O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) é o mais novo pré-candidato ao Senado para as eleições de outubro. Ele fará dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT) na chapa a ser encabeçada pelo ex-secretário estadual de Assuntos Municipais Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Governo do Estado. Pedro Lucas Fernandes foi anunciado, em clima de empolgação, ontem pelo próprio Orleans Brandão em vídeo divulgado nas redes sociais, confirmando as especulações nessa direção. A sua escolha confirma o projeto inicial do governador Carlos Brandão (MDB) e concretiza a indicação feita no ano passado pelo presidente nacional do União Brasil e da Federação União Progressista (União/PP), António Rueda, em visita ao Maranhão em meados do ano passado.
A confirmação da pré-candidatura de Pedro Lucas Fernandes veio depois que a deputada federal Roseana Sarney (MDB), mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto – foi a segunda colocada no levantamento da Real Time Big Data – decidiu não entrar na corrida ao Senado nem buscar a reeleição. A explicação: ela preferindo cumprir integralmente o seu tratamento contra um câncer de acordo com orientação dos seus médicos. Tanto que deve seguir hoje mesmo de volta a São Paulo, onde deverá permanecer mais dois meses. E com a sua saída, o MDB maranhense não terá candidato ao Senado, como queria a cúpula nacional do partido.
Agora na corrida ao Senado, o deputado federal interrompe uma sólida e produtiva trajetória na Câmara Federal, seguindo os passos do pai, Pedro Fernandes (União), atual prefeito de Arame, que exerceu ali oito mandatos ininterruptos e de onde saiu com o recorde de não haver faltado a uma sessão em mais de 32 anos. Situado na oposição ao Governo do presidente Lula da Silva (PT), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes exerce no momento o posto de líder do União Brasil na Câmara Federal. Se for eleito senador, certamente integrará a cúpula nacional do União Brasil e deverá falar pelo partido na Câmara Alta, provavelmente como seu líder.
Com a guinada em direção ao Senado, Pedro Lucas Fernandes deverá passar as suas bases para o irmão, o arquiteto Paulo Casé, ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social, inicialmente pré-candidato a deputado estadual, mas que agora vai tentar manter o espaço da família Fernandes na Câmara Federal. E de acordo com as especulações, que tendem a ser confirmadas, Paulo Casé repassará as bases que vinha articulando à empresária Maria Fernanda (MDB), neta do ex-presidente José Sarney (MDB), que tentará manter o nome da família no cenário político estadual, iniciando carreira na Assembleia Legislativa. Outro nome da família Sarney deverá ser indicado suplente de senador na chapa de Pedro Lucas Fernandes.
A definição de Pedro Lucas Fernandes como pré-candidato a senador na aliança encabeçada por Orleans Brandão é o desfecho de uma longa, complexa, e muitas vezes tensa articulação feita diretamente pelo governador Carlos Brandão. Ele tinha de um lado Pedro Lucas como o nome da sua preferência e queria o apoio da Federação União Progressista, e do outro a deputada federal Roseana Sarney, a maioria dos seus familiares – rumores davam conta de que o marido, Jorge Murad, era contra – e a cúpula nacional do MDB, que a queria no Senado. Foram meses de conversas, algumas tensas, que iam por água abaixo levadas pelas pesquisas a ela favoráveis. O estado de saída da ex-governadora falou mais alto e ela decidiu sair de cena, decidida a não concorrer nem à reeleição. Sem forçar a barra, o governador Carlos Brandão emplaca Pelo Lucas Fernandes sem gerar uma crise.
Com o anúncio de ontem, Orleans Brandão fecha a chapa que encabeçará na corrida ao Governo do Estado: tem o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como vice, e o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes como pré-candidatos ao Senado.
PONTO & CONTRAPONTO
Mesmo com vozes radicais da esquerda e da direita, a corrida ao Senado será marcada pelo equilíbrio ideológico

Rocha, Duarte Jr., Eliziane Gama, Franklin Douglas,
Antônia Cariongo, Hilton Gonçalo e Roberto Rocha representam
uma colcha de retalhos ideológica na corrida ao Senado
Com a entrada do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) na chapa de Orleans Brandão (MDB), o plantel da corrida às duas cadeiras no Senado ganha sua feição (quase) definitiva. A provocação pesada feita sexta-feira pela senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, ao identificar como “bolsonarista” a chapa liderada pelo pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), que tem o ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidatos ao Senado, desencadeou uma nova fase nesse disputa, agora com identificação ideológica.
Até recentemente vistas como confrontos situação/oposição, as eleições mais recentes no Maranhão, a exemplo de todo o país, foram marcadas pela polarização direita/esquerda, que se configurou mais nitidamente na disputa de 2014 entre Roberto Rocha, então no PSB, e Gastão Vieira MDB, venceu o então deputado federal Gastão Vieira (MDB), de centro, e na disputa de 2018, em que os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), ambos da esquerda moderada, bateram nas urnas o senador Edson Lobão (MDB), de direita, e o deputado federal Sarney Filho (PV), de centro. Agora, o espectro ideológico é bem mais amplo, indo da direita radical (Novo) à esquerda dura (PSOL), mas com o predomínio das posições de centro.
Nesse contexto, os pré-candidatos ao Senado na chapa liderada por Eduardo Braide, ele próprio um democrata de centro e avesso a rótulos ideológicos, pertencem ao centro e na direita radical. O deputado André Fufuca é um político de centro-direita, de uma linha aberta aos espaços ideológicos numa democracia, tanto que foi ministro do Esporte no Governo Lula da Silva (PT), sendo partidário assumido da reeleição do atual presidente. O contrapeso está em Lahesio Bonfim, cujo discurso é de direita radical, ora de viés bolsonarista, mas com forte traços de independência. É uma chapa senatorial ideologicamente equilibrada nesse plano.
Político de centro de linha democrática e defensor do projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, Orleans Brandão (MDB) vai comandar uma chapa senatorial também marcada pelo equilíbrio ideológico. De um lado está o senador Weverton Rocha (PDT), de centro-esquerda com viés trabalhista, alinhado ao Governo do petista Lula da Silva, cuja reeleição defende enfaticamente. No outro lado o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), de centro-direita, que transita com facilidade na esquerda e na direita, não lhe cabendo o rótulo de bolsonarista, podendo ele fazer uma campanha sem posicionamento enfático em relação à corrida presidencial.
A rigor, o pré-candidato petista ao Governo, Felipe Camarão, da chamada esquerda democrática, só terá formalmente um candidato ao Senado, a senadora Eliziane Gama (PT), da esquerda moderada, parte disso por conta da sua condição de evangélica, e defensora intransigente da reeleição do presidente Lula da Silva. Politicamente alinhado a Orleans Brandão, mas neutro na corrida ao Planalto, Duarte Jr, corre em faixa própria com um discurso de cventro-esquerda.
O PSOL, um partido da chamada esquerda dura, que não chega a pregar a ditadura do proletariado, mas defende a base do marxismo, e que tem como pré-candidato a governador Enilton Rodrigues, vai disputar as cadeiras no Senado com “chapa pura”: Franklin Douglas e Antônia Cariongo, ambos militantes do partido. Ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo é um político de centro, sem lampejos à direita nem à esquerda, e sem posição definida em relação à corrida presidencial. E, finalmente o ex-senador Roberto Rocha, que vivenciou o liberalismo tucano, experimentou a esquerda moderada no PSB, criou laços fortes com o bolsonarismo e acabou no Novo, o mais estridente nicho da direita radical.
Como está demonstrado, a corrida ao Senado no maranhão se dá na esteira de uma ampla colcha de retalhos ideológicos.
Othelino Neto aprova PL que organiza fila do SUS e concede Medalha João do Vale a Seu Léo
O deputado estadual Othelino Neto (PSB), fechou a semana sob os ecos de dois gols de placa por ele marcados na sessão de quarta-feira (8).
O primeiro foi na sessão ordinária, durante a qual conseguiu a aprovação de um projeto que obriga a publicação das listas de espera para consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O PL institui o Estado disponibilize e mantenha atualizadas, na internet, as listas de espera dos pacientes, permitindo que cada cidadão acompanhe sua posição na fila e tenha acesso a informações como a data da solicitação, a especialidade ou procedimento aguardado e a estimativa de prazo para atendimento.
O segundo gol foi marcado pelo parlamentar em sessão solene, na qual Othelino Neto entregou a Medalha do Mérito Legislativo João do Vale ao comerciante e incentivador da cultura maranhense Leonildo Peixoto Martins, o “Seu Léo”, dono do Bar do Léo, um dos ícones desse segmento em São Luís.
A concessão da honraria se deu em reconhecimento, pelo parlamentar e pela Assembleia Legislativa, da trajetória de mais de quatro décadas de “Seu Léo” dedicadas à valorização, preservação e difusão da cultura maranhense, especialmente em relação à música. Ao longo dos anos, ele transformou aquele o bar, que ocupa parte do Mercado do Vinhais, na “Academia Musical Bar do Léo”, um dos principais pontos de preservação da memória musical do estado e do País, reunindo importante acervo de discos, CDs, fitas e registros históricos. É ponto de encontro de cantores, compositores e instrumentistas maranhenses.
Homenagem justa e oportuna.
São Luís, 12 de Julho de 2026.

