
como no lançamento da Universidade Federal
dos Esportes pelo presidente Lula da Silva
Poucos políticos maranhenses tiveram uma trajetória tão movimentada e ao mesmo tempo tão bem sucedida em 2025 quanto o deputado federal licenciado e atual ministro do Esporte André Fufuca (PP), o único maranhense na Explanada dos Ministérios e como nome feito nos cenários políticos local e nacional. Como ministro do Esporte, teve um ano excepcional, que culminou com o lançamento da revolucionária Universidade Federal dos Esportes, cujo projeto foi enviado pelo presidente Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional em setembro. No campo político, ganhou projeção nacional ao enfrentar a cúpula do seu partido, que exigiu a sua saída do Governo Lula.
Dono de uma trajetória rica aos 36 anos, com um mandato de deputado estadual e dois e meio de deputado federal, período em que presidiu a CPI da Prótese, André Fufuca foi vice-presidente da Câmara Federal, presidiu a instituição por semanas, foi presidente nacional do PP e era líder da bancada federal do partido quando foi para o ministério do Esporte, em 2023. De lá para cá, ao mesmo tempo em que se consolidou no ministério, enfrentou problemas dentro do seu partido, onde a ala de extrema direita, identificada com o bolsonarismo, o pressionou, em vão, para deixar o cargo.
André Fufuca iniciou 2025 vivendo essas duas realidades. De um lado, à frente de uma gestão ganhando corpo, dinamizando e expandindo as ações do Ministério do Esporte, com o robustecimento dos programas já existentes, como a ampliação do Bolsa Atleta, o incentivo aos esportes olímpicos, a implantação de arenas esportes nos mais diferentes microrregiões do Brasil, por exemplo, e o lançamento de novas ações, sendo que a mais importante e arrojada delas é o projeto da Universidade Federal dos Esportes, um investimento em parceria com os Ministérios da Educação e da Saúde, destinado à formação de atletas, professores, pesquisadores e gestores, para ampliar a base esportiva e consolidar o esporte como política de Estado, e que colocará o Brasil na liderança da formação acadêmica dedicada ao esporte nas Américas”.
No Maranhão, o ministério do Esporte vem dando apoio à política do Governo do Estado e dos municípios na área dos esportes. Muitos municípios já receberam e outros estão recebendo investimentos em estruturas, com áreas para a prática de diferentes modalidades esportivas como arenas, além de vários programas que estão alcançando milhares de jovens atletas em todo o estado.
No campo político, o deputado federal licenciado André Fufuca viveu um ano excepcional. Ao mesmo tempo em que amadurecia a sua pré-candidatura ao Senado em 2026, enfrentou a mão pesada da cúpula do seu partido, que dominada pela ala da extrema-direita bolsonarista, liderada pelo senador Ciro Nogueira (PP/PI), exigiu que ele se demitisse do Ministério do Esporte, reassumisse o seu mandato na Câmara Federal e se posicionasse como oposição ao Governo do PT. André Fufuca reagiu contra a pressão recusando-se a entregar o cargo, no qual permaneceu com o apoio do presidente Lula da Silva, que reconheceu o bom trabalho que ele vem realizando na pasta, acertando para que permaneça no ministério até abril, quando terá de se desincompatibilizar para ser candidato a senador. Mas a cúpula partidária não aceitou e resolveu puni-lo tirando-lhe o comando do partido no Maranhão, entregando-o à deputada federal Amanda Gentil (PP).
Sua trajetória, sua capilarização político-eleitoral, sua ação no campo municipal e o seu trabalho como ministro do Esporte lhe deram estatura para pleitear uma cadeira de senador da República no ano que vem. Integrante da base de apoio do governador Carlos Brandão (sem partido), com quem mantém sólidas relações políticas e institucionais, e contando com o apoio de muitos prefeitos, incluindo os de Imperatriz, Timon, Caxias e Santa Inês, por exemplo, e com simpatia no Palácio do Planalto, André Fufuca vem figurando nas pesquisas como o nome favorito para a segunda vaga, juntamente com o senador Weverton Rocha (PDT), que liderança preferência para a outra cadeira. Seu principal adversário é a senadora Eliziane Gama (PSD), que aparece em terceiro lugar nas preferências para as duas cadeiras. Nesse cenário, está definido pela candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado e fechado com o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva.
Há duas semanas, uma denúncia o acusou de empregar fantasmas, mas ele negou. Foi como um sinal avisando que a corrida ao Senado não será de todo tranquila.
PONTO & CONTRAPONTO
Eliziane Gama candidata à reeleição e Ana Paula Lobato se afirmando encerram ano em dia com seus mandatos
Elas atuam em campos políticos diferentes, mas não tão distantes, e são diferenciadas pela experiência, e cada uma a seu modo conseguiu se destacar ao longo do ano com projetos e ações distintos, mas de largo alcance, uma no auge de uma já respeitada e bem sucedida trajetória, e a outra ainda nos passos iniciais de uma caminhada numa trilha mais que desafiadora. São elas as senadoras Eliziane Gama (PSD) e Ana Paula Lobato (PSB), que chegam ao final de 2025 em dia com as suas obrigações dos seus mandatos, com lisura ética e desafios políticos.
Com o lastro de dois bons mandatos de deputada estadual, um mandato elogiado de deputada federal e um mandato brilhante de senadora da República, que ela tentará renovar em 2026, a senadora Eliziane Gama, 48 anos, realizou em 2025 um denso trabalho legislativo, muitas atividades parlamentares e muitas ações políticas. Sem exercer cargo executivo, ainda que tenha sido lembrada para ocupar ministério e também para uma vaga no TCU, a senadora maranhense foi efetiva na ação parlamentar, com participação intensa nas comissões temáticas e no plenário do Senado, onde, como vice-líder do Governo no Congresso Nacional, debateu e definiu posições em relação a projetos. Votou a favor da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês, que garantirá alívio financeiro a milhões de brasileiros. Num outro viés, votou contra o projeto de anistia para condenados por tentativa de golpe, e se ausentou na votação do projeto da dosimetria, com o qual também não concorda. Termina o ano emplacando projeto de sua autoria transformado em lei que torna patrimônio cultural a música gospel brasileira, sancionado na semana passada pelo presidente Lula da Silva.
No campo político, a senadora Eliziane Gama viveu ao longo de 2025 uma ciranda intensa de indefinições em busca de um rumo. Integrante da base do Governo Brandão, ela deixou o Cidadania para ingressar no PSD, a convite da cúpula nacional do partido. Percebendo com clareza que não tem espaço para concorrer à reeleição como membro da base governista estadual, que já tem o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro André Fufuca (PP) como os nomes preferenciais do grupo, ela vem migrando cuidadosamente para a esfera do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que é do seu partido e deve ser candidato a governador, com ela na chapa como candidata à reeleição. Em que pesem alguns percalços, a senadora Eliziane Gama fecha 2025 como uma política eficiente, em dia com o seu mandato e credenciada para brigar pela reeleição. Em relação a 2026, seu posicionado será pelo prefeito, se ele for candidato, e pelo presidente Lula da Silva.
A senadora Ana Paula Lobato (PSB), que assumiu o mandato senatorial em 2023 como suplente, e em 2024 como titular, quando o titular, Flávio Dino, renunciou para ser ministro da Suprema Corte, mostrou em 2025 que a timidez da aprendiz foi para o espaço. Decidida a ser uma senadora articulada e produtiva, Ana Paula Lobato começou o ano entrando forte no debate de questões relacionadas com educação, saúde, trabalho e violência contra a mulher. assim como se posicionou com firmeza contra a anistia que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de estado. E manteve a linha ao ser o único representante maranhense no Senado a votar contra o projeto de dosimetria para beneficiar condenador por atentarem contra a democracia.
A senadora também emplacou o projeto de lei que altera o Código Civil para impedir que agressores de mulheres se beneficie financeiramente das suas vítimas em caso de violência doméstica, rompendo o ciclo financeiro entre agressor e vítima após condenação do agressor. Também propôs e defendeu medidas para garantir a expansão do ensino de tempo integral na rede escolar pública. Ao longo do ano, a senadora se empenhou para a implantação do Marco Regulatório da Vacina e dos Medicamentos de Alto Custo contra o Câncer no Brasil. E atuou forte para a criação de barreiras legais para evitar que que influenciadores digitais usem redes sociais para explorar crianças sexualmente. Atuou ainda para proteger o consumidor das investidas abusivas por meio de telemarketing. Votou a favor da isenção do IR para quem ganha ata R$ 5 mil/mês, e ganhou projeção nacional ao investir duramente contra a prática de misoginia no Brasil, sendo por isso alvo de uma campanha misógina, tendo contra-atacado com uma mensagem convocando as mulheres a se posicionarem contra misóginos.
No campo político, a senadora Ana Paula Lobato se consolidou como integrante da base do presidente Lula da Silva (PT). E ganhou destaque amplo ao deixar o PDT e retornar ao PSB, assumindo a presidência do partido no Maranhão. Em relação às eleições do ano que vem, às quais não concorrerá, está posicionada em apoio ao vice-governador Felipe Camarão (PT) e ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, a quem acompanhou na Assembleia Geral da ONU em setembro.
Weverton Rocha mostrou força no Senado, manteve liderança por reeleição, mas enfrentou contratempo incômodo
Integrante da cúpula do Senado por ser líder do PDT e por ser muito ligado ao presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União/AP), o senador Weverton Rocha teve um ano de altos e baixos. Foi um dos membros maranhenses mais atuantes no Congresso Nacional em 2025. Foi ativo como legislador, emplacando vários projetos de lei, principalmente na área trabalhista. Foi também apoiador intenso do Governo no Senado e no Congresso Nacional, votando e articulando a favor das principais matérias propostas pelo Governo Lula da Silva (PT).
Recentemente, Weverton Rocha recebeu duas missões bombásticas, sendo uma delas relatar a indicação do titular da AGU, Jorge Messias, para a vaga aberta na Suprema Corte, que é rejeitado pela oposição, principalmente a ala bolsonarista, e a outra foi relatar o Projeto de Emenda à Constituição alterando as regras para impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Além disso, Weverton está diretamente envolvido no debate das questões mais sensíveis em pauta na Câmara Alta, mas preferiu se ausentar do plenário na hora da votação do projeto da dosimetria.
Candidato assumido à reeleição, ao longo do ano, o senador Weverton Rocha mostrou força política exibindo bom relacionamento com o presidente Lula da Silva, que tem manifestado simpatia por seu projeto de renovar o mandato, e recebendo o apoio declarado da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB). Na semana passada, Weverton Rocha fechou o ano político reafirmando seu apoio ao pré-candidato do MDB a governador, Orleans Brandão (MDB) e alinhamento ao presidente Lula da Silva (PT) na corrida à reeleição.
Por outro lado, o senador Weverton Rocha amarga um contratempo incômodo no final no ano ao seu projeto de reeleição ao ser apontado pela Polícia Federal como envolvido fortemente no escândalo dos descontos milionários e criminosos nos contracheques doa aposentados. Além de busca e apreensão seu endereços seus em Brasília e São Luís, a PF pediu a sua prisão, mas o PGR negou alegando inconsistências em parte da denúncia. Em nota, o senador declarou surpresa com a ação e se declarou inocente.
São Luís, 26 de Dezembro de 2025.

