Arquivos mensais: abril 2026

Braide e Orleans se movimentam para eleger grandes bancadas na Assembleia Legislativa

Eduardo Braide e Orleans Brandão querem
bancadas fortes na Assembleia Legislativa

Além da disputa pelo Palácio dos Leões, da escolha de vices e de montagens para o Senado, os dois candidatos a governador mais bem situados no cenário mostrado pelas pesquisas, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), travam uma guerra intensa pelas 42 cadeiras da Assembleia Legislativa. Desde que se lançou pré-candidato, há três semanas, Eduardo Braide vem se movimentando para turbinar o PSD com uma chapa forte, enquanto Orleans Brandão já dá os retoques finais no que já foi batizado como “Chapão do MDB”, com a aposta que o seu partido sairá das urnas com entre 15 e 20 deputados estaduais. Lahesio Bonfim (Novo) não fala em montar chapa para deputado estadual e até aqui se dedica exclusivamente à sua pré-campanha aos Leões.

Já contando com nomes politicamente promissores, como o ex-prefeito de Timon Luciano Leitoa, a deputada Viviane Silva, da região de Balsas e o vereador Douglas Pinto, bem votado em São Luís, Eduardo Braide busca também na sociedade organizada nomes de expressão. Ontem, por exemplo, ele lançou Antônio Dino, que comanda a Fundação Antônio Dino, referência regional no tratamento de câncer e que é filho de Antônio Dino, vice-governador eleito em 1965 e que assumiu o Governo quando José Sarney renunciou para disputar o Senado em 1970. A ideia, segundo um aliado do ex-prefeito, é montar uma chapa com candidatos comprometidos com o seu programa de Governo e a sua linha de ação política.

Orleans Brandão, por sua vez, faz uma aposta alta numa chapa do MDB na reeleição, do grande grupo que dá sustentação parlamentar ao governador Carlos Brandão (sem partido). No chamado “Chapão do MDB” estão nomes como os deputados Iracema Vale presidente da Alema, Neto Evangelista, Osmar Filho, Antônio Pereira, Ricardo Arruda, Francisco Nagib. Glaubert Cutrim, Florêncio Neto, entre outros, aos quais se somam, por exemplo, o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira e o ex-deputado federal João Marcelo de Souza. Nas contas otimistas de integrantes da chapa, o “Chapão do MDB” pode sair das urnas com elo menos 1 milhão de votos, havendo otimistas que apostam em 1,5 milhão e pessimistas que esperam pelo menos 750 mil votos.

Ainda sem ligação com candidato a governador, podendo entrar com o vice-governador Felipe Camarão como candidato próprio ou alinhando-se à candidatura de Orleans Brandão, o PT está montando sua chapa com nomes expressivos, a começar pela ex-prefeita de Vitorino Freire, Luanna Rezende, Cricielli Muniz (ex-Iema), o ex-deputado Zé Inácio, entre outros. Outros partidos, como o PP, o Republicano, o Podemos e o PRD, todos alinhados à pré-candidatura de Orleans Brandão, articulam chapas fortes para a Assembleia Legislativa, sendo parte das composições formada por marinheiros de primeira viajem. Além destes, PL está no jogo e deve lançar uma chapa forte, com quatro deputados aspirando a reeleição.

Nesse cenário em movimento, um grupo de forte expressão política e concentrado no PSB, aguarda uma definição do quadro para governador para se posicionar. Até aqui, o grupo, formado pelos deputados Carlos Lula, Rodrigo Lago, Leandro Bello e Júlio Mendonça se movimenta inclinado a uma aliança com Eduardo Braide, com quem já vem conversando há tempos. Mas pode haver uma reviravolta no rumo do PSB se o PT lançar Felipe Camarão como candidato a governador, definição que deve sair até o final da semana, conforme o próprio vice-governador. Se o PT optar por alinhar-se a Orleans Brandão e nesse acerto Felipe Camarão saia candidato a senador, o caminho mais provável do PSB é fechar com Eduardo Braide.

O fato é que, a julgar pela movimentação de cada um, os candidatos a governador mais expressivos estão empenhados em formar bancadas fortes na Assembleia Legislativa. E essa guerra será mais intensa ainda quando Lahesio Bonfim decidir formar uma chapa para deputado estadual.

PONTO & CONTRAPONTO

Aliados incentivam Roseana a se candidatar ao Senado, mas por enquanto o projeto é a reeleição para a Câmara Federal

Roseana Sarney: aliados a
querem candidata ao Senado

Ela própria não disse mais nada sobre o assunto, preferindo acompanhar o desenrolar dos acontecimentos, mas entre amigos e aliados muitos acreditam que não existe ainda uma definição quanto ao caminho eleitoral da deputada federal Roseana Sarney (MDB). De acordo com uma fonte bem situada na família Sarney Murad, a ex-governadora mantém de pé o seu projeto de reeleição, mas alimenta ainda a possibilidade de vir a ser candidata ao Senado.

A possibilidade de entrar na corrida senatorial ganhou força com a confirmação de que o governador Carlos Brandão (sem partido) confirmou a permanência no cargo até o final do mandato. Desde o dia 5 de abril que seus apoiadores mais próximos estariam fazendo carga no sentido de motivar a deputada a avaliar para valer o cenário, para tomar uma decisão definitiva sobre o assunto.

O futuro de Roseana Sarney nas urnas envolve dois aspectos importantes.

O primeiro é que ela é um quadro parlamentar de larga experiência, que conhece o caminho das pedras no Congresso Nacional, reunindo, como deputada federal ou como senadora, as condições para contribuir positivamente no processo político nacional, que pode mergulhar num quadro de profunda crise institucional.

O outro é o problema da saúde, que ainda inspira cuidados. Meses atrás era dado como certo que ela se aposentaria de vez. Agora, o cenário é outro, e nele ela vem exibindo disposição cada vez maior para continuar mergulhada nas articulações políticas, motivando os seus apoiadores a indica-la para o Senado.

Por enquanto, o projeto é a reeleição para a Câmara Federal.

Lahesio diz que “grupo” tentou comprá-lo, mas não dá os nomes nem o valor

Lahesio Bonfim: denúncia de tentativa
de compra sem nome e sem valor

O pré-candidato do Novo ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim, fez uma revelação grave ao ser entrevistado recentemente por um podcast do Piauí. Ele declarou, sem meias palavras, que um “grupo” teria lhe oferecido dinheiro para que desistisse de se candidatar a governador e disputasse uma cadeira na Câmara Federal. Na mesma entrevista, Lahesio Bonfim disse também que “o grupo” político do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) tentou inviabilizar a sua candidatura ao Governo do Maranhão.

Nas duas acusações o pré-candidato do Novo se negou a dar nomes, insistindo em se referir ao substantivo “grupo”, e também ao pronome “eles”. E numa tentativa de dar mais veracidade às acusações, disse que pode “provar” o que falou. Ao jornalista que o entrevistou, disse – em tom que misturou drama e sarcasmo – que bastaria olhar nos seus olhar para saber que ele estava falando a verdade.

Lahesio Bonfim é experiente o suficiente para saber que acusar sem dar nomes não cola. E o que pode ser pior: ele perde credibilidade. Principalmente depois de ter afirmado que não vai partir para o confronto direto nem com o “grupo” nem com “eles”.

O pré-candidato do Novo precisa tomar uma decisão politicamente correta: acusar dando nomes e o valor da proposta ou mudar o discurso.

São Luís, 22 de Abril de 2026.

PT vai definir rumo na sucessão estadual e Camarão pode ser candidato a governador ou a senador

Dividido, PT maranhense pode se mobilizar em torno de Felipe
Camarão (centro) como candidato a governador ou a senador

O PT finalmente caminha para uma definição em relação à corrida sucessória no Maranhão e também para resolver o futuro do vice-governador Felipe Camarão (PT). O caminho para o posicionamento do partido no estado será a agenda a ser cumprida pelo seu presidente, Edinho Silva, e de ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, que conversarão na próxima quinta-feira com o governador Carlos Brandão (sem partido), e a reunião do Diretório Nacional no fim da semana. De acordo com a previsão do próprio vice-governador, até no início da semana que vem o PT terá decidido se terá candidato próprio ao Palácio dos Leões – no caso o vice-governador – ou fará uma aliança em torno de outro candidato, tendo o Felipe Camarão como candidato a senador.

O anúncio dessa agenda foi feito pelo vice-governador Felipe Camarão em vídeo no qual ele disse que sonha governar o Maranhão, mas que o seu futuro será definido pelo partido e pelo presidente Lula da Silva (PT). Sereno, sem externar o seu viés oposicionista, Felipe Camarão deixou claro que o seu projeto não é pessoal nem familiar, afirmando que tomará o rumo que o partido e o presidente Lula da Silva indicarem, podendo ser candidato a governador, se a opção for pela candidatura própria, e ou a senador, no caso de uma aliança. Na sua fala, ele não fez qualquer indicação sobre uma possível aliança.

Se a opção do PT for pela candidatura própria ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão será o candidato natural do partido, já que não existe outro nome petista de peso pleiteando a vaga de candidato a governador. No caso da candidatura, Felipe Camarão entrar numa corrida já em andamento, com uma nítida tendência de polarização entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), segundo todas as pesquisas mais recentes, que mostram ainda Lahesio Bonfim (Novo) na terceira colocação, restando-lhe a quarta posição.

Há quem aposte que, caso seja efetivamente lançado pré-candidato a governador por decisão do comando partidário e do presidente da República, o vice-governador pode ganhar musculatura para brigar com Lahesio Bonfim pela terceira colocação, o que tornaria imprevisível o cenário da briga pelo Palácio dos Leões. Afinal, mais de cinco meses distanciam os candidatos das urnas, o que é tempo suficiente para acontecer de tudo numa disputa pelo cargo de governador. Se vier, de fato, ser candidato a governador, o vice-governador sabe que enfrentará concorrentes fortes.

No caso de uma aliança lhe assegure candidatar-se ao Senado, o futuro dessa candidatura vai depender de quem será o candidato a governador. Se a aliança for com Orleans Brandão, o vice-governador vai brigar com três candidatos às duas cadeiras no Senado – os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que buscam a reeleição, e o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), que estão no mesmo campo. A aliança, por outro lado, poderá ser firmada com Eduardo Braide, e nesse caso, o vice-governador poderá disputar o Senado em parceria com Eliziane Gama, já que até agora o ex-prefeito de São Luís não se pronunciou sobre a disputa senatorial.

O fato é que, por causa de tudo o que aconteceu nos últimos meses em decorrência do rompimento da base governista maranhense, a situação do PT e, por via de consequência, a do vice-governador Felipe Camarão, é complexa. Primeiro porque o próprio braço maranhense do partido está dividido entre candidatura própria e aliança com outro candidato, que pode ser Orleans Brandão ou Eduardo Braide. No caso do primeiro é difícil visualizar um palanque com os dois pedindo voto um para o outro. E no caso do segundo, é difícil imagina-lo junto com um candidato que tem outro candidato a presidente da República.

Mas como a política é consagrada como a arte de tornar possível o que é aparentemente impossível, não surpreenderá uma decisão conciliatória.    

PONTO & CONTRAPONTO

Orleans Brandão se movimenta para escolher vice na Ilha de São Luís

Arleans Brandão busca vice na Ilha;
Maedja Campos, mulher de
Fred Campos, lidera especulações

Orleans Brandão (MDB) e a cúpula do grupo que o apoia, liderado pelo governador Carlos Brandão (sem partido), iniciou, sem muito alarde, um movimento cuidadoso para encontrar o vice para sua chapa. Pelo que vem correndo nos bastidores, o projeto é encontrar um nome que representa a Ilha de Upaon Açu, a começar por São Luís, onde o ex-prefeito Eduardo Braide aparece como favorito.

Seguindo a tendência de polarização, Orleans Brandão quer um(a) vice para fazer um contrapeso à iniciativa de Eduardo Braide de buscar seu vice em Imperatriz, na região Tocantina, onde escolheu a empresária Elaine Cortez (PSD). Na avaliação do grupo brandonista, a escolha do vice na Capital ou em qualquer dos quatro municípios representará a Grande Ilha.

No final da semana, foi intensa a divulgação de um release, sem origem clara, dando conta de que a primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos (MDB), estaria sendo cogitada. Ela é vista como um braço social do prefeito Fred Campos (PSB), apontado em todas as rodas como um dos mais bem sucedidos entre os atuais líderes municipais do Maranhão.

Se por um lado a sua condição de primeira-dama de Paço do Lumiar, somada à força do prefeito Fred Campos, a torna um nome a ser de fato considerado, por outro existe um ponto que pode comprometer a sua força: o prefeito Fred Campos tem como vice Mariana Brandão (MDB), irmã de Orleans Brandão.

O viés familiar pode ser um entrave, mas esse ponto pode ser deixado de lado se o grupo entender que ele não pesa e que pode valer a pena emplacar Maedja Campos.

Vale registrar que ninguém da cúpula governista fez menção à primeira-dama de Paço do Lumiar ou a nenhum outro nome para vice de Orleans Brandão e que a primeira-dama luminense veio à tona no tal release “plantado”, uma operação que pode dar certo, ou não.

O fato concreto é que o governador Carlos Brandão está trabalhando para encontrar o vice – de preferência uma vice – para Orleans Brandão na Ilha de São Luís.

Lahesio tenta emplacar discurso ideológico, mas tropeça nos conceitos correndo o risco de tombar

Lahesio Bonfim: confusão ideológica

Alguma coisa está errada no discurso e na postura ideológica de Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo ao Governo do Estado e terceiro colocado na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas mais recentes. Ele se declara de direita, o que é absolutamente normal, e sataniza a esquerda além do padrão civilizado, mas isso também está no script de todos os candidatos no período eleitoral. Agora usa o viés ideológico para alfinetar Eduardo Braide (PSD), pré-candidato aos Leões.

Um problema é quando ele se posiciona em relação à corrida presidencial. Não dá para esconder a sua expectativa de vir a ser apoiado por Flávio Bolsonaro (PL), que representa a grande bolha da direita radical, simpatizante de golpes militares e de regimes de força, que tem como referência Donald Trump, aspirante a ditador que vem tentando desmontar a democracia liberal norte-americana.

Já em relação ao candidato do seu partido à presidência da República, o ex-governador mineiro Romeu Zema, que é um político de direita com perfil liberal de viés democrático, Lahesio Bonfim não tem mostrado muito entusiasmo. Exemplo: não fez qualquer comentário ou referência ao plano de governo de Romeu Zema, anunciado pelo próprio, na semana passada, com larga repercussão.

Essas provocações sobre viés ideológico parecem mais uma estratégia para chamar a atenção. Isso porque não dá mais para alguém se rotular pura e simplesmente de direita e de esquerda. Esses dois campos ganharam grande pulverização.

Hoje, um político que simplesmente se declara de direita pode ser olhado como um liberal, que respeita a Constituição, a estrutura institucional e defende a alternância do poder na democracia, como o presidente francês Emmanuel Macron. Mas pode também ser enxergado como um radical antidemocrático, inimigo das instituições democráticas, que defende regime de força e, se puder, golpeia o estado democrático de direito para permanecer no poder mesmo sem ter sido eleito, exemplo dado ao mundo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que só não consumou a trama golpista porque os chefes militares não concordaram.

Lahesio Bonfim fala muito sobre postura ideológica, mas diz tão pouco que ao se rotular como de direita, pode ser visto como um liberal democrático e também como um radical golpista.

É preciso que ele seja mais preciso no seu discurso ideológico.

São Luís, 21 de Abril de 2026.

Jogo complicado para os candidatos majoritários e proporcionais se posicionarem na corrida presidencial

Eduardo Braide tem Ronaldo Caiado como candidato
presidencial; Orleans Brandão pode ter Lula da Silva,
e Lahesio Bonfim tem Romeu Zema

O Maranhão tem uma das situações mais complexas e surpreendentes em relação à corrida presidencial. São posições as mais diversas, que colocam os candidatos ao Senado e ao Governo do Estado num xadrez complexo, no qual os movimentos quase sempre vão na contramão da lógica político-eleitoral. Essa complexidade alcança candidatos ao Governo do Estado, ao senado e à Câmara Federal, que no geral estão contrariando seus partidos apoiando candidatos a presidente de outras agremiações. Nesse contexto, o presidente Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, vem levando a melhor, à medida que já conta com o apoio declarado de dois pré-candidatos declarados ao Governo do Estado, três pré-candidatos a senador e dois deputados federais, ambos ex-ministros. Os demais candidatos presidenciais já consolidados só contam mesmo com os seus candidatos a governador, sendo que um deles tem o apoio de um candidato a senador.

O projeto de reeleição do presidente Lula da Silva está lastreado pelo apoio declarado de dois candidatos ao Governo, Orleans Brandão (MDB), cujo partido não tem candidato presidencial, e Enilton Rodrigues (PSOL), aliado ao PT no plano nacional. O terceiro aliado do presidente nessa corrida seria o vice-governador Felipe Camarão (PT), mas ele ainda não bateu martelo consolidando a sua pré-candidatura ao Governo, pois está dependendo exatamente do aval do presidente da República e do seu partido. Que poderá vir ou não. Nesse contexto, Eduardo Braide (PSD) seguirá a orientação de apoiar o pré-candidato do seu partido, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado, enquanto Lahesio Bonfim (Novo) vai incorporar a pré-candidatura do ex-governador mineiro Romeu Zema, do mesmo partido. Hilton Gonçalo, que comanda o Mobiliza no Maranhão, deverá administrar o pepino de controvertido Cabo Daciolo como candidato presidencial do partido.  Não há candidato a governador do Maranhão apoiando o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Dos quatro candidatos declarados ao Senado, três – Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT) e André Fufuca estão na base de apoio da pré-candidatura do presidente Lula da Silva à reeleição. Eliziane Gama sempre fez parte da aliança governista, posição que foi consolidada depois que ela saiu do PSD e se filiou ao PT; Weverton Rocha também sempre esteve na base aliada de Lula da Silva; e André Fufuca, que foi ministro do Esporte prestigiado, mas cujo partido faz oposição ao Governo Lula, decidiu contrariar essa orientação e apoiar o projeto de reeleição do chefe da Nação. Fora isso, ex-senador Roberto Rocha (Novo), pré-candidato a senador, apoia o projeto presidencial do Novo liderado por Romeu Zema.

As posições mais diversas está entre deputados federais que buscam a reeleição e os que pretendem chegar lá. Ex-ministro das Comunicações, o deputado federal Juscelino Filho, cujo partido, o PSDB, não tem candidato presidencial, apoiará o presidente Lula da Silva, e para reforçar ainda mais esse laço, sua irmã, Luanna Rezende, se filiou ao PT para disputar cadeira na Alema. Lula da Silva conta também com os deputados federais Rubens Júnior (PT), Márcio Jerry (PCdoB), Roseana Sarney (MDB), Amanda Gentil (PP), Márcio Honaiser (Republicanos) e Cléber Verde (MDB). Já o deputado federal Duarte Júnior (Avante), aliado do presidente Lula da Silva, terá de encarar o fato de que seu partido tem candidato a presidente, o escritor de autoajuda Augusto Cury.

O grupo do PL, formado pelos deputados federais Josimar de Maranhãozinho, Detinha, Pastor Gil e Júnior Lourenço, todos do PL, deve se posicionar pelo projeto de candidatura de Flávio Bolsonaro, em que pesem as divergências de Josimar de Maranhãozinho com o ex-presidente Jair Bolsonaro; nesse grupo está o deputado federal Josivaldo JP, bolsonarista assumido. E não se sabe ainda para onde irão os deputados federais Fábio Macedo (Podemos), Aluísio Mendes (Republicanos), Marreca Filho (PRD), Pedro Lucas Fernandes (União) na corrida presidencial, já que seus partidos não têm candidatos ao Palácio do Planalto.

Esse é um cenário prévio, que expressa o início da fase prévia da corrida eleitoral. Até as convenções partidárias de agosto, quando as pré-candidaturas serão transformadas em candidaturas de fato, podem haver muitas alterações nesse quadro, começando pelo posicionamento dos deputados federais que ainda não escolheram seus candidatos presidenciais.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide diz que não vai entrar na polarização Lula da Silva/Flávio Bolsonaro

Eduardo Braide em Caxias, com Paulo Marinho Jr.

Não surpreendeu s reação do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), e Coroatá, na tarde de sábado, depois de ter incursionado em Timon e em Caxias, ao ser indagado sobre se posicionará em relação à polarização Lula da Silva (PT)/Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto.

Sua resposta: “Eu sempre disse que o meu padrinho político é o povo do Maranhão”.

E arrematou: “Como futuro governador do Maranhão, eu terei a obrigação de me relacionar bem com qualquer dos candidatos que chegue à cadeira de presidente da República”.

Para começar, o partido dele, o PSD, tem um candidato a presidente, Ronaldo Caiado. Logo, não faz sentido um posicionamento em favor de outro candidato, o que seria uma incoerência política que não cabe no perfil do ex-prefeito de São Luís.

Do ponto de vista prático, qualquer avaliação simples indicará que ele, como candidato politicamente independente no cenário do Maranhão, só terá a perder se abraçar uma candidatura, deixando o candidato do seu partido fora dessa equação.

Além do mais, ficando de fora da briga entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, alinhando-se ao candidato do seu partido, Eduardo Braide poderá chegar ao segundo turno cacifado para buscar apoio em outras frentes.

Em resumo, a resposta do candidato do PSD à oportuna provocação da imprensa deu bem a medida de como ele sabe o que está fazendo na corrida ao Palácio dos Leões.

Registro

Brandão anuncia restauração da Vala da Macaúba, obra que foi um desafio vencido em 120 dias por João Alberto em 1990

Carlos Brandão, entre André Campos, Duarte Jr. e Aparício
Bandeira, lança o edital da restauração da Vala da Macaúba;
João Alberto na primeira visita à Macaúba para
anunciar obra; e numa das suas visitas diárias à obra,
que concluída em 120 dias

O governador Carlos Brandão (sem partido) anunciou, na tarde de sexta-feira, um pacote de restauração e requalificação de algumas obras importantes na cidade de São Luís. Uma delas será o Canal da Macaúba, que tem papel fundamental na drenagem e esgotamento de uma ampla região no entorno da Avenida Vitorino Freire, na Areinha.

O Canal da Macaúba é uma obra emblemática, realizada em 1990 pelo Governo João Alberto, a partir de uma intensa reivindicação por parte de moradores de bairros como Codozinho, Vila Bessa e Coreia de Baixo e Caminho da Boiada, entre outras áreas. Era um tabu prometido por muitos e não realizada.

Mesmo enfrentando dificuldades financeiras e perseguição implacável do presidente Collor de Mello, que cortara todos os recursos previstos para o Maranhão, o governador João Alberto se impôs o desafio de transformar a então Vala da Macaúba, uma área residencial cortada por um canal estreito por meio do qual todo o esgoto da região era escoada, para desaguar no rio Bacanga. O projeto foi concebido para ser realizado em quatro meses, ou seja, 120 dias.

Quando João Alberto anunciou a empreitada, a região a ser beneficiada entrou numa ebulição tão intensa que contagiou a cidade. Na sua primeira visita à Macaúba, foi evidente o mal-estar dos moradores, que lhe disseram, sem meias palavras, que ali já tinham ido ministros, entre eles Mário Andreazza, governadores, senadores e deputados, todos prometendo a obra e nenhum cumpriu a promessa.

João Alberto ouviu pacientemente as duras palavras dos moradores e foi claro com eles: “Vim aqui com os técnicos, para saber o que pode ser feito a já. Se for possível, nós faremos”. Depois, anunciou que a vala da Macaúba seria feita em 120 dias, segundo o contrato que previu trabalho contínuo, dia e noite.

Ninguém acreditou. A imprensa divulgou colocando em dúvida, políticos da cidade e do estado travaram debates, foram organizadas até bolsas de aposta. Muitos iniciaram uma contagem regressiva, tornando mais difícil o desafio assumido pelo governador.

Com disposição incontida e determinação surpreendente, o governador João Alberto transformou a Macaúba num canteiro e num gabinete a céu aberto, passando pelo menos duas horas dos seus dias na obra, sem folgar em domingos, feriados ou dias santos, às vezes lá chegando no meio da madrugada. Em cada visita conversava com engenheiros, mestres de obra e operários, motivando cada um com o argumento de que a obra era urgente e que a cidade precisava dela.

Iniciada em meados de agosto, a Vala da Macaúba foi inaugurada em meados de novembro, no prazo previsto de 120 dias. A inauguração se deu com uma das maiores reuniões populares da Capital naquele período.

São Luís, 19 de Abril de 2026.

Justiça nega liminar contra CPI e Camarão se prepara para se defender atacando

Felipe Camarão tem o desafio de
se manter firme enfrentando a CPI

A decisão do desembargador Sebastião Bonfim, na tarde de quinta-feira (16) de negar liminar a mandado de segurança impetrado pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) para suspender as Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa para investiga-lo por suposta movimentação financeira “atípica”, com base em denúncia do procurador geral de Justiça Danilo Castro, causa forte dano ao projeto de candidatura do petista ao Governo do Estado, com potencial para arranhar-lhe a imagem de homem público.

O viés político sofre dura fragilização, uma vez que Felipe Camarão terá de se defender publicamente de acusações numa CPI composta predominantemente por adversários políticos, entre eles o próprio autor da proposta de criação da Comissão, deputado Yglésio Moises (PRD), de direita radical e inimigo declarado dos segmentos de esquerda, e da deputada Mical Damasceno (Republicanos), da extrema direita radical e declaradamente inimiga do vice-governador por motivos pessoais. A seu favor, apenas o deputado Rodrigo Lago (PSB).

Ninguém duvida de que, mesmo formalizada dentro das regras e fundamentada numa denúncia assinada pelo procurador geral de Justiça contra o vice-governador, será transformada num ringue de ácidos confrontos políticos, com forte e inevitável motivação eleitoreira. Pelo que vem sendo desenhado nos bastidores, o objetivo será criar uma situação que deixe o vice-governador Felipe Camarão sem condições de manter o seu projeto de candidatura ao Governo do Estado e, se possível, afasta-lo do cargo, pelo menos temporariamente, o que altera a cadeia sucessória no Poder Executivo em meio a uma crise institucional de desdobramentos imprevisíveis. Poucos acreditam que o imbróglio chegará a tanto, mas é quase unânime, entre aliados e adversários, que, se a CPI for levada à frente, os confrontos que vierem a ser travados produzirão estragos para todos os lados.

O ponto central dessa equação é o seguinte: se não conseguir barrar o processo na Justiça e tiver de comparecer para depor, o vice-governador Felipe Camarão se defenderá atacando. O que ele dirá? Ninguém sabe.

Politicamente, ser investigado por uma CPI da Assembleia Legislativa, enfrentando questionamentos sobre sua integridade no período em que foi secretário de Estado da Educação – apontado como gestor de escol, com um trabalho reconhecido como largo e inovador – não é um bom para o vice-governador Felipe Camarão. Ele sabe que, mesmo que venha dar em nada, a CPI tem potencial para embaraçar ainda mais a relação dele com o PT e dificultar perigosamente a definição do seu futuro político.

No momento, o braço maranhense do PT está rachado quase que ao meio e mergulhado numa guerra interna na qual uma banda defende a candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Palácio dos Leões, liderando a campanha do presidente Lula da Silva à reeleição, e outra que quer o PT alinhado ao governador Carlos Brandão (sem partido) apoiando a candidatura de Orleans Brandão (MDB). Todos os sinais têm sugerido que a cúpula nacional do PT e o próprio líder petista querem a candidatura do vice, mas sem romper com o governador, preservando assim uma produtiva parceria institucional com viés político. Mas nada está definido ainda.

Ainda que seja vista como um instrumento político usado pela base governista para “queimar o filme” político do vice-governador, a CPI pode criar-lhe embaraços dentro do partido. Felipe Camarão terá de fazer uma movimentação política de peso para se viabilizar o nome que, em nome da chamada esquerda moderada, liderar a campanha de Lula da Silva no Maranhão, seja como candidato a governador, seja como candidato a senador, seja como candidato a deputado federal, ou mesmo sem ser candidato.

O feriadão dispersará os envolvidos no imbróglio, funcionando também como um período de conversas longe dos holofotes. Os sinais que indicarão o futuro do vice-governador Felipe Camarão na CPI serão vistos na próxima quarta-feira (22), quando a Comissão se reunirá para escolher o presidente e o relator e iniciar, efetivamente os seus trabalhos.

PONTO & CONTRAPONTO

REGISTRO

Lula se mostra o estadista pleno quando diz que, se perder a eleição, aceitará a derrota

Lula da Silva deu uma lição de democracia
que Jair Bolsonaro não foi capaz

Indagado por jornalistas sobre como reagirá se o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer a eleição presidencial, o presidente Lula da Silva (PT) foi taxativo: “Nós temos que aceitar”. Confirma a declaração de alguns anos, quando perdeu a terceira eleição: “Não ganhei e fui para casa lamber as feridas e me preparar para a próxima”.

A reação do presidente causou muitas discussões. Uns viram nas entrelinhas da resposta sinais de insegurança do chefe da Nação quanto ao resultado, admitindo até a possibilidade de ser derrotado. Outros interpretaram em sentido contrário.

Na sua resposta, Lula da Silva mostrou ao Brasil, mais uma vez, o tamanho da sua estatura política. Um presidente candidato à reeleição jamais poderia responder a essa pergunta dizendo que sairá vencedor esmagando os outros candidatos nas urnas. Nesse aspecto, sua resposta foi a manifestação de um chefe de Estado com visão maior.

Ao afirmar que aceitará uma derrota sem discutir o resultado, o presidente Lula da Silva dá uma demonstração cabal e inequívoca de que acredita plenamente na Justiça eleitoral e, principalmente, no sistema de votação eletrônica, que ao longo de quase quatro décadas vem sendo usado e ajustado sem nunca ter sido objeto de uma denúncia consistente em relação aos resultados várias vezes as câmaras Municipais, os mais de cinco mil prefeitos, os deputados estaduais, os governadores, os senadores e os presidentes da República desde Fenando Collor em 1989.

Com a sua resposta, Lula da Silva se portou como um estadista que acredita na política, que respeita o voto popular, que defende o sistema de alternância no poder e que sabe que uma democracia vale o que o voto popular limpo, sem mácula, decidir.

O presidente mostrou, mais uma vez, ser um estadista forjado nas lutas políticas, primeiro como o líder sindical que enfrentou a ditadura, foi preso por ela, mas não se dobrou. E depois como o líder político que fundou um partido autêntico, que participou da Assembleia Nacional Constituinte como deputado federal e que perdeu as três primeiras como candidato a presidente da República, elegendo-se na quarta tentativa, em 2002, para se reeleger em 2006 e eleger Dilma Rousseff (PT) em 2014 e ajudar a reelege-la em 2018. E voltar ao comando do país em 2022, depois de ter sido criminosamente injustiçado e preso por mais de 500 dias.

Uma postura bem diferente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que passou todo o seu mandato questionando, sem prova alguma, o voto eletrônico, promover campanhas sem base contra a Justiça Eleitoral, tentou de todas as maneiras desmontar ou fragilizar as instituições, a começar pela Suprema Corte, para no final, derrotado nas urnas, fez o que todo aspirante a ditador fez: não reconheceu o resultado límpido das urnas – mas não questionou a reeleição dos filhos deputados – , cometeu a grosseria de não cumprimentar o presidente eleito e, como ficou largamente demonstrado, tramou um golpe para continuar no poder mesmo tendo sido derrotado nas urnas usando a máquina pública. O golpe só não foi consumado porque dois dos três comandantes militares se negaram a romper a ordem institucional. Seria hoje um líder respeitado se tivesse ido para casa “lamber as feridas” e se preparado para a eleição presidencial deste ano contra o próprio Lula da Silva.

Como disse recentemente o historiador Fernando Moraes, que lançou uma biografia do atual presidente, Lula da Silva está consagrado como o maior presidente da história do Brasil até aqui, com um legado muito mais amplo e rico do que o do presidente Getúlio Vargas.

Sem o cacife político de antes, Paulo Victor teria arquivado o seu projeto de ser deputado estadual

Paulo Victor teria desistido de
tentar ser deputado estadual

Não é uma informação oficial, mas os rumores que correm na Câmara Municipal de São Luís dizem que presidente do parlamento ludovicense, vereador Paulo Victor (PSB) teria mandado para o arquivo morto o seu projeto de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Fatos ocorridos do final do ano passado minaram o projeto de candidatura, de modo que ele se tornou inviável de uns tempos para cá.

A principal e decisiva rasura no projeto de candidatura foi a decisão do Supremo Tribunal Federal de fulminar o esquema de antecipação de eleição das Mesas Diretoras dos parlamentos estaduais e municipais.

Na Câmara Municipal estava em andamento o seguinte acordão: Paulo Victor anteciparia a eleição do seu sucessor para este mês de abril e apoiaria a candidatura do vereador Beto Castro, e este, por sua vez, apoiaria sua candidatura à Assembleia Legislativa. A decisão de que, a partir de agora, reeleição de presidente de parlamento só poderá ocorrer a partir de quatro meses antes da posse, que sempre acontece no dia 2 de fevereiro. Essa decisão impôs o naufrágio do projeto.

Mais expressivos surgido na vida política de São Luís, estando no terceiro mandato de presidente da Câmara em dois mandatos de vereador, Paulo Victor chegou no ápice da trajetória de um vereador da Capital nos primeiros anos de 2024, quando chegou a se lançar como pré-candidato a prefeito, tornando-se um adversário duro e agressivo do prefeito Eduardo Braide (PSD). Seu trunfo maior era o apoio do governador Carlos Brandão, que o fez secretário estadual de Cultura sem perder o cargo de presidente da Câmara.

Uma série de problemas o afastou do Palácio dos Leões, tirando dele uma grande fatia de poder. Se reelegeu vereador com mais de 12 mil votos e também presidente. Sem o cacife de antes, tentou várias manobras políticas para se manter alinhado aos Leões, entre elas o esquema para eleger o vereador Beto Castro, que seria a sua catapulta para a Assembleia Legislativa, mas tudo veio a baixo com a decisão do Supre.

A partir daí, o presidente da Câmara Municipal praticamente saiu de cena. E pelo que se sussurra nos bastidores, teria desistido de tentar ser deputado estadual.

São Luís, 18 de Abril de 2026

Bacabal comemora 106 anos sob uma gestão que a transforma em ritmo acelerado

Roberto Costa foca na educação reinaugurando,
em menos de um mês, as escolas 17 de Abril,
ontem, e Nova Bacabal e Sagrada Família,
ambas no final de março

Bacabal completa hoje 106 anos de fundação, ou seja, 38.690 dias de existência que a partir de uma fazenda se tornou município importante na geopolítica maranhense, transformada em polo da região do Médio Mearim, abrigando cerca de 110 mil habitantes. A cidade que aniversaria nesta sexta-feira é bem diferente daquela que aniversariou no ano passado e nos anos anteriores a 2025. A Bacabal de agora é um centro em movimento, ativo, efervescente e que vem justificando a sua vocação para o desenvolvimento. E o motor dessa movimentação é a gestão do prefeito Roberto Costa (MDB), que vem fazendo larga diferença no contexto dos municípios desde os primeiros momentos de 2025, com pesados investimentos em educação, saúde e infraestrutura, passando também pelos vieses econômico e cultural e alcançando fortemente a seara social.

Um exemplo do que está acontecendo na agora chamada Nova Bacabal, na área de educação, se deu na quarta-feira (15), com a reinauguração da Escola 17 de Abril, um centro educacional de 60 anos localizado no centro da cidade. Na linha do que já foi feito na maioria das escolas da rede municipal, a 17 de Abril foi objeto de uma guinada radical, à medida que a transformou numa estrutura requalificada, com seis salas de aula climatizadas, auditório, laboratório de informática, com ambiente adequado para a administração, para os professores e para os trabalhos de coordenação pedagógica. Agora, os seus 300 alunos, distribuídos em três turnos, além de receberem fardamento gratuito e alimentação adequada na unidade escolar transformada num centro educacional digno de ter sido batizada com a data da emancipação – como aconteceu recentemente com as escolas Nova Bacabal e Sagrada Família, ambas renovadas. A programação de reinauguração da 17 de Abril foi complementada pela entrega de 10 ônibus novos à comunidade escolar.

– Os investimentos que temos realizado já apresentam resultados extremamente positivos, e vamos continuar avançando – diz o prefeito Roberto Costa, com a convicção que demonstra quando fala do projeto maior da sua gestão que é criar as bases para que Bacabal venha a ser uma referência em matéria de indicadores sociais e de desenvolvimento econômico. O prefeito completa, taxativo: “A maior obra que posso realizar é garantir uma educação de qualidade, que traga perspectiva de futuro para todos”.

Na Bacabal que hoje completa 106 anos, a dinâmica que vem movimentando a educação é a mesma que desde os primeiros dias de 2023 alcançou a saúde, a infraestrutura, a prestação de serviços pela Prefeitura. Não há registro de que de lá para cá esse ritmo tenha desacelerado em algum momento, ao contrário, houve casos em que ele foi além. Jovem e com disposição diferenciada, que começa a atuar na madrugada e só termina noite alta, o prefeito Roberto Costa imprimiu na Nova Bacabal um ritmo de trabalho completamente fora do que tem sido padrão na máquina pública. Por onde de anda ali é possível deparar com máquinas cuidando da infraestrutura, seja aplicando o repondo asfalto na área urbana, seja restaurando estradas e vias no entorno da cidade e nos povoados espalhados pelos seus 1.684 quilômetros quadrados.

Esse ritmo ganhou intensidade ao longo dessa semana, com a programação da festa de aniversário da cidade. Além da reinauguração da Escola 17 de Abril, o prefeito cumpriu uma agenda que poucos cumpririam com a mesma intensidade: reuniu-se com a Guarda Municipal, a cujos integrantes entregou novo fardamento, anunciou incentivos para a agricultura familiar, viu de perto bacabalenses idosos receberem prótese dentária e terem de volta o prazer do sorriso, entre outros benefícios.

Nesse ambiente de transformação, a população de Bacabal vivencia a cidade como sede de grandes eventos, como o recente congresso de robótica e um encontro regional de jovens, por exemplo, fortalecendo a condição de polo cultural. Mais do que isso, os bacabalenses e os maranhenses mais atentos veem a cidade ganhar uma nova dimensão no cenário político estadual, à medida que, além de ser uma liderança jovem, o prefeito Roberto Costa dedica parte do seu tempo ao comando da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), que preside desde 2025, o que coloca Bacabal no epicentro do municipalismo maranhense. E como não poderia deixar de ser, também da política maranhense.

Mesmo ainda com muitos desafios pela frente, Bacabal tem muito o que comemorar neste 17 de Abril.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide e Orleans investem forte em Timon, Caxias e Codó, que juntas somam 300 mil votos

Eduardo Braide toma café na Ceasa de Timon, acompanhado do
ex-candidato a prefeito Henrique Júnior e do suplente de
deputado estadual Soldado Leite; ao lado, Orleans Brandão
em caminhada em Codó entre o prefeito
Chiquinho Oliveira e o deputado Francisco Nagib

Tem sido intensa a disputa dos pré-candidatos a governador Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) pelos votos da região Leste, especialmente no eixo formado por Timon, Caxias, e Codó, que juntos formam uma massa de mais de 300 mil votos.

Ontem, enquanto Eduardo Braide tomava café na Ceasa de Timon, iniciando uma intensa programação de reuniões no município, onde é apoiado pelo ex-prefeito Luciano Leitoa e pelo ex-candidato a prefeito Henrique Jr. (PL), Orleans Brandão desembarcava em Codó para participar das comemorações do 130º aniversário da cidade, onde é apoiado pelo prefeito Chiquinho Oliveira (PT) e pelo deputado Francisco Nagib (MDB).

Orleans Brandão vinha se movimentando intensamente ainda como secretário de Assuntos Municipalistas, mas alterou o eixo da sua pré-campanha depois que deixou o cargo.

O ritmo passou a ser ditado por Eduardo Braide, que após deixar a Prefeitura de São Luís, iniciou sua pré-campanha em Imperatriz, onde escolheu a vice Elaine Cortez (PSD), fazendo um contrapeso à presença forte do Governo na cidade e na Região Tocantina, uma situação claramente favorável a Orleans Brandão.

Para fazer o contraponto, Orleans Brandão desencadeou uma forte investida nos bairros de São Luís, onde o ex-prefeito é muito forte. Durante cinco dias, o emedebista visitou vários bairros e chegou a São José de Ribamar, onde tem o prefeito Júlio Matos (Podemos) como aliado.

Nesta sexta-feira, Eduardo Braide começa seu dia no mercado central de Caxias, onde tomará café acompanhado com seu principal aliado na Princesa do Sertão, o suplente de deputado federal e ex-candidato a prefeito Paulo Marinho Jr. (PL). Apoiado pelo prefeito Gentil Neto e seu grupo e por parte do Grupo Coutinho, Orleans Brandão já esteve várias vezes na cidade, onde anunciou e inaugurou obras.

Enquanto Eduardo Braide e Orleans Brandão avançam nesse xadrez pelos municípios, Lahesio Bonfim (Novo) continua peregrinando por municípios da região central do estado e também investindo em vídeos provocadores. Há quem diga que ele está planejando uma investida em São Luís. Como fez em 2022 e engoliu o senador Weverton Rocha (PDT).

Aumentam as expectativas em relação ao futuro de Iracema Vale

Iracema Vale entre o defensor público-geral
Gabriel Furtado, e a deputada Ana do Gás,
ao receber homenagem, ontem, em sessão
solene comemorativa aos 25 anos
da Defensoria Pública do Maranhão

Pergunta que não quer calar: qual será o caminho da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB) nas urnas? Candidata à reeleição? Vai disputar o Senado? Entrará na briga por cadeiras na Câmara Federal? Ou será candidata a vice-governadora formando chapa “puro sangue” do MDB?

Até o final da semana passada, o meio político vivia com a certeza de que ela não será candidata à reeleição, mas ao longo da semana essa hipótese voltou a ser admitida na bolsa das especulações. Sobre a possibilidade de disputar mandato de deputada federal, ela continua em aberto, embora poucos acreditem que a presidente tenha interesse na ponte aérea Brasília/São Luís/ Brasília, além do mais, sua entrada nessa seara colocará aliados em situação complicada, como o deputado Aluísio Mendes (Republicanos), por exemplo.

A hipótese de vir a ser candidata ao Senado parece descartada, a começar pelo fato de que o seu pré-candidato a governador e presidente do MDB Orleans Brandão declarou, em duas entrevistas na semana passada, que os dois nomes da aliança para o Senado são o senador Weverton Rocha (PP) e André Fufuca (PP).

Finalmente, a hipótese de a deputada Iracema Vale vir a ser candidata a vice-governadora vem ganhando força nos bastidores da aliança governista, embora não tenha havido até agora nenhuma manifestação de peso sobre o assunto.

Ela própria, que vem realizando uma intensa ação política, nada falou até aqui, a não ser colocando o seu destino nas mãos do grupo e de Deus.

São Luís, 17 de Abril de 2026.

Na penúltima sessão da atual gestão, Tribunal de Justiça compõe Órgão Especial em clima de tensão

Froes Sobrinho comandou penúltima sessão antes
de passar o bastão para Ricardo Duailibe

Em meio à turbulência causada pelo afastamento de cinco desembargadores e de mais de uma dezena de juízes, todos acusados de vários crimes, entre eles o mais grave da seara do Judiciário, a venda de sentenças, o Tribunal de Justiça concluiu ontem a nova composição do Órgão Especial, que reúne 24 dos 36 atuais desembargadores. Foi a penúltima sessão do Tribunal Pleno comandada pelo atual presidente, desembargador Froes Sobrinho, nos últimos dois anos. Ele passará o bastão para o seu sucessor, desembargador Ricardo Duailibe, presidente eleito no início de fevereiro e que assumirá o comando efetivo do Poder Judiciário estadual em sessão solene no próximo dia 24.

A sessão de ontem confirmou o clima tenso que vem dominando há tempos a cúpula do Poder Judiciário do Maranhão, que pela segunda vez em dois anos teve sua sede “visitada” pela Polícia Federal em busca de provas contra desembargadores, no caso Antônio Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior, suspeitos de comandar uma organização criminosa nas entranhas da máquina judiciária maranhense. Isso sem falar na manutenção de R$ 2,6 bilhões de créditos judiciais no Banco Regional de Brasília (BRB), que corre o risco de naufragar por conta das suspeitíssimas transações com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central por ser um antro falcatruas. Essa aplicação tem sido tema de ácidas discussões no plenário da Corte.

Penúltima da gestão do desembargador Froes Sobrinho – que só comandará ainda a sessão da próxima quarta-feira (22), a sessão desta quarta-feira (15) concluiu a nova composição do Órgão Especial, que é formado pelos 11 desembargadores mais antigos, que são cativos; pelo presidente, vice-presidente, corregedor-geral da Justiça e corregedor-geral do Foro Extrajudicial, que são fixos, e por 10 desembargadores eleitos pelo voto secreto no Tribunal Pleno, que é formado por 36 membros. Essa composição deveria ter sido realizada em fevereiro, mas uma série de obstáculos e divergências, incluindo um pedido de vista, arrastaram a definição até ontem.

Atualmente, são cinco desembargadores afastados por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sendo substituídos por juízes de quarta entrância: além de Guerreiro Júnior e Luiz Belchior, estão suspensos pelas mesmas suspeitas Nelma Sarney, Marcelino Weverton e Luiz Gonzaga Almeida Jr.. Nos bastidores do Poder Judiciário ninguém acredita que algum deles reassumirá sua cadeira no colégio de desembargadores na condição de julgador. A tendência é no sentido da aposentadoria compulsória, com o risco de perderem tudo e serem mandados para casa sem nada, como mandam as novas regras, que mandaram para o espaço a aposentadoria remunerada como “punição” para magistrado faltoso.

É de tensão clima nos gabinetes do Palácio da Justiça Clóvis Bevilácqua. As discussões ásperas ocorridas nas sessões plenárias da Corte, muitas delas causadas por duras críticas ao presidente Froes Sobrinho, mostram com clareza que o colégio de desembargadores está dividido em dois grupos que se digladiam. Esse ambiente ficou mais evidente com a eleição do desembargador Ricardo Duailibe para a presidência, quebrando o sistema de rodízio em que a vez seria do desembargador José Luiz Almeida, magistrado de carreira e um dos quadros mais qualificados da magistratura maranhense.

O desembargador Ricardo Duailibe assumirá a presidência do Poder Judiciário do Maranhão em meio a uma crise que tem várias pontas. Seu primeiro e maior desafio será restaurar, até onde for possível, um clima de convivência distensionado, mesmo sabendo que as diferenças vão continuar gerando tensões aqui e ali. Advogado da área trabalhista e empresário bem sucedido do ramo imobiliário, Ricardo Duailibe tem perfil conciliador, o que poderá facilitar a missão que assumirá no dia 24, quando se tornará presidente em sessão solene.

(É provável que, por ser uma sessão de despedida, na qual o presidente Froes Sobrinho dirá adeus ao cargo e retornará à planície, o clima seja de cordialidade).

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão confirma que conversou “rapidamente” com Lula, mas não falou em definição

Carlos Brandão ficou próximo de Lula da Silva
no ato de posse de José Guimarães

Não houve qualquer decisão relacionada com a corrida sucessória no Maranhão na conversa entre o governador Carlos Brandão (sem partido) com o presidente Lula da Silva (PT), na posse do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, em Brasília.

– Conversei rapidamente (com o presidente). Não foi uma audiência – disse o governador Carlos Brandão à Coluna no início da madrugada desta quinta-feira. O mandatário maranhense nada acrescentou a essa informação, dando a entender que, se houve uma conversa decisiva, ainda que rápida, essa terá de ficar sob sete chaves, mas se nada foi dito de conclusivo ou com o poder de gerar expectativas, tudo continua como está.

Por outro lado, produziu ecos no meio político a presença de Orleans Brandão (MDB) em Brasília e da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), na posse do novo ministro. Teve a força de impacto no entorno do vice-governador Felipe Camarão, que além de não ter ido a Brasília, está mergulhado numa queda de braços com a CPI criada no parlamento estadual para investiga-lo.

Se não produziu resultados políticos práticos, a ida de Orleans Brandão ao ato no Palácio do Planalto causou a impressão de que o governador Carlos Brandão continua na sua ofensiva de buscar uma conciliação agora com a pré-candidatura de Orleans Brandão tornada irreversível, assim como sua decisão de permanecer no cargo abrindo mão de ser senador.

Além disso, a presença do governador e seu sobrinho pré-candidato a governador em Brasília sugere que a decisão do Planalto dificilmente será a de rompimento com o atual ocupante do Palácio dos Leões.      

Credenciado como ex-prefeito e ex-presidente da Famem, Bigu Oliveira assume a articulação política dos Leões

Bigu de Oliveira é o novo
articulador dos Leões

Ao nomear o ex-prefeito de Santo Antônio dos Lopes, Emanuel Lima de Oliveira, mais conhecido como Bigu de Oliveira, para comandar a Secretaria de Estado de Articulação Política, o governador Carlos Brandão (sem partido) reforça um dos mais fortes vieses do seu Governo. E a escolha atendeu a dois fatores importantes: a experiência política do ex-prefeito e o conhecimento que ele detém da seara municipalista como ex-presidente da Famem.

O novo secretário já vinha exercendo o cargo de subsecretário de Articulação Política e não terá qualquer dificuldade para comandar a pasta, mesmo num momento politicamente intenso como agora.

Durante quase todo o Governo dirigida pelo ex-deputado estadual e ex-prefeito de Matões Rubens Pereira, considerado um “ás” nesse tabuleiro, mas que entrou em rotas de colisão com o governador Carlos Brandão e teve de entregar o cargo. Rubens Pereira foi substituído pelo advogado Júnior Viana, que fora subchefe da Casa Civil e de onde saiu para assumir a pasta e logo em seguida se deixa-la para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Com Bigu de Oliveira à frente da Articulação Política, o governador Carlos Brandão mantém a política como uma das prioridades do Governo, mantendo sintonia fina com parte expressiva da classe política. É isso que explica o diálogo que mantém com os 11 partidos que fazem parte da aliança governista. Em relação aos prefeitos, Bigu não encontrará obstáculos, primeiro porque já foi prefeito de um município de médio porte, e depois porque presidiu a Famem por vários meses.

A empolgação com que ele assumiu o comando da pasta indica que Bigu de Oliveira pretende intensificar ao máximo as articulações para manter o Palácio dos Leões em boa convivência com a classe política, numa relação que alcança os partidos políticos. Principalmente na ciranda que vai desaguar nas eleições de outubro.

São Luís, 16 de Abril de 2026.

Brandão leva Orleans ao Planalto na posse de ministro; presença deixa aliados e adversários sob forte expectativa

Carlos Brandão e José Guimarães entre Orleans Brandão,
Miltinho Aragão e Iracema Vale no Palácio do Planalto

A presença do governador Carlos Brandão (sem partido), ontem, em Brasília, acompanhado do pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, por ele apoiado, e da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (filiada há pouco ao MDB), depois de uma paquera forte com o PT), na posse do deputado federal cearense José Guimarães (PT) como ministro das Relações Institucionais, pode até não produzir uma reviravolta na tendência do comando nacional do PT e no próprio presidente Lula da Silva (PT) por uma candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), mas com certeza causou forte impacto das duas searas. De um lado, reforçou o clima de instabilidade no entorno do vice-governador, e de outro, animou segmentos alinhados ao governador Carlos Brandão, que temem um posicionamento do PT contra a pré-candidatura de Orleans Brandão, causando um racha político monumental no Maranhão.

Para começar, a presença dos três no Palácio do Planalto para o ato de posse do ministro causou grande surpresa nos meios políticos maranhenses. A começar pelo fato de que alguns rumores, mesmo inconsistentes e nitidamente armados com má fé política, foram espalhados para passar a ideia de afastamento do Palácio dos Leões do Palácio do Planalto. E depois, e principalmente, com a demora do PT maranhense de tomar uma posição, principalmente depois que líderes nacionais do partido disseram e repetiram que a tendência da agremiação é confirmar o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão. Isso depois de duas conversas do governador Carlos Brandão com o presidente Lula, ambas sem desfecho conclusivo.

A ida do governador Carlos Brandão ao Palácio do Planalto, acompanhado de Orleans Brandão e Iracema Vale sugere várias interpretações, mas a principal delas é a de que algum tipo de canal foi aberto para a retomadas das conversas com a cúpula nacional do PT sobre a corrida sucessória. Do contrário, o mandatário maranhense dificilmente se deslocaria para Brasília acompanhado do seu pré-candidato a governador e da presidente do Poder Legislativo sem um motivo político que, de fasto, valesse a pena. A posse do novo ministro das Relações Institucionais é, sem dúvida, um fato político importante para essa seara, à medida que ele pode atuar como um canal para a interlocução do comando do PT e do próprio presidente da República com o governador sobre sucessão no Maranhão.

O que está posto é o seguinte: o vice-governador Felipe Camarão, que representa uma parte do PT maranhense e o grupo que foi ligado ao então governador Flávio Dino, hoje ministro da Suprema Corte, acusa o governador Carlos Brandão de romper um acordo pelo qual ele seria o candidato grupo à sua sucessão. O governador Carlos Brandão, por sua vez, diz que não houve acordo algum, e argumenta as suas divergências com o grupo ligado ao ministro Flávio Dino levaram ao rompimento, daí a sua decisão de lançar Orleans Brandão candidato à sua sucessão, abrindo mão de concorrer ao Senado. De uma meses para cá a crise se agravou e o rompimento se consumou. O governador Carlos Brandão lançou tornou irreversível o projeto de candidatura de Orleans Brandão, enquanto Felipe Camarão apostou alto num posicionamento do PT e do presidente, que não veio até agora, o que vem fragilizando o seu projeto.

Não há dúvida de que o governador Carlos Brandão e a deputada-presidente Iracema Vale foram formalmente convidados para a posse do novo ministro das Relações Institucionais, e a participação deles no ato seria naturalíssima. A companhia do pré-candidato Orleans Brandão, porém, mudou todo sentido da presença do governador, ontem, em Brasília. Carlos Brandão tem articulado no sentido de convencer o PT e o presidente Lula da Silva de que esse caminho é irreversível, já que o vice-governador não quis renunciar para se candidatar a deputado federal e ao Senado. Ou seja, a essas alturas, uma mudança de cenário seria muito difícil, mesmo sendo a política espantosamente imprevisível.

Se o clima no Palácio do Planalto foi, de fato, o mostrado na imagem com o ministro José Guimarães, pode-se especular que a algo em andamento. Se não, permanece a tendência pró-Felipe Camarão.

PONTO & CONTRAPONTO

Ministério Público: Eduardo Nicolau vai concorrer à lista tríplice num confronto direto com Danilo Castro

Eduardo Nicolau vai disputar comando do MPE
com Danilo Castro, que quer a reeleição

O procurador de Justiça Eduardo Nicolau surpreendeu ontem o universo institucional do Maranhão, em especial o Poder Judiciário, ao anunciar que vai se inscrever para a lista tríplice por meio da qual promotores e procuradores escolherão os três nomes dentre os quais o governador Carlos Brandão escolherá e nomeará o novo chefe do Ministério Público. O atual PDG, Danilo Castro, deve ser candidato a novo mandato, como vem sendo “tradição” no MP estadual.

Feito por meio de uma mensagem dirigida a promotores e procuradores, o movimento de Eduardo Nicolau é revelador de que o MPE está mergulhado numa crise interna. Um dos motivos que ele alega para tentar voltar ao comando do Ministério Público é a percepção de que o MPE “atravessa um momento que exige reflexão, união e fortalecimento institucional, especialmente quanto à preservação da sua isenção, independência e credibilidade na sua missão constitucional de defesa da sociedade e da cidadania”.

O argumento atinge direta e francamente o atual PGJ, que deve ser candidato a novo mandato. Eduardo Nicolau, que foi procurador geral de Justiça por dois mandatos consecutivos, entre (2019 A 2023), se lança exatamente para quebrar essa “tradição”, por indicar problemas na atual gestão.

O ex-PGJ se dispõe a entrar na disputa de Um Ministério Público em crise, que foi aguçada e veio à tona e que foi aguçada com o explosivo vazamento de uma ação, que corria sob sigilo judicial, por meio da qual o PGJ Danilo Castro pedia o afastamento do vice-governador Felipe Camarão (PT), apontado como suspeito de movimentação financeira “atípica”. O vazamento foi logo apontado como uma armação para atingir o vice-governador, tendo Danilo Castro sido acusado de participar do suposto conluio, suspeita que ganhou força porque ele não conseguiu explicar como o vazamento foi possível.

O fato é que o simples lançamento de Eduardo Nicolau para disputar o comando do Ministério Público foi suficiente para indicar que, por conta da força das correntes que ali atual, a sucessão do comando da instituição se torna imprevisível.

Eliziane atua para ganhar o apoio da militância petista na sua corrida à reeleição

Avalizada por Lula da Silva,
Eliziane Gama busca o apoio da militância do PT

Convidada pelo presidente Lula da Silva para ingressar no PT, fazendo questão de abonar sua ficha, a senadora Eliziane Gama tem agora um longo e desafiador trabalho pela frente: mobilizar a militância petista em torno da sua candidatura à reeleição.

Inicialmente, tudo indicava que o PT não lançaria candidato ao Senado no Maranhão. Se a aliança fosse mantida e o vice-governador fosse candidato a governador, como o partido acreditava antes do racha, o caminho os petistas provavelmente pulverizariam sua força apoiando o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-ministro André Fufuca (PP). Filiada ao PSD, Eliziane Gama seguiria o mesmo rumo de ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo, mas ela foi tratada com silêncio por ele e com hostilidade pelo seu irmão, o deputado Fernando Braide (PSB).

De volta ao PT depois de muitos anos, a senadora Eliziane Gama começa a trabalhar para ganhar o apoio da militância, certa de que seu nome ganha reforça dentro do partido. Com o aval de Lula da Silva, sua candidatura à reeleição deve se consolidar e se transformar numa prioridade petista no Maranhão.

Com esse suporte, Eliziane Gama avalia que terá cacife para brigar, de fato, por uma das cadeiras, podendo permanecer por mais oito anos na Câmara Alta.

São Luís, 15 de Abril de 2026.

Braide, Orleans, Bonfim e Enilton avançam em pré-campanhas aos Leões e aguardam definição de Camarão

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Enilton Rodrigues
em pré-campanha e aguardando a definição de Felipe Camarão

Ainda que o quadro esteja incompleto com a indefinição do PT em relação ao futuro do vice-governador Felipe Camarão, e o PSTU preparando o lançamento do seu nome, a corrida ao Palácio dos Leões já em pleno movimento, com os pré-candidatos Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Lahesio Bonfim (Novo) e Enilton Rodrigues (PSOL). Os movimentos iniciais indicam que a disputa será dura, principalmente entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, que terão, cada um no seu campo, de defender das investidas de Lahesio Bonfim, que já começa a dar sinais de que pretende ser a palmatória verbal desse grande teste eleitoral. A semana que passou sinalizou nessa direção, com Eduardo Braide incursionando no interior, Orleans Brandão investindo forte na Capital e Lahesio Bonfim correndo municípios e disparando vídeos na direção dos dois.

A semana foi marcada pela estreia do agora ex-prefeito Eduardo Braide no interior, atravessando mais do que o Estreito dos Mosquitos, mas cortando todo o estado para dar a largada em Imperatriz, a 626 km de São Luís, onde escolheu sua vice, Elaine Cortez (PSD), formando chapa “puro sangue”. Dali foi para Balsas, Açailândia e Campestre. Retornou a São Luís anunciando agenda em Timon e outros municípios na próxima semana. O entorno de Eduardo Braide comemorou a estreia dele na corrida, reforçando uma perspectiva de vitória nas urnas, mas com a preocupação moderada de evitar o já ganhou a seis meses das eleições. O pré-candidato do PSD continua liderando as preferências, segundo as mais de 40 pesquisas divulgadas até agora.

Depois de percorrer o estado como secretário de Assuntos Municipalistas, oportunidade que transformou em argumento de pré-campanha, Orleans Brandão fez o contraponto: investiu pesado em São Luís, buscando aproximar-se do eleitorado da Capital, que é independente e tende a apoiar massivamente o ex-prefeito. Avançou na Ilha visitando São José de Ribamar, num processo que o levará até a Raposa, segundo fonte a ele ligada. Na avaliação de aliados, o emedebista tem de melhorar o seu potencial eleitoral na região metropolitana de São Luís. Nos bastidores governistas, Orleans Brandão estaria pensando na escolha de um vice da Capital.

Lahesio Bonfim começou sua marcha do interior para a Capital. No bojo da sua pré-campanha No momento, ele centra sua pré-campanha divulgando vídeos provocadores nas redes sociais, sendo o mais recente uma provocação claramente dirigida ao prefeito Eduardo Braide, com quem tenta se medir como prefeito de São Pedro dos Crentes. Apontado pelas pesquisas como terceiro colocado, o pré-candidato do Novo tenta desgastar o pré-candidato do PSD, mesmo sabendo que para chegar a ele tem pela frente o pré-candidato do MDB, que vem se consolidando como o adversário de Eduardo Braide no que parece ser uma tendência de polarização da disputa.

Enilton Rodrigues foi escolhido candidato a governador depois que o PSOL desistiu de fazer uma federação com o PT no plano nacional, que empacou por causa da situação em São Paulo. Se a aliança tivesse sido firmada, o braço maranhense do PSOL seguiria o rumo que fosse definido, podendo apoiar Felipe Camarão ou até mesmo Orleans Brandão. O fracasso da tentativa de firmas a aliança levou o PSOL maranhense a optar pela candidatura própria.   

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Enilton Rodrigues acompanham os movimentos do vice-governador Felipe Camarão, que aguarda definição do PT e do presidente Lula da Silva em relação ao seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões. A equação é complexa porque parte PT maranhense permanece inclinado a manter alinhamento com o governador Carlos Brandão (sem partido) em torno da candidatura de Orleans Brandão, enquanto o próprio Felipe Camarão tem falado na possibilidade de ele e o chamado grupo dinista, concentrado no PSB, alinhavarem um acordo eleitoral com Eduardo Braide. Uma definição pode sair a qualquer momento.

PONTO & CONTRAONTO

Brandão mantém rotina intensa com expedientes nos Leões, inaugurações e conversas políticas

Ao lado do prefeito de Alcântara Nivaldo Araújo (óculos)
e entre políticos da Baixada, Carlos Brandão comanda
a carreata de 80 km que reinaugurou a MA-106

Em meio aos primeiros movimentos da pré-campanha à sua sucessão, à repercussão da sua decisão de permanecer no cargo abrindo mão de disputar o Senado, e ainda aos rumores já batidos sobre o seu possível afastamento, o governador Carlos Brandão (sem partido) tem mantido inalterada a sua intensa rotina de trabalho. Ao longo das semanas, ele tem dividido o seu tempo entre despachos com secretários e audiências no Palácio dos Leões e viagens ao interior para inaugurar e ainda lançar obras. No plano político, o governador tem atuado para consolidar a aliança governista em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB).

No sábado, acompanhado de líderes políticos da região, o governador liderou uma animada festa de entrega na Baixada Ocidental, que consistiu numa carreata de 80 quilômetros para reinaugurar a MA-106, que liga o Terminal Hidroviário do Cujupe, no município de Alcântara, ao município de Pinheiro. Construída no Governo de Epitácio Cafeteira, nos anos 80 do século passado, foi reconstruída, com nova camada de asfalto, meio-fio e sinalização. Sua requalificação consolida a sua condição de braço rodoviários essencial para a integração da Baixada Ocidental ao resto do mundo, a começar por São Luís.

No momento, o governador Carlos Brandão está promovendo os ajustes na sua equipe, por causa da saída de quase duas dezenas de auxiliares que deixaram seus cargos para participar das eleições, entre eles Orleans Brandão, que ocupava o cargo de secretário de Assuntos Municipalistas, tendo sido uma espécie de braço direito do chefe do Poder Executivo.

No campo político, o mandatário maranhense tem se dedica muito do seu tempo a articulações para consolidar a aliança partidária. No momento, por exemplo, ele se movimenta para atrair o PT para a base governista em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão, bem como acertar os ponteiros em relação à disputa para o Senado.   

Vice-governador aguarda decisão política e medida judicial que podem definir o seu futuro

Felipe Camarão diz que está
sendo vítima de uma armação

Os próximos dias serão complicados e decisivos para o vice-governador Felipe Camarão nos campos político e judicial. No primeiro ele deve intensificar as articulações para ser o candidato do PT ao Governo do Estado, e no segundo, inicia guerra na Justiça contra a CPI da Assembleia Legislativa criada para investigar denúncia do Ministério Público sobre supostas movimentações financeiras atípicas.

Em relação à posição do PT sobre o seu futuro político, Felipe Camarão mantém o seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões, invocando a sua condição de “candidato natural”. O problema é que o PT do Maranhão continua dividido, com parte expressiva inclinada por uma aliança com Orleans Brandão (MDB) e outra alinhada ao vice-governador.

Felipe Camarão tem até aqui o aval do comando nacional do PT, que vem dando sinais de que não quer a aliança com o MDB, e o próprio presidente Lula da Silva, que não quer que o racha Dino/Brandão o alcance, mas está inclinado a apoiar a decisão do partido em relação a Felipe Camarão, que pode vir a ser candidato a governador ou a senador, ou ainda a deputado federal. Ou poderá cumprir seu mandato até o final e voltar ao seu posto de procurador federal no Maranhão.

No que diz respeito à CPI, cujos membros já foram nomeados pela Mesa Diretoras da Assembleia Legislativa com base nas indicação dos blocos parlamentares, com ampla maioria de deputados adversários e que será instalada na próxima terça-feira (14), o foco do vice-governador agora é suspende-la na Justiça, e para tanto já bateu às portas do Tribunal de Justiça com um mandado de segurança. Há menos de duas semanas, ele obteve do Tribunal Superior de Justiça medida liminar para suspender a tramitação no Tribunal de Justiça da ação na qual o procurador geral de Justiça, Danilo Castro pede o seu afastamento do posto de vice-governador. Felipe Camarão nega a acusação e aponta o PGJ como parte de uma trama para ataca-lo.

Ou seja, serão dias intensos, com desdobramentos imprevisíveis.

São Luís, 12 de Abril de 2026.

Extinção da bancada do Podemos em São Luís arranha a posição de Fábio Macedo no partido

Fábio Macedo – entre Fábio Filho, Wendell
Martins e Raimundo Júnior – pode ter posição
fragilizada no Podemos; embaixo: Matheus
do Beiju, Severino Sales e Josélia Rodrigues
a caminho da Câmara de São Luís

A cassação dos vereadores Fábio Macedo Filho, Wendel Martins e Raimundo Júnior, do Podemos, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), na última quinta-feira, além de abrir três vagas na Câmara Municipal de São Luís, teve efeito bombástico no braço maranhense do partido, atingindo fortemente o seu presidente regional, deputado federal Fábio Macedo. Os cassados ainda têm o direito de recorrer ao próprio TRE, e se não obtiverem sucesso, poderão buscar uma tábua de salvação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E pelo anunciou ontem o vereador Fábio Macedo Filho, orientado pelo pai, o Podemos tentará reverter a decisão, que, vale informar, cassou toda a chapa de candidatos do Podemos à Câmara Municipal de São Luís na eleição de 2024.

A cassação dos vereadores do Podemos na Câmara de São Luís teve como fundamento uma denúncia, confirmada, de que a direção do partido enxertou na relação de candidatos a vereador algumas candidaturas femininas, que na verdade não teriam interesse algum na disputa. Seriam “laranjas”, o que é crime eleitoral gravíssimo e que já derrubou uma penca de mandatos em muitas cidades em diferentes regiões do País. No entendimento da Justiça Eleitoral, essas pessoas figuraram na lista de candidatos sem serem, na verdade, candidatas.

Se a cassação for confirmada – o que é o mais provável pelo fato de sido uma decisão unânime do TRE-MA, Fábio Macedo Filho, Wendell Martins e Raimundo Júnior terão de limpar as gavetas e deixar o Palácio Pedro Neiva de Santana. A decisão não tem, ainda, efeito suspensivo, os vereadores recorrerão ao TRE exercendo o mandato. Se perderam terão de ir para casa, abrindo caminho para a posse dos suplentes Josélia Rodrigues (Democracia Cristã), Matheus do Beiju (PL) e Severino Sales (PSD), que ganharão mais de dois anos de mandato. Nesse caso, o plenário da Câmara Municipal de São Luís ganhará uma nova configuração.

A palavra final da Justiça Eleitoral, que pode ser a do TRE-MA rejeitando eventual recurso e confirmando a cassação. Nesse caso, os cassados terão o direito de recorrer ao TSE, mas agora sem mandato, portanto fora da Câmara Municipal. No âmbito da especulação com base em avaliação de quem entende do riscado, o TRE dificilmente derrubará uma decisão unânime tomada por ele próprio. E de acordo com a tradição, o TSE não costuma desfazer uma decisão unânime do TER com base na sentença de um juiz de base, como foi o caso.

Se confirmada, a provável extinção da bancada do Podemos na Câmara Municipal de São Luís será, se confirmada, uma pancada sem medida na posição do deputado federal Fábio Macedo, o seu presidente no Maranhão, a começar pelo fato de que um dos cassados. Fábio Macedo Júnior, é seu filho, que pode ter sua carreira interrompida pelo que há de pior e mais grave na política além da compra de votos. E a suspeita recai exatamente sobre o parlamentar, que poderá enfrentar problemas com a cúpula nacional do partido.

Começa com o fato de que, ao contrário de outros partidos, como o PP e o Republicanos, MDB e PSD, por exemplo, o Podemos teve um desempenho fraco nas articulações para atrair filiados de peso na fase da janela partidária. Entre os nomes que atraiu, o presidente Fábio Macedo exibiu a filiação do ex-deputado Ricardo Murad, que não é o político poderoso de outros tempos, como uma grande conquista para o partido. Tudo indica que o seu objetivo foi montar um partido para atender ao seu projeto de reeleição.

Em Tempo: se a queda da bancada do Podemos na Câmara Municipal de São Luís for confirmada, como está previsto, uma ascensão justa será a do suplente Severino Sales, que há muito vem batalhando para ocupar um lugar na política da Capital

PONTO & CONTRAPONTO

Esmênia fará mudanças na equipe, mas deve manter Azzolini na Fazenda e Cirineu na Seplan

Esmênia Miranda deve manter
Jesus Azzolini e Simão Cirineu,
que somam experiência e eficiência

A prefeita Esmênia Miranda (PSD) começa a fazer os ajustes naturais na equipe que vai comandar pelos próximos dois anos e nove meses. Mas de acordo com uma fonte com trânsito no Palácio de la Ravardière, dificilmente ela mudará o comando de duas pastas: Fazenda e Planejamento.

Sob o comando de Jesus Azzolini, a Secretaria de Fazenda foi fundamental para dar à gestão Eduardo Braide a estabilidade financeira que alcançou e permitiu que o prefeito realizasse uma programação de obras de grande envergadura. Conhecedor profundo da estrutura tributária do Maranhão, Jesus Azzolini conseguiu dinamizar a máquina arrecadadora da Prefeitura de São Luís.

Já a Secretaria de Planejamento, comandada por Simão Cirineu Dias foi o ponto-chave do equilíbrio fiscal da Prefeitura da Capital. Com a experiência de planejamento nas searas da União e de estados como Minas Gerais e Maranhão, Simão Cirineu deu à gestão de Eduardo Braide um planejamento correto de gastos. A bolada de R$ 1,6 bilhão em obras anunciadas pelo prefeito antes da renúncia foi o resultado o planejamento comandado por Simão Cirineu.

Vale lembrar que foi exatamente a dupla que tirou o Governo de José Reinaldo Tavares do buraco financeiro e do desequilíbrio fiscal, permitindo que o então governador entregasse ao seu sucessor, Jackson Lago, um estado com equilíbrio fiscal, que traduzindo significa não poder gastar mais do que se arrecada.

Escolhido relator, Weverton defenderá a indicação de Jorge Messias para o Supremo

Weverton Rocha: relator
escolhido por Davi Alcolumbre

O senador Weverton Rocha (PDT) foi escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), para ser o relator da indicação, pelo presidente Lula da Silva (PT), do advogado geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aberta há seis meses com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

A escolha do senador pedetista chama a atenção pelo fato de ter sido exatamente ele o escolhido para relatar a indicação do então senador Flávio Dino (PSB), que assumiu a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski.

A exemplo do que aconteceu em relação a Flávio Dino, que teria sido apanhado de surpresa, o relatório do senador Weverton Rocha será plenamente favorável à indicação do advogado geral da União. E será, como da vez passada.

Não se nega que o relator tem papel institucionalmente importante. Mas em caso indicação para vaga no Supremo Tribunal Federal, o relatório perde peso à medida que nenhum senador o lerá com interesse profundo para definir se votará a favor ou contra.

Nesse caso, o que vale mesmo são as articulações que o próprio indicado faz para conseguir os 41 votos necessários para garantir a vaga. Isso porque escolha de ministro é uma decisão política, principalmente quando se tem uma oposição forte como é a atual na Câmara Alta.

Nos bastidores do Congresso Nacional corre que se a indicação fosse votada agora, com o voto a favor ou contrário do relator, Jorge Messias seria aprovado com mais de 50 votos. Vale lembrar que a oposição bolsonarista fez de tudo para derrotar a indicação de Flávio Dino, mas ele venceu por 47 votos em dezembro de 2023.

São Luís, 11 de Abril de 2026.

Enquanto Braide abre pré-campanha em Imperatriz e Balsas, Orleans se move para ampliar espaço na Ilha

Enquanto Eduardo Braide escolhia sua vice, Elaine Cortez,
em Imperatriz, Orleans Brandão incursionava em
bairros de São Luís, como o Bairro de Fátima

A fase prévia da corrida ao Palácio dos Leões pelo menos até aqui, está sendo um embate entre o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, pré-candidato do PSD, e o ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, pré-candidato do MDB. Não se trata de um confronto verbal, de um “bateu, levou” ácido, mas de um jogo de estratégia de caráter geopolítico com propósito eleitoral. Enquanto Eduardo Braide decidiu dar a largada da sua pré-campanha em Imperatriz, por muitos vista como uma base política governista, Orleans Brandão vem fazendo uma espécie de contrapeso deflagrando uma agenda intensa exatamente na região metropolitana de São Luís, que é a principal base de Eduardo Braide, começando com uma visita ao populoso e politizado Bairro de Fátima.

Eduardo Braide avaliou com precisão que Imperatriz e a Região Tocantina receberam atenção forte do Governo Carlos Brandão e que, como secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão semeou ali sementes eleitorais, além de contar com o apoio declarado do prefeito Rildo Amaral (PP). E essa foi uma das razões que o levaram a escolher a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD) como vice, firmando de cara uma aliança com uma banda expressiva do empresariado, que tem muito pelo na região, onde tem também o apoio de Maria Carvalho, uma liderança emergente na seara da direita.

O fato de seguir dali para Balsas confirmou essa estratégia. Ali, onde o prefeito Alan da Marisol (PRD) declarou apoio ao pré-candidato do MDB, o ex-prefeito de São Luís foi recepcionado e ciceroneado pelo ex-prefeito Eric Silva, uma liderança forte de centro-esquerda, que deixou o PDT e migrou para o PSD, junto com a esposa, a deputada Viviane Silva, que também migrou para o PSD. As imagens divulgadas da reunião de Eduardo Braide e seus apoiadores na Câmara Municipal de Balsas indicam uma aliança que pode produzir expressivos resultados eleitorais.

Em São Luís, Orleans Brandão iniciou uma grande movimentação com o objetivo de se aproximar da massa eleitoral concentrada nos grandes bairros, onde é sabido que Eduardo Braide tem bases sólidas, como indicaram todas as suas eleições e pesquisas que investigaram as tendências do eleitorado da Capital. Ele começou no Bairro de Fátima, levado pelo vereador Beto Castro (Avante), seu aliado de primeira hora. Entre outros compromissos, Orleans Brandão esteve em São José de Ribamar, onde também é forte a presença política do ex-prefeito de São Luís. Por onde passou até ontem, o pré-candidato do MDB exibiu sorriso de satisfação.

Durante a semana, Orleans Brandão concedeu duas entrevistas, uma à TV Difusora, onde reafirmou do seu projeto de candidatura, se mostrou otimista com o resultado das urnas, e outra ao podcast NuBlog, do blogueiro Marcelo Vieira, na qual também se mostrou confiante.

O fato é que, a julgar pelas informações colhidas de diferentes fontes, Eduardo Braide se mostrou entusiasmado com sua incursão de pré-campanha nos epicentros das regiões Tocantina e Sul, onde pretende disputar com o emedebista. Por sua vez, com o material que divulgou, Orleans Brandão causou a impressão de que está confiante de que pode disputar a eleição em São Luís. A semana dos dois pré-candidatos reforçou a tendência de polarização. Eduardo Braide vem dando todas as indicações de que vai para a briga no voto a voto em todos os rincões embalado pelo favoritismo mostrado até aqui pelas pesquisas, enquanto Orleans Brandão e seu grupo parecem determinados a mudar esse cenário.

Nesse contexto, vale a informação de que Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo, está se organizando para tentar salvar o seu capital eleitoral em Imperatriz, onde foi o mais votado em 2022, pretendendo também investir em São Luís. Valem também rumores de que o vice-governador Felipe Camarão pode ser lançado candidato pelo PT. São Luís pode esquentar ainda mais.

PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia nomeia membros de CPI que investigará denúncia do PGJ contra o vice-governador

Felipe Camarão:
alvo de CPI na AL

A Assembleia Legislativa definiu ontem a composição da CPI que terá com o alvo o vice-governador Felipe Camarão por conta de uma ação na qual o Procurador Geral de Justiça, Danilo Castro, pede o seu afastamento por suposta movimentação financeira atípica e suspeita. A CPI foi proposta pelo deputado Yglésio Moises (PRD), que obteve o número necessários de assinaturas para abrir a investigação.

A nomeação dos integrantes foi anunciada em sessão comandada pela presidente Iracema Vale (MDB). Os integrantes são os deputados Yglésio Moises, Ricardo Arruda, Ana do Gás, Mical Damasceno e Adelmo Soares pelo Bloco Unidos Pelo Maranhão, o deputado Aluísio Santos pelo Bloco Liberal Democrático (PL/PRD) e o deputado Rodrigo Lago pelo Bloco Parlamento Forte. A maioria é formada por adversários políticos do vice-governador, que são maioria na Casa.

Aliado de Felipe Camarão, o deputado Rodrigo Lago, que é advogado experiente, apresentou requerimento à Mesa Diretora pedindo a suspensão do processo de instalação, mas sua reivindicação não foi acatada.

A CPI foi instalada uma semana depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão do julgamento da ação pelo Tribunal de Justiça, sob a alegação, feita pela defesa do vice-governador, que a ação estaria contaminada por vícios, o que a tornaria ilegal.

O vice-governador Felipe Camarão nega peremptoriamente as acusações do PGJ Danilo Castro, que foi acusado pelo acusado e seus aliados de estar participando de “uma armação” destinada a inviabilizar a candidatura dele ao Governo do Estado. O PGJ Danilo Castro já se defendeu em nota reafirmando o conteúdo da ação.

André Fufuca tem dito que seu projeto de disputar o Senado está consolidado

André Fufuca confirma projeto senatorial
com aval de Lula da Silva

 O ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) tem dito a interlocutores que não vai forçar a barra para ser o outro candidato da aliança governista ao Senado. Por uma razão simples: além da federação União Progressista, fruto da relação do seu partido, o PP, com o União Brasil, tem espaço na montagem da chapa que será liderada por Orleans Brandão (MDB), e depois, ele é o nome mais forte e mais estruturado entre os nomes da aliança.

André Fufuca tem trabalhado diuturnamente para consolidar o seu projeto senatorial, ampliando a cada dia o leque de aliança com deputados, prefeitos e vereadores. Essa base lhe dá um cacife eleitoral nada desprezível, e é o resultado de mais de dois anos de investimentos políticos. Além disso, tem um lastro de realizações como ministro do Esporte para mostrar nas mais diversas regiões do estado, trabalho que continua como seu sucessor no Ministério do Esporte, o maranhense Paulo Henrique Cordeiro.

Além do suporte político e partidário, André Fufuca tem a seu favor uma série de fatores que pesam nessa definição. Começa com o aval do presidente Lula da Silva (PT), que tem dito e repetido que “o André Fufuca será um bom senador”. Em todas as conversas que teve com o presidente, o ex-ministro ouviu palavras de incentivo.

Em resumo: quem aposta contra o projeto do ex-ministro do Esporte pode estar jogando dinheiro fora. São Luís, 10 de Abril de 2026.