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Silêncio de Michel Temer sobre Lula e Dilma tem explicação: PMDB se prepara para se afastar do Governo

 

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Temer: quer PMDB no ministério, mas cm bancada livre para votar como quiser

Fazia todo sentido o silêncio do vice-presidente da República, Michel Temer, presidente nacional do PMDB, em relação ao vazamento do bombástico depoimento em delação premiada do senador mato-grossense Delcídio do Amaral (ex-PT), durante as três horas que passou em São Luís na última quinta-feira falando de crise, pregando união nacional pela estabilidade em encontro com a juventude do PMDB maranhense e em reunião com líderes pemedebistas na residência do senador João Alberto, presidente do PMDB do maranhão e do Conselho de Ética do Senado. Conforme registro da Coluna, o vice-presidente fez de conta que o terremoto político de quinta-feira – que atingiu fortemente a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula (PT) – simplesmente não estava acontecendo. Michel Temer pareceu estar protagonizando um enredo ensaiado de quem está se preparando para uma guinada de 360 no cenário político nacional. Na verdade, Michel Temer colocava em prática uma estratégia em que interpretava o sentimento da maioria dos líderes do PMDB – inclusive os do Maranhão -, entre os quais já é dominante a vontade de desembarcar urgentemente do governo do PT, de preferência herdando o comando da Nação pelo impedimento da presidente da República.

Nas últimas semanas, o vice-presidente da República e cacique maior do PMDB não fez outra coisa além de conspirar para a derrubada do governo petista, com o cuidado de se apresentar como uma voz capaz de pacificar a República conflagrada e dar um novo rumo ao país. E nas últimas 48 horas, assumiu de vez o movimento conspirador ao revelar que na convenção que se aproxima, o PMDB deve aprovar uma “posição de independência” em relação ao governo da presidente Dilma. Os pontos básicos da tal “posição de independência” são os seguintes: o PMDB continua formalmente aliado do governo, mantém seus representantes (são sete) no Ministério, mas deixará seus deputados federais e seus senadores livres para votarem as propostas do Governo “de acordo com as suas consciências”.

O silêncio de Michel Temer em relação à pancadaria sofrida pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma já era, portanto, uma estratégia do PMDB. Tanto que foi mantido também pelos líderes pemedebistas do Maranhão – a ex-governadora Roseana Sarney, o senador João Alberto, o senador Edison Lobão e o ex-presidente José Sarney não se manifestaram sobre o assunto. Os três primeiros poderiam explicar o seu silêncio com vários argumentos – Roseana e Lobão continuam como investigados na Operação Lava Jato e João Alberto preside o Conselho de Ética do Senado -, mas a grande surpresa foi o silêncio do ex-presidente José Sarney, principalmente em relação à condução coercitiva do ex-presidente Lula, ordenada pelo juiz Sérgio Moro, chefe da Operação Lava Jato. Em outra circunstância, Sarney provavelmente reagiria criticando o uso da força e a maneira como o ex-presidente Lula foi tratado. Agora, só um imperativo político – como a possibilidade de queda da presidente Dilma – o faria manter esse silêncio que parece gritar. A postura alcançou deputados estaduais e os deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha e contaminou a bancada estadual.

Todas as evidências indicam que o PMDB enxergou o desfecho da crise política que vem colocando as instituições democráticas em processo de fragilização. A visualização deve ter acontecido exatamente quando a revista IstoÉ trouxe a público o teor do suposto depoimento em delação premiada do senador Delcídio do Amaral. E certamente foi ampliada quando na manhã seguinte aconteceu a condução coercitiva do ex-presidente Lula. As manifestações e articulações do fim de semana, com a subida de tom do discurso das forças de oposição, reforçaram o discurso do vice-presidente Michel Temer em favor da estabilidade, levando o chefe maior do PMDB a defender uma posição de independência em relação ao governo. A impressão que dá é a de que as forças de oposição estão fazendo de tudo para tirar o PMDB da seara governista, ou pelo menos neutralizá-lo, deixando a base do governo petista mais fragilizada, colocando seriamente em risco o mandato da presidente Dilma Rousseff.

A postura do presidente pemedebista se confirma agora, quando a crise ganha mais um impulso e o PMDB começa a desenhar de fato a ponte por meio da qual pode chegar de novo ao poder. Se isso vier a acontecer e o vice-presidente se torne presidente, o ex-presidente será, mais uma vez, o mais importante conselheiro da República, voltando a desfrutar de poder de fato e a exercê-lo na sua plenitude.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Paço do Lumiar: Ex-prefeito Gilberto Aroso pode ser preso
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Aroso: a um passo da prisão

O ex-prefeito de Paço do Lumiar, Gilberto Aroso, que se anuncia como candidato a novo mandato, poderá ser preso a qualquer momento. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA), decidiu ontem, manter sentença da juíza da Comarca de Paço do Lumiar, Jaqueline Reis Caracas, pela condenação dele e do ex-presidente da Central de Licitação daquele município, Roberto Campos Gomes.  A pena aplicada para cada um é de seis anos e três meses de reclusão, por crimes contra a Lei de Licitações. O processo teve como relator o desembargador João Santana. A pedido do procurador Eduardo Jorge Nicolau Hiluy, a 1ª Câmara Criminal do TJMA determinou também a prisão de Gilberto Aroso e Roberto Campos Gomes, tendo em vista recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o início de cumprimento de pena de prisão após a confirmação da sentença em julgamento colegiado. Gilberto Aroso e Roberto Campos foram denunciados pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) por fraude na montagem de licitações. Para dar aparência de regularidade aos processos licitatórios, era providenciada a inclusão fraudulenta dos avisos de licitação apenas na versão eletrônica do Diário Oficial com datas retroativas. Em seu voto, o desembargador João Santana afirmou que ficou comprovada a materialidade do crime o fato de que o ex-prefeito e seu auxiliar terem contribuído, de forma decisiva, para frustrar a legalidade de processos licitatórios. O desembargado Raimundo Melo – revisor do processo – acompanhou o voto do relator e assinalou que a divulgação do processo de licitação não ocorreu de maneira não ocorreu de maneira ampla, correta e transparente, não constando na versão impressa do Diário Oficial nem na versão disponível na internet, por ocasião da perícia técnica feita pela Polícia Federal. O entendimento do relator do processo foi seguido, também, pelo desembargador José Luiz Almeida, membro do colegiado.

 

Disputa Andrea Murad/Fábio Câmara vai agitar o PMDB
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Andrea Murad e Fábio Câmara: disputa

Repercutiu fortemente no meio político de São Luis o anúncio de que a  deputada estadual Andrea Murad  (PMDB) será candidata à Prefeitura de São Luís. A repercussão maior foi entre os partidários da pré-candidatura do vereador Fábio Câmara, que preside o Diretório do PMDB em São Luís. A Coluna não conseguiu contato com a parlamentar, mas três fontes “graúdas” do PMDB confirmaram que o projeto é para valer e que a ideia é definir quem será o candidato do PMDB antes das convenções. A briga entre Fábio Câmara e Andrea Murad vai acontecer entre abril e maio, de modo a que a convenção seja apenas uma grande festa homologatória do candidato previamente escolhido.

 

São Luís, 08 de Março de 2016.

Andrea Murad ataca Edivaldo Jr. e anuncia candidatura à Prefeitura de São Luís como “propósito”, “missão” e “sonho”

 

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Andrea Murad é candidata à prefeita de São Luís

 

“Na quinta-feira passada, tive a oportunidade de anunciar ao presidente do meu partido, Michel Temer, a minha intenção de ser a próxima prefeita de São Luís”. Com essas palavras, pronunciadas de maneira tranquila e exibindo surpreendente convicção, a líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputada Andrea Murad (PMDB) anunciou, ao que parece em caráter definitivo, sua candidatura à Prefeitura de São Luís. O anúncio foi feito no final da tarde de ontem, na tribuna da Casa, na ressaca de um longo e acirrado confronto de opiniões sobre a polêmica condução coercitiva do ex-presidente Lula e o igualmente discutível estraçalhamento de um “pixuleco”, por militantes petistas, na manhã de sábado, na Praça Maria Aragão. Pelas palavras que usou e o tom que usou, a parlamentar pemedebista passou a nítida impressão de que sua candidatura já está definida e consolidada, restando-lhe apenas fazer a campanha, vencer a eleição e assumir o cargo no dia 1º de Janeiro de 2017.

Muitos interpretarão o anúncio da deputada Andrea Murad como um mero arroubo da jovem parlamentar ou um momento de provocação da filha de Ricardo Murad. Há também quem poderá avaliar o comunicado como um projeto de fortalecimento político de olho das eleições de 2018, como também um ou outro observador verá nele uma provocação na guerra que ela trava dentro do PMDB com o vereador Fábio Câmara – ele também pré-candidato – dentro do PMDB. Mas pelo tom que ela usou e pelo roteiro do discurso que pronunciou – recheado de petardos contra o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), a conclusão mais óbvia é a de que a líder do PMDB na Assembleia Legislativa colocou, de vez, os pés no campo de guerra eleitoral. E que terá como primeira batalha a medição de forças dentro do PMDB, onde o vereador Fábio Câmara já ocupou um espaço considerável.

– Foi um anúncio refletido, ponderado e que atendeu fundamentalmente a urgência de resolver os inúmeros problemas da nossa capital. Hoje, um exemplo claro do desgoverno e da negligência de quem possui a responsabilidade de dirigir os seus destinos. As demandas que aguardam o próximo prefeito de São Luís são gigantescas e exigem uma autêntica revolução, tal é o estado da nossa capital. Uma revolução nas ideias, no método, nas soluções, uma revolução que mobilizem todos que querem acabar com o verdadeiro sequestro de que esta nossa cidade é vitima. Um projeto com pés e cabeças, refletido com soluções já testadas em outros locais do Brasil e do mundo, e que possa juntar a sua volta todo e qualquer ludovicense, independentemente de sua opção política e partidária. Um projeto que não seja mais do mesmo, que não repita os erros que já foram cometidos, que não seja o espelho ou copia de soluções que não deram certo, que não seja uma extensão do que quero, posso e mando do Palácio dos Leões – disse Andrea Murad no seu discurso, definindo bem sua posição.

Para viabilizar o projeto anunciado ontem, a deputada Andrea Murad terá de, primeiro, desbancar o vereador Fábio Câmara e conquistar toda a cúpula do PMDB e os votos do diretório municipal necessários à aprovação da sua candidatura na convenção do partido, em julho. Não será tarefa fácil, já que o clima dentro do PMDB já está tensionado há tempos e Câmara já ganhou o apoio até do vice-presidente Michel Temer, que viu nele condições para se tornar “um candidato formidável”. Mas quem apostar que o projeto de Andrea Murad é “fogo de palha” e sem base política está enganada. Ele tem o aval da maior parte dos líderes maiores do PMDB, como o ex-presidente José Sarney, por exemplo, de parte da bancada federal e, dizem nos bastidores, da ex-governadora Roseana Sarney – dispensável falar sobre o apoio do paizão Ricardo Murad e do restante da família.

Jovem, exuberante, ousada e politicamente ambiciosa, a deputada Andrea Murad vem ao longo destes primeiros 14 meses de mandato, uma imagem de destemor como adversária implacável do Governo Flávio Dino, contra o qual dispara, quase todos os dias, ataques verbais virulentos, ora direcionados ao governador, ora aos secretários e às políticas em curso, principalmente nas áreas de saúde e segurança. Nos primeiros meses, ela pareceu ingênua, com um discurso agressivo, mas sem ordem; agora, já começa a exibir certo domínio sobre o que diz, melhorando continuamente o discurso. Tornou-se a maior referência da oposição no parlamento estadual e agora deve ampliar seu raio de ação política se conseguir a vaga de candidata do PMDB à Prefeitura de São Luís.

Não é possível prever como será a candidata – se de fato vier a sê-la -, mas quem acompanha seu mandato na Assembleia Legislativa pode apostar que ela vai tentar atropelar a deputada federal Eliziane Gama (Rede)  para se tornar a grande adversária do prefeito Edivaldo Jr.. Tanto que justifica a candidatura anunciada como propósito, missão e sonho.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Coerção a Lula e “morte” de “pixuleco” causam bom debate na Assembleia
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Edilázio Jr. e Zé Inácio: bom debate no plenário

A polêmica decisão do juiz Sérgio Moro, condutor da Operação Lava Jato, de determinar a condução coercitiva, por agentes federais, do ex-presidente Lula para prestar depoimento à Polícia Federal, na manhã de sexta-feira (4), e a tempestade política que se seguiu foi o tema dominante de ontem na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão. O debate envolveu os deputados Edilázio Jr. (PV), José Inácio (PT), Max Barros (PMDB), Adriano Sarney (PV), Roberto Costa (PMDB) e Cabo Campos (DEM). Naquele espaço de manifestação as opiniões mais diversas se confrontaram sobre dois temas: a condução coercitiva e a reação do PT ao trucidar um boneco “pixuleco”, inflado por adversários do PT, e de Lula, na manhã de sábado, na Praça Maria Aragão. Foi uma confrontação saudável de ideias sobre os dois assuntos. Em relação à condução coercitiva de Lula, todos concordaram que a medida foi excessiva e abusiva. Já em relação ao estraçalhamento do “pixuleco” inflado, na manhã de sábado, por adversários de Lula na Praça Maria Aragão, as divergências foram acentuadas. O petista José Inácio, por exemplo, defendeu a ação dos manifestantes petistas que rasgaram, a golpes de objetos perfurantes improvisados, entre eles o secretário de Estado de Esporte, Márcio Jardim, que foi criticado a aplaudido nas redes sociais. Os críticos da ação petista defenderam a integridade do “pixuleco” como um símbolo da liberdade de expressão, avaliando que os partidários de Lula extrapolaram o direito ao contraditório, que acabou numa delegacia de Polícia. O nível e a intensidade do debate deixaram claro que os temas terão vida longa.

 

Boa nova: Governo inaugura o primeiro Iema e aposta numa revolução na educação
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Bira do Pindaré, Aloisio Mercadante e Flávio Dino descerram placa do primeiro Iema

Com aula magna proferida pelo Ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT), discurso forte do governador Flávio Dino (PCdoB) e um pronunciamento emocionado do secretário de Ciência e Tecnologia, Bira do Pindaré (PSB), foi inaugurado na manhã de ontem (7), nas antigas e imponentes instalações do Colégio Maristas a primeira das 23 Unidades Plenas do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), voltado para a formação profissional de jovens.

Um dos projetos mais ousados imaginados pelo governador Flávio Dino e inspirado nos Institutos Federais de Educação Tecnológica, a primeira unidade da nova escola funcionará com cursos de Eventos, Informática, Meio Ambiente e Serviços Jurídicos, cada um com 40 vagas. Além da formação profissional, o Iema conjuga a formação no Ensino Médio com o diferencial de dedicação em tempo integral. Trata-se de um programa educacional inovador, que pode significar o início de uma nova fase, um novo modelo na educação maranhense. “São escolas que juntam duas características muito importantes: são escolas em tempo integral, que possibilitam, simultaneamente, o acesso ao ensino médio e à educação profissional”, pontuou o governador. “Os Iema chegarão a 23 cidades do nosso estado até 2018. Assim, nós teremos, além da rede de institutos federais, uma rede de institutos estaduais com os mesmos padrões de funcionamento, afirmando a nossa crença de que a educação tem que ser uma prioridade real, concreta, e o caminho pelo qual vamos diminuir as desigualdades sociais no nosso estado”, acrescentou.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, manifestou visível simpatia pelo projeto, a começar pelo fato de que o Iema funcionará em tempo integral na qualificação de jovens. “Essa escola é uma semente para o que deve ser a educação do futuro para o ensino médio. Eu tenho certeza que se nós tivermos mais educação integral para o jovem no ensino médio, nós vamos formar um profissional mais completo, um cidadão com mais valores, vivência e reflexão”, ponderou Mercadante. Para ele, o projeto vai fazer história.

O secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Bira do Pindaré, afirmou que o Iema está preparado, assim como os Institutos Federais, a oferecer curso superior na área de tecnologia – os cursos de tecnólogo. “É uma experiência ímpar. Não é uma unidade de excelência – é uma rede. Esse é o diferencial que apresentamos neste momento”, afirmou.

O Governo do Maranhão inaugura, ainda esta semana, as unidades de Bacabeira, com cursos de Mineração, Administração e Logística, com um total de 198 vagas; e em Pindaré-Mirim, onde serão ofertadas 120 vagas, para os cursos de Recursos Pesqueiros, Agropecuária e Serviços Jurídicos.

Em tempo: o complexo predial onde funcionou o Colégio Maristas foi adquirido pelo governo Roseana Sarney, que não deu segmento de implantar ali uma escola de tempo integral. O governador Flávio Dino foi fundo, implantando naquelas instalações, onde ele estudou, um projeto muito mais amplo e ambicioso, que é o primeiro Iema. Todos ganham com o projeto, que também contribui fortemente para o processo de revitalização do centro de São Luís.

 

São Luís, 07 de Março de 2016.

Flávio Dino saiu em defesa de Dilma e Lula; líderes do Grupo Sarney preferiram manter silêncio sobre a crise

 

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Flávio Dino disse o que sobre o caso; José Sarney e Roseana preferiram manter silêncio sobre coerção a Lula na Lava Jato

A polêmica condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor na 24ª etapa da Operação Lava Jato e o teor devastador da suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (ex-líder do Governo e ex-PT), incriminando o Lula e a presidente Dilma Rousseff, se abalaram o país inteiro, tiveram uma repercussão mais forte diferenciada meio político do Maranhão. Os fatos alcançaram, de maneira impactante, os dois maiores grupos políticos do estado – o liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e o comandado pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) com o suporte do ex-presidente José Sarney. E, por alguns aspectos que envolvem ousadia e cautela extremas, definiram com clareza o grau de comprometimento de cada um dos dois segmentos com as posições assumidas nos movimentos tensos e imprevisíveis que movem a hoje complicada vida política do país. E como não há dúvida que os desdobramentos virão, os posicionamentos de agora certamente serão levados em conta nos acertos futuros. Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney e outros líderes do seu grupo assumiram posições diferentes no caso.

Nesse cenário de tensões, incertezas e apostas no escuro, o governador Flávio Dino saiu na frente e assumiu a posição firme e ousada, numa demonstração de coragem política. No caso da condução coercitiva do ex-presidente Lula, Dino invocou a autoridade de ex-juiz federal e criticou duramente a medida, para ele errada e desnecessária, do colega Sérgio Moro, sugerida pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, e autorizada pelo ministro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STJ), Teori Zavaski. Além de criticar a medida, Dino foi a Brasília, onde também manifestou apoio firme e determinado à presidente Dilma, nos campos político e administrativo. Mais do que isso, o governador do Maranhão disparou duro ataque à tentativa de tentativa da oposição de ressuscitar o processo de impeachment a chefe da Nação Dilma, que estava sendo empurrado rapidamente para o arquivo morto. Para ele, a proposta de impeachment é “golpe”, porque não tem “nenhuma base legal”.

Ao assumir e reafirmar essas posições de maneira tão enfática, quando a esmagadora maioria dos segmentos políticos que têm ligações com o Governo do PT preferiu assistir calada para depois se posicionar, o governador Flávio Dino reagiu no ato, e assim deu mais um passo para se firmar como o grande líder do Maranhão no momento e, mais do que isso, consolidar o espaço que aos poucos vai construindo no cenário político nacional. E seu posicionamento chama atenção por dois motivos. Um deles é que, ao criticar a condução coercitiva de Lula, ele não fez exatamente uma defesa velada do ex-presidente, mas censurou uma medida de um colega magistrado pedida pela Procuradoria Geral da República – que tem seu irmão, Nicolau Dino, como subprocurador geral – e pelo STF, correndo o risco de entrar em confronto com os dois níveis da Justiça Federal. E depois, nada em política – salvo a coerência ou um ataque de estrelismo – recomenda que um governador de Estado entre numa crise dessa dimensão em defesa do lado que está sob fogo cruzado.  Todas as evidências indicam que o governador do Maranhão está movido pela coerência, ainda que com uma pitada de pragmatismo. E mais, com a certeza de que não será retaliado por ser um cidadão e um governante limpo.

Os líderes do Grupo Sarney reagiram com o silêncio. A ex-governadora Roseana Sarney não se manifestou nem em relação à suposta delação premiada de Delcídio do Amaral, que atingiu igualmente a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula; também não disse uma palavra sobre a polêmica condução coercitiva do ex-presidente. A posição de Roseana surpreendeu, a começar pelo fato de que ela, quando senadora, foi líder do Governo Lula no Congresso Nacional. Em relação à presidente Dilma, o silêncio também é espantoso, pois não há como esconder “a força” que o Governo Dilma dedicou ao Governo Roseana. A indiferença da ex-governadora em relação aos dois fatos poderia ser explicada com o fato de que ela está recém saída de uma  cirurgia no rosto. Mas tudo indica que o que a fez se manter em silêncio foi o fato de ela ainda ter um pé na lista de suspeitos da Operação Lava Jato, juntamente como senador Edison Lobão, embora nada tenha aparecido de concreto contra ela.

Nesse contexto, é difícil entender o silêncio do ex-presidente José Sarney em relação ao que sofreu um dos seus colegas ex-mandatários da República. Muito apegado a formalismos e defensor assumido do peso simbólico de um ex-presidente. E no caso de Lula, esse simbolismo é reforçado pelas relações pessoal e política, que os dois começaram a travar há mais de uma década – Sarney foi um dos principais líderes do PMDB a defender a aliança do PMDB com o PT. Ninguém até ontem conseguiu explicar o silêncio do ex-presidente José Sarney. A Coluna ouviu ontem duas fontes bem situadas no Grupo Sarney e nenhuma delas ofereceu uma explicação convincente para a posição de Sarney diante da crise. Os que esperavam uma manifestação na sua crônica domingueira na capa de O Estado, em que costuma mandar recados, nesta semana ele preferiu celebrar o 30º aniversário do Plano Cruzado, como se nada estivesse acontecendo no país. Vale anotar que, sintomaticamente, Sarney e Roseana não participaram da recepção ao vice-presidente Michel Temer, quinta-feira, na residência do senador João Alberto, outro líder do PMDB e do grupo que também não comentou o que aconteceu com o ex-presidente Lula.

Nesse xadrez complexo, no qual ainda não é possível prever qualquer desfecho, o governador Flávio Dino se movimentou com coragem e audácia políticas. Já os líderes do Grupo Sarney preferiram acautelar-se no silêncio. E nesse tabuleiro, o que de pose prever é que se a presidente Dilma se segurar, terá sempre no governador Flávio Dino um dos seus apoiadores. Já o Grupo Sarney só tem uma mexida a seu favor: se o impeachment vingar e o vice-presidente Michel Temer – que também se mantém em silêncio – assumir a presidência da República.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rompimento do PSB com Governo Dilma pode resolver a crise do partido no Maranhão
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Luciano Leitoa, José Reinaldo, Roberto Rocha e Bira do Pindaré devem resolver a crise in terna no PSB

A decisão do PSB de romper oficial e definitivamente com o Governo da presidente Dilma Rousseff, anunciada na tarde de sexta-feira pelo comando do partido, deve causar um estrago enorme no braço maranhense do partido, que agora terá de resolver suas brigas internas e tomar um rumo claro e sem rodeios no tabuleiro da política estadual. Para começar, a decisão obrigará o senador Roberto Rocha a assumir com clareza uma posição de oposição ao Governo Dilma. Da mesma maneira, fará com que o deputado federal José Reinaldo Tavares assuma de vez a sua posição de oposição ao Governo Federal. E, por fim, deve levar o deputado licenciado Bira do Pindaré a romper com o partido e buscar uma legenda que lhe dê a vaga de candidato a prefeito de São Luís. Distanciado da aliança PT/PMDB desde que o ex-governador pernambucano Eduardo Campos deixou a equipe ministerial da presidente Dilma para se candidatar à Presidência da República. A trágica morte do candidato presidencial em acidente aéreo afastou ainda mais o PSB do Governo Dilma. No Maranhão, os dois principais líderes, o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares, e o senador Roberto Rocha, que não se suportam desde as eleições de 2010, devem medir forças dentro do partido, podendo, a partir de agora, serem enquadrados pelo presidente da agremiação, Luciano Leitoa, prefeito de Timon, que já não mais tolera os tremores provocados pelos dois dentro do partido. É certo que os embates internos continuarão – para resolver como irá o PSB na disputa para a Prefeitura de São Luís -, não sabendo, por outro lado, se o PSB maranhense assumirá mesmo a posição de oposição ao Governo Dilma. Será uma articulação difícil para presidente Luciano Leitoa

 

Especial: Sillas Marques Serra, uma legenda de Caxias, chega aos 90 anos
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Sillas Marques com o filho Sillas Jr.

Caxias é reconhecida como um berço de homens com vocação para fazer história. Mas seus braços acolhedores também recebem e transformam filhos adotivos, sobretudo a ela se dedicam. Entre os filhos adotivos que cresceram com a cidade e que contribuíram na construção da história do município destacou-se um filho de São Luís que para lá se mudou nos idos de 1954 e viveu ali uma trajetória rica e exemplar de líder da Igreja Presbiteriana, professor, dirigente universitário e, finalmente, juiz de paz. Trata-se de Sillas Marques Serra, teólogo e bacharel em Filosofia e História nascido em São Luís no dia 4 de Março de 1926 e que chegou nesta sexta-feira aos 90 anos de pé, lúcido, ativo e alvejado pelo respeito dos familiares, dos amigos, dos liderados e da sociedade caxiense como um todo, compreendendo aí os seus mais diversos extratos.

O Sillas Marques Serra religioso foi sempre uma das grandes referências do mundo evangélico caxiense e maranhense por sua dedicação missionária e pela correção com que sempre pregou os postulados da sua Igreja. Os dias de culto no templo por ele erguido na Rua de São Benedito eram certeza de sermões vigorosos, pronunciados em discurso rico e inteligente. Suas palavras sempre foram manifestações de um pastor de fato, com plena noção da sua missão e perfeita consciência do seu papel de líder. Tanto que sua liderança Igreja Presbiteriana de Caxias durou décadas e só foi encerrada formalmente quando a idade determinou a renovação.

O Sillas Marques Serra professor de História foi outro exemplo de correção e eficiência ao longo da sua atuação de anos e anos, nos quadros do Estado no Colégio Bandeirantes, e na escola privada, no célebre Colégio Caxiense. A atuação do professor Sillas Marques Serra no setor educacional ganhou uma dimensão bem maior, histórica mesmo, quando, juntamente com o cônego Aderson Guimarães, um dos grandes lideres do catolicismo em Caxias, e intelectuais como o professor Antonio Medeiros, fundaram, na segunda metade dos anos 60, a Faculdade de Caxias, um braço da então Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM) no Morro do Alecrim, criando assim um marco de ensino universitário no Maranhão. Sillas Marques foi o terceiro diretor geral da instituição, e nela permaneceu prestando serviços como administrador e professor até aposentar-se.

O Sillas Marques Serra cidadão caxiense por adoção, ativista e intelectual trabalhou muito pela vida da cidade. Foi durante muitos anos um ativista político, de atuação moderada, mas constante. Fundou e presidiram várias vezes o Rotary Clube, organização social por meio da qual realizou obras de assistência social. Foi um dos primeiros integrantes da Academia Caxiense de Letras. Finalmente, já com idade avançada, aceitou o cargo de Juiz de Paz, transformando-se num dos maiores “casamenteiros” da história recente de Caxias. Há alguns anos, após aposentar-se da direção da Igreja Presbiteriana e das atividades educacionais, Sillas Marques Serra atendeu a um imperativo de família e mudou-se para a vizinha Teresina, onde sua esposa, Anecy Calland Marques Serra, lecionava na Universidade Federal do Piauí. No entanto, durante vários anos, deslocou-se diariamente para Caxias, para cumprir suas tarefas de Juiz de Paz, só retornando à Capital do Piauí no final da tarde. A maratona só foi interrompida quando o peso dos mais de 80 anos falou mais alto.

Foi esse homem que emplacou sexta-feira 32.850 dias de vida plena, produtiva e honesta, cercado do carinho da esposa e companheira Anecy e dos filhos Silvane, Sillas Júnior, Franklin, Nimeth, Anecy, Lucy e Ruilane, genros, noras e netos e amigos mais próximos, que lhe desejaram mais tempo para alcançar, com justiça, uma virada de século. Que assim seja!

 

São Luís, 05 de Março de 2016.

Revelações atribuídas a Delcídio e coerção a Lula na Lava Jato deixam Flávio Dino e Grupo Sarney em clima de expectativa

 

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Dino e João Alberto preocupados com pressão sobre Lula

O terremoto político causado pelo vazamento do suposto depoimento do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do PT, publicado pela revista IstoÉ, fazendo graves acusações ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff, agravado nesta sexta-feira pela 24ª etapa da Operação Lava Jato, tendo o ex-chefe da Nação, seus familiares e amigos próximos, estão repercutindo fortemente no Maranhão. Primeiro no Palácio dos Leões, onde o governador Flávio Dino (PCdoB), aliado de proa da presidente Dilma Rousseff, acompanha cada movimento com atenção cada vez maior. E, segundo, na cúpula do Grupo Sarney, mais fortemente no comando do PMDB, a começar pelo fato de que o presidente regional da agremiação, senador João Alberto, é o presidente do Conselho de Ética do Senado, onde Delcídio do Amaral será julgado em pouco tempo; e também pelo fato de que o senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, como a ex-governadora Roseana Sarney, ambos pemedebistas, estão sendo investigados.

No Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino acompanha os fatos com atenção redobrada, e as razões para isso são várias e muito fortes. A primeira é que, como aliado da presidente Dilma Rousseff, a quem tem defendido, por acreditar que o processo de impeachment “é um golpe da oposição”. Uma fonte bem situada do governo disse à Coluna que o governador acompanha os acontecimentos “com preocupação”. O suposto depoimento do senador Delcídio do Amaral arrasta o ex-presidente e a presidente para o centro da do triturador, dando gás à oposição para returbinar o processo de impeachment. As mensagens do governador no twitter nesta manhã de sexta-feira revelam sua preocupação.

Numa das suas mensagens na rede social, o governador lembra que tem declarado apoio à Operação Lava Jato  e outras. “Contudo, abusos devem ser evitados”. Em outro posto, o governador, que foi juiz federal, afirma que “medidas coercitivas devem obedecer a princípio da proporcionalidade (necessidade). Não me parece o caso da condução coercitiva do ex-presidente Lula”. E completa o argumento num terceiro  post no twitter: “Se o Ministério Pública já diz possuir tantas provas, basta oferecer a denúncia  para que haja o direito de defesa e julgamento”. Ou seja, o governador continua enxergando excessos na no contexto da Operação Lava Jato. E não parece disposto a aceitar que a publicação da revista IstoÉ venha a prejudicar o Governo. Isso porque Flávio Dino sabe que a derrocada do Governo da presidente Dilma Rousseff e a eventual ascensão do vice-presidente Michel Temer serão desastrosos. Sabe que a queda de Dilma o deixará em situação política frágil, já que o substituto será o vice Michel Temer, o que na prática significa a volta do Grupo Sarney ao poder no Maranhão, o que, se acontecer, será desastroso para o Governo estadual.

No Grupo Sarney, em especial no PMDB, o clima é de forte expectativa e muita preocupação. O ex-presidente José Sarney trabalha com dois vieses, já que é aliado do ex-presidente Lula e da presidente Dilma; mas é também um dos caciques do PMDB, o que o coloca em posição confortável no meio da crise, já que a queda de Dilma Rousseff significará o fortalecimento do seu grupo no Maranhão embora a experiência recomende muita cautela nesse momento. Já o senador João Alberto se prepara para tempos complicados no comando do Conselho de Ética, que julgará o senador Delcídio do Amaral em meio à fase mais aguda da crise política. João Alberto tem manifestado preocupação com o clima no Senado e no Congresso Nacional, especialmente no Senado. O senador maranhense será grande responsável pelo processo contra o ex-petista, que já está denunciado no órgão do Senado. Há também no Grupo Sarney e no PMDB do Maranhão forte expectativa e, é visível, uma leve torcida para que o impeachment. E vale repetir a explicação: a queda da presidente Dilma será a ascensão do vice-presidente Michel Temer. Há também forte preocupação com os desdobramentos da Operação Lava Jato em relação ao senador Edison Lobão.

 

Michel Temer ignorou o “terremoto” que atingia Brasília quando fazia palestra na OAB em São Luís

temer e pemedebistas
Temer com João Alberto, Roberto Costa e João Marcelo; com Fábio Câmara, e ouvindo Andrea Murad em São Luís

A bomba dispara pela revista IstoÉ, que começou a circular ontem, vazando o suposto depoimento do senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MT), denunciando o igualmente suposto envolvimento do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff em também supostos esquemas para minar o andamento da Operação Lava Jato, para evitar que as investigações os alcançasse, repercutiu fortemente no PMDB do Maranhão, mas, curiosamente, o caso não foi tratado elo vice-presidente Michel Temer sua visita-relâmpago a São Luís na manhã de quinta-feira, para um evento do PMDB. O vice-presidente da República não tocou no assunto com jornalistas nem com o presidente do PMDB maranhense, senador João Alberto, que por acaso preside o Conselho de Ética do Senado da República, onde as bombásticas as revelações vão desaguar, cedo ou tarde.

Michel Temer aterrissou em São Luís pouco depois das 9 horas, seguiu para a sede da OAB, de onde saiu às 11 horas, seguindo para a residência do senador João Alberto, onde conversou com líderes pemedebistas, após o que, por volta do meio-dia, retornou ao aeroporto do Tirirical, de onde seguiu para Teresina. Acompanhado ex-ministros e ex-deputados federais e Eliseu Padilha, respectivos presidente e vice-presidente da Fundação Ulisses Guimarães, o cultural e mobilizador do partido, o vice-presidente preferiu fazer de conta de que nada havia de anormal no ar, enquanto os gabinetes e os salões dos três Poderes já começavam a pegar fogo em Brasília. Isso porque, no momento em que o vice-presidente se c fraternizava com líderes pemedebistas na residência do senador João Alberto, no Calhau, a presidente Dilma Rousseff lia a bombástica reportagem de IstoÉ na companhia do agora Advogado Geral da União (AGU), o ex-ministro da Justiça Cardoso.

Quem acompanhava a movimentação de Michel Temer em São Luís já sabendo do incêndio político ficou impressionado com o ar de indiferença do vice-presidente e dos ex-ministros em relação ao conteúdo da revista IstoÉ. Pareceu que estava alimentando uma estratégia, para não misturar as coisas. Sob suspeita de viver tramando contra a presidente da República, com o objetivo de assumir o comando da Nação caso ela seja catapultada do cargo, o vice-presidente certamente quis se manter distante da mega-confusão. Isso porque se o depoimento atribuído ao senador Delcídio do Amaral tiver algum fundo de verdade, as informações deverão virar nitroglicerina pura e impulsionar o processo de impeachment, que os líderes governistas consideravam a caminho do arquivo morto da Câmara Federal. Pode ser também que, numa hipótese muito remota, ao desembarcar em São Luís o vice-presidente ainda não soubesse do terremoto que acontecia em Brasília. Seria, de fato, surpreendente, pois o assunto já estava na rua desde quarta-feira, quando o comentaria da Rede Bandeirantes, Ricardo Boechat, revelou, em primeira mão, que IstoÉ anteciparia em dois dias a sua circulação por causa do suposto depoimento de Delcídio do Amaral. Impossível que o vice-presidente da república não tivesse conhecimento do assunto.

Na OAB, onde falou para líderes jovens do PMDB, comandados pelo deputado estadual Roberto Costa e pelo deputado federal João Marcelo, e por um grande número de advogados mobilizados pelo presidente regional da Ordem, Thiago Dias, o vice-presidente Michel temer, que é jurista de certo renome, falou da situação institucional do país, abordou a realidade política e partidária e defendeu a mobilização da Nação para assegurar a estabilidade das instituições democráticas, de modo a que as crises econômica e política enfraqueçam as bases da democracia brasileira. Ali foi efusivamente saudado e cumprimentado, principalmente por pemedebistas, a quem recomendou “união”.

Na residência do senador João Alberto, o clima foi mais descontraído ainda. Líderes pemedebistas, como o deputado federal João Marcelo, os deputados estaduais Roberto Costa e Andrea Murad e o vereador, que preside o PMDB em São Luís Fábio Câmara, todos manifestando disposição de fortalecer o partido no Maranhão, principalmente para as eleições municipais de outubro. O vice-presidente reafirmou o seu discurso de líder partidário e pediu a união do PMDB do Maranhão em torno de um grande projeto de devolver ao Brasil a normalidade política e a prosperidade econômica.

O vice-presidente Michel temer seguiu para Teresina deixando alguns pemedebistas mais atentos intrigados com o seu silêncio em relação à bombástica edição da revista IstoÉ.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Vice-presidente esteve em São Luís durante três horas e não fez contato com o governador do Estado

O vice-presidente da República, Michel Temer, na condição de presidente nacional do PMDB, passou três horas ontem em São Luís e, até onde a Coluna pôde apurar, não fez um contato sequer com o governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB). Se conversou com o chefe do Executivo estadual antes de chegar ao Maranhão, ou o fez em outro momento anteriormente, para explicar-lhe que sua agenda seria exclusivamente partidária e rápida – a permanência dele na Capital maranhense durou três horas -, tudo bem. Mas se o vice-presidente da República esteve em São Luís e foi embora sem fazer qualquer contato com o governador do Estado, as relações institucionais entre o Palácio do Buriti e o Palácio dos Leões estão gravemente desgastadas e precisam ser restauradas imediatamente. Nada a ver com a relação pessoal entre Michel Temer e Flávio Dino. Os dois são de partidos diferentes, que não se cruzam, e podem não ter afinidades ou não simpatizarem um com o outro. Mas mesmo assim, um é vice-presidente da República, que representa a Federação, e o outro governa um estado federado. Nada justifica, portanto, que o vice-presidente da República venha a São Luís e não tenha um contato com o governador do Estado, mesmo que um simples telefonema para cumprimentos. A Coluna não encontrou qualquer evidência de que houve um contato. Se houve, o comentário perde sentido, claro. Mas se não houve, fica registrada a lamentável gafe do vice-presidente da República.

 

São Luís, 04 de Março de 2016.

Flávio Dino entrega desafio da Educação ao Felipe Camarão, consciente de que seu governo não pode fracassar nessa área.

 

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Flávio Dino apostou alto em Felipe Camarão e Antonio Nunes

Causou forte impacto no governo e fora dele a surpreendente minirreforma feita pelo governador Flávio Dino (PCdoB) na sua equipe, anunciada por ele próprio no final da tarde de terça-feira na sua conta no twitter. O advogado e administrador Felipe Camarão deixou o comando da nova e influente Secretaria de Estado de Governo e assumiu a gigantesca, problemática, mas essencial Secretaria de Estado da Educação. E para seu lugar na nova pasta foi nomeado o advogado Antônio Nunes, que vinha comandando o Detran/MA, que agora está sob a direção da advogada Larissa Abdalla. O dado a anotar da iniciativa é o fim da ciranda surpreendente, excepcional mesmo, vivida nesses 14 meses por Felipe Camarão, ao longo dos quais foi secretário de Administração e Previdência, de Cultura, de Governo e agora desembarcou na pasta da Educação, quatro segmentos importantes da estrutura do governo, que, no entanto, nada, ou quase nada, têm a ver entre si. Mas a julgar pela segurança que o governador vem exibindo ao realizar cada ajuste na equipe, Felipe Camarão tem alcançado bom desempenho por onde passou.

É opinião, se não unânime, largamente majoritária, que o deslocamento do advogado Antônio Nunes do Detran/Ma para a nova Secretaria de Estado de Governo foi um tiro certeiro do chefe do Governo. Ele revelou-se bom gestor no comando do Detran/Ma – órgão que muitos consideram um território sempre malvisto pela sociedade -, atacando fortemente os bolsões de ineficiência e de desvios no órgão, atuando com determinação e sendo reconhecido como um gestor duro e implacável, que conhece as regras do jogo e não costuma fazer concessões. São muitas as vozes que afirmam que sua passagem pelo Detran/Ma foi “revolucionária”. É com esse cacife que comandará a Secretaria de Governo, uma pasta decisiva para na coordenação das grandes ações da atual gestão, de modo a assegurar-lhes celeridade e eficácia. Nos bastidores do Governo ninguém duvida que Nunes vai jogar pesado para cumprir a tarefa que lhe foi entregue pelo governador.

O deslocamento de Felipe Camarão para a pasta da Educação é uma aposta alta do chefe do Executivo, pois dá, agora, a oportunidade de mostrar do bem sucedido “curinga” o seu grau de competência. Nas pastas por onde passou, Camarão mostrou sua capacidade gerencial e seus conhecimentos de administração pública e revelou-se um organizador indiscutivelmente qualificado e competente. Tanto que sob seu comando as duas primeiras pastas por onde passou ganharam nova dinâmica, enquanto a de Governo foi por ele devidamente instalada. Esse histórico indica que Antônio Nunes recebeu uma pasta novinha em folha, com objetivos bem definidos, e com uma vantagem: a possibilidade de ele mesmo impor ali a sua marca e a sua dinâmica.

A pasta da Educação é outra história. É um desafio muito maior do que todos os que o jovem administrador público já enfrentou juntos. Além do seu caráter essencial para o desenvolvimento e a evolução da sociedade em todos os sentidos, a educação é uma área desafiadora em vários aspectos. Dois deles: o seu gigantismo e a baixa qualidade do rendimento alcançado por meio da sua estrutura paquidérmica, lenta e ineficiente. Essa situação mantém o Maranhão na fronteira entre o limbo e os avanços da educação em alguns estados onde o processo está muito mais avançado. Os problemas a serem resolvidos fazem qualquer gestor tremer. Isso sem contar com o arrojo de implantar a escola de tempo integral, que é a menina dos olhos do governador nessa área. Felipe Camarão sabe não basta apenas fazer essa máquina gigantesca funcionar, porque, bem ou mal, ela já funciona. O desafio é fazê-la funcionar de modo que o estudante da escola pública maranhense conclua o segundo grau sabendo ler e escrever corretamente, dominar o essencial da matemática – as quatro operações, fração, equações de 1º e 2º graus, raiz quadrada, etc. –, deter as informações básicas de biologia, química e física, absorver e assimilar informações de história que o ajudem a compreender o que é, como surgiu e evoluiu e como funciona hoje a sociedade, entre outras bases da formação técnica e política.

Não se duvida de que o governador Flávio Dino sabia o que estava fazendo quando decidiu entregar a política educacional do seu governo ao advogado Felipe Camarão, nem que o secretário tinha consciência plena do tamanho do desafio com que foi presenteado quando aceitou o convite. Isso porque é provável que o governador Flávio Dino pode estar encerrando a “fase de testes” com o jovem, entregando-lhe o Sistema Estadual de Educação em caráter definitivo. A começar pelo fato de que a necessidade de bons resultados é tamanha que não cabe improviso nem impetuosidade juvenil.

O governador tem hoje o domínio pleno da realidade que seu governo tenta melhorar, principalmente em áreas essenciais como Educação, Saúde e Segurança Pública, por exemplo, e sabe que não tem o direito de cometer erros. Felipe Camarão, por sua vez, parece já ter maturidade suficiente para saber que fracasso na Educação significará fracasso de um governo que não pode fracassar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Temer chega hoje para dar injeção de ânimo no PMDB
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Temer vai dar uma injeção de ânimo no PMDB maranhense

O PMDB vai embalar mais fortemente hoje a sua maratona com o objetivo de fortalecer suas bases e abrir canais com a sociedade civil com vistas a se fortalecer para as eleições municipais de outubro. Usando o seu prestígio, o braço estadual da agremiação recepciona o vice-presidente da República e presidente nacional do partido Michel Temer, que chega ao Maranhão para falar à juventude do partido e para representantes da sociedade civil organizada. A vinda de Michel Temer ao Maranhão é, antes de tudo, uma demonstração forte de prestígio dos líderes do partido no estado. O PMDB maranhense está iniciando um lento, mas efetivo, processo de renovação. Comandado pelo senador João Alberto, o partido já identificado por líderes jovens como os deputados estaduais Roberto Costa, Andrea Murad e Nina Melo, o deputado federal João Marcelo e o vereador Fábio Câmara – aos quais se somam muitos outros jovens militantes dispostos, como André Campos – se articula para, se possível, retomar o seu protagonismo no estado. Contando com bons quadros, o PMDB pretende fazer a diferença na corrida eleitoral às prefeituras, já cuidando de definir candidatáveis a prefeito em São Luís (Fábio Câmara e Andrea Murad) e em Bacabal (Roberto Costa), o PMDB recebe o presidente Michel Temer para ouvir dele as orientações maiores e as expectativas que cominam o partido no cenário nacional. Michel Temer alará, primeiro, a jovens pemedebistas. Depois, manifestará suas impressões a representantes da sociedade civil organizada – estudantes, líderes empresariais, intelectuais, artistas, profissionais liberais e mais quem interessar possa. O grande evento pemedebista acontecerá na sede da OAB, a partir das 9 horas.

 

Pleno do Judiciário tem novo desembargador substituto
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José Jorge substituirá Jaime Araújo

O Pleno do Tribunal de Justiça tem novo membro: José Jorge Figueiredo dos Anjos, juiz de 4ª entrância, que foi eleito – por merecimento – desembargador substituto, para preencher a vaga aberta com a disponibilidade do desembargador Jaime Ferreira de Araújo. Figueiredo dos Anjos substitui o juiz Luiz Gonzaga Almeida Filho, que então ocupava interinamente a cadeira pertencente ao desembargador afastado em decorrência de processo administrativo. Outros três juízes de 4ª entrância – Lucas Ribeiro Neto, Manoel Aureliano Ferreira Neto e Maria Francisca Galiza – participaram formalmente da concorrência. O juiz Luiz Gonzaga ingressou com recurso para participar da eleição, mas o mesmo foi negado pela Corte, sendo mantido o parecer da Corregedoria Geral da Justiça, que indeferiu a inscrição devido à ausência de justificativa em relação à produtividade no 1º Grau. Por maioria, o Pleno decidiu, na mesma sessão, que, a partir da publicação da decisão, todos os processos ficarão a cargo do desembargador substituto José Jorge Figueiredo dos Anjos. No Plantão Judiciário do 2º Grau, no qual estava o então desembargador Luiz Gonzaga, assume a vice-presidente do TJMA, Maria das Graças Duarte Mendes.

 

São Luís, 02 de Março de 2016.

DEM renasce no Maranhão e coloca o deputado federal Juscelino Filho no primeiro plano da política maranhense

 

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Juscelino Filho assumiu a presidência do DEM, que tem agora bancada com Stênio Rezende, Antonio pereira e Cabo Campos

O plenarinho da Assembleia Legislativa foi palco, segunda-feira, de um ato político que certamente vai entrar para a história dos partidos no Maranhão. Ali, numa reviravolta espetacular, o braço do Democratas (DEM) no estado, que vinha praticamente sem músculos, estancou o processo de emagrecimento e ganhou nova vida, terminando o dia, se não com a robustez de antes,  com força suficiente para seguir em frente, em condições até de ganhar mais reforços antes do fechamento da “janela partidária” no dia 2 de abril. A mudança no DEM foi completa: ganhou um novo deputado federal e presidente, Juscelino Resende, que desembarcou do PRP, e dois novos deputados estaduais: Stênio Resende, que deixou o PRTB, e o Cabo Campos, que saiu do PP, mantendo também o deputado Antônio Pereira, o que reforça sua bancada federal e delineia um bom espaço na Assembleia Legislativa. Assim, o partido que já foi a superpoderosa Arena durante a ditadura e, conforme a situação foi mudando, foi rebatizado de Frente Liberal, PFL, PDS, para finalmente, na plenitude do processo democrático, reinventar-se como e Democratas, o conhecido DEM, apontado por muitos como o símbolo maior da direita liberal no Brasil.

O jovem deputado federal Juscelino Rezende, que alguns críticos apontavam como um político sem muito futuro, surpreendeu a todos com essa jogada partidária de mestre, assessorado pelo tio, o deputado Stênio Rezende, uma das raposas mais hábeis do parlamento estadual, tanto que é hoje o decano da Assembleia Legislativa, cumprindo o sexto mandato. Com a tacada, Juscelino Rezende ganhou um espaço de mais visibilidade em Brasília, definindo claramente uma posição de oposição cerrada ao governo do PT, como também abriu caminho para que o DEM iniciasse um amplo processo de reestruturação no Maranhão, com dois objetivos: sair da indigência e ocupar um espaço bem definido no cenário político no qual as cartas são dadas pela aliança comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e criar as condições para participar das eleições municipais de outubro com o maior número possível de candidatos a prefeito, a vice e a vereador.

O DEM estava definhando no Maranhão. Presidido até final do ano passado pelo engenheiro Ricardo Guterres, e tendo como controlador de fato o ex-deputado federal Clóvis Fecury, o partido estava sendo usado mais como uma espécie de reserva de domínio do que como uma agremiação integrada à vida partidária do estado. Disposto a dar passos políticos largos, de preferência no comando de um partido, o deputado Juscelino Rezende enxergou no DEM o caminho para realizar seu projeto político.  Bateu na porta do comando nacional do partido, relatou a situação da secção no Maranhão e pleiteou o seu comando no estado. A direção do DEM, por sua vez, enxergou no jovem deputado a possibilidade de uma longa sobrevida do partido no Maranhão, e não pensou duas vezes: tirou a legenda do controle dos Fecury e a entregou a Juscelino Resende. Diante da garantia de que teria o controle do DEM no Maranhão, Rezende, com o apoio efetivo do tio, deputado Stênio, realizou uma ampla articulação, que culminou com o evento na Assembleia Legislativa, onde assinou ficha e assumiu a presidência.

Assim, o DEM, que há duas semanas perdera o deputado César Pires, exatamente por causa da movimentação dos Rezende, ficando apenas com o deputado Antônio Pereira, voltou a se encher de gás antes de dar o último suspiro. E o fez numa festa política à qual compareceram 25 deputados estaduais dos mais diferentes partidos, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT), e os líderes da Casa, com o líder do Blocão, deputado Levy Pontes (PHS), que foi convidado para se filiar, e Roberto Costa, que liderou o PMDB. Além de parlamentares, o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), surpreendeu os presente ao participar do ato acompanhado de vários auxiliares e aliados políticos.

Ao assumir o comando do DEM no Maranhão, o deputado federal Juscelino Filho saiu da planície para ocupar espaço no primeiro plano do cenário político maranhense. Ganha força também o deputado Stênio Rezende, que depois de uma longa peregrinação por diversos partidos, ganha um pouco certo, e com a vantagem de ser um dos manda-chuva da agremiação returbinada. E apoiado por Stênio Rezende, Antônio Pereira e Cabo Campos, Juscelino Rezende Filho assumiu também o desafio de contribuir, com seu trabalho político, para que o partido, que de voz da ditadura evoluiu para se tornar a voz da direita liberal e esclarecida, ganhe sobreviva e continue sendo um dos pilares da democracia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Edivaldo Jr. acerta mais uma ao apoiar o novo DEM
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Edivaldo Jr.: procurando ampliar sua base de apoio partidário

Há cerca de três semanas, a Coluna registrou que o prefeito de São Luís,  Edivaldo Jr. se credenciou como forte candidato a renovar o mandato por vários motivos, sendo um dos mais importantes a capacidade de tomar decisões de tomar as decisões políticas certas, como a de deixar o PTC e ingressar no PDT, por exemplo. Essa conduta política se repetiu segunda-feira, quando ele participou, no plenarinho da Assembleia Legislativa, juntamente com o presidente Humberto Coutinho, do ato de renascimento do DEM no Maranhão. Com a presença – que, diga-se, foi saudada com festa -, Edivaldo Jr. se credenciou a ter o DEM na aliança que está montando para embalar sua candidatura a mais um mandato no Palácio de la Ravardière. Em tempos de preparação para um processo eleitoral difícil, o pragmatismo inteligente é fundamental. Cortejar o DEM pode representar nada menos que dois minutos de TV no horário eleitoral gratuito, que, no dizer de um político experimentado, representa “muito mais que ouro em pó”, além de algumas vozes de peso reverberando a seu favor. Com sua participação no evento, o prefeito Edivaldo Jr. dificilmente deixará de ter o DEM como parceiro em outubro, o que reforça muito mais o seu cacife nas urnas.

 

Convidado para entrar no DEM, Rigo Teles preferiu ficar no PV
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Rigo Teles preferiu ficar no PV, mas apoiou a filiação do parlamento parceiro Stênio Rezende

Faltou pouco para que o deputado Rigo Teles dissesse adeus ao PV para ingressar no DEM. Parceiro do colega Stênio Rezende na ciranda parlamentar, o deputado de Barra do Corda foi convidado insistentemente para reforçar o DEM no plenário da Assembleia Legislativa, mas ele resistiu tentação e decidiu manter-se nas fileiras do PV. No exwercício9 do quinto mandato, o deputado Rigo Teles vive uma situação delicada. Um dos quatro membros da bancada do PV, ele sofre um processo de isolamento no partido. Isso porque, enquanto o os deputados Adriano Sarney e Edilázio Jr. fazem oposição cerrada e implacável ao Governo Flávio Dino, ele e o deputado Hemetério Weba tentam manter uma relação institucional produtiva com o Palácio dos Leões. Frequentador quase diário da tribuna, Rigo Teles elogia as ações do Governo, destaca a postura do governador e emite todos os sinais de que  não pretende entrar em rota de colisão com o governador e seu grupo. Aprovado por uns e criticado por outros, Rigo Teles mantém sua rotina de ocupar a tribuna quase que diariamente, via de regra para falar de problemas de Barra do Corda, com duras críticas ao prefeito Eric Costa (PSC), a quem faz uma oposição dura, mas equilibrada, movido sobretudo pela longa experiência política e parlamentar. Há quem critique duramente essa postura política, mas Rigo Teles sabe que esse é o único caminho para sobreviver na guerra entre as forças que agora comandam o Governo e o que restou do Grupo Sarney.

 

 

São Luís, 01 de Março de 2016.

Edilázio Jr. e Adriano Sarney atacam ação política de Flávio Dino e satanizam candidatura de Dutra em Paço do Lumiar

 

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Edilázio Jr. e Adriano Sarney atacaram fortemente Flávio Dino, Domingos Dutra e Josemar Sobreiro, ontem, na AL

A suspeita de que a corrida sucessória em Paço do Lumiar será uma das mais duras das eleições municipais deste ano ganhou densidade na semana passada, com a realização de dois eventos políticos de peso – um do PDT para reforçar o projeto de reeleição do prefeito Josemar Sobreiro (PSDB), com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho, e do ex-ministro do Trabalho e presidente nacional do partido, Carlos Lupi; outro, organizado pelo PCdoB em apoio à candidatura do ex-deputado Domingos Dutra, com a participação do governador Flávio Dino (PCdoB). O sintoma de que o confronto será mesmo pesado foi evidenciado ontem, na Assembleia Legislativa, onde o deputado Edilázio Jr, (PV), que representa uma terceira corrente na corrida à Prefeitura lumiense, disparou artilharia verbal pesada contra o prefeito Josemar Sobreiro e seus apoiadores pedetistas e contra o governador Flávio Dino, avaliando como “fracassado” o evento de apoio a Domingos Dutra, a quem apelidou o tempo todo de “fute” – o diabo, na cultura popular -, apelido maldoso usado por Dutra para identificar o ex-presidente José Sarney (PMDB). O deputado Adriano Sarney (PV) reforçou o discurso do colega de partido, e atacou duramente o ex-deputado Domingos Dutra, afirmando que, em vez de “fute”, “ele é o diabo mesmo”.

O discurso de Edilázio Jr. teve dois tons. No primeiro, relacionado com a declaração de apoio do PDT ao prefeito tucano Josemar Sobreiro, feita em evento realizado quinta-feira, o deputado do PV recorreu à ironia, ao informar que a reunião do PDT foi realizada em São José de Ribamar, quando deveria ter sido realizada em Paço do Lumiar. Manifestou-se surpreso que o ato tenha contado com a participação efetiva do presidente nacional do PDT e do presidente da Assembleia Legislativa, e foi mais duro quando se referiu ao prefeito, a quem apontou como “um dos três prefeitos” mais mal avaliados do Maranhão. Edilázio Jr. não revelou a fonte da informação que embasou sua avaliação do prefeito de Paço do Lumiar.

Em relação ao ato político no qual o PCdoB, com a presença do governador Flávio Dino, manifestou apoio ao projeto de do ex-deputado Domingos Dutra de chegar à Prefeitura de Paço do Lumiar, o deputado Edilázio Jr. foi mais duro. Interpretou a candidatura de Dutra como uma estratégia do governador para disseminar “o medo”. E justificou sua afirmação assinalando, primeiro, que o chefe do Executivo estadual “é um falastrão”, que usa o poder “para intimidar e disseminar o medo”. Edilázio Jr. insistiu na acusação afirmando que “ele usa a intimidação e a ameaça” até para se afastar aos que o ajudaram na campanha. “Ele deu as costas para aliados que estão insatisfeitos, que estão decepcionados”, disparou o parlamentar verde acrescentando que o governador “tem hoje a imagem de perseguidor”, afirmando que “do lado dele só se ouve queixas”.

Edilázio Jr. virou sua metralha verbal para Domingos Dutra apontando-o como um político que só cria problemas e nunca apresenta soluções. Indagou qual a obra que ele levou para o Maiobão e para paço do Lumiar como deputado federal. “Nenhuma”, afirmou. E completou prevendo que Dutra e Dino serão derrotados naquele município: “A taca vai cantar no ´fute`”, prognosticou.

Em aparte a Edilázio Jr., o deputado Adriano Sarney reforçou a metralha verbal do colega e atacou fortemente o ex-deputado Domingos Dutra e o governador Flávio Dino. Usando uma linguagem que não costuma usar, o neto do ex-presidente José Sarney ratificou as acusações afirmando que os aliados do governador “estão insatisfeito, porque estão debaixo de taca”. E quando se referiu ao ex-deputado Domingos Dutra, disse que não o chamaria de “fute”, como ele chama seu avô. “´Fute` é o diabo. E o diabo agora quer ser prefeito de Paço do Lumiar. Mas não vai ser porque o governo vai perder em Pasço do Lumiar”, declarou o líder do PV na Assembleia Legislativa.

O que chamou atenção no ataque dos deputados verdes ao envolvimento direto do governador Flávio Dino e seus aliados na corrida para a Prefeitura de Paço do Lumiar foi o fato de eles não revelarem como o PV, e o Grupo Sarney em geral, participarão da disputa naquele município. No cenário da corrida eleitoral, o vereador Caetano apresenta-se como pré-candidato do PV, mas nem Edilázio Jr. nem Adriano Sarney disseram uma palavra sobre o assunto.

O ataque não ficou incólume. O líder do Governo, deputado Rogério Cafeteira (PSC) contestou todos os pontos do ataque. Garantiu que o encontro do PCdoB em Paço do Lumiar para turbinar a candidatura de Domingos Dutra “foi um sucesso”. Segundo ele, “as fotos mostram que foi um sucesso”. E contestou a afirmação de que os aliados do governador Flávio Dino estariam insatisfeitos. “Esse governo não discrimina ninguém e dá tratamento igual para todos”. E referindo-se ao movimento partidário no sentido das eleições, declarou, enfático, que o governador vai participar da campanha, “mas a máquina não será usada”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Líder do Governo rebateu timidamente ataque dos oposicionistas

rogério 2Ao rebater os ataques dos oposicionistas Edilázio JR. e Adriano Sarney, o líder governista Rogério Cafeteira fez uma revelação que, ficou claro, não pretendia fazer: o governador Flávio Dino vai se licenciar do governo para participar da campanha dos candidatos aliados na corrida às prefeituras. A revelação, que não pode ser interpretada como um ato falho do líder, sinaliza que, mesmo afirmando e reafirmando que não envolverá o governo na disputa, o governador Flavio Dino parece determinado a sair das urnas de outubro politicamente bem mais forte do que agora. Dino vai jogar todo o peso do seu prestígio político para em candidatos aliados em regiões estratégicas – São Luís, Paço do Lumiar, Imperatriz, Caxias, Timon, Santa Inês, Balsas, entre outros municípios de grande peso na vida do estado. Isso significa dizer também que ele vai jogar pesado para derrotar adversários e, assim, reduzir ao máximo os focos de oposição. O projeto eleitoral do governador nas eleições municipais é ambicioso, e ele precisa sair fortalecido e cacifado para dar as cartas em 2018. Daí não ser nenhuma surpresa se ele, de fato, vier a se afastar temporariamente do Governo para se transformar no mais importante cabo eleitoral do Maranhão, com poder de fogo para embalar um grande número de candidaturas. E a julgar por sua participação no ato do PCdoB em Paço do Lumiar, o ex-deputado é uma das prioridades do governador na disputa municipal.

 

André Fufuca tenta dar importância à coordenação da bancada federal

André FufucaEleito coordenador da bancadas do Maranhão na Câmara Federal, o deputado André Fufuca (PEN) tenta dar ao posto uma importância e um peso político que o torne um instrumento eficiente de pressão em relação ao Governo Federal. Não será fácil, porque a bancada é politicamente muito dividida, o que dificulta imensamente qualquer iniciativa de mobilizar os 18 deputados em torno de um objetivo comum. É sabido que os interesses que movem os deputados federais maranhenses, principalmente em ano de eleições municipais, são muito conflitantes. É quase impossível harmonizar essa cadeia de conflitos, mesmo sendo indiscutível que a pressão de um bloco é bem mais forte do que a de grupos menores ou de um só parlamentar. Instrumento informal de ação parlamentar, a coordenação da bancada não se consolidou até aqui pelos bons resultados; ao contrário, nenhuma grande ação foi realizada no Maranhão por obra e graça de ação coordenada da bancada. Durante pelo menos três mandatos, o experiente e bem relacionado deputado federal Sarney Filho (PV) foi o coordenador, tendo passado o bastão para o igualmente experiente e preparado deputado federal Pedro Fernandes (PTB). Agora, quase nenhum deputado manifestou interesse no cargo, e diante do desinteresse, André Fufuca ofereceu-se para o “sacrifício”. Depois que o jovem deputado do PEN se candidatou, alguns colegas dele tentaram convencer o deputado José Reinaldo Tavares (PSB) a se candidatar, mas ele recusou o convite. André Fufuca tem pela frente a tarefa de mostrar que a coordenação é de fato útil, destravando a duplicação da BR-135, por exemplo.

 

São Luís, 01 de Março de 2016.

 

 

Partidos da base do governador Flávio Dino vão se engalfinhar na guerra entre Josemar e Dutra em Paço do Lumiar.

 

trinca do paço
Josemar Sobreiro, Domingos Dutra e Gilberto Aroso: guerra eleitoral sem trégua  no Paço do Lumiar

Os três mais importantes partidos da base de sustentação do governador Flávio Dino (PCdoB, PDT e PSDB) se enfrentarão na que promete ser uma das disputas mais renhidas e barulhentas da corrida sucessória municipal agendada para outubro, a de Paço do Lumiar. Ali, o prefeito Josemar Sobreiro (PSDB) ganhou sexta-feira o apoio entusiasmado do PDT, com a filiação ao partido do vice-prefeito Marconi Lopes. Do outro lado, o ex-deputado Domingos Dutra vai jogar todo peso do seu partido, PCdoB, e junto com ele o prestígio do governador Flávio Dino. Será, portando, uma guerra eleitoral na qual, em tese, será usado o “fogo amigo”, mas quem conhece o quadro político lumiense garante que será um enfrentamento “de vida ou morte”. O prefeito Josemar Sobreiro busca a reeleição escorado numa gestão que alguns aplaudem e outros criticam e no lastro político de haver apoiado  Flávio Dino na corrida ao Palácio dos Leões. O ex-deputado Domingos Dutra se movimenta vendendo sua imagem controvertida de oposicionista radical ao Grupo Sarney e de defensor intransigente do que chama de “governo popular”, de natureza socialista, visão que alimenta como fundador do PT no Maranhão.

O cenário de Paço do Lumiar se assemelha ao de Imperatriz, onde PDT e PCdoB se preparam para um confronto sem medidas. O projeto inicial do PDT era lançar candidato próprio para enfrentar o prefeito Josemar Sobreiro, mas diante da falta de opção, sondou o prefeito para deixar o PSDB e ingressar nas suas fileiras, mas ele argumentou que estava se dando bem com ninho dos tucanos, preferindo fazer uma aliança. A solução articulada pelo presidente pedetista, deputado federal Weverton Rocha, foi de mestre: atraiu para o PDT o vice-prefeito Marconi Lopes, um jovem que poderá se viabilizar para a disputa de 2020. Na avaliação de dois políticos experimentados na região metropolitana, o PDT mexeu a pedra certa no tabuleiro sucessório lumiense e tem todas as condições de se consolidar como uma força política no município. Vale recordar que o PDT já elegeu um prefeito no Paço, Mábenes Fonseca, em 1988, na esteira da primeira eleição de Jackson Lago para a Prefeitura de São Luís.

No contrapeso, o ex-deputado federal Domingos Dutra vai para a briga com duas armas importantes e decisivas. A primeira é a sua trajetória de mais de 30 anos de militância política, iniciada no início dos anos 80 do século passado como um dos fundadores do PT no Maranhão. Foram vários mandatos de vereador, deputado estadual, vice-prefeito de São Luís e deputado federal, fortemente caracterizados pelo viés oposicionista, tendo se notabilizado como o mais agressivo e contundente adversário do Grupo Sarney. Nesse período, Dutra fez oposição implacável a todos os governos do Maranhão e municipais apoiados pelo Grupo Sarney, incluindo as gestões de Paço do Lumiar, principalmente no período dos integrantes da família Aroso. Além de fazer oposição às administrações lumienses, Dutra sofreu uma dura derrota quando tentou emancipar o Maiobão – em plebiscito, mas a maioria rejeitou a proposta, preferindo manter a região como parte territorial do Paço. Saído do PT, ingressou no PCdoB, já com a garantia de que seria o candidato do partido naquele município.

Todos os aspectos da disputa sucessória em Paço do Lumiar sugerem que será renhida a guerra a ser travada entre o prefeito Josemar Sobreiro, que se mantém tucano, e o ex-deputado federal Domingos Dutra, que deixou o petismo para se converter ao comunismo “cristão” do governador Flávio Dino. Observadores os mais diversos avaliam que o projeto de Gilberto Aroso (PMDB) de voltar à Prefeitura pode até ser beneficiado em meio ao confronto do PCdoB com o PDT e o PSDB, ganhando assim a oportunidade de dar mais força eleitoral. O mesmo acontece como vereador Caetano, aspirante do Grupo Sarney lançado pelo PV com o aval do presidente regional do partido, deputado federal Sarney Filho.

Vale assinalar que esse é o cenário do momento, a oito meses das eleições. E como em política nada pode ser considerado definitivo, tudo pode acontecer de agora por diante. Será uma guerra para ser acompanhada com atenção. Afinal, Paço do Lumiar, com 117 mil habitantes, é um dos 10 mais importantes municípios do Maranhão. E com uma vantagem: a gestão de Josemar Sobreiro parece haver tirado o município da esfera de influência de políticos nada afeito à ética.

Flávio Dino e Humberto Coutinho reforçam candidaturas em atos no Paço do Lumiar

dino coutinho
Dino e Coutinho: campos diferentes em Paço do Lumiar

A guerra eleitoral em Paço do Lumiar foi declarada com dois eventos ocorridos no final da semana, envolvendo os partidos da base do governo e, isso mesmo, dois chefes de Poder, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT) e o governador Flávio |Dino (PCdoB). Na noite de quinta-feira, o PDT realizou uma reunião comandada pelo presidente estadual, deputado federal Weverton Rocha, e com a participação de ninguém menos que o presidente nacional, o ex-ministro do Trabalho Carlos  Lupi, e o deputado-presidente Humberto Coutinho, que começa a montar uma base de apoio para disputar uma cadeira no Senado em 2018. O ato final do encontro foi uma declaração efusiva de apoio ao projeto de reeleição do prefeito Josemar Sobreiro (PSDB) – curiosamente, o presidente estadual do partido, vice-governador Carlos Brandão, não apareceu.  Na noite de sábado, Paço do Lumiar voltou a ser palco de festa política, desta vez com o desembarque ali da cúpula estadual do PCdoB, capitaneada pelo influente secretário de Estado de Articulação Politica e Comunicação Social, Marcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, e, mais tarde, com a presença do próprio governador Flávio Dino, para declarar, também efusivamente, apoio in condicional á candidatura do ex-deputado federal Domingos Dutra. Os dois eventos deixaram claro que tanto o PDT quanto o PCdoB consideram que a Prefeitura de Paço do Lumiar é administrativa e politicamente estratégica e, por isso, vão jogar pesado para conquistá-la, os pedetistas in diretamente, e os comunistas no comando efetivo. No seu discurso, o presidente do PCdoB não mediu palavras para elogiar Dutra, como também não fez reservas quanto ao interesse que o seu partido tem na eleição do mais novo convertido à versão “cristã” do comunismo no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

PMDB deve escolher Fábio Câmara ou Andrea Murad

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Andrea e Câmara devem se enfrentar em convenção

O programa partidário do PMDB veiculado na TV na semana passada sinalizou claramente que o vereador Fábio Câmara e a deputada estadual  Andrea Murad estão definidos como os dois nomes que a agremiação vai avaliar para definir quem será mesmo o candidato a prefeito de São Luís. Fábio Câmara participou do programa como pré-candidato assumido, com um discurso direto e objetivo relacionado com o desafio de governar São Luís por meio de ações políticas simples, mas eficientes. No momento, Câmara tem mais fôlego e identificação com a vaga de candidato a prefeito, pelo fato de militar no dia a dia da cidade como vereador e de já ter dado alguns passos importantes para consolidar seu projeto eleitoral. Já a deputada Andrea Murad preferiu centrar fogo no Governo do Estado, disparando artilharia verbal contra o que diz ser desmandos na atual administração. Nos bastidores do PMDB, dois grupos medem forças para emplacar seus candidatos a enfrentar o prefeito Edivaldo Jr. nas urnas. Fábio Câmara ganhou o aval do presidente do partido, senador João Alberto, cujos aliados começam a admitir a candidatura do vereador. Já Andrea Murad tem o apoio velado do ex-presidente José Sarney, que nela enxergam um longo e movimentado futuro político, ao que se soma o aval do pai, o ex-deputado Ricardo Murad. A ideia de alguns é promover o embate interno dos dois até à convenção, de onde sairá o candidato apoiado por todo o partido. Se assim agir, o PMDB será o único partido que exercerá a democracia interna e escolherá seu candidato pelo voto dos convencionais.

 

Arnaldo Melo sinaliza projetoção de ser deputado federal

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Arnaldo Melo pensa continuar morando em Brasília

O ex-deputado Arnaldo Melo, que presidiu a Assembleia Legislativa por dois mandatos consecutivos e chegou a governar o Estado por pouco mais de 10 dias no final do mandato, sinalizou levemente, mas com clareza, como será o seu futuro político. Na solenidade em que foram comemorados os 181 anos da Assembleia Legislativa e os cinco anos de existência da TV Assembleia, realizada quinta-feira no Palácio Manoel Beckman, ocasião em que foi homenageado como um dos ex-presidentes que, durante seus mandatos, contribuiu para a consolidação da emissora, Arnaldo Melo fez um discurso de declaração de amor pela vida parlamentar. Nessa manifestação, ele se disse orgulhoso de que sua filha, a médica Nina Melo, tenha seguido seus passos elegendo-se deputada estadual, acrescentando desejar-lhe um futuro brilhante no Legislativo maranhense. Para os ouvidos mais atentos, a impressão que o atual diretor da Fundação nacional de Saúde (Funasa) passou foi a de que está se preparando para voltar à vida parlamentar, só que como deputado federal.

 

São Luís, 27 de Fevereiro de 2016.

 

 

 

 

 

Com liderança em risco, Eliziane corre em busca de partidos para formar aliança e conseguir tempo na TV

 

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Eliziane Gama indica acerto com controvertido Waldir Maranhão (PP)

Fatos recentes revelaram, com muita clareza, que a deputada federal Eliziane Gama (Rede), apontada por pesquisas como líder na corrida para a Prefeitura de São Luís, sentiu fragilidade no lastro político e partidário que a vinha sustentando e resolveu abrir canais de negociação com qualquer partido interessado em participar de uma aliança que a tenha como candidata. Antes cuidadosa, exibindo uma ação política mais seletiva, que não admitia aliar-se a “certos” grupos, a Eliziane de agora é uma pré-candidata pragmática, que não discrimina quem quer aliar-se ao seu projeto, mesmo se tratando de adversários de outrora e de líderes não bem encaixados hoje nos princípios da ética, que ela vinha defendendo como representante do PPS na CPI da Petrobras, por exemplo. A pré-candidata em ação parece disposta a fortalecer seu cacife eleitoral de qualquer maneira, mesmo correndo o risco de pagar um preço político muito alto no futuro, caso sua caminhada para a Palácio de la Ravardière não ultrapasse a Praça João Lisboa.

Com ar de fenômeno pela votação espetacular que alcançou na disputa de 2014 para a Câmara Federal (133 mil votos) e com o espaço que alcançou no seu primeiro ano como deputada federal, Eliziane Gama se credenciou para concorrer à Prefeitura com o aval incondicional do PPS, que a colocou como uma das suas prioridades em todo o país, não só para as eleições municipais deste ano, mas também em projetos eleitorais futuros. Ficou claro que o já cansado comando da velha agremiação comunista reservava para ela um lugar de proa no contexto partidário. A deputada, no entanto, parece não ter feito a leitura correta do que começava a representar para o PPS e, provavelmente seduzida por cantos da floresta, abandonou o berço comunista que a acolhera e entregou o seu presente e o seu futuro à Rede Sustentabilidade, uma versão do Partido Verde de nome estranho, sem lastro e cujo principal traço de personalidade é a ex-senadora acreana Marina Silva.

Se tivesse permanecido no PPS, entraria na corrida para a Prefeitura de São Luís com identidade política clara, em condições, portanto, de sentar à mesa das negociações com alguns partidos alinhados, como o DEM e o PSDB, que com a agremiação comunista formam a trinca oposicionista que inferniza diuturnamente a vida do Governo do PT. E nesse jogo, poderia atrair outras agremiações. No entanto, sem nenhuma explicação lógica, entrou para a Rede, a não ser a provável certeza de que seria ungida como o braço avançado de Marina Silva no Maranhão. Mas o que aconteceu até agora foi exatamente o contrário: Eliziane Gama, com toda sua força eleitoral e o prestígio político, foi tratada como líder menor pela Rede, como revelaram dois eventos por ela organizados para mostrar-se como a extensão de Marina Silva no estado. O primeiro, no final do ano passado, foi sua filiação ao partido, esnobada por Marina Silva, causando à candidata um profundo mal-estar; o segundo, já em 2016, foi o lançamento da sua candidatura, que aconteceu também sem a presença da ex-senadora, que lhe deu o segundo bolo.

Os episódios causaram tanto desconforto e insegurança na pré-candidata, que ela andou sondando partido para se filiar. A descortesia de Marina Silva e a movimentação de Eliziane em busca de novo partido acendeu a luz vermelha no comando nacional da Rede, que ciente de que pisara na bola com a política maranhense, apressou-se em emitir uma nota cobrindo-a de elogios e reafirmando que a candidatura dela em São Luís é uma “prioridade” do partido – de Marina Silva, porém, nem uma palavra. A nota amenizou o mal-estar e a insegurança, mas não foi suficiente transformá-la numa candidata partidariamente consolidada.

Mesmo sem ter ficado plenamente satisfeita com a iniciativa do comando da Rede de apresentá-la com a devida dimensão, Eliziane Gama ganhou mais ânimo e resolveu montar uma agenda de conversas partidárias com o objetivo de iniciar a construção de uma aliança a mais ampla possível. Não exatamente para lastrear eleitoralmente sua candidatura – esses partidos não têm voto -, mas para conseguir o maior espaço possível no horário eleitoral na TV, onde espera consolidar sua vantagem usando o seu principal recurso: o dom da palavra, que tem feito dela uma comunicadora excepcional, com capacidade de encantar pessoas simples com um discurso simples, mas extremamente eficiente.

Por outro lado, ao se exibir para fotógrafos com líderes do Grupo Sarney e com o vice-presidente da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão, em busca do apoio do PP, Eliziane Gama parece disposta a correr em todas as direções do tabuleiro partidário, determinada a pagar o preço político que lhe for cobrado para obter o maior espaço possível na TV e, assim, chegar embalada na campanha que desembocará nas urnas. É uma estratégia arriscada, cheia de percalços, mas depois de todos os seus altos e baixos na seara partidária, é a que lhe sobrou diante do fortalecimento visível e consistente do projeto de obter mais um mandato colocado em prática pelo prefeito Edivaldo Jr. (PDT), que já ameaça de perto sua liderança.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Rose Sales deve deixar o PV e buscar outro partido

rose sales 1São cada vez mais fortes os sinais de que a vereadora Rose Sales está desembarcando do PV em busca de um partido que a aceite como candidata a prefeita de São Luís. A vereadora saiu do PCdoB depois de entrar em choque com o comando do partido, que decidiu não lhe dar a vaga de candidata à Prefeitura, preferindo manter o apoio ao prefeito Edivaldo Jr.. Rose Sales entrou no PV em clima festivo, com carta branca para, ela própria, viabilizar a sua candidatura articulando apoios político e partidário. Ela topou e, diga-se de passagem, fez o que pôde para se viabilizar, mas não conseguiu. O primeiro sinal de que seu projeto no Grupo Sarney havia fracassado foi a declaração, em meados de janeiro, dada pelo deputado estadual Adriano Sarney, admitindo conversas com o PMDB para apoiar um candidato pemedebista. Depois, vieram informações dando conta de que Rose Sales não teria futuro no partido, ao que se seguiu ela própria admitindo estar em busca de uma agremiação para candidatar-se, se não a prefeita, mas a novo mandato na Câmara Municipal. Nos bastidores, especula-se até uma improvável volta ao PCdoB ou possível ingresso no PPS, onde ocuparia o espaço que foi da deputada federal Eliziane Gama, mas como candidata a renovar o mandato na Câmara Municipal, de vez que a agremiação comunista já declarou apoio ao prefeito Edivaldo Jr..

 

Rubens Jr. defende prerrogativas de advogados

rubens jr 1O deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) integrou um grupo de quatro deputados federais e 21 advogados que se reuniu nesta semana com o presidente do Conselho federal da OAB, Cláudio Lamachia, a quem pediram uma ação vigorosa da entidade para combater o que o grupo denunciou como violação de prerrogativas nas grandes operações policiais em curso no país, a começar pela Operação Lava Jato. Advogado por formação, o deputado federal Rubens Pereira Jr. já tinha levado à Câmara federal essa reclamação ao conhecimento da Câmara Federal. Na conversa com o presidente da OAB, os advogados informaram as dificuldades para acesso a cópias de processos e procedimentos, inclusive com decisões de indeferimento, ainda precisam ser superadas. Afirmaram, ainda, que estão preocupados com a inviolabilidade dos seus escritórios. Cláudio Lamachia se comprometeu a repassar essas informações ao procurador nacional de prerrogativas assim que nomeá-lo e que, até isso acontecer, cuidará pessoalmente do assunto. Para o deputado Rubens Jr., o encontro foi importante para defesa da classe advocatícia: “Estamos numa luta em defesa das prerrogativas dos advogados, que é a defesa da sociedade. Especialmente em tempo de flexibilização da presunção de inocência,” destacou.

 

São Luís, 26 de Fevereiro de 2016.

 

 

 

 

 

 

Assembleia Legislativa muda de idade como avalista da estabilidade do governo comandado por Flávio Dino

 

mesa do aniversário
O presidente Humberto Coutinho fala entre seus antecessores Marcelo Tavares e Arnaldo Melo na presença de Neto Evangelista, que representou João Evangelista

A Assembleia Legislativa completou ontem 181 anos vivendo um momento em que foi transformada em principal avalista do Governo de traços reformadores posto em prática pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Sob o comando do deputado Humberto Coutinho (PDT), hoje o mais importante interlocutor político do Palácio dos Leões, o Poder Legislativo vem garantindo a tranquilidade a segurança que o chefe do Executivo precisa para governar sem pressões emanadas do Palácio Manoel Bequimão, numa equação institucional em cujos componentes estão equilibrados. Esse aval assegurado ao Executivo não transformou a instituição legislativa numa casa de bênçãos, com seu plenário convertido em espaço de louvaminha e bajulação. O plenário “Nagib Haickel” tem sido palco de embates interessantes e produtivos entre situação e oposição, confirmando sua natureza democrática, como assinalou ontem presidente da Casa no ato comemorativo aos 66.065 dias de existência da instituição e do seu mais importante braço na área de Comunicação Social, a TV Assembleia.

No seu pronunciamento, Humberto Coutinho foi taxativo ao afirmar que a Assembleia Legislativa “é uma Casa democrática”, porque nela não existe tratamento diferenciado para deputado governista e oposicionista. Enfatizou que ali o princípio dominante é o da igualdade, por ser essa situação política a regra constitucional. O presidente foi mais longe ao defender os embates entre governistas e oposicionistas, por entender que, além de serem democráticos, eles são salutares, pois é desses choques que surgem as grandes decisões políticas que ganham corpo legal, como os projetos ali debatidos e aprovados. E com essa linha de entendimento e uma maioria folgada, o governador Flávio Dino obteve êxito em todas as proposições que encaminhou à Casa para discussão e votação foram aprovadas. Nesse contexto, se há um parceiro que não causa embaraço ao Palácio dos Leões, este é o Poder Legislativo, não por subserviência, mas por um bom entendimento político entre os dois Poderes.

A situação poderia ser diferente se o governador contasse com o apoio apenas dos deputados eleito pelos partidos que lhe dão sustentação e a oposição resolvesse, de fato, se unir para atuar em bloco, a situação do governo seria bem diferente. O governador correria o sério risco de enfrentar dificuldades quando precisasse de maioria qualificada ou de dois terços para garantir a aprovação de um ou outro projeto de grande relevância. A oposição, por razões políticas as mais diferentes, prefere se manter “dividida”, deixando a tarefa de disparar chumbo grosso contra o Governo para um pequeno grupo de deputados que jamais encontrarão alguma virtude política e administrativa no governador do Estado. A maior fatia da bancada da oposição convive normalmente com o governo, sendo que alguns oposicionistas mais pragmáticos acompanham a bancada governista na maioria das votações, o que garante ao Palácio dos Leões uma governabilidade tranquila e sem maiores sobressaltos.

Observado com lentes que revelam sutilezas, o Poder Legislativo de agora tem vive em harmonia relativa com o Poder Executivo. Só que, além da pancadaria sistemática que a oposição mais ranheta, exercida pelos deputados Andrea Murad (PMDB), Souza Neto (PTN) e Edilázio Jr., os bastidores do Poder são vez por outra sacudidos por insatisfações em ambas as bancadas, gerando momentos de tensão. Mas todos esses ensaios de crise até agora têm sido contornados pela capacidade de negociar do presidente Humberto Coutinho, que não deixa nenhuma situação sair do controle. E não o faz usando mão de ferro, mas a mais eficiente ferramenta usada para ajustar o cenário político, o diálogo. Tanto que até agora foram raras as críticas atos da presidência em desfavor da oposição nem em desfavor da situação em detrimento da oposição.

Essa “paz armada” entre os Poderes não impede que o plenário vez por outra tenham sido palco de confrontos estridentes, como os travados pela hoje líder do PMDB, deputada Andrea Murad, e o Líder do Governo, deputado Rogério Cafeteira (PSC); ou como o conflito que tem levado os deputados ligados à pesca, Fernando Furtado (PCdoB) e Júnior Verde (PRB) a trocar acusações graves e até xingamentos. E a temperatura promete subir muito mais com a aproximação da corrida às Prefeituras e cujo exemplo mais claro é a briga intensa entre os deputados Alexandre Almeida e Rafael Leitoa (PDT) e muitas outras que estão a caminho e que vão agitar o plenário e os bastidores da Assembleia Legislativa. Mas ninguém tem dúvida de que o comando sereno, mas firme, do presidente Humberto e o apoio das lideranças garantirão essa travessia sem sobressaltos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Destaque: Assembleia aniversaria e homenageia ex-presidentes que implantaram e consolidaram a TV Assembleia
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Humberto Coutinho entrega placa a Marcelo tavares e a Carlos Alberto Ferreira, Nina Melo homenageia Arnaldo Melo e Cleide Coutinho faz homenagem a João Evangelista na pessoa do filho Neto Evangelista

Poucas vezes um ato comemorativo dentro o Poder Legislativo reuniu tantos ex-presidente da instituição como no de ontem, quando, além dos 181 anos da Assembleia Legislativa, foi comemorado na instituição o 5º aniversário da TV Assembleia. Foram homenageados os ex-presidentes João Evangelista in memorian, representado pelo seu filho, o deputado licenciado Neto Evangelista (PSDB), Marcelo Tavares, ex-deputado atual secretário-chefe da Casa Civil, e o ex-deputado Arnaldo Melo, atual diretor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), como também o diretor de Comunicação Social da Casa, Carlos Alberto Ferreira, bem como os ex-diretores que participaram diretamente da implantação do Sistema de Comunicação do Poder Legislativo, os jornalistas Jorge Vieira e Dulce Brito.

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Eduardo Braide abriu o ato comemorativo na Assembleia

Antes das homenagens, o deputado Eduardo Braide (PMN), autor do requerimento que criou a homenagem, destacou a importância da TV Assembleia e da evolução que a emissora vem ganhando desde a sua implantação. Para Braide, a política de comunicação da atual gestão do parlamento é altamente positiva, pois reforça a condição de ser a emissora o principal elo a ligar os deputados com a sociedade.

Os dois motivos tornaram o ato, realizado no Auditório Fernando Falcão, o primeiro homenageado foi o ex-deputado João Evangelista, idealizador do projeto de criação da TV Assembleia Legislativa do Maranhão. Uma placa em homenagem ao saudoso ex-deputado, que faleceu no mês de maio de 2010, foi entregue pela ex-deputada Cleide Coutinho ao filho do ex-parlamentar, deputado Neto Evangelista (PSDB), atual secretário de Estado de Desenvolvimento Social.

Ao receber da ex-deputada e atual presidente do Gedema Cleide Coutinho a homenagem in memorian ao ex-presidente João Evangelista, o deputado licenciado Neto Evangelista, seu filho e herdeiro político, agradeceu o reconhecimento feito ao seu pai: “Tenho orgulho de estar nesta Casa, neste momento, representando aqui o meu pai, e venho lhes expressar meu agradecimento e de toda a nossa família por este reconhecimento ao esforço do meu pai na luta pela implantação de uma TV pública para divulgar as ações do Parlamento do Maranhão”.

A placa de homenagem ao ex-deputado Marcelo Tavares, atual secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, foi entregue pelo presidente Humberto Coutinho (PDT), que presidiu a solenidade comemorativa dos 181 anos de instalação do Parlamento maranhense. Ao receber a homenagem, Marcelo Tavares lembrou as dificuldades que enfrentou para instalar a TV Assembleia, por ele inaugurada no dia 27 de janeiro de 2011.  “Este é talvez o maior ganho da TV Assembleia: ter se consolidado como um instrumento de promoção da cidadania. E a nossa alegria é maior ainda porque, depois do nosso trabalho, acrescido dos esforços de Arnaldo Melo e do atual presidente da Casa, Humberto Coutinho, que é um democrata, a TV Assembleia entrou num caminho irreversível”.

A homenagem alcançou também atual deputado federal Victor Mendes (PV), que quando deputado estadual foi um dos responsáveis pela instalação do Comp0lexo de Comunicação, conforme destacou o ex-presidente Arnaldo melo. A placa de Victor Mendes foi entregue pelo senador Roberto Rocha (PSB), que destacou a importância da TV Assembleia e o Complexo de Comunicação da instituição. Durante a solenidade, uma placa comemorativa também foi entregue ao deputado federal Victor Mendes (PV), na pessoa de seu assessor Valber Leal, que recebeu a homenagem das mãos do senador Roberto Rocha (PSB).

O diretor Carlos Alberto Ferreira fez um pronunciamento no qual destacou a importância da estrutura de comunicação do Poder Legislativo do Maranhão, que tem a TV Assembleia como carro-chefe, será reforçado em breve com uma emissora de rádio FM. Destacou que tem recebido apoio total do presidente Humberto Coutinho e de todos os deputados para fazer os ajustes e os acréscimos no Complexo de Comunicação.

 

Deputados comentam primeiro ano da Coluna Reporte Tempo

A Coluna Repórter Tempo registra foi alvo de manifestações, ontem, no plenário da Assembleia Legislativa. Provocados pelo deputado Eduardo Braide (PMN), que fez um comentário o generoso sobre primeiro aniversário do blog, externando a opinião segundo a qual ele veio para contribuir com o jornalismo. A iniciativa de Eduardo Braide estimulou os deputados Roberto Costa (PMDB), Fábio Braga (PTdoB), Stênio Resende (PRTB), Rigo Teles (PV), o vice-presidente Othelino Neto (PCdoB), Sousa Neto (PTN), Marco Aurélio (PCdoB), Edivaldo Holanda (PTC) e Graça Paz (PSL). Conterrânea e amigo de juventude do autor, o presidente Humberto Coutinho se manifestou para cumprimentar o autor pelo trabalho jornalístico que vem sendo realizado. Valeu.

 

São Luís, 25 de Fevereiro de 2016.