Arquivos mensais: setembro 2026

Pesquisa IPPI mostra Braide liderando com 44,8% e Orleans em segundo com 24,5%

Eduardo Braide e Orleans Brandão polarizam
com larga vantagem sobre Felipe
Camarão, Roberto Rocha e André Luís

Pesquisa IPPI/Café Quente, realizada no período de 29 de agosto a 02 de setembro, informa que se a eleição para governador fosse realizada naquele exato momento, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), sairia das urnas com 44,8%, com o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), seria o segundo colocado com 24,5%. Na sequência apareceriam Felipe Camarão (PT) com 7,8% e Roberto Rocha (PRTB) com 3,4%, seguidos de André Luís (Missão) com 1,5%, fechando o resultado com Reginaldo Lima (PCB), Dimas Cassimiro e Saulo Arcangeli (PSTU) com 1% cada. Os votos brancos e nulos somariam 5,6%, enquanto os indecisos totalizariam 11%.

Por esse cenário, com a transformação dos percentuais em votos válidos, Eduardo Braide alcançaria 53,7% dos votos e seria eleito no 1º turno. Orleans Brandão teria 29,4% seguido de Felipe Camarão (PT) com 9,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 4,1% e André Luís (Missão) com 1,8%, fechando o resultado com Reginaldo Lima (PCB), Dimas Cassimiro (PCO) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 1% cada.

O IPPI quis saber a expectativa dos entrevistados em relação ao resultado que esperam das urnas, independentemente dadas suas preferências, tendo encontra 47,6% que acreditam na eleição de Eduardo Braide e 23,3% que apostam em Orleans Brandão. Incluiu no formulário o item rejeição, e o resultado foi o seguinte: Felipe Camarão tem 20,5%, seguido de Orleans Brandão (MDB) com 10,7% e Roberto Rocha (PRTB) com 8,7% e Eduardo Braide com 6,1%.

Segunda pesquisa do IPPI desde que as candidaturas foram formalizadas nas convenções partidárias. Os números representam o cenário encontrado há mais de uma semana, o que, levando-se em conta a dinâmica de uma guerra pelo voto com a intensidade da que ocorre no Maranhão, neste momento os números podem estar estabilizados ou sido alterados no embalo da campanha, fortalecendo a liderança de Eduardo Braide, ou revertendo o cenário, no todo ou em parte, a favor dos adversários, a começar por Orleans Brandão, provavelmente consolidando a posição do petista Felipe Camarão na terceira colocação.

Porta-vozes informais dos dois campos comemoram e contestam os números do IPPI, como ocorre em relação a qualquer levantamento, independentemente de quem aparece na dianteira. Aliados de Eduardo Braide exibem um grau cada vez maior de confiança na eleição dele, com alguns dominados pela perspectiva de desfecho em turno único. No campo aliado de Orleans Brandão não há desânimo, a começar pelo governador Carlos Brandão (MDB), líder da aliança partidária e patrono da candidatura do emedebista, que, embalado pelo apoio de quase duas centenas de prefeitos, não tem perdido a oportunidade de prever que o seu candidato emedebista será eleito já no 1º turno.

A pesquisa IPPI/Café Quente, como as demais, serve como uma referência para os candidatos avaliarem as suas posições na corrida, identificar pontos fracos seus e dos seus adversários, e fazer os ajustes que possam reverter a desvantagem. É óbvio que somente Eduardo Braide e Orleans Brandão são os maiores interessados nesse tipo de avaliação, uma vez que os demais candidatos, pelo desempenho alcançados até aqui, já conhecem com clareza os pontos fortes e fracos das suas candidaturas, e por via de desdobramento, das suas campanhas. Felipe Camarão aposta alto na evolução da campanha e no apoio declarado do presidente Lula da Silva, enquanto Roberto Rocha joga todas as suas fichas no aval do candidato do PL a presidente da República Flávio Bolsonaro.

Em Tempo: Contratada pelo Podcast Café Quente, a pesquisa IPPO ouviu 1.500 eleitores no período de 29 de agosto a 02 de setembro, tem margem de erro de 2.2 pontos percentuais para, mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08868/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana lidera com folga e Weverton, Fufuca, Lahesio e Eliziane brigam pela outra vaga

Roseana Sarney lidera com boa vantagem
sobre Weverton Rocha, André Fufuca,
Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, que
brigam pela segunda vaga, e muito
distante de Hilton Gonçalo, Cidônio
Gonçalves e Raimundo Moreira

A deputada federal Roseana Sarney caminha para sair das urnas, daqui a 27 dias, eleita para uma das duas vagas do Senado. De acordo com a pesquisa IPPI, no período de 29 de agosto a 02 de setembro ela aparece com 35.4% das intenções de voto.

A briga pela outra vaga está acirrada entre o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição com 21,8% das intenções de voto, o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP) com 20,3% e Lahesio Bonfim (Novo) com 19,1%, o que caracteriza empate técnico dos três dentro da margem de erro. A senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, aparece em seguida com 17,0% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Lahesio Bonfim pela margem de erro.

No segundo pelotão da corrida ao Senado aparecem o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 6% das intenções de voto, Cidônio Gonçalves (PL), da extrema direita, com 3,8% e Raimundo Moreira com 3,5%, da extrema esquerda.

O levantamento IPPI mostra Roseana Sarney isolada como líder das preferências para uma das vagas, confirmando o peso político do seu nome e força do MDB, criando a impressão de que caminha para a eleição, à medida que não há sinais de que algum dos demais candidatos cresça para ameaça-la.

Por outro lado, a segunda vaga encontra-se no epicentro de uma disputa de desfecho rigorosamente imprevisivelmente Weverton Rocha, André Fufuca, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama. A diferença entre Weverton Rocha e André Fufuca é de 1,5 ponto per4centual, enquanto, e do pedetista para Lahesio Bonfim é de pouco mais de dois pontos. Eliziane Gama aparece um pouco deslocada desse grupo, mas é competitiva o suficiente para estar no jogo pela segunda vaga.

Vale lembrar que, a 27 dias das eleições, com uma campanha que ainda vai esquentar muito, os cinco pontos percentuais de vantagem de Roseana Sarney não assegura a sua eleição. São quase quatro semanas de movimentação intensa, o principalmente dos que estão brigando pela segunda vaga. Tem muito chão para percorrem e tudo cuidado é pouco.

Brandão provoca Braide em vídeo numa praia de Tutóia

Carlos Brandão: provocação a Eduardo Braide

O governador Carlos Brandão (MDB) intensifica sua participação na campanha eleitoral, aumentando o grau de provocação a Eduardo Braide, candidato do PSD ao Governo do Estado.

Na semana passada, Eduardo Braide mostrou nas redes sociais a sua passagem por Tutóia, onde apareceu fazendo a travessia para uma ilha à bordo de uma lancha motorizada. Durante a travessia, anunciou ideias para desenvolver Tutóia e a região.

Ontem, o governador Carlos Brandão mostrou um vídeo, praticamente no mesmo local, e também avançou no mar numa lancha parecida. Em terra firme, fez a seguinte provocação: “Pessoal, fazer um videozinho dentro de um barco é muito fácil. Qualquer um pode fazer. Agora, trabalhar de norte a sul, de leste a oeste deste estado é diferente, e esse é o nosso Governo”.

O) chefe do Executivo estadual listou obras na região, informou sob uma entrega de motores para pequenos barcos e mostrou que estava participando de uma regata, que é tradição e que o seu governo patrocinou. E concluiu provocando: “O nosso governo é um governo municipalista, que faz entrega de verdade, e não um governo individualista, que fica fazendo falsas promessas”.

Dá para imaginar o que vem por aí.

São Luís, 07 de Setembro de 2026.

Campanha entra em fase decisiva com polarização firme entre Braide e Orleans para os Leões

Eduardo Braide e Orleans Brandão iniciam
fase decisiva da campanha com polarização,
enquanto Felipe Camarão esboça reação,
e Roberto Rocha, André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro tentam reagir

A 28 dias, exatas quatro semanas, das eleições, os candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual entram na fase decisiva da campanha eleitoral. Agora, quando ganham força o corpo a corpo com o eleitor, a campanha no rádio e na TV, as carreatas, as caminhadas, os comícios, se firmam também os últimos acordos, muitos rompimentos – alguns deles apontados como “traição” -, questionamentos judiciais em relação a procedimentos de caça ao voto, enfim, tudo o que é possível ocorrer numa guerra eleitoral, que tem as pesquisas de opinião como balizamento. Nesse ambiente de animado confronto democrático, a disputa pelo Governo do Maranhão e pelas duas vagas no Senado chama a atenção pela intensidade com que ela avançam.

Até aqui, não há dúvida de que a corrida ao Palácio dos Leões, que reúne oito candidatos, está polarizada entre Eduardo Braide (PSD), que tem o seu próprio prumo e não está vinculado a nenhum grupo político, e Orleans Brandão (MDB), que representa a ampla aliança partidária comandada pelo governador Carlos Brandão (MDB), da qual participa o que restou do grupo Sarney. A maioria das pesquisas aponta Eduardo Braide como favorito, algumas delas, como a Quaest, contrata pela TV Mirante, via Rede Globo, o aponta com cacife para vencer a eleição no 1º turno, cenário fortemente contestado pelo comando da campanha de Orleans Brandão, que mostra, com base também em pesquisas, que está ocorrendo o inverso, com o candidato emedebista à frente.

De acordo com o cenário rascunhado pelas pesquisas divulgadas até aqui, o segundo pelotão dessa corrida é liderado por Felipe Camarão (PT), cuja campanha vem ganhando volume ainda modesto, mas sinalizando que pode avançar nas próximas semanas embalado pelo apoio do presidente Lula da Silva (PT). Com esse movimento, o petista está deixando para trás Roberto Rocha (PRTB), que conseguiu se tornar o porta-voz do bolsonarismo nessa disputa após obter o aval de Flávio Bolsonaro (PL), mas sem o apoio do seu partido no estado. André Luís (Missão), que se mostra porta-voz da direita radical não-bolsonarista, estacionou no primeiro degrau, onde convive com Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Limas (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO), todos de esquerda radical e sem qualquer chance nessa corrida.

A disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão é desenhada pela intensidade dos movimentos de cada um. Com imenso prestígio em São Luís e na região metropolitana, o ex-prefeito da Capital optou por mergulhar – às vezes literalmente – no interior, com o propósito de visitar os 217 municípios, buscando também quebrar a força do adversário nessa seara. Já o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que esteve nesses municípios durante o Governo, decidiu concentrar esforços na Capital, tentando minar o poder de fogo do adversário principalmente em São Luís. A diferença entre os dois é que Eduardo Braide corre o Maranhão se comprometendo a fazer no estado a boa gestão que realizou em São Luís, enquanto Orleans Brandão percorre as regiões e bairros de São Luís exibindo a alentada obra que o Governo do Estado realizou na Capital.

No meio desse confronto, que até agora vem evoluindo nos trilhos da civilidade, estão a prefeita Esmênia Miranda (PSD) e o governador Carlos Brandão. A prefeita trabalha para manter intactos, de maneira discreta, mas firme, o cacife e a imagem do ex-prefeito Eduardo Braide. O governador tomou a frente da campanha do ex-secretário Orleans Brandão, inaugurando um elenco de obras na Capital e participando de atos políticos e inaugurações em todas as regiões da cidade. Isso porque, nas avaliações feitas até aqui, São Luís terá papel decisivo na eleição.

O fato incontestável é que, a pouco mais de 650 horas da corrida às urnas, a guerra pelo voto ganha intensidade, caminhando para o seu ápice, que para muitos será o debate entre os candidatos na TV Mirante no início de outubro.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana lidera, mas eleição para as vagas do Senado ainda não está definida

Roseana Sarney lidera, com Weverton
Rocha, André Fufuca, Lahesio Bonfim,
Eliziane Gama e Hilton Gonçalo brigando
pelas duas vagas, e Enilton Rodrigues,
Wilson Leite, Cidônio Gonçalves,
Simplício Araújo e Raimundo Oliveira
sem chance de reação

Se a corrida ao Palácio dos Leões ganhou o rumo da polarização, a disputa para as duas vagas no Senado está mergulhada num cenário de indefinição, ainda que as pesquisas estejam mostrando uma vantagem expressiva, mas ainda inconsistente, da deputada federal Roseana Sarney (MDB) para uma das vagas, com a outra sendo disputada a ferro e fogo pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT) e Lahesio Bonfim (Novo), como mostraram as pesquisas mais recentes.

Mas o fato é que o cenário de rejeição mostrado pelas mesmas pesquisas indica que a corrida senatorial encontra-se ainda longe da definição. Roseana Sarney terá de manter a sua vantagem sem percorrer todo o Maranhão em campanha, dadas as limitações da sua saúde, apostando alto no seu prestígio acumulado como governadora durante quase 14 anos. O seu parceiro de chapa, Weverton Rocha tem o enorme desafio de convencer o eleitorado de que os seus feitos como senador são bem maiores do que os problemas que enfrenta por conta de denúncias de supostos desvios de conduta.

Por outro lado, Eliziane Gama pede votos com argumentos sólidos: exerceu um mandato brilhante, reconhecida dentro e fora do parlamento e com o precioso aval do presidente Lula da Silva, e com o fato de que não tem arestas sem solução, salvo no campo da direita radical, o que lhe dá um lastro consistente. Por sua vez, André Fufuca pede voto lastreado por uma carreira parlamentar sólida na Câmara Federal, da qual já foi presidente interino, com fama justificada de grande articulador, e pela condição de ex-ministro do Esporte bem avaliado e com serviços prestados Maranhão a fora. Lahesio Bonfim é um caso à parte: bom de voto, com recall de segundo colocado na corrida ao Governo em 2022 e um discurso que vai da sua gestão em São Pedro dos Crentes à proposta de impeachment de ministros do STF.

Correndo por fora, mas incorporado à aliança comandada por Orleans brandão, o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), vem surpreendendo com uma campanha arrojada, que lhe deu crescimento surpreendente nas últimas semanas, indicando que pode chegar ao primeiro time.

Os outros cinco candidatos ao Senado – Simplício Araújo (DC), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU), Raimundo Correa (PCB) e Cidônio Gonçalves (PL) parecem destinados a cumprir tabela, sem qualquer chance de chegarem lá.

Filiado ao PT, prefeito de Codó apoia Lula, mas ignora petistas para Alema, Câmara Federal, Senado e Governo

Chiquinho FC: petistas que
só apoia Lula da Silva

A corrida às urnas está produzindo situações muito curiosas nestas eleições. E essas curiosidades ganham forma na relação de prefeitos com candidatos, sendo que um dos casos mais gritantes é o do prefeito de Codó, o rico empresário Francisco Carlos de Oliveira, mais conhecido como Chiquinho FC, filiado ao PT, que apoia a reeleição do presidente Lula da Silva, mas ignora petistas em todos os outros níveis das eleições

Começando pela Assembleia Legislativa, o prefeito “petista” de Codó está investindo todo o seu poder de fogo na tentativa de reeleger o filho, o deputado Francisco Nagib, que é do MDB. Para a Câmara Federal, a preferência do prefeito é clara e assumida pelo deputado federal Juscelino Filho (PSDB). E para o Senado da República, a preferência do prefeito codoense é pela reeleição do senador Weverton Rocha, declarando também apoio à candidatura de André Fufuca (PP) para a outra vaga.

Chiquinho FC coroa o seu desapego partidário quando ignora a candidatura do petista Felipe Camarão para o Governo do Estado, para apoiar a candidatura de Orleans Brandão (MDB), com forte engajamento na campanha do emedebista.

Petistas graúdos preferem não comentar o posicionamento do prefeito codoense, sendo que um deles foi além e disse, em se tratando de Chiquinho FC, o apoio à reeleição do presidente Lula da Silva já está de bom tamanho.

São Luís, 06 de Setembro de 2026.

Sem Braide e Brandão, debate do Imirante mostrou Camarão preparado, André Luís repetitivo e Arcangeli informado

Felipe Camarão, Saulo Arcangeli e
André Luís aproveitaram como
puderam o debate no Imirante

Não foi um momento destacado da corrida pelo Governo do Estado, faltando um mês para a corrida às urnas, pelo simples fato de que cinco dos oito candidatos a governador – Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) – não compareceram. Mas o debate realizado ontem pelo portal Imirante entre Felipe Camarão (PT), Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) foi revelador do potencial desses candidatos. Os três, que representam correntes políticas e ideológicas muito diferentes – um radical de esquerda, um de centro-esquerda e um radical de direita -, se posicionaram bem e tentaram, cada um à sua maneira, dizer o que pretendem fazer em caso de eleição.

E como não poderia deixar de ser, na condição de vice-governador, secretário de Educação dos Governo Flávio Dino e Carlos Brandão e candidato do presidente Lula da Silva (PT), o petista Felipe Camarão foi alvo de duras provocações dos dois concorrentes. Saulo Arcangeli e André Filipe tentaram envolvê-lo no Caso Tech Office, lembrando que o empresário João Bosco Sobrinho, assassinado por Gilbson Cutrim Jr., em agosto de 2022, num suposto, rumoroso e explosivo caso de corrupção, fora seu subordinado na Secretaria de Educação. Sereno, Felipe Camarão explicou que já não era secretário quando o crime ocorreu e afirmou que nada tem a ver com o episódio. O candidato do PT se manteve equilibrado diante de pelo menos quatro ocasiões em que o caso foi citado pelos seus adversários ao longo do debate.

No mais, o debate foi limitado, e mostrou que Felipe Camarão está muito mais preparado do que os dois concorrentes para governar o Maranhão. Primeiro pela consistência do seu currículo, e depois pela sua indiscutível experiência como homem público, além do conhecimento que detém sobre todo o estado, adquirido quando secretário de Educação, o que o levou aos 217 municípios. O candidato petista mostrou sintonia com o programa do presidente Lula da Silva (PT), afirmando que os dois, se eleitos, farão uma dobradinha “para melhorar o nosso estado”.

Assumido como voz da direita radical, André Luís provocou Felipe Camarão e foi também provocado por ele sobre questões sociais, econômicas e culturais do Maranhão. O candidato do Missão, mesmo dando efeito retórico às suas frases, começou ontem a evidenciar que, de fato, não tem um conhecimento amplo da realidade nem um projeto para o Maranhão. Como no debate da Band, e em entrevistas e sabatinas, André Luís pareceu limitado a algumas frases de efeito sobre economia e segurança pública, mostrando fragilidade quando o debate avança para áreas como educação, cultura, turismo, por exemplo. Ao final do debate ele deixou a impressão de que está bitolado pelo que reza o tal “livro amarelo” do Missão.

Saulo Arcangeli manteve intacto o seu radicalismo de esquerda. Mas, ao contrário de André Luís, reafirmou o vasto e profundo conhecimento que tem da realidade social, econômica, ambiental e cultural do Maranhão, abordando temas diversos falando com propriedade, sempre fundamentando com exemplos e mostrando índices que explicam o que está ruim no estado. O seu discurso perde consistência quando ele assume o viés ideológico de esquerda radical e propõe medidas como a criação de uma empresa estatal para cuidar do sistema de transporte público de São Luís. Para ele, o Maranhão só vai mudar com “governo dos trabalhadores”, pressupondo a “revolução do proletariado” cujo objetivo é a socialização da riqueza e dos meios de produção.

Não há dúvida de que a presença de Eduardo Braide e de Orleans Brandão, que polarizam a disputa e estão isolados na dianteira, tornaria o debate muito mais rico e produtivo para o eleitor, pois eles poderiam detalhar melhor os seus planos de governo. Mas a ausência dos dois reduziu muito a importância do evento.

No mais, valeu a iniciativa do portal Imirante e a segura condução da jornalista Carla Lima.

PONTO & CONTRAPONTO

Ao declarar apoio a Roberto Rocha e Lahesio Bonfim, Flávio Bolsonaro cria situação estranha no cenário eleitoral

Flávio Bolsonaro criou uma situação
estranha com Roberto Rocha, Lahesio
Bonfim e Cidônio Gonçalves

Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente da República, fez dois movimentos radicais na política maranhense: gravou vídeo declarando apoio à candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Estado, e anunciou, numa live, estar apoiando a candidatura de Lahesio Bonfim (Novo) ao Senado.

O movimento do candidato bolsonarista cria uma situação tão curiosa quanto estranha no cenário político estadual.

Primeiro porque, se a intenção foi juntar Roberto Rocha com Lahesio Bonfim, a iniciativa tende a ser um fracasso retumbante. Pelos simples fato de que Roberto Rocha e Lahesio Bonfim são inimigos em grau tão acentuado que um só se refere ao outro com adjetivos impróprio para menores

As estranhezas prosseguem quando se sabe que, ao mesmo tempo em quem Roberto Rocha é amigão do peito do senador Bolsonaro, é sabido também que Lahesio Bonfim não é benquisto entre os Bolsonaro, a começar pelo ex-presidente, que até pouco tempo queria vê-lo pelas costas.

Outro ponto é que, ao declarar apoio à candidatura de Lahesio Bonfim, que tem chance de eleição, Flávio Bolsonaro automaticamente coloca em segundo plano a candidatura de Cidônio Gonçalves (PL), cujas chances de eleição estão próximas de zero.

Roseana e Weverton superaram inimizade que chegou ao extremo com a queda de Jackson Lago

Roseana Sarney e Weverton Rocha: do ódio
político a uma aliança inesperada

Muito embora já esteja na pauta há pelo menos dois meses, quando anunciada pelo governador Carlos Brandão (MDB), a dobradinha da deputada federal Roseana Sarney (MDB) com o senador Weverton Rocha (PDT) ainda causa perplexidade em muita gente, fortalecendo a ideia de que a política não tem limites.

A imagem dos dois em congraçamento político e como candidatos às duas vagas de senador na chapa da coligação “Avanço por Todo o Maranhão”, lideradas por Orleans Brandão (MDB) como candidato a governador, remete para outros tempos quando a deputada e o senador eram inimigos figadais – de fígado mesmo.

A inimizade política ganhou volume na eleição de 2006, quando a então senadora Roseana Sarney foi derrotada pelo então ex-prefeito de São Luís, Jackson Lago, na histórica disputa para o Governo do Estado. E chegou ao extremo em 2009, quando Jackson Lago foi derrubado no tapetão da Justiça Eleitoral, cedendo lugar à Roseana Sarney.

Homem de confiança de Jackson Lago, mas alvo da desconfiança do entorno do líder pedetista, a começar por seus familiares, Weverton Rocha foi um dos mais aguerridos defensores do seu líder, só se dirigindo aos adversários, a começar pela líder do movimento, como “golpistas”.

Anos depois, a caprichosa e imprevisível política do Maranhão decidiu unir os dois, que aparecerão no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV parecendo velhos parceiros de disputas eleitorais.

São Luís, 04 de Setembro de 2026.

Campanha expõe racha do PT entre Camarão e Orleans, mas mostra unidade pela reeleição de Lula

Felipe Camarão tem parte do PT e o
apoio de Lula da Silva, e Orleans Brandão
tem parte do PT e mantem Lula
da Silva na sua campanha

A presença do candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, no lançamento da candidatura de líderes do PT à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, como a da professora Cricielle Muniz, e a participação entusiasmada do Zé Inácio, candidato a deputado estadual na inauguração do comitê de apoio a Orleans Brandão em Chapadinha, e mais os movi mentos do ex-vice-governador Washington Oliveira em favor do candidato do candidato emedebista estão demonstrando, de maneira indiscutível e definitiva que o PT do Maranhão vive uma situação dúbia. O partido está unido no esforço para a reeleição do presidente Lula da Silva, mas encontra-se irremediavelmente dividido em relação à corrida para o Governo do Estado, com uma banda alinhada ao candidato petista Felipe Camarão, e outra formando fileira apoiadores Orleans Brandão.

Desde a sua fundação, no início dos anos 80 do século passado Maranhão, o PT teve dois momentos. O primeiro foi o período entre a fundação do braço maranhense até as eleições de 2006, quando, surpreendendo meio mundo, aliou-se ao Grupo Sarney e apoiou a candidatura de Roseana Sarney contra Jackson Lago (PDT), resultando num desastre. Prosseguiu na mesma linha apoiando Roseana Sarney (MDB) em 2010, na esteira da derrubada de Jackson Lago do poder. E não parou por aí, apoiando o então senador Lobão Filho (MDB) em 2014 contra Flávio Dino, que venceu a eleição com larga vantagem. Apoiou Flávio Dino em 2018 e Carlos Brandão em 2022, com quem manteve aliança durante o governo, ocupando secretarias e outros cargos.

A relação com o Governo Brandão se tornou tão estreita, que parte do partido se posicionou contra a candidatura do vice-governador Felipe Camarão e resolveu declarar apoio a Orleans Brandão. O grupo “brandonista” do PT foi articulado pelo então conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira, que se aposentou para ser candidato a deputado federal. Junto com ele, a professora Cricielle Muniz, que comandou a rede Iema no Governo Brandão, e quando se afastou para se candidatar à Assembleia Legislativa, não pensou duas vezes e declarou apoio a Orleans Brandão.

O racha do partido, que permanece apesar dos esforços do comando nacional pela unidade, causou danos fortes ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão. E o problema só não se agravou porque existe um ponto comum entre as duas correntes petistas: a candidatura do presidente Lula à reeleição. Tanto o grupo que segue com Felipe Camarão quando o que apoia Orleans Brandão usa a renovação do mandato do presidente projeto maior, e justificam suas posições com o argumento segundo o qual é bom para Lula da Silva ter dois palanques no Maranhão. Esse argumento é tão forte, que Felipe Camarão decidiu deixar tudo como está elevar sua candidatura com o apoio declarado do presidente Lula da Silva, não demonstrado incômodo com os petistas que estão engajados na campanha de Orleans Brandão.

Nesse ambiente, a campanha de Felipe Camarão vem explorando ao máximo o apoio do presidente Lula da Silva, com vídeos nos quais o líder petista apresenta o vice-governador como um quadro de alto nível, apontando-o como “a novidade política do Maranhão”, e afirmando que, eleitos, os investirão pesado para transformar o Maranhão, tornando popular o mote “Lula lá, Camarão cá”.

Na campanha de Orleans Brandão, petistas a ele alinhados não deixam por menos e reforçam o discurso do emedebista, que via de regra agradece o apoio do o presidente Lula da Silva ao Governo Brandão e manifesta convicção de que, eleitos, os dois manterão a mesma relação institucional que garantiu muitos investimentos do Governo Federal no Maranhão.

Em resumo: Felipe Camarão e Orleans Brandão estão em campos radicalmente opostos em relação ao Palácio dos Leões, mas seguem na mesma trilha quando o assunto é o Palácio do Planalto.

PONTO & CONTRAPONTO

Movimentação de Orleans e Braide torna imprevisível a disputa em Caxias

Orleans Brandão e Eduardo Braide
podem ter disputa dura em Caxias

Não existe uma pesquisa recente que indique o panorama da disputa pelo Governo do Estado em Caxias, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão e centro político sempre efervescente, mas informações aleatórias trazidas à Coluna indicam que Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) travam uma guerra de desfecho imprevisível.

Orleans Brandão tem o apoio do grupo Gentil, formado pelo prefeito Gentil Neto (PP), a deputada federal Amanda Gentil (PP) e a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), e conta também com os deputados estaduais Cláudia Coutinho (MDB), Adelmo Soares, (Republicanos) e Catulé Jr. (Republicanos), que não formam um grupo, mas estão alinhados à candidatura do emedebista.

Eduardo Braide conta apenas com o apoio do suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. e alguns vereadores.

A lógica naturalmente sugere que o candidato do MDB tenha uma vantagem avassaladora sobre o ex-prefeito de São Luís na Princesa do Sertão. Isso sem levar em conta o desempenho de Felipe Camarão (PT), cujo vice é o vereador caxiense Ricardo Rodrigues (PT).

Não é bem assim: a caminhada que Eduardo Braide e Paulo Marinho Jr. realizaram na cidade arrastou uma multidão entusiasmada, fazendo com que o candidato do PSD tomasse o rumo de Aldeias Altas com sorriso largo.

Vale lembrar que Caxias costuma surpreender no campo político e na seara eleitoral, como mostram dois exemplo. O primeiro: em 2016, o então prefeito Leo Coutinho, candidato à reeleição e apoiado pelo deputado Humberto Coutinho, este no auge do seu poder, foi derrotado pelo então vereador Fábio Gentil, que venceu por uma diferença de pouco mais de 1.212 votos.

O segundo: em 2024, Gentil Neto, apoiado pelo poderoso tio prefeito Fábio Gentil, com enorme poder de fogo, derrotou o adversário Paulo Marinho Jr. com uma vantagem pífia de apenas 565 votos.

Em resumo: em Caxias, o poder e seus encantos nem sempre vencem eleição.

Forte na Região Tocantina e com uma campanha inteligente, Madeira cria base em São Luís

Sebastião Madeira e Regiane Carvalho,
sua esposa, chegam ao local da
reunião com lideranças de São Luís

Por uma série de fatores, incluindo o tempo, a grande maioria dos candidatos a deputado estadual faz campanha formal, sem qualquer traço de criatividade, sem perceber que palavra ou gesto fora da curva pode, pelo menos, chamar a atenção. Nesse contexto, a corrida dos 282 aspirantes à Assembleia Legislativa vem registrando um diferencial: a campanha do candidato Sebastião Madeira (MDB).

Aos 87 anos, em plena forma como orador e lastreado com a experiência de quatro mandatos de deputado federal e dois de prefeito de Imperatriz, ao que se somam três anos como chefe da Casa Civil no Governo Brandão, Sebastião Madeira vem fazendo a diferença como candidato a deputado estadual.

Esse diferencial se mostra, primeiro, na dinâmica da sua campanha: em vez de se mostrar no padrão comum, ele está inovando com vídeos muito interessantes. Num deles, Sebastião Madeira entre numa sala com um envelope na mão e o entrega numa recepção informando ser aquilo o seu currículo para se candidatar a deputado estadual.

Em outros vídeos, ele inova com criações sobre temas diversos, o que torna sua campanha diferente e atraente, pois não há como ficar indiferente a essa maneira ousada e inteligente de pedir votos.

Todas as informações vindas de Imperatriz dão conta de que o ex-prefeito Sebastião Madeira pode ter votação acima da média na antiga Vila do Frei e nas regiões Tocantina e Sul. Embalado pelos ecos da campanha, Sebastião Madeira resolveu criar um vínculo político e eleitoral também com São Luís, onde lançou sua candidatura, ontem, num evento com lideranças.

São Luís, 03 de Setembro de 2026.

IPSensus mostra Orleans com cinco pontos à frente de Braide; candidatos “empatam” como líderes desde a Quaest

Orleans Brandão e Eduardo Braide
alternam liderança em pesquisas
desde a divulgação da Quaest

O candidato do MDB, Orleans Brandão, lidera a corrida ao Palácio dos Leões com 42,3% das intenções de voto, seguido do candidato do PSD, Eduardo Braide, que tem 36,4%. Foi esse o resultado encontrado pela pesquisa do Instituto IPSensus, realizada no período de 24 a 29 de agosto, tendo ouvido um mil eleitores em 50 municípios, segundo o seu relatório. Nesse cenário, Orleans Brandão tem vantagem de 5,9 pontos percentuais sobre Eduardo Braide, acima da margem de erro, que é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela empresa Farol Comunicações, a pesquisa IPSensus com esses números está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA–05404/2026.

No segundo pelotão de candidatos, aparecem o candidato do PT, Felipe Camarão com 6,3% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o candidato do PRTB, Roberto Rocha, que aparece com 4,4%, seguido de André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,5%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,2%, e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%. Entrevistados que não apoiam nenhum dos candidatos e os que votarão nulo somaram 2,9%, enquanto os indecisos totalizaram 5,6%.

A pesquisa IPSensus apresenta um painel próximo do outro levantamento feito pelo instituto, realizada entre 15 e 20/08 e divulgada no dia 20/08, na qual Orleans Brandão apareceu com 41% e Eduardo Braide com 37,8%. Pelos números divulgados ontem, o candidato do MDB avançou 1,3 ponto percentual e o candidato do PSD recuou 1,4 ponto percentual, daí a vantagem de 5,9% alcançada por Orleans Brandão, segundo a pesquisa, que, segundo o IPSensus. Tem 95% de confiabilidade.

A segunda pesquisa IPSensus sobre a corrida ao Palácio dos Leões mostra basicamente o mesmo cenário da primeira divulgada a menos de duas semanas, apontando uma variação favorável a Orleans Brandão em relação a Eduardo Braide dentro da margem de erro, que, vale lembrar, é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesse jogo, o candidato do MDB saiu ganhando, abrindo uma vantagem expressiva sobre o candidato do PSD.

Chama a atenção o fato de que, ao contrário de levantamento feitos por outros institutos, o IPSensus encontrou um eleitorado quase definido, com 2,9% de eleitores inclinados a votar nulo ou anular o voto, e apenas 5,6% de indecisos. Isso significa dizer que a mais de um mês da eleição, praticamente não há mais revoltados e indecisos, uma situação bem curiosa se levadas em conta as nuances dessa disputa.

A vantagem de Orleans Brandão na pesquisa IPSensus se encaixa na expectativa do governador Carlos Brandão e seus aliados, que comemoraram esse resultado, vendo nela “uma tendência nítida”, segundo a interpretação de um parlamentar brandonista, que conta com uma participação cada vez maior e mais decidida do governador Carlos Brandão na sua campanha. No contraponto, aliados de Eduardo Braide avaliaram que a pesquisa IPSensus “não mostra a realidade”, certos de que o ex-prefeito de São Luís tem vantagem larga na corrida até aqui, o que, segundo eles, será demonstrado nas pesquisas que estão a caminho.

A pesquisa mostra uma tendência de o vice-governador Felipe Camarão se consolidar à frente de do ex-senador Roberto Rocha, mas aparentemente, pelo menos até aqui, sem maiores chances de chegar ao patamar dos dois dígitos. O próprio candidato petista tem demonstrado confiança de que pode avançar na disputa, contando para isso com a força do presidente Lula da Silva, que está engajado na sua campanha.

No conjunto das quatro pesquisas da série iniciada com o levantamento da Quaest, em 24/08, o embate entre Eduardo Braide e Orleans Brandão está equilibrado, com o primeiro com duas pesquisas o apontando o ex-prefeito de São Luís na frente, e duas informando que o ex-secretário de Assuntos Municipalistas está na dianteira.

Uma quinta pesquisas, que deve ser divulgada ainda nesta semana, vai desempatar esse jogo, pelo menos momentaneamente.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão tenta mais um recurso no Supremo e intensifica participação na campanha de Orleans

Carlos Brandão: ações no Supremo e
atuação forte na campanha eleitoral

Ao mesmo tempo em que prossegue na sua investida para suspender ações que o envolvem no Supremo Tribunal Federal, o governador Carlos Brandão (MDB) intensifica a sua participação na corrida eleitoral, cumprindo agenda mais ampla na campanha do seu candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB).

Na segunda-feira, ao retornar de uma incursão política movimentada na Região Tocantina, cumprindo agenda em Imperatriz, Davinópolis, Amarante, Estreito e Sítio Novo, onde atuou para fortalecer a candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão, o governador autorizou sua defesa a ingressar na Suprema Corte com um recurso para tentar reverter a decisão do ministro Dias Toffoli negando o seu pedido para suspender as investigações que o envolvem, e que têm como relator o ministro Flávio Dino.

Na ação – um Agravo Regimental -, os advogados for pulam dois pedidos. No primeiro pedem que o ministro Dias Toffoli reveja a decisão em que negou o primeiro pedido. Se o ministro não reconsiderar, pedem que recurso seja submetido ao plenário da Suprema Corte, que pode manter a situação como está ou atender à solicitação do governador Carlos Brandão para que as investigações da Polícia Federal sobre o Caso Tech Office sejam suspensas.

Os movimentos do governador Carlos Brandão têm importância vital para o seu futuro. Em relação à campanha de Orleans Brandão, ele atua como patrono e líder da aliança que lhe dá sustentação, com a consciência de que uma vitória o manterá no poder por mais quatro anos, com possibilidade de ir mais longe. Sabe também que a vitória de Eduardo Braide representará um choque com perda quase total.

Hildo Rocha chia e assume mandato em episódio que faz lembrar situação idêntica em 2014

Hildo Rocha chiou alto e Roseana
Sarney abriu vaga na Câmara Federal

A chiada do então suplente Hildo Rocha, que num discurso no interior reclamou duramente da concorrência que enfrenta no chapão do MDB para deputado federal, alfinetando diretamente o ex-secretário estadual de Fazenda, Vinícius Ferro, candidato a deputado federal, que é parente do governador Carlos Brandão, que estaria sendo embalado pela máquina e com “muito dinheiro”, e também a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que, segundo afirmou, “tem o apoio de 21 deputados estaduais”.

O discurso de Hildo Rocha caiu como uma bomba na cúpula do MDB, com repercussão mais forte na seara liderada pela deputada federal Roseana Sarney, candidata ao Senado. Tanto que imediatamente Roseana Sarney arranjou um argumento para se licenciar do mandato, para que o aliado, que é primeiro suplente, assumisse. Assim, Hildo Rocha passará o resto da campanha como deputado federal, participando de votações cruciai para o Palácio do Planalto, o que lhe dá um reforço político fora do comum.

O curioso desse pequeno terremoto na seara emedebista é que ele faz lembrar que em 2014, Hildo Rocha se lançou candidato a deputado federal depois ter sido o todo-poderoso chefe da Casa Civil, que chegou a acumular esse cargo com a Secretaria de Educação, o que lhe deu poderes excepcionais, levando-o a sair das urnas eleito com nada menos que 125 mil votos.

O seu poder de fogo naquela eleição causou a reclamação de vários candidatos, que se sentiram atropelados pelo poder avassalador do candidato palaciano, uma situação bem parecida com o que faz agora o ativo deputado federal Hildo Rocha em relação ao ex-secretário Vinícius Ferro.

São Luís, 02 de Setembro de 2026.

Inop mostra Braide e Orleans empatados, depois de duas pesquisas em que eles alternam a liderança na corrida aos Leões

Inop: Eduardo Braide e Orleans Brandão em
empate técnico, seguidos por Felipe
Camarão, Roberto Rocha, André Luís,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Em uma semana, nada menos que três pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões apresentaram resultados rigorosamente diferentes, dando a impressão de que algo está errado no reino das investigações estatísticas para medir as intenções do eleitorado em relação aos candidatos à sucessão do governador Carlos Brandão (MDB). No dia 24/08, o instituto Quaest, considerado hoje o mais importante do País, mostrou Eduardo Braide (PSD) com 44% das intenções de voto, e Orleans Brandão (MDB) com 25%. Três dias depois, no dia 27/08, o instituto Qualitativa – sobre o qual pouco se sabe – agitou o cenário com levantamento no qual Orleans Brandão aparece na liderança com 41%, e Eduardo Braide em segundo com 36% das intenções de voto.

Ontem, o Instituto Nacional de Opinião Pública (Inop) sacudiu o meio político e surpreendeu meio mundo ao informar que sua pesquisa encontrou um cenário no qual os dois aparecem quase que rigorosamente empatados: Eduardo Braide está numericamente à frente com 42,54%, enquanto que Orleans Brandão desponta ao seu lado com 42,08% das intenções de voto, uma diferença de 0,46% a favor do candidato do PSD.

No rastro dos dois, a pesquisa Inop mostra Felipe Camarão (PT) com 5,42% das intenções se voto, seguido de Roberto Rocha (PRTB) com 3,88, André Luís (Missão) com 0,15%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,08% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,04%, enquanto Saulo Arcangeli (PSTU) não pontuou. Um microgrupo de 0,50% disse que não votará em nenhum dos nomes ou anulará o voto, e outro grupo, um pouco mais robusto, com 5,31%, não soube ou preferiu não responder.

Não se trata aqui de comparar as pesquisas, elegendo uma ou outra como a correta ou a incorreta, a começar pelo fato de que é praxe no universo estatístico não se comparar pesquisas, por diversos fatores, entre eles a diferença de método, o universo pesquisado, a quantidade de entrevistas, e outros dados que diferenciam os levantamentos.

Por outro lado, não há como não mergulhar na perplexidade diante de resultados tão díspares quando se trata de três pesquisas sobre o mesmo tema, envolvendo os mesmos candidatos no mesmo estado, e realizadas praticamente no mesmo período. Parece ilógico que em um deles imponha uma vantagem de 19 pontos percentuais de Eduardo Braide sobre Orleans Brandão, e que, quatro dias depois, outro instituto mostre uma inversão radical, com Orleans Brandão aparecendo com 5,1 pontos de vantagem sobre Eduardo Braide.

A pesquisa Inop chega como que um fator de ajuste das posições, eliminando as vantagem de lado a lado, para desenhar um equilíbrio. E, sem a tentação da comparação, pode-se perguntar: qual dessas pesquisas desenham um quadro verdadeiro da disputa? A pesquisa da Quaest, com a credibilidade que construiu no âmbito nacional? A pesquisa Qualitativa, cujos números inverteram as posições no quadro da polarização? Ou a pesquisa Inop, que se difere das demais pelo maior número de entrevistados, mesmo se sabendo que, nesse caso, quantidade de entrevistas não traduzem necessariamente a realidade?

Há, pelo menos, um ponto comum nas três pesquisas: Eduardo Braide e Orleans Brandão protagonizam o cenário com uma forte polarização, que, se mantida, levará a guerra pelo Palácio dos Leões para um segundo turno, com desfecho absolutamente imprevisível. Os dois candidatos estão animados, manifestando entusiasmo com as informações correntes e com seus porta-vozes prevendo vitórias acachapantes, de preferência se ela vier no 1º turno.

Vale lembrar que mais três pesquisas estão registradas no TRE e podem ser divulgadas até sexta-feira. Elas poderão jogar mais luzes sobre esse cenário confuso desenhado pelos três levantamentos mais recentes.

Em Tempo: Contratada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa Inop entrevistou 2.600 eleitores no período de 19 a 26 de agosto, tem margem de erro de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07572/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Algumas alianças “estranhas” chamam a atenção, enquanto outras, ostensivas, são ignoradas

Rubens Jr., Roseana Sarney,
Eliziane Gama e André Fufuca:
alianças fora da curva

Muita gente “estranhou” que o deputado federal Rubens Júnior (PT) tenha aparecido ao lado de Eduardo Braide (PSD) numa manifestação de campanha em Matões do Norte, no Leste do Maranhão, onde o pai do parlamentar, que já foi prefeito do município, tenha declarado apoio ao ex-prefeito de São Luís.

Mais do que outra corrida eleitoral, a que está em curso no Maranhão tem mostrado situações até pouco tempo consideradas impossíveis, como a presença da deputada Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) como aliados no mesmo palanque. Da mesma maneira que ninguém esperava que o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que é apoiador declarado do deputado federal André Fufuca (PP) para o Senado, declarasse apoio à reeleição de Eliziane Gama (PT) à reeleição.

No final da semana, o grupo Gentil, que é linha de frente na base de apoio de Orleans Brandão (MDB), realizou uma grande festa política para lançar as candidaturas da deputada federal Amanda Gentil (PP) e Daniella Jadão (MDB) à reeleição, com a presença de ninguém menos que André Fufuca (PP), apoiado pelo grupo para o Senado mesmo sendo linha de frente na candidatura de Eduardo Braide ao Palácio dos Leões.

Alguns tentaram emplacar marca de “traidor” em Bira do Pindaré (PT), por ele ter sido secretário no Governo Brandão e declarar apoio ao candidato do seu partido, Felipe Camarão, ao Governo do Estado, e não a Orleans Brandão. No contrapeso, quase ninguém se surpreendeu com o apoio ostensivo Orleans Brandão, e não a Felipe Camarão, candidato do PT ao Governo do Estado.

Dezenas de alianças aparentemente “estranhas” dessa natureza estão em curso no Maranhão, e são produto de situações políticas paroquiais e de conveniências que ignoram diferenças aparentemente “irresolvíveis”.   

Subida de Augusto Cury e dificuldades de Renan Santos podem mexer com Duarte Jr. e André Luís

Duarte Jr. e André Luís podem
ser alcançados pelos movimentos
dos seus candidatos a presidente

O movimento na corrida presidencial com a subida de Augusto Cury (Avante) para o terceiro lugar, segundo duas pesquisas recentes, e a pancada da Justiça Eleitoral – decisão do ministro Dias Toffoli – na candidatura de Renan Santos (Missão), podendo tirá-lo da disputa, pode ter reflexos no tabuleiro eleitoral do Maranhão.

Se vier a ganhar consistência, a subida de Augusto Cury pode mexer com a candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante) à reeleição, podendo beneficiá-lo ou criar-lhe uma situação embaraçosa, já que o parlamentar maranhense tem manifestado apoio à reeleição do presidente Lula da Silva (PT).

Num outro quadrado, as dificuldades que ameaçam a candidatura de Renan Santos a presidente pode reduzir o poder de fogo de André Luís, candidato do Missão a governador do Maranhão. Isso porque, sem a referência de Renan Santos, a candidatura de André Luís perde consistência, podendo mantê-lo estacionado.

São Luís, 01 de Setembro de 2026.