
Rodrigues já têm candidatos ao Senado;
Eduardo Braide ainda não definiu nomes
Continua confuso e indefinido o quadro de candidatos ao Senado nas eleições deste ano no Maranhão. Dos quatro candidatos a governador até agora definidos, até agora apenas dois, Orleans Grandão (MDB) e Lahesio Bonfim (Novo), já bateram martelo em relação aos nomes que atuaram ao lado deles na corrida à Câmara Alta. Os outros pré-candidatos, Eduardo Braide (PSD) e Enilton Rodrigues (PSOL), ainda não se manifestaram sobre o assunto, gerando forte expectativa. Nesse contexto, o PT, mesmo até aqui sem pré-candidato ao Palácio dos Leões, já lançou a senadora Eliziane Gama (PT) à reeleição.
Orleans Brandão já bateu martelo em relação a dois nomes para o Senado. O primeiro é o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, e que já integra a comitiva do candidato a governador incursões na Capital e no interior. E o segundo é o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), que também já corre o estado ao lado do pré-candidato emedebista. Presidente estadual do MDB, Orleans Brandão, decidiu que o partido não lançará candidato a senador, o que significa dizer que, pelo menos até aqui, a Roseana Sarney, que aparece bem nas pesquisas e é emedebistas de proa, não será candidata ao Senado, devendo buscar a reeleição para a Câmara Federal.
O pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim, terá na sua chapa o ex-senador Roberto Rocha (Novo) como pré-candidato ao Senado. Chama a atenção o fato de que nas suas falas como pré-candidato a governador Lahesio Bonfim não se refere ao ex-senador Roberto Rocha como o seu nome para o Senado, o mesmo acontecendo com ele, que não destaca Lahesio Bonfim como seu candidato a governador. O que liga os dois e o fato de estarem no mesmo partido. E pelo que está posto até agora, nem Lahesio Bonfim, nem o comando do Novo e nem o ex-senador Roberto Rocha disseram uma só palavra sobre o segundo candidato a senador, deixando no ar a impressão de que estão conformados em lançar apenas um candidato.
Os demais candidatos a governador ainda não se manifestaram sobre candidatos às duas vagas de senador. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que já está em plena pré-campanha, teve até duas semanas atrás a senadora Eliziane Gama como colega de partido, estimulando a especulação de que ela seria seu nome para uma das vagas. Mas profundas diferenças foram construídas na disputa para a Prefeitura de São Luís em 2024, quando, mesmo filiada ao PSD, Eliziane Gama apoiou a candidatura do deputado federal Duarte Jr., então no PSB. Apesar dos esforços conciliatórios do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, não houve clima para a permanência de Eliziane Gama no PSD, tendo ela migrado para o PT. Eduardo Braide até agora não se manifestou sobre a corrida ao Senado, dando margem à especulação de um dos candidatos da sua chapa pode sair das fileiras do PSB, ou até mesmo do PT, caso os dois partidos venham se alinhar ao candidato do PSD.
O candidato do PSOL a governador, Enilton Rodrigues, se manifestou sobre o assunto, tendo anunciado o jornalista, advogado e professor universitário Franklin Douglas e a professora e militante social Antônia Cariongo como pré-candidatos ao Senado, formando chapa “puro sangue”. De acordo com a jornalista Carla Lima, do Sistema Mirante, o partido decidiu lançar candidatura própria e com chapa completa depois do fracasso da tentativa de união com o PT no plano nacional.
Nos bastidores especula-se fortemente sobre dois nomes para o Senado. O primeiro é o vice-governador Felipe Camarão (PT), que se não sair candidato a governador, poderá vir a ser candidato a senador, seja numa aliança do PT com o MDB em torno de Orleans Brandão, seja numa composição do PT com Eduardo Braide, desde que a senadora Eliziane Gama faça parte do acordo.
Como se vê, há muito o que ser definido em matéria de candidaturas ao Senado.
PONTO & CONTRAPONTO
Plenário da Alema vira campo de batalha verbal entre oposição e aliados do Governo

ataques duros ao Governo; Daniella Jadão
abriu contra-ataque em defesa do Governo
O plenário da Assembleia Legislativa está transformado num campo de batalha política, à medida que as forças políticas e partidárias avançam em direção às urnas. Ontem, por exemplo, o cenário se repetiu. Mesmo sem um embate direto, depois de oposição e da situação ocuparam a tribuna para uma série de ataques e contra-ataques.
Os deputados de oposição, em especial o grupo do PSB, se revezarem em pronunciamentos fortes contra o governador Carlos Brandão e seu Governo. Carlos Lula, Rodrigo Lago e Júlio Mendonça, todos do PSB e integrantes do chamado grupo dinista, atacaram duramente o Governo, usando como argumento casos de violência – como o assassinato de um ex-vereador em Presidente Dutra – e destacando o documento da Comissão Pastoral da Terra apontando o Maranhão como o estado com mais conflitos no campo.
Na contrapartida, deputados da base governista aproveitaram um discurso da deputada Daniella Jadão (MDB), que elogiou o governador Carlos Brandão (sem partido) pela sanção do projeto de lei que institui a Semana da Maternidade Atípica. “Por meio dessa semana, faremos um chamamento para que possamos conhecer mais a realidade de quem cuida e também de quem precisa ser cuidado”, destacou a parlamentar.
Além de agradecer ao governador pela sanção, a deputada emedebista fez uma densa defesa do governador, destacando as obras do Governo nas mais diferentes áreas. E foi além, destacando o papel desempenhado pelo então secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), pré-candidato da situação a governador, como titular na Secretaria de Assuntos Municipalistas.
Foi a “deixa” para que vários deputados – Andreia Rezende (MDB), Davi Brandão (MDB), Catulé Júnior (Republicanos), Ricardo Arruda (MDB), Florêncio Neto e o líder do Governo Neto Evangelista (MDB) – saíssem em defesa do governador Carlos Brandão e elogiassem o ex-secretário Orleans Brandão como um quadro qualificado para ser governador. Não houve agressões verbais nem bate-rebate, mas ficou claro que os enfáticos apartes ao discurso da deputada Daniella Jadão foram respostas aos ataques da oposição.
Cada semana que passa fica mais evidente o clima de confronto verbal entre os dois grupos.
Apoiados pela Famem, municípios inundados buscam recursos emergenciais no Governo Federal
Atingidos por inundações causadas pelas fortes chuvas que caem na região, alcançados, portanto, pela situação de emergência, os municípios de Pedreiras e Conceição do Lago Açu receberam orientações da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e já estão agindo no sentido de obter recursos e apoio disponibilizados pelo Governo Federal. Ambos tiveram situação emergencial reconhecida pela Defesa Civil Nacional.
Os recursos estão disponíveis no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que na última quinta-feira (23) publicou, no Diário Oficial da União, portarias reconhecendo quadro emergencial em 89 cidades das mais diferentes regiões afetadas por desastres naturais, como estiagem, seca e chuvas intensas. As duas cidades maranhenses se enquadro na situação de emergência causada pelas chuvas.
O reconhecimento da emergência por parte da Defesa Civil Nacional, credencia as prefeituras a solicitar apoio material e financeiro para ações de apoio às populações atingidas pelas cheias. Essas prefeituras terão direito a cestas básicas, água potável, apoio alimentar para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório no caso desabrigo.
Os pedidos devem ser encaminhados via Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, onde os planos de trabalho são analisados pela Defesa Civil Nacional. Após aprovação, os valores são liberados por meio de nova portaria publicada no Diário Oficial da União. O pacote de ajuda inclui recursos para a preparação e qualificação de agentes municipais para atuarem em situações de emergência.
O presidente da Famem, prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB), vem conversando com prefeitos de regiões onde a situação emergência se repete a cada período chuvoso.
São Luís, 29 de Abril de 2026.
