Arquivos mensais: novembro 2026

Pedro Lucas apoia aliança do União com Lula e pode ser ministro ou continuar como líder

Pedro Lucas Fernandes: pode
continuar líder ou ser ministro

Saído das urnas reeleito como o deputado federal mais votado do Maranhão, Pedro Lucas Fernandes (União) mergulhas nas articulações para a formação de uma base que garanta governabilidade ao presidente reeleito Lula da Silva (PT), e nesse cenário foi colocado na ciranda das especulações como ministeriável, mas também com cacife para permanecer na liderança da bancada do partido na Câmara Federal. Perguntado sobre o que lhe pode acontecer, o parlamentar só admite que conversas entre o seu partido e interlocutores do presidente da República estão em andamento, que é favorável à construção de uma aliança que garanta governabilidade, mas desconversa sobre o seu futuro, admitindo apenas a possibilidade de permanecer como líder da bancada do União na Câmara Federal.

Baseado no argumento segundo o qual “a eleição acabou, agora é pensar no futuro”, o deputado Pedro Lucas Fernandes acredita não haver barreira intransponível em política, e avalia que existem condições para que o seu partido, e outros do Centrão, articulam uma aliança possível com o presidente Lula da Silva, podendo inclusive indicar nomes para o Governo. Revela que ele próprio está trabalhando nessa direção, lembrando que o seu perfil é conciliatório, principalmente agora. E avalia que as conversas estão avançando, o que, na sua perspectiva, pode resultar num grande acordo. Nada, porém, está amarrado.

Nesse contexto, o seu nome desponta como provável para ocupar um ministério por indicação do União. Ao mesmo tempo, está cacifado para continuar como líder da bancada do seu partido na Câmara Federal. Sem qualquer arroubo pretencioso, o deputado Pedro Lucas Fernandes condiciona o seu futuro imediato às decisões do comando do seu partido. Se a aliança com o PT em torno do Governo Lula da Silva sair e o União indica-lo para o ministério, ele cumprirá a missão. Mas se a decisão for pela sua permanência do líder da bancada, ele permanecerá, sem problemas.

As conversas do União com o PT estão avançadas e devem ganhar impulso ao longo da semana, uma vez que o presidente Lula da Silva tem pressa para definir uma base que lhe garanta aprovar algumas matérias importantes antes do recesso parlamentar, em dezembro, como a PEC da Segurança Pública, por exemplo.

Aliado se primeira hora do governador Carlos Brandão (MDB), tendo colocado o seu partido na aliança com o MDB em apoiou à candidatura de Orleans Brandão, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes também considera que, como no Brasil, a eleição acabou. Ele informação que não procurou nem foi procurado pelo governador eleito Eduardo Braide (PSD). E numa linha que adotou no plano nacional, que não admite o radicalismo, afirma que está à disposição. “Estou à disposição para colaborar no que eu puder”, declara.

No campo político-partidário, Pedro Lucas Fernandes encontra-se no momento trabalhando para fortalecer a participação do Maranhão na bancada do União Brasil na Câmara Federal, com a migração do deputado federal eleito Erlânio Xavier do PDT para o União. Se confirmada a migração, o União ganha mais peso na Câmara Baixa e ele, como presidente do braço do partido no Maranhão, reforça seu cacife no plano nacional. Erlânio Xavier já confirmou a migração, dando adeus ao PDT, que sob o comando do senador Weverton Rocha foi destroçado nas urnas, sem conseguir superar a cláusula de barreira, passando à condição de partido nanico, sem eira nem beira.

Do alto dos seus 188.563 votos, o equivalente a 4,75% da votação para a Câmara Federal no Maranhão, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes pode começar o seu novo mandato mantido como líder da bancada do seu partido ou como futuro ministro do Governo Lula da Silva.

PONTO & CONTRAPONTO

Especulações tentam antecipar a posição de Braide na eleição da Mesa da Assembleia Legislativa

Eduardo Braide: foco no plano
de ação para governar

Muitas especulações têm circulado no meio político a respeito da posição do governador eleito Eduardo Braide (PSD) em relação à eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, especialmente para o cargo de presidente, em fevereiro do ano que vem. Todos os “chutes” dados até aqui versam sobre o óbvio, uns dizendo que o governador vai envolver, enquanto outros preveem o seu não envolvimento.

Até agora, o governador eleito do Maranhão nada declarou sobre o assunto. Ele continua trabalhando para ser o chefe pleno do Poder Executivo, sem demonstrar muita preocupação com o futuro da Assembleia Legislativa, que depende da movimentação e do entrelaçamento de 42 deputados. Desde que emergiu das urnas eleito em turno único, Eduardo Braide vem se dedicando a montar o seu plano de ação no Governo.

Até agora, a tendência mais rascunhada, sem qualquer evidência fática, é que o governador eleito se mantenha distante da briga pelo poder no parlamento estadual, como aconteceu na Câmara Municipal de São Luís durante os seus mais de cinco anos como prefeito da Capital. Ali, a grande maioria dos vereadores lhe fez oposição sob orientação direta do Palácio dos Leões.

Não será surpresa, porém, se na condição de governador do Estado Eduardo Braide vier a mudar a sua linha de ação, decidindo se envolver na escolha da Mesa Diretora do parlamento, como fizeram todos os governadores nas últimas décadas, sem exceção. Será uma mudança radical no seu modus operandi político.

Daí a observação de que as especulações são “chutes”, uma vez que não estão lastreadas por nenhuma manifestação do governador eleito.

Douglas Pinto acusa Paulo Victor de desmando e pede o seu afastamento da presidência da Câmara

Douglas Pinto defende o afastamento
imediato de Paulo Victor da
presidência da Câmara de São Luís

O vereador e deputado estadual eleito Douglas Pinto (PSD) resolveu jogar pesado com o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), a quem acusa de defende o seu imediato afastamento do cargo.

Douglas Pinto acusa Paulo Victor de desmandos na administração financeira do parlamento municipal, apresentando como exemplo grave o fato de o presidente não haver autorizado o pagamento dos salários dos funcionários da Casa no Dia do Servidor Público.

Além disso, denuncia que os descontos previdenciários feitos nos contracheques dos funcionários não estão sendo repassados ao INSS para efeito de aposentadoria. “Isso é um crime de apropriação indébita”, assinala.

– É por essa e outras razões que eu peço o apoio dos meus colegas vereadores, para que a gente, junto com a população possa pedir o afastamento imediato de Paulo Victor da presidência da Câmara Municipal de São Luís. A gente não aguenta mais. [EW um caos administrativo que está jogando a Câmara para o fundo do poço, e envergonhando os parlamentares cada vez mais perante a população de São Luís – declarou, enfático, o parlamentar.

Não se pode afirmar que exista um movimento para tirar o vereador Paulo Victor da presidência da Câmara Municipal, mas não há dúvida de que há um forte grau de insatisfação nos bastidores do Palácio Pedro Neiva de Santana, agora verbalizado pelo vereador e deputado estadual eleito Douglas Pinto.

São Luís, 02 de Novembro de 2026.