Enquanto Roseana aguarda pesquisas, fatias do sarneysismo são disputadas por pré-candidatos

 

Divisão no MDB e em outras bandas do Grupo Sarney põe sua liderança em xeque

O movimento feito pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB) no sentido de atrair o braço maranhense do PV para a base de apoio do seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões confirma observação feita há algum tempo por observadores experientes: se a ex-governadora Roseana Sarney, no comando do MDB, não mostrar liderança e atrair os pedaços do que já foi o Grupo Sarney, eles serão pulverizados e absorvidos pelos vários pré-candidatos a governador. Na falta de uma liderança forte e aglutinadora, diferentes fatias do que já foi a máquina política e partidária mais consistente e poderosa do do Maranhão durante décadas buscam se acomodar em diferentes ambientes, e com isso encontrar meios de sobrevivência nas urnas. O MDB, que é o maior braço organizado do que já foi o Grupo Sarney, está dividido entre os projetos de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), do vice-governador Carlos Brandão e do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), flertando também, em menor escala, com Josimar de Maranhãozinho (PL).

O MDB, hoje o mais importante braço sarneysista e comandado pela ex-governadora Roseana Sarney, está claramente dividido. O grupo liderado pelo deputado estadual e vice-presidente Roberto Costa, que inclui o ex-senador João Alberto, está inclinado pelo projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, a quem se aliou na corrida à Prefeitura de São Luís e por conta do ingresso do prefeito de Bacabal, Edvan Brandão, no PDT. O deputado federal Hildo Rocha estaria na linha de apoio ao vice-governador Carlos Brandão, enquanto Roseana Sarney estaria avaliando levar o que for possível do partido para a apoiar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que já tem o apoio do PSD, comandado pelo deputado federal Edilázio Jr. e tendo com articulador o deputado estadual César Pires, dois quadros proeminentes do sarneysismo.

Roseana Sarney, que aguarda os números de pesquisa para definir se encarará as urnas como candidata a deputada federal ou encabeçando uma chapa para o Governo, ou até mesmo na antes impensável condição de candidata a vice de Edivaldo Holanda Jr., como andaram especulando, dará a palavra final sobre o caminho a ser trilhado pelo MDB. Mas para isso terá de realizar uma delicada costura doméstica, para evitar a pulverização do partido, o que colocará em xeque a sua liderança e o futuro do partido. Daí ser possível o MDB marchar unido, com Edivaldo Holanda Jr. ou com Carlos Brandão, que já conta com o apoio declarado dos deputados estaduais emedebistas Arnaldo Melo e Socorro Waquim. Ou ainda, numa hipótese remota, mas não descartável, numa aliança com Weverton Rocha.

Outro braço do sarneysismo hoje desgarrado, mas agregando antigos aliados do Grupo Sarney está no PSC, comandado no Maranhão pelo deputado federal Aloísio Mendes, que se bandeou de armas e bagagem para a falange bolsonarista, premiado pelo presidente Jair Bolsonaro com o posto de vice-líder do Governo na Câmara Federal, o que não é pouca coisa. O viés bolsonarista de Aloísio Mendes deverá levá-lo a apoiar a candidatura do senador Roberto Rocha (sem partido), caso ele resolva entrar na briga pela sucessão do governador Flávio Dino (PSB), como seus aliados e seguidores do presidente da república no Maranhão. Vale registrar que até agora o deputado Aloísio Mendes não se manifestou sobre a corrida ao Palácio dos Leões.

Os nomes que lideram os diferentes segmentos do que outrora foi o Grupo Sarney sabem que é quase impossível reaglutinar as forças sarneysistas como antes. Mas sabem também que esforços nesse sentido podem valer a pena, uma vez que, somadas, essas forças formam um segmento político de peso e um capital eleitoral capaz de influenciar, de maneira decisiva, os rumos da disputa.

Quando trabalha para atrair o PV, partido criado pelo ex-deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho e agora comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, e que tem a marca forte do sarneysismo, o vice-governador Carlos Brandão joga como raposa de faro apurado, que pode estar abrindo caminho seguro para chegar ao epicentro do que restou do sarneysismo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Distância quilométrica separa Dino de Bolsonaro quando o assunto é asfalto

Flávio Dino: distância quilométrica à frente de Jair Bolsonaro em matéria de asfalto durante mandatos

“Chegamos a quase 6.000 km de asfalto no nosso mandato, em rodovias em vias urbanas. Francamente, 10 km para comemorar 1.000 dias é bem esquisito”. Feito para dar uma informação sobre ações do seu Governo e, ao mesmo tempo, mostrar mais uma contradição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o comentário do governador Flávio Dino (PSB) foi oportuno. Primeiro porque o programa de pavimentação asfáltica, que alcançou cidades e rodovias, é um dado concreto e impossível de contestar.

O programa Mais Asfalto chegou a todas as regiões do Maranhão, resolveu inúmeros problemas urbanos em muitos municípios e ampliou significativamente a malha rodoviária do Maranhão. Na ponta do lápis, o Governo Flávio Dino completa 2.459 dias neste 30 de Setembro. Se tiver asfaltado 6 mil km de rodovias e vias urbanas nesse período, marcará uma vantagem gigantesca em relação ao Governo Jair Bolsonaro. A divisão dos 6.000 KM pelos 2.459 dias de duração do seu Governo até aqui resultará no seguinte desempenho: implantação de 2,4 km de asfalto/dia, 73 km/mês, 878 km/ano e 5.926 km em seis anos e oito meses. Importante, não houve registro de favorecimento a empresas nem notícia de desvio de recursos aplicados nessas obras, todas realizadas dentro das regras republicanas.

Já o presidente Jair Bolsonaro comemora 1.000 dias inaugurando uma rodovia de 10 KM na Bahia, o que equivale a um quilômetro a cada 100 dias, provavelmente a obra rodoviária mais lenta que se tem notícia na história do Governo Federal.

 

Simplício Araújo acerta na mosca com campanha cobrando Plano Diretor de São Luís

Simplício Araújo: campanha oportuna de cobrança pelo Plano Diretor de São Luís

Começa a ganhar corpo a campanha intensa feita pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, cobrando a aprovação do Plano Diretor de São Luís pela Câmara Municipal. Os argumentos do secretário são fortes e não deixam margem para que sejam ignorados. Começam com o principal e mais abrangente: Plano Diretor é o instrumento legal mais adequado que as prefeituras dispõem para organizar e dinamizar os espaços urbanos e rurais dos municípios; são regras para ocupação e uso do espaço municipal, nascidas do planejamento cuidadoso e consensual, uma vez que cabe aos vereadores a tarefa de dar a forma e o conteúdo definitivos desse documento. É o Plano Diretor que estabelece as áreas para a construção habitacional, para a exploração comercial e para a produção industrial. Sem um planejamento inteligente, com sólida base técnica e sem a ação correta e eficiente do Poder Público, a tendência natural das áreas urbanas é que elas se tornem ambientes caóticos em todos os sentidos. Daí não haver como justificar uma cidade como São Luís, hoje com 1,2 milhão de habitantes e em franco crescimento, não dispor de um Plano Diretor atualizado, que garanta à gestão municipal o direcionamento correto para intervenções bem-sucedidas.

Suplente de deputado federal, presidente do Solidariedade e pré-candidato ao Governo do Estado e com a autoridade institucional de secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo sabe o que está cobrando da Câmara Municipal de São Luís.

São Luís, 28 de Setembro de 2021.

Um comentário sobre “Enquanto Roseana aguarda pesquisas, fatias do sarneysismo são disputadas por pré-candidatos

  1. A mosca está em cima da Mer#@.
    Rapaz, porque esse rapaz não se preocupa com o desenvolvimento de Pedreiras, por exemplo?
    Deveriamos investir no desenvolvimento de cidades polos, como por exemplo, Miranda, uma cidade com aquela localização privilegiada deveria ser a nossa Campina Grande ou Campinas-SP e não aquela bagaçeira que é quando agente passa por lá. Nossa Joinville, nossa Novo Hamburgo, nossa Anápolis etc.
    São Luis tem que ser uma cidade administrativa, portuária, tecnológica, cultural.
    A industrialização deve ser interiorizada.
    A Ilha não tem condições ecológicas de ter mais de 2.000.000 de habitantes, não temos ainda condições de ser uma Singapura.

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