
vice-prefeita Esmênia Miranda e com a
primeira-dama Graziella Braide
emoldurando o cantor Amado batista
Qualquer avaliação, seja de natureza administrativa, institucional ou política, dirá, sem qualquer sombra de dúvida, que o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) fechou 2025 melhor avaliado como gestor e como personalidade política com influência muito além das fronteiras da Capital que comanda. Duas semanas atrás, uma pesquisa da empresa Big Data o apontou como o melhor, mais eficiente e mais bem avaliado entre os prefeitos das capitais de todos os estados brasileiros. Antes, apareceu como líder inconteste de intenções de voto em mais de duas pesquisas que ao longo ao ano mediram os humores do eleitorado maranhense em relação à disputa para o Governo do Estado, mesmo sem ter dito uma só palavra sobre ser ou não ser candidato. Todo esse cacife tiveram por base dois pilares, o de gestor que está à frente de uma gestão que lhe dá 95% de aprovação, segundo pesquisa DataIlha recente, e da sua independência política no que diz respeito à sua relação com a Câmara Municipal, e no que toca à realidade político-partidária, incluindo decisão sobre candidatura, e por aí vai.
Aos 49 anos, advogado por formação e político por opção, e já lastreado por dois bem sucedidos mandatos de deputado estadual, meio mandato de deputado federal e um mandato e um quarto como prefeito eleito em 2020 e reeleito no 1º turno em 2024, Eduardo Braide chega ao final de 2025 como o mais ativo e importante político da sua geração. E o que lhe dá esse peso é a gestão que vem realizando como inquilino do Palácio de la Ravardière, mesmo como opositor do governador Carlos Brandão (sem partido) e sem linha direta com o presidente Lula da Silva (PT).
Sob sua tutela administrativa, São Luís está vivendo uma realidade diferenciada, com um elenco de obras que impressionam, como a requalificação do trânsito da cidade, os investimentos nas áreas de educação e saúde, e na revitalização a cidade velha na Praia Grande, onde há algumas semanas inaugurou o Complexo Santo Ângelo, que mudou a face de grande parte da região. Neste ano, sua gestão ampliou ainda mais o conjunto de obras, que vem realizando com recursos saídos de um rigoroso controle das contas municipais.
Sem maioria numérica nem bancada formal na Câmara Municipal, o prefeito Eduardo Braide enfrentou diversos embates com os vereadores fora da sua seara partidária ao longo do ano, sendo que a mais grave e mais recente por pouco não resultou numa crise institucional de largas proporções, causada por um lei quer reajustou o salário do prefeito de R$ 25 mil para R$ 38 mil, ou seja, mais de 50%. Ele rejeitou a lei, judicializou a questão, foi denunciado por suposto crime administrativo, foi alvo de um pedido de impeachment, partiu para o enfrentamento nas redes sociais e saiu do episódio mais forte do que entrou. Na mesma linha, enfrentou o poderoso cartel das empresas de ônibus por conta do subsídio que ajuda a bancar os custos das empresas. Enfrentou a associação dos empresários com os rodoviários, saído da crise com o controle da situação – no final da semana rompeu o contrato do a empresa 2001, pivô da crise, anunciando que ela será substituídas imediatamente.
Ao longo do ano, o prefeito Eduardo Braide manteve sua independência em relação aos vereadores, negociando cada projeto que enviou ao parlamento municipal. E vetou inúmeras matérias aprovadas pelos vereadores sem uma negociação prévia com o Palácio de la Ravardière, e os vetos que foram derrubados ele bateu às portas da Justiça para mantê-los, alegando a inconstitucionalidade das matérias aprovadas.
Surfando nos bons resultados administrativos e no prestígio que vem auferindo como personalidade política, o prefeito Eduardo Braide chega ao final de 2025 como nome decisivo no tabuleiro da política maranhense, principalmente no viés relacionado com a sucessão no Palácio dos Leões, sendo ou não candidato a governador. Se for candidato, entrará com cacife de nome certo num segundo turno; se não entrar na disputa, ninguém duvida de que ele terá forte influência, principalmente sobre boa parte dos mais de 800 mil eleitores de São Luís.
PONTO & CONTRAPONTO
Câmara de São Luís tentou antecipar eleição do presidente, foi brecada pelo Supremo e disputa encerra 25 indefinida
A Câmara Municipal de São Luís teve um ano politicamente atribulado. E o ponto causador da maioria dos momentos de tensão é a sucessão do vereador Paulo Victor (PSB) na presidência da Casa. A corrida começou logo em março, nas primeiras semanas do novo mandato, com o lançamento da candidatura do vereador Beto Castro (Avante), apoiado por Paulo Victor, e a entrada na disputa do vereador Marquinhos Silva (União), em faixa própria e sem padrinho.
O problema é que a eleição foi primeiro pensada para este final de ano, e transferida para março do ano que vem, o que vinha intensificando a disputa. Ocorre que a Suprema Corte do país deu um basta no açodamento antecipatório e estabeleceu, para todo o Brasil, que eleição de presidente de Câmara Municipal só pode acontecer a partir de outubro do último ano do mandato em curso, ou seja, quatro meses antes da posse, que ocorre em fevereiro. A Câmara Municipal corrigiu o Regimento com a nova regra, tudo certo.
Só que no campo político a puxada de freio da Suprema Corte desestabilizou a candidatura do vereador Beto Castro, que chegou a ter o apoio de 23 dos 31 vereadores. A mudança da regra e a ampliação do prazo para a eleição deu gás inesperado ao vereador Marquinho Silva, que na semana passada já estaria contabilizando o apoio de 11 vereadores. E segundo a fonte da Coluna, com tendência de crescimento.
Um vereador e experiente previa ontem que a eleição do novo presidente da Câmara de São Luís só será marcada para o mês de novembro, após o resultado das eleições para presidente do país, governador do Estado, senador, deputado federal e deputado estadual, principalmente se o prefeito Eduardo Braide for candidato aos Leões. Ou seja, quando a nova relação de forças políticas estiver devidamente desenhada com o resultado das urnas. O que significa dizer que essa corrida fecha 2025 numa espécie de zero a zero.
Paulo Victor começou 25 prevendo eleger sucessor e disputar vaga na Alema, mas o cenário mudou
A mesma indefinição que tomou de conta dos gabinetes da Câmara Municipal de São Luís domina os movimentos do presidente do parlamento ludovicense, vareador Paulo Victor (PSB), que teve domínio avassalador da agenda da vereança da Capital em no primeiro mandato, mas que mudou muito no primeiro ano do terceiro mandato presidencial.
O chefe de poder intenso e adversário agressivo do prefeito Eduardo Braide, diminuiu, ao longo de 2025, a intensidade e a agressividade. Ainda afiado, com frases cortantes e sempre preparado para o embate, Paulo Victor migrou para um estilo mais leve, mantendo ainda, claramente, o controle da Casa, mas enfrentando, aqui e ali, situações que evidenciam um problema aqui, outro ali, seja no campo judicial, como também no campo da gestão em si.
Na esteira dos quase 15 mil votos que recebeu na reeleição em 2024 e da possibilidade de eleger o seu sucessor antes das eleições gerais de 2026, ele entrou em 2025 projetando sua candidatura à Assembleia Legislativa. Esse projeto, porém, perdeu lastro com a mudança da data da eleição para presidente da Câmara Municipal, associado a outros problemas políticos e partidários com os quais não contava.
Há quem diga que ele chega ao final de 2025 revendo o projeto de candidatura a deputado estadual.
São Luís, 29 de Dezembro de 2025.

