Arquivos mensais: outubro 2019

Articulações e pesquisas não divulgadas agitam bastidores políticos para a sucessão de Flávio Dino

 

Weverton Rocha e Carlos Brandão: operando0 para fortalecer cacife com vistas à sucessão de Flávio Dino

Depois de algumas semanas concentradas na corrida às prefeituras, principalmente a de São luís, nas eleições do ano que vem, o motor das especulações políticas se volta para a sucessão do governador Flávio Dino no pleito de 2022. O mote para a retomada é uma suposta pesquisa cujos números apontaria a posição de prováveis candidatos ao palácio dos Leões, com enfoque especial sobre dois nomes: o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PRB). Os dois são apontados como prováveis dois aspirantes que se baterão pelo voto na corrida ao Governo do Estado. Tal especulação estimula uma movimentação fora de época, mas demonstra que não existe ainda um posicionamento sobre sucessão dentro da aliança siderada pelo governador Flávio Dino e que os movimentos registrados aqui e ali são fruto da iniciativa dos interessados, não constituindo ainda o que poderiam ser considerados atos de campanha.

Não há, na seara política maranhense, nenhuma dúvida que Weverton Rocha e Carlos Bandão são candidatíssimo à vaga de candidato situacionista à sucessão do governador Flávio Dino. Não há dúvida também que os depois já têm suportes na base governista e que trabalham fortemente para reunir apoios na classe política, principalmente entre os prefeitos, que na avaliação de todos os observadores são a chave para um bom desempenho de um candidato a governador.

O senador Weverton Rocha tem dito, oficialmente, que ainda é cedo e que sua ação política neste momento está voltada para alcançar resultados com sua atuação no Congresso Nacional. Mas todos os seus movimentos têm traços fortemente políticos voltados para a corrida sucessória de 2022. Um exemplo são suas investidas no interior em busca de candidatos fortes a prefeito, de modo a sair das eleições municipais com um grande número de prefeitos. Nessa maratona, vem contando com o auxílio político do presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). Além do mais, Weverton Rocha trabalha com afinco para ser o nome da aliança de 16 partidos que hoje segue a orientação do governador Flávio Dino. O senador pedetista sabe que tem força para pleitear a vaga de candidato do grupo, mas sabe também que seu peso político será medido depois das eleições municipais, nas quais espera eleger um grande número de prefeitos aliados. Um dos testes à sua posição será a prefeitura de São Luís, hoje controlada pelo PDT. Se eleger um prefeito pedetista, terá seu cacife fortalecido; se não, correrá o risco de perder força na corrida ao Governo do Estado.

O vice-governador Carlos Brandão passa por um processo semelhante. Refeito do tombo partidário que sofrera com a perda do PSDB, que ajudou a fortalecer nas eleições de 2016, Carlos Brandão tem hoje bate forte no PRB. O vice-governador consolidou posição de homem de confiança do governador Flávio Dino, que o tem prestigiando designando-o para tarefas as mais diversas, que vão desde participação em inaugurações em todo o pesado até comandando missões de prospecção de investimentos para o Maranhão, que já o levou a duas dezenas de Países. O vice-governador tem feito um cuidadoso e eficiente trabalho de aproximação com prefeitos e líderes políticos do interior e já é apontado como um nome forte na classe política, o que lhe dá um cacife importante no jogo cujo desfecho será a escolha do candidato da aliança governista à sucessão de Flávio Dino.

Chama a atenção nesse cenário é que, até aqui, o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão não se movem com adversários dispostos a tudo para alcançar a vaga de candidato. Eles mantêm uma relação tranquila, de aliados, o por enquanto mantém a disputa num clima absolutamente republicano. Até porque os dois sabem que a corrida será mesmo iniciada depois que Justiça Eleitoral anunciar o resultado das eleições, em outubro de 2020.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Gil Cutrim mantém posição sobre Reforma da Previdência e não aceita perder mandato

Gil Cutrim

Ao contrário do que foi rascunhado semanas depois da votação da Reforma da Previdência na Câmara Federal, quando oito deputados do PDT votaram a favor do projeto governista e foram afastados do partido, os parlamentares “infiéis”, entre eles o maranhense Gil Cutrim, permanecem em situação desconfortável dentro do partido, onde há forças que defendem sua expulsão e segmentos que se contentariam com uma moção de censura. O deputado federal Gil Cutrim tem mantido posição de coerência em relação ao seu voto. Ele justificou seu voto contrário à orientação do partido porque considera a reforma da Previdência uma necessidade para o País e não se vê como um “infiel”. E mais: está convencido de que votou certo e que repetirá o voto na decisão final da Câmara Federal em relação à Reforma. Gil Cutrim acha injusta a situação em que se encontra, e não admite sair do partido sob o risco de perder o mandato, porque os votos que recebem foram conquistados por ele próprio e não pela agremiação. E já teria tomado uma decisão: se a situação dentro do PDT não for resolvida a contento, ele baterá às portas da Justiça para deixar o PDT sem perder seu mandato. Será uma briga interessante.

 

Expectativa para a homenagem aos constituintes estaduais

Cópia da primeira edição da Constituição do Maranhão de 1989

É grande a expectativa para a sessão especial por meio da qual a Assembleia Legislativa comemorará os 30 anos da nova Constituição do Estado de 1989 com uma homenagem aos integrantes da Assembleia Estadual Constituinte: Anselmo Ferreira, Aristeu Barros, Bete Lago (em memória), Benedito Terceiro, Carlos Braide, Carlos Guterres, Carlos Melo (em memória),  Celso Coutinho, César Bandeira, Clodomir Paz, Conceição Andrade, Daniel Silva, Eduardo Matias, Emanuel Viana, Francisco Camelo, Francisco Martins, Galeno Brandes ( em memória), Gastão Vieira, Inácio Pires, Irineu Galvão (em memória), Ivar Saldanha (em memória), João Bosco, Jorge Pavão, José Bento Neves (em memória), José Elouf (em memória), José Genésio, José Gentil, José Gerardo, Juarez Lima, Juarez Medeiros, Júlio Monteles, Juscelino Rezende, Kleber Carvalho Branco (em memória), Léo Franklin (em memória), Luís Coelho (em memória), Marconi Farias, Mário Carneiro, Pedro Vasconcelos, Petrônio Gonçalves, Pontes de Aguiar, Raimundo Cabeludo, Raimundo Leal ( em memória), Raimundo Nonato Jairzinho da Silva (em memória), Remi Trinta, Ricardo Murad e Sarney Neto.

São Luís, 16 de Outubro de 2019.

Othelino Neto expõe e consolida posições políticas em manifestações diretas nas edições de podcast  

Othelino Neto fala na 11ª edição do seu podcast, divulgada nesta segunda-feira

 

Na 11ª edição do podcast “Diálogo com Othelino”, divulgada ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), consolidou de vez o uso do mais novo e eficiente canal de comunicação criado nas malhas inesgotáveis da WEB, o que o torna um político cujo pensamento começa a se tornar conhecido. Na última edição, ele fez comentários firmes e equilibrados sobre cinco assuntos em voga. Primeiro resumiu seu posicionamento e as providências que tomou como chefe do Poder Legislativo para estancar a crise financeira que atinge o Hospital Aldenora Belo, referência  no combate ao câncer e cuja manutenção, entende, “é dever de todos nós”; comentou a informação de que São Luís foi a única Capital da região a gerar empregos de janeiro para cá; reafirmou a posição do Legislativo em relação ao caso de abuso de autoridade cometido por um delegado de Polícia em Vargem Grande; enfatizou o anúncio de que a Assembleia Legislativa comemorará os 30 anos da nova Constituição do Estado, elaborada e editada pela Assembleia Estadual Constituinte em 1989; e criticou duramente o veto do preside te Jair Bolsonaro (PSL) ao projeto que amplia a eficácia da Lei Maria da Penha, manifestando-se favorável que a Câmara Federal derrube o criticado veto presidencial.

Não é comum um político com mandato parlamentar, principalmente chefiando um Parlamento, abrir um canal no qual expõe pensamentos, juízos e pontos de vista de uma maneira aberta e enfática acerca de assuntos os mais diversos, alguns complexos e politicamente sensíveis, como vem fazendo o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão a cada segunda-feira. Nas 11 edições do seu podcast, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão já se posicionou em relação a problemas em áreas como educação, saúde, infraestrutura, situação dos municípios, economia – nos planos estadual e nacional – e segurança pública; avaliou cenários políticos nos três planos e disparou duras críticas ao Governo Federal, incluindo alguns pontuais ao presidente da República. Em nenhuma das manifestações falou sem convicção, extrapolou a serenidade, elevou tom da voz ou ultrapassou a fronteira da civilidade política. Todas as suas falas até aqui foram consequentes, baseadas em fatos e fundamentadas em regras, independentemente da natureza do assunto abordado.

Numa das falas do podcast divulgado ontem, o presidente resumiu, com propriedade, a solução que articulou e viabilizou com o apoio de todos os deputados para resolver, pelo menos por enquanto, a crise financeira que levou a Fundação Jorge Dino a suspender serviços de gratuitos de pacientes de câncer, como os procedimentos para aliviar dores, por exemplo. Convidou diretores da Fundação, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, a promotora da Saúde, Glória Mafra, e os deputados médicos Yglésio Moyses (PDT) e Helena Duailibe (SD) – que conhecem o problema a fundo – para uma reunião em que as cartas foram colocadas à mesa e que resultou numa solução para a qual os 42 deputados cederão R$ 100 mil cada de suas emendas, formando um total de R$ 4,2 milhões a serem repassados pelo Governo do Estado. Em contrapartida, a Fundação terá de apresentar prestações de contas do que aplicou pelo Fundo de Combate ao Câncer e uma planilha indicando com precisão como aplicará os recursos das emendas. E mais, a garantia de que os serviços seriam reativados imediatamente. Uma ação política de resultados práticos e imediatos.

Com iniciativa desse porte relatadas no podcast, o presidente da Assembleia Legislativa vai consolidando a imagem de político que atua no atacado e no varejo, conduzindo ações com resultados práticos e pavimentando com segurança sua estrada política, que ganha mais consistência e abrangência a cada dia. Nas 11 semanas em que usou o podcast, o deputado Othelino Neto abordou mais de 50 temas, mostrando-se posicionado num painel de situações que foram de um problema policial em Vargem Grande a decisões controversas do presidente da República, passando assuntos ácidos e momentos de festa, como a homenagem que prestou ao cantor Zeca Baleiro.

Com a iniciativa, o presidente da Assembleia Legislativa se mostra perfeitamente situado no seu tempo, “linkado” com os meios pelos quais se comunicam os políticos mais atentos da sua geração. E com um discurso de quem pretende chegar bem mais longe, ultrapassando as fronteiras do parlamento estadual.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Surpresa: Roberto Costa leva Neto Evangelista a festa com milhares de crianças na Madre Deus

Neto Evangelista foi presença surpreendente na festa das crianças promovida por Roberto Costa na Madre Deus, causando muitas indagações no meio político

O deputado Roberto Costa (MDB) cumpriu à risca, na noite de domingo (13), um compromisso da sua agenda política anual em São Luís: a grande festa dedicada às crianças da região da Madre Deus, que realiza na Praça da Saudade. Como nas datas anteriores, festejou com show e distribuição de brindes, transformando, mais uma vez, a Praça da Saudade em palco de uma grande e animada festa popular. Até aí, tudo aconteceu dentro do roteiro já consolidado há mais de uma década. Um detalhe, no entanto, chamou atenção e acendeu sinais de alerta nos QGs dos mais diversos pré-candidatos à Prefeitura de São Luís: a surpreendente presença, na festa do emedebista, do deputado Neto Evangelista (DEM), pré-candidato assumido e, segundo ele próprio, “irreversível”, à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Que motivos levaram o emedebista Roberto Costa a convidar, entre seus 41 colegas de Assembleia Legislativa, exatamente o democrata Neto Evangelista para aquela festa? Certamente não se tratou de mero gesto de amizade nem de uma coincidência ou coisa parecida. A explicação mais provável é a de que, além de trabalhar com o projeto de um candidato próprio em São Luís – que segundo Roberto Costa podem ser o juiz José Carlos Madeira, a arquiteta Kátia Bogea ou o ex-deputado federal Victor Mendes -, o MDB pode também estar alinhavando um “plano B”, na forma de uma aliança em que poderá, por exemplo, indicar o vice. A presença surpreendente do deputado Neto Evangelista na festa do depurado Roberto Costa na Madre Deus só tem explicação na política e está diretamente relacionada com a corrida sucessória na Capital. Os próximos passos de Roberto Costa explicarão o curioso registro.

 

PROS mantém silêncio sobre como atuará nas eleições em São Luís

Gastão Vieira

Uma pergunta que não quer calar: como se posicionará o PROS, comandado pelo deputado federal Gastão Vieira na corrida sucessória em São Luís. O comando do partido não emitiu até agora qualquer sinal sobre o assunto. O partido vai lançar candidato próprio à prefeito? Vai participar de uma aliança em torno de uma candidatura governista? Ou vai ficar de fora da corrida majoritária e vai apostar suas fichas na eleição de vereadores? Chefe maior do partido no Maranhão, Gastão Vieira nada disse até agora de consistente sobre o assunto.

São Luís, 15 de Outubro de 2019.

Econométrica: Marco Aurélio lidera, mas números de Ildon, Assis e Madeira indicam disputa dura em Imperatriz

 

Marco Aurélio lidera, seguido de Ildon Marques, com Assis Ramos ameaçado por Sebastião Madeira, que pode ser fiel da balança na corrida em Imperatriz

Imperatriz, o segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, poderá ser palco de uma disputa dura e de desfecho imprevisível pelo comando da Prefeitura na eleição do ano que vem. É o que indica pesquisa do instituto Econométrica para medir as preferências do eleitorado, divulgada no final da semana passada. O deputado Marco Aurélio, candidato já definido pelo PCdoB, lidera com 30,6% das intenções de voto, seguido do ex-prefeito Ildon Marques (PSB) com 27,2%, e o prefeito e candidato à reeleição Assis Ramos (DEM) em terceiro com 15,8% ameaçado pelo ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), na quarta colocação com 11,4%. Além dos quatro, aparecem Zé Carlos Pé de Pato com 2,6%, Dr. Graça com 2%, e Dr. Daladier com 0,8%. Um contingente de 3,8% respondeu que votará nulo e outro de 5,8% se disse indeciso. O levantamento ouviu 600 eleitores no período de 07 a 09 deste mês, e tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Econométrica, um instituto respeitado pela sua trajetória e experiência, revela uma série de situações indicativas de que a disputa será uma guerra entre o deputado Marco Aurélio, líder do Bloco governista na Assembleia Legislativa, e o empresário e ex-prefeito Ildon Marques, que tem se comportado como um aliado do governador Flávio Dino (PCdoB). Isolado, e apostando alto em resultados da sua gestão, que muitos criticam, o prefeito Assis Ramos aparece numa situação desconfortável, numa distante terceira colocação. A um ano da eleição, o painel mostrado pelo Econométrica indica, claro, uma tendência, mas como os caminhos que levam às urnas são cheios de surpresas, é prudente avaliar que os números de agora podem sofrer mudanças. A começar pelo fato de que a pesquisa não produziu um outsider, como foi Assis Ramos em 2016 – então membro do PMDB e apoiado pelo Grupo Sarney -, tendo o eleitorado indicado agora que prefere apostar em nomes já consolidados.

A liderança do deputado Marco Aurélio não surpreende. Sua forte ação política por Imperatriz, como vereador e deputado estadual, sempre indicou que ele seria candidato com chances de vitória. Seus primeiros passos como o escolhido pelo seu partido e com as bênçãos do Palácio dos Leões indicam que ele reúne as condições para liderar e vencer a corrida, contando a seu favor o fato de ser o menor rejeitado dos quatro (13,6%). Por outro lado, seu principal adversário, o ex-prefeito Ildon Marques, com o lastro de um período como interventor e dois mandatos de prefeito e ainda de ser o segundo menos rejeitado (19,6%), também reúne condições para brigar pela liderança, dependendo de como a campanha vier a se desenrolar. Um dado chama atenção: Marco Aurélio e Ildon Marques se batem dentro da margem de erro, o que sinaliza para uma disputa acirrada ao longo da campanha. Já o prefeito Assis Ramos se situa num desconfortável terceiro lugar, bem distante dos primeiros colocados e com o detalhe agravante de ser rejeitado por 42,8% dos entrevistados, o que torna bem maior e mais complicado o desafio da reeleição.

Outro dado da pesquisa Econométrica que deve ser levado em conta porque pode influenciar fortemente o desfecho da eleição em Imperatriz: o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) aparece com 11,4% das intenções de voto e com uma rejeição de 31%. Se confirmar a candidatura, talvez embaralhe o jogo, mas se decidir não concorrer para apoiar um dos três candidatos, poderá mudar o cenário da disputa, já que boa parte do seu eleitorado é fiel e pende para onde ele orientar. Madeira até agora não declarou se será ou não candidato. Os demais concorrentes –  o vereador e presidente da Câmara Municipal Zé Carlos Pé de Pato (2,6%), Dra. Graça (2%) e Dr. Daladier (0,8%) pouco pesam na corrida, que surpreende também pelo baixo número de votos nulos (3,8%) e indecisos (5,8%).

O cenário encontrado pelo Econométrica sugere que a campanha será animada, como deve ser mesmo num centro político e econômico importante como Imperatriz.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Grupo Sarney não consegue juntar partidos na corrida eleitoral de São Luís

Roberto Costa (MDB), Adriano Sarney (PV), Edilázio Jr. (PSD) e Aluísio Mendes (PSC), braços do Grupo Sarney que não se juntam na corrida em São Luís

Antes enxergada como uma possibilidade remota, mas possível, a aliança do MDB com o PV na corrida eleitoral em São Luís já é considerada uma impossibilidade irreversível. A lógica desenhada por alguns políticos ligados ao Grupo Sarney era a de que os dois partidos – o primeiro comandado na Capital pelo grupo liderado pelo deputado estadual Roberto Costa e o segundo tendo como chefe absoluto deputado estadual Adriano Sarney – se juntassem em torno de um candidato, formando uma aliança. Avaliam que juntos, MDB e PV poderiam agregar também o PSD, que tem como chefe maior o deputado federal Edilázio Jr., e o PSC, hoje liderado pelo deputado federal Aluísio Mendes. Nas contas desses observadores, os quatro partidos juntos em torno de um candidato – que poderia ser o próprio Adriano Sarney, que já se lançou pelo PV, ou o juiz José Carlos Madeira, que está quase acertado com o MDB – poderiam pelo menos ocupar um espaço político na Capital, principalmente se essa aliança tivesse o aval aberto e efetivo da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Mas, para o desalento de sarneysistas mais pragmáticos, o Grupo Sarney anda tão estilhaçado que um projeto dessa natureza é impensável.

 

Weverton e Eliziane se posicionam em campos adversários em Pinheiro

Weverton Rocha e Eliziane Gama em campos diferentes na disputa pela Prefeitura de Pinheiro

A ciranda da política continua a produzir situações que fogem à compreensão de muitos que não compreendem as suas filigranas. Um exemplo é o posicionamento de líderes da aliança comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em Pinheiro. Ali, na semana que, dois movimentos surpreenderem. O primeiro foi a declaração de apoio dada pelo senador Weverton Rocha (PDT) à candidatura do prefeito Luciano Genésio (PP) à reeleição, já tendo o aval do deputado federal André Fufuca, que presidente partido no Maranhão. O segundo, registrado logo em seguida, foi iniciativa idêntica da senadora Eliziane Gama (Cidadania) em relação à candidatura do deputado estadual Leonardo Sá (PL), que tem o suporte do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, senhor absoluto do PL no Maranhão. Aliados no campo majoritário, todos pertencendo ao transatlântico partidário comandado pelo governador Flávio Dino, os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama vão apoiar adversários que se digladiarão na corrida municipal.

São Luís, 13 de Outubro de 2019.

Divisão da bolada do Pré-Sal, com perdas para o Maranhão, teve interpretações diferentes na bancada maranhense

 

Gastão Vieira e Roberto Rocha: visões diferentes sobre a partilha dos recursos do Pré-Sal para os estados

Aconteceu o que políticos mais experimentados previram quando as duas Casas do Congresso Nacional começaram a discutir a divisão da gigantesca bolada de R$ 106,6 bilhões que a União vai arrecadar com o leilão do filé dos campos petrolíferos do chamado Pré-Sal: no final das contas, na partilha dos R$ 12,8 bilhões destinados aos estados, os mais ricos e politicamente mais influentes levaram a melhor sobre os mais pobres. Como num roteiro pré-alinhavado, houve a primeira divisão, na qual estados mais pobres receberiam fatias mais expressivas, mas logo os estados mais ricos, liderados por São Paulo, se juntaram e, como um rolo compressor, redividiram o bolo e ficaram com as fatias maiores. O Maranhão foi um dos estados duramente garfados na redivisão. Na primeira divisão, seria contemplado com R$ 731,5 milhões. Já na redivisão, o estado ficou com apenas R$ 564,4 milhões, uma perda de 22,84%. Já o Rio Grande do Sul, que no primeiro cálculo receberia R$ 131,3 milhões, saltou para R$ 450,2 milhões, o que significou um ganho de 242,88%.

A divisão e a redivisão naturalmente dividiram os congressistas. No primeiro cálculo, os estados ricos liderados por São Paulo chiaram e conseguiram, com a sua força política, impor uma redivisão da qual saíram muito beneficiados. Já os estados mais pobres tiveram que engolir a perda, apesar dos esforços de muitos dos seus deputados e senadores. No que diz respeito ao Maranhão, foram registradas duas posições bem marcantes. A primeira foi a do deputado federal Gastão Vieira (PROS), que protestou fortemente contra a manobra dos estados ricos e a perdas dos estados pobres. A outra foi a do senador Roberto Rocha (PSDB), que aceitou a redivisão com o argumento de que ela equilibra “os dois Brasis”.

Independentemente das motivações, as posições do deputado Gastão Vieira e do senador Roberto Rocha se chocam frontalmente e revelam as surpreendentes diferenças que separam parte dos congressistas maranhenses.

Gastão Vieira defende maior fatia para os estados pobres baseado no argumento segundo o qual os estados ricos têm sido ao longo dos tempos os maiores beneficiários dos recursos da União, bem como dos créditos liberados por Brasília, o que os tornam os mais privilegiados com os recursos do contribuinte e os maiores devedores do País. “Na votação da partição dos recursos do Pré-Sal ficou claríssimo como será difícil fazer a reforma tributária. Os estados produtores, grandes devedores do Tesouro e Bancos Públicos, abocanharam o que não mereciam. Os estados do Nordeste, o Maranhão em destaque, perderam muito com o texto da Cessão Onerosa. Ainda vão nos garfar o imposto de renda dispensado dos vencedores do leilão”, criticou, após a votação e aprovação da redivisão pelo Congresso Nacional.

O senador Roberto Rocha, que é o relator da proposta de Reforma Tributária que tramita no Senado – há outra proposta de Reforma Tributária tramitando na Câmara Federal, que tem o deputado Hildo Rocha (MDB) como presidente da Comissão Especial que a examina -, defendeu a aprovação da nova divisão dos R$ 12,8 bilhões do leilão do Pré-Sal entre os estados, apesar da expressiva perda sofrida pelo Maranhão. No seu entendimento, o resultado aprovado foi a divisão possível. E usando um argumento conciliador, típico das posturas do PSDB quando os interesses de São Paulo estão em jogo, declarou, em entrevista ao jornal O Estadão: “Dá para compatibilizar os dois ‘Brasis’”.

Na sua reação, o deputado federal Gastão Vieira, que conheceu a fundo a realidade maranhense como secretário de Educação e de Planejamento – Governos Edison Lobão e Roseana Sarney -, e as diferenças dos “Brasis” quando foi ministro do Turismo – Governo Dilma Rousseff – levantou a bandeira de que os estados pobres do Norte e Nordeste, vítimas seculares da divisão injusta da riqueza nacional, deveriam ser melhor aquinhoados com a dinheirama do leilão do Pré-Sal, como uma forma de compensação. O senador Roberto Rocha não vê a equação por esse ângulo. Para ele, a divisão dos recursos tem de ser equilibrada, de modo a que os dois “Brasis” que enxerga sejam justamente contemplados.

São visões diferentes, com prós e contra, que merecem ser refletidas com muito cuidado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Terceiro maior município do Maranhão, Timon receberá o “Assembleia em Ação” no próximo dia 25

Timon será o próximo destino do projeto “Assembleia em Ação”, no próximo dia 25

Embalado pelo bom resultado da primeira edição, realizada no mês passado em Balsas, a Assembleia Legislativa retomará, no dia 25 deste mês, em Timon, o projeto “Assembleia em Ação”, com a finalidade de estreitar suas relações com Câmaras  Municipais, em troca de experiências legislativas. Concebido pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), o projeto é levado a municípios-polo, de modo a reunir vereadores das respectivas regiões, aos quais são repassadas, por meio de palestras proferidas por especialistas sobre temas atuais, a exemplo das eleições municipais de 2020, e mudanças na legislação eleitoral, além de esclarecimentos sobre o processo legislativo, informações de fundamental importância para aprimorar o funcionamento e o desempenho das casas legislativas. O projeto ganhou forma depois que o presidente avaliou a distância que separa a Assembleia Legislativa das Câmaras Municipais, em que pese o fato de são instituições com o mesmo objetivo, basicamente os mesmos procedimentos e as mesmas responsabilidades políticas, com a diferença de que uma tem abrangência estadual e as demais se restringem aos municípios. Na interpretação de Othelino Neto, a troca de informações pode significar também troca de experiências, de modo que a Assembleia Legislativa possa contribuir para o aprimoramento das atividades das Câmaras Municipais e vice-versa.

Nessa perspectiva, tal como aconteceu em Balsas, a edição do Assembleia em Ação em Timon manterá a seguinte programação:

– Nossa expectativa é de que haja uma grande participação não só da população de Timon, mas dos outros municípios do entorno. Vai ser um momento muito proveitoso de troca de informações importantes e, por isso, convido a todos para estarem conosco no dia 25 de outubro para dialogarmos sobre os mais diversos assuntos atinentes ao nosso Estado – destacou o presidente da Assembleia Legislativa.

Nessa perspectiva, tal como aconteceu em Balsas, a edição do Assembleia em Ação em Timon acontecerá no Centro de Convenções Maranhense, das 8h às 12h, com a seguinte programação: abertura às 9h e, em seguida, a palestra “Processo Legislativo”, a ser proferida pelo diretor geral da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Braúlio Martins, e pelo consultor legislativo de Direito Constitucional, Anderson Rocha. Em seguida, às 10h15, acontecerá a palestra “Eleições 2020 – As mudanças na Legislação Eleitoral”, com o diretor de Administração da Assembleia Legislativa, Antino Noleto. E partir das 11h o evento será aberto a pronunciamentos, com encerramento previsto para as 12h.

Vale lembrar que Timon, com 168 mil habitantes, é o terceiro maior município do Maranhão, com grande importância estratégica pela localização da sua sede ao lado de Teresina, capital do Piauí. A cidade, hoje comandada pelo prefeito Luciano Leitoa (PSB), é polo da região do Baixo Parnaíba, com influência direta e crescente, por conta do seu desenvolvimento acelerado, sobre mais de uma dezena de municípios, o que a torna um centro política de grande importância no contexto do estado.

 

Presença de Sarney na canonização de Irmã Dulce talvez seja a mais justificada da comitiva brasileira

José Sarney e Irmã Dulce: uma colaboração que se transformou numa sólida e justificada amizade

Vários sítios, portais e blogs criticaram a comitiva que representarão Brasil no Vaticano na cerimônia de canonização de Irmã Dulce, a freira baiana que, à maneira da albanesa Madre Teresa de Calcutá, dedicou sua vida a dar assistência a pessoas pobres, conseguindo, com esforço e abnegação, montar um complexo assistencial em áreas miseráveis de Salvador que se tornou conhecido no mundo inteiro como Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID). Alguns criticaram injustamente a participação do ex-presidente José Sarney na comitiva. Quando presidente da República, José Sarney apoiou decisivamente a obra social de Irmã Dulce, com quem esteve várias vezes e era tido por ela como um dos seus maiores colaboradores. José Sarney conheceu a obra de Irmã Dulce antes de ser presidente, tornando-se, já naquele tempo, um dos seus apoiadores. Presidente, visitou o local duas vezes, sendo recebido com alegria pela religiosa. A gratidão de Irmã Dulce a José Sarney está registrada em pelo menos dois vídeos, e a relação afetuosa dos dois é um dos orgulhos do ex-presidente. A presença de José Sarney na cerimônia de canonização de Irmã Dulce talvez seja mais justificada de toda comitiva, que será liderada pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

São Luís, 11 de Outubro de 2019.

Sem citar nomes, Flávio Dino diz que seu grupo tem “bons quadros” para disputar o Governo em 2022

 

Flávio Dino em entrevista ao Metrópoles: “Temos bons quadros para as eleições”

O candidato governista ao Palácio dos Leões em 2022 será um nome do grupo. “Não há (candidato escolhido), mas há pré-candidatos, pessoas que legitimamente sonham, articulam”. Foi como o governador Flávio Dino (PCdoB) rascunhou a corrida à sua sucessão, em entrevista ao sítio Metrópoles, ontem, em   Brasília. Na conversa, que durou 35 minutos e versou basicamente sobre política, com foco mais forte na corrida presidencial e nas relações do Governo do Estado com o Governo Bolsonaro, o governador foi perguntado acerca da disputa pelo Governo do Estado. Sua resposta soltou qualquer pista sobre nomes, mas sinalizou com clareza que o candidato o nome que vier a se viabilizar. “Nós temos muitos bons quadros, que podem disputar e vencer as eleições municipais e também a eleição estadual”, declarou o governador, para em seguida acrescentar: “Nós temos hoje um time que se renova cada vez mais no nosso estado. E desse conjunto nós vamos, com certeza, garantir a continuidade desse projeto de Governo transformador”.

Com suas declarações, o governador Flávio Dino reafirmou sua posição de líder aberto, que não inibe o surgimento de aspirantes à sua sucessão nem condiciona a escolha a um nome do seu partido nem de agremiações de esquerda. “Nós não consideramos que um partido sozinho tenha a capacidade de decidir sozinho os destinos de uma sociedade. Isso vale para o Brasil e para o Maranhão”. Ou seja, o caminho da sucessão estadual está aberto a qualquer nome que se viabilizar na aliança de 16 partidos que liderou nas eleições de 2018 e que pretende manter para as eleições municipais do ano que vem e as eleições gerais de 2022. A chave para alcançar a condição de candidato será abraçar o projeto de governo transformador na perspectiva das políticas sociais, “que é o núcleo da nossa preocupação de Governo”.

A julgar pelas indicações ainda dadas durante a entrevista, o governador Flávio Dino estimula que os partidos que formam a aliança que lidera devem jogar pesado na corrida por prefeituras no ano que vem, lançando candidatos “os mais unificados possíveis”, levando em conta as “especificidades” e a realidade de cada município. Isso significa dizer que o governador aposta alto num bom desempenho do grupo nas eleições municipais e que o resultado mantenha o campo unido em 2022. Flávio Dino não deu a medida do seu envolvimento direto na escolha de candidatos, mas deixou claro que vai atuar fortemente para que o nome que o substituirá no Palácio dos Leões saia do consenso da aliança que lidera. “Nosso partido sempre conduziu esse espírito de aliança com muita firme e muita nitidez, no caso do nosso estado. E obtivemos sucessivos êxitos”, assinalou, referindo-se às eleições de 2014, quando foi eleito, e de 2018, que marcou a sua reeleição já no primeiro turno.

No contexto rascunhado pelo governador Flávio Dino na entrevista ao Metrópoles, todos os nomes do seu grupo partidário que se movimentam de olho no Palácio dos Leões estão no jogo. Os mais destacados até aqui são o vice-governador Carlos Brandão (PRB), que vem realizado um bem azeitado roteiro de articulações na classe política, o senador Weverton Rocha (PDT), que se movimenta de modo ostensivo, sem deixar qualquer dúvida de que seu objetivo é chegar ao Palácio dos Leões, e também o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), que deve deixar o cargo bem avaliado. Há também nomes como o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que corre por fora com um projeto pessoal, descolado do grupo.

Nas suas declarações, o governador Flávio Dino reafirmou sua crença na política de alianças, mostrando que numa realidade democrática os contrários podem se juntar. E que a definição do candidato à sua sucessão deve ser o resultado de uma ampla e bem articulada equação política.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Yglésio Moyses critica Eduardo Braide ensaiando confronto na corrida à Prefeitura

Yglésio Moyses critica Eduard Braide: ensaio para o confronto de 2020

Ao criticar o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) pela redação da lei que criou o Fundo Estadual de Combate ao Câncer, dando-lhe um caráter apenas o preventivo, quando falta recursos para procedimentos curativos, o deputado Yglésio Moyses (PDT) abriu duas frentes. A primeira foi a crítica em si, que fez com autoridade de médico e sabe o que diz nessa seara. E a segunda foi como pré-candidato à prefeito de São Luís, projeto que pretende consolidar para ser o principal adversário de Eduardo Braide, que hoje lidera a corrida com larga vantagem, segundo todas as pesquisas feitas até aqui. Revelado como um dos mais ativos e preparados quadros da atual Assembleia Legislativa, com domínio pleno da palavra e uma gama surpreendente de conhecimentos, o deputado do PDT tem se mostrado “bom de briga” e está determinado a mostrar seu preparado no debate direto com o candidato do Podemos   durante a campanha para o Palácio de la Ravardière. E quando o assunto é saúde, o deputado Yglésio Moyses vai longe, mostrando um conhecimento abrangente nos mais diferentes enfoques, o que o torna um oponente difícil de enfrentar num confronto verbal direto. A estratégia de provocar Eduardo Braide com a crítica à redação da lei que lastreia o Fundo Estadual de Combate ao Câncer é um indicador do que poderá acontecer durante o embate eleitoral do ano que vem.

 

Eliziane Gama diz que atitude de Jair Bolsonaro é “revanchismo juvenil”

Eliziane Gama: crítica dura às iniciativas de Jair Bolsonaro

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) se mantém coerente com o discurso que a levou à Câmara Alta. Ela permanece rigorosamente colocada em Oposição ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), faz duras críticas às intempéries presidenciais, não poupa de bordoadas verbais medidas que considera inadequadas e não costuma fazer concessões aos apelos governistas em relação a votações. Ontem, por exemplo, a senadora usou suas redes sociais para classificar de “guerra ideológica” e “revanchismo juvenil” a decisão do presidente da República de mudar o nome de duas dezenas de usinas termelétricas do sistema Petrobras. Numa iniciativa sem pé nem cabeça, movida pelo simples ranço ideológico, Jair Bolsonaro que usinas que homenageavam figuras históricas como Leonel Brizola, Luiz Carlos Prestes, Mario Lago, Barbosa Lima Sobrinho, Aureliano Chaves, Fernando Gasparian, Celso Furtado, Euzébio Rocha, Jesus Soares Pereira e Rômulo Almeida, passem a ser identificadas com os nomes das suas regiões. Até o líder indígena Sepé Tiaraju (1723-1756), reconhecido como herói por haver defendido os povos das Missões, no Rio Grande do Sul, e cujo processo de canonização tramita no Vaticano, escapou da censura bolsonariana.

– Temos um exército de desempregados e outro de desalentados, muitas ações na ordem do dia para que o Brasil volte aos trilhos do crescimento, sem sombra de dúvidas mudar nome de termelétricas alimentando guerra ideológica e revanchismo juvenil não ajudará em absolutamente nada – criticou. E anunciou que buscará meios legais de impedir que ações como estas “sejam evitadas no futuro, que intervenções desta forma sejam proibidas e que a atual medida seja revogada”, sob o argumento maior de que “alimentar essa guerra ideológica não deve ser o foco da administração pública”.

São Luís, 10 de Outubro de 2019.

Com uma gestão de resultados, Edivaldo Jr. transforma São Luís em troféu cobiçado na corrida sucessória de 2020

 

 

Edivaldo Holanda Jr., ontem, na rotina inspecionando a obra de asfaltamento no Bequimão, sempre acompanhado da primeira-dama Camila Holanda e auxiliares

Um jornalista teria perguntado ao prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) sobre quem ele apoiará na corrida à sua sucessão e teria ouvido a seguinte resposta: “Minha preocupação agora é trabalhar para melhorar cada vez mais a vida da população de São Luís”. Verdadeiras ou não, a pergunta e a resposta traduzem, com alguma fidelidade, o ânimo do prefeito de São Luís em relação à guerra que começa a ser armada para sucedê-lo na eleição do ano que vem. Primeiro, por que Edivaldo Holanda Jr. se encontra, de fato, mergulhado no trabalho, norteando o gigantesco canteiro de obras que tornou São Luís a única capital do Nordeste que gerou empregos de janeiro a agosto (4.822), segundo dados do jornal O Globo; e segundo, por que vem dando seguidas demonstrações de que não está ainda   preocupado com a corrida sucessória. Uma situação curiosa, se levado em conta o fato de que ele e os resultados da sua gestão terão papel decisivo para o desfecho da corrida sucessória, e mais ainda pela evidência de que o seu partido não tem um pré-candidato de peso.

Embalado por uma gestão fiscal de excelência, por meio da qual conseguiu tirar a Capital do monumental buraco financeiro em que a encontrou quando assumiu, em janeiro de 2013, pela crucial parceria com o governador Flávio Dino (PCdoB), e por empréstimos que conseguiu contratar com a Caixa e o Banco do Brasil, além de programas que encontrou quase inviabilizados, mas que potencializou, como o firmado com o Iphan, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. está totalmente envolvido com o conjunto de ações que batizou de “São Luís em Obras”. E nesse envolvimento, passa a impressão de que na sua agenda não há espaço para a política que, pelo menos até aqui, está sendo conduzida pelo presidente do PDT, senador Weverton Rocha. Até agora, a menos de um ano das eleições municipais, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. não se posicionou em relação a candidaturas à sua sucessão.

Político jovem (41 anos), mas já muito experiente, o prefeito de São Luís sabe que tem sobre os ombros a responsabilidade comandar o processo sucessório criando as condições para que seu partido possa encarar o eleitorado e pedir votos. Nesse aspecto, vem fazendo com eficiência a parte que lhe cabe no processo, que é conduzir uma gestão de resultados, depois das enormes dificuldades que superou no primeiro mandato. Nos seus 57 meses de gestão, os servidores receberam religiosamente em dia, o descontrole na Saúde foi domado, a rede escolar passa por mudanças fundamentais, e o transporte melhora progressivamente. A cidade ganhou novos ares com a revitalização do Centro, que tem na nova Praça Deodoro o grande símbolo da sua gestão. E na marcha que imprimiu e está mantendo, a São Luís a ser entregue ao seu sucessor será uma cidade ainda com muitos e desafiadores problemas, mas será, sem dúvida, muito melhor do que a que recebeu.

Se parece distante da corrida sucessória, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. cuida de garantir ao candidato do seu partido   argumentos de sobra para encarar adversários defendendo a continuidade da atual gestão. E com um mote que poderá arrematar o discurso: a menos que haja um fato surpreendente, a gestão atual vai se concluir limpa, com o prefeito e seus auxiliares exibindo integridade – até aqui, decorridos quase 2.600 dias de Governo, não foi registrado um único caso de desvio. Com esse trunfo, associado aos resultados visíveis da estão, o PDT terá as condições necessárias para brigar para continuar no comando de São Luís. Falta-lhe, porém, um bom   candidato, que até agora não se revelou.

Não há dúvidas de que está se aproximando a hora em que o prefeito Edivaldo Holanda Jr. sentará na mesa com o governador Flávio Dino e os líderes partidários para traçar os rumos da aliança governista na corrida para a Prefeitura de São Luís. Afinal, o desfecho da disputa indicará, entre outros desdobramentos, o rumo que o atual prefeito de São Luís seguirá após entregar o cargo nas primeiras horas de 2021.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto comanda reunião em busca de solução para a crise financeira do Aldenora Bello

Othelino Neto ladeado à direita por Yglésio Moises, Glória Mafra, Helena Duailibe e Hélio Soares à esquerda por Carlos Lula, José Generoso da Silva e Ruy Lopes Freitas

Uma solução de emergência para assegurar a retomada de alguns serviços essenciais oferecidos pelo Hospital Aldenora Bello (HAB), suspensos por falta de recursos, a pacientes com câncer, começou a ser construída ontem, no Palácio Manoel Beckman, em reunião comandada pelo presidente Othelino Neto, cm a participação do secretário de estado da Saúde, Carlos Lula, da promotora da Saúde, Glória Mafra, dos deputados Yglésio Moises (PDT), Helena Duailibe (Solidariedade) e Hélio Soares (PL), e dois diretores da Fundação Jorge Dino, Ruy Lopes Freitas e José Generoso da Silva. Na reunião, os diretores detalharam a dramática situação financeira que levou o HAB a suspender alguns serviços de assistência a doentes com câncer, demonstrando não haver condições de mantê-los. Depois de uma série de avaliações, o presidente Othelino Neto apresentou como solução a cessão, por cada um dos 42 deputados, de R$ 100 mil em emendas, totalizando R$ 4,2 milhões a serem repassados ao HAB. Tudo indica que a solução proposta será viabilizada tão logo a Fundação apresenta as planilhas de gastos e os procedimentos. “Nós percebemos a situação se agravando e convoquei a reunião para que pudéssemos discutir e achar caminhos mais rápidos para que os serviços voltem a ser ofertados o quanto antes”, explicou Othelino Neto, anunciando o compromisso de que os serviços – Pronto Atendimento Oncológico, as cirurgias, combate à dor e cuidados paliativos – serão retomados na próxima semana.

Os espasmos de crise financeira no HAB são recorrentes, e via de regra as soluções, muitas paliativas, acabam sendo viabilizadas pelo Poder Público, principalmente o Governo do Estado. A importância do HAB é indiscutível, e exatamente por isso é que uma solução permanente deve ser construída. Vale a pena o investimento.

 

Roberto Costa garante que MDB terá candidato próprio em São Luís

Roberto Costa reafirma: MDB terá candidato próprio em São Luís

O MDB vai mesmo lançar candidato próprio à Prefeitura de São Luís, que pode ser o ainda juiz federal José Carlos Madeira, a arquiteta Kátia Bogea, atual presidente nacional do Iphan, ou o ex-deputado federal Victor Mendes. A informação, divulgada pela Coluna, foi confirmada ontem pelo deputado Roberto Costa, presidente em exercício do MDB no Maranhão, ao retornar da convenção nacional do partido. Roberto Costa explicou que os dois primeiros são nomes com os quais o partido está conversando, deixando claro que a possibilidade mais viável é a candidatura do juiz José Carlos Madeira, com quem o partido vem dialogando há algum tempo. O fato é que, segundo o parlamentar, o MDB está se reestruturando para participar amplamente das eleições municipais do ano que vem, pretendendo eleger prefeitos e vereadores em grande número de municípios.

São Luís, 09 de Outubro de 2019.

SD e PL se movimentam para entrar com força na corrida sucessória em São Luís

 

Simplício Araújo e Josimar de Maranhãozinho comandam partidos que podem agitar a corrida sucessória na Capital

Em meio a um roteiro mais ou menos definido por parte dos partidos que de fato dão as cartas no jogo eleitoral maranhense na atualidade, notadamente PCdoB, PDT e MDB, duas agremiações correm por fora para ocupar espaços que podem surpreender com um desempenho razoável nas urnas no ano que vem, o Solidariedade (SD), comandado no estado pelo suplente de deputado federal e atual secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo, e o Partido Liberal (PL), que tem no  comando o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Pelos movimentos que começaram a fazer com mais intensidade nas últimas semanas, as duas legendas deram recados claros de que pretendem entrar de vez para o time de frente da política estadual, disputando grandes prefeituras, a começar pela de São Luís, que será objeto de uma dura guerra eleitoral. Cada um a seu modo, Simplício Araújo e Josimar de Maranhãozinho colocaram em marcha estratégias ousadas mirando as urnas da Capital no ano que vem, começando por tentar atrair candidatos fortes para disputar a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

O SD entrou há pouco no circuito sinalizando fortemente que está em busca de um nome para participar agressivamente da guerra pela Prefeitura de São Luís. Os bastidores sopraram que estão no jogo o juiz federal Carlos Madeira – que se aposentará em dezembro -, e o deputado estadual Yglésio Moises, que caminha para deixar o PDT, e até mesmo o próprio Simplício Araújo, que já teria admitido a hipótese de assumir esse desafio eleitoral caso não encontre um nome à altura do seu partido. Diante do fato de o juiz Carlos Madeiras ser ainda uma incógnita e já ter uma conversa alinhavada com o MDB, todos os sinais apontam para Yglésio Moises, que deve deixar o PDT sem o risco de perder o mandato para ser o candidato do SD. Ele tem se revelado um parlamentar competente em todas as áreas, com personalidade política forte e um potencial eleitoral respeitável em São Luís. Se vier a lançá-lo, o SD jogará uma cartada diferenciada no jogo pelo Palácio de la Ravardière.

O PL, por seu turno, busca um nome de peso para lançar como   candidato à prefeito de São Luís dentro de um projeto maior do seu chefe, Josimar de Maranhãozinho, de se estruturar e, dependendo dos desdobramentos, se colocar como aspirante a governador do Estado em 2022. Josimar de Maranhãozinho tentou atrair o deputado federal Eduardo Braide, mas ele preferiu migrar para o Podemos, deixando o PMN como “reserva técnica” sob o controle do irmão, Fernando Braide. O chefe do PL conversou também com Yglésio Moises, que deve frechar com o SD, e com o deputado Duarte Jr., que estaria tecendo um acordo para migrar do PCdoB para o PRB, comandado pelo deputado federal Cléber Verde e que será o carro-chefe do bem alinhavado   projeto do vice-governador Carlos Brandão para 2022. Ou seja, Josimar de Maranhãozinho enfrenta dificuldades para encontrar um candidato de expressão em São Luís, mas a julgar pelo arrojo da sua ação política, vale aguardar os seus próximos lances.

O que parece claro é que, ao contrário do que indicavam os movimentos iniciais, a corrida para Prefeitura de São Luís será uma disputa muito mais difícil. Isso porque todos os aspirantes já posicionados ou em vias de posicionamento fazem parte de um projeto maior para 2022. O quadro de pré-candidatos formado até aqui – Eduardo Braide (Podemos), Rubens Jr. ou Duarte Jr. (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Osmar Filho (PDT) e Jeisael Marx (Rede) – será ampliado com os nomes a serem lançados pelo SD e pelo PL, conforme têm anunciado enfaticamente os seus chefes.

Chama a atenção o fato de a maioria dos pré-candidatos já   definidos pertencerem a partidos que integram a grande aliança comandada pelo governador Flávio Dino. E nesse contexto SD e PL sinalizam ter objetivos bem diferentes. O primeiro parece inclinado a fortalecer a base de apoio do Governo, enquanto o segundo tende a criar as condições para um projeto solo, que não se enquadra exatamente no roteiro político governista para os próximos tempos.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

 

Ao integrar a direção nacional do MDB, Roseana Sarney avisa que não está politicamente aposentada

Roseana Sarney: suspende aposentadoria política e volta à ativa fazendo parte do comando nacional do MDB

A ex-governadora Roseana Sarney será a representante do MDB do Maranhão no comando nacional do partido, que já tem o ex-presidente José Sarney como presidente de Honra, conforme decisão da convenção nacional realizada domingo (6) e que renovou a direção do partido. Roseana Sarney integra o Diretório nacional e foi escolhida para compor o quadro de vogais da Comissão Executiva, instância que de fato dá as cartas no partido, tendo agora o depurado federal paulista Baleia Rossi como chefe maior da agremiação. Ao entrar na direção emedebista, Roseana Sarney emite um forte sinal de que não se aposentou da política. Isso significa que ela está desengavetando algum projeto eleitoral, se não para 2020, mas para 2022, quando poderá ser novamente candidata ao Governo do Estado ou à única vaga de senador. Não faria sentido para ela fazer parte da direção nacional do MDB pela vontade pura e simples de participar da gestão do partido. Os Sarney não fazem política pelo viés da militância idealista, se dando ao partido sem visar retorno político. Sua ação partidária é pragmática, visando resultados políticos. Daí ser óbvio que, ao se integrar ao comando nacional do MDB, a ex-governadora Roseana Sarney avisa, com todas as letras, que está no jogo político estadual, podendo retomar o caminho das urnas em 2022.

 

Othelino Neto critica em podcast itens da Reforma da Previdência “prejudiciais aos brasileiros”

Othelino Neto: críticas fortes a itens mantidos na Reforma da Previdência

Na décima edição do podcast “Diálogo com Othelino”, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), criticou a manutenção, pelo Senado, do que apontou como “itens prejudiciais aos brasileiros”, no projeto de Reforma da Previdência. Um deles foi o redutor previdenciário, por meio do qual pensionistas poderão receber até metade do valor original da pensão. “Se o redutor da previdência for aprovado também em segundo turno, vai fazer com que muitos pensionistas recebam menos que um salário mínimo. Como sobreviver desta forma?” – questionou. Ele elogiou os senadores maranhenses Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) por terem votado contra esse e outros itens que, na sua avaliação, comprometem o futuro de várias faixas de aposentados. “Eles votaram respeitando o eleitor e a favor dos destaques que retirariam esses itens que prejudicam a população”, enfatizou. Na sua avaliação, o presidente da Assembleia Legislativa faz uma crítica indireta ao senador Roberto Rocha (PSDB), que votou com a base governista.

No podcast, que vem se transformando numa marca da sua ação política, o presidente da Assembleia Legislativa destacou a homenagem, de sua autoria, ao cantor e compositor Zeca Baleiro, com a concessão da Medalha do Mérito Legislativo Manoel Beckman, e da Medalha João do Vale, concedida por iniciativa da deputada Daniella Tema (DEM), além de registrar outras iniciativas do parlamento.

São Luís, 08 de Outubro de 2019.

Vice leal e atuante, Brandão amplia espaço e caminha para ser o candidato natural à sucessão de Dino

 

Carlos Brandão (d) e Flávio Dino: relação de parceria fica mais sólida a cada dia

De todos os atuais governadores, Flávio Dino (PCdoB) é, de longe, o que tem o vice mais aliado, mais confiável, mais integrado ao Governo e o politicamente mais bem articulado. Político traquejado, Carlos Brandão (PRB) vem tendo atuação efetiva e, às vezes, decisiva nas entranhas do Poder Executivo estadual, também operando como articulador. E com lastro sólido dentro do grupo governista, que reúne 16 partidos, Carlos Brandão começa a sair de uma posição atuante, mas discreta, para se colocar em espaço destacado do cenário político, cumprindo uma agenda intensa de inaugurações, representações, articulações, compromissos que lhes são delegados pelo governador Flávio Dino. Sempre medindo cuidadosamente cada passo, e lembrando que ainda é muito cedo para definições relacionadas com a sucessão do governador Flávio Dino, o vice-governador admite que seu projeto é candidatar-se à sucessão, e não esconde que já está trabalhando politicamente nessa direção, mas com o cuidado de não atropelar o processo nem criar embaraços para o governador. É nesse contexto que o vice-governador é hoje o nome da situação para 2022.

Aos 60 anos, Carlos Brandão tem se mostrado um político hábil e muito experiente. Esse lastro o tornou “um vice ideal”, que atua rigorosamente de acordo com o titular e não conspira. Ao mesmo tempo em que cumpre tarefas políticas, administrativas e de representação que lhe são dadas pelo governador Flávio Dino, o vice-governador dá sequência a um roteiro próprio, que inclui conversas com deputados estaduais e federais, prefeitos e   vereadores, junto aos quais atua para viabilizar o seu projeto político cujo ponto alto será sua candidatura ao Governo do Estado.

– Se eu vier a assumir o Governo, serei candidato, porque só terei dois caminhos: cumprir o mandato e vestir o pijama ou lutar para me reeleger. Decidi pela candidatura – diz, com visível convicção de que pode chegar lá.

Cada movimento seu é muito bem pensado. E isso acontece por causa da rica experiência que acumulou como secretário de Meio Ambiente, de Articulação Política e chefe da Casa Civil no Governo José Reinaldo Tavares, coordenador de campanhas  majoritárias, dois produtivos mandatos de deputado federal e quase cinco anos como vice-governador. No posto atual, já assumiu o Governo em várias oportunidades, e foi escalado pelo governador Flávio Dino para incursionar em mais de 20 países – fez seis viagens à China, por exemplo – em busca de investidores para o Maranhão. Avalia os resultados como positivos, principalmente com os chineses.

– Me sinto preparado para qualquer desafio – diz ele, com segurança e garantido pelo abrangente e profundo conhecimento que tem do Governo, da máquina administrativa, da situação fiscal, das dificuldades financeiras impostas pela crise que prejudica o País e pelas filigranas que geram tensões na seara política. Afirma, com visível autoridade, que, apesar das imensas dificuldades que enfrenta, o Maranhão é um estado financeiramente equilibrado, que paga a folha em dia, cumpre obrigações e faz investimentos. Elogia o arrojo do projeto do governador Flávio Dino, chamando atenção para duas dezenas de novos hospitais, três dezenas de restaurantes populares, duas dezenas de escolas de tempo integral e centenas de Escolas Dignas, além dos Iemas. E afirma estar preparado para dar continuidade a esse projeto.

Carlos Brandão não se ilude com a ideia de que o Governo lhe cairá no colo. Sabe que tem concorrentes na própria base governista, como o senador Weverton Rocha (PDT), que não esconde o seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões, e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que também ensaia candidatura. Sabe que haverá disputa, mas acredita que uma boa articulação política pode produzir um grande acordo que lhe assegure a vez. E descarta, com certa aspereza, a ideia de trocar o processo natural de assumir o Governo em abril de 2022 e se tornar candidato natural à sucessão por uma vaga no Tribunal de Contas. “Isso nem pensar”, afirma, ratificando o projeto de candidatura. Mas com a postura de que tudo isso está condicionado a um fator decisivo: “A palavra final sobre tudo isso será a do governador Flávio Dino, que é o nosso líder”.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Jr. só vai falar sobre a sua sucessão no ano que vem

Edivaldo Holanda Jr.: agenda de trabalho adia para depois debate sucessório na Prefeitura de São Luís

Muitos observadores estão estranhando o silêncio do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) em relação à sua sucessão. Ele, de fato, tem se mantido distante dos movimentos de candidato a candidato que ocorrem dentro e fora do seu partido. E isso tem uma explicação: no momento, está no comando do mais arrojado programa de obras da Prefeitura de São Luís nos últimos tempos. Seu envolvimento com o programa de ação é tamanho que ele reprogramou sua rotina de modo a dedicar a maior parte do seu tempo ao acompanhamento das obras, correndo a cidade de uma ponta a outra todos os dias. Além das inspeções cumprindo também agenda de inaugurações, a exemplo de uma praça inaugurada ontem com a presença do vice-governador Carlos Brandão. Aos mais próximos, Edivaldo Holanda Jr. diz que não é ainda hora para entrar nesse debate e que o momento é para os aspirantes – no caso o vereador-presidente Osmar Filho e o deputado estadual Yglésio Moises – tentarem se viabilizar e ganhar o aval do partido. O prefeito dá indicações de que só entrará nesse debate no início do ano que vem. E ponto final.

 

Na real: PDT não vai expulsar Gil Cutrim e outros deputados que votaram pela Reforma da Previdência

Gil Cutrim fica no PDT 

O PDT não deve punir com expulsão os deputados federais, entre eles o maranhense Gil Cutrim e a paulista Tábata Amaral, um dos fenômenos das eleições de 2018, pelo fato de terem eles votado a favor das Reforma da Previdência. Em parte influenciado pelo senador Weverton Rocha, que não gostou da atitude dos parlamentares, mas não é a favor da expulsão, o comando nacional do partido teria decidido que seria burrice política perder seis cadeiras na Câmara Federal, já que a expulsão nesse caso não devolveria os mandatos ao partido. O deputado Gil Cutrim revelou-se coerente nesse episódio. Ele ignorou a orientação do partido e votou a favor da Reforma da Previdência, manteve seu voto, se defendeu argumentando a necessidade da Reforma e não se retratou. Mais do que isso, tem dito a quem quiser ouvir que nada fez de errado e que votará de novo a favor quando o projeto retornar à Câmara Federal. E tudo indica que que fará o que diz e continuará no partido, sem maiores problemas.

São Luís, 06 de Outubro de 2019.

Movimentos para debater acordo sobre Alcântara estão retardando a entrada do Brasil num negócio bilionário

 

Base de Alcântara garantirá a participação do Brasil num negócio bilionário

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara Federal aprovou nova visita técnica à Base de Alcântara de membros da Subcomissão Permanente que cuida da avaliação e acompanhamento do Acordo de Salvaguarda Tecnológica (AST) firmado entre Brasil e Estados Unidos como base para futuros acordos comerciais entre os dois países para lançamento de foguetes norte-americanos à partir do território maranhense, considerado o melhor local do planeta para essa atividade essencial da indústria espacial. No requerimento que a propôs, o presidente da Subcomissão Permanente, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), avisa: “Vamos manter este debate, independentemente do curso que tenha a tramitação do AST aqui na Casa, com a sua aprovação ou não”. E justifica a iniciativa: “Há um passivo de décadas com as comunidades tradicionais e quilombolas, há uma expectativa da comunidade científica brasileira no Maranhão, de modo que precisamos manter o diálogo vivo”.

A preocupação do deputado Márcio Jerry faz todo sentido. O problema é que movimentos como esse acabam produzindo questionamentos a respeito de temas já superados, como a suspeita infundada de que o AST pode conter “brechas” que fragilizem a soberania nacional, como levantou a honorável deputada Luiza Erundina (PSB-SP). A preocupação do deputado federal Márcio Jerry com o passivo social nascido quando se fincou a primeira estaca para delimitar a área da Basa de Alcântara, ainda nos anos 70 do século passado, e o temor da ex-prefeita de São Paulo quanto à soberania nacional são manifestadas, porém, num contexto de um debate já superado em torno do AST, um conjunto de regras de salvaguarda relacionadas com uso de tecnologia e procedimentos, que nada tem a ver com as duas preocupações acima. O texto em tramitação no Congresso Nacional já foi lido e relido milhares de vezes, nada tendo sido encontrado como ameaça à soberania nacional, exatamente por se tratar de um documento técnico e de procedimento técnico. A polêmica se dá porque, mesmo tendo sido elaborado do Governo FHC (PSDB), contestado nos Governos Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT) e retomado e recebido versão final no Governo Michel Temer (PMDB), foi firmado entre os presidentes Jair Bolsonaro (PSL) e Donald Trump, dois chefes pouco confiáveis.

Ao condicionar o apoio ao Acordo e aos contratos que dele virão à solução da questão fundiária de comunidades tradicionais e quilombolas situadas no entorno da área da Base de Alcântara é incluir na pauta um problema social que ela não comporta. Afinal, esse é um problema interno, de responsabilidades dos nossos Governos, dos nossos políticos, e nada tem a ver com um acordo de natureza técnica para lançamento de foguetes da Base de Alcântara.

O problema é que, mesmo todos declarando-se favoráveis ao uso comercial da Basa de Alcântara, esse puxa-encolhe está retardando a entrada efetiva do Brasil, via Base de Alcântara, num mercado que movimenta hoje nada menos que US$ 5,5 bilhões e em franca tendência de crescimento. Os EUA já firmaram esse tipo de acordo com a Índia, Nova Zelândia e Cazaquistão, que já começaram a ganhar dinheiro com aluguel dos seus espaços e ninguém nesses Países reclamou de qualquer vírgula dos ASTs de lá. Os riscos à soberania nacional é coisa do passado, pois um País como o Brasil, uma democracia sólida, não negociará sua soberania, mesmo tendo um Governo cujo presidente se conduz de maneira quase serviu ao colega norte-americano.

Vale chamar a atenção para o que diz o diretor do Instituto InfoRel de Relações Internacionais e Defesa, Marcelo Rech:

— O acordo tem preocupação com a transferência de tecnologia para fins não pacíficos, ou seja, estamos falando em não proliferação. Por outro lado, vai nos possibilitar a ampla exploração comercial do Centro Espacial de Alcântara, que nos dará a possibilidade de retorno financeiro para que possamos reinvestir no programa espacial brasileiro. A salvaguarda tecnológica assegura a proteção da propriedade intelectual dos países parceiros, especialmente dos Estados Unidos, e abre espaço para entendimentos que envolvem transferência tecnológica — muito embora não sirva de garantia de que isso ocorrerá. Não será arranhada a soberania brasileira, já que militares e técnicos do Brasil terão acesso e controle ao que for feito pelos americanos, em igualdade de condições”.

E acrescenta já falando do negócio bilionário que pode ser proporcionado por Alcântara e que o Brasil já está perdendo:

— A ideia é estabelecer várias plataformas de lançamento em Alcântara que serão alugadas não apenas para os EUA, mas para todos os países que tenham interesse. Alcântara já poderia ter cinco ou seis plataformas operacionais.

É hora, portanto, de fazer a coisa funcionar concretamente. O Brasil, o Maranhão, Alcântara e os quilombolas precisam desse bem único que a natureza deu ao País.

PONTO & CONTRAPONTO

 

MP fez justa homenagem à Constituinte Estadual

O Ministério Público comemorou ontem os 20 anos da Constituição do Estado de 1989, homenageando alguns ex-deputados que participaram da Constituinte Estadual, entre eles Carlos Guterres (PMDB) – que abandonou a política após o Governo Cafeteira -, Gastão Vieira (PMDB) – que se manteve na seara política e acabou ministro do Turismo do Governo Dilma Rousseff e hoje suplente no exercício do mandato de deputado federal – e Juarez Medeiros (PSB) – que largou a política depois de ser deputado estadual e vice-prefeito de São Luís e entrou para o Ministério Público por concurso e nele está até hoje. E Conceição Andrade (PSB), que foi a única mulher na Constituinte maranhense e que depois foi a prefeita de São Luís tendo Juarez Medeiros como vice.  Os quatro tiveram participações importantes na elaboração da Carta maranhense.

Mas a Constituição do Maranhão teve alguns parlamentares com atuações importantes, entre eles dois foram destaques no processo. Começa com o então presidente da Assembleia Legislativa e da Constituinte, deputado Raimundo Leal (PFL), que comandou o processo com habilidade, acalmou ânimos, conduziu entendimentos e esvaziou crises. Um dos políticos mais importantes do seu tempo, o então deputado José Bento Neves (PFL), profundo conhecedor do Direito e democrata convicto, foi um dos arquitetos da versão estadual da Constituição Cidadã. E entre eles, um não deputado, o então advogado Mílson Coutinho, que assessorou a Mesa Diretora e foi principal redator da Carta do Maranhão – anos depois virou desembargador, presidiu o Tribunal de Justiça.

 

Neto Evangelista acertou em cheio com a homenagem a Thaynara OG

Thaynara OG entre Neto Evangelista, autor da homenagem, e o presidente Othelino Neto, que comandou a sessão com a presença de grupos como o Boi da Maioba

A maré alta das homenagens na Assembleia Legislativa teve outro momento de pico ontem, com a entrega da Medalha do Mérito Legislativo João do Vale à influenciadora digital Thaynara Oliveira Gomes, mais conhecida como Thaynara OG, concedida por iniciativa do deputado Neto Evangelista (DEM). Uma homenagem absolutamente justa, a começar pelo fato de que a influenciadora digital maranhense está muito acima da média desses fenômenos de popularidade nas redes sociais no Brasil. Ao contrário da esmagadora maioria da turma da sua geração, Thaynara OG é uma jovem advogada, formada pela UFMA, nascida de uma família vinculada à magistratura, e que tinha como objetivo inicial prestar concurso para a Defensoria Pública, quando foi “tragada” pelo universo digital, no qual entrara por mera diversão. Tornou-se um fenômeno com milhões de seguidores, assumindo assim a imensa responsabilidade de se conduzir com inteligência e equilíbrio, realizando um trabalho “do bem”, numa seara também invadida por oportunistas e exploradores da vulgaridade. Thaynara OG tornou-se uma referência no universo digital, por meio do qual leva o Maranhão e sua cultura aos todos os cantos do planeta. Uma boa iniciativa do Poder Legislativo.

São Luís, 05 de Outubro de 2019.