Arquivos mensais: julho 2026

Vice de Orleans, Edivaldo Jr. entra de vez na disputa e parte para o ataque a Braide em São Luís

Vice de Orleans Brandão, Edivaldo Jr. para
o confronto com Eduardo Braide
e Esmênia Miranda pelos votos da Capital

A disputa pelos votos de São Luís entrou em outro patamar. Escolhido para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB), o ex-prefeito da Capital, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), recebeu uma missão ácida, mas de grande peso na corrida eleitoral para o Governo do Estado: disparar petardos fortes contra a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD. Ontem, por exemplo, ele disparou chumbo grosso contra a gestão do sistema municipal de transporte coletivo de São Luís, que na sua avaliação “foi desmontado” pela gestão do seu sucessor.

A possibilidade de ser um crítico duro da gestão foi um dos fatores que pesaram na escolha. Com a autoridade de quem foi prefeito de São Luís por oito anos e tendo concluído os dois mandatos bem avaliado e sem manchas ou acusações de desvio, Edivaldo Holanda Jr. cometeu alguns tropeços políticos, como a desastrada e sem sentido candidatura a governador em 2022, mas manteve sua estatura pessoal intacta, o que lhe dá lastro para entrar numa guerra como a que está em curso no Maranhão. E com conhecimento de causa para tocar em problemas sensíveis de São Luís, como as distorções do sistema de transporte, as quais, vale lembrar, ele também não resolveu.

Orleans Brandão precisava de um vice com lastro na Capital, um nome com estatura política, com currículo denso – foi vereador por São Luís e deputado federal antes de ser prefeito -, e, como ele próprio começa a demonstrar, disposto a apostar alto no arrojado projeto político e eleitoral concebido e posto em prática pelo governador Carlos Brandão (MDB), que tem como obstáculo o gigantesco prestígio de Eduardo Braide na Capital e na Ilha de Upaon Açu, segundo mostraram as pesquisas feitas até aqui.

Edivaldo Holanda Jr. chega à condição de vice de Orleans Brandão com dois trunfos muito expressivos. O primeiro é o fato de que ele derrotou Eduardo Braide na disputa pela Prefeitura de São Luís em 2016, uma vantagem expressiva, mesmo levando em conta a vantagem excepcional de ter concorrido no cargo. E o outro é o espaço amplo que tem no eleitorado evangélico da Capital, tanto que na sexta-feira (03) ele representou Orleans Brandão num congresso de jovens evangélicos organizado pela Assembleia de Deus, onde tem muitos aliados.

Sua entrada na arena dos confrontos da pré-campanha em curso deve elevar expressivamente debate político em São Luís, a começar pelo fato de que, justas ou não, movidas por oportunismo ou não, o fato que não pode ser ignorado é as suas críticas ao ex-prefeito Eduardo Braide partem de alguém que conhece profundamente tudo o que diz respeito à gestão do maior, mais importante e decisivo colégio eleitoral do Maranhão.

Para conter as investidas de Edivaldo Holanda Jr., o ex-prefeito Eduardo Braide tem duas opções: escalar a prefeita Esmênia Miranda (PSD) para fazer o embate, até porque as críticas de Edivaldo Holanda Jr. alcançam diretamente a sua administração, ou entrar ele próprio no confronto direto. Eduardo Braide já sinalizou que não vai deixar ataques sem respostas, enquanto a prefeita Esmênia Miranda ainda não mostrou com clareza – até por falta de tempo – como reagirá à pancadaria que está sendo anunciada pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. havia planejado disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mas o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por Orleans Brandão caiu-lhe como uma luva, uma vez que o tirou da planície em busca de um difícil mandato estadual, para catapulta-lo para o epicentro da política maranhense. Isso porque, se o projeto eleitoral for bem sucedido, ele poderá tentar retornar à Prefeitura de São Luís em 2028. Daí não ser nenhum problema para ele atuar como “borduna” na seara ludovicense.

PONTO & CONTRAPONTO

Pré-candidatos aos Leões ainda têm pendências como vice e nomes para o Senado

Candidatos a governador: Eduardo Braide, Orleans Brandão,
Felipe Camarão, André Luís, Ednilson Rodrigues e Saulo
Arcangeli ainda têm pendências para montagem das suas chapas

A menos de três semanas do início do período das convenções partidárias que confirmarão e formalizarão as candidaturas majoritárias e proporcionais às eleições de outubro, os pré-candidatos ao Governo do Estado correm para montar as suas chapas nos dois níveis. Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Edilson Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli ainda têm pendências a resolver na composição das chapas que liderarão. O período das convenções vai de 20 de julho a 15 de agosto.

Primeiro a definir seu vice – a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD) -, Eduardo Braide já definiu um dos candidatos ao Senado, orientando o seu partido a apoiar a pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), abrindo mão de lançar candidato para uma vaga. A outra vaga de candidato a senador continua em aberto, podendo o PSD lançar candidato do partido ou apoiar um nome de outro partido. O PSD pode também abrir mão da outra vaga e correr para as urnas concentrando força na candidatura de André Fufuca. Eduardo Braide tem três semanas para resolver essa pendência.

Orleans Brandão definiu o seu vice na semana que passou, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Jr. (PRD), depois de meses de muitas e intensas conversas. E como já definiu o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, para uma das vagas, encontra-se agora em busca do nome para a outra vaga. No meio partidário, muitos observadores apostam que a vaga será da deputada federal Roseana Sarney, que lidera as preferências nas pesquisas, e cuja pré-candidatura é bancada pelo comando nacional do MDB. Existe a possibilidade de Roseana Sarney abrir mão da vaga, que no caso seria ocupada pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante), que é alinhado ao governador Carlos Brandão, apoia Orleans Brandão, e vem correndo em faixa própria.

Na sexta-feira, Orleans Brandão, que preside o MDB maranhense, previu que a vaga de senador ainda aberta será preenchida na próxima semana, quando, por coincidência, Roseana Sarney terá retornado de São Paulo, onde trata da saúde. Orleans Brandão quer definir essa situação bem antes da convenção do MDB.

Dos três nomes com chance na corrida aos Leões, o pré-candidato do PT, Felipe Camarão, é o que tem ainda a maior margem de indefinição, uma vez que faltam-lhe o vice e um candidato a senador. Ele só tem a senadora Eliziane Gama (PT) na chapa majoritária. Em ritmo de pré-campanha, o pré-candidato petista ainda não se manifestou sobre a escolha do nome para a vaga aberta de candidato ao Senado, e menos ainda em relação à escolha do vice. Não será surpresas se o PT abrir mão de uma vaga no Senado e investir tudo no projeto de reeleição de Eliziane Gama, apoiando também o senador Weverton Rocha, que não é aceito por Felipe Camarão e boa parte do PT.

Entre dois demais candidatos, a situação é a seguinte: pré-candidato do PSOL, Edilson Rodrigues, já tem os candidatos ao Senado, Franklin Douglas e Antônia Cariongo, mas lhe falta o vice, enquanto os pré-candidatos do Missão, André Luís, e o do PSTU, Saulo Arcangeli, nada decidiram em relação a vice a senador. Já partido Novo só tem até agora pré-candidato a senador, Lahesio Bonfim, que desistiu de disputar o Palácio dos Leões. Roberto Rocha tem dito que continua mirando o Senado, mas que pode vir a disputar os Leões.

Pedro Lucas, Juscelino Filho e Aluízio Mendes buscam a reeleição em situações diferentes

Pedro Lucas Fernandes, Juscelino Filho e Aluísio Mendes
têm situações diferentes na corrida à reeleição

Posicionados entre os deputados federais mais influentes da bancada maranhense, Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB) e Aluísio Mendes (Republicados), que presidem os seus partidos no estado, vivem situações diferentes em relação às eleições de outubro.

Político com os pés no chão, que entra em aventuras, Pedro Lucas Fernandes desde cedo se posicionou alinhado ao projeto do governador Carlos Brandão (MDB) de lançar Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão. Esteve muito cotado, pelo próprio chefe do Executivo, para disputar uma cadeira no Senado, “namorou” com a ideia, mas preferiu o caminho mais seguro da reeleição, com a possibilidade de eleger o irmão, Paulo Casé (União), para a Assembleia Legislativa. Os irmãos Fernandes têm como conselheiro o pai, o tarimbado ex-deputado federal Pedro Fernandes (União), atual prefeito reeleito e bem conceituado de Arame.

Ex-ministro das Comunicações, o deputado federal Juscelino Filho vem demonstrando muita habilidade nesse xadrez. Ele comanda o PSDB no estado, mas, valendo-se da proximidade com o Governo Lula da Silva, abriu as portas do PT para sua irmã, Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire, que vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A julgar pelo está sendo desenhado, Juscelino Filho tem reeleição certa, assim como Luanna Rezende é apontada como nome muito forte para o parlamento estadual. O curioso nessa equação é que o neotucano Juscelino Filho ainda não bateu martelo para o Governo do Estado, enquanto a irmã neopetista assumiu a pré-candidatura de Felipe Camarão.

O deputado Aluísio Mendes, presidente estadual do Republicanos, vive uma situação complicada por uma tomada de posição e uma reviravolta, casos que podem complicar a sua reeleição, antes apontada por muitos como líquida e certa. A tomada de posição se deu quando ele disparou chumbo grosso contra a tocantina Mariana Carvalho, candidata do seu partido na disputa para a Prefeitura de Imperatriz. Com o rompante, que contribuiu o para tirá-la da disputa, Aluísio Mendes perdeu muito do seu cacife eleitoral na cidade. E a reviravolta foi a decisão da deputa-presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), de concorrer a uma cadeira na Câmara Federal. Muitos dos mais de 100 mil votos de Aluísio Mendes em 2022 lhe foram dados por Iracema Vale na região onde ele tem atuação mais forte a partir de Urbano Santos. Não há quem afirme que Aluísio Mendes não se reelegerá, mas há muitas avaliações afirmando que ele enfrentará dificuldades em outubro.

São Luís, 05 de Julho de 2026.

Com a candidatura de Beto Castro minada por sua prisão, sucessão presidencial agita bastidores da Câmara

Beto Castro pode não contar mais com a articulação
de Paulo Victor, que saiu para coordenar a
campanha de Orleans Brandão em São Luís

Duas situações envolvem a Câmara Municipal de São Luís neste momento, além das suas atividades normais. A primeira é a intensa movimentação em curso nos bastidores da Casa por conta da sucessão presidencial, prevista para outubro, logo após as eleições gerais. E a outra é o afastamento, via licença, do presidente Paulo Victor (PSB), para integrar o comando da campanha do pré-candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), em São Luís. Aparentemente, uma coisa nada tem a ver com a outra, mas uma observação cirúrgica da movimentação nos bastidores e reentrâncias do parlamento ludovicense indica uma relação entre os dois fatos.

A guerra pela sucessão, que vinha evoluindo naturalmente, sob o comando do presidente Paulo Victor, apontava o favoritismo escancarado do vereador Beto Castro (Avante), tendo com único oponente o vereador Marquinhos Silva (União), aparentemente sem cacife para virar o jogo.

Mas o cenário sofreu uma drástica reviravolta, colocado de cabeça para baixo na manhã do dia 15 de junho, quando a Polícia Civil, a serviço do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), cumprindo mandados judiciais na Operação Benedicti, que investiga denúncias de desvios milionários com emendas parlamentares, levou para a cadeia vário suspeitos, entre eles ninguém menos que o vereador e pré-candidato assumido a presidente Beto Castro, causando um vexame monumental a ele próprio e ao parlamento ludovicense.

Por força de liminar, o vereador Beto Castro deixou a cadeia. No dia seguinte, ele foi à tribuna e jurou de pés junto que nada tem a ver com o desvio milionário de emendas e que vai provar sua inocência. O Gaeco, cuja investigação sobre a ação da quadrilha já dura mais de ano, diz exatamente o contrário, e aponta o vereador Beto Castro como um dos chefes da organização criminosa.

O discurso de Beto Castro pregando inocência não foi suficiente para evitar a drenagem da base da sua candidatura a presidente, pois a sua permanência de várias horas atrás das grades minou severamente a base da sua candidatura à sucessão do presidente Paulo Victor, que chegou a ter 22 dos 31vereadores. Ao mesmo tempo, desencadeou uma forte onda nos bastidores da Câmara Municipal, onde um grupo de vereadores busca um nome alternativo, além de ter dado ao seu único oponente até aqui, o vereador Marquinhos Silva, o discurso que ele precisava para turbinar a sua candidatura.

Uma fonte da Câmara Municipal indicou à Coluna um movimento, discreto, mas efetivo, de vereadores, incluindo os que estão de licença, questionando a situação de Beto Castro e levantando a possibilidade de buscar um nome de consenso. O argumento é simples: até a eleição do novo presidente, que se dará provavelmente em novembro, dificilmente a situação do vereador Beto Castro estará resolvida nos campos policial e judicial, não havendo assim certeza de que ele seja inocente. E a Câmara Municipal poderá se atolar no mangue se eleger um presidente que posteriormente possa vir a ser declarado culpado e cassado por corrupção.

Com a saída temporária do presidente Paulo Victor para ser um dos coordenadores da campanha de Orleans Brandão em São Luís, a exemplo do que fez com a campanha do governador Carlos Brandão em 2022, abre-se um grande vácuo na coordenação da campanha do vereador Beto Castor a presidente. A além disso, tudo indica que a presidente interina Concita Pinto (PSB) não tem o mesmo peso de Paulo Victor para essa articulação, o que torna a situação de Beto Castro mais vulnerável.

O fato é que, mesmo que mais da metade dos atuais vereadores sejam suplentes que lá permanecerão por três meses, e quase nenhum participará da eleição do novo presidente, os bastidores do parlamento ludovicense estão agitados por conta do novo cenário da sucessão presidencial.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. avança e se torna nome forte na corrida ao Senado

Duarte Jr. em Grajaú, ao lado de G[ilson Guerreiro

“Esse Duarte Jr. vai dar muito trabalho nessa eleição de senador”. A declaração, feita por um dos mais experientes políticos maranhenses, ao analisar o cenário da disputa pelas duas cadeiras no Senado da República, confirma informações vindas do interior dando conta da desenvoltura com o que o deputado federal (Avante) vem realizando sua pré-campanha, numa corrida “sem dia nem hora” em busca de apoio eleitoral nas mais diversas regiões do Estado.

O fato mais recente que reforça a previsão da raposa política ouvida pela Coluna aconteceu nesta semana em Grajaú (70 mil habitantes), um dos mais tradicionais municípios do Maranhão, onde a política é intensa. Ali, o prefeito Gilson Guerreiro (PSDB) e todo o seu grupo declararam apoio à Pré-candidatura de Duarte Jr. num ato político que reuniu milhares de grajauenses.

Inicialmente apontada por alguns como uma “aventura de desespero”, o projeto senatorial de Duarte Jr. ganhou forma em pouco tempo, o colocou entre os pré-candidatos com maiores índices de preferência do eleitorado, segundo pesquisas recentes.

Nessa corrida, Duarte Jr. tem mostrado que não é apenas “o político de São Luís”, ao contrário, vem demonstrando que é conhecido pela grande maioria dos maranhenses, fruto do intenso e amplo trabalho que realiza nas redes sociais. Tanto que declinou do convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa do emedebista Orleans Brandão preferindo encarrar o desafio de ser candidato ao Senado disputando com o senador Weverton Rocha (PDT) e a senadora Eliziane Gama (PT), ambos pré-candidatos à reeleição, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) o deputado federal André Fufuca (PP), o ex-senador Roberto Rocha (Novo) e o ex-candidato a governador Lahesio Bonfim (Novo).

Roberto Costa enquadra empresas de loteamento em Bacabal; medida pode ser referência para outras cidades

Roberto Costa anuncia medidas
contra loteamentos irregulares

Repercutiu fortemente, dentro e fora de Bacabal, a decisão do prefeito Roberto Costa (MDB) de determinar um enquadramento rígido nas regras contratuais e nas normas do município. Sua iniciativa alcança empresas que comercializam loteamentos, e que, como é comum em qualquer cidade de porte grande e médio, recebem o pagamento dos compradores e não entregam os lotes com ruas pavimentadas, drenagem, abastecimento de água e outros equipamentos previstos nos contratos. E ficou estabelecido que a partir de agora esses projetos será duramente fiscalizados, com a previsão de duras sanções aos que saírem das linhas contratuais.

Em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (01), o prefeito Roberto Costa, que é também presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), anunciou a adoção de medidas judiciais pelo Município contra três empresas (Green Park, Cidade Jardins e Ecoville), que comercializaram lotes, receberam os pagamentos, mas não cumpriram os compromissos contratuais, como entregar ruas pavimentadas, drenagem, abastamento de água, entre outras obrigações.

Na conversa com jornalistas, o prefeito de Bacabal apresentou decisões liminares, concedidas pela Justiça, obrigando as empresas, a cumprirem imediatamente, os compromissos contratuais: 15 dias para iniciar de forma emergencial a recuperação das ruas e 30 dias para iniciar projeto completo de drenagem. Aa liminares, assim como a Prefeitura, preveem sanções draconianas para as empresas que não cumprirem as regras contratuais e as normas municipais.

A iniciativa do prefeito Roberto Costa pode se tornar uma referência para os municípios que enfrentam esse problema – que, aliás, são muitos, principalmente os de médio porte, como é o caso de Bacabal. Os problemas habitacionais levaram a uma verdadeira “explosão” na venda de loteamentos, grande arte feita por empresas sem compromissos com as regras do contrato. Ao enquadrar as empresas infratoras, a Prefeitura de Bacabal beneficia os compradores, mas também a infraestrutura urbana, evitando problemas muito maiores em futuro próximo.

Na condição de presidente da Famem, o prefeito Roberto Costa dá também uma contribuição aos municípios em geral com uma medida que pode ser referência aos mais de 200 associados da entidade municipalista.

São Luís, 03 de Julho de 2026.

Iracema confirma pré-candidatura à Câmara Federal; outros quatro deputados seguirão o mesmo caminho

Iracema Vale disputará mandato federal, o mesmo
caminho a ser seguido por Fabiana Vilar, Fernando
Braide, Mical Damasceno e Yglésio Moises

Confirmado: a deputada Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, vai disputar uma cadeira na Câmara Federal. Ela anunciou sua decisão ontem, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. A explicação é simples: a parlamentar ganhou uma dimensão política muito grande para permanecer no parlamento estadual, para o qual seria reeleita com facilidade, mas colocaria em risco o capital político que acumulou desde 2022, quando saiu das urnas como campeã de votos e logo em seguida se tornou a primeira mulher a presidir o Poder Legislativo em dois séculos.

O pronunciamento se deu no dia em que o pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB) confirmou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como seu vice. Ao mesmo tempo, com a definição, Iracema Vale sai do xadrez que envolve a vaga de pré-candidato a senador em discussão no MDB, deixando o caminho livre para deputada federal Roseana Sarney (MDB), que deve desembarcar em São Luís até o final da semana para decidir se será ou não candidata ao Senado.

Foram meses de expectativas e previsões “furadas” no meio político em relação ao futuro da presidente da Assembleia Legislativa. Ela manteve o discurso nada convincente de que seria candidata à reeleição, quando na verdade até as paredes do Palácio Manoel Beckman sabiam que ela estava trabalhando para encontrar o caminho para o seu futuro nas eleições de outubro. Sem nada dizer sobre o assunto, e movida pela certeza de que não seria candidata à reeleição, foi lembrada para o Governo quando Orleans Brandão era apontado como nome certo para a Câmara Federal, esteve na lista do Palácio dos Leões para uma das vagas no Senado, e foi tida como nome certo para vice de Orleans Brandão, solução da qual declinou.

A definição ganhou corpo no último fim de semana, quando ela declarou apoio à pré-candidatura da primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos (PDT), à Assembleia Legislativa, confirmando que o seu caminho seria a Câmara Federal.

No discurso de ontem, Iracema Vale se dobrou ao realismo para reconhecer que a reeleição para a Assembleia Legislativa não faria sentido por causa do tamanho político que alcançou ao se tornar presidente do Poder Legislativa e ocupar um amplo espaço de liderança na base governista. Não fez qualquer referência às citações do seu nome para o Senado e para vice, revelando que decidiu disputar mandato federal após conversar com sua família e com amigos e aliados.

 – Entendi que chegou o momento de ampliar o meu trabalho. Não para iniciar uma nova história, mas para continuar a nossa missão. (…)Sinto que chegou o momento de levar a nossa voz, a nossa força e as nossas necessidades para o centro das decisões nacionais. (…) Eu sigo com a confiança de quem sabe que o trabalho dignifica e que a política, quando pé feita com honestidade de propósito e espírito público é o instrumento mais potente de transformação – declarou, tendo sido em seguida aparteada por mais de uma dezena de deputados, todos louvando sua iniciativa.

Com a presidente Iracema Vale, a Assembleia Legislativa terá cinco deputados buscando cadeira na Câmara Federal. Os outros quatro são Fabiana Vilar (PL), escolhida para a substituta de Josimar de Maranhãozinho em Brasília; Fernando Braide (PSD), irmão do pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Eduardo Braide; Mical Damasceno (Republicanos), que pretende engrossar a falange evangélica da Câmara Baixa; e Yglésio Moises (PRD), um quadro político de alto nível, que saiu do centro-esquerda para se tornar um partidário feroz da direita bolsonarista.

No meio político, diferentes avaliações indicam que, dos cinco, o projeto menos consistente é o da deputada Mical Damasceno.

PONTO & CONTRAPONTO

Escolhido vice, Edivaldo Jr. tem cacife para ajudar Orleans em São Luís

Orleans Brandão e Edivaldo Jr.
juntos, na Praça Deodoro

Com a confirmação do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como companheiro de chapa, o pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, resolve a penúltima pendência da sua chapa, restando agora apenas a escolha do nome para a vaga ainda aberta para o Senado.

Qualquer avaliação isenta certamente concluirá que o pré-candidato do MDB fez uma escolha compatível com a sua perspectiva, que é ter um vice que tenha estatura política e que possa apoia-lo efetivamente em São Luís.

A Coluna afirmou e vai repetir: Edivaldo Holanda Jr. é um político bem sucedido na Capital, onde foi vereador e prefeito por dois mandatos integrais. Deixou o governo municipal com bons índices de aprovação e, mais do que isso, sem acusação grave de desvio ou coisa parecida.

Sua ficha política é limpa, rasurada apenas com algumas omissões, como não ter lançado um candidato do seu partido às sua sucessão. E por um erro político injustificado: sua candidatura ao Governo do Estado em 2022.

Braide incursiona na região central e é recebido com festa em Santa Inês

André Fufuca e Eduardo Braide em meio
a uma multidão em Santa Inês

Depois de festivas visitas a Santo Antônio dos Lopes, Esperantinópolis, Poção de Pedras e Presidente Dutra, o pré-candidato do PSD a governador, Eduardo Braide, fez escala em Santa Inês, onde foi recebido com manifestações de apoio. Acompanhado deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado, Eduardo Braide foi saudado pelo prefeito Felipe dos Pneus (PP), que registrou a visita na abertura dos festejos joaninos, na noite de segunda-feira.

Ontem de manhã, Eduardo Braide e André Fufuca incursionaram na Rua do Comércio, que é o centro nervoso de Santa Inês. Ali, o pré-candidato do PSD fez o que mais gosta: misturou-se ao povo, distribuindo abraços e apertos de mão e registrando imagens no celular.

A agenda na região prossegue hoje, quando Eduardo Braide e André Fufuca desembarcam em Bom Jesus das Selvas. Na sexta-feira, o pré-candidato do PSD anunciou que estará em Buriticupu, e no sábado chegará a Imperatriz para participar da cavalgada que abrirá a exposição agropecuária da cidade, a tradicional Expoimp.

São Luís, 02 de Julho de 2026.

PT define lista de pré-candidatos à Câmara Federal e à Alema num cenário de disputa acirrada

Rubens Jr., Bira do Pindaré e Waldir Maranhão estão na corrida
à Câmara Federal, e Luanna Rezende, Cricielle Muniz, Zé Inácio
e Rosilene Guajajara tentarão a Assembleia Legislativa

O PT já bateu martelo e definiu os 13 nomes que lançará para a Câmara Federal e os 20 que disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa. Para deputado federal o partido vai tentar eleger Bira do Pindaré, Carlos Hermes, Creuzamar, Dayana Roberta, Deuzimar, Eri Castro, Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Rubens Jr., Vania do MST e Waldir Maranhão. Já para a Assembleia Legislativa, os pré-candidatos do PT são Cricielle Muniz, Coletivo Resistência (Paulo Marcelo), Chaga Rosa, Luanna Rezende, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Paulo Romão, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz, Rosilene Guajajara, William Ferreira, Zé Inácio.

Definidas em encontro do partido na semana passada, as listas são fortes nos dois patamares e cujos integrantes estão escalados para uma guerra eleitoral intensa, com adversários poderosos, como o “chapão” do MDB, por exemplo.  

Na corrida à Câmara Federal, o PT vai brigar pela reeleição do deputado federal Rubens Jr., que vem tendo papel importante na base de apoio do presidente Lula da Silva no Congresso Nacional, atuando como vice-líder do Governo. Deve investir também na pré-candidatura do ex-deputado federal Bira do Pindaré, que foi secretário estadual de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O PT escalou também o ex-deputado federal Zé Carlos e o ex-deputado federal e ex-presidente interino da Câmara Federal Waldir Maranhão, que empreende uma caminhada de volta à Brasília.

O projeto de eleger o maior número possível de deputado federal levou o braço maranhense do PT a reforçar o seu poder de fogo escalando petistas de primeira linha como Augusto Lobato, que já presidiu o partido, e o publicitário Eri Castro, um dos mais ativos militantes do petismo estadual. No mesmo time incluiu Creuzamar, militante social e suplente de vereadora em São Luís. E completa a lista com Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Vania do MST e Waldir Maranhão.

Já corrida à cadeiras da Assembleia Legislativa, o PT decidiu lançar os seus melhores quadros, começando por Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire,  irmã do deputado federal Juscelino Filho, que comanda o PSDB no Maranhão, e com quem deve fazer dobradinha. Cricielle Muniz é militante petista de proa, dirigiu a rede Iema no Governo Carlos Brandão e já declarou apoio ao pré-candidato do MDB ao Governo, Orleans Brandão, na contramão da direção nacional.

A chapa petista para o parlamento estadual é composta tambpem pelo ex-deputado estadual Zé Inácio Lula, um dos mais aguerridos quadros do PT, que defende uma aliança do PT com o governador Carlos Brandão. Para a Alema, o PT lançou também a líder indígena Rosilene Guajajara, que segue osd passos a atual ministra Sônia Guajajara, e o Coletivo Resistência, liderado por Paulo Marcelo, seguindo os passos do Coletivo Nós, que tem mandato nas Câmara Municipal de São Luís. A chapa é também composta por militantes, sindicalistas e profissionais liberais como Chaga Rosa, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz e Eilliam Ferreira.

A lista de pré-candidatos do à Assembleia Legoslativa fecha com o sociólogo Paulo Romão, professor univbersitário e militante fiel do petismo, que até dois meses atrás era pré-candidato ao Senado.

Os líderes do PT maranhense sabem que, embora a maioria do eleitorado esteja nitidamente inclinada a continuar votando no presidente Lula da Silva, o partido tem agora o desafio de se mobilizar pela eleição do candidato da legenda a governador, Felipe Camarão, e ao Senado, até aqui somente a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição. Não será tarefa fácil. A começar pelo fato de que o partido está claramente dividido exatamente em relação à dispiuta pelo Governo do Estado, que é fundamental para juntar as correntes petistas em torno de candidaturas majoritárias e proporcionais. Isso num cenário muito competitivo  nos três planos das eleições de outubro.  

PONTO & CONTRAPONTO

Chapa pura no PSD: Kassab deve ser vice de Caiado, fortalecendo o projeto eleitoral de Braide

Eduardo Braide pode ser beneficiado pela
chapa pura Ronaldo Caiado/Gilberto Kassab

Tudo indica que o presidente nacional do PDS, Gilberto Kassab, será anunciado hoje para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa da agremiação, encabeçada pelo ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD). Se for confirmada e anunciada na tarde desta quarta-feira (01/07), a definição terá influência política importante na pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado.

Isso porque com essa composição da chapa presidencial, o PSD passa a ter um projeto partidário mais consistente na disputa pelo poder no plano, com reflexos diretos e importantes nas pré-candidaturas a Goverbo estaduais, como é o caso do Maranhão, com a de Eduardo Braide.

Nesse contexto, a posição de Eduardo Braide se torna bem mais consistente. Isso porque até as paredes do Palácio de la Ravardière sabem que desde o iníco das articulações, Gilberto Kassab apontou o seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões como prioridade do comando nacional do PSD.

A senadora Eliziane Gama seria parte desse projeto, mas ela preferiu migrar do PSD de volta ao PT, deixando o espaço para o deputado federal André Fufuca (PP), que decidiu sair na aliança governista para disputar uma das cadeiras no Senado numa aliança com Eduardo Braide.

Roberto Rocha tenta se livrar da pressão para disputar os Leões e reafirma pré-candidatura ao Senado

Roberto Rocha

Uma situação curiosa está mexendo com os bastidores do Novo no Maranhão. A desistência de Lahesio Bonfim da pré-candidatura ao Governo e a migração para a disputa ao Senado mergulhou o partido numa inesperada indefinição, que afetanão somente a situação interna do partido, mas se alastrou por diversdos segmentos da direita, que vinham tentando se articular em torno do partido.

O impacto maior dessa reviravolta alcançou o ex-senasdor Roberto Rocha, que vinha numa trajetória apartentemente consistente de pré-candidato a senador, mas que, de repente, sofreu uma espécie de desmanche. Roberto Rocha foi colocado na ciranda como virtusal pré-candidato a governador.

A nova situação produziu um fato curioso e nada auspicioso para Roberto Rocha: na condição de pré-candidato a senador, ele vinha brigando forte por uima das vagas, mas como pré-candidato a governador, a sua posição é rigorosamente inconsistente.

Político tarimbado, com altos e baixos na trajetória eleitoral, Roberto Rocha sinaliza que está se afastando da pressão para disputar o Palácio dos Leões. Sabe que suas chances nessa seara são mínimas.

São Luís, 01 de Julho de 2026.