
enquanto Felipe Camarão e Roberto Rocha empatam em
3º, com Enilton Rodrigues e André Luís estão
tecnicamente empatados em 4º lugar
Se a eleição para governador do Maranhão ocorresse agora, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) sairia das urnas com 44% dos votos contra 31% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). Os dois disputariam um 2º turno. No terceiro lugar haveria empate rigoroso entre o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ex-senador Roberto Rocha (Novo), cada um com 9% da votação, e na sequência Enilton Rodrigues (PSOL) teria 2%, exatamente o dobro de André Luís (Missão), que teria 1%. Não foi informada a posição de Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSOL, mas encontrou 2% dos entrevistados que não quiseram ou não souberam responder.
Esse cenário da corrida ao Palácio dos Leões foi encontrado por pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, que ouviu 1.600 eleitores em municípios de todo o estado nos dias 6 e 7 de julho, ou seja, segunda e terça-feira, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada nas Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04311/2026.
A pesquisa foi além e investigou as intenções de votos em diferentes cenários de 2º turno. Num embate direto entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, ex-prefeito de São Luís se elegeria com 52% dos votos contra 38% do candidato emedebista. Já entre Eduardo Braide e Felipe Camarão, o ex-prefeito venceria por vantagem bem mais larga: 62% contra 22%. E numa improvável disputa com Roberto Rocha, Eduardo Braide seria eleito com 58% contra apenas 25%. Nas simulações sem Eduardo Braide, Orleans Brandão derrotaria Felipe Camarão por 56% a 24% e Roberto Rocha por 52% a 30%.
Para começar, qualquer avaliação séria e isenta dirá que os números são um oportuno sinal de alerta ao pré-candidato Orleans Brandão e o seu comando de campanha. Eles sinalizam que, ao contrário da avaliação defendida por muitos, os votos do interior não estão garantidos pela ação política dos prefeitos e seus grupos. Ninguém duvida da consistência do trabalho de articulação que vem sendo realizado por Orleans Brandão com o apoio direto do governador Carlos Brandão, que tem sido incansável. Essa ação intensa tem embalado a caminhada do pré-candidato do MDB, mas segundo o levantamento do Real Time Big Data, não está sendo suficiente para virar o jogo.
A explicação para esse cenário é o fato de que na outra ponta tem Eduardo Braide, um político que sabe o que faz e onde pisa, atuando como outsider experiente, e que tem um discurso na ponta da linha e um portfólio do tamanho da cidade de São Luís, que ele tem sabido ampliar e ecoar para todo o estado. Isso porque, além da experiência já acumulada, tem o domínio pleno do uso das redes sociais, não encontrando barreiras para suas mensagens, que diariamente alcançam milhares e milhares de eleitores em todo o estado e reforçam o seu cacife. Além do mais, a maratona que empreende no momento pelos municípios o tem aproximado do eleitorado não alinhado a prefeitos.
Chama a atenção o fato de o ex-senador Roberto Rocha (Novo) ter sido incluído na pesquisa como pré-candidato a governador e a senador, o que não faz o menor sentido, a começar pelo fato de que, a rigor, neste exato momento ele não é uma coisa nem outra. Os números lhe deram um recado contundente: se entrar na corrida ao Palácio dos Leões, corre o risco de ser trucidado.
Esse levantamento, que vem à tona depois de um longo hiato sem informações estatísticas medindo o desempenho dos pré-candidatos na corrida ao Palácio dos Leões, pode ser visto como espécie de start de uma contagem regressiva de 90 dias. Esse começo se dá num ambiente em que partidários de Eduardo Braide comemoram e aliados de Orleans Brandão minimizam o impacto dos números e afirmam que placar está aberto e que o jogo para valer começa agora.
PONTO & CONTRAPONTO
Senado: Duarte Jr., Weverton, Roseana, R. Rocha, Eliziane, Lahesio e Fufuca brigam pelas duas cadeiras

Roberto Rocha, Eliziane Gama, Lahesio Bonfim,
André Fufuca na disputa, enquanto Hilton
Gonçalo, César Pires, Franklin Douglas e
Antônia Cariongo aparecem sem chance
A três meses das eleições, os números encontrados pela pesquisa Real Time Big Data informam que não há pré-candidatos às duas cadeiras no Senado que possam ensaiar canto de vitória. Isso porque, num encadeamento absolutamente surpreendente, nada menos que sete dos 11 pré-candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O bloco encadeado é liderado pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante), com 14% das intenções de voto. Ele é seguido pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pela deputada federal Roseana Sarney (MDB), cada um com 13%. Atrás deles aparecem Roberto Rocha (Novo) com 11%, e em seguida a senadora Eliziane Gama (PT), o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) e o deputado federal André Fufuca (PP), cada um com 10% de preferência. No mesmo cenário aparecem César Pires (PSD) e Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2% cada, e Antônia Cariongo (PSOL) e Franklin Douglas (PSOL) com 1% cada. Nulos e brancos representam 6% e 7% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Noutro cenário, em que o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) substitui André Fufuca, quase nada muda. Duarte Jr. mantém a liderança numérica com 14%, seguido por Roseana Sarney e Weverton Rocha, ambos com 13%. Roberto Rocha registra 11%, Eliziane Gama sobe para 11%, Lahesio Bonfim permanece com 10% e Pedro Lucas aparece com 9%. Os demais candidatos mantêm os mesmos percentuais do primeiro cenário.
Dois dados e duas distorções chamam a atenção na medição da corrida ao Senado.
O primeiro dado é a surpreendente liderança numérica do deputado federal Duarte Jr., cuja pré-candidatura foi lançada há cerca de dois meses num ambiente em que as principais pré-candidaturas já estavam consolidadas. Os seus 14% confirmam informações aleatórias que chegam do interior dando conta de que ele está se tornando uma espécie de onda.
O outro dado é a performance da deputada federal Roseana Sarney, que aparece na segunda colocação, ombro a ombro com o senador Weverton Rocha, o que mostra a viabilidade do seu projeto de candidatura.
A primeira distorção é a presença do ex-senador Roberto Rocha nos levantamentos para governador e para senador, uma vez que ninguém pode ser pré-candidato a governador e a senador ao mesmo tempo. Daí porque a sua inclusão nos dois questionários não faz qualquer sentido.
A outra distorção na pesquisa é a substituição do deputado federal André Fufuca pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes. A mudança faria sentido se a deputada federal Roseana Sarney fosse substituída por Pedro Lucas Fernandes. Afinal, eles são as únicas dúvidas desse plantel de pré-candidatos às vagas no Senado, e só um deles companheiro de Weverton Rocha na chapa a ser encabeçada por Orleans Brandão.
No mais, tudo certo.
Pesquisa aponta Governo Brandão com 55% de aprovação
Se continuar na mesma toada, o governador Carlos Brandão (MDB) passará o bastão ao seu sucessor com a sensação do dever cumprido. De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, a sua gestão é aprovada por 55% dos maranhenses, contra 41% que disseram não aprova-la.
De acordo com o levantamento, 35% dos entrevistados classificaram a atual administração estadual como “ótima” e “boa”, 33% responderam que ela é “regular”, e 30% a apontaram como “ruim” ou “péssima”.
À frente de um governo de orientação municipalista, o governador Carlos Brandão caminha para deixar sua marca em todos os municípios.
São Luís, 09 de Julho de 2026.
