiro em 2016 e do segundo em 2018.  Márcio Jerry foi peça-chave na articulação política e na comunicação das quatro campanhas, com poder de decisão só superado pelo do chefe. Planejou todos os movimentos das campanhas dinistas, definiu estratégias e foi e continua sendo o mais ativo e mais influente assessor do Governo Flávio Dino, com palavra final sobre a comunicação governamental e com muito peso nas decisões políticas institucionais e partidárias tomadas pelo governador Flávio Dino.

Márcio Jerry é o exemplo acabado de que o pleno exercício da política é uma soma de fatores que vai muito além da conquista de mandatos. Começa pela renúncia a projetos como carreira profissional, por exemplo, e pela exigência de ter consciência de que nessa atividade, cujo objetivo é alcançar o poder, o adversário é, via de regra, implacável. O hoje presidente estadual do PCdoB e, de novo, titular da Secap apreendeu essas verdades nos agitados e ácidos embates entre as correntes do movimento estudantil e aperfeiçoou o aprendizado na vida partidária, na qual milita há três décadas. Sua eleição, portanto, é mais que um mero fato político, é a realização de um projeto de vida, construído tijolo a tijolo, com vitórias e derrotas e tendo a compreensão de que a guerra pelo poder nunca termina e que nela o adversário nunca dorme. O presidente do PCdoB  exibe entusiasmo e, com justiça, pelo fato de agora está na linha de frente dos que chegaram ao poder no Maranhão.

Qualquer avaliação da trajetória do presidente do PCdoB concluirá que a chave dessa ascensão é a coerência. Militante de esquerda e nascido na Oposição ao Grupo Sarney, Márcio Jerry nunca mudou de lado nem fez concessões. Quando grande parte da esquerda maranhense bandeou-se para o presidente Jose Sarney (MDB), quando  pilotava a Nova República, Márcio Jerry ficou na chamada resistência. E foi um crítico duro do PT quando o partido se aliou ao Grupo Sarney no Maranhão. E foi com essa fidelidade e como um dos principais responsáveis pelos bons resultados do Governo Flávio Dino que ele chegou onde chegou e termina 2018 como um vencedor.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Nova geração: Osmar Filho assumirá Câmara de São Luís com o desafio de fazer mudanças

Osmar Filho tem pela frente o desafio de mudar a Câmara Municipal

Depois de um longo período controlada por raposas que, com algumas exceções, montaram um sistema de poder marcado por uma sombra de suspeitas, a Câmara Municipal de São Luís ganhará no dia 1º de Janeiro de 2019 um novo comando cujo líder será o vereador Osmar Filho (PDT), advogado por formação, político por vocação e representante da novíssima geração de políticos que estão em ascensão no Maranhão, quando substituirá o vereador Astro de Ogum (PR), um babalorixá que sempre exibe dois ofuscantes anéis de brilhante.

Vereador no segundo mandato aos 31 anos, o que lhe confere a posição de edil mais jovem a assumir o comando do Legislativo de São Luís, Osmar Filho chega ao gabinete de comando do Palácio Pedro Neiva de Santana com o desafio de nos próximos dois anos mudar a imagem da Câmara Municipal de São Luís, duramente agastada nos últimos anos com as gestões do vereador Isaías Pereirinha (PSL) e Astro de Ogum.

Sua eleição foi fruto de uma bem armada articulação destinada a desmontar a velha “igreja” que vinha dando as cartas em sucessivos mandatos. No comando da “igreja”, Astro de Ogum se articulou com Isaías Pereirinha e Chico Carvalho (PSL) e com eles montou, sem sucesso, um esquema para alterar o Regimento Interno da Câmara e derrubar a regra que proíbe a reeleição. A mudança foi proposta por Chico Carvalho, que passou vexame. A derrota do esquema jogou por terra o projeto de Astro de Ogum de prolongar sua controvertida gestão, na qual uma das conquistas foi gastar dinheiro público com uma decoração de gosto duvidoso.

Osmar Filho tem o desafio de dar um rumo coerente a uma Casa tão plural quanto a Câmara Municipal, que na condição de uma das mais antigas do Brasil, tem a obrigação de ser um exemplo.

 

Fábio Gondim não consegue espaço no jogo do poder no DF

Fábio Gondim enfrenta insucesso na busca de espaço em Brasília

Não tem sido bem-sucedida a trajetória de Fábio Gondim nas entranhas do poder em Brasília, onde ele se movimenta para ocupar um lugar para trabalhar. Pelo que se sabe até aqui, Fábio Gondim, um executivo federal pescado pela ex-governadora Roseana Sarney para auxiliar na área de gestão pública, ficou à deriva depois do fracasso retumbante de se filiar ao PT e tentar uma vaga na Câmara federal em 2014. Acordado do sonho parlamentar, Gondim foi esnobado pelo Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), não foi aproveitado pelo Governo Michel Temer (MDB) e se deu mal no projeto de dar um jeito no esculhambado sistema de saúde do Distrito Federal. Agora, esteve a ponto de se tornar o número dois do Ministério de Minas e Energia, mas tudo indica que ele não ganhará o cargo. As más línguas dizem que os insucessos de Fábio Gondim estariam relacionados à sua relação estreita com os Sarney, fator que em Brasília começa a ganhar peso de estigma.

São Luís, 28 de Dezembro de 2018.

Edivaldo Jr. fechará 2018 com bons resultados após 2.160 dias de gestão e credenciado para disputar a sucessão de Flávio Dino

 

Edivaldo Jr.: prefeito de São Luís fecha 2018 como nome forte para disputar a sucessão de Flávio Dino na corrida aos Leões em 2022

Raros são os políticos que chegam aos 40 anos com o lastro e a maturidade do prefeito Edivaldo Holanda Braga Jr. (PDT), e com um horizonte sem fronteiras pela frente. Ele fecha 2018 completando 2.160 dias no gabinete principal do Palácio de la Ravardière, e se colocasse ponto final na sua carreira neste momento, já entraria para a História como o prefeito que comandou um novo ciclo de modernização de São Luís. Primeiro por estar capitaneando a mais espetacular obra de modernização do tronco urbano da Capital do Maranhão, Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, e suas ramificações, com a revitalização do Complexo Praça Deodoro-Rua Grande, e segundo por fazer uma gestão sem notícia de casos de corrupção. Quando há seis anos passou a dar as cartas no Palácio de la Ravardière, Edivaldo Holanda Jr. se deparou com uma realidade quase surreal tal a quantidade e a gravidade dos problemas que herdou: salários dos servidores em atraso, a rede escolar municipal desativada e o sistema municipal de saúde em situação de colapso. Hoje, São Luís é uma cidade sob controle, que ainda tem muitos problemas, mas os tem equacionado, com os serviços funcionando em condições cada vez melhores.

Edivaldo Jr., então com 34 anos e filiado ao minúsculo PTC, chegou ao comando da Prefeitura de São Luís embalado por uma forte expectativa. O eleitorado entendera que a gestão do então prefeito João Castelo (PSDB) já estava cansada e exaurida, sem qualquer perspectiva, sendo um erro dar-lhe mais um mandato. A maioria (56%) decidiu apostar no jovem que não tinha um só item que o indicasse como gestor, mas que, mesmo discreto e avesso a rompentes populistas, exibia uma vontade incontida de comandar a máquina pública da Capital. Sofreu duros golpes nos primeiros meses: máquina desgovernada, contas raspadas, credores batendo-lhe a porta e o fundo do poço se aproximando.

Mas aos poucos, engolindo a seco fortes cobranças, duras críticas e ataques implacáveis, mas embalado por determinação férrea, Edivaldo Jr. conseguiu, meses depois, estancar o desastre, colocar a máquina nos eixos e dar um norte para à gestão. Devolveu a funcionalidade e a dignidade às escolas, que estão sendo requalificadas sob um mesmo padrão de qualidade, e com a rede de saúde recebendo o melhor tratamento possível dentro das condições do Município. E encarou um desafio que nem o líder Jackson Lago (PDT) conseguiu quando prefeito:  desmontar o velho, atrasado e poderoso cartel das empresas de transporte de massa, realizando nova licitação para modernizar o serviço, garantindo que hoje mais de 70% da frota de mais de mil coletivos seja nova e mais de 30% dela com veículos climatizados, trafegando numa malha viária restaurada. A cidade ganhou novas vias de acesso e nova sinalização, tornando a mobilidade mais eficiente. Ganhou uma nova política cultural associada ao turismo, entregou milhares de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.

Com a experiência de dois mandatos de vereador de São Luís, meio mandato de deputado federal e um mandato e meio de prefeito da Capital, o advogado Edivaldo Holanda Braga Jr., já alcançou o status de autoridade com poder de fogo para sentar em lugar destacado na mesa em que a aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) decidirá seus próximos passos, a começar pela sucessão do próprio prefeito nas eleições de 2020. E entre aliados e adversários – que são muitos e já trabalham para miná-lo impiedosamente –  a grande pergunta que começa a ser feita nas fileiras do dinismo é para onde irá o prefeito Edivaldo Jr. ao encerrar seu mandato em 2020. Há quem diga que em 2022 ele pode ser escalado para suceder o governador, havendo também quem aposte que ele será candidato a deputado federal, e ainda os que supõem que Flávio Dino poderá disputar um mandato nacional, abrindo-lhe caminho para disputar a vaga de senador, enfrentando o seu ex-vice, o hoje senador Roberto Rocha (PSDB).

O fato indiscutível é que, em meio aos bons resultados da sua gestão, o jovem prefeito de São Luís fecha o seu sexto ano no cargo com cacife para definir o espaço mais adequado ao tamanho político que alcançou nesse período em que São Luís está respirando novos ares.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ivaldo Rodrigues topa entrar na briga pela Prefeitura de São Luís se o PDT lhe der a vaga de candidato

Ivaldo Rodrigues: à disposição do PDT para disputar a sucessão de Edivaldo Jr.

Na equação que está sendo montada para que a aliança comandada pelo governador Flávio Dino encontre o candidato que agrade a gregos, troianos, mouros e turcos, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. enfrentará muitas dificuldades para emplacar um nome do PDT – salvo se, numa reviravolta sem pé nem cabeça, o senador eleito Weverton Rocha vier a disputar o cargo, o que é rigorosamente improvável. A gritante escassez de nomes na seara pedetista vem sofrendo uma saudável reviravolta com a entrada do vereador, secretário municipal de Governo e coordenador da Feirinha de São Luís, Ivaldo Rodrigues, no cenário sucessório. “Estou à disposição do PDT”, avisou, deixando claro que se o partido topar e a aliança dinista aprovar, ele irá para a briga defender a permanência do seu partido no comando da Prefeitura de São Luís. Vereador de vários mandatos, Ivaldo Rodrigues entrou na política pela militância no movimento estudantil, tornando-se um dos líderes de base do líder pedetista Jackson Lago. Conhece São Luís e seus problemas como poucos e acredita piamente que tem condições de ser um bom prefeito. Político tarimbado no jogo de bastidor, Ivaldo Rodrigues sabe que há ainda um longo caminho para que o martelo seja batido pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr., com o aval do governador Flávio Dino. Mais do que isso: terá de disputar a vaga de candidato com o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) e o deputado estadual Duarte Jr. (PCdoB), dois pesos pesados a julgar pelas suas votações em São Luís.

 

Kátia Bogea estaria refletindo seriamente sobre entrar na corrida ao Palácio de la Ravardière

Kátia Bogea com o presidente Michel temer, pode ser o nome do MDB,na corrida em São Luís

Duas fontes que sabem o que dizem disseram à Coluna que a presidente do Iphan, Kátia Bogea, estaria refletindo seriamente sobre a possibilidade de filiar-se a um partido e disputar a Prefeitura de São Luís em 2022, dando consistência às especulações que levantaram essa possibilidade. Se decidir viver a experiência, é provável que se filie ao MDB, partido pelo qual chegou à presidência do Iphan logo após a posse do vice-presidente Michel Temer na presidência da República com a derrubada da presidente Dilma Rousseff (PT), a cujo Governo serviu como superintendente do Iphan no Maranhão. Correta e eficiente como gestora pública, é possível que a presidente do Iphan esteja vivendo um drama ético entre o MDB e o PT. Mas no duro, o seu caminho partidário mais provável é a agremiação emedebista, pelos laços que mantém com o ex-presidente José Sarney e a ex-governadora Roseana Sarney, avalistas da sua ascensão ao comando do Instituto no Governo Michel Temer. Ao mesmo tempo, vale destacar que Kátia Bogea é uma mulher de personalidade forte, que se move por um conjunto de princípios, o que a torna uma personalidade politicamente independente.

São Luís, 27 de Dezembro de 2018.

Obra de transformação da Deodoro e da Rua Grande é inaugurada em ato histórico e marca momento político importante em São Luís

 

O esplêndido cenário da nova Praça Deodoro foi inaugurado ontem pelo prefeito Edivaldo Jr., pela presidente do Iphan, Kátia Bogea, na presença do governador Flávio Dino e do ministro Carlos Marun, representante do presidente Michel Temer

São Luís viveu neste sábado (22), um dos dias mais importantes e intensos dos últimos tempos. Inaugurou a modernização da Praça Deodoro e de parte da Rua Grande, uma obra que pode ser considerada a largada para uma nova transformação urbana da Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, em ato carregado de simbolismo e sinais políticos, comandado pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), com a presença entusiasmada do governador Flávio Dino (PCdoB), do ministros da Cultura, Sérgio Leitão, e da secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), e da presidente do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Kátia Bogea – os três dirigentes destacados do Governo do presidente emedebista Michel Temer. E pela primeira vez, em décadas, sem a presença de pesos pesados do Grupo Sarney num evento desse porte na Capital. Um dado forte do simbolismo é que a obra,fruto do gigantesco e importante Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, criado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no seu primeiro Governo, foi completada pelo presidente Michel Temer (MDB) que cumpriu o contrato firmado por ela .

A chamada requalificação do complexo Praça Deodoro-Rua Grande que custou R$ 20 milhões até aqui, sendo 80% do Governo federal e 20% da Prefeitura de São Luís é, portanto, fruto de uma teia formada por diferentes grupos políticos. Mas só ganhou forma e deslanchou por conta da cobrança firme e politicamente correta do prefeito Edivaldo Holanda Jr., que contou com o apoio do governador Flávio Dino, e da aliança decisiva que firmou com a presidente do IPHAN, Kátia Bogea, cuja dedicação e  empenho foi total para que a implantação do projeto chegasse onde chegou no apagar das luzes do Governo Michel Temer. É verdade que, por meio de vinculações partidárias e recorrendo a discursos tardios, outras forças antes aliadas de Dilma Rousseff e depois alinhadas a Michel Temer andaram querendo tirar “casquinha” na obra transformadora. A investida não colou, porque o projeto e sua execução se devem à ex-presidente Dilma Rousseff, que o lançou, ao presidente Michel Temer, que respeitou o contrato e garantiu sua execução, à presidente do IPHAN, Kátia Bogea, que viabilizou as operações técnicas, e ao prefeito Edivaldo Holanda Jr., que batalhou sem descanso para que tudo desse certo.

Numa perspectiva política com foco nas eleições de 2020, a transformação do complexo urbano Praça Deodoro-Rua Grande gerou um clima, ainda discreto mas interessante, de prévia da corrida eleitoral. De um lado, o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que consolidando sua posição de lider, começa a se movimentar para, juntamente com o governador Flávio Dino e o senador eleito Weverton Rocha (PDT), articular a escolha do candidato do grupo dinista à sua sucessão, já tendo vários nomes à  disposição, como o deputado federal eleito Bira do Pindaré (PSB) e o deputado eleito Duarte Jr. (PCdoB), por exemplo. Do outro, a arquiteta Kátia Bogea (sem partido), que é maranhense, dirigiu por anos o braço do instituto no Maranhão e chegou ao comando nacional por mérito e um empurrão do ex-presidente José Sarney, de cujo grupo, provavelmente sem o seu aval, saiu o zumzum incluindo-a na lista dos nomes com potencial para disputar a Prefeitura de São Luís. Kátia Bogea certamente tomou conhecimento da especulação, mas não fez nenhum gesto confirmando nem desestimulando, dentro da velha máxima segundo a qual “quem cala consente”.

O 22 de Dezembro de 2018 pode ter consolidado a volta de São Luís, tradicional bastião de agitação política, ao epicentro das preocupações dos grupos que disputam o poder no Maranhão. Um processo político plenamente justificado, pelo simples fato de que, além de Capital, São Luís entrou há pouco tempo no elenco das metrópoles com mais de 1 milhão de habitantes e vem ganhando cada vez mais  importância pela ampliação da sua força política, eleitoral e estratégica para o Maranhão e o Brasil.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Requalificação da nova face devolve importância à Praça Deodoro e coloca Rua Grande na modernidade

Resultados das obras : a nova face da Praça Deodoro, a volta dos gênios da culura maranhense ao Panteon e uma mostra de como está uma parte da Rua Grande

Toda a obra do Complexo Deodoro e a primeira etapa da Rua Grande inauguradas ontem formam o projeto de requalificação urbanística da região executado pelo Iphan, em parceria com a Prefeitura de São Luís, por meio do PAC das Cidades Históricas. O espaço transformado compreende as praças Deodoro e Panteon, as Alamedas Gomes de Castro e Silva Maia e as quatro primeiras quadras da Rua Grande. Com a transformação, o Centro da Capital ganha espaços com nova estrutura urbanística, deixando a área central mais aprazível para ludovicenses e visitantes.

Com 100% dos serviços concluídos, o Complexo Deodoro, que contempla as obras de reforma das praças Deodoro e do Panteon, além das alamedas Gomes de Castro e Silva Maia, está inteiramente transformado.

Na Praça Panteon os serviços contemplaram a colocação de nova pavimentação em concreto lapidado, renovando todo o piso; colocação de granito na área central e de grama nas áreas de canteiro, instalação de caramanchões para proporcionar beleza e sombreamento aos ambientes, novo mobiliário urbano, entre outros elementos urbanísticos e arquitetônicos como três conjuntos de caramanchões. O espaço ganhou ainda bancos e lixeiras, e nova configuração da iluminação pública, com a utilização de luminárias mais eficientes.

Outro grande destaque na nova configuração do Complexo Deodoro foi o retorno dos bustos de grandes personalidades das artes e letras do Maranhão à Praça Panteon. Por 11 anos, eles haviam sido armazenados no Museu Histórico e Artístico do Maranhão e agora foram restaurados e colocados em local de destaque, em frente à Biblioteca Benedito Leite. A Praça Deodoro, também ganhou novos banheiros públicos, bancos de pedras lioz, áreas para recebimento de atividades diversas e de fiscalização, canteiros ajardinados, entre outros elementos arquitetônicos. No espaço, 38 luminárias, bancos com design diferenciado, caramanchões, grama nova, além de centro administrativo e dois salões para blitz e policiamento da área.

Na Rua Grande – que recebe um movimento diário de 100 mil pessoas em dias normais e 150 mil pessoas em períodos festivos como o Natal – o trecho compreendido entre o Canto da Viração e a esquina da Travessa São Pantaleão ganhou novo piso de bloquete intertravado, sistema de esgotamento sanitário, obras de drenagem profunda, instalação elétrica subterrânea, novo posteamento de iluminação pública, entre outros serviços que conferiram ao espaço mais beleza e qualidade ao passeio público do maior centro de comércio popular da capital. O projeto incluiu embutimento total da fiação telefônica e elétrica, drenagem pluvial, novos equipamentos urbanos, pontos de acessibilidade, reduzindo barreiras físicas e melhorando o acesso de pedestres. O projeto contempla ainda pavimentação com nivelamento das vias, instalação de bancos e lixeiras e sinalização viária e turística. (Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação – Secom).

 

Roberto Costa e Hildo Rocha mantêm acirrada a disputa pelo comando do MDB

Roberto Costa X Hildo Rocha: a disputa pelo comando do MDB continua dura nos bastidores

É aparente a calmaria das forças que lutam pelo controle do MDB. Sem qualquer sinal de trégua nem de que uma via de conciliação está sendo construída, o deputado estadual reeleito Roberto Costa, que defende que o comando do partido seja entregue à nova geração, e o deputado federal reeleito Hildo Rocha, que não aceita que  o partido seja entregue aos novos, nem a nomes manjados como a ex-governadora Roseana Sarney, por exemplo, estão em guerra aberta nos bastidores da agremiação. Roberto Costa continua mobilizando a nova geração do partido, com o apoio do ainda secretário nacional da Juventude e presidente da Juventude do MDB, Assis Filho, que ao deixar a secretaria desembarcará de volta ao Maranhão para ajudar a mobilizar o partido para as eleições municipais do ano que vem. Hildo Rocha tenta articular uma aliança com setores mais conservadores do partido para consolidar seu projeto de chegar à presidência. O desfecho dessa guerra se dará no dia 17 de Fevereiro do ano que vem, quando o MDB maranhense realizará uma convenção para escolher o sucessor do senador João Alberto, que deixará a presidência do MDB depois que encerrar seu mandato senatorial, em Janeiro.

São Luís, 23 de Dezembro de 2018.