Eliziane Gama afirma que é candidata ao Senado, “com a força de Deus”, e que candidatura é irreversível

 

Eliziane Gama: decisão de disputar uma cadeira no Senado
Eliziane Gama: decisão de disputar uma cadeira no Senado já como bom cacife

Coluna – Deputada Eliziane, a Senhora é mesmo candidata ao Senado?

Eliziane Gama – Sou sim. Deus já decidiu isso e está me guiando.

Coluna – É decisão irreversível ou é coisa do momento?

Eliziane Gama – É decisão irreversível. Sou candidata ao Senado, com a força de Deus.

A entrevista informal aconteceu ontem, por volta do meio-dia, no estacionamento da Assembleia Legislativa, onde a entrevistada passara boa parte da manhã participando de uma reunião sobre Conselho Tutelar. Ao contrário de outras vezes, quando o conteúdo e o ânimo das respostas causaram mais dúvidas do que certeza, as respostas de ontem foram categóricas, sem qualquer traço de vacilo. A deputada federal Eliziane Gama (PPS) é candidata a uma das vagas no Senado da República pelo Maranhão nas eleições do ano que vem. Ela abre mão de uma reeleição quase certa para a Câmara Federal para entrar numa guerra na qual medirá força política e eleitoral com concorrentes do quilate dos senadores Edison Lobão (PMDB) e (provavelmente) João Alberto (PMDB), e os deputados federais Weverton Rocha (PDT), Sarney Filho (PV) e José Reinado Tavares (PSB), para citar apenas os que se posicionaram até aqui.

Eliziane Gama entra na corrida senatorial com alguns diferenciais: é a única mulher entre os aspirantes à Câmara Alta, foi eleita deputada federal com mais de 130 mil votos, não tem padrinho e aparece nas pesquisas como o nome mais lembrado. Ou seja, reúne todas as condições para se credenciar como candidata a uma das vagas a serem preenchidas nas eleições do ano que vem. E não são condições simples, mas essenciais para quem se propõe a enfrentar as urnas em busca de um mandato majoritário. Os demais candidatos podem até reunir outras condições essenciais, mas nenhum deles até aqui entra na briga com esses diferenciais. E o atual contexto, no qual impera o chamado “politicamente correto” e onde as mulheres estão se mobilizando em verdadeiras cruzadas para ampliar sua presença no universo político, sua condição de mulher é um diferencial e tanto. Mas se não forem bem trabalhadas, essas mesmas condições que devem embalar o seu projeto senatorial podem funcionar também como calcanhares de Aquiles.

O cacife de Eliziane Gama para essa corrida tem sido em parte responsável pela indefinição do Palácio dos Leões para montar a dupla de candidatos ao Senado que integrará a chapa a ser liderada pelo governador Flávio Dino. Corre nos bastidores que a maior parte das pesquisas de acompanhamento que chegam ao conhecimento da cúpula do Governo aponta a deputada do PPS como líder na corrida senatorial, na maioria das vezes formando dupla com o deputado federal José Reinaldo Tavares. Tais informações têm balizado as observações do governador Flávio Dino, que deverá escolher seus candidatos em breve. Mas a deputada do PPS tem cacife político e eleitoral para entrar nessa briga, mesmo que venha lançar sua candidatura de maneira independente, sem vinculação com coligações.

Eliziane Gama sabe, por outro lado, não pode se encantar com o favoritismo apontado pelas pesquisas do momento. As duras lições que lhe foram passadas pelo fracasso monumental que amargou na eleição para a Prefeitura de São Luís, quando saiu da condição de favorita nas pesquisas, com aparência de imbatível, mas fez uma campanha pífia, morna, e acabou amargando um humilhante quarto lugar. Agora, se de fato está disposta a encarar a disputa em meio a candidatos fortes, a deputada do PPS tem a oportunidade de apagar a má impressão que sua participação no pleito de 2016 deixou no eleitorado da Grande São Luís, que costuma ser decisivo em eleições majoritárias.

Se estiver mesmo decidida a ser candidata ao Senado, a deputada Eliziane Gama contribuirá para o processo eleitoral no mínimo com um invejável gesto de coragem política, que na verdade revela sua saudável ousadia. E se souber conduzir sua candidatura com uma campanha inteligente, nada parecida com a apatia que a mostrou na corrida à Prefeitura da Capital, Eliziane Gama reúne todas as condições chegar ao Senado na esteira de uma eleição consagradora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Em lance cultural de ponta, Othelino Neto faz homenagem justa ao Samba maranhense

Othelino Neto: oportuna homenagem ao Samba do Maranhão
Othelino Neto: oportuna homenagem ao Samba do Maranhão

12 de Outubro, Dia Maranhense do Samba. A homenagem virou lei estadual ontem, quando o plenário da Assembleia Legislativa aprovou Projeto de Lei proposto pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), 1º vice-presidente e presidente em exercício do Poder Legislativo. A aprovação foi unânime, e revelou a atenção dos deputados estaduais para um dado cultural importante no riquíssimo universo da Música Popular Maranhense (MPM).

Para quem está fora do contexto da cultura musical do Maranhão, a iniciativa do deputado Othelino Neto de instituir, com força de lei estadual, uma data para homenagear o Samba no Maranhão, parece uma decisão graciosa, sem muita relevância. Só na aparência, porque quando se busca o Samba maranhense na sua essência, o que se encontra são jóias preciosas do cancioneiro popular, com ricas, surpreendentes e  desconcertantes variações, algumas consideradas originais, não encontradas nem na Bahia nem no Rio de Janeiro, polos culturais que disputam a condição de “berço” do Samba nacional.

Com a propriedade de quem foi a fundo na pesquisa sobre o Samba maranhense, o deputado Othelino Neto argumentou com precisão: “O Maranhão é terra dos batuques, do Tambor de Crioula, que é reconhecido nacionalmente como “avô” do Samba, terra da Turma da Mangueira, fundada na primeira metade do século passado, assim como terra dos Fuzileiros da Fuzarca de 1936, terra dos blocos tradicionais, uma forma ímpar de tocar Samba e que só existe aqui. Portanto, nada mais justo do que estabelecer um dia para comemorarmos o nosso Samba, pois se trata de um reconhecimento”.

Inspirado em fundamentos culturais incontestáveis, o autor do projeto afirma, com razão absoluta, que “fazer Samba no Maranhão não é inventar e sim apenas manter viva essa tradição”. E mostrando que não se limitou ao rico painel do gênero no universo urbano, Othelino Neto ampliou ainda mais o raio de alcance do seu projeto, foi buscar o Samba Rural, uma preciosa variação típica da Região do Munim, até hoje preservado, com um ritmo próprio, “herdado dos nossos ancestrais”.

Na fundamentação do seu projeto, o deputado Othelino Neto relacionou uma turma de sambistas que responde pelo que há de melhor no gênero:  Felipe, Leonardo, Amaral, Apolônio, Messias, Cristóvão Colombo Alô Brasil, Antônio Vieira, Lopes Bogéa, Zé Pivô, Maestro João Carlos (pai de Alcione Nazaré, a Marrom), Caboclinho, Tabaco, Bibi Silva (pai do nosso poeta, o também sambista genial César Teixeira), Sapinho, Luís de França, Patativa, Urubuzinho, Mascote e outros.

O deputado Othelino Neto foi preciso na argumentação: “Esse reconhecimento é vital em todos os sentidos, até para que as pessoas entendam que o samba também é uma manifestação do nosso Folclore, dos nossos folguedos, da nossa riqueza e diversidade cultural. Em suma, é legítimo e justo todo o apoio e incentivo ao samba maranhense para preservá-lo e fortalecê-lo cada vez mais”.

E para tornar mais completa a homenagem ao Samba maranhense, a data 12 de Outubro marca o aniversário de Cristóvão Alô Brasil, um dos mais geniais sambistas do Maranhão, uma escolha que contempla a todos os cultivadores do gênero em terras maranhenses. Valendo também a informação de que a data é feriado por conta de Nossa Senhora Aparecida e das Crianças.

 

Roberto Costa age corretamente ao buscar um desfecho para a crise que prejudica Bacabal

Roberto Costa: envolvimento politicamente correto com a crise em Bacabal
Roberto Costa: envolvido  corretamente com a crise em Bacabal

Algumas vozes têm criticado o deputado Roberto Costa (PMDB) por causa do seu envolvimento no imbróglio em que se transformou a eleição para a Prefeitura de Bacabal. Para começar, o deputado Roberto Costa saiu das urnas com mais de 18 mil votos, o que, independente de não ter vencido a eleição, lhe dá uma responsabilidade enorme em relação ao destino de Bacabal. Além do mais, o que está em jogo naquele município é a própria essência do processo eleitoral, que no caso foi inteiramente contaminado com a participação do ex-prefeito Zé Vieira (PR) de maneira ilegal segundo denunciou o Ministério Público ainda no período de registro de candidatura. A guerra judicial travada paralelamente ao processo eleitoral provou cabalmente que a decisão do Ministério Público de impugnar a candidatura de Zé Vieira estava correta, não por algum crime eleitoral – que até onde se sabe Zé Vieira não cometeu -, mas pela sua condição de político ficha suja, segundo sentenças prolatadas pela Justiça Federal. Nesse contexto, o deputado Roberto Costa não faz mais que sua obrigação permanecendo a postos, acompanhando, atuando onde for possível, enfim, contribuindo para que o imbróglio seja resolvido pela Justiça. É assim que age um político correto, comprometido com a causa pública e com as regras do jogo. Se desse as costas para a crise, não seria merecedor dos mais de 18 mil votos que recebeu dos bacabalenses. O exercício da política vai muito além dos bons momentos da vitória eleitoral. Ele inclui também o amargor das crises e a tensão das indefinições. A crise de Bacabal provoca os dois sentimentos. E eles são visíveis no deputado Roberto Costa, com a diferença de que ele é otimista quanto ao futuro.

São Luís, 21 de Novembro de 2017.

 

3 comentários sobre “Eliziane Gama afirma que é candidata ao Senado, “com a força de Deus”, e que candidatura é irreversível

  1. O timming da Eliziane já passou. Hoje ela encontra-se enterrada de debaixo do sovaco do Dino, foi ingênua quando abriu mão de ser candidata a Governadora pra se entregar pro projeto dele. Poderia até não se eleger, mas no mínimo teria se cacifado pra ser hoje a Prefeita de São Luís, mas não, por medo, ela preferiu abandonar seus eleitores e seguir o mesmo caminho de um também ex-político promissor do Estado: Pedro Celestino.

    Hoje, o folego politico dela é de gato, aguardar e comprovar.

  2. Show!! Que boa notícia! Com as opções que tínhamos era difícil até pensar como seria essa eleição para o senado, com a entrada de Eliziane na briga pelo o senado o eleitor ganha mais uma via, sem mancha na sua carreira política, tem feito um excelente trabalho na câmera federal…acredito que ela derrubara os caciques do estado nessa eleição, vai surpreender.

  3. Pra levar essa eleição tbm é preciso da força do povo e quem está a frente neste aspecto é Weverton Rocha, que já visitou vários municípios maranhenses, ouvindo as necessidades de cada um, ele está forte nesta caminhada

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