Arquivos mensais: dezembro 2025

Destaques de 2025: Dino teve um ano excepcional como ministro do Supremo e como “líder silencioso” na política maranhense

Flávio Dino ao proferir o seu voto no julgamento
da trama golpista, em setembro, no Supremo

Exceção feita ao ministro Alexandre de Moraes, pelas razões que já se conhece, nenhum membro do Supremo Tribunal Federal (STF) esteve sob os holofotes, na mira da imprensa e de maioria do Congresso Nacional e de parte da classe política, quanto o ministro Flávio Dino. E, por outro lado, com exceção do governador Carlos Brandão (sem partido), que dominou, efetivamente, a cena política maranhense nesse período, nenhuma personalidade foi tão envolvido na cena política maranhense quanto o agora não mais político ministro Flávio Dino, mesmo sem ter dito uma só palavra ou feito qualquer gesto visível para mover peças no tabuleiro da política estadual ao longo dos 365 dias de 2025. Como ministro da Suprema Corte, esteve no epicentro de todas as situações ocorridas ao longo do ano, e no Maranhão, mesmo sem falar foi espécie de sombra na conta de quem foram debitadas todas as crises ocorridas ao longo do ano.

2025 não foi um ano fácil, ao mesmo tempo em que um ano excepcional na vida do ministro Flávio Dino. O seu lastro como servidor da Justiça do País lhe deu o espaço no qual vem construindo uma carreira cujos primeiros passos já o tornaram juiz diferenciado pelos seus conhecimentos e suas firmes e desassombradas decisões, como os seus despachos e sentenças relacionadas com a escandalosa malha de desvio por meio de emendas parlamentares, e pelos seus votos no julgamento da trama do golpista, cujo ápice aconteceu em 11 de setembro, com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua turma.  

O desmonte corajoso do uso criminoso das chamadas “emendas pix”, entre outras bandalhas dom dinheiro público o levou a uma guerra aberta com o Congresso Nacional, onde forças conservadoras e parlamentares envolvidos com esses desvios fizeram carga pesada contra o ministro e contra a própria Corte. O mesmo aconteceu com o julgamento da trama golpista, que mobilizou os partidários do projeto de golpe para mover céu e terra contra Suprema Corte e alguns ministros em particular, entre eles, claro o ministro Flávio Dino, de longe o mais enfático entre os julgadores dos envolvidos na trama golpista. Ele terminou o ano como presidente da 1ª turma, que continua o julgamento dos outros núcleos que atuaram no projeto de golpe de estado, apesar da pressão contrária feita no Congresso Nacional.

(Ao longo do julgamento, o ministro Flávio Dino emitiu votos que já são referência, deu lições não só de Direito, mas também de postura ética, às vezes bem humoradas e a maioria destinada a advogados que tentaram transformar a tribuna da Suprema Corte num palanque de baixo nível. Usou sua autoridade ao mandar a Polícia retirar do plenário um causídicos indisciplinado e sedento de holofotes).

Por outro lado, mesmo sem mover uma palha, foi presença dominante no cenário político maranhense. No embalo de uma ação sobre nomeação de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ele foi colocado na ciranda, estadual, mesmo tendo avisado que na condição de ministro da Suprema Corte não mais se envolveria na política estadual. E não deu outra, tanto que o seu afastamento vem resultando no desmonte paulatino do chamado grupo dinista, hoje resumido ao vice-governador Felipe Camarão (PT), seis deputados estaduais, dois deputados federais e uma senadora.

(O ponto forte da suspeita do seu envolvimento na política estadual tem sido um processo, por ele relatado, que muda as regras para a nomeação de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. A Assembleia Legislativa fez todos os ajustes regimentais sobre o assunto, mas o processo continua amarrado no gabinete do ministro Flávio Dino, que colocou fogo em gasolina quando mandou a Polícia Federal investigar uma suspeita – levantada por uma advogada mineira, que ele próprio não admitiu como amicus curiae na ação – de que teria havido “compra de votos” no TCE).

Ao longo ano, uma boataria forte e bem articulada espalhou várias vezes que o ministro Flávio Dino estaria armando o afastamento do governador Carlos Brandão para permitir a posse do vice-governador Felipe Camarão, que assim concorreria à reeleição. Nada, nem uma frase, nem um documento ou uma gravação confirmou a tal armação, embora ela continue viva e circulando no meio político, com maior ou menor intensidade, dependendo do momento. Enquanto ao tal afastamento não vem, o governador Carlos Brandão se movimenta para fazer “barba, cabelo e bigode” nas eleições do ano que vem.

O ministro Flávio Dino passa a virada de ano descansando na sossegada Pousada Manati, na Praia de Barra Grande, na parte piauiense de uma ponta dos Lençóis, depois de um ano em que teve atuação forte e ativa como membro da Suprema Corte e que também viveu como “líder” distante e silencioso de um grupo político que está sobrevivendo a duras penas.

PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia estadual teve ano produtivo no campo legislativo

Deputados participam de sessão ordinária na Assembleia Legislativa

Mesmo agitada pelas situações desafiadoras que viveu ao longo do ano. A Assembleia Legislativa do Maranhão fechou 2025 como um ano produtivo sob o ponto de vista legislativo garantido pela ação parlamentar. Divulgados no início da última semana do mês, os números da sua atuação confirmam os bons resultados: 120 sessões ordinárias, 15 sessões extraordinárias, 73 sessões solenes e duas sessões especiais.

Ao longo do período legislativo do ano, compreendido entre 3 de fevereiro e 17 de dezembro, com um rápido intervalo em julho, o parlamento estadual examinou nada menos que 559 Projetos de Lei Ordinária, tendo aprovado 117. Os demais tendo rejeitado os demais por inconsistência legislativa ou, na maioria dos casos, por inconstitucionalidade.

 No período analisado, os deputados estaduais apresentaram um grande volume de matérias. Somente em Projetos de Lei Ordinária, foram 559 proposições, das quais 117 aprovadas, 124 foram rejeitados além de matérias rejeitadas, prejudicadas, anexadas, retiradas de pauta, com duas vetadas integralmente pelo chefe do Poder Executivo. Nesse contexto, 258 projetos continua tramitando, para serem examinados ao longo do ano legislativo de 2026.

Ao longo de 2025, os deputados estaduais propuseram 4.017 indicações, apresentaram 652 requerimentos e formularam 22 moções. O relatório informa ainda que a Casa examinou e aprovaram 158 Projetos de Resolução Legislativa, três Propostas de Emenda Constitucional, três Projetos de Decreto Legislativo e Complementar de iniciativa parlamentar.

O Poder Executivo manteve a tradição de ser o que mais propostas apresenta ao parlamento: foram a 121 proposições em 2025, sendo 63 Medidas Provisórias, das quais 55 foram aprovadas, e 40 Projetos de Lei Ordinária e quatro Projetos de Lei Complementar. O Poder Judiciário encaminhou nove proposições ao Legislativo maranhense, sendo cinco Projetos de Lei Ordinária e quatro Projetos de Lei Complementar, todas aprovadas.

A Defensoria Pública do Estado apresentou dois Projetos de Lei Complementar, ambos aprovados. O Tribunal de Contas do Estado encaminhou seis Projetos de Lei Ordinária, com cinco aprovados e um pendente de votação. O Ministério Público do Estado teve um Projeto de Lei Complementar aprovado no período.

Com essa produção, os deputados estaduais irão para as urnas de 2026 com a sensação de que cumpriram seu dever.

Judiciário atuou forte e terminou o ano inaugurando uma obra que foi escândalo nacional

Forum de Imperatriz: uma mega estrutura que engoliu mais de R$ 130 milhões

O Poder Judiciário do Maranhão o teve um ano ativo, fazendo a sua parte, apesar do dissabor de ter quatro desembargadores afastados por decisão do Conselho Nacional de Justiça por suspeita de participaram de um esquema de venda de sentença.

Sob a presidência do desembargador Froz Sobrinho, que atuou inclusive como conciliador em crises institucionais, o Poder Judiciário do Maranhão fechou o ano inaugurando o novo Fórum de Imperatriz, que depois de anos abandonado como uma carcaça reveladora da má gestão e do gasto irracional do dinheiro público, mudou de status e começou a funcionar. A obra virou escândalo nacional em matéria do Fantástico, da rede Globo.

A obra foi retomada na gestão do presidente Paulo Velten, quem fez um enorme esforço fiscal e de planejamento para continuar. Ele passou a bola para o presidente Froz Sobrinho, que cuidou do que faltava para inaugurá-lo no dia 10 de dezembro.

Batizada “Desembargador Raimundo Freire Cutrim”, mega estrutura com mais de 40 mil metros quadrados, com duas torres de seis pavimentos completas, uma torre parcial com três pavimentos, sendo um para abrigar dois salões destinados à realização de júri, com 290 metros quadrados, cada, nove elevadores, além de estacionamento e outros espaços físicos, Ela custaria R$ 50 milhões, mas acabou engolindo mais de R$ 120 milhões.

A Festa de inauguração foi pomposa, mas com uma ponta, muito discreta, de constrangimento, por parte dos desembargadores.

São Luís, 31 de Dezembro de 2025.

Destaques de 2025: Brandão atravessou um ano intenso como o grande protagonista da cena política estadual

Carlos Brandão na área externa do Palácio
dos Leões, onde mora, com o presidente
Lula da Silva e inaugurando obra no interior

O Maranhão viveu um ano ao mesmo tempo intenso e tenso em 2025, principalmente na evolução da cena política, marcada por encontros e desencontros, com o emagrecimento de forças políticas poderosas e o fortalecimento de outras antes vistas como sem muito futuro. Nesse tabuleiro, o governador Carlos Brandão foi a peça dominante, protagonizando uma trajetória em que usou a força do cargo e a experiência política acumulada para manter e fortalecer a sua base de sustentação. E a receita usada – uma política municipalista abrangente e decisões políticas arrojadas, sem fechar totalmente as portas do diálogo -, fez com que ele chegasse ao final do ano no controle pleno da situação, mesmo sem partido formal desde que lhe foi tirado comando do PSB no Maranhão. Não há dúvida de que, gostem ou não os seus adversários, e independentemente do que está por vir, Carlos Brandão encerra 2025 com o Governo bem avaliado e como o grande protagonista da política maranhense.

Aos 67 anos e uma trajetória política rica e diversificada – vários períodos como secretário de Estado, dois mandatos de deputado federal e dois e sete anos como vice-governador e atual governador reeleito em turno único -, Carlos Brandão viveu os últimos 364 dias num ambiente político marcado pela incerteza, por rompimentos, por enfrentamentos, por acusações, por supostas ameaças e por muito disse-me-disse. O ano político começou sob impacto do inesperado empate (21 a 21) na disputa pelo comando da Assembleia Legislativa, em novembro de 2024, tendo ele manifestado apoio à presidente Iracema Vale, que venceu a eleição pelo critério da maior idade, mas que acabou judicializada. A partir disso, a cena política do Maranhão mergulhou na incerteza, principalmente na relação do governador com o vice-governador Felipe Camarão (PT), que juntamente com seus aliados dinistas, esperava assumir o Governo e disputar a reeleição tendo Carlos Brandão como candidato a senador, repetindo a fórmula de 2022.

A relação do governador com seu antecessor, Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal, se deteriorou rapidamente, por vários motivos além da eleição na Assembleia Legislativa, sendo um deles a ação que bloqueou a nomeação de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nesse processo, o ministro Flávio Dino determinou a apuração de uma suspeita de compra de vaga no TCE, apontando o governador Carlos Brandão. Não bastassem esses problemas, o comando nacional do PSB afastar o governador do comando da sigla no Maranhão, entregando-o à senadora Ana Paula Lobato, que juntamente com o marido, deputado Othelino Neto (PSB), é linha de frente na oposição ao governador e ao Governo.

Mesmo usando um discurso cuidadoso, sempre dando a entender que poderia haver uma reconciliação, o governador Carlos Brandão foi também endurecendo, e muito, as suas decisões, sendo a primeira delas a decisão, segundo ele irrevogável, de não apoiar a candidatura do vice Felipe Camarão à sua sucessão. E para não deixar nenhuma dúvida de que não estava blefando, decidiu permanecer no cargo até o final do mandato, abrindo mão uma eleição certa para o Senado – todas as pesquisas até aqui indicaram isso -, avisando que lançaria um candidato ao Governo. E dando o passo mais ousado, lançou e está apoiando abertamente o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, seu sobrinho e braço direito no comando do Governo. Sua força política transformou Orleans Brandão no principal adversário do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), se este vier a ser candidato a governador.

À frente de um Governo muito ativo e realizando obras estruturantes e sociais relevantes, contando com a importante parceria institucional com o presidente Lula da Silva (PT), de quem se declara também parceiro político, Carlos Brandão teceu uma ampla teia de alianças municipais, de modo que conta hoje com o apoio político declarado de mais de 170 prefeitos, incluindo os do maiores municípios. Conta também com o apoio político 30 dos 42 deputados estaduais, liderados pela presidente Iracema Vale (PSB), e de 12 dos 18 deputados federais, e de um dos três senadores, já que a senadora Eliziane Gama (PSD) está em processo de afastamento da base governista. Nesse contexto, exibe confiança de que seu projeto será vitorioso.

O fato é que o governador Carlos Brandão acumulou cacife político para seguir o rumo que quiser no cenário. E tem até abril de 26 para confirmar ou mudar o atual caminho.

PONTO & CONTRAPONTO

Sete referências de uma equipe que atuou forte no Governo do Estado em 2025

Sebastião Madeira, Aparício Bandeira, Marcellus Ribeiro,
Tiago Fernandes, Paulo Casé, Fábio Gentil e Bira do
Pindaré foram atuaram forte na equipe do Governo em 2025

Ao longo ano, o governador Carlos Brandão (sem partido) acionou toda a capacidade produtiva do Governo do Estado para atender a um grande conjunto de ações nas mais diferentes áreas. Nesse contexto, os titulares de todas as pastas foram importantes. Ouvindo fontes diversas, e sem pretender criar uma lista de “eleitos” nem um ranking de “melhores”, a Coluna destacou seis secretário que tiveram atuação forte e decisiva no Governo do Estado ao longo de 2025.

No comando da Casa Civil, o experiente médico e político Sebastião Madeira, trabalhou duro na relação do Governo com os demais Poderes do Estado, atuando também na articulação política como elo entre o Palácio dos Leões e a classe política e com a sociedade civil. Termina o ano apontado como forte candidato a deputado estadual, liderando o PSDB no Maranhão.

No comando da Secretaria de Infraestrutura, Aparício Bandeira, engenheiro civil experiente, e profundo conhecedor da máquina pública, foi decisivo no planejamento e acompanhamento mais de mil obras nos mais diferentes recantos do estado, incluindo a extensão da Avenida Litorânea em São Luís e a nova ponte sobre o Rio Preguiças em Barreirinhas, por exemplo.  

Auditor da Receita Federal de carreira, Marcellus Ribeiro vem liderando com eficiência a bem planejada modernização gestão tributária e financeira do estado. Sua atuação tem assegurado ao Governo do Maranhão uma política fiscal rigorosa, de modo a assegurar recursos para o Governo bancar o conjunto de ações, além do custeio da máquina e da política de investimentos.

O advogado e graduado em administração pública Tiago Fernandes teve um ano de grandes resultados no comando da Secretaria de Estado da Saúde, sendo o maior deles ganhou movimentos na semana passada: o Hospital de Alta Complexidade de Imperatriz, que equivale em estrutura ao Hospital Carlos Macieira, em São Luís

O secretário de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes) é Paulo Casé arquiteto e engenheiro civil, foi o responsável direto pela grande expansão, ao longo do ano, de um dos programas sociais mais importantes do Governo brandão: o Restaurantes Populares, que encerra 2025 com a gigantesca malha 201 formada por unidades.

Ex-prefeito e líder de um grupo político forte em Caxias, o engenheiro civil Fábio Gentil (PP) tem feito a diferença no comando da pasta, dando vazão a programas como o “Tempo de Semear”. Além de titular da pasta da Agricultura, Fábio Gentil fecha o ano com papel importante na articulação política do Governo.

Um dos mais ativos auxiliares do governador Carlos Brandão, o advogado, bancário e ex-deputado federal Bira do Pindaré (PSB) encerra o ano apontado como eficiente no comando da Secretaria de Agricultura Familiar e como nome forte na disputa por vagas na Câmara Federal.

Marcus Brandão trilhou 2025 com forte presença nos bastidores políticos do Maranhão

Marcus Brandão durante entrevista, no vídeo que denunciou complô e no que confirma sugere Orleans Brandão

Ele não tem cargo no Governo, mas tem forte influência política na base governista por dois vieses: é o irmão mais velho e conselheiro do governador Carlos Brandão (sem partido) e pai de Orleans Brandão, pré-candidato lançado pelo mandatário à sua sucessão, e por ser até semanas atrás o presidente estadual do MDB, o que lhe deu legitimidade política para atuar na aliança partidária que dá sustentação ao Governo.

Ao longo de 2025, sua atuação nos bastidores políticos foi intensa, o que pode ser expressado em três episódios, que mostraram o seu poder de fogo.

O primeiro foi um vídeo no qual ele atuou para proteger o governador de suposta tentativa de adversários de querer tirá-lo do cargo, citando inclusive o ministro Flávio Dino como parte do suposto complô. O segundo, também em vídeo, este gravado dentro de um veículo, ele fez a primeira confirmação de que Orleans Brandão seria o nome a ser lançado pelo governador Carlos Brandão na corrida sucessória. E o terceiro foi a organização da maior convenção já realizada pelo MDB no Maranhão, na qual Orleans Brandão foi informalmente confirmado pré-candidato a governador e foi eleito presidente regional do partido.

A atuação política e a influência têm lhe custado preço elevado. Ele começou ano sob o impacto da sua demissão do cargo de diretor de Relações Institucionais da Assembleia Legislativa, sob a alegação de nepotismo cruzado feita por políticos de oposição, entre eles os deputados dinistas, que têm disparado chumbo grosso na sua direção, fazendo-lhe duras acusações.

Mas o empresário Marcus Brandão encerra o ano sinalizando que vai continuar atuando forte cenário político maranhense, para comandar a campanha do candidatura do secretário Orleans Brandão ao Governo do Estado ou a do governador Carlos Brandão, ou ainda, numa hipótese mais remota, a dele próprio a deputado federal.

São Luís, 30 de Dezembro de 2025.

Destaques de 2025: Braide manteve gestão intensa, enfrentou desafios e fecha 25 com cacife para disputar os Leões em 26

Eduardo Braide no seu gabinete, com a
vice-prefeita Esmênia Miranda e com a
primeira-dama Graziella Braide
emoldurando o cantor Amado batista

Qualquer avaliação, seja de natureza administrativa, institucional ou política, dirá, sem qualquer sombra de dúvida, que o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) fechou 2025 melhor avaliado como gestor e como personalidade política com influência muito além das fronteiras da Capital que comanda. Duas semanas atrás, uma pesquisa da empresa Big Data o apontou como o melhor, mais eficiente e mais bem avaliado entre os prefeitos das capitais de todos os estados brasileiros. Antes, apareceu como líder inconteste de intenções de voto em mais de duas pesquisas que ao longo ao ano mediram os humores do eleitorado maranhense em relação à disputa para o Governo do Estado, mesmo sem ter dito uma só palavra sobre ser ou não ser candidato. Todo esse cacife tiveram por base dois pilares, o de gestor que está à frente de uma gestão que lhe dá 95% de aprovação, segundo pesquisa DataIlha recente, e da sua independência política no que diz respeito à sua relação com a Câmara Municipal, e no que toca à realidade político-partidária, incluindo decisão sobre candidatura, e por aí vai.

Aos 49 anos, advogado por formação e político por opção, e já lastreado por dois bem sucedidos mandatos de deputado estadual, meio mandato de deputado federal e um mandato e um quarto como prefeito eleito em 2020 e reeleito no 1º turno em 2024, Eduardo Braide chega ao final de 2025 como o mais ativo e importante político da sua geração. E o que lhe dá esse peso é a gestão que vem realizando como inquilino do Palácio de la Ravardière, mesmo como opositor do governador Carlos Brandão (sem partido) e sem linha direta com o presidente Lula da Silva (PT).

Sob sua tutela administrativa, São Luís está vivendo uma realidade diferenciada, com um elenco de obras que impressionam, como a requalificação do trânsito da cidade, os investimentos nas áreas de educação e saúde, e na revitalização a cidade velha na Praia Grande, onde há algumas semanas inaugurou o Complexo Santo Ângelo, que mudou a face de grande parte da região. Neste ano, sua gestão ampliou ainda mais o conjunto de obras, que vem realizando com recursos saídos de um rigoroso controle das contas municipais.

Sem maioria numérica nem bancada formal na Câmara Municipal, o prefeito Eduardo Braide enfrentou diversos embates com os vereadores fora da sua seara partidária ao longo do ano, sendo que a mais grave e mais recente por pouco não resultou numa crise institucional de largas proporções, causada por um lei quer reajustou o salário do prefeito de R$ 25 mil para R$ 38 mil, ou seja, mais de 50%. Ele rejeitou a lei, judicializou a questão, foi denunciado por suposto crime administrativo, foi alvo de um pedido de impeachment, partiu para o enfrentamento nas redes sociais e saiu do episódio mais forte do que entrou. Na mesma linha, enfrentou o poderoso cartel das empresas de ônibus por conta do subsídio que ajuda a bancar os custos das empresas. Enfrentou a associação dos empresários com os rodoviários, saído da crise com o controle da situação – no final da semana rompeu o contrato do a empresa 2001, pivô da crise, anunciando que ela será substituídas imediatamente.

Ao longo do ano, o prefeito Eduardo Braide manteve sua independência em relação aos vereadores, negociando cada projeto que enviou ao parlamento municipal. E vetou inúmeras matérias aprovadas pelos vereadores sem uma negociação prévia com o Palácio de la Ravardière, e os vetos que foram derrubados ele bateu às portas da Justiça para mantê-los, alegando a inconstitucionalidade das matérias aprovadas.

Surfando nos bons resultados administrativos e no prestígio que vem auferindo como personalidade política, o prefeito Eduardo Braide chega ao final de 2025 como nome decisivo no tabuleiro da política maranhense, principalmente no viés relacionado com a sucessão no Palácio dos Leões, sendo ou não candidato a governador. Se for candidato, entrará com cacife de nome certo num segundo turno; se não entrar na disputa, ninguém duvida de que ele terá forte influência, principalmente sobre boa parte dos mais de 800 mil eleitores de São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Câmara de São Luís tentou antecipar eleição do presidente, foi brecada pelo Supremo e disputa encerra 25 indefinida

Beto Castro e Marquinhos Silva disputam
a presidência da Câmaras de São Luís

A Câmara Municipal de São Luís teve um ano politicamente atribulado. E o ponto causador da maioria dos momentos de tensão é a sucessão do vereador Paulo Victor (PSB) na presidência da Casa. A corrida começou logo em março, nas primeiras semanas do novo mandato, com o lançamento da candidatura do vereador Beto Castro (Avante), apoiado por Paulo Victor, e a entrada na disputa do vereador Marquinhos Silva (União), em faixa própria e sem padrinho.

O problema é que a eleição foi primeiro pensada para este final de ano, e transferida para março do ano que vem, o que vinha intensificando a disputa. Ocorre que a Suprema Corte do país deu um basta no açodamento antecipatório e estabeleceu, para todo o Brasil, que eleição de presidente de Câmara Municipal só pode acontecer a partir de outubro do último ano do mandato em curso, ou seja, quatro meses antes da posse, que ocorre em fevereiro. A Câmara Municipal corrigiu o Regimento com a nova regra, tudo certo.

Só que no campo político a puxada de freio da Suprema Corte desestabilizou a candidatura do vereador Beto Castro, que chegou a ter o apoio de 23 dos 31 vereadores. A mudança da regra e a ampliação do prazo para a eleição deu gás inesperado ao vereador Marquinho Silva, que na semana passada já estaria contabilizando o apoio de 11 vereadores. E segundo a fonte da Coluna, com tendência de crescimento.

Um vereador e experiente previa ontem que a eleição do novo presidente da Câmara de São Luís só será marcada para o mês de novembro, após o resultado das eleições para presidente do país, governador do Estado, senador, deputado federal e deputado estadual, principalmente se o prefeito Eduardo Braide for candidato aos Leões. Ou seja, quando a nova relação de forças políticas estiver devidamente desenhada com o resultado das urnas. O que significa dizer que essa corrida fecha 2025 numa espécie de zero a zero.

Paulo Victor começou 25 prevendo eleger sucessor e disputar vaga na Alema, mas o cenário mudou

Paulo Victor: dúvidas
sobre candidatura

A mesma indefinição que tomou de conta dos gabinetes da Câmara Municipal de São Luís domina os movimentos do presidente do parlamento ludovicense, vareador Paulo Victor (PSB), que teve domínio avassalador da agenda da vereança da Capital em no primeiro mandato, mas que mudou muito no primeiro ano do terceiro mandato presidencial.

O chefe de poder intenso e adversário agressivo do prefeito Eduardo Braide, diminuiu, ao longo de 2025, a intensidade e a agressividade. Ainda afiado, com frases cortantes e sempre preparado para o embate, Paulo Victor migrou para um estilo mais leve, mantendo ainda, claramente, o controle da Casa, mas enfrentando, aqui e ali, situações que evidenciam um problema aqui, outro ali, seja no campo judicial, como também no campo da gestão em si.

Na esteira dos quase 15 mil votos que recebeu na reeleição em 2024 e da possibilidade de eleger o seu sucessor antes das eleições gerais de 2026, ele entrou em 2025 projetando sua candidatura à Assembleia Legislativa. Esse projeto, porém, perdeu lastro com a mudança da data da eleição para presidente da Câmara Municipal, associado a outros problemas políticos e partidários com os quais não contava.

Há quem diga que ele chega ao final de 2025 revendo o projeto de candidatura a deputado estadual.

São Luís, 29 de Dezembro de 2025.

Destaques de 2025: Iracema Vale liderou a AL, debateu, legislou, venceu embates e fecha 25 no centro do xadrez político

Iracema Vale no comando de sessão, mostrando
aliança sólida com Carlos Brandão, homenageada
pela presidente do TRT, Márcia Farias,
e recebendo a visita de José Sarney

Poucas personalidades da política viveram um ano tão intenso e movimentado como a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSD) em 2025. Ela comandou o Poder Legislativo com suas já conhecidas desenvoltura e habilidade política, administrou pressões causadas pela indefinição judicial em relação ao seu mandato presidencial, comemorou recentemente a confirmação da sua reeleição, atuou forte para resolver outros problemas envolvendo a Casa de Manoel Beckman, atuou como parlamentar e legisladora, enfrentou reviravolta partidária, e fecha o ano no epicentro das decisões políticas relacionadas com as eleições gerais do ano que vem, apoiando o projeto de candidatura de Orleans Brandão (MDB), sem ter definido ainda para onde as urnas a mandarão.

Aos 57 anos e no auge da sua maturidade política, lastreada que é por vários mandatos de vereadora, dois mandatos de prefeita de Urbano Santos, pela maior votação para deputada estadual em 2022, e por ser a primeira mulher a presidir o Poder Legislativo maranhense em dois séculos de existência, a deputada Iracema Vale teve um ano especial e diferenciado. Aliada de proa do governador Carlos Brandão (sem partido), atuou em várias frentes, enfrentou adversidades, viu seu poder submetido a riscos, mas reagiu com firmeza e inteligência política a cada contratempo.

No campo institucional, Iracema Vale presidiu a Assembleia Legislativa com habilidade e eficiência, garantindo, ao mesmo tempo, o seu pleno funcionamento e vencendo pauta extensa, que incluiu vários projetos de larga importância, do Executivo e da Casa. No comando da Mesa, deixou a ação parlamentar fluir, cuidando, porém, de administrar conflitos entre Situação e Oposição e conter excessos. Em alguns momentos, ela própria foi para o debate, ocupando a tribuna para defender posições e cobrar definições, principalmente do Judiciário em relação ao Poder Legislativo. Sob sua direção, a Alema fechou o ano com uma produção legislativa expressiva.

Além de comandar a Alema, Iracema Vale também produziu como legisladora, emplacando uma série de projetos de lei. Um deles, o PL nº 377/24, transformado em lei, que instituiu política de prevenção, atenção e reintegração social de dependentes de drogas no Maranhão. Também o que criou as bases para uma política de planejamento, monitoramento, controle e avaliação da situação de saúde funcional dos indivíduos. E juntamente com os deputados Rodrigo Lago (PCdoB) e Yglésio Moyses (PRTB), emplacou a PEC ajustando artigos da Constituição do Estado relacionados com decisões do governador no tocante à análise de projetos antes de sancioná-los, entre outras medidas.

A deputada Iracema Vale viveu os primeiros 10 meses do ano com sua presidência sub judice, por conta do questionamento, no STF, do critério que desempatou a seu favor a eleição para a presidência da Casa realizada no final de 2024. No início de novembro a decisão da Suprema Corte se deu por 10 a 0, uma vitória retumbante que consolidou sua reeleição e devolveu normalidade à Casa. Na mesma linha, ela tentou resolver a pendência judicial – que depende do ministro Flávio Dino – sobre as regras para a escolha de conselheiro do TCE, já tendo a Alema feito a sua parte no processo.

No campo político, Iracema Vale viveu 2025 no centro do tabuleiro, onde atuou sem descanso para manter coesa a aliança partidária governista, até quando viu o seu grupo ser excluído do PSB – ao qual continua filiada até poder migrar para outra legenda sem correr o risco de perder o mandato. Indiferente a pressões, Iracema Vale entrou de cabeça na construção da candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado. Sua posição na presidência da Alema a tornou peça de importância capital no xadrez que vem sendo jogado pelo governador Carlos Brandão e o vice-governador Felipe Camarão (PT).

Nesse jogo, Iracema Vale fecha 2025 com cacife para ser candidata à reeleição, à Câmara Federal, à vice-governança do Estado e, numa guinada radical no cenário, até ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

O ano foi de embates duros entre Oposição e Situação na Assembleia Legislativa

Carlos Lula, Othelino Neto, Rodrigo Lago e Fernando Braide
bateram forte, mas Neto Evangelista, Florêncio Neto,
Antônio Pereira e Yglésio Moyses rebateram no mesmo tom

O ano político foi marcado por várias situações interligadas, sendo que uma delas foi o embate constante entre Oposição e Situação na Assembleia Legislativa. De um lado, a ativa “bancada dinista”, comandada pelo deputado Carlos Lula (PSB), com atuação forte dos deputados Othelino Neto (PSB) e Rodrigo Lago (PCdoB) e o apoio do deputado Fernando Braide (Solidariedade), e de outro a poderosa bancada governista, liderada pelo deputado Neto Evangelista (União), e com forte atuação do deputado Florêncio Neto (PSB), Antônio Pereira (PSB) e apoiada pelo deputado Yglésio Moyses (PRTB).

Os embates foram se intensificando e se tornando mais ácidos à medida que o grupo dinista foi se afastando da base governista e elevando o tom do discurso oposicionista, obrigando o líder governista a reagir com o apoio dos aliados, sendo que o deputado Yglésio Moyses torpedeou a Oposição o ano inteiro em faixa própria, mas muito afinado com o Palácio dos Leões.

Carlos Lula, Othelino Neto e Rodrigo Lago bateram forte no Governo, atacando diretamente o governador Carlos Brandão com denúncias. No contraponto, o líder Neto Evangelista rebateu todos as investidas, auxiliado por Florêncio Neto e por Antônio Pereira, que é o 1º vice-presidente da Casa. Ora aliado aos dinista e ora com discurso independente, Fernando Braide fez duros ataques ao Governo, que foram todos rebatido pelo líder Neto Evangelista.

Um detalhe, porém, chamou a atenção durante o ano: ao mesmo tempo em que atacou duramente o Governo e o governador com denúncias, a bancada oposicionista conseguiu separar o joio do trigo e votou a favor de quase todos os projetos propostos pelo governador Carlos Brandão.

Assembleia Legislativa viveu momentos incômodos durante 2025

Hemetério Weba perdeu o mandato e Júnior
Cascaria e Fred Maia baixaram o nível no plenário

A Assembleia Legislativa viveu vários momentos incômodos. Dois deles, porém, chamaram a atenção pelos motivos que levaram deputados a protagonizarem situações constrangedoras.

O primeiro deles foi a cassação do deputado Hemetério Weba (PP). Político experiente, com uma longa trajetória de expressivos resultados eleitorais, Hemetério Weba perdeu o mandato sob acusação de improbidade administrativa por haver feito publicidade irregular com dinheiro público quando o prefeito de Nova Olinda. A sentença saiu em abril, com a decretação da sua inelegibilidade, e em junho, por determinação judicial, a Mesa da Alema oficializou a perda do mandato, empossando a suplente Helena Duailibe (PP).

O outro momento incômodo aconteceu mais recentemente, no dia 12 de novembro: um pugilato verbal de baixo nível entre o deputado Júnior Cascaria (Podemos) e o suplente no exercício temporário do mandato Fred Maia (PDT). O motivo: Júnior Cascaria acusou Fred Maia de divulgar vídeos com denúncias contra ele, Júnior Cascaria. O “disse, não disse” entre os dois evoluiu para uma violenta e constrangedora troca de agressões verbais.

De Júnior Cascaria sobre Fred Maia: “mentiroso”, “chifreiro de políticos”, “caso espúrio da política”, “descarado”, “foi condenado a quatro anos de prisão” e “não sou de chutar cachorro morto, mas hoje eu chuto”

De Fred Maia sobre Júnior Cascaria: “cara de pau”, “sujeito sem escrúpulo”, “embolsou o dinheiro da quadra”, “vendedor de emendas da cultura”, “foi na minha casa com cara de moleque”, “é um cabra velho sem vergonha”, “não tem bagagem, não tem moral”.

São Luís, 28 de Dezembro de 2025.

Destaques de 2025: Orleans, Bonfim e Camarão fecham a agenda de 2025 decididos e prontos para disputar os Leões

Orleans Brandão fecha 2025 como líder, seguido por
Lahesio Bonfim e Felipe Camarão

A corrida ao Palácio dos Leões, cujo desfecho ocorrerá daqui a pouco mais de 300 dias, chega ao final de 2025 num cenário de muita indefinição, mas com três candidatos assumidos e em condições de disputar, um aspirante sem partido e com posições ainda imprecisas, e pelo menos duas expectativas. Os três candidatos postos e em movimento são o secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo). Eles estão na cena desde o primeiro momento corrida e atravessaram 2025 em intensa movimentação na guerra para conquistar o eleitorado.

Orleans Brandão, 31 anos recém completados, administrador de empresas por formação e quadro de proa do 1º escalão do Governo Carlos Brandão, cuidando das relações do Palácio dos Leões com as Prefeituras, numa política definida como municipalista, começou 2025 com o nome ventilado para ser candidato a deputado federal. Por volta de março, com os sinais de afastamento do governador Carlos Brandão do grupo ligado aos ex-senador Flávio Dino, que em fevereiro deixara o Senado se tornar ministro do STF, Orleans Brandão, embalado pelo braço político governista, subiu de patamar, para se tornar candidato a governador, primeiro como uma opção do grupo brandonistas sussurrada nos bastidores, em seguida como nome provável, segundo o seu pai, Marcus Brandão, presidente estadual do MDB, e finalmente como o escolhido pelo governador Carlos Brandão, que admitiu a decisão num discurso em Cajapió, em meados de maio. Inicialmente comendo poeira nas pesquisas, logo galgou o patamar dos dois dígitos e foi crescendo, semana a semana, até alcançar o segundo lugar, perdendo apenas para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que não é candidato, mas apenas uma expectativa. Em resumo, com o aval do governador Carlos Brandão, a força do Governo – do qual é o “homem forte” -, o apoio do MDB e em pré-campanha intensa por meio da agenda municipalista, Orleans Brandão está fechando 2025 como favorito numa disputa sem Eduardo Braide, e forte candidato para um segundo turno se o prefeito de São Luís entrar na corrida. Além do governador, tem como suporte, por exemplo, o poder de articulação da presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) e do presidente da Famem e prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB). Nas contas do MDB, onde tem a bênção do ex-presidente José Sarney e o apoio da deputada Roseana Sarney, Orleans Brandão conta hoje com o apoio declarado de 160 dos 217 prefeito, incluindo os dos maiores municípios depois de São Luís, a começar por Imperatriz. Sua caminhada se dá em curva de crescimento, alimentada por um discurso neutro, sem tocar em adversário. Na corrida presidencial, o emedebista tem pregado a reeleição do presidente Lula da Silva.

Lahesio Bonfim, 41 anos, termina 2025 basicamente como começou: entre o terceiro e o segundo lugar nas mais de três dezenas de pesquisas feitas ao longo do ano. Médico por formação, ele tem no currículo dois mandatos de prefeito de São padro dos Crentes. Candidato ao Governo do Estado abraçado pelo Novo, que lançou o esse projeto com a presença do presidenciável do partido, o governador mineiro Romeu Zema, Lahesio Bonfim vem mantendo a mesma linha de discurso, ora agressivo, com ataque duro a adversários e com tintura de provocação, e ora conciliador em busca de parcerias, que até agora não conseguiu. Desde que se assumiu como candidato do Novo, Lahesio Bonfim vem se posicionando como o nome da direita na disputa, tentando atrair para sua base de apoio o eleitorado de extrema-direita identificado como bolsonarista – embora o deputado Yglésio Moyses (PRTB), bolsonarista de proa, tenha dito que o ex-presidente Jair Bolsonaro não gosta do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. O seu primeiro passo foi o lançamento da sua candidatura em Marajá do Sena, um pequeno município no centro do estado, onde as pesquisas o mostram com densidade eleitoral. Político solitário, que não atua com grupo e tem muito poucos aliados, Lahesio Bonfim dispara sua metralhadora verbal em todas as direções, alfinetando adversários como Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), mas não encontrou interlocutor, porque os outros candidatos decidiram não lhes dar ouvidos. Chega ao final de 2025 como como uma espécie de coringa, aparentemente sem chance de vencer, mas com poder de influenciar na escolha. No plano da eleição presidencial, Lahesio Bonfim seguirá Romeu Zema, se ele for candidato.  

O vice-governador Felipe Camarão (PT), 43 anos, procurador federal, professor universitário e ex-secretário estadual de Educação, fecha 2025 numa situação ao mesmo tempo complexa e delicada, como candidato a governador por um partido que está mais inclinado a apoiar o adversário. Lançado pelo grupo identificado como dinista, Felipe Camarão atravessou o ano como pré-candidato a governador, protagonizando uma pré-campanha que foi perdendo gás à medida que a saída da corrente dinista com a base governista liderada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) foi se consumando. Cada vez mais distante de assumir o Governo e concorrer à reeleição, como havia programado, o vice-governador, porém, não alterou o seu projeto de candidatura, reforçando o seu propósito com uma agenda nos municípios, reafirmando, por onde passou, que é candidato a governador e que não há força capaz de fazê-lo voltar atrás. Ele conta com o aval da direção nacional do PT, que o tem como prioridade no âmbito estadual, e do presidente Lula da Silva (PT), o que o estimula a manter sua posição, rejeitando qualquer proposta, principalmente se esta tiver como base a sua renúncia ao cargo de vice-governador, como quer o governador Carlos Brandão, para quem essa é a única condição para ele próprio também deixar o cargo para ser candidato ao Senado. Ao longo dos últimos doze meses, por conta da posição furta-cor do PT, intensas especulações lhe derem diversos destinos nesse tabuleiro. Porém, mesmo no último lugar nas pesquisas, Felipe Camarão fecha o ano como um político decidido e coerente. Apoiado incondicionalmente pela bancada dinista na Assembleia Legislativa, e que ganhou um alento na semana passada ao receber o apoio do PSOL, que além de abrir mão de lançar candidato, os dirigentes defenderam a união das esquerdas em torno do candidato do PT. No plano da corrida presidencial, Felipe Camarão já vem pregando a reeleição do presidente Lula da Silva.

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Rocha fecha o ano sem convencer se será mesmo candidato a governador ou a senador

Roberto Rocha

O ex-senador Roberto Rocha é candidato a governador? Essa indagação está no ar, sem que o próprio político diga com clareza se está mesmo determinado a disputar o Palácio dos Leões. Ao longo de 2025, o ex-senador Roberto Rocha fez inúmeras postagens em redes sociais, quase todas para atacar adversários presumidos, mas sem deixar patenteada a sua candidatura a governador num projeto sem retorno. Isso não aconteceu. Em alguns momentos, Roberto Rocha pareceu determinado a concorrer à sucessão do governador Carlos Brandão, mas logo depois deu declarações ensaiando uma candidatura a senador, inclusive cobrando a inclusão do seu nome nas pesquisas. O fato é que em todas as pesquisas nas quais foi incluído, tanto para o Governo quanto para o Senado, o ex-senador Roberto Rocha apareceu bem, dando sinais de competitividade. Para ser candidato de verdade, ele sabe que começa por encontrar um partido, que parece ser o seu maior problema. O ex-senador fecha o ano como uma dúvida.

Braide e siglas da extrema-esquerda são apenas expectativas para 25

Eduardo Braide

No campo das expectativas para corrida aos Leões em 2026, duas podem se transformar em realidade. A primeira é o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que desde o início da corrida lidera as pesquisas, mas mantém o pé atrás em relação a declarar se será ou não candidato. Ele está fechando 2025 no mesmo silêncio, gerando mais dúvida do que certeza.

A outra expectativa está relacionada com os candidatos de extrema-esquerda, que costumam participar das corridas majoritárias. Um dos partidos da esquerda dura, o PSOL, termina o ano sinalizando que não lançará candidato durante visita ao vice-governador Felipe Camarão, na qual seus dirigentes defenderam a união das esquerdas.

E finalmente, o PSTU e o PCB, velhos de guerra, chegam ao final do ano sem emitir qualquer sinal sobre lançar ou não candidatos ao Governo ou não Senado. Se mantiveram a tradição, anunciarão suas posições depois do Carnaval.

São Luís, 27 de Dezembro de 2025.

Destaques de 2025: André Fufuca cresceu na pasta do Esporte, enfrentou a cúpula do PP e fecha 2025 forte para o Senado

André Fufuca mostrou força política em 2025,
como no lançamento da Universidade Federal
dos Esportes pelo presidente Lula da Silva

Poucos políticos maranhenses tiveram uma trajetória tão movimentada e ao mesmo tempo tão bem sucedida em 2025 quanto o deputado federal licenciado e atual ministro do Esporte André Fufuca (PP), o único maranhense na Explanada dos Ministérios e como nome feito nos cenários políticos local e nacional. Como ministro do Esporte, teve um ano excepcional, que culminou com o lançamento da revolucionária Universidade Federal dos Esportes, cujo projeto foi enviado pelo presidente Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional em setembro. No campo político, ganhou projeção nacional ao enfrentar a cúpula do seu partido, que exigiu a sua saída do Governo Lula.

Dono de uma trajetória rica aos 36 anos, com um mandato de deputado estadual e dois e meio de deputado federal, período em que presidiu a CPI da Prótese, André Fufuca foi vice-presidente da Câmara Federal, presidiu a instituição por semanas, foi presidente nacional do PP e era líder da bancada federal do partido quando foi para o ministério do Esporte, em 2023. De lá para cá, ao mesmo tempo em que se consolidou no ministério, enfrentou problemas dentro do seu partido, onde a ala de extrema direita, identificada com o bolsonarismo, o pressionou, em vão, para deixar o cargo.

André Fufuca iniciou 2025 vivendo essas duas realidades. De um lado, à frente de uma gestão ganhando corpo, dinamizando e expandindo as ações do Ministério do Esporte, com o robustecimento dos programas já existentes, como a ampliação do Bolsa Atleta, o incentivo aos esportes olímpicos, a implantação de arenas esportes nos mais diferentes microrregiões do Brasil, por exemplo, e o lançamento de novas ações, sendo que a mais importante e arrojada delas é o projeto da Universidade Federal dos Esportes, um investimento em parceria com os Ministérios da Educação e da Saúde, destinado à formação de atletas, professores, pesquisadores e gestores, para ampliar a base esportiva e consolidar o esporte como política de Estado, e que colocará o Brasil na liderança da formação acadêmica dedicada ao esporte nas Américas”.

No Maranhão, o ministério do Esporte vem dando apoio à política do Governo do Estado e dos municípios na área dos esportes. Muitos municípios já receberam e outros estão recebendo investimentos em estruturas, com áreas para a prática de diferentes modalidades esportivas como arenas, além de vários programas que estão alcançando milhares de jovens atletas em todo o estado.

No campo político, o deputado federal licenciado André Fufuca viveu um ano excepcional. Ao mesmo tempo em que amadurecia a sua pré-candidatura ao Senado em 2026, enfrentou a mão pesada da cúpula do seu partido, que dominada pela ala da extrema-direita bolsonarista, liderada pelo senador Ciro Nogueira (PP/PI), exigiu que ele se demitisse do Ministério do Esporte, reassumisse o seu mandato na Câmara Federal e se posicionasse como oposição ao Governo do PT. André Fufuca reagiu contra a pressão recusando-se a entregar o cargo, no qual permaneceu com o apoio do presidente Lula da Silva, que reconheceu o bom trabalho que ele vem realizando na pasta, acertando para que permaneça no ministério até abril, quando terá de se desincompatibilizar para ser candidato a senador. Mas a cúpula partidária não aceitou e resolveu puni-lo tirando-lhe o comando do partido no Maranhão, entregando-o à deputada federal Amanda Gentil (PP).

Sua trajetória, sua capilarização político-eleitoral, sua ação no campo municipal e o seu trabalho como ministro do Esporte lhe deram estatura para pleitear uma cadeira de senador da República no ano que vem. Integrante da base de apoio do governador Carlos Brandão (sem partido), com quem mantém sólidas relações políticas e institucionais, e contando com o apoio de muitos prefeitos, incluindo os de Imperatriz, Timon, Caxias e Santa Inês, por exemplo, e com simpatia no Palácio do Planalto, André Fufuca vem figurando nas pesquisas como o nome favorito para a segunda vaga, juntamente com o senador Weverton Rocha (PDT), que liderança preferência para a outra cadeira. Seu principal adversário é a senadora Eliziane Gama (PSD), que aparece em terceiro lugar nas preferências para as duas cadeiras. Nesse cenário, está definido pela candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado e fechado com o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva.

Há duas semanas, uma denúncia o acusou de empregar fantasmas, mas ele negou. Foi como um sinal avisando que a corrida ao Senado não será de todo tranquila.

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane Gama candidata à reeleição e Ana Paula Lobato se afirmando encerram ano em dia com seus mandatos

Eliziane Gama e Ana Paula: em dia com seus mandatos

Elas atuam em campos políticos diferentes, mas não tão distantes, e são diferenciadas pela experiência, e cada uma a seu modo conseguiu se destacar ao longo do ano com projetos e ações distintos, mas de largo alcance, uma no auge de uma já respeitada e bem sucedida trajetória, e a outra ainda nos passos iniciais de uma caminhada numa trilha mais que desafiadora. São elas as senadoras Eliziane Gama (PSD) e Ana Paula Lobato (PSB), que chegam ao final de 2025 em dia com as suas obrigações dos seus mandatos, com lisura ética e desafios políticos.

Com o lastro de dois bons mandatos de deputada estadual, um mandato elogiado de deputada federal e um mandato brilhante de senadora da República, que ela tentará renovar em 2026, a senadora Eliziane Gama, 48 anos, realizou em 2025 um denso trabalho legislativo, muitas atividades parlamentares e muitas ações políticas. Sem exercer cargo executivo, ainda que tenha sido lembrada para ocupar ministério e também para uma vaga no TCU, a senadora maranhense foi efetiva na ação parlamentar, com participação intensa nas comissões temáticas e no plenário do Senado, onde, como vice-líder do Governo no Congresso Nacional, debateu e definiu posições em relação a projetos. Votou a favor da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês, que garantirá alívio financeiro a milhões de brasileiros. Num outro viés, votou contra o projeto de anistia para condenados por tentativa de golpe, e se ausentou na votação do projeto da dosimetria, com o qual também não concorda. Termina o ano emplacando projeto de sua autoria transformado em lei que torna patrimônio cultural a música gospel brasileira, sancionado na semana passada pelo presidente Lula da Silva.

No campo político, a senadora Eliziane Gama viveu ao longo de 2025 uma ciranda intensa de indefinições em busca de um rumo. Integrante da base do Governo Brandão, ela deixou o Cidadania para ingressar no PSD, a convite da cúpula nacional do partido. Percebendo com clareza que não tem espaço para concorrer à reeleição como membro da base governista estadual, que já tem o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro André Fufuca (PP) como os nomes preferenciais do grupo, ela vem migrando cuidadosamente para a esfera do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que é do seu partido e deve ser candidato a governador, com ela na chapa como candidata à reeleição. Em que pesem alguns percalços, a senadora Eliziane Gama fecha 2025 como uma política eficiente, em dia com o seu mandato e credenciada para brigar pela reeleição. Em relação a 2026, seu posicionado será pelo prefeito, se ele for candidato, e pelo presidente Lula da Silva.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB), que assumiu o mandato senatorial em 2023 como suplente, e em 2024 como titular, quando o titular, Flávio Dino, renunciou para ser ministro da Suprema Corte, mostrou em 2025 que a timidez da aprendiz foi para o espaço. Decidida a ser uma senadora articulada e produtiva, Ana Paula Lobato começou o ano entrando forte no debate de questões relacionadas com educação, saúde, trabalho e violência contra a mulher. assim como se posicionou com firmeza contra a anistia que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de estado. E manteve a linha ao ser o único representante maranhense no Senado a votar contra o projeto de dosimetria para beneficiar condenador por atentarem contra a democracia.

A senadora também emplacou o projeto de lei que altera o Código Civil para impedir que agressores de mulheres se beneficie financeiramente das suas vítimas em caso de violência doméstica, rompendo o ciclo financeiro entre agressor e vítima após condenação do agressor. Também propôs e defendeu medidas para garantir a expansão do ensino de tempo integral na rede escolar pública. Ao longo do ano, a senadora se empenhou para a implantação do Marco Regulatório da Vacina e dos Medicamentos de Alto Custo contra o Câncer no Brasil. E atuou forte para a criação de barreiras legais para evitar que que influenciadores digitais usem redes sociais para explorar crianças sexualmente. Atuou ainda para proteger o consumidor das investidas abusivas por meio de telemarketing. Votou a favor da isenção do IR para quem ganha ata R$ 5 mil/mês, e ganhou projeção nacional ao investir duramente contra a prática de misoginia no Brasil, sendo por isso alvo de uma campanha misógina, tendo contra-atacado com uma mensagem convocando as mulheres a se posicionarem contra misóginos.

No campo político, a senadora Ana Paula Lobato se consolidou como integrante da base do presidente Lula da Silva (PT). E ganhou destaque amplo ao deixar o PDT e retornar ao PSB, assumindo a presidência do partido no Maranhão. Em relação às eleições do ano que vem, às quais não concorrerá, está posicionada em apoio ao vice-governador Felipe Camarão (PT) e ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, a quem acompanhou na Assembleia Geral da ONU em setembro.

Weverton Rocha mostrou força no Senado, manteve liderança por reeleição, mas enfrentou contratempo incômodo

Weverton Rocha: força no Senado
e incômodo de última hora

Integrante da cúpula do Senado por ser líder do PDT e por ser muito ligado ao presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União/AP), o senador Weverton Rocha teve um ano de altos e baixos. Foi um dos membros maranhenses mais atuantes no Congresso Nacional em 2025. Foi ativo como legislador, emplacando vários projetos de lei, principalmente na área trabalhista. Foi também apoiador intenso do Governo no Senado e no Congresso Nacional, votando e articulando a favor das principais matérias propostas pelo Governo Lula da Silva (PT).

Recentemente, Weverton Rocha recebeu duas missões bombásticas, sendo uma delas relatar a indicação do titular da AGU, Jorge Messias, para a vaga aberta na Suprema Corte, que é rejeitado pela oposição, principalmente a ala bolsonarista, e a outra foi relatar o Projeto de Emenda à Constituição alterando as regras para impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Além disso, Weverton está diretamente envolvido no debate das questões mais sensíveis em pauta na Câmara Alta, mas preferiu se ausentar do plenário na hora da votação do projeto da dosimetria.

Candidato assumido à reeleição, ao longo do ano, o senador Weverton Rocha mostrou força política exibindo bom relacionamento com o presidente Lula da Silva, que tem manifestado simpatia por seu projeto de renovar o mandato, e recebendo o apoio declarado da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB). Na semana passada, Weverton Rocha fechou o ano político reafirmando seu apoio ao pré-candidato do MDB a governador, Orleans Brandão (MDB) e alinhamento ao presidente Lula da Silva (PT) na corrida à reeleição.

Por outro lado, o senador Weverton Rocha amarga um contratempo incômodo no final no ano ao seu projeto de reeleição ao ser apontado pela Polícia Federal como envolvido fortemente no escândalo dos descontos milionários e criminosos nos contracheques doa aposentados. Além de busca e apreensão seu endereços seus em Brasília e São Luís, a PF pediu a sua prisão, mas o PGR negou alegando inconsistências em parte da denúncia. Em nota, o senador declarou surpresa com a ação e se declarou inocente.

São Luís, 26 de Dezembro de 2025.  

Duarte Júnior, Pedro Lucas e Juscelino Filho fizeram a diferença na ação parlamentar em 2025

Duarte Júnior, Pedro Lucas Fernandes e
Juscelino Filho: atuações destacadas em 2025

O mandato de deputado federal ganhou peso excepcional nos últimos anos, a ponto de a Câmara Federal ser transformada quase em um Poder autônomo. Tanto que atualmente, mais do que senador e governador, os partidos políticos estão investindo a maior parte dos seus cacifes na eleição de deputado federal. A representação do Maranhão na Câmara Baixa é composta por 18 deputados federais, que atuam como entidades políticas autônomas, sem seguiram, pior exemplo, a orientação de governadores, como acontecia antes. Atualmente, é difícil medir o poder de fogo dos deputados federais, que hora de mostram por posições em votações importantes, hora se posicionam partidariamente com viés ideológico à esquerda ou à direita, e às vezes pelo volume de recursos que conseguiram arrancar dos cofres federais na forma de emendas, muitas delas desaparecendo pelo ralo de prefeituras. Mas entre os deputados federais maranhenses há quadros de excelência, como Duarte Júnior (PSB), Pedro Lucas Fernandes (União) e Juscelino Filho (União), que cada um à sua maneira, obtiveram grande destaque ao longo de 2025.

Não há qualquer dúvida de que o deputado Duarte Júnior, 39 anos, foi um dos mais atuantes membros da bancada maranhense na Câmara Federal. O seu trabalho parlamentar como vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para passar a limpo a escandalosa e monumental fraude dos descontos ilegais contra aposentados. Ao longo do ano, Duarte Júnior atuou intensamente dos debates no plenário e nas comissões técnicas que integra, participando também, com grande envolvimento, de projetos e debates relacionados com educação, defesa do consumidor, saúde e políticas públicas para crianças especiais, além de defender os animais com o militante de causa. O seu trabalho parlamentar o levou a ser apontado pela terceira vez consecutiva como “o melhor” representante do Maranhão no Ranking dos Políticos, que avalia a atuação dos deputados federais a cada ano. Trabalha pela reeleição como aliado do governador Carlos Brandão (sem partido) e integra a base de apoio da candidatura de Orleans Brandão (MDB), apoiando também o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva (PT)

O deputado Pedro Lucas Fernandes, 46 anos, teve um ano de grandes resultados. Para começar, o presidente Lula da Silva (PT) decidiu pela pesquisa e exploração de petróleo na Margem Equatorial, que inclui parte expressiva da faixa maranhense do Oceano Atlântico, projeto pelo qual ele tem dedicado muito da sua ação política. Agora mesmo, ele assiste aos preparativos para o lançamento do primeiro foguete comercial – uma parceria Brasil/Coréia do Sul – da Base de Alcântara, pela qual tem trabalhado intensamente. Além do seu trabalho com municípios, Pedro Lucas Fernandes vem ganhando projeção nacional. Primeiro foi escolhido, mas não aceitou, para ser ministro das Comunicações. Preside o União no Maranhão e logo em seguida foi designado para liderar a bancada do União Brasil na Câmara Federal. Reconhecido como um político muito ativo, mas ponderado e com bom nível de articulação, foi reconduzido, há duas semana, à liderança do União na Câmara Baixa e destacado no Ranking dos Políticos. Busca a reeleição e na corrida sucessória mantém aliança com o Palácio dos Leões e apoio o projeto de candidatura do emedebista Orleans Brandão, sem ter definido ainda seu candidato a presidente da República.

O deputado federal Juscelino Filho, 41 anos, termina 2025 como protagonista de uma grande virada. Ele iniciou o ano como ministro das Comunicações, mas foi bombardeado por conta de investigação de suspeita de desvio em emendas por ele enviada a Vitorino Freire, sua base. Pediu demissão, mergulhou por um tempo e reapareceu aos poucos com uma ação política de larga escala. De um lado, atuou para reconstruir o seu espaço na Câmara Federal e no tabuleiro político estadual, trabalhando também para viabilizar vários programas que trouxe para o Maranhão na condição de ministro das Comunicações, como conectaram milhares de estudantes à internet nas mais diversas regiões do estado. Busca a reeleição, fechou o ano lançando e assumindo a presidência da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais. Mantém sua posição de apoiar a candidatura do presidente Lula à reeleição, na contramão do seu partido, faz oposição ao Governo Brandão e ainda não tem candidato a governador.

PONTO & CONTRAPONTO

Márcio Jerry, Amanda Gentil, Rubens Júnior e Josimar de Maranhãozinho também se destacaram em 25

Márcio Jerry, Amanda Gentil, Rubens Júnior e
Josimar de Maranhãozinho: atuações políticas
fortes por vieses diferentes

Na bancada do Maranhão na Câmara Federal outros quadros tiverem atuação diferenciada em 2025. Cada um a seu modo e por caminhos e vieses diferentes, os deputados Márcio Jerry (PCdoB), Amanda Gentil (PP), Rubens Júnior (PT) e Josimar de Maranhãozinho (PL) se destacaram ao longo ano.

O deputado federal comunista Márcio Jerry, 59 anos, foi muito ativo em duas frentes, uma como vice-líder do Governo, trabalhou duro para compensar no jogo político a inferioridade numérica da bancada governista na Câmara Baixa. Já no front estadual, fez, enquanto pôde, uma hábil política do “bate-assopra”, mas fecha o ano firme na presidência estadual do PCdoB, posicionado na oposição ao governador Carlos Brandão e atuando para manter de pé o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT). É candidato à reeleição e se organiza para ser um dos principais porta-vozes do presidente Lula da Silva (PT) no Maranhão durante a campanha presidencial.

Marinheira primeira viagem, a deputada federal pepista Amanda Gentil, 26 anos, seguiu à risca as orientações do pai e guru Fábio Gentil, ex-prefeito de Caxias, fazendo um mandato legislativamente ativo, mas politicamente cauteloso. E foi com essa base que ela se firmou na Câmara Federal. Tanto que viveu uma guinada quando recebeu do comando nacional do PP a tarefa preciosa e oportuna de comandar o PP no Maranhão, aumentando significativamente a sua estatura. Aspira a reeleição e na corrida estadual apoia abertamente o pré-candidato do MDB Orleans Brandão e permanece no muro em relação à disputa presidencial.

Vice-líder do Governo na Câmara Federal, o deputado federal petista Rubens Júnior, 41 anos, é hoje um dos quadros mais respeitados da Câmara Federal, não só pelos seus conhecimentos em matéria institucional, mas também pela sua capacidade de interlocução dentro e fora da bancada governista no Congresso Nacional. Daí a sua posição de vice-líder do Governo, posição em que vem desempenhando papel importante na articulação governista. A divulgação de áudios com conversas suspeitas dele com interlocutor do Governo estadual não abalou o seu prestígio, continuando ele com prestígio forte no Palácio do Planalto. Candidato à reeleição, apoia, por enquanto, as candidaturas de Felipe Camarão ao Governo e do presidente Lula da Silva à reeleição.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho, 49 anos, teve um ano conturbado, a começar pelos seus altos e baixos na seara judicial, destacando-se também pela sua queda-de-braço com o ex-presidente Jair Bolsonaro na qual levou a melhor. O parlamentar fecha o ano correndo o risco de ser sentenciado pela Justiça por conta de supostas traquinagens com emendas parlamentares, mas também chega ao final de 2025 como líder inconteste de um grupo político forte. Não tem posição fechada ainda em relação à corrida sucessória estadual nem guerra pelo Palácio do Planalto.

Roseana fecha o ano lutando pela vida, alimentando-se também da força da política

Roseana Sarney entre Lula da Silva e Rosângela Silva:
lutando pela vida sem abrir mão da política

Ela não teve um desempenho à altura da sua experiência – um mandato deputada federal, meio de senadora e três e meio governadora do Maranhão -, mas o destaque que merece é pela sua coragem e pela sua resignação com a dureza que a vida lhe reservou na área de saúde desde a juventude. A deputada federal Roseana Sarney (MDB), 72 anos, dá um exemplo de como é possível encarar um câncer sem se deixar abater, por mais agressiva que seja a doença.

Despida da vaidade feminina, uma das suas marcas, ele se encontra residindo temporariamente no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, onde habita um apartamento, sem suas madeixas e expressão puxada pela luta sem trégua, mas sempre que pode conta aos amigos, admiradores e seguidores a quantas vai o embate, sempre se esforçando para manter o sorriso fácil de sempre.

Mesmo vivendo em tais circunstâncias, Roseana Sarney não abre mão do que lhe move: a política. E isso ficou claro na emblemática visita que lhe fez o presidente Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Silva. Naquele momento, em vez de aumentar a preocupação dos seus amigos com relatos sobre a guerra contra o mal, preferiu fazer o que mais gosta, conversar sobre política. Na conversa, exibiu coerências partidária ao defender o candidato do seu partido, Orleans Brandão, ao Governo do Estado.

Chega do final de 2025 lutando pela vida, mas encontrando brecha para alimentar o jogo político.

São Luís, 23 de Dezembro de 2025.

Destaques 2025: Roberto Costa atuou forte como prefeito, líder corporativista e articulador político

Roberto Costa incentivando a produção
agrícola comunitária, inspecionando obras
viárias e articulando recursos em Brasília

O ano político de 2025 foi marcado por surpresas e revelações e termina mergulhado em indefinições e expectativas em relação às eleições de 2026. E nesse contexto, alguns quadros da geração que está no poder se sobressaíram de maneira destacada, alimentando a certeza de que o Maranhão político tem rumo. Um desses quadros é Roberto Costa (MDB), deputado estadual por quatro mandatos e meio e atual prefeito de Bacabal, um dos dez maiores e mais importantes municípios maranhenses e presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), que congrega os 217 prefeitos do estado. No campo das relações políticas, Roberto Costa é vice-presidente regional do MDB, aliado de proa do governador Carlos Brandão (sem partido) e um dos principais articuladores do projeto de candidatura do secretário de Assuntos Municipalista Orleans Brandão ao Governo do Estado. Ao longo de 2025, Roberto Costa se consolidou no primeiro plano da política estadual.

De janeiro, quando assumiu a Prefeitura de Bacabal e a presidência da Famem, a dezembro, Roberto Costa surpreendeu ao atuar com a mesma intensidade e eficiência em três frentes exigentes e complexas. Foi igualmente ativo como prefeito de um município que é polo regional e guardava problemas enormes a serem vencidos; como presidente da Famem, mantendo ininterrupta a assistência técnica e jurídica a prefeituras e a interlocução entre os prefeitos e os governos estadual e federal; e como liderança partidária, com ações diversas para fortalecer o MDB e colocá-lo no epicentro das decisões estaduais. Nos três campos de atuação, o militante nascido nas entranhas do Movimento Estudantil e se formado nas fileiras do MDB criou uma consciência política rara, dedicando sua juventude e energia ao que define como “missões”.

Depois de quatro mandatos e meio como deputado estadual, período em que se consolidou como um dois principais articuladores políticos maranhenses, conseguindo dialogar francamente com a esquerda, com o centro – que é o seu campo – e com a direita, Roberto Costa trabalhou pelo equilíbrio nas gestões da Assembleia Legislativa, mais intensamente sob a presidência da deputada Iracema Vale (PSB). E foram os seus esforços como articulador que o levaram a construir uma aliança que o levou à Prefeitura de Bacabal em 2024, vencendo com folga uma eleição inicialmente vista como difícil.

O prefeito Roberto Costa surpreendeu desde o primeiro dia, quando lançou um pacote de medidas nas áreas de educação, saúde e infraestrutura, declarando, por exemplo, o fim da lista de material escolar na rede pública de ensino de Bacabal. Ao longo do ano, implantou uma série de programas para melhorar o sistema de ensino, e instituiu o fornecimento de fardamento escolar aos estudantes, adotando também medidas para melhorar os salários e o desempenho dos professores da rede municipal. Fez o mesmo na área de saúde, colocando em funcionamento integral toda a estrutura de atendimento hospitalar e postos de saúde da cidade e do interior. Sua gestão implantou também uma série de programas sociais, parte deles destinada a comunidades pouco assistidas pelo poder público, como as quilombolas, chagando a se declarar negro durante a Semana da Consciência Negras em outubro. E foi fundo na mudança cultural quando decretou a abolição das inaugurações com festa, argumentando que às vezes as inaugurações festivas custaram tanto quanto a obra inaugurada.

Quem conhece Bacabal e tem visão política isenta garante que o município está vivendo uma nova realidade.

No comando da Famem, Roberto Costa tem aperfeiçoado a política de assistência técnica e jurídica que a entidade presta aos prefeitos. E com a sua experiência política, tem conseguido melhorar a interlocução das Prefeituras com os governos do Estado e da República, mantendo a busca de investimentos como foco político da sua gestão no comando da organização municipalista. Deu abrangência aos movimentos destinados manter os prefeitos mobilizados, como a versão anual do congresso estadual de municípios e a marcha dos prefeitos à Brasília e tem alimentado a ponte que leva dirigentes municiais ao Palácio dos Leões.

Na corrida sucessória, Roberto Costa vem mantendo a coerência política e partidária ao se envolver integralmente na construção da candidatura de Orleans Brandão, que é um projeto do seu partido, o MDB. Nesse sentido, vem trabalhando na formação do lastro político e eleitoral do postulante emedebista ao Palácio dos Leões.

Roberto Costa fecha 2025 como um prefeito reformista e arrojado, como um dirigente corporativista ativo e como um articulador partidário intenso e coerente.   

PONTO & CONTRAPONTO

Rafael Brito, Fred Campos e Chiquinho FC foram prefeitos diferenciados ao longo de 2025

Rafael Brito, Fred Campos e Chiquinho Oliveira fizeram
diferença no comando de prefeituras importantes

Três prefeitos, todos de primeiro mandato, se destacaram em 2025 pela maneira como trabalharam e pelos vieses com que se orientaram no intrincado jogo político estadual: Rafael Brito (PSB), de Timon; Fred Campos (PSB), de Paço do Lumiar; e Chiquinho Oliveira (PT), de Codó. São políticos com perfis distintos, com pouca afinidade ideológica, mas que deram navegaram com desenvoltura em cenários políticos complexos e, a julgar pelos dados divulgados até aqui, estão alcançando bons resultados.

Em Tempo: vale registrar que aqui não se está montando uma lista de “melhores”, mas apenas registrando o diferencial que alguns impuseram nas suas gestões.

Rafael Brito encontrou Timon numa situação administrativa razoável no que há de essencial em matéria de serviços municipais, como educação e saúde, por exemplo, mas teve de encarar desafios, como a carência de água potável e a quase inexistência de um sistema de transporte coletivo. Atuando numa realidade política sensível, tendo como opositores ex-aliados experientes e politicamente fortes, o prefeito de Timon conseguiu impor uma gestão dinâmica, enfrentando de cara antigos desafios, entre eles o da segurança pública, dando à cidade – que é a terceira maior do estado, depois de São Luís e Imperatriz -, uma dinâmica que muitos não acreditavam ser possível. A impressão que passa é a de que sabe o que está fazendo. Aliado de primeira hora do governador Carlos Brandão, Rafael Brito apoia Orleans Brandão.

Fred Campos se elegeu prefeito de Paço do Lumiar – a sétima maior cidade maranhense – pressionado por um problema judicial, gerando dúvidas sobre qual seria o seu desempenho. Para surpresa de muitos, ele está fechando o seu primeiro ano no cargo com uma gestão muito diferenciada tantas foram as ações e inaugurações que comandou nesse período nas áreas de educação, saúde, melhorias urbanas. Elas chamaram a atenção não só pelo volume, mas também pela qualidade. Desde janeiro Paço do Lumiar vive uma ciranda de mudanças sem precedentes, se comparada aos governos mais recentes. No campo político, Fred Campos é linha de frente na base de apoio a Orleans Brandão.

Por mais contraditório que possa parecer, a começar pelo fato de ser um empresário de direita que se elegeu filiado ao PT, Francisco Carlos Oliveira, ou Chiquinho FC, como é mais conhecido, vem fazendo a diferença como prefeito de Codó, a sexta maior cidade maranhense. Fontes do município dão conta de que Codó está se transformando num canteiro de obras, com a Prefeitura atuando também com eficiência nos serviços de saúde e educação. Essa movimentação tem a ver com as portas que o prefeito vem abrindo em Brasília na condição de “petista” e nas alianças que vem construído no estado, sendo a mais recente com o governador Carlos Brandão (sem partido), que não o apoiou em 2024. Politicamente, está engajado no projeto de candidatura de Orleans Brandão.  

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Iracema manifesta solidariedade a Weverton e defende a presunção da inocência e o processo legal

Iracema Vale: solidariedade a Weverton Rocha
por presunção de inocência

Pressionado e em situação incômoda por conta da Operação Sem Desconto, por meio da qual a Polícia Federal o incluiu na lista dos suspeitos de envolvimento no esquema bilionário de fraude contra aposentados, situação que ele nega enfaticamente, o senador Weverton Rocha (PDT), recebeu um suporte de peso na última sexta-feira: uma nota de apoio e solidariedade da deputada Iracema Vale (PSD), presidente da Assembleia Legislativa.

Iracema Vale não faz uma defesa enfática do senador, mas chama a atenção para a presunção de inocência, um mecanismo que evita formação de juízo antes do encerramento das investigações e do devido o processo legal. Para ela, o importante agora é o respeito aos direitos de quem é alvo de investigação.

Na nota, a parlamentar destaca a trajetória do senador pedetista como um político ativo e envolvido com as causas populares e os interesses do Maranhão, nada havendo que contrarie essa linha de ação. E reconhece o senador Weverton Rocha como um aliados com quem sempre teve relação produtiva.

Vale lembrar que na semana que passou o senador Weverton Rocha foi alvo de ações da Polícia Federal, que por meio da Operação Sem Desconto, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal com o aval da PGR, fez buscas e apreensão em endereços ligados ao senador em Brasília e em São Luís, e prendeu quatro suspeitos de envolvimento no esquema criminoso, todos ligados ao senador.

Weverton Rocha manifestou surpresa em nota por meio da qual se declarou inocente.

São Luís, 21 de Dezembro de 2025.

Melhor avaliado entre prefeitos de capitais, Braide ganha reforço para decidir sobre 26  

Eduardo Braide: o melhor avaliado
entre prefeitos de capitais

Ao ser apontado pela pesquisa AtlasIntel como o mais bem avaliado prefeito de todas as capitais do Brasil, o prefeito Eduardo Braide (PSD) teve reforçado o seu cacife como gestor e ampliou a sua base de prestígio para, se quiser, entrar na corrida ao Palácio dos Leões como favorito, como apontaram mais de três dezenas de pesquisas que mediram o cenário sucessório estadual no último ano. De acordo com o levantamento, o prefeito de São Luís é aprovado por nada menos que 82% da população, com 14% de regular e apenas 2% que o consideram ruim ou péssimo. O colega que chegou mais próximo foi Dr. Furlan, de Macapá (AP), que alcançou 78% de aprovação.

A pesquisa também pediu uma avaliação ao governo municipal, e a resposta também foi acachapante, com 72% de avaliação positiva, contra 26% de regular e 2% que avaliarem como “ruim e péssimo”. Também nesse quesito o prefeito de São Luís tem o Governo mais bem avaliado entre as capitais, e bem à frente do segundo colocado, o Governo do prefeito de Porto Velho (RO) Léo Moraes, que recebeu 60% de avaliação positiva.

A pesquisa AtlasIntel, que ouviu 82.781 pessoas entre 6 de outubro e 5 de dezembro, com margem de erro de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, era o gás que o prefeito de São Luís estava precisando para completar a avaliação que o levará a decidir se será ou não candidato ao Governo do Estado. Fonte que tem interlocução com o prefeito Eduardo Braide reafirmou que ele estaria inclinado a se manifestar sobre o assunto em meados de janeiro. É o que espera o presidente nacional do seu partido, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que aposta alto no cacife do prefeito de São Luís e tem a sua candidatura como uma das prioridades do partido em nível nacional.

O prefeito de São Luís tem todos os requisitos que precisa para se lançar candidato ao Palácio dos Leões. Além da aprovação do seu desempenho e da avaliação positiva do seu Governo mostradas agora pela pesquisa AtlasIntel, Eduardo Braide pode contar com um suporte que fortalece expressivamente o seu projeto de candidatura e a condição de favorito: pesquisa recente do instituto Datailha apurou que, se vier a ser candidato a governador, ele sairá de São Luís com nada menos que 82% dos votos, uma largada difícil de ser superada. Teria também a maioria dos quase 1 milhão de votos da Ilha de Upaon Açu.

Além do seu cacife pessoal, o prefeito ludovicense conta com um partido sólido, disposto a apostar no seu projeto e cujo presidente tem feito questão de demonstrar a simpatia que tem por esse projeto. Eduardo Braide também pode contar com uma produtiva aliança com a senadora Eliziane Gama, que pertence ao seu partido e vem demonstrando claro interesse em se integrar ao seu projeto como candidata à reeleição, atraindo ampla fatia do eleitorado evangélico, em especial o vinculado à Assembleia de Deus. Se sair, deixará a Prefeitura de São Luís nas mãos confiáveis da vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), sua aliada de primeira hora.

Se vier a ser lançada, candidatura do prefeito de São Luís ao Governo do Estado poderá contar com um estímulo poderoso: uma aliança com o grupo dinista, liderado pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), que deixou a base governista e faz oposição cerrada ao governador Carlos Brandão (sem partido). As duas correntes têm se aproximado, tendo o deputado Fernando Braide como interlocutor.

A pesquisa AtlasIntel é focada em avaliação de desempenho de prefeitos de Capital, não tendo relação direta com a corrida sucessória nos estados. Mas os seus números são um poderoso indicador de prestígio que pode fazer a diferença numa disputa desse nível.

PONTO & CONTRAPONTO

José Sarney visita a Assembleia e elogia atuação de  Iracema Vale

Iracema Vale: recepção carinhosa a José Sarney

O ex-presidente da República José Sarney (MDB) faz ontem uma visita de cortesia à presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB). Aos 95 anos e reconhecido como o mais importante político vivo do País, por sua rica e vitoriosa trajetória, além do peso que tem na cultura brasileiras do o escritor, José Sarney foi recebido como um ídolo por Iracema Vale, apontada como uma das principais referências do atual cenário político maranhense.

José Sarney não foi deputado estadual, tendo iniciado sua carreira como deputado federal, mas não esconde a falta que faz um mandato estadual no seu currículo, manifestando apreço pela Assembleia Legislativa sempre que se manifesta sobre o assunto. Ontem, ele parabenizou a presidente Iracema Vale pelo trabalho político e institucional que ela vem realizando no parlamento estadual. Ele destacou a atuação da presidente como um marco histórico pelo fato de ser ela a primeira mulher a presidir o Poder Legislativo maranhense em 190 anos de existência.

O ex-presidente avalia a deputada Iracema Vale como um quadro político de excelência, que tem mostrado competência e talento no delicado campo das relações políticas e na seara institucional. Ela não escondeu a sua satisfação com a visita, declarando-se honrada em receber o ex-presidente, a quem agradeceu o apoio que recebeu dele nos momentos delicados vividos pela instituição.

“Sinto-me muito honrada em receber o presidente José Sarney nesta Casa. Ele sempre esteve ao meu lado, torcendo, apoiando e contribuindo com sua experiência”, revelou.

Com a cordialidade de sempre, José Sarney pediu à presidente Assembleia Legislativa que transmita seus cumprimentos aos deputados. A presidente Iracema Vale agradeceu a visita e o pedido do ex-presidente, que antes de deixar o Palácio Manoel Beckman recebeu os cumprimentos de um grande número de servidores.

Nova data para eleição pode mudar o cenário da disputa para a presidência da Câmara de São Luís

Beto Castro e Marquinhos Silva: disputa

Com a formalização regimental de que a eleição da Mesa da Câmara Municipal de São Luís será realizada entre outubro e dezembro, os vereadores da Capital vão para o recesso parlamentar mergulhados na incerteza quanto à escolha do próximo presidente da Casa.

A disputa tem de um lado o vereador Beto Castro (Avante), apoiado pelo presidente Paulo Victor (PSB) e com a simpatia do Palácio dos Leões. Do outro está o vereador Marquinhos Silva (União), com discurso de oposição.

A eleição estava marcada para abril, daqui a quatro meses, o que favoreceria Beto Castro, que já teve a simpatia de 25 dos 31 vereadores e perdeu alguns apoios. Ele gastou todo o seu poder de fogo apostando na eleição em abril. Mas a mudança da data, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, minou a base da sua candidatura, tendo alguns vereadores migrado para a base de Marquinho Silva, que começou sozinho e hoje tem nove apoiadores.

A preocupação de Beto Castro é que o tempo bem mais longo de campanha derreta seu lastro, o que na prática já está acontecendo. Tanto que alguns vereadores que apoiam Marquinhos Silva já falam em “virada”.

Nos bastidores do Palácio Pedro Neiva de Santana é corrente a avaliação de que a eleição do próximo presidente da Câmara será um reflexo direto da eleição para governador. Faz todo sentido.

São Luís, 20 de Dezembro de 2025.