
petista, foi mantido em Brasília por causa
do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro (PL)
A suspensão da visita do presidente nacional do PT Edinho Silva a São Luís, onde oficializaria a decisão do partido de disputar o Governo do Estado, e o clima de tensão que tomou conta da sessão da CPI da Assembleia Legislativa que investigará suspeitas de ter ele feito movimentações financeiras irregulares, fatos ocorridos ontem, mostraram que o vice-governador Felipe Camarão tem pendências importantes a resolver para se consolidar como pré-candidato do PT ao Palácio dos Leões. O presidente do PT cancelou a vinda ao Maranhão por conta da agenda dele com o presidente Lula da Silva, e segundo informação paralela, também motivado pela bomba vorcariana que explodiu ontem no colo do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), colocando em xeque a sua pré-candidatura a presidente da República. A CPI entrou em clima de tensão por conta de um embate travado pelo deputado Rodrigo Lago (PSB), aliado de Felipe Camarão, com o deputado Ricardo Arruda (MDB), adversário linha de frente do vice-governador.
O adiamento da vinda de Edinho Silva a São Luís não altera, a rigor, o que já está decidido pelo comando nacional do PT e avalizado pelo presidente Lula da Silva no que diz respeito à pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Estado, mas adia um movimento concreto no sentido de unir o partido em torno desse projeto. Essa vem sendo uma tarefa desafiadora para o dirigente petista, já que parte o braço maranhense do PT está dividido entre somar forças pelo candidato do partido e se alinhar ao governador Carlos brandão em apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB). A agenda de Edinho Silva no Maranhão terá como foco principal tentar encontrar uma fórmula quer tire o PT da órbita de Orleans brandão e reúna o partido em torno de Felipe Camarão, mas sem abrir uma crise com o governador Carlos Brandão.
A CPI instalada na Assembleia Legislativa para investigar denúncia do procurador geral de Justiça reeleito Danilo Castro, que o acusa de movimentação financeira atípica quando secretário de Educação, é uma dor de cabeça para o vice-governador Felipe Camarão. Ele tem dito estar sendo vítima de uma acusação injusta, armada para prejudica-lo politicamente, mas o fato é que ela existe e a base governista na Assembleia Legislativa decidiu passa-la a limpo. E ninguém duvida que, mesmo que a denúncia venha revelar-se inconsistente, o processo em si, que envolve depoimento do próprio vice-governador e de terceiros lhe cause profundos desgastes. Afinal, a CPI é dominada por adversários que parecem decididos a provocarem-lhe tais danos.
Procurador federal de carreira e dono de um currículo invejável no campo do Direito, o vice-governador Felipe Camarão certamente usará as armas jurídicas adequadas para se defender da acusação. O problema é que o jogo é político, com viés eleitoral, o que significa dizer que tudo o que lhe for favorável servirá para manter de pé o seu projeto de disputar o Governo do Estado. Por outro lado, a lógica indica que todas as situações que lhe forem desfavoráveis no curso da CPI poderão causar danos na sua imagem e no seu projeto políticos.
Fonte ligada ao vice-governador disse ontem à Coluna que, apesar da pressão que vem sofrendo por conta da situação partidária e em decorrência da CPI, o vice-governador está convicto quanto a manter o seu projeto de candidatura, e em relação à CPI. No primeiro caso, a turbinagem vem do apoio do comando nacional do PT e do aval do presidente Lula da Silva. E no caso da CPI, ele estaria preparado para desmontar a acusação na Comissão e na Justiça.
Claro está, portanto, que se quiser chegar a algum lugar, e não há dúvida de quer, o vice-governador Felipe Camarão deve se preparar para combates duros e decisivos.
PONTO & CONTRAPONTO
Escândalo da relação financeira entre Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro deixa bolsonaristas sem norte

com Daniel Vorcaro por filme sobre Jair
Bolsonaro deixa bolsonaristas sem norte
A revelação bombástica de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou R$ 123 milhões com o chefão do Banco Master, Daniel Vorcaro, para bancar um filme sobre o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) funcionou como uma poderosa ducha de água fria em bolsonaristas maranhenses que vinham apostando alto na candidatura do parlamentar à presidência da República e ficaram sem norte.
Para começar, ninguém do braço maranhense do PL se manifestou em defesa de Flávio Bolsonaro. Ao contrário, dois aliados do deputado federal Josimar de Maranhãozinho disseram que o escândalo pode tira-lo da corrida presidencial e garantir a reeleição do presidente Lula da Silva (PT).
No geral, a percepção no meio político é que o presidente Lula da Silva reforçou sua posição e passa a ganhar mais folga como favorito na corrida ao Palácio do Planalto. Isso porque, segundo essas avaliações, Flávio Bolsonaro dificilmente manterá competitividade, e se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro for lançada em substituição ao senador, dificilmente ganhará densidade para se tornar competitiva.
A esquerda comemorou a ligação pessoal e financeira de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, vendo no caso o espaço que faltava para fortalecer a posição do presidente Lula da Silva. De acordo com um petista de proa, esse fato, somado às medidas que o Governo vem tomando – isenção do IR para quem ganha até R$ 5,3 mil, a extinção da Taxa da Blusinha e a manutenção inalterada preço dos combustíveis, por exemplo, darão impulso decisivo na corrida do líder petista à reeleição.
Esmênia cria Secretaria da Mulher sem aumentar gastos
A prefeita Esmênia Miranda (PSD) vem dando provas de que está atenta aos sentimentos da opinião pública. Uma demonstração clara dessa sintonia ganhou forma ontem com o anúncio de que ela extinguiu a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Metropolitano (Sedem) e criou a Secretaria Municipal da Mulher (Semu). A mudança foi encaminhada ontem à Câmara Municipal na forma de projeto de lei.
Dois aspectos chamam a atenção no mo0vimento da ´prefeita de São Luís. O primeiro foi a criação da Secretaria Municipal da Mulher, uma pasta que estava fazendo falta no quadro de secretarias de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes. Algumas vozes já vinham se manifestando sobre o assunto em tom crítico.
Com a Semu, a prefeita de São Luís poderá reunir na nova pasta uma série de programas relacionados à mulher espalhados por outros órgãos. Com isso, criará as condições para desenvolver uma política destinada à mulher.
O outro aspecto é que a prefeita Esmênia Miranda não criou mais uma secretaria. Para criar a Secretaria Municipal da Mulher, ela extinguiu a Secretarias de Desenvolvimento Metropolitano, cuja estrutura e o corpo funcional serão ajustados à nova pasta.
Ou seja, uma mudança sem custo.
São Luís, 14 de Maio de 2026.
