Arquivos mensais: setembro 2026

São Luís: IPPI aponta Braide com 75,6%, Orleans com 11,4% e Camarão com 5,6%

Eduardo Braide lidera, Orleans Brandão
é segundo Felipe Camarão
é terceiro na Capital

Na data em que começa a contagem regressiva de 10 dias para as eleições, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) tem 75,6% das intenções de voto na corrida ao Governo do Estado em São Luís, seguido do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com 11,4%, e do do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,6%. O ex-senador e ex-vice-prefeito Roberto Rocha (PRTB) parece com 1%, seguido por André Luís (Missão) com 0,8, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,7, Reginaldo Lima (PCB) com 0,3% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1% das intenções de voto. Indecisos somaram 2,8% e brancos e nulos 1,7%.

Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente sobre as tendências do eleitorado da Capital em relação disputa para governador.

Transformados em votos válidos – com a exclusão dos indecisos e nulos e brancos -, o percentual de intenções de votos para Eduardo Braide no alcança 79,2%, enquanto o de Orleans Brandão chega a 11,9% e o de Felipe Camarão a 5,9%. Os demais candidatos permanecem com os mesmos patamares, por serem muito baixos, e não são alterados com a exclusão de indecisos e nulos e brancos.

O levantamento, divulgado ontem em live comandada pelo titular do portal Café Quente, Rogério Cafeteira, reforça tendência favorável ao ex-prefeito Eduardo Braide na Capital, com a reafirmação da sua imagem de bom gestor. Esse cacife foi construído ao longo dos cinco anos em que comandou a máquina administrativa da Capital e realizou uma gestão diferenciada e cujo portfólio é largamente aprovado pela população ludovicense.

A posição do candidato Orleans Brandão chama a atenção pelo fato de ele representar a gestão do governador Carlos Brandão (MDB), que fez muitos investimentos em São Luís, nas áreas centrais e nos bairros, e tem o apoio político e eleitoral de pelo menos 25 dos 31 vereadores. O emedebista tem feito uma campanha intensa na cidade, contando com o reforço do governador Carlos Brandão, que tem ido para as ruas em animadas incursões por bairros, acompanhado de vereadores aliados.

A tendência favorável a Eduardo Braide foi desenhada em alguns levantamentos feitos antes de ele admitir renunciar ao cargo de prefeito ser candidato a governador. Em abril, quando confirmou a pré-candidatura e renunciou à Prefeitura, ele tinha 80% de aprovação e uma larga margem de intenções de voto para o Palácio dos Leões. Só que o ex-prefeito precisou se dedicar a uma maratona pelos quatro cantos do estado, para mostrar que, ao contrário do que diziam seus adversários, a sua ação política podia muito além do Estreito dos Mosquitos.

A cruzada de Eduardo Braide para visitar municípios abriu caminho para que Orleans Brandão tentar ocupar o máximo possível de espaço. Sua estratégia foi ser levado aos bairros por vereadores aliados e pelo vice-prefeito Edivaldo Jr. (MDB), acreditando que essa relação transformaria o apoio deles em votos. Nesse ambiente, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), aliada incondicional do ex-prefeito, e tem feito o contrapeso em favor do seu antecessor.

A importância da disputa entre os candidatos a governador em São Luís está o fato de que a diferença pode ter forte influência, podendo até mesmo ser determinante para o resultado geral da eleição. São Luís tem 750 mil eleitores, e se apurar 600 mil votos bons, pela tendência identificada pelo IPPI, Eduardo Braide poderá sair das urnas com 450 mil, o que lhe dará uma margem de pelo menos 350 mil votos para compensar perdas na seara municipal.

Daí a atenção e o esforço do governador Carlos Brandão para, se não virar o jogo em favor de Orleans Brandão, pelo menos diminuir a vantagem de Eduardo Braide. E o dado decisivo é que só faltam 10 dias para a corrida às urnas.   

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.000 eleitores em São Luís entre os dias 11 e 15 de setembro, tem margem de erro de 3.1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02079/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e segunda vaga é disputada por Fufuca, Eliziane e Lahesio

São Luís: Roseana Sarney lidera; André Fufuca,
Eliziane Gama e Lahesio disputam segunda
vaga, seguidos de Weverton Rocha, Cidônio
Gonçalves, Hilton Gonçalo, Raimundo
Moreira, Wilson Leite e Simplício Araújo

O quadro encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente no eleitorado de São Luís para as duas vagas no Senado indicam a situação que vem se consolidando nos diversos levantamentos feitos recentemente. De um lado, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) isolada, com 34% das intenções de voto, e de outro o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 24,5%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 24,4% e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 22,8% empatados tecnicamente dentro da margem de erro, e o senador Weverton Rocha (PDT) com 19,5%, empatado com o último, também dentro da margem de erro.

No mais, Cidônio Gonçalves (PL) aparece com 4,5%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3,9%, Raimundo Moreira (PCB) com 2,9%, e Wilson Leite (PSTU) com 2,3% tecnicamente empatados pela margem de erro, s Simplício Araújo (DC) com 1,7% das intenções de voto na Capital. Vale registrar que o candidato Enilton Rodrigues (PSOL), não pontuou.

A liderança de Roseana Sarney é explicada pelo grande prestígio que ele alcançou como governadora durante quase 14 anos, principalmente no campo cultural, com a revitalização do Centro Histórico e a conquista do título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, mas também por obras de infraestrutura como a Via Expressa e a conclusão da Quarto Centenário e a valorização da cultura popular e o resgate do Carnaval.

Chama a atenção o empate rigoroso entre o ex-ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama, um indicador provável de que o eleitor da Capital enfrente a dificuldade de escolher entre dois candidatos que não apoiam a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado.

Por outro lado, chama a atenção a perda de prestígio do senador Weverton Rocha na Capital, que sempre foi o epicentro da sua ação política, correndo o risco de ser mais uma vez menos votado do que Lahesio Bonfim, que o deixou para trás na corrida ao Governo do estado em 2022.

A disputa pela segunda vaga será resolvida na reta final da corrida às urnas.

Para especialistas, recurso de Roberto Rocha ao TSE vai dar em nada e ele está fora da corrida aos Leões

Roberto Rocha

Se analisar o recurso com base nos argumentos técnicos que levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) a indeferir o registro da sua candidatura por unanimidade (7×0), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira, confirmará a decisão e catapultará o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) da disputa para o Governo do Estado.

É essa a opinião de três advogados com experiência as lides da Justiça Eleitoral ouvidos pela Coluna.

Na avaliação deles, que têm conhecimento do caso, a decisão do TRE-MA encontra-se absolutamente amparada nos fatos que embasaram ação do partido Novo, cuja alegação principal é a de que Roberto Rocha tinha duas filiações partidárias, uma no Novo e outra no PRTB. Diante dos argumentos e dos fundamentos que lastrearam a impugnação do registro de candidatura de Roberto Rocha aos Leões, esses observadores disseram não ter dúvida de que o TSE vai confirmar os 7×0 do TRE.

Roberto Rocha sabe que a situação da candidatura dele é dramática e que a realidade nua e crua é a de que ele encontra-se fora dessa disputa. Para ele, que certamente participará de outros embates eleitorais, é interessante permanecer sob os holofotes, ainda que sem direito a espaço na propaganda eleitoral e rifado dos eventos restritos a candidatos cujos partidos têm representações no Congresso Nacional.

A sua condição de sub judice lhe dá o direito de pedir votos e se apresentar como candidato a governador, mas na opinião dos advogados ouvidos pela Coluna, Roberto Rocha sabe que, pelo menos no que diz respeito a essa eleição, o destino do seu projeto de poder é o arquivo morto da Justiça Eleitoral.

São Luís, 24 de Setembro de 2026.

IPSensus diz que Braide tem 15 pontos percentuais de vantagem sobre Orleans em São Luís

Eduardo Braide lidera a corrida
em São Luís mas pesquisa diz
que Orleans Brandão cresceu

Se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) teria 50,9% dos votos de São Luís, e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), sairia das urnas com 35,8%. Transformados em votos válidos, Eduardo Braide alcançaria 53,5% e Orleans Brandão, 37,6%. O ex-prefeito venceria na Capital com uma vantagem de 15,6%.

Nesse contexto, na votação estimulada, o vice-governador Felipe Camarão (PT) receberia 5,9%, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) seria votado por 1,6%, Saulo Arcangeli (PSTU) 0,4%, André Luís (Missão) por 0,3% e Reginaldo Lima (PCB) por 0,3%. E, curiosamente, o IPSensus não divulgou o percentual de “nenhum, brancos e nulos” nem o de indecisos.

O levantamento do IPSensus, que tem se notabilizado por mostrar Orleans Brandão na lideranças em todas as suas pesquisas, é revelador da guerra que está sendo travada pelos dois candidatos em São Luís, onde o Governo do Estado fez muitos investimentos para quebrar o impacto da bem sucedida gestão do prefeito Eduardo Braide.

Com 750 mil eleitores, que representam, grosso modo, cerca de 15% do eleitorado estadual, a Capital tem peso decisivo numa disputa acirrada ao Governo do Estado. E no caso atual, tendo um ex-prefeito bem avaliado como candidato ao Governo, esse posicionamento do eleitorado será bem mais enfático e evidente. Tanto que, antes de renunciar ao cargo de prefeito, para p qual fora reeleito em turno único em 2024, Eduardo Braide tinha aprovação superior a 80%.

Ocorre que, ciente de que uma vantagem robusta em São Luís daria a Eduardo Braide uma vantagem excepcional na soma geral dos seus votos, o governador Carlos Brandão decidiu jogar todo o peso dos investimentos do Governo na Capital e desencadear, ele próprio, uma ação política de muita força, baseado principalmente na aliança que alimenta com pelo menos 25 dos 31 vereadores ludovicenses. E numa estratégia por meio da qual enquanto Orleans Brandão está percorrendo o interior, para consolidar o apoio de prefeitos, o governador Carlos Brandão inaugura obras e faz animadas incursões pelos bairros pedindo votos para o emedebista.

Por seu turno, Eduardo Braide, que conta com seis vereadores, faz ele próprio a sua campanha em São Luís, sendo obrigado a alternar sua intensa agenda com atos no interior e na Capital. O ex-prefeito conta com o portfólio da sua gestão arrojada e tem o apoio incondicional da prefeita Esmênia Miranda (PSD), que trabalha para manter o ritmo da gestão, com um elenco alentado de investimentos garantidos pelo caixa de R$ 2 bilhões deixados pelo antecessor.

Numa disputa em que a votação de Eduardo Braide e Orleans Brandão pode ter influência decisiva no resultado geral da corrida ao Palácio dos Leões, os percentuais trazidos pelo IPSensus não são estimulantes para o ex-prefeito de São Luís, ainda que não sejam também o melhor dos mundos para Orleans Brandão. O problema é que, mesmo levando em conta o fato de que a margem de erro seja de 5,9%, os números mostram Eduardo Braide perdendo terreno e Orleans Brandão avançando na reta final da campanha, passando a impressão de que a estratégia do governador Carlos Brandão está funcionando.

A eleição será realizada daqui a 11 dias, o que faz com que a campanha entre no seu período mais agudo, com os dois candidatos polarizados usando ao máximo o seu “poder de sedução” para puxar o que resta de indefinição no eleitorado da Capital. Outras pesquisas estão a caminho   

Em Tempo: a pesquisa IPSensus foi realizada entre os dias 15 e 20 de setembro, ouviu 800 eleitores de São Luís, tem margem de erro de 5,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança é de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08259/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Bolsonaro faz motocarreata e fala a seguidores em São Luís, mas não consegue embalar Roberto Rocha

Flávio Bolsonaro, Roberto Rocha
e destaques do bolsonarismo
e de correntes do PL

O candidato do PL a presidente da República, senador Flávio Bolsonaro, fez campanha ontem em São Luís, uma das capitais onde ele provavelmente terá menos votos. Ele desembarcou no final da manhã, comandou uma motocarreata entre o aeroporto do Tirirical e o pátio da loja Havan, na avenida Daniel de La Touche, onde fez um comício para cerca de três mil aliados e apoiadores. Ele comandou um ato expressivo, mas não conseguiu unir as correntes bolsonaristas em torno de Roberto Rocha (PRTB).

Na sua fala, o candidato do PL bateu forte no presidente Lula da Silva e o Governo do PT, repetiu o mote de que vai “libertar” o Brasil, fez as críticas de sempre ao Supremo Tribunal federal, atacando especialmente o ministro Flávio Dino, e exibiu uma grande fotografia emoldurada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado, prometendo “anistia-lo” se for eleito. Fez, portanto, um discurso para bolsonarista ouvir.

Flávio Bolsonaro foi recepcionado pelo ex-senador Roberto Rocha, candidato do PRTB, sub judice, ao Governo do Estado e que é o quarto colocado nas pesquisas, e a quem declarou apoio, mas sem sensibilizar as correntes do PL.

A recepção reuniu os mais ativos bolsonaristas maranhenses: o deputado estadual Yglésio Moises (PRD), a suplente de deputada federal Mariana Carvalho (PL), a vereadora ludovicense Flávia Berthier (PL), o suplente deputado federal Allan Garcez (PL), o inacreditável candidato a senador Cidônio Gonçalves (PL), e representantes do da banda do PL liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, a deputada federal Detinha, que preside o PL no estado, a deputada estadual Fabiana Vilar e o vereador ludovicense Aldir Jr..

O que ficou muito claro: Flávio tem o apoio dessas correntes, mas o candidato dele a governador, Roberto Rocha, só conta com o minigrupo comandado pela suplente de deputada Mariana Carvalho. As demais correntes não o hostilizam, mas também não lhe dão a menor atenção. O mesmo acontece com o candidato a senador Cidônio Gonçalves, que não consegue mobilizar um naco do partido no Maranhão e depende de declarações de apoio do próprio Flávio Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Outra evidência na cúpula do bolsonarismo estadual é a guerra sem trégua travada entre a candidatas do PL à Câmara Federal Flávia Berthier e Mariana Carvalho contra a deputada estadual e candidata a deputada federal “terrivelmente evangélica” Mical Damasceno (Republicanos), que se apresenta como linha de frente do bolsonarismo.  As duas se articularam e barraram o acesso da deputada Mical Damasceno ao veículo no qual Flávio Bolsonaro comandou a motocarreata e que foi transformado em palanque em frente à Havan. O chega-prá-lá deixou Mical Damasceno indignada e acusando a responsável pelo impedimento de “querer ser a dona da direita no Maranhão”, e prometeu se vingar com ameaças bíblicas.   

Recado para candidatos: pesquisa mostra que 82% dos brasileiros não confiam no Congresso Nacional

O Congresso Nacional é alvo da
desconfiança da esmagadora
maioria dos brasileiros

Atenção deputados federais e senadores candidatos à reeleição e aspirantes a cadeiras na Câmara Federal e Senado da República: o Congresso Nacional é a instituição brasileira menos acreditada pelo povo brasileiro, despertando nele um muito elevado grau de desconfiança.

De acordo com pesquisa do Atlas/Estadão, publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, nada menos que 81% dos brasileiros não acreditam no Congresso Nacional e desconfiam de deputados federais e senadores.

A informação levantada por O Estadão coloca os atuais deputados e senadores candidatos à reeleição em situação incômoda, à medida que a maioria deles encontra-se exatamente tentando convencer os eleitores de que são merecedores de mais um voto de confiança.

Os candidatos que tentam substituir os atuais têm a vantagem de se apresentar com o discurso da mudança, mesmo estando claro que, pelo contexto político em que vivem, dificilmente farão algo melhor do que os atuais.

Os dados da pesquisa Atlas/Estadão podem também servir de referência para o eleitor ainda buscando uma definição em relação a candidatos a deputado federal e senador.

São Luís, 23 de Setembro de 2026.

Pesquisas causam impacto pela divergência de números dados a Braide e a Orleans

Eduardo Braide e Orleans Brandão: posições
profundamente divergentes nas pesquisas

O tabuleiro da sucessão estadual foi estremecido nas últimas 72 horas, a 13 dias da corrida às urnas, com os números impactantes e divergentes de duas pesquisas, uma do IPSensus, divulgada no domingo, e uma do Instituto Viva Voz, que emergiu nesta segunda-feira. Como tem acontecido com outros levantamentos, curiosamente os números só divergem em relação a Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), que se alternam na liderança, enquanto os demais candidatos alimentam divergências que raramente saem da margem de erro.

Divulgada no domingo (20), a pesquisa IPSensus trouxe o seguinte panorama da corrida ao Palácio dos Leões: Orleans Brandão com 43,6% das intenções de voto e Eduardo Braide com 35,7%, uma vantagem de 7,9 pontos percentuais em favor do emedebista.

Atrás deles aparecem Felipe Camarão (PT) com 8,1%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, André Luís (Missão) com 1,5% e Saulo Arcangeli (PSTU), com 1%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,8% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,3%. Um contingente de 2,7% afirmou que votará em branco ou nulo e outro, com 3,3%, manifestou indecisão.

Já a pesquisa do Instituto Viva Voz, divulgada nesta segunda-feira (21), trouxe números igualmente impactantes: Eduardo Braide (PSD) com 49,3% das intenções de voto, Orleans Brandão (MDB) com 26,1%, uma surpreendente vantagem de 23 pontos percentuais do candidato de oposição sobre o concorrente governista.

No segundo bloco, Felipe Camarão (PT) aparece na frente com 6,4% das intenções de voto, seguido de Roberto Rocha (PRTB) com 3,8%, André Luís (Missão) com 0,9%, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,6%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,4% e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3%. Além disso, 6.3% não souberam ou não quiseram responder, enquanto 5,9% responderam “nenhum, brancos e nulos”.

Pela enésima vez, a Coluna lembra uma regra universal segundo a qual, por diversas razões de ordem técnica e estatística, não se deve comparar pesquisas de institutos diferentes. Mas de novo coloca essa regra de lado diante das diferenças gritantes que vêm separando as pesquisas sobre a disputa pelo Governo do Maranhão, com um grupo de institutos, a começar pelo mais importante, o Quaest, contratado pela TV Mirante por orientação da Rede Globo, que mostram Eduardo Braide na liderança com vantagem que variam de 12 a 20 pontos percentuais, parte delas indicando vitória no 1º turno, e outro grupo empresas cujas pesquisas apontam Orleans Brandão à frente, com vantagens que variam de 6 a 10 pontos percentuais.

É exatamente o caso da IPSensus, que no domingo apontou Orleans Brandão na liderança com 10 pontos percentuais de vantagem, e do Instituto Viva Voz, que na segunda-feira veio à tona afirmando que Eduardo Braide tem 49,3% de intenções de voto contra 26,1%.

Essa divergência vem alimentando um cenário de incertezas com relação ao desfecho da disputa para o Governo do Estado, polarizada entre Eduardo Braide, cujos partidários festejam intensamente o seu favoritismo, e Orleans Brandão, cujos apoiadores comemoram cada pesquisa favorável como igual entusiasmo, a começar pelo governador Caros Brandão. Os cautelosos preferem aguardar os números da pesquisa Quaest, que devem ser divulgados nesta semana pela TV Mirante.

Em Tempo: a pesquisa IPSensus ouviu 1.000 eleitores no período de 14 a 18 de setembro, tem margem de erro 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02374/2026. Por sua vez, contratada pelo (?) Tribuna 98, a pesquisa do Viva Voz ouviu 1.320 eleitores – não foi informado o período da coleta –, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02471/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Confrontado por assuntos ácidos, Camarão se defende e faz ataques duros a Brandão e Orleans

Felipe Camarão enfrentou temas
ácidos na entrevista na TV Mirante

O vice-governador Felipe Camarão, candidato do PT ao Governo do Estado, voltou a acusar o governador Carlos Brandão (MDB) de tentar criar “uma oligarquia” no Maranhão com a candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), à sua sucessão. Com o discurso político mais forte entre os candidatos quer participaram série de entrevistas da TV Mirante, Felipe Camarão explicou que se afastou definitivamente do Governo, do qual foi secretário de Educação, por causa de divergências com o governador quanto à aplicação dos recursos de precatórios do Fundef. O candidato petista, que é procurador federal de carreira, também classificou de “armação” a suspeita, levantada pelo Ministério Público estadual, de que ele teria movimentado atipicamente grandes quantias. E declarou ser o único candidato a governador do Maranhão ligado ao presidente Lula da Silva (PT), reafirmando o mote de campanha “Lula lá, Camarão cá”.

As posições do vice-governador foram manifestadas durante os 30 minutos, tempo em que ele respondeu a perguntas dos bem articulados jornalistas Tayse Feques e Rodrigo Bomfim e de estudantes universitários convidados. Além de temas relacionados à gestão e ao seu programa de Governo, sobre os quais ele tratou afirmando ser o único candidato que tem um plano de Governo, Felipe Camarão foi confrontado com três questões incômodas, uma sobre o motivo que o levaram a romper com o governador Carlos Brandão, outra relacionada com suposta suspeita de desvio quando secretário de Educação – que causou a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa -, e uma terceira sobre suposta postagem de conteúdo machista contra a deputada (terrivelmente evangélica) Mical Damasceno (Republicanos).

O candidato do PT bateu forte ao responder sobre a sua saída do Governo, após apresentar o argumento sobre os precatórios do Fundef, afirmou que não participou do Governo além da área de educação, que sempre foi leal e que ao longo de três anos assumiu o Governo durante 63 dias sem cometer qualquer ato além das suas funções institucionais. E acusou o governador Carlos Brandão de tentar inviabilizar a sua candidatura: “Tentaram me comprar, me ofereceram o que vocês podem imaginar, tentaram fazer com que eu renunciasse, com que eu desistisse”. E disparou na direção de Orleans Brandão, a quem definiu como um projeto “oligárquico”.  E se definiu como “resistência”, assegurando que está “tranquilo e confiante”.

Sobre a suposta movimentação financeira “atípica”, reagiu em tom indignado, afirmando ser vítima de uma armação tramada num suposto conluio de um braço da polícia e setores do Ministério Público, já com decisões do Tribunal de Justiça e do Superior Tribunal de Justiça. “Então, obviamente, absolutamente nenhum receio, não tem nada contra a minha pessoa. Isso foi julgado, tudo falso, laudo falso, nenhuma prova, isso é absolutamente mentira.”, declarou. A mesma reação foi dirigida à denúncia de que teria sido machista e desrespeitoso com a deputada Mical Damasceno (Republicanos), classificando o caso como uma tentativa de intimidá-lo. E lembrou que os dois casos ocorreram exatamente quando ele encontrava-se sobre pressão para renunciar.

– Tentaram me comprar, mas eu não me vendi declarou.

Dimas Cassimiro: o candidato do PCO a governador que até hoje não disse a que veio

Dimas Cassimiro: imagem
única de um candidato
sem campanha

A corrida ao Palácio dos Leões vem sendo diferenciada por um dado que começa a chamar a atenção e a sugerir a indagação: por onde anda e o que de fato pretende Dimas Cassimiro, anunciado candidato do PCO, partido de extrema-esquerda, cujo chefe nacional, Rui Pimenta, é candidato a presidente da República pela quinta vez?

Ele não compareceu até agora a nenhum evento público de campanha, não concedeu entrevistas a emissoras de rádio, não compareceu a sabatinas e a debates nos canais de TV, não soltou nenhum panfleto e só é conhecido por uma fotografia, da qual todos os meios de informação se valem para mostra-lo.

No currículo que entregou à Justiça Eleitoral no processo de registro da sua candidatura, Dimas Cassimiro informa que nasceu em Teresina, no Piauí, tem 66 anos, é professor universitário e já concorreu, sem sucesso, a duas eleições: a deputado estadual em 2018 e a deputado federal em 2022.

Por conta da fragilidade estrutural do seu partido, que não tem representação no Congresso Nacional, o que o priva do Fundo Partidário e de espaço no horário eleitoral gratuito, e só conta com uma merreca do Fundo Eleitoral, a candidatura de Dimas Cassimiro só existe no papel, sem qualquer ato de visibilidade.

A mesma curiosidade é dedicada a Charlieth Viana, uma professora que até agora permanece numa situação tão discreta e inusitada como a do candidato Dimas Cassimiro.

São Luís, 22 de Setembro de 2026.

Entrevistas na TV Mirante levaram Braide e Orleans a se manifestar sobre temas politicamente explosivos

Eduardo Braide e Orleans Brandão
encararam temas explosivos nas
entrevistas à TV Mirante

De longe a melhor e mais produtiva iniciativa para mostrar o que pensam e o que pretendem os candidatos ao Governo do Estado, a série de entrevistas realizadas pela TV Mirante, dentro do telejornal JMTV, edição do meio-dia, permitiu a Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) – também foram entrevistados Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) – apresentar, de maneira resumida, mas bem objetiva, as linhas gerais dos seus planos de Governo. Eduardo Braide e Orleans Brandão certamente passariam ao largo da política se não tivessem sido provocado pelos entrevistadores. E responderam às provocações com os discursos que usaram até agora sobre os temas abordados.

Sorteado para abrir a série, na quinta-feira (16), Orleans Brandão manteve o roteiro que vem orientando suas falas, que podem se ser resumido num mote: avalia que o governador Carlos Brandão (MDB) fez muito e que ele vai continuar fazendo muito mais. Na abertura do segundo bloco de 15 minutos, o candidato do MDB foi colocado com o Caso Tech Office, com a recente declaração de Gilbson Cutrim Jr., matador do empresário João Bosco Sobrinho, envolvendo o governador Carlos Brandão e o presidente do TCE Daniel Brandão no que seria um esquema de corrupção.

A pergunta causou-lhe certo impacto, mas ele evitou reação explosiva, preferindo reclamar de que tudo isso só veio à tona agora, durante a campanha eleitoral. “A quem interessa isso agora?”, indagou, em tom incomodado. Sem perder o eixo, o candidato emedebista tratou do assunto numa única resposta: “No ano eleitoral surgem essas ilações, e elas vêm de um criminoso confesso, um assassino confesso; pior do que isso, vêm no sexto depoimento depois de quatro anos. A pergunta que fica é a quem isso interessa no ano eleitoral. É uma situação que causa indignação. É uma situação, claro, em que a gente fica muito chateado. (…) Basta você ver o programa eleitoral, as redes sociais dos outros candidatos, só têm ataques, não existe proposta para o estado do Maranhão. (…) Em um ano eleitoral, isso não passa de politicagem, ilações feitas por um criminoso (…). Enquanto os outros candidatos ficam fazendo fake News, ficam inventando mentiras, eu sigo falando desse estado que tanto amo”.

O candidato Eduardo Braide, por sua vez, foi provocado sobre dois tremas políticos, a sucessão presidencial e a sua relação com a Câmara Municipal quando prefeito de São Luís. Sobre a sucessão presidencial, ele deixou claro que não tem candidato, argumentando que prefere que os maranhenses façam essa escolha sem a sua interferência. E indagado sobre se, ao contrário do que aconteceu com a Câmara Municipal, se eleito, terá um relacionamento normal com a Assembleia Legislativa, o candidato do PSD respondeu sem vacilar: “Eu sempre estarei aberto a ter um bom diálogo e fazer parceria com aqueles que pensarem no povo maranhense. Mas nós não podemos esconder: tem pessoas que estão na política que só pensam nos seus interesses pessoais. Esses que fiquem para outro lado, eu não faço questão de ter diálogo. Eu quero ter diálogo com o povo e principalmente com aqueles políticos que querem o bem da população. Sobre a Câmara de Vereadores especificamente, e todo Maranhão acompanhou, sabe as dificuldades que a Câmara de Vereadores de São Luís nos criou para governar. Deixaram de aprovar o orçamento esse ano, fizeram uma série de projetos tentando atrapalhar a nossa gestão”.

E completou acusando o Palácio dos Leões de ser o responsável direto pelos embates que manteve com a maioria dos vereadores, afirmando que, segundo o próprio Governo, 27 dos 31 vereadores de São Luís seguiram a orientação do Governo do Estado, ou seja, do governador Carlos Brandão.

O candidato do PT, Felipe Camarão, que tem o discurso político mais forte, inclusive em relação ao Governo do Estado, será entrevistado no final da manhã desta segunda-feira, 21/09.

PONTO & CONTRAPONTO

Fórum de Imperatriz: Guerreiro Jr. colocado em disponibilidade pelo CNJ e pode perder o emprego; Bayma Araújo é absolvido

Guerreiro Jr. pode perder o
emprego; Bayma Araújo absolvido

O ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antônio Guerreiro Jr., foi afastado das suas funções, pelo Conselho Nacional de Justiça, que o considerou culpado no escândalo de má gestão de dinheiro público na construção do faraônico complexo predial que abriga o Fórum Imperatriz.

No mesmo julgamento, realizado sexta-feira (18/09), o CNJ reconheceu que o desembargador Bayma Araújo, também ex-presidente do Tribunal de Justiça e atual decano da corte, nada fez de errado, não cabendo, portanto, qualquer penalidade contra o magistrado no âmbito desse processo. Bayma Araújo sempre negou, com protestos indignados, a sua inclusão como suspeito nesse caso.

Afastado desde 2023, Guerreiro Jr. foi colocado em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de contribuição, mas sujeito à perda do emprego. O seu afastamento se deu por causa de supostos desvios na construção do Fórum de Imperatriz, que foi inicialmente orçado em R$ 25 milhões e teve as obras paralisadas quando já haviam sido gastos nada menos que R$ 75 milhões. O Tribunal de Contas do Estado identificou, por meio de auditorias, várias irregularidades, entre elas indícios de superfaturamento.

A decisão do CNJ punindo o desembargador Guerreiro Jr. será agora encaminhada à Advocacia-Geral da União, a quem cabe denunciá-lo ao Supremo Tribunal Federal, que terá a última palavra sobre a perda do emprego.

Se não for procrastinada pela AGU, o processo envolvendo o desembargador Guerreiro Jr. desembarcará na Suprema Corte exatamente no momento em que o tema da corrupção no Poder Judiciário causa uma “guerra civil” entre ministros da instituição.

Há alguns meses, segundo decisão do ministro Flávio Dino, juiz culpado de falcatrua, que antes recebia como pena máxima aposentadoria compulsória, mas preservando o salário, agora vai para casa sem nada. O processo ainda levará algum tempo, mas todos os indícios sugerem que o desembargador Guerreiro Jr. perderá o emprego.

Vale lembrar que, por razões diferentes, mais quatro desembargadores maranhenses – Nelma Sarney, Luiz Gonzaga Filho, Luiz de França Belchior e Eulálio Figueiredo – estão afastados por decisão do CNJ.

Destaque

Críticas de Lula e de petistas graúdos só reforçam que Dino atua no Supremo com independência

Crítica de Lula da Silva mostrou
a independência de Flávio Dino

Matéria divulgada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo informa que o presidente Lula da Silva (PT) e vozes graúdas do entorno do Palácio do Planalto e do PT reclamaram fortemente da posturas e das decisões domadas pelo ministro Flávio Dino na histórica e polêmica sessão do Supremo Tribunal Federal, na última terça-feira (15), por ele classificada como “show de horrores”. De acordo com o jornal, o presidente “se queixou” da atuação do ministro maranhense, criticou o pedido de vistas que interrompeu a sessão, manifestando também insatisfação com o “tom zombeteiro” que, segundo sua interpretação, foi usado pelo magistrado. Conforme a Folha, o presidente Lula da Silva teria avaliado que “a conduta de Dino não foi condizente com a gravidade do debate e das implicações para o país”. E teria feito chegar a sua insatisfação ao ministro Flávio Dino, cuja assessoria informou que esse “recado” não chegou ao magistrado.

Além do líder petista, aliados do Governo e vozes graúdas do PT também teriam criticado o ministro Flávio Dino, acusando-o de adotar um “estilo lacrador” durante a sessão. Outro classificou a atuação do ministro como “extravagante”, principalmente em relação ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Essa teria sido também a avaliação de alguns graúdos do PT.

Independentemente de qualquer desdobramento político que possa produzir, essa reação do presidente Lula da Silva e de graúdos do Governo e do PT à atuação do ex-ministro da Justiça na explosiva sessão de terça-feira dá forma a uma conclusão indiscutível: o ministro Flávio Dino tem posição ideológica clara, com viés de esquerda, mas é um magistrado independente, que conhece profundamente o seu ofício, que tem um senso de justiça baseado na Constituição em vigor no País, e tem dado seguidas demonstrações de que  não se subordina a conveniências. Isso ficou muito claro para quem assistiu à sessão da Suprema Corte no dia 15, quando colocou em xeque o “pacote de jeitinhos” para dar sentido a uma medida sem lastro.

A questão aqui não é contestar o presidente Lula da Silva. Ele tem o seu próprio ângulo para avaliar o que aconteceu no STF naquele dia. Afinal, os analistas mais conservadores e os da direita radical festejaram. Houve também observadores de alto coturno profissional que enxergaram muita coragem, lastro jurídico e coerência do ministro Flávio Fino nas firmes cobranças que fez ao presidente da Corte, e que não foram contestadas de pronto por nenhum ministro. A Questão de Ordem poderia ter sido detonada se o presidente Edson Fachin tivesse respostas para os questionamentos feitos pelo ministro Flávio Dino por intermédio do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes. Só que ele não tinha, pelo simples fato de que esses argumentos não existiam.

Bate-boca, troca de acusações e eventuais excessos verbais numa Corte que reúne o suprassumo da magistratura, dos quais se espera, e se cobra, relações civilidade, enfearam a sessão de terça-feira. Mas apesar da dureza das suas intervenções e da firmeza dos seus argumentos, o ministro Flávio Dino não agrediu a nenhum dos seus pares, a começar pelo presidente. Basta rever a sessão. E a Questão de Ordem que apresentou está rigorosamente fundamentada, uma vez não havia nem regras nem ritos para a sua realização. Se fosse realizada com jeitinhos e arranjos, estaria passível de anulação.

A verdade é que, gostem ou não os que avaliam a atuação do ministro Flávio Dino pela ótica da política, o que ficou patente foi que ele deu uma demonstração incontestável de que foi para a Suprema Corte resgatando o juiz federal correto e eficiente que foi ao longo de 12 anos sem uma mancha na toga. E levou a experiência de quem esteve do outro lado do campo como deputado federal, governador eleito e reeleito, senador e ministro da Justiça sem uma nódoa no paletó.

São Luís, 20 de Setembro de 2026.

Movimentação dos candidatos mostra Maranhão fora da rota da disputa pelo Planalto

Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo
Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury,
Renan Santos, Hertz Dias e Edmilson
Costa não incluíram Maranhão
nas suas rotas de campanha

Tudo indica que o Maranhão ficará de fora da agenda dos candidatos a presidente da República nestas eleições. A pouco mais de duas semanas para a corrida às urnas, não há sinais claros de que o presidente Lula da Silva (PT) esteja repensando a sua agenda de campanha e incluindo o Maranhão, e em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o que há até agora são rumores e especulações de que ele fará uma escala no Maranhão até o final do mês. Os demais candidatos que pontuam nas pesquisas – Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) -, não sinalizam pedir votos no estado. E os que só fazem figuração, entre eles os maranhenses Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB), nenhum cogita desembarcar no Tirirical e panfletar na Ruas Grande.

A corrida presidencial no Maranhão está resumida ao presidente Lula da Silva, que busca a reeleição numa situação inusitada, na qual o PT está rachado, com uma banda com apoiando o candidato petista a governador Felipe Camarão, e a outra enfileirada com o candidato do MDB, Orleans Brandão. O presidente fez uma escolha clara pelo petista Felipe Camarão, para quem pede votos, que devolve o apoio propagando a dobradinha “Lula lá. Camarão cá”. Por outro lado, o presidente Lula da Silva vem contando com o apoio do emedebista Orleans Brandão, arqui-inimigo político do petista Felipe Camarão, ainda que não o divulgue como aliado. Está nesse nó górdio a explicação para a não vinda do presidente Lula da Silva ao Maranhão.

Em outra situação curiosa, Ronaldo Caiado tem Eduardo Braide, do seu partido, como candidato forte – segundo pesquisas -, ao Governo do Maranhão, e que poderia ser o seu porta-voz, mas os dois passam a impressão de que não estão conectados, pois não há sequer rumores sobre uma eventual visita do ex-governador goiano ao Maranhão, mesmo tendo o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, apoiador declarado de Eduardo Braide, como candidato a vice. Preto no branco, Ronaldo Caiado nada tem a acrescentar a Eduardo Braide, ao contrário, o seu discurso de extrema-direita disfarçada de liberal só criaria problemas ao ex-prefeito de São Luís, que faz uma campanha distante do debate político-partidário.

Flávio Bolsonaro é mostrado nas pesquisas como o segundo presidenciável com potencial eleitoral no Maranhão, mas o seu partido, o PL, não tem candidato a governador no estado, o que o deixa sem um interlocutor de peso. E até um arremedo de candidato aliado, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB), foi detonado da disputa pela Justiça Eleitoral. As forças do PL no Maranhão estão divididas em tuas correntes. Uma comandada pela suplente de deputada federal tocantina Mariana Carvalho, que abraçou a candidatura de Flávio Bolsonaro e inventou a simplória candidatura do agropecuarista Cidônio Gonçalves ao Senado. E a outra é a turma comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que não morre de amores pela candidatura do 02 do bolsonarismo. Nos últimos dias, correram rumores de que o candidato do PL teria agendado visita a São Luís para antes do final do mês, mas não há porta-vozes confirmando tal agenda.

Os demais presidenciáveis não existem no Maranhão e parecem não se interessar pelos mais de cinco milhões de votos do estado. Além do horário eleitoral gratuito nacional, Augusto Cury só existe no Maranhão por conta do deputado federal Duarte Jr., que é a figura local mais forte do Avante. Romeu Zema é um caso para análise: o principal nome do seu partido, o Novo, no Maranhão é o candidato a senador Lahesio Bonfim, que não lhe dá nenhuma nesga de importância. E Renan Santos sabe que nada conseguirá no Maranhão, mesmo tendo candidato a governador pelo partido que criou, André Luís, um ilustre desconhecido da política maranhense que parece fadado ao anonimato após as eleições.

Em tempo: entre os que só fazem figuração na corrida presidencial, vale registrar que Hertz Dias esteve nesta semana em São Luís, onde fez campanha de rua junto com o Saulo Arcangeli, candidato do PSTU aos Leões, dando uma aula de unidade partidária.

PONTO & CONTRAPONTO

Avaliações sugerem que 12 candidatos à Câmara Federal têm potencial para superar os 100 mil votos

Pedro Lucas Fernandes, Juscelino Filho,
Iracema Vale, Fernando Braide, Duarte Jr.,
Fabiana Vilar, Othelino Neto, Vinícius
Ferro, Amanda Gentil, Aluísio Mendes,
Rubens Jr. e Josivaldo JP apontados
com bem votados para a Câmara Federal,

Uma aposta corre nos bastidores da corrida às urnas: quais dos candidatos a deputado federal sairá das urnas com votos suficientes para garantir quatro anos em Brasília?

Nada menos que uma dúzia de nomes forma uma relação de nomes com potencial para ultrapassar a barreira dos 100 mil votos: Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Iracema Vale (MDB), Duarte Jr. (Avante), Fernando Braide (PSD), Vinícius Ferro (MDB), Fabiana Vilar (PL), Othelino Neto (PSB), Aluísio Mendes (Republicanos), Amanda Gentil (PP), Rubens Júnior (PT) e Josivaldo JP.

Não existe ordem demais votado ou coisa parecida. Esses nomes são avaliados a partir das suas bases de apoio, das condições políticas que reúnem, dos recursos que dispõem e do volume das suas campanhas.

Alguns exemplos são visíveis. Não há como ignorar o tamanho político alcançado n os últimos tempos por Pedro Lucas Fernandes nem o espaço ocupado por Iracema Vala no tabuleiro político estadual. Assim como não é possível minimizar o poder de fogo de Juscelino Filho nem fazer de contas de que Josivaldo JP não engordou o seu cacife na Região Tocantina.  

Essa avaliação pode, no geral ou em parte, ser desmentida pelas urnas, que, aqui e ali, usam seus caprichos para desmentir prognósticos, por mais balizados que eles estejam.

Pode ser que desse grupo alguns não sejam nem eleitos, mas a julgar pelas informações que correm a respeito das suas articulações e do poder de fogo de cada um deles, tudo indica que essa dúzia faça sentido.

Eleição na Câmara marcada para o dia 1º de outubro pode ser judicializada

Pauolo Victor pode enfrentar uma ação
judicial para impedir a realização do
embate eleitoral entre Beto Castro e
Marquinhos Silva no dia 1º de outubro

Não será surpresa se uma ação judicial vier a ser proposta para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís marcada para as 9h do dia 1º de outubro. Corre nos bastidores da política o rumor de que há grupos políticos que enxergam uma manobra para garantir a eleição do vereador Beto Castro (Avante), que tem o apoio quase obstinado do presidente Paulo Victor (PSB), e como adversário o vereador Marquinhos Silva (União)

A movimentação da presidência indica claramente que essa não será uma eleição normal, parte da rotina da Câmara Municipal de São Luís, com grupos de articulando com antecedência, candidatos diversos e todo um processo de campanha. Ao contrário, as decisões do presidente Paulo Victor vêm sendo tomadas por um grupo fechado, cujos objetivos não são muito claros.

Para começar, a eleição foi inicialmente marcada para 0h01m do dia 1º de outubro, literalmente na “calada da noite”. As duras críticas, dentro e fora do Palácio Pedro Neiva de Santana, levaram o presidente Paulo Victor a rever sua estranha decisão e remarcar a votação para as 9h do mesmo dia.

O problema é que muitos perguntam o motivo para que essa eleição seja realizada três dias antes das eleições gerais, gerando uma situação política absolutamente sem sentido.

Políticos tarimbados só veem uma explicação: para eleger o vereador Beto Castro (Avante), que está enrolado em diversas suspeitas de corrupção, tendo sido preso numa operação policial recente, a eleição tem de ser realizada antes das eleições. Isso porque, segundo essa avaliação, se o ex-prefeito Eduardo Braide for eleito governador, haverá uma mudança drástica no tabuleiro da política ludovicense, tirando qualquer chance de eleição de Beto Castro.

Daí a possibilidade de uma ação judicial para suspender a eleição do dia 1º, que não é ilegal, mas é no mínimo estranha.

São Luís, 18 de Setembro de 2026.

Supremo: a polêmica sessão expôs a crise do Judiciário e permitiu a Dino dar aula sobre Justiça e magistratura

Flávio Dino defendendo anunciando o
pedido de vista na sessão de terça-feira

Não há o que discutir em relação à má impressão causada pela sessão extraordinária de terça-feira na qual o Supremo Tribunal Federal decidiria se o ministro Alexandre de Moraes seria investigado por suspeita de relação não republicana com o ex-chefão do ex-Banco Master, Daniel Vorcaro, e que foi transformada num tenso jogo de cartas marcadas, com ações articuladas de dois grupos, intenso debate processual e inesperadas cenas de pugilato verbal, num roteiro rascunhado pela nítida falta de comando. Nenhum cidadão com o mínimo de noção sobre o que seja uma corte de justiça aplaudiria o que aconteceu ao longo de horas de transmissão ao vivo para todo o País. O brasileiro comum mergulhou na perplexidade.

Se não foi a reunião dominada pela técnica e pelo formalismo judiciário, com evolução embalada pelo debate civilizado em juridiquês elevado, a polêmica sessão da Suprema Corte teve o mérito de situar o brasileiro na realidade nua e crua. Foi uma demonstração cabal e definitiva de que, a começar pela sua cúpula, a instituição judiciária brasileira está mergulhada numa crise aguda, que não será resolvida com regras emergenciais, como querem alguns dos seus membros e apoiadores externos, nem com a interferência de outros Poderes, como pregam alguns golpistas em campanha para o Senado. Para resolver os seus problemas, o Judiciário tem, primeiro, de se auto avaliar e se ajustar, e reúne condições para isso, basta que seus integrantes se desarmem e construam consensos.

Muitos “analistas de plantão” tentaram encontrar culpados e coitados, ministros do bem e ministro do mal, usando a hipocrisia como material de aferição dos comportamentos. O ministro Flávio Dino foi por muitos apontado como “causador” da tempestade que resultou no fracasso da sessão extraordinária por haver proposto a Questão de Ordem apresentada pelo ministro-decano Gilmar Mendes. Uma leitura cuidadosa do documento e uma audição atenta das suas palavras mostram, com clareza, que ele nada tem de peça protelatória. Ao contrário, o ministro Flávio Dino tentou evitar a realização de uma sessão torta, sem rito definido por conta do ineditismo do tema e cuja evolução dependeria de “jeitinhos” inaceitáveis numa corte maior.

Quando questionou a decisão do ministro-presidente Edson Fachin de “avocar” os inquéritos sob a relatoria dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, e não redistribuí-los, Flávio Dino demonstrou, com sólida argumentação jurídica, que o ministro-presidente não tinha poderes para avocar, regra varrida das normas processuais pela Constituição de 1988. Quem assistiu com atenção e sem paixão percebeu que o ministro-presidente ficou alguns segundos sem ação, como que admitindo a derrapagem. Esse e outros exemplos de distorção em procedimentos foram expostos ao longo da reunião e dos embates.

Independentemente dos casos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de favorecer o Banco Master, e o ministro André Mendonça, acusado der manobrar os inquéritos com viés político, ambos com grupos de apoiadores, ficou muito claro que não existem ministros bons e ministros maus na Suprema Corte. Ela é formada por homens, com virtudes e defeitos, portanto sujeitos à mão pesada da lei.

Visto por muitos como o coitado, o presidente Edson Fachin manobrou em vários momentos dessa crise, como ficou demonstrado nas argumentações de Flávio Dino, que manteve sua posição até formular o pedido de vista, conforme avisara no início da sessão. Outro exemplo: a ministra Cármen Lucia externou, de maneira dramática, sua “tristeza” e pediu “desculpas” aos brasileiros; só que na mesma fala ela admitiu que poderia ter contribuído para minorar a crise, que é também responsabilidade dela como integrante da Corte.

A sessão ao mesmo tempo “histórica” e “desastrada”, além de expor as vísceras da instituição, permitiu a percepção das diferenças de estatura e de conhecimento entre os ministros da Suprema Corte. Qualquer avaliação honesta e isenta apontará Flávio Dino como um ministro muito acima da média e honesto, dono de amplo e sólido conhecimento jurídico, de longa experiência na magistratura federal e de um lastro raro como deputado federal, governador eleito e reeleito, senador e ministro da Justiça, o que torna diferenciado e lhe dá uma saudável visão política das decisões judiciais, credenciais que nenhum outro ministro reúne. Se houver bons e maus ministros, Flávio Dino provavelmente estará no time dos bons, com as suas virtudes e, claro, os seus defeitos.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão faz campanha forte para minar Braide em São Luís e consolidar Orleans em Imperatriz

Carlos Brandão acompanhado por
Edivaldo Jr, faz campanha por
Orleans Brandão em São Luís

O governador Carlos Brandão (MDB) está determinado a virar o jogo na Ilha de Upaon Açu, especialmente em São Luís, onde a impressão geral é a de que o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) vencerá a corrida eleitoral com larga vantagem sobre Orleans Brandão (MDB).

Hoje, levantamentos não publicados indicam que Eduardo Braide imporá uma diferença expressiva na Capital, sairá com vantagem em São José de Ribamar, mas pode perder para Orleans Brandão em Paço do Lumiar e saírem os no meio a meio em Raposa.

O governador Carlos Brandão avalia que a eventual vitória de Eduardo Braide em São Luís e São José de Ribamar pode lhe dar lastro para compensar eventuais saldos favoráveis a Orleans Brandão no interior.

Focado na tentativa de reverter o cenário em São Luís, o governador Carlos Brandão tem feito incursões pelos grandes bairros da Capital, onde faz caminhadas, reuniões e comícios acompanhado do candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Jr. (MDB).

A mesma avaliação está sendo feita em relação a Imperatriz, onde o desfecho da disputa para o Governo é imprevisível, com governistas como Sebastião Madeira (MDB) prevendo uma vitória expressiva do candidato do MDB, enquanto o prefeito Rildo Amaral (PP) e a candidata a vice-governadora Elaine Cordeiro (PSD) apostam alto na vitória do candidato do PSD.

A aposta num grande resultado em Imperatriz é tão alta que o próprio chefe do Executivo tem desembarcado com frequência na antiga Vila do Frei.

Aparício Bandeira se desdobra para concretizar o grande pacote de obras do Governo Brandão

Aparício Bandeira comanda
a máquina da Infraestrutura

Não há dúvida de que, devido à dimensão das suas pastas e pelo volume de trabalho, alguns secretários do governador Carlos Brandão (MDB) tiveram que se desdobrar. Mas nenhum deles, com certeza, enfrentou, e continua enfrentando, carga tão pesada quanto o titular da Infraestrutura, engenheiro civil Aparício Bandeira.

De acordo com declaração do ex-secretário de Assuntos Municipalistas e candidato a governador Orleans Brandão (MDB), o atual Governo já contabiliza quase quatro mil obras físicas. O portfólio vai do prolongamento da Avenida Litorânea à pracinha de um pequeno município no interior do estado, passando por pontes, estradas, prédios escolares, e por aí vai.

Para serem viabilizados, todos esses projetos passaram pelo sinal verde do Palácio dos Leões e pelo severo crivo do secretário de Infraestrutura e da análise da grande equipe técnica que movimenta a pasta. Ali se licita, contrata, faz medições, fiscaliza, procede o acompanhamento técnico.

No comando da equipe, Aparício Bandeira se movimenta com a desenvoltura de quem conhece profundamente a engrenagem da Secretaria de Infraestrutura, como subsecretário no último Governo Roseana Sarney, e também já comandou a Prefeitura de Vitorino Freire.

Discreto, o secretário Aparício Bandeira é avesso a publicidade, se mantém distante das câmeras, preferindo usar todo o seu tempo na maratona de acompanhamento das centenas de obras sob sua responsabilidade em andamento no estado.

São Luís, 17 de Setembro de 2026.  

Corrida aos Leões: IPPI mostra Braide com 16 pontos percentuais à frente de Orleans

Eduardo Braide lidera seguido de Orleans
Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha,
André Luís, Saulo Arcangeli, Reginaldo
Lima e Dimas Cassimiro

Em meio a uma intensa guerra de percentuais, marcada por levantamentos com números divergentes, isso a 19 dias das eleições, o instituto IPPI, em parceria com o podcast Café Quente, divulgou ontem a sua sexta pesquisa sobre a corrida ao Governo do Maranhão. Nela, Eduardo Braide (PSD) lidera com 44,5% das intenções de voto contra 27,8% de Orleans Brandão (MDB), mantendo a polarização. Atrás deles aparecem Felipe Camarão (PT) com 7,7%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,8%, André Luís com (Missão) 1,3%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,05, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,03% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,02%. Nenhum/nulo/branco somaram 4,9% e indecisos totalizaram 8,9%.

Transformados em votos válidos – excluindo-se nenhum/brancos/nulos e indecisos -, Eduardo Braide alcança 51,7%, enquanto Orleans Brandão aparece com 32,3%, seguido de Felipe Camarão (9%), Roberto Rocha (4,4%), André Luís (1,5%), Reginaldo Lima (0,5%), Saulo Arcangeli (0,4%) e Dimas Cassimiro (0,2%). Por esse resultado, Eduardo Braide seria eleito em turno único.

O IPPI já realizou seis pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões. Pelos seus números, Eduardo Braide cresceu em três (36,7%, 41,1% e 42,1%) e estabilizou no patamar dos 44 pontos percentuais nas últimas três. Já Orleans Brandão começou com 22%, chegou a 28% na terceira, variou de 26,6%, e chegou agora a 27,8%. Felipe Camarão teve uma trajetória com variação de 8,8 e chagou à sexta pesquisa com 7,7%, com seus movimentos dentro da margem de erro, o que tecnicamente significa dizer que ele se manteve estável.

Um dado chama a atenção na pesquisa IPPI/Café Quente, que é a expectativa dos entrevistados em relação a quem será eleito para governar o Maranhão.  Nesse quesito, 47% dos entrevistados indicaram o ex-prefeito de São Luís como provável vencedor, enquanto 25,2% apostaram na vitória do candidato do MD AB, e 3,6% disseram acreditar que o vencedor será o candidato petista Felipe Camarão. Nesse quesito, 21,7% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números divulgados ontem pelo IPPI recomendam que o QG da campanha de Orleans Brandão, que lidera em outros levantamentos, ligue o sinal de alerta. Isso porque os resultados das suas seis pesquisas mostram cenários muito parecidos, nos quais o ex-prefeito de São Luís aparece numa liderança confortável, enquanto o ex-secretário de Assuntos Municipalistas se mantém firme em segundo lugar, numa situação de desconforto, à medida que emite sinais de que enfrenta dificuldades para reagir. Nas pesquisas em que aparece na liderança, Orleans Brandão vem mantendo vantagem média de sete pontos percentuais sobre Eduardo Braide.

Ontem, partidários de Eduardo Braide comemoraram entusiasticamente os números da pesquisa IPPI/Café Quente, manifestando a crença de que o candidato do PSD está consolidando o seu favoritismo. Na outro ponta da linha, aliados de Orleans Brandão bateram na mesma tecla: o cenário real dessa disputa é o mostrado pelos números da pesquisa IPSensus, divulgada na segunda-feira, e a do instituto DOXA/JP, que chegou ao conhecimento público na semana passada, ambas mostrando o candidato emedebista na liderança.

A campanha eleitoral entra agora na sua reta final, com menos de três semanas para o dia da votação. De agora por diante, as pesquisas ganham mais peso, podendo fazer acertos espetaculares, mas também sujeitas ao cometimento de erros monumentais. Nos próximos dias, a TV Mirante vai divulgar os números da pesquisa Quaest, que muitos acreditam serem os balizadores da disputa para o Governo do Maranhão.

Em Tempo: A pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.500 eleitores em 80 municípios entre os dias 10 e 14 de setembro de 2026, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09665/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

IPPI: Roseana e Fufuca confirmam favoritismo na corrida às vagas no Senado

Roseana Sarney e André Fufuca
lideram a corrida ao Senado

Os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) caminham para se isolar como favoritos para as duas vagas do Maranhão no Senado da República. É o que mostra a pesquisa IPPI/Café Quente, que mostra os dois no seguinte cenário: Roseana Sarney com 35,5% das intenções de voto e André Fufuca com 25,3%.

Os dois estão se afastando dos demais, que tentam manter as suas candidaturas competitivas:  o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição e já liderou as preferências, aparece com 19,8%, empatado com o ex-prefeito de São Padro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), que recebeu 18,7% das intenções de voto. A senadora Eliziane Gama (PT), que também busca a reeleição, tem 15,3%.

O cenário da corrida ao Senado chama a atenção por vários aspectos além do favoritismo de Roseana Sarney e André Fufuca nesse momento. Um deles é o empate técnico entre Weverton Rocha, que liderou a corrida por meses, segundo pelo menos duas dezenas de pesquisas, e Lahesio Bonfim, brigando pelo terceiro lugar.

Como há cinco candidatos competitivos na corrida ao Senado – Roseana Sarney, André Fufuca, Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, e mais o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, tentando entrar no grupo mais forte, poucos se arriscam a bater o martelo e virar a ponta em relação a essa disputa, principalmente em relação à segunda vaga, mesmo com uma tendência sendo desenhada a favor de André Fufuca.

Nota do PL informa que partido não terá candidato ao Governo e ignora candidato ao Senado e à presidência

Detinha assina nota
do PL sobre sucessão

O braço maranhense do PL reafirmou ontem, em nota assinada pela sua presidente estadual, a deputada federal Detinha, que manterá neutralidade em relação à disputa pera o Governo do Estado, não apoiando, portanto, candidato a governador.

A manifestação do partido, que está dividido em três correntes no estado, ocorre depois de uma série de boatos dando conta de que a agremiação estava caminhando para abraçar uma das candidaturas ao Palácio dos Leões. A nota tem o objetivo de colocar a agremiação nos eixos.

A nota do PL chama a atenção por vários aspectos. Ela deixa claro que o partido não terá candidato a governador. Dá um recado direto  Mariana Carvalho, que lidera o partido na Região Tocantina, desembarcou em São Luís para declarar apoio à candidatura do ex-senador Roberto Rocha ao Governo do Estado.

Coincidência, ou não, a nota foi divulgada depois que a Justiça Eleitoral detonou a candidatura do ex-senador Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Estado.

Outro aspecto dado curioso é que a nota da presidente Detinha não faz qualquer referência à candidatura de Cidônio Gonçalves ao Senado pelo PL. E mais curioso ainda: ignora solenemente a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República.

São Luís, 16 de Setembro de 2026.  

Barrado pelo TRE, Roberto Rocha deixa de ser “a voz da direita” na corrida aos Leões; defesa vai recorrer

Roberto Rocha: agora mais distante dos Leões

O ex-senador Roberto Rocha (PRTB) está fora da corrida ao Governo do Estado, que agora passa a ter sete candidatos. Ele teve o registro da sua candidatura indeferido ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), em decisão plenária. Motivo: Roberto Rocha não comprovou filiação à legenda no prazo de seis meses antes da corrida às urnas, como reza a lei. A legislação eleitoral lhe dá o direito de recorrer ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE), mas a julgar por decisões recentes, como a que indeferiu de vez a candidatura presidencial do empresário paulista Pablo Marçal, filiado ao mesmo PRTB, por uma situação diferente, mas com vários traços de similaridade, as chances do ex-senador de continuar candidato são muito reduzidas.

O petardo judicial que tirou o ex-senador da disputa foi disparado por Lariane Telles Mendonça, candidata a deputada a deputada federal pelo partido Novo. Ela impugnou o registro da candidatura de Roberto Rocha questionando a filiação dele ao PRTB, reconhecida pela Justiça com efeitos retroativos a 4 de abril, e mostrando que naquela data, e semanas depois, o ex-senador continuou filiado ao Novo e se movimentando como tal, primeiro na condição de pré-candidato a senador, e depois a governador. Lariane Telles Mendonça demonstrou a dupla filiação partidária de Roberto Rocha, levando a Justiça Eleitoral, com o aval do Ministério Público Eleitoral, a identificar a manobra e indeferir o registro em decisão plenária do TRE-M nesta segunda-feira.

A saída do ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-vice-prefeito de São Luís e ex-senador Roberto Rocha causa tremores de ajustes na corrida ao Palácio dos Leões, com um recado da Justiça Eleitoral aos candidatos, a qualquer mandato, avisando que não tolerará manobras que que tenham por objetivo driblar a legislação em vigor. Ao mesmo tempo, dá o ex-senador o direito de espernear na instância mais alta da Justiça Eleitoral, mas ciente de que suas chances de permanecer candidato são remotas, quase nulas.

A saída do ex-senador Roberto Rocha da corrida ao Governo do Estado é o desdobramento “natural” de um projeto de poder que começou torto no que diz respeito à sua condição partidária. Ao longo das quase três décadas no exercício de mandatos democraticamente conquistados, Roberto Rocha protagonizou uma vida partidária tumultuada, com passagens no PSDB, PSB, PTB, Novo e PRTB, além de longo e frustrado flerte com o PL e uma paquera sem futuro com o MDB. Nas crises que o levaram a romper com partidos, ele sempre apontou culpados, sendo o caso mais recente a sua violenta acusação ao ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), a quem acusou, sem apresentar prova concreta, de haver “comprado” o Novo, para impedir a sua candidatura a governador.

No que respeita à disputa em si, que é o que de fato interessa, Roberto Rocha começou mal, patinando no patamar dos três pontos percentuais e sem dar sinais de reação. Foi buscar no senador Flávio Bolsonaro (PL) a pólvora política para se viabilizar eleitoralmente, mas permaneceu estacionado, em quarto lugar, atrás do vice-governador Felipe Camarão (PT), caminhando, portanto, para terminar sua participação nessa posição, a mesmo que alcançou em 2018, quando disputou o Governo com o então governador Flávio Dino (PCdoB).

Impressiona que, com a experiência acumulada e com o lastro que lhe deram os vários mandatos exercidos, Roberto Rocha tenha caído numa armadilha que ele próprio montou para tentar ser candidato. Sabia que um questionamento como o do Novo, via Lariane Telles Mendonça, seria suficiente para que a Justiça Eleitoral indeferisse o registro da sua candidatura, mas preferiu apostar e acabou excluído da relação de candidatos governador, deixando o bolsonarismo sem “a única voz da direita” na disputa pelo Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Após período tumultuado em relação a pesquisas, IPSensus mostra Orleans com sete pontos de vantagem sobre Braide

Depois de três pesquisas bombardeadas pela Justiça Eleitoral – Veritá, Real Time Big Data e IPSensus -, sendo que as duas primeiras mostrariam larga vantagem de Eduardo Braide (PSD) na corrida aos Leões, o instituto IPSensus sacudiu ontem o tabuleiro sucessório estadual com novo levantamento no qual Orleans Brandão (MDB) aparece na liderança com nada menos que sete pontos percentuais à frente do ex-prefeito de São Luís, repetindo a performance mostrada em outras pesquisas do instituto.

Os números são ao seguintes: Orleans Brandão com 43% das intenções de voto, e Eduardo Braide com 36,1%. Os dois estão isolados na dianteira, confirmando a polarização.

Eles são seguidos por Felipe Camarão (PT) com 7%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,9%, André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,8%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,6% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%.

Os que responderam “nenhum, branco ou nulo” somaram 3,2%, enquanto 4% não souberam ou não quiseram responder.

Em Tempo: Contratada pela Farol Pesquisas e Comunicação, a pesquisa IPSensus ouviu 1.000 eleitores entre os dias 5 e 10 de setembro de 2026, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02163/2026.

IPSensus: Roseana e Fufuca lideram a corrida ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca lideram
corrida ao Senado, segundo o IPSensua

A pesquisa IPSensus sobre a corrida às duas vagas no Senado trouxe um cenário que muitos apostam como o definitivo para essas eleições: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) na liderança, com 20,8% das intenções de voto, e o deputado federal André Fufuca (PP), como o segundo mais votado com 16,4%. Na terceira posição aparece o senador Weverton Rocha (PDT) com 12,1%, seguido de Lahesio |Bonfim (Novo) com 11,3%, e da senadora Eliziane Gama (PT) com 9,2%.

Três dados da pesquisa IPSensus chamam a atenção. O primeiro é a aparente consolidação de Roseana Sarney como favorita inconteste para uma das vagas, uma vez que não há concorrente à vista. O outro dado é que nessa pesquisa André Fufuca chega a quatro pontos percentuais à frente sobre Weverton Rocha, foram ad margem de erro, portanto, o que indica uma vantagem a ser considerada.

O terceiro dado é o empate técnico – dentro da margem de erro – entre Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, o que torna a situação do senador mais complicada ainda, uma vez que ele vinha fazendo dobradinha com Roseana Sarney, aparecendo agora em terceiro lugar e pressionado por Lahesio Bonfim e Eliziane Gama.

O segundo pelotão reúne os candidatos que, segundo o IPSensus, têm menos de três pontos percentuais: Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,6%, Wilson Leite (PSTU), 1,7%. Cidônio Gonçalves (PL) e Simplício Araújo (DC) com 0,9% cada. Raimundo Moreira (PCB) com 0,8%, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,6%.

São Luís, 15 de Setembro de 2026.

Candidatos a senador ignoram a crise no Supremo e fazem suas campanhas evitando confrontos

Roseana Sarney, André Fufuca, Eliziane Gama,
Weverton Rocha, Enilton Rodrigues e Lahesio
Bonfim ignoram a crise no Supremo;
Cidônio Gonçalves é a exceção

Nos seus discursos de campanha, os 11 candidatos às duas vagas do Maranhão no Senado estão passando ao largo da crise que estremece o Supremo Tribunal Federal e ameaça as bases da democracia no Brasil. A não abordagem da crise pelos candidatos chama a atenção pelo fato de que eles sabem que os dois eleitos terão de se posicionar em relação a essa crise, que certamente pautará os senadores e agitará as sessões plenárias da Casa. Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que são senadores em busca da reeleição, e Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), ambos deputados federais tentando chegar ao Senado, além de Lahesio Bonfim (Novo), Enilton Rodrigues (PSOL), Simplício Araújo (DC), Raimundo Correa (PCB) e Wilson Leite (PSTU) também até aqui ignoram solenemente a crise, havendo apenas uma exceção, Cidônio Gonçalves (PL), que vem repetindo o mantra do bolsonarismo contra a Suprema Corte.

Nos últimos programas no horário gratuito no Rádio e na TV, Roseana Sarney, que representa o centro esclarecido, vem fazendo de conta de que a crise que abala a República não existe e que, caso eleita, não se envolverá com ela no Senado, preferindo, por enquanto, recordar programas destacados dos seus 14 anos de governo, como o Primeiro Emprego e o Programa do Leite, prometendo “fazer mais ainda” caso obtenha o mandato. O mesmo acontece com o seu parceiro de chapa, Weverton Rocha, militante de centro-esquerda, que pelo menos até aqui, não fez qualquer referência à crise. Há quem diga que sua postura é de cautela, por conta da presença do seu nome em investigações cabeludas. Por enquanto, foca sua campanha nas obras que trouxe para o estado por meio de emendas e de garimpagem na Esplanada dos Ministérios, e, claro, no seu prestígio com o presidente Lula da Silva (PT)

A senadora Eliziane Gama, militante de centro-esquerda, adotou a postura dos concorrentes, não abordando a crise e preferindo focar a sua campanha mostrando a sua relação com o presidente Lula da Silva (PT) e elencando as obras e iniciativas que conseguiu viabilizar durante o mandato, dando justa ênfase à sua dedicação à causa da mulher. Na mesma linha, André Fufuca, do centro esclarecido, pede votos lembrando do alentado trabalho que fez com o deputado federal e com o ministro do Esporte. Conhecido pela sua desenvoltura como articulador, André Fufuca dá a impressão de que se chegar ao Senado vai atuar no meio decampo, defendendo a harmonia entre os Poderes da República.

Assumido candidato de direita, Lahesio Bonfim iniciou sua campanha ao Senado com um discurso agressivo em relação à Suprema Corte, fazendo ataques eventuais à atuação de ministros, sugerindo que seguiria com esse mote. Mas mudou completamente o discurso, redirecionando sua fala para críticas ao Governo do Estado a solução de problemas sociais, econômicos e culturais do Maranhão. Enilton Rodrigues, que representa a esquerda dura, tem se posicionado em relação a problemas graves, como os conflitos fundiários que, como a sua fala mais recente no horário gratuito, um verdadeiro libelo contra os problemas fundiários que ainda existem no Maranhão.

Entre os candidatos a senador com tempo no horário gratuito no Rádio e na TV, Cidônio Gonçalves, um produtor rural de Açailândia da direita radical bolsonarista, resolveu fazer sua campanha atacando a instituição judiciária e dirigindo ameaças a ministros da Suprema Corte com impeachment, por exemplo. Apoiado por Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, Cidônio Gonçalves faz um discurso aparentemente decorado, causando a impressão de que não sabe muito bem sobre o que está falando, principalmente quando se proclama “defensor da Constituição”. Até ontem, ele não mostrou qualquer proposta para melhorar a vida no Maranhão.

Sem espaço no horário gratuito no Rádio e na TV, por conta das limitações dos seus partidos, os candidatos Hilton Gonçalo (Mobiliza), Simplício Araújo (DC), Raimundo Correa (PCB) e Wilson Leite (PSTU) fazem suas campanhas mais no corpo a corpo, sem darem muita atenção à crise que ameaça as instituições democráticas do País.

PONTO & CONTRAPONTO

Camarão e Gonçalo saem da inércia e chamam a atenção nas corridas ao Governo e ao Senado

Felipe Camarão e Hilton Gonçalo reagem
na corrida ao Governo e ao Senado

Duas candidaturas até pouco tempo consideradas fora do páreo estão reagindo e já começam a chamar a atenção dos seus concorrentes. A primeira é a do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado, a segunda é a do ex-prefeito de Santa Rita (Mobiliza) Hilton Gonçalo ao Senado. Ambos ainda estão distantes dos líderes das suas disputas, mas pesquisas e movimentos políticos mais recentes mostram que os dois ainda não chegaram no campo das probabilidades, mas podem crescer com potencial para influenciar na disputa.

Desde que iniciou a sua campanha formal no horário gratuito no Rádio e na TV, e passou a realizar carreatas, caminhadas e comícios na Capital e no interior, Felipe Camarão tem causado a impressão de que está conseguindo tirar a sua candidatura da inércia e colocando-a em movimento. O petista tem feito um trabalho cuidadoso para se mostrar como um quadro preparado para governar, e tem sido muito beneficiado pelo aval do presidente Lula da Silva (PT), que o tem apresentado como seu candidato. Uma pesquisa recente, que chegou ao conhecimento público, mas foi brecada pela Justiça Eleitoral por questões formais, o mostrou já no patamar dos dois dígitos, confirmando a tendência de crescimento.

Na movimentada corrida ao Senado, Hilton Gonçalo tem mostrado que pode sair das urnas, se não eleito, com um bom cacife político e eleitoral. Isso se deve a dois fatores bem nítidos. O primeiro é a sua impressionante força de vontade política, seguindo em frente sem se intimidar com o poder de fogo dos outros candidatos. E o segundo é a sua capacidade de fazer alianças produtivas, como, por exemplo, a que o levou a ser o “terceiro” candidato a senador na chapa de Orleans Brandão (MDB), a parceria com o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que é um bom reforço em São Luís, e a aliança com o ex-prefeito de Imperatriz e forte candidato a deputado estadual Sebastião Madeira (MDB), reforçando sua presença na Região Tocantina.

São dois candidatos que ganham espalho em pleno desenvolvimento da campanha, mostrando que podem, pelo menos, influenciar no pronunciamento das urnas.

Repórter Tempo alcança 3.400 edições, com foco da política e na cultura do Maranhão

A Coluna Repórter Tempo alcançou 3.400 edições com a postagem de sábado, 12/09, tendo acumulado nesse período mais de 1 milhão de acessos  Uma marca que orgulha o autor por vários motivos: desde o dia 25 de fevereiro de 2015, Repórter Tempo faz um jornalismo interpretativo sem distorcer os fatos, pratica a isenção no limite do que é possível, manifesta posições sem qualquer traço de desrespeito às posições que contradita, mantém esforço permanente para permanecer fiel à regra de se dedicar à ciranda da política e fazer registros sobre história e cultura – incluindo aí música e literatura – e respeitar todas as regras inscritas no Código de Ética do Jornalismo.

São Luís, 13 de Setembro de 2026.

Câmara Federal: nomes fortes correm por fora e ameaçam tomar vagas dos que tentam reeleição

Iracema Vale, Othelino Neto, Fernando Braide,
Fabiana Vilar, Bira do Pindaré, Vinícius Ferro,
Érik Silva, Erlânio Xavier e Larissa DP:
nomes fortes na briga por mandato federal

Ganha intensidade a disputa pelas 18 cadeiras do Maranhão na Câmara Federal. Além da medição de força entre eles próprios, os 13 deputados federais que concorrem à reeleição estão enfrentando concorrência poderosa de alguns candidatos que entraram na corrida já apontados como donos de poder de fogo para conseguir mandato. Com base na movimentação deles na campanha e nas reações que estão causando nos concorrentes, vários desses candidatos são vistos como pesos pesados nesse jogo, que poderão sair das urnas com mandatos garantidos.

Nesse grupo, que nem de longe forma um time, uma vez que os seus integrantes estão na guerra pelo voto à base do “cada um por si e Deus por todos”, estão a deputada-presidente da Alema Iracema Vale (MDB), o deputado estadual Othelino Neto (PSB), o ex-secretário estadual de Fazenda Vinícius Ferro (MDB), o ex-prefeito de Balsas Érik Silva (PSDB), o deputado estadual Fernando Braide (PSD), o ex-deputado federal Bira do Pindaré (PT), o ex-prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier (PDT), a deputada estadual Fabiana Vilar (PL), e a empresária Larissa DP (MDB).

A deputada-presidente Iracema Vale entra na briga por uma cadeira na Câmara Federal lastreada por uma trajetória política bem sucedida, cujo ponto mais alto até agora foi chegar à Alema na esteira de um recorde, 104 mil votos, e ser a primeira mulher a presidir o Legislativo estadual em 200 anos, situação que lhe dá cacife político e lastro eleitoral para sair das urnas com mandato garantido. O deputado Othelino Neto aparece em todas as listas como um dos candidatos mais fortes a um mandato federal, condição criada por uma bem articulada trajetória, que fez dele presidente da Alema por cinco anos, além de contar com o suporte da senadora Ana Paula Lobato (PSB), sua esposa.

O deputado estadual Fernando Braide é apontado como nome forte à Câmara Federal desde antes de o seu irmão, Eduardo Braide se reeleger prefeito de São Luís, sendo que os ventos passaram a soprar mais forte a seu favor depois que ele se lançou candidato a governador e apontado como favorito na pela maioria das pesquisas. Já a deputada estadual Fabiana Vilar entra na corrida à Câmara Baixa embalada pela mão poderosa do seu líder, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que a escolheu como sucessora.

Bira do Pindaré tenta voltar à Câmara Federal na esteira formada por alguns fatores, entre eles o trabalho que realizou como secretário de Agricultura Familiar no Governo Brandão, por conta do seu retorno ao PT depois de duas décadas e pelo apoio que está recebendo de uma grande fatia da militância petista, que reconhece a sua atuação como petista raiz. Por sua vez, Vinícius Ferro entra na briga com a vantagem de pertencer ao chamado “núcleo duro” do Governo Brandão como responsável pela gestão fiscal. Sua candidatura ganhou força com a desistência de Orleans Brandão de disputar a Câmara Federal para ser candidato a governador. O seu poder de fogo é tamanho que outros candidatos do seu próprio partido estão reclamando.

Médico por formação e o prefeito de Balsas por dois mandatos, Érik Silva ocupa um amplo espaço de liderança na região Sul do Maranhão. Foi considerado um dos melhores prefeitos do Maranhão naquele momento, sendo apontado por muitos como um candidato forte à Câmara Federal. A mesma condição parece embalar a candidatura do ex-prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, braço direito do senador Weverton Rocha (PDT), que está apoiando fortemente a sua candidatura, o que faz dele um nome forte nessa corrida.

Nessa guerra por cadeiras na Câmara Federal, vem chamando a atenção a candidatura de Larissa DP (MDB) à Câmara Federal, não pelo que oferece como discurso, mas pelo poder de fogo que a embala. Sem qualquer lastro político, a candidata emedebista disputa mandato federal turbinada pelo cacife financeiro do marido, o controverso empresário Eduardo Costa, mais conhecido como Eduardo DP, que já foi preso e ganhou as manchetes como investigado por suspeita de corrupção, exatamente pelo uso não republicano de emendas parlamentares.

Como se vê, são nomes com histórias e lastros diferentes, mas cujos cacifes os permitem navegar no favoritismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Josimar de Maranhãozinho aposta alto na eleição de parentes para Alema e Câmara federal

Josimar de Maranhãozinho: testando
poder político eeleitoral

Tirado da corrida à reeleição por conta de estripulias com emendas parlamentares, o ainda deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está apostando alto no seu propósito de mostrar que mantém intacta a sua força política.

O projeto é eleger a esposa, a atual deputada federal Detinha, e o filho, Josimar Jr. para a Assembleia Legislativa. Em emplacar na Câmara Federal a atual deputada estadual Fabiana Vilar e o atual vereador de São Luís Aldir Jr. na Câmara Federal.

Nos seus cálculos, Detinha e Josimar Jr. serão eleitos com votações elevadas, funcionando como puxadoras de outras candidaturas do PL, que poderá fazer entre quatro e cinco deputados estaduais.

A receita é a mesma para Fabiana Vilar e Aldir Jr., que na avaliação dele, serão eleitos para a Câmara Federal, podendo levar junto um terceiro nome do partido.

Vale lembrar que em 2022, Josimar de Maranhãozinho e Detinha saíram das urnas com nada menos que 319.566 votos, ela com 161.206 votos e ele com 158.360. Se conseguirão transferir, essa é outra conversa.

Candidato a presidente, Hertz Dias viveu o paraíso e o purgatório no Jornal Nacional

Hertz Dias, do PSTU

Candidato a presidente da República pelo PSTU, o professor e rapper maranhense Hertz Dias viveu ontem dois momentos distintos, em menos de cinco minutos, no Jornal Nacional, da Rede Globo.

No primeiro, ganhou um espaço precioso ao ser entrevistado como aspirante ao Palácio do Planalto, respondendo a uma pergunta sobre como desenvolver o Brasil no campo da computação. Respondeu objetivamente, causando a impressão de que estava com o astral nas alturas ao se mostrar nacionalmente.

Minutos depois, veio a rebordosa: uma pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial disparou uma ducha de água fria no candidato do PSTU ao informar que ele, mais uma vez, não recebeu nenhuma intenção de voto.

São Luís, 12 de Setembro de 2026.