PT define lista de pré-candidatos à Câmara Federal e à Alema num cenário de disputa acirrada

Rubens Jr., Bira do Pindaré e Waldir Maranhão estão na corrida
à Câmara Federal, e Luanna Rezende, Cricielle Muniz, Zé Inácio
e Rosilene Guajajara tentarão a Assembleia Legislativa

O PT já bateu martelo e definiu os 13 nomes que lançará para a Câmara Federal e os 20 que disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa. Para deputado federal o partido vai tentar eleger Bira do Pindaré, Carlos Hermes, Creuzamar, Dayana Roberta, Deuzimar, Eri Castro, Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Rubens Jr., Vania do MST e Waldir Maranhão. Já para a Assembleia Legislativa, os pré-candidatos do PT são Cricielle Muniz, Coletivo Resistência (Paulo Marcelo), Chaga Rosa, Luanna Rezende, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Paulo Romão, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz, Rosilene Guajajara, William Ferreira, Zé Inácio.

Definidas em encontro do partido na semana passada, as listas são fortes nos dois patamares e cujos integrantes estão escalados para uma guerra eleitoral intensa, com adversários poderosos, como o “chapão” do MDB, por exemplo.  

Na corrida à Câmara Federal, o PT vai brigar pela reeleição do deputado federal Rubens Jr., que vem tendo papel importante na base de apoio do presidente Lula da Silva no Congresso Nacional, atuando como vice-líder do Governo. Deve investir também na pré-candidatura do ex-deputado federal Bira do Pindaré, que foi secretário estadual de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O PT escalou também o ex-deputado federal Zé Carlos e o ex-deputado federal e ex-presidente interino da Câmara Federal Waldir Maranhão, que empreende uma caminhada de volta à Brasília.

O projeto de eleger o maior número possível de deputado federal levou o braço maranhense do PT a reforçar o seu poder de fogo escalando petistas de primeira linha como Augusto Lobato, que já presidiu o partido, e o publicitário Eri Castro, um dos mais ativos militantes do petismo estadual. No mesmo time incluiu Creuzamar, militante social e suplente de vereadora em São Luís. E completa a lista com Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Vania do MST e Waldir Maranhão.

Já corrida à cadeiras da Assembleia Legislativa, o PT decidiu lançar os seus melhores quadros, começando por Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire,  irmã do deputado federal Juscelino Filho, que comanda o PSDB no Maranhão, e com quem deve fazer dobradinha. Cricielle Muniz é militante petista de proa, dirigiu a rede Iema no Governo Carlos Brandão e já declarou apoio ao pré-candidato do MDB ao Governo, Orleans Brandão, na contramão da direção nacional.

A chapa petista para o parlamento estadual é composta tambpem pelo ex-deputado estadual Zé Inácio Lula, um dos mais aguerridos quadros do PT, que defende uma aliança do PT com o governador Carlos Brandão. Para a Alema, o PT lançou também a líder indígena Rosilene Guajajara, que segue osd passos a atual ministra Sônia Guajajara, e o Coletivo Resistência, liderado por Paulo Marcelo, seguindo os passos do Coletivo Nós, que tem mandato nas Câmara Municipal de São Luís. A chapa é também composta por militantes, sindicalistas e profissionais liberais como Chaga Rosa, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz e Eilliam Ferreira.

A lista de pré-candidatos do à Assembleia Legoslativa fecha com o sociólogo Paulo Romão, professor univbersitário e militante fiel do petismo, que até dois meses atrás era pré-candidato ao Senado.

Os líderes do PT maranhense sabem que, embora a maioria do eleitorado esteja nitidamente inclinada a continuar votando no presidente Lula da Silva, o partido tem agora o desafio de se mobilizar pela eleição do candidato da legenda a governador, Felipe Camarão, e ao Senado, até aqui somente a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição. Não será tarefa fácil. A começar pelo fato de que o partido está claramente dividido exatamente em relação à dispiuta pelo Governo do Estado, que é fundamental para juntar as correntes petistas em torno de candidaturas majoritárias e proporcionais. Isso num cenário muito competitivo  nos três planos das eleições de outubro.  

PONTO & CONTRAPONTO

Chapa pura no PSD: Kassab deve ser vice de Caiado, fortalecendo o projeto eleitoral de Braide

Eduardo Braide pode ser beneficiado pela
chapa pura Ronaldo Caiado/Gilberto Kassab

Tudo indica que o presidente nacional do PDS, Gilberto Kassab, será anunciado hoje para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa da agremiação, encabeçada pelo ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD). Se for confirmada e anunciada na tarde desta quarta-feira (01/07), a definição terá influência política importante na pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado.

Isso porque com essa composição da chapa presidencial, o PSD passa a ter um projeto partidário mais consistente na disputa pelo poder no plano, com reflexos diretos e importantes nas pré-candidaturas a Goverbo estaduais, como é o caso do Maranhão, com a de Eduardo Braide.

Nesse contexto, a posição de Eduardo Braide se torna bem mais consistente. Isso porque até as paredes do Palácio de la Ravardière sabem que desde o iníco das articulações, Gilberto Kassab apontou o seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões como prioridade do comando nacional do PSD.

A senadora Eliziane Gama seria parte desse projeto, mas ela preferiu migrar do PSD de volta ao PT, deixando o espaço para o deputado federal André Fufuca (PP), que decidiu sair na aliança governista para disputar uma das cadeiras no Senado numa aliança com Eduardo Braide.

Roberto Rocha tenta se livrar da pressão para disputar os Leões e reafirma pré-candidatura ao Senado

Roberto Rocha

Uma situação curiosa está mexendo com os bastidores do Novo no Maranhão. A desistência de Lahesio Bonfim da pré-candidatura ao Governo e a migração para a disputa ao Senado mergulhou o partido numa inesperada indefinição, que afetanão somente a situação interna do partido, mas se alastrou por diversdos segmentos da direita, que vinham tentando se articular em torno do partido.

O impacto maior dessa reviravolta alcançou o ex-senasdor Roberto Rocha, que vinha numa trajetória apartentemente consistente de pré-candidato a senador, mas que, de repente, sofreu uma espécie de desmanche. Roberto Rocha foi colocado na ciranda como virtusal pré-candidato a governador.

A nova situação produziu um fato curioso e nada auspicioso para Roberto Rocha: na condição de pré-candidato a senador, ele vinha brigando forte por uima das vagas, mas como pré-candidato a governador, a sua posição é rigorosamente inconsistente.

Político tarimbado, com altos e baixos na trajetória eleitoral, Roberto Rocha sinaliza que está se afastando da pressão para disputar o Palácio dos Leões. Sabe que suas chances nessa seara são mínimas.

São Luís, 01 de Julho de 2026.  

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