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Candidatos definidos e disputa ferrenha para as prefeituras de Imperatriz, Caxias, Timon, Balsas, Barra do Corda, Pinheiro e Bacabal

 

Faltando pouco mais de uma semana para o início do período do calendário eleitoral destinado às convenções partidárias para a definição de candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador às eleições de outubro, o quadro da disputa está praticamente fechado em sete dos maiores municípios do Maranhão, fora os quatro da Capital. Imperatriz, Caxias, Timon, Balsas, Barra do Corda, Pinheiro e Bacabal, que representam mais de 800 mil habitantes, terão disputas acirradas, alguns com prefeitos se submetendo ao dramático teste da reeleição, enquanto  outros terão disputas, que se darão em polarizações que não deixarão espaço para terceiros nomes. E em todos eles o governador Flávio Dino (PCdoB) terá interesse direto, já que seu partido participará, seja com candidato próprio, seja com parte de coligação. A maioria dos seus candidatos têm chances reais de eleição ou reeleição, com as forças oposicionistas visivelmente fragilizadas e com poucas condições políticas de reagir por um enfrentamento mais duro. O cenário do momento naqueles municípios é o seguinte:

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Rosângela Curado, Ildon Marques, Assis Ramos e Ribamar Cunha na disputa em Imperatriz

Imperatriz – O maior município maranhense, com 250 mil habitantes, está zerado, já que o prefeito Sebastião Madeira (PSDB) encerra o segundo mandato. Ali, as forças governistas apoiarão a candidatura da enfermeira Rosângela Curado (PDT), que enfrentará nas urnas o ex-prefeito Ildon Marques (PSB), que detém forte cacife eleitoral e não é inimigo declarado do governo; o delegado de Polícia Assis Ramos (PMDB), que entrou na briga com postura fortemente oposicionista; e o empresário Ribamar Cunha (PSC), o Ribinha, com o apoio do prefeito Sebastião Madeira, do irmão, deputado estadual Leo Cunha, e muitas vozes da classe empresarial. É visível o favoritismo de Rosângela Curado, como também é evidente o poder de fogo de Ildon Marques. Mas também é forte a tendência de crescimento de Assis Ramos, enquanto Ribinha também tem potencial de crescimento. É meta do Palácio dos Leões eleger Rosângela Curado, que lidera nas pesquisas.

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Leo Coutinho, Fábio Gentil e Paulo Marinho Jr. na corrida para a Prefeitura de Caxias, onde há sempre disputa

Caxias – Os seus 165 mil habitantes aguardam o embate se dará entre adversários bem definidos. De um lado, o prefeito Leo Coutinho (PSB), que representa a poderosa corrente política liderada pelo deputado Humberto Coutinho (PDT), presidente da Assembleia Legislativa. Do outro, dois grupos, um liderado pelo ex-prefeito Paulo Marinho (PMDB), que tem como candidato Paulo Marinho Jr., expoente do Grupo Sarney; e o outro liderado pelo ex-vereador Fábio Gentil (PSDB).  Há a possibilidade de Marinho Jr. e Gentil se juntarem, mas o problema está na definição de quem será o candidato a prefeito. Até agora não surgiu um terceiro pré-candidato, o que indica que a em Caxias a disputa será fortemente polarizada. O governador Flávio Dino certamente declarará apoio ao prefeito Leo Coutinho, que lidera a corrida, segundo pesquisa recente.

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Polarização entre Luciano Leitos e Alexandre Almeida pode ser quebrada com a entrada de Socorro Waquim

Timon – Também abrigo de 165 mil maranhenses, Timon deve ter uma das disputas mais renhidas de todo o estado. De um lado estará o prefeito Luciano Leitoa (PSB), que brigará pela reeleição, com o apoio de forças governistas e a torcida do governador Flávio Dino. De outro o deputado estadual Alexandre Almeida (PSD), que representa as forças do Grupo Sarney. A polarização sofre ameaça de uma terceira via, a ex-prefeita Socorro Waquim (PMDB), que anunciou recentemente que será candidata. No meio político, a expectativa é a de que Socorro Waquim acabe se aliando a um dos candidatos. Se isso acontecer, a disputa favorecerá seu aliado.

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Rochinha, Dr. Eric e Chico Coelho na corrida em Balsas

Balsas – A Prefeitura da sede do maior polo de agronegócio do Maranhão, com 89 mil habitantes, será disputada por três candidatos de peso. O primeiro é o prefeito Luis Rocha Filho, o Rochinha (PSB), que depois de um período de dúvidas devido a problemas de saúde, anunciou há pouco que será candidato à reeleição, com o aval do irmão, o senador Roberto Rocha (PSB). Terá como adversários Dr. Eric (PDT), que tem o apoio de 16 partidos – entre eles o DEM do grupo do ex-deputado Francisco Martins – e das forças governistas e lidera a corrida em todas as pesquisas. E o ex-prefeito Chico Coelho (PP), que entra como terceira via.

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Eric Costa enfrentará  Nilda Barbalho

Barra do Corda – Principal município da região Central do Maranhão, com 86 mil habitantes, terá seu comando político e administrativo disputado por três candidatos, sendo um deles o prefeito Eric Costa (PCdoB), que corre pela reeleição com o apoio das forças governistas. Seus adversários será Nilda Barbalho (PSDB) e que terá o suporte do PV, liderado na região pelo deputado estadual Rigo Teles e pelo ex-prefeito Nenzim. Até aqui os prognósticos favorecem o prefeito, que conta com o apoio político do Palácio dos Leões, mas aliados de Nilda barbalho dizem que durante a campanha o jogo vai mudar.

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Filuca Mendes, Leonardo Sá e Luciano Genésio: disputa

Pinheiro – A corrida para a Prefeitura de Pinheiro, o mais importante município da Baixada Ocidental Maranhense, com 80 mil habitantes, reúne até aqui três candidatos. O prefeito Filuca Mendes (PSD), que representa o Grupo Sarney, tentará a reeleição numa coligação de oposição, que reunirá inclusive o PMDB. Seus adversários são Leonardo Sá (PCdoB), com parte das forças governistas, apoiado pelo deutado Othelino Neto com o aval do Palácio dos Leões, e Luciano Genésio (PSDB), que hoje comanda o grupo do ex-prefeito José Genésio. Há quem afirme que o resultado ali é imprevisível.

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Roberto Costa e Zé Vieira disputarão em Bacabal

Bacabal – Mais importante polo municipal do Médio Mearim, com 80 mil habitantes, Bacabal deverá ter nesta eleição uma grande virada. Dois candidatos estão definidos até aqui. O primeiro é o deputado estadual Roberto Costa (PMDB), uma das mais ativas lideranças da nova geração, que tem o respaldo do senador João Alberto, a mais importante liderança do município. Desgastado e sem condições para se recuperar eleitoralmente, o prefeito José Alberto abriu mão de disputar a reeleição e reuniu vários grupos em torno do ex-prefeito Zé Vieira (PP). Todas as pesquisas apontam Roberto Costa como franco favorito, que deverá ampliar seu cacife com o apoio do grupo liderado pelo ex-vice-governador Jura Filho.

PONTO & CONTRAPONTO

Madeira joga cartada decisiva ao apoiar Ribinha Cunha
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Madeira resolveu testar prestígio

O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), viverá uma situação quase plebiscitária na corrida à sua sucessão. Com planos de se candidatar ao Senado em 2018, ele saiu do arco de alianças controlado pelo governador Flávio Dino e apostou numa via que não reza efetivamente na cartilha do Palácio dos Leões, mas também não faz oposição agressiva ao atual Governo. Preferiu apoiar a candidatura do empresário Ribamar Cunha, o Ribinha, com o objetivo de construir uma espécie de terceira via na qual ele próprio seja a alavanca maior. Essa opção é o desfecho de um xadrez complicado que ele jogou para se manter de pé desde que desatou o nó que o ligava à natimorta candidatura de Luiz Fernando Silva, então no PMDB, ao Governo do Estado, em 2014. Em seguida, declarou apoio ao então candidato Flávio Dino, fez campanha para ele em Imperatriz, mas não foi tratado como esperava pelo novo Governo. De lá para cá, vem sobrevivendo com muita habilidade, sem, no entanto, evitar o estrago na área administrativa, causado porque, como tucano, não tinha apoio em Brasília, e mesmo seu partido participando da aliança pró-Dino, foi tratado com reservas pelo Palácio dos Leões. Não poderia, assim, participar da aliança em torno da pedetista Rosângela Curado nem do seu arqui-adversário, o neosocialista Ildon Marques (PSB). Ao apoiar Ribinha Cunha, Madeira joga uma cartada decisiva para testar seu prestígio em Imperatriz e na região Tocantina. Se sair da corrida eleitoral com seu candidato bem situado, terá ganhado fôlego para seguir em frente. Mas o desempenho de Cunha for minguado, o líder tucano terá de parar e rever seu projeto.

Repaginado, DEM faz contas otimistas para o resultado das urnas
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Stênio Rezende: contas otimistas sobre o DEM no estado

No jogo pela sobrevivência na seara partidária, Um dos partidos que mais perdeu espaço no tabuleiro político brasileiro foi o DEM, que foi assim rebatizado depois de ter sido Arena, PDS e PFL. Seu encolhimento aconteceu também no Maranhão, onde até no início dos anos 90 do século passado deu as cartas na política local, como carro-chefe do Grupo Sarney. De lá barra cá, perdeu muita força, tendo sobrevivido sob o controle do ex-senador Mauro Fecury. O partido, porém, deu a volta por cima no Maranhão. Aproveitando a reforma e a janela partidárias, o deputado estadual Stênio Rezende, cobra criada de cinco mandatos consecutivos, que vinha mudando de partido, resolveu assumir o comando do DEM no Maranhão. Para tanto, foi decisivo a articulação do deputado federal Juscelino Filho, que ganhou a confiança dos chefes nacionais do DEM e deles recebeu a tarefa de comandar o partido no Maranhão. Ás da inteligente jogada política, Stênio Rezende assumiu o comando do partido em São Luís, agregou novos prefeitos, vereadores e um deputado federal e um deputado estadual a mais. A operação partidária está dando tão certo que o DEM não apenas ganhou ânimo novo e se repaginou como seus novos dirigentes estão fazendo contas otimistas. Eles acreditam que o partido sairá das urnas com suas digitais na eleição de pelo menos 20 prefeitos “puros” e outras duas dezenas com prefeito coligados, como é o caso do prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), e Rosângela Curado (PDT) em Imperatriz. É aguardar e conferir.

 

São Luís, 10 de julho de 2016.

 

 

Justiça impede mais uma tentativa de “melar” a licitação mudar as regras no transporte coletivo de São Luís

 

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Bayma Araújo: pancada em mais uma tentativa de suspender a licitação do transporte coletivo em São Luís

A cassação, quinta-feira, pelo desembargador Bayma Araújo, presidente em exercício do Tribunal de Justiça, de liminar concedida pelo juiz titular da 7ª Vara Cível da Capital, José Brígido da Silva Lages, que suspendia o processo de licitação para o sistema de transporte coletivo de São Luís foi mais uma pancada certeira no poderoso grupo que insiste em manter de pé um monopólio que há muito perdeu sentido e que está prestes a desaparecer definitivamente da vida de São Luís. A decisão do decano da Corte maior do Poder Judiciário estadual foi um freio em mais uma tentativa de empresas que perderam o ônibus da História de tentar “melar” a mais importante ação do atual governo municipal para sepultar a velha e superada organização do sistema de transporte de massas, e sobre o seu túmulo erguer um sistema moderno e funcional, que seja capaz de transportar, com o máximo possível de conforto e pontualidade, cerca de 700 mil pessoas que dele depende diariamente.

A licitação para a concessão das linhas de transporte urbano e semiurbano de massas de São Luís não é exatamente uma revolução, mas pode ser e entendida como a mais ampla e ousada ação do Poder Público municipal para colocar nos eixos esse segmente essencial para São Luís desde que o prefeito Epitácio Cafeteira decidiu retirar das ruas da Capital, no final dos anos 60, o velho e já então ineficaz sistema de bondes. A reorganização e o reordenamento do serviço propostos no edital lançado em 28 de março complementam a ampla transformação na área ocorrida na primeira administração do prefeito Jackson Lago (PDT) – 1989/1992 -, com a implantação do sistema de terminais e outras medidas estruturais, que deram agilidade e funcionalidade ao transporte de massa em São Luís. A prefeita Conceição Andrade (2003/2006) se limitou a algumas medidas para melhorar um sistema já superado na época.

O próprio prefeito Jackson Lago (1997 a 2002) tentou, no final dos anos 90, licitar o sistema, para completar o grande projeto iniciado com os terminais, mas a iniciativa acabou atropelada pelo poder de fogo das empresas, que usaram todos meios ao seu alcance, a começar pelo judicial, para boicotar o processo. O mesmo aconteceu na gestão do prefeito Tadeu Palácio (PDT) – 2002/2008 -, que continuou investindo em terminais, mas não teve força para impor novas regras à prestação do serviço pelas empresas concessionárias. Na sua gestão, o prefeito João Castelo (PSDB) – 2009/2011 – foi cauteloso com as empresas do sistema, preferindo não medir força com o cartel, conseguindo a renovação de parte da frota, que atualmente é com posta de 1,2 mil ônibus, dos quais boa parte tem mais de 15 anos de circulação; tentou saídas paralelas, como o VLT – que viajou por 500 metros para impressionar eleitores – e a tarifa reduzida aos sábados e domingos.

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Edivaldo Jr. está fazendo o que Jackson Lago, João Castelo e tadeu Palácio tentaram e não conseguiram

Depois de três anos de gestão, tempo em que avaliou cuidadosamente o sistema, relacionou as suas falhas, os prejuízos que elas geram, e a consolidação de sistemas “alternativos” e deformados como mototáxis, táxi-lotação, vans, micro ônibus e até ônibus pirata, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) decidiu mudar o curso da história: abriu nova licitação para selecionar concessionários do sistema. Desde que tomou a decisão, em meados do ano passado, o prefeito vem sofrendo fortes pressões, ora de empresários diretamente, ora de intermediários e ora de vereadores. Mas chegou à conclusão de que a modernização do sistema não aconteceria sem mudanças radicais nas regras e na relação, e que isso só poderia acontecer com uma bem montada teia de regras. Daí a licitação.

Habituadas a derrubar editais no tapetão judiciário, empresas que provavelmente não têm condições de cumprir as exigências do edital  decidiram agir para brecar o processo. Só que, ao contrário de antes, a Corte maior do Tribunal de Justiça vem fazendo o contrapeso à 1ª instância, derrubando liminares que se contrapõem às regras do edital. Até aqui foram seis ações que obtiveram liminares, que foram logo em seguida derrubadas por desembargadores que não enxergaram base nas alegações aceitas pelos juízes. Na última, o consórcio Nova Ilha, formado pelas empresas Cisne Branco, Transporte e Turismo Ltda., Gemalog Transporte e Logística Ltda. e Endeconvias Construções e Locações Ltda. vetado na licitação, pretendeu anular todo o processo por meio de mandado de segurança. O juiz José Brígido aceitou o argumento e determinou a suspensão, mas o desembargador Bayma Araújo, que é o decano do TJ e conhece o caminho das pedras, desautorizou o juiz e garantiu a continuidade da licitação.

A decisão do desembargador Bayma Araújo foi fulminante. Ele entendeu que a paralisação do procedimento licitatório para inserir as empresas integrantes do consórcio no certame configura-se lesão à ordem pública, ferindo o princípio constitucional da independência entre os Poderes. “Compete ao Poder Judiciário, tão somente, o controle da legalidade dos atos discricionários praticados pelo Poder Executivo, não podendo o controle judicial invadir o mérito administrativo”, frisou. Bayma Araújo enfatizou que a paralisação de procedimento licitatório bem como a alteração da decisão da CPL configura ingerência indevida, com o agravante de que as demais empresas licitantes se sentirão prejudicadas. O magistrado ressaltou ainda que a paralisação do procedimento licitatório e a consequente concretização do efeito multiplicador, causariam graves prejuízos à coletividade e aos cofres públicos.

Assim, quebrando ondas fortes e navegando com o aval da Justiça, o prefeito Edivaldo Jr. vai dobrando cabos de fortes tormentas para garantir o que caminha para será uma das suas maiores obras. Se a licitação vingar – e tudo indica que vingará -, São Luís vai entrar noutra era em matéria de transporte de massa. Mas também com a responsabilidade de preparar a malha viária da Capital para que ônibus novos e confortáveis transportem milhares de ludovicenses  no seu dia a dia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Waldir tenta mostrar dentes e músculos no embate com líderes
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Waldir Maranhão enfrenta líderes e tenta dar a volta por cima

Depois de passar por bobo da corte e trapalhão, e deputado Waldir Maranhão (PP), presidente interino da Câmara Federal, resolveu mostrar músculos e dentes para impor o seu comando no processo que elegerá o novo presidente da Casa com a renúncia do seu agora “ex-meu querido presidente” Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem jurou fidelidade eterna, mas que agora quer ver pelas costas, de preferência com o mandato cassado. Parece que neste caso Maranhão está com a razão. Ele havia decidido marcar a eleição do novo presidente para a próxima quinta-feira (14), mas os líderes tentaram atropelá-lo marcando, à sua revelia e com o aval técnico do secretário geral da Mesa Diretora, a eleição para terça-feira (12). Informado da manobra, Maranhão anulou a decisão dos líderes, demitiu o secretário da Mesa e restabeleceu a data a eleição para quinta-feira. Fez tudo calculado, com base regimental e em cálculo dos riscos políticos. São vários os motivos políticos para o embate com os líderes. Mas, independente deles, é fato que Maranhão tenta demonstrar agora uma personalidade forte, de durão, que não tem medo do rosnar dos líderes mais atirados. Dificilmente conseguirá  reverter totalmente a imagem que ele mesmo desenhou desde que assumiu a presidência interina da Câmara Federal. Mas é fato de que os líderes que foram mais agressivos com ele mudaram o tom e agora estão falando mais baixo e sem tanta empáfia.  Certamente lembrando que mesmo depois da eleição do novo presidente Waldir Maranhão continuará como 1º vice-presidente da Casa.

 

Futuro eleitoral agita o PT em São Luís
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Zé Inácio, Zé Carlos e Mário Macieira disputam vaga de candidato do PT para a Prefeitura de São Luís

Os bastidores do PT começam a ferver com a aproximação da reunião plenária de amanhã, quando o partido decidirá de participa da corrida para a Prefeitura de São Luís com candidato próprio a prefeito ou agregado a uma coligação cujos partidos tenha relações com o governador Flávio Dino (PCdoB). No caso de optar pela candidatura própria, o partido terá até o dia 30 para escolher o candidato entre os três nomes que estão no páreo. Os pré-candidatos – o deputado estadual Zé Inácio, o deputado federal Zé Carlos e o advogado Mário macieira – estão se movimentando intensamente, buscando não apenas apoio às suas pré-candidaturas, mas também para ajudar na reunificação do partido, depois de um racha de mais de uma década. Os três representam a ala mais equilibrada do partido, que hoje quer distancia dos ramos mais radicais. Mais jovem dos três, o deputado Zé Inácio e o mais atuante militante do partido, tendo usado com frequência a tribuna da Assembleia Legislativa para defender a presidente Dilma Rousseff como vítima de um “golpe”. O deputado federal José Carlos Araújo tem trabalhado duro no plano federal contra o afastamento da presidente. E o advogado Mário Macieira é militante antigo do PT e trabalha na linha de frente principalmente contra desrespeitos aos direitos humanos. Se optar por participar de uma coligação, o PT tem dois caminhos: o prefeito Edivaldo Jr. e o deputado Bira do Pindaré, se este vier a ser mesmo candidato pelo PSB.

 

São Luís, 08 de Julho de 2016.

 

Waldir leva a melhor sobre Cunha: continuará 1º vice da Câmara, e se não for cassado, será candidato à reeleição em 2018

 

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Waldir pode sobreviver, enquanto Cunha está em queda

O deputado Waldir Maranhão (PP-MA) iniciou ontem a contagem regressiva para deixar a presidência interina da Câmara Federal e, assim, sair do epicentro da mais longa crise vivida por aquela instituição nas últimas décadas. Mas o fará com o ânimo de quem levou a melhor numa guerra particular com o agora ex-presidente da Câmara Federal, o até pouco tempo todo-poderoso deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O empurrão foi a renúncia de Cunha ao comando, abrindo caminho para a eleição de um novo presidente. A eleição mandará  Waldir Maranhão de volta ao cargo de 1° vice-presidente da Mesa Diretora, para viver o papel secundário que sempre viveu como deputado federal. O retorno devolverá “vida normal” ao parlamentar maranhense, à medida que o afastará no protagonismo tosco e desastrado que ele encenou ao assumir interinamente a direção da Casa com o afastamento, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de Eduardo Cunha do cargo de presidente e do mandato parlamentar. Já apontado como o mais desastrado presidente que a Casa já teve, pois superou o pernambucano Severino Cavalcante, que acabou derrubado e cassado, Waldir Maranhão cumpriu ontem seu último ato importante como presidente interino: convocou a eleição do novo presidente para quinta-feira da próxima semana.

A eleição do novo presidente devolverá o atual presidente interino ao seu devido lugar, encerrando um período em que, por tomar decisões e atitudes absolutamente fora dos padrões e não conseguir sequer presidir sessões e se movimentar num vai-vem jamais visto no comando de uma casa parlamentar. Foi o que ontem, ao renunciar, Eduardo Cunha chamou de “gestão bizarra”, jogando no limbo aquele que o saudou como “meu eterno presidente” quando votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Waldir Maranhão e Eduardo Cunha foram amigos até algumas semanas atrás. Cultivaram uma amizade de interesse, baseada estritamente no jogo pelo poder, que começou a se desmanchar quando Cunha sentiu os primeiros sintomas de perda de poder e que se agravou quando o pemedebista foi afastado pelo STF e o pepista assumiu a presidência da Casa interinamente. Ali foi deflagrado efetivamente o conflito de interesses, pois as posições se inverteram, passando Maranhão a dar as cartas, o que deixou Cunha profundamente irritado. Diante das pancadas que levou em razão de decisões equivocadas e desastradas que tomou, Maranhão foi se afastando de Cunha a cada dia, passando a ser hostilizado por aliados do presidente afastado. Ainda com força, Cunha manobrou para que Maranhão fosse execrado dentro do PP, contribuindo fortemente para que a direção pepista lhe tirasse o comando do partido no estado para entregá-lo ao deputado federal André Fufuca, outro aliado de primeira hora  de Cunha e que saiu providencialmente de Brasília antes que a bomba estourasse.

Dois atos de Maranhão deixaram Cunha especialmente enraivecido com o agora ex-aliado linha de frente. O primeiro foi a Resolução anulando a sessão da Câmara que autorizou o Senado da República a abrir o processo de impeachment, que durou menos de 24 horas, mas causou um dos maiores rebuliços dos últimos tempos em Brasília nos últimos tempos, resultando num estrago dos diabos nas suas próprias costas. O outro foi a decisão que refez o andamento de uma consulta de Cunha à Comissão de Constituição e Justiça da Casa em relação ao processo de cassação do agora ex-presidente. Se a relação dos dois já estava se deteriorando, os atos serviram para afastá-los ainda mais, tanto e tão rapidamente que nos últimos tempos vinham trocando xingamentos.

O fato é que, ao renunciar a presidência da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha perdeu o jogo para o deputado Waldir Maranhão, e a derrota será mais dura se o plenário da Casa confirmar a cassação do seu mandato, o que, tudo indica, vai acontecer, segundo oito entre oito analistas da cena política de Brasília. A se confirmar tal previsão coletiva, Cunha será mandato para casa sem nada, com as mãos abanando, e correndo todos os riscos de acabar dentro de uma cela de penitenciária. Maranhão, por sua vez, se também não renunciar ao cargo – certamente não o fará – continuará 1º vice-presidente da Câmara Federal até fevereiro do ano que vem. E se não for apanhado pela Operação Lava Jato – a denúncia que o alcançou até agora é inconsistente – e se não vier a ser condenado pela denúncia de que foi beneficiário direto de um esquema que desviou dinheiro de fundos previdenciários municipais – preservará seu mandato. E poderá surpreender o mundo concorrendo à reeleição em 2018.

PONTO & CONTRAPONTO

Edilázio Jr. ataca governador; Othelino Neto contra-ataca
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Edilázio Jr. bateu forte no governador Flávio Dino; Othelino Neto  fez a defesa do governador

A oposição está aproveitando a “crise” das emendas para intensificar ataques ao Governo. A metralhadora verbal da vez é o deputado Edilázio Jr. (PV), que em dois dias seguidos disparou chumbo grosso contra o governador Flávio Dino (PCdoB). O deputado verde fez dois discursos contundentes nos quais atacou o governador em todos os vieses, chamando-o de “incompetente” no plano administrativo e de “despreparado” no campo político. No primeiro discurso, mais longo e mais agressivo, feito na quarta-feira, focou a corrida sucessória de São Luís, criticando o governador por dar apoiar o projeto de reeleição do prefeito Edivaldo Jr., sem dar atenção aos demais aliados que também disputam a Prefeitura, no caso a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e dos deputados estaduais Wellington do Curso (PP), Eduardo Braide (PMN) e Bira do Pindaré (PSB). Com habilidade, o deputado do PV tentou construir a ideia de que o governador está usando seus aliados como peões no jogo eleitoral de São Luís com o objetivo de ajudar na reeleição do prefeito.

A pancadaria verbal incomodou primeiro o deputado Bira do Pindaré, que defendeu o governador com um discurso ameno, apenas apontando o que seriam equívocos do deputado Edilázio Jr.. Reação mais dura teve o deputado Othelino Neto (PCdoB), que de maneira contundente, mas sem alteração de voz, rebateu o discurso de Edilázio Jr. com uma indagação e em seguida com uma afirmação que desarmou o oposicionista. A indagação: por que Edilázio Jr. demonstrava tanta preocupação com os aliados do governador Flávio Dino que disputam a Prefeitura de São Luis? E ele mesmo respondeu: “É porque o Grupo Sarney está tão perdido que não consegue sequer encontrar um candidato a prefeito”. Referia-se à frágil pré-candidatura do vereador Fábio Câmara (PMDB).

 

PT vai definir seu futuro nas eleições em São Luís
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Zé Inácio, Zé Carlos e Mário macieira na disputa

O PT vai decidir neste domingo se lança candidato à Prefeitura de São Luís ou participará da corrida eleitoral na Capital agregado a uma coligação liderada por um candidato ligado ao campo político liderado pelo governador Flávio Dino. Se optar pela candidatura própria, o partido deverá optar entre o deputado estadual Zé Inácio, o deputado federal José Carlos e o advogado e professor Mário Macieira. A cúpula petista do Maranhão sabe que o partido não tem a menor chance numa disputa em São Luís, principalmente se a presidente Dilma Rousseff for defenestrada definitivamente do poder. Mas justificam o esforço em relação às eleições em São Luís dizendo que seu maior objetivo é reunificar o partido, que vem sendo minado há mais de uma década por uma divisão corrosiva n o Maranhão.

 

São Luís, 07 de Julho de 2016.

Governador não libera emendas e deputados demonstram insatisfação e ensaiam crise na base governista

 

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Flávio Dino segura emendas parlamentares e causa insatisfação em deputados aliados e oposicionistas

Já foi produto de especulações soltas, depois ganhou forma de rumor nos bastidores, avançou para a condição de focos isolados de insatisfação, para finalmente ganhar a cara indisfarçável de mal-estar real o clima que vem marcando as relações dos deputados estaduais, aí incluídos oposicionistas e governistas, com o governador Flávio Dino (PCdoB) por causa da não liberação das emendas parlamentares. Não existe até aqui um movimento formal, uma manifestação coletiva ou um posicionamento de uma ou outra bancada, mas o fato é que a grande maioria dos 42 integrantes da Assembleia Legislativa está emitindo fortes sinais de fumaça indicando que se encontra em vias de entrar em pé de guerra com o Governo. Gerenciando a crise, que se mantém inclemente, o governador não parece disposto a ceder, argumentando que os parcos recursos do Governo estão sendo canalizados para ações destinadas a favorecer os desfavorecidos maranhenses.

Há pelo menos duas semanas, o plenário da Assembleia Legislativa tem sido palco de algumas escaramuças. Uma delas foi um movimento articulado para que não houvesse quórum para a votação de projetos importantes propostos pelo Palácio dos Leões, como a autorização para que o governador renegocie as bases da dívida do Estado, fato que apanhou de surpresa Palácio dos Leões e deixou desarmados os lideres governistas na Casa. A manobra se repetiu na segunda-feira. Na terça-feira, porém, uma ação coordenada pelo presidente do Legislativo, deputado Humberto Coutinho (PDT), o principal pilar governista naquele Poder, funcionou e o plenário votou várias matérias de interesses do Governo.

O movimento envolve os vários blocos e bancadas soltas, onde estão distribuídos os 42 deputados estaduais. O maior de todos os blocos é o governista Bloco Unidos pelo Maranhão, que reúne nada menos que 24 da base governista, liderado pelo deputado Levi Pontes (PCdoB). O segundo é o Bloco União Parlamentar, com oito deputados e liderado pelo deputado Josemar de Maranhãozinho (PR), seguido do “Bloco de Oposição”, que tem quatro deputados e do PV, que também tem quatro integrantes, além de dois deputados solitários, Max Barros (PRP) e César Pires (PEN). Esse segundo grupo forma um contingente parlamentar com força para, se não para ditar as regras, jogar pesado para criar embaraços de toda natureza em relação às votações essenciais.

O foco maior de insatisfação está no Bloco de União Parlamentar, cujos oito deputados apoiam o governo, mas não aceitam o tratamento que vêm recebendo do Palácio dos Leões em relação às emendas parlamentares. Ali, o deputado Josemar de Maranhãozinho é o principal articulador e, ajudado por parlamentares experientes, tem revelado habilidade até para segurar votação. O problema maior é que existem focos de insatisfação dentro do grande bloco governista, o que tem deixado desnorteados o seu líder, deputado Levi Pontes (PCdoB), e o líder do Governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB).

De acordo com o que foi negociado com o Governo e legalmente emendado ao Orçamento para 2016, que prevê gastos de R$ 14 bilhões, cada deputado tem direito a R$ 3,5 milhões em emendas, por meio das quais eles viabilizam projetos – sistemas de abastecimento de água, casas de farinha, estradas vicinais, centros comunitários, entre outros equipamentos. Mesmo tendo sido deputado federal e viabilizados emendas parlamentares, o governador Flávio Dino não é partidário desse sistema, por suspeitar que ele estaria contaminado por velhas práticas, e que é necessidade de mudá-las, de preferência agora. Os articuladores do movimento reagem afirmando que o que está acontecendo é uma quebra de acordo e o não cumprimento do que está previsto no Orçamento.

É verdade que esses movimentos pró-emendas não alcançou ainda ao ponto de gerar desgastes que caracterizem uma crise de verdade entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo. Mas é verdade também que esse estado de tensão só não se transformou numa crise forte porque o presidente Humberto Coutinho tem feito um trabalho político de peso para controlar os ânimos na Casa e, assim, evitar que a “bomba orçamentária” estoure e arrebente a ponte que liga o Palácio Manoel Bequimão ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Costa homenageia com título de cidadania desembargadora do Trabalho e a empresário
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Roberto Costa, Márcia Andrea, Humberto Coutinho, Francisco Soares ( e esposa) e André Fufuca na entrega dos títulos de cidadania  na sessão solene

A Assembleia Legislativa entregou ontem título de Cidadão Maranhense à desembargadora do Trabalho Márcia Andrea Farias da Silva e ao empresário Francisco Santos Soares, em sessão solene. Os títulos foram propostos pelo deputado Roberto Costa (PMDB), que vê na trajetória dos dois homenageados méritos suficientes para considerá-los cidadãos maranhenses. A entrega da honraria foi conduzida pelo presidente Humberto Coutinho (PDT) e contou com a presença do deputado federal André Fufuca (PP) e dos deputados estaduais Wellington do curso (PP), Valéria Macedo (PMDB), e Andrea Murad (PMDB), além do presidente em exercício do PMDB, Remi Ribeiro, do superintendente da Funasa, André Campos, do superintendente da EBC, Assis Filho, e de outras autoridades e familiares dos homenageados. Roberto Costa justificou a iniciativa lembrando que Márcia Andrea Faria da Silva nasceu em Niterói (RJ), graduou–se em Direito na Universidade Federal do Maranhão e sempre teve atuação acadêmica e profissional na esfera trabalhista. Como membro do Ministério Público do Trabalho, foi coordenadora da Coordenação Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e do Núcleo de Trabalho Portuário. Foi, ainda, grande articuladora para a fundação do Fórum Estadual de Proteção e Defesa ao Meio Ambiente do Trabalho no Maranhão; ocupou a vice-presidência e a presidência do TRT nos biênios 2007-2009 e 2009-2011, respectivamente, tendo ainda desenvolvido trabalho importante como corregedora regional da Justiça do Trabalho.

Já a concessão do título a Francisco Santos Soares, que é empresário e político muito conhecido como Franciscano, Roberto Costa justificou que ele é natural de Cana Brava (PI), tornou-se homem público e reconhecido não só pelas funções e cargos ocupados, mas, sobretudo, pela forma com a qual conduz sua vida e seus projetos.  Francisco Soares foi comerciante no ramo de armazém de secos e molhados, beneficiadora de arroz, madeireira e agropecuária. Foi presidente do sindicato rural de Imperatriz e presidente do Rotary Club (1982-1984). No ano de 2001, foi eleito e reeleito prefeito de São Francisco do Brejão.  Quando prefeito, foi vice-presidente da Federação dos Municípios do Maranhão – Famem. Foi também presidente da Associação Comercial por três mandatos e membro do conselho deliberativo efetivo da mesma entidade.

– A homenagem é do Poder Legislativo, mas é, acima de tudo, do povo do Maranhão, porque esta Casa é composta pelo sentimento do nosso estado, da nossa população. Cada homenagem que nós fazemos vem exatamente trazer um sentimento do povo de agradecimento por aqueles que não nasceram aqui, mas que fazem da trajetória de vida uma dedicação permanente em busca do bem-estar da nossa população. É com muita alegria e muita satisfação que hoje fazemos esta homenagem – declarou Roberto Costa.

André Fufuca joga com habilidade política ao se afastar de Brasília
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Longe da crise na Câmara federal, André Fufuca apoia Wellington e o PP no estado

Licenciado da Câmara Federal para cuidar das eleições municipais nas suas bases e incentivar candidatos do PP em todo o estado – a começar pela principal, onde seu pai, Fufuca Dantas, tenta voltar à Prefeitura –, o deputado André Fufuca foi entusiasticamente recebido ontem, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Wellington do Curso, candidato do partido à Prefeitura de São Luís.  Os dois trocaram muitas figurinhas e não esconderam o entusiasmo pelo desempenho que o parlamentar tem alcançado na Capital, ao ponto de estar brigando quase ombro a ombro com o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e a deputada federal Eliziane Gama (PPS). André Fufuca exibia o sorriso de quem jogou certo ao articular para ficar com o controle do PP no Maranhão e incentivar a candidatura de Wellington do Curso à prefeito de São Luís. André Fufuca demonstrou tirocínio político ao dar um tempo de Brasília agora. Primeiro porque  abriu vaga por 121 dias para o suplente Ildon Marques (PSB), que lidera a corrida eleitoral em Imperatriz. E depois porque não está se envolvendo nas articulações para salvar a pele do presidente afastado da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nem agir para infernizar ainda mais a interinidade do deputado Waldir Maranhão na presidência da Câmara Federal.

 

São Luís, 06 de Julho de 2016.

 

Justiça condena gigantes imobiliárias por crimes contra o meio ambiente em São Luís

 

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Douglas Martins: mão de ferro contra gigantes imobiliárias que desrespeitam as regras

Uma decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, comandada pelo juiz Douglas Martins, tomada no dia 20 de junho, mas só tornada pública ontem, sacudiu o império subterrâneo de empresas que promovem a expansão imobiliária na Ilha de Upaon Açu atropelando regras que disciplinam o uso do solo e preservam os espaços de ambiente naturais. Numa sentença exemplar, Douglas Martins condenou a Franere Montante Ltda., a Gafisa S/A e a Tenda S/A a pagar indenização de R$ 10 milhões “por danos ambientais causados pela supressão de florestas secundárias de babaçu e capoeira grossa” na área onde foram encrostados as torres dos empreendimentos Grand Park I, II e III, no loteamento New Ville, na Avenida dos Holandeses. Na esteira da cipoada judicial dada nas três empresas, o juiz também condenou o Município de São Luís a exigir, em dois meses, um novo processo de licenciamento ambiental a trinca empresarial, ed o Estado do Maranhão por permitir a libertação de licenças fajutas

O titular condena ainda as construtoras, solidariamente, a apresentar, em 180 dias, Estudo Prévio de Impacto Ambiental e “demais documentos exigidos pelo Município, conforme Lei nº 9.985/2000”. O resultado é que as empresas terão de providenciar nova licença ambiental, pois a que apresentaram é uma fraude. O dinheiro irrigará a conta do Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. E se não cumprirem a sentença ao pé da letra, Franere, Gafisa e Tenda terão de desembolsar multa diária no valor de R$ 10 mil.

O estrago ambiental feito pela trinca empresarial foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE). Além das três empresas e do Município de São Luís, a Ação Civil Pública reuniu no mesmo balaio de infratores incluiu também o Estado do Maranhão. Na ação, o MPE acusa que o licenciamento ambiental para construção dos empreendimentos Grand Park I, II e III foi “indevidamente fragmentado e eivado de ilegalidade, haja vista que, para obter o referido licenciamento, a construtora Franere omitiu a existência de densa floresta composta de babaçuais, que restou devastada”. O MPE foi mais longe ao denunciar a sobrecarga na infraestrutura de abastecimento de água, esgotos e outros e sugerir a instauração para apuração dos fatos, assinalando que “no próprio licenciamento há a informação de que a Caema não teria condições de atender à demanda de água”. E lembra que a Franere fora autuada pelo Ibama por crime ambiental na área (1,5 ha).

Um dos aspectos mais graves da denúncia acatada pelo juiz Douglas Martins é o fato de as licenças ambientais que garantiram a devastação da área de floresta serem ilegais, tanto que foram declaradas nulas na sentença. O magistrado destaca a existência de um esquema por meio do qual Franere, Gafisa e Tenda, e os entes públicos que concederam os licenciamentos ambientais, “na tentativa de se eximirem de uma possível condenação, Gafisa e Fit Residencial tentam transferir a responsabilidade pelo dano ambiental às sociedades limitadas recém-criadas”.

O caso envolvendo Franere, Gafisa e Tenda é emblemático e revelador de que o mundo dos empreendimentos imobiliários de São Luís, via de regra apresentado na propaganda como fonte de verdadeiros paraísos, construídos dentro da lei, muitas vezes é movido por esquemas criminosos montados para burlar as regras.  No caso do Grand Park I (400 apartamentos), Grand Park II (800 apartamentos) e Grand Park III (960 apartamentos), a sentença do juiz Douglas Martins mostra que as empresas responsáveis cometeram crimes graves, e por isso vão ter de suprimir das suas contas milionárias R$ 10 milhões para o Fundo que combate esse tipo de desvio.

E a condenação da trinca empresarial é plenamente justificada pelo juiz titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos. Nos pedidos de licenciamento ambiental, elas disseram que “no local destinado à implantação do projeto a vegetação se resume à uma vala e descaracterizada capoeira e nada mais restado da cobertura vegetal que recobria o solo”, bem como as de que “a fauna e a flora da área já foram totalmente suprimidas em virtude do processos acelerado de urbanização” e que “o empreendimento será servido por água do sistema público de abastecimento e rede oficial coletora de esgotos da Caema”. Tudo conversa fiada, pois quando os técnicos da Sema foram fazer a vistoria da área para conceder ou não o licenciamento, “verificaram a existência de terraplenagem numa parte do terreno com supressão de vegetação, limpeza de área e construção de stand de vendas da empresa Franere”. Ou seja, a área de floresta que ali existia foi impiedosamente desbastada antes da emissão da licença.

Na sentença, o juiz Douglas Martins faz uma série de denuncias e alertas chama atenção do Estado. “Apesar do relato dos técnicos subscritores dos pareceres, foi concedida a licença ambiental solicitada pela construtora”, afirma, para acrescentar: “Por todo o narrado, observa-se que as informações constantes nos Planos de Controle Ambiental são de veracidade duvidosa, em virtude de não representarem fielmente a realidade da área onde foi construído o Grand Park”. E concluir: “Ao contrário do alegado, o Município de São Luís, por intermédio da SEMMAM, concedeu indevidamente autorização à Franere para supressão de vegetação e limpeza da área”.

Em resumo: a Franere, a Gafisa e a Tenda fincaram várias torres com mais de dois mil apartamentos numa área de floresta e sem a infraestrutura necessária. Um crime ambiental grave, pelo qual vão pagar caro. Se alguma mão “mão” judiciária “bondosa” da Corte maior não desautorizar a decisão do titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Franere: cresceu com política agressiva de construção

Empresa nascida no final da década de 80 do século passada, sob o comando do empresário Marcos Regadas, adotou uma política agressiva de verticalização construindo prédios principalmente na região das praias de São Luís. Atuou fortemente para alterar o gabarito (altura dos prédios) nos anos de 1990. Mais tarde, já neste século, envolveu-se no polêmico projeto de lei por meio do qual a Assembleia Legislativa alteraria a política de preservação da palmeira de Babaçu no Município de São Luís. O projeto foi aprovado, mas no rastro dele ficaram muitas discussões e dúvidas a respeito do comportamento de alguns deputados daquela legislatura. A empresa viveu altos e baixos nesse período, chega aos 25 anos recebendo uma condenação forte por desrespeito à legislação ambiental.

 

Gafisa: gigante nacional que atua forte no Maranhão

Uma das maiores empresas de construção imobiliária do País, a Gafisa, que tem sede em São Paulo, viveu um agressivo e intenso processo de expansão Brasil a fora nos anos de 1990, quando fincou um dos seus tentáculos em São Luís, entrando com força avassaladora no mercado local, que naquele momento vivia um processo de mudança de conceito imobiliário com a consolidação da verticalização. A agressividade do seu modo de operar lhe deu uma fatia expressiva do mercado de São Luís. Associou-se à Franere numa série de projetos de grande porte, sendo o Grand Park o maior deles. Pode sair muito arranhada desse processo.

 

São Luís, 05 de Julho de 2016.

 

 

 

Candidatos a prefeito de São Luís já começam a se movimentar para escolher seus companheiros de chapa

 

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Márcio Jerry, Pedro Lucas e Duarte Junior: nomes falados para vice de Edivaldo Jr. na corrida para a Prefeitura

Faltando 17 dias para a abertura do período das convenções por meio das quais os partidos definirão formalmente, solitariamente ou em alianças, suas chapas para o grande embate pela Prefeitura de São Luís, a movimentação nos bastidores começa agora a envolver também a escolha de candidatos a vice-prefeito. Nem sempre é uma escolha fácil, porque depende de uma série de filigranas políticas que muitas vezes resultam em decisões equivocadas. E para a guerra eleitoral deste ano na Capital, a definição dos candidatos à vice pode se tornar crucial, ganhando uma importância incomum, a começar pelo fato de que, conforme anunciaram as quatro pesquisas mais recentes, três candidatos à sala principal do Palácio de la Ravardière – o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e o deputado estadual Wellington do Curso (PP) – estão brigando, quase ombro a ombro, pela liderança. Pelo menos nestes três casos, a escolha dos companheiros de chapa poderá fazer a diferença, seja para turbinar um ou outro candidato, seja para colaborar decisivamente para que essa ou aquela candidatura estacione ou seja atropelada ao longo da corrida.

Nos bastidores corre solto, e ninguém duvida, que o companheiro de chapa do prefeito Edivaldo Jr. sairá das hostes do PCdoB, indicado diretamente pelo Palácio dos Leões e com as bênçãos do governador Flávio Dino. Especula-se fortemente dentro e fora da seara governista que o nome da preferência do governador é o secretário de Articulação Política e Comunicação Social, jornalista Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão e atua como o mais influente membro do Governo depois do governador. A explicação: se reeleito, o prefeito Edivaldo Jr. poderá entrar na briga eleitoral de 2018, deixando a cadeira para o vice. Outros nomes são citados, como o atuante vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB), e, num plano mais remoto, o atual diretor do Procon, o ativo advogado Duarte Jr., que é filiado ao PCdoB. Especula-se também que o PCdoB examina a possibilidade de indicar uma mulher. Não se sabe ainda qual a preferência do prefeito Edivaldo Jr., mas é certo que ele não fará qualquer restrição ao nome que for indicado pelo PCdoB.

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Gardenhinha Castelo e Roberto Rocha Júnior: nomes cotados para companheiro de chapa de Eliziane Gama

Eliziane Gama tem poucas opções, e deve ter como companheiro de chapa um nome indicado pelo PSDB, seu único aliado até aqui. Nas especulações de bastidor, o nome mais corrente é a ex-deputada estadual Gardênia Castelo, que seria a exigência do ex-prefeito João Castelo para declarar apoio à candidata do PPS. Eliziane também deverá formalizar aliança com o PSB, que no caso seria o hoje vereador Roberto Rocha Jr. (PSB), caso o partido confirme a sua participação na aliança comandada pela vereadora. Eliziane Gama até agora não se manifestou sobre o assunto, mas políticos com quem ela conversaram, revelaram à Coluna que ela está aberta a um forte debate sobre o assunto. A candidata do PPS sabe que sua candidatura é eleitoralmente forte, mas politicamente frágil, e que um bom vice poderá alavancá-la.

O deputado Wellington do Curso ainda corre para consolidar a sua candidatura e por isso até agora não se manifestou claramente sobre vice. Mas rumores que circulam no ambiente político informam uma possível aliança do PP com o PMDB, caso a agremiação pemedebista desista de lançar candidato próprio. No caso, o vice de Wellington sairia das fileiras do PMDB, podendo ser o próprio vereador Fábio Câmara ou a deputada estadual Andrea Murad.

Outros candidatos a prefeito de São Luís podem sair do segundo pelotão da corrida à Prefeitura, formado pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), pelo deputado estadual Eduardo Braide (PMN), pela vereadora Rose Sales (PMB), pelo vereador Fábio Câmara. É o caso, por exemplo, da vereadora Rose Sales, que sem condições de avançar, poderá se tornar vice de Wellington do Curso numa aliança com PMB, por exemplo.

A verdade é que não há como fugir ao fato de que para essas eleições em São Luís nenhum candidato, principalmente os três que formam o pelotão da frente, poderão brincar de escolher vice confiando apenas nos seus cacife. Isso porque, vale repetir, a permanecer o cenário atual, os companheiros de chapa dos favoritos deverão ter peso específico e, de preferência, caminhões de votos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pacto pela BR-135: proposta de Roberto Rocha agita classe política
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Roberto Rocha: pacto pela duplicação da BR-135

Causou forte repercussão a proposta do senador Roberto Rocha (PSB) para que os integrantes da bancada maranhense no Congresso Nacional firme um pacto para que nenhum vote matéria de interesse do Governo Federal na Câmara e no Senado enquanto não as obras de duplicação da BR-135 não sejam retomadas. Empurrou o senador para essa posição um acidente que matou oito pessoas, entre elas uma criança, e causou indignação na população. Roberto Rocha externou a sua indignação no Facebook e definiu a situação da rodovia, no trecho que vai de Estiva até Miranda do Norte, já conhecido como Estrada da Morte, como “uma afronta ao povo maranhense”. Tem razão. Afinal, por mais se o cidadão comum tente, ele não consegue compreender o porquê de tanto descaso do Governo Federal com aquela rodovia, que é a única ligação terrestre da Ilha de São Luís com o resto do mundo, como se fosse a aorta do Maranhão. Ninguém engole que exista uma razão superior para tanta falta de sensibilidade e de respeito para com uma população que sempre foi alinhada. Daí a importância da manifestação do senador Roberto Rocha.

 

Flávio Dino reage a Ribamar Alves recebendo Robert e Vianey Bringel
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Flávio Dino entre Marcelo Tavares, Humberto Coutinho, Vianey Bringel, Robert Bringel e Carlos Brandão durante a visita do casal de Santa Inês ao governador do Estado

Muitos interpretaram a visita do ex-prefeito de Santa Inês, Robert Bringel e da mulher dele, a ex-deputada Vianey Bringel, ontem, ao governador Flávio Dino, no Palácio dos Leões. O que pareceu ser apenas uma reunião política, ganhou o peso de uma reação política do governador e seus aliados ao prefeito e agora ex-aliado Ribamar Alves (PSB). Ex-pemedebistas, os Bringel migraram para o PSDB depois da derrota do PMDB nas eleições de 2014, e agora articulam o apoio do governador Flávio Dino à candidatura de Vianey Bringel, que além de ex-deputada, é médica com atuação forte nas camadas mais necessitadas da sociedade de Santa Inês, cacife que aumenta por causa da posição politica do ex-prefeito Roberto Bringel. Os Bringel foram levados ao Palácio dos Leões pelo vice-governador Carlos Brandão. A visita, que pode ter definido o apoio do governador à candidatura dela contra Ribamar Alves, contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT). O governador tentou minimizar a importância política da visita e a relação do ato com a situação política de Santa Inês: “Vianey e Robert Bringel nos apresentaram hoje sugestões importantes para novas ações do governo em Santa Inês, o que estamos analisando e algumas já garantimos a execução”, declarou o governador.

 

São Luís, 04 de Julho de 2016.

 

 

 

 

Pesquisa Escutec confirma pelotão da frente e sugere uma indagação: Wellington do Curso tem lastro ou é balão de festa?

 

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Eliziane Gama e Edivaldo Jr. têm polarização desestabilizada por Wellington do Curso na corrida pela Prefeitura de São Luís

A pesquisa Escutec, publicada na edição de fim de semana de O Estado do Maranhão, confirmou que a corrida em curso para a Prefeitura de São Luís evolui mantendo dois blocos de candidatos, sendo o primeiro formado  pela deputada federal Eliziane Gama (PPS) com 22,4% das intenções de voto, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) com 20,8%, e Wellington do Curso (PP) com 17,5%; e o segundo integrado pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) com 5,6%, a vereadora Rose Sales (PRB) com 4,4%, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) com 3,7%, o vereador Fábio Câmara (PMDB) com 3,7%, e o ex-vereador João Bentivi (PHS) com 1,5%. Todos se movimentaram dentro das margens de erro dos levantamentos, e nesse contexto, apenas um dado chama atenção, exatamente por estar sendo fator de desequilíbrio da polarização inicialmente prevista entre Edivaldo Jr. e Eliziane Gama: Wellington do Curso. E a pergunta que todos os observadores fazem neste momento é a seguinte: sua candidatura tem consistência política e eleitoral ou é um balão de festa que murchará antes do final da festa?

Em princípio, uma situação está muito clara: o candidato posicionado em terceiro lugar e  que ameaça os dois da ponta ganhou corpo depois que assumiu um discurso  agressivo de oposição ao prefeito. Nessa postura, vem disparando ataques intensos e incômodos direcionados a problemas comuns, mas que incomodam, como buracos que pontilham pedaços da malha viária da Capital, o estado de degradação de alguns prédios escolares, as carências na área de saúde e os fatos que expõem as deficiências na área de segurança, entre outros. E o faz com muita eficiência nas redes sociais, por meio das quais alcança milhares e milhares de seguidores.

Empresário bem sucedido na área de educação paralela, Wellington do Curso é deputado de primeira viagem, que tomou gosto pela política e, a seu modo solitário e independente, exerce o mandato como se ainda estivesse no serviço militar – chegou a ser tenente do Exército. Movimenta-se com disciplina espartana: não falta a sessões da Assembleia Legislativa e todos os dias ocupa a tribuna para disparar seus petardos verbais na direção do prefeito Edivaldo Jr.. A frequência com que bate na gestão municipal fez com que o experiente deputado Edivaldo Holanda (PTB), pai do prefeito Edivaldo Jr. e propagador das ações da gestão municipal, transformá-lo em inimigo nº 1 do projeto do filho à reeleição. E vem cometendo o erro primário de travar um embate com o jovem parlamentar, dando-lhe a importância e a estatura política que não tinha. Wellington do Curso percebeu o erro da experiente raposa e concluiu que cresceria no embate e aumentou as investidas, multiplicando também o número de posts com fortes ataques ao prefeito Edivaldo Jr. nas redes sociais.

O deputado Wellington do Curso não é um tribuno com oratória refinada, e pode-se dizer que ele também não é um orador vibrante, que prende a atenção e consegue ser convincente. Mas as marteladas que ele dá e repete sistematicamente na direção da Prefeitura são recados diretos, sem polimento nem rodeios, mas que acertam no alvo, e aos poucos vão reforçando o seu cacife no eleitorado e causando incômodos na base do prefeito. Há quem diga até que Wellington estaria fazendo um jogo para facilitar a vida de sua ex-colega de partido, Eliziane Gama. Mas a suspeita não parece ter consistência, já que ele está ameaçando-a diretamente.

Wellington do Curso tem um projeto para São Luís? Difícil responder, pois até agora ele não expôs nenhuma linha ou ideia nessa direção. O deputado e pré-candidato a prefeito está discutindo Capital com a visão de quem a enxerga corretamente como uma metrópole de 1,1 milhão de habitantes e um quilométrico rosário de problemas? Evidente que não, pois até aqui suas manifestações estão relacionadas com problemas pontuais do cotidiano e não abordam as questões macro que envolvem a cidade no presente e no futuro. Sua abordagem sobre São Luís é consistente? Até aqui, não, à medida que pontua problemas localizados, mas não fala de politicas que possam solucioná-los e definitivo. Afinal, Wellington do Curso tem ou não tem cacife para ser um candidato confiável a prefeito de São Luis? Isso ainda não está claro, mas não se pode ignorar o fato de que ele vem ganhando terreno, ameaçando concretamente o prefeito que tem obras concluídas e andamento, o que revela no mínimo uma forte dose de tirocínio político e muita vontade de ser prefeito.

Em resumo: atuando solitariamente, sem grupo, sem líder e com muita  audácia e senso de oportunidade – coisa típica do empreendedor bem sucedido que é – na corrida à Prefeitura, Wellington do Curso continua para muitos uma incógnita, um ente político ainda por ser decifrado e avaliado. É um pré-candidato que muitos não levavam a sério, mas que já começam a olhá-lo por outro viés. Vai avançar? Ou vai estacionar e murchar? O tempo logo responderá.

Em tempo: a pesquisa Escutec foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo nº MA-07983/2016.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Segundo pelotão estacionou e pode se nivelar
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Pindaré, Rose , Braide, Câmara e Bentivi quase nivelados no segundo pelotão da disputa pela Prefeitura da Capital

Os números da pesquisa Escutec mostraram um segundo pelotão caminhando para o nivelamento, já que o mais destacado do grupo, o deputado Bira do Pindaré, aparece com apenas 5,6%, três pontos a menos do que lhe deram as outras pesquisas. Com 4,4%, a vereadora Rose Sales manteve aproximados os cacifes que lhe deram as outras pesquisas, assim como aconteceu com o deputado Eduardo Braide (3,7%), que se manteve estacionado nesse patamar. O pemedebista Fábio Câmara (3,5%) também não saiu do fim do túnel. João Bentivi permaneceu na lanterna (1.5%). E o grande vexame foi dado pelo candidato do PSOL, Valdeny Barros, simplesmente não foi escolhido por nenhum dos entrevistados.

Maioria folgada dos eleitores já tem candidato

A pesquisa Escutec encontrou que 79,5% dos eleitores ouvidos estão posicionados e já escolheram seus candidatos, ficando solto um percentual de 20,5% que ainda não sabem em quem votarão (8,9%) os que não votarão em nenhum dos candidatos que lhe foram apresentados (11,6%). Chama atenção o fato de que 60,7% dos eleitores que escolheram candidatos concentraram seus votos em Eliziane Gama, Edivaldo Jr. e Wellington do Curso, ficando apenas 18,4% para serem distribuídos entre Bira do Pindaré, Rose Sales, Eduardo Braide, Fábio Câmara e João Bentivi. É regra que esses números ainda não estão bem definidos e que pode haver mudanças na distribuição das intenções de votos, como certamente dirão as pesquisas, principalmente as que serão feitas durante a campanha, em meados de setembro. Por outro lado, com as demais (Prever, Exata e Econométrica) a pesquisa Escutec exibe dados com consistência.

 

São Luís, 02 de Julho de 2016.

Disputa nos quatro municípios indica que resultado das urnas dará controle político da Ilha a Flávio Dino

 

 

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Dino poderá ter o controle politico da Ilha 

O governador Flávio Dino (PCdoB) caminha para sair das eleições municipais com o domínio político total sobre a Ilha de Upaon Açu, que abriga três das 10 maiores cidades do Maranhão e abriga cerca de 1,4 milhão de habitantes. Candidatos a ele ligados estão consolidados na pré-campanha e devem vencer as eleições em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. A situação é tão favorável ao governador que em dois dos três municípios os dois candidatos mais viáveis estão aliados ao seu grupo, e até aqui não apareceu nenhuma evidência de que essa realidade pode sofrer mudança até a campanha. A história recente das eleições mostra que os prefeitos desses municípios nem sempre estiveram alinhados ao Palácio dos Leões, o que faz com que o atual chefe do Executivo estadual a quebre mais um paradigma.

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Edivaldo Jr., Eliziane Gama, Wellington do Curso, Eduardo braide e Bira do Pindaré: todos aliados de Flávio Dino

Mesmo sem estar definida e prenunciando avanços, recuos, voltas e reviravoltas, o desfecho da disputa pela Prefeitura de São Luís dificilmente fugirá ao raio de influência do governador Flavio Dino. Até aqui o candidato mais consistente e fortíssimo candidato à reeleição, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) é aliado de primeira linha do governador, não havendo a menor possibilidade de sair dessa linha de ação política. O mesmo acontece com a deputada Eliziane Gama (PPS), que participou ativamente da campanha de Flávio Dino ao Governo e, mesmo atuando num campo político-partidário radicalmente diferente, mantém com ele forte vínculo político, declarando-se integrante da sua base de apoio. E o deputado Wellington do Curso (PP), mesmo distanciado do Palácio dos Leões, declara-se com frequência integrante da base de apoio do governador.

Além dos três membros do pelotão da frente, outros candidatos integram o lastro de sustentação política do governador Flávio Dino. O deputado estadual Bira do Pindaré – que ainda não tem a candidatura definida pelo PSB -, faz parte do núcleo político que cerca o chefe do Executivo. E por sua vez, o deputado Eduardo Braide (PMN) é membro destacado do staf que dá suporte ao Governo na Assembleia Legislativa.

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Luis Fernando: aliado de Flávio Dino em São José de Ribamar

No caso de São José de Ribamar, o governador não terá um candidato que seja a ele política e partidariamente ligado, e vai apoiar a candidatura do ex-prefeito Luiz Fernando Silva (PSDB). O ex-pré-candidato ao Governo do Estado, que foi homem de proa nos Governos de Roseana Sarney, aproximou-se do governador ao deixar as fileiras do PMDB para se filiar ao PSDB no início de 2015. Essa relação deverá ser consolidada a se confirmar o desenho que prevê a volta do ex-prefeito ao comando do município. Ali, a menos que ocorra um fenômeno absolutamente imprevisível, Luiz Fernando Silva deve sair das urnas com mandato assegurado.

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Josemar Sobreiro e Domingos Dutra ficam com Dino em paço do Lumiar, onde só Gilberto Aroso é oposição

A situação de Paço do Lumiar também caminha para um resultado eleitoral que será comemorado pelo Palácio dos Leões. Ali, o prefeito Josemar Sobreiro (PSDB) brigará pela reeleição disputando com o ex-deputado federal Domingos Dutra, que deixou o PT e se filiou ao PCdoB, partido do governador e que tem o apoio do Governo como um todo. Só que Sobreiro e Dutra podem enfrentar a candidatura do ex-prefeito  Gilberto Aroso (PMDB), caso seja ele autorizado perla Justiça Eleitoral a entrar na briga pelo voto. Em Paço do Lumiar, Flávio Dino só perde o controle se Aroso voltar ao poder.

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Talita lidera como candidata de Dino contras Eudes e Ociléia em Raposa

O governador deve consolidar a presença do PCdoB em Raposa, onde a candidata do partido, Talita Laci, parece caminhar firme para sair vencedora nas urnas contra Ociléia Paraíba (PRB) e Eudes Barros (PR) segundo informam pesquisas de opinião publicadas recentemente. A eleição de Talita Laci foi transformada em prioridade pelo PCdoB, que vem trabalhando fortemente na sua promoção política.

Em resumo: a eleição de Edivaldo Jr. é prioridade, mas se der Eliziane Gama, Wellington do Curso, Bira do Pindaré ou Eduardo Braide em São Luís; Luiz Fernando Silva em São José de Ribamar, Domingos Dutra ou Josemar Sobreiro e, finalmente, Talita Laci em Raposa, o governo vai comemorar com rojões que deve estar estocando para disparar em outubro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Eleições na Ilha não dará qualquer naco de poder a Roseana
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Roseana deve perder espaço de poder na Ilha nas eleições

Enquanto o governador Flávio Dino se movimenta na expectativa de consolidar o controle político da Ilha emplacando aliados no coando dos quatro municípios, entre eles três dos 10 mais importantes, a começar por São Luís, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que representa o que restou do Grupo Sarney, não vislumbra qualquer possibilidade de candidatos seus lograrem erros nas urnas da Capital, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Em São Luís, o vereador Fábio Câmara (PMDB), que diz ter o apoio dela, não parece ter qualquer chance de sair do atoleiro que mantém com apenas 3%. Em São José de Ribamar, o seu ex-aliado e ex-homem-forte do seu Governo, não significará força político para ela. Em Paço do Lumiar, sua única chance de voltar ater poder de fogo seria a eleição do ex-prefeito pemedebista Gilberto Aroso, que parece muito remota, já que ali tudo indica que a grande disputa será entre o prefeito Josemar Sobreiro e o ex-deputado Domingos Dutra. E em Raposa, tudo indica que Roseana perderá os vínculos políticos com o município por meio de Ociléia Paraíba (PRB) ou por Eudes Barros (PR).

 

Citação na Lava Jato não abalou posição de Sarney Filho
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Sarney Filho firme no cargo de ministro

O ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) parece ter dado a volta por cima à inclusão do seu numa em suposta operação em que ele teria sido beneficiado com a injeção de R$ 1,5 milhão saídos das entranhas de corrupção na Transpetro por ação do então presidente e agora delator  Sérgio Machado, que também chamou de “monstro moral”. A reação dura do ministro e a inconsistência – ao menos neste caso -, da delação de Machado parecem ter colocado uma pausa no caso. A inclusão do seu nome no rol dos beneficiados com dinheiro sujo captado por Sérgio Machado repercutiu até dentro do PV.  Mas Sarney Filho tem cacife gordo dentro do partido e ganhou ali o benefício da dúvida e uma forte presunção de inocência, o que lhe permitiu se manter firme no comando da pasta. E a mesmo que o caldo seja engrossado e acabe derramando, o parlamentar vai continuar à frente da pasta com o prestígio de bom quadro.

 

Aliados no poder e feito inimigos pelo impeachment, PMDB e PT buscam saídas para disputar Prefeitura de São Luís

 

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PMDB pode lançar Câmara ou Andrea ou apoiar Edivaldo Jr.

Hoje os dois maiores e mais visados do País, exatamente por serem os mais importantes representantes dos dois grupos empenhados numa guerra sem trégua pelo poder na República, PMDB e PT se armam para as eleições municipais como protagonistas da disputa nas grandes cidades, seja porque querem chegar ao comando de grandes máquinas municipais, seja porque já estão no controle e se desdobram para renovar esse comando. Na disputa para a Prefeitura de São Luís, os dois partidos estão em situação atípica: até pouco tempo aliados firmes, PMDB e PT estão sem rumo, sendo o motivo principal a guerra do impeachment, que rompeu a aliança que unia os dois há mais de uma década de poder. O rompimento os mandou novamente para campos opostos, mas isso não lhes deu condições para que tomassem rumos firmes e seguros para disputar votos. Ao contrário, agora em rota de colisão, os dois partidos encontram-se em busca de aliados que se aliem aos seus projetos de poder, que têm como primeiros passos encarar as urnas.

O PMDB, que continua sendo o maior partido do Maranhão e tem o Grupo Sarney como a base do seu poder de fogo, vive uma espécie de transição cujo objetivo é se reafirmar no cenário político do estado depois da dura derrota que sofreu em 2014. Se tem nomes fortes para disputar Prefeituras importantes, como o deputado Roberto Costa, que é apontado como líder inconteste da corrida para a Prefeitura de Bacabal, e o delegado de Polícia Assis Ramos pode comandar uma coligação com o PSDB do o prefeito Sebastião Madeira, por exemplo, o PMDB ainda não amarrou definitivamente sua posição em São Luís.

Não há dúvidas de que o PMDB está em situação delicada em São Luís, principalmente por conta da divisão em relação à pré-candidatura do vereador Fábio Câmara, que não foi uma escolha do partido, mas um projeto do próprio aspirante a prefeito. Mas o projeto só avançou porque o PMDB não tem um nome disposto a carregar a bandeira partidária nessa disputa. O ex-deputado Ricardo Murad ensaiou entrar na briga, mas logo recuou e tentou viabilizar a deputada Andrea Murad, que não conseguiu o apoio da cúpula partidária. Na avaliação de muitos, o nome mais viável para disputar a Prefeitura de São Luís seria o deputado Roberto Costa, mas o comando partidário, liderado pelo senador João Alberto, decidiu que Costa seria candidato a prefeito de Bacabal, onde tem fortes bases eleitorais e lidera a corrida, segundo as pesquisas. Fábio Câmara fez o caminho inverso, entrou sem ser convidado e ocupou espaço à base de empurrões, tornando-se pré-candidato de si mesmo, mas sem as bênçãos do partido, que só pagou para ver, mas até agora nada viu.

Desde o final da semana passada, o PMDB tornou-se campo de um embate forte entre seus líderes mais visíveis, que começou com uma entrevista dura do deputado Riberto Costa, que fixou 10 de julho como data-limite para Fábio Câmara mostrar que é viável. Se não o fizer, o partido arquivará o seu projeto de candidatura e partirá para outra solução. A primeira seria apostar tudo na deputada Andrea Murad, ou até mesmo aliar-se ao prefeito Edivaldo Jr., juntando-se assim aos seus hoje mais duros adversários nos planos local e nacional – PDT e PCdoB. Muitos – até mesmo o deputado Roberto Costa – admite essa aliança, mas todos sabem que ela é improvável pelo fosso que separa esses partidos no plano nacional.

Em resumo: o PMDB ainda não tem rumo definido no maior colégio eleitoral do estado.

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PT pode apoiar Zé Inácio, Zé Carlos ou Mário Macieira ou  Edivaldi Jr.

A mesma situação envolve o PT, que até aqui ainda não definiu como vai encarar as urnas de São Luís. Em processo de juntar os cacos, mirando a possibilidade de recompor o que for possível depois de uma longa aliança com o PMDB, que lhe deu poder, mas que lhe cobrou o preço impagável da divisão, o PT procura uma saída. Por meio de uma série de reuniões plenárias, o partido discute lançar candidato próprio ou aliar-se a um candidato do campo liderado pelo governador Flávio Dino.

Na hipótese da candidatura própria, o partido trabalha com três alternativas: o deputado estadual Zé Inácio, que parece determinado a conquistar a confiança dos chefes petistas; o deputado federal José Carlos Araújo, que parece disposto a ser candidato, mas desde que o partido o convoque; e o advogado e ex-presidente da OAB Mário Macieira, nome influente no partido e fora dele, que não pleiteia a candidatura, mas parece disposto a assumi-la se o partido se unir em torno do seu nome.

Nesse contexto de possibilidades que os dois partidos vislumbram em busca de uma saída, a única que não impossível seria exatamente a reedição de uma aliança PMDB-PT.

 

PONTOS & CONTRAPONTO

 

Madeira quebra silêncio e manda recado a adversários
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Madeira manda recado 

O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), saiu do silêncio e avisou que o jogo político para a montagem do quadro de candidatos à sua sucessão ainda não acabou. E que quem pensou que ele está politicamente fragilizado cometeu um erro e que está se preparando para participar ativamente do processo sucessório. Ou seja, Madeira vai entrar na briga por um candidato, que ele ainda não apontou, pois seu partido ainda não lançou nome nem negociou a participação em uma aliança. Tudo indica que Madeira não se engajará na candidatura de Rosângela Curado (PDT), o que significa que seu caminho de confronto com o governador Flávio Dino. O quadro político nacional desenhado pelo processo de impeachment ampliou o fosso que já havia entre PSDB e PCdoB, inviabilizando qualquer aliança para as eleições municipais. A expectativa agora é o que farão prefeito que, como disse um dos seus adversários, o deputado Marco Aurélio (PCdoB), está fragilizado, mas ainda é a voz política de maior peso na Princesa do Tocantins.

 

São Luís, 28 de Junho de 2016.

Com candidatura de Fábio Câmara frágil, PMDB reabre debate sobre o rumo que seguirá na disputa em São Luís

 

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Roberto Costa dá prazo para Fábio Câmara se viabilizar: Andrea Murad, Hildo Rocha e Lobão Filho quarem candidato próprio

O PMDB entrou numa linha de contagem regressiva para definir o caminho que seguirá de fato nas eleições para a Prefeitura de São Luís. E o faz travando um intenso debate interno sobre candidatura própria e a a possibilidade de alianças. No epicentro do debate intenso está a pré-candidatura do vereador Fábio Câmara, que de acordo com as pesquisas mais recentes, patina nas últimas colocações e não emite nenhum sinal de que tem fôlego político e eleitoral para reagir. O deputado estadual Roberto Costa, hoje uma das mais importantes vozes do PMDB, sugere a data de 10 de Julho como limite para Fábio Câmara mostrar que tem poder se fogo para se manter como pré-candidato do partido; caso contrário, o partido poderá rever o projeto de lançar candidato próprio, podendo optar por entrar numa aliança com um candidato mais viável. Na contramão da proposta de Roberto Costa, várias vozes com peso no partido, como o deputado federal Hildo Rocha, a deputada estadual Andrea Murad e o suplente de senador Lobão Filho, defendem que o partido deve ir para as urnas com candidato próprio.

Essa iminência de impasse gera duas alternativas que só um grande acordo interno pode resultar numa escolha de consenso. Se Fábio  Câmara não conseguir convencer o partido de que ele tem alguma viabilidade, ele fatalmente perderá a vaga de candidato. Se a tese da candidatura própria se mantiver, o nome poderá ser o de Andrea Murad, que já desistiu do projeto, mas sempre deixou a porta entreaberta. Mas o caminho poderá ser também o da participação do PMDB numa aliança em torno de outra candidatura, que pode ser a do prefeito Edivaldo Jr. (PDT).

Se vier mesmo a optar pela participação em uma aliança viável, o comando pemedebista não deve descartar também as alternativas Eliziane Gama (PPS), que está no grupo de frente da corrida às urnas, Wellington do Curso (PP), outro do pelotão da frente, podendo também fechar em torno da candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN), se ele pelo menos dobrar os atuais quatro pontos percentuais na preferência do eleitorado.

Essa possibilidade iminente de mexida de pedra pelo PMDB no tabuleiro sucessório foi desenhada pelo deputado Roberto Costa, que conhece bem o cenário da disputa eleitoral e as filigranas do seu partido, numa entrevista esclarecedora publicada na edição de fim de semana de O Estado do Maranhão. Costa, que presidia o PMDB de São Luís e abriu mão de liderar as forças pemedebistas e o grupo sarneysista na Capital para disputar a Prefeitura de Bacabal, tem autoridade para rascunhar esse panorama na agremiação, e suas afirmações funcionaram como recado claro e direto ao vereador Fábio Câmara e às demais lideranças pemedebistas.

A situação de Fábio Câmara é, portanto, dramática, pois sua pré-candidatura está por um fio. Para começar, ao contrário do que se previa, ele não tem o cacife eleitoral necessário para justificar sua candidatura a prefeito por um partido como o PMDB numa cidade com 1,1 milhão de habitantes. Todas as pesquisas feitas recentemente o apontaram como um aspirante sem gás para seguir em frente e ameaçar os primeiros. Na semana passada, o presidente regional do PMDB, senador João Alberto, que abraçou deu projeto de candidatura contrariando quase todas as correntes do partido, levou Fábio Câmara aos bairros para testar a sua empatia com o eleitorado. Retornou preocupado.

A julgar pelos seus movimentos, Fábio Câmara dedicou muito tempo engalfinhado em pequenas e não foi às ruas, aos bairros, às comunidades, para medir seu cacife eleitoral e fazer a leitura necessária para tomar decisões que pudessem melhorar sua posição na preferência do eleitorado. Agora, trava uma luta perigosa contra o tempo, provavelmente consciente de que suas chances de continuar como pré-candidato são mínimas. Câmara sabe também que a essas alturas ele corre o risco de, além de perder a vaga de candidato a prefeito, enfrentar dificuldades na sua reeleição de vereador, já que sua corrida pela Prefeitura abriu frestas perigosas nas suas bases de vereador.

O fato é que o debate voltou ao PMDB, que tem pouco tempo para decidir seu rumo na corrida de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PV vai sabatinar pré-candidatos a prefeito
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Adriano Sarney propõe sabatina a pré-candidatos

O PV decidiu saber o que os pré-candidatos a prefeito de São Luís vão propor nos seus programas de governo em matéria de preservação ambiental. O anúncio foi feito ontem pelo presidente municipal do partido, deputado estadual Adriano Sarney, em discurso na Assembleia Legislativa. Para tanto, a direção partidária preparou uma programação em que ouvirá os pré-candidatos em sabatinas a serem realizadas ao longo da semana que vem. “Vamos convidar todos os pré-candidatos. A deputada Eliziane Gama (PPS), o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), os deputados Eduardo Braide (PMN), Wellington do Curso (PP), Bira do Pindaré (PSB), o vereador Fábio Câmara (PMDB), a vereadora Rose Sales (PMB), o médico João Bentivi (PHS), Zeluís Lago (PPL), Valdeny Barros (PSOL), enfim, todos os pré-candidatos, porque nós queremos discutir o meio ambiente da Ilha”, afirmou Adriano Sarney. O parlamentar informou que a sabatina ocorrerá em um dos auditórios da Assembleia Legislativa em datas a serem definidas, e informou que será um debate organizado, no qual será ouvida a direção de cada partido, discutindo as principais questões voltadas ao meio ambiente. “Vamos discutir a poluição dos rios, a coleta de lixo, a arborização da cidade, entre outros assuntos. Queremos ouvir dos pré-candidatos os seus planos para a área ambiental e também debater outras questões. Nós vamos, ainda, apresentar as propostas do Partido Verde para os pré-candidatos. Isso é uma atitude inovadora do PV de São Luís e será uma oportunidade para o partido definir apoio a um dos pré-candidatos”, explicou Adriano Sarney.

 

Com saúde frágil, mas firme, Cafeteira completa 92 anos
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Cafeteira chega aos 92 anos lutando pela vida

O ex-governador Epitácio Cafeteira aniversariou ontem: 92 anos. Dono de um dos currículos mais ricos da história política recente do Maranhão, tendo sido deputado federal quatro vezes, prefeito de São Luís, governador do Maranhão e senador duas vezes. Paraibano de origem, Epitácio Cafeteira Afonso Pereira reside em Brasília, onde luta bravamente contra sérios problemas de saúde, que se agravaram nos últimos anos quando ele sofreu um AVC e um infarto. Um dos grandes momentos da sua carreira foi a aprovação de projeto de lei de sua autoria, em 1963, para que fosse restaurada a eleição para prefeito de Capital, conquista que o fez entrar para a História e lhe deu prestígio eleitoral para eleger-se-prefeito de São Luís em 1065. O outro grande momento foi ter governado o Maranhão no período em que José Sarney foi presidente da República.

 

São Luís, 27 de Junho de 2016.