Arquivos mensais: julho 2026

Apoio de Rildo a Braide define cenário de uma disputa intensa pelos votos de Imperatriz

Rildo Amaral declara apoio a Eduardo Braide;
Orleans Brandão: “Faz parte da democracia”

Com a sua estatura de segunda maior e mais importante cidade do Maranhão, com grande peso político e eleitoral, Imperatriz será campo de uma das mais duras guerra pelo Palácio dos Leões nas eleições de outubro. Ali se confrontarão o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD a governador, apoiado pelo prefeito Rildo Amaral (PP), e Orleans Brandão, pré-candidato do MDB, apoiado governador Carlos Brandão (MDB). Essa previsão ganhou forma ontem, com a declaração de apoio do prefeito Rildo Amaral a Eduardo Braide, posição que já esperada, mas que, mesmo assim, causou grande repercussão na Princesa do Tocantins e em todo o estado.

O embate será renhido, uma vez que, conforme o cenário concluído ontem, além do apoio de Rildo Amaral, Eduardo Braide conta com o prestígio da sua pré-candidata a vice, Elaine Cordeiro, enquanto Orleans Brandão, além de ter o apoio decisivo do governador Carlos Brandão, é apoiado em Imperatriz pela vice-prefeita Carol Duailibe (MDB), pelo ex-prefeito Sebastião Madeira (MDB), e pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Antônio Pereira (MDB).

No seu comunicado, antes de apresentar Eduardo Braide como o seu pré-candidato ao Palácio dos Leões, o prefeito Rildo Amaral revelou ser a decisão uma das mais difíceis que já tomara desde que assumiu a Prefeitura. Ele afirmou que sua posição levou em conta apenas os interesses de Imperatriz no presente e no futuro. Ele afirmou que encontrou Imperatriz “só o bagaço”, com problemas em todas as áreas, e que buscou parcerias com deputados, senadores, ministros e presidente da República. E destacou a parceria com o governador Carlos Brandão, a quem fez agradecimentos “sinceros” pelos investimentos que seu Governo fez em Imperatriz. E disparou: “O Governo brandão está terminando, e Imperatriz precisa pensar no seu futuro”.

Após a declaração, Rildo Amaral apresentou Eduardo Braide como o seu pré-candidato ao Governo do Estado, cobrando inicialmente uma declaração de compromisso do pré-candidato do PSD com a cidade. Eduardo Braide, por sua vez, foi direto: “Rildo, eu sei o que é isso. Vivi isso por cinco anos como prefeito da Capital, mas sei também que o trabalho sério muda e transforma uma cidade. E eu estou hoje aqui para assumir um compromisso com você e com o povo da nossa Imperatriz, que da mesma forma que cuidei e trabalhei para nossa Capital, nós vamos fazer com Imperatriz. Com a região Tocantina todo o Maranhão”.

Com o posicionamento do prefeito Rildo Amaral vai Eduardo Braide para governador, tendo como vice a empresária Elaine Cordeiro, que deverão apoiar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para presidente da República. E no que diz respeito ao Senado, o prefeito de Imperatriz apoiará o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e a senadora Eliziane gama (PT), que buscará a reeleição – ambos apoiam o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva.  

Ao tomar conhecimento da posição do prefeito de Imperatriz, o pré-candidato emedebista a governador Orleans Brandão reagiu com equilíbrio, evitando confronto: “Faz parte da democracia. A gente não escolhe apoio. A gente tem o apoio pelo trabalho. E de uma coisa eu tenho consciência: eu trabalhei muito por Imperatriz. Eu vi a declaração do prefeito em que ele falava que (o governador Carlos) Brandão trabalhou muito por Imperatriz, mas ele sabe, no coração dele, no íntimo, ele sabe que ele falava muito comigo, praticamente todos os dias. Todos os dias me ligava para falar sobre Imperatriz. Mas eu tenho muito orgulho do que eu fiz, do que pude levar para a cidade. Levamos muitas obras, muitas ações que melhoraram a vida dos imperatrizenses. E isso não vai mudar de jeito nenhum”.

Polo de uma grande região e na condição de segundo mais colégio eleitoral do Maranhão, com mais de 200 mio eleitores, Imperatriz, assim como São Luís, pode ter influência decisiva na corrida aos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Sem usar tom de confronto, Madeira rebate Rildo e afirma que Governo Brandão “não está terminando”

Sebastião Madeira: rebate

Poucas vezes uma decisão política desse quilate foi consumada de maneira politicamente civilizada, sem troca de acusações, farpas e agressões verbais. O prefeito Rildo Amaral anunciou seu apoio a Eduardo Braide numa live rápida e tranquila, sem fazer qualquer crítica ao pré-candidato do MDB e ao mentor, o governador Carlos Brandão. Eduardo Braide recebeu apoio também com um discurso leve, sem criar qualquer situação de confronto. Até o fechamento da Coluna, não havia manifestação do governador Carlos Brandão.

A primeira e contundente reação saiu do ex-prefeito de Imperatriz e ex-chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, um político de prestígio na Princesa do Tocantins. Momentos depois da declaração do prefeito, Sebastião Madeira divulgou um vídeo em que, sem fazer crítica ao prefeito Rildo Amaral, ele primeiro falou do seu amor e do seu compromisso com Imperatriz, e em seguida assinalou que, como chefe da Casa Civil, ajudou o governador “a ter um olhar diferente para Imperatriz”. E segundo ele, o governador Brandão “tem nesses anos do seu Governo mostrado o seu amor, o seu compromisso com a nossa cidade”.

E completou afirmando que o governador Carlos Brandão “ajudou a reconstruir a cidade no ano de 2025 e nessa metade de 2026. Portanto, eu declaro aqui o meio apoio incondicional ao governador Brandão, ao seu pré-candidato Orleans Brandão, porque acredito na vitória e porque acredito que Imperatriz continuará sendo olhada por um governador que ama a cidade, que tem compromisso, que instalou um palácio em Imperatriz, que instalou uma residência em Imperatriz, que ajudou a construir a cidade”.

E rebateu a afirmação do o prefeito Rildo Amaral lembrando que o Governo Brandão está terminando: “O Governo Brandão não termina em dezembro. O Governo Brandão continua com Orleans Brandão, com fé em Deus e com a vontade do povo do Maranhão”.

Além de aliado incondicional do governador Carlos Brandão e de Orleans Brandão, Sebastião Madeira é pré-candidato a deputado estadual.

Duarte Jr. denuncia ataques à sua pré-candidatura ao Senado dentro do próprio partido, o Avante

Duarte Jr. denuncia perseguição

Líder na corrida às vagas do Senado, segundo as pesquisas mais recentes, posição vem se firmando depois da decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de não entrar nessa disputa, o deputado federal Duarte Jr. (Avante) vem sofrendo uma série de pressões para desistir, sendo a maior forte tendo como fonte o seu próprio partido. Ele avisou que baterá às portas da Justiça contra o que considera um crime.

O parlamentar vem sendo alvejado por um processo de esvaziamento do Avante, incentivado por forças de fora do partido, mas com interesse direto na disputa pelas duas cadeiras no Senado. A tática é manter o Avante sem comando no Maranhão, de modo que o partido seja esvaziado e Duarte Jr. não consiga legenda para disputar a senatória, sendo obrigado a se candidatar à reeleição de deputado federal.

Ontem, ao confirmar a situação de risco partidário que está vivendo no Avante, Duarte Jr. disse que está sendo efetivamente alvo de uma trama de perseguição política. Ele classificou de “absurdo” e de “crime sem precedente” o ataque à sua posição política.

– Mais uma vez, me perseguem e tentam me deixar fora da disputa eleitoral. Vou judicializar e também vou fazer algumas reuniões em Brasília. Tenho fé – avisou, alertando os seus perseguidores de que é bom de briga.

São Luís, 18 de Julho de 2026.

Em discurso no ato de lançamento de Pedro Lucas ao Senado, Brandão afirma que foi ameaçado de prisão

Carlos Brandão junto com Orleans Brandão
e Edivaldo Jr. no ato de lançamento
de Pedro Lucas Fernandes ao Senado

“Não quiseram que eu fosse senador. Porque eles diziam o seguinte: se sair do Governo vai ser preso. Ameaça para todo lado. Tem que fazer o que a gente quer. Eu fiquei esperando ser preso”.

A declaração, feita em tom de desabafo, e que causou impacto no meio político, partiu do governador Carlos Brandão (MDB), ontem à noite, em São Luís, num duro discurso que fez no ato de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas (União) ao Senado, um projeto para o qual foi decisivo. No ato político, realizado numa casa de festas no Olho D`Água, o governador reafirmou total apoio ao parlamentar, deixando claro que sua preferência por seu nome vem de longe. Só agora confirmado pré-candidato ao Senado, após meses de expectativa, Pedro Lucas Fernandes entra na corrida fazendo dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição, também aliado de Orleans Brandão  

Na linha do governador Carlos Brandão, Orleans Brandão (MDB), pré-candidato a governador pela aliança governista, reafirmou seu apoio total ao projeto senatorial de Pedro Lucas Fernandes, que conta com o aval da cúpula nacional do União Brasil.

A grande festa, que levou à casa de festas diversos prefeitos de diversas regiões e vários vereadores de São Luís e do interior, foi marcada pelas fortes declarações do governador Carlos Brandão, segundo as quais ele teria sofrido ameaças de prisão, caso deixasse o Governo para ser candidato a senador. Sem citar nomes, referindo-se apenas a “eles”, o governador disse que diante de tais ameaças decidiu permanecer no Governo, abrindo mão de ser candidato a senador.

– Eu fiquei esperando ser preso. Sabem por quê? Porque eu tenho consciência de que só fiz o bem para esse Maranhão. E não é ameaça que vai me tirar do Governo. Preferi ficar na cadeira até o fim. Poderia ser senador, mas se eu fosse senador, eu estaria pensando só no Brandão. Eu pensei no grupo, na continuidade, com Orleans – declarou o governador Carlos Brandão em tom de desabafo.

Sob o impacto das declarações do governador Carlos Brandão, que foi aplaudido pelos presentes, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes confirmou a sua pré-candidatura a senador, e justificou a decisão argumentando que sempre esteve ao lado do governador Carlos Brandão, tendo acompanhado de perto os investimentos feitos pelo Governo de orientação municipalista. E destacou os investimentos do Governo estadual em São Luís, que na sua opinião melhoraram a vida em São Luís e no Maranhão como um todo.

– A partir de agora, eu vou propagar as obras que esse Governo fez em todo o Maranhão, e que nós vamos continuar com Orleans Brandão – declarou, enfático, Pedro Lucas Fernandes, afirmando que vai trabalhar incansavelmente para que ele e seu grupo vençam as eleições. Na sua avaliação, Carlos Brandão faz “o maior governo municipalista da história do Maranhão”. Para ele, no campo político o mandatário “fez boa escolha”, e que, se depender do seu trabalho de campanha, o emedebista será eleito, “e fará um grande Governo”.

O ato também confirmou a pré-candidatura de Paulo Casé (União), ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social e irmão de Pedro Lucas, para a Câmara Federal. Essa confirmação reforça a especulação de que um acordo garantiu um acordo dos Fernandes com os Sarney, de modo que as bases eleitorais articuladas por Paulo Casé serão repassadas a um membro da família candidato à Assembleia Legislativa.

O ato reuniu mais de duas mil pessoas, entre elas prefeitos, deputados estaduais e vereadores – alguns de São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Especulações apontam crise entre Pedro Lucas e André Fufuca, mas a lógica sugere um acordo

Duarte Jr., Pedro Lucas Fernandes
e André Fufuca: guerra partidária?

O lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) ao Senado engrossou duas especulações que agitaram o meio político ontem. A primeira dando conta de que o comando nacional do Avante poderá retirar a legenda do controle do deputado federal Duarte Jr.. E a outra dando conta de uma guerra entre os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP) dentro da Federação União Progressista (União/PP).

Em relação ao deputado federal Duarte Jr., a especulação espalhou que um complô, armado por dois pré-candidatos ao Senado, estaria em curso para prejudica-lo junto ao comando nacional do Avante, partido que preside provisoriamente no Maranhão. A especulação não faz muito sentido porque dificilmente um partido como o Avante abriria mão de um filiado que é deputado federal com poder de fogo para chegar ao Senado.

A suposta situação de conflito entre candidatos a senador estaria se dando entre o deputado federal Pedro Lucas Fernandes e o deputado federal e André Fufuca. Especuladores espalharam que um dos dois será prejudicado com um improvável posicionamento preferencial da Federação União Progressista no Maranhão.

É verdade que o presidente do União e da Federação, António Rueda, foi o responsável pela indicação de Pedro Lucas Fernandes. Mas é verdade também que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), deu aval integral ao projeto de candidatura de André Fufuca.

A lógica política sugere que o mais provável será um grande acordo que salve as duas candidaturas, de modo que o embate seja resolvido nas urnas.       

Pesquisa Inop, feita há um mês, e só ontem divulgada, apontou tendência de dois turnos

Mais uma batalha na guerra das pesquisas sobre a corrida ao Governo do Maranhão foi marcada ontem por um fato inusitado: a divulgação de uma pesquisa do instituto Inop, contratada pelo Jornal Pequeno e realizada há um mês, com os seguintes números: Eduardo Braide (PSD) aparece com 46,43% contra 43,51% de Orleans Brandão, seguidos do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 4,72%, André Luís (Missão) com 0,84% e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,15% – o Inop não informou a posição do pré-candidato do PSTU, Saulo Arcangeli.

Os números do Inop remeteram a disputa para um segundo turno, no qual Eduardo Braide seria eleito governador com 48,39% contra 45,43% de Orleans Brandão.

A pesquisa Inop tem um problema insanável, que a torna inócua: ela foi realizada entre os dias 12 e 20 de junho, há um mês, portanto. Estava retida na Justiça Eleitoral e sua divulgação só foi autorizada ontem. Ou seja, sua divulgação tardia tira completamente o sentido da sua existência como referência para a corrida em curso pelo comando político e administrativo do Maranhão.

Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.604 eleitores entre os dias 12 e 20 de junho, tem margem de erro de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00550/2026.

São Luís, 17 de Julho de 2026.

Expectativa quanto a posição de Rildo Amaral na sucessão estadual incendeia os bastidores políticos de Imperatriz

Foto 1: Carlos Brandão (com a primeira-dama Larissa
Brandão) inaugura a versão tocantina do Palácio dos
Leões; foto 2: Rildo Amaral participa da inauguração
ao lado de Carlos Brandão; foto 3: Eduardo Braide,
André Fufuca e Lahesio Bonfim no aniversário

Ao mesmo tempo segundo maior município e segundo maior e colégio eleitoral do Maranhão, Imperatriz, que hoje festeja 174 anos, é, desde ontem, o epicentro da movimentação política do estado. Ali se encontram, em situações diferentes, o governador Carlos Brandão (MDB), inaugurando e anunciando obras, numa grande aposta em favor do pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões, Orleans Brandão, e, no contrapeso, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, que participa das comemorações da sua vice, Elaine Cordeiro (PSD), que é de casa, e dos seus dois pré-candidatos a senador, o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo). Entre essas duas forças políticas encontra-se o prefeito Rildo Amaral (PP), que tem uma forte relação institucional com o Palácio dos Leões e seria apoiador natural de Orleans Brandão, mas que pode anunciar a qualquer momento o seu apoio a Eduardo Braide.

A Princesa do Tocantins, que tem um exército de 200 mil eleitores, o que representa poder para desequilibrar ou definir uma eleição estadual, é o campo onde essas forças estão movimentando. Com o argumento de quem fez inúmeros investimentos na cidade, o governador Carlos Brandão atua fortemente para ampliar ao máximo o cacife eleitoral de Orleans Brandão no município. Por seu turno, Eduardo Braide trabalha para, com o apoio da sua pré-candidata a vice e dos seus dois pré-candidatos ao Senado, reforçar o seu poder de fogo na Princesa do Tocantins. Tanto Carlos Brandão quanto Eduardo Braide trabalham para atrair o apoio do prefeito Rildo Amaral, que segundo diferentes observadores da política tocantina, está inclinado a apoiar o ex-prefeito de São Luís, e emplacando a primeira-dama Perla Amaral (PP) como pré-candidata a suplente de André Fufuca, seu aliado de proa.

Aparentemente indiferentes à onda de especulações, até ontem à noite o governador Carlos Brandão e o prefeito Rildo Amaral não se manifestaram sobre posicionamentos em relação à disputa para o Governo do Estado. Rildo Amaral participou da inauguração, pelo governador Carlos Brandão, da versão tocantina do Palácio dos Leões – um complexo administrativo que concentrará os órgãos do Estado sediado em Imperatriz. Tanto o governador Carlos Brandão quanto o prefeito Rildo Amaral discursaram e concederam entrevistas, mas não trataram da corrida ao Governo do Estado.

A presença de Eduardo Braide, André Fufuca e Lahesio Bonfim em Imperatriz, ontem, serviu para agitar ainda mais os bastidores da política local, com repercussão. Os três circularam na cidade, fizeram o corpo-a-corpo com eleitores, e como não poderia deixar de ser, incendiaram os bastidores políticos da Princesa do Tocantins. Essa movimentação ensejou uma série de especulações, sendo a principal delas a de que administrativamente o prefeito Rildo Amaral continua parceiro do governador Carlos Brandão, mas que no campo político o prefeito de Imperatriz estaria a um passo de declarar apoio a Eduardo Braide. Essa previsão vem ganhando força à medida que o prefeito Rildo Amaral tem evitado declarar enfaticamente apoio a Orleans Brandão, deixando claro que são situações diferentes, contrariando o QG da pré-campanha do emedebista.

Na avaliação de um observador que conhece bem o cenário político de Imperatriz, se o prefeito Rildo Amaral declarar apoio a Eduardo Braide, o pré-candidato do PSD ganhará um impulso enorme. Isso porque essa injeção de força se somará ao prestígio que o ex-prefeito de São Luís galgou em Imperatriz, com a escolha da vice, e ao cacife eleitoral de Lahesio Bonfim – que foi o mais votado ali em 2022 -, entre outros fatores de menor peso. Nesse caso, Orleans Brandão contará apenas com o seu maior trunfo: os grandes e inegáveis investimentos feitos pelo Governo do Estado em Imperatriz.

O mundo político de Imperatriz encontra-se em regime de contagem regressiva aguardando a martelada do prefeito Rildo Amaral.

PONTO & CONTRAPONTO

Francimar Melo será coordenador da campanha de Lula no Maranhão; ação não inclui Felipe Camarão

Francimar Melo coordenará a campanha
de Lula da Silva no Maranhão, sem a
participação de Felipe Camarão

A decisão do comando nacional do PT de escalar o ex-presidente estadual do partido, Francimar Melo, como coordenador-chefe da campanha do presidente Lula da Silva (PT) no Maranhão é um fato natural, mas guarda uma enorme contradição.

O aspecto natural é o fato der que Francimar Melo é um petista de grande estatura e experiência, tanto que já presidiu o braço maranhense do PT e integra uma das correntes mais fortes do partido no estado, a Construindo um Novo Brasil (CBN), à qual pertence o presidente Lula da Silva.

Como coordenador, ele tem pela frente uma agenda intensa e desafiadora, que inclui, entre outras atribuições, articular o diálogo com os grupos envolvidos na disputa para o Governo do Maranhão e o Senado, de modo que esses movimentos tenham a reeleição do presidente Lula da Silva como objetivo central.

A contradição óbvia é que vice-governador Felipe Camarão, até aqui pré-candidato do PT ao Governo do Estado, está fora dessa coordenação. Mais do que isso, a pauta de ações de Francimar Melo como coordenador da campanha do presidente à reeleição não inclui a corrida ao vice-governador ao Palácio dos Leões.   

Difícil de entender.

Único maranhense pré-candidato a presidente, Hertz Dias ainda não pontuou em pesquisas

Hertz Dias e Saulo Arcangeli:
sem pontuar em pesquisas

Mais uma pesquisa nacional, desta vez a da Quaest, divulgada ontem no plano nacional, trouxe uma notícia nada estimulando para o braço maranhense do PSTU: a exemplo das demais pesquisas, Hertz Dias, pré-candidato do partido a presidente da República, não pontuou.

Traduzindo, para que não reste dúvida: nenhum dos mais de mil eleitores ouvidos em 80 cidades brasileiras manifestou a intenção de votar no pré-candidato do PSTU.

Professor da rede estadual de ensino e ativista cultural, com forte atuação no movimento hip hop, Hertz Dias não é um neófito em desafios eleitorais, uma vez que já participou de duas experiências eleitorais, uma para governador e outra para prefeito de São Luís.

O mesmo está acontecendo com o servidor público e professor Saulo Arcangeli, pré-candidato a governador do Maranhão pelo PSTU. Também veterano de outras eleições, ele repete o colega no plano nacional. Sua maior pontuação em pesquisas até agora foi de 1%.

Militantes da chamada extrema-esquerda, Hertz Dias e Saulo Arcangeli fazem parte de uma hoje reduzida legião de sonhadores que ainda pregam que a propriedade é um roubo e acreditam piamente numa revolução que resultará na ditadura do proletariado.  

São Luís, 16 de Julho de 2026.

Belezinha, de Chapadinha, declara apoio a Braide e liga sinal de alerta sobre migração de prefeitos

Eduardo Braide entre Aluízio Santos e Ducilene
Belezinha e apoiadores em Chapadinha

Ganha corpo – ainda em pequena escala, é verdade – um movimento previsto desde que os pré-candidatos ao Palácio dos Leões começaram a se firmar: a migração de prefeitos inicialmente tidos como integrantes fiéis da aliança liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB) em torno da pré-candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), à sua sucessão. Ontem, a prefeita de Chapadinha, Ducilene Belezinha (PL), e o seu marido, o deputado estadual Aluízio Santos (PL), reuniram o grupo que comandam naquele município e anunciaram o seu apoio à pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado. O evento foi um sinal de alerta aos governistas sobre o risco de migração de prefeitos, num processo de ajuste na corrida aos Leões.

No caso da prefeita Ducilene Belezinha, a declaração de apoio a Eduardo Braide ganha expressão por se tratar de uma situação diferenciada, uma vez que Chapadinha é um município com quase 100 mil habitantes e tem peso de polo regional. E também pelo fato de que, mesmo declarando apoio a Eduardo Braide, a prefeita e o seu marido, o deputado estadual Aluízio Santos, não se posicionaram como opositores do governador Carlos Brandão, com quem mantêm relações institucionais. O deputado Aluízio Santos integra a base de apoio ao Governo do Estado na Assembleia Legislativa, tendo votado sempre de acordo com a orientação governista. E não há registro de desavenças entre a prefeita e o governador, que chegou a aponta-la como “a melhor prefeita do Maranhão”.

Com a declaração de apoio da prefeita Ducilene Belezinha, Eduardo Braide reforça sua posição na região do Baixo Parnaíba, e a sua estratégia de propagar o seu discurso na seara municipal, onde está mergulhado há semanas em busca da consolidação da sua pré-candidatura. No caso de Chapadinha, há quem diga que se trata da confirmação de que o PL começa a se posicionar a favor de Eduardo Braide, mas também há quem diga que se trata de uma posição isolada da prefeita e do deputado Aluízio Santos. Independentemente de qual seja a motivação, o fato concreto é que as lideranças que comandam Chapadinha, que incialmente apoiariam o ex-secretário Orleans Brandão, decidiram virar o jogo e declarar apoio a Eduardo Braide.

Na declaração de apoio ao pré-candidato do PSD, a prefeita Ducilene Belezinha e o deputado Aluízio Santos afirmaram que a posição deles “representa a união em torno de um projeto voltado para o desenvolvimento do Maranhão”. Nada acrescentaram que pudesse ser interpretado como uma contestação ao projeto sucessório definido no Palácio dos Leões.  O posicionamento da prefeita de Chapadinha reforça a posição do pré-candidato do PSD na região, onde Orleans Brandão é forte, principalmente na microrregião polarizada por Urbano Santos, base principal da deputada-presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), aliada linha de frente do pré-candidato do MDB e um dos esteios do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão.

Nos últimos dias, correram informações de ganhos e perdas dos dois lados. E nesse ambiente, as atenções se voltam agora para Imperatriz, onde rumores não desmentidos dão conta de que o prefeito Rildo Amaral (PP), que já declarou apoio ao deputado federal André Fufuca (PP) e a senadora Eliziane Gama (PT) para o Senado, estaria inclinado a rever o seu apoio a Orleans Brandão e migrar para Eduardo Braide. Coincidência ou não, a vice-prefeita de Imperatriz, Carol Duailibe, que não está mais alinhada ao prefeito Rildo Amaral, postou nas redes sociais uma enfática declaração de apoio a Orleans Brandão, reforçando a posição do seu marido, o deputado Antônio Pereira (MDB), vice-presidente da Alema, aliado de proa ao governador Carlos Brandão e apoiador incondicional do pré-candidato do MDB.

Tudo leva a crer que o evento de Chapadinha não foi o primeiro nem será o último, e que migração de prefeitos para ambos os lados deverá ocorrer ao longo das próximas semanas.

PONTO & CONTRAPONTO

MDB: convenção do dia 25 formalizará poderosa chapa para Governo, Senado, deputado federal e estadual

Orleans Brandão vai comandar chapa que
terá Weverton Rocha e Pedro Lucas
como candidatos ao Senado

Faltam exatos cinco dias para o início do período para a realização das convenções partidárias que, em tese, discutirão e referendarão as pré-candidaturas a governador, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. O MDB já bateu martelo e realizará a sua convenção no dia 25, um sábado.

A reunião partidária emedebista oficializará a candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão – que, vale registrar, preside o partido no Maranhão – ao Governo do Estado, tendo o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), como candidato a vice-governador.

Em relação ao Senado, o MDB decidiu não lançar candidatos, preferindo costurar aliança com o PDT, que terá o senador Weverton Rocha como candidato à reeleição, e com o União Brasil – leia-se, a Federação Brasil Progressista (União/PP) -, que indicou o deputado federal Pedro Lucas Fernandes para a outra vaga no Senado.

A chapa do MDB para a Câmara Federal terá dois destaques: a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que decidiu trabalhar em Brasília a partir de janeiro do ano que vem, e do suplente de deputado federal Hildo Rocha, que ocupa a vaga aberta com a licença da deputada federal Roseana Sarney (MDB), que por problemas de saúde decidiu não concorrer à reeleição nem ao Senado, mesmo aparecendo como líder nas pesquisas. Outros nomes de peso serão referendados na convenção.

Para a Assembleia Legislativa, o MDB lançará o que nos bastidores é visto como uma poderosa locomotiva partidária, com mais 40 candidatos e com a expectativa de sair das urnas com pelo menos 15 deputados estaduais. Essa bancada pode trazer a reeleição de veteranos, como o atual vice-presidente da Alema Antônio Pereira, pode eleger a rica experiência de um Sebastião Madeira, como pode também sair enriquecida com promissores marinheiros de primeira viagem.

Vale aguardar o perfil definitivo das candidaturas do MDB.

Duarte Jr. vem fazendo a diferença na corrida ao Senado

Duarte Jr.: diferencial
na corrida ao Senado

A pesquisa IPPI agitou os bastidores da corrida às duas vagas de senador, para as quais estão se movimentando nada menos que 10 pré-candidatos: Duarte Jr. (Avante), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Pedro Lucas Fernandes (União), Roberto Rocha (Novo), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Franklin Douglas (PSOL) e Antônia Cariongo (PSOL).

Os números do IPPI mostraram que no cenário atual Duarte Jr. e Weverton Rocha são tecnicamente os candidatos, mas enfrentam empate técnico com André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Roberto Rocha. Os demais estão na briga, mas aparentemente sem chance de chegar à cabeça.

No meio político, as apostas que eram dirigidas à deputada federal Roseana Sarney migraram para Duarte Jr., que vem liderando a corrida com um desempenho de pré-candidato em evolução, escalando uma visível curva ascendente, e numa situação incomum: apoia o emedebista Orleans Brandão, mas não está formalmente ligado à sua pré-candidatura, correndo, portanto, em faixa própria.

Os demais pré-candidatos terão de suar forte para tira-lo do páreo.

São Luís, 15 de Julho de 2026.

Pesquisa IPPI aponta liderança de Braide (42%), com Orleans (26%) em segundo e Camarão (5,9%) em terceiro

Eduardo Braide, lidera com larga vantagem em
relação a Orleans Brandão e Felipe Camarão

Uma nova pesquisa, essa realizada pelo instituto piauiense IPPI, numa parceria com o podcast Café Quente, comandado pelo ex-deputado estadual Rogério Cafeteira, agitou ontem o meio político, em especial os bastidores das corridas ao Governo do Estado. De acordo com os números, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD, tem 42,1% das intenções de voto, contra 26% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, pré-candidato do MDB. Os demais pré-candidatos a governador foram encontrados nas seguintes posições: o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,9%, André Luís (Missão) com 1,8%, Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3% cada. Brancos, nulos e nenhum deles somaram 6.6%, e não souberam ou não quiseram responder totalizaram 17,1%.

Transformado em votos válidos – quando se exclui brancos, nulos e indecisos -, o resultado é o seguinte: Eduardo Braide tem 55% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão com 34,1, Felipe Camarão com 7,8% e André Luís com 2,4% das intenções de voto, o que resolveria a eleição em um só turno. Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli mantêm o mesmo percentual de 0,3% cada.

De acordo com o relatório apresentado em live, ontem, no Café Quente, a pesquisa IPPI entrevistou 1.500 eleitores em 80 municípios entre os dias 8 e 12 de julho, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MA-09885/2026.

Terceira realizada neste ano para medir a corrida ao Palácio dos Leões, a pesquisa IPPI/Café Quente chega na esteira de outro levantamento com o de outro instituto, o Real Times Big Data – eles não devem ser comparados -, com números próximos. E como não poderia deixar de ser, aliados de Eduardo Braide festejaram o resultado mostrado pelo IPPI, que para eles expressa a realidade do momento, enquanto partidários de Orleans Brandão contestam os números não traduzem corretamente o cenário em que se desenvolve a luta pelo voto entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. Não houve reação por parte dos apoiadores de Felipe Camarão, que aparece na terceira colocação, bem distante dos responsáveis pela polarização.

Na live em que apresentou os números, o ex-deputado Rogério Cafeteira afirmou a integridade da pesquisa, afirmando que os números encontrados pelo IPPI traduzem o cenário atual da corrida ao Palácio dos Leões. Um diretor do IPP participou da live do Café Quente e garantiu que os números refletem a realidade no conjunto dos 80 municípios onde os questionários foram aplicados.

O dado a ser observado é que os questionários foram aplicados depois que Eduardo Braide anunciou Lahesio Bonfim (Novo), como um dos seus pré-candidatos ao Senado, ao mesmo tempo em que Orleans Brandão lançou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PRD), como o seu companheiro de chapa. E aconteceu no momento em que Orleans Brandão anunciou o seu outro pré-candidato ao Senado, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União). Esse fato só será refletido num próximo levantamento, ainda sem previsão. Até lá, Eduardo Braide tem motivos para turbinar a sua pré-campanha pelos municípios, enquanto Orleans Brandão deve intensificar suas incursões em São Luís e também no interior, onde tem o apoio da maioria dos prefeitos.

A pesquisa IPPI/Café Quente serve de estímulo para que os três pré-candidatos a governador façam os seus ajustes para a campanha eleitoral propriamente dita, que começa no dia 16 de agosto, exatamente daqui a um mês, depois da realização das convenções partidárias que os tornarão candidatos. Outros levantamentos estão a caminho, trazendo informações que confirmem, ou não, o cenário encontrado pelo IPPI e divulgados ontem.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: pesquisa IPPI chega defasada, porque não mediu a saída de Roseana e o ingresso de Pedro Lucas

Senado: se ainda fosse pré-candidata, Roseana Sarney lideraria,
seguida de Lahesio Bonfim, Duarte Jr., Weverton Rocha,
André Fufuca, Eliziane Gama, Roberto Rocha,
Pedro Lucas Fernandes e Hilton Gonçalo

A pesquisa IPPI encontrou um cenário indicador de que a corrida ao Senado da República tende a confirmar a previsão de que será uma das mais acirradas da recente história eleitoral do maranhão. A começar pelo fato de que Roseana Sarney, que não é mais candidata a nada, aparece com 15,3% das preferências para o primeiro voto para senador e com 8,5% para o segundo voto.

Em relação ao primeiro voto, Roseana Sarney com 15,1%, Lahesio Bonfim (Novo) aparece em segundo lugar com 10,2 das intenções de voto, seguido de Duarte Jr. (Avante) com 9,9%, Weverton Rocha (PDT) com 9,3%, André Fufuca (PP) com 9%, Eliziane Gama (PT) e Roberto Rocha (Novo) com 6,1% cada, Pedro Lucas Fernandes (União) com 2,9%, e Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,3%.

A pesquisa pediu ainda ao eleitor entrevistado um segundo voto, já são duas cadeiras em disputa. E o resultado foi o seguinte: sem Roseana Sarney, que teria 8,5%, o cenário encontrado foi o seguinte: Roberto Rocha (6,5%), André Fufuca (6,4%), Weverton Rocha (6,2%), Duarte Júnior (5,9%), Eliziane Gama (5,3%), Lahesio Bonfim (4,4%) e Pedro Lucas Fernandes (2,9%). O levantamento mostra ainda que 32,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a segunda vaga.

O IPPI somou os percentuais de cada um em relação ao primeiro e o segundo voto, e o resultado foi o seguinte: Roseana Sarney lidera com 23,9%, seguida de Duarte Jr. (15,7%), Weverton Rocha (15,5%), André Fufuca (15,4%), Lahesio Bonfim (14,6%), Roberto Rocha (12,6%) e Eliziane Gama (11,5%), configurando uma disputa bastante equilibrada e de desfecho absolutamente imprevisível.

Nesse contexto, uma pergunta se impõe: para quem migrarão as intenções de voto de Roseana Sarney?

Em que pese o fato de que foi realizada no período de 8 a 12 deste mês, concluída há três dias, portanto, a pesquisa IPPI para medir a corrida ao Senado da República chega ao conhecimento público defasada. Isso porque ela não refletiu o cenário com a pré-candidatura definida do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), que com a desistência da deputada federal Roseana Sarney (MDB).

Nesse contexto, uma pergunta se impõe: para onde migrarão as intenções de voto de Roseana Sarney?

Troca de farpas no PT compromete a pré-candidatura de Camarão e nomes para a eleição proporcional

Felipe Camarão e Zé Inácio: troca de farpas
fragiliza o partido e seus pré-candidatos

A decisão do comando nacional do PT e o aval explícito do presidente Lula da Silva em apoio à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado não foram suficientes para colocar o braço do partido no Maranhão numa situação de unidade. Os sintomas de que a agremiação petista continua dividida em relação à disputa pelo Governo do Estado, agora com troca de farpas envolvendo o pré-candidato a governador em embate verbal com figuras destacada do partido.

Um dos líderes da corrente que defende aliança com o MDB em torno de Orleans Brandão para o Governo do Estado, o ex-deputado estadual Zé Inácio, pré-candidato a deputado estadual, entrou em rota de colisão com Felipe Camarão, ao propor que o PT saia da corrida aos Leões e lance apenas candidatos ao Senado. Com a sugestão, Zé Inácio deixa claro que, por ele, Felipe Camarão não seria pré-candidato a governador, mas ao Senado, fazendo uma dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PT). Isso deixaria todo o PT livre para votar em Orleans Brandão para o Governo.

Há muito submetido a forte tensão, o PT maranhense rachou e continua rachado em relação a ser ou não ser alinhado ao Palácio dos Leões. As decisões tomadas em Brasília atropelaram também outro quadro importante, o deputado federal Rubens Jr. (PT). E o motivo foi controverso. Rubens Jr. participou, em Santa Quitéria, onde é votado, em apoio a Eduardo Braide (PSD), agora apontado como “bolsonarista” pelo próprio Felipe Camarão, aumentando expressivamente o ambiente de tensão que vem desde o rompimento da corrente ligada ao ministro (STF) Flávio Dino.

Esse clima de quase autofagia dentro do PT mina a pré-candidatura de Felipe Camarão, compromete a relação do partido com o governador Carlos Brandão e contribui seriamente para diminuir o cacife do partido nas eleições proporcionais.

São Luís, 14 de Julho de 2026.

Orleans anuncia Pedro Lucas para o Senado e fecha chapa com Weverton e Edivaldo Jr.

Orleans Brandão anuncia Pedro
Lucas Fernandes para o Senado

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) é o mais novo pré-candidato ao Senado para as eleições de outubro. Ele fará dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT) na chapa a ser encabeçada pelo ex-secretário estadual de Assuntos Municipais Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Governo do Estado. Pedro Lucas Fernandes foi anunciado, em clima de empolgação, ontem pelo próprio Orleans Brandão em vídeo divulgado nas redes sociais, confirmando as especulações nessa direção. A sua escolha confirma o projeto inicial do governador Carlos Brandão (MDB) e concretiza a indicação feita no ano passado pelo presidente nacional do União Brasil e da Federação União Progressista (União/PP), António Rueda, em visita ao Maranhão em meados do ano passado.

A confirmação da pré-candidatura de Pedro Lucas Fernandes veio depois que a deputada federal Roseana Sarney (MDB), mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto – foi a segunda colocada no levantamento da Real Time Big Data –   decidiu não entrar na corrida ao Senado nem buscar a reeleição. A explicação: ela preferindo cumprir integralmente o seu tratamento contra um câncer de acordo com orientação dos seus médicos. Tanto que deve seguir hoje mesmo de volta a São Paulo, onde deverá permanecer mais dois meses. E com a sua saída, o MDB maranhense não terá candidato ao Senado, como queria a cúpula nacional do partido.

Agora na corrida ao Senado, o deputado federal interrompe uma sólida e produtiva trajetória na Câmara Federal, seguindo os passos do pai, Pedro Fernandes (União), atual prefeito de Arame, que exerceu ali oito mandatos ininterruptos e de onde saiu com o recorde de não haver faltado a uma sessão em mais de 32 anos. Situado na oposição ao Governo do presidente Lula da Silva (PT), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes exerce no momento o posto de líder do União Brasil na Câmara Federal. Se for eleito senador, certamente integrará a cúpula nacional do União Brasil e deverá falar pelo partido na Câmara Alta, provavelmente como seu líder.

Com a guinada em direção ao Senado, Pedro Lucas Fernandes deverá passar as suas bases para o irmão, o arquiteto Paulo Casé, ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social, inicialmente pré-candidato a deputado estadual, mas que agora vai tentar manter o espaço da família Fernandes na Câmara Federal. E de acordo com as especulações, que tendem a ser confirmadas, Paulo Casé repassará as bases que vinha articulando à empresária Maria Fernanda (MDB), neta do ex-presidente José Sarney (MDB), que tentará manter o nome da família no cenário político estadual, iniciando carreira na Assembleia Legislativa. Outro nome da família Sarney deverá ser indicado suplente de senador na chapa de Pedro Lucas Fernandes.

A definição de Pedro Lucas Fernandes como pré-candidato a senador na aliança encabeçada por Orleans Brandão é o desfecho de uma longa, complexa, e muitas vezes tensa articulação feita diretamente pelo governador Carlos Brandão. Ele tinha de um lado Pedro Lucas como o nome da sua preferência e queria o apoio da Federação União Progressista, e do outro a deputada federal Roseana Sarney, a maioria dos seus familiares – rumores davam conta de que o marido, Jorge Murad, era contra – e a cúpula nacional do MDB, que a queria no Senado. Foram meses de conversas, algumas tensas, que iam por água abaixo levadas pelas pesquisas a ela favoráveis. O estado de saída da ex-governadora falou mais alto e ela decidiu sair de cena, decidida a não concorrer nem à reeleição. Sem forçar a barra, o governador Carlos Brandão emplaca Pelo Lucas Fernandes sem gerar uma crise.

Com o anúncio de ontem, Orleans Brandão fecha a chapa que encabeçará na corrida ao Governo do Estado: tem o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como vice, e o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes como pré-candidatos ao Senado.

PONTO & CONTRAPONTO

Mesmo com vozes radicais da esquerda e da direita, a corrida ao Senado será marcada pelo equilíbrio ideológico

André Fufuca, Lahesio Bonfim, Pedro Lucas Fernandes, Weverton
Rocha, Duarte Jr., Eliziane Gama, Franklin Douglas,
Antônia Cariongo, Hilton Gonçalo e Roberto Rocha representam
uma colcha de retalhos ideológica na corrida ao Senado

Com a entrada do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) na chapa de Orleans Brandão (MDB), o plantel da corrida às duas cadeiras no Senado ganha sua feição (quase) definitiva. A provocação pesada feita sexta-feira pela senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, ao identificar como “bolsonarista” a chapa liderada pelo pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), que tem o ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidatos ao Senado, desencadeou uma nova fase nesse disputa, agora com identificação ideológica.

Até recentemente vistas como confrontos situação/oposição, as eleições mais recentes no Maranhão, a exemplo de todo o país, foram marcadas pela polarização direita/esquerda, que se configurou mais nitidamente na disputa de 2014 entre Roberto Rocha, então no PSB, e Gastão Vieira MDB, venceu o então deputado federal Gastão Vieira (MDB), de centro, e na disputa de 2018, em que os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), ambos da esquerda moderada, bateram nas urnas o senador Edson Lobão (MDB), de direita, e o deputado federal Sarney Filho (PV), de centro. Agora, o espectro ideológico é bem mais amplo, indo da direita radical (Novo) à esquerda dura (PSOL), mas com o predomínio das posições de centro.

Nesse contexto, os pré-candidatos ao Senado na chapa liderada por Eduardo Braide, ele próprio um democrata de centro e avesso a rótulos ideológicos, pertencem ao centro e na direita radical. O deputado André Fufuca é um político de centro-direita, de uma linha aberta aos espaços ideológicos numa democracia, tanto que foi ministro do Esporte no Governo Lula da Silva (PT), sendo partidário assumido da reeleição do atual presidente. O contrapeso está em Lahesio Bonfim, cujo discurso é de direita radical, ora de viés bolsonarista, mas com forte traços de independência. É uma chapa senatorial ideologicamente equilibrada nesse plano.

Político de centro de linha democrática e defensor do projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, Orleans Brandão (MDB) vai comandar uma chapa senatorial também marcada pelo equilíbrio ideológico. De um lado está o senador Weverton Rocha (PDT), de centro-esquerda com viés trabalhista, alinhado ao Governo do petista Lula da Silva, cuja reeleição defende enfaticamente. No outro lado o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), de centro-direita, que transita com facilidade na esquerda e na direita, não lhe cabendo o rótulo de bolsonarista, podendo ele fazer uma campanha sem posicionamento enfático em relação à corrida presidencial.

A rigor, o pré-candidato petista ao Governo, Felipe Camarão, da chamada esquerda democrática, só terá formalmente um candidato ao Senado, a senadora Eliziane Gama (PT), da esquerda moderada, parte disso por conta da sua condição de evangélica, e defensora intransigente da reeleição do presidente Lula da Silva. Politicamente alinhado a Orleans Brandão, mas neutro na corrida ao Planalto, Duarte Jr, corre em faixa própria com um discurso de cventro-esquerda.  

O PSOL, um partido da chamada esquerda dura, que não chega a pregar a ditadura do proletariado, mas defende a base do marxismo, e que tem como pré-candidato a governador Enilton Rodrigues, vai disputar as cadeiras no Senado com “chapa pura”: Franklin Douglas e Antônia Cariongo, ambos militantes do partido. Ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo é um político de centro, sem lampejos à direita nem à esquerda, e sem posição definida em relação à corrida presidencial. E, finalmente o ex-senador Roberto Rocha, que vivenciou o liberalismo tucano, experimentou a esquerda moderada no PSB, criou laços fortes com o bolsonarismo e acabou no Novo, o mais estridente nicho da direita radical.

Como está demonstrado, a corrida ao Senado no maranhão se dá na esteira de uma ampla colcha de retalhos ideológicos.

Othelino Neto aprova PL que organiza fila do SUS e concede Medalha João do Vale a Seu Léo

Seu Léo recebe a comenda ao lado
de Márcio Jerry e Othelino Neto

O deputado estadual Othelino Neto (PSB), fechou a semana sob os ecos de dois gols de placa por ele marcados na sessão de quarta-feira (8).

O primeiro foi na sessão ordinária, durante a qual conseguiu a aprovação de um projeto que obriga a publicação das listas de espera para consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O PL institui o Estado disponibilize e mantenha atualizadas, na internet, as listas de espera dos pacientes, permitindo que cada cidadão acompanhe sua posição na fila e tenha acesso a informações como a data da solicitação, a especialidade ou procedimento aguardado e a estimativa de prazo para atendimento.

O segundo gol foi marcado pelo parlamentar em sessão solene, na qual Othelino Neto entregou a Medalha do Mérito Legislativo João do Vale ao comerciante e incentivador da cultura maranhense Leonildo Peixoto Martins, o “Seu Léo”, dono do Bar do Léo, um dos ícones desse segmento em São Luís.

A concessão da honraria se deu em reconhecimento, pelo parlamentar e pela Assembleia Legislativa, da trajetória de mais de quatro décadas de “Seu Léo” dedicadas à valorização, preservação e difusão da cultura maranhense, especialmente em relação à música. Ao longo dos anos, ele transformou aquele o bar, que ocupa parte do Mercado do Vinhais, na “Academia Musical Bar do Léo”, um dos principais pontos de preservação da memória musical do estado e do País, reunindo importante acervo de discos, CDs, fitas e registros históricos. É ponto de encontro de cantores, compositores e instrumentistas maranhenses.

Homenagem justa e oportuna.

São Luís, 12 de Julho de 2026.

Aliança de Braide com Lahesio e especulação sobre Pedro Lucas agitam corrida ao Senado

O fato: Lahesio Bonfim declara apoio a Eduardo Braide;
a especulação: Orleans Brandão deve ter Pedro Lucas
Fernandes como pré-candidato ao Senado

Um fato e uma especulação, ambos relacionados à corrida às duas vagas no Senado, agitaram ontem, intensamente, os bastidores político-partidários do Maranhão. O fato: o pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD) anunciou Lahesio Bonfim, pré-candidato a senador pelo Novo, como o nome que faltava para completar a chapa majoritária por ele encabeçada. A especulação: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) não seria mais pré-candidata ao Senado, abrindo caminho para o projeto do governador Carlos Brandão (MDB) de lançar o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) pré-candidato a senador na vaga ainda aberta na chapa majoritária liderada por Orleans Brandão (MDB). A movimentação se deu na esteira da pesquisa Real Time Big Data, divulgada na quarta-feira (7), apontando empate técnico entre sete dos 11 pré-candidatos a senador. No levantamento, Lahesio Bonfim apareceu no grupo dos sete com 10% das intenções de voto.

Ao final de um dia recheado de fatos importantes na política, todos relacionados às eleições, Eduardo Braide postou, por volta das 21 horas, um vídeo anunciando que Lahesio Bonfim, que desistiu de disputar o Governo do Estado e se lançou pré-candidato a senador, formará com o deputado federal André Fufuca (PP) dobradinha para o Senado. Com o anúncio, Eduardo Braide completa sua chapa majoritária, à medida que já tem a empresária tocantina Elaine Cordeiro (PSB) para pré-candidata a vice-governadora.

Ao anunciar a aliança com Lahesio Bonfim, Eduardo Braide fez uma provocação ao afirmar que “esse time será de quem quer o bem do Maranhão, para impedir que o nosso estado seja tratado como propriedade de uma família”. Na sua fala, Lahesio Bonfim disse que sua aliança com Eduardo Braide vai “unir sul, norte, leste, oeste e centro”. E acrescentou: “Já chego uniformizado, com essa alegria, com essa determinação de transformar o nosso estado”. Não ficou claro se a adesão de Lahesio Bonfim a Eduardo Braide tem o aval do Novo, que ainda não se recompôs do impacto da decisão dele de abandonar a corrida aos Leões para brigar por vaga no Senado.

De volta a São Luís depois de quase dois meses em São Paulo, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) permaneceu em silêncio em relação à sua provável pré-candidatura ao Senado. Ontem, especulações fortes espalharam que a ex-governadora teria decidido não entrar na corrida ao Senado. Ao mesmo tempo, uma audiência do prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União), com o governador Carlos Brandão, no Palácio dos Leões, para tratar da construção de uma ponte sobre o Rio Grajaú, para ligar Arame a Itaipava de Grajaú, disparou a especulação segundo a qual o prefeito e o governador teriam firmado um acordo pelo qual o deputado Pedro Lucas Fernandes será candidato ao Senado em aliança com Orleans Brandão. Se confirmado o acordo, o ex-secretário Paulo Casé, irmão de Pedro Lucas, será candidato a deputado federal em vez de disputar vaga na Assembleia Legislativa. Nomes da família Sarney estariam envolvidos no suposto acordo.

Ninguém veio a público confirmar ou desmentir a especulação. Por outro lado, a Coluna recebeu de uma fonte alinhada ao Palácio dos Leões a informação de que uma reunião realizada ontem à noite na sede estadual do MDB, no São Francisco, teria tratado do assunto e consolidado o suposto acordo. Em contado com o sempre bem informado blog do jornalista Gilberto Léda, o deputado Pedro Lucas Fernandes negou que tenha havido definição, afirmando que sua eventual pré-candidatura ao Senado ainda se encontra sendo objeto de diálogo. Se a pré-candidatura vier a ser confirmada, Pedro Lucas Fernandes fará dobradinha com o senador Weverton Rocha, que busca a reeleição.

A mesma fonte governista previu que, sem Roseana Sarney no jogo, essa definição pode sair a qualquer momento.

PONTO & CONTRAPONTO

Declaração de apoio de Bonfim a Braide deixa Rocha em situação complicada dentro do Novo

Roberto Rocha:
ainda sem rumo

O anúncio feito por Eduardo Braide (PSD) dando conta de que Lahesio Bonfim (Novo) será o outro pré-candidato a senador na sua chapa chamou a atenção para o fato de que não foi informado se se tratou de uma decisão do partido Novo ou foi um movimento pessoal do ex-pré-candidato a governador.

A situação interna no Novo é a seguinte: a legenda ficou completamente desestruturada depois que Lahesio Bonfim decidiu abandonar a corrida ao Palácio dos Leões e se lançar candidato ao Senado.

O principal atingido foi o ex-senador Roberto Rocha, que havia lançado sua pré-candidatura ao Senado. Sem a pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo, o Novo entrou em parafuso, e junto com ele o ex-senador Roberto Rocha, que de repente passou a ser cotado para disputar o Senado ou o Governo.

A ideia inicial era se candidatar ao Governo tendo Lahesio Bonfim como candidato a senador. Mas como Lahesio Bonfim migrou para a pré-candidatura de Eduardo Braide, Roberto Rocha ficou isolado e sem saber o que fazer.

Caso se lance ao Governo, o ex-senador entrará com a tremenda desvantagem de ter um membro do partido, candidato a senador, apoiando outro candidato a governador. E se mantiver a pré-candidato ao Senado, terá de enfrentar o colega, com quem aparece empatado na pesquisa Real Time Big Data.

Um nó difícil de desatar.

Arcangeli mantém silêncio sobre vice e nomes do PSTU para o Senado

Saulo Arcangeli

Estranha a postura do candidato da extrema-esquerda, Saulo Arcangeli (PSTU), ao Governo do Estado. Ele não disse até agora quem será seu pré-candidato a vice-governador e não informou se o seu partido lançará candidatos às duas vagas no Senado.

Político traquejado em várias eleições, já tendo sido candidato a senador e a prefeito de São Luís, Saulo Arcangeli anunciou sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões há cerca de dois meses, e de lá para cá nada acrescentou, também nada informando sobre a organização partido para as eleições.

Quando se lançou pré-candidato a governador, anunciou também a pré-candidatura do seu colega de partido Hertz Dias à presidência da República, atendendo a convocação na direção nacional do PSTU, que até agora também não se pronunciou sobre o seu projeto de chegar ao Palácio do Planalto E de lá para cá nada disse a respeito do assunto.

São Luís, 10 de Julho de 2026.

Big Data: vantagem de 13 pontos a favor de Braide acende sinal de alerta no QG de Orleans

Eduardo Braide lidera na polarização com Orleans Brandão,
enquanto Felipe Camarão e Roberto Rocha empatam em
3º, com Enilton Rodrigues e André Luís estão
tecnicamente empatados em 4º lugar

Se a eleição para governador do Maranhão ocorresse agora, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) sairia das urnas com 44% dos votos contra 31% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). Os dois disputariam um 2º turno. No terceiro lugar haveria empate rigoroso entre o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ex-senador Roberto Rocha (Novo), cada um com 9% da votação, e na sequência Enilton Rodrigues (PSOL) teria 2%, exatamente o dobro de André Luís (Missão), que teria 1%. Não foi informada a posição de Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSOL, mas encontrou 2% dos entrevistados que não quiseram ou não souberam responder.

Esse cenário da corrida ao Palácio dos Leões foi encontrado por pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, que ouviu 1.600 eleitores em municípios de todo o estado nos dias 6 e 7 de julho, ou seja, segunda e terça-feira, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada nas Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04311/2026.

A pesquisa foi além e investigou as intenções de votos em diferentes cenários de 2º turno. Num embate direto entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, ex-prefeito de São Luís se elegeria com 52% dos votos contra 38% do candidato emedebista. Já entre Eduardo Braide e Felipe Camarão, o ex-prefeito venceria por vantagem bem mais larga: 62% contra 22%. E numa improvável disputa com Roberto Rocha, Eduardo Braide seria eleito com 58% contra apenas 25%. Nas simulações sem Eduardo Braide, Orleans Brandão derrotaria Felipe Camarão por 56% a 24% e Roberto Rocha por 52% a 30%.

Para começar, qualquer avaliação séria e isenta dirá que os números são um oportuno sinal de alerta ao pré-candidato Orleans Brandão e o seu comando de campanha. Eles sinalizam que, ao contrário da avaliação defendida por muitos, os votos do interior não estão garantidos pela ação política dos prefeitos e seus grupos. Ninguém duvida da consistência do trabalho de articulação que vem sendo realizado por Orleans Brandão com o apoio direto do governador Carlos Brandão, que tem sido incansável. Essa ação intensa tem embalado a caminhada do pré-candidato do MDB, mas segundo o levantamento do Real Time Big Data, não está sendo suficiente para virar o jogo.

A explicação para esse cenário é o fato de que na outra ponta tem Eduardo Braide, um político que sabe o que faz e onde pisa, atuando como outsider experiente, e que tem um discurso na ponta da linha e um portfólio do tamanho da cidade de São Luís, que ele tem sabido ampliar e ecoar para todo o estado. Isso porque, além da experiência já acumulada, tem o domínio pleno do uso das redes sociais, não encontrando barreiras para suas mensagens, que diariamente alcançam milhares e milhares de eleitores em todo o estado e reforçam o seu cacife. Além do mais, a maratona que empreende no momento pelos municípios o tem aproximado do eleitorado não alinhado a prefeitos.

Chama a atenção o fato de o ex-senador Roberto Rocha (Novo) ter sido incluído na pesquisa como pré-candidato a governador e a senador, o que não faz o menor sentido, a começar pelo fato de que, a rigor, neste exato momento ele não é uma coisa nem outra. Os números lhe deram um recado contundente: se entrar na corrida ao Palácio dos Leões, corre o risco de ser trucidado.  

Esse levantamento, que vem à tona depois de um longo hiato sem informações estatísticas medindo o desempenho dos pré-candidatos na corrida ao Palácio dos Leões, pode ser visto como espécie de start de uma contagem regressiva de 90 dias. Esse começo se dá num ambiente em que partidários de Eduardo Braide comemoram e aliados de Orleans Brandão minimizam o impacto dos números e afirmam que placar está aberto e que o jogo para valer começa agora.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Duarte Jr., Weverton, Roseana, R. Rocha, Eliziane, Lahesio e Fufuca brigam pelas duas cadeiras

Duarte Jr., Roseana Sarney, Weverton Rocha,
Roberto Rocha, Eliziane Gama, Lahesio Bonfim,
André Fufuca na disputa, enquanto Hilton
Gonçalo, César Pires, Franklin Douglas e
Antônia Cariongo aparecem sem chance

A três meses das eleições, os números encontrados pela pesquisa Real Time Big Data informam que não há pré-candidatos às duas cadeiras no Senado que possam ensaiar canto de vitória. Isso porque, num encadeamento absolutamente surpreendente, nada menos que sete dos 11 pré-candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O bloco encadeado é liderado pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante), com 14% das intenções de voto. Ele é seguido pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pela deputada federal Roseana Sarney (MDB), cada um com 13%. Atrás deles aparecem Roberto Rocha (Novo) com 11%, e em seguida a senadora Eliziane Gama (PT), o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) e o deputado federal André Fufuca (PP), cada um com 10% de preferência. No mesmo cenário aparecem César Pires (PSD) e Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2% cada, e Antônia Cariongo (PSOL) e Franklin Douglas (PSOL) com 1% cada. Nulos e brancos representam 6% e 7% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Noutro cenário, em que o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) substitui André Fufuca, quase nada muda. Duarte Jr. mantém a liderança numérica com 14%, seguido por Roseana Sarney e Weverton Rocha, ambos com 13%. Roberto Rocha registra 11%, Eliziane Gama sobe para 11%, Lahesio Bonfim permanece com 10% e Pedro Lucas aparece com 9%. Os demais candidatos mantêm os mesmos percentuais do primeiro cenário.

Dois dados e duas distorções chamam a atenção na medição da corrida ao Senado.

O primeiro dado é a surpreendente liderança numérica do deputado federal Duarte Jr., cuja pré-candidatura foi lançada há cerca de dois meses num ambiente em que as principais pré-candidaturas já estavam consolidadas. Os seus 14% confirmam informações aleatórias que chegam do interior dando conta de que ele está se tornando uma espécie de onda.

O outro dado é a performance da deputada federal Roseana Sarney, que aparece na segunda colocação, ombro a ombro com o senador Weverton Rocha, o que mostra a viabilidade do seu projeto de candidatura.

A primeira distorção é a presença do ex-senador Roberto Rocha nos levantamentos para governador e para senador, uma vez que ninguém pode ser pré-candidato a governador e a senador ao mesmo tempo. Daí porque a sua inclusão nos dois questionários não faz qualquer sentido.

A outra distorção na pesquisa é a substituição do deputado federal André Fufuca pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes. A mudança faria sentido se a deputada federal Roseana Sarney fosse substituída por Pedro Lucas Fernandes. Afinal, eles são as únicas dúvidas desse plantel de pré-candidatos às vagas no Senado, e só um deles companheiro de Weverton Rocha na chapa a ser encabeçada por Orleans Brandão.

No mais, tudo certo.

Pesquisa aponta Governo Brandão com 55% de aprovação

Carlos Brandão: aprovado pela maioria

Se continuar na mesma toada, o governador Carlos Brandão (MDB) passará o bastão ao seu sucessor com a sensação do dever cumprido. De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, a sua gestão é aprovada por 55% dos maranhenses, contra 41% que disseram não aprova-la.

De acordo com o levantamento, 35% dos entrevistados classificaram a atual administração estadual como “ótima” e “boa”, 33% responderam que ela é “regular”, e 30% a apontaram como “ruim” ou “péssima”.

À frente de um governo de orientação municipalista, o governador Carlos Brandão caminha para deixar sua marca em todos os municípios.

São Luís, 09 de Julho de 2026.

Guerra pelos votos de São Luís ganha peso com o “bateu, levou” entre Brandão, Esmênia, Orleans e Braide

Carlos Brandão, Esmênia Miranda, Orleans Brandão
e Eduardo Braide: confronto verbal
na briga pelos votos de São Luís

Estava escrito nas estrelas que a escolha do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. para vice de Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, desencadearia um confronto com o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), pré-candidato a governador, que envolveria também o governador Carlos Brandão (MDB) e a prefeita da Capital, Esmênia Miranda (PSD). Os últimos dias foram marcados por um tiroteio verbal, com petardos disparados de ambos os lados, numa espécie de “bateu, levou”. Confirmado vice, Edivaldo Jr. foi escalado – e parece ter aceitado a escalação de bom grado -, e partiu para a provocação. Eduardo Braide, que reagiu, passando a contar com o reforço da prefeita Esmênia Miranda.

Esse confronto verbal tem uma explicação simples e óbvia. Eduardo Braide é muito forte em São Luís, o que lhe dá uma vantagem expressiva na corrida aos votos, e tenta conquistar um grande lastro no interior. Por sua vez, Orleans brandão é forte no interior, mas precisa conquistar espaços em São Luís, de modo a, pelo menos, reduzir a vantagem de Eduardo Braide. Na avaliação de aliados de Eduardo Braide, ele manterá vantagem larga na Capital e pode ter desempenho positivo no interior, o que, se confirmado, lhe dará maioria de votos. Já nas contas dos aliados de Orleans Brandão, ele tem condições, se não de reverter, pelo menos reduzir a vantagem de Eduardo Braide em São Luís, e se confirmar a força que anuncia no interior, sairá das urnas com vantagem. Há quem acredite que, dependendo do resultado da eleição em São Luís, o desfecho poderá se dar no 1º turno, para um ou para outro.

O embate discursivo é a fonte de motivação que deu origem e está turbinando o confronto verbal iniciado na semana passada, quando o ex-prefeito Edivaldo Jr., já confirmado como pré-candidato a vice de Orleans Brandão, foi para as redes sociais disparar carga pesada contra a gestão Eduardo Braide no Sistema de Transporte da Capital. Eduardo Braide e Esmênia Miranda decidiram não responder ao ex-prefeito, minimizando a sua importância nesse cenário.

Na noite de segunda-feira, num ato de pré-campanha com apoiadores na área Itaqui-Bacanga, a situação mudou. O governador Carlos Brandão disparou carga pesada contra o Sistema de Saúde da Capital, afirmando, entre outras coisas, que, na atual gestão de São Luís, “os Socorrões não servem para nada”. Não deu outra, ontem, logo cedo, a prefeita Esmênia Miranda rebateu a fala do governador exigindo dele “respeito” ao Sistema de Saúde da Capital, afirmando que os Socorrões salvam vidas, principalmente de pessoas que são trazidas do interior para a Capital porque, segundo ela, os hospitais do Governo do Estado no interior não funcionam.

No seu discurso, Orleans Brandão atacou a gestão de Eduardo Braide nos transporte coletivo, prometendo “revolver” o problema se chegar ao Palácio dos Leões. Não demorou um dia e Eduardo Braide reagiu afirmando que o pré-candidato emedebista em quatro anos “não resolveu” os problemas que afetam a frota de ferry boats que fazem a travessia de São Luís para a Baixada Ocidental, devolvendo o ataque em tom áspero. E em relação à crítica de Edivaldo Jr. à sua gestão no Sistema de Transporte Coletivo. Eduardo Braide reagiu afirmando que o transporte de massa em São Luís é o resultado da Licitação feita por Edivaldo Jr., que de acordo com o ex-prefeito, “entregou” o sistema aos empresários.

Esses embate por palavras pela Prefeitura de São Luís serão intensificados nas próximas semanas, e poderão ganhar mais ou menos intensidade dependendo dos resultados das pesquisas que estão no forno. Se os números forem favoráveis a Eduardo Braide, Orleans Brandão, Edivaldo Jr. e Carlos Brandão intensificarão a pancadaria verbal, o mesmo acontecendo em sentido contrário se o beneficiado vier a ser Orleans Brandão.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton usa habilidade política para manter portas abertas com Brandão e Lula

Weverton Rocha: fortes ligações com
Lula da Silva e Carlos Brandão

Em busca da reeleição, o senador Weverton Rocha (PDT) vem fazendo uma trilha extremamente complicada. Como o seu partido não tem candidato a governador, ele se movimentou de tal maneira que chegou numa espécie de encruzilhada que pode ser benéfica ou prejudicial ao seu projeto eleitoral dependendo dos passos que vier a dar de agora por diante.

O parlamentar pedetista foi escolhido para ser um dos pré-candidatos a senador a compor a chapa encabeçada pelo pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, a quem já declarou apoio. E tem participado de diferentes eventos da sua pré-campanha, juntamente com o governador Carlos Brandão (MDB).

Ao mesmo tempo, foi indicado pelo comando nacional do PT como o nome do partido para o Senado, numa dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PT). Só que nesse caso não lhe foi exigido apoio ao pré-candidato do PT ao Governo do Estado, o vice-governador Felipe Camarão, que não aceita apoia-lo em hipótese alguma. Felipe Camarão não poderá impedir que pelo menos parte do PT vote em Weverton Rocha para senador, mas diz ser “impossível” orientar esse voto.

Com muita habilidade, o senador Weverton Rocha mantém essa estranha situação cultivando a sua relação com o presidente Lula da Silva (PT). O presidente da República é o canal por meio de qual reforça a sua relação com o governador Carlos Brandão e, ao mesmo tempo, o seu ponto de ligação com o braço maranhense do PT.

Pode-se não gostar da ação política do senador do PDT, mas ninguém pode ignorar a sua extrema habilidade no jogo das relações com o poder.

TJMA teria descumprindo ordem do Supremo pagando a magistrados salários turbinados por penduricalhos

O clima é de desconforto no Palácio da Justiça

O Tribunal de Justiça do Maranhão não havia, até a noite de ontem, se já teria respondido ao pedido de explicação feito pelo Supremo Tribunal Federal sobre o fato de que em maio pagou nada menos que R$ 278 mil a um juiz, o segundo maior valor pago em todo o País – valor mais alto foi recebido por um magistrado do Distrito Federal, que embolsou R$ 495 mil naquele mês.

Ontem, circularam informações de que nove magistrados maranhenses também tiveram seus salários turbinados na folha de maio, o que complica muito a situação do comando do Tribunal de Justiça. Isso porque, a instituição judiciária estadual está burlando decisões do Supremo suspendendo o pagamento de penduricalhos que elevem contracheque a um valor acima de R$ 78 mil.

De acordo com levantamento feito pelo portal imirante.com, um desembargador embolsou R$ 127 mil, ou seja, R$ 49 mil acima do limite fixado para salário, que é de R$ 45 mil, e penduricalhos legais, que podem alcançar o valor de R$ 33, para alcançar o teto de R$ 78 mil, segundo a regra instituída pela Suprema Corte. Teria havido ainda salários de R$ 80 mil e R$ 90 mil.

Todos os valores acima de R$ 78 mil pagos pelo TJMA terão de ser devidamente explicados pelo presidente do Poder Judiciário maranhense, desembargador Ricardo Duailibe. Na sua resposta do Supremo, o presidente do TJMA terá de explicar porque o Poder Judiciário do Maranhão está descumprindo ordem judicial.

São Luís, 08 de Julho de 2026.

TJMA terá de explicar ao Supremo e ao CNJ porque pagou R$ 272 mil a um juiz na folha de maio

Sob ameaça de afastamento, Ricardo Duailibe terá de explicar
ao Supremo o salário anormal pago a um juiz na folha de maio

É muito difícil, quase impossível, compreender que um juiz do Poder Judiciário do Maranhão, que tem R$ 46 mil como teto salarial, o equivalente a 28 salários mínimos, tenha recebido R$ 272 mil em um único mês, valor que equivale a 140 salários mínimos. Pois aconteceu na folha de maio do Judiciário maranhense, na qual pelo menos um juiz aparece com salário de R$ 272 mil. E esse é o motivo pelo qual o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Duailibe, recebeu recentemente uma constrangedora notificação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para que explique o absurdo salarial que consta da folha de pagamento de maio da instituição judiciária maranhense. A notificação do Supremo incluiu inclui cobranças dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Ricardo Zanin e Gilmar Mendes. e prevê inclusive o afastamento do presidente que não cumprirem à risca as regras.

O pedido de explicação da Suprema Corte feito a Judiciários de sete estados, entre eles o do Maranhão, se baseia na evidência de que essas instituições estariam burlando a regra que suspendeu os enxertos indevidos nos salários da magistratura com os tristemente famosos “penduricalhos”, ou seja, vantagens, na maioria fajutas, usadas para engordar os salários da magistratura, e no poder público e geral.

No levantamento divulgado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, o TJ do Maranhão aparece em segundo lugar entre os sete Tribunais de Justiça suspeitos de burlar a regra do Supremo que restringiu drasticamente a concessão dessas vantagens. O caso mais escandaloso é o do TJ do Distrito Federal, que pagou R$ 595 mil naquele mês a um magistrado. Na sequência aparecem os TJ do Rio Grande do Norte (R$ 110 mil), o de Goiás (R$ 101 mil), o do Rio de Janeiro (R$ 98 mil), o do Paraná (R$ 90 mil) e o de Roraima (R$ 72 mil).  O caso fica mais grave quando se avalia a situação maranhense a partir do argumento de que o Maranhão é considerado o estado mais pobre da Federação.

De acordo com a notificação, esses TJs burlarem acintosamente decisões do próprio Supremo e Resoluções do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, assim como as dos órgãos nacionais de controle, como o Tribunal de Contas da União, por exemplo. Na folha de maio, nada menos que 616 juízes e desembargadores estaduais receberam bem a mais do que o seu salário base de R$ 46 mil. E naquele mês já estavam em vigor decisões do Supremo que proibiram adicionais como auxílio-alimentação, moradia e indenização por acervo e criaram o novo limite para os vencimentos: R$ 78 mil.

As explicações do presidente do Judiciário maranhense, desembargador Ricardo Duailibe, serão encaminhadas também a essas instituições de controle e fiscalização. Já se sabe que a explicação para o caso do magistrado que recebeu R$ 272 mil porque no seu contracheque foi incluída indenização de férias e outros penduricalhos. Outros magistrados maranhenses receberam muito além do teto salarial de R$ 48 mil.

Vale lembrar que a cruzada contra penduricalhos que engordam, na maioria das vezes ilegalmente, salários no serviço público, começou no dia 6 de fevereiro deste ano, quando, após uma decisão interna do Supremo nesse sentido, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos em todos os níveis do serviços públicos, a começar pelo próprio Poder Judiciário. Diante da reação urdidas nas entranhas dos Poderes, Flávio Dino determinou a suspensão da aplicação de novas leis que permitiam o enxerto de penduricalhos nos salários dos servidores públicos. De lá para cá, o próprio Supremo, o CNJ, o CNMP e os órgãos de fiscalização e controle têm atuado no sentido de reprimir os tentativas de burla.

A suspeita de burla das regras que proíbem a engorda salarial na sua folha de maio, o Tribunal de Justiça do Maranhão passa por mais um constrangimento, cuja lista começa com o fato de a instituição ter atualmente seis desembargadores e vários juízes afastados por suspeita de desvio de conduta.   

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane intensifica pré-campanha e atua forte para unir todo o PT para a sua reeleição

Com o aval de Lula da Silva,
Eliziane Gama vai ganhando
o apoio do PT

A senadora Eliziane Gama (PT) tem sido incansável na maratona de sua pré-campanha em busca da reeleição. E sua corrida está se dando em duas frentes, sendo a primeira as suas incursões pelos municípios e a segunda dentro do seu partido em busca da unidade petista em torno da sua pré-candidatura.

Com o aval direto do presidente Lula da Silva e o apoio declarado e incondicional da direção nacional do PT, Eliziane Gama tem peregrinado por municípios em todas as regiões do Maranhão, onde conversa com lideranças políticas e com a líderes da sociedade civil organizada, principalmente líderes comunitários e sindicalistas.

Na avaliação de um parlamentar que tem proximidade com a senadora, um dos seus maiores problemas é a sua relação com o segmento evangélico, do qual é originária, especialmente a Assembleia de Deus. Ali, muitos a apoiam, mas o segmento mais reacionário, liderado pela deputada estadual Mical Damasceno (Republicanos), tem resistido a lhe declarar apoio.

Segundo um aliado da senadora, a situação já esteve mais complicada.

Orleans deve definir o outro pré-candidato a senador; Roseana pode ser o nome

Orleans Brandão vai definir nome para o Senado;
Roseana Sarney tem interesse na vaga

Crescera expectativa dentro do MDB e na aliança governista que apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) por causa do iminente retorno da deputada federal Roseana Sarney (MDB) a São Luís. Tão logo ela desembarque na Capital, se reunirá com o governador Carlos Brandão e com o pré-candidato governista aos Leões para decidir sobre quem ocupará a vaga ainda aberta de pré-candidato a senador na chapa encabeçada por Orleans Brandão.

Como é sabido, o senador Weverton Rocha (PDT) já está escolhido para uma das vagas de candidatos na aliança governista.

Na última manifestação sobre o assunto – uma entrevista concedida há três semanas ao portal Metrópoles, de São Paulo, onde se encontra -, Roseana Sarney sinalizou que tem interesse em ser candidata, embora não tenha sido enfática sobre sim ou não. Na avaliação de observadores, o cuidado de não bater martelo evidenciou que há problemas a serem resolvidos.

Roseana Sarney sabe que, embora apareça como líder nas preferências para uma das cadeiras em disputa, esse cenário tende a se ajustar fortemente durante a campanha propriamente dita. E para ser candidata com chance de consolidar o favoritismo, precisa ter os apoio incondicional de Orleans Brandão e de todos os partidos da aliança governista.

Vale lembrar que na semana passada Orleans Brandão previu que até o final dessa semana anunciará o outro pré-candidato da sua aliança ao Senado.

São Luís, 07 de Julho de 2026.