Arquivos mensais: agosto 2026

Por falta de regra, a indicação de parentes para vagas de candidato a suplente de senador virou “regra”

De cima para baixo: Lene Rodrigues,
esposa de Márcio Jerry; Carol Duailibe,
esposa de Antônio Pereira, e Fernando
Fialho, sogro de Juscelino Filho:
suplentes em família

Foi-se o tempo em que as duas vagas de candidato a suplente de senador funcionava como um importante item de barganha política entre candidatos majoritários e partidos. Agora, suplência virou nicho quase exclusivo para arranjos familiares, o que transforma as chapas em condomínios extensivos de governadores, senadores, prefeitos, deputados federais e deputados estaduais. As montagens de chapas em curso para senador no Maranhão evidencia essa situação, que não é nova, mas ganhou agora uma dimensão nunca vista. Grande parte dos candidatos a suplente de senador nesta corrida são fruto de acordos de natureza familiar.

O exemplo mais cristalino e de maior repercussão foi a indicação da então vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato (PSB), 1ª suplente na chapa do então ex-governador Flávio Dino, indicada pelo deputado e presidente da Assembleia legislativa Othelino Neto (PCdoB). Flávio Dino venceu a eleição como o mais votado da história do Maranhão até aqui, mas praticamente não exerceu o mandato der senador, tornando-se ministro da Justiça e, um ano depois, ministro do Supremo Tribunal Federal proporcionando à sua 1ª suplente o exercício de todo o seu mandato de oito ano. Um caso raro, mas factível. Antes, Lobão Filho foi suplente do pai, senador Edson Lobão (MDB) ao longo de um mandato

O exemplo da senadora Ana Paula, que vem cumprindo o seu papel com uma eficiência parlamentar cada vez maior, certamente influencia a corrida de agora para emplacar parentes nas vagas de candidato a suplente de senador. Das duas candidatas a suplente na chapa da senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, uma, Lene Rodrigues, é esposa do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). Fernando Fialho, suplente na chapa senatorial do deputado federal André Fufuca (PP), é sogro e foi indicado pelo deputado federal Juscelino Filho (PSDB). Carol Duailibe, vice-prefeita de Imperatriz, se tornou suplente na chapa de Roseana Sarney por indicação do marido, o deputado estadual Antônio Pereira (MDB), vice-presidente da Assembleia Legislativa. E por aí vai…

Nessa guerra de viés familiar, algumas tentativas de emplacar parentes como candidatos a suplente não funcionaram. Por exemplo: o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), amargou a recusa do União Brasil de aceitar a indicação da sua esposa, Perla Amaral como candidata a suplente na chapa senatorial do ex-ministro do Esporte André Fufuca. E soube-se que a deputada federal Amanda Gentil (PP) teria saído furiosa da convenção da Federação União Progressista por não haver emplacado o seu pai, o ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil (União), como suplente de senador na mesma chapa.

O problema é que, por mais politicamente torto e incorreto que possa parecer, a indicação de parentes para a suplência é legal, pois não há na legislação eleitoral qualquer restrição que possa ser interpretada como nepotismo ou outro óbice. Com essa avalanche de parentes para suplência de senadores, o próximo Congresso Nacional possa revisar essa legislação e, primeiro de tudo, acabar com essa deformação inaceitável que que é o instituto da suplência de senador, instituindo a regra saudável segundo a qual suplente de senador é o candidato imediatamente mais votado, como era até a década de 1990 do século passado. O caso mais a ascensão de Magno Bacelar, segundo mais votado, quando o então senador Edison Lobão saiu para disputar o Governo em 1990.

Pelas regras – ou falta de regras – em vigor, um político pode, sim, indicar um parente para disputar suplência em chapa de candidato a senador. O problema é que, exatamente por falta de regra que não permita esse aceitável desvio, esse tipo de indicação está se tornando quase uma regra. E como no jogo duro da política maranhense até boi voa, com asa quebrada, como dizia uma célebre raposa chamada Lister Caldas, que pontificou no tatame político maranhense nos anos 50 e 60 do século passado.

PONTO & CONTRAPONTO

Cidônio Gonçalves pode ganhar corpo na corrida ao Senado ao receber o aval de Flávio Bolsonaro

Cidônio Gonçalves

A declaração do senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PL, de que o único candidato a senador do Maranhão a ter o seu apoio será o ex-prefeito de Açailândia Cidônio Gonçalves (PL), que integra a chapa encabeçada pelo ex-senador Roberto Rocha, candidato do PRTB ao Governo do Estado, repercutiu ontem nos bastidores da corrida às duas vagas no Senado.

Na avaliação dominante, o gesto não vai alterar o cenário da disputa, que até aqui tem como favoritos o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), ambos candidatos à reeleição. Outros nomes, como o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), por exemplo, estão firmes na corridas, mas aparentemente sem chances de chegar entre os primeiros.

Por outro lado, há quem enxergue a possibilidade de que a sua candidatura ganhe corpo na região Tocantina, onde é muito conhecido e onde o bolsonarismo ocupa espaço amplo. Poderá ser um fator de desequilíbrio da corrida ao Senado naquela região.

Penúltimo candidato anunciado, apresentado pela suplente de deputada federal Mariana Carvalho, que comanda a ala bolsonarista roxa do PL no Maranhão – a outra, que representa pelo menos 80% das forças do partido, é comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho -, Cidônio Gonçalves, cuja base é Açailândia, teve seu nome confirmado na convenção em que o ex-senador Roberto Rocha formalizou sua candidatura ao Governo do Estado.

Vale aguardar o que dirão as próximas pesquisas sobre a corrida senatorial.

Flávio Dino manda investigar destino de emendas PIX de deputados e ex-deputados federais maranhenses

Flávio Dino: suspeitas sobre emendas PIX

Quatro deputados federais e três ex-deputados federais do Maranhão estão entre os autores das 100 emendas PIX, num total de R$ 198 milhões entre 2020 e 2024 – as dos maranhenses totalizaram R$ 49 milhões – cujos destinos serão investigados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em regularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

As emendas maranhenses são de autoria dos deputados federais Josimar de Maranhãozinho (PL), Pastor Gil (PL), Josivaldo JP (União) e Márcio Honaiser – os dois últimos são candidatos à reeleição. Já os ex-deputados federais são Silvio Antônio (PL) – que foi suplente e exerceu o mandato por alguns meses naquele período -, enquanto Carlos Araújo (PT) e João Marcelo Souza (MDB) foram efetivos.

Nesse pacote encontram-se 24 políticos, sendo 12 deputados federais, cinco senadores, cinco ex-deputados federais e dois ex-senadores. O grupo maranhense representa quase 30% do total de parlamentares alcançados pela medida.

O relatório do TCU avalia que as 100 PIX tiveram uso irregular, podendo ter causado um prejuízo de pelo menos R$ 49 milhões, o que equivale um quarto dos recursos investigados. Os deputados e ex-deputados não estão sendo investigados, mas essa vento pode virar ao longo das investigações da Polícia Federal sobre o destino das emendas.

Entre as irregularidades estão a falta de transparência, superfaturamento em projetos e dinheiro que deveria ter ido para obras onde nada foi construído. O ministro citou “a persistência de um estado de inconstitucionalidade” ao analisar os achados do TCU.

São Luís, 08 de Agosto de 2026.

Candidatos aos Leões formam um arco ideológico que vai da extrema-direita à extrema-esquerda

O arco ideológico: Roberto Rocha (extrema-direita),
André Luís (direita dura), Eduardo Braide
(centro-direita) e Orleans Brandão (centro), Felipe
Camarão (esquerda moderada), e Saulo Arcangeli
e Reginaldo Lima (extrema-esquerda)

Definidos os cabeças-de-chapa para a disputa pelo Governo do Maranhão, o cenário desenhado pelas convenções partidárias evidencia que no plano ideológico os sete candidatos a despachar no Palácio dos Leões, três representam os diversos espectros moderado e radical da esquerda – o vice-governador Felipe Camarão (PT), Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) -, dois se situam no centro, com inclinações à direita e à esquerda – Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) – e dois se colocam como porta-vozes da direita radical, um da direita liberal e mais aberta – (André Luís (Missão), e outro posicionado na seara da direita conservadora e bolsonarista – Roberto Rocha (PRTB).  Todos já se posicionaram em relação à corrida presidencial, mas nem todos seguem a linha dos candidatos que apoiam ao Palácio do Planalto.

Nesse contexto de diversidade ideológica, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) é um político de centro-direita, mas totalmente distanciado do confronto em vem se dando campanha ao palácio do Planalto. O seu partido tem candidato a presidente, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que se movimenta como porta-voz da direita que fala pelo agro. Eduardo Braide tem deixado claro que não pretende nacionalizar a disputa e que não mergulhará na guerra pelo voto presidencial.

O seu contrapeso, o emedebista Orleans Brandão sinaliza que se situa no centro, ora flertando com a direita mais leve, ora trocando sinais com a esquerda moderada, especialmente a banda desgarrada do PT. Orleans Brandão tem como item destacado do seu discurso o apoio ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva (PT). E a base do seu discurso é a de um político que defende a multiplicação das obras e o avanços de programas sociais.

Na seara esquerdista, Felipe Camarão, candidato a governador pelo PT, tem expressado com toda clareza o seu viés de esquerda, muito próximo dos postulados defendidos pelo presidente Lula da Silva, a quem segue com fidelidade plena. Felipe Camarão atua para evitar rótulos ideológicos, mas as suas ações e estão na mesma linha do Governo Flávio Dino e, em vários aspectos, do Governo Carlos Brandão, do qual foi integrante destacado como secretário de Educação. Como candidato a governador sob a bandeira do PT, ele vem manifestando posições à esquerda.

Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) representam o que há de mais radical no amplo espectro da esquerda no Brasil. Saulo Arcangeli defende com intransigência propostas arrojadas elaboradas pelo PSTU: suspensão do pagamento da dívida pública, mudar radicalmente as políticas educacional e de saúde, criação de conselhos populares, de preferência formado por trabalhadores e outras medidas revolucionárias. Reginaldo Lima defende praticamente os mês o postulados de Saulo Arcangeli, dada a proximidade ideológica entre PSTU e PCB, que pregam as mesmas medidas propostas pela esquerda radical.

O candidato do PRTB, Roberto Rocha, tem se manifestado como pretenso porta-voz da extrema-direita, conservadora e radical, identificada como bolsonarista. O seu discurso é uma estratégia óbvia para alcançar o eleitorado bolsonarista, e para tanto vem usando a sua relação com os Bolsonaro, apostando alto que será o anfitrião do candidato do PL, Flávio Bolsonaro no Maranhão, chegando ao ponto de dizer que quer para o Maranhão o que os Bolsonaro querem para o Brasil. Outra voz da direita, André Luís (Missão) tem um discurso de direita moderada, liberal, longe do conservadorismo, seguindo parte do discurso do seu candidato a presidente, Renan Santos (Missão).

Como se vê, a corrida ao Governo do Maranhão está se dando sob uma ampla colcha de retalhos ideológicos, cujo espectro vai da direita mais radical à esquerda mais dura, passando por um centro equilibrado.

PONTO & CONTRAPONTO

Ajuste: já são 11 os candidatos às duas vagas maranhenses no Senado

Weverton Rocha, Roseana Sarney, Hilton Gonçalo,
André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama,
Enilton Rodrigues, Wilson Leite, Cidônio
Gonçalves, Simplício Araújo e Raimundo
Corrêa vão disputar vagas no Senado

São 11, e não nove, os postulantes às duas cadeiras de senador pelo Maranhão. Além dos candidatos mostrados na edição passada – Weverton Rocha (PDT), Roseana Sarney (MDB), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Hilton Gonçalo (MDB), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU), Cidônio Gonçalves (PL), ganham espaço no grupo os já também candidatos a senador Simplício Araújo (DC) e Raimundo Corrêa (PCB).

Simplício Araújo não tem candidato declarado a governador, mas os seus discursos nas redes sociais sugerem que ele caminha para apoiar a candidatura de Eduardo Braide (PSD). Veterano de outras eleições, já tendo sido deputado federal na condição de suplente, é um analista do ambiente político e faz clara e, às vezes dura, oposição ao governador Carlos Brandão (MDB).

Raimundo Corrêa é um veterano militante da esquerda e foi escolhido por Reginaldo Lima em consenso como candidato do PCB a presidente da República, o maranhense Edmilson Costa, cuja candidatura foi formalizada terça-feira, em São Paulo.

Roseana Sarney e Eliziane Gama formam chapa só com mulheres

Roseana Sarney terá Walberlene Lopes
e Carol Duailibe como suplentes,
seguindo Eliziane Gama, que
formou chapa feminina com
Lene Rodrigues e Patrícia Carlos

A deputada federal Roseana Sarney (MDB) decidiu escolher a senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, como adversária preferencial na corrida às vagas maranhenses no Senado. O principal indício é que a emedebista decidiu seguir os passos da petista formando uma chapa apenas com mulheres.

A senadora Eliziane Gama resolveu apostar alto no eleitorado feminino, que é maior do que o masculino, escolhendo duas suplentes: Lene Rodrigues (PCdoB), mulher do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), e Patrícia Carlos, a militante petista que ocupou a presidência do partido no Maranhão por vários meses. Houve discussão, mas a senadora manteve a fórmula e Lene Rodrigues na 1ª suplência e Patrícia Carlos na 2ª.

Roseana Sarney decidiu usar a mesma fórmula e foi buscar a vice-prefeita de Colinas, Valberlene Lopes (MDB), para a 1ª suplência, por indicação do candidato emedebista ao Governo, Orleans Brandão. Ontem, ela fechou a chapa pura com a vice-prefeita de Imperatriz, Carol Duailibe (MDB), mulher do deputado estadual Antônio Pereira (MDB), 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, aliado de proa de Orleans Brandão.

Será um embate e tanto.

São Luís, 07 de Agosto de 2026.

À frente do PP e do União, André Fufuca e Pedro Lucas travam um confronto até aqui sem perdedor

Pedro Lucas Fernandes e
André Fufuca: confronto de
é prévia para disputas futuras

Prenunciado desde que as articulações para a definição de candidaturas às eleições de outubro foram iniciadas, o grande embate entre o Progressistas, leia-se deputado federal André Fufuca, e o União Brasil, leia-se deputado federal Pedro Lucas Fernandes, no campo partidário, se deu ontem, nas convenções do PP e do União, quase estremecendo as bases da federação União Progressista no Maranhão. Não houve propriamente um confronto direto entre os dois parlamentares, mas eles jogaram duro, um contra o outro, de modo que o dia terminou sem que ambos pudessem cantar vitória, mas também nenhum foi apontado como derrotado.

Com a estatura de presidente regional do PP e ex-ministro do Esporte, André Fufuca saiu da convenção do seu partido com os dois suplentes da chapa que encabeça para o Senado, e com o aval da direção nacional do PP. O 1º suplente será o empresário Fernando Fialho (PSDB), indicado pelo deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, que comanda o ninho dos tucanos no Maranhão; o 2º suplente será Sargento Bastos (PP), um respeitado policial militar.

Por sua vez, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes comandou a convenção do União Brasil, do qual é presidente estadual, com o aval do comando nacional da agremiação. Esse aval alcançou a sua decisão de barrar a indicação da professora Perla Amaral (União Brasil), primeira-dama de Imperatriz, numa clara retaliação ao fato de o marido dela, o prefeito Rildo Amaral (PP), haver declarado apoio ao candidato Eduardo Braide. Dias atrás, Rildo Amaral amargou também a decisão do PV de impedir que o seu irmão, o vereador imperatrizense Flamarion Amaral, fosse candidato a deputado estadual.

Por outro lado, o ex-ministro André Fufuca resistiu a uma série de estratagemas destinados a minar a sua candidatura ao Senado. Com articulação em todos os níveis do PP, ele conseguiu duas proezas. A primeira foi confirmar a sua candidatura ao Senado. A segunda foi formar sua chapa de candidato a senador sem nenhum representante do União Brasil na suplência. Ao contrário, conseguiu atrair o apoio do deputado federal e ex-ministro das Comunicações à sua candidatura senatorial, o que representa um reforço e tanto na ferrenha disputa às duas cadeiras no Senado.

No jogo de ganhos e perdas, aparentemente ninguém saiu inteiramente derrotado. Isso porque, se impediu a candidatura de Perla Amaral a suplente de André Fufuca, Pedro Lucas Fernandes foi dormir ontem consciente de que o prefeito imperatrizense Rildo Amaral é agora um adversário político a ser considerado. André Fufuca, por seu turno, conseguiu o que queria: se consolidou como candidato a senador e definiu seus suplentes, mas também foi dormir ciente de que tem um grande e desafiador objetivo a alcançar: obter o aval da cúpula nacional da Federação União Progressista. E ninguém duvida que Pedro Lucas Fernandes vai trabalhar contra. Tanto que estimulou o vereador Marquinhos a se lançar candidato a senador pelo União, para se contrapor a André Fufuca na reunião da Federação que definirá o futuro do ex-ministro do Esporte.

Os caminhos pelos deputados federais André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes revelam o racha que separa os dois principais nomes do Centrão no Maranhão. Mostra também contradições. A principal delas é o fato de Pedro Lucas Fernandes, que lidera o União na Câmara Federal, apoiar Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado, mas não declarar apoio à reeleição do presidente Lula da Silva (PT). Por sua vez, André Fufuca é aliado de Eduardo Braide (PSD), mas não declara apoio ao candidato presidencial do partido do ex-prefeito de São Luís, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD).

O fato é que, do alto do comando dos seus partidos no Maranhão (PP e União), os deputados federais André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes travam uma guerra particular, que, na verdade, é o prenúncio de um confronto muito maior, que pode ocorrer em 2030 ou em 2034, quando certamente os dois se baterão pelo Governo do Estado.    

PONTO & CONTRAPONTO

Nove candidatos vão disputar as duas vagas no Senado

Weverton Rocha, Roseana Sarney, Hilton Gonçalo,
Lahezio Bonfim, André Fufuca, Eliziane Gama,
Enilton Rodrigues, Wilson Leite e Cidônio
Gonçalves disputarão as duas vagas no Senado

O prazo para a realização de convenções partidárias e a definição de candidaturas foi encerrado ontem, à meia noite, com nada menos que nove candidatos ao Senado. Esse número variou intensamente ao longo das últimas semanas, mas se consolidou à medida que as convenções partidárias foram acontecendo.

A chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB) tem três candidatos às duas vagas no Senado: o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição, a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que já foi senadora de meio mandato e governadora quatro vezes, e finalmente o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza). Uma montagem fora dos padrões, mas mostrada com entusiasmo pelos líderes da aliança governista.

Eduardo Braide lidera uma chapa com dois candidatos a senador politicamente distantes um do outro: o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), e o ex-prefeito der São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), que foi pré-candidato a governador, mas decidiu mudar e concorrer ao Senado.

O candidato do PT ao Governo, Felipe Camarão, lidera uma chapa totalmente alinhada, que foi definida em ampla negociação, tendo como candidata ao Senado a senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, e o servidor público Enilton Rodrigues (PSOL).

O candidato a governador pelo PSTU, Saulo Arcangeli, vaia para a campanha com chapa pura, mas com apenas um candidato ao Senado: Wilson Leite (PSTU).

E o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) formou sua chapa com apenas um candidato a senador, Cidônio Gonçalves (PL), indicado pela suplente de deputada federal Mariana Carvalho, de Imperatriz.

O único candidato que não lançou candidato a senador foi André Luís (Missão), seguindo orientação nacional do partido.

Sem candidato próprio ao Governo nem ao Senado, PSB investe na eleição de deputado estadual e federal

Felipe Camarão e Othelino Neto na convenção
do PSB que confirmou Carlos Lula,
Rodrigo Lago e Júlio Mendonça à reeleição

Depois de um longo flerte com a candidatura de Eduardo Braide (PSD), o PSB, comandado no Maranhão pela senadora Ana Paula Lobato e situado na oposição ao governador Carlos Brandão (MDB), voltou ao seu leito natural ao realizar a sua convenção, na terça-feira (04) e se posicionando como aliado do candidato do PT ao Governo do Estado, Felipe Camarão. O partido não lançou candidato a governador nem a senador, investindo todo o seu poder de fogo na briga por cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Dentro dessa estratégia, o PSB lançou vários candidato à Câmara Federal, sendo o mais destacado deles o deputado estadual Othelino Neto, ex-presidente da Assembleia Legislativa, já apontado pelos observadores como um dos favoritos para trabalhar em Brasília a partir de janeiro do ano que vem.

A convenção dos socialistas recebeu a visita do petista Felipe Camarão, candidato a governador. Na sua fala, ele manifestou apoio total ao partido e seus candidatos e recebeu uma declaração de apoio feita pelo deputado Othelino Neto, que falou também em nome da presidente do partido, senadora Ana Paula Lobato.

A chapa para a Assembleia Legislativa terá como destaques os deputados estaduais Carlos Lula, que é vice-presidente do partido, Rodrigo Lago, que deixou o PCdoB, Júlio Mendonça e Leandro Bello. Eles têm feito oposição cerrada ao Governo Brandão, a quem acusam de coronelismo, buscarão a reeleição com um discurso oposicionista cada vez mais duro.

São Luís, 06 de Agosto de 2026.

Operação da PF alcança familiares de Weverton e coloca candidatura à reeleição na linha de tiro

Weverton Rocha e Willer Tomaz:
amizade e negócios

Depois de uma série frenética de fatos surpreendentes – entrada e saída fugaz do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), reviravolta da deputada federal Roseana Sarney (MDB), brandonização do ex-prefeito Hilton Gonçalo (Mobiliza) e o chega-prá-lá do Avante no deputado federal Duarte Jr., por exemplo -, a corrida ao Senado no Maranhão desemboca numa situação que vai muito além das encrencas partidárias. A nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga a fraude bilionária contra os aposentados do INSS, colocou ontem a Polícia Federal nas residências do senador Weverton (PDT) em São Luís e em Brasília. A operação, que tem como alvos a esposa, uma filha e duas irmãs, e também o advogado, do senador, o atinge em cheio e pode causar um estrago devastador no seu projeto de reeleição, que entra na linha de tiro, podendo causar incômodo em Roseana Sarney e no comando da campanha de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado. E com teor explosivo capaz de respingar até na corrida do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição no Maranhão.

Vale, inicialmente, um esclarecimento: embora já esteja sendo investigado nesse escândalo, o senador Weverton Rocha não foi alvo na operação desta terça-feira. Mas os investigados são a sua mulher, Samya Rocha, sua filha e suas duas irmãs, que seriam parte de um suposto esquema gigantesco de lavagem de dinheiro, destinado a dar vazão, com a aparência legal, de milhões e milhões desviados dos contracheques dos aposentados do INSS. O caso, o esquema envolve um advogado-empresário de Brasília, muito ligado pessoal, advocatícia e empresarialmente ao senador Weverton Rocha, tornando impossível separá-lo dessa teia. Isso porque é inadmissível, sob qualquer ângulo ou hipótese, imaginar que seus familiares estivessem envolvidos num caso dessa abrangência sem que ele nada tivesse a ver com o peixe.

O senador Weverton Rocha é conhecido, dentro e fora do maio político, como um quadro arrojado, dotado de habilidades diferenciadas e com uma capacidade felina de sobrevivência. E foi com esse suporte que ele reagiu, colocando-se como vítima de uma trama política destinada a prejudicar a sua candidatura. Disse o senador:

“Apesar de não ter sido diretamente alvo da Operação de hoje, eu sabia que com a minha candidatura ao Senado e com as minhas posições políticas, sofreria ataques e perseguições. Por isso eu não fiquei surpresa com a nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe, ao envolver aminha família e até apoiadores políticos. Apesar da minha indignação, eu recebo essa operação com a tranquilidade que me é possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são frutos de atividades profissionais e empresariais, e foram devidamente declaradas à Receita Federal. Eu quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza desse jogo político, eu quero aqui reafirmar que eu não me renderei e que me manterei firme no propósito lutar pelo Maranhão, trabalhando por você e pelos que mais precisam”.

A declaração do senador Weverton Rocha parece um clichê, mas ela traz interrogações que precisam ser respondidas: quem está incentivando a PF a atingi-lo e à sua família? Quem são “eles”, que agora foram “longe demais?” O que significa a expressão “mas eu não me renderei?”. Quais são, de fato, as suas relações com o advogado Willer Tomaz, que movimentou muitos milhões em seu nome – só pela conta de Samya Rocha, advogada associada ao escritório, passaram mais de R$ 11 milhões -, lhe comprou uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e lhe cedeu jatinho para viagens?

Sem responder a essas – e várias outras – perguntas, a manifestação do senador Weverton Rocha deixará sempre densa nuvem de interrogações no ar, o que não é nada saudável para um parlamentar da Câmara Alta em busca da reeleição.

O problema é que aqui e ali, rumores, suspeitas e agora indícios, quase evidências, que alimentam a suspeita de que o senador Weverton Rocha trilharia caminhos pouco republicanos. Até aqui, ele vinha conseguindo driblar esses sinais, mas a etapa de ontem da Operação Sem Descontos representou uma pancada muito forte, tanto no plano pessoal quando no seu projeto de reeleição. A começar pelo fato de que funcionou como munição pesada para os seus concorrentes.

 PONTO & CONTRAPONTO  

Candidato a governador, Rocha garante palanque a Flávio e diz que quer o que os Bolsonaro querem para o Brasil

Roberto Rocha fala numa convenção fria,
mas com fé no bolsonarismo

O ex-senador Roberto Rocha é o mais novo candidato a governador do Maranhão. Sua candidatura foi oficializada ontem pelo PRTB, depois de um longo período de indefinições, durante o qual ele se filiou ao Novo, mudou de objetivo e se candidatou ao Senado, tendo em seguida retomado o projeto de ser de novo candidato a governador, para, finalmente, deixar o Novo, se filiar ao PRTB, e por último se lançar candidato a governador, após uma operação partidária muito difícil de entender.

Autoproclamado o representante da direita radical bolsonarista no Maranhão e fazendo uma profissão de fé no bolsonarismo Roberto Rocha anunciou como o seu principal objetivo político montar o palanque maranhense do anfitrião do candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro, no Maranhão. Em uma das suas falas, ele reafirmou a sua estreita relação com a família Bolsonaro, elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado. Em relação a Flávio Bolsonaro, Roberto Rocha o cobriu de elogio, lembrando que os dois foram senadores juntos. E fez uma declaração emblemática sobre os Bolsonaro:

– O que eles querem para o Brasil, eu também quero.

Na convenção, o PRTB lançou a candidatura do político tocantino Sidônio Gonçalves (PRTB) como candidato ao Senado. E oficializou chapa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Roberto Rocha agora vai medir forças com Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão) e Saulo Arcangeli (PSTU). E, como era previsível, escolheu o ex-prefeito de São Luís para atacar violentamente, começando por apontar Eduardo Braide como o cérebro de uma trama destinada a retira-lo da corrida eleitoral. Acusou o ex-prefeito de “comprar” o Novo para evitar que ele, Roberto Rocha, fosse candidato, primeiro ao Senado, depois a governador.

Roberto Rocha disse que sua candidatura ao Palácio dos Leões tem três objetivos principais. O primeiro é combater a violência “em todos os sentidos”. O segundo é enfrentar o crime organizado. E o terceiro ponto é o combate à pobreza. “Nós não podemos continuar vendo a política tirar proveito dessa pobreza”, declarou.

Filho do ex-governador Luiz Rocha, Roberto Coelho Rocha é empresário, foi deputado estadual, deputado federal por três mandatos, vice-prefeito de São Luís e senador da República pelo Maranhão entre 2015 e 2023. Tentou o Governo do Estado em 2018 e ficou em quarto lugar. Foi de novo derrotado nas urnas em 2022 na disputa com Flávio Dino para o Senado.

Fred Campos esclarece ação da PF, mas deixa dúvida quanto à natureza do contrato investigado

Fred Campos: mensagem com muita
propaganda de propaganda do seu
governo e quase nenhuma explicação
sobre o contrato investigado

Também alcançado pela nova etapa da Operação Sem Descontos, tendo iniciado o dia com agentes da Polícia federal tocando sua campainha, querendo esclarecimentos sobre uma bolada que uma empresa da sua família repassou a uma empresa chamada Petrus, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (ainda filiado ao PSB), fez um vídeo destinado a colocar o preto no branco e encerrar o assunto.

Curiosamente, ele utilizou mais da metade da sua fala para falar das suas conquistas administrativas, que não estão sendo alvo de questionamentos nem de críticas, muito ao contrário, para só em um pequeno trecho informar que repassou à PF cópia de um documento que demonstra que o pagamento vultoso – o valor não foi informado – saiu de uma empresa familiar para a empresa Petrus, pelo arrendamento de vários postos de combustível.

– Antes de ser prefeito de Paço do Lumiar, eu sou empresário – declarou, acrescentando que as empresas da sua família geram e mantêm cerca de seis mil empregos.

Segundo o prefeito Fred Campos, não precisava a PF fazer busca e apreensão na sua residência. Bastava que pedisse o documento, que seria entregue normalmente, porque, conforme afirma no vídeo nada de errado existe no contrato de arrendamento de postos.

Afora o nítido propósito publicitário do vídeo, que termina com ele afirmando que haverá dois Paço do Lumiar, um antes e o outro depois da sua gestão, o prefeito Fred Campos deixou várias dúvidas no ar, sendo a principal a seguinte: a quem pertence a empresa Petrus e a quem arrendou os postos e pagou pelo arrendamento.

A resposta a essa indagação pode desvendar a natureza do negócio investigado pela PF.

São Luís, 05 de Julho de 2026.

Braide reúne milhares em convenção, confirma candidatura ao Governo e diz que vencerá a eleição

Eduardo Braide faz self com sua chapa confirmada:
Elaine Cordeiro, André Fufuca e Lahesio Bonfim;
e em momentos diferentes da convenção,
que contou com a participação
da prefeita Esmênia Miranda

“Vamos vencer a eleição”. A declaração, feita em tom entusiasmado, partiu do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, no final da tarde de ontem, na convenção em que o PSD confirmou a sua candidatura ao Governo do Estado, tendo o como vice a empresária tocantina Elaine Cordeiro. Na mesma convenção, o PSD confirmou a aliança com o PP em torno da candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca ao Senado, o mesmo acontecendo em relação a Lahesio Bonfim (Novo). A prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD), participou da convenção, manifestando total apoio ao seu antecessor.

A convenção do PSD reuniu milhares de pessoas dentro e fora do no imenso auditório Multicenter Sebrae, com a participação de um número expressivo de prefeitos, vereadores e outras lideranças municipais, a começar pelo prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que entusiasmado liderou uma grande comitiva da Região Tocantina; o prefeito de Presidente Dutra, Raimundo Alves (Republicanos)., e a primeira-dama de Santa Inês, Paula Prata (PSD), que  participou da convenção à frente de um grande grupo de apoiadores que, como os integrantes de outras comitivas, referendaram a candidatura de Eduardo Braide aos gritos de “eu não fui pago para vir aqui”. Ao lado, na Assembleia Legislativa, uma multidão referendou a candidatura de André Fufuca ao Senado. Eduardo Braide foi ovacionado quando visitou a convenção do PP, momentos antes de seguir para a convenção do PSD.

No seu discurso, no Multicenter Sebrae, feito ao lado da esposa, a medida Graziella Braide, e do irmão, o deputado estadual e candidato a deputado federal Fernando Braide, o agora candidato do PSD ao Governo do Estado reafirmou vários pontos do que serão medidas prioritárias, caso seja eleito. Uma delas será a redução no valor do ICMS, por considerar que as alíquotas pagas atualmente são extorsivas. “Vamos reduzir os impostos para incentivar o crescimento da nossa economia”, explicou. O outro ponto será o reordenamento da política de saúde. Afirmando que a rede hospitalar do estado estaria sendo controlada por políticos, ele declarou que, se eleito, vai tirar os políticos de dentro dos hospitais”, afirmando que “quem deve estar dentro dos hospitais são os médicos, os enfermeiros”.

Ele denunciou que um protesto feito ontem em frente ao Hospital da Criança, da Prefeitura de São Luís, foi armado por pessoas pagas. E avisou que já sabia qual o líder comunitário que estava da armação e que o caso será denunciado hoje à Polícia. Ele admitiu a morte de algumas crianças no Hospital da Criança, lamentou as perdas, mas disse também que os que estão politizando os óbitos não dizem que “o Hospital da Criança já salvou mais de 250 mil criança de todo o Maranhão” nos últimos anos. Foi uma clara reação aos ataques de adversários sobre suposta irregularidades no Hospital da Criança, que ele e a prefeita Esmênia Miranda negam enfaticamente.

Apoiado com entusiasmo pelos candidatos ao Senado André Fufuca e Lahesio Bonfim, Eduardo Braide selou sua candidatura afirmando que, a julgar pelo que ouviu por onde passou na sua maratona pelos municípios – pretende visitar os 217 antes do final da campanha -, “o povo está nos ouvindo e nós vamos ganhar essas eleições”.

Eduardo Braide liderou uma grande convenção, cujo palco foi ornamentado com imensos painéis de obras da sua gestão na Prefeitura de São Luís. Ele confirmou, com toda ênfase, a sua companheira de chapa Elaine Cordeiro, e os candidatos ao Senado da República, André Fufuca e Lahesio Bonfim. Movimentou-se como um candidato confiante de que pode vencer a eleição, mas também com os pés no chão diante do poder de fogo do seu principal adversário, Orleans Brandão (MDB), apoiado pelo governador Carlos Brandão (MDB).

O candidato do PSD deve registrar a sua candidatura e uma chapa como um todo ainda nesta semana.

PONTO & CONTRAPONTO

Imperatriz vira campo de batalha em que a guerra se dá nos bastidores partidárias

Rildo Amaral viu Flamarion Amaral perder vaga
de candidato à Alema e pode não emplacar
Perla Amaral, como suplente de André Fufuca

Imperatriz se tornou um minado campo de batalha política. Desde que o prefeito Rildo Amaral (PP) decidiu abraçar a candidatura do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), uma sucessão de chutes em canelas, cotovelos em costelas e dedos em olhos vem agitando os bastidores.

O primeiro golpe foi desferido pelo PV contra o vereador imperatrizense Flamarion Amaral, irmão do prefeito Rildo Amaral e filiado ao PV. No sábado, ele desembarcou em São Luís para a convenção dos verdes certo de que teria sua candidatura à Assembleia legislativa confirmada. Para sua surpresa, o PV, comandado pelo ex-deputado Adriano Sarney, sem qualquer motivo plausível, decidiu não lançar candidatos à Assembleia Legislativa, jogando por terra todo um trabalho de pré-campanha do vereador tocantino. E como não poderia deixar de ser, a decisão do PV foi interpretada como uma retaliação do Palácio dos Leões ao prefeito Rildo Amaral. Flamarion Amaral recorrerá da decisão ao comando do partido e à Justiça Eleitoral.

Nas últimas 48, outra rasteira no tabuleiro político de Imperatriz veio à tona. O prefeito Rildo Amaral articulou para emplacar a primeira-dama de Imperatriz, Perla Amaral, 1ª suplente na chapa do deputado federal André Fufuca ao Senado. Filiada ao União Brasil, Perla Amaral teria sido informada de que o presidente da sigla no Maranhão, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, estaria decidido a não autorizar a candidatura.

No meio desse tiroteio está o ex-prefeito Sebastião Madeira (MDB), candidato a deputado estadual, é aliado de proa do governador Carlos Brandão, de quem foi chefe da Casa Civil e mantém firme o seu apoio incondicional a Orleans Brandão, e cultiva boa relação com o prefeito Rildo Amaral, a quem apoiou na corrida à Prefeitura.

Duarte Jr. tem confirmada candidatura à reeleição em convenção do Avante em que foi a grande estrela

Duarte Jr vai à reeleição

Fora da disputa para o Senado, resultado de um golpe que sofreu do próprio partido, o deputado federal Duarte Jr. participou ontem da convenção estadual do Avante e formalizou sua candidatura à reeleição.

Descontraído, sinalizando que deixou para trás a crise que o tirou da corrida senatorial, Duarte Jr. foi recebido na convenção do Avante como a maior estrela do partido nessas eleições.

O Avante não só lhe assegurou a candidatura à reeleição, como lhe deu branca para se posicionar em relação à disputa para o Governo do Estado e às duas vagas para o Senado. Ao mesmo tempo, a esposa de Duarte Jr., a advogada Karen Barros, entregou o gomando do Procon, num gesto sem tensões.

Agora com a chancela do Avante e sem a amarra do Procon, o deputado federal Duarte Jr. vai se posicionar em relação à disputa para o Governo do Estado, podendo apoiar Orleans brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD) ou Felipe Camarão do PT. Poderá adotar neutralidade no 1º turno e se posicionar no 2º turno, se houver.

Em relação ao Senado, as especulações sugerem que ele poderá apoiar o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e a senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição. Também nos bastidores corre o sussurro de que ele tem boa interlocução com o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, embora quase ninguém aposte numa aliança entre os dois.

São Luís, 04 de Julho de 2026.

Confirmados pelo PT, Camarão diz ser “o único” candidato de Lula no Maranhão e Eliziane avisa que tem fé e vai à luta

Felipe Camarão chega à convenção embalado pela
militância; Enilton Rodrigues, Eliziane Gama, Lene
Rodrigues, Felipe Camarão Ricardo Rodrigues
confirmados candidatos na convenção do PT

Não foi uma convenção monumental, mas a reunião do PT que oficializou as candidaturas de Felipe Camarão ao Governo do Estado, tendo como vice o vereador caxiense Ricardo Rodrigues, e a da senadora Eliziane Gama à reeleição, foi animada, ocupou os espaços esportivos e de lazer da Escola Estadual Almirante Tamandaré, na Cohab. Animado, Felipe Camarão fez um discurso duro, no qual reafirmou-se como “o único” candidato do presidente Lula da Silva (PT) no Maranhão e acusou o governador Carlos Brandão (MDB) de usar o seu poder para tentar tirá-lo da disputa. Ele foi apoiado por parlamentares e representantes dos partidos aliados do PT, entre eles o deputado estadual Carlos Lula, vice-presidente estadual do PSB.

Motivado pelos oito pontos percentuais que obteve na pesquisa Veritá, o candidato petista usou seu discurso para chamar o governador Carlos Brandão (MDB) de “coronel”, que segundo ele, tentou compra-lo. “Mas eu estou aqui, candidato do presidente Lula ao Governo”, acrescentou. E afirmou que, de todos os candidatos, ele é o único que já esteve num quilombo, numa colônia de pescadores e num sindicato de trabalhadores rurais, declarando, em tom de provocação, ser “o único que conhece de verdade os 217 municípios maranhenses, inclusive os seus povoados”. Com seu discurso, ele sinalizou com clareza o tom que utilizará durante a campanha.

Numa linha diversa da adotada por Felipe Camarão, mas usando tom firme, a senadora Eliziane Gama teve sua candidatura confirmada, tendo como suplentes Patrícia Carlos, ex-presidente do PT, e Lene Rodrigues, indicada pelo PCdoB. Na sua fala, a senadora declarou que é sobretudo motivada pela fé, e reafirmou todas as posições que defendeu até aqui, explicou as bases da sua proposta de reeleição, e afirmou que o trabalho que realizou no Senado e os benefícios que conseguiu para o Maranhão a credenciam a pleitear um novo mandato. Eliziane Gama calculou que ao longo do seu mandato viabilizou quase R$ 1 bilhão para obras em todas as regiões do Maranhão, e que esses recursos foram bem empregados. A senadora participou da convenção embalada pelo terceiro lugar na corrida senatorial, segundo a pesquisa Veritá.

O PT também oficializou candidaturas à Câmara Federal, sendo a mais destacada delas a do deputado federal Rubens Júnior, cuja reeleição está na lista de prioridades do comando nacional do PT, e a do ex-deputado federal Bira do Pindaré, com forte apoio dentro do partido. Lançou uma chapa com candidatos fortes à Assembleia Legislativa, entre elas a ex-prefeita de Vitorino Freire, Luanna Rezende, irmã do deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho (PSDB), e a professora Cricielle Muniz, respeitada militante petista, que comandou a rede Iema e declarou apoio à candidatura do emedebista Orleans Brandão, e o ex-deputado Zé Inácio, que tenta retornar ao parlamento estadual.

A convenção consolidou a aliança do PT com o PCdoB, que realizou sua convenção na sua sede e formalizou apoio a Felipe Camarão e Eliziane Gama. Já parceiros na Federação Brasil Esperança, PT e PCdoB selaram aliança com o PSOL, que oficializou a candidatura de Enilton Rodrigues ao Senado, tendo como suplente o jornalista e advogado Franklin Douglas (PSOL), e com o Rede Sustentabilidade fará a indicação para a segunda vaga.

O contrapeso foi a já esperada decisão do PV, comandado no Maranhão por Adriano Sarney, que declarou apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado e à da deputada federal emedebista Roseana Sarney ao Senado, completando a chapa senatorial com a candidatura do militante verde Washington Rio Branco, que foi secretário de Meio Ambiente num dos governos de Roseana Sarney. O PV decidiu também lançar candidatos à Câmara Federal, mas não terá postulantes à Assembleia Legislativa.

Com a definição do seu quadro de candidatos, líderes do PT vão trabalhar agora para tentar reduzir ao máximo o racha que vem sacudindo há meses o braço maranhense do partido. O candidato Felipe Camarão, que também radicalizou na sua posição, já fez o que pôde e vai trabalhar para manter unido o grupo que conseguiu mobilizar.

Todos no PT, a começar pelo próprio vice-governador, têm como foco principal a reeleição do presidente Lula da Silva.  

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão brinda Caxias com inaugurações e lançamentos no seu 203º aniversário

Carlos Brandão e Gentil Neto: agenda de
inaugurações no aniversário de Caxias

O comemorar ontem 203 anos de emancipação, Caxias foi brindada por uma série de ações comandadas pessoalmente pelo governador Carlos Brandão (MDB), que cumpriu extensa agenda com o prefeito Gentil Neto (PP). As ações – umas exclusivas do Governo do Estado, outras em parceria com a Prefeitura de Caxias – contemplaram áreas como assistência social, educação, segurança pública, infraestrutura e lazer, sendo avaliadas pelo prefeito caxiense como um importante elenco de investimentos consolidando um momento de importantes investimento município.

O governador e o prefeito inauguraram o novo CRAS do bairro Luiza Queiroz, ampliando o acesso das famílias aos serviços de assistência social. Na sequência, entregaram a nova Praça da Vila Paraíso, um espaço amplo, bem aparelhado, em condições de se tornar um fator efetivo de mais qualidade de vida, convivência social e lazer para os moradores da região.

Carlos Brandão e Gentil Neto autorizaram a reabertura da Escola César Marques, inteiramente reformada. O centro de ensino recebeu estrutura mais moderna, disponibilizando mais conforto para estudantes e profissionais da educação. A segurança pública também foi contemplada com a entrega de duas delegacias reformadas: o 2º Distrito Policial, no bairro Ponte, e a Delegacia Regional e da Delegacia da Mulher.

O governador e o prefeito visitaram as obras da Avenida do Pirajá, uma das maiores intervenções de mobilidade urbana em andamento na cidade, que inclui a reforma do Parque Ambiental, espaço que está sendo revitalizado para uso saudável dos caxienses.

O ponto alto da programação do governador Carlos Brandão em Caxias foi o lançamento da pedra fundamental do Terminal Intermodal Gonçalves Dias. Trata-se de uma obra estratégica, concebida para fortalecer a logística, impulsionar o desenvolvimento econômico e ampliar as oportunidades de geração de emprego e renda para Caxias e toda a região.

Um merecido presente de aniversário à Princesa do Sertão, consolidada como a quarta maior e mais importante cidade do Maranhão.

Mais um maranhense candidato a presidente: Edmilson Costa foi lançado ontem pelo PCB

Edmilson Costa com sua vice Cleusa Santos
na convenção do PCB, em São Paulo

Mais um maranhense entrou ontem na corrida à Presidência da República: o PCB (Partido Comunista Brasileiro) lançou ontem a candidatura do economista e professor universitário Edmilson Costa ao Palácio do Planalto, em convenção partidária realizada em São Paulo.

Edmilson Costa tem 76 anos, é maranhense de Pedreiras, militou no movimento estudantil secundarista em São Luís nos anos 60 – foi residente na Casa do Estudante, na Rua do Passeio, Madre Deus. Ele permaneceu em São Luís até meados dos anos 70 do século passado, quando migrou para São Paulo, onde criou raízes.

Militante da esquerda dura, de viés revolucionário, e que mantém de pé o velho Partido Comunista Brasileiro (PCB), uma corrente de esquerda mais radical que rivaliza na seara comunista com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Edmilson Costa é conhecido pela sua atuação também como militante no meio sindical.

No seu discurso já como candidato presidencial do PCB, Edmilson Costa defendeu a estatização do Sistema Financeiro, a suspensão do pagamento da dívida pública, e maior controle do Estado sobre câmbio, comércio exterior e tributos.

É provável que o braço maranhense do PCB lance também candidato a governador do Maranhão.

Em Tempo: o outro maranhense que disputa a presidência da República é o professor e compositor de hip-rop Hertz Dias, do PSTU de São Luís, cuja candidatura foi lançada na última sexta-feira (31), também em São Paulo.

São Luís, 02 de Agosto de 2026.

Pesquisa Veritá agita meio político ao mostrar Braide com 56,2%, Orleans com 16,4% e Camarão com 8,2%

Eduardo Braide aparece disparado à frente
de Orleans Brandão e Felipe Camarão

A nova pesquisa do Instituto Veritá sobre a corrida ao Palácio dos Leões, divulgada ontem, sacudiu o meio político e agitou fortemente as redes sociais. O cenário desenhado pelo relatório foi o seguinte: se a eleição para governador do Maranhão fosse realizada agora, o ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD, Eduardo Braide, sairia das urnas com 56,2% dos votos. O seu adversário mais próximo, Orleans Brandão, candidato do MDB, receberia 16,4% da votação, e o terceiro colocado seria o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 8,2%. Na sequência André Luís (Missão) teria 4,2%, Enilton Rodrigues (PSOL) 1,2% e Saulo Arcangeli (PSTU) 0,4%.

O levantamento encontrou 3,6 % de eleitores dispostos a votar em branco ou a anular o voto, e 4,9% que que não souberam ou não quiseram responder. E um dado não corresponde à realidade: Enilton Rodrigues não é mais pré-candidato a governador, mas sim a senador, por conta de um acordo com PSOL com o PT, que será referendado hoje na convenção em que o PT confirmará a candidatura de Felipe Camarão. O outro dado relevante é que o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) não foi incluído na lista dos candidatos a governador. Isso porque ele só confirmou a sua candidatura ao Palácio dos Leões quem a pesquisa já estava em andamento

A pesquisa foi iniciada um dia após a mega convenção por meio da qual o MDB referendou a candidatura de Orleans Brandão, tendo como companheiro de chapa o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (MDB). E foi concluída em meio a uma intensa movimentação causada pelos preparativos da convenção do PT, que será realizada na manhã de hoje, sábado, no Colégio Almirante Tamandaré, na Cohab, em São Luís, e a do PSD, que está programada para a segunda-feira (03), à tarde, no Multicenter Sebrae, que confirmará a candidatura do ex-prefeito Eduardo Braide.

Os números da pesquisa Veritá, um instituto mineiro, sediado em Uberlândia, mas com atuação em todo território nacional, são fora da curva e sugerem uma situação praticamente definida a 63 três dias das eleições. E chegam num momento em que as convenções ainda estão sendo realizadas e a exatos 15 dias do início da campanha eleitoral propriamente dita. Ou seja, ainda que os percentuais reflitam a realidade desse momento, ainda existe aí um enorme espaço temporal de nove semanas, ao longo do qual tudo pode acontecer. Vale lembrar que, por mais surpreendentes que sejam os seus números, o instituto Veritá está absolutamente coerente em relação à outra pesquisas que divulgou há alguns meses.

E não surpreendeu o fato de o resultado haver causado um verdadeiro frisson nas redes sociais, nas quais foi possível perceber produziu com nitidez nada menos que três reações. Os apoiadores de Eduardo Braide entrarem em êxtase, reforçando o favoritismo do ex-prefeito de São Luís, principalmente pelo fato de ele aparecer com 39,8 pontos percentuais à frente do segundo colocado. Causaram também uma reação dura nos partidários de Orleans Brandão, que não aceitaram os percentuais, tendo alguns afirmado tratar-se de uma pesquisa “fabricada”. E a terceira de comemoração discreta, mas visível, de apoiadores do vice-governador Felipe Camarão, que aparece numa situação mais confortável, principalmente com o fato de ter apenas metade do percentual do candidato emedebista.

Em Tempo: A pesquisa Veritá ouviu 1.525 eleitores entre os dias 25 e 29 de julho de 2026, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, confiança de 95% – lembrando que, como cada eleitor pode escolher dois candidatos ao Senado, os percentuais apresentados somam 200%. O seu Registro na Justiça Eleitoral é MA-01455/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: pesquisa Veritá sacode cenário mostrando Lahesio e Fufuca em folgada liderança

Lahesio Bonfim e André Fufuca lideram seguidos
de Eliziane Gama e Roseana Sarney

Outro cenário surpreendente foi encontrado pelo Veritá envolve a disputa para as duas vagas no Senado da República. Nele, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), lidera com 39,5% das intenções de voto, seguido do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 28,1%. Se a eleição fosse agora, os dois seriam eleitos.

Eles são seguidos sem maior risco pela senadora Eliziane Gama (PT), que aparece com 17% na sua corrida à reeleição, e pela deputada federal Roseana Sarney (MDB) com 15,4%.

Na sequência, aparece o percentual mais surpreendente: o senador Weverton Rocha (PDT) com 9,8%, deixando o patamar dos dois dígitos, sendo ameaçado perlo ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), que aparece com 6,7% Antônia Cariongo (PSOL), com 5%; Simplício Araújo (DC), com 2,4%; e Franklin Douglas (PSOL), com 2%.

Vale anotar que Franklin Douglas e Antônia Cariongo não são mais candidatos a senador. Ele será candidato a suplente, na chapa de Enilton Rodrigues (PSOL), e ela deve definir o seu futuro hoje.

Hertz Dias é confirmado candidato do PSTU a presidente da República

Hertz Dias: candidato a presidente

O maranhense Hertz Dias foi confirmado ontem candidato do PSTU a presidente da República. Sua candidatura foi homologada em convenção nacional do partido, realizada na sede de um sindicato, em São Paulo. Com a confirmação, ele entra na corrida ao palácio do Planalto, para disputar com o presidente Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), entre outros.

Professor de História na rede estadual de ensino, Hertz Dias é militante social de longa data, também com participação ativa no movimento hip-hop, do qual é conhecido como compositor. Já foi candidato a prefeito de São Luís. A sua candidatura a presidente foi uma decisão do comando nacional do partido.

Na quarta-feira, ele participou, em São Luís, da convenção na qual o PSTU referendou o servidor público Saulo Arcangeli a participar da terceira corrida ao Palácio dos Leões.

Na convenção de ontem, após ser confirmado candidato a presidente, Hertz Dias reafirmou que, se eleito for, sua primeira medida será suspender o pagamento da dívida pública, e que na sequência dará início a uma reforma agrária em todo o território nacional. O candidato presidencial do PSTU é adepto entusiasmado de teses da esquerda radical como criar as condições para uma revolução dos trabalhadores, alterando o sistema de funcionamento da máquina pública e mudando radicalmente o modelo econômico capitalista vigente no país.

São Luís, 01 de Agosto de 2026.