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Escutec: Roseana lidera com folga, Weverton estaciona em 2º e Edivaldo Jr. e Brandão brigam pelo 3º lugar

 

Roseana Sarney, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Carlos Brandão e Roberto Rocha acima de 10%, e Lahesio Binfim, Josimar de Maranhãozinho, Simplício Araújo e Felipe Camarão: abaixo de 10%, segundo pesquisa Escutec divulgada ontem por O Estado

Vista pela ótica de quem apenas a comparou com outros levantamentos feitos no último ano, a nova pesquisa Escutec sobre a corrida ao Palácio dos Leões, divulgada ontem por O Estado, é, grosso modo, uma repetição do conteúdo das pesquisas que a antecederam. A exatamente um ano das eleições, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) aparece liderando, com folga expressiva, a corrida em todos os cenários, seguida do senador Weverton Rocha (PDT), do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), do senador Roberto Rocha (sem partido), do prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (sem partido) e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL). E com um dado que chama a atenção: são baixos os percentuais dos que não sabem e dos que rejeitam todos eles. E outro detalhe tão ou mais importante no caso: O Estado não divulgou uma informação essencial para se medir o cacife dos pré-candidatos: os percentuais de rejeição.

Avaliando apenas os cenários das intenções de voto, Roseana Sarney ganhou bons motivos para mergulhar em reflexões sobre o drama político-shakespeariano de ser ou não ser candidata pela sexta vez ao Palácio dos Leões -, lembrando das três vitórias (1994, 1998 e 2010) e duas derrotas (2006 e 2019) nas cinco eleições para governador que disputou até aqui. Os percentuais dos três cenários objetivos da pesquisa Escutec (26% no que reúne nove potenciais candidatos; 30% com os cinco mais visíveis; e 34% com os mesmos, menos Edivaldo Holanda Jr., certamente motivam a ex-governadora a refazer seus cálculos políticos e a repensar sua anunciada pré-candidatura à Câmara Federal. O freio para esse movimento deve ser o percentual de rejeição, que superou os 49% nas outras pesquisas, mas que agora está mantido em segredo.

O senador Weverton Rocha deve ter sido surpreendido pelos cenários encontrados pelo Escutec. Com uma pré-campanha arrojada, realizando grandes eventos de lançamento em municípios estratégicos, além de uma forte campanha promocional do seu desempenho no Senado, o pedetista se manteve no mesmo patamar de 20%, quando o esperado era um salto que o levasse a ganhar a dianteira ou, pelo menos, a um empate técnico com Roseana Sarney. O segundo lugar é uma boa posição na perspectiva de que a ex-governadora confirme o projeto de ser deputada federal, mas é incômodo e cercado de riscos no caso de ela resolver disputar o Governo. Tranquiliza o pré-candidato pedetista o fato de os seus demais concorrentes não terem também avançado, o que lhe dá espaço para os necessários ajustes na sua pré-campanha.

Entre as informações levantadas pela pesquisa Escutec, uma das mais interessante é a medição de forças entre o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. e o vice-governador Carlos Brandão, com o primeiro à frente em dois cenários nos quais ambos estão tecnicamente empatados, rigorosamente dentro do limite da margem de erro que é de 2%: no primeiro Edivaldo Jr. com 12% e Carlos Brandão com 10%, e no segundo Edivaldo Jr. com 14% e Carlos Brandão com 12%. E num cenário sem Edivaldo Jr., Carlos Brandão vai a 15%, atrás de Weverton Rocha, que aparece com 23%. Os números sugerem que, se Weverton Rocha não avançar no esforço para se aproximar de Roseana Sarney, corre o risco de ser ameaçado por um deles. E nesse contexto, vale destacar que o senador Roberto Rocha está na briga pela terceira posição, ora com 11%, ora com 9%, podendo ser indicativo de que ele tem potencial para crescer.

A pesquisa Escutec não encontrou mudança no bloco de trás. O prefeito Lahesio Bonfim (com 5% no cenário geral e 7% em outro) e o deputado Josimar de Maranhãozinho (com 3% no cenário com todos os nomes postos e com 6% e 7% em outros dois) estão medindo forças, enquanto Simplício Araújo aparece com 4% no cenário geral, à frente de Josimar de Maranhãozinho (4%), juntamente com Felipe Camarão (2%) num desenho em que aparentemente não têm chance de reverter.

Em resumo, a exatamente um ano da eleição, com nove nomes na estrada, mas com diferentes graus de envolvimento, pode-se dizer, com alguma segurança, que a corrida está absolutamente indefinida.

Em Tempo: Contratada pelo jornal O Estado, a pesquisa Escutec ouviu 1.400 eleitores no período de 23 a 30 de Setembro, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e está registrada na Justiça Eleitoral.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino lidera sem sombra a corrida ao Senado

Flávio Dino tem mais de o dobro das intenções de voto de Roberto Rocha e Josimar de Maranhãozinho para o Senado

Também sem surpresa os números da pesquisa Escutec para o Senado. O governador Flávio Dino (PSB) lidera com 44% das intenções de voto, quase o dobro do percentual de 23% dados ao senador Roberto Rocha (sem partido), e muito distante de Josimar de Maranhãozinho, que aparece com 7%. A vantagem do governador Flávio Dino é tão elástica que, mesmo que os 11% de que não souberam ou não quiseram responder fossem transferidos para Roberto Rocha ou para Josimar de Maranhãozinho, em nada alteraria o cenário prévio dessa disputa. Vale registrar que 15% responderam que não votariam em nenhum dos três nomes. Todas evidências sugerem que o governador tem lastro político e prestígio eleitoral para manter essa posição. O senador Roberto Rocha se mostra um adversário com algum lastro, mas é quase inexistente a hipótese ele venha encarar esse embate, uma vez que, mesmo sem que tenha feitio qualquer declaração nesse sentido, sua inclinação parece ser pelo Palácio dos Leões. Josimar de Maranhãozinho, por sua vez, mesmo controlando três partidos e de ser hábil no jogo eleitoral, parece não ter a menor chance de entrar numa disputa majoritária nessas eleições.

 

Numa disputa polarizada, Lula vence Bolsonaro sem esforço no Maranhão

Lula da Silva tem quase o dobro das intenções de voto de Jair Bolsonaro

A Pesquisa Escutec publicada na mais recente edição de O Estado reafirma a inclinação da maioria do eleitorado maranhense pelo ex-presidente Lula da Silva (PT) na corrida presidencial. Dele aparece com 51% das intenções de voto contra 28% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), num indicativo claro que, caso eles venham a se enfrentar, como indicam as previsões, o petista tende a derrotar o atual presidente com vantagem esmagadora. Os números confirmam que, como acontece no restante do País, a disputa pelo Palácio do Planalto está fortemente polarizada, não sobrando espaço para candidatos domo Ciro Gomes (PDT), que aparece com 7% das preferências, para o ex-ministro Sérgio Moro (sem partido), preferido de 3%, nem para nomes como Guilherme Boulos (PSOL), João Amoedo (Novo), Eduardo Leite (PSDB) e Henrique Mandetta (DEM), todos com 1% de intenção de voto.

São Luís, 03 de Outubro de 2021.

Flávio Dino mantém método de escolha e candidato será escolhido provavelmente em Novembro

 

Sem maior preocupação com os boatos a respeito da escolha do candidato à sua sucessão, o  governador Flávio Dino firmou ontem  com seu colega João Doria (PSDB) Acordo de Cooperação entre Maranhão e São Paulo em Ecossistema e Biotecnologia

Quem apostou que o governador Flávio Dino (PSB) se dobraria a pressões para precipitar o processo de escolha do candidato do grupo por ele liderado ao Governo do Estado – desrespeitando o compromisso firmado pelos partidos da aliança governista formalizando que o nome será escolhido pelo grupo e não por ele, governador -, fez leitura equivocada do processo e perdeu feio. A Coluna apurou que o governador, ao contrário, conserva inalterado o método da escolha definido com os partidos, mantém a data da definição – provavelmente no final de Novembro -, e que não será uma escolha individual, dele, mas do grupo. Ou seja, driblando as pressões, que se avolumam a cada dia, algumas delas agressivas, o governador vai seguir à risca o documento firmado pelos partidos no início do ano.

Na edição de Quarta-Feira (29), RepórterTempo registrou que, diferentemente do que vêm afirmando alguns aliados de proa de pré-candidatos, está seguindo à risca o acordo firmado com os partidos e os pré-candidatos. E atribuiu rumores e boatos sobre sua posição a “muita ansiedade desnecessária”, como vem demonstrando parte da blogosfera.

O método de escolha do candidato a governador é simples: consulta aos partidos e posição em pesquisas para medir a inclinação dos eleitores, entre outros critérios. Além disso, está firmado que haverá consenso em torno do escolhido por esse conjunto de fatores, e que quem não foi escolhido apoiará o candidato definido pelo grupo. O processo definido no acordo se completará com a data da escolha, que deverá ocorrer “provavelmente no final de Novembro”, conforme declarou o próprio governador reiteradas vezes. Os aliados mais afoitos dos candidatos fazem de conta que não admitem, mas nos bastidores reconhecem que o processo está em curso.

Não há até aqui uma só situação em que o governador Flávio Dino tenha contrariado o acordo firmado com os partidos. Ele se reúne periodicamente com os pré-candidatos, para avaliar o processo e quebrar uma ou outra aresta – o que é natural num jogo de tensões como esse. E tem feito questão da presença dos pré-candidatos nos eventos que promove, como inauguração de obras do Governo, por exemplo, em São Luís e no interior. Nesse contexto, estimula o debate político dentro do grupo e incentiva aliados com potencial a se movimentar e a ocupar espaços no cenário político.

Com a delegação de coordenador desse processo, Flávio Dino tem atuado de maneira republicana, não aceitando as tentativas de se limitar o número de pré-candidatos à sua sucessão. Ele tem dado mostras de que não aceita a inibição do bom e necessário debate dentro do grupo, que é politicamente heterogêneo e via de regra não chega a consensos rápida e facilmente. Um exemplo é que não fez qualquer restrição ao fato de vários líderes da aliança partidária que comanda terem antecipando suas preferências com uma antecedência nada comum se levada em conta a dinâmica do processo política.

O senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o secretário Simplício Araújo (Solidariedade) e nomes que sobem e descem de acordo com as marés da política em tempos pré-eleitorais – como Felipe Camarão (PT), por exemplo -, estão jogo e sabem que o governador Flávio Dino não quebrará o acordo firmado sem que seja forçado a uma tomada deposição fora do roteiro acordado.  Todos vêm usando os instrumentos que dispõem para convencer seus aliados e o eleitorado da viabilidade dos seus projetos de candidatura. Cada um a seu modo se movimentas para mostrar que tem potencial e condições de vencer nas urnas adversários ainda imprecisos.

E apesar das escaramuças, das ciladas e das provocações ocorridas até aqui e que geraram alguns incômodos, e das gigantescas diferenças de poder de fogo entre os pré-candidatos, é visível que o governador Flávio Dino avalie que a corrida ao posto de candidato da base governista à sua sucessão segue dentro do previsto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Joaquim Haickel deixa a Secomzinha e volta aos negócios, ao cinema, à política e à agitação cultural

Joaquim Haickel não é mais porta-voz do prefeito de São Luís, Eduardo Braide

O empresário cineasta, escritor e agitador cultural Joaquim Haickel não mais integra a equipe do prefeito Eduardo Braide (Podemos) da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Luís. Independentemente de ter havido ou não um motivo específico para a saída, muitos dos que o conhecem e estranharam ter ele aceitado cargo, previam que, por uma série de motivos, sua permanência à frente da chamada Secomzinha seria efêmera. Durou nove meses, muito tempo. Joaquim Haickel é um homem de múltiplas atividades, atuando como empresário em diversas áreas, produzindo roteiros e dirigindo filmes e documentários de elevada qualidade, escrevendo comentários provocativos, às vezes ácidos e explosivos, sobre política e na seara cultural, e se dedicando intensamente à nobre tarefa de consolidar a Fundação Nagib Haickel, dando atenção ao seu principal rebento: o Museu de Áudio Visual do Maranhão (Mavam). Poucos acreditaram que ele se afastaria dessas frentes de ação contínua para se dedicar integralmente à tarefa de cuidar da imagem do prefeito Eduardo Braide e sua gestão. Não foi, portanto, surpreendente a sua saída nove meses após a posse. Um dos principais colaboradores políticos do então candidato a prefeito de São Luís, com participação importante na campanha, é provável que Joaquim Haickel permanece como conselheiro informal do prefeito da Capital, de quem é amigo também por laços familiares.

O novo titular é o jornalista Igor Almeida, secretário adjunto e que, devido à ligação profissional que mantém com o prefeito Eduardo Braide, foi alçado sem surpresa ao comando da pasta.

 

Comissão de Meio Ambiente discute gestão de resíduos sólidos em audiências em municípios

Ao lado de Socorro Waquim, Rafael Leitoa fala sobre o seu projeto em audiência

Provavelmente cumprindo a sua tarefa mais importante desde que foi criada, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa do Maranhão concluiu ontem, em Codó e Timon, a primeira etapa de audiências públicas em que está sendo discutido o Projeto de Lei 233/2015, que estabelece as regras para uma política eficiente para o tratamento dos resíduos sólidos no Maranhão, hoje descartados em lixões na esmagadora maioria dos municípios maranhenses. Sob o comando do autor do projeto e presidente da Comissão, deputado Rafael Leitoa (PDT), a mesma programação foi levada quarta-feira para as cidades de Bacabal e Pedreiras.

Em Codó e Timon, foram abordados os principais eixos da política estadual relativa ao tema e o diagnóstico do Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Participaram dos debates os deputados Rafael (presidente da Comissão), Zito Rolim (PDT), Socorro Waquim (MDB) e Betel Gomes (PRTB), além de representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, secretários municipais, vereadores, coordenadores ambientais, catadores de lixo e pessoas da comunidade.

Rafael Leitoa considerou as audiências positivas e salientou que as discussões são fundamentais, principalmente por abordar a política nacional de resíduos sólidos, o marco regulatório do saneamento e a lei dos resíduos sólidos, que estabelece o fim dos lixões em todo o Brasil. A bióloga Emanuelle Magalhães apresentou exemplos de boas práticas no tratamento de resíduos sólidos em Codó, com ênfase aos projetos de implantação de ecopontos, horta sustentável e solidária, viveiro, arborização e de placas de conscientização distribuídas em 14 pontos da cidade.

“A política de resíduos sólidos é vital para o desenvolvimento econômico do Maranhão e para o crescimento da sociedade”, afirmou Rafael, agradecendo o apoio do presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB), e informando que, na próxima semana, será definido o calendário dos próximos encontros. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa)

São Luís, 01 de Outubro de 2021.

Edivaldo Jr. inicia pré-campanha em Imperatriz tentando dar peso ao seu projeto de chegar aos Leões

 

Edivaldo Jr. com Alberto Souza entre Edilázio Jr., César Pires e Ricardo Seidel em Imperatriz, no primeiro movimento da sua pré-campanha ao Governo do Estado

O desembarque do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., ontem, em Imperatriz, dando início à sua pré-campanha como pré-candidato do PSD, pode ser considerado um indicador de que a disputa pelo Governo do Estado, que já dá sinais de acirramento com na movimentação do senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, e o vice-governador Carlos Brandão, que concorre pelo PSDB, vai ganhar forte intensidade a partir de agora. Acompanhado do presidente do PSD, deputado federal Edilázio Jr. e do seu principal operador, deputado estadual César Pires (PSD), Edivaldo Holanda Jr. começa sua maratona bem situado em pesquisas e com a certeza de que tem posição consolidada na sua principal base, São Luís. Leva na bagagem o portfólio da sua gestão de oito anos na Prefeitura da Capital, e o discurso de que está pronto para repetir a proeza em nível estadual. Antes de voar para a Região Tocantina, o pré-candidato do PSD dedicou semanas à tarefa de receber prefeitos e líderes municipais, mostrando-se animado com as conversas.

A movimentação do ex-prefeito de São Luís é um dado diferenciado da corrida aos Leões. Ele não é um outsider, está testado nas urnas depois vencer as cinco eleições que já disputou, conhece o jogo pré-eleitoral e conhece a quem está enfrentando agora, o que pode ser um diferencial importante na sua estratégia. A decisão de iniciar sua pré-campanha por Imperatriz, a partir de onde visitará mais cinco municípios da região, evidencia que o pré-candidato do PSD planejou cuidadosamente os movimentos iniciais da sua corrida às urnas e que parece determinado a não escorregar. Ele sabe que o primeiro passo é criar um suporte político com alguma consistência e que faça a ponte entre ele e o eleitorado. Essa postura é reflexo da convicção de que tem chances reais de vencer a eleição, a exemplo do que acontece com seus principais concorrentes.

Montado na experiência de quem geriu o segundo maior orçamento do estado, Edivaldo Holanda Jr. está que seus dois principais concorrentes, um senador que há tempos está na estrada que leva às urnas e um vice-governador que disputará a eleição na condição de governador e empunhando a caneta mais poderosa do Maranhão, o que os torna ossos duríssimos de roer. Certamente está programando seus passos com o máximo de realismo, uma vez que até mesmo a possibilidade de vir a ser candidato apoiado pelo MDB, por estar num partido comandado por um membro destacado da nova geração do Grupo Sarney, será um processo muito complicado, que poderá ou não dar certo.

A julgar pela pancadaria que vem agitando os bastidores das pré-campanhas de Weverton Rocha e Carlos Brandão, Edivaldo Holanda Jr., ao confirmar sua pré-candidatura, passa a ser alvo vistoso desses e dos demais pré-candidatos a governador. Eles são o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), o secretário Simplício Araújo (Solidariedade) e, provavelmente, o senador Roberto Rocha, que ainda não tem partido nem confirmou se vai mesmo brigar pelos Leões, ou se tentará continuar no Senado, nesse caso enfrentando o governador Flávio Dino (PSB). Avesso ao confronto direto e ao pugilato verbal, Edivaldo Holanda Jr. tem ciência de que o Governo do Estado não será conquistado com a troca de gentilezas e amabilidades.

“Vamos vencer!”. A declaração feita em tom de sentença pelo deputado César Pires no início da incursão de Edivaldo Holanda Jr. após o desembarque em pode ter sido reveladora do ânimo que motiva o ex-prefeito de São Luís agora aspirante a governador. Político experimentado, César Pires certamente já mensurou o tamanho do desafio que o pré-candidato do PSD tem pela frente. Assim, pode-se avaliar que, somados, a declaração do deputado César Pires, o ambiente descontraído da visita ao presidente da Câmara Municipal da Princesa do Tocantins, Alberto Souza, e o entusiasmo do vereador Ricardo Seidel (PSD) em receber o pré-candidato a governador do seu partido, Edivaldo Holanda Jr. se tornou ontem um nome a ser considerado de fato na corrida aos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

TV Assembleia chega a mais 33 municípios e alcança milhares de maranhenses

Othelino Neto amplia raio da TV Assembleia e garante mais visibilidade ao trabalho dos deputados na Casa

A TV Assembleia, emissora do Poder Legislativo do Maranhão, que até ontem alcançava São Luís e mais seis municípios do seu entorno, teve ampliado o seu raio de abrangência para mais 33 municípios com 40 mil habitantes. A ampliação, que muda radicalmente a importância da TV Assembleia como veículo de comunicação no sentido amplo, foi anunciada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), durante a sessão plenária desta Quarta-Feira. A ampliação é um ganho significativo, à medida que milhares de pessoas a mais terão acesso aos trabalhos legislativos e ao conteúdo informativo e cultural pela emissora.

Com a medida, que deu efetividade a projeto que vinha sendo trabalhado com o objetivo de ampliar o seu raio de alcance, além das sessões plenárias ao vivo, em TV aberta, a TV Assembleia poderá ainda aumentar e diversificar sua programação. Com isso, fortalecerá sua capacidade como veículo informativo e também como canal de educação e entretenimento, à medida que, com o avanço na interiorização, milhares de maranhenses poderão será exibida também parte da programação da emissora de Segunda a Sexta-Feira.

A fazer o anúncio, o presidente Othelino Neto, de quem partiu a iniciativa de fortalecer a estrutura de comunicação do Poder Legislativo, assinalou: “É uma conquista de todos nós, deputados. Realmente, ganhamos muito no aspecto da transparência, pois mais pessoas, mais maranhenses poderão ter acesso, ao vivo, àquilo que é discutido e aprovado nas sessões. A gente já vem há algum tempo trabalhando para que isso aconteça e, agora, será possível”.

Responsável pela viabilização técnica do projeto de expansão, diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Edwin Jinkings, a importância maior do projeto está no fato de que ele aproxima, ainda mais, o trabalho do Parlamento aos maranhenses de diferentes municípios. “Bom para os deputados, que terão mais esta ferramenta para divulgar os assuntos importantes que defendem em prol de suas bases políticas e, também, para a população que poderá acompanhar os debates da Casa do Povo”, disse.

A medida anunciada ontem pelo presidente Othelino Neto levará o conteúdo da TV Assembleia aos seguintes municípios: Imperatriz, Timon, Caxias, Codó, Açailândia, Bacabal, Balsas, Santa Inês, Barra do Corda, Pinheiro, Chapadinha, Santa Luzia do Tide, Buriticupu, Grajaú, Itapecuru-Mirim, Coroatá, Barreirinhas, Tutóia, Vargem Grande, Viana, Zé Doca, Lago da Pedra, Coelho Neto, Presidente Dutra, Araioses, São Bento, Santa Helena, Estreito, Tuntum, Bom Jardim, São Mateus do Maranhão, Amarante do Maranhão e Colinas.

 

Roberto Rocha provoca Flávio Dino com exemplo inócuo do Espírito Santo

Flávio Dino alvo de provocação de Roberto Rocha

Curiosa a provocação feita pelo senador Roberto Rocha (sem partido) ao governador Flávio Dino (PSB) no eco de um debate meio sem sentido provocado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para fugir da incapacidade do seu Governo de conter o aumento dos combustíveis. Aproveitando a onda na qual o presidente tenta carimbar os governadores com a pecha de culpados pelo fato de terem eles, por lei federal e com o aval dos legislativos estaduais, o direito de definir o valor da alíquota de ICMS que compõe o preço final dos combustíveis, o senador Roberto Rocha “desafiou” o governador Flávio Dino a “congelar” o valor da alíquota maranhense, uma das mais equilibradas do País, como fez o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

Sem ferir o direito do senador de se manifestar sobre o assunto do jeito que ele bem entender, vale perguntar: o que a população capixaba ganhou com o tal “congelamento”? Nada, porque o tal congelamento não alterou o preço dos combustíveis nas bombas. O governador Renato Casagrande fez um gesto inócuo e isolado e sem efeito prático imediato. E que não foi acompanhado por nenhum dos seus 26 colegas, entre eles, por exemplo, o bolsonarista mineiro Romeu Zema, que, como os demais, não parece disposto a abrir mão de um centavo de receita de ICMS incidente sobre o prelo dos combustíveis.

O problema do preço dos combustíveis no Brasil é grave e complexo, exige um debate técnico amplo com todos os segmentos envolvidos e uma tomada equilibrada de decisão do Congresso Nacional, como sugere o governador do Maranhão. Nada fora disso fará qualquer sentido, a começar pelo gesto paladino e nada produtivo do governador do Espírito Santo, e a provocação do senador Roberto Rocha ao governador Flávio Dino, destinada apenas a agitar o viés político da questão.

São Luís, 30 de Setembro de 2021.

Disputa Brandão-Weverton causa tensão, mas Dino mantém situação sob controle

 

Flávio Dino mantém controle sobre a disputa entre Carlos Brandão e Weverton Rocha pela sua sucessão

Não é novidade que o governador Flávio Dino (PSB) está enfrentando fortes pressões nos bastidores do seu Governo e da sua base política, feitas por aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e do senador Weverton Rocha (PDT), ambos pré-candidatos ao Palácio dos Leões e em busca do apoio do chefe do Executivo e do grupo que lidera. Pelo que corre nas entranhas partidárias, essas pressões são frutos da guerra aberta entre os dois pré-candidatos, que ganha intensidade à medida que vão se aproximando os momentos de decisão, quando o governador baterá o martelo e dirá como e com quem seguirá para as urnas. Até aqui, Flávio Dino vem conduzindo o processo de maneira republicana, dando apoio político a Carlos Brandão, mas sem criar qualquer tipo de embaraço para a movimentação de Weverton Rocha e mantendo representantes do PDT nos espaços do Governo destinados ao partido. No delicado e complexo xadrez que movimenta o poder, os dois pré-candidatos jogam pesado na ocupação de espaço.

Carlos Brandão e Weverton Rocha são políticos experientes, que sabem onde querem chegar e estão determinados a isso. Eles jogam por padrões totalmente diferentes. O vice-governador é contido, não é dado a exposição, fazendo, por temperamento, uma política de articulação, de conversa direta, de preparação de terreno para chegar ao eleitor; ao mesmo tempo, conta com aliados aguerridos, que, também nos bastidores, vão para o confronto com adversários. Weverton Rocha é o inverso, joga forte nos bastidores, mas se mostra, ousada e intensamente, criando as mais diversas situações para o contato direto com o eleitorado, realizando grandes eventos, como as edições do “Maranhão mais feliz”, para o que conta com aliados igualmente envolvidos no projeto e dispostos ao confronto com adversários.

À sua maneira, Carlos Brandão vai agregando força política ao seu projeto de candidatura, com o envolvimento de deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. É um trabalho intenso, complexo, no qual conta com o apoio valioso de dois ex-prefeitos e políticos experientes, o ex-prefeito de São José de Ribamar Luiz Fernando Silva (PSDB) e o ex-prefeito de Tuntum Cleomar Tema (PSB), contando ainda com o incentivo e a colaboração direta do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), além do apoio de deputados federais e estaduais e um número expressivo de prefeitos. Um time de peso, que conhece o caminho das pedras e sabe jogar em terreno pedregoso adversos. Esse time, que conta com vários apoiadores empenhados dentro e fora do Governo, dá o suporte necessário ao fortalecimento do projeto de candidatura do vice-governador.

Weverton Rocha é o contrário. Jovem e impetuoso, faz uma pré-campanha intensa, buscando ao mesmo tempo a articulação de uma base política e uma aproximação direta com o eleitorado, objetivos para os quais não mede esforços nem os meios disponíveis para alcançar. O articulador-mor dessa ação é o prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem Erlânio Xavier (PDT), que atua apoiado por um grupo forte de colaboradores. No campo político, Weverton Rocha conta com o aval do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), hoje o seu apoiador mais destacado, além de deputados federais e estaduais, dezenas de prefeitos, formando uma base que o mantém confiante.

Mesmo administrando tensões produzidas em ambas as frentes, e ciente de que dificilmente Carlos Brandão e Weverton Rocha dificilmente abrirão mão de seus projetos em favor de um deles, o que leva suas pré-candidaturas para o campo da irreversibilidade, o governador Flávio Dino vai conduzindo o processo fazendo o que pode para evitar um confronto arrasador. Nesse sentido, o governador tem reafirmado sua liderança, mostrando que está no pleno cumprimento da agenda acertada com os dois pré-candidatos. E por mais fortes que venham a ser as pressões por eles produzidas, disputa política nesse nível é assim mesmo, é o jogo pelo poder o governador Flávio Dino dificilmente perderá o controle da situação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

João Marcelo faz esclarecimentos sobre a situação no MDB

João Marcelo: inclinação por Carlos Brandão, mas sem martelo batido ainda

O lúcido e bem articulado deputado federal João Marcelo acendeu algumas luzes sobre a turva e complicada situação do MDB, seu partido, no contexto da corrida ao Palácio dos Leões.

Para começar, afirma que, pelas informações que dispõe, a ex-governadora Roseana Sarney, atual presidente do MDB maranhense, já bateu martelo quanto ao seu futuro: será mesmo candidata a deputada federal, enfatizando que ela publicou tal decisão nas suas redes sociais no último fim de semana. Certo, mas vale lembrar que essa decisão foi tomada no final de 2020 e divulgada em primeira mão por esta Coluna. Só que de lá para cá, ao sabor das pesquisas que a apontaram na liderança, ela ensaiou três vezes entrar na briga pelo Palácio dos Leões, o que semeia dúvida sobre a última declaração. De qualquer maneira, disputando o Governo ou uma cadeira na Câmara Federal, a participação da ex-governadora na corrida eleitoral é saudável.

No que diz respeito à sua posição em relação aos pré-candidatos ao Governo, o deputado João Marcelo afirma, categórico, que ele e seu pai, o ex-governador João Alberto, ainda não se posicionaram. Continua conversando, avaliando e articulando uma posição conjunta com o deputado federal Hildo Rocha, seu colega de partido. Nas suas conversas, ambos estão até aqui inclinados a apoiar o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que já conta com o apoio dos deputados estaduais emedebistas Arnaldo Melo e Socorro Waquim, sem descartar, no entanto, a possibilidade de uma aliança com o senador Weverton Rocha (PDT), apoiado pelo vice-presidente do MDB, deputado estadual Roberto Costa. Nada além disso.

O deputado João Marcelo aposta alto que, mesmo passando a impressão de que está sentido atingido por um racha, o MDB chegará a uma posição de consenso em relação à disputa para o Governo do Estado.

 

Combustíveis: Bolsonaro usa Lira contra governadores e Dino formula sobre ICMS

Flávio Dino rebate discurso de Arthur Lira sobre ICMS para agradar Jair Bolsonaro

 

O Brasil assistiu ontem a uma jogada política do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para atacar governadores, aos quais atribui a responsabilidade pelo estratosférico preço dos combustíveis, por conta do ICMS, usando o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (PP/AL), como bucha de canhão, num palanque em Alagoas. Mesmo sabendo que suas declarações carecem de verdade, Arthur Lira servilmente adotou o discurso do presidente contra os governadores, como se a mudança na legislação dependesse deles.

Mais tarde, do alto da sua autoridade de governador cujo Estado cobra, com base na Constituição Federal, a alíquota mais baixa de ICMS sobre combustíveis, o governador Flávio Dino entrou na discussão e postou nas suas redes sociais:

“Sobre o ICMS, reitero aposição que sustento há muito tempo: O ICMS deve acabar. Para isso, basta que o Congresso Nacional mude a Constituição Federal. Mas que fique claro: não vai haver redução de preço de combustível sem mudar a política federal de ‘paridade internacional’”.

Será que Arthur Lira vai topar o desafio de mudar a regra? Vale aguardar.

São Luís, 29 de Setembro de 2021.

Enquanto Roseana aguarda pesquisas, fatias do sarneysismo são disputadas por pré-candidatos

 

Divisão no MDB e em outras bandas do Grupo Sarney põe sua liderança em xeque

O movimento feito pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB) no sentido de atrair o braço maranhense do PV para a base de apoio do seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões confirma observação feita há algum tempo por observadores experientes: se a ex-governadora Roseana Sarney, no comando do MDB, não mostrar liderança e atrair os pedaços do que já foi o Grupo Sarney, eles serão pulverizados e absorvidos pelos vários pré-candidatos a governador. Na falta de uma liderança forte e aglutinadora, diferentes fatias do que já foi a máquina política e partidária mais consistente e poderosa do do Maranhão durante décadas buscam se acomodar em diferentes ambientes, e com isso encontrar meios de sobrevivência nas urnas. O MDB, que é o maior braço organizado do que já foi o Grupo Sarney, está dividido entre os projetos de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), do vice-governador Carlos Brandão e do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), flertando também, em menor escala, com Josimar de Maranhãozinho (PL).

O MDB, hoje o mais importante braço sarneysista e comandado pela ex-governadora Roseana Sarney, está claramente dividido. O grupo liderado pelo deputado estadual e vice-presidente Roberto Costa, que inclui o ex-senador João Alberto, está inclinado pelo projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, a quem se aliou na corrida à Prefeitura de São Luís e por conta do ingresso do prefeito de Bacabal, Edvan Brandão, no PDT. O deputado federal Hildo Rocha estaria na linha de apoio ao vice-governador Carlos Brandão, enquanto Roseana Sarney estaria avaliando levar o que for possível do partido para a apoiar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que já tem o apoio do PSD, comandado pelo deputado federal Edilázio Jr. e tendo com articulador o deputado estadual César Pires, dois quadros proeminentes do sarneysismo.

Roseana Sarney, que aguarda os números de pesquisa para definir se encarará as urnas como candidata a deputada federal ou encabeçando uma chapa para o Governo, ou até mesmo na antes impensável condição de candidata a vice de Edivaldo Holanda Jr., como andaram especulando, dará a palavra final sobre o caminho a ser trilhado pelo MDB. Mas para isso terá de realizar uma delicada costura doméstica, para evitar a pulverização do partido, o que colocará em xeque a sua liderança e o futuro do partido. Daí ser possível o MDB marchar unido, com Edivaldo Holanda Jr. ou com Carlos Brandão, que já conta com o apoio declarado dos deputados estaduais emedebistas Arnaldo Melo e Socorro Waquim. Ou ainda, numa hipótese remota, mas não descartável, numa aliança com Weverton Rocha.

Outro braço do sarneysismo hoje desgarrado, mas agregando antigos aliados do Grupo Sarney está no PSC, comandado no Maranhão pelo deputado federal Aloísio Mendes, que se bandeou de armas e bagagem para a falange bolsonarista, premiado pelo presidente Jair Bolsonaro com o posto de vice-líder do Governo na Câmara Federal, o que não é pouca coisa. O viés bolsonarista de Aloísio Mendes deverá levá-lo a apoiar a candidatura do senador Roberto Rocha (sem partido), caso ele resolva entrar na briga pela sucessão do governador Flávio Dino (PSB), como seus aliados e seguidores do presidente da república no Maranhão. Vale registrar que até agora o deputado Aloísio Mendes não se manifestou sobre a corrida ao Palácio dos Leões.

Os nomes que lideram os diferentes segmentos do que outrora foi o Grupo Sarney sabem que é quase impossível reaglutinar as forças sarneysistas como antes. Mas sabem também que esforços nesse sentido podem valer a pena, uma vez que, somadas, essas forças formam um segmento político de peso e um capital eleitoral capaz de influenciar, de maneira decisiva, os rumos da disputa.

Quando trabalha para atrair o PV, partido criado pelo ex-deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho e agora comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, e que tem a marca forte do sarneysismo, o vice-governador Carlos Brandão joga como raposa de faro apurado, que pode estar abrindo caminho seguro para chegar ao epicentro do que restou do sarneysismo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Distância quilométrica separa Dino de Bolsonaro quando o assunto é asfalto

Flávio Dino: distância quilométrica à frente de Jair Bolsonaro em matéria de asfalto durante mandatos

“Chegamos a quase 6.000 km de asfalto no nosso mandato, em rodovias em vias urbanas. Francamente, 10 km para comemorar 1.000 dias é bem esquisito”. Feito para dar uma informação sobre ações do seu Governo e, ao mesmo tempo, mostrar mais uma contradição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o comentário do governador Flávio Dino (PSB) foi oportuno. Primeiro porque o programa de pavimentação asfáltica, que alcançou cidades e rodovias, é um dado concreto e impossível de contestar.

O programa Mais Asfalto chegou a todas as regiões do Maranhão, resolveu inúmeros problemas urbanos em muitos municípios e ampliou significativamente a malha rodoviária do Maranhão. Na ponta do lápis, o Governo Flávio Dino completa 2.459 dias neste 30 de Setembro. Se tiver asfaltado 6 mil km de rodovias e vias urbanas nesse período, marcará uma vantagem gigantesca em relação ao Governo Jair Bolsonaro. A divisão dos 6.000 KM pelos 2.459 dias de duração do seu Governo até aqui resultará no seguinte desempenho: implantação de 2,4 km de asfalto/dia, 73 km/mês, 878 km/ano e 5.926 km em seis anos e oito meses. Importante, não houve registro de favorecimento a empresas nem notícia de desvio de recursos aplicados nessas obras, todas realizadas dentro das regras republicanas.

Já o presidente Jair Bolsonaro comemora 1.000 dias inaugurando uma rodovia de 10 KM na Bahia, o que equivale a um quilômetro a cada 100 dias, provavelmente a obra rodoviária mais lenta que se tem notícia na história do Governo Federal.

 

Simplício Araújo acerta na mosca com campanha cobrando Plano Diretor de São Luís

Simplício Araújo: campanha oportuna de cobrança pelo Plano Diretor de São Luís

Começa a ganhar corpo a campanha intensa feita pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, cobrando a aprovação do Plano Diretor de São Luís pela Câmara Municipal. Os argumentos do secretário são fortes e não deixam margem para que sejam ignorados. Começam com o principal e mais abrangente: Plano Diretor é o instrumento legal mais adequado que as prefeituras dispõem para organizar e dinamizar os espaços urbanos e rurais dos municípios; são regras para ocupação e uso do espaço municipal, nascidas do planejamento cuidadoso e consensual, uma vez que cabe aos vereadores a tarefa de dar a forma e o conteúdo definitivos desse documento. É o Plano Diretor que estabelece as áreas para a construção habitacional, para a exploração comercial e para a produção industrial. Sem um planejamento inteligente, com sólida base técnica e sem a ação correta e eficiente do Poder Público, a tendência natural das áreas urbanas é que elas se tornem ambientes caóticos em todos os sentidos. Daí não haver como justificar uma cidade como São Luís, hoje com 1,2 milhão de habitantes e em franco crescimento, não dispor de um Plano Diretor atualizado, que garanta à gestão municipal o direcionamento correto para intervenções bem-sucedidas.

Suplente de deputado federal, presidente do Solidariedade e pré-candidato ao Governo do Estado e com a autoridade institucional de secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo sabe o que está cobrando da Câmara Municipal de São Luís.

São Luís, 28 de Setembro de 2021.

Decisões, declarações, incursões e largada mostram que a corrida aos Leões entra em nova etapa

 

Roseana Sarney, Weverton Rocha, Carlos Brandão e Edivaldo Jr.: abrem nova etapa da disputa pelos Leões

Uma decisão da ex-governadora e atual presidente regional do MDB Roseana Sarney, uma entrevista do senador Weverton Rocha (PDT) ao jornal O Estado do Maranhão, uma visita do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) a uma comunidade indígena e um anúncio do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) serviram como indicadores de que a corrida ao Palácio dos Leões, que tem desfecho marcado para o dia 02 de Outubro, começa a ganhar contornos que poderão definir o quadro de candidatos bem antes do que se imagina. Os eventos e posições de agora dos pré-candidatos a governador já não são ensaios de “vai que cola” para “ver no que dá”; são decisões mais pensadas e tomadas para alcançar objetivos ambiciosos e orientar movimentos ousados. A corrida aos Leões entra em nova fase.

Quando deixa vazar que contratou uma pesquisa com mostras quantitativa e qualitativa para identificar sua posição na seara das pré-candidaturas, a ex-governadora Roseana Sarney tem dois objetivos muito claros. O primeiro deles é saber qual é, de fato, o seu capital eleitoral, de modo a avaliar se é ou não viável entrar na briga pelo Palácio dos Leões. E o segundo é medir o potencial e a viabilidade dos demais pré-candidatos. A ex-governadora sabe que suas chances são modestas e sua rejeição, elevada. Isso não a impede de montar um projeto ousado e entrar na briga com o objetivo de chegar ao segundo turno. A lógica sugere que, nesse caso, será uma candidata fortíssima no turno decisivo, tenha quem tiver como adversário. Caso contrário, ela manterá sua pré-candidatura à Câmara Federal, que é a sua primeira opção, usando também os números para escolher o qual apoiará.

Na sua entrevista a O Estado do Maranhão, o senador Weverton Rocha avisa, com forte argumentação, que será candidato de qualquer jeito. Diz que foram fixados critérios para definir o candidato do grupo liderado pelo o governador Flávio Dino (PSB), e que ele está preenchendo tais critérios; e que se não for por esse caminho, fará voo solo e não se sentirá culpado pelo rompimento do acordo articulado pelo governador. Ou seja, fazendo uma pré-campanha arrojada e só perdendo para Roseana Sarney nas pesquisas feitas até aqui, Weverton Rocha, demonstra que está determinado a seguir em frente, atropelando obstáculos e correndo riscos.

O vice-governador Carlos Brandão foi a uma comunidade indígena, onde foi recebido com festas e com o reconhecimento de ser militante da causa. Em meio ao cumprimento de uma apertada e intensa agenda política, conversando com prefeitos, vereadores, deputados estaduais e deputados federais, Carlos Brandão tem dito a interlocutores que seu projeto vai bem e que tem a convicção de que reunirá as condições para ser o candidato dinista. Ele aposta que alcançará boas posições nas pesquisas à medida que se aproximar o período em que será governador do Maranhão. Com a visita a uma escola da aldeia guajajara em Morro Branco, Grajaú, onde foi recebido festivamente por líderes da etnia, Carlos da Brandão avisou que sabe chegar onde poucos chegam.,

Quando escolheu Imperatriz com o ponto de largada da sua maratona de pré-candidato a governador, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. calculou que seu primeiro movimento terá repercussão estadual, mesmo que Weverton Rocha e Carlos Brandão já estejam com suas estacas políticas fincada no segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão. Politicamente, Edivaldo Jr. vai se apresentar como a “terceira via” dessa disputa, lastreado nos oito anos como prefeito da Capital. E certamente buscará ali aproximação com os grupos não alinhados a outros pré-candidatos, a começar pelos remanescentes do Grupo Sarney, certamente apostando que Roseana Sarney não será candidata e apoiará sua candidatura, o que é uma possibilidade concreta.

Como é visível, a corrida ao palácio dos Leões está fechando sua primeira etapa com a movimentação dos pré-candidatos que, pelo menos até aqui, demonstraram que têm determinação e fôlego para encarar as 55 semanas que têm pela frente. E com uma situação que poderá torná-la eletrizante antes da hora: a entrada da ex-governadora Roseana Sarney na corrida, se a pesquisa lhe apontar esse caminho.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Com o 44º Guarnicê, a UFMA acendeu luz forte e oportuna sobre o cinema brasileiro

Natalino Salgado: entusiasmo com o Guarnicê que homenageou Sérgio Rezende e museu de áudio visual  criado pelo cineasta Joaquim Haickel

A 44ª edição do já consagrado e internacionalmente conhecido Festival Guarnicê de Cinema funcionou como um forte impulso de reafirmação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) como um dos motores mais importantes e ativos da cultura maranhense, e como um clarão sobre a realidade do cinema brasileiro, transformado, nos últimos mil dias, num movimento de resistência ao obscurantismo. Com a realização, que muitos duvidaram, o reitor Natalino Salgado reforçou o caráter produtivo e estimulou, com firmeza, a natureza vanguardista e plural da UFMA. Basta avaliar dois aspectos do Guarnicê deste ano.

O primeiro foi a decisão de homenagear o cineasta fluminense Sérgio Rezende, um dos gigantes do cinema brasileiro, autor de uma obra monumental para os padrões nacionais, com filmes que revelam a verdadeira face do poder no Brasil, como “Lamarca”, em que narra a trajetória do capitão revolucionário Carlos Lamarca em guerra contra a ditadura; “O Homem da Capa Preta”, sobre Tenório Cavalcanti, advogado e político alagoano, radicado no Rio de Janeiro, que enfrentava a bala o Estado Novo de Getúlio Vargas; “O Paciente”, que conta os bastidores da agonia hospitalar do presidente Tancredo Neves antes de morrer; “Canudos”, a tragédia sangrenta que se abateu sobre o mundo irreal criado por Antônio Conselheiro contra a República; “Zuzu Angel”, a saga da estilista carioca para descobrir destino do filho, jovem militante de esquerda assassinado pela ditadura militar. A antes improvável escolha de Sérgio Rezende surpreendeu a ele próprio, que em declarações destacou a importância do Guarnicê e não escondeu a satisfação pelo reconhecimento.

O outro acerto foi a homenagem ao Museu da Memória Áudio Visual do Maranhão (Mavam), um projeto arrojado e necessário da Fundação Nagib Haickel, comandada pelo cineasta, escritor e agitador cultural Joaquim Haickel. Ainda não devida e corretamente reconhecido e apoiado pelo Poder Público, o Mavam guarda um tesouro áudio visual sobre o Maranhão desde o século passado. São pelo menos 30 mil imagens fotográficas e em vídeo catalogadas, que documentam a história e a cultural do Maranhão, o que lhe dá especial posição de referência como fonte de pesquisa. A homenagem ao Mavam fortaleceu a UFMA e o seu Festival Guarnicê de Cinema como incentivadores da produção cinematográfica e motivadores da preservação da memória imagística do Maranhão.

Em tempos sombrios para a cultura nacional, principalmente no ambiente universitário e no campo das artes visuais, foi saudável e compensador ver a realização do Guarnicê o entusiasmo com que o reitor Natalino Salgado falou do festival, dos homenageados, dos premiados e do alcance do evento, o quarto mais antigo do País e um dos mais importantes da América do Sul entre os festivais realizados por universidades. O evento e a motivação dos seus organizadores, colaboradores e participantes reafirmaram a UFMA como uma instituição de ponta e de vanguarda, e enriquecida pela pluralidade, que dá sentido pleno a qualquer organização universitária.

O Festival Guarnicê de Cinema, versão 2021, ganhou peso a mais de importância exatamente por acontecer como contraponto ao obscurantismo que ronda e ameaça a cultura brasileira em todos os seus aspectos. Valeu, e muito.

 

Se fusão DEM/PSL ocorrer, luta pelo controle do novo partido será dura no MA

Se fusão DEM/PSL for consumada e Jair Bolsonaro se filiar, Roberto Rocha pode entrar na briga com Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes pelo controle da nova legenda no Maranhão

Se não houver uma reviravolta radical nos próximos dias, DEM e PSL se fundirão para criar um partido ainda sem nome, mas que pode vir a ser o abrigo partidário do presidente Jair Bolsonaro e seu principal aliado no Maranhão, o senador Roberto Rocha. Festejada pela banda que segue a orientação fechada do presidente do PFL, ACM Neto, a fusão do DEM com o PSL é rejeitada por nomes importantes do Democratas. Do Rio de Janeiro, o ex-prefeito e atual vereador César Maia abriu o verbo  contra a fusão, reclamando que estão levando o DEM para a extrema-direita, posição compartilhada pelo seu filho, o deputado federal e ex-presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia, que não concorda com a operação. No Maranhão, além de gerar um foco de disputa entre os deputados federais Juscelino Filho, que comanda o DEM, e Pedro Lucas Fernandes, chefe do PSL, pelo controle do futuro partido, ambos poderão encarar um problema bem maior. O seguinte: se a fusão for consumada e o presidente Jair Bolsonaro ingressar no novo partido, o senador Roberto Rocha muito provavelmente fará o mesmo, e nesse caso poderá reivindicar o comando do partido, o que seria natural. Vale registrar que a fusão não foi ainda consumada, que o possível noivo partido não tem nome e não é certo ainda que o presidente da República nele se filiará.

São Luís, 26 de Setembro de 2021.

Vídeo de deputados apoiando Brandão revela o racha na Assembleia na corrida sucessória

 

De cores partidárias diferentes, Rafael Leitoa, Arnaldo Melo, Thaíza Hortegal, Adelmo Soares, Duarte Jr. e Ariston Ribeiro declaram apoio ao pleito de Carlos Brandão

O vídeo gravado pelos deputados Rafael Leitoa (PDT), Arnaldo Melo (MDB), Thaiza Hortegal (PP), Duarte Jr. (PSB), Adelmo Soares (PCdoB) e Ariston Ribeiro (Avante) em apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ao Governo do Estado, causando larga repercussão nos bastidores da corrida sucessória, dá bem a dimensão do racha partidário que vem movimentando as peças envolvidas no tabuleiro da política estadual. São cinco parlamentares de partidos diferentes e divididos entre duas candidaturas, diretamente engajados no projeto de candidatura do vice-governador, que na verdade concorrerá à reeleição, já que encarará as urnas na condição de governador titular, uma vez que o governador Flavio Dino (PSB) se desincompatibilizará em Abril para disputar uma cadeira no Senado.

É surpreendente que o deputado Rafael Leitoa, do PDT, declare apoio ao vice-governador Carlos Brandão, que pé tucano, e não ao pré-candidato do seu partido, senador Weverton Rocha, presidente do PDT. A posição de Rafael Leitoa tem uma explicação forte. Forjado na militância do PDT desde quando cursava engenharia civil, Rafael Leitoa foi presidente da Juventude do PDT, integrando o núcleo próximo líder maior do partido, Jackson Lago. Na sua base, Timon, seguia a liderança do ex-prefeito Chico Leitoa, mas entrou em confronto com ele e o herdeiro, Luciano Leitoa, que perdeu o controle do PSB para o governador Flávio Dino e se aliou ao pedetista Weverton Rocha. Rafael Leitoa, que é dinista, discordou e rompeu Chico Leitoa e Luciano Leitoa. Seu apoio a Carlos Brandão atinge a liderança de Weverton Rocha no PDT.

A participação do deputado Arnaldo Melo no vídeo passa a ideia de que o MDB está sem comando. Político de larga experiência, tendo presidido a Assembleia Legislativa por dois mandatos, Arnaldo Melo se posiciona no momento em que a presidente do MDB, Roseana Sarney, manda fazer uma pesquisa para, com base nos números, decidir se será ou não candidata ao Governo do Estado. O movimento de Arnaldo Melo pró-Carlos Brandão revela que a ex-governadora ainda não acertou o passo no comando do partido, situação que fica clara quando se sabe, por exemplo, que o deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente do MDB, está alinhado à candidatura do senador Weverton Rocha, e outras vozes do MDB querem uma aliança com o PSD em torno da candidatura do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr.. No MDB, além de Arnaldo Melo, Carlos Brandão conta com a deputada Socorro Waquim.

O posicionamento da deputada Thaíza Hortegal (PP) vem do rompimento político com o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio (PP), motivado pelo fim do casamento. Com o aval do presidente nacional do PP, deputado federal André Fufuca, Luciano Genésio declarou apoio ao pré-candidato pedetista Weverton Rocha, reforçando a aliança com a vice-prefeita Ana Paula Lobato, que controla o PDT na “Rainha da Baixada”, tendo o aval do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), o principal avalista da candidatura de Weverton Rocha.

Agora no PSB sob o comando direto do governador Flávio Dino, o deputado Duarte Jr. segue caminho natural ao apoiar Carlos Brandão. Primeiro porque na disputa para a Prefeitura de São Luís recebeu o apoio ostensivo do vice-governador, então comandante ao Republicanos. E segundo, porque tem como adversário o senador Weverton Rocha, que jogou pesado pera tirá-lo do páreo comandando as forças de apoio à candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM) no primeiro turno, e apoiando a Eduardo Braide (Podemos), na segunda volta. Duarte Jr. será um dos mais ativos aliados do vice-governador.

A declaração de apoio do deputado Adelmo Soares ao vice-governador Carlos Brandão reflete fortemente o racha da bancada do PCdoB na Assembleia Legislativa. Ali, além dele, estão com o vice-governador a deputada Ana do Gás e o deputado Carlinhos Florêncio, fazendo contraponto ao presidente Othelino Neto, que é o principal articulador e avalista da pré-candidatura de Weverton Rocha, e ao deputado Marco Aurélio, que recebeu o apoio do senador pedetistas na corrida à prefeitura de Imperatriz. Esses posicionamentos se antecipam à definição oficial do partido, que anda não declarou apoio formal a nenhum dos candidatos, embora a tendência esboçada seja no sentido de apoiar o vice-governador.

O apoio do deputado Ariston Ribeiro ao vice-governador Carlos Brandão segue a tendência do Avante, que no Maranhão é controlado pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN), que rompeu com o PDT. Ariston Ribeiro integra a base de apoio do Governo na Assembleia Legislativa e cultiva aliança política de outros tempos com o vice-governador Carlos Brandão. O apoio de Ariston Ribeiro ao tucano é indicativo de que representa o grupo liderado por Hilton Gonçalo, do qual faz parte a prefeita de Bacabeira, Fernanda Gonçalo (PMN).

O posicionamento desses parlamentares desenha o mosaico partidário dos deputados estaduais em relação aos pré-candidatos ao Governo do Estado. A divisão é tão forte que o único deputado do PSDB na Casa, Wellington do Curso, não participou da gravação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fim das coligações proporcionais vai depurar o quadro partidário nacional

Com o fim das coligações, esse quadro partidário poderá ser drasticamente reduzido

A confirmação do fim das coligações partidárias para eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e deputado federal) representa um sopro modernizador na vida partidária brasileira. Para começar, abre caminho para o enxugamento do quadro partidário nacional, tirando de circulação partidos nanicos e de aluguel, e possibilitando a formação de partidos fortes, com perfil ideológico, suporte doutrinário e motivação programática, o que não acontece atualmente. As coligações proporcionais permitiam que esses nanicos de aluguel se agregassem a legendas consolidadas, vendendo espaços no rádio e na TV e “contribuindo” para que a soma de votos engordasse algumas candidaturas de viabilidade frágil. Com a mudança, a tendência é a de que as eleições vindouras façam a depuração necessária, para que o Brasil volte a ter partidos política e ideologicamente bem definidos e cujos programas sejam, de fato, a motivação que leve o eleitorado às urnas.

 

Nova pesquisa com avanço de Lula anima PT e PDT no Maranhão

Pesquisa aponta Lula da Silva demolindo Jair Bolsonaro na corrida ao Planalto

A pesquisa do Ipec – empresa formada por executivos que integravam o Ibope – sobre a sucessão presidencial, apontando o ex-presidente Lula da Silva (PT) com quase metade das intenções de voto, seguido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com metade do seu percentual e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes com menos de uma dezena aumentou o otimismo dos petistas maranhenses com a possibilidade de o partido voltar ao poder em 2022. E curiosamente animou também líderes do PDT maranhense, que torcem para que o partido abra mão de uma pré-candidatura que não decola e construa uma aliança com o PT em torno de Lula da Silva. Se tal reengenharia acontecer, o grande beneficiado poderá ser o senador Weverton Rocha, que passará a ter a possibilidade concreta de ter o apoio do ex-presidente na corrida ao Governo do Estado.

São Luís, 24 de Setembro de 2021.

Politicamente forte e eleitoralmente importante, Imperatriz é cortejada por todos os aspirantes aos Leões

 

Imperatriz, com seu peso eleitoral, é cortejada por Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr., Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha 

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) anunciou que iniciará por Imperatriz sua maratona de pré-campanha ao Governo do Estado. Foi também na “Princesa do Tocantins” que o senador Weverton Rocha (PDT) deu a arrancada no projeto “Maranhão Mais Feliz”, lembrando que ele é filho da terra. O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem ido com alguma frequência ao “Portal da Amazônia” para cumprir agenda oficial, na maioria das vezes representando o governador Flávio Dino (PSB), mas já com a desenvoltura de futuro governador e pré-candidato à reeleição. O deputado Josimar de Maranhãozinho aposta alto num bom desempenho em “Imperosa”, onde o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), já incursiona, e o senador Roberto Rocha (sem partido), por diversas razões, tem apoiadores na cidade e na região. Na atual corrida ao Palácio dos Leões, os dois políticos sem mandato e de maior peso alimentam sua eterna guerra: o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) apoia o vice-governador Carlos Brandão, enquanto o ex-prefeito Ildon Marques, hoje no PP, aliou-se a Weverton Rocha. Nesse cenário entra o ativo e produtivo secretário de Estado de Infraestrutura Clayton Noleto (PCdoB), apoiador de Carlos Brandão.

Maior, mais populoso e mais rico município maranhense depois de São Luís, Imperatriz, como a Capital, tem peso diferenciado nas disputas eleitorais. Sua população é de 360 mil habitantes, o que lhe dá uma massa de 170 mil eleitores. Politicamente, o poderoso polo municipal tocantino tem hoje três deputados estaduais – Marco Aurélio (PCdoB), Antônio Pereira (DEM) e Rildo Amaral (SD) -, e um deputado federal, Josivaldo JP (Podemos), que chegou ao mandato com a eleição de Eduardo Braide (Podemos) prefeito de São Luís. Além dos detentores de mandatos, a antiga “Vila do Frei” foi um dos poucos municípios maranhenses que deram maioria de votos ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), surpreende com um prefeito com apenas 26% dos votos, o que o torna politicamente pouco expressivo, sem, no entanto, perder a importância como cabo eleitoral já posicionado com o senador Weverton Rocha.

Todos os candidatos a governador projetam montar base em Imperatriz também pelo tamanho e poder de fogo do seu entorno de formato metropolitano, que reúne mais de uma dezena de municípios e mais de 100 mil votos. Trata-se, portanto, de uma região politicamente forte, que alimenta pretensões emancipatórias por meio do projeto de criação do Maranhão do Sul, que esteve na pauta de debates do Congresso Nacional, mas hoje, ainda politicamente inviável, permanece esquecido numa prateleira digital da Câmara Federal. Tanto que, tema “quente” de outras campanhas, não foi lembrado por nenhum dos pré-candidatos. A pandemia do novo coronavírus, o desemprego e o potencial econômico da cidade de Imperatriz e da região que polariza são itens mais urgentes da pauta política.

Pesquisas já feitas para medir as tendências do eleitorado de Imperatriz sinalizaram vantagem inicial para o senador Weverton Rocha, que além de ser imperatrizense de berço, tem forte atuação no município e na região. Seu principal rival ali é, por enquanto o senador Roberto Rocha (sem partido), que ainda não bateu martelo a respeito de como participará da eleição de 2022. Mas há quem aposte no potencial de crescimento do vice-governador Carlos Brandão, que tem muitos aliados na cidade e na região. O anúncio de que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD) iniciará sua pré-campanha por Imperatriz, no início de Outubro, poderá animar o cenário político tocantino.

Todas as informações políticas relacionadas a Imperatriz indicam que o governador Flávio Dino tem crédito político suficiente para ele próprio e para seu candidato ao Palácio dos Leões, podendo sua ação política ser decisiva para o desfecho da disputa pela sua sucessão.

 

PONTO & CONTRAPOONTO

 

Fusão DEM/PSL: Juscelino e Pedro Lucas poderão disputar o controle do novo partido no MA

Pedro Lucas Fernandes e Juscelino Filho poderão medir forças pelo controle do novo partido no Maranhão

Uma disputa de peso está se desenhando nos bastidores do cenário partidário do Maranhão, envolvendo os deputados federais Juscelino Filho, presidente regional do DEM, e Pedro Lucas Fernandes, comandante do PSL no Maranhão. O pomo da discórdia está exatamente num processo de união em curso entre os dois partidos. Ontem, o comando nacional do DEM, liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, aprovou, por unanimidade, a fusão, que agora só depende do comando nacional do PSL, que na visão de muitos observadores, poderá demorar um pouco, mas também aprovará a criação da nova sigla, que terá a maior bancada na Câmara federal, com 82 deputados.

Nesse jogo, uma pergunta está no ar: se a fusão DEM/PSL for consumada, como é quase certo que será, quem comandarão novo partido no Maranhão? É certo, como dois e dois são quatro, que Juscelino Rezende, que hoje comanda o DEM, não está disposto a perder o status de líder partidário, e certamente brigará pelo comando do novo partido. O problema é que Pedro Lucas Fernandes, que perdeu o comando do PTB, mas deu a volta por cima sucedendo ao vereador Chico Carvalho na presidência regional do PSL, dificilmente entregará de bandeja o comando do novo partido. E como é impraticável a divisão de um comando partidário, a expectativa é a de que, se nenhum concordar em ceder, os dois partirão para a disputa dentro do partido.

No momento, os dois concordam num ponto: não querem a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao partido, que terá 82 deputados federais se a fusão ocorrer mesmo, como está sendo desenhado.

 

É cedo para arriscar palpites na eleição do presidente da Câmara de São Luís

Paulo Victor, Dr. Gutemberg, Raimundo Penha e Aldir Jr. em campanha  na Câmara 

Já é intensa disputa para a presidência da Câmara Municipal de São Luís, com os vereadores Paulo Victor (PCdoB), Raimundo Penha (PDT), Dr. Gutemberg (Podemos) e Aldir Jr. (PL) em franco movimento em busca de apoio. A eleição será realizada em Abril, exatamente no momento em que o governador Flávio Dino deixará o cargo para concorrer ao Senado, o vice-governador Carlos Brandão se tornará governador titular e o prefeito Eduardo Braide (Podemos) já estará mais à vontade para atuar politicamente. Isso significa dizer que o cenário poderá ser mantido, ajustado ou simplesmente desmontado. A Câmara de São Luís tem força para resolver essa eleição sem influência externa. Só que 2022 será um ano politicamente agitado e os fluídos dessa agitação poderá influenciar as decisões no Palácio Pedro Neiva de Santana.

São Luís, 23 de Setembro de 2021.