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Ibope e Exata apontam polarização entre Flávio Dino e Roseana Sarney, mas indicam que ele pode vencer em turno único

 

Flávio Dino e Roseana Sarney: pesquisas indicam polarização, mas com larga vantagem do governador

Examinadas com algum cuidado, sem paixão, pelo veio da isenção e o senso da verdade, as pesquisas Ibope/TV Mirante, que chegou ao conhecimento público na noite de quinta-feira, e Exata/Jornal Pequeno, revelada na manhã de sexta-feira, em meio ao impacto causado pela primeira, diferem nos percentuais de preferência dados ao governador Flávio Dino (PCdoB), candidato à reeleição, e à ex-governadora Roseana Sarney (MDB), mas estão assentadas sobre a mesma base em relação aos demais candidatos. Nos dois levantamentos, Flávio Dino lidera (Ibope 43% e Exata 52%) e, se a eleição fosse agora, ele seria reeleito no primeiro turno, com alguma folga, enquanto  Roseana Sarney (Ibope 34% e Exata 26%) ficaria em segundo lugar, seguida do candidato do PSDB, Roberto Rocha (Ibope 3% e Exata 5%) e a candidata do PSL, Maura Jorge (Ibope 3% e Exata 3%). Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU) praticamente não existiriam no embate.

A primeira conclusão óbvia: a disputa para o Governo do Estado está polarizada entre Flávio Dino e Roseana Sarney, com o dado decisivo que é uma larga vantagem do governador em relação à ex-governadora. A segunda conclusão: todas as pesquisas feitas até aqui (Ibope, DataIIha e Exata) encontraram o mesmo cenário com a liderança consistente de Flávio Dino e a segunda posição ocupada por Roseana Sarney. E a terceira conclusão: nenhuma pesquisa, incluindo a do Ibope, projetou a realização de segundo o turno. Além disso, todos os levantamentos desenharam até agora um cenário no qual o senador Roberto Rocha e a ex-prefeita candidata do PSL Maura Jorge não dão sinais de que têm cacife para reagir e pressionar os dois candidatos da ponta, numa evolução cristalina de um processo de polarização.

Nesse contexto, o indicativo de que o processo eleitoral pode ser encerrado em turno único é consistente, à medida que Flávio Dino lidera com o mesmo suporte de preferências quando os votos nominais são transformados em votos válidos. Tanto que ao divulgar a pesquisa do Ibope, a TV Mirante não converteu votos nominais em votos válidos e, mais sintomático ainda, não fez previsão para um eventual segundo turno, numa evidência clara de que, mesmo mostrando o governador Flávio Dino com uma vantagem menor, ele ainda venceria com folga no primeiro turno se a eleição fosse agora. E a chave dessa mostra é exatamente a fragilidade eleitoral que Roberto Rocha e Maura Jorge têm apresentado até aqui, deixando em todos a forte impressão de que dificilmente conseguirão sair da região de um só dígito.

Por outro lado, é importante anotar que os dois últimos levantamentos são os primeiros da campanha propriamente dita, dentro das regras da caça ao voto, que deve ficar mais animada com o início do horário eleitoral gratuito na Rádio e na TV, no próximo dia 31, e com a realização dos debates, quando haverá finalmente o confronto direto entre os candidatos. Não se deve esquecer que as novas regras eleitorais reduziram expressivamente o tempo de campanha com todos os ingredientes, que agora é de 45 dias. Isso significa dizer que a disputa pelo coração do eleitor será mais intensa, principalmente no corpo-a-corpo, que já está acontecendo e será intensificado, e pelos embates verbais, que já estão sendo programados por emissoras de TV. Essa dinâmica e esses eventos balizarão as novas pesquisas. Vale lembrar ainda que tanto a pesquisa Ibope/TV Mirante quanto a Exata/Jornal Pequeno encontraram a maioria absoluta dos eleitores já estão posicionados, sobrando uma margem pequena – entre 8% e 10% – de indecisos e números próximos  dos que disseram que anularão o voto ou votarão em branco.

Em Tempo: A pesquisa Exata/JP foi registrada no TSE sob o número MA-07422/2018. Foram entrevistados 1401 eleitores de todo o Maranhão entre os dias 19 e 23 de Agosto, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiabilidade de 95%.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: pesquisa Ibope acende sinal de alerta para Weverton Rocha e Eliziane Gama

Senado: Edison Lobão e Sarney Filho lideram, seguidos de Eliziane Gama, José Reinaldo, Weverton Rocha e Alexandre Almeida travarão guerra intensa pelo voto

Os números da corrida ao Senado encontrados pela pesquisa Ibope/TV Mirante, mostrando o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV) como líderes, com vantagem expressiva à frente dos deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), acenderam sinal de alerta no comando da coligação liderada pelo governador Flávio Dino. Com a chegada da campanha no Rádio e na TV serão adotadas estratégias de mostrar os dois candidatos como jovens e expoentes da nova geração de políticos maranhenses bem sucedidos. Pelo cenário mostrado nas pesquisas, o pedetista Weverton Rocha terá de se desdobrar para ultrapassar o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), para depois medir forças com Sarney Filho. Eliziane Gama, por sua vez, precisa medir forças com Sarney Filho, que é o segundo melhor colocado, e ela a terceira, na pesquisa Ibope/TV Mirante. A estratégia se baseará no fato de que é elevado o número de indecisos – cerca de 30%, em média, percentual que vale também para os que disseram que não votarão em nenhum dos candidatos a senador. Pelo que está se desenhando, será uma guerra sem trégua, na qual Sarney Filho será bombardeado por Weverton Rocha, Eliziane Gama e José Reinaldo. Último colocado nesse grupo, Alexandre Almeida (PSDB) também prepara reação.

 

Candidatos inovam em  coordenação de campanha na corrida eleitoral em Bacabal

Edvan Brandão e Graciete Lisboa e César Brito e Florêncio Neto terão coordenação de campanha diferenciada

São cinco os candidatos à Prefeitura de Bacabal, mas o grande confronto da corrida para aquela eleição suplementar está se dando mesmo entre o prefeito interino Edvan Brandão (PSC), apoiado pelo grupo liderado pelo senador João Alberto (MDB), e César Brito (PPS), que tem o apoio do grupo liderado pelo ex-prefeito Zé Vieira (PR). Os dois travam uma luta acirrada e se organizam como podem:

1 – O prefeito Edvan Brandão, por sua vez, preferiu fazer uma coordenação única e compacta para sua campanha, que tem como vice a ex-deputada Graciete Lisboa. E com a seguinte programação nos dias úteis: na parte da manhã, Edvan Brandão é integralmente o prefeito de Bacabal, despachando na sede do Poder municipal ou visitando obras ou alguma secretaria. Depois do almoço – e de um cochilo, que ninguém é de ferro -, veste a bandeira de candidato e vai para as ruas atrás de votos, via de regra acompanhado da candidata a vice. Seus movimentos são coordenados por Waltersar Carneiro, que pediu exoneração do cargo de secretário municipal de Educação para se dedicar exclusivamente à campanha do ex-chefe.

2 – O candidato a prefeito do grupo liderado pelo ex-prefeito Zé Vieira, César Brito (PPS), e seu vice, Florêncio Neto (PHS), terão agendas de campanha totalmente dissociadas, com cada um cumprindo seu próprio roteiro. A campanha da chapa não terá uma coordenação centralizada. O candidato César Brito terá seu próprio coordenador, Alex Abreu, que cuidará de tudo relacionado com a movimentação do candidato. Já o candidato à vice, Florêncio Neto, seguirá o roteiro e as ações coordenadas por ex-vereador Rogério Santos. Algum problema entre os dois? Nenhum, nada mesmo. Trata-se de uma estratégia para dar mais dinamismo à movimentação da chapa que, além do apoio declarado do ex-prefeito Zé Vieira, conta com o suporte do deputado estadual Carlinhos Florêncio (PCdoB), pai e guru político do candidato a vice-prefeito.

Em Tempo: As informações básicas foram divulgadas no Blog do Louremar, um dos mais bem informados e acessados da Região do Médio Mearim.

São Luís, 25 de Agosto de 2018.

 

Ibope mostra que, mesmo com vantagem menor, Flávio Dino venceria no primeiro turno único se a eleição fosse agora  

 

Cenário da corrida ao Governo do Estado mostrado ontem pela TV Mirante

Aguardada com grande expectativa pelos que estão envolvidos com a corrida para o Governo do Estado e para o Senado, a primeira pesquisa Ibope/TV Mirante, divulgada ontem à noite, confirmou a tendência das outras pesquisas de que, se a eleição fosse agora, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito em turno único, com mais da metade dos votos válidos. O resultado da pesquisa é o seguinte: Flávio Dino 43%, Roseana Sarney (MDB) 34%, Roberto Rocha (PSDB) 3%, Maura Jorge (3%), e Ramon Zapata (PSTU) 1% – Odívio Neto (PSOL) não pontuou. Mais ainda: 8% disseram anularão o voto ou que votarão em branco, e 7% de indecisos. Quando se subtrai brancos e nulos, Flávio Dino obtém a maioria dos votos válidos e vence a eleição em primeiro turno, com vantagem não tão expressiva, mas segura.

No geral, a pesquisa Ibope repetiu basicamente os números das pesquisas feitas pelo DataIlha e o Exata, reduzindo apenas o percentual dado ao governador. Nas pesquisas feitas pelos dois institutos maranhenses, foram encontrados números semelhantes em relação à Roseana Sarney (entre 27 e 33%), Roberto Rocha (3%), Maura Jorge (3%) e Ramon Zapata, 1% das intenções de voto. O registro destoante na comparação dessa pesquisa com outras já divulgadas por institutos maranhenses é a posição do governador Flávio Dino, com vantagem reduzida em 10 pontos percentuais em relação às outras pesquisas. Pelo cenário apresentado pelo Ibope, o governador tem confirmada sua liderança, com a diferença, em condições, portanto, de vencer a eleição já no primeiro turno.

A ex-governadora Roseana Sarney aparece no patamar em que apareceu em todas as pesquisas divulgadas até aqui, ocupando uma faixa que vai de 25% a 34% das intensões de voto. Primeira de uma série de quatro, segundo fonte do Sistema Mirante, a pesquisa Ibope reforça que a corrida já tem forma definitiva e que o caminho é mesmo a polarização da emedebista com o comunista, mas sem um dado que indique a possibilidade de ela virar o jogo.  Trata-se de uma diferença de 10 pontos percentuais, muito difícil de reverter, ainda que levando em conta todas as variáveis proporcionadas pela margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nesse cenário, os 7% de indecisos terão papel fundamental. Se a maioria deles pender para o governador Flávio Dino, ele consolidará sua tendência de liquidar fatura em turno único. Se a maioria desses votos for para a ex-governadora Roseana Sarney, ela poderá levar a decisão para um segundo turno por uma margem apertada. Isso num contexto em que Roberto Rocha e Maura Jorge permaneçam estacionados medindo força por uma fatia de 6% dos votos, Ramon Zapata não sair de 1% e Odívio Neto não conseguir um naco qualquer do grande bolo.

O item rejeição também favorece o governador Flávio Dino, que é o único candidato que tem o percentual de preferências (43%) maior do que o de rejeição (30%). Roseana Sarney recebe a pancada maior: uma rejeição bem maior (41%) do que a preferência (34%), o mesmo acontecendo com Roberto Rocha (3% de preferência para 19% de rejeição), Maura Jorge (3% para 14%) e Ramon Zapata (1% para 13%). Nesse cenário revelado pela pesquisa, o embalo da ex-governadora Roseana Sarney é inibido por uma rejeição desconcertante, enquanto que o governador Flávio Dino tem margem para avançar pela via de uma preferência maior do que a rejeição.

Finalmente, vale anotar que o Ibope encontrou 84% do eleitorado em tese já decidido, restando apenas os que não querem votar (8% de brancos e nulos) e os 7% de indecisos. Os próximos passos da corrida às urnas definirão o destino desses dois grupos.

Em Tempo: A pesquisa ouviu 1008 eleitores, entre os dias 17 e 23 de Agosto, tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% está registrada no TRE-MA sob o número 0052/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 Ibope informa que Edison Lobão e Sarney Filho lideram corrida ao Senado

 Edison Lobão e Sarney Filho lideram a corrida para as duas vagas no Senado, seguidos de Eliziane Gama, José Reinaldo, Weverton Rocha e Alexandre Almeida

O senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV) estão na frente na corrida senatorial, segundo o levantamento do Ibope.  O primeiro com 27% e o segundo com 26%. Na “cola” deles está a deputada federal Eliziane Gama (PPS) com 17%, seguida do deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) com 13%, o deputado federal Weverton Rocha (PDT) com 11%, o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) com 6%, a militante social Preta Lu (PSTU) com 3%, o professor Saulo Pinto (PSOL) com 3%, Saulo Arcangelli (PSTU) com 2%, e Iêgo Bruno (PSOL) com 1%. A pesquisa segue a tendência das outras pesquisas, exceto no caso de Weverton Rocha, que vem aparecendo em posições melhores entre os candidatos ao Senado. Nesse ambiente, destacam-se também as posições de Eliziane Gama em terceiro lugar, e José Reinaldo na quarta posição. Essa pesquisa deve mudar o tom e a movimentação da campanha para as duas cadeiras no Senado. E o motivo é óbvio: 20% dos entrevistados responderam que ainda não sabem em quem votar para a primeira vaga e 31% não escolheram candidato para a segunda vaga. E em meio a isso, 37% disseram que não votarão em nenhum deles.

 

MDB vai montar comitê de campanha para Henrique Meirelles em São Luís

O candidato Henrique Meirelles vai ganhar comitê em São Luis montado pelo MDB

O MDB vai instalar em São Luís um comitê de campanha para o candidato do partido a presidente da República, Henrique Meirelles. A decisão foi tomada depois que assessores do presidenciável emedebista fizeram contato com o comando do MDB no estado para recomendar a instalação do comitê. Com a providência é provável que a candidata do MDB ao Governo do Estado, Roseana Sarney, incorpore a candidatura do ex-ministro da Fazenda do Governo Michel Temer ao seu discurso de campanha, afastando-se de vez da tentação de incursionar no interior defendendo a candidatura do ex-presidente Lula da Silva, como fez há algumas semanas. Além do mais, o PT, com o aval de Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), selou uma aliança com o governador Flávio Dino, que será consolidada definitivamente com a presença, hoje e amanhã, no Maranhão do companheiro de chapa do líder petista, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que deverá ser o candidato do PT a presidente se a Justiça Eleitoral entender que o ex-presidente é mesmo ficha-suja e por isso não possa ser candidato.

São Luís, 23 de Agosto de 2018.

 

Marketing: Roberto Rocha registra em cartório um “caderno de boas ideias” como base do seu plano de Governo

Acompanhado de Alexandre Almeida, José Reinaldo tavares e Graça Paz, Roberto Rocha protocola o Caderno de Boas Ideias no Cartório Cantuária de Azevedo

O antigo Cartório Cantuária de Azevedo, situado no tradicionalíssimo Beco Catarina Mina (Rua Djalma Dutra, 84), no coração da São Luís histórica -, onde estão guardadas suas memórias e onde lateja muito da  sua consciência política -, recebeu, ontem à tarde, para registro à posteridade, um documento que pode ser definido como importante: uma cópia do plano de ação do candidato ao Governo do Estado pela coligação “União e Coragem para Fazer um Maranhão Melhor”, senador Roberto Rocha (PSDB). Batizado “Caderno de Boas Ideias”, o documento contém as linhas gerais do que o candidato tucano tem em mente para realizar, se eleito governador. São ideias que elaborou ao longo da sua vida política e que, acredita, poderão incrementar o desenvolvimento sócio-econômico do estado e, por via de desdobramento, melhorar a vida dos mais de sete  milhões de maranhenses. E para dar solenidade e credibilidade ao ato, que classificou de compromisso com o povo maranhense, Roberto Rocha fez o registro acompanhado da sua companheira de chapa, deputada Graça Paz (PSDB), e dos dois candidatos ao Senado da sua coligação, o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) e o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB). “É um plano de Governo que fazemos questão de registrar em cartório para ser de conhecimento público os nossos compromissos com o Maranhão”, declarou, enfático, o candidato tucano.

De acordo com um press release divulgado pela assessoria da coligação “União e Coragem para Fazer um Maranhão Melhor”, o “Caderno de Boas Ideias” “é a síntese das principais propostas básicas que o senador Roberto Rocha desenvolveu em todos os municípios do estado, ao longo de suas atividades parlamentares”. E acrescenta: ”A proposta deriva de uma concepção de governo que já vem norteando as ações, projetos e ideias do mandato do senador maranhense e definem uma visão geral que, segundo ele, deve estar clara para a população maranhense, no momento em que oferece seu nome para ocupar o mais alto cargo de comando no estado”. E fecha a informação assinalando que Roberto Rocha pretende, se eleito governador, inaugurar uma “cultura do fazer” no estado, adotando novas práticas na gestão pública que sirvam, inclusive, como referência aos municípios maranhenses. “O foco é na eficiência e nos resultados administrativos sem a ideologização do Governo, que acaba atravancando o desenvolvimento do estado”, sentencia o candidato tucano.

Não é o primeiro Plano de Governo que um aspirante a ocupar o gabinete principal do Palácio dos Leões registrou no Cartório Cantuária de Azevedo nas últimas décadas. Pelo menos metade dos candidatos a governador que disputaram as oito últimas eleições no Maranhão registraram planos de ação naquele cartório. Seja por não haver o proponente conseguido a eleição, seja porque, quando eleitos, foram levados a esquecer os compromissos obrigados pelas circunstâncias, ou seja porque os itens prometidos eram autênticas promessas de campanha, aquelas que foram feitas para encantar o eleitor e serem esquecidas. O fato é que as prateleiras dos arquivos seculares do pequeno prédio situado no Beco Catarina Mina guardam pelo menos uma dezena desses documentos-promessa registrados por candidatos. Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira e João Castelo, entre outros, fizeram tal registro.

O governador Edison Lobão (1991-1994) concluiu parte expressiva do que prometeu em documento, como a conclusão da Avenida Litorânea, por exemplo, iniciada pelo governador Luiz Rocha (1993-1997). E o governador Flávio Dino vem cumprindo à risca os compromissos que assumiu no seu Plano de Governo, como Escola de Tempo Integral e Escola Digna e aumento do efetivo da Polícia Militar, por exemplo. (A Coluna não conseguiu confirmar se Roseana Sarney registrou algum compromisso de campanha nas cinco vezes em que disputou o Governo do Estado entre 1994 e 2010).

Em que pesem a falta de originalidade, por ser essa uma jogada de marketing eleitoral já manjada e pouco eficiente, o gesto do candidato tucano Roberto Rocha pode funcionar como a revitalização de uma maneira série de assumir compromissos com o eleitor. Roberto Rocha vem pautando sua campanha com um discurso propositivo. E isso lhe dá um crédito de confiança em relação ao pacote que deseja por em prática se for eleito governador.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisas mostram que, apoiado por Lula, Haddad tem força para chegar ao Planalto

A julgar pela pesquisa Datafolha, Fernando Haddad, vice de Lula da Silva chegará a São Luís como forte candidato a presidente da República

Se o ex-presidente Lula da Silva (PT) estiver tão forte como mostraram as pesquisas do Ibope, divulgada segunda-feira, e do Datafolha, divulgada ontem, o seu vice, Fernando Haddad (PT), desembarcará nesta sexta-feira em São Luís como um fortíssimo candidato a presidente da República. No cenário que incluiu o ex-presidente Lula, a pesquisa Datafolha encontrou o líder petista com 39% das intenções de voto. No cenário sem Lula e com  Fernando Haddad como candidato, este aparece com apenas 4% das intenções de voto. Ocorre que a mesma pesquisa investigou situações diversas e apurou que 30% dos eleitores de Lula, a seu pedido, votarão em Fernando Haddad, o que representará 15% dos eleitores. E tendo outros 10% respondido que “poderão” votar no substituto, se Lula pedir. Considerando-se metade disso, serão mais 2%, o que totalizará 17% de votos para Fernando Haddad. E somando-se aos quatro que ele já tem por conta própria, o substituto do ex-presidente irá seguramente para o segundo turno, praticamente empatado com Jair com Jair Bolsonaro. Levando-se em conta que Lula está mostrando força para fazer muito mais, não será nenhuma surpresa se Fernando Haddad for mesmo para o segundo turno e destroçar o candidato da extrema direita nas urnas e eleger-se presidente da República. É verdade que o cálculo é simplista e que tudo pode acontecer durante a campanha. Mas é também verdadeiro que os candidatos são fracos e previsíveis, enquanto Fernando Haddad é um “poste” com mais de quatro anos de Ministério da Educação, outros quatros como prefeito de São Paulo, e com padrinho político mais influente do País.

 

Edilázio Jr. assume a liderança da nova geração do Grupo Sarney

Edilázio Jr. foi prestigiado por José Sarney , Sarney Filho e Arnaldo Melo no ato de inauguração do seu comitê de campanha por uma cadeira na Câmara Federal

Ao inaugurar, ontem, seu comitê de campanha à Câmara Federal, o deputado estadual Edilázio Jr. (PSD) assumiu de vez a posição de mais influente membro da nova geração do Grupo Sarney. Nenhum outro candidato daquela corrente a mandato proporcional conseguiu até aqui  reunir num mesmo espaço o ex-presidente José Sarney (MDB), a ex-governadora e candidata do Grupo ao Governo Roseana Sarney e o deputado federal Sarney Filho (PV), candidato a senador. O prestígio do jovem parlamentar dentro do Grupo tem explicação cara, que vai muito além de fazer parte da família Sarney. Num movimento que começou desde que assumiu na Assembleia Legislativa, Edilázio Jr. incorporou o discurso oposicionista num crescendo que o tornou a mais agressiva e frequente voz do Grupo contra o Governo Flávio Dino, jogando o jogo pesado que o primogênito da terceira geração do sarneysismo, deputado Adriano Sarney (PV), por exemplo, não jogou. Mais recentemente, Edilázio Jr., que é advogado militante, emprestou seu nome a pelo menos cinco ações-denúncia contra o governador Flávio Dino, entre elas uma que pediu o impeachment do governador. Uma carga muito pesada, que poderia, por exemplo, ter sido dividida com o atuante deputado federal Hildo Rocha, mas que ele preferiu colocar no currículo. No meio político, o deputado Edilázio Jr. é visto como um forte candidato a deputado federal. Tem audácia e suporte para andar com seus próprios pés, mas o Grupo Sarney tem obrigação a lhe dar o lastro necessário para chegar lá. Até porque é um quadro político centrado, ousado e com algum horizonte.

São Luís, 22 de Agosto de 2018.

Vídeo de Fernando Haddad consolida a aliança de Flávio Dino com Lula no Maranhão

 

Fernando Haddad anuncia vinda ao Maranhão para anunciar aliança de Lula da Silva com Flávio Dino  na corrida eleitoral

Um vídeo de 26 segundos divulgado ontem pela assessoria de imprensa do PT colocou ponto final na dúvida a respeito de quem está autorizado a falar em nome do ex-presidente Lula da Silva no Maranhão. Na peça, o candidato à vice na chapa presidencial de Lula, Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, faz o seguinte anúncio: “Essa semana nós vamos estar no Maranhão, para levar o apoio de Lula à reeleição do nosso governador Flávio Dino. E também para levar uma mensagem de Lula ao povo maranhense, para o Brasil ser feliz de novo”. Mais claro, impossível. No Maranhão, portanto, quem está autorizado a falar em nome de Lula é o governador Flávio Dino (PCdoB), agora formalmente chancelado pelo vice escolhido pelo líder petista, e seu substituto como candidato a presidente, se (ou quando) a Justiça Eleitoral confirmar a inelegibilidade do ex-presidente. Com a batida de martelo, o governador Flávio Dino vai incorporar ao seu discurso, agora com mais ênfase, a luta do líder petista, que, segundo pesquisa do Ibope, divulgada pela Rede Globo na noite de segunda-feira, lidera com folga as intenções de voto (37%) na corrida ao Palácio do Planalto.

A opção de Lula por Flávio Dino no Maranhão envolve uma série de detalhes que amarram fortemente a aliança. Para começar, o PCdoB tem se portado como o mais correto aliado do PT em todos os momentos. Além disso, fechou um acordo pelo qual a deputada gaúcha Manuela D`Ávila, que abriu mão da candidatura a presidente pelo PCdoB, será vice de Fernando Haddad se (ou quando?), a Justiça Eleitoral confirmar a inelegibilidade do ex-presidente. E para tornar a aliança mais forte, o PT maranhense, que há mais de uma década vinha mantendo uma relação furta-cor com Flávio Dino, decidiu agora embarcar de vez na locomotiva partidária dinista, mesmo com o sorriso amarelo de alguns petistas de proa no estado, que não escondem certo saudosismo em relação ao tempo em que a banda maior dos petistas maranhenses experimentou o poder durante o Governo de Roseana Sarney.

Essa reviravolta é, em grande parte, resultado de uma longa, paciente e bem cuidada tessitura política realizada pelo  governador Flávio Dino. O primeiro momento se deu logo após a posse da presidente Dilma Rousseff (PT) para o segundo mandato, quando, depois de uma série de acenos de ambas as partes, Flávio Dino, eleito governador, foi recebido com distinção no Palácio do Planalto. A relação ganhou forma e peso quando surgiram os primeiros sintomas de que o mandato de Dilma Rousseff estava em perigo. Passando uma borracha em tudo o que acontecera durante a campanha, quando Dilma Rousseff, candidata à reeleição, pediu votos para Lobão Filho, candidato do PMDB ao Governo do Estado, Flávio Dino assumiu a defesa da presidente reeleita, tornando-se, em pouco tempo, a principal voz não petista em todo o País contra o impeachment. Nos piores momentos da crise que resultou na deposição dela, Flávio Dino esteve ao seu lado, assumindo o ônus político. Os aliados pemedebistas maranhenses fizeram exatamente o contrário, embarcando abertamente na onda a favor do impeachment.

Em Setembro do ano passado, Lula encerrou em São Luís uma incursão política pelo Nordeste. Foi ovacionado por milhares num monumental ato político organizado pelo governador Flávio Dino em frente ao Palácio dos Leões, selando ali a aliança agora reafirmada. Mais recentemente, Flávio Dino manteve a linha de ação política e se posicionou clara e abertamente contra a condenação e a prisão do ex-presidente. Com a autoridade de ex-juiz federal, e correndo o risco de retaliações, o governador foi duro com seus ex-colegas magistrados federais envolvidos no processo e no julgamento, especialmente com o juiz Sérgio Moro, chefe da Operação Lava Jato, a quem criticou enfaticamente pelo que entendeu ser abuso de poder. Certo de que Lula é vítima de um processo político, o governador manteve o discurso em favor do líder petista, tendo, entre outros movimentos, liderado um grupo de governadores que o visitaram na prisão em Curitiba.

A chegada de Fernando Haddad a São Luís, na sexta-feira, será, portanto, o nó que faltava para fortalecer os laços que levarão enfim Lula e sua força política, sendo candidato ou não, ao palanque de Flávio Dino, resolvendo de vez uma pendência que os manteve afastados por quase duas décadas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

TRE confirma condenação e mantém Ricardo Murad inelegível por oito anos

Ricardo Murad tem condenação confirmada e está fora da corrida para a Câmara Federal

O ex-deputado estadual Ricardo Murad (PRP) está inelegível por oito anos e não poderá ser candidato a deputado federal, como pretendia. A confirmação da inelegibilidade aconteceu ontem, em sessão plenária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na qual a maioria da Corte rejeitou recurso do ex-deputado contra condenação que lhe fora imposta pela juíza Josane Araújo Farias Braga, da 8ª Zona Eleitoral, de Coroatá, sob a acusação de abuso de poder praticado pelo então secretário municipal na campanha eleitoral de 2012. Com a saída de Ricardo Murad do páreo, a coligação “O Maranhão quer mais”, liderada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), perde um nome forte na chapa para a Câmara Federal, reduzindo consideravelmente as chances de eleger dois deputados federais além do que previa. Tão logo tomou conhecimento da decisão do TRE em relação ao seu recurso, o ex-deputado Ricardo Murad divulgou nas redes sociais nota em que lamenta a decisão da Corte Eleitoral e avisa que examinará com seus advogados a possibilidade de recorrer da medida no Tribunal Superior Eleitoral.

 

Cleide Coutinho prepara ato-gigante para lançar sua candidatura em Caxias

Cleide Coutinho prepara ato-gigante em Caxias para lançar sua candidatura à Assembleia Legislativo

Em meio à repercussão sobre o tamanho do ato de lançamento da candidatura do ex-deputado estadual José Gentil (PRB) a novo mandato na Assembleia Legislativa, que contou com a participação do senador Edison Lobão (MDB), a ex-deputada estadual Cleide Coutinho (PDT) anunciou a realização do ato em que lançará a sua candidatura ao parlamento estadual. A festa política está marcada para o dia 24 de Agosto, data em que o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), seu marido e líder do grupo que agora comanda, completaria 75 anos. O anúncio criou uma forte expectativa nos partidários dos dois candidatos em Caxias. Isso porque José Gentil e Cleide Coutinho travam uma luta de prestígio na Princesa do Sertão, que será medido pela votação com que cada um sairá das urnas em Outubro. Aliados dos Coutinho se desdobram para reunir milhares e, assim, mostrar a força do grupo no eleitorado caxiense. Vale aguardar.

São Luís, 21 de Agosto de 2018.

Pragmático e tarimbado, Lobão mostra em Caxias que mantém força política e poder de fogo eleitoral

 

Edison Lobão entre Paulo Marinho Jr., José Gentil e Fábio Gentil na grande festa política em Caxias, realizada no último sábado

Se alguém duvidava do poder de fogo político do senador Edison Lobão (MDB), o ato de lançamento da candidatura do ex-deputado José Gentil (PRB) a novo mandato, realizado na noite de sábado (18) em Caxias, serviu para sepultar as dúvidas ainda vivas. O senador vivenciou mais uma vez situações que se repetiram durante sua longa e bem sucedida carreira política, iniciada em 1978, quando se elegeu deputado federal pela primeira vez: milhares de pessoas gritando palavras de ordens incentivadoras com seu nome, do tipo “Lobão, nós queremos Lobão”, entre outras. E ele, naturalmente impactado com a manifestação, reagiu: “A vocês que sempre confiaram em mim, que sempre me elegeram, sempre estendo a minha mão amiga e agora pedindo humildemente mais um voto de confiança ao Senado Federal. Eu serei digno da confiança de vocês”. E seguiu com um discurso denso, bem fundamentado, com início meio e fim, sem afetação, sem bravata, sem rancores, sem prometer o que não pode cumprir. Uma atuação pragmática e típica do “modo Lobão de fazer política”, o que explica sua liderança na corrida senatorial mostrada pelas pesquisas realizadas até aqui.

A campanha eleitoral em curso está produzindo uma situação curiosa na coligação comandada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Pelo que fica cada vez mais evidente, o senador Edison Lobão faz uma corrida com forte tom partidário, dando força à candidata ao Governo, destacando seu companheiro na chapa senatorial, deputado federal Sarney Filho (PV), mas seguindo uma trilha própria, aberta e consolidada ao longo dos anos e que o leva às lideranças – prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e líderes comunitários e sindicais – com as quais mantém relações sólidas, corretas, como é do seu estilo. Daí não surpreender a maneira festiva como é recebido nos municípios. Nessa campanha, Edison Lobão tem deixado aliados, adversários e críticos de boquiaberta com a sua performance excepcional nas pesquisas.

O que mais chama a atenção é o comportamento do senador em relação ao bombardeio que tem sofrido por conta das denúncias por meio das quais tentaram misturá-lo com a arraia-bandida fisgada pelos anzóis da Operação Lava Jato. Nada do que foi dito por delatores desesperados para dividir seus fardos foi confirmado, tendo o Ministério Público Federal recomendado o arquivamento de denúncias por falta de consistência. E com a experiência de quem realmente aprendeu o caminho das pedras no jogo bruto e implacável da luta pelo poder, Edison Lobão faz uma campanha sem se fazer de vítima. Ao contrário, tem criticado os excessos do denuncismo, sem, no entanto, recorrer ao recurso vulgar da  fulanização. Tem sido, por exemplo, um crítico duro, mas equilibrado, da condenação e da prisão do ex-presidente Lula da Silva (PT), de quem foi ministro de Minas e Energia e com quem construiu uma amizade sólida, a ponto de liderar um grupo de senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para visitá-lo na prisão em Curitiba. Disse ele logo depois num enfático discurso no Senado: “Lula foi preso para não ser presidente da República de novo”.

No ato público de sábado em Caxias, o senador Edison Lobão reforçou seus laços políticos com o prefeito Fábio Gentil (PRB) e com o vice Paulo Marinho Jr. (PP). E nos bastidores, é sabido que tem o amplo leque de apoiadores no campo político construído pelo ex-deputado Humberto Coutinho (PDT), hoje comandado pela ex-deputada Cleide Coutinho (PDT), também candidata a deputada estadual. Em Caxias mesmo posicionado com o grupo do prefeito Fábio Gentil, Edison Lobão é embalado por uma base suprapartidária, resultado de décadas de ação política acima de grupos e partidos, como mostraram todas as eleições que disputou para o Senado.

O senador Edison Lobão tem a clareza de que para ele essa eleição é decisiva para o coroamento da sua carreira. Sabe também que carrega na campanha o desafio de enfrentar nas urnas concorrentes como Sarney Filho, Weverton Rocha (PDT), José Reinaldo Tavares (PSDB), Eliziane Gama (PPS), Alexandre Almeida (PSDB) e Saulo Arcangelli (PSTU).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Arquivamento da Representação contra Carlos Brandão mostra que Flávio Dino sabe o que faz

Carlos Brandão saiu ileso do primeiro ataque no tapetão da Justiça

A decisão do procurador regional eleitoral Pedro Henrique Oliveira Castelo Branco de mandar para o arquivo morto a Representação do MDB denunciando suposta inelegibilidade do vice-governador Carlos Brandão (PRB) foi o primeiro rebate aos petardos judiciais disparados pelo partido e aliados da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) contra o projeto de reeleição do governador Flávio Dino avaliou que (PCdoB). E mostrou que, ao contrário de outros tempos, quando jogou pesado e desestabilizou adversários no tapetão, o Grupo Sarney não está agora enfrentando amadores, mas profissionais que sabem o que fazem em embates judiciais. O governador Flávio Dino sabia exatamente o que estava dizendo o fato de ter assumido o Governo temporariamente no dia 7 de Abril, substituindo-o, não o tornaria inelegível. E seguro da sua avaliação, bancou a candidato do companheiro de chapa, certo de que a Justiça negaria provimento à denúncia da cúpula do MDB. Não há dúvida de que o Grupo Sarney repete a estratégia de questionar na Justiça a legalidade da chapa do seu maior adversário em cada eleição, tendo a derrubada do governador Jackson Lago em 2019 o seu maior triunfo nesse viés político. Os tempos agora são outros, e à frente do Governo está um ex-juiz federal que sabe onde ele e seu Governo devem pisar, e por isso dificilmente deixará brechas para inspirar ações judiciais. E a julgar pelo que se ouve dos que sabem o que dizem nessa seara, nenhum petardo judicial até agora contra o governador e sua aliança vai prosperar. Se essa previsão se confirmar, Roseana Sarney, que tem forte base política e eleitoral, corre sério risco de sair arranhada da refrega no tapetão.

 

PCdoB vai preparar recepção de candidato a presidente a Fernando Haddad, vice e iminente substituto de Lula

Fernando Haddad será recebido por Flávio Dino com tratamento de candidato a presidente

O comando da campanha do governador Flávio Dino (PCdoB) vai preparar uma grande recepção para o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), candidato a vice-presidente da República na chapa do ex-presidente Lula da Silva (PT), que desembarcará em São Luís no dia 24 (sexta-feira) e permanecerá na Ilha até o dia 25 (sábado). Fernando Haddad será recebido oficialmente como candidato à vice-presidente, mas será tratado como candidato a presidente. E a explicação é óbvia: é quase certo que a Justiça Eleitoral barrará a candidatura de Lula da Silva, por considerá-lo “ficha-suja”, o que fará de Fernando Haddad automaticamente o candidato do PT a presidente. O governador Flávio Dino é partidário da substituição Lula da Silva por Fernando Haddad, por considerar o ex-prefeito de São Paulo um quadro à altura de representar a aliança PT/PCdoB na corrida presidencial, e que terá como vice a deputada gaúcha  Manuela D`Ávila (PCdoB). O PCdoB e o PT pretendem levar o nome de Fernando Haddad aos mais distantes rincões do Maranhão, num esforço gigantesco para transferir para o substituto as mais de 1,5 milhão de intenções de votos para Lula da Silva.

São Luís, 20 de Agosto de 2018.

 

 

Início de campanha mostra Flávio Dino forte em Imperatriz e Roseana Sarney tentando reverter cenário

 

Flávio Dino acompanhado por uma multidão em Imperatriz; Roseana Sarney entre Edison Lobão, Assis Ramos e Sarney Filho em um auditório na cidade

Ao longo dos confrontos eleitorais no Maranhão, a experiência tem demonstrado que para chegar ao Palácio dos Leões o candidato precisa sair-se bem em dois testes de popularidade: um é a caminhada pela Rua Grande, em São Luís; o outro é também uma caminhada, esta no centro de Imperatriz. Na avaliação dos observadores mais experientes da cena política maranhense, o candidato que for melhor sucedido nas duas empreitadas, irá para as urnas com lastro para vencer a eleição. O governador Flávio Dino (PCdoB), que segundo as pesquisas lidera a corrida com larga vantagem em todo o estado, com possibilidade de vencê-la em turno único, e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que aparece em segundo lugar e tenta reverter o cenário, já fizeram a primeira passagem por Imperatriz. O resultado foi francamente favorável ao governador Flávio Dino, em que pese o fato de Roseana Sarney ter escolhido um vice imperatrizense, o empresário Ribinha Cunha (PSC), e contar com o apoio do prefeito Assis Ramos (MDB). Nenhum dos dois fez ainda o exigente teste que é a travessia da Rua Grande.

É verdade que a campanha propriamente dita está começando e ainda que cedo, já é possível rascunhar um esboço de previsão sobre a preferência da grande maioria do eleitorado da Princesa do Tocantins, com seu gigantismo econômico, sua independência política e a partir da sua conhecida falta de afeição eleitoral pelos candidatos do Grupo Sarney. Nas últimas cinco eleições para o Governo do Estado, os candidatos do grupo liderado pelo ex-presidente José Sarney amargaram derrotas naquele bastião oposicionista. Neste início de campanha, os imperatrizenses fizeram grande festa para o governador Flávio Dino, reconhecendo as atenções que o seu Governo tem dado à cidade e à Região Tocantina como um todo, simbolizada pela UemaSul. Em seus governos, Roseana Sarney trabalhou por Imperatriz – coloca o complexo industrial da Suzano na sua conta -, mas não há dúvida de que a balança agora pesa a favor do atual mandatário estadual.

As preferências do eleitorado imperatrizense foram sinalizadas em pesquisa feita pelo Instituto Interpreta.  De acordo com o levantamento, se a eleição fosse hoje, Flávio Dino teria 54,08% dos imperatrizenses. Roseana Sarney teria 17,92%, seguida de Roberto Rocha com 2,72% e Maura Jorge com 1,6%. Odívio (PSOL) teria 0,32% e Ramon Zapata 0,16%. Não souberam ou não responderam somam 13,72%, brancos e nulos 9,44%. E na conta dos votos válidos (sem os indecisos, nulos e brancos) o resultado seria o seguinte: Flávio Dino 70,42% dos votos válidos, seguido de Roseana Sarney 23,83%, Roberto Rocha 3,54% e Maura Jorge (PSL) 2,08% – Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU) juntos não alcançaram 1%. E todos os exercícios de cálculo possíveis com a margem de erro (4%) e posição de indecisos confirmam a larga vantagem do governador na antiga Vila do Frei.

O cenário da disputa em Imperatriz indica com clareza que o governador Flávio Dino reúne condições para consolidar o seu favoritismo em todo o estado. Isso não significa dizer que Roseana Sarney deva jogar a toalha. A campanha para valer está apenas no começo e terá ponto alto nos debates na TV, que, tudo indica, serão decisivos para que o eleitor forme juízo definitivo a respeito dos candidatos. À frente de uma gestão apontada como eficiente e produtiva, o governador tem discurso pronto em defesa da continuidade das ações do seu Governo, e traquejo para se conduzir nesse tipo de embate. Pelo tempo de estrada e de governo, a ex-governadora tem passado e marqueteiros experientes para orientá-la, restando saber se ela está pronta para o confronto verbal com o governador. A evolução da campanha e os confrontos diretos já agendados produzirão material suficiente para embasar as escolhas do eleitor.

Mas não há como ignorar ou esconder o fato de que nesse momento inicial da campanha eleitoral o comunista Flávio Dino navega na condição de favorito prenunciada pelas pesquisas realizadas na pré-campanha. E que por isso a emedebista Roseana Sarney, o tucano Roberto Rocha, a bolsonariana Maura Jorge, o professor Odívio Neto e o servidor público Ramon Zapata têm um baita desafio pela frente.

Em Tempo: Registrada no TSE sob o nº MA-07496/2018, a pesquisa do Instituto Interpreta ouviu 625 eleitores de Imperatriz no dia 10 de agosto tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ricardo Murad terá seu destino político imediato decidido terça-feira pelo TRE

Ricardo Murad: aguarda “sereno” a decisão do TRE sobre seu futuro político

Não é confortável a situação do ex-deputado Ricardo Murad, que aguarda julgamento que o tem como acusado e que poderá tirá-lo da corrida eleitoral com direitos políticos suspensos por oito anos. O ex-deputado é acusado de abusar de poder econômico nas eleições de 2012, em Coroatá, durante a campanha em que sua mulher, Teresa Murad, foi eleita prefeita (PMDB). O julgamento foi iniciado na última terça-feira (14), tendo três dos sete desembargadores votado pela sua condenação. Um desembargador votou a seu favor, e em seguida o desembargador Itaércio da Silva interrompeu o julgamento com um pedido de vistas. A situação atual á a seguinte: três votos pela condenação e um voto pela absolvição. Restam três votos. Se houver mais um voto pela condenação, Ricardo Murad estará fora da corrida deste ano para a Câmara Federal. Se houver dois votos a seu favor, formando empate de três a três, o futuro do ex-deputado dependerá do voto de Minerva do presidente da Corte, desembargador Ricardo Duailibe, que poderá sacramentar sua inclusão no listão dos ficha-suja ou mantê-lo entre os ficha-limpa com pleno direito de ser candidato a deputado federal. O desfecho do julgamento está previsto para terça-feira (21).  Nas redes sociais, Ricardo Murad diz que aguarda o desfecho do julgamento “com serenidade”.

 

Concorrência será dura na corrida à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal

Será dura a disputa pelas 42 cadeiras da Assembleia Legislativa e nas 18 da Câmara Federal, segundo sinalizam os números acerca da relação entre o número de candidatos que concorrem, levantados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgados pelo sítio DivulgaCand.

Nada menos que 472 candidatos pediram registro para concorrer a mandato de deputado estadual. Desses, 32  já exercem o mandato e concorrem à reeleição no pleito de 2018, o que dá um total de 11,23 candidatos por vaga. Não concorrem à reeleição, por diversos motivos, os deputados Eduardo Braide (PMN), Edilázio Jr. (PSD), Bira do Pindaré (PSB), Graça Paz (PSDB), Nina Melo (MDB), Stênio Rezende (DEM), Josimar de Maranhãozinho (PR), Alexandre Almeida (PSDB), Hemetério Weba (PV) e Max Barros (PMB).

Já para a Câmara Federal, serão 197 candidatos disputando os 18 assentos que o Maranhão tem direito. A média será de 10,94 por cada vaga no. Não concorrem à reeleição os deputados Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS), José Reinaldo Tavares (PSDB), Sarney Filho (PV) e Pedro Fernandes (PTB).

São Luís, 19 de Agosto de 2018.

 

Cinco candidatos disputam a Prefeitura de Bacabal, mas a guerra se dá entre os grupos de João Alberto e de Zé Vieira

 

Edvan Brandão e Graciete Lisboa exibem comprovante de registro de duas candidaturas a prefeito e a vice-prefeita; César Brito e Florêncio Neto fazem o mesmo emoldurando Zé Vieira

Ao mesmo tempo em que seis candidatos a governador do Maranhão iniciam oficialmente seus movimentos em busca de votos em todo o território maranhense, cinco candidatos dão a largada visando sentar praça no gabinete principal da Prefeitura de Bacabal: Edvan Brandão (PSC), César Brito (PPS), Gisele Veloso (PR), Luizinho Padeiro (PSB) e Maninho (PRB). O elevado número de candidatos à eleição suplementar em Bacabal, porém, não traduz a verdadeira guerra que está sendo travada entre o grupo liderado pelo senador João Alberto (MDB) e o formado pelos aliados do ex-prefeito Zé Vieira (PR), que teve mandato cassado por ter a ficha suja. Essas duas correntes vêm se confrontando há quase duas décadas, com altos e baixos dos dois lados. Na primeira rodada do processo eleitoral em Bacabal, em 2016, o candidato apoiado pelo senador foi o deputado estadual Roberto Costa (MDB), que ficou em segundo lugar, e decidiu abrir mão da candidatura para se dedicar integralmente ao projeto de reeleição para a Assembleia Legislativa. João Alberto declarou apoio a Edvan Brandão e sua vice, a ex-deputada Graciete Lisboa, enquanto Zé Vieira deu seu aval a César Brito, que tem como vice o vereador Florêncio Neto, que formou chapa com o líder na primeira eleição.

Em poucos municípios do Maranhão o embate político é tão intenso quanto em Bacabal. Mesmo existindo pequenos grupos políticos isolados, o confronto se dá mesmo é entre o senador João Alberto, que caminha para a aposentadoria após uma série de mandatos, entre eles o de prefeito de Bacabal, e o empresário e político Zé Vieira, que disputou poucos mandatos, mas firmou uma liderança surpreendente naquele município, e agora aos 86 anos, com sérios problemas de saúde, está também se aposentando. Sem a possibilidade de manter o controle elegendo Roberto Costa, João Alberto espera continuar influente em Bacabal na gestão do prefeito Edvan Brandão, caso ele se eleja. Depois de cassado, Zé Vieira tentou sair de cena para cuidar da saúde, mas a pressão dos seus aliados foi tão grande que ele resolveu declarar apoio ao candidato César Brito.

Com a saída do deputado Roberto Costa da peleja, o senador João Alberto incorporou a candidatura de Edvan Brandão, um vereador que presidia a Câmara Municipal e que se tornou prefeito de Bacabal com a cassação do prefeito eleito Zé Vieira, com a vantagem de concorrer ao cargo. Ao mesmo tempo, o grupo liderado por Zé Vieira tentou articular a candidatura do vice dele, Florêncio Neto (PHS), filho do deputado estadual Carlinhos Florêncio (PCdoB), que preferiu cuidar da sua reeleição para a Assembleia Legislativa do que abandonar esse projeto para entrar numa guerra de desfecho absolutamente imprevisível.

A guerra política e eleitoral que está sendo travada em Bacabal – um dos 10 maiores municípios do Maranhão, com 103 mil habitantes e mais de 60 mil eleitores – é tão expressiva que envolverá os candidatos a governador Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (MDB), que pessoalmente gostaria de ficar de fora dessa confusão. Por intermédio de João Alberto, o Grupo Sarney apoia a candidatura do prefeito Edvan Brandão, enquanto César Brito terá o apoio do governador Flávio Dino, que também não demonstra interesse vivo pela disputa, também preferindo manter-se distante do embate direto. Ambos acionarão seus esquemas políticos para a  campanha, mas, tudo indica, decididos a não interferir diretamente, para não melindrar o eleitorado que está dividido entre os dos dois candidatos.

A sorte dos dois grupos está lançada em Bacabal: se o prefeito interino Edvan Brandão for confirmado nas urnas, como estaria previsto, o grupo liderado pelo senador João Alberto ganhará um reforço e tanto. Mas se a vitória vier a sorrir para César Brito, Zé Vieira iniciará sua aposentadoria em estado de graça. Mas os dois lados poderão ser amargamente surpreendidos se uma terceira via vier a ganhar força e reverter essa polarização óbvia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto dá a larga na campanha reunindo milhares em São Félix de Balsas

Othelino Neto e o prefeito  Márcio Pontes(e)no grande comício de São Félix de Balsas

Poucas vezes São Félix de Balsas, pequeno município de 4,7 mil habitantes localizado na Região Sul do Maranhão, assistiu a um evento político de tamanha expressão como a largada do deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, feita  numa gigantesca carreata em busca da reeleição. Integrante da coligação “Maranhão de Todos”, o parlamentar vem ganhando força política e eleitoral, confirmando uma tendência que o aponta como um dos nomes mais fortes dessa disputa. Apoiadores se concentraram na rua principal do centro para acompanhar o discurso parlamentar, que tem sido um dos pilares da base de sustentação do governador Flávio Dino. Na sua fala aos são-felenses, Othelino Neto ressaltou que escolheu iniciar sua campanha para reeleição a deputado estadual em São Félix de Balsas para reafirmar o compromisso de intervir junto ao governo do Estado para a execução das obras de construção de uma ponte que resolva os problemas da população, que atualmente precisa pagar pedágio para entrar ou sair do município. O prefeito de São Félix de Balsas, Márcio Pontes, agradeceu a visita do deputado e falou sobre o apoio de Othelino Neto na garantia de benefícios para o município. “O deputado sempre demonstrou ter compromisso e seriedade e desde o primeiro momento em que pedi o seu apoio , ele tem ajudado a garantir benefícios para São Félix de Balsas. Ele sempre está disposto a ajudar, principalmente na saúde ,onde o município é mais carente”, enfatizou.

 

Edison Lobão e Sarney Filho acertam o passo e fazem campanha juntos

Edison Lobão e Sarney Filho emolduram Roseana Sarney, Ribinha Cunha e aliados em Timon, e demonstram que as sintomas de crise já são assunto superado

Antes dando a impressão de que haveria algo de errado nas suas relações de campanha, o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), candidatos ao Senado pela coligação liderada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), se mostram agora como parceiros que acertaram os ponteiros. Eles têm marcado presença juntos em todos os eventos encabeçados por Roseana Sarney, que está cumprindo uma maratona de compromissos de campanha nas diversas regiões do estado. Na fase de pré-campanha, correu nos bastidores que os dois estariam disputando a preferência do Grupo, havendo rumores também de que eles estariam estremecidos. Agora, Edison Lobão e Sarney Filho estão atuando juntos, como integrantes de uma chapa, eliminando todos os sintomas e indícios de que está em curso um pacto em que os dois se comprometem a ajudar um ao outro.

São Luís, 17 de Agosto de 2018

 

Campanha eleitoral começa com pesquisa indicando que Flávio Dino pode vencer no primeiro turno.  

Flávio Dino lidera a corrida ao Palácio dos Leões seguido de Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge, Odívio Neto e Ramon Zapata, segundo pesquisa

Os seis candidatos ao Governo do Maranhão iniciaram ontem a corrida às urnas com uma informação que pode balizar os seus movimentos e suas estratégias a partir de agora. De acordo com os números levantados em nova pesquisa do instituto DataIlha, feita em parceria com o Grupo Difusora, se a eleição fosse realizada agora, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito com 61,76% dos votos válidos – descartados os brancos, nulos e indecisos – contra 32,93% da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), 3,19% do senador Roberto Rocha (PSDB), 1,14% da ex-prefeita Maura Jorge (PSL), 0,61% de Odívio Neto (PSOL) e 0,37% de Ramon Zapata (PSTU). Já na votação nominal – quando se leva em conta os percentuais de brancos, nulos e indecisos -, Flávio Dino aparece com 51,1% das intenções de voto, enquanto Roseana Sarney tem a preferência de 28,1%, Roberto Rocha 3,0%, Maura Jorge 1,4%. Odívio Neto e Ramon Zapata 0,5% cada um. E um dado fundamental: a pesquisa tem uma margem de erro de 3,3% – o que significa dizer que o percentual de cada candidato pode variar para cima ou para baixo – com nível de confiança de 95%.

No montante de votos válidos, Flávio Dino lidera com 61,76% enquanto os demais concorrentes somados alcançam 36.24% dos votos. Nesse contexto, os que disseram que votarão em branco ou anularão seus votos somaram 5,6%, enquanto os que não souberam responder foram 9,8%, num total de 15,4%. Um exercício estatístico a partir desses percentuais leva à conclusão de que, mesmo se os 9,8% de indecisos viessem a se posicionar integralmente a favor dos candidatos de Oposição, o total seria de 46,09%, o que confirmaria a vantagem do governador. Mais ainda: se a diferença da margem de erro (3,3%) fosse distribuída entre os candidatos oposicionistas, isso não seria suficiente para virar o jogo, uma vez que Flávio Dino venceria no primeiro turno com uma vantagem de sete décimos – quatro décimos a mais do que a vantagem com que Roseana Sarney venceu a disputa de 2010 no primeiro turno.

A pesquisa revela que até aqui o quadro da disputa encontra-se rigorosamente estabilizado no seu todo, com variações que não impressionam nem sinalizam com a possibilidade de virada. O dado mais expressivo é a “volta” que o tucano Roberto Rocha deu na bolsonariana Maura Jorge, invertendo a posição em relação a outras pesquisas, passando a ser o terceiro colocado na corrida ao Governo do Estado. Essa troca de posições não alterou o cenário, já que, aparentemente, parte dos eleitores de Maura Jorge “migrou” para Roberto Rocha e parte para Roseana Sarney, enquanto o percentual de Flávio Dino permaneceu intacto, com variação de décimos. Na seara oposicionista, todas as pesquisas publicadas até aqui rascunharam a seguinte tendência: a migração de voto entre os candidatos de Oposição, enquanto os percentuais encontrados em favor de Flávio Dino se mantêm no mesmo patamar. Ou seja, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge brigam entre si, sem conseguir até aqui romper a blindagem que garante o favoritismo do governador.

A pesquisa DataIlha/Difusora foi a última realizada antes da campanha eleitoral propriamente dita, que começou ontem e será intensificada a partir do dia 31 deste mês, quando começará a “guerra” eletrônica, com a presença dos candidatos no rádio e na TV. A partir de agora, cada informação estatística sobre intenções de voto será examinada com o máximo de atenção pelos estrategistas das campanhas, que buscarão nos percentuais que virão por aí dados que os permitam ajustar os procedimentos e os discursos dos seus candidatos. E nesse confronto, o governador Flávio Dino entra com uma vantagem a mais: a pesquisa DataIlha/Difusora apurou que 60,92% dos entrevistados disseram que aprovam seu Governo, enquanto 39,08% responderam que não aprovam

Em Tempo: A pesquisa DataIlha/Difusora foi realizada entre os dias 4 e 6 deste mês em 36 cidades e ouviu 2.037 eleitores, tendo margem de erro de 3,3% e intervalo de confiança de 95%. Está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo de nº MA-03307/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula lidera com folga a corrida dos presidenciáveis por votos no Maranhão

Lula da Silva: mesmo preso, lidera absoluto a corrida presidencial no Maranhão

A pesquisa DataIlha/Difusora investigou também o cenário das intenções de voto dos maranhenses para a corrida ao Palácio do Planalto, encontrando um quadro previsível: se a eleição presidencial fosse agora, o ex-presidente Lula da Silva (PT), receberia nada menos que 67,9% dos maranhenses. Em segundo lugar viria Jair Bolsonaro (PSL), com 19,51%, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 5,70%; Marina Silva (Rede), com 4,75%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 1,42%; Henrique Meirelles (MDB), com 0,74 %. Álvaro Dias (Podemos) e Guilherme Boulos (PSOL) aparecem cada um com 0,21 % e João Amoêdo (Novo) aparecendo em último lugar, com 0,16%. A deputada gaúcha Manuela DÁvila (PCdoB) aparece na pesquisa com 0,21% dos votos, mas ela abdicou da candidatura para apoiar o movimento PT em favor da candidatura do líder petista. Esse cenário poderá sofrer mudança radical se o ex-presidente Lula da Silva for enquadrado na Lei da Ficha Limpa, como está sendo desenhado. Nesse caso, será substituído pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que terá a comunista Manuela DÁvila como candidata a vice-presidente. Se Lula da Silva não entrar na corrida, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro poderão crescer no estado.

 

Ildon Marques sofre impugnação e pode deixar a corrida à Câmara Federal

Ildon Marques: ex-prefeito pode ser impedido de disputar cadeira na Câmara Federal

Considerado por muitos um dos “pesos pesados” na briga por vagas na Câmara Federal, o empresário Ildon Marques (PP), ex-prefeito de Imperatriz, poderá ficar em casa na corrida eleitoral deste ano. Motivo: o Ministério Público Eleitoral protocolou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA) ação de impugnação do seu pedido de registro de candidatura. O MPE alega que o ex-prefeito aparece na lista do Tribunal de Contas da União (TCU), na qual constam nomes de políticos condenados por improbidade administrativa, a exemplo do que aconteceu com Júnior Lourenço, ex-prefeito de Miranda do Norte, que também pretendeu disputar uma cadeira na Câmara Federal. O procurador justifica a impugnação do pedido de registro de candidatura do ex-prefeito de Imperatriz alegando que ele foi condenado à suspensão dos seus direitos políticos por decisão colegiada “em razão da prática de atos dolosos de improbidade administrativa que importaram dano ao erário e enriquecimento ilícito”. Ildon Marques deve recorrer da impugnação, mas tudo indica que ele dificilmente poderá se candidato.

São Luís, 17 de Agosto de 2018.

Resgate: Assembleia concede cidadania maranhense a Padre Josimo, 32 anos após o seu assassinato explosivo

 

Padre Josimo e o plenário da Assembleia Legislativo, que apoiou o projeto de Bira do Pindaré dando-lhe a cidadania

A Assembleia Legislativa aprovou ontem a concessão do título póstumo de Cidadão Maranhense a Josimo Morais Tavares, o Padre Josimo, um sacerdote paraense (Marabá) que entrou para a História das lutas sociais como herói e mártir ao ser assassinado em Imperatriz, no dia 10 de Maio de 1986, aos 33 anos, num crime de pistolagem que alcançou repercussão mundial. Ele foi vítima de fazendeiros e grileiros que atuavam na microrregião do Bico do Papagaio, então o mais explosivo pedaço do Brasil em matéria de conflitos agrários, onde atuava como coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), com ação intensa e desafiadora em favor de lavradores pobres, órfãos do Estado e vítimas daqueles grupos. Proposta pelo deputado Bira do Pindaré (PSB), a cidadania maranhense é concedida a Padre Josimo 32 anos após sua morte e tem o sentido de um resgate, não apenas como uma homenagem em si, mais que justa, mas principalmente pelo fato de lembrar que, mais de 11 mil dias depois do seu sacrifício, e de que, mesmo levando em conta a volta da democracia, a chegada da Constituição Cidadã em 1988 e de uma maior consciência política, a situação não mudou muito. Naquela região, agricultores sem terra continuam sendo explorados e assassinatos, como aconteceu no massacre de Eldorado de Carajás e o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Sting, entre outros casos reveladores de que o Estado brasileiro continua incapaz de criar uma nova realidade fundiária nos seus oito milhões de quilômetros quadrados.

Os dois disparos que tiraram a vida de Pedro Josimo, feitos pelo pistoleiro Geraldo Rodrigues da Costa dentro da Mitra Diocesana, localizada na Avenida Dorgival Pinheiro, no coração da Princesa do Tocantins, a mando de um grupo de fazendeiros comandado por Geraldo Paulo Vieira, tiveram o poder explosivo de bombas poderosas. Aquele assassinato, ocorrido dentro da Mitra Católica, onde funcionava a CPT Araguaia-Tocantins, aconteceu em plena fase prévia das eleições de 1986, as primeiras no pós-ditadura, quando o Brasil, tendo à frente o presidente maranhense José Sarney (MDB) e sob as atenções do mundo, dava o segundo passo – o primeiro foi a eleição de Tancredo neves e José Sarney em 1984 – para restaurar a democracia na sua plenitude e que seria consolidado com a edição da Constituição Cidadã em 1988. Naquele momento, a América Latina vivia ainda o envolvimento direto de parte da Igreja Católica nas questões sociais, principalmente na questão agrária, por meio da Teologia da Libertação. Padre Josimo, identificado no meio rural como o sacerdote “das sandálias surradas”, era um símbolo dessa linha de interpretação do Evangelho, reforçando sua luta como coordenador da CPT e com uma forte ação pastoral baseada nos princípios enfáticos do cristianismo.

Padre Josimo sabia que, ao defender os oprimidos do Bico do Papagaio, uma região manchada por conflitos e violência, estava marcado para morrer. Tanto que num relatório que fez aos seus superiores depois do primeiro atentado, sofrido no dia 15 de abril, havia menos de um mês da tragédia, numa estrada do interior do Pará, quando seu veículo – uma velha Toyota azul – foi alvejado por quatro tiros, ele, que saiu ileso, escreveu: “Agora estou empenhado na luta pela causa dos pobres lavradores indefesos, povo oprimido nas garras dos latifúndios. Se eu me calar, quem os defenderá? Quem lutará a seu favor? Eu pelo menos nada tenho a perder. Não tenho mulher, filhos e nem riqueza sequer, ninguém chorará por mim. Só tenho pena de uma pessoa: de minha mãe, que só tem a mim e mais ninguém por ela. Pobre. Viúva. Mas vocês ficam aí e cuidarão dela. Nem o medo me detém. É hora de assumir. Morro por uma justa causa”.

O assassinato de Padre Josimo foi uma chibatada em Imperatriz, que viu reforçado o seu estigma de cidade onde a pistolagem dava as carta; foi um soco no estômago do Maranhão, que teve exposta e remexida sua ferida de estado mergulhado em conflitos agrários; e funcionou também como uma pancada no Brasil, cujo Governo que foi duramente criticado  mundo afora, a começar pela Santa Sé. Todos os efeitos danosos do crime invadiram, com força avassaladora, o gabinete do então presidente José Sarney, como líder brasileiro e maranhense. Essa circunstância mudou o curso da trajetória dos assassinatos no País, marcados pela morosidade da ação policial. José Sarney determinou que o próprio chefe maior da Polícia Federal, o então festejado e temido delegado federal Romeu Tuma, se mudasse para Imperatriz e comandasse pessoalmente as investigações. O empenho do delegado e dos seus subordinados foi tamanho que o crime foi esclarecido rapidamente, com a prisão do executor e dos mandantes. Todos foram julgados e condenados.

O crime abalou o cenário político daquele ano de 1986, porque aconteceu em meio a um processo eleitoral no qual Epitácio Cafeteira (MDB) e João Castelo (PFL) adicionaram o tema às suas campanhas e tornaram o embate decisivo para o Maranhão e para o País, quando as forças reprimidas durante a ditadura voltaram a se manifestar num País mergulhado em contradições, sendo a luta de Padre Josimo uma delas, que se tornou evidente com a sua morte. Os dois disparos, feitos com calibre 7.65, conseguiram também que o Governo de então acelerasse o processo de reforma agrária por meio de um amplo programa de desapropriações, muitas delas ocorridas no Bico do Papagaio e no Maranhão.

A iniciativa do deputado Bira do Pindaré, corretamente avalizada pela Assembleia Legislativa, tem muitos méritos, sendo o mais importante deles o alerta no sentido de lembrar aos maranhenses e brasileiros que, mesmo com os instrumentos que dispõe, o Estado brasileiro ainda não fez a reforma agrária que, se efetivada, já poderia ter colocado um ponto final nessa chaga, que continua produzindo e eliminando Padres Josimos País afora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Corrida ao Palácio dos Leões terá mesmo seis candidatos

Flávio Dino, Odívio Neto, Ramon Zapata, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge estão confirmados como candidatos ao Governo do Maranhão em Outubro

O Governo do Maranhão será disputado por seis candidatos: Flávio Dino (PCdoB), que busca a reeleição liderando uma aliança com 16 partidos; Roseana Sarney (MDB), que tenta voltar ao Governo liderando uma coligação de seis partidos; Roberto Rocha (PSDB), que se movimenta no comando de seis partidos; Maura Jorge (PSL) sem ninguém; Odívio Neto (PSTU), que vai à luta com o apoio do PCB; e Ramon Zapata (PSTU), que não fez aliança em nenhuma direção. A menos que aconteça o imprevisível e imponderável, todos os candidatos estão aptos a votarem e serem votados, e a previsão é que todos eles cheguem inteiros às urnas no dia 7 de Outubro. Haverá, claro, questionamentos em relação a vários candidatos, a começar pelo governador Flávio Dino, mas nada existe de concreto que possa impedir a sua candidatura. Na avaliação de um craque em direito eleitoral, a inelegibilidade do governador, determinada pela juíza Anelise Reginato, será dinamitada por falta de consistência. Assim, se não houver desistência, a corrida terá mesmo a participação dos seis aspirantes ao Governo.

Bandeira de Lula ficará com Flávio Dino no Maranhão

Flávio Dino vai com Lula da Silva na campanha ao Palácio dos Leões, Roseana Sarney também quer

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) está inclinada a associar seu nome ao do ex-presidente Lula da Silva (PT), mas está pressionada pelo poder de fogo do governador Flávio Dino (PCdoB), que tem uma enorme vantagem na relação política com o ex-presidente, a começar pelo fato de que o PCdoB está representado por Manuela DÁvila na chapa lulista como candidata a vice, o que dá ao governador legitimidade partidária para apoiar o ex-presidente. Além disso, Roseana Sarney já começa a receber pressões da cúpula partidária para entrar em campo apoiando abertamente o candidato do MDB, Henrique Meirelles. A emedebista enfrentará também a hostilidade de petistas que ainda não se conformaram com o fato de que Roseana Sarney articulou pesado no Congresso Nacional pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ou seja, tudo indica que Lula só se fará  presente no palanque de Flávio Dino, e ponto final.

São Luís, 15 de Agosto de 2018.

Corrida ao Senado rompe acordos formais e permite uma ciranda surpreendente de alianças entre candidatos

 

Edison Lobão, Eliziane Gama, Sarney Filho, Weverton Rocha, José Reinaldo e Alexandre Almeida: alianças surpreendentes na corrida pelas vagas no Senado

Os movimentos registrados até agora confirmam a impressão inicial, várias vezes alertada pela Coluna, de que a corrida pelas duas vagas no Senado da República será o diferencial do processo eleitoral em curso. Até aqui as pesquisas e avaliações têm apontado favoritos, mas o andar da carruagem mantém de pé a ponderação de que os dois senadores eleitos sairão do grupo formado pelos seis candidatos: Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), da coligação liderada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB); Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS); e José Reinaldo Tavares (PSDB) e Alexandre Almeida (PSDB). Nos bastidores partidários, alguns observadores acreditam que uma coligação fará os dois senadores, outros apostam que o eleitorado votará equilibrando o cenário político elegendo um senador do governador eleito e um da Oposição, tendo também os que esperam que os dois senadores eleitos serão de Oposição ao governador que sair das urnas. Até aqui, a movimentação dos candidatos a senador rascunha uma tendência segundo a qual o resultado pode ser a eleição de dois representantes de chapas diferentes, com um aliado e um adversário do governador eleito.

As informações produzidas diariamente anunciam uma verdadeira profusão de alianças as mais surpreendentes. Há município onde Edison Lobão faz dobradinha com Weverton Rocha, assim como há colégio eleitoral onde Eliziane Gama está de parceria com Sarney Filho. Em outro, José Reinaldo e Edison Lobão são apoiados por aliado comum, ao mesmo tempo em que há casos em que Alexandre Almeida será votado junto com Eliziane Gama. No geral, há acertos envolvendo os dois candidatos da mesma chapa, como Weverton Rocha e Eliziane Gama, como também Edison Lobão e Sarney Filho, por exemplo. Existe ainda um fantasma: há muitos eleitores que ainda não tem muita clareza em relação ao direito de escolher dois candidatos, fazendo opção muito forte por um deles, sem dar muita importância ao outro, apontado este como “o segundo”, o que é um equívoco grave, que precisa ser esclarecido, pois não há primeiro nem segundo. Existem, sim, duas vagas a serem preenchidas com o mesmo grau de importância.

Até aqui não se tem notícia de que a cúpula de alguma coligação tenha se posicionado contra a participação dos seus candidatos a senador nessa frenética ciranda de alianças limitadas. Um caso de plena liberdade nessa seara foi protagonizado pelo deputado federal André Fufuca, que preside o PP no Maranhão. Aliado do governador Flávio Dino, o parlamentar anunciou que apoiará a candidatura de Sarney Filho onde puder, reservando o apoio a Weverton Rocha ou a Eliziane Gama onde for possível. Ninguém reagiu, exatamente porque todos estão construindo pontes dessa natureza, com o registro claro e inequívoco de dezenas e dezenas de casos em todas as regiões do Maranhão. São as conveniências políticas e eleitorais que se impõem numa guerra desse porte, na qual a superação das diferenças pode turbinar candidaturas, e a inflexibilidade e o fechamento de janelas podem enterrar projetos eleitorais antes vistos como viáveis.

O comunista Flávio Dino, a emedebista Roseana Sarney e o tucano Roberto Rocha acompanham a movimentação dos seus candidatos ao Senado com a atenção devida, certificando-se, é claro, de que tais acordos – todos informais, diga-se de passagem -, não envolvem o voto para governador. Até agora os aspirantes a mandato senatorial têm mantido a linha, não incluído o voto para governador nesse pacote, só agindo nessa direção quando o acordo permite puxar votos para os seus candidatos ao Palácio dos Leões.

Pela intensidade com que está sendo movimentado, o cenário da corrida para as duas cadeiras no Senado não permite ainda apontar quem está de fato caminhando para ganhar a eleição. A última pesquisa Data Ilha apontou Edison Lobão e Sarney Filho na frente, seguidos de muito perto por Weverton Rocha e Eliziane Gama, com José Reinaldo e Alexandre ameaçando alcançá-los. Vale, portanto, aguardar o desenrolar dessa corrida frenética e imprevisível.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Graça Paz quebra regra como candidata a vice de Roberto Rocha

Graça Paz: carreira bem sucedida agora com desafio de ser candidata a vice

De todos os candidatos a vice-governador, a escolha mais surpreendente e inovadora foi a da deputada estadual Graça Paz (PSDB) para compor chapa com o candidato tucano Roberto Rocha. Para começar, o vice pretendido pela cúpula do PSDB era o empresário Ribinha Cunha (PSC), que optou pelo convite feito pela ex-governadora Roseana Sarney, apesar do chamamento que lhe foi dirigido pelo ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, coordenador da campanha dos tucanos maranhenses e que fora seu “patrono” na corrida à Prefeitura de Imperatriz em 2016.  A declinação de Ribinha Cunha levou Roberto Rocha a fixar sua escolha do próprio Sebastião Madeira, que não aceitou por estar determinado a eleger-se deputado federal, com amplas chances de eleição. Foi então que a escolha recaiu sobre a deputada Graça Paz, que decidira abrir mão de tentar a reeleição para abrir caminho para o filho, Paz , candidato a deputado estadual. Política bem sucedida, com quatro mandatos consecutivos, tendo como seu articulador o ex-deputado Clodomir Paz, que foi candidato a prefeito de São Luís em 2008, Graça Paz que faz oposição não-agressiva ao governador Flávio Dino, havia decidido que estava na hora de passar o bastão, tendo investido suas fichas no filho, que é apontado como um forte candidato a deputado estadual. Bem articulada, tendo sua ação parlamentar focada no apoio a municípios e em projetos sociais, Graça Paz será uma das duas mulheres candidatas a vice-governadora – a outra é Nicinha Durans, vice de Ramon Zapata, do PSTU. E pode dar, na campanha, uma boa contribuição a respeito da participação da mulher na política.

 

Dinistas dizem que Flávio Dino fez mais em três anos e meio do que Roseana Sarney em 13 anos

Flávio Dino e Roseana Sarney: quem fez mais?

Um debate ganha corpo na Assembleia Legislativa: quem realizou mais, Flávio Dino ou Roseana Sarney? Aliados do governador fazem cálculos e garantem que em três anos e meio ele realizou mais do que ela, o que é contestado pelos roseanistas. Os dinistas têm um forte argumento para brecar a investida dos roseanistas: ele só governou três anos e meio até agora, quando ela governou por mais de 12 anos. Logo a comparação é injusta e não faz qualquer sentido. Mas os dinistas desafiam, e mesmo com a enorme diferença de tempo de Governo, fazem contas e mostram que em três anos e meio Flávio Dino nomeou mais quadros para a Polícia Militar do que Roseana Sarney em mais de 13 anos. E vão além, afirmando que o atual Governo fez mais pela Educação – construção e reforma de escolas, implantação da Escola Digna, da Escola de Tempo Integral e dos Iemas – produzindo mais ganhos reais do que tudo o que foi feito nos quatro períodos de Governo de Roseana Sarney. É um debate que provavelmente será travado entre os dois na campanha. Os dinistas estão com os números na ponta da língua. Os roseanistas também.

São Luís, 14 de Agosto de 2018.