Orleans e Camarão estão à procura dos seus companheiros de chapa

Orleans Brandão e Felipe Camarão procuram vices

Os companheiros de chapa dos pré-candidatos ao Governo do Estado Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), ainda não escolhidos, podem ser definidos e anunciados a qualquer momento, podendo também a escolha ser jogada para a frente, para que sejam feitas até feitas em momentos mais próximos das convenções partidárias, que pelo Calendário Eleitoral estão programadas para entre a última quinzena de julho e a primeira quinzena de agosto. O fato é que Orleans Brandão encontra-se empenhado na busca de um vice preferencialmente de São Luís, enquanto Felipe Camarão ainda tem muitos ajustes a fazer no seu projeto de candidatura antes dessa escolha, que deverá ser tomada em acordo com o partido.

A história recente tem mostrado que a escolha de um vice é bem mais complexa do que juntos imaginam. Isso porque parte deles se acomodam na conforto da “expectativa de direito”, enquanto outros encontram nesse posto a base para voos mais altos. Há vices que querem ter participação ativa administrativa ou política (caso de João Alberto no Governo Epitácio Cafeteira, por exemplo), assim como há vice se comportam na linha definida pelo governador (caso do Carlos Brandão no Governo Flávio Dino). Há também vices que se transformam em problemões para os governadores (caso de João Rodolfo no Governo Luiz Rocha). E, finalmente, há o “vice-perfeito” (caso da atual prefeita de São Luís, Esmênia Miranda)

 No cenário atual, apenas o pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), preencheu a vaga de vice, escolhendo a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD), um perfil ainda a ser avaliado. Orleans Brandão e Felipe Camarão, que têm situação e condições políticas muito diferentes. O primeiro busca um nome em São Luís, e o segundo ainda não sinalizou onde buscará um vice no cenário geopolítico estadual. Avaliam se deve ser mulher, se pode ser um artista, um político de renome, um trabalhador, um empresário, ou alguém com outro perfil, contanto que seja um cidadão(ã) com representatividade, que possa transformar prestigio em voto.

A inclinação de Orleans Brandão por um nome de São Luís ou da Ilha de Upaon Açu tem uma explicação política lógica: ele quer fazer o contraponto à escolha de Eduardo Braide, o seu principal adversário, que lidera largamente e foi buscar sua vice em Imperatriz, onde espera reverter a vantagem que o emedebista tem ali. Já examinou vários nomes, entre eles o ex-prefeito Edivaldo Jr., a deputada estadual Helena Duailibe, a primeira-dama de Paço do Lumiar Maedja Campos e o deputado estadual Neto Evangelista, por exemplo. Mas pode decidir por um nome de expressão política estadual, que pode ser a deputada presidente da Assembleia Legislativa Iracema vale (MDB), entre outros. O fato é que, depois de uma agitação causada pela escolha feita por Eduardo Braide, Orleans Brandão tirou o pé do acelerador e resolveu escolher com mais calma.

A situação de Felipe Camarão é bem diferente. Ele ainda está assimilando a confirmação da sua candidatura, só confirmada na última segunda-feira (01). No momento, segundo fonte próxima a ele, o vice-governador pretende, primeiro, organizar integralmente a sua pré-candidatura, afinar a sua relação com o PT e seus aliados, tentar ampliar o arco de aliança em torno do seu projeto, para então pensar na escolha do seu vice. Uma decisão já parece tomada: não será um nome do PT, mas pode sair das fileiras do PCdoB ou do PSB, embora os socialistas estejam empenhados na construção de uma relação com Eduardo Braide. E até agora nenhum nome foi ventilado para ser o vice do pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

Como está posto, o emedebista Orleans Brandão se movimenta sem muita pressa para encontrar um nome em São Luís, que lhe agregue prestígio e votos, enquanto o petista Felipe Camarão ainda está se organizando para começar a pensar no assunto.

PONTO & CONTRAPONTO

Após incursão na Região Tocantina, Braide participa hoje do Corpus Christi em São Luís

Eduardo Braide e Elaine Cortez almoçando
num restaurante em Imperatriz

Recém chegado de uma incursão na Região Tocantina, com uma intensa movimentação em Imperatriz ao lado da companheira de chapa Elaine Cortez, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, participará hoje, em São Luís, da programação do Corpus Christi, cujo ponto alto será o grande evento a ser realizado no Castelão.

Católico praticante, daqueles que vão à missa aos domingos e cumpre rigorosamente o roteiro litúrgico dos atos do catolicismo, Eduardo Braide divulgou ontem um vídeo em que ele convida a comunidade católica de São Luís para participação da celebração.

Na incursão na Região Tocantina, ele foi a Porto Franco, onde participou de reuniões políticas e esteve em Sítio Novo, onde visitou os estandes da ExpoSítio e conversou com empresários sobre a produção de grãos na região. Em Imperatriz, Eduardo percorreu o calçadão coberto, onde se concentra o comércio lojista da metrópole tocantina, e de lá saiu empolgado com a recepção.

Novo não consegue decolar com Lahesio ao Governo e Roberto Rocha ao Senado

Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:
dobradinha ainda não decolou

Por mais que o presidente Leonardo Arruda, o pré-candidato a governador Lahesio Bonfim e o pré-candidato ao Senado Roberto Rocha, uma certeza corre no meio político que a situação dentro do braço maranhense do partido Novo é de desânimo.

O primeiro fator desse estado de ânimo é o emperramento do projeto de candidatura de Lahesio Bonfim ao Palácio dos Leões, que já começa a sinalizar uma marcha à ré. Ele começou como o principal adversário de Eduardo Braide (PSD), perdeu a posição para Orleans Brandão (MDB), e ninguém duvida de que em pouco tempo perderá a terceira posição para Felipe Camarão, pré-candidato do PT.

O ex-senador Roberto Rocha entrou com o um furacão na corrida ao Senado, liderando com o senador Weverton Rocha (PDT) a disputa pelas duas cadeiras. Só que as últimas pesquisas, em especial a mais recente, do INOP, indicaram uma tendência de queda, principalmente depois da entrada de Duarte Jr. (Avante). Ou seja, depois de meses de folga, o ex-senador começa a sentir a mudança de ares.

A, finalmente, o Novo vem enfrentando muitas dificuldades para montar chapas de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Pelo menos até aqui, o braço maranhense do Novo não conseguiu decolar.

São Luís, 04 de Junho de 2026.

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