PT reafirma apoio e Camarão acredita que pode crescer na corrida aos Leões

Lula da Silva mantém firme o apoio
à candidatura de Felipe Camarão
ao Governo do Estado

Ao fazer um expressivo aporte (R$ 3,4 milhões) para bancar a fase inicial da sua campanha ao Governo do Estado, o comando nacional do PT confirmou que candidatura do vice-governador Felipe Camarão está entre as prioridades do partido. Mais do que isso, sinalizou que acredita que ela pode ganhar corpo e se tornar competitiva nas seis semanas que durará a corrida ao voto. O líderes petistas, a começar pelo próprio presidente Lula da Silva, simpatizam com o projeto de poder do vice-governador, tentaram construir a candidatura com o processo pelo qual, repetindo 2022, o governador Carlos Brandão se candidataria ao Senado e indicaria o candidato a vice, e tudo seguiria o chamado “curso natural”. Mas uma série de obstáculos, que até hoje não ficaram muito claros, levou ao atual, impressionante e explosivo cenário da corrida ao Palácio dos Leões.

O problema é que, por conta dos desdobramentos causados pelo rompimento do governador Carlos Brandão (MDB) com o grupo que seguia a liderança do então senador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a começar pela indefinição longamente alimentada pelo próprio braço maranhense do PT, Felipe Camarão acabou sendo mantido numa situação estacionária. Ele resistiu a todo tipo de pressão, sofreu um duro bombardeio das forças adversárias, mas manteve sua posição afirmando ser candidato a governador, fossem quais fossem as circunstâncias. Saiu candidato praticamente de si mesmo, apoiado por um pequeno grupo de deputados estaduais e federais, e pela senadora Eliziane Gama, depois que ela se filiou ao PT.

Ao longo desse processo de indefinição, que durou meses, Felipe Camarão assistiu à construção política e partidária da candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com o aval assumido e atuante do governador Carlos Brandão. Ao mesmo o tempo, acompanhou a moldagem política da candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que se espalhou pelo estado como uma centelha. Os dois estão hoje na crista da disputa, numa polarização difícil de ser quebrada, produzindo a impressão, até aqui bem nítida, de que um dos dois será o próximo governador.

Nesse período, o vice-governador Felipe Camarão permaneceu meses retido pela indefinição do PT, mas sem em nenhum momento abrir mão do seu projeto de candidatura, numa coerência rara no universo da política. Se estivesse, como o acusam, brigando por um espaço pessoal, poderia ter renunciado à vice-governança e sido candidato a senador numa dobradinha, provavelmente imbatível, com o governador Carlos Brandão, ou poderia ter sido candidato a deputado federal, com amplas chances de ser eleito. Mas ele preferiu manter o seu projeto inicial, mesmo atropelado por uma série de enormes dificuldades.

Ainda que tardiamente – alguns avaliam que não é tão tarde assim -, Felipe Camarão se firmou como o candidato do PT ao Governo do Maranhão, com o apoio formal e reafirmado do comando nacional do partido, e as bênçãos declaradas do presidente Lula da Silva (PT). E montou uma chapa “pura”, tendo o vereador caxiense Ricardo Rodrigues, um jovem líder petista, como vice, e a senadora Eliziane Gama como candidata à reeleição, preenchendo a segunda vaga com o representante do PSOL Enilton Rodrigues.

Embalado pelo argumento de que, por conta da sua sólida formação e da ampla experiência já adquirida no serviço público, está preparado para realizar um Governo de qualidade elevada, Felipe Camarão sinaliza que não está fora do páreo. Isso porque, além da sua candidatura, tem o desafio de liderar chapas fortes à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, e principalmente comandar a campanha do presidente Lula da Silva no Maranhão. Um graúdo do PT que o apoia, lembra que ainda faltam 39 dias, ou seja, 936 horas, para as eleições, e que ao longo desse tempo “tudo pode acontecer”. A acrescenta: “A campanha está começando agora”.

Felipe Camarão sabe que chagar ao Palácio dos Leões agora é mais que um desafio. Mas ele acha que é possível e garante que está no jogo.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide e Orleans jogam pesado para vencer a eleição em São José de Ribamar

Eduardo Braide e Orleans Brandão: disputa
forte pelos votos de São José de Ribamar

Com 122 mil votos, que mobilizados podem fazer diferença em qualquer nível da disputa eleitoral, São José de Ribamar virou um reduto cobiçado pelos dois grupos que medem forças na cabeça da corrida às urnas.

Ali, várias pesquisas apontaram vantagem expressiva de Eduardo Braide (PSD) para o Governo do Estado, com grande espaço ocupado pelos candidatos a senador na sua chapa, André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo).

Ontem, no entanto, depois de várias semanas de incertezas, o prefeito Júlio Matos (Podemos), motivado pela candidatura do filho, Júlio Filho (Podemos), à Assembleia Legislativa, se posicionou de vez, declarando apoio a Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado e Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) para o Senado.

Com o posicionamento das duas forças no segundo maior município da Ilha de Upaon Açu, que recebe forte influência de São Luís, o cenário da disputa para o Governo do Estado em São José de Ribamar fica turvo, não se sabendo com precisão quem está com a vantagem ali.

Essa incerteza vem do fato de que, se de um lado o prestígio de Eduardo Braide tem forte repercussão no município vizinho da sua base maior, por outro não há dúvida quanto ao poder de fogo do prefeito Júlio reforça a candidatura de Orleans Brandão na Cidade do Padroeiro.

Uma pesquisa séria pode desenhar esse cenário.

Roberto Costa aposta alto no desempenho do MDB nas eleições de outubro

Roberto Costa: aposta no MDB

O prefeito de Bacabal e presidente da Famem Roberto Costa prevê que o seu partido, o MDB, fará o que em política se define como “barba, cabelo e bigode”. Para ele, o atual presidente do partido, Orleans Brandão, será eleito governador, a senadora Roseana Sarney será eleita senadora, o partido fará pelo menos quatro deputados federais e pelo menos 17 deputados estaduais.

Emedebista raiz, com participação decisiva na vida do partido na última década, tendo liderado a ala jovem do MDB num embate forte com as alas mais tradicionais da legenda, Roberto Costa tem uma visão realista do potencial do MDB, o que lhe dá autoridade para fazer previsões.

Militante político de tempo integral, sem prejuízo das suas responsabilidades com a Prefeitura de Bacabal, à frente da qual vem se destacando, e com a Famem, cujas ações vem diversificando, Roberto Costa acompanha de perto a evolução do cenário eleitoral, manifestando forte otimismo em relação ao desempenho do seu partido.

Além do apoio direto às candidaturas de Orleans Brandão e Roseana Sarney, o prefeito de Bacabal, que é também vice-presidente estadual do MDB, incentiva as candidaturas da deputada estadual Iracema Vale e Hildo Rocha, ambos do MDB, à Câmara Federal, e os deputados estaduais emedebista Davi Brandão e Florência Neto, que têm base em Bacabal, à Assembleia Legislativa.

São Luís, 28 de Agosto de 2028.

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