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Sem Braide e Duarte Jr., debate da TV Difusora foi dominado por Neto Evangelista, Rubens Jr. e Bira do Pindaré

 

Ricardo Marques conduziu o debate em que Neto Evangelista, Rubens Jr. e Bira do Pindaré reduziram a atuação de Jeisael Marx, Yglésio Moises e Franklin Douglas

Último evento da campanha dos candidatos à Prefeitura de São Luís, o debate na TV Difusora, organizado pelo programa radiofônico Ponto & Vírgula e realizado 48 horas das eleições, pode ser visto por duas lentes. A primeira foi, claro, a ausência de Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Jr. (Republicanos), os dois candidatos que lideram a corrida, segundo as pesquisas de intenção de voto. A segunda foi que os candidatos que participaram – Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) aproveitaram ao máximo o tempo que lhes foi concedido e, sem apresentar qualquer novidade em matéria de proposta para melhorar a cidade, reafirmaram suas posições e mais uma vez demonstraram, cada um a seu modo, que, juntamente com os ausentes, formam um time de candidatos de primeira linha. Ou seja, o debate cumpriu seu objetivo dando voz aos candidatos que participaram, e transcorreu com alguns chutes e caneladas, mas sem as tensões que certamente o dominariam se os candidatos do Podemos e do Republicanos tivessem participado.

Eduardo Braide justificou sua ausência recorrendo ao argumento segundo o qual o Sistema Difusora e o programa “Ponto & Vírgula” lhe são hostis. Isso, porém, não o poupou de duras críticas dos presentes, em especial Neto Evangelista e Rubens Jr., que tacharam de “fuga” o gesto do candidato do Podemos. Diagnosticado com Covid-19, Duarte Jr. apanhou menos. Toda pancadaria se deu no início do debate, mas logo em seguida, os dois foram “esquecidos”, tendo os presentes cuidado de ocupar espaço e aproveitar o vácuo deixado pelos dois na tentativa de seduzir o eleitor.

Todos os participantes saíram-se bem. Neto Evangelista repetiu o discurso de que o caminho para  São Luís é aproveitar o que está funcionando bem e melhorar o que não está, o que dá suporte ao bordão das “propostas realistas”. Já Rubens Jr. repisou, com mais ênfase, a bandeira de que só tem um lado, o lado do governador Flávio Dino, o “lado bom”. Bira do Pindaré foi mais enfático e convincente em várias argumentações, defendendo de maneira mais lógica a sua posição contrária ao Acordo de Salvaguarda Brasil/EUA para uso da Base de Alcântara, e foi mais enfático quando defendeu suas propostas de uma política de combate ao racismo. Os três se articularam para manter o debate entre eles,  evitando assim que os demais entrassem na ciranda e os atacassem com acusações e indagações incômodas.

Com o mantra de “falar a verdade”, Yglésio Moises repetiu sua performance de fazer declarações inteligentes e de contestar as propostas que, segundo seus cálculos e equações, não são viáveis, e mais uma vez acusou os líderes da corrida de mentir. Por sua vez, Jeisael Marx repetiu o argumento de que os demais copiaram seu programa de governo. Na linha de sempre, Franklin Douglas dedicou seu tempo ao esforço para criar situações embaraçosas para os concorrentes melhor situados nas pesquisas, no caso Neto Evangelista e Rubens Jr..

Por conta da ausência dos dois candidatos mais fortes, mesmo tendo os participantes se saído bem, demonstrando segurança e desenvoltura, o debate da TV Difusora deixou no ar uma sensação de incompletude. Não se pode dizer que esse ou aquele candidato foi o melhor, mas é justo apontar, por exemplo, que Bira do Pindaré foi muito melhor do que em outros confrontos, e que Rubens Jr. foi firme e convincente em todas as suas intervenções, enquanto Neto Evangelista repetiu a performance de outros debates. E os seis usaram todos os seus recursos de retórica nos três minutos que tiveram para as considerações finais. E, se nada ganharam, Eduardo Braide e Duarte Jr. também não perderam por não participarem. O eleitor indeciso certamente foi dormir mais uma vez mergulhado na dúvida.

Em Tempo: O debate foi bem concebido, com bom formato, e conduzido com eficiência pelo experiente e preparado jornalista caxiense Ricardo Marques.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Jornalistas atuantes pleiteiam vagas na Câmara Municipal de São Luís

Marcial Lima, Ademar Danilo, Batista Matos, Mário Carvalho, Sarmartony Martins e Emílio Azevedo representam  Jornalismo na disputa para a Câmara Municipal 

Entre os mais de 900 candidatos a vereador de São Luís, um número pequeno deles, mas expressivo pela qualidade política, representará o Jornalismo. Todos são profissionais altamente qualificados, com trabalho conhecido e reconhecido, e que têm consciência a respeito do passo que estão dando. São eles Marcial Lima (Podemos – 19555), Ademar Danilo (PCdoB – 65444), Batista Matos (Patriota – 51888), Mário Carvalho (Avante – 70206), Samartony Martins (PTB – 14400) e Emílio Azevedo (PSB – 40021).

Marcial Lima tenta a reeleição. Repórter da TV Mirante e da Rádio Mirante AM, o jornalista soube com inteligência usar a sua experiência nas ruas de São Luís, principalmente nos bairros, onde esteve sempre em contato com os problemas estruturais e as dificuldades sociais e econômicas. Além de jornalista e político, Marcial Lima tem também atuação forte como promotor de eventos culturais, entre eles o festival anual de música nordestina.

Ademar Danilo já foi vereador nos anos 90 apoiado pelo que se convencionou chamar de “massa regueira”. Isso porque falar dele é falar do reggae, que o tem como um dos seus patronos. Foi o primeiro jornalista especializado no ritmo jamaicano a produzir uma coluna temática em O Estado, sendo também um dos primeiros a comandar um programa de rádio sobre a música e a cultura do reggae. Idealizou, realizou e comanda o Museu do Reggae. Militou fortemente no movimento estudantil e no PDT e teve papel decisivo na consolidação do PT no Maranhão. Hoje no PCdoB, tem lastro e estatura política para pedir votos.

Batista Matos é jornalista militante que decidiu mergulhar de cabeça na política. Começou no Jornalismo como repórter esportivo, trabalhou em vários jornais e emissoras de rádio. Ao mesmo tempo, fez política comunitária militando no PDT. Sua atuação o levou ao comando da Secretaria de Comunicação Social no primeiro mandato do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Já disputou eleições para a Câmara Municipal, ficou como suplente e chegou a assumir. Está credenciado para pleitear o mandato.

Mário Carvalho é jornalista militante, com forte atuação na Editoria de Política de O Estado como setorista na Câmara Municipal de São Luís. Consolidado como repórter de jornal, avançou profissionalmente e abraçou também o radialismo, chegando a comandar durante anos um programa na Rádio Mirante AM. Mário Carvalho vem há tempos atuando na Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal, onde cuidou de um programa de rádio destinado a divulgar informações sobre a atuação dos vereadores. Conhece política e tem autoridade para pleitear o mandato.

Samartony Martins é um dos profissionais mais atuantes no Jornalismo de São Luís, sempre no jornal O Imparcial, opera em praticamente todas as editorias, especialmente produzindo reportagens nas áreas de Política e Cultura. Samartony Martins é também fortemente envolvido com produção cultural, sendo reconhecido como um dos jornalistas mais atuantes nessa área. Tem um trabalho profissional denso e está credenciado a pedir votos para ser vereador.

Emílio Azevedo é um jornalista independente, que associa a atuação profissional com a militância política. Militante de esquerda, que se movimenta com convicção, o jornalista participou de vários projetos editoriais independentes, como a Agência Tambor e o Jornal Vias de Fato, tendo também publicado livro sobre a política maranhense. Emílio Azevedo, como os demais, tem autoridade política para pleitear mandato na Câmara Municipal de São Luís.

A Coluna torce para que sejam bem-sucedidos.

 

Justiça Eleitoral deve decidir hoje se Júlio Matos será ou não candidato em São José de Ribamar

Júlio Matos 

O TRE deve decidir hoje a situação do ex-prefeito Júlio Matos (PL) em relação à corrida à Prefeitura de São José de Ribamar. O julgamento para definir se ele é ou não ficha suja começou na Quarta-Feira (11), tendo o Ministério Público Eleitoral opinado pela negação do registro da sua candidatura sob o argumento de que a decisão do Tribunal de Contas do Estado de “limpar” sua ficha é ilegal, o que o torna inelegível. Dois juízes já votaram de acordo com o MPE. Um juiz pediu vistas e prometeu se manifestar até hoje. Se esse juiz eleitoral, que é um desembargador, seguir os dois primeiros concordando com o MPE, Júlio Matos estará inelegível, independentemente dos dois votos seguintes. Se discordar, a parada será decidida pelos dois juízes que votarão em seguida. O fato é que tudo indica que até o início da tarde o eleitor de São José de Ribamar saberá se Júlio Matos será ou não candidato. Se for candidato, pode vencer a eleição. Se não for, o prefeito Eudes Sampaio deve renovar o mandato.

São Luís, 13 de Novembro de 2020.

 

Disputas acirradas, imbróglio judicial e vitória certa na reta final nos quatro maiores municípios

Enquanto em São Luís a situação é de absoluta indefinição, com quatro candidatos – Eduardo Braide (Podemos), Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Júnior (PCdoB) – travando uma guerra de munição pesada pela definição de um cenário para o segundo turno, já que as últimas pesquisas descartaram definitivamente a hipótese de um desfecho em turno único, Imperatriz, São José de Ribamar, Caxias e Timon, os quatro maiores municípios depois da Capital, estão sendo sacudidos por situações diversas e eletrizantes. Responsáveis por 10% da população e uma boa fatia do PIB estadual, e por serem vitais e decisivos no tabuleiro político maranhense, as quatro unidades municipais são palcos de situações diferenciadas, mas igualmente intensas e objeto da atenção do mundo político.

Escutec do dia 5 mostra Assis Ramos à frente com Marco Aurélio no seu encalço, sinalizando ali uma disputa difícil

Imperatriz viveu dia de intensa movimentação dos seus 10 candidatos por conta do impacto causado por uma pesquisa Escutec apontando o prefeito Assis Ramos (DEM) liderando com 32%, seguido do deputado Marco Aurélio (PCdoB) com 27%, Ildon Marques (PP) com 17% e Sebastião Madeira (PSDB) com 11%. No segundo bloco de candidatos, Daniel Fiim (Podemos) com 4%, Mariana Carvalho (PSD) com 3%, Daniel Vieira (PRTB) com 2%, e Pastor Laércio (PSL), Manoel Garimpeiro (PMB) e Sandro Ricardo (PCB) com 1%, e com nulos e indecisos somando 3%. Realizada no dia 5, quando ouviu 800 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais, a pesquisa Escutec, que está registrada no TSE sob o número MA-04480/2020, certamente traduziu a realidade daquele momento, mas pode não expressar o cenário de seis dias depois num ambiente de campanha intensa e disputa acirrada. É lícito, portanto, apontar como imprevisível o resultado da corrida para a Prefeitura de Imperatriz.

Eudes Sampaio pode levar se Júlio Matos continuar inelegível em SJR

Terceiro maior município maranhense, São José de Ribamar mergulhou no que se pode definir como um cenário grave de incertezas. Ali, a grande interrogação está voltada para o ex-prefeito Júlio Matos (PL), que era ficha suja, foi brindado por uma “operação limpeza” no Tribunal de Contas do Estado, pediu o registro da sua candidatura, mas o Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou em cena e recomendou que o pedido fosse negado alegando que a decisão do TCE que “limpou” sua ficha é ilegal. Ontem, o TRE começou a julgar o caso, tendo dois juízes concordado com o MPE, mas o julgamento foi suspenso porque um juiz pediu vistas se comprometendo a se manifestar até Sexta-Feira. Se ele concordar com o MPE, formará maioria e a candidatura de Júlio Matos irá para o espaço; do contrário, outros dois juízes decidirão a parada. Ali, pesquisas têm apontado Júlio Matos como favorito, seguido do prefeito Eudes Sampaio (PTB). Se Júlio Matos confirmar a candidatura, tem amplas chances de vencer a eleição. Se for confirmado como ficha suja e for catapultado da corrida, o prefeito Eudes Sampaio vence fácil. Muita água rolará pelas ruas de São José de Ribamar nas próximas 72 horas.

Dinair Veloso  e Hormann Schnneyder: disputa dura

Com um histórico marcado por duras disputas eleitorais, Timon vem mantendo a tradição. Ali, o Tenente Coronel/PM Hormann Schnneyder (Republicanos), uma espécie de outsider, saiu na frente como um furacão, enquanto outros candidatos não foram lançados. Quando o prefeito Luciano Leitoa (PSB) lançou a professora Dinair Veloso (PSB), e a ex-prefeita Socorro Waquim (MDB) também entrou na briga, o oficial da PM perdeu força. Pesquisas recentes apontaram uma mudança de posições, com Dinair Veloso já à frente de Hormann Schnneyder, com Socorro Waquim em terceiro. Há dois dias, um dos candidatos, Jaconias Moraes (PSC), sem chance, desistiu da candidatura e declarou apoio a Hormann Schnneyder, animando ainda mais o cenário da disputa. Na opinião de observadores, a disputa em Timon ganhou ares de indefinição nos últimos dias, tornando o resultado imprevisível. É provável que nova pesquisa sinalize tendências.

Fábio Gentil deve sair das urnas vitorioso

De todas as disputas em andamento nos quatro maiores municípios, a de desfecho previsível e mais tranquilo será a de Caxias. Ali, segundo pesquisa Escutec divulgada ontem, o prefeito Fábio Gentil (Republicanos) deve sair das urnas reeleito com vitória maiúscula. Os números divulgados são os seguintes: Fábio Gentil lidera com 70% das intenções de voto. Seu principal adversário, o deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB) tem 17%, seguido de Júnior Martins (PSC) com 4% e AJ Alves (DC), Constantino Castro (PTB), César Sabá (MDB), Luciano Aldrin (Rede) e Arnaldo Rodrigues (PSOL), todos com 1%. Nenhum e não sabe totalizaram 5%. A pesquisa ouviu mil eleitores entre 5 e 7/11, tem margem de erro de 3%, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número MA-02548/2020. O desfecho anunciado em Caxias é o resultado da lógica que move a política: de um lado o reconhecimento de uma gestão de excelência do prefeito Fábio Gentil, que também se revelou um líder político de elevada estatura; de outro, a desagregação do Grupo Coutinho, que vem se desfazendo desde a sua morte, em janeiro de 2018. Qualquer que seja o resultado, o deputado Adelmo Soares, que é um político inteligente, sairá inteiro e com um espaço consolidado no cenário político de Caxias.

Em Tempo: A pesquisa foi registrada no TSE com o número MA-02548/2020, ouviu 1000 eleitores entre os dias 5 e 7/11, tem margem de erro de 3% para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Debate da Difusora pode ser gran finale da corrida à Prefeitura de São Luís

Se Eduard Braide e Duarte Jr. não comparecerem, debate  perderá importância, mesmo sendo bem aproveitado por Neto Evangelista e por Rubens Jr.

O debate de hoje na TV Difusora, organizado pelo programa radiofônico “Ponto e Vírgula”, capitaneado por Leandro Miranda, titular do blog Marrapá, e que todos aguardam como o gran finale da jornada dos 10 candidatos à Prefeitura de São Luís, poderá, infelizmente, ter sua importância minada. Para começar, o candidato Duarte Jr. (Republicanos) não deve participar porque está infectado pelo coronavírus, e depois, porque há rumores de que o candidato Eduardo Braide (Podemos) também poderá não marcar presença, o que é pouco provável. Com Duarte Jr. e Eduardo Braide, o debate terá importância maior e decisiva. A participação apenas de Eduardo Braide salvará a lavoura, por ser ele o oponente que todos os demais querem encarar e, se possível, triturar, lhe dando também a oportunidade de reagir forte. Sem os dois, a situação muda radicalmente.

Todos apostam alto nesse debate. Mesmo na hipótese da não participação dos dois mais bem situados nas pesquisas até aqui, os candidatos Neto Evangelista (DEM) e Rubens Jr. (PCdoB) que aparecem em terceiro e quarto lugar nos levantamentos, terão uma grande oportunidade de usar o janelão televisivo com inteligência e tentar virar o jogo. Só não poderão abusar do porrete, porque aí envolverá uma barreira ética, que poderá transformar atacante em vilão e atacado em vítima. Os dois são inteligentes e saberão o que fazer. Nessa hipótese, Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) poderão também aproveitar bem. Já Hertz Dias (PSTU) poderá reforçar a pregação da revolução universal do proletariado e Silvio Antônio para defender suas teses terraplanistas inspiradas nos postulados bolsonaristas.

De qualquer maneira, valerá a pena a TV Difusora e a equipe do programa radiofônico “Ponto e Vírgula”, comandada por Leandro Miranda, titular do blog Marrapá, proporcionarem o último encontro dos candidatos a prefeito de São Luís, mesmo com a ausência dos dois melhor situados nas preferências do eleitorado.

 

Edivaldo Jr. entrega praças do centro completando obra que resgata a identidade urbana de São Luís

A restauração do Largo do Carmo e da Praça João Lisboa devolveu o antigo brilho centro de São Luís

O prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) entregou ontem, num ato sem festa, mas de significado maior e histórico, a renovada área central formada pelo Largo do Carmo e pela Praça João Lisboa. Com a obra, sua gestão completou a restauração do grande complexo que interliga a Praça Deodoro, a Rua Grande e a região central formada pelos dois logradouros, que têm importância vital na feição urbana da São Luís tradicional. Esse espaço, além da sua beleza arquitetônica, sempre foi o coração pulsante da cidade, ponto de encontro onde se discutia política e futebol com paixão, e  palco de manifestações e de  acontecimentos que mudaram os rumos da História do Maranhão. Sua restauração é um resgate de importância imensurável para a atual e as futuras gerações.

Fora o Reviver, que foi projetado no Governo João Castelo, deflagrado no Governo Epitácio Cafeteira e concluído nos Governos Roseana Sarney, e que deve ser considerado um caso à parte, não há, na história recente da Capital um projeto de resgate e restauração tão amplo e tão bem-sucedido como o comandado pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Exemplos estão a olhos vistos, como a reforma do complexo da Avenida Pedro II e agora do corredor Praça Deodoro/Rua Grande/Largo do Carmo/Praça João Lisboa, ao que se somam a Beira-Mar, com a Praça João do Vale e a restauração do prédio da antiga Reffesa – que será inaugurada amanhã -, mais a Praça da Bíblia, e joias menores, mas igualmente necessárias, como as Praças da Alegria e Odorico Mendes.

Todas foram intervenções necessárias, oportunas e inteligentes, que restauram a imagem, consolidam a identidade e fortalecem a dignidade de São Luís, como uma singularidade urbana. A volta do paralelepípedo ao complexo Largo do Carmo/Praça João Lisboa, por exemplo, é uma demonstração de coerência, de compromisso com a memória da cidade. O mesmo se pode dizer da demolição do abrigo, aquele monstrengo de concreto que durante décadas marcou a mais bela área do Centro como uma cicatriz em rosto de donzela.

Agora é torcer para que o Largo do Carmo volte a pulsar como antes.

São Luís, 12 de Novembro de 2020.

 

Debate e pesquisas podem estimular definição do desenho do segundo turno em São Luís

 

Eduardo Braide lidera e deve ir ao segundo turno sem saber se terá Duarte Jr., Neto Evangelista ou Rubens Jr. como adversário na disputa em São Luís

A menos de uma centena de horas para o início do processo de votação, que ocorrerá no Domingo (15) a partir das 08 horas, a disputa para a Prefeitura de São Luís segue acirrada, especialmente entre os candidatos Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Jr. (PCdoB) pela segunda vaga no segundo turno, já que, mesmo estacionado no patamar entre 35% e 40% das intenções de voto, o candidato Eduardo Braide (Podemos) deverá ser confirmado como o mais votado no primeiro. Será uma guerra sem trégua de hoje até sábado, com   dois momentos decisivos agendados para esta Quinta-Feira (12), o encerramento da campanha no Rádio e na TV e o último debate entre os candidatos, a ser realizado pela TV Difusora. Além disso, são esperadas várias pesquisas para a Sexta-Feira (13), que poderão ter impacto expressivo para estimular eleitores ainda indecisos a fazerem suas escolhas. Isso porque tudo o que poderia ser apresentado em matéria de proposta já chegou ao conhecimento público, não havendo qualquer novidade de agora por diante.

Além de se desdobrarem para chegar ao segundo turno, Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr. têm um desafio e um compromisso pela frente. O primeiro é brigar com as armas legítimas possíveis para ser o segundo mais votado e chegar ao segundo turno com tutano suficiente para enfrentar Eduardo Braide. O segundo, é entender que são parte de uma grande aliança política e partidária, que obriga os não eleitos, por bom senso político, a oferecer, imediata e incondicionalmente, seu apoio ao vencedor da primeira etapa. Jovens, audaciosos e ambiciosos, que são características de todos os políticos bem-sucedidos, os três terão de curar rapidamente os hematomas da campanha e compreender que, além de uma disputa entre eles, um projeto político bem maior está em jogo nessas eleições.

Eduardo Braide tem uma situação bem mais confortável. Seu projeto é o de voo-solo, e não há sinais evidentes de que esteja atrelado a um projeto maior, a não ser o dele próprio, no qual a Prefeitura de São Luís é um item importante. Caso chegue ao segundo turno, como está previsto, sua dificuldade será encontrar meios políticos de reforçar o discurso e tentar buscar eleitores que eventualmente saiam insatisfeitos do primeiro turno. Será uma tarefa solitária e complicada por vários motivos. O primeiro deles é que a maioria dos eleitores dos três candidatos e mais os de Bira do Pindaré (PSB), tende a fechar com o que for para o segundo turno contra o candidato do Podemos. E depois, Eduardo Braide não conta com aliados eleitoralmente fortes; ao contrário, seus apoiadores desfrutam de pouco prestígio na Capital. Mesmo nesse contexto, o candidato do Podemos poderá sair do primeiro turno como favorito no segundo, dependendo da votação que tiver   recebido.

A julgar pela disposição com que o governador Flávio Dino (PCdoB) antecipou seu desembarque na campanha do correligionário Rubens Jr., com que o senador Weverton Rocha (PDT) encampou a candidatura do aliado Neto Evangelista, e ainda com a movimentação do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) em apoio a Duarte Jr. será precipitado cantar a pedra sobre quem será o adversário de Eduardo Braide na rodada final da corrida ao Palácio de la Ravardière. Nos bastidores das campanhas correm rumores os mais diversos sobre possibilidades, mas o fato é que os três candidatos não têm certeza quanto à real posição de cada um. Daí a perspectiva de que o encerramento da campanha, o debate de amanhã na TV Difusora e as pesquisas que estão no forno podem ser decisivos para o posicionamento final do eleitorado.

Nesse cenário, a conclusão mais racional e honesta é a de que a eleição do sucessor do prefeito Edivaldo Holanda Jr. está indefinida. Sinais fortes ou frágeis de definição poderão ser emitidos no debate da TV Difusora e nas pesquisas que estão a caminho. Mas certeza mesmo só virá quando as urnas falarem no primeiro e no segundo turnos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eduardo Braide, Duarte Jr. e Neto Evangelista usam tempo no Rádio e na TV para se defender

Eduardo Braide, Duarte Jr. e Neto Evangelista dedicaram ontem seus tempos no Rádio e na TV para darem explicações sobre acusações que os alvejaram durante a campanha.

Eduardo Braide rebateu mais uma vez a informação, que chamou de “mentirosa”, de que ele, o candidato do Podemos, é investigado no âmbito federal por suposta movimentação financeira atípica. Eduard Braide negou veementemente, mostrou documento de “nada consta” emitido pela Justiça Federal no Maranhão. Disse, em tom de denúncia que estão tentando repetir o bombardeio que, segundo ele, custou-lhe a não eleição em 2016. Disse que é ataque requentado e que não mudará seu esquema de campanha.

Neto Evangelista também usou a maior parte do seu tempo ontem no Rádio e na TV para se defender de como deputado estadual haver recebido 18 salários anuais, um absurdo em qualquer situação, e de ter faltado a sessões da Assembleia Legislativa. Na sua fala, o candidato do DEM disse ter ficha limpa e que seus adversários “estão desesperados”, especialmente Duarte Jr., que segundo ele foi quem mais o atacou.

A troca de acusações entre os três no Rádio e na TV termina amanhã, sem mais espaço para ataques e contra-ataques.

 

Incerteza marca os últimos dias de campanha em São José de Ribamar

Eudes Sampaio fica em situação complicada se candidatura de Júlio Matos for confirmada

É forte o clima de expectativa em São José de Ribamar. Ali, o ex-prefeito Júlio Matos (PL), obteve o registro da sua candidatura, mas o Ministério Público Eleitoral está em desacordo e deve impugná-la, argumentando que ele é inelegível. O TRE vai bater martelo sobre o imbróglio nas próximas horas, podendo confirmar ou fulminar o registro.

Politicamente, a situação está complicada para o prefeito Eudes Sampaio (PTB), que de acordo com as pesquisas estaria em segundo lugar. Tal posição coloca em xeque o futuro do prefeito e, mais do que isso, mina drasticamente o poder de fogo do ex-prefeito Luís Fernando Silva, que é o grande patrono e apoiador de Eudes Sampaio e é a maior referência política do município desde 2004. A derrota do prefeito será um desastre para Luís Fernando e seu projeto político.

Por outro lado, se Júlio Matos for confirmado candidato e vencer a eleição, as cartas políticas em São José de Ribamar passarão a ser dadas pelos principais aliados do prefeito: o senador Roberto Rocha (PSDB), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e o ex-prefeito e atual deputado federal Gil Cutrim (PDT).

Já com sua candidatura deferida, o prefeito Eudes Sampaio torce para que Júlio Matos não obtenha registro e saia da disputa. Rumores de bastidor informam que Júlio Matos tem um Plano B se sua candidatura for rifada até sábado (14): manter seu nome e foto na urna eletrônica e lançar um candidato para substituí-lo, que pode ser um parente seu.

Os próximos dias farão ferver os bastidores das duas candidaturas.

São Luís 11 de Novembro de 2020.

Disputa em São Luís ganha acirramento e troca de acusações e o desfecho pode surpreender

 

Eduardo Braide mantém liderança, Duarte Jr., Neto Evangelista se batem pela segunda vaga, também ainda almejada por Rubens Jr. na disputa em São Luís

É de intensa movimentação, alguma tensão e nítida indefinição o cenário no qual se desenrola a disputa para a Prefeitura de São Luís na reta de chegada. A única certeza que se tinha até dias atrás seria uma passagem olímpica e fulgente do candidato Eduardo Braide (Podemos), líder em todas as pesquisas para o segundo turno, perdeu muita consistência, embora ainda seja densa o suficiente para ser colocada em dúvida. Incerteza maior agita os candidatos Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Jr. (PCdoB), que travam uma luta dura, já com forte dose de agressividade, e sem trégua, pela segunda vaga, num ambiente em que até os candidatos aparentemente sem chance – Bira do Pindaré (PSD), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio (PRTB) – se movimentam a cada levantamento das tendências de intenções de voto. Isso significa dizer que nos próximos cinco dias a disputa será bem mais intensa, com os candidatos usando todos os recursos que puderem alcançar para “queimar” o adversário mais próximo e, na mesma pisada, seduzir o eleitor.

Eduard Braide entrou no retão decisivo fortemente alvejado pelos estilhaços de uma nota publicada na influente coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, no final da semana passada, dando conta de que ele é investigado por suposta movimentação “atípica” de recursos quando era deputado estadual. Inicialmente ele reagiu, classificou a nota de mentirosa, foi à Justiça e obteve uma decisão que proibiu o jornal de publicar a informação, num ato grave de censura. Ontem, o blog do jornalista Clodoaldo Corrêa mostrou documentos que comprovam a informação da Folha de S. Paulo. Eduardo Braide, porém, manteve sua campanha inalterada, abrindo espaços para refutar a pancadaria com discurso escorado numa frase enfática: “Sou ficha limpa. Minha vida é limpa”.

Nesse cenário, Neto Evangelista dedicou ontem parte do seu programa para responder a ataques, tentando evitar desgastes por causa de uma entrevista infeliz, dada há alguns anos, declarando que o salário de deputado estadual, às vezes não dava para garantir até o fim do mês. O alvo do seu contra-ataque foi o candidato Duarte Jr., que aparece à sua frente em todas as pesquisas, numa ciranda que envolve também o candidato Rubens Jr., que tem o governador Flávio Dino agora engajado na sua campanha e respondendo com munição de grosso calibre a insinuações de Eduardo Braide ao seu Governo.

Esse contexto foi fortemente influenciado ontem pela quarta pesquisa DataIlha, que trouxe Eduard Braide na liderança com 37,2% das intenções de voto. O dado bombástico é o empate técnico, dentro da margem de erro, entre Duarte Jr. (15,6%), Neto Evangelista (14,7%) e Rubens Jr. (12,3%), um enrosco de faísca, muito festejado por partidários do candidato do PCdoB, mas duramente questionado pelas vozes alinhadas aos outros candidatos. Nesse levantamento, Bira do Pindaré (PSB) aparece com 3%, Jeisael Marx (Rede) com 2,3%, Yglésio Moisés (PROS) com 1,8%, Silvio Antônio com 1,4%, e Franklin Douglas (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) empatados com 0,3%. O DataIlha encontrou 4,7% dispostos a votar em branco ou a anular o voto e 6,5% que não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa DataIlha ouviu 1080 eleitores entre os dias 3 e 5/11, tem margem de erro de 3%, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TSE com o número MA-09383/2020.

Anterior à fase de pré-campanha, a disputa entre Duarte Jr. e Neto Evangelista ganhou força na campanha e ganha ares de vale-tudo na reta final, e se transformará num “triângulo de fogo” se Rubens Jr. estiver mesmo na posição apontada pelo DataIlha, que fez a mesma sinalização no levantamento anterior. Com uma informação que chama a atenção: ao mesmo tempo em que se batem, os três disparam contra o candidato do Podemos, numa guerra surpreendente, mas inteiramente lógica em se tratando de um embate eleitoral.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Justiça confirma candidatura do Ildon Marques e anima o jogo sucessório em Imperatriz

Ildon Marques 

O que havia de incertezas em relação à participação do ex-prefeito Ildon Marques (PP) na corrida à Prefeitura de Imperatriz foi para o espaço. É o que informam observadores políticos da antiga Vila do Frei, segundo os quais Ildon Marques obteve na Justiça sinal verde para registrar sua candidatura.

A confirmação da participação de Ildon Marques na disputa produz algumas situações no cenário da disputa, que é liderada pelo deputado Marco Aurélio (PCdoB), com 27,8% das intenções de voto, segundo pesquisa Econométrica divulgada no final de semana passada. A primeira delas é que ele passa a ser a maior ameaça ao prefeito Assis Ramos (DEM), que aparece na pesquisa com 21%, e Ildon Marques com 20,2%. Sem ele na corrida, uma das hipóteses seria prefeito ficando numa situação confortável para tentar o embate com o líder.

A outra situação é que com Ildon Marques, o projeto ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) – que aparece com 12,1% na pesquisa – de voltar ao comando municipal ficará bem mais difícil. Sem Ildon Marques no jogo, o candidato tucano poderia turbinar sua candidatura com parte dos votos de Ildon Marques, que pelo visto vai tentar ultrapassar o prefeito Assis Ramos e, se conseguir, brigar pela cabeça com Marco Aurélio.

Com a candidatura confirmada, Ildon Marques certamente vai jogar pesado para tirar o prefeito Assis Ramos do caminho e tentar alcançar o líder Marco Aurélio. Mas é certo que encontrará uma resistência dura e obstinada, o que tornará a disputa mais eletrizante na reta final.

 

Os artistas, que já marcaram a vida política de São Luís, estão ausentes da disputa

Um dado tem chamado a atenção na corrida para a Prefeitura de São Luís: a completa ausência de artistas e personalidades ligadas à cultura e à arte em geral. Ao longo de décadas, o envolvimento de cantores, compositores, poetas, escritores, intelectuais, artistas plásticos, grupos de teatro e agitadores culturais em geral foi um traço marcante dos embates políticos no Maranhão, notadamente nas disputas pelo comando de São Luís, onde se posicionavam, levantavam e defendiam bandeiras. Gênios culturais fortemente politizados como Cesar Teixeira, Josias Sobrinho, Sérgio Habibe, Chico Maranhão, Alcione, Zé Pereira Godão, Luís Bulcão, entre muitos outros, tinham lado e assumiam suas posições.

Artistas participaram ativamente da célebre disputa entre Gardênia Gonçalves e Jaime Santana em 1985, presença que se repetiu muito fortemente em 1988, na guerra travada entre Jackson Lago e Carlos Guterres, e em 1992 no animado embate entre Conceição Andrade e João Alberto. A presença de artistas foi ainda marcante nas duas eleições de 1996 e 2000, ambas vencidas por Jackson Lago, mas perdeu força, praticamente desaparecendo a partir de 2008, quando João Castelo foi eleito. Os artistas ludovicenses desapareceram da cena política e eleitoral em São Luís na disputa de 2012, com a eleição de Edivaldo Holanda Jr., situação que se repetiu em 2016, com a reeleição dele numa dura disputa com Eduardo Braide.

No pleito em curso, palavras como “saúde” e “emprego” dominam os discursos dos candidatos. Nas suas falas, porém, a palavra “cultura” foi pouco pronunciada, e “arte”, que é essência da primeira, foi pura e simplesmente ignorada por todos, sem exceção. Uma pena.

São Luís, 10 de Novembro de 2020.

 

Candidatos a prefeito de São Luís entram na reta final de uma disputa de desfecho incerto

 

Eduardo Braide, Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr. entram na reta final dispostos a chegar no 2º turno

Começa neste Domingo a etapa decisiva da corrida à Prefeitura de São Luís. E a julgar pelo cenário desenhado pela pesquisa Ibope divulgada na Sexta-Feira (06) pela TV Mirante,  a medição de força entre Eduardo Braide (Podemos), Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio (PRTB), indica, como já previsto, que o embate final envolverá os três primeiros, com uma possibilidade remota de incluir o quarto nome. Como qualquer outro momento de decisão, será uma semana de esforços concentrados, enfrentamentos, estocadas, caneladas e tudo o que é comum em decisões dessa natureza. Primeiro porque o vencedor comandará a Capital, que é também o maior, mais rico, mais influente e politicamente mais importante município do Maranhão. E depois, porque o prefeito a ser eleito terá papel importante nos embates políticos marcados para 2022.

A julgar pelo andamento da campanha até aqui, a menos que haja uma reviravolta surpreendente, os quatro candidatos mais bem situados trabalham com um cenário de dois turnos. E com base nesse mesmo movimento, o ambiente está sendo dominado pela certeza de que Eduardo Braide já é nome certo para o segundo turno, estando a segunda vaga sendo disputada por Duarte Jr., Neto Evangelista e, dentro daquela margem de imprevisibilidade das decisões políticas e eleitorais, por Rubens Jr.. Outros levantamentos muito provavelmente mostrarão os quatro candidatos mais fortes posicionados na mesma ordem, mas eventualmente com números diferentes, o que não alterará muito o cenário da disputa na segunda volta.

A pesquisa do Ibope desenhou o pior dos cenários para Eduardo Braide. Uma variação de percentual até dentro da margem de erro pode ser digerida, mas uma queda de oito pontos percentuais num intervalo tão reduzido certamente indica que alguma coisa importante não está indo bem. Político frio, que usa o realismo e não a emoção como ferramenta, Eduardo Braide certamente está investigando cuidadosamente o cenário para ajustar o que eventualmente estiver desajustado. Sabe que se essa tendência de queda permanecer, sua candidatura estará sob risco.

No contraponto, o candidato Duarte Jr. foi contemplado na pesquisa com o melhor dos cenários: 22% de intenções de voto e 14 pontos percentuais atrás do líder. E num exercício com a margem de erro de três pontos percentuais, essa diferença pode ser bem menor. Segundo colocado e embalado por uma tendência de alta, Duarte Jr. tem duas frentes de batalha nesta semana. A primeira é tentar turbinar sua campanha para reforçar essa situação favorável nesse momento decisivo. E a segunda será segurar a onda porque será o alvo preferencial dos seus adversários.

Neto Evangelista e Rubens Jr. entram na reta final obrigados a jogar todos os seus trunfos para reverter o cenário desfavorável mostrado pela pesquisa Ibope. O candidato do DEM conta com o suporte da militância do PDT, liderada pelo senador Weverton Rocha, e tem o desafio nada fácil de ultrapassar e deixar para trás o candidato Duarte Jr. para chegar ao segundo turno e enfrentar  Eduardo Braide. O desafio de Rubens Jr. é bem maior, já que para chegar ao segundo turno ele terá de “atropelar” Neto Evangelista e Duarte Jr., que estão à sua frente. Para chegar lá, ele conta com o apoio já declarado do governador Flávio Dino, que é, de longe, o seu principal trunfo, e que deve jogar todo o peso do seu prestígio para embalá-lo.

Como se vê, mesmo com tendências evidenciadas, a corrida para a Prefeitura de São Luís entra na sua reta final claramente indefinida, num cenário que sugere que tudo pode acontecer nos próximos sete dias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa Exata/TV Difusora mostra cenário com empate entre Duarte Jr. e Neto Evangelista

A TV Difusora divulgou ontem pesquisa do instituto Exata com os seguintes números: Eduardo Braide lidera com 36%, seguido de Duarte Jr. e Neto Evangelista empatados com 16% cada. Na sequência aparecem Rubens Jr. com 7%, Bira do Pindaré com 3%, Jeisael Marx com 2% e Silvio Antônio e Yglésio Moyses com 1%. Franklin Douglas e Hertz Dias não pontuaram. Uma fatia de 9% do eleitorado disse que não votaria em nenhum ou anulará o voto, e também 9% que não souberam ou não quiseram responder. O Exata ouviu mil eleitores no período de 04 a 06 de Novembro, tem margem de erro de 2,78%, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TSE com o número MA-06457/2020.

A pesquisa Exata tem números muito parecidos com a do Ibope, mostrando o mesmo percentual para Eduardo Braide. Chama a atenção o empate entre Duarte Jr. e Neto Evangelista, cenário encontrado há alguns dias pela pesquisa DataM. Esse empate, que pode ser verdadeiro, dá consistência à tendência de que a segunda vaga no segundo turno deve ser mesmo definida num embate de “vida ou morte” entre o candidato do Republicanos e seu adversário do DEM, que há alguns dias vêm trocando caneladas indiretas no programa eleitoral.

Os números da Exata também descartam a possibilidade de turno único, confirmam a perda de peso do líder e a tendência de embate entre Duarte Jr. e Neto Evangelista, sem descartar a presença de Rubens Jr. na disputa, ainda que numa posição bem mais complicada.

 

Othelino Neto cumpre agenda intensa na corrida às prefeituras e câmaras municipais

Othelino Neto com mulher Ana Paula em Pinheiro e com aliados em Vargem Grande, Carolina e Presidente Sarney

Há cerca de um mês, a Coluna chamou a atenção para um movimento no contexto dessa campanha eleitoral, protagonizado pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa. O que em princípio pareceu uma ação normal de deputado em busca de manter ou reforçar suas bases com a eleição de prefeitos e vereadores aliados, a agenda de Othelino Neto vem ganhando dimensão bem maior e diferenciada. O presidente da Assembleia Legislativa está apoiando cerca de 40 candidaturas em todas as regiões do estado e participando ativamente de comícios, caminhadas, carreatas, numa maratona frenética. A julgar pela sua movimentação, o deputado Othelino Neto pode sair desse processo politicamente cacifado para sentar na mesa em que serão tomadas as decisões para 2022 no âmbito da grande aliança comandada pelo governador Flávio Dino.

Seu mais importante investimento político é a candidatura da sua mulher, Ana Paula Lobato (PDT) como vice na chapa do prefeito Luciano Genésio (PP), que concorre como franco favorito à reeleição em Pinheiro. Os demais candidatos que apoia são líderes políticos nos seus municípios, com amplas chances de vitória nas urnas. Se isso acontecer, o deputado do PCdoB, que ganhou muita força política nos últimos tempos como presidente do Poder Legislativo, redimensionará o seu tamanho político e entrará definitivamente para o time que, sob o comando do governador Flávio Dino, dará as cartas nas montagens para 2022.

Ao longo das últimas semanas, o deputado estadual Othelino Neto vem cumprindo uma maratona de viagens ao interior, apoiando aliados na corrida a dezenas de prefeituras, como Marco Aurélio (PCdoB) em Imperatriz, Dr. Amilcar (PCdoB) em Barreirinhas, Lamarck (DEM) em Maracaçumé, Gilmar Barros (DEM) em Carolina, Galego Mota (Solidariedade) em Dom Pedro, Carlinhos Barros (PCdoB) em Vargem Grande, Doutor Airton (Solidariedade) em Carutapera, Costa Júnior (PCdoB) em Magalhães de Almeida, Geraldo Azevedo (PCdoB) em Olho D`Água das Cunhãs, Heliezer do Povo (PCdoB) em Peri Mirim, Renan Damasceno (PTB) em Viana, Zé Farias (PDT) em Brejo, William Pinheiro (PCdoB) em Araguanã, Flávio Furtado (PDT) em Duque Bacelar, Raimundo Lídio (Republicanos) em Paulino Neves,  Zezildo Almeida (PTB) em Santa Helena, Antônio Borba (Patriotas) em Timbira, Felipe dos Pneus (Republicanos) em Santa Inês, Valéria Castro (PCdoB) em Presidente Sarney,  Paulo Curió (PTB) em Turilândia, Toca Serra (PCdoB) em Pedro do Rosário, Raimundo Silveira (PROS) em Parnarama, Antônio Diniz (PDT) em Bequimão, Antônio Borba (Patriotas) em Timbiras, Doutor Amilcar (PCdoB) em Barreirinhas, Marinaldo do Gesso (PDT) em Grajaú e Edvan Brandão (PDT) em Bacabal, entre muitos outros.

Aos 45 anos e uma carreira até aqui muito bem-sucedida, o deputado Othelino Neto se movimenta com a segurança de um político tarimbado, que conhece o tabuleiro, e tem consciência dos seus limites.

São Luís, 08 de Novembro de 2020.

Ibope: Braide cai e Duarte Jr. e Neto avançam tornando imprevisível a disputa em São Luís

 

De olho em Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior travam uma disputa dura 

Realizada nas últimas 72 horas, desenhando, portanto, um cenário muito próximo da realidade, a pesquisa Ibope/TV Mirante divulgada ontem mostra uma mudança radical nas posições de duas semanas atrás. Eduardo Braide (Podemos) aparece liderando com 36% das intenções de voto, mas oito pontos percentuais mais magro do que na pesquisa do dia 23 de Outubro, enquanto seu principal adversário até aqui, Duarte Júnior (Republicanos) é o segundo com 22%, seguido de Neto Evangelista (DEM) com 16%. Rubens Júnior (PCdoB) recebeu 6%, mantendo a mesma posição em relação à pesquisa de duas semanas atrás, mas numa situação complicada, à medida que, com 5%, o que significa empate técnico, Bira do Pindaré (PSB) o ameaça seriamente.  Os demais candidatos permanecem nos patamares da pesquisa anterior: Jeisael Marx (Rede) com 2% e Yglésio Moyses, Franklin Douglas, Hertz Dias e Silvio Antônio com 1% cada. A pesquisa foi registrada sob o número MA‐01947/2020, ouviu 805 eleitores, entre os dias 4 a 6 de Novembro, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Pelos números do Ibope, a corrida para a Prefeitura de São Luís entrou num processo em que, à princípio, haverá um segundo turno entre Eduardo Braide e Duarte Júnior. Mas quando se avalia esse cenário colocando nele Neto Evangelista e Rubens Júnior, a prudência recomenda que na semana que resta de campanha, muitas situações podem ser desenhadas. Isso porque os pontos perdidos pelo candidato do Podemos migraram para Duarte Júnior, que subiu de 19% para 22%, para Neto Evangelista que foi de 14% para 16%, e para Bira do Pindaré, que evoluiu de 3% para 5%. Chama ainda a atenção o fato de que, segundo o Ibope, somente 3% pretendem anular o voto e outros 3% estão indecisos. Isso significa dizer que se houver mudanças daqui para a frente, essas se darão com ganhos e perdas entre os candidatos.

A pesquisa trouxe um recado claro, direto e decisivo: a possibilidade de definição em turno único foi mandada para o espaço. Esse dado obriga Eduardo Braide a jogar pesado para estancar a sangria e chegar ao segundo turno o mais forte possível. Isso porque, se até uma semana atrás era necessário juntar os votos de todos os demais candidatos para ultrapassar o patamar de Eduardo Braide, o Ibope trouxe a informação de que somente a soma dos percentuais de Duarte Júnior e de neto Evangelista totaliza 38 pontos percentuais, o suficiente para ultrapassar com folga o candidato do Podemos. A julgar pelas forças envolvidas e o poder de fogo dos demais candidatos, Eduardo Braide corre o risco de emagrecer.

Além do risco de um emagrecimento mais intenso, Eduardo Braide tem um problema bem maior do que chegar no segundo turno, já tendo o seu passaporte praticamente carimbado. O problema se chama Duarte Júnior. Não há dúvida de que se o oponente no segundo turno for Neto Evangelista, este será um candidato forte, com bom discurso e porque certamente mobilizará todas as forças da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. O mesmo acontecerá se o adversário for Rubens Júnior. Mas se Eduardo Braide tiver de enfrentar Duarte Júnior, São Luís assistirá a um combate duro e difícil. Para começar, vale lembrar que, sozinho e contrariando pressões e previsões, o candidato do Republicanos saiu das urnas com quase 50 mil votos em São Luís para deputado estadual em 2018. A mesma observação vela para Eduardo Braide, que depois da derrota de 2016, recebeu, numa campanha solitária, mais de 140 mil votos ludovicenses para a Câmara Federal, com quase nenhuma base de apoio. Traduzindo: Eduardo Braide e Duarte Júnior funcionam mais atuando sozinhos do que embalados por megaestruturas políticas. São, no fundo, outsiders, cada um a seu modo.

Finalmente, a pesquisa Ibope mais uma vez funciona como baliza de uma corrida para a Prefeitura de São Luís. E suas informações numéricas indicam que há ainda espaço para fortes mudanças nas posições dos candidatos, o que torna a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) rigorosamente imprevisível.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton Rocha reage com críticas duras à pesquisa do Ibope

Weverton Rocha

Vários candidatos à Prefeitura de São Luís contestaram fortemente a pesquisa Ibope/TV Mirante divulgada ontem. Mas a manifestação mais ostensiva foi a do senador Weverton Rocha, presidente regional do PDT e principal articulador da aliança partidária que embala a candidatura de Neto Evangelista (DEM). O senador foi enfático ao afirmar que a pesquisa é um engodo e que o instituto será desmoralizado quando as urnas falarem. A reação não surpreendeu e faz parte do jogo político e eleitoral. De fato, o histórico do Ibope no Maranhão tem algumas manchas, mas também muitos acertos, e não dá para simplesmente atacá-lo. O instituto já não é exclusivo da Globo, mas ainda é referência e alimenta uma certa mística. Os lances finais da campanha e a eleição, que é o que de fato interessa, vão falar a realidade e, enfim, dizer quem tem razão.

 

Candidato do PRTB, Silvio Antônio exalta Bolsonaro e ignora Mourão

Silvio Antônio exalta  Bolsonaro

Alguma coisa está errada na campanha de Silvio Antônio, candidato do PRTB à Prefeitura de São Luís. Ele afirmar ser independente, mas não perde a oportunidade de demonstrar seu alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao mesmo tempo em que mantém silêncio em relação ao vice-presidente Hamilton Mourão, a maior estrela do seu partido, com quem já fez foto para material de campanha. Ele parece não haver ainda percebido que o seu quase humilhante último lugar se deve exatamente ao fato de não ser um político militante e por causa das suas ligações com o presidente da República. Assumindo sua condição de direita e defensor da família, o candidato do PRTB acha mesmo que pode ser eleito prefeito da Capital.

São Luís, 07 de Novembro de 2020.

Debate da TV Guará consolidou clima de disputa acirrada entre Braide, Evangelista, Duarte Jr. e Rubens Jr.

 

O debate na TV Guará foi de longe o melhor em matéria de apresentação e defesa de propostas, e com momentos de discussão política, mas dentro de um nível elevado

Se não aconteceram os esperados duelos de vida ou morte entre Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Júnior (PCdoB), como muitos aguardavam, o debate entre os 10 candidatos à Prefeitura de São Luís realizado ontem pela TV Guará foi, de longe, o mais completo na abordagem sobre a cidade e seus problemas. Durante quase três horas, eles mostraram que estão preparados, assim como Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Sílvio Antônio (PRTB), que tiveram participações altamente positivas. Todos os candidatos mostraram que têm compreensão macro e detalhada do que é hoje cidade de São Luís, sabem das dificuldades que aterrissarão na mesa do próximo ocupante do gabinete principal do Palácio de la Ravardière e dos principais desafios a serem encarados por sua administração, notadamente nos campos da Saúde, da Educação, da Mobilidade, da Infraestrutura e das Finanças. O debate também permitiu um bom embate político, com provocações e reações que acabaram por expor com clareza os vieses partidários dos concorrentes, bem como os seus campos de atuação.

O debate foi tão equilibrado que não seria justo apontar um vencedor. Líder nas pesquisas de intenção de voto, Eduardo Braide foi fustigado por todos que tiveram chance de provocá-lo, mas nenhum dos petardos o atingiu fortemente, o que lhe permitiu defender-se sem maiores esforços e aproveitar os espaços para apresentar e defender suas propostas, sem apresentar qualquer novidade além do que já apresentou durante a campanha. Na mesma linha, Duarte Júnior não deixou passar em branco nenhum segundo dos tempos que lhe foram dados, falando com habilidade, mostrando-se como um realizador e reafirmando ser possível colocar em prática propostas que seus oponentes apontam como inviáveis. E como sempre usou Procon e Viva Cidadão como referências. Reagiu no mesmo tom a todas as estocadas que lhe foram endereçadas, e que não foram poucas. Como Eduardo Braide, saiu como entrou.

Neto Evangelista foi eficientes nas suas intervenções, defendendo propostas que ele definiu como realistas e reafirmando o compromisso de “não fazer proposta mirabolantes”. Foi provocado por Duarte Júnior em relação ao mal-amado VLT comprado pelo prefeito João Castelo, mas rebateu mostrando que nada teve a ver com o caso. Manteve o discurso de gestor produtivo, lembrando as ações que comandou no Governo Flávio Dino, como a expansão do programa dos restaurantes Populares. Por sua vez, Rubens Júnior também teve desempenho positivo, com um discurso firme, associando gestão pública com posição política. Ao contrário da maioria dos outros candidatos, mostrou suas realizações como secretário das Cidades em São Luís, mas também enfatizou sua posição política e partidária como parte do grupo liderado pelo governador Flávio Dino e com o apoio do ex-presidente Lula, ainda líderes da sua base de apoio, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania). “Eu não escondo meus aliados”, provocou.

Bira do Pindaré teve bom desempenho, se mostrou um candidato antenado com a cidade, mas focado em temas de natureza social, como mulher, raça, minorias, mas também com propostas ousadas em várias áreas, como o bilhete único para o transporte coletivo. Jeisael Marx mostrou mais uma vez uma ampla compreensão dos problemas que afetam São Luís e apresentou propostas racionais para diversos deles, e não demonstrou interesse no embate político. Yglésio Moises mais uma vez chamou a atenção pela sua inteligência espantosa inteligência e pela honestidade com que abordou todos os temas que lhe foram propostos. Dedicou parte do seu tempo a fazer contas para mostrar que outras propostas não faziam sentido e deu um “banho” no item Saúde.

Franklin Douglas se consolidou como o grande provocador dessa campanha. Não perdeu uma só oportunidade de estocar duramente os oponentes, usando argumentos diversos, todos baseados na lógica, para apontar incoerência nos seus discursos. Já Hertz Dias manteve inalterado o seu discurso de inimigo ranzinza do capitalismo, anunciando, por exemplo, que estatizará o serviço de transporte coletivo e avisando que, se eleito, quem vai dar as cartas serão os conselhos populares que criará. E finalmente Sílvio Antônio, que não deu qualquer contribuição para o debate, a começar pelo fato de que tem uma visão muito limitada dos problemas de São Luís.

Qualquer avaliação despida de engajamento político sobre o debate de ontem da TV Guará certamente confirmará a impressão, agora mais forte ainda, de que São Luís nunca teve uma safra de candidatos tão bem articulados e capacitados para comandar a máquina administrativa da Capital.

Em Tempo: vale registrar o formato e a perfeita organização do debate pela equipe da TV Guará, além da eficiente condução do jornalista Hugo Reis.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Candidatos reafirmaram posições políticas e ideológicas

Se algum candidato foi para o debate da TV Guará com o objetivo de partidarizar ou ideologizar a disputa para a Prefeitura de São Luís, este certamente não foi bem-sucedido. Mesmo assim, o debate teve momentos políticos interessantes, que vale a pena registrá-los.

Primeiro, sem muito esforço, alguns candidatos tentaram colar a pecha de bolsonarista em Eduardo Braide, Duarte Júnior e Neto Evangelista, por causa dos seus partidos – Podemos, Republicanos e DEM. Não colou, tanto que não foi preciso que eles fizessem muito esforço para rebater o petardo.

Rubens Júnior, Franklin Douglas e Hertz Dias manifestaram-se orgulhosos dos seus partidos e aliados. O primeiro destacou o peso do seu partido e dos seus aliados, como o PT e o Cidadania, e festejou, como vem fazendo, a condição de candidato do governador Flávio Dino e do ex-presidente Lula (PT), fazendo declarações enfáticas nesse sentido. O segundo também exaltou seu partido e reafirmou com orgulho a aliança que o PSOL tem com o PCB e a UD, que para ele forma “a verdadeira esquerda” no Maranhão. E o terceiro exaltou seu partido e recitou postulados clássicos e já superados postulados de uma esquerda que na realidade não existe mais.

Bira do Pindaré acusou o golpe sobre sua posição difícil nas pesquisas mais recentes. Sua reação nesse sentido foi menosprezar os levantamentos, insinuar que eles não são sérios e dizer ao eleitor que “pesquisa não ganha eleição”, para acrescentar: “Quem decide eleição é o seu voto”.

E a manifestação ideológica e partidária mais enfática partiu do candidato Sílvio Antônio, que se declarou “de direita, conservador e defensor da família”, e fez um discurso forte defendendo o presidente Jair Bolsonaro, mas não citou o maior nome do seu PRTB, o vice-presidente Hamilton Mourão.

 

Imperatriz: Marco Aurélio lidera com Assis Ramos e Ildon Marques empatados em segundo

Segundo a Econométrica, Marco Aurélio lidera é seguido por Assis Ramos, Ildon Marques, Sebastião Madeira e Mariana Carvalho na corrida sucessória em Imperatriz

Pesquisa Econométrica jogou finalmente luzes sobre a corrida para a Prefeitura de Imperatriz, que passou quase duas semanas na base do disse-me-disse alimentado pelos 11 candidatos a prefeito e seus porta-vozes e apoiadores. Ali, segundo a pesquisa, a disputa está se dando entre quatro candidatos politicamente fortes. O deputado Marco Aurélio (PCdoB) lidera com 27,8% das intenções de voto, seguido do prefeito Assis Ramos (DEM) com 21% e dos ex-prefeitos Ildon Marques (PP) com 20,2% e Sebastião Madeira com 12,1%. A vantagem de Marco Aurélio encontrada pela Econométrica é sólida, mesmo que tecnicamente ela esteja dentro da margem de erro.

A julgar pelos números levantados pela Econométrica, entre os demais sete candidatos, a candidata do PSC, Mariana Carvalho, a única mulher entre os postulantes, se destaca como a grande novidade da disputa, ainda que suas chances sejam mínimas. Ela aparece com 5,1%, à frente de Daniel Fiim (Podemos) com 3,6%, Pastor Daniel Vieira (PRTB) com 1,3%, Aluízio Melo (PSOL), Manoel Garimpeiro (PMB) e Sandro Ricardo (PCB) os três com 1%.

A distribuição das intenções de voto produziu um detalhe decisivo: apenas 3,8% eleitores com intenção de votar nulo, e somente 4,4% indecisos. Isso significa dizer que o eleitorado de Imperatriz. E como o levantamento foi realizado entre os dias 27 e 29 de Outubro, data da visita do presidente Jair Bolsonaro à cidade, os números sinalizam que o “Fator Bolsonaro” não influenciou o resultado.

Esse cenário inclui a candidatura do ex-prefeito Ildon Marques, que de acordo com a Justiça, não poderia se candidatar. Ele recorreu de decisão nesse sentido, mas até agora não se tem notícia da resposta da Justiça ao seu recurso. O fato de ter recorrido lhe assegura permanência na disputa. Se o recurso for acatado, ele poderá ser votado, mas se for negado, ele terá de sair da corrida. E aí ninguém sabe para onde seus eleitores migrarão.

Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu 605 eleitores entre os dias 27 e 29 de Outubro, tem intervalo de confiança de 95%, margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-01182/2020.

São Luís, 06 de Novembro de 2020.

Rubens Jr., Neto Evangelista e Duarte Jr. travam guerra de tudo ou nada por vaga no 2º turno

 

De olho em Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior travam uma disputa dura por vaga no segundo turno da corrida em São Luís

Às vésperas da eleição para a Prefeitura de São Luís, os quatro candidatos com mais cacife para se dar bem nas urnas deram guinadas radicais nas suas campanhas, indicando que cada um aposta na possibilidade de ser o escolhido pela maioria do eleitorado. Pressionados pelos números de várias pesquisas, todas indicando a impossibilidade de definição no primeiro turno e avisando que o desfecho se dará no segundo turno, Eduardo Braide (Podemos) vem se desdobrando para manter a liderança e não cometer erros, enquanto, Neto Evangelista (DEM), Duarte Júnior (Republicamos) e Rubens Júnior (PCdoB) travam uma guerra não declarada, com mudanças radicais na forma e no conteúdo das suas campanhas. Isso ocorre ao mesmo tempo em que Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio, que formam o segundo pelotão, continuam brigando para manter espaços, mesmo já sabendo que estão fora da disputa propriamente dita.

Neto Evangelista reorientou radicalmente a sua campanha na TV. Primeiro mudando o discurso crítico em relação à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), principalmente na área de Saúde. Na noite de terça-feira e ao meio dia de ontem, o candidato do DEM elogiou, serenamente, as conquistas da atual gestão, declarando que Edivaldo Holanda Júnior deixará “um legado” de muitas obras, que ele, se eleito, pretende conservar criando para isso uma Secretaria de Manutenção da Cidade. Além disso, o senador Weverton Rocha entrou de cabeça da campanha, numa indicação de que a militância do PDT também vai entrar na briga na reta final. Não bastasse isso, o programa de Neto Evangelista recebeu o reforço do presidente estadual do DEM, deputado federal Juscelino Filho, que prometeu garimpar recursos para São Luís em Brasília, e do presidente regional do PTB, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que também assumiu compromissos com uma eventual gestão do candidato do DEM. O novo tom da campanha pode embalá-lo nos próximos dias.

A outra guinada radical se deu na campanha de Rubens Júnior. Até terça-feira, a participação do governador Flávio Dino vinha se dando de maneira indireta, mas ontem, o líder maranhense assumiu de vez a bandeira do candidato do PCdoB, não só aparecendo, mas fazendo pedido explícito de votos para ele no horário gratuito no rádio e na TV. A entrada de Flávio Dino na campanha evidencia que o comando do PCdoB resolveu mobilizar todos os seus recursos políticos para reverter o magro desempenho de Rubens Júnior, esse esforço incluiu também a entrada da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e a abertura de espaço para o candidato a vice, Fernandes, como que acenando para o PT mobilizar sua tropa e sair às ruas em busca do eleitorado.

Nesse novo cenário, a posição mais delicada é a de Duarte Júnior, que virou alvo preferencial de Neto Evangelista e de Rubens Júnior. Ousado e motivado, o candidato do Republicanos vem fazendo ajustes na sua campanha, rebatendo ataques e também atacando. Mas tudo isso sem ter um suporte forte e assumido. É provável que ele venha a contar com a entrada do vice-governador Carlos Brandão na campanha, já que o apoio do seu outro aliado, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), não é bem visto pelo eleitorado de São Luís. Duarte Júnior tem ciência plena de que se encontra numa situação delicada, sob fogo cerrado de dois candidatos politicamente fortes, e sem dispor de instrumentos que o ajudem a resistir ao rolo compressor que ganha forma no seu encalço.

As guinadas nas campanhas de Neto Evangelista e Rubens Júnior e os esforços de Duarte Júnior para não ser atropelado certamente produzirão resultados. Afinal, o governador Flávio Dino joga o peso do seu cacife, antecipando uma estratégia que previa sua entrada em campo apenas no segundo turno, acreditando inicialmente que Rubens Júnior chegaria lá sem o seu empurrão. O mesmo acontece com o senador Weverton Rocha, que também antecipou sua entrada em campo depois de perceber que Neto Evangelista não crescia como ele previra. E no que vão dar todas essas guinadas? As várias pesquisas previstas para a semana que vem responderão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ao contrário de Flávio Dino, Edivaldo Jr. só entrará na disputa no segundo turno

Edivaldo Júnior

A entrada do governador Flávio Dino na campanha de Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís levou alguns observadores a apostar que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) também faria o mesmo com Neto Evangelista, que tem o apoio do seu partido. A menos que surpreenda com uma radical mudança de postura, o prefeito de São Luís vai continuar trabalhando, diante do embate eleitoral em curso. Ele só se posicionará no segundo turno, e pelo que dizem fontes a ele ligadas, dará o seu apoio ao candidato a ser apoiado também pelo governador Flávio Dino, principalmente se for Rubens Júnior.

 

Depois de penar no bolsonarismo, Maura Jorge vira tucana e tem vantagem em Lago da Pedra

Maura Jorge X Laércio Arruda

Depois de ter assumido a campanha de Jair Bolsonaro no Maranhão, tentado ser sua porta-voz no estado, garimpado sem sucesso um cargo relevante em Brasília, ter sido triturada na disputa para o Governo do Estado e de ter sido agraciada com a superintendência regional da Funasa, cargo que deixou meses depois, somando-se a isso a vivência de uma intensa ciranda partidária, a ex-deputada e ex-prefeita Maura Jorge (PSDB) tenta voltar ao comando político e administrativo de Lago da Pedra. Ali, ela disputa com o prefeito Laércio Arruda (PCdoB), que tenta a reeleição, e com Dr. Weuler (PROS), que figura na disputa sem a menor chance de chegar a algum lugar.

Pesquisa Escutec – tem foi realizada nos dias 29 e 30 do mês passado, tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi registrada sob o número MA-05583/2020 – foi divulgada por O Estado e diz que Maura Jorge tem 52% das intenções de voto contra 38% do prefeito Laércio Arruda e 1% de Dr. Weuler. Fonte do PCdoB garante que a situação é bem diferente. Vale aguardar o pronunciamento das urnas.

São Luís, 05 de Novembro de 2020.

DataM/Difusora prevê dois turnos, mostra Braide estancado e Neto Evangelista empatado com Duarte Júnior

 

Os números do DataM indicam um surpreendente empate entre Duarte Júnior e Neto Evangelista

Uma bomba estatística explodiu ontem nos comitês de campanha dos principais candidatos à Prefeitura de São Luís: a pesquisa DataM, contratada pelo Sistema Difusora. Realizada nos dias 29 e 30 de Outubro, portanto quatro dias antes da divulgação, a pesquisa ouviu 801 eleitores e trouxe uma série de indicações de peso, que, se verdadeiras, anunciam mudança radical nos números, que são os seguintes: Eduardo Braide (Podemos) lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Neto Evangelista (DEM) com 14,7%, Duarte Júnior (Republicanos) com 14,5%, Rubens Júnior (PCdoB) com 6,4%, Bira do Pindaré (PSB) com 2,7% e Jeisael Marx (Rede) com 1,7%, Yglésio Moyses (PROS) com 1,2%, Sílvio Antônio (PRTB) com 1%, Hertz Dias (PSTU) 0,1% e Franklin Douglas (PSOL) não pontuou. Os que não souberam ou não quiseram responder somaram 12,9% e 6,7% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos. Detalhe importante: registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo MA-094791/2020, a pesquisa DataM tem margem de erro de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. Outro detalhe importante: criado e comandado pelo jornalista José Machado, o DataM tem um respeitável histórico de acertos.

Para começo de conversa, a soma dos percentuais indica que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno, sendo Eduardo Braide um dos que passariam. Mas o rigoroso empate técnico entre Neto Evangelista e Duarte Júnior indica que a definição do adversário do candidato do Podemos seria o resultado de uma luta renhida. Isso porque, se levada em conta a margem de erro, nem Neto Evangelista nem Duarte Júnior poderia cantar vitória antes de as urnas falarem. Isso porque os percentuais dos dois poderiam variar de 10% a 18%, o que torna temerário afirmar com segurança quem estaria de fato na frente. Mas, em relação aos dois, pesa a informação de que, ao contrário do que apontaram outros levantamentos, Neto Evangelista avançou e, mesmo considerando a irrisória diferença em décimos, ele aparece na frente de Duarte Júnior, que pela primeira vez perdeu a segunda posição.

Ao aparecer em segundo lugar na pesquisa DataM, mesmo levando em conta o fato de que sua vantagem é de apenas dois décimos e considerando os limites da margem de erro, Neto Evangelista dá uma guinada radical na sua campanha, indicando que tem condições de segurar essa posição e explorar corretamente o potencial da sua candidatura. A virada do candidato do DEM sobre o candidato do Republicanos pode ser já reflexo de mudanças na sua campanha e da entrada do senador Weverton Rocha e da militância do PDT na briga pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Outras pesquisas estão no “forno” e desenharão nos próximos dias cenários que poderão, ou não, confirmar as informações trazidas à tona pelo DataM. No contrapeso, a pesquisa colocou Duarte Júnior numa situação complicada, obrigando-o a procurar meios de turbinar sua campanha na reta final.

Outra bomba explodida pela pesquisa DataM foi a posição de Rubens Júnior, encontrado na quarta colocação com modestos 6,4% das intenções de voto. Esse dado chama atenção quando comparado com outros levantamentos recentes, que mostraram o candidato do PCdoB numa curva crescente, sendo que num deles apareceu na frente de Neto Evangelista e sinalizando ameaça a Duarte Júnior. Mesmo sendo uma pancada na base da sua candidatura, a posição não deve desanimar Rubens Júnior, que tem capital político e cacife partidário para reverter esse quadro na reta final da campanha.

A pesquisa DataM veio para agitar ainda mais os comandos das candidaturas, que têm agora pouco mais de uma semana para fazer os ajustes necessários e possíveis nas estratégias de cada candidato, de modo a buscar caminhos. Esse ajuste deve alcançar também Eduardo Braide, que aparece com 38%, podendo, pela margem de erro, variar de 34% a 42%, o que tecnicamente o impede de vencer a eleição em um só turno, obrigando-o a encarar um segundo turno, uma outra eleição, com riscos muito elevados.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fábio Gentil caminha para a reeleição e para consolidar sua liderança em Caxias

Fábio Gentil, se confirmar a vantagem mostrada nas pesquisas, assumirá a liderança de um novo ciclo em Caxias

Não surpreendeu o resultado da JPesquisa, empresa pertencente ao Jornal Pequeno, informando que o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), caminha para a reeleição liderando a corrida com 63% das intenções de voto, contra 19% de Adelmo Soares (PCdoB), seu principal concorrente. Atrás dele, mas em grande distância, aparecem Júnior Martins (PSC) com 4%, Cesar Sabá (MDB) com 2% e Constantino Castro (PTB) e Professor Arnaldo Rodrigues (PSOL) com 1% cada um, enquanto AJ Alves (DC) e Luciano Aldrin (Rede) não foram lembrados. Na Princesa do Sertão, 6% disseram que não votarão em nenhum deles, e 4% não souberam ou não quiseram manifestar suas preferências. A JPesquisa ouviu 400 eleitores no período de 28 a 30 de Outubro, tem margem de erro de quatro pontos percentuais, intervalo de confiança de 90% e está registrada no TRE com o número MA-01282/2020.

A disputa em Caxias vai muito além de uma simples corrida sucessória. Se confirmada nas urnas com essa proporção, a vitória do prefeito Fábio Gentil será o seu reconhecimento como bom gestor e a sua confirmação como o mais importante líder político do município. Ao mesmo tempo, mostrará o acelerado processo de desagregação do Grupo Coutinho, iniciada com a morte do seu líder, deputado Humberto Coutinho, em Janeiro de 2018. Todas as evidências sinalizam que a reeleição de Fábio Gentil inicia um novo ciclo na política caxiense, tendo o prefeito como a principal referência.

Avaliações diversas levam à mesma conclusão, a de que sem um líder jovem, com algum carisma e capacidade de aglutinação, a tendência do Grupo Coutinho é desaparecer. O ex-prefeito Leo Coutinho mostrou não ter inclinação para liderança, e a deputada Cleide Coutinho, por força da idade e dos compromissos de família, não tem como continuar dedicada a manter unido um grupo cujos integrantes mais destacados não demonstram interesse na sua união. Além disso, o Grupo Coutinho parece mais centrado em Matões, onde o prefeito Ferdinando Coutinho (PSB), que foi uma espécie de braço direito de Humberto Coutinho, trava uma luta dura pela reeleição, enfrentando ex-aliados.

Político experiente e com os pés no chão, o prefeito Fábio Gentil vem dando mostras seguidas de que sabe se movimentar num tabuleiro complicado. Vem controlando bem as regras do jogo e seus movimentos estão também pavimentando o passo que dará depois de exercer um segundo mandato municipal, caso sua reeleição se confirme como está desenhado.

Por outro lado, mesmo sem chance de chegar lá, Adelmo Soares nada tem a perder. Sua candidatura o manterá em evidência, podendo facilitar sua reeleição para a Assembleia Legislativa.

 

Nascida no IFMA, candidatura coletiva do Participa ganha espaço entre estudantes

Candidatura Coletiva liderada por Camila do Participa, e os “candidatos” Bruno Cacau, Ester Lopes e Arthur Mendes, é movimento que ganha força

Em meio a uma acirrada disputa pelas 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, um movimento político jovem e diferente ganha força no meio estudantil. Trata-se da candidatura coletiva do Participa. Nascida no IFMA e formalizada pelo PT, a candidatura é registrada pela estudante Camila, mas representa mais três integrantes do grupo: Ester Lopes, Bruno Cacau e Arthur Mendes. A exemplo de coletivos eleitos em várias capitais no pleito de 2016, a candidatura do Participa é uma inovação que pode desembarcar na Câmara Municipal de São Luís. Se eleita, Camila do Participa será a vereadora de fato, mas o mandato, incluindo deveres e direitos, será exercido coletivamente, com as decisões sendo tomadas pelos quatro “vereadores”. Há muitas críticas em relação aos mandatos coletivos, mas há também muitos jovens entrando na política por esse caminho. Reportagem recente de um grande jornal contabilizou mais de 50 candidaturas coletivas em todo o País, quase todas organizadas por jovens, sendo que algumas delas estão ganhando legiões de adeptos. A candidatura de Camila do Participa e seus três “candidatos” parece estar despertando p interesse de estudantes secundaristas de São Luís.

São Luís, 04 de Novembro de 2020.

Eleição em grandes municípios é desafio decisivo para o projeto de poder do senador Weverton Rocha

 

Weverton Rocha: participação intensa na campanha para fortalecer seu projeto de poder que mira o Palácio dos Leões em 22

A corrida para as eleições municipais está colocando o senador Weverton Rocha (PDT) no que muitos definem como “prova de fogo”. Um políticos mais bem sucedidos da nova geração, comandante supremo do PDT maranhense, que saiu das urnas de 2018 eleito senador com 1.997.443 votos – votação que seus aliados costumam destacar que foi maior que a do governador Flávio Dino (PCdoB) – e não escondendo seu projeto que mira o Governo do Estado em 2022, o líder pedetista caminha para ver seu partido correr o risco de perder o controle administrativo e político da Capital, ficar de fora em outros seis municípios-chave, e com chance de vencer em apenas em Codó, Bacabal e Balsas, entre os 10 maiores colégios eleitorais do Maranhão. Nos últimos dias, canais de informação anotaram que o senador “arregaçou as mangas” para “entrar de cabeça” na campanha de Neto Evangelista (DEM) em São Luís, na qual o PDT participa apenas como coadjuvante, a exemplo de Imperatriz, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Timon e Caxias. Nesse contexto está claro que as conquistas do PDT nas urnas terão importância decisiva na definição do tamanho político e eleitoral lhe for dado pelas urnas.

A situação mais delicada para Weverton Rocha é, se longe, a de São Luís, principal base do PDT, que a governou durante 16 anos com Jackson Lago e Tadeu Palácio, completando agora duas décadas com o bem avaliado Edivaldo Holanda Jr.. Por uma dessas situações que nem a mágica da política consegue explicar, o PDT por falta de opção, não lançou candidato e participa da disputa como coadjuvante numa chapa liderada pelo candidato DEM, Neto Evangelista, e para a qual contribuiu com a militante pedetista Luzimar Lopes, candidata a vice. Neto Evangelista, porém, não deslanchou, viu seu adversário Duarte Jr. (Republicanos) crescer à sua frente, e com Rubens Jr. (PCdoB) no seu encalço, levando o comandante do PDT a jogar todo o peso da sua liderança e do seu partido para reverter situação. O senador sabe que uma derrota em São Luís, mesmo com a eventual eleição de um candidato do seu campo de alianças, o deixará politicamente fragilizado, numa posição desconfortável.

Em Imperatriz a situação de Weverton Rocha é mais ou menos a mesma: o PDT participa da aliança formada em torno da candidatura do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), que trava uma guerra de “tudo ou nada” com o prefeito Assis Ramos (DEM) e o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Se Marco Aurélio for eleito, Weverton Rocha poderá manter a cidade como base forte. A reeleição do prefeito Assis Ramos não lhe imporá muitas perdas. Mas a eventual eleição Sebastião Madeira lhe criará muitas dificuldades. Situação parecida ocorre em Caxias, onde o PDT não tem candidato e integra a aliança em torno do candidato do PCdoB, deputado estadual Adelmo Soares, apoiado pelo que resta do Grupo Coutinho. O problema é que todas as pesquisas dão vantagem avassaladora ao prefeito Fábio Gentil (Republicanos).

Em Timon, onde já foi o “dono do pedaço”, o PDT não tem candidato a prefeito e participa como coadjuvante na aliança em torno de Dinair Veloso (PSB), que trava uma guerra dura com o coronel/PM Schnneyder (Republicanos) e cujo desfecho ainda é incerto. Em São José de Ribamar, por não haver preparado um candidato viável, o PDT chamou de volta o ex-vereador por São Luís e ex-deputado estadual Jota Pinto, que não emite qualquer sinal de ter alguma chance na disputa já polarizada entre o prefeito Eudes Sampaio (PTB) e o ex-prefeito Júlio Matos (PL). A mesma situação ocorre em Paço do Lumiar, com o PDT apoiando a candidatura da prefeita Paula da Pindoba (PCdoB) à reeleição.

Por outro lado, Weverton Rocha aposta alto em três grandes municípios. Em Balsas, todos os sinais apontam para uma vitória esmagadora do prefeito pedetista Éric Costa. O mesmo deve acontecer em Codó, onde, apesar do fiasco administrativo do atual prefeito pedetista, o ex-prefeito e atual deputado estadual Zito Rolim (PDT) é apontado como franco favorito. O PDT também deve vencer com folga em Bacabal, onde o prefeito Edvan Brandão, recém convertido ao brizolismo, aparece com larga vantagem nas pesquisas.

Nos bastidores políticos a expectativa dominante é a de que o PDT – que elegeu 28 prefeitos em 2016, incluindo o de São Luís – saia das urnas com número igual ou maior, mas sem o peso político de ter o comando da Capital. Esse cenário poderá mudar radicalmente se, “arregaçando as mangas”, o senador conseguir levar Neto Evangelista a virar o jogo e chegar ao Palácio de la Ravardière.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pugilato verbal entre Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Júnior pode ser bom ou mau negócio

Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr.: guerra pelo segundo lugar pode ser bom e mau negócio

A corrida para a Prefeitura de São Luís criou nos últimos dias um embate isolado entre Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Jr. (PCdoB). Os três brigam pela posição de disputar um segundo turno com Eduardo Braide (Podemos). Não está sendo uma simples troca de farpas, já tendo alcançado o desenho de guerra declarada, com ataques fortes e rebates mais fortes ainda. Neto Evangelista e Rubens Jr. usam estratégias bem armadas para minar o crescimento de Duarte Jr.. O primeiro fez uma edição marota da sua participação no debate da TV Difusora em que tenta carimbar o candidato do Republicanos de “carioca que vêm para o Maranhão pensando que maranhense é besta”. Só que a esse “sabão” foi respondido por Duarte Jr. lembrando que chegou ao Maranhão aos cinco anos de idade. Rubens Jr. foi duramente atacado por Duarte Jr. depois de tê-lo associado ao bolsonarismo pelo fato de o presidente do Republicanos no Maranhão, deputado federal Cleber Verde, haver integrado o grupo parlamentar que recebeu o presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. Duarte Jr. reagiu com virulência chamando Rubens Jr. de “bandido”, dando ao candidato do PCdoB motivo para cobrar reparação na Justiça.

Há quem diga que o QG de Eduardo Braide estaria torcendo para que o seu adversário no segundo turno seja Duarte Jr., avaliando que, por conta das diferenças, será mais difícil para ele mobilizar as forças que apoiam Neto Evangelista e Rubens Jr. em torno da sua candidatura, calculando inclusive que seria mais fácil atrair apoio de parte desses grupos. Outros acham que um embate do candidato do Podemos com Neto Evangelista seria mais difícil, porque o candidato do DEM mobilizaria mais segmentos das forças da aliança governista. Finalmente, é quase unânime entre os apoiadores de Eduardo Braide de que o candidato mais temido é Rubens Júnior, pelo poder de fogo que tem de aglutinar as forças da base governista.

Por outro lado, há quem observe que, se conseguirem atropelar Duarte Jr., tanto Neto Evangelista quanto Rubens Jr. dependerão muito do apoio do eleitorado de Duarte Jr., que parece ser muito fiel, podendo em grande medida atender ao apelo que ele lhe fizer, caso não chegue ao segundo turno. Isso pode significar 70 mil votos, que poderão rumar para onde o candidato do Republicanos sinalizar.

É cedo, portanto, para dizer quem sairá vitorioso dessa briga.

 

Edivaldo Jr. terá posições diferentes dependendo de quem for para o segundo turno com Eduardo Braide

Edivaldo Holanda Júnior: longe da corrida eleitoral no primeiro turno em São Luís

Já se sabe que o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) não se manifestará sobre sua sucessão no primeiro turno da eleição, deixando para fazê-lo no segundo turno. O que observadores mais atentos aguardam é a intensidade da sua manifestação. Caso seja a segunda rodada seja entre Eduardo Braide e Duarte Jr., o prefeito certamente se posicionará a favor do segundo, mas há quem diga que não será tão enfático, por conta das estocadas indiretas que vem recebendo do candidato do Republicanos na campanha. Se a disputa for entre Eduardo Braide e Neto Evangelista, apoiará o candidato do DEM, mas sem jogar-lhe confetes e de maneira discreta, exatamente pelo mesmo motivo. Mas se o embate final se der entre Eduardo Braide e Rubens Jr., entrará de cabeça na campanha, respondendo ao apoio que vem recebendo do candidato do PCdoB durante a campanha, na qual a frase-chave é: “O prefeito Edivaldo vai entregar ao seu sucessor uma cidade muito melhor do que a que ele recebeu”.

Vale lembrar que depois da sua passagem bem-sucedida pela prefeitura de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. fará de tudo para não se meter em bola dividida. Para ele, é fundamental preservar seu cacife para o próximo passo que pretende dar: disputar vaga na Câmara Federal, tentar o Senado, ser candidato a vice-governador ou entrar na guerra pelo Palácio dos Leões.

São Luís, 03 de Novembro de 2020.