Cinco milhões de maranhenses vão hoje às urnas eleger o novo governador entre Braide e Orleans

Eduardo Braide com sua vice, Elaine Carneiro
e Orleans Brandão com seu vice, Edivaldo Jr.

Em meio à repercussão de várias pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões, divulgadas ontem, em especial a da Quaest/TV Mirante, a última divulgada e que apontou a possibilidade de desfecho em turno único, e uma do Inop projetando dois turnos, 5,1 milhões de eleitores maranhenses irão às urnas hoje para eleger, além do governador, o presidente da República, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. Na corrida ao Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva (PT) busca o quarto mandato, este contra Flávio Bolsonaro (PT), enquanto a corrida ao Governo do Estado será o desfecho da polarização entre o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), de oposição e apontado como favorito pelas pesquisas, e Orleans Brandão (MDB) ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas, apoiado pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Para o Senado, os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), que representam chapas diferentes, chegam ao dia da votação liderando a briga pelas duas vagas.

Na sucessão do governador Carlos Brandão (MDB) estão duas expressões diferentes da política maranhense. O advogado Eduardo Braide, de 50 anos, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e que ganhou projeção nos dois mandatos em que comandou a Prefeitura de São Luís, chegou ontem a 52% de intenções de votos válidos, segundo a pesquisa Quaest/TV Mirante, divulgada na noite de ontem. E o administrador e empresário Orleans Brandão, 31 anos, ex-secretário de Assuntos Municipalistas, escolhido e preparado pelo governador Carlos Brandão (MDB), seu tio, para ser o continuador da sua gestão. Duas visões diferentes sobre o que fazer para desenvolver o Maranhão, estado ainda mergulhado na pobreza, carente, portanto, de infraestrutura, mais saúde e mais educação.

Eduardo Braide fez uma campanha independente de grupo e de vinculação com candidatura presidencial, mesmo seu partido tenha o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), sob o argumento de não ser de direita ou de esquerda, preferindo “seguir em frente”, sem limitação política nem ideológica.  Orleans Brandão, por sua vez, fez toda a sua corrida pelo voto manifestando apoio à reeleição do presidente Lula da Silva, mesmo que o líder petista tenha declarado apoio a um candidato do PT, o vice-governador Felipe Camarão (PT), o terceiro colocado na pesquisa e que foi dormir ontem sonhando com a possibilidade, muito remota, de virar o jogo e chegar ao segundo turno com o ex-prefeito de São Luís.

Liderado pelo candidato petista Felipe Camarão, terceiro colocado na corrida com 10% dos votos válidos, o bloco dos demais candidatos somam apenas 3% das intenções de voto, considerando apenas os votos válidos.  Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) participaram democraticamente da disputa para o Palácio dos Leões, contribuindo assim para legitimar a disputa a consolidar a democracia.

Na possibilidade de uma disputa em segundo turno, as pesquisas mais recentes, a começar pela própria Quaest, indicam vitória de Eduardo Braide na disputa com Orleans Brandão (54% a 33%), com Felipe Camarão (66% a 18%) e com Roberto Rocha (68% a 10%). Isso indica que, caso os números de 1º e 2º turno sejam confirmados dentro da margem de erro, Eduardo Braide tende a ser eleito, num cenário que tem Orleans Brandão como segunda opção.

O sábado terminou sob o impacto da pesquisa Quaest/TV Mirante, que acirrou ainda mais a intensa discussão nas redes sociais sobre a capacidade das pesquisas. De um lado, partidários de Eduardo Braide, a começar pela prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD), cantando vitória em turno único. De outro, aliados de Orleans Brandão, notadamente o governador Carlos Brandão, prevendo sua eleição, possível até no 1º turno. E no centro do tabuleiro partidários de Felipe Camarão sonhando com uma virada que o leve ao 2º turno.

É nesse cenário que os 5,1 milhões de maranhenses farão hoje a sua corrida às urnas.

Em Tempo: a pesquisa Quaest/TV Mirante ouviu 2004 eleitores em todo o estado nos dias 2 e 3 de outubro, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00831/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Quaest confirma cenário que aponta Roseana Sarney e André Fufuca como favoritos ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca são favoritos,
mas Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e
Weverton Rocha estão no páreo

A ex-governadora. Ex-senadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) e o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) chegam ao dia da eleição como favoritos para as duas cadeiras no Senado, segundo a pesquisa Quaest, divulgada ontem à noite, 13 horas antes do início da votação.

De acordo com o levantamento, Roseana Sarney vai para as urnas embalada por 19% e André Fufuca turbinado com 17% das intenções de voto. Atrás deles aparecem Lahesio Bonfim (Novo) com 14%, Eliziane Gama (PT) com 12% e Weverton Rocha (PDT) 9%. Na sequência estão Cidônio Gonçalves (PL) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3% e 2%, respectivamente, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 1%. Simplício Araújo (DC), Raimundo Moreira (PCB) e Wilson Leite (PSTU) não pontuaram.

Importante registrar que André Fufuca e Lahesio Bonfim estão empatados dentro da margem de erro, e que Lahesio Bonfim e Eliziane Gama encontram-se na mesma situação estão empatados no limite da margem de erro. Há empate técnico também entre Eliziane Gama e Weverton Rocha.

O dado mais destacado desse quadro de intenções de voto é a posição dos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos candidatos à reeleição. Eles pontuaram bem até semanas atrás, quando foram passados para trás por Roseana Sarney, André Fufuca e Lahesio Bonfim, chagando à reta final sem o fôlego eleitoral para renovar os seus mandatos.

Vale chamar a atenção para o fato de que, caso esse cenário seja confirmado pelas urnas, o eleitorado terá feito um divisão pragmática, elegendo um senador de cada candidatos mais forte ao Governo do Estado, uma vez que Roseana Sarney integra a chapa de Orleans Brandão e André Fufuca compõe a chapa liderada por Eduardo Braide.

Lula deve manter sua base de apoio no Maranhão contra Flávio Bolsonaro

Lula da Silva deve vencer
Flávio Bolsonaro no Maranhão

Se as pesquisas tiverem acertado nas últimas previsões para a corrida presidencial no Maranhão, o presidente Lula da Silva (PT) sairá mais uma vez das urnas com mais da metade dos votos para presidente da República, repetindo a performance das suas três vitórias da trajetória de candidato a chefe da Nação, nas quais saiu das urnas com mais de dois terços da votação.

Nesse rascunho, ele será seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que, de acordo com os números, repetirá a performance do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022.

O presidente Lula da Silva vai para as urnas maranhenses numa situação singular, como candidato de dois candidatos ao Governo do Estado, o vice governador Felipe Camarão, que defende o vermelho do PT na corrida aos Leões, a quem apoia declaradamente. Por outro lado, Orleans Brandão faz campanha tendo uma aliança com o presidente Lula da Silva como o seu preferido para o Palácio do Planalto. E com um dado a mais: tem o apoio dos dois candidatos favoritos ao Senado, Roseana Sarney e André Fufuca.

No outro extremo, Flávio Bolsonaro vai para as urnas maranhense numa situação confusa e fumacenta. Sem que seu partido, o PL, tenha um candidato a governador, decidiu manifestar apoio a Roberto Rocha (PRTB), que não decolou e com potencial para atrapalhar ainda mais a sua já complicada situação no Maranhão. Nesse contexto, tem apenas um candidato a senador, o inacreditável Cidônio Gonçalves (PL). São Luís, 04 de Outubro de 2026.

Corrida aos Leões chega ao final com polarização entre Braide e Orleans e discussão sobre se haverá ou não dois turnos

Eduardo Braide lidera, seguido de Orleans
Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha,
André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Antevéspera da corrida às urnas no Maranhão, a sexta-feira (02) foi agitada principalmente pela movimentação dos candidatos a governador e a senador cujas posições na disputa foram rascunhadas pela sétima e última pesquisa do IPPI em parceria com o Café Quente Podcast mostrando Eduardo Braide com 47,1% das intenções de voto e Orleans Brandão (MDB) com 27,3%, seguido de Felipe Camarão (PT) com 7,3%, e Roberto Rocha (PRTB) com 2,4%. André Luís (Missão), Reginaldo Lima (PCB), Saulo Arcangeli (PSTU) e Dimas Cassimiro (PCO) somaram exatamente 1%. A pesquisa encontrou também dois dados importantes e que podem ser decisivos: 9,5% de indecisos e 5,4% de eleitores inclinados a não votar em nenhum, votar em brando ou anular o voto.

Transformados os percentuais em votos válidos, com a exclusão de brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide vai a 55,4%, o que, se confirmado, pode resolver a eleição já amanhã mesmo, em turno único. Nesse caso, Orleans Brandão 32,1%, seguido por Felipe Camarão com 8,6% e Roberto Rocha com 2,8%. Os demais candidatos somariam 1,1% de intenção de voto 1,1%.

Partidários de Orleans Brandão, a começar pelo próprio governador Carlos Brandão (MDB), que é o patrono da candidatura, fazem o contraponto com uma pesquisa da instituto Ranking, contratada pela Rádio Educadora, e que aponta Eduardo Braide com 40,2% das intenções de voto e Orleans Brandão com 38,8%, uma situação de empate técnico, que, se confirmado, levará a decisão para o 2º turno. Nesse cenário, Felipe Camarão (PT) tem 7,9%, Roberto Rocha (PRTB) 6,4% num cenário em que os demais candidatos somam 1,6% das intenções de voto.

Pelos dados do instituto Ranking, Eduardo Braide tem 42,4% dos votos válidos e Orleans Brandão 40,9%. Se forem esses os números que sairão das urnas neste domingo, o ex-prefeito de São Luís e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas resolverão a eleição para governador numa segunda rodada, no dia 25, uma vez que nenhum dos demais candidatos tem chance. Na sua caminhada para as urnas, o governador Carlos Brandão, que tem sido incansável na tarefa de fortalecer a campanha do candidato do MDB, participando intensamente da campanha eleitoral. Ontem, por exemplo, ele divulgou mais um vídeo elogiando a capacidade do emedebista e pedindo “um voto de confiança”, garantindo que, se eleito, ele será o continuador do seu Governo. Em conversas e entrevistas prevê que seu candidato vencerá no 1º turno.

O fato é que a campanha chega ao fim com informações estatísticas que apontam o ex-prefeito de São Luís com lastro para ser o mais votado na eleição de amanhã. Eduardo Braide tem divulgado vídeos pedindo aos indecisos que o elejam no primeiro turno, passando a impressão de que está convencido de que essa possibilidade de fato existe. O governador Carlos Brandão tem reagido diariamente prevendo a eleição do seu candidato, que segundo os seus cálculos, pode acontecer no 1º turno. São, portanto, duas visões em confronto aberto.

Em entrevista divulgada ontem, Patrícia Carlos a ex-presidente estadual do PT e candidata a suplente de senador na chapa da senadora Eliziane Gama (PT), declarou que se tiver dois turnos e se o embate se der entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, ela e o seu partido apoiarão o candidato do MDB, aproveitando para taxar Eduardo Braide de “bolsonarista”.

É nesse clima que a corrida ao Palácio dos Leões chega ao final.

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.500 entrevistas em 80 municípios de todas as regiões do Maranhão no período de 27/09 a 1º/10, tem margem de erro de 2.5 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08460/2026.

Já a pesquisa Ranking/Rádio Educadora ouviu 1.000 eleitores entre 26 e 30/09, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09047/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana e Fufuca chegam à reta final como favoritos para as duas cadeiras no Senado

Roseana Sarney e André Fufuca lideram;
Weverton, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama
também estão na briga, na qual Hilton
Gonçalo e Cidônio Gonçalves tentam entrar,
mas sem espaço para Wilson Leite, Simplício
Araújo, Raimundo Moreira e Enilton Rodrigues

As pesquisas mais recentes indicaram que Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) chegam à reta final da campanha como os favoritos para as duas vagas no Senado. Indicam também que ainda está em curso uma disputa acirrada entre os candidatos Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT) por uma das vagas.

De acordo com a sétima e última pesquisa IPPI/Café Quente Podcast, Roseana aparece na dianteira com 34,2% das intenções de voto, seguida muito de perto por André Fufuca, que tem 31,9%. Atrás deles encontram-se Lahesio Bonfim (Novo) com 21,1%, Weverton Rocha (PDT) com 20,6%, e Eliziane Gama (PT), com 16,7%, que ainda mostram fôlego para tentar uma chegada de última hora. E o bloco dos “sem chance”: Cidônio Gonçalves (PL) com 6,1%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 4,3%, Raimundo Moreira (PCB) com 2%, Wilson Leite (PSTU) com 1,8%, Simplício Araújo (DC) com 1,3%, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 1,2%.

O dado mais forte da pesquisa IPPI/Café Quente é o seguinte: nada menos que 32,5% não souberam ou não quiseram responder, assumindo a condição de indecisos, enquanto 26% de eleitores do grupo do nenhum/branco/nulo. Ou seja, 1/3 dos eleitores estão indecisos quanto aos candidatos ao Senado, o que torna imprevisível o desfecho dessa corrida.

Caxias tem dois deputados federais e quatro estaduais lutando para renovar os seus mandatos

Amanda Gentil e Paulo Marinho Jr. tentam continuar
na Câmara Federal, e Catulé Júnior, Cláudia
Coutinho, Adelmo Soares e Daniella Jadão
lutam para permanecer na Assembleia Legislativa

De todas as disputas regionais para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, a que movimenta Caxias é certamente a que chama mais atenção. Quinto maior colégio eleitoral do Maranhão e um dos centros políticos mais efervescentes do estado, a Princesa do Sertão tem nada menos que dois deputados federais candidatos à reeleição, Amanda Gentil (PL) e Paulo Marinho Jr. (PL), e quatro deputados estaduais buscando a renovação dos seus mandatos: Catulé Júnior (PL), Cláudia Coutinho (MDB), Adelmo Soares (Republicanos) e Daniella Jadão (MDB) – além deles, o deputado Arnaldo Melo (MDB), que tem uma pequena, mas fiel, fatia dos votos caxienses.

A disputa para a Câmara Federal é renhida, porque reflete o embate permanente dos grupos Gentil e Marinho, que costumam dividir o eleitorado em meio, como aconteceu na eleição municipal de 2024. Na avaliação geral, Amada Gentil, que é titular do mandato e tem a poderosa máquina municipal trabalhando a seu serviço, e Paulo Marinho Jr., que é suplente no exercício do mandato, têm cacifes para saírem eleitos das urnas neste domingo.

A guerra para a Assembleia Legislativa é mais complicada, mas na avaliação de quem entende do riscado eleitoral, Catulé Júnior, Cláudia Coutinho, Adelmo Soares e Daniella Jadão têm lastros eleitorais diferentes e viabilidade, que os credenciam a novos mandatos.

Nos seus dois anos de mandato, o deputado Catulé Júnior se mostrou um deputado consciente, propositivo como legislador, bom orador, bem articulado e corajoso, tendo se tornado um quadro respeitado. O deputado Adelmo Soares é bem articulado, briga por benefícios, atua como um dos articuladores da bancada governista e é um bom orador.

A deputada Cláudia Coutinho não é muito afeita à tribuna, que raramente ocupa, mas atua fortemente no plenário e nos bastidores e tem participado de movimentos diversos, principalmente os ligados a questões de saúde e de defesa da mulher, e briga por benefícios para Caxias. Com raiz em Presidente Dutra, Daniella Jadão, que se consolidou na cena política caxiense por vias políticas e afetivas, é uma parlamentar atuante como membro da bancada governista.

Com as suas diferenças e os seus diversos vieses partidários, os representantes caxienses estão, cada um a seu modo, credenciados para renovarem os seus mandatos nessas eleições.

São Luís, 03 de Outubro de 2026.

IPPI/Café Quente: Braide lidera com larga vantagem as intenções de voto na Grande Ilha

Eduardo Braide lidera na Grande Ilha,
seguido de Orleans Brandão
e Felipe Camarão

Detentora de um exército de quase 1 milhão de eleitores, o que representa, grosso modo, um quinto, ou seja, quase 20% do eleitorado maranhense, a Ilha de Upaon Aço, que abriga São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, tende a dar larga maioria de votos ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, candidato do PSD, com Orleans, Brandão (MDB) em segundo e Felipe Camarão (PT) em terceiro, segundo pesquisa do instituto IPPI, divulgada ontem pelo portal Café Quente.

De acordo com a pesquisa tem 70% das intenções de voto na soma dos quatro Municípios. Orleans Brandão aparece com 13,4%, seguido de Felipe Camarão com 5,9%, Roberto Rocha (PRTB) com 1,6%, e os demais candidatos – André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) somariam 0,4%. Os indecisos representam 4,0% e “branco, nulo e nenhum” somaram 4,1%.

Transformados em votos válidos – excluindo-se indecisos e nenhum/branco/nulo -, o percentual de intenção de votos em Eduardo Braide alcança 76,9%, enquanto o de Orleans chega a 14,6%, o de Felipe Camarão chega a 6,4%, e o de Roberto Rocha, 1,7%.  Os outros candidatos somaram 0,4%.

Em São Luís, que é o maior colégio eleitoral do Maranhão, com 750 mil eleitores, a pesquisa IPPI encontrou Eduardo Braide com 73% das intenções de voto contra 11% de Orleans Brandão, 5,8% de Felipe Camarão e 1,8% de Roberto Rocha, além de 0,2% de “outros”. Branco/nulo/nenhum somaram 4.4% e os indecisos são 3,6%.

Em São José de Ribamar, que tem 123 mil eleitores e o prefeito Júlio Matos (Podemos) é alinhado ao governador Carlos Brandão (MDB)), a pesquisa IPPI diz que 68,9% estão com Eduardo Braide, 15,5% com Orleans Brandão, 7,0% com Felipe Camarão e 0,8% com Roberto Rocha, enquanto os outros candidatos somariam 0,4%. Em São José de Ribamar, a pesquisa IPPI registra 4,8% de nenhum/brando/nulo e 3.5% de indecisos.

De acordo com o IPPI, Paço do Lumiar, que abriga 79 mil eleitores e cujo prefeito, Fred Campos (PSB), é alinhado ao Governo e tem como vice Mariana Brandão (MDB), irmã de Orleans Brandão, segue a tendência da Grande Ilha. Ali, Eduardo Braide aparece com 54% das intenções de voto contra 27% de Orleans Brandão, 5,4% de Felipe Camarão, 1,0% de Roberto Rocha e 1,0% dos outros candidatos somados. São 7,0% de indecisos e 4,0% de branco/nulo/nenhum.

Com 23 mil eleitores, com o prefeito Eudes Barros (PL) alinhado ao Palácio dos Leões, Raposa tem o seguinte cenário de intenções de voto, segundo a pesquisa do IPPI: Eduardo Braide tem 55,3%, Orleans Brandão 25,2%, Felipe Camarão 5,0%, Roberto Rocha 2,0% e os demais candidatos somados têm 2,0%. Os indecisos somam 7,9% e a turma do nenhum/branco/nulo representa 2,3%.

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.500 eleitores nos quatro municípios da Ilha de Upaon Açu no período de 26 a 30 de setembro, tem margem de erro de 3.4 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de segurança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04823/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e faz dobradinha com Fufuca, Eliziane e Weverton nos municípios da Ilha

Tal qual o quadro de intenções de voto para governador, a pesquisa IPPI/Café Quente sobre a corrida às duas cadeiras no Senado na Ilha de Upaon Açu mostra a liderança Roseana Sarney (MDB), que tem vantagem bem larga, e André Fufuca (PP), que aparece em segundo com um lastro considerável.

Na soma das intenções de voto dos quatro municípios, Roseana Sarney aparece com 33,1% e André Fufuca com 27%, seguido de Eliziane Gama (PT) com 23%, Lahesio Bonfim (Novo) com 21,4%, Weverton Rocha (PDT) com 17,3%, Cidônio Gonçalves (PL) com 8,4%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3,4%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 2,0%, Wilson Leite (PSTU) com 1,9%, Raimundo Moreira (PCB) com 1,4% e Simplício Araújo (DC) com 1,1%. O IPPI encontrou ainda 34% de indecisos em relação aos dois votos, e 25,9% decididos a não votar em nenhum dos candidatos, votar em branco ou anular o voto.

O disputa para as duas cadeiras no Senado em São Luís mostra Roseana Sarney com 32% das intenções de voto, liderando junto com André Fufuca que aparece com 28,6%. Com 22.2% de intenções de voto, Eliziane Gama está numericamente empatada com Lahesio Bonfim, que tem 22%. Na quarta colocação desponta Weverton Rocha com 16,2%, seguido de Cidônio Gonçalves (9,0%), Hilton Gonçalo (3,2%), Wilson Leite (2,2%), Enilton Rodrigues (2%), Raimundo Moreira (1,2%) e Simplício Araújo (1%). Os indecisos são 24,6% e branco/nulo/nenhum alcançam 35,8% na soma dos dois votos.

Em São José de Ribamar, Roseana Sarney liderança com 36,3% das intenções de voto, junto com Eliziane Gama com 26,4%, seguida de Lahesio Bonfim (22%), André Fufuca (21,5%), Weverton Rocha (15,8%), Cidônio Gonçalves (7,8%), Hilton Gonçalo (2,8), Enilton Rodrigues (2,4%), Raimundo Moreira (2%), Simplício Araújo (2%) e Wilson Leite (1%). Um exército de 32,8% prega nenhum/branco/nulo, enquanto outro de 27,6% não soube ou não quis responder.

Em Paço do Lumiar, a pesquisa mostrou Roseana Sarney (36,2%) e Weverton Rocha (27,9%) na liderança, seguidos de Eliziane Gama (24,1%), André Fufuca (22,1%), Lahesio Bonfim (14,7%), Hilton Gonçalo (6,4%), Cidônio Gonçalves (4%), Raimundo Moreira (2,7%), Wilson Leite (1,3%), Enilton Rodrigues (1,9%) e Simplício Araújo (1%). Os indecisos somaram 26,9% e branco/nulo/nenhum 26,9%.

Em Raposa, Roseana Sarney com 37,7% e André Fufuca com 26,5% lideram, seguidos de Eliziane Gama (23,5%), Lahesio Bonfim (22,2%), Weverton Rocha com (20,2%), Cidônio Gonçalves (7,7%), Hilton Gonçalo (3%), Raimundo Moreira (2%), Enilton Rodrigues (2%), Wilson Leite (1,3%) e Simplício Araújo (1%). Raposa tem 26,9% de indecisos e 26,1% de eleitores decididos a não votar em ninguém, votar em branco ou anular o voto.

O dado mais forte desse cenário da disputa para o Senado na Ilha de Upaon Açu é a posição do senador Weverton Rocha nos quatro municípios, nos quais o seu melhor desempenho foi dividir a liderança com Roseana Sarney em Paço do Lumiar.

Vereador sob investigação e preso por porte ilegal de arma é eleito presidente da Câmara de São Luís

Beto Castro eleito com chapa única

Na mais estranha decisão tomada na sua história recente, a Câmara Municipal de São Luís elegeu ontem, em chapa única, a sua nova Mesa Diretora, tendo como presidente o vereador Beto Castro (Avante), que comandará a Casa no biênio 2027/2028. A eleição foi realizada após uma chicana judicial, na qual um grupo de 10 vereadores tentou adiar o pleito para depois das eleições gerais, que ocorrerão daqui a dois dias.

A eleição foi o resultado de uma grande articulação do presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), que transformou a sua sucessão numa questão de “vida ou morte” política para o grupo que foi oposição ao prefeito Eduardo Braide (PSD) e continua com essa posição na gestão da prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Impressiona o fato de o presidente eleito para comandar um dos parlamentos municipais mais antigos do País ser um vereador que há três meses foi preso pela Polícia Civil numa operação do Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra desvio de dinheiro público na Câmara Municipal de São Luís.

Eleito sem concorrente, uma vez que o vereador Marquinhos Silva (União) desistiu de registrar sua chapa e foi um dos dez a se retirar do plenário e não participar da eleição, Beto Castro fez um discurso emocionado dizendo-se vítima de preconceito e perseguição política.

– Hoje nós estamos vencendo toda a discriminação, toda a calúnia, toda a difamação, todo um processo jurídico gerado em torno do nosso nome. Mas, graças a Deus, caíram por terra – declarou.

Por sua vez, o presidente da Casa, vereador Paulo Victor, foi às lágrimas por conta da eleição. “Eu desejo, amigo Beto Castro, que Vossa Excelência consiga superar todos os preconceitos, consiga ter Deus no coração, honrar Deus, sua família e o povo de São Luís”, declarou Paulo Victor, com a voz embargada.

Contrapondo-se à emoção do eleito e às lágrimas do seu patrono, há uma série de situações sob investigação policial e passíveis de ações judiciais no caminho do vereador Beto Castro. Ele tem muito a explicar, a começar pelo fato de manter em casa, sem porte, armas ilegais, o que o levou para a cadeia na Operação Benedictus.

E o detalhe mais preocupante: como presidente da Câmara Municipal, Beto Castro será o vice-prefeito de São Luís.

São Luís, 02 de Outubro de 2026.

Horário gratuito no Rádio e na TV chega ao fim com campanhas bem sucedidas, equivocadas e desastrosas

Eduardo Braide aproveitou com habilidade o seu
tempo limitado e Orleans Brandão e Felipe
Camarão usaram bem seus bons tempos.
Para o Senado, Roseana Sarney e André Fufuca
aproveitaram muito bem os seus tempos,
enquanto Lahesio Bonfim, Weverton Rocha
e Eliziane Gama fizeram campanhas mornas

A propaganda eleitoral gratuita no Rádio e na TV termina nesta quinta-feira (01/10), com favoritos, mas sem que se saiba com absoluta certeza o desfecho da corrida ao Governo do Estado, às duas vagas no Senado, às 18 cadeiras na Câmara Federal e aos 42 assentos na Assembleia Legislativa do Maranhão. Na corrida ao Palácio dos Leões, muitos sinais indicam amplo favoritismo de Eduardo Braide (PSD), ao mesmo tempo em que outros, menos intensos, sugerem que haverá um segundo turno com Orleans Brandão (MDB), adiando o desfecho da eleição para o dia 25 do corrente e com chance para o emedebista. Para o Senado, as pesquisas mais recentes apontaram os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) como como favoritos, embora Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha apareçam no cenário ainda vivos no páreo.

Iniciada no dia 29 de agosto, a propaganda gratuita no Rádio e na TV deu visibilidade aos candidatos de todos os níveis das eleições, tendo alguns aproveitado bem e outros nem tanto. Todas as indicações causam a impressão de que o espaço mais usado no grande debate político foram as redes sociais, onde informações de toda natureza circularam praticamente sem regras, ora beneficiando, ora corroendo candidaturas.

No Rádio e na TV prevaleceu a regra que garante mais tempo a partidos e federações com maiores bancadas na Câmara Federal. Nesse quesito, Orleans Brandão e Felipe Camarão foram largamente beneficiados, com tempo suficiente para realizarem campanhas com todos os ingredientes, enquanto Eduardo Braide teve tempo limitado.

Orientado por marqueteiro experiente, Orleans Brandão usou todos os recursos audiovisuais para promover o Governo Brandão e a figura política do governador Carlos Brandão, e se apresentar como continuador da atual gestão, da qual foi membro destacado, “para avançar mais”. Teve todas as condições para se promover como gestor, com direito discurso político e momento-emoção, como fez na edição de ontem, em emocionado tom de despedida.

Com tempo farto para uma campanha planejada, Felipe Camarão usou o horário no Rádio e na TV para propagar o seu rico e indiscutível currículo profissional, a sua experiência como gestor público e a sua condição de candidato do presidente Lula da Silva, promovendo incansavelmente o mote “Lula lá, Camarão cá”. E aproveitou também para atacar o atual Governo. O petista teve, portanto, no horário gratuito, todo o espaço que precisava para realizar uma campanha eficiente.

No contraponto, por conta das limitações do seu partido, Eduardo Braide foi obrigado a planejar cuidadosamente o tempo menor no Rádio e na TV. Na sua campanha, ele valorizou cada segundo com um discurso direto, objetivo, focado no poderoso argumento segundo o qual fará no estado o que fez em São Luís. Sem agressão, mas de maneira contundente, criticou duramente o atual Governo, principalmente no aspecto tributário, produzindo o terceiro mote do seu discurso: a redução do ICMS.

No que diz respeito ao Senado, não há dúvida de que Roseana Sarney, pretensa “voz forte do Maranhão”, e André Fufuca, embalado pelo verbo “fufucar” e pelo mote “quem é Braide é Fufuca”, usaram melhor o horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV. O bom uso do espaço certamente contribuiu para impulsionar as suas campanhas, fazendo-os chegar na reta final na condição de favoritos, segundo pesquisas mais recentes.

Por outro lado, é nítido que os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama não usaram bem o Rádio e a TV, apesar do bom tempo para eles disponibilizados. Weverton Rocha se apresentar como “bom moço” e senador produtivo e agarrando-se ao presidente Lula da Silva, tentando minimizar os problemas que atropelaram a sua campanha. Eliziane Gama usou o grande espaço no horário gratuito para fazer uma campanha morna, sem um mote sedutor, não mostrando a senadora forte, competente e combativa que ela tem sido no exercício do mandato, apostando alto no aval do presidente Lula da Silva. Conhecido pelo tom duro que usa com adversários, que o torna um político polêmico e desassombrado, Lahesio Bonfim surpreendeu pela timidez da sua campanha no horário gratuito, posando também de “bom moço”, escondendo a sua natureza combativa.

E o fazendeiro bolsonarista Cidônio Gonçalves usou o largo tempo do PL para, na companhia do presidenciável Flávio Bolsonaro e da madrasta dele, Michelle Bolsonaro, anunciar ao mundo o seu objetivo maior, se eleito for: “Fazer o impichamento de ministro do STF”. Inacreditável.

No plano das candidaturas ao Governo e ao Senado no Maranhão, o horário gratuito no Rádio e na TV foi isso, sem tirar nem por.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão intensifica participação na campanha em apoio a Orleans

Carlos Brandão, com Edivaldo Jr.,
faz campanha forte em São Luís

O governador Carlos Brandão (MDB) está determinado a participar intensamente da campanha eleitoral em favor de Orleans Brandão (MDB). Além das inaugurações, caminhadas, carreatas que têm liderado em São Luís e nos mais diversos municípios, o chefe do Poder Executivo tem disparado chumbo grosso na direção do candidato Eduardo Braide (PSD).

Determinado a eleger o seu candidato à sua sucessão, o mandatário maranhense vem divulgando vídeos alternando pedidos de voto ao candidato do MDB e rebates a críticas Freitas por Eduardo Braide.

No início da semana, ele divulgou um vídeo no qual pede votos para Orleans Brandão sob o argumento de que o candidato emedebista é uma garantia à continuidade do seu Governo. Na sua fala, feita em tom ameno, quase coloquial, ele destaca que o seu sobrinho e ex-secretário de Assuntos Municipalistas está preparado para governar.

Ontem, o governador Carlos Brandão divulgou um vídeo rebatendo, em tom duro, crítica feita pelo candidato Eduardo Braide à política de saúde do Governo do Estado durante o debate nas TV Mirante. O ex-prefeito dissera que os hospitais de São Luís recebem pacientes do interior porque os hospitais do Governo não funcionam. Do Executivo estadual reagiu indignado.

Na semana passada, em Balsas, respondendo a indagação de um repórter sobre quem é quem na corrida aos Leões, o governador Carlos Brandão admitiu que a disputa está acirrada, e fez uma previsão surpreendente. Disse ele: “Nós estamos um pouco na frente, mas na hora que o nosso grupo, os nossos amigos saírem atrás do voto, a gente consegue 10% e vamos ganhar a eleição no primeiro turno”.

Em todas as suas manifestações, o governador Carlos Brandão manifesta a convicção de que o seu candidato será o seu sucessor. Para ele, as pesquisas que apontam ampla vantagem para Eduardo Braide não traduzem a realidade.

Roberto Costa centra fogo no apoio aos candidatos do MDB ao Governo, Senado, Câmara Federal e Alema

Roberto Costa aposta suas
fichas nos candidatos do MDB

Na reta final da corrida ao voto, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, intensifica ações políticas para fortalecer candidatos do MDB, do qual o é hoje uma das principais referências e dos articuladores da movimentação do partido.

Na corrida presidencial, Roberto Costa segue firme a orientação do partido de apoiar a candidatura do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição.

No que diz respeito à disputa para o Governo do Estado, o prefeito de Bacabal está na linha de frente da campanha do candidato do seu partido, Orleans Brandão. Roberto Costa abraçou o projeto desde que o governador Carlos Brandão bateu martelo, tornando-se um dos mais ativos apoiadores desse projeto.

Para o Senado, o foco principal do prefeito de Bacabal é a candidatura da deputada federal Roseana Sarney, de quem é apoiador incondicional, depois de ter sido um dos principais – provavelmente o principal depois do ex-presidente José |Sarney – defensores desse projeto quando ele foi questionado dentro do partido. Sua segunda opção para o senador é o senador Weverton Rocha (PDT).

Na corrida à Câmara Federal, Roberto Costa avaliza as candidaturas do partido, optou pelo apoio incondicional à candidatura da deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale, que os grupos de aposta preveem como as mais votada do MDB.

Para a Assembleia Legislativa, Roberto Costa avaliza todos os candidatos do MDB, mas apoia fortemente os deputados bacabalenses Davi Brandão e Florêncio Neto, ambos emedebistas. O único não emedebista que apoio é o vereador de São Luís André Campos, ex-emedebista raiz hoje filiado ao Republicanos, mas sempre com um pé no MDB.

São Luís, 01 de Outubro de 2026.

Sem confrontos ácidos nem revelações graves, debate da TV Mirante destacou Braide, Orleans e Camarão

Hélter Duarte, Eduardo Braide, Orleans
Brandão, Saulo Arcangeli, Felipe Camarão,
Roberto Rocha e André Luís na TV Mirante

Nenhum fato novo, nenhuma revelação e nenhuma promessa de impacto; ao mesmo tempo, algumas alfinetadas agudas, indagações incômodas, reações comedidas, e no geral um clima tenso, mas sem que os nervos tenham saído do controle. Foi assim o debate entre os candidatos ao Governo do Estado, iniciado às 22h30m de terça-feira e encerrado na madrugada desta quarta-feira, quase três horas depois. Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) tentaram vender os seus peixes num embate verbal às vezes ácido, mas sem qualquer dano moral ou ético, apesar das provocações. O mediador, jornalista Hélter Duarte, da rede Globo, não teve problemas.

O emedebista Orleans Brandão foi, de longe, o mais provocado. Primeiro a perguntar, o petista Felipe Camarão o escolheu, resumiu o seu próprio currículo – advogado, procurador federal e professor universitário e mais de uma década exercendo cargos público – e perguntou sobre sua experiência e formação. Mantendo a calma, Orleans Brandão disse ser empresário e administrador de empresas e chefe de família integrante do Governo Brandão como secretário de Assuntos Municipalistas. Felipe Camarão o acusou de inexperiência e despreparo, ao que o emedebista reagiu dizendo que o petista é “candidato laranja” de Eduardo Braide.

Outro momento de tensão partiu do candidato André Luís, que atacou perguntando a Orleans Brandão sobre dois pedidos de afastamento do governador Carlos Brandão (MDB) pela Polícia Federal por supostos desvios de dinheiro público. O emedebista reagiu afirmando nada existir contra a estatura moral e ética da sua família e usou o resto do tempo de resposta para destacar obras e programas do atual Governo. E num dos embates com Felipe Camarão, Orleans Brandão o desafiou a tornar público os seus extratos bancários dos últimos quatro anos, prometendo também revelar os seus. A briga não avançou.

Houve também várias tentativas dos candidatos de colocar Eduardo Braide contra a parede, mas o ex-prefeito de São Luís mostrou habilidade e driblou os petardos com respostas simples e diretas sobre as suas realizações na Prefeitura de São Luís. A tentativa inicial de isolá-lo não alterou o seu ânimo, que se manteve impassível, mostrando que foi para o debate preparado para responder a ataques, o que ficou claro em todos os momentos em que foi provocado.

No geral, não houve momento de impacto no debate da TV Mirante. Eduardo Braide saiu inteiro, mantendo intacto o legado como prefeito de São Luís e habilitado para o cargo de governador, reafirmando o compromisso de fazer no Maranhão o que fez nas Capital. Orleans Brandão repetiu o seu roteiro de campanha, destacando as obras do Governo Brandão, em especial os programas sociais, de cuja elaboração garante ter participado, e fechando suas intervenções com o mote “o Brandão fez muito, mas eu vou fazer muito mais”.

O petista Felipe Camarão foi o mais aguerrido do debate, ora mostrando sua experiência e seu preparo, ora disparando provocações na direção de Orleans brandão e de Eduardo Braide, e usando à vontade o seu mote maior: a relação com o presidente Lula, esforçando-se ao máximo para demonstrar a sua condição de candidato do presidente Lula da Silva (PT). Por sua vez, Roberto Rocha, cuja candidatura está garantida por um recurso ao TSE, tentou exibir conhecimentos sobre gestão pública e economia, mas foi contido pela observação de Eduardo Braide, que lembrou que, apesar dos muitos anos de vida pública, o ex-senador bolsonarista nunca exerceu um cargo executivo, não estando, portanto, credenciado para falar de gestão.

Saulo Arcangeli repetiu a performance exibida em outros debates, sabatinas e entrevistas: é um profundo conhecedor da realidade socioeconômica do Maranhão, tendo na ponta da língua informações, índices e percentuais para explicar as suas críticas, o que lhe permitiu, mais uma vez, criticar os demais candidatos, sem exceção, e reafirmar sua posição de esquerda radical, mas sem agressividade. E André Luís, que se reafirmou um radical de direita, mais uma vez deu um show de desconhecimento sobre a realidade do Maranhão, a estrutura do Estado e sobre assim como desinformação nítida sobre a realidade tributária estadual, a geografia, a sociedade e a cultura do Maranhão.

Em resumo, se não foi uma demonstração maiúscula do preparo e da competência dos candidatos ao Governo do Maranhão, o debate na TV Mirante consolidou as posições de Eduardo Braide, Orleans brandão e Felipe Camarão na corrida aos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

IP Sensus mostra cenário de empate técnico entre Orleans Brandão e Eduardo Braide

Orleans Brandão e Eduardo Braide aparecem
tecnicamente empatados, seguidos de
Felipe Camarão, Roberto Rocha,
André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Como estava rascunhado no tabuleiro da política estadual, uma nova pesquisa do instituto IP Sensus foi divulgada ontem, a seis dias das eleições, agora mostrando uma situação de empate técnico entre Orleans Brandão (MDB), que aparece com 41,1% das intenções de voto, contra 39,5% de Eduardo Braide (PSD), ambos, portanto, separados por apenas 1,6 ponto percentual, dentro da margem de erro, que é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Esses números representam já os votos válidos, que é o resultado da exclusão de indecisos e “nenhum, brancos e nulos.

Felipe Camarão mantém o terceiro lugar, agora com 11,6% das intenções de voto, entrando, portanto, na seara dos dois dígitos, registrando uma leve tendência de crescimento, mas muito distante de Orleans Brandão e Eduardo Braide. Atrás dele, o pelotão de um só dígito: Roberto Rocha (PRTB) com 5,4%, André Luís (Missão) com 0,9%, Reginaldo Lima (PCB) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,6% cada, e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,3%.

Por esses números, a disputa pelo Governo do Estado será resolvida em dois turnos, uma vez que nenhum dos candidatos reúne metade dos votos mais um, o que garantiria a eleição em turno único. Logo, se esse resultado for confirmado, Orleans Brandão e Eduardo Braide se encontrarão no próximo domingo na primeira rodada, e na segunda e decisiva rodada, marcada para o dia 25 de outubro.

Como a divulgação apenas dos votos válidos, a nova pesquisa IP Sensus priva o eleitor e os observadores de um dado crucial: o número de indecisos. Essa informação é indispensável na avaliação de qualquer pesquisa às vésperas da corrida às urnas, porque muitos indecisos costumem fazer as suas escolhas a poucos dias, às vezes no dia, da votação. E esse posicionamento pode decidir a eleição o futuro de um dos candidatos numa disputa tão polarizada como a que ocorre no Maranhão.

O cenário encontrado pelo IP Sensus é bem diferente dos outros resultados encontrados pelo instituto nas suas três últimas pesquisas. No levantamento divulgado no dia 1º de setembro, Orleans Brandão apareceu com 42,3% das intenções de voto contra 36,4% de Eduardo Braide, uma vantagem de 5,9 pontos percentuais. Na pesquisa seguinte, divulgada no dia 14/09, Orleans Brandão tinha 43% contra 36% de Eduardo Braide, vantagem de sete pontos. E na pesquisa anterior à de hoje, divulgada em 20/09, Orleans Brandão teve 43,6% e Eduardo Braide 35,7%, vantagem, portando, de 7,9 pontos. Todas as vantagens se deram fora da margem de erro, sem situação de empate técnico.

Na pesquisa divulgada ontem, a vantagem de Orleans Brandão sobre Eduardo Braide caiu drasticamente, sendo reduzida para apenas 1,6%, dentro da margem de erro. Isso significa dizer que, embora Orleans Brandão esteja numericamente à frente, estatisticamente é impossível afirmar qual a posição real dos dois, e por isso a interpretação de que existe um empate técnico.

Em Tempo: contratada pela Farol Pesquisa e Comunicação Ltda., a pesquisa IP Sensus ouviu 1.000 eleitores em 62 municípios entre os dias 23 e 27/09, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00523/2026.

IP Sensus: Roseana e Fufuca se isolam na liderança da corrida ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca lideram;
Weverton Rocha, Lahesio Bonfim,
Eliziane Gama e Hilton Gonçalo
na briga pela segunda vaga

Roseana Sarney (MDB) com 22,1% de intenções de voto, e André Fufuca (PP) com 19,5%, lideram a disputa para as duas vagas no Senado, e se as eleições fossem hoje, os dois seriam eleitos. É o que mostra a pesquisa IP Sensus divulgada ontem, segundo a qual Weverton Rocha (PDT) tem 13,1%, Lahesio Bonfim (Novo) 11,7%, Eliziane Gama (PT) 9,2%, enquanto Hilton Gonçalo (Mobiliza) aparece com 8,1%.

No segundo bloco, Simplício Araújo (DC) aparece com 3,5%, Cidônio Gonçalves (PL) com 2,3%, Raimundo Moreira (PCB) com 1%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,4% e Wilson Leite (PSTU) com 0,3%.

Em termos gerais, os números encontrados por esse levantamento são muito próximos dos da última pesquisa, divulgada no dia 20/09. E o que chama muita atenção é a distância que Roseana Sarney e André Fufuca impõem sobre os demais candidatos, num indicativo de que, se os números representarem a realidade, os dois deputados federais serão senadores a partir de janeiro.

Outros dados curiosos. O primeiro são as posições dos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos candidatos à reeleição, que correm sério risco de não renovarem os seus mandatos. O outro dado curioso é o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo tecnicamente empatado – dentro da margem de erro –  com a senadora Eliziane Gama.

Em Tempo: contratada pela empresa Farol Pesquisa e Comunicação Ltda., a pesquisa foi realizada em 62 municípios no período de 23 e 27/09, ouviu 1.000 eleitores, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00523/2026.

São Luís, 30 de Setembro de 2026.

Vox Brasil reforça favoritismo de Eduardo Braide na corrida aos Leões

Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe
Camarão no primeiro time, com Roberto
Rocha, Saulo Arcangeli, Reginaldo Lima,
André Luís e Dimas Cassimiro no segundo.

Pesquisa divulgada ontem pelo instituto Vox Brasil mostra Eduardo Braide (PSD) com 46.02% de intenções de voto na corrida ao Palácio dos Leões, tendo Orleans Brandão (MDB) em segundo com 29,69% na corrida ao Palácio dos Leões. Felipe Camarão (PT) com 7,28%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,46%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 1,41%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,99%, André Luís (Missão) com 0,84% e Dimas Casimiro (PCO) com 0,79%. Indecisos somaram 3,61%, enquanto brancos e nulos totalizaram 5,91%.

Esse levantamento consolida em definitivo que a disputa pela sucessão do governador Carlos Brandão (MDB) está polarizada entre o ex-prefeito de São Luís, que encarna a oposição, e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que representa a base governista. E se os números expressarem de fato as intenções do eleitorado, a exclusão de brancos, nulos e indecisos indica uma probabilidade, remota, mas real, de o desfecho da eleição ocorrer em um só turno.

Esse cenário ganhou consistência com a pesquisa Quaest/TV Mirante, divulgada na última sexta-feira (25), com números parecidos, e que causou forte impacto no meio político. Enquanto aliados de Eduardo Braide comemoraram de maneira estridente os números da Quaest, mas com a recomendação de não partirem para o “já ganhou”, os partidários de Orleans Brandão reagiram minimizando os percentuais com o argumento de que as suas pesquisas indicam outra tendência, essa favorável a ele.

Comandante em chefe da base governista e patrono da candidatura do candidato emedebista, o governador Carlos Brandão externou otimismo. Sem se referir à Quaest, disse, numa entrevista em Balsas, que “nós estamos um pouco à frente”, e calculou que só “precisamos de 10% para ganhar no primeiro turno”. E cantou a pedra prevendo que essa fatia – que é muito expressiva em reta final de campanha – será alcançada quando os seus aliados “saírem atrás do voto”.

O mandatário maranhense acredita numa resposta eleitoral positiva ao seu governo municipalista, com obras em todos os municípios. E aposta alto no reconhecimento do eleitorado em relação ao ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que, segundo ele próprio, “ajudou a transformar demandas em soluções”. Orleans Brandão entrou de cabeça nesse projeto formulou um discurso, que vem mantendo ao longo da campanha com o mote da continuidade.

O problema é que informações que chegam a cada hora ao eleitorado, pelas redes sociais, vêm montando um mosaico de como a corrida está evoluindo a partir de pesquisas feitas nos municípios. Aliados experientes de Eduardo Braide avaliam que ele conseguiu formar “uma onda” em parte dos grandes municípios, como Caxias, Chapadinha, Santa Inês e Pinheiro, enquanto Orleans Brandão consegue manter vantagem em Imperatriz, Codó, Timon, Açailândia e Bacabal, por exemplo. Nesse contexto, a diferença de São Luís será decisiva para resolver a disputa, seja num desfecho de turno único, seja levando a decisão para um segundo turno.

Outro dado confirmado pela pesquisa Vox Brasil, e que pesa nesse contexto, é a não decolagem do candidato petista Felipe Camarão. Havia no meio político a expectativa de que ele poderia ganhar a estatura de “terceira via”, mas a sua candidatura não ganhou o impulso esperado, mesmo com o forte e declarado apoio do presidente Lula da Silva (PT). O PT e o próprio presidente demoraram muito para confirmar a candidatura do vice-governador. O resultado modesto reflete o erro de estratégia.

Diante desse quadro, é precipitado afirmar que a eleição para governador do Maranhão está resolvida. Mas não é um salto no escuro avaliar que, com base nas pesquisas, a situação até aqui é favorável a Eduardo Braide. Sem esquecer a previsão do governador Carlos Brandão sobre a corrida atrás do voto às vésperas da eleição.

Em Tempo: a pesquisa Vox Brasil ouviu 1910 eleitores (não informou o período), tem margem de erro de 2,35 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04968/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Operação da PF: coação eleitoral e estupro podem mandar vereador e delegado para a cadeia

Gaudêncio Neto e Wlisses Alves:
suspeitos de coação eleitoral e estupro

A prisão, ontem, pela Polícia Federal, do vereador Gaudêncio Neto (PSB) e do delegado Wlisses Alves, na Operação Habeas Votum, que investiga suspeitas de coação eleitoral, estupro, ameaça e abuso de autoridade contra uma cidadã em Colinas, pode ser vista por dois vieses.

O primeiro foi o resultado de uma denúncia isolada, de uma mulher que contra um vereador que a ameaçou por fazer campanha de um candidato adversário dele, tendo o delegado como agente da violência, acusado de estupro e violência moral. Seria um caso para a Polícia Civil, mas como a violência foi causada por motivação eleitoral, o caso é da Polícia Federal, o que torna a situação dos dois bem mais complicada.

O segundo viés é o fato de que a Justiça e a Polícia Federal estão aptas a desvendar casos como esse em qualquer município. Basta que para isso haja uma denúncia consistente contra autoridade, seja ela quem for, para que o caso seja devidamente investigado. E para isso os dois

A atenção está redobrada nesses dias decisivos de campanha eleitoral, quando os ânimos estão acirrados e os nervos à flor da pele. Nada disso justifica a coação e a violência, seja ela física ou moral. Escolha eleitoral é um direito pétreo garantido pela Constituição, não havendo qualquer nível de poder capaz de muda-lo.

E é exatamente que a suspeita de coação eleitoral e violência físicas poderá levar o vereador Gaudêncio Neto e o delegado Wlisses Alves a passarem um bom tempo na cadeia, além de perderem seus empregos.     

E com um dado adicional: um alerta vermelho para que outras “autoridades” não embarquem nesse tipo de coisa.

Candidatos ao Governo se enfrentam hoje em debate da TV Mirante

Tudo pronto na TV Mirante
para debate de hoje

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha e Saulo Arcangeli estarão hoje, frente a frente, nos estúdios da TV Mirante, para o debate que muitos consideram decisivo para desfecho da corrida ao Governo do Estado.

Além da disputa pelo voto, que é o seu objetivo central e mais importante, o confronto permitirá aos candidatos a governador a última grande oportunidade de expor os seus programas e ideias para governar o Maranhão. Sabem que o eleitor os assistirá com atenção redobrada, alguns, ainda indecisos, esperando algo que o faça tomar posição.

É claro que o cenário será dominado por Eduardo Braide e Orleans Brandão, que além do confronto direto, serão alvos preferenciais de Felipe Camarão, Roberto Rocha e Saulo Arcangeli. Será esse o roteiro, sem mais nem menos.

São Luís, 29 de Setembro de 2026.

Senado: Roseana e Fufuca chegam à reta final como favoritos, mas num ambiente de forte disputa

Roseana Sarney e André Fufuca lideram; Lahesio
Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane Gama estão
no páreo; e Hilton Ginçalo, Cidônio Gonçalves,
Raimundo Mireira, Enilton Rodrigues, Wilton
Leite e Simplício Araújo sem chance na disputa

A exata ente uma semana das eleições, quando pesquisas realizadas no Maranhão desenham cenário favorável ao presidente Lula da Silva (PT) na corrida ao Palácio do Planalto, e apontam o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (MDB), como favorito ao Governo do Estado, havendo também que acredite numa virada de Orleans Brandão (MDB), a grande expectativa em relação ao pleito majoritário está concentrada na disputa ferrenha pelas duas cadeiras no Senado da República. São 11 candidatos divididos em dois blocos, um formado por Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), que estão, de fato, no páreo, e outro que reúne Hilton Gonçalo, Cidônio Gonçalves (PL), Raimundo Moreira (PCB), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU) e Simplício Araújo (DC), que não têm a menor chance de chegar lá.

A pesquisa mais recente, da Quaest/TV Mirante, divulgada na noite de sexta-feira (25), mostrou exatamente esse quadro indefinido, principalmente para a segunda vaga. Roseana Sarney, com o lastro de 14 anos no Palácio dos Leões e uma imagem bem construída que a mentem como uma das principais referências políticas do estado, navega na dianteira, praticamente isolada, com fortes indicações de que sairá das urnas com visto para residir e trabalhar em Brasília por oito anos a partir de janeiro. Como contrapeso, ela amarga uma situação de risco por conta da elevada rejeição. Além disso, há a sempre elevada imprevisibilidade em reta final de eleições.

Nesse contexto, a grande e renhida disputa está sendo travada por André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Os indicativos mais recentes, a começar pela pesquisa Quaest, André Fufuca, deputado federal e ex-ministro do Esporte, vem despontando como favorito, ainda que empatado com Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane Gama dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais. O ex-ministro, migrou da base governista para uma aliança com Eduardo Braide (PSD), representa a face jovem da política maranhense e reúne todas as credenciais para ser senador da República.

Nesse meio de campo, não se deve fechar balanço deixando de fora Lahesio Bonfim, que mantendo seu espaço na ala dos favoritos, em que pese o fato de que já algum tempo ele figura como terceiro colocado nas pesquisas. Também a senadora Eliziane Gama, que tem o apoio declarado do presidente Lula da Silva, faz um mandato de elevada qualidade parlamentar e legislativa, e que pode protagonizar uma arrancada nos próximos dias.

Nesse ambiente de disputa ferrenha pelas cadeiras no Senado, a situação mais complicada é a do senador Weverton Rocha, que liderou todas as pesquisas até maio, quando começaram a vir à tona os seus problemas com investigações por suspeita de desvio de dinheiro público, a sua estranha relação empresarial e financeira com o advogado Willer Tomáz, situações que minaram fortemente o seu cacife eleitoral, de modo que, na avaliação geral, dentro e fora da seara política, sua reeleição é rigorosamente improvável.

No outro bloco de candidatos a senador, em que pese a arrancada de Hilton Gonçalo nas últimas semanas, firmando alianças em todas as frentes, o cenário é, de fato, desfavorável para e ele e para o inacreditável Cidônio Gonçalves – que apareceu do nada como candidato de Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro tendo o impeachment de ministros da Suprema Corte como único mote de campanha. Os demais, está mais do que claro, disputam legitimamente a senatória, mas cientes de que não têm a menor chance de sucesso.

O fato é que Roseana Sarney chega à reta final como favorita para uma das vagas, mas ciente de que o jogo vai endurecer nas próximas 160 horas.

PONTO & CONTRAPONTO

Otimista: Brandão calcula que se o grupo for “atrás do voto”, Orleans vence eleição no 1º turno

Carlos Brandão em campanha, ao lado do
prefeito Chiquinho da FC e do
deputado Francisco Nagib, no sábado.

“Nós temos um grupo muito grande. Basta a gente ir atrás do voto. Quinze por cento de indecisos. Com certeza, na hora que o nosso grupo, nossos amigos, forem pro campo, a gente vai trazer pelo menos dez por cento, e vamos ganhar no primeiro turno. A minha eleição foi assim, eu estava a 15 por cento atrás, e ai começamos a trabalhar nos últimos 15 dias. Foi uma virada total. Nós estamos aí numa situação um pouco à frente do candidato, mas se a gente for pra cima, como eu estou vendo que está acontecendo no Maranhão todo, eu não tenho dúvida de que nós vamos ganhar no primeiro turno”.

Foram palavras do governador Carlos Brandão, ontem, em Balsas, ao ser indagado sobre a disputa pelo Governo do Maranhão. Pelo que respondeu, o governador está convencido de que o seu candidato, Orleans Brandão (MDB), está “um pouco à frente” do principal adversário, Eduardo Braide (PSD), e pode vencer a disputa já no 1º turno, bastando para isso, que o seu grupo, que definiu como “nossos amigos” saia a campo em busca dos 15% de indecisos, calculando que, se conseguir 10%, Orleans brandão será eleito em um só turno.

O governador justificou o seu otimismo baseado na sua própria eleição, em 2022, lembrando que um mês antes das eleições encontrava-se 15% atrás do seu adversário, o senador Weverton Rocha (PDT). Houve, de fato, uma grande mobilização, liderada por Carlos brandão e o ex-governador Flávio Dino. Com a virada, Caros Brandão se reelegeu no 1º turno e Flávio Dino se tornou senador com a maior votação dada a um candidato a senador no Maranhão até aqui.

Ciente de que o cenário dessa disputa é muito diferente do de 2022, o governador Carlos Brandão (MDB) não descansa da tarefa que ele se impôs com dois objetivos: fortalecer Orleans Brandão (MDB) na corrida à sua sucessão, e, claro, ampliar o portfólio de obras da sua gestão com o mandatário estadual. Parte do seu otimismo está no fato de que faz um governo reconhecido pelo grande volume de obras e forte atuação no campo social. E sabe que seria imbatível se estivesse na disputa para o Senado.

Jornalista monta lista de nove prováveis eleitos para a Câmara Federal

São muitas as listas de prováveis eleitos para a Câmara Federal. A mais recente foi divulgada ontem pelo competente e bem informado jornalista Diego Emir. Com os pés no chão, baseado nos lastros dos nomes e dos cacifes dos seus partidos, e sem os exageros de outras avaliações, ele relacionou nove candidatos – o que equivale à metade da bancada de 18 deputados – que, na sua avaliação, podem comprar paletós e vestidos para a posse.

São eles: Fernando Braide (PSD), deputado estadual e irmão de Eduardo Braide; Iracema Vale (MDB), deputada estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa; Othelino Neto (PSB), deputado estadual, ex-presidente da Alema e duro opositor do atual Governo estadual; Pedro Lucas Fernandes (União), presidente do partido no estado e um dos mais influentes membros da bancada maranhense; Fábio Macedo (Podemos), presidente do partido no estado; Fabiana Vilar (PL), deputada estadual e Aldir Junior (PL), vereador de São Luís, ambos figura de proa e da mais estreita confiança de Josimar de Maranhãozinho; Vinícius Ferro (MDB), ex-secretário estadual de Fazenda e membro do grupo mais próximo do governador Carlos Brandão; e Larissa DP, mulher do controvertido empresário Eduardo DP.

A Coluna endossa a previsão, acrescentando um nome: o deputado federal, ex-ministro das Comunicações e presidente estadual do PSDB Juscelino Filho.

São Luís, 27 de Setembro de 2026.

Quaest aponta favoritismo de Braide e sugere que disputa pelos Leões pode ter um só turno

Eduardo Braide lidera, seguido de
Orleans Brandão e Felipe Camarão

O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera com grande folga a corrida ao Governo do Estado, que pode terminar em um só turno. É esse o cenário mostrado pela segunda pesquisa Quaest, divulgada ontem pela TV Mirante, que a contratou. Os números são os seguintes: Eduardo Braide tem 46% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão com 27%, Felipe Camarão (PT) com 10%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, André Luís (Missão) e Reginaldo Lima (PCB) com 1% cada – Saulo Arcangeli (PSTU) e Dimas Cassimiro (PCO) não pontuaram. Indecisos somaram 9% e “nenhum, branco e nulo” 3%.

Transformados em votos válidos – excluídos indecisos e revoltados -, Eduardo Braide alcança 52,3% das intenções de voto, o que indica probabilidade de eleição já no 1º turno, com Orleans Brandão obtendo 30,7% da votação, Felipe Camarão chegando a 17% e Roberto Rocha 3,4%, além de André Luís e Reginaldo Lima, cada um com 1%.

No caso de haver 2º turno, a Quaest simulou vários cenários, sendo o principal entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, com a vitória do ex-prefeito de São Luís por 55% contra 33% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas. Num embate com Felipe Camarão, Eduardo Braide teria 66% contra 20% do petista. A Quaest também simulou uma segunda rodada entre Eduardo Braide e Roberto Rocha, e o resultado é que o ex-prefeito de São Luís teria 66% contra 10 de Roberto Rocha.

Praticamente não houve oscilação importante em relação à primeira pesquisa, realizada em agosto, que mostrou Eduardo Braide com 44% e Orleans Brandão com 25%. O diferencial do novo levantamento em relação ao outro é que Felipe Camarão, por conta da intensa campanha mostrando sua relação com o presidente Lula da Silva (PT), se descolou de Roberto Rocha e alcançou o patamar de dois dígitos, enquanto o ex-senador estacionou, provavelmente pelo fato de estar com um pé fora da disputa, por decisão unânime do TRE-MA.

O favoritismo de Eduardo Brade confirmado pela pesquisa Quaest acende de vez o sinal de alerta no comando da campanha de Orleans Brandão, especialmente no gabinete do governador Carlos Brandão, que é o patrono e tem o poder do roteiro e tem a palavra final sobre qualquer mudança de rota. Isso porque a oscilação para cima em relação à pesquisa anterior está dentro da margem de erro, podendo ter de fato acontecido ou não. É o mesmo caso do percentual do ex-prefeito de São Luís.

Os expressivos percentuais da pesquisa Quaest desembarcam no cenário da campanha pelo Palácio dos Leões num momento crucial, quando começa de fato a contagem regressiva para o início da corrida às urnas. Até lá são apenas nove dias, ou seja, pouco mais de 200 horas, durante as quais tudo pode acontecer, uma vez que o que está em jogo é o Governo do Maranhão. Isso significa orçamento anual de mais de 35 R$ bilhões, o controle absoluto sobre pelo menos quatro mil cargos comissionados e a palavra final sobre todo e qualquer investimento em qualquer área.

A corrida sucessória para o Palácio dos Leões vem sendo sacudida por pesquisas a larga liderança de Eduardo Braide, enquanto outras mostram uma situação invertida, com Orleans Brandão na liderança, produzindo comemorações de protestos de ambos ao lados. O problema é que a Quaest é uma empresa de muito prestígio nacional, algo equivalente ao antigo Ibope, e os números que divulga são tomados como referência e como balizadores da reta final da campanha, independentemente de números divergentes de outras pesquisas.

A partir de agora, o jogo vai endurecer muito mais, com os candidatos dando tudo de si, com Eduardo Braide lutando para materializar o indicativo da pesquisa, e Orleans Brandão jogando pesado para reverter essa tendência, com Felipe Camarão sonhando avançar.

Em Tempo: contratada pela TV Mirante, a pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores no período de 21 a 24 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o protocolo MA-04892/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana e Fufuca lideram, mas Lahesio, Weverton e Eliziane estão no páreo

Roseana Sarney e André Fufuca lideram, mas
Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane
Gama estão no páreo, e Hilton Gonçalo,
Cidônio Gonçalves, Raimundo Moreira
e Simplício Araújo quase sem chance

É verdade que há uma sequência de empates técnicos – dentro da margem de erro de três pontos percentuais -, mas no cenário encontrado pela pesquisa Quaest, divulgada ontem pela TV Mirante, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) com 19% das intenções de voto e o deputado federal André Fufuca (PP) com 15%, liderando a corrida para as duas vagas, mas sem ser descolar do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 12%, do senador Weverton Rocha (PDT) com 10% e até mesmo da senadora Eliziane Gama (PT) com 8%.

Os números da Quaest não sinalizam chance para o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), que aparece com 4%, mesmo não tendo tempo no Rádio e na TV, e menos ainda para o bolsonarista Cidônio Gonçalves (PL), que recebeu pífios 2%, mesmo com um grande tempo de Rádio e TV e da campanha ostensiva do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL). Raimundo madeiros (PCB) e Simplício Araújo (DC) receberam 1% cada, enquanto, para surpresa de muitos, Enilton Rodrigues (PSOL), não ter pontuado, como Wilson Leite do PSTU.

O cenário desenhado pelos números da Quaest indica com clareza que a disputa para as duas vagas no Senado está aberta, com ninguém ainda garantido. Mas indica também que dificilmente fugirá ao controle dos cinco nomes que formam o pelotão de frente.

Roseana Sarney, André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Weverton Rocha são políticos conhecidos, fortes cada um ao seu modo, e testados nas urnas. Eles conhecem os humores da urnas e sabem que um cenário como o desenhado pela Quaest nada garante nessa corrida ao Senado. E isso significa dizer que na reta final todo o esforço será pouco na reta final da campanha.

Principalmente pelo fato de que a pesquisa informou que 17% dos entrevistados estão indecisos e que 11% deles não quer conversa com nenhum dos candidatos, preferindo votar em branco ou anular o voto.

Braide inicia o sábado com carreata em Colinas, reduto maior dos Brandão

Redo de Orleans Brandão,
Colinas será visitada hoje
por Eduardo Braide

Embalado pelos números da Quaest, Eduardo Braide (PSD) começa o seu sábado de campanha em Colinas, berço político das família Brandão. A cidade foi visitada em campanha por Orleans Brandão, onde as projeções indicam que ele terá uma grande votação.

Adversários dos Brandão não preveem vitória de Eduardo Braide entre os colinenses, mas garantem que a vitória de Orleans Brandão não será tão elástica como os aliados do emedebista estão projetando.

O fato é que Eduardo Braide começa este sábado com liderando uma carreata em Colinas, onde provavelmente receberá o apoio do grupo liderado pelo deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), que vive uma situação de guerra aberta contra os Brandão.

Colinas tem presença forte nessas eleições. De um lado, o governador Carlos Brandão, colinense da gema, apoio Orleans Brandão, um colinense adotado – nasceu em São Luís -, e indicação do chefe do Governo, a vice-prefeita Valberlene Lopes se tornou 1ª suplente na chapa da senadora Roseana Sarney. Do outro lado atua o deputado federal Márcio Jerry, que lidera um grupo expressivo.

Muita gente está apostando no desfecho dessas eleições em Colinas.

São Luís, 26 de Setembro de 2026.

São Luís: IPPI aponta Braide com 75,6%, Orleans com 11,4% e Camarão com 5,6%

Eduardo Braide lidera, Orleans Brandão
é segundo Felipe Camarão
é terceiro na Capital

Na data em que começa a contagem regressiva de 10 dias para as eleições, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) tem 75,6% das intenções de voto na corrida ao Governo do Estado em São Luís, seguido do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com 11,4%, e do do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,6%. O ex-senador e ex-vice-prefeito Roberto Rocha (PRTB) parece com 1%, seguido por André Luís (Missão) com 0,8, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,7, Reginaldo Lima (PCB) com 0,3% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1% das intenções de voto. Indecisos somaram 2,8% e brancos e nulos 1,7%.

Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente sobre as tendências do eleitorado da Capital em relação disputa para governador.

Transformados em votos válidos – com a exclusão dos indecisos e nulos e brancos -, o percentual de intenções de votos para Eduardo Braide no alcança 79,2%, enquanto o de Orleans Brandão chega a 11,9% e o de Felipe Camarão a 5,9%. Os demais candidatos permanecem com os mesmos patamares, por serem muito baixos, e não são alterados com a exclusão de indecisos e nulos e brancos.

O levantamento, divulgado ontem em live comandada pelo titular do portal Café Quente, Rogério Cafeteira, reforça tendência favorável ao ex-prefeito Eduardo Braide na Capital, com a reafirmação da sua imagem de bom gestor. Esse cacife foi construído ao longo dos cinco anos em que comandou a máquina administrativa da Capital e realizou uma gestão diferenciada e cujo portfólio é largamente aprovado pela população ludovicense.

A posição do candidato Orleans Brandão chama a atenção pelo fato de ele representar a gestão do governador Carlos Brandão (MDB), que fez muitos investimentos em São Luís, nas áreas centrais e nos bairros, e tem o apoio político e eleitoral de pelo menos 25 dos 31 vereadores. O emedebista tem feito uma campanha intensa na cidade, contando com o reforço do governador Carlos Brandão, que tem ido para as ruas em animadas incursões por bairros, acompanhado de vereadores aliados.

A tendência favorável a Eduardo Braide foi desenhada em alguns levantamentos feitos antes de ele admitir renunciar ao cargo de prefeito ser candidato a governador. Em abril, quando confirmou a pré-candidatura e renunciou à Prefeitura, ele tinha 80% de aprovação e uma larga margem de intenções de voto para o Palácio dos Leões. Só que o ex-prefeito precisou se dedicar a uma maratona pelos quatro cantos do estado, para mostrar que, ao contrário do que diziam seus adversários, a sua ação política podia muito além do Estreito dos Mosquitos.

A cruzada de Eduardo Braide para visitar municípios abriu caminho para que Orleans Brandão tentar ocupar o máximo possível de espaço. Sua estratégia foi ser levado aos bairros por vereadores aliados e pelo vice-prefeito Edivaldo Jr. (MDB), acreditando que essa relação transformaria o apoio deles em votos. Nesse ambiente, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), aliada incondicional do ex-prefeito, e tem feito o contrapeso em favor do seu antecessor.

A importância da disputa entre os candidatos a governador em São Luís está o fato de que a diferença pode ter forte influência, podendo até mesmo ser determinante para o resultado geral da eleição. São Luís tem 750 mil eleitores, e se apurar 600 mil votos bons, pela tendência identificada pelo IPPI, Eduardo Braide poderá sair das urnas com 450 mil, o que lhe dará uma margem de pelo menos 350 mil votos para compensar perdas na seara municipal.

Daí a atenção e o esforço do governador Carlos Brandão para, se não virar o jogo em favor de Orleans Brandão, pelo menos diminuir a vantagem de Eduardo Braide. E o dado decisivo é que só faltam 10 dias para a corrida às urnas.   

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.000 eleitores em São Luís entre os dias 11 e 15 de setembro, tem margem de erro de 3.1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02079/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e segunda vaga é disputada por Fufuca, Eliziane e Lahesio

São Luís: Roseana Sarney lidera; André Fufuca,
Eliziane Gama e Lahesio disputam segunda
vaga, seguidos de Weverton Rocha, Cidônio
Gonçalves, Hilton Gonçalo, Raimundo
Moreira, Wilson Leite e Simplício Araújo

O quadro encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente no eleitorado de São Luís para as duas vagas no Senado indicam a situação que vem se consolidando nos diversos levantamentos feitos recentemente. De um lado, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) isolada, com 34% das intenções de voto, e de outro o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 24,5%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 24,4% e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 22,8% empatados tecnicamente dentro da margem de erro, e o senador Weverton Rocha (PDT) com 19,5%, empatado com o último, também dentro da margem de erro.

No mais, Cidônio Gonçalves (PL) aparece com 4,5%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3,9%, Raimundo Moreira (PCB) com 2,9%, e Wilson Leite (PSTU) com 2,3% tecnicamente empatados pela margem de erro, s Simplício Araújo (DC) com 1,7% das intenções de voto na Capital. Vale registrar que o candidato Enilton Rodrigues (PSOL), não pontuou.

A liderança de Roseana Sarney é explicada pelo grande prestígio que ele alcançou como governadora durante quase 14 anos, principalmente no campo cultural, com a revitalização do Centro Histórico e a conquista do título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, mas também por obras de infraestrutura como a Via Expressa e a conclusão da Quarto Centenário e a valorização da cultura popular e o resgate do Carnaval.

Chama a atenção o empate rigoroso entre o ex-ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama, um indicador provável de que o eleitor da Capital enfrente a dificuldade de escolher entre dois candidatos que não apoiam a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado.

Por outro lado, chama a atenção a perda de prestígio do senador Weverton Rocha na Capital, que sempre foi o epicentro da sua ação política, correndo o risco de ser mais uma vez menos votado do que Lahesio Bonfim, que o deixou para trás na corrida ao Governo do estado em 2022.

A disputa pela segunda vaga será resolvida na reta final da corrida às urnas.

Para especialistas, recurso de Roberto Rocha ao TSE vai dar em nada e ele está fora da corrida aos Leões

Roberto Rocha

Se analisar o recurso com base nos argumentos técnicos que levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) a indeferir o registro da sua candidatura por unanimidade (7×0), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira, confirmará a decisão e catapultará o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) da disputa para o Governo do Estado.

É essa a opinião de três advogados com experiência as lides da Justiça Eleitoral ouvidos pela Coluna.

Na avaliação deles, que têm conhecimento do caso, a decisão do TRE-MA encontra-se absolutamente amparada nos fatos que embasaram ação do partido Novo, cuja alegação principal é a de que Roberto Rocha tinha duas filiações partidárias, uma no Novo e outra no PRTB. Diante dos argumentos e dos fundamentos que lastrearam a impugnação do registro de candidatura de Roberto Rocha aos Leões, esses observadores disseram não ter dúvida de que o TSE vai confirmar os 7×0 do TRE.

Roberto Rocha sabe que a situação da candidatura dele é dramática e que a realidade nua e crua é a de que ele encontra-se fora dessa disputa. Para ele, que certamente participará de outros embates eleitorais, é interessante permanecer sob os holofotes, ainda que sem direito a espaço na propaganda eleitoral e rifado dos eventos restritos a candidatos cujos partidos têm representações no Congresso Nacional.

A sua condição de sub judice lhe dá o direito de pedir votos e se apresentar como candidato a governador, mas na opinião dos advogados ouvidos pela Coluna, Roberto Rocha sabe que, pelo menos no que diz respeito a essa eleição, o destino do seu projeto de poder é o arquivo morto da Justiça Eleitoral.

São Luís, 24 de Setembro de 2026.

IPSensus diz que Braide tem 15 pontos percentuais de vantagem sobre Orleans em São Luís

Eduardo Braide lidera a corrida
em São Luís mas pesquisa diz
que Orleans Brandão cresceu

Se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) teria 50,9% dos votos de São Luís, e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), sairia das urnas com 35,8%. Transformados em votos válidos, Eduardo Braide alcançaria 53,5% e Orleans Brandão, 37,6%. O ex-prefeito venceria na Capital com uma vantagem de 15,6%.

Nesse contexto, na votação estimulada, o vice-governador Felipe Camarão (PT) receberia 5,9%, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) seria votado por 1,6%, Saulo Arcangeli (PSTU) 0,4%, André Luís (Missão) por 0,3% e Reginaldo Lima (PCB) por 0,3%. E, curiosamente, o IPSensus não divulgou o percentual de “nenhum, brancos e nulos” nem o de indecisos.

O levantamento do IPSensus, que tem se notabilizado por mostrar Orleans Brandão na lideranças em todas as suas pesquisas, é revelador da guerra que está sendo travada pelos dois candidatos em São Luís, onde o Governo do Estado fez muitos investimentos para quebrar o impacto da bem sucedida gestão do prefeito Eduardo Braide.

Com 750 mil eleitores, que representam, grosso modo, cerca de 15% do eleitorado estadual, a Capital tem peso decisivo numa disputa acirrada ao Governo do Estado. E no caso atual, tendo um ex-prefeito bem avaliado como candidato ao Governo, esse posicionamento do eleitorado será bem mais enfático e evidente. Tanto que, antes de renunciar ao cargo de prefeito, para p qual fora reeleito em turno único em 2024, Eduardo Braide tinha aprovação superior a 80%.

Ocorre que, ciente de que uma vantagem robusta em São Luís daria a Eduardo Braide uma vantagem excepcional na soma geral dos seus votos, o governador Carlos Brandão decidiu jogar todo o peso dos investimentos do Governo na Capital e desencadear, ele próprio, uma ação política de muita força, baseado principalmente na aliança que alimenta com pelo menos 25 dos 31 vereadores ludovicenses. E numa estratégia por meio da qual enquanto Orleans Brandão está percorrendo o interior, para consolidar o apoio de prefeitos, o governador Carlos Brandão inaugura obras e faz animadas incursões pelos bairros pedindo votos para o emedebista.

Por seu turno, Eduardo Braide, que conta com seis vereadores, faz ele próprio a sua campanha em São Luís, sendo obrigado a alternar sua intensa agenda com atos no interior e na Capital. O ex-prefeito conta com o portfólio da sua gestão arrojada e tem o apoio incondicional da prefeita Esmênia Miranda (PSD), que trabalha para manter o ritmo da gestão, com um elenco alentado de investimentos garantidos pelo caixa de R$ 2 bilhões deixados pelo antecessor.

Numa disputa em que a votação de Eduardo Braide e Orleans Brandão pode ter influência decisiva no resultado geral da corrida ao Palácio dos Leões, os percentuais trazidos pelo IPSensus não são estimulantes para o ex-prefeito de São Luís, ainda que não sejam também o melhor dos mundos para Orleans Brandão. O problema é que, mesmo levando em conta o fato de que a margem de erro seja de 5,9%, os números mostram Eduardo Braide perdendo terreno e Orleans Brandão avançando na reta final da campanha, passando a impressão de que a estratégia do governador Carlos Brandão está funcionando.

A eleição será realizada daqui a 11 dias, o que faz com que a campanha entre no seu período mais agudo, com os dois candidatos polarizados usando ao máximo o seu “poder de sedução” para puxar o que resta de indefinição no eleitorado da Capital. Outras pesquisas estão a caminho   

Em Tempo: a pesquisa IPSensus foi realizada entre os dias 15 e 20 de setembro, ouviu 800 eleitores de São Luís, tem margem de erro de 5,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança é de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08259/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Bolsonaro faz motocarreata e fala a seguidores em São Luís, mas não consegue embalar Roberto Rocha

Flávio Bolsonaro, Roberto Rocha
e destaques do bolsonarismo
e de correntes do PL

O candidato do PL a presidente da República, senador Flávio Bolsonaro, fez campanha ontem em São Luís, uma das capitais onde ele provavelmente terá menos votos. Ele desembarcou no final da manhã, comandou uma motocarreata entre o aeroporto do Tirirical e o pátio da loja Havan, na avenida Daniel de La Touche, onde fez um comício para cerca de três mil aliados e apoiadores. Ele comandou um ato expressivo, mas não conseguiu unir as correntes bolsonaristas em torno de Roberto Rocha (PRTB).

Na sua fala, o candidato do PL bateu forte no presidente Lula da Silva e o Governo do PT, repetiu o mote de que vai “libertar” o Brasil, fez as críticas de sempre ao Supremo Tribunal federal, atacando especialmente o ministro Flávio Dino, e exibiu uma grande fotografia emoldurada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado, prometendo “anistia-lo” se for eleito. Fez, portanto, um discurso para bolsonarista ouvir.

Flávio Bolsonaro foi recepcionado pelo ex-senador Roberto Rocha, candidato do PRTB, sub judice, ao Governo do Estado e que é o quarto colocado nas pesquisas, e a quem declarou apoio, mas sem sensibilizar as correntes do PL.

A recepção reuniu os mais ativos bolsonaristas maranhenses: o deputado estadual Yglésio Moises (PRD), a suplente de deputada federal Mariana Carvalho (PL), a vereadora ludovicense Flávia Berthier (PL), o suplente deputado federal Allan Garcez (PL), o inacreditável candidato a senador Cidônio Gonçalves (PL), e representantes do da banda do PL liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, a deputada federal Detinha, que preside o PL no estado, a deputada estadual Fabiana Vilar e o vereador ludovicense Aldir Jr..

O que ficou muito claro: Flávio tem o apoio dessas correntes, mas o candidato dele a governador, Roberto Rocha, só conta com o minigrupo comandado pela suplente de deputada Mariana Carvalho. As demais correntes não o hostilizam, mas também não lhe dão a menor atenção. O mesmo acontece com o candidato a senador Cidônio Gonçalves, que não consegue mobilizar um naco do partido no Maranhão e depende de declarações de apoio do próprio Flávio Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Outra evidência na cúpula do bolsonarismo estadual é a guerra sem trégua travada entre a candidatas do PL à Câmara Federal Flávia Berthier e Mariana Carvalho contra a deputada estadual e candidata a deputada federal “terrivelmente evangélica” Mical Damasceno (Republicanos), que se apresenta como linha de frente do bolsonarismo.  As duas se articularam e barraram o acesso da deputada Mical Damasceno ao veículo no qual Flávio Bolsonaro comandou a motocarreata e que foi transformado em palanque em frente à Havan. O chega-prá-lá deixou Mical Damasceno indignada e acusando a responsável pelo impedimento de “querer ser a dona da direita no Maranhão”, e prometeu se vingar com ameaças bíblicas.   

Recado para candidatos: pesquisa mostra que 82% dos brasileiros não confiam no Congresso Nacional

O Congresso Nacional é alvo da
desconfiança da esmagadora
maioria dos brasileiros

Atenção deputados federais e senadores candidatos à reeleição e aspirantes a cadeiras na Câmara Federal e Senado da República: o Congresso Nacional é a instituição brasileira menos acreditada pelo povo brasileiro, despertando nele um muito elevado grau de desconfiança.

De acordo com pesquisa do Atlas/Estadão, publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, nada menos que 81% dos brasileiros não acreditam no Congresso Nacional e desconfiam de deputados federais e senadores.

A informação levantada por O Estadão coloca os atuais deputados e senadores candidatos à reeleição em situação incômoda, à medida que a maioria deles encontra-se exatamente tentando convencer os eleitores de que são merecedores de mais um voto de confiança.

Os candidatos que tentam substituir os atuais têm a vantagem de se apresentar com o discurso da mudança, mesmo estando claro que, pelo contexto político em que vivem, dificilmente farão algo melhor do que os atuais.

Os dados da pesquisa Atlas/Estadão podem também servir de referência para o eleitor ainda buscando uma definição em relação a candidatos a deputado federal e senador.

São Luís, 23 de Setembro de 2026.