Deputados estaduais podem conquistar cinco cadeiras na Câmara Federal

Iracema Vale, Othelino Neto, Fernando Braide,
Fabiana Vilar e Yglésio Moisés
podem chegar à Câmara Federal

Cinco deputados estaduais abriram mão da renovação dos seus mandatos para brigar por cadeiras na Câmara Federal: Iracema Vale (MDB), Othelino Neto (PSB), Fernando Braide (PSD), Fabiana Vilar (PL) e Yglésio Moisés (PRD). Trata-se de um time de peso, embora eles pertençam a partidos diferentes, o que significa dizer que são concorrentes, o que torna os seus projetos eleitorais bem mais movimentados. Dos cinco, apenas dois – Iracema Vale e Yglésio Moisés – fazem parte da base governista, uma vez que Othelino Neto e Fernando Braide fazem dura oposição ao Governo estadual, com ataques intensos ao governador Carlos Brandão (MDB), enquanto Fabiana Vilar vive uma espécie de neutralidade “tensa” em relação ao Palácio dos Leões.

Presidente da Assembleia Legislativa, a deputada Iracema Vale se elegeu pelo PSB, mas migrou para o MDB na onda que produziu o rompimento da base governista. Inicialmente dedicada a um projeto de renovação do mandato, a parlamentar viveu meses de incertezas em meio a um turbilhão de rumores, marchas e contramarchas e disse-me-disse. No centro desse burburinho, a presidente da Alema foi apontada como pré-candidata ao Governo, possível candidata ao Senado, e provável candidata à Câmara Federal. Com faro e movimentos de raposa política, ela resistiu a todas as tentações, e acabou optando por disputar um mandato na Câmara Federal. Integra o chapão do MDB, e a impressão geral é a de que ela chegará lá.

Ex-presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Othelino Neto (PSB) avaliou que é hora de tentar um voo mais alto, e o projeto de conquistar um mandato na Câmara Feral lhe cai como uma luva. Primeiro porque o parlamentar ganhou estatura, o que justifica plenamente vislumbrar uma atuação em Brasília, e segundo porque, com a esposa, a senadora Ana Paula Lobado (PSB), a ação parlamentar e partidária dos dois no epicentro do poder nacional pode um resultado institucional expressivo e fortalecer a ação política dos dois politicamente. Todas as listas de possíveis eleitos para a Câmara Federal o incluem como um dos prováveis eleitos.

Fabiana Vilar, que hoje preside o PL no Maranhão e lidera a bancada do partido na Assembleia Legislativa, é uma espécie de porta-voz do grupo comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Fabiana Vilar foi escalada para disputar vaga na Câmara Federal depois que Josimar de Maranhãozinho e sua mulher, a deputada federal Detinha, decidiram não tentar a reeleição, devendo repassar suas bases para a parlamentar os votos de ambos e sair das urnas como um candidatos mais bem votados entre os candidatos à Câmara Federal.

O deputado Fernando Braide é parceiro firme do irmão, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), candidato bem posicionados na corrida ao Governo do Estado. Ao longo do seu mandato, foi opositor duro e constante do governador Carlos Brandão, atacando suas decisões e criticando aspectos da gestão, como o valor da alíquota do ICSM, coincidindo com o discurso do irmão candidato ao Palácio dos Leões. Também frequenta as listas de possíveis futuros integrantes da bancada federal maranhense.

O deputado estadual Yglésio Moisés avaliou que a Assembleia Legislativa já não é a esfera para a sua atuação parlamentar, e depois de uma série de atropelos partidários, chegou ao estável barco com PRD, comandado pelo deputado federal Marreca Filho. Antes de centro-esquerda, deu uma guinada radical para a direita radical bolsonarista, do qual se autoproclamou representante no Maranhão, assumindo a condição de inimigo visceral do dinismo. Parlamentar politicamente ativo e muito produtivo como legislador, o deputado Yglésio Moisés aposta alto na conquista do mandato federal.

Ser todos conseguiram o passaporte para trabalhar em Brasília à partir de janeiro do ano que vem, a bancada maranhense será reforçada por um time de elevada densidade política e boa qualidade parlamentar.

Em Tempo: a deputada estadual Mical Damasceno (Republicanos), mas, como os demais, ela não figura nas listas de prováveis eleitos.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Braide travam confronto verbal, que pode marcar a campanha eleitoral

Eduardo Braide e Carlos Brandão
travam um duro duelo verbal

O governador Carlos Brandão deu mais uma demonstração de que está determinado a esmurrar verbalmente o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), que lidera acorrida, segundo a maioria das pesquisas, e que tem feito duras críticas ao Governo do Estado durante suas incursões no interior. Ontem, ao falar para um grupo de políticos, o governador disparou: “Ele mente demais!”.

O pugilato verbal entre o governador e o ex-prefeito de São Luís, que hoje é o seu adversário mais importante na seara estadual, à medida que disputa o comando do Estado com o candidato governista Orleans Brandão (MDB), começou ainda na fase de pré-campanha, mais ou menos em maio, quando Eduardo Braide criticou algumas estradas mal conservadas, e problemas nas área de saúde e segurança. O governador reagiu às ofensivas do candidato do PSD.

Cerca de dois meses atrás, Eduardo Braide divulgou vídeo criticando o suposto “abandono” de uma obras de construção de uma importante em Caxias, a Avenida Pirajá. O governador Carlos Brandão reagiu indignado, afirmando que a obras estava paralisada por conta de um final de semana prolongado e afirmando que o candidato do PSD não estava falando a verdade. Logo em seguida Eduardo Braide reafirmou a denúncia.

Mais recentemente, ao passar pelo Estreito dos Mosquitos e encarar a fila de caminhões, ônibus e automóveis formada por causa “pare, siga”, ocasionado por obras de manutenção de uma das pontes, Eduardo Braide gravou um vídeo responsabilizando também o Governo do Estado pelo problema.

O governador Carlos Brandão reagiu dizendo quer o ex-prefeito de São Luís estava mentindo, argumentando que a obras não é do Governo do Estado, mas do Governo Federal. Horas depois, Eduardo Braide retrucou, declarando: “Basta passar por lá para se saber quem está mentindo.

Numa entrevista ao podcast “Café Quente”, Eduardo Braide denunciou que o Governo estaria dando “mesadas” para que vereadores não o apoiassem, lembrando que o governador Carlos Brandão reuniu 27 dos 31 vereadores de São Luís para colocá-los contra a sua gestão na Prefeitura de São Luís.

O governador reagiu negando tal prática, ontem, ao falar para um grupo de políticos, o governador Carlos Brandão atacou fortemente o ex-prefeito Eduardo Braide: “Aquele ali, basta ver o que foi feito em São Luís: de 33 vereadores, 30 vieram para cá” (na verdade, são 31 vereadores, sendo que 27 participaram da reunião denunciada pelo ex-prefeito, enquanto quatro não participaram).

Carlos Brandão fez uma série de acusações a Eduardo Braide com o prefeito de São luís, tendo elevado ao criticar o estilo de governar de ex-prefeito, a quem acusou de fazer promessa que não pode cumprir, e disparou: “O mais interessante é como ele mente de cara limpa”.

Já no final da tarde de sábado, Eduardo Braide reforçou suas críticas ao Governo ao mostrar uma estrada estadual não asfaltadas, que, segundo ele, “no verão á buraco e poeira, e no inverso é só lama”.

Ninguém duvida de que o troco será dado e de que esse pugilato verbal vai continuar ao longo da campanha.

Comando da campanha de Lula ainda avalia se ele deve ou não visitar o Maranhão em setembro

Felipe Camarão quer visita
de Lula da Silva ao Maranhão
durante a campanha,
mas cúpula do PT avalia

O comando da campanha do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição está avaliando se ele inclui ou não São Luís ou alguma outra cidade maranhense no seu roteiro de viagens durante a campanha em setembro. Há quem defenda que sim, o presidente deve visitar o Maranhão antes de 4 de outubro, e há quem diga que não deve fazê-lo.

O candidato do PT a governador, Felipe Camarão, gostaria muito quer o presidente visitasse o Maranhão, avaliando que a presença do mandatário petista reforçaria substancialmente a sua candidatura ao Palácio dos Leões.

Há, porém, vozes no PT estadual que, mesmo prevendo que isso reforçaria a campanha dos candidatos do PT a governador, senador, deputado estadual e deputado federal, poderia causar embaraços para o próprio presidente.

Isso porque, segundo essas vozes, a visita geraria desconforto se ele não fizesse nenhum aceno ao candidato do MDB, Orleans Brandão, que afirma ser seu aliado em todos os seus pronunciamentos. E se isso acontecesse, Felipe Camarão ficaria no mínimo desconfortável.

No momento, a tendência é a de que o presidente venha ao Maranhão apenas no segundo turno.

São Luís, 30 de Agosto de 2026.

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