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Reforma: Dino contempla aliados, mantém controle sobre pastas estratégicas e preserva comando das áreas-chave

 

Rubens Jr., Catulé Jr., Flávia Alexandrina, Lilian Guimarães, Fabiana Vilar, Ana Mendonça, Rodrigo Lago, Márcio Honaiser,Rogério Cafeteira, Jowberth Frank e Marcelo Tavares assumiram secretarias na segunda

Foi bem mais abrangente do que inicialmente estava previsto a reforma administrativa que será sacramentada nesta segunda-feira pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ao empossar 10 novos secretários e os presidentes de duas empresas públicas. O tamanho da mudança na sua equipe de ponta é quase proporcional ao peso político que ela sofreu, se levada em conta a expectativa inicial de que seriam apenas “alguns ajustes”. Foram pelo menos três semanas de negociações intensas envolvendo o governador, seus principais auxiliares e os líderes da sua base partidária, em especial PDT, DEM, PP, PR e PT. A influência política, porém, não afetou o caráter técnico que norteou a escolha dos novos dirigentes das pastas mais exigentes nesse sentido. No final, o governador Flávio Dino consumou a reforma do 1º escalão do Governo com bons nomes, contemplando aliados e garantindo governabilidade plena.

Para começar, o governador não mexeu no comando de pastas consideradas fundamentais, como Educação (Felipe Camarão), Saúde (Carlos Lula), Infraestrutura (Clayton Noleto), Segurança Pública (Jefferson Portela), e Cultura (Diego Galdino). E convocou para pastas consideradas estratégicas nomes do seu círculo mais próximo de aliados. Para a Casa Civil, que é o elo entre o governador e o resto do mundo, convocou o deputado Marcelo Tavares (PSB), que tem a sua confiança e comandou a pasta no primeiro mandato; para a Comunicação e Articulação Política, que era comandada pelo presidente regional do PCdoB e seu assessor mais influente, o atual deputado federal Márcio Jerry, convocou o advogado Rodrigo Lago, que no primeiro mandato criou a tecnicamente importante pasta da Transparência e Controle.

Ainda no campo das pastas estratégicas, convocou para  a Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, que será turbinada, convocou o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB), que muitos estão apontando como pré-candidato a refeito de São Luís pelo PCdoB; entregou a pasta de Esportes e Lazer ao ex-deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM), que no primeiro mandato liderou a bancada governista; e convocou para a importante e expressiva Secretaria de Desenvolvimento Social o deputado Márcio Honaiser (PDT), um dos chefes pedetistas e que apesar de estar encantado com o mandato parlamentar, não pensou duas vezes pata aceitar a convocação. Também fora do circuito político o governador definiu Flavia Alexandrina para a pasta de Gestão e Previdência e Lilian Guimarães para a de Transparência e Controle.

Na seara dos acordos políticos, o PR liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho vai comandar a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, indicando para o comando da pasta a advogada Fabiana Vilar Rodrigues, que atua na equipe de apoio do parlamentar. O deputado federal André Fufuca (PP), que novamente faz parte da Mesa Diretora da Câmara Federal, indicou seu irmão, Rafael Carvalho Ribeiro, para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, fortalecendo os laços do PP com o atual Governo.

A deputada Ana Mendonça (PCdoB), mais conhecida como Ana do Gás, é aliada firme do governador Flávio Dino desde o mandato passado, e foi convocada para comandar a Secretaria de Estado da Mulher, atendendo a uma recomendação do partido, dentro da estratégia de abrir espaço para aliados de governos que estão como suplentes. O sociólogo Jowberth Frank, indicado pelo PT, comandará a Secretaria de Estado Trabalho e Economia Solidária, substituindo a ex-deputada federal Terezinha Fernandes.

Num lance bem pesado e medido, o governador Flávio Dino juntou administração e política ao desvincular a área de Turismo da Secretaria de Cultura e dar-lhe uma dimensão bem maior do que a atual. A nova Secretaria de Turismo será comandada pelo advogado Antônio José Bittencourt de Albuquerque Jr., ex-secretário da Prefeitura de Caxias, estreitando os laços com o prefeito Fábio Gentil (PRB), com o deputado Zé Gentil (PRB) e com o influente vereador Antônio José Bittencourt de Albuquerque, o Catulé, atual presidente da Câmara Municipal da Princesa do Sertão.

Além dos 10 novos secretários, o governador Flávio Dino empossará na segunda-feira o ex-prefeito de Porto Franco e ex-deputado federal Deoclídes Macedo (PDT) na estratégica  Companhia Maranhense de Gás (Gasmar), e Maycon Murilo Pinheiro na presidência da Empresa Maranhense de recursos Humanos e Negócios Públicos. E Fabíola Mesquita vai comandar a Aged.

Essa movimentação cumpriu com sucesso a estratégia do governador Flávio Dino de fortalecer sua base política, que confirmou acertos feitos com aliados que ficaram na condição de suplentes ao abrir vagas na Câmara Federal e Assembleia Legislativa. É o caso do suplente de deputado federal Gastão Vieira (PARA OS), que assumirá a cadeira liberada pelo deputado Rubens Jr., e dos suplentes de deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC), que já assumiu a vaga aberta pelo deputado Marcelo Tavares, e Zito Rolim (PDT) e Ariston Souza (Avante), que assumirão nas vagas Ana Mendonça e Márcio Honaiser. Eles abriram caminho também para Valéria Macedo (PDT), que ficará na 1ª suplência da coligação dinista, podendo retornar à Assembleia Legislativa a qualquer momento, se mais uma vaga for aberta no secretariado e o governador preenche-la convocando um deputado estadual.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

 

Gedema: Ana Paula assumiu anunciando pauta ampliada e reafirmando excelência como marca

A presidente Ana Paula Lobato ( de vermelho) lidera a nova diretoria do Gedema 

Na manhã de quarta-feira, o Salão de Atos da Assembleia Legislativa foi palco de um ato simples, rápido, mas de expressivo significado. É que ali, em vez de deputados ou autoridades dos outros Poderes, se reuniram mulheres para a posse da nova Diretoria do Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão (Gedema), para o biênio 2019/2020. Por ato do presidente Othelino Neto (PCdoB), sua esposa, Ana Paula Dias Lobato Nova Alves foi empossada presidente, juntamente com Vânia Jalila Atta Freitas Braga (Vice), Larissa Silva Lima (Secretária geral), Elidania Pontes Coimbra Cutrim (1ª Secretária), Érika Oliveira Costa Pessoa (2ª Secretária), Thayanne de Melo Ribeiro Evangelista (1ª Tesoureira) e Gisele Lima Ribeiro (2ª Tesouteira).

Para quem não sabe o que é o Gedema e pode confundi-lo com um grupo de curtição social, vale informar que se trata de uma associação civil, sem fins lucrativos, fundado em 1977, com caráter essencialmente filantrópico, tendo como principal objetivo atuar pela melhoria da qualidade de vida dos servidores da Assembleia Legislativa. A filantropia praticada pelo Gedema nada tem a ver com assistencialismo. Ao contrário, o Grupo trabalha para garantir aos servidores e seus familiares meios que lhes proporcionem cultura e lazer. A maior conquista do Gedema é a creche-escolha Sementinha, que garante ensino básico de qualidade a centenas de crianças em confortáveis instalações ao lado do Palácio Manoel Beckman.

A presidente Ana Paula Lobato assumiu o comando do Grupo em janeiro de 2018, quando, então 1º vice-presidente do Poder Legislativo, seu esposo, o deputado Othelino Neto assumiu a presidência em razão da morte do presidente Humberto Coutinho (PDT). Com a reeleição do deputado Othelino Neto para novo mandato parlamentar e para novo período presidencial, ela foi confirmada na presidência para o novo biênio.

Jovem, politizada e com larga visão social, atuando como braço forte do marido parlamentar, Ana Paula Lobato assumiu destacando a importância do Gedema e reafirmando o compromisso de ampliar cada vez mais o seu elenco de ações. “Estamos imbuídas dos melhores propósitos para este biênio, temos um elenco de ações a serem desenvolvidas e a marca do nosso trabalho é a excelência”, afirmou Ana Paula.

Por sua vez, o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto afirmou que o Gedema atualmente é uma marca registrada, porque executa ações e projetos de largo alcance social. Citou, como exemplo, a creche que atende aos dependentes dos servidores e o projeto Sol Nascente, que, em sua opinião representa uma ação que norteia a finalidade da instituição.

“Ao contrário do que muita gente possa imaginar, Gedema não é para reunir nossas esposas para conversas e chás de final de tarde. Ele tem um norte, tem um horizonte, tem ações e isso é o que nos entusiasma”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa.

Esposa do deputado Edivaldo Holanda, Jalila Vânia Braga participa, pela segunda vez do Gedema, e, agora foi eleita para a primeira vice-presidência. Falou de sua satisfação, ao assegurar que o Grupo de Esposas de Deputados tem o objetivo de auxiliar a Assembleia com projetos que beneficiam seus servidores e dependentes. Para Vânia, a nova diretoria está entusiasmada em dar prosseguimento ao trabalho iniciado pela atual presidente. Já a secretária geral da entidade, Larissa Silva Lima, esposa do deputado Rildo Amaral, disse que o Gedema tem trabalho, tem história e deve continuar na mesma direção. Elogiou bastante o projeto Sol Nascente e afirmou estar muito feliz em participar do grupo.

Em Tempo: Além da Diretoria Executiva, o comando do Gedema é formado ainda pelo Conselho Deliberativo: Ana Paula Fonseca Pires dos Anjos, Juliana Britto Freire Martins Moisés, Vera Lúcia Lima Soares e Gisele da Fonseca Honaiser. Suplentes: Perla Risette Alves Lima, Cristiane Bellote de Sá, Auricilene Pinheiro Silva e Gabriela da Rocha Lages.

 

Após escolher nova direção, MDB definir pré-candidato a prefeito de São Luís

Roseana Sarney e Lobão Filho  lembrados para disputar a Prefeitura de São Luís pelo MDB

Ao invés de Maio, como informou a Coluna na semana passada, a cúpula estadual do MDB deve resolver a disputa interna em meados de Março, logo que acabe o reino de Momo. E após a definição na direção do partido, seja comandada pelo deputado estadual Roberto Costa, seja pelo deputado federal Hildo Rocha ou seja ainda com a permanência do ex-governador João Alberto por mais algum tempo, a direção partidária vai cuidar de escolher o candidato do partido para disputar a Prefeitura de São Luís. Depois que a presidente do Iphan, Katia Bogea, mandou avisar que não tem interesse na candidatura, a ex-governadora Roseana Sarney e o ex-suplente de senador Lobão Filho voltaram a ser lembrados como candidatos potenciais. Ambos teriam dito que topam, desde que a escolha seja feita logo, com tempo de maturação no eleitorado.

São Luís, 23 de Fevereiro de 2019.

Felipe Camarão anuncia que não será candidato em São Luís e abre caminho para Neto Evangelista na aliança DEM/PDT

 

Felipe Camarão sai da cena sucessória e abre caminho para Neto Evangelista ser o pré-candidato do DEM em São Luís

O mundo político da capital foi sacudido ontem por uma nota por meio da qual o advogado Felipe Camarão, secretário de Estado da Educação e filiado ao DEM, anunciou, oficial e enfaticamente, que não será candidato a prefeito de São Luís em 2020. Mais do que uma baixa importante na extensa relação de candidatáveis, na qual ocupava espaço de peso pesado, a saída de Felipe Camarão da corrida à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. abriu caminho para que a aliança entre o PDT e o DEM, que já está sendo articulada abertamente, venha a ter como candidato a prefeito o deputado estadual Neto Evangelista (DEM). A iniciativa de Felipe Camarão, justificada pelo compromisso assumido com o governador Flávio Dino (PCdoB) de cuidar da área educacional do seu Governo, indica que a partir de agora as pré-candidaturas ao Palácio de la Ravardière começarão de fato a serem definidas, já se podendo ter quatro nomes como certos: o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) e os deputados federais Rubens Jr. (PCdoB), tido como nome forte no Palácio dos Leões, Bira do Pindaré (PSB), que poderá se lançar por conta própria, e Eduardo Braide (ainda sem partido), na seara da Oposição.

O “estou fora” de Felipe Camarão funcionou como um passe livre para aspirantes de todas as correntes que formam a aliança liderada pelo governador Flávio Dino. Nesse contexto, o maior beneficiário foi Neto Evangelista, que ganhou caminho aberto para que possa investir na aliança DEM/PDT, que se movimenta para lançar um candidato fora da aliança dinista. Considerando que o senador Weverton Rocha dificilmente entrará nessa disputa, o PDT só conta com dois nomes, o vereador Ivaldo Rodrigues e o vereador Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal, ambos políticos já experimentados nas refregas eleitorais de São Luís, mas ainda estão construindo lastro para entrar mesmo na briga pela vaga de candidato do partido. Neto Evangelista, por sua vez, está no terceiro mandato de deputado estadual, já tendo vivido a experiência de uma disputa majoritária em São Luís, quando foi candidato a vice na chapa do prefeito João Castelo (PSDB) no pleito de 2012. Amargou uma derrota desconcertante, mas saiu do pleito bem mais traquejado.

Neto Evangelista é cria política do pai, o bem-sucedido ex-vereador e ex-deputado João Evangelista, que presidiu a Câmara Municipal da Capital e a Assembleia Legislativa, e que lhe ensinou a se movimentar nas reentrâncias políticas e eleitorais de São Luís. Nos últimos quatro anos, o parlamentar democrata, egresso do PSDB, estreitou sua intimidade com a cidade como secretário de Desenvolvimento Social do Governo Flávio Dino, tendo recebido o programa Restaurante Popular com apenas quatro e o ampliou para mais de 20 unidades em diversos municípios. Jovem, afável, exibe o traquejo das raposas tarimbadas, com jeito de quem tem carisma suficiente para seduzir eleitores.

Ninguém no meio político minimiza o seu poder de fogo, principalmente se tiver a sua candidatura embalada pelo apoio do senador Weverton Rocha e do prefeito Edivaldo Holanda Jr. Tem, portanto, cacife para encarar candidatos do porte de Rubens Jr., que deve ser lançado pelo PCdoB com o aval direto do governador Flávio Dino e a articulação do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB); Eduardo Braide, que ainda vai escolher o partido, e Bira do Pindaré, que é o nome do PSB para a disputa de 2020 em São Luís. A esses devem se somar o candidato a ser lançado pelo Grupo Sarney, que segundo algumas fontes como também o nome que sair das fileiras do Grupo Sarney  tem, portanto, as credenciais necessárias para pleitear a vaga de candidato a prefeito pela aliança DEM/PDT.

Se esses ensaios de candidatura vingarem, São Luís terá, com certeza, uma das disputas eletrizantes e de nível mais elevado da sua história recente. Será o grande embate da nova geração, sem a participação de nenhum candidato com prazo de validade vencido.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Camarão preferiu continuar no comando do projeto educacional de Dino

Flávio Dino tem Felipe camarão como um dos homens fortes da sua equipe de secretários

Um dos melhores quadros da nova geração de homens públicos no Maranhão, tendo sido até aqui muito bem-sucedido por onde passou, estando no momento dedicado ao gigantesco e desafiador projeto educacional do atual Governo do Estado, Felipe Camarão é visto como destinado a se tornar um peso pesado da política partidária, com cacife até para chegar ao Governo do Estado daqui a algum tempo. Com a larga visão que vem demonstrando, o governador Flávio Dino acha que entrar numa disputa tão dura agora não seria um bom negócio para ele, governador – que teria de abrir mão de um auxiliar de ponta num momento decisivo do seu segundo Governo, nem para Felipe Camarão, que deixaria o seu projeto educacional incompleto. A decisão de não participar da disputa pela Prefeitura de São Luís foi tomada no momento certo, a começar pelo fato de que a partir de agora ele estará fora da sempre desgastante rede de especulações.

Em Tempo: Segue na integra a nota divulgada pelo secretário Felipe Camarão: Nos últimos dias venho recebendo inúmeros questionamentos sobre possível candidatura para Prefeitura de São Luís, o que me faz escrever esta mensagem, para vocês, destacando que meu foco é continuar ajudando o governador Flávio Dino no grande desafio do Maranhão, que é a Educação. Trabalho diuturnamente para garantir mais escolas, mais professores, melhor IDEB. São muitas ações para que tenhamos uma educação pública de qualidade, que não dá para desvirtuar meu foco sendo pré-candidato.

 

Governador completa reforma com Márcio Honaiser, Ana Mendonça e Jowberth Frank

Ana Mendonça, Rodrigo Lago, Márcio Honaiser, Rogério Cafeteira, Jowberth Frank assumirão segunda-feira (25), e Marcelo tavares já assumiu o comando da Casa Civil

O deputado Márcio Honaiser (PDT) será o novo secretário de Estado de Desenvolvimento Social, a deputada Ana Mendonça (PCdoB) será a nova secretária de Estado da Mulher, e o sociólogo Jowberth Frank comandará a Secretaria de Estado Trabalho e Economia Solidária.  Com as três definições, o governador Flávio Dino abre vagas na Assembleia Legislativa para os suplentes Ariston Souza (Avante), atual vice-prefeito de Santa Rita, e Zito Rolim (PDT), ex-prefeito de Codó, e completa a reforma na sua equipe prevista no final do ano passado. As escolhas foram anunciadas ontem à noite pelo governador Flávio em post no Twitter, como é sua marca na área de comunicação.

A escolha de Márcio Honaiser para a Sedes, um dos braços sociais mais importantes do atual Governo do Estado e que foi comandada por mais de três anos pelo deputado Neto Evangelista, já era dada como certa no meio político e nos bastidores do Governo. O parlamentar ganhou fama de bom gestor ao comandar a Secretaria de Estado da Agricultura na primeira gestão de Flávio Dino, tendo sido apontado informalmente como um dos mais eficientes membros do secretariado. Márcio Honaiser vem do movimento estudantil como integrante da Juventude do PDT, tendo se tornado um dos quadros da confiança do ex-governador Jackson Lago. Depois da morte do grande líder, apoiou a ascensão de Weverton Rocha ao comando pedetista, tornando-se um dos homens fortes da agremiação. Elegeu-se deputado estadual tendo como base principal Balsas.

Ana Mendonça chega à Secretaria de Estado da Mulher ao iniciar o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa. Sempre atuou como membro fiel da base governista, tanto que deixou seu antigo partido e se filiou ao PCdoB. No seu primeiro mandato, teve pouca atuação na tribuna, mas atuou fortemente nos bastidores, brigando nas secretarias para levar benefícios para os municípios que lhe deram a segunda maior votação em 2014. Desde que tomou posse no novo mandato, Ana Mendonça fez vários discursos em defesa dos direitos da mulher e atacando fortemente o feminicídio – ontem mesmo fez um pronunciamento sobre esse tema. Com esses gestos, reforçou os rumores de que seria convocada para o secretariado, o que foi confirmado com sua escolha para a Secretaria da Mulher.

O sociólogo Jowberth Frank foi uma indicação do PT em substituição à ex-deputada federal Teresinha Fernandes (PT).

Com as três escolhas, o governador Flávio Dino complete a reforma administrativa, que tem forte viés político. Primeiro convocou o deputado Marcelo Tavares para reassumir a Casa Civil, abrindo vaga para o suplente Edivaldo Holanda (PTN). Depois, anunciou Rodrigo Lago, que comandava a Secretaria de Estado de Transparência e Controle, para assumir a Secretaria de Estado de Comunicação e Articulação Política, em substituição ao deputado federal Márcio Jerry, e o ex-deputado Rogério Cafeteira para a Secretaria de Esporte e Laser, substituindo a Hewerton Rodrigues.

Os novos secretários serão empossados segunda-feira (25).

São Luís, 22 de Fevereiro de 2019.

 

Flávio Dino que diz “nova” Previdência de Jair Bolsonaro é contra pobres e classifica pontos de “obscenos, imorais e indignos”

 

Flávio Dino, ao lado do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB)criticou o projeto de reforma da Previdência em reunião com Paulo Guedes, em Brasília

“Essa é uma proposta contra os pobres”. Foi como o governador Flávio Dino (PCdoB) resumiu a proposta de reforma da Previdência, ao sair, ontem, em Brasília, de uma reunião em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou a proposta governamental entregue ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional. Flávio Dino se posicionou na liderança dos críticos do projeto, chamando atenção para o farto de que o que está sendo proposto é o sistema de capitalização. Classificou aspectos da proposta governista como “obscenos”, e previu que, se aprovadas, as novas regras causarão o que definiu como “genocídio das próximas gerações”, já que a esmagadora maioria dos trabalhadores não conseguirá contribuir para ter direito a uma aposentadoria digna. Por conta disso, o governador maranhense conclamou deputados e senadores a derrubar alguns pontos, evitando que todos sejam jogados “na lógica da previdência privada”, taxando tal sistema de “obsceno, imoral e indigno”.

A posição firme e enfática do governador Flávio Dino contra a proposta de reforma da Previdência protocolada na Câmara Federal pelo presidente Jair Bolsonaro se funda nas profundas e inconciliáveis diferenças que os separam no campo ideológico. A proposta engendrada por Paulo Guedes e sua turma tem caráter puramente liberal, seca, do tipo pagou-recebeu, sem levar em conta a gigantesca pirâmide social e econômica que nem de longe nivela os aposentados brasileiros. O governador do Maranhão defende que, diante do escandaloso quadro de desigualdades sociais e econômicas, a lógica previdenciária deveria ser invertida, com foco maior nos mais pobres. Para ele, o sistema de capitalização que vê embutido da proposta é o que há de mais “obsceno” na chamada “nova” Previdência.

– Sistema de capitalização com a desigualdade que existe no Brasil é um escândalo obsceno, imoral e indigno. O sistema de capitalização é de interesse do capital financeiro. É para jogar todo mundo na lógica da previdência privada. Pode dar certo em sociedades mais ricas. No Brasil, é um escândalo – disse Flávio Dino ao sair da reunião com Paulo Guedes. As críticas do governador do Maranhão foram além, atacando, por exemplo o que ele apontou como insegurança jurídica, uma vez que o projeto governista prevê a supressão de vários dispositivos da Constituição. “Isso significa insegurança jurídica para os brasileiros porque qualquer mudança no sistema de aposentadorias poderia ser feita por meio de uma Lei Complementar e não por uma Emenda Constitucional, que precisa de mais votos e é mais difícil de ser aprovada”, alertou.

O rosário de críticas do governador maranhense ao projeto de reforma da Previdência inclui a instituição de uma contribuição mínima de R$ 50 para os trabalhadores rurais, a mudança em relação aos idosos pobres. “Acho isso especialmente escandaloso. O caráter da proposta contra os mais pobres tem de ser evidenciado”, destacou. E concitou os parlamentares a derrubar tudo isso na tramitação da proposta: “Todas as regras contra os pobres têm de ser retiradas do texto. Eu esperava um projeto que cuidasse da emergência da situação fiscal, mas não um projeto que fosse contra os pobres. Um projeto cheio de armadilhas e pegadinhas que têm de ser eliminadas pelo Congresso Nacional”.

Na sua cruzada antibolsonariana, baseada na convicção de que o presidente da República é despreparado e sua visão do Brasil é limitada e pontilhada por equívocos, o governador vem mobilizando os governadores dos estados mais pobres da federação, fazendo um duro contraponto ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que tenta convencer aos seus colegas de que o caminho é apoiar a Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e o seu projeto de poder. Governadores de Estados financeiramente quebrados, impossibilitados de manter seus sistemas previdenciários, estão posicionados contra a regras propostas, já que as unidades que comandam não estão contempladas, indicando que serão largadas à própria sorte.

Pelo que está sendo desenhado, a guerra ao projeto liberal do Governo de Jair Bolsonaro começou para valer com as duras críticas que disparou contra o pacote de segurança pública e de combate ao crime organizado e à corrupção apresentado pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, ao Congresso Nacional na segunda-feira, por ele classificado de “demagógico”.

Em Tempo: o comentário teve por base matéria com o governador Flávio Dino publicada ontem na versão digital de O Globo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Joice Hasselmann tenta rebater críticas de Flávio Dino, mas tropeça feio na desinformação

Joice Hasselmann tentou atacar Flávio Dino, mas foi desestimulada por Rubens Jr;

Um dos chefes mais assanhados da brigada governista na Câmara Federal, a deputada catarinense Joice Hasselmann (PSL) derrapou feio ontem na tribuna ao tentar rebater as duras, mas bem fundadas, críticas do governador Flávio Dino à proposta previdenciária do Governo de Jair Bolsonaro. Com uma folha de papel nas mãos, a deputada apresentou uma série de números, segundo ela relacionados com a Previdência do Estado do Maranhão. E com trejeitos de quem estava incomodada, ensaiou um ataque pessoal ao governador Flávio Dino, afirmando que ele teria sido beneficiado por uma “aposentadoria especial” ao deixar a magistratura federal se dedicar à vida política. Tropeçou feio, porque o deputado Rubens Jr. (PCdoB) desmontou todos os seus ataques, demonstrando que os números por ela apresentados eram pura fantasia e sugerindo que ela se in firmasse melhor quando falasse do Governo do Maranhão. E mais, informou à chefa bolsonariana que ao pedir demissão da magistratura federal, o juiz Flávio Dino não teve direito a nada em matéria de aposentadoria, porque essa é a regra. E fulminou: “O erro é quando o juiz vai fazer política usando a toga, para perseguir os outros, e isso ela sabe o que acontece, e acontece muito”. E diante do desconcerto da expoente governista, Rubens Jr. perguntou quem ela pensava que era para atacar o Governo com inverdades numéricas. E sugeriu que antes de reagir a uma crítica do governador Flávio Dino ao Governo Bolsonaro, ela se infirmasse melhor sobre o assunto, para não passar o vexame que passou.

 

Osmar Filho prepara nova incursão em Brasília levando na pasta uma pauta municipalista

Osmar Filho prepara nova incursão à Brasília

Uma semana depois de ter cumprindo uma extensa agenda de contatos em Brasília, no Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), está programando nova incursão à Capital da República, desta vez com uma pauta bem definida e que será definida com sugestões de vereadores e que ele garante que terá perfil municipalista. Uma iniciativa de quem está de fato pensando em entrar na briga pela Prefeitura da Capital no próximo ano. O item primeiro e mais importante será um pacote de sugestões para mudar o Pacto Federativo no sentido de que ele contemple mais os municípios, que estão na ponta da linha e que são os responsáveis pelas maiores demandas da sociedade. Outro item forte da pauta será a destinação de emendas parlamentares, que o presidente da Câmara defende sejam elas aplicadas em projetos que visem o desenvolvimento social e econômico de São Luís.  Osmar Filho pretende também construir canais de comunicação entre a Câmara de São Luís e o Governo Federal. O presidente explica como será feita a investida dos vereadores sobre Brasília: “Vamos nos reunir para discutir uma pauta propositiva que será apresentada à nossa bancada em Brasília. Nosso objetivo, enquanto vereadores, é trabalhar em parceria com os deputados federais e senadores, para que possamos viabilizar mais investimentos para São Luís”. Osmar Filho ficou animado com os contatos que fez em Brasília, onde esteve acompanhado dos vereadores Estevão Aragão (PSDB) e Marquinhos (DEM). Reuniu-se com o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB) – ex-colega de Câmara – e com os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) e participou de encontros de trabalho no Ministério do Turismo, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Ministério do Desenvolvimento Regional, Banco do Brasil e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

São Luís, 21 de Fevereiro de 2019.

Escândalo na CNI chama a atenção para a falta de alternância em organizações milionárias como Fiema e Fecomércio

 

Edilson Baldez (acima) seguindo os passos de Alberto Abdalla no comando da poderosa Fiema, e José Arteiro, há mais de três décadas no comando da rica Fecomércio

Primeiro foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, que numa conferência com empresários, avisou que vai cortar 30% da gorda fatia de recursos que a União repassa para manter o poderoso Sistema S (Sesi, Sesc e Senai), controlado pela Confederação Nacional da Indústria e pela Confederação do Comércio, através dos seus braços estaduais, as Federações da indústria e do Comércio, que no Maranhão são conhecidas como Fiema e Fecomércio. Agora foi a prisão do presidente da CNI, Robson Andrade, e dos presidentes das Federações da Indústria em Pernambuco, Paraíba e Alagoas, ação da Polícia Federal chamada Operação Fantoche, que desmontou um milionário esquema de corrupção que atuou em sete estados e desviou pelo menos R$ 400 milhões nos últimos por meio de empresas de eventos e o Ministério do Turismo.

O aviso do ministro, que deixou sem graça e, em alguns casos, assombrou, caciques que controlam organizações patronais, e o escândalo que alcançou uma teia em sete estados são sintomas que evidenciam o que muita gente já desconfiava e já começa a pregar abertamente: o Sistema S, que presta um enorme serviço à sociedade brasileira por meio da contribuição de patrões e empregados da indústria e do comércio, precisa se renovar urgente e profundamente. E o primeiro passo é democratizá-lo de modo que a alternância seja uma rotina democrática, para evitar que as organizações, que movimentam bilhões de reais por ano, não permaneçam controladas com mão de ferro, por décadas, por uma rede de caciques traquejados no corporativismo patronal.

Nesse contexto, o Maranhão é um dos estados onde a necessidade dessa renovação é mais que evidente. Com mais de seis décadas de existência, a Fiema, que controla uma formidável rede de serviços, como o Senai e o Sebrae, por exemplo, foi comandada durante mais de 30 anos pelo empresário Alberto Abdalla, capitão de uma empresa industrial falida, e que atualmente tem como presidente Edilson Baldez, um empresário de negócios no âmbito da construção civil, que reúne construtora, incorporadora e hotéis. Ele assumiu a presidência da poderosa corporação industrial em 2009 dando a entender que não se deixaria picar pela mosca furta-cor do caciquismo e cumpriria apenas um mandato. Dois anos depois mudou de ideia, cooptou aliados, alterou os estatutos – que haviam sido mudados para evitar reeleições a perder de vista – e já está no terceiro mandato. Forjado no corporativismo patronal, articulador de conhecida competência e tecelão de uma ampla rede de aliados, habilidades que refinou em longo aprendizado no comando do Sindicato das Indústria da Construção Civil, o poderoso Sinduscon, Edilson Baldez exibe o fôlego e a desenvoltura de quem conhece o caminho das pedras e está disposto a permanecer no poder por muito mais tempo.

Na outra ponta do Sistema S no Maranhão, a Fecomércio, que controla os braços do Sesc e do Senac no estado, está outro caso espetacular de longevidade no poder. A organização patronal é presidida pelo empresário José Arteiro desde 1990, cumprindo o oitavo mandato consecutivo, o que equivale a mais de três décadas ininterruptas de poder. O processo é o mesmo. Tanto quanto Alberto Abdalla e Edilson Baldez, José Arteiro soube construir a sua rede de apoio no corporativismo patronal maranhense, atraindo presidentes de sindicatos filiados, e assim montou uma base de poder até agora sólida. Na sua penúltima eleição, sofreu alguma pressão do empresário Haroldo Cavalcante Jr., mas acabou aclamado pelo presidente dos 17 sindicatos que formam a entidade, numa revelação de que sua reeleição não foi sequer ameaçada. Hábil, bem articulado, com amplas relações no meio empresarial e no meio político, José Arteiro já entrou para a história da corporação como o mais longevo dos seus presidentes até aqui. E do alto do prédio espetacularmente espelhado encrostado na Avenida dos Holandeses, que exibe como um dos triunfos da sua administração, emite todos os sinais de quem pretende continuar no comando da Fecomércio por mais um bom tempo.

Além da capacidade de articular apoios, convencendo seus pares de que são os melhores da sua classe e de que as organizações por eles controladas com a gestão de verbas milionárias estão funcionando a contento, dentro do figurino – o que alguns contestam à boca miúda – os atuais caciques da Fiema e da Fecomércio continuam aparentemente inabaláveis. Por outro lado, é curioso que a classe empresarial, que tem nos seus quadros homens de visão larga, esclarecidos, prefira a longevidade dos caciques do que a alternância no poder. No meio empresarial, há quem diga que há um silencioso movimento por mudança nas entranhas da classe empresarial, que poderá implantar uma cultura de alternância na Fiema e na Fecomércio. Como acontece na Associação Comercial do Maranhão, por exemplo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eliziane Gama mostra a Major Olímpio que só é frágil na aparência

O senador Major Olímpio, líder do Governo, se enganou com a aparência frágil da senadora Eliziane Gama

Se imaginou que com sua voz alterada e sua rispidez de militar casca grossa imporia sua vontade tentando intimidar a senadora Eliziane Gama (PPS), o líder do Governo no Senado, senador Major Olímpio (PSL-SP), se enganou redondamente. Ontem, num debate na Comissão de Transparência da Câmara Alta, quando senadores discutiam uma proposta de convite ao ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, para falar à Casa, a senadora maranhense, a favor da proposta, e o colega paulista, contrário, se enfrentaram verbalmente, elevaram o tom das vozes, protagonizando um embate que, ficou claro, vai se repetir com frequência. A aparentemente frágil senadora maranhense enquadrou o aparentemente intimidador senador paulista exigindo que não gritasse com ela e avisando-o de que também sabe gritar. Além de ser enquadrado pela senadora maranhense, o líder do Governo amargou a aprovação do convite ao ex-ministro, caracterizando uma derrota do Palácio do Planalto no Planalto.

Ao contrário do que sugere sua imagem frágil, simples, aparência humilde, de mulher que não usa maquiagem, Eliziane Gama é uma fortaleza ambulante, aperfeiçoada em dois mandatos ativos na Assembleia Legislativa e um muito bem-sucedido na Câmara Federal. No parlamento estadual, fez denúncias contundentes, propôs, conseguiu aprovação e comandou CPI, como a da exploração sexual de crianças, que agitou o Palácio Manoel Beckman durante várias semanas. Atuando na Oposição, atacou duramente o Governo controlado por Roseana Sarney (PMDB), que tentou em vão atraí-la. Na Câmara Federal, teve participação destacada na CPI da Petrobras, atuando também de maneira aguerrida na Oposição ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), sendo também voz ativa e eficiente no apoio ao Governo Flávio Dino (PCdoB). Ninguém duvida de que no Senado a aparentemente frágil representante maranhense vai encarar oponentes com a determinação de quem parecia destinada a apanhar, mas que se revelou uma lutadora vitoriosa. O senador Major Olímpio que se cuide.

 

Cordino instala clima de confronto entre Rigo Teles e Fernando Pessoa

Fernando Pessoa e Rigo Teles,: diferenças políticas locais se manifestam no plenário da Assembleia Legislativa

O Cordino, o clube de futebol de Barra do Corda que aqui e ali se dá bem no Campeonato Maranhense, e que por isso é um o orgulho de Barra do Corda, teve sua importância confirmada ontem, no plenário da Assembleia legislativa, ao ser o motivo de uma tensa troca de acusações entre os deputados Rigo Teles (PV) e Fernando Pessoa (SD), que vinham segurando o clima de beligerância que os separa na política daquele município.

A refrega começou quando Rigo Teles foi à tribuna para reclamar que os atletas do Cordino estão há meses sem receber salário, acusando o prefeito Eric Costa (PCdoB) de ser o responsável pela situação, por não ajudar o clube. Ato contínuo, Fernando Pessoa ocupou a tribuna e rebateu a denúncia de Rigo Teles, dizendo que atualmente só o prefeito ajuda o Cordino e que agora o clube não está mais sob o tacão da família Teles. Em aparte, Rigo Teles reafirmou o ataque, acusando a atual direção do Cordino, controlada pelo prefeito Eric Costa de incompetência e manipulação. O tom dos ataques e contra-ataques foi se elevando, fazendo com que o presidente Othelino Neto (PCdoB) entrasse como poder morador.

O fato é que Rigo Teles e Fernando Pessoa usaram o Cordino para expor suas diferenças. E pelo que foi dito por ambos, ficou muito claro que os dois vão se chocar dura e frequentemente. Rigo Teles com a experiência de sete mandatos e com um longo período de poder familiar em Barra do Corda, e Fernando Pessoa como marinheiro de primeira viagem, mas com disposição para tentar desbancar o adversário. Não há dúvida de que Barra do Corda e Cordino serão pomos de discórdias tensas entre os dois deputados ao longo deste mandato.  É aguardar e conferir.

São Luís, 20 de Fevereiro de 2019.

 

Trucidado nas urnas em 2018, PSDB lambe as feridas e inicia movimentação para se reorganizar como partido

 

Roberto Rocha entrega a Sebastião Madeira a complicada tarefa de remontar o PSDB no Maranhão

Sem que as feridas deixadas pelas eleições do ano passado estejam completamente saradas, apenas suficientemente lambidas, o braço maranhense do PSDB começa a se movimentar, com passos tímidos, mas decididos, para tentar retomar a forma de ninho partidário e disputar eleições municipais, a começar por São Luís. Esse movimento está sendo conduzido pelo ex-prefeito de Imperatriz e secretário geral da agremiação Sebastião Madeira, que recebeu do presidente do partido, senador Roberto Rocha, carta branca para tirar a agremiação da mais completa letargia que sofreu desde que começou a existir no Maranhão. O objetivo é recolocar o PSDB como peça importante e influente no xadrez político estadual.

O PSDB maranhense foi trucidado nas urnas de 2018, com a derrota acachapante dos seus mais destacados candidatos: Roberto Rocha ficou num humilhante 4º lugar com 2% dos votos na corrida ao Palácio dos Leões, José Reinado Tavares e Alexandre Almeida engoliram poeira na maratona pelas vagas no senado, e Sebastião Madeira foi abandonado pela Região Tocantina na disputa por vaga na Câmara Federal. O partido sofreu a humilhação de ter de se contentar com a reeleição do polêmico deputado estadual Wellington do Curso, que nada tem de tucano e entrou no ninho como quem sobe numa tábua de salvação. Uma devastação quase completa para uma agremiação que fizera o vice-governador do Estado, dois deputados estaduais em 2014, e 29 prefeitos, vários vice-prefeitos e uma penca de vereadores em 2016. Os últimos resultados eleitorais do PSDB fizeram com que o senador Roberto Rocha quase chegasse ao fundo do poço como líder partidário.

Com a instalação do novo Governo Federal e as mudanças ocorridas no Congresso Nacional, o vento, que até então o estava empurrando para rumo incerto, mudou radicalmente a favor do chefe do tucanato maranhense. Roberto Rocha foi turbinado no Senado ao ser escolhido líder da poderosa bancada do PSDB, em substituição ao influente senador cearense Tasso Jereissati, ganhando também o prestigiado cargo de corregedor geral da instituição. Além disso, Roberto Rocha construiu estreita relação com o novo presidente da Casa, senador David Alcolumbre (DEM-AP), para cuja eleição contribuiu fortemente, e tem conversado com frequência com o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), abrindo trânsito no Governo de Jair Bolsonaro. Essa virada o fez entender que não poderia cuidar dos seus compromissos senatoriais e comandar o partido no Maranhão ao mesmo tempo, pois seria como badalar o sino e acompanhar a procissão. E entregou a tarefa ao secretário geral Sebastião Madeira, que já começou a se movimentar no sentido de reorganizar a agremiação nos municípios, estruturar diretórios e comissões provisórias, visando as eleições do ano que vem.

Na semana passada, Sebastião Madeira se reuniu com o ex-deputado Clodomir Paz – um tarimbado organizador partidário -, para alinhavar e definir os novos rumos do PSDB no Maranhão.  São Luís será um dos focos da atenção, devendo participar na linha de frente da disputa pelo Palácio de la Ravardière, assim como Imperatriz, São José de Ribamar e outros municípios de grande e médio porte nas mais diferentes regiões do estado. (Há quem diga que o próprio senador Roberto Rocha estaria avaliando a possibilidade de ele mesmo se candidatar à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr, (PDT).

Não será fácil reorganizar o PSDB e lhe devolver o tamanho que ele já teve no Maranhão. Para tanto, um dos passos a serem dados deve ser a remobilização dos tucanos que se afastaram do partido nos últimos tempos, como a corrente que seguia a liderança do ex-governador João Castelo e que tem a ex-prefeita de São Luís, Gardênia Castelo, como referência. A reaglutinação dessas forças poderá injetar mais gás no PSDB, que vive o drama da derrota em todo o País.

O secretário geral Sebastião Madeira e o próprio presidente Roberto Rocha sabem que a situação do PSDB é dramática e a sua reanimação e recolocação no tabuleiro político maranhense é uma tarefa nada fácil.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rubens Jr., vaia para a Secid com o desafio de se credenciar como opção do PCdoB para a sucessão estadual

Rubens Pereira Jr. vai deixar um bom desempenho na Câmara federal para comandar secretaria

“É um orgulho e uma honra poder fazer parte da gestão do governador Flávio Dino apontado como o que mais cumpre promessas no Brasil e que foi reeleito com quase 60% dos votos. Nós aproveitaremos a nossa experiência adquirida até aqui para mais esse desafio”. É com esse ânimo que o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) se licenciará do mandato para assumir o comando da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), com posse marcada para quinta-feira (21), conforme declarações dadas por ele ao programa “Sala de Entrevista”, do Portal da Assembleia, conduzida pelo jornalista Juraci Filho.

Advogado por formação, com mestrado em Direito Constitucional e cursando MBA em Gestão Pública, Rubens Jr. dá todas as indicações de que não pretende dedicar-se permanentemente à seara parlamentar. Convocado pelo governador Flávio Dino por conta da reengenharia do seu Governo, deixa claro que a experiência executiva que vivenciará no comando da Secid servirá de base para um salto muito mais amplo, que pode ser a prefeitura de São Luís ou o Governo do Estado. Seu bom desempenho em dois mandados na Assembleia Legislativa e no primeiro mandato na Câmara Federal, quando foi um dos mais destacados integrantes da bancada do PCdoB, da qual foi vice-líder e porta-voz do partido em ações de larga importância em que a agremiação se posicionou durante o Governo de Michel Temer (MDB). E finalmente a experiência de coordenar a bancada federal maranhense por dois anos.

Rubens Jr. é um dos quadros que o governador Flávio Dino lapida para a sua sucessão. Daí a sua obrigação de ter um bom desempenho com o secretário de Estado.

 

Desgastada e esburacada, BR-135 volta a ser tema dominante no plenário da Assembleia Legislativa

Vinícius Louro, Zé Gentil, Hélio Soares, Wellington do Curso, César Oires e Roberto Costa reclamaram da má conservação da BR-135

Mais uma vez a BR-135, a única artéria rodoviária que liga a Ilha de São Luís ao resto do mundo, volta a ser tema dominante na Assembleia Legislativa. Até pouco tempo a grita era pela duplicação – que já foi feita até Bacabeira e as obras avançam em direção a Miranda do Norte. Agora, as reclamações contundentes são pelo seu mau estado de conservação, a começar pelo trecho inaugurado há pouco mais de um ano, que já virou uma trilha de crateras, estando praticamente intrafegável em alguns trechos. A situação está caótica, de acordo com o relato de deputados, a via está gravemente ferida em muitos trechos, a começar pelo mais longo dedes, que liga Miranda do Norte a São Mateus.

Ontem, os deputados Vinícius Louro (PR), Hélio Soares (PR), Zé Gentil (PRB), Wellington do Curso (PSDB), César Pires (PV) e Roberto Costa (MDB) reclamaram das condições das duas rodovias, apelando para que a bancada federal pressione o DNIT para que a restauração dos trechos esburacados seja feita o mais rapidamente possível. Antes que a rodovia volte a ser chamada de “Estrada da Morte”.

São Luís, 19 de fevereiro de 2019.

PDT rouba cena e ocupa espaço com movimentos sincronizados de Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. e Osmar Filho

 

Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. e Osmar Filho: movimentos sincronizados para fortalecer o PDT

A intensa atividade política do senador Weverton Rocha – na eleição da Famem, por exemplo -, a movimentação do prefeito Edivaldo Holanda Jr. na direção do DEM, e a surpreendente e curiosa incursão do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho, em Brasília, ocuparam boa parte da cena política maranhense neste mês de fevereiro. Os fatos evidenciaram, com toda clareza, que, mais do que movimentos isolados, o PDT está colocando em marcha um audacioso e arrojado projeto de fortalecimento com vistas às eleições municipais de 2020 e as gerais de 2022. Até agora, nenhum desses gestos colocou o PDT na contramão da grande aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), mas indicam que o braço maranhense do brizolismo vai tentar ocupar espaço cada vez maior na base de sustentação do chefe do Executivo.

A maior evidência de que o PDT está turbinando o seu projeto de poder é a própria desenvoltura do seu líder maior no Maranhão, o senador Weverton Rocha, que não tem vacilado em ocupar os espaços que se abrem ou que conseguir abrir, sem o temor de correr riscos. O melhor exemplo da ação desassombrada do senador pedetista foi a tomada do comando da Famem, que se deu num processo fulminante e avassalador, que não deixou margem de manobra para adversários. Se o governador Flávio Dino não tivesse entrado em cena à última hora e negociado um acordo, o candidato do PDT, Erlânio Xavier, teria derrotado duramente o presidente Cleomar Tema (PSB), que não teve um sobro de apoio do seu partido. Líder do PDT no Senado, Weverton Rocha vem trabalhando intensamente para ocupar todos os espaços políticos que sua condição parlamentar lhe permite, preparando-se eleger o prefeito de São Luís, o maior número possível de prefeitos no estado e, assim, chegar a 2022 cacifado para ter papel decisivo na corrida ao Palácio dos Leões.

Enquanto Weverton Rocha se desdobra no plano macro, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. vai aos poucos saindo do casulo político e trabalhando na tessitura de uma rede de apoio visando construir a base de sustentação a uma candidatura pedetista à sua sucessão. Discreto e aparentemente tímido no campo político, o prefeito de São Luís está totalmente sintonizado com o senador pedetista da montagem desse projeto, atuando com os cuidados necessários para não causar no palácio dos Leões a impressão de que pretenda afrontar a aliança cuidadosamente esculpida pelo governador Flávio Dino. Edivaldo Holanda Jr. trabalha de olho em 2022, mas dentro do projeto maior do PDT, de acordo com as linhas traçadas pelo senador Weverton Rocha.

A incursão do presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho, por importantes gabinetes de Brasília – visitou os senadores, esteve com deputados federais e avistou-se com ministros e chefes do segundo escalão federal -, em busca de “benefícios para São Luís”, chamou a atenção pela atipicidade. Acompanhado de alguns vereadores, Osmar Filho circulou pelo Congresso Nacional e pela Esplanada dos Ministério como um chefe de poder executivo, dando a impressão de estar invadindo a seara do prefeito de São Luís. Nada disso. Primeiro porque sua animada viagem a Brasília foi decidida de comum acordo com o senador Weverton Rocha e com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., e depois, porque a iniciativa foi um passo importante para a pavimentação a possibilidade da sua eventual candidatura ao Palácio de la Ravardière.

Nenhum desses movimentos é isolado ou foi realizado por conta e risco dos seus protagonistas. Eles estão sincronizados e fazem parte de uma aguerrida e audaciosa estratégia do senador Weverton Rocha para fortalecer o seu partido e dar mostras bem claras e inequívoca de que está no jogo político estadual para alcançar objetivos e não para fazer mera figuração. O Palácio dos Leões e o PCdoB acompanham tudo, o primeiro com a tranquilidade de que o PDT é um aliado, apesar de toda a ousadia contida nas ações do senador Weverton Rocha; o segundo acompanha a movimentação pedetista com a certeza de que terá um concorrente duro na corrida pelas 217 prefeituras maranhense, a começar pela mais importante delas, a de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Cléber Verde vive situação delicada depois da denúncia de desvio de dinheiro no seu partido

Cléber Verde e Marisa Rosas com o repórter global: sem explicação convincente

Nada confortável a situação do deputado federal Cléber Verde, que preside o PRB no Maranhão, depois da bombástica denúncia feita no Jornal Nacional, na noite de sexta-feira, dando conta de suposto desvio de dinheiro do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral (vide Coluna de sábado, 16). A “militante” PRB que recebeu mais de R$ 500, mandou imprimir 10 milhões de santinhos e 1 milhão de botos e obteve apenas 161 votos, desapareceu do mapa numa clara confissão de que tem culpa pesada no cartório eleitoral. O parlamentar não foi nem um pouco convincente ao justificar o seu próprio gasto milionário com material de campanha feito em Tuntum com o argumento de que o produto é de qualidade e o preço, acessível.

Como previsto pela Coluna, mais do que um estrago ético no partido, a denúncia do JN está causando forte mal-estar no vice-governador Carlos Brandão e no prefeito de Caxias, Fábio Gentil e no deputado Zé Gentil, os mais importantes nomes do partido no Maranhão. Isso quer dizer que, além de ter de se explicar ao comando nacional do partido, à Justiça Eleitoral e à Câmara Federal, terá de convencer essas lideranças de que o bicho não é tão feio como foi mostrado na reportagem global. Até ontem, Cléber Verde não havia ainda conversado com o vice-governador e com o prefeito caxiense, mas essa conversa não tardará. O seu maior desafio será convencer o eleitorado de que tudo não passou de um mal-entendido ou de que a Globo agiu de má fé para prejudicar a imagem dele e do seu partido.

 

João Alberto fixa Maio com o limite para revolver, por acordo ou pelo voto, o futuro do MDB

João Alberto vai tentar acordo com Roberto Costa e Hildo Rocha, mas se dão for possível, haverá disputa

O presidente do MDB no Maranhão, ex-governador João Alberto, fixou o mês de maio como limite para que o partido decida sobre o seu futuro. E o roteiro será o seguinte: todos os esforços serão feitos para que o novo presidente do partido seja escolhido por consenso, entre os dois nomes que estão postos, o deputado estadual Roberto Costa e o deputado federal Hildo Rocha. Se a escolha por consenso não for possível, a escolha do novo presidente do partido será feita pelo voto em convenção, que será realizada em Maio. O próprio João Alberto admite que a corda dentro do partido esticou de tal maneira que dificilmente Roberto Costa e Hildo Rocha chegarão a um acordo, e que a situação caminha, de fato, para a disputa pelo voto na convenção.

Duramente derrotado nas urnas e desarticulado diante do que vem por aí, a começar pelas eleições municipais de 2020, MDB maranhense está vivendo uma situação dramática e precisa urgentemente definir um caminho. O que só será possível sob um novo comando, já que João Alberto avisou que não ´retende continuar à frente da agremiação. No final do ano passado, a ex-governadora Roseana Sarney manifestou interesse em assumir a presidência do partido, mas houve uma reação negativa, com as lideranças avaliando que ela não seria o nome ideal para comandar a agremiação nesse momento de transição. Ao mesmo tempo, o deputado Roberto Costa propôs que o comando partidário seja entregue a uma das novas lideranças emedebistas. O deputado federal Hildo Rocha, que representa uma ala mais conservadora, também se lançou candidato a presidente, desenhando uma disputa com Roberto Costa.

Sob o argumento de que uma disputa fragilizará mais ainda o partido, os caciques emedebistas vêm insistindo na tese do consenso, mas as lideranças em disputa não chegaram até agora a um acordo. Roberto Costa, que tem o apoio dos jovens e da corrente mais liberal, firmou posição e está determinado a levar a disputa para a convenção, o mesmo acontecendo com Hildo Rocha. E tudo indica que o futuro do MDB será mesmo definido no voto, em Maio.

São Luís, 17 de Fevereiro de 2019.

Reportagem do JN aponta Cléber Verde como suspeito de desviar dinheiro do PRB na campanha eleitoral

 

Cléber Verde e Marisa Rosas com o repórter global: explicações sem lastro para denúncia contundente sobre desvio de dinheiro durante a campanha eleitoral

Na edição de ontem, o Jornal Nacional, da Rede Globo, em reportagem sobre o charco em que está metido o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, com supostos desvios de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, acabou disparando chumbo grosso contra o braço do PRB no Maranhão, atingindo diretamente o presidente regional, deputado federal Cleber Verde que estaria envolvido até a medula nessa prática criminosa de desvio de recursos, usando para isso candidatas mulheres sem qualquer chance nas urnas. Numa reportagem fulminante, o telejornal global mostrou, entre outros, o caso da ribamarense Marisa Rosas, que recebeu R$ 600 mil do comando do PRB e prestou contas informando que bancou nove milhões de “santinhos” e 1 milhão e 250 mil botons, tudo distribuído a eleitores, e que saiu das urnas com apenas 161 votos. Isso significa dizer, numa conta simples, que cada voto de Marisa Rosas custou ao contribuinte nada menos que R$ 3.750,00.

Mais grave ainda: segundo o telejornal da Rede Globo – que usou repórter e produtor da central -, os espantosos gastos do PRB do Maranhão envolvem diretamente o seu presidente, deputado federal Cleber Verde, um político controvertido e tarimbado, sempre bem votado, e que comanda o partido com mão de ferro. Cleber Verde teria gastado mais de R$ 500 mil em impresso numa gráfica de Tuntum, argumentando que optou pela qualidade e pelo preço atraente da empresa tuntuense. Ainda segundo a reportagem global, ao ser indagado sobre a inacreditável relação de gasto-resultado eleitoral de Marisa Rosas, o deputado Cleber Verde teria respondido que no caso da candidata “resultado de eleição é imprevisível”. E sobre os dele próprio com a gráfica tuntuense, explicou que foi motivado pela qualidade dos serviços e pelo o preço atraente.

Provocado pela reportagem da Rede Globo os fastos eleitorais do PRB e certo de que seria exposto em plano nacional, o Tribunal Regional Eleitoral respondeu com cautela extrema, para não ser alcançado pelas chamas da denúncia: está analisando a prestação de contas de Marisa Rosas.

A exposição negativa do braço maranhense do PRB, mostrando fortes indícios de que algo de muito estranho contamina a contabilidade do partido no que se refere ao uso dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral nas últimas eleições e constrange seus quadros mais importantes. Para começo de conversa, sob o comando do deputado federal no quarto mandato Cléber Verde, a seção do partido no Maranhão alcançou um patamar de primeira linha, tendo nos seus quadros ninguém menos que o vice-governador Carlos Brandão, que se filiou à agremiação em 2017, depois que perdeu o controle do PSDB no estado. Depois, o partido tem como um dos seus pilares Fábio Gentil, prefeito de Caxias, terceiro maior e mais importante colégio eleitoral maranhense, juntamente com seu pai, o deputado estadual Zé Gentil, único representante da legenda na Assembleia Legislativa. Além disso, o PRB conta hoje com 15 prefeitos e dezenas de vereadores nas diferentes regiões do Maranhão, o que o torna uma agremiação com expressivo peso no contexto político estadual.

Não há dúvida de que uma bomba-relógio foi colocada no colo do deputado federal Cleber Verde. Afinal, ele foi mostrado nacionalmente como um chefe partidário regional suspeito de fazer traquinagens com recursos do partido e do contribuinte. E da maneira como foi relatado na reportagem, sua explicação para os gastos de Marisa Rosas, e as dela própria, deixaram no ar uma forte carga de suspeita que ele, como chefe da agremiação, responsável direto pelos gastos, precisa dar à sociedade. Cléber Verde é traquejado, já conseguiu reverter uma demissão do serviço público federal sob a acusação de fraudar aposentadorias, tendo reassumido seu emprego na INSS. Não será surpresa se conseguir demonstrar quer os gastos da militante do PRB, Marisa Rosas, estão rigorosamente dentro das regras eleitorais, assim como o contrato dele próprio com a gráfica de Tuntum.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rubens Jr. será secretário, Simplício Araújo continuará secretário e Gastão Vieira será deputado federal

Gastão Vieira agradece a Flávio Dino a saída de Rubens Jr. e de Simplício Araújo para lhe dar a vaga

Consumada a equação desenhada desde que o resultado das urnas foi anunciado, na noite de 7 de Outubro do ano passado: reeleito com 111.584 votos, o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) se licenciará do mandato para assumir a Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o primeiro suplente de deputado federal Simplício Araújo (SD), que recebeu 74.058 votos, vai continuar no comando da Secretaria de Indústria e Comércio, abrindo a vaga para o segundo suplente da coligação, o ex-deputado federal e ex-ministro do Turismo.

A equação é fruto da engenharia política usada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para manter firme e estável a aliança partidária que lhe dá sustentação e turbinar a caminhada do deputado federal Rubens Jr. como uma das suas opções a corrida sucessória em 2022. Nesse contexto, Gastão Vieira, que é dono de um currículo exemplar e uma trajetória política vitoriosa, apesar de alguns percalços, como a derrota na disputa para o Senado com o hoje senador Roberto Rocha (PSDB), o que o levou ao rompimento com o Grupo Sarney, deixar o hoje MDB e assumir o comando do PROS no Maranhão.

Político racional e arguto, que sabe mexer com as pedras do xadrez estadual e sua extensão nacional, o governador Flávio Dino sabe da importância da experiência executiva de um político jovem do quilate de Rubens Jr., que nunca liderou um projeto no âmbito do Poder Executivo, tendo sua carreira restrita ao parlamento. Agora, no comando da Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o deputado federal licenciado e aspirante a governador saberá com quantos tijolos e quantas telhas se faz uma casa. A confirmação de Simplício Araújo na pasta da Indústria e Comércio vem também do bom trabalho que realizou à sua frente nos últimos quatro anos.

A volta de Gastão Vieira à Câmara Federal fará bem a ele próprio, ao governador Flávio Dino e ao Congresso Nacional como um todo. Para começar ocupará o seu espaço como especialista em educação, que agora ampliará coma visão ampla e consolidada que conseguiu como ministro do Turismo.  Maduro e com os pés no chão, Gastão Vieira poderá ser um diferencial na Câmara Federal.

 

Chico Carvalho, sobre o escândalo do PSL: “Graças a Deus estamos fora dessa confusão”

Chico Carvalho agradece a Deus pelo PFL local não estar metido em confusão

“Graças a Deus estamos fora dessa confusão”. F, presidente do PSL no Maranhão, ao ser indagado sobre se haveria alguma sombra maranhense no escândalo de gastos ilegais e criminosos de campanha que estão sacudindo o PSL e o Palácio do Planalto, com a iminente demissão do ministro-secretário geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que já presidiu o partido. “Na campanha de 2018 não tivemos um único centavo do Fundo Partidário e nem ajuda de ninguém. Nossos candidatos a deputado estadual e federal não receberam nenhum centavo”, enfatizou Chico Carvalho. O presidente do PSL maranhense não está blefando. De fato, os candidatos do partido a deputado estadual e a deputado federal não receberam nada do partido e se viraram, tanto que o único eleito foi Pará Maranhão, embalado pelos laços de família, sob a liderança do pai, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, presidente do Tribunal de Justiça e, dizem, principal cabo eleitoral do candidato.

São Luís, 16 de Fevereiro de 2019.

Flávio Dino se reúne com o vice Hamilton Mourão e pavimenta estrada para seus colegas do Nordeste

 

Hamilton Mourão e Flávio Dino registram encontro de trabalho em Brasília

A reunião do governador Flávio Dino (PCdoB) com o vice-presidente Hamilton Mourão (PSL), ontem, em Brasília, foi muito mais do que um simples momento de trabalho entre o titular do Governo do Maranhão com o Número 2 da República. Foi, na verdade, um passo importante no esforço do governador maranhense de estabelecer uma relação institucional segura e produtiva entre adversários políticos. A pauta versou sobre temas caros aos dois Governos, como segurança pública e infraestrutura, que foram tratados de maneira pragmática. O governador maranhense informou o vice sobre investimentos e avanços conquistados, como a expressiva ampliação dos quadros da Polícia Militar e os pesados investimentos feitos no Porto do Itaqui, que é uma base hoje essencial na imensa rede portuária que pontilha a orla brasileira. O vice-presidente Hamilton Mourão, mesmo apontado como um ferrenho adversário do PCdoB, ouviu atentamente a exposição do governador, informando também o governador sobre os planos do Governo da União nas duas áreas.

Na exposição que fez ao vice-presidente da República e sua equipe, o governador do Maranhão mostrou que na área da Segurança Pública aumentou o efetivo da Polícia Militar em quase cinco mil policiais por meio de concursos, tendo também renovado 90% da frota que garante mobilidade e eficiência à polícia, como também fez expressivos investimentos em armamentos, o que garantiu mais eficiência ao Sistema de Segurança Pública. Na mesma linha, mostrou a importância e os avanços do Porto do Itaqui nos últimos quatro anos, consolidando-o como um dos portos mais importantes do País na atualidade, e com tendência de forte crescimento e ampliação nos próximos tempos.

No final da reunião, o governador Flávio Dino convidou o vice-presidente da República a participar de uma reunião de governadores do Nordeste a realizar-se em São Luís no final de março, tendo Hamilton Mourão agradecido o convite e sinalizado que o examinará. No encontro, os governadores também discutirão as dificuldades no relacionamento com o novo Governo da União por conta das diferenças políticas.

Ao reunir-se com o vice-presidente Hamilton Mourão, que no campo político é um adversário de grande importância, a começar pelo fato de que é rigorosamente alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o governador Flávio Dino reafirma o entendimento de que, independentemente das diferenças políticas e ideológicas, dirigentes públicos nomeados pelas urnas têm a obrigação de se relacionar institucionalmente quando os interesses da sociedade estão sobre a mesa. E a reunião com o vice-presidente, um general de direita que não tem o menor traço de simpatia por político de esquerda como o governador do Maranhão, foi um evento exemplar nesse sentido, uma clara indicação de que essa ponte pode ser construída com pragmatismo e bom senso, dois ingredientes necessários e indispensáveis. E pode resultar em ganhos de ambos os lados, porque o governador

Se vier a aceitar o convite para participar da reunião de governadores do Nordeste em São Luís no final de março, o vice-presidente Hamilton Mourão dará um passo político de larga importância para o Governo de Jair Bolsonaro. Sua participação num evento com a presenças dos governadores que a rigor estão na Oposição ao seu Governo certamente resultar em ganhos para ambos os lados, porque os governadores da região precisam do apoio da União e o Governo de Jair Bolsonaro precisa do apoio dos governadores. E está mais claro a cada dia que o Palácio do Planalto sente a pancada de ter uma região cujos governos estão em franca Oposição ao Governo central e vice-versa, isolando mais de 50 milhões de brasileiros do seu convívio. E a banda mais atenta e mais inteligente do bolsonarismo sabe que cedo ou tarde essa distância terá de ser encurtada, sob pena de o Governo de Jair Bolsonaro entrar para a História acusado de tentar dividir o País.

Com seus movimentos, o governador Flávio Dino demonstra que as amarras conservadoras da política podem ser desatadas, mesmo quando o adversário é conservador e agressivo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Hélio Soares e Thaíza Hortegal propõem a criação de Frente Parlamentar para fiscalizar barragens

Hélio Soares e Thaíza Hortegal propõem Frente Parlamentar por barragens  no Maranhão

Os deputados Hélio Soares (PR) e Thaíza Hortegal (PP) propuseram a reativação da Frente Parlamentar para a Fiscalização de Barragens e Comportas no Estado do Maranhão que tenha por objetivo imediato de criar um movimento para pressionar Governo Federal a providenciar medidas para assegurar a estabilidade das principais barragens do Maranhão: a do Rio  Pericumã, em Pinheiro, e a do Flores, em Pedreiras,  a do Batatã, em São Luís A ideia inicial é pedir uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Dos 14 estados incluídos no Plano de Ações Estratégicas para Reabilitação de Barragens da União (Planerb), anunciado pelo Governo Federal na última semana, o Maranhão foi contemplado para recuperação de três barragens, localizadas no Rio Pericumã, em Pinheiro, Flores, em Pedreiras, e Batatã, em São Luís.

As estruturas não recebem manutenção periodicamente e correm o risco de romper. A barragem do Pericumã rompeu no dia 11, causando apreensão em Pinheiro e adjacências. Os dois deputados se manifestaram quarta-feira sobre o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa, de onde fizeram graves alertas para a situação da Barragem do Flores, em Pedreiras, nas proximidades de Joselândia. Eles e os que os apartearam manifestaram preocupação com as barragens depois da tragédia em Brumadinho, onde até ontem as turmas de salvamentos já haviam encontrado 166 mortos, resultado do rompimento de uma barragem formada por lama produzida de minas de ferro exploradas pela Vale.

“O rompimento dos pilares e dos cabos da barragem – que inundou vários bairros da cidade de Pinheiro –  é um prenúncio, pois isso aí já vem acontecendo há muito tempo e, se não tomarmos providência enérgica e urgente, vai ser realmente uma catástrofe inimaginável. Por isso, deixo aqui a sugestão, para que a gente solicite, urgentemente, uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional e acionemos os nossos senadores, Weverton Rocha (PDT), Eliziane (PPS) e Roberto Rocha (PSDB), para que possa ser encontrada uma solução para o problema”, destacou Hélio Soares, que defendeu a reedição da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada, criada através da Resolução Legislativa 615/2011, da qual foi um dos signatários.

O Plano foi confirmado pela deputada Thaíza Hortegal (PP), que solicitou ao Ministério de Desenvolvimento Regional reunião com a equipe do Planerb, na tentativa de agilizar a recuperação da barragem de Pericumã, cujo rompimento vem causando inundações em bairros ribeirinhos. Para a deputada, é necessário a criação de uma Frente Parlamentar, cujo pedido já foi protocolado, para garantir o acompanhamento não apenas do plano, mas de diversas ações de prevenção a tragédias.

“Precisamos cobrar agilidade, levantar todas as informações necessárias e garantir todo suporte. Estaremos também em Brasília cobrando o Ministério para poder agilizar a recuperação dessas barragens. Contamos com o apoio do deputado André Fufuca (PP), que esteve com o secretário nacional da Defesa Civil, e, também, está marcando uma audiência com o ministro e demais deputados federais e senadores maranhenses. Então, é importante que essa Frente Parlamentar esteja montada e, assim, apresentar a real situação, para que todos fiquem cientes da gravidade do caso, que envolve parte do Médio Mearim, a Baixada e a capital”, disse a deputada Thaíza Hortegal.

A Frente Parlamentar para Fiscalização das Barragens e Comportas no Estado do Maranhão terá a prerrogativa de levantar todas essas informações sobre as barragens, fiscalizar as estruturas, intervir junto aos órgãos responsáveis por manutenção e o custeio dessas barragens, realizar as inspeções de segurança, planos de estudo técnico e audiências públicas, entre outras necessidades.

 

PSB do Maranhão tem nomes importantes, mas não atua como um partido

Bira do Pindaré, Edson Araújo, Marcelo Tavares e Cleomar Tema: nomes fortes num PSB acanhado

Alguma coisa não está funcionando direito no braço maranhense do PSB, comandado pelo deputado federal Bira do Pindaré. Além dele, o partido tem dois deitados estaduais – Edson Araújo e Marcelo Tavares – e mais 13 prefeitos, entre eles o destacado Cleomar Tema, prefeito de Tuntum e o fim do mês passado presidente da Famem pela terceira vez, e o ativo prefeito de Timon, Luciano Leitoa. Mesmo com essa força política razoável, o PSB não tem demonstrado ser uma agremiação articulada, que atua como um grupo. Ao contrário, a impressão que passa é a de um partido marcado pela inanição. Recentemente, o deputado Bira do Pindaré ganhou o noticiário ao renunciar o direito a aposentadoria especial como deputado federal, o deputado estadual Marcelo Tavares se licenciou para reassumir o comando da Casa Civil; o prefeito Cleomar Tema travou uma guerra solitária pelo comando da Famem, não tendo recebido nenhum apoio público ou crítica do seu partido. Há quem diga que o PSB vive uma situação de tensão interna, e o silêncio dos seus líderes reforçam essa especulação.

São Luís, 15 de Fevereiro de 2019.

 

Com sete médicos, dois dentistas e uma nutricionista no plenário, Saúde vira tema dominante na Assembleia Legislativa

 

Os médicos Helena Duailibe, Thaíza Hortegal, Cleide Coutinho, Antonio Pereira, Arnaldo Melo, Leonardo Sá, Yglésio Mouses, os dentistas Andreia Rezende e Adelmo Soares e a nutricionista Daniella Tema dominam o tema Saúde no plenário

Todos os sinais emitidos até ontem indicaram que, pelo menos nos primeiros meses, a área de Saúde será o tema dominante no plenário da Assembleia Legislativa. O sinal mais forte acendeu ontem, quando o líder do Governo, deputado Rafael Leitoa (PDT), permaneceu longo tempo na tribuna respondendo a aparte dos deputados sobre questões diversas relacionadas ao tema. E a explicação para isso é que as urnas mandaram nada menos que sete médicos – Cleide Coutinho (PDT), Helena Duailibe (SD), Thaíza Hortegal (PP) Arnaldo Melo (MDB), Antônio Pereira (DEM), Leonardo Sá (PR) e Yglésio Moyses (PDT) -, dois dentistas – Andreia Rezende (DEM) e Adelmo Soares (PCdoB) – e uma nutricionista – Daniella Tema – para o parlamento estadual. Eles representam 25% do plenário e a maioria deles marinheiros de primeiro mandato, naturalmente motivados a mostrar serviço, preocupados em dar respostas rápidas aos seus eleitores.

O tema Saúde chegou ao plenário nesta legislatura na semana passada, levado pelo deputado Adriano Sarney (PV), que questionou o Governo acerca do fechamento do Hospital de Matões, tentando dar ao caso um tom de escândalo, principalmente por conta da alegação de que mais de duas centenas de servidores seriam demitidos. O líder do Governo, deputado Rafael Leitos (PDT), no entanto, após avistar-se com o secretário de Saúde, Carlos Lula, discursou dando uma série de explicações, entre elas a de que o hospital foi desativado para ser reformado, estando a Secretaria de Saúde estudando a possibilidade de transformá-lo em policlínica, sem que nada esteja ainda decidido. A provocação do deputado Adriano Sarney e a pronta resposta do líder Rafael Leitoa, que recebeu o suporte do líder do bloco governista Unidos pelo Maranhão, deputado Marco Aurélio (PCdoB), que, a exemplo do líder do Governo, defendeu enfaticamente, com argumentos consistentes, a política de Saúde da gestão do governador Flávio Dino (PCdoB), comandada pelo secretário Carlos Lula.

Nos embates ocorridos até agora, tem chamado a atenção o fato de que, mesmo os adversários mais duros, como o próprio Adriano Sarney, não têm conseguido apontar problemas de gestão ou de eficiência na área de Saúde no Governo do PCdoB. O que tem surgido são problemas pontuais, como o levantado ontem pelo deputado Leonardo Sá, que pediu pressa na conclusão do Centro de Hemodiálise que está sendo construído em Pinheiro, iniciativa imediatamente encampada pela deputada Thaíza Hortegal, que já fez algumas observações pertinentes em relação ao quadro geral da saúde na região da Baixada Ocidental, que tem Pinheiro como referência, para onde convergem todas as demandas da região.

No geral, há por parte desses parlamentares o reconhecimento de que o Governo do Estado está trabalhando duro e de maneira eficiente nessa área. Ninguém nega que o atual Governo recebeu do Governo anterior os esqueletos do Saúde é Vida, um gigantesco e, segundo especialistas, mal planejado programa que previa a construção de mais de 70 hospitais municipais (20 leitos), regionais (50 leitos) e macrorregionais (150 leitos) financiados pelo BNDES. O atual Governo teve de redimensionar o programa e já construiu cinco hospitais macrorregionais e equipou – Imperatriz, Pinheiro, Bacabal, Caxias, Presidente Dutra e São Luís, que ganhou também o hospital especializado em cirurgia ortopédica. O que está acontecendo agora é a tentativa natural de encontrar solução para problemas pontuais e específico de um ou outro município. Como é o caso da conclusão Centro de Hemodiálise de Pinheiro, pedida pelo deputado Leonardo Sá com o apoio da deputada Thaíza Hortegal.

Nesse contexto, o deputado Antônio Pereira, que é empresário do ramo, vai sempre colocar em pauta problemas de saúde na Região Tocantina; a deputada Cleide Coutinho, que é empresária de ponta na área como dona de hospital, e Arnaldo Melo, que passou os últimos dois anos como diretor da Funasa, com uma visão nacional da área, reivindicarão melhorias para esse ou aquele serviço de saúde na região de Caxias, onde está instalado um Curso de Medicina, e Colinas; Leonardo Sá e Thaíza Hortegal, ambos profissionais militantes, baterão em teclas por Pinheiro e pela Baixada inteira; Helena Duailibe, que já foi secretária de Saúde de São Luís e do Maranhão, terá sempre observações e sugestões para tornar o sistema mais eficiente, assim como Yglésio Moyses, que que tem no currículo um período como diretor do Socorrão. Os odontólogos Adelmo Soares e Andreia Rezende, cujo marido, o ex-deputado Stênio Rezende, e o pai, o ex-deputado Francisco Martins são médicos, e a nutricionista Daniella Tema, que passou mais de dois anos à frente do Hospital Macrorregional de Presidente Dutra, certamente baterão na mesma tecla em favor das suas regiões.

É previsível que a Oposição vai procurar brechas nessa seara para estocar o Governo, mas pelo que demonstrou, o líder governista Rafael Leitoa, que é engenheiro civil, demonstrou que está preparado para responder de maneira convincente a todas as perguntas que lhe forem dirigidas, por oposicionistas ou a aliados. Para isso, acionará sempre que necessário o secretário Carlos Lula, um jovem advogado que surpreende a aliados e adversários pela competência com que vem comandando o gigantesco, sensível e absolutamente necessário Sistema Estadual de Saúde.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Adelmo Soares alerta: revisão de aposentadoria rural pode afundar municípios maranhenses

Adelmo Soares faz alerta dramático sobre a MP que ameaça as aposentadorias rurais

Se a MP nº 871, editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para vasculhar as aposentadorias rurais por meio de um programa de revisão de benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer o auxílio, tendo como objetivo combater fraudes, muitos municípios maranhenses e de outros estados afundarão. O alerta, dramático e feito em tom de denúncia, partiu do deputado Adelmo Soares (PCdoB), para quem a medida, que foi editada à revelia do Conselho Nacional da Previdência Social, “é apenas um pretexto jogar nas costas dos mais humildes trabalhadores e beneficiários o peso e a responsabilidade dos ajustes, desmonte e cortes de direitos”.

Num discurso denso, bem alinhavado, o deputado Adelmo Soares – que foi secretário de Agricultura Familiar –  chamou a atenção para o fato de que ”as novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso à pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada, o famoso BPC, e a aposentadoria dos trabalhadores rurais”. E afirmou que muitas dessas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais. “A Medida Provisória 871 traz inseguranças financeiras aos beneficiários da previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários”, atacou.

Adelmo Soares revelou um dado que, se efetivadas tais mudanças, as consequências serão desastrosas tanto no campo social quanto no plano econômico. ”se olharmos a realidade do povo maranhense, é possível afirmar que o nosso grandioso estado, o pagamento das aposentadorias, das pensões e outros amparos assistenciais superam a receita do FPM de aproximadamente 70% dos 217 municípios do Maranhão. Ou seja, 152 municípios têm a receita da aposentadoria rural maior do que o próprio FPM. Muitos deles com um valor três, quatro, cinco vezes maior. Na cidade de Pinheiro, por exemplo, o pagamento de aposentadoria rural chega a ser cinco vezes maior do que o FPM. São R$ 158 milhões arrecadados a partir da aposentadoria rural e benefícios de auxílios previdenciários”, revelou.

O deputado do PCdoB foi mais longe: “Segundo o Censo de 2010, cerca de 59% dos municípios maranhenses possuíam só 20 mil habitantes, 90% possuem menos de 50 mil habitantes, o que representa 54% da nossa população. Três milhões e meio de maranhenses vivem num ambiente rural, ou seja, o Maranhão é formado em sua grande maioria por economias locais, o Maranhão é rural. Em 2018, o estado recebeu R$ 8 bilhões em aposentadorias rurais, enquanto que o FPE e o FPM representam um pouco mais de R$ 5,3 bilhões, somando todos os FPMs. Traduzindo isso na realidade cotidiana é possível afirmar que, embora a Previdência Social não seja considerada uma política pública de combate à pobreza, são milhares as famílias, sobretudo, os pequenos municípios de áreas rurais que têm na aposentadoria o seu sustento, o seu desenvolvimento econômico, a farmácia, a quitanda, a bodega, o supermercado das comunidades rurais dos povoados, das cidades pequenas é quem mais vai sofrer com essa insegurança em relação à Previdência”.

Poucas vezes em tempos recentes o plenário da Assembleia Legislativa foi impactado por um alerta tão grave.

 

Flávio Dino deve completar hoje a reforma administrativa

Rogério Cafeteira comandará a secretário de Esportes

O ex-deputado Rogério Cafeteira, que foi por dois períodos o líder do Governo na Assembleia Legislativa, é o novo titular da Secretaria de Estado de Esportes, anunciou ontem o governador Flávio Dino em mensagem no Twitter. Com a escolha, o governador deu mais um passo para consumar a reforma administrativa, que começou na semana passada com a confirmação do deputado Marcelo Tavares (PSB) para a Casa Civil, e o advogado Rodrigo Lago, que criou e estruturou a Secretaria de Transparência e Controle e nos últimos tempos vinha respondendo pela Casa Civil, será o novo secretário de Comunicação e Articulação Política. Especula-se e que o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) estaria fazendo as malas para mudar-se para São Luís, onde assumirá uma paste de peso no Governo do Estado. Ontem, correu ainda a informação, dada como verdade absoluta, de que o deputado Márcio Honaiser (PDT) teria sido convocado pelo governador Flávio Dino para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social e que no seu lugar na Assembleia Legislativa assumiria ex-prefeito de Codó, Zito Rolim (PDT). O governador Flávio Dino deve completar hoje a reforma administrativa.

São Luís, 14 de Fevereiro de 2019.