Campanha eleitoral começa com disputa forte pelos Leões e para as vagas no Senado

Os Leões aguardam o desfecho da campanha
que começa hoje com a participação de Eduardo
Braide, Orleans Brandão, Felipe Camarão,
Roberto Rocha, André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Em meio a um clima de forte tensão na seara política, oito candidatos a governador do Maranhão, 11 candidatos às duas vagas no Senado, dezenas de aspirantes à Câmara Federal e centenas de postulantes à Assembleia Legislativa iniciam hoje a campanha às eleições de outubro no estado. A luta mais visível e que causa maior interesse se dará entre os candidatos a governador: Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO). É grande a expectativa em relação à disputa para as duas vagas de senador. Até aqui, a disputa pelo Palácio dos Leões está polarizada entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, sendo que oito a cada dez pesquisas já publicadas apontaram o ex-prefeito de São Luís como favorito. Todos têm vinculação, de maior ou menor grau, com candidatos ao Palácio do Planalto, a começar pelo presidente Lula da Silva (PT).

Aos 50 anos, e com um currículo que inclui a presidência da Caema, dois mandatos de deputado estadual, meio mandato de deputado federal e cinco anos e meio no comando da Prefeitura de São Luís, o advogado Eduardo Braide representa a elite de uma geração já talhada para o exercício do poder estadual. E com o diferencial de ter realizado uma gestão muito além das expectativas na Prefeitura de São Luís, dando nova feição à cidade. Independente, ainda que partidariamente ligado ao candidato presidencial Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Braide inicia sua campanha com grande força política e eleitoral e com cacife para brigar pelo Governo do Maranhão. Sua vice é empresária tocantina Elaine Carneiro (PSD).

Orleans Brandão (MDB), administrador de empresas de 31 anos, é empresário e chegou à vida pública pelas mãos do tio, o governador Carlos Brandão (MDB), que o nomeou secretário de Assuntos Municipalistas, tornou-o, em pouco tempo, o mais atuante e influente integrante da equipe de secretários, consolidando-se, como o elo entre o Palácio dos Leões e os prefeitos do Maranhão. Sua atuação ajudou a dar forma à feição municipalista do Governo Brandão. Seu projeto inicial era ser deputado federal, mas o rompimento com o vice-governador Felipe Camarão (PT) levou o governador Carlos Brandão escolhê-lo candidato à sua sucessão. Tem agora o desafio de mostrar que é maior do que o vínculo familiar. Tem como vice Edivaldo Holanda Jr. e apoia a reeleição do presidente Lula da Silva.

Advogado, procurador federal e professor universitário de 44 anos, tendo como lastro passagens exitosas pelo Procon e Secretaria de Educação, e preparado durante anos para ser candidato natural à sucessão do governador Carlos Brandão, o vice-governador Felipe Camarão (PT) chega à disputa como o mais ferrenho adversário do Governo. Apoiado declaradamente pelo presidente Lula da Silva e pelo comando nacional do PT, ele só consolidou sua candidatura após um longo período de indefinição. Inicia sua campanha apostando alto no seu currículo e no apoio do presidente Lula da Silva, de quem se declara aliado incondicional. Seu vice é o vereador petista de Caxias Ricardo Rodrigues.

Administrador e empresário de 61 anos, Roberto Rocha tem no currículo um mandato de deputado estadual, três de deputado federal, meio de vice-prefeito de São Luís e um de senador da República. Será a sua terceira tentativa de ser governador. Com desempenho muito modesto nas duas primeiras. Dono de bordões como “o Maranhão tem a pior classe política do Brasil”, Roberto Rocha abre a sua campanha apresentando-se como o político de visão desenvolvimentista, e o de militante ideológico da direita radical, representada pelo que hoje se conhece como bolsonarismo. Tanto que apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Seu vice é Pastor Josias (PL).

Empresário, André Luís (Missão) é um outsider, surgido sem aviso prévio, dentro de um movimento de direita radical liderado por Renan Santos, fundador do Missão e candidato a presidente da República. Com discurso liberal extremado, usa frases de efeito como promessas de campanha, e defende o plano maior do seu líder relacionado com a segurança pública: o “prendeu, matou”. Tem como vice Professor Cadu (Missão)

Professor e servidor público federal de 54 anos, e veterano em disputas eleitorais, Saulo Arcangeli (PSTU) entra na corrida como o exemplo acabado da coerência como militante da esquerda radical. Suas teses não mudam: derrubada do capitalismo, instalação de um Governo de trabalhadores, reforma agrária radical, suspensão do pagamento da dívida pública, entre outros sonhos. Escolheu para vice a militante social Preta Lu. Apoia a candidatura presidencial do maranhense e igualmente radical Hertz Dias (PSTU).

Radialista de 43 anos, com atividade e militância em Imperatriz, Reginaldo Lima chegou à condição de candidato a governador como secretário geral do PCB no Maranhão. Sua candidatura ganhou sentido com o lançamento do candidato do PCB a presidente das República, o economista maranhense Edmilson Costa. Defende as teses revolucionárias da esquerda radical e melhorias nas condições de vida dos trabalhadores, Seu vice é Bartolomeu Moreira. Pouco se sabe a respeito de Dimas Cassimiro, candidato a governador pelo PCO, um dos mais radicais partidos da esquerda extrema. Sua vice é Charliet Viana (PCO).

Eles têm 45 dias para convencer o eleitorado de que podem melhorar o Maranhão.

PONTO & CONTRAPONTO

Onze candidatos entram numa campanha difícil e muito disputada para as duas vagas no Senado

Cadeiras no Senado são disputadas por Roseana
Sarney, Weverton Rocha, Lahesio Bonfim,
André Fufuca, Eliziane Gama, Hilton Gonçalo,
Enilton Rodrigues, Cidônio Gonçalves, Simplício
Araújo, Raimundo Corrêa e Wilson Leite

Os 11 candidatos às duas vagas no Senado iniciam hoje a corrida que ao final valerá os dois mandatos. Será uma disputa dura e complexa dadas as relações que envolvem os candidatos com mais chances de se darem bem nas urnas. A tradição política maranhense reza que os candidatos a senador dependem muito da força dos seus candidatos a governador, embora haja exceções.

Estão no páreo a senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição e, junto com Enilton Rodrigues (PSOL), integra a chapa liderada por Felipe Camarão (PT). O deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) formam chapa com o Eduardo Braide (PSD).

O senador Weverton Rocha (PDT), que pleiteia a renovação do mandato, e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), formam dupla em torno da candidatura de Orleans Brandão (MDB), que tem ainda como “aliado” o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), numa situação atípica.

Quebrando a regra, uma banda do PL, que dás sustentação à candidatura de Roberto Rocha (PRTB) a governador, lançou apenas um candidato a senador, Cidônio Gonçalves. Da mesma maneira, PCB, que tem Reginaldo Lima como candidato a governador, lançou Raimundo Corrêa como aspirante ao Senado, caso ainda do PSTU, que lançou o professor Wilson Leite para o Senado na chapa liderada por Saulo Arcangeli.

Como é fácil de perceber, como não há nenhum candidato a senador fora da curva, a tendência clara, indicada pelas pesquisas, que a disputa estás entre os candidatos das chapas de Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão. Pelo menos até aqui não há como vislumbrar o contrário.

Brandão rebate acusação e diz que não aceita que joguem sua história na lama

Carlos Brandão: reação dura

O governador Carlos Brandão (MDB) não ficou satisfeito com a reação que ele próprio protagonizou, sexta-feira, ao tomar conhecimento da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o sigilo de parte do processo sobre o Caso Tech Office, no qual a Polícia Federal o aponta como chefe de uma suposta organização criminosa. Ontem, ele dedicou parte do seu dia externando a sua indignação em declarações em emissoras de rádio e em telejornais, resumindo sua posição num vídeo publicado nas redes sociais. Em tom equilibrado, mas contundente, o governador declarou o seguinte:

“Bem, pessoal.

Recebo com indignação a acusação de que eu seria chefe de uma organização criminosa. Isso é inadmissível.

São mais de 35 anos de vida pública exercendo os mais diversos cargos. Nesse tempo todo, nunca respondi a nenhum processo.

Foi só depois do distanciamento de dois grupos políticos no Maranhão que passei a ser alvo de acusações e ações judiciais.

Tudo o que construí na vida, a minha trajetória, a minha família, o meu patrimônio, foi construído com muito trabalho. Não aceito que queiram jogar a minha história na lama.

Destaco que a minha defesa continua não tendo acesso à integralidade dos autos do inquérito. Mesmo assim, foram publicizadas três decisões. Destas, me chamou atenção o fato de que a própria Procuradoria Geral da República se manifestou no sentido de que esse caso não deve ser conduzido pelo Supremo Tribunal Federal.

Tenho serenidade de que a verdade vai prevalecer. Inclusive, enquanto governador, eu tenho mais de 70% de aprovação. Por isso, sigo focado, o que sempre fiz ao longo de toda a minha vida pública: trabalhando muito pelo povo do Maranhão”.

Em conversas reservadas, o governador Carlos Brandão disse que seus advogados vão contestar todas as acusações que o atingem no processo. Aos seus interlocutores, garante que nada deve e que isso vai ser mostrado na sua defesa.

São Luís, 16 de Agosto de 2026.

Retirada do sigilo sobre processo do Caso Tech Office eleva gravemente a tensão na política maranhense

Flávio Dino levantou o sigilo,
Carlos Brandão reagiu indignado
e Weverton Rocha criticou a medida

O ambiente político e institucional do Maranhão, que já vinha em ritmo ascendente de complicação, ganhou uma dose de tensão não vista desde a Operação Lunus, em abril de 2002. Já agitado por uma série de acontecimentos, o meio político maranhense foi sacudido ontem pela decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o sigilo de parte do processo que trata do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, na portaria do Edifício Tech Office, na Ponta da D`Areia, em agosto de 2022. O que veio à tona foi parte expressiva do relatório da investigação da Polícia Federal sobre o caso, com impacto avassalador no cenário político maranhense a dois dias do início da campanha eleitoral.

O que foi trazido a público por uma densa reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, envolve diretamente o conselheiro Daniel Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o ex-secretário de Assuntos Legislativos, Raimundo Cutrim, e o senador Weverton Rocha (PDT), supostamente envolvidos numa trama de obstrução de Justiça nos desdobramentos do Caso do Tech Office, com problemas em várias direções. De acordo com o que foi informado pelo principal telejornal da Rede Globo, a Polícia Federal definiu o apurado como ação de uma “organização criminosa”, que envolveria o governador Carlos Brandão (MDB), familiares e assessores.

Toda essa confusão ganhou corpo quando, há alguns dias, o ministro Alexandre de Moraes determinou à PF uma operação de busca e apreensão em endereços ligados ao blogueiro Luiz Pablo – acusado de atacar e perseguir o ministro Flávio Dino por uso de veículos do Tribunal de Justiça -, ao ex-secretário Raimundo Cutrim e ao senador Weverton Rocha. A alegação: o ex-secretário Raimundo Cutrim teria tentado fazer com que o assassino do empresário, Gilbson Cutrim Jr. mudasse o seu depoimento, evitando qualquer relação com o então advogado Daniel Brandão. A mesma acusação foi disparada contra o senador Weverton Rocha, que teria tentado convencer o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, a interferir na situação prisional de Gilbson Cutrim Jr., que fora transferido de Pedrinhas para a Papuda, em Brasília, como medida de proteção.

O fato é que uma discussão recente, que assanhou o meio jornalístico, sobre se o Supremo fez certo ou errou ao investigar o ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte do blogueiro Luís Pablo, com o risco de macular o sigilo da fonte, um direito constitucional inalienável do Jornalismo brasileiro, com risco de afetar a liberdade de imprensa, abriu caminho para uma sequência de atos e fatos que culminou ontem com a explosiva reportagem do Jornal Nacional. E como não poderia deixar de ser, as informações de parte do relatório da PF trazidas ao conhecimento público funcionaram como a explosão de uma bomba cujo poder de destruição ainda está longe de ser mensurado.

O tomar conhecimento da retirada do sigilo e do teor do que se tornou público, o governador Carlos Brandão, que já vinha manifestando insatisfação em relação ao processo, sob a alegação de que a Suprema Corte não pode processar governador de Estado, foi às redes sociais e reagiu externando indignação. Primeiro ele disse que as informações são falsas e têm o objetivo de tentar envolvê-lo “no roteiro de um assassinato”. O governador foi além, e jogou mais gasolina na fogueira ao afirmar: “Essa perseguição tem origem em 2024, quando rechacei propostas indecorosas”. E sem citar o ministro Flávio Dino, completou: “Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos, mas devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá”.

Também o senador Weverton Rocha, a quem a reportagem do Jornal Nacional dedicou um grande destaque, admitiu que esteve “várias vezes” com o ministro Humberto Martins, do STJ, mas descartou qualquer tentativa de obstruir a Justiça no Caso Tech Office. O senador classificou as informações do relatório da PF como “forçação de barra”.

Pelo que ficou claro ontem com a explosiva reportagem do Jornal Nacional, os desdobramentos desse enorme imbróglio deve acontecer nas próximas semanas, o que incendiará a corrida pelo poder no Maranhão.   

PONTO & CONTRAPONTO

Nova pesquisa Véritas aponta Orleans na frente com Braide em segundo

Véritas afirma que Orleans Brandão lidera
seguido de Eduardo Braide, Felipe
Camarão, Roberto Rocha, André Luís,
Reginaldo Lima e Saulo Arcangeli

A dois dias do início da campanha eleitoral propriamente dita, e em meio a um forte clima de tensão no cenário político do Maranhão, uma pesquisa do instituto Véritas – não confundir com Veritá – jogou mais tempero no caldeirão eleitoral. Os números do Véritas informam que, se a eleição fosse agora, Orleans Brandão (MDB) sairia das urnas com 47,5% da votação, enquanto Eduardo Braide (PSD) teria 39,7% dos votos e caminhariam para um segundo turno. O embate entre Orleans Brandão, que tem o apoio decisivo do governador Carlos Brandão (MDB), e Eduardo Braide, que tem como lastro a sua gestão de cinco anos e meio da Prefeitura de São Luís, se consolida como o epicentro da disputa pelo Palácio dos Leões.

Os demais candidatos estariam fora do jogo: Felipe Camarão (PT) com 4,3%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,3%, e André Luís com 1,6%, este seguido de Reginaldo Lima (PCB) com 0,4% e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,1%. O levantamento encontrou 2,6% de entrevistados indecisos, 0,9% que anulariam o voto ou votariam em branco, e 0,3% que silenciaram. Vale registrar também que a pesquisa não incluiu Dimas Cassimiro (PCO), que só entrou na corrida depois que o levantamento já estava em andamento.

A pesquisa Véritas chama a atenção em alguns aspectos. O primeiro deles é a forte polarização entre Orleans Brandão e Eduardo Braide, cujos percentuais, somados, alcançam nada menos que 86,6% das intenções de voto, deixando de sobra apenas 14,4% para os demais candidatos e para indecisos e nulos e brancos. Trata-se de uma polarização espetacular, fora de todos os padrões, a começar pelo fato de que entre esse registro e a eleição decorrerão nada menos que 46 dias, ou seja, um mês e meio, e uma campanha que promete embates fortes, principalmente entre os quatro principais candidatos, mesmo levando em conta a enorme distância que o levantamento mostra entre os dois primeiros e os demais, em especial o terceiro e o quarto.

Chama também a atenção o fato de que, conforme o levantamento, praticamente não há eleitores indecisos no Maranhão, eles somam apenas 2,6%. E mais do que isso, a pesquisa praticamente não encontrou eleitores indignados, aqueles que batem o pé e dizem que nenhum dos candidatos merecem o seu voto, e que por conta disso manifestam a intenção de votar em branco ou simplesmente anular o voto – eles somam apenas 1,2% dos entrevistados.

Os números da Véritas tornam surpreendente a polarização de agora, principalmente se levado em conta o fato de que entre os demais concorrentes estão o vice-governador, que tem o apoio explícito do presidente da República, e um ex-senador da República, que entrou no páreo tentando representar uma corrente que é movida pela sombra de um ex-presidente da República.

Em Tempo: A pesquisa Véritas ouviu mil eleitores entre os dias 8 e 11 de agosto, tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo sob o número MA-01632/2026.

Senado: Roseana lidera e Weverton é segundo

Véritas: Roseana Sarney e Weverton Rocha
lideram a corrida ao Senado seguidos de
Lahesio Bonfim, André Fufuca, Eliziane
Gama, Hilton Gonçalo, Enilton Rodrigues,
Cidônio Gonçalves, Simplício Araújo,
Raimundo Corrêa e Wilson Leite

Se no campo político e judicial o dia de ontem foi de notícias amargas para o senador Weverton Rocha (PDT), com a retirada do sigilo de parte do processo sobre o Caso Tech Office, que corre na Suprema Corte, essa amargura foi em parte compensada pela pesquisa Véritas, divulgada ontem. Na corrida ao Senado, Weverton Rocha é o segundo colocado, com 15,2% das intenções de voto, atrás apenas da deputada federal Roseana Sarney (MDB), que lidera com 21,1% das intenções de voto.

De acordo com a Véritas – não confundir com Veritá -, um segundo bloco de candidatos ´-e formado por Lahesio Bonfim (Novo) com 9,7%, por André Fufuca (PP) com 7,2%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 5,3% e Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 5,1%.

O terceiro bloco de candidatos é formado por Enilton Rodrigues (PSOL) e Cidônio Gonçalves (PL), ambos com 1,1% cada, seguidos de Simplício Araújo (DC) com 0,9%, Raimundo Corrêa (PCB) com 0,8% e Wilson Leite (PSTU), com 0,7%.

Se na pesquisa para governador praticamente não existe eleitor indeciso, o levantamento para o Senado, mostra que 23,5% ainda não sabem em quem votarão para a Câmara Alta, com 5,7% respondendo que vai anular o voto e 2,7 que simplesmente silenciaram sobre esse assunto.

São Luís, 15 de Agosto de 2026.

Aval de Lula dá a Eliziane suporte político para viabilizar sua corrida à reeleição

Eliziane Gama tem o aval total de Lula da Silva
confirmado em vídeo que será usado na campanha

A dois dias do início da campanha eleitoral, quando todos os candidatos – a governador, senador, deputado federal e deputado estadual – estão ultimando os preparativos e fazendo os ajustes políticos e partidários visando fortalecer os seus cacifes e ampliar os seus espaços no eleitorado, a senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição – com méritos, diga-se -, recebe um presentão: um vídeo no qual o presidente Lula da Silva (PT) a apresenta como candidata da sua preferência para uma das vagas na Câmara Alta, apontando-a como “senadora do meu coração”. O chefe da Nação, que também busca a reeleição e, como tal, gravou muitos vídeos de apoio a candidato país afora, mas dificilmente terá apostado tão alto como a aposta que fez na senadora maranhense.

O vídeo é a reafirmação de que o presidente Lula da Silva quer, de fato, quer Eliziane Gama por mais oito anos no Senado, de preferência com ele reeleito. A manifestação reafirma, com clareza, o quanto o presidente acredita na ação política e parlamentar da senadora. Entre os dois há uma densa afinidade política, que se consolidou nos últimos três anos e meio, quando Eliziane Gama foi uma alinhada de primeira linha ao Palácio do Planalto, do qual foi vice-líder no Congresso Nacional. Esse liame político é antigo, e foi fortalecido na campanha de 2022, quando Eliziane Gama teve papel fundamental na articulação que levou segmentos evangélicos não radicais a apoiar a candidatura e viabilizar a vitória do líder petista.

Eleita em 2018 pelo Cidadania, Eliziane Gama manteve total fidelidade ao Governo Lula, mesmo quando migrou da esquerda para oi centro-direita ao se filiar ao PSD, que é comandado no maranhão pelo prefeito Eduardo Braide. Diante da complicada permanência da senadora no PSD, o presidente Lula da Silva a convidou para retornar ao PT, o seu partido de origem. E fez mais: a lançou como a candidata do PT à reeleição, e de quebra orientando o PT nacional e o seu braço local a tratar a reeleição da senadora como uma prioridade. O vídeo reforça o interesse do presidente na reeleição da senadora, a quem espera contar para fortalecer a base governista caso ambos sejam reeleitos.

A mudança de partido e o aval incondicional do presidente Lula da Silva e da cúpula nacional do PT transformaram o projeto de reeleição da senadora Eliziane gama num desafio viável. A começar pelo fato de que nenhum candidato – incluindo Weverton Rocha, que tem o apoio do presidente – recebeu do presidente declarações tão fortes de apoio e confiança num bom pronunciamento das urnas. Mesmo as manifestações de apoio ao candidato do PT a governador, Felipe Camarão, que têm sido contundentes, com o presidente sendo enfático ao mostrar o seu apoio ao vice-governador, mas até aqui não alcançaram o tom do aval presidencial à senadora do PT.

Além do currículo no qual constam dois mandatos de deputada estadual, um de deputada federal e um de senadora da República, todos bem exercidos, e da sua atuação política, como o trabalho que resultou na formação da Bancada Feminina no Senado, e sua atuação como aliada fiel do Palácio do Planalto desde janeiro de 2023, Eliziane Gama leva para a campanha esse apoio importante e que pode ser decisivo. Isso porque não é novidade o fato de que o presidente Lula da Silva é apontado por muitos como “o maior eleitor” do Maranhão, com força política e eleitoral para embalar uma candidatura ao Senado.

No meio político e nos bastidores da campanha a impressão corrente é que, com esse suporte, que nenhum candidato dispõe, a senadora Eliziane Gama tem as condições de viabilizar a sua reeleição.

PONTO & CONTRAPONTO

Entrada de Dimas Cassimiro (PCO) aumenta para oito o número de candidatos ao Palácio dos Leões

Dimas Cassimiro – o último à direita – vai
disputar o Governo com Eduardo Braide,
Orleans Brandão, Felipe Camarão,
Roberto Rocha, André Luís,
Saulo Arcangeli e Reginaldo Lima

Já são oito os candidatos ao Governo do Maranhão. Dimas Cassimiro desembarcou na praia dessa disputa sem aviso prévio, levantando a bandeira do Partido da Causa Operária (PCO) e trazendo na bagagem a estatura de representante da esquerda mais radical em atuação no amplo espectro ideológico brasileiro na atualidade.

Até agora não se manifestou para as massas, informando apenas que vai comandar chapa pura, tendo Charliet Maciel, sua colega de partido.

Dimas Cassimiro entra na briga pelo Palácio dos Leões num momento não muito bom para o seu partido. É que no início da semana, numa investigação da Polícia Federal determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rui Costa Pimenta, o idealizador e fundador do PCO, se tornou suspeito de desviar dinheiro do Fundo Partidário. Ele reagiu indignado, disse que vai provar que não desviou um centavo.  Tudo bem, mas a denúncia está sendo investigada, causando constrangimento à sua candidatura à presidências da República.

Em relação à disputa, o candidato do PCO aos Leões vai para a campanha pregar o discurso revolucionário do partido, cujo programa prevê a revolução do proletariado, a implantação de um governo de trabalhadores, a extinção do capitalismo no Brasil, uma reforma agrária radical, e a estatização da economia.

Na condição de postulante ao cargo de governador,  Dimas Cassimiro se juntou formalmente aos “parentes” na esquerda dura, como Reginaldo Lima PCB) e Saulo Arcangeli (PSTU), e da Felipe Camarão (PT\), da esquerda moderada; aos adversários do centro, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), e aos inimigos da direita, André Luís (Missão), da direita liberal, e Roberto Rocha (PRTB), da extrema-direita bolsonarista.

Confronto de vereadora com suplente mostra o esfacelamento do bolsonarismo no Maranhão

Eduardo Braide e Roberto Rocha foram
os pomos da discórdia entre
Flávia Berthier e Eduardo Andrade

O embate da vereadora Flávia Berthier e do suplente de vereador Eduardo Andrade, ambos do mesmo partido, revela o quanto o PL e o bolsonarismo está esfacelado no Maranhão e, pelo visto, sem chance de se organizar em torno de uma liderança e com um discurso afinado. A briga se deu exatamente pelo fatiamento do PL em várias correntes.

No exercício temporário do mandado de vereador de São Luís, cobrindo licença de 120 dias tirada pela vereadora Flávia Berthier, Eduardo Andrade fez um discurso-bomba declarando apoio à candidatura de Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Estado.

Partidária da candidatura de Roberto Rocha (PRTB), em quem enxerga um bolsonarista fiel, a vereadora comunicou o seu retorno ao exercício do mandato, faltando ainda dois meses para o fim da licença. Os dois trocarem farpas nas redes sociais, causando um “climão” dentro do partido.

O episódio é revelador da dispersão do bolsonarismo no Maranhão. Começa com o fato de que a maior fatia do PL é comandada pelo deputado Josimar de Maranhãozinho, que não tolera os Bolsonaro, que também não o toleram. E para manter o seu grupo de pé, Josimar de Maranhãozinho decidiu que não apoiará candidato a governador.

Só que uma outra banda do PL, formada por Flávia Berthier e a suplente de deputada federal Mariana Carvalho, de Imperatriz, resolveram apoiar a candidatura do ex-senador Roberto Rocha ao Governo do Estado, tornando mais profundo e mais largo o fosso que separa os dois grupos. Roberto Rocha vem tentando se firmar como a voz do bolsonarismo no Maranhão, mas enfrenta grande dificuldade, porque esses segmentos, pelo menos até aqui, não o veem como tal.

A campanha vai definir os rumos do bolsonarismo no Maranhão.

São Luís, 14 de Agosto de 2026.

TJMA sofre novo golpe: terá de devolver milhões pagos ilegalmente a desembargadores e juízes

Palácio da Justiça: abalado por mais um duro revés

O Poder Judiciário do Maranhão terá de devolver aos cofres públicos, imediatamente, sem choro nem vela, tudo o que foi pago a desembargadores e juízes em penduricalhos que ultrapassem 70% do valor do salário em abril, maior junho e julho. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, cumprindo medida determinada pela Corte. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Duailibe, tem prazo de 72 horas para identificar e comunicar ao STF quais desembargadores e juízes foram beneficiados por penduricalhos ilegais e os valores que receberam além do que é permitido de acordo com as regras estabelecidas no início do ano pelo STF. A medida do ministro Alexandre de Moraes alcançou o Maranhão e mais seis estados, incluindo o Distrito federal.

Pelo que foi informado pela Suprema Corte, o caso do Maranhão tem tintura de escândalo. Isso porque, além de desrespeitar as novas regras para o pagamento de valores acima do teto salarial de R$ 46 mil, o comando do Tribunal de Justiça autorizou, para um único desembargador aposentado, pagamento do valor de R$ 3.265.669,19, a título de “verbas rescisórias devidas”. Esse valor representa nada menos o piso que um desembargador (R$ 46 mil) receberia ao longo de cinco anos e três meses de trabalho, equivalendo também a nada menos do que cerca de dois mil salários mínimos – ou seja, para alcançar esse valor, um trabalhador teria de labutar dois mil meses, mais de 160 anos.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes afirma que nada menos que 300 magistrados, da ativa e aposentados, receberam mais de R$ 100 reais na folha de abril, e determina que os valores acima do que é permitido por lei – o salário base mais 75% – sejam devolvidos imediatamente. Nesse caso, a medida do ministro do Supremo ordena que o comando do TJ identifique todos os magistrados beneficiados e o valor exato que cada um deles recebeu acima do limite, para ser devolvido.

No seu despacho, o ministro Alexandre de Moraes afirma que, ao analisar as folhas dos seis Judiciários, encontrou “inúmeras verbas pagas em desacordo”, entre elas auxílio-assistência pré-escolar, licença compensatória, auxílio-mudança, auxílio-adoção e gratificações destinadas a presidentes, vice-presidentes e corregedores. Tudo isso foi extinto pelo Supremo em março, o que significa dizer que, ao autorizar tais penduricalhos ilegais a partir de abril, esses Poderes cometeram ilegalidade grave. E pelo visto, o TJ do Maranhão esnobou solenemente as regras e autorizou os excessos apontados pelo ministro da Suprema Corte.

Para lembrar: o Poder Judiciário pode autorizar até 70% do valor do piso de juízes e desembargadores em penduricalhos, desde que 35% se destinem à valorização por tempo de serviço, e até 35% representem outras rubricas devidamente definidas. As tais verbas indenizatórias, que formam o grande ralo de recursos do Judiciário, só poderão chegar a 35% do vencimento base, e desde que seja plenamente justificada dentro das novas regras. Por esse novo critério, nenhum magistrado, aposentado ou não, receberia R$ 3,2 milhões em verbas indenizatórias.

A decisão do Supremo colocou o desembargador-presidente Ricardo Duailibe numa situação de desconforto. Ele tem 72 duas horas para cumprir a medida e cinco dias para enviar ao Supremo documentos que comprovem a suspenção do penduricalho e a devolução do que foi pago ilegalmente. E pode ser até afastado se não cumprir a determinação. De um lado, o presidente do TJ tem o canhão do Supremo e do CNJ apontado na sua direção. E por outro, o fato de que mexer no contracheque de magistrado é aumentar o mal-estar numa instituição que já anda tensa faz tempo. O TJ hoje convive com nada menos do que cinco desembargadores e vários juízes afastados acusados de má conduta, enfrenta o vexatório processo que envolve a construção do Fórum de Imperatriz, entre outras encrencas que vão continuar agitando o Poder por muito tempo.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa IPPI mostra Braide à frente na corrida ao Governo do Estado

Segundo IPPI, Eduardo Braide lidera seguido de Orleans
Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha, André Luís,
Saulo Arcangeli e Reginaldo Lima

Se os números da pesquisa IPPI, divulgados ontem, pelo Café Quente Podcast, estiveram corretos, a corrida ao Governo do Maranhão, se ocorresse agora, seria encerrada em um só turno, com a eleição do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Por esse levantamento, ele sairia das urnas com 44% dos votos, seguido do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com 25,9%, de Felipe Camarão (PT) com 5,1%, e de Roberto Rocha (PRTB) com 5%. Na sequência, aparecem André Luís (Missão) com 1,1%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,7% e Reginaldo Lima (PCB) com 0,4%. Um grupo de 5,7% votaria nulo ou em branco, e 12,1% não souberam ou não quiseram responder.

O IPPI calculou que, excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide alcançaria 53,5% dos votos válidos, sendo eleito governador já no 1º turno. Nesse cenário, Orleans Brandão teria 31,5% dos votos, Felipe Camarão receberia 6,2%, Roberto Rocha, 6,1%, e André Luís e Saulo Arcangeli e Reginaldo Lima somariam 2,7% dos votos válidos, soma que não suplantaria o total do 1º colocado.

Em simulação sobre um eventual segundo turno, a pesquisa IPPI encontrou o seguinte cenário: Eduardo Braide (PSD) com 61,0% das intenções de voto e Orleans Brandão (MDB) com 39,0% dos votos.

A pesquisa IPPI trouxe uma informação importante, não trazida por outros levantamentos. No levantamento espontâneo, no qual não é apresentadas lista de candidatos, 29% responderam apontaram Eduardo Braide e 13,2% manifestaram preferência por Orleans Brandão. E aí vem o dado mais importante da pesquisa espontânea: nada menos que 52,4% dos entrevistados disseram não saber ainda em quem votarão.

Em Tempo: a pesquisa foi divulgada sem o número de eleitores entrevistados, sem o período em que a os questionários foram aplicados, sem margem de erro e sem nível de confiança. Encontra-se, porém, devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02810/2026.

Senado: pesquisa mostra Roseana à frente e uma disputa sem trégua pela outra vaga

Roseana Sarney lidera para uma vaga e Weverton
Rocha, André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane
Gama, Hilton Gonçalo, Enilton Rodrigues, Wilson
Leite e Cidônio Gonçalves brigam pela outra vaga

Os números do IPPI mostram que a corrida às duas vagas no Senado tem desfecho ainda imprevisível. A deputada federal Roseana Sarney (MDB) lidera com 23,8% de intenções de voto para o 1º voto, seguida por Lahesio Bonfim (Novo) com 14,7%, André Fufuca (PP) com 12,7%, Weverton Rocha (PDT) com 12,5% e Eliziane Gama (PT) com 8,6%.

No cenário em que o entrevistado é perguntado sobre o 1º e o 2º voto para o Senado, a pesquisa IPPI mostra Roseana Sarney liderando, com quatro candidatos disputando efetivamente a outra vaga.

Roseana Sarney tem 34,9%, e na sequência aparecem disputando o segundo voto Weverton Rocha (23,5%), André Fufuca (23,1%), Lahesio Bonfim (22,5%), Eliziane Gama (17,3%), Hilton Gonçalo (4,1%), Wilson Leite (4,0%), Cidônio Gonçalves (PL): 3,5%.

Os números levantados pelo IPPI indicam com clareza que a disputa para as duas cadeiras no senado será uma guerra sem trégua, podendo acontecer uma espécie de sobe e desce. A começar pelo fato de que nessa seara a vantagem da deputada Roseana Sarney é expressiva, mas uma disputa dessa natureza, a disputa ainda pode mudar muito dado o poder de fogo dos candidatos.

São Luís, 13 de Agosto de 2026.

Rocha tenta atrair o eleitorado da direta levantando a bandeira bolsonarista, mas enfrenta dificuldades

Roberto Rocha no debate:
cruzada pelo bolsonarismo

O ex-senador Roberto Rocha, candidato ao Governo do Estado pelo PRTB, enfrenta dois desafios. O primeiro é consolidar a sua candidatura, que está sendo questionada na Justiça Eleitoral pelo Novo, ao qual esteve filiado por algumas semanas, tendo sido pré-candidato a senador e depois a governador, até revelar ao mundo que estava mesmo era filiado ao PRTB, pelo qual se candidatou a governador. O segundo é reunir em torno do seu nome e da sua candidatura os votos da direita, em especial os extratos mais radicais, identificados como bolsonaristas, corrente com a qual declarou ser inteiramente identificado. E deixou isso claro no discurso com que recebeu o apoio da corrente bolsonarista da Região Tocantina: “Eu também quero o que Bolsonaro quer para o Brasil”.

O desafio de consolidar formalmente a sua candidatura é um embate que se dá no campo judicial. O presidente do Novo, Leonardo Arruda, o acusa de agir de má fé, com dupla filiação. E diante do que considera uma ilegalidade insanável, bateu às portas da Justiça para passar essa história à limpo. Por sua vez, o ex-senador contra-ataca alegando que não há qualquer ilegalidade na sua filiação ao PRTB, que só aconteceu porque ele teria detectado um movimento para prejudica-lo no Novo. O comando estadual do Novo tem uma versão bem diferente. Mas o fato é que foi instalada uma situação de conflito que será resolvida na Justiça. E assim como pode ter sua filiação ao PRTB confirmada, e a sua candidatura a governador, Roberto Rocha corre o risco de um revés que pode deixa-lo fora das eleições de outubro.

No campo da corrida ao voto propriamente dita, o ex-senador Roberto Rocha vem se movimentando com o objetivo de ser “a voz” da direita no Maranhão e, nessa condição, tornar-se o representante e porta-voz do bolsonarismo no estado. Tanto que o seu maior projeto, como ele próprio admitiu, será trazer o candidato presidencial do PL, senador Flávio Bolsonaro, ao Maranhão, o que lhe permitirá assumir definitivamente a condição de representante do bolsonarismo em solo maranhense. Sua ideia é fazer o contrapeso aos candidatos a governador que apoiam a reeleição do presidente Lula da Silva (PT).

O problema é que no Maranhão a direita está dividida em vários segmentos. A direita pé no chão, democrática, mais próxima do centro, e que é a grande maioria desse segmento, está mobilizada em torno do projeto de candidatura, do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD). Já os segmentos de direita mais independentes, principalmente o grande grupo que segue a liderança do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, já se posicionou afirmando que não apoiará nenhum candidato a governador, deixando seus eleitores livres para cada um votar em quem quiser para presidente e governador. Roberto Rocha nunca foi referência para esses estratos, que forma uma massa eleitoral considerável e seguem firme a cartilha de Josimar de Maranhãozinho.

Além disso, o quadro de candidatos a governador conta agora com André Luís (Missão), porta-voz no Maranhão do controvertido candidato presidencial Renan Santos, e que se declara membro de uma “nova direita” cujo discurso expressa os postulados do liberalismo mais radical. Revelado no debate da Band, no domingo (09), esse candidato deixou claro que tem um projeto de poder muito bem definido, e que, pelo que foi dito, o ex-senador Roberto Rocha e seu radicalismo bolsonarista não têm espaço nele.

Político com um mandato de deputado estadual, três de deputado federal, meio de vice-prefeito de São Luís e um de senador da República, experiência que se completa com duas derrotas acachapantes nas duas últimas eleições gerais, Roberto Rocha inicia uma campanha se vendendo como o quadro “mais preparado” de um estado que “tem a pior e mais corrupta classe política do Brasil”. E para chegar pelo menos perto do Palácio dos Leões, o ex-senador precisará minar os lastros de Eduardo Braide, Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), o que, pelo menos até aqui, parece inviável.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton mantém agenda eleitoral, mas reduz o ritmo por causa da Operação Sem Desconto

Weverton Rocha em momento
de pré-campanha no interior

O senador Weverton Rocha (PDT) ´mergulhou` desde a nova fase da Operação Sem Desconto na qual a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra a sua mulher, Samya Rocha, uma filha e duas irmãs, em endereços dele em Brasília e São Luís.

Até agora, o senador, que busca a reeleição, só fez três manifestações, e parece ter “dado um tempo” da campanha no interior. Sua primeira reação foi a divulgação de uma nota repudiando a operação e repetindo a suspeita de estar sendo politicamente perseguido. Dias depois, se apresentou em vídeo mostrando recorte de jornais que na verdade a Operação da PF tentou alvejar o presidente Lula da Silva (PT), de quem é vice-líder no Senado.

A terceira reação, mais recente, foi uma reclamação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), de quem é muito próximo, quanto ao vazamento de uma foto na qual ele e vários políticos curtem um banho de piscina numa fazenda no interior de Goiás, pertencente ao advogado Willer Tomaz, a quem a PF aponta como parceiro de Weverton Rocha em negócios milionários e foi o principal alvo da última operação da PF.

No que diz respeito a campanha pela reeleição, o senador continua cumprindo compromissos no interior, mas é visível que ele tirou, pelo menos momentaneamente, o pé do acelerador, para se dedicar à sua defesa e dos seus familiares.

Deve retornar à campanha pela reeleição com força total nos próximos dias.

Aliados de Roseana Sarney não querem Ricardo Murad envolvido na campanha dela

Ricardo Murad questionou a posição
de Roseana Sarney na pesquisa Veritá

O ex-deputado Ricardo Murad, que foi figura de proa no último Governo de Roseana Sarney, comandando a Secretaria de Saúde com poderes quase ilimitados, pode ter feito um cálculo errado ao contestar, duas semanas atrás, os números da pesquisa Veritá no que respeita à corrida ao Senado, na qual a deputada federal Roseana Sarney (MDB) apareceu em na quinta colocação.

Segundo Ricardo Murad, a pesquisa seria “comprada”, sem revelar quem fez a compra e quanto custou.

Publicamente, nenhum aliado, assessor ou familiar de Roseana Sarney se manifestou contra a pesquisa. Alguns que tocaram no assunto foram cautelosos, preferindo não polemizar. Internamente, não houve alvoroço, mas algumas vozes não gostaram nem um pouco da manifestação de Ricardo Murad, vendo nela uma tentativa de se reaproximar do grupo sarneysista.

Uma fonte com trânsito no grupo sarneysista revelou que no entorno de Roseana Sarney a opinião geral é contrária qualquer aproximação de Ricardo Murad durante a campanha. Esse entorno quer a eleição de Ricardo Muras para a Câmara Federal, mas recomendas que ele faça a sua campanha distante da corrida da ex-chefe dele ao Senado.  

São Luís, 12 de Agosto de 2026.

Sem Braide, debate na Band registrou disputa pelo apoio de Lula e declarações bolsonaristas

Orleans Brandão e Felipe Camarão disputaram o apoio
de Lula da Silva, e Saulo Arcangeli provocou
manifestações bolsonarista de Roberto Rocha
e André Luís se assumiu como direita

Se não foi exatamente um momento de apresentar, defender e debater propostas, o primeiro debate entre os candidatos a governador do Maranhão, realizado na noite de domingo pelo braço maranhense da rede Band de TV foi usado pelos participantes como uma oportunidade confirmar para o eleitor que essa disputa repete, com exatidão, a divisão ideológica que domina o país. Sem a participação de Eduardo Braide (PSDE), que justificou estar cumprindo agenda no interior, o debate teve Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT) brigando para ter o apoio do presidente Lula da Silva (PT), enquanto que Roberto Rocha (PRTB) e André Luís (Missão), se esforçaram, cada um à sua maneira, para se colocar como autênticos representantes e porta-vozes da direita. Entre os quatro, Saulo Arcangeli se reafirmou como porta-voz da esquerda radical, que tem a revolução dos trabalhadores como objetivo maior.

Orleans Brandão e Felipe Camarão não perderam nenhuma oportunidade de se apresentaram como candidatos ligados ao presidente Lula da Silva. Logo na apresentação, Orleans Brandão se colocou como aliado do líder petista, que concorre à reeleição. “Nessa eleição, vamos ter dois lados: o lado da conveniência, e o lado do povo, o lado do presidente Lula, o lado do governador Carlos Brandão”. Ele acrescentou que pretende se eleger para continuar a parceria com o presidente Lula, seguindo o exemplo do que acontece hoje com o governador Carlos Brandão (MDB)”.

Segundo a se apresentar na abertura do debate, Felipe Camarão não perdeu tempo e fez o contraponto a Orleans Brandão em relação ao presidente Lula da Silva. “Sou candidato a governador escolhido pelo presidente Lula e pelo PT com muito orgulho, o único que tem o apoio do nosso presidente”, declarou. E acrescentou: “Quero fazer pelo Maranhão o que o presidente Lula está fazendo pelo Brasil”. E completou: “Os caminhos estão colocados: de um lado o bolsonarismo, do outro uma monarquia oligárquica. Por isso, quero dizer a vocês que Lula lá e Camarão cá”.

Num outro momento, Saulo Arcangeli (PSTU), que estava muito à vontade no papel de esquerda radical, sem vínculo com nenhuma corrente, rotulou o ex-senador Roberto Rocha de “bolsonarista”. Rocha viu na provocação a oportunidade para fazer uma investida sobree o eleitorado bolsonarista, passando um denso verniz nesse viés ideológico: “Bolsonarismo é defender a livre iniciativa, a família, a pátria e a liberdade, é defender a segurança pública, é defender as Forças Armadas, combater a corrupção implacavelmente? Se for isso o bolsonarismo, eu tenho orgulho de dizer que sou de direita”.

E foi apanhado no contrapé, porque Saulo Arcangeli disparou: “Bolsonarismo é machismo, é racismo, é negacionismo, bolsonarismo é o pior mal da história, e se você está defendendo o pior da história, você nem sabe o que está defendendo”.

André Luís nem teve um forte embate com Saulo Arcangeli no campo ideológico, mas fez curvas ampla para evitar o rótulo de bolsonarista e no final do debate, se limitando a defender as teses do partido Missão, reforçando o item que programático que típico da direita tem causado muito polêmica: a regra do “prendeu, matou” como base do programa de segurança pública.

O fato é que, seja pela ausência do candidato Eduardo Braide, seja por de ter sido o primeiro debate e a maioria dos participantes estavam se confrontando diretamente pela primeira vez, o embate foi pobre em apresentação de projetos para mudar o Maranhão. Teve alguns momento em que Orleans Brandão estou fortemente Felipe Camarão, insinuando que ele estria ali como porta-voz de Eduardo Braide. E o bate-rebate de domingo na TV Band foi uma indicação clara de que os próximos debates serão de confronto direto e ácido entre os candidatos, especialmente entre Orleans Brandão, Felipe Camarão e Roberto Rocha, tendo Saulo Arcangeli como provocador.

PONTO & CONTRAPONTO

Debate na Band também foi marcado por troca de acusações, declarações polêmicas e desabafo

O debate na Band entre os candidatos a governador teve momentos de tensão, com alfinetadas e troca de acusações.

Começou com a declaração de André Luís (Missão) confirmando o ponto chave da política de segurança no seu plano para a segurança pública: o programa “Prendeu, Matou”. Diante da reação de Saulo Arcangeli (PSTU), que o criticou por esse item, André Luís justificou que o programa se baseia na tese de um jurista alemão, segundo a qual bandido não se submete às leis do país e por isso têm de morrer.

Outra passagem que chamou a atenção foi quando o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) causou perplexidade ao afirmar, não se sabe com que autoridade técnica, que educação não pode ser iniciada com português e matemática, e que, se eleito, não haverá Secretaria de Educação, mas Secretaria do Conhecimento. Com a autoridade de ex-secretário de Educação e professor universitário, Felipe Camarão (PT) rebateu a ideia do ex-senador, afirmando que “você bolsonaristas não gostam de educação nem de arte nem cultura”.

Outro embate entre Felipe Camarão e Roberto Rocha, e se deu de forma escalonada. Primeiro, ao reagir a um ataque de Roberto Rocha a Flávio Dino, sem citar-lhe o nome, Felipe Camarão reagiu na bucha, lembrando que “foi ele que o elegeu senador”. Rocha não gostou bem um pouco da lembrança e fez outro ataque, desta vez acusando Flávio Dino de “estelionato eleitoral”, opor haver ele renunciado ao mandato der senador para ser ministro do Supremo. Felipe Camarão reagiu de novo: “Ele lhe elegeu e o derrotou de forma acachapante em 2022”. Roberto Rocha reagiu mostrando certo desapontamento.

Provocado por André Luís sobre a CPI da Assembleia legislativa em que é acusado de desvio na Secretaria de Educação, Felipe Camarão pediu e conseguiu direito de resposta. Ele acusou a cúpula governista de estar, citou o ex-secretário Raimundo Cutrim, que continua preso, como referência, e declarou, em tom de desabafo: “Já tenho decisão do Tribunal de Justiça e do Superior Tribunal de Justiça contra essa patifaria contra mim”.

A troca de estocadas no debate da Band produziu a impressão de que o clima poderá esquentar nos próximos debates.

Edivaldo Jr. sofre contra-ataques por ataques a Eduardo Braide

Edivaldo Jr. teve declarações contestadas
por Douglas Pinto e Joel Nunes

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB), saiu da posição de atacante e entrou na linha de tiro de aliados do ex-prefeito Eduardo Braide. Ele atacou o ex-prefeito Eduardo Braide em duas áreas sensíveis.

Primeiro, disparou declarações fortes contra o que seria desgastes no setor de transporte de massa, e depois entrou na mais sensível ainda área de saúde, embarcando no tiroteio sobre mortes no Hospital da Criança.

Em relação ao transporte de massa, que ele afirma haver deixado com um número de ônibus muito maior que o atual, o vereador Douglas Pinto (PSD), aliado de Eduardo Braide, e que conhece como poucos essa realidade em São Luís, informações que armazenou como repórter da TV Mirante, disparou chumbo grosso contra o ex-prefeito, desmentindo as suas declarações.

Ontem, foi a vez do vereador e ex-secretário municipal de Saúde, Dr. Joel (PSD), que também apresentou uma série de informações mostrando que no governo dele, Edivaldo Jr., morreram mais crianças naquele hospital do que agora. E faz uma afirmação de peso contra o ex-prefeito: “Infelizmente, Edivaldo Jr. mentiu”.

As réplicas foram tão contundentes, que muito provavelmente Edivaldo Jr. reagirá com uma tréplica.

São Luís, 11 de Agosto de 2026.

Declarações bombásticas e acusações agitam a corrida aos Leões às vésperas da campanha

Carlos Brandão estoca Flávio Dino, que silencia,
mas é defendido por Márcio Jerry; Orleans
Brandão critica Felipe Camarão, que reage atacando

Declarações bombásticas marcaram a semana que passou, colocando uma forte carga de tensão política na contagem regressiva para o início da campanha eleitoral, marcado para o próximo domingo, 16/08. Em entrevista à revista Veja e ao jornal candango Correio Braziliense, o governador Carlos Brandão (MDB) disparou, mais uma vez, sua carga de chumbo grosso contra ministro Flávio Dino (Supremo); o ministro foi defendido pelo seu lugar-tenente, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB); o vice-governador Felipe Camarão, candidato do PT ao Governo, também disparou munição pesada contra o governador Carlos Brandão; em entrevista a um podcast, Orleans Brandão colocou um naco de pólvora no confronto verbal ao explicar a sua escolha como candidato governista às sucessão estadual.

 Os envolvidos nesse confronto não economizaram pólvora. O governador Carlos Brandão surpreendeu ao atacar duramente o ministro Flávio Dino, a quem acusou de interferir na cena política maranhense. “A gente vê hoje o Maranhão muito judicializado. Tem vários deputados que respondem a processo no Supremo e, pasme, a maioria desses processos está sendo julgada pelo ministro Flávio Dino. Eu entendo que o Supremo deve ter uma questão ética, nesses casos, onde você não pode julgar adversário. Não é justo que um juiz julgue um adversário. Então, há vários anos a gente tem convivido com essa situação. Uma situação muito incômoda”, declarou o governador. E acrescentou: “Na realidade, ele não aparece pessoalmente, mas ele tem os aliados dele, que são uns quatro ou cinco deputados, que atuam sempre com o apoio dele”.

Integrantes do grupo que foi ligado ao ministro Flávio Dino reagiram, garantindo que ele não se mais se envolve na política do Maranhão, e na reação atacaram o governador Carlos Brandão. O deputado federal Márcio Jerry disse que o chefe do Poder Executivo pareceu “assombrado”, atacou duramente familiares do governador, como o irmão Marcus Brandão. “Ele aparece hoje nessa entrevista sérum homem apavorado. Aí, nesse medo, resolveu puxar o assunto para o ministro Flávio Dino, que nada tem a ver com aquilo que o governador Brandão narra, de que ele (o ministro), faria política através de pessoas que tiveram no passado ligação política com ele. A única política que o ministro Flávio Dino faz hoje é fazer valer a Constituição, fazer valer as leis”, declarou Márcio Jerry, que acrescentou vários atasques ao chefe do Executivo.

Em entrevista ao UQ! Podcast, o candidato do MDB ao Governo, Orleans Brandão, usou a sua moderação para explicar que não era seu projeto ser candidato a governador, que pretendia ser deputado federal. E só se tornou candidato a governador quando a crise que rachou a base governista se tornou irreversível. Ele insinuou que a situação se agravou porque o vice-governador Felipe Camarão queria mandar no Governo Brandão.

Como num roteiro combinado, o candidato petista Felipe Camarão reagiu acusou o governador Carlos Brandão e de Orleans Brandão, disparando nas duas direções. Ele afirmou que “existiu um acordo” pelo qual ele seria candidato a governador, numa sucessão natural, com o mandatário se candidatando ao Senado. E indagou: “Porque tem de ser o sobrinho dele?” E disparou: “É mentira que o nome dele apareceu bem nas pesquisas. Não é verdade, nada disso é verdade”. E relatou: “O candidato era o Camarão, aí disseram que não podia ser o Camarão. Aí o presidente Lula disse, então bota a Iracema (Vale), a presidente da Assembleia. Não, não pode ser. Bota o (André) Fufuca. Não pode ser o Fufuca. Eles desprezaram todo mundo. Por quê? Porque é só para a família”, atacou o vice-governador.

O fato é que a temperatura do ambiente político, que já vinha alta, foi elevada em muitos graus, causando a impressão de que o Maranhão terá uma campanha eleitoral dura, recheada de pancadaria verbal. E nesse contexto, dois detalhes chamaram a atenção: mesmo provocado, o candidato do PSD, Eduardo Braide, tem se mantido distante de polêmicas. O mesmo acontece com o ministro Flávio Dino, que não disse uma palavra sobre as declarações do governador Carlos Brandão.

PONTO & CONTRAPONTO

Presidente do Novo levanta suspeita sobre Roberto Rocha e diz que vai à Justiça contra sua candidatura

Leonardo Arruda levanta suspeita
sobre movimentos de Roberto Rocha

É, no mínimo, incômoda a situação do ex-senador Roberto Rocha no contexto da corrida ao Governo do Estado. Ele se candidatou a governador pelo PRTB, ao qual afirma estar filiado desde abril, mas entrou na linha de tiro do presidente regional do Novo, Leonardo Arruda, que suspeita de que ele manteve duas filiações ao mesmo tempo e bateu às portas da Justiça para esclarecer o imbróglio. Além disso, dentro do Novo foi levantada a suspeita de Roberto Rocha estaria atuando como “laranja” para atacar o candidato Eduardo Braide (PSD), o que ficou claro na convenção do PL, cuja banda tocantina lhe declarou apoio.

Na convenção, Roberto Rocha se declarou vítima de uma trama segundo a qual Eduardo Braide teria “comprado” o Novo para tirá-lo do páreo. E que ele só não ficou fora da eleição porque mantinha a tal filiação “secreta” no PRTB, que acabou sendo validada pela Justiça Eleitoral. O seu discurso na convenção do PL foi extremamente agressivo em relação a Eduardo Braide.

Só que o comando do Novo não engoliu a versão de Roberto Rocha, e decidiu investigar judicialmente como foi possível ele fazer de conta que estava no Novo, participando de reuniões, tendo acesso a documentos e pesquisas, estando, ao mesmo tempo, filiado ao PRTB. Essa condição de suposta dupla filiação foi denunciada pelo presidente do Novo, Leonardo Arruda.

– Me surpreende muito o formato dessa candidatura desse cidadão está colocando à sociedade. Porque parece que ela veio só para bater em Eduardo Braide. Parece que ela não veio para debater o estado. Parece-me inclusive que há uma extensão do Palácio dos Leões nessa candidatura. A impressão que está passando para a sociedade é essa – declarou, enfático, Leonardo Arruda.

O presidente regional do Novo informou que o partido entrou na Justiça contra a filiação de Roberto Rocha no PRTB, baseado na suspeita de dupla filiação partidária, o que, se comprovado, pode tirar o ex-senador Roberto Rocha da corrida ao Governo do Estado e da corrida eleitoral com o um todo. O ex-senador tem dito que a acusação é falsa e que ele vai se defender na Justiça, certo de que sua candidatura vai vingar.

Pedro Lucas admite que sofreu baque político e que não sabe ainda se votará em Roseana para o Senado

Pedro Lucas ainda não sabe
se votará em Roseana Sarney

Não é de harmonia e aliança o clima entre o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB). E o motivo do mal-estar, que não foi sequer amenizado, foi o golpe político, com potencial dano eleitoral, sofrido pelo parlamentar no desfecho da composição da chapa senatorial que apoia a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado.

Para quem não se lembra: diante das reiteradas declarações da deputada federal Roseana Sarney de que não participaria das eleições deste ano, o deputado Pedro Lucas Fernandes aceitou convite ao governador Carlos Brandão para ser o candidato a senador nessa vaga; o convite foi aceito, Pedro Lucas foi oficialmente lançado  pré-candidato a senador, mas, de repente, sem aviso prévio, a deputada federal Roseana Sarney voltou atrás, reivindicando para si a vaga de candidato do MDB, levando Pedro Lucas Fernandes a retirar sua candidatura e retomar o caminho da reeleição.

Em entrevista ao podcast Café Quente, em tom de desabafo, mas sem ser agressivo, Pedro Lucas Fernandes admitiu que se “apaixonou” pelo projeto de candidatura ao Senado e que o fato de ter sido obrigado a recuar por conta da decisão de Roseana Sarney, foi um golpe, pessoal e político duro, que lhe causou prejuízos políticos e eleitorais. Ele disse que ainda está processando e assimilando a pancada, que atingiu também o seu irmão, Paulo Casé (União), candidato a deputado estadual, e causou desgaste ao pai, o prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União).

Perguntado se, diante do que aconteceu, ele votará em Roseana Sarney para o Senado, Pedro Lucas deixou no ar uma enorme e densa nuvem de dúvidas. Disse que ainda não tomou decisão em relação a essa situação e que está avaliando o caso e o cenário, para finalmente se posicionar. Não sinalizou que não votará na candidata do MDB, mas também não soltou nenhuma pista sugerindo que pedirá votos para ela.

Sua posição deve ser anunciada nos próximos dias.

São Luís, 09 de Agosto de 2026.

Por falta de regra, a indicação de parentes para vagas de candidato a suplente de senador virou “regra”

De cima para baixo: Lene Rodrigues,
esposa de Márcio Jerry; Carol Duailibe,
esposa de Antônio Pereira, e Fernando
Fialho, sogro de Juscelino Filho:
suplentes em família

Foi-se o tempo em que as duas vagas de candidato a suplente de senador funcionava como um importante item de barganha política entre candidatos majoritários e partidos. Agora, suplência virou nicho quase exclusivo para arranjos familiares, o que transforma as chapas em condomínios extensivos de governadores, senadores, prefeitos, deputados federais e deputados estaduais. As montagens de chapas em curso para senador no Maranhão evidencia essa situação, que não é nova, mas ganhou agora uma dimensão nunca vista. Grande parte dos candidatos a suplente de senador nesta corrida são fruto de acordos de natureza familiar.

O exemplo mais cristalino e de maior repercussão foi a indicação da então vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato (PSB), 1ª suplente na chapa do então ex-governador Flávio Dino, indicada pelo deputado e presidente da Assembleia legislativa Othelino Neto (PCdoB). Flávio Dino venceu a eleição como o mais votado da história do Maranhão até aqui, mas praticamente não exerceu o mandato der senador, tornando-se ministro da Justiça e, um ano depois, ministro do Supremo Tribunal Federal proporcionando à sua 1ª suplente o exercício de todo o seu mandato de oito ano. Um caso raro, mas factível. Antes, Lobão Filho foi suplente do pai, senador Edson Lobão (MDB) ao longo de um mandato

O exemplo da senadora Ana Paula, que vem cumprindo o seu papel com uma eficiência parlamentar cada vez maior, certamente influencia a corrida de agora para emplacar parentes nas vagas de candidato a suplente de senador. Das duas candidatas a suplente na chapa da senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, uma, Lene Rodrigues, é esposa do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). Fernando Fialho, suplente na chapa senatorial do deputado federal André Fufuca (PP), é sogro e foi indicado pelo deputado federal Juscelino Filho (PSDB). Carol Duailibe, vice-prefeita de Imperatriz, se tornou suplente na chapa de Roseana Sarney por indicação do marido, o deputado estadual Antônio Pereira (MDB), vice-presidente da Assembleia Legislativa. E por aí vai…

Nessa guerra de viés familiar, algumas tentativas de emplacar parentes como candidatos a suplente não funcionaram. Por exemplo: o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), amargou a recusa do União Brasil de aceitar a indicação da sua esposa, Perla Amaral como candidata a suplente na chapa senatorial do ex-ministro do Esporte André Fufuca. E soube-se que a deputada federal Amanda Gentil (PP) teria saído furiosa da convenção da Federação União Progressista por não haver emplacado o seu pai, o ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil (União), como suplente de senador na mesma chapa.

O problema é que, por mais politicamente torto e incorreto que possa parecer, a indicação de parentes para a suplência é legal, pois não há na legislação eleitoral qualquer restrição que possa ser interpretada como nepotismo ou outro óbice. Com essa avalanche de parentes para suplência de senadores, o próximo Congresso Nacional possa revisar essa legislação e, primeiro de tudo, acabar com essa deformação inaceitável que que é o instituto da suplência de senador, instituindo a regra saudável segundo a qual suplente de senador é o candidato imediatamente mais votado, como era até a década de 1990 do século passado. O caso mais a ascensão de Magno Bacelar, segundo mais votado, quando o então senador Edison Lobão saiu para disputar o Governo em 1990.

Pelas regras – ou falta de regras – em vigor, um político pode, sim, indicar um parente para disputar suplência em chapa de candidato a senador. O problema é que, exatamente por falta de regra que não permita esse aceitável desvio, esse tipo de indicação está se tornando quase uma regra. E como no jogo duro da política maranhense até boi voa, com asa quebrada, como dizia uma célebre raposa chamada Lister Caldas, que pontificou no tatame político maranhense nos anos 50 e 60 do século passado.

PONTO & CONTRAPONTO

Cidônio Gonçalves pode ganhar corpo na corrida ao Senado ao receber o aval de Flávio Bolsonaro

Cidônio Gonçalves

A declaração do senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PL, de que o único candidato a senador do Maranhão a ter o seu apoio será o ex-prefeito de Açailândia Cidônio Gonçalves (PL), que integra a chapa encabeçada pelo ex-senador Roberto Rocha, candidato do PRTB ao Governo do Estado, repercutiu ontem nos bastidores da corrida às duas vagas no Senado.

Na avaliação dominante, o gesto não vai alterar o cenário da disputa, que até aqui tem como favoritos o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), ambos candidatos à reeleição. Outros nomes, como o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), por exemplo, estão firmes na corridas, mas aparentemente sem chances de chegar entre os primeiros.

Por outro lado, há quem enxergue a possibilidade de que a sua candidatura ganhe corpo na região Tocantina, onde é muito conhecido e onde o bolsonarismo ocupa espaço amplo. Poderá ser um fator de desequilíbrio da corrida ao Senado naquela região.

Penúltimo candidato anunciado, apresentado pela suplente de deputada federal Mariana Carvalho, que comanda a ala bolsonarista roxa do PL no Maranhão – a outra, que representa pelo menos 80% das forças do partido, é comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho -, Cidônio Gonçalves, cuja base é Açailândia, teve seu nome confirmado na convenção em que o ex-senador Roberto Rocha formalizou sua candidatura ao Governo do Estado.

Vale aguardar o que dirão as próximas pesquisas sobre a corrida senatorial.

Flávio Dino manda investigar destino de emendas PIX de deputados e ex-deputados federais maranhenses

Flávio Dino: suspeitas sobre emendas PIX

Quatro deputados federais e três ex-deputados federais do Maranhão estão entre os autores das 100 emendas PIX, num total de R$ 198 milhões entre 2020 e 2024 – as dos maranhenses totalizaram R$ 49 milhões – cujos destinos serão investigados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em regularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

As emendas maranhenses são de autoria dos deputados federais Josimar de Maranhãozinho (PL), Pastor Gil (PL), Josivaldo JP (União) e Márcio Honaiser – os dois últimos são candidatos à reeleição. Já os ex-deputados federais são Silvio Antônio (PL) – que foi suplente e exerceu o mandato por alguns meses naquele período -, enquanto Carlos Araújo (PT) e João Marcelo Souza (MDB) foram efetivos.

Nesse pacote encontram-se 24 políticos, sendo 12 deputados federais, cinco senadores, cinco ex-deputados federais e dois ex-senadores. O grupo maranhense representa quase 30% do total de parlamentares alcançados pela medida.

O relatório do TCU avalia que as 100 PIX tiveram uso irregular, podendo ter causado um prejuízo de pelo menos R$ 49 milhões, o que equivale um quarto dos recursos investigados. Os deputados e ex-deputados não estão sendo investigados, mas essa vento pode virar ao longo das investigações da Polícia Federal sobre o destino das emendas.

Entre as irregularidades estão a falta de transparência, superfaturamento em projetos e dinheiro que deveria ter ido para obras onde nada foi construído. O ministro citou “a persistência de um estado de inconstitucionalidade” ao analisar os achados do TCU.

São Luís, 08 de Agosto de 2026.

Candidatos aos Leões formam um arco ideológico que vai da extrema-direita à extrema-esquerda

O arco ideológico: Roberto Rocha (extrema-direita),
André Luís (direita dura), Eduardo Braide
(centro-direita) e Orleans Brandão (centro), Felipe
Camarão (esquerda moderada), e Saulo Arcangeli
e Reginaldo Lima (extrema-esquerda)

Definidos os cabeças-de-chapa para a disputa pelo Governo do Maranhão, o cenário desenhado pelas convenções partidárias evidencia que no plano ideológico os sete candidatos a despachar no Palácio dos Leões, três representam os diversos espectros moderado e radical da esquerda – o vice-governador Felipe Camarão (PT), Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) -, dois se situam no centro, com inclinações à direita e à esquerda – Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) – e dois se colocam como porta-vozes da direita radical, um da direita liberal e mais aberta – (André Luís (Missão), e outro posicionado na seara da direita conservadora e bolsonarista – Roberto Rocha (PRTB).  Todos já se posicionaram em relação à corrida presidencial, mas nem todos seguem a linha dos candidatos que apoiam ao Palácio do Planalto.

Nesse contexto de diversidade ideológica, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) é um político de centro-direita, mas totalmente distanciado do confronto em vem se dando campanha ao palácio do Planalto. O seu partido tem candidato a presidente, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que se movimenta como porta-voz da direita que fala pelo agro. Eduardo Braide tem deixado claro que não pretende nacionalizar a disputa e que não mergulhará na guerra pelo voto presidencial.

O seu contrapeso, o emedebista Orleans Brandão sinaliza que se situa no centro, ora flertando com a direita mais leve, ora trocando sinais com a esquerda moderada, especialmente a banda desgarrada do PT. Orleans Brandão tem como item destacado do seu discurso o apoio ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva (PT). E a base do seu discurso é a de um político que defende a multiplicação das obras e o avanços de programas sociais.

Na seara esquerdista, Felipe Camarão, candidato a governador pelo PT, tem expressado com toda clareza o seu viés de esquerda, muito próximo dos postulados defendidos pelo presidente Lula da Silva, a quem segue com fidelidade plena. Felipe Camarão atua para evitar rótulos ideológicos, mas as suas ações e estão na mesma linha do Governo Flávio Dino e, em vários aspectos, do Governo Carlos Brandão, do qual foi integrante destacado como secretário de Educação. Como candidato a governador sob a bandeira do PT, ele vem manifestando posições à esquerda.

Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) representam o que há de mais radical no amplo espectro da esquerda no Brasil. Saulo Arcangeli defende com intransigência propostas arrojadas elaboradas pelo PSTU: suspensão do pagamento da dívida pública, mudar radicalmente as políticas educacional e de saúde, criação de conselhos populares, de preferência formado por trabalhadores e outras medidas revolucionárias. Reginaldo Lima defende praticamente os mês o postulados de Saulo Arcangeli, dada a proximidade ideológica entre PSTU e PCB, que pregam as mesmas medidas propostas pela esquerda radical.

O candidato do PRTB, Roberto Rocha, tem se manifestado como pretenso porta-voz da extrema-direita, conservadora e radical, identificada como bolsonarista. O seu discurso é uma estratégia óbvia para alcançar o eleitorado bolsonarista, e para tanto vem usando a sua relação com os Bolsonaro, apostando alto que será o anfitrião do candidato do PL, Flávio Bolsonaro no Maranhão, chegando ao ponto de dizer que quer para o Maranhão o que os Bolsonaro querem para o Brasil. Outra voz da direita, André Luís (Missão) tem um discurso de direita moderada, liberal, longe do conservadorismo, seguindo parte do discurso do seu candidato a presidente, Renan Santos (Missão).

Como se vê, a corrida ao Governo do Maranhão está se dando sob uma ampla colcha de retalhos ideológicos, cujo espectro vai da direita mais radical à esquerda mais dura, passando por um centro equilibrado.

PONTO & CONTRAPONTO

Ajuste: já são 11 os candidatos às duas vagas maranhenses no Senado

Weverton Rocha, Roseana Sarney, Hilton Gonçalo,
André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama,
Enilton Rodrigues, Wilson Leite, Cidônio
Gonçalves, Simplício Araújo e Raimundo
Corrêa vão disputar vagas no Senado

São 11, e não nove, os postulantes às duas cadeiras de senador pelo Maranhão. Além dos candidatos mostrados na edição passada – Weverton Rocha (PDT), Roseana Sarney (MDB), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Hilton Gonçalo (MDB), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU), Cidônio Gonçalves (PL), ganham espaço no grupo os já também candidatos a senador Simplício Araújo (DC) e Raimundo Corrêa (PCB).

Simplício Araújo não tem candidato declarado a governador, mas os seus discursos nas redes sociais sugerem que ele caminha para apoiar a candidatura de Eduardo Braide (PSD). Veterano de outras eleições, já tendo sido deputado federal na condição de suplente, é um analista do ambiente político e faz clara e, às vezes dura, oposição ao governador Carlos Brandão (MDB).

Raimundo Corrêa é um veterano militante da esquerda e foi escolhido por Reginaldo Lima em consenso como candidato do PCB a presidente da República, o maranhense Edmilson Costa, cuja candidatura foi formalizada terça-feira, em São Paulo.

Roseana Sarney e Eliziane Gama formam chapa só com mulheres

Roseana Sarney terá Walberlene Lopes
e Carol Duailibe como suplentes,
seguindo Eliziane Gama, que
formou chapa feminina com
Lene Rodrigues e Patrícia Carlos

A deputada federal Roseana Sarney (MDB) decidiu escolher a senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, como adversária preferencial na corrida às vagas maranhenses no Senado. O principal indício é que a emedebista decidiu seguir os passos da petista formando uma chapa apenas com mulheres.

A senadora Eliziane Gama resolveu apostar alto no eleitorado feminino, que é maior do que o masculino, escolhendo duas suplentes: Lene Rodrigues (PCdoB), mulher do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), e Patrícia Carlos, a militante petista que ocupou a presidência do partido no Maranhão por vários meses. Houve discussão, mas a senadora manteve a fórmula e Lene Rodrigues na 1ª suplência e Patrícia Carlos na 2ª.

Roseana Sarney decidiu usar a mesma fórmula e foi buscar a vice-prefeita de Colinas, Valberlene Lopes (MDB), para a 1ª suplência, por indicação do candidato emedebista ao Governo, Orleans Brandão. Ontem, ela fechou a chapa pura com a vice-prefeita de Imperatriz, Carol Duailibe (MDB), mulher do deputado estadual Antônio Pereira (MDB), 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, aliado de proa de Orleans Brandão.

Será um embate e tanto.

São Luís, 07 de Agosto de 2026.

À frente do PP e do União, André Fufuca e Pedro Lucas travam um confronto até aqui sem perdedor

Pedro Lucas Fernandes e
André Fufuca: confronto de
é prévia para disputas futuras

Prenunciado desde que as articulações para a definição de candidaturas às eleições de outubro foram iniciadas, o grande embate entre o Progressistas, leia-se deputado federal André Fufuca, e o União Brasil, leia-se deputado federal Pedro Lucas Fernandes, no campo partidário, se deu ontem, nas convenções do PP e do União, quase estremecendo as bases da federação União Progressista no Maranhão. Não houve propriamente um confronto direto entre os dois parlamentares, mas eles jogaram duro, um contra o outro, de modo que o dia terminou sem que ambos pudessem cantar vitória, mas também nenhum foi apontado como derrotado.

Com a estatura de presidente regional do PP e ex-ministro do Esporte, André Fufuca saiu da convenção do seu partido com os dois suplentes da chapa que encabeça para o Senado, e com o aval da direção nacional do PP. O 1º suplente será o empresário Fernando Fialho (PSDB), indicado pelo deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, que comanda o ninho dos tucanos no Maranhão; o 2º suplente será Sargento Bastos (PP), um respeitado policial militar.

Por sua vez, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes comandou a convenção do União Brasil, do qual é presidente estadual, com o aval do comando nacional da agremiação. Esse aval alcançou a sua decisão de barrar a indicação da professora Perla Amaral (União Brasil), primeira-dama de Imperatriz, numa clara retaliação ao fato de o marido dela, o prefeito Rildo Amaral (PP), haver declarado apoio ao candidato Eduardo Braide. Dias atrás, Rildo Amaral amargou também a decisão do PV de impedir que o seu irmão, o vereador imperatrizense Flamarion Amaral, fosse candidato a deputado estadual.

Por outro lado, o ex-ministro André Fufuca resistiu a uma série de estratagemas destinados a minar a sua candidatura ao Senado. Com articulação em todos os níveis do PP, ele conseguiu duas proezas. A primeira foi confirmar a sua candidatura ao Senado. A segunda foi formar sua chapa de candidato a senador sem nenhum representante do União Brasil na suplência. Ao contrário, conseguiu atrair o apoio do deputado federal e ex-ministro das Comunicações à sua candidatura senatorial, o que representa um reforço e tanto na ferrenha disputa às duas cadeiras no Senado.

No jogo de ganhos e perdas, aparentemente ninguém saiu inteiramente derrotado. Isso porque, se impediu a candidatura de Perla Amaral a suplente de André Fufuca, Pedro Lucas Fernandes foi dormir ontem consciente de que o prefeito imperatrizense Rildo Amaral é agora um adversário político a ser considerado. André Fufuca, por seu turno, conseguiu o que queria: se consolidou como candidato a senador e definiu seus suplentes, mas também foi dormir ciente de que tem um grande e desafiador objetivo a alcançar: obter o aval da cúpula nacional da Federação União Progressista. E ninguém duvida que Pedro Lucas Fernandes vai trabalhar contra. Tanto que estimulou o vereador Marquinhos a se lançar candidato a senador pelo União, para se contrapor a André Fufuca na reunião da Federação que definirá o futuro do ex-ministro do Esporte.

Os caminhos pelos deputados federais André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes revelam o racha que separa os dois principais nomes do Centrão no Maranhão. Mostra também contradições. A principal delas é o fato de Pedro Lucas Fernandes, que lidera o União na Câmara Federal, apoiar Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado, mas não declarar apoio à reeleição do presidente Lula da Silva (PT). Por sua vez, André Fufuca é aliado de Eduardo Braide (PSD), mas não declara apoio ao candidato presidencial do partido do ex-prefeito de São Luís, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD).

O fato é que, do alto do comando dos seus partidos no Maranhão (PP e União), os deputados federais André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes travam uma guerra particular, que, na verdade, é o prenúncio de um confronto muito maior, que pode ocorrer em 2030 ou em 2034, quando certamente os dois se baterão pelo Governo do Estado.    

PONTO & CONTRAPONTO

Nove candidatos vão disputar as duas vagas no Senado

Weverton Rocha, Roseana Sarney, Hilton Gonçalo,
Lahezio Bonfim, André Fufuca, Eliziane Gama,
Enilton Rodrigues, Wilson Leite e Cidônio
Gonçalves disputarão as duas vagas no Senado

O prazo para a realização de convenções partidárias e a definição de candidaturas foi encerrado ontem, à meia noite, com nada menos que nove candidatos ao Senado. Esse número variou intensamente ao longo das últimas semanas, mas se consolidou à medida que as convenções partidárias foram acontecendo.

A chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB) tem três candidatos às duas vagas no Senado: o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição, a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que já foi senadora de meio mandato e governadora quatro vezes, e finalmente o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza). Uma montagem fora dos padrões, mas mostrada com entusiasmo pelos líderes da aliança governista.

Eduardo Braide lidera uma chapa com dois candidatos a senador politicamente distantes um do outro: o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), e o ex-prefeito der São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), que foi pré-candidato a governador, mas decidiu mudar e concorrer ao Senado.

O candidato do PT ao Governo, Felipe Camarão, lidera uma chapa totalmente alinhada, que foi definida em ampla negociação, tendo como candidata ao Senado a senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, e o servidor público Enilton Rodrigues (PSOL).

O candidato a governador pelo PSTU, Saulo Arcangeli, vaia para a campanha com chapa pura, mas com apenas um candidato ao Senado: Wilson Leite (PSTU).

E o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) formou sua chapa com apenas um candidato a senador, Cidônio Gonçalves (PL), indicado pela suplente de deputada federal Mariana Carvalho, de Imperatriz.

O único candidato que não lançou candidato a senador foi André Luís (Missão), seguindo orientação nacional do partido.

Sem candidato próprio ao Governo nem ao Senado, PSB investe na eleição de deputado estadual e federal

Felipe Camarão e Othelino Neto na convenção
do PSB que confirmou Carlos Lula,
Rodrigo Lago e Júlio Mendonça à reeleição

Depois de um longo flerte com a candidatura de Eduardo Braide (PSD), o PSB, comandado no Maranhão pela senadora Ana Paula Lobato e situado na oposição ao governador Carlos Brandão (MDB), voltou ao seu leito natural ao realizar a sua convenção, na terça-feira (04) e se posicionando como aliado do candidato do PT ao Governo do Estado, Felipe Camarão. O partido não lançou candidato a governador nem a senador, investindo todo o seu poder de fogo na briga por cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Dentro dessa estratégia, o PSB lançou vários candidato à Câmara Federal, sendo o mais destacado deles o deputado estadual Othelino Neto, ex-presidente da Assembleia Legislativa, já apontado pelos observadores como um dos favoritos para trabalhar em Brasília a partir de janeiro do ano que vem.

A convenção dos socialistas recebeu a visita do petista Felipe Camarão, candidato a governador. Na sua fala, ele manifestou apoio total ao partido e seus candidatos e recebeu uma declaração de apoio feita pelo deputado Othelino Neto, que falou também em nome da presidente do partido, senadora Ana Paula Lobato.

A chapa para a Assembleia Legislativa terá como destaques os deputados estaduais Carlos Lula, que é vice-presidente do partido, Rodrigo Lago, que deixou o PCdoB, Júlio Mendonça e Leandro Bello. Eles têm feito oposição cerrada ao Governo Brandão, a quem acusam de coronelismo, buscarão a reeleição com um discurso oposicionista cada vez mais duro.

São Luís, 06 de Agosto de 2026.