Arquivos da categoria: Sem categoria

Flávio Dino que diz “nova” Previdência de Jair Bolsonaro é contra pobres e classifica pontos de “obscenos, imorais e indignos”

 

Flávio Dino, ao lado do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB)criticou o projeto de reforma da Previdência em reunião com Paulo Guedes, em Brasília

“Essa é uma proposta contra os pobres”. Foi como o governador Flávio Dino (PCdoB) resumiu a proposta de reforma da Previdência, ao sair, ontem, em Brasília, de uma reunião em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou a proposta governamental entregue ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional. Flávio Dino se posicionou na liderança dos críticos do projeto, chamando atenção para o farto de que o que está sendo proposto é o sistema de capitalização. Classificou aspectos da proposta governista como “obscenos”, e previu que, se aprovadas, as novas regras causarão o que definiu como “genocídio das próximas gerações”, já que a esmagadora maioria dos trabalhadores não conseguirá contribuir para ter direito a uma aposentadoria digna. Por conta disso, o governador maranhense conclamou deputados e senadores a derrubar alguns pontos, evitando que todos sejam jogados “na lógica da previdência privada”, taxando tal sistema de “obsceno, imoral e indigno”.

A posição firme e enfática do governador Flávio Dino contra a proposta de reforma da Previdência protocolada na Câmara Federal pelo presidente Jair Bolsonaro se funda nas profundas e inconciliáveis diferenças que os separam no campo ideológico. A proposta engendrada por Paulo Guedes e sua turma tem caráter puramente liberal, seca, do tipo pagou-recebeu, sem levar em conta a gigantesca pirâmide social e econômica que nem de longe nivela os aposentados brasileiros. O governador do Maranhão defende que, diante do escandaloso quadro de desigualdades sociais e econômicas, a lógica previdenciária deveria ser invertida, com foco maior nos mais pobres. Para ele, o sistema de capitalização que vê embutido da proposta é o que há de mais “obsceno” na chamada “nova” Previdência.

– Sistema de capitalização com a desigualdade que existe no Brasil é um escândalo obsceno, imoral e indigno. O sistema de capitalização é de interesse do capital financeiro. É para jogar todo mundo na lógica da previdência privada. Pode dar certo em sociedades mais ricas. No Brasil, é um escândalo – disse Flávio Dino ao sair da reunião com Paulo Guedes. As críticas do governador do Maranhão foram além, atacando, por exemplo o que ele apontou como insegurança jurídica, uma vez que o projeto governista prevê a supressão de vários dispositivos da Constituição. “Isso significa insegurança jurídica para os brasileiros porque qualquer mudança no sistema de aposentadorias poderia ser feita por meio de uma Lei Complementar e não por uma Emenda Constitucional, que precisa de mais votos e é mais difícil de ser aprovada”, alertou.

O rosário de críticas do governador maranhense ao projeto de reforma da Previdência inclui a instituição de uma contribuição mínima de R$ 50 para os trabalhadores rurais, a mudança em relação aos idosos pobres. “Acho isso especialmente escandaloso. O caráter da proposta contra os mais pobres tem de ser evidenciado”, destacou. E concitou os parlamentares a derrubar tudo isso na tramitação da proposta: “Todas as regras contra os pobres têm de ser retiradas do texto. Eu esperava um projeto que cuidasse da emergência da situação fiscal, mas não um projeto que fosse contra os pobres. Um projeto cheio de armadilhas e pegadinhas que têm de ser eliminadas pelo Congresso Nacional”.

Na sua cruzada antibolsonariana, baseada na convicção de que o presidente da República é despreparado e sua visão do Brasil é limitada e pontilhada por equívocos, o governador vem mobilizando os governadores dos estados mais pobres da federação, fazendo um duro contraponto ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que tenta convencer aos seus colegas de que o caminho é apoiar a Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e o seu projeto de poder. Governadores de Estados financeiramente quebrados, impossibilitados de manter seus sistemas previdenciários, estão posicionados contra a regras propostas, já que as unidades que comandam não estão contempladas, indicando que serão largadas à própria sorte.

Pelo que está sendo desenhado, a guerra ao projeto liberal do Governo de Jair Bolsonaro começou para valer com as duras críticas que disparou contra o pacote de segurança pública e de combate ao crime organizado e à corrupção apresentado pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, ao Congresso Nacional na segunda-feira, por ele classificado de “demagógico”.

Em Tempo: o comentário teve por base matéria com o governador Flávio Dino publicada ontem na versão digital de O Globo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Joice Hasselmann tenta rebater críticas de Flávio Dino, mas tropeça feio na desinformação

Joice Hasselmann tentou atacar Flávio Dino, mas foi desestimulada por Rubens Jr;

Um dos chefes mais assanhados da brigada governista na Câmara Federal, a deputada catarinense Joice Hasselmann (PSL) derrapou feio ontem na tribuna ao tentar rebater as duras, mas bem fundadas, críticas do governador Flávio Dino à proposta previdenciária do Governo de Jair Bolsonaro. Com uma folha de papel nas mãos, a deputada apresentou uma série de números, segundo ela relacionados com a Previdência do Estado do Maranhão. E com trejeitos de quem estava incomodada, ensaiou um ataque pessoal ao governador Flávio Dino, afirmando que ele teria sido beneficiado por uma “aposentadoria especial” ao deixar a magistratura federal se dedicar à vida política. Tropeçou feio, porque o deputado Rubens Jr. (PCdoB) desmontou todos os seus ataques, demonstrando que os números por ela apresentados eram pura fantasia e sugerindo que ela se in firmasse melhor quando falasse do Governo do Maranhão. E mais, informou à chefa bolsonariana que ao pedir demissão da magistratura federal, o juiz Flávio Dino não teve direito a nada em matéria de aposentadoria, porque essa é a regra. E fulminou: “O erro é quando o juiz vai fazer política usando a toga, para perseguir os outros, e isso ela sabe o que acontece, e acontece muito”. E diante do desconcerto da expoente governista, Rubens Jr. perguntou quem ela pensava que era para atacar o Governo com inverdades numéricas. E sugeriu que antes de reagir a uma crítica do governador Flávio Dino ao Governo Bolsonaro, ela se infirmasse melhor sobre o assunto, para não passar o vexame que passou.

 

Osmar Filho prepara nova incursão em Brasília levando na pasta uma pauta municipalista

Osmar Filho prepara nova incursão à Brasília

Uma semana depois de ter cumprindo uma extensa agenda de contatos em Brasília, no Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), está programando nova incursão à Capital da República, desta vez com uma pauta bem definida e que será definida com sugestões de vereadores e que ele garante que terá perfil municipalista. Uma iniciativa de quem está de fato pensando em entrar na briga pela Prefeitura da Capital no próximo ano. O item primeiro e mais importante será um pacote de sugestões para mudar o Pacto Federativo no sentido de que ele contemple mais os municípios, que estão na ponta da linha e que são os responsáveis pelas maiores demandas da sociedade. Outro item forte da pauta será a destinação de emendas parlamentares, que o presidente da Câmara defende sejam elas aplicadas em projetos que visem o desenvolvimento social e econômico de São Luís.  Osmar Filho pretende também construir canais de comunicação entre a Câmara de São Luís e o Governo Federal. O presidente explica como será feita a investida dos vereadores sobre Brasília: “Vamos nos reunir para discutir uma pauta propositiva que será apresentada à nossa bancada em Brasília. Nosso objetivo, enquanto vereadores, é trabalhar em parceria com os deputados federais e senadores, para que possamos viabilizar mais investimentos para São Luís”. Osmar Filho ficou animado com os contatos que fez em Brasília, onde esteve acompanhado dos vereadores Estevão Aragão (PSDB) e Marquinhos (DEM). Reuniu-se com o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB) – ex-colega de Câmara – e com os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) e participou de encontros de trabalho no Ministério do Turismo, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Ministério do Desenvolvimento Regional, Banco do Brasil e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

São Luís, 21 de Fevereiro de 2019.

Escândalo na CNI chama a atenção para a falta de alternância em organizações milionárias como Fiema e Fecomércio

 

Edilson Baldez (acima) seguindo os passos de Alberto Abdalla no comando da poderosa Fiema, e José Arteiro, há mais de três décadas no comando da rica Fecomércio

Primeiro foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, que numa conferência com empresários, avisou que vai cortar 30% da gorda fatia de recursos que a União repassa para manter o poderoso Sistema S (Sesi, Sesc e Senai), controlado pela Confederação Nacional da Indústria e pela Confederação do Comércio, através dos seus braços estaduais, as Federações da indústria e do Comércio, que no Maranhão são conhecidas como Fiema e Fecomércio. Agora foi a prisão do presidente da CNI, Robson Andrade, e dos presidentes das Federações da Indústria em Pernambuco, Paraíba e Alagoas, ação da Polícia Federal chamada Operação Fantoche, que desmontou um milionário esquema de corrupção que atuou em sete estados e desviou pelo menos R$ 400 milhões nos últimos por meio de empresas de eventos e o Ministério do Turismo.

O aviso do ministro, que deixou sem graça e, em alguns casos, assombrou, caciques que controlam organizações patronais, e o escândalo que alcançou uma teia em sete estados são sintomas que evidenciam o que muita gente já desconfiava e já começa a pregar abertamente: o Sistema S, que presta um enorme serviço à sociedade brasileira por meio da contribuição de patrões e empregados da indústria e do comércio, precisa se renovar urgente e profundamente. E o primeiro passo é democratizá-lo de modo que a alternância seja uma rotina democrática, para evitar que as organizações, que movimentam bilhões de reais por ano, não permaneçam controladas com mão de ferro, por décadas, por uma rede de caciques traquejados no corporativismo patronal.

Nesse contexto, o Maranhão é um dos estados onde a necessidade dessa renovação é mais que evidente. Com mais de seis décadas de existência, a Fiema, que controla uma formidável rede de serviços, como o Senai e o Sebrae, por exemplo, foi comandada durante mais de 30 anos pelo empresário Alberto Abdalla, capitão de uma empresa industrial falida, e que atualmente tem como presidente Edilson Baldez, um empresário de negócios no âmbito da construção civil, que reúne construtora, incorporadora e hotéis. Ele assumiu a presidência da poderosa corporação industrial em 2009 dando a entender que não se deixaria picar pela mosca furta-cor do caciquismo e cumpriria apenas um mandato. Dois anos depois mudou de ideia, cooptou aliados, alterou os estatutos – que haviam sido mudados para evitar reeleições a perder de vista – e já está no terceiro mandato. Forjado no corporativismo patronal, articulador de conhecida competência e tecelão de uma ampla rede de aliados, habilidades que refinou em longo aprendizado no comando do Sindicato das Indústria da Construção Civil, o poderoso Sinduscon, Edilson Baldez exibe o fôlego e a desenvoltura de quem conhece o caminho das pedras e está disposto a permanecer no poder por muito mais tempo.

Na outra ponta do Sistema S no Maranhão, a Fecomércio, que controla os braços do Sesc e do Senac no estado, está outro caso espetacular de longevidade no poder. A organização patronal é presidida pelo empresário José Arteiro desde 1990, cumprindo o oitavo mandato consecutivo, o que equivale a mais de três décadas ininterruptas de poder. O processo é o mesmo. Tanto quanto Alberto Abdalla e Edilson Baldez, José Arteiro soube construir a sua rede de apoio no corporativismo patronal maranhense, atraindo presidentes de sindicatos filiados, e assim montou uma base de poder até agora sólida. Na sua penúltima eleição, sofreu alguma pressão do empresário Haroldo Cavalcante Jr., mas acabou aclamado pelo presidente dos 17 sindicatos que formam a entidade, numa revelação de que sua reeleição não foi sequer ameaçada. Hábil, bem articulado, com amplas relações no meio empresarial e no meio político, José Arteiro já entrou para a história da corporação como o mais longevo dos seus presidentes até aqui. E do alto do prédio espetacularmente espelhado encrostado na Avenida dos Holandeses, que exibe como um dos triunfos da sua administração, emite todos os sinais de quem pretende continuar no comando da Fecomércio por mais um bom tempo.

Além da capacidade de articular apoios, convencendo seus pares de que são os melhores da sua classe e de que as organizações por eles controladas com a gestão de verbas milionárias estão funcionando a contento, dentro do figurino – o que alguns contestam à boca miúda – os atuais caciques da Fiema e da Fecomércio continuam aparentemente inabaláveis. Por outro lado, é curioso que a classe empresarial, que tem nos seus quadros homens de visão larga, esclarecidos, prefira a longevidade dos caciques do que a alternância no poder. No meio empresarial, há quem diga que há um silencioso movimento por mudança nas entranhas da classe empresarial, que poderá implantar uma cultura de alternância na Fiema e na Fecomércio. Como acontece na Associação Comercial do Maranhão, por exemplo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eliziane Gama mostra a Major Olímpio que só é frágil na aparência

O senador Major Olímpio, líder do Governo, se enganou com a aparência frágil da senadora Eliziane Gama

Se imaginou que com sua voz alterada e sua rispidez de militar casca grossa imporia sua vontade tentando intimidar a senadora Eliziane Gama (PPS), o líder do Governo no Senado, senador Major Olímpio (PSL-SP), se enganou redondamente. Ontem, num debate na Comissão de Transparência da Câmara Alta, quando senadores discutiam uma proposta de convite ao ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, para falar à Casa, a senadora maranhense, a favor da proposta, e o colega paulista, contrário, se enfrentaram verbalmente, elevaram o tom das vozes, protagonizando um embate que, ficou claro, vai se repetir com frequência. A aparentemente frágil senadora maranhense enquadrou o aparentemente intimidador senador paulista exigindo que não gritasse com ela e avisando-o de que também sabe gritar. Além de ser enquadrado pela senadora maranhense, o líder do Governo amargou a aprovação do convite ao ex-ministro, caracterizando uma derrota do Palácio do Planalto no Planalto.

Ao contrário do que sugere sua imagem frágil, simples, aparência humilde, de mulher que não usa maquiagem, Eliziane Gama é uma fortaleza ambulante, aperfeiçoada em dois mandatos ativos na Assembleia Legislativa e um muito bem-sucedido na Câmara Federal. No parlamento estadual, fez denúncias contundentes, propôs, conseguiu aprovação e comandou CPI, como a da exploração sexual de crianças, que agitou o Palácio Manoel Beckman durante várias semanas. Atuando na Oposição, atacou duramente o Governo controlado por Roseana Sarney (PMDB), que tentou em vão atraí-la. Na Câmara Federal, teve participação destacada na CPI da Petrobras, atuando também de maneira aguerrida na Oposição ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), sendo também voz ativa e eficiente no apoio ao Governo Flávio Dino (PCdoB). Ninguém duvida de que no Senado a aparentemente frágil representante maranhense vai encarar oponentes com a determinação de quem parecia destinada a apanhar, mas que se revelou uma lutadora vitoriosa. O senador Major Olímpio que se cuide.

 

Cordino instala clima de confronto entre Rigo Teles e Fernando Pessoa

Fernando Pessoa e Rigo Teles,: diferenças políticas locais se manifestam no plenário da Assembleia Legislativa

O Cordino, o clube de futebol de Barra do Corda que aqui e ali se dá bem no Campeonato Maranhense, e que por isso é um o orgulho de Barra do Corda, teve sua importância confirmada ontem, no plenário da Assembleia legislativa, ao ser o motivo de uma tensa troca de acusações entre os deputados Rigo Teles (PV) e Fernando Pessoa (SD), que vinham segurando o clima de beligerância que os separa na política daquele município.

A refrega começou quando Rigo Teles foi à tribuna para reclamar que os atletas do Cordino estão há meses sem receber salário, acusando o prefeito Eric Costa (PCdoB) de ser o responsável pela situação, por não ajudar o clube. Ato contínuo, Fernando Pessoa ocupou a tribuna e rebateu a denúncia de Rigo Teles, dizendo que atualmente só o prefeito ajuda o Cordino e que agora o clube não está mais sob o tacão da família Teles. Em aparte, Rigo Teles reafirmou o ataque, acusando a atual direção do Cordino, controlada pelo prefeito Eric Costa de incompetência e manipulação. O tom dos ataques e contra-ataques foi se elevando, fazendo com que o presidente Othelino Neto (PCdoB) entrasse como poder morador.

O fato é que Rigo Teles e Fernando Pessoa usaram o Cordino para expor suas diferenças. E pelo que foi dito por ambos, ficou muito claro que os dois vão se chocar dura e frequentemente. Rigo Teles com a experiência de sete mandatos e com um longo período de poder familiar em Barra do Corda, e Fernando Pessoa como marinheiro de primeira viagem, mas com disposição para tentar desbancar o adversário. Não há dúvida de que Barra do Corda e Cordino serão pomos de discórdias tensas entre os dois deputados ao longo deste mandato.  É aguardar e conferir.

São Luís, 20 de Fevereiro de 2019.

 

Trucidado nas urnas em 2018, PSDB lambe as feridas e inicia movimentação para se reorganizar como partido

 

Roberto Rocha entrega a Sebastião Madeira a complicada tarefa de remontar o PSDB no Maranhão

Sem que as feridas deixadas pelas eleições do ano passado estejam completamente saradas, apenas suficientemente lambidas, o braço maranhense do PSDB começa a se movimentar, com passos tímidos, mas decididos, para tentar retomar a forma de ninho partidário e disputar eleições municipais, a começar por São Luís. Esse movimento está sendo conduzido pelo ex-prefeito de Imperatriz e secretário geral da agremiação Sebastião Madeira, que recebeu do presidente do partido, senador Roberto Rocha, carta branca para tirar a agremiação da mais completa letargia que sofreu desde que começou a existir no Maranhão. O objetivo é recolocar o PSDB como peça importante e influente no xadrez político estadual.

O PSDB maranhense foi trucidado nas urnas de 2018, com a derrota acachapante dos seus mais destacados candidatos: Roberto Rocha ficou num humilhante 4º lugar com 2% dos votos na corrida ao Palácio dos Leões, José Reinado Tavares e Alexandre Almeida engoliram poeira na maratona pelas vagas no senado, e Sebastião Madeira foi abandonado pela Região Tocantina na disputa por vaga na Câmara Federal. O partido sofreu a humilhação de ter de se contentar com a reeleição do polêmico deputado estadual Wellington do Curso, que nada tem de tucano e entrou no ninho como quem sobe numa tábua de salvação. Uma devastação quase completa para uma agremiação que fizera o vice-governador do Estado, dois deputados estaduais em 2014, e 29 prefeitos, vários vice-prefeitos e uma penca de vereadores em 2016. Os últimos resultados eleitorais do PSDB fizeram com que o senador Roberto Rocha quase chegasse ao fundo do poço como líder partidário.

Com a instalação do novo Governo Federal e as mudanças ocorridas no Congresso Nacional, o vento, que até então o estava empurrando para rumo incerto, mudou radicalmente a favor do chefe do tucanato maranhense. Roberto Rocha foi turbinado no Senado ao ser escolhido líder da poderosa bancada do PSDB, em substituição ao influente senador cearense Tasso Jereissati, ganhando também o prestigiado cargo de corregedor geral da instituição. Além disso, Roberto Rocha construiu estreita relação com o novo presidente da Casa, senador David Alcolumbre (DEM-AP), para cuja eleição contribuiu fortemente, e tem conversado com frequência com o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), abrindo trânsito no Governo de Jair Bolsonaro. Essa virada o fez entender que não poderia cuidar dos seus compromissos senatoriais e comandar o partido no Maranhão ao mesmo tempo, pois seria como badalar o sino e acompanhar a procissão. E entregou a tarefa ao secretário geral Sebastião Madeira, que já começou a se movimentar no sentido de reorganizar a agremiação nos municípios, estruturar diretórios e comissões provisórias, visando as eleições do ano que vem.

Na semana passada, Sebastião Madeira se reuniu com o ex-deputado Clodomir Paz – um tarimbado organizador partidário -, para alinhavar e definir os novos rumos do PSDB no Maranhão.  São Luís será um dos focos da atenção, devendo participar na linha de frente da disputa pelo Palácio de la Ravardière, assim como Imperatriz, São José de Ribamar e outros municípios de grande e médio porte nas mais diferentes regiões do estado. (Há quem diga que o próprio senador Roberto Rocha estaria avaliando a possibilidade de ele mesmo se candidatar à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr, (PDT).

Não será fácil reorganizar o PSDB e lhe devolver o tamanho que ele já teve no Maranhão. Para tanto, um dos passos a serem dados deve ser a remobilização dos tucanos que se afastaram do partido nos últimos tempos, como a corrente que seguia a liderança do ex-governador João Castelo e que tem a ex-prefeita de São Luís, Gardênia Castelo, como referência. A reaglutinação dessas forças poderá injetar mais gás no PSDB, que vive o drama da derrota em todo o País.

O secretário geral Sebastião Madeira e o próprio presidente Roberto Rocha sabem que a situação do PSDB é dramática e a sua reanimação e recolocação no tabuleiro político maranhense é uma tarefa nada fácil.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rubens Jr., vaia para a Secid com o desafio de se credenciar como opção do PCdoB para a sucessão estadual

Rubens Pereira Jr. vai deixar um bom desempenho na Câmara federal para comandar secretaria

“É um orgulho e uma honra poder fazer parte da gestão do governador Flávio Dino apontado como o que mais cumpre promessas no Brasil e que foi reeleito com quase 60% dos votos. Nós aproveitaremos a nossa experiência adquirida até aqui para mais esse desafio”. É com esse ânimo que o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) se licenciará do mandato para assumir o comando da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), com posse marcada para quinta-feira (21), conforme declarações dadas por ele ao programa “Sala de Entrevista”, do Portal da Assembleia, conduzida pelo jornalista Juraci Filho.

Advogado por formação, com mestrado em Direito Constitucional e cursando MBA em Gestão Pública, Rubens Jr. dá todas as indicações de que não pretende dedicar-se permanentemente à seara parlamentar. Convocado pelo governador Flávio Dino por conta da reengenharia do seu Governo, deixa claro que a experiência executiva que vivenciará no comando da Secid servirá de base para um salto muito mais amplo, que pode ser a prefeitura de São Luís ou o Governo do Estado. Seu bom desempenho em dois mandados na Assembleia Legislativa e no primeiro mandato na Câmara Federal, quando foi um dos mais destacados integrantes da bancada do PCdoB, da qual foi vice-líder e porta-voz do partido em ações de larga importância em que a agremiação se posicionou durante o Governo de Michel Temer (MDB). E finalmente a experiência de coordenar a bancada federal maranhense por dois anos.

Rubens Jr. é um dos quadros que o governador Flávio Dino lapida para a sua sucessão. Daí a sua obrigação de ter um bom desempenho com o secretário de Estado.

 

Desgastada e esburacada, BR-135 volta a ser tema dominante no plenário da Assembleia Legislativa

Vinícius Louro, Zé Gentil, Hélio Soares, Wellington do Curso, César Oires e Roberto Costa reclamaram da má conservação da BR-135

Mais uma vez a BR-135, a única artéria rodoviária que liga a Ilha de São Luís ao resto do mundo, volta a ser tema dominante na Assembleia Legislativa. Até pouco tempo a grita era pela duplicação – que já foi feita até Bacabeira e as obras avançam em direção a Miranda do Norte. Agora, as reclamações contundentes são pelo seu mau estado de conservação, a começar pelo trecho inaugurado há pouco mais de um ano, que já virou uma trilha de crateras, estando praticamente intrafegável em alguns trechos. A situação está caótica, de acordo com o relato de deputados, a via está gravemente ferida em muitos trechos, a começar pelo mais longo dedes, que liga Miranda do Norte a São Mateus.

Ontem, os deputados Vinícius Louro (PR), Hélio Soares (PR), Zé Gentil (PRB), Wellington do Curso (PSDB), César Pires (PV) e Roberto Costa (MDB) reclamaram das condições das duas rodovias, apelando para que a bancada federal pressione o DNIT para que a restauração dos trechos esburacados seja feita o mais rapidamente possível. Antes que a rodovia volte a ser chamada de “Estrada da Morte”.

São Luís, 19 de fevereiro de 2019.

PDT rouba cena e ocupa espaço com movimentos sincronizados de Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. e Osmar Filho

 

Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. e Osmar Filho: movimentos sincronizados para fortalecer o PDT

A intensa atividade política do senador Weverton Rocha – na eleição da Famem, por exemplo -, a movimentação do prefeito Edivaldo Holanda Jr. na direção do DEM, e a surpreendente e curiosa incursão do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho, em Brasília, ocuparam boa parte da cena política maranhense neste mês de fevereiro. Os fatos evidenciaram, com toda clareza, que, mais do que movimentos isolados, o PDT está colocando em marcha um audacioso e arrojado projeto de fortalecimento com vistas às eleições municipais de 2020 e as gerais de 2022. Até agora, nenhum desses gestos colocou o PDT na contramão da grande aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), mas indicam que o braço maranhense do brizolismo vai tentar ocupar espaço cada vez maior na base de sustentação do chefe do Executivo.

A maior evidência de que o PDT está turbinando o seu projeto de poder é a própria desenvoltura do seu líder maior no Maranhão, o senador Weverton Rocha, que não tem vacilado em ocupar os espaços que se abrem ou que conseguir abrir, sem o temor de correr riscos. O melhor exemplo da ação desassombrada do senador pedetista foi a tomada do comando da Famem, que se deu num processo fulminante e avassalador, que não deixou margem de manobra para adversários. Se o governador Flávio Dino não tivesse entrado em cena à última hora e negociado um acordo, o candidato do PDT, Erlânio Xavier, teria derrotado duramente o presidente Cleomar Tema (PSB), que não teve um sobro de apoio do seu partido. Líder do PDT no Senado, Weverton Rocha vem trabalhando intensamente para ocupar todos os espaços políticos que sua condição parlamentar lhe permite, preparando-se eleger o prefeito de São Luís, o maior número possível de prefeitos no estado e, assim, chegar a 2022 cacifado para ter papel decisivo na corrida ao Palácio dos Leões.

Enquanto Weverton Rocha se desdobra no plano macro, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. vai aos poucos saindo do casulo político e trabalhando na tessitura de uma rede de apoio visando construir a base de sustentação a uma candidatura pedetista à sua sucessão. Discreto e aparentemente tímido no campo político, o prefeito de São Luís está totalmente sintonizado com o senador pedetista da montagem desse projeto, atuando com os cuidados necessários para não causar no palácio dos Leões a impressão de que pretenda afrontar a aliança cuidadosamente esculpida pelo governador Flávio Dino. Edivaldo Holanda Jr. trabalha de olho em 2022, mas dentro do projeto maior do PDT, de acordo com as linhas traçadas pelo senador Weverton Rocha.

A incursão do presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho, por importantes gabinetes de Brasília – visitou os senadores, esteve com deputados federais e avistou-se com ministros e chefes do segundo escalão federal -, em busca de “benefícios para São Luís”, chamou a atenção pela atipicidade. Acompanhado de alguns vereadores, Osmar Filho circulou pelo Congresso Nacional e pela Esplanada dos Ministério como um chefe de poder executivo, dando a impressão de estar invadindo a seara do prefeito de São Luís. Nada disso. Primeiro porque sua animada viagem a Brasília foi decidida de comum acordo com o senador Weverton Rocha e com o prefeito Edivaldo Holanda Jr., e depois, porque a iniciativa foi um passo importante para a pavimentação a possibilidade da sua eventual candidatura ao Palácio de la Ravardière.

Nenhum desses movimentos é isolado ou foi realizado por conta e risco dos seus protagonistas. Eles estão sincronizados e fazem parte de uma aguerrida e audaciosa estratégia do senador Weverton Rocha para fortalecer o seu partido e dar mostras bem claras e inequívoca de que está no jogo político estadual para alcançar objetivos e não para fazer mera figuração. O Palácio dos Leões e o PCdoB acompanham tudo, o primeiro com a tranquilidade de que o PDT é um aliado, apesar de toda a ousadia contida nas ações do senador Weverton Rocha; o segundo acompanha a movimentação pedetista com a certeza de que terá um concorrente duro na corrida pelas 217 prefeituras maranhense, a começar pela mais importante delas, a de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Cléber Verde vive situação delicada depois da denúncia de desvio de dinheiro no seu partido

Cléber Verde e Marisa Rosas com o repórter global: sem explicação convincente

Nada confortável a situação do deputado federal Cléber Verde, que preside o PRB no Maranhão, depois da bombástica denúncia feita no Jornal Nacional, na noite de sexta-feira, dando conta de suposto desvio de dinheiro do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral (vide Coluna de sábado, 16). A “militante” PRB que recebeu mais de R$ 500, mandou imprimir 10 milhões de santinhos e 1 milhão de botos e obteve apenas 161 votos, desapareceu do mapa numa clara confissão de que tem culpa pesada no cartório eleitoral. O parlamentar não foi nem um pouco convincente ao justificar o seu próprio gasto milionário com material de campanha feito em Tuntum com o argumento de que o produto é de qualidade e o preço, acessível.

Como previsto pela Coluna, mais do que um estrago ético no partido, a denúncia do JN está causando forte mal-estar no vice-governador Carlos Brandão e no prefeito de Caxias, Fábio Gentil e no deputado Zé Gentil, os mais importantes nomes do partido no Maranhão. Isso quer dizer que, além de ter de se explicar ao comando nacional do partido, à Justiça Eleitoral e à Câmara Federal, terá de convencer essas lideranças de que o bicho não é tão feio como foi mostrado na reportagem global. Até ontem, Cléber Verde não havia ainda conversado com o vice-governador e com o prefeito caxiense, mas essa conversa não tardará. O seu maior desafio será convencer o eleitorado de que tudo não passou de um mal-entendido ou de que a Globo agiu de má fé para prejudicar a imagem dele e do seu partido.

 

João Alberto fixa Maio com o limite para revolver, por acordo ou pelo voto, o futuro do MDB

João Alberto vai tentar acordo com Roberto Costa e Hildo Rocha, mas se dão for possível, haverá disputa

O presidente do MDB no Maranhão, ex-governador João Alberto, fixou o mês de maio como limite para que o partido decida sobre o seu futuro. E o roteiro será o seguinte: todos os esforços serão feitos para que o novo presidente do partido seja escolhido por consenso, entre os dois nomes que estão postos, o deputado estadual Roberto Costa e o deputado federal Hildo Rocha. Se a escolha por consenso não for possível, a escolha do novo presidente do partido será feita pelo voto em convenção, que será realizada em Maio. O próprio João Alberto admite que a corda dentro do partido esticou de tal maneira que dificilmente Roberto Costa e Hildo Rocha chegarão a um acordo, e que a situação caminha, de fato, para a disputa pelo voto na convenção.

Duramente derrotado nas urnas e desarticulado diante do que vem por aí, a começar pelas eleições municipais de 2020, MDB maranhense está vivendo uma situação dramática e precisa urgentemente definir um caminho. O que só será possível sob um novo comando, já que João Alberto avisou que não ´retende continuar à frente da agremiação. No final do ano passado, a ex-governadora Roseana Sarney manifestou interesse em assumir a presidência do partido, mas houve uma reação negativa, com as lideranças avaliando que ela não seria o nome ideal para comandar a agremiação nesse momento de transição. Ao mesmo tempo, o deputado Roberto Costa propôs que o comando partidário seja entregue a uma das novas lideranças emedebistas. O deputado federal Hildo Rocha, que representa uma ala mais conservadora, também se lançou candidato a presidente, desenhando uma disputa com Roberto Costa.

Sob o argumento de que uma disputa fragilizará mais ainda o partido, os caciques emedebistas vêm insistindo na tese do consenso, mas as lideranças em disputa não chegaram até agora a um acordo. Roberto Costa, que tem o apoio dos jovens e da corrente mais liberal, firmou posição e está determinado a levar a disputa para a convenção, o mesmo acontecendo com Hildo Rocha. E tudo indica que o futuro do MDB será mesmo definido no voto, em Maio.

São Luís, 17 de Fevereiro de 2019.

Reportagem do JN aponta Cléber Verde como suspeito de desviar dinheiro do PRB na campanha eleitoral

 

Cléber Verde e Marisa Rosas com o repórter global: explicações sem lastro para denúncia contundente sobre desvio de dinheiro durante a campanha eleitoral

Na edição de ontem, o Jornal Nacional, da Rede Globo, em reportagem sobre o charco em que está metido o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, com supostos desvios de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, acabou disparando chumbo grosso contra o braço do PRB no Maranhão, atingindo diretamente o presidente regional, deputado federal Cleber Verde que estaria envolvido até a medula nessa prática criminosa de desvio de recursos, usando para isso candidatas mulheres sem qualquer chance nas urnas. Numa reportagem fulminante, o telejornal global mostrou, entre outros, o caso da ribamarense Marisa Rosas, que recebeu R$ 600 mil do comando do PRB e prestou contas informando que bancou nove milhões de “santinhos” e 1 milhão e 250 mil botons, tudo distribuído a eleitores, e que saiu das urnas com apenas 161 votos. Isso significa dizer, numa conta simples, que cada voto de Marisa Rosas custou ao contribuinte nada menos que R$ 3.750,00.

Mais grave ainda: segundo o telejornal da Rede Globo – que usou repórter e produtor da central -, os espantosos gastos do PRB do Maranhão envolvem diretamente o seu presidente, deputado federal Cleber Verde, um político controvertido e tarimbado, sempre bem votado, e que comanda o partido com mão de ferro. Cleber Verde teria gastado mais de R$ 500 mil em impresso numa gráfica de Tuntum, argumentando que optou pela qualidade e pelo preço atraente da empresa tuntuense. Ainda segundo a reportagem global, ao ser indagado sobre a inacreditável relação de gasto-resultado eleitoral de Marisa Rosas, o deputado Cleber Verde teria respondido que no caso da candidata “resultado de eleição é imprevisível”. E sobre os dele próprio com a gráfica tuntuense, explicou que foi motivado pela qualidade dos serviços e pelo o preço atraente.

Provocado pela reportagem da Rede Globo os fastos eleitorais do PRB e certo de que seria exposto em plano nacional, o Tribunal Regional Eleitoral respondeu com cautela extrema, para não ser alcançado pelas chamas da denúncia: está analisando a prestação de contas de Marisa Rosas.

A exposição negativa do braço maranhense do PRB, mostrando fortes indícios de que algo de muito estranho contamina a contabilidade do partido no que se refere ao uso dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral nas últimas eleições e constrange seus quadros mais importantes. Para começo de conversa, sob o comando do deputado federal no quarto mandato Cléber Verde, a seção do partido no Maranhão alcançou um patamar de primeira linha, tendo nos seus quadros ninguém menos que o vice-governador Carlos Brandão, que se filiou à agremiação em 2017, depois que perdeu o controle do PSDB no estado. Depois, o partido tem como um dos seus pilares Fábio Gentil, prefeito de Caxias, terceiro maior e mais importante colégio eleitoral maranhense, juntamente com seu pai, o deputado estadual Zé Gentil, único representante da legenda na Assembleia Legislativa. Além disso, o PRB conta hoje com 15 prefeitos e dezenas de vereadores nas diferentes regiões do Maranhão, o que o torna uma agremiação com expressivo peso no contexto político estadual.

Não há dúvida de que uma bomba-relógio foi colocada no colo do deputado federal Cleber Verde. Afinal, ele foi mostrado nacionalmente como um chefe partidário regional suspeito de fazer traquinagens com recursos do partido e do contribuinte. E da maneira como foi relatado na reportagem, sua explicação para os gastos de Marisa Rosas, e as dela própria, deixaram no ar uma forte carga de suspeita que ele, como chefe da agremiação, responsável direto pelos gastos, precisa dar à sociedade. Cléber Verde é traquejado, já conseguiu reverter uma demissão do serviço público federal sob a acusação de fraudar aposentadorias, tendo reassumido seu emprego na INSS. Não será surpresa se conseguir demonstrar quer os gastos da militante do PRB, Marisa Rosas, estão rigorosamente dentro das regras eleitorais, assim como o contrato dele próprio com a gráfica de Tuntum.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rubens Jr. será secretário, Simplício Araújo continuará secretário e Gastão Vieira será deputado federal

Gastão Vieira agradece a Flávio Dino a saída de Rubens Jr. e de Simplício Araújo para lhe dar a vaga

Consumada a equação desenhada desde que o resultado das urnas foi anunciado, na noite de 7 de Outubro do ano passado: reeleito com 111.584 votos, o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) se licenciará do mandato para assumir a Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o primeiro suplente de deputado federal Simplício Araújo (SD), que recebeu 74.058 votos, vai continuar no comando da Secretaria de Indústria e Comércio, abrindo a vaga para o segundo suplente da coligação, o ex-deputado federal e ex-ministro do Turismo.

A equação é fruto da engenharia política usada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para manter firme e estável a aliança partidária que lhe dá sustentação e turbinar a caminhada do deputado federal Rubens Jr. como uma das suas opções a corrida sucessória em 2022. Nesse contexto, Gastão Vieira, que é dono de um currículo exemplar e uma trajetória política vitoriosa, apesar de alguns percalços, como a derrota na disputa para o Senado com o hoje senador Roberto Rocha (PSDB), o que o levou ao rompimento com o Grupo Sarney, deixar o hoje MDB e assumir o comando do PROS no Maranhão.

Político racional e arguto, que sabe mexer com as pedras do xadrez estadual e sua extensão nacional, o governador Flávio Dino sabe da importância da experiência executiva de um político jovem do quilate de Rubens Jr., que nunca liderou um projeto no âmbito do Poder Executivo, tendo sua carreira restrita ao parlamento. Agora, no comando da Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o deputado federal licenciado e aspirante a governador saberá com quantos tijolos e quantas telhas se faz uma casa. A confirmação de Simplício Araújo na pasta da Indústria e Comércio vem também do bom trabalho que realizou à sua frente nos últimos quatro anos.

A volta de Gastão Vieira à Câmara Federal fará bem a ele próprio, ao governador Flávio Dino e ao Congresso Nacional como um todo. Para começar ocupará o seu espaço como especialista em educação, que agora ampliará coma visão ampla e consolidada que conseguiu como ministro do Turismo.  Maduro e com os pés no chão, Gastão Vieira poderá ser um diferencial na Câmara Federal.

 

Chico Carvalho, sobre o escândalo do PSL: “Graças a Deus estamos fora dessa confusão”

Chico Carvalho agradece a Deus pelo PFL local não estar metido em confusão

“Graças a Deus estamos fora dessa confusão”. F, presidente do PSL no Maranhão, ao ser indagado sobre se haveria alguma sombra maranhense no escândalo de gastos ilegais e criminosos de campanha que estão sacudindo o PSL e o Palácio do Planalto, com a iminente demissão do ministro-secretário geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que já presidiu o partido. “Na campanha de 2018 não tivemos um único centavo do Fundo Partidário e nem ajuda de ninguém. Nossos candidatos a deputado estadual e federal não receberam nenhum centavo”, enfatizou Chico Carvalho. O presidente do PSL maranhense não está blefando. De fato, os candidatos do partido a deputado estadual e a deputado federal não receberam nada do partido e se viraram, tanto que o único eleito foi Pará Maranhão, embalado pelos laços de família, sob a liderança do pai, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, presidente do Tribunal de Justiça e, dizem, principal cabo eleitoral do candidato.

São Luís, 16 de Fevereiro de 2019.

Flávio Dino se reúne com o vice Hamilton Mourão e pavimenta estrada para seus colegas do Nordeste

 

Hamilton Mourão e Flávio Dino registram encontro de trabalho em Brasília

A reunião do governador Flávio Dino (PCdoB) com o vice-presidente Hamilton Mourão (PSL), ontem, em Brasília, foi muito mais do que um simples momento de trabalho entre o titular do Governo do Maranhão com o Número 2 da República. Foi, na verdade, um passo importante no esforço do governador maranhense de estabelecer uma relação institucional segura e produtiva entre adversários políticos. A pauta versou sobre temas caros aos dois Governos, como segurança pública e infraestrutura, que foram tratados de maneira pragmática. O governador maranhense informou o vice sobre investimentos e avanços conquistados, como a expressiva ampliação dos quadros da Polícia Militar e os pesados investimentos feitos no Porto do Itaqui, que é uma base hoje essencial na imensa rede portuária que pontilha a orla brasileira. O vice-presidente Hamilton Mourão, mesmo apontado como um ferrenho adversário do PCdoB, ouviu atentamente a exposição do governador, informando também o governador sobre os planos do Governo da União nas duas áreas.

Na exposição que fez ao vice-presidente da República e sua equipe, o governador do Maranhão mostrou que na área da Segurança Pública aumentou o efetivo da Polícia Militar em quase cinco mil policiais por meio de concursos, tendo também renovado 90% da frota que garante mobilidade e eficiência à polícia, como também fez expressivos investimentos em armamentos, o que garantiu mais eficiência ao Sistema de Segurança Pública. Na mesma linha, mostrou a importância e os avanços do Porto do Itaqui nos últimos quatro anos, consolidando-o como um dos portos mais importantes do País na atualidade, e com tendência de forte crescimento e ampliação nos próximos tempos.

No final da reunião, o governador Flávio Dino convidou o vice-presidente da República a participar de uma reunião de governadores do Nordeste a realizar-se em São Luís no final de março, tendo Hamilton Mourão agradecido o convite e sinalizado que o examinará. No encontro, os governadores também discutirão as dificuldades no relacionamento com o novo Governo da União por conta das diferenças políticas.

Ao reunir-se com o vice-presidente Hamilton Mourão, que no campo político é um adversário de grande importância, a começar pelo fato de que é rigorosamente alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o governador Flávio Dino reafirma o entendimento de que, independentemente das diferenças políticas e ideológicas, dirigentes públicos nomeados pelas urnas têm a obrigação de se relacionar institucionalmente quando os interesses da sociedade estão sobre a mesa. E a reunião com o vice-presidente, um general de direita que não tem o menor traço de simpatia por político de esquerda como o governador do Maranhão, foi um evento exemplar nesse sentido, uma clara indicação de que essa ponte pode ser construída com pragmatismo e bom senso, dois ingredientes necessários e indispensáveis. E pode resultar em ganhos de ambos os lados, porque o governador

Se vier a aceitar o convite para participar da reunião de governadores do Nordeste em São Luís no final de março, o vice-presidente Hamilton Mourão dará um passo político de larga importância para o Governo de Jair Bolsonaro. Sua participação num evento com a presenças dos governadores que a rigor estão na Oposição ao seu Governo certamente resultar em ganhos para ambos os lados, porque os governadores da região precisam do apoio da União e o Governo de Jair Bolsonaro precisa do apoio dos governadores. E está mais claro a cada dia que o Palácio do Planalto sente a pancada de ter uma região cujos governos estão em franca Oposição ao Governo central e vice-versa, isolando mais de 50 milhões de brasileiros do seu convívio. E a banda mais atenta e mais inteligente do bolsonarismo sabe que cedo ou tarde essa distância terá de ser encurtada, sob pena de o Governo de Jair Bolsonaro entrar para a História acusado de tentar dividir o País.

Com seus movimentos, o governador Flávio Dino demonstra que as amarras conservadoras da política podem ser desatadas, mesmo quando o adversário é conservador e agressivo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Hélio Soares e Thaíza Hortegal propõem a criação de Frente Parlamentar para fiscalizar barragens

Hélio Soares e Thaíza Hortegal propõem Frente Parlamentar por barragens  no Maranhão

Os deputados Hélio Soares (PR) e Thaíza Hortegal (PP) propuseram a reativação da Frente Parlamentar para a Fiscalização de Barragens e Comportas no Estado do Maranhão que tenha por objetivo imediato de criar um movimento para pressionar Governo Federal a providenciar medidas para assegurar a estabilidade das principais barragens do Maranhão: a do Rio  Pericumã, em Pinheiro, e a do Flores, em Pedreiras,  a do Batatã, em São Luís A ideia inicial é pedir uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Dos 14 estados incluídos no Plano de Ações Estratégicas para Reabilitação de Barragens da União (Planerb), anunciado pelo Governo Federal na última semana, o Maranhão foi contemplado para recuperação de três barragens, localizadas no Rio Pericumã, em Pinheiro, Flores, em Pedreiras, e Batatã, em São Luís.

As estruturas não recebem manutenção periodicamente e correm o risco de romper. A barragem do Pericumã rompeu no dia 11, causando apreensão em Pinheiro e adjacências. Os dois deputados se manifestaram quarta-feira sobre o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa, de onde fizeram graves alertas para a situação da Barragem do Flores, em Pedreiras, nas proximidades de Joselândia. Eles e os que os apartearam manifestaram preocupação com as barragens depois da tragédia em Brumadinho, onde até ontem as turmas de salvamentos já haviam encontrado 166 mortos, resultado do rompimento de uma barragem formada por lama produzida de minas de ferro exploradas pela Vale.

“O rompimento dos pilares e dos cabos da barragem – que inundou vários bairros da cidade de Pinheiro –  é um prenúncio, pois isso aí já vem acontecendo há muito tempo e, se não tomarmos providência enérgica e urgente, vai ser realmente uma catástrofe inimaginável. Por isso, deixo aqui a sugestão, para que a gente solicite, urgentemente, uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional e acionemos os nossos senadores, Weverton Rocha (PDT), Eliziane (PPS) e Roberto Rocha (PSDB), para que possa ser encontrada uma solução para o problema”, destacou Hélio Soares, que defendeu a reedição da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada, criada através da Resolução Legislativa 615/2011, da qual foi um dos signatários.

O Plano foi confirmado pela deputada Thaíza Hortegal (PP), que solicitou ao Ministério de Desenvolvimento Regional reunião com a equipe do Planerb, na tentativa de agilizar a recuperação da barragem de Pericumã, cujo rompimento vem causando inundações em bairros ribeirinhos. Para a deputada, é necessário a criação de uma Frente Parlamentar, cujo pedido já foi protocolado, para garantir o acompanhamento não apenas do plano, mas de diversas ações de prevenção a tragédias.

“Precisamos cobrar agilidade, levantar todas as informações necessárias e garantir todo suporte. Estaremos também em Brasília cobrando o Ministério para poder agilizar a recuperação dessas barragens. Contamos com o apoio do deputado André Fufuca (PP), que esteve com o secretário nacional da Defesa Civil, e, também, está marcando uma audiência com o ministro e demais deputados federais e senadores maranhenses. Então, é importante que essa Frente Parlamentar esteja montada e, assim, apresentar a real situação, para que todos fiquem cientes da gravidade do caso, que envolve parte do Médio Mearim, a Baixada e a capital”, disse a deputada Thaíza Hortegal.

A Frente Parlamentar para Fiscalização das Barragens e Comportas no Estado do Maranhão terá a prerrogativa de levantar todas essas informações sobre as barragens, fiscalizar as estruturas, intervir junto aos órgãos responsáveis por manutenção e o custeio dessas barragens, realizar as inspeções de segurança, planos de estudo técnico e audiências públicas, entre outras necessidades.

 

PSB do Maranhão tem nomes importantes, mas não atua como um partido

Bira do Pindaré, Edson Araújo, Marcelo Tavares e Cleomar Tema: nomes fortes num PSB acanhado

Alguma coisa não está funcionando direito no braço maranhense do PSB, comandado pelo deputado federal Bira do Pindaré. Além dele, o partido tem dois deitados estaduais – Edson Araújo e Marcelo Tavares – e mais 13 prefeitos, entre eles o destacado Cleomar Tema, prefeito de Tuntum e o fim do mês passado presidente da Famem pela terceira vez, e o ativo prefeito de Timon, Luciano Leitoa. Mesmo com essa força política razoável, o PSB não tem demonstrado ser uma agremiação articulada, que atua como um grupo. Ao contrário, a impressão que passa é a de um partido marcado pela inanição. Recentemente, o deputado Bira do Pindaré ganhou o noticiário ao renunciar o direito a aposentadoria especial como deputado federal, o deputado estadual Marcelo Tavares se licenciou para reassumir o comando da Casa Civil; o prefeito Cleomar Tema travou uma guerra solitária pelo comando da Famem, não tendo recebido nenhum apoio público ou crítica do seu partido. Há quem diga que o PSB vive uma situação de tensão interna, e o silêncio dos seus líderes reforçam essa especulação.

São Luís, 15 de Fevereiro de 2019.

 

Com sete médicos, dois dentistas e uma nutricionista no plenário, Saúde vira tema dominante na Assembleia Legislativa

 

Os médicos Helena Duailibe, Thaíza Hortegal, Cleide Coutinho, Antonio Pereira, Arnaldo Melo, Leonardo Sá, Yglésio Mouses, os dentistas Andreia Rezende e Adelmo Soares e a nutricionista Daniella Tema dominam o tema Saúde no plenário

Todos os sinais emitidos até ontem indicaram que, pelo menos nos primeiros meses, a área de Saúde será o tema dominante no plenário da Assembleia Legislativa. O sinal mais forte acendeu ontem, quando o líder do Governo, deputado Rafael Leitoa (PDT), permaneceu longo tempo na tribuna respondendo a aparte dos deputados sobre questões diversas relacionadas ao tema. E a explicação para isso é que as urnas mandaram nada menos que sete médicos – Cleide Coutinho (PDT), Helena Duailibe (SD), Thaíza Hortegal (PP) Arnaldo Melo (MDB), Antônio Pereira (DEM), Leonardo Sá (PR) e Yglésio Moyses (PDT) -, dois dentistas – Andreia Rezende (DEM) e Adelmo Soares (PCdoB) – e uma nutricionista – Daniella Tema – para o parlamento estadual. Eles representam 25% do plenário e a maioria deles marinheiros de primeiro mandato, naturalmente motivados a mostrar serviço, preocupados em dar respostas rápidas aos seus eleitores.

O tema Saúde chegou ao plenário nesta legislatura na semana passada, levado pelo deputado Adriano Sarney (PV), que questionou o Governo acerca do fechamento do Hospital de Matões, tentando dar ao caso um tom de escândalo, principalmente por conta da alegação de que mais de duas centenas de servidores seriam demitidos. O líder do Governo, deputado Rafael Leitos (PDT), no entanto, após avistar-se com o secretário de Saúde, Carlos Lula, discursou dando uma série de explicações, entre elas a de que o hospital foi desativado para ser reformado, estando a Secretaria de Saúde estudando a possibilidade de transformá-lo em policlínica, sem que nada esteja ainda decidido. A provocação do deputado Adriano Sarney e a pronta resposta do líder Rafael Leitoa, que recebeu o suporte do líder do bloco governista Unidos pelo Maranhão, deputado Marco Aurélio (PCdoB), que, a exemplo do líder do Governo, defendeu enfaticamente, com argumentos consistentes, a política de Saúde da gestão do governador Flávio Dino (PCdoB), comandada pelo secretário Carlos Lula.

Nos embates ocorridos até agora, tem chamado a atenção o fato de que, mesmo os adversários mais duros, como o próprio Adriano Sarney, não têm conseguido apontar problemas de gestão ou de eficiência na área de Saúde no Governo do PCdoB. O que tem surgido são problemas pontuais, como o levantado ontem pelo deputado Leonardo Sá, que pediu pressa na conclusão do Centro de Hemodiálise que está sendo construído em Pinheiro, iniciativa imediatamente encampada pela deputada Thaíza Hortegal, que já fez algumas observações pertinentes em relação ao quadro geral da saúde na região da Baixada Ocidental, que tem Pinheiro como referência, para onde convergem todas as demandas da região.

No geral, há por parte desses parlamentares o reconhecimento de que o Governo do Estado está trabalhando duro e de maneira eficiente nessa área. Ninguém nega que o atual Governo recebeu do Governo anterior os esqueletos do Saúde é Vida, um gigantesco e, segundo especialistas, mal planejado programa que previa a construção de mais de 70 hospitais municipais (20 leitos), regionais (50 leitos) e macrorregionais (150 leitos) financiados pelo BNDES. O atual Governo teve de redimensionar o programa e já construiu cinco hospitais macrorregionais e equipou – Imperatriz, Pinheiro, Bacabal, Caxias, Presidente Dutra e São Luís, que ganhou também o hospital especializado em cirurgia ortopédica. O que está acontecendo agora é a tentativa natural de encontrar solução para problemas pontuais e específico de um ou outro município. Como é o caso da conclusão Centro de Hemodiálise de Pinheiro, pedida pelo deputado Leonardo Sá com o apoio da deputada Thaíza Hortegal.

Nesse contexto, o deputado Antônio Pereira, que é empresário do ramo, vai sempre colocar em pauta problemas de saúde na Região Tocantina; a deputada Cleide Coutinho, que é empresária de ponta na área como dona de hospital, e Arnaldo Melo, que passou os últimos dois anos como diretor da Funasa, com uma visão nacional da área, reivindicarão melhorias para esse ou aquele serviço de saúde na região de Caxias, onde está instalado um Curso de Medicina, e Colinas; Leonardo Sá e Thaíza Hortegal, ambos profissionais militantes, baterão em teclas por Pinheiro e pela Baixada inteira; Helena Duailibe, que já foi secretária de Saúde de São Luís e do Maranhão, terá sempre observações e sugestões para tornar o sistema mais eficiente, assim como Yglésio Moyses, que que tem no currículo um período como diretor do Socorrão. Os odontólogos Adelmo Soares e Andreia Rezende, cujo marido, o ex-deputado Stênio Rezende, e o pai, o ex-deputado Francisco Martins são médicos, e a nutricionista Daniella Tema, que passou mais de dois anos à frente do Hospital Macrorregional de Presidente Dutra, certamente baterão na mesma tecla em favor das suas regiões.

É previsível que a Oposição vai procurar brechas nessa seara para estocar o Governo, mas pelo que demonstrou, o líder governista Rafael Leitoa, que é engenheiro civil, demonstrou que está preparado para responder de maneira convincente a todas as perguntas que lhe forem dirigidas, por oposicionistas ou a aliados. Para isso, acionará sempre que necessário o secretário Carlos Lula, um jovem advogado que surpreende a aliados e adversários pela competência com que vem comandando o gigantesco, sensível e absolutamente necessário Sistema Estadual de Saúde.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Adelmo Soares alerta: revisão de aposentadoria rural pode afundar municípios maranhenses

Adelmo Soares faz alerta dramático sobre a MP que ameaça as aposentadorias rurais

Se a MP nº 871, editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para vasculhar as aposentadorias rurais por meio de um programa de revisão de benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer o auxílio, tendo como objetivo combater fraudes, muitos municípios maranhenses e de outros estados afundarão. O alerta, dramático e feito em tom de denúncia, partiu do deputado Adelmo Soares (PCdoB), para quem a medida, que foi editada à revelia do Conselho Nacional da Previdência Social, “é apenas um pretexto jogar nas costas dos mais humildes trabalhadores e beneficiários o peso e a responsabilidade dos ajustes, desmonte e cortes de direitos”.

Num discurso denso, bem alinhavado, o deputado Adelmo Soares – que foi secretário de Agricultura Familiar –  chamou a atenção para o fato de que ”as novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso à pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada, o famoso BPC, e a aposentadoria dos trabalhadores rurais”. E afirmou que muitas dessas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais. “A Medida Provisória 871 traz inseguranças financeiras aos beneficiários da previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários”, atacou.

Adelmo Soares revelou um dado que, se efetivadas tais mudanças, as consequências serão desastrosas tanto no campo social quanto no plano econômico. ”se olharmos a realidade do povo maranhense, é possível afirmar que o nosso grandioso estado, o pagamento das aposentadorias, das pensões e outros amparos assistenciais superam a receita do FPM de aproximadamente 70% dos 217 municípios do Maranhão. Ou seja, 152 municípios têm a receita da aposentadoria rural maior do que o próprio FPM. Muitos deles com um valor três, quatro, cinco vezes maior. Na cidade de Pinheiro, por exemplo, o pagamento de aposentadoria rural chega a ser cinco vezes maior do que o FPM. São R$ 158 milhões arrecadados a partir da aposentadoria rural e benefícios de auxílios previdenciários”, revelou.

O deputado do PCdoB foi mais longe: “Segundo o Censo de 2010, cerca de 59% dos municípios maranhenses possuíam só 20 mil habitantes, 90% possuem menos de 50 mil habitantes, o que representa 54% da nossa população. Três milhões e meio de maranhenses vivem num ambiente rural, ou seja, o Maranhão é formado em sua grande maioria por economias locais, o Maranhão é rural. Em 2018, o estado recebeu R$ 8 bilhões em aposentadorias rurais, enquanto que o FPE e o FPM representam um pouco mais de R$ 5,3 bilhões, somando todos os FPMs. Traduzindo isso na realidade cotidiana é possível afirmar que, embora a Previdência Social não seja considerada uma política pública de combate à pobreza, são milhares as famílias, sobretudo, os pequenos municípios de áreas rurais que têm na aposentadoria o seu sustento, o seu desenvolvimento econômico, a farmácia, a quitanda, a bodega, o supermercado das comunidades rurais dos povoados, das cidades pequenas é quem mais vai sofrer com essa insegurança em relação à Previdência”.

Poucas vezes em tempos recentes o plenário da Assembleia Legislativa foi impactado por um alerta tão grave.

 

Flávio Dino deve completar hoje a reforma administrativa

Rogério Cafeteira comandará a secretário de Esportes

O ex-deputado Rogério Cafeteira, que foi por dois períodos o líder do Governo na Assembleia Legislativa, é o novo titular da Secretaria de Estado de Esportes, anunciou ontem o governador Flávio Dino em mensagem no Twitter. Com a escolha, o governador deu mais um passo para consumar a reforma administrativa, que começou na semana passada com a confirmação do deputado Marcelo Tavares (PSB) para a Casa Civil, e o advogado Rodrigo Lago, que criou e estruturou a Secretaria de Transparência e Controle e nos últimos tempos vinha respondendo pela Casa Civil, será o novo secretário de Comunicação e Articulação Política. Especula-se e que o deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB) estaria fazendo as malas para mudar-se para São Luís, onde assumirá uma paste de peso no Governo do Estado. Ontem, correu ainda a informação, dada como verdade absoluta, de que o deputado Márcio Honaiser (PDT) teria sido convocado pelo governador Flávio Dino para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social e que no seu lugar na Assembleia Legislativa assumiria ex-prefeito de Codó, Zito Rolim (PDT). O governador Flávio Dino deve completar hoje a reforma administrativa.

São Luís, 14 de Fevereiro de 2019.

Mical Damasceno e Pastor Cavalcante transformam tribuna da Assembleia Legislativa em púlpito da Assembleia de Deus

 

Mical Damasceno fez estreia cantando louvor e Pastor Damasceno reforçou o discurso de militante evangélico

O louvor “A Deus seja a glória, a Deus seja a glória, a Deus seja a glória por tudo o que fez por mim”, entoado em voz de soprano em escala crescente, e em seguida o discurso pronunciado pela deputada Mical Damasceno (PTB) na estreia dela na tribuna da Assembleia Legislativa, e logo em seguida o pronunciamento também de estreia do deputado Pastor Cavalcante (PROS), surpreenderam deputados, galerias e jornalistas. Ligados pela fé à Assembleia de Deus, a mais política das organizações evangélicas em ação no País, os dois parlamentares iniciaram seus quatro anos de mandato fazendo agradecimentos Deus e prometendo-lhe submissão e fidelidade eternas. Em nenhum momento Mical Damasceno e Pastor Cavalcante pareceram políticos militantes, que depois de anos e anos de militância partidária conseguiram convencer eleitores da honestidade dos seus propósitos e foram mandados, pelo voto direto e secreto, para a Assembleia Legislativa, uma Casa política onde se fazem leis, se debatem os problemas dos municípios, se critica e se cobra melhorias para o município, para o estado e para o País. Os dois, cada um a seu modo, sinalizaram que colocarão os postulados assembleianos acima de qualquer ideologia e orientação partidária, e ponto final.

No seu discurso de estreia, depois de entonar o louvor diante de um plenário perplexo, a deputada assembleiana dedicou a maior parte da sua fala a enfatizar sua relação com o Criador, com sua Igreja, com o seu pastor e com a família, deixando no ar a impressão de que sua religião e sua ideologia e que, mesmo sendo seu mandato propriedade do povo, suas ações serão norteadas pelos ditames da sua religião e sua prestação de contas será feita diretamente ao Senhor. Eleita pelo PTB, Mical Damasceno não dedicou uma só frase do seu discurso ao partido, não faz qualquer referência aos princípios políticos ou base programática do petebismo, e não deu nenhuma pista sobre se tem alguma réstia de identificação com o trabalhismo que norteia o PTB. Elogiou a senadora Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT), mas ignorou completamente o único deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que ganhou espaço nacional ao ser eleito líder da bancada do partido na Câmara Federal.  Em uma única frase do seu discurso ela revelou uma tênue preocupação com saúde e com educação, mas não disse o que pretende fazer nessa direção, não tratou dos desafios econômicos, geração de emprego, enfrentamento das desigualdades, de como atuará para ajudar a reverter os indicadores que, mesmo com os vitoriosos esforços do atual Governo, continuam perturbadores. Pode ter sido o compreensível entusiasmo da estreia, com a possibilidade de uma mudança depois da apresentação e dos agradecimentos ao Criador.

Muito mais comedido e com um discurso menos entusiasmado e alguns centímetros mais próximo da realidade, Pastor Cavalcante apresentou-se à Assembleia Legislativa basicamente com os mesmos argumentos usados pela deputada Mical Damasceno. Agradeceu a Deus e aos líderes assembleianos que lhe abriram caminho para tornar-se um líder na instituição agora investido de um mandato essencialmente político. Nas não disse uma palavra sequer sobre o PROS, partido pelo qual se elegeu, e que, como o PTB ignorado pela deputada Mical Damasceno, tem um programa, uma doutrina política, uma ideologia e um líder, o ex-secretário de Estado, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-ministro do Turismo e atual suplente de deputado federal Gastão Vieira. Pareceu enfrentar alguma dificuldade para separar política de religião, esquecendo que a História está coalhada de exemplos que mostram que a mistura de religião e política nunca produziu coisa boa. Com a experiência que parece ter, o deputado Pastor Cavalcante certamente vai dosar as coisas com equilíbrio.

A própria Assembleia Legislativa tem nos seus registros vários deputados evangélicos e que foram destaques da política, mas souberam evitar a mistura das coisas. Um exemplo: Enoc Vieira, uma assembleiano fidelíssimo, que, até onde é sabido, nunca apelou ao Criador para lhe ajudar a resolver pepinos políticos. Agora, o fato indiscutível é que os deputados Mical Damasceno e Pastor Cavalcante se revelaram parlamentares de fé e usaram a tribuna da Assembleia Legislativa como se estivessem usando o púlpito de um templo da Assembleia de Deus.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Andreia Rezende, Detinha e Thaíza Hortegal estreiam na tribuna com discursos firmes e recados diretos

 

Três estreias na tribuna chamaram a atenção, ontem, no plenário Gervásio Santos, da Assembleia Legislativa. Apresentaram-se as deputadas Andreia Rezende (DEM), Detinha (PR) e Thaíza Hortegal. As três deram seus recados de maneira sóbria, sem alarde, com discursos absolutamente encaixados no ambiente parlamentar, dizendo, com mais ou menor ênfase, a que vieram, indicando que estão dispostas a ter uma atuação política com lastro e objetivo, dispostas a honrar os votos que receberam.

Discurso sem mágoas e celebrando a vida e a opção de fazer política de resultado para melhorar o Maranhão

O discurso de apresentação da deputada Andrea Rezende (DEM) parou o plenário, normalmente agitado e sem que a maioria dê muita importância para quem está falando. Com a voz pausada e com ânimo elevado, Andreia Rezende falou de si, da sua condição de política, do seu berço, da sua relação com o eleitorado e do compromisso que assumiu quando decidiu candidatar-se. Sem um só traço de auto-vitimação por conta do acidente automobilístico que sofreu durante a campanha e que a obrigou a deslocar-se numa carreira de rodas. Diante de um plenário em silêncio, a deputada de Balsas contagiou deputados e jornalistas com uma doçura rara, exatamente pelo fato de ter sobrevivido. Não tratou o assunto como sobrevivente de uma tragédia, mas do acaso, celebrando a vida com uma dignidade surpreendente e exemplar. Lembrou seu pai, o médico e ex-deputado Francisco Martins, e se identificou como fruto de uma família de políticos. Acostumada, portanto, ao contato direto com o povo, a quem dedicou seu mandato. Celebrou o seu casamento de décadas com o ex-deputado Stênio Rezende. E encerrou dizendo: “Recebam, cada um de vocês, um abraço fraternal, o meu muito obrigada e vamos todos trabalhar juntos pelo bem desse nosso Maranhão”.

Detinha: polpitica madura, com lastros e parceria com o marido, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho

A deputada Detinha (PR) revelou-se uma política com os pés no chão, que conhece origem humilde e sabe o que pode ser feito para melhorar as condições da população. Com a firmeza de quem foi campeã de votos, revelou que é cearense de nascimento, adotou o Maranhão como sua terra-natal e foi adotada pelo município de Maranhãozinho, onde conheceu o marido e mentor político Josimar de Maranhãozinho, então prefeito e com quem trabalhou como secretária de Assistência Social. Lembrou que depois foi prefeita de Centro do Guilherme por dois mandatos, informando que quando assumiu o IDH do município era 0,307 e que o deixou com 0,542, um salto absolutamente surpreendente. A deputada Detinha disse ter a convicção de que a política é a melhor forma de fazer bem à Humanidade. “Entro nesta Casa com a esperança, mas principalmente com o dever em cumprir, exercer e fazer exercer cada direito das pessoas que me colocaram aqui”, declarou. E acrescentou, sinalizando que o seu projeto pé muito maior do que um mandato parlamentar: “Eu quero agradecer ao meu amigo, ao meu companheiro, ao meu esposo, ao Josimar de Maranhãozinho. Ele acredita que a união conjugal pode se sair entre quatro paredes e invadir um Estado”.

Thaíza Hortegal: médica com preocupação política e focada nos problemas da Baixada e principalmente nos de Pinheiro

A deputada Thaíza Hortegal (PP) surpreendeu pela sua objetividade e pelo senso de dever que parece ter como política militante. Fez os agradecimentos normais, a Deus, ao povo e aos seus familiares, mas não perdeu tempo com mesuras e foi direto ao tema político. Disse que como médica enxerga os problemas da população menos favorecida, criticou as limitações do sistema de saúde e defendeu que a classe política deve atuar com mais determinação para solucionar os problemas mais graves. “Ressalto também em dizer que irei dedicar o meu mandato a projetos, ações que irão sempre estar recebendo atenção, voltados às mulheres, aos idosos, às crianças, ao bem-estar de uma população”, declarou. E prosseguiu agradecendo o acolhimento com que foi recebida na Assembleia Legislativa, e fechou seu discurso chamando a atenção da Casa para os problemas que afligem a Baixada e especialmente o município de Pinheiro, sua base política e eleitoral e onde seu marido, Luciano Genésio (PP), é prefeito. Encerrou seu pronunciamento de estreia convocando o parlamento para somar esforços para encontrar solução para os problemas da região. Falou como um político maduro e que sabe o que diz.

__________________

 

Destaque

 

Othelino Neto inaugura sistema eletrônico de tramitação de processos e documentos na Alema

Othelino Neto faz assinatura digital no sistema que mudará a tramitação de documentos na Assembleia Legislativa, que dispensará o uso de papel

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), presidiu ontem um ato administrativo que revolucionará a tramitação e armazenamento de informações documentais no Poder Legislativo. Foi o lançamento do InovaLegis, um sistema eletrônico por meio do qual processos e documentos tramitarão entre os mais diferentes setores da Casa. O sistema foi inaugurado com a assinatura eletrônica feita pelo presidente Othelino Neto no primeiro processo movimentado pelo InovaLegis.

Para começar, o sistema aposenta de vez o papel como abrigo antes milagroso e insubstituível numa engrenagem administrativa pública. O InovaLegis, além de gerar economia com uso de papel, automatiza os fluxos processuais, compartilha o ambiente de trabalho em tempo real, num processo transparente, seguro e célere. Ou seja, tudo funcionará de maneira ordenada nas “veias” desse sistema. O sistema é totalmente implantado no Data Center da Assembleia Legislativa, com a segurança dos sistemas de antivírus, e pode ser acessado tanto no sistema de intranet da Alema, quanto nos sistemas web, através da internet.

– Esse é mais um passo que nós damos para modernizar os procedimentos da Assembleia Legislativa (Alema). Por isso, fizemos questão de ter esse momento de apresentação, para que entendamos como funciona o sistema e a importância dele, não só no que diz respeito à agilidade dos processos, mas como outros aspectos, a exemplo da economia de papel e o valor que isso tem no quesito ambiental”, destacou o presidente com sua consciência de ambientalista.

Othelino Neto afirmou que a Alema passa a ser um exemplo para as outras instituições: “Nesse sentido, inauguramos oficialmente esse sistema, assim como outros virão, para modernizar, dar celeridade, transparência e fazer com que a nossa Assembleia Legislativa se adeque a um novo momento e às novas tecnologias”.

– É um momento de satisfação para toda a equipe, que se envolveu nesse projeto. O presidente Othelino, quando assumiu, uma das suas principais premissas foi a modernização da Casa. Demos o primeiro passo com a implantação do pregão eletrônico, colocando a Assembleia em um patamar de tecnologia na área de licitações. Estamos finalizando um trabalho longo, árduo, mas muito prazeroso – ressaltou Antino Noleto, diretor Administrativo da Alema.

– É um sistema, como o nome já diz, inovador, através de uma empresa contratada, que fez a idealização e que já está trabalhando conosco há algum tempo, fazendo o trabalho de treinamento dos funcionários e implantação do sistema. É importante ressaltar que o sistema é totalmente implantado no Data Center da Assembleia Legislativa, com total segurança dos nossos sistemas de antivírus, firewall e pode ser acessado tanto no sistema de intranet da Alema, quanto nos sistemas web, através da internet – explicou.

– O objetivo não é só criar automação na Casa, mas mudar rotinas. É preciso que todos nós estejamos engajados nesse processo de mudança. A área Legislativa, que será o segundo momento, já está em fase final e vamos disponibilizar à sociedade, em tempo real, todo o processo legislativo – completou Braúlio Martins, diretor-geral da Mesa Diretora.

São Luís, 13 de Fevereiro de 2019.

Flávio Dino sabe o que está fazendo ao convocar Rodrigo Lago para a Secap e confirmar Jefferson Portela na Segup

 

Flávio Dino começa a mudar secretário emplacando Rodrigo Lano na Secap e Jefferson Portela na Segup

O governador Flávio Dino (PCdoB) colocou ontem ponto final na rede de especulações que mantinham as reentrâncias do Governo em estado de expectativa ao anunciar que o advogado Rodrigo Lago, atual secretário de Transparência e Controle, será o novo titular da Secretaria de Articulação Política e Comunicação, e que o delegado Jefferson Portela permanecerá no comando da Secretaria de Segurança Pública. No primeiro caso, entregou ao advogado especializado em legislação eleitoral, tendo se aprofundado em direito público durante os quatro anos em que criou, estruturou e lapidou o Sistema Estadual de Transparência e Controle, o desafio de cuidar da política de comunicação do Governo, bem como o de tornar-se o principal articulador, tendo como maior desafio a consolidação e a estabilidade da aliança partidária que dá sustentação ao Governo e garante o projeto político do governador Flávio Dino e seus aliados. No que diz respeito ao secretário de Segurança Pública, nenhuma surpresa, porque Jefferson Portela vem dando conta do recado como poucos fizeram as últimas décadas.

Rodrigo Lago tem todas as condições de manter a linha de ação definida para a Secap pelo seu criador e primeiro titular, o jornalista Márcio Jerry, agora deputado federal (PCdoB). No que diz respeito à área de Comunicação, entra com a vantagem de encontrar uma estrutura está montada e tem no comando das diversas áreas profissionais competentes e experimentados, que poderão, sob sua orientação, dar continuidade a uma política de Comunicação bem-sucedida. O sucesso tem sido visível tanto na seara dos veículos tradicionais, como jornal, rádio e TV -, quanto no novo e abrangente mundo da comunicação virtual, em especial as redes sociais, utilizadas com competência e eficiência. a começar pelo próprio governador Flávio Dino, que anuncia suas decisões e posicionamentos no Twitter, alcançando milhares e milhares de seguidores. Além do mais, tem estatura e desenvoltura para ser a borduna verbal do Governo contra investidas de adversários.

No que toca à política, Rodrigo Lago traz essa atividade no gene – é filho do ex-deputado Aderson Lago, descendente de um tronco familiar que respira política –, domínio que ampliou ao se especializar em Direito Eleitoral na militância advocatícia. Deu uma prova de que conhece o traçado da política e que sabe se movimentar nessa terra movediça que envolve relações políticas e institucionais quando substituiu por seis meses a Marcelo Tavares (PSB) na Casa Civil, durante a campanha eleitoral. Naquele período, precisou de muita habilidade e segurança para manter a estrutura de Governo longe da refrega pelo voto, como queria o governador Flávio Dino. Sua permanência na Casa Civil foi tida como certa até semanas atrás, quando o governador Flávio Dino sinalizou que convocaria o deputado Marcelo Tavares para reassumir a pasta que já comandava. Ninguém, dentro e fora do Governo, duvida que Rodrigo Lago, que é um dos bons quadros da sua geração, comandará a Secap com competência e eficiente.

A permanência do delegado Jefferson Portela no comando da Segurança Pública dispensa maiores comentários. Estava escrito nas estrelas que o governador Flávio Dino não ia mexer no comando de uma área onde as coisas estão funcionando a contento. Vale o registro de que Jefferson Portela é um dos integrantes do chamado “núcleo duro”, formado por contemporâneos no movimento estudantil e aliados de primeira hora do governador Flávio Dino, como Márcio Jerry, por exemplo.  Delegado de carreira, foi delegado Geral da Polícia Civil no Governo de Jackson Lago (PDT), o que o torna um “especialista” em matéria de atuação policial no Maranhão. Reconhecido pelo seu trabalho dentro e fora do Maranhão, Jefferson Portela foi eleito presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública. E com um dado a mais: milita na área policial como delegado de carreira como um militante que defende bandeiras e princípios.

Todos os indícios e informações paralelas levam à certeza de que o governador Flávio Dino acertou na mosca quando entregou a Secap a Rodrigo Lago e confirmou Jefferson Portela no comando da Segurança Pública.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PDT manda recado direto a quem interessar possa: não será coadjuvante na sucessão em São Luís.

Osmar Filho, presidente da Câmara de São Luís. defende candidatura própria d PDT

Em reunião realizada sábado (09), oficialmente batizada de I Seminário de Formação Política, destinado a qualificar o seu quadro de militantes, o PDT mandou um recado objetivo e, tudo indica, definitivo: será coadjuvante na corrida à Prefeitura de São Luís em 2020. A tradução literal, sem deixar qualquer dúvida no ar: terá candidato próprio à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr. Nenhuma surpresa, pois teria surpreendido se anunciando estar estivesse se preparando para ser coadjuvante no processo sucessório na Capital.

O PDT tem todos os motivos políticos e históricos para adotar tal posição sem a preocupação de estar sendo precipitado ou de estar jogando antes da hora. Para começar, venceu cinco das sete eleições disputadas na Capital desde que Jackson Lago se elegeu prefeito em 1988. Além disso, tem um pedetista no comando da máquina municipal, que se reelegeu sem maiores problemas em 2016 e que tem seu prestigio aumentado a cada mês. Não bastasse isso, o PDT conta com estímulo permanente e efetivo senador Weverton Rocha, que o preside no Maranhão e será o grande beneficiário dos resultados políticos se a agremiação o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Mais ainda: o PDT é o partido mais entranhado em São Luís, com representantes e militantes em todos os bairros, em todas as categorias e no movimento estudantil.

O entranhamento do PDT nas reentrâncias de São Luís foi uma das marcas políticas cravadas pelo legendário Jackson Lago, avalizado por outra legenda do brizolista no Maranhão, o ex-deputado federal Neiva Moreira, e que transformou São Luís numa cidadela pedetista. Daí não constituir surpresa a decisão do PDT de bater martelo e avisar que não será coadjuvante na disputa pela Prefeitura de São Luís.

 

Neto Evangelista é nome de peso para ser candidato a prefeito de São Luís

Neto Evangelista tem cacife político para entrar na briga pela Prefeitura de São Luís

Três leitores alertaram a Coluna para o que consideraram uma omissão: o deputado Neto Evangelista (DEM) não foi incluído na relação de prefeituráveis publicada na edição anterior. De fato, foi uma omissão séria, até pelo fato de que sua pré-candidatura tem sido admitida por ele próprio, que foi um dos poucos aspirante à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. a admitir sua pré-candidatura. O deputado Neto Evangelista é um dos bons quadros da nova geração de políticos de São Luís, reunindo uma série de condições pessoais e políticas para aspirar o comando administrativo e político da Capital. Neto Evangelista conhece como poucos as suscetibilidades do eleitorado de São Luís, conhecimento herdado do pai, o ex-deputado João Evangelista, que militou a vida inteira nos quatro cantos da Capital. Assim, o parlamentar dispõe de cacife e instrumentos políticos, como um partido, por exemplo, o DEM e a simpatia do governador Flávio Dino, que dificilmente o indicará, mas com certeza não obstaculará a ascensão da nova geração do seu partido. Dispõe, portanto, de cacife alto para aspirar a vaga de candidato da aliança dinista.

São Luís 12 de Fevereiro de 2019.