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Vice de Orleans, Edivaldo Jr. entra de vez na disputa e parte para o ataque a Braide em São Luís

Vice de Orleans Brandão, Edivaldo Jr. para
o confronto com Eduardo Braide
e Esmênia Miranda pelos votos da Capital

A disputa pelos votos de São Luís entrou em outro patamar. Escolhido para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB), o ex-prefeito da Capital, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), recebeu uma missão ácida, mas de grande peso na corrida eleitoral para o Governo do Estado: disparar petardos fortes contra a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD. Ontem, por exemplo, ele disparou chumbo grosso contra a gestão do sistema municipal de transporte coletivo de São Luís, que na sua avaliação “foi desmontado” pela gestão do seu sucessor.

A possibilidade de ser um crítico duro da gestão foi um dos fatores que pesaram na escolha. Com a autoridade de quem foi prefeito de São Luís por oito anos e tendo concluído os dois mandatos bem avaliado e sem manchas ou acusações de desvio, Edivaldo Holanda Jr. cometeu alguns tropeços políticos, como a desastrada e sem sentido candidatura a governador em 2022, mas manteve sua estatura pessoal intacta, o que lhe dá lastro para entrar numa guerra como a que está em curso no Maranhão. E com conhecimento de causa para tocar em problemas sensíveis de São Luís, como as distorções do sistema de transporte, as quais, vale lembrar, ele também não resolveu.

Orleans Brandão precisava de um vice com lastro na Capital, um nome com estatura política, com currículo denso – foi vereador por São Luís e deputado federal antes de ser prefeito -, e, como ele próprio começa a demonstrar, disposto a apostar alto no arrojado projeto político e eleitoral concebido e posto em prática pelo governador Carlos Brandão (MDB), que tem como obstáculo o gigantesco prestígio de Eduardo Braide na Capital e na Ilha de Upaon Açu, segundo mostraram as pesquisas feitas até aqui.

Edivaldo Holanda Jr. chega à condição de vice de Orleans Brandão com dois trunfos muito expressivos. O primeiro é o fato de que ele derrotou Eduardo Braide na disputa pela Prefeitura de São Luís em 2016, uma vantagem expressiva, mesmo levando em conta a vantagem excepcional de ter concorrido no cargo. E o outro é o espaço amplo que tem no eleitorado evangélico da Capital, tanto que na sexta-feira (03) ele representou Orleans Brandão num congresso de jovens evangélicos organizado pela Assembleia de Deus, onde tem muitos aliados.

Sua entrada na arena dos confrontos da pré-campanha em curso deve elevar expressivamente debate político em São Luís, a começar pelo fato de que, justas ou não, movidas por oportunismo ou não, o fato que não pode ser ignorado é as suas críticas ao ex-prefeito Eduardo Braide partem de alguém que conhece profundamente tudo o que diz respeito à gestão do maior, mais importante e decisivo colégio eleitoral do Maranhão.

Para conter as investidas de Edivaldo Holanda Jr., o ex-prefeito Eduardo Braide tem duas opções: escalar a prefeita Esmênia Miranda (PSD) para fazer o embate, até porque as críticas de Edivaldo Holanda Jr. alcançam diretamente a sua administração, ou entrar ele próprio no confronto direto. Eduardo Braide já sinalizou que não vai deixar ataques sem respostas, enquanto a prefeita Esmênia Miranda ainda não mostrou com clareza – até por falta de tempo – como reagirá à pancadaria que está sendo anunciada pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. havia planejado disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mas o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por Orleans Brandão caiu-lhe como uma luva, uma vez que o tirou da planície em busca de um difícil mandato estadual, para catapulta-lo para o epicentro da política maranhense. Isso porque, se o projeto eleitoral for bem sucedido, ele poderá tentar retornar à Prefeitura de São Luís em 2028. Daí não ser nenhum problema para ele atuar como “borduna” na seara ludovicense.

PONTO & CONTRAPONTO

Pré-candidatos aos Leões ainda têm pendências como vice e nomes para o Senado

Candidatos a governador: Eduardo Braide, Orleans Brandão,
Felipe Camarão, André Luís, Ednilson Rodrigues e Saulo
Arcangeli ainda têm pendências para montagem das suas chapas

A menos de três semanas do início do período das convenções partidárias que confirmarão e formalizarão as candidaturas majoritárias e proporcionais às eleições de outubro, os pré-candidatos ao Governo do Estado correm para montar as suas chapas nos dois níveis. Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Edilson Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli ainda têm pendências a resolver na composição das chapas que liderarão. O período das convenções vai de 20 de julho a 15 de agosto.

Primeiro a definir seu vice – a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD) -, Eduardo Braide já definiu um dos candidatos ao Senado, orientando o seu partido a apoiar a pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), abrindo mão de lançar candidato para uma vaga. A outra vaga de candidato a senador continua em aberto, podendo o PSD lançar candidato do partido ou apoiar um nome de outro partido. O PSD pode também abrir mão da outra vaga e correr para as urnas concentrando força na candidatura de André Fufuca. Eduardo Braide tem três semanas para resolver essa pendência.

Orleans Brandão definiu o seu vice na semana que passou, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Jr. (PRD), depois de meses de muitas e intensas conversas. E como já definiu o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, para uma das vagas, encontra-se agora em busca do nome para a outra vaga. No meio partidário, muitos observadores apostam que a vaga será da deputada federal Roseana Sarney, que lidera as preferências nas pesquisas, e cuja pré-candidatura é bancada pelo comando nacional do MDB. Existe a possibilidade de Roseana Sarney abrir mão da vaga, que no caso seria ocupada pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante), que é alinhado ao governador Carlos Brandão, apoia Orleans Brandão, e vem correndo em faixa própria.

Na sexta-feira, Orleans Brandão, que preside o MDB maranhense, previu que a vaga de senador ainda aberta será preenchida na próxima semana, quando, por coincidência, Roseana Sarney terá retornado de São Paulo, onde trata da saúde. Orleans Brandão quer definir essa situação bem antes da convenção do MDB.

Dos três nomes com chance na corrida aos Leões, o pré-candidato do PT, Felipe Camarão, é o que tem ainda a maior margem de indefinição, uma vez que faltam-lhe o vice e um candidato a senador. Ele só tem a senadora Eliziane Gama (PT) na chapa majoritária. Em ritmo de pré-campanha, o pré-candidato petista ainda não se manifestou sobre a escolha do nome para a vaga aberta de candidato ao Senado, e menos ainda em relação à escolha do vice. Não será surpresas se o PT abrir mão de uma vaga no Senado e investir tudo no projeto de reeleição de Eliziane Gama, apoiando também o senador Weverton Rocha, que não é aceito por Felipe Camarão e boa parte do PT.

Entre dois demais candidatos, a situação é a seguinte: pré-candidato do PSOL, Edilson Rodrigues, já tem os candidatos ao Senado, Franklin Douglas e Antônia Cariongo, mas lhe falta o vice, enquanto os pré-candidatos do Missão, André Luís, e o do PSTU, Saulo Arcangeli, nada decidiram em relação a vice a senador. Já partido Novo só tem até agora pré-candidato a senador, Lahesio Bonfim, que desistiu de disputar o Palácio dos Leões. Roberto Rocha tem dito que continua mirando o Senado, mas que pode vir a disputar os Leões.

Pedro Lucas, Juscelino Filho e Aluízio Mendes buscam a reeleição em situações diferentes

Pedro Lucas Fernandes, Juscelino Filho e Aluísio Mendes
têm situações diferentes na corrida à reeleição

Posicionados entre os deputados federais mais influentes da bancada maranhense, Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB) e Aluísio Mendes (Republicados), que presidem os seus partidos no estado, vivem situações diferentes em relação às eleições de outubro.

Político com os pés no chão, que entra em aventuras, Pedro Lucas Fernandes desde cedo se posicionou alinhado ao projeto do governador Carlos Brandão (MDB) de lançar Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão. Esteve muito cotado, pelo próprio chefe do Executivo, para disputar uma cadeira no Senado, “namorou” com a ideia, mas preferiu o caminho mais seguro da reeleição, com a possibilidade de eleger o irmão, Paulo Casé (União), para a Assembleia Legislativa. Os irmãos Fernandes têm como conselheiro o pai, o tarimbado ex-deputado federal Pedro Fernandes (União), atual prefeito reeleito e bem conceituado de Arame.

Ex-ministro das Comunicações, o deputado federal Juscelino Filho vem demonstrando muita habilidade nesse xadrez. Ele comanda o PSDB no estado, mas, valendo-se da proximidade com o Governo Lula da Silva, abriu as portas do PT para sua irmã, Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire, que vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A julgar pelo está sendo desenhado, Juscelino Filho tem reeleição certa, assim como Luanna Rezende é apontada como nome muito forte para o parlamento estadual. O curioso nessa equação é que o neotucano Juscelino Filho ainda não bateu martelo para o Governo do Estado, enquanto a irmã neopetista assumiu a pré-candidatura de Felipe Camarão.

O deputado Aluísio Mendes, presidente estadual do Republicanos, vive uma situação complicada por uma tomada de posição e uma reviravolta, casos que podem complicar a sua reeleição, antes apontada por muitos como líquida e certa. A tomada de posição se deu quando ele disparou chumbo grosso contra a tocantina Mariana Carvalho, candidata do seu partido na disputa para a Prefeitura de Imperatriz. Com o rompante, que contribuiu o para tirá-la da disputa, Aluísio Mendes perdeu muito do seu cacife eleitoral na cidade. E a reviravolta foi a decisão da deputa-presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), de concorrer a uma cadeira na Câmara Federal. Muitos dos mais de 100 mil votos de Aluísio Mendes em 2022 lhe foram dados por Iracema Vale na região onde ele tem atuação mais forte a partir de Urbano Santos. Não há quem afirme que Aluísio Mendes não se reelegerá, mas há muitas avaliações afirmando que ele enfrentará dificuldades em outubro.

São Luís, 05 de Julho de 2026.

Com a candidatura de Beto Castro minada por sua prisão, sucessão presidencial agita bastidores da Câmara

Beto Castro pode não contar mais com a articulação
de Paulo Victor, que saiu para coordenar a
campanha de Orleans Brandão em São Luís

Duas situações envolvem a Câmara Municipal de São Luís neste momento, além das suas atividades normais. A primeira é a intensa movimentação em curso nos bastidores da Casa por conta da sucessão presidencial, prevista para outubro, logo após as eleições gerais. E a outra é o afastamento, via licença, do presidente Paulo Victor (PSB), para integrar o comando da campanha do pré-candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), em São Luís. Aparentemente, uma coisa nada tem a ver com a outra, mas uma observação cirúrgica da movimentação nos bastidores e reentrâncias do parlamento ludovicense indica uma relação entre os dois fatos.

A guerra pela sucessão, que vinha evoluindo naturalmente, sob o comando do presidente Paulo Victor, apontava o favoritismo escancarado do vereador Beto Castro (Avante), tendo com único oponente o vereador Marquinhos Silva (União), aparentemente sem cacife para virar o jogo.

Mas o cenário sofreu uma drástica reviravolta, colocado de cabeça para baixo na manhã do dia 15 de junho, quando a Polícia Civil, a serviço do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), cumprindo mandados judiciais na Operação Benedicti, que investiga denúncias de desvios milionários com emendas parlamentares, levou para a cadeia vário suspeitos, entre eles ninguém menos que o vereador e pré-candidato assumido a presidente Beto Castro, causando um vexame monumental a ele próprio e ao parlamento ludovicense.

Por força de liminar, o vereador Beto Castro deixou a cadeia. No dia seguinte, ele foi à tribuna e jurou de pés junto que nada tem a ver com o desvio milionário de emendas e que vai provar sua inocência. O Gaeco, cuja investigação sobre a ação da quadrilha já dura mais de ano, diz exatamente o contrário, e aponta o vereador Beto Castro como um dos chefes da organização criminosa.

O discurso de Beto Castro pregando inocência não foi suficiente para evitar a drenagem da base da sua candidatura a presidente, pois a sua permanência de várias horas atrás das grades minou severamente a base da sua candidatura à sucessão do presidente Paulo Victor, que chegou a ter 22 dos 31vereadores. Ao mesmo tempo, desencadeou uma forte onda nos bastidores da Câmara Municipal, onde um grupo de vereadores busca um nome alternativo, além de ter dado ao seu único oponente até aqui, o vereador Marquinhos Silva, o discurso que ele precisava para turbinar a sua candidatura.

Uma fonte da Câmara Municipal indicou à Coluna um movimento, discreto, mas efetivo, de vereadores, incluindo os que estão de licença, questionando a situação de Beto Castro e levantando a possibilidade de buscar um nome de consenso. O argumento é simples: até a eleição do novo presidente, que se dará provavelmente em novembro, dificilmente a situação do vereador Beto Castro estará resolvida nos campos policial e judicial, não havendo assim certeza de que ele seja inocente. E a Câmara Municipal poderá se atolar no mangue se eleger um presidente que posteriormente possa vir a ser declarado culpado e cassado por corrupção.

Com a saída temporária do presidente Paulo Victor para ser um dos coordenadores da campanha de Orleans Brandão em São Luís, a exemplo do que fez com a campanha do governador Carlos Brandão em 2022, abre-se um grande vácuo na coordenação da campanha do vereador Beto Castor a presidente. A além disso, tudo indica que a presidente interina Concita Pinto (PSB) não tem o mesmo peso de Paulo Victor para essa articulação, o que torna a situação de Beto Castro mais vulnerável.

O fato é que, mesmo que mais da metade dos atuais vereadores sejam suplentes que lá permanecerão por três meses, e quase nenhum participará da eleição do novo presidente, os bastidores do parlamento ludovicense estão agitados por conta do novo cenário da sucessão presidencial.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. avança e se torna nome forte na corrida ao Senado

Duarte Jr. em Grajaú, ao lado de G[ilson Guerreiro

“Esse Duarte Jr. vai dar muito trabalho nessa eleição de senador”. A declaração, feita por um dos mais experientes políticos maranhenses, ao analisar o cenário da disputa pelas duas cadeiras no Senado da República, confirma informações vindas do interior dando conta da desenvoltura com o que o deputado federal (Avante) vem realizando sua pré-campanha, numa corrida “sem dia nem hora” em busca de apoio eleitoral nas mais diversas regiões do Estado.

O fato mais recente que reforça a previsão da raposa política ouvida pela Coluna aconteceu nesta semana em Grajaú (70 mil habitantes), um dos mais tradicionais municípios do Maranhão, onde a política é intensa. Ali, o prefeito Gilson Guerreiro (PSDB) e todo o seu grupo declararam apoio à Pré-candidatura de Duarte Jr. num ato político que reuniu milhares de grajauenses.

Inicialmente apontada por alguns como uma “aventura de desespero”, o projeto senatorial de Duarte Jr. ganhou forma em pouco tempo, o colocou entre os pré-candidatos com maiores índices de preferência do eleitorado, segundo pesquisas recentes.

Nessa corrida, Duarte Jr. tem mostrado que não é apenas “o político de São Luís”, ao contrário, vem demonstrando que é conhecido pela grande maioria dos maranhenses, fruto do intenso e amplo trabalho que realiza nas redes sociais. Tanto que declinou do convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa do emedebista Orleans Brandão preferindo encarrar o desafio de ser candidato ao Senado disputando com o senador Weverton Rocha (PDT) e a senadora Eliziane Gama (PT), ambos pré-candidatos à reeleição, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) o deputado federal André Fufuca (PP), o ex-senador Roberto Rocha (Novo) e o ex-candidato a governador Lahesio Bonfim (Novo).

Roberto Costa enquadra empresas de loteamento em Bacabal; medida pode ser referência para outras cidades

Roberto Costa anuncia medidas
contra loteamentos irregulares

Repercutiu fortemente, dentro e fora de Bacabal, a decisão do prefeito Roberto Costa (MDB) de determinar um enquadramento rígido nas regras contratuais e nas normas do município. Sua iniciativa alcança empresas que comercializam loteamentos, e que, como é comum em qualquer cidade de porte grande e médio, recebem o pagamento dos compradores e não entregam os lotes com ruas pavimentadas, drenagem, abastecimento de água e outros equipamentos previstos nos contratos. E ficou estabelecido que a partir de agora esses projetos será duramente fiscalizados, com a previsão de duras sanções aos que saírem das linhas contratuais.

Em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (01), o prefeito Roberto Costa, que é também presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), anunciou a adoção de medidas judiciais pelo Município contra três empresas (Green Park, Cidade Jardins e Ecoville), que comercializaram lotes, receberam os pagamentos, mas não cumpriram os compromissos contratuais, como entregar ruas pavimentadas, drenagem, abastamento de água, entre outras obrigações.

Na conversa com jornalistas, o prefeito de Bacabal apresentou decisões liminares, concedidas pela Justiça, obrigando as empresas, a cumprirem imediatamente, os compromissos contratuais: 15 dias para iniciar de forma emergencial a recuperação das ruas e 30 dias para iniciar projeto completo de drenagem. Aa liminares, assim como a Prefeitura, preveem sanções draconianas para as empresas que não cumprirem as regras contratuais e as normas municipais.

A iniciativa do prefeito Roberto Costa pode se tornar uma referência para os municípios que enfrentam esse problema – que, aliás, são muitos, principalmente os de médio porte, como é o caso de Bacabal. Os problemas habitacionais levaram a uma verdadeira “explosão” na venda de loteamentos, grande arte feita por empresas sem compromissos com as regras do contrato. Ao enquadrar as empresas infratoras, a Prefeitura de Bacabal beneficia os compradores, mas também a infraestrutura urbana, evitando problemas muito maiores em futuro próximo.

Na condição de presidente da Famem, o prefeito Roberto Costa dá também uma contribuição aos municípios em geral com uma medida que pode ser referência aos mais de 200 associados da entidade municipalista.

São Luís, 03 de Julho de 2026.

Iracema confirma pré-candidatura à Câmara Federal; outros quatro deputados seguirão o mesmo caminho

Iracema Vale disputará mandato federal, o mesmo
caminho a ser seguido por Fabiana Vilar, Fernando
Braide, Mical Damasceno e Yglésio Moises

Confirmado: a deputada Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, vai disputar uma cadeira na Câmara Federal. Ela anunciou sua decisão ontem, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. A explicação é simples: a parlamentar ganhou uma dimensão política muito grande para permanecer no parlamento estadual, para o qual seria reeleita com facilidade, mas colocaria em risco o capital político que acumulou desde 2022, quando saiu das urnas como campeã de votos e logo em seguida se tornou a primeira mulher a presidir o Poder Legislativo em dois séculos.

O pronunciamento se deu no dia em que o pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB) confirmou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como seu vice. Ao mesmo tempo, com a definição, Iracema Vale sai do xadrez que envolve a vaga de pré-candidato a senador em discussão no MDB, deixando o caminho livre para deputada federal Roseana Sarney (MDB), que deve desembarcar em São Luís até o final da semana para decidir se será ou não candidata ao Senado.

Foram meses de expectativas e previsões “furadas” no meio político em relação ao futuro da presidente da Assembleia Legislativa. Ela manteve o discurso nada convincente de que seria candidata à reeleição, quando na verdade até as paredes do Palácio Manoel Beckman sabiam que ela estava trabalhando para encontrar o caminho para o seu futuro nas eleições de outubro. Sem nada dizer sobre o assunto, e movida pela certeza de que não seria candidata à reeleição, foi lembrada para o Governo quando Orleans Brandão era apontado como nome certo para a Câmara Federal, esteve na lista do Palácio dos Leões para uma das vagas no Senado, e foi tida como nome certo para vice de Orleans Brandão, solução da qual declinou.

A definição ganhou corpo no último fim de semana, quando ela declarou apoio à pré-candidatura da primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos (PDT), à Assembleia Legislativa, confirmando que o seu caminho seria a Câmara Federal.

No discurso de ontem, Iracema Vale se dobrou ao realismo para reconhecer que a reeleição para a Assembleia Legislativa não faria sentido por causa do tamanho político que alcançou ao se tornar presidente do Poder Legislativa e ocupar um amplo espaço de liderança na base governista. Não fez qualquer referência às citações do seu nome para o Senado e para vice, revelando que decidiu disputar mandato federal após conversar com sua família e com amigos e aliados.

 – Entendi que chegou o momento de ampliar o meu trabalho. Não para iniciar uma nova história, mas para continuar a nossa missão. (…)Sinto que chegou o momento de levar a nossa voz, a nossa força e as nossas necessidades para o centro das decisões nacionais. (…) Eu sigo com a confiança de quem sabe que o trabalho dignifica e que a política, quando pé feita com honestidade de propósito e espírito público é o instrumento mais potente de transformação – declarou, tendo sido em seguida aparteada por mais de uma dezena de deputados, todos louvando sua iniciativa.

Com a presidente Iracema Vale, a Assembleia Legislativa terá cinco deputados buscando cadeira na Câmara Federal. Os outros quatro são Fabiana Vilar (PL), escolhida para a substituta de Josimar de Maranhãozinho em Brasília; Fernando Braide (PSD), irmão do pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Eduardo Braide; Mical Damasceno (Republicanos), que pretende engrossar a falange evangélica da Câmara Baixa; e Yglésio Moises (PRD), um quadro político de alto nível, que saiu do centro-esquerda para se tornar um partidário feroz da direita bolsonarista.

No meio político, diferentes avaliações indicam que, dos cinco, o projeto menos consistente é o da deputada Mical Damasceno.

PONTO & CONTRAPONTO

Escolhido vice, Edivaldo Jr. tem cacife para ajudar Orleans em São Luís

Orleans Brandão e Edivaldo Jr.
juntos, na Praça Deodoro

Com a confirmação do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como companheiro de chapa, o pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, resolve a penúltima pendência da sua chapa, restando agora apenas a escolha do nome para a vaga ainda aberta para o Senado.

Qualquer avaliação isenta certamente concluirá que o pré-candidato do MDB fez uma escolha compatível com a sua perspectiva, que é ter um vice que tenha estatura política e que possa apoia-lo efetivamente em São Luís.

A Coluna afirmou e vai repetir: Edivaldo Holanda Jr. é um político bem sucedido na Capital, onde foi vereador e prefeito por dois mandatos integrais. Deixou o governo municipal com bons índices de aprovação e, mais do que isso, sem acusação grave de desvio ou coisa parecida.

Sua ficha política é limpa, rasurada apenas com algumas omissões, como não ter lançado um candidato do seu partido às sua sucessão. E por um erro político injustificado: sua candidatura ao Governo do Estado em 2022.

Braide incursiona na região central e é recebido com festa em Santa Inês

André Fufuca e Eduardo Braide em meio
a uma multidão em Santa Inês

Depois de festivas visitas a Santo Antônio dos Lopes, Esperantinópolis, Poção de Pedras e Presidente Dutra, o pré-candidato do PSD a governador, Eduardo Braide, fez escala em Santa Inês, onde foi recebido com manifestações de apoio. Acompanhado deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado, Eduardo Braide foi saudado pelo prefeito Felipe dos Pneus (PP), que registrou a visita na abertura dos festejos joaninos, na noite de segunda-feira.

Ontem de manhã, Eduardo Braide e André Fufuca incursionaram na Rua do Comércio, que é o centro nervoso de Santa Inês. Ali, o pré-candidato do PSD fez o que mais gosta: misturou-se ao povo, distribuindo abraços e apertos de mão e registrando imagens no celular.

A agenda na região prossegue hoje, quando Eduardo Braide e André Fufuca desembarcam em Bom Jesus das Selvas. Na sexta-feira, o pré-candidato do PSD anunciou que estará em Buriticupu, e no sábado chegará a Imperatriz para participar da cavalgada que abrirá a exposição agropecuária da cidade, a tradicional Expoimp.

São Luís, 02 de Julho de 2026.

PT define lista de pré-candidatos à Câmara Federal e à Alema num cenário de disputa acirrada

Rubens Jr., Bira do Pindaré e Waldir Maranhão estão na corrida
à Câmara Federal, e Luanna Rezende, Cricielle Muniz, Zé Inácio
e Rosilene Guajajara tentarão a Assembleia Legislativa

O PT já bateu martelo e definiu os 13 nomes que lançará para a Câmara Federal e os 20 que disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa. Para deputado federal o partido vai tentar eleger Bira do Pindaré, Carlos Hermes, Creuzamar, Dayana Roberta, Deuzimar, Eri Castro, Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Rubens Jr., Vania do MST e Waldir Maranhão. Já para a Assembleia Legislativa, os pré-candidatos do PT são Cricielle Muniz, Coletivo Resistência (Paulo Marcelo), Chaga Rosa, Luanna Rezende, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Paulo Romão, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz, Rosilene Guajajara, William Ferreira, Zé Inácio.

Definidas em encontro do partido na semana passada, as listas são fortes nos dois patamares e cujos integrantes estão escalados para uma guerra eleitoral intensa, com adversários poderosos, como o “chapão” do MDB, por exemplo.  

Na corrida à Câmara Federal, o PT vai brigar pela reeleição do deputado federal Rubens Jr., que vem tendo papel importante na base de apoio do presidente Lula da Silva no Congresso Nacional, atuando como vice-líder do Governo. Deve investir também na pré-candidatura do ex-deputado federal Bira do Pindaré, que foi secretário estadual de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O PT escalou também o ex-deputado federal Zé Carlos e o ex-deputado federal e ex-presidente interino da Câmara Federal Waldir Maranhão, que empreende uma caminhada de volta à Brasília.

O projeto de eleger o maior número possível de deputado federal levou o braço maranhense do PT a reforçar o seu poder de fogo escalando petistas de primeira linha como Augusto Lobato, que já presidiu o partido, e o publicitário Eri Castro, um dos mais ativos militantes do petismo estadual. No mesmo time incluiu Creuzamar, militante social e suplente de vereadora em São Luís. E completa a lista com Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Vania do MST e Waldir Maranhão.

Já corrida à cadeiras da Assembleia Legislativa, o PT decidiu lançar os seus melhores quadros, começando por Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire,  irmã do deputado federal Juscelino Filho, que comanda o PSDB no Maranhão, e com quem deve fazer dobradinha. Cricielle Muniz é militante petista de proa, dirigiu a rede Iema no Governo Carlos Brandão e já declarou apoio ao pré-candidato do MDB ao Governo, Orleans Brandão, na contramão da direção nacional.

A chapa petista para o parlamento estadual é composta tambpem pelo ex-deputado estadual Zé Inácio Lula, um dos mais aguerridos quadros do PT, que defende uma aliança do PT com o governador Carlos Brandão. Para a Alema, o PT lançou também a líder indígena Rosilene Guajajara, que segue osd passos a atual ministra Sônia Guajajara, e o Coletivo Resistência, liderado por Paulo Marcelo, seguindo os passos do Coletivo Nós, que tem mandato nas Câmara Municipal de São Luís. A chapa é também composta por militantes, sindicalistas e profissionais liberais como Chaga Rosa, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz e Eilliam Ferreira.

A lista de pré-candidatos do à Assembleia Legoslativa fecha com o sociólogo Paulo Romão, professor univbersitário e militante fiel do petismo, que até dois meses atrás era pré-candidato ao Senado.

Os líderes do PT maranhense sabem que, embora a maioria do eleitorado esteja nitidamente inclinada a continuar votando no presidente Lula da Silva, o partido tem agora o desafio de se mobilizar pela eleição do candidato da legenda a governador, Felipe Camarão, e ao Senado, até aqui somente a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição. Não será tarefa fácil. A começar pelo fato de que o partido está claramente dividido exatamente em relação à dispiuta pelo Governo do Estado, que é fundamental para juntar as correntes petistas em torno de candidaturas majoritárias e proporcionais. Isso num cenário muito competitivo  nos três planos das eleições de outubro.  

PONTO & CONTRAPONTO

Chapa pura no PSD: Kassab deve ser vice de Caiado, fortalecendo o projeto eleitoral de Braide

Eduardo Braide pode ser beneficiado pela
chapa pura Ronaldo Caiado/Gilberto Kassab

Tudo indica que o presidente nacional do PDS, Gilberto Kassab, será anunciado hoje para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa da agremiação, encabeçada pelo ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD). Se for confirmada e anunciada na tarde desta quarta-feira (01/07), a definição terá influência política importante na pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado.

Isso porque com essa composição da chapa presidencial, o PSD passa a ter um projeto partidário mais consistente na disputa pelo poder no plano, com reflexos diretos e importantes nas pré-candidaturas a Goverbo estaduais, como é o caso do Maranhão, com a de Eduardo Braide.

Nesse contexto, a posição de Eduardo Braide se torna bem mais consistente. Isso porque até as paredes do Palácio de la Ravardière sabem que desde o iníco das articulações, Gilberto Kassab apontou o seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões como prioridade do comando nacional do PSD.

A senadora Eliziane Gama seria parte desse projeto, mas ela preferiu migrar do PSD de volta ao PT, deixando o espaço para o deputado federal André Fufuca (PP), que decidiu sair na aliança governista para disputar uma das cadeiras no Senado numa aliança com Eduardo Braide.

Roberto Rocha tenta se livrar da pressão para disputar os Leões e reafirma pré-candidatura ao Senado

Roberto Rocha

Uma situação curiosa está mexendo com os bastidores do Novo no Maranhão. A desistência de Lahesio Bonfim da pré-candidatura ao Governo e a migração para a disputa ao Senado mergulhou o partido numa inesperada indefinição, que afetanão somente a situação interna do partido, mas se alastrou por diversdos segmentos da direita, que vinham tentando se articular em torno do partido.

O impacto maior dessa reviravolta alcançou o ex-senasdor Roberto Rocha, que vinha numa trajetória apartentemente consistente de pré-candidato a senador, mas que, de repente, sofreu uma espécie de desmanche. Roberto Rocha foi colocado na ciranda como virtusal pré-candidato a governador.

A nova situação produziu um fato curioso e nada auspicioso para Roberto Rocha: na condição de pré-candidato a senador, ele vinha brigando forte por uima das vagas, mas como pré-candidato a governador, a sua posição é rigorosamente inconsistente.

Político tarimbado, com altos e baixos na trajetória eleitoral, Roberto Rocha sinaliza que está se afastando da pressão para disputar o Palácio dos Leões. Sabe que suas chances nessa seara são mínimas.

São Luís, 01 de Julho de 2026.  

Nem Senado, nem vice, nem reeleição: Iracema Vale deve disputar cadeira na Câmara Federal

Na presença de Fred Campos, Iracema Vale declara apoio
a Maedja Campos para a Assembleia Legislativa, o que
indica sua opção pela Câmara Federal

Nem Senado, nem vice e nem reeleição, a deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (MDB) deve encarar as urnas como candidata à Câmara Federal. Ela ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas os seus movimentos mais recentes, a quase definição do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), como vice na chapa de Orleans Brandão (MDB), e ainda a inclinação da deputada federal Roseana Sarney (MDB) e a pré-candidatura já definida do deputado federal Duarte Jr. (Avante) para a vaga ainda aberta na aliança governista ao Senado, são indicadores muito fortes de que a parlamentar já definiu o seu rumo. É óbvio que em política, principalmente em fase pré-eleitoral, nenhuma pré-candidatura pode ser considerada definitiva antes das convenções, mas a julgar pelos fatos mais recentes, Iracema Vale deve tentar uma estada de quatro anos em Brasília.

Os rumores de que ela poderia ser vice na chapa a ser encabeçada por Orleans Brandão, de quem é aliada de primeira hora, foram fortemente reduzidos quando Duarte Jr. foi convidado e declinou do convite para a vaga de vice. E praticamente desapareceram depois que as especulações se voltaram para o ex-prefeito ludovicense Edivaldo Holanda Jr., que, tudo indica, deve ser o companheiro de chapa do emedebista. Vale registrar que, de acordo com o que circulou nos bastidores durante meses, a presidente da Assembleia Legislativa não manifestou qualquer simpatia pelo projeto de ser candidata à vice-governança, preferindo permanecer na seara parlamentar.

Muitos apostaram que, com o espaço político que ocupou, tinha cacife para se credenciar como aspirante a uma cadeira no Senado como o nome do MDB na chapa de Orleans Brandão. O problema é que o espaço foi reivindicado pela deputada federal Roseana Sarney, que tem o aval do comando nacional do partido, lidera as preferências nas pesquisas, e deve definir seu futuro nos próximos dias, confirmando ou não a pré-candidatura. Com os pés no chão, Iracema Vale preferiu não entrar no embate interno, optando por buscar um caminho onde ela se encaixaria perfeitamente.  

Fora da briga pela vice e por vaga no Senado, Iracema Vale entra na corrida por uma cadeira na Câmara Federal. Poderia se conformar com uma reeleição fácil, em condições de repetir o feito de ser a mais votada, como em 2022. Mas a deputada que saiu das urnas como campeã de votos – quebrou a barreira dos 100 mil – e se tornou a primeira mulher a presidir o parlamento estadual em 200 anos de história, ganhou estatura bem maior do que os seus antecessores. E por causa do espaço político que alcançou, percebeu com clareza que permanecer na Assembleia Legislativa seria um erro político primário, que certamente interromperia a sua trajetória, que se encontra numa forte linha ascendente.

A participação da presidente da Assembleia Legislativa em ato em que declarou apoio à pré-candidatura da primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos (PDT), à Assembleia Legislativa, foi um forte e indiscutível indicador de que ela, de fato, será candidata à Câmara Federal. No mesmo ato, ela recebeu em troca declaração de apoio da estreante e do marido, o prefeito Fred Campos (PSB), que lhe asseguraram apoio total ao seu projeto de trabalhar em Brasília pelos próximos quatro anos, encarando também a ponte-aérea semanal entre a Capital federal e São Luís.

A entrada de Iracema Vale deve impactar o campo de batalha pelos votos para a Câmara Federal, mesmo se tratando de uma de uma faixa eleitoral de difícil acesso. Isso porque as mais diversas regiões são hoje dominadas por deputados federais que são caciques partidários e mantêm suas bases turbinados pela famosas “emendas pix” e outras “cositas” mais.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide, Orleans e Camarão torceram pela Seleção Brasileira em cidades do interior

Eduardo Braide, Orleans Brandão e
Felipe Camarão assistiram
ao jogo Brasil x Japão no interior

Nenhum dos três pré-candidatos mais fortes ao Governo do Estado assistiu ao jogo da Seleção Brasileira contra a do Japão, ontem, em São Luís. Eduardo Braide (PSD) torceu pelo time de Carlo Ancelotti junto com uma multidão em Santo Antônio dos Lopes. Orleans Brandão (MDB) torceu pelo Brasil, junto com a família, em Colinas, onde tem as suas raízes. E Felipe Camarão (PT) vibrou com a Seleção Brasileira em um restaurante em Santa Inês, numa escala de sua incursão de pré-campanha na região.

Acompanhado do deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato a senador, Eduardo Braide chegou a Santo Antônio dos Lopes depois de participar da festa de aniversário de Presidente Dutra, na noite de sábado, onde foi recebido pelo prefeito Raimundo Carvalho (Republicanos), alinhado ao Palácio dos Leões. De lá, seguiu para Poção de Pedras e chegou a Santo Antônio dos Lopes na manhã de ontem, entrando na cidade à frente de uma grande passeata. Assistiu ao jogo junto com centenas de apoiadores.

Orleans Brandão atuou como torcedor da Seleção em Colinas, base da família Brandão. Ele chegou a Colinas depois de incursionar em Fortaleza dos Nogueira, onde comandou um ato juntamente com a prefeita Fernanda Lima (Republicanos). De lá seguiu para São Pedro dos Crentes, onde participou de uma cavalgada organizada pelo prefeito Rômulo Arruda (União Brasil). E dali foi para Colinas, onde assistiu ao jogo do Brasil na companhia da esposa, dos filhos e de familiares.

O pré-candidato petista Felipe Camarão torceu pela Seleção Brasileira num restaurante em Santa Inês, onde se reuniu com o vereador Marquinhos (PT), que cuida da sua campanha naquele município. De, Felipe Camarão tem programada uma agenda a cumprir na região em ritmo de pré-campanha ao Governo do Estado.

Roseana deve retornar a São Luís nesta semana e decidir se será ou não candidata ao Senado

Roseana Sarney vai decidir
sobre ser ou não ser
candidata ao Senado

A deputada federal licenciada Roseana Sarney (MDB), que se encontra em São Paulo cuidando da saúde (trata um câncer de mama), deve desembarcar de volta a São Luís até quinta-feira (2), segundo uma fonte do seu partido. E no seu retorno, deve conversar com seus familiares e aliados e com o governador Carlos Brandão (MDB), com os quais decidirá, em termos definitivos, se será ou não pré-candidata ao Senado.

Não há informação sobre se essa conversa se dará logo que ela retorne. Mas é certo que a definição deve ocorrer no máximo em uma semana, já que o MDB precisa montar a chapa, com as pré-candidaturas majoritárias e proporcionais, que será oficializada na convenção do partido.

Não há informação “quente” acerca do que pretende a ex-governadora. Numa entrevista recente ao portal Metrópoles, de São Paulo, Roseana Sarney admitiu ter interesse em se candidatar ao Senado, lembrando que as pesquisas a apontam na liderança dessa corrida. Mas ponderou que precisar estar com a saúde plena para entrar na disputa.

O fato é que, mesmo não tendo sido taxativa em relação a ser ou não candidata, ela sinalizou que pretende, sim, avaliar com muito interesse a possibilidade de entrar nessa disputa. Isso significa dizer que ela tem cacife dentro do MDB para se tornar pré-candidata, caso resolva tentar retornar ao Senado.

São Luís, 30 de Junho de 2026.

Embate entre Braide e Orleans mostra que São Luís continua sendo a chave para o desfecho da guerra pelos Leões

Eduardo Braide e Orleans Brandão lutam
pelo voto do rebelde eleitor ludovicense

A 22 dias do início das convenções partidárias (20/07), quando terminará a pré-campanha e os partidos formalizarão as suas candidaturas majoritárias (governador e senador) e proporcionais (deputado federal e deputado estadual), São Luís se mantém como o item crucial para Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), os pré-candidatos que de fato estão na briga pelo Governo do Estado. Com mais de 800 mil eleitores e um enorme poder de irradiação das suas tendências políticas, a Capital foi transformada em fator decisivo na corrida aos Leões. São nítidos o esforço do ex-prefeito Eduardo Braide para manter o favoritismo, tendo o aval da prefeita Esmênia Miranda (PSD), e as intensas investidas feitas pelo pré-candidato governista Orleans Brandão, com o apoio forte e aberto do governador Carlos Brandão (MDB).

Eduardo Braide e Orleans brandão seguem na mesma toada na Capital. E a explicação é simples e em nada foi alterada na última semana. Por pesquisas de dois meses atrás, Eduardo Braide é de longe o grande favorito na preferência dos eleitores ludovicenses, e por isso faz um esforço gigantesco para intensificar suas incursões no interior, onde o candidato governista é muito forte, e alimentar sua poderosa base na mais importante e influente cidade do Maranhão. Orleans Brandão, por seu turno, faz o movimento contrário, intensificando seus esforços para se fortalecer na Ilha e incursiona no interior para manter o seu cacife nos municípios.

Qualquer análise isenta desse contexto leva à seguinte conclusão: se Eduardo Braide sair das urnas de São Luís com mais de 65% dos votos válidos, ele poderá sair das urnas como o mais votado no 1º turno, o que o colocará como favorito num eventual segundo turno. Mas se, por sua vez, Orleans Brandão pelo menos empatar na Capital, quebrando o favoritismo do ex-prefeito, suas chances de sair do 1º turno com o mais votado aumentarão significativamente, transformando os votos a mais numa grande vantagem para o 2º turno.

Há nos dois lados vozes otimistas, baseadas em “pesquisas qualitativas” cuja existência nunca é confirmada. Os porta-vozes informais de Eduardo Braide garantem que a posição dele em São Luís é sólida na Capital, de onde sairá com vantagem avassaladora, o que, somado ao que receber n o interior, lhe dará a vitória no 1º turno. No contraponto, os aliados de Orleans Brandão dizem que ele “está crescendo muito” em São Luís, podendo empatar com o ex-prefeito, o que, se acontecer, somado à uma vantagem que terá no interior, poderá lhe dar a eleição em um só turno.

Exageros à parte, o fato visível é que, sem pesquisas recentes, Eduardo Braide e Orleans Brandão travam uma guerra de desfecho imprevisível pelos votos da Capital. Só que, com os pés no chão, Eduardo Braide sabe que as investidas de Orleans Brandão em São Luís, com o aval e o suporte do governador Carlos Brandão, pode minar parte do seu favoritismo. De maneira quase cartesiana, Orleans Brandão sabe que não pode Entrar na onda do “já ganhou” no interior, onde Eduardo Braide estaria colhendo frutos eleitorais importantes, como a virada de chave de alguns prefeitos.

O fato é que São Luís, cujo eleitorado é independente e costuma formar maioria sólida, permanece como a chave da corrida ao Palácio dos Leões. E com um dado a ser observado de agora por diante: como vai evoluir a pré-candidatura de Felipe Camarão, que poderá influenciar parte desse eleitorado, principalmente a fatia que se posiciona em patamar socioeconômico, cultural e ideológico diferenciado. Isso porque, segundo porta-vozes mais graúdos do PT e do PCdoB, por exemplo, o vice-governador tem poder de fogo para ganhar mais espaço na disputa, principalmente em São Luís.

Isso só será possível avaliar com base em números de pesquisas que estão no forno.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão reage a denúncia de Braide: inaugurada a fase dos confrontos verbais na corrida às urnas

Eduardo Braide denunciando e
Carlos Brandão reagindo à denúncia

Como estava escrito nas estrelas, a disputa pelo Governo do Estado tende a colocar em confronto direto o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado, e o governador Carlos Brandão (MDB), patrono e principal avalista da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão. Os dois já haviam trocado farpas, mas os petardos indiretos cederam lugar em embate direto nesta semana.

Durante incursão em Caxias, na sexta-feira, Eduardo Braide denunciou, de corpo presente, a suposta paralisação das obras de duplicação de três quilômetros da Avenida Pirajá, que margeia parte da cidade. Falando de um trecho sem operários trabalhando, o pré-candidato do PSD disse que obra, iniciada há mais de um ano, estaria paralisada por inércia do Governo do Estado. Eduardo Braide responsabilizou o “Governo Brandão” e prometeu concluir a duplicação rapidamente se for eleito governador”.

O vídeo-denúncia alcançou o governador Carlos Brandão numa rodovia de 23 km que liga Governador Eugênio Barros e Governador Luiz Rocha, que estava sendo inaugurada. Ali mesmo o governador Carlos Brandão gravou a resposta, na qual classificou a denúncia como “fake news”, afirmando que, segundo relatório por ele recebido, a obra encontra-se “a todo vapor”. E depois de dizer que seu Governo já realizou 3.500 obras, disparou: “Gente, tenham vergonha na cara e vamos trabalhar com a verdade”.

O episódio é um reflexo claro da grande guerra que está sendo travada pelo voto no Maranhão. E nela, o governador Carlos Brandão vai aos poucos entrando nos confrontos verbais, que serão mais ácidos e mais frequentes.

Orleans deve anunciar pré-candidato a vice e a senador nos próximos dias

Edivaldo Holanda Jr. pode ser o vice e
Roseana Sarney, Duarte Jr. e Iracema
Vale são cotados para a vaga de senador

A semana começa com a previsão de que nos próximos dias o pré-candidato a governador pelo MDB, Orleans Brandão, anunciará o seu companheiro de chapa e o nome para a vaga de pré-candidato a senador ainda aberta. E com a forte especulação de que a escolha recairá sobre o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), até aqui pré-candidato a deputado estadual.

Edivaldo Holanda Jr. se tornou a mais forte opção depois que o deputado federal Duarte Jr. (Avante) declinou o convite para ser o vice na chapa de Orleans Brandão. Ele agradeceu a lembrança, mas respondeu que prefere continuar com o seu projeto de ser candidato ao Senado, como anunciara em meados de maio.

Político cauteloso, Edivaldo Holanda Jr. nada disse sobre os rumores no seu entorno, preferindo continuar incursionando nos bairros de São Luís, onde é reconhecido por ter sido um prefeito atuante por oito anos. Da mesma maneira, não houve pronunciamento de nenhum porta-voz autorizado de Orleans Brandão confirmando a escolha do ex-prefeito para compor a chapa do pré-candidato emedebista.

Quanto à vaga ainda aberta de pré-candidato a senador, fonte bem situada no Palácio dos Leões disse que são três nomes em tela: a deputada federal Roseana Sarney (MDB), o deputado federal Duarte Jr. (Avante) e presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale. Por conta da posição da cúpula nacional do MDB, o cenário favorece a ex-senadora Roseana Sarney.

São Luís, 28 de Junho de 2026.

“Chapa” montada pelo prefeito de Codó mostra a falência da noção de partido na política brasileira

Imagem divulgada pela assessoria da Prefeitura de Codó:
Chiquinho da FC entre Juscelino Filho (PSDB), Weverton
Rocha (PDT), Orleans Brandão (MDB), Lula da Silva (PT),
André Fufuca (PP) e Francisco Nagib (MDB)

As eleições deste ano no Maranhão serão, certamente, as mais atípicas da História recente do estado no que diz respeito à relação dos candidatos, majoritários e proporcionais, com seus apoiadores, notadamente os prefeitos. O melhor e mais acabado exemplo dessa geleia geral político-partidária veio à tona ontem, por iniciativa do prefeito de Codó, Chiquinho da FC (PT), que divulgou os nomes que apoiará para a presidência da República, as duas cadeiras no Senado, governador, deputado federal e deputado estadual. A “chapa” definida por Chiquinho da FC é o que pode ser chamado de eclética, ao mesmo tempo em que se trata de um caso clássico de desprezo pela noção de partidarismo, à medida que a sua composição ignora solenemente que o PT tem candidato a governador (Felipe Camarão), a senador (Eliziane Gama) e a deputado federal e deputado estadual.

Eleito pelo PT – um caso curioso de incoerência ideológica, já que o seu perfil é nitidamente de direita -, Chiquinho da FC apresentou, claro, o presidente Lula da Silva (PT) como o seu candidato ao Palácio do Planalto, sendo esse o único caso da sua relação com o seu partido nessas eleições. Para o Senado, o prefeito de Codó declarou apoio ao projeto de reeleição do senador Weverton Rocha (PDT) e à pré-candidatura do deputado federal André Fufuca (PP). E para governador, Chiquinho da FC vai apoiar incondicional o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, confirmando acordo firmado com o governador Carlos Brandão (MDB). Em relação à Câmara Federal, o prefeito petista apoia a pré-candidatura do deputado federal Juscelino Filho (PSDB) à reeleição e a renovação do mandato do deputado estadual Francisco Nagib (MDB).

Não há que se discutir as preferências do prefeito de Codó, aqui observado apenas como um exemplo do que está acontecendo em todo o estado, ou melhor, em todo o País. A atual legislação partidárias e o poder de fogo das emendas parlamentares no Congresso Nacional liquidaram impiedosamente a noção de partidarismo, que cedeu lugar à pura e simples conveniência, destruindo o conceito de partido. Hoje, o conceito de ideologia está reduzido a dois polos – direita e esquerda –, e o conceito de partido – com ideologia, doutrina e programa – foi para os espaço, levando junto a noção de fidelidade partidária. O caso de Codó aqui destacado, é o retrato de que o ideal partidário perdeu sentido no universo político brasileiro.

E nesse contexto ocorrem as espantosas contradições. Durante esta semana, tentaram “fuzilar” o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), por ele declarar apoio ao pré-candidato do seu partido ao Senado, André Fufuca, pelo fato de o parlamentar, que preside o PP no Maranhão, haver firmado uma aliança com o pré-candidato do PSD a governador, Eduardo Braide, após afastar-se do grupo liderado por Orleans Brandão. Mas o fato de o prefeito de Codó ignorar solenemente candidato a governador e a senador do seu partido pareceu algo absolutamente normal.

O que chama a atenção é o fato de que, por maior que seja a incoerência partidária da “chapa” que ele montou, o prefeito de Codó nada fez de errado. Isso porque não há na legislação partidária nem no conjuntou de normas que regem as eleições nenhuma regra que o impeça ignorar pré-candidatos do seu partido e apoiar concorrentes de outras agremiações partidárias. Permitir ou não a infidelidade partidária passou a ser um tema de “foro íntimo” dos partidos, situação que virou tabu e que ninguém ousa sequer colocar em discussão.

Não há, portanto, como prever outro cenário para a política. Isso porque, no fim das contas, o que importa mesmo é que somos uma democracia sólida que escolhe os seus representantes pelo voto secreto e universal.

PONTO & CONTRAPONTO

Se for confirmado vice de Orleans, Edivaldo Jr. pode ajudar na campanha em São Luís

Edivaldo Jr. será vice?

Não surpreende a provável escolha do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRB) para vice na chapa liderada por Orleans brandão (MDB) ao Governo do Estado. Ele vinha se movimentando para retomar a sua bem sucedida carreira política como pré-candidato à Assembleia Legislativa, e, segundo fontes não oficiais, deve ser confirmado como o companheiro de chapa do pré-candidato emedebista.

Se vier, de fato, a ser confirmado, Orleans Brandão terá dado um tiro certeiro. Para começar, Edivaldo Holanda Jr. é um político jovem, com uma densa experiência, tendo sido vereador de São Luís, deputado federal e prefeito da Capital por dois mandatos. Conhece todas as reentrâncias da política ludovicense, o que lhe dá poder de fogo para reforçar a guerra contra o largo favoritismo do ex-prefeito Eduardo Braide na Capital, que é a sua base.

No plano político, Edivaldo Holanda Jr. é bem sucedido, apesar dos tropeços que o colocarem em situação complicada. O primeiro foi ter ignorado a candidatura do seu partido – naquele momento o PDT – na luta pela sua própria sucessão, e depois, por não ter apoiado o candidato pedetista ao Governo do Estado, Weverton Rocha, em 2022, preferindo se lançar candidato sem qualquer possibilidade de conquistar algum espaço.

A vantagem é que, além de um político ludovicense, Eduardo Holanda Jr. é limpo, sem mácula, o que lhe dá autoridade para pedir votos na Capital.  E é exatamente isso que Orleans Brandão espera do seu vice.

PT pode formar chapa pura com dois nomes para o Senado

Eliziane Gama pode ter
companheiro de chapa

O PT maranhense está tentando resolver um problemão: quem será o nome para a vaga de senador ainda aberta na chapa a ser encabeçada pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) e que já a senadora Eliziane Gama (PT) como candidata à reeleição.

O senador Weverton Rocha (PDT) foi indicado pelo comando nacional do partido, com o aval do presidente Lula da Silva (PT). Ocorre que Weverton Rocha apoia declarada e intensamente a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo, o que cria um enorme embaraço dentro das fileiras petistas, onde tem apoiadores e adversários zangados.

Dentro da agremiação há vozes defendendo uma outra pré-candidatura cujo nome seja do próprio partido, o que daria a Felipe Camarão uma chapa pura. E para essa vaga, seus defensores sugerem a indicação do professor Paulo Romão (PT), que já vinha se colocando nessa direção.

Nada há de definido, uma vez que qualquer decisão relacionada com candidaturas majoritárias tem de passar pelo crivo da direção nacional do partido e, claro, o aval do presidente Lula da Silva.

São Luís, 27 de Junho de 2026.

Brandão atua para ampliar cacife de Orleans e Esmênia trabalha para manter Braide forte em São Luís

Carlos Brandão pedala em trecho da Avenida Metropolitana
e Esmênia Miranda inaugura Praça em bairro
de São Luís acompanhada de Fernando Braide

Vai muito além da pura e simples movimentação política o embate entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), pré-candidatos que até aqui protagonizam a polarização da corrida ao Governo do Estado. A guerra pelo voto do ludovicense se dá num confronto direto entre o Palácio dos Leões, sob o comando do governador Carlos Brandão (MDB), e o Palácio de la Ravardière, agora comandado pela prefeita Esmênia Miranda (PSD). Enquanto aliados dos dois candidatos trabalham arduamente na mobilização de forças, os Governos estadual e municipal aceleram os seus instrumentos para concluir e inaugurar obras as mais diversas.

Nesse contexto, o governador Carlos Brandão acelera a máquina governista para agilizar grande obras do Governo estadual em São Luís, como o prolongamento da Avenida Litorânea e da Avenida metropolitana, já tendo entregue obras importantes, como a reforma da Praça do Sol, na Ponta D`Areia e da Avenida Litorânea, entre outras ações importantes em andamento. O próprio chefe do Poder Executivo estadual tem feito incursões na periferia da Capital, como fez recentemente no Coroadinho, onde alfinetou a administração municipal

Por sua vez, a prefeita Esmênia Miranda, após um período rápido de adaptação, vem acionando a máquina municipal em ações de rotina – operação tapa-buraco, por exemplo -, e intensificando e inaugurando pequenas, mas importantes, obras nos bairros de São Luís. Nos últimos 15 dias, ações aparentemente sem maior importância, como a inauguração de uma quadra poliesportiva na UEB 21 de Abril, para atender a 270 estudantes, e a entrega de um anfiteatro da Escola Pastor Estevam Ângelo de Souza, na Cidade Operária, atendendo a 189 crianças de 3 a 5 anos. A prefeita abriu a campanha para a vacina Pneumo 20, destinada a ampliar a proteção contra doenças como pneumonia, meningite, otite, entre outras. E reforçou a Guarda Municipal com pistolas Glock, coletes balísticos, dispositivos Taser X10, seis drones, entre outros equipamentos.

Não há dúvida, e não há como ser diferente, de que o governador Carlos Brandão faz os investimentos na Capital como programa de Governo, mas está claro que no momento o foco é fortalecer o seu pré-candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), na mais importante base política e eleitoral do adversário. Pelo menos até aqui, nas contas dos QGs das pré-candidaturas ao Governo, o “x” da equação eleitoral está no percentual de votos que o ex-prefeito Eduardo Braide receberá na Capital. O esforço do governador Carlos Brandão é no sentido de ampliar ao máximo o suporte eleitoral de Orleans Brandão, certo de que ele cobrirá a vantagem no interior. A prefeita Esmênia Miranda faz a conta inversa, atuando forte para que Eduardo Braide mantenha, e se possível amplie, o seu cacife na Capital e se desdobre para virar o jogo no interior.

Tem sido uma lula titânica. Orleans Brandão tem sido levado aos bairros pelos vereadores que o apoiam, e tem aberto canais de aproximação com empresários, entidades civis, chegando, por exemplo, aos taxistas, com quem assumiu vários compromissos. Como contrapartida, vereadores alinhados ao Palácio de la Ravardière tem pregado os avanços da administração da Capital e propagado a pré-candidatura de Eduardo Braide, facilitando a sua maratona de visitas semanais a municípios, cumprindo agenda por meio da qual pretende visitar todos os 217 municípios antes da campanha propriamente dita.

Quem vencerá essa guerra, as pesquisas indicarão em breve, sendo que a palavra final será das urnas na noite de 4 de outubro. Até aqui, aliados do governador Carlos Brandão preveem que Orleans Brandão pode, pelo menos, aumentar o seu cacife em São Luís, enquanto partidários de Eduardo Braide avaliam que ele manterá, podendo até ampliar sua vantagem na cidade que administrou por cinco anos e meio. Mas, independentemente de quem venha a vencer essa peleja, já há um beneficiário desse confronto, a população de São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Operação Afluente pode levar Josimar de Maranhãozinho a enxugar o seu projeto eleitoral

Josimar de Maranhãozinho

Piorou consideravelmente a situação do deputado federal licenciado e chefe maior do PL no Maranhão com a nova operação da Polícia Federal em endereços a ele ligados incluindo a residência em São Luís, em busca de provas para a acusação de que ele é cabeça de uma organização criminosa que desviou milhões e milhões de emendas parlamentares. A PF batizou a ação de Operação Afluente pelo fato de os desvios terem sido feitas de emendas no braço maranhense da Companhia do Vale do São Francisco – Codevasf.

Dessa vez, a investigação encontrou o elo entre Josimar de Maranhãozinho e o controvertido empresário da construção Eduardo DP, figura de proa em algumas investigações sobre desvio de emendas parlamentares no Maranhão.

A Operação Afluente foi mais longe do eu as anteriores. Agora, mais do que uma bolada em dinheiro vivo – Josimar de Maranhãozinho parece gostar de movimentar dinheiro vivo numa época em que papel moeda é algo quase obsoleto -, a PF agora apreendeu carros de luxo e nada menos que um helicóptero. A ação desta semana foi uma pancada e tanto no chefe maior do PL no Maranhão, tanto no sentido ético quanto na seara política.

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a Operação Afluente apanhou Josimar de Maranhãozinho de surpresa, pois aconteceu no momento em que ele estava articulando a participação do seu grupo na corrida eleitoral. Inelegível, pretendia garantir eleger a deputada estadual Fabiana Vilar para a Câmara Federal e a esposa, Detinha (PL), e o filho, Josimar Jr., para a Assembleia Legislativa. Nos cálculos iniciais, o seu grupo elegeria pelo menos três deputados federais e cinco deputados estaduais.

A Operação Afluente e seus desdobramentos poderão levar o chefe maior do PL no maranhão a rever o seu projeto eleitoral para este ano.

Carlos Lula será porta-voz das propostas socioambientais da Rama para as eleições

Carlos Lula: porta-voz

 O deputado estadual Carlos Lula (PSB), no momento licenciado da Assembleia Legislativa, recebeu uma tarefa tão nobre quando desafiadora. Ele foi escalado pela Reunião Ampliada da Rede Agroecológica do Maranhão (Rama) como o seu porta-voz na apresentação e encaminhamento das demandas da entidade para as eleições deste ano. A escolha do parlamentar ocorreu terça-feira (23), durante reunião da entidade, à qual compareceram dois pré-candidatos a governador: Felipe Camarão (PT) e Saulo Arcangeli (PSTU), além da candidata ao Senado Antônia Cariongo (PSOL) e do deputado estadual Júlio Mendonça (PSB).

Confirmada a escolha, dirigentes da Rema entregaram ao deputado Carlos Lula um documento que reúne propostas em quatro eixos: regularização fundiária e reforma agrária; produção e comercialização agroecológica; salvaguarda dos povos do campo, das águas e das florestas; e educação e pesquisa para os territórios.

O encontro reuniu representantes de 14 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais e agricultores familiares, cujos representantes participaram efetivamente da elaboração das propostas. As principais preocupações são a exploração criminosa de madeira e de ouro, com a devastação de florestas e a contaminação de rios e mananciais subterrâneos, e a expansão acelerada ao agronegócio em diversas regiões do estado, tendo graves problemas fundiários e o uso excessivo de agrotóxicos nas áreas plantadas.

Elaboradas com base nos quatro eixos, as propostas serão defendidas durante a campanha eleitoral. Elas serão condensadas num documento que será assinado e propagado pelo deputado Carlos Lula, que foi escolhido pelo amplo trabalho legislativo e parlamentar que tem realizado na Assembleia Legislativa em defesa das causas ambientais e sociais.

A escolha de Carlos Lula para ser o porta-voz das propostas não se deu por acaso. Ele tem um histórico de ações em defesa do meio ambiente e de causas sociais. Do seu currículo constam a Lei que reconheceu as Quebradeiras de Coco Babaçu como Patrimônio Imaterial do Maranhão, a Lei que instituiu a Política Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, a Lei que criou a Política de Proteção às Mulheres, e a Lei que tornou obrigatório o monitoramento de metais pesados em ambientes marinhos e em peixes comercializados no estado. Além disso, Carlos Lula é o autor de projeto de lei que proíbe a pulverização de agrotóxicos, que vem afetando principalmente comunidades quilombolas, que tramita na Assembleia Legislativa.

O deputado Carlos Lula aceitou a tarefa e se comprometeu em cumpri-la integralmente, em que pesem as dificuldades que terá pela frente.

São Luís, 26 de Junho de 2026.

Apoio do prefeito de Imperatriz a Fufuca e Eliziane agita a corrida aos Leões

Rildo Amaral já definido para o Senado
com André Fufuca e Eliziane Gama

O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que comanda o segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, foi colocado na linha de tiro das especulações. Sua manifestação de apoio à pré-candidatura do deputado federal André Fufuca (PP) ao Senado, depois que o ex-ministro do Esporte rompeu com a base governista e firmou aliança com o pré-candidato ao Governo do Estado Eduardo Braide (PSD), desencadeou uma forte “suspeita” de que ele estaria migrando da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) para o campo do ex-prefeito de São Luís. Ontem, alguns blogs bem informados especularam que o prefeito tocantino caminhando para mudar, especulação reforçada por um vídeo em que Rildo Amaral faz malabarismo verbal para não confirmar apoio ao pré-candidato do MDB.

O fato de reafirmar sua aliança com o deputado federal André Fufuca fez com que políticos alinhados ao Governo enxergasse nos movimentos do prefeito sinais de mudança. Uma visão estranha, já que Rildo Amaral e André Fufuca pertencem ao mesmo partido, além do fato de que o ex-ministro do Esporte apoiou incondicionalmente a candidatura do então deputado estadual Rildo Amaral à Prefeitura de Imperatriz. A relação partidária e os vínculos políticos sugerem que dificilmente esse apoio do prefeito do ex-ministro do Esporte sofrerá algum abalo.

Pelo que está posto desde o início nas articulações para as eleições de outubro, a relação política de André Fufuca com o prefeito Rildo Amaral se manterá intacta, com ou sem a aliança d do ex-ministro do Esporte com o ex-prefeito Eduardo Braide, na mesma medida em que não sofrerá um arranhão se o prefeito de Imperatriz confirmar apoio a Orleans Brandão. Vale anotar que todo mundo achou natural que Rildo Amaral declarasse apoio à senadora Eliziane Gama, mesmo sendo ela colega de chapa do pré-candidato do PT ao Governo do Estado, o vice-governador Felipe Camarão (PT). E para completar, Weverton Rocha (PDT) tem apoiadores no MDB de Orleans Brandão e na banda do PT que o apoia, e por aí vai.

Esse “fenômeno”, que alcança a esmagadora maioria dos pré-candidatos a todos os mandatos em disputa, causado pelo desprezo que os políticos brasileiros, sem exceção, nutrem pela fidelidade partidária, que é um princípio legal. Ou seja, na situação atual do Brasil no que diz respeito a partido, qualquer o prefeito pode escolher o seu candidato a qualquer coisa sem levar em conta os interesses do seu partido. Candidatos a governador estão evitando lançar candidatos ao Senado dos seus próprios partidos.

O próprio exemplo de Imperatriz é bem ilustrativo dessa realidade. Aliado desde sempre a André Fufuca, Rildo Amaral descartou apoiar o senador Weverton Rocha (PDT), que é apoiado por Orleans Brandão, e optou pela senadora Eliziane Gama (PT), que é linha de frente do projeto de candidatura de Felipe Camarão ao Governo. Outro exemplo ilustrativo: o prefeito de Timon, Rafael Brito (PSB), é partidário de primeira hora de Orleans Brandão, mas não abre mão der apoiar André Fufuca para o Senado. É também o caso do prefeito de Caxias, Gentil Neto (PP), que apoia integralmente o emedebista Orleans Brandão, mas não abre mão de apoiar André Fufuca o para o Senado. Esses casos se multiplicam Maranhão a fora.

Outro fato que não é muito evidente ainda é que nesse estágio da pré-campanha ao Governo do Estado e ao Senado os acordos firmados recentemente começam a se ajustar, com migrações de lado a lado. Enquanto vários prefeitos declararam apoio a Eduardo Braide – Santo Amaro, Barão de Grajaú e Santa Helena, por exemplo -, Orleans Brandão reuniu cerca de 70 prefeito em São Luís, no início dessa semana, para reafirmar a aliança e afinar o discurso. E ninguém duvida de que até a campanha eleitoral esses ajustes vão acontecer.

Esses ajustes vão continuar até às vésperas das eleições, reafirmando a dinâmica e a imprevisibilidade da política.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide intensifica corrida para visitar todos os municípios; Orleans faz incursões em São Luís

Eduardo Braide quer percorrer todo o Maranhão;
Orleans Brandão mergulha em São Luís

O pré-candidato do PSD ao Governo do Estado Eduardo Braide deve visitar os 217 municípios antes da convenção por meio da qual o seu partido confirmará a sua candidatura. É essa a sua programação da pré-campanha, que poderá ser cumprida até a segunda semana de agosto, quando terminará o prazo para as reuniões partidárias, para que a campanha eleitoral propriamente dita seja iniciada no dia 16 de agosto.

Nos cálculos de um aliado seu, Eduardo Braide já visitou cerca de 80 municípios desde que anunciou a sua decisão de deixar a Prefeitura de São Luís, no dia 31 de março. Sua corrida aos municípios foi iniciada na segunda-quinzena de abril e foi intensificada nos meses de maio e junho. Ele já esteve em todas as regiões.

Com as incursões pelos municípios, que faz por terra, Eduardo Braide pretende quebrar o argumento segundo o qual não conhece o Maranhão, usado principalmente pelos aliados do pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, que tem esse conhecimento como um dos principais argumentos.

Como contraponto, Orleans Brandão foi “acusado” de “não conhecer” São Luís, tendo decidido fazer intensas incursões nas mais diversas regiões da Capital. E para tanto conta com o apoio de vereadores, que reúnem apoiadores para recebê-lo.

O fato é que Eduardo Braide está decidido a chegar aos debates livre da acusação de “não conhecer” o Maranhão, assim como Orleans Brandão quer mostrar que conhece bem São Luís.

Guerreiro Júnior pode ser o primeiro magistrado a ser demitido sem direito a nada

Guerreiro Júnior: Fórum de
Imperatriz o colocou
na mira do CNJ

O desembargador Antônio Guerreiro Júnior, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, poderá ser o primeiro magistrado brasileiro a perder o emprego desde que o Supremo Tribunal Federal consolidou a regra segundo a qual membros da magistratura e do Ministério Público que forem apanhados vendendo sentenças e praticando corrupção no exercício do cargo serão demitidos sem direito a nada, pondo fim de vez na mamata por meio da qual corrupção no Poder Judiciário era “punida” com aposentadoria compulsória integral.

O futuro do desembargador, que está afastado há mais de um ano, está sendo julgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostas irregularidades na construção do Fórum de Imperatriz, que demorou 12 anos – o projeto inicial previa quatro anos –  e consumiu nada menos que R$ 147 milhões, quatro vezes mais do que o custo inicial. As investigações encontraram superfaturamento, falhas contratuais numa obra superdimensionada para as necessidades do braço do Poder Judiciário na Região Tocantina, ou seja, uma obra “faraônica”.

O desembargador Guerreiro Júnior encontra-se numa situação muito grave, a começar pelo fato de que o Relator do processo no CNJ, conselheiro João Paulo Schoucair, votou pela sua demissão, com a perda da função. No seu voto, o conselheiro-relator demonstrou estar convencido de que o desembargador Guerreiro Júnior tem reponsabilidade direta nas irregularidades. A Procuradoria Geral da República também se manifestou pela demissão do magistrado.

O julgamento foi suspenso por um pedido de vistas da conselheira Daiana Nogueira de Lira, que deve se manifestar na próxima sessão do CNJ.

São Luís, 25 de Junho de 2026.

Orleans admite que Duarte Jr. pode ser o seu vice, mas ressalva que está conversando com outros nomes

Orleans Brandão: articulando vice e
outro pré-candidato a senador

O pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, que também preside o partido no Maranhão, previu ontem que na próxima semana definirá o pré-candidato a vice-governador na sua chapa, assim como espera definir também o pré-candidato a senador na vaga ainda aberta no seu grupo, que já tem o senador Weverton Rocha (PDT) para uma das vagas. Tranquilo, e sem admitir algum tipo de dificuldade nessa articulação, Orleans Brandão disse ao portal Maranhão News98 que está conversando “com várias pessoas” para escolher o vice, confirmando que o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que se lançou pré-candidato a senador, está nesse grupo, inclusive com possibilidade de vir a ser o escolhido para o posto. “O Duarte faz parte do nosso grupo, está sempre com a gente”, observou, sem, no entanto, aponta-lo como favorito.

Está claro que Orleans Brandão não enfrenta dificuldade para encontrar um nome adequado para ser o seu companheiro de chapa. Para ele, o vice ideal deve ser de São Luís, com base sólida e ação política forte na Capital, e de preferência da Ilha como um todo. Já conversou com vários políticos com essa característica, como o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., e a deputada estadual Helena Duailibe (Republicanos), entre outros. São bons quadros, mas sem o perfil que ele considera o ideal. Ele precisa é de um parceiro com ação política forte e que possa produzir um bom resultado eleitoral.

Qualquer avaliação isenta certamente concluirá que o deputado federal Duarte Jr. se encaixa perfeitamente nesse perfil. Ele é jovem, aguerrido, politicamente hiperativo, tem um lastro eleitoral sólido na Capital, tendo também um domínio importante das redes sociais. Principal adversário político de Eduardo Braide em São Luís, com quem já disputou a Prefeitura duas vezes, ficando em segundo lugar nas duas eleições. Ao comentar a possibilidade de ele vir a ser o seu companheiro de chapa, Orleans Brandão admitiu ser possível, mas não fechou questão, uma vez que, segundo ele, outros nomes estão sendo avaliados.

– Estamos conversando com várias pessoas – declarou Orleans Brandão, prevendo que essa definição se dará até a semana que vem, podendo também ser definido o pré-candidato ao Senado para a vaga ainda aberta.

Em relação ao Senado, se a especulação sobre Duarte Jr. para vice for confirmada, Orleans Brandão trabalhará com três nomes: o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB). Não há outro nome, a não ser o próprio Duarte Jr., com cacife para entrar nessa disputa. O nome seria o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), mas ele decidiu desfazer a sua relação política com o governador Carlos Brandão e firmar uma aliança com o ex-prefeito Eduardo Braide.

Com a saída de André Fufuca, o campo ficou aberto para Pedro Lucas Fernandes, inicialmente isto como preferido. Ocorre que, embalada por pesquisas que a apontem na liderança, a deputada federal Roseana Sarney entrou no circuito avisando que deve ser candidata ao Senado. Ela confirmou a intenção no início da semana, em São Paulo, numa entrevista ao portal Metrópoles, ressalvando, porém, que só baterá martelo em julho, quando retornar para São Luís.

Nesse contexto, há uma grande expectativa em relação ao futuro da presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale. Ela tem dito que será candidata à reeleição, mas encontra-se no meio de uma ciranda de especulações, na qual se diz que ela será candidata à Câmara Federal, é apontada como provável candidata ao Senado e também como nome forte para vice do pré-candidato emedebista.

Em resumo: Orleans Brandão tem ao alcance da mão os nomes que precisa para a vaga de senador ainda aberta e para a vaga de pré-candidato a vice-governador. Só precisa fazer os ajustes de praxe para escolher e anunciar os escolhidos.

PONTO & CONTRAPONTO

Felipe Camarão aposta no apoio do PSB, mas o partido está mais próximo de Eduardo Braide

Felipe Camarão aposta no apoio do PSB

Felipe Camarão (PT) iniciou o que ele espera ser a formação de uma ampla aliança partidária para levar à frente o seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões. Nesse esforço, ele cita o PSB como um dos partidos que o apoiará.

O problema é que, até prova em contrário, o PSB está articulado com ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com quem vem conversando há meses, numa ação intermediada pelo deputado Fernando Braide (PSD), irmão do pré-candidato ao Palácio dos Leões.

A julgar por suas declarações, Felipe Camarão tem como certa a participação do PSB na aliança que unirá o PT e o PCdoB no Maranhão. Já entre aliados de Eduardo Braide corre a certeza de que o PSB fará parte da aliança partidária que será formada em torno da sua candidatura.

Atualmente, o PSB tem cinco deputados estaduais: Carlos Lula – que é o vice-presidente estadual do partido -, Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Bello e Ricardo Rios. O PSB maranhense é presidido pela senadora Ana Paula Lobato.

Não houve ainda um pronunciamento oficial do PSB em relação à aliança com Eduardo Braide, mas também não houve uma posicionamento contrário a essa tendência.

Enem: veja a nota das 15 escolas maranhenses com melhores resultados; nenhuma é da rede pública

O Ministério da Educação divulgou nesta semana os resultados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Ontem, o jornal fluminense O Globo divulgou um levantamento em que mostra as o desempenho das 15 melhores escolas de cada estado e do Distrito Federal. A nota exibida é uma média da redação com as quatro provas objetivas (Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) de todos os alunos da escola que fizeram o exame naquele ano.

No Maranhão, das 15 escolas com melhor desempenho, 10 estão em São Luís, três são de Imperatriz, uma de Balsas e uma de Timon. Nenhuma das 15 melhores escolas pertence à rede pública, o que mostra a baixa qualidade do ensino público no estado e o domínio absoluto da escola privada no acesso à Universidade.

As 15 escolas maranhenses com melhor desempenho no Enem foram as seguintes:

  1. Maple Bear São Luís – São Luís – Renascença II – Nota: 705.30
  2. Centro Educacional Montessoriano Reino Infantil – São Luís – Renascença II – Nota: 688.91
  3. Rf Ensino Médio Ltda. – São Luís – Calhau – Nota: 686.40
  4. Colégio Literato – São Luís – Turu – Nota: 685.20
  5. Colégio Dom Bosco Ltda. – São Luís – Renascença – Nota: 670.2
  6. Colégio Educallis – São Luís – Cutim Anil – Nota: 666.75
  7. Escola Santa Teresinha – Imperatriz – Centro – Nota: 663.41
  8. Colégio Dom Bosco Balsas – Balsas – Centro – Nota: 660.38
  9. Audaz Colégio Ltda. – São Luís – Calhau – Nota: 657.97
  10. D Pedro II Empreendimentos Educacionais Ltda. – São Luís – Cohama – Nota: 653.66
  11. Instituto Educacional Sul Maranhense COC – Imperatriz – Maranhão Novo – Nota: 647.94
  12. Colégio Glaucia Costa – Timon – Parque Piauí I – Nota: 643.51
  13. Escola Crescimento – São Luís – Calhau – Nota: 640.55
  14. Escola Crescimento – São Luís – Renascença – Nota: 639.64
  15. Colégio Metropolitano Aliança – Imperatriz – Mercadinho – Nota: 637.31

Em Tempo: das 50 escolas com melhor desempenho no Enem em todo o País, seis, ou seja, mais de 10%, são de Teresina, no vizinho estado do Piauí. Nenhuma do Maranhão.

São Luís, 24 de Junho de 2026.