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Mical Damasceno e Pastor Cavalcante transformam tribuna da Assembleia Legislativa em púlpito da Assembleia de Deus

 

Mical Damasceno fez estreia cantando louvor e Pastor Damasceno reforçou o discurso de militante evangélico

O louvor “A Deus seja a glória, a Deus seja a glória, a Deus seja a glória por tudo o que fez por mim”, entoado em voz de soprano em escala crescente, e em seguida o discurso pronunciado pela deputada Mical Damasceno (PTB) na estreia dela na tribuna da Assembleia Legislativa, e logo em seguida o pronunciamento também de estreia do deputado Pastor Cavalcante (PROS), surpreenderam deputados, galerias e jornalistas. Ligados pela fé à Assembleia de Deus, a mais política das organizações evangélicas em ação no País, os dois parlamentares iniciaram seus quatro anos de mandato fazendo agradecimentos Deus e prometendo-lhe submissão e fidelidade eternas. Em nenhum momento Mical Damasceno e Pastor Cavalcante pareceram políticos militantes, que depois de anos e anos de militância partidária conseguiram convencer eleitores da honestidade dos seus propósitos e foram mandados, pelo voto direto e secreto, para a Assembleia Legislativa, uma Casa política onde se fazem leis, se debatem os problemas dos municípios, se critica e se cobra melhorias para o município, para o estado e para o País. Os dois, cada um a seu modo, sinalizaram que colocarão os postulados assembleianos acima de qualquer ideologia e orientação partidária, e ponto final.

No seu discurso de estreia, depois de entonar o louvor diante de um plenário perplexo, a deputada assembleiana dedicou a maior parte da sua fala a enfatizar sua relação com o Criador, com sua Igreja, com o seu pastor e com a família, deixando no ar a impressão de que sua religião e sua ideologia e que, mesmo sendo seu mandato propriedade do povo, suas ações serão norteadas pelos ditames da sua religião e sua prestação de contas será feita diretamente ao Senhor. Eleita pelo PTB, Mical Damasceno não dedicou uma só frase do seu discurso ao partido, não faz qualquer referência aos princípios políticos ou base programática do petebismo, e não deu nenhuma pista sobre se tem alguma réstia de identificação com o trabalhismo que norteia o PTB. Elogiou a senadora Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT), mas ignorou completamente o único deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que ganhou espaço nacional ao ser eleito líder da bancada do partido na Câmara Federal.  Em uma única frase do seu discurso ela revelou uma tênue preocupação com saúde e com educação, mas não disse o que pretende fazer nessa direção, não tratou dos desafios econômicos, geração de emprego, enfrentamento das desigualdades, de como atuará para ajudar a reverter os indicadores que, mesmo com os vitoriosos esforços do atual Governo, continuam perturbadores. Pode ter sido o compreensível entusiasmo da estreia, com a possibilidade de uma mudança depois da apresentação e dos agradecimentos ao Criador.

Muito mais comedido e com um discurso menos entusiasmado e alguns centímetros mais próximo da realidade, Pastor Cavalcante apresentou-se à Assembleia Legislativa basicamente com os mesmos argumentos usados pela deputada Mical Damasceno. Agradeceu a Deus e aos líderes assembleianos que lhe abriram caminho para tornar-se um líder na instituição agora investido de um mandato essencialmente político. Nas não disse uma palavra sequer sobre o PROS, partido pelo qual se elegeu, e que, como o PTB ignorado pela deputada Mical Damasceno, tem um programa, uma doutrina política, uma ideologia e um líder, o ex-secretário de Estado, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-ministro do Turismo e atual suplente de deputado federal Gastão Vieira. Pareceu enfrentar alguma dificuldade para separar política de religião, esquecendo que a História está coalhada de exemplos que mostram que a mistura de religião e política nunca produziu coisa boa. Com a experiência que parece ter, o deputado Pastor Cavalcante certamente vai dosar as coisas com equilíbrio.

A própria Assembleia Legislativa tem nos seus registros vários deputados evangélicos e que foram destaques da política, mas souberam evitar a mistura das coisas. Um exemplo: Enoc Vieira, uma assembleiano fidelíssimo, que, até onde é sabido, nunca apelou ao Criador para lhe ajudar a resolver pepinos políticos. Agora, o fato indiscutível é que os deputados Mical Damasceno e Pastor Cavalcante se revelaram parlamentares de fé e usaram a tribuna da Assembleia Legislativa como se estivessem usando o púlpito de um templo da Assembleia de Deus.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Andreia Rezende, Detinha e Thaíza Hortegal estreiam na tribuna com discursos firmes e recados diretos

 

Três estreias na tribuna chamaram a atenção, ontem, no plenário Gervásio Santos, da Assembleia Legislativa. Apresentaram-se as deputadas Andreia Rezende (DEM), Detinha (PR) e Thaíza Hortegal. As três deram seus recados de maneira sóbria, sem alarde, com discursos absolutamente encaixados no ambiente parlamentar, dizendo, com mais ou menor ênfase, a que vieram, indicando que estão dispostas a ter uma atuação política com lastro e objetivo, dispostas a honrar os votos que receberam.

Discurso sem mágoas e celebrando a vida e a opção de fazer política de resultado para melhorar o Maranhão

O discurso de apresentação da deputada Andrea Rezende (DEM) parou o plenário, normalmente agitado e sem que a maioria dê muita importância para quem está falando. Com a voz pausada e com ânimo elevado, Andreia Rezende falou de si, da sua condição de política, do seu berço, da sua relação com o eleitorado e do compromisso que assumiu quando decidiu candidatar-se. Sem um só traço de auto-vitimação por conta do acidente automobilístico que sofreu durante a campanha e que a obrigou a deslocar-se numa carreira de rodas. Diante de um plenário em silêncio, a deputada de Balsas contagiou deputados e jornalistas com uma doçura rara, exatamente pelo fato de ter sobrevivido. Não tratou o assunto como sobrevivente de uma tragédia, mas do acaso, celebrando a vida com uma dignidade surpreendente e exemplar. Lembrou seu pai, o médico e ex-deputado Francisco Martins, e se identificou como fruto de uma família de políticos. Acostumada, portanto, ao contato direto com o povo, a quem dedicou seu mandato. Celebrou o seu casamento de décadas com o ex-deputado Stênio Rezende. E encerrou dizendo: “Recebam, cada um de vocês, um abraço fraternal, o meu muito obrigada e vamos todos trabalhar juntos pelo bem desse nosso Maranhão”.

Detinha: polpitica madura, com lastros e parceria com o marido, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho

A deputada Detinha (PR) revelou-se uma política com os pés no chão, que conhece origem humilde e sabe o que pode ser feito para melhorar as condições da população. Com a firmeza de quem foi campeã de votos, revelou que é cearense de nascimento, adotou o Maranhão como sua terra-natal e foi adotada pelo município de Maranhãozinho, onde conheceu o marido e mentor político Josimar de Maranhãozinho, então prefeito e com quem trabalhou como secretária de Assistência Social. Lembrou que depois foi prefeita de Centro do Guilherme por dois mandatos, informando que quando assumiu o IDH do município era 0,307 e que o deixou com 0,542, um salto absolutamente surpreendente. A deputada Detinha disse ter a convicção de que a política é a melhor forma de fazer bem à Humanidade. “Entro nesta Casa com a esperança, mas principalmente com o dever em cumprir, exercer e fazer exercer cada direito das pessoas que me colocaram aqui”, declarou. E acrescentou, sinalizando que o seu projeto pé muito maior do que um mandato parlamentar: “Eu quero agradecer ao meu amigo, ao meu companheiro, ao meu esposo, ao Josimar de Maranhãozinho. Ele acredita que a união conjugal pode se sair entre quatro paredes e invadir um Estado”.

Thaíza Hortegal: médica com preocupação política e focada nos problemas da Baixada e principalmente nos de Pinheiro

A deputada Thaíza Hortegal (PP) surpreendeu pela sua objetividade e pelo senso de dever que parece ter como política militante. Fez os agradecimentos normais, a Deus, ao povo e aos seus familiares, mas não perdeu tempo com mesuras e foi direto ao tema político. Disse que como médica enxerga os problemas da população menos favorecida, criticou as limitações do sistema de saúde e defendeu que a classe política deve atuar com mais determinação para solucionar os problemas mais graves. “Ressalto também em dizer que irei dedicar o meu mandato a projetos, ações que irão sempre estar recebendo atenção, voltados às mulheres, aos idosos, às crianças, ao bem-estar de uma população”, declarou. E prosseguiu agradecendo o acolhimento com que foi recebida na Assembleia Legislativa, e fechou seu discurso chamando a atenção da Casa para os problemas que afligem a Baixada e especialmente o município de Pinheiro, sua base política e eleitoral e onde seu marido, Luciano Genésio (PP), é prefeito. Encerrou seu pronunciamento de estreia convocando o parlamento para somar esforços para encontrar solução para os problemas da região. Falou como um político maduro e que sabe o que diz.

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Destaque

 

Othelino Neto inaugura sistema eletrônico de tramitação de processos e documentos na Alema

Othelino Neto faz assinatura digital no sistema que mudará a tramitação de documentos na Assembleia Legislativa, que dispensará o uso de papel

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), presidiu ontem um ato administrativo que revolucionará a tramitação e armazenamento de informações documentais no Poder Legislativo. Foi o lançamento do InovaLegis, um sistema eletrônico por meio do qual processos e documentos tramitarão entre os mais diferentes setores da Casa. O sistema foi inaugurado com a assinatura eletrônica feita pelo presidente Othelino Neto no primeiro processo movimentado pelo InovaLegis.

Para começar, o sistema aposenta de vez o papel como abrigo antes milagroso e insubstituível numa engrenagem administrativa pública. O InovaLegis, além de gerar economia com uso de papel, automatiza os fluxos processuais, compartilha o ambiente de trabalho em tempo real, num processo transparente, seguro e célere. Ou seja, tudo funcionará de maneira ordenada nas “veias” desse sistema. O sistema é totalmente implantado no Data Center da Assembleia Legislativa, com a segurança dos sistemas de antivírus, e pode ser acessado tanto no sistema de intranet da Alema, quanto nos sistemas web, através da internet.

– Esse é mais um passo que nós damos para modernizar os procedimentos da Assembleia Legislativa (Alema). Por isso, fizemos questão de ter esse momento de apresentação, para que entendamos como funciona o sistema e a importância dele, não só no que diz respeito à agilidade dos processos, mas como outros aspectos, a exemplo da economia de papel e o valor que isso tem no quesito ambiental”, destacou o presidente com sua consciência de ambientalista.

Othelino Neto afirmou que a Alema passa a ser um exemplo para as outras instituições: “Nesse sentido, inauguramos oficialmente esse sistema, assim como outros virão, para modernizar, dar celeridade, transparência e fazer com que a nossa Assembleia Legislativa se adeque a um novo momento e às novas tecnologias”.

– É um momento de satisfação para toda a equipe, que se envolveu nesse projeto. O presidente Othelino, quando assumiu, uma das suas principais premissas foi a modernização da Casa. Demos o primeiro passo com a implantação do pregão eletrônico, colocando a Assembleia em um patamar de tecnologia na área de licitações. Estamos finalizando um trabalho longo, árduo, mas muito prazeroso – ressaltou Antino Noleto, diretor Administrativo da Alema.

– É um sistema, como o nome já diz, inovador, através de uma empresa contratada, que fez a idealização e que já está trabalhando conosco há algum tempo, fazendo o trabalho de treinamento dos funcionários e implantação do sistema. É importante ressaltar que o sistema é totalmente implantado no Data Center da Assembleia Legislativa, com total segurança dos nossos sistemas de antivírus, firewall e pode ser acessado tanto no sistema de intranet da Alema, quanto nos sistemas web, através da internet – explicou.

– O objetivo não é só criar automação na Casa, mas mudar rotinas. É preciso que todos nós estejamos engajados nesse processo de mudança. A área Legislativa, que será o segundo momento, já está em fase final e vamos disponibilizar à sociedade, em tempo real, todo o processo legislativo – completou Braúlio Martins, diretor-geral da Mesa Diretora.

São Luís, 13 de Fevereiro de 2019.

Flávio Dino sabe o que está fazendo ao convocar Rodrigo Lago para a Secap e confirmar Jefferson Portela na Segup

 

Flávio Dino começa a mudar secretário emplacando Rodrigo Lano na Secap e Jefferson Portela na Segup

O governador Flávio Dino (PCdoB) colocou ontem ponto final na rede de especulações que mantinham as reentrâncias do Governo em estado de expectativa ao anunciar que o advogado Rodrigo Lago, atual secretário de Transparência e Controle, será o novo titular da Secretaria de Articulação Política e Comunicação, e que o delegado Jefferson Portela permanecerá no comando da Secretaria de Segurança Pública. No primeiro caso, entregou ao advogado especializado em legislação eleitoral, tendo se aprofundado em direito público durante os quatro anos em que criou, estruturou e lapidou o Sistema Estadual de Transparência e Controle, o desafio de cuidar da política de comunicação do Governo, bem como o de tornar-se o principal articulador, tendo como maior desafio a consolidação e a estabilidade da aliança partidária que dá sustentação ao Governo e garante o projeto político do governador Flávio Dino e seus aliados. No que diz respeito ao secretário de Segurança Pública, nenhuma surpresa, porque Jefferson Portela vem dando conta do recado como poucos fizeram as últimas décadas.

Rodrigo Lago tem todas as condições de manter a linha de ação definida para a Secap pelo seu criador e primeiro titular, o jornalista Márcio Jerry, agora deputado federal (PCdoB). No que diz respeito à área de Comunicação, entra com a vantagem de encontrar uma estrutura está montada e tem no comando das diversas áreas profissionais competentes e experimentados, que poderão, sob sua orientação, dar continuidade a uma política de Comunicação bem-sucedida. O sucesso tem sido visível tanto na seara dos veículos tradicionais, como jornal, rádio e TV -, quanto no novo e abrangente mundo da comunicação virtual, em especial as redes sociais, utilizadas com competência e eficiência. a começar pelo próprio governador Flávio Dino, que anuncia suas decisões e posicionamentos no Twitter, alcançando milhares e milhares de seguidores. Além do mais, tem estatura e desenvoltura para ser a borduna verbal do Governo contra investidas de adversários.

No que toca à política, Rodrigo Lago traz essa atividade no gene – é filho do ex-deputado Aderson Lago, descendente de um tronco familiar que respira política –, domínio que ampliou ao se especializar em Direito Eleitoral na militância advocatícia. Deu uma prova de que conhece o traçado da política e que sabe se movimentar nessa terra movediça que envolve relações políticas e institucionais quando substituiu por seis meses a Marcelo Tavares (PSB) na Casa Civil, durante a campanha eleitoral. Naquele período, precisou de muita habilidade e segurança para manter a estrutura de Governo longe da refrega pelo voto, como queria o governador Flávio Dino. Sua permanência na Casa Civil foi tida como certa até semanas atrás, quando o governador Flávio Dino sinalizou que convocaria o deputado Marcelo Tavares para reassumir a pasta que já comandava. Ninguém, dentro e fora do Governo, duvida que Rodrigo Lago, que é um dos bons quadros da sua geração, comandará a Secap com competência e eficiente.

A permanência do delegado Jefferson Portela no comando da Segurança Pública dispensa maiores comentários. Estava escrito nas estrelas que o governador Flávio Dino não ia mexer no comando de uma área onde as coisas estão funcionando a contento. Vale o registro de que Jefferson Portela é um dos integrantes do chamado “núcleo duro”, formado por contemporâneos no movimento estudantil e aliados de primeira hora do governador Flávio Dino, como Márcio Jerry, por exemplo.  Delegado de carreira, foi delegado Geral da Polícia Civil no Governo de Jackson Lago (PDT), o que o torna um “especialista” em matéria de atuação policial no Maranhão. Reconhecido pelo seu trabalho dentro e fora do Maranhão, Jefferson Portela foi eleito presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública. E com um dado a mais: milita na área policial como delegado de carreira como um militante que defende bandeiras e princípios.

Todos os indícios e informações paralelas levam à certeza de que o governador Flávio Dino acertou na mosca quando entregou a Secap a Rodrigo Lago e confirmou Jefferson Portela no comando da Segurança Pública.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PDT manda recado direto a quem interessar possa: não será coadjuvante na sucessão em São Luís.

Osmar Filho, presidente da Câmara de São Luís. defende candidatura própria d PDT

Em reunião realizada sábado (09), oficialmente batizada de I Seminário de Formação Política, destinado a qualificar o seu quadro de militantes, o PDT mandou um recado objetivo e, tudo indica, definitivo: será coadjuvante na corrida à Prefeitura de São Luís em 2020. A tradução literal, sem deixar qualquer dúvida no ar: terá candidato próprio à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr. Nenhuma surpresa, pois teria surpreendido se anunciando estar estivesse se preparando para ser coadjuvante no processo sucessório na Capital.

O PDT tem todos os motivos políticos e históricos para adotar tal posição sem a preocupação de estar sendo precipitado ou de estar jogando antes da hora. Para começar, venceu cinco das sete eleições disputadas na Capital desde que Jackson Lago se elegeu prefeito em 1988. Além disso, tem um pedetista no comando da máquina municipal, que se reelegeu sem maiores problemas em 2016 e que tem seu prestigio aumentado a cada mês. Não bastasse isso, o PDT conta com estímulo permanente e efetivo senador Weverton Rocha, que o preside no Maranhão e será o grande beneficiário dos resultados políticos se a agremiação o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Mais ainda: o PDT é o partido mais entranhado em São Luís, com representantes e militantes em todos os bairros, em todas as categorias e no movimento estudantil.

O entranhamento do PDT nas reentrâncias de São Luís foi uma das marcas políticas cravadas pelo legendário Jackson Lago, avalizado por outra legenda do brizolista no Maranhão, o ex-deputado federal Neiva Moreira, e que transformou São Luís numa cidadela pedetista. Daí não constituir surpresa a decisão do PDT de bater martelo e avisar que não será coadjuvante na disputa pela Prefeitura de São Luís.

 

Neto Evangelista é nome de peso para ser candidato a prefeito de São Luís

Neto Evangelista tem cacife político para entrar na briga pela Prefeitura de São Luís

Três leitores alertaram a Coluna para o que consideraram uma omissão: o deputado Neto Evangelista (DEM) não foi incluído na relação de prefeituráveis publicada na edição anterior. De fato, foi uma omissão séria, até pelo fato de que sua pré-candidatura tem sido admitida por ele próprio, que foi um dos poucos aspirante à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. a admitir sua pré-candidatura. O deputado Neto Evangelista é um dos bons quadros da nova geração de políticos de São Luís, reunindo uma série de condições pessoais e políticas para aspirar o comando administrativo e político da Capital. Neto Evangelista conhece como poucos as suscetibilidades do eleitorado de São Luís, conhecimento herdado do pai, o ex-deputado João Evangelista, que militou a vida inteira nos quatro cantos da Capital. Assim, o parlamentar dispõe de cacife e instrumentos políticos, como um partido, por exemplo, o DEM e a simpatia do governador Flávio Dino, que dificilmente o indicará, mas com certeza não obstaculará a ascensão da nova geração do seu partido. Dispõe, portanto, de cacife alto para aspirar a vaga de candidato da aliança dinista.

São Luís 12 de Fevereiro de 2019.

 

Profusão de candidatáveis a prefeito revela que São Luís aumenta cada vez mais sua importância política

 

Bira do Pindaré. Eduardo Braide, Duarte Jr., Márcio Jerry, Weverton Rocha, Felipe Camarão, Roseana Sarney, Kátia Bogea, Astro de Ogum, Fábio Câmara, Aldir Jr., Eliziane Gama, Wellington do Curso, Júlio Pinheiro e Roberto Veloso: nomes lembrados para serem candidatos à Prefeitura de São Luís em 2020

No meio da semana que passou, alguns blogs anunciaram que o vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro (PCdoB), está se preparando para pleitear a vaga de candidato do partido à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Dias atrás, outros blogs surpreenderam seus leitores com a informação segundo a qual o vereador Astro de Ogum (PR) começa a se movimentar com o mesmo objetivo, e, mais surpreendente ainda, circulou, também em blogs, a pré-candidatura do   vereador Aldir Júnior (PR) ao Palácio de la Ravadière. Os três novos candidatáveis fazem agora parte de um grupo de potenciais candidatos já formado pelos deputados federais Eduardo Braide (?), Bira do Pindaré (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), pelos deputados estaduais Duarte Jr. (PCdoB) e Wellington do Curso (PSDB), pelo secretário de Educação Felipe Camarão (DEM( ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o juiz Roberto Veloso, a arquiteta Kátia Bogea e o ex-vereador Fábio Câmara (PSL). Há ainda especulações remotas sugerindo a senadora Eliziane Gama (PPS), e outras, mais tênues ainda, levantando a possibilidade de o senador Weverton Rocha (PDT) entrar na briga.

Feitas as contas, são 15 nomes de diferentes cores partidárias, origens políticas, bases ideológicas, com cacifes até aqui inexpressivos, de médio porte e de peso pesado, destacando-se os nomes ligados à aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) – Júlio Pinheiro, Bira do Pindaré, Márcio Jerry, Felipe Camarão, Duarte Jr., Weverton Rocha e Eliziane Gama -, os identificados com o Grupo Sarney  – Roseana Sarney, Kátia Bogea e Roberto Veloso -, os pertencentes ao grupo que vem sendo formado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PR) – Aldir Júnior e Astro de Ogum – e os chamados independentes: Eduardo Braide e Wellington do Curso.

Desde que os prefeitos das Capitais brasileiras voltaram a ser eleitos pelo voto direto, em 1985, nos estertores da ditadura – na célebre disputa entre Jaime Santana (PMDB), o “Força Total” e Gardênia Gonçalves (PFL), “Nome de Flor”, vencida por ela – a Prefeitura de São Luís não despertava o interesse de tantos candidatos. Hoje com 1,2 milhão de habitantes e tendo em seu entorno três municípios em franco processo de crescimento, a Capital do Maranhão ganhou estatura de metrópole, reconhecimento mundial e, claro, importância política. Política e eleitoralmente, permanece como um “bastião” do PDT, num período de domínio iniciado por Jackson Lago em 1989 e mantido até hoje, com apenas duas interrupções – Conceição Andrade (PSB) de 1993 a 1995 e João Castelo (PSDB) de 2009 a 2012 – a cidade foi alvo de dura disputa em 2016 – Edivaldo Jr. contra Eduardo Braide – e daqui a 20 meses será o troféu de uma verdadeira guerra pelo seu comando.

A explicação é óbvia, e começa com o fato de a Capital, além do seu poder econômico, que cresce com a importância do complexo portuário do Itaqui e com outros projetos em andamento, abrigar mais de 600 mil eleitores, o que equivale a quase 15% do eleitorado do Maranhão. Isso quer dizer que o prefeito de São Luís, se jogar com eficiência no campo administrativo e competência na seara política, poderá se posicionar com cacife graúdo em numa disputa estadual majoritária, como senador ou governador, por exemplo. O prefeito Edivaldo Jr., por exemplo, está reunindo força política e eleitoral para chegar em 2022 com cacife para uma confortável eleição de deputado federal, entrar na briga pelo Senado se o governador Flávio Dino alçar voo nacional ou encarar a disputa pelo Governo do Estado se o senador Weverton Rocha abrir mão da vaga de candidato do PDT.

O surpreendente e expressivo número de candidatáveis à Prefeitura de São Luís tem várias outras explicações, entre elas o objetivo do PDT de manter-se como força partidária dominante, a determinação da aliança de consolidar cada vez mais sua força política na cidade, e o sonho do ex-presidente José Sarney de sentar praça no Palácio de la Ravardière, o que só conseguiu quando o prefeito era nomeado pelo governador. Nesse tabuleiro, há nomes que não representam tendências e que conseguiram espaços como outsiders diferenciados e por isso se destacam como nomes fortes para a disputa, como Eduardo Braide e Duarte Jr., o primeiro já testado e o segundo ainda uma promessa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Josimar de Maranhãozinho faz movimentos ousados para fortalecer grupo e ganhar peso na política estadual

Josimar de Maranhãozinho: movimentos ousados para ampliar espaço no estado, inclusive em São Luís

Para muitos, o lançamento do vereador Aldir Júnior (PR) para a Prefeitura de São Luís soou como um gesto solto, sem beira, eira ou rumo de um edil que parece fora do contexto de São Luís. Nada disso. O movimento de Aldir Júnior é parte da audaciosa e ambiciosa estratégia do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o PR estadual com mão de ferro e eficiência e parece disposto a ocupar um espaço expressivo e sentar na mesa das decisões para as próximas guerras eleitorais. Até aqui, Josimar de Maranhãozinho tem mostrado fôlego para chegar a ampliar e consolidar seu poder de fogo. Foi o deputado estadual mais votado em 2014 (100 mil votos) e o campeão de votos para deputado federal em 2018 (190 mil votos), sua mulher, Detinha (PR), saiu das urnas com a maior votação para a Assembleia Legislativa (88 mil votos), tendo sido também decisivo o seu apoio às eleições de Hélio Soares e Vinícius Louro para a Assembleia Legislativa, e a de Júnior Lourenço para a Câmara Federal. E para fortalecer seu grupo, Josimar de Maranhãozinho atraiu o depurado estadual Leonardo Sá, que trocou o PRTB pelo PR. Conseguiu assim o controle de quatro votos na Assembleia Legislativa e dois na Câmara Federal. Tem vários municípios sob seu comando político, entre eles o importante e estratégico  Zé Doca, onde sua irmã, Josenilda Rodrigues (PR), é prefeita. A eleição de Aldir Júnior vereador de São Luís em 2016 foi um passo importante na estratégia de Josimar de Maranhãozinho com o objetivo se preparar para passos mais largos, entre eles o de chegar ao Governo do Estado. Ele já deixou isso claro em várias entrevistas. E para quem avalia esse objetivo como uma fantasia do parlamentar, vale lembrar que ele já tem o controle direto sobre uma informação dada por ele próprio em várias entrevistas: foi votado em 214 dos 217 municípios e montou estrutura em 102 municípios, façanha que nenhum dos candidatos a senador conseguiu. É verdade que Josimar de Maranhãozinho é um político marcado por algumas controvérsias, mas não há com desconhecer que é também um político hábil, ousado, ambicioso e que sabe onde quer chegar, usando seus talentos para dar passos bem pensados. O lançamento de Aldir Júnior pode ser apenas um aviso de que já está no jogo sucessório da Capital.

 

Alterar nome político pode ser uma faca de dois gumes

Edivaldo Holanda Jr., Adriano Sarney, Fufuca Dantas, Detinha e Junior Marreca Filho: nomes polêmicos

A polêmica envolvendo o deputado Adriano Sarney (PV), que teria suprimido o Sarney para se chamar apenas Adriano, é antiga e faz algum sentido uma discussão sobre nomes de políticos. Afinal, nome é a mais importante marca de identificação de uma pessoa, e quando se abre mão do nome de batismo ou do sobrenome, que identifica família, preferindo ser identificado com um apelido ou qualquer outra marca nominal, essa iniciativa pode consolidar ou fragilizar o político, por exemplo. Daí ser de risco a estratégia de identificar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior apenas como “prefeito Edivaldo” ou simplesmente “Edivaldo”. Essa simplificação drástica pode até passar a ideia de mais intimidade com o público, mas pode também torná-lo um Edivaldo qualquer, quando se está falando de Edivaldo Holanda Braga Júnior, filho do deputado Edivaldo Holanda Braga. Trata-se do político que foi vereador de São Luís por dois mandatos, deputado federal e prefeito eleito e reeleito de São Luís e que tem uma longa estrada pela frente, que nasceu como Edivaldo Holanda Jr., nada justificando esse arranjo minimalista da sua identidade nominal. Imagine-se “deputado Edivaldo”, “senador Edivaldo” ou “governador Edivaldo”, ao lado de deputado Rubens Jr., senador Weverton Rocha e governador Flávio Dino. Há casos absurdos em sentido contrário, como o do deputado federal Júnior Marreca Filho, uma verdadeira equação nominal para ligar o nome do jovem político ao do pai, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Itapecuru Mirim, Júnior Marreca. E o do deputado André Fufuca, que adotou o apelido do pai, Fufuca Dantas, que também adotou como identidade política um apelido de infância. E ainda o exemplo da deputada Detinha, Maria Deusdeth Lima Cunha Rodrigues, só identificada por um apelido de infância, como se não tivesse uma raiz familiar. O caso de Adriano Sarney é mais falatório, porque ele dificilmente abrirá mão da sua identidade familiar, pois sabe que dificilmente terá futuro sem ela. Já Júnior Marreca Filho, André Fufuca e Detinha nasceram políticos como esses nomes, que dificilmente mudarão. Quanto à simplificação do nome do prefeito Edivaldo Holanda Jr. para Edivaldo é uma tentativa ousada quando ele já é um político maduro identificado pelo nome que carrega, e por isso a reviravolta nominal não faz muito sentido.

São Luís 10 de Fevereiro de 2019.

Weverton Rocha avisa que vai jogar duro contra o Governo Bolsonaro e que “ainda não existe 2022”

 

Weverton Rocha: como líder da bancada do PDT jogo duro com Jair Bolsonaro e muita cautela com 2022

Ao afirmar, em entrevista ao influente blog O Antagonista, que o PDT não travará “briguinha de comadres” com o Governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional, argumentando que “é isso que eles querem”, o senador pedetista Weverton Rocha mandou um recado direto: a representação do seu partido no Senado – quatro senadores – e na Câmara Federal – 28 deputados federais – vai jogar duro contra o novo Governo, deixando de lado assuntos menores como as traquinagens financeiras de Fabrício Queiros e as supostas malandragens corruptas do ex-chefe dele, o atual senador fluminense Flávio Bolsonaro (PSL), para desafiá-lo com a abordagem de temas que realmente interessam à Nação. Weverton Rocha, que lidera os senadores do pedetistas vão se comportar como uma bancada de Oposição atuante, que levará muito a sério o embate político que dominará as duas Casas do Congresso Nacional nos próximos tempos. “Não vãos entrar nessa de menino veste azul e menina veste rosa”, avisou.

A julgar por suas declarações, o senador Weverton Rocha dará continuidade no Senado à linha de que manteve nos seus dois mandatos de deputado federal. Naquele período, apoiou com empenho o Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), esteve na linha de frente contra o impeachment da presidente – que classificou de golpe – e atuou como opositor implacável do Governo do presidente Michel Temer (PDT), principalmente no que diz respeito a questões trabalhistas. E o fez por convicção política e inteiramente de acordo com a linha de ação estabelecida pelo comando nacional do partido, do qual é membro de proa. E foi o empenho e a interpretação correta do brizolismo moderno que o tornaram vice-líder e depois líder da aguerrida bancada do PDT na Câmara Federal, posto que exerceu com fidelidade absoluta ao credo partidário.

Não surpreende sua postura como líder da bancada do PDT no Senado, ao anunciar que não pretende dar um segundo de trégua ao Governo de Jair Bolsonaro nem cair na estratégia bolsonariana de transformar cor de roupa de criança em decisão crucial para camuflar questões maiores, que realmente interessam, como a redução das desigualdades sociais no Brasil. Sua posição oposicionista ao Governo do PSL foi bem definida e exposta durante a campanha, primeiro com o apoio à candidatura pedetista de Ciro Gomes, e depois ao abraçar a candidatura do petista Fernando Haddad no segundo turno. Durante a campanha, Weverton Rocha sustentou um discurso de centro-esquerda, enfaticamente contrário ao do candidato Jair Bolsonaro, posicionando-se com o seu adversário antes, durante e depois da campanha. E reafirmou a linha de ação ao assumir o mandato senatorial.

Na entrevista a O Antagonista, o líder do PDT no Senado foi equilibrado quando lhe perguntaram se o partido manterá a candidatura de Ciro Gomes em 2022, ou apostará numa eventual candidatura do governador Flávio Dino (PCdoB). “Vamos trabalhar para que exista 2022. Não dá para falar em Ciro, se não tivermos 2022”, disse o parlamentar, de maneira quase enigmática, reforçando a impressão de que o seu partido nutre simpatia pelo projeto de candidatura presidencial do governador do Maranhão, que já ganha espaço em partidos de centro, centro-esquerda e esquerda. (Na quinta-feira, Flávio Dino foi lançado candidato a presidente em evento nacional da UNE, em Salvador). A cautela do senador em relação à posição do PDT na corrida presidencial para 2022 faz sentido, à medida que o “fator” Flávio Dino contraria frontalmente o “fator” Ciro Gomes.

Tarimbado nas guerras dentro do PDT, no campo do centro-esquerda e nas entranhas do Congresso Nacional, o senador Weverton Rocha se impõe a cada dia como um líder político de peso, com força indiscutível dentro do seu partido, no cenário político estadual e agora na Câmara Alta. E quem o conhece e acompanha seus movimentos não tem dúvida que ele fala sério quando avisa que será páreo duro para o Governo de Jair Bolsonaro e das forças da direita.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha será responsável pela investigação da suspeita de fraude na eleição do Senado

Roberto Rocha term o desafio de investigar suspeita de fraude em eleição no Senado

O senador Roberto Rocha ganhou mais um impulso para dar   volta por cima na sua carreira, que vinha mergulhando na direção do limbo da política. Depois de ser catapultado para a liderança da poderosa bancada do PSDB no Senado, o parlamentar maranhense foi chamado ontem para ocupar mais espaço no epicentro da Câmara Alta. Corregedor-geral do Senado, cuja função é investigar denúncias de má conduta de senador, e encontrado indícios de que o suspeito tenha cometido crime ético, quebrando o decoro parlamentar, encaminhar o pepino ao Conselho de Ética, ele tem um desafio pela frente. Recebeu a delicada tarefa de investigar a suspeita de que a primeira votação para a eleição para a presidência do Senado foi fraudada, uma vez que foram encontradas 82 cédulas, quando o eleitorado é de apenas 81 senadores. Se confirmada, essa fraude equivale a adulterar uma urna eletrônica numa votação convencional, pesando sobre o fraudador penas duras, como a perda do mandato, por exemplo. Um exemplo: por ter mandado mexer no painel eletrônico da Casa para identificar um voto, o célebre senador Antônio Carlos Magalhães perdeu a presidência e o mandato. No caso a ser investigado por Roberto Rocha, a fraude beneficiaria o senador Renan Calheiros (MDB), que diante da descoberta, retirou sua candidatura e abriu caminho para a eleição do senador amapaense Davi Alcolumbre (DEM). Parlamentar experimentado, o senador Roberto Rocha sabe que a visibilidade como corregedor-geral é uma faca de dois gumes, dependendo da condução que ele der à investigação. Se fizer tudo como mandam as regras da Casa, pode ganhar pontos na opinião pública, mas se houver alguma derrapagem – o que é improvável, mas possível – sua imagem poderá ser fortemente arranhada. Que sua investigação coloque tudo em pratos limpos.

 

Neto Evangelista e Helena Duailibe são escolhas adequadas para a CCJ e Comissão de Saúde

Neto Evangelista e Helena Duailibe: boas escolhas para CCJ e Comissão de Saúde do Legislativo

A se confirmar a informação segundo a qual o deputado Neto Evangelista (DEM) presidirá a poderosa Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, e a deputada Helena Duailibe (SD), a também importante Comissão de Saúde, os dois órgãos legislativos estarão em boas mãos.

Neto Evangelista é advogado, conhece bem as leis em vigor no estado e no País, além de ter no currículo dois mandatos parlamentares, o que lhe dá as condições necessárias para comandar a Comissão cuja função primordial é analisar a constitucionalidade de todos os projetos de emenda à Constituição, projetos de lei, medidas provisórias e as proposições em geral que dependam da aprovação do plenário e venham a alterar a realidade cotidiana da sociedade. Além disso, Neto Evangelista já foi secretário de Estado, o que lhe valeu o conhecimento de como funciona a máquina pública, e por fim,  traz no seu conhecimento político o gene do pai, o ex-vereador e ex-deputado João Evangelista, que entre outros cargos, presidiu a Câmara Municipal de São Luís e a Assembleia Legislativa. O parlamentar do DEM dispõe, portanto, de cacife elevado para presidir a CCJ, sonho de pelo menos oito entre 10 deputados.

A deputada Helena Duailibe tem todos os predicados para comandar com eficiência a Comissão de Saúde. Médica por formação, ela tem como lastro uma trajetória pública dividida entre o exercício de mandatos parlamentares – foi vereadora de São Luís por dois mandatos -, e atividades na área como secretária de Saúde de São Luís e do Estado. Para começo de conversa, Helena Duailibe conhece na palma da mão a estrutura e a funcionalidade do sistema de Saúde de São Luís, que dirigiu por pelo menos cinco anos, se somados os dois períodos em que esteve no seu comando. Conhece também, em profundidade, o sistema estadual de Saúde, uma vez que foi secretária de Saúde no Governo de José Reinaldo Tavares. A presidência da Comissão de Saúde lhe cabe, portanto, como uma luva.

Nos dois casos, a Assembleia Legislativa acertou em cheio na escolha dos presidentes de comissões.

São Luís, 09 de Fevereiro de 2019.

 

Flávio Dino critica nova condenação de Lula e afirma que provas são frágeis e que a motivação é política

 

Flávio Dino: crítica densa à sentença que condenou Lula da Silva mais uma vez

Com a autoridade de ex-juiz federal reconhecido pelo preparo e pela idoneidade, o governador Flávio Dino (PCdoB) criticou duramente a sentença por meio da qual a juíza Gabriela Hardt, substituta do agora ex-juiz Sérgio Moro no comando da Operação Lava Jato, condenou o ex-presidente Lula da Silva (PT) a 12 anos e 11 meses de prisão sob a acusação de ter ele recebido propina da OAS e da Odebrecht na reforma do Sítio de Atibaia. Em manifestação na sua conta no Twitter, o governador comentou que, a exemplo do então juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente sob frágil acusação no caso do tríplex do Guarujá, a sentença da magistrada dá continuidade a “inovações jurídicas, como mudança do tipo legal de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro”. Flávio Dino acusou a substituta de Sérgio Moro de manipular provas, apontando como exemplo “um co-réu que se transforma em duas testemunhas”. E ironizou a citação na sentença dos depoimentos de Leo Pinheiro e José Adelmário como pessoas diferentes, o que, na sua avaliação, demonstra fragilidade da decisão.

Com a segurança de quem, quando atuando na magistratura, julgou muitos casos com as mesmas características, Flávio Dino reafirmou o entendimento segundo o qual esse tipo de crime só pode ser imputado a servidor público. E lembrou que o ex-presidente Lula da Silva foi condenado pelo recebimento de R$ 170 mil da OAS em 2014, quando ele não era mais presidente ou exercia função pública. O governador do Maranhão foi mais longe ao apontar a “inovação jurídica” na sentença, na qual o ex-presidente e acusado de lavagem de dinheiro. Na sua interpretação, Lula da Silva só poderia ser acusado desse crime se tivesse a posse formal do imóvel (Sítio de Atibaia), que, está demonstrado e comprovado, pertence a Fernando Bittar.

Ao mesmo tempo em que critica as condenações do ex-presidente Lula da Silva, o governador Flávio Dino se posiciona como líder político que enxerga fortes e incontestáveis motivações políticas   nas decisões dos magistrados responsáveis pela Operação Lava Jato em relação ao ex-presidente da República. Flávio Dino expressou essa convicção inúmeras vezes, e pelo visto a mantém inalterada. Para ele, as provas usadas contra Lula da Silva são frágeis e inconsistentes, portanto insuficientes para lastrear uma condenação. Essa manifestação foi feita antes mesmo do então juiz Sérgio Moro sentenciar o ex-presidente. Deixando sempre clara sua defesa da Operação Lava Jato, mas denunciando os excessos e as ilegalidades cometidos nas investigações, Flávio Dino criticou pública e enfaticamente todas as distorções do processo, chegando mesmo a desafiar juízes e procuradores da Operação Lava Jato, que acusaram os golpes, mas preferiram não encarar um debate aberto com o governador.

Desde os primeiros movimentos do então juiz Sérgio Moro no processo contra Lula da Silva, Flávio Dino alertou que o chefe da Lava Jato estava forçando a barra contra o ex-presidente e que, no caso específico do líder petista, havia clara motivação política. A condenação controversa, os desdobramentos polêmicos e, finalmente, o desligamento de Sérgio Moro da magistratura para se tornar, como ministro da Justiça e Segurança Pública, o braço direito de Jair Bolsonaro (PSL), um presidente da República que defende a ditadura militar e a tortura a militantes da resistência, consolidaram a suspeita de que o ex-presidente Lula da Silva está sendo vitimado por um grande esquema tramado pelas forças da direita radical, da qual Sérgio Moro agora se revela um dos expoentes.

Vozes da direita têm ensaiado críticas ao governador do Maranhão, vendo nas suas manifestações a pavimentação de estrada para saltos políticos mais altos. Se tem essa entre as suas motivações, Flávio Dino está acertando na mosca, porque, até aqui, ele vem ganhando credibilidade pessoal e ampliando espaço em todo o País como um político sério, com lastro filosófico e ideológico sólido e como governante capaz, credenciando-se como uma opção viável para embates futuros.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Em visita a ministro e a senadores, Othelino Neto firma laços institucionais e pauta interesses maranhenses

Othelino Neto em Brasília com o ministro Reynaldo Soares, com a senadora Eliziane Gama e com o senador Weverton Rocha: visitas produtivas

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelinio Neto (PCdoB) cumpriu em Brasília uma agenda de chefe de Poder, cumprindo compromissos no Poder Judiciário Federal, onde reuniu-se com o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com quem trocou impressões a respeito do relacionamento entre os Poderes do Estado, e visitou os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), com os quais conversou sobre o cenário nacional e a respeito de uma pauta comum de interesse do Maranhão.

A visita ao ministro do STJ, que é maranhense, foi explicada pelo presidente da Assembleia Legislativa como uma iniciativa “imprescindível para manter uma relação respeitosa e harmoniosa entre os poderes Judiciário e Legislativo”, porque, na sua opinião, “quando isso ocorre, considerando as prerrogativas de cada Poder, quem ganha é a sociedade”. Já o ministro do STJ afirmou que o respeito entre os Poderes é essencial, e destacou o empenho de Othelino Neto no Parlamento estadual maranhense. “É uma satisfação enorme recebê-lo, por várias razões: ele conseguiu uma façanha extraordinária, que foi unir a classe política, e obteve uma eleição consagradora por unanimidade na Assembleia”, destacou. Além disso, acrescentou: “O deputado tem respeito pela coisa pública, pelo bem comum, e prima pelo bom relacionamento. Por isso, estamos em boas mãos. É isso o que quer a Constituição: poderes independentes e harmônicos”.

No Senado, a primeira visita foi à senadora O primeiro encontro foi com a senadora Eliziane Gama, com quem Othelino Neto discutiu caminhos para garantir benefícios ao Maranhão. “É uma alegria visitar a senadora Eliziane Gama. É importante termos dois senadores dedicados, que unem esforços para levar benefícios à população, apesar da crise econômica que o Brasil enfrenta”, disse o presidente da Assembleia Legislativa. Por sua vez, a senadora Eliziane Gama afirmou que a visita do presidente da Assembleia ao Congresso Nacional reforça seu compromisso com o Maranhão. “Isso é fundamental para que o estado entre na rota do orçamento público. Os recursos não chegavam como deveriam e Othelino Neto demonstra grandeza quando se junta a todos nós para que, de fato, o estado avance”, disse.

Na reunião com o senador Weverton Rocha, o presidente Othelino Neto defendeu a busca de soluções para os problemas ainda latentes enfrentados no Maranhão. “É gratificante ter senadores dispostos a ajudar o estado. Nós precisamos somar esforços para que o Maranhão obtenha benefícios com a aliança política”, ressaltou Othelino Neto.

Para Weverton Rocha, a presença do presidente da Assembleia Legislativa reforça a discussão de temas importantes para o Maranhão. “Estamos em uma linha de diálogo e Othelino está aqui para unificarmos e extrairmos opiniões e críticas sobre assuntos que estão em pauta no Senado Federal. Vamos nos reunir com toda a bancada maranhense e encontrar soluções para os problemas como, por exemplo, das BRs 135 e 222, que estão altamente desgastadas. O presidente da Assembleia trouxe as reclamações da população sobre nossas estradas, que se encontram praticamente intrafegáveis”, finalizou o senador.

Em conversa com deputados, o presidente se declarou satisfeito com a incursão por Brasília.

 

Zé Gentil inicia mandato como vencedor e com experiência de sábio

Zé Gentil (D) se confraterniza com Edivaldo Holanda, seu amigo de longa data, que retornou à Assembleia Legislativa, e que, como ele, curte o privilégio de ter um filho no comando de uma grande cidade, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), prefeito de São Luís.

“Quero dizer a todos vocês que continuo da mesma maneira das outras vezes que passei por este Parlamento. Podem contar comigo, serei grato a cada um que me estender a mão. Aqui estou para defender os interesses do povo da região de Caxias e de todo Maranhão. Eu sempre me coloquei e continuo me colocando à disposição dos meus colegas deputados, para que possamos fazer uma boa gestão”.

Com essa declaração, feita ontem na tribuna da Assembleia Legislativa com visível entusiasmo, o deputado Zé Gentil (PRB) abriu um novo ciclo na sua vida política ao retornar ao animado, sensível e disputado universo parlamentar. E o fez respaldado por uma votação maiúscula: 62.368 votos, sendo 31.420 obtidos em Caxias, o seu berço familiar e base de ação política.

Ao pregar uma relação harmoniosa no parlamento estadual, mesmo sabendo que o que prevalece mesmo é a disputa e a corrida por espaço político, Zé Gentil demonstrou, do alto dos seus 78 anos e de uma longa caminhada, que tem hoje uma compreensão menos tensa da política, e que está empenhado em exercer o novo mandato mais como um sábio do que como um político em busca de ascensão. Afinal, além da sua eleição, o tarimbado político caxiense vive a ventura de ter o filho, prefeito Fábio Gentil (PRB), que lhe seguiu os passos, no comando da terceira maior e mais importante cidade do Maranhão. Poucos viveram momento político tão especial.

A escolada raposa dá assim uma lição de coerência, ciente de que, mais do que confronto, interessa-lhe uma convivência produtiva, a boa troca de experiências com políticos de diversas gerações, credos e regiões, e de conviver sem tensões com seus adversários de raiz, os deputados Cleide Coutinho (PDT) e Adelmo Soares (PCdoB), com os quais vem mantendo relacionamento pessoalmente afável e politicamente civilizado. “Neste momento, eu queria contar com o apoio desta Casa, principalmente com os dois deputados de Caxias”, disse, acrescentando: “Para retribuir o apoio que recebi do povo caxiense e da nossa região”.

Com disposição que não denuncia que esteja no patamar de quase oitentão, o deputado Zé Gentil reúne todas as condições para exercer o mandato dos seus sonhos.

São Luís, 08 de Fevereiro de 2019.

Maranhão na cena: Weverton Rocha, Eliziane Gama e Roberto Rocha darão cartas no Senado liderando suas bancadas

 

Weverton Rocha, Eliziane Gama e Roberto Rocha no centro das decisões como líderes das suas bancadas no Senado

Excetuando a longa permanência de José Sarney (MDB) naquela Casa legislativa, onde foi líder em vários momentos e presidente por quatro vezes, em nenhum outro momento a representação maranhense no Senado da República foi tão expressiva como neste momento, quando os três senadores maranhenses, todos representando a nova geração da política estadual, lideram as bancadas dos seus partidos. A senadora Eliziane Gama é líder da bancada do PPS, com três integrantes, o senador Weverton Rocha foi alçado líder da bancada do PDT, com quatro senadores, e o senador Roberto Rocha tornou-se líder da bancada do PSDB, formada por oito senadores tucanos. Não há caso semelhante na legislatura que começa, o que indica que os representantes maranhenses sentaram praça no Senado com força e autoridade política para dar norte às representações dos seus partidos num período em que Casas do Congresso Nacional mergulharão a fundo no debate de questões cruciais e complicadas, como é o caso da Reforma da Previdência e o Pacote Anticrime, além de outras questões importantes envolvendo educação, saúde e costumes.

A senadora Eliziane Gama não foi escolhida por acaso para liderar a bancada do PPS no Senado. Com um currículo legislativo já enriquecido pela experiência de dois mandatos de deputada estadual, ambos cumpridos com muita responsabilidade política e entrega pessoal, e um mandato na Câmara Federal, no qual se destacou como um dos bons quadros da legislatura passada, encantando a cúpula nacional do PPS, a começar pelo presidente Roberto Freire, Eliziane Gama chegou ao Senado como uma referência, primeiro por ter batido nas urnas político de peso como o ex-governador e então senador Edison Lobão (MDB) e o então deputado federal de uma dezena de bancados e ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV), e depois por ter sido uma das referências na Câmara Federal. Tem todas as condições de cumprir o seu papel de maneira politicamente eficiente.

A escolha do senador Weverton Rocha para liderar a bancada do PDT não surpreendeu. Por ser reconhecido como um dos quadros mais atuantes da Câmara Federal nos últimos oito anos, comandou a bancada do PDT por dois anos e exerceu a liderança da Minoria no último biênio. E além de ser o chefe absoluto PDT do Maranhão, sucessor indiscutível do ex-governador Jackson Lago, Weverton Rocha ganhou mais força ao derrotar nas urnas os candidatos do Grupo Sarney, o que reforçou sua condição de uma das vozes mais influentes dentro do comando nacional da sigla brizolista. Vai orientar os passos de senadores como o cearense Cid Gomes e a ativa líder tocantina Kátia Abreu, o que lhe assegurando ampla margem de atuação na relação do partido com as outras agremiações de centro-esquerda e na interlocução com as demais forças do Congresso Nacional em torno de questões de interesse geral. Ninguém duvida de que será uma das estrelas da Oposição no Senado.

A escolha do senador Roberto Rocha para liderar a poderosa bancada do PSDB no Senado surpreendeu alguns observadores. Ele estava em baixa depois das eleições, das quais o PSDB saiu trucidado das urnas, transformado quase em um partido nanico. Seu pífio desempenho como candidato a governador reduziu drasticamente a sua já minada força política, estimulando até comentários de que estaria pensando em abandonar o ninho dos tucanos. Ser escolhido para comandar a bancada do PSDB no Senado nesse momento, liderando senadores da estatura de Tasso Jereissati e José Serra, por exemplo, lhe deu o gás que precisava para turbinar seu mandato, voltar ao centro nervoso do cenário político e reorientar seus passos na política estadual.

Independentemente da posição política de cada um, o que realmente vale registrar é o fato de que os três senadores do Maranhão – dois dos quais representantes da nova geração e da nova ordem política em voga no estado, e um de inclinação conservadora – estão no epicentro das decisões no Senado, numa rara e bem-vinda coincidência, mas também numa demonstração de que a velha ordem, expressada pelo sarneysismo, está no fim.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Daniella Tema inicia mandato com discurso forte e propositivo

Daniella Tema: discurso forte e propositivo sobre exercício do mandato

De todos os discursos feitos por novos deputados no plenário da Assembleia Legislativa, um dos mais enfáticos e propositivos foi pronunciado ontem pela deputada Daniella Tema (DEM). Além de cumprir a praxe de agradecer os votos recebidos e de se confraternizar com seus colegas parlamentares, ela falou do desafio de exercer um mandato parlamentar e discorreu enfaticamente sobre como pretende atuar. Na sua fala, a jovem deputada anunciou que sua atuação será focada em quatro pontos principais: desenvolvimento econômico e social do estado, inclusão social, avanço das políticas públicas e defesa do municipalismo. Além disso, deixou bem claro que, como mulher e jovem, terá atuação firme na defesa das mulheres e dos jovens maranhenses, assinalando que esses dois entes sociais precisam cada vez mais da atenção e da assistência do Estado. Daniella Tema enfatizou a visão segundo a qual a Assembleia “é um palco democrático para livre expressão de múltiplas ideias”, pregando ainda que “o respeito às divergências é primordial para o bom andamento dos trabalhos no Parlamento”. Ao encerrar, a democrata agradeceu, novamente, aos eleitores por ocupar uma cadeira parlamentar, e disse que pretende “continuar com a transparência que sempre tive com seus eleitores, mantendo o diálogo e debatendo ideias que venham a somar com meu mandato”. Com seu discurso e sua postura, a nutricionista que nasceu em Presidente Dutra e é primeira-dama de Tuntum causou a impressão de que poderá ser um dos destaques da 19ª legislatura da Casa de Manoel Beckman.

 

Márcio Honaiser: chega à tribuna um brizolista fiel com três décadas de militância

Márcio Honaiser: na tribuna da AL depois de três décadas de militância no PDT

“Do mesmo modo que estive a serviço do Maranhão, com mais de 30 anos de militância política, e também como empresário e, depois, como secretário de Estado, agora, como membro do Poder Legislativo, me dedicarei ainda mais”. Essa declaração foi a base de sustentação do discurso inicial do deputado Márcio Honaiser (PDT) na sua estreia na Assembleia Legislativa, terça-feira (5). Na sua fala, o parlamentar destacou algumas de suas principais bandeiras: a luta em prol dos pequenos agricultores maranhenses, sua representatividade no sul do Maranhão e as ideias e convicções do partido do qual faz parte, há 30 anos. “Eu defenderei, com garra, as ideias e convicções do nosso partido, algumas delas ligadas ao trabalhismo, aos direitos das crianças, dos jovens, das mulheres, das pessoas com deficiência e tantos outros grupos que lutam por espaço e respeito. Sempre respeitando a pluralidade de opiniões e ideologias”, disse.

O agora deputado estadual Márcio Honaiser tem autoridade política para fazer tais afirmações e assumir tais compromissos. Ele é um desses militantes movidos por bandeiras nas quais de fato acredita. As três décadas de militância que assinala não são conversa fiada, não. Elas são o tempo de entrega do hoje deputado estadual ao crescimento e à consolidação do PDT, sempre atuando sob a liderança direta do líder Jackson Lago desde o movimento estudantil, quando se engajou nas fileiras do PDT. Tem, portanto, autoridade para se apresentar como um político de bandeiras, que milita pela força do idealismo. Resta esperar que na Assembleia Legislativa ele atue como o militante e o idealista de sempre.

São Luís, 06 de Fevereiro de 2019.

Estreias na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal sinalizam tempos de duros embates entre Situação e Oposição

 

Duarte Jr. estreou travando embate com César Pires e Márcio Jerry mandou recado sobre Previdência

Duas estreias ocorridas ontem, uma na Assembleia Legislativa e outra na Câmara Federal, sinalizaram, com clareza, que está em curso uma nova interpretação da realidade política no Maranhão. No parlamento estadual, um aparte do deputado estreante Duarte Jr. (PCdoB) ao medalhão tarimbado César Pires (PV), desestabilizou o roteiro no qual deputados de todas as cores se apresentavam com o discurso padrão dos bem-chegados, cheio de júbilo pelo fato de estarem ali para cumprir uma grande missão. Na Câmara Baixa, onde desaguam os anseios, expectativas e cobranças da sociedade, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) iniciou sua trajetória na tribuna declarando guerra sem trégua a todo e qualquer item da proposta de reforma da Previdência que suprima algum direito já consolidado. Sem qualquer ligação um com o outro, salvo o fato de os dois protagonistas pertencerem ao mesmo partido, os dois movimentos mostraram que a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal serão efetivamente campos de batalha para os dois parlamentares, que parecem dispostos ao enfrentamento com as suas antíteses políticas.

O deputado Duarte Jr. entrou para os anais da Assembleia Legislativa ao rebater afirmações feitas pelo deputado César Pires, que do alto da sua fama intelectual fazia um discurso professoral sobre a origem do parlamento, viajando por milênios da Índia primitiva à Assembleia Legislativa do Maranhão, passando por Grécia, Roma, Inglaterra, França, etc. Só que, com habilidade retórica, recheou seu discurso com críticas ferinas ao atual Governo do Estado, entre elas a afirmação de que no Maranhão não existe nem proteção nem defesa do consumidor. Inteligente e atento a cada palavra, Duarte Jr. reagiu com um aparte, no qual rebateu a crítica afirmando que existe sim defesa do consumidor no Maranhão, lembrando que essa defesa foi intensificada e ampliada durante sua gestão no Procon. E foi mais além ao revelar que naquele período o deputado César Pires o contatou duas vezes por telefone para tentar impedir a fiscalização no supermercado Jumbinho, pertencente a pessoas ligadas ao deputado do PV e onde, segundo ele, foram encontradas diversas irregularidades.

O contundente aparte do Duarte Jr. provocou dura reação de César Pire, que abandonou a erudição e o ar professoral para desancar o jovem e impetuoso deputado, chamando-o de “mentiroso” e de “despreparado”, chegando inclusive a insinuar que na gestão de Duarte Jr. o Procon teria sido usado para achacar empresários. Só que, apesar da pancadaria verbal a que foi submetido, Duarte Jr. não se dobrou, reagindo a cada ataque. Diante da forte tensão que tomou conta do plenário, o presidente da sessão, deputado Glalbert Cutrim (PDT), teve de agir com firmeza para acalmar os ânimos. César Pires tentou retomar sua viagem erudita pela história do parlamento, mas acabou fechando seu discurso afirmando, em tom elevado, que “Ninguém vai me calar”. Duarte Jr., por seu turno, foi depois à tribuna e, aliviando os termos, mas não a ênfase, acusou César Pires de fazer discursos vazios e reafirmou o anúncio: vai reagir a qualquer ataque à sua gestão no Procon e ao Governo Flávio Dino. Deixou no ar a nítida impressão de que fará diferença no planário.

Em Brasília, o deputado federal Márcio Jerry estreou ontem na tribuna batendo forte contra os riscos à democracia. Ele   conclamou a Câmara Federal a defender o estado democrático de direito vigente no Brasil, que no seu entendimento está ameaçado. A defesa da democracia deve ser item destacado da pauta do parlamento no atual momento que o país atravessa. “É importante que a gente uma vez mais pronuncie bem alto “nenhum direito a menos”, defendeu. A manifestação de Márcio Jerry foi feita no contexto de um forte alerta em relação à proposta de Reforma da Previdência do Governo Jair Bolsonaro, que na sua avaliação inicial poderá extinguir direitos, o que não é aceitável. Na sua avaliação, a PEC em gestação no Ministério da Economia pode acabar pesando no bolso dos mais pobres, já que a proposta prevê, por exemplo, que quem quiser receber 100% do benefício terá de trabalhar 40 anos, além de pagar um sistema de capitalização obrigatório. “É preciso que a gente discuta o direito à Previdência, não subtraindo de quem já tem muito pouco, mas fazendo com que a elite brasileira e o sistema financeiro, àqueles que muito possuem, possam colaborar para que tenhamos uma Previdência justa”, destacou o parlamentar do PCdoB, que expressa também o pensamento do governador Flávio Dino.

O aparte do situacionista Duarte Jr. contra uma investida do oposicionista César Pires e o discurso do oposicionista Márcio Jerry são sinais fortes de que os próximos tempo serão de animados e animadores confrontos verbais.

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PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Depois de se reeleger, vencer em Bacabal e chegar à Mesa da AL, Roberto Costa mira agora o comando do MDB

Roberto Costa vem superando obstáculos dentro e fora do MDB

Depois de vencer todas as barreiras e chegar à reeleição, de ter virado o jogo como o grande avalista da eleição do novo prefeito de Bacabal numa campanha em que enfrentou o peso político das forças lideradas pelo Palácio dos Leões, e de ter dobrado concorrência pesada dentro do seu partido e do grupo a que pertence na corrida à 4ª Vice-Presidência da Assembleia Legislativa, o deputado Roberto Costa (MDB) caminha agora para uma batalha que vai demarcar, em caráter definitivo, o seu espaço real dentro do seu partido: o embate com o deputado federal Hildo Rocha pelo comando do MDB. Essa medição de força vai acontecer até o final deste mês. Único integrante do MDB do Maranhão que conseguiu construir pontes com outras correntes políticas sem abrir mão das suas posições, sendo, por isso, visto pelas correntes adversárias como um interlocutor confiável, Roberto Costa está determinado a comandar o partido. Essa posição ficou muito clara na eleição para a 4ª Vice-presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. De volta à Assembleia e alto dos seus dois mandatos como presidente da Casa, o deputado Arnaldo Melo pleiteou a vaga, mas Roberto Costa firmou posição, e deixou claro que se os quatro integrantes do grupo indicassem Arnaldo Melo, ele, Roberto Costa, levaria a decisão para o plenário, onde venceria de goleada. Diante da possibilidade de uma derrota acachapante, o experiente Arnaldo Melo se rendeu às evidências e retirou sua candidatura e Roberto Costa foi eleito. Agora, o parlamentar emedebista se prepara para a grande batalha dentro do partido. Ele já se posicionou contra a proposta de entregar o comando do partido para a ex-governadora Roseana Sarney, defendendo que a direção apartidária seja entregue a um membro da nova geração, da qual pele é o nome de maior destaque e mais bem posicionado. Na avaliação geral, independente de qual seja o desfecho da guerra interna pelo comando partidário, o deputado Riberto Costa já é apontado como o grande vencedor. Pelo simples fato de que, na verdade, ele trava uma disputa com a cúpula emedebista – a ex-governadora Roseana Sarney, o ex-presidente José Sarney, e os ex-senadores João Alberto e Edison Lobão -, que está totalmente isolada no mapa político do Maranhão.

 

Marcelo Tavares voltará para a Casa Civil e assumirá a articulação política do Governo

Marcelo Tavares voltará à Casa Civil e assumirá a articulação política do Governo

Confirmado: o deputado Marcelo Tavares (PSB) vai se licenciar para reassumir o comando da poderosa e influente Casa Civil do Governo do Estado. O parlamentar atende a convite do governador Flávio Dino, que espera contar com a sua experiência e o seu equilíbrio, demonstrados durante os quatro anos do primeiro mandato, quando funcionou na interlocução do Palácio dos Leões com os Poderes Legislativo e Judiciário, como também com a classe política, especialmente prefeitos. Na avaliação do governador, Marcelo Tavares está perfeitamente identificado com a linha de ação política do PCdoB, atuando como um braço confiável na condução eficiente de uma das áreas mais sensíveis do atual Governo. Esse comprometimento foi definitivamente consolidado quanto Marcelo Tavares não acompanhou o tio, o ex-governador José Reinaldo Tavares, a quem sempre foi muito ligado, no rompimento com o governador Flávio Dino, mantendo-se fiel ao compromisso com o chefe do Executivo. Agora, com a ida de Márcio Jerry (PCdoB) para a Câmara Federal, Marcelo Tavares deve assumir o posto de principal articulador político do Palácio dos Leões.

São Luís, 06 de Fevereiro de 2019.

 

Flávio Dino consolida liderança com base política sólida na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional

 

Flávio Dino anuncia Rafael Leitoa (D) como líder do Governo na Assembleia Legislativa na presença do presidente da Casa, deputado Othelino Neto, e do deputado Marcelo Tavares, que deve se licenciar e reassumir a Casa Civil

A instalação da Assembleia Legislativa e das duas Casas do Congresso Nacional mostrou que o governador Flávio Dino (PCdoB) é um dos poucos chefes de Governo da Federação que começam novo mandato com um suporte político excepcional. Nada menos que 36 dos 42 deputados estaduais fazem parte da sua base de sustentação na Assembleia Legislativa, pelo menos 11 dos 18 deputados federais lhe dão apoio, e dois dos três senadores estão na linha de frente da aliança partidária que lhe dá suporte. Com esses números, e mais cerca de 180 dos 217 prefeitos e centenas de vereadores, o governador do Maranhão está politicamente lastreado para enfrentar as grandes dificuldades políticas que poderão ganhar corpo nos próximos tempos, principalmente em decorrência das suas diferenças políticas e ideológicas com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Na Assembleia Legislativa a posição do governador é sólida, sem risco de uma ruptura que possa vir a engrossar as magras fileiras da Oposição. Ali, além do apoio da maioria esmagadora do plenário, Flávio Dino conta com o aval do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que além de correligionário partidário, é um dos generais mais destacados da aliança comandada pelo governador. E para assegurar a unidade da bancada governista no parlamento estadual, o governador entregou a liderança do Governo ao deputado Rafael Leitoa (PDT), jovem político timonense, nascido no movimento estudantil e forjado na militância brizolista sob a liderança do legendário ex-governador Jackson Lago (PDT), e que se revelou um bom articulador no mandato passado. E escolheu para liderar o blocão governista o deputado Marco Aurélio (PCdoB), político correto e competente que atua na Região Tocantina a partir de Imperatriz. Ali, apenas os deputados Roberto Costa (MDB), Arnaldo Melo (MDB), Adriano Sarney (PV), Rigo Teles (PV), César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB) são opositores atuantes.

Na Câmara Federal, o governador Flávio Dino conta com o apoio de pelo menos 10 dos 18 membros da bancada maranhense. O seu principal aliado é o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), que decidiu exercer o mandato para ser uma espécie de braço avançado do Governo em Brasília, onde atuará apoiado por vários aliados, entre eles os deputados Bira do Pindaré (PSB), Pedro Lucas (PTB), Josimar de Maranhãozinho (PR), Zé Carlos (PT), Gil Cutrim (PDT), André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM). Cléber Verde (PRB), Júnior Lourenço (PR). Boa parte dos seus   aliados apoiam o Governo Jair Bolsonaro, mas esse apoio ao Palácio do Planalto não inviabiliza a aliança deles com o Palácio dos Leões. No contraponto estão os deputados federais Eduardo Braide (sem partido), Aluísio Mendes (Podemos), Hildo Rocha (MDB), João Marcelo (MDB), Edilázio Jr. (PSD) e Júnior Marreca Filho (Patriotas), que lhe fazem Oposição cuja intensidade de um para outro, não configurando um bloco oposicionista compacto.

O governador Flávio Dino completa sua base de apoio parlamentar com os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), eleitos em 2018 e empossados na semana passada, e que, por coincidência, foram escolhidos por seus pares para liderarem as suas respectivas bancadas lideram as suas bancadas na Câmara Alta. E como diferencial de que Weverton  Rocha, além de ser um  dos mais destacados líderes do PDT no plano nacional, é também, pelo menos até aqui, o nome de maior expressão entre os que poderão disputar a sucessão no Palácio dos Leões.

Reveladora da habilidade e do poder de aglutinação do governador Flávio Dino, esses pilares de sustentação do seu Governo lhe dão autoridade para desembarcar em Brasília e construir pontes institucionais que possam reforçar sua gestão. Sua incursão em Brasílias na semana que passou mostrou isso com clareza.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

André Fufuca se consolida no PP ao ser indicado de novo para a Mesa da Câmara Federal

André Fufuca: nova eleição para a Mesa da Câmara mostra consolidação na cúpula do PP

O deputado federal André Fufuca deu mais uma demonstração de que é um político de grande habilidade ao ser eleito para a 4ª Secretaria da Câmara Federal, depois de já ter sido vice-presidente da Casa e assumido a presidência em momentos críticos, em que teve de todas decisões de grande envergadura. Para quem não sabe, a 4ª Secretaria é um dos cargos mais cobiçado da Mesa Diretora da Câmara Federal, exatamente porque o seu titular cuida da administração dos apartamentos funcionais da instituição. André Fufuca foi eleito com 408 votos, numa demonstração de que sua candidatura foi cuidadosamente costurada, ao contrário de outras para outros cargos, que receberam votações bem menores. Outra informação dessa eleição é a de que o deputado André Fufuca está consolidado como um dos líderes do PP no plano nacional, posição que construiu e consolidou depois de haver assumido o controle do partido no Maranhão com a derrocada política do então deputado Waldir Maranhão, que foi mandado embora do PP depois das situações que protagonizou quando esteve na presidência da Câmara Federal por causa da cassação do deputado e presidente Eduardo Cunha (MDB), de quem era 1º vice. André Fufuca também presidiu a Casa, tendo assumido na ausência do então presidente Rodrigo Maia, que se afastou para não assumir a Presidência da República, o que lhe tiraria o direito de se reeleger deputado federal. Esses movimentos tornam André Fufuca um dos políticos mais promissores da nova geração.

 

Com novas lideranças, DEM tira o pé da cova e dá a volta por cima

Juscelino Filho com o  então ministro da Educação, Mendonça Filho: movimentos bem pensados

Até sexta-feira um partido mediano do Centrão do Congresso Nacional, o DEM deu uma guinada radical, de muitos graus, ao emplacar, numa sucessão de fatos que causaram perplexidade. Os presidentes da Câmara Federal, o deputado fluminense Rodrigo Maia (DEM), e do Senado da República, o senador amapaense David Alcolumbre (DEM). De maneira surpreendente, o DEM saiu da rota dos partidos condenados a desaparecer, para se tornar de novo um partido forte e com largo potencial de crescimento, graças à renovação do seu comando. O melhor exemplo está no Maranhão, onde o DEM encontrava-se abandonado numa gaveta qualquer do ex-deputado federal Clóvis Fecury, que com seu poder financeiro avassalador chegou a ter três partidos sob seu controle. Com faro aguçado, o deputado federal Juscelino Filho e o seu tio, o experiente e tarimbado então deputado estadual Stênio Resende, tiraram a sigla dos Fecury, deram-lhe nova roupagem e lhe devolveram muito da força de antes. Hoje, além do deputado federal Juscelino Filho, o partido tem cinco deputados estaduais, uma penca de prefeitos, e com a possibilidade de ganhar mais espaço nas eleições municipais de 2020 se os novos líderes continuarem surfando como o fazem agora.

São Luís, 05 de Fevereiro de 2019.

 

Nova Assembleia Legislativa é empossada e Othelino Neto garante harmonia entre Poderes

 

Entre Pará Figueiredo e Neto Evangelista, Othelino Neto presta juramento para novo mandado de deputado e com os membros da nova mesa Diretora da Casa eleita sem disputa

“Continuaremos a convivência harmônica e independente com os demais Poderes constituídos do Estado do Maranhão. E o diálogo e o respeito às diferenças continuarão sendo nossa máxima na condução desta Casa”. Com esses dois recados, dados de maneira direta e enfática na presença dos novos deputados dos chefes do Executivo, o governador Flávio Dino (PCdoB) e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joaquim Figueiredo, o deputado Othelino Neto (PCdoB) Entre assumiu ontem o comando da nova Assembleia Legislativa, após ter sido eleito presidente, em chapa única e por unanimidade, para o biênio 2019/2020. A manifestação do presidente do Poder Legislativo foi feita em meio a um clima de festa que marcou a posse dos deputados, na presença de autoridades, familiares e convidados, e a eleição da Mesa Diretora, que resultou de um amplo acordo que envolvendo Situação e Oposição. Othelino Neto usou a palavre equilíbrio para demonstrar que adotará uma linha de ação direta e transparente.

Formada predominantemente por políticos da nova geração, como é o caso do próprio presidente e da maioria dos membros da Mesa Diretora, mas tendo em seus quadros líderes experimentados, a exemplo dos deputados Marcelo Tavares (PSB) e Arnaldo Melo (MDB), que já presidiram a Casa em mandatos anteriores, a Assembleia Legislativa empossada nesta sexta-feira emite sinais de que transformará o plenário do Palácio Manoel Beckman num espaço de debate sobre os mais variados temas Entre os parlamentares estão os que deverão se destacar pelo discurso franco, como é o caso dos deputados Yglésio (PDT) e Duarte Jr. (PCdoB). Há também os que são dedicados às articulações nos bastidores, caso dos deputados Roberto Costa (MDB) e Ricardo Rios (PDT).

A nova Assembleia Legislativa tem uma característica inovadora: a presença de oito mulheres – quase 20% da composição da Casa – uma representação expressiva se comparada com as legislaturas anteriores. As mais experientes, Cleide Coutinho (PDT) e Helena Duailibe (PP) é referência para as demais, entre as quais estão políticas por iniciação familiar, como Andreia Resende (DEM), e profissionais liberais como Daniella Tema (DEM). Isso sem falar de Mical Cavalcante (PTB), que sinaliza estar parece disposta a exercer o mandato de maneira produtiva, como parece ser o caso das deputadas Thaíza Ortegal, Detinha (PR) e da atuante Ana do Gás – a única que se reelegeu. Por razões político-partidárias e motivações diversas, a bancada feminina dificilmente atuará em bloco, mas suas integrantes poderão atuar como forças aliadas quando o problema envolver questões de gênero.

No seu discurso, o presidente Othelino Neto destacou a unanimidade alcançada na eleição da Mesa Diretora e a dele próprio, e afirmou que o desfecho positivo foi fruto da forma como ele conduziu a Casa. “Sempre dialogando, respeitando as diferenças e compreendendo que essa Casa é plural. Seria ruim se fossem 42 iguais dentro da Assembleia Legislativa. O que torna o Poder Legislativo essencial para a sociedade são essas diferenças. A forma democrática como nós convivemos aqui justifica o apoio unânime que recebemos”, esclareceu. Ele defendeu a independência do Poder Legislativo afirmando que a Assembleia Legislativa jamais se curvará ante outro

O presidente Othelino Neto disse que continuará conduzindo a Assembleia com o devido equilíbrio, mantendo a independência do Poder Legislativo e trabalhando para o cumprimento das prerrogativas constitucionais de legislar, fiscalizar o Poder Executivo e promover o debate político a favor do povo do Maranhão. “Continuaremos a convivência harmônica e independente com os demais poderes constituídos do Estado do Maranhão”. E comemorou o fato de que nesse primeiro momento, apesar da ampla teia de representação partidária, os parlamentares tenham sabido construir o consenso em relação à Mesa Diretora. Uma sinalização de que a nova Assembleia Legislativa, mesmo majoritariamente tingida com as cores da Situação, vai saber se posicionar com equilíbrio diante dos desafios que estão a caminho.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino exalta a Assembleia e destaca posse de novos deputados

Flávio Dino exalta o parlamento em discurso aos deputados

“Este é um momento especial. Desejo sucesso tanto aos que apoiam, quanto os que fazem Oposição ao nosso Governo. A partir de hoje, vocês são guardiães do voto popular”. Foi como o governador Flávio Dino, em pronunciamento na Assembleia Legislativa definiu a posse da nova Assembleia Legislativa, com a qual conviverá política e institucionalmente pelos próximos quatro anos.

“O Parlamento é uma instituição milenar e, particularmente, no Estado do Maranhão, tem uma história secular e representa o coração e o pulmão da democracia. Desde os gregos, com Aristóteles, e seguido com os romanos, que o Parlamento representa a vontade soberana do povo. Por isso, que essa solenidade se reveste de um momento especial, por representar aquilo que é mais importante na democracia, a vontade soberana do povo expressada no Parlamento”, destacou o governador como que ministrando uma aula sobre conceito de democracia.

Flávio Dino estendeu os votos de sucesso à bancada federal do Maranhão, que tomou posse ontem em Brasília, na Câmara Federal e no Senado da República. “Desejo aos nossos deputados federais e nossos dois senadores, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), sucesso no desempenho de seus mandatos e que possam ajudar o Estado do Maranhão a ser melhor para todos”.

 

Acordo com Arnaldo Melo garantiu vaga de 4º vice-presidente para Roberto Costa

Roberto Costa: levou a melhor na disputa pela 4ª vice-presidência consenso ou disputa pelo voto para o comando do MDB

Terminou em acordo, firmado à última hora, a disputa entre o deputado Roberto Costa (MDB) e o deputado Arnaldo Melo (MDB) pela vaga de 4º vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. O eleito foi Roberto Costa, cujo nome foi indicado pelo bloco de Oposição, juntamente com o do deputado Arnaldo Melo. O acordo só saiu uma hora antes da sessão em que seria realizada a votação. Roberto Costa firmara posição e avisara que, caso não houvesse uma solução negociada dentro do partido, ele levaria a decisão para o plenário, onde seria eleito com votação folgada. Político experiente, Arnaldo Melo compreendeu que estava em desvantagem e que perderia de goleada se a decisão fosse para o plenário da Assembleia Legislativa. Ao ser empossado no cargo, o deputado Roberto Costa fez questão de acreditar o colega Arnaldo Melo pelo desprendimento.

São Luís, 02 de Fevereiro de 2019.