Flávio Dino entre Zé Inácio, Zé Carlos e Augusto Lobato: peça aliança
O PT vai mobilizar todas as suas correntes para, unificado, participar da aliança partidária a ser liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de outubro. Essa posição foi decidida na tarde de sexta-feira (13), numa conversa franca e direta do governador com os líderes do partido no Maranhão: o presidente Augusto Lobato, o deputado federal Zé Carlo do PT e do deputado estadual Zé Inácio. Pelo entendimento que resultou do encontro, o PT poderá indicar até dois dos quatro candidatos a suplente de senador na chapa situacionista e, claro, participar do Governo no próximo mandato, caso o governador Flávio Dino seja reeleito. Com a definição, o braço do PT no Maranhão selará a paz internamento, garantindo assim que o partido estanque o processo de autofagia que o vem ameaçando desde as eleições de 2006, quando o partido rompeu com o campo da esquerda no estado ao se afastar do PDT e se aliou ao PMDB, que no caso é a mais forte expressão partidária do Grupo Sarney. Agora, a meta é juntar todas as correntes e jogar pesado para, pelo menos, manter sua representação na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, podendo ainda ganhar suplências no Senado.
Foi a primeira vez nos últimos tempos que o PT maranhense passou a impressão de que vai mesmo superar – ou pelo menos suspender, por meio de uma trégua temporária – as suas divergências internas e caminhar para um processo eleitoral falando o mesmo idioma. Nas duas últimas décadas, o partido simplesmente viveu mergulhado numa autofágica crise interna, com duas correntes e várias subcorrentes se digladiando de maneira intensa e perigosa. A corrente majoritária, que segue a orientação do grupo lulista, sempre deu as cartas, impondo, por exemplo, a orientação de se aliar ao Grupo Sarney, enquanto que a facção mais independente se manteve no campo esquerdista e permaneceu aliado ao PCdoB, inclusive ocupando espaço importante no Governo, como a estratégica Secretaria de Combate à Pobreza e Mobilização Popular, comandada com eficiência pelo jornalista e professor universitário Chico Gonçalves, um dos nomes mais preparados e respeitados quadros da agremiação.
A mobilização pela unidade se sustenta em duas bases. A primeira é a prisão do ex-presidente Lula da Silva, desfecho dramático de um longo e inclemente processo de desgaste pelo qual o partido vem passando desde que eclodiu o caso do Mensalão, em meados do segundo mandato do presidente Lula (2007-2011), que tirou o PT da zona de conforto e o colocou na dura estrada da sobrevivência. A outra é a posição do governador Flávio Dino, que apesar da maneira com que o PT lhe virou as costas em 2019 e 2014, segurou a onda e se se transformou na principal voz não petista na defesa da ex-presidente Dilma Rousseff, que acabou perdendo o cargo num controvertido processo de impeachment, e do ex-presidente Lula, que foi condenado por corrupção não devidamente comprovada e hoje cumpre pesa de 12 anos de cadeia numa sala da sede da Polícia Federal no Paraná. Para mostrar coerência, o PT não poderia fazer diferente do que está fazendo agora: cuidar da unidade interna e aliar-se, de maneira clara e engajada, ao movimento liderado pelo governador Flávio Dino.
A reunião de ontem no Palácio dos Leões – que aconteceu depois de resolvido o imbróglio causado pelo deputado federal Waldir Maranhão, que se filou ao PSDB – foi, pode-se dizer, um marco na história recente do PT, que finalmente começa de fato a sair da zona de turbulência para entrar na vida real, que é a de convencer o eleitorado de que está voltando às suas origens.
PONTO & CONTRAPONTO
Tucanos fazem conta e concluem que o PSDB ganhou mais do que perdeu no troca-troca partidário.
Roberto Rocha, José Reinaldo e Alexandre Almeida formam chapa tucana para as eleições de outubro
Os tucanos fizeram muitas contas e chegaram à conclusão de que a desidratação do PSDB foi menor que muitos calcularam depois da saída do vice-governador Carlos Brandão. Para começar, afirmam categoricamente que o partido agora comandado pelo senador Roberto Rocha, manteve mais de 20 dos 29 prefeitos que elegeu em 2016, quando a previsão inicial pera a de que pelo menos 15 seguiriam o vice-governador para o PRB e outros partidos. E no jogo das perdas e ganhos da janela partidária que se fechou no dia 7 de Abril, o partido teria ganhado mais do que perdido. Os tucanos exibem a entrada dos deputados federai José Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão e dos deputados estaduais Alexandre Almeida, Wellington do Curso e Graça Paz. Na avaliação dos chefes do partido, o PSDB saiu fortalecido, a começar pelo fato de que terá uma chapa majoritária bem definida, e, segundo a avaliação deles, competitiva, com o senador Roberto Rocha como candidato a governador e o deputado federal José Reinaldo e o deputado estadual Alexandre Almeida para o Senado, mantendo em aberto a vaga de candidato a vice-governador para negociações definitivas para a formalização da chapa. Acreditam os tucanos que a chapa poderá representar bem a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin – que, aliás, voltou a ganhar força com a minimização da denúncia de que sua campanha em 2014 teria recebido R$ 10 milhões da Odebrecht na forma de caixa 2.
Eliziane Gama constrói suporte partidário para consolidar candidatura ao Senado
Eliziane Gama e Josimar de Maranhãozinhio: ampliado suporte partidário
Quem acompanha a movimentação da deputada federal Eliziane Gama (PPS) na condição de candidata ao Senado na chapa do governador Flávio Dino nem de longe enxerga a candidata a prefeita de São Luís em 2016. Aparentando indecisão, insegurança política e conflito partidário em todos os momentos da corrida ao Palácio de la Ravardière, ela conseguiu passar uma imagem politicamente pouco consistente. A Eliziane Gama de agora, candidata ao Senado, é exatamente o oposto: firme, decidida e incansável na busca de suporte partidário para consolidar a sua candidatura dentro da aliança dinista. Uma demonstração dessa desenvoltura foi registrada ontem, quando ela visitou a sede estadual do PR e conversou com o presidente estadual do partido, deputado Josemar de Maranhãozinho. Os dois conversaram sobre o cenário da disputa e a deputada pediu o apoio do PR ao seu projeto de chegar ao Senado. Josimar de Maranhãozinho, e tudo indica que um acordo será selado. O presidente do PR é candidato a deputado federal e mira pelo menos uma fatia dos quase 140 mil eleitores que nela votaram em 2014, enquanto ela espera que os simpatizantes do PR embarquem no seu projeto senatorial. Uma aliança limpa, tranquila, na qual os dois podem ganhar. O PR é o 11º partido procurado por Eliziane Gama, que já se programa para conversar com o PT na semana que vem o mesmo objetivo. Ela segue assim, rigorosamente, o roteiro traçado pelo governador Flávio Dino para a viabilização de aspirantes ao Senado: ter potencial eleitoral, que ela já demonstrou, e suporte partidário, que ela está construindo.
Cleomar Tema fala a prefeito na reunião contra os estragos das enchentes no estado
O surpreendente e implacável aguaceiro que vem se abatendo sobre o Maranhão neste verão, com volumosas chuvas quase diárias que vêm causando estragos em alguns municípios e, com isso, dificultando imensamente a já difícil vida de milhares de maranhenses, está produzindo um fato novo no estado. É que, em vez de chororô, de procurar culpados, de se vitimizar e de procurar caminhos solitários para resolver os problemas dos que aguardam no sufoco as suas providências, prefeitos de municípios afetados se mobilizaram para uma ação conjunta para combater os estragos causados pelas enchentes. Fizerem o que é feito nesses casos em qualquer lugar do mundo: mobilizados pelo prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), sua entidade corporativa, bateram às portas dos Governos do Estado e da União em busca de apoio, que será viabilizado tão logo os dirigentes municipais baixarem decretos reconhecendo o estado de calamidade pública nos seus municípios.
A mobilização foi articulada pelo presidente da entidade municipalista, Cleomar Tema, prefeito de Tuntum, um dos municípios mais afetado pelos temporais, que inundaram áreas urbanas, afogaram pequenas propriedades rurais e romperam rodovias, dificultando imensamente a vida de milhares de pessoas. Cleomar Tema transformou a sede da Famem em QG das operações contra as consequências do aguaceiro, à medida que ali os problemas foram colocados na mesa de negociações por prefeitos e secretários municipais para o secretário de Articulação Política e Comunicação do Estado, Ednaldo Neves, o coordenador adjunto da Defesa Civil do Estado, major Jairon Moura. Foi formada ali, informalmente, uma “força-tarefa”, que deverá atuar para minimizar o sufoco das populações afetadas.
Com a autoridade de presidente da Famem e de prefeito de município gravemente afetado, Cleomar Tema relatou a situação de calamidade que se abateu sobre Tuntum, considerado uma referência em gestão em todo o estado: “Nosso município passa por uma situação delicada. Num período de 10 horas, choveu o equivalente a um mês, provocando o transbordamento do riacho que dá nome à cidade e deixando um rastro de problemas, com cerca de 400 famílias desabrigadas”. E na sequência da esteira de problemas, sugeriu que seus colegas prefeitos adotem as medidas necessárias para a decretação do estado de emergência, identificando número de desabrigados, prédios públicos e privados danificados e que recorram de imediato à Defesa Civil.
Na reunião, prefeitos de Lagoa Grande, Chico Freitas (PCdoB); de Araioses, Cristino Araújo (PSDC), e Morros, Sidrack Feitosa (MDB), de Morros, fizeram relatos da dramática situação vivida por seus municípios e deixando claro que as prefeituras não têm condições de enfrentar sozinhas as dificuldades causa pelos vendavais às suas cidades. Chico Freitas relatou, por exemplo, que as estradas vicinais de Lagoa Grande ficaram intrafegáveis, com uma ponte prestes a desabar. Sidrack Feitosa destacou que as ruas e estradas de Morros estão praticamente bloqueadas. Araioses enfrenta uma situação mais complicada, uma vez que várias ilhas dos municípios estão alagadas e com seus moradores sem poder sair de casa. “É uma verdadeira catástrofe”, disse o prefeito Cristino Araújo. Outros municípios, como Imperatriz, Pedreiras, Bacabal, Marajá do Sena, Presidente Vargas, São João do Sóter, Trizidela do Vale e Lago dos Rodrigues vivem situações difíceis com o excessivo volume de chuvas.
No campo mais operacional, assessores da Famem entraram em ação dando orientações técnicas para que os prefeitos e suas equipes ajam mais rapidamente no sentido de obter as condições possíveis de apoio aos municípios por meio esta “força-tarefa”. O secretário adjunto de Articulação Civil e diretor-executivo da Famem, Geraldo Nascimento, orientou os prefeitos no sentido de que agilizem as providências formais que têm de tomar, para que o socorro por parte do Governo estadual seja o mais rápido possível. Seguindo orientação do presidente Cleomar tema, o diretor-geral da entidade, Gildásio Ângelo informou que parte da bancada federal já estava alertada em Brasília e à disposição para atuar na esfera do Governo da União, na busca de ajuda aos municípios encharcados pelo aguaceiro.
O secretário Ednaldo Neves destacou que o governo Flávio Dino – que conversou por telefone com o presidente da Famem – está sensível ao drama das populações que estão sofrendo com as cheias, mas ponderou ser necessário que os prefeitos ajam com a máxima urgência no encaminhamento dos documentos adequados para a decretação do estado de emergência. Por sua vez, o coordenador adjunto da Defesa Civil, Major Jairon, fez uma explanação técnica a respeito do decreto emergencial, ressaltando que com uma modificação na lei da emergência, agora os municípios é que dão os passos iniciais quando de qualquer ocorrência desastrosa.
PONTO & CONTRAPONTO
PT tem posição delicada e complicada em relação à aliança liderada por Flávio Dino
Zé Inácio tenta encontrar um caminho eleitoral para o PT do Maranhão
É delicada a posição do PT do Maranhão em relação à aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino. Mergulhado pela disputa entre vários grupos, entre eles o que defende o alinhamento ao movimento governista e o que prega o lançamento de candidatura própria ao Governo do Estado ou a reedição da aliança com o Grupo Sarney, o partido parece não saber exatamente o que quer nem para onde vai. Os que defendem a participação na aliança dinista condicionam o alinhamento à inclusão de um nome do PT na chapa majoritária. O problema é que o partido não viabilizou nenhum nome competitivo, ao contrário do que fez o PDT, que fechou questão em torno da candidatura do deputado Weverton Rocha ao Senado, exemplo que foi seguido pelo PPS, que jogou tudo pela deputada federal Eliziane Gama com o mesmo foco. Politicamente ativo, mas eleitoralmente fraco, o braço do PT no Maranhão consome mais tempo se digladiando internamente do que procurando caminhos de formar um grupo compacto e forte para sentar à mesa de negociações como um partido que tem posições fechadas no tocante a alianças e eleições. Daí viver a estranha situação em que o seu presidente, Augusto Lobato, prega o alinhamento movimento liderado pelo governador Flávio Dino, enquanto o ex-presidente, Raimundo Monteiro, diz que ele próprio está disposto a ser candidato a governador, quando o que quer mesmo é ser candidato à vice de Flávio Dino ou de Roseana Sarney (MDB), ou até mesmo suplente de um dos candidatos a senador. Entre as duas correntes, o ativo deputado estadual Zé Inácio faz um esforços gigantesco para encontrar um discurso único para o partido. Enquanto isso, o governador Flávio Dino joga todo o peso do seu prestígio na defesa que faz do presidente Lula da Silva, numa cruzada que a maioria dos petistas maranhenses parece não enxergar nem entender.
Edison Lobão desfaz rumores e reafirma sua candidatura à reeleição
Edison Lobão desfaz rumores e afirma ser candidato à reeleição
Não têm base nem fazem sentido os rumores segundo os quais o senador Edison Lobão (MDB) estaria pensando em desistir da candidatura à reeleição, abrindo a vaga para o seu atual primeiro suplente, Lobão Filho (MDB). Lobão é candidatíssimo. E tem dito isso enfaticamente a todos os interlocutores com quem fala sobre o momento político. O seu argumento principal é que ainda tem fôlego suficiente para encarar uma campanha, ânimo que aumenta diante dos percentuais de pesquisas que o apontam como um dos candidatos mais viáveis entre os que estão na disputa. No plano político, conta com o apoio, declarado ou discreto, de um grande número de prefeitos e de um bom número de vereadores e deputados estaduais, base que é reforçada com aval de muitos segmentos empresariais da indústria, do comércio e da produção rural. Ele mostra que os problemas que enfrenta por conta da Operação Lava Jato estão equacionados e sob controle pela defesa. E, finalmente, os problemas de saúde recente estão já superados, como ficou demonstrado durante a maratona de visita a municípios que fez no mês passado com a ex-governadora Roseana Sarney. Na avaliação tanto de aliados como de adversários, o senador Edison Lobão é um candidato forte e não precisa das bênçãos do ex-presidente José Sarney bem da ex-governadora Roseana Sarney para manter e consolidar sua candidatura à reeleição. Ele tem voo político próprio e continua sendo uma das apostas do MDB nacional para se manter majoritário na composição do plenário do Senado a partir de 2019. E como sua candidatura é fato consumado, as urnas terão a palavra final sobre o assunto.
Flávio Dino, Carlos Brandão, Weverton Rocha e Eliziane Gama: chapa majoritária pronta para as eleições de outubro
O governador Flávio Dino (PCdoB) saiu na frente e já definiu a chapa majoritária da aliança que vai comandar para as eleições de outubro. Confirmou o vice-governador Carlos Brandão (PRB) no posto e bateu martelo pelos deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) como candidatos às duas cadeiras no Senado. A definição veio depois das tensões que envolveram a escolha de Eliziane Gama, que foi antecedida de um jogo de pressões que resultou no rompimento do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares, que deixou a aliança governista e embarcou no ninho dos tucanos, caminho seguido por outro interessado na vaga, o deputado federal Waldir Maranhão, que, numa guinada absolutamente imprevisível, se converteu ao tucanato depois de tentar de tudo se tornar petista.
A chapa da aliança dinista tem dois aspectos que a torna um projeto diferenciado. O primeiro é que, candidato à reeleição, o governador Flávio Dino entra na corrida às urnas com a vantagem e a segurança de quem as pesquisas estão apontando como favorito. Já os deputados Weverton Rocha e Eliziane Gama entram na corrida eleitoral para enfrentar o maior desafio das suas vidas políticas até aqui, ele como politicamente mais articulado, ela exibindo maior potencial eleitoral. O governador vai batalhar num campo que já conhece bem, onde também enfrentará adversários conhecidos, como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) – que aguarda o momento certo para montar sua chapa, e senador Roberto Rocha (PSDB), cuja candidatura já é fato consumado. Seus dois candidatos ao Senado são cristãos novos nessa seara e enfrentarão nas urnas raposas tarimbadas do Grupo Sarney, o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), ambos políticos traquejados no duro jogo da permanência no poder, e o neotucano José Reinaldo Tavares.
Contrariando algumas avaliações e expectativas, o governador optou por manter o vice Carlos Brandão como companheiro de chapa, reconhecendo que ele tem sido parceiro um importante, que vem exercendo corretamente o cargo. Ao contrário de outros vices, que por falta do que fazer passam mais tempo conspirando, Carlos Brandão é um Nº 2 ativo e tem sido escalado para cumprir as mais diferentes missões, que vão de representar o titular em eventos de chefes de Estado a viagem mundo a fora em busca de investimentos, como é o caso dos chineses. Politicamente, Brandão exibiu indiscutível fidelidade ao projeto dinista ao abrir mão do comando do PSDB no Maranhão, deixar o partido e embarcar como soldado no PRB comandado pelo deputado federal Cléber Verde. Revelando-se, a cada momento e a cada situação, um parceiro confiável e engajado, o que, somadas tais virtudes, justifica plenamente sua confirmação como candidato à reeleição. E com a estimulante perspectiva de, se a chapa for reeleita, deverá se tornar governador efetivo a partir de abril de 2022, quando Flávio Dino poderá deixar o cargo para enfrentar as urnas, provavelmente para o Senado ou para voos mais altos.
Ao montar uma chapa com Weverton Rocha Eliziane Gama para o Senado, Flávio Dino optou por abrir caminho para a nova geração numa Casa cuja tradição é abrigar caciques de proa, a começar por ex-governadores, como José Sarney, João Castelo, Epitácio Cafeteira, João Alberto, Edison Lobão, Roseana Sarney, e figuras de mando, como Victorino Freire, Henrique La Rocque e Alexandre Costa, por exemplo. Iniciou essa guinada em 2014 com a bem sucedida campanha que resultou na eleição do hoje senador Roberto Rocha, sob o argumento de que está na hora de oxigenar a política maranhense. O Grupo Sarney preferiu apostar na reeleição dos quadros de comando. Será, nesse campo, uma disputa de políticos de campos diferentes, adversários na tradição e na ideologia, mas será também, e sobretudo, uma disputa de gerações. E isso significa dizer que não será uma corrida eleitoral comum.
Com essas definições, o governador Flávio Dino sai na frente, devendo estimular a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Roberto Rocha a agilizar a montagem das suas chapas, que só precisam escolher candidatos a vice-governador. E a posição mais difícil de todas, a do deputado Carlos Braide (PMN), que terá resolver se brigará por votos visando uma cadeira de deputado federal ou se entra mesmo para a corrida ao Palácio dos Leões.
PONTO & CONTRAPONTO
Roseana Sarney aguarda definição de Michel Temer e do MDB para retomar campanha
Roseana Sarney depende de definição de Michel Temer para seguir em frente
Interlocutores da ex-governadora Roseana Sarney confirmam que ela mantém firme o seu propósito de disputar o Governo do Estado. Revelam que o recolhimento que se impôs é momentâneo e estratégico. Com a vantagem de já ter definidos o deputado federal Sarney Filho e o senador Edison Lobão como candidatos ao Senado, dependendo apenas de escolher o vice para fechar sua chapa, a ex-governadora está aguardando as definições do presidente Michel Temer e da cúpula nacional do MDB. Os acontecimentos recentes a obrigaram a pisar no freio e interromper a maratona de visitas a municípios que vinha realizando. Até então, ela já começava a trabalhar com a hipótese de uma candidatura de Michel Temer, mas esse embrião de projeto está sendo desmanchado com as operações que levaram para a cadeia amigos íntimos e colaboradores do presidente, suspeitos de envolvimento com a máfia que atua no bilionário Porto de Santos. Com o presidente praticamente fora do páreo, a atenção da emedebista se volta para o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que caminha para ser o candidato do partido, e para o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que pode consolidar seu projeto de candidatura diante do vazio que se abre na esfera governista. Na avaliação de políticos sarneysistas, é complicada a hipótese de Roseana entrar na corrida eleitoral sem o respaldo de uma candidatura presidencial. Mas diante das circunstâncias e das indefinições nesse campo, não será surpresa se pela primeira vez na sua trajetória ela entrar no jogo sem tal amparo.
Denúncia contra Geraldo Alckmin pode atrapalhar projeto de Roberto Rocha
Roberto Rocha acompanha com atenção denúncias contra Geraldo Alckmin
O comando do PSDB no Maranhão entrou em estado de alerta com a informação de que o ex-governador de São Paulo e candidato do partido a presidente, Geraldo Alckmin, será investigado por suspeita de desvio no Governo paulista. A investigação poderá desidratar a candidatura de Alckmin, que vinha até aqui sendo apontado como o nome mais forte entre os candidatos presidenciais com Lula da Silva fora do páreo. A preocupação de Roberto Rocha com essa situação se justifica plenamente. Sua candidatura ao Governo está direta e umbilicalmente ao projeto nacional do PSDB, que decidiu apoiá-lo também para ter um palanque expressivo no o Maranhão. Se houver algum problema com a candidatura do ex-governador paulista, Roberto Rocha terá de rever o seu projeto de campanha, podendo ter de substituir Geraldo Alckmin por João Dória, que renunciou à Prefeitura de São Paulo para disputar o Governo do Estado.
Flávio Dino deixando a sede da PF em Curitiba após de ser impedido de visitar Lula
O governador Flávio Dino (PCdoB) deu mais um passo para se consolidar como um político de influência no cenário nacional, ao reafirmar a coerência do seu discurso e das suas posições na guerra político-jurídica que vem tensionando fortemente o País desde que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região ratificou a sentença do juiz-chefe da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, condenando o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) a 12 anos e um mês de prisão sob a acusação de que ele recebeu propina da empreiteira OAS no controvertido Caso do Triplex de Guarujá. O governador e mais oito governadores foram a Curitiba tentar uma visita ao ex-presidente, mas o grupo foi impedido por decisão da juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pela execução da pena do líder petista, que considerou o encontro uma regalia à qual Lula da Silva não tem direito. Sem delongas nem crise de autoridade, o governador Flávio Dino – que foi juiz federal e sabe como as coisas funcionam nessa seara – respeitou a decisão da magistrada, e marcou sua ida ao Paraná escrevendo, do próprio punho, uma carta ao ex-presidente expressando-lhe total apoio, que recebeu a assinatura dos demais governadores.
O governador do Maranhão fez questão de comunicar ao mundo que foi a Curitiba reafirmar suas convicções políticas e jurídicas sobre a prisão de Lula da Silva, e o fez por meio de um vídeo no qual lhe declara solidariedade “pessoal e política”, por ter “a convicção de que há um erro imenso, tanto no tocante ao mérito, ou seja, no caso do dito apartamento, do triplex, não comporta uma condenação desse tipo”, e também porque, segundo o seu entendimento, “não houve o exaurimento dos recursos que a Constituição, a lei brasileira, assegura a todos os brasileiros”. Justifica que “por isso nós estamos diante de uma prisão de caráter mais político do que legal, clara violação à Constituição e ao artigo 283 do Código do Processo Civil, uma vez que não houve o trânsito em julgado”. E fecha o argumento afirmando que “por isso estamos defendendo, claro, a liberdade do presidente Lula, os seus direitos políticos, mas estamos defendendo também e integridade e a autoridade do sistema jurídico, da Constituição e das leis para todos os brasileiros”. Conclui afirmando, em tom de convocação, tratar-se de “uma causa que deve unir a todos aqueles que sabem a importância do cumprimento e da democracia em favor de todos”. E no clássico estilo de militante, propõe uma palavra-de-ordem: “Lula livre!”.
Por qualquer ângulo que se observe a sua movimentação se chegará à conclusão de que o governador Flávio Dino sabe exatamente o que está fazendo. Quando discursa contra o que chama de “erro jurídico imenso”, fala tecnicamente e com a autoridade de quem já foi juiz federal. As estocadas que dá no juiz Sérgio Moro parecem manifestações baseadas na convicção em relação à anormalidade do processo. Tanto que nenhuma voz partidária das decisões do juiz Sérgio Moro se manifesta em sua defesa. E quando afirma que a condenação de Lula da Silva é principalmente um ato político, o silêncio da Justiça Federal em Curitiba parece uma atitude temerosa de que haja, de fato, algo de muito grave nas entranhas das decisões tomadas até aqui em relação ao ex-presidente.
Chama atenção o fato de que o movimento dos governadores foi iniciativa do líder maranhense, que vem tomando as iniciativas e sendo seguido pelos dirigentes estaduais identificados como essa linha de ação na defesa do ex-presidente. Flávio Dino fala de igual para igual com seus colegas governadores, independente do peso político dos estados que representam, e vem dando seguidas demonstrações de que começa, de fato, a ocupar um lugar destacado nesse campo político. A iniciativa que tomou, diante do impedimento de acesso a Lula da Silva, de escrever-lhe uma carta do próprio punho e tê-la respaldada com as assinaturas dos oito governadores e dos três senadores presentes foi uma demonstração cabal de que assumiu, de fato, a liderança do movimento e do grupo. E certamente não agiria com essa desenvoltura se estivesse preso a algum malfeito ou tivesse alguma conta sinistra a acertar com a Justiça, o que torna ainda mais sólida sua posição política nesse contexto em que pelo menos oito entre 10 têm rastros suspeito a serem explicados, com delegados, promotores e juízes.
O que está se vendo é um político maranhense com posição consolidada no estado, com amplas chances de reeleição, e em franca ascensão no plano nacional, com possibilidade concreta de ocupar espaço expressivo nesse vazio de lideranças que o País está vivendo. Pelo menos até aqui, nenhuma outra interpretação dos fatos mostrará um cenário diferente.
PONTO & CONTRAPONTO
Roberto Rocha aposta que o PSDB farpa uma campanha “eficiente” no Maranhão
Roberto Rocha: está entusiasmado com a campanha dos tucanos
O senador Roberto Rocha começa a articular o lançamento da chapa com a qual o PSDB vai disputar o Governo do Maranhão e as duas cadeiras no Senado. Mais candidato a governador do que nunca, Roberto Rocha se movimenta embalado pelo faro de que vai liderar uma chapa que considera competitiva, principalmente para o Senado, que terá como candidatos o ex-governador d atual deputado federal José Reinaldo Tavares e o deputado estadual Alexandre Almeida. E ainda com dois candidatos de peso à Câmara Federal, o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira e o deputado federal Waldir Maranhão. O senador trabalha para viabilizar sua candidatura fortemente atrelada ao projeto presidencial do tucano Geraldo Alckmin, que teria lhe prometido incluir o Maranhão pelo menos duas vezes no roteiro da sua campanha. Ao contrário do que muitos vêm afirmando, o senador Roberto Rocha tem afirmado em conversas reservadas que o PSDB não perdeu muitos prefeitos com a saída do vice-governador Carlos Brandão, que previu ser seguido por pelo menos 20 dos 28 prefeitos tucanos. Nas contas da cúpula dos tucanos, nem uma dezena de prefeitos deixou o partido, entre eles Vianey Bringel, de Santa Inês, que migrou para o DEM, e Luis Fernando Silva, de São José de Ribamar, que por enquanto se mantém. Roberto Rocha tem garantido a interlocutores que o PSDB no estado.
DEM amplia bandada estadual e reforça base com nomes como Daniela Tema
Daniela Tema: nome forte do DEM na Região Central do estado para outubro
É a cada dia mais evidente a expectativa que o DEM fará forte diferença na corrida por cadeiras na Assembleia Legislativa. O partido, que já contava com os deputados Stênio Rezende, Antônio Pereira e Cabo Campos, saiu da janela reforçado pelos deputados Rogério Cafeteira, Neto Evangelista e Paulo Neto. Além dos deputados, que são naturalmente candidatos à reeleição, o DEM foi turbinado por nomes politicamente fortes e com amplas chances de chegar à Assembleia Legislativa. Um desses é Daniela Tema, esposa do prefeito de Tuntum e presidente da Famem, Cleomar Tema (PSB). Nutricionista por formação e desde a infância envolvida com a política por influência familiar, Daniela Tema, pouco mais de 30 anos, nasceu em Presidente Dutra e se tornou conhecida em toda a região pelo trabalho que realizou na direção do Socorrão de Presidente Dutra, o primeiro hospital regional implantado pelo governador Jackson Lago (PDT). Jovem, bonita, com boa formação e politicamente determinada, Daniela Tema ganhou também o incentivo do governador Flávio Dino, que elogiou o desempenho na condução do Socorrão de Presidente Dutra. Poucos duvidam da sua força eleitoral na Região Central do Maranhão.
Othelino Neto: presidência consolidada e bem avaliada em 100 dias; é a nova geração chegando ao poder
As últimas semanas de vida do presidente Humberto Coutinho (PDT) criaram em muitos a expectativa de que sem ele a Assembleia Legislativa mergulharia numa guerra pelo poder. Os que aguardavam tal desfecho, por verem uma incógnita no 1º vice-presidente, foram surpreendidos por um desenrolar oposto: em que pesem alguns movimentos nos bastidores, a Assembleia Legislativa sob o comando do deputado Othelino Filho (PCdoB) foi mantida rigorosamente nos trilhos, sem rasuras institucionais nem fraturas políticas expostas. Passados 100 dias da ascensão do sucessor à presidência, o que se tem visto é um Poder Legislativo respeitando a memória de Humberto Coutinho, mas dando seguidas demonstrações de que há uma nova realidade em curso, que vem sendo desenhada por um presidente que expressa como poucos o vigor e a ousadia da geração de políticos que começa, de fato, a assumir o poder no Maranhão.
O presidente Othelino Neto tem conduzido com determinação o Poder Legislativo: assumiu a interlocução da Casa com o Palácio dos Leões, tem se mostrado um eficiente articulador, um eficiente conciliador, tem mantido intacta sua posição política e ideológica, não esconde que é linha de frente da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e repete com palavras e atos a independência do Poder Legislativo e a regras segundo as quais todos os deputados são iguais, independentemente da cor política e partidária de cada um. Essa linha de ação ficou muito clara quando ele convenceu a Mesa Diretora a respaldar o projeto de Resolução Nº 001/2018, o primeiro da sua gestão, extinguindo o Auxílio Moradia de R$ 3.189,75 para cada deputado, um penduricalho que custava R$ 1.606,122,50 anuais ao contribuinte. A articulação foi tão bem conduzida que a Mesa Diretora abraçou o projeto e o plenário o aprovou por unanimidade. E reforçou a ideia de renovação ao nomear sua mulher, Ana Paula Lobato, para a presidência do Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão (Gedema), braço social do Poder Legislativo.
Com pouco mais de 40 anos, jornalista e economista por formação e servidor concursado do TCE, e com a experiência de ter exercido vários cargos públicos – foi secretário de Meio Ambiente no Governo José Reinaldo -, Othelino Neto exerce o segundo mandato como um político integral, seguindo seu viés ideológico na esquerda moderada, que se encontrou no PCdoB. No parlamento, vem se destacando como um dos mais duros adversários do Grupo Sarney, assumindo ao mesmo tempo posição destacada na aliança comandada por Flávio Dino. Chama atenção pelo equilíbrio emocional, o que lhe permite “bater” forte nos adversários do Governo Flávio Dino sem gritos ou ofensas pessoais. Nem o duro golpe que sofreu com a morte do pai, o renomado jornalista Othelino Filho, que era sua referência, alterou sua postura no comando da Casa.
Nestes 100 dias, o deputado Othelino Neto mostrou personalidade e consciência do seu papel tão logo se tornou presidente. Sem se deixar impressionar por fuxicos que inundaram os bastidores tentando incompatibilizá-lo com seus pares, assumiu plenamente o controle administrativo do Poder Legislativo, nomeando técnicos da sua confiança para os cargos-chave, a exemplo do experiente jornalista Edwin Jinkins, a quem entregou a Diretoria de Comunicação com carta branca para reordenar a política de divulgação da instituição.
No delicado campo institucional, estreitou o relacionamento com o governador Flávio Dino e estabeleceu bases sólidas para uma convivência normal com o Poder Judiciário, tendo mantido uma série de encontros com o também novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos. Desde que assumiu, tem cumprindo uma movimentada agenda com secretários de Estado, políticos, empresários e lideres corporativistas. Um exemplo: o secretário de Segurança, Jefferson Portela, o procurou várias vezes para pedir a sua mediação para solucionar impasses relacionados com o projeto de reorganização da Polícia Civil.
O presidente da Assembleia Legislativa não esquece a sua condição de deputado e de que tem uma eleição se aproximando. Daí a maratona que vem cumprindo nos municípios onde tem bases eleitorais. De Janeiro para cá, já visitou Vargem Grande, Conceição do Lago Açu, Urbano Santos, Pinheiro, Nova Iorque, Magalhães de Almeida, Nova Olinda, Junco do Maranhão, Paulino Neves, entre outros, além de São Luís, onde mantém contatos diretos com o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) , sempre pleiteando melhorias para bairros, como o João de Deus, por exemplo.
Como político engajado, além da defesa intransigente do projeto do governador Flávio Dino para o Maranhão, o presidente Othelino Neto é um crítico duro do processo que levou o ex-presidente Lula da Silva para a cadeia, defendendo ainda que o líder petista seja inocentado e possa participar da corrida para a presidência da República. Tanto que não exitou em participar da reunião que, realizada no seu gabinete, criou a “Frente de Defesa da Democracia e pelo Direito de Lula ser candidato”. E não pensou duas vezes para reunir em na sua residência os chefes dos partidos da base governista – PP, PSB, PPS, PTB, SD, PROS, PR, PT, PDT, PTC, DEM e PCdoB – para reforçar a aliança dinista. Mais recentemente, prestigiou um encontro de vereadores cujo objetivo é fortalecer as Câmaras Municipais. Essa consciência parlamentar ele fez questão de enfatizar na sua posse – um ato formal realizado no seu gabinete, no dia 4 de Janeiro, quando declarou:
– Os debates deixam a Assembleia mais rica, mais forte, porque são debates no campo das ideias e com respeito. Eu tenho orgulho de ser político, de ser deputado estadual.
PONTO & CONTRAPONTO
Deputados de todas as cores aprovam o desempenho de Othelino Neto na presidência do Legislativo
O desempenho do deputado Othelino Neto na presidência da Assembleia Legislativa vem surpreendendo aos gregos e aos troianos no parlamento estadual. Os que o conhecem já esperavam que ele fosse bem sucedido, mas mesmo assim avaliam que ele está indo além do esperado. Já os que não tinham muita aproximação, se dizem surpresos com o seu desempenho e a sua capacidade de articular, o que faz com frequência, e de conciliar, quando necessário. O jornalista Djalma Rodrigues ouviu 11 deputados governistas e oposicionista e o que registrou foi o seguinte:
Léo Cunha (PTC): “A atuação de Othelino Neto merece elogios sob todos os aspectos. Ele surpreendeu pela serenidade na condução dos trabalhos, pela sua larga visão, apesar de ser muito jovem e por estabelecer parâmetros democráticos, sem dispensar tratamento diferenciado a ninguém”. Zé Inácio (PT): “Othelino Neto se traduz como uma excelente surpresa. Ele tem tratado todos os colegas com muito respeito, muito diálogo. Ele faz a casa se movimentar de forma dinâmica, dando apoio às comissões e a todos os componentes do Legislativo Maranhense”.
César Pires (PEN): “Ele ganhou experiência no ano passado, quando assumiu por diversas vezes em lugar do Humberto Coutinho. Esteve conosco aqui na planície e agora está no planalto, e vem se saindo muito bem na condução da direção do nosso Legislativo. Não faz distinção entre parlamentar do governo e nem da oposição. Seu trabalho é louvável”.
Edvaldo Holanda (PTC): “É um deputado muito jovem, que vem mostrando competência muito antes de chegar a esta Casa, seja em assessorias, ou em secretarias do Estado e do município. Tem desempenhado um trabalho admirável. É uma grande esperança, não só para este poder, mas para o futuro do Maranhão”.
Rafael Leitoa (PDT): “A administração do presidente Othelino Neto é proveitosa, democrática e extremamente salutar. É um jovem político que vem mostrando muita maturidade pelo cargo que ocupa e sua atuação recebe pleno apoio de todos nós. Ele vem se transformando numa verdadeira unanimidade entre os componentes da Assembleia Legislativa”.
Roberto Costa (MDB): “Othelino já vinha ajudando o nosso saudoso Humberto Coutinho. Com a morte do Humberto ele assumiu dando continuidade ao trabalho dele. Mas já tinha uma experiência como secretário de Estado, secretário municipal e vem colocando sua experiência a serviço deste poder. Eu fui o autor da proposta que permitiu que concorresse à presidência após a morte do Humberto. Não me arrependo. Vem se conduzindo como um autêntico líder, um grande companheiro”.
Cabo Campos (DEM): “É uma grata surpresa o deputado Othelino na presidência da Assembleia. Apesar da pouca idade, é um homem centrado no trabalho que executa. Tem administrado de maneira correta. A democracia pulsa em toda sua plenitude aqui nesta Casa sob o comando dele. Tem praticamente a unanimidade de seus pares”. Rogério Cafeteira ( DEM) – “Olha, temos que analisar desde quando o deputado Othelino Neto era vice-presidente desta Casa, sob a presidência do saudoso Humberto Coutinho. Sempre exerceu, de forma interina, a direção deste Parlamento acatando às determinações do titular, mesmo com ele convalescendo. Agora, de forma democrática e republicana, vem executando um excelente trabalho. Vem se comportando de forma exemplar. Tem mostrado sabedoria e respeito com relação ao alinhamento partidário e ideológico de cada um. Atua como autêntico magistrado”.
Levy Pontes (PC do B ): “Avalio o deputado Othelino Neto pelo seu DNA. Seu avô e seu pai, os saudosos jornalistas Othelino Nova Alves e Othelino Filho, foram profissionais que se destacaram em defesa das liberdades, que travaram o bom combate. Como vice-presidente atuou com muita competência e humildade. Agora, exerce um trabalho que se destaca pela serenidade, estabeleceu a paz, é um grande presidente”. Sérgio Frota (PSDB): “O Othelino já vinha assumindo a presidência, com os problemas de saúde enfrentados pelo Humberto Coutinho, nosso saudoso ex-presidente. Suas ações são democráticas, são transparentes. O governo tem uma base muito forte aqui na Casa, mas ele vem estabelecendo um trabalho de fortalecimento do nosso Legislativo. Ele vem prestigiando os colegas, independentemente de cores ideológicas e partidárias. Não tenho nada o que reclamar do trabalho do Othelino como presidente”.
Fábio Braga (SD): “Com a morte do Humberto Coutinho, ele soube manter a eficiência da Casa, manter a tranquilidade, em todas as áreas, como no fortalecimento das comissões, realizações das audiências, encaminhamentos de propostas e o bom relacionamento com outras instâncias de poder, além do atendimento ao povo. Ele está sabendo se conduzir com extrema competência, com muita sabedoria, embora sendo um político muito jovem”. Paulo Neto (DEM): “O deputado Othelino nos surpreendeu, por ser um jovem político, mas que vem se comportando como se fosse um veterano. Ele vem estabelecendo a paz e a harmonia aqui na Casa. Tem desenvoltura, tem sensibilidade e muito conhecimento político, conseguindo aglutinar forças. Ele tem aprovação quase unânime entre seus colegas”.
Bira do Pindaré (PSB)- “Na realidade, não me surpreende muito a performance do deputado Othelino Neto, ele sempre mostrou posições firmes, na aprovação de propostas polêmicas, como foi a extinção do auxílio-moradia, que é uma pauta nacional, e ele conseguiu número suficiente para aprovar a matéria.
A atuação do presidente Othelino é diferenciada, ele vem conseguindo êxito e apoio e espero que continue com o mesmo desempenho”.
Destaque
César Teixeira mantém a tradição e diz o que Judas deixou para alguns em 2018
\césar Teixeira: mantendo a tradição
A tradição cristã de enforcar e queimar Judas Iscariotes, o apóstolo malandro que entregou Jesus aos romanos por alguns trocados, atiçando a imaginação e a “sede de vingança” dos seguidores do Cristo no Sábado de Aleluia, está praticamente extinta. O compositor, cantor, jornalista e escritor César Teixeira, com a tenacidade de sempre, mantém a tradição de escrever o testamento do “traidor”. A cada ano, César Teixeira produz uma pequena obra prima, e o Testamento deste ano nada deve aos anteriores. Com muito orgulho, a Coluna transcreve os versos do craque:
José Reinaldo, Rogério Cafeteira, Max Barros e Daniela Tema mudaram de partido pela janela partidária para as eleições
Em meio à turbulências em curso no cenário político nacional com a traumática prisão do ex-presidente Lula da Silva (PT), o quadro partidário do Maranhão foi significativamente alterado com a mudança de peso de alguns dos principais partidos em atuação no estado por conta da janela partidária, que fechou no último minuto de sábado (7). O fechamento das contas indicará que os partidos que integram a aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) foram amplamente beneficiados com novas filiações. O DEM foi, de longe, a agremiação que mais ganhou musculatura nesse troca-troca de partido no Maranhão. Saíram também fortalecidos o PCdoB, que se consolidou como o partido que está na cabeça da aliança dinista. Já o PSDB recuperou parte da sua musculatura com o ex-governador José Reinaldo tavares e mais dois quadros de peso. O Grupo Sarney perdeu terreno com a saída, por exemplo, do vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Jr., que trocou o MDB oposicionista pelo PP governista. Além do PP, outros partidos ganharam e perderam na janela, que se fechou no último de sábado, definido, de maneira irreversível, a composição e o passo dos partidos para as eleições de outubro no Maranhão.
Até alguns meses atrás amargando esquecimento, quando foi resgatado pelo deputado federal Juscelino Filho, o DEM saiu da janela como o partido que foi mais robustecido com a filiação dos deputados estaduais Rogério Cafeteira, ex-PSB, Neto Evangelista, que saiu do PSDB, e Paulo Neto, que deixou o PSDC, se somaram a Stênio Rezende, Cabo Campos e Antônio Pereira. O DEM foi ais longe ao atrair sangue novo, como a nutricionista Daniela Tema, que deixou o PCdoB e vem despontando como nome fortíssimo da Região Central do Maranhão, com base em Tuntum, na corrida para a Assembleia Legislativa.
Depois de ser esvaziado com a saída do vice-governador Carlos Brandão e de pelo menos 15 dos 28 prefeitos no final do ano passado, por conta da mudança de comando e se tornar Oposição, o PSDB recuperou parte do seu poder de fogo com a filiação dos deputados federais José Reinaldo Tavares e do deputado estadual Alexandre Almeida, que serão candidatos ao Senado na chapa do senador Roberto Rocha, candidato ao Governo do Estado. O ninho dos tucanos foi ainda turbinado na última hora com a entrada do deputado Wellington do Curso, que saiu do PP, e do deputado federal Waldir Maranhão, que decidiu concorrer à reeleição.
O PCdoB, por sua vez, foi expressivamente turbinado com o ingresso das deputadas Francisca Primo, que deixou o PT, e Ana do Gás, que saiu do PRB, e ganhando, na última hora, a filiação do deputado Carlinhos Florêncio, que se converteu ao comunismo pregado pelo governador Flávio Dino. O PRB, por sua vez, além do vice-governador Carlos Brandão e de vários prefeitos, ganhou também o ex-deputado José Gentil, que é candidato forte à Assembleia Legislativa, devendo fazer dobradinha com o vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Jr., que deixou o MDB e se filiou ao PP.
O PDT ganhou vários reforços de peso, sendo o mais destacado a ex-deputada estadual Cleide Coutinho, viúva e herdeira do legado político do ex-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), que é candidata a suceder o marido no parlamento estadual. Por sua vez, o PTB foi reforçado pelo ex-deputado federal Wagner Lago, irmão do ex-governador Jackson Lago, que exerceu seus vários mandatos como filiado ao atual MDB e ao PMDB. O PR ganhou a filiação do deputado estadual Sérgio Frota, que deixou o PSDB na reviravolta em que o ninho dos tucanos foi devolvido ao senador Roberto Rocha.
Uma curiosa movimentação envolveu o PV e o PEN nos últimos momentos da janela partidária. O deputado Edilázio Jr. deixou o PV e embarcou no PSD, enquanto o deputado César Pires deixou o PEN e embarcou no PV, e o deputado Hemetério Weba deixou o PV e se abrigou no PP. E numa espécie de voo solo dentro do Grupo Sarney, o deputado Max Barros, que estava sem partido, se filiou ai PMB.
O ex-deputado Ricardo Murad comandou uma das guinadas mais radicais ocorridas na janela partidária: ele próprio e a deputada estadual Andrea Murad deixaram o MDB e ingressaram minúsculo PRP, o primeiro para disputar o Governo do Estado e a segunda para tentar uma vaga na Câmara Federal. E o deputado Souza neto, que segue à risca a orientação de Murad, deixou o PROS e se filiou também ao PRP, pelo qual tentará a reeleição em outubro.
A partir de agora, não há mais como pretensos candidatos mudarem de partido para as eleições de outubro. Quem fez a escolha certa pode se dar bem na corrida pelo voto, mas quem errou na opção pode ser atropelado.
PONTO & CONTRAPONTO
Roseana, Braide, Eliziane e Sarney Filho ensaiaram mudar de partido, mas recuaram
Eduardo Braide Eliziane Gama pensaram em mudar de partido, mas recuaram
No jogo do troca-troca partidário não alcançou algumas personalidades cuja migração para outras agremiações era dada como certa. Quatro casos de políticos de expressão que, devido às circunstâncias, planejaram trocar de partido, mas no final preferiram continuar onde estão. 1 – A possibilidade mais surpreendente de troca de partido envolveu ninguém menos que a ex-governadora Roseana Sarney, que teria montado uma ampla operação para assumir o controle do DEM e, no caso, deixar o MDB e se candidatar pelo partido que já controlou no estado. A operação fracassou por dois motivos: a atuação firme e hábil do presidente do partido, deputado federal Juscelino Filho, e pela falta de apoio da direção nacional, que preferiu manter a agremiação na aliança liderada pelo governador Flávio Dino. 2 – Ao alimentar mesmo o projeto de ser candidato a governador, e não a deputado federal, como estava programado, o deputado Eduardo Braide entrou na relação dos que mudariam de partido, deixando o PMN, que controla inteiramente no Maranhão, para ingressar no PSD, numa operação que o levaria para uma posição mais próxima do Grupo Sarney. Depois de uma avaliação cuidadosa e pragmática, como costuma fazer em situações como essa, Eduardo Braide preferiu permanecer o seu partido, pelo qual poderá, se quiser, entrar para valer disputar o Palácio dos Leões. 3 – Também a deputada federal Eliziane Gama, que se movimenta para ocupar a segunda vaga de candidato ao Senado na chapa dinista, preferiu se manter no PPS, que expressa a versão mais amena do comunismo no Brasil. Ela foi tentada primeiro a entrar no Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, e depois a dar uma guinada ideológica radical e se filiar ao DEM, mas depois de examinar bem essa última possibilidade, Eliziane Gama preferiu continuar militando no PPS. 4 – O deputado e ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho cogitou várias vezes deixar o PV para se candidatar ao Senado. Primeiro foi levantada a possibilidade de ele se filiar ao MDB, mas devido a diferenças internas, essa alternativa foi logo descartada. Mais recentemente, Sarney Filho namorou com a ideia de se mudar para o PSD, mas de novo avaliou a situação com mais atenção e recuou, ficando mesmo no PV, onde, é frisar, é um dos fundadores, mas onde já não tem o peso de outros tempos.
Roseana Sarney mantém silêncio em relação à situação de Lula
Roseana Sarney manteve silêncio em relação à situação de Lula da Silva
Um fato chamou atenção durante o dramático processo que desaguou na prisão do ex-presidente Lula da Silva. O ex-presidente José Sarney (MDB), que manteve – e continua mantendo, agora de maneira menos intensa – relações de amizade com o líder petista, deu algumas declarações tímidas lamentando a situação do colega durante os dias que antecederam a sua prisão, e embarcou para Nova Iorque (EUA) exatamente na semana em que houve o desfecho, não tendo mais se manifestado. Por sua vez, o deputado federal Sarney Filho, que, vale lembrar, nunca teve relação próxima com Lula – foi ministro de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Michel Temer (MDB) –, se manifestou sobre o assunto em nota publicada na edição do fim de semana jornal O Estado do Maranhão. Na nota, Sarney Filho se manifesta amistosamente, “lamentando” os acontecimentos e destacando que Lula é “amigo do Maranhão”. Mas o que surpreendeu mesmo foi o silêncio da ex-governadora Roseana Sarney, que foi muito apoiada por Lula da Silva, que a nomeou líder do seu Governo no Congresso Nacional, e que em 2006, quando candidato à reeleição, entrou de cabeça na campanha dela para o Governo do Estado, primeiro obrigando, na marra, o PT a romper com o PDT e se aliar ao PMDB no Maranhão, e depois dar inúmeras declarações de apoio à candidatura dela. A participação do então presidente petista foi tão intensa que ele chegou ao extremo de, num comício em Timon, um dos últimos da campanha daquela disputa, pedir “pelo Amor de Deus” que os maranhenses elegessem Roseana Sarney. Jackson Lago, porém, venceu a disputa numa eleição histórica.
Weverton Rocha pode ganhar mais peso se Ciro Gomes for o candidato das esquerdas à presidência da República
A saída do ex-presidente Lula da Silva da cena política, impedido que está de ser candidato a voltar ao Palácio do Planalto, não terá maior alteração na disputa para o Governo do Estado, mas poderá turbinar fortemente a candidatura do deputado federal Weverton Rocha (PDT) ao Senado. E a explicação é simples: sem Lula, o nome mais forte, mais organizado e mais aberto das esquerdas para à presidência da República é sem dúvida o candidato do PDT, ex-ministro Ciro Gomes. Com Lula na corrida presidencial, o PT tentaria até o final impor o nome para a segunda vaga de candidata senador na chapa liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Agora, sem Lula, o PT perde muito do seu cacife político, ficando sem condições de manter o espaço político que ocupa na aliança dinista. Nesse contexto, se Ciro Gomes vier a ser o candidato das esquerdas, ou pelo menos de parte delas, o PDT aumentará significativamente o já amplo espaço que ocupa na aliança.
Herdeiro do espólio político do ex-governador Jackson Lago e hoje chefe incontestável do PDT do Maranhão, sendo também um dos os seus mais expressivos líderes no Congresso Nacional, e ainda um dos mais próximos e influentes integrantes da cúpula nacional do partido, o deputado Weverton Rocha criou e consolidou uma posição destacada no movimento liderado pelo governador Flávio Dino. Esse cacife assegurou-lhe claramente a primeira vaga de candidato a senador desse campo, definição que não foi sequer discutida, já que se enquadrava perfeitamente no critério estabelecido pelo governador para viabilizar candidaturas ao Senado: suporte partidário e viabilidade eleitoral. Weverton Rocha viabilizou uma sólida base partidária para ser candidato, e agora está em busca da viabilidade eleitoral.
No campo da corrida presidencial, o chefe do PDT do Maranhão sem se manteve coerente desde o primeiro momento. Defendeu com clareza que, mesmo na condição de aliado preferencial do PT, o PDT deveria lançar candidato próprio a presidente, tendo sido, nesse particular, um dos incentivadores da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes. Weverton Rocha sempre foi partidário de uma aliança do PDT com o PT, desde que o seu partido não se tornasse um adendo petista. Ou seja: aliança, sim, mas com independência. Foi essa linha que adotou no primeiro mandato, como um dos defensores ativos do Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), tendo atuado também na linha de frente da sua defesa no processo de impeachment. Com a queda de Dilma Rousseff, Weverton Rocha liderou o PDT numa dura e implacável oposição ao Governo do presidente Michel Temer (MDB).
Não existe ainda, é claro, uma posição por parte do governador Flávio Dino em relação à corrida presidencial, e deverá aguardar uma definição do PT, que deve lançar um candidato em substituição a Lula – provavelmente o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Mas não há como ignorar uma tendência natural no sentido de que ele venha a apoiar a candidatura de Ciro Gomes, principalmente se o ex-ministro vier a se viabilizar como representante da fatia maior das esquerdas na corrida presidencial. É evidente que nesse contexto, por coerência partidária, o governador se posicionará inicialmente pela candidata do seu partido, o PCdoB, a deputada gaúcha Manuela D`Ávila, mas no tabuleiro dos acordos, não será surpresa se o PCdoB abrir mão da sua candidatura presidencial para integrar uma grande frente de esquerda.
Nesse cenário, por conta do cacife do PDT, o deputado federal Weverton Rocha terá posição confortável, se não privilegiada, por conta da liderança que exerce no PDT estadual e na posição que ocupa no comando nacional do partido. E se, de fato, Ciro Gomes vier a se tornar o nome das esquerdas na corrida presidencial, Weverton Rocha terá papel proeminente nesse projeto, e assim aumentará significativamente suas chances como candidato a senador, e como nome de peso no PDT nacional.
PONTO & CONTRAPONTO
Troca-troca de partido é intensificado com a aproximação do fechamento da janela partidária
José Reinaldo foi um dos destaques da mudança partidária pela janela
O dia ontem foi de intensa movimentação nos bastidores dos partidos políticos por conta dos últimos momentos da janela partidária, que será fechada hoje, às 23 horas e 59 minutos. Criada no último arremedo de reforma política feito pelo Congresso Nacional, a janela permite que políticos com mandato e que estivessem vinculados a partidos, possam migrar para outras agremiações. Um exemplo: o deputado federal José Reinaldo Tavares deixou o PSB e se filiou ao PSDB, podendo ser candidato a senador pelo novo partido. Outro exemplo: o deputado estadual Neto Evangelista deixou o PSDB e se filiou ao DEM, podendo concorrer à reeleição por esta agremiação. Nas últimas semanas, algumas dezenas de políticos mudaram de partido. Na Assembleia Legislativa foram vários os depurados que migraram para outras agremiações, mudando expressivamente a composição partidária do plenário. Durante este sábado, a movimentação deve ser intensificada, com a definição, por exemplo, do deputado Wellington do Curso, que deixou o PP, mas até ontem não havia decidido em qual partido se filiará, decisão que deve tomar hoje, sob pena de ficar de fora das eleições.
Depois de falar em Harvard e criticar Moro, Flávio Dino retorna ao Brasil neste Domingo
Flávio Dino: palestra em Harvard e crítica à prisão do ex-presidente Lula da Silva
O governador Flávio Dino retornará ao Brasil e ao Maranhão neste domingo. Neste sábado, ele será palestrante no prestigiado MIT (Massachusetts Institute of Technology). onde falará sobre Reforma Política, ao lado do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça Nelson Jobim. Flávio Dino se encontra em Boston, nos Estados Unidos, desde o inicio da semana, para cumprir uma série de compromissos, sendo o principal fazer uma palestra na Universidade de Harvard, uma das instituições de ensino universitário mais prestigiadas do planeta. De Boston, o governador acompanhou atenta e ativamente o desenrolar do drama do ex-presidente Lula da Silva, a quem defende de maneira enfática, sendo um crítico dos procedimentos do juiz federal Sérgio Moro no processo em que condenou o líder petista. Vale lembrar que na quarta-feira o governador criticou com firmeza as declarações do comandante do Exército, general Vilas Boas, tentando influenciar o julgamento do habeas corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal contra a prisão do ex-presidente Lula da Silva. Na quinta-feira, Flávio Dino criticou a ordem de prisão expedida por Sérgio Moro contra o ex-presidente. Ao retornar dos EUA neste domingo, o governador Flávio Dino deverá intensificar sua ação política.
Flávio Dino reagiu à prisão de Lula da Silva com os posts abaixo, e Othelino Filho declarou sua indignação em entrevista à Coluna ontem à noite, horas depois da decretação
Tanto quanto o resultado apertado do controvertido julgamento pelo qual o Supremo Tribunal Federal negou habeas corpus que pedia liminarmente o impedimento da prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) até o esgotamento de recursos, a prisão do líder petista, decretada ontem pelo juiz Sérgio Moro, estremeceu o Brasil e ecoou fortemente no mundo inteiro. Esse eco foi especialmente forte em Boston (EUA), onde alcançou e indignou o governador Flávio Dino (PCdoB), que realizará, hoje, na Universidade de Harvard, palestra sobre as ações do seu Governo; e também na Assembleia Legislativa do Maranhão, onde surpreendeu e revoltou o presidente Othelino Neto (PCdoB). De Boston, o governador Flávio Dino reagiu duro, observando que nas circunstâncias em que foi determinada, a prisão do ex-presidente só pode ter sido fruto de “ansiedade ou parcialidade”, ou dos “dois erros simultaneamente”. Em São Luís, o presidente do Poder Legislativo, também crítico do processo contra Lula da Silva, classificou a prisão de “injusta”, que só serviu para “conflagrar ainda mais a Nação”.
Tão logo soube que o juiz Sérgio Moro havia decretado a prisão de Lula da Silva, o governador Flávio Dino usou o twitter para ratificar enfaticamente a sua posição de crítico duro de alguns aspectos da Operação Lava Jato – que defende no geral -, especialmente no que respeita ao tratamento que o magistrado vem dispensando ao ex-presidente. Com a autoridade de ex-juiz federal e de chefe muito bem avaliado de um dos Estados da Federação – e ainda de aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso que levou Sérgio Moro à magistratura –, Flávio Dino disparou três posts criticando com firmeza a decisão do chefe da Lava Jato, sem citar-lhe o nome:
O primeiro: “Prisão antes mesmo de esgotados recursos em 2ª instância e antes de finalizado o debate constitucional só se explica por ansiedade ou parcialidade. Ou os dois erros simultaneamente”.
O segundo: “O juiz acha que recurso é uma “patologia a ser varrida”. Então resolve ele mesmo “varrer”. Ocorre que ele não tem essa competência constitucional, pois ele não foi eleito membro do Congresso Nacional, nem é ministro do Supremo”.
O terceiro: “Cabe ao Judiciário tentar pacificar a sociedade e não jogar lenha na fogueira das paixões políticas. É um desserviço à Nação e à união entre os brasileiros agir de modo precipitado por antipatias ou vaidades pessoais”.
Com a manifestação, o governador do Maranhão reafirmou sua convicção de que Lula da Silva está sendo tratado com parcialidade, e a suspeita de que esta tem forte viés político, que tem como foco impedir a candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto. Com a autoridade de quem não tem contas a acertar com a Justiça, o governador ratifica também a certeza de que em relação a Lula da Silva o juiz Sérgio Moro vem ostensivamente extrapolando os limites da sua competência, desrespeitando as regras e colocando em risco a natureza imparcial da Justiça. Na sua reação o governador alerta para o risco imposto ao estado democrático de direito, a exemplo do que fez quando criticou com firmeza as declarações extemporâneas do comandante do Exército, general Vilas Boas, feitas claramente com a intenção de influenciar o julgamento do habeas corpus pelo Supremo.
Em São Luís, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, externou um misto de tristeza e indignação com a decretação da prisão do ex-presidente Lula da Silva. “Além de injusta, essa prisão faz com que a Nação brasileira, que já está dividida, fique ainda mais conflagrada – a própria divisão do Supremo Tribunal Federal reflete a divisão do povo brasileiro neste momento”, declarou. Othelino Neto avaliou que em meio a esse clima de tensão, “as pessoas, que já estavam com pouca paciência para com as diferenças, poderão se tornar intolerantes, o que é muito ruim para o Brasil”.
O deputado Othelino Neto teme que a retirada forçada do líder petista da corrida o presidencial poderá mergulhar o Brasil num desastre político. “Qual será o efeito disso na eleição presidencial? Que resultado os brasileiros podem esperar disso? Será que em vez de um líder como Lula, os brasileiros não sejam surpreendidos com a eleição deum Bolsonaro da vida, um sujeito que não respeita a democracia, que não respeita o cidadão, que não respeita a família, que não respeita as mulheres e não respeita as diferenças existentes na sociedade brasileira? – indagou o presidente da Assembleia Legislativa. Ao mesmo tempo, o chefe do Poder Legislativo observou que o risco de um desfecho trágico na corrida presidencial não afeta a eleição para o Governo do Estado: “Aqui o quadro já está definido, com o campo liderado pelo governador Flávio Dino, que caminha para a reeleição. E o campo do Grupo Sarney, que representa Michel Temer no Maranhão”.
O chefe do Poder Legislativo aposta que as regras democráticas e as instituições brasileiras, apesar de jovens, já se consolidaram o suficiente para suportar esses ataques: “Acho que com a prisão do ex-presidente Lula estão ferindo o estado democrático de direito com golpes disfarçados de legalidade, como aconteceu também como a presidente Dilma Rousseff. Mas apesar de tudo o Brasil vai sair disso muito melhor”.
PONTO & CONTRAPONTO
Entrada de José Reinaldo no PSDB praticamente define a corrida às duas cadeiras no Senado
Observado por Roberto Rocha, José Reinaldo tavares assina ficha de filiação no PSDB, para ser candidato ao Senado
A conversão do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares no PSDB praticamente desenhou o quadro da corrida para as duas cadeiras no Senado, confirmando também que essa será a mais dura das disputas eleitorais deste ano no Maranhão. O desfecho da corrida dele por um partido revelou a elasticidade dos movimentos que a política comporta, confirmando que na política do Maranhão “até boi voa, e de asa quebrada”, como costumava dizer o ex-governador Luis Rocha, ele também convertido ao tucanato no final da sua rica e intensa carreira. Além de definir a chapa majoritária do PSDB, onde fará dobradinha com o senador Roberto Rocha, candidato ao Governo do Estado, o fim da via crucis partidária de José Reinaldo também contribuiu para rascunhar o cenário da disputa senatorial no Maranhão. Além da dele pelo PSDB – que poderá lançar outro nome para compor a chapa -, estão acertadas as candidaturas do deputado federal Sarney Filho (PV) e do senador Edison Lobão (MDB) pelo Grupo Sarney, a do deputado federal Weverton Rocha (PDT) pela aliança do governador Flávio Dino (PCdoB), devendo a segunda vaga ficar com a deputada federal Eliziane Gama (PPS). Há pelo menos uma dezena de ensaios de candidaturas senatoriais em andamento – o do deputado estadual Alexandre Almeida (PSD), por exemplo -, mas não passam disso, por enquanto.
Márcio Jerry deixa Governo, reassume o PCdoB e entra de cabeça na guerra por cadeira na Câmara Federal
Márcio Jerry deixa o poder e retorna `{a planície para novas guerras politicas
Após uma jornada de quase três anos e meio acumulando as áreas de Comunicação e Articulação Política como o mais ativo e influente membro da equipe de ponta do governador Flávio Dino, o jornalista Márcio Jerry voltou ontem à planície das lutas políticas ao reassumir o comando integral do braço do PCdoB no Maranhão e se voltar de vez a sua candidatura a uma cadeira na Câmara Federal. A despedida da condição de chefe Secretaria de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos (Secap),
Em publicação nas redes sociais, Márcio Jerry, que vem de uma longa e intensa militância iniciada no movimento estudantil secundarista, tendo forte atuação nos movimentos sociais, destacou que é o respeito à biografia o fio condutor da missão que se iniciará. “Sigo fazendo fora do Governo do Estado aquilo que tem sido a minha vida desde a adolescência: lutar por direitos para todos, por oportunidades para todos, por justiça social”, escreveu. “Estou desde ontem integralmente dedicado à tarefa de presidir o PCdoB Maranhão, cumprindo uma agenda de defesa permanente do governo Flávio Dino e de construção de uma nova vitória do povo maranhense em outubro próximo”, declarou. E concluiu: “Viva o governo Flávio Dino, viva o Maranhão”.
Lula da Silva: Supremo o colocou na caminho da prisão e da campanha eleitoral
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu caminho para que o líder petista seja preso nas próximas semanas, para cumprir pena de 12 anos dois dois meses, em regime fechado, acusado de ter recebido um triplex em Guarujá como propina. Porém, mesmo preso, o ex-presidente terá forte influência na corrida eleitoral deste ano, a começar pelo fato de que, ao contrário do que alguns estão alardeando, ele poderá se candidatar a presidente da República. Ainda que confinado numa prisão e enquadrado na Lei da Ficha Limpa, portanto inelegível, Lula da Silva poderá se candidatar e realizar atos de campanha em situação especial e participar da propaganda eleitoral. O fato é que existem na legislação penal e nas regras eleitorais brechas que permitem essa situação, das quais o ex-presidente poderá lançar mão influenciar, de maneira decisiva, nos rumos da corrida ao Palácio do Planalto e para os Governos estaduais. Lula da Silva, porém, não poderá participar das eleições, podendo manter sua condição de candidato até o dia 17 de setembro, vinte dias antes das eleições, prazo limite para que a Justiça Eleitoral invalide o seu registro de candidatura e obrigue o PT a substituí-lo como candidato.
Nesse contexto, o Maranhão é um dos estados onde a influência política do ex-presidente é muito forte, tendo as pesquisas realizadas até agora revelado que larga maioria do eleitorado maranhense o tem como primeira opção de voto. E mesmo que, por conta da prisão e, agora, da certeza de que ele poderá se candidatar e realizar atos de campanha, mas não participará da eleição presidencial, o prestígio do ex-presidente deverá ser mantido em alta. A grande maioria dos seus simpatizantes é formada pelas classes menos favorecidas e que foram favorecidos nos seus dois períodos de Governo com uma forte política de distribuição de renda por meio de programas sociais, como o Bolsa Família, por exemplo. Poderá, portanto, influenciar fortemente nas escolhas dessa massa eleitoral, principalmente para presidente da República e para governador do Estado.
Abandonado pelo Grupo Sarney, que desfez a aliança com o PT para se engajar na linha de frente do movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), Lula se voltou para seu aliado natural no Maranhão, o governador Flávio Dino, a quem apontou como “uma das melhores coisas que aconteceram no Brasil nos últimos tempos”. Isso porque, mesmo tendo amargado a aliança de Lula e de parte do PT com o Grupo Sarney, com o apoio rasgado do ex-presidente ao candidato Lobão Filho (PMDB) em 2014, Flávio Dino apostou que a identificação ideológica e a afinidade política levariam o ex-presidente e o PT a juntar forças com o PCdoB no estado. A relação foi refeita e consolidada quando o governador Flávio Dino se tornou uma das vozes mais destacadas e enfáticas contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que classificou de “golpe”. De lá para cá, Lula da Silva e Flávio Dino estreitaram a relação num processo político que culminou no grande ato, realizado em frente ao Palácio dos Leões para marcar o encerramento da peregrinação do ex-presidente pelo Nordeste. Naquela noite, Flávio Dino declarou apoio irreversível e incondicional à candidatura de Lula da Silva a presidente, que por sua vez avisou ao mundo sobre seu apoio integral ao projeto de reeleição do governador.
O apoio de Flávio Dino a Lula da Silva vem se mantendo ostensivo. Tanto que, mesmo nos Estados Unidos, para proferir palestra na Universidade de Harvard, de longe o mais importante centro da inteligência norte americana, o governador do Maranhão usou redes sociais para dar sustentação política ao ex-presidente.
A hipótese de ter uma campanha do PT com Lula preso é, então, possível. Mas a Lei Eleitoral também estabelece que os partidos políticos tenham até 20 dias antes das eleições para substituírem as suas candidaturas. Caso o STF entenda que Lula está inelegível – e é fatalmente o que acontecerá com a confirmação da condenação, o PT não poderá mais substituí-lo após 17 de setembro, e aí será excluído da corrida presidencial. Independentemente desse complicado jogo de xadrez em que se misturam habilidade política e regras eleitorais, o governador Flávio Dino permanecerá ao lado do ex-presidente Lula da Silva. E a base da motivação do governador é a condenação do ex-presidente pelo juiz chefe da Lava Jato, Sérgio Moro, que na avaliação de Flávio Dino, cometeu uma aberração jurídica, alegando que Lula da Silva foi condenado sem provas.
Ao negar-lhe o habeas corpus, o Supremo bateu martelo: Lula da Silva será preso. A decisão limitará drasticamente seus movimentos políticos, mas evitará que jogue o peso da sua influência na campanha eleitoral no Brasil inteiro, com enfoque especial no Maranhão.
PONTO & CONTRAPONTO
Flávio Dino reage com firmeza e coerência a declarações descabidas do comandante do Exército
Flávio Dino reagiu às declarações do general Vilas Boas
Ao reagir com duras críticas às declarações extemporâneas e imprudentes do comandante do Exército, general Vilas Boas, que tentou colocar o dedo das Forças Armadas na crise política em curso no Brasil, agravada pelo julgamento do ex-presidente Lula da Silva, o governador Flávio Dino surpreendeu mais uma vez o País. Além de um posicionamento político absolutamente cabível no contexto em que foi feito, o governador do Maranhão o protagonizou um ato de coragem política, contribuindo assim para desmistificar a ideia antidemocrática de que fanfarra verbal de general intimida a sociedade civil.
Avançando nas suas prerrogativas constitucionais de servidor público responsável pela segurança nacional, subordinado ao ministro da Defesa e ao presidente da República, não lhe cabendo interferir em questões políticas e jurídicas, o general Vilas Boas decidiu mostrar numa nas redes sociais respondendo uma pergunta que não lhe foi feita: “Asseguro à Nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”. E avançando ainda mais no desrespeito aos limites da sua função de comandante do Exército, indagou: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.
Diante da ousadia funcional do general e das tímidas reações a elas por parte dos representantes da sociedade no parlamento, o governador entrou em campo para, com a autoridade de quem responde por uma unidade polpitica da Federação, enquadrar o militar e defender a ordem constitucional. E o fez em dois posts.
No primeiro, disse: “Em nenhuma democracia do Planeta um comandante de Exército de pronuncia nesse tom às vésperas do julgamento importante pela Suprema Corte. Obviamente ultrapassa a missão institucional das Forças Armadas, que não estão acima dos três Poderes constitucionais”.
E no segundo, foi ainda mais categórico: “No Estado de Direito, cada um tem seu papel institucional. Ao comandante do Exército não cabe interpretar a Constituição nem dizer o que é impunidade. Para isso existem os três Poderes, especialmente o Supremo Tribunal Federal”.
Com a sua postura, o governador do Maranhão lembrou ao general e, por via de desdobramento, a outros desavisados, que o Brasil de agora não é mais o Brasil de meio século atrás, sem instituições sólidas, portanto sujeito a aventuras fardadas. O Brasil de agora é um País que, ainda que violentamente desigual, tem uma Constituição democrática e está construindo e consolidando as instituições nela desenhadas.
Othelino neto recebe visita de Rodrigo Lago, o novo chefe da Casa Civil
Othelino Neto conversa com Rodrigo Lago e com Rogério Cafeteira durante a visita
O Poder Legislativo e o Poder Executivo do Maranhão manterão relações republicanas e harmônicas, respeitando, é claro, a autonomia de cada um. Foi esse entendimento que prevaleceu na primeira visita do novo chefe da Casa Civil, Rodrigo Lago, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, realizada ontem, no início da tarde. Rodrigo Lago foi convocado pelo governador Flávio Dino para ocupar a Casa Civil em substituição a Marcelo Tavares (PSB), que deixou o cargo para se candidatar a uma cadeira na Assembleia Legislativa. A visita foi acompanhada pelo deputado Rogério Cafeteira, que exerce a liderança do Governo na Assembleia Legislativa.
Como é sabido, o chefe da Casa Civil é o elo entre o Governo e a sociedade, aí incluídos as instituições, em especial os Poderes Legislativo e Judiciário, as instituições federais, estaduais e municipais, os partidos políticos e as organizações da sociedade civil. O chefe da Casa Civil é porta-voz do governador do Estado junto a essas instituições, em especial com o Legislativo e o Judiciário. Daí a importância de uma visita como a de ontem por um secretário que está assumindo o que, na visão de muitos, é o mais importante do conjunto de auxiliares do chefe do Poder Executivo.
– Sem dúvida, uma visita importante para que continuemos com esta boa relação. São constantes os projetos de leis que chegam do Poder Executivo, tendo como interlocutor o chefe da Casa Civil. “Além dos projetos de leis, há outros assuntos importantes para o Estado e, com este diálogo aberto, quem ganha é o Maranhão”, afirmou o presidente Othelino Neto.
Rodrigo Lago, que antes de assumir a Casa Civil comandou a Secretaria de Transparência e Controle do Governo do Estado, afirmou que uma das competências da pasta é fazer a interlocução do Executivo com os demais Poderes. “O Governo do Estado já tem uma relação profícua, sólida, aberta e transparente com a Assembleia Legislativa. Então, viemos dar esse abraço no presidente da Assembleia e também em todos os deputados, transmitindo a mensagem de que o governo continua com a mesma relação, sólida e transparente, para que haja, efetivamente, um diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo, visando ao bem-estar da população”, disse Rodrigo Lago.
O líder governista Rogério Cafeteira elogiou o trabalho executado por Rodrigo Lago. “Eu fiz questão de estar presente para receber o chefe da Casa Civil, que tem todos os predicados para exercer a função. Eu tenho certeza de que ele fará um grande trabalho à frente da nova pasta e aqui estamos para dar o apoio necessário para que todos trabalhem em sintonia”, declarou.