O governador eleito Eduardo Braide avisa, de maneira clara e direta: o seu Governo será iniciado com um “choque de gestão”. “É isso que vocês vão ver acontecendo no maranhão a partir de janeiro do ano que vem”, prometeu o futuro mandatário estadual em mensagem postada ontem nas suas redes sociais. “Vamos fazer uma reforma administrativa para deixar o estado mais eficiente”, acrescentando que no bojo dessa reforma virão as transformações. E completou o aviso antecipando que está trabalhando num plano de ação para os primeiros 100 dias, assegurando que “vocês vão ver o Maranhão se transformar desde o início do ano que vem”.
O programa de Governo tem várias medidas tidas como certas: enxugamento da máquina administrativa, com a fusão extinção e fusão de algumas secretarias, corte de gastos desnecessários e um programa de ajuste fiscal. O novo Governo será mantido sob rigoroso controle fiscal, com equilíbrio absoluto entre receita e despesa.
Quando assumiu a Prefeitura de São Luís em janeiro de 2021, o Eduardo Braide encontrou uma máquina relativamente ajustada à visão administrativa do seu antecessor, Edivaldo Holanda Jr.. O novo prefeito não perdeu tempo e deflagrou uma operação que em poucos meses moldou a estrutura à sua concepção como gestor público. O resultado foi uma gestão de cinco anos e quatro meses marcada pela eficiência, pela lisura, sem estrelismo na equipe, e com um amplo e indiscutível portfólio de obras que mudaram São Luís em muitos aspectos, como o trânsito, por exemplo. Pelo que está sendo desenhado na transição em que se prepara para assumir o Governo do Estado, daqui a exatos dois meses, o governador eleito Eduardo Braide monta uma operação com os mesmos pilares, mas agora com um objetivo imediato bem mais arrojado: produzir um real choque de gestão.
Se está prometendo, com a ênfase que deu na sua mensagem, um “choque de gestão” no Governo do Maranhão, o governador eleito Eduardo Braide está determinado a modelar a máquina pública de modo a torna-la eficiente. O trabalho que realizou na Prefeitura de São Luís foi exemplar nesse sentido. Isso porque não há um só segmento no qual a sua gestão não tenha sido comtemplado pelas mudanças que imprimiu da máquina pública da Capital ao longo de 64 meses de gestão.
Eduardo Braide é um gestor experiente, pragmático, que faz contas, planeja cuidadosamente suas ações e define com exatidão os objetivos que pretende alcançar no comando da máquina pública. Na sua campanha para o Governo do Estado, ele adotou um discurso baseado exatamente nesse perfil, assumindo o compromisso de tornar a engrenagem administrativa mais eficiente, e prometendo alcançar resultados gastando melhor o dinheiro público. Na sua argumentação, ele sempre deixou claro que não tolera desvio nem desperdício de dinheiro público, o que significa dizer que vai controlar o cofres com mão de ferro, repetindo o que fez ao longo dos seus mais de cinco anos como inquilino do Palácio de la Ravardière.
Esse modus operandi como gestor ficou mais nítido quando ele escalou para a equipe de transição o respeitado Simão Cirineu, conhecido pela eficiência como planejador financeiro na sua gestão e que deverá ser o seu secretário de Planejamento, e o tarimbado e igualmente competente José de Jesus Azzolini, que deverá ser o seu secretário de Fazenda. Os dois ocuparam colocaram ordem nas finanças e asseguraram estabilidade fiscal na sua gestão como prefeito de São Luís. É a partir dessa garantir financeira e dessa estabilidade fiscal que a sua gestão no Governo do Estado se desenvolverá.
Portanto, quando o governador eleito Eduardo Braide vem a público avisar que assumirá o Governo do Estado aplicando um “choque de gestão”, poucas dúvidas restam de que vêm mudanças por aí.
PONTO & CONTRAPONTO
Apontado para ser o novo líder das forças progressistas, Felipe Camarão segue fazendo forte oposição a Carlos Brandão
O vice-governador Felipe Camarão (PT) disputou o Palácio dos Leões, ficou em terceiro lugar, mas não baixou a sua bola política. Ao contrário, o vice-governador vem atuando como forte opositor do governador Carlos Brandão (MDB), mantendo artilharia pesada contra o mandatário maranhense. Essa postura reforça o movimento feito pelo deputado federal reeleito e presidente estadual do PCdoB Márcio Jerry, de apontar o vice-governador como o novo líder dos grupos político progressistas, a começar pelo próprio PT.
Quase que diariamente, Felipe Camarão posta vídeos fazendo denúncias contra supostas falhas do Governo Brandão, como o não pagamento de salários de professores contratados e bolsas de estudantes bancadas pelo Governo. Na última postagem, na quarta-feira, ele denunciou a falta de alimentos em escola de tempo integral. “Um absurdo!”, disse o vice-governador.
Felipe Camarão não se manifestou ainda sobre o gesto do deputado federal reeleito Márcio Jerry. Ele continua como a principal voz oposição ao governador Carlos Brandão, indiferente ao fato de que o atual Governo encontra-se a dois meses do final. Seu objetivo é se manter ativo no cenário político – pelo menos enquanto durar o seu mandato de vice-governador.
E pelo que está previsto pelo próprio Felipe Camarão, ele dedicará parte do seu tempo a investigar denúncias contra o governador Carlos Brandão, que por sua vez segue no comando do Estado, preparando a transição, e se preparando para deixar o cargo no dia 4 de janeiro.
Ameaça do prefeito de Campestre por causa do desfecho das eleições deve ser investigada pelo Ministério Público
A declaração do prefeito de Campestre do Maranhão, o bolsonarista Fernando Bermuda (Republicanos), ameaçando reduzir, e até mesmo interromper, a prestação de serviços públicos essenciais, a começar pela área da saúde, porque os eleitores do município deram vitória ao presidente Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, merece uma ação investigativa imediata do Ministério Público.
Num dos trechos da sua mensagem ameaçadora, ele declara: “A população que votou nos outros [candidatos], quando chegar no hospital, lembre-se: se faltar algum recurso, faltar remédio, médico, algum buraco na rua, o que faltar de serviços públicos, foi o seu voto que contribuiu para isso”.
Com a sua manifestação, o prefeito Fernando Bermuda pode ter incorrido em crime, uma vez que ele está fazendo uma ameaça baseado no desfecho de uma eleição. Não se trata aqui de uma manifestação de opinião, na qual ele reclama do resultado da eleição, mas de uma ameaça concreta à população. Seria oportuno também uma verificação por parte do Tribunal de Contas do Estado, para saber que destino o prefeito Fernanda Bermuda pretende dar aos recursos a serem enviados pelo União a Campestre do maranhão
Para começar, o presidente Lula da Silva nada tem a ver com a ineficácia da gestão administrativa do prefeito de Campestre do Maranhão. Os recursos que a União é obrigada a repassar aos municípios por ordenamento constitucional, são repassados mensal e corretamente. A grande maioria dos municípios vem administrado com eficiência os recursos oriundos da União para as áreas de saúde e educação, por exemplo. E não se tem notícia de que a situação era anormal em Campestre do Maranhão.
Portanto, se começar a faltar remédios e médicos nos serviços de atendimento daquele município, haverá uma ampla probabilidade de a falta ser proposital e criminosa por parte da gestão municipal.
São Luís, 05 de Novembro de 2026.


