
Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane Gama estão
no páreo; e Hilton Ginçalo, Cidônio Gonçalves,
Raimundo Mireira, Enilton Rodrigues, Wilton
Leite e Simplício Araújo sem chance na disputa
A exata ente uma semana das eleições, quando pesquisas realizadas no Maranhão desenham cenário favorável ao presidente Lula da Silva (PT) na corrida ao Palácio do Planalto, e apontam o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (MDB), como favorito ao Governo do Estado, havendo também que acredite numa virada de Orleans Brandão (MDB), a grande expectativa em relação ao pleito majoritário está concentrada na disputa ferrenha pelas duas cadeiras no Senado da República. São 11 candidatos divididos em dois blocos, um formado por Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), que estão, de fato, no páreo, e outro que reúne Hilton Gonçalo, Cidônio Gonçalves (PL), Raimundo Moreira (PCB), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU) e Simplício Araújo (DC), que não têm a menor chance de chegar lá.
A pesquisa mais recente, da Quaest/TV Mirante, divulgada na noite de sexta-feira (25), mostrou exatamente esse quadro indefinido, principalmente para a segunda vaga. Roseana Sarney, com o lastro de 14 anos no Palácio dos Leões e uma imagem bem construída que a mentem como uma das principais referências políticas do estado, navega na dianteira, praticamente isolada, com fortes indicações de que sairá das urnas com visto para residir e trabalhar em Brasília por oito anos a partir de janeiro. Como contrapeso, ela amarga uma situação de risco por conta da elevada rejeição. Além disso, há a sempre elevada imprevisibilidade em reta final de eleições.
Nesse contexto, a grande e renhida disputa está sendo travada por André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Os indicativos mais recentes, a começar pela pesquisa Quaest, André Fufuca, deputado federal e ex-ministro do Esporte, vem despontando como favorito, ainda que empatado com Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Eliziane Gama dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais. O ex-ministro, migrou da base governista para uma aliança com Eduardo Braide (PSD), representa a face jovem da política maranhense e reúne todas as credenciais para ser senador da República.
Nesse meio de campo, não se deve fechar balanço deixando de fora Lahesio Bonfim, que mantendo seu espaço na ala dos favoritos, em que pese o fato de que já algum tempo ele figura como terceiro colocado nas pesquisas. Também a senadora Eliziane Gama, que tem o apoio declarado do presidente Lula da Silva, faz um mandato de elevada qualidade parlamentar e legislativa, e que pode protagonizar uma arrancada nos próximos dias.
Nesse ambiente de disputa ferrenha pelas cadeiras no Senado, a situação mais complicada é a do senador Weverton Rocha, que liderou todas as pesquisas até maio, quando começaram a vir à tona os seus problemas com investigações por suspeita de desvio de dinheiro público, a sua estranha relação empresarial e financeira com o advogado Willer Tomáz, situações que minaram fortemente o seu cacife eleitoral, de modo que, na avaliação geral, dentro e fora da seara política, sua reeleição é rigorosamente improvável.
No outro bloco de candidatos a senador, em que pese a arrancada de Hilton Gonçalo nas últimas semanas, firmando alianças em todas as frentes, o cenário é, de fato, desfavorável para e ele e para o inacreditável Cidônio Gonçalves – que apareceu do nada como candidato de Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro tendo o impeachment de ministros da Suprema Corte como único mote de campanha. Os demais, está mais do que claro, disputam legitimamente a senatória, mas cientes de que não têm a menor chance de sucesso.
O fato é que Roseana Sarney chega à reta final como favorita para uma das vagas, mas ciente de que o jogo vai endurecer nas próximas 160 horas.
PONTO & CONTRAPONTO
Otimista: Brandão calcula que se o grupo for “atrás do voto”, Orleans vence eleição no 1º turno

prefeito Chiquinho da FC e do
deputado Francisco Nagib, no sábado.
“Nós temos um grupo muito grande. Basta a gente ir atrás do voto. Quinze por cento de indecisos. Com certeza, na hora que o nosso grupo, nossos amigos, forem pro campo, a gente vai trazer pelo menos dez por cento, e vamos ganhar no primeiro turno. A minha eleição foi assim, eu estava a 15 por cento atrás, e ai começamos a trabalhar nos últimos 15 dias. Foi uma virada total. Nós estamos aí numa situação um pouco à frente do candidato, mas se a gente for pra cima, como eu estou vendo que está acontecendo no Maranhão todo, eu não tenho dúvida de que nós vamos ganhar no primeiro turno”.
Foram palavras do governador Carlos Brandão, ontem, em Balsas, ao ser indagado sobre a disputa pelo Governo do Maranhão. Pelo que respondeu, o governador está convencido de que o seu candidato, Orleans Brandão (MDB), está “um pouco à frente” do principal adversário, Eduardo Braide (PSD), e pode vencer a disputa já no 1º turno, bastando para isso, que o seu grupo, que definiu como “nossos amigos” saia a campo em busca dos 15% de indecisos, calculando que, se conseguir 10%, Orleans brandão será eleito em um só turno.
O governador justificou o seu otimismo baseado na sua própria eleição, em 2022, lembrando que um mês antes das eleições encontrava-se 15% atrás do seu adversário, o senador Weverton Rocha (PDT). Houve, de fato, uma grande mobilização, liderada por Carlos brandão e o ex-governador Flávio Dino. Com a virada, Caros Brandão se reelegeu no 1º turno e Flávio Dino se tornou senador com a maior votação dada a um candidato a senador no Maranhão até aqui.
Ciente de que o cenário dessa disputa é muito diferente do de 2022, o governador Carlos Brandão (MDB) não descansa da tarefa que ele se impôs com dois objetivos: fortalecer Orleans Brandão (MDB) na corrida à sua sucessão, e, claro, ampliar o portfólio de obras da sua gestão com o mandatário estadual. Parte do seu otimismo está no fato de que faz um governo reconhecido pelo grande volume de obras e forte atuação no campo social. E sabe que seria imbatível se estivesse na disputa para o Senado.
Jornalista monta lista de nove prováveis eleitos para a Câmara Federal
São muitas as listas de prováveis eleitos para a Câmara Federal. A mais recente foi divulgada ontem pelo competente e bem informado jornalista Diego Emir. Com os pés no chão, baseado nos lastros dos nomes e dos cacifes dos seus partidos, e sem os exageros de outras avaliações, ele relacionou nove candidatos – o que equivale à metade da bancada de 18 deputados – que, na sua avaliação, podem comprar paletós e vestidos para a posse.
São eles: Fernando Braide (PSD), deputado estadual e irmão de Eduardo Braide; Iracema Vale (MDB), deputada estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa; Othelino Neto (PSB), deputado estadual, ex-presidente da Alema e duro opositor do atual Governo estadual; Pedro Lucas Fernandes (União), presidente do partido no estado e um dos mais influentes membros da bancada maranhense; Fábio Macedo (Podemos), presidente do partido no estado; Fabiana Vilar (PL), deputada estadual e Aldir Junior (PL), vereador de São Luís, ambos figura de proa e da mais estreita confiança de Josimar de Maranhãozinho; Vinícius Ferro (MDB), ex-secretário estadual de Fazenda e membro do grupo mais próximo do governador Carlos Brandão; e Larissa DP, mulher do controvertido empresário Eduardo DP.
A Coluna endossa a previsão, acrescentando um nome: o deputado federal, ex-ministro das Comunicações e presidente estadual do PSDB Juscelino Filho.
São Luís, 27 de Setembro de 2026.