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Decisão da cúpula do DEM leva Neto Evangelista a ser candidato com ou sem aliança com o PDT

 

Neto Evangelista (d) tem o apoio de ACM Neto (c) e Juscelino Filho (e)

Uma decisão recente do comando nacional do DEM atiçou os ânimos nas entranhas da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), onde estão sendo travadas disputas que resultarão na definição do candidato – ou   candidatos – do grupo a prefeito de São Luís. O partido comandado nacionalmente por ACM Neto, prefeito de Salvador (BA), confirmou a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), e com a recomendação expressa de que esse projeto deve ser concretizado com ou sem aliança. Pelo que ficou claro, Neto Evangelista é uma das apostas do DEM na corrida por prefeituras de capitais, e a julgar pelo empenho de torná-lo candidato em São Luís, a cúpula democrata acredita que ele tem cacife para disputar e vencer o pleito. Até aqui, o parlamentar já trabalha com duas possibilidades: sair candidato em aliança com o PDT, que indicaria o vice, ou lançar-se sozinho.

Se por um lado a manifestação da cúpula do DEM reforça a posição de Neto Evangelista – que tem dito que será candidato de qualquer maneira -, injetando-lhe ânimo para seguir em frente, por outro o coloca numa situação incômoda dentro da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino. A comodidade está no fato de que sua candidatura não encontra qualquer traço de resistência ou concorrência dentro do braço ludovicense do DEM, do qual é presidente, permitindo que ele se movimente como bem entender em busca de apoio político e eleitoral. E o incômodo se dá porque a irreversibilidade da sua candidatura determinada pela cúpula partidária pode colocá-lo em rota de confronto com algum aliado da base governista.

Vista por outro ângulo, a determinação da cúpula democrata de ter Neto Evangelista candidato lhe dá vantagem numa eventual negociação com o PDT. Isso porque dentro do arraial brizolista   todos – inclusive o vereador-presidente Osmar Filho – sabem que uma aliança DEM-PDT, tendo Neto Evangelista como candidato a prefeito e um representante do PDT como vice é o Plano A do presidente regional do partido, senador Weverton Rocha, diante das dificuldades que tem de encontrar um pedetista com cacife eleitoral para brigar pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. O senador e o atual prefeito vivem o drama de ter de passar o Palácio de la Ravardière a um representante de outro partido, ainda que aliado, como Rubens Júnior (PCdoB), Duarte Júnior (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB), ou, pior ainda, a um adversário, como Eduardo Braide (Podemos). A solução menos traumática para o partido será o projeto de aliança DEM/PDT. Não há outra saída para o partido fundado no Maranhão por Jackson Lago e que mandou na Prefeitura de São Luís por mais de 20 anos nas últimas três décadas.

Político jovem, mas com experiência e faro de raposa tarimbada, Neto Evangelista sabe onde está pisando quando o campo de batalha eleitoral é São Luís, onde perdeu a eleição em 2012 como vice do então prefeito João Castelo, candidato à reeleição e derrotado por Edivaldo Holanda Júnior. Quando entrou para o DEM, em 2017, sabia que tinha dois objetivos desafiadores: reeleger-se deputado estadual em 2018 e disputar a Prefeitura de São Luís em 2020. Venceu o primeiro com tranquilidade e está determinado a vencer também o segundo, mesmo sabendo dos enormes obstáculos que terá de superar, mesmo como cabeça de uma chapa tendo o PDT como aliado. As pesquisas têm informado que ele tem cacife para uma boa largada.

Nesse contexto em que a indefinição domina o cenário pré-eleitoral, a manifestação do comando nacional do DEM refirmando apoio incondicional à sua candidatura a prefeito de São Luís, Neto Evangelista dá mais um passo para consolidar em definitivo sua candidatura, mesmo num cenário em que há nomes de peso na disputa. Agora com a certeza de que, além do senador Weverton Rocha, a decisão de como o PDT participará da disputa passará também pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Solidariedade joga bem ao abrir caminho para candidatos a candidato

Simplício Araújo (ao fundo) em conversa com Duarte Júnior e Carlos Madeira

O aparente desnorteio do Solidariedade na busca de um candidato a prefeito de São Luís tem sido, na verdade, um surpreendente exercício de política, que poderá, ou não, resultar na montagem de uma chapa competitiva. O partido comandado por Simplício Araújo, suplente de deputado federal e secretário de Indústria e Comércio, já contabiliza nos seus quadros o ex-juiz Carlos Madeira, que se aposentou focado no projeto de ser candidato a prefeito. E tem ao alcance da mão os deputados Duarte Júnior (PCdoB) e Yglésio Moyses (sem partido). Político antenado, Simplício Araújo sabe que a candidatura de Carlos Madeira é uma aposta sem maior perspectiva de retorno político e eleitoral, pois servirá mais para introduzir o ex-magistrado   federal na movediça seara política do que para participar da disputa com possibilidade real de vencê-la. No caso de Yglésio Moyses, que o PDT deixou escapar, a aposta seria um pouco mais consistente, por se tratar de um político jovem, extremamente ativo como parlamentar e que está determinado a ocupar espaço no cenário estadual, enxergando essa oportunidade na corrida eleitoral na capital. O deputado Duarte Júnior, um fenômeno eleitoral em busca de densidade política, queiram ou não seus adversários, poderá ser uma das estrelas dessa corrida, seja ou não escolhido candidato do PCdoB. As articulações em curso podem até não produzir um resultado política e eleitoralmente graúdo, mas não há dúvida de que o chefe do Solidariedade no Maranhão está jogando bem nesse tabuleiro movediço, onde há muito não se via tanta movimentação e ousadia.

 

PSB dá quinada à esquerda e pode fazer aliança com PSOL, PCB e PT

Flranklin Douglas e Bira do Pindaré entre Carlos Noleto e Nelson Brito: conversa

Poderão PSB, PSOL, PCB e PT juntarem forças numa aliança para disputar a Prefeitura de São Luís? Qualquer análise descompromissada feita até 48 horas atrás diria que não, mas o surpreendente encontro do professor e militante político   Franklin Douglas, pré-candidato do PSOL, e o deputado federal Bira do Pindaré, candidato escolhido do PSB, sinalizou essa possibilidade, por mais remota que ela seja. Três pontos podem ser anotados sobre essa reunião. O primeiro é o gesto de flexibilidade do pré-candidato do PSOL, que abre o partido para a possibilidade de uma composição visando a Prefeitura de São Luís. O outro é a guinada do pré-candidato do PSB para a esquerda. E o terceiro ponto é que nas suas declarações nenhum deles sequer levantou a hipótese, por mais remota que ela seja, de uma aliança incluindo o PCdoB. A conversa de entre Franklin Douglas e Bira do Pindaré não produziu um resultado concreto, mas emitiu um sinal forte de que a fase preparatória da corrida à Prefeitura de São Luís ainda reserva muitas surpresas.

São Luís, 08 de Janeiro de 2020.

Dino diz que vai focar nas eleições municipais e avisa apoiará candidatos da aliança governista

 

Flávio Dino avisa: vai se dedicar às eleições municipais

Em meio ao turbilhão especulativo que o envolveu desde que veio à tona a informação de que se encontrara com apresentador Luciano Huck – um dos mais destacados integrantes ainda sem partido do time de candidatos a candidatos a presidente da República -, o governador Flávio Dino (PCdoB), em entrevista ao Jornal Pequeno, disparou um aviso direto: sua agenda política em 2020 será focada nas eleições municipais. E dentro do aviso, o governador mandou uma série de recados: vai participar do processo de disputa por prefeituras incentivando candidatos a prefeito do seu grupo e da aliança partidária que lidera, assinalando ainda que onde houver dois aliados disputando, não tomará posição no embate. No caso de São Luís, onde enxerga um cenário político-eleitoral mais complexo, o governador revelou que entregou a coordenação ao prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), que terá o desafio de harmonizar o máximo possível as forças aliadas que estarão no confronto pelo comando político e administrativo da Capital. Em resumo, 2020 será um ano essencialmente político, voltado para a eleição de 217 prefeitos e de 2.320 vereadores no Maranhão.

Depois de ter vivido intensamente 2019 como um ano político que refletiu o resultado das eleições de 2018, de cujas urnas saíram vários projetos mirando o Palácio do Planalto em 2022, o governador do Maranhão, reeleito em turno único, foca agora sua agenda na base que lhe dá sustentação. A começar pelo fato de que os prefeitos que serão eleitos em Outubro estarão no auge dos seus mandatos na corrida eleitoral de 2022, com poder de fogo político que os tornarão peças-chaves nos projetos eleitorais visando Assembleia Legislativa, Governo do Estado, Câmara Federal, Senado e Presidência da República. E como líder de uma grande aliança, sua tarefa – gigantesca e desafiadora, diga-se -, será turbinar os partidos aliados, começando pelo PCdoB, para manter ou até mesmo ampliar, seus espaços políticos na seara municipal. Daí o recado direto de que vai participar apoiando aliados, mas tendo o cuidado de não se envolver onde dois estiverem disputando.

Hoje um político que usa conhecimento, inteligência e experiência em todos os seus movimentos, o governador do Maranhão já conhece a fundo as sutilezas, os humores e os interesses que movem a política na base. Nesse sentido, sinaliza com esforços para ajudar seus aliados a alcançar um bom desempenho nas urnas, cada vez mais ciente de que o resultado das eleições municipais terá reflexo direto nas eleições gerais de 2022, que por sua vez serão decisivas para o futuro do estado. E nesse contexto, o seu partido, o PCdoB, que comanda atualmente mais de 40 prefeituras, tem papel fundamental, não apenas elegendo o maior número de prefeitos, como também dando exemplos de boa gestão. PDT, PSB, PT e Cidadania, seus principais aliados à esquerda, são também partes importantes desse projeto.

O trecho da entrevista dedicado a São Luís reforça a ideia de fortalecimento da aliança. Isso porque, ao entregar a Edivaldo Holanda Júnior a coordenação do processo que resultará na escolha do candidato – ou candidatos – do grupo e na campanha governista, Flávio Dino dá ao prefeito uma responsabilidade excepcional. O governador sabe que agora, mais do que nunca, a eleição do prefeito de São Luís é um desafio para o grupo que lidera. Primeiro porque a aliança tem o que ele definiu como “vários ótimos pré-candidatos” – Duarte Júnior (PCdoB), Rubens Júnior (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Neto Evangelista (DEM) e Yglésio Moises (sem partido). E depois, porque a Oposição também está entrando no confronto com candidatos fortes, entre eles Eduardo Braide (Podemos), apontado pelas pesquisas como favorito. Nesse contexto, com duas eleições de vereador e duas de prefeito, Edivaldo Holanda Júnior conhece bem o caminho das pedras, estando, portanto, em condições de obter bom resultado.

O projeto presidencial permanecerá de pé, mas em “banho maria”, para ser retomado com toda força em 2021.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Tadeu Palácio estaria satisfeito com os 6% na pesquisa

Tadeu Palácio com Chico Carvalho no ato de filiação ao PSL

O ex-prefeito Tadeu Palácio (PSL) teria comemorado efusivamente os 6% de intenções de voto que recebeu na pesquisa Econométrica feita no apagar das luzes de 2019. Não é para menos. Afinal, ele recebeu percentual na faixa recebida pelo deputado federal Bira do Pindaré (PSB) e dos deputados estaduais Neto Evangelista (DEM) e Wellington do Curso (PSDB). Para ele, que estava afastado do cenário político depois de ter governado São Luís por seis anos e com a experiência de uma reeleição vencida no primeiro turno, retornar à cena com 6% das intenções de votos num time de pré-candidatos que estão no jogo e em grande evidência. Parece também não ter sido atingido fortemente pelo destino comum a vários ex-prefeitos de São Luís, como as ex-prefeitas Gardênia Gonçalves e Conceição Andrade, por exemplo, que romperam com as urnas depois das suas conturbadas passagens pelo Palácio de la Ravardière. Para o ex-prefeito Tadeu Palácio, o simples fato de ter sido lembrado e escolhido por uma fatia expressiva dos entrevistados pelo Econométrica é alvissareiro, pois permitiu que ele retornasse ao cenário da política municipal, se não para voltar à Prefeitura, pelo menos para se divertir tentando.

 

Roseana não será candidata e tentará levar o MDB a apoiar Adriano Sarney

Roseana Sarney: de fora para apoiar Adriano Sarney

Corre nos bastidores que a ex-governadora Roseana Sarney já teria batido martelo e decidido não ser candidata à Prefeitura de São Luís pelo MDB. Sem ela na disputa, o deputado Adriano Sarney (PV) deverá consolidar o seu projeto de candidatura, e apostando que terá o apoio da tia. No MDB, há ainda que acredite que a ex-governadora repense sua decisão e seja candidata, mas ela dificilmente deixará de apoiar o sobrinho, se ele de fato mantiver o projeto. E pelo que imaginam alguns sarneysistas mais experientes, a estratégia será levar o MDB para uma aliança com o PV, tendo Adriano Sarney como candidato a prefeito com um vice emedebista. Há quem diga que até o ex-presidente José Sarney estaria inclinado a apoiar essa equação, que encontra forte resistência na ala jovem do partido. Essa aliança pode até não sair, mas certamente será proposta.

São Luís, 07 de Janeiro de 2020.

São Luís: Pesquisas apontaram favoritismo de Braide, mas o cenário está longe da forma definitiva

 

Eduardo Braide lidera a corrida em São Luís seguido de Roseana Sarney e Duarte Júnior , mas terá favoritismo testado

Duas pesquisas (Econométrica e DataM), realizadas no apagar das luzes de 2019, para medir os humores do eleitorado em relação a pré-candidaturas à Prefeitura de São Luís, indicaram, com forte nitidez, que nessa fase ainda primária e imprecisa da corrida às urnas, Eduardo Braide (Podemos) se mantém como favorito inconteste à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), surfando em ondas de 44,9% a 41,6% de intenções de voto. Os dois levantamentos mostram que o segundo time de pré-candidatos é liderado por Roseana Sarney (MDB) com 11,4% e 9,9%, seguida de Duarte Jr. (PCdoB), com 9,9% nos dois levantamentos, Wellington do Curso (PSDB) com 7,9% e 4,8%, Neto Evangelista (DEM) com 7,2% e 3,8%, Bira do Pindaré (PSB) com 4,4% e 3,5%, Jeisael Marx (Rede) com 2,9% e 2%, Osmar Filho (PDT) com 2,5% nos dois, Yglésio Moises (sem partido) com 1,3% e 1,4%, Carlos Madeira (SD) com 0,1% e 0,8% e Rubens Júnior (PCdoB) com 0,7% e 0,6%. O ex-prefeito Tadeu Palácio aparece na pesquisa Econométrica com 6,1%, mas não foi incluído na do DataM, e Adriano Sarney (PV) só aparece na pesquisa Econométrica, com 3,0%, num cenário sem Roseana Sarney.

São cenários que, com exceção de Eduardo Braide, vêm de repetindo, com algumas alterações tímidas e pontuais, principalmente devido ao fato de que nem os candidatos, nem os partidos e nem os líderes maiores bateram martelo sobre quem será, de fato, candidato. Janeiro será uma espécie de contagem regressiva para que os grupos políticos e partidários começam, efetivamente, a dizer quem será quem nesse jogo.

Três situações poderão definir os rumos da corrida eleitoral na capital. A primeira delas será o posicionamento do governador Flávio Dino sobre quem será o candidato do PCdoB, se Duarte Júnior ou Rubens Júnior. A segunda é sobre quem o Edivaldo Holanda Júnior abraçará como candidato do PDT: Osmar Filho, Neto Evangelista numa eventual aliança DEM/PDT, ou sugerirá um vice numa aliança com o PCdoB? E a terceira: Roseana Sarney será mesmo candidata do MDB para disputar com Adriano Sarney ou ficará de fora da disputa. As respostas para essas indagações darão composição definitiva ao cenário da disputa, pois a sucessão no Palácio de la Ravardière dificilmente se dará fora dessas situações e do projeto de Eduardo Braide. Isso porque o favoritismo do candidato do Podemos até aqui parece consistente, a indefinição no PCdoB e no PDT e o “fator” Roseana Sarney mostrados pelas pesquisas indicaram que essas definições terão elevado poder de fogo político e eleitoral ao longo da corrida.

A consistência do cacife de Eduardo Braide mostrada nas pesquisas sugere que o governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior caminhem para uma aliança do PCdoB com o PDT, restando saber em torno de que nome. Duarte Júnior tem se mostrado bom de voto, mas ainda é muito verde em política, enquanto Rubens Júnior tem sólida tarimba política, é bom de voto, mas ainda não deslanchou em São Luís. O nome a ser escolhido tem de ter a cara da aliança PCdoB/PDT, de modo a incorporar um discurso ao mesmo tempo alinhado à Prefeitura e ao Governo do Estado e que traduza o ânimo da aliança político-partidária que comanda o Maranhão, incluindo São Luís. Além disso, se, contrariando as expectativas, Roseana Sarney resolver ser mesmo candidata, ninguém duvida de que o cenário sofrerá alteração expressiva, podendo até minar o favoritismo de Eduardo Braide e mandá-lo enfraquecido para um segundo turno.

Nesse contexto, Wellington do Curso, Neto Evangelista, Tadeu Palácio, Bira do Pindaré, Jeisael Marx, Osmar Filho, Yglésio Moises e Carlos Madeira, se confirmarem suas candidaturas, terão de fazer esforços gigantescos para reverter o favoritismo de Eduardo Braide e reduzir o poder de fogo do candidato a ser lançado numa aliança PCdoB/PDT, para que tenham alguma chance na disputa. Isso significa dizer que apostar agora na vitória de Eduardo Braide é precipitação pura, porque a corrida para valer só será iniciada quando o martelo for batido no Palácio dos Leões, no Palácio de la Ravardière e na mansão do Calhau. Esse desenho deve ser rascunhado durante a calmaria de janeiro e a festança de Momo, para ganhar forma definitiva com a chegada das águas de março. É quando se saberá se o favoritismo do candidato do Podemos é sólido quanto parece.

Em Tempo: O instituto DataM ouviu 800 eleitores de São Luís, nos dias 28 e 29 de dezembro, tendo sua pesquisa margem de erro de 3,1% para mais ou para menos sobre os percentuais encontrados. O instituto Econométrica ouviu 938 eleitores nos dias 17 e 18 de dezembro, tendo sua pesquisa margem de erro de 3,4% e com um intervalo de confiança de 95%.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PDT não vai conseguir lançar candidatos na maioria dos grandes municípios

Weverton Rocha 

A menos que esteja em curso uma estratégia para surpreender meio mundo nos próximos meses, o cenário do momento para as eleições municipais indica que o PDT, comandado pelo senador Weverton Rocha, será coadjuvante em parte expressiva dos    maiores municípios do Maranhão. Até aqui, não há indicativo seguro de que o PDT tenha um nome forte para brigar pela sucessão em São Luís, hoje governada pelo partido. Em Imperatriz, o PDT já anunciou que apoiará a candidatura do deputado Marco Aurélio (PCdoB). Em Caxias, o partido só entrará na disputa se o candidato for a deputada Cleide Coutinho, que não demonstra interesses em entrar na disputa. Em Pinheiro, tudo indica que o PDT apoiará a candidatura do prefeito Luciano Genésio (PP), candidato à reeleição. Em Timon, ainda há dívidas sobre quem será o candidato do prefeito Luciano Leitoa (PSB), havendo, porém, quem garanta que o deputado pedetista Rafael Leitoa será lançado em breve, o que muitos duvidam. Em São José de Ribamar, não há ainda certeza se o PDT lançará um candidato para enfrentar o prefeito Eudes Sampaio (PTB), o ex-deputado Jota Pinto (Patriotas). E provável que o senador Weverton Rocha dê uma guinada radical nessa tendência que se constrói e amplie o arco de alianças do partido, pois se não o fizer, terá comprometido seu projeto de fazer uma megabase política para as eleições de 2022.

 

João Alberto confirma candidatura a vereador em Bacabal

João Alberto: projeto mantido

“O projeto está mantido. Sou candidato a vereador de Bacabal”. A declaração, feita em tom enfático, é do ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-senador da República e ex-governador do Maranhão João Alberto Souza, atual presidente do MDB maranhense. Inicialmente recebida por uns como um mero rompante, por outros como um rasgo de bom humor, a revelação do líder emedebista ganhou essência de verdade e está, de fato, transformada num projeto eleitoral definido e, segundo o próprio, irreversível. Contrariando a avaliação segundo a qual tentar uma cadeira na Câmara Municipal de Bacabal seria desprestígio para um político da estatura do ex-governador, hoje com 84 anos, João Alberto argumenta que, primeiro, encontra-se com saúde plena e o ânimo político de sempre, considerando que poderá, com sua experiência, contribuir para elevar o nível político e legislativo do parlamento bacabalense, bem como contribuir com a vida política da cidade da qual já foi prefeito e que continua sendo sua principal base política e eleitoral. João Alberto andou incentivando outros contemporâneos seus a abandonar a aposentadoria política e se candidatar a vereador nas suas cidades de origem, mas parece que a ideia não vingou. Tudo indica que ele será o único a experimentar a tentar a proeza de fechar sua trajetória onde tudo começou.

São Luís, 05 de Janeiro de 2020.

Flávio Dino dominou a década de 2010 e entra na de 2020 com força para continuar dando as cartas no Maranhão

 

Flávio Dino vira a década com liderança consolidada e cacife para seguir em frente

O governador Flávio Dino (PCdoB) fecha a década de 2019   vivendo o melhor da sua trajetória política até aqui. Movimenta-se com a desenvoltura de quem lidera uma longa e bem-sucedida transição no estado, atua com a segurança do gestor que vem realizando um Governo eficiente e transformador, decide com a coragem dos grandes oposicionistas, e amplia o seu raio de ação política com a visão aquilina do estadista que se coloca com precisão no cenário político nacional impreciso e conturbado, pronto para encarar debate de qualquer natureza sobre o Brasil, seus problemas e seu potencial. Não houve, nesta década, político com essa estatura no Maranhão, e dificilmente surgirá alguém com esse perfil e com os desafios que ele encontrou e venceu. Hoje, além de governar o Maranhão apoiado numa aliança partidária que vai da esquerda à direita e de atuar com destaque no plano político regional, como um dos líderes de um eficiente movimento de governadores, Flávio Dino está posicionado no cenário nacional com potencial para ser candidato a presidente da República em 2022, caso decida abrir mão de uma cadeira no Senado. Nenhum político maranhense com as suas condições chegou tão longe no cenário político deste século, especialmente no último decênio.

No plano estadual, Flávio Dino governa desde 2015 com inteligência administrativa, focado nos extratos mais carentes dos mais de sete milhões de maranhenses. Ao contrário do que ocorre em outros estados, onde se aplicam recursos limitados em obras faraônicas, ele optou por investir os parcos recursos do Estado num programa de Governo focado em Educação, Saúde, Segurança Pública e Infraestrutura. Dentro desses quatro pilares vem realizando programas audaciosos, inimagináveis até então. Só quem já visitou uma Escola Digna tem a real dimensão do isso significa. Ninguém pode formar juízo de valor sobre um Iema se não o conhecer por dentro, podendo-se dizer o mesmo de uma Escola de Tempo Integral. Seria interessante um contribuinte abastado passar por pobre e almoçar num restaurante popular da periferia de São Luís, ou então conhecer o Hospital de Traumatologia de São Luís. Observada com atenção, tais dão dimensão apropriada do que é o Governo em curso no Maranhão e dizem porque Flávio Dino é um governante diferenciado. E com um dado fundamental para os dias atuais: não há registro de corrupção na sua gestão.

Ao longo da década, o político Flávio Dino deu inúmeras demonstrações de habilidade e pragmatismo, sem abrir mão de um eixo ideológico sólido. Surpreendendo pela ousadia dos movimentos e pela precisão dos lances. Muitos viram sua derrocada quando ele assumiu a defesa da então presidente Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment em 2016, e houve também quem enxergasse erro grave o apoio que deu à campanha presidencial de Fernando Haddad (PT) em 2018, posicionando-se como adversário da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), a quem impôs uma derrota humilhante no Maranhão. Provou que estava certo quando se reelegeu em turno único, com 20 pontos percentuais sobre a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), seu concorrente mais próximo. Coerente, posicionou-se na linha oposicionista ao novo Governo, alimentando tal posição com duras e frequentes, mas procedentes e equilibradas críticas às decisões do novo Governo central e às posições e postura do presidente da República. Ao mesmo tempo, vem conseguindo manter um relacionamento institucional com a Esplanada dos Ministérios.

Flávio Dino fecha a década com estatura política bem maior do que, provavelmente, ele próprio esperava. No Maranhão, ocupou espaço só ocupado por José Sarney durante mais de meio século, liderando uma transição equivalente ao movimento sarneysistas sobre o vitorinismo, nos anos 60 do século passado. Hoje, sua liderança é incontestável, não havendo na aliança nem fora dela alguém com cacife para lhe fazer sombra. No plano nacional, Flávio Dino é hoje um político respeitado na seara oposicionista, na elite acadêmica, nos meios intelectuais, na esquerda, no empresado progressista, nos segmentos artísticos, etc. Suas palestras são concorridas, suas entrevistas repercutem bem, e mesmo ainda sendo assunto sobre o qual costuma desconversar, a candidatura presidencial é, para muitos, um projeto levado a sério e viável. O PCdoB o quer candidato, o PSB, também, havendo até quem aposte que ele migre para o PT. Tem ainda dois anos pela frente para decidir o seu futuro, podendo permanecer no Governo até o fim e retornar a dar aulas de Direito na UFMA e militar na advocacia. Diz topar qualquer parada, desde que deixe o Maranhão em boas mãos.

O fato é que Flávio Dino começou a década sofrendo uma derrota para Roseana Sarney em 2010, mas virou o jogo e se tornou a liderança dominante nos anos que se seguiram, com duas eleições acachapantes, e virando o decênio com cacife para continuar dando as cartas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Holanda Júnior vira década com cacife para eleições futuras

Edivaldo Holanda Júnior, acompanhado da primeira-dama Camila Holanda: mão na massa e cacife gordo para eleições futuras no município ou no estado

Há muito São Luís não vivia uma gestão tão regular como a do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. (PDT). Os conturbados e traumáticos primeiros 90 dias da sua gestão – janeiro, fevereiro e março de 2013 -, reflexo do grave desarranjo administrativo e financeiro deixado pelo ex-prefeito João Castelo (PSDB), não foram suficientes para tirar o foco do novo prefeito na ideia de fazer uma administração correta e eficiente. Tudo funcionou como planejado: apesar de todas as dificuldades, os salários foram regularizados e mantidos em dia. A gestão começou a ganhar ritmo na segunda metade de 2014, depois dos problemas equacionados, e engrenou de vez em 2015, com a posse do governador Flávio Dino, que lhe abriu as portas do Governo do Estado. O prefeito Edivaldo Holanda Júnior mergulhou no trabalho e chegou a 2016 com autoridade para pedir a renovação do mandato. Mesmo pressionado pelo “fator” Eduardo Braide (PMN), que chegou a ameaçar seu projeto de reeleição, Edivaldo Holanda Júnior foi reeleito com margem segura. O segundo mandato tem sido se dado com vento em popa, com a execução de vários programas importantes, a do asfaltamento da cidade – fruto de um empréstimo de R$ 250 milhões contratado com a Caixa – e a revitalização do centro de São Luís, com a reforma da Praça Deodoro e da Rua Grande. Edivaldo Holanda Júnior regularizou e melhorou sensivelmente a rede escolar municipal, inclusive contratando professores, e injetou os recursos possíveis na melhoria do sistema municipal de Saúde. No último ano da sua gestão, que começa neste 1º de Janeiro, entra na ciranda política com força suficiente para influir decisivamente na escolha do candidato e na linha da campanha. Foi o mais importante líder político de São Luís na década que termina hoje. E começa a nova década com um horizonte largo.

RepórterTempo deseja a todos um próspero e venturoso 2020

A Coluna deseja aos seus leitores, maranhenses e brasileiros, os votos de um Ano Novo próspero e venturoso, e durante o qual continuará o esforço jornalístico para oferecer-lhes interpretações que ajudem a compreender a ciranda da política estadual e seus reflexos. Com gratidão.

São Luís, 31 de Dezembro de 2019.

Carlos Brandão, Weverton Rocha e Josimar de Maranhãozinho fecham 2019 de olho no Palácio dos Leões em 2022

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha e Josimar de Maranhãozinho: movimentos em direção aos Leões em 2022

Por mais que uma ou outra voz de peso lembre que ainda é muito cedo para tocar no assunto, a verdade indiscutível e dominante no meio político é a de que a corrida sucessória de 2022 já começou, tanto no plano federal, quanto na seara estadual. O Maranhão político encerra 2019 observando atentamente a três movimentos que visam o Palácio dos Leões. Um deles é protagonizado pelo vice-governador Carlos Brandão (PRB), que busca reunir cacife para tornar-se o sucessor natural do governador Flávio Dino (PCdoB); o outro é liderado pelo senador Weverton Rocha (PDT), que saiu das urnas de 2018 cacifado para se lançar como cabeça de chapa da aliança comandada pelo governador Flávio Dino; e o terceiro é chefiado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que corre por fora com parecendo decidido a ser candidato a governador de qualquer maneira. Nesse tabuleiro ainda impreciso, além de impulsos cada vez menos frequentes do senador Roberto Rocha (PSDB) e de uma perspectiva ainda nebulosa do deputado federal Eduardo Braide (Podemos), a Oposição politicamente mais forte e concentrada no que restou do Grupo Sarney não dá sinais de projetos no campo sucessório estadual, mantendo a ex-governadora Roseana Sarney como possibilidade. Assumidos ou ainda não, os aspirantes à sucessão de Flávio Dino entrarão 2020 focados nas eleições municipais, cujos resultados serão decisivos para 2022.

O vice-governador Carlos Brandão há tempos assumiu a condição de candidato a candidato a governador. O fez autorizado pela excelente relação pessoal, institucional e política com o governador Flávio Dino, que o tem na conta de um vice correto, útil e confiável. Ao contrário de vices que vivem a eterna “expectativa de direito” e se dedicam à conspiração para minar o titular, Carlos Brandão firmou-se como um membro destacado da equipe de Governo, assumindo tarefas de grande importância, como as de correr o mundo em busca de investimentos para o Maranhão, atuando também como representante do chefe e de governador temporário em várias ocasiões, sem o registro de qualquer deslize ou excesso que arranhasse a confiança. Ao mesmo tempo, Carlos Brandão alinhavou uma agenda de conversas políticas com interlocutores importantes, como deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores de todas as cores partidárias, bem como líderes da sociedade civil organizada, empresários, líderes comunitários e sindicais, artistas, intelectuais e jornalistas. Com esses movimentos fecha 2019 embalado para intensificar sua agenda em 2020, pretendendo ampliar seu cacife nas eleições municipais. Movimenta-se com o aval discreto, mas descompromissado, do Palácio dos Leões

Conhecido como “uma máquina de fazer política”, como definem   aliados e adversários, o senador Weverton Rocha ampliou muitas vezes os seus movimentos de candidato a candidato a governador, trabalhando em três frentes para fortalecer seu projeto de candidatura. Primeiro tenta ampliar o raio de ação do PDT, que comanda com mão de ferro. Segundo, intensifica sua aproximação com prefeitos por meio da Famem, presidida por seu coordenador, Erlânio Xavier, prefeito de Igarapé Grande. E, terceiro, exerce um mandato senatorial de maneira integral, propositiva e com posições políticas firmes no campo oposicionista, atuando ainda como articulador eficiente. Com essas credenciais, Weverton Rocha opera sem descanso para viabilizar seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões em 2022, mas sempre ressalvando que a empreitada está diretamente relacionada com o caminho que o governador Flávio Dino vier a tomar visando sua própria sucessão. O senador sabe que as eleições municipais, especialmente a de São Luís, terão peso decisivo na corrida sucessória estadual, e já investe forte para que o resultado das urnas reforce o lastro político e eleitoral que está construindo para chegar em 2022 devidamente cacifado. Seus movimentos são também discretamente avalizados, mas também sem compromisso, pelo Palácio dos Leões.

O terceiro movimento aberto e assumido para a sucessão estadual é feito pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe do PL no Maranhão. Político controvertido, dono de surpreendente poder de persuasão e movido por um arrojo incomum, Josimar de Maranhãozinho se move na corrida sucessória respaldado por uma bancada com três deputados federais e outra com quatro deputados estaduais, além de um batalhão de prefeitos e vereadores espalhados nas mais diversas regiões do estado. Esse cacife o fez campeão de votos para a Câmara Federal (191 mil), e sua mulher, Detinha (88 mil), campeã na corrida à Assembleia Legislativa. Aliado do governador Flávio Dino, com momentos furta-cor, Josimar de Maranhãozinho faz uma política agressiva, do tipo preto no branco, com resultado, e em vários aspectos polêmica. Ele não mede esforços nem meios para alcançar seus objetivos e já deixou claro, em várias entrevistas, que o projeto de disputar o Governo do Estado é para valer, independentemente do desenho que venha a ser dado pelo governador Flávio Dino. Sabe que dificilmente será o candidato do Palácio dos Leões, mas está determinado a seguir em frente, apostando que sairá fortalecido das eleições municipais.

Os três, cada um a seu modo, vão jogar duro na corrida eleitoral de 2020, certo de que o resultado que sair das urnas será decisivo para seus projetos de poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana Sarney saiu do casulo e voltou à ribalta como estrela do MDB

Roseana Sarney: parece longe da aposentadoria política

Em uma das suas edições do início do ano, a Coluna previu que, ao contrário do que muitos apostavam, a derrota eleitoral de 2018 e a posição do MDB contrária à sua ascensão à presidência do partido no estado poderiam até fazer a ex-governadora Roseana Sarney se recolher por uns tempos, mas que ninguém se enganasse: ela não estava aposentada e, cedo ou tarde, sairia do casulo para, de alguma maneira, retomar seu posto de estrela maior do partido. Não deu outra. Logo em março, a ex-governadora desembarcou em Brasília e foi eleita por aclamação membro da Executiva nacional do partido. Depois, viu seu nome ser colocado na teia de especulações sobre candidaturas à Prefeitura de São Luís. Ele desconversou, pronunciou uma frase politicamente intraduzível: “Nem, nem, nem”, mas que alguns leram como “nem sim, nem não”.

Roseana Sarney voltou à tona no final de novembro, quando o deputado Roberto Costa, vice-presidente do MDB, num discurso imprevisto numa tarde de terça-feira na Assembleia Legislativa, surpreendeu o meio político ao lançá-la, sem consulta prévia, candidata do MDB à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Foi um rebuliço dentro e fora do partido. O gesto de Roberto Costa era, na verdade, uma prévia para um movimento bem mais amplo: uma reunião de líderes municipais, que traria a São Luís o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e que acabou se transformando numa grande festa lançar a candidatura ex-governadora. O encontro foi bem sucedido, ainda que ela tenha deixado a resposta no ar e indicado que dificilmente aceitará o desafio. Mas ficou claro que qualquer definição do MDB passará pelo seu crivo.

Para ser ou não candidata a prefeita de São Luís, o fato é que Roseana Sarney deu mostras claras de que gostou de voltar à ribalta da política ouvindo apelos do seu partido para entrar na briga. Há quem diga que ele prefere manter seu cacife para 2022. Sua nada modesta mensagem natalina exibida em horário nobre da TV Mirante pode ser um indicador do que vem por aí.

 

PCdoB está próximo de decidir entre Rubens Júnior e Duarte Júnior

Rubens Júnior e Duarte Júnior: o escolhido pelo PCdoB deve ter o apoio do não escolhido

No dia 1º de janeiro começará uma espécie de contagem regressiva para o PCdoB decidir entre o deputado federal   Rubens Júnior e o deputado estadual Duarte Júnior quem será o seu candidato a prefeito de São Luís. O martelo será batido em janeiro ou ao longo de fevereiro, de modo que quando as águas de março chegarem, o partido já terá superado a faze da escolha e o candidato já deverá estar se movimentando em pré-campanha. Há quem diga que se não for escolhido, Rubens das Cidades e Desenvolvimento urbano, deixará a equipe governamental e retornará a Brasília, sem deixar uma crise no seio do partido. Já muitos acreditam que se não for escolhido, o deputado Duarte Júnior poderá deixar o PCdoB e procurar uma legenda para ser candidato por conta própria, sem o aval do Palácio dos Leões. Mas a verdade é que o governador Flávio Dino e o presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, vão trabalhar o sentido de que a escolha seja feita sem traumas, com o escolhido contando com o apoio do não escolhido. É o que deve acabar acontecendo.

São Luís 29 de Dezembro de 2019.

Bancada na Câmara Federal teve atuação positiva, com posições destacadas de Márcio Jerry e Juscelino Filho

 

Márcio Jerry e Juscelino Filho: atuações destacada numa bancada federal renovada e atuante e bons resultados

A nova bancada do Maranhão na Câmara Federal surpreendeu no seu primeiro ano de atuação. Os 10 deputados eleitos e os oito reeleitos foram legislativa e politicamente ativos, produzindo um saldo de ações parlamentares bem maior e mais expressivo do que a média dos últimos tempos. Houve, claro, alguns deputados com desempenho muito acima das expectativas, assim como outros com resultados abaixo do que era esperado. Mas, de um modo geral, se analisada como bancada, a representação maranhense foi expressivamente atuante, e com alguns parlamentares, como Marcio Jerry (PCdoB) e Juscelino Filho (DEM), por exemplo, com atuações maiúsculas. Agindo em diversos campos partidários, mas politicamente afinados ou desafinados com o Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a maioria dos integrantes da bancada maranhenses justificou a eleição, como Eduardo Braide (Podemos), Bira do Pindaré (PSB), Gastão Vieira (PROS), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Hildo Rocha (MDB), Aluísio Mendes (PSC), Edilázio Júnior (PSD), André Fufuca (PP), João Marcelo (MDB), Cleber Verde (PRB), Gil Cutrim (PDT) Josimar de Maranhãozinho (PL) e Zé Carlos (PT). E foi evidenciada também a atuação modesta de parlamentares com menor expressão política, como Júnior Lourenço (PL), Júnior Marreca Filho (Patriotas) e Pastor Gildenemyr (PL).

Qualquer avaliação isenta apontará o deputado federal Márcio Jerry como o quadro mais destacado da atual bancada maranhense. Ele ocupou todos os espaços que lhe foram abertos, desempenhando dois papéis fundamentais do seu projeto parlamentar: ser o porta-voz do governador Flávio Dino no cenário federal, e turbinar, com atuação ousada, a bancada do PCdoB no confronto direto com as forças que representam o Governo Bolsonaro na Câmara Baixa. Márcio Jerry foi atuante no plenário, onde participou de inúmeras articulações, foi contundente na tribuna, onde pronunciou discursos fortes sobre temas diversos, foi eficiente nas comissões, onde se posicionou com firmeza, e foi destacado como articulador na seara da esquerda que integra o mosaico oposicionista. Encarou com segurança o embate direto com a tropa de choque do Palácio do Planalto, às vezes com o chefe dela, deputado Eduard Bolsonaro (sem partido) que, via de regra, fugiu ao debate. Terminou o ano como uma das referências da esquerda no Congresso Nacional.

O deputado Juscelino Filho ganhou força e espaço político e partidário como um dos líderes do DEM na Câmara Federal. Para começar, foi eleito presidente da Comissão de Ética da Casa, um cargo aparentemente sem importância, mas que em determinados momentos ganha grande relevância, como acontece agora, quando ali se debate o futuro do deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de quebra de decoro por haver defendido a volta do AI-5. Voz de peso na bancada do DEM, Juscelino vem se envolvendo em questões, como acontece agora como relator do projeto de lei em que o presidente Bolsonaro propõe mudanças radicais nas regras de trânsito. Juscelino detonou várias propostas, protagonizando uma guerra direta com o presidente.

Alguns deputados atuaram com frequência e se destacaram em alguns momentos, ganhando espaço por conta de propósitos, escolhas e atitudes. O deputado Pedro Lucas Fernandes, por exemplo, assumiu a liderança da bancada do PTB, alcançando o chamado alto clero, e se destacou pelo empenho que dedicou à aprovação do Acordo de Salvaguarda Tecnológicas (AST) para o uso comercial da Base de Alcântara. O deputado Bira do Pindaré tem dedicado esforços à defesa das causas sociais e políticas, como as dos negros, dos quilombolas, dos bancários, e dos trabalhadores em geral, consolidando uma alinha de ação com forte viés social. Os deputados Hildo Rocha, Aluísio Mendes, Edilázio Júnior e Pastor Gildenemyr têm caracterizado suas ações parlamentares pelo viés político, declarando total apoio ao presidente Jair Bolsonaro, cujo Governo aprovam e defendem atacando adversários. O deputado Gil Cutrim, por exemplo, marcou seu mandato até aqui rebelando-se contra a orientação do seu partido, o PDT, e votando a favor da Reforma da Previdência, correndo agora o risco de ser expulso da agremiação.

Se tivesse de ser submetida a um crivo rigoroso, a bancada federal dificilmente teria outra avaliação, tanto no que diz respeito ao desempenho individual ou no sentido coletivo. Aliás, vale ressaltar que sempre que foi instada a se posicionar como representação maranhense – como no caso do AST, por exemplo, o fez de maneira politicamente correta.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia Legislativa bateu recorde de proposições; Yglésio Moises foi o campeão em propostas

Yglésio Moises liderou a produção legislativa seguido de Wellington do Curso e Duarte Júnior.

Com 23 deputados eleitos e 19 reeleitos, a Assembleia Legislativa empossada em fevereiro emplacou seu primeiro ano com uma produção legislativa surpreendente. Pelo crivo do plenário, comandado pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), passaram nada menos que 3.750 proposições – 611 projetos de lei, 1.936 indicações, 758 requerimentos, 175 projetos de resolução e 115 monções, entre outras. O total equivale a um aumento de 24% em relação a 2017, quando a Casa registrou o recorde de 3.006 matérias apreciadas. Os números informam que no primeiro ano, a Assembleia Legislativa saída das urnas em 2018 teve desempenho excepcional.

De acordo com os registros todos os deputados atuaram como legisladores, propondo projetos de lei, apresentando requerimentos e indicações ou apoiando ou discutindo projetos de resolução, esses de iniciativa da Casa. Nesse contexto, cinco deputados tiveram atuação excepcional:

Yglésio Moises (sem partido): foi o campeão do ano como legislador, tendo apresentado 483 proposições, sendo 42 projetos de lei ordinária, 16 projetos de resolução legislativa, 12 projetos de emenda constitucional, 26 moções e 344 indicações e 44 requerimentos, um desempenho excepcional para um parlamentar de primeiro mandato. E com um detalhe especial: não faltou a nenhuma sessão durante todo o ano.

Wellington do Curso (PSDB): apresentou 367 proposições, sendo 126 projetos de lei ordinária, sete projetos de resolução legislativa, 20 moções, 114 requerimentos e 100 indicações, atuando quase que como voz solitária de oposição.

Duarte Jr. (PCdoB): outra revelação de nível, com desempenho destacado no plenário, com a seguinte produção legislativa: 315 proposições, sendo 61 projetos de lei, 13 projetos de resolução, 66 requerimentos, 170 indicações, quatro moções e uma PEC. Teve também atuação forte e polêmica no plenário, sempre disposto ao embate direto, com o que travou com o preparado deputado César Pires sobre autoria de proposição.

Arnaldo Melo (MDB): parlamentar experiente, com dois mandatos de presidente da Casa no currículo, apresentou, sem alarde, 158 proposições, sendo 25 projetos de lei, um projeto de resolução, 34 requerimentos, duas moções e 96 indicações.

Fernando Pessoa (Solidariedade): deputado de primeiro mandato, surpreendeu pela produção legislativa com 145 proposições: 25 projetos de lei, cinco projetos de resolução, 29 requerimentos e 86 indicações.

Todos os demais deputados tiveram produção legislativa. Os números são os seguintes:

Adelmo Soares (PCdoB): 55 proposições, Adriano Sarney (PV): 118, Antônio Pereira (DEM): 19, Ariston Ribeiro (Avante): 54, Carlinhos Florêncio (PCdoB): 15, César Oires (PV): 28, Ciro Neto (PP): 72, Leonardo Sá (PL): 52, Edivaldo Holanda (PTC): 47, Edson Araújo (PSB): 32, Fábio Macedo (PDT): 16, Felipe dos Pneus (PRTB): 119, Glaubert Cutrim (PDT): 17, Hélio Soares (PL): 58, Neto Evangelista (DEM): 45, Othelino Neto (PCdoB): 18, Pará Figueiredo (PSL): 121, Pastor Cavalcante (PROS): 45, Paulo Neto (DEM): 3, Marco Aurélio (PCdoB): 15, Rafael Leitoa (PDT): 50, Ricardo Rios (PDT): 8, Rigo Teles (PV): 32, Rildo Amaral (Solidariedade): 53, Roberto Costa (MDB): 29, Vinícius Louro (PL): 143, Wendell Lages (PMN): 144, Zé Gentil (PRB): 11, Zé Inácio (PT): 38, Zito Rolim (PDT): 16.

 

Bancada feminina teve bom desempenho legislativo

Helena Duailibe, Daniella Tema e Thaíza Hortegal ,lideraram a produção legislativa na bancada feminina

A bancada feminina teve um bom desempenho legislativo. A campeã de proposições foi a deputada Helena Duailibe (Solidariedade), que levou para a Assembleia Legislativa a experiência de vereadores, vice-prefeita de São Luís e secretária de Saúde da Capital e do Estado, tendo apresentado 93 proposições, entre projetos de lei, indicações e requerimentos. A vice-campeã foi a deputada Daniella Tema (DEM), 82 proposições, um desempenho excepcional para deputada de primeiro mandato, seguida pela também estreante deputada Thaíza Hortegal (PP), que apresentou 78 proposições. Na sequência vieram as deputadas Mical Damasceno (PTB) com 69, Detinha (PL) com 66, Andreia Rezende (DEM) com 55, Cleide Coutinho (PDT) com 34 e Ana do Gás (PCdoB) com 21. Em tempo: Ana do Gás está licenciada do mandato desde o primeiro semestre, exercendo o cargo de secretária de Estado.

São Luís, 27 de Dezembro de 2019.

Roberto Costa fecha 2019 como líder de um movimento destinado a mudar a cara do MDB maranhense

 

Roberto Costa encara o desafio de mudar a cara do MDB no Maranhão

Nos últimos tempos, o Maranhão tem assistido a líderes da nova geração assumir e dar sobrevida promissora a partidos que caminhavam para a prateleira da História política estadual, a exemplo do hoje deputado federal Márcio Jerry, que comandou a transformação do PCdoB na maior força política maranhense da atualidade, e do deputado federal Juscelino Filho, que tirou o DEM da gaveta do esquecimento e devolveu-lhe parte da força de outros tempos. Nesse cenário de redefinições e transformações partidárias, o deputado estadual Roberto Costa fecha 2019 como o líder que, desafiando a lógica e empreendendo uma complicadíssima obra de engenharia política, está redesenhando a cara ao MDB no Maranhão, o que significa, em certa medida, mudar também a cara do sarneysismo. Atual vice-presidente do partido, o deputado tem usado habilidade e ousadia para oxigenar a maior e mais importante cidadela política do sarneysismo, enfrentando o poder de caciques, os quais, inicialmente resistentes, vão aos poucos compreendendo que o MDB tem de se renovar, sob pena de acabar. O ano que termina foi decisivo para que o MDB, sob o comando eficiente do ex-senador João Alberto e fortemente influenciado pela ala jovem comandada por Roberto Costa, tenha dado passos largos no caminho da renovação.

A guinada começou após o anúncio do resultado das eleições de 2018, quando o MDB foi duramente castigado nas urnas: não elegeu Roseana Sarney governadora, perdeu duas vagas no Senado, só elegeu dois deputados federais (Hildo Rocha e João Marcelo) e dois estaduais (Roberto Costa e Arnaldo Melo). Por pressão da ala jovem, o MDB iniciou um movimento para mudar o comando e a linha de ação. Em meados de dezembro do ano passado, a ex-governadora Roseana Sarney se dispôs a substituir a João Alberto na presidência do partido, mas Roberto Costa se contrapôs, argumentando que o MDB precisava de uma mudança radical, que dessa vez às novas lideranças, e anunciou a própria candidatura a presidente. Roseana Sarney reagiu vetando-o. O partido começou 2019 num cabo de guerra entre Roberto Costa e Roseana Sarney, com a participação do deputado Hildo Rocha, que também vetou Roseana Sarney e se lançou candidato. Diante do risco de um racha fatal, em março foi selado um acordo: João Alberto na presidência tendo Roberto Costa como vice-presidente.

Roberto Costa assumiu na prática o comando político do partido, adotando uma linha de ação mais flexível, adotando uma linha pragmática na Assembleia Legislativa, abrindo canais de conversação, como as sondagens para lançar o juiz federal Carlos Madeira candidato a prefeito e diálogo com outras alas do Grupo Sarney, aproximando o braço maranhense do novo presidente nacional, deputado federal paulista Baleia Rossi, ele próprio líder de uma guinada que renovou o comando nacional do partido. Essa relação foi estreitada ao longo do ano e resultou na vinda de Baleia Rossi ao Maranhão, em novembro, onde foi homenageado por Roberto Costa na Assembleia Legislativa e participado de um encontro de líderes emedebistas cujo ponto alto foi o lançamento da ex-governadora Roseana Sarney como candidata a prefeita de São Luís – ela ficou de pensar.

Roberto Costa atua agora para costurar rasuras internas, dialogando com as diversas correntes do partido, numa operação destinada a alcançar a unidade do MDB para as eleições municipais do ano que vem. Na semana passada, por exemplo, esteve em Brasília, onde manteve várias reuniões com o presidente emedebista, uma delas ao lado do deputado Hildo Rocha, a quem pediu apoio para prosseguir com os ajustes no MDB maranhense. Agora, o desafio maior é preparar o partido para as eleições municipais, tendo como estratégia básica lançar candidatos no maior número possível de municípios, a começar por São Luís e Imperatriz. Enquanto isso, seu principal avalista, o ex-senador João Alberto, mantém o partido bem administrado, como uma máquina política com estacas fincadas em todas as regiões do Maranhão, devendo lançar pelo menos 120 candidatos a prefeitos e centenas de candidatos a vereador.

2020 será decisivo para o projeto de renovação do MDB comandado por Roberto Costa com o aval da ala jovem e, em certa medida, dos caciques do partido.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Osmar Filho não será candidato a prefeito de São Luís, mas terá papel importante no processo

Osmar Filho: dúvida 

Pelo menos uma decisão já estaria tomada dentro do PDT: o vereador Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal, não será candidato a prefeito nas eleições do ano que vem. Ele poderá ser candidato a vice-prefeito em chapa liderada por um candidato do PCdoB ou numa aliança do seu partido com o DEM, ou cuidará de renovar seu mandato, o que parece ser o seu caminho mais provável. Isso não significa dizer que o presidente da Câmara Municipal esteja fora do jogo sucessório. O que é verdadeiro é o fato de que todas as avaliações indicam não ser esse o seu momento de encarar uma disputa majoritária, pois suas chances nessa guerra pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) são modestas diante de candidatos com o poder de fogo de Eduardo Braide (Podemos), Rubens Júnior ou Duarte Júnior (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Wellington do Curso (PSDB) e Yglésio Moises (sem partido). Nesse tabuleiro, o presidente da Câmara Municipal terá papel importante no fortalecimento do candidato que vier a apoiar, podendo também se reeleger de novo como campeão de votos, o que poderá até garantir sua continuidade no comando do Legislativo municipal. Osmar Filho já tem experiência política suficiente para perceber que o cenário não lhe é favorável como pré-candidato a prefeito, mas lhe sorrir abertamente se resolver renovar o mantado.

 

Flávio Dino comemora pagamento antecipado dos servidores durante cinco anos

Flávio Dino 

O governador Flávio Dino (PCdoB) anuncia o pagamento antecipado do mês de dezembro aos servidores do Estado, comemorando também o fato de que nos seus 60 meses de Governo pagou os servidores rigorosamente em dia, incluindo o 13º salário nestes cinco anos. O governador tem todo o direito de fazer esse registro em clima de entusiasmo. Afinal, além do fato em si, a manutenção rigorosa do pagamento dos servidores se dá num contexto em que boa parte dos estados enfrenta gigantescas dificuldades para cumprir essa obrigação e outros não têm conseguido cumpri-la, gerando uma cadeia de problemas. Os governadores que amargam essa dificuldade estão cm seu futuro político seriamente comprometido.

São Luís, 24 de dezembro de 2019.