Atuação desastrosa do PDT em São Luís coloca em xeque o leque de vitórias recentes de Weverton contra Brandão

 

Weverton Rocha: bom desempenho no Senado, credenciado para disputar o Governo, mas com altos e baixos no comando do PDT estadual

Algumas avaliações estão tentando cravar na crônica política estadual o registro de que nas três batalhas recentes da guerra prévia pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) – as disputas para a Prefeitura de São Luís, para a presidência da Câmara Municipal e para o comando da Famem -, o senador Weverton Rocha (PDT) derrotou o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos). Sem levar em conta as diferenças e as circunstâncias de cada um desses eventos, as avaliações causam a impressão de que o senador e presidente estadual do PDT se move no tabuleiro político arrebatando os troféus de todas as disputas em que está direta ou indiretamente ligado. Nos três casos relacionados, a vantagem mais clara do senador se deu na Famem, com a reeleição do presidente Erlânio Xavier, seu operador mais fiel, numa eleição bem disputada, da qual os perdedores saíram de cabeça erguida. Na Câmara Municipal, o vereador Osmar Filho (PDT) só foi eleito de novo presidente porque o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que tinha poder de fogo para eleger o presidente, resolveu mimar o PDT costurando um consenso, retribuindo assim o apoio que dele recebeu no segundo turno. O vice-governador tentou estimular uma disputa, mas errou no cálculo.

Na disputa para a Prefeitura da Capital, o senador Weverton Rocha conduziu o PDT e a aliança dele com o DEM a um desastre monumental. Tanto que o candidato da aliança, o jovem e aguerrido deputado estadual Neto Evangelista, não conseguiu chegar ao segundo turno. O líder pedetista tentou compensar o tombo apoiando Eduardo Braide, que venceu a eleição e deu aos pedetistas a falsa sensação de vitória. Esfriados os ânimos e feitas as contas, o fato real é que um erro de cálculo do senador levou o partido criado por Jackson Lago, que estava no comando de São Luís, quase a desaparecer do mapa político da Capital, depois de quase três décadas de domínio absoluto.

Para começar, numa decisão inacreditável para muitos membros do partido, Weverton Rocha resolveu que o PDT não lançaria candidato à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr.. Com isso, abriu mão de tentar manter seu partido no comando da maior Prefeitura do Maranhão e, mais surpreendente, para tentar entregá-la ao DEM, uma força duramente combatida pelo chamado “PDT de raiz”. O erro estratégico ganhou força com o fato de o senador não haver dialogado com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que considerou a escolha “inaceitável”, se recusou a apoiá-lo e se distanciou da disputa. Sem oposição dentro do partido, Weverton Rocha consolidou o projeto de entregar a Prefeitura de São Luís ao DEM, levando o PDT a participar da sucessão municipal na condição de mero coadjuvante, ao indicar a assistente social e militante pedetista Luzimar Lopes candidata a vice.

As urnas confirmaram o desastre que foi a estratégia do comandante do PDT em São Luís: numa só tacada, o partido perdeu o poder de administrar uma máquina que alcança 1,2 milhão de ludovicenses, 700 mil deles eleitores, não conseguindo sequer a vaga de vice. Não ficou aí: só elegeu três vereadores – Osmar Filho e Raimundo Penha, reeleitos com votações menores do que em 2016, e o novato Nato Jr.. Focado na guerra sucessória estadual e certo de que a eventual eleição de Duarte Jr. fortaleceria o vice-governador Carlos Brandão, o senador não titubeou: sem levar em conta o fato de que esse movimento atingiria a malha partidária tecida pelo governador Flávio Dino, mobilizou o que restou do PDT e o colocou a serviço da candidatura de Eduardo Braide, que, até onde é sabido, não assumiu qualquer compromisso para 2022. Assim, no dia 1º de Janeiro, o PDT entregou, sem luta, sua joia mais preciosa, a Prefeitura de São Luís, ao Podemos, encerrando uma era de domínio político na Capital.

Não há algo parecido na crônica das vitórias e derrotas políticas recentes do Maranhão.

É consenso que, aos 41 anos, o senador Weverton Rocha é o político mais ativo, arrojado e bem-sucedido da sua geração no Maranhão. Comanda um partido de peso, faz um mandato senatorial produtivo nos vieses legislativo e político, e, com atuação forte, reúne todas as condições para entrar na disputa com cacife para ser o próximo governador do Maranhão. Os dois milhões de votos que recebeu para o Senado indicam essa evidência. Nessa contabilidade positiva no geral há, porém, baixas expressivas. Se de um lado saiu das eleições com 45 prefeitos e cerca de 300 vereadores, de outro sofreu perdas irreparáveis, como a máquina de São Luís – que sozinha equivale a mais da metade desses municípios conquistados -, e a importante e estratégica Prefeitura de Codó, por exemplo. Além disso, a legenda só tem hoje um deputado federal (Gil Cutrim), e só quatro dos seis deputados estaduais que elegeu em 2018.

Qualquer avaliação isenta, sem a pressão do partidarismo, certamente mostrará que, eleitoralmente, na disputa pela Prefeitura de São Luís o desempenho do lado do vice-governador Carlos Brandão foi bem melhor do que o do senador Weverton Rocha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Estudo da Fiocruz mostra que o Maranhão é o estado que melhor combate a pandemia

O Maranhão é o estado brasileiro com menor número de mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes. A informação chegou ao público por uma pesquisa realizada pela Fiocruz, a mais renomada instituição de pesquisa farmacológica do País. O estudo tem como base o cálculo aplicado pelos organismos que monitoram a doença no país. No levantamento, o Maranhão está em último lugar na escala de mortes, sendo o Rio de Janeiro colocado em primeiro lugar.

O que a pesquisa da Fiocruz mostra é o resultado da decisão política de enfrentar a pandemia como prioridade e com determinação tomada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) quando o problema começava a ganhar corpo em fevereiro do ano passado. Essa tomada de posição permitiu que o Governo do Maranhão planejasse e colocasse em prática um eficiente conjunto de ações para controlar a propagação da doença e atender com bons resultados maranhenses infeccionados, além, é claro, do engajamento dos profissionais de Saúde do Maranhão.

Grande responsável pelo bom desempenho do Maranhão no combate ao novo coronavírus, o governador Flávio Dino atribuiu a maior fatia do bom resultado à dedicação de todos os profissionais da saúde do estado e municípios, neste cenário de combate à doença. “Mais uma vez, cumprimento as equipes da Secretaria de Saúde do Estado e dos municípios e, especialmente, os nossos profissionais de saúde pelo desempenho”, disse o governador.

No Maranhão, já foram registrados 203.156 casos da doença, sendo 4.549 óbitos e mais de 489,9 mil testes realizados pelo Governo do Maranhão. A Fiocruz usou dados relativos ao final do ano passado e dos primeiros dias deste ano. Para a pesquisa foram utilizados todos os dados de óbitos notificados em 2020, com correção do atraso de notificação e previsão para a primeira semana de 2021. Essas informações justificam plenamente o fato de o Maranhão estar recebendo pacientes amazonenses infectados, num movimento de solidariedade que faz a diferença diante da situação calamitosa em que aquele estado foi mergulhado.

 

Flávio Dino reassume e foca na campanha de vacinação

Flávio Dino: foco na vacina

O governador Flávio Dino está de vota ao comando do Estado. Depois de alguns dias de férias, que gozou apesar dos tremores que movimentaram a base política do seu Governo, causados pela medição de força entre o governador em exercício Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, que tentam demarcar terreno na corrida sucessória. O governador não está indiferente a esse cenário político marcado por alguma tensão e muito “dissenãodisse”, mas o seu foco será criar as condições para o início da vacinação, que deve ocorrer durante esta semana. A julgar pelo destrambelho que vem sendo a condução do plano nacional de vacinação pelo Ministério da Saúde, é provável que o governador reforce o pedido que fez ao Supremo Tribunal Federal para autorizar os governos estaduais possam comprar as suas próprias vacinas, sem abrir mão das que estão sendo adquiridas pelo Governo Federal.

São Luís, 17 de Janeiro de 2021.

5 comentários sobre “Atuação desastrosa do PDT em São Luís coloca em xeque o leque de vitórias recentes de Weverton contra Brandão

  1. Vc é um tremendo pelego. Como jornalista um zero a esquerda. Seja coerente em suas opiniões, defende esse desgoverno com unhas e dentes. Lasmantável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *