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Ataques visam minar candidatura de Dino ao Senado, mas seu cacife político é sólido

 

Flávio Dino: ataques não mudam sua linha de ação nem seu projeto de ser senador

O MDB amadureceu a ideia, conversou internamente, decidiu e deve anunciar formalmente em breve: não lançará candidato ao Senado e apoiará a candidatura do governador Flávio Dino, independentemente de como se dará a disputa pelo Palácio dos Leões. Na mesma linha, o PSD, atendendo a uma manifestação do seu candidato a governador, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., também fechou questão e não lançará candidato ao Senado. Nos dois casos, prevaleceram lógica e pragmatismo, ou seja, falta de opções com cacife político e eleitoral, e dar apoio a um nome acreditado e com estatura nacional.

Mesmo diante de equação tão clara, há poucas semanas, aliados enviesados do governador Flávio Dino (PSB) deflagraram uma campanha articulada colocando em dúvida sua eleição para o Senado e insinuando que, por conta disso, ele poderá ficar no Governo até o final do seu mandato. Não declarada, segue mantida com uma nota provocativa aqui, um comentário azedo ali. A linha básica da marola é a seguinte: qualquer um que se diga disposto a disputar o Senado já ganha desses focos, de cara, o “status” de “ameaça” ao projeto senatorial do governador. Há um esforço claro e visível nessa direção, chegando até a traços de grosseria em alguns ataques. E o que motiva a campanha é de uma clareza solar: pressionar o governador no processo de escolha do candidato do seu grupo à sua sucessão.

Não é segredo que a corrida sucessória no campo liderado pelo governador Flávio Dino vem ganhando clima de guerra aberta entre o senador Weverton Rocha (PDT), candidato assumido e, pelo que tem deixado muito claro, irreversível, e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), e pelo que tem demonstrado, com o mesmo grau de determinação. E agora com o incremento da pré-candidatura do secretário Felipe Camarão (PT). É claro que o volume e o discurso da pré-campanha do pedetista e a movimentação e as posições assumidas pelo tucano comprometem a margem de negociação do coordenador do processo. Mesmo assim, Flávio Dino tem feito esforços visíveis no sentido de, pelo menos, manter os dois na mesa de negociações. Negar isso seria, no mínimo, má fé.

Mesmo nesse clima de caneladas e que ameaça descambar para a beligerância pesada, o governador tem mantido o comando do processo, com o propósito declarado de até o final de Novembro concluir as consultas e avaliações e anunciar sua posição sobre quem deve ser o candidato do grupo. Essa previsão sacudiu fortemente o tabuleiro sucessório, levando alguns segmentos a cometerem o erro primário de partir para o tudo ou nada, incluindo o governador entre seus alvos, como se isso fosse mudar alguma coisa no cenário já consolidado. E parece óbvio que tentar minar a posição de um líder politicamente sério e confiável como Flávio Dino, que não quebrou nenhum dos compromissos que assumiu desde as articulações para as eleições de 2014 até aqui, é cometer um equívoco grotesco.

A política praticada pelo governador é republicana, tanto que lhe permite conversar com seus, em tese, maiores adversários, como o ex-presidente José Sarney (MDB), por exemplo, sem que isso trinque a sua coerência ou sequer rasure a sua imagem de político inteligente e articulado. Assim, mesmo se argumentando que candidatura majoritária é um projeto de grupo, sua candidatura à vaga de senador é um processo natural, que independe do humor desse ou daquele aspirante injustificadamente insatisfeito. É claro que o ideal é a harmonização e galvanização de todas as forças por tal objetivo. Mas no Maranhão atual, é difícil viabilizar uma candidatura contra a do governador. Tanto que, por reconhecerem a sua importância política dentro e fora do Maranhão, até adversários de peso já manifestaram apoio à sua candidatura.

Atacar o governador num jogo de pressão que ele tentar conduzir é atirar contra o próprio pé.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ministério Público do Maranhão reage às mudanças previstas na PEC 005

Tendo à frente o procurador geral Eduardo Nicolau (c), membros do MPMA protestam contra a Proposta de Emenda Constitucional que, afirmam, fragiliza a instituição

Membros do Ministério Público do Maranhão repudiaram ontem, em ato público, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 005/2021, que, na avaliação de promotores e procuradores pode causar prejuízos à atuação da instituição e ao sistema de Justiça como um todo. A mobilização recebeu o apoio de integrantes do Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público Federal e representantes da sociedade civil organizada. Sob o comando do procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau, os manifestantes divulgaram um manifesto contra a PEC 05/2021.

Nos pronunciamentos, a tônica foi a de que as mudanças previstas na PEC afetarão a autonomia e independência funcional da instituição, que são a proteção contra perseguições políticas e punições seletivas. E também que membros de instituições fortes e independentes não são bem vistos “por certos tipos de políticos”. Os manifestantes enfatizaram que o Ministério Público e a imprensa “são pilares da democracia e não podem sofrer retrocessos em sua atuação”.

Na avaliação geral dos membros do MPMA e seus apoiadores, há um empenho no sentido de desconstruir o pacto civilizatório erigido a partir da Constituição de 1988. “Vivemos tempos sombrios. Porém, há uma energia cívica aqui hoje que reúne, não só o MP mas todo o sistema de justiça e a sociedade civil, que tem nessas instituições um instrumento importante de defesa dos seus interesses diante de uma série de retrocessos”, disse o procurador geral do Estado, Rodrigo Maia.

“O Ministério Público precisa ser independente e autônomo para que possa ter uma atuação forte, principalmente no combate à corrupção e à improbidade administrativa. Por isso devemos dizer não a essa PEC, que, na prática, pretende aumentar o poder do Congresso no CNMP”, defendeu o procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau.

 

Deputada garante que prefeita não foi humilhada por governador

Flávio Dino entre Thaiza Hortegal e Ducilene Belezinha, Paulo Neto e Rafael Leitoa (à direita) no ato em Chapadinha: os três deputados não viram agressão à prefeita

Na semana passada, adversários do governador Flávio Dino o acusaram de ter “tentado humilhar” a prefeita de Chapadinha, Ducilene Belezinha (PL). Aconteceu o seguinte: num ato de inauguração naquela cidade, o governador reagiu a uma afirmação da prefeita, feita em redes sociais, de que seu Governo nada fez pelo município e listou, de maneira enfática, as obras do seu Governo ali: o Restaurante Popular, o Viva Cidadão, o Hospital Macrorregional, o Centro de Hemodiálise, pavimentação asfáltica de ruas dos bairros, entre outros investimentos. A prefeita, que é raposa política tarimbada, usou redes sociais, para valer-se da condição de mulher e dizer que o governador tentou humilhá-la. Adversários do governador, estimulador pela tropa de choque do PL, entre eles a deputada estadual Detinha, fizeram zoada, tentando dar a conotação de escândalo.

Na sessão de ontem da Assembleia Legislativa, a deputada Thaíza Hortegal (PP), que estava presente, criticou o viés dado à reação do governador à provocação da prefeita e colocou os pingos nos is. Em discurso contundente e esclarecedor, Thaiza Hortegal desmontou o que chamou de “fake news” e disse que o governador, sim, foi vítima de uma injustiça. “Saiu na Internet que o governador desrespeitou e quis oprimir uma mulher por ser prefeita, o que não é verdade. Ou seja, é mais uma ‘fake news’ típica da própria prefeita de Chapadinha, acostumada a se vitimar com postagens nas redes sociais”, disparou a deputada pepista, que é da região e conhece todas as manhas e espertezas da política chapadinhense.

O discurso da deputada Thaiza Hortegal foi corroborado em diferentes tons por quatro deputados.

Rafael Leitoa, que estava na comitiva declarou: “O governador fez um discurso colocando aquilo que já realizou em Chapadinha. Não ouvi, em nenhum momento, ele se referir à atual prefeita. Acho que esse alvoroço serviu para que ela, infelizmente, vestisse a carapuça”, disse. Yglésio Moyses (PROS) sentenciou que “declarações infelizes têm consequências”, e justificou a sentença: “A prefeita Belezinha disse que nunca tinha recebido recurso do Estado. Logo, precisou ser confrontada com a realidade dos fatos. Nada mais natural do que o governador colocar a posição dele em relação ao que foi feito em Chapadinha”.

Hélio Soares (PL), que lidera a tropa de choque de Josimar de Maranhãozinho, líder da prefeita, no plenário da Assembleia Legislativa, saiu em defesa de Ducilene Belezinha, mas não apontou a suposta “agressão”, limitando-se a exaltar suas qualidades: “Ela foi eleita pelo Partido Liberal. É uma mulher que já foi experimentada. É independente politicamente, se elegeu pelo nosso partido e segue a linha dela. Eu estou sentindo que estão tentando bombardeá-la”. E o deputado Paulo Neto (DEM, raposa política da região, também elogiou a prefeita, e propôs uma virada de página: “A prefeita Belezinha faz um grande trabalho no município, mas nós temos que acabar com essas ‘fake news’, pois o governador já fez muito pela cidade. Essas notícias falsas surgiram de uma entrevista que ela concedeu há mais de 90 dias. Vamos pedir a união da prefeita com o governador, pois o povo é quem ganha com isso”.

Ou seja, a jogada que tinha o objetivo de carimbar Flávio Dino como agressor de prefeita não colou.

São Luís, 14 de Outubro de 2021.

Muito divididos, PT e MDB podem reunir forças para decidir os rumos da corrida aos Leões

 

PT e MDB estão dividido, mas devem ser decisivos para Weverton Rocha, Carlos Brandão e Felipe Camarão na corrida ao Palácio dos Leões no pleito do ano que vem

PT e MDB, dois partidos de perfis opostos e cujos braços maranhenses estão marcados por profundas divisões internas, podem ser, cada um a seu modo, decisivos no complexo jogo em que se dá a corrida para o Governo do Maranhão. Cada um deles rachado em duas frentes bem nítidas, batendo-se agora por três projetos de candidatura. As legendas petista e emedebista estão se movimentando com enormes dificuldades domésticas, colocando seus dirigentes e articuladores em situações complicadas, à medida que não lhes dão espaço para costurar acordos que levem a posições de consenso. Ao mesmo tempo em que se desgastam internamente, impedem que o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e agora om secretário Felipe Camarão (PT) intensifiquem articulações para montar as bases reais das suas candidaturas.

Antes dividido entre apoiar o pedetista Weverton Rocha, aliado tradicional, e o tucano Carlos Brandão, por meio de uma aliança com o governador Flávio Dino (PSB), o PT tem agora na sua mesa de decisões o petista Felipe Camarão. Estão com Weverton Rocha o núcleo petista de São Luís, comandado pelo ex-vereador Honorato Fernandes, que justifica a posição com o argumento de que o PDT é aliado preferencial. Por Carlos Brandão se move o comando estadual, liderado pelo presidente Augusto Lobato, com o discurso o partido tem de respeitar a aliança com o governador Flávio Dino. E respaldando a recém lançada pré-candidatura de Felipe Camarão encontram-se parte do comando estadual e uma corrente independente, liderada pelo secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e outros petistas de proa.

As três correntes só se juntarão se o ex-presidente Lula da Silva confirmar sua candidatura ao Planalto e bater martelo por um dos três pré-candidatos ao Governo do Maranhão. Trata-se de uma decisão tão complicada que vozes do comando nacional já admitem que o líder petista ode ficar sem palanque no Maranhão.

Núcleo básico do que já foi o Grupo Sarney e hoje sob o comando da ex-governadora Roseana Sarney, o MDB evidencia um grande racha, com uma corrente puxando o partido para Weverton Rocha e outra determinada a marchar com Carlos Brandão. O vice-presidente, deputado Roberto Costa, está inclinado para apoiar Weverton Rocha, posição reforçada pelo senador Lobão Filho, que num ato em Imperatriz declarou: “O MDB eu não sei, mas eu estou com Weverton Rocha”. Tendo à frente os deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha e os deputados estaduais Socorro Waquim e Arnaldo Melo, a outra corrente apoia abertamente Carlos Brandão.

Sem estar atrelado a um fator nacional, como é o caso do PT com a candidatura de Lula, o MDB maranhense só depende de uma tomada de posição de Roseana Sarney, cujo peso político e eleitoral – ela lidera as pesquisas de intensão de voto para o Governo do Estado – será decisivo na escolha do candidato a governador.

O senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão sabem que o PT e o MDB são importantes e podem ser decisivos na corrida sucessória, e por isso estão se movimentando como podem para atrair o apoio das duas legendas. Por sua vez, as correntes que formam esses partidos também sabem o peso que as legendas têm nesse jogo e se esforçam ao máximo para emplacar suas preferências. Só que nesse xadrez, as jogadas decisivas são armadas e conduzidas por quem têm poder de decisão, como o governador Flávio Dino, o ex-presidente Lula da Silva e a ex-governadora Roseana Sarney. É sabido que eles estão se comunicando direta ou indiretamente, e dessa comunicação devem sair, cedo ou tarde, decisões sobre os rumos que PT e MDB tomarão nessa corrida, que ainda está na largada, mas com movimentos tão intensos que tornam seu desfecho absolutamente imprevisível.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhãozinho prestaria grande serviço a si e à política se provasse que é inocente

Josimar de Maranhãozinho pode eliminar acusações 

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho vem fazendo um grande esforço para politizar a Operação Maranhão Nostrum, na qual o Gaeco investiga fortes indícios de desvio de recursos públicos envolvendo empresas e prefeituras ligadas ao parlamentar. Sem outros argumentos fortes para contestar a denúncia do Ministério Público, que em nota esclarecedora mostrou todo o fundamento da investigação, o deputado agora é duramente contestado pela Secretaria de Segurança Pública, depois de ter dito que está sendo vítima do braço policial do Governo. O problema é que no seu esforço de dar conotação política a uma investigação consistente, baseada em denúncias fortes e que até agora aponta graves elementos que em princípio comprovariam o que foi denunciado. Toda essa celeuma seria resolvida num estalo de dedos se o deputado Josimar de Maranhãozinho batesse às portas do Gaeco munido de documentos e provas irrefutáveis, contestando, uma a uma, as denúncias que o atingem. Se é inocente, perseguido político por estar crescendo nas pesquisas, por que não desmonta a tal armação política com a verdade? Sem isso, ele dificilmente convencerá que está sendo vítima de perseguição política por uma ameaça na corrida ao Palácio dos Leões. Edivaldo Jr. (PSD) entrou na briga bem situado, o mesmo acontecendo com Lahesio Bonfim (sem partido), que aparece nas pesquisas com melhor performance do que o chefe do PL. Nenhum deles está sofrendo perseguição política. Diante dos fatos e das gritantes contradições, em nome de uma política saudável, limpa, livre da suspeita de corrupção, o grande gesto do deputado Josimar de Maranhãozinho seria provar, por A mais B, que as denúncias e suspeitas investigadas pela Polícia Federal (Operação Descalabro) e pelo Gaeco (Operação Maranhão Nostrum) são infundadas e que a vida político-empresarial dele é reta, transparente e inatacável. Poderia disputar o Governo do Estado sem precisar de vitimização política. Tem tempo para isso.

 

Tendências são avaliadas em São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa

Júlio Matos, Paula da Pindoba e Eudes Barros: posições diferentes na sucessão

Nos bastidores partidários correm fortes rumores sobre as tendências dos prefeitos de São José de Ribamar, Júlio Matos (PL), de Paulo do Lumiar, Paula da Pindoba (PCdoB), e de Raposa, Eudes Barros (PL). No caso de São José de Ribamar, se o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) não for candidato a governador, Júlio Matos terá duas opções: Edivaldo Holanda Jr. (PSD) ou o senador Roberto Rocha (sem partido), caso ele venha a ser candidato. Paula da Pindoba está fechada com o governador Flávio Dino, apoiando o candidato que ele apontar. E Eudes tem compromisso com Josimar de Maranhãozinho, mas se for liberado na hipótese de o chefe do PL não ser candidato, ele pode apoiar o vice-governador Carlos Brandão. Vale registrar que essas possibilidades circulam nos bastidores, e que nenhum deles se manifestou pessoalmente sobre o assunto.

São Luís, 12 de Outubro de 2021.

Felipe Camarão entra na corrida aos Leões e, se ganhar o apoio do PT e de Lula e o aval de Dino, pode decolar

 

Felipe Camarão em ação pelo apoio do PT e por dobradinha com ex-presidente Lula

É verdade que, pelo menos no primeiro momento, não causou um terremoto político capaz de desarmar outras pré-candidaturas, mas não há como negar que a entrada do advogado Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado de Educação e nome de proa do núcleo duro da equipe do governador Flávio Dino (PSB), estremeceu o campo minado e agitado em que se dá a disputa pelo Palácio dos Leões. O estremecimento ganhou intensidade no sábado, em Pedreiras, onde, em uma escala da caravana do PT, acompanhado de destacadas lideranças do partido, como o deputado estadual Zé Inácio, vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, mandou o seguinte recado: “Eu quero ser o governador do Maranhão. Eu quero ser o governador do Maranhão, do PT, do presidente Lula e dos Josés, Marias, e de todos os cidadãos maranhenses”. Se abraçado pelo PT, como ele acredita que será, o projeto de candidatura de Felipe Camarão terá impacto decisivo nas pré-candidaturas do senador Weverton Rocha (PDT) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que trabalham duro para atrair o apoio petista e, na esteira dele, de dobradinha com o ex-presidente Lula da Silva (PT) no Maranhão.

Todas avaliações feitas sem paixão partidária sobre o “fator PT” no Maranhão levam invariavelmente à conclusão de que o candidato que vier a ter o apoio desse partido sairá no lucro alto. Primeiro porque, mesmo que seu desempenho no estado seja muito modesto, o seu gigantismo nacional do PT garante ao braço maranhense vantagens importantes, como, por exemplo, boa fatia de tempo para campanha no rádio e na TV. Mas o que pesa mesmo é uma dobradinha no estado com o presidente Lula da Silva como candidato que vier a ter o seu apoio. E se esse candidato for também brindado com o aval do governador Flávio Dino, terá força política e eleitoral para chegar ao segundo turno e brigar pelo Palácio dos Leões no ano que vem.

Se vier a ter sua candidatura confirmada pelo PT, Felipe Camarão entrará no jogo com tudo o que a legenda dispõe, podendo também ganhar o suporte do governado Flávio Dino que, vale destacar, ainda não se manifestou em relação ao movimento do seu secretário der Educação. O tempo de rádio e TV será crucial para sua campanha e o apoio do presidente Lula da Silva pode ser decisivo para alavancar sua candidatura. É essa equação que está levando o senador Weverton Rocha a investir tão forte para ganhar o apoio do PT e do seu líder maior. E mesmo faz o vice-governador Carlos Brandão, estimulado pela aliança do PT com o governador Flávio Dino. A movimentação de ambos nessa direção passa a impressão de que sem o apoio do PT e do ex-presidente Lula suas candidaturas enfrentarão dificuldades.

Felipe Camarão entra no jogo na hora certa, faltando exatamente um ano para a eleição. É jovem, tem boa imagem, tem credibilidade como gestor e comanda o maior programa de educação de base em curso no País, formado projetos avançados como Escola Digna, Escola de Tempo Integral e Iemas, dando também suporte ao ensino universitário, com a consolidação da Uema Sul. Aos 39 anos, é um dos quadros mais destacados da sua geração no serviço público, com desempenho acima da média nas funções que exerceu, a exemplo da Secretaria de Estado da Educação. Sempre teve um pé na política, tendo sido, por exemplo, lembrado para disputar a Prefeitura de São Luís em 2020. E desembarcou de vez nessa seara meses atrás dando uma tacada certeira ao se filiar ao PT motivado pelo projeto de disputar uma cadeira na Câmara Federal. Agora dá uma guinada radical ao se lançar pré-candidato ao Governo do Estado.

Recebida por muitos com surpresa e por outros nem tanto, sua entrada na corrida ao Palácio dos Leões acendeu luz amarela para Weverton Rocha e Carlos Brandão, e uma luz quase vermelha para o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que vê ganhar forma um forte candidato ao posto de “Terceira Via”. Pode ser que o seu projeto de candidatura majoritária não prospere, mas a impressão que está causando nesse primeiro momento é o de que tem rumo e pode decolar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

DESTAQUE

Imperatriz ganha Hospital do Amor, fruto do esforço político do senador Weverton Rocha

Momentos da inauguração do Hospital do Amor em Imperatriz, ato comandado por Weverton Rocha e com a participação de Veneziano Vital, Eliziane Gama e Othelino Neto: grande relevância social e expressivo peso político

O senador Weverton Rocha fechou a semana fortalecendo expressivamente seu projeto de candidatura ao Governo do Estado na Região Tocantina, com a inauguração, sexta-feira (08), em Imperatriz, da filial maranhense do Hospital do Amor, uma rede hospitalar de excelência no tratamento curativo preventivo do câncer, originada em Barretos (SP). A inauguração contou com a presença do governador Flávio Dino (PSB), do presidente em exercício do Senado, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), e do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), além da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e do prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM) e líderes partidários. Um ato de elevada importância social e com forte conotação política.

Fruto do esforço pessoal e político do senador Weverton Rocha, que destinou R$ 40 milhões de suas emendas parlamentares para a construção do prédio e equipamentos, o HA de Imperatriz tem mais de 2 mil metros quadrados de área construída, com diversas salas de atendimento específico para o tratamento oncológico, além de salas para a realização de exames, como mamografia, ultrassom, dentre outros. A unidade tem previsão de realizar a prevenção do câncer de mama em mulheres de 50 a 69 anos, e do câncer de colo de útero em mulheres de 25 a 64 anos. Ali, pacientes poderão fazer exames de mamografia, Papanicolau, consultas com mastologista, consultas com ginecologista e as biópsias, tanto de mama quanto de colo de útero. A unidade também terá um centro cirúrgico, para a retirada de pequenos tumores, tanto de colo de útero, quanto de mama.

A inauguração contou, ainda, com a presença do governador Flávio Dino, que destacou a importância da união de esforços para ampliar a rede de saúde pública na Região Tocantina. “Parabenizo o senador Weverton por essa iniciativa, que permite que essa região avance na conquista dessa meta de ser transformada em um polo de saúde”, disse.

Veneziano Vital do Rego, presidente em exercício do Senado, saudou o ato HA como uma conquista do senador Weverton Rocha, da Região Tocantina, do Maranhão e de todo o Nordeste, destacou o hospital como uma referência no tratamento e na prevenção do câncer de mama, útero e ovário. “Uma grande conquista para o povo da nossa região”, afirmou Veneziano, referindo-se ao Nordeste como um todo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, principal aliado do senador Weverton Rocha, lembrou que é ainda elevado o número de mulheres que morrem vítimas de câncer por desinformação e ausência de prevenção. “Esse hospital vai, certamente, salvar muitas vidas, permitindo não só o tratamento, mas fazendo um trabalho muito importante de prevenção, cuidado e informação para que menos mulheres adoeçam e, consequentemente, diminua o percentual de mortalidade. Parabéns ao senador Weverton pela concretização deste sonho”, disse.

Responsável maior pelo projeto e sua implantação, iniciada em junho de 2020, o senador Weverton Rocha justificou a iniciativa:

“Sonhamos muito com esse hospital e estamos muito felizes por vermos esse sonho sendo concretizado. O Hospital de Amor faz parte de uma grande rede do bem, que salva vidas e, certamente, vamos trabalhar para levar para outras cidades do Maranhão”, declarou. E acrescentou: “Definimos a implantação em Imperatriz porque é a maior cidade ao sul do Maranhão e garantirá atendimento a toda a região tocantina e sul maranhense. Em São Luís, já temos o Aldenora Belo que atende com excelência o estado todo e conta com o nosso apoio. O trabalho desenvolvido em SP é excepcional. Não pensei duas vezes em trazer para o Maranhão”, ressaltou.

 

Sem Maranhãozinho no páreo, Lahesio aposta em dobradinha com Bolsonaro, que pode optar por Rocha

Lahesio Bonfim: livre de Josimar de Maranhãozinho e sombra de Roberto Rocha na corrida sucessória

A maior preocupação do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (sem partido), que ameaçava a concretização do seu projeto de disputar o Governo do Estado em dobradinha com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), deixou de existir. Uma fonte com trânsito no grupo próximo ao presidente da República teria ouvido de um dos assessores do Palácio do Planalto que Jair Bolsonaro não cogita apontar o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) como seu candidato ao Governo do Maranhão. Com essa decisão, a preocupação do pré-candidato Lahesio Bonfim passar ser o senador Roberto Rocha, que embora não tenha feito ainda qualquer anúncio nesse sentido, é citado em todas as rodas de conversa como o candidato do presidente Jair Bolsonaro ao Governo do Maranhão. Como é sabido, o prefeito de São Pedro dos Crentes tem dito que seu projeto de candidatura não depende do Palácio do Planalto, mas ele quer fazer dobradinha com o presidente.

São Luís, 11 de Outubro de 2021.

Josimar de Maranhãozinho: onde se encontram o político astuto e ousado e o empresário suspeito

 

Josimar de Maranhãozinho: político astuto e bem sucedido e empresário que ganha com negócios suspeitos com verba pública e guarda milhões em caixas de papelão

Por mais que tente politizar as Operações “Descalabro” e “Maranhão Nostrum”, que o apontam como chefe de um esquema milionário de dinheiro público por meio de licitações fraudalentas feitas por empresas a ele ligadas, numa movimentação que já alcançou mais de R$ 170 milhões, segundo o que foi apurado pela Polícia Federal e pelo Gaeco, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está enfrentando enormes dificuldades para manter esse discurso. Mesmo ajudado por aliados de outros pré-candidatos a governador, que relacionam ostensivamente a Operação “Maranhão Nostrum” com o movimento do parlamentar no sentido de romper com o governador Flávio Dino (PSB), os fatos relatados pelo Ministério Público em nota divulgada ontem são nitroglicerina pura, frutos de uma investigação ampla e complexa, na qual não comporta o argumento da “perseguição política”.

O problema é que observações cuidadosas, feitas pelo prisma da isenção, via de regra levam à identificação de dois personagens que respondem pelo nome político Josimar de Maranhãozinho.

O mais visível é o político astuto, de faro apurado, enorme capacidade de movimentação, bom articulador, que saiu da Prefeitura de Maranhãozinho para ser o candidato a deputado estadual mais votado em 2014, com assombrosos quase 99 mil votos, que se elegeu deputado federal em 2018 com 195 mil votos, levando junto a esposa Detinha (PL), ex-prefeita de Centro do Guilherme, eleita com maior votação para a Assembleia Legislativa. Esse político que saiu do nada e alcançou à mesa das decisões maiores da política estadual como controlador de três partidos (PL, Avante e Patriotas), apoiador político e financeiro de candidatos a prefeituras, exibindo atualmente a paternidade eleitoral de pelo menos 40 prefeitos, mais o controle político e partidário sobre cinco deputados estaduais e três deputados federais. Embalado por essa espantosa força política, que é visível, apesar das controvérsias que a envolvem, o político Josimar de Maranhãozinho se movimenta hoje no tabuleiro da política estadual com gás para se lançar candidato a governador do Estado, jogando para valorizar seu passe ao afirmar que está rompendo com o governador Flávio Dino, mas sem dizer o motivo.

O Josimar de Maranhãozinho menos visível é o que atua como empresário, que amealhou uma fortuna que ninguém consegue mensurar, por meio de empresas que quase ninguém conhece, todas, ou a maior parte delas, operando em atividades bancadas com dinheiro público, especialmente da mais produtiva e mais controversa de todas as fontes: as emendas parlamentares. As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) levaram a empresas como a Joas Consultoria Marketing Ltda, a Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda e a Construtora Madry, todas ligadas ao empresário Josimar de Maranhãozinho. Elas venceram licitações marcadas por irregularidades em Zé Doca – a prefeita de lá, Josenilda Cunha Rodrigues (PL) é irmã do deputado -, Maranhãozinho, Centro do Guilherme, Araguanã, Carutapera, Pedro do Rosário, onde sua influência política é avassaladora. Um Relatório de Análise de RIF (Relatório de Inteligência Financeira) acerca das movimentações suspeitas apontadas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), essas empresas movimentaram, de maneira suspeita, nada menos que R$ 159.745.884,37.

E é exatamente nesse ponto nervoso e cinzento, uma espécie de fronteira entre o mundo e o submundo da política, que o político campeão de votos e controlador de um grupo de peso no cenário estadual se mistura com o empresário de atuação controversa e suspeita, que guarda milhões de reais em espécie, com os pacotes acomodados em caixas de papelão, como as que foram encontradas pela Polícia Federal no escritório do parlamentar, em São Luís, em dezembro passado. O que veio à tona nas investigações reduz drasticamente o poder de convencimento da defesa de Josimar de Maranhãozinho pelo viés político com a alegação de que está sendo perseguido porque vem “crescendo” na corrida para o Governo do Estado, o que não é exatamente verdade – basta ver os números.

As informações contidas na nota do MPE sugerem uma indagação: quem sobreviverá, o político ativo e ousado ou o empresário sob a mira da PF e do Gaeco?

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pré-candidatos atuam ouvindo integrante dos seus núcleos de campanha

Carlos Brandão, Weverton Rocha e Edivaldo Jr.: cada um tem seu time

Ontem, vários leitores, após terem lido a entrada do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), para o time de conselheiros do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), formado pelos ex-prefeitos Cleomar Tema (PSB), de Tuntum, e Luís Fernando Silva (PSDB), de São José de Ribamar, além, claro, do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), que hoje formam a base do núcleo central da pré-candidatura do vice-governador.

Uma apuração rápida levantou que o senador Weverton Rocha (PDT), que está na frente nas intenções de voto, tem três conselheiros com quem conversa com frequência: o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, hoje o principal avalista da sua pré-candidatura, e o presidente da Famem e prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), principal responsável pela organização da sua pré-campanha. Conversa também com a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

E, finalmente, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) que até aqui está assessorado pelos principais avalistas da sua candidatura: o deputado federal e presidente do partido Edilázio Jr. e o deputado estadual César Pires, que até aqui está funcionando com o operador da pré-campanha.

Isso é só o começo.

 

PP pode receber a filiação de Jair Bolsonaro, Roberto Rocha e Lahesio Bonfim

André Fufuca pode receber Jair Bolsonaro, Roberto Rocha e Lahesio Bonfim no PP

Todos os sinais emitidos nos últimos dias indicam que o presidente Jair Bolsonaro não terá vez no União Brasil, o gigante partidário que ganha forma com a fusão do DEM com o PSL. A esmagadora maioria dos líderes do partido já disse que não quer conversa com o presidente e muitos defendem o lançamento de uma candidatura forte, que pode ser a do presidente do Senado, o mineiro Rodrigo Pacheco para enfrentar Lula da Silva (PT) e o próprio Jair Bolsonaro, que voltou a assediar o PP, e como tem o chefe maior do partido, o presidente da Câmara Federal Arthur Lira (AL) nas mãos, é possível que a filiação do presidente e sua tropa de choque aconteça em breve. Presidente nacional em exercício do PP, o deputado federal André Fufuca dá sinais de que está na linha de frente colocando o tapete vermelho para Jair Bolsonaro ingressar no partido. E pode abrigar no Maranhão  o senador Roberto Rocha, que ainda não disse como enfrentará as urnas, e o tonitruante prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, pré-candidato assumido a governador.

São Luís, 09 de Outubro de 2021.

Com Madeira, Brandão reforça time de apoio que já conta com políticos tarimbados

 

Carlos Brandão contará com a experiência do ex-prefeito Sebastião Madeira na briga pelo Palácio dos Leões

O desembarque do ex-prefeito de Imperatriz e ex-deputado federal Sebastião Madeira (PSDB) no Governo do Estado como presidente da estatal Gasmar, conforme anunciado pelo governador Flávio Dino (PSB), pode ser observado por dois ângulos, o administrativo e o político. No ângulo administrativo, a empresa ganha um dirigente experiente, que tem no currículo nada menos que oito anos no comando da Prefeitura de Imperatriz, credencial que o coloca no time de ponta do Governo como um quadro de excelência, que pode colaborar efetivamente com a evolução da Gasmar, depois que o então presidente, Deoclídes Macedo (PDT), se elegeu mais uma vez prefeito de Porto Franco. No campo político, Sebastião Madeira é um quadro de primeira linha, e com um dado curioso da sua personalidade política: é tucano por convicção, tendo se tornado um respeitado militante do partido, no qual atua há mais de três décadas, podendo vir a ser um dos principais articuladores políticos do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na corrida ao voto.

Médico por formação e profissão, Sebastião Madeira tem na política a sua razão de ser como cidadão. E com um dado que o diferencia da maioria dos políticos da atualidade: a coerência ideológica e partidária. Político de centro, é filiado e militante do PSDB há mais de três décadas. Nos quatro mandatos de deputado federal que exerceu, participou da cúpula do partido e da base do Governo Fernando Henrique. O trabalho político que realizou na bancada do PSDB naquele período foi reconhecido com a decisão da cúpula tucana de entregar-lhe a presidência do Instituto Tancredo Neves, centro de estudos e aprimoramento da social-democracia como a base ideológica do partido. Foi duramente atingido pelos revezes sofridos pela agremiação, mas se manteve fiel ao compromisso de ser tucano.

Político de atuação fortemente regional, Sebastião Madeira tem a região Tocantina como o seu campo de ação, a começar por Imperatriz, seu berço e base principal, que comandou com eficiência administrativa por oito anos como prefeito eleito e reeleito. Deu suporte ao senador Roberto Rocha como assessor parlamentar, enquanto o agora bolsonarista e sem partido comandou o PSDB pela segunda vez no Maranhão, e sua aliança com o vice-governador Carlos Brandão é o desdobramento natural da sua fidelidade partidária. Em conversas reservadas, tem dito que vai entrar firme na campanha do vice-governador Carlos Brandão para o Governo do Estado. Inicialmente, seu projeto era disputar uma cadeira na Câmara Federal, mas arquivou o projeto para ficar mais livre e se dedicar à campanha do vice-governador, devendo apoiar também o atual secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), para a Câmara Federal.

Qualquer avaliação isenta certamente concluirá que, ao ganhar o apoio do ex-prefeito Sebastião Madeira, o vice-governador Carlos Brandão ganha um aliado de peso, que sabe o que faz e conhece em profundidade o terreno em que atua. Se não representa um forte suporte eleitoral propriamente dito, o apoio de Sebastião Madeira garante a Carlos Brandão presença política efetiva em Imperatriz e região, equilibrando peso político com o senador Weverton Rocha (PDT), que ali conta com o ex-prefeito Ildon Marques (PP) e com o prefeito Assis Ramos (DEM) – a eleição municipal de 2020 mostrou que os três têm peso político e eleitoral equivalentes.

O ex-prefeito de Imperatriz entra no jogo para reforçar o grupo de apoio ao vice-governador Carlos Brandão, que já conta com dois ex-prefeitos tarimbados em lutas pelo voto: Cleomar Tema (PSB), ex-prefeito de Tuntum e que conhece como poucos os caminhos políticos do sertão e do agreste, e Luís Fernando Silva (PSDB), ex-prefeito de São José de Ribamar, que sabe o que faz nessa seara. Um time com PHD nessa seara.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Juscelino Filho vai para a Executiva do novo partido; e Pedro Lucas?

Juscelino Filho saiu na frente para controlar o novo partido no Maranhão

A julgar pelo que foi dito ontem, o deputado federal Juscelino Filho, que preside o DEM no Maranhão, será membro da Executiva do União Brasil, partido que resultará da fusão do DEM com o PSL, este comandado no estado pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes.

Chamou a atenção na informação o fato de o deputado Juscelino Filho ter a garantia de uma vaga na Executiva do novo partido dada por ninguém menos que Luciano Bivar, fundador e presidente nacional do PSL e um dos articuladores da fusão, quando a lógica seria fortalecer a posição do deputado Pedro Lucas Fernandes, que presidirá o seu partido no maranhão até que a fusão for consumada pelo aval da Justiça Eleitoral.

Tão curioso como a declaração de Luciano Bivar em favor de Juscelino Filho foi o silêncio do deputado Pedro Lucas Fernandes em relação às articulações que resultarão no surgimento do novo partido. A começar pelo fato de que a fusão criará um poderoso espaço de poder no Maranhão, que será a presidência desse partido, que poderá ser ocupada por um dos dois parlamentares.

E independentemente do que aconteceu ontem, não será surpresa se os dois parlamentares travarem uma dura queda de braço pelo comando estadual da legenda.

 

Ministério Público rebate insinuações de Maranhãozinho sobre a Operação Maranhão Nostrum

Diante da reação do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que em nota classificou de “estranha” a Operação Maranhão Nostrum, feita pelo Gaeco com o apoio da Polícia Civil em sua residência, insinuando também a possibilidade de se tratar de retaliação política, o Ministério Público não deixou por menos e rebateu com a seguinte Nota Oficial:

O Ministério Público do Maranhão esclarece que:

A Operação Maranhão Nostrum é resultado do Procedimento Investigatório Criminal nº 011660-750/2018, instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em 19 de outubro 2018;

Esse procedimento originou-se de uma Notícia de Fato sobre denúncias envolvendo Josimar Cunha Rodrigues, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, e as empresas Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda e Construtora Madry, ambas ligadas ao parlamentar; Josimar Cunha Rodrigues é, até hoje, sócio da Construtora Madry, junto com sua irmã Irismar Cunha Rodrigues, também investigada;

Em relação à Águia Farma Distribuidora De Medicamentos Ltda, Josimar Cunha Rodrigues fez parte do quadro societário entre 20/08/2013 e 08/07/2015, período que está incluído na investigação, que se estende, em relação ao mesmo, até novembro de 2018;

Embora Josimar Cunha Rodrigues não seja mais sócio da Águia Farma desde 2015, o quadro societário passou a ser composto por pessoas diretamente ligadas a ele: Gildeilma dos Reis Martins e Francisca Adelina Alves de Melo, funcionárias particulares de Josimar de Maranhãozinho e servidoras da Assembleia Legislativa do Maranhão até o final de 2020;

Destaca-se, ainda, que foi sócia da empresa até dezembro 2020, também, a senhora Maria Deusa, cunhada de Josimar e, atualmente, prefeita de Maranhãozinho;

No curso da investigação, o Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do Ministério Público do Maranhão produziu Relatórios de Análise Técnica acerca dos procedimentos licitatórios nos quais Águia Farma Distribuidora De Medicamentos Ltda foi vencedora entre 2014 e 2018 nos municípios Zé Doca, Maranhãozinho, Centro do Guilherme, Araguanã, Carutapera, Pedro do Rosário. Em todos foram constatadas irregularidades;

Houve também produção de Relatório de Análise de RIF (Relatório de Inteligência Financeira) acerca das movimentações suspeitas apontadas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), no montante de R$ 159.745.884,37 (cento e cinquenta e nove milhões, setecentos e quarenta e cinco mil, oitocentos e oitenta e quatro reais e trinta e sete centavos);

Todos os relatórios apontaram o recebimento de valores pela Construtora Madry, que embora não fosse licitante, era a principal beneficiária dos recursos oriundos das empresas que logravam êxito nos procedimentos licitatórios objeto da investigação;

Da mesma forma, o próprio investigado Josimar Cunha Rodrigues, no período em questão, consta como principal favorecido das empresas que participavam e ganhavam os procedimentos licitatórios. Além dele, receberam dinheiro dessas empresas parentes como Lucas Emanuel Costa Cunha, seu sobrinho, e Irismar Cunha Rodrigues, sua irmã.

Apurou-se também que as empresas que fazem parte da organização criminosa tinham como sócios pessoas ligadas ao investigado Josimar Cunha Rodrigues, fazendo parte do quadro societário de mais de uma empresa. São exemplo, Gildeilma dos Reis Martins, sócia da Águia Farma e também da Joas Consultoria Marketing Ltda no período investigado.

Diante de todos esses elementos, foi protocolado, no dia 02 de junho de 2021, duas medidas: 1) A busca e apreensão com pedido de indisponibilidade de bens e afastamento dos servidores investigados;

2) Quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados; ambas as medidas foram deferidas no dia 21 de setembro de 2021, sendo a busca cumprida em 6 de outubro de 2021;

Como resultado das buscas, foram apreendidos mais de R$ 100.000,00 em espécie nos endereços dos investigados Josimar Cunha Rodrigues, Thiago Costa Rodrigues, Mozeli Borges da Silva, Irismar Cunha Rodrigues e outros. Também foram apreendidos diversos veículos de luxo, uma lancha, barra de ouro e diversos documentos das empresas;

Destaca-se que, em um dos endereços do investigado Josimar Cunha Rodrigues, foram encontrados cheques em branco, já assinados, da Construtora Madry, da qual o investigado é atualmente sócio com sua irmã Irismar Cunha Rodrigues, também investigada;

Foram efetuadas três prisões em flagrante, por posse ilegal de arma de fogo;

Além dos 13 municípios do Maranhão, foi realizada busca e apreensão no município de Várzea Alegre (CE), no endereço de Lucas Emanuel Costa Cunha, sobrinho de Josimar Cunha Rodrigues;

A Operação envolveu mais de 60 alvos e 208 policiais, além de nove promotores de justiça, entre integrantes do Gaeco e das Promotorias de Zé Doca, Guimarães, Santa Inês e Maracaçumé.

São Luís, 08 de Outubro de 2021.

 

 

 

Alvo de nova operação policial por suspeita de corrupção, Maranhãozinho pode perder espaço

 

Josimar de Maranhãozinho “surpreendido” pela a ação de agentes do Gaeco fazendo buscas e apreensão na sua residência, procurando provas da prática de corrupção

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, foi colocado ontem numa situação de extremo desconforto, instabilidade e incerteza quanto ao seu futuro político, depois que a força-tarefa do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, realizou ontem a Operação Maranhão Nostrum,  e parceria com a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), Centro Tático Aéreo (CTA) e outras unidades. O Gaeco cumpriu 60 mandatos judiciais em 14 municípios, onde empresas – algumas delas ligadas ao parlamentar – faturaram pelo menos R$ 150 milhões em operações marcadas por suspeitas, entre elas Zé Doca, cuja prefeita Josenilda Cunha Rodrigues (PL) é irmã do parlamentar. A ação do Gaeco ocorre menos de um ano depois da Operação Descalabro, por meio da qual a Polícia Federal investigava o desvio de pelo menos R$ 15 milhões de recursos destinados à Saúde.

A reação do deputado Josimar de Maranhãozinho foi a mesma nos dois casos: está sendo vítima de perseguição, que pode ser ou não de natureza política. Ele diz suspeitar de que isso está ocorrendo por causa da sua ação política. Os cerca de R$ 6,5 milhões encontrados em caixas de papelão no seu escritório em São Luís nada têm a ver com desvios de dinheiro público, exatamente por se tratarem de ganhos em negócios lícitos. Avaliou a operação de ontem, realizada na sua residência, foi também “um absurdo”. Ou seja, a dinheirama com que bancou candidatos a prefeito e a vereador em mais de 70 municípios, com a eleição de cerca de 40, entre elas gigantes como São José de Ribamar, são saíram dos cofres dos três partidos que controla no estado – PL, Avante e Patriotas.

O fato é que as duas operações colocaram o deputado Josimar de Maranhãozinho numa situação de extremo desconforto. Isso porque, contrariando suas reações, a Polícia Federal (Operação Descalabro) e o Gaeco (Operação Maranhão Nostrum) foram autorizados pelos braços federal e estadual da Justiça, e o Ministério Público. As justificativas são densas, resultados de investigações cuidadosas, calcadas em documentos que comprovariam amplamente a ação de uma organização criminosa, que movimentou mais de R$ 160 milhões em pouco tempo.

Não é novidade no meio político e fora dele, e para expressiva fatia do eleitorado e ainda para as Polícias Federal e Estadual e o Ministério Público Estadual e Federal que Josimar de Maranhãozinho é um político controverso, que atua exibindo impressionante poder de fogo financeiro, que é a base do seu poder político. Começa pelo fato de controlar, com mão de ferro, três partidos no Maranhão – PL, Avante e Patriotas. É conhecido nos meandros da política estadual como um chefe partidário que “cumpre acordo”. Tanto que saiu das eleições municipais como o responsável direto pela eleição dos prefeitos Júlio Matos (São José de Ribamar), Belezinha Pontes (Chapadinha), Rigo Teles (Barrado Corda), para citar apenas três exemplos, além de Zé Doca, tendo sua irmã como prefeita.

Se a Operação Descalabro, realizada um ano atrás com a invasão do seu escritório e localização de uma bolada em dinheiro vivo, grana suficiente para comprar um apartamento de andar inteiro na Península, o deixou sem chão por alguns dias, a Operação Maranhão Nostrum foi mais dura. A começar pelo fato de que a busca e apreensão foi feita na sua residência, uma mansão com campo de futebol, palco recente de duas concentrações políticas, uma de prefeitos e outra de vereadores, marcando o deslanche de sua pré-campanha como pré-candidato ao Palácio dos Leões. Isso sem falar dos inúmeros eventos realizados nos quatro cantos do Maranhão.

O fato é que, por mais ousado que seja o deputado Josimar de Maranhãozinho, essas ações policiais, respaldadas pelo Ministério Público com autorização da Justiça, e ocorridas em meio a movimentos já intensos da corrida à sucessão do governador Flávio Dino (PSB), podem produzir efeito devastador no seu ousado projeto de se mudar para o Palácio dos Leões em Janeiro de 2023.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Aprovada a fusão DEM/PSL, surge a pergunta: quem comandará o novo partido no Maranhão

Fusão DEM/PSL está definida: quem comandará o novo partido no MA, Pedro Lucas Fernandes ou Juscelino Filho?

Os comandos do DEM e do PSL aprovaram ontem a fusão dos dois partidos, criando as condições concretas para o nascimento do União Brasil, que nascerá com nada menos com 81 deputados federais, de longe a maior bancada da Câmara Federal. A fusão partidária, que agora só depende do aval da Justiça Eleitoral, terá reflexos importantes no cenário partidário maranhense. E tudo começa com uma indagação: quem será o presidente do partido, o atual presidente do DEM, deputado federal Juscelino Filho, ou o atual presidente do PSL, deputado federal Pedro Lucas Fernandes? Além disso, como o novo partido, que terá maior tempo de campanha no rádio e na TV, entre outras condições excepcionais das quais será dotado por conta do seu gigantismo, se posicionará na disputa sucessória? O presidente da nova legenda terá lugar importante nas negociações que resultarão nas eleições maranhenses. Vale aguardar.

Ana Paula comanda ações sociais e dá sentido ao posto de vice-prefeita em Pinheiro

Ana Paula : quebrando isolamento de vice e comandando ações sociais em Pinheiro

Via de regra, vice-prefeito costuma submergir depois de um curto período de euforia por haver chegado ao posto. Alguns, porém, não se enquadram nessa tradição e se envolvem efetivamente com o Governo municipal, atuando efetivamente em ações além de compromissos protocolares. Um caso exemplar é o de Pinheiro, onde a vice-prefeita Ana Paula Lobato (PDT) se movimenta no campo político, como vice-presidente do PDT local, e no campo da gestão, realizando ações sociais, em sintonia com o prefeito Luciano Genésio (PP). Ontem, por exemplo, a vice-prefeita Ana Paula Lobato – que preside também o Grupo de Esposas de Deputados do Estado do maranhão (Gedema), o braço social da Assembleia legislativa -, comandou uma ação no Residencial Coqueiro, na chamada Vila Filuca, na periferia de Pinheiro, onde reuniu crianças do bairro para uma manhã de festa, com direito a com muitas brincadeiras, cachorro-quente, pipoca, algodão doce e distribuição de 600 brinquedos. “O Dia das Crianças está se aproximando e não poderíamos deixar essa data especial passar em branco. Preparamos esse momento com muito carinho e a recompensa é ver os olhos brilhando e o sorriso no rosto de cada um”, assinalou a vice-prefeita de Pinheiro, que, pelo visto, está construindo um horizonte político que vai muito além das fronteiras da Princesa da Baixada.

São Luís, 07 de Outubro de 2021.

Weverton e Brandão querem o apoio de Lula, mas o líder petista quer mesmo é Dino no Senado

 

Weverton Rocha e Carlos Brandão se movem pelo apoio de Lula da Silva, que por sua vez quer mesmo é Flávio Dino e outros atuais governadores no Senado

O braço maranhense do PT está sendo colocado numa espécie de encruzilhada no que diz respeito à disputa pelo Palácio dos Leões no ano que vem. Em princípio, uma banda do partido está comprometida com vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assumirá o Governo em abril e pleiteará a reeleição, enquanto outra se movimenta em apoio ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Majoritária e liderada pelo presidente regional do partido, Augusto Lobato, a banda que apoia Carlos Brandão justifica o apoio com om argumento de que o vice-governador tem o apoio do governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, e certa de que terá ainda o aval do ex-presidente Lula da Silva, certa de que a candidatura dele ao Planalto são favas contadas. Já a banda que se mostra alinhada ao senador Weverton Rocha argumenta que o PDT é aliado preferencial e que o senador está cada vez mais próximo do líder petista – com quem, aliás, esteve ontem -, ainda que o seu partido tenha o ex-governador Ciro Gomes como candidato a presidente e com um discurso hostil à Lula.

Tais manifestações sugerem que Lula tem um grande abacaxi para descascar no Maranhão. Primeiro porque é difícil imaginá-lo afastado do governador Flávio Dino para apoiar a candidatura de Weverton Rocha deixando de lado a do vice-governador Carlos Brandão. Por outro lado, o senador Weverton Rocha tem feito movimentos ostensivos para obter o apoio do ex-presidente à sua candidatura a governador, dando a entender, nos últimos dias, que o acordo sairá. Nesse ambiente de pressões e incertezas, Lula terá de se posicionar, mesmo sabendo que qualquer posição que tomar ferirá o outro grupo, o que não é aceitável por muitos dentro dos dois grupos.

Em busca do apoio de Lula, os dois grupos apresentam argumentos os mais diversos. Apoiadores de Weverton Rocha jogam pesado lembrando que Carlos Brandão é do PSDB, partido que foi carro-chefe, juntamente com o MDB, na pressão pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mesmo sabendo que na época do processo Carlos Brandão já era vice-governador, não tendo qualquer participação no processo de derrubada do governo do PT. Aliados de Carlos Brandão contra-atacam lembrando que nenhum político, salvo aqueles do núcleo duro do PT, foi tão ativo em defesa do ex-presidente quanto o governador Flávio Dino, com total apoio do seu vice. Além do mais, aliados do vice criticam o senador por tentar fazer o líder petista apoiá-lo, mesmo o partido dele tendo candidato a presidente.

Em meio a esse cabo de guerra entre Carlos Brandão e Weverton Rocha pelo apoio do PT, uma informação que circulou ontem nacionalmente deslocou o eixo das atenções para o governador Flávio Dino. De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal UOL, Lula não está muito interessado nas disputas para Governo estaduais, ou seja, nem por Weverton Rocha nem por Carlos Brandão. Sua estratégia é eleger fortes bancadas para a Câmara Federal e para o Senado, de modo a que, se eleito, venha a contar com suporte parlamentar sólido, reduzindo a dependência de anomalias parlamentares como o Centrão, por exemplo.

Em conversas informais, Lula diz torcer pela eleição do maranhense Flávio Dino (PSB), do cearense Camilo Santana (PT), do pernambucano Paulo Câmara (PSB) e do piauiense Wellington Dias (PT) para o Senado, avaliando que esse grupo tem consistência e preparo político e parlamentar para dar suporte a um eventual governo por ele comandado. De acordo com a reportagem da Folha, amargando a tutela do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro se movimenta com a mesma perspectiva.

Independentemente do que venha a escolha de Lula para o Governo do Maranhão, o fato relevante para ele é apoiar Flávio Dino para o Senado, com quem ele poderás contar integralmente se for eleito presidente.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Desempenho em pesquisa e incursão tocantina de Edivaldo Jr. causam euforia no PSD

Edivaldo Holanda Jr. ladeado por Edilázio Jr., líder do PSD, e César Pires: euforia com a largada da pré-campanha em cidades tocantinas e com a pesquisa Escutec

O desempenho do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. na pesquisa Escutec publicada na edição de fim de semana de O Estado e na qual apareceu em segundo lugar, ficando atrás do senador Weverton Rocha (PDT) no cenário sem a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) injetou uma poderosa dose de ânimo no próprio pré-candidato ao Governo do Estado e no comando do seu partido, o PSD. O presidente da agremiação, deputado federal Edilázio Jr., que foi o principal articulador desse projeto junto ao comando nacional do partido, deixou de lado sua costumeira cautela para exibir rasgos de euforia com a informação. Ele acredita que o ex-prefeito de São Luís tem todas as condições de ganhar consistência e garantir lugar num segundo turno. “Estamos apenas começando”, declarou Edilázio Jr. a jornalistas, como que dando um recado aos demais candidatos e aos que inicialmente duvidaram do potencial político e eleitoral do pré-candidato do PSD. Tão ou mais animado com poder de fogo do ex-prefeito da Capital ficou o deputado César Pires, articulador político do projeto de candidatura, e para quem a pesquisa é uma “demonstração clara e inequívoca de que o caminho está certo”. A performance do pré-candidato do PSD na largada da pré-campanha acendeu o sinal de alerta nos QGs do senador Weverton Rocha e do vice-governador Carlos Brandão. Tanto que nos bastidores partidários Edivaldo Holanda Jr. já começa a ser apontado como a “terceira via” da corrida pelo Governo do Maranhão.

 

Chico Carvalho deixa o PSL após 18 anos no comando do partido no Maranhão

Chico Carvalho anuncia saída do PSL: adeus e mágoas

O vereador Chico Carvalho não mais faz parte dos quadros do PSL, partido que liderou ao longo de 18 anos, como presidente regional e vice-presidente nacional. Seu desligamento da agremiação foi anunciado ontem por ele próprio, numa conversa com jornalistas, durante a qual se mostrou decepcionado com os rumos que o partido tomou depois de ter nas suas fileiras o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos.

Com a saída de Chico Carvalho, o PSL perde um militante integral, de todas as horas, e com a experiência de nove mandatos de vereador de São Luís, com o exercício de dois períodos na presidência da Câmara Municipal. Raposa felpuda e conhecedor de todas as manhas da chamada “velha política”, Chico Carvalho resistiu bravamente ao cerco bolsonarista ao comando do PSL maranhense, usando sua habilidade para “chegar pra lá” figuras como o médico Alan Garcez e o coronel aposentado Ribamar Monteiro. Mantendo-se no comando do partido com o aval do fundador e presidente nacional, a quem apoiou na resistência à tentativa do presidente Jair Bolsonaro e sua turma de controlar a agremiação.

Mais recentemente, circunstâncias internas o fizeram passar o bastão de comando do braço maranhense do PSL ao deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que desembarcou no partido depois de perder o comando estadual do PTB e ter deixado o partido por pressão do presidente Roberto Jefferson. Chico Carvalho não opôs resistência ao desembarque inesperado de Pedro Lucas Fernandes no partido nem à ascensão ao comando partidário. Mas não ficou numa posição confortável, depois de tudo o que viveu à frente da legenda.

– Não tenho mais nada a dizer sobre o PSL. Para mim, não interessa mais. Vou seguir meu rumo e fazer a política que eu sempre fiz e que eu sempre mostrei que tenho capacidade de fazer com o partido no Maranhão – declarou Chico Carvalho, em tom de mágoa, anunciando, em seguida, que seguirá um novo caminho político e partidário.

São Luís, 06 de Outubro de 2021.

Turbinado pelo prestígio de Roseana, MDB definirá candidato aos Leões e deve confirmar apoio a Dino  

 

Com o apoio  de Roberto Costa, Roseana Sarney comandará o MDB para escolher entre Weverton Rocha, Carlos Brandão e Edivaldo Jr. para 2022

O comando do MDB recebeu com ânimo moderado a nova pesquisa Escutec – publicada na edição de fim de semana de O Estado – na qual a ex-governadora Roseana Sarney, presidente do partido, aparece liderando com folga a corrida para o Governo do Estado em todos os cenários. Pelo menos até ontem à noite, a liderança na preferência dos eleitores ouvidos não mudou o projeto da líder emedebista de manter o partido fora da disputa para os Leões e para o Senado, mantendo firme o projeto de conduzir o braço maranhense do MDB à eleição bancadas fortes na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Essa posição não eximirá o partido de abrir diálogo com pré-candidatos, preferencialmente o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), podendo ainda conversar como pré-candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr..

A ideia da cúpula emedebista é levar o partido a uma posição de consenso em torno de um candidato a governador, segundo o vice-presidente e mais ativo articulador da legenda, deputado estadual Roberto Costa. E assim criar um ambiente para que as forças do partido declarem apoio à candidatura do governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Isso porque a ex-governadora Roseana Sarney tem sido categórica em afirmar que não será candidata à vaga de senador. “Já existe ambiente para que o partido se posicione pela candidatura do governador Flávio Dino. E isso só depende de boas e produtivas conversas dentro do MDB”, assinala Roberto Costa.

Até o momento, o MDB está dividido em duas correntes no que diz respeito à disputa para o Governo do Estado. Uma inclinada a se posicionar em favor da candidatura do senador Weverton Costa (PDT), que vem mantido relação estreita com o deputado Roberto Costa desde que o MDB se juntou ao PDT na base de apoio ao então candidato Eduardo Braide (Podemos) na disputa pela Prefeitura de São Luís.  A outra, formada pelos deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha e pelos deputados estaduais Arnaldo melo e Socorro Waquim, quer que o partido se mobilize em torno do vice-governador Carlos Brandão, cuja trajetória tem muita proximidade com as forças identificadas como fatias do que já foi o Grupo Sarney.  Corre também nos bastidores que os líderes emedebistas, a começar pela ex-governadora Roseana Sarney, estão abertos a conversas com o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., já tendo o presidente do partido, deputado federal Edilázio Jr. e o seu principal articulador, deputado estadual César Pires sinalizado esse caminho em recente visita à líder emedebista.

É dominante no MDB a avaliação de que a pesquisa Escutec confirmou de vez a força política e eleitoral da ex-governadora Roseana Sarney, e com ela o prestígio da agremiação. Esse cacife lhe dá autoridade para conduzir o partido a uma ampla articulação para definir sua posição em relação à disputa para o Governo, e também a uma aliança que resulte no apoio do MDB à candidatura do governador Flávio Dino ao Senado. Isso é possível porque o deputado Roberto Costa vem há tempos construindo essa relação mantendo diálogo com as lideranças governistas, ação que tem resultado nas posições do partido a favor do Governo na Assembleia Legislativa. O governador Flávio Dino, por seu turno, tem visto esses movimentos com bons olhos. No meio político, a impressão dominante é a de que, em que pesem as diferenças que separam os dois grupos, o caminho do MDB será o de apoiar Flávio Dino para o Senado.

O MDB vai para o debate interno comandado pela ex-governadora Roseana Sarney consciente de que deve o partido deve se posicionar em relação à disputa majoritária e consciente do seu peso no tabuleiro político. E deve definir uma posição consensual, segundo expectativa do deputado Roberto Costa, que é vice-presidente do MDB e cuja ação política é feita inteiramente em sintonia com a presidente Roseana Sarney.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Governador confirma revelação da Coluna sobre escolha de candidato

Flávio Dino confirmou em Timon que método para escolha de candidato será mantido

O governador Flávio Dino confirmou, sábado (2), em Timon, integralmente as informações divulgadas por Repórter Tempo na edição de sexta-feira (1) sobre a manutenção do método para a escolha do candidato do grupo governista à sua sucessão, bem como a previsão de que a escolha deve ser consumada ainda neste ano, provavelmente em novembro. Em entrevista à Rede Meio Norte, Flávio Dino reafirmou a manutenção do acordo firmado com os partidos no início do ano, e assinalou que a movimentação dos pré-candidatos, para ele natural, vem causando “muita ansiedade desnecessária”. O governador foi claro e enfático ao afirmar que em nenhum momento contrariou qualquer item do acordo, e assegurou que a escolha do candidato será uma decisão do grupo e não uma escolha sua, pessoal. Para ele, o processo tem de ser republicano, incluindo o compromisso de que o escolhido terá o apoio dos demais. A entrevista do governador foi concedida em meio à forte repercussão do conteúdo da Coluna na edição de sexta-feira, tendo as informações funcionado, de um lado, como reforço ao processo político intenso e saudável, e, por outro, como duchas de água fria nas “ansiedades” identificadas pelo chefe do Poder Executivo.

 

Braide mantém silêncio sobre corrida aos Leões e só deve se manifestar no ano que vem

Eduardo Braide: ainda silêncio

O avenço do tempo e das articulações dentro das forças governistas para a escolha do candidato do grupo à sucessão do governador Flávio Dino, uma pergunta ganha peso a cada dia: como irá o prefeito Eduardo Braide (Podemos) na corrida ao palácio dos Leões? Partidários do senador Weverton Rocha passam a convicção de que o apoio do prefeito de São Luís ao senador pedetista é questão resolvida, com o apoio do prefeito ao líder pedetista, em troca do apoio que recebeu no segundo turno da disputa. Já partidários do vice-governador Carlos Brandão estão convencidos de que o prefeito de São Luís o apoiará, mesmo que candidato tucano tenha apoiado o deputado Duarte Jr., que era do seu partido (Republicanos) na corrida à Prefeitura. Fontes ligadas ao prefeito dizem que o prefeito só vai falar sobre o assunto no ano que vem.

São Luís, 05 de Outubro de 2021.