Todos os posts de Ribarmar Correa

Eleição em São Luís foi o primeiro round da grande disputa pela sucessão de Flávio Dino em 22

 

Weverton Rocha e Carlos Brandão: disputa para 2022

A exemplo do que aconteceu em todas as capitais do país, a eleição para a Prefeitura de São Luís funcionou como largada da corrida ao Governo do Estado em 2022. O embate entre os aspirantes à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) foi o grande pano de fundo do confronto entre Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Jr. (Republicanos) no 2º turno, tendo surpreendido pela intensidade e pelos danos que causou à aliança governista. A medição de força se deu direta e abertamente entre o senador Weverton Rocha (PDT), que não esconde seu projeto de ser o sucessor de Flávio Dino, e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que é pré-candidato assumido e, segundo ele próprio, sem volta. Circulando entre os dois, uma terceira via, menos provável, mas igualmente ostensiva, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL). Os fatos que marcaram a campanha eleitoral foram reveladores de que os pretendentes estão decididos, e a menos que haja uma grande articulação por um entendimento que fortaleça a aliança construída por Flávio Dino em 2014 e mantida em 2018, o Maranhão será palco de uma guerra sem precedentes pelo poder.

O senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão avaliam que suas chances de chegar ao Palácio dos Leões estão na sucessão de 2022. O senador está estimulado pelo grande momento político que está vivendo, exercendo seu mandato a pleno vapor e ainda no comando de um partido que já não é o que herdou de Jackson Lago e Neiva Moreira, mas que constitui um lastro decisivo para o seu projeto, que pode se manter ou não até 2026. O vice-governador, por seu turno, sabe que sua única chance de se eleger governador será em 2022, quando provavelmente assumirá a titularidade com a eventual saída do governador Flávio Dino para concorrer ao Senado, usufruindo o direito de tentar a reeleição no cargo, ciente de que depois as possibilidades se tornarão remotas.

Weverton Rocha deu o passo decisivo e arrojado quando confirmou em São Luís uma aliança nacional do PDT com o DEM, abrindo mão de lançar um candidato pedetista à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr. e avalizar e apoiar o deputado estadual democrata Neto Evangelista. Carlos Brandão não ficou atrás e assumiu a condição de principal articulador do acordo que resultou na candidatura do deputado estadual Duarte Jr. à Prefeitura de São Luís pelo Republicanos. Na queda de braço eleitoral, Carlos Brandão levou a melhor com a ida de Duarte Jr. para o 2º turno. Weverton Rocha reagiu levando Neto Evangelista e o PDT para Eduardo Braide, que venceu a eleição, deixando no ar a duvidosa impressão de que o senador derrotou o vice-governador ajudando a impedir a eleição do candidato do Republicanos.

Esse confronto, que abriu fissuras na base partidária governista, levando o governador Flávio Dino a se posicionar avisando que a aliança será revista, tende a se acirrar. Tanto Weverton Rocha quanto Carlos Brandão continuam demarcando territórios e atuando fortemente para atrair aliados. Weverton Rocha, por exemplo, está operando para consolidar aliança com o prefeito reeleito de Imperatriz, o democrata Assis Ramos, com o aval das cúpulas estadual e nacional do DEM – corre nos bastidores a versão de que, por conta desse acordo, o PDT desacelerou o apoio ao candidato do PCdoB em Imperatriz, deputado estadual Marco Aurélio, abrindo caminho para a reeleição do prefeito. Carlos Brandão vem trabalhando duro para fortalecer os laços com o competente prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), e seu futuro colega de Santa Inês, Felipe dos Pneus (Republicanos).

O embate entre os dois é medido também pelo número de prefeitos e de votos recebidos nas eleições municipais. Weverton Rocha exibe triunfante o resultado de 42 prefeitos eleitos pelo PDT, destacando o reeleito Eric Silva, de Balsas. Carlos Brandão mostra que o Republicanos saiu das urnas com 37 prefeitos, festejando o reeleito Fábio Gentil, de Caxias, e o eleito Felipe do Pneus, de Santa Inês. Nesse jogo, aliados de Carlos Brandão fazem contas e mostram que o Republicanos teve mais votos do que o PDT no estado inteiro, incluindo os 216 mil recebidos por Duarte Jr. em São Luís. As comparações vão muito além, servindo para alimentar a disputa dos dois pretendentes ao Palácio dos Leões.

Em meio a essa guerra quase declarada, o controvertido deputado federal Josimar de Maranhãozinho, cujo partido, o PL, elegeu 40 prefeitos, corre por fora afirmando ser candidato a candidato. A operação da PF contra a agiotagem num suposto esquema de venda de emendas em São José de Ribamar pode ser um obstáculo intransponível.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Mesmo passada a eleição, cenário político de São Luís tem movimentação intensa

 

Edivaldo Jr., Eduardo Braide e Duarte Jr.: movimentação política em São Luís

Ao contrário do que muitos esperavam, a eleição para a Prefeitura de São Luís não mergulhou a Capital num período de calmaria política. A maratona de inaugurações comandada pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), a movimentação preparatória do prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) para assumir sem risco de sobressaltos, e a incursão do deputado Duarte Jr. (Republicanos) pelos bairros da cidade agradecendo os 216 mil votos que recebeu no 2º turno são reveladores de que, cada um ao seu modo, está dizendo ao eleitorado que o campo de batalha da política municipal está longe da calmaria.

Depois de ter se omitido da disputa pela sua sucessão – como que esquecido das mobilizações partidárias que garantiram sua eleição em 2012 e sua reeleição em 2016 -, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. irá para casa fazer planos para o futuro, apostando no lastro que construiu com sua gestão. Tentará ser governador do Estado? Ou vice-governador? Preferirá o Senado? Ou se conformará com uma cadeira na Câmara Federal? O fato é que em meados do ano que vem ele entrará em clima de pré-campanha nas entranhas da cidade que estará sendo governada por um adversário.

Dono de uma vitória expressiva e inquestionável nas urnas, o prefeito eleito Eduardo Braide assumirá o comando da Capital decidido a encarar os gigantescos desafios que o aguardam. Mas também consciente de que sua eleição lhe deu cacife para assumir papel político relevante no cenário estadual. No meio político a avaliação dominante é a de que Eduardo Braide caminha para assumir o comando das forças adversárias da aliança comandada pelo governador Flávio Dino, papel que o senador Roberto Rocha não conseguiu assumir com clareza.

Em outro campo, o deputado estadual Duarte Jr. continua movimentando o cenário político ludovicense. Ontem, ele fez uma incursão pelos bairros da Capital para agradecer os 216 mil votos que recebeu na disputa do 2º turno com Eduardo Braide, que recebeu 270 mil. No seu discurso de retorno à Assembleia Legislativa no início da semana passada, o deputado do Republicanos disse que está disposto a colaborar com o novo prefeito, mas também vai atuar fiscalizando a nova gestão. Ou seja, vai manter a chama acesa.

Como se vê, a ciranda da política vai continuar girando apesar do encerramento do ciclo eleitoral.

 

Não eleitos em Imperatriz têm futuros diferentes

Ex-candidatos em Imperatriz, Marco Aurélio, Sebastião Madeira, Ildon Marques, Mariana Carvalho e Daniel Fiim terão destinos diferentes

Observador experiente do cenário político de Imperatriz faz a seguinte previsão. O deputado Marco Aurélio (PCdoB) não ganhou a eleição, mas sua colocação em segundo lugar, com 32,8 mil votos saiu cacifado para se reeleger deputado estadual sem maiores problemas, podendo alimentar o projeto para 2024. Terceiro colocado, com 21,3 mil votos o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) se credenciou para entrar na disputa por uma cadeira na Câmara Federal. E o ex-prefeito Ildon Marques (PP), que recebeu 18,5 mil votos, teria dito a amigos que vai abandonar a política e se dedicar inteiramente aos seus negócios cujo carro-chefe é a rede de lojas de eletrodomésticos Liliane. Mariana Carvalho (PSC) com 10 mil votos, Daniel Fiim (Podemos) com 9,9 mil votos são jovens e têm muito chão pela frente, podendo construir carreiras vitoriosas.

São Luís, 06 de Dezembro de 2020.

Assembleia Legislativa entrou e saiu das eleições como centro de movimentação política

 

Othelino Neto ao comandar sessão de quinta-feira: ação política arrojada no estado

Não há dúvida de que as eleições municipais alteraram expressivamente o desenho político do Maranhão. E nesse novo cenário, a Assembleia Legislativa ocupa um lugar destacado como Casa política, sem qualquer prejuízo do seu papel institucional como um dos Poderes do Estado. O envolvimento direto dos seus integrantes na guerra política e eleitoral travada nos 217 municípios maranhenses a transformou no epicentro de uma intensa movimentação política, na qual o seu presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB), teve papel decisivo. Por decisão das urnas, de lá sairão três deputados e um suplente para assumir prefeituras importantes – Felipe dos Pneus (Republicanos), eleito prefeito de Santa Inês, Rigo Teles (PL), que assumirá o comando político e administrativo de Barra do Corda, e Fernando Pessoa (Solidariedade), que se elegeu prefeito de Tuntum, além da suplente Ducilene Belezinha (PL), que se elegeu prefeita de Chapadinha.  A eleição deles abrirá vagas para a ascensão dos suplentes Socorro Waquim (MDB), Betel Gomes (PRTB), e Fábio Braga (Solidariedade). É verdade que as mudanças não alteraram o equilíbrio no plenário, mas é igualmente verdadeiro que a guerra eleitoral gerou ali um quadro político diferente do de antes da disputa municipal.

Mesmo considerando os três deputados eleitos e os que se destacaram com bons desempenhos na disputa, como Duarte Júnior (Republicanos) em São Luís e Marco Aurélio (PCdoB) em Imperatriz, e ainda o fato de não haver disputado votos, o presidente Othelino Neto foi, de longe, o quadro politicamente mais ativo desse período. Apoiou candidatos em 28 municípios, cumprindo uma maratona exaustiva, e viu nada menos que 19 deles saírem das urnas eleitos, o que lhe deu um cacife político respeitável. Sua maior conquista na corrida eleitoral foi a eleição da sua esposa, Ana Paula Lobato (PDT), vice-prefeita de Pinheiro.

O presidente da Assembleia Legislativa atuou no cenário político-eleitoral como um articulador que enxerga bem à frente. Numa articulação com o senador Weverton Rocha (PDT), Othelino Neto se afastou da disputa do 2º turno em São Luís, não seguindo a posição do seu partido, o PCdoB, de apoiar Duarte Jr. (Republicanos). Parte do PDT apoiou Eduardo Braide, segundo orientação do senador Weverton Rocha, mas o presidente da Assembleia Legislativa preferiu se distanciar da disputa, mesmo sabendo que seria acusado de contrariar o PCdoB e o Palácio dos Leões. Os movimentos do grupo visaram fazer frente aos feitos pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), candidato a candidato a governador, adversário, portanto, do senador Weverton Rocha. Othelino Neto se posicionou ao lado de Weverton Rocha com a determinação de um político que sabe onde quer chegar. Tornou, como era previsto, sua situação instável dentro do PCdoB, mas mantém sua posição com a firmeza e a segurança de um político determinado.

O deputado Duarte Jr. retornou à Casa levando nas costas a derrota na disputa em São Luís, mas ao mesmo tempo embalado pelos 216 mil votos (44%) que recebeu no 2º turno, o que lhe deu legitimidade. O deputado Neto Evangelista (DEM) ficou em terceiro na Capital, com mais de 80 mil votos, e retorna à Assembleia Legislativa “vingado” com a eleição de Eduardo Braide (Podemos) com o seu apoio. A posição mais modesta na Capital foi a do deputado Yglésio Moises (PROS), que recebeu pouco mais de nove mil votos, mas saiu da corrida eleitoral como entrou, com a vantagem de ter se tornado mais conhecido. Entre os que não tiveram sucesso nas urnas estão também os deputados Adelmo Soares (PCdoB), que ficou em segundo em Caxias, e Leonardo Sá (PL), que disputou a Prefeitura de Pinheiro.

A Assembleia Legislativa sempre foi transformada em palco de duras refregas em período de eleições municipais, com deputados medindo força para manter e, se possível, fortalecer, suas bases eleitorais. O processo deste ano manteve a regra, mas fez ferver os seus bastidores por causa do movimento de antecipação da grande disputa de 2022, no qual o presidente Othelino Neto será voz importante na mesa em que serão tomadas as grandes decisões. Até lá, O Palácio Manoel Beckman continuará como um centro de intensa movimentação política.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Desarmados, Edivaldo Jr. e Eduardo Braide se reúnem e acertam transição republicana

Edivaldo Jr. e Eduardo Braide no Palácio de la Ravardière: transição sem problemas na Prefeitura de São Luís

Foi saudável ver a visita ao prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos) ao prefeito em fim de mandato Edivaldo Holanda Jr. (PDT), ontem, para tratar da transição. Dois políticos jovens, pertencentes a campos políticos e partidários diferentes, testados nas urnas e que se enfrentaram em 2016 pelo comando da Capital. Presenciado pela atual primeira-dama Camila Holanda e pela futura Graziela Braide, o encontro entre o prefeito e seu sucessor se deu de maneira republicana, em clima de descontração. Os dois trocaram gentilezas, conversaram sobre o processo de transição, falaram sobre o momento que o País está vivendo, sobre pandemia e trocaram impressões sobre o futuro da cidade que o prefeito entregará ao seu sucessor.

A descontração que marcou a visita é reflexo do fato de o prefeito Edivaldo Holanda Jr. haver-se mantido distante da guerra pelo voto, tendo com essa postura evitado feridas que certamente os distanciaria ainda mais. É também desdobramento da posição de alinhamento do PDT ao lado de Eduardo Braide no 2º turno, depois de tê-lo atacado duramente no 1º turno. Ninguém duvida de que se Edivaldo Holanda Jr. tivesse entrado de cabeça na campanha, primeiro apoiando Neto Evangelista e depois Duarte Jr., o encontro de ontem dificilmente teria acontecido, e mesmo se tivesse ocorrido, não teria sido tão descontraído como foi. Bem diferente de 2012, quando Edivaldo Holanda Jr. não se encontrou com João Castelo (PSDB) e o detonou no discurso de posse.

 

Esquema denunciado por Eudes Sampaio pode alcançar Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhãozinho 

Ganha proporções gigantescas e com a possibilidade de causar dramáticas explosões na bancada federal a operação da Polícia Federal que prendeu agiotas que estavam chantageando o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB), para extorquir recursos de emendas federais na área de saúde. À medida que a investigação avança, novos fatos e personagens da trama envolvendo milhões em recursos públicos vai sendo desenhada. Ontem, além do encarceramento do notório agiota Pacovan na Penitenciária de Pedrinhas, depois de ter sido fotografado com o uniforme laranja, circulou a informação de que os deputados federais Josimar de Maranhãozinho (PL) e Pastor Gildenemyr (PL) e o deputado estadual Hélio Soares (PL) estariam por trás de um suposto esquema de venda de emendas. A revelação teria sido feita por um dos envolvidos preso pela PF, que diante das provas irrefutáveis, resolveu abrir o jogo. Se pelo menos parte das acusações forem verdadeiras, a ponto por meio da qual Josimar de Maranhãozinho pretende ir mais longe na política estadual será impiedosamente dinamitada.

São Luís, 05 de Dezembro de 2020.

Ministério Público acerta em cheio ao cobrar transição transparente em municípios que mudarão prefeito

 

Eduardo Nicolau: orientação republicana 

Os prefeitos em fim de mandato têm de garantir aos seus sucessores acesso prévio à situação administrativa e financeira dos seus municípios por meio de processo de transição. Antes visto quase como uma abstração, principalmente em municípios marcados por disputas políticas e eleitorais renhidas e tensas, o processo de transição ganha agora força de regra no Maranhão. Trata-se de procedimento saudável e republicano, que assegura ao governante que chega a oportunidade de se preparar para assumir o cargo com maior segurança, independentemente da situação em que se encontrar a máquina que vai administrar. Por iniciativa do Ministério Público estadual, a partir da orientação dada pelo procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau, no início de Novembro, às Promotorias maranhenses, no sentido de que assegurassem transição efetiva e transparente nos municípios onde as urnas decidiram por troca de comando em Janeiro.

Esse processo se dará em dezenas de municípios, a começar por São Luís, onde o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) terá de municiar o prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) com as informações sobre a administração, programas em andamento, situação fiscal – receita e despesa – e as do caixa municipal, para que ele não assuma no escuro e possa definir o seu plano de ação, incluindo aí o pacote de medidas para os primeiros 100 dias de gestão.

A recomendação do procurador geral de Justiça às Promotorias estabeleceu prazo de cinco dias para que prefeitos e sucessores definam comissões, e de 10 dias para que os representantes do prefeito forneçam todas as informações que forem solicitadas pelo prefeito eleito. A recomendação explicita que o processo deve ser transparente, para que não haja dúvidas a respeito do que for informado. Prevê também medidas extrajudiciais e judiciais contra o prefeito que se recusar a fazer a transição, criar dificuldades ou tentar manipular dados. Em caso de recusa, o primeiro procedimento Judicial será a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta, pelo qual o prefeito se compromete a fazer a transição, tornando-se sujeito a medidas judiciais severas caso não realize o processo dentro das regras.

Muitos prefeitos em fim de mandato e que não elegeram seus sucessores ou que concorreram à reeleição e foram derrotados encontram-se em situação complicada. Ontem, por exemplo, o prefeito Eudes Sampaio (PTB), de São José de Ribamar, derrotado nas urnas, foi o epicentro de uma operação da Polícia Federal para prender agiotas que estariam pressionando-o para que usasse dinheiro público para bancar “acertos” a juros escorchantes. Agiotagem envolvendo dinheiro público é crime, isso não se discute. Mas agiota não cobra dívida de quem não lhe deve. Se o prefeito Eudes Sampaio estava sendo chantageado e extorquido, algum compromisso ele assumiu. Assim como o Ministério Público e a Polícia Federal, o prefeito eleito Júlio Matos (PL), que é seu adversário figadal, certamente vai querer colocar essa estranha situação em pratos limpos. De preferência já na transição.

Cumprida por promotores de Justiça em todos os quadrantes do estado, a recomendação do procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau, é uma iniciativa cuja valia é imensurável, por meio da qual o Ministério Público Estadual cumpre corretamente seu papel institucional. Afinal, municípios muito perderam quando prefeitos em fim de mandato ou derrotados cuidavam de criar um ambiente de terra arrasada para esconder rombos ou dificultar a vida do adversário sucessor.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bastidores da Câmara Municipal vivem clima de euforia dos reeleitos e baixo astral dos reprovados

Chico Carvalho e Isaías Pereirinha: alto astral e baixo astral na Câmara

Os bastidores da Câmara Municipal de São Luís estão vivendo fortemente uma dualidade clássica em parlamentos. De um lado a euforia dos vereadores reeleitos e de outro o baixo astral dos que foram mandados para casa. O presidente e de novo candidato a presidente Osmar Filho (PDT) é a expressão acabada da euforia por ter sido de novo o mais votado, mesmo que sua votação tenha encolhido. A euforia é expressada também por Astro de Ogum (PCdoB), Dr. Gutemberg (PSC), Chico Carvalho (PSL) e Chaguinhas (Podemos), quatro veteranos que se reelegeram e temiam ser mandados para casa vestir o pijama, e por novatos como Marcial Lima (Podemos), que foram à luta na linha central da lei das probabilidades e se deram bem renovando seus mandatos.  O baixo astral alcança “ex-bons de voto” como Isaías Pereirinha (PSL), Afonso Manoel Ferreira (Solidariedade), Pavão Filho (PDT), e figuras emblemáticas como Silvino Abreu e Sebastião Albuquerque (PSL), que após um longo período de reeleições consecutivas foram barrados no baile e mandados para casa. César Bombeiro (PSD), que foi despachado pelo eleitorado na condição de suplente de Karla Sarney (PSD).

 

Erlânio Xavier é forte candidato à reeleição, mas sucessão na Famem pode ser muito disputada

Erlânio Xavier e Fábio Gentil podem disputar a presidência da Famem

Não será fácil a reeleição do atual presidente da Famem e prefeito reeleito de Igarapé Grande Erlânio Xavier (PDT), homem forte do senador Weverton Rocha (PDT) na seara municipalista. Isso porque o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) estão se articulando fortemente para não dar espaço para que o senador pedetista permaneça no controle da entidade.

Erlânio Xavier conta com os votos do PDT e aliados, que somam 74. Por seu turno, se juntar os votos do Republicanos, PCdoB e PSB, o grupo liderado por Carlos Brandão, que pode apoiar a candidatura do prefeito reeleito de Caxias Fábio Gentil (Republicanos) terá um total de 57. E Josimar de Maranhãozinho pode lançar um candidato com 40 votos fechados. Nesse caso, sobrarão 46 votos, incluindo o do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que foi o único prefeito do Podemos eleito no Maranhão, para serem buscados pelos candidatos e seus apoiadores.

Não se duvida que na condição de presidente em busca da reeleição e com o apoio do senador Weverton Rocha, o prefeito Erlânio Xavier é candidato forte, com indiscutíveis condições de vencer na urna. Mas, no cenário do momento, com as forças partidárias divididas como se encontram, sua reeleição está longe de ser fato consumado.

São Luís, 04 de Dezembro de 2020.

Eduardo Braide mantém discurso e sinaliza que plano dos 100 dias é para dar jeito no que está fora do lugar

 

Eduardo Braide: gestão técnica e com controle total sobre a máquina

A gestão da Prefeitura de São Luís a partir do dia 1º de Janeiro terá viés predominantemente técnico, sem maiores interferências de aliados políticos com indicação de colaboradores fora daquele padrão.  Nas várias entrevistas que concedeu desde que as urnas anunciaram sua eleição, o prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), do alto dos seus 270.557 votos, manteve o discurso básico da campanha, no qual usa a habilidade política para deixar claro que só fará parte da sua equipe de ponta – secretários, chefes de autarquias e assessores especiais – quem tiver qualificação para cuidar da área que comandará. Isso vale para escolhidos por ele e para indicados por aliados. Na mesma linha da campanha, Eduardo Braide tem reafirmado que continuará as obras iniciadas pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Ao mesmo tempo, tem feito declarações indicativas de que não colocará panos quentes no que encontrar fora da linha. “Tem escola que não tem água”, disse ontem, com o tom enfático da crítica, em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Difusora FM.

A ênfase que tem dado ao arrojado plano para os primeiros 100 dias de sua gestão é reveladora de que o propósito é colocar em ordem o que está fora do lugar, assumir o controle sobre eventuais itens fora de controle. E se há situações como escola sem água e população mais pobre sofrendo na inaceitável fila para marcação de consultas, isso significa dizer que a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. falhou na educação e na saúde nos seus oito anos de gestão. O que não quer dizer que ele faça como Edivaldo Holanda Jr. fez com o ex-prefeito João Castelo (PSDB) no seu discurso de posse (1º de janeiro de 2013), cujo tom agressivo e virulento surpreendeu até mesmo os seus aliados. Mas suas declarações guardam recados avisando que um novo padrão de gestão, pouco identificado com o atual, está a caminho.

As sinalizações feitas pelo prefeito eleito de São Luís indicam que ele pretende governar com mão firme, tendo total e absoluto controle da máquina, mas ao mesmo tempo com uma janela aberta ao diálogo, sem, no entanto, abrir a guarda para fazer concessões. Esse posicionamento agora tem caráter preventivo, porque se ainda não sabe, o prefeito Eduardo Braide logo após a posse saberá que será confrontado com a política do toma-lá-dá-cá, ainda vigente na Câmara Municipal de São Luís. E será nesse campo que entrará o político frio e centrado que ele é para usar toda a sua habilidade para administrar o assédio de vereadores, que têm bases a alimentar e não brincam em serviço.

Nascido na forja da política tradicional e pautando sua trajetória na linha de centro-direita, posição que lhe valeu o apoio de espectro partidário que uniu direita e esquerda no 2º turno, Eduardo Braide parece determinado a trabalhar sustentado pelas três correntes, tendo o apoio de partidos de direita (PSC e PSD), de centro (Podemos, PSDB e PTB) e esquerda (PDT e PT). Se terá como alinhar boa convivência com esse lastro partidário multifacetado é algo que só se saberá em meados de 2021, quando os partidos iniciarem movimentações visando a grande disputa eleitoral de 2022. Ninguém duvida de que, ao contrário de Edivaldo Holanda Jr., que só cuidou das suas próprias eleições, Eduardo Braide será voz ativa na corrida ao Palácio dos Leões.

Para ganhar cacife e chegar em 2022 em condições de palpitar, o prefeito de São Luís precisará estar bem visto aos olhos da opinião pública. E isso só acontecerá se ele souber vencer os desafios que estão ganhando forma à sua frente, que não são poucos nem de fácil solução.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Duarte Jr. volta à AL, tem projeto aprovado e é alvo de especulação sobre cargo no Governo

Duarte Jr. na volta à Assembleia Legislativa

Em meio ao esfriamento dos ânimos esquentados pela campanha eleitoral, e embalado pelos 216.665 votos que recebeu no 2º turno da corrida à Prefeitura de São Luís, o deputado estadual Duarte Jr. (Republicanos) retornou ontem à Assembleia Legislativa comemorando uma vitória parlamentar e alvo de especulação segundo a qual será convocado pelo governador Flávio Dino para assumir um cargo no Governo do Estado.

A vitória parlamentar se deu com a aprovação pela Assembleia Legislativa, por unanimidade, do Projeto de Lei 113/2019, de sua autoria, que institui a Política Estadual de Formação e Capacitação Continuada de Mulheres para o Mercado de Trabalho. Voltado prioritariamente para mulheres vítimas de violência doméstica e mulheres chefes de família, o projeto prevê a oferta de cursos profissionalizantes em várias áreas. A nova Lei Estadual assegura que o Estado reserve para as mulheres 50% das vagas em programas já existentes, em parceria com as esferas nacional e municipal.

O projeto ganhou força a partir de dados da Delegacia da Mulher em São Luís, segundo os quais somente em 2018, foram registradas 1.870 denúncias de mulheres ameaçadas por companheiros ou conhecidos, o que levou à instauração de 1.625 inquéritos, 3.789 pedidos de medidas de proteção, 433 prisões e 1.120 casos de agressão física. Tais informações colocam a Capital do Maranhão numa situação delicada, exigindo medidas que funcionem como freio a essa escalada de violência.

– Eu agradeço pelo voto favorável, porque, infelizmente, em nossa cidade, 48% das casas são chefiadas por mulheres, mães solteiras e divorciadas. E essas mulheres precisam de mais oportunidade, precisam ter melhores condições para suprir as necessidades das suas famílias. Esse projeto é tão importante que, ao tempo em que ajuda essas mulheres que são chefes de família, também ajuda as mulheres a terem independência – destacou o deputado Duarte Jr. no agradecimento aos deputados.

Quanto à especulação sobre eventual licenciamento para assumir cargo no Governo se daria por conta de suposta indisposição do parlamentar com alguns colegas por conta da disputa em São Luís. O motivo não faz sentido, a começar pelo fato de que diferenças políticas se resolve é conversando. E a prova de que esse clima não existe é que o projeto de sua autoria foi aprovado por unanimidade. E depois, mesmo que haja ressentimentos, o mandato parlamentar está acima de diferenças e a Assembleia Legislativa é uma instituição sem dono.

 

Flávio Dino critica com razão a não preparação do Brasil para a vacina contra o coronavírus

Flávio Dino critica posição de Jair Bolsonaro

O anúncio feito ontem de que o Reino Unido aprovou a vacina da Pfizer-Biontech contra o novo coronavírus desenhou mais uma evidência dos erros de condução e procedimento do Governo Federal no enfrentamento da pandemia. O anúncio mostrou que muitos países, a começar pelo próprio Reino Unido, anteciparam a elaboração de estratégias para vacinação em massa, tendo se preparado para imunização tão logo as primeiras vacinas fossem aprovadas. Os britânicos começarão a ser vacinados já na próxima semana. Enquanto isso, em entrevista concedida ontem sobre o assunto, o general que comanda o Ministério da Saúde assessorado por coronéis e capitães, se enrolou todo, sem saber precisar como o Brasil vai imunizar seus mais de 220 milhões de habitantes.

Crítico severo da maneira desastrada como o Governo Federal vem atuando na pandemia, e da posição ostensiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra todas as medidas de isolamento social, o governador Flávio Dino reagiu no twitter às incertezas deixadas no ar pelo ministro da Saúde. “Vários países já começando vacinação contra o coronavírus. Aqui, os delírios de Bolsonaro atrasaram tudo. Além de incompetente, temos um irresponsável e desumano ocupando a presidência do Brasil”.

O tom duro usado pelo governador é o de quem sabe o que está dizendo. E com um dado a mais: sua posição crítica está sustentada no sucesso das medidas de enfrentamento do novo coronavírus que adotou no Maranhão. As ações planejadas de acordo com as orientações da OMS produziram os resultados pretendidos, colocando o estado entre os cinco que melhor combateram a pandemia.

São Luís, 03 de Dezembro de 2020.

Em recado ao PDT, Flávio Dino aponta tensão na aliança governista e avisa que ela será revisada

 

Recado de Flávio Dino sobre a aliança por causa das tensões entre Weverton Rocha e Carlos Brandão

O desacerto em parte das forças governistas causado pelo desfecho da eleição em São Luís, marcado pelo apoio do PDT, liderado pelo senador Weverton Rocha, ao candidato e adversário do Governo Eduardo Braide (Podemos), contra o candidato governista Duarte Jr. (Republicanos), bem como a atitude do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) de ficar neutro na disputa, se negando a fazer o que foi feito a seu favor em 2012 e 2016, produziu a primeira consequência. Ontem, o governador Flávio Dino (PCdoB) avisou, via twitter, que, por ter sido tensionada nas eleições por causa da sua sucessão em 2022, a aliança por ele construída será revista. Não foi uma declaração de ruptura, mas um recado contundente de que, por conta do não cumprimento dos acordos que possibilitaram as várias candidaturas da base governista em São Luís, e segundo os quais todos se uniriam em favor de que fosse para o 2º turno, a aliança foi fortemente afetada e precisa ser rediscutida.

Na sua postagem, Flávio Dino apontou a antecipação da corrida à sua sucessão, que envolve diretamente o senador Weverton Rocha, que levou o PDT a uma aliança com o DEM em torno do deputado Neto Evangelista (DEM), sem o aval do prefeito Edivaldo Holanda Jr., e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que apoiou naturalmente a candidatura do deputado Duarte Jr., do seu partido. No 2º turno, quando a lógica indicava que o PDT apoiaria o candidato do Republicanos, o partido divulgou uma nota anunciando neutralidade, mas na prática se posicionou a favor do candidato do Podemos. A reação do vice-governador Carlos Brandão acusando o comando pedetista desertar da aliança, corroborando declarações feitas dias antes pelo deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), de que quem não estivesse com Duarte Jr. estaria contra Flávio Dino, exaltou os ânimos dentro da base governista.

Vozes governistas criticam duramente o comando do PDT lembrando que as forças lideradas pelo governador Flávio Dino marcharam com o PDT em 2016 e garantiram a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Jr., e fizeram o mesmo em apoio à candidatura do então deputado federal Weverton Rocha para o Senado em 2018. Para essas vozes, não faz nenhum sentido a mobilização do PDT a favor de Eduardo Braide contra Duarte Jr. pelo fato de ele pertencer ao partido do vice-governador, que não esconde projeto de candidatar-se à sucessão do governador Flávio Dino. O sentimento dominante no círculo mais próximo do governador Flávio Dino é o de que, com sua postura em São Luís, o PDT colocou a aliança em xeque. E nesse sentido, aliados do governador argumentam que as bases da aliança, principalmente no que diz respeito ao PDT, foram trincadas e precisam de reparo urgente.

– Nossa aliança estadual está tensionada por conta da disputa pela vaga de governador, já que não posso ser reeleito. Esse processo de revisão das alianças estaduais exige diálogo, serenidade e prudência. Espero que os partidos políticos se dediquem a isso”, afirmou Flávio Dino, qualificando o processo como “normal e democrático”. Mesmo sendo cuidadoso para evitar o agravamento tensão, o governador deixou muito claro que não dá para continuar como está depois de tudo o que aconteceu na corrida para a Prefeitura de São Luís.

Afinal, com o aval do senador Weverton Rocha, o presidente do PDT de São Luís, vereador Osmar Filho, declarou apoio a Eduardo Braide, sendo seguido por seus colegas de partido Raimundo Penha e Nato Jr., uma iniciativa impensável sem o aval da cúpula estadual. Na visão dos governistas, a equação é simples: Eduardo Braide é um adversário do Governo e tem projeto próprio e ganhou do PDT o apoio que precisava para viabilizá-lo. A “DR” para eliminar a tensão e recompor integralmente a estabilidade da base será complicada, pontilhada de nuances e, como tudo em política, com desfecho imprevisível.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Holanda Jr. se isolou para não apoiar Neto Evangelista nem Duarte Jr.

Edivaldo Holanda Jr.: só

Ao contrário do que muita gente está imaginando, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. não participou do movimento do PDT para apoiar a candidatura de Eduardo Braide no 2º turno da disputa em São Luís. Nem sua neutralidade na disputa se deu em atenção à posição formal adotada pelo PDT por orientação do comando nacional do partido. O prefeito se isolou por vontade própria, não tendo sua atitude qualquer relação com a movimentação da cúpula da agremiação pedetista.

Já era sabido que Edivaldo Holanda Jr. avisara ao senador Weverton Rocha que não apoiaria a aliança do seu partido com o DEM em torno da candidatura do deputado Neto Evangelista (DEM). O recado foi dado em meados de 2019, quando Edivaldo Holanda Jr. não compareceu ao ato em que presidente nacional do DEM, o seu colega prefeito de Salvador ACM Neto, esteve em São Luís declarar apoio à candidatura de Neto Evangelista em aliança com o PDT. A rusga entre os dois surgiu nos idos de 2012, quando o agora candidato do DEM disputou a Prefeitura como vice do prefeito João Castelo (PSDB). Houve troca de acusações, restaram mágoas. Weverton Rocha e Neto Evangelista articularam a aliança sabendo que ela não seria apoiada pelo prefeito. Houve sondagens para reverter a posição no 2º turno em apoio a Eduardo Braide, mas o prefeito se manteve irredutível.

O mesmo movimento foi feito pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry – que coordenou suas duas campanhas vitoriosas para a Prefeitura – em busca do apoio do Palácio de la Ravardière à candidatura de Duarte Jr. (Republicanos) no 2º turno, mas Edivaldo Holanda Jr. se mostrou inflexível. O próprio governador Flávio Dino o sondou sobre o assunto, mas o prefeito prometeu fazer consultas à sua consciência e às suas conveniências, e não retornou. Outros aliados dele tentaram, mas ele não abriu espaço para conversa.

Não há, na base governista e no próprio entorno dele, quem tenha uma explicação lógica e convincente para o isolamento do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Afinal, trata-se de um político jovem, que apoiado por muitos, principalmente pelo governador Flávio Dino, construiu um bom lastro nos oito anos de Prefeitura de São Luís, e tem futuro amplo pela frente. E como em política ninguém vai longe sozinho, a pergunta do momento é: como ele pretende alçar novos voos sem uma base de apoio? Só ele pode responder.

 

Eduardo Braide vai montar equipe técnica, com pouco espaço para indicação política

Eduardo Braide

É grande a expectativa em relação à equipe que o prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) vai montar para assumir o comando da Prefeitura de São Luís a partir de 1º de Janeiro. Uma fonte próxima do prefeito eleito disse à Coluna que ele está determinado a formar um time rigorosamente técnico, no qual não haverá muito espaço para indicações políticas. Revela também que ele é exigente com relação a desempenho e que não admitirá equívocos nem corpo-mole na sua gestão. Os que toparem o desafio terão de estar preparados para trabalhar quase sem folga nos primeiros 100 dias, período  ao qual será imposto ritmo de maratona. O futuro prefeito tem dito que  trabalhará todos os dias, e que dividirá seu tempo entre despachos no Palácio de la Ravardière, inspeções a obras e “incertas” em hospitais, prontos-socorros e escolas. “Quem for convidado para entrar na equipe é bom pensar duas vezes antes de aceitar”, diz a fonte, que preferiu manter o anonimato.

São Luís, 01 de Dezembro de 2020.

Eleito com votação densa, Eduardo Braide ganha musculatura e alguns desafios para comandar São Luís

 

Eduardo Braide e a esposa Graziela mostram confiança na vitória após o voto

Com 270.557 mil votos, o equivalente a 55.53% dos votos válidos, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) saiu das urnas ontem eleito prefeito de São Luís, vencendo a disputa com o deputado estadual Duarte Jr. (Republicanos), que recebeu 216.665, equivalentes a 44,47% dos votos válidos. O eleitorado ludovicense confirmou assim a tendência manifestada em dezenas de pesquisas feitas ao longo da pré-campanha e das campanhas do 1º e 2º turno, nas quais o candidato do Podemos apareceu na frente, com larga vantagem. Foi um resultado maiúsculo, incontestável, contra um adversário que cresceu e legitimou a disputa com uma votação digna. Eduardo Braide alcançou a vitória apoiado por uma frente formada por partidos e grupos de direita, centro – onde ele se situa – e esquerda, tendo os senadores Roberto Rocha (PSDB) e Weverton Rocha (PDT) como principais apoiadores. No contraponto, Duarte Jr. apoiado por partidos e grupos de direita, centro e esquerda da base liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), tendo como apoiadores destacados o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

Mais do que a escolha do sucessor do prefeito Edivaldo Jr. (PDT), o desfecho da corrida ao Palácio de la Ravardière rascunha o cenário político para a grande disputa de 2022, cujo objetivo maior será o Palácio dos Leões.

Com a eleição de Eduardo Braide, o governador Flávio Dino deixa de contar com um aliado forte, para ter como vizinho um adversário que dificilmente fará parte do seu projeto de poder. Primeiro porque não existe afinidades política e ideológica entre os dois, e depois, porque, aos 44 anos, Eduardo Braide pretende chegar bem mais longe, sendo a Prefeitura de São Luís a ponte por meio da qual ele pretende chegar ao Governo do Estado. Nesse sentido, o prefeito eleito também terá de administrar as diferenças que tornam frouxa e inconsistente a base partidária que lastreou a sua eleição.

Centrado e politicamente racional, Eduardo Braide sabe, mesmo ganhando musculatura política, que tem dois enormes desafios pela frente. O primeiro é cumprir, no cenário de crise desenhado para os próximos anos, os compromissos que assumiu de transformar São Luís numa cidade com um sistema de saúde sem filas e com clínicas com médicos e exames, todas as 280 escolas reformadas e com um sistema de transporte de massa eficiente. Ele tem a clareza de que todo discurso de campanha logo se revela incompatível com a realidade. E essa realidade só se mostrará por completo quando ele assumir e tiver acesso ao verdadeiro retrato fiscal do município – receita, despesa e compromissos de curto, médio e longo prazo. Correm versões diferentes sobre a situação da Prefeitura, uma dizendo que está tudo bem, outra afirmando que não é bem assim, e uma terceira prevendo que o novo prefeito receberá uma bomba de efeito retardado.

O segundo desafio será acomodar no seu projeto de gestão as forças que o apoiaram. Elas representam de cara dois projetos que visam chegar ao Palácio dos Leões em 2022, um do senador Roberto Rocha, outro do senador Weverton Rocha. Ficará com quem? Até onde se sabe, o prefeito eleito não assumiu compromisso com nenhum deles. Os dois, porém, são importantes canalizadores de recursos federais, o que torna crucial o cultivo de boas relações. E em política impera a regra da troca, e isso significa dizer que esses aliados – principalmente o PDT, que perderá o comando da Capital a partir de Janeiro -, certamente cobrarão a fatura reivindicando espaços na máquina municipal. Eduardo Braide sabe que é assim que funciona, e que para resistir ao assédio terá de ter muita força política.

A grande expectativa é sobre como será a relação do prefeito Eduardo Braide com o governador Flávio Dino, que tem se relacionado produtiva e republicanamente com o atual prefeito de São Luís. Durante a campanha, ao mesmo tempo em que fez críticas ao Governo do Estado, o candidato do Podemos disse e repetiu que vai procurar o governador em busca de parceria. Por sua vez, o governador Flávio Dino declarou em nota que está aberto “a todos os eleitos” para conversar e que está disposto a apoiar as administrações e ajudar no que estiver ao seu alcance. Flávio Dino tem mantido uma convivência republicana com prefeitos de todas as cores políticas.

Resta esperar o prefeito Eduardo Braide confirmar o que pregou na campanha e tomar a iniciativa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Duarte Jr. surpreendeu, teve votação digna e criou lastro para eleições futuras

Junto com a esposa Karem, Duarte Jr. faz a marca do 10

O deputado estadual Duarte Jr. (Republicanos) foi um candidato à altura da corrida para a Prefeitura de São Luís: foi para a luta, formou um lastro forte e valorizou o desfecho da disputa e a eleição de Eduardo Braide. O pronunciamento das urnas de São Luís revelou ontem que o candidato do Republicanos foi além do que a maioria das pesquisas previu. No 1º turno, ele saiu das urnas com 113.430 votos (22,15%), e praticamente dobrou sua votação no 2º turno, recebendo 216.665 (44,47%) votos, 103.235 a mais, enquanto o candidato do Podemos saiu do 1º turno com 193.378 votos (37,81%) e 270.557 (55.53%) ontem, reforçando seu cacife em 70.979 votos.

O candidato do Republicanos soube capitalizar o seu potencial eleitoral. Fez uma campanha aguerrida, com os traços da sua juventude e da sua ousadia, pelos quais pagou o preço de quem se torna uma ameaça nos espaços de poder. Mesmo sob fogo cerrado de adversário, conseguiu, com seu estilo arrojado de campanha, criar uma marca política que certamente lhe servirá de identidade para eleições futuras. Teve o apoio do governador Flávio Dino e do vice-governador Carlos Brandão, mas em nenhum momento se mostrou um candidato fraco e dependente desse apoio. Ao contrário, ao invés de abusar desse apoio, foi à luta para justificá-lo. Seu adversário foi eleito com base num lastro bem maior, construído a partir da derrota de 2016, mas qualquer avaliação isenta certamente concluirá que o candidato do Republicanos saiu das urnas bem maior do que entrou.

 

Flávio Dino parabeniza os 217 prefeitos eleitos e manda recado sobre 2022

Flávio Dino votou fazendo campanha pela liberdade de do ex-presidente Lula

Apontado por muitos como perdedor nas eleições municipais, principalmente pelo resultado da disputa em São Luís, na qual apoiou o candidato Duarte Jr., o governador Flávio Dino divulgou mensagem aos 217 prefeitos e prefeitas eleitos do Maranhão, sem citar nomes. Com ar de descontração e falando com a segurança de sempre, Flávio Dino mandou três recados muito claros, dois de natureza institucional, e outro de tom político. O primeiro: não diferencia o prefeito de São Luís do de Pedro de Rosário, declarando que todos terão portas abertas no Governo, que está pronto para ouvir e ajudar no que for possível. O segundo: a chave da boa gestão está na honestidade, enfatizando que, com boas ideias, poucos recursos podem render bons resultados. E o terceiro, de teor político, ao declarar, enfaticamente, que ele “e o vice-governador Carlos Brandão, estamos à disposição para ouvir a todos”, um recado direto ao senador Weverton Rocha (PDT) de que o palácio dos Leões já fez sua escolha para 2022. Segue a íntegra da mensagem:

“Dirijo essa mensagem inicialmente a todos e todas que foram candidatos e candidatas nessas eleições. Parabéns. Vocês contribuíram para que tenhamos um país melhor. Ao colocarem seus nomes ao julgamento popular, vocês fortaleceram a base da nossa democracia. Eleições livres e periódicas.

Cumprimento especialmente os que se elegerem nas 217 cidades do Maranhão. Desejo que consigam colocar boas ideias em prática, sempre lutando pelos interesses coletivos. Todos e todas podem contar com o Governo do Maranhão. Nesses seis anos, apesar de tantas crises, já executamos milhares de obras. Ampliamos serviços públicos e marcamos presença em todas as cidades do nosso estado.

Eu, o vice-governador Carlos Brandão, secretários de Estado, presidentes de órgãos públicos, estamos à disposição para ouvir a todos, e atender no que for possível. 2021 será um ano muito difícil para o Brasil. Porém, unidos, trabalhando em convergência, podemos fazer mais. Queremos fazer parcerias, acordos convênios, para somar esforços, notadamente na temática social, que é o principal foco do nosso Governo.

Nesses dois anos que ainda temos muito trabalho à frente do Governo do Estado. Até a próxima eleição estadual, podemos fazer muito. Com honestidade, escolha de prioridades justas, o dinheiro público, mesmo que escasso, gera extraordinários resultados. Desejo sorte e sucesso aos eleitos e às eleitas.

Que tenham muita fé em Deus e vontade de servir à população”.

São Luís, 30 de Novembro de 2020.

Ludovicenses vão decidir o futuro imediato de São Luís entre Eduardo Braide e Duarte Jr. Júnior  

 

Eduardo Braide e Duarte Jr. travaram debate de bom nível, mesmo com ataques

Os 699 mil eleitores de São Luís, que representam mais da metade dos seus 1,1 milhão de habitantes, têm, neste Domingo (29), uma decisão difícil para tomar nas urnas: escolher o novo prefeito da Capital entre o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), que foram mandados para o 2º turno como os mais votados entre os 10 candidatos que participaram do 1º turno. São dois políticos jovens, de origens diferentes e com personalidades distintas, distanciados também no que diz respeito aos campos partidários nos quais militam. Eduardo Braide é candidato assumido desde fevereiro de 2019, quando assumiu mandato de deputado federal com uma avalanche de votos na cidade. Duarte Júnior está em campanha desde 2019, quando assumiu seu mandato de deputado estadual, tendo sido o candidato mais votado na Capital. Os dois fizeram campanhas politicamente corretas no campo das propostas, mas também com uma face pouco saudável na troca de acusações. Bons de voto, chegam ao ponto final politicamente legitimados, tecnicamente qualificados e moralmente autorizados.

Eduardo Braide, 44 anos, é advogado e tem como marca a ação calculada, bem pensada. Entrou na vida pública pelas mãos do pai, o ex-deputado Carlos Braide, que presidiu a Assembleia Legislativa na década de 1980. Com pouco mais de 30 anos, Eduardo Braide presidiu a Caema por 14 meses no Governo de José Reinaldo Tavares, e depois foi secretário de Orçamento Participativo da Prefeitura de São Luís na gestão de João Castelo (PSDB), somando dois anos e meio de experiência administrativa plena. No campo parlamentar, se elegeu deputado estadual em 2010 e se reelegeu em 2014, tendo sido líder do Governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa. Filiado ao PMN, rompeu com o governador Flávio Dino para ser candidato a prefeito de São Luís em 2016 contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que se reelegeu. Em 2018 Eduardo Braide se elegeu deputado federal com mais de 140 mil votos em São Luís.

No campo político, Eduardo Braide atua de maneira independente e faz oposição ao Governo Flávio Dino. Como candidato a prefeito, conseguiu juntar, no 1º turno, o PSDB, comandado pelo senador Roberto Rocha e as três correntes remanescentes do Grupo Sarney: o MDB, liderado pelo deputado Roberto Costa; o PSD, presidido pelo deputado federal Edilázio Júnior; e o PSC, controlado pelo deputado federal Aluízio Mendes. No 2º turno, além desses, ganhou o apoio do DEM, que teve como candidato o deputado estadual Neto Evangelista, e de parte do PDT, com o incentivo discreto, mas efetivo, do senador Weverton Rocha, que se declarou neutro. Se eleito, Eduardo Braide contará com o suporte do Governo Bolsonaro, e do apoio político desses segmentos, que lhe podem abrir portas em Brasília, mas que representam a base da oposição ao governador Flávio Dino.

Duarte Júnior, 34 anos, é advogado e professor de Direito, tendo como marca a ousadia, a disposição para enfrentar desafios. Entrou na vida pública com menos de 30 anos pelas mãos do atual secretário Felipe Camarão (Educação), ganhando o comando do Procon, onde fez uma revolução, tornando-o um órgão de fiscalização, estadualizado, atuante e eficiente. Diante do seu desempenho surpreendente, o governador Flávio Dino entregou-lhe também o Viva Cidadão. Ali, Duarte Júnior fez outra revolução: modernizou o órgão, melhorou a qualidade dos serviços e os levou a dezenas de municípios. Aplaudida por muitos e criticada por alguns, que o acusam de ser midiático, sua atuação à frente do Procon-Viva Cidadão, levada ao conhecimento de milhares e milhares pelo uso inteligente que ele faz das redes sociais, o cacifou como deputado estadual eleito em 2018 pelo PCdoB com a segunda maior votação, sendo que foi  a maior votação dada a um candidato a deputado estadual em São Luís.

Na seara política, Duarte Júnior é integrante destacado do grupo mais próximo do governador Flávio Dino. Iniciou vida partidária no PCdoB, pelo qual se elegeu deputado estadual. Na Assembleia Legislativa, teve atuação marcada por confrontos, exatamente por haver enfrentado “medalhões” da Casa, como o deputado César Pires (PV), por exemplo, e Neto Evangelista (DEM), que se tornou seu inimigo visceral durante a campanha do 1º turno. Duarte Júnior tentou ser candidato pelo PCdoB, mas o deputado federal Rubens Júnior já estava escalado. Conseguiu autorização para deixar o partido e ingressou no Republicanos com o aval do vice-governador Carlos Brandão e o apoio do governador Flávio Dino, que ficou de fora no 1º, apoiando discretamente o candidato do PCdoB. Agora, conta com o apoio aberto e expresso do ex-candidato do PSB, deputado federal Bira do Pindaré e o do governador Flávio Dino, que assumiu seu voto e fez campanha aberta. Se chegar ao Palácio de la Ravardière, terá portas abertas no Palácio dos Leões.

Com Eduardo Braide, São Luís terá uma gestão ajustada, centralizada, com o prefeito tendo o pleno controle da máquina e com foco na Saúde. Com Duarte Júnior, a Capital viverá um período de intensa movimentação, inovação, com foco na prestação de serviços.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Debate na TV Mirante: Braide e Duarte Jr. travaram o melhor combate de toda a campanha

Depois do confronto, o afago das esposas, sob o olhar do mediador Clóvis Cabalau

Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos) travaram ontem, na TV Mirante, horas depois de a emissora haver divulgado pesquisa do Ibope dando 50% de intenções de voto para o primeiro e 42% para o segundo, o melhor embate dos realizados na campanha do 2º turno. Mais descontraídos e mais propositivos do que nos outros encontros, os dois candidatos discutiram propostas e trocaram farpas, mas nada do que não já tivesse sido dito um ao outro. Eduardo Braide manteve a serenidade de sempre. Duarte Júnior exercitou sua ousadia mais uma vez. Ambos reafirmaram suas propostas, e mantiveram a linha mesmo nos momentos de maior tensão. Nenhuma palavra ofensiva além do adjetivo “mentiroso” foi pronunciada. Os dois mostraram que estão preparados para comandar a maior e mais importante cidade do Maranhão.

Sobre as proposições para Saúde, Educação, Transporte Público, Infraestrutura e Cultura, os candidatos repetiram integralmente as propostas apresentadas durante a campanha. Eduardo Braide foi mais conservador e menos impetuoso, cuidando de passar uma imagem de equilíbrio e confiança, reforçando a imagem de benfeitor na área de Saúde, principalmente como parlamentar. Duarte Júnior foi mais impetuoso, fez um discurso mais inovador e não tergiversou, passando mais segurança do que nos debates anteriores, usando muito bem o lastro que construiu no Procon/Viva Cidadão, onde indiscutivelmente deixou uma marca forte como gestor.

Os dois coincidiram num ponto crucial. Eduardo Braide disse que se eleito for procurará o Governo do Estado e o Governo Federal em busca de parcerias. Duarte Júnior disse a mesma coisa, com a diferença de que fez questão de ressaltar a aliança que já mantém com o governador Flávio Dino, e avisou que vai usar todos caminhos, incluindo o canal do seu partido, o Republicanos, para chegar às fontes de recursos do Governo Federal.

Enfim, os dois candidatos deram seus recados da melhor maneira possível, coroando uma das campanhas mais emocionadas à Prefeitura de São Luís nos últimos tempos.

Em Tempo: O debate da TV Mirante foi bem sucedido. Bem planejado, deu espaço para os candidatos se enfrentarem sem restrições. E com o detalhe: o jornalista Clóvis Cabalau fez a mediação com segurança e eficiência, tornando definitivamente desnecessária a presença de medalhões globais para comandar esses eventos.

 

Gestão de Edivaldo Holanda Jr. é criticada por candidatos, mas ele faz de conta que não ouve

Poupada durante a campanha do 1º turno e em parte do 2º turno, a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) foi alvo de pancadaria verbal por parte de Eduardo Braide e Duarte Jr.. Não foram críticas  agressivas. Foram observações duras sobre a situação das quase 270 escolas do município, muitas delas sem água, sem banheiros, com problemas no teto e nas portas. Eduardo Braide disse que vai ter de conseguir dinheiro para reformá-las. Nenhuma reação, o que significa dizer que o prefeito vai continuar calado e entregar o bastão ao seu sucessor, independentemente dos ataques que vem recebendo dos candidatos.

São Luís, 28 de Novembro de 2020.