Em data histórica, vacina contra a Covid-19 chega ao Maranhão coroando a luta contra a pandemia

 

Flávio Dino ao lado de Egle Martins na contagem regressiva para a primeira dose; Egle Martins recebe a primeira dose e os cumprimentos de Flávio Dino, observada por Carlos Lula, e Fabiana Guajajara faz história ao receber a segunda dose

“É uma grandiosa conquista, um grande passo, mesmo que falte muito. Mesmo que os raios de sol ainda despontem muito tênues no horizonte, eles existem”, declarou ontem, em tom emocionado, o governador Flávio Dino (PCdoB) após testemunhar a aplicação de primeira dose da vacina Coronavac no Maranhão, recebida pela técnica em enfermagem Egle Martins, pouco depois das 20hs, marcando assim o início da campanha de imunização contra a Covid-19 no estado. As outras quatro pessoas vacinadas no evento no Palácio dos Leões foram a médica infectologista Conceição de Maria Pedroso e Silva de Azevedo, a enfermeira Sônia Maria Carvalho de Matos, o fisioterapeuta Henrique Lott Carvalho Novaes Sobrinho e a indígena da reserva Arariboia, Fabiana Guajajara.

O ato desse 18 de Janeiro foi o ápice da guerra travada contra o novo coronavírus pelo Governo do Maranhão,  A campanha foi deflagrada pelo governador Flávio Dino pouco depois de o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, desembarcar em São Luís trazendo a bordo de um jatinho as primeiras 164 mil doses do imunizante para serem distribuídas nos 217 municípios, a começar pela Capital, que deve iniciar hoje a sua campanha a contra o coronavírus aplicando as 12 mil doses que recebeu ontem à noite mesmo. A estimativa é que a vacina esteja em todas as cidades do Maranhão até amanhã (20), para serem distribuídas nas 2.124 salas de vacinação em todo o estado, sendo possível aumentar esse número para 2.500. A vacina será distribuída no Maranhão por três aviões, três helicópteros e 30 automóveis, numa corrida por ar e terra nesta terça-feira (19). O transporte por terra terá a companhia de escolta policial.

Foi um momento tomado pela emoção, não só pelo fato em si, mas por tudo o que os maranhenses, a começar pelos membros do Governo ligados à área de Saúde, passaram para que se chegasse ao caminho da superação. Usando um colete azul do SUS, o governador Flávio Dino agradeceu principalmente o pessoal do SUS, cujo trabalho salva milhões, e declarou ter “um oásis de alegria num imenso vale de lágrimas”. Visivelmente cansado e fortemente emocionado, o secretário Carlos Lula não segurou a emoção e, chorando, agradeceu os esforços feitos pelos profissionais da Saúde, “que nos permitiram chegar aqui”, acrescentando que a vacina “é um mecanismo seguro e eficaz que vai nos permitir vencer a doença”.

Os cinco vacinados externaram alegria e agradecimento. Ao entrar para a História como a primeira imunizada, a técnica em enfermagem Egle Martins declarou: “É gratificante ter a oportunidade de ajudar o próximo, que é o bem maior que temos que fazer”. A indígena Fabiana Guajajara cantou uma música no dialeto tupi em referência ao momento da imunização: “Vacinar é preciso para continuar existindo”.  A médica Conceição Pedroso declarou: “A gente vê o SUS se agigantando, mostrando que é capaz para absorver todo esse atendimento. Hoje eu tenho um respeito muito maior pelo SUS”. Já o fisioterapeuta Henrique Lott disse que “um fio de esperança veio com essa vacina, o que vem agregar ainda mais a luta que nós, profissionais da saúde, fizemos contra o coronavírus”. E a enfermeira Sônia Matos ressaltou que a vacina “é de suma importância, é a vida”.

A chegada da vacina ao Maranhão é um marco histórico que destranca os portões que vêm mantendo a vida normal sufocada pela pandemia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhão se preparou para como deveria para a fase da vacinação

Ao contrário do Governo Federal, que vem dando demonstrações diárias de despreparo e até mesmo de irresponsabilidade, o Governo do Maranhão enfrenta a pandemia com racionalidade e planejamento desde o primeiro momento. Tanto que duas semanas atrás já tinha pronto o plano estadual de vacinação, com todas as etapas definidas.

Nesta primeira etapa, serão três fases nesta etapa. Na primeira fase, serão vacinados profissionais da saúde, pessoas de 75 anos ou mais, idosos que moram em asilos, grupos em situação de rua, indígenas e ribeirinhos e quilombolas. Na segunda fase, os idosos de 60 a 74 anos. E na terceira fase, as pessoas com diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, com anemia falciforme, câncer, e com obesidade grave.

A previsão é a de que nas três fases da primeira etapa sejam imunizadas 1 milhão 750 mil pessoas, num processo ainda sem data definida para terminar. Os demais serão vacinados após essa fase, em cronograma também a ser definido em conjunto com o Ministério da Saúde.

Além criar as condições adequadas para garantir eficácia na campanha de vacinação, o Governo do Maranhão está entregando quatro milhões de seringas e agulhas para os municípios usarem na primeira fase da vacinação. “A Prefeitura de São Luís já nos pediu no domingo que entregássemos seringas, agulhas e luvas. Faremos isso para a Prefeitura de São Luís e todas aquelas que estão nos pedindo”, declarou o governador Flávio Dino.

 

Flávio Dino teve papel importante na pressão por vacinas

Embora as seis milhões de doses da vacina Coronavac distribuídas ontem para todo o País sejam, de fato, frutos dos esforços e do planejamento comandados pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem o controle do prestigioso Instituto Butantan, o governador Flávio Dino foi um dos governadores que mais se anteciparam, de maneira planejada, com o objetivo de buscar uma vacina. Ainda no ano passado, abriu negociações com o Instituto Butantan para comorar a vacina Coronavac e com a Fiocruz, tentando ali conseguir suprimentos da vacina Oxford-AstraZeneca, e ainda com autoridades russas em busca da vacina Sputnik.

Partiu do governador do Maranhão a iniciativa de pedir ao Supremo Tribunal Federal respaldo legal para que governos estaduais pudessem adquirir vacinas na hipótese de as ações do Governo Federal nesse sentido fossem – como estão sendo – lentos e marcadas por trapalhadas. A Advocacia Geral da União entrou em campo para evitar que o pedido do governador maranhense fosse acatado.

Essas e várias outras iniciativas serviram para manter o presidente da República e o ministro da Saúde sob pressão, evitando assim a acomodação de ambos.

Em Tempo: As informações da Coluna foram extraídas de material divulgado pela Assessoria de Comunicação do Governo do Estado

São Luís, 19 de Janeiro de 2021.

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