Cinco milhões de maranhenses vão hoje às urnas eleger o novo governador entre Braide e Orleans

Eduardo Braide com sua vice, Elaine Carneiro
e Orleans Brandão com seu vice, Edivaldo Jr.

Em meio à repercussão de várias pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões, divulgadas ontem, em especial a da Quaest/TV Mirante, a última divulgada e que apontou a possibilidade de desfecho em turno único, e uma do Inop projetando dois turnos, 5,1 milhões de eleitores maranhenses irão às urnas hoje para eleger, além do governador, o presidente da República, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. Na corrida ao Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva (PT) busca o quarto mandato, este contra Flávio Bolsonaro (PT), enquanto a corrida ao Governo do Estado será o desfecho da polarização entre o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), de oposição e apontado como favorito pelas pesquisas, e Orleans Brandão (MDB) ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas, apoiado pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Para o Senado, os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), que representam chapas diferentes, chegam ao dia da votação liderando a briga pelas duas vagas.

Na sucessão do governador Carlos Brandão (MDB) estão duas expressões diferentes da política maranhense. O advogado Eduardo Braide, de 50 anos, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e que ganhou projeção nos dois mandatos em que comandou a Prefeitura de São Luís, chegou ontem a 52% de intenções de votos válidos, segundo a pesquisa Quaest/TV Mirante, divulgada na noite de ontem. E o administrador e empresário Orleans Brandão, 31 anos, ex-secretário de Assuntos Municipalistas, escolhido e preparado pelo governador Carlos Brandão (MDB), seu tio, para ser o continuador da sua gestão. Duas visões diferentes sobre o que fazer para desenvolver o Maranhão, estado ainda mergulhado na pobreza, carente, portanto, de infraestrutura, mais saúde e mais educação.

Eduardo Braide fez uma campanha independente de grupo e de vinculação com candidatura presidencial, mesmo seu partido tenha o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), sob o argumento de não ser de direita ou de esquerda, preferindo “seguir em frente”, sem limitação política nem ideológica.  Orleans Brandão, por sua vez, fez toda a sua corrida pelo voto manifestando apoio à reeleição do presidente Lula da Silva, mesmo que o líder petista tenha declarado apoio a um candidato do PT, o vice-governador Felipe Camarão (PT), o terceiro colocado na pesquisa e que foi dormir ontem sonhando com a possibilidade, muito remota, de virar o jogo e chegar ao segundo turno com o ex-prefeito de São Luís.

Liderado pelo candidato petista Felipe Camarão, terceiro colocado na corrida com 10% dos votos válidos, o bloco dos demais candidatos somam apenas 3% das intenções de voto, considerando apenas os votos válidos.  Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) participaram democraticamente da disputa para o Palácio dos Leões, contribuindo assim para legitimar a disputa a consolidar a democracia.

Na possibilidade de uma disputa em segundo turno, as pesquisas mais recentes, a começar pela própria Quaest, indicam vitória de Eduardo Braide na disputa com Orleans Brandão (54% a 33%), com Felipe Camarão (66% a 18%) e com Roberto Rocha (68% a 10%). Isso indica que, caso os números de 1º e 2º turno sejam confirmados dentro da margem de erro, Eduardo Braide tende a ser eleito, num cenário que tem Orleans Brandão como segunda opção.

O sábado terminou sob o impacto da pesquisa Quaest/TV Mirante, que acirrou ainda mais a intensa discussão nas redes sociais sobre a capacidade das pesquisas. De um lado, partidários de Eduardo Braide, a começar pela prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD), cantando vitória em turno único. De outro, aliados de Orleans Brandão, notadamente o governador Carlos Brandão, prevendo sua eleição, possível até no 1º turno. E no centro do tabuleiro partidários de Felipe Camarão sonhando com uma virada que o leve ao 2º turno.

É nesse cenário que os 5,1 milhões de maranhenses farão hoje a sua corrida às urnas.

Em Tempo: a pesquisa Quaest/TV Mirante ouviu 2004 eleitores em todo o estado nos dias 2 e 3 de outubro, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00831/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Quaest confirma cenário que aponta Roseana Sarney e André Fufuca como favoritos ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca são favoritos,
mas Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e
Weverton Rocha estão no páreo

A ex-governadora. Ex-senadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) e o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) chegam ao dia da eleição como favoritos para as duas cadeiras no Senado, segundo a pesquisa Quaest, divulgada ontem à noite, 13 horas antes do início da votação.

De acordo com o levantamento, Roseana Sarney vai para as urnas embalada por 19% e André Fufuca turbinado com 17% das intenções de voto. Atrás deles aparecem Lahesio Bonfim (Novo) com 14%, Eliziane Gama (PT) com 12% e Weverton Rocha (PDT) 9%. Na sequência estão Cidônio Gonçalves (PL) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3% e 2%, respectivamente, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 1%. Simplício Araújo (DC), Raimundo Moreira (PCB) e Wilson Leite (PSTU) não pontuaram.

Importante registrar que André Fufuca e Lahesio Bonfim estão empatados dentro da margem de erro, e que Lahesio Bonfim e Eliziane Gama encontram-se na mesma situação estão empatados no limite da margem de erro. Há empate técnico também entre Eliziane Gama e Weverton Rocha.

O dado mais destacado desse quadro de intenções de voto é a posição dos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos candidatos à reeleição. Eles pontuaram bem até semanas atrás, quando foram passados para trás por Roseana Sarney, André Fufuca e Lahesio Bonfim, chagando à reta final sem o fôlego eleitoral para renovar os seus mandatos.

Vale chamar a atenção para o fato de que, caso esse cenário seja confirmado pelas urnas, o eleitorado terá feito um divisão pragmática, elegendo um senador de cada candidatos mais forte ao Governo do Estado, uma vez que Roseana Sarney integra a chapa de Orleans Brandão e André Fufuca compõe a chapa liderada por Eduardo Braide.

Lula deve manter sua base de apoio no Maranhão contra Flávio Bolsonaro

Lula da Silva deve vencer
Flávio Bolsonaro no Maranhão

Se as pesquisas tiverem acertado nas últimas previsões para a corrida presidencial no Maranhão, o presidente Lula da Silva (PT) sairá mais uma vez das urnas com mais da metade dos votos para presidente da República, repetindo a performance das suas três vitórias da trajetória de candidato a chefe da Nação, nas quais saiu das urnas com mais de dois terços da votação.

Nesse rascunho, ele será seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que, de acordo com os números, repetirá a performance do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022.

O presidente Lula da Silva vai para as urnas maranhenses numa situação singular, como candidato de dois candidatos ao Governo do Estado, o vice governador Felipe Camarão, que defende o vermelho do PT na corrida aos Leões, a quem apoia declaradamente. Por outro lado, Orleans Brandão faz campanha tendo uma aliança com o presidente Lula da Silva como o seu preferido para o Palácio do Planalto. E com um dado a mais: tem o apoio dos dois candidatos favoritos ao Senado, Roseana Sarney e André Fufuca.

No outro extremo, Flávio Bolsonaro vai para as urnas maranhense numa situação confusa e fumacenta. Sem que seu partido, o PL, tenha um candidato a governador, decidiu manifestar apoio a Roberto Rocha (PRTB), que não decolou e com potencial para atrapalhar ainda mais a sua já complicada situação no Maranhão. Nesse contexto, tem apenas um candidato a senador, o inacreditável Cidônio Gonçalves (PL). São Luís, 04 de Outubro de 2026.

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