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Dino se licencia do Governo para se dedicar integralmente ao jogo duro da  campanha eleitoral

 

Flávio Dino se afasta do Governo para se dedicar à campanha pela reeleição

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu ontem uma demonstração de que tem os pés politicamente bem assentados no chão. Num gesto de desprendimento político e maturidade institucional, ele encaminhou à Assembleia Legislativa um pedido de licença do cargo para o período em que durar a campanha eleitoral na qual se movimenta para conquistar novo mandato. O comunicado foi recebido pelo presidente da instituição legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que o despachou para cumprir os trâmites normais. Licenciado do cargo, Flávio Dino pretende intensificar sua campanha à reeleição, determinado que está a comandar nas urnas uma ampla vitória da grande aliança partidária que conseguiu articular. Tudo leva a crer que o governador vai se desdobrar para consolidar o seu favoritismo apontado pelas pesquisas feitas até aqui, e mais do que isso, usar todo o seu prestígio para embalar as candidaturas dos deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) ao Senado, pretendendo também galvanizar a campanha dos seus aliados a deputado federal e deputado estadual num grande movimento que deverá também injetar “gás” na corrida do presidenciável Fernando Haddad (PT), já que se tornou quase impossível consolidar a candidatura do ex-presidente Lula da Silva ao Palácio do Planalto.

Licenciado do cargo, o governador Flávio Dino age exatamente em sentido contrário da maioria dos governadores candidatos à reeleição, que preferem permanecer no comando efetivo da máquina do que dele se desvencilhar por quatro semanas para ir ao encontro do eleitorado prestar contas e pedir votos. Com a atitude, governador do Maranhão quebra mais um “padrão” de comportamento político, demonstrando ser possível realizar um trabalho político forte e eficiente sem ter a “caneta na mão” em momentos decisivos como uma campanha eleitoral em que o futuro dele e da mega aliança partidária que comanda está em jogo.

Flávio Dino sabe que está em vantagem na corrida às urnas, que tem até aqui a preferência da maioria dos eleitores maranhenses e que tem condições de liquidar a fatura eleitoral em um só turno. Mas é dono de Inteligência política suficiente para saber que está em guerra aberta com adversários lastreados numa experiência madura, que tem no ex-presidente José Sarney (MDB), visto por muitos como a mais hábil raposa em atividade no País, o seu principal expoente. O governador sabe que cada passo, cada gesto, cada movimento seu está sendo medido e avaliado por quem conhece o jogo político e sabe tirar de um tropeço munição pesada para bombardear o adversário.  Principalmente agora, quando o Grupo Sarney, muito fragilizado com os catastróficos resultados eleitorais de 2014 e 2016, luta para se manter de pé e alimentar seu poder de fogo.

Ao se licenciar num momento decisivo da campanha eleitoral, o candidato Flávio Dino sinaliza com clareza que acredita piamente nos movimentos que o levam para mais perto do eleitorado. Político identificado com a sua geração, aposta alto nas redes sociais, investe bem na propaganda no rádio e na TV, mas acredita que o diferencial é encarar o cidadão “ao vivo e a cores”, como fez por longo período na pré-campanha e na campanha que o levou ao Palácio dos Leões em 2014. E vai para o corpo-a-corpo certo de que fez o que prometera e pode chegar agora, relatar os feitos e pedir para continuar trabalhando por mais quatro anos. Uma estratégia simples, mas que só pode produzir resultados se for praticada com jogo aberto, transparência e, principalmente, honestidade política. E principalmente com o argumento inevitável de um balanço positivo da sua gestão.

Licenciado do cargo, portanto, o governador Flávio Dino caminha também para o confronto direto dos debates, nos quais enfrentará a emedebista Roseana Sarney com seu lastro de 14 anos de poder, o senador  Roberto Rocha (PSDB) com um discurso desenvolvimentista bem articulado, a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (PSL), que tem na aliança com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) a sua principal bandeira, e os representantes da esquerda sonhadora, Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Firmeza democrática: atentado a Bolsonaro sacode o Brasil, mas não desestabiliza o processo eleitoral

Jair Bolsonaro: a democracia suporta sua candidatura, por ser um direito inalienável

Quem imaginou que o atentado a Jair Bolsonaro, candidato do PSL à presidente da República, praticado por um idiota político numa manifestação pública no interior de Minas Gerais, desestabilizaria o estado democrático de direito e comprometeria o processo sucessório em curso no Brasil, se deu mal. As reações imediatas condenando o ato criminoso, todas cobraram providências para que o processo seja mantido intacto e a democracia brasileira nada sofra além, claro, do trauma momentâneo e a possibilidade real de o candidato da direita sair do episódio beneficiado com um caminhão de votos a mais, melhorando sensivelmente a sua já destacada posição na corrida ao Palácio do Planalto. “Acabaram de o eleger”, declarou um dos filhos do candidato tão logo recebeu a notícia da agressão ao pai, numa espantosa  demonstração de pragmatismo, fazendo uma focada interpretação do episódio, enquanto o vereador Chico Carvalho, que preside o partido no Maranhão, que igualmente pragmático manifestou torcida para que o presidenciável  recupere logo e volte para a planície, rogando para que “Deus possa proteger a todos e que possa nos da sabedoria para juntos decidirmos o futuro de nosso país e de nossos estados”, afirmou. No mais, a previsão mais consistente é a de que os bolsonaristas vão usar o episódio à exaustão para tirar proveito político e eleitoral do ato tresloucado. No mais é manter a serenidade, apostar nos postulados da democracia, evitar e ignorar provocações e confrontos. A hora é de serenidade e de firmeza e não de oportunismo. A candidata do PSL ao Governo do Estado, ex-prefeita Maura Jorge, tem de estar preparada para conduzir essa situação nova, delicada e perigosa.

 

Escutec mostrou números diferentes da média de todas as pesquisas feitas até agora

Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge. Odívio Neto e Ramon Zapata encontram-se na pesquisa Escutec a mesma posição segundo os últimos, levantamentos, mas com números surpreendentemente muito diferentes

Último instituto a entrar no circuito da campanha eleitoral para aferir as preferências do eleitorado na corrida ao Governo do Estado e ao Senado, o Escutec trouxe uma pesquisa que destoa de tudo o que foi apurado até agora pelos vários institutos em suas pesquisas – DataIlha, Exata, Econométrica e Ibope. Os números encontrados pelo Escutec se distanciam fortemente dos mostrados pelos três primeiros institutos, e se aproximam dos do Ibope, formando dois blocos de avaliação. Daí uma série de restrições ao relatório da pesquisa Escutec/O Estado, cujo resultado é o seguinte:

Para o Governo do Estado: Flávio Dino (42%), Roseana Sarney (36%), Roberto Rocha (6%), Maura Jorge (5%), Ramon Zapata (1%) e Odívio Neto não pontuou. No levantamento, 6% disseram que votarão em branco ou anularão o voto e 4% não quis ou não soube responder.

Já para o Senado, o quadro se distancia ainda mais da média do que vem sendo mostrado por outros institutos. Os números são os seguintes: Edison Lobão (31%), Sarney Filho (28%), Eliziane Gama (21%), Zé Reinaldo (12%), Weverton Rocha (10%), Alexandre Almeida (4%), Saulo Arcangeli (2%), Bruno Iêgo (1%), Saulo Pinto (1%), Preta Lú (1%) e Samuel Campelo não pontuou.

Independente das eventuais controvérsias que possa conter, a pesquisa Escutec/O Estado é um levantamento que deve ser levado em conta por todos os candidatos.

Em Tempo: a pesquisa Escutec/O Estado foi realizada no período de 25 a 28 de Agosto, ouviu dois mil eleitores, tem margem de erro de 2.19% e está registrada na Justiça Eleitora com o protocolo MA-07603/2018.

São Luís, 07 de Setembro de 2018.

Indefinição quanto a candidato presidencial deixa Roseana Sarney numa situação desconfortável na corrida eleitoral

 

Roseana Sarney usa Lula da Silva mas pode ser pressionada a fazer campanha para Henrique Meirelles

O governador Flávio Dino (PCdoB) está firme com o ex-presidente Lula da Silva (PT) e deve abraçar a candidatura do ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), caso ela venha a ser confirmada; o senador Roberto Rocha (PSDB) está “colado” em Geraldo Alckmin (PSDB); a ex-prefeita Maura Jorge (PSL) não arreda da aliança com Jair Bolsonaro (PSL); Odívio Neto (PSOL) segue sem discutir Guilherme Boulos (PSOL), e Ramon Zapata (PSTU) está totalmente alinhado a Vera Lúcia (PSTU). Na corrida eleitoral do Maranhão, o único candidato que ainda não definiu posição clara e definitiva em relação a candidato a presidente da República é a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que até tem feito esforços para vincular-se ao ex-presidente Lula, ignorando ostensivamente o candidato do seu partido, Henrique Meirelles, que até agora não conseguiu romper a  desafiadora e desestimulante barreira do 1%. O maior problema da ex-governadora é que o ex-presidente Lula firmou aliança sólida com o governador Flávio Dino, que vai muito além do plano pessoal, já que envolve direta e formalmente o PT.

A situação da ex-governadora Roseana Sarney é igualmente complicada e delicada. Complicada porque ela espera contar com o apoio de um candidato que lidera com folga a corrida ao Palácio do Planalto e que já declarou apoio ao líder da corrida ao Palácio dos Leões. E delicada porque ela está obrigada, por imposição partidária, a apoiar um candidato que ninguém conhece e que patina na rabeira do grupo que briga pela presidência da República. E à medida que a campanha avança, a candidata do MDB se expõe numa constrangedora contradição, insistindo em citar o ex-presidente Lula na sua propaganda, diante do fato, incontestável, de que todas as manifestações dele, do seu porta-voz Fernando Haddad e do PT como um todo têm sido rigorosamente alinhadas ao governador Flávio Dino.

Nesse contexto, no qual as posições estão muito claras, chama a atenção o fato de que marqueteiros responsáveis pela propaganda de campanha da ex-governadora ainda não tenham se dado conta de que o ex-presidente Lula não se encaixa no discurso de campanha dela. Primeiro porque, ainda que tenha restado algum vínculo de natureza pessoal entre Lula e os Sarney depois de um casamento político de mais de uma década, os acontecimentos que culminaram com a polêmica deposição da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, por um movimento liderado pelo MDB, e depois com a condenação e prisão do ex-presidente Lula no implacável e controvertido rolo compressor da Operação Lava-Jato, que o jogaram na lista negra dos ficha suja, abriram um largo e profundo fosso político nessa relação, tornando quase impossível a reconstrução de uma aliança neste momento. E depois, porque o governador Flávio Dino tem tido papel destacado na defesa do ex-presidente Lula em todos os foros, ocupando no campo petista uma posição que a ex-governadora não tem condições de ocupar.

A situação se torna cada vez mais complicada para a ex-governadora à medida que, de um lado, o ex-presidente Lula vai saindo de cena e sendo substituído por Fernando Haddad, que por sua vez incorporou integralmente a aliança do PT com o PCdoB no Maranhão, totalmente avalizada pelo líder maior do partido, criando uma situação que praticamente desautoriza qualquer outro candidato, a começar pela emedebista, a usar Lula como mote de campanha. De outro, são fortes os sinais de que Henrique Meirelles vai mesmo cobrar o alinhamento dos candidatos a governador emedebistas de todo o País em relação ao sua candidatura, o que, se de fato vier a acontecer, obrigará Roseana Sarney a assumir a bandeira do ex-ministro da Fazenda.

Trata-se de um imbróglio com alguns vieses e que terá de ser solucionado o mais rapidamente possível, sob pena de, seduzidos pelo poder do Midas político e eleitoral em que se transformou o ex-presidente Lula, os marqueteiros de Roseana Sarney insistam em usá-lo, tornando seu discurso inócuo e politica e eleitoralmente desgastante, menosprezando o seu próprio cacife.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Em crescimento no plano nacional, Fernando Haddad deve disparar no Maranhão

Haddad já é 6º no plano nacional e já deixa Bolsonaro para trás na corrida no Maranhão

A pesquisa Ibope apontando as preferências do eleitorado para presidente da República, feita agora num cenário sem o ex-presidente Lula da Silva,  sinalizou com clareza que seu substituto, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) poderá, sim, entrar na disputa para valer a faixa presidencial, à medida que apareceu com 6% num cenário em que Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 22%, seguido por Marina Silva (Rede) com 12%, empatada com Ciro Gomes (PDT) com 12% e Geraldo Alckmin (PSDB) com 9%. Enquanto avança no cenário nacional, no Maranhão, ele aponta para  ser um fenômeno eleitoral. Na sua pesquisa mais recente, feita na semana passada, o Instituto DataIlha investigou as intenções de voto dos maranhenses e encontrou o ex-presidente Lula com 69,41%  e Fernando Haddad com 29,84% das preferências simplesmente ao ser citado como eventual substituto do líder petista. Ou seja, se a sua candidatura for mesmo formalizada como está sendo desenhado, e a dobradinha com o governador Flávio Dino for consolidada, o que certamente acontecerá, o ex-prefeito de São Paulo deverá disparar no eleitorado do Maranhão, podendo mesmo alcançar mais de 50% dos votos, batendo com facilidade e por larga margem em Jair Bolsonaro, que no momento tem aquib 18% das intenções de voto. É só uma questão de definir e deixar a campanha avançar, uma vez que a fidelidade do eleitorado de Lula é firme e em sua maioria disposto a votar em quem ele indicar, caso fique mesmo de fora da corrida ao Palácio do Planalto. E nesse quadro de preferências o candidato do MDB, Henrique Meirelles, não tem a menor chance de entrar.

 

Adversários históricos, Sebastião Madeira e Ildon Marques brigam em Imperatriz por vaga na Câmara Federal

Sebastião madeira e Ildon Marques: polarização forte em Imoperatriz

Informações chegadas de Imperatriz por fontes diferentes apontam para o mesmo ambiente de dura disputa entre dois adversários históricos: os ex-prefeitos Sebastião Madeira (PSDB) e Ildon Marques (PP) por vaga na Câmara Federal. Não há um confronto direto, aberto, dos dois, mas ninguém duvida de que evolui ali uma polarização forte, estimulando até mesmo bolsas informais de aposta. Sebastião Madeira e Ildon Marques não brigam no plano nacional, já que os dois apoiam o tucano Geraldo Alckmin, mas divergem na corrida estadual, na qual o tucano apoia o senador Roberto Rocha e o pepista segue a orientação do partido apoiando o projeto de reeleição do governador Flávio Dino. Em meio ao fogo cruzado, o atual prefeito da Princesa do Tocantins, Assis Ramos (MDB), sinaliza apoio ao projeto de renovação do mandato do federal João Marcelo (MDB).

São Luís, 05 de Setembro de 2018.

Candidatos a governador dizem a empresários como vão agir nos campos tributário e fiscal

 

Flávio Dino defendeu as ´políticas tributária e fiscal do seu Governo diante de empresários, no encontro realizado pala Federação das Indústrias do Maranhão

Foi esclarecedor o Encontro Empresarial com Candidatos a Governador, realizado ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão  (Fiema) com três dos candidatos melhor posicionados nas pesquisas. Os três que compareceram – o governador Flávio Dino (PCdoB), Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) –  traduziram bem o cenário tributário e fiscal do Maranhão, que pode ser resumido assim: um Estado com um rendimento tributário, limitado e com muitas dificuldades para ajustar sua realidade fiscal às necessidades, exigindo sacrifícios por parte do Poder Executivo. Essa realidade é fruto da dramática situação econômica que vem assolando o Brasil desde 2014 e que resultou em nada menos do  que o fechamento de 13 milhões de postos de trabalho no País, mergulhando a economia brasileira num implacável processo de fragilização. Nesse cenário, o Maranhão, que está na ponta da linha, paga um preço cruelmente elevado, obrigando governador Flávio Dino, que herdou a bomba em 2015, a fazer esforços gigantescos para manter uma política fiscal sustentada num férreo controle de gastos e numa definição rigorosa de prioridades. Candidata a um quinto mandato, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) não compareceu, responsabilizando uma virose pela sua ausência.

Primeiro a responder perguntas e questionamentos de empresários, o governador Flávio Dino não fez rodeios, sendo direto nos pontos de maior interesse do empresariado: política tributária, investimentos e geração de emprego e renda. O governador foi claro ao afirmar que a política tributária do seu Governo é sustentada na realidade de um Estado que tem enorme responsabilidade social e por isso precisa de uma arrecadação que se aproxime ao máximo das necessidades. Flávio Dino rebateu a acusação feita pela Oposição de que exorbita nas alíquotas de ICMS, principalmente nos casos da energia e dos combustíveis, deixando claro que a verdade é outra, uma vez que a maioria dos estados cobra muito mais que o Maranhão. Demonstrou que tem uma política tributária diferenciada para os pequenos negócios e que, ao contrário do que dizem seus opositores, não beneficia grandes empresas, que no seu governo recebem tratamento mais justo possível, que se baseia principalmente na capacidade dessas empresas gerarem emprego e renda. Além do mais, a situação tributária estadual é um reflexo da dura realidade econômica do País, que atinge fortemente estados, mas que, mesmo assim, o Maranhão está avançando, como muitas dificuldades, mas sem malabarismo nem traumas. Flávio Dino saiu da conversa como entrou: seguro de que faz uma política tributária equilibrada para as condições econômicas do Maranhão.

Maura Jorge expõe suas ideias tributárias e fiscais aos empresários em encontro

Maura Jorge fez uma participação modesta, sem avançar muito nas engrenagens do tema, provavelmente por não ter uma visão mais abrangente. Entrou e se manteve pelo caminho mais fácil, o de pintar com cores dramáticas o desemprego que, a exemplo do País, assola o Maranhão, o que causa, segundo o seu entendimento, “uma enorme frustração, principalmente nos jovens”. Sem entrar na complexidade técnica da engrenagem tributária e, por via de desdobramento, na realidade fiscal definida pelo Governo, a candidata do PSL insistiu na tecla segundo a qual é preciso gerar emprego e renda, dizendo acreditar que tem condições de fazer isso se conseguir o aval da maioria do eleitorado para trabalhar pelos próximos quatro anos no Palácio dos Leões.

Roberto Rocha criticou política tributária do governador Flávio Dino durante encontro

O candidato Roberto Rocha (PSDB) centrou seu discurso inicial em críticas à política fiscal do atual Governo, acusando o governador Flávio Dino de “ter gastado mau”. Para ele, o governador “é um Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos ricos”, referindo-se à política tributária que estimula grandes empresas a ampliar seus investimentos. O candidato tucano disse que, se eleito, reverá a atual política tributária, mudando, por exemplo, as bases atuais do ICMS, sem explicar, no entanto, onde buscará recursos para cobrir as despesas do Governo com servidores, custeio e investimentos. Focado num discurso destinado a atingir o governador Flávio Dino, o senador Roberto Rocha criticou a política fiscal (arrecadação e gastos), afirmando que o Governo “gastou muito e mau”, mas sem dizer exatamente o que, na sua opinião, deveria ser feito diante de um cenário tão complexo como o que o Flávio Dino enfrenta, e que ele enfrentará se eleitor for.

O fato é que na avaliação de muitos, mesmo alimentando alguns pontos de desacordo com a classe empresarial, o governador Flávio Dino saiu do auditório do Sebrae bem avaliado, a começar pelo fato de que sua fala é a de quem está no comando da máquina estatal e, assim, enfrentando as dificuldades de caixa e as limitações dos gastos. Maura Jorge e Roberto Rocha deram seus recados, mas falaram como quem quer chegar lá e, por isso, mostram uma realidade bem  mais fácil de ser domada. Quanto à ex-governadora Roseana Sarney, ela perdeu uma boa oportunidade de dizer o que pretende nesse campo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Graça Paz comunica candidatura de vice-governadora à Assembleia, confirma candidatura do filho à sua vaga e pede apoio

Graça Paz informa sua candidatura a vice de Roberto Rocha na Assembleia Legislativa

Candidata à vice-governadora na chapa do senador Roberto Rocha, candidato do PSDB ao Governo do Estado, a deputada estadual Graça Paz (PSDB) ocupou ontem a tribuna da Assembleia Legislativa para fazer ao mesmo tempo um comunicado, uma apresentação e um pedido.

Ela comunicou aos deputados sua candidatura à vice-governadora, argumentando que não havia ainda feito essa comunicação: “Eu vim a esta tribuna confirmar, que eu sou candidata a vice-governadora do PSDB, do nosso candidato a governador Roberto Rocha. Eu  acho que fui escolhida por vários motivos: por ser mulher, mãe, avó, esposa, dona de casa, conhecedora dos problemas do meu povo, por ter dentro de casa sete mandatos, três do meu marido, o ex-deputado Clodomir Paz, e quatro meu. Sete mandatos prestando serviço ao povo do Maranhão, andando em todos esses municípios, conhecendo os problemas do nosso povo e tentando resolver, tentando ajudar, é o que nós temos feito ao longo de nossa vida. Roberto Rocha viu em mim, com certeza, uma figura que pode ajudar, ficha limpa, nome limpo, em todos esses mandatos – claro que eu me orgulho por isso. O partido escolheu uma mulher representante também das mulheres maranhenses, escolheu uma Deputada prestigiando também a nossa Casa, e eu acho que o povo do Maranhão poderá reconhecer e aplaudir esta escolha”.

Em seguida, fez a apresentação: “Indicamos meu filho (candidato a deputado estadual), Guilherme Paz, um jovem advogado, competente. E eu tenho certeza que com o que ele viu, o que ele aprendeu dentro da nossa casa, com o pai, Clodomir Paz, e com a mãe, Graça Paz, com a juventude que ele tem, é um menino estudioso, ele vai fazer mais e vai fazer melhor. Isso só me faz ter muito orgulho deste filho”.

O pedido: “É isto que eu vim dizer: sou candidata à vice-governadora e peço o apoio de todos os meus colegas, peço apoio da imprensa, dos funcionários desta Casa, da galeria, para que a gente possa continuar o trabalho que vem fazendo e que vem agradando o povo de meu estado, porque, se não, nós não estaríamos agora no nosso sétimo mandato”.

 

Daniella Tema intensifica campanha como um dos nomes com força eleitoral para chegar à Assembleia Legislativa

Daniella Tema, ao lado do governador Flávio Dino em Dom Pedro: nome forte para a Assembleia Legislativa

A campanha eleitoral começa de fato a “pegar fogo”, principalmente na caça ao voto para a Assembleia Legislativa, envolvendo mais de 500 candidatos. Nos bastidores começa-se a rascunhar listas de favoritos, que mudam a cada momento, sendo a mais movimentada delas a do “chapão” da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Nesse contexto de “quem é quem” na caça ao voto, um dos nomes que surgiu forte na pré-campanha e vem se mantendo firme é o nome da nutricionista Daniella Tema (DEM), que tem como base a região do Sertão, a partir de Tuntum, Presidente Dutra e Dom Pedro, se espalhando por mais duas dezenas de municípios do Leste, da Baixada Ocidental e na Ilha de São Luís. Incentivada pelo experiente e bem articulado prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), que também preside a Famem e conhece como poucos o caminho das pedras políticas do Maranhão, Daniella Tema tem a seu favor sua juventude, uma consciência política forte, grande desenvoltura e um discurso com início, meio e fim, focado no compromisso de dedicar o mantado à busca de soluções para os problemas dos municípios e do estado como um todo. Ela vem percorrendo as regiões onde sua ação política vem encontrando respaldo, sendo por isso apontada como um dos nomes fortes para compor o plenário da Assembleia Legislativa a partir de fevereiro de 2019. Seus aliados manifestam claro otimismo por um desfecho positivo da sua campanha e seus concorrentes se referem a ela como nome que vem ganhando mais projeção na campanha.

São Luís, 04 de Setembro de 2018.

Candidatos proporcionais omitem candidatos ao Senado nas suas peças de propaganda usadas na campanha

 

Edison Lobão, Sarney Filho, Eliziane Gama, José Reinaldo, Weverton Rocha e Alexandre Almeida praticamente não atuam como duplas e estão no “cada um por si e Deus por todos”, seguindo cada um a sua própria estratégia de caça ao voto

Algo muito estranho está contaminando e, ao mesmo tempo, complicando a corrida para o Senado Federal no Maranhão: grande parte dos candidatos a deputado estadual e a deputado federal está ignorando, na sua propaganda em papel e em vídeo, o fato de que são duas, e não uma, as vagas que estão em disputa para o Senado da República. E essa “indiferença” em relação ao segundo candidato vem criando uma situação esdrúxula, pois passa ao eleitor desavisado a impressão de que só existe uma vaga para o Senado. A distorção está acontecendo em todas as coligações, causando, se não uma confusão, um clima de desinformação generalizada que, se não for esclarecido urgentemente, em larga escala, e com muita ênfase, pode levar a uma distorção perigosa o suficiente para comprometer a representatividade dos eleitos.

Candidatos a deputado estadual e a deputado federal estão fazendo dobradinha com apenas um candidato a senador nas coligações lideradas pelo governador Flávio Dino (PCdoB), pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e pelo senador Roberto Rocha (PSDB). Apenas os candidatos proporcionais das coligações que têm à frente Maura Jorge (PSL) – com um candidato apenas, Samuel Campelo (PRTB) – e Odívio Neto (PSOL-PCB), e o PSTU de Ramon Zapata estão “vendendo” seus nomes ao Senado em duplas, como parece ser mais lógico em se tratando de aliança partidária.

“Sou Fábio Macedo e meu candidato ao Senado é Weverton Rocha”, declara enfaticamente o deputado estadual Fábio Macedo (PDT), em busca da reeleição, deixando no ar grande dúvida: ele apoia mesmo só um candidato a senador? Qual sua posição em relação à outra vaga, que tem a deputada federal Eliziane Gama (PPS), da sua coligação, como candidata? Outro exemplo: a deputada federal Luana Costa (PSC), que pertence à coligação “O Maranhão quer mais”, não faz qualquer referência aos candidatos ao Senado, senador Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV). O mesmo ocorre com o empresário e ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques, que não estampa no seu material de campanha o nome de seus candidatos ao Senado nem o nome do candidato a governador. Há também inúmeros casos como o que envolve deputado federal André Fufuca (PP), da coligação “Maranhão de Todos”, que vota com Weverton Rocha e declarou apoio ao candidato Sarney Filho para a outra vaga. Em outro viés, Márcio Jerry (PCdoB), candidato a deputado federal, exibe na sua propaganda impressa os dois candidatos senatoriais da sua coligação, Weverton Rocha e Eliziane Gama. O mesmo está fazendo no seu material de propaganda o deputado presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto (PCdoB), que informa com clareza que tem dois candidatos a senador, Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Essa omissão está sendo ostensiva em relação aos candidatos ao Senado e chega a ser agressiva, atingindo os próprios candidatos, porque nas suas propagandas não indicam os nomes dos colegas de coligação para a outra vaga. Assim: Sarney Filho (PV) não inclui Edison Lobão (MDB) na sua propaganda e vice-versa; Weberton Rocha faz campanha isolado de Eliziane Gama, que faz o mesmo em relação a ele; e José Reinaldo (PSDB) ignora totalmente o colega de partido Alexandre Almeida (PSDB), que também faz de conta que ele não existe para a outra vaga. Nessa peleja marcada pelo “cada um por si e Deus por todos”, a campanha transcorre esquisita, com certo ar de confusão, como se não houvesse duas vagas no Senado.

A situação de agora é bem diferente de 2010, por exemplo, quando os hoje senadores Edison Lobão e João Alberto formaram uma chapa compacta, de aliança, e venceram a eleição para as duas vagas no Senado sem necessidade de um correr para um lado e outro para outro, como se fossem concorrentes para uma única vaga, sem nem de longe produzir o clima de confusão como a disputa de agora. Trata-se de um cenário.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa mostra uma disputa dura pelas vagas no Senado

Pesquisa DataIlha/Difusora mostra Eliziane Gama, Edison Lobão, Sarney Filho e Weverton Rocha muito próximos, ligados pela margem de erro

A pesquisa DataIlha/Difusora encontrou um cenário que reforça mais ainda a impressão de que a corrida ao Senado encontra-se intrincada com os quatro candidatos mais bem posicionados na preferência do eleitorado no mesmo patamar, ligados pela margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Eliziane Gama surpreende com 10,01% das intenções de voto, à frente de  Edison Lobão (MDB) com 9,40%, Sarney Filho (PV) com 9,23% e Weverton Rocha (PDT) com 7,51%. Os quatro candidatos estão rigorosamente no mesmo patamar, sendo absolutamente impossível prevê um desfecho neste momento.

Esse grupo é formado exatamente pelos candidatos que reúnem cacife político e eleitoral. Eliziane Gama, por exemplo, ganhou ânimo novo depois que o governador Flávio Dino declarou que ela, sim, é a “guerreira” do Maranhão. O senador Edison Lobão é um “ás” da política, que sabe o que faz quando sua posição de liderança é ameaçada. Sarney Filho vai se movimentando para não permitir que Weverton Rocha chegue de vez, o que é um problema, porque o pedetista é arrojado e está disposto a jogar tudo para se eleger e conta com o apoio integral do governador Flávio Dino. E é exatamente esse poder de fogo que cada um tem que alimenta ba saudável guerra pelo voto.

No grupo que vem em seguida está assim formado, segundo a pesquisa: José Reinaldo (PSDB) com 5,60%, Alexandre Almeida (PSDB) com 1,13%, Preta Lú (PSTU) com 0,39%, Samuel Campelo (PSL) e Saulo Pinto (PSOL) com 0,22%, Iêgo Brunno (PCB) com 0,20%, e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,5%. Brancos e nulos somaram 17,57%.

 

Números do DataIlha e da Econométrica sobre corrida sucessória batem

Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge. Odívio Neto e Ramon Zapata encontram-se na mesma posição segundo as duas últimas pesquisas

É quase uma regra nas campanhas eleitorais no Maranhão: as pesquisas são sempre desacreditadas por candidatos que estão perdendo e, claro, valorizadas ao extremo pelos que as lideram. O que ocorre no Maranhão neste momento é a confirmação desse jogo. Daí ser interessante a comparação dos números das duas pesquisas mais recentes sobre a corrida ao Palácio dos Leões, feitas pelos institutos DataIlha e Econométrica. Os percentuais de intenção de voto são praticamente iguais, confirmando a tendência já consolidada desde a pré-campanha.

Na pesquisa DataIlha/TV Difusora, o governador Flávio Dino (PCdoB) lidera com  60,47% dos votos válidos contra 30,08% de Roseana Sarney (MDB). Roberto Rocha (PSDB) aparece com 4,4%, Maura Jorge (PSL) com 3,56% e Ramon Zapata (PSTU) com 0,6% e Odívio Neto (PSOL) com 0,2%. A votação nominal encontrou 18,65% de nulos, brancos e indecisos.

A pesquisa Econométrica/TV Guará, divulgada na semana passada, encontrou o governador Flávio Dino com 60% dos votos válidos contra 32% da ex-governadora Roseana Sarney, seguida do senador Roberto Rocha com 4,2%, de Maura Jorge com 2,4%, Ramon Zapata e Odívio Neto somados não foram além de 1%. O levantamento da Econométrica encontrou 11,5% de brancos, nulos e indecisos.

Outras pesquisas recentes, como a do Ibope e a do instituto Exata encontraram números próximos, que poderiam se alinhar pela margem de erro, via de regra de três pontos percentuais para mais e para menos. Ou seja, se tais institutos não estiverem cometendo um erro coletivo monumental, o governador Flávio Dino caminha firme para a reeleição, tendência que só poderá ser revertida com surgimentos de fatos excepcionais durante a campanha, o que é improvável que aconteça.

São Luís, 03 de Setembro de 2018.

 

Início de campanha indica favoritismo de Flávio Dino e dificuldades de Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge para reverter tendência

 

Flávio Dino mantém favoritismo na corrida com Roseana Sarney e Roberto Rocha na corrida ao Palácio dos Leões

O que foi nitidamente rascunhado ao longo da pré-campanha eleitoral para o Governo do Estado começa a ser confirmado com desenho bem nítido na campanha para valer, com todos os seus ingredientes: todas as informações de números e movimentos indicam com clareza que o  governador Flávio Dino (PCdoB) caminha firme para conquistar mais um mandato, tendendo a fechar a conta em turno único à medida que os demais concorrentes não dão sinais de que dispõem de gás político, argumento programático ou encanto pessoal suficientes para reverter o quadro e apontar um desfecho diferente. Até o momento, a liderança e o  favoritismo do governador nessa corrida estão estampados nas pesquisas de opinião, no gigantismo da aliança partidária que articulou, no  desempenho positivo do seu Governo e na desenvoltura pessoal e política do próprio candidato do PCdoB. No contraponto, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), melhor posicionada no campo adversário, tem mostrado um lastro político sólido, um capital eleitoral denso e um visível poder de sedução, mas que, somados, não têm alcançado o peso necessário para ameaçar a liderança do governador no processo. O mesmo está acontecendo com o senador Roberto Rocha (PSDB), com a ex-prefeita Maura Jorge (PSL) e com os esquerdistas Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU), que se mantiveram nos mesmos patamares nas cinco últimas pesquisas.

As impressões iniciais, porém, não podem ser interpretadas como o desenho definitivo da corrida eleitoral. Pela frente está mais de um mês de campanha de rua, de caminhadas e carreatas, de trabalho de militantes e cabos eleitorais, de propaganda no Rádio e na TV, de entrevistas e debates, durante os quais os candidatos terão oportunidades de expor suas propostas e posições e assim convencer o eleitorado. Além do mais, todos sofrerão, em maior ou menor grau, os fluídos da disputa para a presidência da República, que poderá injetar ânimo ou aumentar o desânimo desse ou daquele candidato a governador. O que vem pela frente, portanto, pode alimentar o quadro desenhado até aqui na corrida ao Palácio dos Leões, como também pode alterar posições ou rumos, ainda que, pelo que vem acontecendo, há certo grau de previsibilidade no ar.

O cenário de agora é mais ou menos como os embates polarizados de Luiz Rocha (PDS)/Renato Archer (MDB) em 1982, Epitácio Cafeteira (MDB)/João Castelo (PDS) em 1987, Roseana Sarney (PMDB)/Epitácio Cafeteira (PTB) em 1994, Jackson Lago/Roseana Sarney (PMDB) em 2006, Roseana Sarney (PMDB)/ Flávio Dino (PCdoB) em 2010 e Flávio Dino/Lobão Filho (PMDB) em 2014, em que os primeiros foram favoritos desde sempre e venceram as eleições. Bem diferente das guerras com desfechos imprevisíveis que foram travadas com munição pesada em 1990 entre Edison Lobão (PMDB) e João Castelo (PRN), em 1994 entre Roseana Sarney (PMDB) e Epitácio Cafeteira (PTB) e em 2002 entre José Reinaldo Tavares (PMDB) e Jackson Lago, todas elas decididas à última hora.

Está muito claro que, repetindo a lógica da maioria das disputas para o Governo do Estado ocorridas desde a volta da escolha de governador pelo voto direto desde 1982, o governador Flávio Dino, por conta do seu favoritismo, será alvo preferencial de todos os concorrentes, como aconteceu na pré-campanha. O problema maior dos adversários reside no fato de que, por conta da sua postura política e da sua conduta administrativa, Flávio Dino é um alvo muito difícil de ser atingido por denúncias de desvio, como ficou demonstrado com a mais absoluta ineficácia do bombardeio que sofreu do Grupo Sarney desde que assumiu o comando do Estado em janeiro de 2015. Roseana Sarney também conseguiu blindagem eficaz contra eventuais petardos, não conseguindo, porém, livrar-se do visível e já acentuado desgaste do sarneysismo, independentemente do seu lastro de 14 anos de governo. Além disso, Roseana Sarney sabe como ninguém o poder de fogo de um governador que concorre no cargo, independente das práticas que usa para renovar o mandato. Os disparos dos franco-atiradores Roberto Rocha e Maura Jorge dificilmente arranharão o entorno blindado do governador Flávio Dino.

Por conta de todos os pontos, aspectos e vieses que desenham o cenário da disputa, o caminho é uma campanha propositiva, com os candidatos tentando seduzir o eleitor com ideias, planos e objetivos convincentes e viáveis.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana Sarney e Sarney Filho têm problemas para se situar na corrida presidencial

Roseana Sarney não abraçou ainda Henrique Meirelles e Sarney Filho não adotou Marina Silva na campanha

Fica cada a dia mais complicada a situação dos irmãos Roseana Sarney (MDB) e Sarney Filho (PV) em relação à disputa para presidente da República.

O partido da ex-governadora tem o candidato Henrique Meirelles, que parece disposto a tudo para, pelo menos, sair da rabeira da corrida presidencial. Só que a emedebista até agora ignorou solenemente a existência da candidatura de Meirelles, preferindo insistir numa relação com o ex-presidente Lula (PT), que não será candidato e cujo virtual substituto, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), esteve há poucos dias em São Luís Maranhão e declarou reiteradas vezes que o candidato de Lula no Maranhão é o governador Flávio Dino. Roseana Sarney, no entanto, mantém peças de campanha nas quais insiste em vender ao eleitorado a falsa impressão de que Lula a apoia. Essa parada terá de ser resolvida cedo ou tarde.

A mesma situação envolve o deputado federal Sarney Filho, candidato do Grupo Sarney ao Senado. O partido de Sarney Filho, o PV, fez aliança com a Rede em torno da candidatura da presidenciável Marina Silva, tendo como vice-presidente o respeitadíssimo ex-deputado federal Eduardo Jorge (PV). Sarney Filho até agora não se manifestou sobre essa aliança, parecendo desconhecer o fato de que existe uma disputa presidencial em curso, na qual o padrinho maior do candidato emedebista Henrique Meirelles é o presidente Michel Temer (MDB), que o fez ministro do Meio Ambiente pela segunda vez. A qualquer momento a cúpula da Rede ou a do PV vai querer cobrar o desatar desse nó, exigindo uma posição clara do ex-ministro do Meio Ambiente em relação à corrida presidencial.

 

Econométrica confirma tendência de desfecho da eleição para governador em turno único

A medição das preferências do eleitorado maranhense em relação aos candidatos a governador, já bem apurada por pesquisa dos institutos Exata, DataIlha e Ibope ganha mais consistência com o levantamento feito pela Econométrica, a mais tradicional e experiente empresa de investigação estatística do Maranhão. De acordo com a sua apuração, contratada pela TV Guará, se a eleição fosse agora o governador Flávio Dino sairia das urnas com eleito em turno único com 53,1% dos votos nominais, o equivalente a 60% dos votos válidos. Em segundo lugar viria Roseana Sarney com 28,8% dos votos nominais, equivalendo a 32,5% dos votos válidos. Roberto Rocha teria 3,7% dos votos nominais ou 4,2% dos votos válidos, enquanto Maura Jorge teria 2,1% dos votos nominais ou 2,4% dos votos válidos. E somados, Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU) não alcançariam 1% dos votos. De acordo com Econométrica, somente 6,6% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto e 4,9% não saberiam em quem votar.

Mesmo com o cenário indicando nítida tendência de desfecho em turno único, a Econométrica consultou os eleitores entrevistados sobre a hipótese de um segundo turno. O resultado que encontrou: Se a disputa fosse entre Flávio Dino e Roseana Sarney, o comunista teria 56,3% dos votos nominais contra 30,8% da emedebista, tendo brancos e nulos somado 8,2% e não sabem ou não responderam, 4,7%. Na simulação com Roberto Rocha, Flávio Dino teria 63,3% dos votos nominais contra apenas 17,3% do candidato tucano, 13,1% de brancos e nulos e 6,3% dos indecisos.

Em Tempo: a Econométrica ouviu 1.407 pessoas em todo o Maranhão no período entre 21 e 25 de Agosto e foi registrada no TSE sob o número MA-08877/2018. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95% margem de erro de 2,61%.

São Luís, 02 de Setembro de 2018.

 

Campanha na TV: Dino faz programa forte com a simbologia dos leões, Roseana mostra sua personalidade política e Maura Jorge ocupa “terceira via”

 

Flávio Dino, Roseana Sarney e Maura Jorge abriram o horário gratuito na TV com bons programas

A abertura da campanha dos candidatos ao Governo do Estado no Rádio e na TV, no início da tarde de sexta-feira (31), foi emblemática. O líder da corrida eleitoral, segundo as pesquisa, o governador Flávio Dino (PCdoB), e o segundo colocado na disputa, ex-governadora Roseana Sarney (MDB), ocuparam seus espaços em grande estilo, enquanto o terceiro colocado, senador Roberto Rocha (PSDB), visto por muitos como “terceira via”, não compareceu à telinha, deixando para o quarto colocado, a ex-prefeita Maura Jorge (PSL), a chance de funcionar como “terceira via” contra os que estão na frente, já que os dois candidatos mais radicais, Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU), não mostraram as garras, um por ausência plena, outro porque preferiu usar o espaço para protestar com a célebre palavra de ordem do seu partido: “Só a luta muda a vida”. A largada dos candidatos a governador reforçou a tendência de polarização entre o governador Flávio Dino, que pleiteia a reeleição, e a ex-governadora Roseana Sarney, que tenta voltar ao poder. Isso porque surpreendeu o fato de o senador Roberto Rocha haver esnobado espaço tão destacado num momento tão importante da campanha, deixando para a ex-prefeita Maura Jorge a oportunidade de enfrentar os dois primeiros com humor escrachado, mas inteligente.

O primeiro programa do governador Flávio Dino foi impecável, a começar pelo fato de que explorou com eficiência a poderosa simbologia política dos leões que guardam a sede do Governo. Abriu com um marcante trecho do histórico discurso de posse que fizera no dia 1º de Janeiro de 2015 na sacada do palácio: “Quero me dirigir aos leões. A esses leões que estão aqui. Vocês nunca mais vão rugir para o povo do Maranhão, porque esse palácio pertence sim, a partir de agora, aos invisíveis, aos esquecidos, aos humildes, àqueles que nada têm, mas que agora têm um governador ao lado dos seus sentimentos, dos seus desejos, dos seus sonhos e dos seus objetivos. Queridos leões, sejam bem vindos à democracia!”. E se transportando para agora, completou: “Hoje são os leões que simbolizam o orgulho de ser maranhense, são os leões dos trabalhadores, são os leões das quebradeiras de coco, são os leões dos empresários que acordam cedo, que lutam, são os leões das pessoas que nós alfabetizamos aos 50, 60 anos de idade, são os leões desses meninos que são leões, que conseguiram vencer. Esses sim, são os leões que fazem com que eu sinta muito orgulho de ter feito esse Governo”.

O programa de Flávio Dino prosseguiu mostrando realizações – contratação de 3.500 mil policiais, criação dos Iemas, implantação de oito grandes hospitais, transformação da antiga casa de veraneio em Casa de Ninar, escolas dignas -, e com o governador fustigando em seguida: “Acabou o tempo do Maranhão ser governado por duas ou três famílias. O Maranhão é governado para toda a família do Maranhão. Há quatro anos escolhemos o caminho da mudança, e hoje temos um governo diferente, feito por todos e para todos”. E seguiu afirmando que tirou do poder uma família “que pensava que o maranhão era uma monarquia”.  E concluiu:

“Quando assumimos encontramos a casa desarrumada. E com Michel Temer, do PMDB, a situação ficou muito ruim. Nós fizemos muito, mas não fizemos tudo. Quatro anos é pouco tempo para resolver problemas que se acumularam por 50 anos. Nenhum Governo é perfeito. O que o cidadão exige é que o cidadão seja sério, honesto e trabalhador. Isso nós somos. É para continuar esse trabalho no Maranhão que peço a oportunidade do segundo mandato, que você renove a sua confiança, que tenha fé no futuro e venha com a gente”.

Num programa de abertura também inteligente, os marqueteiros da ex-governadora Roseana Sarney optaram por explorar a sua figura humana e política, batendo forte na tecla de que ela é “guerreira”. Foram dois minutos e 32 segundos – o menor tempo que ele tem em toda sua trajetória – nos quais foi mostrada de maneira quase mitológica, identificada com pessoal, cultural e politicamente com o povo maranhense, e concluindo com a auto definição de que é um ser essencialmente político, agora também fazendo um inócuo esforço para desgrudar a marca “Sarney” da sua imagem, preferindo ser apenas “Roseana”

“Não sou eu que sou guerreira, é o povo do Maranhão que é guerreiro. Nós todos somos guerreiros, porque nos somos lutadores”, disse, como se estivesse sendo entrevistada. E prosseguiu: “Eu não penso em resolver todos os problemas do Maranhão. Mas eu penso em resolver os problemas mais graves. Penso sim. Eu tenho esse sonho”.

E sinalizou como pretende atuar se eventualmente retornar ao Palácio dos Leões: “Como governadora e, claro, eleita novamente governadora, se tiver obra inacabada, é prioridade, eu vou acabar essas obras. Se tiver programa dando certo, é claro que eu vou continuar”. E explorou uma seara que a favorece nas suas campanhas: “Fica uma palavrinha especial para as mulheres: vamos para a linha de frente, esse é o nosso lugar. Nós temos de lutar pelos nossos direitos. Vamos lutar para conseguir o que a gente quer”.

Sem mostrar obras, mas tendo uma voz de fundo exaltando-a como um mito, o roteiro do programa foi fechado com a candidata emedebista desenhando a se própria: “Sou uma pessoa muito aguerrida. Eu sou uma pessoa que briga pelas suas coisas. Sempre foi assim. Eu sou uma pessoa essencialmente política. Eu tenho a impressão de que essa é a minha missão e que eu nasci para fazer isso”.

Com a inexplicada ausência de Roberto Rocha, coube a Maura Jorge fazer o contraponto aos dois candidatos, recorrendo a uma peça de humor com escracho leve: uma moça numa banca de feira jogando bananas para os outros candidatos, mostrando em seguida a candidata do PSL como a mudança seguida por uma multidão.

O horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV foi aberto com programas fortes e ausências significativas, mas não traduziu nem de longe o clima de confronto que já domina as manifestações dos candidatos nas redes sociais. Por isso ninguém se iluda, por que vem chumbo grosso por aí.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Candidatos ao Senado fazem abertura forte e sem tensões no horário eleitoral gratuito

Weverton Rocha abriu o horário eleitoral  na televisão, seguido de Eliziane Gama, Sarney Filho, Edison Lobão e Alexandre Almeida

A arrancada dos candidatos ao Senado da República no Rádio e na TV foi de apresentação, tendo iniciado com Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), da coligação “Maranhão para Todos”, liderada pelo governador Flávio Dino.

Weverton Rocha abriu a programação recordando sua trajetória de “ser político” desde criança, que passou intensamente pelo movimento estudantil, pela assessoria do governador Jackson Lago – seu padrinho político -, pela assessoria do Ministério do Trabalho até chegar à Câmara Federal, onde foi vice-líder, líder do PDT e agora exerce a liderança da Minoria, tendo frequentado com destaque e em linha de frente nos relatórios de organização que avaliam o desempenho de parlamentares no País. Eliziane Gama, por seu turno, fez uma bela abertura em que foi mostrada como uma mulher de origem humilde, fruto de uma mistura de cores e raças, vencedora, que pretende chegar ao Senado quebrando um tabu de que gente simples e humilde não chega lá”.

Em seguida entraram Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB), candidatos ao Senado pela coligação “O Maranhão Quer Mais”, comandada por Roseana Sarney. Sarney Filho se apresentou como um político diferente do grupo a que pertence e se declarando “ficha limpinha”. Destacou sua trajetória como deputado federal de nove mandatos e como ministro do Meio Ambiente nos Governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB), assinalando que sua militância no PV, que na sua avaliação o tornou um político diferente. O senador Edison Lobão abriu sua falta agradecendo o eleitorado maranhense por sua trajetória de deputado federal, governador e senador por quatro mandatos e ministro de Minas e Energia nos Governos de Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), legitimado, portanto, para pedir votos para novo mandato.

O bloco foi fechado com os candidatos do PSDB ao Senado. José Reinaldo Tavares não participou do programa de abertura ao meio dia, ficando a representação tucana apenas com Alexandre Almeida, que se apresentou como um candidato jovem, mas já experiente pelos dois mandatos de deputado estadual. Falou do seu trabalho parlamentar e se comprometeu a ser um senador atuante e diferenciado.

 

Horário para candidatos a deputado estadual mostra bons resultados

Othelino Neto, Fábio macedo, Daniella Tema, Zé Inácio e Adriano Sarney se destacaram na abertura  da propaganda no horário eleitoral gratuito na TV,

Vários traços e aspectos chamaram atenção no espaço destinado aos candidatos a deputado estadual. O primeiro deles foi a apresentação do deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, que se mostrou entusiasmado e descontraído, com discurso simples e firme, sustentado na palavra-slogan “Avante”, com a qual deixa claro que pretende ter longa na política. Outro foi o deputado Adriano Sarney (PV), eu usou uma linguagem jovem e descontraída, afirmando que fez “um trabalho legal”, de oposição, no primeiro mandato, e pedido apoio para continuar na Assembleia Legislativa. Destacaram-se também o deputado Zé Inácio (PT), que pediu apoio para sua reeleição, e o deputado Fábio Macedo (PDT), que pareceu muito mais descontraído do que antes, aparecendo ter assimilado o modo de ser político. Entre as novidades, destaque absoluto para a candidata Daniella Tema (DEM), que vem sabendo associar com precisão e eficiência juventude, maturidade, beleza e visão política.

São Luís, 31 de Agosto de 2018.

 

Já em guerra nas redes sociais, candidatos levam hoje a guerra pelo voto ao Rádio e à TV

 

Já em guerra nas redes sociais, Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge, Odívio Neto e Ramon Zapata vão se enfrentar agora no Rádio e na TV

Começa hoje a grande batalha dos candidatos no Rádio e na TV para conquistar corações, mentes e votos nas eleições do dia 7 de Outubro, quando 4,5 milhões de eleitores maranhenses escolherão nas urnas o presidente da República, o governador do Estado, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. A largada nesta sexta-feira será dada por candidatos  governador, senador e deputado estadual. ficando para amanhã, sábado, a arrancada dos aspirantes a presidente da República  e deputado federal. Como vêm assinalando todos os especialistas, esta será uma eleição diferenciada, na qual pela primeira vez o uso das redes sociais poderá ter mais influência do que a campanha no Rádio e na TV. No Maranhão, a maratona eletrônica que começa agora poderá funcionar como complemento da guerra que já vem sendo travada nas redes sociais (facebook, twitter, WhatsApp e Instagram), nas quais os candidatos em geral, mas principalmente os majoritários, já medem força abertamente. Nessa “selva” eletrônica e virtual, se batem também, e com muita intensidade, candidatos a deputado estadual e a deputado federal, que abrirão a campanha eleitoral no Rádio e na TV às 13 horas desta sexta-feira.

Não há como negar que uma grande expectativa se volta para as 13 horas de 1º de Setembro, sábado, quando o bloco destinado aos candidatos a presidente será aberto por Marina Silva, da Rede. Mas o grande embate será travado a partir de hoje, entre os candidatos ao Palácio dos Leões e às duas cadeiras de senador Esse bloco será  inaugurado por Odívio Neto, candidato da coligação “Vamos sem medo Mudar o Maranhão” (PSOL-PCB), com 9 segundos para dizer a que veio; o segundo será o governador Flávio Dino, candidato da coligação “Todos pelo Maranhão”(PCdoB, PDT, PRB, PPS, PTB, DEM, PP, PR, PTC, PPL, PROS, Avante, PEN, PT, PSB e Solidariedade), que terá tempo de 4 minutos e 22 segundos; o terceiro será Maura Jorge candidata da coligação “Renovação de Verdade” (PSL e PRTB), cujo tempo será de 14 segundos; o quarto a se apresentar será Ramon Zapata, candidato do PSTU, com tempo de 11 segundos; na quinta posição estará Roberto Rocha, candidato da coligação “União e Coragem Para Fazer um Maranhão Melhor” (PSDB, Rede, PSDC, Podemos, PHS e PMN), que terá 1 minutos e 29 segundos; e fechando o bloco se apresentará Roseana Sarney, candidata da coligação “O Maranhão Quer Mais” (MDB, PSD, PMB, PV, PRP, PSC), com tempo de 2 minutos e 32 segundos.

Após a apresentação dos candidatos a governador será iniciado o bloco dedicado aos candidatos às vagas de senador, que terá o mesmo tempo do bloco dos candidatos a governador, será ocupado na seguinte ordem: Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) pela coligação “Todos Pelo Maranhão”; Saulo Pinto (PSOL) e Iêgo Brunno (PCB) pela coligação “Vamos Sem Medo Mudar o Maranhão”; Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), da coligação “O Maranhão Quer Mais”; Samuel Campelo (PRTB) da coligação “Renovação de Verdade”; Alexandre Almeida (PSDB) e José Reinaldo Tavares (PSDB) pela coligação “União e Coragem Para Fazer um Maranhão Melhor”; e Saulo Arcangelli e Preta Lú pelo PSTU.

Na disputa pelo Governo do Estado, a campanha eletrônica começa tendo como ponto central a posição do governador Flávio Dino, que além de liderar as preferências do eleitorado, segundo todas as pesquisas, conta com o maior tempo no Rádio e na TV. Seu adversário mais próximo, a ex-governadora Roseana Sarney, tem metade das intenções de voto dadas ao líder, contando também com metade do tempo no horário gratuito, situação que reduz significativamente o poder de fogo da candidata do MDB para o confronto direto que começa agora, colocando sobre suas costas a hercúlea tarefa de reverter esse quadro. Nesse contexto, o tucano Roberto Rocha tem situação mais difícil ainda com seu pouco mais de um minuto de tempo. As situações mais complicadas atingem Maura Jorge (14s), Ramon Zapata (11s) e Odívio Neto (9s). Nesse contexto, o embate maior se dará entre o governador Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Roberto Rocha.

É aguardar para avaliar quem se dará bem nesse embate que terá como ponto alto os debates que estão sendo programados.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sabatina TV Guará

Candidato do PSOL defende utopia socialista e realismo capitalista no mesmo sistema

Odívio Neto em sabatina em O Estado  quando defendeu as propostas do PSOL

Se for eleito governador do Maranhão, o candidato do PSOL, Odívio Neto, vai implantar um sistema no qual as grandes decisões do Governo serão tomadas com base em “consultas a comitês” formados pelos mais diferentes segmentos da sociedade civil. Odívio Neto não explicou em detalhes como esses comitês serão formados, se serão organismos permanentes de consultas ou terão o poder de bater martelo. Pela sua informação, esses comitês se reunirão “em conferências”. Grosso modo, a impressão deixada pelas explicações do candidato do PSOL, é a de que os comitês serão uma versão mais arejada dos sovietes da Rússia leninista do pós 1917. Odívio Neto também fala em re-estatizar, para devolver o gigantismo do Estado, contrapondo-o ao modelo liberal que tem como objetivo central “enxugar” o Estado, tirando-lhe as atribuições de produção para deixá-lo com as atividades de controle e regulação. Numa outra concepção, esta mais próxima da realidade atual, Odívio Neto defende o que ele chama de “desmilitarização” a Polícia Militar, para criar no estado uma polícia civil com treinamento que a prepare também para as atividades de enfrentamento armado e repressão  –  “Como nos Estados Unidos”, disse com certo constrangimento de buscar como exemplo o modelo policial que vinga no berço maior da selvageria capitalista denunciada enfaticamente pelo candidato e seu partido. Ou seja, Odívio Neto mistura em doses gigantescas a utopia socialista com um realismo capitalista nu e cru, num pragmatismo surpreendente.

 

Weverton Rocha vai abrir campanha na TV e antecipa vídeo de abertura

Weverton Rocha: trajetória mais enriquecida com o desempenho como líder da Minoria na Câmara Federal

O pedetista Weverton Rocha terá o privilégio de abrir, no início da tarde deste sábado (1º), o bloco dos candidatos a senador no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV. Ágil e arrojado, o candidato do PDT divulgou ontem nas redes sociais uma cópia do seu primeiro programa de campanha, no qual conta sua história desde a adolescência, quando abraçou a política estudantil e traçou sua trajetória de vida com base na militância política, com o comovente incentivo dos pais. A ativa militância estudantil rapidamente o levou ao comando das entidades mais representativas, como a União Maranhense dos Estudantes Secundaristas (Umes), por exemplo. Dali saltou para a militância partidária, onde começou comandando a Juventude do PDT, por meio da qual chegou à Secretaria de Esporte e Juventude no Governo Jackson Lago, seu tutor e padrinho político, que o incentivou a avançar para a Câmara Federal, pretendendo agora chegar ao Senado da República.

São Luís, 30 de Agosto de 2018.

 

Sob o comando de Edivaldo Jr., São Luís vive um processo de mudança sem paralelo nos últimos tempos.

 

Edivaldo Jr., tendo ao lado a primeira-dama Camila Holanda, faz uma “selfie” na inauguração da Praça do Rio Anil, uma das pequenas obras que estão mudando SL

No momento em que seis candidatos ao Governo do Estado tentam convencer os 4,2 milhões de eleitores de que têm projetos e condições para resolver os problemas do Maranhão, um processo de transformação está em curso em São Luís, sob o comando do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Na última semana, por exemplo, a Prefeitura de São Luís agregou  novas unidades à frota de ônibus climatizados – já são mais de 400 -, reforçando o sistema municipal de transporte de massa; mais servidores foram nomeados para diversas áreas, ampliada a rede de coleta seletiva de lixo e entregue uma ponte  e uma praça equipada no Rio Anil. Fatos aparentemente sem maior importância, mas que ganham dimensão se observados no contexto de um processo em que a inauguração de pequenas obras se tornou rotina e vem transformando todas as áreas e regiões da Capital às vésperas do seu aniversário de 406 anos. Esse saudável “vendaval” de transformações tem como item simbólico o gigantesco canteiro de obras para a conservação e modernização a mítica Praça Deodoro e a consagrada Rua Grande, dois dos mais importantes ícones da cidade.

Firme no comando desse processo, o prefeito Edivaldo Jr. vem rompendo as amarras do isolamento e demonstrando, com toda clareza, que o caminho para continuar melhorando a qualidade de vida dos mais de 1,2 milhão de habitantes de São Luís é união de forças com o Governo do Estado e, na medida do possível, com o Governo Federal. A aliança política PDT/PCdoB, articulada e mantida forte pelo o prefeito Edivaldo Jr. e o governador Flávio Dino, tem sido o motor que mantém a Capital maranhense em movimento acelerado na busca de soluções para os seus problemas mais graves, como urbanização, malha viária, mobilidade, saneamento, educação, saúde, segurança, e por aí vai. No momento, os comandos da Prefeitura de São Luís e do Governo do Estado estão dando um banho de civilidade política e desmistificando a velha e inútil ideia segundo a qual o ideal era manter o Palácio de la Ravardière e o Palácio dos Leões como fortalezas em permanente estado de guerra, para alimentar a ideia inútil da “Ilha Rebelde”, concebida para embalar da carreira de líderes populistas como Neiva Moreira e Epitácio Cafeteira, por exemplo.

Quando assumiu em janeiro de 2013, o prefeito Edivaldo Jr., eleito pelo PTC, encontrou o caos instalado na máquina municipal, fruto exatamente da situação de confronto aberto entre seu antecessor, João Castelo (PSDB), já fragilizado pela falta de recursos, e a então governadora Roseana Sarney (PMDB), dona de grande poder de fogo. Naquele momento, a rede escolar municipal estava paralisada, a rede de saúde encontrava-se em crise aguda, os servidores estavam em pé de guerra e as finanças municipais estavam em frangalhos. Seguiram-se meses de sufoco em estado bruto, cobranças duras e implacáveis e críticas de acidez destrutivas, além da fortíssima pressão do Palácio dos Leões, cujas portas permaneceram fechadas. Tais focos de pressão foram respondidos com trabalho obstinado, reorganização, racionalização  extrema de gastos. Esse sufoco durou a maior parte do primeiro mandato (2013/2016). A despeito das marés contrárias, o jovem prefeito encarou o desafio, domou o caos e colocou as finanças em dia, ajustou a máquina administrativa e, valorizando centavos, começou a produzir resultados.

A grande virada veio em 2014, com a eleição de Flávio Dino para o Governo do Estado, com quem reforçou a aliança política e construiu uma parceria institucional, quebrando o tabu da obrigação de ser “do contra”. De lá para cá teve a reeleição, e com ela a obrigação de mais trabalho, com a transformação em escola digna da maioria das unidades municipais de ensino, com o compromisso de alcançar toda a rede escolar municipal até 2020, o mesmo acontecendo com a rede de saúde, que já foi quase integralmente reformada e equipada. Esse movimento reformista segue na direção de todas as regiões, bairros e ruas onde estão abrigados os seus 1,2 milhão de habitantes, que hoje se deslocam diariamente num sistema de transporte público mais eficiente por uma malha viária melhor pavimentada e sinalizada. O cenário que melhor define a São Luís de agora são os tapumes que cercam a mítica Praça Deodoro e a babélica Rua Grande, onde todos se encontram: do lado de fora é a vida dura e agitada que segue, aguardando o futuro que todos passarão a viver quando o que está cercado voltar a ser campo livre.

Um olhar genérico, sem compromisso, pode enxergar a São Luís atual como uma cidade que segue a vida sem maiores alterações e transformações. Mas um olhar atento, interessado, curioso e mesmo crítico certamente vai encontrar uma cidade que, sob a gestão de um rebento afoito da nova geração, como o prefeito Edivaldo Holanda Jr., vive um processo de mudança e modernização que desafiará seus sucessores.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sabatina da TV Guará I

Ramon Zapata defende a ditadura do proletariado com convicção quase ingênua

Ramon Zapata: a favor da revolução do proletariado

Depois de ter ouvido o governador Flávio Dino (PCdoB), que abriu a série com os candidatos ao Governo do Estado, a Sabatina da TV Guará, feita em parceria com a Universidade FM, abriu microfone para o candidato do PSTU, Ramon Zapata, na noite de terça-feira. Durante uma hora “bombardeado” por um grupo de jornalistas bem informados, sem a agressividade que o nome e o partido sugerem, e deixando claro que não está atrás de votos, Ramon Zapata tentou convencer os eleitores de que, não só os maranhenses, mas a Humanidade inteira só terá futuro se os mais de 200 países forem mergulhados num processo revolucionário no qual, a exemplo do que aconteceu na Rússia em 1917, os trabalhadores derrubarem as estruturas, tomarem o poder e implantarem a ditadura do proletariado imaginada por Lenin e colocada em prática pela revolução que forjou a União Soviética, já desaparecida do mapa geopolítico do planeta. Movido por uma convicção obstinada, que não faz concessões e revela até traços de ingenuidade, o candidato do PSTU repetiu várias vezes que o capitalismo é um monstro, que patrão é vilão e não trabalha, que a propriedade é um roubo, que a democracia ocidental é uma farsa e que os trabalhadores saberão comandar a produção e as instituições através de comitês, como fizeram operários e camponeses liderados pelos  bolcheviques com os seus sovietes. Para ele, fora dessa receita não há salvação para a Humanidade, que sucumbirá sob a ditadura do capital. Ramon Zapata e o PSTU são a prova viva de que ideologia interpretada com tal fervor e igual pureza pode levar a utopia a extremos. Daí sua importância nesse debate.

 

Sabatina TV Guará II

Maura Jorge : “Por que não posso ser governadora? Posso sim”

Maura Jorge: “Não tenho adversários, tenho concorrentes”. Frase dita na TV Guará

A Sabatina da TV Guará ouviu ontem a candidata do PSL ao Governo do Estado, Maura Jorge (PSL), ex-deputada estadual e ex-prefeita de Lago da Pedra. Numa entrevista animada, ela se mostrou uma militante política sem ideologia, mas decidida e com algumas convicções, decepções e expectativas que se ajustam perfeitamente ao perfil do que se pode definir como um político de direta com postura liberal. Na animada e reveladora conversa com os entrevistadores, Maura Jorge mostrou-se entusiasmada com a aliança com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), esclarecendo, no entanto, que não fecha inteiramente com o seu elenco de propostas, ao mesmo tempo ponderando que em algumas questões o candidato está sendo “mal interpretado”. Garantiu que vai para o segundo turno. E fez uma revelação: ela não foi atrás de Jair Bolsonaro; ao contrário, foi ele quem a procurou depois de avaliar alguns nomes para aliar-se no Maranhão. Sem demonstrar ingenuidade ou convicção, ela disse acreditar que Jair Bolsonaro quer mesmo acabar com “as velhas práticas”. Independente de Bolsonaro, Maura Jorge se mostra convencida de que está política e tecnicamente preparada para ser governadora do Maranhão. “Por queb não posso ser governadora?”, indagou. “Posso sim”, ela mesmo respondeu, como se estivesse dizendo “se ela foi, eu também posso ser”. E numa demonstração de civilidade política, em vez de atacar os outros candidatos, declarou: “Não tenho adversários, tenho concorrentes. Todos são meus amigos”.

São Luís, 29 de Agosto de 2018.

 

Estratégia de risco: Roseana Sarney tenta minar a aliança já consolidada de Lula com Flávio Dino

 

 

Fernando Haddad declara apoio de Lula a Flávio Dino em comício gigante na Praia Grande, sexta-feira (24); Roseana Sarney, no Residencial Amendoeira, na Zona Rural, disse que declaração de Fenando Haddad , “essa pessoa”, não é verdadeira

Não se discute que a eleição para o Governo do Maranhão será decidida pela avaliação que os 4,7 milhões de eleitores farão dos candidatos Flávio Dino (PCdoB), que concorre à reeleição; Roseana Sarney (MDB), que já governou o estado por 14 anos; Roberto Rocha (PSDB), que é senador da República; Maura Jorge (PSL), que já foi deputada estadual e prefeita de Lago da Pedra; e Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU), servidores públicos que nunca exerceram mandato popular. Mas é também verdadeiro que muito dessa avaliação será feita com base na relação que cada candidato a governador terá com candidatos a presidente da República; e que nesse contexto é bem fundada a previsão de que o candidato que tiver o aval do ex-presidente Lula da Silva (PT), sendo ele ou não candidato ao Palácio do Planalto, terá um reforço e tanto para chegar são Palácio dos Leões. E nesse jogo de guerra pelo poder estadual, o governador Flávio Dino conta com a soma desse gás lulista ao seu prestígio pessoal. Só que a ex-governadora Roseana Sarney, que já foi aliada de Lula nos dois mandatos dele, encontra-se politicamente impedida de contar com o apoio do ex-presidente, e por isso tenta minar a aliança de Lula com Flávio Dino.

Nesse cenário inicial da campanha para valer, a situação está bem definida. Flávio Dino conta efetivamente com o apoio de Lula à sua reeleição, e defende aberta e enfaticamente o direito de o ex-presidente ser candidato, ainda que condenado e preso. Roseana Sarney se recusa a reconhecer a aliança Lula-Dino e tem feito pronunciamentos dizendo que Lula não apoiará Flávio Dino, deixando no ar a impressão de que aspira contar com o apoio do ex-presidente.

O apoio de Lula a Flávio Dino e vice-versa, ficou claro e foi formalizado com a vinda ao Maranhão, no final da semana passada, do ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e candidato a vice na chapa do líder petista, Fernando Haddad – que será o candidato do PT a presidente se (ou quando) a candidatura de Lula for de fato detonada pela Justiça Eleitoral. A vinda de Haddad objetivou reforçar o discurso que o próprio Lula fez em São Luís, em setembro do ano passado, quando, diante de uma multidão concentrada em frente ao Palácio dos Leões, declarou apoio incondicional a Flávio Dino, tendo ouvido o mesmo do governador, que foi voz destacada contra sua condenação pela Lava Jato. No seu discurso, Fernando Haddad foi enfático nas inúmeras vezes que, também diante de uma multidão, essa concentrada na Praça Nauro Machado, na Praia Grande, na noite de sexta-feira (24), declarou que “Flávio Dino é candidato de Lula”, não deixando qualquer dúvida sobre o assunto.

No entanto, mesmo diante de todas as evidência e afirmações inequívocas, a ex-governadora Roseana Sarney insiste em semear dúvidas sobre a aliança Lula-Dino. E tem feito de maneira surpreendente, como na noite de sábado, no Residencial Amendoeira, na Zona Rural de São Luís

, na festa de lançamento da candidatura do vereador Genival Alves (PSL) a deputado estadual. Ali, de cima de um carro de som, a emedebista fez um duro discurso atacando o governador, dizendo ter certeza de que o que Fernando Haddad (referindo-se a ele como “essa pessoa”) declarou em inúmeras entrevistas e no comício-gigante na Praia Grande “não é verdade”. “Eu duvido que Lula tenha dito que apoia esse governador”, declarou, várias vezes, argumentando que “Lula não apoiaria um governador que acabou com os programes sociais dele”. O que mais chama atenção no movimento de Roseana Sarney para minar a aliança Lula-Dino é o fato de o seu partido, o MDB, ter um candidato a presidente, o ex-banqueiro e ex-ministro Henrique Meirelles, e ela não se manifestar a respeito de como, ou se, pretende propagá-lo no Maranhão. Claro está, portanto, que Roseana Sarney avalia que, sem Lula, Flávio Dino tem força politica eleitoral para se reeleger, e que com Lula o favoritismo do comunista é muito maior, daí adotar uma estratégia tão ousada quanto perigosa, na qual seus argumentos podem ser facilmente desmontados.

Com média de 30% nas intenções de voto, conforme as pesquisas, Roseana Sarney tem cacife próprio para levar sua campanha adiante, sem ter de brigar pelo apoio de um presidenciável que, já deixou claro, que não se aliará a ela. E numa situação em que nesse embate pela força de Lula no Maranhão e vice-versa o governador Flávio Dino, que tem em média mais de 50% das intenções de voto, segundo as mesmas pesquisas, está levando nítida e, tudo indica, sólida vantagem no campo político e que provavelmente será confirmada no resultado eleitoral.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula mostra força e já transfere para Haddad 47% dos seus votos no Maranhão

Pesquisa da Exata mostra Fernando Haddad liderando com folga no Maranhão

Não surpreendeu os observadores mais atentos a informação encontrada pela pesquisa Exata/JP dando conta de que Fernando Haddad, atual candidato a vice, mas virtual candidato a presidente no lugar de ex-presidente Lula da Silva pelo PT, já tem 47% das intenções de voto no Maranhão. De acordo com o levantamento, Jair Bolsonaro (PSL) aparece em segundo lugar com 17%, seguido de Marina Silva (Rede) com 8%, Ciro Gomes (PDT) com 6%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 2% e Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Vera Lúcia (PSTU) com 1% cada. Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patriotas) não pontuaram no Maranhão. Brancos e nulos somaram 13% e 4% disseram não saber ou não responder.

Não há dúvida de que o Maranhão tem uma das fatias do eleitorado nacional mais fiel a Lula, por conta do tremendo investimento social que os seus dois governos fizeram no estado. Basta lembrar que quase um milhão de maranhenses vivem atualmente com os recursos do Bolsa-Família, e que o programa Luz Para Todos, viabilizado pelo senador Edison Lobão quando ministro de Minas e Energia, alcançou mais de 700 mil famílias em todos os recantos do estado. Daí ser absolutamente possível a transferência de, se não todas, pelo menos a maior parte das suas intenções de voto para Fernando Haddad, caso ele venha mesmo ser candidato a presidente, com o está se desenhando.

Em Tempo: A pesquisa do Instituto Exata, que está registrada no TSE sob o protocolo MA-07422/2018, ouviu eleitores do Maranhão entre os dias 19 e 23 de Agosto e tem margem de erro de 3,2% para mais ou menos.

 

Maura Jorge enfrenta dificuldades para manter de pé sua campanha a Governo

Maura Jorge (com Fábio Câmara) na inauguração do seu comitê em SL: dificulades

Mesmo tendo inaugurado seu comitê de campanha em São Luís, sábado, com uma festa política, alguma situação complicada está emperrando os movimentos iniciais da campanha de Maura Jorge (PSL). Inicialmente entusiasmada com a posição e ser “a voz” do presidenciável Jair Bolsonaro no Maranhão, ela tem dado mostras de que enfrenta dificuldades enormes para montar uma estrutura mínima de campanha, a começar pelo fato de que seu partido não dispõe de muitos recursos. Maura Jorge, que tem pelo menos 3% das intenções de voto, tem alternado sua trajetória de candidata com manifestações de otimismo e de desânimo, dando a entender que enfrenta enormes obstáculos para seguir em frente. Um dos fatores dessa gangorra de ânimo seria o fato de Jair Bolsonaro ter 17% das intenções de voto no Maranhão e ela só está à frente de Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU). No seu discurso de campanha, Maura Jorge tem jogado pesado contra o governador Flávio Dino, dando a impressão de que forma, com Roseana Sarney e Roberto Rocha uma frente informal de ataque ao candidato do PCdoB, sem haver troca de farpa entre eles. Há quem diga que ela até já pensou em desistir, mas a julgar pelo seu histórico e pela fibra que sempre demonstrou, poucos duvidam que ela vai se manter na guerra até o fim.

São Luís, 28 de Agosto de 2018.

Fernando Haddad sela aliança de Flávio Dino com Lula em ato político gigante na Praia Grande

 

Fernando Haddad, Flávio Dino e Manuela D´Ávila: aliança fortalece governador politica e eleitoralmente, festejada por multidão na Praia Grande

“O candidato do Lula é o Flávio Dino”. De todas as declarações feitas no calor da campanha para o Governo do Estado e para a presidência da República no Maranhão, essa foi a de maior impacto no cenário político estadual, porque colocou definitivamente os candidatos a governador e a presidente nos seus devidos lugares. Como um recado direto, que não deixasse qualquer dúvida, a frase foi pronunciada pelo ex-prefeito de São Paulo e vice do ex-presidente, Fernando Haddad (PT), na noite de sexta-feira num gigantesco comício na Praia Grande, comandado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e que marcou a largada da campanha de Lula no estado. Agora, o quadro é o seguinte: Lula-Flávio Dino, Geraldo Alckmin – Roberto Rocha (PSDB), Jair Bolsonaro – Maura Jorge (PSL), Guilherme Boulos-Odívio Neto (PSOL), Vera ???-Ramon Zapata (PSTU). Os demais candidatos a presidente estão ligados a candidatos a senador – como Marina Silva (Rede), por exemplo, que deverá ser apoiada pelo deputado federal Sarney Filho (PV), candidato ao Senado – e Álvaro Dias (Podemos), que tem o deputado federal Aluízio Mendes como porta-voz. A única situação a ser revolvida no cenário estadual é a relação da ex-governadora Roseana Sarney com o candidato do MDB a presidente, Henrique Meirelles.

A declaração pública e enfática de Fernando Haddad de apoio à candidatura de Flávio Dino, que já lidera com larga vantagem a corrida ao Palácio dos Leões, dá ao governador mais consistência política e mais combustível eleitoral. A aliança PCdoB-PT reforça ainda mais sua posição na política estadual como líder de um Governo reformador, bem sucedido e aprovado pela maioria, segundo apontam pesquisas e levantamentos diversos. E amplia expressivamente sua influência no cenário nacional como um dos mais importantes líderes da esquerda moderada, dando mais peso à sua voz nos espaços de decisão na região e no País. Isso sem contar o fato de ser até aqui a voz mais contundente na crítica ao processo, a condenação e a prisão do ex-presidente Lula, posição reafirmada enfaticamente no discurso de sexta-feira:

“Vocês estão aqui porque estão do lado da Justiça. A Justiça é maior que a injustiça, o bem vence o mal e é por isso que estou pedindo que vocês me ajudem, nós temos uma batalha no Maranhão. Estamos solidários ao presidente Lula. Eu fui lá em Curitiba. E o povo do Maranhão sabe que ele solto ganha a eleição no primeiro turno em todo o Brasil. O sentido histórico dessa noite é sermos portadores da bandeira da esperança, da Justiça, da igualdade social, de um Brasil e de um Maranhão que não tenha dono nunca mais e seja sempre de todo nós, como hoje é”.

O ato de sexta-feira na Praia Grande consolidou ainda o projeto que levará Fernando Haddad à condição de candidato a presidente da República se (ou quando) a Justiça Eleitoral declarar a inelegibilidade do ex-presidente Lula, tendo deputada gaúcha Manuela D´Ávila (PCdoB), que estava presente ao ato na praça Nauro Machado, como candidata a vice – coroando uma operação que foi diretamente articulada pelo governador maranhense.

A aliança Lula-Dino consolidada por Fernando Haddad no ato da Praia Grande eliminou também qualquer possibilidade de a ex-governadora Roseana Sarney usar o ex-presidente petista no seu discurso de campanha. Mais do que isso, a obrigará a adotar, mesmo a contragosto, Henrique Meirelles como seu candidato a presidente, por exigência partidária e cobrança do próprio candidato emedebista. Na semana passada, por exemplo, assessores de Meirelles orientaram o comando regional do MDB a instalar um comitê de campanha do emedebista em São Luís, o que deve acontecer nos próximos dias, para que o próprio venha inaugurar. A ex-governadora encontra-se numa “saia justa”, mas ninguém duvida de que, com a experiência e o poder de fogo que ainda conserva, o ex-presidente José Sarney (MDB), seu guru, encontre uma saída negociada com a cúpula emedebista nacional para, pelo menos, reduzir o peso do fardo presidencial do ex-banqueiro.

Qualquer exame cuidadoso e isento do atual cenário político maranhense levará à conclusão de que, mesmo levando em conta o conforto de candidatos a governador com presidenciáveis bem, definidos – como o tucano Roberto Rocha, por exemplo, que tem o tucano Geraldo Alckmin e Maura Jorge com Jair Bolsonaro -, a posição do governador Flávio Dino nesse item parece ser a mais politica e eleitoralmente promissora, exatamente porque será a soma do seu capital político com o de Lula, seja para embalar o ex-presidente ou seu substituto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aluísio Mendes quer que a Justiça Eleitoral submeta Josimar de Maranhãozinho a um teste de alfabetização

Aluísio Mendes quer saber se Josimar de Maranhãozinho é ou não é alfabetizado

Uma guerra mobralesca pesada está sendo travada entre o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos), candidato à reeleição, e o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR), candidato a deputado federal. Movido por tensões relacionadas à corrida ao voto, Aluísio Mendes denunciou Josimar de Maranhãozinho como suspeito de forjar documentos falsos para comprovar sua escolaridade, levantando assim a suspeita de que o deputado do PR, que foi o mais votado para a Assembleia Legislativa em 2014, não tem instrução suficiente para ser declarado alfabetizado como exige a legislação eleitoral. O deputado federal Aluísio Mendes decidiu turbinar um inquérito já em andamento para apurar a suspeita de que, para concorrer em 2014, Josimar de Maranhãozinho teria apresentado comprovante falso de escolaridade do ensino fundamental, não teria apresentado comprovante de ensino médio e teria usado uma suposta matrícula em curso superior na Universidade Anhanguera. Aluísio Mendes garante que toda a documentação é falsa e levanta a suspeita até de que Josimar de Maranhãozinho não concluiu sequer o ensino primário. E para colocar essa suspeita em pratos limpos, Aluísio Mendes pede que a Justiça Eleitoral não apenas examine rigorosamente a documentação escolar de Josimar de Maranhãozinho, mas também o submeta a um teste de alfabetização, para que possa provar se é escolarizado ou analfabeto. O clima que envolve essa denúncia é de tensão, a começar pelo fato de que, além do risco de ter a candidatura barrada, Josimar de Maranhãozinho pode passar pelo constrangimento de não preencher os requisitos da legislação eleitoral. A denúncia do deputado federal Aluísio Mendes, que é um competente policial federal de carreira, contra Josimar de Maranhãozinho, um político influente em vários municípios, mas marcado pela controvérsia, gerou um ambiente de expectativa nos bastidores da corrida eleitoral.

 

Lista de inelegíveis do MPE inclui Pedro Fernandes e Sebastião madeira, dois políticos com fama de ficha limpa

Pedro Fernandes e Sebastião Madeiras: dois políticos de passado limpo na lista dos ficha suja divulgadas pelo MPE

Duas impugnações de candidatos às eleições deste ano, incluídas numa longa relação de supostos fichas sujas tornada pública pelo Ministério Público Federal chamaram atenção no meio político, exatamente por alcançar políticos com históricos respeitáveis, de correção e sempre vistos como exemplo. O primeiro é o deputado federal Pedro Fernandes (PTB), considerado por muitos um dos políticos mais decentes do Maranhão, com vários mandatos de vereador e deputado federal – ao longo da sua carreira foi o deputado federal que mais compareceu a sessões, por exemplo – e sobre quem jamais foi colocada uma sobra de suspeição. Ele teve sua candidatura a suplente de senador na chapa de Eliziane Gama (PPS) em risco por conta de problemas na prestação de contas de um convênio firmado entre a Secretaria de Extado da Educação, quando foi titular da pasta no Governo de Roseana Sarney. Ele contesta veementemente a informação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e dificilmente deixará de ser candidato. O outro candidato atingido foi Sebastião Madeira (PSDB), um político também com um histórico de correlação correção pessoal e como homem público. Ele foi acusado de improbidade pelo TCE irregularidade por conta da derrapagem do secretário de Educação da sua gestão como prefeito de Imperatriz. Ele argumenta a acusação á absurda, já que ele não era o ordenador de despesa nesse caso, não tendo nada diretamente a ver com o suposto erro, salvo a condição de prefeito. Interpreta sua situação como um erro “monumental e grave” do TCE.

São Luís, 26 de Agosto de 2018.