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PCdoB se reúne, avalia o poder que conquistou com Flávio Dino e se prepara para a guerra eleitoral

 

Flávio Dino entre Edivaldo Jr.
Flávio Dino entre Edivaldo Jr., Waldir maranhão, Julião Amin, Fábio Braga e Marco Aurélio à esquerda, e Weverton Rocha, Luciano Leitoa, Luciana Santos, Marcio Jerry e Josimar de Maranhãozinho à direita saúdam os participantes da reunião do PCdoB

Quando o fundaram em 1958, no auge da Guerra Fria, desgarrando-o do velho e carrancudo Partido Comunista Brasileiro (PCB), os líderes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – Pedro Pomar, João Amazonas, Maurício Grabois, entre outros – sabiam que teriam vida difícil, que viveriam na clandestinidade, e provavelmente não imaginariam dois fatos que ligaram definitivamente a agremiação ao Maranhão. O primeiro: o PCdoB saiu das trevas da clandestinidade e passou a existir legalmente como organização política em 1986, por ato do então presidente José Sarney (PMDB). O segundo: o Maranhão foi o primeiro estado de um País latino-americano a ser governado por um comunista, o advogado, professor universitário, ex-juiz federal e ex-deputado federal Flávio Dino, eleito democraticamente pelo PCdoB, derrotando a Lobão Filho (PMDB), candidato do longevo e poderoso grupo político liderado pelo ex-presidente José Sarney.

Foi nesse clima de conquista, que perdura entusiasticamente desde outubro de 2014, que o PCdoB reuniu, sexta-feira (20), no Espaço Renascença – coincidentemente uma casa de eventos pertencente a um adversário histórico, o ex-prefeito Mauro Fecury – seus líderes, militantes e aliados para a sua 15ª Conferência Estadual, preparatória ao 14º Congresso Nacional do partido, marcado para o período de 17 a 19 de novembro em Brasília. O evento funcionou também como uma espécie de primeira convocação geral para a guerra eleitoral do ano que vem.

Comandado pelo governador Flávio Dino e tendo como presidente articulador-mor o jornalista Márcio Jerry, secretário de Articulação Política e Comunicação, o braço maranhense do PCdoB apresentou ao Maranhão e ao País as suas duas faces políticas. A primeira: é hoje o maior e mais influente partido do Maranhão, com o governador do Estado, um deputado federal, seis deputados estados, 46 prefeitos, vários vice-prefeitos e uma penca respeitável de vereadores. E a segunda: há pouco mais de mil dias no poder, o comunista Flávio Dino comanda um governo que vem substituindo o obrismo pelo foco nos problemas sociais, com eficiência administrativa e correção ética, fatores que o colocam entre os governadores mais bem avaliados pela Opinião Pública, que o aponta como uma das lideranças políticas mais promissoras da sua geração em todo o País.

Na abertura 15ª Conferência Estadual, o comando do PCdoB exibiu uma surpreendente aliança, formada por um arco partidário que vai da esquerda à direita. Ali estavam o PT, representado pelo presidente Augusto Lobato, o PDT, com o deputado federal Weverton Rocha, o PSB, pelo prefeito de Timon, Luciano Leitoa, o Solidariedade, com o deputado Fábio Braga -, o PTdoB, pelo deputado federal Waldir Maranhão, e o PRB,  com o deputado federal Cleber Verde, e o PR,  representado pela  na figura ímpar do deputado Josemar de Maranhãozinho. Junto com essas, outras forças participam da aliança que será comandada pelo governador Flávio Dino na guerra eleitoral de 2018 e que terá como adversários o candidato do Grupo Sarney – que deve ser a ex-governadora Roseana Sarney – e o senador Roberto Rocha, candidato já definido do PSDB.

Com um discurso cuja linha central lembrou a Conferência de 2013, quando iniciou o movimento cujo desfechou seria uma esmagadora vitória das urnas, o governador Flávio Dino expressou o ânimo que atualmente move o partido: “Não somos movidos hoje, diferente de quatro anos atrás, apenas por uma ideia abstrata de esperança. Nós temos ao nosso lado a confirmar a nossa esperança, fortalecer e dar coerência, dar vida às nossas palavras. Temos ações e resultados. Eu tenho muito orgulho de dizer para vocês que nesses quatro anos de 2013 até hoje, eu aprendi muito. Aprendi todos os dias. E me dediquei como nunca eu fiz na minha vida profissional a essa missão”.

E assinalou o desempenho positivo do Governo do PCdoB num contexto extremamente adverso de crise econômica, de crise política e em meio às quais a classe política das velhas práticas está sendo dizimada: “Se vocês não encontrassem correspondência prática entre os compromissos e ação de governo nem eu estaria aqui”. E enfatizando o fato de ele e seus secretários serem ser “100% ficha limpa” e que atualmente governador e secretários não enriquecem às custas do dinheiro público, destacou: “Essa é a razão pela qual o dinheiro rende,  pelo qual a gente com pouco consegue fazer muito. O nosso Governo não tem taxa, não tem propina e não tem pedágio”.

Ao ouvir o discurso do governador, mostrando-se vivamente entusiasmada com o que está acontecendo no Maranhão e certa de que o PCdoB “é capaz de virar a historia e mudar o rumo do estado”, a presidente nacional do PCdoB, a despachada deputada federal pernambucana Luciana Santos, brindou Flávio Dino: “Ser bom no bom é bom. Eu quero ver o cabra ser bom no ruim. E é isso que o governador está fazendo”.

O entusiasmo exibido pelos líderes do PCdoB no Espaço Renascença continuou ontem no Auditório Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa, e revelou que eles têm plena consciência de que as eleições do ano que vem serão decisivas para o projeto de poder em andamento. O governador Flávio Dino sabe que é franco favorito, mas com certeza já aprendeu que não deve baixar a guarda nem desacelerar a locomotiva que pilota. A começar pelo fato de que as forças que querem desalojá-lo do Palácio dos Leões estiveram no poder quase pelo tempo de existência do PCdoB.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana Sarney atua para salvar o presidente Michel Temer e viabilizar o seu projeto de poder

Roseana Sarney articula suporte político e parlamentar para o presidente Michel Temer
Roseana Sarney articula apoio político e votos para o presidente Michel Temer

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) está mergulhada nas articulações destinadas a consolidar a maioria que, segundo as contas do Palácio do Planalto, deverá mandar para o arquivo morto o pedido de autorização, feito pelo Supremo Tribunal Federal, para investigar o presidente Michel Temer (PMDB), acusado pelo ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de formação de quadrilha e obstrução da Justiça. Tarimbada no jogo que movimenta os bastidores políticos de  Brasília, a ex-governadora tornou-se um dos principais agentes do presidente na Câmara Federal, onde o pedido, que recebeu parecer contrário na Comissão de Constituição e Justiça, será submetido ao crivo do plenário na próxima quarta-feira (25). Roseana Sarney se movimenta para ajudar a salvar a pele do presidente, para agradar à cúpula do PMDB e, finalmente, com foco no seu projeto de voltar a morar no Palácio dos Leões. Sabe que a sobrevivência do presidente Michel Temer é condição essencial para que ela leve em frente o seu projeto de poder. Sem as engrenagens de poder no Maranhão, ela precisa da força política do Palácio do Planalto como suporte à sua candidatura. As forças que lhe dão respaldo no estado têm demonstrado claramente que só serão efetivamente mobilizadas se receberem o sopro de Brasília, sejam motivadas por uma convocação que sem o que seus líderes consideram inviável participar de uma guerra eleitoral cujo adversário é o governador Flávio Dino e o grupo que lidera. O Palácio do Planalto tem dado sinais de boa vontade com o Grupo Sarney, inclusive enviando ao Maranhão ministros para participar de inaugurações de obras federais, como conjuntos residenciais financiados pelo “Minha Casa, Minha Vida”. Quarta-feira, portanto, será uma data decisiva para o projeto de poder da ex-governadora do Maranhão. Se o presidente Michel Temer for confirmado no cargo, o projeto poderá vingar. Se não, o projeto poderá ser mandado para o arquivo.

 

Léo Costa anuncia desfiliação e deixa o PDT e Weverton Rocha consolida seu comando no partido

 

Léo Costa anuncia saída do PDT criticando Weverton Rocha
Léo Costa anuncia saída do PDT  fazendo duras criticas ao líder Weverton Rocha

A se confirmar a desfiliação anunciada do ex-prefeito de Barreirinhas, Leo Costa, registrada pelo Jornal Pequeno, o PDT praticamente completará a desfiguração que vem sofrendo desde a morte do ex-governador Jackson Lago em 2012 e, logo depois, do ex-deputado federal Neiva Moreira, os dois gigantes da política maranhense que deram forma e vida ao braço maranhense do partido que fundaram junto com Leonel Brizola no início dos anos 80 do século passado. O economista Léo Costa foi membro do núcleo que, junto com Reginaldo e Maria Lúcia Teles, Julião Amin, entre outros, e sob o comando de Jackson Lago, construiu o partido no estado, e que, a exemplo da própria família do ex-governador, liderada pela ex-primeira-dama Clay Lago, se desligaram do partido com a ascensão do deputado federal Weverton Rocha, líder da bancada do PDT e que hoje detém o comando absoluto da agremiação brizolista.

– Estou saindo do PDT, aliás, o PDT praticamente me expulsou. Vale lembrar, a direção do partido cassou meus direitos políticos dentro do PDT. Fui impedido de disputar a reeleição que era um direito meu líquido e certo. O meu caso foi único no Brasil. Tive os meus direitos políticos cassados dentro do próprio partido – declarou. Léo Costa expôs. Com ênfase, sua mágoa com a direção partidária, que o impediu de disputar a reeleição em 2016, para que o PDT apoiasse a candidatura de Amilcar Rocha, do PCdoB, numa articulação do presidente Weverton Rocha com o governador Flávio Dino.

Num ataque direto a Weverton Rocha, Léo Costa afirmou, em tom de desabafo: “A minha confiança na direção do PDT é zero, é nula. O que fizeram comigo foi uma coisa altamente traiçoeira e brutal. Se eu ficar no PDT, para eles me darem uma segunda rasteira, aí o problema não é mais deles, é meu”.

Com a saída de Léo Costa, somente o deputado federal Julião Amin representará o núcleo que fundou o PDT. E assim o partido caminha para se tornar imagem e semelhança do deputado federal e candidato a senador Weverton Rocha, menino de ouro de Jackson Lago e que, vale registrar, chegou ao comando do partido por um misto de competência e ousadia, traços essenciais em qualquer líder político.

São Luís, 21 de Outubro de 2017.

Especial: Assembleia Legislativa homenageia Zeca Belo, um dos líderes empresariais mais atuantes do Maranhão

 

Zeca Belo entre Eduardo braide, Jorge Rachid e à direita e Max Barros, Antônio calado e Fábio Nauz à direita
Zeca Belo entre Eduardo Braide, Jorge Rachid e Cláudio Azevedo à direita e Max Barros, Antônio Calado e Fábio Nauz à direita após receber a honraria do Legislativo

A Assembleia Legislativa entregou ontem, em sessão especial, a Medalha do Mérito Manoel Bequimão, sua mais importante comenda, ao empresário José Ribamar Barbosa Belo, o Zeca Belo, em reconhecimento à contribuição que ele tem dado, como cidadão, homem de negócios e líder classista, ao processo de desenvolvimento econômico, político e social do Maranhão. Como que destinada a homenagear todos os empreendedores bem sucedidos da sua geração, a honraria fora proposta anos atrás pelo então deputado Lourival Mendes, aprovada tempos depois por unanimidade e finalmente entregue agora por iniciativa do deputado Max Barros (PRP). Familiares, amigos e parceiros de atividade empresarial ocuparam o plenário do Palácio Manoel Beckman no ato oficial presidido pelo deputado Eduardo Braide (PMN).

Zeca Belo foi saudado pelo deputado Max Barros, que numa fala emocionada, traçou a trajetória do cidadão, do homem de negócios e do militante associativista que vem atuando com destaque no Maranhão das últimas décadas. Max Barros lembrou o jovem que movimentou sua geração em São Luís como membro da “Turma do Muro” – uma espécie de confraria que se reunia no Monte Castelo, e da qual saíram empresários, profissionais liberais e políticos que tiveram, e continuam tendo, papel importante na vida maranhense -, e de registrar o chefe de família exemplar que ele se tornou.

Ao traçar o rico perfil do profissional, empresário e líder classista Zeca Belo, Max Barros lembrou o seu começo como técnico do antigo DER, especializando-se na construção de estradas, tornando-se empresário de ponta nos ramos da engenharia de construção (Termac – Terraplenagem, Mecanização Agrícola e Comércio Ltda.), no comércio de combustíveis (JB – Distribuidora de Combustíveis Ltda.), e no ramo turístico (JBM – Empreendimentos Turísticos S.A.).

Na sua narrativa, Max Barros mostrou que no seu envolvimento intenso, diversificado e bem sucedido com os negócios, Zeca Belo abraçou a causa empresarial em todos os seus aspectos, tornando-se um dos mais destacados líderes classistas do Maranhão. Relatou que ele comandou por dois mandatos a prestigiada e centenária Associação Comercial do Maranhão (ACM). Assinalou que o homenageado presidiu o Conselho Deliberativo do Sebrae-Ma, foi vice-presidente e é, atualmente, um dos diretores mais atuantes e influentes da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), que também representou no Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria. Registrou que Zeca Belo marcou sua militância no associativismo ao fundar e presidir o Sindicato da Indústria de Construção Pesada do Estado do Maranhão – Sincopem. É também membro do Conselho do Instituto de Cidadania Empresarial – MA, do Conselho do Educandário Santo Antônio, do Conselho Estadual do Meio Ambiente, do Conselho Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do Conselho do Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos e Membro da Comissão Gestora para o Plano de Preservação do Centro Histórico de São Luís – IPHAN.

Max Barros demonstrou que o Zeca Belo construtor participou da implantação e manutenção de braços rodoviários importantes do estado e de São Luís, como as Mas 201, 202,203 e 204. No seu currículo constam a duplicação da Avenida dos Holandeses, a pavimentação da Rua General Artur Carvalho e do acesso ao Parque do Folclore, além da recuperação e melhoramento das principais rodovias do estado e de muitas estradas vicinais. Na sua carteira de clientes constam o Governo do Estado, prefeituras e empresas como Alumar, Frigotil, Cervamar, Centro Elétrico, Hospital UDI, Dalcar Veículos, Bunge Fertilizantes e Aluminex, entre outras.

O deputado Max Barros concluiu apontando o homenageado como uma referência empresarial maranhense. Zeca Belo foi também saudado pelo empresário amigo Fábio Nauz, presidente do Sindicato da Construção Civil amigo, “seguidor”, que o apontou como “um exemplo a ser seguido por todos os que querem entrar ou já está na vida empresarial”.

Diante dos deputados Max Barros e Eduardo Braide, de amigos como o empresário Luiz Carlos Cantanhede e o desembargador Jorge Rachid, personalidades destacadas da sua geração, e de seus familiares, Zeca Belo agradeceu, emocionado: “Eu recebo essa honraria com uma satisfação gigantesca, e achando que alguma coisa foi feita para merecê-la. Eu acho que até fiz pouco pelo Maranhão e ainda pretendo fazer mais”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Governo e Oposição esquentam o clima com debates ácidos na Assembleia Legislativa

Adriano Sarney e Edilázio Jr. ni embate com Rogério Cafeteira e Othelino Neto
Adriano Sarney e Edilázio Jr. ni embate com Rogério Cafeteira e Othelino Neto

A sessão ordinária de ontem sinalizou que de agora por diante o clima pré-eleitoral vai se impor e o plenário da Assembleia Legislativa será transformado em campo de intensos confrontos entre Governo e  Oposição. O gesto do líder do Governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB), de ocupar a tribuna para “responder” a estocadas disparadas na sessão de quarta-feira (18) pelo deputado Adriano Sarney (PV), desencadeou um bate-rebate ácido entre governistas e oposicionistas como há tempos não ocorria. E como não foi premeditado, o embate evoluiu trôpego, a partir de provocações feitas por oposicionistas de que o Governo “vive de propaganda que não corresponde à realidade”, e da reação governistas de que o que tem de ruim no Maranhão é de responsabilidade do Grupo Sarney, tendo o governador Flávio Dino (PCdoB), dedicado parte do seu Governo a concertar malfeitos.

No embate de ontem, que mobilizou, além de Rogério Cafeteira, os deputados Othelino Neto (PCdoB), Marco Aurélio (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) da bancada governista, e, além de Adriano Sarney, o deputado Edilázio Jr. (PV), a banda governista conseguiu “imobilizar” os oposicionistas, a partir da afirmação de Adriano Sarney de que o programa Escola Digna seria “uma fraude”, que teria apenas oito unidades construídas. A reação governista foi dura, primeiro com a informação de que as unidades escolares do programa já são mais de uma centena e que até o final do ano que vem serão mais de 300. “Eu mesmo já visitei mais de trinta”, disse Othelino Neto, que “convidou” oposicionistas para visitá-las, no que foi reforçado pelo deputado Marco Aurélio, que ajudou a desmontar o ataque da Oposição. Outros temas vieram à tona, como a Saúde, por exemplo, com oposicionistas tentando minimizar a gigantesca obra do Governo, realizada a partir das bases fincadas pelo Governo passado. Só que oposicionistas vão com muita sede ao pote, fazendo denúncias e acusações exageradas e sem nexo, dando margem para que a tropa governista desmonte cada uma delas com argumentos simples e informações realistas. Quando oposicionistas tentaram jogar sobre o governador Flávio Dino toda a responsabilidade pelo “gaiolão” na Delegacia de Barra do Corda, os governistas rebateram lembrando que as desgraças atuais foram herdadas dos 14 anos de Governo de Roseana Sarney (PMDB).

No embate de ontem ficou bem claro que a tropa de choque do Governo tem munição pesada para rebater com eficácia os ataques da Oposição se eles continuarem sendo feitos com frases de efeito que não se sustentam. Informações verdadeiras e bem apuradas tornariam os embates bem  mais produtivos e interessantes.

 

Jornal faz acusação injusta ao acusar João Alberto de manobrar em favor de Aécio Neves

João Alberto reeleito pela sexta vez presidente do Conselho de Ética
João Alberto defende garantias de que ação tem base legal

O jornal O Estado de São Paulo classificou de “manobra” a decisão do presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB), de encaminhar para análise da Advocacia-Geral da Casa a Representação por meio da qual o PT pede a cassação do mandato do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) por quebra de decoro parlamentar. Na interpretação do jornalão paulista – ele próprio obcecado pelo legalismo -, com o pedido de análise formal da peça petista, João Aberto manobrando para proteger Aécio Neves procrastinando sua decisão sobre se admite ou não o pedido de cassação do senador mineiro.

Para começo de conversa, João Alberto presidente o Conselho por vários mandatos, não tendo cometido ali ato que pudesse ser visto como suspeito. E que parte dessa correção se deve exatamente ao fato de que, sob sua presidência, todas as Representações que lhe chegaram às mãos foram submetidas ao crivo técnico da Advocacia Geral do Senado, tendo seus pareceres funcionado como anteparo a qualquer medida judicial de contestação. Foi assim com todos os casos que chegou ao Conselho. E foi exatamente por conta dessa salvaguarda que nenhuma contestação prosperou e colocou o Conselho em situação complicada.

Quem conhece o senador João Alberto sabe que ele não tolera ilegalidade se move por um senso de honestidade sem limite. Quando governador, todos os seus atos eram respaldados pela Procuradoria Geral do Estado, quase sempre com o respaldo do Ministério Público, exigindo a mesma correção dos seus secretários. Tanto que não notícia de que alguma medida tenha sido tomada contrariando as regras. Foi assim também quando prefeito de Bacabal, como vice-governador e secretário de Estado.

Discordar das suas posições políticas ou não concordar com esse ou aquele procedimento do senador pemedebista é normal.  Mas acusar João Alberto de manobrar ilegalmente em favor de quem quer que seja é correr sério risco de estar sendo injusto.

São Luís, 19 de Outubro de 2017.

Acordo que levou André Fufuca e o PP para a aliança liderada por Flávio Dino deixa Oposição incomodada

 

Aliança de André Fufuca e Flávio Dino incomodou a Oposição
Aliança de André Fufuca e Flávio Dino incomodou a Oposição

A Oposição está se mostrando incomodada com a movimentação do governador Flávio Dino (PCdoB) para fortalecer a aliança partidária que comanda e que liderará nas eleições do ano que vem como candidato à reeleição. Esse estado de ânimo se manifestou com maior evidência nos últimos dias, quando o chefe maior do PP no Maranhão, deputado federal André Fufuca, decidiu apoiar o projeto eleitoral do chefe do Poder Executivo tendo como contrapartida a nomeação de Hewerton Pereira para a Secretaria de Estado dos Esportes. Também o PT reforçou sua participação na aliança partidária governista nomeando a ex-deputada federal Teresinha Fernandes para a Secretaria de Estado da Mulher. Representada principalmente pelo Grupo Sarney, a Oposição não engole o fato de que aliados de primeira hora fechem acordos com o governador Flávio Dino, desfalcando fortemente o poder de fogo das forças oposicionistas e, oor via de consequência, reduzindo o seu cacife político e eleitoral.

O incômodo oposicionista se deve em parte ao fato de que os líderes do Grupo Sarney apostavam que, por conta de postulados ideológicos, o governador não se dedicaria a fortalecer o grupo partidário que já integra a frente que se transformará na sua coligação. Mas, ao contrário, ele surpreendeu. Agora mais traquejado no complicado xadrez da política partidária, Flávio Dino entrou no jogo para valer atraindo o PP e, de quebra, sacramentando a aliança com o PT.

A participação do PP na colcha partidária costurada pelo governador Flávio Dino e que tem o PCdoB como carro-chefe é emblemática. O partido era parte desse grupo quando estava comandado pelo deputado federal Waldir Maranhão. Com a reviravolta que resultou no expurgo de Waldir Maranhão e na entrega do partido a André Fufuca, o comando do Grupo Sarney apostou que o atual 2º vice-presidente da Câmara Federal se alinharia automaticamente ao projeto de candidatura da ex-governadora Roseana Sarney ao Palácio dos Leões. Perdeu a aposta, porque o governador Flávio Dino agiu rápido, abriu as portas do Governo, negociou abertamente com o jovem chefe partidário, abriu-lhe as portas do Governo e, numa articulação bem amarrada, garantiu a permanência do PP na aliança governista e comprometido com o seu projeto de reeleição. A costura com o PT foi mais complicada, exigindo uma reengenharia na participação petista na aliança, que resultou na saída do petista Márcio Jardim da Secretaria de Estado dos Esportes, mas acomodando uma petista de peso, Terezinha Fernandes, na Secretaria de estado da Mulher.

O acordo partidário que costurou com o governador Flávio Dino mostrou com clareza que o deputado federal André Fufuca é politicamente bem mais maduro e tarimbado do que muitos imaginam. Demonstrou também que o jovem parlamentar tem projeto de curto, médio e longo prazo, sabe aonde quer chegar e conhece cada vez mais o caminho das pedras. Calculou com precisão que aliar-se ao governador Flávio Dino era a decisão mais adequada ao partido e ao seu projeto político, certo de que no Grupo Sarney poderia ser atropelado por outras lideranças em ascensão. Sabe que pela distância ideológica não terá vida fácil na aliança liderada pelo governador Flávio Dino, mas avaliou também que nesse campo o jogo é mais aberto, preto no branco e sem rodeios.

O fato é que ao atrair André Fufuca e seu PP, o governador Flávio Dino marcou gol de placa e deixou a Oposição em desconforto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia Legislativa aprova novo sistema previdenciário do Estado

Rogério Cafeteira e Rafael Leitoa defenderam Fundo; Max Barros e Adriano Sarney criticaram ´projeto
Rogério Cafeteira e Rafael Leitoa defenderam Fundo; Max Barros e Adriano Sarney criticaram ´projeto

Em sessão marcada por fortes debates e pela condução segura do presidente Humberto Coutinho (PDT), a Assembleia Legislativa aprovou ontem o Projeto de Lei Complementar nº 007/2017, proposto pelo governador Flávio Dino, criando o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (IPREV), sob a forma de autarquia estadual, vinculado à Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep). O novo sistema previdenciário do Estado do Maranhão será dotado de autonomia administrativa e financeira, terá  patrimônio próprio, tendo sede e foro em São Luís. O IPREV nasceu com a finalidade de gerir, planejar, coordenar e supervisionar a execução e o controle do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos maranhenses. A Lei Estadual nº 007/2017 reza que a Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep) passa a denominar-se Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep).

O governador Flávio Dino fundamenta a mudança explicando que com estrutura própria e autonomia administrativa o novo sistema “fortalecerá as ações da área da Seguridade Social, tornando-as mais dinâmicas e eficientes, com foco na garantia do equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado do Maranhão. Ressalte-se a crescente complexidade da gestão dos recursos previdenciários, de modo que é imperioso estabelecer ente exclusivo para esse mister”. Além disso, acrescenta o governador, “é necessário dedicar estrutura específica para a gestão das políticas de saúde dos servidores públicos do Estado do Maranhão, notadamente ante a proximidade da inauguração do novo Hospital dos Servidores. A proposta é consolidar as normas afetas à previdência social dos servidores públicos do Estado do Maranhão”.

Comandada pelo líder Rogério Cafeteira, com o apoio do líder do Bloco situacionista Rafael Leitoa, a bancada governista votou em peso a favor do projeto. A Oposição também votou a favor, mas fez duras críticas a alguns pontos do projeto. Os deputados oposicionistas Max Barros (PRP), Adriano Sarney (PV) e Eduardo Braide (PMN) defenderam durante os debates que um projeto dessa envergadura deveria ser amplamente discutido com is mais diversos segmentos dos servidores públicos e até mesmo com os segmentos organizados da sociedade.

 

Humberto Coutinho faz homenagem a deputados médicos

Humberto Coutinho saudou Nina Melo, Antônio Pereira, Stênio Rezende e Levi Pontes pelo Dia do Médicoi
Humberto Coutinho saudou Nina Melo, Antônio Pereira, Stênio Rezende e Levi Pontes pelo Dia do Médico

O presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT), homenageou ontem os deputados que, como ele próprio, têm a Medicina por profissão. Aproveitando a passagem do Dia do Médico, o chefe do Poder Legislativo interrompeu a pauta para parabenizar os deputados Antônio Pereira (DEM), Nina Melo (PMDB), Stênio Rezende (DEM) e Levi Pontes (PCdoB), que conciliam o exercício da Medicina com a atividade parlamentar.

Humberto Coutinho – que militou na rotina hospitalar por mais de 20 anos – destacou a importância do profissional e o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos pelos deputados médicos em prol da saúde do povo maranhense.

“Neste momento quero parabenizar o doutor Stênio Rezende por esta data e me parabenizar também pelos 20 anos que eu tive de sacerdócio da medicina, extensivo também ao doutor Antônio Pereira, à doutora Nina Melo e ao nosso companheiro doutor Levi Pontes”, destacou o presidente.

“Foram 20 anos de intenso trabalho que dediquei à medicina com sacerdócio, com muita dedicação e amor”, acentuou o presidente Humberto Coutinho, destacando o trabalho que Antônio Pereira desenvolve em São Luís e também na Região Tocantina. “Deputado Antônio Pereira, parabéns hoje pelo nosso dia – Dia do Médico. Vossa Excelência é um grande incentivador na Medicina, não só em São Luís como na Região Tocantina”, assinalou.

São Luís, 18 de Outubro de 2017.

Guerra de Eduardo Braide contra Edivaldo Jr. termina no campo eleitoral, mas continua no campo político

 

Eduardo Braide mantém guerra política contra Edivaldo Jr.
Eduardo Braide : faz guerra política sem trégua contra Edivaldo Jr.

Uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral, tomada ontem, colocou ponto final no processo eleitoral de São Luís em 2016. Por maioria de votos, a Corte mandou para o arquivo morto recurso de ação movida pelo então candidato a prefeito Eduardo Braide (PMN) contra a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), acusando-o de cometer abuso de poder durante a campanha eleitoral. A decisão do TRE se deu com base no fato de que, segundo o relator do processo, Ricardo Duailibe, disse não haver encontrado qualquer vestígio de um ato ou ação que pudesse ser caracterizado como abuso de poder por parte do prefeito e candidato à reeleição. No julgamento, a maioria dos juízes colocou ponto final no confronto judicial que Eduardo Braide alimentou contra Edivaldo Jr. mesmo depois de definido, anunciado e sacramentado o resultado das urnas.

A guerra judicial já foi substituída pela guerra política, por meio da qual o deputado Eduardo Braide mantém fogo cerrado contra o prefeito Edivaldo Jr. e sua administração. Esse conflito – que, tudo indica, dificilmente terá trégua ou ponto final – começa a produzir a impressão de que os dois políticos liderarão forças poderosas em luta pelo poder no Maranhão que começa a ser desenhado. Ambos são destaques isolados de uma geração que está em plena ascensão e já se preparando para assumir o comando das correntes partidárias e o controle do Estado e da máquina pública no grande processo político que sucederá à geração hoje comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e que tem como expoentes Roberto Rocha (PSDB) e Luis Fernando Silva (PSDB). Não será surpresa se os dois vierem a travar um novo confronto, este pelo Governo do Estado em 2022.

O deputado Eduardo Braide é um político centrado, organizado e que enxerga bem à frente. Em fevereiro de 2016, quando ninguém imaginava que ele viesse a disputar a Prefeitura de São Luís, Braide “cantou” a “pedra” à Coluna. Três meses depois ele já era candidato viável e caminhando para ser o principal adversário do prefeito Edivaldo Jr.. Quase virou o jogo e saiu da disputa muitas vezes maior do que entrara.  Ciente do seu novo cacife, Braide decidiu continuar ocupando um lugar de destaque na cena política dedicando parte expressiva do seu mandato a fazer Oposição cerrada ao prefeito. Essa linha de ação é alimentada com as frequentes “pancadas” verbais que desfere na direção do prefeito, com duras críticas suas às ações, principalmente em áreas como Educação, Saúde e mobilidade. Suas atitudes em relação ao prefeito Edivaldo Jr. indicam com clareza que, além de alcançar um mandato de deputado federal em 2018, o grande objetivo de Eduardo Braide nessa primeira etapa da sua carreira é chegar ao Palácio de la Ravardière em 2020. E com a legitimidade de político bem sucedido, mirando o Palácio dos Leões.

Com o lastro de mais vitorioso político da sua geração até aqui – tem dois mandatos de vereador, um de deputado federal e dois de prefeito da Capital -, Edivaldo Jr. tem um futuro largo e auspicioso pela frente. Muito se especula sobre seu próximo passo, e a “suspeita” mais aventada é a de que ele poderá passar o cargo para o vice-prefeito Júlio Pinheiro (PCdoB) e enfrentar as urnas como candidato a vice-governador na chapa do governador Flávio Dino, para, se eleito, se tornar governador em 2022, com direito, é claro, de disputar a reeleição. Político focado nos seus objetivos, dono de uma percepção privilegiada do cenário político centrado, que sabe  exatamente onde quer chegar. E no meio politico poucos são os que duvidam de que ele vai chegar lá.

Eduardo Braide e Edivaldo Jr. são dois políticos que trilham o mesmo roteiro, mas certos de que cedo ou tarde se enfrentarão novamente numa disputa por mandatos majoritários. E não será surpresa se s dois se encararem em 2022, protagonizando o grande embate da nova direção pelo comando do Estado.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha dá voto corajoso contra cautelares impostas pelo Supremo a Aécio Neves

Roberto Rocha dá voto corajoso contra restrições a Aécio Neves
Roberto Rocha dá voto corajoso contra restrições a Aécio Neves e às prerrogativas do Senado

O senador Roberto Rocha (PSDB) ganhou uns quilos de estatura na sessão de ontem do Senado ao ser um dos cinco integrantes da Casa a defender que os senadores dissessem “não” às medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao senador Aécio Neves (PSDB), entre elas a de ter o mandato suspenso e ser proibido de sair de casa à noite.  Recém re-convertido ao tucanato, Roberto Rocha surpreendeu seus colegas com um discurso que teve como fundamento a tese segundo a qual a mais alta corte de Justiça do País não tem poderes para impor restrições à liberdade de um senador da República e suspensão ao seu mandato sem que este tenha sido julgado e condenado. Roberto Rocha fez questão de destacar que sua posição contrária não visava “passar a mão na cabeça” do senador Aécio Neves nem afrontar o STF, mas defender, isto sim, a integridade do Senado como instituição. Alegou, por exemplo, que concordar com as cautelares definidas por uma turma da Corte seria autorizar a condenação de um senador que se que ainda não é réu e não demonstrou qualquer interesse em fugir das suas responsabilidades, por exemplo. Com segurança e sem titubear, Roberto Rocha construiu seu discurso com base em sólida argumentação doutrinária e na defesa determinada da independência dos Poderes da República. Em outro momento da sessão, o senador Roberto Rocha reafirmou, ponto por ponto, os fundamentos do seu discurso inicial de defesa da independência e harmonia entre os Poderes. Saiu da sessão com estatura política e parlamentar reforçada.

 

Jadson Passinho, ex-prefeito ficha limpa de Cedral, entra na corrida ao Palácio dos Leões

Jadson Passinho: da Prefeitura de Cedral para o Palácio dos Leões?
Jadson Passinho: da Prefeitura de Cedral para o Palácio dos Leões?

A corrida ao Palácio dos Leões ganhou ontem um concorrente de peso: o advogado e ex-prefeito de Cedral Jadson Passinho (DEM). Ele se lançou por meio de um comunicado na internet no qual se apresenta como um político experiente, com militância partidária e suporte ético e moral. Sua candidatura nasceu, segundo anota, com base na sua “consagrada” vida pública, concentrada em cinco mandatos na Prefeitura de Cedral sem responder a nenhum questionamento por improbidade, o que o tornou um gestor público cuja ficha não tem uma nodoa sequer. E se define como um “cidadão respeitado, honesto, competente, preparado e sem preconceito de qualquer natureza”.  E encerra seu comunicado com uma indagação no mínimo provocadora: “Existe um candidato que reúna as qualidades de Jadson Passinho Gonçalves?”

Em Tempo: A Coluna não conseguiu atestar se o comunicado é uma manifestação  séria e honesta ou uma “fake news”. Se ele se enquadrar no mundo das verdades, o senhor Jadson Passinho é bem vindo e pode dar uma baita contribuição para quebrar alguns paradigmas do cenário político.

 

São Luís, 17 de Outubro de 2018.

Prestigiado por Flávio Dino, Carlos Brandão voa para a Ásia sem definir sua situação no PSDB

 

Carlos Brandão perde PSDB, mas continua prestigiado por Flávio Dino
Forte como no cargo, o vice-governador Carlos Brandão perde PSDB, mas continua prestigiado pelo governador Flávio Dino

Tudo indica que pelo menos até o dia 29 deste mês o vice-governador Carlos Brandão será o presidente do PSDB no Maranhão, o que manterá em ´banho maria` a transição a transição por meio da qual o partido será entregue ao ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que por sua vez  desencadeará o processo que deve resultar na formalização da candidatura do de novo tucano senador Roberto Rocha ao Governo do Estado. Provavelmente ainda não informado oficialmente da mudança de rumo decidida pela cúpula do partido há duas semanas, num ato pomposo em que a cúpula do tucanato recebeu a filiação de Roberto Rocha, Carlos Brandão embarcou ontem para uma missão de 12 dias pela China, Coréia do Sul e Vietnã, liderando uma missão formada por representantes do Governo do Estado, da Prefeitura de São Luís, UEMA, Sebrae e empresários, que incursionará por aqueles países asiáticos para mostrar que o Maranhã está pronto para receber investimentos. Brandão não tem pressa de desmontar a estrutura que montou no ninho maranhense, que lhe permitiu mostrar força política e alinhamento integral com o governador Flávio Dino.

Com a experiência política que já acumulou, o vice-governador sabe que o jogo virou mesmo no PSDB e que ele não tem espaço no novo projeto partidário, que tem como objetivo principal lançar um candidato a governador e, assim, montar um palanque para o candidato presidencial do partido no Maranhão, rompendo assim a aliança que mantém com o governador Flávio Dino desde 2014. Não há mais dúvida de que o vice-governador e parte dos prefeitos eleitos pelo partido deixarão o PSDB por conta da reviravolta, mas, até por recomendação dos tucanos mais emplumados, esse processo terá de ocorrer sem truculência, mas de maneira republicana. Isso porque, vale lembrar, Carlos Brandão não está sendo mandado embora do partido, mas saindo por livre e espontânea vontade, motivado pelo fato de não se encaixar na nova linha de ação do ninho no Maranhão.

No meio político é dominante a indagação: qual será o novo pouso partidário do vice-governador Carlos Brandão? São Muitas as especulações. Uns dizem que ele desembarcará no DEM, para onde deve seguir o seu mentor político, o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares, que está deixando o PSB. Há quem diga que ele poderá se filiar ao PP, para reforçar o alinhamento do partido com o governador Flávio Dino, articulado pelo seu presidente regional, deputado federal André Fufuca, 2º vice-presidente da Câmara Federal. Correu o boato que ele reforçaria o PTdoB hoje liderado no estado pelo deputado federal Waldir Maranhão. E poderia até ingressar no PSB, ocupando o espaço a ser criado com a saída de José Reinaldo Tavares. É fato que Carlos Brandão está examinando todas as possibilidades, mas é fato também que ele não tomou decisão ainda sobre este assunto, o que só fará quando retornar da incursão pelos tigres asiáticos.

A situação do vice-governador Carlos Brandão tem peso e contrapeso. É fato que de um lado ele está sendo circunstancialmente obrigado a encarar o desconforto de deixar o PSDB que organizou e comandou à sua maneira nos últimos anos. Mas é fato também que tem recebido total apoio do governador Flávio Dino, que o tem prestigiado frequente e ostensivamente, confiando-lhe missões relevantes, como a presente viagem à China, Coréia do Sul e Vietnã à frente de uma alentada comitiva e com o desafiador objetivo de atrair investimentos para o Maranhão. Dessa maneira, além de dar utilidade efetiva ao posto de vice-governador, o governador tem demonstrado apreço pessoal e político por Carlos Brandão, dando a impressão de que não o deixará politicamente à deriva.

Isso não significa dizer que o manterá como candidato a vice, mas dá a entender claramente que o quer politicamente forte na aliança que lidera.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Folha faz retrato malfeito dos candidatos a governador no cenário sucessório do Maranhão

Flávio Dino vai para o confronto direto com Roseana Sarney e Roberto Rocha
Flávio Dino, Roseana Sarney e Roberto Rocha têm perfis minimizados pela Folha

Na sua edição domingueira, o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem mostrando que a corrida eleitoral do ano que vem está  estimulando grupos adversários a abrir janelas para composições até pouco tempo impensáveis. Segundo o que foi apurado, as alianças outrora improváveis estão sendo articuladas principalmente no Nordeste. Quando se refere ao Maranhão, o jornal que não haverá esse tipo de aliança no estado. Deixa no ar que a guerra será mesmo travada entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), tendo o senador Roberto Rocha (PSDB) como terceira via.

Chama atenção a má vontade com que a Folha se refere  aos três candidatos a governador.

O governador Flávio Dino é identificado como “citado por delatores da Odebrecht em inquérito que foi arquivado. É um dos investigados no STJ pela “farra das passagens”

Roseana Sarney é tão somente “a ex-governadora que quer voltar ao comando do Estado depois de ver seu grupo político derrotado em 2014 e de ter anunciado sua aposentadoria da política”.

E Roberto Rocha é o candidato que o PSDB “planeja lançar” após “romper com Flavio Dino, e abandonar o vice-governador”.

 

Mudanças no secretariado reforça a base política do Governo

Hewerton Pereira e Terezinha Fernandes: PP e PT reforçando aliança
Hewerton Pereira e Terezinha Fernandes: PP e PT reforçando aliança governista

O governador Flávio Dino sacramentou ontem o apoio do braço maranhense do PP à sua corrida pela reeleição ao dar posse a Hewerton Pereira no comando da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer, que vinha sendo comandada pelo petista Márcio Jardim. Entregou também a Secretaria da Mulher para a ex-deputada federal Terezinha Fernandes, ex-primeira-dama de Imperatriz. As mudanças foram feitas obedecendo à lógica que dá razão de ser a alianças e coligações. Ao fechar com o PP, o governador cobriu por antecipação o vácuo que está desenhado com o afastamento do PSDB. E usou habilidade surpreendente ao operar a mudança sem diminuir o tamanho do PT no seu Governo, que perdeu a   da Secretaria de Esportes e Lazer, mas ganhou a pasta que cuida da Mulher. Com as mudanças, os grupos envolvidos sentiram-se contemplados, de modo que a aliança partidária que lidera continua forte.

São Luís, 16 de Outubro de 2017.

Eleição para o Senado será duramente disputada e definirá o peso político do governador a ser eleito em 2018

 

Eliziane Gama, Weverton Rocha, José Reinaldo e Waldir Maranhão disoutam a chapa governista; Sarney Filho, João Alberto e Edison Lobão são nomes oposicionistas, e Hilton Gonçalo corre em faixa própria
Eliziane Gama, Weverton Rocha, José Reinaldo e Waldir Maranhão disputam a chapa governista; Sarney Filho, João Alberto e Edison Lobão são nomes oposicionistas, e Hilton Gonçalo corre em faixa própria, podendo lançar ou não a sua  candidatura

Todos os sinais emitidos até agora na seara política reforçam a impressão de que a disputa pelas duas cadeiras no Senado será uma das mais duras dos últimos tempos no Maranhão. Primeiro pelo poder de fogo dos candidatos assumidos até agora – José Reinaldo Tavares (PSB), João Alberto (PMDB), Sarney Filho (PV), Weverton Rocha (PDT), Edison Lobão (PMDB) e Eliziane Gama (PPS), Waldir Maranhão (PTdoB), Hilton Gonçalo (PCdoB), por exemplo -, e depois pela importância do confronto que se desenha entre os grupos, com o tempero que questões pessoais muito fortes estarão em jogo nessa corrida ao voto. A declaração do deputado federal José Reinaldo Tavares de que sua candidatura está incomodando muita gente e, por essas e outras razões,  não há hipótese de ele recuar desse projeto eleitoral, é um sintoma forte de que o caldo vai engrossar e de que muitos embates isolados serão travados ao longo da campanha eleitoral. Dentro da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que representa as atuais forças governistas, e do Grupo Sarney, hoje na oposição, há confrontos isolados entre aspirantes a candidato, o que contribui fortemente para tornar mais animada e tensa a corrida senatorial.

Na aliança governista, é intensa a disputa pelas vagas de candidato a senador na chapa do governador Flávio Dino, já que ele optou por deixar que os dois candidatos a senador sejam definidos com base na estratégia segundo a qual “quem se viabilizar, leva”. Nessa peneira, o aspirante nome mais destacado até agora é o deputado federal Weverton Rocha (PDT), que, praticando uma ação política ininterrupta e quase frenética, tem se mostrado o mais viável para ser um dos nomes da chapa. Na mesma linha de ação, só que mais discreta por causa da indefinição partidária – pertence ao PSB, mas deve migrar para o DEM em breve –, o deputado federal José Reinado Tavares se desdobra, até agora sem sucesso, para ser um dos ungidos à condição de candidato na chapa do governador. José Reinaldo tem avisado, com muita ênfase e frequência, que não desistiu de integrar a chapa do governador.

Também no arraial governista desponta a deputada federal Eliziane Gama (PPS) com a força de um furacão eleitoral na liderança disparada de todas as pesquisas que medem a corrida Senado. Em que pese o fato de o PPS não fazer parte da aliança de esquerda no plano nacional, no Maranhão o partido é fechado com o governador Flávio Dino, o que torna a deputada uma opção preferencial para o Senado. Num viés contrário, o deputado federal Waldir Maranhão tem sido uma espécie de sombra, que se movimenta embalado pelo suposto prestígio que ganhou do ex-presidente Lula da Silva (PT) e por gestos de boa vontade não declarada do governador Flávio Dino. Com um lastro de problemas que vão de citações na Lava Jato, passam por destrambelhos na presidência da Câmara Federal e chega a uma série de estripulias no estado, Maranhão faz as vezes de candidato, mas em princípio sem nenhuma garantia de que terá a uma das vagas da chapa liderada pelo governador.

No Grupo Sarney, o cenário é matematicamente o mesmo, com um candidato praticamente definido, o deputado federal Sarney Filho (PV), atual ministro do Meio Ambiente, e dois senadores – João Alberto e Edison Lobão, ambos do PMDB – em fim de mandato. Na montagem mais provável, Roseana Sarney (PMDB) será candidata ao Governo tendo João Alberto como vice e Sarney Filho e Edison Lobão como candidatos ao Senado. Nos bastidores do grupo especula-se também que na hipótese de o senador Edison Lobão decidir não se candidatar, a vaga de candidato poderá ser ocupada pelo seu suplente, o empresário Lobão Filho (PMDB). Outra especulação, essa menos consistente, dá conta de que essa vaga, se vier mesmo a ser aberta por desistência de Lobão poderá ser ocupada pelo deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

Em todas as conversas sobre a eleição para o Senado, o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), aparece como pré-candidato correndo por fora. Ele estaria dedicando parte do seu tempo a incursões por municípios, levando governistas e oposicionistas a enxergá-lo veem como uma alternativa viável num projeto independente. Além disso, outros nomes poderão surgir em torno da candidatura do senador Roberto Rocha (PSDB) ao Governo e do bloco de esquerda.

O cenário visível é que os dois grupos que se confrontam na guerra política em curso no Maranhão jogarão todas as suas fichas na eleição dos dois candidatos ao Senado. A eleição dos senadores poderá mostrar a força ou a fragilidade do candidato a ser eleito para o Governo. Uma avaliação honesta indicará que se o governador que sair das urnas de 2018 tiver os dois senadores terá peso em Brasília. Se eleger um só senador e deixar o outro com a Oposição, terá de se equilibrar. Mas se não eleger senador, será um governador frágil, condenado a amargar problemas sérios durante seu mandato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Gastos Públicos: em 33 meses, Governo Flávio Dino já movimentou R$ 34,4 bilhões

Bilhões foram movimentados pelo atual Governo
Bilhões foram movimentados pelo atual Governo nos seus primeiros mil dias

Nos seus mil dias de gestão, o que corresponde a 33 meses de atuação, o governador Flávio Dino já movimentou, pela via orçamentária, R$ 34,4 bilhões, de acordo com o que está divulgado no Portal da Transparência. Foram R$ 11,4 bilhões em 2015, R$ 12,9 bilhões em 2016 e R$ 9,9 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, com a previsão de que deve fechar o ano em curso com movimento superior a R$ 13 bilhões.

Em 2015, o Governo registrou execução orçamentária média de R$ 949,2 milhões por mês, o que resultou numa movimentação média de R$ 31,6 milhões por dia. No exercício de 2016, a movimentação mensal foi, em média, de R$ 1,08 bilhão, resultando em R$ 35,9 milhões a cada dia. E nos nove meses deste ano, a movimentação orçamentária média foi de 1,1 bilhão a cada mês, equivalendo a R$ 37,03 milhões a cada dia.

O item que mais pesou nas três execuções orçamentárias do atual Governo foi, como sempre, a folha de pessoal. Em 2015, gos gastos com o funcionalismo alcançaram R$ 5,3 bilhões, o que representou uma média mensal de R$ 443,7 milhões. No exercício de 2016, os gastos com pessoal deram um salto para R$ 5,8 bilhões, o equivalente a R$ 481,5 milhões por mês. Nos primeiros nove meses do ano em curso, a folha de pessoal custou R$ 4,3 bilhões, o que representou média de R$ 477,4 milhões por mês. Nos mil dias do Governo Flávio Dino, portanto, os servidores custaram nada menos que R$ 15,4 bilhões, cerca de 45% do total dos R$ 34,4 bilhões movimentados no período.

 

Prefeito de Imperatriz mostra habilidade política, convive bem com Governo e é bem avaliado

Assis Ramos e Flávio Dino: boa relação institucional
Assis Ramos e Flávio Dino: boa relação institucional com ganhos para Imperatriz

Marinheiro de primeira viagem e eleito derrotando as duas forças políticas mais poderosas que poderia enfrentar naquele pleito, o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (PMDB), deu os primeiros passos quase como se estivesse se movendo no escuro, gerando nos seus eleitores uma expectativa tensa. Seus eleitores cruzaram os dedos e seus adversários se prepararam para comemorar o que acreditavam que seria um retumbante fracasso. Erraram feio. Com medidas simples e práticas e determinação de delegado de Polícia acostumado com situações de altíssimo risco, o prefeito foi “domando a fera”, e hoje, nove meses e meio depois no cargo, surpreende aliados e adversários. Primeiro por ter o controle rigoroso da máquina que comanda, e segundo pela habilidade política com que vai se relacionando com adversários, incluindo o mais poderoso deles: o Governo do Estado. Sem abrir mão da condição de pemedebista, mas sem se deixar contaminar por cegueira raivosa, o prefeito de Imperatriz vai mantendo portas abertas e se relacionando com forças adversárias colocando os interesses da população em primeiro lugar. Um governista de alto coturno na Região Tocantina declarou à Coluna estar “surpreso” com a habilidade política do delegado que virou prefeito da segunda maior cidade do Maranhão contrariando todas as expectativas. Além de não criar problemas para as obras que o governador Flávio Dino está tocando em Imperatriz, o prefeito Assis Ramos tem feito boas parcerias com o Governo do Estado. “A relação está bem melhor do que a gente esperava. Ele é mais político do que alguns políticos profissionais”, disse o governista, sinalizando que o Palácio dos Leões, que esperava uma relação tumultuada com o gestor pemedebista, está satisfeito com a convivência mantida até agora com a Prefeitura de Imperatriz. A fonte governista observou que esse clima tem reforçado o prestígio do prefeito Assis Ramos, que tem aprovação elevada num momento em que a tendência é de queda na avaliação de administrações municipais.

São Luís, 14 de Outubro de 2017.

Flávio Dino tem situação política sólida e tendência eleitoral favorável nos 10 maiores municípios

 

Flávio Dino tem o apoio de Luis Fernando Silva
Flávio Dino tem o apoio de Edivaldo Jr. (lado), Luis Fernando Silva, Luciano Leitoa, Domingos Dutra, Francisco Nagib, Juscelino Oliveira e Vianey Bringel; Assis Ramos  e Fábio Gentil são oposição, e Zé Vieira é dúvida

Em meio ao tiroteio verbal que começa a agitar o mundo político por causa das eleições gerais do ano que vem no Maranhão, vozes oposicionistas tem trombeteado que o governador Flávio Dino (PCdoB) estaria força política nos grandes municípios. Uma rápida avaliação da posição do governador nos 10 maiores municípios maranhenses – São Luís, Imperatriz, Timon, Caxias, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Codó, Bacabal, Açailândia e Santa Inês -, onde estão concentrados 2,5 milhões de habitantes e cerca de 2 milhões de eleitores, indica que pelo menos politicamente o chefe do Poder Executivo tem consistência de sobra para viabilizar o seu projeto de reeleição. Flávio Dino tem o apoio aberto e declarado de sete prefeitos, convive bem com mais dois e dificuldades com apenas um, mas é quase certo que terá maioria de votos nesse Município.

Em São Luís, o governador Flávio Dino tem o apoio firme e decidido do prefeito Edivaldo Jr. (PDT), com quem mantém relações política e administrativa em grau de aliança partidária, traduzida numa parceria que só existia quando o prefeito da Capital era indicado pelo governador do Estado. Flávio Dino e Edivaldo Jr. quebraram o mito da “rebeldia” de São Luís, que não admitia uma relação saudável e produtiva do Palácio de la Ravardière com o Palácio dos Leões. Os dois têm mostrado que a convivência produtiva é o caminho, e tudo indica que o governador vai se dar bem nas urnas por conta dessa mudança de postura.

Hoje sob o comando do prefeito Assis Ramos (PMDB), Imperatriz poderia estar mergulhada em problemas por conta da distância política que separa o seu dirigente do governador do Estado. Mas, ao invés de fechar portas, como muitos esperavam e torciam para o aprofundando o fosso que os separa, o pemedebista Assis Ramos cuidou de estabelecer canais de comunicação e entendimento com o governador Flávio Dino. O resultado desse jogo de inteligência é que o Palácio dos Leões não criou até aqui qualquer problema para dificultar a vida do prefeito. Ao contrário, a boa convivência está produzindo bons frutos para a cidade. Essa situação pode fortalecer a posição do governador na Princesa do Tocantins.

O governador não enfrenta maiores problemas em Timon, onde o prefeito reeleito Luciano Leitoa (PSB) é linha de frente nas forças de apoio ao governador Flávio Dino. Ali, a única dificuldade que incomoda o governador é o fato de o Município ser politicamente dividido, com forte Oposição liderada pelo deputado estadual Alexandre Almeida (PSD), mas ninguém duvida de que o governador vença a eleição no município, se não   com grande folga, mas com uma margem segura. Situação inversa acontece em Caxias, o quarto maior município do Maranhão, onde o prefeito Fábio Gentil (PRB) faz Oposição ao Governo do Estado. O outro lado é comandado pelo deputado Humberto Coutinho (PDT), presidente da Assembleia Legislativa, aliado de primeira hora do governador Flávio Dino, o que dá ao governador a possibilidade de sair das urnas caxienses com boa votação, provavelmente a maior fatia.

Em São José de Ribamar, o governador conta com o apoio do prefeito Luis Fernando Silva (PSDB). Essa tendência se torna cada vez mais clara na medida em que o prefeito e o governador Flávio Dino construíram uma relação madura e consolidada pelo apoio do Palácio dos Leões à gestão municipal e a contrapartida do prefeito de São José de Ribamar. O lançamento da candidatura do senador tucano Roberto Rocha colocou o prefeito ribamarense numa situação delicada, mas ele já deixou claro que não romperá com o governador Flávio Dino, e tudo indica que trabalhará para assegurar-lhe a vitória. Em Paço do Lumiar, o governador Flávio Dino tem uma situação política confortável. Domingos Dutra (PCdoB), que contou com o apoio firme e decidido do Palácio dos Leões para sua eleição, tem dado sinais de que vai usar todo o seu cacife político para dar vitória eleitoral robusta ao governador Flávio Dino no município.

Em Codó, o governador Flávio Dino deve contar com o apoio do prefeito Francisco Nagib (PDT), que tem mostrado alinhamento com o Palácio dos Leões, devendo se desdobrar pela reeleição do chefe do Executivo estadual. Em Açailândia, a presença do prefeito Juscelino Oliveira (PCdoB) pode reforçar o prestígio do governador no Município, de modo a criar uma situação em que a vitória de Flávio Dino seja robusta.

Dois casos de dúvida: Santa Inês e Bacabal. No primeiro caso, a prefeita Vianey Bringel (PSDB), que encontrou o Município com muitos problemas,  vinha mantendo uma relação produtiva  com o Governo do Estado. A guinada do PSDB para a Oposição com a candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo cria, no mínimo, uma situação embaraçosa para a prefeita, havendo quem diga que ela se manterá na linha atual, mas há quem diga que ela poderá seguir a linha do partido. O quadro de Bacabal é muito complicado, a começar pelo fato de que o processo eleitoral ainda não foi concluído ali. Garantido por uma liminar que dificilmente terá validade por muito tempo, o prefeito José Vieira (PR) tenta se aproximar do Palácio dos Leões, mas poderá perder o cargo a qualquer momento. Com a queda de Zé Vieira, o cargo poderá ser assumido pelo deputado Roberto Costa (PMDB), que mantém relação sem traumas com o Governo e que poderá se movimentar na linha do prefeito de Imperatriz, Assis Ramos.

É verdade que em política tudo é possível e que o fato político inconsistente pode ser revisto de um momento para outro. Mas o cenário favorável ao governador Flávio Dino nos 10 maiores Municípios do Maranhão é sólido, pouco sujeito a mudanças.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Costa vive contagem regressiva para desfecho da eleição para prefeito de Bacabal

Roberto Costa: expectativa
Roberto Costa: expectativa

O deputado Roberto Costa vive uma espécie de contagem regressiva que definirá o resultado do processo eleitoral em Bacabal. Com base em decisões recentes da Justiça Federal e dela própria, a Justiça Eleitoral baterá martelo sobre o futuro do prefeito Zé Vieira, que foi reconhecido como ficha suja e deverá ter seus votos anulados. Esse desfecho poderá produzir duas situações: a primeira: o TSE manda empossar o segundo colocado, Roberto Costa, ou convoca nova eleição para prefeito de Coroatá. Especialistas em Direito Eleitoral ouvidos informalmente pela Coluna são quase unânimes em prever que a Justiça mandará empossar pemedebista Roberto Costa no cargo de prefeito, considerando remota a possibilidade de vir a convocar um novo pleito.

 

Madeira nega articulação para ser vice de Roseana ou ser candidato a senador.

Sebastião Madeira com Roberto Rocha
Sebastião Madeira com Roberto Rocha

O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira garante que não está operando por uma aliança com o Grupo Sarney para ser candidato a vice o a senador na chapa a ser liderada pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), conforme foi publicado em blogs. Madeira assinalou que, mesmo que quisesse, não poderia compor chapa com Roseana, pelo simples fato de que o partido dele tem um candidato, o senador Roberto Rocha, escolhido com seu aval. Para ele, seria uma insanidade política trabalhar por uma candidatura do seu próprio partido e depois tentar compor com um candidato de outro partido. O ex-prefeito reafirmou sua disposição de disputar uma cadeira na Câmara Federal, arquivando seu projeto inicial de disputar o Senado. Madeira não descarta uma aliança do PSDB com o PMDB no Maranhão, “desde que seja pela candidatura de Roberto Rocha ao Governo”.

São Luís, 12 de Outubro de 2017.

Edivaldo Jr., Tema Cunha e Carlos Brandão são opções para vice do governador Flávio Dino em 2018

 

Edivaldo Jr., Tema Cunha e Carlos Brandão são opções para a vice de Flávio Dino
Edivaldo Jr., Tema Cunha e Carlos Brandão são opções para a vice de Flávio Dino na disputa do ano que vem

Na última semana, uma possibilidade levantada há algum tempo pela Coluna ganhou força e sacudiu o meio político, a de que o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), venha ser candidato a vice-governador na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), que caminha para pleitear a reeleição. O assunto movimentou o noticiário da blogosfera, alcançou programas de rádio, animou muitas rodas de conversa e fez o sempre muito discreto prefeito Edivaldo Jr. a se manifestar para dizer que é e continuará sendo candidato a cuidar bem de São Luis até o final do seu mandato. Também recentemente, outra possibilidade foi intensamente comentada no meio político, a de que o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema Cunha (PSB), que preside a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), também é cotado para compor a chapa do governador como candidato a vice. Nesse contexto, é politicamente correto levar em conta a posição do vice-governador Carlos Brandão, que ficará em situação delicada, caso perca o controle do PSDB no Maranhão, como indica a ebulição que tem movimentado o ninho dos tucanos desde o retorno do senador Roberto Rocha aos quadros da agremiação, já na condição de candidato a governador.

A possibilidade de o prefeito Edivaldo Jr. vir a compor a chapa do governador Flávio Dino não é um projeto já com forma e conteúdo, mas é tem lastro e forte motivação para sê-lo.  Todas as análises sobre o futuro imediato do governador Flávio Dino sugerem que, se reeleito, ele cumprirá seu mandato até abril de 2022, quando se desincompatibilizará para candidatar-se ao Senado ou – quem sabe? – compor chapa e entrar na corrida presidencial, seja como vice, seja como cabeça de chapa. Se esse roteiro se concretizar em qualquer um dos cenários possíveis, o governador pretende passar o bastão governamental para alguém da sua mais absoluta confiança e que seja plenamente identificado com o seu projeto de Governo e de poder. Jovem, ficha limpa, com pés no chão e experiência sólida e sinalizando que pretende ir muito além do que o Palácio de la Ravardière, o prefeito de São Luís se encaixa inteiramente no vice imaginado pelo governador Flávio Dino.

Prefeito de Tuntum pela quinta vez, período em que transformou a cidade e o Município como um todo, e presidente da Famem pela terceira vez, Cleomar Tema Cunha construiu uma carreira que o tornou conhecido em todo o Maranhão, não apenas como um gestor eficiente, mas também como um articulador tarimbado, que conhece todas as filigranas da política maranhense, principalmente na seara por onde transitam prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e líderes municipais dos mais diversos naipes. Como prefeito de Tuntum, Tema Cunha vem se notabilizando pela capacidade que tem de mobilizar lideranças numa arrojada política municipalista, que o leva aos grandes e pequenos municípios maranhenses, cujos problemas conhece na palma da mão. Tema Cunha levanta a guarda quando alguém o provoca sobre o assunto, dizendo no máximo que o assunto não está na sua pauta política.  Mas na verdade, seu nome é considerado para vice do governador Flávio Dino.

O vice-governador Carlos Brandão encabeça a lista dos nomes lembrados para ser o companheiro de chapa do governador Flávio Dino em 2018. Não há como negar que ele tem exercido o seu papel de vice-governador corretamente e cumprindo missões para as quais é designado pelo governador, como incursões pela China, por exemplo, em busca de investimentos para o Maranhão.  Com posição firme pelo fato de comandar o PSDB no estado e mantê-lo na aliança que dá sustentação ao Governo, Brandão vive um duro processo de erosão política com a decisão do partido de migrar para oposição ao governador. Há quem acredite que, mesmo com esse revés partidário, ele continuará a compor a chapa como vice de Flávio Dino, mas há também os que acreditam que ele continuará na chapa.

Vale lembrar que ainda é muito cedo para que essa questão seja resolvida. Mas vale lembrar também que dificilmente a escolha do candidato a vice-governador sairá desse contexto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aliados do governador Flávio Dino, Luis Fernando e Neto Evangelista podem deixar o PSDB

Luis Fernando Silva e Neto Evangelista ficam com Flávio Dino
PSDB: Luis Fernando Silva e Neto Evangelista ficam com Flávio Dino

A reviravolta no PSDB com o ingresso e a candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Estado apanhou no contrapé o prefeito de São José de Ribamar Luis Fernando Silva, e o deputado estadual licenciado e secretário e Desenvolvimento Social, Neto Evangelista. Os dois já declararam que permanecerão na aliança liderada pelo governador Flávio Dino, mesmo que tenham de deixar o PSDB. Nesse momento, tudo indica que o caminho dos dois é mesmo sair do ninho dos tucanos e procurar um novo pouso partidário. Luis Fernando Silva justifica sua posição com dois argumentos. O primeiro é o de que ingressou no PSDB atendendo a convite formulado por Carlos Brandão. O outro é que mantém um bom relacionamento político e institucional com o governador Flávio Dino, não tendo, portanto, motivos para dar uma guinada no sentido de se afastar. O secretário Neto Evangelista, por sua vez, também não está disposto a  abrir mão do cargo e do seu relacionamento com o governador Flávio Dino, que lhe deu as condições necessárias para que levasse à frente vários programas sociais de grande importância, como os Restaurantes Populares, que triplicaram na sua gestão. Os dois estão dispostos mudar de partido para preservar o bom relacionamento com o Governo do PCdoB.

 

Hilton Gonçalo se movimenta como quem se prepara para entrar na briga eleitoral

16/05/2014.Crédito:Karlos Geromy/OIMP/D.A.Press.Brasil.São Luís-MA. Dr. Hilton Gonçalo do PDT-MA, reivindica candidatura para Governador do Maranhão.
Hilton Gonçalo poderá encarar as urnas em 2018

A definição das regras eleitorais deve levar o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), a decidir se permanecerá no cargo ou abrirão mão dele para encarar as urnas em 2018 disputando um mandato federal, seja de deputado federal ou de senador da República. O prefeito, cuja gestão é aprovada por mais de 80% da população, se dedica intensamente ao trabalho no sentido de melhorar o padrão de vida em Santa Rita, mas encontra tempo também incursionar pela região como alguém que está em busca de suporte eleitoral para as eleições do ano que vem. Político legitimado pelas elevadas votações que tem recebido e pelas boas avaliações do seu trabalho executivo, Hilton Gonçalo se mantém politicamente ativo e avaliando a possibilidade de encarar as urnas. E de acordo com políticos que o conhecem, não será surpresa se ele vier a se lançar candidato ao Senado nos primeiros dias de janeiro.

 

São Luís, 11 de Outubro de 2018.