Câmara Federal: nomes fortes correm por fora e ameaçam tomar vagas dos que tentam reeleição

Iracema Vale, Othelino Neto, Fernando Braide,
Fabiana Vilar, Bira do Pindaré, Vinícius Ferro,
Érik Silva, Erlânio Xavier e Larissa DP:
nomes fortes na briga por mandato federal

Ganha intensidade a disputa pelas 18 cadeiras do Maranhão na Câmara Federal. Além da medição de força entre eles próprios, os 13 deputados federais que concorrem à reeleição estão enfrentando concorrência poderosa de alguns candidatos que entraram na corrida já apontados como donos de poder de fogo para conseguir mandato. Com base na movimentação deles na campanha e nas reações que estão causando nos concorrentes, vários desses candidatos são vistos como pesos pesados nesse jogo, que poderão sair das urnas com mandatos garantidos.

Nesse grupo, que nem de longe forma um time, uma vez que os seus integrantes estão na guerra pelo voto à base do “cada um por si e Deus por todos”, estão a deputada-presidente da Alema Iracema Vale (MDB), o deputado estadual Othelino Neto (PSB), o ex-secretário estadual de Fazenda Vinícius Ferro (MDB), o ex-prefeito de Balsas Érik Silva (PSDB), o deputado estadual Fernando Braide (PSD), o ex-deputado federal Bira do Pindaré (PT), o ex-prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier (PDT), a deputada estadual Fabiana Vilar (PL), e a empresária Larissa DP (MDB).

A deputada-presidente Iracema Vale entra na briga por uma cadeira na Câmara Federal lastreada por uma trajetória política bem sucedida, cujo ponto mais alto até agora foi chegar à Alema na esteira de um recorde, 104 mil votos, e ser a primeira mulher a presidir o Legislativo estadual em 200 anos, situação que lhe dá cacife político e lastro eleitoral para sair das urnas com mandato garantido. O deputado Othelino Neto aparece em todas as listas como um dos candidatos mais fortes a um mandato federal, condição criada por uma bem articulada trajetória, que fez dele presidente da Alema por cinco anos, além de contar com o suporte da senadora Ana Paula Lobato (PSB), sua esposa.

O deputado estadual Fernando Braide é apontado como nome forte à Câmara Federal desde antes de o seu irmão, Eduardo Braide se reeleger prefeito de São Luís, sendo que os ventos passaram a soprar mais forte a seu favor depois que ele se lançou candidato a governador e apontado como favorito na pela maioria das pesquisas. Já a deputada estadual Fabiana Vilar entra na corrida à Câmara Baixa embalada pela mão poderosa do seu líder, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que a escolheu como sucessora.

Bira do Pindaré tenta voltar à Câmara Federal na esteira formada por alguns fatores, entre eles o trabalho que realizou como secretário de Agricultura Familiar no Governo Brandão, por conta do seu retorno ao PT depois de duas décadas e pelo apoio que está recebendo de uma grande fatia da militância petista, que reconhece a sua atuação como petista raiz. Por sua vez, Vinícius Ferro entra na briga com a vantagem de pertencer ao chamado “núcleo duro” do Governo Brandão como responsável pela gestão fiscal. Sua candidatura ganhou força com a desistência de Orleans Brandão de disputar a Câmara Federal para ser candidato a governador. O seu poder de fogo é tamanho que outros candidatos do seu próprio partido estão reclamando.

Médico por formação e o prefeito de Balsas por dois mandatos, Érik Silva ocupa um amplo espaço de liderança na região Sul do Maranhão. Foi considerado um dos melhores prefeitos do Maranhão naquele momento, sendo apontado por muitos como um candidato forte à Câmara Federal. A mesma condição parece embalar a candidatura do ex-prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, braço direito do senador Weverton Rocha (PDT), que está apoiando fortemente a sua candidatura, o que faz dele um nome forte nessa corrida.

Nessa guerra por cadeiras na Câmara Federal, vem chamando a atenção a candidatura de Larissa DP (MDB) à Câmara Federal, não pelo que oferece como discurso, mas pelo poder de fogo que a embala. Sem qualquer lastro político, a candidata emedebista disputa mandato federal turbinada pelo cacife financeiro do marido, o controverso empresário Eduardo Costa, mais conhecido como Eduardo DP, que já foi preso e ganhou as manchetes como investigado por suspeita de corrupção, exatamente pelo uso não republicano de emendas parlamentares.

Como se vê, são nomes com histórias e lastros diferentes, mas cujos cacifes os permitem navegar no favoritismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Josimar de Maranhãozinho aposta alto na eleição de parentes para Alema e Câmara federal

Josimar de Maranhãozinho: testando
poder político eeleitoral

Tirado da corrida à reeleição por conta de estripulias com emendas parlamentares, o ainda deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está apostando alto no seu propósito de mostrar que mantém intacta a sua força política.

O projeto é eleger a esposa, a atual deputada federal Detinha, e o filho, Josimar Jr. para a Assembleia Legislativa. Em emplacar na Câmara Federal a atual deputada estadual Fabiana Vilar e o atual vereador de São Luís Aldir Jr. na Câmara Federal.

Nos seus cálculos, Detinha e Josimar Jr. serão eleitos com votações elevadas, funcionando como puxadoras de outras candidaturas do PL, que poderá fazer entre quatro e cinco deputados estaduais.

A receita é a mesma para Fabiana Vilar e Aldir Jr., que na avaliação dele, serão eleitos para a Câmara Federal, podendo levar junto um terceiro nome do partido.

Vale lembrar que em 2022, Josimar de Maranhãozinho e Detinha saíram das urnas com nada menos que 319.566 votos, ela com 161.206 votos e ele com 158.360. Se conseguirão transferir, essa é outra conversa.

Candidato a presidente, Hertz Dias viveu o paraíso e o purgatório no Jornal Nacional

Hertz Dias, do PSTU

Candidato a presidente da República pelo PSTU, o professor e rapper maranhense Hertz Dias viveu ontem dois momentos distintos, em menos de cinco minutos, no Jornal Nacional, da Rede Globo.

No primeiro, ganhou um espaço precioso ao ser entrevistado como aspirante ao Palácio do Planalto, respondendo a uma pergunta sobre como desenvolver o Brasil no campo da computação. Respondeu objetivamente, causando a impressão de que estava com o astral nas alturas ao se mostrar nacionalmente.

Minutos depois, veio a rebordosa: uma pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial disparou uma ducha de água fria no candidato do PSTU ao informar que ele, mais uma vez, não recebeu nenhuma intenção de voto.

São Luís, 12 de Setembro de 2026.

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