Pesquisa IPPI aponta liderança de Braide (42%), com Orleans (26%) em segundo e Camarão (5,9%) em terceiro

Eduardo Braide, lidera com larga vantagem em
relação a Orleans Brandão e Felipe Camarão

Uma nova pesquisa, essa realizada pelo instituto piauiense IPPI, numa parceria com o podcast Café Quente, comandado pelo ex-deputado estadual Rogério Cafeteira, agitou ontem o meio político, em especial os bastidores das corridas ao Governo do Estado. De acordo com os números, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD, tem 42,1% das intenções de voto, contra 26% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, pré-candidato do MDB. Os demais pré-candidatos a governador foram encontrados nas seguintes posições: o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,9%, André Luís (Missão) com 1,8%, Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3% cada. Brancos, nulos e nenhum deles somaram 6.6%, e não souberam ou não quiseram responder totalizaram 17,1%.

Transformado em votos válidos – quando se exclui brancos, nulos e indecisos -, o resultado é o seguinte: Eduardo Braide tem 55% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão com 34,1, Felipe Camarão com 7,8% e André Luís com 2,4% das intenções de voto, o que resolveria a eleição em um só turno. Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli mantêm o mesmo percentual de 0,3% cada.

De acordo com o relatório apresentado em live, ontem, no Café Quente, a pesquisa IPPI entrevistou 1.500 eleitores em 80 municípios entre os dias 8 e 12 de julho, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MA-09885/2026.

Terceira realizada neste ano para medir a corrida ao Palácio dos Leões, a pesquisa IPPI/Café Quente chega na esteira de outro levantamento com o de outro instituto, o Real Times Big Data – eles não devem ser comparados -, com números próximos. E como não poderia deixar de ser, aliados de Eduardo Braide festejaram o resultado mostrado pelo IPPI, que para eles expressa a realidade do momento, enquanto partidários de Orleans Brandão contestam os números não traduzem corretamente o cenário em que se desenvolve a luta pelo voto entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. Não houve reação por parte dos apoiadores de Felipe Camarão, que aparece na terceira colocação, bem distante dos responsáveis pela polarização.

Na live em que apresentou os números, o ex-deputado Rogério Cafeteira afirmou a integridade da pesquisa, afirmando que os números encontrados pelo IPPI traduzem o cenário atual da corrida ao Palácio dos Leões. Um diretor do IPP participou da live do Café Quente e garantiu que os números refletem a realidade no conjunto dos 80 municípios onde os questionários foram aplicados.

O dado a ser observado é que os questionários foram aplicados depois que Eduardo Braide anunciou Lahesio Bonfim (Novo), como um dos seus pré-candidatos ao Senado, ao mesmo tempo em que Orleans Brandão lançou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PRD), como o seu companheiro de chapa. E aconteceu no momento em que Orleans Brandão anunciou o seu outro pré-candidato ao Senado, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União). Esse fato só será refletido num próximo levantamento, ainda sem previsão. Até lá, Eduardo Braide tem motivos para turbinar a sua pré-campanha pelos municípios, enquanto Orleans Brandão deve intensificar suas incursões em São Luís e também no interior, onde tem o apoio da maioria dos prefeitos.

A pesquisa IPPI/Café Quente serve de estímulo para que os três pré-candidatos a governador façam os seus ajustes para a campanha eleitoral propriamente dita, que começa no dia 16 de agosto, exatamente daqui a um mês, depois da realização das convenções partidárias que os tornarão candidatos. Outros levantamentos estão a caminho, trazendo informações que confirmem, ou não, o cenário encontrado pelo IPPI e divulgados ontem.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: pesquisa IPPI chega defasada, porque não mediu a saída de Roseana e o ingresso de Pedro Lucas

Senado: se ainda fosse pré-candidata, Roseana Sarney lideraria,
seguida de Lahesio Bonfim, Duarte Jr., Weverton Rocha,
André Fufuca, Eliziane Gama, Roberto Rocha,
Pedro Lucas Fernandes e Hilton Gonçalo

A pesquisa IPPI encontrou um cenário indicador de que a corrida ao Senado da República tende a confirmar a previsão de que será uma das mais acirradas da recente história eleitoral do maranhão. A começar pelo fato de que Roseana Sarney, que não é mais candidata a nada, aparece com 15,3% das preferências para o primeiro voto para senador e com 8,5% para o segundo voto.

Em relação ao primeiro voto, Roseana Sarney com 15,1%, Lahesio Bonfim (Novo) aparece em segundo lugar com 10,2 das intenções de voto, seguido de Duarte Jr. (Avante) com 9,9%, Weverton Rocha (PDT) com 9,3%, André Fufuca (PP) com 9%, Eliziane Gama (PT) e Roberto Rocha (Novo) com 6,1% cada, Pedro Lucas Fernandes (União) com 2,9%, e Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,3%.

A pesquisa pediu ainda ao eleitor entrevistado um segundo voto, já são duas cadeiras em disputa. E o resultado foi o seguinte: sem Roseana Sarney, que teria 8,5%, o cenário encontrado foi o seguinte: Roberto Rocha (6,5%), André Fufuca (6,4%), Weverton Rocha (6,2%), Duarte Júnior (5,9%), Eliziane Gama (5,3%), Lahesio Bonfim (4,4%) e Pedro Lucas Fernandes (2,9%). O levantamento mostra ainda que 32,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a segunda vaga.

O IPPI somou os percentuais de cada um em relação ao primeiro e o segundo voto, e o resultado foi o seguinte: Roseana Sarney lidera com 23,9%, seguida de Duarte Jr. (15,7%), Weverton Rocha (15,5%), André Fufuca (15,4%), Lahesio Bonfim (14,6%), Roberto Rocha (12,6%) e Eliziane Gama (11,5%), configurando uma disputa bastante equilibrada e de desfecho absolutamente imprevisível.

Nesse contexto, uma pergunta se impõe: para quem migrarão as intenções de voto de Roseana Sarney?

Em que pese o fato de que foi realizada no período de 8 a 12 deste mês, concluída há três dias, portanto, a pesquisa IPPI para medir a corrida ao Senado da República chega ao conhecimento público defasada. Isso porque ela não refletiu o cenário com a pré-candidatura definida do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), que com a desistência da deputada federal Roseana Sarney (MDB).

Nesse contexto, uma pergunta se impõe: para onde migrarão as intenções de voto de Roseana Sarney?

Troca de farpas no PT compromete a pré-candidatura de Camarão e nomes para a eleição proporcional

Felipe Camarão e Zé Inácio: troca de farpas
fragiliza o partido e seus pré-candidatos

A decisão do comando nacional do PT e o aval explícito do presidente Lula da Silva em apoio à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado não foram suficientes para colocar o braço do partido no Maranhão numa situação de unidade. Os sintomas de que a agremiação petista continua dividida em relação à disputa pelo Governo do Estado, agora com troca de farpas envolvendo o pré-candidato a governador em embate verbal com figuras destacada do partido.

Um dos líderes da corrente que defende aliança com o MDB em torno de Orleans Brandão para o Governo do Estado, o ex-deputado estadual Zé Inácio, pré-candidato a deputado estadual, entrou em rota de colisão com Felipe Camarão, ao propor que o PT saia da corrida aos Leões e lance apenas candidatos ao Senado. Com a sugestão, Zé Inácio deixa claro que, por ele, Felipe Camarão não seria pré-candidato a governador, mas ao Senado, fazendo uma dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PT). Isso deixaria todo o PT livre para votar em Orleans Brandão para o Governo.

Há muito submetido a forte tensão, o PT maranhense rachou e continua rachado em relação a ser ou não ser alinhado ao Palácio dos Leões. As decisões tomadas em Brasília atropelaram também outro quadro importante, o deputado federal Rubens Jr. (PT). E o motivo foi controverso. Rubens Jr. participou, em Santa Quitéria, onde é votado, em apoio a Eduardo Braide (PSD), agora apontado como “bolsonarista” pelo próprio Felipe Camarão, aumentando expressivamente o ambiente de tensão que vem desde o rompimento da corrente ligada ao ministro (STF) Flávio Dino.

Esse clima de quase autofagia dentro do PT mina a pré-candidatura de Felipe Camarão, compromete a relação do partido com o governador Carlos Brandão e contribui seriamente para diminuir o cacife do partido nas eleições proporcionais.

São Luís, 14 de Julho de 2026.

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