Arquivos mensais: julho 2026

PT lança amanhã Camarão ao Governo e Eliziane e Enilton ao Senado em chapa politicamente forte

Apoiado por Lula da Silva, Felipe Camarão
formará com Eliziane Gama e Enilton
Rodrigues uma chapa politicamente
forte, mas com desafios eleitorais

O PT realizará amanhã, 01/08, a sua convenção para formalizar candidaturas às eleições de outubro. Se não houver uma reviravolta – e aparentemente não há motivos para tal -, o partido confirmará a candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Palácio dos Leões, tendo como vice o vereador caxiense Ricardo Rodrigues (PT), e para as vagas no Senado, a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição, tendo como suplentes Lene Rodrigues (PCdoB) e Patrícia Carlos (PT), e o servidor público Enilton Rodrigues (PSTU), que abriu mão da candidatura ao Governo e cujos suplentes serão o jornalista e advogado Franklin Douglas, com o segundo nome a ser definido.  O partido também lançará candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Ainda que as pesquisas o tenham mostrado até aqui numa situação eleitoralmente desconfortável, em grande medida por causa da polarização entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão comandará uma chapa politicamente forte, com candidatos cacifados para a disputa. Ele próprio entra de fato na corrida com o aval expresso do presidente Lula da Silva (PT) e chancelado pelo comando nacional do seu partido. O seu companheiro de chapa, Ricardo Rodrigues, é um vereador acreditado em Caxias em todo o Leste do estado, tanto que preside o muito ativo parlamento caxiense, o que lhe dá estatura para entrar na disputa como candidato a vice-governador.

Na luta pela reeleição, a senadora Eliziane Gama está entre os candidatos que podem alcançar uma das cadeiras na Câmara Alta. Para tanto, além do denso e reconhecido trabalho que ela realizou no mandato – o mais destacado foi a relatoria da CPMI do 8 de Janeiro -, que tenta renovar, ela conta com o aval declarado do presidente Lula da Silva – que a convenceu a retornar ao PT. Já Enilton Rodrigues teve papel importante à medida que liderou no PSOL a operação por meio da qual ele próprio abriu mão de ser candidato a governador pelo partido, articulou a aliança com o PT.

A chapa de candidatos do PT à Câmara Federal tem dois candidatos fortes, o deputado federal Rubens Jr., que vai tentar o terceiro mandato federal lastreado no fato de que se transformou num dos parlamentares mais bem articulados do Congresso Nacional, atuando como vice-líder do Governo, com o aval direto do presidente Lula da Silva. O outro é o ex-deputado federal Bira do Pindaré, que foi secretário de Agricultura Familiar, atuando como um nome de peso na equipe do governador Carlos Brandão. Ele estava filiado ao PSB, mas retornou ao PT e vai brigar por uma vaga em nome do partido. Como o PT é federado com o PCdoB e com o PV, o deputado federal Márcio Jerry será um dos candidatos candidato da Federação Brasil Esperança.

Já a chapa do PT com candidatos à Assembleia Legislativa conta também com puxadores de voto. O principal é Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire e irmã do deputado federal Juscelino Filho (PSDB), que foi ministro das Comunicações. Apontada por muitos como uma força eleitoral, ela e o irmão apoiam a candidatura do presidente Lula da Silva à reeleição.  E a professora Cricielle Muniz, militante do PT raiz, que foi peça importante na equipe do Governo Brandão no comando da rede Iema, e que tentou, mas não conseguiu, levar o PT inteiro para a órbita de Orleans Brandão (MDB).

A rigor, o vice-governador Felipe Camarão será o comandante do PT na guerra pelo voto, com responsabilidades que vão muito além da sua candidatura ao Governo do Estado, que além das dificuldades internas em parte superadas, enfrenta o obstáculo gigantesco que é a renhida polarização entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. Tem também a consciência de que pode ter papel decisivo num eventual segundo turno.

Talvez esteja aí a explicação para o seu entusiasmo na convocação da massa petista para a convenção de amanhã.    

PONTO & CONTRAPONTO

Caxias: prefeito e ex-prefeito escapam da perda de mandato e da inelegibilidade em reviravolta no TRE

Gentil Neto e Fábio Gentil escaparam da degola
e conseguiram manter diploma e elegibilidade

O prefeito Gentil Neto (PP) e o seu tio, o ex-prefeito Fábio Gentil (União) escaparam da degola e, no embalo de um espetacular cavalo de pau do Tribunal Regional Eleitoral, que reformou uma sentença pela qual eles se encontravam um sem diploma e inelegível e o outro inelegível, conseguiram manter a integridade eleitoral.

Fábio Gentil fora acusado e condenado à inelegibilidade por oito anos em 1ª instância de, como prefeito, haver contratado gente irregularmente e coagido servidores a votar no seu sobrinho, Gentil Neto, por ele escalado para sucedê-lo na Prefeitura de Caxias na eleição de 2024. Na mesma sentença, Gentil Neto, apontado como principal beneficiário da suposta falcatrua eleitoreira, também fora condenado à perda do diploma de prefeito e à inelegibilidade por oito anos.

A denúncia, fartamente documentada, partiu do atual suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. (PL), adversário de Gentil Neto no embate de 2024. Na 1ª instância, a Justiça Eleitoral acatou a denúncia, examinou as provas e as contraprovas e chegou à conclusão de que Paulo Marinho Jr. tinha razão e condenou Gentil Neto à perda do diploma e à inelegibilidade e Fábio Gentil à inelegibilidade.

Não havia dúvida de que as favas estavam contadas e que os Gentil seriam banidos da Prefeitura de Caxias e da política por bom tempo, e que Paulo Marinho Jr. seria ungido prefeito da rebelde e politicamente agitada Princesa do Sertão

Mas como a imprevisibilidade da política às vezes alcança também a Justiça Eleitoral, aconteceu a reviravolta para muitos inesperada. Os Gentil trocaram a defesa, contrataram o escritório da advogada Ana Graziella Neiva – que, por pura coincidência, assumiu ontem, mais uma vez, uma cadeira de juíza na no TRE.

Seus advogados se debruçaram sobre o processo e refizeram a defesa. Não deu outra: a apelação foi acatara e a Corte eleitoral reformou, por nada menos que seis votos a zero, a decisão da 1ª instância, devolvendo o diploma e a inelegibilidade do prefeito Gentil Neto, e a elegibilidade do ex-prefeito Fábio Gentil.

Vale lembrar que a corrida à Prefeitura de Caxias foi uma das mais renhidas de todo o Maranhão, uma vez que, com todo o peso da máquina municipal a seu favor e a ação política avassaladora do prefeito e tio Fábio Gentil, Gentil Neto se elegeu com uma diferença de pouco mais de oitocentos votos, num colégio com mais de 100 mil votos.

Destaque

Bacabal: Roberto Costa investe alto na preparação dos jovens para os desafios do futuro

Roberto Costa com participantes do campeonato
de volei, abrindo evento esportivo, e com a
campeã de handebol, Ana Paula, em Bacabal.

O que antes era visto por muitos como “barulho” de início de Governo, está efetivamente ganhando corpo sólido em Bacabal. Ali, o prefeito Roberto Costa (MDB) está levando quase a capricho o cumprimento de alguns compromissos de campanha, entre eles um conjunto de programas focados nos jovens. São ações que vão do aprimoramento escolar ao desenvolvimento nas áreas de esportes, ciências e cultura. Na semana passada, por exemplo, Bacabal deu mais um passo para se tornar um centro de referência na prática de voleibol, uma das várias modalidades esportivas que vêm sendo praticadas com atenção especial nas escolas bacabalenses.

Durante a campanha, Roberto Costa disse e repetiu à exaustão que, se eleito, lideraria uma revolução na formação dos jovens de Bacabal. Eleito e empossado, saiu a campo e não perdeu um minuto. Sua primeira ação foi colocar a rede escolar do município nos eixos, atualizando a sua estrutura, reordenando o seu funcionamento e revisando em profundidade o sistema de ensino e aprendizagem. Motivou professores com incentivos e assegurou aos estudantes as condições básicas e dignas: fardamento completo, material escolar e alimentação adequada. Essa mudança arrojada alcançou escolas de povoados distantes e comunidades quilombolas, sempre relegadas a segundo plano.

Na formação cultural, as ações são mais abrangentes e ousadas. O prefeito aproveitou a motivação que já havia e colocou Bacabal no circuito nacional da prática de robótica, incentivando e custeando o trabalho de grupos de jovens no campo do conhecimento tecnológico. Conseguiu levar para Bacabal pelo menos dois eventos regionais de robótica e já garantiu a participação de equipes de Bacabal em eventos regionais e nacionais. Bacabal começa a se tornar uma referência nessa área.

Adepto da saúde esportiva, ele próprio um praticante de corridas matinais, o prefeito Roberto Costa não tem medido esforços para incentivar a juventude bacabalense à prática esportiva, tanto na escola como fora dela, daí os investimentos constantes em praças esportivas e outros itens relacionados com os esportes. No início de julho, por exemplo, semana passada, por exemplo, Bacabal sediou a etapa regional do Campeonato Maranhense de Voleibol de 2026, que reuniu ali nada menos que 54 equipes das mais diferentes regiões do Maranhão, mobilizando mais de mil pessoas, entre atletas, técnicos, familiares e visitantes. O evento foi organizado pela Federação Maranhense de Voleibol e pela Prefeitura de Bacabal, com o apoio do Banco do Brasil.

No campo cultural, os programas da Prefeitura comtemplam diferentes áreas, como o incentivo à música, à dança, à leitura e ao conhecimento geral. Ali têm ocorrido festivais, apresentações, concertos e eventos culturais diversos. No campo da cultura popular, a Prefeitura de Bacabal investiu fortemente no Carnaval e nas festas juninas. Na semana passada, por exemplo, o próprio prefeito comandou a segunda edição do Bacabal Fest, que reuniu grandes atrações da música nacional e locais, como Andrio Henrique, levando ao Centro Cultural de Bacabal nada menos que 80 mil pessoas, a grande maioria jovens.

O fato é que, com a sua arrojada política, o prefeito Roberto Costa, que também é presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), está conseguindo dois resultados: a preparação do jovem bacabalense para o futuro, e a transformação de Bacabal numa referência nesse campo.

São Luís, 31 de Julho de 2026.

Brandão convoca aliados para a ´guerra`: “Agora é hora de pedir votos! Chega de conversa!”

Carlos Brandão ladeado por Mical Damasceno,
Edivaldo Jr. e Orleans Brandão no encontro
com líderes da Assembleia de Deus

“Agora é hora de pedir voto! Chega de conversa! Vamos pedir votos! Porque nós estamos definindo o futuro do Maranhão, o futuro dos nossos filhos, o futuro dos nossos netos. A gente não pode errar!

Com essas palavras, pronunciadas em tom forte num encontro com líderes da Assembleia de Deus, convocados nesta quarta-feira (29) pelo candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB), Edivaldo Jr. (MDB), o governador Carlos Brandão (MDB) fez uma espécie de convocação geral dos seus aliados para o corpo-a-corpo na campanha eleitoral, que oficialmente só será iniciada no dia 16 de agosto. Na prática, ele se reafirmou como o principal motor da candidatura do emedebista Orleans Brandão ao Governo do Estado, posição que assumiu desde que decidiu permanecer no Governo e lançar o então secretário de Assuntos Municipalistas à sua sucessão.

O encontro com líderes evangélicos foi um trabalho de mobilização do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., evangélico praticante e de linha ultraconservadora, mas que construiu sólida relação com a denominação pentecostal, que se transformou numa das suas bases de ação política. A reunião contou com a presença de Orleans Brandão, que tem raiz na fé católica, mas, assim como o governador Carlos Brandão, trabalha para atrair esse segmento para a base da sua candidatura. Edivaldo Jr. vem contando com o apoio da deputada Mical Damasceno, também de linha ultraconservadora, que também a comunidade assembleista como base eleitoral.

O governador Carlos Brandão está inteiramente mergulhado na corrida ao voto para Orleans Brandão. Ele tem dividido as atividades de governo com as ações política, participando de todos os grandes atos de pré-campanha do emedebista em São Luís e no interior, e mesmo sem tê-lo por perto, não perde qualquer oportunidade de defender o seu projeto de poder. Ele, mais do que ninguém, sabe o tamanho do desafio que se impôs ao radicalizar no roteiro da sua sucessão permanecendo no cargo e lançando ao Palácio dos Leões o seu sobrinho, secretário e braço direito no Governo.

O seu principal argumento é o de que o seu Governo, em pareceria com o Governo Federal, está fazendo muitos investimentos e conseguiu melhorar “todos os indicadores”. E, mais recentemente, incorporou ao seu discursos informações levantadas pelo portal de notícia G1, do Sistema Globo, que o apontam como o governador do Nordeste que mais cumpriu as promessas de campanha (63%), posição que o coloca como o quarto maior cumpridor de promessas entre os governadores brasileiros.

Carlos Brandão tem manifestado confiança na vitória de Orleans Brandão, já tendo feito inclusive previsão de que a eleição pode ser resolvida já no 1º turno em favor do seu candidato. Só que a maioria das pesquisas, confiáveis ou não, mostraram até aqui um cenário diferente. Muitas delas mostrando o pré-candidato do PSD, Eduardo Braide, com vantagem. Essas informações contraditórias, que fazem parte de qualquer campanha eleitoral, e não há qualquer problema no fato de o chefe do Executivo investir toda a sua força política no projeto do seu candidato à sua sucessão.

Mais recentemente, o governador Carlos Brandão entrou de cabeça nas corrida pelo voto em São Luís. Ele participou de convenções, de inaugurações, de visitas a bairros, de encontros com líderes comunitários, e dá continuidade agora ao estreitamento das relações com evangélicos. O objetivo é claro: reverter a vantagem do ex-prefeito Eduardo Braide. Com um grande volume de obras na Capital, o governador aposta alto que, pelo menos, conseguirá, equilibrar a disputa em São Luís e na Ilha de Upaon Açu, incluindo a previsão de que Eduardo tende a ter larga maioria em São Jose de Ribamar, que poderá ser minimizada com vitória de Orleans Brandão em Paço do Lumiar e Raposa.

Ao convocar seus aliados para “pedir votos”, alertando-os para não “cometerem erros”, o governador Carlos Brandão inicia o seu último e decisivo movimento numa guerra sucessória cujo desfecho até aqui parece imprevisível.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide diz que “não vai ter ninguém pago” na convenção do PSD, marcada para segunda no Multicenter Sebrae

Eduardo Braide no auditório do
Multicenter: “Aqui não vem
ninguém pago”

Ainda na condição de pré-candidato a governador, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, confirmou o auditório Darci Ribeiro, do Multicenter Sebrae, como espaço onde será realizada a convenção do seu partido, no próximo dia 03/08, segunda-feira.

Ele justificou a escolha do auditório, que comporta 600 pessoas como o resultado de apelos de apoiadores que querem participar do evento. E aproveitou para dar uma alfinetada no candidato do MDB, Orleans Brandão, que foi confirmado em mega convenção realizada na semana passada.

– Pessoal, para governar diferente, a convenção já começa diferente. Aqui, não vai ter ninguém pago para vir, não vai ter palco de shows, aqui vai ter todo mundo que vem de coração. Mas tem muita gente querendo vir, e a gente mudou o local da convenção. Agora vai ser aqui, no auditório Darci Ribeiro, do Multicenter Sebrae, para a gente acolher todo mundo – anunciou.

Segundo uma fonte do PSD, Eduardo Braide não quer dar uma demonstração de força realizando uma convenção espetacular, com milhares de apoiadores e shows com artistas conhecidos, iluminados com fogos de artifício.

O pré-candidato do PSD vem de uma intensa maratona de visitas a municípios, onde tem conseguido adesões – alguns prefeitos, um número expressivo de vereadores – e tem mantido contado direto com multidões, como aconteceu recentemente em Chapadinha, onde a prefeita Lucilene Belezinha de declarou apoio num comício com milhares de chapadinhenses.

Na percepção da fonte do PSD, Eduardo Braide não quer e não vai transformar sua convenção num teste de popularidade. A campanha em São Luís terá o seu momento.

Saulo Arcangeli confirmado candidato do PSTU a governador pela terceira vez

Saulo Arcangeli, Preta Lu, Wilson Leite
e Hertz Dias na convenção do PSTU

A corrida ao Palácio dos Leões já tem três candidatos formalmente autorizados por seus partidos. Além de André Luís (Missão), que fez a sua convenção há duas semanas, e de Orleans Brandão (MDB), chancelado na semana passada, o quadro de candidatos a governador do Maranhão ganhou ontem mais um postulante: Saulo Arcangeli, que teve sua candidatura homologada em convenção do seu partido, o PSTU.

Contrariando previsões, o PSTU lançou chapa completa: Saulo Arcangeli para governador, Preta Lu para vice-governadora e Wilson Leite para o Senado. A convenção foi comandada pelo presidente regional do PSTU, Eloy Natan, e contou com a presenta do candidato do partido a presidente da república, Hertz Dias. O partido não definiu nomes para deputado estadual e deputado federal.

Veterano de outras guerras pelo voto, o professor e servidor público federal Saulo Arcangeli é candidato a governador pela terceira, já tendo também tentado cadeira no Senado e o comando da Prefeitura de São Luís. Preta Lu, que é militante das causas sociais também já disputou cargo eletivo. Nessa chapa, o estreante é o professor Wilson Leite, candidato a senador.

O PSTU é um dos partidos mais atuantes da esquerda radical, durara, que defende as teses mais radicais do marxismo, como a defesa da “mobilização das massas” e governar através de “conselhos populares”, após efetivada a “revolução do proletariado”.

Com essa modelo de sociedade, Saulo Arcangeli acredita que seria possível “mudar o modelo econômico capitalista” em vigor no Brasil. Na sua opinião, o modelo vigente não dá as condições mínimas de vida ao povo brasileiro. “Isso tem de mudar, e nós temos condições de mudar essa realidade”, afirma o aspirante ao Palácio dos Leões.

Wilson Leite defende a ampliação do espaço do trabalhadores na política, criando um ambiente para impedir, por exemplo, que os recursos públicos sejam “sequestrados”.

Agora com sua chapa definida e homologada em convenção, o PSTU do Maranhão vai tocar os seus dois projetos, o de eleger o governador e o senador, e o de propagar ao máximo a candidatura de Hertz Dias à presidência da República, que já foi formalizada em convenção nacional.

São Luís, 29 de Julho de 2026.

Se PT fechar com PSOL, Enilton será candidato a senador e Weverton perderá o apoio petista

Felipe Camarão conseguiu brecha para lançar
Enilton Rodrigues e Eliziane Gama ao Senado
e retirar o apoio petista a Weverton Rocha

Se o acordo for firmado, e tudo indica que será, vai dar a lógica, e produzirá alguns desdobramentos importantes. Trata-se da aliança do PT com o PSOL, que está sendo acertada e que deve resultar no seguinte formato: Enilton Rodrigues deixa de ser pré-candidato do PSOL a governador, e passa a ser pré-candidato a senador na chapa do vice-governador Felipe Camarão. Na prática, o PT diz “não” à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) à reeleição. Franklin Douglas, que vinha se apresentando como candidato a senador pelo PSOL, vira 1º suplente na chapa de Enilton Rodrigues, sendo a segunda vaga de suplente ser preenchida com uma indicação do Rede Sustentabilidade, que mantém federação com o PSOL.

A decisão do PT de lançar dois candidatos ao Senado produz as duas situações que alteram o atual cenário da disputa majoritária. A união PT/PSOL dá mais densidade e poder de fogo à pré-candidatura de Felipe Camarão. A retirada do apoio à pré-candidatura de Weverton Rocha (PDT) pode não produzir muitos danos eleitorais, mas será um baque político para um senador candidato à reeleição. Os partidos têm suas diferenças, mas são velhos parceiros de disputas eleitorais, principalmente quando se trata de eleições majoritárias. É mais que natural e lógico que de novo partam juntos para o grande embate.

Maior e mais estruturado, e com o poder de fogo de ter o presidente Lula da Silva como comandante, o PT é a grande referência da esquerda moderada, que alguns definem como centro esquerda, o que lhe margem para dialogar com o centro, incluindo o centro-direita, e com a esquerda mais dura, fiel aos principais postulados do marxismo. Essa flexibilidade política do PT tem lhe permitido construir os grande leques de alianças que deram sustentação aos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O PSOL tem outro viés. É um partido de esquerda pleno, que não faz maiores concessões além do PT. É inimigo declarado e militante de tudo o que diz respeito a partir do centro rumo à direita. Suas alianças com o PT são frequentes, mas em nada têm mudado a firmeza ideológica do PSOL, que, vale lembrar, nasceu de uma costela rebelde do próprio PT, que se desgarrou do petismo exatamente por considerá-lo moderado demais para um partido de esquerda.

Esse acordo poderia ter sido firmado há mais tempo. O problema foi a demorada indefinição em torno da candidatura de Felipe Camarão. O PSOL apostou tanto numa aliança com o PT, que chegou a admitir participar de uma aliança com o MDB, em torno de Orleans Brandão, se Felipe Camarão tivesse topado renunciar para ser candidato a senador ou a deputado federal como propunha o governador Carlos Brandão (MDB). Segundo uma voz do partido, o PSOL teria topado uma aliança com o PT e embarcado na grande frente partidária formada em torno de Orleans Brandão. Felipe Camarão rejeitou a proposta e se manteve candidato a governador.

Nesse contexto, ao lançar dois candidatos a senador, o PT do Maranhão rejeita apoiar a candidatura do senador Weverton Rocha à reeleição, como inicialmente orientaram o próprio presidente Lula da Silva e o comando nacional do partido. A decisão foi tomada depois que Weverton Rocha entrou de vez na base de apoio de Orleans Brandão, deixando claro, com todas as letras, que não faria qualquer gesto de simpatia pela pré-candidatura do PT ao Governo do Estado.

Felipe Camarão reagiu convencendo o comando nacional do PT de que manter o apoio a Weverton Rocha desmontaria de vez a sua pré-candidatura e levaria o partido a um racha semelhante ao de 2006, quando Lula da Silva e o seu partido apoiaram a candidatura de Roseana Sarney, que acabaria derrotada por Jackson Lago (PDT). O gesto do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de reafirmar recentemente a pré-candidatura do vice-governador funcionou como uma espécie de senha para a aliança com partido com o PSOL, abrindo espaço para o PCdoB, federado com o PT, e para o Rede Sustentabilidade, que mantém federação com o PSOL.

E nesse arranjo, que vem de outras eleições, não há espaço para a já consolidada, mas também vulnerável, candidatura do senador Weverton Rocha à reeleição.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. sofreu um golpe, mas pode ter reforçado cacife para se reeleger num partido fraco

Duarte Jr.: nem tudo foi perda

A saída do deputado federal Duarte Jr. da disputa por uma das vagas no Senado, cumprindo decisão da cúpula do Avante de não lançar candidato a senador em nenhum estado, optando por jogar todas as possibilidades do partido na eleição de deputados federais nas eleições deste ano, obrigando-o se candidatar à reeleição, guarda uma série de detalhes e desdobramentos. Esses detalhes vão do alívio de alguns candidatos a senador, por conta da rifada de um dos candidatos mais forte, à preocupação de alguns candidatos à Câmara Federal, que também o querem fora da disputa.

Para começar, se não foi induzido por “fatores externos”, como afirma o próprio parlamentar, a decisão de Avante de não lançar candidatos ao Senado faz sentido para o Avante, pois mais importante do que ter senador, quer nada influencia na vida dos partidos, é ter deputados federais. São eles que garantem a existência formal das siglas e lhe brindam com os milhões do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, as galinhas de ovos de ouro de dirigentes de partido. Sua provável reeleição de deputado federal será um ponto precioso para que o Avante continue vivo, uma vez que se encontra sob o forte risco de se tornar mais um pária partidário.

No plano da disputa para as vagas de senador, a situação é curiosa, porque a saída de Duarte Jr. causou alívio geral entre os sete candidatos e pré-candidatos, mas causou-lhes também uma preocupação a mais: para onde irão os eleitores que manifestaram intensão de voto nele, segundo revelaram as pesquisas mais recentes? As próximas pesquisas sobre a corrida ao Senado podem trazer pistas.

Se um dos candidatos a senador tiver um dedo nessa reviravolta e essa revelação vier à tona, ele dificilmente terá votos de eleitores que pretendiam votar em Duarte Jr.. Nessa toada, outra possibilidade é que pelo menos uma parte magra dessa fatia deputado federal, o que engordará seu cacife e facilitará sua reeleição para a Câmara Federal, dificultando a vida de alguns concorrentes.

Duarte Jr. deixa a corrida ao Senado no momento em que essa disputa começa a ganhar o seu formato definitivo, agora com um candidato a mais, Enilton Rodrigues (PSOL), para um embate feroz entre cinco postulantes e seus três candidatos a governador: Weverton Rocha e Roseana Sarney, que levarão a bandeira de Orleans Brandão (MDB), André Fufuca e Lahesio Bonfim, que empunharão o estandarte de Eduardo Braide (PSD), e Eliziane Gama (PT), que conduzirá a flâmula de Felipe Camarão (PT). Os demais disputarão as vagas honrosamente, mas, ao que tudo está indicando, com poucas chances de chegar lá.

O deputado federal Duarte Jr. diz ter sido um golpe contra a sua candidatura. Mas, como político hábil que é, certamente já fez contas e pode ter chegado à conclusão de que a reviravolta não foi exatamente um desastre. O seu desafio agora é lutar para que a chapa do Avante consiga 250 mil votos para deputado federal, que é o cociente previsto para mandar o mais votado para Brasília.

Eliziane joga com inteligência política ao montar chapa com mulheres na suplência

Eliziane Gama entre Lene Rodrigues
e Patrícia Carlos, suas suplentes

Inteligente e arrojada a decisão da senadora Eliziane Gama (PT) liderando uma chapa formada por mulheres. Além do aval do presidente Lula da Silva e do apoio incondicional do PT, ao que se soma o suporte do pré-candidato petista ao Palácio dos Leões, a parlamentar aposta agora todas as suas fichas no eleitorado feminino, sem perder, é claro, a densa e consistente fatia da massa eleitoral masculina que sempre se sufragou nas urnas.

Política traquejada, e embalada por um rico portfólio desenhado ao longo dos seus mandatos de deputada estadual, deputada federal e senadora, Eliziane Gama é hoje uma das estrelas da banda feminina do Congresso Nacional. Sua decisão de liderar uma chapa feminina, tendo como suplentes a dirigente petista Patrícia Carlos e a comunista Lene Rodrigues – que ainda não foi confirmada pelo PCdoB – se encaixa perfeitamente na linha de ação que ela vem trilhando no Senado da República, o que desmonta, de cara, qualquer acusação de oportunismo ou coisa parecida. Ela tem legitimidade pessoal e política para seguir nessa trilha.

Nenhum candidato a senador tem o suporte político que a senadora petista reuniu, a começar pelo aval declarado do presidente Lula que, como é sabido, continua sendo o maior eleitor do Maranhão. Com esse cacife, sua reeleição só depende dela mesma, senadora, e pois cabe à mais ninguém, embalada por esse poderoso suporte, fazer a combinação direta com o eleitor.

Vale lembrar que o eleitorado feminino é maior que o masculino e será disputado intensamente. A deputada federal Roseana Sarney (MDB), sinalizou que vai entrar com tudo nesse universo quando, no discursou na convenção do MDB convocando as mulheres para “marcharem” com ela e Orleans Brandão (MDB).

São Luís, 29 de Julho de 2026.

MDB oficializa Orleans ao Governo e Weverton e Roseana para o Senado em convenção gigante

Foto 1: Carlos Brandão comemoram o resultado da convenção; foto 2: Orleans Brandão entre Weverton Rocha, Carlos Brandão, Edivaldo Jr., Roseana Sarney e Hilton Gonçalo: agora candidatos

Foi o que muitos definiriam como “uma festa de arromba” a convenção por meio da qual o MDB formalizou ontem os seus candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual, reafirmando também o apoio ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva (PT). O diretório do partido definiu e as milhares de pessoas reunidas ontem à tarde no Parque João Paulo II (Papódromo) ratificaram as candidaturas de Orleans Brandão a governador, de Edivaldo Holanda Jr. a vice-governador e Roseana Sarney ao Senado, tendo também confirmado o apoio à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) à reeleição. Por iniciativa do governador Carlos Brandão (MDB), o candidato a senador pelo Mobiliza, Hilton Gonçalo, foi apontado como o “terceiro” nome da aliança governista na corrida ao Senado.

Sob o comando do governador Carlos Brandão, que, driblando uma série de obstáculos que surgiram nas últimas semanas, fez toda a articulação para levar a convenção a esse desfecho. Daí não ter surpreendido o fato de ele ter pregado um discurso de unidade em torno do candidato a governador, dirigido a deputados, prefeitos, vereadores e líderes políticos de todas as regiões do Maranhão que atenderam ao chamado ao Palácio dos Leões e compareceram ao Papódromo liderando caravanas de militantes das mais diversas regiões do estado.

O governador Carlos Brandão comentou em tom de comemoração: “O pontapé foi dado. Foi lançado aqui o Orleans Brandão, candidato a governador, Edivaldo Holanda Jr., candidato a vice-governador, os pré-candidatos a senador Roseana, Weverton Rocha e o Hilton Gonçalo. Quadro de pessoas cometentes e capacitadas”. E acrescentou: “E a missão do Orleans é dar continuidade ao Governo que ele ajudou a construir, melhorando os indicadores da saúde e da educação, no campo social.

E exibindo confiança num resultado positivo nas urnas, o governador foi mais longe, chamando a atenção para o fato de comandar um Governo bem avaliado: “Hoje nós temos o melhor Governo de toda a história do Maranhão. Quem está dizendo isso não sou eu, são os institutos, que estão habilitados para isso – IBGE e FGV. E agora por último o G1 – portal de notícia do sistema Globo – disse que nós somos o melhor governador do Nordeste e o quarto melhor do Brasil. Então, nós colocamos o Maranhão nos eixos, com as finanças equilibradas e políticas públicas em execução. E o Orleans me ajudou a fazer tudo isso”.

Sem esconder o entusiasmo com o tamanho da convenção que fez dele candidato a governador, e exalando confiança no seu projeto de poder, Orleans Brandão fugiu da modéstia e proclamou o governo do tio, e que é parte dele próprio: “Quero agradecer ao povo maranhense, que está confiando no meu trabalho, que está confiando que eu vou dar continuidade no trabalho do melhor governador que esse estado já teve”. E continuou: “É claro que eu quero acelerar, que eu quero avançar. Eu quero ser o governador das oportunidades, da geração de emprego e renda, da saúde e da educação”. E, a exemplo do governador e mentor, o candidato emedebista deu um “chega-prá-lá” na modéstia, e disparou: “Eu estou pronto para ser o melhor governador que esse estado já viu”.

Confirmados candidatos ao Senado, Weverton Rocha e Roseana Sarney defenderam um discurso de unidade na aliança governista, inclusive sem fazer restrição à presença do candidato a senador pelo Mobiliza, Hilton Gonçalo, que no fundo é um concorrente. Eles pediram também às lideranças regionais que mobilizem o eleitorado das suas regiões, a começar por São Luís, onde o ainda pré-candidato do PSD, Eduardo Braide, tem larga vantagem.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide descarta mudar vice e prevê vencer a eleição no 1º turno

Eduardo Braide com Lahesio Bonfim e André
Fufuca em clima de festa em Barra do Corda

A caminho da convenção do PSD, por meio da qual terá confirmada a sua candidatura ao Governo do Estado, o ex-prefeito de São Luís fez duas declarações fortes em sua passagem por Barra do Corda, na sexta-feira (24). Primeiro ele descartou qualquer possibilidade de trocar a sua vice, a empresária tocantina Elaine Cordeiro (PSD), e depois, numa reunião naquele município, contestou pesquisas que mostram Orleans Brandão (MDB) na frente, e previu que poderá vencer a eleição já no 1º turno.

No início da semana, uma onda de especulações circulou no meio político sugerindo que Eduardo Braide estaria refletindo sobre a possibilidade de mudar a sua colega de chapa. O ex-prefeito de São Luís rechaçou duramente o factoide reafirmando a pareceria com Elaine Cordeiro.

-Estou muito satisfeito com a minha vice, que representa as mulheres e a Região Tocantina -, declarou Eduardo Braide, que incursionou de canoa pelo Rio Corda.

E foi também em Barra do Corda que, durante uma reunião com lideranças jovens, o pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões, Eduardo Braide criticou pesquisas que apontam Orleans Brandão (MDB) à sua frente nas intenções de voto.

– Sobre essas pesquisas que dizem que o sobrinho do governador está na frente, fiquem tranquilos. Eu estou monitorando as pesquisas no Maranhão praticamente todos os dias. E posso dizer para vocês, com muita tranquilidade: a nossa diferença para o sobrinho do governador está grande, e muito grande. E com a perspectiva de nós vencermos a eleição no primeiro turno – declarou o pré-candidato do PSD, cuja convenção será realizada no dia 1º de agosto.

Roberto Rocha anuncia projeto de disputar o Governo do Estado

Roberto Rocha: agora
candidato a governador

A corrida ao Governo do Estado tem novo integrante, o senador Roberto Rocha (Novo). Ele desistiu de disputar uma cadeira no Senado pelo Novo, deixou o partido e agora se encontra filiado aso PRTB, partido ao qual, segundo afirma, estava filiado desde abril. Ele só fez essa revelação no início da semana, quando bateu martelo quanto ao seu projeto de ser governador.

Numa avaliação simples, Roberto Rocha decidiu disputar o Governo do Estado depois de se dar conta de que o seu projeto de voltar ao Senado perdeu consistência depois que Lahesio Bonfim abandonou a corrida ao Governo do Estado e se lançou candidato ao Senado. Percebeu, com clareza, que dificilmente teria futuro no cenário em que está se dando a disputa pelas duas cadeiras na Câmara Alta.

O seu projeto de ser candidato a governador pelo PRTB tem um viés nitidamente ideológico. Ele quer ser a grande referência da direita radical no Maranhão, especialmente representando a corrente bolsonarista.

– Sou o legítimo representante da direita e vou defender este campo político nas eleições – declarou Roberto Rocha, que passa agora a ser adversário de Orleans Brandão (MDB), de Eduardo Braide (PSD) e do vice-governador Felipe Camarão. Ontem, numa rede social, o ex-senador disse que, se eleito, o seu grande projeto será a implantação de uma ZPE em São Luís. Sua candidatura será formalizada em convenção do PRTB, marcada para o dia 4 de agosto.

Em Tempo: Roberto Rocha revelou sua condição de candidato ao Governo ao bem informado jornalista Marco D`Éça.

São Luís, 26 de Julho de 2026.

Sem crise, MDB confirma hoje a chapa Orleans ao Governo, Edivaldo Jr. a vice e Roseana ao Senado

Orleans Brandão, Edivaldo Jr. e Roseana Sarney
serão confirmados hioje em convenção do MDB

O MDB realiza hoje, a partir das 15 horas, no Parque João Paulo II (Papódromo), a sua convenção para oficializar suas chapas majoritária (governador e senador) e proporcionais (deputado federal e deputado estadual). Na majoritária, o partido confirmará Orleans Brandão como candidato a governador e Edivaldo Jr. como candidato a vice-governador, e Roseana Sarney para uma das cadeiras no Senado – comando do partido decidiu apoiar o senador Weverton Rocha (PDT) para a outra vaga na Câmara Alta. O convite do MDB para a convenção cita apenas a oficialização das candidaturas de Orleans Brandão e Edivaldo Jr., não fazendo referência à pré-candidatura de Roseana Sarney ao Senado, que deverá ser referendada pelo partido.

Orleans Brandão será confirmado candidato a governador como o ponto alto de uma grande articulação comandada pelo governador Carlos Brandão (MDB), de quem foi o auxiliar mais importante como secretário de Assuntos Municipalistas. No cargo, e com o suporte direto do governador, Orleans Brandão construiu o seu projeto de poder no contado direto com prefeitos de todo o Maranhão, que se tornaram a base política da sua pré-candidatura e o ajudaram a capilarizar o seu nome em todo o estado. Para viabilizar esse projeto, o governador Carlos Brandão abriu mão de uma eleição praticamente certa para o Senado, preferindo permanecer no cargo até o final do mandato, apostando que passará o bastão governamental ao emedebista.

Edivaldo Jr., que se filiou ao MDB, foi escolhido para ser o seu vice por conta do lastro que detém em São Luís, onde o ex-prefeito Eduardo Braide detém a maioria das intenções de voto. Chamado de “gigante adormecido” pelo governador Carlos Brandão, Edivaldo Jr. tem se desdobrado atrair o eleitorado de Eduardo Braide e, se possível, equilibrar a disputa na Capital.

A pré-candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado foi um processo mais complicado, e em alguns moimentos tenso. Inicialmente, o governador Carlos Brandão articulou a pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), atraindo o apoio da Federação União Progressista (União/PP). Além da eleição de Pedro Lucas Fernandes, o objetivo era atrair o apoio da Federação para a aliança governista, o que poderia inclusive criar embaraços para o pré-candidato a senador pelo PP, deputado federal André Fufuca, que se aliou a Eduardo Braide. Dias depois da escolha de Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney decidiu se candidatar ao Senado. Pedro Lucas Fernandes abriu mão da candidatura.

Como ninguém do comando do MDB se manifestou imediatamente em relação, a impressão geral foi a de que a mudança de rumo havia criado um mal-estar dentro do partido. Essa impressão, porém, veio abaixo ontem, no ato em que a deputada Helena Duailibe (Podemos), anunciou seu apoio à pré-candidatura de Roseana Sarney. No ato estava presente Marcus Brandão, um dos dirigentes do MDB e um dos principais articuladores da pré-candidatura de Orleans Brandão. Ali, Roseana Sarney fez um discurso forte incentivando a mobilização do grupo para vencer as eleições, sendo aplaudida por Marcus Brandão, o que foi visto pelos presentes como uma demonstração de que não há problemas e que a convenção será realizada em clima de unidade.

A convenção do MDB deverá ser uma grande festa partidária, como foram os atos em que Orleans Brandão assumiu a presidência do MDB e o evento em que sua pré-candidatura foi lançada. São esperados emedebistas e aliados de todas as regiões. A ideia é transformar a reunião partidária num evento político aberto, com participação popular. De acordo com uma fonte governista, o comando da pré-campanha de Orleans Brandão quer que a convenção emedebista entre para os anais da política como o maior evento partidário realizado no Maranhão nos últimos tempos.

Em Tempo: o ex-prefeito Eduardo Braide será confirmado candidato ao Palácio dos Leões, tendo Elaine Cordeiro em convenção do PSD marcada para o dia 3 de agosto. Antes, no dia 1º de agosto, o vice-governador Felipe Camarão será oficializado candidato do PT ao Governo do Estado – o vice ainda não foi definido.    

PONTO & CONTRAPONTO

Veritá reclama, com razão, do uso da sua marca na divulgação equivocada de uma pesquisa eleitoral

O Instituto Veritá, empresa com sede em Uberlândia, Minas Gerais, mas reconhecida e acreditada em todo o território nacional pelo profissionalismo com que atua, especialmente no segmento de pesquisas sobre preferências eleitorais, denunciou ontem o uso indevido da sua marca na divulgação equivocada de uma pesquisa. Ontem, o Veritá divulgou o seguinte comunicado oficial:

O Instituto Veritá denuncia mais um uso indevido de sua marca

Esclarecemos que não realizou, divulgou e não autorizou qualquer pesquisa para Governador e Senador do Maranhão.

A pesquisa registrada sob o nº MA-02581/2026 é de responsabilidade exclusive da Véritas Planejamento, empresa sem qualquer vínculo com o Instituto Veritá.

Essa empresa já foi formalmente notificada pela mesma prática. A reincidência reforça a tentativa de gerar confusão e se beneficiar da credibilidade construída pelo Instituto Veritá.

É igualmente inaceitável que veículos de comunicação atribuam essa pesquisa ao Instituto Veritá, mesmo identificando a empresa responsável, ampliando os prejuízos à nossa imagem.

Nosso departamento jurídico adotará todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os envolvidos e buscar a integral reparação dos danos.

As pesquisas e comunicados do Instituto Veritá são divulgados exclusivamente por nossos canais oficiais.

Repórter Tempo assume erro na troca de nomes, corrige a falha e se coloca à disposição do Veritá

A Coluna Repórter Tempo (reportertempo.com.br), que prima por um jornalismo correto, lastreado essencialmente na verdade, como demonstram as suas 3.359 edições, cometeu, na última na edição desta sexta-feira (24/07), um grave erro de informação: registrou como sendo do Instituto Veritá uma pesquisa na verdade realizada e divulgada pelo Véritas Planejamento sobre a corrida ao Governo do Estado e ao Senado, tendo também avaliado o governador Carlos Brandão (MDB) no conceito da opinião Pública.

Tão logo se deu conta do erro, resultado de um descuido imperdoável no trato de informação tão delicada, o jornalista Ribamar Corrêa (Registro Profissional MA00186JP), providenciou a correção no texto, transferindo à Véritas Planejamento a autoria da pesquisa sobre prévia da disputa para Governo do Maranhão e para as duas cadeiras no Senado.

Ciente do problema criado ao Instituto Veritá, o editor da Coluna Repórter Tempo pede desculpas à empresa atingida e se coloca à disposição para qualquer esclarecimento ou providência necessária para sanar o problema.

São Luís, 25 de Julho de 2026.

Pesquisa Véritas: Orleans vai para a convenção do MDB com seis pontos à frente de Braide

Veritas diz que Orleans Brandão tem vantagem sobre Eduardo Braide

Em contagem regressiva para a convenção do MDB que oficializará sua candidatura ao Governo do Estado, o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, recebeu ontem uma poderosa injeção de ânimo. Pesquisa do instituto mineiro Véritas Planejamento, contratada pelo Blog Café Quente, o aponta com 48,7% das intenções de voto contra 42,5% do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o que, se a eleição fosse agora, resultaria na realização de um 2º turno. A pesquisa encontrou o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 2,9%, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,3%. André Luís (Missão) e Saulo Arcangeli (PSTU) não pontuaram. Uma fatia de 3,2% dos entrevistados não soube ou não quis responder, enquanto 1,6% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.

O Véritas também simulou um eventual segundo turno entre Orleans Brandão e Eduardo Braide. Nesse cenário, o emedebista seria eleito governador com 51,4% dos votos, enquanto o pré-candidato do PSD ficaria em segundo com 44% da votação. Em relação ao 2º turno, 2,8% não souberam ou não quiseram responder, enquanto 1,8% revelaram a intenção de votar em branco ou nulo, e outros 0,2% não responderam.

Para começar, os números da pesquisa Véritas, se traduzirem de fato a realidade, trouxeram uma informação de extrema importância para todos os candidatos a governador: a se manter esse cenário, a corrida ao Palácio dos Leões pode ser decidida no 1º turno. Isso porque a soma dos percentuais dos dois candidatos polarizados ultrapassa 95% das intenções de voto. Essa possibilidade pode ser rascunhada diante dos números da pesquisa mais recente, a do Inop, que apontou vantagem numérica do pré-candidato do MDB. E a explicação pode estar na intensidade com que o emedebista realiza sua pré-campanha, principalmente em São Luís, onde o seu objetivo é quebrar o favoritismo do ex-prefeito Eduardo Braide.

Outro dado que chama a atenção é a situação de absoluta inércia do pré-candidato do PT, Felipe Camarão, que se encontra ancorado num patamar que vai de dois a cinco pontos percentuais, conforme   pesquisas mais recentes, dando a impressão de que dificilmente se descolará desse ancoradouro, que o nivela com os demais aspirantes sem qualquer chance de entrar de fato na disputa. Há quem aposte que o candidato petista pode pelo menos ensaiar uma reação depois de ter sua pré-candidatura confirmada na quarta-feira pelo comando nacional do partido.

Finalmente, um dado expressivo, já evidenciado em outras pesquisas, e confirmado pelo levantamento do Véritas: praticamente não existem indecisos nem revoltados. Isso significa dizer que, em tese, grande parte do eleitorado já está posicionada em relação aos pré-candidatos, menos de três meses antes das eleições. A se confirmar essa tendência, a variação dos percentuais vai depender agora do embate direto dos candidatos ao longo da campanha, que oficialmente será iniciada no dia 16 de agosto e será encerrada no terceiro dia de outubro. Além das campanha no rádio, na TV e nas redes sociais, o ponto alto da disputa pelo poder estadual serão os debates.

O fato é que a vantagem que a pesquisa Véritas turbina fortemente o projeto de candidatura de Orleans Brandão, QG de campanha de Eduardo Braide.

Em Tempo: a pesquisa Véritas ouviu 1.000 eleitores em diversos municípios no período de 17 a 21 de Julho, tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais, para mais ou para menos, tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02581/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão lidera ranking de cumpridores de promessas de campanha no Nordeste e acumula altos índices de aprovação

Carlos Brandão campeão de promessas
cumpridas no Nordeste

O governador Carlos Brandão tem motivos de sobra para comemorar no que diz respeito à sua condição de gestor. Levantamento do portal G1 mostrou que ele cumpriu 43 dos 68 compromissos que assumiu durante a campanha de 2022, o que equivale a 68%. Esse resultado o coloca na liderança entre os governadores do Nordeste e em quarto lugar no plano nacional

O G1 conferiu as promessas cumpridas entre 1º de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2026. O resultado foi o seguinte: 43 promessas integralmente cumpridas, 13 foram cumpridas parcialmente até aquela data, possuindo pendências para a conclusão, e 12 compromissos sido cumpridos.

Nenhum dos atuais governadores do Nordeste alcançou esse percentual de cumprimento de compromissos de campanha. O segundo na região foi o do Piauí, Rafael Fonteles, com 62,5%, e o terceiro foi o Governo de João Azevedo (PSB), com 50%.

No plano nacional, o governador Carlos Brandão ficou em 4º lugar, atrás de Mauro Mendes, de Mato Grosso, que cumpriu 68,8% das promessas, de Ratinho Júnior, do Paraná, com 65,4%, e de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que cumpriu 64,1% das promessas que fez durante a campanha de 2022.

As informações trazidas à tona pelo levantamento do G1 explica os elevados percentuais de aprovação das pesquisas realizadas para medir a corrida eleitoral. Na pesquisa Inop, por exemplo, divulgada no início da semana, o governador Carlos Brandão foi aprovado por 61% dos entrevistados. E de acordo com a pesquisa Véritas, divulgada ontem, o governador do Maranhão tem 70,9% de aprovação e contra uma desaprovação de 27,8%.

Esse desempenho de excelência leva a uma conclusão lógica: se tivesse deixado o Governo seria eleito senador sem fazer muita força.

PT orienta centrar esforços para fortalecer projeto de reeleição de Eliziane

Eliziane Gama teve ficha
abonada por Lula da Silva

Orientação, que teve o aval do Palácio do Planalto, foi disparada do comando nacional ao PT à direção estadual do partido no Maranhão: todos os esforços do partido devem ser canalizados para fortalecer e embalar a candidatura da senadora Eliziane Gama (PT) à reeleição.

A ordem de comando foi dada diante das posições da senadora nas pesquisas mais recentes e diante da certeza de que a deputada federal Roseana Sarney (MDB) decidiu entrar na corrida às cadeiras no Senado. Eliziane Gama não vem pontuando bem, embora as avaliações internas indiquem que ela tem potencial para alcançar a reeleição.

O PT havia decidido também orientar seus militantes a votarem no senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, mas esse ânimo perdeu força depois que o parlamentar pedetista declarou apoio incondicional ao emedebista Orleans Brandão, causando mal-estar no entorno de Felipe Camarão.   

São Luís, 24 de Julho de 2022.

Roseana confirma candidatura ao Senado, mas não fala de aliança, não cita concorrência nem comenta disputa aos Leões

Roseana Sarney confirma candidatura sem citar
aliados, partido ou base de apoio

“Serei candidata ao Senado pelo Maranhão”. Com essa declaração, feita em tom firme, não deixando qualquer dúvida, a deputada federal Roseana Sarney consumou ontem o movimento por meio do qual, numa reviravolta surpreendente, incluiu o MDB na disputa por vaga no Senado. Na sua fala, de cerca de dois minutos e meio, ela se limitou a informar que venceu o câncer e está com força para entrar na disputa, assinalou a sua relação com os maranhenses registrada pelas pesquisas, disse que essa aliança lhe deu clareza para se candidatar e se propôs a ser “a voz forte que o Maranhão precisa em Brasília”. Por outro lado, a parlamentar não disse uma só palavra sobre a sua condição partidária, e pareceu não haver tomado conhecimento dos tremores que agitaram o MDB desde segunda-feira. Ela não fez qualquer menção sobre algum entendimento com o governador Carlos Brandão (MDB) nem se referiu à chapa majoritária encabeçada por Orleans Brandão, pré-candidato a governador e que preside o MDB maranhense.

– Quem me conhece sabe que o meu relacionamento com as pessoas sempre foi de absoluta transparência – disse Roseana Sarney, para em seguida lembrar que “nos últimos meses, eu enfrentei um dos maiores desafios da minha vida. Uma batalha dura contra um câncer”. E depois de agradecer o apoio que recebeu dos maranhenses, a parlamentar foi direto ao ponto: “Ao longo desse período, algo me surpreendeu e me comoveu. Mesmo afastada, os maranhenses não me esqueceram, como confirmam todas as pesquisas divulgadas até agora. Isso me deu clareza sobre o que fazer. Por isso, eu decidi: serei candidata ao Senado pelo Maranhão”.

Roseana Sarney justificou sua decisão de disputar uma cadeira no Senado: “Eu volto porque acredito que o Maranhão precisa de uma voz forte em Brasília. Uma voz que dialoga, uma voz que une, que defende o estado acima de qualquer disputa política”. E foi além: “Eu volto renovada, eu volto com disposição redobrada.  E, claro, com um olhar novo. Não é vaidade. É a certeza de que ainda posso servir”.

Pelo tom do seu comunicado, a ex-governadora passou a impressão de que não existe qualquer pendência política ou partidária relacionada à sua pré-candidatura. Ela resumiu sua mensagem ao seu universo pessoal: relação com eleitores, doença, experiência, maturidade e superação. Não fez qualquer referência ao fato de que participará de uma aliança e de que terá um antigo inimigo político, o senador Weverton Rocha (PDT), como aliado também brigando por vaga na Câmara Alta. Ela também não fez referência sobre suplência, que de acordo com os rumores que correm no meio político incluirá um parente seu.

O teor do discurso e o tom que usou causaram a impressão de que sua pré-candidatura é um projeto isolado, sem conexão com uma aliança partidária. A realidade é bem diferente. Roseana Sarney é pré-candidata ao Senado pelo MDB, que tem como referência principal a pré-candidatura de Orleans Brandão ao Palácio dos Leões. Apoiado diretamente pelo governador Carlos Brandão para sua sucessão, é também presidente o partido. E se houver alguma rusga, essa terá de ser resolvida até amanhã, uma vez que no sábado (25), o MDB realizará a convenção para oficializar os seus candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Visto de fora, o MDB parece pacificado em relação à guinada ocorrida com a decisão da ex-governadora de voltar atrás e entrar nas corrida ao Senado. A pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), poderia ter sido o estopim de uma crise na base governista, mas o bom senso prevaleceu e o parlamentar decidiu abrir mão da indicação e buscar a sua reeleição de deputado federal. Chama a atenção, porém, que o governador Carlos Brandão, que é o grande comandante da aliança governista, não se manifestou sobre o assunto, postura seguida por Orleans Brandão, que também manteve silêncio. O resultado da convenção dirá se está tudo certo.

PONTO & CONTRAPONTO

Corrida ao Senado continua produzindo fatos e agitando os bastidores

Duarte Jr., Roberto Rocha e Hilton Gonçalo
“causando” na corrida ao Senado

Além da confirmação da pré-candidatura de Roseana Sarney, a corrida às duas vagas de senador pelo Maranhão produziu ontem três movimentos, indicando que a corrida ao Senado será um embate político e eleitoral espetacular. Os fatos de envolveram os pré-candidatos a senador deputado federal Duarte Jr. (Avante), o ex-senador Roberto Rocha, e o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza).

O primeiro movimento foi protagonizado pelo deputado federal Duarte Jr., que usando uma borduna que lhe foi dada pelo comando nacional do Avante, demoliu a armação, barata e óbvia, por meio da qual adversários e “colegas” de partido tentaram inviabilizar a sua pré-candidatura ao Senado. O comando nacional do Avante avaliou que, além de perder um deputado federal, estaria abrindo mão de um quadro que reúne condições de brigar sério por uma cadeira de senador, e que os responsáveis pela armação nada acrescentariam ao partido. Com a decisão do comando nacional do Avante, e embalado pelo que têm dito as pesquisas acerca da viabilidade da sua candidatura, Duarte Jr. anunciou ontem que segue firme no projeto senatorial. Em vídeo divulgado ontem, Duarte Jr. admitiu que enfrentou dificuldades, mas que a sua candidatura está confirmada e vai “ganhar a eleição”. Na pesquisa mais recente, feita pelo Inop, Duarte Jr. aparece em quarto lugar, tecnicamente empatado com Weverton Rocha (PDT).

O outro movimento protagonizado pelo ex-senador Roberto Rocha, que alguns canais de informações chegaram a apontar como fora do páreo, devido a encrencas nas entranhas do partido Novo, ao qual estava filiado, onde fico sem norte depois da guinada por meio da qual Lahesio Bonfim desistiu de brigar pelo Palácio dos Leões e anunciou sua pré-candidatura ao Senado, aliando-se a Eduardo Braide (PSD). Ontem, Roberto Rocha surpreendeu meio mundo ao se apresentar membro do PRTB e anunciar sua pré-candidatura a senador, ainda que admitindo a passibilidade de disputar outro cargo. O fato é que, num rasgo de esperteza política, Roberto Rocha contou que está filiado ao PRTB desde abril, fez um jogo curioso com o Novo, que agora só conta com a pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado. No levantamento do Inop, Roberto Rocha aparece em quinto lugar.

O terceiro movimento foi a convenção, realizada ontem, por meio da qual o Mobiliza consagrou a pré-candidatura do ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo ao Senado. A convenção foi realizada dias depois que, em convenção realizada no Rio de Janeiro, o comando nacional do partido chancelou o projeto de candidatura de Hilton Gonçalo, líder de um grupo que controla várias prefeituras, entre elas a de Santa Rita e a de Bacabeira, tem um deputado estadual, e tem corrido o estado em busca de apoio à sua pré-candidatura a senador. Na convenção de ontem, chamou a atenção a presença do empresário Marcus Brandão, pai de Orleans Brandão (MDB), e que divide hoje o controle do MDB com a deputada federal Roseana Sarney.

André Luís (Missão) é o primeiro candidato a governador oficializado em convenção

André Luís: candidato do Missão

O Maranhão já tem um candidato a governador. Trata-se de André Luís, que disputará o Palácio dos Leões pelo partido Missão, que está na corrida à presidência da República com o pré-candidato Renan Santos. Empresário de 41 anos, André Luís teve sua candidatura confirmada ontem em convenção online. O seu vice é o professor Cadu Aguiar.

O braço maranhense do Missão decidiu não lançar candidatos às vagas no Senado nem para deputado federal. Além do candidato a governador, o partido lançou uma chapa com oito candidatos à Assembleia Legislativa. André Luís disputará pela primeira um cargo majoritário, sendo, portando, estreante na disputa pelo poder.

Já na condição de candidato a governador, André Luís declarou estar “feliz” com a sua candidatura ao Governo do Estado, “marcando um novo jeito de se fazer política no nosso estado”. Ele informou que o Missão vai apresentar uma proposta de desenvolvimento para o Maranhão.

– Nós queremos ver o Maranhão rico, desenvolvido por meio de um projeto pensado para enriquecer o nosso Estado. Nós queremos verticalizar a atividade econômica no nosso Estado, interiorizar a atividade econômica, colocar regras claras para que os prefeitos possam perseguir o crescimento do nosso Estado – declarou o candidato do Missão.

André Luís representa uma corrente política de centro-direita nascida nas entranhas do Movimento Brasil Livrem que movimentou São Paulo nos últimos tempos e que reúne políticos de direita moderada, que não têm vínculo nem querem aproximação com a direita radical, que tem o bolsonarismo como referência.

O Missão ganhou carta branca no TSE no ano passado.

São Luís, 23 de Julho de 2026.

Inop: Orleans tem vantagem numérica em empate técnico com Braide na corrida ao Governo

Orleans Brandão tem vantagem em empate
técnico com Eduardo Braide na pesquisa Inop

A corrida pelo Governo do Estado ganhou um grau de polarização irreversível. Essa situação parece consolidada com a pesquisa Inop, contratada pelo Jornal Pequeno, divulgada ontem, mostrando uma situação de empate técnico, mas com Orleans Brandão (MDB) numericamente à frente de Eduardo Braide (PSD). O ex-secretário de Assuntos Municipalistas aparece com 45,06% das intenções de voto, contra 43,52% do ex-prefeito de São Luís. Na sequência aparecem o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 3,41%, André Luís (Missão), com 0,34%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,27% e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,08%. O levantamento informa que 2,61% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes, enquanto 4,71% não souberam ou não quiseram responder.

O cenário encontrado pelo Inop mostra que a polarização nesse momento mostra uma disputa ferrenha à medida que Orleans Brandão e Eduardo Braide estão separados por uma apenas 1,54 ponto percentual, portanto dentro da margem de erro, que é de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso significa dizer que por esse levantamento, Orleans Brandão pode ter de 42,04% a 48,08% das intenções de voto, enquanto Eduardo Braide pode variar de 40,50% a 46,54%. Tecnicamente, os dois pré-candidatos não pode festejar com o chamado “já ganhou”.

O Inop investigou outros nichos relacionados com o momento eleitoral, como a pesquisa espontânea – aquela em que o entrevistador pergunta apenas em quem o eleitor votaria se a eleição fosse agora, sem indicar-lhe nomes. Nesse viés, Orleans Brandão foi apontado por 32,18% dos entrevistados, enquanto Eduardo Braide foi escolhido por 30,01%. Esses números são tecnicamente próximos dos da pesquisa estimulada, uma vez que a os dois estão separados por uma diferença de 1,57 ponto percentual, ou seja, uma situação de empate técnico.

Nesse cenário, o petista Felipe Camarão aparece com 1,80% das intenções de voto, seguido de Carlos Brandão (0,27%), André Luís (0,15%), Saulo Arcangeli (0,11%), Flávio Dino e Roberto Rocha (0,08%) e Josimar Maranhãozinho e Lahesio Bonfim, ambos com 0,04% cada.

Além dos levantamentos estimulado e espontâneo, a situação de empate técnico foi encontrada até no item em que o entrevistado é perguntado a respeito de quem ele acha que vai ganhar a eleição, independentemente da sua posição. Nada menos que 44,79% responderam que o próximo governador será Orleans Brandão, enquanto que 42,34%. Essas posições estão separadas por apenas 2,45 pontos percentuais, portanto dentro da margem de erro. disseram acreditar que o eleito será Eduardo Braide. Felipe Camarão foi citado por 0,92%, Saulo Arcangeli por 0,54%, Enilton Rodrigues por 0,15% e André Luís por 0,04%.

A pesquisa em tela reflete a situação do momento, no qual os pré-candidatos a governador se aproximam das convenções partidárias em maio a uma tensa e intensa movimentação principalmente de prefeitos, como os de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), e Lucilene Belezinha (PL), de Chapadinha, dois grandes municípios, que se posicionaram em apoio a Eduardo Braide. Além disso, Eduardo Braide trabalha com o portfólio da sua gestão de cinco anos e meio em São Luís, que ele promete estender ao estado inteiro. No contrapeso, o Maranhão está sendo sacudido por uma intensa onda de inaugurações, muitas delas em São Luís e Imperatriz, liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB), que beneficia diretamente a pré-candidatura de Orleans Brandão.

Orleans Brandão e Eduardo Braide travam sua guerra pelo voto com batalhas diárias em dois campos. São Luís, onde o ex-prefeito tem larga preferência, mas se encontra sob fogo cerrado do ex-secretário de Assuntos Municipalistas pera reverter o cenário. E o interior, onde Eduardo Braide faz uma campanha intensa para reverter vantagem que favorece a Orleans Brandão.

A pesquisa Inop mostra o que encontrou no cenário geral. Novos levantamentos, que estão no forno, indicarão a tendência de cada momento.

Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.610 eleitores no período de 8 a 16 de julho, tem margem de erro de 3.02 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-01555/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera isolada para uma vaga, e Lahesio, Weverton e Duarte Jr. brigam forte pela outra vaga

Roseana Sarney lidera com ampla vantagem;
Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e
Duarte Jr. brigam pela outra vaga

Na mais espetacular e imprevisível disputa para as duas cadeiras no Senado nos últimos tempos, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) lidera o cenário com 24,67% das intenções de voto, uma larga vantagem sobre o segundo colocado, o pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim, que aparece em segundo lugar, com 12,30%, seguido por do senador Weverton Rocha (PDT) com 10,84%, o deputado federal Duarte Jr. (Avante) com 8,12%.

Na sequência, aparecem o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 5,98%, o ex-senador Roberto Rocha (Novo) com 5,17%, e a senadora Eliziane Gama (PT) com 5,13%, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 2,87%, o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 1,46%, o ex-deputado federal Simplício Araújo com 0,65%, a militante social Antônia Cariongo (PSOL) com 0,15%, o ex-deputado estadual César Pires (PSD), com 0,11% e o advogado, jornalista e professor universitário Franklin Douglas (PSTU) com 0,08%.

A pesquisa chega defasada em relação ao deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que por conta da confirmação da pré-candidatura de Roseana Sarney, abriu mão da pré-candidatura na noite de segunda-feira (20). No contraponto, a deputada federal Roseana Sarney, que havia desistido de encarar as urnas, reviu sua posição e decidiu se candidatar a uma das Cadeiras no Senado.

Pelos números do Inop, no embate entre os pré-candidatos, se a eleição fosse agora, Roseana Sarney seria eleita para uma vaga. A segunda cadeira seria disputada por Lahesio Bonfim e Weverton Rocha, que aparecem tecnicamente empatados pela margem de erro (3.02 pontos percentuais). Só que, também levando em conta a margem de erro, Duarte Jr. ameaça Weverton Rocha, já que os dois estão separados por apenas 2,75 pontos percentuais.

Ou seja, por esse levantamento, Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Duarte Jr. estão travando briga feia pela outra vaga.  

Brandão é aprovado por 61% e desaprovado por apenas 2,68%

Carlos Brandão mostra obra no interior,
base da aprovação do seu Governo

O governador Carlos Brandão (MDB) está bem na foto como gestor. O seu Governo alcançou expressivos 61% de aprovação, contra 2,68% de desaprovação e de 36,32% que não souberam ou não quiseram opinar.

Trata-se de um cenário absolutamente incomum, especialmente em relação ao percentual de desaprovação. Isso porque não há registro, em tempos recentes, de um cenário de pesquisa em que somente 2,68% dos entrevistados, ou seja, pouco mais de 60, de um conjunto de 2.610 não souberem ou não quiseram responder. E os 36,32% da cota de indecisos refletem uma situação de dúvida de mais de 900 eleitores entrevistados.

Não poderia ser diferente. O mandatário maranhense realiza um governo ativo e produtivo, com um elenco de obras acima da média dos governos mais recentes, graças a ajustes ficais inteligentes e uma parceria sólida e produtiva com o Governo do presidente Lula da Silva (PT).

Se tivesse deixado o Governo e se candidatado ao Senado, certamente teria cadeira garantida.

São Luís, 21 de Julho de 2026.

Roseana volta atrás e confirma pré-candidatura; Pedro Lucas sai do páreo, evita crise e buscará reeleição

Roseana Sarney volta atrás e anuncia candidatura;
Pedro Lucas abre mão e vai buscar a reeleição

A política é muito imprevisível, e no Maranhão, essa imprevisibilidade ganha proporções fora do normal. O melhor e mais acabado exemplo foi a reviravolta ocorrida ontem à noite: lançado na semana passada como um dos pré-candidatos ao Senado da aliança encabeçada por Orleans Brandão (MDB), pré-candidato ao Governo do estado, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) decidiu deixar a disputa para o Senado, evitando uma crise, e retomar o seu projeto de reeleição para a Câmara Federal. O motivo da mudança: a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que havia decidido não concorrer a qualquer mandato, voltou atrás e resolveu recolocar sua pré-candidatura ao Senado, mudando radicalmente o cenário dessa corrida.

A decisão de Pedro Lucas Fernandes foi tomada ontem à noite, no Palácio dos Leões, numa conversa franca entre com o governador Carlos Brandão e o presidente do União Brasil, António Rueda. A pré-candidatura de Roseana Sarney foi colocada, e diante desse fato, e após uma consulta ao seu pai, o experiente Pedro Fernandes (União), ex-deputado federal e atual prefeito de Arame, que o aconselhou a sair da disputa senatorial, e assim evitar uma crise grave na aliança governista. O próprio Pedro Fernandes divulgou um vídeo em que confirma a decisão e informando que Pedro Lucas Fernandes será candidato à reeleição e seu irmão, Paulo Casé (União), disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Embalada pelo poder de fogo que ela detém no comando nacional do MDB, a volta de Roseana Sarney à corrida ao Senado começou a ser desenhada no domingo e ganhou força ontem ao longo do dia. Ela mandou informar ao governador Carlos Brandão a sua mudança de posição, colocando o governador numa situação complicada, uma vez que, mediante acordo firmado com a família Sarney, ele lançara Pedro Lucas Fernandes, participando, com entusiasmo, da festa de lançamento da pré-candidatura em grande ato, na noite de sexta-feira, numa casa de festas no Olho D`Água. Um dos presentes ao lançamento, relatou que nos bastidores do evento correu a informação de que Pedro Lucas Fernandes teria um membro da família Sarney na chapa como pré-candidato a 1º suplente, e que o irmão do parlamentar, Paulo Casé, seria pré-candidato a deputado federal, numa aliança pela qual as suas bases passariam para uma sobrinha de Roseana Sarney, pré-candidata à Assembleia Legislativa.

Toda essa articulação foi por água abaixo com a decisão de Roseana Sarney de “ir para o sacrifício”. Sua iniciativa colocou o governador Carlos Brandão na delicada situação de ter de alterar drasticamente um roteiro que estava escrito e colocado em execução. Com a saída de Pedro Lucas Fernandes, a chapa encabeçada por Orleans Brandão sofre um embaraço momentâneo, e mais do que isso, perde um pré-candidato jovem, politicamente muito ativo e muito articulado. Pedro Lucas Fernandes volta à sua condição de deputado federal com reeleição quase certa, e com condições de, em dobradinha, obter a eleição do irmão para a Assembleia Legislativa.

A deputada Roseana Sarney entra numa disputa pesada, com desfecho imprevisível. Ela tem aparecido bem em pesquisas de intenção de voto feitas até aqui. Mas os seus concorrentes mais fortes – André Fufuca (PP), Duarte Jr. (Avante), Eliziane Gama (PT), Lahesio Bonfim (Novo), e o próprio Weverton Rocha (PDT) – vão jogar pesado numa campanha dura, ácida e sem concessões. Isso porque ela nada tem a perder, a não ser o amargor de uma eventual derrota. Os concorrentes, ao contrário, eles estão brigando pelo seu futuro, pela sua sobrevivência, certos de que, até mesmo numa visão geracional, esse é o momento deles. O próprio Orleans Brandão parece ter mais afinidade com esse time do que com a ex-governadora e ex-senadora.

E o dado mais curioso dessa reviravolta da corrida ao Senado é que a deputada federal Roseana Sarney vaia a guerra pelo voto fazendo dobradinha na mesma chapa com o senador Weverton Rocha (PDT), adversário de longa data.

PONTO & CONTRAPONTO

Pedro Fernandes dá aula de experiência política ao comunicar a saída de Pedro Lucas da corrida ao Senado

Pedro Fernandes: experiência

A confirmação da saída do deputado federal Pedro Lucas Fernandes da corrida ao Senado foi divulgada logo em seguida pelo seu pai e conselheiro político, o ex-deputado federal (nove mandatos) Pedro Fernandes (União). Na sua fala, Pedro Fernandes deu uma aula de consciência política, tratando o fato com senso de equilíbrio, prudência e um saudável pragmatismo. Não demonstrou qualquer traço de insatisfação, reconhecendo que Roseana Sarney tem o direito de ser candidata, a começar pelo fato de que tem força dentro do MDB para impor o seu projeto político. E ensinou que tudo que não se deve pedir e um político é o seu suicídio político. Segue a íntegra da mensagem divulgada por Pedro Fernandes:

“Olá. Foi com muita coragem que o deputado federal Pedro Lucas aceitou o desafio de ser candidato ao Senado dentro de um acordo da direção nacional do União Brasil com o governador Carlos Brandão. Diante da candidatura da Roseana, que é um direito dela, e ela tem força política para se impor dentro do partido com essa candidatura, as coisas mudam. O Governo passa a ter três candidatos. Mas veja: você pode pedir tudo para um político, menos o suicídio político. Por isso é prudente que o deputado Pedro Lucas recue da sua candidatura ao Senado e retome a sua candidatura a deputado federal. E mantém o União Brasil no apoio ao Orleans Brandão, porque é o melhor nome para o Governo do Estado, e por ser aliado. Retoma então o deputado Pedro Lucas a deputado federal e o Paulo Casé a deputado estadual. São novos, têm idade e têm um futuro promissor. Nada mais correto do que seguir em frente. E vamos caminhar”.

Poupou o governador Carlos Brandão e o pré-candidato Orleans Brandão de um grande incômodo.

Iracema amplia horizonte eleitoral na corrida a uma cadeira na Câmara Federal

Iracema Vale: visão
eleitoral mais larga

À medida que as convenções vão se aproximando e as candidaturas à Câmara Federal vão se definindo, os políticos e observadores começam a fazer contas, alinhavando previsões a respeito de que pode entrar na lista dos 18 que representaram o Maranhão em Brasília a partir do próximo ano. Nessa avaliação aparecem os deputados Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Fabiana Vilar (PL), Hildo Rocha (MDB), entre outros, a deputada-presidente da Assembleia, Iracema Vale (MDB), que está ampliando seu horizonte eleitoral e desponta como nome forte para trabalhar em Brasília a partir de janeiro do ano que vem.

Com muita força na região polarizada por Urbano Santos, com grande prestigio na região de Barreirinhas, ela vem confirmando o espaço que conseguiu em São José de Ribamar, ampliando com sua entrara na política de Paço do Lumiar. Na semana que passou, Iracema Vale consolidou sua posição no eleitorado de Bacabal, onde recebeu o forte apoio do prefeito Roberto Costa (MDB).

Nas contas feitas por aliados, Iracema Vale vem realizando uma campanha com força para sair das urnas como um dos candidatos mais votados para a Câmara Federal. O fato é que nas rodas de conversas ninguém dúvida que ela terá de encarar a ponte-aérea São Luís/Brasília/São Luís nos quatro anos do próximo mandato.

São Luís, 21 de Julho de 2026.

A corrida ao Senado sofre uma baixa, gera uma dúvida e é agitada por suposta trama contra Duarte Jr.

Roseana Sarney está fora, Roberto Costa
é dúvida e Duarte Jr. denuncia trama

Não bastasse toda a movimentação registrada até aqui, a corrida pelas duas cadeiras no Senado continua produzindo notícias. Na última quinzena, três bombas: a decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de não concorrer a uma das cadeiras, o aviso dramático feito pelo ex-senador Roberto Rocha (Novo) de que também estaria em dúvida sobre se será ou não candidato, e finalmente a denúncia de suposta maquinação para detonar o projeto de candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante). O que chama a atenção nesses três fatos é que os seus protagonistas estão na linha de frente entre os pré-candidatos com mais poder de fogo para disputar as eleições com potencial para saírem das urnas com passaporte para morar oito anos em Brasília.

Roseana Sarney deixa a seara eleitoral para cuidar da saúde. Ela abre mão do apoio milhares e milhares de eleitores, que agora terão de procurar um novo para dedicar os votos. Roseana vinha liderando a corrida com um bom cacife, mas também aparecia como campeã de rejeição. Avaliou corretamente que melhor seria não concorrer, tendo também perdido o interesse em tentar a reeleição de depurada federal. Parte da decisão da ex-governadora foi motivada pelo seu estado de saúde, e parte por diferenças dentro do seu partido, o MDB, com grupos querendo-a candidata, e outros preferindo que ela se aposentasse. Com a sua saída da corrida ao Senado, milhares de eleitores terão de procurar outro(s) candidatos, que já estão na briga por eles. E como os Sarney não dão ponto sem nó Roseana Sarney, construíram uma situação por meio da qual tentarão manter membros da família na seara política.  

A situação mais curiosa é a do ex-senador Roberto Rocha (Novo). Ele dedicou boa parte dos últimos três anos tentando conseguindo um partido sobre o qual tivesse controle absoluto. Não conseguiu. Sem outra opção desembarcou no Novo, uma agremiação de extrema-direita com um verniz de modernidade, que havia lançado Lahesio Bonfim ao Governo do Estado. Bem posicionado nas pesquisas, obteve do partido chancela para se candidatar ao Senado, tentando, ao mesmo tempo, se impor como referência. O tempo virou quando Lahesio Bonfim decidiu abandonar o projeto de chegar aos Leões e se repaginar como pré-candidato a senador. Roberto Rocha entrou em parafuso, e sua primeira reação foi tentar brecar o movimento de Lahesio Bonfim, mas perdeu o timing pensou desistir do Senado e tentar o Governo do Estado. Não deu certo, porque o comando do Novo parece ter avalizado a guinada de Lahesio Bonfim para a órbita do pré-candidato do PSD aos Leões, Eduardo Braide. O movimento mais recente de Roberto Rocha foi produzir uma grande nuvem de dúvida sobre ser ou não ser pré-candidato, prometendo revelar os responsáveis pela sua desventura.

O caso do deputado Duarte Jr. chama a atenção pelo fato de que forças estariam pressionando o seu partido, o Avante, para lhe negar legenda, deixando-o fora da briga por uma das cadeiras da Câmara Alta. Duarte Jr. acerta na mosca quando denuncia a sua situação como produto de uma trama de adversários, motivada pela sua condição de líder nas pesquisas. Isso porque, em condições normais, não faria nenhum sentido um partido como o Avante abrir mão de um deputado federal com a sua estatura, e que ainda por cima tem nítida probabilidade de ser senador. A trama para prejudica-lo nada tem a ver com diferenças internas no Avante. Ela é fruto da posição que Duarte Jr. ganhou como pré-candidato a senador, ameaçando pré-candidaturas. Como nada tem sido fácil para ele no campo político, o parlamentar dificilmente perderá a condição de pré-candidato do Avante e vai chegar às urnas uma boa carga de favoritismo.

O fato é que Roseana Sarney perdeu alguns anéis, Roberto Rocha perdeu todos os anéis, e Duarte Jr. pode ter salvado os seus.

PONTO & CONTRAPONTO

Sob a liderança de Roberto Costa, Bacabal reúne milhares em apoio a Orleans Brandão

Roberto Costa e Orleans Brandão entre Weverton Rocha, Davi
Brandão, Iracema Vale, Fernanda Heluy e Florêncio Neto

Bacabal virou o epicentro do movimento Por Todo o Maranhão, liderado pelo pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão. Ali, sob a liderança do prefeito Roberto Costa (MDB), dirigentes municipais de toda a Região do Médio Mearim se reuniram num ato político que concentrou milhares de pessoas. Na avaliação de um observador presente, foi um dos momentos mais expressivos da pré-campanha de Orleans Brandão na sua maratona pelo interior do estado.

O ato político de Bacabal foi um evento diferenciado. Por vários motivos. Primeiro porque a cidade é comandada por uma liderança forte, o prefeito Roberto Costa, que além de ter uma visão larga e moderna de gestão, é um político por excelência, porque tem a noção saudável de que a boa política é o caminho para resolver os problemas da sociedade. Nessa visão se encaixam os deputados estaduais Davi brandão (MDB) e Florêncio Neto (MDB), aliados de proa do prefeito Roberto Costa e partidários militante da pré-candidatura de Orleans Brandão Esse time foi reforçado com o anúncio de que o grupo liderado pelo prefeito Roberto Costa apoiará a pré-candidatura da deputada-presidente da Alema, Iracema Vale (MDB), à Câmara Federal.

No seu discurso, o prefeito Roberto Costa deixou claro que a explicação para o seu apoio a Orleans Brandão vai muito além de uma relação partidária. Tem a ver também com a postura do então secretário de Assuntos Municipalistas em relação a Bacabal: “Se vocês confiam no nosso trabalho, eu posso dizer que tenho em Orleans um parceiro presente, que sempre esteve ao lado de Bacabal. Sempre que precisei buscar soluções para o nosso povo, encontrei apoio. É essa parceria que queremos fortalecer para continuar levando benefícios à nossa população.”

Na contrapartida, Orleans Brandão reafirmou sua parceria com Roberto Costa: “Por onde eu tenho andado, eu tenho visto que o povo do Maranhão abraçou esse projeto. Muito obrigado a cada um de vocês que acreditam e caminham conosco.”

A fala do pré-candidato do MDB foi dirigida aos prefeitos Didi Mota (Lago dos Rodrigues), Professora Cici (Conceição do Lago Açu), Aurélio da Farmácia (Pio XII), Doutor Júnior (Peritoró), Emanuel Filho (São Luís Gonzaga) e Vaval Gomes (Olho d’Água das Cunhãs), além de ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas da região.

Prisão de Cutrim traz de volta o Caso Tech Office; Governo deve se manifestar

Raimundo Cutrim

Delegado federal aposentado, que esteve no auge da carreira ainda no tempo da ditadura, e que ganhou prestígio como secretário de Segurança Pública em dois dos quatro Governos de Roseana Sarney, e com a vivência de dois mandatos de deputado estadual, Raimundo Cutrim, que hoje exerce o cargo secretário estadual de Assuntos Legislativos, está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

O motivo da prisão: Raimundo é acusado de ter agido para atrapalhar as investigações do Caso Tech Office – o assassinado a tiros do empresário João Bosco Oliveira, por Gibson Cutrim Jr., em frente ao edifício, na presença do vereador Beto Castro (Avante) e do advogado Daniel Brandão, que acompanhavam a vítima. O atirador confessou o crime, deu uma primeira versão à Polícia estadual, mas depois, transferido para Brasília por decisão do Superior Tribunal de Justiça, refez o seu depoimento. Na nova versão, o secretário Raimundo Cutrim é apontado como mentor de uma estratégia para alterar o roteiro do crime.

Mesmo se tratando de um caso motivado por interesses envolvendo o assassino e a vítima, o assassinato de João Bosco Oliveira ganhou forte repercussão, à medida que muitos viram nos seus desdobramentos traços da sua relação com a guerra política em curso no Maranhão.

A prisão de Raimundo Cutrim cria embaraços para o Governo do Estado, uma vez que ele é um secretário de Estado no pleno exercício das suas funções. O Palácio dos Leões deve se manifestar a qualquer momento sobre o assunto.  

São Luís, 19 de Julho de 2026.