Arquivos mensais: julho 2019

Alcione toma as dores do Nordeste e do Maranhão, enquadra Bolsonaro e entra para a história também como voz cidadã

 

Vestida de Maranhão, Alcione, em vídeo, fala duro e cobra respeito de Jair Bolsonaro

Consagrada pela palavra cantada, com a qual vem encantando os brasileiros há décadas, a maranhense Alcione Nazareth precisou de apenas 124 palavras, enfeixadas numa exata dúzia de frases, as quais pronunciou em um minuto para entrar para a história política nacional como a voz que melhor enquadrou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por causa do ataque verbal disparado por ele contra governadores nordestinos, em especial o governador Flávio Dino (PCdoB). Do alto dos seus 71 anos de dignidade e de uma trajetória em que sempre foi ao mesmo tempo a artista e a guerreira, os traços dominantes da sua personalidade, Alcione cobrou do presidente respeito aos nordestinos, ao Maranhão e aos brasileiros, lembrando que, conforme ensinamentos recebidos do pai e do avô, só pode cobrar respeito quem se dá respeito. A maranhense – que como artista é muito mais ilustre do que Jair Bolsonaro como político – decidiu reagir movida pela indignação diante da atitude e das palavras do presidente determinando ao chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, retaliar o governador Flávio Dino – “não tem que ter nada com esse cara”, bradou o presidente ao ministro, depois de ter dito que o líder maranhense “é o pior de todos”.

No vídeo que gravou na manhã de sábado, e que no início da noite já tinha sido visualizado por quase meio milhão de brasileiros, Alcione foi direto ao assunto e não deixou pedra sobre pedra:

“Presidente Bolsonaro, eu não votei no senhor, e não me arrependo. Eu sou uma brasileira que não torço contra o governo, não sou burra. Eu sei que se torcer contra, estou torcendo contra o meu país. Agora meu pai sempre me dizia, que meu avô já dizia para ele: ´Quem quer respeito, se dá. E o senhor não está se dando respeito. O senhor precisa respeitar o povo nordestino. Respeite o Maranhão! O senhor tem medo de facada, tem medo de tiro, mas o senhor precisa ter medo do pensamento. O pensamento é uma força. Pense em mais de 30 milhões de nordestinos pensando contra o senhor? Comece a nos respeitar. Respeite o povo brasileiro!”

Muito mais que a reação dos governadores, que por exigência do equilíbrio político se manifestaram de maneira muito civilizada, respeitando a esfera institucional, a fala de Alcione traduziu a indignação dos brasileiros que não aceitam a maneira primária com que o atual presidente da República vem desempenhando o seu mandato. Com uma experiência de vida extremamente rica de quem saiu do coração de São Luís e dos bancos do Liceu Maranhense para enfrentar o mundo como cantora e trompetista, e chegou ao Rio de Janeiro e se tornou uma ativa da classe artística, Alcione, sem o primarismo dele e com a dignidade nas alturas, mostrou ao presidente, com palavras simples e em tom decente, que ele está cometendo erros grotescos e de modo grosseiro, e desrespeitando a quem devia respeitar, o povo, seus representantes e as instituições.

Vale registrar que Alcione não tem proximidade política com o governador Flávio Dino. O Maranhão e o País sabem que no estado ela tem lado, com militância no Grupo Sarney, com atuação mais intensa nas campanhas de Roseana Sarney (MDB), como a de 2018, por exemplo. Mas. Ao contrário de outras vozes, a Rainha do Samba nunca atacou os adversários do sarneysismo, sempre separando o joio do trigo quando necessário. Esse registro enobrece muito o seu duro rebate ao presidente Jair Bolsonaro, à medida que o seu posicionamento se deu em defesa da região, do estado, do governador, da cultura e da gente nordestina, que apesar de algumas diferenças, é ligada por uma cadeia de afinidades. O fato de revelar ao presidente que não lhe deu o voto e cobrar respeito ao povo nordestino e ao povo brasileiro lhe conferiu a autoridade dos que estão muito acima das questões políticas e partidárias. E certamente mostrou ao presidente o caminho certo para uma relação minimamente saudável com uma região que, ao contrário do que muitos pensam, é muito mais forte do que alguns desavisados avaliam.

Depois de se consagrar como sambista, de seduzir milhões com seus arrebatadores sambas-canção e surpreender meio mundo como intérprete arrebatadora de jazz, além de se tornar respeitada como defensora intransigente da diversificada identidade cultural brasileira, em especial a sua raiz maranhense, Alcione Nazaré amplia sua presença na História como a voz firme   de um povo contra a truculência e a intolerância.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto defende Flávio Dino e Eliziane Gama ensina a Jair Bolsonaro o que é ser presidente

Othelino Neto criticou Jair Bolsonaro e Eliziane Gama o ensinou ser presidente

Duas manifestações críticas dirigidas ao presidente Jair Bolsonaro e em apoio ao governador Flávio Dino chamaram atenção. A primeira foi a do pr4sidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) e a outra foi a da senadora Eliziane Gama (Cidadania).

O presidente da Assembleia Legislativa, que também preside o Parlanordeste, grupo que reúne os presidentes de Assembleias Legislativas do Nordeste, divulgou nota com o seguinte teor:

Em relação ao comentário sobre os governadores nordestinos, feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na sexta-feira (19), eu repudio veementemente a forma pejorativa utilizada pelo chefe do Poder Executivo brasileiro. Com uma população de 53 milhões de pessoas, o Nordeste elegeu seus governadores democraticamente para que os mesmos fossem os representantes do povo em seus respectivos estados.  

Me solidarizo ainda com o governador Flávio Dino, que tem feito um relevante trabalho pelo Maranhão, reconhecido como um dos gestores mais atuantes do Brasil e reeleito com 59% dos votos válidos. Reprovo toda e qualquer perseguição por conta de ideologia política. Que o preconceito não impeça que o Nordeste receba a atenção devida por parte do governo federal, uma vez que o presidente da República é eleito para governar para todos os brasileiros.

Deputado Othelino Neto

Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

Já a senadora Eliziane Gama foi direto na ferida, dando uma lição de civilidade política e relações institucionais ao presidente Jair Bolsonaro, como uma mestra instrui seus alunos insubordinados e avessos ao conhecimentos das regras. “Como maranhense, como mãe nascida e criada no MA e como parlamentar eleita pelo meu Estado, não aceitarei de forma alguma que nosso Estado seja prejudicado por ´estultice ideológica`. É hora de o presidente descer do palanque, parar de gerar crises em série e governar o país”, disparou.

A senadora ensinou ao presidente que “a presidência da República é função impessoal e o presidente eleito é de todos os brasileiros, dos que votaram nele e dos que não votaram. A eleição acabou, é inaceitável, um acinte, que o presidente fale em perseguir estados por não ter simpatia pelos seus governantes”.

E mandou um recado direto, sem rodeios: “Através do Senado pediremos explicações formais sobre o que exatamente o presidente quis dizer com a frase: ´Nada para o Maranhão e Paraíba`. A obtusidade do presidente não pode de forma alguma penalizar o povo, seja dos eleitores do presidente ou dos que não votaram nele”.

 

Saída de Clayton Noleto fortalece a pré-candidatura de Marco Aurélio em Imperatriz

Marco Aurélio deve ser o candidato do dinismo à Prefeitura de Imperatriz

O cenário que vinha sendo desenhado para a corrida à Prefeitura de Imperatriz – o segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão – sofreu uma expressiva alteração com a decisão do secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), de deixar o time de pré-candidatos. Com ele de fora, o grupo ligado ao governador Flávio Dino caminha para fechar questão em torno do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), que deve fazer um acordo com o deputado estadual Rildo Amaral (Solidariedade), também interessado na disputa.

Marco Aurélio, que vem liderando as pesquisas para medir o potencial dos pré-candidatos, deverá ser o principal adversário do prefeito Assis Ramos, que rompeu com o Grupo Sarney, deixou o MDB e se filiou ao DEM. Com a atitude – muito arrojada, diga-se -, o prefeito ampliou assim o seu leque de adversários, que deve aumentar com a entrada iminente do ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) e o ex-prefeito Ildon Marques (PSD) no páreo.

Agora praticamente dono da vaga de candidato do grupo dinista em Imperatriz, o deputado Marco Aurélio deve iniciar em pouco tempo um amplo e cuidadoso trabalho de montar a base política da sua candidatura.

São Luís, 21 de Julho de 2019.

Ao atacar Dino, Bolsonaro deu mais um tiro no pé e elevou o maranhense ao posto de adversário mais importante

 

Flávio Dino responde a ataque rasteiro de Jair Bolsonaro

O mal-estar político causado por mais uma declaração destrambelhada do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao atacar os governadores Flávio Dino (PCdoB) e João Azevêdo (PSB), da Paraíba, feita num momento absolutamente inadequado, demonstrou, com clareza solar, o grau de primarismo que move as suas ações políticas e a sua espantosa ignorância sobre a base institucional do Estado brasileiro. Quando orientou ao seu chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que é deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul, no sentido de “Daqueles governadores de Paraíba (…), o pior deles é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, referindo-se ao governador do Maranhão, o presidente escancara, de maneira irreversível, visão política primitiva, que não se enquadra no jargão “nova política”, que ele próprio cunhou, provavelmente sem se dar conta da bobagem que estava fazendo. Com sua inabilidade, o presidente deu ao governador do Maranhão o status de adversário, reforçando o prestígio que vem fortalecendo sua imagem de democrata com viés de esquerda e que, respeitado por todos os segmentos políticos do País, caminha para ser seu com corrente na eleição presidencial de 2022.

A confirmação do seu despreparo deu-se ontem em várias situações. Primeiro, insistiu, com argumentos medíocres, na escolha do filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), para ser embaixador nos Estados Unidos. Depois, cruzou os braços para a situação de depois cargueiros iranianos, que se encontram carregados de milho no mar de Santa Catarina, mas que não podem ser abastecidos pela Petrobras por conta das sanções norte-americanas à pátria dos aiatolás, correndo o Brasil o risco de comprometer a relação com um País que importa um R$ 1,2 bilhão por ano em produtos brasileiros. E, finalmente, a inacreditável declaração de que vai impor um filtro na Ancine, de modo a evitar que a Agência Nacional de Cinema financie filmes como “Bruna Surfistinha”, por ele considerado “pornô”

Conhecedor das leis brasileiras como ex-juiz federal e como ex-deputado federal, e defensor intransigente da livre manifestação do pensamento, o governador Flávio Dino respondeu ao ataque nervoso do presidente com o equilíbrio que só os políticos sérios  são detentores: “Independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação. Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. ´Não tem que ter nada para esse cara` é uma orientação administrativa gravemente ilegal”.

Não há qualquer dúvida de que as declarações do presidente da República em relação aos governadores nordestinos foi um desatino político, agravado muitas vezes pela clara orientação dada ao chefe da Casa Civil no sentido de retaliar o governador do Maranhão por causa da sua posição em relação ao seu Governo. Qualquer avaliação isenta do episódio certamente concluirá que o presidente cometeu dois erros graves. O primeiro de natureza institucional, por desrespeitar a Constituição ao referir-se aos líderes do Nordeste como inimigos. E o segundo, de natureza política, ao nomear o governador do Maranhão e apontá-lo como “o pior deles”. O governador Flávio Dino deve ter se sentido estimulado ao ser praticamente nomeado inimigo político Nº 1 do presidente da República, situação que certamente o colocará, agora em condições bem mais férteis, na corrida ao Palácio do Planalto.

O destrambelho institucional do presidente foi corretamente rebatido pelos governadores atacados, que em carta aberta criticaram duramente as suas declarações, defenderam o princípio federativo da agressão e cobraram uma explicação. Ao invés de assumir o malfeito e dar uma explicação convincente, o presidente mergulhou no silêncio e mandou a Assessoria de Imprensa comunicar aos governadores e ao mundo que não comentará o fato – muito provavelmente porque não encontrou nenhuma explicação lógica.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ataque de Bolsonaro à FHC deixa Roberto Rocha numa situação complicada como líder do PSDB

Roberto Costa dificilmente responderá a ataque de Jair Bolsonaro ao ex-presidente Fernando Henrique

As inacreditáveis declarações dadas ontem pelo presidente Jair Bolsonaro causaram reações duras de todos os segmentos atingidos. Os governadores do Nordeste, a começar pelo governador Flávio Dino, reagiram em tom firme, mas civilizado. No comentário em que classificou o filme “Bruna Surfistinha” como “pornô”, a própria dona da personagem, a ex-prostituta e hoje empresária e escritora Raquel Pacheco, reagiu mandando o presidente enquadrar moralmente a sua própria família. Mas o ataque frontal que fez ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), declarando que ele foi um dos piores presidentes que o País já teve, juntamente com Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) pode até não ter perturbado FHC, mas deixou o senador Roberto Rocha numa espécie de “sinuca de bico”. Isso porque o senador faz papel duplo na Câmara Alta, atuando na liderança da bancada tucana e também como apoiador entusiasmado e incondicional do presidente e seu Governo. Se reagir de maneira crítica ao ataque de Bolsonaro a FHC, poderá cair em desgraça no Palácio do Planalto e perder a condição de amigo do presidente. Se silenciar sobre o assunto, provavelmente cairá em desgraça no ninho dos tucanos, onde já não vem sendo visto com entusiasmo, podendo perder a liderança da bancada e até mesmo ser convidado a se retirar do partido.

 

Braide migra para o Podemos e ganha uma legenda estruturada para disputar a Prefeitura de São Luís

Eduardo Braide migra para o Podemos e Aloísio Mendes vai comandar o PSC

Ao anunciar sua migração do PMN para o Podemos, o deputado federal Eduardo Braide anuncia também o primeiro e decisivo passo dos vários que dará na corrida para a Prefeitura de São Luís, no ano que vem. A filiação em um partido maior e mais estruturado é fundamentam para os seus planos de candidato a prefeito, pois sua permanência solitária no PMN praticamente inviabilizaria sua campanha no aspecto material e operacional, já que a agremiação que representa na Câmara federal virou uma espécie de “partido-fantasma”. Nas fileiras do Podemos, a situação muda radicalmente, pois o candidato a prefeito contará com todos recursos previstos pela legislação partidária. Além do mais, será o manda-chuva da legenda no Maranhão, pois o atual chefe no estado, o deputado Aloísio Mendes, fez as contas e decidiu migrar para o PSC, onde desembarcará também como comandante absoluto. Assim, num acordo bem amarrado, os deputados federais Eduardo Braide e Aloísio Mendes reforçarão suas posições partidárias no estado e na Câmara Federal.

Na bancada do Podemos, Eduardo Braide não terá o poder de decidir os rumos do partido nacionalmente, mas ninguém duvida de que ele, com o preparo técnico tem e sua habilidade política passará a ser uma voz destacada entre os 11 membros da representação. Não há como subestimar os deputados do Podemos, mas não há como não prever que entre eles Eduardo Braide certamente se destacará. O mesmo pode acontecer com o deputado Aloísio Mendes no PSC. É evidente que ele não é um legislador destacado, mas a sua vivência de agente da Polícia Federal, de assessor de ex-presidente da República e de ex-secretário de Estado de Segurança Pública, lhe dá um lastro expressivo. Além do mais, Aloísio Mendes é muito elogiado por prefeitos dos quais e parceiro político e eleitoral, como Cleomar Tema, prefeito de Tuntum, com quem mantém relação produtiva.

São Luís, 20 de Julho de 2019.

Aprovação de Dino e reprovação de Bolsonaro e de Edivaldo Jr. pela maioria dos ludovicenses têm explicações óbvias

 

Flávio Dino, Jair Bolsonaro e Edivaldo Holanda Jr.: posições diferentes na avaliação dos ludovicenses

Os ludovicenses, conhecidos pelo seu elevado grau de politização e que têm um histórico de rejeição a grupos dominantes e a caciquismo político-partidário. A maioria deles está insatisfeita com o Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), aprova, na mesma proporção, o Governo do governador Flávio Dino (PCdoB), e anda mal-humorada com o Governo do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). É o que informa pesquisa do JPesquisa – empresa de investigação estatística pertencente ao Jornal Pequeno -, divulgada pelo diário na quarta-feira (17). O levantamento, que é parte de uma pesquisa bem mais ampla para avaliar o cenário prévio da corrida à Prefeitura de São Luís, revela que o eleitorado de São Luís não engole o bolsonarismo confirmando a rejeição que externou nas urnas de 2018, mantém a confiança no governador Flávio Dino, a quem apoiou na eleição de 2014 e na reeleição de 2018, e alimenta uma relação de “tapas e beijos” com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., mesmo tendo-o eleito em 2012 e reeleito em 2016 e reconhecendo sua postura de gestor correto e eficiente.

A pesquisa informa que 56% dos ludovicenses reprovam o Governo Bolsonaro, contra 39% que o aprovam, e 4% não soube ou não quiseram responder. Em relação ao governador Flávio Dino, 55% disseram que aprovam seu Governo, contra 42% que não aprovam e 3% que não responderam. E, finalmente, em relação ao prefeito Edivaldo Holanda Jr., o resultado é o seguinte: 56% disseram que não aprovam sua gestão, contra 42% que aprovam e 2% que não externaram suas posições.

A reprovação do Governo Bolsonaro não surpreendeu. A maioria dos ludivocenses rejeitou sua candidatura nas urnas e nada viu de positivo nos primeiros seis meses da sua gestão. O presidente da República não tem qualquer afinidade com a Capital do Maranhão, assim como os seus representantes políticos, a exemplo de Maura Jorge (PSL), cuja ligação política direta é com Lago da Pedra, o deputado federal Aloísio Mendes (Podemos), que não é ludovicense e tem pouca empatia com a cidade, e o deputado federal Edilázio Jr. (PSD), que tem defendido posições na contramão da maioria. O presidente da República não tem a menor noção do que é São Luís em termos políticos e culturais, e provavelmente por conta dessa ignorância, até hoje não fez qualquer aceno no sentido de estabelecer um link mais direto com a cidade que mais sintetiza e representa a cultura e o sentimento político dos maranhenses. Não surpreende, portanto, o fato de a maioria não aprovar seu Governo. Ao mesmo tempo, vale anotar que 39% de aprovação não é o fundo do poço, ao contrário, pode ser uma sinalização de que esse cenário pode mudar se o Governo Bolsonaro mudar sua atitude.

A aprovação do governador Flávio Dino é o resultado natural de uma relação política que começa com o fato de o governador ser “ludovicense da gema” e sempre incluir São Luís nos seus projetos. A maioria da população de São Luís reconhece que o Governo Flávio Dino vem fazendo o que está ao seu alcance para melhorar a infraestrutura, os serviços – educação, saúde e segurança, por exemplo – e os meios para dar à Capital a condição socioeconômica e cultural que o status de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade exige. As obras de urbanização do Governo do Estado, a parceria com a Prefeitura, o calendário cultural e programas como Nosso Centro têm contribuído fortemente para fortalecer a relação dos ludovicenses com o Palácio dos Leões. Ao mesmo tempo, 42% de desaprovação deve funcionar como um bom sinal de alerta no sentido os laços sejam fortalecidos.

A não aprovação da maioria dos ludovicenses à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. cobra uma avaliação muito mais complexa. Para começar, o entrevistado reflete o sentimento do dia a dia – o buraco na rua, o sufoco nos transportes urbanos, o custo de vida elevado, a falta de urbanização em bairro ou complexos de bairros populosos, entre outras situações cuja cobrança cai diretamente na conta do ocupante do gabinete principal do Palácio de la Ravardière. O sentimento de desaprovação da maioria mostrado pelo levantamento do JPesquisa tem uma série de explicações, uma delas, de suma importância, é a timidez da comunicação direta do prefeito Edivaldo Holanda Jr. com a população. Ele trabalha muito, faz uma gestão limpa, tem uma boa máquina de divulgação, mas resiste a um contado mais direto com o povo. São raras as suas entrevistas, e suas aparições públicas acontecem sempre em situações que impedem esse contato.

Oportuna e realizada num momento adequado, a pesquisa divulgada pelo Jornal Pequeno é uma boa referência para que o presidente da República, o governador do Estado e o prefeito da Capital ajustem suas bússolas políticas em relação a São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Entrega de fuzis novos à PM revelou que numa democracia os contrários podem conviver em harmonia

Acima: Flávio Dino entre Othelino Neto e Paulo Sérgio Nogueira. No meio: Jefferson Portela entrega um dos fuzis ao comandante da PM observado por Othelino Neto, e Flávio Dino e Othelino Neto ouvem o pronunciamento do comandante militar do Norte

A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) reforçou seu arsenal com mais 100 fuzis, dos quais 50 foram comprados pelo Governo do Estado com recursos próprios e 50 doados pelo Exército Brasileiro. As armas foram entregues à corporação ontem, em ato no Palácio dos Leões, presidido pelo governador Flávio Dino e com a participação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), general Paulo Sérgio Nogueira, comandante militar do Norte, do secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, e do vice-presidente da Comissão de Segurança da Alema, deputado Duarte Jr. (PCdoB). Os fuzis entregues ontem são um reforço e tanto no aparelhamento das forças policiais maranhenses, segundo governador Flávio Dino: “Nós sempre buscamos unir esforços em favor da segurança pública e, neste caso, temos a parceria do Exército, mediante a doação de fuzis, que se somam àqueles que adquirimos com recursos do Governo do Estado. De modo que estamos incrementando a capacidade das polícias do Maranhão de garantir a aplicação da lei”. Por sua vez, o general Paulo Sérgio Nogueira afirmou que, além da doação de armas, o Exército está pronto para firmar parcerias nas áreas de inteligência, operacional, logística e apoio às ações psicossociais. “O Exército está sempre pronto a esse tipo de parceria. A gente fica muito satisfeito em poder apoiar o Governo do Estado do Maranhão na defesa da nossa sociedade e o reforço à Secretaria de Segurança Pública no combate ao crime organizado”, declarou. Por sua vez, o presidente Othelino Neto destacou: “Hoje, com a doação destes armamentos para a segurança pública, somando esses esforços, conseguiremos avançar muito mais no objetivo de deixar a sociedade maranhense mais segura”.

O ato de entrega dos 100 fuzis à PM confirmou com clareza que o Brasil vive uma democracia política plena, com outrora contrários convivendo em perfeita harmonia, apesar dos esforços zoadentos do bolsonarismo em sentido contrário. Os fuzis foram entregues por um general comandante militar do Norte, acompanhado de oficiais do Exército, tradicionalmente conservadores e de direita, ao governador do Maranhão, um político membro do PCdoB, militante ativo da chamada esquerda democrática, na presença de um deputado-presidente do Legislativo também de esquerda, tendo as armas foram recebidas por um secretário de Segurança Pública também militante de esquerda. O ato, transcorrido em clima de descontração e sem qualquer lampejo de tensão ou mal-estar, traduziu com perfeição o fato de que numa democracia plena é perfeitamente possível a convivência de contrários, o que, nos ensinamentos dialéticos, ajuda a criar o novo e aperfeiçoar a civilização.

 

Encontro do PSL revelou que o braço do bolsonarismo no Maranhão está dividido

Chico Carvalho, Maura Jorge, Allan Garcez e Pará Figueiredo: PSL rachado em quatro partes

O encontro estadual do PSL, realizado no final da semana passada em São Luís, confirmou a situação anômala que movimenta as correntes do bolsonarismo no Maranhão. Primeiro, porque ratificou o comando inabalável do vereador Chico Carvalho, que depois de ter sido fortemente pressionado para passar o bastão, conseguiu reverter a tendência e se manter firme no poder, mesmo tendo ainda boa parte dos graúdos contrários à sua presidência. Segundo, porque ficou claro que o PSL estadual se encontra irremediavelmente dividido em quatro correntes, a de Chico Carvalho, que tem como parceiro o vereador Isaías Pereirinha; a liderada pela ex-prefeita de Lago da Pedra e atual superintendente da Funasa, Maura Jorge; a comandada pelo médico Allan Garcez, e outra representada pelo deputado Pará Figueiredo (PSL), que parece isolado do bolsonarismo estadual. O racha torna praticamente impossível a união de todas num só bloco. A iminente definição das linhas de atuação do partido na corrida à Prefeituras deverá funcionar como um divisor de águas, podendo reduzir as tensões na agremiação em função dos candidatos, também podendo explodir de vez o arremedo de partido que é o PSL no Maranhão. É só aguardar o desenrolar dos fatos.

São Luís, 19 de Julho de 2019.

Ações para desbaratar esquemas de corrupção no Judiciário e em Aldeias Altas são bem sucedidas e sugerem indagações

 

Servidores corruptos arranharam a imagem do Tribunal de Justiça e o prédio de luxo na península onde moravam os chefes da quadrilha que saqueou Aldeias Altas

Duas operações realizadas em conjunto por Polícia Civil e Ministério Público Estadual, nas últimas 48 horas – uma para colocar atrás das grades três servidores do Tribunal de Justiça que alteravam a ordem de pagamento de precatórios no Maranhão, outra para desbaratar uma quadrilha que estava saqueando os cofres da pequena Aldeias Altas, vizinha de Caxias, por meio de contratos fajutos com empresa contratadas para fazer a limpeza pública – mostraram duas faces do serviço público no Maranhão. De um lado, a face positiva, traduzida na boa ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), ambos cumprindo com correção e eficiência as suas missões institucionais. De outro, a face feia e cruel do submundo da máquina pública, demonstrada na ação nefasta de servidores corruptos e empresários corruptores causando à sociedade danos difíceis de mensurar além do puro e simples desvio de dinheiro. Nas duas operações, a maioria dos corruptos identificados foi presa, tudo bem. Mas os fatos sugerem, infelizmente, que a ação de criminosos na máquina pública continua, apesar das regras e dos instrumentos de controle.

Na primeira operação, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público, e a Superintendência de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), da Polícia Civil, agiram por decisão da 1ª Vara Criminal do Termo Judiciário da Capital para cumprir mandados de busca e apreensão de documentos e prisão preventiva em São Luís, Paço do Lumiar e Goiânia. As investigações levaram a um esquema de corrupção envolvendo três servidores da Coordenadoria de Precatórios do Tribunal de Justiça – Daniel Andrade Freitas e Thiago da Silva Araújo, ambos concursados, Thiago Rafael de Oliveira Candeira, prestador de serviços terceirizado. Eles atuaram para favorecer credores da Fazenda Pública na elaboração de cálculos em desacordo com a decisão judicial. Eles obtinham informações sobre os credores de precatórios e entravam em contato por telefone solicitando vantagem. O esquema incluía também Wendel Dorneles de Moraes, preso em Goiânia. Daniel Freitas, Thiago Araújo e Thiago Candeira facilitavam o acesso dele à planilha de credores e valores, permitindo que ele negociasse com credores a garantia de receber mais rapidamente, desde que valores vultosos.Nesse caso, uma situação aparentemente sem importância chama a atenção: como um servidor terceirizado atua com tamanha desenvoltura nas entranhas do Poder Judiciário, tem acesso a uma área tão delicada e complexa e consegue manipular informações tão importantes em concluiu com dois servidores efetivos, ou seja, concursados da instituição?

Na segunda operação, realizada ontem, Seccor e Gaeco atuaram em Aldeias Altas, Caxias e São Luís, para cumprir decisão judicial da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caxias de prender temporariamente Antônio José de Souza Paiva, secretário de Infraestrutura de Aldeias Altas, e Jaime Neres, presidente da Comissão de Licitação daquela Prefeitura. Eles agiam em quadrilha com Melissa Lima Barroso, Paulo Roberto Feitosa Wanderley, Paulo Valério Mendonça (empresário) e George Luís Damasceno Borralho. De acordo com as investigações do MPE, um esquema envolvendo a empresa M L Barroso Moura – ME para a realização de serviços de limpeza urbana na cidade de Aldeias Altas no ano de 2017, cujo contrato foi aditivado nos anos de 2018 e 2019. O MPE sustenta que o procedimento licitatório foi superfaturado, e que os suspeitos atuaram em associação criminosa com o objetivo de fraudar a licitação, envolvendo tanto a empresa vencedora como também uma das perdedoras, a Impacto Construção Civil Ltda., cujo responsável legal, Paulo Valério Mendonça, recebeu mais de R$ 1 milhão da empresa M L Barroso Moura – ME. Além disso, foi constatado que a empresa investigada também fez transferências bancárias para familiares do secretário Municipal de Infraestrutura, Antônio José Sousa Paiva, e do presidente da Comissão Permanente de Licitação, Jaime Neres dos Santos.

Nesse caso, uma pergunta emerge naturalmente: como o prefeito de Aldeias Altas não percebeu nada de estranho na atuação do secretário de Infraestrutura, que está acusado de ter participado diretamente do desvio de mais de R$ 3 milhões de uma Prefeitura com recursos tão limitados como os de Aldeias Altas?

São indagações que poderiam ser feitas no processo de investigação pelos diligentes agentes da Polícia Civil e do Ministério Público.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Relator da Reforma Tributária, Hildo Rocha terá de administrar pressões de poderosas corporações

Hildo Rocha: preparando-se para assumir o papel de estrela na reforma Tributária, da qual será relator

Com atuação discreta durante a discussão e a votação da reforma da Previdência, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) se prepara para assumir a condição de estrela maior da Câmara Federal no próximo semestre. A explicação é muito simples: o parlamentar maranhense é o relator da Reforma Tributária, que será deslanchada já em agosto, segundo o calendário traçado pelo   presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ao contrário do relator da Reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que quase foi esmagado por pressões de grupos corporativos assalariados, que tentaram de todas as maneiras arrancar concessões, Hildo Rocha será fortemente pressionado por empresários, prefeitos, governadores e até pelo presidente da República. Afinal, enquanto na Reforma da Previdência o esforço maior foi para garantir uma economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos, tendo o Palácio do Planalto de se contentar com pouco mais de R$ 900 bilhões, Hildo Rocha será pressionado para assegurar instrumentos tributários que garantam a receita atual para o Governo Federal, para os Estados e para os municípios. A ideia central é desbastar o emaranhado de tributos que sufoca o contribuinte, o que exigirá do relator Hildo Rocha o “trabalho braçal” de fazer o máximo pela simplificação tributária do País.  Ele tem nas mãos o desafio de tornar a teia de impostos mais simples sem, no entanto, causar a redução da receita. E bem sintonizado com o alerta feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia – que é economista de formação liberal, recebida nos Estados Unidos, onde nasceu -, para quem comete grave equívoco quem imagina que reformar o cipoal tributário é diminuir a receita. Não é, não. E Hildo Rocha sabe disso, do contrário não teria recebido a árdua missão do MDB.

 

Presidente agradece apoio de deputados e faz balanço positivo do primeiro período da atual legislatura

Tendo ao lado os deputados Glaubert Cutrim e Ricardo Rios, Othelino Neto destaca desempenho da Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa encerrou, na tarde de segunda-feira (15), o primeiro semestre na nova legislatura cumprindo a função básica da sua razão de existir como instituição: legislando. Naquela sessão, os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, Projeto de Lei proposto pelo Poder Judiciário instituindo a exigência do diploma de Bacharel em Direito para acesso à carreira de Oficial de Justiça. A reunião plenária ganhou mais importância quando, antes de encerrar os trabalhos, o presidente Othelino Neto (PCdoB) fez um rápido pronunciamento no qual, além de alimentar a praxe de agradecer a participação e o desempenho dos deputados, destacou o fato de a Assembleia Legislativa do Maranhão, ao contrário das Casas legislativas de vários estados, viveu um período de absoluta normalidade institucional e de tranquilo cenário político.

“Mais uma vez, o Maranhão dá um exemplo de equilíbrio institucional para o Brasil, o que é fundamental entre os Poderes, respeitadas as prerrogativas de cada um, mas tendo relação independente e harmônica. E, hoje, a Assembleia faz mais um gesto que espelha isso. Enquanto em outros estados os Poderes têm momentos de enfrentamento, no Maranhão a convivência é harmônica e quem ganha com isso é a sociedade. Nesse sentido, ratifico o agradecimento a todos que se dispuseram a estar presentes na sessão de hoje”, disse o presidente, referindo-se também à aprovação do projeto proposto pelo Poder Judiciário com um pedido de urgência atendido na linha de harmonia e cooperação entre os Poderes.

Sobre o recesso parlamentar de duas semanas, a exemplo do Congresso Nacional, o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto esclareceu que o período é marcado apenas pela suspensão das sessões plenárias, mas não das atividades parlamentares. “Nesse período, os deputados dedicam-se à outra parte importante da atividade parlamentar, que é a visita às bases, para ter um contato direto com o povo. Contato que é essencial para que nós, enquanto parlamentares, possamos exercer com mais eficiência os mandatos a nós conferidos”, disse.

E fez um agradecimento aos deputados que atenderam ao chamamento para a sessão de segunda-feira: “A maioria dos deputados presente não estaria em São Luís nesta segunda-feira, não fosse este convite que fizemos, provocado pelo presidente do Tribunal de Justiça, que nos solicitou que apreciássemos, antes do recesso, o projeto de lei que altera a escolaridade do cargo de oficial de Justiça”.

O presidente do Poder Legislativa concluiu sua fala fazendo uma avaliação do desempenho da Casa: “A Assembleia produziu muito e cumpriu seu papel de legislar, fiscalizar o Poder Executivo e promover o bom debate político sobre o Maranhão e o Brasil, a partir de um relacionamento equilibrado, harmônico e independente com os demais Poderes e as demais instituições. Isso nos deixa com a consciência tranquila e certos de que estamos cumprindo nosso papel e atendendo às expectativas do povo do Maranhão”.

São Luís, 17 de Julho de 2019.

Pesquisa do JP confirma favoritismo de Braide e sugere que aliança precisa preparar um candidato para enfrentá-lo

Eduard Braide, Duarte Jr., Wellington do Curso e Neto Evangelista são os nomes mais bem posicionados na pesquisa do JP sobre a corrida sucessória em São Luís

Se a eleição para prefeito de São Luís fosse agora, o deputado federal Eduardo Braide (PMN) provavelmente seria eleito no primeiro turno. Em um cenário, o seu concorrente mais próximo seria o deputado estadual Duarte Jr. (PCdoB), e em outro, o segundo colocado seria o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB). Nomes de peso da política maranhense, como os deputados federais Rubens Jr. (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) e os deputados estaduais Neto Evangelista (DEM) e Adriano Sarney (PV) aparecem em posições em posições distantes, aparentemente sem condições de reverter o quadro. Na prospecção do voto espontâneo, Eduard Braide tem no momento 37% das intenções, seguido de Duarte Jr. com 06%. A pesquisa foi realizada pelo instituto JPesquisa, empresa pertencente ao Jornal Pequeno, que publicou na edição de domingo (14) os percentuais encontrados no período de 1º a 04 de Julho junto a 1.081 eleitores, com margem de erro de 3,10 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os números divulgados são os seguintes:

Voto espontâneo: Eduardo Braide (PMN): 32%, Duarte Júnior (PCdoB): 06%, Neto Evangelista (DEM): 02%, Bira do Pindaré (PSB): 02%, Wellington do Curso (PSDB): 1%, Tadeu Palácio (sem partido) – 1%, Ninguém: 04%, e Não sabe/não respondeu – 52%.

Intenções de voto estimulada (com Duarte Júnior na disputa): Eduardo Braide (PMN): 47%, Duarte Júnior (PCdoB): 14%, Wellington do Curso (PSDB): 10%, Neto Evangelista (DEM): 07%, Bira do Pindaré (PSB): 05%, Adriano Sarney (PV): 03%, Osmar Filho (PDT): 02%, Dr. Yglésio (PDT): 01%, Jeisael Marques: 01%, Nenhum: 04%, Não sabe/não respondeu: 06%

Intenções de voto estimulada (com Rubens Júnior na disputa): Eduardo Braide (PMN): 51%, Wellington do Curso (PSDB): 11%, Neto Evangelista (DEM) – 09%, Bira do Pindaré (PSB): 07%, Adriano Sarney (PV): 04%, Rubens Júnior (PCdoB): 02%, Osmar Filho (PDT): 02%, Dr. Yglésio (PDT): 01%, Jeisael Marx: 01%, Nenhum: 06% e Não sabe/não respondeu: 06%.

Os números do JPesquisa repetem basicamente levantamentos anteriores nos q         uais Eduardo Braide apareceu sempre em primeiro e bem distanciado dos demais, com margens elevadas e que apontaram potencial para liquidar a fatura em turno único. Portanto, os percentuais espontâneos e estimulados encontrados pelo levantamento do JPesquisa, realizado a 15 meses das eleições municipais, reforçam a tendência nitidamente favorável ao pré-candidato do PMN. E informam que, ao contrário de outros favoritos muito antecipados e que foram perdendo gás à medida que as eleições se aproximaram, Eduardo Braide mantém cacife quase integral na preferência do eleitorado, parecendo que será um candidato duro de ser batido. Sua eleição para a Câmara Federal em 2018 confirmou essa tendência, uma vez que ele saiu das urnas de São Luís com mais de 100 mil dos 189 mil votos que recebeu.

Interpretada com isenção, a pesquisa publicada pelo Jornal Pequeno pode ser entendida como um recado forte ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e ao governador Flávio Dino no sentido de que sejam muito cuidadosos na escolha do nome que enfrentará o ex-aliado.

Os cenários mostrados pela pesquisa do JPesquisa apontam que a aliança governista terá de garimpar e preparar um nome de peso político e influência eleitoral. Pode ser Rubens Jr., Duarte Jr., Neto Evangelista ou Bira do Pindaré, que já se movimentam em busca de apoio na aliança a que pertencem e cujo poder de decisão está no Palácio de la Ravardière e no Palácio dos Leões. Sem esse suporte, dificilmente um deles terá condições de enfrentar o favorito de igual para igual. Ao contrário dos seus potenciais concorrentes, Eduardo Braide está pronto para a disputa, tendo como pendência apenas sua questão partidária, cuja solução não fará muita diferença, como já ficou demonstrado nas últimas eleições que pré-candidato do PMN. E nesse contexto não será surpresa se, em vez de turbinar um desses nomes, a aliança governista vier a optar por lançar um nome também pronto, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania) ou o senador Weverton Rocha (PDT).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia de Deus homenageia Othelino Neto com a Medalha Luiz de França Moreira

Othelino Neto recebe a comenda Pastor Luiz de França Moreira entregue por Pastor Cavalcante, durante a convenção de pastores da  Assembleia de Deus no MA

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) é a nona personalidade laureada com a Medalha Pastor Luiz de França Moreira, a maior honraria concedida pela Igreja Assembleia de Deus no Maranhão. A láurea lhe foi entregue no último sábado (13), pelo deputado Pastor Cavalcante (PROS), durante a Convenção de Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Maranhão (Comadesma), realizada em São Luís. “Razão de muita alegria para mim e que muito me honra ser condecorado pela Igreja Evangélica do SETA. Certamente, saio ainda mais feliz e mais forte espiritualmente, com esta importante comenda“, destacou o presidente do Poder Legislativo.

Chama a atenção o fato de o homenageado, independentemente de ser o presidente do Poder Legislativo, ser um político de esquerda e filiado a um partido que historicamente vive em rota de colisão com o mundo evangélico. O deputado Pastor Cavalcante, que preside a Comadesma, justifica a homenagem: “O deputado Othelino Neto é uma pessoa de grande representação no Maranhão e de uma liderança especial na Assembleia, onde trabalhamos juntos. Uma pessoa que conduz os trabalhos com muita classe e respeito aos colegas deputados. Portanto, a Assembleia de Deus se sente honrada e a Comadesma, especialmente, em oferecer a maior comenda que a instituição pode dar”.

A Comadesma realiza a Assembleia Geral Ordinária com consagrações de evangelistas, ordenação e transferência de pastores, e organização de igrejas, marcada por diversas ações evangélicas, como cultos de adoração, louvores, e ministração da palavra. No início deste ano, a entidade chegou a receber cerca de dois mil pastores e reuniu mais de cinco mil fieis vindos de 78 igrejas de outros 35 municípios da região sul e de 14 estados do país, um recorde de público desde a primeira convenção, que teve início há 15 anos.

 

Corrente do PT discute se o partido deve ou não lançar  candidato a prefeito de São Luís

CBN, corrente do PT liderada por Zé Inácio e Raimundo Monteiro, discute se o partido lança ou não candidato à Prefeitura de São Luís nas eleições do ano que vem

A reunião, sábado (13), da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), mostrou o quanto o PT está dividido no Maranhão e no Brasil como um todo. Liderada pelo deputado Zé Inácio e pelo professor Raimundo Monteiro, que presidiu por vários anos o braço maranhense da agremiação, a CNB – que é o grupamento petista mais próximo do ex-presidente Lula e tem como objetivo central a sua libertação – se reuniu para debater internamente o cenário político maranhense e definir um posicionamento em favor da unidade do partido e sobre as eleições municipais. No que diz respeito à unidade partidária, os líderes da CBN acreditam que ela poderá ser alcançada por meio de um diálogo aberto e franco entre as correntes, o que é possível. Já em relação que o PT lance candidatos a prefeito e vereador no maior número possível de municípios. No que diz respeito a São Luís, os líderes petistas debatem o lançamento ou não de candidato. Em caso positivo, o candidato poderá ser o deputado Zé Inácio, que está disposto a entrar na disputa se essa for uma missão dada pelo partido, ou o deputado federal Zé Carlos, uma das vozes mais fortes do partido no estado.

São Luís, 16 de Julho de 2019.

Com bom desempenho no Senado, Eliziane Gama é lembrada para o Governo e para a Prefeitura de São Luís

Eliziane Gama: atuação forte, produtiva e bem sucedida no Senado da República

Quando em 2014 a então deputada estadual Eliziane Gama (PPS), com dois mandatos, decidiu pensar grande e se candidatar à Câmara Federal, alguns observadores avaliaram que ela tentaria dar um passo além das pernas e, mesmo que conquistasse a cadeira, seria tragada pelo ralo de pretensões que é o Congresso Nacional. Ele se candidatou, foi eleita e, ao contrário das previsões sombrias, em poucos meses se tornou uma voz respeitada na Câmara Baixa. O mesmo aconteceu em 2018, quando ela ousou saltar em direção ao Senado da República. Contrariando muitas expectativas, venceu a eleição contra medalhões da política estadual, e seis meses depois consolida uma ação parlamentar impecável e altamente produtiva. Recentemente, referindo-se a um grupo de expoentes da coligação que lidera, e no qual ela era a única mulher presente, o governador Flávio Dino (PCdoB) disse ser provável que ali estivesse “o futuro governador ou governadora”. E no momento, há vozes politicamente importante sugerindo sua candidatura à Prefeitura de São Luís, por ser ela um nome já pronto.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) fecha o primeiro semestre do novo mandato com quatro Propostas de Emenda à Constituição (PEC), nove projetos de lei, mais de uma dezena de requerimentos, quase duas dezenas de relatorias de projetos, vários sobre temas importantes. É titular de cinco comissões de peso, entre elas a de Assuntos Sociais, a de Combate à Violência Contra a Mulher, a Serviços de Infraestrutura e a de Agricultura e Reforma Agrária, sendo também suplente de outras tantas igualmente destacadas. E integra a Frente Parlamentar de Senadores do Norte e do Nordeste.

Membro da Oposição, Eliziane Gama tem presença assídua no plenário do Senado, onde participa ativamente dos debates e das votações. Em pouco mais de cinco meses, fez dezenas de pronunciamentos, alguns deles contendo fortes críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu Governo, travando embates com líderes governistas – num desses embates, o líder do Governo, senador Major Olímpio (SP), reagiu gritando às críticas da maranhense, que sem se alterar, revidou: “Não grite comigo porque eu também sei gritar”, desarmando o bolsonarista. Entre os seus requerimentos, dois se destacaram: os que convidaram o ministro Sérgio Moro (Justiça) a prestar ao Senado esclarecimentos sobre o material divulgados pelo blog The Intercept, e o então ministro-secretário de Governo, general Santos Cruz, para dar explicações sobre um vídeo em que faz apologia à ditadura militar. Na semana passada, por exemplo, Eliziane Gama criticou duramente o presidente da República por haver ele defendido o trabalho infantil, e vem sendo uma das vozes mais ativas do Congresso Nacional contra a obcecada política bolsonarista de flexibilizar o uso de armas no País.

Politicamente, a senadora Eliziane Gama atua em total alinhamento com o governador Flávio Dino, ainda que seu partido, o PPS rebatizado Cidadania, aqui e ali entre em rota de colisão com o PCdoB. Nada, porém, tem afastado a senadora do bloco político e partidário liderado pelo governador e pelo qual foi eleita, juntamente com o senador Weverton Rocha (PDT). A senadora mantém linha aberta com o Palácio dos Leões e, segundo fontes governistas, opera em fina sintonia com o governador Flávio Dino na defesa dos interesses do Maranhão na Esplanada dos Ministério, onde atua intensamente na garimpagem de recursos para o estado. Em outro requerimento, propôs audiência pública para debater garantias de direitos de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência. Requereu ainda realização de audiência pública para debater proposta que altera os limites dos Lençóis Maranhenses. E como relatora, deu parecer favorável a requerimento do senador Roberto Rocha (PSDB) para que seja investigado o processo de autorização da construção da Refinaria Premium I em Bacabeira, e a suspensão do projeto pela Petrobras

A senadora Eliziane Gama é, sem dúvida, o resultado de um projeto político bem sucedido, focado no bom desempenho, este baseado num dado fundamental, a boa informação por ela garimpada e trabalhada, apesar de alguns tropeços. Com um largo horizonte pela frente, não surpreende ela seja cogitada para disputar o Governo do Estado ou, antes, a Prefeitura de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino tem prestígio elevado entre os líderes do Congresso nacional, segundo pesquisa

Flávio Dino: o melhor, segundo líderes congressistas ouvidos em pesquisa

O governador Flávio Dino fechou a semana surfando na posição de melhor avaliado entre os governadores por líderes do Congresso Nacional, segundo levantamento feito pelo instituto In Press Oficina, que ouviu 61 deputados federais e senadores entre os mais destacados, a pedido do portal Congresso em Foco. Flávio Dino lidera o grupo dos seis chefes estaduais mais bem avaliados seguido do baiano Rui Costa (PT), do piauiense Wellington Dias (PT), do cearense Camilo Santa (??), do capixaba Renato Casagrande (PSB) e do pernambucano Paulo Câmara (PSB). O fluminense Wilson Witzel (PSC) amargou a lanterna, apontado que foi como o pior entre os 27 governadores.

Em todos os levantamentos feitos e divulgados no Brasil nos últimos cinco anos, o governador Flávio Dino apareceu no mínimo entre os dez melhor avaliados, seja por desempenho administrativo, seja por atuação pessoal nos planos ético e político. Eticamente, há o reconhecimento geral de que o governador do Maranhão é um político sem nódoas, o mesmo acontecendo com o seu Governo, contra o qual até agora não feita qualquer denúncia sobre desvio de recursos público. Politicamente, Flávio Dino tem defendido posições firmes sobre as mais diversas questões nacionais, é um dos mais destacados líderes da Oposição e vem ganhando projeção como um dos nomes da esquerda em condições de ser candidato a presidente da República.

PSL do Maranhão faz encontro e filia figuras destacadas da extrema direita

Chico Carvalho colhe filiação de Larêdo e administra pré-candidaturas de Allan Garcez, Roberto veloso e Silvio Antônio em São Luís

O I Encontro Estadual do PSL, realizado ontem em São Luís, confirmou que o partido do presidente Jair Bolsonaro continua nanico, mas revelou que aos poucos a agremiação de posição conservadora vai se transformando num bolsão do que há de mais conservador na direita do Maranhão. Comandado pelo anticomunista calejado e tarimbado vereador por São Luís Chico Carvalho, e tendo como destaques o vereador ludovicence Isaías Pereirinha, o deputado estadual Pará Figueiredo e a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge – que não compareceu ao evento -, o partido ganhou ontem dois reforços com a filiação do coronel José Ribamar Monteiro, tido como os “olhos e ouvidos” do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão, e dos dois principais líderes monarquistas do estado, o empresário José Larêdo Filho e o advogado Melhem Saad, respectivamente presidente e chanceler do Círculo Monárquico de São Luís, que juntamente com o grupo anticomunista ferrenho “Endireita Maranhão”, fazem oposição obstinada ao governador Flávio Dino.

Observadores do evento partidário registraram que há um clima de disputa pela vaga de candidato do partido à Prefeitura da Capital. Estão no páreo o médico Allan Garcez, que foi candidato a deputado federal em 2018 e ganhou um cargo no Ministério da Saúde, o juiz federal Roberto Veloso, que ainda não se filiou, mas já é apontado como “candidato de Sérgio Moro, e o “apóstolo” Silvio Antônio, que anunciou sua pré-candidato em discurso.

São Luís, 14 de Julho de 2019.

Voto de Gil Cutrim tirou o PDT do eixo causou fissura na liderança de Weverton Rocha

 

Weverton Rocha: liderança regional colocada em risco pelo voto de Gil Cutrim

Mais do que um forte indicativo de que o comando nacional do PDT está em crise, o voto do deputado federal Gil Cutrim a favor da Reforma da Previdência, contrariando a orientação do partido – outros sete deputados pedetistas fizeram o mesmo -, causou um forte embaraço na cúpula estadual do arraial neobrizolista, deixando o chefe maior da legenda, o senador Weverton Rocha, que lidera o partido no Senado, numa posição delicada. O episódio colocou em xeque a autoridade e também a liderança do senador, reconhecido por seus pares, eleitores, adversários e observadores como um comandante firme e determinado, não havendo registro, pelo menos até aqui, de qualquer fato dentro do PDT maranhense que tenha deixado Weverton Rocha desarmado e sem resposta à altura. O voto de Gil Cutrim, pode se dizer, foi o primeiro contrapé que abalou a solidez da posição do sucessor de Jackson Lago no comando do braço maranhense do socialismo moreno.

A votação da Reforma da Previdência foi um desastre completo para o PDT e para o PSB, funcionando também como uma pancada na esquerda. Enquanto partidos como PCdoB e PT, por exemplo, votaram em bloco contra o projeto, as bancadas do PDT e do PSB racharam, com oito dos 27 deputados pedetistas e sete dos 32 da bancada socialista se insurgiram contra a orientação do partido pelo voto contrário e aumentando o número de votos favoráveis. A consequência foi instantânea: PDT e PSB foram apontados nacionalmente como partidos de comandos fracos, que têm na Câmara Federal bancadas que se dividem, com os insurgentes alegando convicções diferente a respeito do que lhes foi orientado. E como um efeito dominó, a impressão de falta de firmeza desembarca nos estados, onde os chefes partidários são responsáveis pelo posicionamento dos seus representantes no Congresso Nacional.

Nas suas explicações para o voto divergente da orientação partidária, o deputado Gil Cutrim insistiu no argumento segundo o qual votou a favor do texto-base de acordo com as suas convicções. Isso indica claramente que sua posição já era conhecida dos chefes pedetistas, não tendo sido, portanto, um fator surpresa. Por dedução lógica, torna-se praticamente impossível que Gil Cutrim tivesse escondido suas convicções dentro da bancada para revelá-las apenas no momento da votação. Logo, a mesma lógica sugere que tanto a liderança da bancada quanto o chefe regional do partido, senador Weverton Rocha, já sabiam da dissidência. Do contrário, serão facilmente apontados como dirigentes relapsos, que não cuidam da consciência ideológica, doutrinária e programática dos seus liderados, tornando o partido uma colcha de retalhos mal alinhavados.

Mesmo sabendo que sua insurgência lhe imporia consequências, é provável que o deputado Gil Cutrim não tenha avaliado os desdobramentos políticos do seu gesto, menos ainda que eles colocariam em dúvida o comando do senador Weverton Rocha. O problema em política é que decisões controversas costumam causar estragos em cadeia, e o voto do deputado Gil Cutrim foi uma decisão controversa no que diz respeito à posição do partido. E como não poderia deixar de ser, sua atitude dissidente   produziu um questionamento natural acerca do papel do líder partidário regional na crise em que o neobrizolismo foi mergulhado, na noite de quarta-feira, no plenário da Câmara Federal.

Numa perspectiva mais frouxa, a crise pedetista nacional e seus desdobramentos regionais poderia ser resolvida com o enquadramento dos insurgentes nos cânones neobrizolistas. Mas a repercussão da insurgência, festejada pela direita e pelo Palácio do Planalto, e certamente lamentada pelo Palácio dos Leões, tirou o PDT do eixo e, sem dúvida, mexeu com o comando do senador Weverton Rocha, causando uma rasura no seu projeto maior, cuja primeira etapa é levar o PDT a uma grande vitória nas urnas municipais, e a segunda, e mais importante, é chegar ao Governo do Estado em 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pedro Lucas fez o que deve ser feito: votou de acordo com a orientação do seu partido

Pedro Lucas Fernandes: voto favorável de acordo com a orientação que recebeu do seu partido, o PTB

Não houve qualquer questionamento a respeito do voto do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB) a favor da Reforma da Previdência, mesmo sendo ele politicamente alinhado ao governador Flávio Dino. E a explicação é simples: seguindo os passos do seu pai, o respeitado ex-deputado federal e hoje suplente de senador Pedro Fernandes, Pedro Lucas Fernandes é hoje bem situado na cúpula do partido, de onde saiu a decisão colegiada de apoiar a reforma da Previdência sem as maldades contidas no projeto original apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Além disso, Pedro Lucas Fernandes é o líder da bancada do PTB na Câmara, com 12 deputados, mesmo que o partido integre um bloco com o PP e o MDB, totalizando 85 deputados. Os parceiros de bloco também votaram integralmente a favor da reforma, numa situação na qual Pedro Lucas Fernandes sentiu-se inteiramente à vontade para cumprir a orientação do partido. Vale registrar que sua posição não foi assumida à última; ao contrário, se posicionou como favorável ao texto-base desde que a proposta foi protocolada na Câmara Federal. Como todos os parlamentares de bom senso, fez cargas contra o fim da aposentadoria rural, do BPC e rejeitou a capitalização. Pedro Lucas Fernandes fez o que todo deputado tem de fazer: votar de acordo com a orientação do seu partido, mesmo que torça o nariz para partes ou para o projeto inteiro.

 

Wellington do Curso avisa que será candidato a prefeito e não tem concorrente no PSDB

Wellington do Curso: partido de peso e 103 mil votos em 2016 garantem candidatura a prefeito

Observadores atentos da cena política têm registrado que o deputado Wellington do Curso (PSDB) já dá sinais de que será mesmo o candidato à Prefeitura de São Luís. Se já bateu martelo pela candidatura, faz o que qualquer político minimamente inteligente na sua condição faria. Para começar, é deputado reeleito com uma votação maior do que a primeira. Depois, tem no currículo 103 mil votos recebidos na disputa municipal de 2016, tendo sido o terceiro mais votado. Além disso, tem um partido que, apesar de todo o cruel processo de desidratação que sofreu nos últimos tempos, ainda é uma referência a ser levada em conta. A menos que seja o próprio presidente regional, senador Roberto Rocha, Wellington do Curso não adversário dentro do PSDB de São Luís. O próprio PSDB cometerá um erro primário se, por uma ou outra conveniência interna, tentar obstaculizar a corrida do parlamentar. E finalmente, todas as pesquisas realizadas até agora para medir o cacife dos pré-candidatos à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) apontam Wellington do Curso como detentor de oito a 10 pontos percentuais de intenção de voto. Logo, mesmo considerando a confusa e midiática a sua ação política, o deputado Wellington do Curso é nome para ser levado em conta para a corrida ao Palácio de la Ravardière.

São Luís, 13 de Julho de 2019.

Gil Cutrim justifica seu voto a favor da Reforma da Previdência,  critica o PDT, será julgado e poderá ser expulso do partido

 

Gil Cutrim: voto a favor da Reforma da Previdência e risco de ser expulso do PDT

De todos os 14 membros da bancada maranhense na Câmara Federal que votaram a favor do texto-base da Reforma da Previdência, o que causou maior controvérsia foi, sem dúvida, o deputado Gil Cutrim (PDT). Ele contrariou frontalmente a orientação do seu partido – que fechara questão contra o projeto –, e por isso foi incluído na vala dos “futuros traidores”, juntamente com outros “infiéis”, a  exemplo da deputada paulista Tábata Amaral, considerada a maior estrela do neobrizolismo, mas que também votou a favor do projeto e entrou no purgatório partidário. Ontem, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, avisou que os “infiéis” serão julgados e poderão até ser expulsos, e a Juventude do PDT pediu a expulsão do parlamentar. Diante da repercussão do seu voto – negativa no âmbito do seu partido e aliados, e positiva nos apoiadores do Governo Bolsonaro –, Gil Cutrim divulgou nota em que mantém sua posição e faz uma crítica direta ao PDT e aos partidos que votaram contra o projeto.

Na sua justificativa, o deputado Gil Cutrim lembra que se posicionou na linha do partido para a retirada da Aposentadoria Rural (AR) e do BPC do texto original, considerando que com a eliminação desses dois pontos – que quase foi consenso no Congresso Nacional -, estaria liberado para votar a favor do texto-base. Curiosamente, o parlamentar não citou nenhum outro item que justificasse seu posicionamento contrário ao do partido, preferindo referir-se à Reforma como um todo.

Gil Cutrim abre sua nota defendendo a Reforma e criticando partidos contrário, entre eles o PDT: “É importante que a população saiba que para que nosso País volte a crescer reformas estruturais precisam ser realizadas independentemente das ideologias partidárias. É preciso que nós, da classe política, enxerguemos só o povo como prioridade, nossas vaidades não podem ser um impeditivo para avançar”. E segue em frente: “Nosso principal objetivo deve ser uma agenda positiva que vise a geração de emprego e o bem-estar dos brasileiros. A reforma da Previdência é uma medida dura, porém fundamental à retomada da economia”, demonstrando em seguida clara empolgação com a previsão de que o país economizará R$ 1,071 trilhão em uma década.

E conclui a nota: “Por fim, deixo claro que minha decisão durante a votação da reforma da Previdência foi por entender este é o caminho para o avanço do Brasil, com a diminuição das desigualdades do atual sistema que faz com que os mais necessitados sustentem os mais ricos. Repito, é uma mudança   dura, mas necessária para retomarmos o avanço que todos queremos para o País”.

Uma interpretação literal das corajosas e controversas declarações de Gil Cutrim leva à conclusão de que, na sua concepção, o PDT inteiro erra ao se posicionar política, partidária e ideologicamente numa questão dessa dimensão, quando a lógica política indica exatamente o contrário. Ou seja, um deputado federal recém-chegado ao PDT, com uma trajetória pouco identificada com a do partido, contraria e critica seus líderes e a maioria da bancada, afirmando, em resumo, que eles estão todos errados e que ele, sim, está certo. Com o seu posicionamento, Gil Cutrim parece não ter levado em conta os argumentos técnicos, sociais e políticos do seu partido, que tem larga e sólida tradição no que diz respeito ao trabalhismo e aos direitos de quem trabalha, e da esquerda em geral, que trilha na mesma linha. Sua decisão de votar contra a orientação partidária baseou-se tão somente no argumento de que é preciso reformar, o projeto impõe a reforma, e ponto final. E explica a reação indignada dos setores mais ideológicos do PDT.

Não restam dúvidas de que, para o bem ou para o mal, o deputado Gil Cutrim conseguiu se destacar entre os 379 que votaram a favor do texto-base da Reforma da Previdência. Sabe que deverá ter uma difícil e até mesmo traumática DR com o Conselho de Ética do PDT, podendo ser poupado, receber um puxão de orelha ou ser expulso. Mas provavelmente calcula que poderá sair ileso do conflito doméstico e auferir dividendos pelo voto controverso. Vale aguardar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Para reflexão

Quase duas décadas após sua morte, o ex-governador Luiz Rocha é condenado por improbidade como prefeito de Balsas

Luiz Rocha: quase duas décadas depois incomodado no seu descanso eterno

A juíza Elaile Silva Carvalho, titular da 1ª Vara de Balsas, protagonizou um caso raro de decisão judicial ao condenar o espólio do ex-prefeito Luiz Rocha (PSDB) – que foi também governador do Estado e um dos políticos mais importantes do Maranhão na segunda metade do século passado -, ao ressarcimento integral ao município de R$ 9.181,00 e multa civil equivalente a três vezes o valor do dano, por ter deslocado o servidor público José Cantidiano Freitas de Oliveira para trabalhar na TV Açucena, de sua propriedade, enquanto recebia remuneração do município pelo cargo de professor. O servidor, por sua vez, foi condenado à perda da função pública e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos. “Houve clara mistura do público com o particular, bem como investidura irregular em cargo público”, sentenciou a juíza.

Nada de excepcional se o caso não tivesse acontecido no ano de 1997, há 22 anos, portanto, quando o ex-governador Luiz Rocha (PSDB), foi prefeito de Balsas entre 1997 e 2001, ano em que faleceu, depois de meses de luta brava e comovente contra um câncer. O caso é revelador também da extrema morosidade da Justiça estadual.

A condenação atendeu ao pedido do Ministério Público (MPE) em Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa ajuizada em 03/07/2002 – 16 meses depois da morte do ex-prefeito. Segundo o MPE, José Oliveira, um deficiente físico, foi nomeado e empossado após aprovação em concurso público para exercer o cargo de professor, com lotação na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo, Desporto e Lazer, no dia 01/08/1997. E em seguida foi colocado à disposição da Assessoria de Imprensa do Município, por ato do então prefeito Luiz Rocha. E, embora o ato de disposição tenha sido revogado pela nova gestão municipal, o servidor não compareceu ao órgão de lotação para trabalhar como professor, continuando a prestar serviço particular na TV Açucena, de propriedade do ex-prefeito, e sendo remunerado pelo município.

Já a representante do espólio do ex-prefeito Luiz Rocha, a ex-primeira-dama Terezinha Rocha, sustentou a inexistência de enriquecimento ilícito e de prejuízo ao erário, bem como a ausência de dolo intenção na conduta ou má-fé e pediu a improcedência da ação. Afirmou que “apenas realocou o servidor público com necessidades especiais”, “sendo que este mesmo servidor já lhe prestava serviço anteriormente em sua empresa particular”, pelo que não haveria desvio de função ou de finalidade no ato.

Os argumentos dos acusados não convenceram a juíza Elaile Silva Carvalho, que condenou o espólio do ex-prefeito Luiz Rocha e o servidor José Oliveira por improbidade administrativa.

 

PSL estadual começa hoje a se preparar para as eleições municipais do ano que vem

Chico Carvalho, Maura Jorge, Pará Figueiredo e Roberto Veloso estarão no encontro do PSL maranhense

Sob o comando do irremovível vereador Chico Carvalho, o braço maranhense do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, dará nesta sexta-feira a largada da corrida para as eleições municipais do ano que vem. De acordo com o comunicado divulgado pelo presidente estadual, dirigentes, representantes e militantes do partido se reunirão no Auditório Neiva Moreira, no Centro de Comunicação da Assembleia Legislativa, onde realizarão os debates sobre 2020, se atualizarão sobre legislação eleitoral e sobre o processo eleitoral propriamente dito. Para estimular ainda mais a militância, o principal palestrante será o juiz federal Roberto Veloso, ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que poderá se filiar ao partido se decidir afastar-se da magistratura para ser candidato à Prefeitura de São Luís, uma possibilidade por ele já admitida, mas ainda pendente de confirmação. O presidente Chico Carvalho espera reunir militantes e simpatizantes de todo o Maranhão, embora saiba que o seu partido é quase um zero à esquerda em matéria de militância. E o encontro deverá servir também para que o deputado estadual Pará Figueiredo se mostre mais integrado ao partido e assuma o espaço que lhe cabe como um dos líderes bolsonaristas do Maranhão, o mesmo acontecendo com a ex-prefeita Maura Jorge, que se encontra na superintendência estadual da Funasa, mas deverá se candidatar à Prefeitura de Lago da Pedra. É provável que o médico Alan Garcez, hoje exercendo cargo no terceiro escalão do Ministério da Saúde, participe do encontro, interessado que está na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). E nesse contexto, o evento partidário poderá oferecer elementos para que o PSL possa existir como um partido de fato no Maranhão.

São Luís, 12 de Julho de 2019.

Reforma da Previdência: mesmo com surpresas, votação traduziu o que pensam os 18 deputados maranhenses

 

Votaram SIM: Aloísio Mendes. Edilázio Jr., Josimar de Maranhãozinho, Pastor Gildenemyr, Juscelino Filho, Cléber Verde, André Fufuca, Hildo Rocha, João Marcelo, Júnior Lourenço, Marreca Filho, Gil Cutrim, Gastão Vieira e Pedro Lucas Fernandes
Votaram NÃO: Márcio Jerry, Bira do Pindaré, Zé Carlos e Eduardo Braide

A aprovação da Reforma da Previdência na Câmara Federal refletiu, agora de maneira bem clara, o grande e curioso mosaico que é bancada maranhense. Dos 18 deputados federais, 14 disseram “sim” e quatro disseram “não” ao projeto governista. De cara, ficou claro que os representantes maranhenses não atuaram como um grupo dividido. Os que deram votos favoráveis ao projeto atuaram, em sua maioria, por afinidade com o Governo Bolsonaro e de acordo com a orientação dos seus partidos, enquanto que outros se posicionaram por sua conta e risco. Já entre os quatro que se posicionaram contrariamente ao projeto, três externaram o pensamento das suas bancadas partidárias, enquanto um deles votou de acordo com o que   pensa, independente de partido. No quadro geral, o grupo que representa a aliança partidária comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) foi pulverizado, com um dado que chamou a atenção: somente três deputados seguiram a posição do Palácio dos Leões contrária ao projeto, sendo que cinco aliados do Governo estadual votaram a favor do projeto do Governo Federal.

Não surpreendeu que os deputados Aloísio Mendes (Podemos), Edilázio Jr. (PSD), Josimar de Maranhãozinho (PL), Pastor Gildenemyr (PL), Júnior Lourenço (PL), Juscelino Filho (DEM), Cléber Verde (PRB), André Fufuca (PP) Hildo Rocha (MDB), João Marcelo (MDB) e Marreca Filho (Patriotas) tenham votado a favor do projeto governista. Todos eles têm se posicionados em perfeito alinhamento com o Palácio do Planalto, a começar por Aloísio Mendes e Edilázio Jr., crias recentes do Grupo Sarney, mas que vêm sendo apontado por alguns como a falange do bolsonarismo no Maranhão. Josimar de Maranhãozinho, Pastor Gildenemyr e Júnior Lourenço uniram a orientação do seu partido à sua condição de governistas militantes por razões diversas, assim como Marreca Filho. Juscelino Filho Cléber Verde e André Fufuca fizeram o que mandaram seus partidos, que são base no Centrão, assim como Hildo Rocha e João Marcelo cumpriram a orientação do MDB. Desse grupo, poucos votaram por convencimento baseado em informações técnicas sobre a realidade previdenciária brasileira.

Do time dos que disseram “sim” ao projeto, três chamaram a   atenção, por razões as mais diversas. O primeiro foi o deputado Gil Cutrim (PDT), que por motivos que não foram ainda bem explicados, desrespeitou a bancada do PDT, que orientou voto contrário, contrariando também a posição do Palácio dos Leões e a do chefe maior do partido no estado, senador Weverton Rocha (PDT), que tem sido crítico duro da Reforma proposta. O segundo foi o deputado Gastão Vieira (PROS), que não participou intensamente do debate, não seguiu a posição do governador Flávio Dino – a quem deve o fato de estar no exercício do mandato – e, ao que tudo indica, votou de acordo com a posição do seu partido. E, finalmente, o deputado Pedro Lucas Fernandes, que como líder da bancada do PTB, votou de acordo com a orientação da cúpula petebista, que desde o início do processo se posicionou favorável à Reforma da Previdência, fazendo restrições pontuais ao projeto.

Os quatro votos contrários foram, provavelmente, os mais   conscientes técnica e politicamente. O deputado Márcio Jerry (PCdoB) foi um crítico severo do projeto da Reforma, não apenas como voz oposicionista, mas como intérprete das preocupações do seu partido e de boa parte da Oposição, tendo declarado que, como foi concebida, a proposta deveria ser rejeitada na sua integralidade, externando, com essa manifestação, o posicionamento do governador Flávio Dino. Na mesma linha votou o deputado Bira do Pindaré (PSB), um dos mais destacados membros da bancada do seu partido, tendo batido forte contra a proposta palaciana e pregado intensamente o voto contrário ao projeto governista. O deputado Zé Carlos (PT) foi rigorosamente fiel à orientação do seu partido, fazendo coro permanente pelo voto contrário à proposta do Planalto. E entre os que votaram contra, destacou-se o deputado Eduardo Braide, que por ser o único representante do PMN na Câmara Federal e nada ter a dever à cúpula nacional do partido, votou rigorosamente de acordo com a sua consciência, rejeitando-o.

A rigor, mesmo com os votos surpreendentes protagonizadas pelos deputados Gil Cutrim e Gastão Vieira, a votação traduziu o pensamento da bancada maranhense.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino ganhou mais do que perdeu no desenrolar da reforma da Previdência até aqui

Flávio Dino: apesar de a bancada ter dado maioria ao projeto, saldo positivo no grande debate da Reforma

A maioria de votos favoráveis dada pela bancado maranhense ao projeto da Reforma da Previdência pode induzir alguns intérpretes a concluir que o governador Flávio Dino tenha sofrido uma derrota. Uma avaliação fria e isenta certamente levará à conclusão de que até aqui o governador está ganhando mais do que perdendo desde que entrou da discussão sobre o projeto. A conta é simples. Se por um lado apenas quatro deputados – três aliados seus e um adversário – seguiram o seu posicionamento votando contra o projeto, por outro, a maioria da bancada respaldou, direta ou indiretamente, sua pregação contra a inclusão de estados e municípios nas regras gerais da Reforma previdenciária.

No grande embate político que antecedeu a votação de ontem, Flávio Dino bateu forte contra cinco pontos: inclusão de estados e municípios, mudança na aposentadoria rural, alteração no Benefício de Prestação Continuada (BPC), desinstitucionalização da Previdência e capitalização. Todos foram extirpados do projeto aprovado ontem, por um grande acordo na Câmara Federal a partir de manifestações de grande parte das lideranças políticas – entre elas o governador do Maranhão – e da sociedade organizada.

Vale registrar ainda que Flávio Dino não fez qualquer pressão sobre deputados aliados, respeitando a decisão de cada um deles de votar de acordo com a orientação dos seus partidos, evitando assim constrangimentos e lesões na aliança que comanda. Essa postura o torna, portando, mais do que antes, credenciado como uma voz de peso e como crítico severo da chamada “Nova Previdência”, certo de que fez o que lhe cabia como líder político.

Sistema previdenciário do Estado está desequilibrado e precisa ser reformado com urgência

Atualmente o número de servidores que se aposentam é maior do que os que ingressam no serviço público estadual

Todos os sinais estão indicando que o Palácio do Planalto e seus aliados vão jogar pesado para que estados e municípios sejam incluídos na Reforma da Previdência na passagem do projeto pelo Senado, havendo também indícios – bem mais fracos, é verdade – de que tentarão incluir a capitalização, que é o sonho colorido do ministro da Fazenda, Paulo Guedes. Se a investida governista vingar em relação a estados e municípios, o governador Flávio Dino terá de rever sua posição em relação ao sistema previdenciário do Maranhão. Mesmo sendo uma das mais ajustadas do País, a Previdência do Estado do Maranhão é deficitária e obriga o Executivo a retirar cerca de R$ 40 milhões mensais da sua receita líquida para cobrir o déficit. Esse desequilíbrio, que vem sendo administrado a duras penas,  aumenta a cada ano, uma vez que o número de funcionários que se aposenta é maior do que o dos que ingressam no serviço público, o que aumenta a folha de aposentados numa proporção bem maior. E com um agravante: o servidor novo entra na folha com salário inicial, enquanto que o servidor que sai se aposenta com o salário integral, via de regra três ou quatro vezes maior do que o do iniciante. Esses e outros fatores importante estão exigindo que o sistema previdenciário do Estado do Maranhão seja reformado com urgência, seja pela regra geral da “Nova Previdência”, se os estados forem incluídos, seja por iniciativa do Governo estadual.

São Luís, 11 de Julho de 2019.